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CRÍTICA ENALTECE A PERFORMANCE DA PETROBRAS SINFÔNICA NA QUINTA, 27/7
O programa do sexto concerto da série Ouro Negro 2006 da Petrobras Sinfônica reuniu duas
peças compostas em momentos diferentes da história em protesto contra a guerra. Do
contemporâneo - e jovem - Andrian Pertout, nascido no Chile e naturalizado australiano - a
Petrobras Sinfônica mostra a Bénédiction d’um conquérant , um dos movimentos de sua
sinfonia que protesta contra a invasão do Iraque pelas tropas de Bush; e de Shostakovitch, a
Sinfonia no. 13, Babi Yar, um manifesto contra o massacre de milhares de judeus na Ucrânia
em 1941. A regência foi do chileno Rodolfo Fisher e a Sinfonia de Shostakovitch teve a
participação do barítono norte-americano David Pittman-Jennings (fotos).
Veja aqui as críticas de Luiz Paulo Horta (O Globo) e de Clovis Marques
(Opinião&Noticia).
SEGUNDO CADERNO - Rio, 30 de julho de 2006
Uma obra que nos põe diante do mal absoluto
Luiz Paulo Horta
Com grande atraso histórico, mas de modo paulatino e seguro, vamos nos dando conta da
grande arte de Dmitri Shostakovich. Esse reconhecimento foi retardado pela fúria “modernista”
que dominou o século XX, na música como em outros terrenos. Só tinha valor real o que fosse
vanguarda, o que quebrasse padrões e tabus. E assim é que a escola dodecafônica, liderada
por Schoenberg, Berg e Webern, foi catapultada para os píncaros da fama, enquanto, em
sentido contrário, os que escreviam em linhas mais convencionais eram postos numa espécie de
banho-maria. Sofreram com isso compositores tão grandes quanto Prokofiev, Shostakovich e
Sibelius — sem esquecer o nosso Villa-Lobos. Até mesmo Stravinsky, num certo momento, foi
tido como “ultrapassado” porque não adotava a técnica dos 12 sons.
A tragédia de Babi Yar vista por um músico e um poeta
Essas discussões, hoje, é que estão ultrapassadas. Livres, afinal, de uma certa “polícia
ideológica”, os compositores usam os recursos que lhes interessem — inclusive o
dodecafonismo — sem mais a pretensão de firmar esta ou aquela postura estética. E, agora,
não há mais desculpa para deixar de lado quem fez boa música.
A produção de Shostakovich é impactante. São muitas sinfonias, um notável conjunto de
quartetos de cordas, muita música de câmara, a ópera “Lady Macbeth de Mtsensk”, que lhe
custou as fúrias do estalinismo.
Por aqui, ainda temos bastante terreno a recuperar. Das sinfonias, por exemplo, acho que só se
ouviu a Quinta — certamente uma das mais populares da série. Sendo este ano de 2006 o do
centenário de nascimento do compositor, há muita coisa programada neste sentido; e quintafeira, num programa da Petrobras Sinfônica, pudemos ouvir, em versão esplêndida, a Sinfonia n
13, “Babi Yar”, que empenha um baixo solista e coro masculino. Tudo funcionou da melhor
maneira: a regência de Rodolfo Fisher, segura e expressiva; uma atuação notável do baixo
David Pittman-Jennings; a orquestra ágil, consistente, e, last but not least , o coro que Julio
Moretszohn transformou num poderoso instrumento. Só uma queixa se poderia fazer: numa
obra cantada do início ao fim, teriam sido de grande valia aquelas legendas que hoje se usa
em ópera — sobretudo tratando-se de obra cantada em russo.
Mas nem a barreira da língua impediu o público do Municipal de sentir o impacto de uma obra
impressionante. A sinfonia, que é de 1962, apóia-se num poema de Yevtushenko que se
inspirou, por sua vez, no massacre de Babi Yar — uma dessas histórias terríveis da Segunda
Guerra, quando todos os judeus de Kiev (mais de 30 mil) foram levados pelos nazistas para a
beira de uma ravina e fuzilados.
Não menos espantoso é que Yevtushenko teve problemas com o poema, e Shostakovich com a
sinfonia, porque o governo soviético resolveu “esquecer” que os mortos, em Babi Yar, eram
judeus. Tudo deveria aparecer como parte da resistência do povo russo ao ataque dos
alemães.
Mas a obra foi terminada, e estreada, em condições difíceis, no Conservatório Tchaikovsky de
Moscou. O efeito, na época, foi o mesmo que podemos sentir hoje: uma obra de dor, que se
defronta com o mal absoluto. O baixo solista faz a narrativa. O coro responde em uníssono,
com linhas melódicas que podem lembrar tanto Mussorgsky quanto um serviço religioso
ortodoxo. Assim se transmite uma sensação de tragédia abissal só temperada, eventualmente,
pelo humor meio sarcástico de Shostakovich. A versão de quinta-feira, magnífica, mereceria
passar diretamente para o disco.
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Chostakovich, 'for ever' - Clovis Marques - Opinião & Noticia
30/07/2006
A exaltação do contato em condições ideais com uma obra-prima do século XX é rara na vida
musical de um mortal carioca. Na última quinta-feira, a Sinfonia nº 13 de Chostakovich passou
pelo Teatro Municipal com uma carga tão densa de significado e beleza que quase não
surpreendeu que a interpretação e o acabamento, a cargo da Petrobras Sinfônica, estivessem
também em esferas muito altas.
"Babi Yar" é como ficou conhecida esta sinfonia-cantata para coro masculino, baixo e orquestra
composta e estreada em 1962 em Moscou. O título vem do poema de Ievgueni Eutuchenko que
causara rebuliço ao ser publicado no ano anterior na "Literaturnaia Gazeta", tocando na chaga
do anti-semitismo a propósito do massacre cometido pelos nazistas, durante a Segunda Guerra
Mundial, no local conhecido como "ravina das mulheres", perto de Kiev.
A partir desse texto de dura indignação, e apesar dos problemas que uma tal inspiração de
"protesto" ainda geraria na União Soviética pós-stalinista, Chostakovich construiu um painel de
extraordinária força em torno de duas ou três mazelas trágicas do seu tempo: o medo e a
opressão, o conformismo e o carreirismo, o massacre quotidiano num Estado policial e a
possibilidade de superação pelo humor e a intransigência.
Em linguagem quase descritiva, contrastando a severidade da orquestra com a impostação
épica das vozes, "Babi Yar" tem um poder de evocação propriamente cinematográfico:
raramente se ouviu música tão plástica e de poder de invenção tão sustentado, com um grau
de concentração expressiva que sublima a revolta, o negrume e a angústia como poucas vezes
na música pós-romântica.
Chostakovich com a Petrobras Sinfônica
O realismo e a concisão imagética dos poemas são admiravelmente esposados pelo estilo
alternadamente sombrio e irruptivo da música de Chostakovich, que apesar da forma atípica,
para uma sinfonia, dota a obra de continuidade estrutural e organicidade musical
mesmerizantes _ para não falar da invenção melódica tão sua, que associamos indelevelmente
à Rússia soviética. Não obstante o grande efetivo orquestral e a tensão dos clímaxes, as
texturas são parcimoniosas e o coro, declamando ou murmurando, canta quase sempre em
uníssono ou em oitavas _ mais um elemento dessa pungência feita de desolação e
sobreexcitação nervosa.
O primeiro movimento alterna estrofes que exploram o horror e a culpa de Babi Yar com
relatos de dois outros episódios, sobre Anne Frank e um menino massacrado em Bielostok. No
segundo movimento, os tambores em ritmo marcado, a maior animação da música e o tom
enfático das vozes falam da resistência que o "Humor" jamais deixará de oferecer à tirania.
"Na loja", o Adagio que se segue, descreve pictoricamente as filas de humilhadas donas-decasa em uma linha sinuosa nas cordas graves, entrelaçada a outra que, no registro médio,
evoca a maneira como elas se insinuam cautelosas até o balcão. "Elas nos honram e nos
julgam", diz o poema, enquanto blocos e castanholas fazem as vezes de panelas e garrafas se
entrechocando. A reserva da estupefação moral explode na última estrofe: "Nada está fora do
alcance da força delas".
A subjugada linha sinuosa torna-se reta, com permanente vibração surda na percussão, ao
prosseguir sem interrupção no episódio seguinte, em ameaçador 'sostenuto' das cordas graves
sob solo da tuba: é o "Medo", componente constante da vida soviética. Frente ao negrume até
aqui prevalecente, a sinfonia conclui em uma satírica meditação sobre o que é seguir
"Carreira". Em orquestração e harmonização reminiscentes da música do tcheco Martinu (18901959), no emprego de flautas e oboés oscilantes em ritmo de valsa lenta, ficamos sabendo que
a verdadeira carreira não é a dos que se submetem, mas a de Galileu, Shakespeare ou
Pasteur, Newton ou Tolstoi: "Seguirei minha carreira de tal forma que não a esteja seguindo",
conclui o baixo, com o eco do sino que abrira pesadamente a sinfonia, agora aliviado pela
sonoridade onírica da celesta.
A Orquestra Petrobras Sinfônica esteve esplêndida, tocando como gente grande em cada naipe
e coletivamente, sob a batuta do jovem maestro chileno Rodlofo Fisher. O barítono americano
David Pittman-Jennings, embora não tenha aquele baixo profundo que impressiona nas
interpretações russas, ostentou o metal nobre, a projeção plena e a capacidade de nuançar que
permitiram total imersão nessa escorchante fantasia pânica. O Coro Sinfônico do Rio de Janeiro,
dirigido por Julio Moretzsohn, esteve mais coeso e homogêneo que nunca, em sua formação
exclusivamente masculina. Faltou apenas a reprodução/tradução dos poemas.
* * *
A noite começara com outra representação do homem em conflito, o movimento sinfônico
"Bénédiction d'un conquérant", composto em 2004 pelo chileno-australiano Adrián Pertout
(nascido em 1963) para expressar o horror ante a ocupação do Iraque e tudo que lá acontece
há três anos.
A peça sucede, em sua produção, a outro movimento sobre o mesmo tema, "L'assaut sur la
raison", num projeto que deverá levar a uma sinfonia de guerra. A escolha do idioma do título
é uma homenagem à oposição francesa à invasão.
Em suas explicações, Pertout fala da absurda busca de justificação moral e mesmo de bênção
divina para a agressão militar, da contradição entre os papéis de libertador e conquistador e da
maneira como os ritmos às vezes dançantes ou hesitantes da obra retratariam esses dilemas.
Mas o dilaceramento ético não me pareceu ser exatamente o que ouvimos nesta bela peça
descritiva, avançando em obsessivos e lúgubres 'ostinati' sobre fundo de marcação métrica
constante.
Conhecendo as intenções do compositor, fica difícil dissociar a "Bénédiction" de Pertout de
medonhas imagens de uma máquina implacável se arrastando no deserto, em meio a
torvelinhos e zumbidos, deflagrações e estridências agressivas ou controladas.
Uma experiência forte, de um compositor muito ligado às músicas populares e de filme, mas
que demonstra um belo domínio do 'timing' e esplêndida capacidade de sustentar o interesse.
* * *
Para contrastar com o mundo áspero dessas duas obras, os programadores da Petrobras
Sinfônica escolheram a Sinfonia concertante para violino e viola de Mozart, alternando a
vitalidade rítmica e melódica dos movimentos extremos com o afago elegíaco do Andantino
central.
Brilharam, aqui, dois jovens solistas húngaros já consagrados no cenário internacional, e que
mostraram fartamente por quê. O som anasalado da viola de Katalin Kokas e o brilho do
violino de Barnabás Kelemen dialogaram com aquela desenvoltura que beira a co-criação,
embora por momentos a agilidade da réplica e a imaginação da verve primassem sobre a
beleza tonal. Mas e daí? Diante de tanto frescor, é bom lembrar que Mozart, mais que um
perfeccionista estetizante, foi um criador de vitalidade transbordante.
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Veja a seguir o press-release completo do evento.
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A ORQUESTRA PETROBRAS SINFÔNICA APRESENTA O SEXTO CONCERTO DA SÉRIE OURO
NEGRO 2006
Peças de Mozart, Shostakovitch e do contemporâneo Andrian Pertout compõem o programa que
ocupa o palco do Municipal carioca na quinta-feira, dia 27 de julho, às 19h
A SÉRIE OURO NEGRO DA PETROBRAS SINFÔNICA TRAZ O BARÍTONO NORTE-AMERICANO
DAVID PITTMAN-JENNINGS COMO SOLISTA DA SINFONIA NO. 13 DE SHOSTAKOVICH, BABI
YAR. PARA A SINFONIA CONCERTANTE DE MOZART, DOIS JOVENS HÚNGAROS, BARNABAS
KELEMEN E KATALIN KOKAS
A batuta é do regente convidado Rodolfo Fischer
O sexto concerto Ouro Negro 2006 da Orquestra Petrobras Sinfônica na quinta-feira, 27 de
julho, às 19h, reúne obras de três compositores de momentos totalmente diversos da música
ocidental – o grande aniversariante do ano, Mozart; o russo Shostakovitch, do inicio do século
XX, e o contemporâneo chileno-australiano Andrian Pertout, de 43 anos, que estará presente à
primeira execução de sua peça no Rio de Janeiro.
A regência é do convidado Rodolfo Fischer e os solistas da noite são o barítono norte
–americano David Pittman-Jennings, em Babi Yar, peça de Shostakovitch, com o Coro
Masculino Sinfônico do Rio de Janeiro, e – para a Sinfonia Concertante de Mozart – o violinista
Barnabas Kelemen e a a violista Katalin Kokas, ambos húngaros.
Compositor chileno, radicado na Austrália, Andrian Pertout estará no Rio de Janeiro para o
concerto. Nascido em Santiago em 1963, estudou na Itália e mudou-se, em 1972, para
Melbourne, na Austrália, atuando como compositor em várias áreas - inclusive trilhas para
filmes – e como produtor, arranjador e repórter musical. Escreve freqüentemente para as
sinfônicas de Melbourne e da Tasmânia – e para esta última compôs a Benção (que se ouve
neste concerto) e O assalto à razão, o primeiro movimento da Sinfonia.
AS PEÇAS - (texto baseado no programa escrito pelo jornalista Carlos Haag - o texto deste e
de outros programas estão na íntegra, em www.petrobrasinfonica.com.br, assim como o poema
Babi Yar)
Das três peças da noite, ao menos duas são diretamente relacionadas a eventos dramáticos de
guerras da história recente. A sinfonia de Pertout, da qual a Bénédiction d’um conquérant
(Benção do conquistador) é um movimento, foi definida pelo compositor como uma “sinfonia
anti-guerra”, escrita após a invasão do Iraque pelos EUA em 2003. A primeira parte, L’assaut
sur la raison é inspirada diretamente no ataque americano ao Iraque, esse segundo movimento
retrata o ato final da guerra, a conquista, e pretende ser uma resposta direta ao protesto
global contra a ocupação ilegal do país desde 2003.
Sinfonia concertante é uma maneira de reunir vários instrumentos solistas abraçados por uma
estrutura orquestral. Esta peça de Mozart teve sua estréia em em Salzburgo, em 1799, nascida
da paixão do compositor pelo gênero – aperfeiçoado pela mão do compositor austríaco, que deu
muito mais cores e texturas à orquestra.
“A sinfonia nº 13 de Shostakovich foi apelidada de Babi Yar por causa do poema usado no
primeiro movimento dessa quase cantata para orquestra, coro e barítono”, escreve o jornalista
Carlos Haag no programa da Petrobras Sinfônica. “Essa, aliás, era a intenção inicial do
compositor ao se aproximar do poeta Yevtushenko e pedir a ele para usar seu famoso poema
escrito em 1961 em que revelava o maior episódio do holocausto em solo russo,
sintomaticamente apagado da memória soviética pelo regime de Stalin e de Kruschev. As
palavras iniciais do poema, ‘Não há nenhum monumento sobre Babi Yar’, desagradaram as
autoridades da ex-URSS. Afinal, pela primeira vez ousava-se acusar os soviéticos de antisemitismo. O fato que deu origem ao poema foi o massacre, em 1941, de 33 mil judeus por
nazistas ucranianos numa ravina perto de Kiev. Um grupo de 50 homens deu ordens para que
todos os judeus da cidade se dirigissem para o lugar com a desculpa de que seriam evacuados
para outra região. Quem se recusasse seria fuzilado. Filas intermináveis de mulheres, velhos
doentes e crianças se dirigiram para Babi Yar (a “ravina da vovó”).
Lá, foram obrigados a se despir e, por 36 horas, os soldados mataram todos e dinamitaram a
vala comum para cobrir mortos e vivos. ‘Aqui estão os meus judeus’, gabou-se o coronel
nazista que dirigiu a operação. Muitos russos que passaram pelo local também acabaram sendo
mortos. Ao fim da guerra, o governo soviético decidiu esquecer a tragédia. O poema de
Yevtushenko desafiou esse silêncio. Apenas em 1976 é que se construiu um monumento em
Babi Yar que diz: ‘Aqui, entre 1941 e 1943, os fascistas assassinaram 100 mil cidadãos de Kiev
e prisioneiros de guerra’. Nem uma palavra sobre os judeus. Foi considerado anti-patriótico
chamar o massacre de martírio judaico. Shostakovich, em 1962, um entusiasta de melodias
judaicas, resolveu musicar o poema. Entusiasmou-se e pediu mais versos para o poeta,
acabando por fazer de sua sinfonia um painel da realidade russa. A estréia da obra, em
dezembro, foi cercada de total desprezo pelas autoridades. Ninguém importante compareceu ao
teatro, nenhum maestro queria reger a obra (Mravisnky rejeitou o convite dizendo que não
regia peças vocais...) e três barítonos inventaram doenças e desculpas para, na última hora,
não cantar.
OS SOLISTAS
David Pittman-Jennings, prestigiadíssimo barítono norte-americano, nasceu em Oklahoma e
começou sua carreira musical dividido entre o oboé e o canto. Fez sua escolha – o canto - ao
voltar da Guerra do Vietnã. Em seu repertório estão óperas do repertório tradicional, como
Tosca, Aída, Tristão e Isolda, Salomé, As bodas de Fígaro, assim como a música moderna e
contemporânea. Depois de Moisés e Aaron, de Schoenberg, que cantou no Festival de
Salzburgo/1995, com regência de Boulez – com aclamação geral - Pittman-Jennings fez
sucesso como Wozzeck, cantou em Lulu, ambas óperas de Alban Berg. Ele se prepara para
fazer a criação mundial de I hate Mozart, de Bernhard Lang, com a Vienna Klangboden
Orchestra.
Barnabas Kelemen – violinista de 28 anos, foi criança-prodígio e começou seus estudos aos seis
anos em sua Budapeste natal. Foi aluno de Issac Stern, Igor Ozim e, entre outros, de Thomas
Zehetmair; já tocou com regentes como Lorin Maazel e Neville Marriner. Foi solista de primeiras
audições húngaras dos concertos de Ligeti e Schnittke. Kelemem toca num Stradivarius Gingold,
que lhe foi emprestado por quatro anos ao vencer o Concurso Internacional de Violino de
Indianápolis, nos EUA. Em 2003, ganhou, na França, o disputado Diapason d’Or por sua
gravação da obra de Lizt para violino e piano.
Katalin Kokas – violista também nascida em 1978, nasceu em Pécs, na Hungria e começou a
estudar violino aos cinco anos e também estudou na Academia Franz Lizt com nomes de
primeira linha como Tibor Varga, Jaime Laredo e Leon Fleischer. Venceu os concursos Carl
Flesch, em 1999, e o Joseph Szigetti, em 2002. Como violista e violinista, faz música de
câmara com pianistas como Zolta Kocsis, o Chilingirian Quartet, Janós Rolla e a Orquestra de
Câmara Franz Lizt. É professora na Academia onde se formou.
O REGENTE - Rodolfo Fischer - regente chileno, começou sua carreira como pianista e
completou seus estudos na Faculdade de Artes da Universidade do Chile, especializando-se, em
Nova York, com o grande expert em Beethoven, Richard Goode. Além do mestre alemão,
Fischer é também conhecido como um especialista em Mozart, compositor, aliás, que o levou
do teclado à batuta. Depois de passar pela ópera de São Francisco, foi nomeado regente
residente do Teatro Municipal de Santiago, onde ficou até 2003. Assistente do maestro húngaro
Gabor Ötvös, foi responsável, com o regente, pela primeira montagem completa da tetralogia
de O Anel do Nibelungo, de Wagner, no Chile. Atualmente, mora na Suíça e prepara-se para
reger, ainda neste ano, montagens operísticas no Teatro Colón, de Buenos Aires, e na Ópera
Nacional da Dinamarca. Admirador de Carlos Kleiber e Bernstein, Fischer é um apaixonado pelo
romantismo tardio e pela música contemporânea.
Programa
Andrian Pertout - Bénédiction d'un Conquérant for Symphony Orchestra, no. 390 (2004) –
Duração média: 10 minutos
Wolfgang Amadeus Mozart - Sinfonia Concertante para violino e viola, em mi bemol maior, K.
364
* Allegro maestoso * Andantino * Presto - Duração média: 33 minutos
Solistas: Barnabas Kelemen e Katalin Kokas
Dimitri Shostakovitch - Sinfonia nº 13, Babi Yar, para coro masculino e baixo solo, em si bemol
maior, op. 113 - Duração média: 60 minutos
* Baby Yar (adagio) * O Humor (allegretto) * Na Loja (adagio) * Os Temores (largo) * A
Carreira (allegretto)
SOLISTA: DAVID PITTMAN-JENNINGS / CORO MASCULINO SINFÔNICO DO RIO DE JANEIRO
REGENTE CONVIDADO: RODOLFO FISCHER
6º Concerto - Série Ouro Negro 2006 – Orquestra Petrobras Sinfônica
Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Praça Floriano, s/nº - Centro
Quinta, 27 de julho, às 19h
Ingressos: Platéia/Balcão Nobre: R$ 15 / Frisas/Camarotes (para seis pessoas) – R$ 90
Balcão Simples: R$ 6 - Galeria: R$ 3
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