Outubro - Adventist World Magazine

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Outubro - Adventist World Magazine
RÓ
e vri gs ãt ao II nntteer rnna ac ci oi on na la ld ad oI sg r Ae jdav eAndtvi es nt ta iss t da o d So é St éi m
t i om oD D
i ai a
Ou t u b ro 201 4
Estabelecendo
Centros de Saúde
Comunitários
12
Eu Também Tenho
um Sonho
21
Deus
é Amor
27
Nunca
Desista
Out ub ro 201 4
A R T I G O
16
D E
C A P A
Estabelecendo
Centros de
Saúde Comunitários
Andrew McChesney
Sete histórias de vários países.
8
V I S Ã O
M U N D I A L
A Autoridade da Voz de Deus
Ted N. C. Wilson
Sim, Ele ainda está falando.
21Deus é Amor
D E V O C I O N A L
Bruce Manners
Seu amor incondicional é eterno.
22Graça Pródiga
V I D A
A D V E N T I S T A
Evelyn Sayler
Algo muito difícil para o ser humano entender.
24Deus, o Projetista (Designer)
A R T I G O
E S P E C I A L
Ronny Nalin
O que os padrões da vida nos dizem sobre Deus.
12Eu Também Tenho um Sonho
C R E N Ç A S
F U N D A M E N T A I S
Willie Edward Hucks
A manhã da ressurreição está chegando.
SEÇÕES
3 N O T Í C I A S
DO
MUNDO
3
Notícias Breves
6
Notícia Especial
10
Igreja de um Dia
11 S A Ú D E N O M U N D O
Cada Igreja, um Centro
de Saúde Comunitário
14 E S P Í R I T O D E P R O F E C I A
Conforto e Ajuda
RESPOSTAS
26
PERGUNTAS
A
BÍBLICAS
Rituais e Cerimônias
27 E S T U D O B Í B L I C O
Nunca Desista
28
TROCA
DE
IDEIA
www.adventistworld.org
On-line: disponível em 11 idiomas
Tradução: Sonete Magalhães Costa
Adventist World (ISSN 1557-5519) é editada 12 vezes por ano, na primeira quinta-feira do mês, pela Review and Herald
Publishing Association. Copyright (c) 2005. V. 10, Nº- 10, Outubro de 2014.
2
Adventist World | Outubro 2014
Capa: Garoto recebe refeição
quente no Ashbury Adventist Center
em Bloemfontein, África do Sul.
f o t o :
J u n
N e g r e
De Todo o Mundo
N ot í cias do M u ndo
Adventistas da América do Sul
Fazem da Bíblia
O l i v e r
/
ANN
“Tema Comentado”
no Twitter
A n s e l
oda equipe de nível mundial reúne
talentos do mundo todo. Os milhares
de leitores da Adventist World não devem, de
forma alguma, esperar menos do que isso.
Nos últimos cinco meses, nossa equipe
editorial foi fortalecida pelo trabalho de dois
jornalistas. Suas habilidades e seu compromisso com nossa fé estão sendo demonstrados em
quase todas as edições.
Andrew McChesney, que até
pouco tempo era editor-chefe do
Moscow Times, maior jornal diário
no idioma inglês da Rússia, uniu-se
à nossa equipe em maio, como
Editor de Notícias. Nascido nos
Estados Unidos, Andy viveu 17
anos na Rússia. Ele começou como jornalista
de rua e, mais tarde, se tornou o principal
editor do jornal mais influente entre os leitores
da língua inglesa, em uma nação com mais de
140 milhões de habitantes. Sua coluna mensal,
Dateline Moscow, o tornou amado pelos leitores
da Adventist Review (revista irmã da Adventist
World) por mais de sete anos. Seu compromisso com a missão da igreja Adventista do Sétimo
Dia é visível em cada artigo.
Em julho, demos boas-vindas
ao Dr. John M. Fowler como
editor, agora “oficialmente” aposentado após 52 anos de contínuo
serviço para a Igreja Adventista.
John serviu por 21 anos como
colportor e pastor e, mais tarde,
como editor-chefe da Oriental Watchman
Publishing House (Casa Publicadora da Índia),
em Pune, Índia. Atuou, também, como diretor
de educação e secretário associado da Divisão
Sul-Asiática, antes de ser chamado para a sede
mundial da igreja como editor associado da
revista Ministry e diretor associado do departamento de Educação para a igreja mundial.
Hoje, morando em Hosur, Tamil Nadu, Índia,
ele oferece valiosa assistência na compreensão
das Escrituras e de eventos mundiais.
Esses dois grandes jornalistas, integrados a
uma equipe que já possui membros da Alemanha, Guiana, Suíça, Trinidad, Singapura, Canadá
e Estados Unidos, torna verdadeiro nosso
compromisso de oferecer a você,
todos os meses, uma revista de
nível realmente “mundial”.
n o t i c i a s . a d v e n t i s ta s . o r g
T
Esquerda: PORQUE O TWITTER FUNCIONA: Magdiel E. Pérez
Schulz diz que os adventistas locais abraçaram a ideia de
tuitar por três razões: qualquer um pode participar, é necessário
pouco tempo por dia e pode ser feito em qualquer lugar.
Direita: LANÇAMENTO DO PLANO: Presidentes de cada uma
das 13 divisões do mundo leram uma porção de Gênesis 1 para
lançar o Reavivados por Sua Palavra, no dia 17 de abril de 2012,
na sede mundial da igreja em Silver Spring, Maryland (EUA).
■■ Você está familiarizado com o hashtag #rpsp do Twitter?
Se você mora na América do Sul e é ativo nessa mídia social, há
chances de que conheça o que representa Reavivados por Sua Palavra.
Vários milhares de adventistas do sétimo dia, que falam português e
espanhol, têm tuitado suas ideias sobre o plano de leitura diária da
Bíblia desde que foi lançado pela igreja, em 2012. Seus esforços fizeram
do hashtag #rpsp um dos mais populares no continente. De fato, o
hashtag chegou ao topo da lista dos assuntos mais discutidos no Twitter –
no Brasil e em vários outros países da Divisão Sul-Americana.
“Foi muito animador ver como a igreja reagiu positivamente ao Reavivados por Sua Palavra e a quantidade de tuítes diários que tivemos nos
últimos dois anos”, declarou Magdiel E. Pérez Schulz, que supervisiona a
mídia social local como secretário executivo da Divisão Sul-Americana.
O projeto Reavivados por Sua Palavra foi laçado no dia 17 de abril
de 2012, com o revezamento da leitura de Gênesis 1 entre os presidentes
das treze divisões do mundo durante uma reunião na sede mundial da
igreja, em Silver Spring, Maryland, EUA. Ao mesmo tempo, foi lançada
a página na Internet, reavivadosporsuapalavra.org.br, em que as pessoas
Outubro 2014 | Adventist World
3
N ot í cias do M u ndo
4
Adventist World | Outubro 2014
iniciativa, vá adiante e envolva alguém.
Temos que participar! O evangelho
deve ser pregado por todos os meios
possíveis.”
Nepal: Doado o
milionésimo dólar em
bolsa de estudos
/
ANN
■■ Uma estudante nepalesa, chamada
Sunita, tornou-se a destinatária do dólar correspondente a um milionésimo,
destinado à bolsa escolar, proveniente
dos recursos adquiridos com a venda da
meditação matinal da mulher.
Aquele milionésimo de dólar estava
incluído na bolsa de estudos de 500
dólares oferecida à Sunita durante a
reunião da comissão de Fundos para
Bolsas Escolares do Ministério da
Mulher, no dia 23 de julho, na sede
mundial da igreja, em Silver Spring,
Maryland, EUA. O dinheiro ajudará
Sunita a pagar seu estipêndio na
Universidade Adventista Spicer, Índia,
onde faz o curso de Educação.
O l i v e r
usaríamos essa mídia como ferramenta
para compartilhar o evangelho e para
manter outros atualizados sobre o que
aprendemos ou o que nos impressionou
durante a leitura diária?” Esse tipo de
pensamento viu o número de tuítes
#rpsp sair do zero, em abril de 2012,
para cerca de três mil por dia, em julho
de 2014. Segundo as estatísticas do
Twitter, cerca de 6.530 participantes
enviaram aproximadamente cem mil
tuítes com a hashtag nos últimos onze
meses, chegando o número de visualização dos tuítes a 8,5 milhões de pessoas
e um total de 197 milhões de vezes (impressões). A frequência do Reavivados
por Sua Palavra no Facebook também é
alta. “Isso mostra que nossos membros
estão comprometidos com o projeto e
se dispõem a usar seus talentos e tempo
nessa área”, comentou o pastor Magdiel.
Os líderes locais fazem um esforço
para retuitar mensagens dos jovens,
desbravadores e outros membros. “Os
retuítes mostram aos nossos membros
que valorizamos seus comentários e
que aprendemos com eles”, observou o
pastor Magdiel.
Ele ressaltou que o pastor Erton
Köhler, presidente da Divisão SulAmericana, que tem respeitáveis 30.500
seguidores, e outros líderes adventistas
locais tuítam regularmente sobre os
capítulos da Bíblia.
“Lembre-se de que se os líderes
fazem isso, os que nos seguem nos
imitarão”, ponderou Magdiel. “Por isso
precisamos ser os primeiros. Deus nos
chamou para fazer isso.”
Embora o final desse projeto esteja
previsto para acontecer em menos de
um ano, os adventistas de todo o mundo
podem e devem encontrar maneiras de
promover o Reavivados por Sua Palavra,
seja pelo Twitter ou por outros meios,
estimulou o pastor Magdiel. “Deixe sua
imaginação trabalhar”, incentivou ele.
“Mas, se você quiser participar dessa
A n s e l
podem ler todos os 1.189 capítulos
da Bíblia, comprometendo-se a ler
um capítulo por dia até o início da
assembleia da Associação Geral, em San
Antonio, Texas, EUA, em julho de 2015,
e dois capítulos ao dia, durante os
dez dias das reuniões. A leitura diária,
disponível em vários idiomas, combina
cada capítulo com uma reflexão escrita
por um líder da igreja adventista ou
membro leigo. Até agora, cerca de cem
blogueiros continuam a contribuir e
espera-se que outros 50 se unam ao
time até o fim do projeto.
Os líderes adventistas expressaram
sua esperança de que pelo menos metade da igreja de 18 milhões de membros
esteja envolvida no Reavivados por Sua
Palavra, uma quantidade um pouco
maior do que a estimativa de que 47%
dos adventistas no mundo liam a Bíblia
todos os dias, quando o programa
começou.
Embora o número total de leitores
não esteja disponível imediatamente,
cada capítulo na versão em inglês do
site atrai de 200 a 400 comentários
diários e milhares de leitores, diz Derek
Morris, que ajuda a supervisionar o
projeto e é secretário associado da Associação Ministerial para a igreja mundial.
Mas a Divisão Sul-Americana – especialmente o Brasil, em que há mais
de 1,4 milhões de membros adventistas
– aparenta ser a campeã no compartilhamento da Bíblia via mídia social.
“Magdiel está fazendo um maravilhoso
trabalho no Twitter com o Reavivados
por Sua Palavra”, enfatizou Morris.
Magdiel E. Pérez Schulz disse que
isso foi natural. “Os membros da igreja
local começaram a tuitar os conhecimentos bíblicos para suas comunidades.
Usamos essas redes sociais para manter
contato com velhos amigos e a família, e
usamos o Twitter para aprender mais e
nos manter informados”, explicou
Magdiel, em entrevista. “Por que não
$1 MILHÃO: Raquel Arrais, diretora
associada do Ministério da Mulher, à
cabeceira da mesa, dirigindo a reunião
do fundo de bolsas escolares, em Silver
Spring, Maryland, dia 23 de julho. O
fundo doou o milionésimo dólar durante
a reunião.
“Ao ajudar Sunita, estamos fortalecendo nossa igreja no Nepal”, disse
Heather-Dawn Small, diretora mundial
do Departamento do Ministério da
Mulher. “Nosso desejo é fortalecer a
igreja em todo o mundo, capacitando
mulheres e ajudando-as a cursar o
ensino superior.”
Originalmente mantida com os
rendimentos da meditação matinal da
mulher, ao longo dos anos esse recurso
ofereceu 2.164 bolsas de estudos a
mulheres adventistas que frequentam
universidades em 124 países. As líderes
do departamento dizem que o recurso
ajuda a fortalecer a Igreja Adventista em
todo o mundo, especialmente nos países
em desenvolvimento.
Heather-Dawn comemora a marca
de um milhão como “uma grande
conquista” para o ministério da mulher.
“A educação é um dos nossos principais
objetivos. Acredito que este seja o único
departamento da igreja que dá bolsas de
estudos para mulheres”, declarou ela.
O recurso começou em 1993,
oriundo dos direitos autorais da Meditação da Mulher que deveria retornar
ao departamento. A primeira mulher
a receber o benefício foi May-Ellen
Colon, que hoje é diretora-assistente
do Departamento de Escola Sabatina e
Ministério Pessoal da igreja mundial.
“Foi um incentivo, uma afirmação”,
disse May-Ellen sobre sua bolsa de
estudos, a única oferecida naquele ano.
Atualmente, a comissão oferece bolsas anuais, totalizando de 75 a 125 mil
dólares, informou Raquel Arrais, diretora
associada do Departamento do Ministério da Mulher. Cada uma das treze
divisões mundiais da Igreja Adventista
recebe o mesmo valor em bolsas.
Para doar ou se candidatar a uma
bolsa do Fundo de Bolsas de Estudos
do Ministério da Mulher, visite a página
adventistwomensministries.org.
– Ansel Oliver, ANN
Esquerda: DENTRO DA VITRINE: Um
membro da equipe QI discute a obra
de arte da vitrine com um transeunte do
shopping center de Birmingham.
Acima: A vitrine expõe artes de nove
jovens adventistas que organizaram a
exposição para chamar a atenção.
U n i ã o
Grã-Bretanha: Fé é exibida
em vitrine de loja
■■ Como hoje em dia os shoppings ficam
mais lotados do que as igrejas, um grupo
de jovens adventistas na Grã-Bretanha,
dotados de mente criativa, decidiu
mostrar sua fé na vitrine de uma loja.
Os nove adventistas fizeram uma exposição pública de arte na vitrine de uma
loja em um dos shoppings centers mais
frequentados em Birmingham, a maior
cidade britânica depois de Londres, com
mais de um milhão de habitantes.
A exposição, intitulada “QI: As
Perguntas Mais Íntimas”, mostrava peças
de arte feitas pelos nove adventistas
sobre perguntas não respondidas acerca
da vida, como a existência da humanidade e a origem da mortalidade.
“Meu desejo com o projeto QI era
usar todas as habilidades criativas que
temos na igreja para levar o evangelho
para fora das paredes da igreja, até o
povo”, ponderou com entusiasmo o
coordenador Daniel Blyden, membro
da igreja Aston-Newtown Community.
Ele aproveitou a oportunidade de
fazer a exposição quando um amigo
abriu uma loja com vitrine no Square
Shopping Center, em fevereiro.
Daniel disse que a abordagem
evangelística não convencional desse
A s s o c i a ç ã o
B r i t â n i c a
verão estimulou conversas sobre Jesus
com muitos dos clientes e provou ser
altamente efetiva para atingir todos os
tipos de pessoas, resultando em estudos
bíblicos com ateus e muçulmanos.
Safi, um jovem muçulmano, estava
no shopping center participando de um
projeto islâmico quando viu a exposição
e decidiu olhá-la mais de perto. A equipe do QI fez uma turnê pela exposição
com ele, despertando-lhe a curiosidade
sobre o cristianismo e o estimulando
a pedir estudos bíblicos para aprender
mais, disse Blyden.
– Equipe da British Union Conference e
Adventist Review
Vanuatu: Casal doa
telhado para cem igrejas
■■ O que se pode fazer com 35 dólares?
Nas ilhas Vanuatu, no sul do Pacífico, pode-se cobrir uma igreja adventista
do sétimo dia inteira, com um telhado
durável de ferro.
Os adventistas em Vanuatu são
gratos ao casal australiano aposentado,
Hery e Hanni Rusterholz, por doarem
telhados de ferro para dezenas de igrejas
na última década. Durante um almoço
especial, Nos Terry, presidente da
Missão Vanuatu, presenteou o casal com
Outubro 2014 | Adventist World
5
N ot í cias do M u ndo
Andrew McChesney,
uma tigela feita da madeira do coqueiro,
como gesto de gratidão.
“Isso não é nada comparado à
contribuição que vocês deram à Missão
e aos membros da igreja em Vanuatu”,
disse Terry. “Sem seu apoio, não teríamos
conseguido responder positiva e
adequadamente aos muitos pedidos de
telhados de ferro que recebemos todos
os anos.”
Desde 2001, os Ruzterholzs gastaram
mais de um milhão de vatus (10.700
dólares americanos) em doações de
telhados de ferro para mais de cem igrejas
adventistas em Vanuatu e Papua-Nova
Guiné. Um telhado de ferro medindo
3.600 metros custa cerca de 35 dólares.
Atualmente, perto dos 80 anos de
idade, os Rusterholzs não sabem quanto
tempo mais poderão contribuir doando
os telhados para as igrejas.
A primeira visita do casal às ilhas foi
em resposta ao pedido do pastor para
construir uma igreja. “Assim que vimos
o povo congregando em cabanas
simples cobertas com folhas de arbustos,
ficamos tocados”, disse Henry Rusterholz.
“Pensamos que se, de um modo simples,
pudéssemos ajudar o povo a adorar
pelo menos sob um telhado decente,
ficaríamos felizes. Desde então, esse tem
sido nosso ministério.”
– Simon Luke, registro do Sul do Pacífico.
6
Adventist World | Outubro 2014
Ela Perdeu o Voo 17
Por Causa do
Sábado
Frieda Souhuwat-Tomasoa conta porque mudou sua
passagem do voo que foi derrubado na Ucrânia.
U
R e c o r d
PRESENTE EM AGRADECIMENTO:
Nos Terry, esquerda, oferece uma
tigela feita da madeira do coqueiro
para Henry e Hanni Rusterholz.
editor de notícias, Adventist Review
ma mulher adventista da
Holanda, que quase viajou
no avião da Malaysia Airlines
derrubado na Ucrânia, disse que
mudou sua passagem na última hora
porque não queria viajar durante o
sábado. Frieda Souhywat-Tomasoa,
67, comprou passagem no voo do dia
17 de julho para fazer uma viagem
de emergência a Ambon, Indonésia,
onde estava organizando uma grande
conferência, que estava a ponto de
ser cancelada.
Porém, três dias antes do voo, logo
após fazer o culto matinal com o esposo
Max, Frieda percebeu em seu itinerário
que teria de viajar no sábado, 19 de
julho, para chegar ao seu destino. O voo
17 da Malaysia Airlines, que partiu de
Amsterdam em direção a Kuala Lumpur, capital da Malásia, foi derrubado
por um míssil, na quinta-feira, 17 de
julho, quando voava sobre território
controlado por rebeldes no leste da
Ucrânia. Todas as 298 pessoas a bordo
do avião morreram.
“Na sexta-feira, quando soube do
o acidente, chorei enquanto falava ao
telefone com Max. Fiquei emocionada
por ter sido poupada dessa tragédia”,
disse Frieda.
“O Espírito Santo falou comigo
durante nosso devocional, na segunda-
feira de manhã. Ele me disse: ‘Se você
fizer esse itinerário, irá viajar no sábado.
Não vá!’”
“Deus ainda fala conosco todos os
dias, se ficarmos em silêncio e estivermos dispostos a ouvir Sua voz”, disse
ela em entrevista. “Ainda dou graças a
Ele, a cada momento do dia, por Sua
orientação e Suas bênçãos.”
A conexão na Indonésia
Frieda, que é membro da igreja
adventista do sétimo dia desde os 20
anos de idade, disse que nunca viajou
durante o sábado em suas muitas
viagens pela Unrepresented Nations
and Peoples Organization (UNPO)
[Organização para Povos e Nações Não
Representadas], organização que procura soluções não violentas para resolver
conflitos que afetam povos indígenas,
minorias e territórios não reconhecidos
oficialmente.
“Em todas as minhas missões pela
UNPO, não importa aonde eu tenha
ido, tenho guardado o sábado. Nunca
coloquei o pé em um avião nesse dia”,
disse ela.
Frieda, que é membro da comissão
executiva da União Holandesa e anciã
da sua igreja no norte de Rotterdam,
aposentou-se de suas atividades
profissionais no governo holandês,
C o r t e s i a d a U n i ã o
A s s o c i a ç ã o H o l a n d e s a
O AVIÃO: Boeing 777 da Malaysian Airlines, que caiu no
leste da Ucrânia, visto no Aeroporto de Roma Fiumicino em
outubro de 2011. Direita: Frieda Souhuwat-Tamasoa.
A l a n
W i l s o n
/
W i k i c o m m o n s
mas continua ativa na UNPO, onde
trabalha desde 1991. Ela é representante
do povo das Ilhas Maluku onde, em
1999, surgiu um conflito entre cristãos
e muçulmanos na capital regional,
Ambon. A violência sectária se estendeu
até 2003, queimando vilas inteiras até o
chão e matando aproximadamente dez
mil pessoas.
Frieda estava presente em Ambon
durante esse período violento e usou
seu cargo na UNPO para enviar vários
contêineres de alimento e roupa da
ADRA, agência humanitária adventista,
para os que necessitavam de assistência.
Ela também ajudou a facilitar um
acordo de paz que interrompeu o
combate, e se envolveu nos esforços
para reconstruir a região atingida,
trabalhando mais uma vez com a filial
holandesa da ADRA. Ela disse que
quatro anos de combate resultaram em
muitos órfãos e pessoas com a doença
do estresse pós-traumático.
Quando um estudo de vários anos
descobriu que as Ilhas Maluku são a
segunda província mais pobre entre as
34 da Indonésia, e que seus habitantes
estão entre os menos escolarizados do
país, a UNPO decidiu organizar uma
grande conferência para conscientizar
acerca dos problemas locais e ajudar a
modelar a política da província. Frieda
decidiu trabalhar na organização da
conferência em parceria com as três
maiores universidades de Ambon.
“Infelizmente, tem sido uma
jornada longa e difícil devido a muitos
e diferentes fatores, incluindo as
objeções do governo central em Jakarta
e do governo local”, disse ela. “O que
complica muito mais as coisas é a alta
escala de corrupção na província.”
Os dias antes do acidente
Em junho, tudo parecia estar bem.
O programa da conferência estava
pronto. O horário e os oradores já
estavam determinados e o evento estava
marcado para acontecer nos dias 1º a
5 de agosto. Mas, em 8 de julho, Frieda
recebeu uma mensagem de texto
em seu telefone, vinda de Ambon: A
conferência teria que ser cancelada. Os
líderes das três universidades colaboradoras estavam sofrendo ameaças de
exoneração.
A UNPO realizou uma reunião
de emergência no dia 12 de julho e
decidiu que Frieda deveria retornar
a Ambon para procurar uma forma
de salvar a conferência. Na reunião,
Frieda concordou em pegar o voo do
dia 17 de julho, da Malaysia Airlines.
“Quando cheguei em casa, contei ao
meu esposo. Ele respondeu: ‘Essa é sua
missão e você precisa fazer isso.’” Mas,
depois de fazerem seu culto matinal
no dia seguinte, ela disse a Max que
preferia viajar um dia antes, 16 de
julho. “Se eu for na quinta-feira, vou
passar o sábado viajando para Ambon,
e nunca em minha vida viajei durante
o sábado”, disse ela.
Com o apoio do esposo, Frieda
entrou em contato imediatamente com
sua agência de viagens e transferiu seu
bilhete para a Emirates Airlines.
“Normalmente, voo pela Malaysia
Airlines ou KLM”, comentou ela. “Tinha
feito uma viagem pela Malaysia Airlines
em junho.”
Ela informou a UNPO sobre a
mudança no dia 15 de julho, confirmou
o novo voo no mesmo dia e deixou
Amsterdam em 16 de julho. O que
aconteceu com o voo da Malaysia Airlines a deixou chocada. “Estou aqui para
testemunhar que Deus poupou minha
vida porque preciso continuar minha
missão em Ambon e estar disponível
para ajudar as pessoas que necessitam
de apoio em nosso mundo”, disse ela.
“Neste momento, ainda estou trabalhando incessantemente para resolver os
problemas relacionados à conferência e
continuarei a ouvir a voz de Deus, não
importam as consequências. Que seja
feita a Sua vontade, não a minha.” n
Outubro 2014 | Adventist World
7
V I S Ã O
M U N D I A L
Ted N. C. Wilson
A
Nota do Editor: Este artigo foi extraído de
um discurso apresentado pelo Pr. Wilson
na Conferência Internacional sobre
Bíblia e Ciência, em St. George, Utah,
EUA, em 15 de agosto de 2014. O texto
completo está disponível na página www.
adventistreview.org/affirming-creation/
‘god’s-authoritative-voice’.
Q
ue privilégio estar nesta
extraordinária Conferência
Internacional sobre Bíblia e
Ciência! Os educadores, professores,
cientistas, teólogos, diretores
de departamentos, editores,
administradores, pastores e membros,
todos compartilhamos a crença
comum na autoridade da voz de Deus
como o Criador. Cremos que o relato
bíblico da Criação, em Gênesis 1 e 2,
foi um evento literal que aconteceu
em seis dias literais, consecutivos e
recentes, contrário aos milhões de
anos. Foi realizado pela autoridade da
voz de Deus e aconteceu quando Ele
falou e trouxe o mundo à existência.
O Salmo 33:6, 9 proclama: “Mediante
a palavra do Senhor foram feitos os
céus. E os corpos celestes, pelo sopro de
Sua boca […] pois Ele falou, e tudo se
fez; Ele ordenou e tudo surgiu.” Essa é a
autoridade da voz de Deus!
A palavra de Deus é poderosa
A palavra de Deus era poderosa e é
igualmente poderosa hoje. Temos Sua
palavra escrita e o relato da Palavra
que Se tornou carne em Jesus Cristo,
que confirmou o poder criativo da
Trindade para criar e recriar. Nossa
crença nas origens não só depende
disso, como também nossa crença de
que, no processo de salvação da justiça
de Cristo – a justificação e a santificação – Deus pode recriar algo novo no
coração do ser humano. Sem essa crença intrínseca no poder de Deus, nem
as origens nem o futuro têm qualquer
significado verdadeiro.
8
Adventist World | Outubro 2014
AUTORIDADE
Voz de Deus
da
Ele Ainda está Falando
Em relação às origens, no poderoso
e inspirado livro Patriarcas e Profetas,
a autora escreveu: “A admissão de que
os acontecimentos da primeira semana
exigiram milhares de milhares de anos,
fere diretamente a base do quarto
mandamento. Representa o Criador a
ordenar aos homens observarem a
semana de dias literais em comemoração
de períodos vastos, indefinidos. Isso não
está conforme Seu método de tratar
com Suas criaturas. Torna indefinido e
obscuro o que Ele fizera muito claro.
É a incredulidade em sua forma mais
traiçoeira e, portanto, mais perigosa;
seu verdadeiro caráter se acha tão
disfarçado que tal opinião é mantida
e ensinada por muitos que professam
crer na Bíblia [...] A Bíblia não admite
longas eras em que a Terra vagarosamente tivesse evoluído do caos. De cada
dia consecutivo da criação, declara o
registro sagrado que consistiu de tarde e
manhã, como todos os outros dias que
se seguiram.”1
Acurado e digno de confiança
Como podemos ver, o Espírito de
Profecia oferece excelente conselho e luz
sobre esse assunto. Atualmente, a maioria dos que não creem na criação bíblica
não creem no Espírito de Profecia
como um elemento definidor, acurado
historicamente e, portanto, veem-na
como pouco confiável para servir como
contribuição científica ou teológica.
Mas o Espírito de Profecia aponta de
volta para a Bíblia, o único fundamento
absoluto da nossa fé. Estou aqui hoje
para declarar que tanto a Bíblia como o
Espírito de Profecia são absolutamente
confiáveis e inspirados pelo próprio
Criador. Confie na Bíblia e no Espírito
de Profecia como a base de nossa compreensão das origens.
O sábado do sétimo dia é essencial
à semana de seis dias da criação, pois
ele é o memorial da semana literal da
criação e oferece conexão direta com o
Criador.
Deus fala claramente
No livro Testemunhos para Ministros lemos: “Declara a filosofia humana
ter sido tomado um período indefinido
de tempo na criação do mundo. […] O
engano quanto a ser o mundo criado
em um período de tempo indefinido é
uma das falsidades de Satanás.
“Deus fala à família humana em linguagem que eles podem compreender.
Não deixa a questão tão indefinida que
os seres humanos possam manejá-la
segundo suas teorias. Quando o Senhor
Este não é o tempo para
uma fé indiferente.
oração e que se submeta humildemente
ao Espírito Santo, que nos guiará em
toda a verdade. Cristo veio para nos
redimir e para revelar Seu amor e autoridade como Criador e Redentor.
Aceitando plenamente a
autoridade da voz de Deus
declarou que fez o mundo em seis dias e
descansou no sétimo, quis dizer o dia de
vinte e quatro horas, que Ele assinalou
pelo nascer e o pôr do sol.”2
Dá para ser mais claro? Os adventistas do sétimo dia em todo o mundo
creem e aceitam a criação deste mundo
em seis dias literais, sendo o sétimo dia
o memorial da criação, e proclamamos
isso com o poder do Espírito Santo.
Quem não aceita a criação recente de
seis dias, compreendemos que na
verdade não é adventista do “sétimo dia”,
pois o sábado do sétimo dia não teria
absolutamente nenhum significado
histórico nem teológico; e a maior parte
de nossa doutrina que é fundamentada
na Bíblia, centrada em Cristo e na autoridade de Sua voz, também se tornaria
sem sentido.
A pessoa pode pretender ser “adventista”, mas, na realidade, sem a clara
compreensão bíblica da doutrina do
sábado fundacional e da autoridade de
Deus como Criador e Soberano do
Universo, é impossível organizar uma
linha teológica significativa que aceite ou
leve à crença da segunda vinda literal de
Cristo. Peço a todos que se encontram
nesse dilema que renovem sua ligação
com Deus por meio do estudo da Bíblia,
do estudo do Espírito de Profecia e da
O relato bíblico sobre nossas origens
ressalta o poder de Deus para salvar, Sua
habilidade de recriar em nós um novo
coração e Sua habilidade de fazer novas
todas as coisas, no futuro.
Este não é o tempo para uma fé
indiferente; é o tempo para pedir ao
Senhor um reavivamento genuíno que
resulte na chuva serôdia do Espírito
Santo e uma aceitação completa da
autoridade contida na voz de Deus. Essa
não é uma iniciativa legalista, mas concentrada em Cristo e unicamente nEle.
As preciosas verdades bíblicas sobre
a criação literal recente, inclusive o
sábado como comemoração da semana
da criação, chegaram até aqui sob ferrenho ataque de humanistas seculares e
incrédulos e, inclusive, por alguns que
afirmam ser adventistas do sétimo dia.
Não creia neles, nem participe dessa
manipulação das verdades bíblicas no
que diz respeito à criação e à visível
comemoração da criação, o sábado.
A evolução é parte do
espiritualismo
A evolução, em sua essência, não é
ciência – é uma forma falsa de religião e
parte do espiritualismo. “O espiritismo
ensina ‘que o homem é criatura susceptível de progresso; que é seu destino
progredir desde o nascimento até a
eternidade em direção à Divindade’.”3
Professores das Escolas Adventistas
do Ensino Médio faculdades e univer-
sidades, e líderes da igreja de Deus, por
meio do Seu poder, permaneçam firmes
à criação literal recente e absolutamente
rejeitem a teoria da evolução teísta e
geral. Peço-lhes que sejam defensores
da criação com base no relato bíblico
e reforçado tão explicitamente pelo
Espírito de Profecia e conforme votado
pela Igreja Adventista do Sétimo Dia
mundial, na Sessão da Associação Geral
de 2010.
Não deveria existir nos púlpitos
das igrejas, nem nas escolas adventistas
professores que ensinam a teoria
evolucionista teísta ou pura. Seja leal
à verdade bíblica de Deus, não porque
você é empregado pela igreja nem
porque pensa que essa é a atitude
politicamente correta a ser tomada,
mas porque você crê nela com todo o
coração. Do contrário, a atitude correta a ser tomada – e digo isso com toda
bondade – seria a pessoa pedir
demissão de seu cargo de confiança.
Tão importante é o assunto para a
missão final de Deus!
Métodos de interpretação
Nossa igreja tem se mantido fiel
ao método histórico-bíblico de interpretação, que permite que a Bíblia
interprete a si mesma. Um dos maiores
ataques contra a Bíblia e a criação
vem do método histórico-crítico, que
é influenciado pela abordagem não
bíblica da “alta crítica”. Essa abordagem
é inimiga mortal de nossa teologia e
missão. Ela coloca o indivíduo acima
da abordagem simples das Escrituras e
concede uma licença inapropriada para
decidir o que ele ou ela pensa ser verdade com base nos recursos e educação
do crítico. Rejeite essa abordagem,
pois é autocentrada e inspirada pelo
Outubro 2014 | Adventist World
9
V I S Ã O
M U N D I A L
Igreja de um Dia
A Igreja de Runwyararo, Zimbábue
inimigo. Tal crença não leva o povo a
confiar em Deus e em Sua Palavra e
destruirá sua compreensão da correta
teologia da Bíblia e nossa preciosa
missão adventista.
Essa missão adventista está completamente ligada ao fundamento da
autoridade da voz de Deus na criação
e no sábado, que nos lembra de onde
viemos. De idêntica maneira que
“sétimo dia” nos lembra de onde viemos,
“adventistas” nos diz para onde estamos
indo. Estamos esperando o iminente
retorno de nosso Senhor Jesus Cristo,
pelo qual esperamos ansiosamente,
como a culminação da história da
Terra. É a abençoada esperança à qual
nos apegamos e que foi anunciada pela
autoridade da voz de Deus.
Essa autoridade de Sua voz estava
presente no princípio da criação onde
Moisés, em Gênesis 1, registrou as
palavras: “E disse Deus.” O apóstolo
João registrou a autoridade da voz de
Deus em Apocalipse 22:20, o último
capítulo da Bíblia, dizendo: “Sim,
venho em breve.”
A autoridade da voz de Deus é real e
está em todos os lugares!
Que privilégio compartilhar nossa
altamente relevante mensagem bíblica
que proclama e defende Cristo como
nosso Criador, Redentor, Sumo Sacerdote, Rei Vindouro e Melhor Amigo!
Graças a Deus pela autoridade de Seu
poder na criação e Seu poder recreativo
que nos transformará em novas
criaturas por toda a eternidade! n
1 Ellen
2 Ellen
3 Ellen
G. White, Patriarcas e Profetas, p. 111, 112.
G. White, Testemunhos para Ministros, p. 135, 136.
G. White, O Grande Conflito, p. 554.
Ted N.C. Wilson é
presidente mundial da
Igreja Adventista do
Sétimo Dia
10
Adventist World | Outubro 2014
Acima: ANTIGA E
NOVA: À medida em
que as paredes da
nova igreja sobem,
o antigo prédio se
prepara para assumir
nova função: salão
de festas.
Abaixo: LIDERANÇA
EXUBERANTE: Lucy
não apenas lidera a
Sociedade de Dorcas,
mas desenvolve uma
liderança entusiasta
para todo o projeto.
Foi uma festa!
Após vários anos de
espera, finalmente as partes
se juntaram: uma antiga igreja
de estacas cobertas com sapé e
uma “igreja de um dia” de aço; um forno cheio de tijolos
prontos para completar a igreja. Então, uma carroça com
o equipamento de perfurar poço parou ao lado da igreja.
O motor fazia um barulho ensurdecedor, quando batia no solo duro de granito.
Toda a comunidade estava lá, cerca de duzentas pessoas. Alguns para provar
da água do novo poço, outros para construir as paredes de tijolos da igreja, ou
para ajudar a preparar o almoço, ou para ficar olhando sobre os montes cinzentos
formados pelos formigueiros. Organizado pelos 35 membros da Igreja Adventista do
Sétimo Dia de Runyararo, perto de Karoi, Zimbábue, esse foi o evento do ano. Até o
chefe da aldeia e a esposa compareceram.
A equipe do Maranatha deu boas-vindas a dezenas de irmãs Dorcas. Lucy, a
líder do grupo, segurou nossas mãos e alegremente anunciou: “Jesus está voltando!
Jesus está voltando logo!”
O forno de tijolos foi aberto e os homens rapidamente começaram a levantar as
paredes da igreja. As mulheres carregavam água, acendiam o fogo para cozinhar e mexiam grandes tachos com sadza e cebolas debaixo da rústica cabana, a “antiga” igreja.
Lucy apontou para o caminhão branco da ADRA e anunciou: “Hoje, nós teremos
uma nova igreja e um poço de água em Runyararo.”
A broca de 67 metros ainda engasgava para atravessar o granito. Após um
breve intervalo para o almoço, os técnicos concordaram em cavar um pouco mais
para o fundo. Isso motivou em Lucy e nas outras irmãs Dorcas mais cânticos,
orações e até “apelos para arrependimento”.
Ao chegar aproximadamente aos 80 metros de profundidade, a broca alcançou
cascalho encharcado e a grande comemoração começou. A velha igreja se tornou
então em um “salão de festas”. A nova igreja estava quase pronta para a instalação
de janelas e portas. E o novo poço já havia se transformado no “local de encontro”
de Runyararo.
Lucy permaneceu ao lado do poço, apontando em direção ao céu. “Jesus está
voltando”, exclamava ela. “Jesus está voltando logo!”
ASI* e Maranatha Volunteers International colaboram financiando e facilitando
projetos de Igrejas de um Dia e Escolas de um Dia. Desde que esse projeto foi
lançado em agosto de 2009, já foram construídas
mais de 1.600 dessas igrejas em todo o mundo.
História por Dick Duerksen.
*Associação de Empresários da Divisão Norte-Americana
f OTOS :
D i c k
D u e r k s e n
S aúde
no
M undo
Cada Igreja, um
Centro de Saúde
Comunitário
Peter N. Landless e Allan R. Handysides
Ficamos entusiasmados com a ideia de cada igreja ser um centro de saúde
comunitário. Agradecemos todo o material disponível para a execução dos vários
programas de saúde. No entanto, gostaríamos de saber: Poderia haver alguma
implicação legal, se alguém achar que estamos agindo além de nossa qualificação
e deduzir que estamos “tratando” pacientes?
C
omo vemos, o ministério da saúde
integral está crescendo em todo o
mundo, o que nos deixa otimistas
e entusiasmados com a perspectiva de cada
igreja ser um centro de saúde comunitário.
Você está correto ao dizer que somos
abençoados por ter excelentes programas
de saúde e materiais que podemos
compartilhar com a comunidade. Há,
entretanto, alguns cuidados que devem ser
tomados ao abraçarmos esse maravilhoso
ministério e missão.
Primeiramente, nossos materiais sobre
saúde devem ser confiáveis e bem pesquisados. Os Regulamentos Eclesiásticos da
Associação Geral deixam bem claro que as
práticas de saúde em nossas instituições
e nossos materiais sobre saúde devem ser
consistentes com os princípios bíblicos
e do Espírito de Profecia. É também
imprescindível que sejam revisados cuidadosamente na literatura científica com
base em evidências. Esses princípios nos
garantem oferecer informações de saúde
com a mais alta integridade e credibilidade, dentro e fora da igreja.
É sempre muito útil envolver os profissionais de saúde de nossas congregações
na seleção e apresentação dos programas
de saúde. Também é importante envolvêlos no treinamento dos membros da
igreja para a apresentação dos programas
e princípios de saúde, de modo que cada
membro possa realmente se tornar um
médico-missionário e promotor de saúde.
Não podemos nos esquecer de que aliviar
o sofrimento físico e cuidar da pessoa
como um todo são práticas inseparáveis;
foi Jesus, nosso “Homem Modelo”, quem
planejou esse ministério especial.
Quando as equipes estiverem
treinadas e os programas da igreja
forem apresentados, é imperativo que
cada programa seja votado e registrado
pela comissão da igreja. Isso é necessário para obter a cobertura do seguro
pela Adventist Risk Management
(ARM). O seguro é necessário caso
surja algum processo legal decorrente
dos programas apresentados pelas
igrejas locais e pelos membros da igreja. Sem a documentação e tais ações
da comissão, a ARM não poderá dar
assistência às pessoas ou congregações
locais, o que poderá resultar em consequências financeiras devastadoras. O
planejamento adequado e agendamento de reuniões para o futuro facilitarão
a proposta de cada uma dessas iniciativas para a comissão da igreja, e
garantirá a proteção adequada.
Além disso, quer se trate de um
programa para deixar de fumar ou de
uma iniciativa para ajudar as pessoas
a se recuperar da depressão, devemos
sempre declarar, de forma verbal ou
por escrito, que tudo o que for ensinado não tem a intenção de substituir
o tratamento ou as instruções dadas
por um profissional de saúde. Todos
os nossos programas têm o propósito
de ser instrutivos e, em sua maioria,
preventivos. Nunca devemos interferir
nos medicamentos das pessoas ou
tratamentos agendados. Se algum
exame revelar problemas que possam
ser perigosos para a saúde de uma
pessoa, precisamos encorajá-la a se
consultar com seu médico. É verdade
que algumas mudanças no estilo de
vida podem mudar tão drasticamente o
curso das doenças não transmissíveis, que
até seja necessário reduzir alguns medicamentos, porém essa decisão só pode
ser tomada pelo profissional de saúde.
Não há nada mais emocionante do que
ver pessoas que sofrem de diabetes tipo 2
e hipertensão arterial significativa tendo
a possibilidade de reduzir a medicação e
desfrutar uma saúde melhor.
No entanto, precisamos ser bem
claros ao afirmar que não assumimos
responsabilidades para as quais não
somos formados nem licenciados.
Porém, essas “regras domésticas” não
devem nos deixar hesitantes nem prejudicar nosso entusiasmo em compartilhar
o dom precioso da mensagem de saúde
adventista. Por Sua graça, podemos
ser condutores do amor que Jesus tem
por todos os Seus filhos queridos e da
salvação que Ele oferece a cada um,
individualmente.
Ellen G. White afirmou de forma
tão profunda e inspirada: “Atingimos um
tempo em que todo membro da igreja
deveria lançar mão da obra médicomissionária.”*
Que o Senhor abençoe ricamente você
e sua equipe ao servi-Lo nesse ministério
especial. n
*Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, p. 425.
Peter N. Landless, médico cardiologista
nuclear, é diretor do Ministério de Saúde
da Associação Geral.
Allan R. Handysides, médico ginecologista
aposentado, é ex-diretor do Ministério
de Saúde da Associação Geral.
Outubro 2014 | Adventist World
11
C renças
F undamentais
M
artin Luther King Jr. fez o que
é considerado por muitos
um dos grandes discursos do
século vinte, na escadaria do Memorial
Lincoln, em Washington, DC, EUA,
no dia 28 de agosto de 1963. O que
originalmente foi escrito como uma breve
conversa se tornou um poderoso sermão,
pontuado até o fim pela repetição da
frase: “Eu tenho um sonho.” Naquele
“sonho” ele falou de sua esperança para
as crianças e para a sociedade.
Compartilhando meu sonho
Eu também tenho um sonho. Não
consigo transmiti-lo tão graciosamente
como Martin Luther King. No entanto,
compartilho meu sonho enraizado
na promessa de Deus sobre o fim do
pecado com a volta de Cristo e o início
do milênio. Sei que este sonho não é
exclusivamente meu; ao contrário, é o
sonho de muitos.
Minha esposa e eu temos muita
coisa em comum, e uma delas é nosso
desejo de que Jesus volte logo. Como
milhões de outras pessoas, vemos Seu
retorno como uma alegria eterna e
ininterrupta – destacando o privilégio
de viver para sempre em Sua presença.
Ansiamos pelo dia em que não
enfrentaremos mais as tentações, pois
o milênio marcará o início desse
descanso eterno.
Há, entretanto, outro elemento dos
mil anos na Nova Jerusalém que também aguardo ansiosamente. “Vi tronos
em que se assentaram aqueles a quem
havia sido dada autoridade para julgar”
(Ap 20:4). O milênio me oferece a oportunidade de participar do processo de
julgamento, concedendo-me o acesso à
revisão dos livros para que eu compreenda as realidades “das coisas desta vida”
(1Co 6:3). Eu necessito desse período de
mil anos porque agora, enquanto vivo
minha existência míope, tenho muitos
questionamentos, e, às vezes, sou tentado a duvidar de que Deus realmente
esteja no controle. Sei que Deus permite
muitas coisas que Ele não aprova. Mas
quero saber por que Ele permite.
Tenho muitas perguntas: Por que o
Senhor permitiu que indústrias
desenvolvessem “tetos de vidro”? Por
que o Senhor permitiu que organizações usassem padrões diferentes ao
lidar com as pessoas? Por que o
Senhor permitiu que certos líderes
exigissem o dobro de trabalho de
alguns empregados, pagando-lhes
metade do salário? Por que o Senhor
permitiu que partidos governamentais
brigassem por coisas mesquinhas do
partido, enquanto o povo era quem
realmente sofria? Por que o Senhor
permitiu que a fome existisse em terras
onde o povo não tinha a habilidade
de cuidar de si mesmo? Por que o
Senhor permitiu o abuso de autoridade e por que os administradores não
apenas saíram ganhando, mas foram
elogiados e recompensados apesar do
que fizeram? Por que o Senhor permitiu que gente sincera e trabalhadora
fosse vítima de tal abuso, enquanto
muitas vezes seus colegas de trabalho
e superiores podiam viver com muito
Willie Edward Hucks
Eu Também
Tenho um
NÚMERO 27
Sonho
Aguardando ansiosamente
aquele grande dia
F o t o :
D i c k
D e m a r s i c o
O Milênio
e o Fim do Pecado
O milênio é o reinado de mil anos de Cristo com Seus santos
do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados
no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante
e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo
esse tempo, serão julgados os ímpios mortos, a Terra estará
de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará
completamente desolada, sem habitantes humanos com
assim eternamente livre do pecado e dos pecadores
vida, mas ocupada por Satanás e seus anjos. No fim desse
(Ap 20; 1Co 6:2, 3; Jr 4:23-26; Ap 21:1-5; Ml 4:1; Ez 28:18, 19).
período, Cristo com Seus santos e a Cidade Santa descerão
Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia, nº- 27
mais conforto? Por que o Senhor
permitiu o sofrimento e a morte de
pessoas inocentes?
O milênio será o tempo determinado
por Deus para que eu obtenha as
respostas, que, por sua vez, confirmarão
porque eu confiei nEle o tempo
todo, mesmo quando não conseguia
entender tudo e também não conseguia
compreendê-Lo.
O sonho da minha avó
Minha avó materna, Lula Mae Johnson Hill, era mais do que a maior cristã
que conheci durante minha infância
e adolescência. Ela era minha melhor
amiga e, por preceito e exemplo, conseguiu incutir em meu coração amor pela
sua igreja, além de me ensinar muitas
lições preciosas de vida. Ela sonhou
com o dia em que eu trabalharia para a
Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Outro sonho que ela acalentava
e que a motivava cada dia a esperar
pacientemente pela segunda vinda de
Cristo era o milênio e o fim do pecado.
Um ano após ter se casado com meu
avô, nasceu seu filho primogênito. Infelizmente, com apenas alguns meses de
vida, ele adoeceu e morreu.
Certo dia, quando minha avó e eu
visitamos sua sepultura, ela me contou
a história de sua curta enfermidade.
Mas o que aconteceu em seguida,
sempre permaneceu em minha mente
e tem me inspirado. No meio de sua
tristeza, uma angústia que só as mães
que perderam um filho conhecem, ela
era confortada por um pensamento:
que na manhã da ressurreição o anjo da
guarda de seu bebê tomará seu filhinho
e o colocará de volta nos seus braços,
e ela terá a alegria de vê-lo crescer no
início do período dos mil anos.
Meu sonho pessoal
Por aproximadamente 50 anos,
minha avó acalentou esse sonho, até sua
morte em 1987. Meu avô, atingido pela
tristeza, ao perder a bondosa e alegre
companheira, faleceu apenas nove
meses depois.
Em um cemitério de Augusta,
Georgia, estão meus avós, bisavó (mãe
de minha avó, que sobreviveu a todos
os seus descendentes já falecidos), o tio
preferido de minha bisavó (guardo
lembranças dele desde a minha infância),
e muitos outros parentes, incluindo
meu tio bebê. Todas as vezes que visito
aquele cemitério, me recordo da história contada por minha avó e me lembro
de que Deus “destruirá a morte para
sempre. O Soberano, o Senhor, enxugará as lágrimas de todo rosto” (Is 25:8).
Sonho em passar o milênio com eles
e outros queridos, e me sinto feliz por
saber que, no milênio, o mal e todos
os seus efeitos devastadores serão
desarraigados para sempre.
Meu sonho principal
Em um artigo da Adventist World,
tão eloquentemente escrito por Frank
Hasel sobre o tema da segunda vinda
de Cristo, ele declarou: “Porque Deus
é amor, Ele vencerá a morte e dará
vida – e vida eterna!”* Sabemos que
“Aquele que tem o Filho tem a vida”
(1Jo 5:12), mas a plenitude dessa vida
não acontecerá durante nossa existência
amaldiçoada pelo pecado.
Em vez disso, com esperança
aguardamos o cumprimento da última
declaração de Cristo nas Escrituras:
“Certamente, venho sem demora”
(Ap 22:20). Sua volta dará início ao
milênio e eliminará o pecado, juntamente com todas as suas consequências
dolorosas.
E por isso, repito as palavras de
João, o revelador: “Amém! Vem, Senhor
Jesus!” (Ap 22:20). n
* Frank M. Hasel, “Manhã da Ressurreição: Quando o último
inimigo for vencido”, Adventist World, maio de 2014, p. 14.
Willie Edward Hucks é
secretário ministerial
associado na Associação
Geral dos Adventistas do
Sétimo Dia e editor associado da revista
internacional para pastores Ministry, em
Silver Spring, Maryland, Estados Unidos.
Outubro 2014 | Adventist World
13
E S P Í R I T O
D E
P R O F E C I A
Conforto
P
recisamos aprender valiosas
lições dos métodos de trabalho de
Cristo. Ele não seguiu meramente
um método. Ele procurou chamar a
atenção da multidão de várias maneiras
e, quando tinha sucesso, proclamavalhes as verdades do evangelho. Sua
principal obra consistia em ministrar
aos pobres, necessitados e ignorantes.
Com simplicidade, abria diante deles as
bênçãos que deviam receber e, assim,
despertava-lhes a fome pela verdade,
pelo pão da vida.
A vida de Cristo é um exemplo para
todos os Seus seguidores. Jesus mostrou
que o dever dos que aprenderam sobre
o caminho da vida é ensinar a outros o
significado de crer na Palavra de Deus.
Há muitos que estão no vale da sombra
da morte e necessitam ser instruídos
nas verdades do evangelho. […]
O Senhor quer homens e mulheres
sábios que possam agir na qualidade de
enfermeiros, confortando e ajudando os
doentes e os que sofrem. Possam todos
os que estão aflitos ser ministrados por
médicos e enfermeiros cristãos que os
ajudem a colocar, pela fé, seus corpos
atormentados pela dor aos cuidados
do grande Médico, esperando pela
restauração! Se por meio da ministração
judiciosa o paciente é conduzido a
entregar a vida a Cristo e se submeter
em obediência à vontade de Deus,
obtém-se grande vitória.
Em nossas ministrações diárias,
vemos muitos rostos aflitos e tristes.
O que a tristeza desses rostos mostra?
Mostra quanto a pessoa necessita da paz
de Cristo. Homens e mulheres almejam
algo que eles não têm e procuram
suprir sua necessidade nas cisternas
rotas desta Terra. […]
14
Adventist World | Outubro 2014
Ellen G. White
Ajuda
e
Os seguidores de
Cristo são responsáveis
pelos doentes e sofredores.
Em quase todas as comunidades,
há muitos que não darão ouvidos aos
ensinos da Palavra de Deus nem frequentarão algum culto religioso. Porém,
ao serem alcançados pelo evangelho,
compartilharão a mensagem em seus
lares. Muitas vezes, as necessidades
espirituais das pessoas são o único meio
que as torna acessíveis a uma abordagem religiosa.
Procure oportunidades
para orar
Os enfermeiros missionários que
cuidam dos doentes e aliviam o sofrimento dos pobres encontrarão muitas
oportunidades para orar com eles, ler
a Palavra de Deus para eles e lhes falar
sobre o Salvador. Eles podem orar por
e com aqueles que não têm força de
vontade para controlar os apetites e
paixões degradados. Podem levar um
raio de esperança aos derrotados e desanimados. A revelação do amor altruísta
e a manifestação de atos desinteressados
permitirão que esses sofredores creiam
no amor de Cristo.
Muitos têm fé em Deus e perderam
a confiança no homem. Mas apreciam
atos de simpatia e de solidariedade. Seu
coração é tocado quando observam a
atitude de alguém que não busca compensação nem louvores terrenos ao ir
aos seus lares para ministrar ao doente,
para alimentar o faminto, vestir o nu,
confortar o triste e, carinhosamente,
apontar para Aquele cujo amor e piedade o trabalhador humano é apenas o
mensageiro. Brota a gratidão e surge a
fé. Eles percebem que Deus cuida deles
e são preparados para ouvir os ensinos
de Sua Palavra.
Quer seja nas missões de além-mar
ou próximo à nossa casa, todos os
missionários, homens ou mulheres,
ganharão muito mais acesso às pessoas,
e revelarão uma utilidade muito maior
se ministrarem aos doentes. Mulheres
que vão como missionárias para terras
pagãs podem encontrar a oportunidade
de levar o evangelho às mulheres nessas
terras, quando todas as outras portas de
acesso se encontram fechadas. Todos os
obreiros do evangelho deveriam saber
como prestar tratamentos simples que
aliviam a dor e curam doenças.
As pessoas precisam ver a
influência dos princípios de saúde sobre
seu bem-estar presente e eterno.
Não apenas para obreiros
médicos
Os obreiros do evangelho também
devem ser capazes de dar instruções
sobre os princípios de uma vida saudável. Há doenças em todos os lugares,
e muitas delas podem ser prevenidas
se for dada a devida atenção às leis de
saúde. As pessoas precisam ver a influência dos princípios de saúde sobre seu
bem-estar presente e eterno. Precisam
ser alertadas sobre sua responsabilidade
pelo seu próprio corpo, que foi provido
por seu Criador como morada do
Espírito Santo. “Acaso, não sabeis que
o vosso corpo é santuário do Espírito
Santo, que está em vós, o qual tendes
da parte de Deus, e que não sois de vós
mesmos?” (1Co 6:19, ARA).
Milhares necessitam de esclarecimentos e alegremente receberiam as
instruções sobre os métodos simples
de tratar o doente, métodos que estão
tomando o lugar do uso de drogas
venenosas. Há grande necessidade de
instruções sobre a reforma dietética.
Hábitos de alimentação errados e o
uso de alimentos não saudáveis são,
em grande medida, responsáveis pelo
crime da intemperança e a miséria que
amaldiçoa o mundo.
Ao ensinar princípios de saúde,
mantenha em mente o grande objetivo
da reforma: manter maior desenvolvimento do corpo, da mente e da alma.
Mostre que as leis da natureza, sendo as
leis de Deus, existem para nosso bem:
que a obediência a elas promove felicidade nesta vida e auxílio na preparação
para a vida futura.
Anime as pessoas a estudar esse
maravilhoso organismo, o corpo
humano, e as leis pelas quais ele é regido. Os que percebem as evidências do
amor de Deus, que compreendem um
pouco da sabedoria e beneficência de
Suas leis e os resultados da obediência,
considerarão seus deveres e obrigações
por um ponto de vista totalmente
diferente. Em lugar de olhar para a
observância das leis de saúde como
uma questão de sacrifício e negação
própria, irão considerá-la como realmente é: uma bênção inestimável.
Cada obreiro evangélico deve sentir
que ensinar os princípios de um viver
saudável é parte de seu trabalho, pois há
grande necessidade desse trabalho e o
mundo está aberto para ele.
Cristo confia a Seus seguidores uma
obra individual, uma obra que não
pode ser feita por procuração. O ministério em favor do pobre e do doente,
bem como a tarefa de levar o evangelho
ao perdido, não podem ser deixados
sob a responsabilidade de instituições
de caridade. Responsabilidade e esforço
individuais e sacrifício próprio são as
exigências do evangelho.
“Vá pelos caminhos e valados e
obrigue-os a entrar”, Cristo ordena,
“para que a Minha casa fique cheia”
(Lc 14:23) Ele leva os homens a entrar
em contato com aqueles que precisam
ser atendidos em suas necessidades. Ele
diz: “E, vendo o nu, o cubras” (Is 58:7),
“[…] Imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados” (Mc 16:18).
As bênçãos do evangelho devem ser
comunicadas por meio do ministério
pessoal e do contato direto.
Os que assumirem a obra que receberam não apenas abençoarão outros,
mas serão eles mesmos abençoados.
A consciência do dever cumprido terá
influência refletida em sua própria
vida. O desanimado se esquecerá de
seu desânimo, o fraco se tornará forte,
o ignorante inteligente, e todos perceberão que sempre encontram grande
ajuda nAquele que os chamou. n
O texto “Enfermeiros Missionários” foi
publicado pela primeira vez na Review
and Herald, em 24 de dezembro de 1914.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia acredita
que Ellen G. White (1827-1915) exerceu
o dom de profecia bíblico durante 70 anos
de ministério público.
Outubro 2014 | Adventist World
15
A rtigo de C apa
Andrew McChesney
Estabelecendo
Centros de Saúde Co
Sete histórias de várias
U
m preparador físico dirige curso de ginástica na
Grã-Bretanha.
Profissionais de saúde discutem estilo de vida
saudável em programa de rádio semanal na Indonésia.
Voluntário de 73 anos de idade alimenta diariamente 350
crianças pequenas e pessoas idosas na África do Sul.
Bomba de água manual atrai dezenas de pessoas a uma
igreja em Moçambique.
Esses são alguns dos centros de saúde comunitários adventistas mais ativos no mundo.
Os centros de saúde, alguns novos e outros já em funcionamento há uma década ou mais, seguem o exemplo de
Cristo e procuram oferecer uma mescla de cura física e mental às comunidades locais. A experiência desses centros pode
inspirar você no momento em que sua igreja busca iniciativas
para expandir seus esforços evangelísticos.
Líderes adventistas têm priorizado os planos para tornar
cada igreja adventista um centro de saúde comunitário, e a
iniciativa ganhou impulso no mês de julho deste ano, quando
1.150 pessoas de 81 países, participaram da conferência
organizada pelo Departamento do Ministério da Saúde, em
Genebra, Suíça, para aprender a maneira de se iniciar o
programa em suas respectivas comunidades.
“Gostaríamos de ver a igreja mundial abraçando o conceito
de cada igreja se tornar um centro de saúde comunitário.
16
Adventist World | Outubro 2014
Ao promover saúde física e principalmente espiritual, as igrejas se tornam
relevantes nas comunidades em que vivemos”, disse Peter Landless, diretor do Departamento do Ministério da Saúde da Igreja
Adventista do Sétimo Dia. “Dessa maneira, cada membro se
torna um médico missionário”, complementou ele.
Segundo profissionais de saúde e líderes de igreja, os passos
para a criação de um centro de saúde comunitário são simples:
a) identifique a necessidade de sua comunidade;
b) encontre membros de igreja qualificados e planeje
programas que supram essas necessidades;
c) elabore uma planilha de despesas e também uma estratégia para arrecadar os recursos necessários;
d) pratique o que você prega;
e) ore.
O centro de saúde comunitário deve oferecer, no próprio
prédio, cursos para deixar de fumar e de culinária vegetariana.
Mas muitos membros da igreja descobriram que participar
pode ser tão simples quanto organizar um dia de sopa para
os pobres, um grupo de apoio, ou uma clínica gratuita. O
serviço deve ser oferecido uma vez por semana, em semanas
alternadas, ou uma vez ao mês.
“O desafio para uma igreja fundar um centro de saúde
comunitário em prédio separado é: Onde conseguir os
f o t o s :
J u n
N e g r e
LUTANDO CONTRA A FOME: Sharon
Middleton serve alimento quente
para cerca de 350 crianças e idosos
no Ashbury Adventist Center, em
Bioemfontein, África do Sul.
munitários
partes do mundo
REFEIÇÕES SOBRE RODAS: Violet Grobbelaar, 73,
posa perto de um carro usado para entregar
refeições no Centro (ao fundo).
recursos?”, ponderou o Dr. Jun Negre, diretor do ministério
da saúde da União Associação da África do Sul, formada pela
África do Sul, Namíbia, Suazilândia e Lesoto.
Pode ser em um prédio exclusivo ou de serviço comunitário, não há como dar errado a criação e operação de um
centro comunitário de saúde, desde que sejam seguidos os
princípios do “método de Cristo”, declararam em entrevista
pessoas envolvidas nesses programas em cinco continentes.
O princípio, como descrito por Ellen G. White, cofundadora da Igreja Adventista, no livro A Ciência do Bom Viver
(p. 143), é simples: “O Salvador Se misturava com as pessoas
como Alguém que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia
por elas, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a
confiança. Ordenava-lhes então: Sigam-Me!”*
Landless também argumentou que os centros devem
garantir que todos os programas sejam fundamentados em
evidências e que estejam dentro dos parâmetros das melhores
práticas de saúde.
Como, então, você pode tomar a iniciativa de abrir um
centro comunitário de saúde? Aqui estão sete histórias.
África no Sul: refeições e muito mais
O Centro Adventista Ashbury, localizado em Bloemfontein,
África do Sul, foi inaugurado em 1999 quando seis adventistas
compraram uma casa em más condições, em um bairro
pobre, e a transformaram em uma cozinha de sopa para
os pobres. À medida que os beneficiados aumentavam, o
centro decidiu se associar com a Meals on Wheels (Refeições
Sobre Rodas), uma organização sem fins lucrativos que
alimenta a população mais carente da África do Sul e está
ligada à ADRA, agência humanitária adventista.
Até hoje, formam-se longas filas quando a diretora do
centro, Violet Grobbelaar, 73, e outros três voluntários servem
as refeições quentes.
“Todos os dias, no centro de saúde, mais de 350 crianças
pequenas e pessoas idosas são alimentadas com refeição
vegetariana balanceada”, disse Lincoln de Waal, pastor de uma
pequena capela no centro comunitário e de uma igreja maior,
na cidade. Os custos são mantidos baixos porque os voluntários fazem todo o trabalho e o centro não gasta dinheiro em
propaganda.
“Há uma placa em frente à propriedade para identificar o
centro de saúde”, disse Waal. “Cartazes, convites e a informação pessoal são os métodos mais eficazes de propaganda sobre
os cursos e seminários.”
Quando o centro foi inaugurado, os membros da igreja
cobriam 80% dos 425 dólares do orçamento mensal e os empresários locais completavam o restante, informa Waal. Hoje,
as despesas mensais totalizam 1.180 dólares e são divididas
entre os membros da igreja e um subsídio de 710 dólares do
escritório regional do Meals on Wheels.
“O recurso é um problema ainda não solucionado, e não
podemos apresentar nem implementar uma série de programas ou suprir a necessidade de equipamento para podermos
Outubro 2014 | Adventist World
17
A rtigo de C apa
fazer mais pela comunidade”, disse Waal.
Além da cozinha para a sopa, o centro oferece programas
de Escola Cristã de Férias, uma palestra semanal sobre saúde
e seminários sobre violência doméstica. Duas vezes ao ano,
cerca de trinta pessoas enlutadas se reúnem para assistir
o seminário de um psicólogo sobre maneiras de superar a
morte de um ente querido causada por HIV/AIDS ou uso de
drogas. Waal dirige os cultos de sábado e realiza casamentos
na capela. Quatro pessoas foram batizadas.
O Centro Adventista de Ashbury, um dos poucos em instalações autônomas no sul da África, não depende de nenhuma
pessoa, mas de Deus, disse Waal. “Em 1999, seis pessoas começaram o centro de saúde sem um pastor”, disse ele. “O centro é
administrado pelos membros da igreja e, com a ajuda de Deus,
continuará a servir a comunidade enquanto houver voluntários.”
O futuro do Balance Wellness Center não depende de um
pastor, mas de encontrar voluntários qualificados, explicou
ele. Após ajudar na fundação do centro, Kulakov deixou sua
atividade pastoral para trabalhar como diretor do ministério
da família para a União do Pacífico Nova Zelândia. “Eu saí,
mas o centro continua se fortalecendo porque tínhamos uma
boa equipe de líderes”, disse Kulakov.
Livros e DVDs na Nova Zelândia
O Balance Wellness Center foi inaugurado em Invercargill,
Nova Zelândia, após os três membros fundadores – Dra.
Amy Mullen, clínica geral, Dr. Kimball Chen, psiquiatra e o
Pr. Victor Kulakov – terem consultado a prefeitura e várias
agências comunitárias para determinar as necessidades locais.
Com base no que apuraram, o centro foi inaugurado em
2007 com uma biblioteca emprestada contendo os melhores
livros, os DVDs mais recentes e um computador desktop em
que as pessoas podem procurar os sites aprovados pelo centro
para mais informação sobre os assuntos selecionados. O
centro também oferece workshops, seminários e conferências
abordando temas sobre saúde física, mental, emocional e
espiritual. “Essas reuniões cresceram muito”, disse Kulakov.
“No início, o centro fazia propaganda no jornal local e na
sua página da internet. Mas hoje, muitas pessoas nos visitam
por recomendação de amigos ou agências locais”, comentou
Kulakov. “Várias agências locais estão indicando nossos
serviços a seus clientes, e as próprias agências nos procuram
em busca de livros e outros materiais”, disse ele.
O orçamento mensal do centro é de 2.125 a 2.835 dólares,
dependendo do número de programas, e o recurso vem de doações da igreja local, da ADRA, da associação local, entre outras
fontes. Mais de cem pessoas foram batizadas como resultado
desse trabalho, embora Kulakov reforce que o objetivo era “genuinamente ajudar as pessoas a viver mais saudavelmente”, sem
intenção de proselitismo. A conversão foi uma vitória adicional.
“Mantemos bem clara a separação entre a igreja e o centro”, disse ele. “Quando as pessoas vêm aos nossos seminários,
sabem que não estamos propagando o adventismo. Ao mesmo tempo, ficam animadas com o que temos a dizer e estão
abertas para ouvir sobre espiritualidade.”
No início, o objetivo de desenvolver relacionamentos em
vez de batizar dificultou estimular os membros da igreja ao
voluntariado. “Somos acostumados a ajudar as pessoas se temos
um bom relatório para enviar para a associação”, disse Kulakov.
18
Adventist World | Outubro 2014
EQUIPE DE MINISTÉRIO: O Pr. Victor Kulakov com
outros confundadores do Centro de Equilíbrio e
Bem-Estar, os doutores Kimball Chen e Amy Muller,
em Invercargill, Nova Zelândia.
Clubes britânicos de ginástica
A igreja adventista na Grã-Bretanha e Islândia passou o
último ano treinando os membros para a realização de vários
programas de saúde, inclusive aulas de culinária. Em 2015,
planejam inaugurar centros de saúde comunitários em muitas igrejas locais, disse Sharon Platt-McDonald, diretora do
Ministério da Saúde da União Britânica.
Mas, enquanto isso, alguns membros de igreja tomaram as
rédeas em suas mãos.
Joni Blackwood, conselheira em estilo de vida, em Londres,
começou um curso de ginástica em sua igreja há vários anos,
com o apoio das autoridades locais da cidade. O programa
cresceu tanto que já não podia ser realizado em salões da
prefeitura e teve que ser transferido para um prédio maior.
“Essa ideia foi extremamente bem-sucedida e nossa reputação é sólida, tanto que fui chamada duas vezes como testemunha
especializada pela Comissão de Comunidades Saudáveis”, disse
Blackwood. A comissão é formada por vereadores da cidade.
Blackwood disse que está treinando mais “evangelistas
da boa forma” para abrir centros de saúde comunitários em
outras regiões de Londres como também nas cidades de
Reading, Luton, Bristol e Manchester.
f o t o s :
V i c t o r
K u l a k o v
MENSAGEM POSITIVA:
O Pr. Victor Kulakov
dirige seminário no Centro
de Bem-Estar, em
Invergill, Nova Zelândia.
Bombas de água em Moçambique
Centenas de igrejas em Moçambique são centros de saúde
comunitários graças às bombas de água manuais.
A Maranatha Volunteers Internacional, organização adventista sem fins lucrativos, está no processo de construção de mil
igrejas simples naquele país e, no esforço de tornar as igrejas
mais úteis às suas comunidades, os líderes decidiram cavar
poços com bombas de água manuais em cada igreja.
“Isso pode soar muito simples para as pessoas de lugares em
que a água está sempre disponível, bastando apenas abrir uma
torneira”, disse Alex Llaguno, diretor do ministério da saúde da
Divisão África Oceano-Índico. “Porém, em muitos lugares em
Moçambique e na África é necessário caminhar cerca de dez
quilômetros ou mais para conseguir água em quantidade básica
necessária nas casas.” Mais de 700 igrejas foram equipadas com
bombas de água de baixo custo.
“Essas bombas de água são um tremendo sucesso, suprindo as
necessidades das comunidades”, disse Llaguno. “Ao mesmo tempo
em que esses poços fornecem água física, são também o meio
pelo qual as pessoas são apresentadas a Jesus, a Água da Vida.”
Bolos e iogurte no Quênia
Após cuidar de pessoas com HIV/AIDS por uma década,
membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia Kingeero, no Quênia, perceberam a necessidade de um centro de saúde na comunidade para dar assistência aos órfãos e viúvas vítimas da AIDS.
Desde 2002, a igreja em Wangige Town, a 17 quilômetros
de Nairóbi, administra um centro de treinamento para o
Adventist AIDS International Ministry (Ministério Internacional
Adventista para AIDS), apoiando centenas de pessoas com HIV/
AIDS e mais de 600 órfãos de vítimas da doença. Assim, os
membros da igreja inauguraram um centro comunitário em 2012.
Diariamente é feito pão, bolos e iogurte no centro,
informou Gabriel Maina Gathungu, coordenador do programa
HIV/AIDS na igreja de Kingeero. Ela também oferece
vários serviços, como clínicas gratuitas, aconselhamento e
encaminhamento.
Embora a demanda seja alta, o dinheiro é escasso. “Ainda
temos grandes problemas com nosso projeto”, disse Gathungu.
“O plano era que as atividades gerassem renda para que o
projeto fosse autossustentável, mas ainda não conseguimos
alcançar esse alvo.”
O centro tem orçamento mensal de 910 dólares e é
mantido pela igreja local, pelo Adventist AIDS International
Ministry e por um empresário asiático de Nairóbi. As pessoas
ficam sabendo do centro por meio de propagandas nas escolas
e igrejas. Ali também é mantido um banco de dados dos
membros da igreja e esses irmãos podem ser chamados para
ajudar como voluntários.
“O centro estará ali enquanto houver necessidade”, disse
Gathungu. “Ainda há demanda e necessidade.”
Alimentos saudáveis e massagem na Indonésia
Um grupo de adventistas de cinco igrejas, em Jakarta, se
reuniu em 2008 e abriu o Club Sehat, ou o Clube de Saúde, em
um prédio alugado. Hoje, há quatro Clubes Sehats em funcionamento na capital da Indonésia e outros em planejamento.
Cada Clube Sehat oferece seminários de saúde, check-ups
simples de saúde, tratamentos hidroterápicos simples, massagem sueca e consultas sobre estilo de vida. Há ainda uma
capela e uma loja de alimentos saudáveis.
Os centros provaram ser um sucesso entre os moradores,
disse Arlaine Djim, líder local. “As pessoas que vão ao nosso
centro falam a nosso respeito o tempo todo aos familiares e amigos”, comentou ela. Elas também visitam o Clube Sehat quando
ouvem a seu respeito no programa de rádio semanal apresentado pelos profissionais de saúde associados ao centro. Cada
seminário de saúde atrai entre 30 e 100 pessoas não adventistas,
Outubro 2014 | Adventist World
19
A rtigo de C apa
ABERTO AO PÚBLICO: Direita: A Cozinha de Kristina está
localizada na rua principal de Whitley City, Kentucky,
próxima ao fórum. Abaixo: A proprietária Kristina
McFeeters corta a fita inaugural, no mês de junho.
disse Kjim, e muitos permanecem para assistir a uma palestra
espiritual de trinta minutos, que é apresentada em seguida.
O aluguel é a maior despesa, e cada centro custa de 715 a
860 dólares ao mês. Quando inauguramos um centro, a Associação Jakarta da igreja subsidia o aluguel por doze meses. Depois
disso, o propósito é que o centro sobreviva por si. No segundo
ano, o centro pretende levantar um terço de suas despesas com
doações, um terço com a loja de alimentos saudáveis e um terço
com ofertas especiais doadas na capela. No terceiro ano, 50% do
orçamento provém da loja e 50% da capela, disse Djim.
O maior desafio dos centros é encontrar voluntários
qualificados. “Acabamos de realizar um treinamento de quatro
meses em evangelismo urbano, mas ainda não temos pessoas
suficientes”, disse ela.
Aulas de culinária nos Estados Unidos.
A Cozinha de Kristina, um pequeno café vegetariano,
loja de alimentos saudáveis e padaria em uma área rural em
Kentucky, foi inaugurada em junho de 2014. Mas foram cinco
anos de planejamento e construção. As raízes da Cozinha de
Kristina remontam a 2009, quando sua proprietária, Kristina
McFeeters, começou a dar um curso mensal de culinária no
centro comunitário público.
A notícia sobre a moça adventista que cozinhava apenas
com frutas e vegetais se espalhou rapidamente, e Kristina logo
recebeu pedidos para ministrar as mesmas aulas em várias
cidades. O próprio dono da loja de alimentos saudáveis se
ofereceu para financiar o curso em sua loja, e o departamento
de saúde do governo local solicitou o curso.
Em junho o curso de culinária foi transferido para a Cozinha de Kristina, em Whitley City, cuja população é de apenas
1.100 habitantes. “O curso foi criado especialmente para
20
Adventist World | Outubro 2014
ajudar as pessoas a descobrir que os alimentos saudáveis são
realmente saborosos, para fazer amizade com a comunidade e
para ser usado como um centro de evangelismo”, disse Kristina,
que trabalha como diretora do departamento de saúde em sua
igreja adventista local.
A Cozinha de Kristina está localizada na rua principal de
Whitley City, próxima ao fórum, e tem uma grande placa
luminosa para atrair clientes. O capital para o início foi oferecido por Kristina McFeeters, seu esposo e seus pais. Duas igrejas
adventistas locais custeiam a literatura, oferecida gratuitamente
no estabelecimento e os alimentos para as aulas de culinária.
“Graças a Deus, fora o custo inicial, o centro parece estar
pagando suas despesas básicas, pois não tem empregados assalariados”, acrescentou Kristina. Embora apenas 10 a 20 pessoas
compareçam ao curso de culinária, o curso sobre saúde quebrou
todos os recordes em uma comunidade conhecida como uma
das menos saudáveis do estado, disse ela.
“O departamento de saúde nos abordou várias vezes perguntando qual é nosso segredo para manter a participação de
tantas pessoas por tanto tempo”, lembrou Kristina. Os
resultados dos cinco anos de curso também são mensuráveis.
Pelo menos seis famílias se tornaram vegetarianas e mais de
20 outras fizeram mudanças significativas no seu estilo de vida,
disse ela. Além disso, dez pessoas pediram estudos bíblicos e a
maioria dos interessados que compareceram à série evangelística na igreja local havia participado das aulas de culinária.
Cinco anos de evangelismo da amizade e do curso de saúde
pavimentou o caminho para a inauguração da Cozinha de
Kristina, que teve a presença de 50 pessoas, entre elas os alunos do
curso de culinária, líderes das cidades e membros da câmara do
comércio local. “As barreiras foram derrubadas, pontes construídas, e grande número de pessoas da comunidade ficou entusiasmado quando anunciamos nossos planos”, exclamou ela. n
Andrew McChesney é editor de notícias para
a Adventist World.
f o t o s :
K r i s t i n a
M c F e e t e r s
Bruce Manners
Deus é Amor
D E V O C I O N A L
Ninguém é igual a Ele
D
eus me ama e não há nada que
eu possa fazer para mudar isso,
pois Deus é amor.
Deus é amor. Deus não tem amor.
Deus não demonstra amor. Deus não dá
amor. Deus é amor. Essa é a essência do
que Ele é. É como Ele revela a Si mesmo
e como Se identifica.
Imagine se a única coisa que soubéssemos sobre Deus é que Ele existe, que
há um Deus e que fomos deixados para
acrescentar a descrição do que é Deus.
Deus é... Claro que poderíamos começar
dizendo que Deus é onipotente (Todopoderoso); Deus é onisciente (sabe todas
as coisas); e Deus é onipresente (está em
todos os lugares). Mas sem o fator amor,
esse seria um Deus assustador.
Tome, por exemplo, a onisciência.
Isso quer dizer: “Estou vigiando você;
Eu sei tudo sobre você!” Provavelmente,
assumiríamos que Ele estaria de olho em
nós para ver o que estamos fazendo de
errado – para nos julgar. Por isso é
assustador. Mas porque Deus é amor,
e porque nos ama tanto, não consegue
tirar os olhos de nós.
Deus é amor.
É visível. Um beijo trouxe Adão à vida.
O amor enviou Abraão para uma terra
distante. O amor trouxe Moisés de volta
ao Egito. Os mandamentos e as Escrituras
– um escrito à mão e o outro soprado pelo
Espírito – são cartas de amor.
O segundo livro da lei, Deuteronômio,
tem 34 capítulos, onde “amor” é mencionado 29 vezes (NVI). É onde Deus declara que os israelitas foram escolhidos não
devido à sua habilidade, suas realizações
ou seu tamanho. Mas foi simplesmente
“porque o Senhor os amou” (Dt 7:7-9).1
Nos Salmos há 73 referências ao infalível amor de Deus e 36 à fidelidade do Seu
amor (26 vezes somente no Salmo 136).2
O Antigo Testamento termina, em Malaquias, com fortes palavras de condenação
a Israel. Mas começa com “Eu sempre os
amei, diz o Senhor”(Ml 1:2).
Deus é amor.
Jesus é a maior demonstração desse
amor. Deus falou por meio de Seus profetas, mas no Novo Testamento Ele falou
por meio de Seu Filho. Não mais contente com palavras, Ele enviou a Palavra.
O Evangelho conta a história. As
cartas de Paulo dão um significado
teológico à história. A cruz demonstra o
coração de Deus por Sua criação. O
desamparo sentido por Jesus significa
que nunca precisamos nos sentir desamparados. O clamor “Está consumado!”
sinaliza a derrota do inimigo.
“Nisto consiste o amor: não em que
nós tenhamos amado a Deus, mas em
que Ele nos amou e enviou Seu Filho
como propiciação pelos nossos pecados”
(1Jo 4:10). Mas há ainda mais, a promessa de Jesus permanece no ar: “Virei outra
vez”. Alegria será para muitos filhos de
Deus! Tristeza será para outros que não
amaram a Sua vinda! Deus Se alegra ao
vir para os Seus. Porém, sente grande
tristeza ao ter que lidar com aqueles que
O rejeitaram, pois Ele é amor.
Deus é amor.
No primeiro século, essa declaração
não tinha sentido: “A simples frase ‘Porque
Deus amou o mundo de tal maneira […]’
teria confundido até os pagãos mais educados. E a ideia de que os deuses se importam com nossa maneira de tratar uns aos
outros seria rejeitada como absurda.”3
O mundo pagão nunca fala de seu
panteão de deuses: “os deuses são amor”.
De qualquer modo que olhemos para
eles, seus deuses simplesmente não se
importam com os seres humanos. A
descoberta do único Deus com “D”
maiúsculo que é amor mudou o mundo.
O fato de que Deus é amor tem
pouco sentido para muitos em nosso
século. No tempo em que vivemos,
a religião é menosprezada, é sofisticado
ser ateu e há muitas religiões presas a
regras na tentativa de chegar a Deus.
Outras crenças procuram encontrar
um deus interior. A descoberta do Deus
que é amor transformará seu mundo.
Deus é amor.
Esse é um bom ensino adventista.
Ellen G. White escreveu sua série de cinco
livros, O Grande Conflito, cujo primeiro
livro, Patriarcas e Profetas, começa com
“Deus é amor”. O último livro, O Grande
Conflito, termina com “Deus é amor”. O
armamento de Deus e a força com que
dirige o conflito cósmico é o amor, porque Ele é amor. Em outro livro, Caminho
a Cristo, Ellen G. White começa com estas
palavras: “A natureza e a revelação dão
testemunho do amor de Deus.”
Deus é amor.
É revelado na oração “Pai, perdoa
lhes, pois não sabem o que fazem”
(Lc 23:34) que foi dito por amor pelos
soldados diante da cruz, pelos sacerdotes
que induziram a multidão a um frenesi
de ódio, pelos membros do Sinédrio
que burlaram a lei para assassinar seu
Messias. Mas ela ecoa pelos séculos sempre que o mal é personificado nos Adolf
Hitlers, Idi Amins e Osama bin Ladens.
Estranho como possa parecer, são
todos amados por Deus. Deus é o Pai
de cada filho pródigo, não importando
quão longe estejam de seu lar. Seu amor
é incondicional e nunca acaba. Nunca
acabou e jamais acabará.
Deus me ama. Deus ama você. Deus os
ama – sejam “eles” quem forem. E não há
nada, absolutamente nada que possamos
fazer para mudar isso, pois Deus é amor. n
1 Todos os textos bíblicos foram extraídos da Nova Versão
Internacional 2 Os números foram extraídos da New Living Translation da Bíblia.
3 Rodney Stark, The Rise of Christianity (San Francisco: Harper
Collins, 1997), p. 211.
Bruce Manners é pastor
titular da Igreja Adventista
Lilydale, em Melbourne,
Victoria, Austrália.
Outubro 2014 | Adventist World
21
V ida
A dventista
P
“
or favor, leve este suco de uva para
fora e derrame no solo; e pegue o
que sobrou deste pão, leve para casa
e queime”, disse-me a chefe das diaconisas
quando acabamos a limpeza após a Santa Ceia
em nossa igreja.
Era a primeira vez que eu tinha o privilégio
de servir como diaconisa e, sabendo que esse era
o procedimento normal, peguei o suco e saí pela
porta de trás da igreja. Mas enquanto derramava o suco
de uva no solo, comecei a me questionar sobre o porquê
daquele procedimento. Às vezes os “porquês” podem ser
perigosos e nos levam à dúvida e até mesmo à
rebelião. Porém, se nossas interrogações se originam de um desejo genuíno de compreender
a vontade de Deus, elas podem nos levar a
uma experiência mais profunda e ser uma
grande bênção.
A razão usual para destruir o que sobra do
pão e do suco de uva é que esses emblemas foram
abençoados, portanto não podem ser usados
comumente como alimento. Eu nunca discordei dessa explicação, mas, no íntimo, sentia que
poderia haver outra razão mais profunda. Afinal,
Jesus abençoou o alimento que miraculosamente
ofereceu às cinco mil pessoas, mas também disse aos discípulos:
“Ajuntem os pedaços que sobraram. Que nada seja desperdiçado” (Jo 6:12). Fui criada com o princípio do “não desperdício”, e
jogar fora alimentos bons é contrário à minha natureza.
Naquela manhã, eu havia ajudado a encher os cálices com
suco de uva e arrumado os pães nas bandejas. Calculamos
uma quantidade que seria suficiente para todos os que
estavam presentes e acrescentamos uma quantidade generosa
para visitantes inesperados. Nenhuma igreja quer passar
pelo constrangimento da falta dos emblemas do sacrifício
de Cristo na cerimônia da Santa Ceia. Assim, ao continuar
pensando sobre essa prática, gradualmente comecei a perceber que ela tinha um significado muito mais profundo do
que apenas o da boa hospitalidade.
Evelyn Sayler
Graça
Pródiga
Significado mais profundo
O sacrifício de Cristo foi suficiente não apenas para todos
os que aceitaram essa bênção; teve que ser suficiente para
22
Adventist World | Outubro 2014
Reflexões sobre
a Santa Ceia
todos na Terra. Ele teria que experimentar a morte em favor
de todos (Hb 2:9). Ele deu a seguinte certeza a todo pecador
arrependido: “Minha graça é suficiente para você, pois o Meu
poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12:9).
Ellen G. White comentou muito bem o assunto na citação:
“A expiação por um mundo perdido devia ser plena, abundante, completa. A oferenda de Cristo foi inexcedivelmente
abundante para abranger toda pessoa que Deus criou. Não
se podia restringir, de modo a não exceder o número dos
que haviam de aceitar o grande Dom. Nem todos os seres
f o t o :
J o h n
S n y d e r
Nossa natureza humana egoísta tem dificuldade para
compreender essa abundante efusão do amor de Deus.
humanos são salvos; entretanto, o plano da salvação não é um
desperdício pelo fato de não realizar tudo que foi provido por
sua liberalidade. Há o suficiente, e sobeja ainda.”1 Ela também
escreveu: “A justiça exigia os sofrimentos de um homem.
Cristo, um com Deus, ofereceu o sacrifício de um Deus.”2
Mas eu ainda não tinha uma resposta satisfatória para
a questão do desperdício. Enquanto continuava a ponderar
sobre isso, pensei que, se o suco representa o sangue que Jesus
verteu para oferecer expiação pela nossa salvação, por que o
estávamos derramando no chão?
De repente a verdade brotou em minha mente, e compreendi a magnitude do que realmente estava sendo desperdiçado. Não era apenas um bocado de suco de uva – aquele era
só um símbolo! Na realidade, era o sangue derramado por
Cristo, Sua morte pelos nossos pecados. Isso realmente foi
um desperdício! Se cada copinho de suco e cada pedacinho
de pão é um símbolo do Seu sacrifício por nós, então cada
copo de sobra do suco representa alguém que escolheu não
participar das bênçãos oferecidas gratuitamente. Para eles,
Seu sacrifício foi em vão; não por causa de alguma falta de
Sua parte, mas simplesmente porque eles não abriram seu
coração para recebê-las. Que desperdício pródigo! Como essa
perda deve ferir mais uma vez o coração do Salvador!
Jesus sabia desde o princípio que bem poucos aceitariam
a oferta da salvação, mas Ele não limitou a provisão necessária para salvar apenas uns poucos. O sacrifício devia ser
suficiente para salvar cada um dos pecadores perdidos, quer
aceitassem ou não! Nenhum pecador poderá dar a desculpa
de que o sacrifício de Cristo não foi grande o suficiente para
cobrir seus pecados. A intenção de Deus nunca foi deixar
alguém fora do grande plano da salvação. “Ele é a propiciação
pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas
também pelos pecados de todo o mundo”(1 Jo 2:2).
Difícil de compreender
Nossa natureza humana egoísta tem dificuldade para
entender essa abundante efusão do amor de Deus. Quando
Maria derramou seu amor e gratidão por Jesus, ungindo Sua
cabeça e pés com unguento perfumado e muito caro, Judas
ficou profundamente indignado e protestou, dizendo: “Por que
este perfume não foi vendido, e o dinheiro dado aos pobres?”
(Jo 12:5). Para a natureza avarenta de Judas, o presente
generoso de Maria parecia um desperdício extravagante.
Satanás estava sempre disponível para tentar Jesus com o
pensamento de que Seu sacrifício seria inútil, porque apenas
poucos reconheceriam e apreciariam seu valor, e que Seu
sangue seria derramado no solo e desperdiçado. Mas o
presente pródigo de Maria foi um meio usado por Deus para
garantir a Seu amado Filho que Seu sacrifício seria aceito e
apreciado por muitos e que, no fim, “Ele verá o fruto do
penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11, ARA).
Paulo também compreendeu a magnitude do presente
oferecido quando escreveu: “Não anulo a graça de Deus;
pois, se a justiça vem pela Lei, Cristo morreu inutilmente”
(Gl 2:21). Há duas maneiras de ignorarmos ou de “frustrarmos” o sacrifício de Cristo por nós. Uma é nos esforçando
para salvar a nós mesmos por nossas obras, como explicado
por Paulo no texto anterior. Outra maneira, ainda mais
comum, é simplesmente ignorar ou rejeitar Sua morte
expiatória por nós e continuar em pecado. Essa atitude é
descrita em Mateus 22 na parábola da festa de casamento.
O rei havia preparado uma grande e dispendiosa festa, e
enviado servos a convidar muitos para celebrarem com ele.
“Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu
campo, outro para os seus negócios” (Mt 22:5). Para ambas
as classes, Sua morte foi inútil – como o suco de uva que
desperdicei derramando no solo.
Não deixe que o sofrimento de Jesus por seus pecados –
Seu cálice da comunhão tão graciosamente oferecido – seja
desperdiçado porque você está muito ocupado com as coisas
terrenas para se importar em participar da cerimônia da
Santa Ceia. Por amor a Deus e a si mesmos, “provem, e vejam
como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nEle se
refugia!”(Sl 34:8).
“Bebam dele todos vocês” (Mt 26:27). n
1 Ellen
2 Ellen
G. White, O Desejado de Todas as Nações (Casa Publicadora Brasileira), p. 565, 566.
G. White, na Review and Herald, 21 de setembro de 1886.
*A menos que indicado, todos os textos bíblicos foram extraídos da Nova Versão Internacional
Evelyn Sayler é dona de casa, gosta de
jardinagem, ama a natureza e é escritora do
Creation Illustrated (Criação Ilustrada).
Outubro 2014 | Adventist World
23
A RT I G O E S P E C I A L
A
vida é preciosa; sem ela não há existência nem
experiência. Porém, ela só parece natural quando os
seres humanos fazem a pergunta fundamental sobre
como chegamos a esse estado notável das coisas. Por que
você e eu existimos?
A Bíblia responde a essa pergunta de maneira muito simples. Não apenas nós, mas também o mundo em que vivemos
é resultado de um plano divino. Deus tomou a iniciativa de
criar os céus e a Terra (Gn 1:1; 2:4), e decidiu fazer a humanidade (Gn 1:26, 27).
Os adventistas do sétimo dia abraçam a mensagem de
uma atividade divina criativa. No entanto, há muitos que
3º- dia: terra com sua vegetação), e em seguida, “enchendo” as
partes estabelecidas nos primeiros três dias (4º- dia: luminares;
5º- dia: criaturas que voam e as criaturas da água: 6º- dia:
criaturas da terra e o ser humano). A correlação interna entre
os dias da Criação e a abordagem metódica descrita no texto
transmite claramente a mensagem de uma atividade divina
planejada.
Digitais do Designer
Se a Bíblia é clara na revelação de que a criação foi originada pela deliberada vontade de Deus, qual é o testemunho
da própria natureza?
Ronny Nalin
Deus
,
o
Projetista
(Designer)
O que os padrões de vida nos dizem sobre o Criador
pensam que o Universo e seus habitantes sejam apenas o
resultado de uma concatenação aleatória de eventos, regida
por leis naturais que simplesmente são do jeito que são. Essa
teoria, conhecida como naturalismo, elimina a ideia de que a
realidade é uma manifestação do plano de Deus.
Uma Criação planejada?
A questão das origens está intimamente ligada à busca
pelo significado da existência humana. Há uma diferença
radical entre ver a vida como um acidente ou subproduto e
considerá-la o resultado de um planejamento intencional.
A Bíblia não apenas indica Deus como Criador do mundo,
mas também sugere que essa criação seguiu o padrão de um
projeto muito bem planejado.
A sugestão implícita de um design é evidente na estrutura
do relato da Criação no primeiro capítulo de Gênesis. A
condição inicial da Terra é relatada como tohû (sem forma) e
bohû (vazia) (Gn 1: 2). A narração continua: Deus, ordenadamente, transformou esse estado original primeiro “formando”
um ambiente estruturado (1º- dia: luz; 2º- dia: céu e mares;
24
Adventist World | Outubro 2014
Objetos projetados são construídos de acordo com um
padrão pré-existente desenvolvido pelo projetista (designer).
Pode-se ter certeza de que um objeto foi realmente planejado
se não for possível construí-lo num processo natural, sem
supervisão. Para esclarecer esse conceito, tomemos o exemplo
da pirâmide. Suponhamos que um arquiteto egípcio planeje
construir uma estrutura no formato de uma pirâmide. Seguindo as instruções do arquiteto, é construída uma pirâmide
atual, feita com tijolos. O modelo preexiste na mente do
designer. O padrão preexistente na mente do designer é a
pirâmide abstrata, a execução do projeto é o edifício piramidal
construído. Vários séculos mais tarde, um turista que visita
o prédio pode ter certeza de que ele foi projetado, porque
nada na natureza requer tijolos que se empilhem sozinhos, no
formato de uma pirâmide.
Como a pirâmide para o turista, algumas das características
que observamos no mundo natural estão em conformidade
com os padrões que levam a impressão digital de um
Designer. Considere, por exemplo, os elementos químicos, os
átomos, que formam compostos e substâncias. As propriedades
f o t o : T o m i s l av
A l a b e g
A sugestão implícita de um
projeto é evidente na
estrutura do relato da criação,
em Gênesis 1.
dos elementos são determinadas pelas leis da física. Mas, por
que essas leis agem de tal forma que determinam a agregação
da matéria em elementos discretos que apresentam propriedades ordenadas, previsíveis e periódicas?
As digitais do Designer também podem ser identificadas
nos organismos vivos. Considere o DNA, por exemplo. Essa
molécula contém a informação necessária para construir as
partes que nos fazem funcionar. Como as sentenças deste
artigo, que são legíveis porque consistem de uma sucessão
específica de letras, a sequência de “letras” no DNA age
como instruções precisas. Nenhuma lei natural requer que
as “letras” do DNA sejam originalmente arrumadas de um
modo que faça sentido. No entanto, as nossas células contêm
páginas e mais páginas de “texto”, permitindo que sejamos
seres vivos maravilhosos e complexos.
Abordagens alternativas
amente e de produzir estruturas ordenadas. Além disso,
os processos observados na natureza também podem ser
regulares e previsíveis devido à constância das leis da física.
Entretanto, quando as leis naturais trazem arranjos inteligentes à existência, ainda somos levados a imaginar por que
as leis naturais são do modo que são. Quando a montagem
de um sistema não requer o envolvimento direto de um
designer, as regras que regulam a montagem também podem
ser o produto de um projeto.
Outro mecanismo usado para explicar por que as coisas
existem sem a ação de um designer é o acaso. Essa teoria vê
o Universo como um teatro de inúmeros eventos aleatórios,
que resultam de combinações casuais de processos e materiais. Uma dessas combinações foi responsável pela origem da
vida no planeta Terra. Os defensores dessa tese reconhecem
quanto é pequena a probabilidade de a vida ter emergido
dessa maneira. No entanto, o problema é atenuado pela
imensidão de tempo e espaço.
Uma escolha razoável
Vivemos em uma sociedade onde é dado grande valor às
observações científicas do mundo físico. Para alguns, a contemplação desse mundo sugere uma explanação estritamente
naturalista para a questão da nossa existência. Por outro lado, o
crente tem a fé fortalecida quando considera os padrões revelados pelo estudo da natureza, porque confirma que a revelação bíblica de Deus como Designer é uma escolha razoável. n
Mesmo que o estudo da natureza leve alguns a reconhecer
a existência de um Designer, outros interpretam os mesmos
padrões observáveis de maneiras diferentes.
Em lugar de ver a complexidade e a organização detectadas
nos sistemas naturais como fruto de uma intencionalidade,
alguns os atribuem às propriedades intrínsecas da matéria.
Alguns sistemas físicos, tais como a rede regular de um cristal,
têm na verdade a capacidade de se auto-organizar espontane-
Ronny Nalin, PhD, é cientista associado do
Instituto de Pesquisa em Geociência da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia.
Ele vive com a família (esposa e filha)
em Mentone, Califórnia, EUA.
Se Você Quiser Ler Mais
1 Sobre a estrutura e intento do relato da criação em Gênesis:
R. M. Davidson, “The Biblical Account of Origins,” Journal of the
Adventist Theological Society 14, nº- 1 (2003): 4-43. Disponível online na página www.andrews.edu/~davidson/Publications/
Creation/Biblical%20Account.pdf.
2 Sobre as implicações do design na tabela periódica: B. Wiker
and J. Witt, A Meaningful World (Downers Grove, Ill: InterVarsity,
2006), p. 111-193.
3 3. Sobre interferência no design: W. A. Dembski, “Signs of
Intelligence: A Primer on the Discernment of Intelligent Design,”
no W. A. Dembski and J. M. Kushiner, eds., Signs of Intelligence:
Understanding Intelligent Design (Grand Rapids: Brazos,
2001), p. 171-192.
4 Sobre as evidências de um design na natureza: T. G. Standish,
“What Is the Evidence for a Creator?” in L. J. Gibson and
H. M. Rasi, eds., Understanding Creation: Answers to
Questions on Faith and Science (Nampa, Idaho: Pacific
Press Pub. Assoc., 2011), p. 57-68.
5 Materiais adicionais online:
www.grisda.org
http://grisda.wordpress.com/
www.facebook.com/Geoscienceresearchinstitute
Outubro 2014 | Adventist World
25
R E S P O S T A S
A
P E R G U N T A S
B Í B L I C A S
Rituais
e Cerimônias
Qual é o
significado da
imposição das
mãos sobre os animais
sacrificiais?
No hebraico a frase
yad samak‘al significa
“pressionar a mão sobre” vítimas sacrificais,
e é usada primariamente
em casos de cultos e,
algumas vezes, fora dos
cultos. Examinemos ambos os
casos. A ideia de que a imposição de mãos significa
propriedade é praticamente irrelevante porque o
ritual assume que os pecadores tinham que trazer
seus próprios animais para o santuário. Deveríamos manter
em mente que o ritual podia conter diferentes significados
dependendo do contexto e do propósito do ritual maior do
qual ele fazia parte.
1. Uso não sacrificial: O primeiro caso é encontrado
em Levítico 24:14. Os que ouviam uma pessoa blasfemando
o nome do Senhor colocavam as mãos sobre a pessoa antes
de apedrejá-la. O significado do ritual não é declarado, mas
podemos supor que, como testemunhas, eles estivessem
identificando o culpado antes da execução. Mas isso também
podia ser, conforme é sugerido em Levíticos 5:1, que, os que
ouviam a blasfêmia, se envolviam com o ato pecaminoso
arriscando a própria vida, e, a menos que testemunhassem
contra o blasfemo, também seriam culpados de seu pecado
(cf. Lv 24:15). Nesse caso, estariam simbolicamente transferindo para a pessoa culpada a culpa que, de outra forma,
seria deles. Durante a posse de Josué, Moisés impôs as mãos
sobre ele para dar-lhe “parte de sua autoridade [de Moisés]”
(Nm 27:20, NVI). Nesse caso, a ideia de substituição pode
estar presente porque Josué tomaria o lugar de Moisés como
líder dos israelitas.
Em Números 8:10, o povo impôs as mãos sobre os
levitas quando eles foram separados para oficiar no tabernáculo. Eles foram escolhidos pelo Senhor para servi-Lo no
lugar dos primogênitos dos israelitas (veja Nm 3:12). Temos
aqui uma transferência de responsabilidade e o conceito de
substituição.
Concluindo, várias ideias parecem ser expressas no ritual:
Um relacionamento é estabelecido entre a pessoa e o objeto
(testemunha/acusado; líder/sucessor/substituto; primogênito/
substituto). Algo é transferido de um para o outro; e, em
alguns casos, a ideia de substituição está presente.
26
Adventist World | Outubro 2014
2. Uso no culto: A imposição das mãos era requerida
para o holocausto (Lv 1:4), paz (Lv 3:2), pecado (Lv 4:4, 15,
33) e, muito provavelmente, nas ofertas pela culpa (Lv 7:7). Foi
parte do ritual de ordenação de Arão e seus filhos (Lv 8:14, 18,
22). É discutido se as duas mãos eram sempre usadas. Quando
o sujeito está no plural, é empregado o plural “mãos”; e “mão”,
quando o sujeito está no singular. É difícil ser definitivo nessa
questão. O significado do ritual não é explicitamente declarado, exceto em um caso: o bode expiatório durante o Dia da
Expiação (Lv 16:21). Arão usava ambas as mãos, confessava os
pecados de Israel e os transferia para o bode vivo. Nesse caso, a
ideia de transferência é claramente expressa, mas não há substituição. O que não é claro é quando esse significado também se
aplica à imposição de mãos sobre os sacrifícios, porque o bode
expiatório não era uma vítima sacrifical.
3. Significado do ritual: Um significado parece predominar: a transferência. Seria mais lógico assumir que esse
também é o caso com as vítimas sacrificais. Vários argumentos apoiam essa sugestão. Primeiro, cada sacrifício tinha uma
função expiatória, o que implica que, por meio dele, o pecado
era removido. Segundo, os pecadores iam ao santuário
levando consigo seus pecados/impurezas (Lv 5:1), que eram
removidos por meio de um sacrifício expiatório que resultava
em perdão (verso 10) ou purificação (Lv 12:8; 14:19) e, assim,
libertava os pecadores de seus fardos (cf. Is 5:6, 11, 12). Nas
Escrituras, vemos que Deus (Êx 34:7) ou o sacerdote, carrega
o pecado do povo (Lv 10:17; Êx 28:38). Terceiro, o pecado/
impureza era removido do santuário uma vez ao ano, sugerindo que, de alguma forma, o pecado/impureza do povo era
transferido para ele. Era por meio da imposição das mãos que
o pecado era transferido dos pecadores, por meio do sacrifício, para o santuário. A ideia de substituição também parece
estar presente na imposição das mãos. O ritual é explicado em
termos da aceitação divina da oferta que é, ao mesmo tempo,
a aceitação do ofertante (Lv 1:4; 7:18). A experiência de um é
a experiência do outro. n
Antes de se aposentar, Ángel Manuel
Rodríguez serviu como diretor do Instituto
de Pesquisa Bíblica da Associação Geral.
E studo
B íblico
Nunca
Desista
Mark A. Finley
H
á muitos anos, o orador e estadista inglês Winston
Churchill, fez um discurso na Harrow, uma das
escolas de elite só para meninos, na Inglaterra. Alunos
e professores aguardavam ansiosamente seu discurso. Eles
falavam sobre ele nas aulas, nos corredores e nas quadras
esportivas. O entusiasmo aumentou quando Churchill chegou,
no dia do seu discurso. Enquanto caminhava para o pódio,
conta-se que ele parou. Imóvel e em silêncio, olhou para
os presentes com olhos penetrantes. A princípio um pouco
devagar, e construindo um crescendo trovejante, pronunciou
as palavras pelas quais se tornou mundialmente famoso:
“Nunca desista, nunca, nunca, nunca, ... nunca desista!”
Churchill compreendeu essa verdade fundamental sobre
a vida: Jamais obteremos sucesso se desistirmos facilmente.
Muitas vezes, o caminho para o sucesso está muito próximo
do caminho para a derrota. Isso é especialmente verdade na
vida cristã. O alvo de Satanás é nos desanimar para que, ao
desistirmos, sintamos rejeitados e derrotados. Nesta lição,
estudaremos como perseverar até o fim da jornada.
1 Em Seu sermão sobre os eventos finais e os
sinais do Seu breve retorno, como Jesus enfatiza a
importância de nunca desistir? Leia Mateus 24:13.
Jesus reconheceu que, à medida que Seu povo enfrentasse os
desafios do tempo do fim, seriam tentados a desistir. Muitos
seriam tentados a abandonar a fé. Foi por isso que o Salvador
enfatizou: “Aquele que perseverar até o fim será salvo.”
2
Que título é dado a Jesus em Hebreus 12:2?
Que conselho essa passagem nos dá sobre a
perseverança até o fim da jornada?
Se concentrarmos nosso olhar no passado, seremos agarrados
pela culpa dos nossos muitos erros. Se mantivermos o olhar
em nosso coração, seremos consumidos ao reconhecer nossa
incapacidade e fraqueza. Se olharmos muito longe, no futuro,
para considerar todas as possibilidades do que poderá acontecer, a preocupação se tornará nossa constante companheira.
Se fixarmos nosso olhar em Jesus, seremos preenchidos
com uma sensação de calma e segurança pela alegria da Sua
presença. Olhando para Jesus, encontraremos força para a
jornada da vida.
f o t o :
R o g e r
P r i c e
3 Que certeza o apóstolo Paulo dá aos crentes de
Filipos sobre o envolvimento ativo de Deus na vida
deles? Leia Filipenses 1:6, 7.
Paulo garantiu a esses novos crentes que, tendo Deus começado uma boa obra na vida deles, iria terminá-la. Deus não
deixa inacabada Sua obra em nossa vida. Ele não começa algo
em nós, para deixar que terminemos por nós mesmos. Se
Deus começou alguma coisa em nossa vida, temos que crer
que Ele completará o que começou.
4 Onde Jesus encontrava força para perseverar nas
provas do final de Sua vida? Leia Mateus 26:36-39.
5 Como podemos encontrar essa mesma força?
Compare com Mateus 24:42; 26:41 e 1 Coríntios
16:13.
Em todo o Novo Testamento, “vigiar” está muitas vezes associado com estar alerta em oração. Essa vigilância constante
para manter o relacionamento com Cristo nos capacita a
perseverar durante as provas da vida. Se conhecermos a
Cristo, saberemos que Ele nos conduzirá durante qualquer
tempestade que precisarmos enfrentar.
6
Analise Filipenses 3:12-16. Que conselho o
apóstolo dá sobre perseverar na vida cristã? Preste
atenção especialmente em duas coisas: o que Paulo
não fez e o que o motivava a nunca desistir?
7 Que promessa maravilhosa Jesus faz àqueles
que se comprometem a segui-Lo aonde quer que Ele
os levar? Leia João 10:26-29.
Que notícia incrível! Jesus prometeu que nos levará até o
fim. Todos os poderes do mal e as tentações do inimigo não
poderão nos arrancar de Suas mãos. Os períodos mais desafiadores de nossa vida não poderão nos separar do Seu amor. Se
mantivermos nossa vida nas mãos de Jesus e não desistirmos,
Ele nos guiará até o Céu. n
Outubro 2014 | Adventist World
27
TROCA DE IDEIAS
Aprecio muitíssimo a revista
Adventist World com
suas reportagens, comentários,
reflexões e ideias criativas.
– Gitta Leunig, Hemmingen, Alemanha
Adventist World, que nos mantém em
contato com nossos irmãos e irmãs
adventistas de todo o mundo.
Donna Tonn
Texas, Estados Unidos
Cartas
Revistas danificadas
Durante a última semana de julho
de 2014, recebemos um exemplar da
Adventist World “mutilado”. Consegui
colar com fita adesiva a contracapa, mas
as pontas das páginas da revista inteira
estavam como se tivessem sido mascadas por uma máquina. Mesmo assim,
foi possível lê-la.
Várias outras vezes, pelo menos 3 ou
4, nos últimos dois anos, nossa Adventist
Review chegou danificada e pensamos
que poderia ser culpa de nosso correio,
mas depois nos questionamos se isso
não tem acontecido na hora da impressão. Nunca nossas correspondências
chegaram danificadas. Não sei se
alguém pode fazer algo a respeito, mas
pensei em dar essa informação a vocês.
Assinamos a Adventist Review
há mais de cinquenta anos e somos
gratos por recebê-la, como também a
Oraçãow
Não temos conhecimento de nenhum
problema com nossa gráfica que possa ter
causado os danos que nos descreveu. Entretanto, o peso (espessura) do papel pode
ter alguma relação com as pontas rasgadas quando a correspondência é separada
nas agências do correio. Sentimos muito
pela inconveniência, mas estamos gratos
que o conteúdo pôde ser lido!
– Os Editores
Câncer de mama em homens
A coluna de saúde sobre o “Câncer de
Mama”, na Adventist World de junho de
2014 foi muito bem escrita e informativa. No entanto, como em outra publicação sobre o assunto, não houve nenhuma
menção ao fato de que homens também
contraem câncer de mama. Sem dúvida,
o número é muito menor em comparação ao de mulheres, mas, mesmo assim,
o fato deveria ser informado. Na Nova
Zelândia a porcentagem é de 1 a 2% dos
cânceres de mama, e homens também
morrem com essa doença.
Eu tive câncer de mama em 2012 e,
por ter sido diagnosticado precocemente,
me recuperei muito bem da mastectomia,
seguida por radiação. Estou sendo
tratado com hormônio Tamoxifen.
Seria muito útil se os autores Peter
N. Landless e Allan R. Handysides
mencionassem esse tipo de câncer no
próximo artigo.
Allan Morse
Paeroa, Nova Zelândia
Gratidão e pedido
Sou adventista desde criança e aprecio
muitíssimo a revista Adventist World
com suas reportagens, comentários,
reflexões e ideias criativas. Gosto também de ler os agradecimentos e pedidos
de oração de meus irmãos de todo o
mundo. E eu oro por eles.
Estou muito preocupada com
minha família e peço que orem para
que meus filhos se reconciliem e que as
notas do meu neto melhorem. Por favor, orem também por meu neto caçula
GRATIDÃO
Por favor, orem por mim. Estou me
graduando em Marketing pela Universidade Solussi. Há oito anos procuro um
emprego.
Leonard, Zimbábwe
28
Adventist World | Outubro 2014
Eu estava procurando um emprego e
Deus me deu um. O problema é que
estou trabalhando em outro estado e
de domingo a sexta-feira fico sozinho.
Por favor, orem por minha esposa e
por mim.
Paulo, Brasil
Por favor, orem por meu amigo que sofre
de terríveis dores de cabeça. Orem por cura.
Martha, Alemanha
Solicitaram-me que enviasse um pedido
especial de oração pelo programa Missão
nas Cidades, planejado para a Islândia. Por
favor, orem!
Unnur, Islândia
que frequentará as aulas de religião em
nossa Igreja Adventista local.
Louvo o Senhor, do fundo do coração,
por este círculo de oração que abençoa
tantas pessoas em todo o mundo!
Gitta Leunig
Hemmingen, Alemanha
1
2
maıs
5
3
Necessitando de mais
informação
Sou grato por poder entrar em contato
com vocês da revista Adventist World.
Conheci uma voluntária adventista por
meio de um ministério da prisão. Ela
está realizando um trabalho maravilhoso, e eu gostaria de saber mais sobre sua
revista e a Igreja Adventista.
A voluntária doou uma revista para
mim e nela eu li um artigo sobre o
Quênia, meu país. Por favor, enviem-me
mais informação sobre sua organização.
Shabani Juma
Gênova, Itália
A Adventist World é produzida pela
Igreja Adventista do Sétimo Dia e é
distribuída gratuitamente para seus
membros. Estamos também na Internet,
na página www.adventistworld.org.
Somos gratos que a revista esteja suprindo
essa necessidade.
– Os Editores
Como enviar cartas: [email protected] adventist world.org. As
cartas devem ser escritas com clareza, contendo, no máximo,
100 palavras. Inclua na carta o nome do artigo e a data da
publicação. Coloque também seu nome, cidade, estado e país
de onde você está escrevendo. As cartas serão editadas por
questão de espaço e clareza. Nem todas as cartas enviadas
serão publicadas.
4
Com base na porcentagem de pessoas
que doam dinheiro, tempo de voluntariado
e ajuda a estranhos, o povo mais generoso
do mundo vive nos seguintes países:
1. Estados Unidos
2. Canadá
3. Myanmar
4. Nova Zelândia
5. Irlanda
Fonte: World Giving Index
Reavivados
por Sua Palavra
Uma jornada de descobertas pela Bíblia
Deus nos fala por meio de Sua Palavra. Junte-se a outros
membros, em mais de 180 países, que estão lendo um
capítulo da Bíblia todos os dias. Para baixar o Guia de
Leitura da Bíblia, visite: www.reavivadosporsuapalavra.org,
ou inscreva-se para receber diariamente o capítulo por
e-mail. Para fazer parte desta iniciativa, comece por aqui:
1º- DE Novembro DE 2014 • Malaquias 4
Orem por mim, pois estou procurando
um emprego. Todos os que consigo
acabam exigindo que eu trabalhe aos
sábados. Estou sem trabalho desde
2012.
Paul, África do Sul
Por favor, orem por paz e segurança em
nosso país.
Becky, Quênia
Por favor, orem pelo meu tio que foi
baleado acidentalmente por um amigo. Ore
por sua cura tanto física como espiritual.
Champoumei, Índia
Oração & Gratidão: Envie seus pedidos de oração ou
agradecimentos (gratidão por orações respondidas) para
[email protected] As participações devem ser
curtas e concisas, de no máximo 50 palavras. Os textos
poderão ser editados por questão de espaço e clareza. Nem
todas as participações serão publicadas. Por favor, inclua
seu nome e o nome do seu país. Os pedidos também podem
ser enviados por fax, para o número: 1-301-680-6638;
ou por carta para Adventist World, 12501 Old Columbia Pike,
Silver Spring, MD 20904-6600, EUA.
Outubro 2014 | Adventist World
29
Poema de
Fé
anos
E
m 16 de outubro de 1928,
Henry M. Porter e sua filha
Dora Porter Mason doaram
330 mil dólares para a construção
do que se tornou conhecido
como Sanatório e Hospital Porter,
Colorado, Estados Unidos. Naquele tempo, foi a maior doação feita a uma
instituição adventista.
Porter havia sido paciente do Sanatório Glendale naquele ano, e ficou
impressionado com o tratamento que recebeu e pelo fato de um funcionário ter se recusado a receber uma gorjeta. Mais tarde, após ter sido
paciente do Sanatório Valley Paradise, Porter recebeu um cheque de 45
centavos, valor que ele havia pago a mais em virtude de um erro contábil.
A doação de Porter foi destinada à compra de um lote de quinze
hectares (40 acres) e pagou as despesas de construção de um hospital
com 75 leitos. O hospital, inaugurado em 1930, continuou a ser
beneficiado pela generosidade da família Porter. Quando William, o
filho de Porter, morreu em 1959, parte de sua herança, no valor de um
milhão de dólares, foi doada ao hospital que hoje é conhecido como
Hospital Adventista Porter.

Minha alma tem chorado
Por uma gota de chuva.
Uma gota da chuva da fé.
Eu não preciso de muito,
Só uma gota pequena,
Como a semente de mostarda.

Oh, veja! Posso ver a chuva chegando.
Posso sentir seu odor.
As florezinhas estão abrindo suas pétalas.

Sim, choveu um pouco.
Posso ver o brilho do arco-íris.
Eu tenho fé!
– C ebisa Funde George,
África do Sul
Comer apenas 28,5 gramas de
nozes por dia (14 metades)
tem contribuído na diminuição
do risco de doenças
cardíacas.
Fonte: Men’s Health/Journal of Nutrition
f o t o :
s a n j a
g j e n e r o
W o o d s
!
Viva as
Esse é o número de
células nervosas que se
encontram em 6,45 cm2
(centímetros quadrados)
da mão humana.
Fonte: Smithsonian
S t e v e
86
Seco. Sede de chuva.
Assim está meu coração,
Ansiando pela fé.
Eu anseio pela fé.
Estou seco.
F o t o :
há
Que
Lugar
é
“Eis que cedo venho…”
Esse?
Nossa missão é exaltar a Jesus Cristo, unindo os
adventistas do sétimo dia de todo o mundo numa só
crença, missão, estilo de vida e esperança.
Editor
Adventist World é uma publicação internacional da
Igreja Adventista do Sétimo Dia, editada pela Associação
Geral e pela Divisão do Pacífico Norte-Asiático.
Editor Administrativo e Editor-Chefe
Bill Knott
Editor Associado
Claude Richli
Gerente Internacional de Publicação
Pyung Duk Chun
Comissão Editorial
Ted N. C. Wilson, presidente; Benjamin D. Schoun,
vice-presidente; Bill Knott, secretário; Lisa
Beardsley-Hardy; Daniel R. Jackson; Robert Lemon;
Geoffrey Mbwana; G. T. Ng; Daisy Orion; Juan Prestol;
Michael Ryan; Ella Simmons; Mark Thomas; Karnik
Doukmetzian, assessor legal. 
Comissão Coordenadora da Adventist World
Jairyong Lee, presidente; Akeri Suzuki, Kenneth
Osborn, Guimo Sung, Pyung Duk Chun, Suk Hee Han
Editores em Silver Spring, Maryland, EUA
Lael Caesar, Gerald A. Klingbeil (editores assistentes),
Sandra Blackmer, Stephen Chavez, Wilona Karimabadi,
Kimberly Luste Maran, Andrew McChesney
Editores em Seul, Coreia do Sul
Pyung Duk Chun, Jae Man Park, Hyo Jun Kim
Editor On-line
Carlos Medley
Gerente de Operações
Merle Poirier
RESPOSTA: Essa
igreja Aventista, na
aldeia de Malagaya,
Filipinas, foi
reconstruída depois
da disputa Typoon
Hayan. Atente para o
alicerce e o altar.
Colaboradores
Mark A. Finley, John M. Fowler
Conselheiro
E. Edward Zinke
F o t o s :
C o r t e s i a
d e
J o h n
e T i n a
J e l l e m a
3,3milhões
Administrador Financeiro
Rachel J. Child
Assistente Administrativo
Marvene Thorpe-Baptiste
Comissão Administrativa
Jairyong Lee, presidente; Bill Knott, secretário;
P. D. Chun, Karnik Doukmetzian, Suk Hee Han, Kenneth
Osborn, Juan Prestol, Claude Richli, Akeri Suzuki,
Ex-officio: Robert Lemon, G. T. Ng, Ted N. C. Wilson
Diretor de Arte e Diagramação
Jeff Dever, Brett Meliti
Esse é o número de vidas salvas
pelo esforço global para controlar
e erradicar a malária, desde o ano
2000. A Organização Mundial da
Saúde (OMS) estima que o aumento
de recursos e maior comprometimento contribuíram
para diminuir os casos de malária em 29%, reduzindo
à metade a mortalidade infantil na África, onde são
registrados quatro óbitos entre cinco casos.
Consultores
Ted N. C. Wilson, Robert E. Lemon, G. T. Ng, Guillermo E.
Biaggi, Lowell C. Cooper, Daniel R. Jackson, Geoffrey
Mbwana, Armando Miranda, Pardon K. Mwansa, Michael
L. Ryan, Blasious M. Ruguri, Benjamin D. Schoun, Ella S.
Simmons, Alberto C. Gulfan Jr., Erton Köhler, Jairyong Lee,
Israel Leito, John Rathinaraj, Paul S. Ratsara, Barry Oliver,
Bruno Vertallier, Gilbert Wari, Bertil A. Wiklander.
Aos colaboradores: São bem-vindos artigos enviados
voluntariamente. Toda correspondência editorial deve ser
enviada para: 12501 Old Columbia Pike, Silver Spring MD
20904-6600, EUA. Escritórios da Redação: (301) 680-6638
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Website: www.adventistworld.org
Adventist World é uma revista mensal editada
simultaneamente na Coreia do Sul, Brasil, Argentina,
Indonésia, Austrália, Alemanha, Áustria e nos
Estados Unidos.
V. 10, nº- 10
Fonte: The Rotarian
Outubro 2014 | Adventist World
31
É o que estávamos esperando.
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OU T U B R O 1 8 4 4 – O U T U B R O 2 0 1 4
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