Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos

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Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos
Instituto Politécnico de Portalegre
Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre
NORMAS ORIENTADORAS PARA A ELABORAÇÃO
DE TRABALHOS ACADÉMICOS
Departamento de Ciências Empresariais, Sociais e Humanas
João Romacho
Margarida Coelho
Maria da Piedade Alves
Maria José D’Ascensão
Fevereiro 2011
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Lista de Siglas
APA – American Psychology Association
ESTG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão
IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers
IPP – Instituto Politécnico de Portalegre
IPQ – Instituto Português da Qualidade
ISO – International Standardization Organization
MLA – Modern Language Association
NP – Norma Portuguesa
UC – Unidade Curricular
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Índice Geral
Índice de Anexos ........................................................................................................................... 8
Índice de Figuras ........................................................................................................................... 9
Índice de Quadros ....................................................................................................................... 10
Introdução ................................................................................................................................... 11
CAPÍTULO I – TIPOLOGIA DOS TRABALHOS ACADÉMICOS.......................................................... 13
1.1. Trabalhos Académicos.......................................................................................................... 13
1.1.1. Relatórios de Estágio (1º Ciclo) ............................................................................ 14
1.1.1.1.Projeto Profissional ............................................................................... 14
1.1.1.2. Projeto de Investigação Orientada e Desenvolvimento Experimental 14
1.1.2. Trabalhos Académicos (2º Ciclo) .......................................................................... 14
1.1.2.1. Trabalho de Projeto .............................................................................. 14
1.1.2.2. Relatório de Estágio .............................................................................. 15
1.1.2.3. Dissertação ........................................................................................... 15
1.2. Outros Trabalhos Académicos ............................................................................................. 16
1.2.1.‘Paper’ ou Ensaio Curto ......................................................................................... 16
1.2.2. Artigos Científicos................................................................................................. 16
1.2.3. Recensões ............................................................................................................. 16
1.2.4. Trabalhos de Seminário ........................................................................................ 17
CAPÍTULO II – ESTRUTURA INTERNA DOS TRABALHOS............................................................... 18
2.1. Considerações Gerais ........................................................................................................... 18
2.2. Organização Interna ............................................................................................................. 18
2.2.1. Introdução ............................................................................................................ 18
2.2.2. Desenvolvimento.................................................................................................. 19
2.2.3. Conclusão ............................................................................................................. 19
2.3. Regras Específicas ................................................................................................................ 20
2.3.1. 1º Ciclo: Projeto Profissional e Projeto de Investigação Orientada e
Desenvolvimento Experimental ..................................................................................... 20
2.3.2. 2º Ciclo: Trabalho de Projeto / Relatório de Estágio / Dissertação...................... 21
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Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
CAPÍTULO III – ELEMENTOS GERAIS DE ESTILO, FORMATAÇÃO E APRESENTAÇÃO GRÁFICA .... 22
3.1. Linguagem e Estilo................................................................................................................ 22
3.1.1. Pessoa do Discurso ............................................................................................... 22
3.2. Formatação do texto ............................................................................................................ 23
3.2.1. Paginação e Carateres .......................................................................................... 23
3.2.2. Margens e Espaçamentos..................................................................................... 23
3.2.3. Entrelinhamentos, Parágrafos e Alinhamentos ................................................... 25
3.2.4. Títulos de Capítulos e Subcapítulos ...................................................................... 26
3.2.5. Cabeçalho e Rodapé ............................................................................................. 27
3.2.6. Tabelas e Figuras .................................................................................................. 27
3.3. Ordenação e Caracterização dos Elementos Textuais ......................................................... 28
3.3.1. Página de Rosto .................................................................................................... 28
3.3.2. Epígrafe................................................................................................................. 29
3.3.3. Dedicatória ........................................................................................................... 30
3.3.4. Agradecimentos ................................................................................................... 30
3.3.5. Resumo ................................................................................................................. 31
3.3.6. Palavras-chave ou Descritores ............................................................................. 31
3.3.7. Lista de Abreviaturas, Siglas e Símbolos............................................................... 31
3.3.8. Índice Geral........................................................................................................... 31
3.3.9. Índices Específicos ................................................................................................ 32
3.3.10. Corpo do Texto ................................................................................................... 32
3.3.10.1. Citações .............................................................................................. 32
3.3.10.2. Notas de Rodapé ................................................................................ 33
3.3.11. Referências Bibliográficas................................................................................... 33
3.3.12. Glossário ............................................................................................................. 33
3.3.13. Anexos e Apêndices............................................................................................ 34
3.3.14. Errata .................................................................................................................. 34
CAPÍTULO IV – TRATAMENTO DAS FONTES BIBLIOGRÁFICAS .................................................... 35
4.1. Normas e Estilos de Referências Bibliográficas.................................................................... 35
4.2. Elementos Gerais da Referenciação Bibliográfica: Edição, Editor, Data, Local e
Data da Edição, ISBN e Volume ................................................................................................... 37
4.3. Citações ................................................................................................................................ 39
4.3.1. Citações Retiradas do Texto Original ................................................................... 39
4.3.2. Fonte Indireta ....................................................................................................... 40
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4.3.3. Citação Indireta .................................................................................................... 41
4.4. Referências Bibliográficas por Tipo de Documento ............................................................. 42
4.5. Notas de Rodapé .................................................................................................................. 47
4.6. Plágio .................................................................................................................................... 47
Conclusão .................................................................................................................................... 48
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................... 49
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Índice de Anexos
Anexo 1 – Anexo 1 do Regulamento de Estágio de 1º Ciclo (ESTG) ........................................... 51
Anexo 2 – Abreviaturas de Uso Mais Corrente........................................................................... 54
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________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Índice de Figuras
Figura 1 – Exemplo de uma Figura .............................................................................................. 28
Figura 2 – Descrição de Referências Bibliográficas ..................................................................... 43
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Índice de Quadros
Quadro 1 – Aspetos a Considerar na Introdução e na Conclusão .............................................. 20
Quadro 2 – Formatação das Margens (Orientação Vertical) ...................................................... 23
Quadro 3 – Formatação das Margens (Orientação Horizontal).................................................. 24
Quadro 4 – Orientações para o Número de Espaçamentos em Branco ..................................... 24
Quadro 5 – Orientações para o Alinhamento de Títulos, Figuras e Numeração de Páginas ...... 25
Quadro 6 – Orientações para Estruturação dos Títulos dos Capítulos e Subcapítulos............... 26
Quadro 7 – Elementos a integrar na Página de Rosto ................................................................ 29
Quadro 8 – Elementos a Constar na Epígrafe ............................................................................. 30
Quadro 9 – Elementos a integrar na Errata ................................................................................ 34
Quadro 10 – Descrição de Referências Bibliográficas................................................................. 44
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Introdução
O documento Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos do
Departamento de Ciências Empresariais Sociais e Humanas (DCESH), que aqui se apresenta,
estabelece as regras orientadoras básicas e fundamentais que deverão uniformizar e
estandardizar a elaboração dos trabalhos académicos a apresentar no âmbito das Unidades
Curriculares dos cursos de 1º e de 2º Ciclo integrados no Departamento de Ciências
Empresariais, Sociais e Humanas da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto
Politécnico de Portalegre.
As Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos (DCESH)
concretizam, em termos práticos, dois objetivos: por um lado, respondem às diversas questões
que se colocam a quem tem de elaborar trabalhos académicos escritos, ou aos que necessitam
de utilizar, compilar e apresentar fontes de referência diversas; por outro lado, resolvem a
necessidade de dotar a comunidade académica da ESTG de um instrumento de suporte básico
e objetivo para a elaboração de trabalhos académicos sujeitos a avaliação, sendo esta uma
ferramenta reguladora de procedimentos no que se refere aos critérios de apresentação final
de trabalhos.
A elaboração destas Normas escora-se, em termos metodológicos, num trabalho prévio
de revisão da literatura mais atual e de referência na área, tendo a informação recolhida sido
trabalhada e discutida aprofundadamente, para construir o texto final. Este foi redigido de
forma a ser um instrumento de referência rápida, pelo que se procurou tornar a sua consulta
tão clara e imediata quanto possível, sem descurar o rigor científico e assegurando, aos que
dela necessitarem, uma referência ampla e diversificada a outras fontes de informação.
No que se refere ao tratamento das fontes bibliográficas a utilizar, na elaboração dos
trabalhos académicos a apresentar no âmbito das Unidades Curriculares dos Cursos do
Departamento de Ciências Empresariais Sociais e Humanas da ESTG, optou por se indicar o
sistema de referência Harvard, também conhecido como citações em texto autor-data, e o
estilo bibliográfico APA (American Psychology Association), um dos estilos com ele
relacionado, como aqueles a adotar preferencialmente. A opção pelo estilo de referenciação
Harvard-APA justifica-se pelo facto de o sistema Harvard ser o mais utilizado a nível mundial,
sobretudo nos periódicos científicos de referência e constituir a forma mais imediata para
identificar o trabalho de um autor.
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Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
Considerando a dificuldade em prever todas as situações possíveis, os aspetos omissos
neste documento serão objeto de esclarecimento por parte do docente/orientador do
trabalho.
Este documento está dividido em cinco capítulos. No primeiro, define-se o conceito de
diferentes trabalhos escritos, seguindo-se a identificação de linhas de orientação de caráter
geral para a sua elaboração e apresentação.
No segundo, caracteriza-se a forma de estruturação dos trabalhos escritos, tendo-se o
cuidado de expor algumas regras de caráter mais específico a adotar em cada tipo de trabalho.
No capítulo três, referem-se alguns aspectos concretos da linguagem e estilo a adotar
nos trabalhos académicos, bem como as normas orientadoras para elaborar, formatar e
ordenar os elementos textuais nos trabalhos.
No quarto capítulo, explicitam-se as regras mais comuns de citação e de referência
bibliográfica, relativamente a diferentes suportes de informação e por fim, na conclusão do
trabalho, apresentam-se algumas considerações acerca do mesmo.
A bibliografia consultada e alguns anexos com elementos clarificadores das Normas aqui
definidas, encerram o texto.
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CAPÍTULO I – TIPOLOGIA DOS TRABALHOS ACADÉMICOS
No decorrer das atividades académicas de qualquer curso de licenciatura e/ou
mestrado, os alunos são chamados a elaborar trabalhos académicos de índole diversa,
aumentando a exigência e complexidade dos mesmos ao longo da formação. Estes trabalhos
são devidamente acompanhados pelos docentes, podem versar temas que partem de
sugestão do docente da Unidade Curricular ou ser propostos pelo aluno, e visam propósitos
diversos - apresentar, contestar, recuperar, divulgar ou demonstrar o tema estudado –
podendo ser mais ou menos longos.
De sublinhar, contudo, que qualquer trabalho académico bem elaborado exige não só que
o autor conheça o assunto trabalhado, mas também que o apresente numa linguagem correta
e precisa, com coerência na argumentação, clareza na exposição das ideias, objetividade,
concisão e fidelidade às fontes citadas.
No conjunto dos trabalhos realizados pelos alunos, identifica-se um grupo que aqui se
designa como “trabalhos académicos” e que congrega aqueles trabalhos que são elaborados
no contexto da ESTG, com o propósito final de obter uma avaliação ou um grau académico. Por
outro lado, identifica-se um outro grupo de trabalhos -“outros trabalhos académicos”- que
podem também ser elaborados no âmbito académico, mas que poderão não estar
direcionados para a realização de uma prova de avaliação curricular.
1.1. Trabalhos Académicos
A designação ‘trabalho académico’ engloba todos os escritos elaborados no contexto
da ESTG e que têm como finalidade a prestação de provas com o intuito de obter aprovação a
determinada Unidade Curricular ou a obtenção de grau académico.
O ‘trabalho académico’, quando realizado no âmbito da avaliação de uma UC em
funcionamento na ESTG, deve respeitar as indicações fornecidas pelo docente, a especificidade
de cada UC, as Normas e Regulamentos em vigor na ESTG e, por fim, aquelas definidas neste
documento.
Os ‘trabalhos académicos’ formais, não considerando provas de exames, frequências,
exercícios e outros textos menos significativos, podem ser mais longos ou de dimensão mais
reduzida e assumir, entre outras, as formas de dissertação, relatório, trabalho de pesquisa,
resumo, ficha de leitura, reflexão crítica, recensão e comunicação.
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No conjunto dos ‘trabalhos académicos’ formais elaborados e apresentados no âmbito
da formação académica oferecida na ESTG distinguem-se, ainda, um grupo de trabalhos que
pelas regras formais a que obrigatoriamente se conformam – Regulamentos Gerais aprovados
por órgão de gestão da Escola – recebem, neste documento, uma referência individualizada e
circunstanciada nos pontos seguintes e em 2.3. Referimo-nos, em concreto, ao relatório de
Estágio de 1º Ciclo e aos trabalhos académicos para conclusão do 2º Ciclo de estudos, a saber,
relatório de estágio, trabalho de projecto ou dissertação.
1.1.1. Relatórios de Estágio (1º Ciclo)
O Regulamento de Estágio para o 1ª Ciclo determina a existência de duas modalidades de
estágio distintas: o Projeto Profissional e o Projeto de Investigação Orientada e
Desenvolvimento Experimental.
1.1.1.1. Projeto Profissional
O aluno realiza um projeto real, numa empresa ou serviço, supervisionado por um
supervisor da empresa e com orientação e apoio de um orientador da ESTG.
1.1.1.2. Projeto de Investigação Orientada e Desenvolvimento Experimental
O Projeto de Investigação Orientada e Desenvolvimento Experimental deve evidenciar
capacidades de investigação e desenvolvimento e de interligação e aplicação de
conhecimentos.
1.1.2. Trabalhos Académicos (2º Ciclo)
1.1.2.1. Trabalho de Projeto
O trabalho de Projeto é um trabalho que permite estruturar atividades individuais ou
coletivas, devidamente planificadas para atingir um determinado fim. Um projeto implica, por
parte de quem o realiza, motivação e coerência no percurso do mesmo.
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O trabalho de projeto deve demonstrar que o aluno é capaz de refletir sobre a
execução das diversas atividades e tarefas, tirar conclusões e orientações que lhe permitam
definir a política a seguir.
1.1.2.2. Relatório de Estágio
O relatório de estágio deve demonstrar que o mestrando tem capacidade de reflexão,
detém espírito de abertura a novas perspetivas de solução, que é capaz de integrar
conhecimentos multidisciplinares e de supervisionar projetos, visando a resolução de
problemas complexos e a implementação de soluções inovadoras.
1.1.2.3. Dissertação
A dissertação, desenvolvida à volta de um tema e normalmente associada à obtenção do
grau de mestre, alicerça-se numa revisão bibliográfica, crítica, pertinente e consideravelmente
informada, acompanhada, ou não, dum “estudo de caso” empírico e/ ou experimental e/ ou
clínico.
De acordo com o artigo 27ª do Regulamento Geral dos Cursos de Mestrado, aprovado em
28/5/2009 e atualmente em vigor na ESTG, a dissertação deve comprovar que o mestrando:
-“É capaz de integrar conhecimentos multidisciplinares e congregar as contribuições de
especialistas diversificados em torno de um problema prático;
- É capaz de encontrar as ligações existentes entre os desenvolvimentos mais recentes da
área científica (e das disciplinas que o constituem) e do campo profissional;
-É capaz de realizar investigação aplicada, com produção de novo conhecimento, partindo
da análise de problemas complexos e com recurso aos resultados da investigação
fundamental;
- É capaz de traduzir os resultados de investigação realizada em aplicações práticas e
convertíveis em inovações de sucesso, novos produtos, e recursos /Técnicas de produção de
elevado nível”.
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1.2. Outros Trabalhos Académicos
1.2.1. ‘Paper’ ou Ensaio Curto
Quando não definido em contrário pelo docente da Unidade Curricular, um ‘Paper’ ou
ensaio curto, quando realizado no âmbito da avaliação de uma Unidade Curricular, não deve
exceder as 15 (quinze) páginas, formalizadas de acordo com as normas orientadoras descritas
neste documento.
Este tipo de trabalho tem um cariz essencialmente expositivo e evidencia uma leitura
pessoal de terminado assunto, sustentada ou abonada pela bibliografia mais atual sobre a
matéria exposta.
1.2.2. Artigos Científicos
Um artigo científico é o resultado de um trabalho de investigação original, análises críticas
e/ou reflexivas, assim como da expressão de opiniões devidamente fundamentadas, sendo os
argumentos apresentados da responsabilidade do(s) seu(s) autor(es). O objetivo fundamental
de um artigo científico é a divulgação, através da publicação em revistas especializadas, das
investigações efetuadas.
Normalmente, o conteúdo de um artigo contempla os seguintes aspetos: problema
investigado, referencial teórico, metodologia utilizada, resultados alcançados, as dificuldades
encontradas no estudo e a indicação de possíveis sugestões/caminhos para investigações
futuras.
1.2.3. Recensões
O objetivo principal de uma recensão é apresentar as obras da área científica em
estudo, apreciando os méritos e, eventualmente, as insuficiências das mesmas, o que implica
uma rigorosa contextualização e atualização da informação apresentada. Inicia-se com uma
leitura atenta da obra em estudo, com enfoque particular nos aspetos que se consideram
pertinentes para uma avaliação crítica do seu conteúdo e forma.
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Numa recensão, observam-se os seguintes aspetos:
.- exposição do conteúdo de forma resumida. Deve ser seguida a ordem do livro, referindo
o método seguido pelo autor e as vantagens do mesmo;
- avaliação crítica do conteúdo da obra, do método, da estrutura, da forma, apresentação
gráfica, entre outros aspetos;
- conclusão, em que deve ser feita referência às inovações que a obra em estudo
apresenta em relações a outras existentes da mesma temática;
- referência bibliográfica completa.
1.2.4. Trabalhos de Seminário
Os trabalhos realizados no âmbito de um Seminário devem preparar os alunos para o
aprofundamento de um tema, recomendando-lhes referências metodológicas muito
específicas e concretas, de modo a poderem concluir a licenciatura com conhecimentos
metodológicos suficientes para poderem frequentar uma Pós-graduação, Mestrado, ou
mesmo, um Doutoramento. Assim, o trabalho resultante de um seminário deve pautar-se pelo
rigor científico e pedagógico.
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CAPÍTULO II – ESTRUTURA INTERNA DOS TRABALHOS
2.1. Considerações Gerais
Os trabalhos escritos de caráter académico e/ou científico, incluindo os de final de curso,
integram elementos pré-textuais, que antecedem o corpo do texto; textuais, organizados em
diferentes partes/secções/capítulos, dependendo da natureza do trabalho; e pós-textuais,
onde se incluem, obrigatoriamente, as Referências Bibliográficas e os Anexos.
Um trabalho científico organiza-se, normalmente, em três partes que constituem o
chamado corpo do texto: “Introdução”, “Desenvolvimento” e “Conclusão”. Estes elementos
devem estar inteiramente interligados entre eles e com os elementos pré e pós textuais.
O corpo do texto é o núcleo do trabalho e deve incluir todos os elementos necessários à
interpretação e estudo dos resultados obtidos e conclusão dos mesmos.
O corpo do texto não deve ser sobrecarregado de informação tabelar excessiva, nem com
figuras que não sejam fundamentais à compreensão imediata do texto, sendo que estes
elementos podem sempre ser anexados no final, ou colocados num volume próprio.
Os assuntos tratados são usualmente divididos em capítulos e subcapítulos, de forma a
estruturar o texto num formato lógico e de fácil consulta. A classificação das partes deve ser
feita de forma numérica progressiva, devendo surgir, no início de cada capítulo, uma breve
descrição dos conteúdos e da estrutura do que aí se apresenta.
2.2. Organização Interna
2.2.1. Introdução
A introdução faz parte do corpo do texto. O objetivo da introdução é situar o leitor no
contexto do tema pesquisado, oferecendo uma visão global do estudo realizado. Para além
disso, a introdução deve conter, resumidamente, os seguintes elementos:
- identificação do tema;
- enquadramento e justificação do tema;
- objetivos gerais do trabalho;
- referência ao(s) método(s) e à(s) técnica(s) utilizados;
- restrições da pesquisa/trabalho;
- resultados do trabalho.
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Podemos, pois, dizer que a introdução apresenta e delimita o tema investigado (problema de
estudo - o quê), os objetivos (para que serviu o estudo) e a metodologia utilizada (como e
onde).
2.2.2. Desenvolvimento
O trabalho deve dividir-se em partes, capítulos e secções. O «Desenvolvimento», a par do
restante trabalho expositivo, deverá:
- fazer uma adequada revisão bibliográfica com as teorias referentes ao tema e objeto a
tratar;
- desenvolver as explicitações metodológicas e técnicas anteriormente enunciadas;
- apresentar os dados ou os resultados obtidos, bem como o seu tratamento estatística ou
equivalente, com a respetiva discussão.
2.2.3. Conclusão
Na conclusão, devem ficar claras as inovações que o trabalho apresenta, bem como
sugestões para novas investigações.
A conclusão deverá:
- ser sucinta, retomando os principais pontos explicitados nas fases da «Introdução» e do
«Desenvolvimento»;
- abster-se de formular ideias não concordantes com a restante temática desenvolvida,
usar citações, expor autores não abordados, ou incluir novos dados;
- reencontrar as linhas mestras que foram anteriormente traçadas, designadamente para
se saber se o objetivo do trabalho foi realmente alcançado.
De referir que, em qualquer trabalho, a Introdução e a Conclusão são fundamentais. Em
jeito de resumo, apresenta-se o quadro seguinte (quadro 1) que contrasta os aspetos a
considerar na introdução e na conclusão.
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Quadro 1 – Aspetos a Considerar na Introdução e na Conclusão
Introdução
- Situar no contexto
Conclusão
- Repor no contexto
- Definir o problema
- Mostrar que está resolvido
- Enunciar o plano
- Concluir o plano
Fonte: Elaboração Própria
2.3. Regras Específicas
Na ESTG estão atualmente em vigor os Regulamentos de Estágio para o 1ª Ciclo1
(aprovado em 13/3/2008) e o Regulamento Geral dos Cursos de Mestrado, 2ª Ciclo2, (aprovado
em 28/5/2009), documentos internos que definem regras específicas de delimitação e de
organização da estrutura dos trabalhos académicos apresentados no seu âmbito. Assim, e uma
vez que essas regras, enquanto estiverem em vigor, devem ser respeitadas, passamos a referir
brevemente alguns aspetos das suas especificidades e que se reportam à estrutura dos
trabalhos académicos.
2.3.1. 1º Ciclo - Projeto Profissional e Projeto de Investigação Orientada e
Desenvolvimento Experimental
Tanto para a modalidade de Estágio como Projeto Profissional ou como Projeto de
Investigação orientada e Desenvolvimento Experimental, o Regulamento define regras
específicas para a elaboração da primeira e segunda página do Relatório de Estágio, e
apresenta algumas recomendações para a organização do relatório, no que se refere à sua
forma e estrutura (Anexo 1).
1
Disponível online em: ftp://www.global.estgp.pt/Deliberacoes.CC/Regulamentos/Regulamento%20Estagios.pdf
e ftp://www.global.estgp.pt/Deliberacoes.CC/Regulamentos/Regulamento%20Estagios%20-%20Alteracao.pdf
ftp://www.global.estgp.pt/Deliberacoes.CC/Regulamentos/Regulamento%20Geral%20Cursos%20de%20Mestrado.pdf
2
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________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
2.3.2. 2º Ciclo - Trabalho de Projeto / Relatório de Estágio / Dissertação
O Regulamento Geral dos Cursos de Mestrado, 2º Ciclo, em vigor na ESTG clarifica, no
artº 4º, que a estrutura do ciclo de estudos conducente ao grau de mestre compreende:
“[…] b) Uma dissertação de natureza científica ou um trabalho de projeto, originais e
especialmente realizados para este fim, ou um estágio de natureza profissional objeto de
relatório final, consoante os objetivos específicos visados, a que corresponde um mínimo de
35% do total de créditos do ciclo de estudos.”
O artigo 27ª do mesmo Regulamento caracteriza cada um destes elementos no que se
refere aos seus objetivos e às competências e capacidades que o aluno deve demonstrar em
cada um dos formatos de trabalho a apresentar.
Embora esteja definida no Regulamento Geral de Mestrado (2º Ciclo) em vigor na ESTG
a tipologia de trabalhos a apresentar neste âmbito - Dissertação / Trabalho de projeto /
Relatório de estágio - , devem ter-se em consideração algumas situações pontuais e concretas
de cada um dos cursos de Mestrado em funcionamento, nomeadamente os casos em que os
Planos de Estudo dos cursos de 2º Ciclo não contemplem a existência de todas estas
modalidades de trabalhos.
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CAPÍTULO III – ELEMENTOS GERAIS DE ESTILO, FORMATAÇÃO E APRESENTAÇÃO GRÁFICA
3.1. Linguagem e Estilo
O estilo diz respeito ao uso da língua com determinado cunho pessoal, intenções
estéticas ou apenas adequado a circunstâncias particulares de comunicação.
Na redacção de um trabalho académico deve assegurar-se que as características
marcadas por fatores pessoais não constituam um obstáculo à leitura e à compreensão do
mesmo, pelo que se devem respeitar determinadas orientações na sua realização.
Na elaboração do texto devem ser considerados os seguintes aspetos:
•
Clareza: deve ser compreendido pelos outros;
•
Concisão: deve dizer o máximo no menor número possível de palavras;
•
Correção: deve ser escrito corretamente, conforme as regras de concordância
previstas;
•
Encadeamento: As frases, os parágrafos e os capítulos devem ser encadeados de forma
lógica e harmoniosa;
•
Consistência: Deve usar os verbos nos mesmos tempos;
•
Precisão: O texto deve evitar o uso de termos ambíguos;
•
Originalidade: Deve evitar o uso de frases feitas. Deve apresentar ideias novas;
•
Fidelidade: Deve respeitar o objeto de estudo e as fontes consultadas.
3.1.1. Pessoa do Discurso
Num trabalho académico, podem ser utilizadas duas formas de pessoa de discurso,
designadamente:
- a 1ª pessoa do plural (nós) que assegura que o trabalho representa o fruto de um
pensamento coletivo (e fundamentado nas próprias referências bibliográficas…). Ex:
“Pensamos que…”;
- a forma impessoal (esta não afasta de forma alguma o autor da autoria do seu
trabalho) Ex: “Pensa-se que…”.
A pessoa de discurso selecionada deverá ser mantida em todo o trabalho.
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________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
3.2. Formatação do Texto
3.2.1. Paginação e Carateres
Os números das páginas devem manter o mesmo tipo de letra e tamanho utilizados no
corpo do texto. Em relação ao processo de paginação, há que ter em conta que as páginas que
precedem a introdução devem ser numeradas com algarismos romanos, sendo que a folha de
rosto deve ser contada como página i/I , embora o algarismo não apareça na mesma. Assim, na
introdução, reinicia-se a paginação em numeração árabe.
Deverá utilizar-se o mesmo tipo de carater em todo o trabalho, sendo que se poderá
utilizar um dos seguintes tipos e tamanhos: Times New Roman (Tamanho 12); Arial (Tamanho
11) ou Calibri (Tamanho 11).
Casos particulares de utilização de tamanho de carateres são referidos nos pontos
3.2.4 a 3.2.6. deste documento.
3.2.2. Margens e Espaçamentos
Por margens de uma página, entende-se o espaço em branco que existe entre o corpo
do trabalho e a página propriamente dita. Como tal, as margens obedecem a determinadas
medidas que devem ser rigorosamente cumpridas e que se encontram apresentadas nos
quadros 2 e 3, abaixo3.
Quadro 2 – Formatação das Margens (Orientação Vertical)
Fonte: Janela de Configuração de Página do MsWord
3
Excetua-se o caso da primeira página de cada capítulo, em que a margem superior deve ter 5 cm.
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Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
Quadro 3 – Formatação das Margens (Orientação Horizontal)
Fonte: Janela de Configuração de Página do MsWord
Dependendo dos elementos inseridos, há que respeitar determinado número de
espaços em branco, conforme se apresenta no quadro seguinte.
Quadro 4 – Orientações para o Número de Espaçamentos em Branco
Um
o título do capítulo e o título do subcapítulo
espaçamento
o título do capítulo e o texto
em branco
o título do subcapítulo e o texto
a tabela/figura o respetivo titulo
a epígrafe e a fonte bibliográfica que lhe diz respeito
entre
cada referência bibliográfica apresentada nas “Referências
Bibliográficas” (exceto quando cada item for assinalado com uma
marca)
a figura e a anotação da respetiva fonte
a anotação da fonte de uma tabela/figura e o texto
Dois
a última linha do texto e o título do subcapítulo seguinte (exceto se
espaçamentos
o titulo do subcapítulo iniciar página, e insere-se no topo)
em branco
a última linha do texto e o titulo de uma tabela/figura
entre
a última linha do texto e o título “Palavras-Chave ou Descritores”
Fonte: Elaboração Própria
24
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
3.2.3. Entrelinhamentos, Parágrafos e Alinhamentos
O entrelinhamento dos parágrafos de todo o trabalho deve fazer-se a espaço e meio (1,5
entre linhas), exceto o das notas de rodapé que deve ser simples.
A primeira linha de cada parágrafo deve completar 1cm de avanço (10 espaços) em
branco antes do início do texto.
Entre dois parágrafos de um texto não deve existir qualquer linha em branco.
Dependendo dos elementos em questão (títulos de capítulos, numeração das páginas,
etc.), o alinhamento pode fazer-se à esquerda, ao centro e à direita, conforme se apresenta no
seguinte quadro.
Quadro 5 – Orientações para o Alinhamento de Títulos, Figuras e Numeração de Páginas
Alinhamento
à esquerda
Título “Palavras-Chave
ao centro
Elementos da página de rosto
ou Descritores”
Títulos dos capítulos
à direita
Números e títulos
dos anexos
Cabeçalho e Rodapé
Números das
páginas
Títulos dos
Números das páginas
subcapítulos
Cabeçalho e
Rodapé
Os títulos “Dedicatória”, “Agradecimentos”,
“Resumo”, “Lista de Abreviaturas”, “Lista de
Siglas”, “Lista de Símbolos”, “Referências
Bibliográficas” e “Glossário”, “Índice Geral”,
“Índice de Quadros”, “Índice de Gráficos”,
“Índice de Figuras”, entre outros índices.
Tabelas/Figuras (imagens, mapas, quadros,
tabelas, esquemas, gráficos, etc.)
Titulo das tabelas/ figuras
Fonte das tabelas/figuras
Fonte: Elaboração Própria
25
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
3.2.4. Títulos de Capítulos e Subcapítulos
Os títulos dos capítulos e subcapítulos devem ser redigidos de forma clara, concisa e
sem abreviaturas.
A formatação dos títulos dos capítulos, assim como a dos subcapítulos, deve respeitar
normas específicas que se apresentam no quadro seguinte.
Quadro 6 – Orientações para Estruturação dos Títulos dos Capítulos e Subcapítulos
Títulos de Capítulos
Iniciam uma nova página.
Títulos de Subcapítulos
São transpostos para a página seguinte,
quando se prevê que possam ficar isolados
no final de uma página.
São antecedidos do vocábulo CAPÍTULO, em Apresentam a numeração árabe do capítulo a
maiúsculas, seguido de numeração romana e que dizem respeito, seguida de ponto e início
travessão.
de nova numeração árabe (1.1.). Para os
subcapítulos deve acrescentar-se outro ponto
(1.1.1.), devendo, porém, neste seguimento,
evitar-se criar mais do que quatro numerais
cardinais separados por ponto (1.1.1.1.)
Estão a negrito.
Estão a negrito.
Respeitam o tamanho de letra 13
Respeitam o tamanho de letra 13.
São redigidos em MAIÚSCULAS.
Apresentam Maiúsculas Iniciais na Primeira
Palavra e Restantes Vocábulos Principais
(nomes, adjetivos e verbos).
Fonte: Elaboração Própria
26
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
3.2.5. Cabeçalho e Rodapé
No cabeçalho deve constar o título do trabalho, completo ou em versão abreviada, em
itálico, tamanho 10 pontos.
Nos cabeçalhos dos anexos deve constar apenas o número do anexo e o título do
mesmo, respeitando-se a formatação de maiúsculas iniciais na primeira palavra e restantes
vocábulos principais (nomes, adjetivos e verbos).
No rodapé deve constar o nome do autor do trabalho, a negrito, em tamanho 10.
3.2.6. Tabelas e Figuras
Qualquer tabela4 ou figura5 apresentada num trabalho académico deve ser precedida
de referência clara no texto, devendo surgir sempre numerada e titulada de forma a esclarecer
o conteúdo dos elementos a que se refere.
As tabelas ou as figuras que não apresentem relação direta com os objetivos do
trabalho deverão ser transferidos para a parte pós-textual, figurando como anexos ou
apêndices.
Na parte textual, dever-se-á evitar a disposição de dois desses elementos em
sequência, sem texto intercalar.
O título da tabela ou da figura deve encimar o elemento a que se reporta, sendo
identificado com a designação de Tabela ou de Figura, numerado sequencialmente, em
numeração árabe, a negrito, tamanho de letra de 10 pontos, com iniciais maiúsculas na
primeira palavra e restantes vocábulos principais (nomes, adjetivos e verbos), inserindo-se
sempre na mesma página do elemento a que diz respeito.
A ordenação, no texto, de tabelas ou de figuras segue uma numeração própria para
cada um destes elementos.
Ressalta-se, ainda, que é obrigatório citar a fonte de tabelas, quadros ou figuras, quer
estes sejam originais ou adaptações. A identificação da fonte surge centrada em relação à
tabela ou figura, por baixo da mesma e em tamanho 9, como se exemplifica na Figura 1.
4
De forma abrangente, entende-se aqui como quadro uma forma não discursiva de apresentação de informações, representada
por dados numéricos ou qualitativos.
5
Figura é a denominação genérica atribuída a diagramas, gráficos, fotografias, desenhos, gravuras, mapas, plantas, desenhos e
outras de natureza ilustrativa idêntica. Quando a figura for representada apenas por gráficos, a denominação pode ser feita por
esta palavra (gráfico).
27
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Figura 1 – Exemplo de uma Figura
Fonte: http://blog.pormenores.pt/
3.3. Ordenação e Caracterização dos Elementos Textuais
Apresenta-se, de seguida, a ordenação sequencial e a indicação do conteúdo geral dos
elementos textuais obrigatórios e facultativos que devem fazer parte de um trabalho
académico.
3.3.1. Página de Rosto
A página de rosto deve incluir os dados necessários à identificação de um trabalho
académico, devendo respeitar regras específicas sempre que tal seja determinado em
Regulamento da ESTG.
Os trabalhos académicos devem apresentar os elementos seguintes na ordenação
indicada.
28
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Quadro 7 – Elementos a Integrar na Página de Rosto
Elemento
Tamanho
1º
Identidade Visual do IPP6
2º
Identidade Visual da ESTG
3ª
Designação “Instituto
Politécnico de Portalegre”
Designação “Escola Superior de
Tecnologia e Gestão”
4º
Localização
canto
superior
esquerdo
canto
superior
direito
- 16 (Times New Roman)
- 14 (Arial ou Calibri)
5º
Título do Trabalho
- 20 (Times New Roman)
- 18 (Arial ou Calibri)
6º
Subtítulo do trabalho (se tiver)
- 18 (Times New Roman)
- 16 (Arial ou Calibri)
7º
8ª
Designação da Unidade
Curricular
Nome do(s) autor(es)
9º
Nome do Docente/orientador
10
Mês e ano da realização
centrado
- 14 (Times New Roman)
- 11 (Arial ou Calibri)
Fonte: Elaboração própria
Estes mesmos dados devem constar segundo a mesma ordem na capa de cd, caso o
suporte de informação seja digital.
3.3.2. Epígrafe
A epígrafe é um elemento facultativo e consiste na citação de uma máxima, de um
verso ou de um excerto de uma obra, com o fim de servir de mote ou de resumo do tema a
abordar, motivando, por conseguinte, a leitura do que se segue. Pode figurar isolada numa
6
As Identidades Visuais encontram-se disponíveis em:
http://www.ipportalegre.pt/html1/1o%20politécnico/4Logótipos%20e%20Símbolos.aspx e recomenda-se o seu bom uso e a
preservação da proporcionalidade aquando da sua utilização.
29
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
página própria a seguir à página de rosto e/ou pode constar no início de cada capítulo, a seguir
ao título e deve seguir, em termos de formatação, aquela especificada no quadro que se
segue.
Quadro 8 – Elementos a Constar na Epígrafe
Epígrafe Inicial
Epígrafe em Início de Capítulo
Avanço de 7 espaços, relativamente à margem esquerda
Em itálico, entre aspas, no tamanho 11
Em itálico, entre aspas, no tamanho 10
Identificada com uma fonte bibliográfica Identificada com uma fonte bibliográfica breve
breve (nome do autor, vírgula, nome da (nome do autor, vírgula, nome da obra, em
obra, em itálico), tamanho 9.
itálico), tamanho 8
Fonte: Elaboração própria
3.3.3. Dedicatória
A dedicatória é um elemento facultativo e dirige-se a alguém com quem o autor tem
uma ligação afetiva e/ou cujo apoio foi marcante no âmbito da execução do trabalho.
Constitui, por conseguinte, uma forma de homenagem.
Deve figurar em página própria, a seguir à epígrafe inicial (se esta existir) e deve ser
breve e concisa. No que se refere à formatação, deve vir alinhada à direita da página e ser
apresentada em itálico (Times New Roman, Arial ou Calibri), no tamanho 10.
3.3.4. Agradecimentos
Os agradecimentos são um elemento facultativo e representam o reconhecimento de
pessoas e/ou instituições que tenham contribuído para a elaboração do trabalho.
Devem figurar em página própria, a seguir à dedicatória (se esta existir).
30
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
3.3.5. Resumo
O resumo representa uma síntese de todo o trabalho, destacando as conclusões
apresentadas, bem como os aspetos fulcrais e mais inovadores do trabalho. Deve ser
constituído por um texto claro e conciso, apresentado em duas versões – Português e Inglês
(Abstract) – sendo que o texto em português não deve exceder as 200 palavras.
Deve figurar em página própria, a seguir aos agradecimentos (se estes existirem).
3.3.6. Palavras-Chave ou Descritores
As palavras-chave ou descritores constituem vocábulos que marcam ou tematizam o
trabalho. São apresentadas no número máximo de 6, no fim da página que diz respeito ao
resumo.
3.3.7. Lista de Abreviaturas, Siglas e Símbolos
A lista de abreviaturas, siglas e símbolos constitui um elemento obrigatório, caso estes
dados constem no trabalho. As abreviaturas7 ou truncamentos (ex., de exemplo) constituem
formas reduzidas de vocábulos e as siglas são palavras formadas pela sequência das letras
iniciais que marcam uma locução (ex: SA, de Sociedade Anónima).
Deve figurar em página própria, a seguir ao resumo (se este existir).
3.3.8. Índice Geral
No índice geral devem constar todos os títulos de partes, capítulos, subcapítulos,
secções e subsecções que constituem o trabalho, fazendo alusão às respetivas páginas através
da assinalação de traços ponteados. No índice geral, deve, ainda, fazer-se alusão a outros
índices de caráter específico que possam constar no trabalho.
Os títulos e subtítulos devem ser reproduzidos com o mesmo número de ordem, o
mesmo tipo de letra e outras características gráficas que sejam adotadas ao longo do texto.
7
No Anexo 2 apresenta-se, a título informativo, uma lista de algumas abreviaturas mais correntes.
31
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
O índice geral deve figurar em página própria, a seguir à lista de abreviaturas, siglas e
símbolos (se esta existir).
3.3.9. Índices Específicos
Pode verificar-se a necessidade de apresentar a listagem da paginação de
determinadas figuras presentes ao longo do trabalho, pelo que se podem inserir, num mesmo
trabalho, múltiplos índices específicos. Caso tal suceda, devem apresentar-se índices de
fotografias, de gráficos, de mapas, de quadros, de tabelas, etc.
Cada qual (no caso de existirem vários) deve figurar em página própria, a seguir ao
índice geral e a sua disposição deve respeitar a ordem alfabética dos títulos dos mesmos (ex:
Índice dos Anexos, Índice dos Gráficos, Índice das Tabelas, etc.).
3.3.10. Corpo do Texto
O corpo do texto, tal como referido no ponto 2.2., é constituído pelos elementos
textuais do trabalho (introdução, revisão de literatura, metodologia, resultados, discussão e
conclusão) e apresenta divisões bem estabelecidas, designadamente em partes, capítulos,
subcapítulos, secções e subsecções, devendo figurar sempre de forma justificada às margens
estabelecidas.
No corpo do texto inserem-se, também, as citações e as notas de rodapé, cujas
características mais gerais se enunciam de seguida8.
3.3.10.1. Citações
Uma citação é uma forma abreviada de fazer referência no texto a conteúdo de
outro(s) autor(es), podendo esse conteúdo ser transcrito ou parafraseado. As citações
asseguram a não existência de plágio, garantem o rigor académico e dão credibilidade e rigor
ao trabalho académico e científico.
8
No capítulo IV deste documento, ponto 4.3, apresenta-se com detalhe o modo correto de indicar referências bibliográficas
relativas a citações, diretas ou indiretas, presentes num trabalho académico.
32
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
A citação direta consiste na transcrição fiel do texto do próprio autor e deve surgir
entre aspas; a citação indireta é a transcrição não textual da(s) ideia(s) do autor consultado.
Devem ser citadas e identificadas as fontes de todas as ideias específicas, as opiniões
e os factos que não são da autoria de quem escreve, não devendo ser citado tudo aquilo que
faz parte do conhecimento comum.
Qualquer que seja o formato utilizado na indicação da fonte numa citação, esta deve
identificar e localizar, sem qualquer equívoco possível, o documento citado.
3.3.10.2. Notas de Rodapé
As notas de rodapé têm como propósito a inserção de alguma observação,
esclarecimento ou citação bibliográfica que não deve ser incluídas no texto, para não
interromper a sequência lógica da leitura.
Devem figurar no final da página a que dizem respeito, com o mesmo carater utilizado
no corpo do texto, mas em tamanho 8.
3.3.11. Referências Bibliográficas
As referências bibliográficas constituem uma lista organizada por ordem alfabética de
todas as obras e elementos consultados no decurso da elaboração do trabalho e devem figurar
em página(s) própria(s), a seguir ao corpo do texto.
A referência bibliográfica, para além de conferir maior credibilidade àquilo que o autor
escreve, pois denota a sua preocupação em consultar o trabalho daqueles que escreveram
sobre o mesmo tema, constitui uma forma de reconhecer o mérito do autor do texto
consultado. Para além disso, permite a quem lê localizar, confirmar e explorar a fonte de onde
foi extraída a informação e pode funcionar como uma espécie de "memória auxiliar" para o
autor, permitindo-lhe o seu uso posterior.
3.3.12. Glossário
O glossário é um elemento facultativo e representa o levantamento de vocábulos
técnico-científicos organizados alfabeticamente e respetivos significados. As palavras ou
33
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
expressões nele inseridas devem estar registadas com inicial maiúscula, a negrito, seguidas de
travessão e explicação das mesmas.
3.3.13. Anexos e Apêndices
Os anexos e apêndices, embora distintos, constituem ambos suplementos que, não
fazendo parte do texto, fundamentam-no e/ou complementam-no. Na verdade, os anexos são
constituídos por documentos díspares produzidos pelo autor e/ou por outros e os apêndices
representam um conjunto de materiais produzidos apenas pelo próprio autor do trabalho (ex:
um manual, um portefólio, etc.).
Em relação aos anexos, estes devem ser paginados, respeitando a sequência de todo o
trabalho, e ser devidamente numerados e identificados num cabeçalho, no lado superior
esquerdo.
O apêndice constitui um volume independente do trabalho, sendo que deve
apresentar uma capa de rosto com os mesmos elementos contemplados na capa de rosto do
trabalho académico. Distingue-se, no entanto, deste último, pelo título que apresenta,
designadamente: Apêndice do Trabalho [Título do Trabalho].
3.3.14. Errata
A errata constitui uma folha (ou mais) na qual figuram erros (ortográficos, de
composição gráfica, de redação) que se verificaram na versão final do trabalho, quando este já
está impresso ou quando já foi entregue.
Deve ser entregue isoladamente ou ser integrada no final do trabalho, sendo que
neste último caso, se deve fazer alusão a esta no índice geral.
É, assim, constituída por uma tabela encimada pelo título “Errata” e que apresenta o
seguinte exemplo de configuração.
Quadro 9 - Elementos a Integrar na Errata
Página
Linha
Onde se lê
Deve ler-se
2
1
Capitulo
Capítulo
Fonte: Elaboração própria
34
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
CAPÍTULO IV – TRATAMENTO DAS FONTES BIBLIOGRÁFICAS
4.1. Normas e Estilos de Referências Bibliográficas
A qualidade de qualquer trabalho científico assenta na recolha da informação
relevante e possível sobre um determinado assunto, relacionando cientificamente tudo o que
é exposto, através de uma correta fundamentação dos lados implicados, designadamente com
recurso a citações e confrontando autores diversos.
Qualquer trabalho de caráter académico ou científico deverá, por isso, incluir uma
identificação correta e clara das fontes consultadas, identificação que se realiza através de
citações, no texto, das publicações utilizadas e de uma lista final das respetivas referências
bibliográficas.
Na escolha das fontes, devem considerar-se três critérios: qualidade, fiabilidade e
pertinência.
As normas internacionais de referências bibliográficas são elaboradas pela
International Standardization Organization (ISO), com a aprovação da maioria dos países
membros desta organização, da qual Portugal faz parte.
Em Portugal, o Instituto Português da Qualidade (IPQ) é o organismo normalizador
oficial nacional e publicou a Norma Portuguesa 405 – Informação e Documentação:
Referências Bibliográficas - baseada na normalização internacional ISO 690:2010 e que cobre
diversos tipos de documentos: impressos (NP405-1); materiais não livro (NP405-2);
documentos não publicados (NP405-3) e eletrónicos (NP405-4).
Existem, ainda, estilos definidos internacionalmente para a realização de citações e
referências bibliográficas em trabalhos académicos ou científicos, cujas convenções são usadas
genericamente em contexto académico e de investigação, de acordo com a área científica.
Refiram-se, para além da ISO 690 e da NP 405, os seguintes estilos:
HARVARD - Termo genérico utilizado para designar os estilos que definem as
citações em texto como autor-data (Smith, 1999) e aplica-se às ciências sociais. Trata-se do
método mais imediato para identificar o trabalho de um autor.9
VANCOUVER é o estilo mais usado para a normalização de referências bibliográficas
na área da medicina, ciências da saúde e ciências exatas. Este sistema de citação distingue-se
essencialmente do sistema Harvard por usar citações numéricas. A grande vantagem é que
permite uma leitura mais fácil do texto.
9
Outros estilos bibliográficos seguem este modelo de citação, tais como a APA – American Psychological Association - e a Chicago.
35
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
APA - Estilo desenvolvido pela American Psychological Association (APA), é
amplamente aplicado no mundo académico em áreas do conhecimento como a Psicologia e
as Ciências Sociais.
MLA - Recomendado pela Modern Language Association, o estilo MLA é um dos mais
utilizados nas área das Humanidades, Linguística e Literatura.
CHICAGO - Estilo baseado na publicação The Chicago Manual of Style, um dos estilos
mais extensamente utilizado nas Universidades internacionalmente.
IEEE - Estilo desenvolvido pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE),
adotando um sistema de citação numérico aplicado nas áreas da eletrónica, tecnologias,
computação, energias sustentáveis, comunicação, robótica, engenharias e tecnologias
aplicadas (saúde).
Podem, ainda, existir normas ou regulamentações particulares preparadas por uma
instituição, uma sociedade científica ou uma redação de uma revista, entre outros.
Torna-se, pois, particularmente relevante que, depois de adotar um estilo para o
trabalho, se conheçam bem as convenções que o caracterizam e se aplique esse e somente
esse estilo, a todas as citações e referências do trabalho.
Em termos gerais, há que reter as ideias de que apenas as referências utilizadas no
texto, e só estas, deverão constar na referência bibliográfica final; que os apontamentos de
aulas, conferências, ou situações análogas, não têm admissibilidade científica, a não ser que
publicadas e devidamente referenciadas; que se deve evitar referenciar fontes cuja consulta
seja difícil ou impossível, tais como comunicações pessoais, eventos sem atas e documentos de
circulação restrita ou temporária.
Para a elaboração dos trabalhos académicos a apresentar nas Unidades Curriculares
dos cursos do Departamento de Ciências Empresariais Sociais e Humanas da ESTG, optou por
se indicar o sistema de referência de Harvard e o estilo bibliográfico APA como aqueles a
adotar preferencialmente. O sistema Harvard é o método mais direto de reconhecer o
trabalho de um autor, pois, à partida, só é necessário mencionar o autor e data de publicação
no texto que está a ser elaborado. O leitor pode facilmente localizar a descrição completa da
obra em causa, ao recorrer à referência bibliográfica apresentada no final do documento. O
sistema tem, ainda, a vantagem de mostrar de imediato a autoridade citada, reconhece-la
facilmente, e saber quão recente é a informação. O estilo APA de referenciação é o mais
utilizado nas publicações da área das ciências sociais e gestão.
36
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
4.2. Elementos Gerais da Referenciação Bibliográfica: Edição, Editor, Data, Local e Data
da Edição, ISBN e Volume
Além do nome do autor e do título, há outros elementos que identificam uma
publicação e que devem constar nas referências bibliográficas a incluir em qualquer trabalho
académico, a saber:
•
Edição
Deve indicar-se o número da edição, pois as distintas edições podem apresentar
diferenças entre si e apenas a indicação concreta nos permite saber a qual edição nos estamos
a referir. Uma 1ª edição não requer menção expressa na referência bibliográfica.
Quando presente, a indicação do número da edição de uma obra surge entre
parênteses, com a abreviatura ed., e é posicionada imediatamente a seguir ao titulo e/ou
subtítulo, sendo separada por um ponto do local de edição.
Exemplo:
Robbins, S. (2005). Comportamento organizacional (11ª ed.). São Paulo:
Prentice Hall.
•
Local de edição
Deve mencionar-se sempre o local onde a obra foi publicada. Aquando da ausência da
sua menção na publicação, deve colocar-se [s.l.], ou seja, sine loco (sem lugar).
O local de edição separa-se do elemento seguinte, a entidade editora, por dois pontos
(:).
Exemplo:
Ferreira, V. (2004). Manhã submersa. Lisboa: Bertrand.
Hauser, A. (1955). Storia sociale dell'Arte. [S.l.] : Einaudi.
•
Editor
Outro elemento fundamental é a indicação da entidade editora, pois pode tratar-se de
uma edição do autor, o que tem de se registar. A ausência de informação sobre este elemento
assinala-se na referência bibliográfica por [s. n.], ou seja, sine nomine (sem nome).
37
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
A indicação da editora surge a seguir ao local de edição, após os dois pontos (:).
Exemplo:
Arnheim, R. (1971). Art and visual perception. Berkeley: University of California
Press.
Cavaleiro, C. M. F. (1995). Isolamento e caracterização de Furanocumarinas
Naturais. Coimbra: [s. n.].
•
Data de edição
A data de edição é um elemento a incluir obrigatoriamente na referência bibliográfica
e deve surgir entre parêntesis, após o nome próprio do autor, antes do título da obra/artigo,
separado deste por um ponto.
A ausência da sua indicação vem assinalada com [s.d.], ou seja, sine data (sem data).
Exemplo:
Câmara, A. M. (s.d.). Matemática – teoria e prática 12º ano: Vol.2. (6º ed.).
Lisboa: Edições Rumo.
Campenhoudt, L. V. & Quivy, R. (2003). Manual de investigação em ciências
sociais (3.ª ed.). Lisboa: Gradiva.
•
ISBN
Trata-se do número internacional normalizado do livro. Separa-se dos elementos
colaterais por um ponto (.). Quando não é mencionado na publicação não se coloca qualquer
indicação.
Exemplo:
Reis, C. (2001). O Conhecimento da literatura: introdução aos estudos
literários (2ª ed.). Coimbra: Almedina. ISBN 972-40-0824-X.
•
Volume
Caso a obra tenha mais do que um volume, tem de ser mencionado o volume
consultado. Esta indicação surge entre parêntesis, imediatamente a seguir ao título da obra. Se
se tiver utilizado toda a obra, deve-se mencionar o número de volumes.
38
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Exemplo (para a indicação do volume consultado):
Academia de Ciências de Lisboa (2001). Dicionário da língua portuguesa
contemporânea (I Volume, A-F). Lisboa: Editorial Verbo.
Durkheim, E. (1977). A divisão do trabalho social (2 vol.). Lisboa: Editorial
Presença.
FREIRE, A. (1998). Internacionalização: desafios para Portugal (2ª ed., Vol. I.).
Lisboa: Editoral Verbo. ISBN 972-22-1905-7.
Oliveira, J. B. (2007). Psicologia da educação (2ª ed., Vols. 1-2). Porto: Livpsic.
Lijphart, A. (1995). Electoral systems. In The encyclopedia of Democracy (Vol. 2,
pp. 412-422). London: Routledge
4.3. Citações
As citações são formas breves de referência e constituem um elemento imprescindível
para identificar um documento, devendo as citações ser feitas de acordo com a norma de
referência bibliográfica adotada ao longo do trabalho académico.
Apresentamos, nos pontos seguintes, a forma correta de fazer citações quer se trate de
uma citação retirada do texto original ou proveniente de uma fonte indireta.
4.3.1. Citações Retiradas do Texto Original
As fontes originais que identificam a citação deverão ser referidas através da
metodologia «autor-data» ou Sistema “Harvard”, junto da citação ou do(s) autor(es)
referenciado(s). Caso se trate de uma citação direta, ou da reconstrução pessoal e precisa de
uma determinada parte do texto original, as indicações serão acrescidas das páginas
consultadas (exemplos 1 e 2).
Exemplo 1:
As obras de referências foram consideradas de grande importância por
Cordón e López (2001:24) num estudo sobre as Bibliotecas Universitárias.
39
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
Exemplo 2:
A investigação levada a cabo até hoje nesta área demonstra que a
importância, que a análise estratégica externa tem para as empresas, pode
ser inferida pela forma como as atividades de análise são integradas no
processo de planeamento estratégico (Costa, 1997: 3).
…the traditionalist personality (Riesman, Denney & Glazer, 1968: 40) restrains
him from doing…
Quando a citação direta é inferior a duas linhas de texto, aparecerá entre aspas no
corpo do documento (exemplo 3). Caso a citação exceda as duas linhas de texto, será
destacada e em letra de fonte menor (tamanho 10) conforme apresentado no exemplo 5.
As transcrições das citações diretas devem surgir entre aspas no texto e possuir a
sinalética (…) sempre que não se reproduza inteiramente um período ou um parágrafo
(Exemplo 4).
Exemplo 3:
De facto, e conforme Costa (1997: 3) argumenta, “(…) à medida que as
empresas crescem em tamanho e complexidade, as suas necessidades de
planeamento estratégico formal aumentam.”
Exemplo 4:
O conhecimento destes eventos permite aos gestores a identificação das
principais tendências na sua área de negócios, podendo orientar as ações das
suas empresas de forma consonante. Com base nos resultados deste estudo,
Aguilar (1967: VII) definiu análise estratégica externa como:
“A recolha e análise de informação sobre eventos no ambiente empresarial
externo. Cujo conhecimento assistirá os gestores na sua tarefa de
programar e conduzir o futuro da empresa.”
4.3.2. Fonte Indireta
Quando se pretende citar um autor que foi inicialmente referido por outro – fonte
indireta – deverá utilizar-se a indicação cit.in (exemplos 5 e 6).
40
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Exemplo 5:
De acordo com Jain (cit. in Costa, 1997: 24), a eficácia do planeamento
estratégico está diretamente relacionada com a capacidade de análise
estratégica externa.
Exemplo 6:
A eficácia do planeamento estratégico está diretamente relacionada com a
capacidade de análise estratégica externa (Jain cit. in Costa, 1997: 24).
Quando uma citação se reporta a uma obra de três ou mais autores deve-se apenas
mencionar o nome do primeiro autor, seguido da locução et. al. (exemplos 8 e 9).
Exemplo 7:
De acordo com Cordón et al (cit. in. Alves, 2007) a tarefa de definir uma obra
de referência não é fácil.
Exemplo 8:
A tarefa de definir uma obra de referência não é fácil (Cordón et al cit. in.
Alves, 2007).
4.3.3. Citação Indireta
Apresenta-se, utilizando uma redação pessoal, a ideia do autor mas não se transcreve
literalmente um qualquer passo da obra referida; apenas se faz referência a um conceito ou
teoria indicada ao longo de toda uma obra. O autor deve ser devidamente referenciado (Autor,
data), de forma a que a obra possa ser identificada nas Referências Bibliográficas do trabalho.
41
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
Exemplo 9:
Vilaça (2010) discute um perfil de pesquisas sobre estratégias de aprendizagem.
Na visão de Vigotski (2001) a aprendizagem ocorre por meio de interações
sociais.
A fala de uma pessoa é composta com uma soma de vozes de outros atores
sociais (Bakhtin, 2002).
4.4. Referências Bibliográficas por Tipo de Documento
O modo como se referenciam, num trabalho académico, as fontes bibliográficas
consultadas para a elaboração do mesmo, depende do tipo de documento que estamos a
descrever e da informação que dele existe disponível. Neste contexto, uma vírgula ou um
ponto, um título em itálico ou não, assumem um valor referencial que deve ser respeitado e
mantido ao longo de todo o trabalho.
Para simplificar a consulta e a leitura optou-se aqui por organizar em forma de quadros
de exemplos práticos o modo correto de apresentar as referências bibliográficas de
documentos diversos, de acordo com o sistema Harvard-APA. Previamente, apresentamos um
dos exemplos descrito de modo detalhado, devendo o mesmo ser utilizado como modelo de
leitura para todos os que se seguem.
42
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Figura 2 – Descrição de uma Referência Bibliográfica
Último nome do autor, a que se segue uma vírgula e um espaço.
Dois sobrenomes do autor, quando conhecidos, em iniciais. Ponto a seguir a cada
inicial. Quando se desconhece o nome do autor a identificação pode iniciar-se pelo
título do livro.
Nos casos em que há mais do que um autor é com virgulas seguidas de
espaço que se separam os nomes dos diferentes autores, sendo o último
separado com um sinal de conjunção (&).
Ano da publicação, entre parêntesis curvos, seguido
de ponto. Quando o ano de publicação estiver
omisso, use [s.d.] (sem data) para o assinalar.
Simão, J. V., Santos, S. M. & Costa, A. A. (2003). Ensino superior: uma visão para a
próxima década (3ª ed.) Lisboa: Gradiva.
Editora, seguida de ponto.
Local de edição, seguido de dois pontos. Deve ser uma cidade e não
um país. Se mais de um local forem indicados, regista-se apenas o 1º
registado na monografia.
Após o subtítulo e separado deste por parênteses curvos, pode indicar-se o
número da edição com o algarismo árabe correspondente e a abreviatura da
palavra “edição” (ed.). Omite-se nos casos de 1º edição.
Titulo, em itálico, com um ponto no final. Primeira letra do titulo é maiúscula, e restantes
minúsculas, exceto quando se trate de nomes ou locais. O subtítulo, quando existe, encontra-se
separado do título por dois pontos e um espaço com a inicial da primeira palavra em maiúscula.
Fonte: Elaboração Própria
43
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
Quadro 10 – Descrição de Referências Bibliográficas
Referências bibliográficas
Monografias
Com um autor:
Sousa, A. de (1990). Análise económica (3ª ed.). Lisboa: Universidade Nova de
Lisboa
Com dois autores:
Eiglier, P. & Langeard, E. (1991). Servuction - A Gestão Marketing de empresas
de serviços. Lisboa: McGraw-Hill.
Com três autores:
Moore, M. H., Estrich, S., McGillis, D., & Spelman, W. (1984). Dangerous
offenders: the elusive target of justice. Cambridge: Harvard University Press.
Com mais de três autores:
Cordón, J. et al. (2001). Manual de investigación bibliográfica y documental –
teoría y práctica. Madrid: Ediciones Pirâmide.
Da responsabilidade de uma instituição
Ministério de Educação (1998). Gestão da qualidade: conceitos. Sistemas de
gestão, instrumentos, qualidade nos serviços públicos. Lisboa: Secretariado
para a Modernização Administrativa.
Sem autor ou editor identificado:
Merriam-Webster's Collegiate Dictionary (10ª ed.). (1993). Springfield, MA:
Merriam-Webster.
Polis: enciclopédia verbo da sociedade e do estado: antropologia cultural,
direito, economia, ciência política (6 vol.). (1998). Lisboa, São Paulo: Editorial
Verbo.
Obras traduzidas10:
Roberts, M. (2001). Ficar em forma em 90 dias (L. R. Geer, trad.). Porto:
Livraria Civilização.
Artigos em
publicações
periódicas
Castanheira, L. & Caetano, A. (1999). Dimensões do contrato psicológico.
Psicologia, XIII (1-2), 99-125.
Dulk, L., Doorne-Huiskes, A. & Schippers, J. (1999). Organizações “Amigas da
Família”: uma comparação internacional. Sociologia – Problemas e Práticas,
10
Se uma obra for uma tradução, o nome do tradutor é indicado entre parêntesis depois do título. Todavia, não é obrigatório
referir o tradutor; só deve ser referido naqueles casos em que se entenda ser relevante referir, como por exemplo, no caso da
tradução de uma obra literária.
44
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
29, pp. 31-50.
Foster, C. D. (2001). The civil service under stress: the fall in civil service
power and authority. Public administration, 79 (3), pp. 725-749.
Gomes, O. (2005). Comércio Eletrónico e Pesquisa Ótima de Informação.
Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão, 4 (1) janeiro - março, pp.30-39.
Artigos de
enciclopédia
Langdon, H. (1996). Landscape painting: 18th century. In The dictionary of art
(Vol. 18, pp. 711 – 714). London: Macmillan.
Bergmann, P. G. (1993). Relativity. In The New Encyclopaedia Brittanica
(Vol.26, pp. 501-508). Chicago: Encyclopaedia Brittanica.
Livros,
Capítulos ou
Artigos em
obras com
editor
literário11
Cabral-Cardoso, C. (2000). Gestão de recursos humanos: evolução do
conceito, perspetivas e novos desafios. In M. P. Cunha (Ed.), Teoria
organizacional: perspetivas e prospetivas (pp. 225-249). Lisboa: Dom Quixote.
Cruz, A. J. (1994). Do certo ao incerto: o estudo laboratorial e os materiais do
políptico de S. Vicente. In Nuno Gonçalves: novos documentos. Estudo da
pintura portuguesa do século XV (pp. 41 – 45). Lisboa: Instituto Português de
Museus / Reproscan.
Good, T. L. & Weinstein, R. S. (1992). As Escolas marcam a diferença:
evidências, críticas e novas perspectivas. In António Nóvoa (Coord.). As
organizações escolares em análise (pp. 75-98). Lisboa: Publicações Dom
Quixote, Lda.
Kubálková, V., Onuf, N., & Kowert, P. (Eds.). (1998). International relations in
a constructed world. Armonk, NY: M. E. Sharpe.
Ramos, C. (2005). Os recursos hídricos. In C. A. Medeiros (Dir.) & A. B. Ferreira
(Coord.), Geografia de Portugal: Vol.1: O ambiente físico (6.ª ed., pp.12001752). Lisboa: Círculo de Leitores.
Atas de
Congressos
Pinhal, J. (1997). Os municípios e a descentralização educacional em Portugal.
In Ana Luís et. al. (Eds.). A administração da educação: investigação,
formação e práticas. Atas do 1º Congresso do Forum Português
Arroja, L., Oliveira, G. & Capela, I. (1999). Contribuição para a
descontaminação de solos – Metodologias de implementação. Actas da 6ª
Conferência Nacional sobre a Qualidade do Ambiente. Centro de Congressos
da AIP, Lisboa. 2º Volume. pp. 607-616.
Champ, D.R. & Schroeter, J. (1988). Bacterial transport in fractured rock. In
11
Editor Literário – Pessoa(as) que cuida(m) da preparação de um texto de outro. A sua tarefa pode ser a de compilar, coordenar
ou organizar os materiais e pode incluir tarefas como a revisão do texto, a redação de uma introdução, comentários, índices, entre
outras.
45
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
Olsen, B.H. & Jenkins, D. (eds.). Proceedings of the International Conference
on Water and Wastewater Microbiology. Newport Beach, USA, 8-11 February
1988. pp. 81-87.
Comunicação
em eventos
científicos
Moreira, A. (2000). O diálogo com a sociedade civil. In Seminário ensino
superior e competitividade (pp.31-52). Lisboa: CNAVES.
Documentos
áudio
/vídeo/CDRom
Diciopédia, (2005). Prosódia. In Diciopédia 2005 [DVD-ROM]. Porto: Porto
Editora. ISBN: 973-0-65258-6.
Homeyer, J. & Mikolajczyk, S. (2004). Techniques of crime scene investigation
[CD-ROM]. Warsaw: CRC.
Instituto Nacional de Estatística (1998). Anúarios estatísticos regionais: 19961997. [CD-ROM]. Lisboa: INE.
Office for National Statistics (1996). 30 years of regional trends [DVD-ROM].
London: Author.
Teses e provas
académicas
Almeida, N. M. C. (2010). A influência dos valores culturais na criatividade dos
vendedores. Tese de Doutoramento não publicada, em Gestão de Empresas
(Marketing). Coimbra: FEUC.
Horta-Monteiro, M. C. S. M. (1994). Utilização de água residual urbana na
cultura de Azevém (Lolium Multiflorum Lam.). Tese de Mestrado não
publicada em Nutrição Vegetal, Fertilidade do Solo e Fertilização. Lisboa:
Instituto Superior de Agronomia - Universidade Técnica de Lisboa.
Queda, J. R. M. (2010). Gestão de riscos de corrupção e infracções conexas nas
principais áreas de gestão e logística de uma organização. Relatório de
Estágio não publicado, no Âmbito do Mestrado em Gestão. Coimbra: FEUC.
Documentos
em formato
eletrónico:
Revistas,
jornais…
Commission of the European Communities. (2001). Governance in the
European Union: a white paper. Disponível em
http://europa.eu.int/governance/white_paper/index_en.html. [Consult. em
08 de janeiro 2011].
Silva, A. C. (2004). Descobrir o princípio alfabético. Análise apsicológica
(2004), 1 (XXII): 187-191.Disponível em
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v22n1/v22n1a17.pdf [Consultado
em dezembro de 2011].
Vásquez Olcese, C. (2002). El diagnóstico en terapia familiar sistémica: anafis
is de un caso de patologia infantil. Psicologia.com: Revista Electrónica de
Psicologia, 6. Disponível em
http://www.psiquiatria.com/revistas/index.php/psicologiacom/
[Consult. em 10 de outubro, 2010] http://www...
Zack, M. (1999). Managing codified knowledge. Soan management.
46
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Disponível em http://mitsloan.mit.edu/smr/past/1999/smr4044.html.
[Consult. em 08 de janeiro 2011].
Documentos
legislativos
Artigo ou
Documento
não Publicado
Decreto-Lei nº 333/88. D.R. I Série. 224(88-09-27) 3936.
Basílio, A. C. (2002). A banca face aos desafios do mercado. Relatório de
Estágio (Gestão Comercial e Marketing). Texto
Pacheco, A. (2005). Textos de apoio da unidade curricular de investigação
aplicada em anatomia patológica. Texto inédito. Lisboa: Escola Superior de
Tecnologia da Saúde de Lisboa, Área Científica de Anatomia Patológica.
Fonte: Elaboração Própria
4.5. Notas de Rodapé
O sistema de citação Harvard indica que se devem evitar as notas de rodapé, não
devendo estas ser usadas para reconhecer as fontes de informação.
As notas de rodapé devem ser numeradas e apenas devem ser utilizadas para (i)
ampliar discussões apresentadas no texto, (ii) indicar outras fontes bibliográficas ou conteúdos
que reforçam o assunto discutido no texto, (iii) remeter o leitor para outras partes do trabalho.
Se uma destas notas de rodapé incluir uma citação, esta deve apresentar o mesmo formato
daquela inserida no texto, incluindo nome, data e página, sendo que a referência bibliográfica
completa apenas surgirá no final na lista por ordem alfabética de todas as referências
bibliográficas consultadas para realizar o trabalho.
4.6. Plágio
Plagiar é apresentar como seu, em parte ou no todo, um trabalho intelectual
realizado por outro.
Na elaboração dos trabalhos, deve ser respeitada a propriedade intelectual,
indicando-se SEMPRE a origem da informação. Se tal não for feito, comete-se PLÁGIO, que é
uma falha muito grave, no que concerne às boas práticas de elaboração de trabalhos.
Se um júri ou o docente (isoladamente, caso se trate de trabalhos realizados numa
qualquer unidade curricular) concluir que o trabalho apresentado é plagiado no todo ou em
parte, considerará o trabalho sem validade, de acordo com o art.º 28 do Regulamento de
Exames em vigor na ESTG.
47
Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos ________________________________________
Conclusão
A relevância científica de um trabalho mede-se não só pela originalidade, rigor e
validade do seu conteúdo, mas também pela qualidade da forma, expressa na fidelidade a
normas internacionalmente aceites neste domínio.
A forma de realizar trabalhos no âmbito académico, assim como a maneira, sob o
ponto de vista metodológico e formal, de os apresentar, constitui uma crescente preocupação
de rigor nestas matérias e uma questão a que o Departamento de Ciências Empresariais,
Sociais e Humanas da ESTG quer dar resposta.
É nesse contexto que surge o documento Normas Orientadoras para a Elaboração de
Trabalhos Académicos, visando dotar os alunos de um suporte rigoroso, elementar e
facilmente interpretável para a elaboração dos seus trabalhos académicos, e procurando
despertar, em simultâneo, o interesse pelo aprofundamento do conhecimento de métodos e
técnicas de investigação.
Estamos, no entanto, perante um documento aberto que poderá ser revisto no início
de cada ano letivo e que é continuamente suscetível de ser melhorado.
48
________________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Referências Bibliográficas
Andrade, M. (1997). Introdução à metodologia do trabalho científico: Elaboração de trabalhos
de graduação. (2ª ed.) São Paulo: Atlas.
Azevedo, I. (1997). O prazer da produção científica. (5ª ed.) Piraciaba: Editora Unimep.
Azevedo, M. (2000). Teses, Relatórios e Trabalhos Escolares: Sugestões para Estruturação da
Escrita. Lisboa: Universidade Católica Portuguesa.
Ceia, C. (2000). Normas para Apresentação de Trabalhos Científicos. (3ª ed.) Lisboa: Editorial
Presença.
Cordon García, J.A. et al., (2001) Manual de Investigación Bibliográfica y Documental – Teoria y
Prática. Madrid: Ediciones Pirámide.
Dellinger, T. (2005). Breve Guia de como Escrever Artigos e Relatórios Científicos. Disponível em
http://www.uma.pt/thd/Etologia/Documentos/Dellinger%202005%20comoescrever.pdf.
[Consultado em 15 de janeiro de 2011]
Eco, U. (1995). Saber Escrever uma Tese e Outros Textos. (6ª ed.). Lisboa: Editorial Presença.
Estrela, E., Soares, M. A. & Leitão, M. J. (2003). Saber Escrever, Saber Falar. Lisboa: Dom
Quixote.
Estrela, E., Soares, M. A. & Leitão, M. J. (2007). Saber Escrever uma Tese e Outros Textos: Um
Guia Completo para Apresentar Corretamente os seus Trabalhos e outros Documentos. (5ª
ed.). Lisboa:
Frada, J. (2001). Guia Prático para a Elaboração e Apresentação de Trabalhos Científicos,
Coleção «Microcosmos». (11ª ed.). Lisboa: Edições Cosmos.
Oliveira, S. (1997). Tratamento de metodologia cientifica: Projetos de pesquisas, TGI, TCC,
monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira.
Pereira, A. & POUPA, C. (2004). Como se Escreve numa Tese: Monografia ou Livro Científico
Usando o Word. (3ª ed.). Lisboa: Edições Sílabo.
Serafini, T. (1986). Como se Faz um Trabalho Escolar. Lisboa: Editorial Presença.
Sousa, G., (2005) Metodologia da Investigação, Redação e Apresentação de Trabalhos
Científicos. Porto: Livraria Civilização Editora.
49
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Severino, A. (1996). Metodologia do trabalho científico. (20ª ed.). São Paulo: Cortez Editora.
Turabian, K. L., (2000) Manual para Redação: Monografias, Teses e Dissertações. São Paulo:
Martins Fontes.
Sites Consultados:
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2011].
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d,32805,en.pdf [Consultado em 14 Fev. 2011].
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http://weblog.aescoladanoite.pt/?p=92 [consultado em 20 de março de 2011]
http://www.ua.pt/sbidm/biblioteca/ReadObject.aspx?obj=15968 [Consultado em 14 Fev.
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http://www4.ujaen.es/~emilioml/doctorado/guia_rapida_de_citas_apa.pdf [Consultado em 14
Fev. 2011].
http://referencing.port.ac.uk/apa/index.html [Consultado em 20 Jan. 2011].
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20 Jan. 2011].
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2011].
http://www.port.ac.uk/departments/studentsupport/ask/resources/workbooks/filetodownloa
d,32805,en.pdf [Consultado em 20 Jan. 2011].
50
ANEXO 1 ________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Anexo 1 – Regulamento de Estágio de 1º Ciclo (ESTG) (Anexo 1)
O Anexo 1 do Regulamento de Estágio (1º Ciclo), que aqui se transcreve (pp. 20-22), define
regras específicas para a elaboração da primeira e segunda página do Relatório de Estágio, e
apresenta algumas recomendações para a organização do relatório, no que se refere à sua
forma e estrutura.
“ANEXO I
NORMAS PARA A ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE ESTÁGIO
1- O relatório de estágio deverá ser impresso em formato A4.
1.1. No caso das áreas artísticas poderá ser definido formato diverso para a apresentação do
relatório.
2- Nos casos em que é exigida uma cópia em papel o relatório deve ser impresso apenas de um
lado e encadernado com cartolina branca ou em transparência.
3- A primeira página deverá ser organizada de acordo com o formato a seguir indicado:
a) Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Portalegre;
b) Relatório de estágio da Licenciatura em «substituir pela designação da
Licenciatura»;
c) «Tema do trabalho» ;
d) «Nome completo do aluno» ;
e) «Local de estágio»;
f) «Ano lectivo» ;
g) Orientador na ESTG: «Nome do Orientador de Estágio» ;
h) Orientador na entidade de acolhimento: «Nome do Supervisor de Estágio na
entidade» ;
4- No caso de, por solicitação da entidade onde se realizou o estágio, este ter carácter
confidencial, tal deve ser explicitamente declarado na segunda página, com a indicação do
período em que a restrição se aplicar.
5- O relatório deve ser redigido de forma clara, precisa e concisa. Como orientação, não deve
exceder as 10000 palavras, correspondentes a cerca de 50 páginas. Os anexos não são
incluídos neste limite.
RECOMENDAÇÕES PARA A ORGANIZAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
1- Para além da folha de título, o relatório deverá conter:
a) Agradecimentos ;
51
ANEXO 1 ________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
b) Resumo ;
c) Índice ;
d) Introdução;
e) Apresentação do local de estágio;
f) Fundamentos teóricos do trabalho;
g) Descrição do trabalho realizado (indicar também os meios técnicos e experimentais
usados);
h) Resultados (incluir aqueles com interesse directo para a discussão; todos os
resultados
intermédios devem ser incluídos em anexos);
i) Discussão dos resultados (apresentar as consequências lógicas a retirar do trabalho
realizado);
j) Conclusões;
k) Bibliografia;
l) Anexos;
2- Quanto aos conteúdos, recomenda-se que:
a) Nos “Agradecimentos” devem ser mencionados a empresa ou instituição que acolheu o
estagiário e as pessoas que, de qualquer modo, a ele dedicaram algum do seu tempo ou dos
seus meios, quer directa quer indirectamente;
b) A “Introdução” deve definir correctamente o problema ou assunto a tratar e apresentar as
grandes linhas do trabalho seguidas, fixando os objectivos a alcançar, bem como os meios
utilizados;
c) Na “Apresentação do local de estágio”, que deve constar sempre dos relatórios de estágio
realizados fora da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de
Portalegre, deve fazer-se uma apresentação do local onde se realizou o trabalho, os seus
objectivos, implementação, organização ou organigrama, dados económicos ou estatísticos,
etc. ;
d) A “Descrição do trabalho realizado” deve indicar detalhadamente os meios experimentais
usados, para que o leitor possa reproduzir o trabalho sem necessidade de outros elementos
suplementares;
e) Nos “Resultados” serão incluídos apenas aqueles com interesse directo para a sua discussão
final. Todos os resultados intermédios deverão ser incluídos nos Anexos;
f) Nas “Conclusões” deve ser feito um resumo breve do assunto tratado e dos resultados
obtidos e apresentadas as consequências lógicas a retirar do trabalho realizado;
52
ANEXO 1 ________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
g) As obras, artigos, catálogos, etc. constantes da “Bibliografia”, devem ser referenciadas ao
longo do texto, por exemplo: (autor, ano). Estas deverão ser listadas por ordem alfabética no
capítulo correspondente;
h) O relatório deve ser estruturado em capítulos, sub-capítulos e rubricas, É prática, para este
efeito, a utilização de divisão decimal, devendo, porém evitar ultrapassar três algarismos (por
exemplo, 2.3.1...) ;
i) Deve ser esclarecido o significado dos símbolos contidos em expressões eventualmente
utilizadas no texto. É útil que estas sejam referenciadas por ordem de aparecimento no texto.
Observações:
Sempre que as condições específicas do curso o justifiquem a área científica pode introduzir
adequações às presentes normas e recomendações, devendo, porém, as mesmas serem
homologadas pelo Conselho Científico.
53
ANEXO 2 ________________________________ Normas Orientadoras para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Anexo 2 - Abreviaturas de Uso Mais Corrente
Cf - confira.
ed. - edição (primeira, segunda; em bibliografias em inglês ed. significará organizador, editor,
plural eds.).
[et al.] - quando mais de três autores partilham a responsabilidade de uma obra.
Ibid ou Ibidem - repetição da mesma referência.
Op. Cit. - na obra citada.
[s.l.] - local de edição desconhecido.
[s.d.] - data de edição desconhecida.
[s.n.] - editor desconhecido.
vol. - volume, plural vols. (vol. significa geralmente um dado volume de uma obra em vários
volumes, enquanto vols. Significa o número de volumes de que se compõe a obra).
[ ] - toda a informação que esteja omissa na fonte deve figurar entre parênteses.
54
FICHA TÉCNICA
Título
Normas para a Elaboração de Trabalhos Académicos
Autores
João Romacho
Margarida Coelho
Maria da Piedade Alves
Maria José D’Ascensão
Design e Paginação
Gabinete de Comunicação da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Portalegre
Impressão
Gabinete de Impressão da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Portalegre
Fevereiro 2011
Este documento adota as regras do novo Acordo Ortográfico.

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