FUTEBOL ITALIANO

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FUTEBOL ITALIANO
ITÁLIA
Historia da Itália
FUTEBOL ITALIANO
O futebol da Itália é um dos mais poderosos e tradicionais do mundo, partindo do ponto que
a Squadra Azzurra, como é conhecida a seleção, venceu quatro vezes o Campeonato do Mundo.
Bandeira italiana
O campeonato italiano também é um dos poucos campeonatos europeus que possui várias equipes
de
primeiro
escalão.
No
caso,
algumas
delas
são: Milan, Lazio, Internazionale, Roma, Fiorentina, Juventus.
Os media italianos cobrem intensamente o campeonato e a seleção, e o povo é bastante ligado à
modalidade, sendo grandes admiradores deste. Lá, como no Brasil, também ocorrem com frequência
escândalos envolvendo jogadores e a arbitragem, e como consequência, viradas de mesa, como as
ocorridas recentemente envolvendo Milan, Lazio, Fiorentina e Juventus, esta considerada a maior
beneficiada no escândalo.
Historicamente, os seus grandes jogadores são: Giuseppe Meazza, Silvio Piola, Luigi Riva, Gianni
Rivera, Franco Baresi, Bruno Conti, Marco Tardelli, Gaetano Scirea, Dino Zoff, Roberto
Baggio e Paolo Rossi, entre outros. Atualmente, os grandes jogadores italianos são: Gennaro
Gattuso, Francesco Totti, Fabio Cannavaro (eleito melhor jogador do mundo em 2006), Luca
Toni, Alessandro Del Piero e o Gianluigi Buffon.
O italiano-brasileiro José João Altafini atuou no Campeonato do Mundo de 1958 vestindo a camisa da
seleção brasileira, mas por ser filho de italianos, naturalizou-se italiano, e como na época a regra
permitia atuar por mais de uma seleção na carreira, jogou no Campeonato do Mundo de 1962 pela
Itália. Foi o terceiro maior artilheiro da história da Série A, com 216 golos, ao lado de Giuseppe
Meazza. Altafini é conhecido como "Mazzola" entre os brasileiros, devido à sua semelhança física
com Valentino Mazzola, outro craque da Azzurra e do Torino nos anos 40. O seu filho, Sandro
Mazzola, também teve destaque, nos anos 60 (pela seleção e pelo Inter).
Outros ítalo-brasileiros que jogaram pela Itália são Anfilogino Guarisi, Filó (campeão do mundo em
1934); e Dino da Costa e Angelo Sormani, nos anos 50 e 60. Os filhos de italianos pelo mundo, os
chamados oriundi, foram amplamente utilizados pela seleção até aos anos 60, principalmente os
nascidos na Argentina, onde há uma grande comunidade italiana. Luis Monti disputou a final do
Campeonato do Mundo de 1930 pelo seu país natal e a final de 1934 pela Itália, sendo o único a
disputar duas finais do Campeonato do Mundo por dois países diferentes. Enrique Guaita, Raimundo
Orsi, Humberto Maschio e Omar Sívori são outros argentinos que disputaram Campeonatos do
Mundo pela Azzurra. Os uruguaios também marcaram presença: Michele Andreoli foi campeão
mundial em 1938 e os dois carrascos do Brasil no Campeonato do Mundo de 1950, Juan
Schiaffino e Alcides Ghiggia, também vestiram a camisola da Itália, no final dos anos 50. No Mundial
de 2006, a equipe recrutou outro argentino, Mauro Camoranesi, e um nascido na Inglaterra, Simone
Perrotta.
História
Equipe do Genoa C.F. C em 1893, o primeiro time de futebol da Itália.
Seleção Italiana em campo contra o Paraguai pela Copa do Mundo 2010.
Sugeria-se que os primórdios do futebol teriam sido praticados em Florença, um desporto que podia
ser jogado com as mãos e com os pés e pontuava-se nas extremidades do campo. Há ainda a
suposição de que teria surgido em Nápoles.
A versão mais aceite na atualidade é a de que o futebol chegou ao país através de comerciantes
ingleses na cidade de Gênova. Com o tempo, a modalidade passou a ser praticada também
em Turim e em Milão.
Mussolini
Benito Mussolini nunca foi jogador ou treinador de futebol, mas teve um papel importante na
formação do futebol no país e na conquista dos dois primeiros Campeonatos do Mundo pela Itália.
Em 1926, redigiu carta que fazia com que assumisse o controle do futebol no país. Mussolini passou
a indicar os presidentes da Federação Italiana e estruturou e profissionalizou o futebol italiano.
Como Mussolini era fascista, e assim como os nazistas estes pregavam uma visão extremamente
nacionalista, o ditador gostaria que as pessoas olhassem para a Itália como uma pátria vencedora.
Para isso, Benito teria ameaçado de morte os jogadores da seleção antes dos Mundiais de 1934
e 1938.
Em 1934, a vitória na final foi pelo placar de 2 a 1 sobre a extinta Checoslováquia. Em 1938, vitória
sobre a Hungria (que quinze anos depois viria a ser a melhor seleção do mundo) pelo placar de 4 a 2.
O desastre do Torino
Após dominar o cenário do futebol italiano e europeu na década de 1940, em que venceu inúmeros
campeonatos na Itália, Torino foi a base da seleção italiana por um bom tempo, a delegação
do Time envolveu-se num acidente aéreo, no dia 4 de maio de 1949, quando voltava de Lisboa após
um jogo amigável contra o Benfica. O futebol mundial perdera uma das suas melhores equipes de
todos os tempos. Na chegada a Turim, milhares de torcedores ficaram de luto e compareceram aos
velórios e ao enterro dos integrantes da equipe. Cerca de 500 mil pessoas compareceram aos
funerais dos jogadores. Hoje, o Torino disputa a série A da Itália. E como os jogadores do Torino
eram a base da seleção, os italianos perderam as esperanças de vencer o tricampeonato no Mundial
de 1950. Desse estado de luto e tristeza geral, surgiu o modo italiano de jogar.
Esse talvez tenha sido o mais marcante acidente aéreo de toda a história da Itália, por tudo que
significava a equipe do Torino na época da tragédia. A equipe era líder do Campeonato Italiano e
faltavam apenas quatro jornadas para o fim da temporada. Havia vencido 4 títulos italianos seguidos
e preparava-se para o quinto.
A melhor equipe da época e base da seleção italiana teve o seu fim a algumas milhas de Turim, sob
forte nevoeiro. A aeronave chocou-se contra uma das torres da Basílica de Superga. Acontecia uma
tragédia que marcaria para sempre a história do futebol italiano e mundial. Não houve sobreviventes.
O modo italiano de jogar
Crianças jogando futebol em Roma.
Os italianos, porém, também são conhecidos por quase sempre jogarem de forma extremamente
defensiva, passando desse ponto e chegando à famosa "retranca", que eles chamam de catenaccio.
Além disso, outro costume futebolístico italiano que diminuiu um pouco nos últimos anos foi o jogo
violento e agressivo, que surgiu nos anos 50. É algo normal em jogos da seleção italiana, a equipe
ficar quase toda na defesa após a marcação de um gol que a deixa com pequena vantagem no
marcador para proteger o resultado, muito ao contrário das tradicionais equipes brasileiras, que
normalmente armam um estilo de jogo bastante ofensivo. Italianos em geral atribuem a esta tradição
defensiva um fruto da cultura de seu povo, já que estes têm o costume de sempre proteger o pouco
que possuem. Também, devido à cultura do povo, muitos explicam o modo brasileiro de jogar, que
para estes, a forma herdada da cultura por muitos jogadores é a tradicional "não há nada a perder".
Em 2006, a seleção venceu o Mundial no esquema 4-5-1. Consequência disso também é o
surgimento de grandes goleiros e defensores italianos, como Dino Zoff, Fabio Grosso e outros.
Competições
Todas as competições de futebol no território italiano são organizadas pela Federação Italiana de
Futebol. As principais competições são o Campeonato nacional e a Copa da Itália, ambos
passaportes para os torneiros continentais da UEFA.
Campeonato italiano
Logotipo da Serie A 2008-09.
Competição mais nobre e tradicional do país reúne as vinte melhores equipes da Itália na primeira
divisão, esta conhecida como Serie A. No total são mais de 4 mil clubes organizados em 10 divisões.
O seu maior campeão é a Juventus com 27 títulos nacionais. Desde 1929, a competição é disputada
no formato de pontos corridos.
Taça de Itália
Copa Itália
Segunda competição em importância na Itália é disputada em formato de eliminatórias. É organizada
desde 1922 e tem como maiores campeões A.S. Roma e Juventus, cada uma das equipes com 9
títulos. A equipe vencedora se classifica para a Liga Europa da UEFA.
Super Taça
Supercopa da Itália
Ocorre desde 1989, em um jogo único disputado entre o campeão da Série A e o vencedor da Taça
Itália. A AC Milan é a equipe recordista de títulos, 6 no total. Os jogos ocorrem em vários locais do
mundo, caracterizando o chamado campo neutro.
Principais estádios
O Estádio Olímpico, 3º maior da Itália.
Os 10 maiores estádios de futebol da Itália, em capacidade, são:
Posição
Estádio
Capacidade Abertura
Mandante(s)
1
Giuseppe Meazza/San Siro
80.100
1926
A.C. Milan, Inter
2
Estádio San Paolo
78.210
1959
Napoli
3
Olímpico de Roma
72.700
1937
A.S. Roma, S.S. Lazio
4
Estádio San Nicola
58.270
1990
A.S. Bari
5
Estádio Artemio Franchi
47.282
1931
ACF Fiorentina
6
Estádio Friuli
41.652
1976
Udinese Calcio
7
Estádio Juventus
41.000
2004 Juventus
Football [Club]
8
Estádio Renato Dall'Ara
39.444
1927
Bologna FC
9
Estádio Marcantonio Bentegodi
39.211
1963
Chievo Verona, Hellas
Verona.
10
Estádio Renzo Barbera
37.600
1932
Palermo
Fonte: wikipédia

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