Guia Prático Redes Sociais na Internet

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WB - Internet e Novas Tecnologias
Guia Prático
Redes Sociais na Internet
um White Paper de WB - Internet e Novas
Tecnologias
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Abril / Maio de 2008
Copyright WB - Internet e Novas Tecnologias,
todos os direitos reservados.
Este White Paper não pode ser reproduzido ou
distribuído sem a expressa autorização da
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Índice
1. Introdução
.....................
2. A génese das redes sociais
........
3. Do Anonimato para o Grande
Público
..............................
4. O Caso português
3
5
7
..............
10
..................
11
6. O Second Life: uma rede social
à parte
.................
13
5. O Lado Negro
7. O Futuro
8. Conclusão
................. 14
..................... 15
Sobre os autores deste White Paper ......16
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1. Introdução
Desde que a WB-Internet se propôs a descortinar um pouco do
que é a Web, muitos têm sido os tópicos debatidos nos nossos
Guias Práticos da Internet.
Comércio Electrónico, Optimização para Motores de Busca,
Segurança on-line, foram apenas alguns dos temas que
realçam esta recente forma de encarar e viver o Mundo, mas
que grande parte da Humanidade toma-a como se fosse
perfeitamente natural desde há longínquos anos.
Com a expansão da Internet, mudaram-se as formas de
entretenimento,
de
comércio,
de
comunicação
e
de...socialização.
E é sobre este novo modo de criarmos, mantermos e
aprofundarmos relações com os outros através da Internet que
iremos falar neste White Paper.
Citados pela Wikipedia, Fernback e Thompson definem a
comunidade virtual como "relação social, forjada no
ciberespaço, através do contato repetido no interior de uma
fronteira específica ou lugar (ex.: uma conferência ou chat)
que é simbolicamente delineada por tópico de interesse".
Os autores afirmam que o termo é mais indicativo de uma
assembleia de pessoas sendo "virtualmente" uma comunidade
do que de uma comunidade real. Eles concordam que o termo
"comunidade" tem um significado dinâmico e acreditam que as
comunidades virtuais possam ser a base para a formação de
comunidades de interesses reais e duradouras.
Este conceito implica um ponto potencialmente importante:
eles afirmam que a comunidade possui um lugar que é
"simbolicamente delineado". Ou seja, traz a necessidade de
que a comunidade possua um "ponto de encontro", um
"estabelecimento" virtual que seja "delineado", ainda que de
modo simbólico (uma vez que o ciberespaço não possui
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fronteiras físicas).
Os conceitos de comunidade virtual e rede social online podem
confundir-se, embora Boyd & Ellison ajudem a traçar limites
entre as fronteiras, definindo e especificando as redes sociais
online como “ serviços online que permitem aos indivíduos:
1- criar um perfil público ou semi-público dentro
de um sistema com regras;
2- criar uma lista de outros utilizadores com
quem partilham uma ligação;
3- ver e cruzar a sua lista de contactos e as
listas criadas por outros dentro do sistema;
A natureza e a nomenclatura dessas ligações entre indivíduos
pode variar de site para site”.
Como essas redes se criaram, desenvolveram, quais os seu
pontos negros e o que poderemos esperar delas no futuro,
entre outros aspectos, é o que analisaremos de seguida.
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Aquele que é considerado com o percursor das comunidades
online é o site The Well, na rede desde 1985.
2. A génese das
redes sociais
Nas suas próprias palavras, o The Well “... é um destino aclamado
para conversa e discussão. Por mais de 20 anos tem cativado
pessoas inteligentes e criativas. É reconhecido como o principal
local onde o movimento da comunidade online nasceu – onde
Howard Rheingold pela primeira vez utilizou o termo
'comunidade virtual'.
Ao longo das duas últimas décadas, foi descrito como 'a
comunidade online mais influente do mundo', pela Revista
Wire(...), tem ganho prémios Dvorak e Webby, inspirado canções
e romances, e, de forma quase invisível, tem influenciado a cultura
moderna”.
Algum exagero criativo à parte, e embora não caiba na definição
de rede social acima identificada, ninguém pode retirar ao The
Well o seu carácter pioneiro no que respeita à criação da aldeia
global.
No entanto, nos anos 90, a Internet começa a massificar-se e um
outro tipo de ligação entre pessoas começa a florescer: o IRC
(Internet Relay Chat), protocolo de comunicação na Internet.
Embora o mIRC (programa mais popular de IRC) não seja uma
rede social, foi a principal forma de comunicação online ao longo
dos anos 90. Consistia na troca de mensagens e arquivos online
em tempo real, que, com o aproximar do fim do século, veio a ser
ultrapassado pelo MSN e pelo Yahoo Messenger, no que às
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Mensagens Instantâneas concerne, e pelos sites sociais, no que a
uma abordagem comunicacional mais geral respeita.
Em 1997, o site Sixdegrees tornou-se a primeira rede social pura e
dura: os seus utilizadores podiam criar perfis, listas de amigos e, a
partir de 1998, surfar as listas de amigos dos amigos. Estava
aberta a caixa de Pandora.
De 1997 a 2001, muitos foram os sites que arrancaram, como o
AsianAvenue, o BlackPlanet, ou o MiGente, permitindo aos seus
utilizadores criarem perfis pessoais e visitarem os perfis dos
contactos dos seus amigos.
Esses sites estavam, na sua maioria, relacionados com encontros
amorosos, facto que distinguiu, a nova vaga de sites sociais,
iniciada em 2001, com o Ryze.com, orientado para que os seus
utilizadores criassem uma lista de contactos de negócios.
O Ryze ainda hoje se mantém online, e com a mesma filosofia:
ajudar pessoas a valorizar o seu negócio, a sua carreira, a procurar
um emprego ou, simplesmente, efectuar vendas de produtos,
É nesta vaga que surgem as redes que hoje dominam a Internet:
http://www.myspace.com/ e Hi5 em 2003, Orkut e Facebook, este
na sua primeira encarnação, em 2004, Bebo em 2005.
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3. Do anonimato
para o Grande
Público
Quando em 2003, na cidade de Santa Mónica, California,
Estados Unidos, um site de nome MySpace.com ficou
disponível online, poucos foram os que o notaram no inicio.
No entanto, o colapso inicial do Friendster, um outro site social
que chegou a ter algum nível de popularidade, levou a que
muitos dos seus visitantes convidassem os seus amigos a
registarem-se no MySpace. Entre essa fatia de novos
utilizadores, estavam muitas bandas de rock alternativo.
O Myspace, nos nossos dias conhecido por ser um local por
excelência para a divulgação de música, começava, quase por
acaso, a descobrir a sua grande vocação.
O efeito “bola de neve” entre essas bandas começou a ser
notório e, passado algum tempo, alastrou-se para lá da
Califórnia. As bandas aproveitavam a sua página no Myspace
para promover a sua música, os seus concertos, o seu
merchandising, etc... O público começava a saber onde ir para
ir buscar esse tipo de informação e, a partir de 2004, os
registos de novos utilizadores, especialmente adolescentes,
começou a massificar-se.
Além da orientação musical, o MySpace tinha a novidade de
permitir aos seus utilizadores editar o código HTML da sua
página. Qualquer pessoa com o mínimo de apetência
tecnológica podia personalizar o seu espaço ao seu gosto,
dispondo ainda da possibilidade de adicionar fotos, música e
texto.
A popularidade e o sucesso deste site foi, e continua, a ser
imensa. Daí que, em 2005, a News Corporation, propriedade
do magnata Rupert Murdoch, adquiriu o Myspace por 580
milhões de dólares, validando, em termos empresariais, todo o
sucesso que os sites sociais estavam a atingir na Internet.
O MySpace pode ter sido o mais rápido e o mais popular,
especialmente nos Estados Unidos, mas não foi o único.
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Alguns programas e/ou sites de mensagens instantâneas ou de
redes comunitárias começaram também a implementar
características de redes sociais: o maior exemplo será o
QQ.com, um site chinês de instant messaging que
automaticamente se tornou a maior comunidade virtual do
Mundo quando indexou essas características aos seus serviços.
Também os blogues, um outro componente da crescente
comunidade virtual, adoptaram a partilha de perfis entre os
seus utilizadores registados, bem como a partilha de
mensagens.
Porém, acima de tudo, à volta do Globo, os sites sociais
arrancavam em força: O Friendster nas Ilhas do Pacífico, o
Orkut no Brasil e na Índia, o Mixi no Japão, o LunarStorm na
Suécia, o Bebo no Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, o
Hi5 em alguns países da América Latina e... em Portugal.
(fonte:http://valleywag.com/tech/notag/the-world-map-of-
social-networks-273201.php)
A imagem acima retrata um estudo efectuado pela empresa
Alexa, mostrando a dominação dos sites sociais por país, na
sociedade actual.
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As tendências são claras e comprovam o que referimos
anteriormente, ao que temos que acrescentar o fenómeno dos
anos mais recentes, o Facebook.com, que ultrapassou em
termos de utilizadores mundiais o MySpace, sendo hoje o site
social de maior importância.
O Facebook teve o seu início em 2004, como uma rede social
online para os estudantes da Universidade de Harvard, nos
Estados Unidos. Começou por alargar a utilização a estudantes
de outras universidades norte-americanas e, em Setembro de
2005, permitiu o acesso a alunos dos liceus daquele país.
Os pequenos passos dados pelo Facebook, ao contrário da
explosão sentida por muitos dos seus pares, continuaram em
2006, quando aquele site deixou de restringir o acesso de
utilização, autorizando que qualquer pessoa se registasse e
criasse um perfil.
O Facebook acabaria, no entanto, por atingir o seu boom no
número de utilizadores. Muitos teóricos da web lançam
variadas hipóteses, na sua maioria correctas, sobre o porquê
disto ter acontecido. As principais são:
- Simplicidade e facilidade de acesso aos conteúdos;
- Algum esgotamento do modelo MySpace, acusado de
ser confuso para utilizadores menos experientes;
- Possibilidade de mostrar os perfis apenas a quem se
desejar (algo já seguido pela esmagadora maioria das redes);
- Lançamento da Facebook Platform, poderosa
ferramenta que disponibiliza, entre outras características, a
criação de aplicações próprias dentro das páginas do Facebook,
além da agregação de conteúdos de outros locais da Internet.
Actualmente, esta ferramenta tem registados mais de 350 mil
pessoas dedicadas a desenvolver as suas potencialidades.
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Em Portugal, tal como já mencionámos, o Hi5 é o site social
com maior difusão.
4. A realidade
portuguesa
No
seu
blogue
mas
Certamente
que
Sim
(http://pauloquerido.net/), o jornalista especialista em
assuntos de Internet Paulo Querido define assim este site:
“De longe o (site social) preferido dos portugueses. Tem um
problema, que é também uma razão para ponderar o seu uso:
não há adolescente português sem uma conta no Hi5. A
proximidade com a realidade social das camadas abaixo dos 25
anos justifica conviver com tanto ruído.”
A proliferação da web 2.0 gerou o aparecimento de algumas
redes sociais criadas no nosso país.
Bruno
Pedro,
do
blogue
Vida
Colectiva
(http://bpedro.wevel.com/) realizou um pequeno estudo sobre
três desses sites: o amiguinhos.com, com uma faceta um
pouco mais virada para os encontros amorosos, o Netjovens.pt
e o spot.sapo.pt, lançado em Novembro de 2007, e ainda na
sua versão Beta.
Verificando os dados recolhidos pelo autor, os 210 mil
utilizadores do NetjJovens saltam à vista, bem como o facto de
cada um deles ter, pelo menos, um número médio de um
milhão de páginas visitadas por mês.
Se a isso juntarmos o facto do Hi5 ter sido em Abril o 5º site
mais visitado em Portugal (atrás apenas do google.com, do
login.live.com, do youtube.com e do google.pt), com 1.428
milhões de utilizadores únicos, facilmente constatamos que o
nosso país apanhou o comboio das redes sociais.
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5. O lado negro
Em Novembro de 2007, veio a público uma notícia sobre um
jovem de 14 anos, residente em Macinhata, Vale de Cambra,
que ter-se-à mutilado.
Além do trágico da situação em si, o que chamou a atenção do
público foi o facto desse jovem alegadamente ter sido
incentivado a fazê-lo por uma página alojada no Orkut que
estimulava, precisamente, à automutilação e, em última
instância, ao suicídio.
Embora ainda não existam resultados públicos sobre a
investigação da polícia portuguesa sobre este caso, este é um
dos perigos que podem advir da utilização das redes sociais,
quando não tomadas as devidas precauções.
Aliás, o Orkut, especialmente na sua versão brasileira, tem
estado nos últimos tempos debaixo de fogo cerrado: uma
Comissão do Senado do Brasil encarregue de investigar a rede
de pedofilia naquele país encontrou 646 perfis de utilizadores
com conteúdo de pornografia infantil.
Tal busca
detentora
associado
prometeu
só foi possível com o auxílio da Google, empresa
do Orkut, que levantou o sigilo habitualmente
às contas deste site. A comissão em causa já
investigar cada um dos utilizadores suspeitos.
Não se pense, porém, que é só o Orkut que tem problemas.
Por exemplo, nos Estados Unidos, uma mulher de St. Louis,
Lori Drew, é acusada de ter induzido ao suicídio uma jovem de
13 anos, através de uma página do MySpace.
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Muito sucintamente, Lori Drew criou uma perfil falso de um
adolescente de 16 anos, para saber o que a jovem de 13 anos
pensava da sua filha, da qual era amiga. No entanto, a relação
virtual acabou em tragédia e agora Lori Drew está a ver-se a
braços com a justiça, acusada de conspiração e acesso
fraudulento ao computador de outrém.
Apesar de este tipo de situações parecer querer dizer mais
sobre os utilizadores das redes do que sobre os responsáveis
das mesmas, mais uma vez levanta a eterna questão sobre a
segurança online e lança o alerta sobre os cuidados a ter com
os contactos desconhecidos, algo que a WB-Internet já discutiu
no seu White Paper “A Segurança dos Jovens na Internet”,
disponível
para
download
em
http://www.wbinternet.pt/index.php?jump=guiasinternet.
Em contra-partida, um caso judiciário de sucesso também
ocorreu no Brasil, e também através do Orkut: a polícia
brasileira deteve, este mês de Maio, um jovem de 22 anos,
suspeito de assassinar um outro jovem, de 21 anos, em
Janeiro passado.
A detenção ocorreu após a polícia ter encontrado em páginas
do Orkut mensagens relacionadas com a execução do crime.
“Em uma busca apurada, constatamos que alguns integrantes
estavam mandando mensagens através do Orkut, falando
sobre o crime”, afirmou o delegado Omar Dechiche, citado pelo
Globo Online.
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6. O Second Life:
uma rede social à
parte
Com início em 2003, o Second Life é uma rede social em 3
Dimensões, com uma forte vertente empresarial e comercial.
No Second Life existe um Mercado Virtual que, de acordo com
as palavras do próprio site, “actualmente envolve milhões de
dólares em transacções mensais. Essas transacções são
realizadas na moeda própria do Second Life, o Linden Dólar,
que depois pode ser convertida em Dólares”.
Neste mundo virtual, os utilizadores criam avatares (imagens
virtuais em três dimensões) que os representam no mundo do
Second Life. Até 16 de Maio de 2008, eram mais de 13
milhões os utilizadores com contas criadas, de acordo com
dados fornecidos pelo próprio site.
Para as empresas, será necessário um pouco mais de knowhow, isso se pretenderem fazê-lo num âmbito institucional e
comercial, e os benefícios, para já, situam-se acima de tudo ao
nível da exposição e do marketing, de acordo com os
especialistas, contrariando, em certa medida, o defendido
pelos autores do site.
Empresas como a Peugeot e a Renault, por exemplo, não se
coíbem, porém, de apresentar os seus novos modelos em
salões virtuais naquele Site e mesmo em Portugal tivemos o
exemplo da candidatura de António Costa à Câmara Municipal
de Lisboa, que teve “direito” a uma sede de campanha virtual
no Second Life.
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7. O Futuro
Adivinhar o Futuro é proibido e no reino das Novas Tecnologias
ainda se torna mais complicado. Poderemos estar a viver uma
pequena antevisão do que serão os próximos tempos, com as
inovações do Second Life, como mencionámos anteriormente,
mas o certo é que o impacto mediático e social dos sites
sociais mais “tradicionais”, se é que podemos empregar este
termo, continua a ser muito maior.
Daí que a concorrência entre Facebok, MySpace e Google
esteja mais acesa que nunca, como demonstram as novidades
mais recentes anunciadas por aquelas empresas, novidades
essas que marcarão a tendência da web 2.0 para os tempos
mais próximos.
Quem deu o primeiro passo foi o MySpace, ao anunciar, a 8 de
Maio, com “pompa e circunstância”, a criação do Data
Availability, um consórcio em conjunto com outros sites,
como o eBay ou o Photobucket, que permite aos utilizadores
manter os seus perfis automaticamente actualizados em todos
eles, fazendo alterações em apenas um deles.
Poucos dias depois, foi a vez da resposta do Facebook, que,
com um comunicado no seu site, informou o nascimento do
Facebook Connect: “o próximo passo da Facebook Platorm,
que permite aos utilizadores 'ligar' a sua identidade, amigos e
privacidade do Facebook a qualquer site”.
Finalmente, o ataque do Google, a 12 de Maio, com o
lançamento da versão beta do Friend Connect. Em vez de se
associar a outros gigantes da web, ou de tentar alargar a teia
da sua própria rede social, o Orkut, o Google apostou na
democratização dos sites sociais com a criação desta
ferramenta.
Segundo o Google, o Friend Connect permitirá que “ qualquer
site na web possa facilmente facultar ferramentas sociais aos
seus visitantes. Os sites que não são redes sociais poderão
mesmo assim querer ser sociais – e agora podem sê-lo
facilmente. Com o Google Friend Connect, qualquer webmaster
pode facilmente adicionar um snippet de código ao seu site e
colocá-lo a funcionar imediatamente com características sociais
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sem qualquer necessidade de conhecimentos de programação.
Basta escolher de entre algumas funcionalidades como, por
exemplo, registo de utilizadores , convites, galeria de
membros, post de mensagens ou críticas.
Os visitantes de qualquer site que utilizem o Google Friend
Connect poderão ver, convidar e interagir com novos amigos,
ou, através da utilização de API´s seguros, com os seus
amigos de actuais sites sociais da web, incluindo o Facebook, o
Google Talk, o Hi5, o Orkut, o Plaxo, entre outros”.
Ainda há muito para acertar sobre esta situação. O Facebook já
informou que não irá permitir que os seus utilizadores façam
parte deste Friend Connect. Parecem não existir certezas
quanto aos utilizadores do MySpace.
Tornar-se-à inevitável que os três líderes de mercado se
venham a entender quanto a esta e a outras situações, isto
sem esquecer dos rumores que dão como possível uma compra
do Facebook por parte da Microsoft.
Ou seja, certezas só duas: que o caminho a trilhar será este e
que os próximos tempos serão tão ou mais entusiasmantes
que os que nos trouxeram até aqui.
8. Conclusão
Youtube, Twitter, LinkedIn, Digg, Blogger, WAYN. De uma
forma ou outra, tudo exemplos de redes sociais ou
comunidades virtuais que só agora são mencionadas neste
White Paper.
Nos nossos dias, são já difíceis de contar todos os tipos de
sites sociais que existem na web. O certo é que eles vieram
para ficar e a sua evolução será feita lado-a-lado com a
evolução da Internet nos próximos anos.
E nós estaremos cá para a observar e disfrutar.
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Sobre os
autores deste
White Paper
A WB - Internet e Novas Tecnologias é uma empresa
especializada na construção de Web sites institucionais e
comerciais. Na sua área de actuação inclui-se a implementação
das suas estratégias de marketing online e optimização dos
sites para os seus clientes.
Com um vasto portfólio e experiência comprovada no mundo
tecnológico, a WB - Internet e Novas Tecnologias tem
possibilitado a diversos empresários a consolidação dos seus
negócios.
Visite o Web site da WB - Internet e Novas Tecnologias em
www.wb-internet.pt e veja em Portfolio alguns dos Web sites
de sucesso criados. O da sua empresa poderá vir a ser um
deles.
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A equipa da WB-Internet e Novas Tecnologias agradece-lhe o
interesse demonstrado pelo nosso trabalho e missão em ajudar
as Pequenas e Médias Empresas a conquistarem um
posicionamento na Internet com qualidade.
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