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queremos difundir conhecimento, e o fato dele ter chegado
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Índice
Introdução..................................................................................................................................... 8
Conceitos Básicos da Cinematografia..................................................................................12
Escolha sua Câmera DSLR..................................................................................................... 26
Economizando na Compra.....................................................................................................34
Pixels Travados..........................................................................................................................38
Aliasing e Moiré....................................................................................................................... 40
Rolling Shutter...........................................................................................................................42
Superaquecimento.................................................................................................................. 44
Lentes, usando Primes, escolhendo marcas.....................................................................46
Lentes: Comprando e Adaptando........................................................................................ 53
Lentes: Distâncias Focais e Profundidade de Campo.....................................................58
Quais cartões de memória devo usar?...............................................................................62
Suportes......................................................................................................................................64
Baterias e Alimentação...........................................................................................................68
Áudio............................................................................................................................................70
Firmware .................................................................................................................................... 75
Magic Lantern............................................................................................................................ 75
GH1 Firmware............................................................................................................................ 77
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Para-sol (Matte Box).............................................................................................................. 79
Filtros de Densidade Neutra ..................................................................................................81
Visor LCD....................................................................................................................................85
Monitores ...................................................................................................................................89
Externos.......................................................................................................................................89
Picture Style Editor................................................................................................................... 92
Pós Produção ............................................................................................................................95
Armazenagem (para Edição).................................................................................................96
Transcodificar............................................................................................................................98
Sincronia de Áudio................................................................................................................. 100
Redução de Ruído...................................................................................................................102
Correção de Cor......................................................................................................................105
Botando a Mão na massa..................................................................................................... 107
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Introdução
O que eu preciso saber sobre
cinematografia (digital)?
Recentemente vimos nada menos do que uma revolução na área de
cinematografia e vídeo. Durante muitos anos vimos os preços de câmeras com
qualidade profissional baixarem mais e mais, desde as primeiras MiniDV que
começaram a democratização da produção audiovisual e o começo do uso de
vídeo na produção de cinema, à introdução das câmeras de alta definição, que
mudaram o que conhecemos por vídeo de qualidade para sempre.
No meio tempo, alguns de nós tentamos até criar ou comprar adaptadores para
usarmos lentes de câmeras SLR em nossas camcorders de alta definição!
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Mas nenhuma destas revoluções trouxe o vídeo para perto do cinema como a
introdução das primeiras DSLRs. De repente podíamos gravar vídeo de altíssima
qualidade, com boa latitude, enorme profundidade de campo e finalmente trocar
de lentes com câmeras que custavam menos de 3 mil dólares. Atualmente,
algumas destas câmeras custam apenas 600 dólares ou menos e produzem
imagens de qualidade inimaginável.
É mais do que conhecido que as câmeras DSLR tem vários pontos negativos
que podem se tornar irritantes mas os pontos positivos são tão fortes e tão
importantes que vale muito a pena usá-las.
Quanto a nós, que revisamos e traduzimos este guia da versão em inglês. Rafael
Perez é finalizador de efeitos visuais, e atualmente trabalha em Vancouver,
Canadá. Tem no currículo grandes filmes, como Transformers 3, Twilight e séries
de TV como Breaking Bad, Steven Spielberg’s Falling Skies e Arrow. No Brasil,
trabalhou em São Paulo numa das maiores finalizadoras de TV e cinema, a
Teleimage/Casablanca, como finalizador e motion designer. Rafael também é um
dos poucos profissionais que têm o título Adobe Video Master, e Adobe Certified
Instructor nos softwares Adobe After FX, Premiere, Photoshop e Illustrator.
Ivan comanda a Enzimage, uma produtora de vídeo na Holanda dedicada a
Marketing Digital. Em sua carreira produziu, editou e dirigiu incontáveis comerciais
para televisão no Brasil, dirigiu diversos curtas metragens.
Viaja o mundo filmando, editando e ensinando, sendo que sua empresa hoje
produz vídeo para 5 continentes.
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Lógico que ambos somos grandes adeptos da tecnologia DSLR desde os primeiros
modelos e tivemos a oportunidade de experimentar com várias marcas de
câmeras e lentes, gravando, editando, finalizando!
O guia foi
amplamente
readaptado
para o
mercado
brasileiro.
A razão para traduzirmos e adaptarmos um livro? A princípio queríamos tornar o
excelente material escrito Ryan Koo acessível a todos os brasileiros.
Mas a razão por trás de tudo é que ambos
sempre tivemos um compromisso com
desmistificar a tecnologia e de habilitar
mais e mais pessoas a se expressarem
por meio do cinema e do vídeo.
Acreditamos que da mesma maneira
que a imagem em movimento já é há
muito tempo o maior veículo de consumo
de arte e entretenimento, se tornou também um método importantíssimo de
comunicação e principalmente de transferência de informação. Assim, nosso
desejo é que o máximo de pessoas tenham a capacidade de entreter, comunicar
e informar por meio do cinema e do vídeo sem medo de errar e com a maior
qualidade possível.
Enquanto a estrutura e parte das idéias são derivada do livro de Ryan Koo, o
conteúdo foi profundamente modificado e atualizado e também procuramos
adaptar ao máximo o tema ao ambiente e mercados brasileiros.
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Toda a informação neste livro é baseada em muito tempo de leitura e estudo,
muitos seminários, feiras e eventos que visitamos e especialmente muito uso
destas impressionantes e adoráveis câmeras, tanto em projetos pessoais quanto
em projetos profissionais.
Se ao terminar de ler este livro você estiver empolgado em fazer um filme com
uma DSLR nossa missão está cumprida!
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Conceitos Básicos
da Cinematografia
O que eu preciso saber sobre
cinematografia (digital)?
Neste capítulo vamos passar por alguns conceitos básicos de cinematografia
que podem ser úteis para referência mais pra frente no nosso guia. Talvez você
já esteja familiarizado com estes termos, se for o caso fique à vontade para pular
este capítulo. Mas se por outro lado sua formação é em fotografia ou se é novo
para imagem digital em geral, este capítulo de bônus vai te ajudar a esclarecer
alguns conceitos básicos de cinematografia que vamos usar no guia.
Ele não vai ser um glossário extenso, mas vai ser um bom ponto inicial. Vamos
explicar estes conceitos de um ponto de vista prático e não de um ponto de vista
científico por que acreditamos que neste caso é mais importante saber como
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as coisas funcionam do que por que elas funcionam. Se você está procurando
conhecimento mais específico, fique de olho no nos artigos do
www.cinematografico.com.br para se aprofundar mais.
Então aqui vão 10 conceitos básicos com os quais você deve se familiarizar:
1. Proporção do quadro e lentes anamórficas
A proporção do quadro já foi um problema maior do que é hoje. Antes das
câmeras de alta-definição aparecerem, a proporção padrão de 4:3 das televisões
era geralmente inconveniente para quem estava procurando um “look” mais
cinematográfico, por que conteúdo na proporção de 4:3 (ou 1,33:1) sempre esteve
associado com televisão, enquanto composições em widescreen (tela larga) era
o que as pessoas estavam esperando ver no cinema. Quando dizemos que uma
imagem é 4:3 (dizemos “quatro por três”), queremos dizer que a imagem tem 4
2,35:1 1,85:1 1,33:1
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unidades de largura por 3 de altura. Quando dizemos “1,33:1” queremos dizer...
bom, você entendeu né? é a mesma coisa. Normalmente nós descartamos o “:1”
por que já está implícito. Podemos dizer apenas que vamos gravar em 1,85 ao
invés de “1,85:1”
O padrão das TVs de alta definição ou
HDTV hoje já é na proporção de 16:9,
que no caso é 1,78:1. Bem próximo da
proporção de 1,85:1 tradicional em
muitos filmes. Além destes dois formatos
praticamente idênticos, outra proporção
mais comum é o CinemaScope de 2,35:1,
que é comum em filmes de produção mais
cara.
O formato 2,35:1 é filmado normalmente
usando lentes anamórficas. Lentes anamórficas não são esféricas, ou seja,
elas espremem a imagem horizontalmente para preencher o filme ou o sensor,
sendo necessário o uso de uma lente anamórfica novamente na projeção para
se “desespremer” a imagem de volta. Enquanto é possível colocar uma lente
anamórfica em uma câmera DSLR, a maioria de nós vai simplesmente gravar na
proporção padrão de 16:9.
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2. Bokeh
Bokeh (que muita gente no Brasil
pronuncia como se fosse um
arranjo de flores, mas na verdade
se pronuncia “bou-que”) é uma
das maiores razões por que todos
querem gravar com DSLRs. Bokeh
é um termo derivado do termo
japonês “boke”, que significa
“qualidade do desfocado”.
Bokeh se refere à parte da imagem que está fora de foco ou “borrada”. Dentre
as ferramentas do cinematografista, bokeh não é só uma qualidade estética
agradável mas também ajuda a direcionar o olho do espectador para a área de
interesse no quadro.
Para conseguir esse efeito, é preciso que o sensor da câmera seja
consideravelmente grande. Além disso, é necessário haver um certo controle da
lente usada. Nas câmeras de vídeo, o sensor é pequeno e, a não ser em modelos
extremamente caros, não há a possibilidade de trocar a lente da câmera. Por isso
as DSLRs são perfeitas pra obter esse efeito: o conjunto sensor grande + lentes
intercambiáveis tornam pela primeira vez a possiblidade de conseguir imagens
como a acima possívels em câmeras custando menos de 1000 dólares.
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3 . Compressão e Bitrate (taxa de bits)
Bitrate muito
baixo pode
causar esses
“blocos de
cor” durante
o vídeo.
Compressão se refere ao método usado
para se reduzir a quantidade de dados que
uma DSLR produz; no caso de DSLRs que
gravam vídeo, todas as câmera aplicam
algum tipo de compressão. Se você está
acostumado a tirar fotos no formato
JPEG, já está acostumado com imagens
comprimidas; enquanto RAW também
pode ser comprimido, normalmente
pensamos nele como “descomprimido”.
Isto acontece, se falando de vídeo, por que normalmente quando falamos em
compressão, falamos de “compressão com perda”, o que significa que o codec (ou
algorítimo de compressão) degrada a imagem para reduzir o tamanho do arquivo.
Como você pode imaginar, degradar partes de uma imagem tem resultados
negativos, e mesmo que muitos codecs se utilizem de técnicas de percepção visual
para minimizar o quanto uma pessoa percebe depois da compressão ser aplicada,
a diferença ainda está lá. Por exemplo, se você der upload de um vídeo para o
Youtube, ele vai recomprimir seu vídeo para otimizar para distribuição na internet
Quando você grava com sua DSLR ela está aplicando técnicas semelhantes de
compressão, e embora visualmente a qualidade seja muito boa, matematicamente
a imagem é muito afetada, e isso tem um impacto enorme no quanto você pode
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corrigir as cores do seu vídeo.
4. Profundidade de Campo
A quantidade de objetos a
diferentes distâncias da lente
que estão em foco é uma
função da profundidade de
campo. Pouca profundidade
de campo significa que apenas
um plano está em foco. Muita
profundidade de campo significa
que muitos planos estão em
foco.
A profundidade de campo é
determinada pela distância focal, abertura de íris e tamanho do sensor. DSLRs
explodiram em popularidade quase que unicamente pela capacidade de criar
imagens com menor profundidade de campo. Isso se dá principalmente pelo
enorme tamanho dos seus sensores (Veja o capítulo “Escolhendo uma DSLR” para
um exame do tamanho dos sensores), que são extremamente maiores que outras
câmeras de vídeo. Num nível bem básico, menor profundidade de campo permite
aos cineastas tirar de foco partes da imagem que eles julguem desnecessárias.
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5. Exposição e Abertura de Íris
A exposição é a relação entre abertura da íris (ou abertura para ficar mais curto),
tempo de exposição e sensibilidade do sensor (além de eventuais filtros), ou em
termos simples, é o quão clara ou escura vai ficar sua imagem. Variando estes três
fatores podemos controlar a quantidade de luz na nossa imagem. Vamos falar de
tempo de exposição no ítem “Velocidade do Obturador” e de sensibilidade no ítem
“ISO”. De abertura falaremos agora mesmo!
O ajuste de
íris afeta não
apenas a
exposição,
mas também
a profunidade
de campo da
imagem.
A íris é o círculo ajustável do lado de trás de uma lente que deixa passar mais ou
menos luz. A quantidade de luz que ela transmite é geralmente chamada de F-Stop
(T-stop é semelhante mas é medido e não calculado). Nós vamos nos aprofundar
mais em abertura na seção de lentes do guia, mas lembre-se que a abertura não
afeta apenas a quantidade de luz, mas também o ângulo dos raios atingindo o
sensor, uma iris fechada cria uma imagem com mais profundidade de campo, uma
íris aberta cria uma imagem com menos profundidade de campo como você pode
ver na imagem acima.
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6 - Distância Focal
Técnicamente, distância focal é a distância em que raios de luz colimados são
colocados em foco. Um modo mais prático de definir, é dizer que a distância focal
é a o quanto a lente aproxima a imagem.Uma distância focal maior, por exemplo
100mm, faz com que os objetos distantes pareçam estar mais perto; enquanto
estes mesmos objetos pareceriam mais longe com uma distância focal menor,
como 35mm.
Repare a diferença física de duas lentes, a primeira com distância focal de 28mm
e a segunda, de 200mm.
Distância focal também se refere ao ângulo de visão; distâncias focais maiores
tem menor ângulo de visão e distâncias focais menores tem maiores ângulos de
visão. Veja a diferença das fotos tiradas com a câmera no mesmo local mas com
lentes de distância focal diferente:
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Variar a lente
permite criar
imagens
totalmente
diferentes
uma das
outras.
28mm
50mm
70mm
200mm
Vale lembrar que maiores distâncias focais também significam menos
profundidade de campo, ou seja, uma lente grande angular de 18mm tem mais
planos em foco do que uma lente de 200mm
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7. Taxa de quadros por segundo (frame rate)
Taxa de quadros por segundo é a
frequência com que sua DSLR captura
imagens consecutivas. Normalmente é o
número do lado da letra “P” no caso de
imagens progressivas, então 24p é 24
quadros por segundo, 30p é 30 quadros
por segundo, etc.
Gravar a 24
quadros por
segundo
ajuda a dar
um visual de
cinema ao
seu vídeo.
Taxas de quadro diferentes renderizam
o movimento de modo diferente, o que
combinado com o tempo de exposição
produz imagens que se comportam muito
diferente umas das outras.
O cinema mantém um padrão de 24 quadros por segundo desde 1920 e os
espectadores associam esta cadência com conteúdo cinemático, então gravar em
24 quadros por segundo é essencial se você vai gravar material dramático.
No entanto você não tem que gravar sempre na mesma taxa de quadros que vai
projetar seu filme. Por exemplo, se sua câmera pode gravar 60p, é uma ótima
maneira de gravar material em câmera lenta. Se você gravar a 60p pode diminuir
a velocidade para 40% na timeline para um efeito prefeito de slow-motion.
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8. ISO e ruído
ISO na verdade é a sigla da “Organização
Internacional de Padronização” (International
Organization for Standardization, em inglês),
e por isso você vê essa sigla em vários outros
lugares além da fotografia - muitas empresas tem
certificação ISO:9001, por exemplo.
Mantenha o
ISO o menor
valor possível
para imagens
com pouco
ruído e cores
vibrantes.
Mas como cinematografistas, nossa preocupação
é com uma padronização só, a que pertence
à medida de sensibilidade à luz em fotografia.
ISO, como usamos em fotografia digital, veio da
sensibilidade de filmes usados nas antigas SLRs
(sem o D de digital na frente).
Antigo filme fotográfico
ISO 100
Mesmo que nós não venhamos a usar negativos, nossas cameras são calibradas
para que a sensibilidade do sensor a ISO 400 seja a mesma sensibilidade de um
filme ISO 400. ISO é uma medida logarítimica, ou seja, ISO 400 é duas vezes
mais sensível à luz do que ISO 200, que é duas vezes mais sensível que ISO 100, e
assim por diante.
Aumentar o ISO num sensor digital significa aumentar a carga elétrica dos pixels e
adicionar mais ruído na imagem, ou seja, quanto maior o ISO, mais clara a imagem,
mas também mais ruído vai estar presente.
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9. Progressivo versus Entrelaçado
Felizmente
o sistema
entrelaçado
é cada vez
mais raro
no vídeo
digital. Já era
tempo...
Vídeo entrelaçado foi uma solução alternativa
inventada para resolver vários problemas na
transmissão de sinal de vídeo para televisores
antigos de CRT nos anos 30 que acabou
vivendo muito mais do que deveria.
O entrelaçamento resolvia vários problemas
da tecnologia do momento dividindo um
quadro em duas imagens diferentes, o televisor
podia projetar o dobro de quadros usando a mesma largura de banda, a definição
percebida aumentava, o televisor projetava mais quadros por segundo. Como
você pode ver na imagem ao lado, vídeo entrelaçado pode causar problemas
com movimento entre tantos outros problemas. Hoje temos sorte de viver na era
do Youtube e das TVs de plasma e LCD, ou seja, numa sociedade que é quase
totalmente progressiva (falando em imagem, não em política).
O vídeo progressivo captura uma imagem de cada vez em sequência, o que se
assemelha ao cinema no que se trata de percepção do movimento. Comparado
com imagens entrelaçadas, imagens progressivas tem maior resolução vertical ,
menos artefatos, é melhor para se escalonar (aumentar ou diminuir de tamanho).
Lembre-se que amigos não deixam outros amigos gravarem vídeo entrelaçado!
Felizmente, enquanto ainda existem diversos modelos de câmeras de vídeo
entrelaçado, todas as DSLR gravam vídeo progressivo.
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10. Velocidade do obturador (Shutter)
Velocidade do obturador é o tempo de
exposição do sensor à luz. Para câmeras
de filme, é o tempo que o obturador
(mecânico) fica aberto e o filme fica
exposto à luz. Mas para gravar vídeos
em uma DSLR, essa abertura é simulada
eletronicamente.
Pra conseguir
um visual
de cinema,
o obturador
deve ser
configurado
para 1/48s.
A velocidade do obturador afeta a quantidade de luz que atinge o sensor e
também afeta como o movimento é capturado. Obturador mais lento deixa
entrar mais luz e os movimentos ficam menos nítidos (mais borrados), enquanto
obturador mais rápido resulta em menos luz entrando na camera e quadros mais
bem definidos e dependendo da velocidade, a sensação de luz estroboscópica.
Em câmeras de cinema, normalmente se grava com o obturador a 180 graus, o
que significa que o obturador está aberto 50% do tempo (180 graus de 360). Isso
significa que a quantidade de tempo que a seu obturador fica aberto é metade da
sua taxa de quadros por segundo; então a 24 quadros por segundo, um obturador
de 180 graus seria melhor emulado com um obturador de 1/48. Provavelmente
isso não vai ser possível na sua DSLR, então usamos o valor mais próximo,
que seria 1/50 ou 1/60 por exemplo. Essa configuração dá o movimento mais
cinemático na imagem, mas pode variar muito dependendo das suas intenções.
Obturador muito rápido cria movimentos mais bruscos como em filmes como
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“O Resgate do Soldado Ryan” ou “Gladiador”. Por outro lado, o obturador mais
lento cria movimento mais suave por que vai haver mais borrado nos movimentos
(motion blur). Não tem uma regra fixa para uso do obturador, mas se você não
sabe o que escolher, vá com a metade da taxa de quadros.
É isso aí! Esse capítulo ficou muito maior do que queríamos, mesmo passando por
estes conceitos o mais rápido possível. Se você não entendeu alguma coisa, não
se preocupe, você vai entender ao longo do guia. Agora vamos checar algumas
câmeras.
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Escolha sua
Câmera DSLR
Qual é a câmera
certa para mim?
Este guia se concentra mais nas câmeras DSLRs da Canon série EOS, mas também
vale para câmeras da Nikon, Panasonic, Sony e outros. Este capítulo pode ficar
rapidamente desatualizado, de modo que é sempre interessante checar a lista das
cameras DSLRs mais vendidas para descobrir as novidades. Acreditamos que as
câmeras DSLR preferidas para vídeo ainda são as Canon, mas hoje existem muitas
outras opções para todos os bolsos. Não vamos tentar detalhar todas as câmeras
que existem, mas sim dar uma visão geral das opções, divididas em tamanho de
sensor ou preço.
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O principal ponto para entender o resto do capítulo é saber como o tamanho do
sensor da câmera afeta a imagem que ela produz. Sensores maiores nem sempre
são melhores, mas para nossos objetivos, um sensor maior produz imagens com
mais profundidade de campo, maior profundidade de cores e menos ruido.
Aqui um gráfico dos tamanhos dos sensores1:
Como você pode ver no gráfico,
o tamanho APS-C da Canon
e da Nikon são levemente
diferentes, mas não o suficiente
para fazer diferença na prática.
Para efeitos de comparação,
incluí a câmera de video
profissional Sony EX-3 (9.000
dólares) - você pode ver o quão
impressionante é o tamanho
desses sensores comparados
com a EX-3, e por isso essa é
uma tecnologia tão espetacular.
35 mm Full Frame (Canon 5DmkII, Nikon D3s)
APS-H (Canon 1D Mark IV)
APS-C Nikon D90 e D300s
Micro 4/3 (Panasonic GH1)
APS-C
Canon 7D e T2i)
1/2” (Sony EX-3)
Com isso em mente, vamos ver quais são as melhores SLRs para cinema.
1 Ilustração do tamanho dos sensores baseado na imagem da Wikipedia e alterado
especialmente pela Cinematografico.com
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Câmeras Full Frame
Um fator
importante
em relação a
sua escolha,
que você não
vai encontrar
em nenhum
manual é o
quanto ela é
hackeável.
Câmeras como a Canon 5D Mark II, 5D
Mark III, 1Dx ou as Nikon D600 e D800 ou
ainda a Sony a99 têm o chamado sensor Full
Frame. Elas produzem imagens mais suaves
e com muito menos profundidade de campo
do que outras câmeras. Usando lentes muito
abertas pode ser até difícil trabalhar com o
foco. Devido ao sensor muito maior estas
câmeras são mais sensíveis à luz, permitindo
obter cenas noturnas com menos ruído e
mais definidas. A Canon 5D Mark II foi a câmera responsável pela revolução do
uso de DSLRs para vídeo e cinema.
Câmeras APS-C
São câmeras como a 7D, 60D, t2i, t3i e t4i
da Canon ou D7200 e D5100 da Nikon, as
SONY a77V, a65V, a57, a37, NEX-3, NEX-5,
NEX-7 etc.
Câmeras com este sensor tendem a ser mais
baratas e menores do que as Full Frame. O
sensor APS-C é praticamente do tamanho
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de um filme Super35, o que faz com que a ótica se comporte de maneira parecida
com que se comportaria numa câmera de cinema (O sensor Full frame tem um
tamanho equivalente a um filme VistaVision, muito maior que o 35mm que é
padrão de produção cinematográfica).
Há uma variedade muito maior de câmeras APS-C em relação às Full Frame e fica
mais fácil escolher sua preferida (pagando menos) entre elas.
Câmeras MicroFourThirds ou Mirrorless
Câmeras
Mirrorless
aceitam
qualquer
tipo de lente
desde que
se tenha um
adaptador.
(Micro Quatro Terços ou “sem espelho”)
As principais câmeras com sensores
MicroFourThirds são as Panasonic GH1, GH2
e GH3 e alguns modelos da Olympus. Este
sensor é o que produz menor profundidade
de campo dos modelos que vamos falar,
ou seja, tem menos desfoque nas imagens.
Além disso estas câmeras são menos
sensíveis à luz devido ao tamanho do sensor.
Essas câmeras têm 3 vantagens que simplesmente desbancam qualquer
desvantagem que se possa pensar.
A primeira é que como estas câmeras não tem espelho refletindo a imagem para
um viewfinder ótico, o bocal da lente é muito próximo do sensor. Por causa disso
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é possível praticamente adaptar qualquer tipo de lente a essas câmeras, desde
lentes de câmeras de segurança até às lentes mais caras de câmeras de cinema.
O segunda é que as câmeras da panasonic
não produzem o (horrível) efeito de aliasing
das Full Frame e das APS-C.
E a terceira é que (no momento da escrita
deste livro) as câmeras GH1 e GH2 são
altamente hackeáveis (mais sobre este
assunto a seguir).
Câmeras APS-H
O exemplo de câmera APS-H é a Canon 1D
Mark IV. É uma ótima câmera com uma
sensibilidade imensa à luz com pouquíssimo
ruído e é voltada a fotógrafos de alto nível.
O imenso ganho de qualidade de imagem
vem acompanhada de aumento igualmente
imenso no preço.
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Câmeras de Cinema
A revolução das DSLR impulsionou a
criação de novas câmeras que
pretendem preencher um vazio deixado
por elas. O principal é a gravação das
imagens em formato RAW. A câmera
mais barata que grava RAW no
momento é a BlackMagic Cinema
Camera (abreviada em fóruns para
BMCC). Esta câmera tem um sensor ligeiramente menor que MicroFourThirds,
mas tem a enorme vantagem de gravar imagens sem compressão e com mais
resolução e latitude, garantindo uma qualidade maior de imagem.
Camcorders de sensores grandes
Como já dissemos anteriormente as
duas grandes vantagens de uma DSLR
sobre uma câmera de vídeo é o tamanho
do sensor e as lentes intercambiáveis.
Seguindo a onda de câmeras DSLR,
algumas marcas lançaram câmeras que
ficam entre as DSLR e Câmeras de vídeo
convencionais.
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Na maioria dos casos elas mantém as conexões padrão de câmeras de vídeo
profissionais como SDI e áudio balanceado e tem mais controles à mão que em
DSLRs estão enterrados nos menus. Bons exemplos são a Panasonic AG-AF100 e
as Sony FS100 e FS700 ou NEX-VG10 e NEX-VG20 e o modelo NEX-VG900 que
é uma camcorder Full Frame da Sony.
Hacking
Hackear sua
câmera pode
adicionar
muitas
funções que
os fabricantes
deixaram de
lado.
Outro fator para se prestar atenção é se a câmera é hackeável ou não.
Hacks podem adicionar diversas funcionalidades às câmeras ou melhorar
funcionalidades já existentes. Novos hacks são anunciados constantemente,
então vale a pena visitar o site dos hackers da sua câmera para uma descrição
atualizada. Ainda assim, podemos explicar um pouco como funcionam.
Magic Lantern
O Magic Lantern (ou Lanterna Magica) foi a primeira investida dos hackers na
direção das DSLR. Nas primeiras edições o foco era principalmente controlar
a gravação de áudio (que só tinha controle automático de volume) e adicionar
mais taxas de quadro por segundo (a 5D Mark II, quando lançada, só gravava 30
quadros por segundo).
Hoje o Magic Lantern adiciona diversas outras funções à maioria das câmeras da
linha Canon como algum controle do bitrate (taxa de dados), marcas na tela para
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enquadramento 1,85, 2,33 ou qualquer outro, monitoramento constante do áudio,
configurações de diversas funções da câmera, zebra, etc. Basicamente fazendo ela
agir mais com uma câmera de cinema.
A instalação do Magic Lantern é relativamente simples e dificilmente vai causar
algum dano à sua câmera (mas não nos responsabilizamos caso dano aconteça,
portanto se fizer, está fazendo por sua própria conta e risco).
Para mais informação (em inglês): http://magiclantern.wikia.com
Panasonic GH1/GH2/GH3
Quando a Panasonic GH1 foi lançada, ela gravava vídeo FullHD com míseros
17mbps, o que resultava numa imagem muito comprimida, que não poderia
de maneira alguma ser usada em produções profissionais. Um hacker chamado
Vitaly Kiselev conseguiu decodificar o firmware da GH1 e aumentar o bitrate
para 50mbps (ou até mais) transformando a GH1 numa câmera que podia ser
levada à sério. Em seguida a GH2 foi lançada com um bitrate máximo de 24mbps
e novamente Vitaly se empenhou e mais uma câmera era capaz de bitrates
altíssimos.
O hack hoje se aplica a várias câmeras da linha Lumix da Panasonic, mas ainda
não à GH3.
Para mais informação (em inglês): www.personal-view.com
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Economizando na
Compra
Como fazer um bom negócio
na compra da minha câmera?
Comprar
uma câmera
no exterior é
normalmente
a melhor
opção.
Uma vez que você tenha decidido qual câmera vai comprar, é hora de encontrar
um revendedor confiável de quem você vai fazer essa compra. Se você viaja ao
exterior com frequência ou tem amigos viajando que possam trazer equipamento
para você, esta é a maneira mais barata de se fazer a compra. Estando em Nova
Iorque ou tendo um endereço residencial para entrega nos Estados Unidos,
a primeira sugestão é a B&H Photo, esta é a maior e mais famosa loja de
equipamento de fotografia e vídeo do mundo e é uma das mais confiáveis, eles
sempre tem mercadoria em estoque. A B&H não envia equipamento para hotéis,
portanto, estando em outras cidades, não é possível fazer a compra e pedir que
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entreguem no seu hotel, mas se
estiver hospedado na casa de amigos
não tem problema. Lembre-se de
fazer o pedido antes de viajar caso vá
ficar poucos dias para não acontecer
de o equipamento chegar depois de
você ter ido embora.
Algumas
câmeras na
Europa não
tem 24 e 30
quadros por
segundo.
A B&H também envia equipamento
para o Brasil, onde você pode
escolher o envio comum onde com certeza vai pagar os enormes impostos que
se aplicam às importações, ou escolher um modo diferente de entrega onde eles
fazem a entrega por um custo mais alto, mas sem o pagamento dos impostos
(normalmente vale muito a pena). Eles também têm site e atendimento por
telefone em português e mesmo na loja existem atendentes que falam nossa
língua. Uma dica: estando em Nova Iorque, mesmo sem planos de comprar
equipamento, vale a pena uma visita à loja deles, é como um parque de diversões
para fotografia e vídeo.
Na Europa é um pouco mais difícil sugerir uma loja por que não há uma loja única
que esteja tanto à frente das outras. O ideal é pesquisar para o país que você está
visitando perguntando para quem já mora lá. Lembre-se que o sistema de TV
da Europa é diferente do do Brasil (que é semelhante ao dos Estados Unidos) e
dependendo da câmera que você comprar, ela vai gravar 25 frames por segundo
ao invés de 24 e 30. Isso não influencia nas câmeras da Canon que podem
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alternar entre os sistemas mas influencia nas Panasonic (embora o hack da GH1 e
da GH2 resolva o problema).
Tanto na Europa quanto nos Estados Unidos a Amazon é uma ótima opção para
se comprar online e mandar entregar (diferente da BH Photo eles entregam em
hotéis!) e se pagar mais barato.
No Japão, procure por uma loja
chamada Yodobashi, que tem filiais
nas maiores cidades do país, só tome
cuidado para ver se sua câmera vai ter
menu em português ou inglês.
Ao comprar
uma câmera
no Japão,
confira se ela
tem menus
em Portugûes
ou Inglês.
Diferentes marcas têm diferentes
políticas em relação a garantia de
equipamento comprado no exterior.
Sempre olhe se existe garantia no Brasil
e se esta garantia vai cobrir seu produto
comprado lá fora.
No Brasil os equipamentos saem mais caro, se puder pagar um pouco a mais vale
a pena comprar de uma revendedora grande e conhecida como FNAC, Submarino
ou outra loja de grande porte. Pesquise bem os valores, se demora para entrega,
se pode devolver caso o produto apresente problema, etc. O investimento não é
pequeno, então todo cuidado é pouco!
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Uma alternativa é comprar no
Mercado Livre ou outros sites
de leilões, mas aí sim o cuidado
deve ser redobrado. Além de nem
sempre os vendedores serem bem
intencionados, existe o problema
de garantia. Normalmente esses
vendedores vendem produto sem nota
fiscal ou importados ilegalmente, que
raramente são cobertos pela garantia
do fabricante.
Em sites de
leilão ou
venda entre
pessoas
físicas, todo
cuidado é
pouco
Uma das áreas onde você pode se beneficiar em sites como Mercado Livre é
na compra de equipamento usado, onde você pode encontrar lentes e câmeras
mais baratas do que o normal. Novamente, todo cuidado é pouco. Faça contato
telefônico e procure vendedores de boa reputação. Equipamento usado de boa
qualidade é melhor que equipamento novo barato.
Mais uma alternativa é usar o eBay para comprar acessórios para sua câmera.
Hoje é fácil encontrar equipamento chinês de qualidade para sua câmera desde
baterias e grips até suportes, follow-focus, etc. Neste caso você precisa ler e
entender inglês e ter uma conta no PayPal para fazer o pagamento. O envio de
equipamento da china também corre o risco de ser parado na alfândega brasileira
e de ser taxado em até 90%, ou até mais se os agentes acharem válido.
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Pixels Travados
O que são essas pontinhos
parados no meu vídeo inteiro?
Uma boa razão para comprar seu equipamento de uma fonte confiável, é o
problema comum de pixels travados (que também é conhecido em inglês por
“stuck pixel” ou “hot pixel” ou “dead pixel”).
Toda câmera
sempre tem
alguns
hot-pixels
Com a enorme quantidade de pixels que existem num sensor CMOS de uma
DSLR, você com certeza vai receber uma câmera com pixels travados; usuários
de câmeras de vídeo baseadas em tecnologia CCD podem não estar prontos para
isso. Para DSLRs profissionais com mais de 20 milhões de pixels, alguns pixels
travados estão dentro do padrão de tolerância a erros dos fabricantes, e aplicativos
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Os hot-pixels
são por si
só são uma
boa razão
pra comprar
numa loja
que aceite
devolução ou
troca.
profissionais como LightRoom ou Aperture
normalmente detectam e consertam pixels
travados automaticamente quando você
importa uma foto. No entanto, não existe
essa função para vídeo, e enquanto um pixel
entre 20 milhões numa imagem estática
não é problema, um pixel entre 2 milhões
numa imagem em movimento é bem fácil
de se detectar (As DSLR gravam vídeo
numa resolução reduzida de 1920x1080 que é quase 2 milhões de pixels). Não
é totalmente necessário buscar por pixels com problema na sua câmera para
fotos - você vai acabar ficando louco procurando e achando que sua câmera tem
problema.
No entando você com certeza deve entrar no modo de vídeo, colocar o ISO lá
em cima e mexer a câmera de um lado para outro numa parede lisa para ver se
existem pontos que permanecem parados. Existem muitos relatos de gente que
comprou DSLRs como a 5D com mais de 20 pixels travados para foto e 1 ou 2 para
vídeo e tiveram que trocar a câmera.
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Aliasing e Moiré
Por que às vezes vejo linhas
horizontais serrilhadas?
Outro problema para se pensar antes de pular de cabeça no mundo das DSLRs é
o problema de aliasing (Moire é um problema de artefatos nas cores relacionado
ao mesmo problema). Aliasing é um problema que ocorre com as DSLRs por
que elas foras projetadas para tirar fotos a uma resolução muito maior do que
gravam vídeo. Então para transformar uma imagem de 5616x3744 pixels em
modo de foto para 1920x1080 em modo de vídeo, a câmera simplesmente
descarta algumas linhas. Num cenário ideal a câmera consideraria todos os pixels
e faria uma média entre eles para entregar uma imagem regular (como usando
redimensionamento bilinear ou bi-cúbico no photoshop); ao invés disso, por que
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as câmeras não tem um processador rápido o suficiente para processar toda
essa informação em tempo real, elas deixa algumas linhas de lado (pense em
usar o redimensionamento “Nearest Neighboor” ou “Vizinho mais próximo” no
Photoshop). O resultado são linhas serrilhadas.
Isso é mais aparente em linhas finas ou padrões com linhas e vão de exemplos
onde não se dá para usar as imagens até imagens onde mal se vê o defeito.
Este vídeo foi gravado no parque de madurodam e a textura fina do
prédio gera interferência de moiré e aliasing no sensor da câmera.
Sempre
ajuste a
configuração
de sharpness
no mínimo
possível.
A primeira coisa que você deve fazer quando for começar a usar sua DSLR é
colocar a configuração de sharpness no mínimo. Isso não vai eliminar este
defeito em todas as condições mas pode deixar o defeito mais suave em algumas.
Enquanto os chips dessas câmeras vão ficando mais e mais poderosos, talvez
tenhamos DSLRs que possam redimensionar as imagens de alta resolução, mas
para eliminar o o problema de vez, talvez a solução seja câmeras de resolução
menor.
Novas câmeras da Canon, como a t3i e a t4i tem um modo de Zoom digital que
utiliza apenas a parte central do sensor e elimina o efeito de aliasing até certo
ponto. As câmeras GH1, GH2 e GH3 redimensionam a imagem na câmera e não
sofrem desse efeito indesejado.
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Rolling Shutter
Por que o poste
está torto?
Rolling Shutter, conhecido também como jellocam (câmera gelatina) é mais uma
desvantagem dos grandes sensores CMOS. Sim, com tecnologia CMOS podemos
colocar um chip enorme dentro de uma câmera relativamente barata (comparada
com uma câmera de 3 CCDs), mas com as coisas boas (menor profundidade de
campo, maior sensibilidade à luz) vem o mal (pixels-travados, filtro bayer) e o
horrível Rolling Shutter.
Como as câmeras CMOS lêem a imagem varrendo o sensor de cima para baixo
ao invés de fazer uma leitura completa instantânea como os CCDs, movimentos
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rápidos e movimentos laterais podem ficar parecendo com visão de um bêbado! É
melhor mostrar um exemplo do que tentar explicar:
Clique aqui para ver um exemplo do efeito de Rolling Shutter
Filmar no
estilo câmera
na mão é
normalmente
uma má idéia
para DSLR
Para lidar com Rolling Shutter (assim como aliasing) temos que conhecer o
inimigo e usar as táticas certas para evitá-lo. Não tente fazer movimentos laterais
bruscos com sua DSLR e não tente filmar no estilo câmera na mão - Bruxas de
Blair, Cloverfield. Use sua DSLR como uma câmera de cinema - melhor ainda,
fixe algum acessório ou um terceiro ponto de contato (mais a respeito disso
depois) para que você a trate como uma câmera grande de cinema. Esta dica
sozinha, mais do que qualquer outra dica deste guia, vai melhorar suas produções
tremendamente! Tome também cuidado com luzes estroboscópicas, flashes
ou raios - Mudanças rápidas e intensas de luminosidade podem afetar apenas
metade de um quadro, e você vai acabar com uma metade clara e outra escura.
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Superaquecimento
Por que a câmera
desligou sozinha?
O super
aquecimento
é um infeliz
problema de
usar câmeras
de foto para
filmar.
DSLRs não foram criadas para gravar vídeo em um ambiente profissional de
filmagem ou no calor brasileiro, então não importa qual DSLR você vai comprar,
provavelmente vai ter problemas de superaquecimento. Isso acontece quando
a temperatura dos sistemas da DSLR chegam a um nível onde ou a câmera
se desliga sozinha ou a imagem fica com mais ruído, ou ainda causa danos
irreparáveis.
Isso normalmente acontece depois de vários minutos de uso contínuo. Uma
câmera como a Nikon D90 ou a Canon 7D se desligam e você não consegue entrar
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no modo Live View de novo até que elas se resfriem o suficiente. A 5D Mark II
permite que você continue gravando mas as imagens ficam com mais e mais
ruído.
Fique
bastante
atento em
entrevistas
ou gravações
mais
longas.
Superaquecimento é um efeito colateral de ter uma super câmera por tão pouco
dinheiro, e a melhor solução para esse problema é ter duas câmeras, para que
você grave enquanto a outra esteja esfriando. Ou, se você estiver numa produção
mais cara, mais câmeras! Além disso não existe outra solução para o problema
de aquecimento a não ser usar o modo Live View somente quando necessário,
mantenha o ambiente de gravação o mais frio possível e programe as pausas na
gravação de acordo com a câmera.
Em produções onde se grava e para de pouco em pouco tempo não há problema
mas para se gravar entrevistas ou shows, onde você tem que manter a câmera
rodando por períodos mais longos de tempo pode ser um problema e tanto.
Bom, chega de falar dos problemas das DSLRs! Lembre-se que você está
comprando uma câmera com muito menos profundidade de campo e muito mais
sensível à luz que qualquer coisa abaixo de 40 mil reais! Você foi avisado dos
pontos negativos, mas como eu já disse antes, vale a pena assim mesmo!
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Lentes,
usando Primes,
escolhendo marcas
Quais lentes eu devo usar?
Uma das maravilhas de se usar uma DSLR é poder trocar lentes. Até esse ponto na
história todas as câmeras de vídeo abaixo de R$15.000 tinha uma única lente com
a qual você tinha que gravar tudo. Nunca mais!
Não existe
uma única
lente que
serve para
tudo.
Mas espere: qual a vantagem de se usar lentes intercambiáveis, você me pergunta.
Normalmente as pessoas compram a sua primeira DSLR com uma lente que serve
para tudo (meio que perdendo o propósito de ter uma DSLR). Bem, não existe uma
lente que serve pra tudo. Seria a mesma coisa que usar uma só roupa pra todas as
estações: você precisa de uma roupa de inverno quando está frio e uma roupa de
verão pra quando está calor e roupa nenhuma roupa numa praia de nudismo.
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Se você quer fazer filmes com
DSLR que vão parecer com o filme
de qualquer outra pessoa, use a
lente do kit. Não tem problema.
Mas a lente do kit não é indicada
pra material dramático. É legal
para um documentário, mas para
menor profundidade de campo e
maior sensibilidade à luz, você vai
querer uma lente prime. Deixa eu
reforçar isso: Primes!
Primes
Sim, para material dramático as primes são suas melhores amigas.
Documentaristas vão preferir lentes zoom para ter maior flexibilidade e agilidade,
mas primes (significando lentes com distância focal fixa ou para os leigos, lente
sem zoom) são mais rápidas (em termos de luz e não de quantas tomadas você
pode fazer em 1 hora) e mais baratas. Elas também te forçam a reposicionar a
sua câmera e pensar melhor o seu enquadramento ao invés de automaticamente
mexer no zoom, que é por sinal, a marca maior de filmes caseiros.
As primes são menos caras que as lentes de zoom, que por sua vez são mais
complexas. E porque elas existem há tanto tempo, comprar lentes usadas é muito
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Se está
pensando em
economizar,
lentes são
um ótimo
equipamento
para se
comprar
usado
comum quando se fala em lentes de DSLR. DSLRs novas vêm com lentes de foco
automático, que são ótimas para fotografia, mas para vídeo você fica preso ao
modo de detecção-de-contraste, que é muito lento pra ser confiável; e mesmo
assim você sabia que não se usa foco automático no cinema? Tudo é feito
manualmente, de modo pensado e calculado. Se você comprar uma câmera que
veio com lente, você vai ter uma ótima lente multi-propósito pra fazer fotografias;
mas se você está querendo economizar e seu interesse maior é gravar filmes, você
pode deixar a lente do kit de lado e comprar apenas o corpo da câmera, e gastar o
que economizou em lentes usadas. Aqui é onde a grande vantagem de tecnologia
“obsoleta” aparece: existem milhares de lentes de foco manual com valor muito
mais baixo por não terem foco ou controle de abertura automáticos por exemplo,
mas para vídeo isso é ótimo!
Não dá pra bater uma boa lente de cinema, mas é ótimo que existam tantas lentes
intercambiáveis por preços tão baixos. Muitas dessas lentes manuais mais velhas
podem não conseguir resolver uma resolução de 21 mega pixels, mas elas nem
precisam; no modo de vídeo, 1080p significa quase 2 mega pixels, e qualquer
câmera SLR antiga trabalhava com resolução maior do que essa. Para internet
qualquer lente antiga SLR tem resolução suficiente, mas se você está planejando
projetar seu filme (cinema, festivais, etc), então é bom você se certificar que tem
uma lente com definição suficiente.
Quando falamos de montar um kit de lentes, a maioria dos cineastas prefere
escolher uma marca e usar só ela, pra que as características das lentes
permaneçam as mesmas de tomada a tomada; com a mesma marca de lente no
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seu kit, o modo como você manuseia as lentes também é similar (algumas têm
foco com “rosca sem fim”, outras têm um anel de controle de íris).
Combinar a marca da lente
da sua câmera - que é uma
prática comum no mundo da
fotografia, é normalmente
necessário devido à diferença
no encaixe eletrônico das lentes
- não é tão importante para o
vídeo. E devido à abundância
de adaptadores de lentes
baratos e de qualidade, que
permitem colocar a lente de
um fabricante em uma câmera
de outro fabricante, você não precisa necessariamente usar lentes Canon na
sua câmera Canon - você pode normalmente trocas as lentes que quiser se tiver
o adaptador correto. Vamos falar mais dos adaptadores mais pra frente, mas
primeiro vamos dar uma olhada nas características de diferentes marcas de
lentes. Para isso vamos usar conhecimento do diretor de fotografia Shane Hulburt,
que resumiu bem o seu blog.
* Lentes Canon “Produzem lindos tons de pele, tem um contraste médio e
uma graduação maravilhosa nas sombras”. O problema é que qualquer lente
da Canon depende da câmera pra controlar a íris, o que não é uma coisa
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boa. A maioria dos operadores preferem ter acesso táctil instantâneo aos
controles de exposição. E lentes Canon antigas manuais são consideradas
opticamente inferiores às suas equivalentes digitais.
* Lentes Zeiss “Produzem uma sensação mais fria e contrastada. Elas são
incrivelmente definidas. Certifique-se de ter mais luz de preenchimento
quando usar essas lentes para controlar as partes mais claras da imagem”.
O Shane está completamente certo; uma das desvantagens da DSLR
comparadas com, por exemplo, filme de 35mm, é que as DSLR têm menos
latitude (distância da reprodução do tom mais claro e mais negro, chamado
de Dinamic Range em inglês). Uma lente muito saturada e com muito
contraste como a Zeiss
seriam normalmente uma
vantagem e eu adoro a
estética delas, mas com
uma Zeiss você tem que
tomar muito mais cuidado
pra não estourar o branco.
As lentes Zeiss são
famosas por ter anéis de
metal bem grandes para
controlar o foco, com o
movimento bem fluído, o
que muitos diretores de
fotografia adoram, e elas
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compartilham de muitas das características das lentes de cinema da Zeiss,
que todos sabem: são lindas.
* Lentes Nikon “São definidas com um pouco menos de contraste que as
Zeiss”. As Nikon são mais fáceis de se encontrar e são mais baratas. Elas
têm íris manual e um anel de foco bem suave, mas elas têm um grande
problema: o anel de foco gira na direção contrária (anti-horário) de todas as
outras lentes (o que pode confundir operadores ou foquistas).
Lentes são
um ótimo
investimento,
porque elas
nunca ficam
obsoletas.
* Panavision “São AS lentes”. Mas você não pode pagar por elas (na verdade,
você não consegue nem comprá-las). Se você está gravando uma produção
com um orçamento considerável e planeja alugar equipamento (e está
gravando em uma DSLR por alguma razão), com certeza confira essas
lentes, mas saiba que você vai precisar de adaptadores especiais.
* Lentes Leica “Entregam um ótimo contraste e cor. São as que estão mais
próximas da lente Primo, da Panavision, mais até do que as lentes Zeiss ZE.
Elas ficam lindas numa tela de cinema”. Eu nunca usei uma lente Leica, mas
os cineastas as amam; falaremos mais um pouco sobre as lentes Leica na
próxima seção.
Finalmente a Zeiss lançou um conjunto de lentes prime compactas chamadas
CP.2 feitas para o uso em DSLRs. Essas lentes não são brincadeira, e como você
pode imaginar o preço também não é. Mas comparados com, por exemplo, o
conjunto completo de DigiPrimes, essas lentes compactas são uma barganha!
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Especialmente considerando que é o primeiro conjunto de lentes com cobertura
para full-frame da Zeiss (isso é pra você, dono de uma 5D Mark II). Então quais
são as vantagens de verdade dessas primes compactas? Anel de foco em íris
dentados. Abertura progressiva de íris, íris de 14 lâminas (o que significa um
bokeh mais macio do que lentes com 9 lâminas), e um encaixe intercambiável
EOS/PL.
E aqui está uma coisa pra você se lembrar sobre lentes em geral. De todo
equipamento coberto por esse guia, lente é o melhor investimento que você pode
fazer, porque lentes boas nunca se tornarão obsoletas. Então se você refinanciar
a sua casa pra gastar US$20.000 nessas lentes; elas vão funcionar na sua DSLR,
em uma Red, numa câmera de 35mm e qualquer outra câmera que você imaginar
(e o valor delas não se deprecia muito no caso de você querer revendê-las). É
algo para você ter em mente quando estiver fazendo o orçamento dos vários
componentes aqui listados.
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Lentes: Comprando
e Adaptando
Posso usar uma marca
diferente de lente
na minha DSLR?
Para adaptar uma marca diferente de lente para a sua DSLR, você precisa de um
adaptador de lente. Muita gente consegue bons descontos usando sites como
eBay e Mercado Livre. Muitos adaptadores custam menos de 10 dólares, o que
permite às vezes comprar um adaptador pra cada lente diferente que você tenha,
evitando ter que fazer as trocas quando estiver no meio de alguma gravação.
Isso torna possível ter um kit completo de lentes de uma marca diferente de sua
câmera, economizando bastante dinheiro. Por exemplo, Dan Chung recomenda
a compra de lentes Zeiss de encaixe Contax / Yashica - mais baratas que outras
lentes Zeiss devido a esse encaixe ser obsoleto - e adaptá-los para Canon
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(conselho que segui, embora eu recomende a leitura deste capítulo para aprender
sobre alguns problemas que podem aparecer). Dan foi um dos primeiros a
adotar DSLRs de vídeo para uso profissional, e ele aponta algumas lentes Zeiss
específicas que são consideradas um excelente negócio:
* Zeiss 28mm F2.8
* Zeiss 50mm F1.4
* Zeiss 85mm f1.4
* Zeiss 135mm F2.8
Eu não posso dizer com certeza se
essas lentes são as melhores ofertas
que existem, ainda preciso fazer
mais teste com outras lentes para
comparar a qualidade - mas eu gosto
da estética das lentes Zeiss e elas
são extremamente bem construídas.
Além disso, há uma página de
conversões Contax para Canon, bem
interessante para descobrir quais as
lentes Contax vão caber na sua DSLR
Canon. Muitas pessoas relataram
grandes resultados com lentes Leica
Esta é a versão 1.1 do Guia DSLR. Acesse cinematografico.com.br/guiadslr para ver a última versão disponível.
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da série R, e há uma página com as conversões dessa lente também. Se você
estiver interessado em lentes Leica - muitas pessoas dizem que suas lentes de
vídeo DSLR favoritas são a Leica série R - aqui estão algumas lentes que vale a
pena procurar usadas no Mercado Livre ou Ebay.:
* Leica R 28 mm
* Leica R 35 mm
* Leica R 50 mm
* Leica R 60 mm
* Leica R 90 mm
* Leica R 135 mm
Se você está se perguntando o que
o termo estranho anexado ao nome
de cada lente Leica significa, significa
a velocidade da lente: Noctilux são
as mais rápidos lentes, com abertura
máxima de f1.2 (ou às vezes até
f0.95!), Seguido pela Summilux
(f1.4), Summicron (f2), e Elmarit
(f2.8). Como seria de esperar, as
lentes mais rápidas são geralmente
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56
os mais caras. Se você montar um kit com base nas lentes Leica, dê uma olhada
nos adaptadores Leitax, considerado o melhor adaptador Leica R pra Canon .
Ao adaptar qualquer marca (não apenas Zeiss ou Leica) para as lentes de sua
DSLR, e você quiser usá-las tanto para fotografia still quanto vídeo, existem
adaptadores mais caros que oferecem o recurso de trava de Autofoco.
Se você comprar uma lente usada por US$ 300 e colocar um adaptador de US$
10, não espere que ela faça imagens como uma lente nova de US$ 1.200.
Não espere
milagres:
uma lente
adaptada de
$300 não
fará imagens
como uma
lente de
$1200
Esses adaptadores têm componentes eletrônicos que permitem à câmera
confirmar (dependendo de suas configurações, um flash vermelho no visor
e / ou um sinal sonoro) quando o foco é obtido, mesmo que a lente seja de
uma marca diferente do que a câmera. Muitas vezes são necessários ajustes
com as configurações, mas se você está pensando em tirar fotos com suas
lentes manuais, os adaptadores com Trava de Autofoco no Ebay do vendedor
happypagehk são excelentes.
Como eu disse anteriormente, as lentes não desvalorizam. Se você tem dinheiro,
compre lentes novas que são feitas para a sua câmera - você vai evitar um monte
de pequenas armadilhas. Por exemplo, Zeiss faz suas lentes manuais série ZE
especificamente para DSLRs Canon , você pode querer comprar estas em vez de
lentes usadas, se estiver no seu orçamento (para mais informações sobre por que
você pode preferir lentes Nikon de montagem ZF Zeiss, ver “Lentes:. Alugando,
convertendo)” Aqui o porquê: enquanto você pode obter grandes resultados
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adaptando lentes mais velhas para câmeras mais recentes, você provavelmente
terá alguns problemas ao longo do caminho.
Lentes
adaptadas
podem ser
a solução
para quem
está com o
orçamento
apertado
Então - quais são alguns dos perigos potenciais do uso de lentes adaptadas?
Existem duas principais questões: foco infinito e obstrução do espelho. Eu tive
problemas para conseguir o foco infinito usando lentes adaptadas - isto é, quando
sua lente “passa” o foco infinito,, fazendo com que objetos distantes fiquem
desfocados quando deveriam estar em foco perfeito - e minha lente Zeiss 28mm
faz com que meu espelho da 5D às vezes fique preso tirando fotos.
Lente adaptada não é para qualquer um, estamos falando de dispositivos
mecânicos, onde milímetros fazem a diferença, e em muitos casos, a mesma lente
se comporta diferente com adaptadores diferentes. Não tem jeito: neste caso,
você está ganhando economizando muito dinheiro e em troca de perder alguma
confiabilidade e desempenho.
Para muitos cinematografistas, inclusive eu, não é uma escolha: é simplesmente
uma questão fazer caber no orçamento.
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Lentes:
Distâncias Focais
e Profundidade de
Campo
Com que lentes devo montar
meu kit?
Enquanto lentes SLR antigas são bastante baratas, existem desvantagens em usálas pra cinematografia, e esses problemas ficam bem evidentes quando estamos
fazendo o foco. Primeiro, a maioria das lentes “respira”, ou seja, elas mudam
levemente sua distância focal quando o foco é ajustado. Isso não ocorre com as
lentes de cinema, e pode ser um incômodo quando acontece no vídeo. O segundo
problema, as lentes normalmente extendem ou contraem quando se está focando,
o que atrapalha a colocação de um Parasol (Matte Box). No entanto, as lentes
SLR são consideravelmente mais baratas do que as lentes de cinema - fora que
dificilmente você irá conseguir montar uma lente Arri PL de cinema na sua câmera
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- então não se incomode com isso. Entenda que esse é o preço por ter vídeo
usando lentes intercambiáveisl por um preço totalmente inimaginável a até uns
anos atrás.
A primeira
lente que
você deve
comprar é
uma lente fixa
de 50mm
Quando se trata de escolher
distâncias focais, a primeira
lente que você deve
comprar é uma lente fixa
de 50mm, que é ampla o
suficiente para obter boas
coberturas gerais, mas
não tão grande que acabe
por causar distorções na
imagem. Hitchcock usava
lentes 50mm para a maioria
de seus planos, elas são
extremamente versáteis e geralmente baratas. Ao comprar lentes, geralmente
você vai querer a mais rápida e assim ter o melhor desempenho em pouca luz e a
maior flexibilidade possível (f/1.4 é o mais rápido que se consegue). Para o leigo,
os números f / stop parecem pouca coisa, mas a queda na transmissão de luz
entre Stops é significativa. Como a exposição é logarítmica, o stop f/1.4 transmite
duas vezes mais luz do que f/2, f/2 é o dobro de f/2,8, f/2,8 é o dobro de f / 4,
etc
Depois da lente de 50 mm, as compras devem expandir-se em ambos os sentidos,
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recomendamos uma lente grande angular de 28mm ou 35mm, e também uma
teleobjetiva de 85mm ou 135 milímetros.
Também é uma boa idéia ter uma lente zoom geral para uma maior versatilidade,
algo como uma 70-200mm é uma boa idéia.
O segundo
passo é
adquirir
uma grande
angular
e uma
teleobjetiva.
Se você está apenas começando e precisa economizar, pergunte a amigos
e familiares se eles têm uma SLR antiga que não está usando, e assim pedir
emprestado suas lentes antigas.
Se você está filmando em uma câmera full-frame como a 5D, a distância focal
listada no canto de uma lente SLR vai ser precisa. No entanto, se você está
filmando em uma DSLR com sensor APS-C ou outro tamanho diferente, você
precisa calcular o fator de redução correspondente de sua câmera para obter o
comprimento focal exato . Por exemplo, se você está usando uma 7D ou T2i, você
terá que multiplicar por 1,6, pois o tamanho do sensor vai tornar uma lente de
28mm em uma 45mm, uma 50 milímetros vira 80mm, e assim por diante.
Fotografos de esporte e natureza por vezes preferem esse tipo de câmera com
fatores de redução, pois assim automaticamente conseguem ter maior alcance
com suas lentes. Por outro lado, fica mais difícil encontrar grande-angulares pra
essas câmeras.
A 1D Mark IV tem um fator de redução de 1,3, um valor intermediário entre a entre
um sensor full-frame e um APS-C.
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Assim que tiver as suas
lentes e começar a filmar,
você vai perceber que
lentes fixas rápidas têm
uma profundidade de
campo muito pequena,
quando aberta.
Isto é mais uma bênção
na verdade: por anos,
cineastas com pouco
orçamento tinham que se contentar com profundidade de campo quase infinita
em sua câmeras de vídeo. Além disso, a maioria das audiências associa uma
pequena profunidade de campo com imagem de cinema. Permite que desfoque
fundos que sejam visualmente pouco interessantes, e dirija a atenção do
espectador para o primeiro plano. No entanto, quando se trabalha com sensores
full-frame como a da 5D, o profundidade de campo podem tornar-se muito baixa,
de modo que fica quase impossível de alcançar foco em um objeto em movimento
(como o rosto de uma pessoa). “Com uma lente Canon 85mm, a stop 1.4, temos
profundidade de campo de menos de 1mm. “Isso significa que quando focar no
rosto de um ator, precisamos escolher se vai ser a ponta do nariz ou se serão os
olhos que estarão em foco. Mesmo que o ator esteja parado (por exemplo, em
uma entrevista), quando ele se inclinar para a frente, ele sairá da área de foco
se estiver usando uma abertura muito grande. Assim é necessário escolher a
abertura (f/stop) de modo a evitar isso.
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Quais cartões de
memória devo
usar?
Quais cartões de memória
devo usar?*
É uma boa idéia comprar cartões de marca confiáveis, ao invés de economizar
alguns reais com um cartão genérico que pode arruinar todo um dia de trabalho.
Sempre compre cartões de marca e com grande capacidade de memória. No caso
da 5D, a taxa de dados do vídeo é cerca de 5 Megabytes por segundo (38Mbit/
seg), e a Canon recomenda cartões com uma taxa mínima de transferência de
8MB/sec. A taxa de dados na 7D é um pouco maior, mas ainda assim você não vai
precisar de cartões UDMA (que prometem 45 MB/s). Eu uso o SanDisk da série
Extreme, baseada em alguns fóruns que eu acesso.
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Outros acham que uma melhor
escolha é atualmente o Kingston
Elite Pro 133x, que oferecem um
excelente preço/performance.
Pra cartão SD, os Kingston
Classe 10 SDHC são muito bons.
Procure por
cartão SD
velozes, de
Classe 10 ou
maiores.
Quanto à quantidade de espaço
que você precisa, é uma questão
de quanto irá filmar antes de
descarregar os cartões e, no
caso da 5D, meu cartão de
32GB armazena cerca de 1:30hrs de imagens. Hoje já existem cartões SDXC
(compatível com as câmeras Lumix ou Canon T3i, t4i) que gravam até 256GB,
isso pode significar mais de 24 horas de gravação!
Até agora não há opções de armazenamento externo para os usuários de DSLR,
mas os cartões de memória são rápidos e baratos.
1 Nota: MB/s significa Megabytes por segundo e Mb/s ou Mbps significa Megabit por
segundo (note a diferença no B maiúsculo para Mega e minúsculo para bit). Um byte = 8
bits então para converter de um para outro é só dividir ou multiplicar por 8.
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Suportes
Como fazer uma DSLR se
comportar como uma câmera
de cinema?
DSLRs são tão leves que elas não se movem como uma câmera de filme. A
não ser que ela esteja num tripé, ela irá tremer como uma câmera de vídeo,
imediatamente deixando o vídeo com cara de amador. E em muitos casos
DSLRs são ergonomicamente piores do que uma câmara de vídeo, já que elas
originalmente são projetados para tirar fotos.
Há duas etapas principais na adaptação da sua DSLR para trabalho de vídeo:
* Adicionar peso a fim de aumentar a massa e minimizar o tremor, que
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muitos dos acessórios abaixos fazem.
* Adicionar um terceiro ponto de contato para estabilizar a câmara contra
o seu corpo (e aliviar um pouco a carga de seus braços). Como o espelho
de sua DSLR levanta-se durante a gravação de vídeo, não é possível usar o
visor para pressionar a câmara fotográfica contro o rosto para usar como
um terceiro ponto de contato, como acontece em fotografias. Isto traz a
necessidade de algum tipo de acessório para melhorar a ergonomia dessas
câmeras, principalmente durante longas gravações.
Peso e
tamanho
grandes não
são uma má
idéia quando
estiver
filmando.
Peso extra vai contribuir ainda mais
para a sua DSLR se comportar
realmente como uma câmera
cinematográfica.
Muitos dos fabricantes de
acessórios estão acostumados a
projetar equipamentos pra cinema/
vídeo e não pra fotografia, então à
primeira vista eles podem parecer
grandes e exagerados. No entanto,
geralmente isso não é ruim, já que um peso e tamanho extra irão contribuir
ainda mais para a sua DSLR se comportar como uma câmera de cinema. Isso é
algo que você não percebe como operador, mas o público percebe algo (talvez
inconscientemente) nos movimentos de câmera. Os fabricantes que atualmente
fazem bons sistemas de suporte são Redrock Micro, Zacuto, Cavision, Jag35,
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Letus, CPM Film Tools, VariZoom, indiSYSTEM, Vocas, Shoot35, e Cinevate. Os
kits da Zacuto vão de $ 550 a $ 5.500 e são geralmente os mais caros, mas são
amplamente consideradas como soluções bem-construídos e confiáveis. Cinevate
oferece uma série de equipamentos DSLR com preços geralmente mais baixos que
variam de $ 720 a $ 2.600; Redrock Micro oferece a mais ampla gama de opções
que variam de $ 460 a $ 2500. Produtos Cavision são baratas, mas na minha
experiência, eles não têm a qualidade de construção das plataformas mais caras.
Este não chega a ser um grande problema quando se trata de uma DSLR leve; Eu
filmo vários projetos com o meu equipamento Cavision, mas eu não colocaria uma
câmera muito pesada eles.
Se você está trabalhando com
uma DSLR que custe menos de
US $ 1.000 e tem um orçamento
apertado, esses suportes podem
custar mais do que você está
disposto a gastar. Neste caso, o
negócio é ir para o eBay. Por alguma
razão, uma comunidade enorme
de fabricantes desses acessórios
apareceu na Índia, e enquanto eu
não estou endossando qualquer de
seus produtos (eu tenho um para-sol comprado desses fabricantes que eu diria,
voce recebeu pelo que pagou). Se você está apenas começando e o orçamento
é mínimo, eles valem uma olhada. Uma das marcas no eBay que vale a pena dar
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uma olhada é a Fotga.
Comprar no
eBay é uma
alternativa
barata,
mas não
espere muita
qualidade.
A padrão da indústria para o sitema de montagem de câmeras (rod system)
é baseada em dois tubos de 15 milímetros de espessura a 60 milímetros de
distância um do outro (há também um padrão um pouco maior, com base em
barras de 19 milímetros, que é um exagero para DSLRs), de modo que você pode
misturar e combinar partes de diferentes fabricantes para construir o seu próprio
frankensystem . Em minha experiência, é um processo de tentativa e erro para
juntar as peças e criar um kit ideal para suas necessidades, por isso esta é uma
área para a qual você deve definitivamente passar algum tempo nos fóruns. Além
disso, essas empresas são pequenas e, portanto, costumam ter tempo para
responder às suas perguntas.
O site Cinema5D.com tem um comparativo de 60 páginas entre rigs DSLR que
abrange vários acessórios, embora tenha havido rumores sobre a metodologia
e objetividade de seus testes. O importante é procurar entre diversas opiniões
em fóruns antes de comprar qualquer coisa, e depois experimentar para obter os
melhores resultados.
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Baterias e
Alimentação
Quais as melhores opções
para alimentar minha DSLR?
Gravar filmes numa DSLR esvazia as baterias rapidamente, e assim você vai
precisar de algumas baterias extras. Para a 5D e 7D, cada bateria original Canon
LP-E6 custa 100 dólares, o que pode tornar a brincadeira cara rapidamente.
Mesmo a T2i, que custa menos, usa baterias que são igualmente caras: a LP-E8.
Nikons não são muito melhores, embora a D90 seja uma exceção e a situação
para as panasonics é a mesma. No entanto, baterias genéricas podem ser
encontradas no eBay por 10 dólares (sem o chip que mostra a carga da bateria) ou
um pouco a mais (por baterias que mostram a carga). Como é possível comprar
6 delas pelo preço de uma única original, elas acabam sendo uma alternativa
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atraente para cineastas com pouco orçamento. É importante notar que as
baterias genéricas nem sempre funcionam no carregador da Canon.
Baterias
genéricas
podem não
funcionar no
carregador
original.
Você também pode comprar
um grip para colocar uma
bateria extra (para a Canon
5D: BG-E6, para a 7D: BG-E7)
para uma maior vida delas
(além de ser possível usar
pilhas AA), apesar de que
muitos fotógrafos comprarem o
acessório também por melhorar
a ergonomia da câmera. Esses
acessórios também tem sua
versão genérica que custam até
1/3 do preço do Canon original.
Algumas pessoas citam a Zeikos como uma boa alternativa, tanto em preço
quanto qualidade. A GH1 e GH2 têm um adaptador de tomada que pode tanto
receber a energia de uma tomada mesmo quanto de outra bateria muito maior
que a original. Existe gente que liga a câmera numa bateria de carrinho de controle
remoto e pode usar a câmera por mais de 12 horas ininterruptas.
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Áudio
Como posso gravar áudio de
alta qualidade com a minha
DSLR?
DSLRs não são projetadas para gravar áudio de alta qualidade, pois além de
não possuírem entradas para microfones profissionais. Algumas delas não tem
controle de volume do microfone o que impede uma boa gravação de som. Mas é
claro que voce pode ter qualidade de áudio na sua produção DSLR, só precisamos
escolher o equipamento certo.
Basicamente, você tem duas opções para gravação de áudio: na câmera ou num
sistema externo. Na câmera é o que qualquer usuário da câmera de vídeo vai
estar familiarizado, você liga o seu microfone(s), e o áudio é gravado junto com
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o vídeo. O sistema externo é o que os cineastas estarão mais familiarizados; a
câmera se encarrega apenas da imagem e o áudio vai para um gravador externo,
que depois são sincronizados durante a edição (daí a necessidade de usar uma
claquete).
Em relação
ao áudio,
você tem
duas opções:
qualidade ou
praticidade.
Ambas as abordagens têm os seus
prós e contras: o gravador externo
lhe proporciona maior qualidade
de áudio em detrimento da
conveniência na sala de edição, a
câmera é o inverso. A abordagem
que você vai usar depende das
necessidades da produção e claro,
pode ser que sua câmera DSLR
simplesmente não tenha entrada
de microfone ou mesmo não
seja possível desativar o ganho
automático.
Recomendamos dar uma olhada nos testes de áudio que Jon Fairhurst faz
comparando diversos gravadores de áudio (ele também disponibiliza amostras de
áudio sem compressão no site).
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Compare a diferença nos vários tipos de gravação do áudio:
1. Microfone boom
2. Câmera montada Mic
3. Microne de Lapela
4. Foley
5. Ruído
Um bom
adaptador
XLR é
importante
para obter o
maior volume
possível sem
adicionar
ruído à
gravação.
Para gravar áudio profissional na câmera, você vai precisar de um dispositivo para
conectar seus microfones (geralmente um conector XLR) para sua câmera (no
caso de DSLRs, a entrada de áudio é normalmente uma entrada estéreo 1/8).
No consenso geral, o “melhor preamplificador/adaptador XLR” é o
Juicedlink CX231 ($ 300). Ele oferece
excelente qualidade com baixíssimo
ruído, boa construção e alimentação
Phantom Power para seus mics (se
você não precisar de alimentação
Phantom, o CX211 é mais barato). Para
usá-lo, anexa-se o juicedlink em baixo
de sua DSLR e conecta os cabos de
áudio XLR balanceadas no juicedlink,
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e conecta as saídas dele na entrada estéreo da sua câmera. Contudo há alguns
poréns: os fones de monitoramento são mono e o volume é bastante baixo. Para
resolver isso, Jon Fairhurst recomenda um adaptador pra headphones Boostaroo
para aumentar o volume.
Se a sua
câmera não
têm controle
manual de
volume,
existem
boas opções
pra esse
problema.
Se a sua DSLR não oferece configurações manuais de áudio, a DN101 juicedlink
oferece uma solução para contornar o problema de auto-ganho da câmera. Esse
equipamento usa um dos canais estéreo para manter um ruído num volume
constante e o outro canal grava o áudio do microfone. Isso normalmente é uma
boa idéia caso esteja gravando apenas um microfone, mas se você realmente
precisar dos 2 canais e a câmera não oferecer o controle manual, a opção é usar
um gravador externo.
Vale notar que a Beachtech também oferece
uma solução similar, mas sua tecnologia
para manter o auto-ganho sob controle é na
minha opninao (e de vários outras pessoas)
inadequada para áudio profissional (apesar
que em nossos teste, a ultima versao teve
uma boa melhora)
Como acontece com qualquer adaptador
XLR desse tamanho , o Juicedlink ou
Beachtek também pode funcionar como um
suporte para elevar a câmera. Além disso, o site juicedlink oferece vários tutoriais
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muito úteis de gravação de áudio indispensável se você estiver tentando
transformar um amigo no especialista
de som direto.
Se gravar o áudio na câmera não for
opção - ou se você tem necessidade
de uma maior qualidade de som na sua
produção -, há uma série de gravadores
externos que usam memória flash a
preços muito baratos.
Um dos mais usados é o H4n Zoom,
que grava em (até) 24-bit/96kHz em cartões SD ou SDHC. Dispõe de 2 entradas
XLR, um microfone embutido estéreo e mais uma entrada 1/8” estéreo, e oferece
quatro faixas de gravação simultânea, sendo capaz de de gravar simultaneamente
o seu próprio microfone ou a entrada estéreo simultaneamente ao áudio das duas
entradas XLR.
Ele ainda oferece a possibilidade de ajustar os canais de maneira independente,
e assim ter o som ambiente gravado nele, simultaneamente com os microfones
boom e de lapela, dando bastante possibilidade de mixagem na hora da edição.
Custando cerca de 350 dólares, o H4N é com certeza uma boa compra. Uma
alternativa é o Tascam DR100, que outros usuários comentam ser também muito
bom.
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Firmware
Magic Lantern
Como acrescentar novos recursos
de vídeo à minha Canon 5D?
Nota: Após a
Canon lançar
o firmware
2.0.4 para a
5D, a utilidade
do Firmware
Magic Lantern
foi um pouco
reduzida.
A Canon 5D tinha uma excelente qualidade de vídeo, mas às vezes era irritante
a falta de algumas funções básicas no modo filme. A Canon tinha adicionado
algumas funções importantes como abertura e obturador manuais, novos
framerates, mais velocidades do obturador e framerates adicionais - mas
um hacker chamado Tramm Hudson criou um sistema que rodava lado a
lado ao firmware da câmera que adicionava vários recursos interessantes,
gratuitamente, chamado Magic Lantern (Lanterna Mágica)
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O Magic Lantern acrescenta os
seguintes recursos:
* Medidores de áudio na tela.
* Controle manual de áudio,
sem ganho automático
* Listras Zebra no modo vídeo
* Marcas de corte para os
formatos 16:9, 2.35:1, 4:3 e
qualquer outro formato
* Controle de foco e bracketing
Alguns destes recursos são praticamente essenciais para a gravação de um vídeo
de alta qualidade.
O firmware Magic Lantern está disponível apenas para várias câmeras da Canon,
como a 5D, a t2i, t3i e t4i e várias outras. Para desativar o Magic Lantern é só
reiniciar a câmera. O Magic Lantern é gratuito, mas caso queira, Tramm aceita
doações para apoiar o desenvolvimento contínuo do Magic Lantern e é um jeito de
agradecer-lhe por suas contribuições consideráveis à cinematografia DSLR.
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GH1 Firmware
Como melhorar os recursos
da minha Panasonic GH1 ou
GH2?
Graças a um gênio chamado Vitaliy Keslev, a Panasonic GH1 e a GH2 (e vários
outros modelos da panasonic) - câmeras razoavelmente simples, de plástico, sem
espelho - são grande concorrente pela supremacia das DSLR.
Atualmente mais e mais pessoas estão clamando que a GH2 é uma câmera
melhor do que a 5D para vídeo. Uma das principais características desse novo
firmware é elevar consideravelmente a taxa de bits do modo vídeo, reduzindo
a compressão e melhorando muito a nitidez da imagem. No entanto, sempre
existirão algumas desvantagens para a GH1 e GH2. Como seus sensores são
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menores, elas nunca terão a sensibilidade à pouca luz que tem a 5D. Além disso,
o controle manual de áudio é precário, sendo necessário um gravador externo pra
obter um áudio de boa qualidade.
O hack pra
GH1/GH2
transforma
radicalmente
esse
pequena
câmera.
Devido à sua falta de um visor
óptico e um espelho, a GH1 e a
GH2 não são tecnicamente DSLRs
- são mirrorless - mas como
todas as DSLRs travam o espelho
quando estão no modo vídeo, na
prática isso nao faz diferença para
os cineastas DSLR. Eu vou chamála de uma DSLR só por razões de
coerência.
Para mais informações como
instalar o firmware na GH1 ou na GH2, você pode usar esse link da EOSHD que dá
informações detalhadas de como proceder e assim, melhorar bastante a qualidade
dos vídeos de sua câmera. Ou acessar o site de Vitaliy www.personal-view.com
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Para-sol
(Matte Box)
Como eu posso fazer minha
câmera parecer mais profissional e
de quebra evitar flares?
Um para-sol serve para duas coisas: Primeiro para limitar a quantidade de luz
que entra na lente e removendo flares. Segundo, para que se possa trocar filtros
rapidamente. Você pode não precisar de um, depende de como você se sente em
relação a flares (reflexos internos na lente), se pretende usar filtros, e quanto que
pode se dar ao luxo de ter um sendo um produtor independente.
Um para-sol faz o seu set parecer “filme de verdade” mais que qualquer outro
acessório, o que eu suspeito, é por que a maioria dos produtores usam um (apenas
pra parecer mais profissional).
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Como os para-sol sempre foram usados em filmes de grande orçamento, então
muitos fabricantes estão acostumados a cobrar caro por esta caixa de metal com
abas móveis e uns buracos. Raramente faz sentido num mundo de DSLRs baratas,
ter uma caixa que custa mais do que a camera.
Parassóis
fazem sua
câmera
parecer
câmera de
cinema.
Bobagem?
Não se você
tiver seu
cliente por
perto.
Na categoria abaixo dos US$1000, produtores adoram os microMatteboxes da
Redrock Micro se você está procurando algo grande para drama ou um Genus
para documentários. Outras
opções baratas são as da Cavision
e GearDear. Existe uma marca que
se encontra no e-bay chamada
FOTGA que tem para-sol muito
barato.
Uma das coisas que você deve
saber é que a maioria dos parasóis tem uma abertura para a lente
de 105mm ou maior, enquanto
a maioria das lentes para DSLRs estão entre 49 e 82mm. Alguns para-sol vêm
com um anel para lentes diferentes e outros vem com apenas um anel. O ideal
é um anel universal como da Zacuto ou Genus, para não perder tempo quando
estiver trocando as lentes. Sem um anel universal, você precisaria de vários aneis
diferentes para cada lente e teria que mudar toda vez que trocasse de lente.
Também é vantagem um anel universal para lentes zoom, já que a lente muda de
tamanho.
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Filtros de
Densidade Neutra
Como posso controlar melhor a luz
que entra na minha câmera?
Se você tem bastante experiência com fotografia, uma das primeiras coisas que
você vai notar quando gravar vídeo é esta: você têm muito menos controle da
velocidade do obturador em relação à fotografia still, que permite tirar fotos em
velocidades incríveis, como 1/1000s.
Se usar essa velocidade ao gravar o vídeo, o movimento ficará estroboscópico
(ex: as cenas de ação em Resgate do Soldado Ryan ou Gladiador). Para vídeo, a
velocidade do obturador padrão é o equivalente de um obturador de 180 graus:
em câmeras 24p, 1/48 de segundo, e em câmaras 30p, 1/60. Durante o dia, se
Esta é a versão 1.1 do Guia DSLR. Acesse cinematografico.com.br/guiadslr para ver a última versão disponível.
82
No cinema a
velocidade
do obturador
é equivalente
a 1/48seg
gravando a
24p e 1/60seg
a 30p.
você quer manter uma abertura relativamente alta (para menor profundidade de
campo) nessas velocidades do obturador (1/48 ou 1/60), você vai precisar de
filtro de densidade neutra. Se você tem experiência com vídeo, sabe que muitas
câmeras de vídeo tem filtros ND diferentes embutidos na própria câmera; bemvindo ao mundo de câmeras DSLR, onde isso infelizmente não existe. Portanto
filtros ND são a primeira coisa a acrescentar ao seu kit de filtros, pois eles vêm
em várias diferentes intensidades, sendo as denominações mais comuns 0,3,
0,6 e 0,9 (respectivamente, 1, 2 e 3 stops de redução de luz). Você pode agrupálos em um mattebox para bloquear mais luz, afim de manter a velocidade do
obturador e a abertura nos valores devidos quando tiver em ambientes muito
iluminados. .
O método acima é a maneira
“cinema” de fazer as coisas
- usando diferentes filtros
numa mattebox - mas outra
opção é usar um único
filtro de densidade neutra
variável. Nele, você pode
ajustar continuamente o
nível de densidade apenas
girando o filtro até encontrar
a atenuação desejada.
Um filtro de densidade neutra (ND) variável oferece entre 2 a até 8 stops de
atenuação.
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83
O Singh-Ray sao os filtros originais ND variável, mas a série ND Fader que é
facilmente encontrada no eBay são bons e muito mais baratos.
A atenuação é obtida através de dois polarizadores. Como o filtro polarizador
só permite a passagem de luz num sentido, quando agrupado com um segundo
polarizador, os dois podem ser orientados de modo que cada um só permita
que a luz seja transmitida na direção oposta da outra, ao qual nenhuma luz é
transmitida.
Polarização alinhada com o filtro
Toda a luz atravessa
Polarização angulada com o filtro
Parte da luz atravessa
Polarização a 90o do filtro
Nenhuma luz atravessa
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Na prática, o filtro ND deve ser do tamanho de sua maior lente, e simplesmente
use filtros adaptadores (step-up/step-down) para quando for usar em uma lente
com tamanho menor (ex: 72mm). Outra coisa importante é que a resposta à luz
dos filtros nao é exatamente linear: quanto maior a atenuaçao, mais luz verde
entra em relacao às outras cores. Isso nao chega a ser um problema a nao ser
quando o material for destinado a cinema, que as cores devem ser extrememente
fieis e bem definidas. Nesse caso, a melhor opção é usar o tradicional modo de
agrupar filtros ND de excelente qualidade na sua mattebox.
Existem
diversos
outros tipos
de filtros que
podem trazer
um visual
criativo para
seu filme.
Além dos filtros ND, há uma enorme
quantidade de outros filtros criativos
que vão muito além de simples
correçao de exposição. O assunto é
tão vasto que poderiamos fazer um
guia apenas sobre isso. No entanto,
essa pagina da uma visao geral de
alguns tipos diferentes de filtros de
lente. Observe que os filtros estão indo
na frente de sua lente, por isso nao é
uma boa ideia apenas escolher filtros pelo preco: um filtro de má qualidade pode
facilmente estragar uma imagem, seja por causa da falta de nitidez ou outros
problemas óticos.
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Visor LCD
Quais visores posso anexar
à minha DSLR?
Pode
ser difícil
exergar o
LCD quando
gravando sob
sol forte.
Uma câmera de vídeo tem um visor eletrônico que você pode ajustar
verticalmente para acomodar diferentes posiçoes de gravacao.
Uma câmera de DSLR, por outro lado, possui um visor ótico fixo que você deve
aproximar seu rosto da camera para poder enxergar. Quando gravando videos
com uma DSLR, no entanto, o espelho da câmera estará travado na posição
superior, e nessa posição o visor ótico é inútil, pois tudo que vc vai ver é preto. As
DSLRs de hoje oferecem uma solução eletrônica semelhante as câmaras de vídeo:
a tela de LCD, que é o que você vai usar para enquadrar e focar seus planos.
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O visor
externo ajuda
também a
estabilizar a
câmera.
No entanto, há uma
infinidade de problemas
com a gravação de filmes
em uma pequena tela de
LCD, sendo que um visor
externo é uma forma de
lidar com (algumas) estas
questões. Um visor externo
normalmente fornece
ampliação e permite isolar
a tela de LCD da luz solar, e
além disso, ele fornece um
crucial terceiro ponto de contato para a estabilização de câmera DSLR. Um visor
externo é basicamente uma lupa que você anexar a tela da sua DSLR (via correias,
adesivos, um suporte fixo, ou ímãs). Modelos variam em sua ampliação, qualidade
ótica, e método de fixação, vou comentar sobre dois modelos populares e dar a
minha própria opinião numa terceira opção.
O top de linha é a Zacuto Z-Finder, que custa 395 dólares. Por esse preço, é
preciso questionar se não seria melhor um monitor externo, mas se você está
pensando em filmar principalmente câmera na mão e rapidamente, um bom visor
é um investimento que vale a pena, e o Z-Finder é um dos melhores. O Zacuto
fornece ampliação de 3X, conecta-se através de um quadro adesivo, e oferece
ajustes de dioptria para quem usa óculos. Há também um modelo mais barato,
o Z-Finder JR, que custa $ 265 mas deixa de fora o ajuste de dioptria e tem uma
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montagem mais simples.
Pela metade do preço do Z-Finder,
temos o popular LCDVF que está
disponível por US $ 180, oferece
uma ampliação de 2X, e se conecta
através de uma montagem magnética.
Infelizmente o LCDVF nao tem dioptria
ajustável: se você usa óculos, pode
ser dificil ajustar o foco atraves desse
visor.
Se você
usa óculos,
certifique-se
de encontrar
um modelo
com ajuste de
dioptria.
Eu tive a chance tambem de testar o CavisionVF, uma vez que me interessava a
ideia de ter um visor articulado. Infelizmente me decepcionei com a qualidade
ótica, uma vez que percebi que as bordas da tela eram menos nitidas do que a
parte central. Com um aumento de 6X, o Cavision oferece a maior imagem de
todos aqui analisados, mas isso logo se torna uma desvantagem por duas razoes:
1 - a resolucao dos LCDs das cameras nao é grande o suficiente para justificar
um aumento de 6x, o que acaba acontecendo é que o grid de pixels do LCD
fica perceptivel e acaba atrapalhando; 2 - a imagem é tao grande que fica dificil
enxergá-la inteira, dificultando a composicao da cena. Eu percebi que meu olho
fica frequentemente passeando pela imagem aumentada, e eu prefiro algo que eu
nao precise ficar ajustando meu ponto focal tao frequentemente. Eh como tentar
compor sua cena olhando pra um cinema IMAX na sua frente.
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88
Há
desvantagens
em usar o
visor externo,
principalmente
em planos
baixos
O principal inconveniente ao
fotografar com um visor externo é:
você não tem o ajuste vertical como
em uma câmera de vídeo, onde a
ocular gira para cima e para baixo.
Isto permite-lhe obter diferentes
ângulos, e com um visor DSLR, você
está bloqueado para filmar apenas
num único nível. É por isso que esses
visores podem ser desmontados
rapidamente, mas se sua câmera nao
oferecer uma tela de LCD articulada,
conseguir planos muito altos ou
muito baixos também pode ser um
problema.
Quando você está pensando em monitor X visor, a decisao se resume ao tipo
de projeto que voce esta planejando usar. Sua prioridade é filmar rapidamente?
Use um visor externo. Precisa de mais controle para seu filme? Use um monitor
externo
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Monitores
Externos
Quais monitores LCD eu posso
conectar à minha DSLR?
Monitores externos não são para qualquer um. Infelizmente eles são caros, e
algumas limitações da Canon também atrapalham o uso dele. Durante a gravação
na 5D,a resolução de saída cai para 480p, o que faz com que um monitor externo
seja menos útil para a focagem. Esta mudança de resoluções também introduz
uma série de problemas com o monitor trocando de resolucao; cada monitor é
diferente, mas muitos monitores demoram alguns segundos para alternar entre os
modos de resolucao, e ver essa troca acontecendo centenas de vezes por dia pode
ser um exercício de frustração.
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Um monitor
externo é
caro, e as
limitações
da 5D
desmotivam
ainda mais a
compra de
um acessório
como esse.
A 7D tem seus próprios problemas, bem
como, e, presumivelmente, a T2i apresenta
uma série de novos (e diferentes!) problemas.
Apesar desses problemas, atualmente estou
pensando em comprar o SmallHD DP-SLR,
que com apenas 5.6 polegadas, é menor
do que muitos monitores, mas grande
o suficiente para monitorar o foco mais
precisamente e ainda ser capaz de montá-lo
em um equipamento portátil (com um braço
articulado, o que permitirá mais ângulos). Tem uma resolução muito alta, um
firmware atualizável, e deve funcionar muito bem para a maioria das situacoes
Outra recomendacao dos foruns é o
Lilliput 669, que custa 230 dólares, uma
ótima opção barata. Um monitor nessa
faixa de preço não vai ter muitas opções
de ajuste e não irá oferecer a reprodução
de cores muito precisa, mas, novamente,
se você gastou $ 800 em uma DSLR,
então você provavelmente não quer gastar
$ 1.000 ou mais em um monitor externo
(alguns profissionais discordam). O Lilliput
tem uma tela de 7 polegadas e resolucao
de 800 x 480px.
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Por US $ 800, o SmallHD DP1
é uma opcao muito popular,
tem uma maior resolução de
1024 x 768, que é mais proximo
da resolucao 720p. O consenso
geral nos fóruns é que o
SmallHD é o melhor monitor
que se pode comprar na sua
faixa de preço.
Há varios monitores mais caros de fabricantes como Marshall, Ikan, Manhattan, e
Panasonic, mas para uso DSLR, a maioria deles foge do orcamento e necessidade
da maioria dos cineastas.
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Picture Style Editor
Como posso ter melhor controle
sobre a minha imagem?
Primeira
coisa: mude o
estilo da sua
câmera para
modo Neutro
e abaixe o
contraste.
Quando estiver filmando com uma DSLR da Canon, uma das primeiras coisas que
você deve fazer é mudar o estilo de imagem na câmera de “Standard/Padrao”
para “Neutral/Neutro” e baixar o constraste o máximo possível; isso vai lhe dar
uma imagem mais neutra, que dá mais flexibilidade depois na pós-producao.
Filmar com a configuração de fábrica “Neutro “é apenas o começo de otimizar
sua câmera para o cinema. O próximo passo é começar a usar o software Picture
Style Editor, que é uma das características mais importantes para os cineastas que
usam câmeras Canon DSLR (usuários de câmeras Nikon têm um software similar,
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o Picture Control Utility). O software
permite que você faça uma grande
variedade de ajustes na câmera:
resposta de cor, curva de gama, etc
- algo parecido quando antigamente
tínhamos que escolher diferentes
tipos de filme fotográfico. O software
nao é muito amigavel, mas lhe
garante a capacidade de implementar
um fluxo de trabalho parecido com
usar um formato RAW, e que bem
usado permite obter uma imagem bastante plana, sem grandes contrastes,
perfeita para se corrigir a cor posteriormente com mais tempo na sala de pósproducao. O fato é que muitos cineastas de guerrilha começaram a ter as opções
CineGamma e outras configurações personalizadas de cor na DVX-100 em 2002,
mas ninguém imaginaria que chegaríamos ao ponto de poder personalizar as
curvas de gama e matrizes de cor como em câmeras DSLR hoje.
Muitos usuários simplesmente baixam os Picture Styles disponiveis na internet
como Marvels, Superflat ou Extraflat; de modo geral, eles te dão uma imagem
mais Neutra do que usar as opções que vem com a câmera. No entanto, cada
câmera é diferente, e um usuário criar uma configuração otimizada para sua
própria câmera não significa que sera o ideal para a outro.
Usar os estilos de imagem está se tornando mais controverso ultimamente,
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com muitos cineastas (incluido eu) percebendo algumas desvantagens de usar
estilos extremamente sem contraste. Embora muitas vezes você ganha latitude
e detalhes de sombra usando estilos personalizados, você também pode perder
detalhes e introduzir mais ruído devido ao algorítmo de compressão H.264. Eu
notei esses artefatos em pós-produção, ao utilizar os estilos Marvel e Superflat,
e atualmente estou criando o meu proprio estilo adaptado para as características
únicas da minha 5D .
Dependendo
da cena,
existe o
perigo de
perder
detalhes ao
usar estilos
com pouco
constraste.
Usuários também criaram estilos de imagem emulando filmes específicos, mas
a maioria deles são provavelmente muito extremas para fotografar em condições
normais
Se você está pensando em apenas tirar a câmera da caixa e sair filmando o mais
rápido possível, apenas troque para a opção “Neutro” , diminua o Contraste o
máximo possivel e deixe pra se preocupar com Estilos de imagem personalizados
mais tarde.
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Pós Produção
Eu acabei de fazer imagens
maravilhosas com a minha DSLR.
E agora?
Os arquivos
nativos da
câmera
não são
facilmente
editáveis.
O nosso foco nesse guia é a produção de imagens, então as questões de pósprodução serão assunto para o nosso website cinematográfico.com.br
A questão agora é a transcodificação dos arquivos de sua câmera para um
formato editável (os arquivos nativos da camera não são ideais para a edição) e de
sincronização do audio (se você gravou separadamente).
Felizmente a Canon lançou seu próprio plugin para o Final Cut para facilitar a
transcodificação, mas vamos ver também as soluções de armazenamento, as
recomendações para transcodificação e outras soluções.
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Armazenagem
(para Edição)
Como posso evitar
a perda de dados?
Agora todo
cuidado é
pouco. Um
deslize e dias
de trabalho
podem ir para
a lixeira.
Nunca edite vídeo no mesmo disco rígido que você está executando o sistema
operacional .
Isso se aplica a edição de vídeo em geral, não apenas filmes DSLR. Alguns
conselhos serão óbvios para aqueles com alguma experiência em edição, então
fique à vontade para pular esse capítulo se você é um deles.
Enquanto você pode salvar seus arquivos de programa na unidade principal, para
os arquivos de vídeo você vai querer uma unidade separada (geralmente uma
unidade externa).
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Algumas dicas na compra de
uma unidade externa:
* Se possível, compre um
gabinete de HDs que
tenha um ventilador. O
calor é assassino.
* Compre a interface
mais rápida que o seu
computador tiver (óbvio).
Em ordem crescente de
velocidade de portas, você deve usar HDs, USB 2.0, Firewire, Firewire 800,
USB 3.0, Sata. Alguns HDs externos têm múltiplas interfaces, o que é uma
coisa boa para a portabilidade entre máquinas.
* Se você for usar um gabinete de HDs, não use RAID 0, a menos que você
faça backups diários.
* Prefira unidades 7200rpm em vez de 5400. Eles são consideravelmente
mais velozes. (No entanto, eu não recomendaria unidades 10000
rpm, elas são muito mais caras do que os discos 7200RPM - sem ser
proporcionalmente mais rápidos)
* Se você está filmando em 1080p, você vai precisar de muito espaço; 1TB é o
mínimo para comecar.
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Transcodificar
Como preparar meu
material para edição?
Um leitor de
cartões é um
acessório
barato que
economiza
horas.
A primeira coisa que recomendamos é ter um leitor de cartões conectado ao seu
computador, ao invés de usar o cabo USB conectado diretamente à sua câmera.
Isso porque os leitores de cartão são consideravelmente mais rápidos para
transferir os arquivos, e vai lhe economizar muito tempo.
Depois de copiar os arquivos para seu disco rígido, você pode descobrir que o seu
computador não consegue reproduzir os arquivos sem problemas. Estes arquivos
tem alta resolução e são muito compactados - e, enquanto a compressão diminui
consideravelmente o tamanho deles, isso também significa que você precisa de
um bom computador para decodificá-los em tempo real.
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De modo geral, as câmeras criam
arquivos com a compressao
H.264, que não sao adequados
para a edição. Isso porque o
tipo de compressão usada
(interframes) torna muito lento o
trabalho de avançar ou retroceder
para um frame específico.
O melhor a fazer é transcodificar o material para um formato mais fácil e rápido
de editar. Se você for utilizar o Final Cut Pro, o plugin Canon’s EOS Movie Plugin,
gratuito, adiciona funções que facilitam a conversão dos arquivos. Eu uso o
formato ProRes, que permite a edição em tempo real mesmo no meu laptop
comprado 4 anos atras.
Se voce for editar no PC, minhas recomendacoes vão para o Adobe Premiere
CS6 ou Vegas, mas existem várias outras boas opções. O formato que acho
mais adequado para editar no PC é o Cineform, que permite editar em tempo
real, mesmo em maquinas mais antigas e você pode baixar a versão gratuita do
Cineform no site da GoPro www.gopro.com.
Se você tem um computador mais bacana, como um com processador i5 ou i7, vai
ser capaz de editar sem ter que transcodificar pelo menos duas trilhas de vídeo.
Mas trabalhando com mais linhas de vídeo simultâneas vai ficar mais difícil e aí
você vai saber que está na hora de transcodificar o vídeo.
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100
Sincronia
de Áudio
Como fazer o áudio sincronizar
perfeitamente com o vídeo?
Se você estiver gravando com um gravador de som externo, você terá que
sincronizar esse áudio com os arquivos de vídeo da câmera.
No passado, a famosa claquete do cinema, ou mesmo manualmente sincronizar
baseando-se no desenho da onda (waveform) eram a regra, mas hoje um
software chamado Pluraleyes faz isso automaticamente. Ele sincroniza o áudio do
gravador externo com o áudio em baixa qualidade gravado pela câmera de vídeo,
e assim automaticamente você terá um áudio de alta qualidade sincronizado
perfeitamente com o vídeo.
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101
Sincronizar
manualmente
é uma opção
apenas
se você
tiver pouco
material.
O Pluraleyes está atualmente
disponível para FCP, Vegas
e Premiere Pro. Existe um
outro concorrente chamado
WooWave, que custa
metade do preço e apesar
de nao termos ainda testado
ele, as recomendações são
boas.
Se você não tiver uma grande quantidade de material, existe sempre a opção de
fazer manualmente, mas lógico, toma bastante tempo e pode ser cansativo.
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Redução
de Ruído
Qual é a melhor maneira de se
livrar do ruído da imagem?
Graças ao aumento da sensibilidade dos enormes sensores CMOS nas DSLRs,
muitos diretores de fotografia agora estão se acostumando a fotografar com a luz
disponível, mesmo à noite, onde antigamente seria impossível de obter uma boa
imagem. Cada vez mais vemos demonstrações das capacidades de filmar com
pouca luz dessas camera, tanto que algumas pessoas acreditam que suas cameras
podem ver no escuro. E enquanto com as DSLRs a qualidade e sensibilidade dos
sensores melhora a cada geração, ainda assim dependendo da situação o ruído na
imagem se torna inevitável.
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Se o única
opção pra
filmar uma
cena com
pouca luz for
elevar o ISO,
o redutor de
ruido pode
salvar o
dia.
Numa grande produção
profissional, cada cena é
iluminada individualmente,
com uma quantidade
enorme de luzes e refletores
disponíveis. Mas a realidade
da cinematografia DSLR é
bem diferente, o orçamento
raramente permite isso.
As vezes a necessidade impede que tenhamos uma boa quantidade de luz na
cena, e pra isso temos de elevar a ISO pra conseguir uma imagem clara. Lembrese que a ISO alta deve ser evitado sempre que possível, pois ele deixa as cores
menos vibrantes, a imagem com menos nitidez e traz ruído ao vídeo. Mas se a
única opção disponível pra filmar uma cena com pouca luz for elevar o ISO, um
bom redutor de ruido na edição pode salvar o dia.
Meu aplicativo favorito de redução de ruído é o Neat Video. É um plug-in
incrivelmente flexível, disponível para o Final Cut, After Effects, Premiere Pro,
Vegas, e vários outros. A versão Pro (a versao Home é restrita a resoluções SD)
custa $ 99. Independentemente disso, o bom uso do Neat Video pode ajudar
em muitas cenas, não só removendo o ruído mas também é possível ganhar um
pouco de nitidez perdido pelo alto ISO.
Uma outra boa opção é utilizar o redutor de ruído do próprio After Effects, que
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também dá bons resultados, apesar de ser um pouco lento.
A eficácia de Neat Video pode ser mais facilmente percebido em
movimento, então aqui temos alguns exemplos do que é possivel.
Redução
de ruído
em excesso
pode resultar
em uma
imagem
que parece
desenho
animado.
Só tome cuidado para não exagerar, já que a redução de ruído em excesso pode
resultar em uma imagem sem textura, como um desenho animado. É sempre
preferível manter um pouco de ruído na imagem, e assim manter também mais
texturas e detalhes do que remover 100% do ruído e deixar a imagem muito
artificial.
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Correção
de Cor
Como posso corrigir
as cores do meu filme?
A linha entre
o cineasta e
o colorista
é cada vez
mais tenue
A correção de cores é comumente um termo que eu considero incompleto, pois
mais do que corrigir as cores, o que estamos fazendo é criativamente criando
um visual para o filme que acentua e ajuda a transmitir emoções de modo
imperceptível para o espectador.
A correção de cor é outro assunto à parte, bastante extenso que eu nao entrarei
em detalhes aqui. De todo modo, minha recomendacao é começar a entender
como funciona o Three-Way color correction, que é um recurso disponível na
maioria dos softwares de edicao (FCP, Vegas, Premiere, Avid, Edius). Outro plugin
que eu particularmente gosto é o Magic Bullet Looks e Magic Bullet Colorista, pois
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tem uma boa interface e
vários padrões pré-definidos
de cor que podem ajudar o
usuário iniciante.
Não tenha dúvidas, uma
imagem com uma pequena
profundidade de campo,
um bom enquadramento e
uma correção de cor bem
executada será com certeza
incrível e as pessoas irão duvidar de como foi possível criar algo tão bem feito com
um orçamento tão baixo.
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107
Botando a
Mão na massa
E agora?
Quais são os próximos passos?
Ficou alguma
dúvida? Já
aproveita
e manda
um email
pra gente
agora!
Bem vindo ao último capítulo, e ao contrário da maioria dos livros que os
autores se despedem dos leitores, nós faremos ao contrário. Ficou com dúvida
de algo? Quer mais dicas de como escolher seu equipamento ou usar algum
software específico? Entre agora na www.cinematografico.com.br, pois estamos
trabalhando lá todos os dias para criar o melhor conteúdo brasileiro sobre
produção e pós-produção de vídeo e cinema. Se quiser escrever se gostou ou
odiou o livro, ou sugerir algo que gostaria de ver na próxima versão, ou apenas
falar um Oi!, deixe seu comentário na página cinematográfico.com.br/guiadslr.
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108
Além disso, esse último capítulo significa que sua jornada criativa começa agora!
Pegue sua câmera e saia filmando, mostre sua criatividade e visão. Com certeza
muita gente está ansiosa para ver suas produções!
Se inspire nas coisas que você gosta e pessoas que admira: por exemplo, escolha
um tema:
* esportes
* música
* viagens e passeios
* dança
* fotografia
* comidas
* quaisquer tipos de arte!
Aposto que você conhece alguém muito
talentoso em qualquer uma dessas
categorias: de repente um amigo que
tem uma banda e gostaria de ter um
videoclipe? ou alguém que pratica esportes
radicais? Tudo sempre tem um bom motivo
pra ser filmado e documentado.
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109
Além disso, a regra principal é se divertir: o que vale é a estrada, não o destino
final. Apesar de ser muito gratificando concluir qualquer projeto, filmar sempre é
muito divertido, onde descobertas são feitas a cada minuto. Encontrar o melhor
enquadramento, cenários e luzes, tudo isso é muito gratificante nesse processo.
Divirta-se!
É a regra
mais
importante
de todo esse
guia!
E como diz o enigma budista, “Qual o som de uma árvore quando ela cai na
floresta e não tem ninguém para ouvir?”. A resposta óbvia, é que a árvore faz
sim barulho. Mas isso não importa se ninguém ouvir. Do mesmo jeito para nós
é interessante ver um livro finalizado, mas o que queremos é ouvir o barulho da
árvore caindo, queremos que as pessoas que leram o livro tomem uma atitude,
peguem suas câmeras e saiam filmando por aí, produzindo seu conteúdo,
espalhando conhecimento, e idéias... Esse é um barulho que queremos ouvir!
Queremos que este livro e a informação que compartilhamos cheguem ao
máximo possível de pessoas. Se este livro te inspirou e acha que seus amigos
também podem gostar disso, simplesmente mande o nosso endereço www.
cinematografico.com.br/guiadslr para que eles baixem a última versão.
Nos vemos no cinematografico.com.br!
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