Boletim de fevereiro - Franciscanos Santa Cruz

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Boletim de fevereiro - Franciscanos Santa Cruz
Fevereiro/ 2013
O tempo da Quaresma
Amigos e amigas de
São Francisco, chegou,
mais uma vez, em nossa caminhada no Ano Litúrgico, o
Tempo Quaresmal. São 40
dias, em que nós cristãos
devemos nos preparar para
o grande mistério de nossa
salvação-libertação: a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
A origem da Quaresma remonta aos inícios do
cristianismo, no século IV,
como preparação dos catecúmenos para o batismo, recebido na
Páscoa. Esse período era marcado por
pregações e momentos penitenciais.
Traz-me recordações este tempo.
Lembro-me, quando criança, dos casos
de assombração, das mulas sem-cabeça,
lobisomens e tantos outros seres, que só
aparecem nesta época. Lembro-me das
vias-sacras, à noite, passando de porta
em porta, nas casas dos vizinhos, das
encomendações de almas, com longos
cantos fúnebres, das imagens cobertas
de roxo, das procissões, do cheiro de
incenso e das promessas de não comer
isso e deixar de fazer aquilo.
O número 40 surge em vários momentos na história do povo de Deus. Noé
transcorre 40 dias na arca por causa do
dilúvio, e logo tem que esperar outros 40
antes de poder descer à terra firme. Moisés permanece 40 dias no Monte Sinai
para recolher os mandamentos. O povo
hebreu peregrina 40 anos pelo deserto,
e goza logo depois de outros 40 anos de
paz, sob o governo dos juízes. Jesus se
retira para orar no deserto durante 40
dias antes de iniciar a vida pública e, segundo alguns evangelhos depois da res-
surreição, instrui os discípulos durante
40 dias antes de subir ao Céu.
Estamos vivendo o Ano litúrgico C.
A liturgia da Palavra da quarta-feira de
cinzas nos faz alguns apelos. A primeira leitura nos diz: “Agora, portanto, diz
o Senhor, voltai para mim com todo o
vosso coração, com jejuns, lágrimas e
gemidos; rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus;
ele é benigno e compassivo, paciente e
cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Jl 2,12). Já a segunda:
“Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus.” e
também: “É agora o momento favorável,
é agora o dia da salvação.” (1Cor 5,20)
Já o Evangelho:“Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto,
para que os homens não vejam que tu
estás jejuando, mas somente teu Pai,
que está oculto. E o teu Pai, que vê o
que está escondido, te dará a recompensa” (Mt 6, 16-18).
Nos domingos da Quaresma, surge
o tema da Aliança de Deus com o seu
povo. Serão recordadas a promessa a
Abraão, a libertação do Egito, a alegria
de chegar à terra prometida e a celebração da Páscoa dos israelitas. Os Evangelhos nos relatam a tentação de Jesus
no deserto, sua transfiguração no Tabor,
a parábola da figueira, o pai misericordioso e o filho pródigo, e a nova chance
para a mulher pecadora e a hipocrisia
dos fariseus e dos escribas. Todas essas leituras nos ensinam a reconhecer a
misericórdia e o amor que Deus tem para
conosco, o seu povo querido. Na experiência do Êxodo, percebemos Deus que
vê nossas aflições, ouve nossos clamores, conhece nossos sofrimentos e quer
nos libertar de toda opressão e conduzir-nos à liberdade.
Nos dois últimos domingos quaresmais, Jesus nos anuncia a Boa Notícia
do perdão de um Pai cheio de compreensão, que nos concede a liberdade e
nos espera sempre de braços abertos,
e o convite à vida nova, sem condenar,
sem julgar, acreditando sempre na boa
vontade humana.
Aí estão presentes alguns valores
para serem aprofundados na Quaresma.
Este é um tempo favorável para nos unirmos mais a Deus, nos voltarmos para
Boletim Amigos
Frei Felipe
Marcelino, ofm
Boletim Mensal dos Amigos de São Francisco - no 97
1
Editorial
CARO IRMÃO, CARA IRMÃ,
PAZ E BEM!
Aqui estamos nós, juntos outra vez,
graças ao nosso Boletim dos Amigos
de são Francisco. São nove anos de
partilhas, orações e reflexões em nosso Boletim mensal. Agradecemos a
Deus por cada um de vocês, nossos
Amigos pois, cada vez mais, o Santo
de Assis tem atraído homens e mulheres para a causa do evangelho, até
mesmo fora dos muros cristãos.
Neste primeiro semestre, convidamos
você a refletir sobre a juventude. Este
ano, como você sabe, a Campanha
da Fraternidade é sobre a Juventude
e, no meio do ano, haverá no Rio de
Janeiro a Jornada Mundial da Juventude. Este será o tema gerador da
página central de nosso boletim neste
semestre.
O Capítulo Provincial ocorrido em
outubro do ano passado trouxe várias modificações na Província Santa Cruz. De nossa parte, podemos
anunciar que a equipe dos Amigos
de são Francisco continua sendo formada por Aparecida Braga, Frei Eron
Cerrato e Frei Oton Júnior. Somado a
estes, chega Frei Luciano Lopes, que
em 2012 residia em Jequitinhonha.
Esta mesma equipe trabalhará junto
à Pastoral Vocacional e à juventude
de modo geral.
O boletim que está em suas mãos
traz na página inicial um texto de Frei
Felipe Marcelino, que acabou e chegar a Betim para iniciar seus estudos
de filosofia e partilha conosco suas
reflexões sobre o período quaresmal.
Boletim Amigos
Frei Oton Júnior inaugura a página
central com o tema da juventude ao
refletir a pluralidade da juventude em
nossos dias.
2
Que 2013 seja um ano muito abençoado para todos nós. Que o Deus que
se revelou a Francisco como excelso,
onipotente e bom Senhor continue
fazendo estrada conosco e nos faça
cada vez mais irmãos e amigos.
Boa leitura a todos.
Ele de todo o coração. É um tempo de
oração, de meditação e de contemplação da vida. Momento de reconciliação,
de busca do perdão por nossas faltas,
como também de perdoar a quem nos
ofendeu. É hora de fazer penitência, de
procurarmos nos libertar de tudo aquilo
que fere a nossa dignidade de filhos de
Deus, que nos escraviza, nos maltrata.
A Quaresma também exige atitudes, exige compromisso. Assim como
Jesus vence o mal e a morte, nós também devemos nos engajar neste combate. Encontramo-nos numa realidade
marcada por sinais de morte, de destruição. Devemos, portanto, como ges-
DOAÇÕES AMIGOS DE
SÃO FRANCISCO
SE VOCÊ, AMIGO, QUISER
CONTRIBUIR COM
AS VOCAÇÕES,
DEPOSITE NA CONTA
DO BANCO DO BRASIL:
CASA DE SANTO ANTÔNIO
AGÊNCIA: 0750-1
CONTA: 104611-X
to concreto de nossa conversão, nos
comprometer com a superação destes
males. Que tal fazer nesta quaresma
um gesto a favor da vida e do bem aí
na sua comunidade? Por que não mostrarmo, às pessoas que nos circunda, a
misericórdia e o amor do nosso Deus?
Fica a sugestão.
Pois bem irmãos e irmãs, vivamos
intensamente estes 40 dias, a fim de
mais uma vez celebrarmos a Páscoa
em nossas vidas. Que estes dias sejam
de verdadeira passagem para uma vida
melhor, mais próxima a Deus e aos irmãos e irmãs.
Atenção:
Amigos cooperadores de São Francisco. Peço-lhes a gentileza de, ao
fazerem depósito das doações dos
Amigos, nos enviar o recibo ou mesmo ligar para a PV nos comunicando.
Muitas vezes os depósitos não têm
identificação de onde vêm. Sendo assim, torna-se impossível colocar nas
Prestações de Contas os valores recebidos. Obrigada pela atenção.
Importante
Caros irmãos e irmãs, nosso Boletim tem uma tiragem de 1600 exemplares. A impressão e as despesas com o correio nos tem dado um gasto
de R$ 1800,00.
As contribuições mensais dos Amigos de são Francisco ficam em torno
de R$ 1200,00.
Nunca foi nosso objetivo ter lucro com o boletim, mas também não podemos ter prejuízo.
Infelizmente, teremos de tomar algumas medidas com relação à distribuição do Boletim: a partir do mês de março, continuarão a receber o
Boletim somente aqueles grupos ou pessoas que contribuem financeiramente para com o mesmo, ou com as casas de formação. Há muitos
lugares que não temos nenhuma notícia se utilizam mesmo o Boletim.
Dessa forma, se você não tem feito suas contribuições e quiser continuar
recebendo o boletim, favor entrar em contato conosco. Aquelas pessoas
que têm contribuido, continuarão recebendo o boletim normalmente.
Fraternalmente, a Equipe dos Amigos de são Francisco.
Roteiro
Encontro mensal - Avançar e superar o medo
- Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar!
Vem, não demores mais, vem nos libertar!
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo
Espírito. (bis)
Glória à Trindade Santa, glória ao
Deus bendito. (bis)
- Aleluia, irmãs, aleluia irmãos! (bis)
Do povo que trabalha, a Deus louvação! (bis)
- O Senhor te guarde, ele é teu vigia,
(bis)
Quem te garante a noite e governa o
dia! (bis)
SAUDAÇÃO INICIAL
Irmãos e irmãs, em nossa caminhada de
fé, muitas vezes temos medo do que vai
acontecer pela frente. O mundo se torna
cada vez mais violento, a vida está cada
vez mais incerta. É importante prosseguir, sabendo que “se Deus é por nós,
quem será contra nós?”, como disse São
Paulo. São Francisco, mesmo não tendo
clareza do caminho a ser percorrido, se
jogou de peito aberto nos braços do Pai,
até descobrir que deveria viver o evangelho junto com seus irmãos.
que eu quero cumprir com todas as minhas forças”. Retendo pois em sua memória tudo o que ouvira, tratou de cumprir
alegremente aquelas palavras. Despojou-se logo do que tinha em dobro e, desde
aquele momento, já não usava nem bordão, nem calçados, nem sacola ou alforje.
Fez para si uma túnica bem desprezível
e rústica, abandonou a correia e cingiu-se com uma corda. Colocando também
toda solicitude do coração nas palavras
da nova graça, para poder pô-las em prática, começou, por instinto divino, a ser
um anunciador da perfeição evangélica
e a pregar a penitência em público com
simplicidade. Suas palavras não eram
vazias nem ridículas mas, cheias da força
do Espírito Santo, penetravam tão profundamente a medula dos corações que
deixavam muito admirados os ouvintes.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
1. Todos de pé, vamos ouvir a Palavra do
Senhor, o Evangelho d’alegria, o Evangelho do amor.
Aleluia, aleluia, Aleluia, Aleluia!
2. Quando a gente não sentir mais razão
para viver, a Palavra de Jesus nos dá força
pra vencer.
Lc 5,1-11
REFLETINDO OS TEXTOS
CANTO
1. Tu te abeiraste da praia, não buscaste
nem sábios nem ricos, somente queres
que eu te siga.
Senhor, Tu me olhaste nos olhos, a sorrir,
pronunciaste meu nome. Lá na praia, eu
larguei o meu barco, junto a Ti buscarei
outro mar.
2. Tu, sabes bem que em meu barco, eu
não tenho nem ouro nem espadas, somente redes e o meu trabalho.
3. Tu, minhas mãos solicitas, meu cansaço
que a outros descanse; amor que almeja
seguir amando.
4. Tu, pescador de outros lagos, ânsia
eterna de almas que esperam, bondoso
amigo que assim me chamas.
VAMOS CONVERSAR
1) São Francisco, ao ler o evangelho, decide mudar a sua vida para seguir mais
de perto a Jesus Cristo. Como nós podemos seguir também a Jesus em nossa
realidade?
2) Jesus diz a Pedro que é preciso ir para
águas mais profundas. O que isso quer dizer para nós hoje?
LEITURA DA LEGENDA DOS TRÊS COMPANHEIROS (CAPÍTULO 8)
O bem-aventurado Francisco, tendo
assim concluído a obra da igreja de
São Damião, vestia um hábito de eremita, levava na mão um cajado, tinha
os pés calçados e cingia uma correia.
Certo dia, porém, durante a celebração
da santa missa, ouvindo o que Cristo
recomendava aos discípulos enviados
a pregar: que não levassem no caminho nem ouro nem prata, nem sacola
nem alforje, nem pão nem cajado, e não
usassem nem calçados nem duas túnicas, e entendendo isso melhor, depois
da explicação do sacerdote, repleto de
indizível contentamento, disse: “É isto
ele será “pescador de homens e de mulheres”. É preciso sair da Galiléia e ir para o
mundo todo “para as águas profundas” e
para “outros mares”.
- Antes, porém, Jesus repete uma frase importante para a Bíblia: “Não tenha medo!”.
Quando Jesus está na barca, podemos ir
para qualquer lugar, quaisquer águas porque Ele é nossa segurança e confiança!
- São Francisco não foi um ouvinte qualquer do evangelho. Quis viver radicalmente a mensagem de Cristo, mesmo não
sabendo exatamente o que estava por
acontecer em sua vida.
- É preciso ir para “águas mais profundas”.
É preciso sair das margens. É preciso correr riscos, ir para mais adiante...
- Simão informa que “o dia não está para
peixe”. Porém, “por causa da Palavra de
Jesus” ele obedece e vai.
- A barca em águas profundas, com a presença de Jesus, é motivo para uma boa
pescaria.
- Jesus aproveita a situação e dá uma
nova missão a Simão. De agora em diante,
PRECES ESPONTÂNEAS
PAI-NOSSO
BÊNÇÃO
O Senhor te abençoe e te guarde,
O Senhor mostre a ti o seu rosto e tenha
misericórdia de ti.
O Senhor volte para ti o seu olhar e te dê
a paz.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo.
Boletim Amigos
*O grupo tenha liberdade de fazer sua
própria oração inicial, com invocação
ao Espírito Santo, cantar algo que o
grupo goste. O que apresentamos é
apenas uma sugestão. O importante
é o grupo refletir junto o evangelho e
levar uma mensagem franciscana.
3
Em 2013, ouviremos falar muito de juventude, primeiro por que a Campanha da
Fraternidade (CF) retomou este assunto,
já refletido em 1992 (“Juventude caminho
aberto”); segundo, por que em julho haverá no Rio de Janeiro a Jornada Mundial da
Juventude.
Em 1992, por ocasião da CF, o papa João
Paulo II recordou alguns elementos que mais
lhe chamavam a atenção com relação aos
jovens. Dizia ele: “sois amantes da liberdade
e do que é justo e verdadeiro; ansiais pela
paz e pela solidariedade entre os homens;
exigis, justamente, o respeito pelo que é digno e nobre; sonhais também realizar-vos na
vida, nos estudos e na profissão e, se Deus
o permitir, realizar a vocação a que fostes
chamados para dar continuidade a essas
santas e nobres aspirações. Mas, acima de
tudo, vejo palpitar em vossos corações essa
sede de infinito que só será saciada se souberdes encontrar o Deus que se fez Homem
para nos redimir: esse ‘Jesus que nos dá a
certeza de que Ele continua fazendo história
conosco e de que a cruz não é o fim, mas o
caminho da vitória para os que O seguem’”.
Boletim Amigos
Em 2012, por ocasião do Dia Internacional
da Juventude (12 de agosto), o secretário
Geral da ONU, Ban Ki-moon assim se expressou: “Os jovens são uma força transformadora. São criativos, engenhosos e
agentes entusiastas da mudança, quer seja
na praça pública quer seja no ciberespaço”.
Mas alertou para a necessidade de medidas
mais eficazes: “A crise econômica mundial
atingiu mais gravemente a juventude e muitos estão compreensivelmente desanimados
por causa das desigualdades crescentes.
Um grande número de jovens não têm
perspectivas imediatas e estão privados do
seu direito a participar nos processos políticos, sociais e de desenvolvimento dos seus
países. Se não tomarmos medidas urgentes,
corremos o risco de criar uma ‘geração perdida’ de talentos e sonhos desperdiçados”.
4
A sociedade como um todo está em dívida
com os jovens. Na maioria das vezes, os
vemos com desconfiança, os rotulamos com
as mesmas palavras de sempre. Da parte da
Igreja, não é diferente. Pense em sua realidade local: que espaços os jovens encontram para viver sua fé no ambiente eclesial?
Por que a Igreja não consegue dialogar com
eles? Eis a questão.
Antes de entrarmos propriamente na pluralidade da juventude, valem alguns acenos a
seu respeito.
JUVENTUDE E CONSTRUÇÃO SOCIAL
O modo como as sociedades têm de contornar as fases da vida é um dado cultural. Em
tempos mais antigos, por exemplo, a criança, era um adulto em miniatura: vestia-se
como adulto (gravata, chapéu, vestidos compridos). O relacionamento com ela também
era como se fosse adultos.
Em sociedades nômades (como os ciganos)
é comum ainda hoje as pessoas serem prometidas em casamento ainda muito jovens.
Para quem está distante pode parecer uma
aberração, mas para aquela sociedade é
algo normal.
Até pouco tempo, uma pessoa era considerada jovem se tinha entre quinze e vinte e
poucos anos. Mas essas delimitações têm
cada vez menos efeito. Aliás, temos ouvido
por aí que ser jovem é questão de espírito:
mesmo que se tenha setenta anos, se o espírito é jovem, pode-se vestir como jovem,
comportar-se como jovem, curtir a vida. Dessa forma, podemos pensar que não existe
propriamente ‘a juventude’, a não ser pelo
apreço cultural que esta recebe.
Em nosso modo de ver, ser jovem tornou-se quase uma obrigação, assim como ser
magro/a. Imagine, por exemplo, se você
encontrar uma pessoa amiga que há tempos não via. Ao notar as mudanças dela, se
você disser: “nossa, como você está velho/a;
como engordou...”, certamente a amizade
ficará arranhada. Para elogiar alguém, devemos dizer que está jovem, que está magro/a,
mesmo que não seja verdade!
ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA
JUVENTUDE
A CNBB, em seu documento 85, intitulado
“Evangelização da juventude: desafios e
perspectivas pastorais”, destaca três elementos importantes sobre a relação juventude e a religião em nossos tempos: a subjetividade, as novas expressões da vivência do
sagrado e a centralidade das emoções.
A SUBJETIVIDADE
Diferente de outras gerações, a juventude atual se vê menos afeita pelos grandes
sonhos coletivos de lutas, reivindicações,
grandes ideais políticos. Sem ser precisamente negativo, este dado aponta que o
mais importante para os jovens de hoje são
as coisas que ele pode tocar, ver. Nada de
grandes ideais que não façam parte concreta
de seus dias.
Diz o documento da CNBB: “Nesse contexto
Frei Oton
Júnior, ofm
Juventude e Juventudes
faz-se necessário buscar um equilíbrio entre
o projeto individual e o projeto coletivo. Os
dois grandes movimentos de nosso tempo, o
movimento pela justiça social e o movimento pela auto-realização, são metades de um
todo esperando para se unirem numa grande
força de renovação. Porém, o equilíbrio deve
ser promovido com muita sensibilidade, pois
a auto-realização pressupõe a relação com o
outro, com a comunidade. Ao mesmo tempo,
de maneira alguma a comunidade deve ser
sinônima de uniformidade” (n.18).
A VIVÊNCIA DO SAGRADO
A juventude de algumas décadas, muito preocupada com as questões sociais, não era
tão voltada para o ambiente religioso. Importava mudar o mundo, as grandes utopias.
Em nossos dias, ao mesmo tempo em que
cresce a tendência mais individual, a vivência do sagrado tem sido resgatada. O que
se nota, no entanto, é que o sagrado vem
desassociado da instituição: muito Deus e
pouca Igreja. Os jovens têm fé, mas não se
veem filiados a uma determinada vertente
religiosa. Logicamente que isso não é uma
regra geral, mas uma tendência muito presente no ideário juvenil.
O documento da CNBB admite: “Hoje é mais
fácil trabalhar a espiritualidade, em todas as
suas dimensões, que na década de 1980,
quando o tempo dedicado às celebrações e
à oração era frequentemente visto como algo
secundário face à urgência da transformação
social”. Resta, porém, o alerta para não se
“reduzir ou manipular a mensagem do Evangelho para ganhar mais adeptos” (n.21).
A CENTRALIDADE DAS EMOÇÕES
O último elemento destacado pela CNBB diz
respeito a uma valorização sempre maior das
emoções, visto que até poucas décadas o que
importava era a razão, agir friamente, ter o domínio dos sentimentos acima de tudo.
As emoções têm sido valorizadas no ambiente religioso, sobretudo com o crescimento da vertente evangélica neo-pentecostal,
protestante ou católica. É importante ‘sentir’
Deus dentro de si. Nas celebrações, muitos
choram, riem, sem constrangimento.
O que se deve buscar, segundo o documento, é o equilíbrio entre o racional e o emocional: “Emoções, sentimentos e imaginação
precisam ser integrados em uma metodolo-
OS JOVENS SÃO O FUTURO?
Outra frase que já ouvimos muito é que
“os jovens são o futuro da sociedade”.
Francamente, isso soa bastante estranho:
como se os jovens estivessem numa estufa, ou no banco de reservas, esperando entrar em campo. Com o advento das
novas tecnologias, esta mentalidade caiu
por terra, afinal, o netinho de dez anos entende muito mais de computadores que o
sábio vovô de sessenta.
Uma divisão interessante entre as idades
tem sido feita entre os da geração X e os
geração Y: a geração X é a do pós-guerra,
até 1984, quando chega a geração Y:
aquela que nunca se levantou da cadeira
para trocar o canal de TV, pois já nasceu
com um controle remoto na mão! É a geração da internet, da rapidez, capaz de
executar várias tarefas ao mesmo tempo,
mesmo sem se aprofundar em nenhuma.
As empresas já perceberam as diferenças
entre estas duas gerações. Em muitos
postos de trabalho, há jovens na chefia
de outros que têm idade para serem seus
pais ou avós.
A geração Y, no entanto, têm alguns pontos contra si: Nascidos numa época de
pós-utopias e modificação de visões políticas e existenciais, a geração Y cresceu
em meio ao individualismo e a extremada
competição. Não são jovens que, em geral, têm a mesma consciência política das
gerações anteriores. E também, como as
informações aparecem sempre maiores e
circulam a uma velocidade e tempo jamais
vistos, o conhecimento tende a ficar cada
vez mais superficial.
Se nossa sociedade é cada vez mais contornada pela tecnologia, temos de admitir
que o mundo é dos jovens. Numa roda
de conversa, são capazes de deixar as
pessoas mais velhas sem entender uma
palavra.
Uma das dificuldades dos jovens de hoje é
percebe que a vida é mais complicada do
que dar um simples clique. Num tempo em
que se o computador demorar dez segundos para responder ele é considerado lento, é importante lembrar que há coisas na
vida que demoram, devem amadurecer,
ser discernidas antes da ação. Como num
videogame, as pessoas parecem ter várias
vidas: se uma não der certo, se falhar, recomeça-se novamente, como se nada tivesse
acontecido. Tem sido assim com cursos universitários ou mesmo com o matrimônio.
JUVENTUDE NO PLURAL
Como vimos, não podemos entender a juventude fora de seu contexto. Se antes jovem era sinônimo de inexperiente, não preparado, em nossos dias, ser jovem tem-se
firmado como um modo de ser social. Mas
para considerarmos os jovens, não podemos isolá-los de tantos outros círculos que
os envolvem: condições como gênero, raça,
classe social, moradia, pertencimento religioso, dentre outro fatores delimitam e muito
o modo de ser de cada pessoa. Tudo isso
torna inviável pensar no ‘jovem atual’ (no
singular), mas nos faz pensar nos diferentes
modos de vivenciar a juventude em nossos
dias.
Para alguns autores, a criação das juventudes é um dos fundamentos da modernidade.
Somente no plural se pode compreender a
multiplicidade de condições juvenis presentes na sociedade brasileira. Ao contrário do
que propunha um sociólogo francês, que dizia que “a juventude é apenas uma palavra”
(Pierre Bourdieu, +2002), os diversos fatores
que apresentamos há pouco interferem na
construção desse personagem jovem. Há
uma pluralidade de juventudes definidas a
partir de grupos sociais concretos que possuem um recorte sociocultural de classe social, estrato, etnia, religião, gênero, região,
mundo urbano e rural, sendo que várias juventudes convivem em um mesmo tempo e
espaço social, havendo também diferenças
entre os jovens que vivem numa mesma sociedade.
Talvez em cidades menores a formação dos
grupos de jovens por afinidade seja menos
percebida que nos grandes centros, nos
quais, dada uma maior oferta de atrações,
as afinidades vão se criando com naturalidade. Grupos como os Punks, Skinheads,
Rappers, Clubbers, Góticos, Drag Queens,
desportistas radicais, emos, góticos, hippies,
nerds, playboys, plocs, rastas, vegans são
apenas alguns exemplos de grupos e tendências.
AS TRIBOS URBANAS
O nome ‘tribo urbana’ indica a existência de
pequenos grupos, unidos por determinados
interesses comuns, sejam de pensamentos, hábitos e maneiras de se vestir. Quem
cunhou o termo ‘tribos urbanas’ foi o sociólogo francês Michel Maffesoli, a partir de
1985. Algumas tribos têm caráter pacífico,
de repeito às diferenças, como é caso dos
frequentadores das raves, movidos pelo antigo ideal de ‘paz e amor’. Outros grupos, ao
contrário, pregam a exclusão do diferente,
com atitudes de fanatismo, racismo, aversão
violenta aos homossexuais, negros, estrangeiros, e outros grupos que não se enquadrem em seus padrões.
O protesto social de muitas tribos não se
dá pelo confronto direto como as greves,
piquetes, mas se manifesta de modo mais
subterrâneo, como nas músicas e outras expressões artísticas. Muitas tribos convivem
bem com outras, enquanto em alguns casos,
há tribos com inimigos declarados de outros
seguimentos.
PLURALIDADE E DISCERNIMENTO
Aquilo que se diz dos jovens se pode dizer
da sociedade como um todo. Em tempos de
globalização, internet, mundo urbano competitivo, aglomerações sempre maiores de
pessoas, parece natural que os grupos se
formem em suas finidades.
O risco de não considerar as diversas facetas
da juventude corre o risco de colocar peças
diferentes em lugares errados do quebra-cabeça. O mundo se mostra cada vez mais
plural, as preferências se revelam desde detalhes pequenos do cotidiano até as grandes
escolhas da vida. Desejar que houvesse um
modelo único soa, não só utópico, mas ridículo. Igualmente problemático é considerar
tudo como válido, natural, normal: no reino
dos humanos, há espaço para desvios, más
intenções, patologias, bem como oblatividades que beiram ao heroísmo.
A “selva de pedras” nos convida a discernir,
mas também a ouvir, querer saber, não considerar-se como modelo único. Num mundo
competitivo, atitudes de gratuidade têm muito a dizer. Em tempos de barulho, que tal o
silêncio restaurador? Em tempos de pressa,
a calma dos olhares apaixonados.
As relações humanas não se baseiam só
na disputa, na conquista (linguagem bélica),
mas também na persistência em entender
que o outro é outro e tem direito de ser outro.
Como num self-service, não é preciso gostar de todos os pratos, mas é preciso admitir
que os paladares são diversos.
Em linguagem cristã, a pluralidade é dom
do Espírito (“há diversidade de dons, mas o
Espírito é o mesmo”). O vento sopra onde
quer, e hoje em dia é preciso aprender a conviver com a diferença, passar do singular ao
plural, caso não se queira plantar-se numa
caverna escura.
Como na máxima paulina, é preciso considerar a pluralidade social...e ficar com o que é
bom (cf. 1Ts 5,21).
Boletim Amigos
gia que tenha objetivos claros. Ao mesmo
tempo, a razão deve deixar espaço para
as emoções e a imaginação. A mensagem
do Evangelho precisa ser apresentada
como resposta às dimensões da vida do
jovem. A formação deve ser integral, isto
é, considerar as diversas dimensões da
pessoa humana e os processos grupais”
(n.25).
5
Partilha Vocacional
Frei Arlaton Luiz Soares de Oliveira - OFM
Boletim Amigos
No dia 2 de fevereiro, dia no qual se
celebra a Festa da Apresentação
do Senhor, Frei Arlaton Luiz Soares
de Oliveira fará sua Profissão Solene. Ele nos partilha sua caminhada
vocacional:
Sou natural de Joaíma, cidade situada no Vale
do Jequitinhonha (MG). Nasci no ano de 1989,
mas passei a maior parte de minha infância e
início de minha adolescência em Belo Horizonte.
Desde menino, fui criado, por minha família
e pela escola onde estudei, em um ambiente
bastante religioso. Aos 4 anos de idade, fui matriculado no colégio das Irmãs Sacramentinas
de Bérgamo, ambiente no qual recebi uma educação sólida, marcada pelos valores cristãos.
Nos anos 2000, nós nos mudamos para a cidade de Betim. Em 2003, comecei a participar,
influenciado por minha mãe, da Comunidade
Nossa Senhora Aparecida. Lá, participava dos
grupos de círculos bíblicos nas casas e auxiliava nas celebrações.
Ajudava na catequese em minha comunidade
e me formei como Ministro da Palavra. No final
deste mesmo ano, ao participar de uma reunião
paroquial da Pastoral da Catequese, conheci frei Vicente Ronaldo. Ele fazia uma missão
vocacional na paróquia. Entretanto, ao ouvir o
convite dele para participar dos encontros vocacionais, recusei, pois não tinha interesse em
me tornar frade.
Mas, persuadido por uma catequista, acabei
por preencher a famosa “ficha vocacional”.
Assim, no início do ano de 2004 comecei meu
acompanhamento vocacional. Nos encontros
foi apresentado o carisma franciscano que me
encantou. A figura de Francisco de Assis me
despertou a viver de forma radical o Evangelho.
A fraternidade franciscana me fez despertar a
vontade de fazer parte dela, de ser frade. Em
julho de 2004, fiz o Encontrão vocacional provincial e fui aceito. Em 2005, ingressei no Aspirantado, em Santos Dumont.
6
Permaneci dois anos lá. Conclui meu ensino
médio. Foram anos de muita experiência fraterna e de amadurecimento humano, intelectual e
religioso e franciscano.
Após, fui para São João del-Rei, também dois
anos vivi lá. Destaco a vivência fraterna do grupo e o espírito franciscano. Foram momentos
muito proveitosos. A experiência de oração,
trabalho e integração de minha afetividade contribuíram para minha formação.
No mês de novembro de 2008, ingressei para
fazer o Noviciado na cidade de Montes Claros.
Foi uma experiência muito rica, vivencia intensa da experiência de oração, franciscanismo,
estudo das fontes franciscanas, regra, história
da Ordem...
Fiz minha primeira profissão no ano de 2009.
No ano seguinte, fui morar em Betim, na fraternidade N. Senhora de Guadalupe e iniciei meus
estudos de Filosofia. Nos anos de 2011 e 2012,
residi na Fraternidade Santa Maria dos Anjos.
Durante meu tempo de profissão temporária,
pude continuar meu processo de discernimento vocacional e de amadurecimento pessoal.
Foram anos muito frutuosos, nos quais pude
experimentar, em fraternidade, a maneira franciscana de viver o Evangelho, em espírito de
oração e devoção, na minoridade, na pobreza
evangélica, no trabalho, estudo e na evangelização e missão.
Portanto, imbuído por esse espírito, desejei
levar a uma maior plenitude minha consagração batismal, professando os conselhos evangélicos de Castidade, Sem nada de próprio e
Obediência, por toda minha vida.
A vida franciscana foi internalizada em mim. A
fraternidade da qual pertenço, constitui parte de
mim. Minha família se ampliou. Tenho muitos
irmãos.
A profissão de Frei Arlaton será dia
2 de fevereiro na igreja são Francisco das Chagas, em BH, às 19h.
Missões em Joaíma - 12 a 16 de Dezembro 2012
Prestação de Contas:
Notícias
NOVEMBRO 2012
UBÁ:
Cintia Moreira Pinheiro;Luiza Maria
Silva Nascimento; Karla Castro Souza Lima; Flavia Moreira Pinheiro;
Expediente
Equipe responsável: Frei Luciano Lopes,
ofm; Frei Eron Cerrato, ofm; Frei Oton
Júnior, ofm; Maria Aparecida Braga Diagramação: Míriam Carla Alves / Revisão:
Frei Oton / Impressão: Gráfica do Colégio
Santo Antônio.
DEZEMBRO 2012
Visconde do Rio Branco: R$212,00 (Maria Natividade P. Mussolini)
Pará de Minas: R$102,00 ( Izaltino Moreira)
Ubá: R$177,00 ( Maria José)
Formiga: R$95,00 ( Ilda Maria de Oliveira)
Belo Horizonte: R$200,00 ( Vale do Jatobá)
Belo Horizonte: R$150,00 ( Carlos Prates)
São João Del Rei: R$60,00 ( Astrogilda)
São João Del Rei: R$ 526,00 ( Maria das Graças Carvalho e Rosilda Maria
de Paula;Referente ao ano de 2012)
Betim: R$40,00 ( Comunidade Santa Helena)
Betim: R$30,00 ( Paulo Luiz Domingues ; Colônia Santa Isabel)
Betim: R$40,00 ( Benedito Concesso; Colônia Santa Isabel)
JANEIRO 2013
Belo Horizonte ; R$150,00 ( Carlos Prates)
Salinas : R$ 20,00 ( Lena)
Visconde do Rio Branco: R$310,00 ( Manuelina Agostinho Machado)
Ubá: R$80,50; (Maria José Alves Ferreira)
Ubá: R$230,00;(Maria José Alves Ferreira)
Boletim Amigos
Novos Amigos
Belo Horizonte: R$ 150,00 ( Carlos Prates)
Ubá R$ 86,15 ( Maria José)
Formiga: R$70,00 ( Maria Helena Silva)
Formiga :R$70,00 ( Ilda Maria de Oliveira)
São João Del Rei: R$198,00 ( Astrogilda)
7
Boletim Amigos
Aniversariantes de
8
01/02 - Ambrosina Maria dos Santos Silva
(São João del-Rei); Conceição Ramos da Silva (Bras Pires); Geralda Rita dos Santos (Pará
de Minas); Gilka Salazar Antunes Albergaria
(São João del Rei); Maria Luiza Miranda Santos (Taiobeiras); Mario Rivelli Cardoso (Brás
Pires); Mikaela Luciano Belcavello (Nova Venécia); Rita de Cassia de Menezes Gusmão
(Itinga); Zilma Pereira Soares Santos (Novorizonte);
02/02 - Alizene Pereira de Oliveira (Salinas);
Carla da Fátima Tavares (Formiga); Carminda
Alves de Souza (Novorizonte); Deisy Almeida
Silva (Novorizonte); Dionne Maria Pinto de Carvalho (São João del Rei );
03/02 - Anne Greice Didone Braga (Capitólio);
Maria Gorete Simadon Zavarise (Nova Venécia); Marilia Braga (Betim); Samuel Magalhães
Rivelli (Brás Pires);
04/02 - Danilo Batista de Oliveira (Novorizonte);
Elza Eugenia Costa Proença ( Capitólio); José
Delcio Lorenço dos Santos (Novorizonte); José
Guilherme de Paiva (São João del Rei); Lucas
Wallace Ferreira soares (Montes Claros); Sonia de Castro Carmo (São João del Rei);
05/02 - Ana Maria Pereira Gomes (Belo Horizonte); Iolanda Walder de Carvalho Resende
(São João del Rei); Ivanilda Teixeira Penha Pereira (Salinas); Maria Monica Barbosa (Betim);
06/02 - Diovani Zanola Paiva (São João del
Rei); Helena Maria da Silva (Capitólio); Humberto Fernando Leite (São Francisco das Chagas); Lívia Lima Rezende (São João del Rei);
Melvina das Graças Gonçalves Silveira (Rubelita); Rosalina Carmoni Capobianco(Visconde
do Rio Branco); Vander Gomes de Freitas (Visconde do Rio Branco);
07/02 - Betania Glória Dias (Passos); Hilda
Gonçalves Rodrigues (UBA); Juraci F. do
Nascimento (Montes Claros); Nair de Faria Pichitelli (Divinópolis); Neuza Miranda Nogueira
(Salinas); Ricardo Antônio Pinto de Carvalho
(São João del Rei); Sônia Lopes Pereira (Nova
Venécia);
08/02 - Abel Resende Coelho São João del
Rei); Andreza Maria de Lima (Fruta de Leite);
Marcia de Oliveira Santana Ferreira (Belo Horizonte); Maria Dulce Carvalho (São João del
Rei); Osvaldo José da Silveira (Formiga); Renilza Ferreira Costa Souza (Novorizonte); Rodrigo Alves Fernandes (Formiga); Sebastião de
Fátima Santos (Salinas);
09/02 - Débora Dielly Andrade Prates (Taiobeiras); Deisy Caldas Campos (São João del Rei);
Edileuza Francisca da Costa (Novorizonte);
Jilcélia Pereira Oliveira Celestino (Nova Ve-
Aniversário
dos Freis
nécia); Joyce Katielly Dias dos Reis (Salinas);
Maria Goretti Ramos Pereira (São João del
Rei); Raquel de Oliveira Araujo (São João del
Rei);Teresa Cristina Rodrigues Mendes (São
João del Rei);
10/02 - Devanilda Gomes Cardoso (Fruta de
Leite); Farley Vinicios Martins Azevedo (Rubelita); Francisco Edson Bastos (Taiobeiras);
Lucinéia Bueno Angélico (Elói Mendes );
11/02 - Glória Pires Araújo (Divinópolis); Haide Correia Alves (São João del Rei); Lourdes
Maria de Carvalho (São João del Rei); Maria
Aparecida Santos dos Reis (Itauna); Maria de
Lourdes Furtado Lopes (Formiga); Maria de
Lourdes Oliveira (São João del Rei); Maria do
Socorro Santos Melo (Água Boa); Silvania Almeida Procópio Ribeiro (Betim);
12/02 - Aline Elisa Theodoro Batista (Ubá);
Anna Caroline Gatti de Almeida (Belo Horizonte); Camila Santos Lima (Salinas); José
Zavarise (Nova Venécia); Valdir Lima (Fruta
de Leite); Zenilda Amaral Silva (Divinópolis);
13/02 - Fernanda Cristina Silva Belo (Belo Horizonte); João Geraldo do Nascimento (São João
del Rei); Luiz de Moura (Contagem); Marlene
da Conceição B. Ribeiro (Belo Horizonte); Rafael Bernardes Ferreira (Capitolio); Teodomira
Ferreira Rocha (Taiobeiras); Vaniza Bernardino de Almeida (Novorizonte); Wanderley Dairel
(Betim);
14/02 - Alexandre Magno de Oliveira (Vila Velha); Aparecida Batista da Silva (São João del
Rei ) Benedito Alencar Marcondes (Cabo Verde); Elson dos Santos (Ubá); Eson Luiz Gravina (Ubá); Irene Gonçalves da Costa (Novorizonte); Maria Auxiliadora Monteiro de Almeida
(Brás Pires); Rosangela Maria Silva Oliveira
(Formiga); Terezinha Martins Teixeira (Brás
Pires); William Bergamim (Nova Venécia);
15/02 - Agda Casal Moreira de Andrade (Ubá);
Isabela Silva Araujo Sales (São João del Rei);
Maria Aparecida Sabino Neves (São João del
Rei); Maria Hermelinda P. Nogueira (Belo Horizonte); Santos Cardoso (Fruta de Leite); Viviane Caldas Duarte (São João del Rei);
16/02 - Maria Antônia de Oliveira Amaral (Betim); Maria de Lourdes Torres (Visconde do Rio
Branco); Osdith de Oliveira Melo (Taiobeiras);
17/02 - Franciely Daria da Costa (Ubá); Maria
Cremilda Santos (Rubelita); Maria de Lourdes
Costa Correa (Salinas);
18/02 - Eva Imaculada Vieira (Capitólio); Milton José Tomé da Silva (Passos); Nely Aves
de Almeida (Salinas); Paula Bueno Pereira
(Elói Mendes); Paulo Ferreira do Espirito Santo
(Nova Venécia);
03/02: Leto de Azevedo
06/02: Humberto Fernando Leite
12/02: Francisco Alexandre Viana
14/02: Ronaldo Zwinkeis
14/02: Saulo José Duarte
Fevereiro
19/02 - Domingos Savio Sales ( São João del
Rei); Helena Maria Borges (Formiga); Jéssica
Prates Pereira (Taiobeiras); Maria Aparecida
Alves Ferreira (Ubá);
20/02 - Eliana Maria Rodrigues Ramos (São
João del Rei); Lucimar Maria Fereira (Belo
Horizonte); Ricardo Junior Borges (Formiga);
Tereza Maria Teixeira (Formiga);
21/02 - Amilton Marcondes (Cabo Verde); Daniely Dias Tavares (Formiga); Humberto Luiz
Resende Banho (São João del Rei); Ludgero
de Freitas (Visconde do Rio Branco); Maria
Aparecida Fernandes Batista (Jequitinhonha);
Maria Teixeira da Silva (Visconde do Rio Branco);
22/02 - Aécio Oliveira Santos (Salinas); Fabio
de Jesus Souza (Jequitinhonha); Glaziana Regina Lúcio (Formiga); Valdirene de Fatima da
Costa (Formiga); Marlene de Oliveira Poleto
(Belo Horizonte);
23/02 - Aluízio Edson de Almeida (Formiga);
Dora Coimbra Magalhães (São João del Rei);
Eduardo José Lucio (Formiga); Moramay
E. das Merces Silva Cardoso ( São João del
Rei);Rafael de Oliveira Castro (Formiga); Vera
Helena Rodrigues dos Santos ( Ubá);
24/02 - Hélio Veloso Rodrigues (Formiga); Jandira Barbosa dos Santos (Taiobeiras); Juliana
Dias (Formiga); Junia Guimarães (São João
del Rei); Maria de Nazaré Silva (São João del
Rei); Marli Teodora de Oliveira Xavier (Capitolio); Otilia de Oliveira Bastone (São João del
Rei);
25/02 - Cenira Ferreira Conde (Betim); Dagmar
Inês Pires (Formiga); Elzi Maria da Trindade (São
João del Rei); Késia Letícia de Almeida (São
João del Rei); Luciana da Silva (Formiga); Maria
Aparecida Azevedo (São João del Rei); Maria
do Rosário de Almeida (Brás Pires); Maria Inês
Guimarães Dantas (Formiga); Maria Lucia Azevedo (São João del Rei); Maria Ribeiro do Prado
(Cabo Verde); Neusa Maria Costa Tarôco (São
João del Rei);
26/02 - Enilda Maria da Silva (Formiga); Irmã
Maria Tarcisia (São João del Rei); José dos
Reis Souza Filho (Passos);
27/02 - Danilo Fernandes Araújo (Salinas); Maria da Gloria Frias (Formiga);
28/02 - Cornélia das Dores Vidigal (Brás Pires); Eliana Fátima de Oliveira Cravo (Formiga); Joaquim Antunes Vieira (Brás Pires);
Maria Penha Reis (Passos); Maria de Fátima
Alves Ferreira (Ubá);
29/02 - Isabela Cristina Alves (Belo Horizonte);
Maria Helena Barbosa Silva (São João del Rei);
15/02/: Dari Bernardino Pinto
18/02: Mariano Gijsen
19/02: Vicente da Silva Lopes
28/02: João Bosco Resende da Silva
s!
Felicidade

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