M14A1 - MÓDULO 14 - AULA 1

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M14A1 - MÓDULO 14 - AULA 1
Revista Brasileira de Arqueometria, Restauração e Conservação - ARC - Vol. 2 - Edição Especial
Curso de Introdução à Conservação e Restauro de Acervos Documentais - CICRAD
Copyright © 2011 AERPA Editora
Convênio AERPA - Ministério da Justiça - no 748319/2010
M14A1 - MÓDULO 14 - AULA 1 - ARTIGO CIENTÍFICO
Malthus Oliveira de Queiroz; Plínio Santos-Filho; Carla Andrade Reis; Demilson Malta Vigiano
Andréa Mota Silveira; Pedro Campelo Cavalcanti; Antônio dos Santos Filho; Euma Décia Leônidas
Laboratório Escola CERPO Papel - Agência de Estudos e Restauro do Patrimônio - AERPA
Introdução
É regra, na finalização de um curso de
especialização, mestrado, doutorado ou mesmo em
alguns cursos de graduação, demonstrar o
conhecimento adquirido. Essa demonstração, nesses
casos, deve ser feita de maneira acadêmica, com a
produção de uma monografia, uma tese ou mesmo um
artigo científico.
Neste curso, que ora finda, elegemos o artigo
científico como nosso trabalho de conclusão de curso.
Esse artigo científico deve ser escrito de acordo com
algumas normas, que serão aqui elencadas, e será
publicado na revista científica de Arqueometria,
Restauração e Conservação – ARC, especializada na
preservação do patrimônio cultural.
Artigo Científico
Um artigo científico é uma comunicação escrita
sucintamente do resultado de uma pesquisa. É usado
geralmente como trabalho de conclusão de curso de
especialização ou aperfeiçoamento.
De acordo com a ABNT, um trabalho de conclusão
de curso de especialização e/ou aperfeiçoamento é um
“documento que apresenta o resultado de estudo,
devendo expressar conhecimento do assunto escolhido,
que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina,
módulo, estudo independente, curso, programa e outros
ministrados”.
No nosso caso, ele deve ser escrito de acordo com a
normatização da revista ARC. Uma página de exemplo
se encontra como apêndice dessa aula.
Pesquisa
Uma definição para pesquisa científica pode ser um
procedimento racional e sistemático que objetiva
analisar um problema e proporcionar respostas a ele.
Entende-se por procedimento racional a reflexão
conceitual sólida com base em conhecimentos já
existentes. Não queremos dizer aqui que se deve
reescrever o que já foi escrito (afinal, a originalidade
da pesquisa é um dos pontos fortes), mas a observação
científica deve basear-se em conhecimentos aceitos
pela comunidade científica. Quando não, os
argumentos devem ser bastante fortes para desdizer o
conhecimento estabelecido. Não é errado construir
novos
conhecimentos;
porém,
esses
novos
conhecimentos devem possuir sólida base teórica, para
que outros pesquisadores possam analisar e, por sua
vez, construir outros conhecimentos.
Com relação à sistemática da pesquisa, deve-se ter
em mente, sempre, que a pesquisa visa resolver um
problema observado. Assim, ela segue determinadas
etapas básicas que são muito importantes para o
sucesso do empreendimento.
São elas:
Escolha do tema: geralmente parte da observação
de algum problema por parte do pesquisador. Por
exemplo: um cientista pode perceber que há pouco
material de referência sobre determinado assunto e
resolve pesquisar o porquê disso. Há uma infinidade de
temas, pois muitas são as ciências, porém o tema deve
sempre ser original. E, mesmo que não seja original,
deve apresentar alguma novidade, como novo enfoque,
novos argumentos ou pontos de vista, etc. Ajuda muito
também a relevância do tema, pois a pesquisa deve ter
importância ou utilidade. A viabilidade é também fator
decisivo no sucesso do empreendimento.
Revisão de literatura: depois de escolher o tema da
pesquisa, o próximo passo é reunir material de
referência sobre o assunto. É bem provável que o
pesquisador já tenha conhecimento sobre o assunto,
mas é imprescindível essa etapa, porque estudar o
material existente acerca do tema vai aumentar a
profundidade dos conhecimentos do pesquisador.
Problematização: a problematização é parte
também da escolha do tema. É aqui que o pesquisador
desenvolve a ideia clara do problema que pretende
analisar, da dúvida a ser superada. A problematização
pressupõe a delimitação do assunto, ou seja, qual parte
do problema o pesquisador pretende abordar.
Construção da(s) hipótese(s): a hipótese é uma
solução provisória proposta para resolver o problema
observado. Constrói-se com base no estudo do
problema, e está associada aos resultados da pesquisa.
É importante observar que a hipótese, para se tornar
um princípio científico, deve ser debatida pela
comunidade científica, que pode validá-la ou não,
dependendo de pesquisas futuras. É assim que, para se
realizar uma pesquisa, deve-se observar os princípios
reconhecidos cientificamente, pois estes foram
estudados e validados.
Tipos de Pesquisa
No material anexo (1) desta aula, temos uma boa
definição dos tipos de pesquisa efetuados. É importante
observar que não há um tipo de pesquisa pré-definido
para o estudo de problemas. Há tipos de pesquisa que
mais se adéquam ao estudo do problema proposto,
como, por exemplo, uma pesquisa que pretenda
desenvolver um novo combustível menos poluente para
carros deve ser uma pesquisa aplicada.
É oportuno notar também que o tipo de pesquisa
varia conforme o ponto de vista de classificação.
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Revista Brasileira de Arqueometria, Restauração e Conservação - ARC - Vol. 2 - Edição Especial
Curso de Introdução à Conservação e Restauro de Acervos Documentais - CICRAD
Observe o quadro abaixo:
Ponto de vista
Natureza da pesquisa
Abordagem do problema
Quanto aos objetivos
Quanto ao procedimento
técnico
Classificação
1. Básica
2. Aplicada
1. Quantitativa
2. Qualitativa
1. Exploratória
2. Descritiva
3. Explicativa
4. Analítica, exploratória
ou causal
5. Preditiva
1. Bibliográfica
2. Documental
3. Experimental
4. Levantamento
5. Estudo de caso
6. Pesquisa-ação
Observe que no material anexo (2) de referência da
aula há uma outra abordagem do tipo de pesquisa. Isso
porque a nomenclatura não é definitiva, e as
abordagens aos tipos de pesquisa são complexas.
Paradigma
É importante, para se efetuar uma investigação
científica, assumir um paradigma. Um paradigma
científico é uma linha de pensamento, ou “uma prática
científica com base nas filosofias e nas suposições de
pessoas sobre o mundo e a natureza do
conhecimento”(2).
Suzana Mueller (2) identifica dois tipos de
paradigmas:
Paradigma positivista – procura os fatos, as causas
ou os efeitos dos fenômenos não levando em
consideração a subjetividade do pesquisador.
Paradigma fenomenológico – busca investigar os
fenômenos levando em conta a subjetividade do
pesquisador e do sujeito da pesquisa.
Copyright © 2011 AERPA Editora
Convênio AERPA - Ministério da Justiça - no 748319/2010
Introdução: apresenta-se o quadro geral do
problema, contextualizando-o. Para o nosso artigo de
conclusão de curso, o aluno-pesquisador deve abordar,
na introdução, o objeto, a pergunta da pesquisa, a
fundamentação teórica e a justificativa, não
obrigatoriamente nessa ordem.
Metodologia: o aluno-pesquisador deve explicitar
como fez sua pesquisa. Consulte o material de apoio
para melhorar seu desempenho.
Considerações finais: nessa parte, o alunopesquisador apresenta os resultados de sua pesquisa,
tomando um posicionamento crítico com relação ao
problema estudado.
Referências bibliográficas: material de consulta e
embasamento teórico da pesquisa. A referência
bibliográfica deve seguir a norma da revista,
encontrada no apêndice desta aula (3).
Considerações finais
A elaboração de um artigo científico requer
planejamento e reflexão conceitual sólida. Deve
também ser sucinto, evitando-se, na hora de escrever, a
prolixidade. A quantidade de páginas, assim como
outras orientações para produção do artigo, é definida
segundo o apêndice desta aula (3).
Sala de leitura
(1) Metodologia da pesquisa e elaboração de
dissertação (2ª edição) - Universidade Federal de Santa
Catarina - Programa de Pós-Graduação em Engenharia
de Produção
(2) Métodos para a pesquisa em Ciência da Informação
- Suzana P.M. Mueller
Links
(3) www.restaurabr.org - Revista ARC
http://www.restaurabr.org/siterestaurabr/revistaarcsubtr
abalho.html
Partes do artigo
Um artigo científico deve seguir a norma da revista
na qual se propõe publicar. No nosso caso, as partes
constantes devem ser as seguintes:
Resumo: em um parágrafo pequeno (5 a 7 linhas)
deve-se resumir o conteúdo do artigo. É facultativo, no
caso do nosso curso, o resumo em língua estrangeira
(inglês).
Palavras-chave: seis palavras que definem o artigo.
Relacionam-se ao tema principal e aos temas
específicos importantes.
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