Música, alma do povo

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Música, alma do povo
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Música,
alma do povo ...
A música de um povo está dentro de cada
um, isso a lama não pode levar, nem os
governantes corruptos podem roubar...
Numa coisa concordam sociólogos, antropólogos, psicólogos e
todos os estudiosos da raça humana:
a sociedade só é plena e perfeita na
música.
É como se todo o tempo em
que nos dispersamos, atarefados em
mil atividades, fosse uma preparação
para o momento ideal, o momento
musical. E isso é assim desde o começo dos tempos, quando os homens
primitivos descobriram que podiam
fazer flautas de ossos e tambores
com peles. Estão lá, eternizados em
pinturas e esculturas, os instrumentos musicais utilizados por povos de
todas as épocas, do extremo oriente
ao antigo Egito, da civilização grega
aos indígenas das florestas tropicais.
Afinal, seja tocando, cantando ou dançando, a única forma de
todos falarem ao mesmo tempo sem
brigar, é através da musica.
O sagrado, em todas as formas rituais, sempre acontece e aconteceu acompanhado por música. E
todos nós sabemos também que a
música é a essência da festa. Mas
não é só alegria que ela pode nos
dar. Nos dá coragem, como nos tempos de capa e espada, quando os
exércitos sempre iam para a guerra
marchando no ritmo dos tambores,
que tocavam para tirar o medo dos
homens. É em tempos difíceis que
a música se agiganta, torna-se uma
alavanca poderosa de esperança,
conscientização e união.
Nova Friburgo está precisando desse alento musical. Nossa
população, ainda traumatizada pela
catástrofe, necessita desse arrebatamento, da redentora alquimia proporcionada por uma música inteligente,
positiva, que resgate sua identidade
através da memória cultural, num
novo alento.
A música iria até os bairros
de periferia, onde está a maioria da
população que foi mais prejudicada
pelos desabamentos. Essas pessoas
receberiam crachás, que lhes dariam
ingressos gratuitos para todos os
eventos. As outras pessoas pagariam
como ingresso um quilo de alimento
não perecível, e isso seria distribuído
no encerramento dos eventos aos necessitados do lugar.
Luhli Borges
Nesses bairros não há teatros, mas isso não é problema.
Seriam armadas lonas de circo, as
lonas culturais, onde aconteceriam
os shows e oficinas.
Seriam oferecidas oficinas
de criação musical, de ritmos, de
danças populares, de contação de
histórias, de confecção de instrumentos musicais e brinquedos com
sucata. Seria criado um intercambio
com as ongs e pontos de cultura
da região, promovendo encontros
e apresentações dos trabalhos que
realizam.
Os shows musicais fechariam a programação das atividades
do dia. Boa música brasileira feita,
numa primeira fase, por músicos daqui, pois há muitos bons artistas que
estão morando nessas redondezas,
buscando uma melhor qualidade de
vida, além dos músicos nascidos na
região.
Num desenvolvimento do
projeto viriam artistas do Rio de
Janeiro e de outras cidades, instrumentistas e cantores que fazem
música de qualidade e que estão
fora do foco da mídia comercial, que
massifica uns poucos e não dá espaço para muitos.
Receberiam um cachê decente, transporte, hospedagem e
alimentação, tudo feito em termos
viáveis aos cofres da nossa secretaria de cultura.
Aliás, corre à boca pequena
a noticia de que há uma verba de
cem mil reais, destinada à cultura,
parada há tempos nos cofres do
governo local, esperando projetos
culturais como esse.
Enquanto isso não acontece, vamos continuar a botar fé na
alma de nossa gente, que é uma
alma musical. A música de um povo
está dentro de cada um, isso a lama
não pode levar, nem os governantes corruptos podem roubar.
Luhli é artista, escritora,
compositora, instrumentista e cantora, pioneira da produção independente de discos no Brasil.
São Pedro da Serra
realiza a 10ª Feira da Terra em Novembro
Desde 2010 representando a região com produtos da agricultura
familiar, do artesanato local e das iniciativas empreendedoras de caráter
ambiental, a Feira da Terra será realizada nos dias 16, 17 e 18 de novembro, em São Pedro da Serra, Nova Friburgo, região serrana do Rio de
Janeiro. O evento, que utiliza conceitos como agroecologia e economia
criativa, aliados a expressões da cultura popular, tem um novo formato
nessa edição. Produtos orgânicos, troca de sementes, artesanato, música, dança, oficinas, rodas de conversas, espaço das crianças, práticas
alternativas à saúde, alegria e descontração fazem parte do cardápio do
evento. A idéia é trazer informações, novidades e troca de conhecimentos,
e com isso, contribuir para uma melhor qualidade de vida das pessoas.
Realizada pelo Coletivo Feira da Terra e patrocinada pelo Sebrae/
RJ e ENERGISA contando com diversos parceiros, entre eles Instituto
Pindorama, Lumiar Aventura, Lausanne Produtora Cultural e Prefeitura
de Nova Friburgo, o evento Feira da Terra tem como principal objetivo, a
divulgação do trabalho de produtores, artesãos e artistas da região, para
trazer geração de renda e alternativas de escoamento dessa produção,
além, claro, de proporcionar momentos de descontração para toda a família que busca uma vida na sua melhor expressão. Nessa edição – agora
com três dias de atividades – as barracas serão produzidas pelo Instituto
Pindorama com iluminação LED, com novidades na programação.
Entre as principais atrações, estão Musik Fabrik, Jander Ribeiro
& Rodrigo Garcia, a trupe Grandes Seres da Montanha, Família Clou e
a Fundação Kokopelli. Grandes Seres da Montanha é uma das atrações
culturais que vai garantir a programação divertida da feira. A trupe é de
circo e resgata do folclore brasileiro umas das mais expressivas formas
simbólicas - o circo-teatro. Um espetáculo para qualquer idade, contada
com uma linguagem irreverente e atual.
A Fundação Kokopelli - organização francesa sem fins lucrativos
- possui como finalidade a venda de sementes crioulas (sementes conservadas por famílias agricultoras) aos países desenvolvidos para estar em
condições de doar sementes e conhecimentos de agroecologia aos países em desenvolvimento. Possui como programas principais a doação, a
promoção de oficinas e a criação de banco de sementes. Durante a Feira
da Terra, a Kokopelli estará promovendo uma troca de sementes crioulas
com os participantes do evento em São Pedro da Serra.
A feira será montada na pracinha charmosa de São Pedro da Serra - Praça João Heringer – com barracas de bambu padronizadas para a
venda dos produtos e tendas. Entre tantas novidades, está o Espaço da
Cura, reservado às práticas alternativas para cuidar da saúde e serviços
de prevenção. A Feira da Terra pretende resgatar e valorizar a sabedoria
dos povos que vivem na região, com suas receitas caseiras e produtos
artesanais, assim como incentivar as práticas de consumo mais sustentáveis, através da aquisição de alimentos agroecológicos. Reconhece os
vínculos de confiança entre as partes, quando a venda é feita direta do
produtor. De acordo com as estações cíclicas da natureza, a Feira da Terra tem sua periodicidade baseada nas épocas de plantio e colheita, o que
garante um evento por cada estação do ano
Coletivo de produção da Feira da Terra

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