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Jornal Enfermeiro (/) | Actualidade (/actualidade.html) | Investigadores de Coimbra desenvolvem terapia inovadora para tumores cerebrais
Investigadores de Coimbra desenvolvem terapia inovadora para
tumores cerebrais
segunda, 22 junho 2015 10:04
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Investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) de Coimbra desenvolveram uma terapia inovadora para
tratamento de tumores cerebrais, anunciou hoje a Universidade de Coimbra.
Uma equipa de investigadores do CNC da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma “nanopartícula capaz de entregar moléculas terapêuticas a tumores cerebrais
malignos”, afirma uma nota da UC hoje divulgada.
A investigação, liderada por Conceição Pedroso de Lima, investigadora do CNC, resulta do trabalho realizado ao longo dos últimos quatro anos no desenvolvimento de “uma nova
terapia para o glioblastoma, uma forma altamente maligna de tumor cerebral que reduz a vida dos doentes para 12 a 15 meses após diagnóstico”, acrescenta a UC.
Foi demonstrado que “nanopartículas compostas por moléculas de gordura (lípido), às quais se junta uma proteína que reconhece especificamente células tumorais, entregam de
forma eficiente a estas células pequenas moléculas terapêuticas (ácidos nucleicos que são macromoléculas localizadas no núcleo das células)”, sublinha Pedro Costa, primeiro
autor do estudo.
“A entrega destas moléculas terapêuticas, após administração intravenosa em ratinhos com glioblastoma, combinada com quimioterapia, resultou em significativa morte das células
malignas e redução do tumor cerebral”, salienta Pedro Costa.
Este estudo demonstra que “uma das limitações no tratamento dos tumores cerebrais, que está relacionada com a dificuldade em entregar moléculas terapêuticas aos tumores,
pode ser ultrapassada através da utilização de ‘veículos de transporte’ direccionados especificamente para os tumores”, explicita Conceição Pedroso de Lima.
Trata-se de “um passo importante”, embora ainda se esteja numa fase inicial para o “desenvolvimento de uma abordagem terapêutica que se espera poder chegar a ensaios
clínicos”, adianta a investigadora.
Os principais problemas associados à quimioterapia são os efeitos secundários nos órgãos saudáveis, mas “a utilização das nanopartículas desenvolvidas poderá contribuir para
aumentar a eficácia da quimioterapia e reduzir os efeitos secundários associados”, admite Conceição Pedroso de Lima.
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