darci piana - Grupo Photon

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darci piana - Grupo Photon
Apoio
ANO 24 - # 233
Junho / Julho de 2014
Marc Nacamuli,
diretor-presidente da
Dyna, fala sobre os
desafios do setor de
reposição
DARCI PIANA
A paixão pelo empreendedorismo surgiu na adolescência, fez
história no setor de reposição e se tornou o maior representante
do comércio do Paraná em uma década de gestão na Fecomércio
0 0 2 3 3
Com estádios de primeiro
mundo e infraestrutura
capenga, Brasil sedia
maior torneio de futebol
do mundo. Veja o que o
investimento público de
cerca de R$ 26 bilhões pode
render à nação
Entrevista
487067
País da bola
w w w. re v i s t a m e rc a d o a u to m o t i vo. c o m . b r
O LEGADO
DA COPA
E
Divulgação
m plena Copa do Mundo no país do
futebol, o assunto parece tomar conta
das ruas, que estão tomadas pelas
cores verde e amarelo. Estrangeiros,
turistas circulam pelo Brasil e, aos poucos, o
clima da Copa toma conta, mudando a rotina
do povo. Mas, mesmo assim a vida continua, e
precisamos seguir em frente.
O mercado de reposição necessita atender a
demanda de seus clientes conciliando a torcida
com o trabalho.
Nesta edição, destacamos na matéria o legado
que a Copa do Mundo vai deixar para o Brasil,
e como esse evento mudou a vida das pessoas
e das empresas.
Renato Giannini, presidente da
Andap – Associação Nacional dos
Distribuidores de Autopeças
Também contamos com a ilustre participação de uma personalidade do setor
de reposição – Darci Piana, há 10 anos presidente da Fecomércio/PR. Ele conta
como foi sua atuação no setor de distribuição de autopeças.
Na seção Entrevista, Marc Nacamuli, diretor-presidente da Dyna, destaca
pontos importantes sobre o mercado, tendências e planos da empresa. Ainda
nesta edição, entre outros assuntos, há uma matéria que reproduz os temas
abordados na reunião de diretoria da Andap, realizada na sede da Fecomércio/
PR, onde estiveram presentes Darci Piana, Ari Santos (presidente do Sincopeças-PR), Gerson Nunes Lopes (Sincopeças-RS), Elias Mufarej (conselheiro
do Sindipeças para o mercado de reposição e coordenador do GMA – Grupo
de Manutenção Automotiva), o consultor Edgar Fraga e o advogado Ricardo
Inglez de Souza. Agradeço a participação de todos que contribuíram para que
a reunião fosse realizada com sucesso, garantindo um rico debate sobre temas
de interesse da distribuição.
Boa leitura!
4 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
Índice w w w. re v i s t a m e rc a d o a u to m o t i vo. c o m . b r
10
14
38
ENTREVISTA
ESPECIAL
EM DESTAQUE
Diretor-presidente da Dyna, Marc
Nacamuli discorre sobre a forte
concorrência chinesa no setor
de reposição
A paixão pelo empreendedorismo
surgiu na adolescência, fez história no
setor de reposição e se tornou o maior
representante do comércio do Paraná em
uma década de gestão na Fecomércio
Rede PitStop completa cinco anos com
1.000 pontos de venda no Brasil
18 TECNOLOGIA
Índice
Alternador: a usina de força do veículo
Junho / Julho de 2014
6 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
20 CAPA
Copa 2014 evidencia a falta de planejamento e capacidade de gestão do poder
público brasileiro
28 ARTIGO – DIENGLES A. ZAMBIANCO E LEANDRO M. LEITE
As Ações Civis Públicas movidas pelo Ministério Público em face dos Incentivos
Fiscais concedidos pelo Distrito Federal (Tare e REA)
32 GEOMARKETING AUTOMOTIVO
Surge uma preciosa ferramenta para lojistas e distribuidores de autopeças
34 ESTATÍSTICAS
Emplacamento até maio 2014
42 GESTÃO E TENDÊNCIAS
Como se tornar mais produtivo e organizado no trabalho
44 ANDAP NEWS
46 EVENTOS – SINDIREPA
Prêmio Sindirepa-SP 2014
48 FLASH
Cinto de segurança salva vidas.
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Entrevista R edação
Divulgação
Desafios que
vêm de fora
Em entrevista à revista Mercado Automotivo, Marc Nacamuli,
diretor-presidente da Dyna, revela que o maior desafio da empresa
atualmente é a forte concorrência chinesa, a despeito da crise que as
montadoras têm enfrentado no País e que também traz instabilidades
ao setor de reposição. Confira a seguir a entrevista com o executivo da
fabricante de palhetas, que completa 60 anos em 2015.
Mercado Automotivo – Alguns
empresários do setor de reposição garantem que estão sendo
prejudicados com o momento
negativo pelo qual as montadoras estão passando atualmente.
A Dyna também tem sido afetada
por este cenário?
Marc Nacamuli – A Dyna também sofre com este cenário, mas
alguns novos projetos conquistados junto às montadoras acabam
minimizando este impacto com
o aumento de volume com estes
novos veículos, que também são
exportados para outros países
10 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
com limpadores Dyna. Além disso, o mercado de reposição vem
crescendo ano a ano (cerca de
20% em 2013) e esperamos crescer neste ano pelo menos 10%,
apesar da estiagem recorde do
início de 2014, afinal, vendemos
um produto sazonal fortemente
atrelado à chuva.
Em sua opinião, qual é o grande
desafio do setor de reposição
atualmente no Brasil?
A reposição possui grandes
desafios se levarmos em conta
a concorrência das montadoras
(tecnologia), dos chineses, principalmente em relação a preços, e
da complexidade da nossa frota
(tipos e especificações técnicas).
No entanto, a reposição continua
se fortalecendo devido às ações
inovadoras de alguns participantes da cadeia, desde o fabricante,
o distribuidor, o varejista até o
aplicador, que continuam atendendo o mercado. O setor pode
continuar crescendo em função do
mercado potencial já existente,
mas algumas ações, como facilidade ao crédito para o consumidor e
a conscientização da manutenção
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preventiva são fundamentais
para um crescimento sólido
e consistente.
O mercado de exportação é uma
importante fonte de negócios
para a Dyna. Até que ponto sua
empresa sentiu os efeitos da crise
econômica global?
A exportação corresponde a cerca
de 15% do faturamento da empresa e é feita, direta ou indiretamente, para mais de 60 países,
principalmente da Europa, e aos
Estados Unidos. Sentimos os
efeitos da crise econômica global
com a queda de negócios, que já
foi revertida com grandes negociações com clientes europeus e
norte-americanos. O maior desafio é a concorrência feroz
dos chineses.
Nesse contexto, de crise mundial, o senhor considera que o
mercado brasileiro tem sido uma
importante “válvula de escape”
para muitas empresas do
setor automotivo?
Sim, mas no nosso caso o mercado brasileiro não tem sido apenas
nossa “válvula de escape”. Ao
contrário, é o mais importante
em função do volume e da nossa
estratégia de crescimento. Afinal,
nosso objetivo é manter a liderança de mercado em O&M e
Reposição, e nos consolidarmos
como referência em limpador de
para-brisas no Brasil.
Alguns especialistas internacionais têm indicado que o Brasil,
nos últimos anos, virou as costas para mercados importantes
como Europa e EUA e passou a se
dedicar à América Latina. O que
senhor pensa sobre isso? Temos
nos dedicado mais, de fato, aos
países vizinhos? Se sim, o senhor
considera isso um bom negócio
ou acha que deveríamos voltar a
nos dedicar aos mercados mais
tradicionais?
Não viramos as costas para
os EUA e a Europa, pois, para
a Dyna, os maiores volumes
exportados continuam sendo
para essas regiões, independentemente de crises ou acordos
comerciais. A concorrência, principalmente chinesa, é o que mais
nos afeta no mercado mundial,
onde estimamos possuir cerca de
4% de participação de mercado.
O senhor participa de muitas feiras internacionais do setor. Qual
é a imagem que os empresários
estrangeiros têm do Brasil atualmente? O senhor considera que
está mais “fácil” vender o Brasil
para os estrangeiros atualmente?
Participo de feiras há mais de
40 anos e posso afirmar que a
nossa imagem mudou muito, e
para melhor, nos últimos anos. No
passado, o Brasil era associado ao
futebol, samba e à floresta amazônica. Durante anos trouxemos
clientes da Europa, dos EUA e
outras regiões para visitar nossas
instalações e constatar nossa evolução. Além disso, fizemos com
que a bandeira brasileira estampasse as embalagens dos nossos
produtos exportados a um grande
supermercado europeu com cerca
de 5.000 pontos de venda. Enfim,
temos feito a nossa parte para
mostrar ao mundo um Brasil sério,
competitivo e evoluído.
Em relação ao que o senhor tem
visto em feiras e também em
viagens internacionais, o setor
automotivo brasileiro está hoje
muito distante do patamar dos
setores de países da Europa ou
também dos Estados Unidos?
Não considero que estejamos
muito defasados em relação à
Europa e aos EUA, pois o nosso
mercado possui algumas peculiaridades não encontradas em
outros países e, mesmo assim,
é um setor em franca expansão
e desenvolvimento. Algumas
empresas já são multinacionais
e outras, nacionais que mantêm
parcerias para acompanhar a
evolução tecnológica que acontece no mundo todo. O Brasil vem
atraindo cada vez mais a atenção
de investidores e corporações
mundiais que buscam novas
oportunidades e novos negócios
longe de suas matrizes.
Qual é o peso do setor de reposição brasileiro para a Dyna atualmente? O senhor crê que
é possível aumentar essa fatia
de negócios?
A reposição corresponde atualmente a cerca de 40% do faturamento da Dyna, empresa 100%
nacional, que atua somente na
fabricação de limpadores de
para-brisa e é líder de mercado.
Acredito que o setor ainda possui
um grande potencial de crescimento, afinal é baixa a conscientização da necessidade da troca
anual deste produto de segurança
– o brasileiro troca suas palhetas, em média, somente a cada
quatro anos. Além desse mercado
inexplorado, a nossa estratégia
de crescimento também prevê a
inclusão de novos produtos para
alguns segmentos de mercado
específicos. A marca pode ser
explorada em função de seu
reconhecimento em qualidade e
produto original.
Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
11
Entrevista R edação
“Fabricar limpadores com qualidade da Alemanha e custos da China”.
Este ainda é um dos objetivos da
Dyna? Quais são os desafios para se
atingir essa meta atualmente?
É um objetivo permanente, pois
buscamos atender ao mercado,
seja ele Montadora, Reposição ou
Exportação, de acordo com suas
necessidades e exigências cada vez
maiores na busca da qualidade,
que não é, há muito tempo, um
diferencial competitivo, mas, sim,
uma obrigação da empresa para se
manter no mercado. O grande desafio é manter a qualidade e reduzir
os custos ao mesmo tempo. E este
desafio já faz parte do nosso dia a
dia em função das novas demandas do mercado e da concorrência
cada vez mais feroz dos produtos
importados da China. A palheta
vem enfrentando um processo de
“comoditização” no mercado, uma
ameaça que já ocorre não somente para a Dyna, mas também para
concorrentes multinacionais de
primeira linha, que também se
preocupam em oferecer produtos
de qualidade ao mercado. Como a
Dyna é uma empresa 100% nacional e fabrica seus produtos apenas
no País (principalmente na matriz,
em Guarulhos), sofremos ainda o
impacto do “custo Brasil”, que nos
obriga a ser cada vez mais
criativos e ágeis.
A Dyna lançou em 2005 um sistema de minifábricas próximas às
montadoras para atender melhor
a demanda desse segmento. Elas
ainda existem? Se sim, qual é o
principal benefício desta iniciativa
para a empresa?
Estas minifábricas foram importantes para atendermos a demanda
crescente das montadoras de forma
mais eficiente, mas com a crise de
12 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
2009 e, consequentemente, a queda no volume de vendas acabaram
gerando uma onerosa capacidade
ociosa. Aliado a este fato, a redução de custos e sinergia previstos
não ocorreram da forma esperada,
nos obrigando a recuar e desativar
a unidade de Quatro Barras (PR).
A unidade de Betim (MG) ainda
está operando normalmente para
atender a Fiat.
Quais são os planos da Dyna para
o Brasil nos próximos cinco anos?
Os planos para os próximos cinco
anos ainda refletem a necessidade de se “produzir produto com
qualidade alemã a custo chinês” e
buscar crescimentos consistentes
em mercados rentáveis. A Dyna
está se preparando para o crescimento do mercado previsto para
os próximos anos na produção
de veículos e na frota circulante
em nosso país. Oportunidades,
com certeza, surgirão e estamos
atentos às mudanças, como, por
exemplo, a certificação de palhetas pelo Inmetro.
Em quase seis décadas de atuação, a Dyna passou por momentos
importantes do Brasil: ditadura,
abertura econômica, crises financeiras, épocas de crescimento
acentuado etc. A que fatores o senhor credita o sucesso da empresa
após quase 60 anos de trabalhos
em cenários tão diversos?
Independentemente dos fatores
sociais, políticos e econômicos, a
Dyna sempre se preocupou em
atender e entender as novas necessidades dos clientes, cada vez
mais exigentes, e estar sempre um
passo à frente da concorrência.
Para uma empresa nacional e líder
de um mercado extremamente
competitivo, isso é questão de
sobrevivência, pois manter o que
foi conquistado já é difícil e manter
é ainda mais. Além disso, o reconhecimento como líder e melhor
marca de limpador de para-brisa
(em pesquisas realizadas por diversos segmentos de mídia) também
sempre contribuíram para o sucesso
da empresa, que completa 60 anos
em 2015.
Falando agora sobre um aspecto
mais pessoal, o senhor é natural
do Egito e chegou ao Brasil muito
novo, certo? O que pensa sobre o
Brasil atualmente?
Cheguei ao Brasil com a minha
família ainda novo, com uma
expectativa muito grande, e conseguimos prosperar. A família, por
ironia do destino, empreendeu um
negócio relacionado às chuvas, que
praticamente não existem onde
nasci. E por um longo caminho, em
algumas vezes difícil, a empresa
cresceu e tornou-se líder num país
que acolhi como lar. Tenho orgulho
de ser brasileiro também, além de
ter a certeza de que devemos criar
empregos e riqueza aqui e não fora
do país.
Estamos em ano de eleição presidencial. Qual é sua expectativa em
relação ao Brasil para os próximos
quatro anos? O senhor acredita que
o País poderá voltar a crescer em
níveis como os que foram vistos em
2010, 2011?
As eleições deste ano podem definir algumas mudanças extremamente necessárias, pois conviver com
a atual situação do País tem sido
desgastante para nós. O Brasil é um
país capaz de gerar condições internas e externas para crescer mais do
que os 2% ao ano, em média, nos
últimos três anos. Basta o governo
fazer a sua parte também.
Respeite a sinalização de trânsito.
Divulgação
Especial M ajô G onçalves
Darci Piana: um líder nato
A paixão pelo empreendedorismo surgiu na adolescência, fez
história no setor de reposição e se tornou o maior representante do
comércio do Paraná em uma década de gestão na Fecomércio
N
atural do Rio Grande do
Sul, Darci Piana, na presidência da Fecomércio/PR
(Sistema Sesc e Senac) há 10 anos,
tem uma larga trajetória e vivência
no segmento de comércio e serviços paranaense que reúne mais
de 500 mil empresas, responsáveis
pela geração de um milhão e oitocentos mil empregos, representando 60% do PIB do Estado.
Segundo Piana, sua experiência o calejou e o tornou profundo
14 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
conhecedor dos principais problemas do comércio como um todo.
“Tive efetivo relacionamento com
grandes industriais – pequenos e
médios – e sobretudo com comerciantes de bens e serviços de todos
os tamanhos. O resultado disso é
a facilidade para o relacionamento com o setor. As dificuldades são
enormes, não há dúvida” explica.
Todo esse trabalho envolve
muita responsabilidade devido aos
segmentos serem diversificados e
exige ações voltadas a questões
trabalhista, tributária, de gestão,
entre outras.
A sua receita é baseada em uma
atuação em conjunto com os sindicatos empresariais espalhados por
todo o Paraná, agindo em sinergia
com eles na defesa das empresas.
Da mesma forma, com o Senac
Paraná, que, ao educar para o trabalho, qualifica mão de obra para
todos esses setores. E com o Sesc
Paraná, que desenvolve trabalho
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de grande fôlego na área de transformação social para os trabalhadores e seus familiares.
“Trata-se de um trabalho que
requer equipe coesa e eficiente.
Afinal, são programas de qualidade
voltados ao apoio em gestão de negócios e atualização das inovações
fiscais e tributárias – como são os
casos, por exemplo, da nota fiscal
eletrônica e da contabilidade eletrônica (Sped)”, conta.
Outros programas, segundo
Piana, igualmente complexos demandam, equipe qualificada e são
desenvolvidos para modernização
de sistemas de comunicação, concorrência internacional e produtos
importados – todos que permitem
sobreviver em um mercado que se
torna cada vez mais competitivo.
Desta forma, o trabalho exige
dedicação exclusiva como comandante, como expediente integral
e assessoramento de uma equipe
eficiente, que tenha capacidade
de estar presente em várias frentes simultâneas. Também conta
com planejamento específico, capaz de se adaptar às mudanças
e provocar a inovação necessária
para tomada de decisões. “Temos
equipe técnica que atua na área
tributária, política, na Assembleia
Legislativa, no Congresso Nacional
e nas Câmaras de Vereadores,
acompanhando os projetos de interesse e aqueles que devem ser
combatidos”, considera.
A vontade de empreender surgiu
na adolescência – Filho de madeireiro, Piana nasceu em Carazinho,
Rio Grande do Sul, mas, ainda
na tenra infância foi com a família para Machadinho, também no
interior gaúcho.
Ele conta que sempre ficou fascinado com a conversa de empresários que visitavam seu pai para
comprar madeira. “Eram assuntos
que despertavam em mim grande
curiosidade: o andamento do consumo de madeira, o crescimento
das cidades, o ritmo das exportações”, lembra.
Essa vivência o influenciou e fez
com que a vontade de progredir e
se tornar empresário fosse cada vez
mais forte.
Aos 13 anos de idade, decidiu ir
para o Paraná. Foi estudar na cidade de Palmas, que, segundo ele, é
a segunda cidade mais fria do País.
Na cidade, morava com uma
irmã casada, que lá já residia há
algum tempo. Seis meses depois,
o cunhado vendeu o negócio de
madeira que possuíam e se mudaram para Coronel Vivida, mas Piana
decidiu ficar e foi para um hotel.
Foi desta forma que começou
a sua independência. Conseguiu
emprego para cuidar da rodoviária do Hotel Palmas em troca de hospedagem, alimentação e roupa lavada, mas sem
rendimentos financeiros.
Depois, começou a entregar
pacotes, cobrando o “transporte”.
“Adquiri uma bicicleta para essa
finalidade. Foi meu primeiro patrimônio”, complementa.
Assim, conseguiu dispensar a
pequena mesada que seu pai, que
era um homem de posse a essa altura, lhe enviava. Era dono de duas
serrarias, com mais de 100 funcionários. Piana, o caçula, tinha oito
irmãos, e achava que não era justo
usufruir do dinheiro que, por direito, era dos mais velhos. “Eles ficaram junto de meu pai e o ajudaram
a construir o patrimônio da família,
inclusive abdicando da sequência
dos estudos”, comenta.
Vivência no mercado de reposição – Cursando Economia à noite em
Curitiba, na Pontifícia Universidade
Católica do Paraná, trabalhava durante o dia na Fasa-Fornecedora
de Acessórios S/A, que existe até
hoje e sempre foi uma empresa
de autopeças de grande porte. Ele
recorda que a empresa importava peças dos Estados Unidos, da
Europa, do Japão e distribuía para
grandes fábricas da época: Cofap,
Metal Leve, Albarus, Borlem, Cibié,
entre outras. “Logo, fui promovido
a comprador. Com isso, os meus
rendimentos melhoraram consideravelmente”, afirma.
Seu espírito empreendedor era
muito forte e, junto com outros colegas da faculdade, criou um fundo
de investimentos, com depósitos
mensais dos sócios e comissão
especial para fazer a gestão para
aplicação dos recursos e obtenção
de juros e aumento do patrimônio.
O planejamento era para que,
no fim do curso, a turma tivesse recursos para montar a própria empresa. O fundo deu muito
certo. Entretanto, como Piana, a
maioria dos sócios-colegas era de
outros municípios. Então, resolveram fazer a partilha dos lucros e
cada um seguiu seu caminho. Ele
tinha 23 anos.
Com muita dedicação e perseverança, Piana deslanchou profissionalmente no mercado de
reposição. “Aprendi muito com as
visitas que fazia à Cofap e conversava o Cetone Abraham Kasinsky, na
BorgWarner, falava com o Pierre e
na Bendix com o Mister Parkson, da
Bendix, e tinha que progredir. Abri
meu escritório de representações e
Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
15
logo obtive sucesso. Representava
grandes empresas, como Lonaflex,
TRW, LUK, MWM, entre outras”.
Mais para frente resolveu ter
uma distribuidora, baseada nos
produtos da MWM Motores. “Tive
grande sucesso e aprendi muito,
pois estive dos dois lados, na venda para o distribuidor e como distribuidor”, lembra.
A convivência com as grandes
empresas e as convenções de vendas permitiram que Piana ampliasse o conhecimento e abrisse seus
horizontes. “Até hoje sou consultado para opinar sobre o mercado.
Da mesma forma, alcancei sucesso
como distribuidor. Fui líder no segmento”, destaca Piana, que acrescenta não ter enriquecido, mas conseguiu ter condições para organizar
a vida de sua família. Muito respeitado no aftermarket, Piana revela
que ajudou muita gente a melhorar seus negócios e ainda preserva
amizades no setor, sendo requisitado para troca de ideias e discussão
sobre o mercado até por aqueles
que foram seus concorrentes.
O que mudou no setor automotivo – Na opinião de Piana, o
mundo mudou, as montadoras se
multiplicaram, os novos modelos
e os lançamentos anuais exigem
investimentos extraordinários em
estoques. “As estradas melhoraram, os veículos melhoraram, as
garantias aumentaram e a manutenção dos veículos também alteram
aceleradamente.”
Além disso, em sua visão, o
consumo diminuiu e o conceito de
reparação também. “A tecnologia
evoluiu muito e exige novos critérios de reparação, que modificaram
o consumo. O que antes vendia
muito, hoje não sai mais. Os valores
são outros.” Tudo isso ocasionou
grande mudança no conceito do
16 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
Divulgação
Especial M ajô G onçalves
setor de reposição. Piana ressalta
que o atacado viu diminuir sua participação e o varejo não consegue
manter a quantidade de estoque
em função do grande número de
modelos. “As peças que vendiam
muito, hoje já não são as que puxam as vendas.”
Se não bastasse isso, Piana revela que o advento da substituição
tributária está paralisando o setor.
“Temos hoje dois canais de venda dentro do mesmo segmento.
A concessionária tem o MVA em
33%; a distribuição está com 59%
ou 71%, dependendo do Estado. A
deslealdade dos governantes com
margens impostas pela ganância arrecadatória está inviabilizando um
segmento forte e representativo,
levando-o ao declínio”, alerta.
Em sua análise, atualmente, quem estabelece o preço
não é o mercado, mas sim os
governos estaduais.
Com isso, o prejuízo acaba recaindo ao consumidor, que passou
a pagar mais caro pelo produto.
Indubitavelmente, o que mais
causa preocupação em Piana,
como presidente da Fecomércio/
PR, é a interferência do governo na economia e a alta carga
tributária brasileira.
De acordo com Piana, as grandes empresas elevam seus custos
e as pequenas e médias estão sendo asfixiadas, haja vista que não
conseguem acompanhar essas
mudanças, comprometendo seu
futuro com o passivo que se cria a
cada mudança.
Tecnologia S érgio D uque
w w w. re v i s t a m e rc a d o a u to m o t i vo. c o m . b r
A demanda de alternadores
no segmento da reposição
Estima-se que serão consumidos 2,6 milhões de
unidades novas em 2014
A
cionado por uma correia ligada ao motor transforma
a energia mecânica em energia elétrica, uma corrente contínua que serve para carregar a bateria.
No início da produção e até meados da década de 60,
os veículos saíam de fábrica com sistemas elétricos de 6
V, onde baterias e alternadores deveriam gerar energia
suficiente apenas para garantir o funcionamento de faróis,
lanternas, um rádio simples e limpadores de para-brisas.
A partir da metade da década de 60 e início da década de 70, novos equipamentos elétricos foram sendo
adicionados aos veículos para proporcionar maior conforto, como vidros elétricos, ar-condicionado, bancos com
sistema elétrico, aparelhos de som e CD player cada vez
mais sofisticados, instrumentos de navegação, alarmes e
outros, criando a necessidade de sistemas elétricos melhores projetados e com maior capacidade de resposta.
Assim, as baterias passaram a ser de 12 V e os alternadores com capacidade de realimentar esta energia
desprendida com 14 V, isto é, com reserva de 2 V a mais
para afastar o risco de não conseguir cumprir sua função
e deixar o veículo no apagão elétrico.
A evolução dos veículos e seus componentes elétricos e eletrônicos exige cada vez mais dedicação da engenharia automobilística para cuidar dos componentes
de apoio, como as baterias e os alternadores. Já existem
estudos e testes de sistemas elétricos com tensão de 24
V e alternadores de 36 V para veículos comuns, e até um
sistema de dupla energia de 42 V para veículos elétricos,
ainda sem uso em grande escala.
Por ser uma peça com preço relativamente caro para alguns modelos de veículos, é normal a prática no mercado
de reposição da venda de peças e componentes para reparação da unidade, sem contudo haver uma quilometragem específica para tal. Alguns fabricantes recomendam
a manutenção preventiva do alternador a cada 30.000 km
e a substituição por uma unidade nova após 100.000 km.
Porém, é normal a reparação de componentes, mais de
uma vez, antes da substituição. E entre os componentes
18 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
mais substituídos estão reguladores de voltagem, jogo
de escovas e rolamentos.
A partir da 2ª ou 3ª reparação, muitas vezes o custo
passa a não compensar, e aí vale mais a pena trocar o
conjunto. É bom lembrar que neste momento o automóvel já estará com quase 200.000 km, o comercial leve com
quase 300.000 km, os caminhões com quase 500.000 km,
e assim por diante.
Utilizando esses critérios para definir ciclos médios
de trocas em meses e relacionando-os à quilometragem da frota, a Audamec calcula o potencial de mercado de alternadores novos, apresentando na tabela em
sequência os números de demanda da linha:
DEMANDA DE ALTERNADORES (EM UNIDADES)
Segmento reposição – mercado interno
Segmento
Automóveis
2014
2015
2016
1.685.000
1.800.000
1.950.000
Caminhões
190.000
200.000
215.000
Comerciais Leves
620.000
655.000
700.000
Ônibus
73.000
78.000
83.000
Tratores e Máquinas
65.000
70.000
75.000
2.633.000
2.803.000
3.023.000
+ 7,2
+ 6,6
+ 7,8
Total da Demanda
Base a.a. %
Uma certeza, porém, é que sem uma eficiente usina
de força chamada “alternador”, todo o sistema de desempenho esperado e conforto desejado no veículo serão
em vão.
Com apoio de sistema informatizado e programado
com vários fatores de influência, a Audamec realiza estudos de produtos e calcula a demanda regional para
qualquer linha de autopeças. Para saber mais, consulte nosso site www.audamec.com.br ou, se preferir, ligue
para (11) 2281-1840.
Cinto de segurança salva vidas.
Capa C léa M artins
O que fica da copa
Em meio à euforia dos jogos e a insatisfação da população com
o descaso político em relação a problemas públicos como saúde,
educação e segurança, fica a pergunta: qual o legado que o maior
evento esportivo mundial deixará ao País? Governo espera uma
movimentação de R$ 30 bilhões durante o período
E
ssa não é a primeira Copa
do Mundo sediada pelo
Brasil. Em 1950, o País recebia a quarta edição da Copa
do Mundo da FIFA de Futebol. As
partidas aconteceram nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba,
Porto Alegre,Recife, Rio de Janeiro
e São Paulo.
Naquela época, sob o comando do então presidente Getúlio
Vargas, o País ainda era fortemente
rural, com população de 52 milhões
e PIB (Produto Interno Bruto) de 93
20 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
bilhões de dólares. Entre os principais problemas, seca, fome, saneamento básico e educação.
De lá para cá, algumas coisas
mudaram. No futebol, o País, que
perdeu o título em 1950 para o
Uruguai, na final no Maracanã, conquistou cinco outros campeonatos.
Na política, o suicídio de Vargas
tomou as manchetes. Dando espaço depois para o entusiasmo do
crescimento industrial propiciado
pela era Juscelino. Veio depois a
Ditadura Militar. E, das ruas, vieram
os gritos por Diretas Já, e todo o
processo de restabelecimento da
democracia. No bolso do brasileiro o real ganhou a briga contra a
temida inflação galopante. O País
voltou a crescer e passou a figurar
entre os que mais se desenvolvem
no mundo – bloco chamado de Bric
(Brasil, Rússia, Índia e China).
Foi justamente em meio ao entusiasmo do crescimento econômico que o então presidente Lula conseguiu emplacar o Brasil como sede
da Copa de 2014. “A Copa será uma
Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro
w w w. re v i s t a m e rc a d o a u to m o t i vo. c o m . b r
Imagens do novo Maracanã, no Rio de Janeiro.
grande oportunidade para acelerar
o crescimento e fundamental para o
desenvolvimento do nosso Brasil”,
disse ele, em 2010.
A expectativa de que essa seria
a chance de rever o que estava errado em muitas áreas e, com mais
investimentos, mudar o País imperava, apesar de alguns especialistas
alertarem: “A ideia de que a Copa
vai impulsionar a economia é um
mito”, disse à BBC Brasil o jornalista britânico Simon Kuper, autor
de Soccernomics, escrito em parceria com o economista britânico
Stefan Szymanski.
Quatro anos depois da declaração de Lula e depois de muito
trabalho, retrabalho, greves, mortes
por acidente de trabalho, investimento e protestos, a Copa de 2014
chega ao seu ponta pé inicial sem
a mesma magia depositada pelos
brasileiros nos eventos de outros
anos. A insatisfação da população
com os serviços públicos e velhos
problemas respingou no mundial,
que foi alvo de protestos de rua e
das greves nas principais capitais
do País no último ano.
Os gastos públicos – federal, estaduais e municipais – com o evento somavam, até o início deste ano,
cerca de R$ 26 bilhões, segundo
dados do TCU (Tribunal de Contas
da União). Um investimento relativamente baixo quando comparado
aos gastos públicos com educação,
que é de R$ 280 bilhões por ano ou
mesmo com os R$ 30 bilhões que
devem ser investidos na construção da Usina Belo Monte, no Pará,
segundo apontou reportagem do
jornal Folha de S. Paulo.
Para o ministro do Esporte, Aldo
Rebelo, que participou do Bom
Dia, Ministro do dia 13 de maio, a
repercussão negativa do evento se
deve, em parte, à mídia brasileira
que faz uma campanha contra a
Copa e isso acaba sendo noticiado
também pela imprensa mundial.
Ele ressaltou ainda em sua
entrevista que o Brasil é a sétima
economia do planeta, ultrapassando inclusive economias tradicionais
da Europa como a da Inglaterra e
a da Itália. “O Brasil tem a agricultura mais competitiva do mundo.
Temos uma fábrica de aviões de
médio porte quase imbatível, que
é a Embraer. Como é que só vamos
ter repercussão negativa do Brasil?
Nós temos coisas negativas, a violência é uma delas, mas eleger as
deficiências como se fossem as únicas coisas que nós podemos encontrar no país é inaceitável. O Brasil já
fez coisas muito mais difíceis que a
Copa. Nós criamos uma civilização
capaz de produzir cultura, economia, valores... Vamos nos atrapalhar
com Copa? Não, não vamos.”
Ainda segundo o ministro, o
País deve cumprir com suas res-
Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
21
Portal da Copa/ME
Capa C léa M artins
Partida inaugural no Castelão, com rodada dupla: Fortaleza x Sport e Ceará x Bahia
ponsabilidades e o que não deu
para entregar até o evento, será
entregue depois.
O LEGADO
Essa política de acabar o que for vital apenas para que o evento aconteça e deixar o resto para depois,
tão comum para o brasileiro, é que
parece não estar mais agradando
a população. Para o presidente do
TCU, ministro Augusto Nardes, a falta de planejamento foi a principal
causa dos atrasos das obras para
a Copa do Mundo 2014. “O maior
gargalo do País na execução das
obras públicas é a falta de planejamento”, disse, durante audiência
pública na Câmara dos Deputados.
Segundo levantamento apresentado por ele em relação às
obras de mobilidade urbana, das
40 previstas inicialmente na matriz de responsabilidades, nove
foram retiradas. E, das 31 obras
restantes, apenas uma tinha sido
concluída até então: a da Avenida
22 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
Arrudas/Teresa Cristina, em Belo
Horizonte, MG.
Das obras dos estádios, cinco
foram entregues com atraso, entre eles a arena de São Paulo, o
Itaquerão, com entrega no dia 15
de maio, e a arena de Curitiba, que
só ficou pronta na última hora.
Aldo Rebelo justificou os atrasos dizendo que algumas dessas
obras não eram obras para a Copa,
mas do PAC. “O metrô de Fortaleza
estava programado muito antes de
se pensar em Copa do Mundo, o
VLT de Cuiabá também, a alça de ligação da Jacu-Pêssego com a Radial
Leste, de São Paulo, também não
era obra para a Copa. Todas elas
eram obras já programadas que os
governos (federal, dos Estados e
prefeituras) decidiram incluir em
uma Matriz de Responsabilidades
na tentativa de antecipa-las.
Algumas foram antecipadas com
êxito e outras não, mas continuarão sendo executadas e serão entregues para a população.”
RETORNO FAVORÁVEL
Ainda segundo Aldo Rebelo, levantamento da Fundação Getúlio
Vargas, encomendado pela Ernest
Young, mostra que a Copa pode
gerar até 3,6 milhões de empregos
no Brasil. “Isso já seria o suficiente para transformar a Copa num
grande benefício para o Brasil, no
seu ciclo completo. Um acréscimo
de 0.4% ao ano ao Produto Interno
Bruto pelo menos até 2019.”
Outra pesquisa, realizada por
meio da Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe) durante a Copa das Confederações,
também deixa o Governo otimista.
Isso porque o torneio, que é uma
espécie de pré-copa, movimentou
R$ 20,7 bilhões. A expectativa agora
é de que a Copa do Mundo gere três
vezes este valor, podendo chegar a
R$ 30 bilhões. Se confirmada essa
projeção, o valor acrescido ao PIB
por conta do Mundial superaria os
investimentos públicos previstos
na Matriz de Responsabilidades.
O LEGADO DOS LEGADOS
Em artigo publicado na Época
Negócios, José Roberto Ferro, presidente do Lean Institute Brasil,
diz que a Copa do Mundo foi uma
oportunidade perdida. Segundo
ele, “poderíamos ter tido outro
nível de gestão pública de planejamento e execução de obras”.
No entanto, ainda segundo o autor,
“o que parecia ser uma excepcional
oportunidade de colocar o Brasil
no mapa mundial dos países com
capacidade de realização e organização, acabou tornando-se uma
enorme frustração”.
Mas ele também diz que foi
com a Copa que o brasileiro, ou
pelo menos parte deles, despertou e foi às ruas questionar: “Será
que estamos priorizando a coisa
certa?”. E mais: “Por que pagamos tanto e recebemos tão pouco
de volta?”.
E “se a Copa do Mundo reacendeu no brasileiro a capacidade
de se indignar”, o grande legado
que o evento deixa ao País talvez seja maior que qualquer obra
de engenharia.
Talvez, além da taça e de uma
consciência política maior, a Copa
ainda deixe outra herança aos brasileiros: a lição de que sem planejamento não existe gestão eficiente,
seja na esfera pública ou mesmo
privada. Nenhuma solução imediatista ou populista resolverá os
problemas mais sérios do País sem
que haja uma verdadeira reforma
na maneira de gerir os problemas
da nação – mas planos concretos e
de longo prazo, que sejam respeitados e cumpridos, independentemente de que partido político
assuma o governo.
Até porque parece mais que
evento algum seja capaz de continuar escondendo tantas mazelas.
24 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
Elvis P. Santos
Capa C léa M artins
MAPA DO LEGADO
V
eja o que fica de principal para as 12 cidades-sede da Copa do Mundo FIFA de
Futebol 2014 no que se refere às obras de
mobilidade, a maioria ainda não concluída:
Belo Horizonte (MG)
•• Estádio Mineirão
•• BRT Antônio Carlos/Pedro I, precisa ain-
da ser finalizada, embora duas partes já
tenham sido entregues
•• Aeroporto Internacional Tancredo Neves
(Confins) – Uma das obras foi cancelada
e trocada por um projeto menor, um terminal remoto
Brasília (DF)
•• Estádio Nacional Mané Garrincha
•• VLT linha 1 – trecho 1 (Aeroporto/Asa
Sul) – Projeto foi retirado da Matriz de
Responsabilidades e não ficou pronto
para a Copa
•• Ampliação do Aeroporto Juscelino
Kubitschek
Cuiabá (MS)
•• Arena Pantanal
•• Reforma e ampliação
Natal (RN)
•• Arena das Dunas
•• Reestruturação da Av.
Eng. Roberto
Freire – Obra não ficou pronta para
a Copa e já foi excluída da Matriz de
Responsabilidades
•• Aeroporto São Gonçalo do Amarante
Porto Alegre (RS)
•• Estádio do Internacional Beira-Rio
•• Ampliação do Corredor Avenida Tronco
– Só após a Copa
•• Aeroporto Salgado Filho – Terminal finalizado, mas obras de ampliação de pista
deixou Matriz de Responsabilidades
Recife (PE)
•• Arena Pernambuco
•• Corredor Caxangá (Leste-Oeste)
•• Construção da nova torre do Aeroporto
Gilberto Freyre
do Aeroporto
Marechal Rondon
•• VLT Cuiabá/Várzea Grande – Não foi inaugurado para a Copa
Curitiba (PR)
•• Arena da Baixada
•• Ampliação do Aeroporto Afonso Pena
•• Ampliação e melhoria do Terminal
Santa Cândida
Fortaleza (CE)
•• Estádio Castelão
•• VLT Parangaba/Mucuripe
Rio de Janeiro (RJ)
•• Estádio do Maracanã
•• BRT Transcarioca (Aeroporto/
Penha/Barra)
•• Reforma do Aeroporto Antônio Carlos
Jobim (Galeão)
Salvador (BA)
•• Arena Fonte Nova
•• Obras de Microacessibilidade (entorno)
•• Ampliação do Aeroporto Dep. Luís
Eduardo Magalhães
– Não
ficou pronto
•• Estações de metrô Padre Cícero e
Juscelino Kubitschek
Manaus (AM)
•• Arena da Amazônia
•• Monotrilho Norte/Centro - Obra não será
mais executada para a Copa
•• Reforma e ampliação do Aeroporto
Brigadeiro Eduardo Gomes
São Paulo (SP)
•• Arena Corinthians
•• Ligação da Jacu-Pêssego com a Radial
Leste – Ficará pronta apenas depois
da Copa
•• Ampliação do Aeroporto de Guarulhos
– Inaugurado Terminal 3
•• Monotrilho – Saiu da Matriz de
Responsabilidades e só será entregue
depois do evento
Respeite a sinalização de trânsito.
Diengles A. Zambianco e Leandro M. Leite As Ações Civis Públicas movidas pelo
Ministério Público em face dos Incentivos
Fiscais concedidos pelo Distrito Federal
(Tare e REA)
Diengles Antonio Zambianco* e Laurindo Leite Júnior**
O
presente trabalho busca trazer esclarecimentos para as empresas que utilizaram os incentivos fiscais instituídos pelo Distrito Federal
(Termos de Acordo de Regime Especial – Tare – e
Regime Especial de Apuração do ICMS – REA), em razão da iniciativa do Ministério Público em contestar as
referidas concessões.
Não é de hoje que a questão relativa à concessão
e utilização de incentivos fiscais pelos Estados e pelo
Distrito Federal tem sido uma grande preocupação da
maioria dos empresários brasileiros.
Diante de um mercado extremamente competitivo,
como é o caso da reposição automotiva, a decisão de
operar com filiais em locais que concedem incentivos
fiscais muitas vezes não é uma questão de aumento de
lucratividade, mas sim de sobrevivência no mercado.
Apesar da Constituição Federal disciplinar que a
concessão de incentivos fiscais estaduais deve ser regulamentada por lei federal, e a lei federal atualmente
em vigor (Lei Complementar 24/75) prever que a instituição de qualquer tipo de benefício deva ser previamente submetida à aprovação unânime do Conselho
Nacional de Política Fazendária – Confaz –, na prática
todos os Estados e o Distrito Federal concedem a mais
variada gama de incentivos e benefícios fiscais sem
observar essa formalidade.
Especificamente no caso do Distrito Federal, a concessão de referidos incentivos atraiu grande parcela
do mercado distribuidor de autopeças, que implantou
filiais no referido local, passando a utilizar os benefícios
concedidos como forma de manter-se competitivos
no mercado.
Contudo, o Ministério Público, que especificamente
no caso do Distrito Federal é representado não por
um órgão local, mas por uma divisão do Ministério
28 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
Público Federal, passou a mover Ações Judiciais (Ações
Civis Públicas) em face dos Contribuintes e do próprio
Distrito Federal nas quais, a pretexto de “proteger a
sociedade”, passou a contestar a concessão dos incentivos fiscais.
Especificamente no caso do Distrito Federal, os incentivos fiscais implementados pelos Tare e REA, apesar de concederem créditos em percentual de até 11%,
determinavam que os contribuintes deveriam estornar
créditos de ICMS relativo às entradas de mercadorias
e preencher uma série de requisitos, como contribuir
para Fundos Assistenciais, manter um número mínimo
de empregados, aumentar anualmente o faturamento,
dentre outras obrigações.
Além dos requisitos acima indicados, as empresas
que optaram por essa operação arcaram com os custos de abertura e manutenção da filial, frete, seguro
e outros.
O resultado positivo decorrente da sistemática de
tributação (que ficava em torno de 1% a 3%), em praticamente todos os casos foi repassado no preço, servindo
a concessão apenas como mecanismo de manutenção
da competitividade.
Contudo, a utilização dessa sistemática diferenciada de tributação não foi vista com bons olhos pelos
Poderes Executivos dos Estados do Sul e Sudeste, que
se sentindo ameaçados com o grande volume de operações que começou a circular pelo Distrito Federal,
ao invés de discutirem judicialmente a legalidade dos
incentivos fiscais concedidos por este Ente Federado,
optaram por se voltar de forma truculenta contra os
seus próprios contribuintes, negando-lhes o crédito
de ICMS e impondo severas multas completamente
arbitrárias e fora da realidade.
Respeite a sinalização de trânsito.
Diengles A. Zambianco e Leandro M. Leite Como se não bastassem as restrições impostas
pelos Estados de destino das mercadorias (principalmente São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do
Sul), os contribuintes titulares dos benefícios fiscais
concedidos pelo Distrito Federal foram surpreendidos
com as medidas de retaliação iniciadas pelo Ministério
Público do Distrito Federal, ao argumento de que a
população do Distrito Federal estaria sendo prejudicada em razão do Governo ter aberto mão do imposto
que lhe pertencia.
Mesmo diante das diversas afirmativas do próprio
Governo Distrital de que sua arrecadação cresceu em
progressão geométrica com as concessões dos Regimes
Especiais, os Promotores de Justiça continuam firmes
no posicionamento de que os contribuintes devem
recompor o Estado pelo suposto prejuízo causado
ao erário.
No passado, a jurisprudência seguia no sentido de
que o Ministério Público não teria legitimidade para a
propositura de tais ações.
Contudo a jurisprudência dos tribunais foi modificada em julgamento realizado pelo Supremo
Tribunal Federal (RE 576.155), no qual se reconheceu a legitimidade do Ministério Público para
mover referidas ações.
Ocorre que, a decisão proferida pelo Supremo
Tribunal Federal foi sobre que o Ministério Público
poderia apenas questionar a legalidade dos incentivos
fiscais, nunca lhe atribuindo a competência para exigir
qualquer tipo de tributo, que continua sendo ato privativo dos Agentes Fiscais da Secretaria da Fazenda
do Distrito Federal.
Inobstante tal fato, o Ministério Público passou a
deliberadamente enviar para Execução Judicial o valor
dos tributos que supostamente deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos, nos mesmos patamares que
as cobranças realizadas pelos Estados destinatários
das mercadorias.
Com base em uma planilha elaborada pelos próprios Promotores, o Ministério Público tem impulsionado os processos que se encontravam paralisados
em primeira e segunda instâncias, iniciando execuções
contra os contribuintes titulares dos incentivos.
Tais procedimentos têm gerado problemas para os
contribuintes, dentre os quais destacam-se a ocorrência de penhoras, as restrições cadastrais e até mesmo
bloqueios on-line de ativos bancários.
Mesmo tendo sido celebrado um Convênio
(Convênio ICMS n. 86/2011) e editada Lei específica
pelo Distrito Federal concedendo anistia e remissão
para tais cobranças (Lei Distrital n. 4.732/2011), ambas consideradas válidas pelo Tribunal de Justiça do
Distrito Federal (ADI 2012 00 2 014916-6), o Ministério
Público mantém esforços na indevida continuidade
dos processos de execução.
Apesar de existir uma tendência de que parte dos
juízes siga o posicionamento do Tribunal de Justiça do
Distrito Federal acerca da validade e aplicação da Lei
que concedeu a anistia, alguns juízes não acompanham
esse posicionamento e têm admitido a sequência dos
processos de execução.
Contudo, o prosseguimento dessa cobrança é completamente ilegal, uma vez que a legitimidade do
Ministério Público se restringe apenas em contestar
os incentivos fiscais concedidos pelo Distrito Federal,
jamais em realizar qualquer tipo de cobrança de tributo, por não possuir competência para tanto.
Cabe, portanto, ao contribuinte, deparando-se com tais cobranças indevidas, defender-se adequadamente, contestando não apenas a legitimidade do Ministério Público para discutir os incentivos
fiscais, mas também a total impertinência de que
o mesmo tome agora o papel de Fisco, procedendo à cobrança do valor correspondente aos créditos
anteriormente concedidos.
Recentemente foram proferidas decisões nesse
sentido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal,
impedindo o Ministério Público de prosseguir com a
cobrança de tais valores, o que é um alento para os
empresários que estão enfrentando essa dificuldade.
Fica assim o alerta para que todos os contribuintes
procurem se informar se há alguma Ação Civil Pública
movida em face de sua empresa, bem como passem a
acompanhar o andamento dessa ação, promovendo as
medidas cabíveis para evitar que a mesma não venha
a resultar em eventual perda para a empresa.
*Diengles Antonio Zambianco é consultor e advogado do escritório Leite, Martinho Advogados-LMA, especializado em legislação fiscal,
contabilidade e recuperação de créditos tributários.
**Laurindo Leite Júnior é sócio do Leite, Martinho Advogados-LMA, escritório especializado em Direito Tributário e Societário, desenvolvendo
atividades de consultoria e planejamento tributários, logística fiscal, defesa contenciosa e recuperação de créditos tributários.
30 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
Respeite a sinalização de trânsito.
Cinto de segurança salva vidas.
Fotolia.com
Geomarketing S érgio D uque
Surge uma preciosa ferramenta
para lojistas e distribuidores
de autopeças
Com custo muito em conta
G
eomarketing, ou marketing geográfico, é uma
abordagem que permite associar variáveis de
influência e fatores determinantes a fim de se
permitir analisar e visualizar potenciais de consumo
segmentados geograficamente.
A Audamec Marketing, com base em dados de 2014,
desenvolveu um estudo qualitativo de geomarketing
dirigido com exclusividade para o segmento da reposição automotiva.
Através da consulta em múltiplas tabelas com informações detalhadas é possível conhecer:
32 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
1.Dados socioeconômicos de cada um dos 5.565 municípios brasileiros;
2.Frota circulante de veículos em cada um desses
municípios, por montadora e modelo;
3.Cadastro com CNPJ, nome e endereço de varejistas de autopeças, além de oficinas mecânicas
e funilarias e de outros prestadores de serviços
do segmento;
4.Índice potencial de demanda de autopeças em
porcentagem, com estudo de tendências;
w w w. re v i s t a m e rc a d o a u to m o t i vo. c o m . b r
5.Gastos previstos com peças e mão de obra para
manutenção de veículos, por classe social dentro
de cada município.
Os dados que compõem os quadros e que são utilizados para cálculo e formatação de algoritmo técnico
dos índices são atualizados permanentemente e extraídos de fontes como IBGE, emplacamento do Renavam,
consumo de combustível da ANP, produção de veículos
da Anfavea e Sindipeças, entre outros.
O acesso pode ser efetivado para consulta por município (5.565), por microrregião (567), por mesorregião
(135) ou Estado da federação (27).
Para se ter ideia da amplitude e qualidade da informação oferecida, em web com acesso via internet,
basta saber que a Audamec Marketing, desenvolvedora e gestora do sistema, possui equipe que monitora
as atividades econômicas e os agronegócios de cada
mesorregião, alterando os fatores de influência que
impactam nos resultados com autopeças e interferem
no desempenho regional ou municipal.
Chuvas e variações climáticas observadas recentemente nas regiões Norte e Sul do país foram acompanhadas e inseridas para proporcionalizar seu impacto
no desempenho dos municípios atingidos, alterando
a tendência para menos, já que parte da renda destes municípios, antes destinadas para manutenção
veicular, será reposicionada para recuperação das
questões civis.
Lojistas de autopeças podem contratar plano anual
de acesso com custos anuais na ordem de R$ 400,00
e possuir excelente forma de otimizar estoques com
maior qualidade na informação das peças que comprar
por veículo que circula em sua cidade ou região.
Já distribuidores com atuação regional mais abrangente possuem também várias alternativas de planos
e valores, que podem ser escolhidos de acordo com
necessidades mais específicas.
Para saber mais e obter login e senha para acesso
demo, consulte www.geomarketingautomotivo.com.br
ou, se preferir, ligue para (11) 2281-1840.
Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
33
w w w. re v i s t a m e rc a d o a u to m o t i vo. c o m . b r
O emplacamento de
veículos até maio de 2014
Queda anunciada. Previsão ajustada para menos
S
e em 2013, que foi um ano ruim para venda de
registrados de vendas voltaram a cair e os números
veículos, vendia-se a média de 15 mil unidades
comparativos entre os períodos de 2013 e 2014 marpor dia, neste ano a venda não conseguiu, até
cam novamente indicadores negativos. A queda já está
agora, ser superior a pouco mais de 13 mil, desempeem -1,61%.
nho que deverá contribuir para a desaceleração da ecoPor todos os motivos apresentados, mais as expecnomia e do PIB, que teve um resultado de crescimento
tativas de passagem do tempo da Copa e seus efeitos,
declarado pelo governo de apenas 0,2% no primeiro tria aproximação do período de eleições, a estimativa de
mestre de 2014 em relação ao último trimestre de 2013.
institutos de estudos e de entidades como Anfavea
Automóveis atingiram -8,26% em relação ao mesmo
e Fenabrave reduziram um pouco mais a expectativa
período de 2013, ainda com o segmento gozando de
de venda de veículos automotores, neste ano deverá
IPI reduzido, benefício previsto para encerrar neste
atingir próximo de 5 milhões de unidades novas, quase
mês de junho.
600 mil a menos que as previsões e fetivadas no final
O segmento de comerciais leves continua a registrar
de 2013.
bons números e o volume a ser alcançado de vendas
No início de junho, a rede contava com mais de 50
e emplacamento em 2014 não deverá surpreender, já
dias de unidades em estoque, número elevado e que
que a tendência de crescimento destes veículos se
explica o porque das demissões e férias coletivas em
consolida e confirma as previsões do mercado.
diversas montadoras.
Os segmentos de caminhões e ônibus apresentaram resultados negatiLICENCIAMENTO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES
vos e tendência de queda. Parte desta
situação é explicada por atrasos em
Acumulado Jan-Mai
Previsão
programas de incentivo do governo e
Segmento
% Var.
2014
2014
2013
de liberação de recursos do BNDES.
Na verdade, mais uma questão que
2.500.000
Automóveis
999.267
1.089.220
-8,26 ▼
gerará preocupação dentro de alguns
800.000
Comerciais Leves
332.750
315.674
5,40 ▲
meses, dadas as previsões de novo recorde estimado para a safra que terá de
145.000
Caminhões
54.596
61.285 -10,91 ▼
ser transportada.
32.000
Ônibus
12.737
14.173 -13,43 ▼
Sinal verde para o segmento da
60.000
Máquinas Agrícolas
25.295
31.480 -19,65 ▼
reposição, que verá aquecimento de
vendas de peças e serviços na repara60.000
Implementos Rodov.
24.101
26.125
-7,74 ▼
ção de veículos destes dois segmen1.500.000
Motos
613.863
623.270
-1,51 ▼
tos que, sem novas unidades vendidas,
terá que reformar a frota mais velha.
TOTAL
2.062.609 2.161.227
-4,56 ▼ 5.097.000
Já no segmento de motocicletas, o
Fonte: Licenciamento acumulado Fenabrave. Máquinas agrícolas apenas para referência, uma vez que
que era doce, se acabou. Os volumes
não há emplacamento. Previsão 2014, estudos Audamec Marketing.
34 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
Elvis P. Santos
Estatísticas S érgio D uque
Respeite a sinalização de trânsito.
SEMINÁRIO
DA REPOSIÇÃO
AUTOMOTIVA
Respeite a sinalização de trânsito.
O Seminário da Reposição Automotiva é uma realização do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva),
que integra as principais entidades representativas do setor:
• Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores),
• Andap (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças),
• Sicap (Sindicato do Comércio Atacadista de Peças e Acessórios para Veículos de São Paulo),
• Sincopeças (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado
de São Paulo),
• Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo),
e organizado pelo Grupo Photon.
E N D E R E ÇO
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
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DOS REVENDEDORES DE PNEUS
14 DE
OUTUBRO
DE 2014
TEATRO
RUTH CARDOSO FIESP
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PAT R O C Í N I O 2013
Em Destaque G rupo M áquina – P ublic R elations
Rede PitStop completa cinco anos
com 1.000 pontos de venda no Brasil
Pioneira na adoção do modelo associativista
no mercado brasileiro independente
de reposição de autopeças, a empresa
está presente em 16 Estados e mais
de 370 cidades
F
ortalecer o mercado independente de reposição
de autopeças no Brasil e transformar seus membros em empresários de sucesso. Desde 2009
esses têm sido os principais objetivos da Rede PitStop,
empresa pioneira na adoção do modelo associativista
no mercado automotivo brasileiro.
A criação da Rede PitStop foi baseada no conceito utilizado pelo Groupauto International, grupo de
origem europeia que reúne distribuidores de autopeças, varejistas e oficinas em mais de 45 países na
Europa e América Latina. A PitStop foi trazida ao País
pela Distribuidora Automotiva, empresa do Grupo
Comolatti, com o objetivo de fortalecer todo o mercado
de aftermarket brasileiro. Com uma rede estruturada
de parceiros e profissionais especializados, a Rede tem
sido importante para o amadurecimento do segmento
e a melhoria na gestão e operação das lojas de autopeças, retíficas e oficinas mecânicas.
Presente em 16 Estados e em mais de 370 cidades,
a companhia celebra cinco anos de trajetória com 1.000
pontos de venda, entre lojas de autopeças, retíficas
de motores e oficinas mecânicas. Ao integrar a Rede,
os membros passam a contar com uma gama de serviços exclusivos, voltados a transformar a empresa em
um estabelecimento diferenciado dos concorrentes.
38 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
Os benefícios são estruturados para locais que trabalham tanto com a linha de veículos leves (carros de
passeio, pickups, vans e utilitários), classificados no
conceito Eurogarage, como com a de pesados (caminhões, micro-ônibus, ônibus e V.U.C.), incluídos no
conceito TopTruck.
Atualmente, a PitStop oferece mais de 27 benefícios
e programas exclusivos aos associados, baseados em
cinco pilares: informação, formação, tecnologia, comercial/marketing e financeiro. O objetivo é capacitar o
empresário para que ele esteja preparado para a alta
concorrência do mercado e também para a crescente
demanda por serviços que aliem confiabilidade, qualidade e boa relação custo-benefício. Somente em 2013,
por exemplo, foram oferecidos 41 cursos de capacitação
profissional, que contou com a participação de mais
de 1.900 pessoas.
“É extremamente gratificante acompanhar a história de sucesso da Rede PitStop. Em 2009, estávamos
apenas em 62 cidades, hoje já alcançamos mais de 370.
Com os 1.000 pontos de venda, a empresa se tornou a
maior rede associativista do mercado independente
de reposição de autopeças no Brasil e uma das mais
representativas redes do Groupauto International
no mundo”, ressalta Sergio Comolatti, presidente do
Sergio Comolatti, presidente do Grupo Comolatti
Rodrigo Carneiro, diretor comercial da Distribuidora Automotiva
Grupo Comolatti, que acreditou desde o início que o
modelo da Rede PitStop poderia agregar valor ao setor.
“Criamos a Rede PitStop para garantir o crescimento
sustentado do mercado independente de reposição
de autopeças brasileiro. No primeiro ano, começamos
com três consultores e realizamos 2,1 mil consultorias
nas empresas associadas. Em 2013, tínhamos 28 consultores, mais de 10 mil consultorias e mais de 40 mil
horas de trabalho. É com grande orgulho que temos
colaborado para a formação de empresas bem sucedidas, capazes de se manter competitivas e oferecer
um serviço de qualidade ao cliente. Fazer parte da
Rede PitStop, evolui”, destaca Rodrigo Carneiro, diretor
Comercial da Distribuidora Automotiva.
“A estrutura da Rede PitStop tem o objetivo de proporcionar aos membros conhecimento, infraestrutura,
fortalecimento da marca e condições comerciais favoráveis, tornando o negócio de seus associados cada vez
mais atrativo e competitivo. Para tanto, a PitStop conta
com o patrocínio dos principais fabricantes do mercado
e o apoio da Distribuidora Automotiva, responsável
pelo gerenciamento das operações das marcas Sama,
Laguna e Matrix”, explica Paulo Fabiano Navi, diretor-adjunto da Rede PitStop.
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Paulo Fabiano Navi, diretor-adjunto da Rede PitStop
Um dos programas oferecidos pela Rede PitStop
é a consultoria de gestão e técnica. Com o benefício,
os associados têm o auxílio de consultores especializados em gestão e operação, que ajudam a melhorar a administração da empresa e sua estrutura física.
Outra vantagem focada na transferência de know how e
no aprimoramento de habilidades é o programa de
formação e capacitação profissional. Por meio de ciclos
de palestras e cursos, os membros obtêm informações
importantes para o desenvolvimento da companhia e
a identificação de novas oportunidades de negócio.
Na área comercial são realizadas ações exclusivas
junto aos mais de 25 fabricantes de autopeças patrocinadores e parceiros da Rede PitStop, que permitem
potencializar os resultados de vendas de toda a cadeia. Além disso, a empresa tem apostado fortemente
em novas plataformas de comunicação. Pelo site da
Rede, por exemplo, o associado pode acessar todas
as informações relacionadas à Rede, como pacote de
benefícios, ações promocionais e histórico das atividades desenvolvidas por cada empresa. O portal fornece,
ainda, notícias estratégicas do mercado e uma agenda
de eventos do setor, permitindo que seus membros
estejam preparados para as novas demandas que surgirem no mercado.
Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
39
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Gestão e Tendências R edação
Desafios atuais
Como organizar seu ambiente de trabalho de modo a aumentar
a produtividade em seu dia a dia
A
revista Mercado Automotivo traz uma reportagem a respeito de um assunto que costuma
ser mais frequente nos primeiros dias do ano:
organização. Ao lado da promessa de iniciar a musculação, esta talvez seja uma das principais resoluções
de ano novo que as pessoas costumam estabelecer
a si próprias. O motivo é evidente: quanto melhor a
organização, melhor a produtividade e o desempenho,
seja na vida pessoal ou na profissional. O problema é
que os meses vão passando, o tempo livre vai ficando
cada vez mais escasso e quando chegamos a julho as
pessoas nem ao menos se recordam das promessas
feitas em janeiro.
Se esse cenário já é ruim no campo pessoal, imagine no profissional, onde a máxima “tempo é dinheiro”
é cada vez mais verdadeira. O Brasil tem atualmente
uma taxa de desemprego baixa e especialistas têm
apontado que, neste momento, é necessário aumentar a produtividade do brasileiro, fazê-lo render mais.
As empresas têm “quebrado a cabeça” para pensar
em formas de ampliar os resultados obtidos por seus
42 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
colaboradores, mas esbarram em questões que, de
cara, parecem muito complexas. Deve-se aumentar os
salários? Investir em bônus? Propiciar folgas para metas
atingidas? Aumentar as próprias metas?
São pontos que geram um intenso debate, até mesmo porque podem trazer consequências (não apenas
financeiras) à empresa e a todos os seus sócios e funcionários. O que os empresários, diretores e gestores
acabam esquecendo é que é possível aumentar a produtividade de seus colaboradores a partir de atitudes
simples, baseadas na organização e disposição do ambiente de trabalho.
Geralmente quando esse assunto é abordado, costuma-se logo relacionar esse “novo ambiente de trabalho” com aquele tipo oferecido pelo Google. Com boa
força de trabalho jovem, a empresa norte-americana se
diferencia das demais por oferecer aos funcionários um
ambiente mais descontraído, com espaço para lazer e
descanso, além de itens de alimentação para consumo
rápido. A realidade do Google, no entanto, não pode
ser estendida para as empresas de todos os setores.
w w w. re v i s t a m e rc a d o a u to m o t i vo. c o m . b r
No segmento automotivo, por exemplo, é necessário
pensar no aumento da produtividade de colaboradores que já têm um perfil sênior. Nesse contexto, não
faz sentido oferecer a estes executivos espaços com
mesa de bilhar, de tênis de mesa, entre outras opções
presentes na sede do Google.
O importante atualmente é saber aproveitar os espaços, especialmente em grandes metrópoles como
São Paulo e Rio de Janeiro, nas quais os preços dos
imóveis têm feito as pequenas e médias empresas optarem cada vez mais por estabelecimentos em locais
menores. Para isso, uma boa opção é apostar em ambientes abertos, sem divisórias, ampliando a relação
dos próprios colaboradores que não ficarão restritos
aos funcionários de seu próprio núcleo.
Um dos principais receios de diretores e presidentes no que diz respeito a esse tipo de ambiente é a
possível perda de autoridade e hierarquia, já que todos os funcionários ficariam no mesmo espaço, sem
salas especiais. É necessário lembrar, no entanto, que
excluir as divisórias não significa excluir a hierarquia de
cada empresa. Ao contrário. Ao trabalhar diretamente
com seus funcionários subordinados você gera empatia e passa uma imagem de gestão mais aberta, que
está suscetível, é claro, a ouvir pedidos de aumentos,
melhora nos benefícios etc., mas que também poderá
fazer cobranças mais assertivas e explorar o potencial
de cada um.
Esse tipo de ambiente não exclui a presença da
tradicional sala de reuniões. No entanto, até mesmo
esse espaço pode ser melhorado para que os encontros sejam mais produtivos. Uma boa ideia é sempre
exigir a reserva das salas, por meio eletrônico ou por
um simples controle feito a mão. Assim, você também
pode informar aos funcionários que deseja reunir-se
em 10 minutos.
Qual a vantagem disso? Quando você avisa com
uma pequena antecedência os funcionários que irão
participar de uma reunião e o tema do encontro, você
dá a chance de que eles se preparem corretamente
para o evento. Imagine um presidente que acabou de
chegar à sede da empresa e está preocupado porque
recebeu a informação de que seu estoque está baixo
demais. Ele reserva a sala de reunião e informa, por
e-mail, ao diretor de vendas e ao diretor financeiro que
precisa falar com eles sobre o assunto em 10 minutos.
Rapidamente, os dois poderão reunir as informações referentes às vendas dos últimos meses, bem
como os pedidos que foram feitos aos fornecedores
e se houve alguma demanda extra recentemente que
pudesse justificar uma possível queda no nível do
estoque. Ao chegar à reunião, o presidente terá todos esses dados à sua disposição e poderá deliberar
corretamente a respeito do assunto. O encontro, que
poderia durar horas, será concluído rapidamente, de
forma proveitosa, liberando todos os envolvidos para
suas respectivas atividades.
Quanto à mesa de trabalho, recomenda-se uma organização eficiente. Ou seja, a mesa não precisa estar
bonita e, sim, prática. Muitos profissionais perdem minutos preciosos atualmente porque simplesmente não
tem à sua disposição todo o material que necessitam
para seu trabalho. Vivem correndo atrás de pastas, documentos, informes etc., que nunca estão em suas mesas e gavetas. Parece pouco, mas faz toda a diferença
organizar seu material de modo que suas necessidades
diárias de trabalho sejam atendidas simplesmente esticando o braço ou abrindo uma gaveta.
O ideal, é claro, é manter os documentos mais utilizados em cópias digitais, que podem ser acessadas
através do e-mail e até mesmo através das chamadas
nuvens de armazenamento, que guardam os conteúdos com segurança para que os colaboradores possam
acessá-los mesmo à distância.
Confira a seguir algumas dicas que poderão ser úteis
para que seus funcionários possam otimizar o tempo e
aperfeiçoar o ambiente de trabalho e trazer resultados
mais expressivos no dia a dia:
• Mesa de trabalho: retire o que não é essencial. Se
aquela pilha de papéis está intocada há um mês,
o melhor é armazená-la em uma gaveta. Tenha em
mãos uma garrafa pequena de água ou uma xícara
de café, assim você evita paradas desnecessárias a
todo momento.
• E-mail: utilize pastas com nomes simples como
“pendências”, “financeiro”, “diretoria”, “férias” etc.
Assim você mantém sua caixa de entrada mais vazia
e organizada.
• Tenha uma agenda sempre à mão, seja no celular ou
em papel para manter-se organizado de forma coerente e estratégica durante o dia a dia.
• Evite o “retrabalho”. Se você acabou de participar de
uma reunião e saiu de lá com duas tarefas, execute-as. Ao deixar para depois, você acaba tornando essas
atividades, inclusive, maiores.
Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
43
ANDAP NEWS
Diretoria da Andap se reúne na Fecomércio/PR
A
proveitando a visita à 7ª edição da Autopar – Feira de
Fornecedores da Indústria Automotiva –, que aconteceu de 4 a 7 de junho no Expotrade, em Pinhais, Região
Metropolitana de Curitiba, no dia 4 de junho associados
e membros da diretoria da Andap se reuniram na sede da
Fecomércio/PR para discutir vários temas de interesse do
setor de distribuição. Presidida pelo vice-presidente da
Andap, Rodrigo Carneiro, o encontro contou com a participação do presidente da Fecomércio/PR, Darci Piana, que
fez a abertura da reunião, destacando o desempenho do
comércio do Paraná, quanto representa no PIB nacional,
geração de empregos, entre outros indicadores. Também
comentou sobre as dificuldades dos empresários referente à inclusão de 23 mil itens na lista da MVA (Margem
Valor Agregado), no Estado do Paraná. Piana destacou a
importância da atuação dos associados para garantir a
união e o fortalecimento das entidades, uma forma de
evitar que novos impostos sejam criados pelo governo.
O presidente do Sincopeças-RS, Gerson Nunes Lopes,
também fez questão de enfatizar que esta é uma maneira
eficaz de evitar que novos tributos surjam para interferir
ainda mais no setor.
Representando o comércio de autopeças do Paraná,
o presidente do Sincopeças-PR, Ari dos Santos, falou da
importância da Autopar e salientou que a alta carga tributária prejudica as empresas.
Compliance – Entre os temas debatidos, o advogado
Ricardo Inglez de Souza, do escritório Whitaker e Castro
Advogados, proferiu palestra sobre um assunto que está
muito em voga entre multinacionais: compliance, métodos
que regem o comportamento de executivos em compa-
44 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
nhias a fim de combater a corrupção, o cartel e práticas
que possam colocar em risco a imagem da empresa. Souza
explicou que esse conceito, amplamente difundido na
Europa, começa a ficar em evidência no Brasil. “A falta
de cultura do compliance, a ausência de discussão e a
pressa em aprovar leis resultaram em legislações complexas e que ainda são desconhecidas na sociedade”,
afirma Souza.
Frota circulante – Para falar de mercado, o consultor
Edgar Fraga destacou dados da frota circulante como informação estratégica para as empresas e apresentou um
sistema de dados que identifica as marcas que mais ganham participação de mercado e previsão de vendas para
os próximos anos nos segmentos leve e pesado.
Selo do Inmetro – A certificação de autopeças com o
selo do Inmetro, prazos e estoques de produtos também
esteve na pauta da reunião. O conselheiro do Sindipeças
para o mercado de reposição e coordenador do GMA –
Grupo de Manutenção Automotiva –, Elias Mufarej, falou
sobre as adequações, mostrou a lista de itens que serão
certificados e prazos para homologação.
Programa de pós-venda – Também foi apresentado
um programa de pós-venda. O vice-presidente da Andap,
Anselmo Dias, que vem estudando esse tema há muito
tempo, desenvolveu um projeto que visa agilizar a devolução de peças em garantia. A ideia é padronizar o processo de entrega e garantia de mercadorias no mercado
de reposição. Mas, para que o programa tenha êxito, ele
reforça a importância do envolvimento de distribuidores
e fabricantes.
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Eventos – Sindirepa M ajô G onçalves
Prêmio Sindirepa-SP 2014
Em sua 5ª edição, 22 categorias são premiadas
O
Sindirepa – Sindicato da Indústria de
Reparação de Veículos e Acessórios do Estado
de São Paulo – realizou em 20 de maio, no
Teatro Ruth Cardoso, na sede da Fiesp-Federação
Das Indústrias Do Estado De São Paulo, a 5ª edição
do Prêmio Sindirepa-SP.
O prêmio, balizado em pesquisa que avalia as
empresas que mais se destacaram na opinião de 150
reparadores, contou com a presença de centenas de
convidados, entre reparadores, representantes de fábricas e diretoria da entidade. “É muito importante o
setor estar representado por vários reparadores que
deram a sua opinião e avaliaram as empresas em vários quesitos para se chegar a este resultado”, afirma
o presidente do Sindirepa-SP, Antonio Fiola.
A pesquisa, realizada pela Cinau (Central de
Inteligência Automotiva), elegeu as marcas preferidas dos fornecedores em 22 categorias, um número
recorde. As escolhidas foram as empresas que mais
46 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
contribuíram para o desenvolvimento do segmento
e auxiliaram as empresas de reparação a alcançar a
excelência de atendimento junto aos consumidores.
As premiadas receberam classificações ouro, prata
e bronze.
Além dessas, mais duas empresas receberam uma
premiação especial: a Bradesco Seguros como Parceira
do setor da Reparação Independente 2014, e a Robert
Bosch como Grande Prêmio de Relacionamento.
Os vencedores poderão utilizar o selo representativo do prêmio em material de divulgação até o dia 30
de abril de 2015. A premiação foi patrocinada por empresas que reconhecem a importância da iniciativa. Bradesco Seguros
ficou com ao cota de patrocínio Diamante; Mahle Metal
Leve, Porto Seguro e Schaeffler com a cota Ouro; e
Audatex, Bosch, Magnetti Marelli-Cofap e Rede PitStop,
com a cota Prata.
w w w. re v i s t a m e rc a d o a u to m o t i vo. c o m . b r
CLASSIFICAÇÃO
CATEGORIA
1º Lugar
2º Lugar
3º Lugar
Amortecedores
•• Cofap
•• Monroe Amortecedores
•• Nakata
Baterias
•• Baterias Moura
•• Baterias Heliar
•• Acdelco
Bombas de combustível
•• Robert Bosch
•• Delphi
•• Magneti Marelli
Catalisadores
•• Mastra
•• Tuper Escapamentos e
•• Magneti Marelli
Componentes para motor
•• Mahle Metal Leve
•• Cofap
•• TRW Automotive
Correias
•• Dayco Power Transmission •• Continental Contitech
•• Goodyear Engineered Products
Embreagem
•• Luk
•• Sachs
•• Valeo Service
Equipamentos de
diagnóstico de motores
•• Napro
•• Tecnomotor
•• Robert Bosch
•• Alfatest
Ferramentas
•• Ferramentas Gedore
•• Raven - Ferramentas Especiais •• King Tony Brasil
Filtros
•• Fram
•• Robert Bosch
•• Mann-Filter
•• Tecfil
Juntas de motor
•• Sabó
•• Taranto
•• Mahle Metal Leve
Lâmpadas automotivas
•• Philips
•• Osram
•• GE - Via Lus
Molas
•• Molas Fabrini
•• Cofap
•• Nakata
•• Aliperti Molas
Óleo lubrificante
•• Mobil
•• ELF Uma Marca da Total
•• Castrol
Pastilhas de freio
•• Cobreq
•• SYL
•• Bendix - By Honeywell
Pneus
•• Pirelli
•• Goodyear
•• Michelin
Radiador
•• Radiadores Visconde
•• Valeo Service
•• Delphi
Retentores
•• Sabó
•• Corteco
•• SKF Do Brasil
Rolamentos
•• INA
•• SKF Do Brasil
•• NSK Brasil
Velas de ignição
•• NGK Do Brasil
•• Robert Bosch
Tintas automotivas
•• Sherwin-Williams Divisão •• Wanda
Automotiva
Companhia de seguros
•• Porto Seguro
Catalisadores
•• Allianz
•• Bradesco Seguros
•• PPG
•• Itaú Auto e Residência S/A
Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
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Flash w w w. re v i s t a m e rc a d o a u to m o t i vo. c o m . b r
J
Divulgação
FRAS-LE INAUGURA CENTRO DE
DISTRIBUIÇÃO EM DUBAI
untamente com a Controil, a empresa esteve na
Automechanika Dubai 2014
Ao mesmo tempo em que participava da
Automechanika Dubai, realizada de 3 a 5 de junho,
onde foi expositora juntamente com a Controil, o representante da Fras-le, diretor Rogério Luiz Ragazzon,
na presença de clientes convidados, inaugurou, no
dia 5 de junho, em Dubai, nos Emirados Árabes, um
Centro de Distribuição. A nova estrutura visa garantir estoque local para dar suporte à estratégia de
crescimento das vendas no Oriente Médio e na Ásia
Central e, ainda, ampliar a presença da empresa em
Diretoria da Fras-le. Da esq. para a dir.: Rogério Luiz Ragazzon com Juliano
novos mercados conquistando novos clientes.
Grandi, da Fras-le Middle East; Felipe de Carvalho, da Fras-le África; Gelson
Com um escritório comercial em Dubai desde
Adami, gerente de Exportação da Fras-le Brasil; e Alexandra Toigo e Jascivan de
Carvalho, ambos da Fras-le Middle East.
2006, a Fras-le tem garantido o atendimento integral às demandas destas regiões e aproveita eventos
como a Automechanika para mostrar sua linha de produtos, como lonas e pastilhas para veículos leves e pesados, revestimentos de embreagem, pastilhas e sapatas para motos, trens e metrôs, pastilhas para aeronaves, lonas moldadas e trançadas
e placas universais.
Dentre os produtos expostos pela Controil na Feira, o destaque foi para os sistemas de freios hidráulicos, embreagens e
servo freios, além de soluções em polímeros e borrachas.
A Fras-le é a maior fabricante do mundo de lonas para freio com um portfólio de mais de 10 mil referências com as
marcas Fras-le, LonaFlex e Controil. Suas fábricas estão localizadas no Brasil, nos EUA e na China e centros de distribuição na
Europa, Argentina, nos Emirados Árabes, além de escritórios comerciais na África do Sul, Alemanha, Argentina, no Chile, nos
Estados Unidos e no México.
ESTE ANO TEM SALÃO MUNDIAL DE PARIS
Por Jarbas Ávila
C
om o audacioso título “O Futuro do Automobilismo está em Paris”, os organizadores
da mostra e a representante exclusiva no Brasil Marie-Ange Joarlette, diretora da
Promosalons-Brasil, lançaram oficialmente aqui em São Paulo, no dia 15 de maio, uma
das mais esperadas feiras automotivas mundiais: a Mondial de l’Automobile 2014.
A mostra, bienal, acontecerá de 4 a 19 de outubro em Paris na Expo Porte de Versailles.
Segundo os organizadores, há dois anos a Mondial acolheu nada menos do que
1.231.416 visitantes e cerca de 12.000 jornalistas oriundos de 103 países, o que confirma
a primeira posição da Mondial de l’Automobile dentre os maiores salões internacionais.
O momento é extremamente positivo e com a volta de algumas montadoras, como
Aston Martin e Tesla Motors, as áreas ocupadas estão aumentando e inúmeros lançamentos mundiais já estão programados pelas montadoras do mundo todo.
Vários fornecedores já confirmaram também seu retorno, como Faurecia e
Visteon Electronics.
Veículos de passeio, utilitários, de frota, carroçarias, equipamentos e acessórios, serviços, automóveis seminovos estarão presentes na mostra.
Além disso, vários eventos paralelos e testes de veículos marcarão esta nova edição do salão.
Mais informações veja no nosso website: www.mondial-automobile.com, ou com Marie-Ange Joarlette
([email protected]), tel. 11 3711-0001.
48 Mercado Automotivo • junho / julho • 2014
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