Histórias que os animais contam

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Histórias que os animais contam
Ano I - n° 02
Trimestral / Set 2012
John - “Eu toquei o coração de um músico”
Gatinha Juju - “A engenheira que edificou minha vida”
Tigrão
A coleira
Adoção
O poeta de
quatro patas
Adestrando
humanos
Como procurar
um novo amigo
Distribuição temporariamente gratuita
PARCEIROS
&
ANUNCIANTES
Peruíbe
Loja 1 Av. Pe. Anchieta, 3439
Tel: 3455-5588
Loja 2 Av. 24 de Dezembro, 507
Tel: 3455-8844
Loja 3 Av. João Abel, 36
Tel: 3456-3596
“Quando um homem mata um tigre chama-se desporto. Quando um tigre mata um homem, já lhe chamam de selvageria”.
PARCEIROS
&
ANUNCIANTES
Peruíbe
20
Contato: [email protected]
“Jamais creia que os animais sofrem menos que os humanos.
A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos”.
1
sumário
Editorial
Caros leitores,
expediente
É com muita satisfação que vimos informar-lhes
que a 1ª edição de nossa revista está sendo um
verdadeiro sucesso.
Todos que a leram ficaram entusiasmados com
o seu conteúdo e estão interagindo de forma
positiva, enviando-nos sugestões, fatos e fotos
para nossa 2ª edição.
Os leitores e anunciantes perceberam que a revista tem princípios sólidos e imutáveis de seus
idealizadores.
Como os animais não falam a nossa língua, já
ouvimos vários latidos e miados, mas de alegria, que ecoaram nos ouvidos e corações de
inúmeras pessoas. Devido a isso, muitos deles
foram adotados ou passaram a ser tratados
com dignidade, algo que nos gratifica por ser
um dos objetivos de nossa mensagem.
Itanhaém
03 Animais em condomínios
04 Tigrão - Um poeta de quatro patas
05 Conheça um pouco sobre a obesidade
canina e felina
06 A importância de animais no tratamento
de doenças físicas e mentais
07 Adote-me
08 A Coleira - Adestrando humanos
09 Toxoplasmose - A culpa não é do gato
10 Entrevista - Elaine Serra e Silva protetora
e cuidadora de animais
10 O doutor responde
Dr. Amauri Miyashiro médico veterinário
11 Fotografou virou manchete
12 Tratamento homeopático para animais
13 Tártaro
14 Eu toquei o coração de um músico
16 Minhas necessidades, sua responsabilidade
17 Entrevista - Roberto Lorenzato e Maria Rita
Penteado proprietários da Atlântyca Imóveis
18 Gata Juju - “A engenheira que edificou minha vida”
Agradecemos a todos os anunciantes e colaboradores que estão enriquecendo a revista com
suas matérias, anúncios e sugestões e, desta
forma estão contribuindo para que os animais e
o meio ambiente sejam tratados com respeito.
Assim ajudam a ratificar que a marca “Toy-Mel
& Cia” já pegou e virou a “Grife Animal”.
“TOY-MEL & CIA - Histórias que os animais contam”
Publicação dirigida aos amantes dos animais.
Os artigos, conceitos, opiniões e aquisições em decorrência dos anúncios contidos nesta
revista são de total responsabilidade dos autores subscritos e das empresas que os publicam.
Os direitos das matérias assinadas são adquiridos e reservados para a marca
“TOY-MEL &CIA”. A reprodução é proibida sem autorização.
A marca “TOY-MEL & CIA” está registrada no “REGISTRO DE TÍTULOS E DOCUMENTOS DA
COMARCA DE PERUIBE-SP”, sob nº 2632-livro A, registro 01-2563.
INPI – 904854159
CNPJ –15.587.935/0001-93
Inscr.Est. – 524.046.593.11
Diretor Responsável e Administrativo: TOY – MEL & CIA
Contato: [email protected]
Jornalista Responsável: Renato Rodrigues mtb: 24.500 / SP
Assessoria: Alpha Produtora / [email protected]
Projeto gráfico, editoração e ilustração: Michel Silva Leite / [email protected]
Foto Capa: William Acioli / [email protected]
Comunicação visual (logomarca): Vivian Mauger tel: (13)3458-2977
Curta
Revista Toy e Mel & Cia
no Facebook
Dr.Evander Claudio Lisboa Sutilo
2
Contato: [email protected]
“Duas coisas surpreende-me, a inteligência dos animais e a bestialidade dos homens”. Flora Tristan
19
Mongaguá
Arte do gato: Caroline Divetta Stasiak
Impressão: Grafipress Artes Gráficas Ltda. / [email protected]
Gatinha Juju
Animais em
condomínios
“A engenheira que
edificou minha vida”
Juju - A história de uma gatinha
que saiu de uma obra para um lar
Estima-se que, em São Paulo, quase metade dos
apartamentos tenha pelo menos um animal de
estimação. Em contrapartida, um dos problemas
mais frequentes nos condomínios de edifícios é
a tentativa de proibir, por meio de cláusula da
convenção, a permanência do animal no prédio.
Muitos casos extrapolam os muros condominiais
e acabam no Poder Judiciário.
abe, minha história é comum e
já não causa mais impacto, mas
como a esperança não morre, eu
contarei a minha inicial vida dura e
posterior vida mansa.
Eu sou uma felina de cor cinza, que
fui abandonada ainda adolescente
em uma grande obra na cidade de
São Bernardo do Campo, São Paulo. A obra tinha uma portaria e cada
um que chegava eu me aproximava,
esfregando-me em busca de dar e receber carinho.
As noites nesta obra eram muito
complicadas, pois apareciam ratos
maiores do que eu, mas não lhes dava
trégua, corria atrás deles, acho até
que fugiam por pena de minha situação... me achava toda poderosa rs!
Adotei esta obra para morar, porque lá me sentia segura. Eu sempre
ouvia uma jovem falar: “Tomem cuidado com a gatinha! Foi feita a desratização, não quero que a Nina (nome
que me foi dado na obra) coma veneno!” Os guardas da noite eram
meus amigos, eu fazia companhia
para eles.
Numa outra ocasião, ouvi novamente a jovem Engenheira, cujo
nome é Juliana, falar ao porteiro que
traria ração para alimentar-me dizendo:” Por favor, cuidem bem da Nina,
para não comer porcarias pela obra!”
Como já disse eu era adolescente
e, um belo dia, após alguns namoros,
fiquei prenha (grávida). A Juliana ainda
mais preocupada com a minha situação dizia:” Agora os cuidados têm que
ser dobrados, pois logo virão os filhotes!”
Foi o que aconteceu, tive sete filhos, todos lindos e famintos. A Juliana
não me perdia de vista, sempre queria
saber como eu estava.
Minha vida foi ainda mais difícil
após a maternidade, pois meus filhotes se escondiam no meio das barras
de aço, tijolos, areia, pedra, etc; e os
trabalhadores ao pegar o aço com a
lança da grua poderiam machucálos ou até matá-los. Além disso, alguns
operários ficavam com brincadeiras
de mau gosto, levantavam meus filhos
pelo rabo, só para provocarem sua
chefe, a Engenheira Juliana, que por
sua vez, ficava muito brava, sempre
protegia a mim e a minha família.
Certo dia, ouvi a Ju dizer que precisava nos tirar dali, pois não era um
lugar seguro para nós. Ela era um
18
Fotos: Willian Acioli
S
doce de menina, sempre estava preocupada com seu serviço e com minha
família, era minha protetora fiel. Como
era previsto, esse dia chegou. Alguém
me distraiu enquanto a Juliana e outro funcionário da obra recolheram
meus filhos, um a um, e os colocaram
numa caixa de papelão. Fiquei muito
triste, aquela primeira noite senti uma
saudade imensa de meus filhotes, mas
a Ju carinhosamente pegou-me no
colo, acariciou-me e conversando comigo explicou que os levou para serem adotados. Ela falava comigo com
lágrimas nos olhos e dizia ter sido para
o bem deles. Passado algum tempo a
ouvi dizer ao mestre de obras, Sr. José
Wilson, que os gatinhos estavam bem.
Fiquei muito feliz.
Passados alguns dias, a Ju pegoume no colo com todo o carinho dizendo que me levaria ao médico veterinário para uma consulta. Lembro-me
ter visto uma pessoa de branco, depois dormi e quando acordei já estava
numa casa estranha. A Ju havia me
retirado da obra e, após a castração
levou-me para um novo lar, a casa de
sua amiga Eci na cidade de Peruíbe,
litoral sul de São Paulo.
A partir de então comecei uma
nova vida. Na casa da Eci tem vários
gatos e cachorros, que me receberam com carinho. A princípio fiquei
meio retraída, mas logo fui me adaptando. A Eci é um anjo da guarda
para os animais.
Fui rebatizada com o nome de
JUJU, em homenagem à Engenheira
Juliana.
Hoje tenho amigos e amigas, uma
grande família. O respeito é mútuo.
Como do bom e do melhor e gosto
de beber água corrente da torneira.
Costumo deitar no quintal sob o sol de
barriguinha pra cima, é muito bom rs!
Tenho um cantinho quentinho para
dormir no quintal junto de meus amigos. Não preciso mais ter medo nem
de rato, nem da obra e seus perigos.
Quando a Dona Eci chega quero
carinho, gosto demais de ser apertada pela minha mãe adotiva. Hoje sou
uma gata dócil, gordinha, charmosa
e bem amada. Quer mais?
Esta é minha curta história. Gostaria de agradecer a todos que se envolveram no meu resgate e de minha
família, aos trabalhadores da obra, à
veterinária Dra. Renata Esteves, à Juliana e, especialmente, à Eci que me
aceitou em seu lar como mais uma
de suas filhinhas. Espero que meus
descendentes tenham a mesma sorte
que eu tive, que encontrem pessoas
que os tratem com respeito, amor e
carinho.
Um abraço a todos que amam
os animais, aquele abraço bem forte
que dá para ouvir e sentir as batidas
do coração.
Saí do entulho, aço, areia e tijolo
Das ruas comi o pão duro do abandono
Hoje tenho ração, carinho e um lar
E uma família para amar.
Fui chamada de NINA
Agora sou a JUJU
Tenho amigos e amigas
Que da rua foram tirados
E hoje com respeito
Estão muito bem tratados.
Em princípio, a convenção é a “lei” que determina a conduta dos condôminos e moradores
dentro do edifício e, portanto, tem caráter
normativo, devendo ser observada e respeitada
por todos. Contudo, há alguns condomínios
onde as convenções têm cláusula vedando
terminantemente
qualquer
animal
de
estimação. A validade dessa cláusula de
proibição de animais de estimação está sendo
discutida nos tribunais, cujas decisões recentes
têm sido no sentido de considerá-la abusiva e,
portanto, relativizada. Significa dizer que tal
cláusula é nula e sem qualquer efeito.
Assim sendo, a permanência de animal na
unidade condominial, que não cause transtorno
à segurança dos demais, é perfeitamente lícita e
possível, ainda que contrarie a norma
condominial. A jurisprudência vem ao encontro
da realidade social, reconhecendo que ter um
animal já é costume e uma prática constante da
sociedade moderna, atingindo grande parte da
população mundial.
O que é importante salientar é que temos que
cuidar dos animais de estimação como sendo
tais, portanto, tratando eles com cuidado e
respeito, conservando o ambiente onde ele
habita, mantendo os apartamentos sempre
limpos e higienizados, evitando o mau odor; não
deixando o seu animal de estimação fazer barulhos em excesso, principalmente em horários
inoportunos; não permitindo que ele faça suas
necessidades nas áreas comuns dos empreendimentos, entre outros comportamentos que
possa atrapalhar a boa convivência em um
condomínio. Saibamos viver em sociedade de
maneira que nossos animais de estimação
possam conviver sem maiores problemas.
Fontes: Site Anda - Agência de Notícias de Direitos Animais;
Fernando Martins - Administrador de Condomínios
D.P
“Quando o homem for transformado em pente, tamborim, tapete, casaco, calçados, chaveiros, troféus decorativos,
alvo, exposição, cobaia, presa de safáris...talvez o homem entenda e trate melhor a fauna”. - Vivian Mauger
3
“Esta coluna tem por objetivo
expressar a admiração que pessoas nutrem pelos animais , seja em
poesia, verso, prosa,...”
“HISTÓRIA DE UM CÃOZINHO SEM NOME”
Sou um cãozinho pacato
Por certo, um tanto carente
Moro na rua, no asfalto
Exposto a chuva e ao sol ardente
Eu preciso do carinho
De quem gosta de animais
Tudo que quero é um cantinho
E um pouquinho de paz
Sou da rua, sou um bicho
Abano a calda para quem vejo
Busco comida no lixo
Ter um lar é meu desejo
Sou um cãozinho sem dono
Tenho pulgas, carrapatos
Estou doente, no abandono
Recebendo maus tratos
Morando sempre na rua
Sem teto, nunca tive sorte
O meu tormento continua
Só peço, por favor, me adote.
Onofre Favotto
4
Contato: [email protected]
“GUARDIÕES DE ANIMAIS”
Quando Deus criou o mundo, implantou nele a natureza viva: mares, rios, terra farta para os animais conviverem em harmonia. Deu a missão de comandante ao
Bicho Homem para administrar o Planeta. Qual não foi
sua decepção quando esse comandante só pensa em
si próprio e não respeita a Terra, a Água, as Plantas, os
animais, enfim...
Quanto descaso, maus tratos, quanta irresponsabilidade e falta de amor.
Vê-se a todo momento nos meios de comunicação,
animais sofridos, amarrados, espancados, passando
fome, sede e até mortos. O “racional” Bicho Homem ao
invés de dar amor e compaixão, só tem tempo para o
trabalho, dinheiro e ganância, visando o poder, tanto o
pobre quanto o rico, cada um na sua proporção.
Felizmente, há uma minoria de seres humanos escolhidos para olhar por eles, acolhendo-os, tirando-os das
ruas, dando amor, alimentação, cuidando de sua saúde
com carinho e arcando até com cirurgias, algo que não
é barato.
Eles nem sabem, mas são pessoas escolhidas para
amenizar a grande indiferença da maioria. Não vou citar
nomes, porque eu sei que eles preferem ficar no anonimato tenho certeza, mas você meu amigo sabe de
quem estou falando, continue assim, pois isso é um Dom
de Deus. Muito obrigado em nome dos animaizinhos
que vocês acolhem.
Luiz Roberto Nabeiro (Babá)
VAI AQUI UMA HOMENAGEM
A ESSAS PESSOAS ESPECIAIS...
Pitoco era um cachorrinho que eu ganhei do
meu padrinho.
Era esperto e muito ativo, tinha olhos bem vivos e saltava pra cá e pra lá,
Bem cedo me levantava, era o Pitoco que me
acordava com latidos sem parar,
Fazia tanta festa, lambia a minha testa, pois
queria me beijar,
Pitoco corria na frente dando saltos de contente sem nada poder cismar;
Aquele divertimento de tanto contentamento
ia até o sol raiar;
Eu fugi por um caminho com Pitoco
De repente eu vi, que fria, uma Urutu na rodilha, deu o bote pra me pegar;
Pitoco saltou na frente, repicou toda a serpente, mas não pode se salvar;
Na hora que ele morria, parece que até se ria
das minhas patifarias de não poder lhe salvar;
É nesse mundo tão louco onde os amigos são
poucos, depois que morreu Pitoco;
Nunca tive outro igual.
Nhô Bentico
entrevista
Entrevista com Roberto Lorenzato e Maria Rita
Penteado proprietários da Atlântyca Imóveis
Toy e Mel: COMO COMEÇOU O VÍN-
CULO DO ESCRITÓRIO IMOBILIÁRIO
COM A CAUSA DOS ANIMAIS DE RUA E
A PRESERVAÇÃO DA NATUREZA?
Atlântyca: Costumamos dizer que
todo empreendimento tem a cara
do dono, o que é a mais pura verdade. Por exemplo, ao entrarmos
em um estabelecimento comercial e observarmos um pouco, sentimos a energia das pessoas que
trabalham lá, motivo pelo qual as
vendas se realizam ou não. Com a
Atlântyca Imóveis não poderia ser
diferente, já que nós proprietários
amamos os animais e a natureza,
esse vínculo se fez naturalmente.
Toy e Mel: QUAIS SÃO AS AÇÕES QUE
A ATLÂNTYCA IMÓVEIS PROMOVE A
FAVOR DA CAUSA DOS ANIMAIS?
Atlântyca: Na verdade fazemos
muito pouco em relação à demanda de maus tratos e abandono de animais. Adotamos quatro
de nossos cinco cães e mais três
gatos, todos abandonados, tirados diretamente da rua em péssimo estado. A lotação em nossa
casa está esgotada e a demanda
continua enorme, então resolvemos colocar na frente da imobiliária uma placa informando que
maus tratos e abandono de animais é crime e que se for flagrado
por nós vai dar confusão! Procuramos, na medida do possível, ajudar em campanhas de castração,
alimentos, cobertores, etc. Também temos nossos cães “fregueses” que vêm todos os dias comer
e beber água . Sabemos que é
pouco, mas se todos fizessem esse
pouquinho seria uma maravilha!
apartamentos, chácaras e sítios,
procuramos conscientizar os novos proprietários que estamos no
centro de uma Reserva Ecológica que deve ser protegida a todo
custo. Para que isso aconteça, é
necessário que comecemos com
o nosso próprio jardim ou quintal,
até que essa idéia se expanda a
toda a cidade. Pensando nisso,
fizemos um cartão-semente, que
consiste em um cartão de visitas
dobrável e que dentro carrega
várias sementes de árvores frutíferas e nativas da região, para que
os nossos clientes e amigos ajudem no reflorestamento ou, simplesmente, tenham uma árvore
amiga no seu quintal.
Toy e Mel: E QUANTO AS AÇÕES EM
Toy e Mel: UMA FRASE QUE DEFINA O
Atlântyca: Como o nosso negócio
é a comercialização de casas,
Atlântyca: “Salvando os animais e
o meio ambiente da ameaça humana”
RELAÇÃO À PRESERVAÇÃO DA NATUREZA?
TRABALHO DA ATLÂNTYCA IMÓVEIS:
www.atlantycaimoveis.com.br
Divulgação
Tigrão o poeta
de quatro patas
“De todos os animais da criação, o homem é o único que bebe sem ter sede,
come sem ter fome e fala sem ter nada que dizer”. John Steinbeck
17
Chicrette de Rita Benke de - Peruíbe
A Importância de animais no
tratamento de doenças físicas e mentais
6
Meu filho Chicrette
Arte: Michel
Estudos revelam que cuidar de
algum bichinho auxilia pacientes
com depressão, problemas cardíacos, outras enfermidades, até
Mal de Parkinson.
Há relatos que remontam o
século XVII sobre a importância
dos animais na socialização e
mudança do comportamento do
homem, em especial no desenvolvimento do senso de responsabilidade de crianças (Fine, 200).
No século XVIII surgem teorias
sobre a influência positiva dos
animais de estimação no tratamento de doenças mentais e, em
1792, William Tuke utilizou animais
de fazenda para tratar pacientes com distúrbios neurológicos.
Seguem-se vários outros trabalhos
utilizando cães, cavalos ou animais de fazenda como adjuvantes no tratamento de pacientes
mentais ou de crianças com alterações psicológicas.
A Terapia Assistida por Animais
(TAA) é, atualmente, reconhecida em diversos países do mundo, sendo, comprovadamente,
uma técnica útil na socialização
de pessoas, na psicoterapia, em
tratamentos de pacientes com
necessidades especiais e na diminuição da ansiedade de várias
causas.
Além de companheiros, os animais também podem ser verdadeiros médicos de quatro patas.
No Brasil, desde 1997, os pacientes com os mais diversos tipos de
problemas de saúde têm tido a
oportunidade de serem “cuidados” por animais terapeutas. A
prática, conhecida como zooterapia foi trazida pela médica veterinária Hannellore Fuchs e tem
se mostrado muito eficaz.
Sendo assim, os estudos indicam que um pet auxilia o paciente a produzir mais dopamina, responsável por estimular o sistema
nervoso central. Mas saiba que
não apenas os cães que têm esse
poder. Gatos, coelhos, roedores
e até peixinhos dourados podem
ser excelentes “médicos”.
Confira a seguir mais sete pro-
blemas que podem ser amenizados com um pet, segundo estudos de inúmeras universidades:
Alergias: Crianças expostas a
um ou mais cachorros ou gatos
durante o primeiro ano de vida
têm de 66% a 77% menos chances de desenvolverem algum tipo
de alergia, segundo o estudo da
Universidade de Medicina da Geórgia, EUA.
Ataque Cardíaco: De acordo
com a Universidade de Purdue,
Estados Unidos, ter um pet reduz
em 3% as chances de desenvolver um ataque cardíaco.
Depressão: Pesquisadores da
Universidade do Missouri descobriram que os níveis de serotonina
aumentam em pessoas que têm
animais. Antidepressivos halopáticos têm a mesma função.
Rinite: Um dos problemas mais
comuns em todo o mundo, a
alergia tem menos chances de
se manifestar em donos de gatos.
Segundo o Japan’s Himeji Medical Association, quem tem um
bichano como companhia tem
30% menos chances de contrair o
problema.
Eczema: Também conhecida
como dermatite atópica, a doença tem menos chances de se
manifestar em crianças que conviveram em casa com cães até
Contato: [email protected]
seus 3 anos de vida. A descoberta foi feita pelo Marshfield Clinic,
nos EUA.
Pressão alta: Um estudo feito
pelo Baker Medical Research Institute, na Austrália, revelou que
donos de animais têm a pressão
significativamente menor que os
que não têm pets.
Terceira Idade: De acordo
com uma pesquisa realizada pela
Universidade da Califórnia, os idosos que têm cães em casa precisaram visitar 21% menos o médico
para se tratar de algum problema.
Dentre os benefícios que a terapia com animais pode trazer
aos pacientes observamos: ajuda
a esquecer um pouco a dor, induz ao relaxamento, potencializa
interações sociais, melhora autoestima e autoconfiança, motiva a
sair do leito. Além disso, os animais
não tem o senso do julgamento
que os humanos tem, estão ali
independe do status, condição
ou aparência do paciente, demonstram afeto e aceitação e
são excelentes leitores de nossa
linguagem corporal, em cuja resposta parecem entender nossos
próprios sentimentos
Psicologa: Marcella Nunes Basso Zanella Charif, formada pela Unisantos 2005
ram verdadeiros anjos. Todos trataram-me com muito carinho. Parecia que eu estava em um hotel
cinco estrelas, me senti importante, valioso e respeitado. É o mínimo que as pessoas deveriam fazer
entre si, não é?
Após exames minuciosos, o
diagnóstico dado pelo doutor foi:
- Gustavo, fique tranquilo,
seu amigo está em ótimas condições, é um belo animal! Ficará por aqui mais alguns dias
até que você e sua mãe encontrem um novo lar para ele.
Eu pensei...E agora para onde
eu serei levado? Será que serei
abandonado na rua como fazem
as pessoas que não tem amor
próprio, nem pelos outros? Sabe,
passei algumas noites no canil daquela clínica, noites intermináveis.
Lá ganhei meu nome John e conheci várias histórias de meus amiguinhos. Um dizia que havia sido
jogado porta afora de um carro;
outro, que seus donos largavamno sem água, comida, na chuva
e no meio de excrementos. Bili,
uma linda cadelinha, estava toda
assustada e, chorando relatou
que quando teve seus filhotes foi
jogada na rua e sentia muitas saudades de seus filhos e donos, não
guardava rancor e os perdoaria
se a recebessem de volta em sua
casa. Tali, outra amiguinha, disseme que sua mãe a tratava com
muito amor e carinho, mas logo
não a viu mais, pois foi brutalmente separada dela, quando ainda
mamava e era um bebê, para
ser adotada por uma família.
Prosseguindo com sua história, Tali
contou-me que nos primeiros meses foi tratada com carinho. Era
só brincadeira, mas foi crescendo e sendo advertida por coisas
que nunca a ensinaram. Disse-me,
muito triste, que uma vez fez xixi
dentro de casa e como castigo
passou a ficar presa a uma corrente no quintal. Hoje Tali se encontra na mesma situação que eu,
já que foi abandonada nas ruas
pela família que a adotou.
Também um pastor alemão
bem idoso me chamou de lado e
sussurrou:
- Amigo, quando eu era jovem
e bonito fui bem tratado, hoje,
quase cego, sem poder latir ou
andar direito, estou jogado nas
ruas, mas ainda me lembro com
muito amor e carinho de meus
antigos donos. Você é um cão de
raça, jovem, bonito e logo encontrará uma família e sairá daqui,
pois ainda existem humanos bons.
Foram tantos relatos que quase
não consegui dormir, fiquei noites
ouvindo as histórias de vida dos
meus novos amigos.
Por diversas vezes me emocionei e chorei de tristeza por não poder ajudar nem a mim, nem a eles.
Bem, passado alguns dias, o
doutor me chamou e me informou
que o pai do Gustavo, havia encontrado uma família que queria me adotar. Fiquei apreensivo.
Logo em seguida, apresentaramme ao Sr. Eduardo. Ele olhou bem
dentro dos meus olhos e eu nos
dele. Foi amor à primeira vista,
olhos nos olhos, coração no coração. Ele não sabia qual seria a minha reação, mas logo após umas
sacudidas de rabo e cheiradas,
mostrei-lhe que era muito dócil.
Assim, puseram-me no carro e fui
passear rumo ao meu novo lar.
Chegamos em casa e lá estava D. Rita e seus dois filhos me
esperando.Havia também uma
cadelinha de nome Kira que a
“Adotar é um ato de amor”
princípio não foi muito receptiva,
mas aos poucos, com meu charme a fui conquistando.
O dia seguinte foi inesquecível,
pois tomei o meu primeiro banho
com shampoo, água quente e
carinho. Ahmmm... que gostoso!!!
Queria poder dar um beijo nos
meus donos de tanta alegria, porém dei-lhes um banho de lambidas em agradecimento
Nas refeições eu era meio esganado, queria comer tudo rapidinho, achava que ia acabar,
mas aos poucos fui melhorando.
Nunca rosnei para meus donos,
pois eles são muito amáveis. Um
dia ganhei um belo osso, mas ao
invés de comê-lo fui agradecê-los,
dando-lhes muitas lambidas.
Novidade...Lembram-se da cadela Kira, ficamos amigos, irmãos,
amantes e, do nosso relacionamento amoroso nasceram três lindos filhotes Shauri, Mel e Chicrette.
Nenhum saiu branquinho como
eu, mas eram saudáveis e dois
deles foram adotados após o desmame.
Infelizmente, hoje a Kira não
está mais no nosso meio, mas o
Chicrette permaneceu junto comigo e minha nova família.
Eu sou um cão amoroso, obediente, agradecido, apegado
à família, um pouco ciumento.
Não gosto de ficar sozinho, vivo
cutucando os meus donos para
ganhar carinho. Sou silencioso,
brincalhão, limpo. Gosto de ser escovado, faz cócegas rs!
Um dia ouvi D. Rita, minha mãe
adotiva dizer que me adotar foi
ótimo! Fiquei muito orgulhoso.
Para finalizar, agradeço a todos
que me ajudaram a ter um novo
lar, especialmente minha nova
família que me dá muito amor e
carinho.
Hoje somos eu, meu filho Chicrette, D. Rita, Sr.Eduardo e seus
dois filhos Hector e Enzo. Formamos
uma bela família, não acham?
Eu sou o John
Da rua fui resgatado
Hoje tenho um lar e amo muito
meus donos
E sei que sou muito amado.
Minha história continua...
D.P
“Os animais são bons amigos, não fazem perguntas e tão pouco criticam”. George Elliot
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Histórias que os animais contam
Adote-Me
Para adotar falar com Eci tel: 13-3454-1033
Preciso de um lar - Este cachorro
precisa urgente de um lar, ele vive
em um terreno vazio.
Contato: 13-9788-0241 / 3456-1076 / [email protected]
Foto: Willian Acioli
Eu toquei o coração de um músico
História real de um cão chamado John
O
lá caros amigos! Fui batizado pelos meus atuais
donos com o nome de
John e esta é a minha história!
Sou um cão da raça Akita,
branco, de olhos marrons e porte
grande. Tenho aproximadamente
6 anos de idade.
Um belo dia, quando atravessava distraidamente uma avenida
chamada Padre Anchieta, na cidade de Peruíbe, litoral sul de São
Paulo, em frente à Casa Crispim,
uma loja de tintas muito conceituada na cidade, ouvi um barulho
e mal tive tempo para pensar... fui
atropelado por um carro. Na verdade, não sei se eu bati ou me bateram, só sei que fiquei desacordado, não consigo precisar o tempo.
Ainda muito tonto e desorientado
consegui me locomover para perto de um ponto de ônibus e fiquei
quieto num jardim, quando ouvi
um rapaz se aproximar e falar:
- Coitado do bicho! Acho que
está machucado! Vou ligar para
minha mãe, pois ela conhece
14
quem poderá ajudá-lo!
O rapaz, um músico, que
se chama Gustavo, desesperado dizia a sua mãe
D. Vera através do celular:
- Mãe, eu vinha passando
aqui na avenida, quando ouvi
um barulho no lado direito do
carro. Parei e vi que se tratava de
um belo animal que havia batido.
Não posso deixá-lo aqui sem cuidados, tenho que chamar um veterinário para examiná-lo!
Ah! Meu coração bateu mais
forte, meus olhos ficaram lacrimejados, mas de alegria. Sabe
aquelas lágrimas que deixamos
transparecer para externar nossos
sentimentos, aquelas que são o
termômetro de nossas sensibilidades, pois é, foi assim que percebi
que seria tratado com respeito.
Alguns minutos depois chegou
D. Vera e eu pude ouvi-la falando ao telefone com o Dr.Rodrigo
Malagoli, médico veterinário da
cidade. Na conversa ela pedia a ajuda do doutor, pois es-
Contato: [email protected]
el
ich
:M
te
Ar
“Olá pessoal! Estou procurando um lar,
já estou nas ruas há mais de três meses.
Fui abandonado nem sei o porquê, por
isso sou muito triste e medroso.
Estou no trevo do Ruinas, no bairro
do Jardim Icaraiba, pois aqui fui acolhido com muito carinho pelos comerciantes locais, mas infelizmente nenhum
deles pode me adotar, mas agradeço a
todos. Fico no aguardo de alguém que
queira um amigo e que deseja muito
dar amor e receber amor.”
Telefones para contato:
(13) 3456-3497 / 9604-0911
tava indo para São Paulo, porém seu filho ficaria na cidade.
Não demorou muito e vi um rapaz
de branco chegando, era o tal
doutor, que muito competente foi
logo me examinando e, em seguida, levou-me para sua clínica em
companhia do Gustavo, que muito apreensivo dizia:
- Vai devagar para não machucá-lo, doutor!
Coitado, estava mais assustado do que eu rs rs!! Do meu passado, não recordava nada! Sabe...
dizem que anjos não existem, mas
existem sim, pois estas pessoas fo-
Contato: 13-9742-4282 com Giane
Fernanda 13-9607 9035 ou Sonia 9770 3584 - Nasceram dia 04/07/12
Duas meninas para serem
adotadas Tel: 13-3456-3497
Se você conhece algum
animal que está abandonado
e deseja ajudá-lo a encontar
um lar mande sua foto para:
[email protected]
e/ou
Curta a
Revista Toy e Mel & Cia
no Facebook
e poste a foto do animal
a ser doado
“O justo importa-se com a alma do seu animal doméstico, mas as misericórdias dos iníquos são cruéis”. Provérbios 12:10
7
Loro - Dona:Maria do Amparo Foto: Kris
Curiosidades • O papagaio
12
Papagaio vive em média 80 anos
em ambiente natural, mas como um
animal doméstico sua estimativa de
vida vai depender de sua alimentação. Tem como característica um
bico curvo e dependendo da espécie pode variar as cores de suas penas. Vivem em bandos e na época
reprodutiva separam-se em casais.
Esta ave tem apenas uma parceira
(o) durante toda sua vida, por esse
motivo a captura ilegal de seu parceiro (a) prejudicará a reprodução
da espécie, pois com a separação o
papagaio não volta a se reproduzir. O
papagaio é conhecido pela capacidade enorme de imitar palavras que
Contato: [email protected]
Mic
he
l
A culpa não é do Gato
te:
William Acioli
para tratamento de uso contínuo,
muitos deles com excelentes resultados.
Algumas doenças que a homeopatia trata com sucesso em
animais:
• Cistite em cães e gatos;
• Abscessos;
• Problemas ortopédicos;
• Gravidez psicológica;
• Rinites;
• Doenças comportamentais;
• Disfunções ginecológicas;
Entre outras.
Em casos clínicos que exigem
tratamento de médio a longo prazo, é muito comum o veterinário
homeopata utilizar métodos que,
primeiro fortaleçam o organismo
do animal debilitado, para então
seguir adiante com o tratamento. Este é um modo diferenciado
de cura, porém de relevante importância na recuperação do
animal, pois quando utiliza este
método, o profissional veterinário
busca através dos medicamentos equilibrar as forças vitais do
organismo, preparando-o contra
possíveis recaídas, ou até mesmo
contra outras doenças oportunistas que possam surgir no decorrer
do tratamento.
Para uso em animais é mais
comum a utilização de medicamentos homeopáticos nas formas:
líquida (solução hidroalcoólica) e
glóbulos (grânulos de sacarose),
pois são mais fáceis de administrar
nesses casos. Há também os com-
Ar
Criada em 1796 pelo médico
alemão Samuel Hahnemann, a
homeopatia tem conquistado espaço nos consultórios veterinários.
Sua utilização no tratamento de
animais tem demonstrado resultados bastante positivos.
Diferente do que muitos pensam, a homeopatia não tem sua
origem apenas através de vegetais. Os medicamentos homeopáticos são provenientes dos reinos:
mineral, vegetal e animal. Veja alguns exemplos:
• Arsênico, Sulfur e Mica
(minerais);
• Bryonia, Arnica e Pulsatilla
(vegetais);
• Apis mellifica, Lachesis e
Cantharis (Animais).
Além disso, há ainda os Bioterápicos (também denominados
Nosódios). Estes são preparados a
partir de elementos patológicos e
microorganismos, e sua utilização
está relacionada basicamente no
trato de doenças infecciosas, muito comum em animais domésticos.
Já os medicamentos de uso externo exercem ação complementar no tratamento homeopático.
São eles: pomadas, cremes, loções, tinturas, etc. Quando necessário, sua combinação com medicamentos de uso interno tornam o
tratamento mais eficiente.
Thuya, Cantharis, Hepar sulfur e
Pulsatilla são medicamentos utilizados com frequência na Medicina Veterinária, em alguns casos,
primidos, pós e tabletes, porém pouco receitados na área veterinária.
É muito importante que a prescrição dos medicamentos, homeopáticos ou alopáticos, seja feita
somente por um médico veterinário
de sua confiança, pois além de garantir um tratamento adequado a
cada caso, o profissional veterinário
irá avaliar também características
individuais do animal, como hábitos, estado emocional, hiperatividade, depressão, se possui algum tipo
de trauma, etc. Através de informações como essas, é possível ter um
diagnóstico mais detalhado, já que
grande parte das doenças físicas
tem sua origem através de um estado emocional debilitado. Por isso,
destaca-se a importância de não
medicar seu animal sem orientação médica, pois tal atitude pode
causar sérios danos à saúde de seu
amiguinho.
Apenas 1% dos gatinhos transmite a toxoplasmose e, para isso,
eles precisam estar doentes e,
principalmente, na fase de eliminação dos oocistos. O gatinho
contrai o toxoplasma quando
come carne crua ou mal passada
ou, ainda, se ele comer insetos,
ratos, lagartixas que contenham
cistos do protozoário. É importante
saber que adquirir toxoplasmose
de gatos é muito raro e o animalzinho não é a principal fonte de
transmissão.
Geralmente, o gato que contraiu toxoplasmose, irá eliminar
os oocistos (“ovinhos” do toxoplasma) apenas uma única vez e
por apenas 15 dias durante toda
a sua vida. Esta eliminação ocorre 10 dias após o gatinho ter sido
infectado. Para que você se contamine com o toxoplasma, você
precisa comer a forma infectante,
que nada mais são que os ovinhos
germinados presentes nas fezes
do gato contaminado. Ou seja,
você precisa que as fezes do gato
tenham contato com sua boca. E
tem mais, as fezes do gato infectado precisam ter contato com sua
boca depois de 48 horas que o
gato tenha defecado, caso contrário, os “ovinhos não germinam”
e o ciclo não se completa!
Vale lembrar que os gatos são
animais extremamente limpos. Eles
têm o habito de enterrar seus dejetos e se limpar várias vezes ao
dia. Estudos mostram que é impossível você contrair toxoplasmose beijando ou acariciando seu
gatinho. Portanto, fique tranqüilo!
Seu gatinho não lhe representa
nenhum perigo! Ahhhh, já estava
esquecendo, não se contrai toxoplasmose através da lambida,
mordida ou arranhões de gato.
Você só contrai toxoplasmose
de um gato se você comer as fezes contaminadas dele!
Você não come fezes certo?
Portanto eu Repito em Alto e
Bom Tom:
Desenho realista - Lápis dermatográfico branco s/ papel preto - 210mm x 297mm - Caroline Divetta Stasiak
TOXOPLASMOSE
Tratamento Homeopático para animais
Seja feliz com seu gatinho, ele
definitivamente não representa
nenhum perigo para você, pois
beijá-lo, abraçá-lo, acariciá-lo,
brincar e dormir com ele não
transmite toxoplasmose.
Cibele Erreiras Ruiz / CRMV-SP 20.363
Médica Veterinária
Especializada em Felinos
Por Talita Coutin
ele decora, e é por esse dom que ele
é procurado no comércio ilegal, fato
que propicia o manejo insustentável
pondo em risco às espécies em extinção. Sua alimentação é variada
entre sementes, brotos, flores, polpa
de frutas e eventualmente insetos
que estão nas frutas, além de folhas.
Quando a ave torna-se um pet, sua
alimentação tem que ser balanceada assim como em seu ambiente natural. Como é algo que se
torna difícil, encontramos no mercado pet rações que contém todos os
nutrientes necessários para seu amiguinho, podendo-se incluir de vez
em quando em seu cardápio frutas,
verduras e sementes.
Priscilla Sayuri Miyata
Graduada em Ciências Biológicas
Pós Graduada em Educação Ambiental
“Não sabia que se podia gostar tanto de um animal, até que tive um.
Das muitas coisas que aprendi, a maior foi o amor sem condições”.
9
Conheça um pouco
sobre a obesidade
canina e felina
Em toda a nossa evolução buscamos a tal Liberdade, mas será
que em algum momento paramos
para pensar em nosso amiguinho
canino, considerado nosso melhor
amigo? Acredito que não, devido
a nossa falta de tempo não é? E
ainda, não entendemos o porquê
de muitos serem tão mal comportados, roendo tudo, fazendo buracos e necessidades fora do lugar.
Mas isso tem solução, pois
hoje em dia existe a psicologia canina, um estudo sobre comportamento animal desenvolvido com
o intuito de nos ajudar a entender
melhor nosso amigo peludo e suas
necessidades.
Porém, existem regras
básicas que devemos praticar
dia-a-dia para que possamos ter
um cão equilibrado e saudável.
Primeiramente, nós cometemos
um dos maiores erros, humanizamos nosso cão, passamos a vê-lo
e tratá-lo como uma criança, isso
cria desequilíbrio e um cão desequilibrado é insatisfeito e problemático. Devemos amá-lo, sim,
mas não esquecendo que se trata
de um ser de outra espécie, com
necessidades e desejos diferentes
dos nossos, mas tão importantes
quanto.
A natureza é repleta de regras e rituais de comportamento,
nela é eleito um membro para ser
o líder dos grupos, seja de qual espécie for, esse líder sempre é o
mais forte. Mas agora que os cães
vivem conosco, devemos executar esse papel, sendo firmes e im-
16
Foto: Ju Mauger
Minhas necessidades,
sua responsabilidade
pondo regras e limites a eles. Isso
serve a todos, não importa a raça,
a idade, o tamanho, o temperamento ou o fato de o cão ser dominante ou submisso.
Acredito que todos conheçam o mais famoso psicólogo canino Cesar Millan, mais conhecido
como o encantador de cães, e
em seu livro ele fala de uma fórmula dividida em três partes para deixar a vida do seu cachorro completa. Lembre-se, não se trata de
uma solução única e rápida para
um cão problemático. Os cães
não são equipamentos, você não
pode simplesmente mandá-los
para o conserto e pronto. Se você
pretende fazer com que essa fórmula funcione é necessário colocá-la em prática todos os dias da
vida do seu animal. Por isso, para
se ter um cão equilibrado deve-se
oferecer: EXERCÍCIO, DISCIPLINA E
CARINHO nessa ordem.
Contato: [email protected]
Por que nessa ordem? Porque é a ordem natural das necessidades inatas do seu cão. Na
sociedade atual, o problema é
que os cães recebem dos donos
apenas uma parte da fórmula: carinho, carinho, carinho. Sim nossos
cães precisam de carinho, mas
precisam de exercício e liderança
primeiro.
Nesta perspectiva, o passeio é fundamental para a saúde
mental e física do cão, pois proporciona a SOCIALIZAÇÃO, o que
é fundamental para um cão equilibrado, COMUNICAÇÃO através
do mundo de cheiros, e principalmente, os BENEFÍCIOS FÍSICOS
como: controle de peso, aumento
de massa muscular para auxiliar
em problemas articulares, preparo
físico e cardiopulmonar, além do
estímulo e apuramento dos sentidos de audição e olfato.
Por isso ao escolher um cão
com o qual dividir sua vida, você
terá a oportunidade de formar um
laço forte com um membro de
outra espécie. Mas essa oportunidade tem um preço: o preço da
responsabilidade.
Os cães nos realizam de
diversas maneiras, são fiéis e companheiros, e nos amam incondicionalmente, porém eles não conseguem falar e nos pedir aquilo de
que necessitam. E se pudessem
falar sabe o que diriam. Eu quero
PASSEAR au au au au au!!!!
Lisa Rosseto Dias
Profissional em
comportamento canino
A obesidade animal é semelhante à humana. A grande diferença
é que os cães e os gatos não escolhem seu estilo de vida. Tornam-se
sedentários e comem de maneira
errada por causa de seus donos.
QUAIS SÃO AS CAUSAS?
A obesidade é quase sempre o
resultado do excesso de comida
fornecida pelos donos. Cada vez
mais, os cães passam por períodos
longos de inatividade e como não
gastam toda a energia fornecida
pelos alimentos que ingerem, esse
excesso de calorias vai resultar em
gordura acumulada.
Um animal com apetite caprichoso pedirá e implorará com tal
insistência que o proprietário será
incapaz de resistir e oferecerá um
alimento muito palatável (comida
caseira e guloseimas) para agra-
dá-lo. Certamente, o proprietário
sabe que se negar ao cão e, sobretudo ao gato, ele vai se afastar, privando ao “pobre humano”,
de qualquer contato afetivo com
seu animal de estimação.
Outro fator que pode levar ao
aparecimento de obesidade nos
cães é a idade. À medida que os
animais vão envelhecendo, vão
ficando menos ativos e este fator
promove o aparecimento de gorduras desnecessárias.
COMO SABER SE O SEU CÃO OU
GATO ESTÁ OBESO?
Os sintomas mais comuns são
a lentidão dos movimentos, perda de interesse pelas atividades
físicas e dificuldades respiratórias,
principalmente durante o sono.
QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES
Plus
POSSÍVEIS CAUSADAS PELA OBESIDADE?
A obesidade pode causar problemas cardíacos, articulares e endócrinos como colesterol alto e diabetes.
Lembre-se que a distribuição do
alimento estabelece entre você e
seu cão, uma relação bem forte. É
bom que a refeição do animal seja
oferecida antes ou junto da de seu
dono, essa precaução evita que ele
venha mendigar alimentos à mesa.
Não se esqueça que um cão com
peso excessivo pode viver menos
tempo, com menos qualidade de
vida e sofrer de variadas doenças
provocadas pela obesidade.
Dr. Maurício Valtuille Nunez
CRMV/ SP 20.332
Center Vet Clínica Veterinária
Natural
Coadjuvante indicado para
cães com sobrepeso obesos
e/ou com diabetes
&
Delicious
“Até que tenhas amado um animal, uma parte da tua alma estará adormecida”. Anatole France
5
entrevista
Fotografou virou manchete
Entrevista com a protetora e cuidadora
de animais Elaine Serra e Silva
Toy e Mel: Como e por que você começou a
cuidar de animais de rua?
Elaine: Aprendi a ter amor pelos animais
com a minha mãe, porque ela já faz isso há
20 anos.
Toy e Mel: E você, quanto tempo começou
a ajudar e por quê?
Elaine: Faz oito anos, desde que me mudei
para Peruíbe. Aqui vi muito cachorro abandonado e isso me tocou de alguma forma.
Toy e Mel: E quando foi fundado o Projeto
Bicho da Gente?
Elaine: O projeto foi fundado há seis meses,
onde eu, minha cunhada Ivonete e a Silmara, da Loja Dib Pet, resolvemos trabalhar em
equipe.
Toy e Mel: E o quê exatamente vocês fazem
pelos animais?
Elaine: O objetivo principal é a castração,
mas também ajudamos com a alimentação
e adoção dos mesmos.
Toy e Mel: Como é feita a divulgação para
esses animais serem adotados?
Elaine: Divulgamos através da internet, amigos, pelo Jornal da Vila e agora com mais
este aliado, a revista Toy-Mel & Cia.
Toy e Mel: Quantos animais já foram castra-
O doutor responde!
Leitora Rita Benke: O que pode ser feito
para conscientizar os donos, que seus
cães devem ficar dentro de seus quintais, não nas ruas arriscando sua vida e
a dos outros com brigas e doenças? E
quanto ao desconforto de sujeiras em
nossos portões?
Dr. Amauri: Nossos amiguinhos caninos
também precisam de atividades físicas. Caso o proprietário tenha um bom
quintal poderá se preocupar menos
com essa situação, mas é importante
a interação social com outras pessoas
e outros animais. Para isso, o ideal seria
contratar um Dog Walker com fundamentos de adestramento para socializar o seu amiguinho, desde que esteja
vacinado e orientado sob a supervisão
de um profissional médico-veterinário.
Desta forma estará protegido contra
doenças infecto-contagiosas dos caninos e contra os ecto e endoparasitas.
10
Da direita para esquerda: Elaine, Silmara e Ivonete
dos através do Projeto Bicho da Gente?
Elaine: De janeiro a julho deste ano foram 12
castrações.
Toy e Mel: Vocês têm alguma parceria, recebem ajuda financeira para este projeto?
Elaine: Não. Todo mês promovemos um chá
beneficente, onde arrecadamos verba para
as castrações e alimentação desses animais.
Toy e Mel: Quais são os planos futuros para
o projeto?
Elaine: Conseguir uma maior meta de castrações e um abrigo para esses animais de
rua.
Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer todas as pessoas que
tem contribuído com nosso Projeto Bicho da
Gente.
Maiores informações através do e-mail:
[email protected]
Calopsita Chèrie
Kris-Peruibe / SP
Teco, Junior e Pastorzinho
Ivonete da Silva - Peruibe / SP
Junior
Marisa - Peruíbe / SP
Mande uma foto do seu animalzinho para nós! E terá a
chance de tê-la publicada em
nossa próxima edição.
No email:
[email protected]
Sofia
Juliana Sambi
Pitchula
Tami Mori - Mogi das Cruzes
Cuti
Juliana Sambi
Luana (esquerda) e Mel (direita)
Edna P. Reis - Peruíbe / SP
Por Dr. Amauri Miyashiro
CRMV/SP 7277
médico-veterinário
Pet Complex Itatins
Quanto à higiene, é a própria falta de
orientação e educação do proprietário
quando o amiguinho defeca nas ruas.
Pode-se utilizar creolina que afastará os
animais e as pessoas indesejadas do seu
portão.
Eu me chamo Pingo. Fui adotado
pela Carla da Sol Maior, graças a
revista Toy e Mel.
July - Miriam Mori
Mogi das Cruzes / SP
Jade (esquerda) Juli (direita)
Hélia Matangrano - Peruibe / SP
Taty - Ivete de Peruibe / SP
Mel a amiguinha
desta edição
Leitora Rita Benke: A castração é a única
solução para que dois machos parem
de brigar?
Dr. Amauri: A castração é um dos métodos, acredito no mais eficiente, porém
o mesmo pode engordar. Ainda há medicamentos à base de hormônios que,
sob a supervisão do médico-veterinário,
pode ser administrado para essa situação. Já a mais natural é a contenção
individual em canis.
PARA PARTICIPAR É SÓ ENVIAR SUA PERGUNTA PARA:
[email protected]
Destino animal: natureza – zoo – açougue – churrascaria. “Viva o homem” - Vivian Mauger
Jony
Cristiane - São Paulo / SP
Brandy
Roberta - São Paulo / SP
Lindy, Hanna e Nicolas
Sandra - Alemanha
Rocky (grande) e Bali (pequena)
Bruna Furlan - Itanhaém /SP
Agata - Gisele Ferreira Maziero
Mogi das Cruzes / SP
Docinho - Helena Akiko Kuno
Mogi das Cruzes / SP
Maria Rita Bronzo - São Paulo / SP
“O Homem tem feito da Terra um inferno para os animais”. Arthur Schopenhauer
11
A coleira • Adestrando humanos
Tártaro
Palestrante: TOY
“O objetivo desta coluna é servir de estímulo para a reflexão humana.
As fotos abaixo são de meus amiguinhos, elas por si só são explicativas,
pois mostram como ficamos quando somos abandonados.
As feridas externas impressionam, doem, exalam mau cheiro e atrai insetos mas podem ser tratadas. Por outro lado, as do coração são incuráveis”.
ntes
Veja o a is:
e depo
Depois
Depois
Antes
Foto: Ju Mauger
Antes
Antes
O processo de formação
de tártaro parece estar relacionado a diversos fatores
como o tipo de alimentação,
escovação ou não dos dentes e frequência dessa escovação e até a imunidade do
indivíduo.
O acúmulo de tártaro nos
dentes causa, gradativamente, a retração gengival, exposição da raiz e destruição
dos ligamentos periodontais,
Depois
causando não apenas a perda deste dente, como também
propondo a este alvéolo que
seja penetrado por bactérias
rumo à corrente sanguínea. Estas, por sua vez, podem causar
infecções localizadas (endocardite, hepatite, nefrite…) e
até generalizadas (septicemia).
O animal manifesta os sintomas de acordo com a gravidade da doença periodontal. O
mau hálito está presente em todas as fases e só tende a piorar.
Sangramentos gengivais, dor à
mastigação, relutância em se
alimentar e até a perda espontânea dos dentes são possíveis
sinais da progressão da doença
periodontal.
Em nossa rotina, após exames pré-operatórios, realizamos
o procedimento com anestesia inalatória e ultrasom, o que
possibilita limpeza adequada
dos espaços subgengivais com
sua ponteira. Raspagens ma-
nuais geralmente traumatizam
a gengiva, causando mais dor
pós-operatória e sangramentos. O uso isolado de antibióticos realmente diminue o mau
hálito, porém apenas durante
sua admnistração. As placas
bacterianas permanecem encapsuladas.
No pós-operatório, preconizamos o uso de antibióticos de
amplo espectro e antiinflamatório por alguns dias. A longo
prazo recomendamos a escovação com pasta sem flúor 3
vezes por semana, correção da
alimentação e fornecimento
constante de ossos de açougue (costelas semi-cozidas), a
título de prevenção desta doença, ainda negligenciada por
muitos.
PSVET
Dr.Gabriel Carapeto Calissi
Médico Veterinário
CRMV-SP 23410
Esse bichinho tocou de forma profunda os nossos corações!
“NOSSA CACHORRINHA NINA”
Nina era uma vira-lata grande,
peluda, de latidos fortes
que assustava quem no portão passasse.
Adorava brincar com bolinhas
Correr atrás de Quero-quero,
Latir no portão de outros cachorros
Só pra provocar...
Viveu com a gente durante sete anos.
Brincou, passeou, levou bronca
Mas só rosnava quando tentávamos tirar o seu osso.
Ela era de bem com a vida.
Foi amada, paparicada,
Adorava ficar dentro de casa.
Um dia ficou doente...
Foi tratada, cuidada com carinho.
Deu trabalho, deu tristeza,
Deixou muitas saudades em nossos corações.
Malu e Márcio
8
Contato: [email protected]
“Adeus predadores!! Proteja os animais educando os homens”. Vivian Mauger
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