155ºAno Lectivo Maio/Junho 2006

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155ºAno Lectivo Maio/Junho 2006
Tentativa
155º Ano Lectivo
Maio/Junho 2006
edição nº 89
Escola Secundária de Diogo de Gouveia Beja
Andando de tentativa em tentativa, ainda de
tentativa não passou...
Editorial ....................................... págs. 2 e 3
O Correr dos dias.............................. pág. 3
O Alemão na Escola......................... pág. 4
Oficiona de Teatro 2006................... pág. 5
Cultura............... ................................ pág. 5
Força, Vontade e Luta..................... pág. 6
Festivais de Verão............................ pág. 7
Simbolos de Portugal.................págs. 8 e 9
Os Insuportaveís.............................. pág. 10
Portugal na História.......................pág. 11
Braille................................................pág. 12
X Colóquio de História de Arte....pág. 13
Dia da Mãe............................págs.14 e 15
Anorexia e Bulimia.........................pág. 16
Férias de Verão..............................pág. 17
Página Lúdica...............................pág. 18
Receitas de Verão........................pág. 19
Expo Science Europe 2006..........pág. 20
Pág. 1
Tentativa
EDITORIAL
A Escola Mata A Imaginação?
Prof. Fernando Carvalheiras
Não sabemos o que Einstein responderia a esta
pergunta. No entanto sabemos que, durante o seu
percurso escolar Einstein nunca foi um “bom” aluno,
tendo mesmo chegado a abandonar a escola
primária. Na verdade ele preferia correr pelos
campos e pelo caminho que conduzia a sua casa,
dando largas à sua imaginação e pensando coisas
que não passariam de idiotices à sua professora: de
que era feita a luz eléctrica? Como poderia viajar
nos fios? A que velocidade? Poderiam as vacas voar?
Sabemos também que ele afirmou mais tarde:
“ A imaginação é mais importante que a ciência
porque, enquanto a ciência se preocupa em
explicar a natureza, a
imaginação abarca o mundo
inteiro.” Como entender estas
palavras de Einstein?
Se colocarmos a mesma
pergunta aos alunos e
professores do Ensino
Secundário de hoje, que
respostas obteremos? Talvez
os professores respondam que
“bom aluno” é aquele que pensa
por si próprio, aplicando os
conhecimentos adquiridos a
novas situações.
Por seu lado, os alunos
responderão que “bom aluno”
é aquele que obtém melhores
notas sem grande esforço.
Aquele que graças às suas capacidades (cabulanços,
memória?), praticamente não precisa estudar. Aquele
que consegue um bom “emprego” quando sai da
escola.
A este propósito podemos citar R. Canário
em Pensar o Futuro da Educação, “A escola deve
ser o sítio onde se possa desenvolver e estimular
o gosto pelo acto intelectual de aprender, de
questionar. Isto quer dizer que a aprendizagem se
tornará importante pelo seu uso, no presente,
enquanto forma de intervir no mundo e não pelos
benefícios materiais ou simbólicos que promete
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no futuro. A escola deve ser o sítio onde se
produza (...) onde se aprenda pelo trabalho, como
forma de criação e realização pessoal, e não o
sítio onde se aprende para o trabalho (...) ”
Pretendemos com isto dizer que os bons
alunos são aqueles que não precisam da escola e a
abandonam, como fez Einstein? A resposta é:
NÃO! A escola que devemos ter coragem de
abandonar é aquela que não apela ao sentido crítico,
que não estimula a imaginação e a criatividade, como
formas de pôr e de se pôr em causa, de arriscar
algo novo. Aquela que não fomenta a
responsabilidade e o trabalho como meios de
realização pessoal e
construção do mundo, que
não ensina a democracia, a
tolerância, o sentido humano
(e por isso imperfeito e não
absoluto) do conhecimento,
que não ensina o respeito pela
dignidade da pessoa humana,
que não prepara os alunos
para exercerem o direito à
palavra.
O gosto pela aventura
do conhecimento e da
descoberta de novos
horizontes só é possível
quando aprendemos a ter
coragem de usar a imaginação
e a capacidade de pensar por
nós próprios, correndo riscos de dar “saltos” que
nos podem levar ao desconhecido. É deste
desconhecido que a maioria dos portugueses tem
medo. Mas há excepções. João Magueijo é uma
delas. Físico teórico de profissão. É doutorado em
Cambridge, foi bolseiro no famoso St. Jonhn’s
College e na Royal Society. Actualmente é
investigador no Imperial College de Londres (muitos
títulos como por cá gostamos de ver).
Este nosso conterrâneodeu um salto tão
longo que ousou pôr em causa a teoria da
relatividade de Einstein (também não era preciso ir
Tentativa
O Correr dos Dias...
ou como Passa Um Ano Lectivo
Tempus fugit, diziam os latinos. O tempo
passa célere, na verdade.
Eis-nos chegados a Junho, com o Verão à
porta, a azáfama das últimas semanas de aulas, o
anúncio das avaliações, os exames quase aí,
Professores e Alunos
envolvidos nos trabalhos
do fim do ano lectivo. E
não é pequeno o esforço,
apesar da actual ministra
da Educação achar, e
declarar publicamente,
que as escolas - leia-se os
Professores - não têm
cultura profissional.
Opiniões!
E estamos mesmo
na recta final. Cumpriu-se, assim, mais um ano
lectivo, com os seus rituais, as suas rotinas se se
quiser: o início em Setembro, sem problemas, as
aulas, os testes, os trabalhos individuais e de grupo,
as avaliações, as visitas de estudo, na cidade e fora
dela, os projectos, o assinalar de efemérides – 25
de Abril, Dia dos Namorados, Dia da Mulher,
levadas a cabo pela Biblioteca –, mostras de trabalhos
de diversas disciplinas, as Jornadas de Desporto, as
actividades promovidas pelos Departamentos.
O Centro de Ciência
continuou a receber alunos de
diversas escolas e saiu para
outras divulgando saber. O
tratamento da documentação
oriunda da Direcção Escolar
vai em bom ritmo, e a
organização do Arquivo do
Liceu de Beja também.
Decorreram
com
normalidade o ensino
especial, o apoio psicológico,
os apoios pedagógicos, as aulas de substituição, e até
aulas suplementares, que os programas são longos.
Houve alguma perturbação, no meio docente,
com as medidas do Ministério - as que estão e as que
estão para vir…
O Tentativa continuou …a tentar e despede-se
até para o ano.
tão longe), nomeadamente a velocidade da luz. Se
há algo que qualquer criança saiba acerca de Einstein
e da teoria da relatividade, é que a luz viaja sempre
à mesma velocidade. Esta é uma das maiores
“certezas” da humanidade e da ciência do séc. xx.
Ora o nosso Magueijo quer demonstrar
que esta velocidade nem sempre foi
constante (é muita fruta!). A sua teoria
diz que no início do universo ela teria
variado, aquilo que ele chama VSL (do
inglês “variable speed of light”).
Quando lhe perguntamos: O
que o leva a fazer isto? E se falhar? Ele
diz: “Diverte-me que alguns dos
meus colegas estejam desesperados por ver a
minha teoria ir por água abaixo. São pessoas
que nunca tiveram tomates para tentar algo de
novo. É triste que alguns cientistas nunca se afastem
do que já é conhecido. Ver a nossa teoria refutada
não é humilhação nenhuma, faz parte da ciência e
do conhecimento. A vida dos homens do
conhecimento é andar sempre às apalpadelas na
escuridão, sempre a tentar coisas
novas, a maior parte das quais
acaba
em
falhanços
espectaculares, mas sempre
perdidamente apaixonados por
aquilo que procuram, sem
arrependimentos.”
Caro João Magueijo,
obrigado pelas tuas palavras. A falar
assim nem pareces português. Como poderemos trazer
esse espírito para a nossa pátria e, com ele, contagiar
alunos, professores e toda a sociedade em geral?
Prof. F. Rosa Dias
Pág. 3
Tentativa
Olá!
Somos alunas do 12º ano e começámos há três
anos a aprender Alemão, o que se tem revelado uma
experiência extremamente
gratificante.
Ao contrário do que muita
gente pensa, e às vezes afirma
sem saber, esta língua não é difícil
e, muito menos, para génios – o
Alemão é uma língua que requer
tanto trabalho como qualquer
outra, basta estudar! O facto da
pronúncia alemã ser feia é outro
mito, é preciso conhecer a língua
e habituarmo-nos a ela para
entendermos o modo como ela
funciona, mais uma vez, como qualquer outra língua,
requer prática.
Hallo!
Wir sind Schülerinnen des 12. Jahres und fangen
vor drei Jahren an, Deutsch zu lernen – ein lohnendes
Erlebnis.
Im Gegensatz zu was
viele Leute denken, und oft
diskutieren ohne darüber zu
wissen, ist diese Sprache
nicht schwer und viel weniger
für Genien – die ist eine
Sprache, die so viel Arbeit
wie irgendeine erfordert, man
muss nur studieren. Die
Tatsache, dass die deutsche
Aussprache hässlich ist, ist
wieder ein Mythos, man
muss die Sprache kennenlernen und sich an sie zu
gewöhnen, um sie voller zu verstehen und üben.
Deutsch lernen kann in der Zukunft von
Pág. 4
Na verdade, aprender Alemão pode tornarse bastante relevante e útil no futuro, devida à
importância que a Alemanha tem
vindo a adquirir no panorama
europeu mundial – mais tarde ou
mais cedo saber falar alemão vai
ser crucial e será uma vantagem no
mercado de trabalho.
Por tudo isto sugerimos a todos
os que tenham a oportunidade de
aprender Alemão, que se inscrevam
na disciplina, a sua aprendizagem
poderá constituir uma mais-valia
num futuro próximo – é fácil
encontrar quem fale inglês, francês,
espanhol, etc., mas alemão... quantas pessoas
conheces que falem alemão?
unschätzbaren Wert sein, wegen der wachsende
Rolle, die Deutschland im Welt heutzutage spielt –
früher oder später wird es entscheidend sein Deutsch
zu sprechen, eswird
sicherlich ein Vorteil im
Arbeitsmark sein.
Wegen diesen
Gründen, schlagen wir
allen Schülern vor, die
Gelegenheit zu greifen,
Deutsch zu lernen, was ein
Wert in der kommenden
Zukunft sein kann.
Du kannst leicht
finden jemand, der
Englisch, Französisch oder Spanisch spricht...
Deutsch aber... Wie viele Leute kannst du, die
Deutsch sprechen können?
Tentativa
Trabalho dos Alunos do 8º B -2º Turno - Coordenação da Prof.ª Isabel Gonçalves.
Todas as terças-feiras, das 14 h. 45 às 16 h.
30, nós, alunos da Turma B do 8º Ano, temos o
privilégio de desfrutar do momento especial na
nossa semana lectiva, a nossa aula de Oficina de
Teatro.
É ,
s e m
dúvida,
uma aula
diferente,
uma aula
diferente,
uma aula
o n d e
nos sentimos à vontade, durante a qual damos asas
à nossa imaginação! Desde os exercícios de
improvisação à expressão corporal, dos exercícios
de escrita criativa à criação de cenários, tudo nos
parece fascinante! Por vezes, também temos direito
ao relaxamento, ao som de uma melodia suave!
Além disso, há os exercícios que exigem mais
concentração e memorização de textos.
Mas a aula de Oficina de Teatro não se resume
ao que fazemos na sala de aula. Queremos lembrar
CULTURA
que os colegas do primeiro turno realizaram uma
quermesse pelo Natal, cuja receita reverteu a favor de
um aluno da nossa escola que não tem tantas condições
económicas como nós. A nossa professora levou, a
casa desse aluno, alimentos no valor de 150 euros, o
que lhe proporcionou uma boa ceia de Natal. Também
queremos dizer que com o restante dinheiro, a nossa
professora decorou a nossa sala que é, agora, um
espaço de trabalho muito mais giro e confortável.
Quanto a
actividades da
disciplina, vamos
representar, na
última semana de
aulas, excertos
da peça de
Almeida Garrett,
Falar Verdade
a Mentir e os colegas do primeiro turno apresentaram,
em Fevereiro, a adaptação da peça de Gil Vicente Auto
da Barca do Inferno, cujas fotos se podem ver em
anexo.
Gostamos mesmo muito das aulas de Oficina de
Teatro!
Cantata a Santo Agostinho
Grande Acontecimento no Teatro Pax Júlia - Beja
Foi finalmente apresentada em Beja a Cantata
a Santo Agostinho, composição do Pe.
Cartageno, no dia 7 de Maio último.
Actuaram 110 coralistas de 4
coros da nossa região, 30
instrumentistas da Orquestra
do Baixo Alentejo e um
cantor solista – o tenor João
Sebastião (da Academia de
Ópera de Amsterdão e Haia)
– no papel de St.º Agostinho.
A direcção esteve a cargo do
Maestro José Filipe Guerreiro, professor e director
do Conservatório Regional do Baixo Alentejo. O
teatro esteve esgotado e o público não regateou
aplausos no final da apresentação do trabalho.
Esta Cantata é uma obra musical
notável, interpretada de forma
brilhante e que, para muitos,
arrepiou pela sensibilidade
impregnada pelo compositor e
intérpretes.
A elevação espiritual, feita por
palavras (de st.º Agostinho) e
música (do Pe. Cartageno), foi a
tónica dominante neste trabalho.
Beja e o Baixo Alentejo podem orgulhar-se de
apresentações culturais de qualidade.
Pág. 5
Tentativa
Sou Portuguesa!
Ao acordar, sinto-me perdida. Alguma coisa me
atormenta, alguma coisa me deixa totalmente sem
forças. Penso e repenso. O que será de mim? O que
estará para além daquela “linha fria do horizonte”?
Não consigo ver, tenho
medo. É uma “distância
imprecisa”, à qual não
sei se chegarei. Estou, de
facto, sem rumo.
Contudo, à medida que
o sol se eleva no céu, as
minhas ideias vão
ficando mais claras, o
medo começa a
desaparecer, a minha
visão de tudo o que nos
rodeia, do mundo,
começa a mudar. É
certo que, no mundo, a
vida nem sempre é fácil, mas que há que encará-la
de frente e ter forças para continuar. Sou Portuguesa
e, sinto que não estou a desiludir os meus
antepassados.
De facto, o puro sangue lusitano circula nas minhas
veias. Sinto aquela força, aquela garra, aquele calor,
de todos aqueles que “por mares nunca dantes
navegados” conseguiram encontrar “a árvore, a praia,
a flor, a ave, a fonte”. Aqueles Homens não
desistiram, lutaram. Aqueles Homens não duvidaram,
acreditaram. Aqueles Homens não visualizaram,
sonharam. Aqueles Homens não morreram,
permaneceram. Hoje, essa força continua em mim.
Quero alcançar, quero conseguir, quero lutar, quero
ficar imortal no pensamento e na alma, quero ser
elevada ao estatuto de heroína, tal como Camões os
elevou ao estatuto de heróis.
Porém, não sei se apenas com o meu esforço o
conseguirei. Tal como Pessoa afirmava, há que ter
fé, há que ter crença em Deus, há que permanecer
ao lado de uma força divina, força essa que nos
Pág. 6
Texto de Joana Regato – 12º D
inspira, que nos protege, que nos guia, que nos indica
o nosso rumo e o nosso destino. “Deus é o agente.
/ O herói a si assiste, vário/ e inconsciente.”. Deus é
uma força suprema ao herói, o herói é uma força
suprema ao Homem, daí
que o herói se encontra
num patamar intermédio,
entre Deuses e Homens,
entre a elevação e a
realização, entre o
abstracto e o concreto.
Desta forma, só me
apetece fechar de novo
os olhos e sonhar. Sonhar
com as “formas invisíveis”,
com tudo aquilo que
espero alcançar um dia,
com os meus desejos,
com as minhas aspirações,
com os meus objectivos. E assim, com força, com
sonho, com vontade, chegarei onde quero, alcançarei
o horizonte, e construirei o meu próprio “Quinto
Império”. Naturalmente, não ficarei por aí, nem
viverei apenas “porque a vida dura”. Vou continuar,
para sempre, a transformar a ilusão em formas reais
e precisas… vou continuar a viver.
Tentativa
SUPER BOCK SUPER ROCK
No “Act 2” deste Festival, que se realiza nos dias 7
e 8 de Junho, a abertura fica a cargo dos Franz
Ferdinand, Keane,
dEUS e Editors. No
dia dia 8 é com as rimas
e ritmos quentes do Hip
Hop e do Reggae que
se faz a festa no Parque
do Tejo, com o
encerramento do Festival a cargo de Pharrell
(Neptunes, N.E.R.D.) na sua primeira investida a
solo, o alemão Patrice e Boss AC.
ALGARVE SUMMER FESTIVAL
The Black Eyed Peas, James Blunt, Melanie C, Rui
Veloso e Boss AC são os nomes mais fortes do
festival de música de Verão «Algarve Summer
Festival», que
regressa
depois de ter
obtido um
e n o r m e
sucesso de
bilheteira em 2005. A presença de algumas das
maiores estrelas do universo pop internacional afirma
o perfil próprio do evento, que este ano irá
prolongar-se por dois dias, 17 e 18 de Junho, no
Estádio Algarve.
Dia 17: Souls of Fire, Rui Veloso, Melanie C e James
Blunt.
Dia 18: FF, Boss AC, Fat Freddy’s Drop e The
Black Eyed Peas.
SUDOESTE TMN
É em ambiente de festa que vai decorrer, de 3 a 6
de Agosto, na
Zambujeira do
Mar, a 10ª
Edição deste
festival. Xutos
& Pontapés
são a primeira banda nacional também Gentleman
e DJ Rui Vargas, já estão confirmados.
VILAR DE MOUROS
A 35ª edição deste festival, que se realiza de 21 a 23
do mês de Julho, é sinónimo de 35 anos de sonhos
de música em Vilar de Mouros, para festejar este 35º
aniversário já estão
confirmados alguns
nomes como: Cradle
of Filth, Moonspell,
The Stranglers,
Xutos & Pontapés e
Durutti Column.
PAREDES DE COURA
O festival de Paredes de Coura realizar-se-á nos dias
14, 15, 16 e 17 de Agosto e Morrissey, Bauhaus,
YEAH YEAH YEAHS, Fisherspooner, !!! (chk chk
chk), White
R o s e
Movement,
Shout
Out
Louds, Gomez,
The Cramps e
Eagles do Death
Metal são alguns
dos nomes confirmados para o festival da praia fluvial
do Tabuão.
ANGRAROCK
DEEP INSIGTH (Finlândia), EXPENSIVE SOUL
(Portugal), RAMP (Portugal), PLUTO (Portugal) e
STREÄM (Terceira),
são
as
bandas
confirmadas para o
cartaz o FESTIVAL
ANGRAROCK 2006,
a realizar a 1, 2 e 3 de
Setembro no Recinto do Bailão, em Angra do
Heroísmo (Açores) e que vai contar ainda com a
participação de mais uma banda internacional e das
três projectos premiados no CONCURSO
ANGRAROCK 2006.
Pág. 7
Tentativa
A Actual Bandeira de Portugal
O vermelho representa o sol feérico e incandescente
nascendo e declinando sobre as proas e as popas
das valorosas caravelas portuguesas, cujo império,
pela primeira vez na história do mundo, abrangia todo
o globo. (A crença popular atribui ao vermelho a
cor do sangue dos heróis e mártires portugueses).
O verde representa a cor do mar alto que os
portugueses foram os primeiros europeus a sulcar.
(A crença popular identifica o verde com a cor dos
prados de Portugal e com a esperança).
Na bandeira actual de Portugal podemos ler os
capítulos mais importantes da História de Portugal.
Ela é uma das mais bonitas do mundo, embora alguns
digam que se apresenta já com uma forma pouco
actualizada…
Todos os portugueses deviam saber de cor e salteado
o seu simbolismo, principalmente todos aqueles que
são responsáveis pela educação da juventude em
Portugal, mas isso, infelizmente, não acontece, o que
é lamentável!...
tação dos trinta dinheiros pelos quais Judas vendeu
Jesus aos romanos (dobrando-se o número cinco
no escudete central, por forma a totalizar trinta e
não vinte cinco). Outros afirmam ser a prova da soberania portuguesa face a Leão, pelo direito que
assistia ao soberano de cunhar moeda própria - de
que os besantes mais não são que a constatação
heráldica desse facto.
A bordadura de vermelho carregada de sete castelos de ouro representa, segundo a tradição, o antigo reino mouro do Algarve, conquistado por Afonso III em 1249; a sua origem, porém, é muito mais
obscura, sendo que, por Afonso III ser colateral de
Sancho II, não poder usar armas limpas - e dessa
forma, para marcar a diferença face às armas do
pai e do irmão, foi buscar às armas maternas (de
Castela), o elemento central para o distinguir (os
castelos em bordadura vermelha, tal como as armas de Castela eram um castelo de ouro sobre fundo vermelho).
Por fim, a esfera armilar de ouro, símbolo pessoal
de D. Manuel I representa a expansão marítima dos
Portugueses ao longo dos séculos XV e XVI.
O Brasão de Armas de Portugal
Quanto ao seu significado, o escudo de prata (branco) carregado de escudetes azuis besantados de prata, aludem à mítica batalha de Ourique, na qual Cristo teria aparecido a D. Afonso Henriques prometendo-lhe a vitória, se adoptasse por armas as suas chagas (em número de cinco, donde os cinco escudetes);
sobre a origem dos besantes, diz-se ser a represenPág. 8
Evolução da Bandeira de Portugal
Como curiosidade publicamos, em anexo, a forma
como se verificou a evolução da bandeira do
nosso país.
Tentativa
Hino Nacional de Portugal
“A Portuguesa” - Data: 1890 (com
alterações de 1957)
Letra: Henrique Lopes de Mendonça; Música:
Alfredo Keil
I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra sobre o
mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões
marchar, marchar!
II Desfralda a invicta Bandeira, À luz viva
do teu céu! Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu Beija o solo teu
jucundo O oceano, a rugir d‘amor, E o teu
Braço vencedor Deu mundos novos ao
mundo!
III Saudai o Sol que desponta Sobre um
ridente porvir; Seja o eco de uma afronta O
sinal de ressurgir. Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe, Que nos guardam,
nos sustêm, Contra as injúrias da sorte.
Refrão:
Às armas, às armas!
Sobre a terra sobre o
mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões
marchar, marchar!
“A Portuguesa”, que hoje é um dos símbolos
nacionais de Portugal (o seu hino nacional), nasceu
como uma canção de cariz patriótico, em resposta
ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas
abandonassem as suas posições em África, no
denominado “Mapa cor-de-rosa”.
Em Portugal, a reacção popular contra os ingleses
manifestou-se de várias formas. “A Portuguesa” foi
utilizada como símbolo patriótico e, mais tarde, como
símbolo republicano. A opção dos republicanos para
hino nacional, aconteceu após a instauração da
República, a 5 de Outubro de 1910.
Originalmente tinha uma letra um tanto diferente - onde
hoje se diz “contra os canhões”, dizia-se “contra os
bretões”, ou seja, os ingleses.
A versão oficial de A Portuguesa foi aprovada em
16 de Julho de 1957, mantendo-se o hino inalterado
deste então.
Nota-se na música uma influência clara do hino
nacional francês, La Marseillaise).
O hino é composto por três partes, cada uma delas
com duas quadras (estrofes de quatro versos),
seguidas do refrão, uma quintilha (estrofe de cinco
versos). É de salientar que, das três partes do hino,
apenas a primeira parte é usada em cerimónias oficiais,
sendo as outras duas partes praticamente
desconhecidas.
A Portuguesa é executada oficialmente em
cerimónias nacionais, onde é prestada homenagem à
Pátria, à Bandeira Nacional ou ao Presidente da
República. Do mesmo modo, em cerimónias para
recepção de chefes de Estado estrangeiros, a sua
execução é obrigatória depois de ouvido o hino do
país representado.
A Portuguesa foi designada como um dos símbolos
nacionais de Portugal na constituição de 1976,
constando no § 2° do Artigo 11° (Símbolos nacionais
e língua oficial) da Constituição da República
Portuguesa.
Pág. 9
Tentativa
Um grupo de alunos finalistas do 12º ano da
Escola Secundária Diogo de Gouveia constituiu-se,
informalmente, como um grupo de amigos que
pretende perpetuar a sua passagem pela Escola como
elo de ligação para o futuro, independentemente da
área de estudos que prossigam.
A ideia surgiu por ocasião da Viagem de
Finalistas a
Lloret de Mar,
com o intuito de
se tornarem
“Insuportáveis”
àqueles que
pensavam que a
viagem seria
por
puro
lazer…
Depressa se
distinguiram
pelo “terror”
que semearam
além e aquémfronteiras. Os
laços fortaleceram-se e muitos foram os episódios
protagonizados por este grupo. Por essa mesma razão
os elementos pensaram que não podiam abandonar
esta Escola sem perpetuar a sua passagem por estes
corredores… e não só! Desta forma, decidiu-se
colocar uma lápide no Pátio, espaço de grande valor
simbólico para o grupo e para todos os que
Pág. 10
frequentam o Liceu. A sua inauguração “solene”
ocorreu no dia 8 de Junho de 2006, pelas 11h35,
com a presença do Presidente do Conselho
Executivo, Prof. José Maria Teixeira.
A ideia passa por manter vivo o sentimento
de solidariedade académica que une os elementos
deste clã, não deixando morrer o verdadeiro espírito
“Insuportável”.
Integram o grupo os alunos Hugo Oliveira,
Francisco Camacho, João Rodrigues, Joaquim
Rodeia, António Carapinha, André Vasques, Pedro
Chocalhinho, Tiago Miranda, Hugo Estanque, Luís
Caixinha, José Rebocho, David Borges, Nelson
Faísco e Miguel Rodrigues.
Para as vindouras, cuidado… eles andam à
solta!
Tentativa
Catarina Lopes 11º F
Portugal é um dos mais pequenos países da União
Europeia. A sua superfície é cinco vezes inferior à
do país vizinho, Espanha. No entanto, o país da praia,
do sol, do fado e do futebol não nasceu deste tamanho,
era infinitamente mais pequeno. Era só Portucale…
a sua identidade não se fez da luta de
contrários mas da síntese de
Muçulmanos, Cristãos, Judeus e, lá mais
atrás, Gregos, Cartagineses, Visigodos,
Romanos…
No seu período áureo Portugal foi a maior
nação do mundo, o primeiro império
colonial europeu, trazendo “novos mundos
ao mundo”, sendo dono e senhor de
riquezas incalculáveis. Responsável pela
economia à escala mundial, séculos antes
da globalização, o maior contributo dos
portugueses tem sido a miscigenação. Assumindo-se
como um dos líderes do séc. XVI, não soube, não
pôde ou não quis resolver os destinos dos portugueses
de quinhentos. Ofuscado pelo luxo e ostentação,
esgotou-se no seu deslumbramento. Foram territórios
perdidos, riquezas esgotadas por uma certa
incapacidade de gestão de algo tão vasto.
Mas será que Portugal perdeu tudo?
Embora os territórios já não lhe pertençam a sua marca
foi deixada. Nos quatro cantos do mundo,
nos lugares mais longínquos, entre milhões
de vozes há sempre uma que é portuguesa,
há sempre Portugal. Do Brasil a Macau a
sua cultura está sempre presente, a sua língua
sobressai. E mesmo em territórios que nunca
lhe pertenceram a sua presença é notória:
Estados Unidos, Canadá, França, Suiça,
África do Sul são exemplos de locais onde
Portugal existe. Apesar de esta ser a nossa
diáspora de portugalidade. A especificidade
de se ser português pode ser entendida
através das palavras do poeta António Gedeão: “o meu
sabor é diferente, provo-me e saibo-me a sal, não se
nasce impunemente, nas praias de Portugal”. E Portugal
somos todos nós.
Afinal quem disse que somos pequenos?
Mafalda Palma – 11º F
Portugal, o nosso país à beira mar plantado, conhecido
outrora pelo nome de Lusitânia, é um território
independente desde 1139 (reconhecido por Castela
em 1143 e pelo Papa em 1179) sendo a sua
independência assegurada na batalha de Aljubarrota.
Passamos por crises de sucessão (1580), perdemos
a independência para os espanhóis, sofremos três
invasões francesas, onde fomos
humilhados, saqueados e roubados;
vivemos anos de estabilidade política e
crises
financeiras,
tumultos,
levantamentos, assassínios políticos,
golpes de estado e ditaduras.
Contudo o nosso auge seria no século
XV, inspirados pelo infante D. Henrique
“o Navegador” onde demos «Mundos
ao mundo». Descobrimos caminhos por
terra e mar, controlámos o comércio e
obtivemos a supremacia económica,
política e cultural. Éramos os maiores…
tínhamos a maior área de terras e comercializávamos
com todo o mundo.
Mas o espírito português, a alma lusitana nunca foi de
investir, sempre lutámos, nunca desistimos mas, também
sempre nos acomodámos deixando o trabalho para os
outros e o esbanjamento para nós.
Por isso, em poucos séculos perdemos tudo e como tal,
estivemos e estamos atrasados décadas em
comparação a países como os Estados
Unidos da América ou a Holanda.
Porém, e apesar de todos os conflitos
por que passámos e do nosso atraso,
somos um dos países com mais história
e cultura, um povo guerreiro que nunca
desiste, que tem orgulho na sua história,
na alma lusitana, que apesar de não
vencermos a batalha e termos perdido a
guerra, nunca mas nunca desistimos
porque temos orgulho de pertencer a
Portugal.
Pág. 11
Tentativa
Um sistema de escrita e leitura
O sistema de leitura Braille para cegos foi
inventado pelo francês Louis Braille.
Braille perdeu a visão aos três anos.
Quatro anos depois, ingressou no Instituto
de cegos de Paris. Em 1827, então com
dezoito anos, tornou-se professor desse
instituto.
Ao ouvir falar de um sistema de
pontos e buracos inventado por um oficial
para ler mensagens durante a noite em
lugares onde seria perigoso acender a luz,
Braille fez algumas adaptações no sistema
de pontos em relevo.
Em 1829 publicou o seu método. O sistema
Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres
se indicam por pontos em relevo, que o cego distingue
por meio do tacto. A célula Braille é a unidade
estrutural do alfabeto Braille. É composta por seis
Pág. 12
pontos em duas colunas, numerados de 1 a 6, como
se mostra na figura. Os caracteres são formados
levantando um ou mais pontos da célula,
que ficam assim perceptíveis pelo tacto.
A partir dos seis pontos salientes, é
possível fazer 63 combinações, as quais
podem representar letras, simples e
acentuadas, pontuações, algarismos,
sinais algébricos e notas musicais. Como
as 63 combinações não cobrem todos
os símbolos existentes, o Braille recorre
a símbolos duplos e prefixos para obter
todas as combinações. Por exemplo, as letras
maiúsculas são feitas com recurso a um prefixo
(pontos 4 e 6). Os números são feitos com um
prefixo seguido de uma letra.
Pela curiosidade acrescentamos imagens do
sistema.
Tentativa
De acordo com o Plano Anual da Actividades, o
Núcleo de Estágio ofereceu a sua colaboração na
concretização e organização do projecto para a
participação no X Colóquio Juvenil de História da
Arte. Esta iniciativa tem 10 anos de existência e
trabalho desenvolvido no âmbito das disciplinas de
História da Arte ( actualmente História da Cultura
e das Artes) de Teoria do design, e também com a
disciplina de Desenho A . No ano corrente esta
actividade realizou-se na Escola Secundária Dr.
Manuel Candeias Gonçalves de Odemira, decorreu
nos dias 26, 27 e 28 de Abril e teve como tema “Arte
e Liberdade”.
Os trabalhos apresentados pela Escola Secundária
Diogo de Gouveia consistiram numa apresentação
multimédia sobre o artista Leonardo Da Vinci, intitulada
“Um Génio…” e uma representação teatral baseada
num diálogo aparentemente quotidiano e banal sobre
a valorização do trabalho artístico de Leonardo Da
Vinci nos nossos dias. A aluna Soraia do 10º
H participou no concurso de pintura
e foi premiada com uma menção Honrosa.
Pág. 13
Tentativa
As mais antigas celebrações do Dia da Mãe
remontam às comemorações primaveris da Grécia
Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe
dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do
Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos
Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem
começaram por volta de 250 anos antes do nascimento
de Cristo.
Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no
4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa)
um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia
homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a
maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe
de casa e vivia com os
patrões. No Domingo da
Mãe, os servos tinham
um dia de folga e eram
encorajados a regressar a
casa e passar esse dia
com a sua mãe.
À medida que o
Cristianismo se espalhou
pela Europa passou a
homenagear-se a “Igreja
Mãe” – a força espiritual
que lhes dava vida e os
protegia do mal. Ao longo
dos tempos a festa da
Igreja foi-se confundindo
com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas
começaram a homenagear tanto as suas mães como
a Igreja.
Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia
dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em
1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que
se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam,
principalmente, por um dia dedicado à paz.
A maioria das fontes é unânime acerca da ideia
da criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna
Jarvis que, em 1904, quando a sua mãe morreu,
chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia
especialmente dedicado a todas as mães. Três anos
depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro
Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo
praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra.
Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que
deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as
Pág. 14
virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou
mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton –
encarnados para as mães ainda vivas e brancos para
as já desaparecidas – e que são hoje considerados
mundialmente como símbolos de pureza, força e
resistência das mães.
Segundo Anna Jarvis seria objectivo deste dia
adoptar comportamentos novos para com as mães,
por palavras, presentes, actos de afecto e de outras
maneiras. Deveríamos proporcionar-lhes prazer e
trazer felicidade ao seu coração todos os dias.
Face à aceitação geral, a sra. Jarvis e os seus
apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes,
como ministros, homens de
negócios e políticos com o
intuito de estabelecer um Dia
da Mãe a nível nacional, o que
daria às mães o justo estatuto
de suporte da família e da
nação.
A campanha foi de tal
forma bem sucedida que em
1911 era celebrado em
praticamente todos os Estados
Unidos. Em 1914, o
Presidente Woodrow Wilson
declarou oficialmente e a nível
nacional, o 2º Domingo de
Maio como o Dia da Mãe.
Hoje celebramos o Dia da Mãe com pouco
conhecimento de como tudo começou. No entanto
podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a
honra demonstrados por Anna Jarvis, há 96 anos atrás.
Apesar de ter passado quase um século, o amor
que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo
amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira,
podemos fazer dele um dia muito especial…
E é o que fazem praticamente todos os países,
apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo
do ano, para homenagear aquela que nos põe no
mundo.
Em Portugal, até há alguns anos atrás, era
comemorado a 8 de Dezembro, festa da Imaculada
Conceição da mãe de Jesus; actualmente o Dia da
Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a
Maria, Mãe de Cristo, a quem é dedicado esse mês.
Tentativa
Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
Eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou
O retrato adormecido
No fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora noites
rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
Mãe fazes-me falta
Ana Furão, Ana Martins e Sofia Neto – 11º H
De dentro do teu ventre saí,
Dos teus seios me alimentei.
Contigo a felicidade sempre senti
A felicidade e ainda amei.
Eugénio de Andrade
E o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
“Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...”
Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves!
Contigo sempre estive,
Foste tu que me acompanhaste.
O teu amor mantive
No dia em que te apartaste.
Contigo aprendi,
O que até hoje não consegui,
Amor e carinho,
Neste meu caminho.
Desde que te foste,
Que sinto um imenso vazio,
E mesmo que me custe,
Vou procurar aquecer este frio.
Pág. 15
Tentativa
O que são:
A anorexia e a bulimia nervosas são distúrbios
alimentares resultantes da preocupação exagerada
com o peso corporal, as quais podem provocar
problemas psiquiátricos graves. São transtornos que
se manifestam principalmente em mulheres jovens,
embora a sua incidência esteja aumentando também
entre os homens. Às vezes, os pacientes anorécticos
chegam rapidamente a um grau extremo de
desnutrição, e o índice de mortalidade chega a atingir
15% a 20% dos casos.
A nível físico, as consequências são várias e incluem
lesões nos intestinos, fígado e rins, bem como arritmia
cardíaca que pode levar, em alguns casos, a uma
paragem cardíaca. No limite, as consequências físicas
podem mesmo levar à morte.
Sintomas da anorexia:
- Perda exagerada de peso em curto espaço
de tempo, sem nenhuma justificação;
- Recusa em participar nas refeições
familiares. Os anorécticos alegam que já
comeram e que não estão com fome;
- Preocupação exagerada com o valor
calórico dos alimentos;
- Interrupção do ciclo menstrual, com
ausência de menstruação e diminuição das
características físicas femininas;
- Actividade física intensa e exagerada;
- Depressão, síndrome do pânico, comportamentos
obsessivo-compulsivos;
- Visão distorcida do próprio corpo. Apesar de
extremamente magras, essas pessoas julgam-se
com excesso de peso;
- Pele extremamente seca e coberta por lanugo (pêlos
parecidos com a barba de milho).
Sintomas da bulimia:
- Ingestão exagerada de alimentos em curtos períodos
de tempo, sem o aumento correspondente do peso
corporal;
- Vómitos auto-induzidos por inversão dos movimentos
peristálticos ou colocando o dedo na garganta;
- Uso de laxantes e diuréticos indiscriminadamente;
- Dietas severas intermediadas por repentinas perdas
de controlo que levam à ingestão compulsiva de
alimentos;
- Distúrbios depressivos, de ansiedade,
Pág. 16
comportamento obsessivo compulsivo, automutilação.
Causas:
Diversos factores favorecem o aparecimento
dessas doenças: predisposição genética, o conceito
actual de moda (que determina a magreza absoluta
como símbolo de beleza e elegância), a pressão da
família e do grupo social e a existência de alterações
neuroquímicas cerebrais, especialmente nas
concentrações de serotonina e noradrenalina.
Tratamento:
Na anorexia, a reintrodução dos alimentos deve
ser gradativa; muitas vezes é necessário o
internamento hospitalar, para que a oferta de calorias
seja controlada por nutricionista; não há medicação
específica para esses transtornos. O
tratamento exige o acompanhamento de equipa
multidisciplinar composta por médicos,
psicólogos e nutricionistas. Não se conhecem
métodos eficazes de prevenção – seria
necessário o empenho da sociedade na
mudança de certos valores estéticos ligados
ao culto do corpo e à magreza.
No caso de haver razões para crer que uma
pessoa próxima esteja a sofrer de um distúrbio
alimentar, é importante não só expressar a
preocupação sentida como confrontá-la com
a situação.
A negação dos problemas e a tendência para o
isolamento são características comuns aos indivíduos
que sofrem de distúrbios alimentares. Assim, depois
de confrontada, a pessoa pode demonstrar uma certa
apreensão, pode optar por tomar uma posição
defensiva ou mesmo furiosa, demonstrando também
vergonha ou embaraço. Há ainda a possibilidade de
se sentir aliviada por alguém lhe oferecer ajuda.
É necessário, neste contexto, estar preparado para
mostrar as evidências observadas que levam a crer
que existe um problema de ordem alimentar. É
também importante reforçar a seguinte ideia: a
questão está a ser abordada devido a uma
preocupação genuína com o seu bem-estar.
Os gestos tão simples como a ajuda na marcação
de uma consulta ou o acompanhamento numa ida ao
médico, podem, no princípio, causar algum medo ou
intimidação, mas são essenciais nos primeiros estádios
do tratamento.
Tentativa
Para passares as tuas férias grandes,
porque não escolheres e promoveres a
nossa região? Surpresas agradáveis não
te faltarão… podes crer! Aqui te deixamos
algumas sugestões.
Praias da Alentejanas:
No Distrito de Beja
Praias Fluviais
No Distrito de Setúbal
Praias Marítimas
Concelho de Sines
Praias: da Costa do Norte, de Vasco da Gama (Sines),
de São Torpes, de Morgavel, da Navalheira, da
Oliveirinha, da Foz, do Burrinho, da Samouqueira,
do Cerro da Águia, do Salto, da Cerca Nova, Praia
Grande do Porto Covo, do Espingardeiro, Praia
Pequena, dos Búzios, da Ilha do Pessegueiro e Praia
dos Aivados.
Praia da Albufeira de Odivelas (Ferreira do
Alentejo), da Tapada Grande (Mértola), das
Azenhas (Mértola), Praia do Mira (Odemira) e de
Baiona (Odemira).
Praias Marítimas
Concelho de Odemira
Praia do Carvalhal (São Teotónio), da Zambujeira
do Mar, do Almograve, das Furnas, de Milfontes,
do Malhão e de Aivados.
Concelho de Grândola
Praia Atlântica de Grândola, do Carvalhal, da
Comporta, da Galé/Fontaínhas, de Melides, do Bico
das Lulas (Tróia), da Galé (Tróia), de Tróia - Mar e a
Praia de Tróia/Rio.
Concelho de Santiago do Cacém
Praias: da Costa de Santo André, da Lagoa de Santo
André, da Fonte do Cortiço e do Monte Velho.
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Tentativa
ANEDOTAS
No manicómio, durante o pequeno-almoço, uma
louca vira-se para a enfermeira e diz:
- Menina Florinda: pode dar-me um torrão de açúcar?
- Mas eu já lhe dei seis!...
- Pois é, mas derreteram-se
todos…
Dois alentejanos vêem uma nota
de 50 euros do outro lado da
estrada e um diz para o outro:
- Se o vento mudar de direcção,
já temos o dia ganho!
Certo dia um português, um francês e um inglês foram
ter com o demónio! Então este disse:
- Dêem-me qualquer coisa que eu não consiga
derreter nas mãos e eu mando-vos para o céu!
Chega o francês armado com um pedregulho enorme.
E o demónio começa a amassar, a amassar até que a
derreteu! Chega o inglês e dá-lhe uma limusina
enorme. O demónio começa a amassar, a amassar
ate que a derrete! Chega o português e passa-lhe
uma coisa para as mãos. O demónio amassa, amassa
e não consegue derreter e então, duvidoso, pergunta
ao português:
- Então o que me deste tu?
E o português responde: - M&ms, derrete na boca
e não nas mãos!
Na escola pergunta a professora:
- Joãozinho, de que é que tens mais medo?.
- Do “Mala Men”.
- Nunca ouvi falar...Quem é esse tal de “Mala
Men”?
- Quem é, eu também não sei. Mas a minha mãe
sempre que reza à
noite diz: «Não
nos deixeis cair
em tentação e
livrai-nos do
“Mala Men”».
ADIVINHAS
1- Uma casa com doze meninas. Cada uma com
quatro quartos, todas elas usam meias, nenhuma
rompe sapatos. O que é?
2- Tem barbas e não tem queixo, este bicho
montanhês; tem dentes mas não tem boca, tem cabeça
e não tem pés.
3- O que é que todo o nariz tem na ponta?
4- Procuram-me
muitas vezes: tenho
estima, o leitor creia;
mas se alguém olha
para mi faz-me logo
cara feia. Quem sou
eu?
5- São muitos
vizinhos com os
mesmos modos;
quando um erra,
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erram todos. Adivinhe.
6- Qual é o mês em que as mulheres falam menos?
7- Anda, anda e nunca chega ao seu lugar. O que é?
8- Qual é a cidade portuguesa que está no focinho
do cão?
9- Qual é coisa, qual é ela, que atravessa todas as
portas sem nunca entrar nem por elas sair?
10- Porque é que as rodas dos comboios são de
ferro?
11- O que existe três vezes em um momento, duas
vezes em um minuto e só uma vez em uma hora?
12- Quanto mais quente, mais fresco. O que é?
13- O que está no exército, na vassoura e no mapa?
(Respostas – 1- relógio; 2- alho; 3- Z; 4- sol; 5botões; 6- Fevereiro; 7- moinho; 8- Faro); 9fechadura; 10- Se fossem de borracha apagavam
as linhas...; 11- a letra M; 12- o pão); 13- o cabo.)
Tentativa
Sopa Fria de Pepino e Iogurte
Ingredientes: 1 Pepino; 2 Dentes de alho; 1/2
Cebola; 0,5 dl de azeite; Sal q.b.; 1 Colher (sopa)
de vinagre; 2 Iogurtes naturais; Pedras de gelo.
Preparação
Lave e enxugue muito bem o pepino.
Descasque-o e corte em pedaços para uma
tigela. Junte-lhe os dentes de alho, a cebola
cortada, e 2 cl de água fria. Passe até obter
um puré fino. Tempere com azeite, sal e
vinagre. Misture os iogurtes e leve ao
frigorífico.
Salada Light
Ingredientes: 1 lata pequena de mistura de legumes;
4 ou 5 espargos (de frasco); 1 lata pequena de milho
doce; Um pouco de pimento vermelho cortado às
tiras (vende-se em frascos); Um pouco de pepino
cortado aos quadrados.
Preparação
Corte os espargos em três e coloque à volta do prato,
intercalando com o pepino, previamente temperado
com sal e cortado aos quadrados. No centro do prato
faça um “montinho” com os legumes enlatados e,
em torno deste, coloque o pimento cortado às tiras.
Entre o pimento, os espargos e o pepino, coloque o
milho doce.
Sugestão: Se preferir, coloque um ovo cozido e decore
a seu gosto.
Consomê de Verão (prato de peixe)
Ingredientes: 1 peixe (robalo ou garoupa com cerca
de 700 gr.); Sal e pimenta; 5 colheres (sopa) de
sumo de limão 1 cebola; 1 dente de alho; 1
malagueta; 1 folha de louro; 3 ramos de coentros; 1
pepino grande; Salsa picada.
Preparação
Limpe o peixe e corte-o às
postas. Reserve a cabeça
e as espinhas. Temperes as
postas com sal, pimenta e
metade do sumo de limão.
Deixe tomar gosto. Ponha
numa panela grande a
cabeça e as espinhas do peixe. Cubra com três litros
de água. Junte a cebola inteira. Acrescente sal, alho, a
malagueta picada, louro, coentros e um pouco de salsa.
Leve ao lume forte até ferver. Diminua a chama e deixe
cozer durante uma hora. Pique o pepino com a casca e
retire todas as sementes. Cubra com o restante
sumo de limão. Coe o caldo. Leve de novo ao
lume com o peixe e o pepino, deixando ferver
dez minutos. Retire as postas de peixe e ponha
uma em cada taça. Cubra com o caldo e deite
a salsa picada.
Estufado de Verão (prato de carne)
Ingredientes: 1 beringela; 1 courgette;
4 salsichas frescas; 1 cebola; Alho e
azeite q.b. .
Preparação
Alourar a cebola e o alho com o azeite. Em seguida,
alouram-se as salsichas. Cortar a beringela e juntar,
fazer o mesmo com a courgette. Deixar refogar
juntando água se necessário. Temperar com sal e
pimenta.
Charlotte de Framboesas (sobremesa)
Ingredientes: 200 g de palitos “la Reine”; 2 Pacotes
de natas; 250 g de açúcar; 1 Pacote de gelatina de
framboesas; 3 Folhas de gelatina branca; 200 g de
framboesas + algumas para decorar.
Preparação
Comece por preparar a gelatina de acordo com as
instruções da embalagem. Deixe de molho as folhas
de gelatina branca em seis colheres de água fria. De
seguida, desfaça as framboesas no triturador. Bata muito
bem as natas com o açúcar. Adicione as framboesas
trituradas e a gelatina com sabor. Envolva tudo
delicadamente. Esprema as folhas de gelatina branca
e dilua-as em quatro colheres de sopa de água quente.
Junte então ao preparado anterior e envolva
novamente. Deixe arrefecer. Forre o fundo de
uma forma com os palitos “la Reine”. Corte
algumas metades para forrar as laterais. Deite
dentro o preparado de framboesas. Leve ao
frigorífico durante cerca de duas horas, no
mínimo. Decore com as restantes framboesas,
depois de desenformar.
Pág. 19
Tentativa
Para todos os jovens cientistas entre os 12 e os 30 anos de idade, oriundos de todos os países da
Europa e de outros continentes; a proposta é participar na Exposição que decorrerá entre os dias
16 e 23 de Julho de 2006.
Participar neste evento significa: ter um local onde
Na Expo Science
se pode apresentar aos visitantes, os resultados das
Europe 2006 (ESE
investigações realizadas,
06) são esperados
difundir o conhecimento e os
cerca de 600
projectos desenvolvidos pela
expositores e 300
juventude, promover e
trabalhos
de
reforçar a participação de
investigação, de
jovens estudantes e
países europeus
professores de modo a
como a Áustria, a
estimular o interesse pela
Bélgica, a Bulgária,
investigação, inovação e
divulgação e também interagir
a República Checa,
com diversas instituições que possuam os mesmos
Chipre,
a
objectivos e ideias, promovendo a troca de cultura
Dinamarca, a
científica entre jovens de vários países, ao quebrar as
França, a Hungria,
barreiras geográficas.
a Grécia, o
Uma Expo Science Europe é, acima de tudo, uma
Luxemburgo, a Polónia, Portugal, a Eslováquia, a
oportunidade para celebrar os valores científicos que
Eslovénia, a Espanha e a Turquia. Os países
nos permitem questionar e encontrar respostas e,
representantes de outros continentes são o Brasil, o
ainda, perceber que os outros podem não concordar
México, o Paraguai, o Uruguai, o Chile, o Peru, o
com as mesmas.
Canadá, a Argentina, a África do Sul, a China e os
Ficha Técnica
Emiratos Árabes Unidos.
As línguas oficiais da ESE 06 serão o Inglês, o
Direcção e Coordenação:
Francês, o Catalão e o Castelhano (Espanhol).
Docentes do Curso Tecnológico de Comunicação
Edição:
Este evento tem como objectivo principal promover
Escola Secundária de Diogo de Gouveia
a exposição de projectos de investigação elaborados
Curso Tecnológico de Comunicação
por jovens. Convictos de que a investigação pode
Redacção e Fotografias:
ter um teor recreativo, sem perder o cariz sério da
Aluna Marisa Pisco - 12º G
abordagem e o rigor da metodologia, esta exposição
Revisão de Textos:
Prof. Hernâni Serra
é
integra
Colaboradores: Profs. Fernando Carvalheiras e
workshops,
Francisco Rosa Dias, alunas Joana Regato, Catarina
conferências,
Lopes, Mafalda Palma, Alunos de Oficina de Teatro
visitas (culturais,
do 8º B, Alunas de alemão 12º ano e Alunos
recreativas e
INSUPORTÁVEIS do 12º ano.
Desenho de: Ana Furão, Sofia Neto e Ana Martins.
científicas) e até
Montagem:
festas.
Esta
Marisa Pisco - 12º G
iniciativa
Apoio Informático:
pretende, assim,
Prof. João Henriques
demonstrar que aliar ciência e diversão, não é de
Composição e Impressão:
Departamentos de Informática e Reprografia
todo incompatível.
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