Grande Entrevista

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Grande Entrevista
Edição 9
Dezembro | Janeiro
Bimestral | Gratuito
um dia de...
Um Chef de cozinha
desporto
Hoje vamos...falar da evolução do fitness II
decoração
‘Oficinas da Casa’ decora apartamento de luxo
casa portuguesa
Visita ao Hotel Vincci
gastronomia
Três doces, três religiões
Grande Entrevista
Arq. Luís Pedro Silva
Terminal de Leixões
1
Subsídios para “rendas antigas” procura harmonia
linha
jurídica
entre Senhorios e Inquilinos
2
Nos contratos anteriores a 18.11.1990 a
atualização das rendas pelos Senhorios
carece de um processo de atualização
e transição para NRAU (Lei 6/2006, de
27.02) nos termos dos arts. 30.º e ss.,
onde é lícito aos Inquilinos a invocação
de circunstâncias como a existência de
baixos rendimentos (RABC inferior a cinco
retribuições mínimas nacionais anuais, correspondente a 33.950€) e ainda idade igual
ou superior a 65 anos ou deficiência com
grau de incapacidade superior a 60% (art.
31.º,n.º 4, als. a) e b), o que lhes permite,
na discordância do novo valor de renda
com o Senhorio, beneficiar de um regime
transitório durante cinco anos no qual a
renda é supletivamente atualizada de harmonia com coeficientes de 25%, 17% ou
10% do RABC consoante os rendimentos, e
cujo montante máximo nunca pode atingir
1/15 do valor patrimonial tributário (VPT)
do locado (arts. 35.º, n.º 2, e 36.º, n.º 6).
Todavia, após esse período de cinco anos,
não mais podem os Inquilinos beneficiar
desse regime (arts. 35.º, n.º 6, e 36.º, n.º 9,
al. a)), o que viria a gerar graves limitações
à subsistência desses agregados familiares
mais desfavorecidos economicamente e
em razão de idade ou incapacidade, sendo
que para evitar tais circunstâncias, o recente DL n.º 156/2015, de 10.08, já
idealizado no n.º 10 do art. 36.º do NRAU
veio a regular o subsídio de renda de que
estes Inquilinos podem agora beneficiar
decorridos cinco anos após a primeira
atualização da renda (isto é, após o término daquele período transitório), e que se
verificará já no final de 2017 para a nova
renda decorrente da atualização promovida
(art. 2.º, n.º 1, al. e) do DL).
Prevê tal Diploma, nos arts. 12.º, n.º 1, e
14.º, n.º 1, que o subsídio de renda, concedido pelo prazo de 24meses, renováveis,
ascende à diferença entre o valor da nova
renda que, em caso de desacordo, sempre
será o valor anual correspondente a 1/15
do valor patrimonial tributário (VPT) (art.
35.º, n.º 2, al. a)) e a renda fixada naquele
regime transitório (que foi determinada de
acordo com os rendimentos do Inquilino),
o qual pode incidir quer sobre o contrato
de arrendamento em vigor (e anterior a
18.11.1990) quer sobre um novo contrato
a ser feito, nos termos do art. 10.º do DL
em causa.
Assim, imagine-se um agregado familiar
com RABC de 17.500€, correspondente a
1.250€ mensais, no caso de desacordo na
atualização da renda o montante máximo que esta poderia atingir no período
transitório de 5 anos era de 212,50€ e,
assim, findo o mesmo, mantendo-se o
desacordo quanto ao valor da nova renda
atualizada, o valor máximo anual que esta
poderia atingir era de 1/15 do VPT, pelo
que ascendendo este a 79.200, o valor
máximo da renda seria 440€ mensais.
Assim, uma vez requerido na Segurança
Social o aludido subsídio de renda, e sendo
concedido, o valor comparticipado seria de
227,50 (correspondente à diferença entre
os 212,50 do período transitório e o novo
valor devido de 440€).
Dr. Miguel Vale
Advogado Est.
ficha técnica
Propriedade:
Linha da Praia, Mediação Imobiliária, Lda
Av. Júlio Graça, 354, 4480-672 Vila do Conde
telef.: 252 638 390
site: www.linhadapraia.pt
email: [email protected]
Nº Contribuinte | 508421489
Nº de Registo da ERC | 126505
Licença n.º 8211 – AMI
Diretor: Miguel Ferreira
Editora: Anabela Jacinto
Periodicidade: Bimestral
Distribuição Gratuita
Sede de redação:
Av. Júlio Graça, 354, 4480-672 Vila do Conde
Tiragem | 10.000
Depósito Legal | 375189/14
Tipografia | Gráfica Diário do Minho
Rua de Sta. Margarida, 4 A, 4710-306 Braga
Redação: Anabela Jacinto
[email protected]
Design e Paginação: Anabela Jacinto | Ricardo Marinho
Imagem: Daniel Silva | Anabela Jacinto
Colaboraram neste número:
Arq. José Carlos Cruz | Hotel Vincci
Lésmes Nachón | Hotel Vincci
Arq. Luís Pedro Silva | Terminal Leixões
Marta Lemos | Terminal Leixões
Arq. Luís Pedro Silva | Terminal Leixões
Anabela Hipólito | Oficinas da Casa
Tiago Faria | ‘Chef’ de cozinha
Miguel Vale | Advogado Est.
João Gomes | M30
Carina Wiesner | corres. Espanha
|Edição escrita ao abrigo
do novo acordo ortográfico
siga-nos
na internet:
linhadapraia.pt ou em
facebook.com/apraiamagazine
UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA!
HOTEL VINCCI
O
3
e
difício da antiga “Bolsa do Pescado” foi
transformado num hotel de luxo: o Vincci.
O prédio original nasceu nos anos 30 e este ano
abriu em fevereiro com uma nova função: hotelaria. Onde havia bancas de peixe, frigoríficos
e lota, agora estão 95 quartos (cinco deles são
suites) e um restaurante.
A cadeia Vincci Hotéis é espanhola e já conta
com um hotel em Lisboa. Estiveram sete anos
há procura de um edifício para se instalarem no
Porto e foi nessa pesquisa que encontraram este
prédio histórico, também conhecido como
“Frigorífico do Peixe”, na freguesia de Massarelos. “Está perto do rio, da baixa, da área das
praias. Portanto cobrimos todos os mercados
que queríamos a nível comercial”, explicou
Lesmes Nachón, diretor do Hotel Vincci.
O edifício sofreu uma forte intervenção estrutural.
O projeto de arquitetura foi feito pelo arquiteto
José Carlos Cruz, que começou a projetar a
Lesmes Nachón
diretor hotel vincci
José Carlos Cruz
arquiteto
reabilitação do hotel em 2001.
“A intervenção foi sobretudo técnica. Tentámos preservar a estrutura do
próprio edifício. Havia aqui um conjunto
de edifícios. A antiga lota foi transformada num espaço mais nobre, que é a
zona onde estão as suites e o restaurante D. Pedro V”, explicou o arquiteto.
4
Para além da estrutura do edifício, a
fachada foi um elemento que se pretendeu manter na reabilitação. As vistas para
o rio Douro estão em destaque neste
hotel de quatro estrelas, que arrecadou
um Prémio Nacional de Reabilitação
Urbana 2015, na categoria de “Turismo”,
dois meses depois de ter aberto portas ao
público.
O hotel criou 46 postos de trabalhos,
sendo que parte das vagas está reservada
a funcionários que moram na freguesia de
Massarelos.
“O arquiteto conseguiu que
ficasse a imagem industrial
do antigo prédio.
As pessoas continuam a ter
a Bolsa do Pescado, mas
agora é um hotel recuperado, em funcionamento,
que está a dar muita vida
à freguesia”, rematou o diretor do
hotel.
grande entrevista
Arquiteto Luís Pedro Silva
Terminal de Cruzeiros de Leixões
Mais do que um terminal de cruzeiros, o novo cais em
Leixões, no Porto, tornou-se uma obra de arquitetura que salta
à vista de todos.
O terminal situa-se numa região de cruzamento de principais
rotas entre o continente americano e o europeu, em particular
das duas dominantes regiões de cruzeiros, o Báltico e o Mediterrâneo.
O cais de Matosinhos tem 340cm de comprimento e já recebeu
151 navios e cerca de 210.000 passageiros em 2015.
Passou a acolher a maior parte dos navios de cruzeiros da
atual frota mundial.
A Praia Magazine foi conhecer o arquiteto por detrás deste
majestoso edifício, que reluz à chegada do sol e muda de cor
quando ele se põe.
5
Marta Lemos
Divisão Comercial Terminal
6
Este edifício é um pouco mais do que
um terminal de cruzeiros, é um
edifício onde coabitam várias funções,
nomeadamente o Parque de Ciências
e Tecnologia do Mar, que vai reunir no
2º segundo piso, cerca de 250 investigadores. Pretende-se ter aqui também exposições, um restaurante, uma
parte mais lúdica, mais social, para
além de toda a operação de cruzeiros
e de toda a atividade de investigação.
Acho que é um edifício muito
bonito que vai marcar a área
metropolitana nos próximos
tempos.
Curiosidades //
| Mais de 1 milhão de azulejos da Vista Alegre foram utilizados para
revestir as paredes do terminal. Os azulejos mudam de tonalidade ao
longo dia em função da exposição solar.
| O novo cais foi inaugurado em abril de 2011 e abre ao público em 2016.
| Pala além do Cais de Cruzeiros, o terminal é composto por Estação de
Passageiros, Cais Fluvio-marítimo, Porto de recreio náutico e estacionamento para carros.
| Alberga ainda o Parque de Ciência e Tecnologia do Mar e da Universidade do Porto (UP) e o Centro Interdisciplinar de Investigação da UP.
Arquiteto Luís, o que representa para si o
Terminal de Cruzeiros de Leixões?
Estamos dentro de uma estrutura portuária e ela
mesma distingue-se na escala pela sua natureza edificada, de que são típicos os edifícios da cidade tradicional, mas, o que aqui talvez tenha bastante importância na proximidade, é o facto de o
molhe ter esta curva. Já existia aqui uma dinâmica no modo em como estes braços, que se projetam sobre a água e depois se curvam, fecham-se,
protegendo esta pequena baia portuária.
Para além de ter um forma peculiar, (parece
um caracol), no terminal predomina o branco.
Porque esta opção?
Há aqui uma certa disponibilidade para receber,
daí a natureza do branco, que depois se presta a estas relações com o vidro e com o cerâmico, que
faz parte da tradição do país e mesmo da cidade
do Porto. Estes azulejos apareceram como uma
possibilidade forte.
O edifício foi construído de raiz. Como foi feita
a construção?
O edifício está no fundo do mar, ancorado ao solo rochoso por estacas, mais ou menos a 12 metros de profundidade, portanto são tudo elementos verticais. Depois
havia este movimento laminar, que tinha de ser distinto
dessa base granítica e contrastante com ela, algo mais
refletor, mais claro, branco, mais nítido e que, de alguma maneira, fosse captando toda esta a atmosfera da
envolvente.
O obra que durou 4 anos e custou cerca de
50 milhões de euros já correu o mundo
pela forma peculiar como integra esta baia
em Leixões. O novo terminal foi inaugurado em julho de 2015. Agora é esperar e
receber o que o atlântico nos trouxer.
Luís Pedro Silva
arquiteto
7
A
Prédio - Vila do Conde
Moradia - Mindelo
T2 - Vila do Conde
580m2 de construção dividida por 4 pisos
com 150m2 por piso, viabilidade de comércio e serviços no rés do chão. Localização
privilegiada com grande exposição e vistas
fabulosas para o rio.
Moradia T4 de 4 frentes, inserida em lote
com 350m2. Está como nova, tem áreas amplas e muita luz. Suite com closet, mezzanine
com terraço e vistas de mar.
Boas áreas, cozinha equipada, suite,
roupeiros, lugar de garagem, em segunda
linha de praia.
Refª4076
Refª4135
Refª4098
475.000 €
280.000 €
115.000 €
C
T3 - Árvore
T1 + 1 - Mindelo
T2 em excelente estado de conservação com
garagem fechada a 800 metros da praia.
Situado a 400 metros da praia, excelentes
áreas, lareira com recuperador de calor, 5
varandas, área exterior, 2 casas de banho e
garagem fechada com 128m2.
A 50 metros da praia, boas áreas, lareira,
garagem para dois carros.
Refª4092
Refª4140
Refª4153
T2 - Vila do Conde
8
105.000 €
170.000 €
75.000 €
B
Moradia - A Ver-o-mar
T3 - Vila do Conde
T2 - Vila do Conde
Em bom estado de conservação, boa
exposição solar, situada em zona calma com
lugar de garagem.
3 frentes, sala orientada a poente com
33m2. Cozinha equipada com lavandaria.
Aquecimento central. Garagem fechada
para dois carros. No centro da cidade junto
ao parque de ténis e jardim Júlio Graça.
T2 com garagem, aquecimento, lareira com
recuperador e varanda. Localizado junto à
estação do metro de Vila do Conde.
Refª4162
Refª4108
Refª3948
149.900 €
198.000 €
87.500 €
T2 - Vila do Conde
Terreno - Maia
T2 + 1 - Árvore
Excelente T2 próximo da praia, com cozinha
equipada, ótima oportunidade para apartamento de férias.
Possibilidade de construção de moradia de
rés do chão e 1º andar com 3 frentes e logradouro. Área de implantação: 114,50 m2, área
de construção: 245m2 e área dependente:
42,50 m2.
A 50 metros da praia com lugar de garagem.
Tem 119m2, varandas e lareira. Situado em
zona calma e com vistas de mar. Tem bons
acessos à A28 e ao metro.
Refª4072
Refª3860
Refª3790
85.000 €
75.000 €
78.000 €
Moradia - Árvore
Moradia T3 de 4 frentes, aquecimento central, energia solar, garagem fechada, jardim,
portão elétrico. Situada em zona residencial
e próximo da praia.
Refª 4134
230.000 €
Moradia - Vila Chã
Terreno - São Félix da Marinha
Excelentes acabamentos e áreas. Moradia
com 2 suites, closet, cozinha equipada,
aquecimento central, lareira, vidro duplo e
localizada muito perto da praia.
488m2 com benfeitorias, para construção
em frente à praia da granja em São Félix da
Marinha. Área de implantação de 176m2 e
área de construção de 330m2.
Refª3622
Refª4086
215.000€
210.000 €
G
Terreno - Fajozes
Quintinha - Touguinha
Moradia - Vila do Conde
Terreno de 750m2 em gaveto, possibilidade
de construção de moradia. Tem bons acessos
e boa exposição solar.
Excelente exposição solar, inserida em zona
calma, residencial e agrícola. Possui casa
em bom estado de conservação, solarenga
e área comercial. Grandes áreas exteriores
para jardim e cultivo.
Moradia T5 bem localizada em zona calma,
com garagem, sótão e bom estado de
conservação.
Refª4082
Refª3967
75.000 €
250.000 €
Refª2238
185.000 €
B
Moradia - Vila do Conde
Terreno - Vila do Conde
T3 - Vila do Conde
Moradia seminova de 3 frentes com boas
áreas. Aquecimento e aspiração central.
Quartos e suite com closet. Painéis solares,
churrasqueira e garagem para dois carros,
próximo do centro da cidade.
Terreno de 392m2 no centro da cidade para
construção de moradia de gaveto,
construção de cave, rés do chão e 1º andar,
mais anexos de 63m2.
Sala ampla orientada a sul com terraço.
Cozinha equipada com lavandaria, suite, garagem fechada com portão automático.
Refª4129
Refª4119
Refª4116
300.000 €
92.500 €
165.000 €
D
T3 - Vila do Conde
T2 - Vila do Conde
Terreno - Retorta
150m2, mais 50m2 de terraço, garagem
fechada, aquecimento central, lareira com
recuperador de calor, bons acabamentos.
Junto à praia e do centro da cidade.
3 Frentes, 147m2. Sala com recuperador
de calor e varanda orientada a sul. Cozinha
equipada. Suite. Garagem fechada para dois
carros, junto ao metro.
Excelente lote de 3 frentes, em zona calma,
com área de 405m2. Situa-se perto da escola
e do mercado.
Refª4164
175.000 €
Refª4165
125.000 €
Refª4036
79.000 €
9
HOJE VAMOS...
?Guess what ?
“More sky”
a janela ninho...
...falar da evolução do fitness
parte II
Tal como vimos na edição anterior, o fitness tem sofrido
enormes mudanças, umas boas outras…
nem por isso!!
Mas peguemos em bons exemplos: Kettlebell,
Trx e Bosu.
Porque é que estes são bons exemplos e porque é
que são melhores que as tradicionais máquinas de
musculação?
Se o vosso objetivo é melhorar a condição física e a
qualidade de vida, são sem dúvida o melhor caminho.
Um exemplo já dado numa edição anterior é daquele
cliente que está sentado 10 horas a trabalhar e, quando
chega ao ginásio está mais uma hora a treinar sentado
(porque 99% das máquinas de musculação não são de
outra forma). Além de ridículo, é sem dúvida facilitador.
E este é o principal problema, o facilitismo.
Os aparelhos que inicialmente mencionei desafiam o
seu corpo, seja a nível de estabilidade, como de força e
flexibilidade. O que precisa um corpo que está 10 horas
sentado? De desafios, de algo que trabalhe os músculos
contrários à posição fechada em que está tanto tempo
parado.
10
“More Sky”
é uma janela
inovadora e modera criada pela designer Aldana Ferrer Garcia.
Permite a entrada de luz nos apartamentos, com vistas para o exterior,
sem alterar a estrutura original da
janela existente. A ideia foi transformar a janela convencional numa
espécie de cesto que sai do prédio
para o exterior, onde se pode sentar,
aproveitar o sol e ver a paisagem.
Aldana Garcia desenvolveu a “More
Sky” como objeto de estudo para a
sua tese de mestrado. No seu projeto de design começou por estudar os
diferentes tipos de janelas, os mais
populares, de forma a poder mudar os
sistemas que permitem o acesso à luz
solar e para puder criar um assento a
partir da janela.
Para a designer, a invenção funciona
como um canto acolhedor para a habitação, que provoca não só um conforto visual, com dá acesso à luz e ao ar
fresco em apartamentos pequenos.
Acrescenta ainda que o projeto de arquitetura e design foi tanto concebido
como objeto e espaço ao mesmo tempo, respondendo à necessidade atual
das cidades com grande densidade
populacional.
Fonte: inhabitat.com
Posto isto, o mais fácil é pensar que com este tipo de
aparelhos só trabalhamos a postura. E então os objetivos? E a barriga? E a tonificação? Ficam para segundo
plano? Com certeza que não. É só pensar nos objetivos
que toda a gente procura com o exercício físico: abdominais, pernas, braços e glúteos. Pois então: os primeiros e os últimos são músculos estabilizadores, logo
desafie o equilíbrio e vai tonificá-los; os segundos e
terceiros são músculos de “suporte” que vão ser direta e
indiretamente trabalhados. Mas falta o emagrecimento,
certo? Está mais que falado que quanto mais músculos
utilizar, maior será o gasto calórico e é o caso, justamente do Trx, do Kettlebell e do Bosu, pois obrigam a
movimentos mais completos, integrando vários grupos musculares ao mesmo tempo. Mas não é só essa
vantagem pois estudos recentes vieram a provar que
exercícios utilizando desafios em equilíbrio levam a um
aumento da ativação neural, que por sua vez aumenta
o recrutamento de mais fibras musculares por unidade
motora, aumentando assim a necessidade do músculo
consumir mais energia.
A complexibilidade dos exercícios de cada um destes
aparelhos levam a que a aprendizagem seja o mais
cuidada possível, por isso, a supervisão deve ser a mais
qualificada possível! Esta é uma das razões pelo qual
nem sempre são integrados nos treinos, porque dão
“trabalho” a ensinar e a aprender. Contudo os resultados não aparecem com as alternativas fáceis. É sempre
quando passamos e ultrapassamos um obstáculo que
conseguimos dar o passo seguinte.
Concluindo, e aproveitando a época natalícia, tente
adequar o treino às necessidades do seu corpo e não
às necessidades do espaço que frequenta, ou então os
excessos que comete no Natal deste ano irão durar até
ao próximo.
Bons treinos!
João Gomes
Gastronomia Natalícia
E porque o Natal já chegou e o ano vira para 2016,
é época de juntar a família e os amigos à volta
de uma boa mesa. A Praia Magazine resolveu dar
a conhecer três doces típicos de três religiões,
que, sendo diferentes, festejam o natal de forma
singular e a gastronomia não é exceção...
11
Besan Ladoo
Sufganiots
Sonhos
Os indianos celebram o natal um mês
antes do natal cristão. Este ano o “Diwali”,
também conhecido por Festa das Luzes, foi
celebrado a dia 11 de novembro. Para além
de natal é o ano novo hindu, onde, na festa,
fecham as contas do comércio do ano anterior e dão boas vindas ao novo ano, que está
em 2072. Por tradição, à mesa a comida é
vegetariana. Segue uma delícia indiana.
Já para os judeus, o “Hanukka” ou “Festa das Luzes”, é celebrado durante oito dias,
no final de dezembro. Celebram a reconsagração do Templo de Jerusalém após a vitória
de Judas, o Macabeu, sobre Antíoco Epífano. Na festa são acesas velas de Hanukkah
e em cada dia do feriado, jogam o dreidel,
comem latkes e trocar gelts de Hanukkah. Os
sufganiots são um doce típico judeu.
Os cristãos celebram o Natal como festa
religiosa que celebra o nascimento de Jesus
Cristo, a figura central do Cristianismo. O dia
de Natal, 25 de dezembro, foi estipulado
pela Igreja Católica no ano de 350 através
do Papa Julio I, sendo mais tarde oficializado
como feriado. Sonhos de natal é um doce
bem tradicional português, mas nunca é
demais saber a receita.
Ingredientes
| 4 chávenas de farinha de grão-de-bico Bombay
| 2 chávenas de ghee
| 2 chávenas de açúcar
| 1 colher de chá de cardamomo em pó Bombay
Ingredientes
| 500g farinha de trigo
| 2 gemas
| 2 colheres de chá de açúcar
| 2 tabletes de fermento para pão
| 3 colheres de óleo
| 1 pitada de sal
| 1 e 1/2 xícara de chá de água
| Óleo para fritar
Ingredientes
| 3 dl de leite
| 1,5 dl de óleo
| 1 casca de limão
| Uma pitada de sal fino
| 250 gr de farinha
| 6 ovos inteiros grandes
| Óleo para fritar
| Açúcar em pó para polvilhar
Preparação
Dissolver o fermento na água e deixar descansar
15 minutos. Numa taça grande, misturar todos
os ingredientes e amassar até obter uma massa
bem macia. Cobrir e deixar crescer durante 2
horas. Amassar um pouco para retirar o ar. Abrir
com um rolo numa superfície enfarinhada, numa
altura de 2cm. Cortar em círculos. Deixar crescer
por mais 30 min., cobertos por um pano. Colocar
bastante óleo numa panela, aquecer bem e fritar
Preparação
Ferva o leite com o óleo, a casca de limão e o sal.
De uma vez só adicione a farinha e, com uma
colher de pau, misture até que a massa se
descole do recipiente. Depois de arrefecer,
acrescente os ovos inteiros, um a um. Mexa bem.
Na frigideira, já com o óleo quente, coloque
colheradas de massa, fritando de ambos os lados.
Retire e escorra. Antes de servir, polvilhe com
Preparação
Numa frigideira grossa, coloque o ghee usando
fogo médio e adicione a farinha de grão-de-bico. Vá cozinhando até atingir uma cor marrom.
Adicione o cardamomo e misture bem. Apague o
fogo. Coloque, por fim, o açúcar.
Novamente misture bem e deixe arrefecer. Quando estiver frio, faça bolinhos firmes do tamanho
de um ovo.
Arrume sobre um prato pincelado de ghee. Pode
ser guardado num recipiente bem fechado.
os sufganiots até que estejam
dourados.
açúcar em pó.
DECORAÇÃO E DESIGN
Anabela Hipólito decora casa de luxo
12
A família
Costa é composta por um casal
e duas filhas. Resolveram decorar a sua nova casa
em 2015 e para tal, requisitaram os serviços da
decoradora Anabela Hipólito. Fomos visitar a habitação, que tem 400 m2 e onde se junta requinte
com o gosto da família, sem esquecer os diferentes
apontamentos de cor, numa habitação, onde o
mobiliário foi desenhado ao pormenor para
personificar os desejos do cliente.
Anabela Hipólito
decoradora
A casa dispõe uma grande área social, onde três salas se juntam com
funções diferentes: duas de estar e uma de jantar. Para além dessas
salas, foi criada uma sala de convívio, três quartos, uma sala de música e
cozinha. “O cliente pediu que fizesse uma casa com o sentido muito prático, muito amplo, com muita luz e que caraterizasse um pouco a família.
Eu percebi que a esposa gosta de uma fusão de estilos, gosta de madeiras
nobres, gosta de uma mistura de padrões e texturas e foi isso mesmo que
tentei fazer”, tentou fazer e conseguiu.
Para além da decoração, Anabela tratou da parte estrutural da habitação,
que juntou três apartamentos num só. E mesmo antes dessa junção, havia
um elemento que já existia: a árvore. “Esta árvore e o espaço para ela foi
criado com uma luz natural, através de uma clarabóia. Foi aplicada uma
pedra natural, um ambiente muito orgânico em volta da árvore. De dia temos um efeito claro, à noite ligamos as luzes e obtemos uma tonalidade
âmbar, uma tonalidade quente”, explica a decoradora.
Quente é também um queimador de etanol que se impõe a meia da sala
de estar. Apenas acrescenta 3 graus à temperatura da sala e serve para
iluminar e dar um aspeto confortável ao espaço.”Quis criar um elemento
de conforto, que não fosse uma lareira tradicional. Optamos pelo queimador precisamente por não libertar fumo e por transmitir apenas um efeito
visual daquilo que é a chama de uma lareira tradicional”, diz.
Anabela desenhou o projeto de decoração a par do processo de construção
da casa, ou seja, interveio a nível técnico e tomou algumas decisões
construtivas para que a decoração resultasse nos ambientes criados.
“Nós entramos nas vida das pessoas. Os clientes por vezes dizem que nós
realizamos os sonhos”, remata a decoradora, que durante um ano esteve
presente na vida da família Costa, de forma a perceber como poderia
tornar uma casa num lar de sonho.
13
UM DIA DE...
... um chef de cozinha
Tiago Faria é Chef de Cozinha há 7 anos. Tem 26 anos e já
trabalhou nos melhores restaurantes/hotéis do país. Começou a
formação em Coimbra e desde cedo deixou a sua cidade natal,
a Póvoa de Varzim, para abraçar novos desafios. O último foi no
Hotel Yeatman, no Porto. Este ano seguem-se novos desafios
(detalhes ainda no segredo dos deuses), mas o chef garante que
o segredo para o sucesso é a “evolução”.
14
Como começou a sua carreira de chef de cozinha?
Comecei a minha carreira de cozinheiro com 15 anos,
com muitas incertezas pois gostava de várias áreas, todas elas diferentes. Felizmente, optei por tirar um curso
profissional de Cozinha. Nessa altura ainda não havia
a oferta que há hoje no que diz respeito a escolas de
hotelaria e por isso tive de me ausentar. Matriculei-me
numa escola em Penacova, distrito de Coimbra, onde
estive 3 anos a estudar.
Como é o seu dia-a-dia na profissão? Onde trabalha?
Atualmente aceitei um projeto que inicia em janeiro e
será uma nova etapa da minha vida. O dia-a-dia nesta
profissão, dependendo do sítio onde se esteja, falando
de hotelaria e restauração, normalmente tem sempre
stress, pressão, adrenalina, satisfação, evolução e algum desgaste físico. Nunca um dia é igual ao anterior,
tirando certas rotinas da própria gestão de produção
de cozinha. Acontece sempre algo novo, a partilha de
ideias é muito bom porque aprendemos sempre uns
com os outros, é tentar que cada dia supere o anterior.
Por vezes as pessoas falam no “cozinhar com amor” e
isso é a base de tudo. Quando falamos em alta
cozinha, onde o nível de exigência é elevadíssimo,
temos sempre o pensamento que não pode acontecer
o erro, e claro que todos nós errámos, no entanto em
cozinha perceber a razão do erro é fulcral para a nossa
evolução como cozinheiros e a satisfação dos clientes é
a melhor “gorjeta“ que podemos ter, pois é muito importante acabar o dia com a ideia de dever cumprido.
Está há quantos anos no ramo?
Finalizei o meu curso em 2008, onde tive estágios
curriculares no Hotel Novotel Vermar 4* na Póvoa de
Varzim, no Hotel Club Humbria 4* em Albufeira e no
Hotel TiaraParkAtlanticoPorto 5* na cidade do Porto.
Logo que acabei o curso, comecei a trabalhar como
cozinheiro no restaurante Dahlia, na Póvoa de Varzim,
Tiago Faria
Chef de Cozinha
onde fiquei 2 anos. Em 2010, tive o grande desafio
de ir trabalhar para um restaurante uma tão famosa
Estrela Michelin* , situado em Amarante, no Hotel Casa
da Calçada Relais&Chateaux 5*, onde trabalhei mais 2
anos como cozinheiro e com um dos melhores chefes da
atualidade, o Vitor Matos, que me ensinou bastante.
Em 2012 voltei ao Algarve onde já havia estado em
2007 a estagiar, mas desta vez como cozinheiro de 1ª,
no BelaVistaHotel&Spa Relais&Chateaux 5*. Ao fim de
um ano e meio fiquei como sub chefe deste mesmo
Hotel. Em 2014 tive uma proposta para trabalhar num
dos melhores resorts da Europa. E apostei na nova
experiência de trabalhar num hotel com cerca de 11
restaurantes. Fui para Armação de Pêra, para o VILA VITA
Parc resort&spa 5* que pertence ao The Leading Hotels
of the World. Lá trabalhei como cozinheiro de 1ª, até
início de 2015. Depois voltei para o norte para trabalhar
como juniorsub-chef no The Yeatman Hotel Relais&Chateaux 5* com uma estrela michelin, onde trabalhei
até novembro de 2015. De momento estou de férias e
ansioso por começar um novo projeto ao lado do chefe
Vitor Matos, mais uma vez.
Qual é o maior desafio da profissão?
O maior desafio é o espírito de sacrifício que é preciso
ter e ter consciência de que isto será um estilo de vida.
Para mim, um dos melhores dias foi neste mês quando
participei num dos mais esperados festivais gastronómicos em Portugal que se chama “Tributo a Cláudia”, no
hotel Vila Joya no Algarve, detentor de 2*Michelin, onde
tive o privilégio de partilhar a cozinha com um grande
chef a nível Mundial. Experiências caricatas vivemos
muitas, pois, a par disto tudo, também se consegue ter
momentos de brincadeira e de muito boa disposição
que é essencial para tudo fluir melhor.
Trocaria de profissão?
Não troco, fiz a opção correta. Nem tudo é um mar de
rosas mas com os anos as coisas vão florescendo.
nós por lá
lá
Carina Wiesner
Apresenta...
Valência, Espanha
Cidade das Artes e Ciências
Praça da Virgem e catedral
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Catedral de Valência (Basílica Metropolitana)
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