Projeto Político Pedagógico - colégio estadual unidade polo ensino

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Projeto Político Pedagógico - colégio estadual unidade polo ensino
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COLÉGIO ESTADUAL UNIDADE PÓLO – ENSINO FUND.MÉDIO E PROFISSIONAL
RUA SANTOS DUMONT, 1984 – CENTRO
CEP: 87303250
FONE FAX (44) 3525-6690
CAMPO MOURÃO
PARANÁ
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Projeto elaborado coletivamente
pela comunidade escolar do
Colégio Estadual Unidade Polo
e aprovado em Assembléia.
Campo Mourão
2013
2
GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
BETO RICHA – GOVERNADOR
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
FLÁVIO ARNS – SECRETÁRIO
DIRETORIA GERAL
JORGE EDUARDO WEKERLIN
SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO
MEROUJY GIACOMASSI CAVET
SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL
JAIME SUNYE NETO
CHEFE DO NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPO MOURÃO
JOSÉ BARDINI NETO
COLÉGIO ESTADUAL UNIDADE POLO – ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E
PROFISSIONAL
ROSINEIDE DE JESUS CAETANO – DIREÇÃO
GISLAINE IZELLI SANTINI – DIREÇÃO AUXILIAR
3
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO...............................................................................................
1. INTRODUÇÃO.............................................................................................
1.1
Identificação do Estabelecimento...................................................
1.2
Histórico do Colégio........................................................................
1.3
Organização da Entidade Escolar..................................................
1.4
Espaço Físico.................................................................................
1.5
Caracterização da Comunidade Escolar........................................
1.6
Quadro de Profissionais da Educação...........................................
2. OBJETIVO GERAL.....................................................................................
2.1
Objetivos específicos......................................................................
3. PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS DO TRABALHO ESCOLAR ........................
4. PRINCÍPIOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO ......................................
5. A REALIDADE EDUCACIONAL ................................................................
5.1
A realidade do Brasil .....................................................................
5.2
A realidade do Paraná ...................................................................
5.3
A realidade do município de Campo Mourão ................................
5.4
A realidade do Colégio Estadual Unidade Polo..............................
6. ANÁLISE DAS CONTRADIÇÕES E CONFLITOS PRESENTES NA
05
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PRÁTICA DOCENTE: APONTANDO CAMINHOS.....................................
CONCEPÇÕES QUE NORTEARÃO AS PRÁTICAS ESCOLARES..........
CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO ................................................................
PRINCÍPIOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA .............................................
OPERACIONALIZAÇÃO DA GESTÃO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.
10.1. O papel específico dos segmentos da comunidade escolar .........
10.1.1 Direção ...........................................................................................
10.1.2 Direção auxiliar ..............................................................................
10.1.3 Corpo docente ...............................................................................
10.1.4 Professor pedagogo .......................................................................
10.1.5 Secretaria........................................................................................
10.1.6 Biblioteca........................................................................................
10.1.7 Agente Educacional I......................................................................
10.1.8 Agente Educacional II e Profissional.............................................
10.2
Papel das instâncias colegiadas ................................................
10.2.1 Conselho Escolar............................................................................
10.2.2 Associação de Pais, Mestre e Funcionários...................................
10.2.3 Conselho de Classe........................................................................
10.2.4 Grêmio Estudantil...........................................................................
10.2.5 Representante de Turma................................................................
10.2.6 Professor Monitor de Turma...........................................................
11. CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO INTERNA DA ESCOLA........................
11.1
Elaboração do calendário escolar e horários letivos/não letivos..
11.2
Organização de turmas e distribuição por professor em razão de
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8.
9.
10.
4
12.
13.
14.
15.
16.
17.
especificidades...............................................................................
11.3
Organização e utilização dos espaços educativos.........................
PROJETOS..................................................................................................
12.1
Mostra Interdisciplinar.....................................................................
12.2
Evasão Escolar: proposta de prevenção........................................
12.3
Cultura-afro: promoção da igualdade racial....................................
12.4
Agenda 21 escolar: Verde que te quero ver-te...............................
12.5
Gincana Esportiva, Recreativa, Cultural e Filantrópica..................
12.6
Estágio Não Obrigatório
RECURSOS QUE A ESCOLA DISPÕE PARA REALIZAR O PROJETO
PLANO DE AÇÃO DA ESCOLA................................................................
14.1
Equipe Pedagógica .......................................................................
ACOMPANHAMENTO DA AVALIAÇÃO DO PPP....................................
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................
ANEXOS......................................................................................................
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APRESENTAÇÃO
O presente Projeto Político Pedagógico tem a finalidade de organizar,
coletivamente, o trabalho escolar do Colégio Estadual Unidade Polo, garantindo a
democratização do ensino e a formação da consciência crítica e coletiva a fim de
possibilitar ao ser humano o direito à cidadania.
A perspectiva deste Projeto é provocar as mudanças básicas em nossa
escola onde, a participação se tornará o aspecto fundamental em todo o processo de
ensino-aprendizagem, com avaliação constante para atingir as metas propostas. Não
aceitamos mecanicamente a idéia de que a escola é simplesmente o local da
reprodução da ideologia dominante e que os seres humanos são sujeitos
determinados e programados. Concebemos os seres humanos como criativos e
ativos construtores de cultura e história, por isso propomos a intervenção nos
destinos escolares como educadores responsáveis por construirmos outra história.
Sendo assim, estabelecemos o debate, a discussão e a reflexão coletiva,
envolvendo alunos, professores, funcionários, pais, direção, equipe pedagógica e
demais membros da sociedade local a fim de formularmos as concepções que
5
embasarão as ações educativas que serão desenvolvidas por este estabelecimento
de ensino com o propósito de construir uma sociedade justa, igualitária e
democrática.
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1. INTRODUÇÃO
1.1 Identificação do estabelecimento
O Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino Fundamental, Médio e
Profissional (código 00047), está situado na Rua Santos Dumont, nº 1984, centro,
CEP 87303 250, na cidade de Campo Mourão (código 0430), e-mail <
[email protected]>. O Colégio é mantido pelo Governo do Estado do
Paraná e administrado pela Secretaria de Estado da Educação encontra-se
jurisdicionado ao Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão (código 0005).
1.2 Histórico do colégio
O Colégio Estadual Unidade Polo iniciou suas atividades no dia 01 de março
de 1976, sob o nome de Escola Estadual Unidade Polo – Ensino de 1º Grau, atuação
de 5ª à 8ª séries, com autorização de funcionamento, através da Resolução nº
1968/77, DOE de 09/11/1977.
Em 08 de agosto de 1978, através do Decreto nº 5.340/78 de 02/08/1978 e
DOE de 08/08/1978, integrou-se ao Complexo Escolar “Marechal Rondon”.
O Colégio oferecia até 1982, os cursos de 5ª à 8ª séries e os cursos
profissionalizantes de Técnicas Agrícolas, Técnicas Industriais, Técnico Comercial e
Técnicas Caseiras. No ano de 1983 o ensino profissionalizante foi substituído pelo
propedêutico.
O Ensino de 2º Grau Propedêutico foi autorizado a funcionar através da
Resolução 935/83 de 14/03/1983. Em 29 de novembro de 1983, através da
Resolução nº 4.023/83 de 13/01/1984, obteve o reconhecimento do 1º Grau e passou
a denominar-se Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino de 1º e 2º Graus.
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O Ensino de 2º Grau Propedêutico foi reconhecido através da Resolução nº
902/85 de 01/03/1985, DOE de 12/03/1985, e em 1998 extinto, sendo implantado o
curso de Ensino Médio.
O Colégio passou a chamar-se Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino
Fundamental e Médio, conforme Resolução da Secretaria de Estado da Educação nº
3.120/98 – DOE de 11/09/1998, abrangendo os cursos de Ensino Fundamental
Regular, reconhecido pela Resolução – DOE 13/01/1984 e o curso do Ensino Médio
Regular reconhecido, através da Resolução nº 902/85 de 12/03/1985.
Em 2010, foi denominado Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino
Fundamental, Médio e Profissional, abarcando o curso fundamental de 5ª a 8ª séries,
o Ensino Médio, e a partir deste mesmo ano foi autorizado o funcionamento do Curso
de Educação Profissional Técnico de Nível Médio em Serviços de Restaurante e Bar,
Eixo Tecnológico: Hospitalidade e Lazer. Aprovado em 09/02/2010, Processo nº
505/09 Câmara de Educação Básica, com 800 Horas/aulas.
Alguns outros atos legais que respaldam o funcionamento do Colégio:
• Ato de Reconhecimento do Ensino Fundamental – Resolução nº
4023/1983 – DOE de 13/01/1984;
• Ato de Reconhecimento do Ensino Médio - Resolução nº 902/1985 – DOE
12/03/1985;
• Ato de Renovação do Reconhecimento do Ensino Fundamental Resolução nº 1534/2008 – DOE de 28/07/2008;
• Ato de Renovação do Reconhecimento do Ensino Médio - Resolução
1525/2008 – DOE 28/07/2008;
• Ato de Aprovação do Regimento Escolar do Ensino Fundamental e Médio
– Parecer nº 220/2007 de 28/12/2007 homologado pelo Ato Administrativo
nº 411/2007 de 28/12/2007 do Núcleo Regional de Educação de Campo
Mourão.
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Além do curso regular e profissionalizante, o Colégio também oferta:
A Sala de Recursos Multifuncional – Tipo I para o Ensino Fundamental do 6°
ao 9° ano, dando atendimento ao Educando com Deficiência Intelectual e
Transtornos Funcionais Específicos, autorizado seu funcionamento através da
Resolução 195/2007 – DOE de 26/02/2007, com seu funcionamento prorrogado
através da Resolução 859/2009 – DOE de 09/06/2009.
O Curso Básico de Língua Espanhola/CELEM, como oferta de atividade
extracurricular e gratuita de ensino de língua estrangeira, destinado a alunos,
professores, funcionários e à comunidade do Colégio, autorizado por meio do
Protocolo nº 9.767.040-4 de 11/03/2008 da Secretaria de Estado da Educação no
colégio
O Programa de Complementação Curricular, como complementação
curricular, buscando dar atendimento aos estudantes em horário contrário ao turno
em que atualmente freqüentam o ensino regular, autorizado pela Resolução
1390/2011
O Programa de Apoio a Aprendizagem, implantado desde 2004, objetivando
atender às defasagens de aprendizagem apresentadas pelos alunos que freqüentam
a 5ª série/6º ano do Ensino Fundamental. Neste segundo semestre de 2011 de
acordo com a Resolução n° 2772/11 e Instrução n° 007/11, foi garantido a abertura
de uma Sala de Apoio à Aprendizagem de Língua Portuguesa e 01 de Matemática
para os alunos da 8ª série/9° ano.
O Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar - SAREH,
praticado a partir de 2008, objetivando o atendimento educacional aos alunos que
estão impossibilitados de freqüentar a escola em virtude de situação de internamento
hospitalar ou tratamento de saúde, permitindo-lhes a continuidade do processo de
escolarização, a inserção ou a reinserção em seu ambiente escolar.
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1.3 Organização da entidade escolar
Atualmente o Colégio funciona nos períodos, matutino, vespertino e noturno
ofertando o Ensino Fundamental (do 6° ao 9°ano), Ensino Médio Regular, o Ensino
Médio, Profissional Subsequente e Celem/Língua Espanhola, com 39 turmas, sendo
19 turmas de Ensino Fundamental, 13 de Ensino Médio diurno, 03 de Ensino Médio
noturno, 01 de Técnico Profissionalizante e 03 de Língua Espanhola/Celem, 01 Sala
de Recursos Multifuncional – Tipo I
e 03 turmas de Apoio a Aprendizagem
totalizando 1105 alunos, distribuídos em 16 salas de aula.
O Colégio conta com 38 (trinta e oito) professores efetivos, 38 (trinta e oito)
professores contratados, 16 (dezesseis) Agentes Educacionais I e 11 (onze) Agentes
Educacionais II e Agente Profissional, sendo que a equipe de Direção Escolar é
composta por 01 Diretor Geral (com 40 horas semanais), 01 Diretor Auxiliar (20
horas) e 05 Professores Pedagogos (20 horas) e 01 Professor Pedagogo (40 horas).
A organização do tempo escolar é efetivada do 6° ao 9° ano no Ensino
Fundamental, 1° ao 3° ano no Ensino Médio e por semestre no Ensino Profissional. A
matriz curricular do Ensino Fundamental e Médio é estruturada por disciplina,
constituído pela Base Nacional Comum e Parte Diversificada. O Ensino
profissionalizante é composto pela Formação Específica e Estágio Supervisionado.
O registro da avaliação da aprendizagem dos alunos é realizado por meio de
notas bimestrais. Desde 2007 o Colégio não proporciona o Regime de Progressão
Parcial no Ensino Médio determinado sua extinção por Assembléia Geral de pais,
professores e funcionários.
As normatizações do Colégio encontram-se inseridas no Regimento Escolar
e Regulamento Interno.
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O Colégio Estadual Unidade Polo é uma instituição educacional inclusiva
aceitando alunos com necessidades educativas especiais. Desde o ano de 2007
passou a atender, com apoio pedagógico e professor devidamente formado e
concursado, no período contra-turno, os alunos avaliados para Sala de Recursos.
Oferta e atende ainda a Sala de Apoio à Aprendizagem, 02 turmas de Língua
Portuguesa e 02 turmas de Matemática, destinada aos alunos do 6° e 7° ano do
Ensino Fundamental, no período matutino e 01 turma de Língua Portuguesa e 01
turma de Matemática no período vespertino para os alunos do 9° ano do Ensino
Fundamental.
Tanto a Sala de Recursos Multifuncional – Tipo I como a Sala de Apoio a
Aprendizagem são programas essenciais para a obtenção de melhores resultados na
aprendizagem.
A formação continuada para os profissionais da educação acontece durante
os Encontros Pedagógicos previstos em calendário escolar estabelecida pela
mantenedora, por meio do Núcleo Regional de Ensino/SEED e quando organizada
pela escola, sobrevém nos momentos de Conselho de Classe, por meio de Projetos
de Grupos de Estudos em consonância com a da Universidade Estadual do Paraná
campus Campo Mourão, nos Grupos de Estudos organizados pelos profissionais da
educação sobre análise de conjuntura internacional, nacional, estadual e municipal,
discussões acerca da carreira e condições de trabalho dos profissionais da educação
e debates sobre a aprendizagem e avaliação do processo de ensino-aprendizagem.
1.4 Espaço Físico
O trabalho pedagógico é realizado contando com:
• Dezesseis salas de aula, com televisão pendrive, sendo três readequadas
(49,30m² cada)
• Dois banheiros (um masculino e um feminino) (37,61m ² cada)
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• Uma sala de multimídia com televisão,vídeo cassete e data show (48,60m ²
)
• Uma sala para Laboratório de Física e Biologia (73,09m ²)
• Uma sala para Laboratório de Química e Ciências (73,09m²)
• Uma sala para Biblioteca (112,88m ²)
• Uma sala para Laboratório de Informática com 74,28m², dispondo de 36
(trinta e seis) computadores, em bom estado para uso, provenientes do
PR Digital e PROINFO.
• Uma cozinha (35,92 m²)
• Um Refeitório utilizado também para palestras, reuniões, comemorações
(203,36m²)
• Um Ginásio de Esportes (1.450m²)
• Um Mini Ginásio de Esportes (780m²)
• Uma Sala de Recursos Multifuncional–Tipo I
e Sala de Apoio à
Aprendizagem (55,09m²).
• Uma sala para a Secretaria (43,05m ²)
• Uma sala para a Direção (13,94m²)
• Uma sala para a Direção Auxiliar e Atendimento Financeiro (12m ²)
• Uma sala para a mecanografia (14,14m²)
• Duas salas para atendimento Pedagógico (17m 2)
• Uma sala para Professores (39,78m2)
• Uma sala para guardar os materiais de Educação Física e Arquivo Morto
(24,21m2)
• Uma sala para o Depósito/Projeto Rádio Polo (3m 2)
• Dois banheiros para professores (um masculino e um feminino) (5m 2 cada)
• Um pátio coberto (171,19m²)
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O Colégio Estadual Unidade Polo conta com uma área aberta de 18.071,00
m2. Nesta área encontra-se o Bosque Robson Paitach (Reserva Ambiental tombada
através do ITCF e Prefeitura Municipal), um espaço destinado a Horta Escolar
contando com 5.874,86m2, uma pista de atletismo/campo de futebol suíço com
2.079m2, a casa do zelador com 56,21m 2, a casa do permissionário com 52,50m² e
ampla área de jardinagem.
No mês de julho de 2010 houve nesta Instituição de Ensino uma importante
reunião para dar início, as obras da reforma de diversas áreas físicas do nosso
espaço escolar, estiveram presentes participando da mesma a Chefia da SEOP,
Núcleo Regional de Educação, Direção do Colégio, Presidente da APMF,
representante da Empresa contratada para executar a obra, o Prefeito do Município e
vários secretários, onde o valor total repassado para a obra ficou contabilizada em
um montante de R$ 484.184,36. No mês de agosto/2010 as reformas se iniciaram,
onde a empresa contratada e outros parceiros realizaram as seguintes melhorias:
• A cozinha foi toda equipada e reformada de acordo com as normas da
Vigilância Sanitária e com o recurso financeiro da APMF, houve a reforma
do imobiliário;
• Central de gás e parte elétrica da cozinha totalmente nova;
• Reforma dos banheiros feminino/masculino e adequação para deficiente
físico ou cadeirante, onde ficaram amplos, arejados e higiênicos podendo
os mesmos serem usados nos períodos de jogos escolares, pois oferecem
toda estrutura necessária.
• Foram colocados dois ventiladores em cada sala de aula, tornando o
ambiente mais arejado;
• Pintura geral e mudança das cores existentes favorecendo a arquitetura
do Colégio;
• Troca de piso e forros;
• E através de um Projeto da Copel todas as luminárias também foram
trocadas.
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A conclusão destas melhorias e reformas ocorreu no início do ano de 2011.
1.5 Caracterização da comunidade escolar
Com o propósito de conhecer a realidade sócio-econômico-cultural e de
subsidiar a elaboração do Projeto Político Pedagógico desta instituição de ensino, no
segundo semestre do ano de 2011, foi realizada uma pesquisa, através de
questionário, com os alunos, abrangendo 20% do total de estudantes que
freqüentam os períodos, matutino, vespertino e noturno, sendo detectada a seguinte
situação descrita abaixo.
Os alunos, em sua grande maioria são solteiros, não tem filhos residem com
os pais e irmãos. Moram em zona urbana, tanto nos bairros que circundam o
estabelecimento de ensino como outros mais distantes. Grande parte moram em
casa própria de alvenaria enquanto que outros a casa é alugada ou financiada, mas
todos tem acesso a energia elétrica, saneamento básico, coleta de lixo, rua calçada e
asfaltada. Todos praticamente tem acesso as novas tecnologias e possuem em casa
os
aparelhos
eletrônicos
básicos
como:
TV,
vídeo,
rádio,
geladeira,
microcomputador e outros, um ou outro não tem um meio de locomoção particular.
As famílias, em um índice de aproximadamente 60%, são compostas de
pais, mães e irmãos, entretanto há de considerar que o restante encontra-se em
outras situações, vivem com mãe e irmãos; com avós, entre outros. A renda mensal
se enquadra de 02 até 05 salários mínimos, sendo duas pessoas trabalhadoras, 80%
dos alunos trabalhadores, que cursam o Ensino Médio, estudam no período noturno
e 15% no período matutino e vespertino.
Em relação ao nível de escolaridade e atividades sócio-culturais da família,
os adultos, numa média de 80%, estão classificados entre Ensino Fundamental
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incompleto, Ensino Fundamental completo e Ensino Médio incompleto, e 20% em
Ensino Superior incompleto, Ensino Superior Completo e Pós-graduação. Quanto ao
lazer eles participam de atividades esportivas, filmes em DVD e outros,
Sobre o comprometimento e envolvimento dos pais com a vida educacional
dos filhos, tem melhorado muito, principalmente a presença deles nas reuniões de
entregas de boletins e também quando o serviço de orientação educacional ou
professor regente solicita sua presença. De acordo com o parecer dos pais que
participam das diversas reuniões que a escola convoca, observamos que os motivos
que os levam a matricular seus filhos neste estabelecimento de ensino são: a
proximidade da residência, a qualidade de ensino, ser uma escola pública e gratuita.
Consideram que o ensino/aprendizagem oferecido é de bom nível e esperam que
seus filhos adquiram conhecimento suficiente para prestarem o vestibular e
ingressarem no Ensino Superior, que sejam preparados para o mundo do trabalho
melhorando assim seu nível de instrução global e a humanização.
As perspectivas que os nossos alunos do Ensino Fundamental apresentam
em relação a está escola é receber um ensino que possa dar-lhes uma boa formação
para cursarem o ensino superior e exercerem uma profissão, possibilitando melhores
condições de vida, independência financeira e autonomia. Eles solicitam a ampliação
de oportunidades para participarem das principais decisões da escola, especialmente
das escolhas de melhorias para o colégio. Os alunos desejam ter uma escola onde
eles tenham o direito de opinar, desenvolver sua autonomia, seu senso crítico e a
cidadania de modo que a apropriação do conhecimento os permitam compreender e
transformar o mundo em que vivem.
Na avaliação dos alunos, o Colégio é composto por uma boa direção e
equipe pedagógica, os professores por sua vez apresentam uma boa metodologia e
domínio de conteúdo. Quanto as iniciativas da escola no que se refere, a biblioteca,
as condições das salas de aula, do laboratório de informática e práticas esportivas
também está bom, a segurança física e emocional no espaço escolar também é boa,
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o respeito que os funcionários e professores tem para com os alunos é excelente,
enquanto que o respeito dos alunos para com os professores está bom mas precisa
melhorar ainda mais. Enfim de modo geral podemos observar que os alunos gostam
da escola, nos intervalos (o recreio) se tornou um momento prazeroso pois através
da Administração da Rádio Escola por alguns alunos que fazem parte do Grêmio
Estudantil, os alunos ouvem músicas, recados e outros. Opinião deles, “podemos
observar que os alunos estão desmotivados, desinteressados, indisciplinados e a
maioria não faz tarefas”. Para sanar estas dificuldades, eles sugerem que os
professores sejam mais rígidos em sala de aula, a fim de acabar com a indisciplina,
possibilitando que todos aprendam. Para tanto, solicitam que seja aplicado aos
alunos indisciplinados medidas previstas no Regimento Escolar Interno. Eles
reconhecem que estão falhando e solicitam mudanças no ensino. De acordo com os
mesmos, o “nosso ensino deve basear-se na solidariedade, amizade e respeito.
Devemos ser cidadãos conscientes dos nossos direitos e deveres e, dentro dessa
comunidade, não podemos deixar de cumprir com nossas tarefas. Essa
transformação depende um pouco de cada um”.
De acordo com o ponto de vista dos alunos, a escola precisa melhorar a
limpeza de todo ambiente escolar para que este se torne mais saudável, os
professores devem procurar desenvolver mais atividades com os alunos fora da sala
de aula; maior número de mesas no refeitório; uniforme completo para as
merendeiras; construção de uma passarela coberta até o ginásio de esportes e
instalação de armários para os materiais dos alunos.
A respeito da participação deles no Projeto Político Pedagógico, os alunos
afirmam que podem participar da elaboração e execução, dando idéias e sugestões,
a fim de melhorar o aprendizado no Colégio, ajudando a transformá-lo em um
ambiente mais organizado, limpo, educativo, respeitado, solidário, com alunos
cuidadosos e estudiosos que elaborem projetos com atividades esportivas e culturais
para incentivar os estudos, a leitura e o bom relacionamento. Querem que a escola
procure melhorar cada vez mais a sua qualidade de ensino.
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De acordo com os alunos do Ensino Fundamental, os Projetos devem
continuar sendo elaborados coletivamente, contemplando a opinião de todos a fim de
melhorar a escola cada vez mais. Para eles, o que falta é a consciência e a
participação de todos na elaboração dos trabalhos. Eles sugerem que além dos já
existentes, devemos implantar os seguintes projetos: curso de canto, de dança,
teatro, artesanato, computação, informativo escolar (jornal), cantinho de leitura na
biblioteca, som ambiente, reforma do refeitório, duchas após a Educação Física,
projetos culturais, olimpíadas em todas as disciplinas, grupos de estudos ampliados
para outras disciplinas, projetos de higiene e boas maneiras, aula de circo, visitas
educativas, banda musical, festas folclóricas.
Os alunos do Ensino Médio esperam receber uma boa educação com ensino
de qualidade, possibilitando adquirir os conhecimentos necessários para o mundo do
trabalho. Para tanto, é importante que tenham acesso a bons materiais didáticos,
palestras sobre emprego e os diversos cursos do ensino superior, materiais
atualizados na biblioteca, oportunidade de estágios em empresas públicas,
informações acerca do acesso a cursos profissionalizantes. Os alunos também
demonstram preocupações em relação ao vestibular. A esse respeito eles sugerem
que os professores apliquem as provas dos vestibulares das universidades da região
para conhecerem como são e que conteúdos exigem.
Os alunos do Ensino Médio também solicitam maior rigidez dos professores
em relação à disciplina. Eles declaram que, “não podemos reclamar dos professores,
pois somos nós os culpados pela bagunça e notas baixas, só que os professores
deveriam ser mais rígidos e nós, mais responsáveis, por exemplo: se um aluno está
fazendo bagunça, o professor deve tirá-lo da sala e lhe aplicar as medidas cabíveis”
(2ª D). Eles exigem e esperam que o Colégio siga a risca o que prevê o Regimento
Interno no que se refere aos alunos indisciplinados.
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De acordo com os alunos do Ensino Médio, os projetos que devemos
implantar são: escolinha de futsal masculino para os alunos mais velhos,
campeonatos esportivos mensais de diversas modalidades, visita a várias
faculdades, aplicação de simulados, cursos de empregabilidade, rodas culturais,
coletivo jovem, grupos de estudos para os alunos do Ensino Fundamental com
monitoria do Ensino Médio.
Quando foram novamente consultados sobre o que se relatou, tanto alunos
do Ensino Fundamental como os do Ensino Médio, decidiram manter o que esperam
da escola e acrescentam ainda o seguinte: que esperam mais responsabilidades dos
professores, evitando faltar, que tenham atenção especial aos alunos com mais
dificuldades, que o sistema de avaliação seja rigoroso e que os pais tenham maior
participação na escola.
1.5.1 Quadro de Profissionais da Educação
Ter um corpo docente, uma equipe pedagógica, uma equipe de apoio enfim
uma estrutura humana administrativa organizada, responsável, comprometida e
acima de tudo que busca sempre desenvolver um ótimo trabalho é o desejo de toda
Instituição Escolar, uma vez que isso é a “alma do negócio, o que faz diferença”. Sob
esse olhar temos que entender que todo profissional ao ocupar qualquer função no
espaço escolar, independente da função ao desenvolver o seu trabalho e interagir
com o educando atuam como mediador de conhecimento, princípios e valores. Essa
interação ou troca faz com que todos os profissionais procurem se capacitar a fim de
melhorarem o desenvolvimento de suas tarefas, para bem melhor atender e entender
a clientela a qual objetiva o nosso trabalho.
Desta forma podemos dizer que o Colégio Estadual Unidade Polo-EFMP é
uma Instituição privilegiada, onde os profissionais que aqui trabalham possuem uma
visão aberta ao conhecimento e mais, tem consciência de que o ser humano vive em
constante processo de construção e aprendizado. Para se ter uma idéia desta
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realidade, de todo o quadro profissional temos somente 3 funcionários com o Ensino
Fundamental completo e apenas 7 com o Ensino Médio da função Agente
Educacional I, porque os demais todos possuem
Ensino Superior e alguns já
concluíram ou estão cursando Especialização. Portanto 16 pessoas compõem o
quadro Agente I, 11 pessoas o quadro Agente Educacional II e Agente Profissional,
38 são Professores Efetivos e 38 Professores em regime de Contrato temporário –
PSS (Processo Seletivo Simplificado), 6 Professores Pedagogos todos com
Especialização, um Professor na Direção e outro na Direção Auxiliar, totalizando
assim 111 pessoas trabalhando com o objetivo de atender bem os nossos alunos
numa visão histórico-crítica transformadora.
2. OBJETIVO GERAL
Organizar o trabalho pedagógico do Colégio Estadual Unidade Polo dentro
dos princípios da igualdade, gratuidade, qualidade, liberdade, gestão democrática e
valorização do magistério, com a finalidade de formar o cidadão participativo,
responsável, compromissado, crítico e criativo na construção de uma sociedade
justa, igualitária e democrática.
2.1 Objetivos específicos
• Definir as ações educativas e as características necessárias para que a
escola cumpra seu papel na formação do cidadão participativo,
responsável, compromissado, crítico e criativo.
• Explicitar claramente o diagnóstico da realidade sócio-econômica e
educacional dos alunos, pais, funcionários, professores e, a partir deste,
definir as ações que nortearão o currículo e as atividades escolares.
• Garantir a permanente reflexão, discussão e busca de soluções acerca
dos problemas da escola, através de reuniões e conferências a serem
definidas no plano de ação.
19
• Propiciar a participação democrática de todos os membros da comunidade
escolar.
• Organizar o trabalho pedagógico de forma que possibilite romper com as
relações competitivas, corporativas e autoritárias.
• Eliminar os efeitos fragmentários da divisão do trabalho no interior da
escola provenientes da hierarquização dos poderes de decisão.
3. PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS DO TRABALHO ESCOLAR
A capacidade do educador de pensar sobre sua prática cotidiana vai além de
enumerar as teorias da educação de acordo com as concepções pedagógicas e de
saber se está sendo construtivista, tradicionalista, idealista ou racionalista. De acordo
com Dermeval Saviani (2000), a Filosofia da Educação não seria outra coisa senão a
reflexão radical, rigorosa e de conjunto sobre os problemas que a realidade
educacional apresenta. Então, uma atitude filosófica na educação, requer a
habilidade de identificar, analisar e buscar soluções para os problemas educacionais.
De acordo com Saviani (2000), a tarefa da Filosofia da Educação é de
oferecer aos educadores um método de reflexão que lhes permitam encarar os
problemas educacionais, penetrando na sua complexidade e encaminhando a
solução de questões, tais como, o conflito entre filosofia de vida e ideologia na
atividade do educador, a relação entre meios e fins da educação, a relação entre
teoria e prática, os condicionamentos da atividade docente, até onde se pode contálos ou superá-los.
Para Antonio Severino (1994), as características específicas da educação,
exigem que o profissional dessa área deva ser formado com solidez e competência
para ter “um rigoroso domínio dos conteúdos científicos e de habilidades técnicas,
uma consistente percepção das relações situacionais dos homens e uma abrangente
sensibilidade às condições antropológicas de sua existência”.
20
Os educadores precisam compreender que consciente ou inconscientemente
toda prática pedagógica está embasada numa teoria, numa filosofia, ou seja, numa
concepção de mundo, de educação e de homem que se pretende formar. Essa deve
ser a primeira definição a ser feita, antes mesmo de se definir quais os objetivos da
educação.
Nossa educação tem sido pautada pelos princípios do silêncio, da
obediência, do autoritarismo, da hierarquia, da passividade, da dissimulação (fingir o
ensinar e o aprender), da omissão, da exclusão, da fraude, da desigualdade. Como
resultado dessa prática espera-se que o aluno seja um cidadão crítico, atuante,
participativo, honesto, solidário, criativo e humano. É a grande contradição se
revelando entre o discurso e o fazer pedagógico.
Os conflitos existem porque os interesses das classes sociais são
divergentes. Uns lutam pela manutenção do status quo, outros querem a
transformação da estrutura social a fim de que se desenvolva maior eqüidade social,
e muitos, por não terem consciência de como se dão as relações de poder na
sociedade, alienam-se. Nesse contexto, para Gadotti, (1988) o papel diário do
educador deve ser crítico e revolucionário: “Seu papel é o de inquietar, incomodar,
perturbar. A função do pedagogo parece ser esta: à contradição (opressor/oprimido,
por exemplo) ele acrescenta a consciência da contradição”.
Essa não é tarefa fácil, mas o educador precisa assumir esse desafio, nessa
sociedade de conflitos, de classes e de interesses, de criar condições necessárias
que fortaleçam o aparecimento de uma nova concepção de homem, materializada
em pessoas conscientes, solidárias, organizadas e capazes de superar o
individualismo. No contexto da dominação política e da exploração econômica
capitalista, o papel do educador revolucionário é o de ser um agente atuante do
discurso contra-hegemônico.
21
Precisamos abrir espaços de comunicação com o nosso aluno, permeada
pelo ato da fala e da escuta. Devemos possibilitar a expressão deste sobre seu
próprio cotidiano, seus sonhos, sua família, seus desejos, seus medos, suas
desilusões, suas alegrias, suas tristezas, suas fantasias, seus conhecimentos. Esta é
a forma de considerá-lo como sujeito de sua história, buscando construir sua
identidade e subjetividade.
De acordo com o pensamento de Libâneo (1994) é através do domínio de
conteúdos científicos, de métodos de estudo e habilidades, e hábitos de raciocínio
científico que os alunos poderão formar consciência crítica face às realidades
sociais. Assim, terão capacidade de assumir no conjunto das lutas sociais, a sua
condição de agentes ativos das transformações sociais e de si próprios.
O papel da escola na sociedade contemporânea exige mudanças na sua
estrutura. Assumindo que nessa mudança, é necessária a adoção de uma nova
abordagem que enseje aos egressos a capacidade de investigação de forma a criar
condições para o processo de educação permanente.
4. PRINCÍPIOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO
A organização do trabalho no Colégio Estadual Unidade Polo está embasada
em princípios que norteiam a escola democrática, pública e gratuita. Estes princípios
são os princípios da igualdade, da qualidade, da gestão democrática, da liberdade e
da valorização do magistério, fundamentados na Constituição Federal de 1988, na
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, (nº 9394/96) e nas Diretrizes
Curriculares Orientadoras para a Educação Básica da Rede Estadual.
A Constituição Federativa do Brasil em seu Artigo 205 garante a educação
como direito de todos e dever do Estado e da família, visando o pleno
22
desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.
O Artigo 206, da Constituição, institucionaliza que o ensino será ministrado, a
todos, com base nos princípios da igualdade de condições para o acesso e
permanência na escola; da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o
pensamento, a arte e o saber; do pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
da gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; da valorização dos
profissionais do ensino; da gestão democrática do ensino público; da garantia de
padrão de qualidade.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, (nº 9394/96), reitera os
princípios anteriormente citados; disciplina a educação escolar, que se desenvolve,
predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias e estabelece que a
educação escolar deva vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.
No Estado do Paraná, as Diretrizes Curriculares Orientadoras para a
Educação Básica da Rede Estadual alvitra uma sociedade justa, onde as
oportunidades sejam iguais para todos. Os sujeitos da Educação Básica, crianças,
jovens e adultos, em geral oriundos das classes assalariadas, urbanas ou rurais, de
diversas regiões e com diferentes origens étnicas e culturais (FRIGOTTO, 2004),
devem ter acesso ao conhecimento produzido pela humanidade que, na escola, é
veiculado pelos conteúdos das disciplinas escolares. A instituição escolar é
especialmente importante para os estudantes das classes menos favorecidas, que
têm nela uma oportunidade, algumas vezes a única, de acesso ao mundo letrado, do
conhecimento científico, da reflexão filosófica e do contato com a arte.
Assim,
atendendo os princípios contidos na Constituição Federal e Lei de Diretrizes e Bases
da Educação, as DCEs do Estado do Paraná prima por uma educação na escola
pública proporcionando o acesso ao conhecimento, onde todos, especialmente os
alunos das classes menos favorecidas, possam ter um projeto de futuro que
vislumbre trabalho, cidadania e uma vida digna.
23
Sendo assim, este Projeto Político Pedagógico está constituído dentro dos
princípios citados, que favorecem o desenvolvimento da capacidade do aluno ao
apropriar-se de conhecimentos científicos, sociais, tecnológicos e artísticos
filosóficos produzidos historicamente e devem ser resultantes de um processo
coletivo de avaliação emancipadora.
5. A REALIDADE EDUCACIONAL
5.1 A realidade do Brasil
A educação encontra-se entre os direitos que devem ser assegurados pelo
Estado, assim como a saúde, a moradia, o transporte, a segurança, o saneamento
básico e o lazer. A maioria da população brasileira não desfruta desses direitos, ou
seja, as políticas públicas sociais não atingem a milhões de cidadãos. Esse quadro é
resultado da excessiva concentração de renda nas mãos de poucos, enquanto a
maioria dos brasileiros vive em condições precárias.
Conforme consta em Paraná (2005), a exclusão social é elevada e isso se
reflete na educação. O índice de analfabetos é altíssimo. De acordo com os dados
do Ministério da Educação e Cultura, 14,9 milhões de brasileiros, com 15 anos ou
mais, são analfabetos; 33 milhões não sabem ler, embora tenham sido formalmente
alfabetizados; 4,3 milhões de crianças entre 04 e 14 anos e 2 milhões de jovens
entre 15 e 17 anos estão fora da escola; 1,3 milhão de crianças, entre 10 e 17 anos,
estão trabalhando ao invés de estudar e 4,8 milhões são obrigados a trabalhar e
estudar ao mesmo tempo; apenas 42% da população com 15 anos ou mais
completam a 8ª série.
Ainda em Paraná (2005), esses números revelam a exclusão de milhões de
brasileiros de seus direitos à educação. As crianças e jovens que não estão fora das
escolas recebem, segundo o MEC, uma educação de baixa qualidade, pois, 59% dos
alunos da 4ª série não sabem ler adequadamente e, 52% não dominam habilidades
24
elementares de Matemática. Dentre os 31 países investigados, o Brasil ficou em
último lugar na média de desempenho em Matemática.
Os dados apresentam-se elevados e alarmantes, “apesar ou com pesar”, das
políticas neoliberais educacionais adotadas no governo federal de Fernando
Henrique Cardoso (1995-2002), quando foi efetivada uma reforma educacional nos
diferentes níveis de ensino, especialmente na educação básica. A referida reforma
compreendeu as mudanças nas Diretrizes e Parâmetros Curriculares Nacionais, na
forma de gestão, na formação de professores, no estabelecimento de sistemas de
avaliação centralizados nos resultados, nos programas de educação à distância, no
programa de distribuição de livros didáticos ao Ensino Fundamental e na forma do
financiamento da educação.
As reformas que se efetivaram no país, durante o período do governo de
Fernando Henrique Cardoso estiveram atreladas aos interesses de agências
multilaterais como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a
UNESCO, que financiam projetos e modelos de soluções dos problemas
educacionais com a finalidade de adequar a educação ao mercado de trabalho.
Os objetivos dessas mudanças na educação não foram apenas de ordem
econômica para enxugar o Estado, reduzir gastos e otimizar os custos. No fundo
destas reformas encontra-se um objetivo estratégico do capitalismo, de modelar um
ser humano cada vez mais individualista e competitivo, a partir da lógica empresarial,
com base nos valores do mercado, ao mesmo tempo em que impossibilita o avanço
das classes populares no acesso ao conhecimento sistematizado.
Entre os efeitos perversos do neoliberalismo temos o aprofundamento do
individualismo, a política do “cada um por si” resolvendo seus problemas, afirmando
que o fracasso é responsabilidade individual. A sociedade brasileira é excludente,
com fortes marcas do neoliberalismo, doutrina na qual predomina o Estado mínimo
na direção da sociedade, deixando ao mercado o controle das relações sociais e
25
econômicas. Nessa sociedade predomina a falta de humanismo, de respeito ao outro
e às instituições sociais, com preconceitos, racismo e altos índices de violência; a
falta de perspectivas, desprovida de valores éticos e morais, com corrupção na
política e desigualdades sócio-econômicas; o imediatismo; a falta de planejamento e
perspectivas futuras. Todo o fracasso da educação pública é interpretado como
problema de cada trabalhador da educação, individualmente, deslocado das
condições materiais e do desmonte do Estado.
A referida reforma educacional priorizou a autonomia do currículo, utilizandose de Parâmetros Curriculares Nacionais, que não contemplaram a diversidade
sócio-cultural brasileira e o desenvolvimento social necessário à população
marginalizada e excluída. As mudanças organizacionais, curriculares e pedagógicas
não atenderam aos objetivos prioritários da escola. Essas políticas educacionais
induziram os Sistemas Estaduais à municipalização do Ensino Fundamental e a
nuclearização das escolas.
Os trabalhadores em educação, organizados em sindicatos, associações e
confederações,
se
posicionaram
contra
essas
reformas
e
contestaram,
incansavelmente, mobilizando e esclarecendo a sociedade civil a esse respeito, mas
as referidas reformas foram implantadas.
5.2 A realidade do Paraná
O Estado do Paraná foi um dos primeiros estados brasileiros a assumirem as
referidas reformas educacionais propostas pelo governo federal de Fernando
Henrique Cardoso. Esse Estado caracteriza-se como um dos mais ricos e
desenvolvidos da Federação, porém tem a concentração de renda nas mãos de
poucos que dominam os meios de produção, gerando exclusão e desigualdades
sociais.
26
O Estado tem sua economia baseada na produção agro-industrial, no
entanto, a concentração da população se dá no meio urbano. Há o predomínio de
grandes propriedades agrícolas de monocultura de soja e trigo para a exportação,
gerando assim, o êxodo rural, o extermínio dos pequenos agricultores e da
diversificação de culturas, gerando desemprego e subemprego no campo. A
utilização de alta tecnologia no plantio e na colheita, com maquinários de última
geração têm dispensado quase que totalmente a mão-de-obra.
Então, as reformas propostas pelo governo federal, determinando que os
municípios se responsabilizassem pelo ensino de 1ª a 4ª séries, influenciou no
processo de aceleração da migração do campo para a cidade. Os municípios não
dispunham de infra-estrutura suficiente para dar suporte a uma educação de
qualidade. O processo de municipalização incluiu como medida administrativa de
economia a nuclearização das escolas. Esse processo descaracterizou as
comunidades e também estimulou a migração da população do campo para a
cidade.
Neste período, o governo Jaime Lerner (1995-2002), implantou medidas de
terceirização na educação pública. Implantou o Paranaeducação, Paranaprevidência,
PROEM (este programa extinguiu cerca de 1080 cursos profissionalizantes das
escolas públicas do Estado), Correção de Fluxo, aumento do número de alunos por
turma, redução da grade curricular, proibição de turmas do Ensino Fundamental no
noturno, alteração do porte das escolas (reduzindo horas do quadro administrativo e
da equipe pedagógica, provocando perdas de empregos), municipalização de ensino,
corte do adicional de difícil acesso, alteração das regras de aposentadoria dos
professores com RDT e Ensino Especial, dentre outras.
As medidas privatizantes efetivadas pelo governo de Jaime Lerner, não
trouxeram benefícios à educação paranaense, pois as avaliações realizadas pelo
SAEB permitem afirmar que muitos alunos do Ensino Fundamental chegam à 5ª
série sem conhecimentos básicos de leitura, escrita e cálculo e, concluem a 8ª série
27
sem adquiri-los. Persistem os altos índices de evasão e repetência, distorção
idade/série, aprendizagem sem qualidade.
Sem investimentos suficientes para corrigir tais deficiências, o governo
estende para o Ensino Médio, a responsabilidade sobre a aprendizagem que deveria
ter sido adquirida no Ensino Fundamental. Além disso, o Ensino Médio,
historicamente, tem tido um caráter de dualidade, no qual a formação técnica
profissional é dissociada da formação humana. A superação desta dicotomia deve
ser um compromisso de políticas públicas para esta modalidade de ensino, que o
Estado deve assumir como obrigatória, ou seja, onde não há formação humana
integral deslocada da formação técnica profissional.
Um dos maiores problemas enfrentados pela educação no Estado do Paraná
é a evasão escolar, principalmente no Ensino Médio. A evasão escolar não é um
fator unicamente educacional, mas social e econômico. Jovens e adolescentes
deixam a escola para trabalhar, não conseguem conciliar o trabalho com os estudos,
chegam cansados, atrasados para as primeiras aulas, não acompanham os
conteúdos e acabam desistindo. A escola não dá conta de resolver esses problemas,
pois eles ganham outras dimensões.
Os problemas da evasão, da reprovação e da educação sem qualidade
social ainda são reflexos da falta de investimentos na educação por um longo
período de tempo. Os governos federais e estaduais deixaram de investir conforme
deveriam na educação (o governo estadual deve investir no mínimo 25% da
arrecadação). Deixaram de investir adequadamente, por longo tempo na carreira, no
salário e na formação inicial e continuada dos profissionais da educação. Não
destinaram verbas suficientes às escolas para que pudessem recuperar e ampliar
suas instalações garantindo uma infra-estrutura adequada para o trabalho
pedagógico de qualidade, e que contemplem adaptações adequadas às pessoas
com necessidades educativas especiais, bem como espaços para atividades
artísticas, esportivas e recreativas.
28
A realidade educacional, até então, precisava imediatamente de mudanças,
pois uma quantidade significativa da população que necessitava da escola pública
recebia educação deficitária, gerada pela rotatividade de professores nas escolas;
pelo despreparo de muitos professores que assumiam aulas que não estão dentro de
sua área de formação; pelo acúmulo de carga horária (excesso de aulas semanais 60 horas/aula) dos professores; pela ausência de formação continuada eficiente
tanto dos professores quanto dos funcionários; pela falta de um regime diferenciado
de trabalho com dedicação exclusiva; pela falta de um plano de carreira adequado
para os funcionários com perspectivas de progressão na carreira. Agravando esses
problemas, estão as estruturas físicas e as instalações inadequadas das escolas
com bibliotecas desatualizadas e acervo bibliográfico insuficiente, falta de material
didático pedagógico para o trabalho dos professores e laboratórios de Química,
Física, Biologia e Informática.
O Governo Requião (2003-2006) iniciou um processo de transformação na
educação pública paranaense que está sendo reconhecida no Brasil. Visando
melhorar a qualidade do ensino, implantou o livro didático gratuito, o portal Dia-a-dia
Educação visando um modelo de aprendizagem colaborativa e como parte do
processo de formação continuada dos professores com o projeto Folhas, o Grupo de
Trabalho em Rede e os Objetos de Aprendizagem Colaborativa; o Programa Paraná
Digital que contempla 40 mil computadores e toda a rede escolar interligada com
Internet de fibra ótica ou via satélite; a TV Paulo Freire, o plano de cargos e salários,
concurso público, o retorno da Educação Física e do Ensino Fundamental no período
noturno, a ampliação da carga horária do noturno de 20 para 25 horas-aula
semanais, a implantação da hora atividade remunerada ao professor, a construção
de novos colégios e salas de aula, o Programa Paraná Alfabetizado, a volta do
ensino profissionalizante, as Salas de Apoio e de Recursos. A Lei 15.228/06 Instituiu a obrigatoriedade das disciplinas de filosofia e sociologia na grade curricular
do ensino médio. Criou-se também o PDE – Programa de Desenvolvimento
29
Educacional, com ações na modalidade de educação à distância que visam à
interação entre professores.
Reeleito para o período (2007-2010) o governo Requião realizou um novo
concurso público e anunciou o aumento de verbas para a educação. O PEC
(Proposta de Emenda Constitucional) - ampliam de 25% para 30% os recursos para
a educação pública. Algumas escolas receberam recursos para reformas e foi
implantada a TV Multimídia, projeto de televisores de 29 polegadas, com entrada
para cartão de memória e pendrive para todas as salas de aula da rede estadual,
com curso e orientação de uso direcionada a todos os profissionais da educação. No
mesmo período, foi doado aos professores da rede, um pendrive, abrindo
oportunidades de uso de recursos tecnológicos como forma pedagógica.
No ano de 2011, com o início do governo Beto Richa observamos mais
mudanças já no segundo semestre, dentre elas a continuidade da implantação do
Ensino Fundamental de 9 anos, que de acordo com a Resolução n° 7/2010CNE/CEB, fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental,
onde de acordo com a Instrução n° 008/2011 – SUED/SEED, determina que a partir
de 2012 todas as instituições do Sistema Estadual de Ensino com oferta do Ensino
Fundamental das séries/anos finais de 5ª à 8ª série, devem, a partir de 2012,
implantar o 6º ao 9° ano do Ensino Fundamental. Outra mudança que também
ocorreu foi a abertura automática de 01 Sala de Apoio à Aprendizagem de Língua
Portuguesa e 01 de Matemática para os alunos matriculados no 9° ano/8ª série de
acordo com a instrução n° 007/2011-SUED/SEED.
Outra mudança ocorrida foi a autorização, com base no princípio
constitucional da isonomia, que a jornada de trabalho do professor pedagogo e do
professor readaptado de função, em exercício no estabelecimento de ensino, passe
a ser cumprida por hora aula, de acordo com a Instrução Normativa n° 02/2011 –
GRHS/SEED, onde não podemos esquecer de dizer que esta conquista foi
30
decorrente de uma luta de vários anos da classe sindical dos profissionais da
educação – APP.
5.3 A realidade do município de Campo Mourão
O município de Campo Mourão está situado numa região economicamente
privilegiada, conta com uma agricultura desenvolvida, excelente estrutura urbana,
boa posição geográfica, possuindo um dos maiores entroncamentos rodoviários do
sul do país. No entanto, é um município cuja população sofre pela ausência de
políticas sociais e com o predomínio do monopólio da agricultura. O latifúndio e a
mecanização do campo têm expulsado os trabalhadores para a cidade. Esses
trabalhadores não estão preparados para a vida urbana e, desempregados, passam
a viverem marginalizados.
As escolas estaduais e municipais recebem, em sua maioria, alunos
advindos de meios sociais precários, crianças desnutridas, carentes de afetividade,
com problemas psicológicos, sem recursos financeiros para adquirir os materiais
escolares. Esses alunos encontram uma escola igualmente sem estrutura física e
financeira para atendê-los com qualidade. Enfim, todos os problemas que ocorrem
no país e no Estado, são encontrados em Campo Mourão. Nessa cidade, o Ensino
Fundamental do 1° ao 5° ano é ofertado pela rede municipal em 22 estabelecimentos
de ensino, sendo que 05 destas escolas atendem de 1° ao 9° ano. O Ensino Médio
público é ofertado em 14 escolas da rede estadual e em 01 da rede federal.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, os índices de
reprovação na rede municipal são mais elevados no 2°ano/1ªsérie e no
6°ano/5ªsérie. No 2° ano/1ªsérie constata-se que a falta de contato com materiais
escritos em casa dificulta a aprendizagem. Na escola, alguns fatores contribuem para
a retenção do aluno como, a metodologia, a forma de avaliar, o número excessivo de
alunos na sala de aula, dentre outros.
31
Em relação ao 6°ano/5ªsérie, entre os fatores que levam à reprovação
segundo a Secretaria Municipal de Educação está a fragmentação entre o 5°ano/4ª
série e o 6°ano/5ª série, a falta de interesse e a indisciplina dos alunos, o não
comprometimento e acompanhamento da família, o número excessivo de alunos por
sala de aula, a metodologia, a avaliação e as condições de trabalho dos professores.
No Ensino Médio, constata-se que as causas mais freqüentes de reprovação
e evasão escolar são a gravidez na adolescência, a falta de interesse, a dificuldade
de conciliar o trabalho com os estudos, a falta de estímulo da família, a metodologia
adotada pelas escolas e a avaliação.
A realidade educacional no município de Campo Mourão precisa ser
melhorada, ainda é grande a falta de estrutura das escolas, salas com excessivo
número de alunos, bibliotecas defasadas, falta de funcionários e outros fatores que
levam à evasão e reprovação dos alunos.
5.4 A realidade do Colégio Estadual Unidade Polo
O Colégio Estadual Unidade Polo localiza-se no limite entre o centro e os
bairros em seu entorno. A escola não apresenta grande distinção entre os três
períodos, ou seja, nos períodos matutino, vespertino e noturno, estão matriculados
alunos provenientes de famílias com nível sócio-econômico de classe média e baixa.
De acordo com o Relatório Final Anual de 2007, 2008, 2009 e 2010, ao
compararmos os índices de reprovação entre um ano e outro, podemos observar que
no período de 2008 a reprovação atingiu índices elevados em comparação a 2007 e
2009, sendo que no ano de 2009 a diminuição foi significativa em relação ao item
reprovação. Corroborando as informações, no Ensino Fundamental, em 2007,
ocorreram 14% de reprovação, sendo que 2008 a reprova atingiu um índice de 24%,
em 2010 o índice mostra um avanço positivo para diminuir a reprovação, pois de
19% referente a 2009 baixou para 17%. No Ensino Médio, as estatísticas mostram o
32
seguinte resultado: 2007 incidiu em 10%, 2008 em 12%, 2009 em 9% e em 2010 o
índice aumentou para 16%, enquanto que a Educação Profissional obteve um índice
de reprovação de 12%.
No quesito evasão, observa-se que o índice no Ensino Fundamental nos
anos de 2007, 2008 e 2009 não ultrapassou a 2% e no ano de 2010 ocorreu 0,5% de
abandono. No Ensino Médio, período diurno e noturno, em 2008 e 2009, com 12%
de abandono, superaram o ano de 2007 com índice de 10%, mas que no ano de
2010 voltou a diminuir novamente para 10%.
A evasão e a reprovação preocupam a comunidade escolar. Enquanto
escola sabemos, que é preciso avançar muito para alcançar os objetivos propostos
nesse Projeto Político Pedagógico, mas também temos consciência que essas
mudanças não ocorrem do dia para noite, mas e sim fruto de uma gestão
democrática e participativa capaz de envolver aluno/família/escola, embasada em
compromisso, seriedade e ética para que assim ocorram diversas quebra de
paradigma. Sabemos que muitos fatores interferem no processo de ensinoaprendizagem e serão explicitados no decorrer dos textos que sucederão a este.
Temos a convicção que o desafio é grande, mas a escola continuará desenvolvendo
o Projeto contra a evasão e reprovação escolar, em andamento desde 2004, e todas
as ações estão, principalmente, voltadas à redução dos índices de reprovados e
evadidos dessa instituição escolar.
6. ANÁLISE DAS CONTRADIÇÕES E CONFLITOS PRESENTES NA PRÁTICA
PEDAGÓGICA DOCENTE: APONTANDO CAMINHOS
No Brasil, a política educacional que se diz comprometida com a
universalização da escola pública com qualidade social ainda não superou o
processo de exclusão do sistema educacional como a reprovação, evasão, gestão
autoritária, avaliação quantitativa, aceleração de estudos, prédios ruins, salas de
33
aulas superlotadas, iluminação inadequada, carência de recursos didáticos, a não
aplicação do piso salarial nacional e falta de condições de trabalho adequadas para
os trabalhadores em educação.
Vivemos numa sociedade em crise, marcada pelo capitalismo que move
nossos jovens pelo imediatismo e hedonismo, que expressam valores de consumo
fácil, do pouco esforço físico e intelectual. Neste contexto, a escola deve fazer um
esforço no sentido de aproximar o ensino-aprendizagem da metodologia da
mediação dialética no sentido de desvelar o mundo, problematizá-lo do ponto de
vista ético, político e econômico e assim repensar sua função sócio-histórica.
Nas décadas de 80 e 90, com o avanço do neoliberalismo, a educação
pública se pautou pela lógica da mercantilização. As questões pedagógicas tomaram
outro rumo, pois, o currículo passou a ser visto como um rol de competências e
habilidades voltadas para o mercado de trabalho, através de parâmetros curriculares
vagos e imprecisos sem o compromisso com a transformação da sociedade e com
os trabalhadores. Temas essenciais da educação foram abandonados, entre eles, os
debates acerca dos trabalhadores em educação como intelectuais, a organização da
escola de maneira coletiva e solidária, a gestão democrática, o significado e a função
do conhecimento trabalhado na escola, entre outros.
Desvelar uma sociedade injusta implica em explicitar as condições de
trabalho, de salário e a intrínseca relação entre o pedagógico, o político e o
econômico. A realidade da escola pública brasileira, ainda é permeada por muitas
contradições. Nela lutamos, indagamos anunciando um mundo com melhores
perspectivas.
Para reorganizar a escola pública e repensar o currículo é preciso colocar na
pauta de nossas reflexões as mudanças econômicas, sociais, culturais, científicas e
políticas, vivenciadas nas últimas décadas no mundo. Novos problemas exigem
novas respostas. Porém, antes disso é necessário discutir e estabelecer que
34
relações nós, educadores, aspiramos ou ao menos apontar outras formas de
relações nessa comunidade escolar. Afirmamos que “na base de todas as relações
humanas, determinando e condicionando a vida, está o trabalho, uma atividade
intencional que envolve formas de organização, objetivando a produção dos bens
necessários à vida humana” e que precisam ser distribuídos para toda sociedade na
mesma proporção
Ao estabelecer as relações em nossa comunidade escolar, devemos estar
atentos à construção de um currículo que interrogue a realidade e que nos permita
ser interrogados pela sociedade. Devemos estabelecer sempre o aspecto público da
escola, tornar as relações mais democráticas permanentemente, mostrando que a
educação não é mercadoria, não pode ser vendida. É um direito da sociedade.
O trabalho e o emprego estão na base da produção, da criação de riqueza e
bem estar e se ligam às decisões sobre o quê e como produzir e como organizar a
reprodução da vida humana. Isso implica em olhar para o conjunto das necessidades
da população, em particular ao trabalho e emprego, para avançar na construção de
uma sociedade com igualdade. Alertar que a economia está voltada para os mega
projetos que beneficiam as transnacionais, os banqueiros e o agronegócio. É preciso
compreender a política econômica do país para intervir nos seus rumos.
Na sociedade de mercado, dominada pela busca incansável do lucro, há um
predomínio das empresas transnacionais que vão destruindo os sistemas locais de
produção, circulação e venda dos produtos. Enfrentar essa realidade para melhorar
as condições da classe trabalhadora é fundamental.
O programa Fome Zero atua a partir de 04 eixos articuladores: acesso aos
alimentos, fortalecimento da agricultura familiar, geração de renda e articulação,
mobilização e controle social. O programa Bolsa Família 1 é considerado o carro
1
Programa Bolsa Família (PBF) é um programa brasileiro de transferência direta de renda, destinado às famílias
em situação de pobreza, com renda per capta de R$ 70,00 de até R$ 140,00 mensais, que associa à transferência
do benefício financeiro o acesso aos direitos básicos: saúde, alimentação, educação e assistência social.
35
chefe do programa Fome Zero. Neste colégio, dos 1173 alunos matriculados em
2010, 35 alunos participam deste programa.
Outra mudança ocorrida no Brasil nos anos 90 deve-se a distribuição de
renda do trabalho das mulheres. De acordo com o ultimo censo do IBGE, a média de
salários aumentou de 28,7% em termos reais de 1889 e 1999. Corroborando estes
dados e conforme a Síntese dos Indicadores Sociais 2007², elaborada na maior parte
com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o número de
mulheres que são indicadas como a pessoa de referência da família aumentou
consideravelmente entre 1996 e 2006, correspondendo a uma variação de 79%,
enquanto, neste mesmo período, o número de homens “chefes” de família aumentou
apenas 25%. Em relação à “chefia” feminina, observou-se que as maiores
proporções de mulheres que se declaravam como pessoa de referência da família
estava nos grupos etários de 25 a 39 anos e de 60 anos ou mais de idade, cada
grupo correspondendo a 26,7%. Estas, no entanto, possuem rendimentos médios
menores aos dos homens.
Ainda, devido à necessidade da mulher ingressar-se no mercado de trabalho,
verifica-se que as mesmas estão cada vez mais em busca de escolarização.
Segundo o Pnad, houve um aumento considerável das mulheres em relação aos
estudos. Em 1996, entre as pessoas que freqüentavam estabelecimentos de ensino
superior, 55,3% eram mulheres, passando para 57,5%, em 2006. Nota-se que os
homens estão perdendo espaço no processo de escolarização, pelo menos, no que
tange a taxa de escolarização superior.
Estes resultados têm sugerido novas
discussões e estudos sobre políticas para a continuação do processo de melhora do
padrão de distribuição de renda no país. As atuais linhas de pesquisa enfatizam,
sobretudo, a importância da educação para reduzir a desigualdade de renda.
² IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2006. Síntese de Indicadores Sociais – 2007
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=987&id_pagina=1
Acesso em 04 nov.2010.
36
A melhora no padrão de distribuição de renda do trabalho aconteceu
paralelamente a uma aceleração da taxa de crescimento do número médio de anos
de estudo da população. A média de anos de estudo aumentou de 4,55 em 1989
para 5,75 em 1999. Este fato ilustra a importância da educação para a distribuição de
renda do trabalho. Em 1999 quase 40% da população empregada receberam menos
de 03 salários mínimos por mês, enquanto os 1,6% mais ricos receberam mais de 20
salários mínimos. Além disso, 40,6% da população não tiveram renda.
Durante as últimas 04 décadas a concentração de renda no Brasil se
manteve praticamente inalterada, oscilando entre as 10 últimas posições do mundo.
O primeiro avanço significativo para melhora da desigualdade econômica no país
ocorreu em 2004, com o programa Bolsa Família do governo Lula. A taxa de
crescimento de renda per capta para os mais pobres foi de 14,1%, enquanto a renda
per capta média cresceu 3,6% no mesmo período.
A distribuição de renda no Brasil é tão desigual que “a metade pobre da
população brasileira ganha em soma quase o mesmo valor (12,5% da renda nacional
) que os 1% mais ricos (13,3%).
A afirmação da diversidade e a exigência da abolição das diferentes formas
de opressão - de gênero, de raça, de geração, de liberdade sexual, contra as
pessoas com necessidades educacionais especiais – têm sido eixos de lutas dos
movimentos sociais, bem como a preocupação com as questões ambientais e a
exigência da participação popular, através de Fóruns, Conselhos e da constituição de
Redes Solidárias de colaboração, de produção e de consumo que inauguram uma
nova economia. O sistema capitalista reage de várias maneiras, com guerras,
massacres étnicos, imposições econômicas e com a mídia cooptada, causando
prejuízo à informação e à autonomia da classe trabalhadora. É preciso criar novas
alternativas através das redes virtuais de relacionamento para enfrentamento das
imposições ideológicas da grande mídia.
37
Após a árdua tarefa para reverter às políticas neoliberais de oito anos de
mando (1995 a 2002), o atual governo ao longo desses 08 anos (2003 a 2010)
retomou a reconstrução da escola pública e vem implantando algumas políticas
educacionais assumidas, após discussão coletiva, com os profissionais da educação.
Essas políticas visam avançar na direção de uma escola que não separe
instrução de educação. Como dizia Gramsci, uma Escola Unitária, uma escola que
não separe o pensar do fazer, uma escola que instaure nossas relações entre
trabalho intelectual e trabalho manual, que seja um espaço de formação humana
pautada no acesso ao conhecimento como condição fundamental para a
transformação da sociedade.
A escola pública que queremos tem que ser conquistada e construída por
todos. O desafio que nos cabe é o de construir coletiva e democraticamente esta
escola. Acreditamos que este é o caminho, além da luta constante, devemos nos
pautar pela formação continuada, discussão, análise, debate e proposições da
escola que queremos, com a comunidade, com professores, funcionários, pais e
alunos.
O governo tem a obrigação de investir recursos para financiar as políticas
educacionais de formação continuada para todos os trabalhadores em educação.
Essa deve fazer parte de uma política de qualificação profissional, com qualidade do
ponto de vista pedagógico, ético, político e técnico. Para isso é preciso transformar
em políticas públicas os atuais programas de formação continuada com investimento
na capacitação docente e dos demais trabalhadores em educação. Os profissionais
da educação devem estar inseridos no processo de construção do Plano Estadual de
Educação, enquanto sujeitos do fazer político-pedagógico.
Em relação à gestão democrática na educação, entendemos que ela é, antes
de tudo, um processo onde todos os que participam são representantes dos
segmentos sociais que formam a comunidade escolar. Sua forma de ação acontece
38
através de mecanismos como o Conselho Escolar, Associação de Pais, Mestres e
Funcionários, a elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola, bem como a
eleição direta para diretores dos estabelecimentos de ensino.
A realização de eleição direta para a direção da escola garante a sua
autonomia pedagógica, além de cumprir um dispositivo constitucional. A Constituição
Estadual, em seu artigo 178, inciso VII, garante a “gestão democrática e colegiada
das instituições de ensino mantidas pelo Poder Público estadual, adotando-se
sistema eletivo, direto e secreto, na escolha dos dirigentes, na forma da lei”.
Portanto, esse processo deve ser plural, democrático e representativo. Sendo assim,
alguns indicadores são fundamentais na construção da gestão democrática, como a
autonomia, a representatividade social e a formação da cidadania. A autonomia é
entendida aqui como a autonomia pedagógica necessária para a comunidade escolar
elaborar o seu Projeto Político Pedagógico, escolher diretamente seus dirigentes e, a
escola ter como instância máxima, o Conselho Escolar pensando na administração
da educação sempre à luz da natureza do trabalho pedagógico, buscando sua
universalização, enquanto acesso de todos e, sua universalidade, enquanto
conhecimento.
Em Paraná (2008), a escola é por princípio, o local do conhecimento
produzido, reelaborado e sociabilizado dialeticamente, sempre na busca de novas
sínteses,
construídas
na
e
com
a
realidade.
Os
Desafios
Educacionais
Contemporâneos trazem em foco as influências que as múltiplas determinações, o
ambiente, as culturas e as diversas interferências do processo educacional causam
nelas próprias e em seu entorno. Tais desafios trazem as inquietudes humanas, as
relações sociais, econômicas, políticas e culturais levando-os a avaliar os
enfrentamentos que devemos fazer.
Esta nova demanda faz parte de nossa realidade e constam neste Projeto
Político Pedagógico visando à inserção dos temas a serem trabalhados de forma
científica, associado quando possível, ao conteúdo das diferentes disciplinas, não
39
estando fragmentado e nem desvinculado das DCEs do Estado do Paraná. Neste
aspecto, as questões que envolvem os Desafios Educacionais Contemporâneos:
prevenção ao uso indevido de drogas; educando para as relações étnico-raciais;
enfrentamento à violência na escola e educação ambiental, são pertinentes e
necessárias no trabalho escolar.
Propomos um estudo acerca das questões sociais mundiais e locais, numa
perspectiva crítica, sócio-histórica, política, econômica e pedagógica. Com o intuito
de fornecer subsídios teórico-metodológicos referentes a tais demandas. Serão
utilizados como material de apoio os Cadernos Temáticos produzidos pela SEED,
Coordenação dos Desafios Educacionais Contemporâneos.
Ainda no prisma de desafios da chamada revolução de paradigmas do
processo de ensino-aprendizagem de nossa época é a educação inclusiva. O
sistema educacional contemporâneo tem realizado uma busca por respostas para as
discussões sobre o processo inclusivo iniciado na década de l990, com o objetivo de
proporcionar a equidade de oportunidades às pessoas com necessidades
educacionais especiais, atendendo ao dispositivo da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional – LDBEN - nº 9394/96, em seu Art. 58, que preconiza que a
Educação Especial é uma modalidade de ensino que deve ser oferecida,
preferencialmente na rede regular de ensino.
A inclusão implica em valorizar as peculiaridades de cada aluno, atendendo
a todos na escola com equidade, incorporando a diversidade, sem nenhum tipo de
distinção. Cabe dizer que, em Paraná (2010), p 10), [...] equidade de oportunidades
“não significa um modo igual de educar a todos, mas uma forma de garantir os
apoios e serviços especializados para que cada um aprenda, resguardando-se suas
singularidades”. Esse processo, a inclusão, necessita de ações eficazes que
garantam os desenvolvimentos intelectual, social, afetivo e profissional do alunado a
qual se destina.
40
Neste sentido entende-se que devem ser atendidas todas as condições
necessárias para que possa ser concretizada esta modalidade de ensino, para os
educando com necessidades especiais. O compromisso do Estado deve ser na
manutenção de um modelo público de educação especial, em todas as modalidades,
como educação precoce, iniciação profissional, habilitação e qualificação para o
trabalho, ensino médio e superior.
É fundamental a efetivação de políticas educacionais que incluam, de forma
adequada, humana e com dignidade, as crianças e adolescentes com necessidades
educacionais especiais. As pessoas com necessidades especiais de aprendizagem
ou de locomoção têm direito ao acesso à educação de qualidade, de forma que sua
singularidade seja respeitada, superando toda forma de preconceitos e limitações
estruturais e de recursos humanos para recebê-las com qualidade.
Lutamos pela garantia ao acesso e permanência dos alunos com
necessidades educativas
especiais
nas
escolas comuns
e
especializadas,
prioritariamente públicas. Mas não podemos admitir que estas pessoas sejam
matriculadas aleatoriamente nas escolas sem antes serem tomadas medidas que
afirmem seus direitos de forma digna.
Torna-se então primordial, proporcionar aos alunos atividades que lhes
permitam demonstrar seu conhecimento prévio, desenvolvendo-o gradativamente
para o conhecimento científico e com este, interagir socialmente.
Neste contexto, a escola possui alunos com Transtorno Déficit de Atenção,
Hiperatividade (TDAH) e Deficiência Intelectual (DI), ou seja, alunos com
Necessidades Educativas Especiais (NEE) que estão inseridos em salas de aula do
Ensino Regular, por vezes em turmas numerosas, fator este que interfere no
aprendizado pleno.
41
Também fazem parte do corpo discente, alunos com repetência, evasão e
problemas sócio-emocionais dificultando o atendimento, por parte dos professores,
para uma aprendizagem qualitativa.
Para sanar as defasagens de aprendizagem a escola oferece a Sala de
Apoio à Aprendizagem (SAA) aos alunos do 6° ano/5ª série, nas disciplinas de
Língua Portuguesa e Matemática, em duas turmas distintas; a Sala de Recursos
Multifuncional – Tipo I, com professores especializados, atendendo alunos do 6° ao
9° ano, com Deficiência Intelectual (DI), Transtornos Funcionais Específicos (TFE); e
o SAREH - Serviço de Atendimento a Rede de Escolarização Hospitalar-,
proporcionando
também
o
Atendimento
Domiciliar
aos
alunos
do
Ensino
Fundamental e Médio.
Num processo interventivo, em meio a tais diversidades, o professor da Sala
de Recursos e Serviço de Apoio à Aprendizagem interage com os demais docentes
da sala do ensino regular que buscam desenvolver um trabalho com metodologias
diferenciadas a fim de atender as dificuldades apresentadas pelos alunos.
O professor da Sala de Recursos, buscando um elo no tripé escola, família e
serviço especializado, tem apresentado grandes êxitos com os alunos inseridos no
programa.
O governo deve investir recursos financeiros para a formação continuada
dos profissionais da educação para que os alunos com necessidades educativas
especiais possam ser educados com qualidade. Para tanto, conforme APP-Sindicato
(2001), é necessário realizar a adequação curricular, a destinação de recursos
financeiros para a adequação de instalações físicas apropriadas, como a remoção de
barreiras arquitetônicas e outras adaptações que se fizerem prementes; a aquisição
de material especializado às diferentes deficiências com qualidade e em quantidade
aceitável, como acervo bibliográfico, videoteca, equipamentos, materiais específicos
com impressoras em Braille, acervo bibliográfico em Braille, fitoteca, grupo de
42
ledores voluntários ou bolsistas, intérpretes para LIBRAS - Língua Brasileira de
Sinais.
Os investimentos financeiros do governo do Estado não podem se restringir
ao espaço escolar. O governo deve investir no transporte adequado aos educando
com necessidades educativas especiais, nas equipes interdisciplinares e de saúde,
na avaliação diagnóstica, na relação adequada ao número de alunos por professor e
garantir o atendimento domiciliar à educando, em casos graves, quando não
puderem se locomover até a instituição escolar.
Outro tema que se apresenta como desafiador para o debate são as relações
étnico-raciais. O Brasil é um país rico em diversidade étnica e cultural, é um país
plural em sua identidade, contudo ao longo da nossa história o preconceito e as
relações de discriminação e exclusão social impedem muitos brasileiros da vivência
plena de sua cidadania.
A SEED, desde 2007, instituiu o Departamento da Diversidade –
NEREA, que discute e define as políticas para o atendimento a todos os
sujeitos que historicamente encontram-se excluídos do processo de
escolarização e/ou da pauta das políticas educacionais. Destacamos na
Educação do Campo, os moradores e trabalhadores do campo, agricultores
familiares e trabalhadores rurais temporários; na Educação das Relações
Étnico-Raciais e Cultura Afro-brasileira, Africana e Nativa, a população de
negros (as), étnico-raciais e índios; a Alfabetização de Jovens e Adultos
trabalhando com os jovens, adultos e idosos analfabetos; na educação de
Gênero e Diversidade Sexual, referindo-se as relações afetivo-sexuais de
indivíduos ou grupos, tais como lésbicas, gays, bissexuais, travestis e
transexuais.
43
Na sociedade brasileira, a superação da discriminação, é o grande desafio
da escola. Sendo assim, é necessário conhecer e reconhecer a riqueza apresentada
pela diversidade étnico-cultural que compõe o patrimônio sócio, cultural e econômico
brasileiro, valorizando a trajetória particular dos grupos sociais.
É
imprescindível
tratar
da
diversidade
cultural,
reconhecendo-a
e
valorizando-a, sendo que para superar as discriminações é necessário atuar sobre
um dos mecanismos de exclusão, ainda que insuficiente, para se caminhar na
direção de uma sociedade mais democrática. É um imperativo do trabalho docente a
construção da cidadania, uma vez que tanto a desvalorização cultural, quanto a
discriminação são entraves à plenitude da cidadania de todos, portanto da própria
nação.
A Lei 10.639, assinada em 09 de janeiro de 2003 pelo Presidente da
República Luis Inácio Lula da Silva e o Ministro da Educação Cristóvan Buarque,
alterou dispositivos da LDB (Lei nº 9394/96) e tornou obrigatório o ensino da temática
História e Cultura Afro-brasileira e Africana nos estabelecimentos de ensino da
Educação Básica do país. Em 10 de março de 2004, o Conselho Nacional de
Educação aprovou o parecer 003/2004, instituindo as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais para o Ensino de História e
Cultura Afro-brasileira e Africana. A temática deve ser trabalhada no âmbito de todo
o currículo escolar em todas as disciplinas.
Nesse panorama de inclusão social além da Lei nº 10.639/01 tem sido
amplamente discutido e inserido como componente curricular de caráter obrigatório
nas instituições escolares o cumprimento da Lei Nº 13.381/01 que torna obrigatório
no Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública Estadual os conteúdos de História
do Paraná, e da Lei Nº 11.645/08 que inclui no currículo oficial a obrigatoriedade do
ensino da História e cultura dos povos indígenas do Brasil.
44
A Lei 10.639/03, Lei Nº 13.381/01 e a Lei Nº 11.645/08 somam-se à luta pela
implementação de políticas afirmativas para a superação do quadro de exclusão
produzido pela estrutura do racismo e de classe presentes na sociedade brasileira. A
prática dessa lei, embora esteja em vigor no papel, é um desafio constante. Faz-se
necessário que ao implantar a lei, o poder público e nós educadores, desenvolvamos
práticas pedagógicas no interior da escola que promovam a igualdade das
diversidades.
Atendendo as Leis que amparam e preceituam as Diversidades, desde 2003,
consiste como prática desta instituição de ensino o trabalho educacional direcionado
a Educação Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e
Africana. Em 2007 foi constituída a equipe multidisciplinar que orienta e encaminha a
práticas pedagógicas no interior da escola promovendo a igualdade e o respeito à
heterogeneidade étnico-racial, visando à transformação social.
A temática Sexualidade que discute questões de gênero, doenças
sexualmente transmissíveis, educação sexual, entre outros temas correlatos, tem
sido um tema constante difundido na mídia, por meio das novelas, dos cinemas, da
publicidade, dos programas de auditório para jovens, das revistas voltadas para o
público adolescente, o que nos chama a responsabilidade da discussão do tema, na
perspectiva dos direitos humanos constituídos e fundamentados na Constituição da
República Federativa do Brasil quando diz, sobretudo, que um dos objetivos
fundamentais é “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo,
cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” (Art. 3º, IV)
A educação deve ser também um espaço de cidadania e de respeito aos
direitos humanos, o que tem levado o currículo a discutir o tema da inclusão de
grupos minoritários. Entre estes grupos estão os grupos de gênero representados
pelo grupo LGBTT - lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
45
No Brasil, há muitos estudos sobre a exclusão de mulheres, porém poucos
estudos educacionais acerca do tema da diversidade sexual. Essa ausência na
educação, provavelmente, tem como causa a predominância de proposição
essencial e excludente nos conceitos utilizados para pensar identidades sexuais e de
gênero.
E ainda, sobre o respeito à livre orientação sexual, recentemente a
aprovação de alguns documentos oficiais contribuiu para o fortalecimento das
discussões acerca dos direitos sexuais da população LGBTT, entre eles, o Decreto
nº. 5.397, de 22 de março de 2005, que dispõe sobre a composição, a competência e
o funcionamento do Conselho Nacional de Combate à Discriminação – CNCD, o qual
compete propor, acompanhar e avaliar as políticas públicas afirmativas de promoção
da igualdade e da proteção dos direitos de indivíduos e grupos sociais e étnicos
afetados por discriminação racial e demais formas de violência.
Esse conselho é composto além de órgãos ministeriais, por representantes
de entidades e organizações não-governamentais das populações negra, indígena e
do segmento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBTT.
No Estado do Paraná, a Lei nº 11.733, de 28 de maio de 1997, que autoriza
o poder executivo a implantar campanhas sobre Educação Sexual a serem
veiculadas nos estabelecimentos de Ensino Estadual que ofertam o Ensino
Fundamental e Médio do Estado do Paraná dão amparo legal e abertura à prática de
uma Educação Sexual na escola.
É imprescindível refletir no contexto escolar sobre as questões de gênero e
diversidade sexual, a fim de promover uma educação democrática e inclusiva, sem
preconceitos nem discriminações, desconstruindo padrões estereotipados que geram
a exclusão social. O trabalho de esclarecimento visa contribuir na promoção da
equidade de gênero sexual e no enfrentamento ao sexismo e homofobia, bem como
promover a defesa dos direitos sexuais.
46
Desta forma conforme os Pareceres CP/CEE n° 01/09, n° 04/09 do Ministério
Público do Paraná e a Instrução Conjunta n° 02/10-SEED/SUED/DAE estabelecem
que o nome social é o nome pelo qual travestis e transexuais femininos ou
masculinos se reconhecem e preferem ser chamados, ficou definido que a partir do
ano de 2010, toda a Rede Pública de Ensino do Paraná deveria incluir o nome social
do aluno e/ou aluna travesti ou transexual, maior de 18 anos, que queira, por escrito
através de declaração esta inserção, nos documentos escolares internos, tais como:
espelho do Livro Registro de Classe, Edital de Nota e Boletim Escolar. Os
documentos escolares oficiais deverão permanecer inalterados enquanto que a
referida declaração deverá ser arquivada na pasta individual do aluno e/ou aluna.
Pensar em educação de forma ampla é abarcar a população do campo. Nos
dias atuais há necessidade de refletir sobre as políticas públicas que vem sendo
desenvolvidas em torno da valorização do homem do campo e de suas
especificidades, tendo em vista que o aluno advindo da zona rural não difere
amplamente daquele residente na zona urbana. A função primeira da escola é
incentivar, valorizar e procurar demonstrar ao aluno do campo a importância do
trabalho agrícola para o bom andamento de um país.
Nesse sentido a escola deve adaptar-se ao artigo 28 da LDB, que prevê,
entre outros, conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais
necessidades e interesses dos alunos da zona rural. Tal adaptação faz-se
necessária, uma vez que o aluno poderá construir conhecimentos concretos sobre o
manejo e produção, e assim utilizá-los na construção de formas diversificadas de
trabalhos dentro do campo, podendo obter renda justa desse local e adquirir forças
para continuar a habilitar e cuidar da zona rural.
Sendo
assim,
este
estabelecimento
de
ensino
busca
valorizar
o
conhecimento dos diferentes sujeitos da aprendizagem. Considera que o
desenvolvimento das pessoas é construído não só por meio dos diferentes
47
processos formativos, mas valoriza a escolarização inicial e continuada, resgatando
ao mesmo tempo nas áreas educativas as questões específicas de cada grupo,
principalmente no respeito ao ambiente como forma de assegurar as condições do
desenvolvimento sustentável.
Da mesma forma, as questões ambientais em discussão no mundo hoje, nos
apontam que é necessário cuidar da natureza. A educação ambiental torna-se aliada
na compreensão de que a sociedade e a natureza interagem. Para tanto, a Agenda
21 Escolar, documento que prevê iniciativas e ações de todos os setores sociais,
inclusive os desta escola, contribui nesse trabalho educativo de consciência
ambiental.
A Agenda 21 é composta pela Agenda Global, Brasileira, Estadual, Local,
resultando dessa estrutura, a proposta para a elaboração da Agenda Escolar. A
escola tem influência efetiva, não apenas dentro dos seus muros, nos momentos
formais, mas em toda a comunidade formada pelos respectivos familiares e
moradores de seu entorno.
As atividades referentes à Agenda 21 Escolar devem ser desenvolvidas no
coletivo a partir de discussões e elaboração de ações necessárias para o
desenvolvimento do projeto abordando o tema definido, buscando conscientizar a
comunidade escolar na busca de soluções visando uma melhor qualidade de vida,
onde a participação de todos é fundamental para um resultado positivo.
Somos trabalhadores e construímos a educação de nosso Estado. Nossa
ferramenta de trabalho deve ser o conhecimento científico, filosófico, artístico,
político e tecnológico. Sabemos que através dele é possível contribuirmos para a
transformação da sociedade. Estamos motivados a construir uma educação em que
o lucro não seja a medida de todas as coisas. O que nos move são a vida humana
em sua integridade cultural, ética, política e social.
48
Em 2010 foi autorizado o funcionamento do Curso de Educação Profissional
Técnico de Nível Médio em Serviços de Restaurante e Bar, Eixo Tecnológico:
Hospitalidade e Lazer. Aprovado em 09/02/2010, Processo nº 505/09 Câmara de
Educação Básica, com 800 Horas/aulas, mais 50 horas de estágio profissional
supervisionado. O regime de matrícula é semestral, com duração mínima de 01 (um)
ano e máximo de 05 (cinco) anos.
O curso profissionalizante Técnico em Serviços de Restaurante e Bar, cuja
modalidade é subsequente ao Ensino Médio foi visto como necessário, em virtude de
que é uma área que exige do profissional, conhecimentos específicos para trabalhar
eficientemente. A oferta do curso veio consolidar o fortalecimento das políticas
públicas educacionais implantadas pela Secretaria de Estado da Educação para os
cursos de Educação Profissional em nosso município.
Abrange alunos cuja terminalidade é recente e outros que se formaram há
anos. O eixo definidor está centrado nos processos produtivos e sociais que regem e
são regidos por princípios científicos, políticos e tecnológicos determinados pelo
mundo da produção e organização social capitalista.
O técnico em serviços de Restaurante e Bar vem ao encontro da
necessidade da formação do técnico numa perspectiva de totalidade e constitui-se
numa atividade com crescente exigência de qualificação. Assim ao concluir o curso
deverá compreender, tomar decisões e propor soluções relativas aos serviços de
Restaurante e Bar, atendimento aos clientes em todos os aspectos. Controlar e
avaliar o processo de organização, higiene e manipulação dos alimentos em mesas e
bandejas, depósitos e cozinha do local de trabalho. Desempenhar com qualidade
todos os serviços correlatos à função do garçom, comunicando-se com eloqüência,
seguindo as regras de etiqueta e privilegiando a boa relação com a equipe e os
clientes.
7. CONCEPÇÕES QUE NORTEIAM AS PRÁTICAS ESCOLARES
49
O marco conceitual do Projeto Político Pedagógico busca expressar as
concepções de criança, de homem, sociedade, trabalho, educação, cultura, ciência e
tecnologia. Os conceitos aqui expressos definem as visões do coletivo da escola,
definidos em reuniões e baseados em teorias progressistas, “partindo de uma análise
crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente as finalidades sócio-políticas
da educação” (SILVA, 2010). De acordo com as discussões realizadas entre os
segmentos da comunidade escolar verificou-se a preferência pela tendência
progressista crítico-social, que valorize os conteúdos científicos, questionando assim,
o modelo hegemônico vigente.
Antes de mais nada precisamos entender como se dá o desenvolvimento da
criança e que criança é esta que estamos recebendo, afinal é por volta dos dez a
doze anos de idade que recebemos esta criança, fase em que ocorre a transição, ou
seja, deixa de ser criança e passa ser adolescente, muitas mudanças começam a
ocorrer tanto no aspecto corpo físico, quanto no aspecto emocional e também quanto
a suas responsabilidades escolares, no que tange número de professores, novas
disciplinas e conteúdos.Portanto ao recebermos esta criança precisamos entender os
moldes em que ela foi educada e quais as teorias que nortearam suas primeiras
experiências de ensino aprendizagem, uma vez que sem este conhecimento não
podemos dar sequência ou até mesmo pensar que homem queremos formar. Desta
forma de acordo com a concepção de Piaget a criança se desenvolve e por isso
aprende, já para Vygotsky a criança aprende por isso se desenvolve.
Assim enquanto Piaget enfatiza os fatores internos no processo de
desenvolvimento do sujeito, como maturação e a equilibração, Vygotsky enfatiza os
fatores externos, onde o desenvolvimento humano pode ser dividido em físico (corpo
), desenvolvimento pessoal (personalidade), desenvolvimento social (relacionamento
com os outros) e desenvolvimento cognitivo (pensamento). Ainda na concepção de
Vygotsky, a criança nasce inserida em um meio social e cultural, sendo ela criadora e
recriadora da cultura, é na interação que a criança tem com os outros que ocorre as
50
primeiras relações com a linguagem e a abstração do pensamento se inicia na pré
adolescência com a elaboração dos seus conhecimentos sobre os objetos em um
processo mediado pelo outro, de modo subjetivo marcado por condições culturais,
sociais e históricas. Desta forma podemos observar que as duas teorias nos mostra
que o desenvolvimento da criança ocorre de maneiras diferentes mas que juntas se
completam, assim entendendo como se dá o desenvolvimento da criança e como
ocorre seu processo de aprendizagem conseguiremos avançar e até transpor os
obstáculos que hoje encontramos nos espaços escolares.
Para que isso ocorra também é necessário termos um olhar crítico e reflexivo
sobre a nossa interação com essas crianças e que principalmente sobre os rumos
que nossa sociedade está se direcionando e os valores que estão sendo
construídos, uma vez que hoje vemos crianças se tornando adultos precocemente
para atender o consumismo e os mitos impostos pela mídia. Sem contar no excesso
de informações que estas crianças recebem bem como a concentração no global,
dificultando assim sua atenção nas particularidades. Outro fator é a não aceitação de
limites impostos pelos pais e pela escola, assim como o uso abusivo da internet e a
perda de parâmetro de valores e moral. Mesmo com este cenário não podemos
deixar de considerar que a criança é um sujeito social que esta em transformação,
que transforma e é transformada, cria e recria culturas. Assim precisamos respeitar o
seu desenvolvimento levando em consideração o objetivo de que homem queremos
formar.
Nesta perspectiva, na concepção de homem entendemos que ele é um ser
natural e histórico-social. Para sobreviver o homem precisa relacionar-se com a
natureza, pois dela provêm condições que lhe permitem perpetuar-se enquanto
espécie. Na busca das condições para a sua sobrevivência, o ser humano atua sobre
a natureza transformando-a segundo suas necessidades e para além delas. Nesse
processo de transformação, ele envolve múltiplas relações em determinado momento
histórico, acumulando experiências, e em decorrência, produz conhecimentos que
são transmitidos de geração a geração por meio da educação e da cultura.
51
Ao alterar a natureza, o homem altera a si mesmo. A interação homemnatureza é um processo permanente, de mútua transformação e se constitui no
processo de produção da existência humana. Sua ação é intencional e planejada,
mediada pelo trabalho, produzindo bens materiais e não-materiais que são
apropriados de diferentes formas pela humanidade. Ao alterar a natureza, o homem
provoca desequilíbrios que afetam toda a biodiversidade.
O processo de produção da existência humana é um processo social, sendo
assim, o ser humano não vive isoladamente, ao contrário, depende de outros para
sobreviver. Existe interdependência dos seres humanos em todas as formas da
atividade humana, sejam quais forem suas necessidades, desde a produção de bens
até a elaboração de conhecimentos, costumes, valores. Essas necessidades são
criadas, atendidas e transformadas a partir da organização e do estabelecimento de
relações entre os homens.
Na base de todas as relações humanas, determinando e condicionando a
vida, está o trabalho, uma atividade intencional que envolve formas de organização,
objetivando a produção dos bens necessários à vida humana. Essa organização
implica uma dada maneira de dividir o trabalho necessário à sociedade, ao mesmo
tempo em que o condiciona. A forma de dividir e organizar o trabalho determina
também a relação entre os homens na organização política e social, sobretudo
quanto à propriedade dos instrumentos e materiais utilizados e à apropriação do
produto do trabalho.
Nesta perspectiva, é preciso entender o trabalho como ação intencional, do
homem em suas relações sociais, dentro da sociedade capitalista, na produção de
bens. Assim, é preciso compreender que o trabalho não acontece de forma tranqüila,
já que está impregnado de relações de poder.
52
O desenvolvimento do homem e de sua história não depende de um único
fator. Seu desenvolvimento ocorre a partir do suprimento de suas necessidades
materiais, da forma de se relacionar para satisfazê-las e de produzir e reproduzir as
idéias. Nesse processo do desenvolvimento humano multi-determinado, que envolve
inter-relações e interferências recíprocas entre idéias e condições materiais, a base
econômica é o determinante fundamental.
A sociedade em que vivemos estrutura-se em classes, com diferentes
ideologias, histórias e culturas. Uma sociedade capitalista, na qual a maioria dos
indivíduos não tem acesso ao desenvolvimento, tendo poucas oportunidades sobre a
ação social. Esta sociedade passou a viver profundas transformações causadas,
especialmente, pelas enormes inovações que começaram a surgir, tais como as
novas tecnologias. O acesso a essa nova sociedade de informações propiciaram que
mudanças monumentais acontecessem na sociedade em geral, entretanto, questões
de suma importância permaneceram intactas, como o aumento desenfreado do
desemprego que se cristalizou mundialmente e o número de pessoas que vivem bem
abaixo do nível de pobreza. Além disso, avolumou-se a instabilidade emocional da
maioria da população devido ao temor que tomou conta dos indivíduos de se
tornarem também excluídos e de sofrerem perda ou redução do poder aquisitivo.
As condições econômicas em uma sociedade baseada na propriedade
privada resultam em grupos com interesses conflitantes, com possibilidades
diferentes no interior da sociedade, ou seja, resultam num conflito entre classes. Em
qualquer sociedade onde existem relações que envolvem interesses antagônicos, as
idéias refletem essas diferenças e as que predominam são aquelas que representam
os interesses do grupo dominante. Há a necessidade de se produzir idéias que
representem a realidade de vista de outro grupo que reflita a possibilidade de
transformação que está presente na própria sociedade.
Segundo Dermeval Saviani (1992), o entendimento do modo como funciona
a sociedade não pode se limitar às aparências. É necessário compreender as leis
53
que regem o desenvolvimento da sociedade. Estas leis não são naturais, mas sim
históricas, ou seja, são leis que se constituem historicamente.
Para a sociedade que queremos, faz-se necessário efetivar ações que
contribuam para o pleno desenvolvimento dos cidadãos, construindo uma sociedade
mais esclarecida, que tenha conhecimento do seu processo histórico-cultural e
compreenda que as relações que ocorrem entre os indivíduos não são naturais, mas
sim construídas historicamente. Uma sociedade que busca construir oportunidades
de participação efetiva de todos os indivíduos que a compõem, que combata o
individualismo, conformismo, enfim, que valorize o ser e não o ter.
Dentre as idéias que o homem produz, parte delas constitui o conhecimento
referente ao mundo. O conhecimento humano, em suas diferentes formas, senso
comum, científico, tecnológico, filosófico, estético, exprime as condições materiais de
um dado momento histórico.
O conhecimento é construído através das relações culturais, sociais,
econômicas e de poder de trabalho dos homens. Esse conhecimento é influenciado
pelo modo de produção, gerando uma concepção de homem, ideologia, cultura e
sociedade.
Como uma das formas de conhecimento produzido pelo homem no
decorrer da sua história, a ciência é determinada pelas necessidades materiais do
homem ao mesmo tempo em que nelas interfere.
A ciência caracteriza-se pela necessidade do homem de explicar, através de
métodos, os fatos observados, de forma sistematizada. É a tentativa de o homem
entender e explicar racionalmente a natureza, buscando formular leis que, em última
instância, permitam a atuação humana.
Tanto o processo de construção de conhecimento científico quanto seu
produto reflete o desenvolvimento e a ruptura ocorridos nos diferentes momentos da
história. Em outras palavras, os antagonismos presentes em cada modo de produção
54
e as transformações de um modo de produção a outro, são transpostos para as
idéias científicas elaboradas pelo homem.
No decorrer da história, a ciência está sempre presente para reproduzir ou
transformar. Na sociedade capitalista, o conhecimento científico é produzido de
forma desigual, estando a serviço de interesses políticos, econômicos e sociais da
classe dominante, não atingindo a totalidade da população.
O conhecimento acadêmico é fruto de disputas políticas. Portanto, estudar a
produção científica de cada área é conhecer não apenas o que está sendo
produzido, mas quais são as principais discussões e disputas que se processam no
espaço acadêmico e compreender sua historicidade, ou seja, porque estas questões
estão sendo postas neste momento histórico e qual o contexto em que surgem. A
ciência não é neutra; ela é produzida em torno de discordâncias e disputas.
O conhecimento acadêmico é transformado em conhecimento escolar ao
adentrar a escola, adquirindo objetivos próprios. A incorporação dos avanços da
ciência e da tecnologia aos programas escolares deve passar pelo estudo do caráter
histórico da produção do conhecimento. Cabe à escola socializar e, possibilitar a
apropriação deste conhecimento pelo educando, representantes da classe
trabalhadora, permitindo aos mesmos, reconhecer e defender seus interesses.
Pretendemos uma educação voltada para a transformação social, sendo
essa,
libertadora,
crítica
e
humanitária,
oportunizando
ao
educando
um
conhecimento científico, político e cultural, visando formar um cidadão crítico e
consciente de seus direitos e deveres, preparado para a vida. Um indivíduo capaz de
interagir com o outro e com o meio ambiente de forma equilibrada.
A escola tem a função social de garantir o acesso de todos aos saberes
científicos produzidos pela humanidade e permitir que os estudantes desvelem a
55
realidade. Esse processo é indispensável para que não apenas conheçam e saibam
o mundo em que vivem, mas com isso saibam nele atuar e transformá-lo.
Deve proporcionar um conhecimento dinâmico com liberdade na troca de
experiências, que busque inovações, procurando sair das atividades rotineiras,
instigando o aluno a ousar, por em prática o conhecimento científico mediado pela
escola, adquirindo senso crítico e autonomia para tomada de decisões. O
conhecimento é percebido quando há manifestação de mudança de atitudes e
comportamentos, na prática social. Portanto, o conhecimento mediador, num
processo ação-reflexão-ação simultaneamente, possibilitando a transformação
social.
A educação é uma prática social, uma atividade específica dos homens
situando-os dentro da história. Ela não muda o mundo, mas o mundo pode ser
mudado pela sua ação na sociedade e nas suas relações de trabalho. De acordo
com SAVIANI (1992), a ”educação é um fenômeno próprio dos seres humanos, o
que significa afirmar que ela é, ao mesmo tempo, uma experiência do e para o
processo de trabalho, bem como é ela própria, um processo de trabalho”.
Ao mesmo tempo em que se tornam visíveis as manifestações e expressões
culturais de grupos dominados, observam-se o predomínio de formas culturais
produzidas e veiculadas pelos meios de comunicação de massa, nas quais
aparecem de forma destacadas as produções culturais em sua dimensão material e
não-material da classe dominante.
Toda a organização curricular, por sua natureza e especificidade precisa
contemplar várias dimensões da ação humana, entre elas a concepção de cultura.
Na escola, em sua prática há a necessidade da consciência de tais diversidades
culturais, especialmente da sua função de trabalhar as culturas populares de forma a
levá-las à produção de uma cultura erudita, como afirma SAVIANI (1995), “a
mediação da escola, instituição especializada para operar a passagem do saber
56
espontâneo ao saber sistematizado, da cultura popular à cultura erudita; assume um
papel político fundamental”.
Respeitando a diversidade cultural e valorizando a cultura popular e erudita,
cabe à escola aproveitar essa diversidade existente para conhecer e vivenciar o
multiculturalismo, que vise à transformação do ser humano, da sociedade e do
mundo. Não existe uma cultura inferior ou superior a outra, o que temos é uma
diversidade cultural que precisa ser aceita, valorizada, respeitada e reconhecida
como parte do ser humano.
No contexto educacional, a tecnologia deve ser entendida como uma
ferramenta sofisticada e alternativa, pois a mesma pode contribuir para o aumento
das desigualdades, ou para a inserção social se vista como uma forma de
estabelecer mediações entre o aluno e o conhecimento em todas as áreas. É
necessário continuar lutando pela escolarização como um bem público, contra a
domesticação política, contribuindo para que a educação em geral e o currículo, em
particular, se constitua numa efetiva base para que os menos favorecidos
transformem sua concepção de poder.
Ter no currículo, uma concepção de educação tecnológica não será
suficiente para o acesso de todos à escola. Sem que haja uma vontade e ação
política possibilitando investimentos para que esses recursos tecnológicos,
elementares e sofisticados, existam e possam contribuir para o desenvolvimento do
pensar. Os recursos tecnológicos podem estabelecer relações entre o conhecimento
científico, tecnológico e histórico-social, não será possível que o indivíduo passe a
pensar sobre a realidade em que se encontra, tornando-se um cidadão consciente.
A cidadania requer uma atitude de independência, que o indivíduo adquire
quando passa a pensar sobre a realidade em que se encontra. Nessa dinâmica do
pensar, a escola e os profissionais que nela se encontram inseridos exercem um
papel fundamental.
57
De acordo com Leonardo Boff, “cidadania é um processo histórico-social que
capacita a massa humana a forjar condições de consciência, de organização e de
elaboração de um projeto e de práticas no sentido de deixar de ser massa e de
passar a ser povo, como sujeito histórico, plasmador de seu próprio destino” (BOFF,
2000, p. 51). Sendo assim, a formatação da cidadania acontecerá quando o indivíduo
conseguir sair do conformismo em que se encontra, onde o poder público assume
um papel paternalista/assistencialista e o indivíduo o papel de dependência desse
sistema. Para atingir o objetivo de construir uma escola democrática, igualitária,
participativa, formativa e crítica, é necessária a concepção de uma cidadania plena e
consciente dos direitos e deveres atribuídos a todas as pessoas.
8. CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO
Concebemos a avaliação, conforme Paraná (2010), no materialismo histórico
dialético, entendendo que a concepção de homem é a de ser histórico, produtor de
sua existência, transcendência da natureza e, portanto, livre no sentido de agir
intencionalmente de modo a construir possibilidades não previstas, não naturais,
optar por uma coisa ou outra, decidir entre o que é bom e o que não é. Desse modo
a avaliação no contexto escolar não é um processo isolado, mas está
intrinsecamente ligada aos objetivos da escola e dos cursos, é a analise da prática
pedagógica de todos os envolvidos, com o objetivo de corrigir rumos e repensar
situações para que a aprendizagem ocorra. Ao avaliar a aprendizagem dos alunos
também se avalia a prática dos professores, a gestão e o currículo escolar, bem
como o próprio sistema de ensino como um todo.
A avaliação da aprendizagem deve centrar-se na forma como o aluno
aprende, sem descuidar da qualidade do saber.
A aprendizagem se dá numa
construção pessoal do sujeito que aprende influenciada tanto pelas características
pessoais quanto pelo contexto social. Com tal abrangência, a avaliação é contínua e
formativa, na perspectiva do desenvolvimento integral do aluno, com objetivo de
58
detectar e prevenir os problemas identificados, estabelecendo um diagnóstico correto
para cada aluno e identificando as possíveis causas de seus fracassos ou
dificuldades, visando uma maior qualificação da aprendizagem, promovendo a
participação efetiva do professor nesse processo.
A avaliação deve configurar-se como uma prática de investigação do
processo educacional e como meio de transformação da realidade escolar partindo
da observação, da análise, de reflexão crítica sobre a realidade/contexto. Esse
processo exige o envolvimento, o comprometimento e a responsabilidade de todos
no processo de avaliação, onde estabelecem as necessidades, prioridades e as
propostas de ação para os processos de ensino e de aprendizagem, na construção
de uma educação transformadora, cidadã e responsável socialmente. De acordo com
Cipriano Luckesi, “a prática da avaliação nas pedagogias preocupadas com a
transformação deverá estar atenta aos modos de superação do autoritarismo e ao
estabelecimento da autonomia do educando, pois o novo modelo social exige a
participação democrática de todos”. (LUCKESI, 2002, p. 32).
A avaliação democrática é aquela que não exclui o educando, mas o inclui
no círculo da aprendizagem. É o diagnóstico que permite a decisão de direcionar ou
redirecionar o processo de ensino e aprendizagem. Para que a avaliação diagnóstica
seja possível, é preciso compreendê-la e realizá-la comprometida com uma
concepção pedagógica. Sendo essa preocupada com a perspectiva de que o
educando deverá apropriar-se criticamente do conhecimento.
Pensar em mudanças na prática avaliativa é partir para novos rumos, inovar
o ensino-aprendizagem, pensar na forma que ensinamos a quem ensinamos e
porque ensinamos para chegar ao e como avaliar, quem avaliar e para que avaliar.
Nesta perspectiva, a avaliação serve para verificar a apropriação do
conhecimento por parte do aluno. O ensino, aprendizagem e a avaliação não são
momentos separados, acontecem de forma contínua em interação permanente. Os
59
objetivos devem ser bem claros e os conteúdos selecionados pelo seu grau de
importância para a vida do aluno. A avaliação deve ser parte integrante do processo
de aprendizagem, deve ser incorporada às atividades normais da sala de aula,
envolvendo os alunos no processo chamado de auto-avaliação, a fim de que possam
refletir sobre como e o quanto aprenderam.
A avaliação não se limita apenas na etapa final de uma determinada prática.
Ela deve estar sempre presente, indicando o caminho a seguir. Quando se constata
que o aluno não aprendeu o que foi ensinado, o professor deve rever os programas,
retificá-los, repensar a metodologia, descobrir falhas no processo, buscar outros
caminhos, lançar novas indagações e, partir para novas práticas em busca de
melhores resultados. Mudar a avaliação não é tarefa simples e fácil, porém é
imprescindível.
Para transformar a prática avaliativa, é necessário questionar a educação
desde suas concepções, seus fundamentos, sua organização, suas normas
burocráticas. Isso implica em mudanças conceituais, redefinição de conteúdos, das
funções docentes e discentes, entre outros. A transformação da avaliação abre
caminhos para a construção de novas possibilidades e de novas questões. É mais
um meio para fazer avançar o processo de ensino-aprendizagem, garantindo a
qualidade social do ensino. Sendo assim, é necessário pensar em conjunto,
envolvendo todos os interessados para propor uma reestruturação interna da escola,
quanto a sua forma de avaliar e se efetivar a aprendizagem. Para Celso
Vasconcellos, “os educadores devem se comprometer com o processo de
transformação da realidade, alimentando um novo projeto comum de escola e
sociedade” (VASCONCELLOS, 1994, p. 85). Assim, o educador estará consciente
que seu trabalho servirá para construir uma sociedade mais humana e mais justa,
onde o direito do saber não pertence só a uma determinada classe de pessoas.
Com base nos preceitos já elencados o Colégio adota a avaliação dentro das
disposições orientadas como regras comuns ao Ensino Fundamental e Médio,
60
previstas na LDB 9394/96, Art. 24, Inciso V e Deliberação nº 007/99, e de acordo
com as DCES de cada disciplina, sendo contínua, cumulativa, processual e
diagnóstica, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos.
Ainda no aspecto avaliação, deve-se dar relevância a Recuperação de
Estudos, direito dos alunos, independentemente do nível de apropriação dos
conhecimentos básicos, e dar-se-á de forma permanente e concomitante ao
processo ensino-aprendizagem.
Buscam-se processos de recuperação de estudos, porque os processos de
ensino e aprendizagem não foram completamente efetivados. De acordo com
Vasconcellos (2003, p.82) a recuperação de Estudos consiste na retomada de
conteúdos durante o processo de ensino e aprendizagem, permitindo que todos os
alunos tenham oportunidades de apropriar-se do conhecimento historicamente
acumulado, por meio de metodologia diversificada e participativa.
9. PRINCÍPIOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA
A participação do cidadão e o exercício de sua cidadania no campo
educacional e, mais especificamente, na gestão da escola, estão ligados a um
processo mais amplo de extensão da cidadania social à cidadania educacional. A
cultura democrática cria-se com a prática democrática. Os princípios e as regras
dessa prática, embora ligados à natureza universal dos valores democráticos, têm
uma especificidade intrínseca à natureza da escola e ao projeto pedagógico de cada
escola, a qual não é democrática só por sua prática administrativa, ela torna-se
democrática por toda sua ação pedagógica, essencialmente educativa.
A escola precisa ser concebida não como uma organização burocrática, mas
como instância de articulação de projetos pedagógicos partilhados pela direção,
funcionários, professores, pais, alunos e comunidade, onde todos os envolvidos são
61
considerados cidadãos e atores participantes de um processo coletivo de fazer
educação.
Participação significa a intervenção dos profissionais da educação e dos
demais seguimentos que fazem parte do contexto escolar. Há dois sentidos de
participação articulados entre si. No primeiro sentido, a participação é ingrediente
dos próprios objetivos da escola e da educação. A escola é lugar de aprender
conhecimentos, desenvolver capacidades intelectuais, sociais, afetivas, éticas e
estéticas. Mas é também lugar de formação de competências para a participação na
vida social, econômica e cultural. No segundo sentido, por canais de participação da
comunidade, a escola deixa de ser uma redoma, um lugar fechado e separado da
realidade, para conquistar o status de uma comunidade educativa que interage com
a sociedade civil. Vivendo a prática da participação nos órgãos deliberativos da
escola, os pais, os professores, os funcionários, os alunos, vão aprendendo a
sentirem-se responsáveis pelas decisões que afetam num âmbito mais amplo da
sociedade.
Alguns princípios básicos da organização e gestão democrática são:
• Autonomia das escolas e da comunidade
• Relação orgânica entre a direção e a participação dos membros da equipe
escolar.
• Envolvimento da comunidade no processo escolar.
• Planejamento coletivo das tarefas.
• A formação continuada para o desenvolvimento pessoal e profissional dos
integrantes da comunidade escolar.
• O processo de tomada de decisões deve basear-se em informações
concretas, analisando cada problema em seus múltiplos aspectos e na
ampla democratização das informações.
• Avaliação compartilhada.
• Relações humanas produtivas e criativas na busca de objetivos comuns.
62
De acordo com o Regimento Escolar do Colégio Estadual Unidade Polo –
Ensino Fundamental, Médio e Profissional, a Gestão Escolar é o processo que rege
o funcionamento da escola, compreendendo a tomada de decisões conjuntas no
planejamento, execução, acompanhamento e avaliação das questões administrativas
e pedagógicas, envolvendo a participação de toda a comunidade escolar.
A estrutura organizacional do Colégio Estadual Unidade Polo é composta de:
Conselho Escolar; Direção: Direção e Direção Auxiliar; Pedagógico: Professor
Pedagogo, Corpo Docente, Conselho de Classe e Biblioteca; Administrativa: Agente
Educacional I e Agente Educacional II e Biblioteca; Órgãos Complementares:
Associação de Pais, Mestres e Funcionários e Grêmio Estudantil.
O Conselho Escolar, a Associação de Pais, Mestres e Funcionários e Grêmio
Estudantil são regidas por Estatutos próprios. A comunidade escolar é o conjunto
constituído pelos profissionais da educação, alunos, pais ou responsáveis e
funcionários que protagonizam a ação educativa do estabelecimento. Sendo assim, a
Gestão Escolar, como decorrência do princípio constitucional da democracia e
colegialidade, tem como órgão máximo de direção o Conselho Escolar.
10. OPERACIONALIZAÇÃO DA GESTÃO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
10.1 O papel específico dos segmentos da comunidade escolar
10.1.1 Direção
A Direção é o órgão decisório executivo e co-responsável que supervisiona,
coordena e fiscaliza todas as atividades administrativas e pedagógicas da instituição
de ensino. Ela deve assegurar a fidelidade dos princípios educacionais do
estabelecimento de ensino em sua práxis educativa, zelando, prioritariamente, pela
qualidade dos serviços educacionais e do ensino praticado na escola.
63
A função da Direção é de congregar e dinamizar todas as forças vivas da
comunidade educativa e canalizá-las rumo a objetivos educacionais visando uma
qualidade de ensino, procurando integrar todos os organismos da estrutura
administrativa e pedagógica assegurando a unidade de pensamento e de ação.
É responsabilidade da Direção, representar o estabelecimento de ensino, em
caráter oficial, perante as autoridades do poder público e junto às instituições
culturais, profissionais, associativas, sindicais e outras; fazer cumprir as leis e
determinações legais dos órgãos competentes; acompanhar e avaliar o desempenho
profissional dos funcionários e professores; administrar verbas; cuidar e zelar pelo
patrimônio da instituição de ensino.
A Direção deve fazer cumprir as determinações legais da SEED e NRE,
procurando promover o bem estar dos profissionais que atuam na instituição de
ensino, exercendo as demais atribuições inerentes ao cargo.
10.1.2 Direção Auxiliar
É o órgão responsável pelo comando e assessoramento das atividades
técnico-administrativas em cada turno de funcionamento, zelando pela manutenção
da organização, de tal forma que permita o controle imediato das ocorrências.
Compete ainda à Direção Auxiliar, assessorar a Direção na determinação de normas
gerais de organização e funcionamento do estabelecimento; prestar esclarecimento
aos professores, funcionários, pais e alunos sobre determinações diversas
emanadas da Direção, quando for solicitado; assessorar a Direção na seleção de
mecanismos adequados para o acompanhamento e controle das atividades
realizadas na escola; assessorar a Direção no provimento dos recursos humanos,
físicos, materiais e financeiros para o colégio; manter atualizada a coletânea de
legislação de ensino, emanada dos órgãos competentes; orientar o pessoal
administrativo em exercício na escola; comunicar à Direção, as providências
64
adotadas na solução de problemas surgidos; atender às solicitações da Direção,
relativas a assuntos de sua competência; substituir o Diretor em suas faltas ou
impedimentos.
10.1.3 Corpo Docente
O corpo docente é constituído por profissionais que têm a função de ensinar.
Esta prática implica uma reflexão sobre o que, como e por que se ensina. Assim,
envolve competência profissional, a necessidade de estudo e pesquisa permanente
e, o compromisso ético e político com a sociedade e com a escola pública.
O profissional docente tem a responsabilidade de elaborar o Projeto Político
Pedagógico junto com a comunidade escolar na qual atua, bem como elaborar e
cumprir o seu plano de trabalho em conformidade com o mesmo. O docente deve
estabelecer uma relação afetiva, ética e política com o educando. Sendo sua
responsabilidade a formação do cidadão solidário, participativo, ético, responsável,
crítico e criativo, capaz de exercer sua cidadania, fazendo parte de uma sociedade
mais justa e igualitária.
O professor tem a incumbência de zelar pela aprendizagem dos seus alunos,
estabelecerem estratégias de recuperação aos que apresentam menor rendimento,
revendo conteúdos, mudando metodologias, buscando alternativas de ensinar e
aprender. O professor deve cuidar para que não haja discriminação de cor, raça,
sexo, religião e classe social, resguardando sempre o respeito humano ao aluno.
O
docente
deve
detectar,
através
do
acompanhamento
de
ensino/aprendizagem, os possíveis casos de excepcionalidades e encaminhá-los ao
professor pedagogo para avaliação diagnóstica; estimular e garantir a participação
65
efetiva do educando com necessidades educacionais especiais, nas atividades
escolares e elaborar junto à equipe pedagógica, o plano especial de ensino fazendo
adaptações no currículo e na avaliação se houver necessidade.
Cabe ao professor escolher, juntamente à equipe pedagógica, livros e
materiais didáticos conforme a proposta pedagógica da SEED, apresentar projetos
de enriquecimento curricular, novas estratégias de trabalho e recursos didáticos para
melhorar a qualidade de ensino. É responsabilidade do professor, manter o livro de
registro de classe atualizado, com todos os campos devidamente preenchidos, sendo
os registros fidedignos à realidade; comunicar ao professor pedagogo, secretaria ou
direção, todos os problemas referentes ao processo pedagógico, como faltas de
alunos, aprendizagem, comportamento, buscando orientação da equipe pedagógica
quando houver dúvidas relacionadas ao seu trabalho, reavaliar constantemente os
resultados, procurando rever sua prática quando necessário, buscando novas
alternativas de trabalho.
O professor deverá comparecer às convocações do estabelecimento de
ensino, reuniões, Conselho de Classe, cumprir os dias letivos e horas-aulas
estabelecidas pela Lei e não deixar faltar carga horária ao aluno. Cabe também ao
professor, participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, a
avaliação e ao desenvolvimento profissional, colaborar com as atividades de
articulação da escola com as famílias e a comunidade, zelar pelo tratamento aos
pais, diante de problemas conflituosos.
A escola pública brasileira ainda está permeada por muitas contradições.
Cabe ao profissional da educação estar refletindo sobre a sua identidade e sua
função. Sabendo que poderá enfrentar desafios e dificuldades concretas. Portanto, é
necessário manter o exercício permanente do diálogo, a organização do trabalho
pedagógico, estar em formação continuada, tendo sempre o compromisso de buscar
uma escola pública de qualidade para todos.
66
10.1.4 Professor pedagogo
O professor pedagogo é o profissional responsável pela organização do
trabalho pedagógico escolar e deve, juntamente com a equipe pedagógica da escola,
agir, intervir, lançar novos desafios, quebrar o equilíbrio e, assim, contribuir com a
busca de novos conhecimentos e práticas libertadoras, na construção da escola
pública democrática de qualidade. Entendendo que não há construção isolada de um
projeto de escola, de educação e de sociedade. O trabalho é coletivo, permanente, e
exige a participação, o debate e o diálogo.
Cabe ao professor pedagogo, fomentar a organização de espaços na escola,
a fim de possibilitar o debate sobre trabalho pedagógico, definindo em conjunto, o
calendário escolar, a organização das classes, horários, rituais, metodologias,
reuniões por áreas, atividades extracurriculares, o currículo, questões disciplinares,
avaliação e implementação dos programas de ensino e projetos pedagógicos para a
comunidade escolar.
A organização do trabalho pedagógico está diretamente vinculada ao debate
acerca do modelo de gestão escolar, da construção cotidiana do Projeto Político
Pedagógico, da tomada de decisões nas instâncias colegiadas e na transparência do
uso dos recursos públicos na escola. Portanto, cabe também ao professor pedagogo,
acompanhar a relação entre alunos, funcionários, professores, direção, pais e
comunidade, participar na composição e nas ações do Conselho Escolar e APMF,
participar na formulação e na aplicação do regulamento da biblioteca, do Regimento
Escolar, no cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, participar da
discussão sobre o processo de seleção do livro didático. Enfim, atuar efetivamente
em todas as questões que estão diretamente relacionadas com processo pedagógico
e com o exercício cotidiano da busca da coerência entre a teoria e a prática.
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O professor pedagogo deve ter o compromisso com as ações pedagógicas
que possibilitam a apropriação do conhecimento de todos, sem discriminação e
preconceitos, estando atento às questões como a evasão, a repetência, o baixo
rendimento escolar, o atendimento às pessoas com necessidades educativas
especiais, questões étnico-raciais. Para tanto deve conduzir discussões, reflexões,
promovendo o trabalho integrado de toda equipe, em busca de meios para que todos
tenham melhor qualidade de ensino, visando construir caminhos de emancipação.
Desvelando dialogicamente a realidade opressora e o opressor que muitas vezes
são reproduzidas na prática cotidiana escolar. Sendo assim, são necessárias
propostas educativas voltadas para a formação humana, valorizando o sentido da
solidariedade e fraternidade, o pleno exercício da cidadania.
10.1.5 Secretaria
A Secretaria é o órgão que tem a seu encargo a responsabilidade pela
escrituração, documentação e correspondência do Estabelecimento, assessorando a
Direção em sua área de atuação. Os serviços de Secretaria são coordenados e
supervisionados pela direção, ficando a ela subordinados. O cargo de secretário (a)
deve ser exercido por profissional devidamente qualificado para desempenhar essa
função, de acordo com as normas da Secretaria de Estado da Educação (SEED), em
ato específico.
O secretário ou a secretária, por condições legais e regimentais, exerce uma
ação ao mesmo tempo centralizadora e abrangente, porque seu setor relaciona-se
com todos os demais setores envolvidos no processo pedagógico e na vida escolar.
São atribuições do secretário escolar:
• Responsabilizar-se pelo funcionamento da Secretaria.
• Cumprir e fazer cumprir as determinações dos seus superiores
hierárquicos.
• Zelar pela guarda e sigilo dos documentos escolares.
68
• Manter em dia a escrituração, arquivos, fichários, correspondência escolar
e resultado das avaliações dos alunos.
• Compatibilizar Histórico-Escolar (Adaptação).
• Manter as estatísticas da escola em dia.
10.1.6 Biblioteca
A Biblioteca constitui-se em espaço pedagógico, cujo acervo está à
disposição de toda comunidade escolar. A Biblioteca está a cargo de profissional
qualificado, de acordo com a legislação em vigor, com regulamento próprio, onde
estão
explicitados
sua
organização,
funcionamento
e
as
atribuições
dos
responsáveis. O Regulamento da Biblioteca deve ser elaborado pelo seu
responsável, sob a orientação da Equipe Pedagógica, com aprovação da Direção e
do Conselho Escolar.
A Biblioteca tem a finalidade de contribuir para o desenvolvimento de
estudos e pesquisas, através de leitura e consultas em livros, revistas, periódicos,
além de outros materiais bibliográficos.
O profissional bibliotecário para atuar no serviço de referência e atendimento
aos usuários necessita agir com cordialidade, paciência, bom diálogo e amabilidade;
qualidades estas, indispensáveis para a boa atuação com os educando.
10.1.7 Agente Educacional I
Os Agentes Educacionais I são coordenados e supervisionados pela
Direção. Tem como áreas de concentração:
• Alimentação escolar;
• A manutenção de infra-estrutura escolar e preservação do meio ambiente;
• Interação com o educando.
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Em relação à área de concentração Alimentação Escolar, o colégio conta
com duas merendeiras para realizar o trabalho relativo à merenda, executando o
trabalho nos período da manhã, tarde e noite. Este número de profissionais é
insuficiente havendo, constantemente, a necessidade de direcionar o auxílio de
Agente Educacional I, da área de manutenção de infra-estrutura escolar e
preservação do meio ambiente no auxílio de cardápio mais elaborado. A função da
merendeira consiste nos itens descritos abaixo:
• Alimentação escolar: preparar a alimentação escolar sólida e líquida
observando os princípios de higiene, valorizando a cultura alimentar local,
programando
e
diversificando
a
merenda
escolar;
responsabilizar-se
pelo
acondicionamento e conservação dos insumos recebidos para a preparação da
alimentação escolar; verificar a data de validade dos alimentos estocados, utilizandoos em data própria, a fim de evitar o desperdício e a inutilização dos mesmos; atuar
como educador junto à comunidade escolar, mediando e dialogando sobre as
questões de higiene, lixo e poluição, do uso da água como recurso natural esgotável,
de forma a contribuir na construção de bons hábitos alimentares e ambientais;
organizar espaços para distribuição da alimentação escolar e fazer a distribuição da
mesma, incentivando os alunos a evitar o desperdício; acompanhar os educandos
em atividades extracurriculares e extraclasse quando solicitado; realizar chamamento
de emergência de médicos, bombeiros, policiais, quando necessário, comunicando o
procedimento à chefia imediata; preencher relatórios relativos a sua rotina de
trabalho; comunicar ao(à) diretor(a), com antecedência, a falta de algum componente
necessário à preparação da alimentação escolar, para que o mesmo seja adquirido;
efetuar outras tarefas correlatas as ora descritas.
• A manutenção de infra-estrutura escolar e preservação do meio
ambiente: zelar pelo ambiente escolar, preservando, valorizando e integrando o
ambiente físico escolar; executar atividades de manutenção e limpeza, tais como:
70
varrer, encerar, lavar salas, banheiros, corredores, pátios, quadras e outros espaços
utilizados pelos estudantes, profissionais docentes e não docentes da educação,
conforme a necessidade de cada espaço; lavar, passar e realizar pequenos
consertos em roupas e materiais; utilizar aspirador ou similares e aplicar produtos
para limpeza e conservação do mobiliário escolar; abastecer máquinas e
equipamentos,
efetuando
limpeza
periódica
para
garantir
a
segurança
e
funcionamento dos equipamentos existentes na escola; efetuar serviços de
embalagem, arrumação, remoção de mobiliário, garantindo acomodação necessária
aos turnos existentes na escola; disponibilizar lixeiras em todos os espaços da
escola, preferencialmente, garantindo a coleta seletiva de lixo, orientando os
usuários – alunos ou outras pessoas que estejam na escola para tal; coletar o lixo
diariamente, dando ao mesmo o destino correto; executar serviços internos e
externos, conforme demanda apresentada pela escola; racionalizar o uso de
produtos de limpeza, bem como zelar pelos materiais como vassouras, baldes,
panos, espanadores, etc.; comunicar com antecedência à direção da escola sobre a
falta de material de limpeza, para que a compra seja providenciada; abrir, fechar
portas e janelas nos horários estabelecidos para tal, garantindo o bom andamento do
estabelecimento de ensino e o cumprimento do horário de aulas ou outras atividades
da escola; guardar sob sua responsabilidade as chaves da instituição, quando for o
caso, ou deixar as chaves nos locais previamente estabelecidos;
• Interação com o educando: zelar pela segurança das pessoas e do
patrimônio, realizando rondas nas dependências da instituição, atentando para
eventuais anormalidades, bem como identificando avarias nas instalações e
solicitando, quando necessário, atendimento policial, do Corpo de bombeiros,
atendimento médico de emergência devendo, obrigatoriamente, comunicar as
ocorrências à chefia imediata; controlar o movimento de pessoas nas dependências
do estabelecimento de ensino, cooperando com a organização das atividades
desenvolvidas na unidade escolar; encaminhar ou acompanhar o público aos
diversos setores da escola, conforme necessidade; acompanhar os alunos em
71
atividades extraclasses quando solicitado; preencher relatórios relativos à sua rotina
de trabalho; participar de cursos, capacitações, reuniões, seminários ou outros
encontros correlatos às funções exercidas ou sempre que convocado; agir como
educador na construção de hábitos de preservação e manutenção do ambiente
físico, do meio-ambiente e do patrimônio escolar; efetuar outras tarefas correlatas às
ora descritas;
10.1.8 Agente Educacional II e Profissional
Este Estabelecimento de Ensino conta com 11 agentes educacionais II,
número insuficiente para realizar todo o trabalho sob seu encargo que incide nas
seguintes áreas de concentração:
• Administração escolar;
• Operação de multimeios escolares
As atribuições do Agente Educacional II consistem em:
• Administração escolar - realizar atividades administrativas e de
secretaria da instituição escolar onde trabalha; auxiliar na administração do
estabelecimento de ensino, atuando como educador e gestor dos espaços e
ambientes de comunicação e tecnologia; manter em dia a escrituração escolar,
boletins estatísticos; redigir e digitar documentos em geral e redigir e assinar atas;
receber e expedir correspondências em geral, juntamente com a direção da escola;
emitir e assinar, juntamente com o diretor, históricos e transferências escolares;
classificar, protocolar e arquivar documentos; prestar atendimento ao público, de
forma pronta e cordial; atender ao telefone; prestar orientações e esclarecimentos ao
público em relação aos procedimentos e atividades desenvolvidas na unidade
escolar; lavrar termos de abertura e encerramento de livros de escrituração; manter
atualizados dados funcionais de profissionais docentes e não docentes do
estabelecimento de ensino; manter atualizada lista telefônica com os números mais
72
utilizados no contexto da escola; comunicar à direção fatos relevantes no dia-a-dia
da escola; manter organizado e em local acessível o conjunto de legislação
pertinente ao estabelecimento de ensino; executar trabalho de mecanografia e de
reprografia; acompanhar os alunos, quando solicitado, em atividades extraclasse ou
extracurriculares; participar de reuniões escolares sempre que necessário; participar
de eventos de capacitação sempre que solicitado; manter organizado o material de
expediente da escola; comunicar antecipadamente à direção sobre a falta de material
de expediente para que os procedimentos de aquisição dos mesmos sejam
realizados; executar outras atividades correlatas às ora descritas;
• Operação de multimeios escolares: catalogar e registrar livros, fitas,
DVD, fotos, textos, CD; registrar todo material didático existente na biblioteca, nos
laboratórios de ciências e de informática; manter a organização da biblioteca,
laboratório de ciências e informática; restaurar e conservar livros e outros materiais
de leitura; atender aos alunos e professores, administrando o acervo e a manutenção
do banco de dados; zelar pelo controle e conservação dos documentos e
equipamentos da Biblioteca; conservar, conforme orientação do fabricante, materiais
existentes nos laboratórios de informática e de ciências; reproduzir material didático
através de cópias reprográficas ou arquivos de imagem e som em vídeos, “slides”,
CD e DVD; registrar empréstimo de livros e materiais didáticos; organizar agenda
para utilização de espaços de uso comum; zelar pelas boas condições de uso de
televisores e outros aparelhos disponíveis nas salas de aula; zelar pelo bom uso de
murais, auxiliando na sua organização, agir como educador, buscando a ampliação
do conhecimento do educando, facilitada pelo uso dos recursos disponíveis na
escola; quando solicitado; participar das capacitações propostas pela SEED ou
outras de interesse da unidade escolar; decodificar e mediar o uso dos recursos
pedagógicos e tecnológicos na prática escolar; executar outras atividades correlatas
às ora descritas.
73
Sabemos que para o bom relacionamento entre todos os profissionais da
educação que atuam na escola, independente da função que cada um exerce, deve
prevalecer o respeito e a cordialidade para uma boa educação de qualidade. Por
isso, o Colégio Estadual Unidade Polo buscará, constantemente, essa harmonia,
proporcionando momentos de diálogo entre todos os seguimentos que compõem
essa equipe, procurando detectar problemas que possam estar acontecendo e
juntos, buscar soluções possíveis no intuito de tornar o ambiente de trabalho mais
educativo e prazeroso.
10.2 Papel das Instâncias Colegiadas
10.2.1 Conselho Escolar
O Conselho Escolar é um órgão colegiado representativo da comunidade
escolar, de natureza deliberativa, consultiva e fiscalizadora sobre a organização e
realização do trabalho pedagógico e administrativo da instituição escolar, conforme
as políticas e diretrizes educacionais da SEED, observando a Constituição
Federativa do Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, o Estatuto da Criança
e do Adolescente, o Projeto Político Pedagógico da escola e o Regimento Escolar.
O Conselho Escolar é concebido enquanto um instrumento de gestão
colegiada que abrange toda a comunidade escolar numa perspectiva de
democratização da escola pública, constituindo-se como órgão máximo de direção
do Estabelecimento de Ensino.
Sua função deliberativa refere-se à tomada de decisões relativas às
diretrizes e linhas gerais das ações às questões pedagógicas e financeiras quanto ao
direcionamento das políticas públicas desenvolvidas no âmbito escolar. A função
consultiva refere-se à emissão de pareceres para diminuir dúvidas e tomar decisões
quanto às questões pedagógicas, administrativas e financeiras, no âmbito de sua
competência.
74
Sua função avaliativa refere-se ao acompanhamento sistemático das ações
educativas desenvolvidas pela unidade escolar, objetivando a identificação de
problemas e alternativas para a melhoria de seu desempenho, garantindo o
cumprimento das normas da escola e a qualidade social da instituição escolar.
E por fim, a função fiscalizadora a qual se refere ao acompanhamento e
fiscalização da gestão pedagógica, administrativa e financeira da unidade escolar,
garantindo a legitimidade de suas ações.
Os membros do Conselho Escolar não são remunerados e não recebem
benefícios pela participação no colegiado, por se tratar de órgão sem fins lucrativos.
Poderão participar do Conselho Escolar, todos os segmentos da comunidade
escolar, representantes dos movimentos sociais organizados e comprometidos com
a escola pública.
10.2.2 Associação de Pais, Mestres e Funcionários
A Associação de Pais, Mestres e Funcionários é um órgão de representação
dos pais, professores e funcionários do estabelecimento de ensino. A APMF é
pessoa jurídica de direito privado, instituição auxiliar do estabelecimento de ensino e
não tem caráter político-partidário, religioso, racial e nem fins lucrativos, não sendo
remunerados os seus dirigentes e conselheiros. A APMF rege-se por Estatuto
próprio. Esse órgão é de extrema importância para as ações da escola, tendo como
objetivos:
• Discutir e decidir sobre as ações para a assistência ao educando, o
aprimoramento do ensino e para a integração da família, da comunidade e
da escola.
• Prestar assistência ao educando assegurando-lhe melhores condições de
eficiência escolar.
75
• Integrar a comunidade no contexto escolar, discutindo a política
educacional, visando sempre à realidade dessa mesma comunidade.
• Proporcionar condições ao educando, criticar, participar de todo o
processo escolar, estimulando sua organização livre em grêmios
estudantis.
• Representar os reais interesses da comunidade e dos pais de alunos junto
à escola contribuindo, dessa forma para a melhoria do ensino e da melhor
adequação dos planos curriculares.
• Promover o entrosamento entre pais, alunos, professores, funcionários e
membros da comunidade através de atividades sociais, educativas,
culturais e desportivas.
• Contribuir para a melhoria e conservação do aparelhamento e do
estabelecimento escolar, sempre dentro de critérios de prioridade, onde as
condições do educando é fator de máxima prioridade.
São inúmeras as atividades que poderão ser desenvolvidas pela APMF,
objetivando a colaboração, promovendo desta forma uma escola de qualidade onde
todos aqueles que dela fazem parte direta ou indiretamente, sintam-se coresponsáveis pelos resultados obtidos. Porém, todas as iniciativas deverão estar em
consonância com o Projeto Político Pedagógico elaborado coletivamente.
10.2.3 Conselho de Classe
O Conselho de Classe é um órgão de natureza deliberativo/consultiva e não
de voto em assuntos didático-pedagógicos, com atuação restrita a cada turma do
estabelecimento de ensino.
Constitui-se num momento/espaço previamente
planejado para a avaliação, reflexão e redefinição das práticas pedagógicas,
buscando superar a fragmentação do trabalho escolar e oportunizar formas
diferenciadas de ensino que realmente garantam a todos os alunos a aprendizagem.
76
O Conselho de Classe busca a tomada de decisões relativas aos
encaminhamentos necessários tendo em vista os resultados obtidos e a superação
dos
problemas
implementadas
diagnosticados;
para
a
melhoria
definição
do
de
processo
atribuições/ações
de
a
serem
ensino-aprendizagem
e
prazos/espaços para implementação das propostas acordadas.
O Conselho de Classe das turmas do Colégio Estadual Unidade Polo é
composto pela direção, equipe pedagógica, secretária, professores e alunos. À
direção
cabe
a
função
de
acompanhar
todas
as
discussões
e
sugerir
encaminhamentos. À equipe pedagógica cabe a escolha do tema/assunto para a
reflexão; a explanação de dados sobre a turma; a organização da pauta do conselho;
a retomada e avaliação dos conselhos anteriores. A secretária tem a incumbência de
disponibilizar os dados e as informações sobre a vida escolar dos alunos como,
notas, transferências, desistências e outros.
Os professores devem retomar e avaliar os encaminhamentos do Conselho
de Classe anterior; explanar sobre os resultados positivos e negativos obtidos e as
alternativas
de
atividades/procedimentos
que
obtiveram
êxito;
sugerir
encaminhamentos para os alunos e a turma; anotar decisões referentes à sua
prática; comprometer-se a redefinir, quando necessário, a metodologia, os
instrumentos de avaliação e outros procedimentos. Os alunos participam do
Conselho de Classe de duas formas, sendo que a primeira é para todas as turmas e
consiste no pré-conselho, isto é, preenchimento de uma ficha de avaliação e
sugestão em relação à turma, pela direção, equipe pedagógica, funcionários e
professores; a segunda forma é através do Conselho participativo quando toda a
turma participa do Conselho de Classe. Os Conselhos participativos são sugeridos
pelos professores para algumas turmas em especial.
Ao encerrar o Conselho de Classe com o colegiado, constituído pela direção,
equipes pedagógicas e docentes dos anos, o resultado é socializado aos pais
através de reunião, informando, orientando e repassando as medidas pedagógicas
77
deliberadas ao aluno ou turma, utilizando também como meio de corroborar os
dados, uma ficha de acompanhamento individual, anexada junto com o boletim. Para
os alunos, a socialização ocorre com reuniões promovidas pela equipe pedagógica
com as turmas e ou individualmente.
10.2.4 Grêmio Estudantil
O Grêmio Estudantil viabiliza a luta coletiva dos jovens educandos e estimula
o relacionamento e a convivência entre os jovens. Por serem institucionalizados,
podem representar melhor a rica experiência na busca coletiva dos anseios, desejos
e aspirações dos estudantes.
São os jovens que devem reconhecer a sua importância e definir o seu perfil,
pois os Grêmios organizados exercem influência na formação do aluno, que deve ter
um bom relacionamento social, cultural e também político.
O Grêmio é formado apenas por alunos, de forma independente,
desenvolvendo atividades culturais e esportivas, produzindo jornal, organizando
debates sobre assuntos de seus interesses e que fazem parte do Currículo Escolar.
É muito importante a existência do Grêmio Estudantil na escola, pois ele é um órgão
que auxilia a Direção escolar.
10.2.5 Representante de turma
O Representante de Turma é o aluno que, eleito democraticamente por sua
turma, ajuda na organização, na participação e representa o pensamento da maioria
dos alunos de sua sala junto à Direção, à Equipe Pedagógica, ao Professor Monitor e
ao Representante de Alunos no Conselho Escolar deste estabelecimento de ensino.
São atribuições do Representante de Turma:
• Manter o bom relacionamento com todos os alunos de sua turma.
78
• Acolher e levar sugestões votadas pela maioria dos alunos da sala para o
representante dos alunos no Conselho Escolar, o Professor Monitor, a
Direção e a Equipe Pedagógica, de acordo com o teor da questão votada.
• Participar das reuniões de Representantes de Turma sempre que
convocado pela Direção, pela Equipe Pedagógica ou pelo Representante
dos alunos no Conselho Escolar.
• Oportunizar discussões com a turma acerca dos problemas de ensinoaprendizagem ou relacionamentos entre os alunos da turma.
• Cuidar do ambiente físico da escola no tocante à conservação e limpeza.
• Manter-se, continuamente informado sobre os problemas dos colegas de
sua turma com relação à data de aniversários, motivos de faltas,
problemas de doenças e/ou outros.
• Promover o bom relacionamento e entrosamento da turma e desta com as
demais turmas da escola.
• Auxiliar na organização da turma em eventos culturais esportivos e de
lazer.
• Participar, sempre que convocado, das reuniões de organização da classe
estudantil como a UMES, UPES e UBES.
• Intermediar as relações entre os alunos da turma e o Professor Monitor.
10.2.6 Professor Monitor de Turma
O Professor Monitor de Turma é eleito democraticamente pelos alunos da
turma. Este professor é escolhido entre todos os professores que atuam diretamente
na escola e na turma.
São atribuições do Professor Monitor de Turma:
• Manter o bom relacionamento com os alunos da turma.
• Acompanhar o rendimento escolar do educando.
79
• Acolher e levar aos responsáveis pela área pedagógica as sugestões dos
alunos que visem à melhoria do processo ensino-aprendizagem.
• Oportunizar discussão com a turma na busca de mecanismos e
estratégias que visem o melhor aproveitamento de estudos.
• Manter-se informado das condições disciplinares de sua turma e
colaborar, na medida do possível, com recursos preventivos com o corpo
docente e direção da escola.
• Acompanhar o aproveitamento de suas turmas, procurando entrar em
contato com os professores da referida turma, para que se conscientizem
dos problemas existentes e solucioná-los.
• Assegurar, que no âmbito escolar, não ocorra discriminação de cor, raça,
sexo, religião ou classe social.
• Realizar atendimento individual nos casos simples e procurar auxílio da
Equipe Pedagógica da escola, nos casos mais complexos.
• Promover o entrosamento e o bom relacionamento entre sua turma e as
demais turmas da escola.
• Estimular e orientar a organização democrática de sua turma, assim como
as obrigações e limites de autoridades do Representante de Turma.
• Desenvolver um sadio espírito de grupo, incentivando a cooperação entre
os componentes de sua turma.
• Incentivar e promover as boas iniciativas culturais, esportivas e de lazer de
sua turma.
• Colaborar com o Representante de Turma, ajudar a coordenar a
organização de atividades paralelas ou complementares.
• Levar, sempre que necessário, junto ao Professor Representante no
Conselho Escolar, as sugestões ou reivindicações da turma para análise e
deliberação daquele órgão.
• Comparecer em todos os Conselhos de Classe de sua turma.
80
11. CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO INTERNA DA ESCOLA
11.1 Elaboração do Calendário Escolar e horários letivos/não letivos
O calendário escolar é planejado pela Secretaria de Estado da Educação de
acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96) que
possibilita a flexibilidade para cada Estado, de acordo com os feriados federais e
estaduais. O calendário é elaborado pela SEED que repassa aos Núcleos Regionais
de Ensino para a consulta feita junto aos professores sobre os recessos e feriados
municipais, sempre respeitando os 200 dias letivos e às 800 horas/aulas que são
obrigatórios. Após discussão e homologação feita pelo Chefe do NRE, o calendário
escolar entra em vigor, não tendo as escolas autonomia para definir outras
mudanças sem justificativa pedagógica.
11.2 Organização de turmas e distribuição por professor em razão de
especificidades
Os critérios para a distribuição de aulas aos professores do estabelecimento
de ensino seguem as resoluções da SEED que regulamenta o processo na rede
estadual de ensino, estabelecendo normas e diretrizes para tal. Primeiramente são
distribuídas as aulas aos professores lotados no estabelecimento, seguindo uma lista
previamente enviada pelo NRE, onde se encontra a classificação do professor por
tempo de serviço no estabelecimento, de acordo com a disciplina de concurso.
As aulas remanescentes do estabelecimento são enviadas ao NRE e, este
as distribui seguindo os critérios da resolução específica. Primeiramente, são
distribuídas as aulas aos professores não lotados e ocupantes de cargo efetivo, as
aulas que restarem são distribuídas nas escolas aos professores efetivos na forma
de aulas extraordinárias, as aulas remanescentes voltam ao NRE para a distribuição
81
aos professores contratados pelo regime de contrato temporário, PSS - Processo
Simplificado de Seleção.
Para a distribuição de aulas é considerada a carga horária disponível no
estabelecimento de ensino. Estas vagas são geradas para o ano letivo, de acordo
com o número de turmas e modalidade de ensino, previstos em regulamentação
específica e na matriz curricular aprovada pelo NRE. A distribuição de aulas é
acompanhada pela chefia do NRE, Diretores e professores interessados.
11.3 Organização e utilização dos espaços educativos
A recuperação de estudos se dá no momento em que for detectado o baixo
rendimento do aluno, oportunizando a este, a revisão de conteúdos e outras
atividades e/ou instrumentos de avaliações referentes ao conteúdo trabalhado. Os
professores buscam sanar as defasagens no rendimento escolar através da
organização dos grupos de estudos entre os alunos e com monitores, em contraturno
ou encaminhando os alunos dos 6° ano e 9° ano do Ensino Fundamental para a Sala
de Apoio à Aprendizagem.
Outra medida que a escola toma em relação ao aluno com baixo rendimento
escolar detectado no Conselho de Classe e em conversas informais com os
professores ou durante a hora-atividade, é o acompanhamento individual a fim de
diminuir as dificuldades em relação às atividades desenvolvidas. Após essa
constatação, a equipe pedagógica, o professor e/ou a direção orientam e
encaminham novas medidas pedagógicas ao aluno e, se necessário, com os pais, no
intuito de conscientizá-los da real situação para acompanhá-los nessa trajetória,
orientando-os para um melhor desempenho em suas atividades objetivando seu
sucesso escolar. Os alunos com dificuldades de aprendizagem são estimulados a
participarem de grupos de estudos monitorados por acadêmicos.
82
A hora-atividade dos professores é cumprida no Colégio, distribuída no
horário de aulas, conforme determinação do NRE, visando o resultado do trabalho
coletivo dos professores, favorecendo a dinâmica interdisciplinar. A organização do
trabalho docente na escola e, em especial as ações que nortearão a hora-atividade,
devem, nesta perspectiva, aproveitar esse tempo e espaço para estabelecer as
propostas, conteúdos, estratégias de planejamento, de reuniões pedagógicas, de
correção de tarefas dos alunos, de estudos e reflexões sobre o currículo, as ações,
os projetos e as propostas metodológicas, de troca de experiências, de atendimento
aos alunos, pais e outros assuntos educacionais do interesse dos professores.
O Conselho de Classe constitui-se num momento/espaço de avaliação
coletiva do trabalho pedagógico, na tomada de decisões para os encaminhamentos
necessários, tendo em vista os resultados obtidos e a superação dos problemas
diagnosticados. O Conselho de Classe é também um momento de definir
atribuições/ações a serem implementadas para a melhoria do processo de ensinoaprendizagem, definindo espaços/prazos para exercitar as propostas acordadas.
Sendo esse momento previamente planejado, possibilita a participação de todos os
envolvidos nesse processo, ou seja, professores, equipe pedagógica, alunos,
secretaria da escola e direção.
As atividades referentes à Agenda 21 Escolar são desenvolvidas no coletivo,
a partir de discussões e elaboração de ações necessárias para o desenvolvimento
do projeto, abordando o tema definido no Fórum realizado neste estabelecimento de
ensino em setembro de 2005.
O Projeto Agenda 21 Escolar desenvolve atividades voltadas à problemática
encontrada em nossa escola e refere-se aos cuidados com a horta, o bosque, o
jardim da escola, bem como a coleta seletiva de resíduos sólidos por ela produzidos.
Este projeto visa conscientizar a comunidade escolar na busca de soluções a fim de
melhorar a qualidade de vida, onde a participação de todos é fundamental para um
resultado positivo.
83
O Ensino da História e Cultura Afro-descendente, Africana e Indígena, e as
Relações Étnico-Raciais e questões referentes às Diversidades são desenvolvidos
em todas as disciplinas. Além do trabalho desenvolvido nas disciplinas, a escola vem
realizando desde 2004, projetos relacionados ao tema. Esse trabalho visa superar a
discriminação e proporciona aos alunos o conhecimento da riqueza apresentada pela
diversidade étnico-cultural que compõe o patrimônio sócio, econômico, político e
cultural do povo brasileiro. Para que esse objetivo seja alcançado, faz-se necessário
um esforço coletivo dos professores na busca do aprofundamento de seus estudos
sobre a questão estando sempre atualizados com informações pertinentes.
A Educação Fiscal é trabalhada na escola de forma interdisciplinar, visando
provocar mudanças culturais na relação entre o Estado e o cidadão e, ao mesmo
tempo, buscando contribuir para uma sociedade comprometida com as suas
garantias constitucionais. A Educação Fiscal fundamenta-se na conscientização da
sociedade acerca da estrutura e o funcionamento da administração pública; a função
sócio-econômica dos tributos; a aplicação dos recursos públicos; as estratégias e os
meios para o exercício do controle democrático.
Neste sentido, a Educação Fiscal pode ser entendida como uma nova prática
educacional que tem como objetivo o desenvolvimento de valores e atitudes
necessárias ao exercício de direitos e deveres. A vivência dos princípios éticos,
estéticos e políticos na educação escolar, constituem mecanismos de formação de
hábitos e atitudes coletivas; mecanismos que estimulam crianças, jovens e adultos a
participarem de movimentos sociais que buscam uma vida mais justa e solidária para
o resgate da dignidade humana.
A formação continuada dos profissionais da escola, não se limita aos
conteúdos curriculares, mas estende-se à discussão da escola como um todo e suas
relações com a sociedade. Fazem parte dos programas de formação continuada de
nossa escola, questões relacionadas com a cidadania, necessidades educacionais
84
especiais, as questões da diversidade étnico-cultural, a gestão democrática, a
avaliação, a metodologia de pesquisa e ensino, a análise de conjuntura política,
econômica e educacional internacional, nacional, estadual e municipal. Estes temas
poderão ser ampliados, conforme a necessidade e são oportunizados, durante o
Conselho de Classe, a Hora/atividade e/ou outros momentos/espaços previamente
planejados pela equipe pedagógica e direção, visando a qualidade do ensino e da
aprendizagem.
12. PROJETOS
O Colégio Estadual Unidade Polo conta com cinco grandes Projetos que são
a Mostra Interdisciplinar, Agenda 21 Escolar: Verde que Te Quero Ver-te, Cultura
Afro: Promoção da Igualdade Racial, Evasão Escolar: Proposta de Prevenção e
Gincana Esportiva, Recreativa, Cultural e Filantrópica.
Os Projetos Grupo de Estudos com Monitoria de Estagiários do Curso de
Matemática, Grupos de Estudos entre alunos, Viajando na Leitura, Baú de Leitura,
Amor, Educação Fiscal, Revitalização da Biblioteca, Projeto Estágio-Grupos de
Estudos com assessoria do Departamento de Letras da UEPR campus Campo
Mourão, Projeto Escolinhas Esportivas (modalidades: tênis de mesa, xadrez, vôlei,
futsal masculino e feminino), Revendo os Conteúdos de Biologia e Crer para Ver
(noturno) que estavam sendo desenvolvidos e, outros que forem elaborados, serão
denominados Ações de Apoio Pedagógico às disciplinas. Estas Ações de Apoio
estarão englobadas no “Projeto Evasão Escolares: Proposta Prevenção” que visa
impedir a reprovação e a evasão escolar e melhorar a qualidade do ensino.
A Agenda 21 Escolar será desenvolvida dentro do Colégio, cuidando das
áreas verdes que a escola dispõe como o Bosque, os gramados, os jardins e a horta.
Sendo assim, os Projetos Horta, Jardinagem, Bosque e Coleta e Seleção de
85
Resíduos Sólidos, estarão englobados no “Projeto Verde que te Quero Ver-te”, tema
da Agenda 21 Escolar do Colégio em 2006.
12.1 Mostra Interdisciplinar
O objetivo deste Projeto é capacitar os alunos para a busca de equilíbrio
pessoal e desenvolvimento de habilidades necessárias ao engajamento na vida
social e produtiva com responsabilidade, dedicação e cooperação.
O Projeto visa tornar o aluno sujeito de um projeto pedagógico criativo,
crítico, participativo, que cria, revisa e avalia sua prática. Para tanto, o aluno deve
tornar-se capaz de produzir, cientificamente, uma pesquisa interdisciplinar,
aprendendo normas de convivência, através do trabalho em equipe, desenvolvendo
o senso de responsabilidade, respeito e participação.
O Projeto se desenvolve durante o ano letivo e consiste na:
•
Definição, feita por cada turma da escola, do objeto de pesquisa;
•
Divisão da turma em equipes para o desenvolvimento da pesquisa;
•
Efetivação da pesquisa;
•
Organização e apresentação da pesquisa em Seminário;
•
Entrega à equipe pedagógica da Monografia elaborada pelos alunos sobre
o tema pesquisado;
•
Exposição dos resultados da pesquisa para a comunidade através de
estandes.
O desenvolvimento da Mostra Interdisciplinar envolve todos os alunos, os
funcionários e professores da escola, os pais, a equipe pedagógica, a direção e a
comunidade local. O cronograma de trabalho é rigorosamente seguido e todas as
fases são avaliadas pelos professores e equipe pedagógica. A pesquisa inicia em
março e tem sua conclusão em novembro.
86
12.2 Evasão Escolar: proposta de prevenção
O objetivo deste Projeto é democratizar o acesso, a permanência e a
aprovação dos alunos no Colégio Estadual Unidade Polo. O papel do mesmo
consiste em acompanhar, permanentemente, as faltas e notas dos alunos, efetuando
as intervenções necessárias e organizando as Ações de Apoio Pedagógico que
visam o êxito no processo de ensino-aprendizagem e a convivência pacífica entre os
alunos, a fim de evitar a reprovação e a evasão.
As intervenções que se fizerem necessárias, em casos de faltas excessivas
ou notas abaixo da média, serão decididas em Conselho de Classe e podem
conjugar: as mudanças na metodologia e avaliação dos professores; as reuniões
com o aluno, com a família e professores da turma para encontrar soluções; o
fornecimento da “Carteira de chegada atrasada” ao aluno trabalhador que estuda no
período noturno, mediante documento comprobatório do empregador; reuniões com
a família e o Conselho Tutelar; Ações de Apoio Pedagógico.
As Ações de Apoio Pedagógico que continuarão sendo desenvolvidas no
Colégio consistem em Grupos de Estudos com Monitoria de Estagiários do Curso de
Matemática, Grupos de Estudos entre alunos, Grupos de Estudos de professores,
atividades culturais, Escolinhas Esportivas: de vôlei, tênis de mesa, futsal, atletismo e
xadrez, Educação Fiscal, Revitalização da Biblioteca, Projeto Crer para Ver (noturno
).
O Projeto Evasão Escolar: Proposta de Prevenção desenvolve-se durante o
ano letivo e envolvem todos os alunos e professores dos períodos matutino,
vespertino e noturno, equipe pedagógica, diretores, funcionários, UEPR campus
Campo Mourão e comunidade local.
12.3 Cultura-afro: promoção da igualdade racial
87
De acordo com a deliberação n° 04/2006, o artigo 2° Estabelece que “O
Projeto Político Pedagógico das Instituições de ensino deverá garantir a organização
dos conteúdos de todas as disciplinas da matriz curricular de modo que contemple,
obrigatoriamente, ao longo do ano letivo, a História e Cultura Afro-Brasileira e
Africana na perspectiva de proporcionar aos alunos uma educação compatível com
uma sociedade democrática, multicultural e pluriética”.
As equipes Multidisciplinares são instâncias de organização do trabalho
escolar, preferencialmente coordenadas pela equipe pedagógica, e instituídas por
Instrução da SUED/SEED, de acordo com o disposto no art. 8° da Deliberação nº
04/06-CEE/PR, com a finalidade de orientar e auxiliar o desenvolvimento das ações
relativas à Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) e ao Ensino de História e
Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena ao longo do período letivo.
Seguindo a instrução n° 010/2010-SUED/SEED é papel da equipe
multidisciplinar “Elaborar e aplicar um Plano de Ação, em conformidade com o
Conselho Escolar, orientações da deliberação, resolução, instrução citadas e
Regimento Escolar”. Portanto o objetivo deste projeto é proporcionar aos alunos o
conhecimento acerca da riqueza apresentada pela diversidade étnico-cultural que
compõe o patrimônio sócio-econômico, político e cultural do povo brasileiro.
Esse projeto visa incluir no contexto escolar, os estudos e atividades que
proporcionam o conhecimento acerca da cultura africana e das contribuições
econômicas, sociais, históricas e culturais da população negra para a sociedade
brasileira. Para tanto, faz-se necessário reunir uma bibliografia sobre esse assunto,
dando embasamento teórico para os trabalhos relevantes ao tema. Esses conteúdos
devem ter como referência, os princípios da consciência política e histórica da
diversidade; o fortalecimento de identidade e de direitos; ações educativas de
combate ao racismo e às discriminações.
88
Esperamos que no desenvolvimento desse projeto ocorra a superação da
discriminação através do conhecimento da riqueza da diversidade étnico-cultural do
país. Para tanto, é necessário que a comunidade escolar reconheça, valorize,
divulgue e respeite os processos históricos de resistência negra desencadeados
pelos
africanos
escravizados
no
Brasil
e
por
seus
descendentes
na
contemporaneidade, conscientizando-se quanto a necessidade de combater toda
forma de discriminação.
Foi na II Conferência Infanto-Juvenil sobre o Meio Ambiente realizada em
setembro de 2005, onde se discutiu e definiu como responsabilidade dessa escola o
seguinte tema: “Nos comprometemos a garantir a vigilância permanente sobre o
modo de tratamento entre todos os componentes da comunidade escolar, através da
conscientização para que não ocorra nenhuma forma de preconceito ou
discriminação”, compromisso esse que vem sendo trabalhado diariamente, buscando
assim maior conscientização e respeito em relação à diversidade étnico-racial.
Na referida Conferência foi proposta e aprovada a seguinte ação: “Vigiar o
tratamento entre todos os componentes da comunidade através de palestras, teatro,
dança, cartazes, poemas e textos distribuídos na escola, na Associação de Bairro,
nas igrejas e locais públicos do bairro”. Portanto, o Projeto Igualdade Racial será
ampliado com as realizações das ações aprovadas na Conferência.
12.4 Agenda 21 escolar: Verde que te quero ver-te
O objetivo do Projeto é desenvolver a consciência ambiental e ética, valores
e atitudes, técnicas e comportamentos que favoreçam as ações integradas visando
contribuir para uma melhor qualidade de vida da comunidade escolar e local.
Este projeto desenvolverá atividades voltadas à problemática encontrada em
nossa escola e refere-se aos cuidados com a horta, o jardim, o bosque e a coleta
seletiva de resíduos sólidos produzidos por ela. Esse trabalho visa promover os
89
cuidados com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável a fim de aumentar a
capacidade de abordar questões de meio ambiente e desenvolvimento dos
componentes dessa comunidade escolar, conforme aprovado no Fórum da Agenda
21 Escolar em setembro de 2005.
Para a realização do projeto será necessária a participação da comunidade
escolar, do poder público, bem como a mobilização dos setores da sociedade que de
alguma forma possam auxiliar na concretização deste projeto relativo à solução dos
problemas.
12.5. Gincana Esportiva, Recreativa, Cultural e Filantrópica
Tem por objetivo principal a prática sadia do esporte e do lazer, a exploração
da capacidade artística e intelectual do educando e um maior entrosamento destes
com os educadores e toda a comunidade escolar.
Inserido neste projeto encontra-se o Festival de Dança possibilitando ao
educando o contato com a dança considerando sua maneira ativa, crítica e
participativa de ver, sentir e expressar o mundo à sua volta, oportunizando o
autoconhecimento e consequentemente a auto-valorização, a socialização e
integração do grupo; a Gincana Cultural buscando estimular a leitura e produção de
poemas, contos e crônicas, refletindo sobre as especificidades desses gêneros
textuais, de modo a aprimorar a expressão oral e escrita, bem como valorizar e
disponibilizar ao conhecimento público, a capacidade criadora de nossos alunos; a
Gincana Filantrópica visando utilizar a escola enquanto espaço de educação para
levar conhecimento e a conscientização do educando para que exerçam o papel de
cidadãos adotando atitudes que venham a contribuir nas questões humanas, sociais
e ambientais; e a Gincana Desportiva tendo por objetivo geral trabalhar o aspecto
espiritual, intelectual, social e físico, de Forma saudável e equilibrada.
12.6. Estágio Não Obrigatório
90
A função social da escola ultrapassa o aprendizado de aptidões próprias da
atividade profissional e, nesta perspectiva, vai para além da formação articulada às
necessidades do mercado de trabalho.
Conceber trabalho como princípio educativo pressupõe oferecer subsídios nas
diferentes disciplinas, para se analisar as relações e contradições sociais, as quais
se explicam a partir das relações de trabalho. Isto implica em oferecer instrumentos
conceituais ao aluno para analisar as relações de produção, de dominação, bem
como as possibilidades de emancipação do sujeito a partir do trabalho.
O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade
profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do
educando para a vida cidadã e para o trabalho. Segundo a Lei do Estágio Nº 11.788,
de setembro de 2008, “estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido
no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de
educandos”.
Formar para o mundo do trabalho, portanto, requer o acesso aos
conhecimentos produzidos historicamente pelo conjunto da humanidade, a fim de
possibilitar ao futuro trabalhador se apropriar das etapas do processo de forma
conceitual e operacional.
O acesso aos conhecimentos universais possibilita ao aluno estagiário, não
somente sua integração nas atividades produtivas, mas a sua participação nela, de
forma plena, integrando as práticas aos conhecimentos teóricos que as sustentam.
Nesta perspectiva, o estágio pode e deve permitir ao estagiário que as ações
desenvolvidas no ambiente de trabalho sejam trazidas para a escola e vice-versa,
relacionando-as aos conhecimentos universais necessários para compreendê-las a
partir das relações de trabalho.
91
Assim, cabe ao pedagogo acompanhar as práticas de estágio desenvolvidas
pelo aluno, ainda que em via não presencial, para que este possa mediar a natureza
do estágio e as contribuições do aluno estagiário com o Plano de Trabalho Docente –
PTD, fazendo com que os conhecimentos transmitidos sejam instrumentos para se
compreender
de que forma tais relações se estabelecem histórica, econômica,
política, cultural e socialmente. Cabe ao pedagogo, também, manter os professores
das turmas, cujos alunos desenvolvem atividades de estágio, informados sobre as
atividades desenvolvidas, de modo que estes possam contribuir para esta relação
prática.
13. RECURSOS QUE A ESCOLA DISPÕE PARA REALIZAR O PROJETO
POLÍTICO PEDAGÓGICO
O Colégio Estadual Unidade Polo recebe dois recursos financeiros públicos.
O Governo do Estado destina à escola o Fundo Rotativo (Recursos Descentralizados
para Escolas Estaduais do Paraná) e o Governo Federal envia o PDDE (Programa
Dinheiro Direto na Escola). Estas verbas são calculadas a partir do número de alunos
matriculados e declarados ao Censo Escolar.
O Fundo Rotativo tem como finalidade o repasse de recursos financeiros aos
Estabelecimentos de Ensino da Rede Estadual. Criado por Lei, este recurso viabiliza
a manutenção e despesas relacionadas com a atividade educacional. Cabe à
FUNDEPAR estabelecer diretrizes para a política de seu funcionamento. O critério de
sua distribuição tem como base o número de alunos matriculados, valor linear e
outros indicadores educacionais e sociais.
A
FUNDEPAR
repassa,
ainda,
através
do
Fundo
Rotativo,
cotas
suplementares para investimentos, desde que caracterizada a sua necessidade e
previamente solicitadas pelos gestores e autorizadas pelo FUNDEPAR. Estes
investimentos não podem ultrapassar o valor de R$ 8.000,00 (oito mil reais).
92
O gasto do repasse mensal do Fundo Rotativo deve efetuar-se com
manutenção e conservação da escola, tanto para assistência aos alunos (uso
comum e pedagógico), como materiais de expediente, materiais hidráulicos, vidros. A
verba do Fundo Rotativo não pode ser usada para aquisição de materiais
permanentes.
O gestor(a) do Fundo Rotativo é o Diretor(a) do estabelecimento durante o
seu mandato e deve cumprir as determinações, efetuando a prestação de contas a
cada semestre. As liberações são mensais e em conta específica, única e especial
em nome do Fundo. A movimentação da conta bancária efetuada pelo Diretor(a) do
estabelecimento é através de cheque nominal, estando a guarda e zelo do talão de
cheques sob sua inteira responsabilidade.
Foi criada a Gestão de Recursos Financeiros, prestação de contas diária do
Fundo Rotativo, via on line, e semestralmente, é encaminhada a liberação ao
NRE/SEED para análise e aprovação.
A cada liberação mensal da verba, o Diretor(a) deverá elaborar um plano de
aplicação junto com a APMF e o Conselho Escolar e assinado devidamente. Estes
acompanharão a realização de suas ações, pois ao final de cada semestre, estas
instâncias colegiadas, devem assinar o relatório final comprovando que realmente o
recurso foi gasto de forma correta.
A verba do Fundo Rotativo que o Colégio Estadual Unidade Polo recebeu no
ano de 2010 referente a Cota Normal de Consumo o valor de R$ 25.489,75, pagos
em 9 parcelas, este montante tem o objetivo de suprir todas as despesas com
manutenção da escola como: vidros, portas, fechaduras, instalação elétrica e
hidráulica, assim como materiais de limpeza). Na Cota Normal de Serviço o Colégio
recebeu o valor de R$ 10.426,13, para compra de materiais de expediente e
93
pedagógico (desde que seja de uso comum para os alunos), pagos em 04 parcelas
nos meses de março, junho, agosto e outubro.
Desde 2005, o Colégio está recebendo uma verba complementar através do
Fundo Rotativo chamado “Projeto Escola Cidadã”, que deu origem ao Programa
Estadual de Alimentação Escolar, o qual tem como objetivo suprir em 15% as
calorias necessárias/diárias das crianças e jovens. Esta verba é destinada,
exclusivamente para a melhoria da merenda. Em 2010 o valor repassado ao Colégio
foi de R$ 1.980,72, pagos em 02 parcelas no mês de maio e novembro. Também
durante todo o ano de 2010 foi repassado o valor de R$ 7.044,25 referente as Cotas
extras de: Consumo Diversos, Consumo de informática, Consumo Viva/Escola e de
Serviços Diversos como podemos observar na planilha abaixo. A Direção por sua
vez tem a responsabilidade de gerenciar e administrar os gastos e prestar contas
sobre este Fundo Rotativo em conjunto com a APMF e o Conselho Escolar.
Fundo Rotativo/ ano 2010
Cota
Mar
Abr
Mai
0,00
0,00
0,00
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Total
1.670,00 2.803,25 0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
4.473,25
0,00
186,00
0,00
285,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
471,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1.400,00 0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1.400,00
0,00
700,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
700,00
COTA EXTRA
CONSUMO
DIVERSOS
COTA EXTRA
CONSUMO
INFORMATICA
COTA EXTRA
CONSUMO/VIVA
ESCOLA
COTA EXTRA
SERVICOS
0,00
DIVERSOS
COTA NORMAL
CONSUMO
COTA NORMAL
SERVICO
ESCOLA CIDADAMERENDA
Total Distribuído
2.945,80 2.561,13 2.561,13 2.561,13 5.225,22 2.561,13 2.358,07 2.358,07 0,00
2.358,07 25.489,75
2.945,80 0,00
0,00
0,00
0,00
1.036,35 0,00
0,00
2.561,13 0,00
0,00
2.561,13 0,00
2.358,07 0,00
0,00
0,00
0,00
944,37 0,00
10.426,13
1.980,72
5.891,60 3.261,13 5.453,48 7.925,51 6.910,22 5.122,26 2.358,07 4.716,14 944,37 2.358,07 44.940,85
94
Em 2008, foi disponibilizado em horário contrário das matrículas dos alunos,
com o objetivo de dar condições para o desenvolvimento de diferentes atividades
pedagógicas nas escolas, o Programa de Atividades Complementares Curriculares
em Contraturno, com verba específica para recursos materiais, onde a cada
momento o Colégio vem implementando.
O PDDE consiste na transferência de recurso financeiro anual, através do
FNDE/MEC, em parcela única, destinado às escolas públicas do Ensino
Fundamental, como sistema de ações e assistência educacional. Este recurso tem
como objetivo contribuir para a manutenção e melhoria da infra-estrutura física e
pedagógica das instituições de ensino, concorrendo para a elevação da qualidade do
Ensino Fundamental. As escolas a serem beneficiadas devem possuir alunos
matriculados na modalidade regular, especial ou indígena de acordo com os dados
extraídos do Censo Escolar, realizado pelo INEP. São as informações obtidas
através do Censo que irão determinar quanto cada escola receberá de recurso.
Para receber esta verba, a escola deve estar em atividade, ter mais de 50
alunos matriculados no Ensino Fundamental e dispor de uma unidade executora que
é a APMF. A entidade APMF será a responsável pelo seu recebimento, execução e
prestação de contas dos recursos transferidos pelo FNDE em conta específica.
Os recursos do PDDE devem ser aplicados na aquisição de materiais
permanentes, manutenção e material de consumo. Sendo duas as categorias
econômicas, a de custeio e a de capital. A de custeio refere-se à aquisição de bens e
materiais de consumo e contratação de serviços para funcionamento e manutenção
da escola, a de capital são recursos para cobrir despesas com material permanente
que resultem em reposição ou elevação patrimonial. A unidade executora ao receber
o recurso deverá fazer um plano de aplicação juntamente com a Direção da escola e
o Conselho Escolar, fazendo pesquisas de preços antes da aquisição dos materiais a
serem adquiridos.
95
14. PLANO DE AÇÃO DA ESCOLA
EIXO: GESTÃO DEMOCRÁTICA
OBJETIVOS
•
Redimensionar uma inserção social, ampliando os laços de parceria e cooperação
com a sociedade civil e as diversas esferas do governo, em ações que visem o
desenvolvimento sócio-econômico, a diminuição das desigualdades sociais e a
melhoria da qualidade de vida.
•
Desenvolver uma gestão democrática baseada na integração das atividades dos
discentes sob a ótica da pluralidade, da ética e da transparência.
•
Proporcionar condições para que seja assegurada a fidelidade dos princípios
educacionais da SEED em sua práxis educativa e a qualidade dos serviços
educacionais.
•
Subsidiar a reestruturação e estimular o fortalecimento do Grêmio Estudantil no
planejamento e desenvolvimento de suas atividades.
• Promover transparência na prestação de contas, conforme determinação da SEED.
DETALHAMENTO
A Gestão Democrática ocorrerá por meio da:
•
Participação dos pais na escola.
•
Participação dos professores, funcionários, pais e alunos nas decisões mais
importantes, juntamente com as instâncias colegiadas: Conselho Escolar, APMF,
Grêmio Estudantil.
•
Acompanhamento das Instâncias Colegiadas, profissionais da educação,
comunidade escolar e alunos, nos planos de aplicações e prestação de contas das
verbas liberadas ao colégio.
•
Autonomia do Grêmio Estudantil na elaboração e execução das ações planejadas
por eles e socialização das idéias e ações.
CONDIÇÕES
Para que as ações sejam efetivadas, o colégio:
96
•
Buscará parceria com diversos segmentos da sociedade, efetivando um trabalho
diversificado, aberto à comunidade.
•
Proporcionará recursos financeiros e humanos, dentro das possibilidades existentes,
para a realização das ações planejadas.
•
Dará acesso às Instâncias Colegiadas, Grêmio, APMF, Conselho Escolar e
Profissional da Educação em participar das decisões diárias do colégio.
•
Promoverá assembléias e reuniões com calendário e pauta definida (mensalmente,
bimestralmente, extraordinariamente).
•
Levarão ao conhecimento da comunidade escolar, através de via on line, os eventos
da escola.
•
Proporcionará ao Grêmio Estudantil condições de subsistência.
•
Apoiará o Grêmio Estudantil na continuação do projeto Rádio Escola, visando a
socialização das idéias e ações.
CRONOGRAMA
•
Ano letivo
RESPONSÁVEL
•
Direção, Equipe Pedagógica, Agente Educacional I e II, Conselho Escolar, APMF,
Grêmio Estudantil.
EIXO: FORMAÇÃO CONTINUADA
OBJETIVOS
•
Implementar uma política educacional, propiciando meios para que as atividades
desenvolvidas no Colégio alcancem padrões de qualidade.
•
Congregar e dinamizar todas as forças vivas da comunidade e canalizá-las rumo a
uma prática educativa de qualidade.
•
Assegurar, em articulação com a equipe pedagógica, a realização de estudos
dirigidos para funcionários e professores.
•
Incentivar os profissionais da educação a buscarem o aprimoramento em sua
função.
•
Oportunizar a formação continuada a professores e funcionários.
97
DETALHAMENTO
•
A formação continuada será realizada:
•
Com reuniões pedagógicas;
•
Por meio de encontros, palestras, mini-cursos, fóruns, seminários e conferências
que envolvam toda a comunidade escolar;
•
Dando continuidade aos grupos de estudos de professores com ou sem parceria da
UEPR – campus Campo Mourão e/ou outros órgãos afins;
•
Dando suporte ao aprimoramento teórico-metodológico do coletivo de professores e
funcionários da escola, por meio de Grupos de Estudos na Escola, Equipe
Multidisciplinar e Implementação do Programa de Desenvolvimento Educacional.
CONDIÇÕES
Para que possa ocorrer a formação continuada, será:
•
Assegurado, em articulação com a equipe pedagógica, a realização de estudos
dirigidos para os profissionais da educação.
•
Realizado convênios e acordos com instituições de ensino superior para a promoção
de cursos para professores e demais funcionários da escola.
•
Elaborado projetos, buscando, junto a comunidade escolar, instituição mantenedora,
empresas públicas e privadas, os recursos financeiros para a realização das ações
planejadas.
•
Viabilizado espaço físico e recursos materiais necessários para a implementação
das ações.
•
Proporcionado recursos humanos da própria escola e de outras instâncias, por meio
de parcerias com as IES, sociedade civil, NRE, SEED, MEC para a realização da
formação continuada.
CRONOGRAMA
• Ano letivo.
RESPONSÁVEL
•
Direção, professores, Agente Educacional I e II, Equipe Pedagógica, Instituições
Parceiras, NRE, SEED, MEC.
98
EIXO: QUALIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS E EQUIPAMENTOS DA ESCOLA
OBJETIVOS
•
Propor à mantenedora, os investimentos destinados à manutenção, adequação e
atualização constante de materiais de laboratório, biblioteca, pedagógico e
tecnológico, através de projetos sistematizados.
•
Planejar as atividades aproveitando os recursos existentes, de forma organizada
para que favoreça o bom convívio e atinja a qualidade de ensino.
•
Construir espaços/ambientes para redimensionar os projetos já existentes e a existir.
•
Viabilizar junto a SEED, a manutenção e adequação da estrutura física, bem como a
substituição de conjuntos escolares.
•
Preservar e recuperar o Espaço Verde existente no colégio - meio ambiente,
ajardinamento, bosque, horta.
DETALHAMENTO
O eixo qualificação dos espaços e equipamentos da escola acorrerá por meio de:
•
Planejamento, para que haja organização e utilização dos recursos existentes,
adequando o material ou espaço para a prática pedagógica.
•
Aquisição de recursos em consonância com a APMF e Conselho Escolar, junto à
comunidade.
•
Direcionamento de verbas para a aquisição de materiais, manutenção e
readequação dos espaços físicos.
•
Limpeza nas mediações do bosque, retirando os entulhos existentes; isolando a
área do bosque; realizando e preservando o plantio de espécies nativas típicas do
cerrado e promovendo a identificação científica de espécies vegetais existentes no
bosque.
CONDIÇÕES
•
Estabelecendo contato, pessoalmente e/ou através de ofício, com os responsáveis
no NRE, APMF, SEED e sociedade civil organizada.
•
Buscando recursos financeiros junto a Secretaria de Meio ambiente- SEMA/IAP e
parceria técnica da UEPR- campus Campo Mourão, Faculdade Integrado e IAP para
99
a implementação da preservação e recuperação do Espaço Verde.
•
Utilizando os espaços existentes, com qualidade, zelando pela conservação e
valorização dos mesmos.
•
Solicitando recursos da Fundepar para a construção de anfiteatro, salas ambientes e
salas de aula.
CRONOGRAMA
• Ano letivo.
RESPONSÁVEL
•
Direção, APMF, Equipe Pedagógica, professores, Agente Educacional I e II, alunos,
pais, SEED, Fundepar, NRE, MEC.
EIXO: PROPOSTA PEDAGÓGICA
OBJETIVOS
•
Criar uma política de apoio pedagógico aos estudantes.
•
Incentivar a integração das ações de Ensino, Pesquisa e Iniciação Científica por
meio de monitoria e orientação da UEPR- campus Campo Mourão.
•
Atuar junto ao coletivo de professores e funcionários na elaboração de projetos e/ou
ações que visem à recuperação de estudos.
•
Orientar o processo de elaboração e efetivação dos planejamentos anuais e de
ensino, junto ao coletivo de professores da escola.
•
Dinamizar e democratizar a utilização da biblioteca.
•
Criar a Escola de Pais em consonância com a UEPR- Campus Campo Mourão,
visando integrar a comunidade escolar.
• Promover o Conselho de Classe visando à qualificação do ensino e aprendizagem.
DETALHAMENTO
Para que aconteça a proposta pedagógica no colégio, buscar-se-á:
•
Realizar convênios e acordos com instituições de ensino superior, para subsidiar o
aluno na aprendizagem do conhecimento, bem como promover palestras e
conhecimento teórico e prático aos pais e familiares.
•
Organizar grupos de estudos na escola com monitoria dos alunos da própria
100
instituição ou de acadêmicos do ensino superior, levando como sugestão para as
instituições parceiras o aproveitamento da referida atividade como estágio
supervisionado para os universitários.
•
Incentivar e apoiar as atividades esportivas com ampliação das escolinhas nas
várias modalidades esportivas.
•
Promover estudos sistemáticos, troca de experiências, debates, oficinas entre
outros, para a disseminação e socialização dos conhecimentos.
• Identificar as dificuldades e necessidades de aprendizagem em sala de aula.
CONDIÇÕES
Para uma aprendizagem de qualidade aos alunos a escola buscará:
•
Estabelecer
contato
com
parceiros
monitores
entre
alunos
do
próprio
estabelecimento e estagiários de instituições superiores.
•
Fornecer espaço físico e material para a concretização dos estudos.
•
Facilitar o acesso de docentes e funcionários a cursos de aperfeiçoamento e grupos
de estudos.
•
Apoiar e subsidiar a realização dos projetos e programas existentes no colégio.
•
Buscar a parceria da comunidade local e educacional nos diversos níveis.
•
Assegurar recursos humanos, físicos e materiais para o desenvolvimento dos
programas e projetos educativos existentes no colégio.
CRONOGRAMA
• Ano letivo
RESPONSÁVEL
•
Direção, Equipe Pedagógica, Equipe Multidisciplinar, NRE, SEED, MEC.
EIXO: ATIVIDADE DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR
OBJETIVOS
•
Promover o aprimoramento teórico-prático-pedagógico dos alunos incentivando e
apoiando os Projetos, Programas Educacionais e atividades extracurriculares no
interior do colégio.
101
DETALHAMENTO
Serão promovidas atividades extracurriculares através de projetos e programas que
proporcione o aperfeiçoamento dos aspectos físico, psíquico, social, cultural e
pedagógico dos alunos:
• Programa de Desenvolvimento Educacional- PDE- os professores que fazem
parte do programa, proporcionam aos alunos aprimoramento extracurricular dentro
de suas disciplinas, buscando proporcionar uma melhor qualidade de ensino e o
aprimoramento e desenvolvimento dos alunos.
• Programa Viva a Escola: Projetos em desenvolvimento: Rádio-Escola; A Dança
enquanto Expressão Corporal; Esporte na Formação Cultural da Criança. No
período de abertura da demanda do programa, serão apresentadas outros projetos
para a apreciação, aprovação e implementação no colégio.
• Projeto Agenda 21 – tem o intuito de conscientizar a comunidade escolar na
responsabilidade de cada pessoa na construção de valores coletivos, consagrando o
direito que todos temos a um meio ambiente saudável e igualmente o dever ético,
moral e político de preservá-lo, buscando soluções para uma melhor qualidade de
vida, onde a participação de todos é fundamental para um resultado positivo.
• Projeto Evasão Escolar: Proposta Prevenção – busca democratizar o ensino,
diminuindo o número de alunos evadidos no colégio, especialmente o período
noturno.
• Projeto Verde Que Te Quero Vida – tem por objetivo incutir na comunidade
estudantil e na sociedade a necessidade de revitalizar e utilizar de forma racional a
área verde “Bosque Robson Paitach”, existente no interior do Colégio Unidade Polo.
• Mostra Interdisciplinar – Tem como identificador o conhecimento, a pesquisa e a
ação, envolvendo toda a comunidade escolar, levando em conta que o
conhecimento é uma construção histórica e social e as atividades de interação
permitem interpretar a realidade e construir significados, novas possibilidades de
ação e conhecimento.
• Palestras e Oficinas – durante o ano letivo escolar são proporcionadas diversas
102
palestras e oficinas educacionais, direcionados aos alunos, envolvam os desafios
educacionais contemporâneos e outros temas atuais.
• Projeto Escolinhas Esportivas – junto a Fundação de Esportes do Município a
escola proporciona a escolinha de esporte, visando o desenvolvimento do aluno e a
prática desportiva nas modalidades de tênis de mesa, xadrez, vôlei, basquete, futsal
masculino e feminino.
• Programa Sala de Apoio a Aprendizagem - busca atender às defasagens de
aprendizagem apresentadas pelos alunos que freqüentam o 6º ano e 9° ano do
Ensino Fundamental.
• Sala de Recurso – promove o atendimento ao Educando com Deficiência
Intelectual e Transtornos Funcionais Específicos, dando suporte para um
aprendizado de qualidade.
• Curso Básico de Língua Espanhola/Celem, - oferta o ensino de língua
estrangeira, destinado a alunos, professores, funcionários e à comunidade do
Colégio.
• Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar – SAREH,
proporciona
atendimento
educacional
para
alunos
que
se
encontram
impossibilitados de freqüentar a escola, em virtude de situação de internamento
hospitalar ou tratamento de saúde, permitindo-lhes a continuidade do processo de
escolarização, a inserção ou a reinserção em seu ambiente escolar.
CONDIÇÕES
Para que possam ser desenvolvidas com qualidade as atividades extracurriculares,
além dos recursos humanos e materiais do estabelecimento, buscar-se-á:
•
Estabelecer contato, pessoalmente e/ou através de ofício, com os responsáveis no
NRE, APMF, SEED e sociedade civil organizada, para angariar verbas e/ou
aprovação dos projetos e programas existentes no estabelecimento.
•
Proporcionar espaço físico e assessoria pedagógica para o desenvolvimento das
atividades extracurriculares.
•
Viabilizar e direcionar os recursos existentes para a aquisição de materiais,
103
buscando, através da APMF e do Conselho Escolar uma aplicação democrática e
consciente em sua utilização.
•
Planejar para que haja organização e utilização dos recursos existentes adequando
o material ou espaço à prática pedagógica.
•
Viabilizar recursos junto a Secretaria de Meio ambiente- SEMA-IAP, e apoio técnico
com a UTFPR- campus Campo Mourão, para a implementação do Projeto Verde
que te quero Vida- Bosque Robson Paitach.
•
Incentivar, proporcionando suporte estrutural e físico e apoiando às atividades
esportivas com ampliação das escolinhas nas várias modalidades esportivas
•
Viabilizar e apoiar o Grêmio Estudantil na utilização do Projeto Rádio Escola, para a
socialização das idéias e ações empreendidas.
CRONOGRAMA
• Ano letivo.
RESPONSÁVEL
•
Direção, APMF, Equipe Pedagógica, professores, funcionários, alunos, pais, SEED,
Fundepar, NRE, MEC, SEMA-IAP, UTFPR-campus Campo Mourão, UEPR-campus
Campo Mourão, Faculdade Integrado.
14.1 Plano de Ação da Equipe Pedagógica
O Colégio Estadual Unidade Polo está situado no final da região central da
cidade de Campo Mourão e atende alunos de nível sócio econômico médio e baixo,
provenientes dos bairros periféricos.
Esta escola baseia-se na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº
9394/96), nas diretrizes emanadas pela SEED e nas teorias progressistas da
educação,
tendo
como
objetivo
a
transmissão/assimilação
da
cultura
e
conhecimentos científicos historicamente acumulados, conforme aponta Dermeval
Saviani:
104
[...] a escola diz respeito ao conhecimento elaborado e
não ao conhecimento espontâneo; ao saber sistematizado e não fragmentado; a cultura erudita e não
à cultura popular. [...] A escola existe, pois, para propiciar a aquisição dos instrumentos que
possibilitam o acesso ao saber elaborado (ciências), bem como o próprio acesso aos rudimentos
desse saber. As atividades da escola básica devem se organizar a partir dessa questão. [...] Daí que a
primeira exigência para o acesso a esse tipo de saber é aprender a ler e escrever. Além disso, é
preciso também aprender a linguagem dos números, a linguagem da natureza e a linguagem da
sociedade (SAVIANI, 1995, p. 19-20).
Em conformidade com essas prerrogativas, o Colégio Estadual Unidade Polo
oferece o Ensino Fundamental, Médio e Profissional. A finalidade do Ensino Médio,
proposta na LDB, Art. 35, consiste em consolidar e aprofundar os conhecimentos
adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitar o prosseguimento de estudos;
preparar para o trabalho e cidadania para continuar aprendendo, ser capaz de
adaptar-se, aprimorando e educando como pessoa humana, incluindo a formação
ética, o desenvolvimento da autonomia intelectual e o pensamento crítico;
compreender os fundamentos científico-tecnológicos, e relação teoria e prática no
ensino de cada disciplina.
Partindo dos pressupostos teóricos e legais acima expostos de função da
escola e do Ensino Médio, cabe ao professor pedagogo, o trabalho de articulação e
planejamento das atividades escolares, partindo da coordenação para a elaboração
e execução do Projeto Político Pedagógico, buscando juntamente com professores,
funcionários, alunos e comunidade as melhores metodologias e encaminhamentos
para que a escola seja de fato democrática, supondo-se aqui a competência na
transmissão dos conhecimentos acumulados historicamente pela sociedade.
O trabalho do pedagogo na organização do trabalho escolar está também
vinculado ao debate acerca do modelo de organização e de gestão da escola; à
construção cotidiana do projeto político pedagógico, de como tomar decisões, em
que instâncias, à transparência do uso dos recursos públicos na escola; à relação
entre funcionários, professores, pais, alunos, equipe pedagógica e direção; à
105
composição e às ações do Conselho Escolar, o Regimento Escolar e suas
aplicações. Estas questões estão diretamente relacionadas com o pedagógico, com
o exercício cotidiano de busca de coerência entre a teoria e a prática.
Os objetivos e as atividades do professor pedagogo, neste plano de ação,
estão separados por área de atuação para melhor enfoque:
Orientação à família:
• Colaborar com a família no desenvolvimento e educação do aluno.
• Contribuir para o processo de integração entre a escola, a família e a
comunidade, atuando de forma que se consolide uma gestão democrática
e participativa.
• Desenvolver atitudes favoráveis à efetiva participação dos pais na tarefa
educativa e em relação ao estudo dos filhos.
• Identificar possíveis influências do ambiente familiar que possam estar
prejudicando o desempenho do aluno na escola.
• Estudar e debater o Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como o
papel do Conselho Tutelar junto às famílias.
• Orientar os pais quanto à responsabilidade de encaminhar os filhos à
escola e acompanhar o rendimento escolar dos mesmos.
• Orientar as famílias a buscarem ajuda nas instituições competentes a fim
de solucionarem problemas relacionados a dependências químicas,
saúde, escolarização e profissionalização dos membros da família.
Coordenação e organização do trabalho pedagógico escolar:
•
Coordenar a elaboração coletiva e acompanhar a efetivação do Projeto
Político Pedagógico e do Plano de Ação da escola.
•
Colaborar na análise dos indicadores de aproveitamento escolar, evasão,
repetência e absenteísmo2.
2
De acordo com o dicionário, absenteísmo significa falta de assiduidade. (FERREIRA, 1986, p. 15).
106
•
Desenvolver uma ação integrada com o corpo docente, visando a melhoria
do aproveitamento escolar da adoção de metodologias adequadas e
desenvolvimento de hábitos de estudo.
•
Coordenar a construção coletiva e a efetivação da proposta curricular da
escola, a partir das políticas educacionais emanadas pela SEED e
Diretrizes Nacionais do Conselho Nacional de Educação.
•
Orientar o processo de elaboração e efetivação dos planejamentos anuais
de ensino junto ao coletivo de professores da escola.
•
Promover e coordenar reuniões pedagógicas e grupos de estudo de temas
relativos ao trabalho pedagógico e de intervenção na realidade escolar.
•
Analisar os projetos de natureza pedagógica a serem implantados na
escola.
•
Atuar, junto ao coletivo de professores, na elaboração de projetos e/ou
ações que visam a recuperação de estudos, a partir das necessidades de
aprendizagem identificadas em sala de aula e/ou nos Conselhos de
Classe bimestrais.
Organizar a realização dos Conselhos de Classe:
•
Garantindo um processo coletivo de reflexão-ação sobre o trabalho
pedagógico, através de estudos de textos;
•
Definindo metas para cada turma;
•
Atribuindo medidas que deverão ser tomados por professores, alunos,
pais, pedagogos, representantes, direção e funcionários a fim de
possibilitar a melhor aprendizagem;
•
Efetivando o levantamento prévio dos problemas pedagógicos junto aos
professores, alunos e pais para que o Conselho de Classe seja um
momento para definir e buscar soluções e não enumerar os problemas.
•
Subsidiar
o
aprimoramento
teórico-metodológico
do
coletivo
de
professores da escola, promovendo estudos sistemáticos, troca de
experiências, debates, oficinas entre outros.
107
•
Acompanhar o registro no Livro de Registro de Classe dos professores,
bimestralmente ou sempre que se fizer necessário, de modo a garantir a
efetivação da proposta curricular e o planejamento anual, bem como
registros de notas, recuperação, freqüência e carga horária das diferentes
disciplinas, fazendo anotações e orientações.
•
Organizar e coordenar a hora-atividade do coletivo de professores, de
maneira a garantir que esse espaço-tempo seja de reflexão-ação sobre o
processo pedagógico e preparação de aulas.
•
Organizar horário e acompanhar o planejamento das aulas de apoio
oferecidas pelos professores da escola em contraturno para atender
alunos com problemas de aprendizagem.
•
Repensar, juntamente com os professores, o processo de avaliação, por
meio de estudos de textos e práticas de novas experiências, incentivando
o trabalho coletivo entre os alunos, a avaliação diagnóstica, a pesquisa e a
auto-avaliação.
Formação ética e para cidadania do educando:
• Levar o aluno a vivenciar, analisar, discutir e desenvolver valores, atitudes
e comportamentos, fundamentados em princípios universais.
• Desenvolver o respeito à dignidade e às liberdades fundamentais do
homem.
• Desenvolver a compreensão dos direitos e deveres, da pessoa humana,
do cidadão, da família, do Estado e demais grupos que compõem a cultura
dos alunos.
• Despertar no educando a consciência da liberdade, o respeito pelas
diferenças individuais, o sentimento de responsabilidade e a confiança e
utilização de meios pacíficos para a solução dos problemas humanos.
• Desenvolver nos alunos atitudes e comportamentos de respeito no trato
com colegas e profissionais da educação na escola.
108
• Desenvolver
uma
atuação
integrada
com
professores
para
o
desenvolvimento dos valores éticos e sociais acima descritos.
• Desenvolver nos alunos atitudes compatíveis com respeito às normas
gerais de boa educação e conduta às regras do Regimento Escolar.
• Desenvolver a dimensão espiritualista, sem proselitismo cultural ou
religioso, obedecendo a princípios gerais de respeito humano.
• Evitar ocorrência de discriminação por motivos de convicções filosóficas,
religiosas ou qualquer preconceito de classe, cor ou questões de gênero.
• Favorecer a integração dos alunos no ambiente escolar e entre os seus
pares.
• Apoiar as iniciativas do Grêmio Estudantil da escola.
• Incentivar a participação dos alunos em eventos, oficinas, festivais e
palestras em locais fora do espaço escolar a fim de oportunizar a
convivência com pessoas de outras comunidades escolares.
Encaminhamentos relacionados à Saúde Física e Mental dos alunos:
•
Colaborar com a escola e a família no desenvolvimento de aspectos
importantes da educação, tais como: o afetivo, o sexual, de higiene, de
saúde e do lazer.
•
Desenvolver a compreensão dos valores, das implicações e das
responsabilidades
em
relação
à
dimensão
afetiva
e
sexual
da
personalidade do aluno.
•
Atuar preventivamente, via encaminhamento, em relação a saúde física e
mental dos alunos.
•
Identificar, assistir e encaminhar tanto os alunos que apresentem
excelente desempenho como também os que apresentam necessidades
especiais, colaborando no processo de inclusão.
Orientação vocacional:
109
• Levar o aluno a reconhecer a importância da escolha profissional e a
necessidade de informações educacionais e profissionais.
• Desenvolver atitudes de valorização do trabalho como meio de realização
pessoal e de fator de desenvolvimento social.
• Levar o aluno a reconhecer a necessidade de assumir o papel de
protagonista e agente de sua escolha profissional.
• Desenvolver no aluno a capacidade de relacionar suas características
pessoais às características das profissões.
Estágio supervisionado do acadêmicos de Pedagogia:
• Colaborar na formação e preparo do futuro profissional.
• Sensibilizar o estagiário para as necessidades do pedagogo, visando uma
maior eficiência no seu futuro trabalho.
• Levar o estagiário a uma percepção realista, propiciando vivência de
situações reais e problemas que permeiam a ação do pedagogo.
• Levar o estagiário a estabelecer um vínculo significativo entre teoria e
prática, interagindo com as instituições de Ensino Superior formadoras dos
novos pedagogos.
Estágios supervisionados de acadêmicos-professores:
• Encaminhar os estagiários aos professores de suas respectivas
disciplinas.
• Fornecer aos estagiários, as informações sobre o Projeto Político
Pedagógico, Planejamento Anual e Plano de Ação da Escola.
• Fornecer informações sobre metodologias adequadas a sua disciplina,
sobre o domínio de classe, e projetos da escola em que possa colaborar.
METODOLOGIA
110
Para atingir seus objetivos e desenvolver suas atividades, o pedagogo estará
adotando diversas metodologias e estratégias, baseando-se na pesquisa participante
que visa à inserção junto à comunidade escolar e ações que possam colaborar na
mudança das problemáticas identificadas. Adotará uma didática baseada na
Pedagogia Histórico-Crítica e/ou Libertadora, partindo da prática social inicial de
professores e alunos para que junto a eles e com eles, busque soluções adequadas
no conhecimento sistematizado e científico, utilizando-se das áreas de psicologia,
sociologia,
filosofia,
didática,
políticas
educacionais,
levando
em
conta
o
conhecimento prévio e a cultura local.
PROCEDIMENTOS
• Reuniões.
• Palestras.
• Entrevistas.
• Pesquisas teóricas e práticas.
• Orientação individual.
• Orientações coletivas.
• Convocações aos pais ou responsáveis.
• Elaboração e coordenação ou colaboração em projetos.
• Elaboração e coordenação ou colaboração em atividades escolares.
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
ATIVIDADES
PLANEJAMENTO
ORGANIZAÇÃO CLASSES
BUSCA DE DADOS ALUNOS
APRESENTAÇÃO DO PLANO
REUNIÃO COM PAIS
ESCOLHA REP. DE SALA
PALESTRA PARA ALUNOS
FEV
MAR
JUL
AGO
X
X
X
X
X
ABR
MAI
X
X
X
X
x
x
X
X
X
X
JUN
X
X
X
SET
OUT
NOV
X
X
DEZ
111
AVALIAÇÃO DO P.P.P
ANÁLISE REND. ALUNO
APRES. REGULAMENTO INT.
X
ENTREVISTA COM O ALUNO
X
X
X
X
X
X
X
15.
E
AVALIAÇÃO
ORGANIZAÇÃO FICHAS ALUNOS
ACOMPANHAMENTO
X
X
X
X
X
X
DO
PROJETO
POLÍTICO
PEDAGÓGICO
O Projeto Político Pedagógico será acompanhado por todos os envolvidos na
sua construção. As avaliações pontuais ocorrerão bimestralmente e acontecerão, em
especial, no momento do Conselho de Classe ou quando se fizer necessário. A
grande avaliação e reformulação do Projeto deverá acontecer no início de cada ano
letivo. Para a realização destas avaliações semestrais serão convocados os pais,
alunos, funcionários, direção, professores e pedagogos objetivando analisar os
pontos positivos e negativos. Após esta análise, serão efetuadas as mudanças que
se fizerem necessárias.
Professores,
funcionários,
direção
e
equipe
pedagógica
decidiram
estabelecer assembléia de alunos nos períodos matutino, vespertino e noturno para
reformular o texto sobre a comunidade escolar. Ficou definido que a cada dois anos
a equipe pedagógica realizará uma pesquisa por meio de questionário sócioeconômico utilizando uma amostragem de 20% para atualizar os dados acerca do
diagnóstico dessa comunidade escolar.
Os dados acerca dos índices de alunos matriculados, aprovados,
reprovados, desistentes e transferidos devem ser analisados e discutidos
anualmente e, no PPP devem constar todos os dados analisados nos últimos cinco
anos.
16. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
X
112
APP-SINDICATO. Construindo o plano estadual de educação: para um novo
governo. Curitiba: W3 Publicidade, 2001.
BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. Rio de
Janeiro: Vozes, 1999.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
nº 9.394/96. Brasília: MEC, 1996.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado
Federal, 1998.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da Língua Portuguesa.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
GADOTTI, Moacir. Pensamento pedagógico brasileiro. São Paulo: Ática, 1988.
IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2006.
Síntese de
Indicadores Sociais – 2007
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=987&id_pagina=1
Acesso em 04 nov.2010
Jornal da Marcha Mundial de Mulheres.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e
proposições, 14. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
PARANÁ, Conselho Estadual de Educação. Deliberação nº 007/99. Normas gerais
para a avaliação do aproveitamento escolar, recuperação de estudos e
113
promoção de alunos do sistema estadual de ensino, em nível Fundamental e
Médio. Curitiba: SEED, 1999.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Plano Estadual de Educação: uma
construção coletiva (versão preliminar). Curitiba: SEED, setembro 2005.
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. São Paulo: Cortez, 1983.
________________. Pedagogia histórico-crítica – primeiras aproximações. 5ª ed.
Campinas: Autores Associados, 1995.
________________. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São
Paulo: Autores Associados, 2000.
SEVERINO, Antonio Joaquim. Filosofia da educação: construindo a cidadania. São
Paulo: FTD, 1994.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Avaliação – concepção dialético-libertadora. São
Paulo: Libertad, 1994.
__________.Governo do Estado do. Secretaria de Educação do Estado do Paraná.
Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Paraná 2008.
www.caixa.gov.br acesso em 17/10/2007.
www.fomezero.gov.br/programas-e-ações acesso em 17/10/2007.
www.app.com.br acesso em 30/10/2007.
www.aenoticias.pr.gov.br discurso de posse do Governador Requião em 01/01/2007.
114
17. ANEXOS
• ANEXO I - Matriz curricular do Ensino Fundamental do 6° ao 9°ª ano
• ANEXO II - Matriz curricular do ensino médio
• ANEXO III - Apresentação da Proposta Pedagógica Curricular do Ensino
Fundamental e Médio
• ANEXO IV - Matriz Curricular do Ensino Profissional – Técnico em
Serviços de Restaurante e Bar
• ANEXO V - Proposta curricular do ensino profissional - Técnico em
Serviços de Restaurante e Bar
115
ANEXO I
MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL
NRE-05: Campo Mourão
MUNICÍPIO-0430: Campo Mourão
ESTABELECIMENTO-047: Colégio Estadual Unidade Polo - EFMP
ENDEREÇO: Rua Santos Dumont, 1984
TELEFONE: (44) 3525-6690
ENTIDADE MANTENEDORA: Governo do Estado do Paraná
CURSO: 4039
ENSINO FUNDAMENTAL 6º/9º ANO
TURNO: MANHÃ e TARDE
MÓDULO: 40 SEMANAS
ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2012
FORMA: SIMULTÂNEA
BA
SE
NA
CIO
NA
L
CO
MU
M
PAR
TE
DIVE
RSIF
ICAD
A
DISCIPLINAS/ ANOS
6°
7°
8°
9°
Artes
Ciências
Educação Física
Ensino Religioso*
Geografia
História
Língua Portuguesa
Matemática
SUBTOTAL
2
3
3
1
3
3
4
4
23
2
3
3
1
3
3
4
4
23
2
3
3
2
4
2
3
4
4
4
23
4
3
4
4
23
L.E.M - Inglês
2
2
2
2
2
25
2
25
2
25
2
25
SUBTOTAL
TOTAL GERAL
Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96
Ensino Religioso – Disciplina de matrícula Facultativa
116
ANEXO II
MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO
ESTADO DO PARANÁ
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
NRE: 05 – CAMPO MOURÃO
MUNICÍPIO: 0430 – CAMPO MOURÃO
ESTABELECIMENTO:00047–UNIDADE POLO, C.E.–ENS.FUND.,MÉDIO E
PROFISSIONAL
ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
CURSO: 0009 – ENSINO MÉDIO
TURNO: MANHÃ/NOITE
ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2011 – SIMULTÂNEA
MÓDULO: 40 SEMANAS
DISCIPLINAS /SÉRIES
1ª
2ª
3ª
ARTE
2
0
0
BIOLOGIA
2
2
2
EDUCAÇÃO FÍSICA
2
2
2
FÍSICA
2
2
2
GEOGRAFIA
2
2
2
HISTÓRIA
2
2
2
LÍNGUA PORTUGUESA
2
4
4
MATEMÁTICA
3
3
3
QUÍMICA
2
2
2
FILOSOFIA
2
2
2
SOCIOLOGIA
2
2
2
SUB TOTAL
23
23
23
P
L.E.M.INGLÊS
2
2
2
D
L.E.M.ESPANHOL*
4
4
4
SUB. TOTAL
6
6
6
25
25
25
BA
SE
NA
CIO
NAL
CO
MU
M
TOTAL GERAL
NOTA: Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96
* Disciplina de matricula facultativa, ofertada no horário contra turno no CELEM.
OBS.: MANHÃ – Serão ministradas 05 aulas de 50 minutos.
NOITE - Serão ministradas 03 aulas de 50 minutos e 02 aulas de 45 minutos.
117
ANEXO III
APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
A construção das Diretrizes Curriculares Orientadoras para a Educação
Básica da Rede Estadual, coordenada pela Superintendência da Educação da
Secretaria de Estado da Educação, apontou os referenciais teóricos, metodológicos
e as orientações para o processo de discussão e construção desta Proposta
Pedagógica Curricular, baseada no estudo da história educacional do Estado do
Paraná, nos princípios políticos apontados pela atual gestão e na legislação
constitucional e educacional vigente no país.
A discussão e elaboração do Projeto Político Pedagógico iniciado em 2005
possibilitaram a investigação da realidade escolar, na avaliação e identificação dos
elementos norteadores e nas ações a serem desenvolvidas. Nesse processo, firmouse o compromisso com os seguintes princípios: o compromisso com a diminuição
das desigualdades sociais; a articulação das propostas educacionais com o
desenvolvimento econômico, social, político e cultural da sociedade; a defesa da
educação básica e da escola pública, gratuita e de qualidade, como direito
fundamental do cidadão; bem como a articulação de todos os níveis e modalidades
de ensino e a compreensão dos profissionais da educação como sujeitos
epistêmicos.
A Proposta Pedagógica Curricular faz parte do Projeto Político Pedagógico
no processo de construção da mesma. Neste estabelecimento de ensino, evidenciouse a necessidade de recorrer à visão de mundo, de homem e de escola que foram
estabelecidas no início das discussões acerca da construção do Projeto Político
Pedagógico do Colégio. O resgate do questionamento – que escola nós temos, e que
escola queremos? – foi fundamentado na concepção de educação vislumbrada pela
Pedagogia Histórico-crítica e nos estudos da realidade sócio-econômica e cultural
118
nacional, estadual e de nossa região, no perfil do aluno e do professor da escola e
dos órgãos colegiados que a compõem.
Na construção dessa Proposta Curricular buscaram-se estratégias para
garantir a participação do coletivo dos profissionais da educação nas discussões,
com o firme propósito de questionar práticas excludentes que ainda persistem no
meio escolar e que, se não forem superadas por encaminhamentos pedagógicos que
contemplem todos os alunos no processo de ensino-aprendizagem, estarão
contribuindo para a manutenção das desigualdades sociais que marcam a vida de
muitos alunos de nossas escolas.
Tendo a consciência da diversidade e dentro dos princípios de uma
pedagogia histórico-crítica está a preocupação com a educação como direito de
todos; com a valorização dos profissionais da educação, do trabalho coletivo, e da
gestão democrática; com o atendimento às diferenças, evidenciando a inclusão, não
apenas das pessoas com deficiências, mas buscando atender às diferenças
individuais, respeitando as necessidades educacionais de todos os alunos,
beneficiando-os com recursos humanos, técnicos, tecnológicos e materiais que
promoverão a sua inclusão.
Dentro dessa Proposta Pedagógica Curricular, buscou-se evidenciar a
organização
do
processo
de
aprendizagem
que
possibilitará
a
flexibilização/adaptação de conteúdos curriculares (conteúdos, métodos e avaliação),
de modo a contemplar a participação e o sucesso de todos os alunos, considerando
seu conhecimento prévio, suas necessidades lingüísticas diferenciadas e o contexto
social, vislumbrando a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária.
119
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – LÍNGUA PORTUGUESA
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
A Língua Portuguesa desde as últimas décadas do século XIX, quando
passou a integrar os currículos escolares, teve diferentes enfoques. Inicialmente,
ocupava um espaço pouco significativo e fragmentava-se entre Gramática, Retórica
e Poética. A industrialização passou a requerer uma ampliação escolar a camadas
maiores da população, e a educação passou a conceder a cada classe o nível
linguístico que lhe era necessário, privilegiando o estudo do funcionamento da língua
padrão através do ensino de gramática.
A partir da década de 60, a concepção tecnicista baseada em exercícios de
memorização impunha uma formação acrítica e passiva. A Lei 5692/71 aprofundou a
idéia do ensino voltada à qualificação para o trabalho e a concepção de linguagem
como meio de comunicação.
Ainda na década de 70, discutiam-se novas teorias como a Sociolinguística,
Análise do Discurso, Semântica e a Linguística Textual, mas os livros didáticos
continuaram a reproduzir as concepções tradicionais de linguagem. Poucas
inovações foram observadas na prática de produção de textos.
No final dos anos 70, inícios de 80, nos meios acadêmicos, intensificaram-se
os estudos, principalmente de Bakhtin, em torno da natureza sociológica da
linguagem. O Currículo Básico do Paraná, em 1990, orientava um trabalho focado na
leitura e produção, voltado ao domínio de falar, ler e escrever.
120
Os PCN, também fundamentavam a proposta de Língua Portuguesa nas
concepções
interacionistas,
porém
propunham
o
trabalho
com
modelos
preestabelecidos, abordando apenas aspectos formais do texto, excluindo-o do seu
contexto social.
As Diretrizes Curriculares Estaduais de Língua Portuguesa, propõem novos
posicionamentos em relação às práticas de Ensino, enfatizando a língua viva,
dialógica, em constante movimentação, permanentemente reflexiva e produtiva.
Dessa forma, o trabalho na disciplina será pautado na concepção de
linguagem como forma de interação entre as pessoas. A linguagem passa a ser
considerada em sua relação com os sujeitos que a utilizam, levando-se em conta a
enunciação, ou seja, o contexto de produção do enunciado ou do discurso. Esse por
sua vez, materializa-se em práticas discursivas no texto, daí a necessidade de o
texto ser entendido e trabalhado em sua dimensão discursiva, como espaço de
constituição do sujeito e de relações sociais.
Assim sendo, o trabalho com a língua deve considerar as práticas
linguísticas que os alunos trazem ao ingressar na escola, propiciar a inclusão de
conceitos e definições necessários ao uso da norma padrão, aprimorar sua
competência linguística propondo-se uma prática significativa com gêneros textuais
orais, escritos e imagéticos no intuito de que o aluno passe a sentir-se inserido em
determinada realidade, sendo capaz de interagir com ela, ampliando seu
conhecimento de mundo e desenvolvendo o senso crítico com relação ao outro e a si
mesmo.
Nessa perspectiva, o papel da disciplina é essencial na educação formal do
indivíduo, já que a linguagem permeia todas as atividades humanas, em todas as
esferas sociais. Além disso, no âmbito escolar, a linguagem, seja oral, seja escrita, é
uma ferramenta indispensável para o letramento e a construção de conhecimentos
nas mais diferentes áreas e disciplinas.
121
Nesse processo de ensino e aprendizagem, a ação pedagógica referente à
linguagem, portanto, precisa pautar-se na interlocução, em atividades planejadas que
possibilitem ao aluno a leitura e a produção oral e escrita. A leitura é um processo
que implica uma resposta do leitor ao que ele lê, é dialógico, acontece num tempo e
num espaço. No ato de leitura, um texto leva a outro e orienta para uma política de
singularização do leitor que, convocado pelo texto, participa da elaboração dos
significados, confrontando-o com o próprio saber com a sua experiência de vida.
Na oralidade tomam-se como ponto de partida os conhecimentos linguísticos
dos alunos, para promover situações que os incentivem a falar, ou seja, fazer uso da
variedade de linguagem que empregam em suas relações sociais, mostrando que as
diferenças de registro não constituem, científica e legalmente, objeto de classificação
e que é importante a adequação do registro nas diferentes instâncias discursivas.
A escrita se faz a partir da produção de diferentes gêneros, por meio das
experiências sociais, tanto singular quanto coletivamente vividas. A produção textual
começa no contato do aluno com a maior variedade de gêneros discursivos
possíveis, cabe ao professor mostrar o papel desses gêneros no processo social de
interação verbal, como forma de garantir a adequação discursiva do aluno, para as
mais variadas situações de interação sócio-verbal a que ele poderá ser exposto
dentro e fora dos limites escolares.
Quanto à análise linguística é preciso trabalhar com a gramática, com a
compreensão do aluno sobre o que é um bom texto, como é organizado com
elementos gramaticais na sua função real no interior do texto, ligando palavras,
frases, parágrafos, retomando ou avançando ideias defendidas pelo autor,
observando unidade temática e unidade estrutural.
2. OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA
122
Proporcionar ao aluno o uso da língua materna em situações de
comunicação oral e escrita, vivenciando-a nas aulas de Língua
de forma a
possibilitar a participação dos alunos; assim sendo, estabelecendo relações entre
ações individuais e coletivas, com intuito de compreender que os significados são
sociais e historicamente construídos e, portanto, passíveis de transformação na
prática social. Logo, o aluno terá uma maior consciência sobre o papel da língua
materna na sociedade, reconhecendo e compreendendo a diversidade linguística e
cultural, bem como seus benefícios para o desenvolvimento cultural do país.
3.
CONTEÚDO
ESTRUTURANTE,
CONTEÚDOS
BÁSICOS
ABORDAGEM
TEÓRICO METODOLÓGICA E AVALIAÇÃO
ENSINO FUNDAMENTAL
6º ANO
DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL
CONTEÚDOS
BÁSICOS
ABORDAGEM TEÓRICOMETODOLÓGICA
AVALIAÇÃO
GÊNEROS
DISCURSIVOS:
LEITURA
LEITURA
• Práticas de leitura de textos de
diferentes gêneros
considerando os conhecimentos
prévios dos alunos;
Espera-se que o
aluno:
•Questionamentos que
possibilitem inferências sobre o
texto;
• Realize leitura
compreensiva do
texto;
• Encaminhamento de
discussões sobre: tema,
intenções, intertextualidade;
• Localize informações
explícitas no texto;
•
cartão postal
•
blog, diário,
•
receita culinária
•
fábulas
•
anedotas
•
anúncios
publicitários
•
poemas
•
convites
• Identifique o tema;
• Posicione-se
• Contextualização da produção: argumentativamente;
suporte/fonte, interlocutores,
• Amplie seu horizonte
finalidade, época;
de expectativas;
• Utilização de textos verbais
123
•
tiras
•
histórias em
quadrinhos
•
relatos cotidianos
•
letras de músicas
•
trava-línguas
•
parlendas
•
provérbios
•
causos
•
textos imagéticos
•
Serão aprofundados
e trabalhados na
produção textual:
•
Bilhetes
•
Cartas
•
Contos
maravilhosos
•
Resumos
•
cartazes
•
(com o nível de
complexidade
adequado à série.)
LEITURA
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade;
diversos que dialoguem com
não-verbais, como gráficos,
fotos, imagens, mapas, e
outros;
• Amplie seu léxico;
• Contextualização do tema com
a atualidade;
ESCRITA
•Socialização das ideias dos
alunos sobre o texto.
• Identifique a ideia
principal do texto.
Espera-se que o
aluno:
ESCRITA
• Expresse as ideias
com clareza;
• Planejamento da produção
textual a partir: da delimitação
do tema, do interlocutor, do
gênero, da finalidade;
• Elabore/reelabore
textos de acordo com
o encaminhamento do
professor, atendendo:
− às situações de
• Estimulo à ampliação de
leituras sobre o tema e o gênero produção propostas
(gênero, interlocutor,
proposto;
finalidade...);
• Acompanhamento da
− à continuidade
produção do texto;
temática;
• Encaminhamento à reescrita
• Diferencie o contexto
textual: revisão dos
de uso da linguagem
argumentos/das ideias, dos
formal e informal;
elementos que compõem o
gênero.
• Use recursos textuais
como coesão e
• Análise da coesão e
coerência da produção textual, coerência,
informatividade, etc;
continuidade temática,
finalidade, adequação da
• Utilize
linguagem ao contexto;
adequadamente
• Condução na reescrita, a uma recursos linguísticos
como pontuação, uso
reflexão dos elementos
discursivos, textuais, estruturais e função do artigo,
pronome, numeral,
e normativos.
substantivo, etc.
ORALIDADE
ORALIDADE
• Organização de
Espera-se que o
apresentações de textos
124
•
Argumentos do
texto;
•
Discurso direto e
indireto;
•
Elementos
composicionais do
gênero;
•
Léxico;
•
Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos (como
aspas, travessão,
negrito), figuras de
linguagem.
ESCRITA
•
Contexto de
produção;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Informatividade;
•
Argumentatividade;
•
Discurso direto e
indireto;
•
Elementos
composicionais do
gênero;
•
Divisão do texto em
parágrafos;
produzidos pelos alunos;
aluno:
• Orientações sobre o contexto
social de uso do gênero oral
selecionado;
• Utilize discurso de
acordo com a situação
de produção (formal/
informal);
• Preparação de apresentações
que explorem as marcas
linguísticas típicas da oralidade
em seu uso formal e informal;
• Estímulo à contação de
histórias de diferentes gêneros,
utilizando-se dos recursos
extralinguísticos, como
entonação, pausas, expressão
facial e outros;
• Seleção de discursos de
outros para análise dos
recursos da oralidade, como
cenas de desenhos, programas
infanto-juvenis, entrevistas,
reportagem, entre outros.
• Apresente suas
ideias com clareza,
coerência e
argumentatividade;
• Compreenda
argumentos no
discurso do outro;
• Explane diferentes
textos, utilizando
adequadamente
entonação, pausas,
gestos, etc;
• Respeite os turnos
de fala.
125
•
Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos (como
aspas, travessão,
negrito), figuras de
linguagem;
•
Processo de
formação de
palavras;
•
Acentuação gráfica;
•
Ortografia;
•
Concordância
verbal/nominal.
ORALIDADE
•
Tema do texto;
•
Finalidade;
•
Argumentos;
•
Papel do locutor e
interlo
•
cutor;
•
Elementos
extralinguísticos:
entonação, pausas,
gestos...;
•
Adequação do
discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações
126
linguísticas;
•
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
gírias, repetição,
recursos
semânticos.
7ºANO
DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL
CONTEÚDOS
BÁSICOS
GÊNEROS
DISCURSIVOS
•
história em
quadrinhos
•
mitos
•
poema-imagem
•
campanha
comunitária
•
texto de opinião
•
debate
•
seminário
•
entrevista
•
conto
ABORDAGEM
METODOLÓGICA
TEÓRICO- AVALIAÇÃO
LEITURA
LEITURA
•Práticas de leitura de textos de
diferentes gêneros, ampliando o
léxico e considerando os
conhecimentos prévios dos
alunos;
Espera-se
aluno:
• Questionamentos que
possibilitem inferências sobre o
texto;
• Encaminhamento de
discussões sobre: tema e
intenções;
que
o
• Realize leitura
compreensiva do
texto;
• Localize
informações
explícitas e implícitas
no texto;
• Posicione-se
argumentativamente;
• Contextualização de produção:
• Amplie seu
suporte/fonte, interlocutores,
horizonte de
finalidade, época;
expectativas;
• Utilização de textos verbais
• Amplie seu léxico;
diversos que dialoguem com
não-verbais, como gráficos,
fotos, imagens, mapas,e outros; • Perceba o
ambiente no qual
127
•
notícia
•
charge
•
tiras
• Contextualização do tema
com a atualidade, com as
diferentes possibilidades de
sentido (ambiguidade) e com
outros textos;
• Socialização das ideias dos
alunos sobre o texto.
circula o gênero;
• Identifique a ideia
principal do texto;
• Analise as
intenções do autor;
•
cartaz
•
relato cotidiano
•
textos imagéticos
•
(gravuras, mapas,
fotos)
•
Serão aprofundados
e trabalhados na
produção textual:
• Estímulo ampliação de leituras
sobre o tema e o gênero
propostos;
Espera-se que o
aluno:
•
quadrinhas
•
• Expresse suas
ideias com clareza;
poemas
• Acompanhamento da
produção do texto;
• Encaminhamento à reescrita
textual: revisão dos
argumentos/das idéias, dos
elementos que compõem o
gênero (por exemplo: se for
uma narrativa de enigma,
observar se há o narrador,
quem são os personagens,
tempo, espaço, se o texto
remete a um mistério, etc.);
• Elabore textos
atendendo:
•
contos fantásticos/
de mistério
•
relatório
•
(com o nível de
complexidade
adequado à série.)
LEITURA
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Argumentos do
texto;
•
Contexto de
produção;
ESCRITA
• Planejamento da produção
textual a partir: da delimitação
do tema, do interlocutor, do
gênero, da finalidade;
• Analise da coerência e coesão
textuais, continuidade temática,
finalidade, adequação da
linguagem ao contexto;
• Condução na reescrita, a uma
reflexão dos elementos
discursivos, textuais, estruturais
e normativos.
ORALIDADE
• Identifique o tema;
• Deduza os sentidos
das palavras e/ou
expressões a partir
do contexto.
ESCRITA
- às situações de
produção propostas
(gênero, interlocutor,
finalidade...);
- à continuidade
temática;
• Diferencie o
contexto de uso da
linguagem formal e
informal;
• Use recursos
textuais como
coesão e coerência,
informatividade, etc;
• Utilize
adequadamente
recursos linguísticos
128
•
Intertextualidade;
•
Informações
explícitas e
implícitas;
•
•
•
Discurso direto e
indireto;
Elementos
composicionais do
gênero;
Repetição proposital
de palavras;
•
Léxico;
•
Ambiguidade;
•
Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos (como
aspas, travessão,
negrito), figuras de
linguagem.
ESCRITA
•
Contexto de
produção;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Informatividade;
•
Discurso direto e
indireto;
•
Elementos
• Organização de
apresentações de textos
produzidos pelos alunos;
• Propostas de reflexões sobre
os argumentos utilizados nas
exposições orais dos alunos;
• Orientações sobre o contexto
social de uso do gênero oral
selecionado;
• Preparação de apresentações
que explorem as marcas
linguísticas típicas da oralidade
em seu uso formal e informal;
• Estímulo à contação de
histórias de diferentes gêneros,
utilizando-se dos recursos
extralinguísticos, como
entonação, pausas, expressão
facial e outros.
• Seleção de discursos de
outros para análise dos
recursos da oralidade, como
cenas de desenhos, programas
infanto-juvenis, entrevistas,
reportagem, entre outros.
como pontuação, uso
e função do artigo,
pronome,
substantivo, etc.
ORALIDADE
Espera-se que o
aluno:
• Utilize o discurso
de acordo com a
situação de produção
(formal/ informal);
• Apresente suas
ideias com clareza;
• Expresse oralmente
suas ideias de modo
fluente e adequado
ao gênero proposto;
• Compreenda os
argumentos no
discurso do outro;
• Exponha
objetivamente seus
argumentos;
• Organize a
sequência de sua
fala;
• Respeite os turnos
de fala;
• Analise os
argumentos dos
colegas de classe
em suas
apresentações e/ou
nos gêneros orais
trabalhados;
129
composicionais do
gênero;
•
Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos (como
aspas, travessão,
negrito), figuras de
linguagem;
•
Processo de
formação de
palavras;
•
Acentuação gráfica;
•
Ortografia;
Concordância
verbal/nominal.
ORALIDADE
•
Tema do texto;
•
Finalidade;
•
Papel do locutor e
interlocutor;
•
Elementos
extralinguísticos:
entonação, pausas,
gestos, etc;
•
Adequação do
discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações
linguísticas;
Participe ativamente
dos diálogos, relatos,
discussões, etc.
130
•
Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
gírias, repetição;
•
Semântica.
8º ANO
DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL
CONTEÚDOS BÁSICOS
GÊNEROS
DISCURSIVOS
•
anúncio publicitário
•
charge
•
resenha crítica
•
peça teatral
•
resumo
•
debate regrado
•
infográfico
•
letra de música
•
reportagem
•
panfleto
•
textos imagéticos
ABORDAGEM TEÓRICOMETODOLÓGICA
AVALIAÇÃO
LEITURA
LEITURA
• Práticas de leitura de textos de
diferentes gêneros
considerando os conhecimentos
prévios dos alunos;
Espera-se que o aluno:
•Questionamentos que
possibilitem inferências sobre o
texto;
• Localize de
informações explícitas
e implícitas no texto;
• Encaminhamento de
discussões e reflexões sobre:
tema, finalidade, intenções,
intertextualidade, aceitabilidade,
informatividade,
situacionalidade;
• Posicione-se
argumentativamente;
• Realize leitura
compreensiva do texto;
• Amplie seu horizonte
de expectativas;
• Amplie seu léxico;
• Contextualização de
• Perceba o ambiente
produção: suporte/fonte,
interlocutores, finalidade, época; no qual circula o
gênero;
• Utilização de textos verbais
• Identifique a ideia
diversos que dialoguem com
principal do texto;
não-verbais, como gráficos,
fotos, imagens, mapas, e
• Analise as intenções
131
•
•
Serão aprofundados outros;
e trabalhados na
• Contextualização do tema com
produção textual:
a atualidade;
crônica
•Socialização das ideias dos
alunos sobre o texto;
seminário
•
notícia
•
resenha
•
(com o nível
complexidade
adequado à série.)
•
• Instigação à identificação e
reflexão sobre os sentidos de
palavras e/ou expressões
figuradas, bem como de
expressões que denotam ironia
de
e humor;
LEITURA
•
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Intencionalidade
texto;
•
Argumentos do texto;
•
Contexto de
produção;
•
Intertextualidade;
•
Vozes sociais
presentes no texto;
•
Elementos
composicionais
gênero;
do
do
•
Relação de causa e
consequência entre
as partes e elementos
do texto;
•
Marcas
linguísticas:
do autor;
• Identifique o tema;
• Reconheça palavras
e/ou expressões que
denotem ironia e
humor no texto;
• Compreenda as
diferenças decorridas
do uso de palavras
e/ou expressões no
sentido conotativo e
denotativo;
• Estímulo à observação e
percepção de recursos
• Identifique e reflita
utilizados para determinar causa sobre as vozes sociais
e consequência entre as partes presentes no texto;
e elementos do texto.
• Conheça e utilize os
ESCRITA
recursos para
determinar causa e
• Planejamento da produção
consequência entre as
textual a partir: da delimitação
partes e elementos do
do tema, do interlocutor, do
texto.
gênero, da finalidade;
ESCRITA
• Estímulo à ampliação de
leituras sobre o tema e o gênero Espera-se que o aluno:
propostos;
• Expresse suas ideias
• Acompanhamento da
com clareza;
produção do texto;
• Elabore textos
• Análise da coesão e coerência atendendo:
textuais, continuidade temática,
- às situações de
finalidade, adequação da
produção propostas
linguagem ao contexto;
(gênero, interlocutor,
• Estímulo ao uso de figuras de
finalidade...);
linguagem no texto;
- à continuidade
• Incentivo à utilização de
temática;
recursos de causa e
consequência entre as partes e • Diferencie o contexto
de uso da linguagem
elementos do texto;
132
coesão,
coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos (como aspas,
travessão, negrito);
• Discussões para entendimento
do papel sintático e estilístico
dos pronomes na organização,
retomadas e sequenciação do
texto;
• Encaminhamento à reescrita
textual: revisão dos
• Semântica:
argumentos/das ideias, dos
elementos que compõem o
• operadores
gênero (por exemplo: se for
argumentativos;
uma notícia, observar se o fato
relatado é relevante, se
• ambiguidade;
apresenta dados coerentes, se
a linguagem é própria do
• sentido figurado;
suporte (ex. jornal), se traz
• expressões
que vozes de autoridade, etc.).
denotam ironia e
• Condução , na reescrita, a
humor no texto.
uma reflexão dos elementos
discursivos, textuais, estruturais
ESCRITA
e normativos.
• Conteúdo temático;
ORALIDADE
• Interlocutor;
• Organização de
apresentações de textos
• •Intencionalidade do
produzidos pelos alunos
texto;
levando em consideração a:
aceitabilidade, informatividade,
• Informatividade;
situacionalidade e finalidade do
texto;
• Contexto de
produção;
formal e informal;
• Utilize recursos
textuais como coesão
e coerência,
informatividade, etc.;
• Utilize
adequadamente
recursos linguísticos
como pontuação, uso
e função do artigo,
pronome, substantivo,
adjetivo, advérbio, etc;
• Empregue palavras
e/ou expressões no
sentido conotativo;
• Entenda o papel
sintático e estilístico
dos pronomes na
organização,
retomadas e
sequenciação do texto;
Perceba a pertinência
e use os elementos
discursivos, textuais,
estruturais e
normativos, bem como
os recursos de causa e
consequência entre as
partes e elementos do
texto.
•
Intertextualidade;
•
Vozes sociais
presentes no texto;
• Propostas de reflexões sobre
os argumentos utilizados nas
exposições orais dos alunos, e
sobre a utilização dos recursos
de causa e consequência entre
as partes e elementos do texto;
•
•Elementos
composicionais do
gênero;
• Orientações sobre o contexto
social de uso do gênero oral
selecionado;
•
•Relação de causa e
consequência entre
• Utilize o discurso de
acordo com a situação
de produção (formal/
informal);
• Preparação de apresentações
que explorem as marcas
• Apresente ideias com
ORALIDADE
Espera-se que o aluno:
133
as partes e elementos linguísticas típicas da oralidade
do texto;
em seu uso formal e informal;
•
•Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos como aspas,
travessão, negrito;
• Estímulo à contação de
histórias de diferentes gêneros,
utilizando-se dos recursos
extralinguísticos, como
entonação, expressões facial,
corporal e gestual, pausas e
outros;
•
Concordância verbal
e nominal;
•
Papel sintático e
estilístico dos
pronomes na
organização,
retomadas e
sequenciação do
texto;
• Análise e comparação dos
recursos veiculados em
diferentes fontes como jornais,
emissoras de TV, emissoras de
rádio, etc., a fim de perceber a
ideologia dos discursos dessas
esferas;
•
Semântica:
•
operadores
argumentativos;
•
ambiguidade;
•
significado das
palavras;
•
sentido figurado;
•
expressões que
denotam ironia e
humor no texto.
ORALIDADE
•
Conteúdo temático;
•
Finalidade;
•
Argumentos;
• Seleção de discursos de
outros para análise dos
recursos da oralidade, como
cenas de desenhos, programas
infanto-juvenis, entrevistas,
reportagem, entre outros.
clareza;
• Obtenha fluência na
exposição oral, em
adequação ao gênero
proposto;
• Compreenda os
argumentos no
discurso do outro;
• Exponha
objetivamente seus
argumentos;
• Organize a sequência
da fala;
• Respeite os turnos de
fala;
• Analise os
argumentos dos
colegas em suas
apresentações e/ou
nos gêneros orais
trabalhados;
• Participe ativamente
de diálogos, relatos,
discussões, etc.;
• Utilize
conscientemente
expressões faciais
corporais e gestuais,
pausas e entonação
nas exposições orais,
entre outros elementos
extralinguísticos.
Analise recursos da
oralidade em cenas de
desenhos, programas
infanto-juvenis,
entrevistas,
134
•
Papel do locutor e
interlocutor;
•
Elementos
extralinguísticos:
entonação,
expressões facial,
corporal e gestual,
pausas ;
•
Adequação do
discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações linguísticas
(lexicais, semânticas,
prosódicas, entre
outras);
•
Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
gírias, repetição;
•
Elementos
semânticos;
•
Adequação da fala ao
contexto (uso de
conectivos, gírias,
repetições, etc);
•
Diferenças e
semelhanças entre o
discurso oral e o
escrito.
reportagem, entre
outros.
9º ANO
DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL
CONTEÚDOS
BÁSICOS
ABORDAGEM TEÓRICOMETODOLÓGICA
AVALIAÇÃO
135
GÊNEROS
DISCURSIVOS
• infográfico
• entrevista
• conto
• poema
• seminário
• editorial
• anúncio
• notícia
• resumo
• resenha
• debate
• cartaz
• texto imagético
Serão aprofundados e
trabalhados na
produção textual:
• charge
LEITURA
LEITURA
• Práticas de leitura de textos
de diferentes gêneros,
considerando conhecimentos
prévios dos alunos;
Espera-se que o aluno:
• Questionamentos que
possibilitem inferências sobre
o texto;
• Encaminhamento de
discussões e reflexões sobre:
tema, finalidade, intenções,
intertextualidade,
aceitabilidade,
informatividade,
situacionalidade,
temporalidade, vozes sociais
e ideologia ;
•Análises para estabelecer a
referência textual;
• Contextualização da
produção: suporte/fonte,
interlocutores, finalidade,
época;
• Utilização de textos verbais
diversos que dialoguem com
não-verbais, como gráficos,
fotos, imagens, mapas e
outros;
• crônica
• Contextualização do tema
com a atualidade;
• textos
argumentativos
•Socialização das ideias dos
alunos sobre o texto;
• reportagem
LEITURA
• Instigação ao
entendimento/reflexão sobre
palavras em sentido figurado;
• Conteúdo temático;
• Estímulo a leituras que
• Realize leitura
compreensiva do texto e
das partículas conectivas;
• Localize informações
explícitas e implícitas no
texto;
• Posicione-se
argumentativamente;
• Amplie seu horizonte de
expectativas;
• Amplie seu léxico;
• Perceba o ambiente no
qual circula o gênero;
• Identifique a ideia
principal do texto;
• Analise as intenções do
autor;
• Identifique o tema;
• Deduza os sentidos de
palavras e/ou expressões a
partir do contexto;
• Compreenda as
diferenças decorridas do
uso de palavras e/ou
expressões no sentido
conotativo e denotativo;
• Conheça e utilize os
recursos para determinar
causa e consequência
entre as partes e
elementos do texto;
136
• Interlocutor;
• Intencionalidade do
texto;
suscitem no reconhecimento
do estilo, que é próprio de
cada gênero;
• Incentiva à percepção dos
recursos utilizados para
determinar causa e
• Contexto de produção; consequência entre as partes
e elementos do texto;
• Intertextualidade;
• Condução de leituras para
• Discurso ideológico
a compreensão das
presente no texto;;
partículas conectivas.
• Argumentos do texto;
• Vozes sociais
presentes no texto;
• Elementos
composicionais do
gênero;
• Relação de causa e
consequência entre as
partes e elementos do
texto;
• Partículas conectivas
do texto;
• Progressão referencial
no texto;
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos como aspas,
travessão, negrito;
• Semântica:
• - operadores
argumentativos;
- polissemia;
ESCRITA
• Planejamento da produção
textual a partir: da
delimitação tema, do
interlocutor, finalidade,
intenções, intertextualidade,
aceitabilidade,
informatividade,
situacionalidade,
temporalidade e ideologia;
• suporte para o uso
adequado de palavras e
expressões para estabelecer
a referência textual;
• Estímulo a ampliação de
leituras sobre o tema e o
gênero proposto;
• Acompanhamento da
produção do texto;
• Análise da coesão e
coerência textuais,
continuidade temática,
finalidade, adequação da
linguagem ao contexto;
• Estímulo ao uso de
palavras e/ou expressões no
• Reconheça palavras e/ou
expressões que
estabelecem a progressão
referencial;
• Reconheça o estilo,
próprio de diferentes
gêneros.
ESCRITA
Espera-se que o aluno:
• Expresse ideias com
clareza;
• Elabore textos atendendo:
- às situações de produção
propostas (gênero,
interlocutor, finalidade...);
- à continuidade temática;
• Diferencie o contexto de
uso da linguagem formal e
informal;
• Use recursos textuais
como coesão e coerência,
informatividade,
intertextualidade, etc;
• Utilize adequadamente
recursos linguísticos como
pontuação, uso e função do
artigo, pronome,
substantivo, adjetivo,
advérbio, verbo,
preposição, conjunção,
etc.;
• Empregue palavras e/ou
expressões no sentido
conotativo;
• Perceba a pertinência e
137
- expressões que
denotam ironia e humor
no texto.
ESCRITA
• Conteúdo temático;
• Interlocutor;
• Intencionalidade do
texto;
• Informatividade;
sentido conotativo e
denotativo, bem como de
expressões que denotam
ironia e humor; figuras de
linguagem no texto;
• Incentivo àutilização de
recursos de causa e
consequência entre as partes
e elementos do texto;
• Orientação sobre a
utilização adequada das
partículas conectivas;
• Contexto de produção; • Encaminhamento à
reescrita textual: revisão dos
• Intertextualidade;
argumentos/das ideias, dos
elementos que compõem o
• Vozes sociais
gênero (por exemplo: se for
presentes no texto;
uma crônica, verificar se a
temática está relacionada ao
• Elementos
cotidiano, se há relações
composicionais do
estabelecidas entre os
gênero;
personagens, o local, o
tempo em que a história
• Relação de causa e
acontece, etc.);
consequência entre as
partes e elementos do
• Condução, na reescrita, a
texto;
uma reflexão dos elementos
discursivos, textuais,
• Partículas conectivas
estruturais e normativos.
do texto;
• Progressão referencial
no texto;
ORALIDADE
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos como aspas,
travessão, negrito, etc.;
• Organização de
apresentações de textos
produzidos pelos alunos
levando em consideração a:
aceitabilidade,
informatividade,
situacionalidade finalidade do
texto;
•Sintaxe de
concordância;
• Propostas de reflexões
sobre os argumentos
use os elementos
discursivos, textuais,
estruturais e normativos,
bem como os recursos de
causa e consequência
entre as partes e
elementos do texto;
• Reconheça palavras e/ou
expressões que
estabelecem a progressão
referencial.
ORALIDADE
Espera-se que o aluno:
• Utilize o discurso de
acordo com a situação de
produção (formal/ informal);
• Apresente ideias com
clareza;
• Obtenha fluência na
exposição oral, em
adequação ao gênero
proposto;
• Compreenda argumentos
no discurso do outro;
• Exponha objetivamente
argumentos;
• Organize a sequência da
fala;
• Respeite os turnos de
fala;
• Analise os argumentos
apresentados pelos
colegas em suas
apresentações e/ou nos
gêneros orais trabalhados;
138
• Sintaxe de regência;
• Processo de formação
de palavras;
• Vícios de linguagem;
• Semântica:
-operadores
argumentativos;
- modalizadores;
- polissemia.
ORALIDADE
• Conteúdo temático ;
• Finalidade;
• Argumentos;
• Papel do locutor e
interlocutor;
• Elementos
extralinguísticos:
entonação, expressões
facial, corporal e
gestual, pausas ...;
• Adequação do
discurso ao gênero;
• Turnos de fala;
• Variações linguísticas
(lexicais, semânticas,
prosódicas entre outras
);
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
gírias, repetição,
conectivos;
utilizados nas exposições
orais dos alunos, e sobre a
utilização dos recursos de
causa e consequência entre
as partes e elementos do
texto;
• Orientação sobre o
contexto social de uso do
gênero oral selecionado;
• Preparação de
apresentações que explorem
as marcas linguísticas típicas
da oralidade em seu uso
formal e informal;
• Estímulo à contação de
histórias de diferentes
gêneros, utilizando-se dos
recursos extralinguísticos,
como entonação, expressões
facial, corporal e gestual,
pausas e outros;
• Seleção de discursos de
outros para análise dos
recursos da oralidade; como
cenas de desenhos,
programas infanto-juvenis,
entrevistas, reportagens,
entre outros.
• Participe ativamente de
diálogos, relatos,
discussões, etc.;
• Utilize conscientemente
expressões faciais
corporais e gestuais,
pausas e entonação nas
exposições orais, entre
outros elementos
extralinguísticos;
• Analise recursos da
oralidade em cenas de
desenhos, programas
infanto-juvenis, entrevistas,
reportagem entre outros.
139
• Semântica;
• Adequação da fala ao
contexto (uso de
conectivos, gírias,
repetições, etc.);
• Diferenças e
semelhanças entre o
discurso oral e o
escrito.
ENSINO MÉDIO
1º ANO
DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL
CONTEÚDOS
BÁSICOS
GÊNEROS
DISCURSIVOS
ABORDAGEM TEÓRICOMETODOLÓGICA
AVALIAÇÃO
LEITURA
LEITURA
Espera-se que o aluno:
• romance,
•Práticas de leitura de textos
de diferentes gêneros,
considerando os
conhecimentos prévios dos
• charge
alunos;
• Efetue leitura
compreensiva, global,
crítica e analítica de textos
verbais e não-verbais;
• tira
• Questionamentos que
possibilitem inferências a
partir de pistas textuais;
• Localize informações
explícitas e implícitas no
texto;
• Encaminhamento de
discussões e reflexões sobre:
tema, finalidade, intenções,
intertextualidade,
aceitabilidade,
informatividade,
• Produza inferências a
partir de pistas textuais;
• conto,
• cartaz,
• peça teatral
• contrato,
• relato Pessoal,
• Posicione-se
argumentativamente;
140
• editorial,
• letra de música
LEITURA
• Conteúdo temático;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto ;
• Intencionalidade;
• Argumentos do texto;
• Contexto de produção;
situacionalidade,
temporalidade, vozes sociais
e ideologia;
• Contextualização da
produção: suporte/fonte,
interlocutores, finalidade,
época; referente à obra
literária, explore os estilos do
autor, da época, situe o
momento de produção da
obra e dialogue com o
momento atual, bem como
com outras áreas do
conhecimento;
• Vozes sociais
presentes no texto;
• Utilização de textos verbais
diversos que dialoguem com
não-verbais, como gráficos,
fotos, imagens, mapas e
outros;
• Discurso ideológico
presente no texto;
• Contextualização do tema
com a atualidade
• Elementos
composicionais do
gênero;
• Socialização das ideias dos
alunos sobre o texto;
• Intertextualidade;
• Contexto de produção
da obra literária;
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos como aspas,
travessão, negrito;
• Progressão
referencial;
• Partículas conectivas
do texto;
• Instigação ao
entendimento/reflexão sobre
palavras em sentido figurado;
• Amplie seu léxico;
• Perceba o ambiente no
qual circula o gênero;
• Identifique a ideia
principal do texto;
• Analise as intenções do
autor;
• Identifique o tema;
• Referente à obra literária,
amplie seu horizonte de
expectativas, perceba os
diferentes estilos e
estabeleça relações entre
obras de diferentes épocas
com o contexto histórico
atual;
• Deduza os sentidos de
palavras e/ou expressões a
partir do contexto;
• Compreenda as
diferenças decorridas do
uso de palavras e/ou
expressões no sentido
conotativo;
• Estímulo a leituras que
suscitem o reconhecimento
do estilo, que é próprio de
cada gênero;
• Conheça e utilize os
recursos para determinar
causa e consequência
entre as partes e
elementos do texto;
• Incentivo à percepção dos
recursos utilizados para
determinar causa e
consequência entre as partes
e elementos do texto;
• Reconheça palavras e/ou
expressões que
estabelecem a progressão
referencial;
•Análises para estabelecer a
progressão referencial do
texto;
• Entenda o estilo, que é
próprio de cada gênero.
141
• Relação de causa e
consequência entre
partes e elementos do
texto;
• Semântica:
- operadores
argumentativos;
- modalizadores;
- figuras de linguagem.
ESCRITA
• Conteúdo temático;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Intencionalidade;
• Informatividade;
• Condução a leituras para a
compreensão das partículas
conectivas.
ESCRITA
ESCRITA
• Expresse ideias com
clareza;
• Planejamento da produção
textual a partir: da
delimitação do tema, do
interlocutor, intenções,
contexto de produção do
gênero;
• Orientação para o uso
adequado de palavras e
expressões para estabelecer
a referência textual;
• Condução à utilização
adequada dos conectivos;
• Estímulo à ampliação de
leituras sobre o tema e o
gênero proposto;
• Contexto de produção; • Acompanhamento da
produção do texto;
• Intertextualidade;
• Instigação ao uso de
palavras e/ou expressões no
• Referência textual;
sentido conotativo;
• Vozes sociais
• Estímulo a produções que
presentes no texto;
suscitem o reconhecimento
• Ideologia presente no do estilo, que é próprio de
cada gênero;
texto;
• Elementos
composicionais do
gênero;
• Progressão
referencial;
• Relação de causa e
consequência entre as
Espera-se que o aluno:
• Elabore textos atendendo:
- às situações de produção
propostas (gênero,
interlocutor, finalidade...);
- à continuidade temática;
• Diferencie o contexto de
uso da linguagem formal e
informal;
• Use recursos textuais
como coesão e coerência,
informatividade,
intertextualidade, etc.;
• Utilize adequadamente
recursos linguísticos como
pontuação, uso e função do
artigo, pronome,
substantivo, adjetivo,
advérbio, verbo,
preposição, conjunção,
etc.;
• Empregue palavras e/ou
expressões no sentido
conotativo;
• Incentivo à utilização de
recursos de causa e
consequência entre as partes
e elementos do texto;
• Perceba a pertinência e
use os elementos
discursivos, textuais,
estruturais e normativos;
• Encaminhamento da
reescrita textual: revisão dos
argumentos/das ideias, dos
elementos que compõe o
• Reconheça palavras e/ou
expressões que
estabelecem a progressão
referencial;
142
partes e elementos do
texto;
• Semântica:
- operadores
argumentativos;
- modalizadores;
- figuras de linguagem;
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
conectores, pontuação,
recursos gráficos como
aspas, travessão,
negrito, etc.;
• Vícios de linguagem;
• Sintaxe de
concordância;
• Sintaxe de regência.
ORALIDADE
• Conteúdo temático;
• Finalidade;
• Intencionalidade;
• Argumentos;
• Papel do locutor e
interlocutor;
• Elementos
extralinguísticos:
entonação, expressões
facial, corporal e
gestual, pausas ...;
gênero (por exemplo: se for
um artigo de opinião,
observar se há uma questão
problema, se apresenta
defesa de argumentos, se a
linguagem está apropriada,
se há continuidade temática,
etc.);
•Análise da coesão e
coerência textuais,
continuidade temática,
finalidade, adequação da
linguagem ao contexto;
• Condução, na reescrita, a
uma reflexão dos elementos
discursivos, textuais,
estruturais e normativos.
ORALIDADE
• Organização de
apresentações de textos
produzidos pelos alunos
levando em consideração a:
aceitabilidade,
informatividade,
situacionalidade e finalidade
do texto;
• Reflexões sobre os
argumentos utilizados nas
exposições orais dos alunos,
e sobre a utilização dos
recursos de causa e
consequência entre as partes
e elementos do texto;
• Orientações sobre o
contexto social de uso do
gênero oral selecionado;
• Prepareação de
apresentações que explorem
as marcas linguísticas típicas
• Entenda o estilo, que é
próprio de cada gênero.
ORALIDADE
Espera-se que o aluno:
• Utilize seu discurso de
acordo com a situação de
produção (formal/ informal);
• Apresente ideias com
clareza;
• Obtenha fluência na
exposição oral, em
adequação ao gênero
proposto;
• Compreenda os
argumentos do discurso do
outro;
• Exponha objetivamente
seus argumentos e
defenda claramente suas
ideias;
• Organize a sequência da
fala de modo que as
informações não se
percam;
• Respeite os turnos de
fala;
• Analise, contraponha,
discuta os argumentos
apresentados pelos
colegas em suas
apresentações e/ou nos
gêneros orais trabalhados;
• Contra-argumente ideias
formuladas pelos colegas
em discussões, debates,
mesas redondas, diálogos,
143
• Adequação do
discurso ao gênero;
da oralidade em seu uso
formal e informal;
• Turnos de fala;
• Estímulo à contação de
histórias de diferentes
• Variações linguísticas gêneros, utilizando-se dos
(lexicais, semânticas,
recursos extralinguísticos,
prosódicas, entre outras como entonação, expressões
);
facial, corporal e gestual,
pausas e outros;
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
• Seleção de discursos de
gírias, repetição;
outros para análise dos
recursos da oralidade, como
• Elementos
seminários, telejornais,
semânticos;
entrevistas, reportagens,
entre outros;
• Adequação da fala ao
contexto (uso de
•Análise e comparação dos
conectivos, gírias,
recursos veiculados em
repetições, etc.);
diferentes fontes como
jornais, emissoras de TV,
• Diferenças e
emissoras de rádio, etc., a
semelhanças entre o
fim de perceber a ideologia
discurso oral e o
dos discursos dessas
escrito.
esferas.
discussões.;
• Utilize de forma
intencional e consciente
expressões faciais,
corporais e gestuais,
pausas e entonação nas
exposições orais, entre
outros elementos
extralinguísticos.
2º ANO
DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL
CONTEÚDOS BÁSICOS
ABORDAGEM TEÓRICOMETODOLÓGICA
GÊNEROS LEITURA
DISCURSIVOS
•
texto imagético
•
texto publicitário,
•
notícia,
•
entrevista,
•Práticas de leitura de
textos de diferentes
gêneros, considerando os
conhecimentos prévios dos
alunos;
• Questionamentos que
possibilitem inferências a
partir de pistas textuais;
AVALIAÇÃO
LEITURA
Espera-se que o aluno:
• Efetue leitura
compreensiva, global,
crítica e analítica de textos
verbais e não-verbais;
• Localize informações
explícitas e implícitas no
144
•
• Encaminhamento de
discussões e reflexões
sobre: tema, finalidade,
•
gráfico
intenções,
intertextualidade,
•
curriculum vitae
aceitabilidade,
Serão aprofundados e informatividade,
trabalhados na produção situacionalidade,
temporalidade, vozes
textual:
sociais e ideologia;
•
resumo,
• Contextualização da
produção: suporte/fonte,
•
resenha,
interlocutores, finalidade,
•
debate
regrado época; referente à obra
literária, explore os estilos
público,
do autor, da época, situe o
momento de produção da
•
seminário
obra e dialogue com o
momento atual, bem como
•
poema,
com outras áreas do
conhecimento;
•
artigo de opinião,
reportagem
•
•
•
crônica,
carta do leitor
(argumentação,
reclamação, solicitação
);
dissertação escolar
LEITURA
• Conteúdo temático;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto ;
• Intencionalidade;
• Argumentos do texto;
• Contexto de produção;
• Utilização de textos
verbais diversos que
dialoguem com nãoverbais, como gráficos,
fotos, imagens, mapas e
outros;
• Contextualização do
tema com a atualidade
• Socialização das ideias
dos alunos sobre o texto;
• Instigação ao
entendimento/reflexão
sobre palavras em sentido
figurado;
• Estímulo a leituras que
suscitem o
reconhecimento do estilo,
que é próprio de cada
gênero;
texto;
• Produza inferências a
partir de pistas textuais;
• Posicione-se
argumentativamente;
• Amplie seu léxico;
• Perceba o ambiente no
qual circula o gênero;
• Identifique a ideia
principal do texto;
• Analise as intenções do
autor;
• Identifique o tema;
• Referente à obra literária,
amplie seu horizonte de
expectativas, perceba os
diferentes estilos e
estabeleça relações entre
obras de diferentes épocas
com o contexto histórico
atual;
• Deduza os sentidos de
palavras e/ou expressões a
partir do contexto;
• Compreenda as
diferenças decorridas do
uso de palavras e/ou
expressões no sentido
conotativo;
• Conheça e utilize os
recursos para determinar
causa e consequência
entre as partes e
elementos do texto;
• Reconheça palavras e/ou
145
• Intertextualidade;
• Incentivo à percepção
dos recursos utilizados
• Vozes sociais presentes para determinar causa e
no texto;
consequência entre as
partes e elementos do
• Discurso ideológico
texto;
presente no texto;
•Análises para estabelecer
• Elementos
a progressão referencial
do texto;
composicionais do
gênero;
• Condução a leituras para
• Contexto de produção da a compreensão das
partículas conectivas.
obra literária;
•Marcas linguísticas:
coesão, coerência, função
das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos
gráficos como aspas,
travessão, negrito;
• Progressão referencial;
• Partículas conectivas do
texto;
• Relação de causa e
consequência entre partes
e elementos do texto;
• Semântica:
- operadores
argumentativos;
- modalizadores;
- figuras de linguagem.
ESCRITA
• Conteúdo temático;
• Interlocutor;
ESCRITA
• Planejamento da
produção textual a partir:
da delimitação do tema, do
interlocutor, intenções,
contexto de produção do
gênero;
• Orientação para o uso
adequado de palavras e
expressões para
estabelecer a referência
textual;
• Condução à utilização
adequada dos conectivos;
• Estímulo à ampliação de
leituras sobre o tema e o
gênero proposto;
• Acompanhamento da
produção do texto;
• Instigação ao uso de
palavras e/ou expressões
no sentido conotativo;
• Estímulo a produções
que suscitem o
expressões que
estabelecem a progressão
referencial;
• Entenda o estilo, que é
próprio de cada gênero.
ESCRITA
Espera-se que o aluno:
• Expresse ideias com
clareza;
• Elabore textos
atendendo:
- às situações de produção
propostas (gênero,
interlocutor, finalidade...);
- à continuidade temática;
• Diferencie o contexto de
uso da linguagem formal e
informal;
• Use recursos textuais
como coesão e coerência,
informatividade,
intertextualidade, etc.;
• Utilize adequadamente
recursos linguísticos como
pontuação, uso e função
do artigo, pronome,
substantivo, adjetivo,
advérbio, verbo,
preposição, conjunção,
etc.;
• Empregue palavras e/ou
expressões no sentido
conotativo;
• Perceba a pertinência e
use os elementos
146
• Finalidade do texto;
• Intencionalidade;
• Informatividade;
• Contexto de produção;
• Intertextualidade;
• Referência textual;
• Vozes sociais presentes
no texto;
• Ideologia presente no
texto;
• Elementos
composicionais do gênero;
• Progressão referencial;
• Relação de causa e
consequência entre as
partes e elementos do
texto;
• Semântica:
- operadores
argumentativos;
- modalizadores;
- figuras de linguagem;
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência, função
das classes gramaticais no
texto, conectores,
pontuação, recursos
gráficos como aspas,
travessão, negrito, etc.;
• Vícios de linguagem;
reconhecimento do estilo,
que é próprio de cada
gênero;
• Incentivo à utilização de
recursos de causa e
consequência entre as
partes e elementos do
texto;
• Encaminhamento da
reescrita textual: revisão
dos argumentos/das
ideias, dos elementos que
compõe o gênero (por
exemplo: se for um artigo
de opinião, observar se há
uma questão problema, se
apresenta defesa de
argumentos, se a
linguagem está apropriada,
se há continuidade
temática, etc.);
•Análise da coesão e
coerência textuais,
continuidade temática,
finalidade, adequação da
linguagem ao contexto;
• Condução, na reescrita, a
uma reflexão dos
elementos discursivos,
textuais, estruturais e
normativos.
ORALIDADE
• Organização de
apresentações de textos
produzidos pelos alunos
levando em consideração
a: aceitabilidade,
informatividade,
situacionalidade e
finalidade do texto;
discursivos, textuais,
estruturais e normativos;
• Reconheça palavras e/ou
expressões que
estabelecem a progressão
referencial;
• Entenda o estilo, que é
próprio de cada gênero.
ORALIDADE
Espera-se que o aluno:
• Utilize seu discurso de
acordo com a situação de
produção (formal/ informal
);
• Apresente ideias com
clareza;
• Obtenha fluência na
exposição oral, em
adequação ao gênero
proposto;
• Compreenda os
argumentos do discurso do
outro;
• Exponha objetivamente
seus argumentos e
defenda claramente suas
ideias;
• Organize a sequência da
fala de modo que as
informações não se
percam;
• Respeite os turnos de
fala;
• Analise, contraponha,
discuta os argumentos
147
• Sintaxe de concordância;
• Sintaxe de regência.
ORALIDADE
• Conteúdo temático;
• Finalidade;
• Intencionalidade;
• Argumentos;
• Papel do locutor e
interlocutor;
• Elementos
extralinguísticos:
entonação, expressões
facial, corporal e gestual,
pausas ...;
• Adequação do discurso
ao gênero;
• Turnos de fala;
• Variações linguísticas
(lexicais, semânticas,
prosódicas, entre outras);
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência, gírias,
repetição;
• Elementos semânticos;
• Adequação da fala ao
contexto (uso de
conectivos, gírias,
repetições, etc.);
• Diferenças e
semelhanças entre o
discurso oral e o escrito.
• Reflexões sobre os
argumentos utilizados nas
exposições orais dos
alunos, e sobre a utilização
dos recursos de causa e
consequência entre as
partes e elementos do
texto;
• Orientações sobre o
contexto social de uso do
gênero oral selecionado;
• Prepareação de
apresentações que
explorem as marcas
linguísticas típicas da
oralidade em seu uso
formal e informal;
• Estímulo à contação de
histórias de diferentes
gêneros, utilizando-se dos
recursos extralinguísticos,
como entonação,
expressões facial, corporal
e gestual, pausas e outros;
• Seleção de discursos de
outros para análise dos
recursos da oralidade,
como seminários,
telejornais, entrevistas,
reportagens, entre outros;
•Análise e comparação dos
recursos veiculados em
diferentes fontes como
jornais, emissoras de TV,
emissoras de rádio, etc., a
fim de perceber a ideologia
dos discursos dessas
esferas.
apresentados pelos
colegas em suas
apresentações e/ou nos
gêneros orais trabalhados;
• Contra-argumente ideias
formuladas pelos colegas
em discussões, debates,
mesas redondas, diálogos,
discussões.;
• Utilize de forma
intencional e consciente
expressões faciais,
corporais e gestuais,
pausas e entonação nas
exposições orais, entre
outros elementos
extralinguísticos.
148
3 º ANO
DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL
CONTEÚDOS BÁSICOS
ABORDAGEM TEÓRICO- AVALIAÇÃO
METODOLÓGICA
GÊNEROS
DISCURSIVOS
LEITURA
LEITURA
•Práticas de leitura de textos
de diferentes gêneros,
considerando os
conhecimentos prévios dos
alunos;
Espera-se que o aluno:
• curriculum vitae
Serão aprofundados e
trabalhados na produção
textual:
• resumo,
• resenha,
• debate regrado público,
• seminário
• poema,
• artigo de opinião,
• crônica,
• carta do leitor
(argumentação,
reclamação, solicitação
);
• dissertação escolar
LEITURA
• Questionamentos que
possibilitem inferências a
partir de pistas textuais;
• Encaminhamento de
discussões e reflexões
sobre: tema, finalidade,
intenções, intertextualidade,
aceitabilidade,
informatividade,
situacionalidade,
temporalidade, vozes
sociais e ideologia;
• Contextualização da
produção: suporte/fonte,
interlocutores, finalidade,
época; referente à obra
literária, explore os estilos
do autor, da época, situe o
momento de produção da
obra e dialogue com o
momento atual, bem como
com outras áreas do
• Efetue leitura
compreensiva, global,
crítica e analítica de
textos verbais e nãoverbais;
• Localize informações
explícitas e implícitas no
texto;
• Produza inferências a
partir de pistas textuais;
• Posicione-se
argumentativamente;
• Amplie seu léxico;
• Perceba o ambiente no
qual circula o gênero;
• Identifique a ideia
principal do texto;
• Analise as intenções do
autor;
• Identifique o tema;
149
• Conteúdo temático;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto ;
• Intencionalidade;
• Argumentos do texto;
• Contexto de produção;
• Intertextualidade;
• Vozes sociais presentes
no texto;
• Discurso ideológico
presente no texto;
• Elementos
composicionais do
gênero;
• Contexto de produção
da obra literária;
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência, função
das classes gramaticais
no texto, pontuação,
recursos gráficos como
aspas, travessão, negrito;
• Progressão referencial;
• Partículas conectivas do
texto;
conhecimento;
• Referente à obra
literária, amplie seu
• Utilização de textos verbais horizonte de expectativas,
diversos que dialoguem com perceba os diferentes
não-verbais, como gráficos, estilos e estabeleça
fotos, imagens, mapas e
relações entre obras de
outros;
diferentes épocas com o
contexto histórico atual;
• Contextualização do tema
com a atualidade
• Deduza os sentidos de
palavras e/ou expressões
• Socialização das ideias
a partir do contexto;
dos alunos sobre o texto;
• Compreenda as
• Instigação ao
diferenças decorridas do
entendimento/reflexão sobre uso de palavras e/ou
palavras em sentido
expressões no sentido
figurado;
conotativo;
• Estímulo a leituras que
suscitem o reconhecimento
do estilo, que é próprio de
cada gênero;
• Incentivo à percepção dos
recursos utilizados para
determinar causa e
consequência entre as
partes e elementos do texto;
•Análises para estabelecer a
progressão referencial do
texto;
• Condução a leituras para a
compreensão das partículas
conectivas.
ESCRITA
• Relação de causa e
consequência entre partes
• Planejamento da
e elementos do texto;
produção textual a partir: da
delimitação do tema, do
• Semântica:
interlocutor, intenções,
contexto de produção do
- operadores
gênero;
argumentativos;
• Conheça e utilize os
recursos para determinar
causa e consequência
entre as partes e
elementos do texto;
• Reconheça palavras
e/ou expressões que
estabelecem a
progressão referencial;
• Entenda o estilo, que é
próprio de cada gênero.
ESCRITA
Espera-se que o aluno:
• Expresse ideias com
clareza;
• Elabore textos
atendendo:
- às situações de
produção propostas
(gênero, interlocutor,
150
- modalizadores;
- figuras de linguagem.
ESCRITA
• Conteúdo temático;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Intencionalidade;
• Informatividade;
• Contexto de produção;
• Intertextualidade;
• Referência textual;
• Vozes sociais presentes
no texto;
• Ideologia presente no
texto;
• Elementos
composicionais do
gênero;
• Progressão referencial;
• Relação de causa e
consequência entre as
partes e elementos do
texto;
• Semântica:
- operadores
argumentativos;
- modalizadores;
- figuras de linguagem;
• Orientação para o uso
adequado de palavras e
expressões para
estabelecer a referência
textual;
• Condução à utilização
adequada dos conectivos;
• Estímulo à ampliação de
leituras sobre o tema e o
gênero proposto;
finalidade...);
- à continuidade temática;
• Diferencie o contexto de
uso da linguagem formal
e informal;
• Use recursos textuais
como coesão e coerência,
informatividade,
intertextualidade, etc.;
• Utilize adequadamente
recursos linguísticos
como pontuação, uso e
• Instigação ao uso de
função do artigo,
palavras e/ou expressões no pronome, substantivo,
sentido conotativo;
adjetivo, advérbio, verbo,
preposição, conjunção,
• Estímulo a produções que etc.;
suscitem o reconhecimento
do estilo, que é próprio de
• Empregue palavras e/ou
cada gênero;
expressões no sentido
conotativo;
• Incentivo à utilização de
recursos de causa e
• Perceba a pertinência e
consequência entre as
use os elementos
partes e elementos do texto; discursivos, textuais,
estruturais e normativos;
• Encaminhamento da
reescrita textual: revisão dos • Reconheça palavras
argumentos/das ideias, dos e/ou expressões que
elementos que compõe o
estabelecem a
gênero (por exemplo: se for progressão referencial;
um artigo de opinião,
observar se há uma questão • Entenda o estilo, que é
próprio de cada gênero.
problema, se apresenta
defesa de argumentos, se a
ORALIDADE
linguagem está apropriada,
se há continuidade temática,
Espera-se que o aluno:
etc.);
• Acompanhamento da
produção do texto;
•Análise da coesão e
coerência textuais,
continuidade temática,
• Utilize seu discurso de
acordo com a situação de
produção (formal/ informal
151
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência, função
das classes gramaticais
no texto, conectores,
pontuação, recursos
gráficos como aspas,
travessão, negrito, etc.;
finalidade, adequação da
linguagem ao contexto;
• Vícios de linguagem;
ORALIDADE
• Sintaxe de
concordância;
• Organização de
apresentações de textos
produzidos pelos alunos
levando em consideração a:
aceitabilidade,
informatividade,
situacionalidade e finalidade
do texto;
• Compreenda os
argumentos do discurso
do outro;
• Reflexões sobre os
argumentos utilizados nas
exposições orais dos
alunos, e sobre a utilização
dos recursos de causa e
consequência entre as
partes e elementos do texto;
• Organize a sequência da
fala de modo que as
informações não se
percam;
• Orientações sobre o
contexto social de uso do
gênero oral selecionado;
• Analise, contraponha,
discuta os argumentos
apresentados pelos
colegas em suas
apresentações e/ou nos
gêneros orais
trabalhados;
• Sintaxe de regência.
ORALIDADE
• Conteúdo temático;
• Finalidade;
• Intencionalidade;
• Argumentos;
• Papel do locutor e
interlocutor;
• Elementos
extralinguísticos:
entonação, expressões
facial, corporal e gestual,
pausas ...;
• Adequação do discurso
ao gênero;
• Turnos de fala;
• Variações linguísticas
(lexicais, semânticas,
prosódicas, entre outras);
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência, gírias,
repetição;
• Condução, na reescrita, a
uma reflexão dos elementos
discursivos, textuais,
estruturais e normativos.
• Prepareação de
apresentações que
explorem as marcas
linguísticas típicas da
oralidade em seu uso formal
e informal;
• Estímulo à contação de
histórias de diferentes
gêneros, utilizando-se dos
recursos extralinguísticos,
como entonação,
expressões facial, corporal e
gestual, pausas e outros;
);
• Apresente ideias com
clareza;
• Obtenha fluência na
exposição oral, em
adequação ao gênero
proposto;
• Exponha objetivamente
seus argumentos e
defenda claramente suas
ideias;
• Respeite os turnos de
fala;
• Contra-argumente ideias
formuladas pelos colegas
em discussões, debates,
mesas redondas,
diálogos, discussões.;
• Utilize de forma
intencional e consciente
expressões faciais,
corporais e gestuais,
pausas e entonação nas
152
• Elementos semânticos;
• Adequação da fala ao
contexto (uso de
conectivos, gírias,
repetições, etc.);
• Diferenças e
semelhanças entre o
discurso oral e o escrito.
• Seleção de discursos de
outros para análise dos
recursos da oralidade, como
seminários, telejornais,
entrevistas, reportagens,
entre outros;
exposições orais, entre
outros elementos
extralinguísticos.
•Análise e comparação dos
recursos veiculados em
diferentes fontes como
jornais, emissoras de TV,
emissoras de rádio, etc., a
fim de perceber a ideologia
dos discursos dessas
esferas.
4. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
A leitura será trabalhada como um processo de produção de sentido que se
dá a partir de interações sociais ou relações dialógicas que acontecem entre o texto
e o leitor, que fará inferências, de acordo com os conhecimentos prévios que possui.
Cabe ao professor uma ação pedagógica que permita diferentes leituras dos textos.
A prática com a escrita se desenvolverá por meio da produção de diferentes
gêneros textuais que circularão na sala de aula como experiências reais de uso,
fazendo com que os alunos se envolvam com os textos que produzem.
A prática de análise lingüística constitui-se num trabalho de reflexão sobre a
organização do texto escrito, um trabalho no qual o aluno perceba o texto como
resultado de opções temáticas e estruturais feitas pelo autor, tendo em vista seu
interlocutor. O professor criará oportunidades para o aluno refletir, construir, levantar
hipóteses, a partir da leitura e da escrita de diferentes textos, para que o aluno
compreenda como a língua funciona.
153
O trabalho com a Literatura em sala de aula permitirá a constituição de um
campo de interação em torno do objeto estético que, mais que o agenciamento de
instâncias de controle, abre-se para o espaço incontrolável da linguagem. O
professor reservará um espaço para a leitura, em suas aulas. Ao trabalhar com
textos selecionados, o professor estimulará as relações dos textos escolhidos com o
contexto presente.
Além dos conteúdos específicos da disciplina, procurar-se-á trabalhar com
temas que abordam as questões sociais do cotidiano, e que extrapolam os saberes
curriculares desenvolvidos com outras disciplinas. Entende-se que a função do
professor de Língua Portuguesa e Literatura é ajudar seus alunos a ampliarem o
domínio de uso das linguagens verbais e não verbais no contexto sócio-cultural.
A presente proposta também contempla a inclusão das temáticas: História e
Cultura Afro-brasileira e Indígena Lei nº 11.645/08; História do Paraná Lei nº
13.381/01; Música Lei nº 11.769/08; Prevenção ao uso indevido de drogas e
sexualidade humana; Educação Ambiental Lei nº 9.795/99 DEC. 4.201/02;
Enfrentamento à Violência contra a Criança e ao adolescente Lei Federal nº
1.1525/07 e Educação Tributária DEC. Nº 1. 143/ 99, Portaria nº 413/02,
nos
conteúdos a serem trabalhados durante o ano letivo, dada a importância que as
mesmas trazem para a construção de um Estado Democrático de Direito. De acordo
com o que dispõe a Constituição da República Federativa do Brasil e a
obrigatoriedade de seu ensino, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais, bem
como a Deliberação Estadual 04/06. É válido enfatizar que os conteúdos citados
serão abordados de forma contextualizada e relacionada aos conteúdos de ensino
de LEM, sempre que for possível a articulação entre os mesmos.
É necessário dizer que haverá adequação aos conteúdos aos alunos com
necessidades educacionais especiais (NEE) para que os mesmos tenham acesso e
assimilação de igual forma aos conteúdos básicos. Os recursos didáticos e
tecnológicos para a realização das atividades da prática da leitura, da oralidade, da
154
escrita serão: livros e revistas, jornais, fitas de vídeo, DVDs, CDs, TV Multimídia,
cartazes, desenhos, recortes, letras de músicas, e cópias de atividades diversas.
5. AVALIAÇÃO
No que diz respeito ao ensino de Língua Portuguesa, a avaliação deve ser
compreendida como um conjunto de ações organizadas com a finalidade de obter
informações sobre o que o aluno aprendeu, de que forma e em quais condições.
Nesse sentido, a avaliação será:
• formal – acontece a cada instante da relação com os estudantes por
meio de diferentes instrumentos avaliativos;
• contínua – permite avaliar o grau de aprendizagem do estudante ao longo
do período, neste caso, bimestralmente, de modo contínuo e cumulativo
do desempenho, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os
quantitativos;
• diagnóstica – verifica como está o processo de construção do
conhecimento, se a metodologia está dando resultado efetivos e a partir
destas constatações toma-se decisões e promove mudanças em relação à
continuidade do trabalho,
• formativa – após avaliar o processo como um todo, realimenta-se o
processo para sanar falhas e atingir objetivos proposto sempre priorizando
o repensar sobre as ações e não o resultado;
• somativa – dá uma visão geral, de maneira concentrada, dos resultados
obtidos no processo de ensino e aprendizagem. Sua aplicação informa
quanto ao nível de aprendizagem alcançada; visa a atribuição de notas;
fornece retorno ao aluno, de forma que os aspectos qualitativos
prevaleçam sobre os quantitativos.
Ao se adotar a perspectiva do trabalho com o texto significativo, seja ele
verbal ou não verbal, o processo avaliativo será norteado, principalmente, pela
155
avaliação formativa, a qual se fundamenta nos processos de aprendizagem, em seus
aspectos cognitivos, afetivos e relacionais; partindo de aprendizagens significativas e
funcionais que se aplicam em diversos contextos e se atualizam o quanto for preciso
para que o estudante possa se apropriar do conhecimento.
Sob esse enfoque, adota-se como princípio fundamental que deve-se avaliar
o que se ensina, encadeando a avaliação no processo de ensino e aprendizagem, ou
seja, parte-se da avaliação inicial, retomando sempre que necessário o processo de
aprendizagem, até que se chegue à avaliação final.
Ao longo do processo, as avaliações serão constantes e deverão abranger:
a leitura, a produção oral e escrita. Atividades extraclasse serão solicitadas como
complementação dos estudos de sala de aula e de acordo com o Plano de Trabalho
Docente. Para que se efetive essa proposta avaliativa lançar-se-á mão de diferentes
instrumentos e critérios de avaliação, conforme segue:
Atividades de leitura compreensiva de textos: Ao fazer uso deste
instrumento, os professores deverão considerar se o aluno: compreende as ideias
presentes no texto; interage com o texto por meio de questionamentos, concordância
ou discordâncias; fala sobre o texto, expressa suas ideais com clareza e sistematiza
o conhecimento de forma adequada; estabelece relações entre o texto e o conteúdo
abordado em sala.
Projeto de pesquisa Bibliográfica: Ao fazer uso deste instrumento, os
professores deverão considerar se o aluno apresenta em seu texto os seguintes
passos:
1. Contextualização – introdução ao tema;
2. Problema - questões levantadas sobre o tema;
3. Justificativa argumentando sobre a importância da pesquisa
156
4. Consulta bibliográfica - texto produzido pelo aluno a partir das leituras que
fez, através de paráfrases, citações referenciando adequadamente.
5. Referência – cita as fontes pesquisadas.
Produção de textos: Ao fazer uso deste instrumento, os professores
deverão considerar se o aluno: atende as três etapas articuladas da prática escrita
como: planeja o que será produzido, faz a escrita da primeira versão sobre a
proposta apresentada a partir daí, revisa, reestrutura e reescreve o texto na
perspectiva da intencionalidade definida. A partir disso, o professor observará se o
aluno: produz o texto atendendo as circunstâncias de produção (gênero, interlocutor,
finalidades, etc.); expressa as idéias com clareza (coerência e coesão); adequa a
linguagem às exigências do contexto de produção, dando diferentes graus de
formalidade ou informalidade, atende os termos de léxico, de estrutura; elabora
argumentos consistentes; respeita o tema; estabelece relações entre as partes do
texto e estabelece relação entre a tese e os argumentos elaborados para sustentá-la.
Palestra/apresentação Oral: Ao fazer uso deste instrumento, os professores
deverão considerar se o aluno demonstra conhecimento do conteúdo; apresenta
argumentos selecionados; adequa a linguagem; apresenta sequência lógica e
esclarece na exposição oral e se usa os recursos adequadamente.
Relatório: Ao fazer uso deste instrumento, os professores deverão
considerar se o aluno atende aos seguintes tópicos:
1. Introdução:
fornece
informações
iniciais
apresentando
o
trabalho
(atividade) que deu origem ao relatório, apontando quais são (foram) os
objetivos desta atividade, bem como a relevância do conteúdo abordado,
dos conceitos construídos.
2. Metodologia e materiais: descreve, objetiva e claramente, como realmente
se deu o trabalho ou atividade desenvolvida. Embora seja uma descrição
suscinta, não pode omitir informações que sejam relevantes para que o
157
leitor compreenda a respeito do que se está falando, ou para que o leitor
faça uma reflexão que permita o aprimoramento da atividade.
3. Análise: consta os elementos e situações interessantes que tenham
acontecido. É importante, na análise, que se estabeleçam as relações
entre a atividade, os procedimentos realizados e o objeto de estudo que
deram origem à atividade em questão.
4. Considerações Finais: apresenta os resultados obtidos de forma crítica,
confrontando-os com os objetivos da atividade realizada. Este é um item
importante, pois vai possibilitar que o aluno faça a apreciação sobre o
trabalho (atividade) realizado, seus objetivos, a aprendizagem alcançada.
Seminário: Ao fazer uso deste instrumento, os professores deverão
considerar se o aluno: apresenta os argumentos com consistência; compreende o
conteúdo abordado, faz adequação da linguagem, faz uso e referência as fontes de
pesquisa com pertinência, traz relatos para o enriquecimento da apresentação,
adequação e relevância das intervenções dos integrantes do grupo que assiste a
apresentação.
Debate: Ao fazer uso deste instrumento, os professores deverão considerar
se o aluno: aceita a lógica da confrontação de posições; está disposto e aberto a
ultrapassar os limites das suas posições pessoais; explicita racionalmente os
conceitos e valores que fundamentam a posição e admite o caráter, por vezes
contraditório, da sua argumentação; faz uso adequado da língua portuguesa em
situações formais; apresenta o conhecimento sobre o conteúdo da disciplina
envolvido no debate, demonstra compreensão do assunto específico debatido e sua
relação com o conteúdo da disciplina.
Atividades com textos literários: Ao fazer uso deste instrumento, os
professores deverão considerar se o aluno: compreende e interpreta a linguagem
158
utilizada no texto; articula o conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o texto
literário lido; reconhece os recursos expressivos específicos do texto literário.
Atividades a partir de recursos Audiovisuais: Ao fazer uso deste instrumento,
os professores deverão considerar se o aluno: compreende e interpreta a linguagem
utilizada; articula o conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o conteúdo
apresentado pelo audiovisual; reconhece os recursos expressivos específicos
daquele recurso.
Trabalho de grupo: Ao fazer uso deste instrumento, os professores deverão
considerar se o aluno: demonstra conhecimentos formais da disciplina, estudados
em sala de aula, na produção coletiva de trabalhos na sala de aula ou em espaços
diferenciados; compreende a origem da construção histórica dos conteúdos
trabalhados e sua relação com a contemporaneidade.
Questões discursivas: Ao fazer uso deste instrumento, os professores
deverão considerar se o aluno: demonstra compreensão do enunciado da questão;
comunica por escrito, com clareza utilizando-se da norma padrão da Língua
Portuguesa, sistematiza o conhecimento de forma adequada.
Questões objetivas: Ao fazer uso deste instrumento, os professores
deverão considerar se o aluno: realiza leitura compreensiva do enunciado;
demonstra apropriação de alguns aspectos definidos do conteúdo; é capaz de utilizar
os conhecimentos adquiridos e principalmente a fixação do conteúdo.
Será oportunizada ao estudante a recuperação de estudos de forma
permanente e concomitante ao processo de ensino e aprendizagem. Esta será
organizada com atividades significativas, por meio de procedimentos didáticometodológicos diversificados e os resultados da recuperação serão incorporados às
avaliações efetuadas durante o processo, constituindo-se em mais um componente
do aproveitamento.
159
Para o fechamento da nota bimestral serão somados os valores atribuídos
em cada instrumento avaliativo, de forma a atender o que consta no Projeto Político
Pedagógico, Regimento Escolar do estabelecimento e também as orientações da
LDB, conforme segue:
• A avaliação da aprendizagem terá os registros de notas expressos em
uma escala de 0,0 (zero vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
• Para a promoção e a certificação a média final mínima exigida é de 6,0
(seis vírgula zero).
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAGNO, Marcos. O preconceito linguístico. 2. ed. São Paulo: Loyola, 1999.
BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1979.
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro:
Lucerna 2004.
BRASIL. Relações étnico-raciais, história e cultura afro-brasileira
e africana na
escola.Brasília: MEC, 2005.
CEREJA, Willian Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagens .
São Paulo: Atual, 2002.
KOCK. Ingedore G. V. A coerência textual. São Paulo: Contexto, 1991.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental.
Curitiba: SEED. 2008.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a construção de
Currículos Inclusivos. Curitiba:SEED
160
TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de
gramática no 1º e 2º graus. São Paulo: Cortez, 1996.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pedagógico. Campo Mourão,
2010.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – LÍNGUA INGLESA
1. APRESENTAÇÃO
A Construção das Diretrizes Curriculares, coordenada pela Superintendência
da Educação da Secretaria de Estado da Educação, assim como os estudos e as
discussões realizados nas semanas pedagógicas apontaram os referenciais teóricos
e metodológicos para construção desta Proposta Pedagógica Curricular.
Com relação ao ensino de línguas estrangeiras, uma nova perspectiva
chegou ao Paraná em 1990 com a publicação do Currículo Básico que trazia uma
concepção de língua entendida como prática social e historicamente construída. No
entanto, este documento direcionava o trabalho com língua estrangeira para a prática
de leitura, limitando assim as possibilidades de interação do aluno com a língua. A
SEED estabeleceu parcerias para a formação e aprimoramento pedagógico e
161
adquiriu livros de fundamentação teórica em língua estrangeira para escolas de
Ensino Médio (EM) de toda a rede estadual e elaborou o livro didático do EM.
O conjunto de ações desenvolvido pela SEED, a partir de 2004, teve como
foco principal promover a construção de novas Diretrizes Curriculares que
favorecessem a formação continuada de professores na perspectiva de efetivaremse como sujeitos epistêmicos, capazes de refletir, analisar e propor as indicações
mais apropriadas para o processo de ensino aprendizagem.
No ano de 2008, foram realizados encontros organizados também pela
SEED, como o DEB Itinerante, encontros por disciplinas realizados pelo Núcleo
Regional de Educação de Campo Mourão e semanas pedagógicas descentralizadas
visando a disseminação das políticas curriculares do Estado, refletindo sobre a
função social da escola pública e os processos de secundarização de seu papel.
Esses encontros contemplaram a participação de toda a comunidade escolar na
perspectiva de uma gestão democrática e na construção de uma proposta
pedagógica curricular que superassem os descaminhos de uma política educacional
fortemente marcada pela concepção neoliberal que permeou a educação na década
de 90.
Em 2010, os professores de LEM puderam escolher o livro didático que
atualmente utiliza-se no Ensino Fundamental, esta escolha procedeu-se de forma
coletiva no Núcleo de Campo Mourão, é importante dizer que as coleções já vieram
pré-estabelecidas pelo governo Estadual, coube a nós, escolher (dentre as
selecionadas) a que melhor se encaixava na abordagem de ensino com base nas
DCEs – LEM e nas necessidades dos alunos. Ainda em 2011, foi realizado a escolha
do livro didático para o Ensino Médio, as normas utilizadas para a escolha do livro
didático foram a mesma do ano anterior.
Como resultado dessas ações e visando a superação do contexto anterior, a
SEED fez opção pelo currículo disciplinar, que toma o conteúdo como via de acesso
162
ao conhecimento, considerando as dimensões científica, filosófica e artística dos
mesmos, visto que a opção pelos conteúdos curriculares, em sua totalidade:
[...] significa compreendê-los como síntese de múltiplos fatos e determinações, como um
todo estruturado, marcado pela disciplinaridade didática. Tratar os conteúdos em sua dimensão
práxica é compreender que a atividade educativa é uma ação verdadeiramente humana e que requer
consciência de uma finalidade em face à realidade, por meio dos conteúdos, impossibilitando o
tratamento evasivo e fenomênico destes. (PARANÁ, SEED, SUED, 2008, p.9).
Evidenciou-se igualmente, uma organização do processo de aprendizagem
que possibilitaria a flexibilização e a adaptação de conteúdos, metodologias e
avaliações de modo a contemplar a participação e aprendizagem de todos os alunos,
considerando
seus
conhecimentos
prévios,
suas
necessidades
linguísticas
diferenciadas e o contexto social, vislumbrando a construção de uma sociedade
justa, fraterna e igualitária.
Nesse contexto, o ensino de Língua Inglesa, na educação básica,
fundamentado na corrente sociológica e nos conceitos teórico-metodológicos do
círculo de Bakhtin, configura-se como um espaço para que o aluno reconheça e
compreenda a diversidade linguística e cultural, oportunizando-lhe engajar-se
discursivamente e compreender que a língua e a cultura são práticas sociais
historicamente construídas. Portanto, passíveis de transformação.
A língua é realizada num contexto concreto e preciso, levando o aluno à
prática significativa com acesso a gêneros textuais orais, escritos e imagéticos. O
aluno passa a sentir-se inserido em determinada realidade, sendo capaz de interagir
com ela, ampliando seu conhecimento de mundo e desenvolvendo seu espírito
crítico com relação ao outro e a si mesmo.
A inclusão da Língua Inglesa no currículo do Colégio Estadual Unidade Polo,
justifica-se a partir da afirmação de que os estudantes têm o direito de acessar
163
outras possibilidades culturais, ampliando e alargando sua visão de mundo, em um
processo de afirmação de sua própria identidade e de possibilidades de
aprendizagem.
Por isso, o aprendizado de uma língua estrangeira não pode ser identificado
apenas com a submissão econômica. Ao apropriar-se de outra língua, o ser
particular apropria-se da herança cultural de toda a sociedade. Assim sendo, os
professores precisam buscar alternativas que coloquem o ensino-aprendizagem da
Língua Inglesa, seus métodos e suas metodologias nas relações entre as línguas e a
formação de identidades no mundo globalizado, como preconizam as DCEs:
“ensinar e aprender percepções de mundo e maneiras de atribuir sentido, formar
subjetividades, permitir que se reconheça no uso da língua os diferentes propósitos comunicativos
independentemente do grau de proficiência atingido [...] analisar as questões sociais-políticoeconômicas da nova ordem mundial, suas implicações e desenvolver uma consciência crítica a
respeito do papel das línguas na sociedade” (PARANÁ, 2008, p.55)
2. OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA
Proporcionar ao aluno o uso da língua alvo em situações de comunicação
oral e escrita, vivenciando-a nas aulas de Língua Estrangeira de forma a possibilitar
a participação dos alunos; assim sendo, estabelecendo relações entre ações
individuais e coletivas, com intuito de compreender que os significados são sociais e
historicamente construídos e, portanto, passíveis de transformação na prática social.
Logo, o aluno terá uma maior consciência sobre o papel das línguas na sociedade,
reconhecendo e compreendendo a diversidade linguística e cultural, bem como seus
benefícios para o desenvolvimento cultural do país.
3. CONTEÚDO ESTRUTURANTE
164
O Conteúdo Estruturante é o discurso como prática social materializado
nas práticas discursivas de leitura, oralidade e escrita, as quais efetivarão o
desenvolvimento do trabalho em sala de aula e a construção do significado por meio
do engajamento discursivo.
3.1 CONTEÚDOS BÁSICOS
Os conteúdos básicos serão trabalhados sempre a partir de um texto
significativo, atendendo as especificidades de cada uma das séries.
6º ANO
Gêneros Textuais
Marcas do Gênero:
• Conteúdo Temático;
• Estilo;
• Elementos Composicionais.
• Esfera social de circulação.
• Suporte.
Práticas discursivas de:
LEITURA
ORALIDADE
ESCRITA
165
•
Tema do texto;
•
Tema do texto;
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade;
•
Interlocutor;
•
Finalidade;
•
Papel do locutor
•
Finalidade do
•
Aceitabilidade do
e interlocutor;
•
texto;
texto;
Elementos
•
Informatividade;
•
Marcas
•
Informatividade;
extralinguísticos:
•
Léxico;
entonação, pausas,
linguísticas: coesão,
•
Repetição
gestos...;
coerência, função das
proposital de palavras;
•
Semântica:
•
- operadores
argumentativos;
•
Marcas
linguísticas: coesão,
coerência, função das
classes gramaticais no
texto, pontuação,
recursos gráficos
•
Adequação do
classes gramaticais no
discurso ao gênero;
texto, pontuação,
•
Turnos de fala;
recursos gráficos (como
•
Variações
aspas, travessão,
negrito), figuras de
linguísticas;
•
linguagem;
Marcas
linguísticas: coesão,
•
coerência, gírias,
•Concordância
repetição, recursos
semânticos.
(como aspas,
travessão, negrito
),figuras de linguagem.
7º ANO
Gêneros Textuais
Marcas do Gênero:
•
Conteúdo Temático;
•
Estilo;
•
Elementos Composicionais.
•
Esfera social de circulação.
•
Suporte.
Ortografia;
verbal/nominal.
166
Práticas discursivas de:
LEITURA
• Tema do texto;
•
ORALIDADE
Tema do texto;
•
ESCRITA
Tema do texto;
• Interlocutor;
•
Interlocutor;
•
Finalidade;
• Finalidade;
•
Finalidade do
•
Papel do locutor e
texto;
• Aceitabilidade do texto;
interlocutor;
• Informatividade;
•
Informatividade;
• Léxico;
•
Marcas
• Repetição proposital
de palavras;
• Discurso direto e
indireto.
argumentativos;
• ambiguidade;
entonação, pausas,
coerência, função das
gestos...;
•
Adequação do
discurso ao gênero;
recursos gráficos
•
Turnos de fala;
(como aspas,
•
Variações
travessão, negrito),
• Semântica:
• operadores
extralinguísticos:
texto, pontuação,
• Informações explícitas;
Elementos
linguísticas: coesão,
classes gramaticais no
• Situacionalidade;
•
figuras de linguagem;
•
Ortografia;
• Concordância
verbal/nominal.
• sentido conotativo e
denotativo das
palavras no texto;
• expressões que
denotam ironia e
humor no texto.
8º ANO
Gêneros Textuais
Marcas do Gênero
• Conteúdo Temático
linguísticas;
•
Marcas
linguísticas: coesão,
coerência, gírias,
repetição, recursos
semânticos.
167
• Estilo
• Elementos Composicionais
• Esfera social de circulação
• Suporte
Práticas discursivas de:
LEITURA
• Tema do texto;
ORALIDADE
• Intertextualidade;
ESCRITA
•Tema do texto;
• Interlocutor;
• Vozes sociais
•Finalidade;
• Finalidade;
presentes no
• Aceitabilidade do
texto;
texto;
• Informatividade;
• Léxico;
• Repetição proposital
de palavras;
• Semântica:
• operadores
argumentativos;
• Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos (como aspas,
• Semântica:
• - operadores
argumentativos;
• - ambiguidade;
• - significado das
palavras;
• - sentido
•Papel do locutor e
interlocutor;
•Elementos extralinguísticos:
entonação, pausas, gestos...;
•Adequação do discurso ao
gênero;
•Turnos de fala;
•Variações linguísticas;
•Marcas linguísticas: coesão,
conotativo e
coerência, gírias, repetição,
denotativo;
recursos semânticos.
• - expressões que
denotam ironia e
humor no texto.
•Elementos semânticos;
•Adequação da fala ao
contexto (uso de conectivos,
gírias, repetições, etc);
•Diferenças e semelhanças
travessão, negrito),
entre o discurso oral e o
figuras de linguagem.
escrito.
• Inter-textualidade;
• Vozes sociais
168
presentes no texto;
9º ANO
Gêneros Textuais
Marcas do Gênero:
• Conteúdo Temático;
• Estilo;
• Elementos Composicionais.
• Esfera social de circulação.
• Suporte.
Práticas discursivas de:
LEITURA
• Tema do texto;
•
ORALIDADE
Tema do texto;
•
ESCRITA
Tema do texto;
• Interlocutor;
•
Interlocutor;
•
Finalidade;
• Finalidade;
•
Finalidade do
•
Papel do locutor e
texto;
• Aceitabilidade
• Informatividade;
•
Informatividade;
• Léxico;
•
Marcas
• Repetição proposital
de palavras;
argumentativos;
• Marcas linguísticas:
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
entonação, pausas,
coerência, função das
gestos...;
•
recursos gráficos
•
Turnos de fala;
(como aspas,
•
Variações
figuras de linguagem;
•
Adequação do
discurso ao gênero;
travessão, negrito),
coesão, coerência,
Elementos
extralinguísticos:
no texto, pontuação,
• Operadores
função das classes
•
linguísticas: coesão,
classes gramaticais
• Semântica
interlocutor;
Ortografia;
• Concordância
verbal/nominal.
linguísticas;
•
Marcas
linguísticas: coesão,
coerência, gírias,
repetição, recursos
169
gráficos (como aspas,
•
Temporalidade;
travessão, negrito),
•
Discurso direto e
figuras de linguagem.
• Temporalidade;
semânticos.
•
Semântica.
•
ESCRITA
Tema do texto;
•
Interlocutor;
indireto;
•
• Discurso direto e
Relação de causa
e consequência entre
indireto;
as partes e elementos
• Polissemia.
do texto;
•
Polissemia;
• Processo de formação
de palavras.
ENSINO MÉDIO
1º ANO
Gêneros Textuais
Marcas do Gênero:
• Conteúdo Temático;
• Estilo;
• Elementos Composicionais.
• Esfera social de circulação
• Suporte
Práticas discursivas de:
•
LEITURA
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do
texto;
•
Aceitabilidade do
•
ORALIDADE
Conteúdo
temático;
•
Finalidade;
•
Finalidade do texto;
•
Aceitabilidade do
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
texto;
•
Informatividade;
170
texto;
•
Informatividade;
•
Situacionalidade;
•
•
Papel do locutor e •
interlocutor;
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
Elementos
•
Temporalidade;
Intertextualidade;
extralinguísticos:
•
Referência textual;
•
Temporalidade;
entonação, expressões
•
Partículas conectivas
•
Referência
textual;
•
Partículas
conectivas do texto;
•
Discurso direto e
indireto;
•
•
Elementos
gestual, pausas;
•
Adequação do
discurso ao gênero;
•Turnos de fala;
•Variações linguísticas;
•
gênero;
coerência, gírias,
Emprego do
Palavras e/ou
expressões que
denotam ironia e
humor no texto;
• Polissemia;
repetição, semântica;
•
do texto;
•
•
de conectivos, gírias,
repetições, etc);
Elementos
composicionais do gênero;
•
Emprego do sentido
conotativo e denotativo no
texto;
•
Palavras e/ou
expressões que denotam
Adequação da
fala ao contexto (uso
Discurso direto e
indireto;
Marcas
linguísticas: coesão,
denotativo no texto;
•
facial, corporal e
composicionais do
sentido conotativo e
•
•
ironia e humor no texto;
•
Polissemia;
•
Marcas linguísticas:
coesão, coerência, função
•Diferenças e
das classes gramaticais no
semelhanças entre o
texto, pontuação, recursos
discurso oral ou escrito.
gráficos (como aspas,
travessão, negrito), figuras
Marcas
de linguagem;
linguísticas: coesão,
coerência, função das
•
Ortografia;
classes gramaticais no
•
Concordância
texto, pontuação,
recursos gráficos
(como aspas,
verbal/nominal.
171
travessão, negrito),
figuras de linguagem;
•
Léxico.
2º ANO
Gêneros Textuais
Marcas do Gênero:
• Conteúdo Temático;
• Estilo;
• Elementos Composicionais.
• Esfera social de circulação.
• Suporte.
Práticas discursivas de:
LEITURA
Tema do
▪
texto;
Interlocutor
▪
;
Finalidade
▪
do texto;
Aceitabilid
▪
ade do texto;
Informativi
▪
Situacional
Intertextual
idade;
•Finalidade;
• Interlocutor;
•Aceitabilidade do texto;
• Finalidade do texto;
•Informatividade;
• Aceitabilidade do texto;
•Papel do locutor e
• Informatividade;
interlocutor;
•Elementos
extralinguísticos:
facial, corporal e
gestual, pausas;
idade;
▪
ESCRITA
• Tema do texto;
entonação, expressões
dade;
▪
ORALIDADE
•Conteúdo temático;;
•Adequação do discurso
ao gênero;
• Situacionalidade;
• Intertextualidade;
• Temporalidade;
• Referência textual;
• Partículas conectivas
do texto;
• Discurso direto e
172
Temporalid
▪
ade;
Referência
▪
textual;
Partículas
▪
conectivas do texto;
Discurso
▪
direto e indireto;
Elementos
▪
composicionais do
gênero;
Emprego
▪
do sentido conotativo e
denotativo no texto;
Palavras
▪
e/ou expressões que
denotam ironia e
humor no texto;
Polissemia
▪
;
▪
Marcas
linguísticas: coesão,
indireto;
•Variações linguísticas;
• Elementos
•Marcas linguísticas:
composicionais do
coesão, coerência,
gênero;
gírias, repetição,
• Emprego do sentido
semântica;
conotativo e denotativo
•Adequação da fala ao
no texto;
contexto (uso de
• Palavras e/ou
conectivos, gírias,
expressões que
repetições, etc);
denotam ironia e humor
•Diferenças e
semelhanças entre o
no texto;
• Polissemia;
discurso oral ou escrito. •
Marcas linguísticas:
coesão, coerência,
função das classes
gramaticais no texto,
pontuação, recursos
gráficos (como aspas,
travessão, negrito),
figuras de linguagem;
•
Ortografia;
coerência, função das
• Concordância
classes gramaticais no
verbal/nominal.
texto, pontuação,
recursos gráficos
(como aspas,
travessão, negrito),
figuras de linguagem;
▪
•Turnos de fala;
Léxico.
173
3º ANO
Gêneros Textuais
Marcas do Gênero:
• Conteúdo Temático;
• Estilo;
• Elementos Composicionais.
• Esfera social de circulação.
• Suporte.
Práticas discursivas de:
•
LEITURA
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do
texto;
•
temático;;
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
•
Temporalidade;
•
Referência
• Finalidade do texto;
▪
Aceitabilid
• Aceitabilidade do texto;
ade do texto;
dade;
locutor e interlocutor;
indireto;
•
Elementos
Elementos
▪
extralinguísticos:
expressões facial,
corporal e gestual,
pausas;
do discurso ao
gênero;
• Situacionalidade;
• Intertextualidade;
• Temporalidade;
• Referência textual;
• Partículas conectivas
• Discurso direto e
indireto;
• Elementos
Adequação
▪
• Informatividade;
do texto;
entonação,
Partículas
Discurso direto e
Papel do
▪
conectivas do texto;
•
Informativi
▪
textual;
•
• Interlocutor;
Finalidade;
Informatividade;
•
ESCRITA
• Tema do texto;
▪
Aceitabilidade do
texto;
•
▪
ORALIDADE
Conteúdo
composicionais do
gênero;
• Emprego do sentido
174
•
•
composicionais do
▪ Turnos de fala;
conotativo e denotativo
gênero;
▪ Variações linguísticas;
no texto;
Emprego do
Marcas
▪
• Palavras e/ou
sentido conotativo e
linguísticas: coesão,
expressões que
denotativo no texto;
coerência, gírias,
denotam ironia e
repetição, semântica;
humor no texto;
Palavras e/ou
expressões que
Adequação
▪
• Polissemia;
denotam ironia e
da fala ao contexto
• Marcas linguísticas:
humor no texto;
(uso de conectivos,
coesão, coerência,
• Polissemia;
gírias, repetições, etc
função das classes
•
);
gramaticais no texto,
Marcas
linguísticas: coesão,
▪ Diferenças e
pontuação, recursos
coerência, função das
semelhanças entre o
gráficos (como aspas,
classes gramaticais no
discurso oral ou
travessão, negrito),
texto, pontuação,
escrito.
figuras de linguagem;
recursos gráficos
• Ortografia;
(como aspas,
• Concordância
travessão, negrito),
verbal/nominal.
figuras de linguagem;
•
Léxico.
4. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
Para a realização do trabalho docente tendo o discurso como prática social e
em atendimento ao que propõem as DCE (2008, p.63) que apontam:
O trabalho com a Língua Estrangeira em sala parte do entendimento do papel das línguas
nas sociedades como mais que meros instrumentos de acesso à informação: as línguas estrangeiras
são possibilidades de conhecer, expressar e transformar modos de entender o mundo e de construir
significados.
175
O ensino levará em consideração a funcionalidade da língua alvo,
propiciando que o educando vivencie situações concretas de uso dessa língua.
Ou seja, em outros termos, a língua em questão deve ser vista como
discurso, não apenas como estrutura ou código a ser decifrado, ela é muito mais que
isto, ela constrói significados e não apenas os transmite. Para o estudioso Bakhtin
(1988: 95)
... a palavra está sempre carregada de um conteúdo ou de um sentido ideológico ou
vivencial. É assim que compreendemos as palavras e somente reagimos a aquela que despertam em
nós ressonâncias ideológicas ou concernentes à vida.
Com base nessas afirmações, Bakhtin declara que a palavra é sem sombra
de dúvida “o fenômeno ideológico por excelência”, no qual estão enraizadas as
ideologias hegemônicas e contra-hegemônicas vigentes. O aluno precisa perceber
essa relação de poder e de dominação que existe num texto. Ter um olhar mais
profundo, não apenas ler o que está visível, mas interpretar o valor e o peso que
cada palavra tem. Logo, poderemos considerar o importante valor social das línguas
existentes na sociedade. Ainda conforme Bakhtin, (1999: 101)
... o papel organizador da palavra estrangeira – palavra que transporta consigo forças e
estruturas estrangeiras [...] – fez com que, na consciência histórica dos povos, a palavra estrangeira
se fundisse com a ideia de poder, de força, de santidade, de verdade.
Fica evidente então, que todo discurso está relacionado ao mundo social e à
história. Desta maneira, os alunos (sujeitos) estão expostos e atuam no mundo
através do discurso e são afetados por ele. É preciso entender que no ensino da
LEM- Inglês é primordial contemplar as relações com a cultura, o sujeito e sua a
identidade. Tornando-se essencial que os educadores compreendam/entendam que
se pretende com o ensino da Língua Estrangeira, ou seja, DCE-LEM (2008: 55):
ensinar e aprender línguas é também ensinar e aprender percepções de mundo e maneiras
de atribuir sentidos, é formar subjetividades, é permitir que se reconheça no uso da língua os
diferentes propósitos comunicativos, independentemente do grau de proficiência atingido.
176
Para tanto, elaborar-se-á atividades que envolvam diferentes gêneros
discursivos que permeiam as práticas sociais; a função social de cada texto, o
conteúdo temático, o estilo, os elementos composicionais, bem como a problemática
dos elementos da situação de comunicação que caracteriza o funcionamento de todo
ato de linguagem (quem fala, sobre o que fala, com quem fala, com qual finalidade,
qual o suporte), perpassando pelas questões linguísticas, sócio-pragmáticas (análise
da língua em seu contexto de uso, considerando os aspectos sociais), culturais e
discursivas.
A Leitura em língua estrangeira consiste em apresentar diferentes gêneros
textuais, provenientes das práticas sociais, em um determinado contexto sóciocultural,
considerando
os
conhecimentos
prévios
dos
alunos;
formulando
questionamentos que possibilitem inferências sobre o texto; encaminhando
discussões e reflexões sobre tema, intenções, intertextualidade, aceitabilidade,
informatividade,
situacionalidade,
temporalidade,
vozes
sociais
e
ideologia;
contextualizando a produção através do suporte/fonte, interlocutores, finalidade,
época; utilizando textos verbais que dialoguem com os não verbais; relacionando o
tema com o contexto atual; oportunizando a socialização das ideias dos alunos sobre
o texto instigando a identificação e reflexão do sentido de palavras e/ou expressões
figuradas; promovendo a percepção de recursos como os operadores discursivos e
de progressão textual.
Na escrita serão propostas atividades sócio-interativas, significativas, com
delimitação do gênero textual; da finalidade; da temática; do objetivo da produção;
do suporte; da esfera social de circulação; do locutor e do interlocutor, para que o
aluno perceba o uso real da língua; planejamento, leitura e revisão do texto
produzido pelos alunos. Nesse sentido, caberá ao professor “oferecer ao aluno
elementos discursivos, linguísticos, sócio-pragmáticos e culturais para que ele
melhore sua produção” (DCE, 2008, p. 67). Além disso, serão propostas atividades
relacionadas às dificuldades de escrita diagnosticadas durante o processo.
177
Na oralidade os estudantes terão acesso a textos orais, pertencentes aos
diferentes discursos que possibilitarão a familiaridade com sons específicos da língua
que estão aprendendo. Serão incentivados a expressarem suas idéias na língua
alvo, respeitando seu nível linguístico.
A análise linguística que perpassa todas as práticas discursivas será
abordada numa visão sócio-interativa de língua, incluindo tanto o trabalho sobre as
questões tradicionais da gramática quanto às questões amplas a propósito do texto:
coesão, coerência, análise dos recursos expressivos utilizados, como: elementos
discursivos diretos e indiretos, organização e inclusão de informações. Trata-se de
trabalhar com aluno o seu texto para que ele atinja seus objetivos junto aos leitores a
quem se destina. Portanto, o trabalho em análise linguística está relacionado ao
entendimento de procedimentos para a construção de significados, os quais são
resultados das necessidades.
A presente proposta também contempla a inclusão das temáticas: História e
Cultura Afro-brasileira e Indígena Lei nº 11.645/08; História do Paraná Lei nº
13.381/01; Música Lei nº 11.769/08; Prevenção ao uso indevido de drogas e
sexualidade humana; Educação Ambiental Lei nº 9.795/99 DEC. 4.201/02;
Enfrentamento à Violência contra a Criança e ao adolescente Lei Federal nº
1.1525/07 e Educação Tributária DEC. Nº 1. 143/ 99, Portaria nº 413/02,
nos
conteúdos a serem trabalhados durante o ano letivo, dada a importância que as
mesmas trazem para a construção de um Estado Democrático de Direito. De acordo
com o que dispõe a Constituição da República Federativa do Brasil e a
obrigatoriedade de seu ensino, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais, bem
como a Deliberação Estadual 04/06. É válido enfatizar que os conteúdos citados
serão abordados de forma contextualizada e relacionada aos conteúdos de ensino
de LEM, sempre que for possível a articulação entre os mesmos.
178
É necessário dizer que haverá adequação aos conteúdos aos alunos com
necessidades educacionais especiais (NEE) para que os mesmos tenham acesso e
assimilação de igual forma aos conteúdos básicos da disciplina de LEM.
Os recursos didáticos e tecnológicos para a realização das atividades da
prática da leitura, da oralidade, da escrita serão: livros e revistas, jornais, fitas de
vídeo, DVDs, CDs, TV Multimídia, cartazes, desenhos, recortes, letras de músicas, e
cópias de atividades diversas.
5. AVALIAÇÃO
No que diz respeito ao ensino de línguas estrangeiras, a avaliação deve ser
compreendida como um conjunto de ações organizadas com a finalidade de obter
informações sobre o que o aluno aprendeu, de que forma e em quais condições.
Nesse sentido, a avaliação será:
▪
formal – acontece a cada instante da relação com os estudantes por
meio de diferentes instrumentos avaliativos;
▪
contínua – permite avaliar o grau de aprendizagem do estudante ao
longo do período, neste caso, bimestralmente, de modo contínuo e
cumulativo do desempenho, com prevalência dos aspectos qualitativos
sobre os quantitativos;
▪
diagnóstica – verifica como está o processo de construção do
conhecimento, se a metodologia está dando resultado efetivos e a partir
destas constatações toma-se decisões e promove mudanças em relação à
continuidade do trabalho;
▪
formativa – após avaliar o processo como um todo, realimenta-se o
processo para sanar falhas e atingir objetivos proposto sempre priorizando
o repensar sobre as ações e não o resultado;
▪
somativa – dá uma visão geral, de maneira concentrada, dos
resultados obtidos no processo de ensino e aprendizagem. Sua aplicação
179
informa quanto ao nível de aprendizagem alcançada; visa a atribuição de
notas; fornece feedback ao aluno, de forma que os aspectos qualitativos
prevaleçam sobre os quantitativos.
Ao se adotar a perspectiva do trabalho com o texto significativo, seja ele
verbal ou não verbal, o processo avaliativo será norteado, principalmente, pela
avaliação formativa, a qual se fundamenta nos processos de aprendizagem, em seus
aspectos cognitivos, afetivos e relacionais; partindo de aprendizagens significativas e
funcionais que se aplicam em diversos contextos e se atualizam o quanto for preciso
para que o estudante possa se apropriar do conhecimento. Sob esse enfoque, adotase como princípio fundamental que deve-se avaliar o que se ensina, encadeando a
avaliação no processo de ensino-aprendizagem, ou seja, parte-se da avaliação
inicial, retomando sempre que necessário o processo de aprendizagem, até que se
chegue à avaliação final.
Ao longo do processo, as avaliações serão constantes e deverão abranger:
• a aprendizagem escrita;
• a aprendizagem oral;
• a aprendizagem de leitura;
• atividades extra classe serão solicitadas como complementação dos
estudos de sala de aula e de acordo com o Plano de Trabalho Docente. Para que se
efetive essa proposta avaliativa lançar-se-á mão de diferentes instrumentos e
critérios de avaliação, conforme segue:
Atividades de leitura compreensiva de textos: Ao fazer uso deste
instrumento, os professores deverão considerar se o aluno: compreende as idéias
presentes no texto; interage com o texto por meio de questionamentos, concordância
ou discordâncias; fala sobre o texto, expressa suas ideais com clareza e sistematiza
o conhecimento de forma adequada; estabelece relações entre o texto e o conteúdo
abordado em sala.
180
Projeto de pesquisa Bibliográfica: Ao fazer uso deste instrumento, os
professores deverão considerar se o aluno: apresenta em seu texto os seguintes
passos:
1. Contextualização – introdução ao tema;
2. Problema - questões levantadas sobre o tema;
3. Justificativa argumentando sobre a importância da pesquisa
4. Consulta bibliográfica - texto produzido pelo aluno a partir das leituras que
fez, através de paráfrases, citações referenciando adequadamente.
5. Referência – cita as fontes pesquisadas.
Produção de textos: Ao fazer uso deste instrumento, os professores
deverão considerar se o aluno: atende as três etapas articuladas da prática escrita
como: planeja o que será produzido, faz a escrita da primeira versão sobre a
proposta apresentada a partir daí, revisa, reestrutura e reescreve o texto na
perspectiva da intencionalidade definida. A partir disso, o professor observará se o
aluno: produz o texto atendendo as circunstâncias de produção (gênero, interlocutor,
finalidades, etc.); expressa as ideias com clareza (coerência e coesão); adequa a
linguagem às exigências do contexto de produção, dando diferentes graus de
formalidade ou informalidade, atende os termos de léxico, de estrutura; elabora
argumentos consistentes; respeita o tema; estabelece relações entre as partes do
texto e estabelece relação entre a tese e os argumentos elaborados para sustentá-la.
Palestra/apresentação Oral: Ao fazer uso deste instrumento, os professores
deverão considerar se o aluno demonstra conhecimento do
Relatório
conteúdo; apresenta argumentos selecionados; adequa a linguagem; apresenta
sequência lógica e esclarece na exposição oral e se usa os recursos
adequadamente. Ao fazer uso deste instrumento, os professores deverão considerar
se o aluno atende aos seguintes tópicos:
1. Introdução: fornece informações iniciais apresentando o trabalho
(atividade) que deu origem ao relatório, apontando quais são (foram) os objetivos
181
desta atividade, bem como a relevância do conteúdo abordado, dos conceitos
construídos.
2. Metodologia e materiais: descreve, objetiva e claramente, como
realmente se deu o trabalho ou atividade desenvolvida. Embora seja uma descrição
sucinta, não pode omitir informações que sejam relevantes para que o leitor
compreenda a respeito do que se está falando, ou para que o leitor faça uma
reflexão que permita o aprimoramento da atividade.
3. Análise: consta os elementos e situações interessantes que tenham
acontecido. É importante, na análise, que se estabeleçam as relações entre a
atividade, os procedimentos realizados e o objeto de estudo que deram origem à
atividade em questão.
4. Considerações Finais: apresenta os resultados obtidos de forma crítica,
confrontando-os com os objetivos da atividade realizada. Este é um item importante,
pois vai possibilitar que o aluno faça a apreciação sobre o trabalho (atividade)
realizado, seus objetivos, a aprendizagem alcançada.
Seminário: Ao fazer uso deste instrumento, os professores deverão
considerar se o aluno: apresenta os argumentos com consistência; compreende o
conteúdo abordado, faz adequação da linguagem, faz uso e referencia as fontes de
pesquisa com pertinência, traz relatos para o enriquecimento da apresentação,
adequação e relevância das intervenções dos integrantes do grupo que assiste a
apresentação.
Debate: Ao fazer uso deste instrumento, os professores deverão considerar
se o aluno: aceita a lógica da confrontação de posições; está disposto e aberto a
ultrapassar os limites das suas posições pessoais; explicita racionalmente os
conceitos e valores que fundamentam a posição e admite o caráter, por vezes
contraditório, da sua argumentação; faz uso adequado da língua portuguesa em
situações formais; apresenta o conhecimento sobre o conteúdo da disciplina
envolvido no debate, demonstra compreensão do assunto específico debatido e sua
relação com o conteúdo da disciplina.
182
Atividades com textos literários: Ao fazer uso deste instrumento, os
professores deverão considerar se o aluno: compreende e interpreta a linguagem
utilizada no texto; articula o conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o texto
literário lido; reconhece os recursos expressivos específicos do texto literário.
Atividades a partir de recursos Audiovisuais: Ao fazer uso deste
instrumento, os professores deverão considerar se o aluno: compreende e interpreta
a linguagem utilizada; articula o conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o
conteúdo apresentado pelo audiovisual; reconhece os recursos expressivos
específicos daquele recurso.
Trabalho de grupo: Ao fazer uso deste instrumento, os professores deverão
considerar se o aluno: demonstra conhecimentos formais da disciplina, estudados
em sala de aula, na produção coletiva de trabalhos na sala de aula ou em espaços
diferenciados; compreende a origem da construção histórica dos conteúdos
trabalhados e sua relação com a contemporaneidade.
Questões discursivas: Ao fazer uso deste instrumento, os professores
deverão considerar se o aluno: demonstra compreensão do enunciado da questão;
comunica por escrito, com clareza utilizando-se da norma padrão da Língua
Portuguesa, sistematiza o conhecimento de forma adequada.
Questões objetivas: Ao fazer uso deste instrumento, os professores
deverão considerar se o aluno: realiza leitura compreensiva do enunciado;
demonstra apropriação de alguns aspectos definidos do conteúdo; é capaz de utilizar
os conhecimentos adquiridos e principalmente a fixação do conteúdo.
A avaliação na inclusão – é fundamental que o professor, dentro desse
processo seja flexível, verifique e valorize o progresso do aluno envolvendo-o num
trabalho que inclua uma variedade de situações de aprendizagem. Será oportunizada
183
ao estudante a recuperação de estudos de forma permanente e concomitante ao
processo de ensino e aprendizagem. Esta será organizada com atividades
significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos diversificados e os
resultados da recuperação serão incorporados às avaliações efetuadas durante o
processo, constituindo-se em mais um componente do aproveitamento.
Para o fechamento da nota bimestral serão somados os valores atribuídos
em cada instrumento avaliativo, de forma a atender o que consta no Projeto Político
Pedagógico, Regimento Escolar do estabelecimento e também as orientações da
LDB, conforme segue:
• A avaliação da aprendizagem terá os registros de notas expressos em
uma escala de 0,0 (zero vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
• Para a promoção e a certificação a média final mínima exigida é de 6,0
(seis vírgula zero).
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1988.
________ Estética da Criação Verbal São Paulo: Martins Fontes, 1999.
BRASIL, Lei Nº 11.645, de 10 Março de 2008 .
________ Lei n. 10.639, de 9 de janeiro de 2003.
________ Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. In: BRASIL/MEC. Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996.
HOFFMANN, Jussara; Avaliação Mediadora; “Uma Prática em Construção da PréEscola à Universidade”; 1994.
184
LUCKESI, Cipriano,In PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e; “Ensino de Língua
Inglesa. Reflexões e Experiências”. Ed. Pontes.1996.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação.
Departamento de Educação Básica. Diretrizes Curriculares da Educação Básica.
Língua Estrangeira Moderna. Curitiba, 2008.
Língua Estrangeira Moderna – Espanhol e Inglês / Vários autores. SEED – Curitiba,
PR, 2007.
_______. Grupo de estudos. Disponível em
http://www.seed.pr.gov.br/portals/bancoquestaoavaliativa/OrientacoesGeraisGE2008.
pdf?PHPSESSID=2010080411160589 acesso em 04/08/2010
________. Os Desafios Educacionais Contemporâneos e os conteúdos escolares:
reflexos na organização da Proposta Pedagógica Curricular e a Especificidade da
escola pública. In: Orientações para a Semana Pedagógica. SEED/SUED: 2008.
Disponível em www.diaadia.pr.gov.br/cge/arquivos/File/texto3corrigido.doc acesso
em 04/08/2010
POLO, Colégio Estadual Unidade – Projeto Político Pedagógico. Campo Mourão,
2011.
POLO,Colégio Estadual Unidade – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2011.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – MATEMÁTICA
1 . APRESENTAÇÃO
185
A palavra Matemática vem do grego (máthēma) que significa ciência,
conhecimento, aprendizagem. A Matemática surgiu da necessidade do homem
primitivo, de quantificar, contar e realizar trocas, ou seja, de contar e assinalar
quantidades, em forma de marcas ou símbolos, remonta ainda à época na qual o
homem vivia ainda em cavernas. Já nessa altura, quando o homem ia caçar,
registava os animais que tinha conseguido matar fazendo riscos em paus de madeira
ou em ossos de animais. Mais tarde, servindo-se os pastores de pedras para contar
a quantidade de ovelhas do seu rebanho, e para confirmar que nenhuma se tinha
afastado, iniciaram, inconscientemente, aquilo a que deu o nome de cálculo,
aperfeiçoado muitas centenas de anos depois.
De fato, ao longo do processo de desenvolvimento histórico, esse
conhecimento foi se desenvolvendo a partir das necessidades de sobrevivência,
fazendo
com
que
os
homens,
gradativamente,
elaborassem
códigos
de
representações, sejam de quantidades ou objetos por eles manipulados. Os povos
das antigas civilizações desenvolveram os primeiros conhecimentos que vieram
compôr a matemática conhecida hoje.
A Matemática como campo de conhecimento, emergiu em solo grego, nos
séculos VI e V a.C. Com a civilização grega, regras, princípios lógicos e exatidão de
resultados foram registrados. Com os pitagóricos ocorreram as primeiras discussões
sobre a importância e o papel da Matemática no ensino e na formação das pessoas.
Com os platônicos, buscava-se, pela Matemática, um instrumento que, para
eles, instigaria o pensamento do Homem. Essa concepção arquitetou as
interpretações e o pensamento matemático de tal forma que influencia no ensino de
Matemática até os dias de hoje.
Por volta do século VI a.C. a educação grega começou a valorizar o ensino
da leitura e da escrita na formação dos filhos da aristocracia. No entanto, a
Matemática se inseriu no contexto educacional grego somente um século depois,
186
pelo raciocínio abstrato, em busca de respostas para questões relacionadas, por
exemplo, à origem do mundo. Pelo estudo da Matemática e a necessária abstração,
tentava-se justificar a existência de uma ordem universal e imutável, tanto na
natureza como na sociedade. Essa concepção estabeleceu para a disciplina de
Matemática uma base racional que perdurou até o século XVII d.C.
A Matemática se configurou como disciplina básica na formação de pessoas
a partir do século I a. C, inserida no quadrivium, ou seja, desdobrada nas disciplinas
de aritmética, geometria, música e astronomia. O ensino da geometria e da
aritmética ocorria de acordo com o pensamento euclidiano, fundado no rigor das
demonstrações. A partir do século II d.C., o ensino da aritmética teve outra
orientação e privilegiou uma exposição mais completa de seus conceitos.
O século XVI demarcou um novo
período de sistematização do
conhecimento matemático, denominado de matemáticas de grandezas variáveis.
Isso ocorreu pela forte influência dos estudos referentes à geometria analítica e à
projetiva, o cálculo diferencial e integral, à teoria das séries e a das equações
diferenciais
As descobertas matemáticas desse período contribuíram para uma fase de
grande progresso científico e econômico aplicado na construção, aperfeiçoamento e
uso produtivo de máquinas e equipamentos, tais como, armas de fogo, imprensa,
moinhos de vento, relógios e embarcações. O valor da técnica e a concepção
mecanicista de mundo propiciaram estudos que se concentraram, principalmente, no
que hoje chamamos Matemática Aplicada.
No século XVII, a Matemática desempenhou papel fundamental para a
comprovação e generalização de resultados. Surgiu a concepção de lei quantitativa
que levou ao conceito de função e do cálculo infinitesimal. Esses elementos
caracterizaram as bases da Matemática como se conhece hoje. A partir das
discussões entre educadores matemáticos no início do século XX procuravam trazer
187
para a educação escolar um ensino da Matemática diferente daquele proveniente
das engenharias que prescrevia métodos puramente sintéticos, pautados no rigor
das demonstrações. Surgiram, então, proposições para um ensino da Matemática
baseado nas explorações indutivas e intuitivas, o que configurou o campo de estudo
da Educação Matemática.
“Em todos os lugares do mundo, independente de raças, credos ou sistemas
políticos, desde os primeiros anos da escolaridade, a Matemática faz parte dos
currículos escolares, ao dado da Linguagem Natural, como uma disciplina básica.
Parece haver um consenso com relação ao fato de que seu ensino é indispensável e
sem ele é como se a alfabetização não se tivesse completado” (MACHADO, Nilson
José).
2 . OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA
Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e
transformar o mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual,
característico da Matemática, como aspecto que estimula o interesse, a curiosidade,
o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver
problemas, bem como utilizar o conhecimento matemático em sua prática social. A
educação matemática entendida desse modo terá como meta a incorporação do
conhecimento matemático, objetivando que o aluno seja capaz de superar o senso
comum. Assim, a alfabetização matemática, como processo educativo, tem como
função desenvolver a consciência crítica, provocando alterações de concepções e
atitudes, permitindo a interpretação do mundo e a compreensão das relações sociais.
3. CONTEÚDOS:
6o ANO
188
Conteúdo
Estruturante
Conteúdos
Básicos
Avaliação
• Sistemas de
Numeração;
• Números
Naturais;
• Múltiplos e
divisores;
• Potenciação e
radiciação;
• Números
Fracionários;
• Números
decimais.
- Conheça os diferentes sistemas de
numeração;
- Sistemas de numeração;
-Identifique o conjunto dos números naturais,
comparando e reconhecendo seus
elementos;
-Realize operações com números naturais;
-Expresse matematicamente, oral ou por
escrito, situações-problema que envolvam
(as) operações com números naturais;
-Estabeleça relação desigualdade e
transformação entre: fração e número
decimal; fração e número misto;
- Reconheça o MMC e MDC entre dois ou
mais números naturais;
- Reconheça as potências como
multiplicação de mesmo fator e a radiciação
como sua operação inversa;
- Relacione as potências e as raízes
quadradas e cúbicas com padrões numéricos
e geométricos.
• Medidas de
comprimento;
• Medidas de
massa;
• Medidas de
área;
• Medidas de
volume;
•
Medidas de
GRANDEZAS E
tempo;
MEDIDAS
• Medidas de
ângulos;
• Sistema
Monetário.
-Identifique o metro como unidade-padrão de
medida de comprimento;
- Reconheça e compreenda os diversos
sistemas de medidas;
- Opere com múltiplos e submúltiplos do
quilograma;
- Calcule o perímetro usando unidades de
medida padronizadas;
Compreenda e utilize o metro cúbico como
padrão de medida de volume;
- Realize transformações de unidades de
medida de tempo envolvendo seus múltiplos
e submúltiplos;
- Reconheça e classifique ângulos (retos,
agudos e obtusos);
- Relacione a evolução do Sistema Monetário
Brasileiro com os demais sistemas mundiais;
- Calcule a área de uma superfície usando
unidades de medida de superfície
padronizada;
NÚMEROS E
ÁLGEBRA
189
GEOMETRIAS
Geometria Plana; - Reconheça e represente ponto, reta, plano,
Geometria
semi-reta e segmento de reta;
Espacial.
- Conceitue e classifique polígonos;
- Identifique corpos redondos;
- Identifique e relacione os elementos
geométricos que envolvem o cálculo de área
e perímetro de diferentes figuras planas;
- Diferencie círculo e circunferência,
identificando seus elementos;
- Reconheça os sólidos geométricos em sua
forma planificada e seus elementos.
- Dados, tabelas - Interprete e identifique os diferentes tipos
e gráficos;
de gráficos e compilação de dados, sendo
TRATAMENTO - Porcentagem. capaz de fazer a leitura desses recursos nas
DA
diversas formas em que se apresenta;
INFORMAÇÃO
- Resolva as situações-problema que
envolvam porcentagem e relacione-as com
os números na forma decimal e fracionária.
7o ANO
Conteúdo
Estruturante
NÚMEROS E
ÁLGEBRA
Conteúdos Básicos
- Números Inteiros;
- Números racionais;
-Equação e Inequação
do 1º grau;
- Razão e proporção;
- Regra de três.
Avaliação
- Reconheça números inteiros em
diferentes contextos;
- Realize operações com números
inteiros;
- Reconheça números racionais em
diferentes contextos;
- Realize operações com números
racionais;
-Compreenda o princípio de
equivalência da igualdade e
desigualdade;
-Compreenda o conceito de incógnita;
-Utilize e interprete a linguagem
algébrica para expressar valores
numéricos através de incógnitas;
-Compreenda a razão como uma
190
comparação entre duas grandezas
numa ordem determinada e a proporção
como uma igualdade entre duas razões;
-Reconheça sucessões de grandezas
direta e inversamente proporcionais;
-Resolva situações-problema aplicando
regra de três simples.
GRANDEZAS E
MEDIDAS
GEOMETRIAS
Medidas de
temperatura;
- Ângulo
- Compreenda as medidas de
temperatura em diferentes
contextos;
- Compreenda o conceito de ângulo;
- Classifique ângulos e faça uso do
transferidor e esquadros para medi-los.
- Geometria Plana;
- Geometria Espacial;
-Geometrias NãoEuclidianas.
-Classifique e construa, a partir de
figuras planas, sólidos geométricos;
-Compreenda noções topológicas
através do conceito de
interior, exterior, fronteira, vizinhança,
conexidade, curvas e conjuntos abertos
e fechados.
- Pesquisa Estatística;
- Média Aritmética;
- Moda e mediana;
TRATAMENTO
- Juros simples.
DA
INFORMAÇÃO
- Analise e interprete informações de
pesquisas e estatísticas;
- Leia, interprete, construa e analise
gráficos;
- Calcule a média aritmética e a moda
estatística;
- Resolva problemas envolvendo
cálculo de juros simples.
8o ANO
Conteúdo
Estruturante
Conteúdos Básicos
Avaliação
191
NÚMEROS E
ÁLGEBRA
- Números
Irracionais;
- Sistemas de
Equações do 1º
grau;
- Potências;
- Monômios e
Polinômios;
- Produtos Notáveis.
- Medida de
comprimento;
- Medida de área;
- Medidas de
GRANDEZAS E ângulos.
MEDIDAS
- Extraia a raiz quadrada exata e
aproximada de números racionais;
- Reconheça números irracionais em
diferentes contextos;
- Realize operações com números
irracionais;
- Compreenda, identifique e reconheça o
número π (pi) como um número
irracional especial
- Compreenda o objetivo da notação
científica e sua aplicação;
- Opere com sistema de equações do 1o
grau;
Identifique monômios e polinômios e
efetue suas operações;
- Utilize as regras de Produtos Notáveis
para resolver problemas que envolvam
expressões algébricas.
- Calcule o comprimento da
circunferência;
- Calcule o comprimento e área de
polígonos e círculo;
- Identifique ângulos formados entre retas
paralelas interceptadas por transversal;
- Realize cálculo de área e volume de
poliedros.
192
- Geometria Plana
- Geometria
Espacial;
- Geometria
Analítica;
- Geometrias nãoEuclidiana.
- Reconheça triângulos semelhantes;
- Identifique e some os ângulos internos
de um triângulo e de polígonos regulares;
- Desenvolva a noção de paralelismo,
trace e reconheça retas paralelas num
plano;
- Compreenda o Sistema de
Coordenadas Cartesianas, marque
pontos, identifique os pares
ordenados (abscissa e ordenada) e
analise seus elementos sob diversos
contextos;
- Conheça os fractais através da
visualização e manipulação
de materiais e discuta suas
propriedades.
- Gráfico e
- Interprete e represente dados em
Informação;
diferentes gráficos;
- População e
- Utilize o conceito de amostra para
amostra.
levantamento de dados.
GEOMETRIAS
TRATAMENTO
DA
INFORMAÇÃO
9º ANO
Conteúdo
Estruturante
Conteúdos
Básicos
Avaliação
193
NÚMEROS E
ÁLGEBRA
GRANDEZAS E
MEDIDAS
FUNÇÕES
- Números Reais;
- Propriedades
dos radicais;
Equação do 2º
grau;
- Teorema de
Pitágoras;
- Equações
Irracionais;
- Equações
Biquadradas;
- Regra de Três
Composta.
- Opere com expoentes fracionários;
- Identifique a potência de expoente
fracionário como um radical e aplique as
propriedades para a sua simplificação;
- Extraia uma raiz usando fatoração;
- Identifique uma equação do 2o grau na
forma completa e incompleta,
reconhecendo seus elementos;
- Determine as raízes de uma equação do
2o grau utilizando diferentes processos;
- Interprete problemas em linguagem
gráfica e algébricas;
- Identifique e resolva equações
irracionais;
- Resolva equações biquadradas através
das equações do 2º grau;
- Utilize a -- regra de três composta em
situações-problema.
- Relações
Métricas no
Triângulo
Retângulo;
- Trigonometria no
Triângulo
Retângulo;
- conheça e aplique as relações métricas e
trigonométricas no triângulo retângulo;
- utilize o teorema de Pitágoras na
determinação das medidas
dos lados de um triângulo retângulo;
- realize cálculo da superfície e volume de
poliedros.
- Noção intuitiva
de Função Afim .
- Noção intuitiva
de Função
Quadrática.
- Expresse a dependência de uma variável
em relação à outra;
- Reconheça uma função afim e sua
representação gráfica, inclusive sua
declividade em relação ao sinal da função;
- Relacione gráficos com tabelas que
descrevem uma função;
- Reconheça a função quadrática e sua
representação gráfica e associe a
concavidade da parábola em relação ao
sinal da função;
- Analise graficamente as funções afins;
- Analise graficamente as funções
quadráticas.
194
GEOMETRIA
TRATAMENTO
DA
INFORMAÇÃO
- Geometria Plana;
- Geometria
Espacial;
- Geometria
Analítica;
- Geometria NãoEuclidiana.
- Verifique se dois polígonos são
semelhantes, estabelecendo relações
entre eles;
- Compreenda e utilize o conceito de
semelhança de triângulos para resolver
situações-problemas;
- Conheça e aplique os critérios de
semelhança dos triângulos;
- Aplique o Teorema de Tales em
situações-problemas;- Noções básicas de
geometria projetiva.
- Noções de
Análise
Combinatória;
- Noções de
Probabilidade;
- Estatística;
- Juros Composto
- Desenvolva o raciocínio combinatório por
meio de situações
problemas que envolvam contagens,
aplicando o princípio multiplicativo;
- Descreva o espaço amostral em um
experimento aleatório;
- Calcule as chances de ocorrência de um
determinado evento;
- Resolva situações problemas que
envolva cálculos de juros compostos.
1o ANO
Conteúdo
Estruturante
NUMEROS
E ALGEBRA
GRANDEZAS E
MEDIDAS
Conteúdos Básicos
Números Reais;
Polinômios;
Equação e
inequações;
Exponenciais,
logarítmicas e
modulares;
Trigonometria;
Avaliação
Amplie os conhecimentos sobre
conjuntos numéricos e aplique em
diferentes contextos;
Identifique e realize operações com
polinômios;
•
Identifique e resolva
equações, sistemas de
•
equações e inequações,
inclusive as
•
exponenciais,logarítmicas e
modulares.
Aplique as leis dos senos e a lei dos
cossenos de um triângulo para
determinar elementos
desconhecidos.
195
FUNÇOES
GEOMETRIAS
Função Afim ;
Função Quadrática;
Função polinomial;
Função exponencial;
Função logarítmicas;
Função Modular;
Progressão aritmética;
Progressão
geométrica.
Geometria Plana;
Identifique diferentes funções e
realize cálculos envolvendo-as;
Aplique os conhecimentos sobre
funções para resolver situaçõesproblema;
Realize análise gráfica de diferentes
funções;
Reconheça, nas seqüências
numéricas, particularidades
que remetam ao conceito das
progressões aritméticas e
geométricas;
Generalize cálculos para a
determinação de termos de uma
sequencia numérica.
Amplie e aprofunde os
conhecimentos de geometria Plana.
Compreenda a Matemática
TRATAMENTO DA Matemática financeira Financeira aplicada aos
diversos ramos da atividade humana.
INFORMAÇÃO
2º ANO
Conteúdo
Estruturante
NUMEROS E
ALGEBRA
GRANDEZAS E
MEDIDAS
Conteúdos
Básicos
Avaliação
Matrizes e
determinantes;
Sistemas lineares.
Conceitue e interprete matrizes e suas
operações;
Conheça e domine o conceito e as
soluções de problemas que se realizam
por meio de determinante.
Medidas de
comprimento;
Medida de área;
Medidas de volume;
Trigonometria.
Perceba que as unidades de medidas
são utilizadas para a determinação de
diferentes grandezas e compreenda a
relações matemáticas existentes nas
suas unidades.
196
Função
trigonométricas.
Identifique diferentes funções e realize
cálculos envolvendo-as;
Aplique os conhecimentos sobre funções
para resolver situações-problema;
Realize análise gráfica de diferentes
funções.
Geometria Plana;
Geometria
Espacial.
Geometria não
Euclidianas.
Amplie e aprofunde os conhecimentos de
geometria Plana e Espacial;
Perceba a necessidade das geometrias
não-euclidianas para a compreensão de
conceitos geométricos, quando
analisados em planos diferentes do plano
de Euclides;
Compreenda a necessidade das
geometrias não-euclidianas para o
avanço das teorias científicas;
Articule idéias geométricas em planos de
curvatura nula, positiva e negativa;
Conheça os conceitos básicos da
Geometria Elíptica, Hiperbólica e Fractal
(Geometria da superfície esférica).
Analise
Combinatória;
Binômio de Newton;
Estudos das
Probabilidades;
Estatísticas.
Recolha, interprete e analise dados
através de cálculos, permitindo-lhe uma
leitura crítica dos mesmos;
Realize cálculos utilizando Binômio de
Newton;
Compreenda a idéia de probabilidade;
Realize estimativas, conjecturas a
respeito de dados e informações
estatísticas.
FUNÇOES
GEOMETRIAS
TRATAMENTO
DA
INFORMAÇÃO
3º ANO
Conteúdo
Estruturante
Conteúdos Básicos
NUMEROS E
ALGEBRA
Números complexos;
Polinômios;
Equações e
Inequações.
GRANDEZAS
Medida de tempo;
Avaliação
Compreenda os números complexos e
suas operações;
Identifique e realize operações com
polinômios;
Identifique e resolva equações,
inequações.
Perceba que as unidades de medidas
197
E MEDIDAS
Medidas de Grandezas
Vetoriais;
Medidas de
Informática;
Medidas de Energias.
Geometria Analítica.
GEOMETRIAS
TRATAMENTO Estatística;
DA
Matemática financeira.
INFORMAÇÃO
são utilizadas para a determinação de
diferentes grandezas e compreenda a
relações matemáticas existentes nas
suas unidades.
Determine posições e medidas de
elementos geométricos através da
Geometria Analítica.
Realize estimativas, conjecturas a
respeito de dados e informações
estatísticas;
Compreenda a Matemática Financeira
aplicada aos diversos ramos da
atividade humana.
4. METODOLOGIA
O encaminhamento dado aos conteúdos acontecerá de maneira organizada
para que o educando tenha argumentos e embasamento para posicionar-se frente às
produções científicas contemporâneas no seu contexto social, exercendo sua
cidadania. Os conhecimentos adquiridos devem estar contextualizados com o
cotidiano do aluno, com a realidade da escola e com as características locais e
regionais.
O professor deve intervir nesse processo, de modo a criar condições que
permitam a reelaboração e ampliação dos conhecimentos prévios dos alunos,
propondo articulações entre os conteúdos construídos e organizá-los como corpo de
conhecimento sistematizado, sendo que para isso se faz necessário a construção de
uma estrutura que favoreça a relação entre o aluno, o professor e o saber científico,
numa perspectiva de aprendizagem significativa do conhecimento historicamente
acumulado.
Os conteúdos serão trabalhados baseando-se na investigação, comparação
e estabelecimento de relações entre os conceitos e suas aplicações, organização de
198
informações, confronto de dados obtidos, possibilitando a sistematização de
conhecimentos.
Os conteúdos de História e Cultura Afro-brasileira, africana e indígena (Lei
11.645/08); Educação Fiscal; Educação Tributária (Dec. N o 1143/99, portaria no
413/02) serão abordados de forma contextualizada e relacionados aos conteúdos de
ensino de matemática, sempre
que possível a articulação entre os mesmos. Desta
forma, os conteúdos abordados estarão de acordo com as tendências metodológicas
da Educação Matemática que fundamentam a prática docente, das quais se destaca:
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Na resolução de problemas o estudante tem oportunidade de aplicar
conhecimentos matemáticos adquiridos em novas situações, de modo a resolver a
questão proposta. Cabe ao professor fazer uso de práticas metodológicas para a
resolução de problemas, podendo com isso tornar as aulas mais dinâmicas não
restringindo o ensino de Matemática a modelos clássicos, como exposição oral e
resolução de exercícios. A resolução de problemas poderá possibilitar a
compreensão dos argumentos matemáticos e ajudar a
vê-los como um
conhecimento passível de ser apreendido pelos sujeitos do processo de ensino e
aprendizagem.
ETNOMATEMÁTICA
O papel da etnomatemática é reconhecer e registrar questões de relevância
social que produzem o conhecimento matemático. Essa tendência leva em
consideração que não existe um único, mas vários e distintos conhecimentos e
nenhum é menos importante que outro. As manifestações matemáticas são
percebidas por meio de diferentes teorias e práticas, das mais diversas áreas que
emergem dos ambientes culturais. Desta forma, o trabalho pedagógico relacionará o
199
conteúdo matemático com essa questão maior – o ambiente do indivíduo e suas
manifestações culturais e relações de produção e trabalho.
MODELAGEM MATEMÁTICA
A modelagem matemática tem como pressuposto a problematização de
situações do cotidiano. Ao mesmo tempo em que propõe a valorização do aluno no
contexto social, procura levantar problemas que sugerem questionamentos sobre
situações de vida.
Por meio da modelagem matemática, fenômenos diários, sejam eles físicos,
biológicos e sociais, constituem elementos para análises críticas e compreensões
diversas de mundo, assim sendo, “a modelagem Matemática consiste na arte de
transformar problemas reais com os problemas matemáticos e resolvê-los
interpretando suas soluções na linguagem do mundo real” (BASSANEZI, 2004, p.16).
O trabalho pedagógico com a modelagem matemática possibilitará a
intervenção do estudante nos problemas reais do meio social e cultural em que vive,
por isso, contribuirá ainda mais para sua formação crítica. A modelagem matemática
é, assim, uma arte, ao formular, resolver e elaborar expressões que valham não
apenas para uma solução particular, mas que também sirvam, posteriormente, como
suporte para outras aplicações e teorias.
USO DE MÍDIAS TECNOLÓGICAS
No contexto da Educação Matemática, os ambientes gerados por aplicativos
informáticos dinamizam os conteúdos curriculares e potencializam o processo
pedagógico, por isso seu uso será estimulado nas aulas desta disciplina. Visto que
os recursos tecnológicos sejam eles o software, a televisão, as calculadoras, os
aplicativos da Internet, entre outros, têm favorecido as experimentações matemáticas
e potencializado formas de resolução de problemas.
200
Aplicativos de modelagem e simulação serão utilizados, no decorrer das
aulas, sempre que necessários, pois têm auxiliado estudantes e professores a
visualizarem, generalizarem e representarem o fazer matemático de uma maneira
passível de manipulação, pois permitem construção, interação, trabalho colaborativo,
processos de descoberta de forma dinâmica e o confronto entre a teoria e a prática.
As ferramentas tecnológicas são interfaces importantes no desenvolvimento
de ações em Educação Matemática. Crê-se que abordar atividades matemáticas
com os recursos tecnológicos enfatiza um aspecto fundamental da disciplina, que é a
experimentação e tais recursos serão utilizados como meios que instrumentalizam o
ensino da matemática.
HISTÓRIA DA MATEMÁTICA
É importante entender a História da Matemática no contexto da prática
escolar como componente necessário de um dos objetivos primordiais da disciplina,
qual seja, que os estudantes compreendam a natureza da Matemática e sua
relevância na vida da humanidade. A abordagem histórica possibilitará aos alunos
vincular as descobertas matemáticas aos fatos sociais e políticos, às circunstâncias
históricas e às correntes filosóficas que determinaram o pensamento e influenciaram
o avanço científico de cada época.
A História da Matemática será um elemento orientador na elaboração de
atividades, na criação das situações-problema, na busca de referências para
compreender melhor os conceitos matemáticos. Possibilitando ao aluno analisar e
discutir razões para aceitação de determinados fatos, raciocínios e procedimentos.
A História será o fio condutor que direcionará as explicações dadas aos
porquês da Matemática. Assim, promoverá uma aprendizagem significativa, pois
propicia ao estudante entender que o conhecimento matemático é construído
historicamente a partir de situações concretas e necessidades reais.
201
INVESTIGAÇÕES MATEMÁTICAS
As
investigações
matemáticas
(semelhantes
às
matemáticos) serão desencadeadas a partir da resolução de
realizadas
pelos
exercícios e se
relacionarão também com a resolução de problemas. Nas investigações matemáticas
o aluno terá que estabelecer uma estratégia heurística, isto é, ele não dispõe de um
método que permita a sua resolução imediata, enquanto que um exercício é uma
questão que pode ser resolvida usando um método já conhecido.
Uma investigação é um problema em aberto e por isso, as coisas acontecem
de forma diferente do que na resolução de problemas e exercícios. O objeto a ser
investigado não é explicitado pelo professor, porém o método de investigação será
indicado através, por exemplo, de uma introdução oral, de maneira que o aluno
compreenda o significado de investigar. Assim, uma mesma situação apresentada
poderá ter objetos de investigação distintos por diferentes grupos de alunos. E mais,
se os grupos partirem de pontos de investigação diferentes, com certeza obterão
resultados também diferentes.
Na investigação matemática o aluno é chamado a agir como um matemático,
não apenas porque é solicitado a propor questões, mas, principalmente, porque
formula conjecturas a respeito do que está investigando.
Como são estabelecidas diferentes conjecturas, os alunos precisarão
verificar qual é a mais adequada à questão investigada e, para isso, deverão realizar
provas e refutações, discutindo e argumentando com seus colegas e com o
professor, pois afinal, investigar significa procurar conhecer o que não se sabe, que é
o objetivo maior de toda ação pedagógica.
202
5. AVALIAÇÃO
A
avaliação
do
processo
ensino-aprendizagem
se
constitui
num
procedimento necessário e importante que tem por objetivo refletir sobre todos os
esforços desempenhados na execução dos objetivos propostos, tanto pela instituição
escolar quanto pelos objetivos da disciplina específica, portanto ao avaliar o aluno, o
professor deverá produzir bons e adequados instrumentos para coletar dados sobre
a
aprendizagem,
sem
subterfúgios,
sem
enganos,
sem
complicações
desnecessárias, sem armadilhas (DEB-Grupo de estudos 2008 – 2 Encontro), numa
avaliação que tenha a intenção de investigar para intervir. Essa intervenção refere-se
ao processo de reorganização e reorientação do trabalho pedagógico com os
conteúdos de ensino, revendo metodologias e adequações necessárias às
finalidades.
O instrumento de coleta de dados para a avaliação do desempenho do
educando, seja qual for o modelo escolhido, deverá respeitá-lo em seus esforços de
estudar e aprender, portanto deverá apresentar um enunciado preciso, (sem
ambiguidades), em linguagem clara e que atenda aos critérios estabelecidos. Para
tanto, os instrumentos de avaliação selecionados pelo professor, deverão observar
estratégias que:
• ofereçam desafios, situações-problema a serem resolvidos;
• sejam contextualizadas, coerentes com as expectativas de ensino e
aprendizagem;
• possibilitem que o aluno reflita, elabore hipóteses, expresse seu
pensamento;
• permitam que o aluno aprenda com o erro;
• exponham, com clareza, o que se pretende;
203
• revelem, claramente, o que e como se pretende avaliar.
Para atingir tais objetivos, a avaliação não pode ser fundamentada apenas
em provas bimestrais, mas deve ocorrer ao longo do processo de aprendizagem,
propiciando ao aluno múltiplas possibilidades de expressar e aprofundar a sua visão
do conteúdo trabalhado. Apesar dessa diferenciação quanto os diferentes métodos
de avaliação, não se pode perder de vista que há um conhecimento cuja apropriação
pelo aluno é fundamental.
A avaliação também é realizada em função dos conteúdos, utilizando
métodos
e
instrumentos
diversificados,
portanto
deverá
ser
avaliado
o
desenvolvimento da aprendizagem, de modo que a avaliação da aprendizagem
auxilie o educando no seu desenvolvimento pessoal e na apropriação dos conteúdos
significativos. Definindo-a como um procedimento sistemático e compreensivo em
que se utilizam múltiplos instrumentos, conforme consta no Projeto Político
Pedagógico desta escola.
A recuperação de estudos é direito dos alunos, independentemente, do nível
de apropriação dos conhecimentos básicos. A recuperação de estudos dar-se-á de
forma permanente e concomitante ao processo ensino e aprendizagem. E será
organizada com atividades significativas, por meio de procedimentos didáticometodológicos diversificados. Esta deverá indicar na área de estudos e os conteúdos
da disciplina a proposta de recuperação. Os resultados da recuperação deverão ser
incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se em
mais um componente do aproveitamento escolar, sendo obrigatória sua anotação no
Livro Registro de Classe.
Cabe ressaltar que os alunos com necessidades educacionais especiais no
processo de ensino-aprendizagem serão avaliados a partir da flexibilização curricular
204
que facilitará a integração dos mesmos, assim respeitando a diversidade e o tempo
de cada aluno.
5.1 INSTRUMENTOS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Além de escolher com atenção os instrumento mais adequados e que
favoreçam o ensino aprendizagem, o professor deve também atentar para os
critérios de avaliação que utilizará para que os alunos sejam estimulados à
aprendizagem dos conceitos matemáticos. Assim, os critérios utilizados nesta
proposta estarão de acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação Básica pág.
68/69:
Alguns critérios devem orientar as atividades avaliativas propostas pelo
professor. Essas práticas devem possibilitar ao professor verificar se o aluno:
•
comunica-se matematicamente, oral ou por escrito (BURIASCO, 2004);
•
compreende, por meio da leitura, o problema matemático;
•
elabora um plano que possibilite a solução do problema;
•
encontra meios diversos para a resolução de um problema matemático;
•
realiza o retrospecto da solução de um problema.
Dessa forma, no processo pedagógico, o aluno deve ser estimulado a:
• partir de situações-problema internas ou externas à matemática;
• pesquisar acerca de conhecimentos que possam auxiliar na solução dos
problemas;
• elaborar conjecturas, fazer afirmações sobre elas e testá- las;
205
• perseverar na busca de soluções, mesmo diante de dificuldades;
• sistematizar o conhecimento construído a partir da solução
encontrada,
• generalizando, abstraindo e desvinculando-o de todas as condições
particulares;
• socializar os resultados obtidos, utilizando, para isso, uma
linguagem
adequada;
• argumentar a favor ou contra os resultados (PAVANELLO & NOGUEIRA,
2006, p. 29).
.A avaliação será efetivada através de diferentes atividades, tais como:
Trabalhos individuais e em grupo – desenvolve dinâmicas com pequenos
grupos, na tentativa de proporcionar, aos alunos, experiências
que
facilitem
o
processo de aprendizagem. Nesse sentido, possibilita a interação social, conduzindo
o aluno a compartilhar seu conhecimento. O trabalho em grupo pode ser proposto a
partir de diferentes atividades, sejam elas, escritas, orais, gráficas, corporais,
construção de maquetes, painéis, mural, jogos e outros, abrangendo os
conhecimentos artísticos filosóficos e científicos.
CRITÉRIOS
O aluno:
• interage com o grupo;
• compartilha o conhecimento;
• demonstra os conhecimentos formais da disciplina, estudados em sala de
aula, na produção coletiva de trabalhos;
• compreende a origem da construção histórica dos conteúdos trabalhados
e sua relação com a contemporaneidade e o seu cotidiano.
206
Leitura de textos – a avaliação de leitura possibilita ao professor verificar a
compreensão dos conteúdos abordados em aula e, nesse sentido, faz-se necessário
a escolha criteriosa do texto, o roteiro de análise e os critérios de avaliação, de forma
a permitir a reflexão e a discussão, bem como a ampliação de conhecimento.
CRITÉRIOS:
O aluno:
• compreende as ideias presentes no texto e interage com o texto por meio
de questionamentos, concordâncias ou discordâncias.
• ao falar sobre o texto, expressa suas idéias com clareza e sistematiza o
conhecimento de forma adequada.
• estabelece relações entre o texto e o conteúdo abordado em sala de aula.
Pesquisas bibliográficas – a solicitação de uma pesquisa exige enunciado
claro e recortes precisos do que se pretende.
CRITÉRIOS:
O aluno, quanto:
• a contextualização, identifica a situação e o contexto com clareza;
• ao problema, apresenta de forma clara, objetiva o tema levantado,
delimitando o foco da pesquisa na busca de solução;
• a justificativa, aponta argumentos sobre a importância da pesquisa.
• o aluno na escrita, remete-se aos textos lidos, por meio de citações ou
paráfrases, referenciando-os adequadamente.
Seminário – oportuniza a pesquisa, a leitura e a interpretação de textos.
Trata-se de uma discussão rica de idéias, na qual cada um participa questionando,
de modo fundamentado, os argumentos apresentados, colocando o estudante em
contato direto com a atividade científica e engajando-o na pesquisa.
207
CRITÉRIOS
O aluno:
•
o
aluno
demonstra
consistência
nos
argumentos,
tanto
na
apresentação quanto nas réplicas;
•
apresenta compreensão do conteúdo abordado (a leitura compreensiva
dos textos utilizados;
•
faz adequação da linguagem;
•
demonstra pertinência quanto as fontes de pesquisa;
•
traz relatos para enriquecer a apresentação;
•
faz adequação e toma como relevante as intervenções dos integrantes
do grupo que assiste a apresentação.
Debate – possibilita a exposição de idéias, avaliação dos argumentos,
permitindo que haja turno de fala entre ouvintes. Mas, para que isso ocorra, é preciso
garantir a participação de todos.
CRITÉRIOS
O aluno:
•
aceita a lógica da confrontação de posições, ou seja, respeita os
pensamentos divergentes;
•
ultrapassa os limites da suas posições pessoais;
•
explicita racionalmente os conceitos e valores que fundamentam a sua
posição;
•
faz uso adequado da língua portuguesa em situações formais.busca,
por meio do debate da persuasão e da superação de posições
particulares, uma posição de unidade, ou uma maior aproximação possível
entre as posições dos participantes;
•
registra,
por
escrito,
as
idéias
surgidas
no
debate;demonstra
conhecimento sobre o conteúdo da disciplina envolvido no debate;
208
•
apresenta compreensão sobre o assunto específico debatido e sua
relação com o conteúdo da disciplina.
Questões objetivas – este tipo de questão tem como principal objetivo a
fixação do conteúdo. Uma questão objetiva deve apresentar um enunciado objetivo e
esclarecedor, usando um vocabulário conceitual adequado, possibilitando ao aluno a
compreensão do que foi solicitado. Para a construção desse tipo de questão o
professor não deve desconsiderar um bom planejamento, ou seja, definir o grau de
dificuldade de cada questão direcionada para cada série com vistas a não cometer
injustiças.
CRITÉRIOS
O aluno:
•
realiza a leitura compreensiva do enunciado;
•
demonstra apropriação de alguns aspectos definidos do conteúdo;
•
utiliza do conhecimento adquirido.
Questões discursivas – Essas questões possibilitam verificar a qualidade
da interação do aluno com o conteúdo abordado em sala de aula. Uma questão
discursiva possibilita que o professor avalie o processo de investigação e reflexão
realizado pelo aluno durante a exposição/discussão do conteúdo, dos conceitos.
Além disso, a resposta a uma questão discursiva permite que o professor identifique
com maior clareza o erro do aluno, para que possa dar a ele a importância
pedagógica que tem no processo de construção do conhecimento.
CRITÉRIOS
O aluno:
•
compreende o enunciado da questão;
•
planeja a solução, de forma adequada;
209
•
comunica-se por escrito, com clareza, sistematiza o conhecimento de
forma adequada.
Pesquisa de campo – essa atividade exige um planejamento prévio que
demande a busca de informações nos lugares que se pretende trabalhar. Nesse
sentido, colabora para a construção de conhecimentos e formação dos alunos como
agentes sociais.
CRITÉRIOS
O aluno:
•
registra as informações, no local da pesquisa;
•
organiza e examina os dados coletados, conforme orientações;
•
apresenta sua compreensão a respeito do conhecimento construído,
sua capacidade de análise dos dados coletados, capacidade de síntese;
•
atende ao que foi solicitado como conclusão do projeto (relatório,
elaboração de croquis, produção de texto, cartazes, avaliação escrita,
entre outros).
Atividades a partir dos recursos audiovisuais – o trabalho com filmes,
documentários, músicas, teatro, entre outros. Qualquer que seja o recurso escolhido,
é preciso considerar que o conteúdos abordado naquela mídia não está didatizado,
vem apresentado em linguagem específica e com intencionalidade diferente daquela
que existe na escola. A didatização do conteúdo cabe ao professor.
CRITÉRIOS
O aluno:
•
compreende e interpreta a linguagem utilizada;
•
articula o conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o conteúdo
apresentado pelo audiovisual;
•
reconhece os recursos expressivos específicos daquele recurso.
210
Serão utilizados os recursos que estiverem disponíveis na escola, tais como:
•
Calculadoras;
•
Réguas;
•
Trenas;
•
Compassos;
•
Transferidores, esquadros;
•
Fitas métricas;
•
Vídeos;
•
Retro projetor;
•
Material dourado.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIGODE, Antônio José Lopes. Matemática hoje é feita assim. São Paulo: FTD,
2000.
BONGIOVANNI, Vicenzo, LAUREANO, José Luiz Tavares, LATTE, Olímpio Reudinin
Vissoto. Matemática e Vida. São Paulo: Ática, 1991.
CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos Fundamentais da Matemática. Editora
Gradiva.
DANTE, Luiz Roberto. Didática da Resolução de Problemas Matemática. Editora
Ática.
DANTE, Luiz Roberto. Tudo é Matemática: Ensino Fundamental. São Paulo: Ática,
2005.
211
LELLIS, Marcelo Cestari. JAKUBOVIC, José. IMENES, Luis Mareio. Pra que serve a
matemática? São Paulo: Atual, 1992.
GUELLI, Oscar. Coleção contando a história da matemática. São Paulo: Ática,
1995.
PPP – Projeto Político Pedagógico.
GIOVANNI, José Ruy, CASTRUCCI, Benedito, GIOVANNI Jr. José Ruy. A
conquista da Matemática. São Paulo: Editora FTD, 2002.
LOPES, C. A. E.; FERREIRA, A. C. A estatística e a probabilidade no currículo de
matemática da escola básica. In: Encontro Nacional de Educação Matemática, 7,
Recife, 2004. Anais. Recife: UFPE, 2004. p.1-30.
LUCKESI, Cipriano C. Verificação de avaliação, o que pratica na escola? In:
Avaliação de aprendizagem escolar, estudos e proposição. 15 ed. São Paulo:
Cortez, 2003, pág. 85 a 101.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação.
Departamento de Educação Básica. Diretrizes Curriculares de Matemática para
os Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Curitiba, 2008.
BURIASCO, R. L. C. de. Análise da produção escrita: a busca do conhecimento
escondido. In: ROMANOWSKI, J. P.; MARTINS, P. L. O.;JUNQUEIRA, S. R. A.
(orgs.) Conhecimento local e conhecimento universal: a aula, aulas nas ciências
naturais e exatas, aulas nas letras e nas artes. Curitiba: Champagnat, 2004.
MACHADO, N. J. Interdisciplinaridade e Matemática. Revista Quadrimestral da
Faculdade de Educação – Unicamp – Proposições. Campinas, n. 1 [10], p. 25-34,
mar. 1993.
212
BASSANEZI, R. C. Ensino-aprendizagem com modelagem matemática: uma
nova estratégia. São Paulo: Contexto, 2006.
PAVANELO, R. M. ; NOGUEIRA, C. M. I. Avaliação em Matemática: algumas
considerações. Avaliação Educacional. 2006, v. 17, n. 33. Disponível em:
www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1275/arquivoAnexado.pdf. Acesso
em: 21 jan 2008.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação.
Departamento de Educação Básica. Diretrizes curriculares da educação básica.
Matemática. Curitiba, 2008.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – CIÊNCIAS
1. APRESENTAÇÃO
A ciência é uma atividade humana complexa, histórica e coletivamente
construída, que influencia e sofre influências de questões sociais, tecnológicas,
culturais, éticas e políticas (KNELLER, 1980; ANDERY et al., 1998).
A ciência não revela a verdade, mas propõe modelos explicativos
construídos a partir da aplicabilidade de método(s) científico(s). A historicidade da
ciência está ligada não somente ao conhecimento científico, mas também às
técnicas pelas quais esse conhecimento é produzido, sendo assim, analisar o
passado da ciência e daqueles que a construíram, significa identificar, interpretar e
compreender as diferentes formas de pensar sobre a Natureza.
Vemos através da história e a filosofia da ciência que a sistematização do
conhecimento científico evoluiu pela observação de regularidades percebidas na
213
Natureza, o que permitiu sua apropriação por meio da compreensão dos fenômenos
que nela ocorrem. Tal conhecimento proporciona ao ser humano uma cultura
científica com repercussões sociais, econômicas, éticas e políticas.
A disciplina de Ciências foi introduzida no currículo das escolas brasileiras
em 1931, com objetivo de transmitir conhecimentos científicos. No final da década de
1980, no Estado do Paraná, a Secretaria de Estado da Educação propôs o Currículo
Básico para o ensino de 1° grau, construído sob o referencial teórico da pedagogia
Histórico Crítica.
O ensino de Ciências deve possibilitar a apropriação do conhecimento
científico de seus conceitos e procedimentos, contribuindo para a compreensão do
mundo e suas transformações a fim de nos reconhecermos como parte do Universo
e como indivíduos capazes de interferir, de forma significativa no espaço em que
vive.
A disciplina de Ciências tem como objeto de estudo o conhecimento
científico que resulta da investigação da natureza. Assim, as chamadas ciências
naturais passaram a ser tomadas como um saber distinto das ciências matemáticas,
das ciências sociais e das ciências aplicadas, bem como dos conhecimentos
filosóficos, artísticos e do saber cotidiano.
2. OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA
Fornecer subsídios para que se estabeleçam atitudes individuais e coletivas
onde se compreenda situações envolvendo a transformação da natureza, a melhoria
da saúde, os avanços tecnológicos, os modos de produção e as relações que se
estabelecem entre os seres vivos, empregando conhecimentos científicos básicos,
buscando a valorização da vida no planeta.
3.CONTEÚDOS ESTRUTURANTES/BÁSICOS
214
Os conteúdos estarão distribuídos por série da seguinte maneira:
6º ano:
Conteúdos estruturante
Conteúdos básicos
Astronomia
Universo
Sistema solar
Movimentos terrestres
Movimentos celestes
Matéria
Constituição da matéria
Sistemas biológicos
Níveis de organização celular
Energia
Formas de energia
Conversão de energia e Transmissão de energia
Biodiversidade
Organização dos seres vivos
Ecossistema
Evolução dos seres vivos
7º ano:
Astronomia
Astros
Movimentos terrestres
Movimentos celestes
Matéria
Constituição da matéria
Sistemas Biológicos
Célula
Morfologia e fisiologia dos seres vivos
Energia
Formas de energia
Transmissão de energia
Biodiversidade
Origem da vida
Organização dos seres vivos
Classificação dos seres vivos
Sistemática
8º ano:
Astronomia
Origem e evolução do Universo
Matéria
Constituição da matéria
Sistemas biológicos
Célula
215
Morfologia e fisiologia dos seres vivos
Energia
Formas de energia
Biodiversidade
Evolução dos seres vivos
9º ano
Astronomia
Astros
Gravitação Universal
Matéria
Propriedades da matéria
Sistemas biológicos
Morfologia e fisiologia dos seres vivos
Mecanismos de herança genética
Energia
Formas de energia
Conservação de energia
Biodiversidade
Interações ecológicas
4. METODOLOGIA DA DISCIPLINA
O encaminhamento metodológico para o ensino dos conceitos científicos se
dará principalmente pela ação do professor, principal agente mediador do ensino,
que se utilizará de diferentes abordagens. Dentre os encaminhamentos necessários,
a análise criteriosa de manuais didáticos, revistas científicas, livros didáticos e
paradidáticos com olhar crítico, a fim de evitar o ensino de conceitos equivocados.
O professor deverá observar as implicações necessárias à abordagem do
trabalho pedagógico, objetivando para o ensino dos conteúdos, portanto, deverá
selecionar os conteúdos específicos de acordo com o número de aulas de cada
série, com o calendário escolar e, com o Projeto político Pedagógico da Escola.
O ensino dos conteúdos científicos deve ocorrer de maneira integradora, ou
seja, o professor deverá estabelecer as relações do conceito estudado com outros
conceitos que permitem a compreensão de um fenômeno e as inter-relações desses
conceitos no sistema (relações interdisciplinares). Também, deve analisar o aspecto
216
contextual do fenômeno ou sistema estudado permitindo situar o conhecimento em
relação à sua determinação política, histórica, social e econômica.
Serão abordados de forma articulada aos conceitos científicos os conteúdos
de História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena (Lei 11.645/08), a Educação
Ambiental (Lei 9.795/99), o Enfrentamento à violência contra a criança e o
adolescente (Lei Federal 11.525/07), a Prevenção ao uso indevido de drogas e
sexualidade humana e a Educação Tributária (Decreto nº1.143/99, Portaria nº 413/02
). Onde o trabalho será contemplado no momento da exploração e interpretação de
textos, nas contextualizações, intertextualidades, pesquisas, projetos e etc.
Quanto aos aspectos essenciais ao ensino de Ciências, assim como à
formação do professor, a história da Ciência, a divulgação científica e a atividade
experimental complementam-se na prática pedagógica e propiciam melhor
integração dos conceitos científicos escolares.
A variedade de metodologias para abordagem do conteúdo proporciona vê-lo
sobre diferentes ângulos, portanto problematizar uma situação em que exija o uso do
conceito, utilizar a investigação científica por meio de pesquisas, promover atividades
em grupo, tanto experimentais como de debate e, promover situações lúdicas sobre
o conteúdo, são elementos que valorizam, motivam e promovem o ensino dinâmico
do conteúdo disciplinar.
O processo ensino-aprendizagem pode ser mais bem articulado com o uso
de: recursos pedagógicos/tecnológicos que enriquecem a prática docente, tais como
livros didáticos, texto de jornal, revistas científicas, figuras, música, mapas
(geográficos, sistemas biológicos entre outros), globo, modelos didáticos (torso,
esqueleto, célula, olho, desenvolvimento embrionário, entre outros), microscópio,
lupa, jogos, telescópios, televisor multimídia, computador, etc.
217
De recursos instrucionais como organogramas, mapas conceituais, mapas
de relações, diagramas V, gráficos, tabelas, infográficos,etc.
5. AVALIAÇÃO
A avaliação é atividade essencial do processo ensino-aprendizagem dos
conteúdos científicos e, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases n. 9394/96, deve
ser contínua e cumulativa em relação ao desempenho do estudante, com prevalência
dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos.
A ação avaliativa é importante no processo ensino-aprendizagem, pois pode
propiciar um momento de interação e construção de significados no qual o estudante
aprende. Para que tal ação torne-se significativa, o professor precisa refletir e
planejar sobre os procedimentos a serem utilizados e superar o modelo consolidado
da avaliação tão somente classificatória e excludente. A investigação da
aprendizagem significativa pelo professor pode ser por meio de problematizações
envolvendo relações conceituais, interdisciplinares ou contextuais, ou mesmo a partir
da utilização de jogos educativos, entre outras possibilidades, como o uso de
recursos instrucionais que representem como o estudante tem solucionado os
problemas propostos e as relações estabelecidas diante dessas problematizações.
Dentre essas possibilidades, a prova pode ser um excelente instrumento de
investigação do aprendizado do estudante e de diagnóstico dos conceitos científicos
escolares ainda não compreendidos por ele, além de indicar o quanto o nível de
desenvolvimento potencial tornou-se um nível real (VYGOTSKY, 1991b). Para isso,
as questões da prova precisam ser diversificadas e considerar outras relações além
daquelas trabalhadas em sala de aula.
As modalidades de avaliação estarão diretamente relacionadas aos objetivos
e os tipo de conteúdo que o professor deseja avaliar, podendo utilizar para isso
atividade de leitura, projeto de pesquisa bibliográfica, produção de texto, palestras e
apresentações orais, atividades experimentais, relatórios, seminários, debates,
218
atividades a partir de recursos audiovisuais, trabalhos em grupo, questões
discursivas, questões objetivas, sendo que os critérios de avaliação serão
estabelecidos observando-se a série e o conteúdo trabalhado.(DCEs, 2008).
Quanto aos instrumentos utilizados para as atividades de sondagem de
aprendizagem, serão considerados os seguintes critérios:
• Numa atividade de leitura dos alunos o professor deve considerar
se
houve compreensão das idéias presentes no texto, com o aluno
interagindo com o texto por meio de questionamentos, concordâncias ou
discordâncias;
• O aluno ao falar sobre o texto, analisar se ele expressa suas idéias com
clareza e sistematiza o conhecimento de forma adequada;
• Nas atividades de pesquisa bibliográficas, deve-se considerar se o aluno
compreende os passos de uma apresentação de trabalho científico,
expressando por meio da escrita, a sistematização da pesquisa e
compreendendo a importância de apresentar conclusões a respeito do que
foi pesquisado;
• As produções textuais devem obedecer as circunstancias de produção
(gênero, interlocutor, finalidade, etc.);
• A apresentação oral deve expressar a compreensão do conhecimento
sobre o conteúdo abordado com criatividade e deverá cuidadosamente
prepará-lo para o desenvolvimento de habilidades de expressão oral para
grupos.
• As atividades deverão proporcionar ao aluno a oportunidade de fazer
conclusões a respeito do fenômeno observado e levantar hipóteses que
poderão
ser
comprovadas
ou
testadas
com
outras
atividades
experimentais ou por meio de pesquisa.
• Na pesquisa de campo o aluno deverá ser capaz de compreender os
procedimentos necessários à coleta de dados e o exame do material para
a conclusão do trabalho prático.
219
• Em debates sobre os resultados obtidos deverá se observar se aceita a
lógica da confrontação de posições, ultrapassa os limites das suas
posições pessoais, explica racionalmente os conceitos e valores que
fundamentam sua posição, se apresenta compreensão sobre o assunto
específico debatido e sua relação com o conteúdo da disciplina.
• O uso de questões discursivas deve considerar se o aluno consegue se
expressar por escrito, com clareza, utilizando-se da norma padrão da
língua portuguesa;
• O uso de questões objetivas deve expressar o quanto o aluno entendeu o
enunciado da questão e analisou minuciosamente as possibilidades
apresentadas.
• Os relatórios deverão ser analisados considerando os seguintes tópicos:
• Introdução: fornece informações iniciais apresentando o trabalho que deu
origem ao relatório, apontando quais são os objetivos desta atividade, bem
como a relevância do conteúdo abordado, dos conteúdos construídos.
• Metodologia e material: descreve, objetiva e claramente, como realmente
se deu o trabalho desenvolvido. Embora seja uma descrição suscinta, não
pode omitir informações que sejam relevantes para que o leitor
compreenda a respeito do que se está falando.
• Análise: consta os elementos e situações interessantes que tenham
acontecido. Estabelece as relações entre a atividade, os procedimentos
realizados e o objeto de estudo que deram origem à atividade em questão;
• Considerações finais: apresenta os resultados obtidos de forma crítica,
confrontando-os com os objetivos da atividade realizada.
• Os seminários oportunizam a pesquisa, a leitura e a interpretação de
textos, possibilitando uma discussão rica de idéias, na qual cada um
participa
questionando,
apresentados.
A avaliação na inclusão:
de
modo
fundamentado,
os
argumentos
220
É importante que o professor, dentro desse processo, seja flexível, verifique
e valorize o processo do aluno envolvendo-o num trabalho que inclua uma variedade
de situações de aprendizagem, possibilitando aos alunos de inclusão que expressem
seu conhecimento de diversas maneiras, respeitando sempre suas limitações e
possibilidades.
Será oportunizada a recuperação de estudos de forma permanente e
concomitante ao processo de ensino e aprendizagem. Esta será organizada com
atividades significativas, por meio de procedimentos didáticos metodológicos
diversificados e os resultados da recuperação serão incorporados às avaliações
efetuadas durante o processo, constituindo-se em mais um componente do
aproveitamento.
Para o fechamento da nota bimestral serão somados os valores atribuídos
em cada instrumento avaliativo, de forma a atender o que consta no Projeto Político
Pedagógico, Regimento Escolar o estabelecimento e também as orientações da
LDB, conforme segue:
•
A avaliação da aprendizagem terá os registros de notas expressos em
uma escala de 0,0 (zero vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
•
Para a promoção e a certificação a média final mínima exigida é de 6,0
(seis vírgula zero).
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Paraná. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação.
Departamento de Educação Básica. Diretrizes Curriculares de Ciências. Curitiba,
2008.
PROJETO ARARIBÁ:Ciências/ obra coletiva. 1 ed. São Paulo: Moderna, 2006.
221
GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências. 4ª ed. São Paulo:ática,2009.
CRUZ, Daniel. Ciências e Educação Ambiental/obra coletiva. 26ª ed. São
Paulo:Atica,2001.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pegagógico. Campo
Mourão,2010.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DE BIOLOGIA
A Proposta Pedagógica está presente nos Artigos 12, e 13 da Lei de
Diretrizes e Bases - 9394/96, e no artigo 14, da mesma lei, como Proposta Curricular,
não existindo diferença entre os termos. Portanto, a Coordenação de Gestão Escolar
(CGE) da Secretaria de Estadual de Educação optou pelo termo Proposta
Pedagógica Curricular. CGE/2009
1. OBJETIVO GERAL
A Proposta Pedagógica da disciplina de Biologia tem como objetivo geral
valorizar os conteúdos científicos próprios da disciplina sem que ocorra o
esvaziamento dos mesmos, permitindo que tais conteúdos estejam articulados aos
conteúdos estruturantes da Biologia, aprimorando o conhecimento científico a partir
da vivência do aluno.
222
2. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
O Fenômeno VIDA é o objeto de estudo da biologia, este por sua vez, ao
longo da história da humanidade, recebeu muitos conceitos no intuito de explicá-lo e
compreende-lo. Segundo FERNANDES (2005, p. 04) muitos estudiosos desde
filósofos, naturalistas e pioneiros no campo da medicina contribuíram no
desenvolvimento de campos de saber que acabaram reunidos, na escola, sob o
nome de ciências, ciências físicas e biológicas, ciências da vida, ou ciências naturais.
A necessidade de garantir a sobrevivência humana foi um dos motivos que
levou os estudiosos a se preocuparem com a descrição dos seres vivos e os
fenômenos naturais o que levou o ser humano a diferentes concepções de VIDA, de
mundo e de seu papel como parte deste. Assim, os pensamentos que impulsionaram
a compreensão e construção das concepções sobre o fenômeno VIDA e suas
implicações no ensino, estão pautados na história da ciência e nos contextos
históricos religiosos, econômicos, políticos e sociais.
Sob a influência de filósofos da antiguidade como Platão e Aristóteles, da
Igreja na Idade Média, da Política e economia na Revolução Industrial, enfim,
teocentrismo, descritivo, mecanicismo, evolucionismo e da manipulação genética, os
conhecimentos construídos e acumulados vieram a contribuir para o que é hoje a
Biologia (PARANÀ, 2006). Assim, as Diretrizes Curriculares fundamentam-se na
concepção histórica da ciência articulada aos princípios da filosofia da ciência.
Portanto, ao partir da dimensão histórica da disciplina de Biologia, foram identificados
os marcos conceituais da construção do pensamento biológico, que foram adotados
como critérios para escolha dos conteúdos estruturantes e dos encaminhamentos
metodológicos.
Como elemento de construção científica, a Biologia deve ser entendida como
processo de produção do próprio desenvolvimento humano (ANDERY, 1988). O
223
avanço da Biologia, portanto, é determinado pelas necessidades materiais do ser
humano com vistas ao seu desenvolvimento, em cada momento histórico.
No contexto dessas reflexões, entende-se, que a disciplina de biologia
contribui para formar sujeitos críticos e atuantes, por meio de conteúdos que
ampliem seu entendimento acerca do fenômeno VIDA e em sua complexidade de
relações, ou seja, na organização dos seres vivos; no funcionamento dos
mecanismos biológicos; no estudo da biodiversidade em processos biológicos de
variabilidade genética, hereditariedade e relações ecológicas; e na análise da
manipulação genética.
O ensino de Biologia deve propiciar condições que possibilitem o
reconhecimento pelo aluno dos fundamentos básicos da investigação cientifica; da
ciência como atividade humana em constante transformação, não neutra, ou seja,
que sofre influência de fatores históricos, sociais, políticos, econômicos, culturais,
religiosos e tecnológicos na sociedade e no ambiente (BRASIL, 2006). O ensino de
Biologia deve superar a condição de memorização direta e comportamentalista. É
necessária a adoção de uma prática pedagógica fundamentada nas teorias críticas
assegurando ao professor e ao aluno a participação ativa no processo pedagógico.
Ao professor compete direcionar o processo pedagógico, interferir e criar condições
necessárias à apropriação do conhecimento pelo aluno como especificidade de seu
papel social na relação pedagógica, contribuindo na formação do sujeito crítico,
reflexivo e analítico.
2. FUNDAMENTOS TEÓRICOS – ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS
Essa Proposta Pedagógica Curricular baseada nas Diretrizes Curriculares e
ancorada na história e filosofia da ciência orienta uma nova relação entre professor,
aluno e conhecimento. A partir dessa reflexão foi construído o conceito de conteúdo
estruturante, que resgata a importância dos conteúdos disciplinares e do professor
como autor de seu plano de ensino, contrapondo-se, assim, aos modelos de
224
organização curricular que vigoraram na década de 1990, os quais esvaziaram os
conteúdos disciplinares para dar destaque aos chamados temas transversais.
Os conteúdos estruturantes são os saberes, conhecimentos de grande
amplitude, que identificam e organizam os campos de estudo de uma disciplina
escolar, considerados fundamentais para as abordagens pedagógicas dos conteúdos
básicos e específicos e conseqüente compreensão de seu objeto de estudo e ensino.
Outro aspecto importante a ser mencionado é o conceito de conteúdo básico,
que se refere aos conhecimentos fundamentais para cada série da etapa final do
ensino médio, considerados imprescindíveis para a formação conceitual dos
estudantes nas diversas disciplinas da Educação Básica. O acesso a esses
conhecimentos é direito do aluno na fase de escolarização em que se encontra e o
trabalho pedagógico com tais conteúdos é de responsabilidade do professor.
Os conteúdos estruturantes foram assim definidos:
• Organização dos Seres Vivos;
• Mecanismos Biológicos;
• Biodiversidade;
• Manipulação Genética.
Já os conteúdos básicos de Biologia são:
•
Classificação dos seres vivos: critérios taxonômicos e filogenéticos;
•
Sistemas biológicos: anatomia, morfologia e fisiologia;
•
Mecanismo de desenvolvimento embriológico;
•
Mecanismos celulares biofísicos e bioquímicos;
•
Teorias Evolutivas;
•
Transmissão das características hereditárias;
•
Dinâmica
dos
ecossistemas:
relações
interdependência com o ambiente;
•
Organismos genéticamente modificados.
entre
os
seres
vivos
e
225
3. ABORDAGEM TEÓRICO – METODOLÓGICA
“Em concordância com a Diretriz Curricular do Ensino de Biologia a
abordagem dos conteúdos deve permitir a integração dos quatro conteúdos
estruturantes de modo que ao introduzir a classificação dos seres vivos como
tentativa de conhecer e compreender a diversidade biológica, agrupando-os e
categorizando-os, seja possível também, discutir o mecanismo de funcionamento, o
processo evolutivo, a extinção das espécies e o surgimento natural e induzido de
novos seres vivos. Deste modo, a abordagem do conteúdo classificação dos seres
vivos não se restringe a um único conteúdo estruturante. Ao adotar esta abordagem
pedagógica, o início do trabalho poderia ser o conteúdo específico organismos
geneticamente
modificados,
partindo-se
da
compreensão
das
técnicas
de
manipulação do DNA comparando-as com os processos naturais que determinam a
diversidade biológica, chegando à classificação dos Seres Vivos. Portanto, é
imprescindível que se perceba a interdependência entre os quatro conteúdos
estruturantes. Outro exemplo é a abordagem do funcionamento dos Sistemas que
constituem os diferentes grupos de seres vivos. Parte-se do conteúdo estruturante
Mecanismos Biológicos incluindo-se o conteúdo estruturante Organização dos Seres
Vivos que permitirá estabelecer a comparação entre os sistemas, envolvendo
inclusive a célula, seus componentes e respectivas funções. Neste contexto, é
importante que se perceba que a célula tanto pode ser compreendida como elemento
da estrutura dos seres vivos quanto um elemento que permite observar, comparar,
agrupar e classificar os seres vivos. Da mesma forma, a abordagem do conteúdo
estruturante Biodiversidade envolve o reconhecimento da existência dos diferentes
grupos e mecanismos biológicos que determinam a diversidade, envolvendo a
variabilidade genética, as relações ecológicas estabelecidas entre eles e o meio
ambiente, e os processos evolutivos pelos quais os seres vivos têm sofrido
modificações naturais e produzidas pelo homem”. (DCE, 2009)
226
No ensino de biologia, o aluno deverá compreender o fenômeno VIDA e sua
complexidade de relações, cujo caráter provisório garante a reavaliação dos seus
resultados, possibilitando o repensar e a mudança constante de conceitos e teorias
elaboradas em cada momento histórico, social, político, econômico e cultural. Para
tanto é necessário considerar o que o aluno já detém, contextualizando o
conhecimento, e a partir disso sistematizar os conteúdos com a desconstrução de
conceitos e reconstrução/ apropriação de outros, mas vendo o aluno como sujeito
ativo e crítico no processo (RAMOS, s/d).
3.1. SELEÇÃO
DE CONTEÚDOS BÁSICOS POR SÉRIE DO COLÉGIO
ESTADUAL UNIDADE POLO:
Os conteúdos estruturantes: Organização dos Seres Vivos; Mecanismos
Biológicos; Biodiversidade; Manipulação Genética serão contemplados em todas as
séries, uma vez que são eles que balizam o conhecimento científico a cerca do
objeto de estudo da Biologia que é o fenômeno VIDA.
1° ANO
CONTEÚDO BÁSICO
•
Sistemas biológicos: anatomia, morfologia, fisiologia.
•
Mecanismos celulares biofísicos e bioquímicos.
•
Teorias evolutivas.
•
Transmissão das características hereditárias.
•
Mecanismos de desenvolvimento embriológico.
•
Dinâmica
dos
ecossistemas:
relações
interdependência com o ambiente.
•
2° ANO
Organismos Geneticamente Modificados.
entre
os
seres
vivos
e
227
CONTEÚDO BÁSICO
• Classificação dos seres vivos: critérios taxonômicos e filogenéticos.
• Sistemas biológicos: anatomia, morfologia, fisiologia.
• Mecanismos celulares biofísicos e bioquímicos.
• Dinâmica
dos
ecossistemas:
relações
entre
os
seres
vivos
e
seres
vivos
e
interdependência com o ambiente.
• Organismos Geneticamente Modificados.
3° ANO
CONTEÚDO BÁSICO
• Sistemas biológicos: anatomia, morfologia, fisiologia.
• Mecanismos de desenvolvimento embriológico.
• Teorias evolutivas.
• Dinâmica
dos
ecossistemas:
relações
entre
os
interdependência com o ambiente.
• Organismos Geneticamente Modificados.
4. AVALIAÇÃO
Produzir bons e adequados instrumentos para coletar dados na avaliação da
aprendizagem do nosso educando, sem subterfúgios, sem enganos, sem
complicações desnecessárias, sem armadilhas, significa preparar uma avaliação
intencional e bem planejada. Esse processo de avaliação requer instrumentos e
estratégias que:
1. Ofereçam desafios, situações-problema a serem resolvidas;
2. Sejam contextualizadas, coerentes com as expectativas de ensino e
aprendizagem;
228
3. Possibilitem a identificação de conhecimentos do aluno e as estratégias
por ele empregadas;
4. Possibilitem que o aluno reflita, elabore hipóteses, expresse seu
pensamento;
5. Permitam que o aluno aprenda com o erro;
6. Exponham, com clareza, o que se pretende;
7. Revelem, claramente, o que e como se pretende avaliar.
Qualquer instrumento de coleta de dados sobre o desempenho da
aprendizagem é bom, contanto que seja adequado como recurso de investigação
(pesquisa) sobre as aprendizagem do educando, de tal forma que possibilitem uma
intervenção adequada de reorientação do trabalho pedagógico. A avaliação
contínua e formativa, em sua abrangência alcança todo o processo de construção
de conhecimentos que acontece nas salas de aula. Ou seja, se os conteúdos são
importantes para estarem na proposta pedagógica curricular e, por conseguinte, em
nossos planos de trabalho docente, então eles serão objeto de nossa avaliação.
A diversificação dos instrumentos de avaliação está indissociavelmente
ligada à concepção de avaliação contínua e formativa. Se a avaliação contínua e
formativa visa à aprendizagem, à formação do aluno, então essa continuidade
precisa se concretizar, de fato, nas diferentes atividades de ensino/aprendizagem
que acontecem na sala de aula. Para tanto, apresentamos nessa Proposta
Pedagógica Curricular alguns modelos de atividades avaliativas que serão postas em
prática:
•
Atividade de Leitura Compreensiva de Textos: A avaliação da leitura
de textos é uma das possibilidades para que o professor verifique a compreensão
dos conteúdos abordados em aula, analisando o conhecimento prévio do aluno e
aquele adquirido na Educação Básica.
229
•
Projeto
de
Pesquisa
Bibliográfica:
O
Projeto
de
pesquisa
bibliográfica, para os alunos da Educação Básica, constitui-se numa consulta
bibliográfica que tem como finalidade proporcionar ao aluno o contato com o que já
foi escrito ou pensado sobre o tema que ele está pesquisando. Esse contato,
entretanto, não poderá se resumir à mera cópia. O aluno precisa construir esse
conhecimento e, para isso, não é suficiente que se dê para ele apenas o título da
pesquisa. A solicitação de uma pesquisa exige enunciado claro e recortes precisos
do que se propõe ao aluno.
•
Produção de Texto: Neste tipo de atividade é preciso considerar, as
circunstâncias de produção dos textos que são solicitados ao aluno para que ele
possa assumir-se como locutor e, desta forma, conforme propõe Geraldi (1997), ter o
que dizer; razão para dizer; como dizer, interlocutores para quem dizer.
•
Palestra / Apresentação Oral: A apresentação oral é uma atividade
que possibilita avaliar a compreensão do aluno a respeito do conteúdo abordado; a
qualidade da argumentação; a organização e exposição das idéias. Tanto pode ser a
apresentação oral de um trabalho que foi escrito como pode ter a forma de uma
palestra, logicamente adequada em questões como tempo de duração.
•
Atividades Experimentais: São aquelas atividades que têm, de fato, a
característica de experimentação. São práticas que dão espaço para que o aluno crie
hipóteses sobre o fenômeno que está ocorrendo. As atividades experimentais levam
em consideração as dúvidas, o erro, o acaso, a intuição. A atividade experimental
possibilita que se avalie o estudante quanto à sua compreensão do fenômeno
experimentado, do conceito a ser construído ou já construído, a qualidade da
interação quando o trabalho se realiza em grupo, entre outras possibilidades.
Entretanto, ao introduzir a experimentação como integrante do processo pedagógico,
faz-se necessário considerar os aspectos éticos da experimentação animal que
envolva a vivisecção de animais domésticos ou exóticos, ou ainda, experimentos que
causem danos à fauna e flora nativa, à biodiversidade e, de modo mais amplo, ao
230
próprio ser humano. Os experimentos, ao serem planejados, devem estar sempre
amparados pelos dispositivos legais vigentes, tais como:
•
Lei Estadual do Paraná n. 14.037, de 20 de março de 2003, que institui
o Código Estadual de Proteção aos Animais;
•
Lei de Biossegurança;
•
Resoluções do Conama/MMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente);
•
Política Nacional da Biodiversidade.
•
Educação Ambiental (Lei 9795/99) Dec. 4201/02
•
Projeto de Pesquisa de Campo: O trabalho de campo é um método
capaz de auxiliar o professor na busca de novas alternativas para o processo de
ensino-aprendizagem, colaborando com eficácia a construção de conhecimentos e
para a formação dos alunos como agentes sociais.
•
atividade
Relatório: O Relatório é um conjunto de descrições e análise da
desenvolvida.
Na
Educação
Básica,
os
relatórios
auxiliam
no
aprimoramento da habilidade nesta área específica da comunicação escrita. É,
também, um instrumento de ensino, pois possibilita ao estudante a reflexão sobre o
que foi realizado, reconstruindo seu conhecimento, o qual foi desenvolvido na aula
de campo, pesquisa, laboratório, atividade experimental, entre outras.
•
Seminário: O seminário é um procedimento metodológico que tem por
objetivos a pesquisa, a leitura e a interpretação de textos. Trata-se de uma discussão
rica de idéias, onde cada um participa questionando, de modo fundamentado, os
argumentos apresentados. A elaboração de um seminário, além de aprofundar e
complementar as explicações feitas em aula cria, ainda, a possibilidade de colocar o
estudante em contato direto com a atividade científica e engajá-lo na pesquisa.
Portanto, temas relacionados à área biológica ligada a História do Paraná (Lei
n°13381/01), Música (Lei 11.769/08), Educação Fiscal serão temas a serem
trabalhados de forma contextualizada e relacionados aos conteúdos de biologia
sempre que for possível a articulação entre os mesmos, nesta forma metodológica
231
ou em qualquer outra forma que seja pertinente. Assim para atender tais demandas
de conteúdos os mesmos serão definidos a partir de estudos aprofundados sobre a
disciplina de biologia e os conteúdos exigidos em tais Leis pela SEED, os quais
serão elencados no Plano de Trabalho Docente.
•
Debate: É no debate que podemos expor nossas idéias e, ouvindo os
outros, nos tornarmos capazes de avaliar nossos argumentos, sendo, portanto um
excelente recurso didático para atender a Lei Federal n° 11525/07 Enfrentamento à
Violência Contra a Criança e ao Adolescente e também a Educação Tributária Dec.
n° 1143/99, portaria n° 413/02.
•
Atividades A Partir De Recursos Audiovisuais: Os recursos
audiovisuais permitem situações de ensino/aprendizagem que podem enriquecer o
trabalho com os conteúdos das disciplinas. O trabalho com filmes, documentários,
músicas, teatro, entre outros, demanda a pesquisa do professor sobre o recurso a
ser levado para os alunos. Qualquer que seja o recurso escolhido, é preciso
considerar que o conteúdo abordado naquela mídia não está didatizado Cabe ao
professor a didatização do conteúdo apresentado.
•
Trabalho em Grupo: O objetivo do trabalho em grupo é desenvolver
dinâmicas com pequenos grupos, na tentativa de proporcionar, aos alunos,
experiências que facilitem o processo de aprendizagem. A perspectiva para o
trabalho em grupo é aquela em que as ações pedagógicas envolvam o aluno, seja
nas tarefas realizadas por seu grupo, seja na definição de atitudes que promovam
uma interação social; é aquela em que as ações de um aluno o conduzem a
compartilhar conhecimento, contribuindo de forma significativa para a sua
aprendizagem. Nesta prática pedagógica, as ações do professor são as de um
orientador que acompanha o trabalho do grupo e que, na medida da necessidade,
redireciona as atividades.
232
•
Questões Discursivas: Essas questões fazem parte do cotidiano
escolar dos alunos e possibilitam verificar a qualidade da interação do aluno com o
conteúdo abordado em sala de aula. Uma questão discursiva possibilita que o
professor avalie o processo de investigação e reflexão realizado pelo aluno durante a
exposição/discussão do conteúdo, dos conceitos. Além disso, a resposta a uma
questão discursiva permite que o professor identifique com maior clareza o erro do
aluno, para que possa dar a ele a importância pedagógica que tem no processo de
construção do conhecimento. Todos os instrumentos podem e devem, haja vista a
concepção de educação numa perspectiva dialética, ser entendidos pelo menos em
três dimensões:
•
A compreensão dos conteúdos por parte do aluno – ele entendeu o que
é? Lembrar que repetir o que o livro diz não dá conta de dimensionar de fato o que
ele entendeu, por isso da necessidade em se romper com modelos positivistas de
avaliação e de metodologia de ensino.
•
A capacidade de fazer relações entre esse conteúdo com outros e com
sua vida, relações estas que são históricas, sociais, políticas, culturais e econômicas.
Lembrar que o conteúdo em sua totalidade dá essa dimensão, e que conhecer,
significa fazer da gênese do conteúdo seu significado, portanto, contextualizar é
trabalhar o conteúdo no seu sentido de origem. Aos poucos os alunos devem ser
levados a fazer estas relações e perceber essa totalidade.
•
Capacidade de posicionar-se, emitir julgamento, criticar. Essa é uma
atitude de superar o senso comum, posicionar-se implica em usar referenciais, ou
seja, lançar mão de todos os fundamentos conceituais (históricos, políticos, culturais,
econômicos, etc.) para defender seu posicionamento.
Assim, em relação ao ensino de Biologia a avaliação precisa ser
compreendida como meio de diagnóstico do processo ensino-aprendizagem, bem
como de investigação da prática pedagógica tendo uma dimensão formativa,
buscando informações necessárias sobre o desenvolvimento da prática pedagógica
233
para nela intervir e reformular os processos de aprendizagem. Portanto, é necessário
que o critério de avaliação esteja diretamente ligado à intencionalidade do ensino de
um determinado conteúdo, bem como, com o objetivo de acompanhar o processo de
aprendizagem dos alunos. Assim espera-se que o aluno do Ensino Médio no:
1° ANO
Compreenda a organização, constituição, funcionamento e

importância das diferentes células dos sistemas biológicos;
Identifique e compare as características dos diferentes

grupos de seres vivos;
Estabeleça

as
características
específicas
dos
microrganismos, dos organismos vegetais e animais, e dos vírus;
Classifique os seres vivos quanto ao nº de células (unicelular

e pluricelular), tipo de organização celular (procarionte e eucarionte),
forma de obtenção de energia (autótrofo e heterótrofo) e tipo de
reprodução (sexuada e assexuada);
Compreenda a anatomia, morfologia, fisiologia e embriologia

dos
sistemas
biológicos
(digestório,
reprodutor,
cardiovascular,
respiratório, endócrino, muscular, esquelético, excretor, sensorial e
nervoso);

Identifique a estrutura e o funcionamento das organelas
citoplasmáticas;

Reconheça a importância e identifique os mecanismos
bioquímicos e biofísicos que ocorrem no interior das células;

Compreenda os mecanismos de funcionamento de uma
célula: digestão, reprodução, respiração, excreção, sensorial, transporte
de substâncias;

Compare e estabelece diferenças morfológicas entre os tipos
celulares mais freqüentes nos sistemas biológicos (histologia);

Conheça e analise as diferentes teorias sobre a origem da
234
vida e a evolução das espécies;
Reconheça a importância da estrutura genética para

manutenção da diversidade dos seres vivos;
Relacione os conhecimentos biotecnológicos às alterações

produzidas pelo homem na diversidade biológica;
Analise e discuta interesses econômicos, políticos, aspectos

éticos e bioéticos da pesquisa científica que envolve a manipulação
genética.
2° ANO
• Identifique e compare as características dos diferentes grupos de seres
vivos;
• Estabeleça as características específicas dos microrganismos, dos
organismos vegetais e animais, e dos vírus;
• Classifique os seres vivos quanto ao nº de células (unicelular e pluricelular
), tipo de organização celular (procarionte e eucarionte), forma de
obtenção de energia (autótrofo e heterótrofo) e tipo de reprodução
(sexuada e assexuada);
• Conheça
e
compreenda
a
classificação
filogenética
(morfológica,
estrutural e molecular) dos seres vivos.
• Compreenda a anatomia, morfologia, fisiologia e embriologia dos sistemas
biológicos (digestório, reprodutor, cardiovascular, respiratório, endócrino,
muscular, esquelético, excretor, sensorial e nervoso);
• Identifique a estrutura e o funcionamento das organelas citoplasmáticas;
• Reconheça a importância e identifique os mecanismos bioquímicos e
biofísicos que ocorrem no interior das células;
• Compreenda os mecanismos de funcionamento de uma célula: digestão,
reprodução, respiração, excreção, sensorial, transporte de substâncias;
• Compare e estabelece diferenças morfológicas entre os tipos celulares
mais freqüentes nos sistemas biológicos (histologia).
235
• Conheça e analise as diferentes teorias sobre a origem da vida e a
evolução das espécies;
• Reconheça a importância da estrutura genética para manutenção da
diversidade dos seres vivos;
• Compreenda o processo de transmissão das características hereditárias
entre os seres vivos;
• Identifique os fatores bióticos e abióticos que constituem os ecossistemas
e as relações existentes entre estes;
• Compreenda a importância e valorize a diversidade biológica para
manutenção do equilíbrio dos ecossistemas;
• Conheça as relações de interdependência entre os seres vivos e destes
como meio em que vivem.
• Identifique algumas técnicas de manipulação do material genético e os
resultados decorrentes de sua aplicação/utilização;
• Compreenda a evolução histórica da construção dos conhecimentos
biotecnológicos aplicados à melhoria da qualidade de vida da população e
à solução de problemas sócio-ambientais;
• Relacione os conhecimentos biotecnológicos às alterações produzidas
pelo homem na diversidade biológica;
• Analise e discuta interesses econômicos, políticos, aspectos éticos e
bioéticos da pesquisa científica que envolve a manipulação genética.
3º ANO
• Reconheça a importância da estrutura genética para manutenção da
diversidade dos seres vivos;
• Compreenda o processo de transmissão das características hereditárias
entre os seres vivos;
• Conheça e analise as diferentes teorias sobre a origem da vida e a
evolução das espécies;
236
• Identifique os fatores bióticos e abióticos que constituem os ecossistemas
e as relações existentes entre estes;
• Compreenda a importância e valorize a diversidade biológica para
manutenção do equilíbrio dos ecossistemas;
• Conheça as relações de interdependência entre os seres vivos e destes
como meio em que vivem.
• Identifique algumas técnicas de manipulação do material genético e os
resultados decorrentes de sua aplicação/utilização;
• Compreenda a evolução histórica da construção dos conhecimentos
biotecnológicos aplicados à melhoria da qualidade de vida da população e
à solução de problemas sócio-ambientais;
• Relacione os conhecimentos biotecnológicos às alterações produzidas
pelo homem na diversidade biológica;
• Analise e discuta interesses econômicos, políticos, aspectos éticos e
bioéticos da pesquisa científica que envolve a manipulação genética.
Atendendo a Legislação: Lei 11734/97 – prevenção AIDS – alunos educação
básica PR; Lei 11645/08 – História e Cultura afro-brasileira, africana e indígena, Lei
9795/99 – política nacional de educação ambiental, os conteúdos referentes a esse
temas serão contemplados no decorrer do ano, fazendo sempre a articulação com os
conteúdos estruturante, básicos e específicos da disciplina de Biologia. A abordagem
pedagógica sobre a história e cultura afro-brasileira e indígena, poderá ser
desenvolvida por meio de conteúdos que envolvam estudos sobre a origem, a
evolução e a constituição genotípica e fenotípica da espécie humana e suas
populações (PARANÁ, 2008), com o objetivo de propor a discussão do porque
somos todos muito parecidos e, ao mesmo tempo, muito diferentes.
5. RECUPERAÇÃO DE ESTUDOS
237
A recuperação de estudos será concomitante ao processo letivo, tendo por
lógica pedagógica recuperar os conteúdos não apropriados e não os instrumentos de
avaliação. Os diferentes instrumentos de avaliação, serão meios para perceber os
conteúdos que não foram apreendidos e que deverão ser retomados no processo de
recuperação de estudos. Portanto, é necessária a retomada do conteúdo a partir do
diagnóstico oferecido pelos instrumentos de avaliação e a reavaliação do conteúdo já
“reexplicado” em sala de aula. Cabe ao professor perceber, através dos instrumentos
de avaliação, em que dimensões os conteúdos devem ser retomados e reavaliados.
A reavaliação será ofertada sob diferentes formas podendo ser formal ou
informal. O peso e a proporcionalidade das avaliações estarão de acordo com o
Regimento Escolar, sendo que, o peso das provas não será maior que o peso das
outras atividades, daí a importância da definição dos critérios de avaliação para cada
instrumento utilizado.
O peso da recuperação de estudos será proporcional aos valores das
avaliações (como um todo), ou seja, se o processo vai de 0 a 100% de apreensão,
diagnóstica e retomada dos conteúdos, a recuperação terá peso de 0 a 100%.
Enfim, ao adotar a avaliação e reavaliação como instrumentos analíticos do
processo de ensino aprendizagem com um conjunto de ações pedagógicas
pensadas e realizadas ao longo do ano letivo possam professores e alunos
tornarem-se observadores dos avanços e dificuldades a fim de superarem os
obstáculos existentes.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia: volumes 1, 2 e 3. Ed. São Paulo:
Moderna, 2004.
238
ANDERY, M. A. et al. Para compreender a ciência: uma perspectiva histórica. São
Paulo: EDUC, 1988.
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Orientações curriculares para o Ensino
Médio: ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. v. 2. Brasília:
Ministério da Educação, 2006.
FERNANDES, J. A. B. Ensino de ciências: a biologia na disciplina de ciências.
Revista da Sociedade Brasileira de Ensino de Biologia, São Paulo, v.1, n.0, ago
2005.
GASPARIN, J. L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas:
Autores Associados, 2002.
KRASILCHIK, M. Prática de ensino de biologia. São Paulo: EDUSP, 2004.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Biologia
para a Educação Básica. Curitiba: SEED, 2006.
PARANÁ. Avaliação – um processo Intencional e Planejado. Departamento de
educação Básica. Grupos de Estudos 2008. 2° Encontro. Disponível em:
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/sem_ped_2009/tex
tos_apoio/CGE/Segundo_Encontro.pdf.
RAMOS, M. N. A contextualização no currículo de Ensino Médio: a necessidade
da crítica na construção do saber científico. Mimeo, sem data.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – FÍSICA
239
1 - APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
A física permite-nos conhecer as leis gerais da natureza que regulam o
desenvolvimento dos processos que se verificam, tanto no universo circundante
como no universo geral. O objetivo da física consiste em descobrir as leis gerais da
natureza e esclarecer, com base nelas, processos concretos. Os cientistas, à medida
que se aproximavam desse objetivo, iam compreendendo melhor o panorama
grandioso e complexo da unidade universal da natureza. O universo não é um
conjunto simples de acontecimentos independentes, mas todos eles constituem
manifestações evidentes do universo considerado como um todo. O objetivo principal
da ciência é buscar conhecer o mundo e as leis que o regem, por este motivo ela
está presente em todas as civilizações, porém em maior ou menor grau de
desenvolvimento.
Espera-se que o educando com o estudo da disciplina possa conhecer as
unidades e as relações entre as unidades de uma mesma grandeza física para fazer
traduções entre elas e utilizá-las adequadamente, construir sentenças ou esquemas
para a resolução de problemas; construir tabelas e transformá-los em gráficos, ler e
interpretar informações apresentadas em diferentes linguagens e representações
técnicas, elaborar relatórios analíticos, apresentando e discutindo dados e
resultados, seja de experimentos ou de avaliações críticas de situações, fazendo
uso, sempre que necessário, da linguagem física apropriada. Um dos cientistas que
mais deixou descobertas tecnológicas para a sociedade atual, foi Leonardo Da
Vince, que além de pintor era um grande inventor, criando projetos de helicópteros,
tanques de guerra, asa delta, instrumentos musicais, salva vidas, etc... . Quando ele
viveu em Milão, construiu um sistema de abastecimento de água e esgoto, estudou
perspectiva, ótica e anatomia. A física é uma das principais ciências, responsável por
todo o desenvolvimento tecnológico desde o começo do mundo. Foi através da física
que hoje temos carros, aviões, helicópteros, telescópio, satélites, ônibus espacial,
televisão, rádio, armas , bombas, trens e muitas outras coisas, e é através da mesma
240
que hoje estamos melhorando essas descobertas, pois já temos metrôs que flutuam
devido ao magnetismo, temos aviões muito mais rápidos e confortáveis. Devemos
lembrar que é devido à física que descobrimos os movimentos da Terra e assim
estabelecemos um sistema de horas para dividir nosso tempo, e é através dela que
podemos estudar outros planetas, galáxias e estrelas. Quando observamos a
História, percebemos que a física sempre esteve presente, talvez de modos
diferentes, mas, a partir do momento em que o homem começou a observar a
natureza que o envolvia e procurou entendê-la, a física se desenvolveu
grandemente. Um dos primeiros homens que começou a compreender isto, e
contribuiu muito para sua sociedade e o mundo, foi Arquimedes. Ele estudou,
descobriu e formalizou as leis da mecânica, tendo inventado o sistema de roldanas, a
alavanca e muitas outras máquinas. Querendo demonstrar o poder da alavanca, ele
disse: "Dêem-me um outro lugar onde eu possa colocar-me, e uma alavanca de
tamanho adequado, e eu deslocarei a terra".
Foi baseado no princípio da alavanca que ele também criou a catapulta, a
qual ajudou muito seu povo em resistir à invasão dos romanos. Além disso, ele
descobriu os princípios da hidrostática, no qual formulou o que é conhecido como
princípio de Arquimedes, que dizia que "todo corpo mergulhado num fluído, recebe
um impulso de baixo para cima igual ao peso do volume do fluído deslocado",
explicando o porquê os corpos mais densos afundam na água e os menos densos
flutuam. Também existiram outros gregos, como Heron, o qual propôs os princípios
da pneumática, Ptolomeu, que foi o responsável pelos estudos da óptica geométrica.
E foi devido a todo este desenvolvimento que a Grécia se tornou uma potência de
sua época, porém devemos lembrar que foi esta mesma ciência que causou sua
queda.
Durante o renascimento, pouco desenvolvimento ocorreu nas ciências,
porém um grande nome da renascença, foi Galileu Galilei, que foi um dos primeiros
cientistas a levar a experimentação as suas conclusões. Ele estabeleceu a lei da
queda dos corpos, afirmando que "quando um corpo cai livremente, sua aceleração é
241
constante, e é a mesma para todos os corpos, leves ou pesados , pequenos ou
grandes". A história diz que ele provou isto deixando cair livremente dois corpos
diferentes da torre de Pisa. Na astronomia, ele foi o primeiro homem a observar o
céu com um telescópio, concluindo que todos os outros astros são constituídos por
substâncias iguais à do nosso planeta. Ele era grande defensor do sistema
heliocêntrico, proposto por Copérnico, segundo o qual dizia que os planetas,
inclusive a Terra, giram em torno do sol. Porém, foi no século dezessete, que a
física se impôs e desenvolveu-se grandemente com os estudos de Isaac Newton.
Suas principais contribuições estão no campo da matemática e no campo da ciência
natural, com desenvolvimento e sistematização da mecânica, a criação da teoria da
gravitação universal, o estudo e o estabelecimento de leis a respeito da refração
luminosa e a natureza corpuscular da luz.
Entretanto, foi no século dezenove que a ciência se desenvolveu numa
velocidade nunca antes visto, pois as experiências se firmaram, surgiram grandes
cientistas e o uso tecnológico começou a desenvolver-se muito rápido. A indústria
começou a se espalhar pelo mundo e máquinas começaram a substituir os homens.
Foi o desenvolvimento desse século que começaram a determinar quais eram os
países mais desenvolvidos. No século vinte, a rapidez do desenvolvimento da
ciência, está evidente. Existe um número bem maior de cientistas, os meios de
comunicação estão em todo o mundo, a sofisticação está tomando conta da
tecnologia e percebe-se que a ciência controla um grande mercado financeiro,
gerando grande capital para as nações que a tem em desenvolvimento.
E para que uma nação se desenvolva, é necessário ter ciência, e para isso,
deve-se ter uma educação capaz de proporcionar pessoas desenvolvidas
intelectualmente e que querem melhorar o mundo em que vivem, pois todos os
cientistas citados nesta obra, tiveram uma educação muito "forte". E os cientistas
atuais estão preocupados em como os países estão investindo em sua educação,
pois só assim a ciência poderá se desenvolver. A avaliação tem função diagnóstica,
242
formativa e somativa, ocorrendo em espaços e tempos diferenciados do Ensino
Regular.
2 - OBJETIVO GERAL
Possibilitar ao estudante uma reflexão crítica sobre o mundo das ciências;
educando-os para cidadania, considerando a dimensão crítica do conhecimento
científico sobre o Universo de fenômenos e a não-neutralidade da produção desse
conhecimento, mas seu comprometimento e envolvimento com aspectos sociais,
políticos, econômicos e culturais.
3- CONTEÚDOS
Os conteúdos estruturantes e básicos servem para orientar o trabalho
docente, através dele o educador pode planejar as aulas de forma a otimizar o
processo ensino aprendizagem, também para a orientação de métodos a serem
adotados. Os conteúdos estruturantes e básicos a serem trabalhados em física
seguem abaixo.
ESTRUTURANTES
Movimento
Termodinâmica
Eletromagnetismo
BÁSICOS
- Momentum, Inércia e a conservação do Momentum;
- Variação da quantidade de movimento = Impulso e a 2ª Lei
de Newton;
- Gravidade;
- 3ª Lei de Newton e Condições de equilíbrio;
- Energia e o Principio da Conservação da Energia;
- Fluidos;
- Oscilações.
- Lei zero da Termodinâmica;
- 1ª Lei da Termodinâmica;
- 2ª Lei da Termodinâmica;
- Entropia e a 3ª Lei da Termodinâmica.1
- Carga elétrica;
- Campo;
- Força eletromagnética;
- Equações de Maxwell;
- Energia e o principio da conservação da energia;
243
- Luz.
4 - METODOLOGIA
Buscar-se-á estratégias que provoque a participação constante dos alunos,
despertando a interação aluno – aluno, aluno – professor versus conhecimento
partindo do saber do aluno, problematizando este para despertar a busca de
instrumentos teóricos – práticos para a construção de conhecimentos importantes
para interferir na prática social.
Os conteúdos de Física serão trabalhados de forma contextualizada, para a
formação de conceitos, contemplando os conhecimentos trazidos pelos alunos,
fazendo com que os mesmos entendam a matemática como instrumento para
compreender e solucionar os problemas do cotidiano.
Os conteúdos serão trabalhados com aulas expositivas, resolução e correção
de exercícios para eliminar dúvidas, lista de exercícios complementares, material
concreto, pesquisas de campo, bem como o uso de recursos áudio visuais como:
laboratório de informática e a tv pendrive para a apresentação de conteúdos. As
aulas serão desenvolvidas respeitando as diferenças e valorizando a singularidade
de cada educando.
A abordagem pedagógica das demandas referentes a : História e Cultura
afro-brasileira, africana e indígena (Lei nº11.645/08); História do Paraná (Lei
nº13381/01); Música (Lei 11.769/08); Prevenção ao uso indevido de drogas,
sexualidade humana; Educação Fiscal; Enfrentamento à violência contra a Criança e
ao Adolescente ( Lei Federal nº 11525/07); Educação Tributária Dec. nº1143/99,
portaria nº 413/02 e Educação Ambiental ( Lei 9795/99) Dec.4201/02, serão
abordados de forma contextualizada e relacionadas
sempre que for possível a articulação entre os mesmos
aos conteúdos de ensino
244
5 - AVALIAÇÃO
A avaliação será realizada de modo a contemplar os diferentes momentos do
processo de ensino e aprendizagem e sendo coerente com a proposta pedagógica
da escola e com a metodologia utilizada. Assim deve servir como instrumento que
orienta a prática do professor e possibilitar ao educando uma aprendizagem sólida e
significativa.
A avaliação será feita de uma forma continua, cumulativa e global focada no
processo de ensino-aprendizagem e não apenas no aluno. Na avaliação do processo
ensino aprendizagem será considerado: a avaliação dos próprios alunos sobre o
quanto aprenderam e sobre suas dificuldades nesse aprendizado. Também será
considerado o resultado global dos alunos aferidos nas diversas atividades
realizadas.
O quadro abaixo apresenta os instrumentos e critérios de avaliação
observando e respeitando as diferenças e valorizando a singularidade de cada
educando.
Instrumentos de
Avaliação
Pesquisa de Campo
Trabalho em Grupo
Critérios de Avaliação
- registrar informações, no local de pesquisa;
- organiza e examina os dados coletados, conforme
orientações;
- apresenta sua compreensão a respeito do conhecimento
construído;
- atende ao que foi solicitado como conclusão do trabalho.
- interagir com o grupo;
- compartilha o conhecimento;
- demonstra os conhecimentos formais da disciplina;
- compreende a origem da construção histórica dos
conteúdos
trabalhados
e
sua
relação
com
a
contemporaneidade e o seu cotidiano.
- realiza leitura compreensiva do enunciado;
245
Questões Objetivas
- demonstra apropriação de alguns aspectos definidos do
conteúdo;
- utiliza de conhecimentos adquiridos.
Pesquisa
bibliográfica
- a contextualização, identifica a situação e o contexto com
clareza;
- ao problema, apresenta de forma clara, o tema levantado,
delimitando o foco da pesquisa na busca de solução;
- a justificativa, aponta argumentos sobre a importância da
pesquisa.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANTÔNIO, J. C. et al. Coleção novo ensino médio – Física. Ed. Companhia da
Escola Campinas Escola.2002.
BONJORNO, R. A. et al. Física Completa – ED. FDT S.A. São Paulo 2000.
INTERNET: www.brasilescola.com/física
INTERNET: www.fisica.net
LDB - Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LEI No. 9.394, de 20 de
dezembro de 1996. D.O. U. de 23 de dezembro de 1996.
PPP – Projeto Político Pedagógico da Colégio estadual Antônio Teodoro de
Oliveira, 2007.
PPP – Projeto Político Pedagógico da Colégio estadual Unidade Polo, 2007.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares de Física para o Ensino Fundamental.
Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Curitiba, 2006.
246
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Livro Didático Público.
Física. Vários autores. Secretaria de Estado da Educação - SEED: Curitiba, 2006.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Diretrizes curriculares da
educação especial para a construção de Currículos inclusivos. Secretaria de
Estado da Educação - SEED: Curitiba, junho de 2006.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Diretrizes Curriculares da
Educação Básica. Disciplina de Fiśica Secretaria de Estado da Educação SEED:
Curitiba,
2008.
Disponível
em
http://www.fisica.seed.pr.gov.br/arquivos/File/fisica.pdff Acesso em 10 de maio 2010.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Diretrizes para a
educação das relações étnicos- raciais e para o ensino de história e cultura
afro-brasileira e africana. Secretaria de Estado da Educação - SEED: Curitiba,
junho de 2006.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Desafios Educacionais
contemporâneos.
Site
para
consulta
disponível
em:
http://www.diaadia.pr.gov.br/cdec/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=311
Acesso em 10 de maio 2010.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Portal Educação e
Diversidade, disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br/dedi/ Acesso em 10 de
maio 2010.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Portal Física disponível
em: http://www.fisica.seed.pr.gov.br/ Acesso em 10 de maio 2010.
ALVARES, B. A. Livro didático – análise e seleção. In: MOREIRA, MA; AXT,R.
Tópicos em Ensino de Ciências. Porto Alegre: Sagra, 1991.
247
GRUPO DE REELABORAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA. Leituras de Física. São
Paulo: Ed. Universidade de S. Paulo, 1998
GASPAR, A. Física. Volumes I, II e III – São Paulo: Ática, 2000.
GONCALVES FILHO, Aurélio. Física para o Ensino Médio. São Paulo: Scipione,
2002.
GUSSOW, Milton. Eletricidade Básica. São Paulo, ed. Makron Books, 2004. LUZ,
A. M. R., ÀLVARES, B.A.. Física: volume único. São Paulo: Scipione, 2003 coleção De olho no mundo do trabalho.
MÁXIMO, Antônio R. L., ÁLVARES, Beatriz Alavarenga., Física. Ensino Médio. São
Paulo. Ed. Scipione. 2005. Volumes 1, 2 e 3.
NADIR, R (ORG) Pesquisas em Ensino de Física. São Paulo: Escritueras,1998.
NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica. Volumes I, II, III e IV. 4ª Edição.
São Paulo: Ed. Edgard Blucher, 2002.
248
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – QUIMICA
1. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
O conhecimento Químico foi construído historicamente nas relações
políticas, econômicas sociais e culturais das diferentes sociedades. Questões
ideológicas possibilitaram o desenvolvimento de concepções mais críticas a respeito
das relações da Química na sociedade. Como exemplo, a superação da idéia do
flogisto desenvolvida por Stahl a partir de uma adaptação da teoria de um dos seus
mentores, Johann Joachim Becher pelo esclarecimento da combustão por Lavoisier
no século XVII, assim começou o desvendar para a Química Clássica, como era
chamada, a partir do século XVIII e XIX, com Lavoisier, Berzélius, Gay-Lussac,
Dalton, Wöhler, Avogadro, Berthelot, Kékule, e tantos outros.
É importante ressaltar, que a sociedade Oriental influenciou na construção
do conhecimento da Química, com as práticas alquímicas, dos boticários,
perfumistas e da medicina oriental, que foram difundidas pelos árabes em séculos
anteriores ao estabelecimento da Química como Ciência Moderna, não ficando
apenas restrito em dizer que a constituição desse saber como ciência teve seu
cenário de desenvolvimento no modo de produção capitalista Europeu.
Porém, os avanços científicos químicos atrelados com os tecnológicos
favoreceram o desenvolvimento de numerosas indústrias. A fabricação de
substâncias e materiais, desenvolvida na indústria química após a Revolução
Industrial, possibilitou um aumento notável no crescimento das indústrias de petróleo
e derivados, entre eles os plásticos e vários tipos de polímeros, o que influenciou nos
hábitos do ser humano, uma vez que foram lançados no mercado de consumo
inovadores utensílios fabricados com diversos materiais. Além disso, no decorrer do
249
desenvolvimento das civilizações, outros aspectos da vida cotidiana, como
alimentação, agricultura e o uso de combustíveis fósseis ganharam novos enfoques
paralelamente às descobertas da ciência Química. Com esses avanços começou a
exigir desta ciência respostas precisas e específicas às suas demandas econômicas,
sociais e políticas.
Para adquirir tantos avanços tecnológicos acredita-se numa abordagem de
ensino de Química voltada à construção e reconstrução de significados dos
conceitos científicos nas atividades em sala de aula (MALDANER, 2003, p. 144). O
ensino de Química, na perspectiva conceitual, retoma a cada passo o conceito
estudado, na intenção de construí-lo com a ajuda de outros conceitos envolvidos,
dando-lhe significado em diferentes contextos.
Isso
ocorre
por
meio
da
inserção do aluno na cultura científica, seja no desenvolvimento de práticas
experimentais, na análise de situações cotidianas, e ainda na busca de relações da
Química com a sociedade e a tecnologia. Isso implica compreender o conhecimento
científico e tecnológico para além do domínio estrito dos conceitos de Química.
O ensino de Química deve ter em vista não só a aquisição dos
conhecimentos que constituem esta ciência em seu conteúdo, em suas relações com
as ciências afins e em suas aplicações à vida corrente, mas também, e como
finalidade educativa de particular interesse, a formação do espírito científico. –
Reforma Gustavo Capanema – 1942 a 1960. (SENNA apud SCHNETZLER, 1981, p.
10).
2. CONTEÚDOS
2.1 Conteúdos Estruturantes
•
Matéria e sua natureza
•
Biogeoquímica
•
Química sintética
250
2.2 Conteúdos Básicos por série
1ª SÉRIE
Conteúdos Básicos
•
Matéria;
•
Ligação Química;
•
Funções Químicas;
•
Reações Químicas;
•
Gases;
•
Radioatividade.
2ª SÉRIE
•
Solução;
•
Reações Químicas;
•
Velocidade das reações;
•
Equilíbrio Químico;
•
Radioatividade.
3ª SÉRIE
•
Funções químicas;
•
Matéria;
•
Reações Químicas.
A intercalação dos conteúdos é de fundamental importância para estabelecer
os conhecimentos químicos, por isso devem ser trabalhados em conjuntos e não
expostos de maneira fragmentada.
3. METODOLOGIA DA DISCIPLINA
Segundo FOURQUIN, 1993,
251
[...] ninguém pode ensinar, verdadeiramente, se não ensina alguma coisa
que seja verdadeira ou válida a seus próprios olhos. Esta noção de valor intrínseco
da coisa ensinada, tão difícil de definir e de justificar quanto de refutar ou rejeitar,
está no próprio centro daquilo que constitui a especificidade da intenção docente,
como projeto de comunicação formadora.
Os conteúdos básicos de Química deverão ser abordados em sala de aula
partindo do conhecimento prévio dos alunos, no qual se incluem as idéias préconcebidas sobre Química e/ou concepções espontâneas que os mesmos fazem
durante a convivência do dia-a-dia, reunindo a vivência individual com a coletiva, das
quais será construído o saber socialmente sistematizado (conhecimento científico).
Para que a aquisição dos conhecimentos científicos seja efetiva, os mesmos
devem ser trabalhados de forma contextualizada e interdisciplinar, para que esta
ciência auxilie o aluno a compreender melhor o funcionamento e sua interação no
ambiente em que ele está inserido.
No âmbito da disciplina de química deve ser tratado sobre aspectos da
História e Cultura Afro-brasileira e Indígena, de acordo com a Lei n. 11.645/08, a
Educação Ambiental com base na Lei 9.795/99 que institui a Política Nacional de
Educação Ambiental, bem como a Prevenção ao Uso Indevido de Drogas,
Sexualidade Humana, sempre que os conteúdos da disciplina permitam uma
abordagem contextualizada dessas temáticas.
As atividades experimentais serão abordadas de forma com que seja o ponto
de partida para a apreensão de conceitos e sua relação com as idéias a serem
discutidas em aula. É um encaminhamento metodológico que contribui para que o
aluno estabeleça relações entre a teoria e a prática e, ao mesmo tempo, exponha
suas idéias sobre o conceito científico que está sendo abordado, melhor entendê-lo
ou até modificá-lo, além de que propicia para despertar a curiosidade do aluno.
252
A cada conteúdo, serão feitas discussões em sala de aula sobre a
importância que estes possuem na vida prática do aluno. Serão propostos exercícios
em sala de aula que de preferência, devem estar ligados a situações do cotidiano do
aluno, embora possam exigir tratamento em diferentes níveis de abstração. O
professor deverá estimular o aluno a fazer leituras e pesquisas em livros, revistas,
jornais, páginas eletrônicas, etc., realizando trabalhos e atividades em grupos ou
individuais, que ao longo do ano letivo poderão ser apresentados em eventos
diversos, como por exemplo, a mostra interdisciplinar da escola.
4. AVALIAÇÃO
De acordo com o Projeto Político Pedagógico da escola a avaliação:
[...] deve centrar-se na forma como o aluno aprende, sem descuidar da
qualidade do saber. A aprendizagem se dá numa construção pessoal do sujeito que
aprende, influenciada tanto pelas características pessoais quanto pelo contexto
social. Assim, a avaliação deve ser de forma contínua, formativa, na perspectiva do
desenvolvimento integral do aluno com o objetivo de detectar e prevenir os
problemas identificando as possíveis causas de seus fracassos ou dificuldades,
visando uma maior qualificação da aprendizagem, promovendo a participação efetiva
do professor nesse processo (PPP, p. 44).
Partindo desse pressuposto, a avaliação deverá levar em consideração todo
conhecimento prévio do aluno, permitindo ao mesmo construir e reconstruir os
significados dos conceitos científicos, e essa (re)construção está articulada às
abordagens histórica, sociológica, ambiental e experimental desses conceitos. Para
tanto deve-se usar vários instrumentos de avaliação que possibilitem várias formas
de expressão do aluno, como: leitura e interpretação de textos relacionados com a
disciplina, produção de texto, leitura e interpretação da tabela periódica, pesquisas
bibliográficas, relatórios ou questões discursivas referentes às aulas práticas,
apresentação de seminários ou palestras, provas escrita e oral, trabalhos com jogos,
253
cruzadinhas e dinâmicas com os alunos, atividades a partir de recursos audiovisuais
visando atender a todos os alunos. Ressaltando que esses instrumentos de
avaliação devem ser selecionados de acordo com cada conteúdo e objetivo de
ensino.
A avaliação deverá ser tal maneira que o conhecimento de conceitos
químicos seja articulado às questões sociais, econômicas e políticas, ou seja, a
construção coletiva do conhecimento deverá ser diagnóstica e cumulativa. A
recuperação assim como a avaliação, devera estar de acordo com o regimento
interno da escola.
Dessa forma, espera-se que o aluno no final de todo o processo pedagógico
entenda e questione a Ciência de seu tempo e os avanços tecnológicos na área de
Química. Tome posições críticas frente às situações sociais e ambientais
desencadeadas pela produção do conhecimento químico. Para tanto o professor
poderá utilizar de diversos critérios de avaliação, como alguns utilizados na Disciplina
de Química:
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
O aluno será avaliado por várias formas descritas abaixo:

Projeto de pesquisa bibliográfica – a solicitação de uma pesquisa
exige enunciado claro e recortes preciosos do que se pretende.
Critérios:
O aluno quanto:
• a contextualização, identifica a situação e o contexto com clareza;
• ao problema, apresenta de forma clara, objetiva o tema levantado,
delimitando o foco da pesquisa na busca de solução;
• a justificativa, aponta argumentos sobre a importância da pesquisa;
254
• O aluno, na escrita, remete-se aos textos lidos, por meio de citações ou
paráfrases, referenciando-os adequadamente.

Palestra/Apresentação Oral – a atividade de palestra/apresentação
oral possibilita ao aluno demonstrar sua compreensão sobre o conteúdo aborbado,
bem como argumentar, organizar e expor suas idéias.
Critérios:
O aluno:
• demonstra conhecimento do conteúdo;
• apresenta argumentos selecionados;
• demonstra seqüência lógica e clareza na apresentação;
• faz uso de recursos para ajudar na sua produção.

Atividades experimentais – estas atividades requerem clareza no
enunciado e propicia ao aluno criar hipóteses sobre o fenômeno que esta ocorrendo,
levando em consideração as dúvidas, o erro, o acaso, a intuição, de forma
significativa. Nessa atividade, o aluno pode expressar sua compreensão do
fenômeno experimentado, do conceito a ser construído ou já construído, a qualidade
da interação quando ao trabalho se realiza em grupo, entre outra possibilidade.
Critérios:
O aluno ao realizar seu experimento:
• registra as hipóteses e os passos seguidos;
• demonstra compreender o fenômeno experimentado;
• sabe usar adequadamente e de forma conveniente os materiais;
• Consegue utilizar apropriadamente o ambiente e os instrumentos.

O relatório – é um conjunto de descrições e analise da atividade
desenvolvida, auxiliando no aprimoramento da habilidade escrita, possibilitando
ainda, a reflexão sobre o que foi realizado e a reconstrução de seu conhecimento. No
255
relatório deve apresentar quais dados ou informações foram coletadas ou
desenvolvidas e como esses dados foram analisados, bem como quais resultados
podem-se extrair deles. São elementos do relatório: introdução, metodologia e
materiais, análise e consideração finais.
Critérios:
O aluno:
•
Faz a introdução como informações que esclareçam a origem de seu
relatório, apontando quais os objetivos da atividade bem como a
relevância do conteúdo abordado e conceitos construídos;
•
descreve objetiva e claramente como se deu o trabalho ou atividade
desenvolvida, possibilitando ao leitor a compreensão do que se esta
falando ou para uma reflexão que permita que se aprimore a atividade.
•
faz a descrição dos dados coletados durante os procedimentos e dos
resultados obtidos, estabelecendo uma relação entre eles e as discussões
teóricas que deram origem á atividades em questão.

Atividades a partir de Recursos Audiovisuais – o trabalho com
filmes documentários, músicas, teatro, entre outros. Qualquer que seja o recurso
escolhidos é preciso considerar que o conteúdo abordado naquela mídia não esta
didatizado, vem apresentado em linguagem especifica e com intencionalidade
diferente daquela que existe na escola. A didatização do conteúdo cabe ao
professor.
Critérios
O aluno:
• Compreende a interpreta a linguagem;
• Articula o conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o conteúdo
apresentado pelo audiovisual.
• Reconhece os recursos expressivos específicos daquele recurso.
256

Trabalho em Equipe – desenvolvendo dinâmicas com pequenos
grupos, na tentativa de proporcionar aos alunos experiências que facilitem o
processo de aprendizagem. Nesse sentido, possibilita a interação social, conduzindo
o aluno a compartilhar seu conhecimento.
O trabalho em grupo pode ser proposto a partir de diferentes atividades,
sejam elas, escritas, orais, gráficas, corporais, construção de maquetes, painéis,
mural, jogos e outros, abrangendo os conhecimentos artísticos, filosóficos e
científicos.
Critérios:
O aluno:
•
Interage com o grupo;
•
Compartilha o conhecimento;
•
Demonstra os conhecimentos formais da disciplina, estudados em sala de
aula, na produção coletiva de trabalhos;
•
Compreende a origem da construção histórica dos conteúdos trabalhados
e sua relação com a contemporaneidade e o seu cotidiano.

Questões discursivas – essas questões possibilitam verificar a
qualidade da interação do aluno com o conteúdo abordado em sala de aula. Uma
questão discursiva possibilita que o professor avalie o processo de investigação e
reflexão realizado pelo aluno durante a exposição/discussão do conteúdo, dos
conceitos.
Alem disso, a resposta a uma a uma questão discursiva permite que o
professor identifique com maior clareza o erro do aluno, para que possa dar a ele a
importância pedagógica que tem no processo de construção do conhecimento.

Questões objetivas – este tipo de questão tem como principal objetivo
a fixação do conteúdo. Uma questão objetiva deve apresentar u enunciado objetivo e
esclarecedor, usando um vocabulário contextual adequado, possibilitado ao aluno a
compreensão do que foi solicitado.
257
Para a construção desse tipo de questão o professor não deve desconsiderar
um bom planejamento, ou seja, definir o grau de dificuldade de cada questão
direcionada para cada serie com vistas a não cometer injustiças.
Critérios:
O aluno:
• Realiza leitura compreensiva do enunciado;
• Demonstra apropriação de alguns aspectos definidos do conteúdo;
• Utiliza de conhecimentos adquiridos.
Outros instrumentos poderão ser empregados desde que se mostrem
adequados aos critérios estabelecidos para cada conteúdo. Logo, espera-se que o
aluno entenda e questione a Ciência de seu tempo e os avanços tecnológicos na
área de Química; construa e reconstrua o significado dos conceitos químicos; tome
posições críticas frente às situações sociais e ambientais desencadeadas pela
produção do conhecimento químico; compreenda a constituição química da matéria a
partir dos conhecimentos sobre modelos atômicos, estados de agregação e natureza
elétrica da matéria.
Espera-se ainda que o aluno formule o conceito de soluções a partir dos
desdobramentos deste conteúdo básico, associando substâncias, misturas, métodos
de separação, solubilidade, concentração, forças intermoleculares; identifique a ação
dos fatores que influenciam a velocidade das reações químicas; compreenda o
conceito de equilíbrio químico, a partir da concentração, pressão, temperatura e
efeito dos catalisadores; elabore o conceito de ligação química, na perspectiva da
interação entre o núcleo de um átomo e a eletrosfera de outro a partir dos
desdobramento desse conteúdo básico.
Por fim, espera-se que entendam as reações químicas como transformações
da matéria a nível microscópico e diferencie as reações nucleares das demais
reações que ocorrem na natureza; diferencie gás de vapor, a partir dos estados
258
físicos da matéria, propriedades dos gases, modelo de partículas e as leis dos gases;
reconheça as funções químicas, ácidos, bases, sais e óxido em relação a outras
funções com a qual estabelece interação.
Esse processo avaliativo tem como finalidade não separar teoria e prática, e
sim, observar a posição do aluno em relação à leitura de mundo, que se espera, seja
crítica nos debates conceituais, articule o conhecimento químico às questões sociais,
econômicas e políticas agindo assim no meio em que está inserido.
5. REFÊRENCIAS
SANTOS, P.O.; BISPO, J.S.; OMENA, M.L.R. de A. O Ensino de Ciências Naturais e
Cidadania sob a ótica de professores inseridos no Programa de Aceleração de
Aprendizagem da EJA, Ciência & Educação, v.11, n.3, p. 411-426, 2005.
MALDANER, O. A. A formação inicial e continuada de professores de química:
professor/pesquisador. 2.ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2003.
SANTOS, W.L.P dos; MÓL, G. de S. Química&Sociedade. Livro do professor. São
Paulo, Editora Nova Geração, 2005.
FELTRE, Ricardo. Química. Vol 1, 2 e 3. 6.ed. São Paulo: Moderna, 2004.
LEE, John D. Química Inorgânica não tão Concisa. ’Tradução de’ TOMA, Henrique
E; ARAKI, Koiti; ROCHA, Reginaldo. 5.ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1999.
259
PARANA. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Livro
Didático Público. Química - Ensino Médio. 2 ed. Curitiba: SEED, 2008.
PARANA. Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica.
Diretrizes Curriculares Orientadoras da Educação Básica. Química. Curitiba:
SEED/DEB, 2008.
SARDELLA, Antônio. Química – Volume Único. 5.ed. São Paulo: Ática, 2005.
SOLOMONS, Graham; FRYHLE, Craig. Química Orgânica. ‘Tradução de’ LIN, Whei
Oh. 7.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2001.
SCHNETZLER, R.Um estudo sobre o tratamento do conhecimento químico em livros
didáticos dirigidos ao estudo secundário de química de 1875 a 1978.Quimica Nova,
V.4, n.1, p.6-15, 1981.
FORQUIN, Jean-Claude. Escola e Cultura. As bases sociais e pistemológicas do
conhecimento escolar.Porto Alegre, ARTMED, 1993.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pedagógico. Campo Mourão,
2010.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010.
260
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – GEOGRAFIA
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
Desde a antiguidade os grupos humanos precisam criar estratégias para se
relacionarem com a natureza. Para os povos caçadores e coletores, a interpretação
dos fenômenos naturais lhes garantia a sobrevivência, portanto era fundamental a
observação da dinâmica das estações do ano e o conhecimento do ciclo reprodutivo
da natureza. Para os povos navegadores e predominantemente pescadores,
conhecer a direção e a dinâmica dos ventos, o movimento das marés e as correntes
marítimas lhes favoreceu, assim como para os primeiros povos agricultores, entender
o clima e a alternância entre períodos secos e chuvosos, foi essencial. Através
desses conhecimentos, os seres humanos conseguiram se relacionar com a
natureza e modificá-la de acordo com o seu interesse.
Na antiguidade muito se avançou na elaboração dos saberes geográficos.
Ampliaram-se os conhecimentos sobre a relação dos seres humanos com a
natureza, extensão e características físicas e humanas dos territórios. Estudos
descritivos das áreas conquistadas, de informações sobre a localização, o acesso e
261
as características das cidades e regiões dos impérios, eram conhecimentos
fundamentais para suas organizações políticas e econômicas.
Ao longo dos anos, desenvolveram-se outros conhecimentos como a
elaboração de mapas, discussões a respeito das características do Planeta, da
distribuição de terras e águas, cálculos sobre latitude, definições climáticas e outros.
O ensino da geografia já esteve focado na descrição do espaço, na formação e
fortalecimento do nacionalismo, para a consolidação do Estado Nacional brasileiro,
principalmente nos períodos dos governos autoritários. Esse modo de ensinar ficou
conhecido como Geografia Tradicional e prevaleceu até o início dos anos de 1980.
A geografia evoluiu e se transformou ao longo dos anos, passando de uma
Geografia Tradicional para uma Geografia Crítica, e a princípio não foi bem aceita
pelos professores, que ainda se encontravam despreparados para essa mudança.
A geografia enquanto disciplina isolada não pode abarcar a totalidade dos
fenômenos físicos, biológicos e humanos que ocorrem sobre a superfície terrestre.
Enquanto a geografia humana procura se aproximar das ciências sociais, a geografia
física se volta para os métodos de análise das ciências naturais. O desafio é integrar
essas duas áreas de conhecimento numa perspectiva de construção de um
pensamento interdisciplinar que contemple as noções de espaço, tempo e lugar, no
Brasil e no mundo e o estudo das transformações contemporâneas.
A partir do processo de ensino-aprendizagem da disciplina de geografia,
pressupõe-se que o aluno consiga se localizar no espaço, se posicionando de forma
crítica e construtiva diante de sua realidade, compreendendo a necessidade de
preservar os recursos naturais e utilizando-os de forma consciente. O aluno deverá
também se posicionar diante das novas tecnologias, tornando-se um cidadão que
exerça corretamente o seu papel na sociedade. Para tanto, é necessário que ele
saiba ler e interpretar mapas, gráficos, tabelas, além de textos que abordem temas
como cultura afro, meio ambiente, política, dentre outros.
262
Atualmente, a forma como a geografia é ensinada nas escolas proporciona
aos alunos, maior participação nas aulas, pois os conteúdos são abordados de
maneira mais fácil de serem compreendidos, sendo relacionados com seu cotidiano,
para formar cidadãos mais críticos, preparados para se orientarem no espaço,
conquistarem seu lugar na sociedade, respeitando e preservando o ambiente em que
vivem.
2. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES / BÁSICOS
6º ANO
Dimensão econômica do espaço geográfico
Dimensão política do espaço geográfico
Dimensão sócio ambiental do espaço geográfico
Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico
• Formação e transformação das paisagens naturais e culturais;
• Dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção;
• A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais;
• A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re) organização do
espaço geográfico;
• As relações entre campo e a cidade na sociedade capitalista;
• A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população;
• A mobilidade populacional e as manifestações sócioespaciais da
diversidade cultural;
• As diversas regionalizações do espaço geográfico.
263
7º ANO
Dimensão econômica do espaço geográfico
Dimensão política do espaço geográfico
Dimensão socioambiental do espaço geográfico
Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico
•
A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração do território
brasileiro;
•
A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção;
•
As diversas regionalizações do espaço brasileiro;
•
As manifestações socioespaciais da diversidade cultural;
•
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população;
•
Movimentos migratórios e suas motivações;
•
O espaço rural e a modernização da agricultura;
•
A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos
e a urbanização;
•
A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do
espaço geográfico;
•
A circulação da mão-de-obra, das mercadorias e das informações.
8º ANO
Dimensão econômica do espaço geográfico
Dimensão política do espaço geográfico
Dimensão socioambiental do espaço geográfico
Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico
• As diversas regionalizações do espaço geográfico;
• A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios do
continente americano;
• A nova ordem mundial, os territórios supranacionais eu papel do estado;
264
• O comercio em suas implicações sócio espaciais;
• A circulação de mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das
informações;
• A distribuição espacial das atividades produtivas, a(re)organização do
espaço geográfico;
• As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista;
• O espaço rural e a modernização da agricultura;
• A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população;
• As manifestações sócio espaciais da diversidade cultural;
• Formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais;
• Movimentos migratórios e suas motivações
9º ANO
Dimensão econômica do espaço geográfico
Dimensão política do espaço geográfico
Dimensão socioambiental do espaço geográfico
Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico
• As diversas regionalizações do espaço geográfico;
• A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do estado;
• A revolução técnico-científico-informacional e os novos arranjos no espaço
da produção;
• O comércio mundial e as implicações sócio espaciais;
• A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração do território
• A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população;
• As manifestações sócio espaciais da diversidade cultural;
• Movimentos migratórios e suas motivações;
265
• A distribuição espacial das atividades produtivas, a transformação da
paisagem e a (re)organização do espaço geográfico;
• A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção;
• O espaço em rede: produção, transporte, e comunicação na atual
configuração territorial.
ENSINO MÉDIO
1ª SÉRIE:
A Dimensão econômica do espaço geográfico
A Dimensão política do espaço geográfico
A Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico
A Dimensão socioambiental do espaço geográfico
• A distribuição espacial das atividades produtivas, a transformação da
paisagem, a (re) organização do espaço geográfico;
• A formação e transformação das paisagens.
• A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologia de
exploração e produção.
• A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais.
2ª SÉRIE:
A Dimensão econômica do espaço geográfico
A Dimensão política do espaço geográfico
A Dimensão cultural demográfica do espaço geográfico
Dimensão socioambiental do espaço geográfico
• A revolução técnico-científica informacional e os novos arranjos no espaço
da produção;
• O espaço rural e a modernização da agricultura;
266
• A formação e o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos
e a urbanização recente;
• O espaço em rede: produção, transporte e comunicação na atual
configuração territorial;
• Formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios;
• As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista;
• As diversas regionalizações do espaço geográfico;
• A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado.
• A circulação de mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das
informações;
• A formação e transformação das paisagens;
• A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção.
• As implicações sócio-espaciais do processo de mundialização;
3ª SÉRIE
Dimensão econômica do espaço geográfica
A dimensão política do espaço geográfico
A dimensão cultural demográfica do espaço geográfico
A dimensão socioambiental do espaço geográfico
• A formação e o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos
e a urbanização recente;
• As diversas regionalizações do espaço geográfico;
• Os movimentos migratórios e suas motivações;
• O comércio e as implicações sócio-espaciais
• As implicações socioespaciais do processo de mundialização
• A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população;
• As manifestações sócio-espaciais da diversidade cultural.
267
3. METODOLOGIA
A Geografia apresenta um duplo desafio: a integração às demais áreas do
conhecimento, na perspectiva da construção de um pensamento interdisciplinar,
capaz de superar a divisão entre as ciências e a discussão interna, acerca da relação
entre Geografia Humana e Geografia Física. O professor de Geografia deve entender
o seu papel no ensino, ter conhecimento profundo do campo do qual é especialista,
pois é ele que estabelecerá interfaces com as demais disciplinas.
O conteúdo da Geografia é o mundo, o espaço e sua dinâmica contínua. O
caminho do geógrafo tem que ser repensado e as alternativas para isso são
múltiplas. Quanto ao ensino, de nada adianta trabalhar sobre uma estrutura
tradicional, se os alunos são jovens que vivem num mundo, onde as mudanças
ganham cada vez mais velocidade e que quando adultos, viverão numa sociedade
mais desafiadora. É preciso romper com a atual estrutura e habilitá-los a pensar e a
agir.
O ensino da Geografia é fundamental para que o aluno possa viver melhor
em
sociedade;
compreendendo
o
mundo,
posicionando-se
como
agente
transformador, localizando-se no espaço, reconhecendo e transitando entre as
diferentes escalas espaciais, atuando criticamente e compreendendo a relação
sociedade/ natureza. Os conceitos de espaço geográfico, paisagem, região, lugar e
território, são fundamentais para que o aluno entenda essas escalas. Da observação
do meio, da sua localização, a Geografia levará o aluno a conhecer o ambiente que o
rodeia e a buscar caminhos para apropriação do domínio espacial.
No desenvolvimento dos conteúdos, o professor trabalhará no sentido de
constatar que a sociedade, ao ocupar um determinado lugar de acordo com seus
interesses e necessidades, vai modificar esse espaço, alterando assim a natureza.
268
Serão usados recursos e algumas práticas pedagógicas que facilitarão o
aprendizado, como: recursos áudio visuais (filmes, trechos de filmes, programas de
reportagem e imagens em geral (fotografias, slides, charges, ilustrações), jornais, tv
pendrive, relatórios, debates, seminários, interpretação de textos, projetos e
pesquisas bibliográficas, laboratório de Informática, aula de campo,a literatura, a
cartografia, revistas e visitas à comunidade, e ao espaço físico da escola, analisa-se
com os alunos, as mudanças ocorridas no seu meio, relacionando-as com o estado
de conservação e/ou
degradação da superfície terrestre.O professor deverá
também, mostrar quais as mudanças que a natureza sofreu e qual o aproveitamento
que a sociedade faz dela. O estudo das inovações tecnológicas torna-se fundamental
para a compreensão das transformações espaciais, sejam elas em escala estadual,
federal ou global.
Partindo do ponto de vista, de que vivemos em uma sociedade globalizada,
torna-se necessário que o aluno, apresentando ou não necessidades educacionais
especiais, seja preparado para enfrentar essa realidade de forma crítica e
construtiva, pois o conhecimento sistematizado pela educação escolar deve
oportunizar a todos os alunos possibilidades de aprendizagem.
As ações de adequação/flexibilização a serem realizadas nos componentes
curriculares dessa disciplina serão realizadas a partir dos interesses e possibilidades
dos alunos matriculados em cada ano. Portanto, as decisões serão coletivas com os
professores de todas as disciplinas e a equipe pedagógica da escola, buscando,
quando necessário, o atendimento dos serviços educacionais especializados que
constituem a rede de apoio da Educação Especial no Paraná, conforme apresentado
nas Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a Construção de Currículos
Inclusivos.
São imprescindíveis que nas aulas de geografia sejam trabalhados os
conteúdos da história e Cultura afro Brasileira, Africana e Indígena Lei 11.645/2008;
269
Educação Ambiental Lei 9795/99 Dec. 3201/02; História do Paraná Lei 13.381/01,
sempre que houver possibilidade de abordagem dos mesmos.
4. AVALIAÇÃO
A avaliação é um momento de grande importância no processo ensino
aprendizagem. É necessário que esteja presente em todas as etapas, para que o
aluno e o professor percebam em que grau está envolvido. Sendo a avaliação um
processo permanente, torna-se necessário iniciá-lo mesmo antes de introduzir novos
conteúdos para avaliar os conhecimentos já adquiridos pelos alunos.
No que diz respeito ao ensino de Geografia, a avaliação deve ser
compreendida como um conjunto de ações organizadas com a finalidade de obter
informações sobre o que o aluno aprendeu, de que forma e em quais condições.
Nesse sentido as avaliações ocorrerão nas modalidades:
• formal – acontece a cada instante da relação com os estudantes por
meio de diferentes instrumentos avaliativos;
• contínua – permite avaliar o grau de aprendizagem do estudante ao longo
do período, neste caso, bimestralmente, de modo contínuo e cumulativo
do desempenho, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os
quantitativos;
• diagnóstica – verifica como está o processo de construção do
conhecimento, se a metodologia está dando resultado efetivos e a partir
destas constatações toma-se decisões e promove mudanças em relação à
continuidade do trabalho,
• formativa – após avaliar o processo como um todo, realimenta-se o
processo para sanar falhas e atingir objetivos proposto sempre priorizando
o repensar sobre as ações e não o resultado;
• somativa – dá uma visão geral, de maneira concentrada, dos resultados
obtidos no processo de ensino e aprendizagem. Sua aplicação informa
270
quanto ao nível de aprendizagem alcançada; visa a atribuição de notas;
fornece feedback ao aluno, de forma que os aspectos qualitativos
prevaleçam sobre os quantitativos.
Sob esse enfoque, adota-se como princípio fundamental que deve-se avaliar
o que se ensina, encadeando a avaliação no processo de ensino-aprendizagem, ou
seja, parte-se da avaliação inicial, retomando sempre que necessário o processo de
aprendizagem, até que se chegue à avaliação final. Para que se efetive essa
proposta avaliativa lançar-se-á mão de diferentes
instrumentos e critérios de
avaliação, conforme segue:
1. Atividade de leitura – a avaliação de leitura possibilita ao professor
verificar a compreensão dos conteúdos abordados em aula e, nesse sentido, faz-se
necessário a escolha criteriosa do texto, o roteiro de análise e os critérios de
avaliação, de forma a permitir a reflexão e a discussão, bem como a ampliação de
conhecimento.
Critérios:
O aluno:
• compreende as idéias presentes no texto e interage com o texto por meio
de questionamentos, concordâncias ou discordâncias.
• ao falar sobre o texto, expressa suas idéias com clareza e sistematiza o
conhecimento de forma adequada.
• estabelece relações entre o texto e o conteúdo abordado em sala de aula.
2- Projeto de Pesquisa Bibliográfica - a solicitação de uma pesquisa exige
enunciado claro e recortes precisos do que se pretende.
Critérios:
o aluno, quanto:
• A contextualização identifica a situação e o contexto com clareza;
271
• Ao problema, apresenta de forma clara, objetiva o tema levantado,
delimitando o foco da pesquisa na busca de solução;
• A justificativa, aponta argumentos sobre a importância da pesquisa;
• O aluno, na escrita, remete-se aos textos lidos, por meio de citações ou
paráfrases, referenciando-os adequadamente.
3. Produção de Texto - a atividade de produção escrita deve considerar a
característica dialógica e interativa da linguagem e o processo interlocutivo. Portanto,
precisa ser relacionada ao que se escreve fora da escola, atendendo aos diferentes
gêneros textuais.
Critérios
O aluno:
• Produz textos atendendo às circunstâncias de produção (gênero,
interlocutor, finalidade, etc.)
• Adequa a linguagem às exigências do contexto de produção, dando-lhe
diferentes
graus
de
formalidade
ou
informalidade,
atendendo
especificidades da disciplina em termos de léxico, de estrutura;
• Expressa as idéias com clareza (coerência e coesão);
• Elabora argumentos consistentes;
• Estabelece relações entre as partes do texto;
• Estabelece relação entre a tese e os argumentos elaborados para
sustentá-la.
4. Palestra/Apresentação Oral - a atividade de palestra/apresentação oral
possibilita ao aluno demonstrar sua compreensão a respeito do conteúdo abordado,
bem como argumentar, organizar e expor suas idéias.
Critérios
O aluno:
• Demonstra conhecimento do conteúdo;
272
• Apresenta argumentos selecionados;
• Demonstra seqüência lógica e clareza na apresentação;
• Faz uso de recursos para ajudar na sua produção.
5. Atividades Experimentais – estas atividades requerem clareza no
enunciado e propiciam ao aluno criar hipóteses sobre o fenômeno que está
ocorrendo, levando em consideração as dúvidas, o erro, o acaso, a intuição, de
forma significativa. Nessa atividade, o aluno pode expressar sua compreensão do
fenômeno experimentado, do conceito a ser construído ou já construído, a qualidade
da interação quando o trabalho se realiza em grupo, entre outras possibilidade.
Critérios
O aluno ao realizar seu experimento:
• Registra as hipóteses e os passos seguidos;
• Demonstra compreender o fenômeno experimentado;
• Sabe usar adequadamente e de forma conveniente os materiais ;
• Consegue utilizar apropriadamente o ambiente e os instrumentos
necessários.
6. Projeto de Pesquisa de Campo – essa atividade exige um planejamento
prévio que demande a busca de informações nos lugares que se pretende trabalhar.
Nesse sentido, colabora para a construção de conhecimentos e formação dos alunos
como agentes sociais.
Critérios
O aluno ao proceder sua pesquisa de campo:
• Registra as informações, no local de pesquisa;
• Organiza e examina os dados coletados, conforme orientações;
• Apresenta sua compreensão a respeito do conhecimento construído, sua
capacidade de análise dos dados coletados, capacidade de síntese;
273
• Atende ao que foi solicitado como conclusão do projeto (relatório,
elaboração de croquis, produção de texto, cartazes, avaliação escrita,
entre outros)
7. O Relatório - é um conjunto de descrições e análise da atividade
desenvolvida, auxiliando no aprimoramento da habilidade escrita, possibilitando
ainda, a reflexão sobre o que foi realizado e a reconstrução de seu conhecimento.
No relatório deve apresentar quais dados ou informações foram coletadas ou
desenvolvidas e como esses dados foram analisados, bem como quais resultados
podem-se extrair deles. São elementos do relatório: introdução, metodologia e
materiais, análise e considerações finais.
Critérios
O aluno:
•
Apontando quais os objetivos da atividade, bem como a relevância do
conteúdo abordado faz a introdução com informações que esclareçam a
origem de seu relatório, e dos conceitos construídos;
•
Descreve objetiva e claramente como se deu o trabalho ou atividade
desenvolvida, possibilitando ao leitor a compreensão do que se está
falando, ou para uma reflexão que permita que se aprimore a atividade.
•
Faz a descrição dos dados coletados durante os procedimentos e dos
resultados obtidos, estabelecendo uma relação entre eles e as discussões
teóricas que deram origem à atividade em questão.
8. Seminário - oportuniza a pesquisa, leitura e a interpretação de textos.
Trata-se de uma discussão rica de idéias, na qual cada um participa questionando,
de modo fundamentado, os argumentos apresentados, colocando o estudante em
contato direto com a atividade científica e engajando-o na pesquisa.
Critérios
O aluno: quanto as réplicas;
274
• Apresenta compreensão do conteúdo abordado (a leitura compreensiva
dos textos utilizados);
• Demonstra consistência nos argumentos, tanto na apresentação faz
adequação da linguagem;
• Demonstra pertinência quanto as fontes de pesquisa;
• Traz relatos para enriquecer a apresentação;
• Faz adequação e toma como relevante as intervenções dos integrantes do
grupo que assiste a apresentação.
9. Debate – possibilita a exposição de idéias, avaliação dos argumentos,
permitindo que haja turno de fala entre os ouvintes. Mas, para que isso ocorra, é
preciso garantir a participação de todos.
Critérios
O aluno:
• Aceita a lógica da confrontação de posições, ou seja, respeita os
pensamentos divergentes;
• Ultrapassa os limites das suas posições pessoais;
• Explicita racionalmente os conceitos e valores que fundamentam a sua
posição;
• Faz uso adequado da língua portuguesa em situações formais;
• Busca, por meio do debate, da persuasão e da superação de posições
particulares, uma posição de unidade, ou uma maior aproximação possível
entre as posições dos participantes;
• Registra, por escrito, as idéias surgidas no debate;
• Demonstra conhecimento sobre o conteúdo da disciplina envolvido no
debate;
• Apresenta compreensão sobre o assunto específico debatido e sua
relação com o conteúdo da disciplina.
275
10. Atividades com textos literários - possibilita discussões acerca do
conteúdo que está sendo discutido, no contexto de outra linguagem. Esse trabalho
passa por três momentos necessários para sua efetivação: a escolha do texto, a
elaboração da atividade em si (seja através de questões, seja por um roteiro de
leitura), os critérios de avaliação.
Critérios
O aluno:
• Compreende e interpreta a linguagem utilizada no texto;
• Faz a articulação do conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o
texto literário lido;
• Reconhece os recursos expressivos específicos do texto literário.
11. Atividades a partir de recursos Audiovisuais - o trabalho com filmes,
documentários, músicas, teatro, entre outros. Qualquer que seja o recurso escolhido,
é preciso considerar que o conteúdo abordado naquela mídia não está didatizado,
vem apresentado em linguagem específica e com intencionalidade diferente daquela
que existe na escola. A didatização do conteúdo cabe ao professor.
Critérios
O aluno:
•
Compreende e interpreta a linguagem utilizada;
•
Articula o conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o conteúdo
apresentado pelo audiovisual;
•
Reconhece os recursos expressivos específicos daquele recurso.
12. Trabalho em grupo - desenvolve dinâmicas com pequenos grupos, na
tentativa de proporcionar, aos alunos, experiências que facilitem o processo de
aprendizagem. Nesse sentido, possibilita a a interação social, conduzindo o aluno a
compartilhar seu conhecimento.
O trabalho em grupo pode ser proposto a partir de diferentes atividades,
sejam elas, escritas, orais, gráficas, corporais, construção de maquetes, painéis,
276
mural, jogos e outros, abrangendo os conhecimentos artísticos, filosóficos e
científicos.
Critérios
O aluno:
• Interage com o grupo;
• Compartilha o conhecimento;
• Demonstra os conhecimentos formais da disciplina, estudados em sala de
aula, na produção coletiva de trabalhos;
• Compreende a origem da construção histórica dos conteúdos trabalhados
e sua relação com a contemporaneidade e o seu cotidiano.
13. Questões discursivas - Essas questões possibilitam verificar a
qualidade da interação do aluno com o conteúdo abordado em sala de aula. Uma
questão discursiva possibilita que o professor avalie o processo de investigação e
reflexão realizado pelo aluno durante a exposição/discussão do conteúdo, dos
conceitos.
Além disso, a resposta a uma questão discursiva permite que o professor
identifique com maior clareza o erro do aluno, para que possa dar a ele a importância
pedagógica que tem no processo de construção do conhecimento.
Critérios
O aluno:
• Realiza leitura compreensiva do enunciado;
• Demonstra apropriação de alguns aspectos definidos do conteúdo;
• Utiliza de conhecimentos adquiridos.
• Compreende o enunciado da questão.
• Planeja a solução, de forma adequada.
• Comunica-se por escrito, com clareza, utilizando-se da norma padrão da
língua portuguesa.
• Sistematiza o conhecimento de forma adequada
277
14. Questões objetivas - Este tipo de questão tem como principal objetivo a
fixação do conteúdo. Uma questão objetiva deve apresentar um enunciado objetivo e
esclarecedor, usando um vocabulário conceitual adequado, possibilitando ao aluno a
compreensão do que foi solicitado.
Para a construção desse tipo de questão o professor não deve desconsiderar
um bom planejamento, ou seja, definir o grau de dificuldade de cada questão
direcionada para cada série com vistas a não cometer injustiças.
Critérios do aluno:
• Realiza leitura compreensiva do enunciado;
• Demonstra apropriação de alguns aspectos definidos do conteúdo;
• Utiliza de conhecimentos adquiridos.
Desta forma, toda atividade trabalhada, seja de interpretação e produção de
textos, em que o aluno compreenda as idéias presentes no texto e interage com o
texto por meio de questionamentos, concordâncias e discordâncias. Interpretação de
fotos, imagens, tabelas e mapas, que o aluno compreenda e interprete a linguagem
utilizada, reconheça os recursos expressivos e específicos. Pesquisa bibliográficas,
identifique a situação e o contexto com clareza. relatórios de aulas de campo,
descrever com clareza como se deu o trabalho ou atividade desenvolvida
possibilitando ao leitor a compreensão do que se está falando, ou para uma reflexão
que permita que se aprimore a atividade.
Apresentação e discussão de temas em seminários, demonstre consistência
nos argumentos, tanto na apresentação quanto nas réplicas, construção,
representação e análise do espaço através de maquetes,o aluno demonstra os
conhecimentos formais da disciplina, estudados em sala de aula, na produção
coletiva de trabalhos. Questões discursiva, realizará leitura compreensiva do
enunciado, demonstra apropriação de alguns aspectos definidos do conteúdo.
Objetivando também o atendimento dos alunos com necessidades especiais,
278
considerando a especificidade de cada um.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LEVON, Boligian. Et. al. Introdução à ciência geográfica. São Paulo: Atual. 2002.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação.Livro
Didático Público. Geografia.2,Ed. Curitiba: SEED – PR,2006.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação.Superintendência da Educação.
Departamento de Educação Básica. Diretrizes Curriculares da Educação Básica.
Geografia. Curitiba,2008.
http://www.seed.pr.gov.br/portals/bancoquestaoavaliativa/OrientacoesGeraisGE2008.
pdf?PHPSESSID=2010080411160589 acesso em 04/08/2010.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a construção de
Currículos Inclusivos. Curitiba: SEED, 2006.
PASSINI, Elza Y. Alfabetização cartográfica. Belo Horizonte: Lê, 1994.
SANTOS, Milton. Metamorfose do espaço habitado. São Paulo: Hucitec, 1991.
ALMEIDA, LUCIA MARINA ALVES DE. GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL, volume
único. Editora Ática.São Paulo,2005.
VESENTINI, José William; VLACH, V. Geografia crítica. São Paulo.
PROJETO ARARIBÁ: GEOGRAFIA / OBRA COLETIVA. 1ª ed. São Paulo: Moderna.
MAACK,
Reinhard.
Geografia
física
do
Estado
do
Paraná .
apresentaçao
̃ , Riad Salamuni ; introduçao
̃ Aziz Nacib Abʼ Sabber. 1981.
2.
ed.
279
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pedagógico. Campo Mourão,
2010.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010.
280
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – HISTÓRIA
1. APRESENTAÇÃO
O desvelamento das contradições da sociedade contemporânea quanto a
“desumanização do homem” e sua relação com a natureza nos instiga a buscar
compreensão dos modelos de organização nos diferentes tempos e espaços. É
neste contexto que a História propicia a análise das ações humanas no tempo e a
interpretação científica pela disciplina de História. A elaboração e a prática da
disciplina da História garantem uma visão crítica pelos alunos sobre a sociedade,
consequentemente seu processo de formação contribui com a superação do senso
comum.
O ensino da disciplina de História interage o saber popular com o científico, e
é neste processo dinâmico de ensino e aprendizagem que se constrói a consciência
crítica sobre a história das sociedades para “identificar processos históricos,
reconhecer criticamente as relações de poder neles existentes, bem como
intervenham no mundo histórico em que vivem, de modo a se fazerem sujeitos da
própria História”. (DCE, 2008, p.83)
2. OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA
O objetivo geral da disciplina de História nesta escola é garantir o
desenvolvimento
do
sentimento de pertença num mundo
com alterações
sistemáticas nas áreas econômicas, políticas, sociais, culturais e ideológicas das
diversas sociedades, antigas ou contemporâneas.
3. CONTEÚDOS DISCIPLINARES
6º ANO
Os diferentes sujeitos suas culturas suas histórias
281
Conteúdos Estruturantes:
• Relações de trabalho;
• Relações de poder;
• Relações culturais;
Conteúdos Básicos:
• A experiência humana no tempo.
• Os sujeitos e suas relações com o outro no tempo.
• As culturas locais e a cultura comum.
• Povos pré-colombianos.
• África Antiga.
7º ANO
A constituição histórica do mundo rural e urbano e a formação da propriedade
em diferentes tempos e espaços.
Conteúdos Estruturantes:
• Relações de trabalho;
• Relações de poder;
• Relações culturais;
Conteúdos Básicos:
• As relações de propriedade.
• A constituição histórica do mundo do campo e do mundo da cidade.
• As relações entre o campo e a cidade.
• Conflitos e resistências e produção cultural campo/cidade.
• Povos americanos e sociedade americana.
• Reinos Africanos.
282
8º ANO
O mundo do trabalho e os movimentos de resistência.
Conteúdos Estruturantes:
• Relações de trabalho;
• Relações de poder;
• Relações culturais;
Conteúdos Básicos:
• História das relações da humanidade com o trabalho.
• O trabalho e a vida em sociedade.
• O trabalho e as contradições da modernidade.
• Os trabalhadores e as conquistas de direito.
• Paraná na formação do estado brasileiro
9º ANO
Relações de dominação e resistência: a formação do estado e das instituições
sociais.
Conteúdos Estruturantes:
• Relações de trabalho;
• Relações de poder;
• Relações culturais;
Conteúdos Básicos:
• A constituição das instituições sociais e políticas
• A formação do Estado democrático.
• Sujeitos, Guerras e revoluções.
• Dominação imperialista na África e descolonização.
283
ENSINO MÉDIO
1ª SÉRIE
Conteúdos Estruturantes:
• Relações de trabalho;
• Relações de poder;
• Relações culturais;
Conteúdos Básicos:
• Conceito de trabalho.
• Trabalho escravo, servil, assalariado e trabalho livre.
• Organização das sociedades primitivas.
• Formação do Estado e das instituições.
• Cultura afro-brasileira e indígena.
2ª SÉRIE
Conteúdos Estruturantes:
• Relações de trabalho;
• Relações de poder;
• Relações culturais;
Conteúdos Básicos:
• Dominação econômica e cultural européia.
• Processo de industrialização no processo de organização do sistema
capitalista
• Crise e fim de impérios e reinos americanos, africanos e asiáticos
284
• O Estado e as relações de poder.
• Os sujeitos, as revoltas e as guerras.
3ª SÉRIE
Conteúdos Estruturantes:
• Relações de trabalho;
• Relações de poder;
• Relações culturais;
Conteúdos Básicos:
•
Movimentos sociais, políticos e culturais e as guerras e revoluções.
•
Cultura e religiosidade.
•
Transformações
do
trabalho,
política
e
sociedade
no
mundo
contemporâneo.
•
História do Paraná.
4. METODOLOGIA
A concepção teórica assumida é a histórico-crítica, conforme DCE do
Paraná, consolidando a prática na mediação dialética entre o conhecimento prévio
dos alunos e os conhecimentos científicos agregados aos saberes do educador.
Reconhecendo estes saberes o aluno reflete, interpreta e realiza ações sociais,
políticas assertivas na sociedade, apesar das contradições existentes.
O encaminhamento metodológico dar-se-á pela seleção de temas e
problematização, atendendo as especificidades das turmas e dos conteúdos básicos.
No desenvolvimento desta metodologia serão utilizados vários instrumentos,
narração, descrição, argumentação, pesquisa, relatório, trabalho em grupos,
285
questões discursivas e objetivas, para subsidiar os professores conforme suas
especificidades, e assim, garantir a proposta inicial da disciplina.
Como prática educacional e política desta escola o processo de ensinoaprendizagem da História como ação intencional para a formação da consciência
histórica e crítica, atribuindo valorização dos diversos segmentos sociais, a inclusão
dos alunos com necessidades educacionais especiais, às comunidades afrodescendentes
e
indígenas
e
aos
segmentos
desprivilegiados
social
e
economicamente, ao cumprimento a Lei n. 11645/08, e a história das comunidades
indígenas, Lei 13381/01. A Educação Fiscal e Tributária, Dec. 1143/99, portaria nº
413/02 serão trabalhados como implementação do PDE-2010/2012. Estes conteúdos
serão abordados de forma contextualizada e relacionados aos conteúdos de ensino
de História, sempre que possível a articulação entre os mesmos.
5. AVALIAÇÃO
A avaliação disciplina de História deve ser formal, processual, continuada e
diagnóstica, atendendo ao Projeto Político Pedagógico da escola e contemplada no
Plano de Trabalho Docente com registro formal e criterioso. Assim, o professor
acompanha o processo, percebendo o quanto cada educando desenvolveu na
apropriação do conhecimento histórico e a interação ocorrida com o seu
conhecimento pessoal.
No Ensino Básico a disciplina de História deve propiciar ao aluno o
entendimento entre as relações de trabalho, as relações de poder e as relações
culturais nos diferentes tempos e espaços. Esta articulação constitui o processo de
construção do conhecimento histórico. Ele compreende que o estudo do passado se
realiza a partir de questionamentos feitos no presente, com a análise de diferentes
documentos históricos e suas diferentes interpretações historiográficas.
286
A recuperação é o instrumento de retomada do conteúdo proposto
inicialmente com a utilização de determinado instrumento avaliativo, para contemplar
o processo de ensino e aprendizagem não efetivado. Cabe ao professor reorientar
sua prática com outras estratégias avaliativas para garantir ao aluno a sua
aprendizagem. O professor utilizará diferentes instrumentos avaliativos como, leitura
e interpretação de textos historiográficos e literários, análise de mapas e documentos
oficiais, produção de narrativas históricas, pesquisas bibliográficas, sistematização
de conceitos históricos, apresentação oral ou seminários, questões objetivas e
discursivas, atividades de campo, trabalho em grupo.
As atividades avaliativas e de Recuperação serão explicitados no Plano de
Trabalho Docente para cada ano para garantir o processo de ensino aprendizagem o
atendimento das expectativas dos alunos para o reconhecimento das ações sociais,
políticas e culturais promovidas pelos sujeitos históricos.
O processo avaliativo deve respeitar as diferenças sociais, culturais e
pessoais (física e cognitiva) dos alunos utilizando instrumentos diversos, pois cada
indivíduo possui uma forma de expressar o seu aprendizado e estas diferenças
devem ser valorizadas, para que o aluno possa desenvolver sua auto-estima e
consequentemente o seu aprendizado escolar.
Instrumentos e critérios avaliativos:
1. Atividade de leitura – a avaliação de leitura possibilita ao professor
verificar a compreensão dos conteúdos abordados em aula e, nesse sentido, faz-se
necessário a escolha criteriosa do texto, o roteiro de análise e os critérios de
avaliação, de forma a permitir a reflexão e a discussão, bem como a ampliação de
conhecimento.
Critérios
O aluno:
287
• Compreende as idéias presentes no texto e interage com o texto por meio
de questionamentos, concordâncias ou discordâncias.
• Ao falar sobre o texto, expressa suas idéias com clareza e sistematiza o
conhecimento de forma adequada.
• Estabelece relações entre o texto e o conteúdo abordado em sala de aula.
2. Projeto de Pesquisa Bibliográfica - a solicitação de uma pesquisa exige
enunciado claro e recortes precisos do que se pretende.
Critérios
O aluno, quanto:
• A contextualização, identifica a situação e o contexto com clareza;
• Ao problema, apresenta de forma clara, objetiva o tema levantado,
delimitando o foco da pesquisa na busca de solução;
• A justificativa, aponta argumentos sobre a importância da pesquisa;
• O aluno, na escrita, remete-se aos textos lidos, por meio de citações ou
paráfrases, referenciando-os adequadamente.
3. Produção de Texto - a atividade de produção escrita deve considerar a
característica dialógica e interativa da linguagem e o processo interlocutivo. Portanto,
precisa ser relacionada ao que se escreve fora da escola, atendendo aos diferentes
gêneros textuais.
Critérios
O aluno:
•
Produzir textos atendendo às circunstâncias de produção (gênero,
interlocutor, finalidade, etc.);
•
Adequar a linguagem às exigências do contexto de produção, dando-lhe
diferentes
graus
de
formalidade
ou
informalidade,
especificidades da disciplina em termos de léxico, de estrutura;
atendendo
288
•
Expressar as idéias com clareza (coerência e coesão);
•
Elaborar argumentos consistentes;
•
Estabelecer relações entre as partes do texto;
•
Estabelecer relação entre a tese e os argumentos elaborados para
sustentá-la.
4. Palestra/Apresentação Oral - a atividade de palestra/apresentação oral
possibilita ao aluno demonstrar sua compreensão a respeito do conteúdo abordado,
bem como argumentar, organizar e expor suas idéias.
Critérios
O aluno:
• Demonstrar conhecimento do conteúdo;
• Apresentar argumentos selecionados;
• Demonstrar seqüência lógica e clareza na apresentação;
• Fazer uso de recursos para ajudar na sua produção.
5. Debate – possibilita a exposição de idéias, avaliação dos argumentos,
permitindo que haja turno de fala entre os ouvintes. Mas, para que isso ocorra, é
preciso garantir a participação de todos.
Critérios
O aluno:
• Aceitar a lógica da confrontação de posições, ou seja, respeita os
pensamentos divergentes;
• Ultrapassar os limites das suas posições pessoais;
• Explicitar racionalmente os conceitos e valores que fundamentam a sua
posição;
• Fazer uso adequado da língua portuguesa em situações formais;
289
• Buscar, por meio do debate, da persuasão e da superação de posições
particulares, uma posição de unidade, ou uma maior aproximação possível
entre as posições dos participantes;
• Registrar, por escrito, as idéias surgidas no debate;
• Demonstrar conhecimento sobre o conteúdo da disciplina envolvido no
debate;
• Apresentar compreensão sobre o assunto específico debatido e sua
relação com o conteúdo da disciplina.
6. Atividades a partir de recursos Audiovisuais - o trabalho com filmes,
documentários, músicas, teatro, entre outros. Qualquer que seja o recurso escolhido,
é preciso considerar que o conteúdo abordado naquela mídia não está didatizado,
vem apresentado em linguagem específica e com intencionalidade diferente daquela
que existe na escola. A didatização do conteúdo cabe ao professor.
Critérios
O aluno:
• Compreender e interpretar a linguagem utilizada;
• Articular o conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o conteúdo
apresentado pelo audiovisual;
• Reconhecer os recursos expressivos específicos daquele recurso.
7. Trabalho em grupo – desenvolve dinâmicas com pequenos grupos, na
tentativa de proporcionar, aos alunos, experiências que facilitem o processo de
aprendizagem. Nesse sentido, possibilita a interação social, conduzindo o aluno a
compartilhar seu conhecimento. O trabalho em grupo pode ser proposto a partir de
diferentes atividades, sejam elas, escritas, orais, gráficas, corporais, construção de
maquetes, painéis, mural, jogos e outros, abrangendo os conhecimentos artísticos,
filosóficos e científicos.
Critérios
290
O aluno:
• Interagir com o grupo;
• Compartilhar o conhecimento;
• Demonstrar os conhecimentos formais da disciplina, estudados em sala de
aula, na produção coletiva de trabalhos;
• Compreender a origem da construção histórica dos conteúdos trabalhados
e sua relação com a contemporaneidade e o seu cotidiano.
8. Questões discursivas - Essas questões possibilitam verificar a qualidade
da interação do aluno com o conteúdo abordado em sala de aula. Uma questão
discursiva possibilita que o professor avalie o processo de investigação e reflexão
realizado pelo aluno durante a exposição/discussão do conteúdo, dos conceitos.
Além disso, a resposta a uma questão discursiva permite que o professor identifique
com maior clareza o erro do aluno, para que possa dar a ele a importância
pedagógica que tem no processo de construção do conhecimento.
Critérios
O aluno:
• Compreender o enunciado da questão;
• Planejar a solução, de forma adequada;
• Comunicar-se por escrito, com clareza, utilizando-se da norma padrão da
língua portuguesa;
• Sistematizar o conhecimento de forma adequada.
9. Questões objetivas - Este tipo de questão tem como principal objetivo a
fixação do conteúdo. Uma questão objetiva deve apresentar um enunciado objetivo e
esclarecedor, usando um vocabulário conceitual adequado, possibilitando ao aluno a
compreensão do que foi solicitado. Para a construção desse tipo de questão o
professor não deve desconsiderar um bom planejamento, ou seja, definir o grau de
291
dificuldade de cada questão direcionada para cada série com vistas a não cometer
injustiças.
Critérios
O aluno:
• Realizar leitura compreensiva do enunciado;
• Demonstrar apropriação de alguns aspectos definidos do conteúdo;
• Utilizar os conhecimentos adquiridos.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARCO-VERDE, Y. F. de S. Introdução as Diretrizes Curriculares. Superintendente da
Educação da SEED-PR.
BUENO, E. Náufragos, Traficantes e Degredados. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998.
CABRINI, Conceição et alli. História Temática – 6º ao 9º ano. São Paulo: Scipione,
2009.
FENELON, D. 50 Textos de história do Brasil. São Paulo: HUCITEC, 1974.
FORSTER, E. M. Passagem para a Índia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981
FREITAS, G. de. 900 textos e documentos de história. Lisboa: Plátano, 1977. v. 1 e
2.
GASPARIN, J. L. Uma didática para a Pedagogia Histórico-Crítica. Campinas:
Autores Associados, 2007.
292
HECKER, A. Ditadura (Teoria), in: Enciclopédia de Guerras e Revoluções do século
XX: as grandes transformações do mundo contemporâneo. SILVA, F. C. T. da (org.).
Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
LIBÂNEO, J. C. A didática e a aprendizagem do pensar e do aprender: a Teoria
Histórico-Cultural da Atividade e a contribuição de DAVYDOV, V. In: Revista
Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 27, 2004
MEGALE, N. B. Folclore brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1999.
MELLO E SOUZA, L. de (org). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia. Das
Letras, 1997. v.1.
MONTELLATO, A. R. D. História Temática: Diversidade Cultura e Conflitos.. São
Paulo: Scipione, 2000.
NOVAES, Carlos Eduardo e LOBO, César. Cidadania para principiantes: a história
dos direitos do homem. São Paulo: Ática, 2003.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica.
Diretrizes Curriculares da Educação Básica – História. Curitiba: SEED, 2008.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares da Educação Básica – História. SEED, 2008
PINSKY, J. e PINSKY, C. B. História da Cidadania. São Paulo: Contexto, 2005.
POVOS indígenas no Brasil: 1991 a 1995. São Paulo: Instituto Socioambiental, 1996.
PROJETO ARARIBÁ: História/Obra coletiva. 1ª edição. São Paulo: Moderna, 2006
RODRIGUES, J. E. História em Documento – Imagem e Texto. São Paulo: FTD,
2002.
293
SCHMIDT, M. Nova História Crítica. 2ª edição. São Paulo: Ática6, 2004.
SILVA, F. A. História. Moderna. São Paulo, 2001
SOUZA, Herbert de. Revoluções da minha geração. São Paulo: Moderna, 1990.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pedagógico. Campo Mourão,
2010.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – EDUCAÇÃO FÍSICA
1. APRESENTAÇÃO
O trabalho na área da Educação Física nos faz conceber uma pratica não
apenas como principio esportivo, mas, sobretudo educativo. Pensamos a Educação
Física como uma ferramenta gestora de conhecimento e socializadora. Portanto,
fundamental para o bem estar físico e mental dos estudantes.
Ghiraldelli Junior (1992) diz que profissional em Educação Física é, antes de
tudo, um intelectual, progressista e transformador, buscando uma nova cultura e uma
concepção de um mundo superior e democrático. Atualmente, a análise crítica e a
busca de superação dessa concepção apontam a necessidade de que, além
daqueles, se considere também as dimensões cultural, social, política e afetiva,
presentes no corpo vivo, isto é, no corpo das pessoas, que interagem e se
movimentam como sujeitos sociais e como cidadãos.
O processo de ensino e aprendizagem em Educação Física passa por uma
compreensão que se estabelece nas relações sociais, que requerem ações
pedagógicas a fim de estimular essas relações e, portanto, não se restringe ao
294
simples exercício de certas habilidades e destrezas, mas sim de capacitar o indivíduo
a refletir sobre suas possibilidades corporais e, com autonomia, exercê-las de
maneira social e culturalmente significativa e adequada.
Trata-se de compreender como o indivíduo utiliza suas habilidades e estilos
pessoais dentro de linguagens e contextos sociais, pois um mesmo gesto adquire
significados diferentes conforme a intenção de quem o realiza e a situação em que
isso ocorre. É necessário que o indivíduo conheça a natureza e as características de
cada situação de ação corporal, como são socialmente construídas e valorizadas,
para que possa organizar e utilizar sua motricidade na expressão de sentimentos e
emoções de forma adequada e significativa. Por isso, é fundamental a participação
em atividades de caráter recreativo, cooperativo, competitivo, entre outros, para
aprender a diferenciá-las.
Castellani Filho (1988) chama a atenção que a prática da Educação Física
nem sempre foi benquista e aceita. Sua introdução no ambiente educacional não se
deu sem uma certa resistência, pois esta prática, "ainda que de conformidade com
uma
visão de saúde corporal, saúde física, eugênica, enfrentava barreiras
arraigadas nos valores dominantes do período colonial. Sustentáculos do
ordenamento social escravocrata, que estigmatizavam a Educação Física por
vinculá-la ao trabalho manual, físico, desprestigiadíssimo em relação ao trabalho
intelectual."
Mesmo assim, há num primeiro momento uma influência militar e
médica na Educação Física brasileira. As primeiras escolas na área foram formadas
sob a tutela dos militares.
As práticas pedagógicas escolares de Educação Física, também foram
fortemente influenciadas pela instituição militar e pela medicina, emergente dos
séculos XVIII e XIX. Os exercícios foram sistematizados pela instituição militar e
reelaborados pelo conhecimento médico dentro de uma visão pedagógica. Para
atender aos objetivos de adquirir, promover e restabelecer a saúde através da
atividade física. Na década de 30, firmam-se as bases de lançamento de um novo
295
modelo, ou seja, no país deu-se a transição de uma sociedade agroexportadora
para uma sociedade de base urbano industrial. Com a ascensão de Vargas, a
Educação em geral, a Educação Física e a Educação Moral e Cívica em particular
passam, de acordo com Castellani Filho, a ter um papel essencial na sustentação da
política de governo, onde "as diretrizes ideológicas que nortearam a política
educacional
naquele
período
possuíam
como
substância
a
exaltação
da
nacionalidade, as críticas ao liberalismo, o anticomunismo e a valorização do ensino
profissional”.
Nessa época, o esporte começou a se popularizar, confundindo-se com a
Educação Física. Houve um incentivo às práticas desportivas com o intuito de
promover políticas nacionalistas para o país. Uma série de medidas foi implantada
para ressaltar o sentimento de valorização da pátria por meio dos esportes.
Essa concepção esportivizada da Educação Física Escolar foi duramente
criticada pela corrente pedagógica da Psicomotricidade, a qual surgia com muita
força no período. Apesar de não apresentar um novo modelo de ensino, a
Psicomotricidade privilegiava o desenvolvimento integral, a partir das relações
afetivas, cognitivas e motoras. Com o passar do tempo, o panorama foi se alterando.
De acordo com Betti (1988), a década de 80, vai se caracterizar por um
questionamento da situação estabelecida nos períodos anteriores, pela percepção de
uma situação de crise no setor educacional, e por uma radical mudança
de
discursos e de referenciais conceituais na Educação Física, caracterizando uma
verdadeira crise de identidade.
Já se pôde falar não só de uma comunidade científica na Educação Física,
mas também no surgimento de tendências ou correntes, suscitando assim os
primeiros debates voltados à criticidade. Nessa época, ainda, o sistema educacional
brasileiro passou por um processo de reformulação, inclusive trazendo uma
renovação do pensamento pedagógico da Educação Física, destacando-se as
abordagens desenvolvimentista, construtivista e crítico-superadora.
296
No início da década de 90, surge a abordagem crítico-emancipatória, que
considerava o movimento como significativo no processo ensino/aprendizagem, por
estar presente em todas as vivências e relações expressivas que constituem o “ser
no mundo”. A partir de então, surgem as discussões para a elaboração do Currículo
Básico, que, na área da educação Física, que fundamentava-se na pedagogia
histórico-crítica, numa perspectiva progressista e crítica. Mesmo assim, o Currículo
Básico apresentava uma rígida lista de conteúdos, que enfraqueciam os
pressupostos teórico-metodológicos da pedagogia crítica, pois o enfoque privilegiava
outras abordagens, como a desenvolvimentista, crítica e psicomotora.
Um grande marco para a Educação Física foi o documento “Reestruturação
da Proposta Curricular do Ensino de Segundo Grau”, que veio resgatar o
compromisso social da ação pedagógica da disciplina, consolidando um no
entendimento em relação ao movimento humano. Houve um retrocesso nos avanços
teóricos da Educação Física na década de 90, após a apresentação dos Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCN), que, ao invés de ser um referencial curricular, tornouse um currículo mínimo. A inclusão dos temas transversais, por exemplo, trouxe um
esvaziamento dos conteúdos próprios da disciplina.
Diante desse quadro, cabe à Educação Física interrogar a hegemonia que
entende esta disciplina apenas como treinamento do corpo, garantindo aos alunos o
acesso ao conhecimento produzido pela humanidade. Nesse sentido, partindo de
seu objeto de estudo, Cultura Corporal, a Educação Física deve levar à reflexão
crítica das manifestações culturais historicamente produzidas, contribuindo com a
formação de um ser humano crítico e reflexivo, que se reconhece como sujeito e
como agente histórico, político, social e cultural.
Aprender a movimentar-se implica em planejar, experimentar, avaliar, optar
entre alternativas, coordenar ações do corpo com objetos no tempo e no espaço,
interagir com outras pessoas, enfim, uma série de procedimentos cognitivos que
297
devem ser favorecidos e considerados no processo de ensino e aprendizagem na
área de Educação Física.
2. OBJETIVO GERAL
Manifestar a cultura corporal ligando-a ao esporte, a dança, a ginástica, as
lutas, os jogos e brincadeiras. Explorar as diversas formas de manifestação nas mais
diversas situações, em relação às questões ligadas ao corpo. Analisar as
preocupações com o corpo e com os significados que o mesmo assume na
sociedade.
Segundo Geertz (1989), é por meio desse mecanismo chamado cultura que
o homem adquiriu a capacidade de ser o construtor de sua própria história, desde a
utilização de ferramentas, passando pelo convívio social, pela linguagem chegando a
outras formas mais complexas de significar o fazer humano.
3. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES/BÁSICOS
ENSINO FUNDAMENTAL
6º ANO
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES
Esporte
Jogos e brincadeiras
Dança
Ginástica
Lutas
CONTEÚDOS BÁSICOS
Coletivos
Individuais
Jogos e brincadeiras populares
Brincadeiras e cantigas de roda
Jogos de tabuleiro
Jogos cooperativos
Danças folclóricas
Danças criativas
Ginástica rítmica
Ginástica circense
Ginástica geral
Lutas de aproximação
Capoeira
298
7° ANO
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES
Esporte
Jogos e brincadeiras
Dança
Ginástica
Lutas
CONTEÚDOS BÁSICOS
Coletivos
Individuais
Jogos e brincadeiras populares
Brincadeiras e cantigas de roda
Jogos de tabuleiro
Jogos cooperativos
Danças folclóricas
Danças de rua
Ginástica rítmica
Ginástica geral
Lutas de aproximação
Capoeira
8° ANO
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES
Esporte
Jogos e brincadeiras
Dança
Ginástica
Lutas
CONTEÚDOS BÁSICOS
Coletivos
Individuais
Jogos de tabuleiro
Jogos dramáticos
Jogos cooperativos
Danças criativas
Danças circulares
Ginástica rítmica
Ginástica geral
Lutas com instrumento mediador
Capoeira
9° ANO
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES
Esporte
Jogos e brincadeiras
Dança
CONTEÚDOS BÁSICOS
Coletivos
Radicais
Jogos e brincadeiras populares
Jogos de tabuleiro
Jogos dramáticos
Jogos cooperativos
Danças criativas
Danças circulares
299
Ginástica
Ginástica rítmica
Ginástica circense
Ginástica geral
Lutas com instrumento mediador
Capoeira
Lutas
ENSINO MÉDIO
1° ANO
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES
Esporte
Jogos e brincadeiras
Dança
Ginástica
Lutas
CONTEÚDOS BÁSICOS
Coletivos
Radicais
Jogos de tabuleiro
Jogos dramáticos
Jogos cooperativos
Danças folclóricas
Danças de salão
Ginástica artística
Ginástica de condicionamento físico
Ginástica geral
Lutas com aproximação
Lutas que mantém a distância
2° ANO
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES
Esporte
Jogos e brincadeiras
Dança
Ginástica
Lutas
3° ANO
CONTEÚDOS
CONTEÚDOS BÁSICOS
Coletivos
Individuais
Jogos de tabuleiro
Jogos dramáticos
Jogos cooperativos
Danças folclóricas
Danças de rua
Ginástica artística
Ginástica de condicionamento físico
Ginástica geral
Capoeira
Lutas com instrumento mediador
300
ESTRUTURANTES
Esporte
Jogos e brincadeiras
Dança
Ginástica
Lutas
CONTEÚDOS BÁSICOS
Radicais
Coletivos
Individuais
Jogos de tabuleiro
Jogos dramáticos
Jogos cooperativos
Danças folclóricas
Danças de rua
Ginástica de condicionamento físico
Ginástica geral
Capoeira
Lutas com aproximação
4. METODOLOGIA
Devemos compreender a Educação Física sob um contexto mais amplo,
sabendo que ela é composta por interações que são estabelecidas nas relações
sociais, levando em consideração os conhecimentos já adquiridos pelos alunos.
Portanto, partindo deles, será feita a abordagem dos conteúdos de Educação Física
por meio ações pedagógicas estimulando a reflexão de formas produzidas pelo ser
humano.
As aulas de Educação Física serão desenvolvidas por meio da discussão e
análise crítica dos conteúdos, aulas práticas com demonstração, explicação,
experimentação, repetição e correção; atividades individuais e em pequenos e
grandes grupos, bem como a apresentação de proposta de trabalho para os alunos
através da dança, artes circenses, dramatizações e canto. Para o bom
desenvolvimento das atividades serão utilizados locais diversos, tais como sala de
aula, ginásio de esportes, mini-pista de atletismo, sala de informática e multimídia.
As tecnologias da informação e comunicação, ofertadas pela escola, tais
como computadores, DVD, TV pendrive, revistas, livros, filmes, aulas práticas em
laboratórios e informática, dentre outras, serão introduzidas para facilitar o ensino e a
aprendizagem dos conteúdos programáticos.
301
O conhecimento sistematizado pela educação escolar deve oportunizar a
todos os alunos a possibilidade de aprendizagem. Conceber e praticar uma
educação democrática e universalizada pressupõe a prática de métodos e técnicas
de ensino abertos e flexíveis, os quais estejam comprometidos com o atendimento
das necessidades educacionais de todos os alunos, sejam eles com necessidades
especiais ou não.
As
ações
de
adequações/
flexibilizações
a
serem
realizadas
nos
componentes curriculares desta disciplina serão realizadas a partir dos interesses e
possibilidades dos alunos matriculados em cada série/ano. Portanto, as decisões
serão coletivas com os professores de todas as disciplinas e a equipe pedagógica da
escola, buscando, quando necessário, o atendimento dos serviços e apoios
educacionais especializados que constituem a rede de apoio da Educação Especial
do Paraná, conforme apresentado nas Diretrizes Curriculares da Educação Especial
para a construção de currículos inclusivos.
Os conteúdos de historia e cultura afro-brasileira, africana e indígena (lei №
11.64/08); musica (lei № 11.769/08); prevenção do uso indevido de drogas,
sexualidade humana; educação ambiental (lei № 9795/99) Dec. 4201/02;
enfrentamento à violência contra a criança e ao adolescente (lei federal № 11525/07)
serão abordados de forma contextualizada e relacionadas aos conteúdos de ensino
de esporte, ginástica, dança e lutas.
É importante destacar que as disciplinas escolares, apesar de serem
diferentes na abordagem, estruturam-se nos mesmos princípios epistemológicos e
cognitivos, tais como os mecanismos conceituais e simbólicos. Esses princípios são
critérios de sentido que organizam a relação do conhecimento com as orientações
para a vida como prática social, servindo inclusive para organizar o saber escolar.
302
Devemos levar em conta a dimensão social da Educação Física e possibilitar
a consolidação de um novo entendimento em relação ao movimento humano, como
expressão da identidade corporal, como prática social e como uma forma do homem
se relacionar com o mundo.
5. AVALIAÇÃO
Avaliar em Educação Física significa reconhecer a insuficiência das
discussões e teorizações sobre esse tema no âmbito desta disciplina curricular no
Brasil (COLETIVO DE AUTORES, 1992). No entanto, mesmo diante dessa realidade,
é necessário assumir o compromisso pela busca constante de novas ferramentas e
estratégias metodológicas que sirvam para garantir maior coerência com o par
dialético objetivos-avaliação.
A avaliação tem como premissa o diagnóstico do processo ensinoaprendizagem e a investigação da prática pedagógica, objetivando fornecer
informações e dados necessários à reflexão docente, assim como, conscientizar o
educando sobre suas potencialidades e possibilidades. Essa identificação serve para
o professor propor revisões e novas elaborações de conceitos e procedimentos,
ainda parcialmente consolidados.
Um dos primeiros aspectos que precisa ser garantido é a não exclusão, isto
é, a avaliação deve estar a serviço da aprendizagem de todos os alunos, de modo
que permeie o conjunto das ações pedagógicas e não seja um elemento externo a
esse processo.
Assim, é fundamental que o processo de avaliação ocorra de forma
diagnóstica e formativa, envolvendo um trabalho que inclua uma variedade de
situações
de
aprendizagem,
tais
como
a
compreensão
de
definições,
estabelecimento de relações, argumentação oral; as explicações, as justificativas e o
uso de recursos tecnológicos. Para tanto, serão utilizados instrumentos de avaliação
303
como testes práticos e teóricos, participação efetiva dos alunos nas atividades
propostas e apresentação de trabalhos práticos e teóricos, incluindo seminários.
A recuperação dos conteúdos será realizada através da retomada e reforço
dos mesmos, investindo em novas estratégias e recursos, com a modificação de
encaminhamentos metodológicos, para que o aluno aprenda e, em conseqüência,
recupere também sua nota.
Serão levados em conta possíveis fatores que dificultem ou impossibilitem o
aluno de realizar determinados tipos de atividades com o mesmo nível de
desempenho dos demais, como, por exemplo, disfunções na coordenação motora
geral, distúrbios psíquicos e emocionais e incapacidade física temporária ou
permanente.
Em seguida, indicaremos algumas formas e critérios de avaliação a serem
utilizados.
1. Projeto de Pesquisa Bibliográfica - a solicitação de uma pesquisa exige
enunciado claro e recortes precisos do que se pretende.
Critérios
O aluno, quanto:
• A contextualização, identifica a situação e o contexto com clareza;
• Ao problema, apresenta de forma clara, objetiva o tema levantado,
delimitando o foco da pesquisa na busca de solução;
• A justificativa, aponta argumentos sobre a importância da pesquisa;
• O aluno, na escrita, remete-se aos textos lidos, por meio de citações ou
paráfrases, refenciando-os adequadamente.
2. Seminário - oportuniza a pesquisa, a leitura e a interpretação de textos.
Trata-se de uma discussão rica de idéias, na qual cada um participa questionando,
304
de modo fundamentado, os argumentos apresentados, colocando o estudante em
contato direto com a atividade científica e engajando-o na pesquisa.
Critérios
O aluno:
• Demonstra consistência nos argumentos, tanto na apresentação quanto
nas réplicas;
• Apresenta compreensão do conteúdo abordado (a leitura compreensiva
dos textos utilizados);
• Faz adequação da linguagem;
• Demonstra pertinência quanto as fontes de pesquisa;
• Traz relatos para enriquecer a apresentação;
• Faz adequação e toma como relevante as intervenções dos integrantes do
grupo que assiste a apresentação.
3. Trabalho em grupo – desenvolve dinâmicas com pequenos grupos, na
tentativa de proporcionar, aos alunos, experiências que facilitem o processo de
aprendizagem. Nesse sentido, possibilita a interação social, conduzindo o aluno a
compartilhar seu conhecimento. O trabalho em grupo pode ser proposto a partir de
diferentes atividades, sejam elas, escritas, orais, gráficas, corporais, construção de
maquetes, painéis, mural, jogos e outros, abrangendo os conhecimentos artísticos,
filosóficos e científicos.
Critérios
O aluno:
• Interagir com o grupo;
• Compartilha o conhecimento;
• Demonstra os conhecimentos formais da disciplina, estudados em sala de
aula, na produção coletiva de trabalhos;
• Compreende a origem da construção histórica dos conteúdos trabalhados
e sua relação com a contemporaneidade e o seu cotidiano.
305
4. Questões discursivas - Essas questões possibilitam verificar a qualidade
da interação do aluno com o conteúdo abordado em sala de aula. Uma questão
discursiva possibilita que o professor avalie o processo de investigação e reflexão
realizado pelo aluno durante a exposição/discussão do conteúdo, dos conceitos.
Além disso, a resposta a uma questão discursiva permite que o professor
identifique com maior clareza o erro do aluno, para que possa dar a ele a importância
pedagógica que tem no processo de construção do conhecimento.
Critérios
O aluno:
• Compreende o enunciado da questão.
• Planeja a solução, de forma adequada.
• Comunica-se por escrito, com clareza, utilizando-se da norma padrão da
língua portuguesa.
• Sistematiza o conhecimento de forma adequada
5. Questões objetivas - Este tipo de questão tem como principal objetivo a
fixação do conteúdo. Uma questão objetiva deve apresentar um enunciado objetivo e
esclarecedor, usando um vocabulário conceitual adequado, possibilitando ao aluno a
compreensão do que foi solicitado.
Para a construção desse tipo de questão o professor não deve desconsiderar
um bom planejamento, ou seja, definir o grau de dificuldade de cada questão
direcionada para cada série com vistas a não cometer injustiças.
Critérios
O aluno:
• Realiza leitura compreensiva do enunciado;
• Demonstra apropriação de alguns aspectos definidos do conteúdo;
• Utiliza de conhecimentos adquiridos.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
306
BETTI, Mauro. A Educação Física na Escola Brasileira de 1º e 2º graus, no
período 1930-1986 : Uma abordagem sociológica, USP, São Paulo, 1988. Diss. de
Mestrado.
CASTELLANI FILHO, Lino. Educação Física no Brasil: A História que não se
conta, Campinas, S.P:, Papirus, 1988.
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino da educação física. São Paulo:
Cortez, 1992.
GEERTZ, C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1989.
GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. Educação Física progressista. São Paulo: Loyola,
1988.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares da Educação Física para a Educação Básica.
Governo do Estado do Paraná. Secretaria de Estado da Educação. Curitiba, 2008.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pedagógico. Campo Mourão,
2010.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010.
307
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR - ENSINO RELIGIOSO
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
O Ensino Religioso constitui-se como disciplina na superação do proselitismo
no espaço escolar, passando desta forma a deixar claro que aquilo que para as
igrejas é objeto de fé, para a escola é objeto de estudo, sem excluir o horizonte dos
valores éticos, que fazem parte do processo educacional. A Religião Católica
Apostólica Romana, religião oficial do Império, conforme constituição de 1824
determinava que o ensino religioso fosse tradicionalmente o ensino do catolicismo.
Após a proclamação da República passou a ser laico, público, gratuito e obrigatório,
rejeitando as normas únicas do catolicismo que exercia o monopólio do ensino.
Nas Constituições de 1937, 1946 e 1967 o Ensino religioso foi mantido como
matéria do currículo, tendo caráter confessional e freqüência livre para o aluno. Na
308
década de 60 surgiram grandes debates retomando a questão da liberdade religiosa,
devido à pressão das tradições religiosas e sociedade civil organizada que partiu de
diferentes
manifestações
religiosas,
perdendo
nesse
contexto,
sua
função
catequética, o modelo pluralista passou a ser intensamente questionado.
O entendimento sobre essa importante e fundamental área do conhecimento
humano implica uma concepção, que tem por base a diversidade presente nas
diferentes expressões religiosas. Nesse enfoque, o sagrado e suas diferentes
manifestações religiosas possibilitam a reflexão sobre a realidade, numa perspectiva
de compreensão sobre si e para o outro, na diversidade universal do conhecimento
religioso.
O Ensino Religioso foi implantado como disciplina escolar em 1972, através
da Lei 5692/71. A Educação Religiosa pressupõem propor ao educando a
oportunidade de processo de escolarização fundamental para se tornarem capazes
de entender os movimentos religiosos específicos de cada cultura.
Nos dias atuais a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) nº 9394/96, determina que
a disciplina seja de matrícula facultativa sem ônus para o poder público, deve ser
ministrada de acordo com a diversidade religiosa do aluno, o reconhecimento e
aceitação das diferentes manifestações culturais e religiosas da humanidade.
A disciplina de Ensino Religioso visa contribuir para o conhecimento e
respeito às diferentes expressões religiosas advindas da elaboração cultural, que
compõem a sociedade brasileira, bem como possibilitar o acesso às diferentes fontes
da cultura sobre o fenômeno religioso, a partir das experiências religiosas percebidas
no contexto histórico sócio-cultural do educando.
Também proporciona ao educando sua formação integral, através do
desenvolvimento de atitudes éticas que qualifiquem as relações do ser humano
consigo mesmo, promovendo a educação para a paz, com o outro e com a natureza,
entendido nesta concepção como, sujeito do processo de formação continuada.
309
Sendo assim, o objeto do Ensino Religioso é o estudo das diferentes
manifestações do sagrado no coletivo, analisar e compreender o sagrado como o
cerne da experiência religiosa do cotidiano que nos contextualiza no universo
cultural. O Conselho Educacional de Educação do Paraná. Em 2002, aprovou a
Deliberação nº 03/02, que regulamentou o Ensino Religioso nas escolas públicas do
Sistema Estadual de Ensino do Paraná.
No final de 2005, a SEED encaminhou aos núcleos regionais de educação e
com os professores ao Conselho Estadual de Educação (CEE). Em 10 de fevereiro
de 2006 o mesmo conselho aprovou a Deliberação nº 01/06, que institui novas
normas para o Ensino Religioso no Sistema Estadual de Ensino do Paraná.
O resultado final é a proposta de implementação de um Ensino Religioso
laico e de forte caráter escolar. O Sagrado é o objeto de estudo e o tratamento a ser
dado aos conteúdos estará sempre a ele relacionado.
A organização dos conteúdos deve partir do estudo de manifestações
religiosas menos conhecidas ou desconhecidas, a fim de ampliar o universo cultural
do educando e sempre levando em conta a transmissão da ética e dos valores que
norteiam as diversos aspectos das relações humanas e estão inseridos nas diversas
religiões.
2. OBJETIVO GERAL
Debater sobre o Sagrado numa visão laica, incentivando o diálogo interreligioso e o respeito às diferentes formas de crer, contribuindo para a superação das
desigualdades étnico-religiosas, para garantir o direito constitucional de liberdade de
crença e de expressão e, por conseqüência, o direito à liberdade individual e política;
O ensino religioso proporcionará ao educando:
310
• Analisar e compreender o sagrado como cerne da experiência religiosa;
• Compreender o processo histórico na concretização dos símbolos e dos
espaços e sua organização em territórios sagrados;
• Construir significados através das relações com o fenômeno religioso;
• Compreender o significado das experiências religiosas para a vida e
entender as atitudes morais diferenciadas como conseqüência do
fenômeno religioso;
• Compreender o sentido da existência;
• Respeitar os direitos individuais e as diferenças;
• Orientar para a apropriação dos saberes sobre as expressões e
organizações religiosas das diversas culturas na sua relação com os
outros campos do conhecimento;
• Compreensão, conhecimento e respeito das expressões religiosas
advindas de culturas diferentes, inclusive das que não se organizam em
instituições, e suas elaborações sobre o fenômeno religioso, superando o
preconceito religioso, com vistas à consolidação do respeito à diversidade
cultural e religiosa;
• Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção
das diferentes culturas e manifestações sócio-culturais;
3. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES BÁSICOS
PAISAGEM RELIGIOSA: lugar onde se situa o espaço geográfico sagrado.
SÍMBOLOS: linguagem que expressam sentidos, como forma de comunicação.
TEXTOS SAGRADOS: sendo de diferentes maneiras, como pinturas sacras, textos
orais e escritos entre outros.
4. CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
6° ANO
311
I – Respeito à Diversidade religiosa;
Instrumentos legais que visam assegurar a liberdade religiosa:
• Declaração Universal dos Direitos Humanos e Constituição Brasileira;
• Respeito a liberdade religiosa;
• Direito a professar fé e liberdade de opinião e expressão;
• Direito à liberdade de reunião e associação pacífica;
• Direitos humanos e sua vinculação com o Sagrado;
II – Lugares Sagrados
Caracterização dos lugares e templos sagrados:
• Lugares de peregrinação, de reverência, de culto, de identidade e
principais práticas de expressão do sagrado nestes locais.
• Lugares na natureza: rios lagos, montanhas, grutas, cachoeiras, etc.
• Lugares construídos: templos, cidades sagradas, etc.
III – Textos orais e escritos sagrados
Ensinamentos sagrados transmitidos de forma oral e escrita pelas diferentes
culturas religiosas:
• Literatura oral e escrita (cantos, narrativas, poemas, orações, etc.)
IV – Organizações religiosas
As organizações religiosas compõem os sistemas religiosos organizados
institucionalmente. Serão tratadas como conteúdos, destacando-se as suas
principais características de organização, estrutura e dinâmica social dos sistemas
religiosos que expressam as diferentes formas de compreensão e de relações com o
sagrado.
• Fundadores e/ou Líderes Religiosos
• Estruturas Hierárquicas
312
7° ANO
I – Universo simbólico religioso;
Os significados simbólicos dos gestos, sons, formas, cores e textos:
• Nos Ritos;
• Nos Mitos;
• No Cotidiano;
II – Ritos
São práticas celebrativas das tradições/manifestações religiosas, formadas
por um conjunto de rituais. Podem ser compreendidos como recapitulação de um
acontecimento sagrado anterior, é imitação, serve à memória e à preservação da
identidade de diferentes tradições/manifestações religiosas e também podem
remeter a possibilidades futuras a partir de transformações presentes:
• Ritos de passagem
• Mortuários
• Propiciátórios
• Outros
III – Festas Religiosas
São os eventos organizados pelos diferentes grupos religiosos, com
objetivos diversos:
• Confraternização, rememoração dos símbolos, períodos ou datas
importantes.
• Peregrinações,
festas
familiares,
festas
nos
templos,
datas
comemorativas.
IV – Vida e morte
• As respostas elaboradas para a vida além da morte nas diversas
tradições/manifestações religiosas e sua relação com o sagrado
313
• O sentido da vida nas tradições/manifestações religiosas
• Reencarnação
• Ressurreição – ação de voltar à vida
• Além da Morte
• Ancestralidade – vida dos antepassados – espíritos dos antepassados se
torna presentes
• Outras interpretações
5. METODOLOGIA
A partir de uma visão de mundo e de homem, a linguagem utilizada ao
ministrar o conteúdo de Ensino Religioso deve partir do pressuposto pedagógico e
não do religioso. Nesse processo deve ser respeitada a liberdade de consciência e a
opção religiosa em relação ao sagrado, buscando opiniões e questionamentos que
contemplem a contextualização frente a atitudes práticas e concretas do cotidiano
em relação ao sagrado.
O conhecimento sistematizado pela educação escolar deve oportunizar a
todos os alunos possibilidades de aprendizagem. Conceber e praticar uma educação
para todos, pressupõe a prática de currículos abertos a flexíveis que estejam
comprometidos com o atendimento às necessidades educacionais de todos os
alunos,
sejam
elas especiais ou
não.
Nesse
sentido,
é
preciso
propor
encaminhamento metodológico baseado em aula dialogada, isto é, a partir da
experiência religiosa do aluno e se seus conhecimentos previstos para, em seguida
apresentar o conteúdo que será trabalhado, e que ofereçam condições para que o
estudante com necessidades especiais de educação possa absorver o conhecimento
de forma participativa.
Os desafios educacionais contemporâneos serão trabalhados, dentro da
disciplina de Ensino Religioso buscando contemplar as dimensões filosóficas,
314
artísticas e cientificas à medida que os conteúdos permitirem de forma a valorizar os
conteúdos curriculares da disciplina.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96 e
as disciplinas da Lei 11645/08 que contempla a História e Cultura Afro-Brasileira e
indígena, Educação Ambiental (Lei 9795/99) Decreto 4.201/02 e o enfrentamento à
violência contra a Criança e ao Adolescente (Lei Federal n° 11.525/07) serão
abordados de forma contextualizada e relacionadas aos conteúdos da disciplina de
Ensino Religioso, sempre que for possível a articulação entre os mesmos.
Propor encaminhamento metodológico para a disciplina de Ensino Religioso,
mais do que planejar formas, métodos, conteúdos ou materiais a serem adotados em
sala de aula, pressupõe um constante repensar das ações que subsidiam esse
trabalho, pois uma abordagem nova no conteúdo escolar leva, inevitavelmente, a
novos métodos de investigação, análise e ensino.
O professor, por sua vez, deve posicionar-se de forma clara, objetiva e crítica
quanto ao conhecimento sobre o Sagrado e seu papel sócio-cultural. Assim, exercerá
o papel de mediador entre os saberes que o aluno já possui e os conteúdos a serem
trabalhados em sala de aula. Deve-se propor a problematizarão do conteúdo, a fim
da identificação dos principais problemas postos pela prática social. Essa etapa
pressupõe a elaboração de questões que articulem o conteúdo em estudo a vida do
estudante.
As interdisciplinares são fundamentais para efetivar a contextualização ao
conteúdo, pois se articulam os conhecimentos de diferentes disciplinas curriculares
e, ao mesmo tempo, assegura-se a especificidade dos campos de estudo do Ensino
Religioso. Para efetivar esse processo de ensino-aprendizagem faz-se necessário
abordar cada expressão do Sagrado do ponto de vista laico, não religioso, sendo
necessário respeitar o direito a liberdade de consciência e a opção religiosa.
315
6. AVALIAÇÃO
Avaliação da aprendizagem faz parte do processo educativo e deve ser
realizada de forma que possibilite acompanhar o processo de apropriação do
conhecimento de cada educando, bem como da turma, através da observação de
manifestações de aceitação das diferenças religiosas existentes entre os colegas,
bem como se o aluno compreendeu toda a diversidade existente em nossa
cultura.Esse processo deve ser contínuo, diagnóstico e cumulativo, permitindo ao
professor planejar intervenções necessárias no processo de ensino-aprendizagem.
É fundamental que o professor na mediação deste conhecimento se
posicione de modo flexível, procure valorizar a participação do aluno valorizando e
instigando a sua curiosidade, assim como o progresso do seu entendimento e da sua
criticidade, tomando-o como referencial de análise, observando seu trabalho
individual e suas atitudes desenvolvidas no decorrer do processo de aprendizagem,
respeitando seu tempo.
A avaliação permite diagnosticar o quanto o aluno se apropriou do conteúdo,
como resolveu as questões propostas, como reconstituiu seu processo de concepção
da realidade social e, como ampliar o seu conhecimento em torno do objetivo de
estudo do Ensino Religioso.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRASIL – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – n 9394, de 20 de
Dezembro de 1996.
BRASIL – Constituição da República Federativa do Brasil. 1967.
BRASIL, Lei n 11645/08 – História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
316
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pedagógico. Campo Mourão,
2010.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010.
__________.Governo do Estado do. Secretaria de Educação do Estado do Paraná.
Diretrizes Curriculares da Educação Básica - Ensino Religioso. Paraná 2008.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – FILOSOFIA
1. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Nas Diretrizes Curriculares Estaduais, a disciplina de Filosofia a ser
ministrada na sala de aula da escola pública paranaense, aborde questões das
ciências, do mito, da ética, da estética, da política, do conhecimento. Se por um lado,
a dificuldade para seu ensino está no fato de nela residir o pensamento racional e
sistemático de mais de 2500 anos, por outro lado, a facilidade para o seu ensino está
317
no fato de que nela se pode encontrar pedagogias e métodos que trazem luz para a
definição da pedagogia e do método a ser adotado pelo professor para o ensino da
filosofia.
A importância do conhecimento proporcionado por essa disciplina, no
contexto escolar, resulta no aprimoramento das capacidades intelectuais, éticas,
morais e sociais que pode favorecer a expressão do pensamento e a construção de
uma inserção social mais crítica.
Diferente de outras disciplinas, a filosofia faz chegar a resultados que não
são tidos como definitivos/absolutos. Assim, ela pode não oferecer a segurança que
uma ciência exata dá ao aluno e isso pode ser prejudicial ao ensino da mesma; por
outro lado, se bem entendida pelos alunos as possibilidades ilimitadas que essa não
exatidão dá, pode ser fator estimulante ao aprendizado dos mesmos.
O ensino da filosofia apresenta inúmeras possibilidades de abordagem. As
mais tradicionais são: a divisão cronológica linear, geográfica e por conteúdos
estruturantes, mas, para não ser apenas História da Filosofia, faz-se mister preservar
suas
características
específicas
como:
o
diálogo,
a
problematização,
a
argumentação, a sistematização e a imparcialidade numa busca constante.
A experiência mais recentemente do ensino de filosofia no Brasil reporta ao
período da publicação da nova LDB 9394/96, mas foi os Parâmetros Curriculares
Nacionais – PCN, que normatizou como seria o ensino de filosofia. No documento
PCN/Ensino Médio, Conhecimentos de Filosofia, o conteúdo filosófico passa para a
perspectiva da transversalidade. Permanece na ante-sala, algo que se atribuía
importância, mas que no limite na passava de um objeto de decoração. Foram vários
os encontros e debates de professores e a comunidade propondo recolocar a
obrigatoriedade do ensino de filosofia e o resultado foi o projeto de Lei nº 3.178/97,
aprovado na Câmara e no Senado (2001), vetado pelo presidente FHC.
318
Em 2003 foi realizada na Câmara dos Deputados, a audiência pública em
defesa da volta da Filosofia e Sociologia ao currículo do Ensino Médio. O CNE/CEB,
atende tais aspirações e aprova o Parecer sob n.º 38/2006 e no Paraná é aprovada a
lei Nº 15. 228 de 25/07/2006, que no Art. 2º, lês-se que “a Filosofia objetiva
consolidar a base humanista da formação do educando, propiciar a capacidade do
pensar e repensar de modo crítico o conhecimento produzido pela humanidade, sua
relação com o mundo e a constituição de valores culturais, históricos e sociais,
fundamental na construção e aprimoramento da cidadania”.
Na esfera federal, a Lei nº 11.684 de 2 de junho de 2008, institui a
obrigatoriedade da disciplina no território nacional e nesse sentido, o Conselho
Estadual de Educação/PR, aprovou em 07/11/08 a deliberação N.º 03/08, com o
seguinte teor: uma série em 2009; duas em 2010; três em 2011; quatro em 2012 nos
cursos de 4 anos. Do ponto de vista legal está demarcado o retorno da disciplina de
Filosofia à Matriz Curricular do Ensino Médio.
O desafio posto é como ensinar filosofia e que filosofia ensinar. A filosofia
busca compreender a vida humana que se manifesta no cotidiano em busca de um
sentido, seu objeto é “os sentidos, os significados e os valores que dimensionam e
norteiam a vida e a prática histórica humana, trata dos fundamentos últimos do existir
humano na história” (LUCKESI, 2002). Nesse sentido, a filosofia é um instrumento
para os estudantes lerem a realidade histórico-social. Tal instrumento se diferencia
das outras disciplinas em seu próprio método de ensino, pois “o ato de ensiná-la se
confunde com a transmissão do estilo reflexivo, e o ensino da filosofia somente
logrará algum êxito na medida em que tal estilo for efetivamente transmitido, pensar
e repensar a cultura não se confunde com compatibilização de métodos e
sistematização de resultados; é uma atividade autônoma e de índole crítica”
(LEOPOLDO, 1992, p. 163).
É nessa perspectiva que se deve ler a diretriz de Filosofia/SEED/PR, que
propõe o ensino de filosofia a partir dos conteúdos elaborados pela tradição
319
filosófica,
denominados
de
Conteúdos
Estruturantes.
A
presente
Proposta
Pedagógica Curricular é uma ferramenta de orientação para o trabalho com a
disciplina de Filosofia na escola que, em conjunto com a Diretriz da Disciplina, o Livro
Didático Público, a Ontologia de textos filosóficos e os matérias disponíveis na
biblioteca do professor contribuem para o trabalho com a filosofia no espaço escolar.
2. OBJETIVO DA DISCIPLINA
Aprimorar a capacidade intelectual, ética, moral e social para a formação da
personalidade crítica do aluno, através da expressão de pensamentos e da busca do
conhecimento racional, problematizando, investigando, analisando e criando
conceitos, virtudes e valores.
3. JUSTIFICATIVA
A Filosofia é um modo de pensar, é uma postura diante do mundo. A filosofia
não é um conjunto de conhecimentos prontos, um sistema acabado, fechado em si
mesmo. Ela é, antes de tudo, uma prática de vida que procura pensar os
acontecimentos além de sua pura aparência. Assim, ela pode se voltar para qualquer
objeto. Pode pensar a ciência, seus valores, seus métodos, seus mitos; pode pensar
a religião; pode pensar a arte; pode pensar o próprio homem em sua vida cotidiana,
a economia, a política, a ética. Diz-se que a Filosofia incomoda certos indivíduos e
instituições porque questiona o modo de ser das pessoas, das culturas, do mundo.
Isto é, questiona a prática política, científica, técnica, ética, econômica, cultural e
artística.
Desse modo, compreender a importância do ensino da Filosofia no Ensino
Médio é entendê-la como um conhecimento que contribui para a formação do aluno.
Cabe a ela indagar a realidade, refletir sobre as questões que são fundamentais para
os homens, em cada época.
320
A reflexão filosófica não é, pois, qualquer reflexão, mas rigorosa, sistemática
e deve sempre pensar o problema em relação à totalidade, para alcançar a
radicalidade do problema, isto é, ir à sua raiz. Esta é a preocupação da Instituição
ao instituir a disciplina de Filosofia no Ensino Médio; a busca pelo ensino da reflexão
filosófica, instrumentalizando os alunos para estarem aptos a compreender e atuar
em sua realidade.
A Filosofia objetiva consolidar a base humanista da formação do educando,
propiciar a capacidade do pensar e repensar de modo crítico o conhecimento
produzido pela humanidade, sua relação com o mundo e a constituição de valores
culturais, históricos e sociais, fundamental na construção e aprimoramento da
cidadania.
4. CONTEÚDOS DE FILOSOFIA
Os conteúdos apresentados nesse planejamento seguem as orientações da
DCE de Filosofia, o qual organizou-se também o livro didático público de Filosofia, a
partir de conteúdos denominados conteúdos estruturantes e básicos. Os conteúdos
específicos serão apresentados pelo professor no Plano de Trabalho Docente - PTD.
ENSINO MÉDIO
1º ANO
Conteúdo Estruturante: Mito e Filosofia
Conteúdo Básico
•
Saber mítico;
•
Saber filosófico;
•
Relação Mito e Filosofia;
•
Atualidade do mito;
•
O que é Filosofia?
321
Conteúdo Estruturante: Teoria do Conhecimento
Conteúdo Básico
• Possibilidade do conhecimento;
• As formas de conhecimento;
• O problema da verdade;
• A questão do método;
• Conhecimento e lógica.
2º ANO
Conteúdo Estruturante: Ética
Conteúdo Básico
• Ética e moral;
• Pluralidade ética;
• Ética e violência;
• Razão, desejo e vontade;
• Liberdade: autonomia do sujeito e a necessidade das Normas;
Conteúdo Estruturante: Filosofia Política
Conteúdo Básico
• Relações entre comunidade e poder;
• Liberdade e igualdade Política;
• Política e Ideologia;
• Esfera pública e privada;
• Cidadania formal e/ou Participativa;
3º ANO
Conteúdo Estruturante: Filosofia da Ciência
Conteúdo Básico
•
Concepções de ciência;
322
•
A questão do método Científico;
•
Contribuições e limites da Ciência;
•
Ciência e ideologia;
•
Ciência e ética;
Conteúdo Estruturante: Estética
Conteúdo Básico
• Natureza da arte;
• Filosofia e arte;
• Categorias estéticas – feio, Belo, sublime, trágico, Cômico, grotesco,
gosto, etc.
• Estética e sociedade;
5. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
A Diretriz de Filosofia propõe quatro passos para orientar o professor no
trabalho escolar, tais passos devem ser tomados numa perspectiva dialética para um
ensino significativo, que contemple a formação cidadã e democrática. Para tanto, é
possível viabilizar interfaces com as outras disciplinas para a compreensão do
mundo da linguagem, da literatura, da história, das ciências e das artes, dialogando
criticamente todos os conceitos. A Diretriz propõe ao professor relacionar os
conteúdos estruturantes e básicos com os problemas vivenciados pelos alunos, para
que na investigação o estudante perceba como tais problemas foram resolvidos na
história da filosofia com o auxílio de textos filosóficos. A leitura do texto deve dar
subsídios para que o aluno possa pensar o problema, pesquisar, fazer relações, criar
conceitos e desenvolver o exercício do próprio pensamento, isto é, problematizar
filosoficamente situações da vida atual, sem doutrinação, dogmatismo e niilismo.
Mobilização para o conhecimento:
323
É o momento de “ganhar” os alunos para estudar o tema proposto.
Normalmente os alunos se apresentam em posição de desconfiança em relação ao
que o professor propõe, mas se o tema for apresentado na perspectivas da
mobilização, penso que é possível iniciar um processo de ensino significativo. É
interessante iniciar tal processo com uma música; uma figura; um vídeo; um poema;
uma brincadeira; um jogral. Enfim, algo que seja convidativo para o início de uma
aprendizagem.
Problematização
Esse é um passo central na aprendizagem, pois inicia com um problema e/ou
problematização. Isso significa que o convite realizado na mobilização passa
necessariamente por um processo de questionamento. O professor instiga os alunos
a proporem problemas para investigar. São esses questionamentos que vão nortear
os passos seguintes. (exemplo: Porque o Mito serviu como a primeira forma para
homem explicar a realidade?)
Investigação
Aqui o papel do professor é central, pois é ele que vai auxiliar os alunos a
avançarem no conceito e no entendimento filosófico do estudo. Aqui se deixar o
aluno por conta, corre-se o risco de ficar na superficialidade. Promova formas dos
alunos se expressarem nesse momento. Assim, cabe ao professor proporcionar um
ambiente propício a partir da realidade em que se encontra o aluno para iniciar sua
prática docente.
Criação de conceitos
Esse processo só ocorrerá a partir do trabalho realizado na “Investigação”,
aqui nunca será possível saber de fato o quanto o aluno avançou no conceito, mas
ele pode dar algumas dicas nas brincadeiras, na sala quando se possibilita o
momento, etc. e até mesmo na avaliação.
324
Outra possibilidade é o professor trabalhar princípios que estruturam a
pedagogia histórico-crítica desenvolvidas por João Luiz Gasparin: Prática social
inicial do conteúdo, problematização, instrumentalização, catarse e Prática social
final do conteúdo (GASPARIN, 2007, p.9). Tal proposta metodológica corrobora com
a descrita na Diretriz de Filosofia, conforme apresentado acima. Nesse sentido, o
conteúdo filosófico trabalhado em sala de aula será abordado a partir da
necessidade do aluno.
Nesse sentido, as aulas poderão ser desenvolvidas por meio de: Dinâmica
de integração; Aula expositiva dialogada a partir do livro didático fornecido aos
alunos. Quando for possível, a sala será organizada em semi-círculo para melhor
contato com os alunos; Usar os recursos da TV pendrive; Aula na biblioteca
organizada em duplas e/ou trio para pesquisa e conceituação, pois além de facilita
no diálogo a compreensão dos conceitos, ele mesmo inconsciente, estará
aprendendo a arte pesquisa bibliográfica; Aula na sala de informática para
desenvolver o processo de pesquisa e aprofundar temas; Quando for possível as
aulas poderão ocorrer no pátio da escola aproveitado do espaço físico para trabalhar
conteúdos específicos; poderão ser utilizados documentários, filmes e músicas.
Em atendimento à instrução 009/2011, os seguintes conteúdos serão
trabalhados obrigatoriamente pela instituição de ensino: História e Cultura afrobrasileira, africana e indígena (Lei nº 11.645/08); História do Paraná (Lei nº 13381/01
); Música (Lei nº 11.769/08); Prevenção ao uso indevido de drogas e sexualidade
humana; Educação Ambiental (Lei nº 9.795/99) Dec.4.201/02; Educação Fiscal;
Enfretamento à violência contra a Criança e ao Adolescente ( Lei Federal nº
11.525/07); Educação Tributária Dec. nº 1.143/99, portaria nº 413/02, serão
abordados de forma contextualizada e relacionadas aos conteúdos de ensino de
Filosofia, sempre que for possível a articulação entre os mesmos.
Conforme determina lei nº. 11645/08, que trata da obrigatoriedade do
ensino da historia e cultura afro-brasileira, africana e indígena, na disciplina de
325
Filosofia o professor abordará a temática a partir dos conteúdos específicos
demonstrando o diálogo do conteúdo filosófico com o conteúdo de cultura afrobrasileira e indígena.
6. PROCESSO DE AVALIAÇÃO
Segundo Vasconcellos (1999, p. 43), “avaliação é um processo abangente
da existência humana, que implica uma reflexão crítica sobre a prática, no sentido de
captar seus avanços, suas resitências, suas dificuldades e possibilitar uma tomada
de decisão sobre o que fazer para superar os obstáculos”. Nesse sentido, a
avaliação é uma busca de alternativas para que ocorra um verdadeiro processo de
ensino-aprendizagem.
A avaliação é o aspecto mais difícil em todas as áreas. O que avaliar em
filosofia e como? A Diretriz propõe que se siga quatro pressuposto:
• qual discurso tinha antes;
• qual conceito trabalhou;
• qual discurso tem após;
A proposta de trabalho de avaliar ocorrerá no sentido de contribuir tanto para
o professor, possibilitando avaliar a própria prática, como para o desenvolvimento do
aluno, permitindo-lhe perceber seu próprio crescimento e sua contribuição para a
coletividade. Será, portanto, de caráter diagnóstico e processual, podendo ser
adotados como instrumentos, além da auto-avaliação:
• Produção de texto/redação individual e/ou dupla em sala e/ou extra classe
para que o aluno demonstre a apreensão e o domínio dos conceitos
filosóficos trabalhados e os relacione com o cotidiano vivido;
• Atividades em sala e participação nas discussões e reflexões sobre o
tema de estudo;
• Avaliação bimestral individual de carater reflexivo;
326
• Para a recuperação paralela o professor adotará os critérios estabelecidos
pelo estabelecimento de ensino.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 4a ed. São Paulo: Martins Fontes,
2000.
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando:
Introdução à filosofia. 2a ed. São Paulo: Moderna, 1993.
ASPIS, R. O professor de filosofia: o ensino da filosofia no ensino médio como
experiência filosófica. In: Cadernos CEDES, n.º 64. A Filosofia e seu ensino. São
Paulo: Cortez, 2004.
BUZZI, Arcângelo. Filosofia para principiantes: a existência humana no mundo. 6a
ed. Petrópolis: Vozes, 1997.
CHÂTELET, F. História da Filosofia, idéias e doutrinas - o século XX. Rio de
Janeiro: Zahar, s/d, 8 vol.
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1995.
CHAUI, Marilena. Filosofia, Série Novo Ensino Médio, São Paulo, Ática, 2004
COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: Historia e Grandes Temas. São
Paulo:Saraiva, 2005.
COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: Historia e Grandes Temas. São
Paulo:Saraiva, 2005.
327
FOLSCHEID,
Dominique;
WUNEMBURGER,
Jean-Jacques.
Metodologia
Filosófica. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
GALLO, S.; KOHAN, W. (Orgs) Filosofia no ensino médio. Petrópolis: Vozes, 2000.
JAPIASSÚ, Hilton e MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia. 4.ed.
Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed., 2006.
KOHAM & WAKSMAN. Perspectivas atuais do ensino de Filosofia no Brasil. In :
PARANÁ, Inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira nos
currículos escolares. Curitiba, 2005.
KOHAN, Walter O. (org.) Filosofia: Caminhos para seu Ensino. Rio de Janeiro:
Lamparina, 2008.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da educação
básica: Filosofia. Curitiba: SEED, 2008.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pedagógico. Campo Mourão,
2010.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010.
REALE, Giovanni. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, 2003. (Vol. I, II e III, IV,
V, VI, VII).
REZENDE, Antônio (org.). Curso de Filosofia: para professores e alunos dos
cursos de segundo grau e de graduação. 13.ed. Rio de janeiro: Jorge Zahar Ed.
2005.
328
SCHIMDT, MARIA A.[org.], Diálogos e Perspectivas de Investigação, Coleção
coltura Escola e Ensino. Ed. Unijuí.
SEVERINO, Antonio Joaquim. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1993.
TOMELIN, Janes F. e TOMELIN, Karina N. Diálogos Filosóficos. 3. Ed. Blumenau.
Nova Letra, 2007.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – SOCIOLOGIA
1. INTRODUÇÃO
329
De acordo com Celso Vasconcelos (2009), há duas tarefas básicas em
relação à Proposta Curricular: definir os saberes necessários e organizar a forma de
trabalhá-los no âmbito da instituição de ensino. Cabe aqui, esclarecer os propósitos
da própria proposta curricular, apresentar a disciplina de Sociologia, seus conteúdos
e sua importância, além do processo histórico que a levaram a fazer parte da grade
curricular nacional a partir de 2008, como disciplina obrigatória. O currículo alcança
uma dimensão política e social e neste contexto, a disciplina de Sociologia teve uma
trajetória de idas e vindas no histórico escolar do ensino médio no Brasil.
Evidencia-se a necessidade de relatar brevemente a trajetória desta
disciplina exatamente pela instabilidade da Sociologia nos currículos escolares, ora
presente, ora ausente, ao sabor dos interesses dos governantes em determinar os
saberes e os conteúdos que deveriam ser ensinados nas escolas de nível médio. Os
saberes e os conteúdos relacionados a esta disciplina devem ser contextualizados
exatamente porque se faz necessário problematizar e discutir nas escolas as
questões políticas e sociais.
Segue-se a orientação por uma proposta pedagógica que seja articulada a
partir das noções de trabalho e conhecimento. Parte-se da noção de trabalho porque
ele é o elemento organizador da vida social, pois é a única atividade que permite ao
ser humano desenvolver uma auto-reflexão sobre a natureza a ponto de transformála, segundo suas necessidades. Sendo o trabalho uma atividade coletiva, percebe-se
que os seres humanos atuam uns com os outros e tecem assim as relações sociais.
Parte-se também do conhecimento porque é uma dimensão do próprio ato de
trabalhar: nos gestos da produção e reprodução da sua existência, os indivíduos
organizam e acumulam experiências, desenvolvem uma reflexão (sistematizada ou
não), que lhes permitem aperfeiçoar sua vida. O conhecimento também é, portanto,
expressão de um determinado modo de organização social. (Meksenas, 1994)
De acordo com o sociólogo Paulo Meksenas (1994, p. 23-24), “ser cidadão é
ter direito ao trabalho, à participação consciente das riquezas sociais que o indivíduo
330
ajuda a construir. O que só é possível plenamente quando o sujeito compreende a
organização do trabalho e do conhecimento na sociedade contemporânea em que
ele vive e atua”.
Para atingir o objetivo de que o aluno obtenha o domínio dos conhecimentos
de Sociologia para o exercício da cidadania como está escrito na Lei de Diretrizes e
Bases da Educação – LDB 9394/94, é necessário ir além dos conteúdos
programáticos. Enxergar o aluno como sujeito de direitos. É preciso apreender,
professores e alunos a importância de todas as disciplinas e como elas se interrelacionam no intuito de formar para a vida em comunidade.
2. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Com o título de Sociologia: O que estuda e como se relaciona com as
disciplinas afins, Alfredo Guilherme Galliano em seu livro Introdução à Sociologia,
explica que a palavra Sociologia é de origem recente, do mesmo modo que a própria
disciplina. É uma mistura composta de elementos de duas línguas, criada pelo
francês Augusto Comte em 1839. Do latim vem o termo sócio, que exprime a ideia de
“social”, e do grego vem o termo logos, que significa “palavra” ou “estudo”. A
definição etimológica de Sociologia significaria então, simplesmente, “o estudo do
social” ou “o estudo da sociedade” (GALLIANO, 1981, p. 5). Logicamente que a
etimologia da palavra não é suficiente para definir e entender o que é a Sociologia.
Nesta ótica Galliano explica:
Quando se fala em sociedade, o que se tem em mente é sempre a idéia de
homens (seres humanos) em interdependência. A noção de interdependência diz
respeito, aqui, ao fato básico de que os homens não vivem isolados, mas juntos; à
formação de agrupamentos estáveis onde se dá o encontro do homem com o
homem; ao estabelecimento de relações de cooperação, luta e domínio entre os
homens no interior desses agrupamentos; e ao desenvolvimento ou destruição das
culturas humanas que decorrem de tais relações (GALLIANO, 1981, p. 5).
331
Assim aproxima-se um pouco mais da definição do termo Sociologia, e
também se define melhor o objeto de estudo desta disciplina. Ainda segundo
Galliano: “Sociologia é a dos homens em interdependência” (GALLIANO, 1981, p. 5).
Um dos autores que melhor sintetizou a trajetória da Sociologia no Brasil e
da Sociologia no Ensino Médio no Brasil é Nelson Dácio Tomazi, professor da
Universidade Estadual de Londrina (UEL), com base em suas análises aponta-se
aqui um breve histórico desta disciplina. Para esse autor, desde 1865, a Sociologia
começa a dar os primeiros passos no Brasil. Sob forte influência do positivismo
cotidiano, foi publicada a obra A escravatura no Brasil, de F. A. Brandão Júnior. Em
seguida, um dos precursores da Sociologia no Brasil, Sílvio Romero, publicou
Etnologia selvagem, em 1872, e Etnografia brasileira, em 1888. No início da década
de 1920, a Sociologia inicia sua trajetória no Ensino Médio através das escolas de
São Paulo e Rio de Janeiro (TOMAZI, 2000, p. 9)
Pode-se afirmar que é no período 1930/1940 que a Sociologia coloca as
suas bases no Brasil, pois procura, por um lado, definir mais claramente as fronteiras
com outras áreas do conhecimento afins, como a literatura, a história e a geografia.
Por outro lado, institucionaliza-se com a criação de escolas e universidades, nas
quais a disciplina de Sociologia passa a ter um espaço e é promovida a formação de
sociólogos (TOMAZI, 2000, p. 9).
Assim, foi criada em 1933 a Escola Livre de Sociologia e Política (ELSE), em
São Paulo, com o objetivo de formar técnicos, assessores e consultores capazes de
produzir conhecimento científico sobre a realidade brasileira e, principalmente, que
aliassem esse conhecimento à tomada de decisões no interior do aparato
estatal/governamental federal, estadual e municipal (TOMAZI, 2000, p. 9).
A seguir foram fundadas a Universidade de São Paulo (USP) e a
Universidade do Distrito Federal (UDF), respectivamente, em 1934 e 1935. Nelas,
332
através das Faculdades de Filosofia, a preocupação maior era formar professores
para o ensino médio, principalmente para as escolas normais, formadores de
professores para o ensino fundamental. Definia-se, assim, o espaço profissional dos
sociólogos: trabalhar nas estruturas governamentais ou serem professores (TOMAZI,
2000, p. 9).
Foram muitos os professores estrangeiros que aqui vieram principalmente
para a implantação da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo; por
isso, pode-se afirmar que foram eles que deram o grande arranque inicial para o
desenvolvimento da Sociologia no Brasil. Entre eles podem ser citados: Donald
Pierson, Radcliff Brown, Claude Levi-Strauss, Georges Gurvitch, Roger Bastide,
Charles Mozaré, e Jacques Lambert, que estiveram tanto em São Paulo como no Rio
de Janeiro e permitiram a formação e o desenvolvimento de inúmeros sociólogos no
Brasil (TOMAZI, 2000, p. 9).
Com as obras de Gilberto Freire, Oliveira Vianna, Fernando Azevedo, Sérgio
Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior já se encontrava uma produção sociológica
significativa. Agora com a presença dos professores estrangeiros, essa produção
aumenta e a Sociologia no Brasil se firma, surgindo uma nova geração que vai definir
claramente os rumos dessa disciplina no Brasil. Os trabalhos de Egon Shaden,
Florestan Fernandes, Antonio Cândido, Azis Simão, Rui Coelho, Maria Izaura de
Queiroz, em São Paulo, e A. Guerreiro Ramos, A. Costa Pinto e Hélio Jaguaribe, no
Rio de Janeiro, terão seguidores em todo o território nacional (TOMAZI, 2000, p. 9-10
).
A partir das décadas de 1950/1960 disseminam-se as Faculdades de
Filosofia, Ciências e Letras no Brasil, em universidades ou fora delas, e a Sociologia
vai fazer parte do currículo dos cursos de Ciências Sociais ou apresentar-se como
independente em outros cursos. O objetivo dos cursos de Ciências Sociais era
formar pessoas (técnicos e professores) capazes de produzir uma “solução racional”,
isto é, baseada na razão e na ciência, para as questões nacionais. Assim, a
333
Sociologia, nessas décadas, tornou-se disciplina hegemônica no quadro das
Ciências Sociais no Brasil, a primeira a formar uma “escola” ou uma “tradição”, tendo
em Florestan Fernandes um dos seus principais mentores (TOMAZI, 2000, p.10).
Como decorrência desse projeto, vários autores surgem em diferentes áreas
do pensamento sociológico e estes desenvolverão pesquisas e ensino. Apenas para
citar alguns daqueles que a partir das décadas de 1960/1970 passam a ter suas
obras lidas e reconhecidas: Octavio Ianni, Fernando Henrique Cardoso, Francisco
Weffort, Francisco de Oliveira, José de Souza Martins, Leôncio Martins Rodrigues,
Juarez Brandão Lopes, Maurício Tragtenberg, entre outros (TOMAZI, 2000, p. 10)
Em relação a presença da Sociologia no ensino médio, o mesmo autor
aponta que pela primeira vez no Brasil, a disciplina de Sociologia foi apresentada
como integrante do currículo do ensino fundamental e médio através da reforma
proposta por Benjamim Constant, cuja morte não permitiu a continuidade de
discussão do projeto. Somente a partir de 1925 é que a disciplina passou a integrar o
currículo do curso médio do Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, por iniciativa
de Fernando de Azevedo (TOMAZI, 2000, p. 10).
A partir de então, a disciplina de Sociologia teve um percurso de difícil
presença no currículo do ensino médio. A Reforma Rocha Vaz (1928) integrou os
currículos dos cursos das Escolas Normais do Distrito Federal e de Recife. Nesta
última cidade a Sociologia foi incluída por iniciativa de Gilberto Freire, cuja obra
marcaria a consolidação da pesquisa científica na área (TOMAZI, 2000, p. 10)
A Reforma Francisco Campos (1931) ampliou a inserção da disciplina nas
escolas de nível médio, mas a reforma educacional de Gustavo Capanema (1942)
restringiu seu ensino, determinando sua presença obrigatória apenas nas Escolas
Normais e no período de 1964 até 1982 foram promulgadas a Lei 7.044 e a
Resolução SE/236/83. Esta última recomendava, explicitamente, a inserção da
334
Sociologia na grade curricular optativa das escolas de nível médio, ela estava fora do
currículo (TOMAZI, 2000, p. 10)
Mais recentemente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei n°
9394/1996, recolocou a disciplina na estrutura curricular do ensino médio. Afirma que
os alunos, ao final do período, devem deter os conhecimentos sociológicos,
deixando, portanto, para os governos estaduais, núcleos regionais de ensino e até
para as escolas a liberdade da definição do modo como serão passados esses
conhecimentos (TOMAZI, 2000, p. 10)
A luta pela reinserção das disciplinas de Sociologia e Filosofia extrapolou os
âmbitos do Ministério da Educação e das Secretarias Estaduais de Educação e
ganhou força em toda a sociedade civil organizada. Partidos políticos, grêmios
estudantis, sindicatos de professores entre outras organizações, todos no intuito de
que essas disciplinas voltassem a ser obrigatórias nas grades curriculares do Ensino
Médio em todo o Brasil. Na década de 1990 foi aprovada no Congresso Nacional
uma lei que incluía as disciplinas de Sociologia e Filosofia no ensino médio. Em 2001
essa lei foi vetada pelo então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso,
dizendo que não haveria professores suficientes para ministrarem essas aulas entre
outras alegações.
A partir de 2002 as reivindicações continuaram e os atores envolvidos na
questão não desistiram da luta pela obrigatoriedade do ensino destas disciplinas nas
escolas de nível médio. Em 24 de novembro de 2005 foi protocolado no Conselho
Nacional de Educação o Ofício n° 9647/GAB/SEB/MEC. Neste ofício o Secretário de
Educação Básica do Ministério da Educação encaminhou para apreciação um
documento anexado sobre as “Diretrizes Curriculares das disciplinas de Filosofia e
Sociologia do ensino médio”, elaborado pela Secretaria com a participação de
representantes de várias entidades. O documento juntado continha uma série de
considerações favoráveis à inclusão obrigatória das disciplinas no currículo do ensino
médio. Com apoio na própria LDB, mas com a necessidade de alterá-la, os
335
componentes desta comissão desenvolveram uma argumentação que defendia a
presença da Sociologia e Filosofia como disciplinas obrigatórias.
O Conselho Nacional de Educação - CNE aprovou parecer favorável à
inclusão das disciplinas de forma obrigatória no Ensino Médio e abriu caminho para a
deliberação no Congresso Nacional. Estas disciplinas passaram a ser obrigatórias no
Ensino Médio após a aprovação da Lei Federal n° 11.684, de 02 de junho de 2008.
No Paraná a obrigatoriedade da Sociologia já havia sido determinada pela lei nº
15.228 de 25/07/2006, mas diante da nova determinação legal de que a disciplina
deve estar presente em todas os anos do Ensino Médio, o Conselho Estadual de
Educação/PR, aprovou em 07/11/08 a deliberação n.º 03/08, com o seguinte teor:
uma série em 2009; duas em 2010; três em 2011; quatro em 2012 nos cursos de 4
anos. Nesse sentido, esta Proposta Pedagógica Curricular busca orientar o trabalho
com a disciplina de Sociologia no âmbito das escolas públicas jurisdicionada ao NRE
de Campo Mourão.
3. CONTEÚDOS DA DISCIPLINA
ENSINO MÉDIO
1° ANO
Conteúdos estruturantes: O surgimento da Sociologia e as Teorias sociológicas.
Conteúdos básicos:
• Formação e consolidação da sociedade capitalista e o desenvolvimento
do pensamento social;
• Teorias sociológicas clássicas: Comte, Durkheim, Engels e Marx, Weber.
• O desenvolvimento da Sociologia no Brasil.
Conteúdos estruturantes: Processo de socialização e as instituições sociais.
Conteúdos básicos:
• Processo de socialização;
336
• Instituições familiares;
• Instituições escolares;
• Instituições religiosas;
• Instituições de reinserção.
2° ANO
Conteúdos estruturantes: Cultura e Indústria Cultural
Conteúdos básicos:
• Desenvolvimento antropológico do conceito de cultura e sua contribuição
na análise das diferentes sociedades;
• Diversidade cultural;
• Identidade;
• Indústria cultural;
• Meios de comunicação de massa;
• Sociedade de consumo;
Conteúdo estruturante: Trabalho, Produção e Classes Sociais
Conteúdos básicos
• O conceito de trabalho e o trabalho nas diferentes sociedades;
• Desigualdades sociais: Testamentos, castas, classes sociais
• Organização do trabalho nas sociedades capitalistas e suas contradições;
• Globalização e Neoliberalismo;
• Relações de trabalho;
• Trabalho no Brasil.
3° ANO
Conteúdos estruturantes: Poder, Política e Ideologia
Conteúdos básicos:
337
•
Formação e desenvolvimento do Estado Moderno;
•
Democracia, autoritarismo, totalitarismo;
•
Estado no Brasil;
•
Conceitos de Poder;
•
Conceitos de Ideologia;
•
Conceitos de dominação e legitimidade;
•
As expressões da violência nas sociedades contemporâneas.
Conteúdos estruturantes: Direito, Cidadania e Movimentos Sociais
Conteúdos básicos:
• Direitos: civis, políticos e sociais;
• Direitos Humanos;
• Conceito de cidadania;
• Movimentos Sociais;
• Movimentos Sociais no Brasil;
• A questão ambiental e os movimentos ambientalistas;
• A questão das ONG’s.
4. PROPOSTA DE METODOLOGIA
A Diretriz de Sociologia traz uma proposta de abordagem metodológica para
o trabalho em sala de aula, “os quais devem ser trabalhados com rigor metodológico
para a construção do pensamento científico e o desenvolvimento do espírito crítico;
pesquisa de campo; análise crítica de filmes e vídeos; leitura crítica de textos
sociológicos” (PARANÁ, 2008, p. 95). Ao apresentar cada uma das proposta ressalta
a importância do trabalho com os estudantes, na perspectiva de desenvolver um
aprendizado significativo e crítico. Sobre o trabalho com a pesquisa de campo
salienta:
338
A pesquisa de campo pode ser iniciada antes ou depois de se apresentar o
conteúdo a ser desenvolvido. Quando a pesquisa preceder a apresentação do
conteúdo, os resultados obtidos devem servir como base para problematizações a
serem desenvolvidas. Se a pesquisa suceder o desenvolvimento dos conteúdos, os
resultados deverão comprovar ou refutar o que foi discutido à luz das teorias
sociológicas (PARANÁ, 2008, p. 95).
A prática da pesquisa de campo é uma boa opção para envolver os
estudantes em um trabalho mais dinâmico, mas para isso é necessário um bom
planejamento. Cabe ao professor a tarefa de planejar e conduzir a execução da
pesquisa que pode ser realizada no próprio ambiente escolar e na comunidade ao
entorno.
A opção por “filmes e vídeos sob um olhar crítico” é outra alternativa para o
ensino de sociologia, para tanto, uma advertência, “um filme deve ser entendido
também como texto e, como tal, é passível de leitura pelos alunos. Os filmes são
dotados de linguagem própria e compreendê-los não significa apenas apreciar
imagens e sons”. (PARANÁ, 2008, p. 96). No que tange a esse encaminhamento é
preciso ter claro a dificuldade de se trabalhar com tais ferramentas e o planejamento
deverá ser rigoroso. Conforme a diretriz cabe ao professor propor:
[...] uma interpretação analítica e contextual e, assim sendo, alguns passos
devem ser seguidos: a) a escolha do filme não deve estar relacionada somente ao
conteúdo, mas também à faixa etária e o repertório cultural dos alunos; b) aspectos
da ficha técnica do filme devem estar incluídos na atividade como o ano, o local de
produção, a direção, premiações, assunto da obra, onde e quando se passa; c) a
elaboração de um roteiro que contemple aspectos fundamentais para o conteúdo em
estudo possibilitará uma melhor compreensão do trabalho, chamando a atenção dos
alunos para questões sociológicas que possam estar correlacionadas; d) a discussão
das temáticas contempladas deve estar articulada às teorias sociológicas e à
realidade histórica referida; e) a sistematização das análises a partir do filme e/ou
339
vídeo, pode ser feita por meio da produção de um texto ou de outro meio de
expressão – visual, musical, literário – para completar a atividade (PARANÁ, 2008, p.
96 - 97).
Por fim, a Diretriz propõe o trabalho em sala de aula a partir da leitura e
análise de textos sociológicos, organizado pelo professor, a partir dos recortes
permitidos pelos conteúdos. Tais recortes precisam ser contextualizados com a obra
dos autores e com outros textos para que os estudantes percebam as controversas
entre os autores e assim, romper com a visão dogmática das “verdades”
estabelecidas. Para tanto, “recomenda-se articular os excertos dos textos
sociológicos acadêmicos a textos de livros didáticos, procurando garantir a
cientificidade do conteúdo trabalhado, adequando-o ao universo cultural do aluno
(PARANÁ, 2008, p. 97).
Uma das dificuldades para tal proposta diz respeito a falta de obras
disponíveis ao alcance dos professores e alunos. Tal dificuldade pode ser
solucionada com o “acervo bibliográfico formado pela Biblioteca do Professor, pela
Biblioteca do Ensino Médio e pela Biblioteca de Temas Paranaenses. Nelas, estão
disponíveis fontes de pesquisa para o professor, seja para seu próprio estudo e
aperfeiçoamento, seja como material para dar suporte ao trabalho com os alunos”.
Não se pode esquecer que o “Livro Didático Público de Sociologia é outro importante
suporte teórico e metodológico desta disciplina e constitui um ponto de partida para
professores e alunos” (PARANÁ, 2008, p. 97).
Embora a Diretriz aponte uma proposta metodológica, não significa que
esteja proibido trabalhar com outras abordagens. Muitos professores que atuam nas
escolas conhecem e trabalham com a proposta formulada pelo professor João Luiz
Gasparim. Tal proposta contempla o que solicita a Diretriz. Existem ainda outras
abordagens que podem ser utilizadas pelo professor.
340
Para finalizar o professor conta ainda com uma orientação dos recursos
didático-pedagógicos que podem ser úteis em seu trabalho diário: aulas expositivas
dialogadas; aulas em visitas guiadas a instituições e museus, quando possível;
exercícios escritos e oralmente apresentados e discutidos; leituras de textos:
clássico-teóricos,
teórico-contemporâneos,
temáticos,
didáticos,
literários,
jornalísticos; Debates e seminários de temas relevantes fundamentados em leituras e
pesquisa: pesquisa de campo, pesquisa bibliográfica; Análises críticas: de filmes,
documentários, músicas, propagandas de TV; análise crítica de imagens (fotografias,
charges, tiras, publicidade), entre outros.
Em atendimento à Instrução 009/2011 da Secretaria de Estado da Educação
do Paraná – SEED, os conteúdos das disciplinas deverão abordar os temas
seguintes: Conforme determina a Lei nº. 11645/08, que trata da obrigatoriedade do
ensino da historia e cultura afro-brasileira, africana e indígena; História do Paraná
(Lei n° 13381/01); Música (Lei n° 11769/08); Prevenção ao uso indevido de drogas,
sexualidade humana; Educação ambiental (Lei n° 9795/99 e Decreto 4201/02);
Educação Fiscal; Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente (Lei
Federal n° 11525/07; Educação tributária (Decreto n° 1143/99 e portaria n° 413/02).
Na
Sociologia
tais
conteúdos
serão
abordados
e
articulados
de
forma
contextualizada e relacionada com os conteúdos específicos da disciplina sempre
que for possível.
5. AVALIAÇÃO
As propostas de avaliação que constam na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação (LDB), assim como as constantes no Projeto Político Pedagógico (PPP)
da escola serão levadas em consideração no ensino desta disciplina. Também serão
seguidas as instruções do Regimento Escolar. Uma avaliação que seja diagnóstica,
formativa, processual e continuada. De acordo com as DCEs:
341
A avaliação no ensino de Sociologia, proposta nestas Diretrizes, pauta-se
numa concepção formativa e continuada, onde os objetivos da disciplina estejam
afinados com os critérios de avaliação propostos pelo professor em sala de aula.
Concebendo a avaliação como mecanismo de transformação social e articulando-a
aos objetivos da disciplina, pretende-se a efetivação de uma prática avaliativa que
vise “desnaturalizar” conceitos tomados historicamente como irrefutáveis e propicie o
melhoramento de senso crítico e a conquista de uma maior participação na
sociedade. (PARANÁ, 2008, p. 98).
As formas de avaliação devem constar no Plano de Trabalho Docente. Serão
definidos os instrumentos e seus critérios de avaliação relacionados a cada conteúdo
específico avaliado. Abaixo, algumas formas de avaliação:
1. Atividade de leitura – a avaliação de leitura possibilita ao professor
verificar a compreensão dos conteúdos abordados em aula e, nesse sentido, faz-se
necessário a escolha criteriosa do texto, o roteiro de análise e os critérios de
avaliação, de forma a permitir a reflexão e a discussão, bem como a ampliação de
conhecimento.
Critérios
O aluno:
• Compreende as idéias presentes no texto e interage com o texto por meio
de questionamentos, concordâncias ou discordâncias.
• Ao falar sobre o texto, expressa suas idéias com clareza e sistematiza o
conhecimento de forma adequada.
• Estabelece relações entre o texto e o conteúdo abordado em sala de aula.
2. Projeto de Pesquisa Bibliográfica - a solicitação de uma pesquisa exige
enunciado claro e recortes precisos do que se pretende.
Critérios
O aluno, quanto:
342
• A contextualização, identifica a situação e o contexto com clareza;
• Ao problema, apresenta de forma clara, objetiva o tema levantado,
delimitando o foco da pesquisa na busca de solução;
• A justificativa, aponta argumentos sobre a importância da pesquisa;
• O aluno, na escrita, remete-se aos textos lidos, por meio de citações ou
paráfrases, referenciando-os adequadamente.
3. Produção de Texto - a atividade de produção escrita deve considerar a
característica dialógica e interativa da linguagem e o processo interlocutivo. Portanto,
precisa ser relacionada ao que se escreve fora da escola, atendendo aos diferentes
gêneros textuais.
Critérios
O aluno:
• Produz textos atendendo às circunstâncias de produção (gênero,
interlocutor, finalidade, etc.)
• Adequa a linguagem às exigências do contexto de produção, dando-lhe
diferentes
graus
de
formalidade
ou
informalidade,
atendendo
especificidades da disciplina em termos de léxico, de estrutura;
• Expressa as idéias com clareza (coerência e coesão);
• Elabora argumentos consistentes;
• Estabelece relações entre as partes do texto;
• Estabelece relação entre a tese e os argumentos elaborados para
sustentá-la.
4. Palestra/Apresentação Oral - a atividade de palestra/apresentação oral
possibilita ao aluno demonstrar sua compreensão a respeito do conteúdo abordado,
bem como argumentar, organizar e expor suas idéias.
Critérios
O aluno:
343
• Demonstra conhecimento do conteúdo;
• Apresenta argumentos selecionados;
• Demonstra seqüência lógica e clareza na apresentação;
• Faz uso de recursos para ajudar na sua produção.
5. Atividades Experimentais – estas atividades requerem clareza no
enunciado e propiciam ao aluno criar hipóteses sobre o fenômeno que está
ocorrendo, levando em consideração as dúvidas, o erro, o acaso, a intuição, de
forma significativa.
Nessa atividade, o aluno pode expressar sua compreensão do fenômeno
experimentado, do conceito a ser construído ou já construído, a qualidade da
interação quando o trabalho se realiza em grupo, entre outras possibilidade.
Critérios
O aluno ao realizar seu experimento:
• registra as hipóteses e os passos seguidos;
• demonstra compreender o fenômeno experimentado;
• sabe usar adequadamente e de forma conveniente os materiais ;
• consegue utilizar apropriadamente o ambiente e os instrumentos
necessários.
6. Projeto de Pesquisa de Campo – essa atividade exige um planejamento
prévio que demande a busca de informações nos lugares que se pretende trabalhar.
Nesse sentido, colabora para a construção de conhecimentos e formação dos alunos
como agentes sociais.
Critérios
O aluno ao proceder sua pesquisa de campo:
• registra as informações, no local de pesquisa;
• organiza e examina os dados coletados, conforme orientações;
• apresenta sua compreensão a respeito do conhecimento construído, sua
344
capacidade de análise dos dados coletados, capacidade de síntese;
• atende ao que foi solicitado como conclusão do projeto (relatório,
elaboração de croquis, produção de texto, cartazes, avaliação escrita,
entre outros).
7. O Relatório - é um conjunto de descrições e análise da atividade
desenvolvida, auxiliando no aprimoramento da habilidade escrita, possibilitando
ainda, a reflexão sobre o que foi realizado e a reconstrução de seu conhecimento.
No relatório deve apresentar quais dados ou informações foram coletadas ou
desenvolvidas e como esses dados foram analisados, bem como quais resultados
podem-se extrair deles. São elementos do relatório: introdução, metodologia e
materiais, análise e considerações finais.
Critérios
O aluno:
• Faz a introdução com informações que esclareçam a origem de seu
relatório, apontando quais os objetivos da atividade, bem como a
relevância do conteúdo abordado e dos conceitos construídos;
• Descreve objetiva e claramente como se deu o trabalho ou atividade
desenvolvida, possibilitando ao leitor a compreensão do que se está
falando, ou para uma reflexão que permita que se aprimore a atividade.
• Faz a descrição dos dados coletados durante os procedimentos e dos
resultados obtidos, estabelecendo uma relação entre eles e as discussões
teóricas que deram origem à atividade. em questão.
8. Seminário - oportuniza a pesquisa, a leitura e a interpretação de textos.
Trata-se de uma discussão rica de idéias, na qual cada um participa questionando,
de modo fundamentado, os argumentos apresentados, colocando o estudante em
contato direto com a atividade científica e engajando-o na pesquisa.
Critérios
O aluno:
345
• Demonstra consistência nos argumentos, tanto na apresentação quanto
nas réplicas;
• Apresenta compreensão do conteúdo abordado (a leitura compreensiva
dos textos utilizados);
• Faz adequação da linguagem;
• Demonstra pertinência quanto as fontes de pesquisa;
• Traz relatos para enriquecer a apresentação;
• Faz adequação e toma como relevante as intervenções dos integrantes do
grupo que assiste a apresentação.
9. Debate – possibilita a exposição de idéias, avaliação dos argumentos,
permitindo que haja turno de fala entre os ouvintes. Mas, para que isso ocorra, é
preciso garantir a participação de todos.
Critérios
O aluno:
• Aceita a lógica da confrontação de posições, ou seja, respeita os
pensamentos divergentes;
• Ultrapassa os limites das suas posições pessoais;
• Explicita racionalmente os conceitos e valores que fundamentam a sua
posição;
• Faz uso adequado da língua portuguesa em situações formais;
• Busca, por meio do debate, da persuasão e da superação de posições
particulares, uma posição de unidade, ou uma maior aproximação possível
entre as posições dos participantes;
• Registra, por escrito, as idéias surgidas no debate;
• Demonstra conhecimento sobre o conteúdo da disciplina envolvido no
debate;
• Apresenta compreensão sobre o assunto específico debatido e sua
relação com o conteúdo da disciplina.
346
10. Atividades com textos literários - possibilita discussões acerca do
conteúdo que está sendo discutido, no contexto de outra linguagem. Esse trabalho
passa por três momentos necessários para sua efetivação: a escolha do texto, a
elaboração da atividade em si (seja através de questões, seja por um roteiro de
leitura), os critérios de avaliação.
Critérios
O aluno:
• Compreende e interpreta a linguagem utilizada no texto;
• Faz a articulação do conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o
texto literário lido;
• Reconhece os recursos expressivos específicos do texto literário.
11. Atividades a partir de recursos Audiovisuais - o trabalho com filmes,
documentários, músicas, teatro, entre outros. Qualquer que seja o recurso escolhido,
é preciso considerar que o conteúdo abordado naquela mídia não está didatizado,
vem apresentado em linguagem específica e com intencionalidade diferente daquela
que existe na escola. A didatização do conteúdo cabe ao professor.
Critérios
O aluno:
• Compreende e interpreta a linguagem utilizada;
• Articula o conceito/conteúdo/tema discutido nas aulas com o conteúdo
apresentado pelo audiovisual;
• Reconhece os recursos expressivos específicos daquele recurso.
12. Trabalho em grupo – desenvolve dinâmicas com pequenos grupos, na
tentativa de proporcionar, aos alunos, experiências que facilitem o processo de
aprendizagem. Nesse sentido, possibilita a interação social, conduzindo o aluno a
compartilhar seu conhecimento.
347
O trabalho em grupo pode ser proposto a partir de diferentes atividades,
sejam elas, escritas, orais, gráficas, corporais, construção de maquetes, painéis,
mural, jogos e outros, abrangendo os conhecimentos artísticos, filosóficos e
científicos.
Critérios
O aluno:
• Interage com o grupo;
• Compartilha o conhecimento;
• Demonstra os conhecimentos formais da disciplina, estudados em sala de
aula, na produção coletiva de trabalhos;
• Compreende a origem da construção histórica dos conteúdos trabalhados
e sua relação com a contemporaneidade e o seu cotidiano.
13. Questões discursivas - Essas questões possibilitam verificar a
qualidade da interação do aluno com o conteúdo abordado em sala de aula. Uma
questão discursiva possibilita que o professor avalie o processo de investigação e
reflexão realizado pelo aluno durante a exposição/discussão do conteúdo, dos
conceitos.
Além disso, a resposta a uma questão discursiva permite que o professor
identifique com maior clareza o erro do aluno, para que possa dar a ele a importância
pedagógica que tem no processo de construção do conhecimento.
Critérios
O aluno:
• Compreende o enunciado da questão.
• Planeja a solução, de forma adequada.
• Comunica-se por escrito, com clareza, utilizando-se da norma padrão da
língua portuguesa.
• Sistematiza o conhecimento de forma adequada
348
14. Questões objetivas - Este tipo de questão tem como principal objetivo a
fixação do conteúdo. Uma questão objetiva deve apresentar um enunciado objetivo e
esclarecedor, usando um vocabulário conceitual adequado, possibilitando ao aluno a
compreensão do que foi solicitado.
Para a construção desse tipo de questão o professor não deve desconsiderar
um bom planejamento, ou seja, definir o grau de dificuldade de cada questão
direcionada para cada série com vistas a não cometer injustiças.
Critérios
O aluno:
• Realiza leitura compreensiva do enunciado;
• Demonstra apropriação de alguns aspectos definidos do conteúdo;
• Utiliza de conhecimentos adquiridos.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GALLIANO A. G. Introdução à Sociologia. São Paulo: Harper & Row do Brasil,
1981.
GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica.
Campinas – SP: Autores Associados, 2002. – (Coleção Educação Contemporânea)
GIROUX, H. Pedagogia Social. São Paulo: Cortez, 1983.
MEKSENAS, Paulo. Sociologia. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 1994. (Coleção
Magistério 2º grau)
TOMAZI, Nelson D. (coord.) Iniciação à Sociologia. 2ª ed. rev. e ampl. São Paulo:
Atual, 2000.
349
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação
Básica: SOCIOLOGIA. Curitiba: SEED, 2008.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pedagógico (PPP). Campo
Mourão, 2010
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR – ARTE
1. APRESENTAÇAO GERAL DA DISCIPLINA
A disciplina de Arte nos mostra a necessidade do ser humano se comunicar.
E mais, ela se dá, também, pela necessidade da humanização do nosso educando.
E segundo, Arco-Verde (2003),quando o aluno entra em contato com este
instrumento, a” arte”, tende a perceber quem somos e a que viemos. Assim estamos
possibilitando a eles o domínio dos sentidos para a vida; instrumentalizando-os para
as batalhas que se apresentam no dia-a-dia.
A arte possibilita, dentro do seu processo de criação, o recriar do ser
humano. E nessa produção dialética nasce um ser propenso a perceber a si e ao
outro. Acreditamos, também, que o processo histórico de formação desta disciplina é
imprescindível para a compreensão de quem realmente somos.
De acordo com a Diretriz Curricular do Estado do Paraná,arte é uma forma
de expressar emoções, idéias, vivências, entre outros. É também uma forma de
comunicação, presume a capacidade de atingir o outro, de ser compreendida pelo
outro. Essa compreensão só é possível se o outro entende o “código”, se ele domina,
na maior parte das vezes de modo inconsciente, os princípios desorganização da
350
mensagem. Mensagem que se concretiza seja através de sons, na música, e daí por
diante.
Se o interesse depende da capacidade de compreensão, a distância que a
maioria do povo brasileiro mantém das formas de arte, principalmente daquelas ditas
eruditas, é gerada pela falta de referência adequadas, que permitem aprender as
linguagens artísticas como significativas. A capacidade de compreender não se deve
a um dom inato ou algo assim; deve-se sim, a certas formas de perceber, de pensar
e mesmo de sentir que dependem da vivência, da experiência de contato com as
obras de arte. Em outros termos, a capacidade de aprender as linguagens artísticas,
o que podemos chamar de “competência artística”, depende da posse de esquemas
de percepção, pensamento e apreciação que são gerados pela familiarização.
A competência artística depende, assim, do ambiente sócio cultural em que
se vive, uma vez que depende das possibilidades de contato com as obras artísticas.
Esse contato continuado, essa freqüência, vai construindo gradativamente a
familiarização, vai formando, lentamente e de forma imperceptível, os referenciais
necessários para a apreensão e compreensão das linguagens artísticas.
Valendo-se de todas as linguagens disponíveis, no momento, nas artes
( meios tecnológicos para sua produção e veiculação) para a construção do
pensamento de uma sociedade realmente preocupada com o seu meio, faz-se a
reorganização e reordenação dos conteúdos em Estruturantes e Básicos em
consonância com as Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná(2009), conforme
segue.
2. OBJETIVO GERAL
O objetivo da disciplina de Arte é formar um cidadão apto a construir
gradualmente sua identidade cultural, conhecedor de seus direitos e deveres; tendo
na arte desenvolvidas as suas possibilidades de corporeidade holística. Partindo da
351
utilização da estrutura desenvolvida para o ensino fundamental e médio das
diretrizes curriculares que são os elementos básicos das linguagens artísticas,
produções/manifestações artísticas e elementos contextualizadores.
3. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
• Artes Visuais;
• Música;
• Teatro;
• Dança.
4. CONTEÚDOS BÁSICOS
6° ANO
MÚSICA
ELEMENTOS
FORMAIS
Altura
Duração
Timbre
Intensidade
Densidade
COMPOSIÇÃO
Ritmo
Melodia
Escala: diatônica,
pentatônica, cromática
Improvisação
MOVIMENTOS/ PERIÓDICOS
Greco-romana
Oriental
Ocidental
Africana
Indígena
ARTES VISUAIS
ELEMENTOS
FORMAIS
Ponto
Linha
Textura
Forma
Superfície
Volume
Cor
Luz
COMPOSIÇÃO
MOVIMENTOS/PERIÓDICOS
Bidimensional
Figurativa
Geométrica, simetria
Técnicas: pintura,
escultura, arquitetura...
Gêneros: cenas da
mitologia
Arte greco-romana
Arte africana
Arte oriental
Arte pré-histórica
Arte Indígena
COMPOSIÇÃO
MOVIMENTOS/PERIÓDICOS
TEATRO
ELEMENTOS
352
FORMAIS
Personagem:
expressões
corporais, vocais,
gestuais e faciais
Ação
Espaço
Enredo, roteiro.
Espaço cênico, adereços.
Técnicas: jogos teatrais,
teatro indireto e direto,
improvisação,
manipulação, mascara...
Gênero: tragédia,
comedia e circo.
Greco-romana
Teatro oriental
Teatro medieval
Renascimento
Indígena
Africana
COMPOSIÇÃO
MOVIMENTOS/PERIÓDICOS
Kinesfera
Eixo
Ponto de apoio
Movimentos articulares
Fluxo (livre e
interrompido)
Rápido e lento
Formação
Níveis (alto, médio e
baixo)
Deslocamento (direto e
indireto)
Dimensões (pequeno e
grande)
Técnica: improvisação
Gênero: circular
Pré-história
Greco-romana
Renacimento
Dança clássica
Indígena
Africana
COMPOSIÇÃO
MOVIMENTOS/PERIÓDICOS
Ritmo
Melodia
Escalas
Gêneros: folclórico,
indígena, popular e
étnico
Técnicas vocais: vocal,
instrumental emista
Improvisação
Musica e étnica (ocidental e
oriental)
Indígena
Africana
DANÇA
ELEMENTOS
FORMAIS
Movimento
corporal
Tempo
Espaço
7° ANO
MÚSICA
ELEMENTOS
FORMAIS
Altura
Duração
Intensidade
Densidade
353
ARTES VISUAIS
ELEMENTOS
FORMAIS
Ponto
Linha
Forma
Textura
Superfície
Volume
Cor
Luz
COMPOSIÇÃO
MOVIMENTOS/PERIÓDICOS
Proporção
Tridimensional
Figura e fundo
Abstrata
Perspectiva
Técnica: pintura,
escultura, modelagem,
gravura...
Gêneros: paisagem,
retrato, natureza morta...
Arte indígena
Arte popular
Brasileira e paranaense
Renascimento
Barroco
Africana
COMPOSIÇÃO
MOVIMENTOS E
PERIÓDICOS
Comédia dell’arte
Teatro popular
Brasileiro
Paranaense
Teatro africano
Indígena
TEATRO
ELEMENTOS
FORMAIS
Personagem:
expressões
corporais, vocais,
gestuais e faciais
Ação
Espaço
Representação,
leitura
dramática, cenografia.
Técnicas: jogos teatrais,
mimica,
improvisação,
formas animadas...
Gêneros: rua e arena,
caracterização.
DANÇA
ELEMENTOS
FORMAIS
Movimento
corporal
Teatro
Espaço
COMPOSIÇÃO
Ponto de apoio
Rotação
Coreografia
Salto e queda
Peso (leve e pesado)
Fluxo (livre, interrompido
e conduzido)
Lento, rápido e moderado
Níveis (alto, médio e
baixo)
Formação
Direção
Gênero:folclórico, popular
MOVIMENTOS/PERIÓDICOS
Dança popular
Brasileira
Paranaense
Africana
Indígena
354
e africano.
8° ANO
MÚSICA
ELEMENTOS
FORMAIS
Altura
Duração
Timbre
Intensidade
Densidade
COMPOSIÇÃO
Ritmo
Melodia
Harmonia
Tonal, modal e a
fusão de ambos.
Técnicas: vocal,
instrumental
e mista
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Indústria Cultural
Eletrônica
Minimalista
Rap, Rock, Tecno
Indígena
Africana
ARTES VISUAIS
ELEMENTOS
FORMAIS
Linha
Forma
Textura
Superfície
Volume
Cor
Luz
COMPOSIÇÃO
Semelhanças
Contrastes
Ritmo Visual
Estilização
Deformação
Técnicas: desenho,
fotografia, audiovisual
e mista...
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Indústria Cultural
Arte no Séc. XX
Arte
Contemporânea
Indígena
Africana
TEATRO
ELEMENTOS
FORMAIS
Personagem:
expressões
corporais,
vocais,
gestuais e
faciais
Ação
Espaço
DANÇA
COMPOSIÇÃO
Representação no
Cinema e Mídias
Texto dramático
Maquiagem
Sonoplastia
Roteiro
Técnicas: jogos
teatrais, sombra,
adaptação cênica...
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Indústria Cultural
Realismo
Expressionismo
Cinema Novo
Indígena
Africana
355
ELEMENTOS
FORMAIS
Movimento
Corporal
Tempo
Espaço
COMPOSIÇÃO
Giro
Rolamento
Saltos
Aceleração
desaceleração
Direções (frente,
atrás, direita e
esquerda)
Improvisação
Coreografia
Sonoplastia
Gênero: Indústria
Cultural e espetáculo
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Hip Hop
Musicais
Expressionismo
e Indústria Cultural
Dança Moderna
Indígena
Africana
9° ANO
MÚSICA
ELEMENTOS
FORMAIS
Altura
Duração
Timbre
Intensidade
Densidade
COMPOSIÇÃO
Ritmo
Melodia
Harmonia
Técnicas: vocal,
instrumental
e mista
Gêneros: popular,
folclórico e étnico
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Música Engajada
Música Popular
Brasileira.
Música
Contemporânea
Indígena
Africana
ARTES VISUAIS
ELEMENTOS
FORMAIS
Linha
Forma
Textura
Superfície
Volume
Cor
Luz
COMPOSIÇÃO
Bidimensional
Tridimensional
Figura-fundo
Ritmo Visual
Técnica: Pintura,
grafitte,
performance...
Gêneros: Paisagem
urbana, cenas do
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Realismo
Vanguardas
Muralismo e Arte
Latino-Americana
Hip Hop
Indígena
Africana
356
cotidiano...
TEATRO
ELEMENTOS
FORMAIS
Personagem:
expressões
corporais,
vocais,
gestuais e
faciais
Ação
Espaço
COMPOSIÇÃO
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Técnicas: Monólogo,
jogos teatrais,
direção, ensaio,
Teatro-Fórum...
Dramaturgia
Cenografia
Sonoplastia
Iluminação/Figurino
Teatro Engajado/Teatro do
Oprimido
Teatro Pobre
Teatro do
Absurdo
Vanguardas
Indígena
Africana
COMPOSIÇÃO
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Kinesfera
Ponto de Apoio
Peso
Fluxo
Quedas
Saltos
Giros
Rolamentos
Extensão (perto e
longe)
Coreografia
Deslocamento
Gênero: Performance
e moderna
Vanguardas
Dança Moderna
Dança
Contemporânea
Indígena
Africana
DANÇA
ELEMENTOS
FORMAIS
Movimento
Corporal
Tempo
Espaço
ENSINO MÉDIO
1º ANO
MÚSICA
ELEMENTOS
FORMAIS
Altura
Duração
Timbre
Intensidade
COMPOSIÇÃO
Ritmo
Melodia
Harmonia
Escalas
MOVIMENTOS E PERÍODOS
Música Popular
Brasileira
Paranaense
Popular
357
Densidade
Modal, Tonal e fusão
de ambos.
Gêneros: erudito,
clássico, popular,
étnico, folclórico,
Pop ...
Técnicas: vocal,
instrumental,
eletrônica,
informática e mista
Improvisação
Indústria Cultural
Engajada
Vanguarda
Ocidental
Oriental
Africana
Latino-Americana
Indígena
ARTES VISUAIS
ELEMENTOS
FORMAIS
Ponto
Linha
Forma
Textura
Superfície
Volume
Cor
Luz
TEATRO
COMPOSIÇÃO
Bidimensional
Tridimensional
Figura e fundo
Figurativo
Abstrato
Perspectiva
Semelhanças
Contrastes
Ritmo Visual
Simetria
Deformação
Estilização
Técnica: Pintura,
desenho,
modelagem,
instalação
performance,
fotografia, gravura
e esculturas,
arquitetura, história
em quadrinhos...
Gêneros: paisagem,
natureza-morta,
Cenas do Cotidiano,
Histórica, Religiosa,
da Mitologia...
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Arte Ocidental
Arte Oriental
Arte Africana
Arte Brasileira
Arte Paranaense
Arte Popular
Arte de
Vanguarda
Indústria Cultural
Arte
Contemporânea
Arte LatinoAmericana
Indígena
358
ELEMENTOS
FORMAIS
Personagem:
expressões
corporais,
vocais,
gestuais e
faciais
Ação
Espaço
COMPOSIÇÃO
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Técnicas: jogos
teatrais, teatro direto
e indireto, mímica,
ensaio, Teatro-Fórum
Roteiro
Encenação e leitura
dramática
Gêneros: Tragédia,
Comédia, Drama e
Épico
Dramaturgia
Representação nas
mídias
Caracterização
Cenografia,
sonoplastia, figurino
e iluminação
Direção
Produção
Teatro Greco-Romano
Teatro Medieval
Teatro Brasileiro
Teatro Paranaense
Teatro Popular
Indústria Cultural
Teatro Engajado
Teatro Dialético
Teatro Essencial
Teatro doOprimido
Teatro Pobre
Teatro deVanguarda
TeatroRenascentista
Teatro Latino-Americano
Teatro Realista
Teatro Simbolista
Indígena
Africana
COMPOSIÇÃO
MOVIMENTOS/PERÍODOS
Kinesfera
Fluxo
Peso
Eixo
Salto e Queda
Giro
Rolamento
Movimentos
articulares
Lento, rápido e moderado
Aceleração e
desaceleração
Níveis
Deslocamento
Direções
Planos
Improvisação
Coreografia
Gêneros: Espetáculo,
industria cultural,
étnica, folclórica,
Pré-história
Greco-Romana
Medieval
Renascimento
Dança Clássica
Dança Popular
Brasileira
Paranaense
Africana
Indígena
Hip Hop
Indústria Cultural
Dança Moderna
Vanguardas
Dança
Contemporânea
DANÇA
ELEMENTOS
FORMAIS
Movimento
Corporal
Tempo
Espaço
359
populares e salão...
5. METODOLOGIA DA DISCIPLINA
A educação pela Arte possibilita ao educando a ampliação de sua visão
construindo sua corporeidade holística. Entendendo visão não só como o olhar e ver
um objeto, mas sim a compreensão desse objeto em relação a si e ao outro.
A arte é um instrumento que alavanca os sentidos, as percepções, auxiliando
na construção de sua identidade cultural, independente das diversidades sócioculturais e das necessidades especiais. Ao utilizar os recursos artísticos, é
importante que ocorra dentro da visão de ensino-aprendizagem da pedagogia
Histórico-Crítica.Para tanto a escola deve ser percebida com um todo e vista como
um “centro de experiência permanente”. Deve também possibilitar a coresponsabilidade do professor e aluno no processo de aprendizagem.
È fundamental que durante as aulas o professor, num primeiro momento,
deixe claro para os alunos a importância do conteúdo, partindo do seu ponto de vista
e indo para a explicação dos porquês e dos como serão os trabalhos. A postura do
professor deve ser a de quem: explica, informa,questiona,corrige. Isso é agir na zona
de desenvolvimento imediato do aluno, segundo Vigotski. Com isso buscar a catarse
no aluno para que este possa explicar, agir e interagir as informações adquiridas
com os colegas, com o professor, com a escola, enfim com o meio que o cerca, o
mundo.
Os conteúdos devem ser, como já dito acima, abordados partindo do
conhecimento prévio dos alunos, incluindo as suas idéias pré-concebidas sobre o
ensino da arte. Para tanto a cada conteúdo serão realizadas discussões em sala de
aula sobre a importância que estes na vida prática do aluno. Os trabalhos serão
realizados em grupos ou individuais, pesquisas, oficinas, visitas a museus, teatros e
360
bibliotecas; visando a atender a toda diversidade que se encontra na comunidade
escolar.
Para Ana Mãe Barbosa ao trabalharmos com o ensino da arte devemos ter
em mente o tripé: do fazer, do sentir e do perceber as dimensões artísticas. Assim, a
aula poderá iniciar por qualquer desses eixos ou pelos três simultaneamente. Uma
vez que para o Ensino Fundamental as formas de relação da arte com a sociedade
serão tratadas numa dimensão ampliada, enfatizando a associação da arte com a
cultura e da arte com a linguagem.
Resumidamente o ensino de Artes neste estabelecimento de ensino parte da
concepção das Diretrizes Curriculares adotadas para a disciplina, cabendo ao
professor na sua prática pedagógica considerar:
• As várias manifestações artísticas presentes na comunidade e na região
e as várias dimensões de cultura, entendendo toda manifestação artística
como produção cultural;
• As peculiaridades culturais de cada aluno/comunidade escolar como ponto
de partida para a ampliação dos saberes em arte;
• As situações de aprendizagem que permitam ao aluno a compreensão dos
processos de criação e execução nas linguagens artísticas.
• A experimentação como meio fundamental para resignificação desse
componente curricular levando em conta que esta prática favorece o
desenvolvimento e o reconhecimento da percepção por meio dos sentidos.
E importante ressaltar que esta incluso em cada série, tanto no ensino
fundamental como médio, as seguintes leis: Lei no. 11.645/08- História e Cultura
afro-brasileira, africana e indígena; Lei no. 13381/01- História do Paraná; Lei
11.769/08 – Música; Lei 9795/99-Educação Ambiental; Lei 11525/07- Enfrentamento
à violência contra a criança e ao Adolescente; Educação Tributaria e Educação
Fiscal. Tendo em vista, que estas serão trabalhadas conforme o conteúdo.
361
6. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
A Arte em toda sua trajetória contou a história da humanidade e o seu meio,
e dentro da disciplina de Artes procuramos contemplar todos os alunos,
independentemente das suas características físicas, mental, social e espiritual,
buscando dentro do social abranger o maior conhecimento, numa obstante se
esquecendo que cada ser é único em seu universo e que respeitar estas diferenças é
nos respeitar.
Deixando o fluir das artes aflorar diante dos alunos para que estes busquem
o conhecimento na compreensão das realidades e que, ao se ampliar sua
sensibilidade, possa discutir assuntos os mais variados com propriedade, a
guçando os seus sentidos.
De acordo com a LDBEN (nº9.394/96,art. 24,inciso V) e com Deliberação
07/99 do Conselho Estadual de Educação ( Capítulo I, art.8º.),a avaliação em Arte
deverá levar em conta as relações estabelecidas pelo aluno entre os conhecimentos
em arte e a sua realidade, evidenciada tanto no processo,quanto na produção
individual e coletiva desenvolvidas a partir desses saberes. Não obstante, devemos
dentre estes conhecimentos aplicados, reforçarmos a recuperação de conteúdos e
não só de notas. A recuperação de notas fica estabelecido que terá no mínimo 2
avaliações e máximo 6 avaliações, e que terá valor máximo de cada uma 5,0 (cinco
virgula zero) e de no mínimo 1,0 ( um virgula zero), isto por bimestre.
Avaliar exige que a façamos formal e informal e contemplar as varias formas
de avaliar, acima de tudo, que se defina onde se quer chegar, que se estabeleçam
os critérios para em seguida,escolherem seus procedimentos, inclusive aqueles
referentes a seleção dos instrumentos que serão usados no processo de ensino
aprendizagem. E se tratando de avaliação devemos ter o cuidado de conduzir a
teoria de forma especifica, contextualizando, trazendo para a Arte a realidade de
362
cada sala de aula e para a realidade de cada aluno e, sendo neste ou no momento
oportuno, dispor de materiais expositivos, para maior clareza e para que possam
atuar na pratica com o conhecimento, diante disso é notório que o professor deva ter
um conhecimento de linguagem artística em questão, bem como da relação entre
criador e o que foi criado, pois sim, que o aluno dentro do conhecimento gerando
critérios adquiridos, possa se expressar de uma forma pessoal, ampla e irrestrita,
abandonando a prática pragmática.
Neste processo oportunizamos o surgir da pessoa crítica, conhecedora de
sua realidade, diante de um social a que envolve, podendo traçar metas, objetivos
para poder mudar a realidade de si e de seus, buscando a felicidade. Isto nos dará
com clareza a solução da problematização apresentada.
Assim a avaliação será contínua, ou seja, se dará constantemente a cada
encontro, e será considerado o avanço individual de cada aluno em relação a suas
potencialidades. E em cada atividade serão focados os pontos determinados pelos
conteúdos estruturantes.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BERTELLO, Maria Augusta. Palavra em ação – Minimanual de Pesquisa – ARTE –
Uberlândia: Claranto Editora, 2003.
CANTELLE, Bruna R. & LEONARDI, Ângela C. Arte Linguagem Visual. São Paulo:
IBEP, 2000.
CHAUÍ, Marilena. Convite a Filosofia. 8º edição. São Paulo: Editora Ática,1997.
D’ANDREA;
Flavio
Fortes.
Desenvolvimento
da
Personalidade;
psicodinâmico. 9º edição. São Paulo: Bertrand Brasil, 1989.
enfoque
363
MARCHESI JUNIOR, Isaías. Atividade de Educação Artística. São Paulo: Editora
Ática, 1995.
MANGE, Marilyn Diggs. ARTE BRASILEIRA para crianças. São Paqulo: Martins
Fontes, 1995.
NEWBERY, Elizabeth . Os segredos da Arte. São Paulo: Ed.Àtica, 2004.
PROENÇA, Graça . História da Arte. São Paulo: Ed.Ática. 1990.
REVERBEL, Olga. Teatro na Escola. Porto Alegre: Ed.Ática.
WELL, Pierre & TOMPAKOW, Roland. O Corpo Fala; A linguagem silenciosa da
comunicação não verbal. 3º edição. Petrópolis: Ed. Vozes, 1973.
Diretrizes Curriculares de Arte do PR – 2009.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pedagógico. Campo Mourão,
2010.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010.
364
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DE ESPANHOL – CELEM
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
Sabe-se que toda língua é constituída a partir da história e dos valores
culturais de um povo. Sendo assim, partimos do pressuposto que a Língua
Estrangeira é “[...] um princípio social e dinâmico que não se limita a uma visão
sistêmica e estrutural do código linguístico” (DCE, 2008). Nesse sentido, a sala de
aula se configura num espaço discursivo em que professor e educando Se
constituem socialmente.
O ensino da Língua Estrangeira Moderna (LEM), nesse caso, a Língua
Espanhola, tem por objetivo expandir as formas de conhecimento, logo pode ser
propiciadora da construção das identidades dos sujeitos (educando) ao oportunizar o
365
desenvolvimento da consciência sobre o papel exercido pela língua estrangeira na
sociedade brasileira e no panorama internacional, favorecendo ligações entre a
comunidade local e a de fronteira latino-americana.
Dessa forma, a oferta do ensino da Língua Espanhola no CELEM atende às
expectativas e demandas sociais contemporâneas, propiciando a aprendizagem dos
conhecimentos historicamente produzidos às novas gerações. Para tanto, o ensino
partirá do trabalho com textos significativos, orais ou escritos, oriundos de diferentes
esferas sociais, bem como pertencentes a diferentes gêneros discursivos.
Diante do exposto, a oferta da Língua Espanhola, em nosso estabelecimento
de ensino, oportunizará ao educando, profissionais da educação e membros da
comunidade a interação com a língua alvo, envolvendo o conhecimento linguístico,
discursivo, cultural e sócio-pragmático, o que resultará no desenvolvimento das
capacidades de ação, discursiva, linguístico-discursiva (DOLZ E SCHNEUWLY, 1998
) exigidas dos seus atores, nas diferentes práticas sociais - entendidas aqui como
formas de organização de uma sociedade, das atividades e das ações realizadas
pelos indivíduos em grupos organizados, as quais diferem-se de época para época,
de cultura para cultura e de lugar para lugar.
2. CONTEÚDOS
Para o ensino e aprendizagem de Língua Estrangeira Moderna são
considerados os conhecimentos construídos ao longo da história. Nesse sentido, as
DCE (2008) definem o discurso como prática social como conteúdo estruturante
para a Língua Estrangeira Moderna, pois entende que a língua é dinâmica e se
efetiva nas práticas de leitura, oralidade e escrita. No que tange aos conteúdos
específicos, estes serão norteados por gêneros de textos de diferentes esferas
sociais, conforme segue:
1º ANO
366
COTIDIANA
Exposição Oral; Álbum de Família; Fotos; Cartão pessoal; Carta
Pessoal; Cartão Felicitações; Cartão Postal; Bilhetes; Convites;
Musicas/Cantigas (Folclore); Quadrinhas; Provérbios; Receitas;
Relatos de experiências vividas; Trava-línguas.
LITERÁRIA
ARTÍSTICA
ESCOLAR
Autobiografia; Biografias; Histórias em quadrinho; Lendas; Letras
de Músicas; Narrativas; Poemas.
Exposição Oral; Cartazes; Diálogo/Discussão; Mapas; Resumo.
IMPRENSA
Artigo de Opinião; Caricatura; Cartum; Charge; Classificados;
Entrevista (oral e escrita); Fotos; Horóscopo; Infográfico;
Manchete; Notícia; Reportagens; Sinopses de Filmes; Tiras.
PUBLICITÁRIA
Anúncios; Cartazes; Comercial para TV; E-mail; Folder; Fotos;
Slogan; Músicas; Outdoor; Paródia; Placas; Publicidade
Comercial.
Bulas; Regras de jogo; Placas; Rótulos/embalagens.
PRODUÇÃO/
CONSUMO
MIDIÁTICA
Chat; Desenho Animado; E-mail; Entrevista; Filmes; Telejornal,
Telenovelas, Torpedos, Vídeo Clip.
2º ANO
COTIDIANA
LITERÁRIA
ARTÍSTICA
ESCOLAR
IMPRENSA
PUBLICITÁRIA
Exposição oral; Cartão pessoal; Cartas (pessoal); Cartões
(sociais); Convites; Advinhas; Anedotas; Diário; Canções
(culturais); Curriculum Vitae.
Biografias; Contos Fadas/ Contemporâneos; Histórias em
quadrinho; Lendas; Letras de Músicas; Narrativas (Aventura,
Ficção, etc.) Paródias; Poemas; Romances; Textos dramáticos.
Diálogo/Discussão Argumentativa; Resenha; Exposição Oral;
Mapas; Resumo; Relatos; Texto Argumentativo; Texto de
Opinião; Verbetes de Enciclopédias.
Artigo de Opinião; Caricatura; Cartazes; Carta ao Leitor; Carta do
Leitor; Cartum; Charge; Classificados; Crônica Jornalística;
Editorial; Entrevista (oral e escrita); Fotos; Horóscopo;
Infográfico; Manchete; Mapas; Notícia; Reportagens; Sinopses
de Filmes; Tiras.
Anúncios; Caricatura; Comercial para TV; E-mail; Folder; Fotos;
Slogan; Músicas; Outdoor; Paródia; Placas; Publicidade
Comercial; Publicidade Institucional; Publicidade Oficial; Texto
367
Político.
PRODUÇÃO/
CONSUMO
Bulas; Regras de Jogo; Placas; Rótulos/ Embalagens;
MIDIÁTICA
Blog; Chat; Desenho Animado; E-mail; Entrevista, Filmes;
Fotoblog; Home Page; Reality Show;Talk Show; Telejornal;
Telenovelas; Torpedos; Vídeo Clip; Vídeo Conferência
Partindo, pois, dos gêneros, os conteúdos básicos serão desmembrados de
acordo com a prática discursiva priorizada em momentos específicos. Assim,
elencamos, a seguir, os que são considerados comuns aos dois anos do CELEM e
que serão trabalhados sempre a partir de um texto significativo, atendendo as
especificidades de cada texto/ano.No que diz respeito aos gêneros textuais, serão
abordados os seguintes aspectos:
Marcas do Gênero
•
Conteúdo Temático
•
Estilo
•
Elementos Composicionais
• Esfera social de circulação
• Análise Linguística
Já no tocante às práticas discursivas que permeiam as práticas sociais serão
trabalhados na:
LEITURA
tema do texto; interlocutor; finalidade; aceitabilidade do texto;
informatividade; léxico; repetição proposital de palavras;
semântica: operadores argumentativos; ambiguidade; sentido
conotativo e denotativo das palavras no texto; expressões que
denotam ironia e humor no texto; situacionalidade; informações
explícitas; discurso direto e indireto; intertextualidade; vozes
sociais presentes no texto; temporalidade; polissemia
marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes
gramaticais no texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas,
travessão, negrito), figuras de linguagem.
368
ESCRITA
ORALIDADE
tema do texto; interlocutor; finalidade do texto; informatividade;
intertextualidade; vozes sociais presentes no texto; semântica:
operadores argumentativos, ambigüidade, significado das
palavras, sentido conotativo e denotativo, expressões que
denotam ironia e humor no texto; temporalidade; discurso direto
e indireto; relação de causa e consequência entre as partes e
elementos do texto; polissemia; processo de formação de
palavras; marcas linguísticas: coesão, coerência, função das
classes gramaticais no texto, pontuação, recursos gráficos
(como aspas, travessão, negrito), figuras de linguagem;
ortografia; concordância verbal/nominal.
Tema do texto; finalidade; papel do locutor e interlocutor;
elementos semânticos; adequação da fala ao contexto (uso de
conectivos, gírias, repetições, etc); diferenças e semelhanças
entre o discurso oral e o escrito; elementos extralinguísticos:
entonação, pausas, gestos...; adequação do discurso ao gênero;
turnos de fala; variações linguísticas; marcas linguísticas:
coesão, coerência, gírias, repetição, recursos semânticos.
3. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
Para a realização do trabalho norteado pelo discurso e em atendimento ao
que propõem as DCE (2008, p.63) ao apontar que, o trabalho com a Língua
Estrangeira em sala parte do entendimento do papel das línguas nas sociedades
como mais que meros instrumentos de acesso à informação: as línguas estrangeiras
são possibilidades de conhecer, expressar e transformar modos de entender o
mundo e de construir significados, far-se-á um estudo que considere a funcionalidade
da língua alvo, propiciando que o educando vivencie situações concretas de uso
dessa língua.
Para tanto, elaborar-se-á atividades que envolvam os gêneros delimitados
nos conteúdos básicos, suas características linguísticas, a função social de cada
texto – conteúdo, estilo, elementos composicionais, bem como a problemática dos
elementos da situação de comunicação que condicionam o funcionamento de todo
ato de linguagem (quem fala, sobre o que fala, com quem fala, com qual finalidade,
qual o suporte), perpassando pelas questões lingüísticas, sócio-pragmáticas,
369
culturais e discursivas.
Nesse sentido, uma possibilidade para a efetivação do trabalho com gêneros
de texto é apontada por Petreche (2008), quando esta, fundamentada em Dolz e
Schneuwly (2004), menciona que o trabalho com os gêneros, desenvolvido por meio
das sequências didáticas pode contribuir para o desenvolvimento crítico do aluno,
pois esse tipo de material didático tanto melhora a apropriação das características
típicas dos gêneros, quanto desenvolve as capacidades de linguagem – ação,
discursiva e lingüístico-discursiva.
Dessa forma, as aulas poderão ser organizadas conforme a proposta dos
autores Dolz, Noverraz &Schnewly (2004):
Apresentação
da situação
PRODUÇÃO
Módulo
Módulo
Módulo
1
2
3
INICIAL
PRODUÇÃO
FINAL
De acordo com Nascimento (2008, pp. 70-71), na apresentação da
situação o aluno, primeiramente, entrará em contato com o projeto coletivo de
produção do gênero em foco, a quem se dirige a produção, qual o suporte material
da produção, as razões e o objetivo. Em seguida, acontecerá a sensibilização, por
meio de leitura ou audição, ao gênero textual na forma como este circula na
sociedade. Por último, haverá sensibilização para o que é dizível no gênero em
questão.
Na produção inicial o professor vai avaliar as capacidades de produção que
o aluno já domina, para, a partir daí, definir os pontos em que precisará intervir. É
nessa etapa que o professor determina o percurso que o aluno percorrerá.
370
Os módulos (ou oficinas) são compostos por diversas atividades
compreendidas em cinco campos: motivacionais, enunciativos, procedimentais,
textuais, linguísticos e as que estão relacionadas à apropriação do sistema de
escrita, desmembradas da seguinte forma:
• Atividades
de
leitura
nos
níveis
de
compreensão,
inferência
e
interpretação;
• Atividades para a construção de significados: estratégias de seleção, de
antecipação, de verificação;
• Atividades de leitura compartilhadas e individuais;
• Atividades de observação da gestão monológica do texto: locutor e leitor
ausentes nos textos produzidos pelos alunos;
• Planejamento, leitura e revisão do texto produzido pelos alunos;
• Atividades que propiciem o estudo do tipo textual predominante:
seqüência narrativa, argumentativa, injuntiva, descritiva, dialogal;
• Atividades que abordem os mecanismos de coesão por conexão, por
coesão nominal e verbal, bem como tratem de unidades gramaticais,
lexicais e sintáticas;
• Atividades envolvendo a pontuação e paragrafação;
• Atividade de escrita com delimitação do gênero, da finalidade, do objetivo
da produção e para quem se escreve. Nesse sentido, caberá ao professor
“oferecer ao aluno elementos discursivos, lingüísticos, sociopragmáticos e
culturais para que ele melhore sua produção” (DCE, 2008, p. 67).
• Atividades relacionadas às dificuldades de escrita diagnosticadas;
• Atividades orais, as quais terão “como objetivo expor os alunos a textos
orais, pertencentes aos diferentes discursos” e que essa exposição implica
no uso e “adequação da variedade lingüística para as diferentes situações
[...] de forma que o aluno se familiariza com os sons específicos da língua
que está aprendendo” (DCE, 2008, p. 66).
371
• Os conteúdos de História e Cultura afro-brasileira, africana e indígena(Lei
nº11.645/08), História do Paraná (Lei nº13381/01), prevenção ao uso
indevido de drogas, sexualidade humana, Educação Ambiental(Lei
nº9795/99) Dec.4201/02, Enfrentamento à violência contra a Criança e ao
Adolescente (Lei Federal nº 11525/07).
Na produção final o aluno faz uso das noções e instrumentos elaborados
separadamente nas oficinas para produzir o texto. Para que o aluno alcance os
objetivos almejados, propõem-se estratégias de ensino que visem multiplicar as
oportunidades de construção de conhecimentos e capacidades por meio dos
seguintes instrumentos: livros didáticos, dicionários, livros paradidáticos, vídeos,
DVD, CD-ROM, Internet, TV multimídia, dentre outros que se fizerem necessários.
4. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
As avaliações ocorrerão nas modalidades formal, contínua, diagnóstica,
formativa e somativa, em que os aspectos qualitativos prevaleçam sobre os
quantitativos.
Ao se adotar a perspectiva do trabalho com as seqüências didáticas, o
processo avaliativo será norteado, principalmente, pela avaliação formativa, a qual se
fundamenta nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos
e relacionais; partindo de aprendizagens significativas e funcionais que se aplicam
em diversos contextos e se atualizam o quanto for preciso para que se continue a
aprender.
Sob esse enfoque, adota-se como princípio fundamental que deve-se avaliar
o que se ensina, encadeando a avaliação no processo de ensino-aprendizagem, ou
seja, parte-se da avaliação inicial (produção inicial) até que se chegue à avaliação
372
final (produção final). Ao longo do desenvolvimento das sequências as avaliações
serão constantes e deverão abranger:
• a aprendizagem escrita (produção: de texto de gêneros variados,
respostas discursivas, relatórios)
• a aprendizagem oral (apresentação oral, seminário, debate)
• a aprendizagem de leitura (atividade de leitura compreensiva de textos,
questões discursivas e questões objetivas)
• atividades extraclasse que serão solicitadas como complementação dos
estudos de sala de aula e de acordo com o Plano de Trabalho Docente.
• Sob
esse
pressuposto,
a
avaliação,
com
critérios
previamente
estabelecidos, servirá para que o professor repense sua metodologia e
planeje suas aulas de acordo com as necessidades de seus alunos. Será
por meio dela que o professor perceberá quais são os conhecimentos que
ainda não foram suficientemente trabalhados e que precisam ser
abordados mais exaustivamente para garantir a efetiva interação do aluno
com os discursos em/na Língua Espanhola.
• A nota bimestral será a somatória dos valores atribuídos em cada
instrumento avaliativo e atenderá ao que consta na Proposta Pedagógica
Curricular, bem como na Instrução Normativa nº 019/2008 de 31 de
outubro de 2008, conforme segue:
• A avaliação da aprendizagem terá os registros de notas expressos em
uma escala de 0,0 (zero vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
• Na promoção e certificação de conclusão a média final mínima exigida é
de 6,0 (seis vírgula zero), conforme o disposto na Resolução 3794/2004.
Além disso, será oportunizada ao aluno a recuperação de estudos, a qual
dar-se-á de forma permanente e concomitante ao processo de ensino e
aprendizagem. A recuperação será organizada com atividades significativas, por
meio de procedimentos didáticos-metodológicos diversificados e os resultados da
recuperação deverão ser incorporados às avaliações efetuadas durante o período
373
letivo, constituindo em mais um componente do aproveitamento escolar como é
garantido pelo Projeto Político Pedagógico e o Regimento Escolar deste
Estabelecimento de Ensino.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRONCKART, Jean-Paul. Atividade de linguagem, textos e discursos. Por um
interacionismo sócio-discursivo. Trad. Anna Rachel Machado e Péricles Cunha.
2ª ed. São Paulo: EDUC, 2007.
PETRECHE, Célia Regina Capelllini. A Seqüência Didática nas Aulas de Língua
Inglesa do Ensino Médio e o Desenvolvimento de Capacidades de Linguagem. In:
Estudos da Linguagem à luz do Interacionismo Sociodiscursivo. Londrina: UEL,
2008. p. 249 -258.
DOLZ, Joaquim, NOVERRAZ, Michèle & SCHNEWLY, Bernard. “Sequências
Didáticas para o oral e a escrita: apresentação de um procedimento”. In: Gêneros
orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
NASCIMENTO, Elvira Lopes. Gênero da Atividade, Gêneros Textuais: Repensando a
Interação em Sala de Aula. In: Gêneros Textuais da didática das línguas aos
objetos de ensino. São Carlos: Claraluz, 2009. p. 51-90.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação – Seed.
Superintendência da
Educação. Departamento de Educação Básica. Diretrizes Curriculares da
Educação Básica. Língua Estrangeira Moderna. Curitiba, 2008.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação – Seed.
Superintendência da
Educação. Departamento de Educação Básica. Instrução Normativa nº 019/2008.
Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (CELEM). Curitiba, 2008. 22p. Disponível
em:
374
http://www.diaadia.pr.gov.br/sued/arquivos/File/Instrucao_2008/Instrucao_019_CELE
M.pdf> Acesso em 24 de jan. 2009.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação – Seed.
Superintendência da
Educação. Departamento de Educação Básica. Resolução nº 3904/2008. Centro de
Línguas Estrangeiras (CELEM). Curitiba, 2008. 01 p.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Projeto Político Pedagógico. Campo Mourão,
2010.
POLO, Unidade Colégio Estadual – Regimento Escolar. Campo Mourão, 2010.
ANEXO IV
MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO PROFISSIONAL
TECNICO EM SERVIÇOS DE RESTAURANTE E BAR
ESTADO DO PARANÁ
375
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
Estabelecimento: Colégio Estadual Unidade Polo – EFMP
Município: Campo Mourão
Curso: Tecnico em Serviços de Restaurante e Bar
Forma: Subsequente
Implantação Gradativa a Partir do Ano de
2009
Turno: Noturno
CH: 960 h/a – 800 horas
Módulo: 20
Organização: Semestral
Disciplinas
Semestre
1º
H/A
Horas
60
50
3
60
50
2º
1
Fundamentos do Trabalho
3
2
Administração de Restaurantes e Bares
3
Serviços de Sala e Copa
4
4
160
133
4
Higiene e Segurança Alimentar
3
2
100
83
5
História, Arte e Cultura da Gastronomia
3
60
50
6
Informática Básica
2
40
33
7
Introdução a Enologia
2
40
33
8
LEM – Espanhol
2
2
80
67
9
LEM – inglês
2
2
80
67
10 Psicologia Social e do Trabalho
2
2
80
67
11 Serviços de Bar
3
3
120
100
4
80
67
24
960
800
3
60
50
12 Tópicos Especiais em Gastronomia
Total
Estágio Supervisionado
24
OBS.: O curso está estruturado em 02 (dois) semestres totalizando 800 horas de Estágio
Supervisionado.
ANEXO V
PROPOSTA CURRICULAR DO ENSINO PROFISSIONAL – CURSO TÉCNICO EM
SERVIÇOS DE RESTAURANTE E BAR
376
Dados Gerais do Curso
Habilitação Profissional: Técnico em Serviços de Restaurante e Bar
Eixo Tecnológico: Hospitalidade e Lazer
Carga Horária: 800 h
Regime de Funcionalidade: de 2ª a 6ª feira do(s) período(s) manhã, tarde ou noite
Nº de vagas: 40 alunos por turma
Período de integralização do curso: minimo de 01 ano e máximo de 05 anos
Requisitos de Acesso: conclusão do Ensino Médio
Modalidade: presencial
Justificativa:
A organização do curso visa o aperfeiçoamento na concepção de uma
formação técnica que articule trabalho, cultura, ciência e tecnologia como princípios
que sintetizem todo o processo formativo. Tem como eixo orientador a perspectiva
de uma formação profissional de totalidade permitindo que o técnico em formação se
perceba como sujeito histórico que produz sua existência pela interação consciente
com a realidade construindo valores, conhecimento e cultura.
O curso Técnico em Serviços de Restaurante e Bar enfatiza, na organização
dos conhecimentos, a promoção e o resgate da formação humana onde o aluno,
além dos conhecimentos técnico-científicos específicos, se habilita ao enfrentamento
consciente da realidade dada com consciência crítica, cultura e ação criativa.
Objetivos:
1. Organizar experiências pedagógicas que levem à formação de sujeitos
críticos e conscientes, capazes de intervir de maneira responsável na
sociedade em que vivem.
377
2. Oferecer um processo formativo que sustentado pela formação geral
obtida no nível médio assegure a integração entre a formação geral e a de
caráter profissional.
3. Articular conhecimentos científicos e tecnológicos das áreas naturais e
sociais estabelecendo uma abordagem integrada das experiências
educativas.
4. Oferecer um conjunto de experiências teóricas-práticas em hospitalidade e
lazer com a finalidade de consolidar o “saber fazer”
5. Destacar em todo o processo educativo a importância do serviço em
restaurante e bar.
6. Possibilitar busca de soluções aos desafios e problemas da prática
profissional dentro dos princípios estéticos, éticos e políticos.
Perfil Profissional de Conclusão de Curso:
O técnico em Serviços de Restaurante e Bar ao concluir o curso deverá
compreender tomar decisões e propor soluções relativas ao serviço de Restaurante e
Bar, dando atendimento aos clientes em todos os aspectos. Desempenhar com
qualidade todos os serviços correlatos a função de garçom comunicando-se com
adequação profissional, seguindo regras de etiqueta e privilegiando a boa relação
com a equipe de trabalho e os clientes. Controlar e avaliar o processo de avaliação,
higiene e manipulação dos alimentos em mesas e bandejas, depósitos e cozinhas do
local de trabalho.
Critérios de Avaliação de Aprendizagem:
A avaliação será entendida como um dos aspectos do ensino pelo qual o
professor estuda e interpreta os dados da aprendizagem e de seu próprio trabalho,
com as finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos
alunos, bem como diagnosticar seus resultados e o seu desempenho, em diferentes
situações
de
aprendizagem.
Preponderarão
os
aspectos
qualitativos
da
aprendizagem, considerada a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade dos
378
conteúdos , com relevância à atividade crítica, à capacidade de síntese e a de
elaboração sobre a memorização, num processo de avaliação contínua, permanente
e cumulativa. A avaliação será expressa por notas de 0,0 a 10,0 sendo a mínima
para aprovação a nota 6,0. O aluno cujo aproveitamento escolar foi insuficiente será
submetido a recuperação de estudos de forma concomitante ao período letivo.
Critérios de Aproveitamentos de Conhecimentos e Experiências Anteriores:
O estabelecimento de ensino poderá aproveitar mediante avaliação,
competência, conhecimentos e experiências anteriores, desde que diretamente
relacionadas com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou
habilitação profissional, adquirida:
• No Ensino Médio;
• Em qualificações Profissionais, etapas ou módulos em nível técnico
concluídos em outros cursos, desde que cursados nos últimos cinco anos;
• Em cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores, no trabalho
ou por meios informais;
• Em processos formais de certificação;
• No exterior.
Certificados e Diplomas
O aluno ao concluir com sucesso conforme organização curricular aprovada
receberá o Diploma de Técnico em Serviços de Restaurante e Bar.
Princípios Norteadores
Consonante às diretrizes do Projeto Politico Pedagógico da escola, o curso
profissional subsequente em Serviços de Restaurante e Bar afirma a educação como
uma das vias para a construção de uma sociedade mais justa e integrada.
379
Na forma subsequente a educação profissional se constitui como educação
continuada, de maneira que haja oportunidade aos adultos e jovens concluintes do
ensino médio obter a formação profissional, ou ainda, atualizarem-se na profissão.
Considerando o trabalho como forma de realização e produção humana tanto
quanto práxis econômica, o curso possibilita a compreensão dos princípios científicos
da produção através da história e a compreensão dos princípios científicostecnológicos da produção moderna, aliada a configuração cultural dos diversos
grupos sociais com seus valores éticos políticos, morais e simbólicos.
A profissionalização sob a perspectiva da integração entre trabalho, ciência e
cultura prepara para o mercado de trabalho dando aos alunos autonomia, senso
crítico
e
a
compreensão
da
dinâmica
produtiva
da
sociedade
moderna.
Emancipação, desenvolvimento e inserção sociopolíticos aliados a formação
científica e tecnológica são condicionantes ao enfrentamento da vida emocional,
social, política e produtiva.
Dimensão Teórica Metodológica
O curso profissional Técnico em Serviços de Restaurante e Bar, cuja
modalidade é subsequente ao Ensino Médio, possui alunos cuja terminalidade é
recente e outros que se formaram há anos. Devido a esse quadro, alguns conceitos
científicos, técnicos e culturais precisam ocasionalmente ser retomados para a
apropriação efetiva dos conteúdos básicos do curso profissionalizante.
O eixo definidor da condução metodológica dos conteúdos estará centrado
nos processos produtivos e sociais que regem e são regidos por princípios
científicos, políticos e tecnológicos determinados pelo mundo da produção e
organização social capitalista.
A metodologia materialista dialética vista como movimento do pensamento
para a compreensão da realidade não é de fácil compreensão e execução. A práxis
380
pedagógica está sendo estudada e paulatinamente colocada em exercício, por
alguns docentes, reconsiderando o método conteudista centrado apenas na
informação para uma visão amplificada de relacionamento entre os fatos, entre a
parte e a totalidade, estabelecendo conexões entre teoria e prática, sujeito e objeto,
indivíduo e sociedade.
A informática, como equipamento a ser dominado e operacionalizado, é uma
das competências a serem adquiridas ou aprimoradas pelos alunos como
instrumento laboral. Assim também os recursos tecnológicos e informacionais
disponíveis na escola auxiliarão os professores na condução de suas aulas uma vez
que a escola é carente de materiais, equipamentos e de instrumentos tão
necessários à relação teoria-prática.
Enfim, a proposta metodológica e o teor dos conteúdos do curso propõem
para o educando uma formação científica, tecnológica, cultural, politica e social com
finalidade de garantir o acesso ou permanência no trabalho com responsabilidade,
incentivando-o a continuidade e aprimoramento educacional.
381
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE INFORMÁTICA
BÁSICA – ENSINO TECNICO PROFISSIONAL
1.
APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA DE INFORMÁTICA BÁSICA
O homem, desde seus primórdios, esta em constante evolução. Nesse
processo evolutivo, suas características físicas sofrem grandes mudanças,
entretanto, os pontos marcantes da evolução são as inovações, criações, idéias
decorrentes de sua capacidade de pensar. Entre tantas criações, uma das mais
notáveis foi a criação do computador, uma máquina desenvolvida para uso científico
de profissionais da computação. Tal invenção possibilitou ao homem calcular o que
seu intelecto não podia e armazenar grandes quantidades de informação, acessá-las
de forma rápida e eficiente quanto necessário. A combinação de hardware e software
do computador ganhou proporções mundiais sendo aplicado nas diversas áreas de
pesquisas médicas, espaciais, nucleares entre tantas outras áreas como nos
negócios, entretenimento, educação, política.
Segundo um dos grandes nomes da literatura mundial na área de
computação (Pressman, 2006), ninguém na década de 1950 poderia imaginar que o
software (programa de computador) se tornaria uma tecnologia indispensável para
tantas áreas como a dos negócios, ciência e engenharia.
A abrangência de áreas em que o computador esta presente hoje de deve a
sua popularização, a qual só pode acontecer quando esta máquina sofreu redução
em seu tamanho e principalmente em seu preço. Ao mesmo tempo em que o
computador veio a incluir as pessoas (acessível financeiramente a grande parte da
população) e também gera exclusão para aqueles que não o possuem ou que ao
menos sabem como utilizá-lo.
382
Com ampliação da utilização dos computadores (programas de computador)
nas áreas de negócio (setor produtivo), os profissionais dessa área são confrontados
com essa nova realidade – o trabalho sendo realizado (em parte) no computador.
Ainda é grande o número de pessoas que não sabem utilizar essa máquina e
que trabalham nesse setor ou que pretende trabalhar. Dessa nova realidade surgem
à necessidade de capacitar tais profissionais ao uso dos computadores (informática)
exigência do mercado atual.
2. OS QUATRO EIXOS DO CURSO
• Ciência;
• Trabalho;
• Cultura:
• Tecnologia.
3.
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES / BÁSICOS DA DISCIPLINADA
Para a realidade do setor produtivo (em especial o de serviços em
restaurante e bar) a capacitação deve ser direcionada ao uso básico do sistema
operacional (Microsoft Windows), as ferramentas de produtividade ( Microsoft Word e
Excel) e ferramentas de pesquisa como navegadores de internet e gerenciadoras de
e-mail. Entretanto, a política adotada no sistema de educação do estado do Paraná
fornece uma estrutura diferenciada do que estes futuros profissionais encontrarão no
mercado de trabalho. Os computadores são em células (uma mesma estrutura para
ser utilizada por quatro alunos), sistema operacional desenvolvido pelo departamento
de informática o Paraná Digital (PRD) e os programas de produtividade (escritório)
em versão livre (sem custo para sua utilização) BrOffice. Essa condição dificulta a
aprendizagem dos alunos, pois estes precisam aprender os dois sistemas e as
diferenças entre os dois e para alunos que nunca tiverem contato com o computador,
é um grande desafio de persistência em aprender e se manter no curso.
383
3.1 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
• Operação software da área de alimentos e bebidas;
• Diagnóstico de pontos críticos nas informacionais entre os setores do
estabelecimento;
• Checagem do status de serviço das praças de um restaurante;
• Sistema de informação dos controles e do restaurante e bar.
3.2 CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
Conceitos básicos
• Hardware;
• Software;
Microsoft Windows
• Área de trabalho;
• Ícones, botões, menus, janelas e cursor;
• Familiarização com o teclado e mouse;
• Windows Explorer;
• Pasta, Arquivo, Diretório e Unidade;
• Criação de Pastas e Arquivos;
• Bloco de Notas;
• Paint;
Paraná Digital (PRD)
• Área de Trabalho;
• Botões, atalhos, menus, barra de acesso rápido e janelas;
384
• Pasta, Arquivo, Diretório e Unidade;
• Criação de Pastas e Arquivos;
BrOffice – Writer
• Janela Principal
• Barra de Título, Menu, Ferramentas, Régua, Status e Rolagem
• Formatação de Texto
• Inserção de Imagem
• Criação de Tabelas
BrOffice – Calc
• Janela Principal
• Barra de título, Menu, Ferramentas, Régua, Status e Rolagem
• Formatação de Célula
• Formulas
• Gráficos
Internet
• Pesquisa
• E-mail
4.
METODOLOGIA DA DISCIPLINA
• Concepção teórica e metodológica
• Recursos didáticos e metodológicos
Para o melhor aprendizado dos alunos na disciplina, as aulas serão
expositivas e participativas:
385
• Expositivas porque os conteúdos precisam ser revisados e/ou vistos.
• Participativa
pela
necessidade
de
assimilação
de
conhecimentos
aparentemente descontextualizados com o objetivo do curso, intimamente
relacionado ao mercado de trabalho. A contextualização se dará por meio
de estudos de casos reais.
• Os recursos utilizados serão o quadro branco e pincel, multimídia e o
laboratório de informatica (computadores)
5.
AVALIAÇÃO, INSTRUMENTOS E CRITÉRIOS
O processo avaliativo se dará no decorrer do período letivo, pelo corpo
docente e discente, adequando-se as orientações da Secretaria da Educação e da
legislação expedidas pelo Conselho de Educação.
Os critérios de aprovação dos alunos no final de cada curso são estipulados
pelo estado e adotados pela escola. Em cada disciplina, o aluno deverá atingir a
frequência mínima de setenta e cinco por cento e ainda a média final sessenta
pontos (décimos), essa combinação gera a aprovação do aluno.
A forma de avaliação da disciplina de informática básica será diagnosticada (
em todo o período letivo), somativa (no final de cada bimestre por meio de atividades
específicas), qualitativa (utilizando da avaliação formativa). Esse processo será
continuo no decorrer do período letivo.
As avaliações da disciplina, como já citado anteriormente, serão continuas e
em momento específicos (somativa). Os instrumentos avaliativos e critérios a serem
utilizados de acordo com os conteúdos previstos no Plano Docente, descritos abaixo:
386
• Questões discursivas: compreensão do enunciado, planejamento da
solução e da forma adequada para a mesma, comunicação por escrito
com clareza, utilização da norma culta (padrão) da língua portuguesa;
• Questões objetivas: leitura compreensiva do enunciado – objetiva,
demonstrando conhecimento de aspectos definidos no conteúdo;
• Debate: posicionamento em relação ao mundo do trabalho, observação de
pensamentos divergentes, exposição de seu posicionamento, reflexão
sobre as divergências de pensamento, propostas e ações para solucionar
um estudo de caso;
• Atividades Experimentais: (estudo de casos): compreensão/interpretação
da
linguagem
utilizada
(contextualização), proposição
de
solução
embasado nos conceitos, conteúdos abordados em aula.
7. REFERÊNCIAS
HOUAISS, A., Dicionário Eletrônico Houaiss da língua Portuguesa. Rio de
Janeiro: Editora Objetiva, 2000.
PARANÁ - Diretrizes da Educação Profissional. Secretaria Estadual da Educação
SEED.
PARANÁ - Princípios Políticos e Pedagógicos que Subsidiaram as discussões
das capacitações realizadas pelo DET/SEED até a presente data. Secretaria
Estadual da Educação SEED.
PRESMAN, R. S. Engenharia de Software. 6ed. São Paulo: McGraw-Hil. 2006.
387
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DISCIPLINA DE HISTÓRIA, ARTE E
CULTURA DA GASTRONOMIA – ENSINO TECNICO PROFISSIONAL
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
A história da gastronomia se iniciou quando o homem desceu das árvores
para caçar. A gastronomia integra à cultura, hábitos e costumes de diversos povos.
Refletem o espírito de cada época, as raízes históricas e religiosas. A esta arte
abrange a culinária, as bebidas, os materiais usados na alimentação e todos os
aspectos culturais a ela associados. Sendo esta mais rica que somente a culinária,
que possui um foco maior nas técnicas de preparo dos alimentos. O prazer
proporcionado pela comida é um dos fatores mais importantes da vida depois da
alimentação de sobrevivência.
A gastronomia nasceu desse prazer e constituiu-se como a arte de cozinhar
e associar os alimentos. Cultura muito antiga, a gastronomia esteve na origem de
grandes transformações sociais e políticas. A riqueza de alimentos trouxe a
curiosidade pela novidade e pelo exotismo. O homem teve então necessidade de
complementar a sua dieta com alimentos que localmente não tinha, dando origem ao
comércio. Nas grandes navegações, por exemplo, o homem não só levava aquilo
que era de seu uso diário como introduzia novos alimentos por onde passava.
388
A disciplina tem como foco principal fornecer aos alunos o conhecimento a
respeito de todos os processos históricos da formação da concepção da
alimentação. Dessa forma, é necessário que compreendam a dimensão histórica e
social que a alimentação representa. O ato de comer possui um sentido simbólico
para o indivíduo e o ato de alimentar-se junto representa fraternidade e
companheirismo.
A arte de cozinhar tem um sentido amplo, além do sentido dado na
antiguidade de que o ato de cozinhar era simplesmente misturar vários ingredientes.
Existe hoje o sentido de que se alimentar é sentir prazer em comer e não
simplesmente matar a fome e sim proporcionar o máximo de prazer a quem come.
Na gastronomia existem referências que devem ser respeitadas, pois cozinhar é
trazer junto de si a tradição de um povo, a cultura de uma terra e, além disso, é
estimular no indivíduo o sentido da criação, da invenção da mistura de novos
ingredientes. A cozinha possui a marca de uma história, de uma sociedade e de um
povo ou nação a qual este pertence. A gastronomia é cultural, pois ela permite que
nos liguem ao que fomos um dia e ao que seremos no futuro.
Com este conhecimento o indivíduo é capaz de enfrentar o dia-a-dia que a
profissão oferece, fazem com que este enfrente os desafios e o senso comum com
uma base cultural e conhecimento científico que lhe permite atuar nas mais diversas
áreas dentro de bares e restaurantes.
2. CONTEÚDOS BÁSICOS
• As transformações no processo histórico na gastronomia mundial;
• História da gastronomia a origem de suas práticas diárias em serviços de
restaurante;
• Ritos e rituais à mesa;
389
• O consumidor: “tabus alimentares e simbolismo”;
• Processo de aculturação na gastronomia.
• Introdução à história da Gastronomia no Mundo (Pré-história, Idade
Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea);
• Introdução a História da Gastronomia no Brasil (descobrimento do Brasil,
Colonização do Brasil, Afirmação da cozinha brasileira);
• As refeições Gregas;
• As refeições Romanas;
• A Gastronomia na Atualidade;
• Ritos e rituais a mesa (Ética e etiqueta, primeiros documentos normativos,
processo de civilização, o controle dos gestos);
• Função social dos banquetes nas primeiras civilizações;
• Alimentação no Antigo Egito;
• Arqueologia dos equipamentos culinários no fim da idade média;
• Alimentação e classes sociais no fim da idade média;
• Sistemas Alimentares e modelos de civilização;
• Estruturas de produção e sistemas alimentares;
• A cozinha árabe e sua contribuição à cozinha européia;
• Os primórdios da hotelaria na Europa;
• As bebidas coloniais e a rápida expansão do açúcar;
• Imagens da alimentação na arte moderna;
• Transformações no consumo alimentar;
• Nascimento e a expansão dos restaurantes;
• A indústria alimentar e as novas técnicas de conservação;
• Alimentação regional do noroeste do Paraná.
3. METODOLOGIA
390
O enfoque metodológico implica em unificar cultura e trabalho levando em
conta as dimensões e mutações políticas e produtivas através da história.
Considerando a divisão e as mudanças no mundo do trabalho. O conteúdo será
apresentado através de aulas expositivas, realização de exercícios de aprendizagem,
dinâmicas em grupo e individuais, realização de seminários, análise de texto,
palestras, visitas técnicas, utilização de material bibliográfico, Tvmultimídia,
pesquisas na internet além da utilização de vídeos e outros.
4. AVALIAÇÃO
A avaliação levará em consideração as atividades desenvolvidas e a
capacidade do aluno em assimilar os conteúdos apresentados. Tendo como objetivo
o aluno que cursar a disciplina com aproveitamento satisfatório deverá ser capaz de
entender os processos pelo qual a gastronomia mundial e brasileira passou. Além de
compreender o nascimento dos restaurantes e da gastronomia até os dias de hoje.
Além disso, aluno deverá dominar tópicos tais como: conhecer a história da
gastronomia desde a pré-história até os dias atuais, entender o modelo das
refeições, compreenderem os ritos e os rituais a mesa, entender a função social da
alimentação e os sistemas de alimentação e conhecer as gastronomias regionais,
brasileiras e internacionais.
Os instrumentos para avaliação serão através de pesquisa, prova escrita e
discussão de temas propostos em sala. A avaliação será expressa por notas de 0,0 a
10,0 sendo a mínima para aprovação 6,0. O aluno cujo aproveitamento escolar foi
insuficiente será submetido à recuperação de estudos de forma concomitante ao
período letivo.
5. REFERÊNCIAS
391
CASCUDO, Luis Câmara. História da Alimentação no Brasil. Editora: Global. São
Paulo, 2004.
FLANDRIN, Jean-Louis; MONTARANI, Massimo. História da Alimentação. Editora:
Estação Liberdade. São Paulo, 1998.
LEAL, Maria Leonor de Macedo. A História da Gastronomia. Editora: SENAC
Nacional. Rio de Janeiro, 1998.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HIGIENE E
SEGURANÇA ALIMENTAR – ENSINO TECNICO PROFISSIONAL
1. APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA
De acordo com Hipócrates: "Faça do alimento sua Medicina, e da Medicina
seu alimento", provavelmente ele já tinha consciência de que boa parte dos
problemas de saúde do ser humano, vem do consumo do alimento de má qualidade,
assim como um bom estado de saúde e equilíbrio, depende de alimentos saudáveis.
A alimentação e a nutrição são requisitos básicos para a promoção e
proteção do direito à saúde. São elas que garantem a afirmação plena do potencial
de crescimento e desenvolvimento humano, com qualidade de vida e cidadania.
Esses direitos estão consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos,
promulgada há cerca de sessenta anos, os quais foram potencialmente reafirmados
392
no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), em
1966 e, incorporados à legislação nacional, em 12 de dezembro de 1991.
Segurança alimentar é um conjunto de normas de produção, transporte e
armazenamento de alimentos visando determinadas características físico-químicas,
microbiológicas e sensoriais padronizadas, segundo as quais os alimentos seriam
adequados ao consumo.
Estas regras são, até certo ponto, internacionalizadas, de modo que as
relações entre os povos possam atender as necessidades comerciais e sanitárias.
Por esta razão alguns países adotam "barreiras sanitárias" a matérias-primas
agropecuárias e produtos alimentícios importados. Com o aumento do rigor da
legislação, a criação de órgãos governamentais que atuam na fiscalização, um maior
esclarecimento por parte da população e o desenvolvimento de "tecnologias limpas"
têm permitido significativa redução destes perigos.
Uma das tendências mais importantes no processo de segurança alimentar é
a implantação do rastreamento do campo ao prato do consumidor. Isso esta na
prioridade máxima de vários setores, principalmente daqueles que sofrem com a
falsificação de seus produtos, fato que pode por em risco a credibilidade dos
mesmos e causar grandes prejuízos financeiros em casos de contaminação.
O conhecimento de medidas de controle de qualidade dos alimentos é
importante devido à exigência do mercado de trabalho por um profissional bem
qualificado e com capacidade de garantir a qualidade e a segurança de um alimento.
O Serviço de Alimentação tem como finalidade alimentar o indivíduo. Além
de oferecer um alimento que seja atrativo e saboroso, porém, esta não é a única
finalidade, também devemos oferecer um alimento que seja seguro do ponto de vista
higiênico-sanitário, ou seja, este alimento deve estar livre de contaminações.
393
Atualmente, a sociedade busca por qualidade em todas as questões
humanas. Tem-se que as empresas alimentícias têm no controle de qualidade a
garantia de fortalecimento no mercado. Dessa forma, esta disciplina tem como
finalidade orientar o indivíduo da melhor forma para combater a contaminação dos
alimentos através do conhecimento de como, onde e porque ocorre a contaminação
nos alimentos.
2. CONTEÚDOS BÁSICOS
• Controle de perigos: definição e qualificação;
• Contaminação alimentar;
• Controle de perigos e ações corretivas;
• Controle de água;
• Controle de pragas;
• Controle da saúde do manipulador;
• Comportamento no trabalho;
• Higienização de superfícies e higiene pessoal, de equipamentos e de
Utensílios;
• Pré-preparo e preparo de alimentos;
• Posicionamento de alimentos;
• Utilização de sobras;
• Legislação vigente ANVISA Resolução n° 216.
• Introdução a Higiene e Segurança Alimentar;
• Microbiologia Básica (Staphilococuc aureus, Bacillus cereus, Clostridium
botulinum, salmonella SP, Shigella SP, Escherichia coli e Clostridium
porfringens);
• Registros (controle de temperatura dos alimentos, controle de temperatura
dos equipamentos, controle de recebimento, ficha de rastreabilidade);
394
• Controle de Fornecedores;
• Coleta de Amostras;
• Estrutura Física;
• Organização de Estoque (Almoxarifado, Depósito de Materiais de Limpeza
(DML), estoque de Carnes e derivados e Estoque de Hortifruti);
• Check-list;
• Higiene do Manipulador de Alimentos;
• Legislação Vigente ANVISA Resolução nº 216, Portaria CVS-6/99, de
10.03.99;
• Procedimentos Operacionais Padrão (POP’s);
• Procedimento para a implementação de Análise e Perigo de Pontos
Críticos de Controle (APPCC).
3. METODOLOGIA
O enfoque metodológico implica em demonstrar os tipos de contaminação,
legislações, controles gerais dentro de uma unidade de alimentação e nutrição.
O conteúdo será apresentado através de aulas expositivas, realização de exercícios
de aprendizagem, dinâmicas em grupo e individuais, realização de seminários,
análise de texto, palestras, visitas técnicas, utilização de material bibliográfico, Tv
pendrive, pesquisas na internet além da utilização de vídeos e outros.
4. AVALIAÇÃO
A avaliação levará em consideração as atividades desenvolvidas e a
capacidade do aluno em assimilar os conteúdos apresentados. Tendo como objetivo
geral, onde o aluno que cursar a disciplina com aproveitamento satisfatório deverá
ser capaz de garantir a qualidade e a segurança alimentar de uma Unidade de
Alimentação e Nutrição.
395
Além disso, o aluno deverá dominar tópicos tais como: Conhecimento de
todos os perigos de contaminação alimentar; conhecimento da estrutura física de
uma Unidade de Alimentação e Nutrição; implementação de manuais de Boas
Práticas de Fabricação, Procedimentos Operacionais Padrão; implementação de
Análise e Perigos e Pontos Críticos de Controle; conhecimento das principais
Legislações Sanitárias da ANVISA, relacionadas à Unidade de Alimentação e
Nutrição; conhecimento e aplicabilidade dos programas de saúde do manipulador de
alimentos.
Os instrumentos para avaliação serão através de pesquisa, prova escrita e
discussão de temas propostos em sala. A avaliação será expressa por notas de 0,0 a
10,0 sendo a mínima para aprovação 6,0. O aluno cujo aproveitamento escolar foi
insuficiente será submetido à recuperação de estudos de forma concomitante ao
período letivo.
6. REFERÊNCIAS
ABREU, Edeli Simioni de; SPINELLI, Mônica Glória Neumann; PINTO, Ana Maria de
Souza. Gestão de Unidades de Alimentação e Nutrição: um modo de fazer. São
Paulo: Editora Metha, 2009.
ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS
(ABERC). Manual ABERC de práticas de elaboração e serviço de refeições para
coletividades. São Paulo, 2008.
396
GERMANO, Pedro Manuel Leal; GERMANO, Maria Izabel Simões. Higiene e
Vigilância Sanitária de Alimentos. São Paulo: Livraria Varela, 2003.
JUNIOR, Enio Alves da Silva. Manual de Controle Higiênico-Sanitário em
Serviços de Alimentação. São Paulo: Livraria Varela,1995.
PORTARIA CVS-6/99, de 10.03.1999.
RESOLUÇÃO - RDC -Nº 216, de 15 de Setembro de 2004.
Internet: http://www.planalto.gov.br/CONSEA/
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE ADMINISTRAÇÃO
DE RESTAURANTE E BAR – ENSINO TECNICO PROFISSIONAL
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
Os primeiros indícios dos processos administrativos surgiram antes de
Cristo, quando a sociedade começava a se organizar. No período neolítico, os
primeiros agricultores passaram a estocar alimentos, permitindo que a comunidade
sempre tivesse o que comer, mesmo em tempos de dificuldade. Gerenciar este
397
plantio permitiu que os nossos ancestrais se tornassem sedentário, dando os
primeiros passos para a sociedade que conhecemos.
A disciplina de administração de restaurantes e bares visa o aperfeiçoamento
na concepção de uma formação técnica que envolva trabalho, cultura, ciência e
tecnologia como princípios de todo o processo formativo. Esta disciplina é importante
para fornecer aos alunos o conhecimento a respeito de todos os processos que
envolvem a administração de bares e restaurantes. Isto porque toda a sociedade se
organiza e sobrevive baseado em processos administrativos, pois a administração
nada mais é do que orientar, dirigir e controlar os esforços de um grupo de
indivíduos. A administração é a organização do trabalho com o objetivo de atingir os
interesses comuns da sociedade.
A administração está inserida nas organizações para estruturar e impulsionar
o andamento dos diversos setores da organização. Muito embora seja possível criar
uma organização sem o mínimo de administração é impossível mantê-la sem
administrá-la. O que acaba por afetar muitas organizações é a falta de administração
em uma ou diversas áreas necessárias ao bom andamento da estrutura. Em um bar
ou em um restaurante (organização) pode iniciar contratando cozinheiros, garçons e
todos os funcionários. Porém, deverá possuir um departamento de compras,
Recursos humanos, gerencia atendimento e tantas outras coisas ligadas diretamente
a Diretoria geral. Caso alguma das áreas não desempenhe suas tarefas o resto de
uma forma ou de outra estará comprometido. Dessa forma, é necessário que os
indivíduos tenham a compreensão dos processos administrativos que compõem uma
organização.
Com este conhecimento o indivíduo é capaz de enfrentar o dia-a-dia que a
profissão oferece, além disso, fazem com que este enfrente os desafios e o senso
comum com uma base cultural e conhecimento científico que lhe permite atuar nas
mais diversas áreas dentro de bares e restaurantes.
398
2. CONTEÚDOS BÁSICOS
• Planejamento, Organização e Operação;
• Estruturas Administrativas;
• Higiene e Segurança Alimentar;
• Fraudes, Desperdícios e Segurança;
• Fornecedores, Compras e Estoque;
• Tecnologia, Informatização e Controles;
• Desenvolvimento por filiais e franquias;
• Administração – Controle, contabilidade e movimentação de caixa;
• Administração e Gerência: Financeira, Jurídica e Recursos Humanos;
• Sociedade: Formação e extinção, conflitos e soluções;
• Problemas com clientes, fornecedores, cartões, bancos e locação;
• Recursos Humanos: recrutamento, seleção, treinamento e avaliação;
• Planejamento e conceito;
• Atribuições e responsabilidades: Controle de estoque;
• Interpretação de ficha técnica;
• Conhecimento dos processos de automoção;
• Interpretação e desenvolvimento de cardápios;
• Serviços e relacionamento com o cliente;
• Processo de vendas em restaurante;
• Métodos e promoções e incentivo de vendas;
• Planejamento e organização de eventos e banquetes;
• Implementação do esforço de Marketing;
• Definições e aplicações: Comunicação: a mídia, os guias e o crítico;
• Plano e estratégia de Marketing: Marketing direto;
• Arquitetura e interiores: food desing, identidade visual e desing, marcas;
399
• Identidade visual desing: publicidade;
• Identidade visual e desing: cardápio e folheteria.
3.
METODOLOGIA
O enfoque metodológico implica em demonstrar a importância dos processos
administrativos em todos os tipos de organizações, focando principalmente a
administração dentro de bares e restaurantes, levando em conta as dimensões e
mutações políticas e produtivas através da história. Considerando a divisão e as
mudanças no mundo do trabalho. O conteúdo será apresentado através de aulas
expositivas, realização de exercícios de aprendizagem, dinâmicas em grupo e
individuais, realização de seminários, análise de texto, palestras, visitas técnicas,
utilização de material bibliográfico, Tvmultimídia, pesquisas na internet além da
utilização de vídeos e outros.
4. AVALIAÇÃO
A avaliação levará em consideração as atividades desenvolvidas e a
capacidade do aluno em assimilar os conteúdos apresentados. Tendo como objetivo
o aluno que cursar a disciplina com aproveitamento satisfatório deverá ser capaz de
entender os processos administrativos de uma organização. Além disso, o aluno
deverá dominar tópicos tais como: Planejamento, Organização e Operação;
Estruturas Administrativas; Fraudes, Desperdícios e Segurança; Fornecedores,
Compras e Estoque; Tecnologia, Informatização e Controles; Desenvolvimento por
filiais e franquias; Administração – Controle, contabilidade e movimentação de caixa;
Administração e Gerência: Financeira, Jurídica e Recursos Humanos.
Os instrumentos para avaliação serão através de pesquisa, prova escrita e
discussão de temas propostos em sala. A avaliação será expressa por notas de 0,0 a
10,0 sendo a mínima para aprovação 6,0. O aluno cujo aproveitamento escolar foi
400
insuficiente será submetido à recuperação de estudos de forma concomitante ao
período letivo.
5.
REFERÊNCIAS
ABREU, Edeli Simoni de; SPINELLI, Mônica Glória Neumann; PINTO,Ana Maria de
Souza. Gestão de Unidades de Alimentação e Nutrição: um modo de fazer. 3°
edição. Editora: Metha.São Paulo, 2009.
CASTELLI, Geraldo. Administração Hoteleira. 9° edição Editora: da Universidade
de Caxias do Sul (EDUCS). Caxias do Sul, 2003.
MEZOMO, Iracema F. de Barros. A Administração de Serviços de Alimentação.
4° edição. Editora: Metha LTDA.São Paulo, 1994.
TEIXEIRA, Suzana Maria Ferreira Gomes. Administração Aplicada ás Unidades
de Alimentação e Nutrição. Editora: Atheneu. São Paulo, 2004.
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE SERVIÇO DE BAR
ENSINO TECNICO PROFISSIONAL
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
401
A presente proposta de trabalho justifica-se para a disciplina de Serviço de
Sala e Copa, do curso profissionalizante de Bar e Restaurante.
Historicamente o termo Bar vem da palavra francesa “barre”, que significa
barra em português. Isto por que, em medos do século 18, na França, as tabernas
possuíam uma barra que tomava todo o comprimento do balcão, que servia para
evitar que os clientes se encostassem muito no mesmo. Nessa época, costumavam
chegar jovens americanos na França, para estudo, e muitos deles eram assíduos
frequentadores de tabernas.
A história conta que, após regressarem ao seu país, dois estudantes
fundaram um estabelecimento de venda de bebidas, que tinha uma inovação para
americanos, que era justamente a barra ao longo do balcão, assim como na França,
onde os estudantes haviam observado as tabernas, e que era uma coisa com a qual
os americanos não estavam acostumados. Assim, breve o estacionamento se
diferenciou dos demais, e pouco a pouco, a palavra barre foi divulgada e espalhada,
até chegar ao termo “bar”.
O desenho curricular deve permitir ao aluno percorrer um itinerário formativo
que conduza, desde possíveis momentos ou etapas introdutórias e preparatórias
sem terminalidade profissional, até especializações, passando por qualificações
profissionais intermediários que componham esta formação e pela habilitação de
técnico.
A formação técnica, de caráter tecnológico e prático é ministrada em salas
e/ou
outras
instalações
especificamente
concebidas
e
equipadas
para
a
demonstração e realização de tarefas em situação de simulação, o que infelizmente
a escola não está ainda suprida.
As qualificações profissionais devem corresponder a ocupações existentes
no mercado de trabalho e requerem, da mesma forma que a habilitação, processo
402
educacional de formação atualizado, capaz de gerar a desejada laborabilidade e
empregabilidade dos egressos. Em ambas podem ser oferecidas opções de ênfases
que contextualizem o exercício profissional, para melhor adequação aos interesses
diversificados dos alunos, bem como à contemporaneidade da formação frente ao
mercado e às oportunidades de trabalho.
2. CONTEÚDOS BÁSICOS
Ementa: Classificação das bebidas, tipologia de bares, origem e produção de
bebidas destiladas, fermentadas e compostas. Técnicas de preparo e serviços de
coquetéis e “drinks”. “Mise-em-place” do bar.
Conteúdos:
• Bebidas alcoólicas;
• Bebidas não alcoólicas;
• História da coquetelaria e das bebidas;
• Tipos de bares;
• Categoria e decoração dos coquetéis;
• Coquetelaria internacional (IBA - International Bartender Association).
Conhecimento dos equipamentos e utensílios do Bar;
• Divisão dos coquetéis;
• Prática de elaboração de coquetéis (Short drink, Long Drink, Hot Drinks).
• Elaboração de cardápio de um bar;
• Criação de coquetéis;
• Sommelier;
• Fitação e controles do bar;
• Como bebe o mundo;
• Teor alcoólico das bebidas;
• Pré-requisitos, vocabulários e atitudes para o “Bartender”;
403
• Características e tipologia dos bares;
• Vendas, promoções e sugestões para bares.
3. CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
1. Introdução à história da coquetelaria no mundo;
1.1. Introdução a História da coquetelaria no Brasil;
2. Tipologia de bares: clássicos e modernos;
3. Introdução ao mundo do processo da fabricação das bebidas: destiladas,
fermentadas e por infusão;
4. Bebidas destiladas: sua fabricação básica;
5. Bebidas fermentadas;
5.1 Cerveja
5.1.1. Fabricação da cerveja;
5.2. Champagne
5.2.1. Fabricação do Champagne nos métodos;
5.2.2. Asti;
5.2.3. Charmat;
5.2.4. Champenoise;
5.3. Saquê
5.4. Vinho de mesa;
5.5. Vinho fortificado;
6. Bebidas destiladas de A à Z;
7. Classificação dos cocktails;
7.1. Categorias: Long Drink, Shot Drink, Hot Drink;
7.2. Modalidades: Batidos, Mexidos e Montados;
7.3. Finalidades: Estimulantes do apetite, Digestivos, Refrescantes,
Nutritivos, Estimulantes físicos;
404
7.4. Grupos: Cabblers, Coolers, Crustas, Cups, Daisies, Eggs-nogs, Fixes;
Fizzes, Flips, Grogs (grogues), Juleps, Ponches (punches), Pousse-café,
Pousse-l´Amour, Sangarees, Shrubs, Slings, Smashes, Sours, Straights.
7.5. Coquetelaria IBA (International Bartendeers Association);
7.6.Coquetelaria alcoólica e não alcoólicas;
3. METODOLOGIA
O enfoque implica em juntar cultura e trabalho levando em conta as
dimensões através da história e do trabalho teórico e prático. Considerando a divisão
e as mudanças no mundo do trabalho. O conteúdo será apresentado através de
aulas expositivas, realização de exercícios de aprendizagem, dinâmicas em grupo e
individuais, análise de texto, palestras, utilização de material bibliográfico, TV
pendrive, sala de data show, pesquisas na internet além da utilização de vídeos.
4. AVALIAÇÃO
As avaliações levarão em consideração às atividades desenvolvidas nos
conteúdos abordados em sala pelo aprendizado teórico e prático, priorizando a
assimilação do aluno frente às propostas. Buscando também compreender
historicamente o surgimento dos bares, coquetéis e das profissões de barman,
barista e garçom de bar.
O sistema de avaliação será através da pesquisa, prova escrita e prática
desenvolvida em sala. A avaliação será expressa por notas de 0,0 a 10,0 sendo a
mínima para aprovação 6,0.
5. REFERÊNCIAS
A grande cozinha: coquetéis e aperitivos. Editora: Abril. São Paulo, 2007.
405
OJEA, Angel. O coquetel e sua arte. Editora: Escrituras. São Paulo, 2001.
PACHECO, Aristides de Oliveira. Manual do Bar. Editora: SENAC. São Paulo, 2005.
406
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE SERVIÇO DE
SALA E COPA – ENSINO TECNICO PROFISSIONAL
1. APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA
A presente proposta de trabalho justifica-se para a disciplina de Serviço de
Sala e Copa, do curso profissionalizante de Bar e Restaurante.
Historicamente a arte de por a mesa é um reflexo do modo de vida das
pessoas, dos utensílios existentes, dos modismos e dos hábitos alimentares ao longo
do desenvolvimento da humanidade.
A arte de fazer comida também está relacionada com a arte do servir. Na
Grécia e Roma antiga, os alimentos eram preparados em bocadinhos, reduzidos a
purê e a croquetes devido à posição com que os gregos e romanos comiam:
deitados de lado e apoiados sobre o cotovelo. Em muitos os países asiáticos se
come unicamente com os palitos chamados de Hashi enquanto que em alguns
países árabes como o Marrocos, por exemplo, ainda se usa as mãos.
Na corte de Luis XIV, rei da França é que a etiqueta atingiu seu apogeu. O
rei Sol incentivou as atividades culturais e construiu o Palácio de Versailles onde
vivia. O termo “Etiqueta” originou-se nessa época, uma vez que eram distribuídas
etiquetas aos nobres quando estes chegavam ao pátio do palácio, contendo
instruções de como se portar, o lugar a ser ocupado na mesa e outras instruções.
No Brasil foi D. João VI quem implantou a etiqueta quando transferiu a corte
de Lisboa para o Rio de Janeiro.
As normas são as mesmas sempre, independentes do tipo de recepção que
irá acontecer, ou seja, talheres, pratos e copos estarão sempre dispostos à mesa nos
407
mesmos lugares. O mesmo acontece em relação ao comportamento das pessoas,
não importa o lugar, a situação, o comportamento deve ser sempre pautado pelo
respeito.
O desenho curricular deve permitir ao aluno percorrer um itinerário formativo
que conduza, desde possíveis momentos ou etapas introdutórias e preparatórias
sem terminalidade profissional, até especializações, passando por qualificações
profissionais intermediários que componham esta formação e pela habilitação de
técnico.
A formação técnica, de caráter tecnológico e prático, é ministrada em salas
e/ou
outras
instalações
especificamente
concebidas
e
equipadas
para
a
demonstração e realização de tarefas em situação de simulação, o que infelizmente
a escola não está ainda suprida.
As qualificações profissionais devem corresponder a ocupações existentes
no mercado de trabalho e requerem, da mesma forma que a habilitação, processo
educacional de formação atualizado, capaz de gerar a desejada laborabilidade e
empregabilidade dos egressos. Em ambas podem ser oferecidas opções de ênfases
que contextualizem o exercício profissional, para melhor adequação aos interesses
diversificados dos alunos, bem como à contemporaneidade da formação frente ao
mercado e às oportunidades de trabalho.
2. CONTEÚDOS BÁSICOS
Ementa: Tipos de serviço à mesa, serviço de bebidas, regras de etiqueta à
mesa, “Mise-en-place” de salão e de mesa. Organização operacional, atendimento,
seleção, combinação dos alimentos. Denominações culinárias e terminologia dos
pratos.
408
Conteúdos:
• Organização operacional: divisão das praças, tipo de fluxos dos
documentos administrativos.
• “Mise-en-place” de restaurante e mesas;
• Atendimento ao cliente;
• Abordagem ao cliente e etiqueta à mesa;
• Organização de petiscos das mais variadas formas e combinações;
• Serviços especiais de massas, carnes e sobremesas.
• Elaboração de cardápios;
• Diferentes tipos de servir à mesa: pratos quentes e frios;
• Elementos para produzir um prato;
• Arrumação de espaços para eventos especiais;
• Montagem e ornamentação de mesas para buffet;
• Dominar e utilizar utensílios e equipamentos de serviços;
• Requisitos comportamentais e atribuições do garçon;
• Terminologia técnica utilizada;
• Regras de etiqueta à mesa;
• Técnicas de vendas e promoções aplicadas;
• Dobraduras de guardanapos;
•
Denominações culinárias e terminologia dos pratos.
3. METODOLOGIA
A metodologia implica em juntar cultura e trabalho através da historia.
Considerando a divisão e as mudanças no mundo do trabalho. O conteúdo levará em
conta os aspectos técnicos científicos, tecnológico, artísticos e práticos. As aulas
409
serão direcionadas através de exposição oral, questionamentos sobre aprendizagem
já adquirida, dinâmicas de grupo e exercícios individuais, visitas, palestras, analises
de texto, Tvmultimídia, pesquisas na internet, vídeos, educativos e filmes e aulas
práticas.
4. AVALIAÇÃO
A avaliação será continua e concomitante a todas as atividades de
participação docente. Serão utilizados os instrumentos avaliativos seguintes:
observações, pesquisas, relatórios, prova escrita, prova prática e participação.
O sistema de avaliação será através da pesquisa, prova escrita e prática
desenvolvida em sala. A avaliação será expressa por notas de 0,0 a 10,0 sendo a
mínima para aprovação 6,0.
6. REFERÊNCIAS
CÂNDIDO, Índio e VIERA, Elenara Viera de. Maître D’Hôtel – Técnicas de serviço.
Editora EDUCS, 1997.
PACHECO, Aristedes de Oliveira. Manuel Do Maître D’hôtel. Editora SENAC. São
Paulo, 2000.
410
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE INICIAÇÃO À
ENOLOGIA – ENSINO TECNICO PROFISSIONAL
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
A presente proposta de trabalho justifica-se para a disciplina de Inicialização
à Enologia, do curso profissionalizante de Bar e Restaurante. Historicamente o vinho
tem uma longa história, e cada garrafa pode ter a sua, o que já contribui muito para o
seu fascínio que ele exerce.
As grandes civilizações da Grécia e da Roma antigas situavam a origem do
vinho em sua Pré-história e cercavam seu nascimento de lendas. O antigo Egito nos
deixou listas de vinhos. Em jarras, os egípcios mencionavam até o ano, o vinhedo e
o nome do vinhateiro: esses foram os primeiros rótulos. Os Babilônios promulgaram
leis regulamentando a exportação de vinhos. Eles também evocaram em termos
poéticos um vinhedo mágico feito de pedras preciosas na Epopéia de Gilgamesh, a
primeira obra da literatura universal, que data aparentemente do século XVIII a.C.
Elemento de festa ou de cerimônia religiosa, medicamento anti-séptico, o
vinho desempenhou muitos papéis. Mas o momento crucial, o domínio do
envelhecimento, remonta a uma data relativamente recente. A possibilidade de
guardar um vinho durante anos – e de se obter uma melhora em barril ou em garrafa
– assinala o nascimento do vinho de qualidade.
411
O desenho curricular deve permitir ao aluno percorrer um itinerário formativo
que conduza, desde possíveis momentos ou etapas introdutórias e preparatórias
sem terminalidade profissional, até especializações, passando por qualificações
profissionais intermediários que componham esta formação e pela habilitação de
técnico.
A formação técnica de caráter tecnológico e prático será ministrada em salas
e/ou
outras
instalações
especificamente
concebidas
e
equipadas
para
a
demonstração e realização de tarefas em situação de simulação, o que infelizmente
a escola não está ainda suprida.
As qualificações profissionais devem corresponder a ocupações existentes
no mercado de trabalho e requerem, da mesma forma que a habilitação, processo
educacional de formação atualizado, capaz de gerar a desejada laborabilidade e
empregabilidade dos egressos. Em ambas podem ser oferecidas opções de ênfases
que contextualizem o exercício profissional, para melhor adequação aos interesses
diversificados dos alunos, bem como à contemporaneidade da formação frente ao
mercado e às oportunidades de trabalho.
CONTEÚDOS BÁSICOS
Ementa: História da enologia, as variedades de uvas, país produtores. Níveis
de qualidade dos vinhos, vitivinicultura realidades e perspectivas. Serviços e
degustações de vinhos. Harmonização.
Conteúdos:
• Histórico mundial e brasileiro da enologia;
• Mapa do vinho no mundo e no Brasil;
• Classificação das uvas e do vinho;
• Fatores que contribuem para qualidade do vinho;
412
• Técnicas de elaboração de vinho tinto, branco, rosado, espumantes, verde
e porto;
• Compra e armazenamento de vinhos (adega), rolhas, produtos, derivados
do vinho, combinação com alimentos;
• Fundamentos da correta degustação;
• Uso das taças apropriadas para cada tipo de vinho;
• Leitura de rótulo;
• Identificação das características olfativas e gustativas (análise sensorial);
• Analisar e compor a carta de vinhos de um restaurante;
• Serviço à mesa do vinho e seus rituais;
• Vinho da carta de vinhos nas diversas fases da refeição;
• Orientação do trabalho da equipe responsável.
Conteúdos Específicos:
1. Historia da vitivinicultura;
1.1 No mundo;
1.2. No Brasil;
2. A uva;
2.1. Sua finalidade;
2.2. Suas variedades;
2.3. Qual cepa combina com qual (os melhores cortes);
3. O vinho;
3.1. Vinho tinto;
3.2. Vinho branco;
3.3. Vinho Rose;
3.4. Vinho Fortificado;
3.5. Champagne;
4. Enogastronomia o essencial da harmonização
4.1. O verbo harmozinar
413
4.1.1. Ingredientes que são neutros em relação ao vinho;
4.1.2. Ingredientes poucos incompatíveis com os vinhos;
4.2. Os tipos de harmonização
4.2.1. Quando os menus determinam os vinhos;
4.2.2. Quando os vinhos determinam os menus;
4.3. Técnicas culinárias e suas influências sobre a harmonização;
4.4. A tradição dos queijos e vinhos;
3. METODOLOGIA
O enfoque implica em juntar cultura e trabalho levando em conta as
dimensões através da história e do trabalho teórico e prático. Considerando a divisão
e as mudanças no mundo do trabalho. O conteúdo será apresentado através de
aulas expositivas, realização de exercícios de aprendizagem, dinâmicas em grupo e
individuais, análise de texto, palestras, utilização de material bibliográfico, TV
pendrive, sala de data show, pesquisas na internet além da utilização de vídeos.
4. AVALIAÇÃO
As avaliações levarão em consideração às atividades desenvolvidas nos
conteúdos abordados em sala pelo aprendizado teórico e prático, priorizando a
assimilação do aluno frente às propostas. Buscando também compreender
historicamente o nascimento da cultura vinicola até a atualidade.
O sistema de avaliação será através da pesquisa, prova escrita e prática
desenvolvida em sala. A avaliação será expressa por notas de 0,0 a 10,0 sendo a
mínima para aprovação 6,0.
5. REFERÊNCIAS
414
Marc Charlotte e Ricardo Castilho. Larousse do vinho/. Consultoria – São Paulo:
Larousse do Brasil, 2004.
Malnic, Évelyne. Um só vinho: da entrada à sobremesa. Editora: Larousse, 2008.
Novakoski, Deise; Freire, Renato. Enogastronomia: a arte de harmonizar
cardápios e vinhos. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2007.
Pacheco, Aristides de Oliveira. Iniciação à enologia. Editora: Senac São Paulo,
2006.
Santos, José Ivan e Santana, José Maria. Comida e vinho: harmonização
essencial. Editora: SENAC São Paulo, 2008.
415
PROPOSTA
PEDAGÓGICA
CURRICULAR
DA
DISCIPLINA
DE
LÍNGUA
ESTRANGEIRA MODERNA /ESPANHOL – ENSINO TECNICO PROFISSIONAL
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
Sabe-se que toda língua é constituída a partir da história e dos valores
culturais de um povo. Sendo assim, partimos do pressuposto que a Língua
Estrangeira é “[...] um princípio social e dinâmico que não se limita a uma visão
sistêmica e estrutural do código linguístico” (DCE, 2008). Nesse sentido, a sala de
aula se configura num espaço discursivo em que professores e educandos se
constituem socialmente.
O ensino da Língua Estrangeira Moderna (LEM), tem por objetivo expandir
as formas de conhecimento, oportunizando o desenvolvimento da consciência sobre
o papel exercido pela língua espanhola na sociedade brasileira e no panorama
internacional, favorecendo ligações entre a comunidade local e a de fronteira latinoamericana.
Dessa forma, o ensino da Língua Espanhola no curso Técnico em Serviços
de Restaurante e Bar, atende às expectativas e demandas sociais contemporâneas,
416
partindo do trabalho com textos significativos, orais ou escritos, oriundos de
diferentes esferas sociais, bem como pertencentes a diferentes gêneros discursivos,
focando prioritariamente os conteúdos relacionados à gastronomia.
O ensino da Língua Estrangeira como processo formativo profissional,
permitirá que o técnico em formação desenvolva a compreensão de que ensinar e
aprender a língua são ensinar e aprender percepções de mundo e maneiras de
atribuir sentido e formar subjetividades. Igualmente, deve contribuir para formar
alunos críticos e transformadores, que saibam utilizar as operações de linguagem
para agir no mundo do trabalho em situações de comunicação.
Portanto, há a necessidade de envolver o conhecimento linguístico,
discursivo, cultural e sócio-pragmático, o que resultará no desenvolvimento das
capacidades de ação, discursiva, linguístico-discursiva (DOLZ E SCHNEUWLY, 1998
) exigidas dos seus atores, nas diferentes práticas sociais - entendidas aqui como
formas de organização de uma sociedade, das atividades e das ações realizadas
pelos indivíduos em grupos organizados, as quais se diferem de época para época,
de cultura para cultura e de lugar para lugar.
2. EMENTA
Saudações formais e informais, termos técnicos utilizados na restauração,
gêneros textuais e vocabulário específico utilizado na gastronomia, informativos,
comunicação oral.
3. CONTEÚDO
Vocabulário Básico;
• Linguagem Coloquial;
• Leitura e interpretação de pequenos textos;
417
• Vocabulário técnico relacionado a cardápios, receitas: leitura de fôlderes,
manuais, etc;
• Cultura hispânica;
• Gêneros textuais;
• Textos técnicos;
• Textos jornalísticos;
• Vocabulário técnico relacionado à gastronomia;
• Diversidade cultural;
• Conhecimentos linguisticos;
1º Semestre:
Partindo do conhecimento de mundo adquirido através de experiências
vividas pelo aluno, diante da necessidade de se estabelecer relações entre as
diferentes formas de organizá-lo criando oportunidades para que desenvolvam
habilidades de leitura, escrita, fala e compreensão oral, os diversos temas
relacionados especificamente ao curso Técnico em Serviço de Restaurante e Bar,
serão trabalhados através de: exposição oral; convites; letras de músicas, travalínguas; histórias em quadrinhos; discussões; resumos; classificados; cartazes;
folders; bulas; rótulos; embalagens; cardápios; receitas.
2º Semestre:
Exposição oral; convites; letras de música; trava-línguas; discussões;
resumos; classificados; cartazes; folders; bulas; rótulos; embalagens; cardápios;
receitas; filmes; publicidade comercial; entrevistas; lendas; narrativas; relatos.
4. METODOLOGIA
Os conteúdos básicos serão desmembrados de acordo com a prática
discursiva priorizada em momentos específicos. Assim, elencamos, a seguir, os que
418
são considerados comuns aos dois semestres do Curso Técnico em Serviço de
Restaurante e Bar e que serão trabalhados sempre a partir de um texto significativo,
atendendo as especificidades de cada texto. No que diz respeito aos gêneros
textuais serão abordados os seguintes aspectos:
• Marcas do Gênero
• Esfera social de circulação
• Análise Linguistica
Quanto às práticas discursivas que permeiam as práticas sociais serão
trabalhados na:
• Leitura: tema do texto, finalidade, informatividade, informações explícitas,
situacionalidade,
lingüísticas,
temporalidade,
coerência,
coesão,
significado
função
das
das
palavras
classes
marcas
gramaticais,
pontuação.
• Escrita: tema do texto, finalidade, informatividade, informações explícitas,,
situacionalidade,
lingüísticas,
temporalidade,
coerência,
coesão,
significado
função
das
das
palavras,
classes
marcas
gramaticais,
pontuação.
• Oralidade: tema do texto, finalidade, papel do locutor e interlocutor,
adequação da fala ao contexto, diferenças e semelhanças entre o discurso
oral e o escrito; elementos extralinguisticos: entonação, pausas, gestos,
turnos da fala...
5. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
Considerando a funcionalidade da língua alvo, o aluno poderá vivenciar
situações concretas de uso dessa língua.
Para tanto, elaborar-se-á atividades que envolvam os gêneros delimitados
nos conteúdos básicos, suas características linguisticas, a função social de cada
419
texto – conteúdo, estilo, elementos composicionais, bem como a problemática dos
elementos da situação de comunicação que condicionam o funcionamento de todo
ato de linguagem (quem fala, sobre o que fala, com quem fala, com qual finalidade,
qual o suporte), perpassando pelas questões lingüísticas, sócio-pragmáticas,
culturais e discursivas.
Nesse sentido, uma possibilidade para a efetivação do trabalho com gêneros
de texto é apontada por Petreche (2008), quando esta, fundamentada em Dolz e
Schneuwly (2004), menciona que o trabalho com os gêneros, desenvolvido por meio
das sequências didáticas pode contribuir para o desenvolvimento crítico do aluno,
pois esse tipo de material didático tanto melhora a apropriação das características
típicas dos gêneros, quanto desenvolve as capacidades de linguagem – ação,
discursiva e lingüístico-discursiva.
Dessa forma, as aulas poderão ser organizadas conforme a proposta dos
autores Dolz, Noverraz & Schnewly (2004):
De acordo com Nascimento (2008, pp. 70-71), na apresentação da situação
o aluno, primeiramente, entrará em contato com o projeto coletivo de produção de
gênero em foco, a quem se dirige a produção, qual o suporte material da produção,
as razões e o objetivo. Em seguida, acontecerá a sensibilização, por meio de leitura
ou audição, ao gênero textual na forma como este circula na sociedade. Por último,
haverá sensibilização para o que é dizível no gênero em questão.
Na produção inicial o professor vai avaliar as capacidades de produção que o
aluno já domina, para, a partir daí, definir os pontos em que precisará intervir. É
nessa etapa que o professor determina o percurso que o aluno percorrerá.
Os
módulos
(ou
oficinas)
são
compostos
por
diversas
atividades
compreendidas em cinco campos: motivacionais, enunciativos, procedimentais,
420
textuais, linguisticos e as que estão relacionadas à apropriação do sistema de
escrita, desmembradas da seguinte forma:
• Atividades
de
leitura
nos
níveis
de
compreensão,
inferência
e
interpretação;
• Atividades para a construção de significados: estratégias de seleção, de
antecipação, de verificação;
• Atividades de leitura compartilhadas e individuais;
• Atividades de observação da gestão monologica do texto: locutor e leitor
ausentes nos textos produzidos pelos alunos;
• Planejamento, leitura e revisão do texto produzido pelos alunos;
• Atividades que propiciem o estudo do tipo textual predominante:
seqüência narrativa, argumentativa, injuntiva, descritiva, dialogal;
• Atividades que abordem os mecanismos de coesão por conexão, por
coesão nominal e verbal, bem como tratem de unidades gramaticais,
lexicais e sintáticas;
• Atividades envolvendo a pontuação e paragrafação;
• Atividades orais, as quais terão “como objetivo expor os alunos a textos
orais, pertencentes aos diferentes discursos” e que essa exposição implica
no uso e “adequação da variedade lingüística para as diferentes situações
[...] de forma que o aluno se familiariza com os sons específicos da língua
que está aprendendo” (DCE, 2008, p. 66).
Na produção final o aluno faz uso das noções e instrumentos elaborados
separadamente nas oficinas para produzir o texto. Para que o aluno alcance os
objetivos almejados, propõem-se estratégias de ensino que visem multiplicar as
oportunidades de construção de conhecimentos e capacidades por meio dos
seguintes instrumentos: livros didáticos, dicionários, livros paradidáticos, vídeos,
DVD, CD-ROM, Internet, TV multimídia, dentre outros que se fizerem necessários.
7. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
421
As avaliações ocorrerão nas modalidades formal, contínua, diagnóstica,
formativa e somativa, em que os aspectos qualitativos prevaleçam sobre os
quantitativos.
Ao se adotar a perspectiva do trabalho com as seqüências didáticas, o
processo avaliativo será norteado, principalmente, pela avaliação formativa, a qual se
fundamenta nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos
e relacionais; partindo de aprendizagens significativas e funcionais que se aplicam
em
diversos
contextos
relacionados
à
gastronomia,
serviço
direto
consumidor/fornecedor, e se atualizam o quanto for preciso para que se continue a
aprender.
Sob esse enfoque, adota-se como princípio fundamental que deve-se avaliar
o que se ensina, encadeando a avaliação no processo de ensino-aprendizagem, ou
seja, parte-se da avaliação inicial (produção inicial) até que se chegue à avaliação
final (produção final).
Ao longo do desenvolvimento das sequências, as avaliações serão
constantes e deverão abranger as principais práticas discursivas que permeiam o
ensino da língua estrangeira moderna, sendo elas a expressão oral e escrita e a
compreensão auditiva e leitora. Destarte, deve-se considerar:
• a aprendizagem escrita (produção: de texto de gêneros variados,
respostas discursivas, relatórios) será avaliada no que se refere a
produção de textos atendendo às circunstâncias de produção, expressão
das ideias com clareza, adequação às exigências do contexto de
produção, dentre elas os diferentes graus de formalidade e informalidade.
• a aprendizagem oral (apresentação oral, seminário, debate), sendo
inerente a este tópico avaliar o conhecimento do aluno no que se refere
422
ao conteúdo, à adequação da linguagem, à clareza e utilização de
recursos.
• a aprendizagem de leitura (atividade de leitura compreensiva de textos,
questões discursivas e questões objetivas) considerando como critérios de
avaliação a compreensão e exposição de ideias, bem como a relação
estabelecida com o conteúdo abordado em sala de aula.
• atividades extraclasse que serão solicitadas como complementação dos
estudos de sala de aula e de acordo com o Plano de Trabalho Docente.
Sob esse pressuposto, a avaliação, com critérios previamente estabelecidos,
servirá para que o professor repense sua metodologia e planeje suas aulas de
acordo com as necessidades de seus alunos. Serão por meio dela que o professor
perceberá quais são os conhecimentos que ainda não foram suficientemente
trabalhados e que precisam ser abordados mais exaustivamente para garantir a
efetiva interação do aluno com os discursos em/na Língua Espanhola.
A nota bimestral será a somatória dos valores atribuídos em cada
instrumento avaliativo e atenderá ao que consta na Proposta Pedagógica Curricular,
bem como na Instrução Normativa nº 019/2008 de 31 de outubro de 2008, conforme
segue:
• A avaliação da aprendizagem terá os registros de notas expressos em
uma escala de 0,0 (zero vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
• Na promoção e certificação de conclusão a média final mínima exigida é
de 6,0 (seis vírgula zero), conforme o disposto na Resolução 3794/2004.
5. REFERÊNCIAS
BRONCKART, Jean-Paul. Atividade de linguagem, textos e discursos. Por um
interacionismo sócio-discursivo. Trad. Anna Rachel Machado e Péricles Cunha. 2ª
ed. São Paulo: EDUC, 2007.
423
DOLZ, Joaquim, NOVERRAZ, Michèle & SCHNEWLY, Bernard. “Sequências
Didáticas para o oral e a escrita: apresentação de um procedimento”. In:
Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
NASCIMENTO,
Elvira
Lopes.
Gênero
da
Atividade,
Gêneros
Textuais:
Repensando a Interação em Sala de Aula. In: Gêneros Textuais da didática das
línguas aos objetos de ensino. São Carlos: Claraluz, 2009. p. 51-90.
Disponível
em
<http://www.blogdecocina.com/temas-del-mundo-de-la-
hosteleria-/menu-y-carta.php> Acesso em 05 de mar.2010.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação – SEED. Superintendência da
Educação. Diretrizes da Educação Profissional: fundamentos políticos e
pedagógicos. Disponível
em<http://www.diaadia.pr.gov.br/det/arquivos/File/SEMANAPEDAGOGICA/23_Funda
mentosPoliticosPedagogicos.pdf> Acesso em 05 de abril 2010.
PETRECHE, Célia Regina Capelllini. A Seqüência Didática nas Aulas de Língua
Inglesa do Ensino Médio e o Desenvolvimento de Capacidades de Linguagem.
In: Estudos da Linguagem à luz do Interacionismo Sociodiscursivo. Londrina: UEL,
2008. p. 249 -258.
424
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE FUNDAMENTOS
DO TRABALHO – ENSINO TECNICO PROFISSIONAL
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
As relações de produção a cada período da história do homem sofrem
modificações: o modo de produção feudal desenvolvido na Europa baseava-se na
propriedade do senhor sobre a terra e no servilismo das pessoas sobre quem o
senhor exercia o seu poder. Os servos cultivavam um pedaço de terra concedido
pelo senhor, pagava a ele impostos e trabalhava em suas terras; no entanto tinha
usufruto da parte da terra produzida que lhe havia sido cedida. A situação modificase a partir do século XV e XVI com a expansão comercial que acarretou mudanças
econômicas e mudanças políticas, sociais e culturais, redundando no advento da
Revolução Industrial com a ocorrência de mudanças fundamentais nas relações de
trabalho. É o modo de produção capitalista em que detentores do capital compram a
425
mão de obra para produzir suas mercadorias, sendo o empregado pago com dinheiro
sob a forma de salário. Isso inclui por parte do empregado subordinação
cumprimento de regras e ordens em troca do vinculo estabelecido em contrato com o
empregador.
Taylor e Ford padronizam o trabalho linear segmentado e repetitivo. As
atuais inovações tecnológicas organizacionais e gerencias substituem este padrão
por uma nova modalidade marcada pela integração e pela flexibilidade que é fruto da
globalização e dos avanços tecnológicos adicionando às empresas o que se
denomina capital intelectual, ou seja, para sobreviver perante os desafios da
competitividade um empregado deve ser qualificado através de treinamentos e
aprendizado contínuo.
O vínculo empregatício muda com a diminuição do número de emprego fixo
em tempo integral por outras formas de prestação de serviço: terceirização, trabalho
temporário, trabalho por projeto, etc. Habilidades abrangentes, flexibilidade e
adaptação às mudanças, criatividade são alguns critérios exigidos nos segmentos
laborais.
Importante verificar que os novos mecanismos ideológicos, políticos e
econômicos utilizados pelo capital para intensificar a produção utiliza-se estratégias
para sufocar a organização dos trabalhadores: a origem do modo de produção
capitalista mantém inalterada a sua base exploratória; o grau de extração da maisvalia continua voraz com aumento de desemprego, de trabalho precário e aumento
de sobrantes.
A tecnologia e a ciência impõem um novo tipo de organização de trabalho
substituindo pelo computador e pela robótica a força muscular e a própria mente
humana colocando máquinas inteligentes em toda a escala de atividade econômica.
As mudanças no mundo do trabalho afetam as localidades, as organizações
426
menores, a vida real dos trabalhadores no seu processo de trabalho de
sobrevivência de saúde física, psíquica e mental.
Importante nessa perspectiva a compreensão das relações capitalista de
produção e a importância da ação da classe operária e a valorização do trabalho e
do trabalhador enquanto sujeitos políticos atuantes e como atores sociais com
condições culturais de, por um lado se adaptar às múltiplas dimensões do trabalho e
por outro lado poder se expressar contra as opressões específicas dentro do
capitalismo buscando alternativas humanizadoras realizáveis.
2. CONTEÚDOS
O trabalho humano nas perspectivas ontológicas e históricas; o trabalho
como realização da humanidade, como produtor da sobrevivência e da cultura; o
trabalho como mercadoria no industrialismo e na dinâmica capitalista. As
transformações no mundo do trabalho: tecnologias, globalização, qualificação do
trabalho e do trabalhador. A perspectiva histórica do trabalho: Mudanças no mundo
do trabalho, alienação, desemprego, qualificação do trabalho e do trabalhador.
Doenças originadas pelo trabalho:
• Trabalho humano: ação sobre o ambiente, produção de cultura e
humanização.
• O ser social; mundo do trabalho; sociedade.
• Dimensões do trabalho humano;
• Perspectiva histórica das transformações do mundo do trabalho;
• O trabalho como mercadoria: processo de alienação;
• Emprego, desemprego e subemprego;
• O processo de globalização e seu impacto sobre o mundo do trabalho;
• O impacto das novas tecnologias produtivas e organizacionais no mundo
do trabalho e do trabalhador;
427
• Perspectivas de inclusão do trabalhador na nova dinâmica do trabalho.
• Papel do Estado na proteção aos incapacitados.
3. METODOLOGIA
Pauta-se na retomada histórica dos vários sistemas de modo de produção
econômico revelando o processo evolutivo do mundo do trabalho que são reflexos de
interesses do poder econômico.
Dentro de uma visão pedagógica progressista o conteúdo é voltado aos
interesses da classe trabalhadora, portando concebe uma educação pela qual a
partir do conhecimento seja possível compreender a sociedade e suas contradições
e, a partir daí, obter conquistas sociais, políticas e culturais.
A centralização da perspectiva é dentro da sociedade moderna e a intenção
metodológica é repensar os impactos da globalização e do neoliberalismo sobre o
mundo do trabalho com conseqüências no aumento da produtividade /exclusão dos
trabalhadores no mercado de trabalho e numa visão mais ampla o fenômeno
multifacetado com dimensões econômicas, políticas, culturais, religiosas e jurídicas
interligadas de modo complexo.
Tomando como ponto de partida o conhecimento e a vivência dos alunos aos
poucos o conhecimento estarão sendo construído aliando teoria e prática. Os
recursos didáticos serão os tecnológicos disponíveis, pesquisas bibliográficas, mas,
principalmente debates e questionamentos.
4. AVALIAÇÃO
A avaliação é um processo contínuo de caráter formativo e elaborada de
acordo com os objetivos, conteúdos ou atividades realizadas. Seminários, pesquisas,
428
laboratórios, teatralizações, trabalhos em grupo e individuais, diálogos, registros e
provas escritas são estratégias avaliativas a serem utilizadas.
PROPOSTA
PEDAGÓGICA
CURRICULAR
DISCIPLINA
DE
LÍNGUA
ESTRANGEIRA MODERNA - INGLÊS – ENSINO TÉCNICO PROFISSIONAL
1. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
A partir de 1808, com a abertura dos portos ao comércio cria-se no país a
necessidade da implementação curricular das línguas estrangeiras modernas: o
francês e o inglês, com vistas ao atendimento da comunicação comercial, como
também ao aprimoramento da escola pública. O fim da escravidão fez aumentar o
contingente de imigrantes no país; as escolas das colônias estrangeiras eram
bilíngües priorizando a língua de origem. A partir de 1910 com a expansão das
escolas públicas no país as escolas nas colônias foram fechadas e no ginásio
429
(equivalente ao período de 5º a 8º série) além de se ministrar o Inglês e o Francês,
em alguns colégios introduziam-se o Espanhol assim como, o Latim que permaneceu
como língua clássica.
Com a Segunda Guerra Mundial estabeleceu-se a dependência econômicocultural do Brasil em relação aos Estados Unidos e consequentemente abriu-se mais
espaços ao estudo da língua Inglesa no currículo.
A LDB nº4024 de 1961 institui o ensino profissionalizante em cujas matrizes
curriculares o inglês era obrigatório. Em meados dos anos 80 com a
redemocratização do país foram criados os CELEMS pela SEED do Paraná com o
objetivo de oportunizar o aprendizado de línguas estrangeiras. A atual LDB
determina a oferta de pelo menos uma língua estrangeira moderna no Ensino Médio,
Fundamental e Profissionalizante.
O objetivo do ensino da língua Inglesa no curso profissionalizante é de
proporcionar domínio de aquisição e usos lingüísticos básicos de comunicação pela
linguagem além de fornecer o conhecimento das culturas a ela vinculado para a
necessária interação com o público destinatário facultando o processo de atualização
permanente de conhecimentos.
2. CONTEÚDOS
Saudações formais e informais, termos técnicos utilizados na restauração,
gêneros textuais e vocabulário específico utilizado na gastronomia, informativos,
comunicação oral.
• Generos textuais;
• Folders;
• Cardápios;
• Receitas;
430
• Textos epistolares;
• Correspondências; textos literários – narrativos, em prosa e verso;
• Textos técnicos;
• Textos jornalísticos;
• Textos publicitários;
• Vocabulário técnico relacionado à gastronomia;
• Análise linguistica;
• Elementos coesivos e marcadores do discurso;
• Variedades linguisticas;
• Diversidade cultural;
• Conhecimentos linguisticos.
3. METODOLOGIA
A concepção teórico-metodológica abordada para o curso fundamenta-se na
comunicação oral e escrita que exigem conhecimentos sobre o uso da gramática na
prática audiolingual, direcionada ao serviço da gastronomia, concomitante ao ensino
da linguagem há necessidade do conhecimento cultural, ou seja, o conhecimento dos
costumes e hábitos de países que utilizam a língua inglesa. A função social da língua
inglesa ultrapassa os limites dos países de origem uma vez que é utilizado
universalmente por questões de hegemonia cultural. Logo, praticar a língua inglesa
aprofundando o domínio da comunicação é indispensável no mundo do trabalho.
Os materiais didáticos têm que ser naturalmente diversificados, quer ao nível
de conteúdos, quer ao nível de suporte e de grau de dificuldade conceitual e
lingüístico. Textos informativos temáticos, fichas gramaticais e vocabulares, jogos,
diálogos, leitura interpretativa, e a utilização de toda a gama de recursos oferecidos
pelas novas tecnologias.
431
A aprendizagem é mais significativa quanto mais os conteúdos se
relacionarem diretamente com as vivências, os interesses e as experiências que
mobilizam o sujeito não só como aluno, mas como pessoa.
O objetivo mais da organização metodológica é, o aprendizado da língua
inglesa para fins comunicativos em gastronomia objetivando a eficiência no trabalho,
a autonomia do aluno e facultando condições que despertam o gosto por uma
atualização permanente de conhecimentos.
4. AVALIAÇÃO
A avaliação é um processo contínuo de caráter formativo e serão elaborados
de acordo com os objetivos, conteúdos ou atividades realizadas. Seminários,
pesquisas, laboratórios, teatralizações, trabalhos em grupo e individuais, diálogos,
registros e provas escritas são estratégias avaliativas a serem utilizadas.
5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ANTUNES, I. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no
caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.

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