Projeto recebe reconhecimento em evento científico nos EUA

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Projeto recebe reconhecimento em evento científico nos EUA
Projeto recebe reconhecimento em evento científico nos EUA
O projeto de pesquisa "Reaproveitamento de subprodutos agroindustriais no desenvolvimento de produto
enriquecido com fibras para celíacos", do estudante do IFRS - Câmpus Osório, Alessandro Hippler, foi um
dos três trabalhos gaúchos premiados na Intel ISEF - International Science and Engineering Fair -, maior
feira de ciências e engenharia pré-universitária do mundo. Realizado de 10 a 15 de maio de 2015 em
Pittsburgh, Estados Unidos, o evento reuniu 1.700 projetos de 78 países do globo, e distribuiu mais de US$
4 milhões em premiações, em valores doados por 68 organizações entre universidades, fundações,
associações e empresas públicas e privadas.
A delegação do Rio Grande do Sul contou com quatro projetos na feira, e recebeu três premiações. O
trabalho do IFRS - Câmpus Osório foi agraciado com duas menções honrosas: uma da American Statistical
Association - maior comunidade de estatísticos do mundo -, que destacou quatro pesquisas pela utilização
de ferramentas de estatística; e outra da Organização dos Estados Americanos (OEA), que definiu 50
finalistas por contribuírem com o desenvolvimento regional dos seus respectivos locais de origem.
Flávia Twardowski, professora orientadora da pesquisa, destacou com olhos marejados que a experiência
de participar da Intel ISEF foi muito além de suas expectativas, que aliás, eram altíssimas: "Era um sonho
conseguir chegar a esse evento, oportunizar a um aluno do Ensino Médio da rede pública viver cada minuto
da Intel ISEF, de ser uma das 1.700 mentes brilhantes que lá estavam. Todos estão de parabéns, pois o
nível de exigência dos avaliadores era enorme" - conta a professora, que atuou também como intérprete de
um dos trabalhos gaúchos durante a avaliação, feita por cientistas renomados de instituições como a Nasa,
e até por ganhadores de prêmios Nobel das áreas de Química e Física.
Os demais projetos gaúchos, oriundos da Escola Técnica Liberato Salzano, de Novo Hamburgo, foram
premiados com:
4º lugar categoria Química - US$ 500 - e Prêmio China Association for Science and Technology (CAST) US$ 1,200
Projeto: Obtenção composto de alternativa para uso como detergente na decelurização de órgãos
Estudantes: Vitória Müller Gerst e Gabriela Bronca Lopes
Prêmio Oracle Academy - US$ 5,000
Projeto: Software de auxílio na produção de textos narrativos
Estudante: Bibiana da Costa Davila
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A delegação brasileira na Intel ISEF foi composta de 18 trabalhos, de nove estados, com uma média de 30
estudantes envolvidos. Também foram premiados projetos do Instituto Federal do Ceará - Câmpus Limoeiro
do Norte; da Escola Americana de Campinas, em São Paulo; da Escola Estadual de Educação Profissional
Júlio Franca, de Bela Cruz - CE; da Escola Antonietta e Leon Feffer, de São Paulo; e do Instituto Federal de
Educação de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. Confira matéria disponível na página da Associação
Brasileira de Incentivo à Ciência.
O grupo participou de um workshop de preparação para o evento, na Universidade de São Paulo (Usp), na
semana anterior à viagem. O projeto do Câmpus Osório foi credenciado para a Intel ISEF através da
Febrace - feira promovida pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Os demais
trabalhos, da Escola Técnica Liberato Salzano, foram selecionados pela feira promovida pela própria
instituição, a Mostratec.
O projeto
A pesquisa "Reaproveitamento de subprodutos agroindustriais no desenvolvimento de produto enriquecido
com fibras para celíacos" tem por objetivo desenvolver um produto de panificação para o público intolerante
ao glúten (celíaco) que seja agradável ao paladar e acrescido de fibras através do reaproveitamento de
subprodutos da agroindústria da região do litoral norte do Rio Grande do Sul.
O trabalho comprovou que, através da casca de abacaxi e de farinhas de banana verde e de arroz integral é
possível produzir um pão sem glúten e com 8,6% de fibra - índice considerado de alto teor pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de 170% mais barato do que os itens à venda.
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