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Clima e
Vegetação
Sumário
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 3
TIPOS CLIMÁTICOS ........................................................................................................................ 3
Clima Polar (ou Glacial): ............................................................................................................ 4
Temperado Continental e Temperado Oceânico ...................................................................... 4
Mediterrâneo: ........................................................................................................................... 4
Tropical:..................................................................................................................................... 4
Equatorial: ................................................................................................................................. 5
Subtropical ................................................................................................................................ 5
Árido ou desértico ..................................................................................................................... 5
Semiárido: ................................................................................................................................. 5
ZONAS CLIMÁTICAS DO BRASIL ..................................................................................................... 6
VEGETAÇÃO ................................................................................................................................... 6
TUNDRA..................................................................................................................................... 8
Tundra norte-americana ....................................................................................................... 8
Tundra euroasiana ................................................................................................................ 9
ZONAS DE PERMAFROST ..................................................................................................... 10
FLORESTA BOREAL (TAIGA – Eurásia)...................................................................................... 11
FLORESTA TEMPERADA ........................................................................................................... 12
MEDITERRÂNEA ...................................................................................................................... 13
PRADARIAS .............................................................................................................................. 14
ESTEPES ................................................................................................................................... 15
SAVANAS ................................................................................................................................. 16
Savanas indianas ................................................................................................................. 17
Savanas australianas ............................................................................................................... 18
DESERTO .................................................................................................................................. 18
Tipos de Desertos ................................................................................................................ 19
Vegetação de deserto ......................................................................................................... 20
FLORESTAS TROPICIAS ............................................................................................................ 21
Zonas de Floresta ................................................................................................................ 21
Vegetação de floresta ......................................................................................................... 22
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................... 24
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INTRODUÇÃO
O clima sobre uma localidade é a síntese de todos os elementos climáticos em uma combinação de certa forma singular, determinada pela interação dos controles e dos processos climáticos. Portanto, existe uma variedade de climas ou de tipos climáticos reinantes sobre a superfície terrestre. Para facilitar o mapeamento das regiões climáticas, os numerosos climas tem que
ser classificados por meio da utilização de critérios adequados. Por isso, a classificação climática surge da necessidade de sintetizar e agrupar elementos climáticos similares em tipos climáticos a partir dos quais as regiões climáticas são mapeadas.
(AYOADE ,2011 p. 224)
TIPOS CLIMÁTICOS
Apesar de que dois lugares na superfície terrestre não tenham os mesmos climas idênticos, é
possível definir áreas nas quais o clima é relativamente uniforme entre diversos lugares. Essa
região é usualmente conhecida como região climática. A climatologia regional é um ramo da
climatologia que se preocupa com a identificação, mapeamento e descrição de regiões climáticas sobre a superfície da Terra ou parte dela.
A classificação a seguir apresenta-se uma forma simplificada da classificação de Köppen, que
levou em consideração a temperatura e a quantidade de precipitação média das localidades.
Figura 01: Mapa adaptado da classificação de Köppen, na qual são considerados as médias de temperaturas e precipitação em um
intervalo de 30 anos.
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Para uma melhor compreensão didática, as apresentações das classificações climáticas a seguir
estão dispostas no sentido Polo – Equador.
Clima Polar (ou Glacial): ocorre em regiões de latitudes elevadas, próximas aos círculos polares Ártico e Antártico, onde, por
causa da inclinação do eixo terrestre, ha grande variação na duração
do dia e da noite e, consequentemente, na quantidade de radiação
absorvida ao longo do ano. Ai também os raios solares sempre incidem de forma obliqua, são climas que se caracterizam por baixas
temperaturas o ano inteiro, atingindo no máximo 10°C nos meses de
verão, em regiões em que a camada de neve e gelo que recobre o
solo derrete e o dia é muito mais longo que a noite.
Temperado Continental e Temperado Oceânico: é
apenas nas zonas climáticas temperadas e frias desta classificação
que encontramos uma definição clara das quatro estações do ano:
primavera, verão, outono e inverno. Ha uma nítida distinção entre as
localidades que sofrem influência da maritimidade ou da continentalidade.
No clima temperado oceânico a amplitude térmica é menor, e a pluviosidade, maior (como
exemplo, veja o climograma de Bruxelas). No
clima temperado continental as variações de temperatura diária e anual
são bastante acentuadas e os índices pluviométricos são menores (veja o
climograma de Moscou).
Mediterrâneo: apresentam verões quentes e secos, invernos amenos e chuvosos, Observe sua distribuição nas
médias latitudes, em todos os continentes (veja o climograma de Atenas)
Tropical: as áreas de clima
tropical apresentam duas estações bem definidas: inverno, geralmente ameno e seco; e verão,
geralmente quente e chuvoso (observe o climograma de Cingapura).
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Equatorial: ocorre na zona climática mais quente do planeta,
Caracteriza-se por temperaturas eleva- das (médias mensais em
torno de 25 °C), com pequena amplitude térmica anual, já que as
variações de duração entre o dia e a noite e de inclinação de incidência dos raios solares são mínimas. Quanto ao regime das chuvas, não é possível generalizar como no caso da temperatura. Nas
áreas mais chuvosas o índice supera os 3000 mm anuais e não há
ocorrência de estação seca, mas nas regiões menos chuvosas o
índice cai para 1500 mm com três meses de estiagem. (climograma de Manaus)
Subtropical: característicos de regiões de médias latitudes, como Buenos Aires (observe o climograma) nas quais já se começam a
se delinear as quatro estações do ano. Tem chuvas abundantes e
bem distribuídas, verões quentes e invernos frios, com significativa
amplitude térmica anual.
Árido ou desértico: por causa da falta de umidade, caracterizase por elevada amplitude térmica diária e sazonal. Os índices pluviométricos são inferiores a 250mm/ano (observe o climograma de Cairo).
Semiárido: clima de transição, caracterizado por chuvas escassas e mal distribuídas ao longo do ano. Ocorre tanto em regiões
tropicais onde as temperaturas são elevadas o ano inteiro, quanto
em zonas temperadas, onde os invernos são frios (veja o climograma de Denver) Tem temperaturas médias mais baixas do que os
climas áridos e semiáridos dos trópicos, porém ambos sie caracterizados pela precipitação baixa. A amplitude anual de temperatura é
grande, com verões quentes e invernos frios. A precipitação é baixa
e variável de ano para ano, com aproximadamente 150-400 mm
por ano no clima semiárido e muito menor do que isso no clima
árido.
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ZONAS CLIMÁTICAS DO BRASIL
Figura 02: Classificação das Zonas Climáticas do Brasil, segundo Köppen
VEGETAÇÃO
A formação vegetal, é o elemento mais evidente na classificação dos ecossistemas e biomas.
Como sabemos, os elementos climáticos, em especial a temperatura e a umidade, são determinantes para o tipo de vegetação de uma área. Esses índices termo pluviométricos, associados a outros fatores de variação espacial menor e que também influem no tipo de vegetação,
como maior ou menor proximidade de cursos de agua, os diferentes tipos de solo, a topografia
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e as variações de altitude, determinam a existência de diferentes ecossistemas não contemplados nos mapas-mundi.
Figura 03: Nas altas montanhas os cumes ficam encobertos por neve o ano inteiro. Nas regiões tropicais a neve das montanhas
começa a se formar a 5000m de altitude, nas regiões temperadas a 2600 m e no norte do Canadá a 1600m
Há diversas formações vegetais no planeta, tantas quanto a diversidade de climas e solos permite. Há formações florestais muito densas, como as florestas tropicais, além daquelas com
menor densidade e diversidade de espécies. E o caso das florestas temperadas, além da taiga,
cujas espécies são relativamente homogéneas. Há também formações herbáceas, como as
pradarias e os campos, e as formações complexas, como as savanas de climas tropicais, e
aquelas adaptadas a climas rigorosos, como a tundra, em regiões de clima subpolar. Todas as
formações vegetais tem grande importância para a preservação dos variados biomas e ecossistemas da Terra
Figura 04: Distribuição dos Domínios Vegetais Naturais mundiais.
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Para melhor compreensão das formações vegetais, iremos analisa-las de acordo com a distribuição nas zonas climáticas do globo, à partir das regiões polares em direção ao Equador.
TUNDRA
Vegetação rasteira, de ciclo vegetativo extremamente curto. Por encontrar-se em regiões subpolares, desenvolve-se apenas durante os três meses de verão, nos locais onde ocorre o degelo. As espécies típicas são os musgos, nas baixadas úmidas, e os líquens, nas porções mais elevadas do terreno, onde o solo é mais seco, aparecendo raramente pequenos arbustos.
Figura 05: Formação de Tundra na América do Norte.
Tundra norte-americana
A tundra ocupa uma grande extensão da América do Norte, abrangendo a maioria das terras situadas ao norte da floresta boreal do
continente. Uma estreita faixa costeira de tundra também contorna a Groenlândia. Uma região plana, sem características próprias,
muitas vezes domina o bioma da tundra, embora alguns relevos
periglaciais quebrem a monotonia, assim como uma cadeia de
montanhas pouco escarpadas. Na primavera, o gelo e a neve derretem e revelam uma espessa camada de líquenes, juncos, junças e
flores típicas do Ártico. Onde o solo é mais profundo, há empetros,
mirtilos e outros arburstos rasteiros. Salgueiros e bétulas anãs crescem em áreas do sul. Por um breve período, os invertebrados proliferam na tundra, sobretudo
besouros, mosquitos e outros insetos, que servem de alimento para gansos, patos e aves pernaltas.
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Figura 06: Formação da Tundra no Alasca
Tundra euroasiana
A tundra euroasiana tem varias paisagens, desde as planícies encharcadas da Sibéria, cortadas
por vários rios, até os arquipélagos espalhados pelo sul do Oceano Ártico. Na Sibéria Central,
os invernos são muito rigorosos; já a tundra escandinava é mais quente, com temperatura
média de -8ºC no inverno. A maioria das plantas é pequena, perene de vida longa. Musgos,
líquenes, junças e juncos dominam na tundra do norte, com diversidade de plantas aumentando constantemente de norte a sul. Tal como na tundra norte-americana, a curta mas prolífera
época de crescimento e germinação, de 90 dias, atrai os animais migratórios para a região.
Mais de 200 milhões de aves chegam para procriar, incluindo gansos, maçaricos e patos. Renas
(conhecidas como Caribus na América do Norte) passam o inverno na região de taiga e depois
migram para o norte para dar cria e pastar líquenes na tundra aberta.
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Figura 07: Tundra da região siberiana
ZONAS DE PERMAFROST
Um solo congelado por pelo menos dois anos é considerado permafrost e tem grande influencia na paisagem e no ecossistema da tundra. A zona de permafrost permanente está nas latitudes mais altas, espalhando-se
desde o Polo Norte. Imediatamente a sul fica a zona de permafrost
semipermanente. Aqui, a camada
superior em geral derrete a uma
profundidade de alguns centímetros a cada verão; essa camada,
chamada de ativa, sustenta a vida
vegetal e animal. Mais ao sul fica a
zona de permafrost esporádico,
em que a camada ativa é mais profunda e onde a superfície congela com menos frequência,
mas o solo congelado subjacente impede que a água em estado liquido seja escoada.
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Figura 08: Formação da Tundra nos solos de Permafrost
FLORESTA BOREAL (TAIGA – Eurásia)
Formação florestal típica da zona temperada. Ocorre nas latas latitudes
do Hemisfério Norte, em regiões de climas temperados continentais,
como Canadá, Suécia, Finlândia e Rússia. Neste último país cobre mais
da metade do território e é conhecida como taiga.
Figura 09 (ao lado): Taiga na planície siberiana
Elas são dominadas sobretudo por árvores conífera perenes, como pinheiros e abetos, embora os lariços (que são árvores caducifólias) sejam
uma característica marcante em certas áreas. Floresta de coníferas
também são encontradas em muitas áreas montanhosas, onde tendem
a se desenvolver acima dos níveis mais altos das florestas latifoliadas,
com abetos e pinheiros sendo as principais árvores presentes. Um tipo
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incomum de floresta de conífera é encontrado na zona costeira de intensa precipitação do
noroeste do Pacífico da América do Norte. Essa floresta tem várias espécies muito altas como
a pseudotsuga e a sequoia, enquanto as florestas de coníferas da Califórnia são o lar da famosa
sequoia-gigante.
Figura 10: Floresta Boreal no Norte do Canadá
FLORESTA TEMPERADA
Diferentes das coníferas, esta formação vegetal é caducifólia, típica dos climas temperados e subtropicais, é
encontrada em latitudes mais baixas e sob a maior influencia da maritimidade. Isso permitiu o desenvolvimento das atividades agropecuárias: seu desmatamento resultou da incorporação de novas áreas para a agricultura mecanizada de grãos. Estendia-se por grandes
porções da Europa Centro-Ocidental. Atualmente subsiste na Ásia, na América do Norte e em pequenas extensões da América do Sul e da Oceania.
Figura 11: (ao lado) Lariço uma conífera incomum, pois é decídua. Aqui na
região dos Alpes na França.
As regiões temperadas contem vários tipos de florestas.
Diversas florestas temperadas são decíduas (ou caducifólias) latifoliadas, sobretudo onde os invernos são rigorosos, como na Europa continental, no leste da América
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do Norte e em muitas partes da Ásia Oriental. Nessas florestas há um enorme contraste entre
a floresta no verão, no pico da estação de crescimento e no inverno quando todas as folhas
caem e se acumulam no solo. Na China, no Japão e na Coréia, árvores de folhas largas perenes
são mais comuns em florestas temperadas e às vezes formam grupos mistos com coníferas.
Mas como estas partes originais foram destruídas,
pelo menos em parte, e seus ricos e solos férteis usados para cultivo. Quase toda floresta temperada de
folhas largas restante, se desenvolvem de uma forma
ou de outra, embora algumas seja protegidas e tem
chance de voltar a um estado mais natural.
Figura 12: A mudança das folhas das árvores caducifólias.
MEDITERRÂNEA
Desenvolve-se na região de clima mediterrâneo, que apresentam verões quentes e secos e
invernos amenos e relativamente chuvosos. É encontrada em pequenas porções na Califórnia
(EUA), Chile, África do Sul e da Austrália. As maiores ocorrências estão no sul da Europa – onde
foi largamente desmatada par ao cultivo de oliveiras e videiras.
Figura 13: Vegetação Mediterrânea em Algarve, Portugal
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PRADARIAS
Pradarias naturais se desenvolvem em especial sobre solos profundos e férteis, em áreas com
precipitação sazonal variável e estação cultivo de 120 a 200 dias. A precipitação é baixa demais
para favorecer o surgimento de florestas e alta demais para permitir a formação de desertos.
Fortes ventos e a grande variação de temperatura entre o dia e a noite, e de uma estação para
outra, são típicos de muitas pradarias. Suas fronteiras são mal definidas e em constante mutação devido às flutuações climáticas naturais e a influencia humana, incluindo a pastagem de
rebanhos, a queima deliberada e a transformação da terra em culturas agrícolas ou pastoris.
Figura 14:
ção Vegetal das Pradarias de Média Latitude
Forma-
Compostas basicamente de gramíneas são encontradas principalmente em regiões de clima
temperado continental, longe da costa e de seus ventos úmidos. Seus verões são em geral
quentes e secos, com violentas tempestades ocasionais; o inverno pode ser muito frio. A maior
parte da chuva cai no fim da primavera e no inicio do verão. O vento tem grande impacto sobre as pradarias nas regiões temperadas: ele sopra as chamas dos incêndios no fim do verão e
secam a terra ao acelerar o processo de evaporação. Dominam a vegetação gramados perenes, os quais tem um extenso sistema de raízes que se entrelaçam para formar uma esteira
firme e tramada, a turfa. Ervas, junças, flores e arbustos especializados também estão presentes, sobretudo em pradarias mais úmidas, como as de capim alto da América do Norte. As árvores ficam em geral restritas as depressões abrigadas as margens dos riachos e canas de drenagem, ou áreas marginais onde a pradaria muda aos poucos para bosques.
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Figura 15: Pradarias da Planície Central da América do Norte. (Dakota do Sul)
ESTEPES
Nessas formações a vegetação é herbácea, como nas pradarias, porém mais esparsa e ressecada. Desenvolve-se em uma faixa de transição entre climas tropicais e desérticos como na
região do Sahel, na África, e entre climas temperados e desérticos, como na Ásia Central.
As estepes da Ásia Central se estendem por quase um terço do perímetro da Terra e incluem
algumas das áreas menos habitadas do mundo. No oeste, elas chegam à costa do Mar Negro, e
se espalham para leste por uma faixa irregular quase até as montanhas das províncias do nordeste da China, no Pacífico. Essa imensa zona de pradarias faz fronteira ao norte com a floresta
Boreal da Eurásia e ao sul com os desertos da Ásia Central. Oscilações drásticas de temperatura são características das estepes; nos planaltos elevados da Mongólia, as temperaturas podem chegar a 40ºC no verão e -20ºC no inverno. A precipitação anual de 200 a 600 mm, é esporádica, com secas prolongadas e tempestades repentinas. Espessas camadas de neve cobrem o solo no inverno. Com o degelo da primavera, as estepes logo explodem em vida em um
profusão de flores, incluindo íris, jacintos, açafrão e tulipas. Durante o verão, juncas e grama
dominam a turfa. Afora algumas árvores minguadas confinadas em vales abrigados das estepes não tem vegetação alta, embora no norte da China haja uma paisagem mais semelhante a
um parque, com árvores dispersas, tais como olmos.
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Figura 16: Estepes ao sul da região siberiana
SAVANAS
Em regiões onde o índice de chuvas é elevado, porém concentrado em poucos meses do ano,
podem desenvolver-se savanas, formação vegetal complexa que apresenta extrato arbóreos,
arbustivos e herbáceos. As savanas são encontradas em grandes extensões da África, na América do Sul, no México, na Austrália e na Índia, e sua área de abrangência é amplamente utilizada para a agricultura e pecuária, o que acentuou sua devastação; no Brasil, corresponde ao
domínio dos cerrados.
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Figura 17: vegetação de savana das regiões tropicais. Tanzânia (África)
Savanas indianas
Formando áreas descontínuas com poucos trechos grandes restando, as savanas indianas localizam-se sobretudo em regiões do interior, margeando desertos, e em regiões de colinas. As
savanas de Terai-Duar formam uma estreita faixa de 25 km de largura ao longo da borda sul do
Himalaia, do leste do Nepal até o Butão. Os verões quentes e úmidos e as chuvas de monções
permitem o exuberante crescimento do capim alto, incluindo juncos e canas-de-açúcar gigantes. Essas florestas de capim tem a maior densidade de tigres da Índia. Mais ao sul o índice de
precipitação muito mais baixo do planalto do Decã dá origem as pastagens mais grosseiras e
semiáridas, com uma dispersão de árvores como o sândalo. Esse é o habitat de vários repteis,
como a altamente venenosa cobra naja, que caça roedores, pequenos pássaros, lagartos e
outras serpentes.
Figura 18: O clima de monções com verões quentes e úmidos permitem o exuberante crescimento do capim alto.
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Savanas australianas
Na Austrália, as savanas formam uma faixa larga entre o interior do deserto quente e as florestas da costa norte, com a Cordilheira Australiana como seu limite oriental. Na estação chuvosa
(de dezembro a março) o clima é quente e úmido, mas pouca ou nenhuma chuva cai durante a
estação mais fresca de seca (de maio a agosto). A savana arborizada é encontrada sobretudo
no norte e no leste mais úmidos, mas eucaliptos estão presentes na maioria das áreas. O spinifex é um tipo de capim exclusivo da Austrália, com cerdas e folhas aciculares que minimizam a
perda de água, permitindo que ele também floresça no deserto. A população aborígene dessas
savanas data de 40 mil anos, o que torna a cultura mais antiga da Terra.
Figura 19: O spinifex é um tipo de capim exclusivo das Savanas na Austrália
DESERTO
Os desertos estão entre os lugares mais hostis da Terra. Surgem em regiões que recebem
grandes quantidades de sol ou onde as características geográficas limitam a precipitação. Altas
temperaturas e ventos secos removem qualquer umidade rapidamente, pela evaporação. A
terra seca se torna vulnerável a processos e intemperismo e erosão, que se deslocam areia e
esculpem as rochas, produzindo paisagens belas, porém inóspitas.
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Figura 20: Deserto do Saara, do tipo arenoso e quente.
Tipos de Desertos
Os desertos são classificados de diferentes formas, mas em geral são definidos de acordo com
seu clima e suas características físicas. Com relação ao clima, há grandes diferenças entre os
desertos. Os desertos subtropicais, como o Saara, tem altas temperaturas por todo o ano e são
descritos como quentes, enquanto os desertos costeiros ou e altitude elevada, como o da
Grande Bacia na América do Norte, e os da Ásia Central, tem invernos rigorosos e são descritos
com frios, embora as temperaturas no verão possam ser elevada. Os desertos podem ser rochosos ou arenosos, mas muitos contem uma mistura de características e texturas na superfície. Quando não tem saída natural, os rios periódicos evaporam, por vezes formando extensos
depósitos de sais. Muitos desertos são total ou parcialmente arenosos, e os finos grãos de
areia são facilmente movidos e moldados pelo vento, muitas vezes em padrões característicos
ou em forma de dunas.
Figura 21: Caracteristicas gerais das formações desérticas
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Vegetação de deserto
Há dois tipos principais de plantas no deserto: efêmeras anuais, que sobrevivem ás condições
áridas como sementes; e perenes, que continuam a sobreviver por períodos de escassez de
água. As anuais crescem, florescem e são semeadas com rapidez quando as condições são
mais favoráveis, como após os raros períodos de chuva, e algumas completam seu ciclo de vida
em apenas duas semanas. As flores são em geral coloridas e grandes, talvez porque potenciais
polinizadores sio raros. As plantas perenes têm várias estratégias para resistir na seca, tal como enviar raízes às profundezas para explorar a umidade do subsolo, armazenar água em suas
raízes e talos, como faz a maioria dos cactos e suculentas, ou desenvolver órgãos subterrâneos
como bulbos e expor caules e folhas apenas quando as condições permitem. Muitas plantas
têm folhas pequenas e dures, para reduzir a perda de água pela transpiração e espinhos, para
resistir; ao pastoreio. Os cactos são típicos dos desertos americanos, e além de espinhosas,
muitas espécies tem revestimentos lanosos e cerosos para reduzir ainda mais a perda de água.
Nos desertos africanos, várias espécies de Euphorbia ocupam o mesmo nicho ecológico dos
cactos - elas também são
suculentas e muitas vezes
têm espinhos. Os cactos e
outras suculentas, em geral tem grandes flores
atraentes, sobretudo polinizadoras por insetos, embora alguns outros cactos,
como saguaro, sejam polinizadores por morcegos.
Nos desertos australianos,
a relva espinhosa spinifex
tem importante papel na
estabilização das dunas.
Figura 22: Plantas xerófilas (armazenam água para os períodos de estiagem)
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FLORESTAS TROPICIAS
Figura 23: Vegetação densa das florestas tropicais
O crescimento é rápido e exuberante em várias florestas tropicais e sua complexa estrutura
oferece nichos para vários animais e plantas. Essa já desenvolvida é um habitat de múltiplas
camadas. O dossel é composto por árvores cujas coroas quase se tocam. Abaixo dele está um
sub-bosque mais desigual de árvores jovens e uma densa cobertura do solo, muitas vezes de
mudas e vegetação rasteira. Árvores altas cujas coroas vão acima do dossel, são chamadas de
emergentes. em várias florestas tropicais, os níveis de umidade mantem-se altos por todo o
ano; em outras a chuva é sazonal, como no sudeste da Ásia, onde as monções trazem súbitos
níveis elevados de chuva. Algumas florestas tropicais são secas como a do leste da América do
Sul.
Zonas de Floresta
As florestas são a fase final de desenvolvimento de uma vegetação madura em solos médios
com uma oferta de água adequada. Em condições naturais, elas podem durar longos períodos,
e árvores individuais em geral vivem centenas de anos. Essa é a situação em florestas naturais,
mas poucas florestas atuais nunca sofreram influência humana Se a floresta for derrubada e
sua vegetação for recuperada., sucessões ecológicas podem ser observadas, com um lento
retorno ao que é chamado de floresta primária. Um instantâneo de sucessão pode também ser
visto, por exemplo, na transição de uma vegetação de brejo em torno de um Iago, partindo de
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arbustos úmidos para uma floresta úmida madura. Mudanças nos tipos de floresta também
são bem visíveis com a altitude, passando de áreas baixas para níveis alpinos nas encostas de
montanhas. Em regiões de florestas temperadas, como nos Alpes, a floresta decídua mista
tende a ser encontrada em lugares planos, e a mistura de árvores se altera através da floresta
submontana e de encosta com um aumento das coníferas conforme se passa aos níveis de
floresta montana. A cerca de 2 mil metros, o limite climático do crescimento das árvores é
atingido (linha das árvores) e pastagens matas alpinas passam a dominar. Nos trópicos, o padrão das árvores difere: há em geral uma zona de bambu entre as florestas montana e faixas
de arbustos.
Figura 24: Distribuição da Vegetação de Floresta em altitude
Vegetação de floresta
Imperam na vegetação de floresta as maiores espécies de árvores, que formam um dossel alto.
As coníferas e similares produzem semente nuas, tem folhas aciculares, em forma de escamas
ou lineares, em geral, com uma camada resinosa que as ajuda a vencer os invernos frios. As
árvores de folhas largas (latifoliadas) produzem óvulos e um ovário que só se tornam sementes
após a fertilização. Elas tem vários formatos de folhas para captar melhor a luz solar e fazer a
fotossíntese. As florestas de coníferas tem menos vegetação rasteira que as latifoliadas, pois
são mais escuras e as folhas de cobertura resinosa transformam o solo ácido. Em florestas
decíduas, as folhas caídas formam um húmus rico em nutrientes que matém várias plantas de
cobertura. Estas muitas vezes se adaptam para florescer com rapidez na primavera usando a
luz disponível.
22
Figura 25: Características das formações florestadas
Figura 26: Estrutura das Florestas Equatorias.
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REFERÊNCIAS
ATLAS National Geographic. A Terra e o Universo. São Paulo: Abril, 2008.
AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos. 15ªed. Rio de Janeiro: Bertrand do
Brasil, 2011
ENCICLOPÉDIA Ilustrada da Terra. Vol. 11 – 12 – 13.
MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o Ensino Médio. São Paulo: Atual, 2008.
MOREIRA, João Carlos. Geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2010.
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