Relatório de Sustentabilidade

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Relatório de Sustentabilidade
grupo orsa • relatório de sustentabilidade 2007
sumário
Mensagem de abertura
4
Sobre este relatório
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1
O Grupo Orsa
Perfil da empresa
Programa de fomento
Princípios, valores e missão
8
10
14
16
2
estrutura e funcionamento
Governança corporativa
Ética, respeito às instituições
e ao meio ambiente
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22
Indicadores
de desempenho
3
Desempenho econômico
Desempenho ambiental
Desempenho social
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26
27
42
Apêndices
4
Sumário de conteúdo GRI
Informações corporativas
Créditos
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64
68
68
mensagem
de abertura
O desafio de criar uma
sociedade sustentável
d
esde que foi criado, há 26 anos, o
Grupo Orsa vive na prática o desafio da
sustentabilidade. Tanto que se tornou
referência, no Brasil e no mundo, com o trabalho
da Fundação Orsa, que há 14 anos atua no campo
socioambiental, e com os projetos desenvolvidos no Vale
do Jari, entre outros. E também por uma estratégia que
leva em conta os vários atores da sociedade e procura
soluções que atendam ao máximo suas expectativas.
Acreditamos, porém, que a noção de
sustentabilidade não pode ficar restrita aos portões da
empresa. Precisa ser discutida com toda a sociedade
antes de ser aplicada. Para isso, necessitamos de
expertise, de parcerias com o setor público e do melhor
entendimento das questões sociais e econômicas
locais. Uma empresa só alcança a viabilidade real ao
se inserir nesse contexto. Além de ser lucrativa, justa
e atenta às necessidades de seus colaboradores, deve
também criar um diferencial. Temos como obrigação
atuar em conjunto com a comunidade.
O Grupo Orsa se esforça para desenvolver projetos
que contribuirão para criar uma sociedade mais justa
para todos. Nosso norte no caminho da sustentabilidade
pode ser traduzido pelo conceito dos 3 Ps: people
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
(pessoas), profit (lucro) e planet (planeta). Somente
integrando todos os fatores conseguiremos garantias
de um futuro melhor. Esse é o conceito de sociedade
sustentável e o caminho que trilhamos. Sabemos que
este é um processo de aprendizagem permanente.
Mas, ao avaliarmos o sucesso de estratégias como, por
exemplo, a desenvolvida pelo Grupo no Vale do Jari,
percebemos que já evoluímos muito.
No jogo das soluções
Nesse caminho, aprendemos a fazer parcerias com
as diferentes partes da sociedade e a entender o que
é prioritário. Com o EVS (Estudo de Viabilidade Sócio
Econômico Ambiental), um instrumento usado pela
Fundação Orsa para avaliar e identificar os atores
sociais e os fatores econômicos e ambientais de uma
região, o Grupo encontrou maneiras de estimular
o desenvolvimento de cada região e viabilizar
parcerias com prefeituras e governos, além de incentivar políticas públicas.
Todo esse trabalho é fruto de uma visão
diferenciada da inserção da empresa na
sociedade. Acreditamos que o Grupo tem que
participar do jogo das soluções. As empresas
são dinâmicas, conseguem se transformar e
se alinhar com a realidade rapidamente, estão
sempre à frente e podem ajudar a encontrar
saídas. Não é uma obrigação, mas é a postura
que assumimos no Grupo Orsa.
O Grupo Orsa no futuro
Integrar para dar
perspectivas
Um bom exemplo é o projeto de fomento desenvolvido
pelo Grupo – um sucesso absoluto, especialmente no
Estado de São Paulo. Ele mostra como a sociedade
pode ser beneficiada quando as empresas olham
além do seu cotidiano de negócios, procurando
oportunidades de integrar comunidades antes
sem perspectiva. Hoje, incentivamos a plantação e
compramos madeira de pequenos proprietários. É
trabalhoso, pois o Grupo precisa lidar com um grande
número de fornecedores. Mas a iniciativa criou um
incentivo para os agricultores permanecerem na
terra e uma maneira de torná-los protagonistas do
próprio futuro. A questão, para nós, é ter uma atitude
inovadora, fugir da velha lógica empresarial que visa o
lucro a qualquer custo. As empresas podem, e devem,
arcar com parte do trabalho de tornar a sociedade
realmente sustentável – e terão que se unir a fim de,
juntas, encontrar as melhores respostas.
Esse foi um dos motivos que nos levou a optar
pela certificação FSC (Forest Stewardship Council),
que garante, por meio de regras rígidas, que o Grupo
trabalhará para preservar a floresta. Além disso, o
processo é uma excelente maneira de educar todos os
envolvidos. Com o aumento da procura por produtos
certificados, principalmente na Europa, o valor
alcançado por eles chega a ser 50% superior ao dos
produtos comuns. Já existe a percepção de que o retorno
não é somente financeiro, mas ambiental e social.
O futuro do planeta e o da nossa empresa estão
baseados nessa visão de sociedade integrada e
sustentável. O Grupo Orsa hoje concentra três
empresas produtivas: a Orsa Celulose, Papel
e Embalagens (OCPE), a Orsa Florestal e a Jari
Celulose, além da Fundação. A Orsa Celulose, Papel
e Embalagens segue seu desenvolvimento natural,
acompanhando o mercado. Para a Jari, a intenção
é aumentar a produção, agora que fizemos um
investimento grande na planta, e equacionar questões
de redução de custo. A Orsa Florestal tem um caminho
claro, que é desenvolver projetos de manejo e
descobrir mercados para novas espécies, encontrando
assim um equilíbrio adequado na maneira de lidar com
a floresta. Já a Fundação Orsa perseguirá cada vez com
mais ímpeto o objetivo de apoiar o desenvolvimento
humano, com projetos como, por exemplo, os de
conscientização e educação dos cidadãos do futuro.
Dessa forma, pretendemos ampliar o programa de
fomento e dar cada vez mais apoio a projetos de
geração de renda. Sabemos que o processo é lento, e o
caminho da sustentabilidade é novo e desafiador, mas
temos certeza de que será sempre o caminho certo.
Sergio Amoroso
Acionista e presidente do Grupo Orsa
Jorge Francisco Henriques
Acionista e presidente da Orsa Celulose,
Papel e Embalagens
grupo orsa
Neste relatório, optou-se por
trabalhar com uma base menor
de informações, priorizando
a qualidade e a consistência
dos dados publicados
sobre este
relatório
e
sta publicação é o resultado da primeira
etapa do processo de adequação
do relatório anual do Grupo Orsa às
diretrizes da GRI (Global Reporting Initiative). A GRI
é uma organização global que estabelece diretrizes
para a elaboração de relatórios de sustentabilidade
para empresas de diferentes setores. Dessa forma, o
Grupo Orsa busca a construção de canais de diálogo
mais eficientes, focados na qualidade das relações
construídas com seus diferentes públicos.
Tem por objetivo apresentar os dados de
desempenho econômico, social e ambiental das
empresas que compõem o Grupo: Fundação Orsa,
Orsa Florestal, Jari Celulose e Orsa Celulose, Papel
e Embalagens – unidades Nova Campina, Suzano,
Paulínia, Rio Verde e Manaus.
O processo de coleta de dados para este relatório
envolveu diversos colaboradores das empresas do
Grupo. Foram apurados dados relativos ao período de
2007 e, em alguns casos, também do ano anterior.
A complexidade do desenvolvimento de um
relatório dessa natureza exige que este trabalho seja
um processo contínuo de adequação e melhoria da
qualidade das informações. Neste primeiro ciclo,
refletindo uma dificuldade natural do processo,
alguns dados não puderam ser publicados por não
estarem disponíveis em todas as unidades do Grupo
ou não apresentarem a consistência desejada. Em
outros casos, as diferentes formas de monitoramento
utilizadas pelas diversas empresas impediram a
análise consolidada dos resultados de todo o Grupo.
De forma geral, optou-se por trabalhar com uma
base menor de informações, sempre priorizando a
qualidade e a consistência dos dados publicados.
Os dados e as informações constantes neste
relatório fazem referência, sempre que possível,
ao Grupo Orsa como um todo. Em alguns casos,
para aprofundar a análise, são apresentados dados
específicos de cada empresa ou unidade operacional
do Grupo. Ao longo do relatório são apresentadas
algumas notas metodológicas que visam manter a transparência das informações publicadas.
Assumido como um momento de aprendizado
para o Grupo, o processo de elaboração deste
relatório ainda não contou com o envolvimento
dos diferentes públicos que se relacionam com a
Organização. A expectativa é que a continuidade
deste trabalho, ao longo dos próximos anos,
promova gradualmente esse engajamento,
viabilize a efetiva avaliação da materialidade das
informações publicadas para os diferentes públicos
e sirva, cada vez mais, de incentivo para um
diálogo transparente com toda a sociedade.
Os dados da unidade de Franco da Rocha da Orsa Celulose,
Papel e Embalagens não estão disponíveis neste relatório, pois
as suas operações começaram recentemente e, portanto, não
apresentam ainda números suficientes para o reporte.
1
grupo orsa
1
o grupo
orsa
Com 26 anos de atuação,
o Grupo é composto de quatro
empresas independentes, que
trabalham de modo integrado
Perfil da empresa
Com 26 anos de atuação, o Grupo Orsa
é composto por quatro empresas: Orsa
Celulose, Papel e Embalagens, Jari Celulose,
Orsa Florestal e Fundação Orsa. Apesar de
independentes, elas trabalham de maneira
integrada para garantir o desenvolvimento e o
crescimento sustentável do Grupo.
Atuando de maneira vertical, a Orsa está
envolvida em toda a cadeia produtiva, desde
o cultivo das florestas até a finalização de
produtos de madeira, celulose e embalagens de
papelão ondulado.
1. Orsa Celulose, Papel
e Embalagens (OCPE)
A Orsa Celulose, Papel e Embalagens é umas
das maiores indústrias integradas de celulose e
papéis para embalagens, chapas e embalagens
de papelão ondulado do país. Com 2.636
colaboradores diretos em sua área florestal
e nas cinco unidades industriais, a Orsa está
capacitada a produzir 310 mil toneladas/ano de
papel para embalagens e 312 mil toneladas de
chapas e embalagens de papelão ondulado.
Utilizando tecnologia de ponta, com
impressoras de até seis cores, corte e vinco
e paletizadoras, produz papéis, chapas e
embalagens de papelão ondulado. A empresa
ainda desenvolve soluções em embalagens
que atendam às necessidades específicas dos
clientes no Brasil e no exterior. Dessa forma,
seus produtos já conseguiram vários prêmios
nacionais e internacionais, como o Prêmio
da Associação Brasileira de Embalagens e o
Worldstar – Award for Packaging Excelence,
organizado pela World Packaging Organization (WPO).
Em 2007, a Orsa produziu 299.802 toneladas de papel para embalagens e 217.992 toneladas de chapas e embalagens de papelão ondulado em suas cinco unidades industriais – Paulínia (SP),
Suzano (SP), Nova Campina (SP), Manaus (AM) e Rio Verde (GO).
Unidade florestal
Localizada na região sudoeste de São Paulo,
a área florestal ocupa 43 mil hectares de
florestas plantadas, próprias ou de parceiros
do fomento florestal. Essa área, coberta com
93% de pinus e 7% de eucalipto, é responsável
pelo abastecimento da matéria-prima utilizada pela fábrica de celulose e papel da Unidade Nova Campina.
A empresa opera o maior projeto de manejo
de floresta nativa certificada em operação no mundo
com 545 mil hectares na Amazônia
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grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Unidade Paulínia (SP)
Unidade Nova Campina (SP)
É uma das maiores fábricas de papéis reciclados
para embalagens da América Latina e foi a
primeira a receber certificação ISO 14001, norma
reconhecida para sistemas de gestão ambiental.
O parque industrial reaproveita aparas e refugos
de papel coletados ou provenientes das sobras
das demais unidades. A Unidade produz também
embalagens e chapas de papelão ondulado.
Tem capacidade instalada para produzir 170 mil
toneladas/ano de papéis kraftliner, que abastecem
as fábricas de embalagens da Orsa, além dos
mercados nacional e internacional.
Unidade Suzano (SP)
Uma das mais modernas plantas para a
produção de embalagens e chapas de papelão
ondulado do Brasil. Por meio de equipamentos
modernos, desenvolve e produz embalagens
que atendem a rigorosos padrões internacionais
de qualidade. Também é certificada com as
normas ISO 2001 e ISO 14001.
Unidade Rio Verde (GO)
Uma das mais modernas fábricas do setor, está localizada
em Goiás e oferece tecnologia de ponta na produção de
embalagens e chapas. A unidade atende ao importante
pólo industrial da Região Centro-Oeste do Brasil.
Unidade Manaus (AM)
Para preservar o meio ambiente da região amazônica,
a planta de Manaus prioriza, na confecção de
embalagens e chapas de papelão, a utilização de papel
produzido pelas outras fábricas da Orsa, promovendo
a integração e a sustentabilidade da cadeia produtiva.
grupo orsa
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Matéria-prima renovável
Sempre atualizada tecnologicamente, a Jari Celulose
mantém projetos de pesquisa e desenvolvimento em
conjunto com as mais renomadas universidades e
instituições do Brasil e do Exterior.
2. Jari Celulose
A Jari Celulose – localizada na vila de Munguba,
em Almerim, no Pará, instalada em uma área de
1,3 milhão de hectares na Floresta Amazônica
– produz celulose de eucalipto. É uma das únicas
empresas do mundo a ter certificação Pure Label
do FSC (Forest Stewardship Council), ou seja,
toda a madeira utilizada é certificada.
A empresa também é uma das únicas do
planeta com ISO 14001 para toda a sua área
plantada. A certificação FSC abrange o manejo
florestal (FSC-FM) e a cadeia de custódia (FSCCOC) para 100% da produção da Jari.
Em 2007, os produtores mundiais venderam 12,8 milhões de toneladas de celulose de
eucalipto branqueada. A Jari respondeu por 3%
desse volume, com vendas totais de 364 mil
toneladas toneladas, gerando um faturamento
bruto de cerca de US$ 244,4 milhões.
A Jari Celulose expandiu sua área de plantio
de eucalipto urograndis – muito valorizado no
mercado internacional – e exportou para 16
países. Com uma estrutura de comercialização
que inclui escritórios em São Paulo e em
Londres, a Jari Celulose destina cerca de 95%
das suas vendas ao mercado externo.
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grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Seu viveiro tem capacidade de produção de 16
milhões de mudas anuais de eucalipto. A área
operacional de eucalipto ocupa cerca de 125 mil
hectares e é permeada de reservas nativas que
permitem a livre circulação da fauna, além de
oferecer proteção natural contra as pragas e
garantir o equilíbrio ecológico.
A Jari Celulose também trabalha para
transformar a região do Vale do Jari em um pólo
de desenvolvimento, tendo a indústria como
base para novos negócios e programas sociais.
3. Orsa Florestal
Fundada em 2003, a Orsa Florestal produziu 13.040
metros cúbicos de madeira serrada certificada pelo FSC
(Forest Stewardship Council), em 2007, e desenvolve o manejo florestal sustentável em 545 mil hectares na Amazônia paraense, uma das maiores áreas de
floresta tropical nativa certificada do mundo. Dentro
dessa área, a Orsa Florestal administra uma área de preservação de 92 mil hectares e se tornou
referência global no trabalho com florestas tropicais. A empresa explora, com autorização do IBAMA (Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis), a madeira de 26 espécies arbóreas.
Sua serraria está localizada no complexo industrial
de Munguba, a 800 metros de distância do porto
privado do Grupo Orsa, de onde partem navios e
balsas para os mercados atendidos pela Orsa Florestal.
A empresa exporta seus produtos certificados para
países da Ásia, da América do Norte e da Europa.
4. Fundação Orsa
Criada em 1994, a Fundação Orsa trabalha
em cinco linhas de atuação: educação, saúde,
empregabilidade, empreendedorismo e promoção
dos direitos humanos. Em 2007, focou suas ações
na geração de renda para as comunidades, ou seja,
colocar em ação programas – que podem inclusive
se tornar políticas públicas – e desenvolver os
territórios em que trabalha. Nesse ano, a Fundação
foi agregada ao Grupo, tornando-se uma das
quatro empresas. Agora, tem como desafio
demonstrar a importância da sustentabilidade no
dia-a-dia das empresas, além de servir ao Grupo
como um forte canal de interação com a sociedade.
A atuação da Fundação começa com a
delimitação de um território. A partir daí, sempre
valorizando a contribuição dos envolvidos, busca
sensibilizar os atores sociais e produzir um Estudo
de Viabilidade Sócio Econômico Ambiental (EVS).
Com esse trabalho, é confeccionado o Plano de
Desenvolvimento Local, que contém propostas de crescimento social, econômico e financeiro.
A última etapa é a aplicação de programas e ações
baseadas nesse levantamento.
Destaque de 2007
Em 2007, um dos destaques da atuação da
Fundação foi a consolidação da parceria com
a Prefeitura Municipal de São Paulo e a União
Européia para a implantação do EIS-CRAF
(Escritório de Inclusão Social) no Glicério, um
dos bairros do centro de São Paulo. A proposta
foi potencializar as ações já desenvolvidas pela
Fundação na região e viabilizar o acesso da
grupo orsa
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comunidade, muito vulnerável socialmente, aos
diversos programas governamentais, à rede de
garantia de direitos e a programas de geração de
emprego e renda. O intuito para os próximos anos
é dar continuidade à parceria e criar uma Agência
de Desenvolvimento Local com a participação dos
moradores, do comércio local, das entidades e
das universidades, com base nas potencialidades
econômicas e locais do território.
Programa de Fomento
As empresas do Grupo Orsa trabalham em
sinergia. Um bom exemplo de responsabilidade
social do Grupo é o programa de Fomento
Florestal, realizado no Vale do Jari e no sudoeste
do Estado de São Paulo. Criado em 2001, o
programa surgiu para atender à necessidade da
empresa de ampliar sua base florestal, de forma
sustentável, sem precisar comprar terras de
pequenos proprietários, o que invariavelmente
os obriga ao êxodo.
Para pequenos e médios produtores, a
empresa realiza compra antecipada para cultivo
O programa busca soluções
sustentáveis para o homem do
campo e evita o êxodo rural
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grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
da floresta, tendo como garantia a entrega do produto depois de alguns anos, sem alienar a propriedade e com pagamentos desde o
início do contrato. O Grupo também fornece as
mudas e dá assistência técnica para o plantio e
o manejo. O programa de fomento proporciona
garantia de compra ao fomentado e suprimento
futuro de madeira para a empresa.
Para desenvolver um projeto que gere
renda em todas as suas fases, a empresa, com
apoio da Fundação, analisa as vocações e as
potencialidades de cada fomentado e sugere
outras alternativas de renda, além de fazer uma
análise completa dos produtos e dos mercados
complementares. Assim, o programa identifica
oportunidades de geração de renda para as
famílias fomentadas durante o período de
crescimento das árvores.
Prêmios e
reconhecimentos em 2007
Em São Paulo, várias possibilidades de consórcio
estão sendo testadas, de acordo com a região e a
vocação do fomentado, para garantir que ele tenha
uma renda entre o plantio do pinus e a colheita, que
demora no mínimo oito anos.
Em 2007, o programa de fomento atingiu cerca de 15 mil hectares e cerca de 450 contratos, uma
média de 30 hectares por proprietário.
No Jari, onde as plantações de eucalipto demoram
ao menos cinco anos para chegar à maturidade,
a empresa fortaleceu sua atuação focando no
Desenvolvimento de Negócios Sustentáveis. Como
resultado da identificação de cadeias produtivas com base nas potencialidades da região, o destaque
foi o plantio do curauá, ou gravatá, uma espécie de
abacaxi que produz uma fibra biodegradável e leve,
este em parceria com a Fundação Orsa.
No final de 2007, após um ano do início das
atividades, o plantio do curauá começou a beneficiar
15 pequenos agricultores. Cada um deles é responsável
por meio hectare – o que equivale a 12.500 mudas.
Hoje, toda a demanda gerada é consumida pela
empresa Pematec-Triangel, de Santarém, que processa
a fibra para empresas automobilísticas.
Worldstar – Award for Packaging
Excelence, organizado pela World Packaging
Organization (WPO) – 2007 – Categoria: Health
and Beauty (Saúde e Beleza) – Embalagem:
Joaninha Fraldas Pampers / Cliente: Procter
and Gamble
Prêmio Abre – Associação Brasileira de
Embalagens – 2007 – Categoria: Design de
Cosmético e Cuidados Pessoais – Embalagem:
Joaninha Fraldas Pampers / Cliente: Procter
and Gamble
Prêmios promovidos pela ABFLEXO
(Associação Brasileira Técnica de
Flexografia) – Prêmio Qualidade Flexo – 2007
- 1o lugar – Categoria Papelão Ondulado
Impressão Direta na Chapa – Traço –
Embalagem: Brastemp – Prêt-à-Porter /
Cliente: Brastemp
- 2o lugar – Categoria Papelão Ondulado
Impressão Direta na Chapa – Reticulado
– Embalagem: Nestlé Friends / Cliente: Nestlé
Prêmio Embanews – 2007 – Categoria/
subcategoria: Tecnologia para processo
de produção de embalagem – Embalagem:
Argamassa Colorin / Cliente: Colorin
Para mais informações sobre projetos e formas de atuação da Fundação Orsa, acesse: www.fundacaoorsa.org.br
grupo orsa
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Principais mudanças
organizacionais ocorridas
durante o período
de reporte
Troféu Roberto Hiraishi – 2007
– Categoria/subcategoria: Tecnologia para
processo de produção de embalagem –
Embalagem: Display Koleston / Cliente: Procter
and Gamble
Prêmio Pack – 2007 – Destaque de
Preferência – 3o lugar na categoria Embalagens
de Papelão Ondulado
Unilever – Certificado Fornecedor
de Qualidade – Vértice 2007 – Escopo
de Qualificação “Corrugated Cases and
Trays” – Reconhecimento da Unilever, que
classificou as plantas da Orsa Celulose, Papel
e Embalagens por terem cumprido durante
seis meses consecutivos os requisitos de
Qualificação do programa Vértice – sistema de
gestão e melhoria contínua dos indicadores
de desempenho de entrega. Essa qualificação
reconhece o ótimo desempenho da Orsa
Celulose, Papel e Embalagens durante o ano de
2006 para as seguintes fábricas da Unilever:
Goiânia (GO), Pouso Alegre (MG) e Vinhedo (SP).
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grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Em 2007, o Grupo Orsa passou por uma
reestruturação interna em que várias áreas foram
realocadas e cargos agrupados para melhorar
o gerenciamento. Como privilegia os talentos
internos, as substituições foram feitas pelos
próprios funcionários do Grupo. Assim, foi possível
manter a cultura de uma empresa de estrutura ágil,
que consegue responder rapidamente às demandas
do mercado e resolver problemas.
A partir de 2007, a Marquesa, empresa que
trabalha com reflorestamento e gestão florestal,
deixou de ser parte integrante da Orsa Celulose,
Papel e Embalagens para prestar seus serviços
também à Jari e à Orsa Florestal. Dessa forma, foi possível contratar os funcionários terceirizados
e lhes dar os benefícios devidos, melhorando
sua qualidade de vida. Além de reduzir custos, a
medida também diminuiu os riscos operacionais.
Princípios,
Valores e Missão
O Grupo Orsa acredita que as empresas têm um
papel fundamental na promoção de mudanças
na sociedade. Como parte de sua filosofia, adota
em suas atividades o conceito mundial dos três
Ps, people (pessoas), profit (lucro) e planet
(planeta). Ou seja, todas as organizações do
Grupo incorporam modelos de atuação que são
economicamente viáveis, socialmente justos e ambientalmente corretos. Busca-se transformar Sustentabilidade:
compromisso estratégico
com o longo prazo
Nesta próxima etapa, o trabalho estará focado
na conscientização para a sustentabilidade, dentro
e fora das empresas, e na prevenção e redução
dos possíveis problemas ambientais, por meio de um mapeamento dos processos e da proposta
de melhorias que garantirão a perenidade
dos resultados e a diminuição dos custos de eliminação dos resíduos.
O tema sustentabilidade está presente em
praticamente todos os setores da empresa. Nesse sentido, o ano de 2007 foi muito
importante para o Grupo Orsa. Na área ambiental,
a empresa conseguiu se adaptar às mais rígidas
exigências das legislações. Como conseqüência,
o Grupo mantém-se constantemente atento a
indicadores ambientais, de emissões atmosféricas,
de efluentes e de resíduos.
O Grupo adota o conceito
mundial dos três Ps, people
(pessoas), profit (lucro)
e planet (planeta) em
suas atividades
o investimento social em uma “semente maior” para a sociedade, ao compartilhar modelos de desenvolvimento que tenham genuíno potencial transformador.
grupo orsa
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2
estrutura e
funcionamento
A transparência na gestão tem
sido um elemento de atração
de capital e de reforço na relação
com os diversos públicos
reforço na relação com colaboradores, clientes,
fornecedores, governo e sociedade como um todo.
Ela adiciona valor à organização.
Governança corporativa
O Conselho de Administração do Grupo Orsa, que garante
transparência na gestão e compromisso com as melhores
práticas de governança corporativa, é formado por dois
acionistas e dois conselheiros externos independentes.
As tomadas de decisão e o planejamento das ações
das empresas que constituem o Grupo são feitos pelo
Conselho, que em todas as questões checa se sua
implementação está de acordo com a missão e os valores
expressos, além de cobrar resultados dos executivos.
A transparência na gestão tem sido, cada vez
mais, um elemento de atração de capital, de
O esquema abaixo indica como a governança
corporativa é praticada no Grupo Orsa. Esperase dos executivos a constante iniciação de ações
voltadas para garantir o bom desempenho das
empresas. As ações que envolvam movimentos
estratégicos importantes devem ser aprovadas
pelos acionistas. Os executivos cuidam de
sua implementação, proporcionando sempre
elementos para que os acionistas possam
monitorar sua evolução. Esse monitoramento
envolve não só os aspectos técnico-econômicos,
mas também a compatibilidade com os princípios
e os valores do Grupo.
Executivos
Acionistas
iniciam
decidem
aprovam
implementam
operam
controlam
monitoram
As tomadas de decisão e o planejamento das ações
das empresas são feitos pelo Conselho de Administração,
que checa se a implementação está de acordo
com a missão e os valores do Grupo
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grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Responsabilidades do
conselho de administração
Zelar pela manutenção dos princípios e dos
valores da empresa
Envolver-se na definição e na aprovação das
decisões e das ações estratégicas das empresas
Proteger o patrimônio e maximizar o retorno
dos investimentos
Selecionar e avaliar os executivos principais das empresas (presidentes e diretores)
Assegurar o comportamento ético e legal das empresas
Monitorar o desempenho econômico-financeiro,
visando adição de valor
Monitorar a saúde da empresa no que se refere
aos recursos tecnológicos e humanos
Atuar como agentes de mudança
Já a Fundação Orsa conta com um Conselho
de Curadores, que é representado por múltiplos
segmentos da sociedade e segue rigorosamente as
regras da Curadoria de Fundações. O conselho lida
com as normas do terceiro setor, com a aprovação de
orçamento e de projetos e com questões estratégicas.
Composição do Conselho
de administração
Presidente do Grupo Orsa:
Sergio Antonio Garcia Amoroso
É fundador, principal acionista, controlador e
presidente do Conselho de Administração do
Grupo Orsa. Instituiu a Fundação Orsa em 1994 e
tornou-se acionista majoritário e presidente da Jari
Celulose em 2000. É ainda presidente do GRAACC
(Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com
Câncer); diretor-vice-presidente do Instituto VIDI;
conselheiro da AACD (Associação de Assistência
à Criança Defeituosa); conselheiro do Instituto
Sidarta; membro do Conselho Consultivo do Centro
de Voluntariado de São Paulo; conselheiro da IPA
– Associação Internacional pelo Direito da Criança
Brincar; conselheiro do Instituto Fonte; membro
fundador do WWF Brasil (World Wildlife Fund);
membro do Conselho do ICRIM – Instituto de Apoio
à Criança e ao Adolescente com Doenças Renais;
membro do Conselho Consultivo da Rede Saci,
órgão ligado à USP (Universidade de São Paulo);
membro do Conselho Político Estratégico da EFESO
(Escola de Formação de Empreendedores Sociais); e
vice-presidente da Associação Brasileira do Papelão
Ondulado (ABPO).
Acionista: Jorge Henriques
Engenheiro Civil e Industrial, atuou na empresa Rodhia
S/A, na área de Assessoria Técnica de Investimentos
do Grupo. Há 15 anos juntou-se ao Grupo Orsa,
inicialmente nas unidades de Paulínia e Nova Campina,
nas áreas de Planejamento de Estratégias para
Novos Mercados e Planejamento e Controle do Setor
Produtivo, e é atualmente o Presidente da empresa
Orsa Celulose, Papel e Embalagens. É também
conselheiro da Fundação Orsa e membro do Conselho
de Administração do Grupo Orsa.
grupo orsa
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Conselheiro externo: Prof. Dr. Decio Zylbersztajn
Professor titular da Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade
de São Paulo, criou o PENSA (Programa de
Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial),
centrado no estudo da Coordenação de Cadeias
Agroindustriais. Pesquisa o setor da Nova Economia
das Instituições e atua nas áreas de economia das
organizações e estratégia, governança corporativa e relações contratuais de cooperação.
Conselheiro externo: Nelson Carvalho
Diretor da FIPECAFI (Fundação Instituto de
Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e
presidente do Conselho Consultivo de Normas
e da Junta de Normas Internacionais do IASB
(International Accounting Standards Board),
órgão responsável pela emissão das normas do
padrão internacional IFRS (International Financial
Reporting Standards).
Cabe à Coordenação de Comunicação Corporativa
garantir a transparência das ações e dos fatos
relevantes das empresas do Grupo, comunicando
a todos os stakeholders seus princípios, valores
e atividades agregadoras de valor nos campos
econômico e social. Para tanto, o envolvimento
integrado e proativo de toda a estrutura de
comando das organizações do Grupo é de
fundamental importância.
Ética, respeito às
instituições e ao
meio ambiente
O Código de Ética do Grupo Orsa é parte
integrante do dia-a-dia das organizações.
Cabe aos executivos do Grupo zelar pelas leis
internacionais e vigentes no país e garantir respeito
integral a elas. Eles devem agir sempre dentro de
princípios estritos de respeito a raças, religiões e
minorias. O Grupo Orsa não tem preconceitos de
nenhum tipo e isso é amplamente disseminado nas
organizações. Os executivos também têm obrigação
de agir não somente dentro dos limites da lei, mas
buscar sempre reduzir os impactos ambientais aos
menores níveis possíveis.
22
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Auditorias
externa e interna
O Grupo Orsa contrata anualmente empresa
especializada independente para condução do
processo de análise de risco, elaboração de plano
de auditoria interna e condução das auditorias. As empresas devem conhecer o plano de auditoria
e procurar facilitar ao máximo a realização de suas atividades. Também anualmente é contratada
uma empresa para realizar auditoria externa.
Presidente
Conselho
Grupo Orsa
Presidente
Orsa Florestal
Jorge
Henriques
Fundação Orsa
Conselho
Curador
Presidente
Sergio
Amoroso
Sergio
Amoroso
Dir.
Controladoria
Dir. Rec. Nat. e Neg.
Florestais
João
Peres
Ger. Geral
Fundação Orsa
João
Prestes
Olavo Gruber
Dir. Rec. Nat. e Neg.
Florestais
João
Prestes
Ger. Plan.
e Controle
Daniel de
Chiaro
Presidente
OCPE
Presidente
Jari Celulose
Jorge
Henriques
Sergio
Amoroso
Dir.
Controladoria
Dir.
Controladoria
João
Peres
João
Peres
Dir. Industrial
Embalagens
Dir. Comercial
Embalagens
Dir. Industrial
de Cel. e Papel
Ricardo
Galan
Patrick
Nogueira
Dir. Rec. Nat. e Neg.
Florestais
Dino
Ranzani
João
Prestes
Ger. Tec.
Informação
Lari Papaleo
Ger. Jurídica
Marliete
Martins
Dir. Industrial
Celulose
Dir. Comercial
Celulose
Dino
Ranzani
Ana
Vianna
Ger.
Financeira
Ger. Rec.
Humanos
Ger.
Suprimentos
Ger.
Contabilidade
Sandra
Lima
Luiz
Bezerra
Luiz Cláudio
Ribeiro
Valdir
Maioli
3
INDICADORES
DE DESEMPENHO
Em 2007, os esforços foram direcionados
no sentido de melhorar a eficiência
da produção e reduzir os custos de
operação, o consumo e as perdas
Distribuição do Valor Adicionado
DESEMPENHO ECONÔMICO
Em 26 anos de existência, o Grupo Orsa consolidouse como uma corporação sólida e inovadora em
todas as áreas em que atua, tornando-se uma das
mais relevantes organizações empresariais do
Brasil. No exercício de 2007, seu faturamento foi de
R$ 1,245 bilhão, valor alcançado em grande parte
por meio da dedicação de um quadro de mais de 9 mil empregados diretos e indiretos.
No ano de 2007, grande parte dos esforços das
unidades do Grupo Orsa foi direcionada a melhorar
a eficiência da produção, reduzindo os custos de
operação, o consumo de insumos e as perdas, além
de diminuir o impacto no meio ambiente. Isso foi
possível na OCPE, por exemplo, pela unificação das
plantas, um trabalho de padronização de gestão
em geral, de fixação de parâmetros de qualidade,
segurança e cuidados com o meio ambiente. As
mesmas ações deverão ser estendidas às outras
unidades do Grupo em 2008.
Outro acontecimento importante dentro
do conceito do Grupo de trabalhar com
sustentabilidade foi o fato de a Orsa Florestal
passar a ser uma empresa rentável em 2007. O valor adicionado por todas as empresas do Grupo Orsa ao longo de 2007 totalizou mais de R$ 617,4 milhões, distribuídos entre
governo (19%), empregados (33%), financiadores
(30%) e lucros retidos (18%).
Distribuição de Valor Adicionado – Grupo Orsa
Geração de Riqueza (R$ mil)
2006
2007
(A) Receita Bruta
1.257.068,00 1.294.789,00
(B) Bens e Serviços adquiridos de terceiros
762.933,00
736.631,00
(C) Valor adicionado bruto (A - B)
494.135,00
558.158,00
(D) Retenções (depreciação, 123.074,00
151.053,00
amortização, exaustão)
(E) Valor adicionado líquido (C - D)
371.061,00
407.105,00
(F) Transferências, Resultado da equivalência patrimonial, Resultados de participações societárias e
Receitas Financeiras
132.385,00
210.363,00
(G) Valor adicionado a
distribuir (E + F)
503.446,00 617.468,00
Distribuição por Partes Interessadas (R$ mil)
(H) Empregados
Salários
Participação nos Resultados
Encargos Previdenciários
Benefícios
(I) Governo
Impostos, expurgados os subsídios (isenções)
(J) Financiadores
Remuneração do capital de terceiros
(L) Retido
Lucros / Prejuízos do exercício
(M) Valor adicionado distribuído (H+I+J+L)
2006
101.225,00
9.730,00
24.316,00
20.244,00
103.270,00
164.947,00
79.714,00
503.446,00
2007
136.790,00
8.941,00
30.231,00
32.857,00
114.404,00
183.624,00
110.621,00
617.468,00
Na consolidação do DVA foram consideradas as seguintes empresas: Orsa
Celulose, Papel e Embalagens S.A., Jari Celulose S.A., Orsa Celulose, Papel e
Embalagens da Amazônia S.A., Orsa Florestas S.A. e Marquesa S.A.
Para o Grupo Orsa, o desenvolvimento dos negócios deve
sempre ser um fator de transformação da sociedade
26
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
GRUPO ORSA DVA 2007
18%
Retido
33%
A identificação das necessidades e das prioridades
das comunidades nas quais promove esses
investimentos é feita por meio de pesquisas e visitas periódicas.
Empregados
30%
Financiadores
19%
Governo
Participação no
Desenvolvimento Local
Para o Grupo Orsa, o desenvolvimento dos negócios deve ser um fator de
transformação da sociedade. Nesse sentido, o Grupo tem como princípio promover o desenvolvimento econômico mantendo o respeito às limitações ecológicas do planeta,
para que as gerações futuras tenham a chance
de existir de acordo com as suas necessidades,
em um mundo equilibrado.
Além de investir em suas próprias operações,
o Grupo Orsa também realiza investimentos
em infra-estrutura para benefício público.
Quanto a essa questão, são feitos programas
de arborização de ruas vizinhas às unidades
operacionais e programas de apoio material
na realização de gincanas e atividades
extracurriculares, além da concessão de
coletores de materiais recicláveis a escolas
públicas das regiões onde atua. A unidade Orsa Celulose, Papel e Embalagens
Rio Verde, localizada em Goiás, participa do
Projeto Fomentar (Fundo de Participação
e Fomento à Industrialização do Estado de
Goiás), cujo objetivo é apoiar empreendimentos
que contribuam efetivamente para o
desenvolvimento socioeconômico do estado.
Como incentivo do governo, a empresa recebeu
abatimentos no recolhimento do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Prestação de
Serviços (ICMS) equivalentes a R$ 4,237 milhões
em 2006 e R$ 3,96 milhões em 2007.
DESEMPENHO AMBIENTAL
A atuação das empresas do Grupo Orsa é
orientada por políticas ambientais definidas
especificamente para cada uma de suas
operações. Essas políticas consideram os
negócios e as atividades desenvolvidas em cada
empresa do Grupo, abrangendo todas as suas
unidades operacionais.
A Marquesa, agora atuando como uma
empresa independente, segue a política
ambiental da Jari Celulose em sua atuação nas
grupo orsa
27
Os processos de gestão das
empresas têm como referência a
atenção aos principais aspectos
de seu desempenho ambiental
áreas florestais do Grupo localizadas na Região
Norte do país, adequando esses procedimentos
à sua operação nas outras regiões. As políticas
ambientais que norteiam as atividades da
Orsa Florestal e da Orsa Celulose, Papel e
Embalagens fazem parte do Sistema Integrado
de Gestão (SIGO) do Grupo. Esse Sistema
direciona o rigoroso cumprimento de aspectos
relacionados a qualidade, legislação ambiental,
segurança e saúde ocupacional nas atividades
das empresas.
Os processos de gestão das empresas do Grupo Orsa têm como referência a atenção
permanente aos principais aspectos de seu
desempenho ambiental. De acordo com as
oportunidades observadas, tanto do ponto
de vista dos negócios, quanto da participação
no esforço de desenvolvimento local e de
preservação ambiental, as empresas do Grupo
mantêm diferentes certificações para suas
operações florestais e industriais.
As atividades da Jari Celulose e da Orsa Florestal são certificadas, desde 2004, pelo FSC como Pure Label. Conhecido no Brasil como Conselho de Manejo Florestal, o FSC
é uma organização não-governamental cuja
missão é difundir e facilitar o bom manejo
das florestas brasileiras conforme princípios
e critérios que conciliam as salvaguardas
ecológicas com os benefícios sociais e a
viabilidade econômica. A certificação é
solicitada de forma voluntária pelas empresas e consiste na verificação, realizada por entidade
credenciada pelo FSC, de suas operações à
luz dos princípios e dos critérios de manejo
florestal responsável definidos pelo FSC. São
avaliados aspectos relativos aos seguintes
temas: cumprimento da legislação; direitos
e responsabilidade relacionadas ao uso e à
posse da terra; direitos dos povos indígenas;
garantia dos direitos e do bem-estar de
trabalhadores e comunidades; eficiência no uso
dos recursos florestais; gestão dos impactos
ambientais; formalização do plano de manejo;
monitoramento e avaliação; abordagem
preventiva para conservação das florestas;
reposição e recuperação das florestas.
A Certificação FSC visa contribuir para
o uso adequado dos recursos naturais.
Para isso, são realizadas avaliações de
desempenho ambiental, social e econômico
de acordo com os padrões estabelecidos pelo
Conselho de Manejo Florestal (FSC). Existem
dois tipos de certificação: de Manejo Florestal
e Cadeia de Custódia.
Manejo Florestal
Garante a qualidade
do manejo da floresta
Ambiental Social
Econômico
Cadeia de Custódia
Garante origem da
matéria-prima
florestal
Rastreabilidade
A certificação da cadeia de custódia se aplica
aos produtos desenvolvidos a partir de
matéria-prima de floresta certificada. Tem
como objetivo garantir a rastreabilidade,
que integra a cadeia produtiva desde a
floresta até o produto final.
grupo orsa
29
A obtenção e a manutenção dessa certificação
são um reflexo do empenho do Grupo em busca de
uma atuação social e ambientalmente responsável.
A certificação abrange 100% da matéria-prima
utilizada na produção de celulose branqueada de
eucalipto da Jari Celulose, em toda sua cadeia de
custódia e nas operações e produtos florestais da
Orsa Florestal. Ao todo, estão certificados mais 125 mil hectares de florestas plantadas da Jari Celulose
e 545 mil hectares de florestas nativas. Ambas estão
entre as maiores áreas certificadas no país.
parâmetros para estruturação do sistema de gestão
ambiental das empresas.
Todas as unidades da Orsa Celulose, Papel e
Embalagens e da Jari Celulose são certificadas pela
ISO 9001/2000. As unidades de Paulínia, Manaus
e Suzano da Orsa Celulose, Papel e Embalagens e
a operação florestal da Jari Celulose são também
certificadas pela norma ISO 14001, que define
A presença constante dos profissionais
envolvidos nos programas coordenados pela
Fundação Orsa para os moradores das áreas onde esses projetos são realizados torna ainda
mais próximo o relacionamento do Grupo com essas comunidades.
O relacionamento próximo com as comunidades do
entorno de suas áreas de operação é outro aspecto
fundamental na atuação das empresas do Grupo,
que mantêm canais permanentes de diálogo com
essas comunidades. As demandas recebidas por
meio desses canais são acolhidas e consideradas no
desenvolvimento de iniciativas que visam a gestão
dos impactos das operações do Grupo nesse público.
total de água utilizada
Materiais
Em decorrência da certificação ISO 14001 e do
sistema de gestão implantado, a análise do impacto
socioambiental do consumo de materiais faz parte
dos procedimentos das empresas do Grupo.
Principais insumos utilizados (t)
Madeira Papel 2006
2.825.740
286.178
36%
Água nova
2007
2.896.440
285.878
64%
Água reciclada/
recirculada
Água
A reutilização da água tratada foi outra
iniciativa importante para mitigar os impactos
ambientais relacionados à captação de água. Em
2007, o volume de água reutilizada representou
mais de 35% do total de água utilizado pelas
empresas do Grupo.
Em 2007, o total de água nova utilizada pelas
empresas do Grupo foi de aproximadamente
54,3 milhões de metros cúbicos. Esse volume
representa uma redução de mais de 10% em
relação ao utilizado no ano anterior.
54.345.155
uso total de água nova (m3)
60.393.419
A otimização dos processos produtivos para
redução do consumo de água é um dos
objetivos do Sistema de Qualidade do Grupo.
Em cada uma das empresas foram realizadas
iniciativas diferenciadas, visando a redução
no consumo ou na captação de água. Essas
iniciativas envolveram o treinamento e a
conscientização dos funcionários, além da
implementação de grupos de trabalho para
buscar oportunidades de redução do consumo
nas diferentes operações.
2006 2007
Energia
Para aumentar a eficiência energética de suas
operações, o Grupo investiu na manutenção e
na reposição de equipamentos. No ano de 2007,
houve a implantação de uma nova caldeira de
recuperação e a manutenção das caldeiras de
geração já em funcionamento nas diferentes
unidades produtivas do Grupo.
grupo orsa
31
OCPE –
Nova Campina
OCPE –
Paulínia (Papel)
Óleo Diesel
(l/t)
GLP
(kg/t)
Gás Natural
(m3/t)
0,424
41,361
152,616
O Grupo investiu na
manutenção e reposição dos
equipamentos para aumentar
a eficiência energética de
suas operações
0,724
0,695
0,296
0,807
Eletricidade
(KWh/t)
469,916
Eletricidade
(KWh/t)
Óleo BPF
(kg/t)
475,808
1,432
1,617
Biomassa
(t/t)
Óleo Diesel
(l/t)
0,159
2,731
10,737
Óleo BPF
(kg/t)
GLP
(kg/t)
0,931
0,312
2,732
48,134
1,953
1,991
Biomassa
(t/t)
Óleo Diesel
(l/t)
21,567
4,339
5,810
49,134
Óleo BPF
(kg/t)
132,503
Jari
Celulose
136,992
Consumo específico
de energéticos por
unidade produtiva
Áreas utilizadas
2006 2007
0,027
0,037
30,104
Óleo BPF
(kg/t)
29,141
Eletricidade
(KWh/t)
107,637
22,240
92,963
Eletricidade
(KWh/t)
Óleo Diesel
(l/t)
88,635
0,006
0,001
Óleo BPF
(kg/t)
26,615
0,140
0,570
Eletricidade
(KWh/t)
Óleo Diesel
(l/t)
94,586
6,367
17,737
0,499
Óleo BPF
(kg/t)
78,626
88,661
91,537
Eletricidade
(KWh/t)
Óleo Diesel
(l/t)
0,795
0,004
0,003
Óleo Diesel
(l/t)
GLP
(kg/t)
78,539
1,287
1,237
GLP
(kg/t)
2,561
GLP
(kg/t)
0,740
GLP
(kg/t)
1,661
Gás Natural
(m3/t)
1,454
Gás Natural
(m3/t)
18,034
OCPE –
Manaus
0,000
OCPE –
Rio Verde
25,805
OCPE –
Suzano
26,609
OCPE – Paulínia
(Embalagem)
ainda projetos voltados para a preservação e a reconstituição do ecossistema.
ÁREAS Utilizadas
A atuação das empresas do Grupo Orsa envolve
atualmente uma área de cerca de 1,35 milhão
de hectares, entre as operações florestais e
industriais nas regiões Norte e Sudeste do
país. Aproximadamente 97% dessas áreas são
de propriedade do Grupo, em sua maior parte
na Região Norte, ligadas às operações da Jari
Celulose e da Orsa Florestal.
Áreas possuídas ou administradas pela empresa (hectares):
Área própriaÁrea arrendadaOutras áreas
Orsa Florestal
0,00
0,00
0,00
OCPE
27,12
35,08
0,00
Jari Celulose*
1.532.766,30
0,00
0,00
Marquesa
37.090,78
20.348,22
12.947,00
TOTAL
1.569.884,20
20.383,30
12.947,00
Obs.: A área operada pela Orsa Florestal está incluída na área
da Jari Celulose.
*A área será ajustada para cerca de 1,3 milhão de hectares após
retificação com georreferenciamento
Áreas de proteção/preservação ambiental (hectares)
Área deÁrea Outras áreas
Reserva destinada a de proteção
APPs1LegalRPPN2
Orsa Florestal
0,00
0,00
0,00
0,00
OCPE
2,50
5,46
0,00
0,00
Jari Celulose 68.054,60
1.289.760,10
0,00
0,00
Marquesa
9.764,00
11.487,00
835,38
2.526,62
TOTAL
77.821,10 1.301.252,56
835,38
2.526,62
Obs.: A área operada pela Orsa Florestal está incluída na área
da Jari Celulose.
1
APP (Área de Preservação Permanente)
2
RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural)
A Orsa Florestal atua na área de reserva legal
da Jari Celulose, na Região Norte do país, com
autorização para realizar manejo florestal de
espécies nativas comerciais. As operações das
empresas do Grupo nessa região têm certificado
FSC de manejo florestal sustentável, mantendo
34
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Além do cumprimento das exigências legais
e dos órgãos certificadores, o manejo florestal
de espécies nativas envolve um projeto de
regeneração nas clareiras formadas pela colheita.
Esse projeto é realizado em áreas de manejo
sustentável desde 2006, de forma voluntária, e possui convênio de pesquisa com a EMBRAPA
(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)
Amazônia Oriental. O objetivo é conhecer a
performance de crescimento de espécies arbóreas
amazônicas de interesse econômico através da
regeneração natural e artificial nas clareiras
formadas pela exploração florestal para subsidiar
futuros programas de manejo florestal sustentável.
Várias operações estão localizadas nas proximidades
de áreas protegidas por lei ou reconhecidas como de alto índice de biodiversidade, o que torna ainda
mais importante o compromisso do Grupo Orsa com a preservação do meio ambiente.
A Jari Celulose possui áreas próprias próximas
à Reserva Extrativista do Rio Cajari, no Amapá
(criada pelo Decreto no 99.145 de 12/03/1990),
onde comunidades locais realizam intervenções
agroextrativistas e agropastoris; à Estação Ecológica
do Jari, no Estado do Pará (unidade de proteção
integral criada pelo Decreto no 87.092 de 12/04/1982);
e à Floresta Estadual do Paru (criada pelo Decreto
Estadual no 2.608 de 04/12/2006), também no Pará.
Nessas áreas, a empresa não realiza operações
de silvicultura ou de manejo florestal e a Fundação
Orsa mantém um convênio com o IBAMA (Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis) para a realização de projetos de
educação ambiental e pesquisas.
e a sustentabilidade das espécies. Essas atividades
dentro da floresta são executadas com técnicas
de impacto reduzido, definidos através de
procedimentos operacionais padronizados, que são
o principal componente do bom manejo florestal.
Dessa maneira é garantida a produção sustentável
de madeira, ao mesmo tempo em que se mantêm a
diversidade de espécies nativas, os processos ecológicos
e os serviços ambientais proporcionados pela floresta.
A Orsa Florestal possui um projeto de pesquisa
em bioecologia em parceria com a Universidade
de East Anglia, com o objetivo de mapear e
A Marquesa, além de realizar atividades
operacionais na área florestal da Jari Celulose,
atua nos municípios de Capão Bonito e Ribeirão
Grande, no Estado de São Paulo. Algumas fazendas
da empresa na Região Sudeste, onde são realizadas
operações de silvicultura e colheita de espécies
de pinus, estão próximas a áreas protegidas pela
legislação estadual. É o caso das fazendas Taquaral
e Santa Clara, que fazem divisa com o Parque
Estadual Carlos Botelho; e da fazenda Guapiara,
que está próxima do Parque Estadual Intervalles.
Biodiversidade
As empresas do Grupo têm procedimentos para a
mitigação, o controle e a prevenção dos principais
riscos à biodiversidade nas suas áreas de operação.
O manejo sustentável de floresta nativa feito
pelo Grupo é realizado por meio da retirada de
madeira sem ameaçar a composição, a diversidade
grupo orsa
35
Emissões
monitorar periodicamente os principais impactos
na biodiversidade associados às suas atividades. Esses estudos fazem parte dos mapeamentos
exigidos pelos órgãos certificadores.
A Jari Celulose realiza o monitoramento de
microbacia hidrográfica, cujo objetivo é avaliar os
impactos ambientais do manejo de suas plantações
florestais em termos de consumo e qualidade da
água, erosão e ciclagem de nutrientes.
Na Política Ambiental da Jari Celulose existe o
compromisso de adoção de medidas que inibam
as ações predatórias em sua propriedade. Os
procedimentos operacionais contemplam os
cuidados ambientais relacionados à fauna, à flora e à gestão de resíduos, entre outros aspectos.
A empresa conta também com planos de
atendimento emergenciais a incêndios florestais e acidentes ambientais.
Em 2002, a Jari Celulose realizou um
levantamento da fauna silvestre em parceria
com a FUNPEA (Fundação de Apoio à Pesquisa,
Extensão e Ensino em Ciências Agrárias) do Pará
em quatro áreas de floresta primária. Nessa
pesquisa, verificou-se que as reservas florestais
do Grupo na região contribuem substancialmente
com a diversidade genética local e constituem um
excelente abrigo para a fauna.
36
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Os principais processos responsáveis pelas emissões
atmosféricas de gases causadores do efeito estufa
nas atividades florestais do Grupo estão associados ao
consumo de hidrocarbonetos por tratores, geradores
e outros equipamentos utilizados no manejo das
florestas. Nas atividades industriais, essas emissões são
provenientes, principalmente, das caldeiras de força
e de recuperação e dos processos que dependem da
combustão de biomassa, óleo diesel, licor preto ou óleo
BPF para obtenção de energia térmica.
Visando a redução dessas emissões, o Grupo
Orsa realiza diversas iniciativas que envolvem a
manutenção preventiva e corretiva de equipamentos,
o monitoramento de gases e análises das emissões
atmosféricas, além de buscar continuamente a
redução do consumo e a substituição de combustíveis
utilizados nos processos produtivos por alternativas
menos poluentes.
As atividades do grupo não geram emissões
significativas de substâncias depletoras de ozônio.
Efluentes
O Grupo Orsa realiza procedimentos visando o
tratamento e o monitoramento dos efluentes
líquidos gerados por suas unidades industriais.
São desenvolvidas e implementadas iniciativas
relacionadas à gestão e ao monitoramento da
qualidade dos efluentes, por meio de diferentes
processos e mecanismos, de acordo com as
especificidades das operações de cada uma das
unidades produtivas das empresas do Grupo:
UnidadeGestão e Monitoramento da Qualidade
dos Efluentes
OCPE – Nova Campina • ETE – Estação de Tratamentos de Efluentes
• Monitoramento de parâmetros analíticos nos efluentes lançados ao corpo receptor, de acordo com os padrões definidos por lei
OCPE – Suzano
• Tratamento Físico-Químico dos efluentes
OCPE – Paulínia
• ETE – Estação de Tratamentos de Efluentes por lodos ativados
• Reaproveitamento de parte dos efluentes
• Monitoramento de parâmetros analíticos nos efluentes lançados ao corpo receptor, de acordo com os padrões definidos por lei
OCPE – Rio Verde
• ETE – Estação de Tratamentos de Efluentes por
processos físico-químicos
• Reaproveitamento de parte dos efluentes
OCPE – Manaus
• Neutralização do efluente
• Monitoramento de parâmetros analíticos nos efluentes retirados e lançados ao corpo receptor, de acordo com os padrões definidos por lei
• No ano de 2008 será realizada reutilização do efluente
Jari Celulose
• ETE – Estação de Tratamentos de Efluentes
• Reaproveitamento de parte dos efluentes no processo produtivo
• Programa de manutenção e inspeção preventivos
• O efluente, após o tratamento, é disposto no Rio Jari por meio de um emissário subaquático
Todas as unidades industriais do Grupo
realizam iniciativas com o objetivo de
minimizar os impactos gerados pela
captação ou descarte de água ao longo de
seus processos produtivos. Essas iniciativas
refletem o cuidado do Grupo Orsa com a
preservação dos corpos hídricos adjacentes
às suas operações. Seus efluentes não têm
vazão significativa perante o volume médio
do corpo hídrico receptor e não possuem alto
potencial poluidor. Como parte desse cuidado,
os efluentes não são descartados em áreas
especialmente sensíveis ou de conservação.
Em período de adequação ao padrão
observado nas outras unidades do Grupo,
a unidade de Manaus da Orsa Celulose,
Papel e Embalagens implementará em 2008
mecanismos que permitirão a reutilização dos efluentes antes descartados na rede
coletiva de esgoto.
Além de outras iniciativas,
o Grupo busca a redução do
consumo e a substituição
de combustíveis usados nos
processos produtivos por
alternativas menos poluentes
grupo orsa
37
Resíduos
No ano de 2007, os resíduos gerados pelas empresas
do Grupo totalizaram 211.372 toneladas. Destes, 98%
(207.127 ton) são classificados como não perigosos, e 2% (4.244 ton), como perigosos, de acordo com
a norma NBR 10004.
Geração total de resíduos sólidos (ton/ton de produção)
Perigosos Não perigosos
Unidades
2006
2007
2006
2007
OCPE – Nova Campina
0,0166
0,0222
0,4826
0,4959
OCPE – Suzano
0,0028
0,0037
0,0004
0,0010
OCPE – Paulínia
0,0001
0,0001
0,0539
0,0670
OCPE – Rio Verde
0,0004
0,0004
0,0012
0,0008
OCPE – Manaus
0,0001
0,0005
0,0167
0,0171
A gestão dos impactos causados pela produção de
resíduos é uma preocupação permanente do Grupo
e reflete-se no desenvolvimento de estratégias para
minimização da geração dos rejeitos e cuidados
específicos na disposição. Do total gerado em 2007,
34% foram recuperados e apenas 5% foram destinados
diretamente a aterros, o que indica uma busca do
destinação dos resíduos sólidos
gerados – 2007
5%
Aterro
7%
0%
34%
Reutilizacão
2%
Incineração
0%
Armazenamento
0%
Co-processamento
28%
Compostagem
38
As unidades da Orsa Celulose, Papel e Embalagens
realizam iniciativas específicas para a redução da
geração de resíduos. Na unidade de Paulínia foram
colocados em prática programas de reciclagem e
drenagem da água dos resíduos enviados para aterro;
em Nova Campina foi implementado um laboratório de
classificação de aparas, proporcionando redução do
rejeito gerado na central de aparas.
A Jari Celulose possui certificação ISO 14001 para
suas atividades florestais, e um dos objetivos de seu
Sistema de Gestão Ambiental é reduzir a geração de resíduos em seu processo, bem como minimizar
a quantidade de resíduo destinado aos aterros.
Nesse sentido, estão sendo desenvolvidas melhorias
no sistema de segregação e destinação de resíduos,
além da implantação de melhores práticas no
manuseio dos insumos industriais.
Nenhuma das empresas do Grupo importa ou exporta resíduos de outros países.
Reciclagem Recuperação
24%
Tratamento e
disposição final
em aterro
equilíbrio entre as diferentes opções de disposição e os impactos ambientais decorrentes.
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Ocorrências e
acidentes ambientais
No ano de 2007 foi identificado apenas um acidente
ambiental relacionado às operações do Grupo Orsa.
Em setembro foi registrado um derramamento de
20 kg de óleo BPF na Rede Pluvial, alcançando o
emissário do córrego Abóbora, em Rio Verde (GO).
A ação rápida da brigada de emergência conteve
o vazamento e removeu o resíduo na margem do
córrego, evitando prejuízos à fauna e à flora.
As empresas Orsa Florestal, Jari Celulose e
Marquesa não receberam nenhum tipo de multa,
advertência ou sanção não monetária ou ainda
autos de infração de órgãos fiscalizadores durante
o ano de 2007.
Entretanto, a Orsa Celulose, Papel e Embalagens
recebeu três autos de infração, resultando no
pagamento de uma multa no valor de R$ 28.460,00.
Um deles, na unidade Rio Verde, foi aplicado pela
SEAMA (Secretaria de Estado para Assuntos do
Meio Ambiente) no dia 28/09/2007, em virtude do
lançamento de água com resíduos de BPF no sistema
pluvial do distrito. Outro, na unidade Suzano (em
14/11/2007), ocorreu devido ao lançamento de água
contaminada com óleo no solo, através de trincas e
falhas no piso da área de lavagem de empilhadeiras,
o que poderia tornar o solo e as águas impróprios ou
nocivos à saúde. O terceiro auto de infração foi aplicado
pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento
Ambiental) em 18/04/2007 na unidade Nova Campina.
No período, a Orsa Celulose, Papel e Embalagens
firmou também com a CETESB um Termo de Ajuste
de Conduta, dirigido à sua unidade em Suzano, que
diz respeito à manutenção de áreas de preservação
na empresa. As medidas propostas foram controle
de formigas, controle de mato, corte de vegetação
exótica, replantio, adubação, tutoreamento e contenção dos processos erosivos.
Transporte
Em função de suas operações, as empresas do Grupo
Orsa mantêm diferentes canais de diálogo com as
comunidades residentes nas regiões afetadas pelo
transporte de insumos, produtos e colaboradores. grupo orsa
39
Em 2007, o Grupo Orsa destinou mais de R$ 6,7 milhões
às iniciativas relacionadas à preservação do meio
ambiente e à melhoria da qualidade ambiental de suas
operações. Esse valor representa um acréscimo de mais
de 74% em relação ao montante investido em 2006.
40
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
INVESTIMENTO EM MEIO
AMBIENTE (R$ milhões)
Relacionado
às operações
da empresa
Em programas/
projetos
externos
0,21
Investimentos Ambientais
A preocupação do Grupo com as questões
ambientais também é refletida no investimento
em ações operacionais de manejo florestal, que
buscam certificações e ganho de qualidade,
visando a preservação.
0,57
Nas unidades de Suzano e Paulínia da Orsa
Celulose, Papel e Embalagens e na Jari Celulose,
estão em funcionamento também procedimentos
norteados pela certificação ISO 14001. Por meio dela,
todas as empresas contratadas como prestadoras de
serviços de transporte atendem, obrigatoriamente,
à legislação NTT420. Nesses serviços, os impactos
identificados como significativos referem-se ao
risco de contaminação do solo e de corpos hídricos
e às emissões atmosféricas. Visando a minimização
desses impactos, essas empresas mantêm práticas
preventivas e realizam uma checagem periódica nas
condições dos veículos utilizados.
Desse total, o investimento realizado pela Orsa
Florestal destinou-se ao projeto de estudos em
bioecologia em parceria com a Universidade de
Lancaster, a auditorias ambientais FSC e ao projeto
de regeneração de clareiras.
6,50
Nas regiões de operação da Marquesa e da Orsa
Florestal existem canais diretos de comunicação
com as comunidades residentes nos locais por onde
passam os caminhões que transportam madeira.
O contato com a comunidade é realizado por meio
de questionários e entrevistas. Esses trabalhos
resultaram na manutenção das estradas e na redução
de poeira oriunda da movimentação dos caminhões.
Em 2007, o valor investido em iniciativas
relacionadas às operações das empresas do
grupo – como monitoramento da qualidade de
efluentes, despoluição, auditorias ambientais,
programas de sensibilização voltados aos
colaboradores, entre outras – representou 97% do total no ano.
3,28
A criação desses canais de diálogo tem como objetivo
compreender a realidade dessas comunidades e
os impactos gerados pelas atividades do Grupo,
embasando o desenvolvimento de iniciativas que
possibilitem a minimização desses impactos.
2006 2007
Em 2007, o Grupo
Orsa destinou mais de
R$ 6,7 milhões às iniciativas
de preservação do meio
ambiente e à melhoria da
qualidade ambiental
Nas unidades Orsa Celulose, Papel e Embalagens,
o investimento ambiental foi direcionado à
implementação de melhorias de processo, como
modernizações em estações de tratamento e
nas áreas de contenção do lodo gerado nas
estações de tratamento de esgoto; análises das
emissões atmosféricas e de efluentes; programas
de gerenciamento de resíduos; reforma na
área destinada à lavagem de empilhadeiras e
substituição das empilhadeiras por modelos
abastecidos a gás natural.
Na Jari Celulose, foram realizados investimentos
visando a melhoria ambiental na área industrial
associados a manutenção de equipamentos,
gerenciamento de resíduos, construção de
desvios de linhas de efluentes e instalação de
torre de resfriamento de água. A empresa fez
ainda investimentos em suas operações florestais
relacionados ao Projeto de microbacias e às
auditorias ambientais FSC (SCS) e ISO 14001 (ABS).
O valor destinado pela Marquesa a melhorias
ambientais está contemplado nos programas
ambientais da Jari Celulose. Esses investimentos
abrangem a aquisição de equipamentos, iniciativas
e procedimentos para minimizar o impacto causado
pela colheita de eucalipto, custeio da criação de RPPN, plantio de mudas nativas e recuperação
de áreas degradadas.
A maior parte dos programas externos da
empresa é realizada sob a coordenação da
Fundação Orsa. Parte dos recursos repassados pelas
empresas é aplicada pela Fundação em projetos
que têm grande relação com a preservação do
meio ambiente. Entre eles, estão os programas de
educação ambiental, como as oficinas nas escolas
públicas com crianças e adolescentes do “Projeto
Formação”; a primeira marcha de coleta seletiva em
Monte Dourado; o plano de trabalho para formação
de agentes multiplicadores ambientais em parceria
com o IBAMA; e convênios com a prefeitura de
Laranjal do Jari (AP) para estimular o fortalecimento
de políticas públicas ambientais.
grupo orsa
41
DESEMPENHO SOCIAL
Público Interno
Ao final de 2007, o Grupo Orsa contava com um
total de 9.506 colaboradores, entre empregados
e terceiros, expansão de 22% em relação ao
número de colaboradores do ano anterior, o que
indica o aumento da quantidade de vagas de
emprego oferecidas pela empresa no período.
Do total de colaboradores no final de 2007,
aproximadamente 49% eram empregados
contratados diretamente pelo Grupo, e o
restante, terceiros e prestadores de serviço. A maior parte dos terceiros atua nas
operações da Jari Celulose.
total de colaboradores por unidade/região
Manaus
Corporativo
Jari
Fundação
Orsa
798
150
179
272
257
461
469
708
708
936
912
742
644
229
234
Marquesa
166
Rio Verde
226
Paulínia
2.011
Suzano
3.831
Nova
Campina
3.340
Orsa
Florestal
2006 2007
42
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Pessoas com deficiência
As políticas de RH são norteadas por
princípios que têm como essência garantir
a eqüidade e impedir a discriminação nas
operações da empresa.
Gênero
Ao final de 2007, as mulheres representavam
10% dos empregados das empresas do
Grupo Orsa. A participação delas no total de
empregados do Grupo diminuiu cerca de 2
pontos percentuais em relação ao final de
2006. O decréscimo ocorreu em todos os
cargos e funções do Grupo, excetuando-se o
cargo de analistas, que apresentou aumento
de 1 ponto percentual no número de mulheres
em relação a 2006. A maior diferença ocorreu
no quadro de diretores, com queda de 6
pontos percentuais no número de mulheres
em relação ao período anterior. O quadro
administrativo é o que apresenta maior
participação de mulheres (35%).
Empregados por gênero e cargo (%):
2006
Mulheres
Homens
Administrativo
34,92%
65,08%
Analistas
29,37%
70,63%
Coordenadores
20,97%
79,03%
Diretores
18,18%
81,82%
Gerentes
12,90%
87,10%
Operacional
7,36%
92,64%
TOTAL
12,30%
87,70%
2007
Mulheres Homens
34,66%
65,34%
30,32%
69,68%
18,13%
81,87%
12,50%
87,50%
11,32%
88,68%
5,75%
94,25%
10,11% 89,89%
No período, 112 pessoas com deficiência trabalhavam
no Grupo Orsa. Esse número representa um
aumento de 81% do número de empregados com deficiência em relação ao ano anterior.
Empregados com deficiência
Auditiva
Física
Mental
Visual
Múltipla
Total
2006
32
22
7
1
0
62
2007
57
46
8
1
0
112
Faixa Etária
Os empregados das empresas do Grupo Orsa
formam uma equipe essencialmente jovem. Na maioria (43%), as pessoas que trabalham nas empresas do Grupo têm até 30 anos de idade
e outros 32% têm entre 31 e 40 anos de idade.
total de empregados por faixa
etária em 2007
7%
Acima de
50 anos
1%
Até 18 anos*
6%
De 19 a 21 anos
18%
41 a 50
anos
37%
22 a 30
anos
31%
31 a 40
anos
*Jovens contratados na condição de aprendizes, conforme Lei do Aprendiz
(no 10.097/2000) e Decreto no 5.598, de 1o de dezembro de 2005.
grupo orsa
43
Com o projeto Alfabetizar,
empregados do grupo,
engajados voluntariamente,
são capacitados a lecionar
em cursos e programas
voltados à alfabetização e
ao desenvolvimento de
colegas de trabalho com
baixa escolaridade
Escolaridade
Ao final de 2007, mais de 83% dos profissionais
do Grupo já tinha concluído ao menos o
ensino médio. Destes, aproximadamente 12%
concluíram também o ensino superior e cerca
de 1% tem algum curso de pós-graduação, como
especialização, mestrado ou doutorado.
Tempo de empresa
No outro extremo, nas unidades remotas, há ainda um grupo de colaboradores com baixo
nível de escolaridade. São 466 empregados que completaram apenas o ensino fundamental e outros 58 analfabetos.
A maior parte (63%) dos empregados trabalha nas
empresas do Grupo Orsa a menos de cinco anos,
reflexo do grande número de contratações ocorridas
nos últimos anos. Outra parcela significativa (32%)
do grupo de empregados tem entre seis e vinte anos
de trabalho nas empresas do Grupo.
Como forma de atuar sobre esse quadro,
buscando alternativas para a alfabetização e a
capacitação desses colaboradores, o Grupo Orsa
organiza o projeto Alfabetizar. Por meio dele, outros
empregados do Grupo – engajados voluntariamente
total de empregados por tempo
de empresa em 2007
empregados por escolaridade
em 2007
6%
4% 1%
Pós-graduação
completa
21 a 30 anos Acima de 30 anos
17%
20%
11 a 20 anos
36%
15%
Analfabeto
Ensino superior
completo
Até 1 ano
10%
Ensino
Fundamental
Completo
15%
6 a 10 anos
27%
2 a 5 anos
44
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
49%
Ensino médio completo
nessa iniciativa – são capacitados a lecionar em
cursos e programas voltados à alfabetização e ao
desenvolvimento de jovens e adultos com baixa
escolaridade. O projeto visa criar condições de
eqüidade no acesso às oportunidades oferecidas
pela empresa para esse grupo de colaboradores e
atende também à população das comunidades do
entorno das unidades.
Remuneração e Benefícios
As empresas do Grupo Orsa adotam padrões de
remuneração e benefícios alinhados ao mercado.
Em 2007, foram destinados aproximadamente
R$ 136,8 milhões para o pagamento dos salários
de seus empregados. No mesmo período, foram
distribuídos outros R$ 8,9 milhões nos programas
de participação nos lucros e resultados.
Cada uma das empresas oferece um conjunto
específico de benefícios comuns a todos os seus
empregados. Todos têm direito a plano de saúde,
além dos benefícios definidos pela legislação. As
empresas oferecem ainda, de acordo com regras e procedimentos específicos: cesta básica;
convênio-farmácia; auxílio para contas de água e
energia elétrica; seguro de vida; e auxílio-mudança.
Relações com sindicatos e
Práticas de Comunicação Interna
Todas as empresas do Grupo têm políticas e
procedimentos formais para garantir o respeito aos
direitos de liberdade de associação e o cumprimento
de acordos firmados em negociações coletivas. Para
tanto, há uma relação constante com os sindicatos
e com o Ministério do Trabalho. O funcionário é
livre para se associar à entidade que lhe for mais
conveniente, com a garantia de que não haja
restrições ou retaliações de nenhuma natureza.
Essas práticas são periodicamente fiscalizadas pelos
sindicatos e pelo Ministério do Trabalho.
O Grupo reconhece a importância de notificar
seus colaboradores acerca da implementação
de todas as mudanças operacionais que
possam afetá-los, em tempo hábil para seu
posicionamento e manifestação. Não há, porém,
um prazo mínimo formalmente estabelecido no qual essas informações devam ser
comunicadas aos empregados.
grupo orsa
45
Saúde e Segurança
Em todas as empresas e unidades do Grupo Orsa
possuem SESMT (Serviços Especializados em
Engenharia de Segurança em Medicina do Trabalho),
composto por engenheiros e médicos do trabalho,
técnicos de segurança e técnicos em enfermagem do trabalho e auxiliar de enfermagem, que,
orientados pela política integrada, são responsáveis
pela saúde e pela qualidade do ambiente de trabalho
da empresa. As unidades contam também com a
CIPA (Comissão Interna de Prevenções de Acidentes).
Sua composição se dá por meio de eleição direta dos representantes dos empregados e de indicação
dos representantes do empregador. Nas unidades, o percentual de empregados representados pela
CIPA é de 25%, conforme Norma Reguladora
estabelecida pela Legislação.
O registro e a notificação dos acidentes e das
doenças ocupacionais são realizados no INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social) por meio da
CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho). Além
disso, as unidades possuem um documento interno
para essa finalidade, denominado Relatório de
Investigação de Incidentes e/ou Acidentes (RIIA).
O Grupo desenvolve várias
iniciativas para a melhoria
das condições de saúde e
segurança, especialmente
para situações de risco
Em todas as empresas do Grupo os acordos
firmados com sindicatos incluem uma cláusula
relativa à segurança e saúde dos empregados, que observam o cumprimento da legislação vigente e o fornecimento e uso adequado dos Equipamentos
de Proteção Individual (EPIs).
ocupacionais. São exemplos as atividades
desenvolvidas dentro da serraria, onde o ruído e
a utilização dos equipamentos representam riscos
potenciais para os colaboradores.
Algumas atividades desenvolvidas nas empresas
do Grupo envolvem risco de acidentes e doenças
Ciente dessa situação, o Grupo através do SESMT
desenvolve diversas iniciativas voltadas à melhoria
das condições de saúde e segurança no trabalho,
com atenção especial às situações de risco.
grupo orsa
47
112
128
2006 2007
investimento em segurança e
medicina do trabalho em 2007
(R$ milhões)
5,61
Durante o ano, as empresas do Grupo
registraram, ao todo, 299 acidentes
envolvendo seus empregados. Esse índice
representa uma redução de 3% nesse tipo
de acidente. Quando analisados apenas os
acidentes que levaram ao afastamento do
empregado envolvido, a redução em relação a 2006 é de 12,5%.
Com
afastamento
5,4
As iniciativas relacionadas à segurança e
medicina no trabalho de todas as empresas do Grupo
demandaram, ao longo de 2007, o investimento
de aproximadamente R$ 5,6 milhões.
Sem
afastamento
187
No último ano foram realizadas a Semana
Interna de Prevenção de Acidentes – SIPAT,
promovida pela CIPA em conjunto com a área de Segurança e Saúde Ocupacional; o Programa de Prevenção de Acidentes do Trabalho; o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional; o Programa de Conservação Auditiva; e o Programa de Prevenção Respiratória.
acidentes de trabalho –
empregados (consolidado orsa)
180
As iniciativas também visam educar, treinar,
aconselhar e controlar riscos relacionados a
doenças graves entre os profissionais do Grupo.
2006 2007
Do total de acidentes ocorridos em 2007
envolvendo empregados e terceiros, seis
foram considerados graves: três ocorridos
nas operações da Orsa Florestal no processo
de serraria; um na Orsa Celulose, Papel e
Embalagens nos serviços de jardinagem; e dois na Jari Celulose nas áreas florestais. 48
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Em todos os casos, foram realizados
treinamentos e sensibilização sobre práticas
de segurança e, quando indicadas, adequações
nos procedimentos e nos dispositivos de
segurança, bem como em equipamentos.
Desenvolvimento e Treinamento
O Grupo Orsa desenvolve diversos programas
voltados ao treinamento e desenvolvimento
de seus colaboradores. A partir de 2007,
as atividades planejadas e programadas,
desenvolvidas com o objetivo de aprimorar a capacidade e a habilidade do empregado no desempenho de suas funções, são
consideradas Treinamento; e os cursos que
visam desenvolver ou fortalecer competências
ampliando a possibilidade de atuação do
empregado são categorizados como Programas
de Desenvolvimento.
Treinamento e desenvolvimento em 2007
Programas de TreinamentoProgramas de Desenvolvimento
Total deTotal deValor totalTotal deTotal deValor total
Unidades
participantes
horas
investido (R$)
participantes
horas
investido (R$)
Orsa Florestal
1.060
1.402
1.184,00
78
500
10.000,00
OCPE
17.156
93.008
221.283,00
108
1.500
60.000,00
Jari Celulose
2.229
16.459
94.444,00
56
900
30.000,00
Marquesa
1.681
7.189
0,00
25
400
20.000,00
TOTAL
22.126
118.058
316.911,00
267
3.300
120.000,00
As iniciativas relacionadas à segurança e à medicina
do trabalho das empresas do Grupo Orsa demandaram
o investimento de R$ 5,6 milhões em 2007
grupo orsa
49
As empresas realizaram vários programas de treinamento e
desenvolvimento de acordo com as demandas de seu negócio
Em 2007 o Grupo Orsa investiu R$ 316.911,00
em treinamento e R$ 120.000,00 em
desenvolvimento, proporcionando um total de 118.058 horas de treinamento e 3.300 horas
de desenvolvimento para seus colaboradores.
As empresas do Grupo realizaram, ao longo
do ano, diferentes programas de treinamento
e desenvolvimento, de acordo com as
características de seus negócios e outras
demandas específicas. Veja alguns exemplos:
Programas de TreinamentoProcedimentos de trabalho em cada postoProgramas de Desenvolvimento
Orsa Florestal
• Integração de novos empregados
• Mapeamento de Competências dos gestores
• Procedimentos de trabalho em cada posto • Feedback
• Uso de EPIs – Equipamentos de • Curso de capacitação técnica em manutenção Proteção Individual
mecânica industrial
• Relato de Incidente
• Pesquisa de clima
• Segurança do Trabalho em Altura
OCPE
• Green Program e GMP
• Mapeamento de Competências dos gestores
• Contratação de serviços e gerenciamento
• Feedback
de contratos • Relações Trabalhistas
• Combate a incêndio • Curso de Especialização em Celulose e Papel
• Integração in loco • Curso de Especialização em Papelão Ondulado
• Six Sigma Black Belt
• Pesquisa de Clima
• Programação CLP Siemens 07
• Fixação de Faca no cilindro da DRO/Tecasa e laudo de lâmina de vinco
• Apontamento de Refugo de Tubetes/Barricas
• Treinamento Especifico para Não-
Conformidade – Cliente Flextronicas
• Treinamento em Operação – Embaladora de Caixas
• Reciclagem de Auditores Internos da
ISO 9001 e da ISO 14001
Jari Celulose
• Curso de auditor FSC
• Mapeamento de Competências
• Componentes hidráulicos • Feedback
• Circuitos hidráulicos específicos
• Curso de Capacitação Técnica em Manutenção da planta de celulose Mecânica Industrial
• Integração de segurança • Pesquisa de Clima
• Trabalho correto
• Relações Trabalhistas
Marquesa
• NR 12 – Manejo com motosserras
• Mapeamento de Competências
• Área de preservação permanente
• Relações Trabalhistas
• Integração de segurança • Feedback
• Procedimentos operacionais de • Pesquisa de Clima
colheita e transporte florestal
50
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Entre os destaques dos cursos de desenvolvimento
estão os cursos de Especialização em Celulose e
Papel e Papelão Ondulado, desenvolvidos pela Orsa
Celulose, Papel e Embalagens, e de Capacitação
Técnica em Manutenção Mecânica Industrial,
realizado pela Jari Celulose.
A Especialização em Celulose e Papel, realizada
na unidade de Nova Campina da Orsa Celulose,
Papel e Embalagens, teve duração de um ano
e meio, totalizando 1.200 horas de aula. Esse
curso envolve todo o processo industrial, desde a
semente de pinus até o papel pronto nas bobinas.
A Especialização em Papelão Ondulado teve a
mesma duração e carga horária e foi realizado
nas unidades de Suzano e Paulínia da Orsa
Celulose, Papel e Embalagens. O curso envolve
também todo o processo de elaboração do
produto, desde a entrada da matéria-prima até
a entrega ao cliente. O programa inclui ainda
capacitação em interpretação de desenho
técnico, tintas e aditivos, flexografia, manutenção,
logística, custos, fabricação de chapas e
segurança do trabalho.
Como já acontece na unidade de Suzano, os
funcionários de Paulínia começaram, em 2007,
a usufruir dos benefícios, uma iniciativa da Orsa
que visa capacitar o pessoal em várias áreas.
Nas duas unidades, são os próprios funcionários
que ministram aulas a seus colegas, ensinando
desde matérias básicas, como matemática e
português, até especificações técnicas e processos
operacionais das fábricas. Em Paulínia, as aulas
hoje estão mais voltadas para os processos de
produção de embalagens. O mesmo sistema de
cursos e treinamentos deve ser implantado na
fábrica do Vale do Jari ainda em 2008.
A Capacitação Técnica em Manutenção Mecânica
Industrial é um curso com duração de 1.660 horas,
direcionado ao aprimoramento técnico de quem já
trabalha nas operações da Jari Celulose e da Orsa
Florestal. Parte das vagas é destinada a pessoas da
comunidade que tenham interesse nessa especialidade.
grupo orsa
51
Esse programa de desenvolvimento de lideranças
é uma forma de preparar o Grupo para contar com
líderes mais conscientes e capacitados, ampliando
as suas condições de competição no mercado,
atraindo e retendo bons profissionais.
Apesar de o Grupo não realizar treinamentos
específicos relativos a direitos humanos, esse
tema é abordado em diferentes momentos nos
programas implementados.
Para o Grupo Orsa, o respeito aos Direitos Humanos
é essencial no desenvolvimento de suas atividades
e representa a base para a construção de relações
com os diferentes públicos com os quais se relaciona.
Periodicamente são realizadas palestras, que têm
como objetivo sensibilizar e informar os gestores a
respeito de temas como discriminação e assédio.
A empresa ainda não tem um canal formalmente
implementado para registro de denúncias sobre casos
relativos ao desvio de conduta.
No ano de 2007, o Grupo iniciou ainda o
Programa de Desenvolvimento de Lideranças, que
contempla o Assessment e o Plano de Sucessão.
O Assessment vem ganhando a atenção de
um grande número de empresas. Seu papel
é fazer um levantamento das demandas e
competências envolvidas em cada umas das
funções desempenhadas na empresa. Em 2007,
200 profissionais do Grupo passaram pelo
programa. Os gestores avaliados receberam
feedback de suas chefias, que também foram
treinadas no programa, e seguirão um plano de
desenvolvimento individual.
52
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
O treinamento das equipes de segurança
patrimonial de todas as unidades do grupo inclui
aspectos relativos a Direitos Humanos. As equipes
contratadas têm sua atuação autorizada pelo
Departamento de Polícia Federal, conforme Alvará
no 2.467 (DOU de 21/01/08, Seção 1, pág. 23). Por
determinação legal, todos os funcionários recebem
treinamento por ocasião do Curso de Formação de
Vigilantes. Além disso, são realizados a cada dois
anos programas que visam manter os empregados
em contato com os aprendizados decorrentes
do curso de formação, chamados “cursos de
reciclagem”. Os treinamentos são ministrados por
empresas especializadas e credenciadas pela Polícia
Federal. O número total de seguranças treinados é
de 64 pessoas – 100% do quadro de pessoal.
A empresa também investe na capacitação e no
desenvolvimento de jovens por meio do Programa
Jovem Aprendiz, em parceria com o SENAI (Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial). Os jovens têm
aulas teóricas e práticas que visam a ampliação das
oportunidades no mercado de trabalho.
Pesquisa de Clima
Em 2007, o Grupo Orsa realizou uma pesquisa com
42% dos funcionários a fim de identificar suas
opiniões a respeito dos fatores que afetam o clima
e as relações de trabalho. O sorteio, a tabulação
e a análise dos resultados foram efetuados por
uma consultoria, que atua há 20 anos no mercado
com estudos desse tipo. Na pesquisa, foram
levantados dados sobre 11 áreas: comunicação,
desenvolvimento profissional, liderança, mudanças,
objetivos, responsabilidade social, trabalho em
equipe, relacionamento, sistema de recompensa,
qualidade de vida no trabalho e vínculo.
Por meio dessa ferramenta, o Grupo pôde
identificar os pontos positivos, como o vínculo com
a empresa, e os pontos frágeis, que precisam ser
trabalhados. O segundo passo, a ser tomado em
2008, é analisar o material com os gestores a fim
de elaborar um plano de ação para cada equipe,
visando sempre melhorar o resultado da pesquisa,
que será reaplicada depois de dois anos.
Clientes e Consumidores
A manutenção de uma relação próxima e
transparente com seus clientes é um aspecto que
recebe atenção constante do Grupo Orsa. Todas as
empresas do Grupo mantêm canais permanentes para
recebimento de sugestões e reclamações de clientes
e consumidores. São canais específicos divulgados
aos clientes e dirigidos às áreas comerciais de cada
uma das empresas, por meio de endereços de e-mail,
telefones ou diretamente na internet.
A satisfação dos clientes é avaliada periodicamente
por todas as empresas seguindo estratégias
próprias, de acordo com as especificidades do
negócio que desenvolvem. As pesquisas e as
visitas realizadas aos clientes são as principais
referências utilizadas nessas avaliações. Em alguns
casos, outros dados são agregados à análise, como
o tempo de relacionamento, a assiduidade do
contato e a evolução das vendas para cada um dos
clientes. O contato e a interação com os clientes na
rotina das operações, durante visitas comerciais
ou técnicas, complementam essa estratégia e
integram o esforço por um relacionamento cada
vez mais próximo com esse público.
O diálogo com clientes tem se fortalecido ainda
por meio da participação conjunta em eventos
promovidos tanto pela empresa como por outros
órgãos do setor. Esses encontros possibilitam
grupo orsa
53
54
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
reclamações recebidas
na empresa
Orsa
Florestal
Jari
Celulose
3
Em 2007, as empresas do Grupo trabalharam
com uma base de 1.325 clientes. Nesse período,
a Orsa Floresta e Jari Celulose registraram 23
reclamações de clientes, sendo todas prontamente
solucionadas. A avaliação realizada na Orsa
Celulose, Papel e Embalagens, por meio de
Apesar de não ser regulamentada por um
órgão externo, a rotulagem dos produtos é
normatizada por procedimentos da própria
Organização. A preocupação do Grupo está em
atender às demandas de rotulagem colocadas por
seus clientes ou decorrentes das exigências dos
processos de certificação.
3
Esse relacionamento com os clientes tem
trazido resultados relevantes para o Grupo,
por meio de projetos que geram diferentes
benefícios às empresas envolvidas, ampliando
ainda a sua possibilidade de contribuição com o
desenvolvimento, das comunidades que vivem
no entorno das áreas de operação da empresa.
Exemplo desses projetos, decorrentes também da
interação com os clientes, são a certificação da
floresta e de toda a cadeia de custódia segundo os princípios do FSC e a revisão da especificação de alguns produtos realizada pela Jari Celulose.
Os produtos comercializados não sofreram
nenhum tipo de restrição ou questionamento,
seja por órgãos fiscalizadores ou por outras
organizações da sociedade.
20
As informações advindas do contato com os
clientes são avaliadas seguindo uma rotina definida
na estrutura de funcionamento de cada empresa.
Elas são, em geral, analisadas inicialmente pela
área comercial ou de marketing, que, se necessário,
solicita o envolvimento de outros departamentos
da empresa. As avaliações desdobram-se, então,
em ações imediatas ou planos estratégicos.
15
a atuação conjunta das empresas trazendo
resultados relevantes para ambos os negócios.
um processo de pesquisa de satisfação indicou
médias gerais de 8,9 e 9 em uma escala de 0 a
10, respectivamente, para o primeiro e segundo
semestre de 2007. No mesmo período, nenhuma
reclamação ou processo contra a empresa foi aberto
em órgãos de defesa do consumidor ou na Justiça.
2006 2007
Os rótulos dos produtos da Orsa Celulose, Papel e Embalagens contêm informações
referentes à preservação da qualidade, como
estocagem, empilhamento máximo, umidade, o turno em que foi produzido e, no caso dos
produtos florestais certificados, o selo para
rastreamento ao longo do processo produtivo.
Fornecedores
A influência que uma organização pode
exercer sobre uma economia local vai além
dos benefícios gerados diretamente por
meio da criação de empregos e pagamentos
de salários. O apoio ao desenvolvimento de
diferentes empreendimentos na comunidade,
potencializando o fluxo de recursos na
economia local, pode influenciar de forma
significativa o desenvolvimento dessas regiões.
O engajamento de parceiros e fornecedores
locais em sua cadeia produtiva é uma prática
observada pelas empresas do Grupo Orsa,
apesar de não existirem políticas específicas
que tratem do tema. A Orsa Celulose, Papel e
Embalagens, por exemplo, vem desenvolvendo,
em parceria com a prefeitura municipal e a
Cooperativa de Reciclagem de Paulínia, um
programa de reciclagem com fornecedores
locais. No ano de 2007, foram coletados
aproximadamente 700 mil quilos entre papelão,
plástico, vidro e metal. Todo o dinheiro
arrecadado com esse programa é revertido para
a comunidade local, sendo 50% investido nas
escolas e 50% destinados à Cooperativa.
Para o Grupo, o respeito aos Direitos
Humanos é uma questão fundamental na
construção e manutenção de relações com seus
fornecedores. Em virtude do cuidado que esse
tema demanda, os contratos firmados com
os pequenos fornecedores incluem cláusulas
referentes a trabalho infantil e/ou escravo. No
caso dos grandes fornecedores, estes possuem
normatizações em suas políticas internas que
dispensam as cláusulas contratuais específicas.
grupo orsa
55
O Grupo Orsa reconhece que as questões relativas
à conduta a frente dos negócios é um aspecto
fundamental para a atuação das empresas.
Sociedade e Comunidade
Para o Grupo Orsa, a participação ativa da
empresa no esforço de desenvolvimento
da sociedade como um todo não pode ser
encarada como um fator secundário ou
paralelo em relação aos negócios. A idéia de
que as empresas têm um papel fundamental na
promoção de mudanças na sociedade permeia
todas as decisões relacionadas às atividades do
Grupo e orienta sua filosofia de atuação.
Nesse sentido, empreende esforços que
possibilitem uma gestão adequada dos riscos
relacionados à atuação de seus colaboradores
nas empresas do Grupo. Esses riscos envolvem aspectos como corrupção, prática de concorrência desleal e outros desvios de
conduta altamente prejudiciais à reputação da empresa e, principalmente, ao processo de desenvolvimento da sociedade.
Essa maneira de agir impulsiona o Grupo
para a criação de modelos de negócios
que considerem os diferentes aspectos
de sustentabilidade relacionados às suas
atividades, consolidando sua atuação como
efetivo agente para construção de uma
sociedade sustentável. E ser um agente de
transformação exige atenção permanente a
diferentes aspectos do trabalho das empresas.
Apesar de não realizar formalmente uma
avaliação de riscos em suas unidades de
negócios, o Grupo atenta ao efetivo controle
dos processos por meio de acompanhamento
permanente realizado por seus gerentes,
diretores e acionistas. Caso haja alguma
suspeita, os responsáveis ou envolvidos são
chamados a prestar esclarecimentos. Além disso,
é padrão de conduta divulgado na empresa
a não-aceitação de brindes de alto valor de
qualquer um dos públicos de relacionamento.
A participação na construção de um padrão
sustentável de desenvolvimento exige, ao
mesmo tempo, uma conduta ética, transparente
e coerente e a disposição sincera de atuar em
uma realidade naturalmente complexa, buscando
criar situações inclusivas, nas quais os benefícios
sociais possam ser usufruídos por todos.
No último ano, não houve denúncias ou ações
judiciais relacionadas à corrupção envolvendo a empresa ou algum de seus colaboradores. O Grupo não foi parte, também, de nenhuma
ação judicial movida nos termos das leis
nacionais ou internacionais relativas a práticas
de concorrência desleal, truste ou monopólio.
56
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
A idéia de que as empresas
têm um papel fundamental
na promoção de mudanças
na sociedade permeia
todas as ações do Grupo
O Grupo Orsa participa ativamente
de diversas entidades envolvidas com
a formulação ou a proposição de
políticas públicas
• Gife – Grupo Institutos e Fundações Empresariais
• Fórum Paulista de Erradicação do Trabalho Infantil
• Rede Social São Paulo
• Parceria Ministério da Saúde/BNDES – método
Mãe Canguru
• OIT (Organização Internacional do Trabalho) – Programa Cata-Vento de Erradicação do
Trabalho Infantil
• UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância)
– apoio em campanhas internacionais
• Frente Parlamentar de Apoio ao Empreendedorismo Social
• FAS – Fórum Amazônia Sustentável
• Movimento Nossa São Paulo
A criação de oportunidades e estímulos ao
desenvolvimento é outra importante frente
de atuação da Organização. Trabalhando
com diferentes parceiros, o Grupo Orsa
tem desempenho relevante no que tange a
influenciar a consolidação de novas realidades
sociais, seja por meio do investimento social
privado e pela atuação da Fundação Orsa,
ou pela participação em diferentes grupos e
instituições envolvidos com a elaboração de
políticas públicas.
Exemplos do envolvimento do Grupo na
elaboração de políticas públicas foram a
participação nos grupos de discussão e
sensibilização para a aprovação no Congresso
Nacional de um projeto de lei do Fundeb (Fundo
de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e da Valorização dos Profissionais de
58
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Educação), apresentado no Fórum da Amazônia
Sustentável; e a atuação no desenvolvimento e
na disseminação do Método Mãe Canguru como
política pública federal pelo Ministério da Saúde.
Relação com comunidades
O Grupo Orsa vem realizando uma série de
iniciativas que envolvem o relacionamento com
as comunidades, tendo como base os estudos
e as avaliações dos impactos gerados por suas
operações. É mais um reflexo do empenho do
Grupo em busca da construção de relações
capazes de criar oportunidades relevantes de
desenvolvimento dessas regiões.
Algumas empresas do Grupo promovem
iniciativas específicas para avaliação dos
impactos gerados pelas operações nas
comunidades do entorno. Na Orsa Florestal, é
realizado o “Mapeamento do desenvolvimento
da comunidade”, que tem como objetivo
avaliar a geração e/ou aumento da renda,
a melhoria da qualidade do meio ambiente,
além das condições de saúde das pessoas que
residem próximas à área de operação.
A Jari Celulose também realiza avaliações
com a comunidade do entorno que possibilitam
o desenvolvimento de treinamentos específicos
com base nos possíveis impactos identificados.
Essas avaliações são elaboradas a partir
das demandas de formadores de opiniões e
lideranças da comunidade. Essas demandas
são registradas, avaliadas, respondidas e
consideradas em ações futuras da empresa.
Além das iniciativas realizadas por essas
empresas, a Fundação Orsa tem um papel
importante na construção das relações do
Grupo com as comunidades. Sua atuação se dá tanto nas comunidades próximas às
unidades operacionais do Grupo quanto
naquelas em que não há relacionamento com a atividade da empresa.
Para realizar esses trabalhos, a Fundação
faz um diagnóstico chamado de EVS (Estudo
de Viabilidade Sócio Econômico Ambiental),
que identifica as expectativas, as necessidades
e os potenciais das comunidades, sempre de
acordo com suas linhas de atuação. A partir
daí, produz um planejamento de longo prazo
envolvendo organizações sociais, empresas e
os governos locais e estaduais e, se possível,
influenciando políticas nacionais.
Investimento Social Privado
Os investimentos em ação social que são realizados pelas empresas do Grupo Orsa
grupo orsa
59
ocorrem por meio da destinação de recursos
à Fundação Orsa, além da aplicação direta em
projetos próprios realizada nos programas
de voluntariado corporativo promovidos
nas unidades do Grupo. O valor destinado à
Fundação Orsa é sempre 1% do faturamento
bruto do Grupo, e para os investimentos diretos é utilizada a verba do SESI (Serviço
Social da Indústria) destinada à manutenção
dos projetos de voluntariado.
No ano de 2007, a Fundação investiu um
total de R$ 10.836.559,00 em programas e
projetos, por meio das doações recebidas.
Desse total, 88,64% provêm das empresas
do grupo, 8,12%, de outros doadores e 3,24%,
de subvenções da prefeitura. A subvenção é
uma modalidade de transferência de recursos
financeiros públicos para instituições privadas
e públicas, de caráter assistencial e sem fins
lucrativos, que desenvolvem projetos em
parceira com órgãos governamentais.
fundação orsa – Despesas
1%
Impostos e taxas
Fundação Orsa – Receita (R$)
2007
Setor Privado
Orsa Celulose Papel e Embalagens S.A. 5.472.997 Jari Celulose S.A.
4.132.358 Demais colaboradores
880.371 10.485.726 Subvenções – Prefeitura
Suzano – SP
217.600 Campinas – SP
120.785 Carapicuíba – SP
5.250 Itapeva – SP
6.333 Capão Bonito – SP
865 350.833 Total
10.836.559 Próprios
2006
6.204.025 4.270.118
1.098.614
11.572.757
245.390
70.632
9.000
325.022
11.897.779
A dotação orçamentária fixa garante a
continuidade das políticas da Fundação, que
concentra suas atenções no desenvolvimento
de tecnologias sociais inovadoras nas áreas
de educação, saúde, empregabilidade,
empreendedorismo e promoção dos direitos humanos.
60
11%
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
88%
Com projetos
O valor total de despesas, R$ 10.193.115,00, não considera a isenção
da cota patronal (R$ 1.053.441,00)
Os investimentos em todos os projetos realizados pela
Fundação Orsa são aprovados previamente, com base em
orçamentos, pelo Conselho Curador, em reunião ordinária
Os investimentos em todos os projetos
realizados pela Fundação são aprovados
previamente, com base em orçamentos,
pelo Conselho Curador em reunião ordinária
conforme determinação do Estatuto Social,
e referem-se, basicamente, aos gastos com
cooperação técnico-administrativa, patrocínio
e apoio prestado a entidades sociais, projetos
de assistência social próprios e doações
para terceiros. Dentre os principais projetos
realizados em conexão com o objetivo social da
entidade, destacam-se as seguintes categorias:
Fundação Orsa – Despesas com Projetos (R$)
Convivência familiar e comunitária
Enfrentamento da violência doméstica e sexual
Erradicação do trabalho infantil
Educação infantil
Nutrição
Humanização
Saúde coletiva
Educação social
Desenvolvimento local
Medidas socioeducativas
Educação ambiental
Apoio financeiro
Administração da sede (alocação por rateio)
Administração da Jari
Total
Entre as diversas iniciativas promovidas
pela Fundação nas categorias listadas acima,
encontram-se o Projeto Alô Vida (SP), pelo
enfrentamento da violência doméstica e
sexual; o Cata-Vento – OIT, pela erradicação do
trabalho infantil; os Projetos Rurais (Jari), para
o fortalecimento do desenvolvimento local;
e os programas de Ecopedagogia, voltados
à educação ambiental; além das mais de 70
iniciativas, programas e projetos sociais que
vêm sendo realizados na busca da construção
de uma sociedade mais sustentável.
2007
2007
Investimento Doação
social
71.538 172.871 2.570
251.897 77.592 241.756 525.174 4.737 50.538 18.670 4.764.189 59.042 1.137.593 169.991 7.086 352.512 1.342.109 109.500 567.492 134.937 9.275.103 709.099 2006
2006
InvestimentoDoação
social
216.651 310.108 697.573 33.781 214.939 4.594.700 908.814 23.012 194.258 3.290 1.780.055 963.546 10.018.319 4.050
425.055 429.105
grupo orsa
61
apêndices
Este relatório marca o
início dos esforços do
Grupo para se adequar às
diretrizes do GRI – Global
Reporting Initiative
4
Sumário de
conteúdo GRI
Pág. NA
Visão e Estratégia
1.1 Declaração do presidente
1.2 Declaração dos principais impactos,
riscos e oportunidades
4
Perfil Organizacional Pág. NA
2.1 Nome da organização
10
2.2 Produtos e serviços, incluindo marcas 10-14
2.3 Estrutura operacional
10-14
2.4 Localização da sede da organização
68
2.5 Países e região onde a 10-14 organização atua 2.6 Tipo e natureza jurídica da propriedade 2.7 Mercados atendidos
2.8 Porte da organização
10-14
2.9 Mudanças durante o período coberto
16 pelo relatório
2.10 Prêmios recebidos no período 15-16
coberto pelo relatório
Perfil do Relatório
Pág. NA
Escopo do Relatório
Pág. NA
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5
3.6
3.7
64
Período coberto pelo relatório Data do relatório anterior Ciclo de emissão dos relatórios Dados para contato em caso de perguntas relativas ao relatório
e seu conteúdo
7
68 Processo para definição do conteúdo
Limites do relatório
Eventuais limitações quanto ao escopo
ou limite
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
7
7
7
Nível de aplicação (NA)
Não informado
Informado parcialmente
Informado completamente
3.8 Base para consideração de joint ventures e subsidiárias 3.9 Técnicas de medição de dados
3.10 Reformulações de informações publicadas
3.11 Mudanças no escopo, limites ou método de medição
3.12 Sumário de conteúdo GRI
3.13 Verificação externa de dados
7
7
7 7
64-67
Governança, Compromissos
Pág. NA
e Engajamento
4.1 Estrutura de governança da organização 20-23
4.2 Presidência do grupo de governança
21
4.3 Porcentagem dos conselheiros que 20 são independentes, não-executivos
4.4 Mecanismos para acionistas fazerem 20
recomendações ao Conselho
de Administração
4.5 Relação entre remuneração e
o desempenho da organização
4.6 Processos para evitar conflitos de
20-23
interesse em vigor no mais
alto órgão de governança
4.7 Qualificações dos membros do mais 21-22
alto órgão de governança
4.8 Declarações de missão e valores, códigos 16-17
de conduta e princípios internos
4.9 Responsabilidades pela implementação das 21
políticas econômicas, ambientais e sociais 4.10 Processos para a auto-avaliação do desempenho (econômico,
ambiental e social)
Compromissos com
Iniciativas Externas
Pág. NA
4.11 Explicação de se e como a organização 29
aplica o princípio da precaução
4.12 Princípios e/ou outras iniciativas 28-29
desenvolvidas externamente
4.13 Participação em associações
Engajamento com
Stakeholders
Pág. NA
4.14 Relação dos grupos de stakeholders engajados pela organização
4.15 Base para a identificação e seleção de stakeholders com os quais se engajar
4.16 Abordagens para o engajamento dos stakeholders
4.17 Preocupações levantadas por meio do engajamento dos stakeholders
Indicadores de
Desempenho
Desempenho Econômico
EC1
EC2
EC3
EC4
EC5
Pág. NA
Valor econômico direto gerado 26
e distribuído
Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades devido a
mudanças climáticas
Cobertura das obrigações do plano de pensão de benefício
Ajuda financeira significativa recebida 27
do governo
Variação da proporção do salário mais baixo comparado ao salário mínimo local
EC6
EC7
EC8
EC9
Políticas, práticas e proporção de 55
gastos com fornecedores locais
Contratação local
Impacto de investimentos em 27 infra-estrutura oferecidos 60-61 para benefício público
Descrição de impactos, econômicos indiretos significativos
Desempenho Ambiental
Pág. NA
EN1 Materiais usados por peso ou volume
31
EN2 Percentual dos materiais usados
provenientes de reciclagem
EN3 Consumo de energia direta discriminado 32-33
por fonte de energia primária
EN4 Consumo de energia indireta
discriminado por fonte primária
EN5 Energia economizada devido a 31-33
melhorias em conservação e eficiência
EN6 Iniciativas para fornecer produtos e serviços com baixo consumo de energia
EN7 Iniciativas para reduzir o consumo de energia indireta e as reduções obtidas
EN8 Total de água retirada por fonte
31
EN9 Fontes hídricas significativamente 37
afetadas por retirada de água
EN10Percentual e volume total de 31 água reciclada e reutilizada
EN11 Localização e tamanho da área possuída 34-35
EN12Impactos significativos na
biodiversidade de atividades, produtos, e serviços
EN13Habitats protegidos ou restaurados 34-35 grupo orsa
65
EN14Estratégias para gestão de impactos 35-36 na biodiversidade
EN15 Numero de espécies na Lista Vermelha da IUCN e outros listas de conservação
EN16Total de emissões diretas e indiretas de gases do efeito estufa
EN17Outras emissões indiretas relevantes
de gases do efeito estufa
EN18Iniciativas para reduzir as emissões 36
de gases do efeito estufa e as
reduções obtidas
EN19Emissões de substâncias destruidoras 36 da camada de ozônio
EN20NOx, SOx, e outras emissões
atmosféricas significativas
EN21Descarte total de água, por qualidade e destinação
EN22Peso total de resíduos, por tipo 38 e métodos de disposição
EN23Número e volume total de 38-39 derramamentos significativos
EN24Peso de resíduos transportados, 38 considerados perigosos
EN25Descrição de proteção e índice
de biodiversidade de corpos d’água
e habitats
EN26Iniciativas para mitigar os
27-41 impactos ambientais
EN27Percentual de produtos e embalagens recuperados, por categoria de produto
EN28Valor das multas e numero total 38-39 de sanções resultantes da não-
conformidade com leis
EN29Impactos ambientais referentes 39-40 a transporte de produtos e de trabalhadores
EN30Total de investimentos e gastos 40-41 em proteção ambiental
66
grupo orsa relatório de sustentabilidade 2007
Desempenho Social
Práticas Trabalhistas
Pág. NA
LA1 Total de trabalhadores, por tipo de 42-43 emprego, contrato de trabalho e região
LA2 Numero total e taxa de rotatividade de empregos, por faixa etária, gênero
e região
LA3 Comparação entre benefícios a 45 empregados de tempo integral
e temporários
LA4 Percentual de empregados abrangidos por acordo de negociação coletiva
LA5 Descrição de notificações (prazos 45 e procedimentos)
LA6 Percentual dos empregados 47 representados em comitês formais
de segurança e saúde
LA7 Taxa de lesões, doenças ocupacionais, 47-48 dias perdidos
LA8 Programas de educação, prevenção e 47-48 controle de risco
LA9 Temas relativos a segurança e 47 saúde cobertos por acordos formais
com sindicatos
LA10Média de horas por treinamento 49-50 por ano
LA11 Programas para gestão de 49-53 competências e aprendizagem contínua
LA12Percentual de empregados que 52 recebem análises de desempenho
LA13Composição da alta direção
e dos conselhos, e proporção
por grupos e gêneros
LA14Proporção de salário-base
entre homens e mulheres,
por categoria funcional
Direitos Humanos
Pág. NA
HR1 Descrição de políticas, diretrizes 52-55 para manejar todos os aspectos de
direitos humanos
HR2 Empresas contratadas submetidas 55 a avaliações referentes a
direitos humanos
HR3 Políticas para a avaliação
e o tratamento do desempenho nos direitos humanos
HR4 Numero total de casos de
discriminação e as medidas tomadas
HR5 Política de liberdade de associação 45 e o grau da sua aplicação
HR6 Medidas tomadas para contribuir 55
para a abolição do trabalho infantil
HR7 Medidas tomadas para contribuir para 55
a erradicação do trabalho forçado
HR8 Políticas de treinamentos relativos 52 a aspectos de direitos humanos para seguranças
HR9 Numero total de casos de violação de direitos dos povos indígenas e
medidas tomadas
Sociedade
SO1
SO2
SO3
SO4
SO5
SO6
Pág. NA
Programas e práticas para avaliar e 59 gerir os impactos das operações
nas comunidades
Unidades submetidas a avaliações de 56 riscos relacionados à corrupção
Percentual de empregados treinados 56 nas políticas e procedimentos anticorrupção
Medidas tomadas em resposta 56 a casos de corrupção
Posições quanto a políticas públicas 56-58 Políticas de contribuições financeiras para partidos políticos, políticos
ou instituições
SO7
SO8
Numero de ações judiciais por 56 concorrência desleal
Descrição de multas significativas e número total de sanções não monetárias
Responsabilidade
sobre o produto
Pág. NA
PR1 Política para preservar a saúde
e segurança do consumidor durante
o uso do produto
PR2 Não-conformidades relacionadas
aos impactos causados por produtos
e serviços
PR3 Tipo de informação sobre produtos 54-55 e serviços exigida por procedimentos
de rotulagem
PR4 Não-conformidades relacionadas 54-55 à rotulagem de produtos e serviços
PR5 Práticas relacionadas à satisfação 53-54 do cliente, incluindo resultados
de pesquisas
PR6 Programas de adesão a leis, normas e códigos voluntários
PR7 Casos de não-conformidade
relacionados à comunicação de produtos e serviços
PR8 Reclamações comprovadas
relativas à violação de privacidade de clientes
PR9 Multas por não-conformidade relacionadas ao fornecimento e uso de produtos e serviço
grupo orsa
67
INFORMAções
corporativas
Grupo Orsa – Escritório Corporativo
Alameda Mamoré, 989 | 25o andar | Alphaville
Barueri, SP – CEP 06454-040
Telefone: (11) 4689-8700
créditos
Coordenação
Tradução
Arabera Traduções
Projeto gráfico e produção gráfica
Fotos
Luiz Prado – Agência Luz

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