- Câmara de Comércio Americana

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- Câmara de Comércio Americana
Ano XXIV • nº 260 • Novembro-dezembro 2009
Entrevista
10
Peter Dirk Siemsen
O sócio da Dannemann Siemsen explica
como a Propriedade Intelectual aliada ao
esporte pode ajudar o país a crescer e detalha o Ato Olímpico, lei que guiará marcas e
outras designações ligadas ao evento.
Editorial
Uma grande chance para mudar 04
Life Style
20 Paixão de pai pra filho
Marcio Adler
Em foco
Notícias das empresas sócias 06
From the USA
Game On! Sports and Recreation Idioms 14
in American English
Brasil Urgente
Capa
24 Trabalho e união por Jogos inesquecíveis
Carlos Nuzman
26 O esporte abrindo uma rara oportunidade para
diversos setores no Rio de Janeiro
Marcia Lins
Marco Legal do Pré-sal 16
Leonardo Miranda
Colunas
Gestão & Carreira
Reorganização e recuperação 18
de empresas no Brasil
Reportagem
28 João Havelange: O homem que transformou o
futebol no maior espetáculo da Terra
Suzana Tebet
News
30 Por dentro dos eventos da Amcham
Tributação
Vinculação de receitas e 22
as obras para a Copa de 2014
Opinião
50 O Ato Olímpico Brasileiro
Paulo Parente Marques Mendes e Jorge M. Arruda da Veiga
A tiragem desta edição de 8 mil exemplares é comprovada pela BDO TREVISAN AUDITORES INDEPENDENTES
EXPEDIENTE
Publicação bimestral da Câmara de Comércio Americana RJ/ES
Diretor: Ricardo de Albuquerque Mayer
Editor-chefe e Jornalista Responsável:
Ana Redig (MTB 16.553 RJ)
Editor de arte: Lui Pereira
Impressão: Ediouro Gráfica e Editora
Fotógrafa: Luciana Areas
Os pontos de vista expressos em artigos
assinados não refletem, necessariamente, a
opinião da Câmara de Comércio Americana.
Câmara de Comércio Americana RJ/ES
Praça Pio X, 15/5º andar
20040-020 Rio de Janeiro RJ
Tel.: 21 3213 9200 Fax: 21 3213 9201
[email protected]
redação: [email protected]
www.amchamrio.com
Editorial
Uma grande chance para mudar
O Rio de Janeiro está à frente de uma grande oportunidade. Sediar as Olimpíadas de 2016 e receber alguns
dos jogos mais importantes da Copa de 2014 irá, sem dúvida, movimentar a economia e gerar empregos
para os cidadãos cariocas e fluminenses. Haverá uma retomada histórica do crescimento, ancorado em um
período de prosperidade que, esperamos, tornará novamente a Cidade Maravilhosa, com consequente
desenvolvimento também para o estado do Rio.
Este deve ser o momento de encontrar soluções para problemas estruturais, como transportes e segurança.
Por isso, é fundamental perceber que esta é uma chance ímpar de mudar, de melhorar e de trazer desenvolvimento para a cidade e o estado no curto prazo. Mas não podemos perder um minuto para realizar essas
mudanças. Os investimentos necessários para receber os dois eventos deixarão um legado importante,
sobretudo na área de infraestrutura e turismo. Muito mais importante do que isso, no entanto, será o legado
humano que os eventos podem – e devem – deixar.
É urgente iniciar e incrementar projetos de capacitação, para que a população seja um exemplo de receptivo
turístico. Este investimento deve ser feito, sobretudo nas crianças e jovens, que terão esta rara chance de
aprender novas línguas, de lidar com outras culturas, de trocar experiências que enriquecerão gerações.
Aprender a informar com simpatia, conhecer pelo menos mais uma língua além do português – de preferência
inglês ou espanhol, e aprender a receber com orgulho. É fundamental aproveitar essa onda de investimentos
financeiros, estruturais e culturais para desenvolver ainda mais os hábitos de gentileza, simpatia e atenção
já inerentes à nossa população.
Não há dúvida de que a atual harmonia e parceria entre governos federal, estadual e municipal foram
fundamentais para a escolha da cidade e do país para sediar tão importantes eventos. Esta união mostrou
a todos o quanto o Brasil e o Rio de Janeiro estão empenhados em oferecer ao mundo dois espetáculos
inesquecíveis. Continuaremos a precisar desta união, para garantir a agilidade necessária à conclusão dos
empreendimentos e ações. Também será preciso incrementar o já iniciado diálogo entre o público e o privado
para disponibilizar os recursos necessários e encontrar formas de colaboração que permitam desenvolvimento local com lucratividade para a iniciativa privada.
Esperamos, também, que a Copa e as Olimpíadas mudem a importância dada pela sociedade brasileira aos
esportes, refletindo positivamente na nossa juventude, influenciando o futuro das novas gerações. O Rio
é a imagem do Brasil e, assim, carrega a responsabilidade de mostrar ao mundo que é capaz de tratar seus
turistas de forma especial, inesquecível. Afinal, é assim que queremos ser tratados quando saímos do nosso
país, da nossa casa, para conhecer outro lugar?
Ricardo de Albuquerque Mayer
4 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
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Intelectual, inclusive em questões de
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Rio de Janeiro
São Paulo
propriedade intelectual
Divulgação
Em foco
Quarto poço confirma
potencial de Tupi
A Petrobras concluiu a perfuração do
quarto poço na área do plano de avaliação de Tupi e o resultado reforçou
as estimativas do potencial de 5 a 8
bilhões de barris de petróleo leve e gás
natural recuperável nos reservatórios
do pré-sal daquela área, localizado
em águas ultraprofundas da Bacia de
Santos. O Consórcio, formado pela
Petrobras (65% - Operadora), BG Group
(25%) e Galp (10%), para a exploração
do bloco BM-S-11, onde fica a área de
Tupi, dará continuidade às atividades
e investimentos previstos no plano de
avaliação aprovado pela ANP.
White Martins renova parceria
com Saúde Criança
Agência Petrobras de Notícias
Divulgação
A White Martins acaba de renovar o patrocínio à organização social Associação
Saúde Criança e se consolida, mais uma vez, como a maior patrocinadora da
instituição. Para 2010, a empresa vai destinar mais de R$ 510 mil para o fortalecimento da rede, que conta hoje com 25 instituições nas regiões Sudeste, Sul
e Centro-Oeste. Desde o início da parceria, em 2003, a White Martins doou um
total de US$ 1,5 milhão. Com isso, o Saúde Criança pôde ampliar de 14 para
25 o número de instituições beneficiadas, atendendo 10 mil famílias por mês.
Divulgação
Inovação tecnologia brasileira na busca do petróleo
6 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
As novas soluções da Liderroll foram a grande atração na Rio Pipeline 2009. Ela
apresentou os roletes que vão equipar o Stinger da Balsa BGL 1 da Petrobras
e uma maquete do túnel do Gasduc III, antecipando um trabalho realizado
um mês depois, montando um dutos de 38 polegadas, dentro de um túnel
de 4 km, usando roletes motrizes, tecnologia exclusiva, inédita no mundo. O
sistema vai participar do Concurso 2010 da Calgary, no Canadá, que premia
tecnologias de sucesso inéditas internacionalmente. A Calgary reveza com
o Rio as duas mais importantes feiras de pipe do mundo.
Divulgação
Divulgação
A Energisa apurou lucro líquido de
R$ 65 milhões no 3° trimestre de
2009, representando um crescimento
de quatro vezes (+ 324,8%) o valor
registrado em igual período de 2008.
O aumento de 5,1% do consumo de
energia entre clientes cativos foi um
dos fatores determinantes para o bom
desempenho. No acumulado do ano, o
lucro líquido cresceu 14%, chegando a
R$ 235,4 milhões. Após o 3° trimestre,
a empresa converteu das ações em
Units, para facilitar as negociações dos
papéis da Energisa na BM&F Bovespa.
Divulgação
Lucro líquido da
Energisa quadruplica no
terceiro trimestre do ano
Associados Amcham têm desconto em
primeiro evento no Marriott Rio
O JW Marriott Hotel Rio de Janeiro oferece 10% de desconto para os associados
da Amcham que realizarem o seu primeiro evento no cinco estrelas. O hotel
dispõe de mais de 900m² de espaço para feiras, congressos e festas sociais
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Bom para o seu negócio,
para o jovem e para o Rio
O CEO TOTVS RJ vice-presidente executivo da Assespro-RJ, Álvaro Cysneiros
articulou o projeto “Inclusão de jovens
em situação de risco social no mercado
de trabalho de TI”, lançado recentemente pela entidade, que congrega grande
parte das empresas de tecnologia
do estado. A iniciativa visa capacitar
jovens em situação de risco social em
linguagens de programação num curso de seis meses. “Quero convidar os
associados da Amcham a se aliarem e
participar dessa iniciativa. É bom para
o seu negócio, é bom para o jovem e,
consequentemente, é bom para o Rio”.
ADP Brasil agiliza folha de pagamento
da Unimed Vitória
A Unimed Vitória adotou o ADP Expert para otimizar, agilizar e descentralizar as funções relativas à folha de pagamento. O sistema trabalha de
forma integrada, permitindo aumentar os controles, e contribuindo com
a gestão de informações gerenciais. A folha de pagamento – que antes
demorava de 3 a 4 dias para ficar pronta, agora leva 3 horas. “Foi necessária uma mudança de cultura, pois os gestores estavam acostumados com
papel. Tivemos de provar que a nova metodologia era muito melhor. Os
benefícios ajudaram a quebrar logo a resistência inicial”, afirma Anderson
Tadeu de Souza, gerente de RH da Unimed Vitória.
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 7
Divulgação
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Em foco
Xerox recebe executivos no Maracanã
Uma repaginada em
piscinas, fontes e spas
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das piscinas, fontes, aquários e spas
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8 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
Divulgação
A Xerox do Brasil e a Câmara de Comércio Americana se uniram em uma parceria para levar executivos associados à Amcham às finais do Brasileirão. Com
apoio do J.W.Marriot e da Tamoyo Turismo, que tem recebido e transportado
os convidados, a iniciativa continuará a acontecer no ano que vem. Devido
ao número limitado de lugares disponíveis, apenas associados da Amcham
convidados poderão desfrutar do Camarote da Xerox para ver os grandes
times no Campeonato Carioca de 2010.
Cinema ao ar livre na maior tela do mundo
A mineradora Vale patrocina o Vale Open Air, evento que combina filmes, música, tecnologia e boa gastronomia no Jockey Club no Rio. Na programação, 19
longas, cinco curtas, além de 20 atrações musicais e DJs. Cerca de 800 jovens
de comunidades do Rio de Janeiro, convidados pelo Afroreggae, Nós do Morro,
Ação da Cidadania e Escola Fábrica de Espetáculos – Spectaculu, assistiram ao
filme de estreia e depois ao show da orquestra Villa-Lobinhos, que promove
educação musical para jovens instrumentistas de famílias de baixa renda.
© 2009 KPMG Auditores Independentes, the Brazilian entity and member firm of the KPMG network of independent member firms affi liated with KPMG International, a Swiss cooperative. All rights reserved.
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Entrevista
A Propriedade
Intelectual e o
desporto
Peter Dirk Siemsen
R
eferência na área de Propriedade Intelectual no Brasil e no exterior, Peter Dirk Siemsen é
sócio do escritório Dannemann Siemsen, advogado e agente da Propriedade Industrial.
Um dos fundadores e ex-presidente das Associação Brasileira da Propriedade Intelectual
(ABPI) e Associação Interamericana da Propriedade Intelectual (ASIPI) e ex-presidente da
Associação Internacional para a Proteção da Propriedade Intelectual (AIPPI), também é
membro do Tribunal de Arbitragem do Esporte (CAS), ex-vice-presidente da Federação
Internacional de Vela – ISAF (antiga IYRU), autor do Código de Propaganda e Patrocínio e do
Código de Eligibilidade da ISAF. Foi indicado diversas vezes como advogado mais admirado
em publicações nacionais e internacionais especializadas na área do Direito.
Nesta entrevista, Peter Dirk Siemsen fala sobre como a propriedade intelectual aliada ao esporte
pode contribuir para o crescimento de países em desenvolvimento, como o Brasil e a África
do Sul. Segundo o advogado, no mundo esportivo encontramos em uso todas as áreas da
propriedade intelectual, tais como: marcas, desenhos industriais, direitos autorais, direitos de
imagens e atividades correlatas como licenciamentos, marketing, merchandising, propagandas,
patrocínios, questões de direito de competição, de consumidor e de marketing de associação.
10 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
Qual a relação entre a propriedade intelectual e o esporte?
O esporte serve de veículo para a
disseminação das marcas, desenhos industriais e obras protegidas por direitos
autorais de seus patrocinadores, bem
como das imagens dos seus atletas.
De que forma o esporte contribui
para o desenvolvimento da propriedade intelectual?
O esporte se tornou mais atrativo
para o público mundial em decorrência
dos meios de comunicação, como televisão
e Internet, além da imprensa escrita e falada. Portanto, os patrocinadores veem nos
eventos esportivos um meio de divulgar as
suas marcas. Nesse contexto, se destacam os
esportes de massa como futebol, voleibol,
basquete, rugby, beisebol, e aqueles que
têm um grande público por intermédio
da televisão, como: tênis, golf, corridas de
automóvel, com destaque para a Fórmula 1.
Até que ponto a realização de eventos
esportivos em países em vias de desenvolvimento pode contribuir para o crescimento desses países por intermédio do
uso da propriedade intelectual?
Eventos esportivos atraem o público
em geral, servindo como promoção da propriedade intelectual, ao serem identificados
com a marca do seu principal patrocinador.
Essa identificação se estende até os locais de
realização das competições. Consequentemente, o marketing, os licenciamentos e
o merchandising podem criar atividades
econômicas e gerar empregos, riquezas e investimentos nos países em desenvolvimento.
Como as nações desenvolvidas fazem
uso da propriedade intelectual por
meio do esporte?
Nas nações desenvolvidas o esporte é uma grande fonte de receitas. Por
exemplo, os Estados Unidos, somente
em 2007, movimentaram 650 bilhões de
dólares. Esse montante decorre da participação de patrocinadores, anunciantes,
marketing, licenciamento de imagem
dos atletas, merchandising e televisionamento, e em todos esses aspectos a
propriedade intelectual está presente.
da verba pública para financiar a equipe
olímpica. Enquanto, no mundo inteiro
equipes de iatismo obtém rendas substanciais através do merchandising de seus
símbolos e marcas, bem como da imagem dos seus tripulantes, no Brasil, essa
atividade ainda precisa ser desenvolvida.
O que o Brasil pode fazer para se beneficiar ao máximo do fato de ser sede da
Copa do Mundo e das Olimpíadas?
As marcas e outras designações
relacionadas aos eventos esportivos são
protegidas pela Lei da Propriedade Intelectual, os Tratados Internacionais e a Lei
do Ato Olímpico (Lei n°. 12.035/2009).
No Brasil, ainda contamos com uma
proteção especial, prevista nos arts. 15 e
87 da Lei Pelé (n°. 9615/98).
O Brasil deve se organizar para desenvolver de forma mais intensa todas as
atividades mencionadas anteriormente,
pois ainda se encontra muito atrasado
no uso desses instrumentos econômicos
em benefício do desenvolvimento do
esporte no país. O esporte mais popular,
o futebol, tem uma estrutura administrativa atrasada, que pouco aproveita os
instrumentos disponíveis no mercado,
mas que começa a acordar em relação aos
benefícios que esses ativos podem trazer.
A seleção nacional e clubes como São
Paulo, Corinthians e Internacional já demonstram que existem exceções à regra,
que podem influenciar a mudança do
futebol brasileiro. No Brasil, o voleibol
é o melhor exemplo de sucesso na administração do esporte. Há muito tempo
se organizou e vem obtendo um grande
sucesso. O fato é que o caminho até que a
propriedade intelectual seja usada na sua
plenitude pelo esporte brasileiro é longo,
porém muito importante para geração de
novas receitas e divulgação da imagem.
O melhor exemplo é o iatismo, esporte
que mais medalhas olímpicas conquistou
para o Brasil, que não explora o seu potencial, prescindindo fundamentalmente
Como os países protegem as marcas e
outras designações relacionadas aos
grandes eventos esportivos?
No Brasil, foi aprovada a Lei do Ato
Olímpico, que regula o marketing relacionado às Olimpíadas. Qual o principal objetivo da lei?
O principal objetivo da Lei do Ato
Olímpico é vedar a utilização, comercial
ou não, dos símbolos relacionados ao
Jogos Rio 2016 sem autorização do
Comitê Organizador ou do COI. Além
disso, a Lei visa a proibir expressamente
a utlização de símbolos e expressões que,
apesar de não se enquadrarem no rol dos
símbolos relacionados no Ato Olímpico,
possuam semelhança suficiente para provocar associação indevida de quaisquer
produtos ou serviços. Todas as cidades
candidatas a sediar uma Olimpíada
devem possuir legislação que regule
as atividades diretamente relacionadas
com os Jogos Olímpicos. Essa exigência
não existia anteriormente, e a primeira
cidade que se submeteu a essa obrigação
foi Londres, para as Olimpíadas de 2012.
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 11
Entrevista
Quais são os principais direitos dos
patrocinadores oficiais?
De acordo com o Ato Olímpico
(Lei n°. 12.035 de 01/10/2009), o uso
dos símbolos e das denominações olímpicas é prerrogativa dos patrocinadores e
colaboradores oficiais, autorizados pelo
Comitê Olímpico Internacional e pelo
Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016.
Não tínhamos uma legislação assim
na época do Pan Americano. Como as
marcas relacionadas ao evento foram
protegidas? Como isso ocorrerá na
Copa do Mundo, que ainda não conta
com uma lei própria?
Na época do Pan Americano, as
marcas relacionadas ao evento eram
protegidas pela legislação comum. Na
verdade, a legislação anterior ao ato já
era sufiente para proteger os símbolos,
nomes e marcas relacionadas à Olimpíada e a outros eventos esportivo. O Ato
Olímpico apenas tratou do assunto de
forma específica. O mesmo ocorre em
relação à Copa do Mundo, provavelmente vai ser promulgada uma legislação
própria para o evento.
As empresas que fizerem campanhas
publicitárias que façam associação
às Olimpíadas, podem ser acusadas
de praticar marketing de associação.
O que é isso?
O marketing de associação, também conhecido como marketing de
emboscada (ambush marketing) ocorre
quando um terceiro tenta se beneficiar da
repercussão do evento esportivo (Olimpíadas, Copas do Mundo etc.), mesmo não
sendo patrocinador oficial.Ele está presente, principalmente, nas Olímpiadas e
Copas do Mundo, em que o investimento
12 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
de patrocinadores é substancial. É por isso
que o Comitê Olímpico Internacional
(COI) e a FIFA, ao examinar a candidatura das cidades e países, exigem que a
legislação local preveja meios para coibir
o marketing de associação.
O que uma empresa que não é patrocinadora oficial poderia fazer para associar sua campanha aos jogos olímpicos sem infringir a lei?
O patrocínio de atletas e equipes
seria benéfico ao esporte brasileiro e
não viola a legislação vigente. Como
alternativa, investimentos em divulgação da cidade e do país e seus aspectos
positivos, pode alavancar uma campanha em época de grandes eventos. No
mais, o limite entre a conduta lícita e
uma campanha inteligente, que aproveite movimentação de grandes eventos
esportivos, vai depender da avaliação
de cada empresa, que deverá evitar ultrapassar a fronteira entre o marketing
lícito e o marketing de associação.
Como um parecer jurídico pode auxiliar as agências de publicidade durante
o processo de criação das campanhas?
Um parecer jurídico é um importante instrumento para orientar as
empresas sobre a fronteira entre uma
campanha inteligente e positiva e a conduta ilícita, evitando expor seus clientes
ao risco de sofrer uma demanda judicial
e ter a sua imagem prejudicada.
As empresas que não cumprirem
as disposições do Ato Olímpico serão punidas pela Justiça comum ou
pelo Conar?
As duas alternativas são válidas.
A justiça comum tem jurisdição sobre
todas as infrações do Ato Olímpico.
No que se refere à publicidade, o Conar
aceita denúncia de autoridades públicas,
bem como instaura representações ex
officio. Assim, é possível que o Conar
venha a julgar um caso mesmo sem a
provocação direta do Comitê Organizador ou do COI, via o Comitê Olímpico
Brasileiro (COB). Ainda existe a possibilidade de o COB se associar e, com isso,
submeter seus casos ao julgamento do
Conar. Vale frisar que o Código de Ética
do Conar veda expressamente a prática
de ambush marketing.
As agências serão punidas ou somente
as empresas?
Ambas estão sujeitas a sofrerem demandas judiciais. O Comitê
Organizador ou o COI, via o COB,
poderão optar por demandar as duas
ou somente uma das duas. Por isso, é
fundamental que no contrato entre a
agência e a empresa, seja bem definida
a cláusula de responsabilidade na hipótese de ação que envolva direitos de
propriedade intelectual.
Qual a importância do esporte como
forma de difusão de marcas e integração cultural?
O esporte é um grande veículo de
difusão das marcas pelo seu alto grau
de penetração junto ao público. Além
disso, o esporte congrega pessoas de diferentes raças, religiões e nacionalidades,
promovendo, naturalmente, a integração
cultural entre os povos. Portanto, o
uso da propriedade intelectual para o
desenvolvimento econômico através do
esporte é uma realidade a ser melhor
explorada pelos países emergentes e em
vias de desenvolvimento.
From the USA
Game On! Sports and Recreation
Idioms in American English
14 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
“The use of a word or an idiom changes with the
popularity of the games played and the psyche of the
country, the region, and the person using them.”
A
merican idioms are derived from many sources, including the culture of sports and games.
Perhaps because of the informal atmosphere,
language used by sports reporters, fans, and the players themselves has produced many words and phrases used in other
contexts. Sports phrases are constantly changing: A “lay-up,”
an easy shot close to the basket in basketball that used to mean
an easy task in the non-basketball world, has evolved into
“slam-dunk” as increased size and athleticism have allowed
players to elevate above the rim of the basket and forcefully
slam the ball through it.
The knowledge of American idioms or metaphors,
particularly those of sports and games, is essential to mastering colloquial American English speech. Games have
captured the American heart and mind. Terms associated
with play have become associated with work and business.
To “pinch hit” or “carry the ball,” two expressions from baseball and American football, used in their idiomatic sense
rather than the literal, mean that a person will substitute
or work on a project for a co-worker or boss. Failure to
understand the games and the terms and idioms derived
from them hinders communication.
The use of a word or an idiom changes with the
popularity of the games played and the psyche of the country, the region, and the person using them. For example,
idiomatic expressions based on sailing terms, such as “take
a new tack” or “bail out,” might be used more on the west
and east coasts of the United States than in the heartland,
and a person whose hobby is sailing will undoubtedly use
them more frequently. There are many baseball and American football idioms used in the United States because of
the widespread popularity of these sports.
At Condoleezza Rice’s Senate confirmation hearings
for the position of Secretary of State, one Republican
senator, using metaphors from American football, said
about the nominee’s response to questions, “…there was
some bump and run defenses and tactics used against her
but she never really got off her stride.”
Idioms are often difficult for the non-native speaker
to learn in isolation from their original sources. Team
sports will have many of the same rules, terms, and fields
as their international counterparts. Card games, hunting,
and fishing are similar to the same games and sports in
other countries. The framework or context of the game
from which the term originated facilitates learning both of
the literal and of the idiomatic usage. “Two strikes against
him,” a baseball expression, denotes that one strike is left
before the batter is declared out. The idiomatic meaning
then can be practiced in a sentence such as “He had two
strikes against him when he interviewed for the job, because he had no experience.”
Some phrases, such as “play hardball” are more
common in the derived or idiomatic sense. The sentence,
“Let’s play hardball on this contract,” for example, means
that one party intends to make little or no compromise in
negotiating with the other party. This use is more typical
than its literal meaning: to play baseball, a game that uses
a ball made from a hard material.
Jean Henry is the author of How to Play the Game: American
English Sports and Games Idioms
This article is an excerpt from an article by Jean Henry in eJournal USA.
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 15
brasil urgente
Marco Legal do Pré-Sal
Leonardo Miranda
A
pós cerca de um ano após as primeiras
declarações do governo sobre a decisão de
introduzir um marco legal para as atividades de
Exploração e Produção dedicadas à área do pré-sal, o
governo anunciou o seu projeto. Fruto dos trabalhos
de uma Comissão Interministerial, quatro projetos de
lei serão agora objeto de apreciação pelo Congresso
Nacional. Em essência, propõe-se um regime de
partilha de produção para a contratação da exploração
e produção em áreas do pré-sal e em outras que sejam
declaradas estratégicas pelo governo.
16 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
“A divisão dos recursos do pré-sal - e a eventual redução na
participação dos estados e municípios produtores - deverá
ocorrer em paralelo à discussão das demais medidas, tendo em
vista os grandes interesses econômicos envolvidos.”
Os contratos de partilha da produção procuram manter
a propriedade dos recursos naturais nas mãos do Estado que,
em geral, via agência reguladora, Ministério e/ou uma empresa
estatal (caso brasileiro), contrata com uma empresa privada para
explorar e produzir os recursos minerais, concedendo à empresa
contratada uma parcela desta produção. É justamente nesse
último ponto que reside a principal diferença entre este modelo
e o modelo de concessão, em que o concessionário é dono de
toda a produção, devendo ao governo apenas as participações
governamentais estipuladas em lei e nos contratos de concessão.
Em geral, os contratos de partilha compreendem o pagamento de royalty calculado sobre a produção bruta. Sobre o
volume produzido, líquido do royalty, o parceiro privado tem
direito a um percentual a título de recomposição dos custos (cost
oil, inexistente em poucas jurisdições). O volume restante (profit
oil) é, então, objeto da partilha que dá nome ao contrato, entre
o Estado e o parceiro privado. O regime proposto pelo governo
também se baseou nos conceitos tradicionais de cost oil (com
limites a serem definidos nos contratos) e profit oil, sendo que
nas licitações será vencedor quem oferecer o maior profit oil ao
governo (acima do percentual mínimo indicado na licitação).
As novidades que causaram polêmica no mercado ficaram
por conta da determinação de que a Petrobras não somente seja
a operadora de todas as áreas exploradas sob o novo regime,
como também possa ser contratada diretamente pela União,
sem licitação prévia, ou ainda participar dos leilões. Nessa última
hipótese, a Petrobras terá assegurada uma participação mínima
de 30% em todos os contratos leiloados. Vale destacar que essa
participação poderá ser aumentada por iniciativa do Conselho
Nacional de Política Energética (CNPE) que, seguindo orientação do Ministério de Minas e Energia, poderá propor o aumento
ao Presidente da República, de maneira que, eventualmente, a
Petrobras seja operadora e majoritária dos consórcios.
Também a administração do consórcio a ser necessariamente firmado entre Petrobras, parceiro(s) privado(s) e a em-
presa estatal que administrará a fatia do governo nos contratos
poderá ser objeto de polêmica. Da forma como foi estabelecido
no projeto de lei, o chamado comitê operacional, que toma
as principais decisões gerenciais/operacionais do consórcio,
inclusive decisões de investimento e sobre acordos de individualização de produção (unitização), terá a metade dos seus
membros indicada pela nova estatal (inclusive o Presidente,
que terá voto de qualidade e poder de veto).
Nas contratações diretamente com a Petrobras, caberá
ao CNPE indicar o profit oil. Essa calibragem será de vital
importância, pois poderá haver desestímulo se o CNPE estabelecer percentuais para as áreas operadas individualmente
pela Petrobras, muito diferentes dos praticados em áreas em
que houver participação privada.
Em proposta adicional, propõe-se a cessão onerosa de
direitos à Petrobras para exploração e produção de petróleo e
gás natural em áreas não concedidas do pré-sal, com o limite
máximo de 5 bilhões de barris de óleo equivalente, em avaliação
independente a ser contratada pelo governo. O projeto prevê,
ainda, a capitalização da Petrobras pela União em valor correspondente a 5 bilhões de barris, que poderá ser feita através
de títulos representativos da dívida federal. Mais uma vez, o
assunto tem gerado discussão por diversos motivos, desde a
preferência atribuída à Petrobras na aquisição desses ativos, até
os parâmetros que serão usados nessa avaliação.
A discussão sobre a divisão dos recursos oriundos das
participações governamentais entre os diversos entes da Federação, e a eventual redução na participação dos estados e
municípios produtores, deverá ocorrer em paralelo à discussão das demais medidas, tendo em vista os grandes interesses
econômicos envolvidos.
O modelo proposto ainda deverá ser objeto de debate,
buscando o seu aperfeiçoamento de maneira a alcançar os
objetivos do governo e ao mesmo tempo atrair, ao máximo,
parceiros privados para as áreas a serem exploradas.
Advogado Sênior de Pinheiro Neto Advogados
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 17
Gestão e Carreira
Reorganização e recuperação
de empresas no Brasil
Por Luis Vasco Elias
Toda empresa passa por diversos estágios de desenvolvimento e promove reorganizações, seja para crescer
de maneira sustentada ou reverter situação negativa nos
momentos de crises. Entre empresas em estágio avançado
de maturidade, por exemplo, a reorganização pode representar um meio de reinventar seu negócio, de repensar as
operações e mitigar os riscos de declínio de suas operações. No momento atual de instabilidade e de ajustes ao
novo cenário econômico mundial, as empresas enfrentam
o desafio de promover uma ampla reestruturação financeira, que pode acabar se tornando apenas a primeira etapa
de um processo muito mais complexo.
A reorganização é o conjunto de estratégias e medidas
adotadas para retomar o crescimento ou reverter a situação
negativa nos momentos de crise. Pode ser feita por meio
de uma reestruturação, início do declínio, ou por meio de
uma recuperação, quando a crise se agrava, levando ao
risco de insolvência. O reordenamento da empresa se faz
necessário em diversas situações, nem sempre percebidas
em um primeiro momento, mas que refletem sintomas de
estagnação e, depois, de declínio das operações.
A trajetória da reorganização dificilmente oferece
facilidades. Estabelecer um plano estratégico, com metas,
ações e objetivos claros, é o primeiro passo para o sucesso
de um processo desse tipo, bem como é crucial sua implementação. Outra condicionante é empregar agilidade
no processo decisório, a fim de responder à rapidez das
transformações do mercado. Em todos os casos, é essencial o envolvimento do alto comando da empresa, para
assegurar a execução do plano desenhado.
Hoje, as empresas não estão apenas preocupadas
com o crescimento do seu negócio e aspectos estruturais,
mas estão atentas aos fatores que garantem sua perenidade, como dificuldades de financiamento. Estas conclusões
se encontram no estudo “Reorganização de Empresas no
Brasil”, realizado pela Deloitte, que abrangeu empresas
e agentes envolvidos nos processos de recuperação de
empresas (bancos, fundos de private equity, advogados e
juízes). A grande maioria das empresas analisadas está ou
esteve envolvida em processos de reorganização.
A reorganização é vista quase como uma precondição para o crescimento. Ela deve ser realizada continuamente, fazendo parte do DNA das empresas. Os principais
motivos que levam à reorganização podem advir da necessidade de expansão, redução da lucratividade, busca de
novos mercados, aumento da concorrência ou perda da
competitividade, entre outros. De acordo com a pesquisa,
as medidas mais adotadas pelas empresas nestes processos são a ampliação e/ou aprimoramento dos processos
operacionais e de produção, investimento em recursos
humanos e melhorias na gestão de recursos financeiros.
O conceito da reorganização tende a se consolidar no
Brasil como mecanismo fundamental para viabilizar a manutenção do desenvolvimento e da expansão de empresas, independentemente das circunstâncias vivenciadas.
Essa visão não evita completamente os impactos negativos
decorrentes de ajustes nos cenários econômicos, porém,
permite a minimização de riscos e facilita a execução dos
processos de reestruturação financeira, diante de fontes
de recursos mais escassas.
Sócio da área de Corporate Finance da Deloitte e especialista
em reorganização e reestruturação de empresas.
18 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
Life Style
Paixão de pai pra filho
Marcio Adler
Tudo começou em 1977 quando fui fazer um teste para
a escolinha do Fluminense. Eu queria mesmo ser jogador de
futebol, mas um dos colegas da peneira me reconheceu do
colégio e logo tratou de falar para o treinador que eu havia
marcado dois golaços contra naquela semana. Assim durou
pouco a minha carreira de jogador.
O tempo passou e comecei a frequentar o Maracanã
torcendo pelo Fluminense. Jogos memoráveis do time tricampeão de 1983-4-5, hino a João de Deus, pó de arroz e
bagunça civilizada no ônibus de volta para casa.
A paixão pelo esporte crescia à medida que eu ia me
distanciando da boa forma física, até que em 1995 ganhei a
minha primeira camisa oficial: a branca do Santos, número
10, que sonho tê-la autografada, um dia, pelo Rei Pelé. Como
eu já tinha duas do Fluminense, estava inaugurada a coleção.
Daí foi só esperar meus filhos nascerem e começarem
a curtir jogo da bola redonda, para a coleção crescer rapidamente. Minhas as viagens a trabalho e lazer são frequentes
por força da minha profissão e em cada lugar, a visita é obri-
20 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
“Vale qualquer estádio e
qualquer time, desde que
federados. A camisa tem que ser
oficial e a foto no estádio com a
arquibancada ao fundo. ”
gatória ao estádio – apesar dos protestos da minha esposa – ,
em seguida a compra da camisa do time ou da seleção que lá
jogam (mais protestos).
Vale qualquer estádio e qualquer time, desde que
federados. A camisa tem que ser oficial e a foto no estádio
com a arquibancada ao fundo. Vale também trocar camisa
com jogador, e numa dessas consegui uma rara camisa do
Madureira, usada num jogo nas Laranjeiras.
Uma das que mais guardo com cuidado, nos foi presenteada pelo Romário. Na época o Vasco estava treinando
na Marinha, e um tio vascaíno conseguiu essa preciosidade
com dedicatória do Baixinho para o meu filho mais velho,
Frederico. O Vasco usava uma camisa de uma marca própria
VG, e raramente vejo uma dessas nas ruas.
Tentativa de mais um vascaíno em vão, logo veio meu
segundo filho, Eduardo. Com três mêses já frequentava as
Sociais das Laranjeiras, no carrinho de bebê.
Formada a trinca, hora de aumentar a coleção e diversificar os tamanhos. Sempre procuramos buscar camisas
de times raros, difíceis de encontrar nas lojas. Ferencváros,
Borussia Dortmund, Macaé, Friburguense, Legião, JataienseGO (presente do ex-jogador João Francisco), São Cristovão,
America-RJ, Madureira etc. Das seleções, destaco as raras da
Áustria, Hungria, Croácia, Togo, Venezuela, entre outras.
Cada uma dessas camisas tem um significado especial. Qual
a razão de ter comprado e o que elas representam na nossa coleção?
Uma dessas histórias aconteceu na final contra a LDU (Liga Desportiva Universitária) no ano passado. Meu filho foi fotografado
pelo Extra, chorando nossa derrota. Dia seguinte, virou capa do
Jornal. Como já se sabe, faro de jornalista e das sogras andam
juntos, assim a equipe do jornal nos localizou e pediu nova foto.
- Pai, dessa vez só fotografo com a camisa do América do
Mexico, pois não aguento mais meus amigos flamenguistas me
zoando! E assim saiu novamente na capa do jornal, lembrando
a recente derrota sofrida pelo rival...
Tenho acompanhado através da ESPN a MLS, Liga de
Futebol dos USA, e o contínuo crescimento do Soccer nos
Estados Unidos. Nessa onda, conseguimos as camisas do Houston Dynamos, New York Metrostars, Red Bull e LA Gallaxy.
Impressionante como o investimento está dando certo, pois
os patrocinadores da Liga são empresas fortes, interessadas na
exposição de suas marcas, aliados ao esporte mais popular do
mundo. Aqui no Brasil, grandes empresas estão investindo em
Camarotes no Maracanã, visando maior network com seus
clientes e associados no descontraido ambiente do futebol.
Até o fechamento dessa edição da Brazilian Business,
nossa coleção já somava 80 camisas. Opa! Acabou de chegar
mais uma: Santana do Amapá!
Corporate Sales, Continental Airlines
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 21
Tributação
Vinculação de receitas e as
obras para a Copa de 2014
Octavio Bulcão Nascimento
receitas estão enquadradas como receitas de impostos.
Isso em virtude do art. 167, da Constituição Federal, que
veda “a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo
ou despesa”, mas que, também faz uma série de ressalvas.
Assim, aquelas receitas tidas como receitas de impostos
não podem, salvo em casos específicos, ser vinculadas para
constituição de garantias, ao passo que outras categorias
de receitas poderiam.
A cota-parte da arrecadação do IPI e do IR é um
repasse, uma transferência de rendas da União para os
estados. Assim, pode-se argumentar que, enquanto para
a União tais valores são arrecadados e processados no
âmbito da Administração Pública sob regime tributário,
para cada estado que os recebe, trata-se de um repasse
corrente, sob regime jurídico diverso, no caso orçamentário. Ou seja, não são arrecadados, tampouco executados, em caso de não pagamento, sob o regime jurídico
tributário. Não podem, portanto, ser tidos como receitas
de imposto, sendo possível, a princípio, sua vinculação.
Nesse sentido, a Bahia largou na frente, aprovando, em
1.º de julho, a Lei n.º 11.477, por meio da qual garantiu
um fluxo de pagamento ao apartar um percentual dos
recursos que lhe cabem no Fundo de Participação dos
Estados (FPE), dando-lhe uma finalidade específica.
O assunto ainda deve gerar muita discussão na administração pública, porém, já constitui uma alternativa
viável e legal para o financiamento das obras da Copa de
2014, ainda mais em um cenário de escassez de crédito.
CHEVRON ! uma marca comercial registrada da Chevron Intellectual Property LLC.
CHEVRON HALLMARK e ENERGIA HUMANA s! o marcas comerciais da Chevron
Intellectual Property LLC. © 2009 Chevron Corporation. Todos os direitos reservados.
A escolha do Brasil como sede para a Copa do
Mundo de 2014 certamente dará um grande impulso à
economia nacional. O primeiro setor a se movimentar é
o de infraestrutura. As cidades-sedes tiveram que preparar projetos ambiciosos para recepcionar os jogos, o
que implica investimentos massivos na construção ou
reforma de estádios, melhoria do sistema de transporte,
entre outros. Com a confirmação da escolha pela Fifa,
agora esses projetos devem se tornar realidade e surge
a dúvida: como financiar tais projetos?
A concessão pública e a instituição de Parcerias
Público-Privadas (PPPs) são apontadas como as principais
alternativas, porém possuem limites legais que estão sendo tema de discussão. Muitas vezes, quando o governo
repassa à iniciativa privada (seja por concessão ou PPP)
determinada obra, cria o dever de pagar ao administrador
um valor pelo qual deve oferecer garantias. No entanto,
a lei determina limites para o endividamento dos entes
públicos em projetos como esses.
Uma alternativa de garantia a esses compromissos
para os estados seria vincular as respectivas cotas-parte
relativas ao Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) e do Imposto de Renda (IR) repassados pela União.
A viabilidade jurídica desse procedimento é polêmica,
mas, a meu ver, possível.
A questão principal a ser analisada para definir se
determinada categoria de receitas pode ou não ser objeto
de vinculação para fins de constituição de garantia é se tais
Sócio do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice
22 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
O mundo est! crescendo em mais de setenta
milh! es de pessoas ao ano.
CHEVRON ! uma marca comercial registrada da Chevron Intellectual Property LLC.
CHEVRON HALLMARK e ENERGIA HUMANA s! o marcas comerciais da Chevron
Intellectual Property LLC. © 2009 Chevron Corporation. Todos os direitos reservados.
Seria isso um problema ou uma solu! ! o?
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Capa
Olimpíadas 2016:
trabalho e união para
realizar Jogos inesquecíveis
Carlos Arthur Nuzman
O
Rio e o Brasil conquistaram a maior
glória da nossa história no último dia 2
de outubro. Sob a liderança do Comitê
Olímpico Brasileiro e com a união dos três níveis
de governo, vencemos uma disputa global,
considerada a maior concorrência do mundo.
Durante 10 anos de estratégia e trabalho, e dois
anos de campanha envolvendo nações que já
foram sede dos Jogos Olímpicos, mostramos
ao mundo a excelência técnica e o poder
transformador do projeto brasileiro para 2016.
E o Comitê Olímpico Internacional reconheceu
a nossa qualidade ao nos dar a vitória mais
emblemática de todas as eleições para cidade
sede dos Jogos.
24 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
“Organizar o maior evento esportivo do planeta exigirá
união do Comitê Organizador, dos governos e da iniciativa
privada para enfrentar novos e grandes desafios”
Para o movimento olímpico, essa decisão histórica abre
uma nova e promissora fronteira na América do Sul. Para nós,
brasileiros, significa uma oportunidade única de estender a todo
o país os avanços na área esportiva, como a criação do primeiro
Centro Olímpico de Treinamento, e de infraestrutura, aproveitando o maior evento esportivo do mundo para transformar a
cidade e o país, como aconteceu em Barcelona, Sydney e Seul.
Mas o caminho para essa vitória não se resume aos últimos dois anos de campanha. O ano de 1999 foi o marco inicial
dessa caminhada, quando o Comitê Olímpico Brasileiro decidiu
não disputar a sede dos Jogos Olímpicos de 2008 e dedicar-se
a conquistar o direito de organizar os Jogos Pan-Americanos de
2007. Três anos depois, o Rio de Janeiro organizou com sucesso
os Jogos Sul-Americanos de 2002. No mesmo ano, derrotamos
San Antonio para organizar o Pan 2007.
Aprendemos e evoluímos muito desde 1999, trabalhando junto aos governos, patrocinadores e vários setores
da sociedade até conquistar essa grande oportunidade para a
cidade, o estado e o país. Além dos ganhos para o esporte e
infraestrutura urbana, estudos realizados para o nosso projeto
executivo mostram que os Jogos Olímpicos vão gerar cerca
de 65 mil empregos nas áreas de grandes eventos, gestão do
esporte, turismo e operações das instalações, além de milhares
de vagas na construção civil e no comércio.
Muitos me perguntam qual foi o fator decisivo para
trazer os Jogos e todos os seus benefícios para o Rio. Aponto
alguns, como a dedicação e união dos três níveis de governo
em prol da candidatura. O sucesso na realização dos Jogos PanAmericanos de 2007 e o legado esportivo da organização do
melhor Pan já realizado também nos credenciaram para vencer
a disputa. Por último, ressalto que a nossa candidatura era a
única conduzida pelo esporte, com o total apoio do Comitê
Olímpico Brasileiro.
Passada a euforia da vitória, devemos agora encarar um
novo caminho de muito trabalho, porque organizar o maior
evento esportivo do planeta exigirá união do Comitê Organizador, dos governos e da iniciativa privada para enfrentar
novos e grandes desafios.
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016
começou a trabalhar menos de 24 horas após a vitória. Além
disto, no fim de outubro, recebemos o COI para um seminário
de orientação e em fevereiro participaremos do Programa de
Observadores nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver.
Em 2010 nos concentraremos nos manuais técnicos do COI
para detalhar o planejamento do caminho até 2016.
O modelo de organização dos Jogos Olímpicos Rio
2016 foi baseado na experiência de Londres e Sydney. O
Comitê Organizador cuidará de um orçamento de US$
2,8 bilhões para a operação dos Jogos, enquanto a Autoridade Pública Olímpica – composta pelos três níveis de
governo, que indicarão um diretor geral – será responsável pelo orçamento de US$ 11,6 bilhões para as obras
de infraestrutura, como a modernização do sistema de
transporte do Rio, melhorias nos aeroportos e construção
de instalações esportivas.
Em parceria, mas dentro das atribuições definidas pelo
projeto executivo, o Comitê Organizador Rio 2016 e os três
níveis de governo estão prontos para encarar esses desafios e
realizar Jogos inesquecíveis, que transformarão a cidade, deixando um legado duradouro para a população.
Presidente do Comitê Rio 2016
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 25
Capa
O esporte abrindo uma rara
oportunidade para diversos
setores do Rio de Janeiro
Marcia Lins
A
realização de uma das etapas da Copa do Mundo
de 2014 e a escolha do Rio de Janeiro para sediar
os Jogos Olímpicos de 2016 mostram que um novo
futuro começou a ser desenhado na Cidade Maravilhosa.
Teremos, além desses dois megaeventos, outros de grande
porte como a Soccerex, maior feira de negócios do futebol,
que acontecerá no Rio pelos próximos quatro anos, os Jogos
Mundiais Militares, em 2011, a Copa das Confederações,
em 2013, entre outros. É uma janela de oportunidades
incalculáveis que se abre. O impacto que causa para a
população e o legado de benefícios são incontestáveis.
26 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
“É necessário que nós façamos a nossa parte, realizando
todos os investimentos necessários. Esta é uma
oportunidade ímpar de realizar projetos que vão
transformar a vida de milhões de pessoas.”
De igual importância é o impacto sobre a imagem do
Rio de Janeiro, que vai se transformar num destino que todos
vão querer conhecer. Todas as cidades que realizam megaeventos como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos tiveram
seu número de receptivos no setor turístico alterado. O Rio
de Janeiro, eleita a cidade mais feliz do mundo, é a porta de
entrada do turismo no Brasil. Uma cidade com características
próprias e única no país com oportunidade de sediar duas
vezes uma final de Copa do Mundo.
Por isso, não temos dúvida de que a união inédita dos
governos federal, estadual e municipal foi fator fundamental
para alcançar essa ampla mobilização em prol de diversos
projetos de reestruturação urbana e social que já começaram
a sair do papel e só contribuirão para o crescimento de nosso
estado. Esta é uma oportunidade ímpar de realizar projetos
que vão transformar a vida de milhões de pessoas. Sem falar,
é claro, da extraordinária importância esportiva, sobretudo
para milhões de crianças e jovens brasileiros e sul-americanos.
Um estudo realizado sobre impacto econômico dos
Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 no Rio de Janeiro,
encomendado pelo Ministério do Esporte, concluiu que os
investimentos públicos e privados e os gastos do Comitê
Organizador para a realização dos Jogos provocariam efeitos
multiplicadores amplos e diversificados na economia do país;
e que se refletiriam positivamente em uma variedade de setores
econômicos durante anos.
No estudo, feito pela Fundação Instituto de Administração, foram identificados 55 setores da economia que mais
poderão se beneficiar com a realização do megaevento. Os
setores com maior movimentação em virtude dos Jogos seriam: construção civil (10,5%), serviços imobiliários e aluguel
(6,3%), serviços prestados a empresas (5,7%), petróleo e gás
(5,1%), serviços de informação (5%) e transporte, armazenagem e correio (4,8%). Os efeitos positivos desses eventos não se
limitariam ao estado do Rio de Janeiro. Os impactos também
serão sentidos em todo o Brasil.
É necessário que nós façamos a nossa parte. Realizaremos todos os investimentos necessários e a cidade tem
muito a ganhar. Primeiro, com a atração de turistas e a
projeção da imagem do Rio para todo o mundo; depois, com
os investimentos de infraestrutura que são rigorosamente
compatíveis com os anseios da população: transporte de
massa adequado, além das revitalizações do aeroporto e da
Zona Portuária. Enfim, teremos a possibilidade de antecipar
investimentos importantes para o Rio e transformá-lo em
um lugar ainda mais maravilhoso.
Secretária de Estado de Turismo, Esporte e Lazer
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 27
Reportagem
João Havelange
O homem que transformou o futebol no maior espetáculo da Terra
Por Suzana Tebet
28 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
O Rio de Janeiro, nos próximos sete anos, será o foco da
atenção mundial. Aqui acontecerão a Copa do Mundo de Futebol
de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que movimentarão bilhões de
dólares e trarão para o Brasil milhões de pessoas para conhecer
nosso país. Em 2014 os olhares estarão distribuídos por 12 cidades
da Federação, mas o Rio de Janeiro e o Maracanã serão o centro
das atenções na final da Copa. Em 2016 será apenas o Rio de
Janeiro. Desta feita serão 50 mil pessoas entre atletas dirigentes e
árbitros de mais de 180 países entrando e saindo ao mesmo tempo.
Jean-Marie Fautin Godefroid de Havelange, ou simplesmente João Havelange. Brasileiro, carioca, cidadão do mundo que
por 24 anos presidiu a FIFA, transformou o futebol mundial no
maior espetáculo da Terra, mas jamais deixou de ser um apaixonado pelo país onde nasceu. “Nós temos todas as raças, todas as
religiões e todos vivem felizes. Todos respeitam essas diferenças.
Os jovens são alegres e o país é acolhedor. O Brasil é diferente e vai
ser um exemplo. Vai ser um momento único para que o mundo
conheça e aprenda um pouco do que é conviver em paz”.
Este jovem de 93 anos, de memória incrível, nada 1.500
metros por dia estando no Rio ou no exterior. Em seu escritório
respira-se o elixir da juventude está por toda parte e contagia
quem o frequenta. João Havelange se aproxima, cumprimenta
com três beijos na face – uma característica sua - e convida
a sentar. Já então sua memória privilegiada começa a falar de
passado e presente, descrevendo a história dos esportes no Brasil
nos últimos 57 anos, do qual ele participou direta e ativamente
em prol do nosso crescimento.
Atleta desde 1936, como nadador e jogador de pólo aquático
ele chegou na CBD – Confederação Brasileira de Desportos – em
1952 como diretor de Esportes Aquáticos e em 1957 foi eleito
presidente da entidade. No ano seguinte, o Brasil conquistaria o
primeiro título no Mundial de Futebol na Suécia. Foram quase
20 anos à frente da entidade e, quando se afastou em 1974 para
assumir a presidência da FIFA deixou como legado um Brasil
tri-campeão e um avanço sem precedente no desporto nacional.
“Quando fui eleito, para a CBD, eles diziam que eu
não entendia de futebol. Foi a sorte. Porque deleguei a quem
entendia e o resultado chegou. E isso é administrar. Não somos
o dono da bola porque ela corre terrivelmente e não podemos
querer estar em todos os lugares ao mesmo tempo”. Havelange
levou esta visão de administrador para a FIFA em 1974. Em
1998, deixou uma entidade com real representatividade em
todos os continentes, após transformar o futebol mundial no
maior espetáculo da Terra. Números e cifras demonstram a
veracidade desta trajetória fantástica.
“Quando cheguei à FIFA, em 1974, só havia europeus
porque não tinha dinheiro para bancar a viagem de representantes de outros continentes. Consegui modificar esta situação
e hoje as 25 ou 30 comissões possuem membro de todos os
continentes e federações”. Essa mudança foi possível graças à
capacidade que João Havelange tem para analisar e administrar
de forma global e gerar números crescentes e inacreditáveis.
“Em 1978, na Argentina, foram arrecadados US$ 78 milhões.
Na última que fiz, na França, em 1998, foram US$ três bilhões.
Quando cheguei, encontrei em caixa US$ 20 e, ao me afastar,
deixei US$ 4bilhões e vim para casa.”
Para 2014, a FIFA tem US$ 75 milhões de cada um dos
15 espaços publicitários no interior dos campos, US$ 2, 700
bilhões das televisões e quase US$ 2 bilhões dos ingressos que,
somados, totalizam mais de US$ 5 bilhões. Todo esse dinheiro
é aplicado pela FIFA nas federações em prol do crescimento
do esporte, mas sua utilização é fiscalizada e os recursos só são
liberados para pagar o que já foi feito.
Com 46 anos de Comitê Olímpico, Havelange jamais deixou de trabalhar para o crescimento dos demais esportes no Brasil
que, em sua época, estavam reunidos em uma única confederação.
E foi de forma direta que ele chegou a Jacques Rogge, presidente
do COI. “Antes do Pan eu tinha falado com o Rogge que seria
justo ele me dar os Jogos Olímpicos. Na ocasião ele disse que iria
assistir aos Jogos Pan-americanos e depois me diria. Ao terminar
o Pan e perguntei: O que achou? Ele respondeu: Uma maravilha!
Então, posso esperar? A resposta foi simples: Pode. E chegamos lá”.
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 29
News
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais
O que muda no antigo Conselho de Contribuintes
Nanci Gama, Richard Dotoli e Rodrigo Cardozo Miranda
A Câmara de Comércio Americana voltou a organizar os tradicionais
“Tax Friday”, somente para associados.
O primeiro destes eventos tratou das
mudanças ocorridas no Conselho
Administrativo de Recursos Fiscais,
antigo Conselho de Contribuintes.
Rodrigo Cardozo Miranda, integrante
da banca da Veirano Advogados, conselheiro representante dos contribuintes e membro da 2ª Turma da Segunda
Câmara da Terceira Seção do CARF,
explicou as mudanças estruturais no
Conselho. “Antes havia três conselhos
e a Câmara Superior de Recursos
Fiscais, todos submetidos à Secretaria
de Fazenda. Agora o Conselho é um
único órgão, ligado ao Ministério da
Fazenda. O objetivo foi uniformizar a
jurisprudência e imprimir celeridade
ao Conselho, sem afetar
sua seriedade”, resumiu.
Nanci Gama, sócia do Xavier, Bernardes, Bragança Sociedade
de Advogados, vicepresidente da 1ª Câmara da Terceira Seção do
CARF e Conselheira
da Câmara Superior
de Recursos Fiscais em
Brasília-DF, lembrou
que estão sendo criadas
ferramentas para facilitar os processos. Um
exemplo é a certificação
digital que está sendo implantada no
portal do CARF para que os advogados possam acompanhar os processos
diretamente de seus escritórios.
O debate com a audiência foi
moderado pelo sócio do Siqueira
Castro Advogados, Richard Edward
Dotoli, especialista em Direito Tributário, planejamento fiscal e contencioso tributário e vice-chairman
do Comitê de Assuntos Jurídicos da
Amcham. Os presentes criticaram
fortemente o portal. “Sabemos que
ainda está muito difícil utilizar a
ferramenta de acompanhamento no
portal, mas esperamos que em um
mês o acesso já tenha melhorado”,
apostou Nanci Gama.
Rodrigo Cardozo detalha as mudanças
30 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
News
Novo Cônsul-geral americano fala na Amcham
Dennis W. Hearne fala sobre os planos para
incentivar as parcerias entre Brasil e Estados Unidos
O novo Cônsul Geral dos Estados
Unidos, Dennis W. Hearne, se reuniu
com associados da Amcham para falar da
agenda de ações que buscam incrementar
as relações comerciais entre os dois países. Hearne afirmou que há muito a fazer
no ambiente de negócios. “O período
é promissor, especialmente no Rio de
Janeiro, com suas gigantes reservas de
petróleo e a recepção da Copa em 2014
e dos Jogos Olímpicos em 2016. O
Consulado tem um papel importante na
facilitação de novas parcerias que permi-



tam bons investimentos para americanos
e brasileiros”, destacou.
Hearne afirmou que os EUA têm
muito a aprender com o Brasil sobre
combustíveis renováveis e tecnologia
flex. “Compartilhar expertises será fundamental, sobretudo em relação ao présal. A boa parceria entre os dois países
deve ajudar bastante”. O novo Cônsul
elogiou a forte regulamentação bancária
brasileira, que, para ele, foi decisiva para
que a crise financeira não atingisse o país
de forma expressiva. “As políticas econô-
O Cônsul Dennis W. Hearne
micas prudentes que vêm sendo adotadas
tornaram o país 300% mais atraente
no último ano, especialmente no Rio.
O Consulado quer ajudar na imagem
do estado e da cidade, e já começou a
agir na área de segurança, fornecendo
treinamento especializado à Academia
de Polícia Civil do Rio”, afirmou.
News
Setor Portuário
Especialistas debatem a necessidade de regulação e normatização da Lei
dos Portos para garantir a competitividade no setor
Ruy Santacruz, Marcos Ludwig, Ricardo Mayer e José Ribamar Dias
A Amcham realizou um encontro
para debater a infraestrutura portuária e
os impactos da regulação e da legislação
que afetam a competitividade no setor. O
contra-almirante José Ribamar Dias, vicepresidente da Anut (Agência Nacional
dos Usuários de Transportes de Cargas)
enfatizou que é preciso ficar atento para
não “retroagir ao tempo do dirigismo
sindical”. “Temos que assegurar ao empresariado a integridade da lei 8.630/93,
que é sábia e voltada à negociação”, defendeu. Dias disse que é preciso incentivar o
investimento privado, sem comprometer
o equilíbrio econômico-financeiro dos
contratos em vigor. Além disso, é preciso
acabar com pontos controversos, como a
definição de carga própria e de terceiros;
e de carga eventual e subsidiária.
32 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
Marcos de Campos Ludwig, sócio
da Veirano Advogados, avaliou positivamente a lei, mas reforçou a necessidade
de regulamentação para operacionalizar
os portos organizados privados e mistos.
Para ele, o país passa por um momento
especial com a Copa 2014 e as Olimpíadas de 2016, reflexo da situação favorável
que vivemos. “Os portos precisam acompanhar o crescimento que se espera para
o país,” afirmou. “Além das definições
básicas, há dúvidas essenciais, como por
exemplo, quem irá atuar como autoridade
portuária nos casos de portos organizados
mistos? Haverá algum ente público acompanhando e controlando?,” questionou.
O economista Ruy Santacruz, exconselheiro do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) enrique-
ceu o debate demonstrando que os portos
integram uma indústria de rede, formada
por uma cadeia produtiva complementar.
Santacruz explicou que na economia de
rede não funciona o princípio de produção
em escala, onde uma maior quantidade de
empresas competindo gera menores preços
e melhora a qualidade. “Em serviços como
água, saneamento, energia elétrica e portos,
é preciso coordenação e adaptação tecnológica. Além disso, é necessário estabelecer
tecnicamente o número adequado de empresas para atender à demanda, limitando
o número de empresas e estabelecendo
padrões que garantam preço e qualidade
ao usuário”. O economista destacou que,
esta limitação precisa ser inteligente para
garantir a entrada e a saída de empresas
dentro destes padrões.
News
Robson Barreto, Ricardo Peduzzi, Ed Emmett, Orlando Azevedo e Paulo Fontoura
O Conteúdo Local é parte fundamental da estratégia do governo para a
exploração do pré-sal. Esta foi uma das
mensagens mais importantes passada
pelos palestrantes brasileiros – especialmente pela ANP e pelo BNDES -,
durante a Conferência Internacional
Brazil Energy & Power 7. O evento
aconteceu no dia 2 de novembro, em
Houston, e foi organizado pela Câmara
de Comércio Americana (Amcham) em
parceria com a Brazil-Texas Chamber of
Commerce (Bratecc).
O evento foi aberto pelos presidente da Amcham e da Bratecc,
Robson Barreto e Orlando Azevedo.
Ricardo Peduzzi, diretor executivo da
Bratecc, o Juiz do Condado de Harris,
Ed Emmett, e o Vice-Cônsul-geral do
Consulado Brasileiro em Houston, Paulo Fontoura, compuseram a primeira
34 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
mesa. Peduzzi destacou a importância
da parceria entre Brasil e Estados Unidos na exploração do pré-sal.
O tamanho das reservas de petróleo na camada de pré-sal impressionou
e empolgou os investidores americanos. Kazuioshi Minami, gerente de
Engenharia de Produção da Unidade
de Negócios da Bacia de Campos da
Petrobras, comparou o campo de Tupi
– que tem previsão de 300 poços e será
o primeiro a entrar em operação – com
o mapa da grande Houston. O campo
é bem maior do que a cidade texana.
A ideia do Conteúdo Local é estimular a competitividade nacional de
bens e serviços utilizados na exploração
do pré-sal, pois a lei garante ao produtor
brasileiro a preferência nas licitações. A
legislação, no entanto, não estabeleceu
uma reserva de mercado. Caso a con-
corrência internacional prove que tem
melhor preço, melhor qualidade ou que
não há empresa brasileira apta a realizar
o serviço ou fornecer o produto em tempo hábil ou dentro das especificações
conseguirá o contrato.
“As empresas que estiverem dispostas a disputar os muitos bilhões que
envolverão a exploração do pré-sal, terão que se instalar no Brasil, para garantir o desenvolvimento local”, explicou
o chairman de Energia da Amcham,
Roberto Ardenghy. “A Conferência impressionou os americanos pelo alto nível
técnico das apresentações, que proporcionou o debate qualificado e proveitoso com a audiência”, completou. Para
Cesar Dias Ramos, diretor executivo de
Petróleo e Gás da Empresa de Pesquisa
Energética, o BEP 7 foi importante
porque permitiu um intercâmbio entre
as empresas e incentivou o incremento
de investimentos no Brasil na área de
Energia. “Ainda há alguns pontos obscuros sobre as regras de exploração do
petróleo na camada do pré-sal, como o
papel da Petrobras nas áreas sem contrato, de posse do governo, que precisam
ser decididas”, alertou.
De fato, existem compromissos
contratuais expressivos relativos à
aquisição de bens e serviços no país que
estão associados a grandes expectativas
de investimentos. “Isto significa que as
empresas de petróleo terão que elaborar
estratégias de supply chain, contábil e
News
fiscais de modo a cumprir suas ofertas
de CL contidas nos contratos para não
serem multadas”, observou Marcelo
Mafra, especialista em regulação da
ANP (Agência Nacional de Petróleo).
Neste contexto haverá muito espaço
para o desenvolvimento de fornecedores
e tecnologias locais através de parcerias
entre empresas brasileiras e estrangeiras.
Para Enrico Móra, sócio da Millenium Consultoria, o Conteúdo Local
é importante como “processo”, ou seja,
para os fornecedores e concessionários
se adequarem a esta realidade, será necessária uma alteração no seu processo
interno para recebimento das certificadoras. Móra ressaltou que o custo da
certificação pode ser um empecilho para
Armando Guedes Coelho
O público lotou o salão para ouvir os especialistas sobre as novidades do pré-sal
valiosas parcerias. Isso porque a ANP
exigiu que as empresas certificadoras
contratassem responsáveis técnicos de
grande experiência para a realização do
trabalho. “A certificação é, na verdade,
uma auditoria realizada no serviço ou
no produto que a empresa fornece, sendo um trabalho de grande complexidade e responsabilidade, tendo, portanto,
um custo de mão de obra considerável,
que vai refletir diretamente no custo do
serviço”, ponderou.
Nesta fase, será necessária a interação entre concessionários, fornecedores, associações e, claro, a agência
reguladora. “É muito importante que
as regras de Conteúdo Local e a visão
do agente regulador estejam muito
claras para o mercado, justamente para
que os investidores e players do setor
percebam a consistência e estabilidade
no ambiente regulatório do E&P para
o exercício de suas atividades. A transparência é um objetivo a ser alcançado
e mantido permanentemente para que
ocorram os fluxos de investimentos
necessários para o desenvolvimento de
fornecedores e tecnologia locais e para
que novas empresas venham para o
país”, completou Mafra.
O consultor e ex-presidente da
Petrobras, Armando Guedes Coelho,
disse que atualmente há um impressionante interesse pelo Brasil, sendo
relacionado ao pré-sal ou não. Alguns
fatores, segundo ele, explicam este
fato. “Primeiro o petróleo, estratégico
no mundo todo,que sempre esteve
disponível em maior quantidade em
zonas de conflito, como Oriente Médio
e Rússia. Para os países desenvolvidos, que são grandes importadores
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 35
News
de petróleo, as gigantescas reservas
encontradas no Brasil são de grande interesse”, avaliou. Além disso,
Guedes Coelho destacou a economia
estável e a política democrática como
fatores que ampliam o interesse dos
investidores no país. “Muitas empresas
estrangeiras vão querer se associar a
empresas brasileiras fornecedoras de
equipamentos e serviços para atender
a esta demanda gigantesca”, apostou.
Para ele, é importante que as empresas
nacionais garantam, em seus contratos,
a transferência de tecnologia, pois
serão necessários muitos ajustes ao
conhecimento já existente para explorar e produzir o petróleo localizado na
camada de pré-sal.
As parcerias entre a indústria
brasileira e internacional, portanto,
deverá se intensificar. “Creio que o
BEP 7 foi uma ótima possibilidade de
interação com empresas americanas
do setor. Neste contexto, o expertise
americano é de alto interesse. O que
está projetado para o pré-sal é muito
grande e atrairá a atenção de todos. É
pouco provável que a Petrobras venha
a ter os recursos para fazer tudo sozinha, por isso precisará de parceiros e
as questões relativas a Conteúdo Local
não deverão ser um empecilho”, avaliou Bruno Musso, diretor executivo da
Onip. Mesmo assim, Musso ressalta
que o tema precisa ser bem compreendido por todos os investidores.
36 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
Kazuioshi Minami, Maria Antonieta Andrade de Souza e Roberto Ardenghy
Ricardo Mayer e Ricardo Peduzzi, diretores executivos da Amcham e da Bratecc
Enrico Móra, Marcos Panassol, Omar Carneiro da Cunha, Bruno Musso e Marcelo Mafra
25 Anos de Excelência
em Gestão Empresarial.
A Domingues e Pinho Contadores – DPC tornou-se referência na área
de gestão contábil, tributária e fiscal, trabalhista e previdenciária,
associando tradição e solidez a uma performance ágil e inovadora.
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News
Rio de Janeiro: em busca do desenvolvimento
estratégico e do crescimento sustentável
Eduarda La Rocque
A Amcham convidou especialistas para debater o desenvolvimento
estratégico e o crescimento sustentável
do município do Rio de Janeiro. Flávia
Barros, diretora de Desenvolvimento
Econômico do Instituto Pereira Passos,
disse que o tema ganhou forte presença
na agenda do prefeito. Ao fazer um diagnóstico da economia da cidade, afirmou
que as principais métricas usadas são o
emprego e a renda. “Entre 2002 e 2006,
o Rio apresentou 5,4% de participação
no PIB nacional e passou a ocupar o 2º
lugar na geração de empregos formais”.
Isso se deve, em grande parte, ao
aumento da demanda na área de telemarketing. Jarbas Nogueira, presidente
executivo da Associação Brasileira de
Telesserviços disse que a abertura do
mercado de telefonia na década de 90
criou a necessidade de atendimentos ca
on line. “Este setor é estratégico porquê
os Call Centers oferecem o primeiro emprego formal para 45% dos jovens que lá
trabalham”, afirmou. Hoje as empresas de
telemarketing empregam cerca de 850 mil
jovens, mas este número deve chegar a um
milhão. Atenta a esta demanda, a Prefei-
38 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
tura está criando duas grandes áreas com
incentivos fiscais para empresas instalarem
serviços de Telemarketing.
Outro setor que vem ganhando
destaque é o de seguros e resseguros. O
diretor da Lloyd’s Brasil, Marco Antonio
de Simas Castro, afirmou que o Brasil
tem um forte potencial de crescimento,
sobretudo no segmento de resseguros. “Só
as perspectivas do pré-sal já são suficientes
para tornar o Rio um grande mercado.
Isso sem contar que todos os órgãos setoriais e reguladores têm sede aqui”.
Ilan Goldman, presidente da Assepro (Associação das Empresas Brasileiras
de Tecnologia da Informação, Software e
Internet) disse que hoje, uma empresa,
sobretudo de TI, pode estar em qualquer
lugar do mundo. Por isso, a cidade precisa
oferecer atrativos reais para sua instalação.
A indústria criativa – que inclui a criação e
o desenvolvimento de softwares – é setor
estratégico para o Rio. “O caminho não
pode ser apenas redução de ISS, pois já
tivemos uma lei mal costurada que gerou
prejuízos a muitas empresas,” alertou.
Goldman disse que a Prefeitura tem
demonstrado interesse apoiar a criação
de incubadoras na área do Porto. Além
disso, haverá apoio financeiro para o desenvolvimento de um ecossistema de TI
em projetos para a Copa e Olimpíadas.
A secretária Municipal de Fazenda,
Eduarda La Rocque, encerrou o evento,
patrocinado pela Algar Telecom e Veirano Advogados, com apoio da Avaya. Ela
elogiou o esforço conjunto entre município e estado para o desenvolvimento sustentável regional. Ela vem trabalhando
junto com o secretário estadual, Joaquim
Levy, para trazer de volta empresas que
deixaram o Rio. Além disso, estamos
trabalhando sobre um planejamento
estratégico bem estruturado. “Temos um
time novo, ousado, otimista e oriundo
da iniciativa privada. Temos nos espelhado em cidades que fizeram grandes
viradas, como Nova Iorque e Londres.
Estamos trabalhando com uma gestão
focada em metas”, encerrou.
Marco Antônio Castro, Jarbas Nogueira, Robson Barreto, Flávia Barros e Ilan Godman
News
PMBOK
O que mudou no mais reconhecido guia de boas práticas em Gerenciamento de Projetos
A Amcham convidou dois especialistas para esclarecer as mudanças na 4ª
edição do PMBOK, o mais reconhecido
guia de boas práticas em Gerenciamento
de Projetos do mundo.
Felipe Muller, Project Management
Professional pelo PMI (Project Management Institute), professor do Curso de
Pós-Graduação em Gerenciamento de
Projetos pela UCAM e IBEC Instrutor da
INOV9 Consultoria, detalhou as mudanças realizadas no guia, publicado no fim de
2008. “Desde 1996, o PMBOK tem sido
atualizado de 4 em 4 anos. Isso é para que
ele fique cada vez mais bem escrito, mais
claro e sucinto. As atualizações são feitas por
um grupo de profissionais do mundo todo
e conta com a participação voluntárias de
usuários que fazem sugestões pelo site da
instituição”, explicou.
A advogada Deana Weikersheimer,
especialista em Aspectos Contratuais e professora do IBMEC, FGV e UFRJ, além de
instrutora da INOV9 Consultoria, destacou
a importância de envolver o departamento
jurídico nos projetos, desde o seu início. “O
Brasil é um país muito regulado. É fundamental estar calçado juridicamente durante
o processo, mitigando riscos de alto valor. O
jurídico pode, com antecedência, identificar
as partes interessadas e toda a legislação que
regula estes relacionamentos”, esclareceu.
Felipe Muller
Deana Weikersheimer
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 39
News
Previdência Privada
Uma importante ferramenta no planejamento profissional
O Comitê de Recursos Humanos
da Amcham promoveu, com o patrocínio da Icatu Hartford, um evento
para debater as vantagens das empresas
investirem em Previdência Privada como
ferramenta de motivação e retenção de
valores na equipe de colaboradores. Os
três especialistas convidados ofereceram
visões complementares do tema.
André Maxnuk, diretor da Mercer
Human Resource Consulting no Rio,
resumiu a história da Previdência Privada
no Brasil, que começou com planos de
aposentadoria “extremamente generosos”.
“Os funcionários recebiam 100% do
último salário, além de outros benefícios
que tornavam impossível prever o futuro
do fundo”, avaliou. A partir da adoção
do modelo de contribuição definida,
utilizado atualmente, os planos se tornaram fundos de investimento, e os colaboradores passaram a se responsabilizar
mais pelo planejamento do seu próprio
futuro. “Hoje ele define com quanto quer
contribuir e por quanto tempo”, explicou.
André lembrou que o teto máximo
pago pelo INSS (R$ 3.000,00) é incapaz
de cobrir até mesmo um plano de saúde
individual. Por isso 75% das empresas
têm planos de aposentadoria, sobretudo
para cargos de gerência e superiores. “Mas
este fundo precisa ser muito bem gerenciado, ter avaliação clara de riscos e muita
transparência,” destacou. Além disso, ele
considera fundamental manter uma boa
comunicação com os funcionários, pois
40 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
Elaine Saad, André Maxnuk, Claudia Danienne e Fernando Sabaté
só com credibilidade e confiança as pessoas
compreendem a importância de um investimento de médio e longo prazos”, alertou.
Elaine Saad, gerente-geral e coordenadora para América Latina da Right
Management, disse que, mais do que uma
forma de retenção de talentos, o Plano
de Previdência Privada ajuda a preparar
o executivo para a aposentadoria. “Muita
gente pretende parar de trabalhar com 60
ou 65 anos, mas não se planeja para isso”,
lembrou. Elaine disse que, em 2050, 16%
da população mundial terá mais de 65
anos. “As empresas devem planejar seu
futuro déficit de mão de obra, conhecer
as tendências de crescimento dos negócios
para saber quem são os aposentáveis estratégicos.” Elaine destacou que o interesse dos
colaboradores varia de acordo com a idade.
“Aos 25 anos, a pessoa quer explorar a carreira. Aos 40, planeja a vida profissional no
médio prazo. Aos 50 anos, planeja mudan-
ças, e depois, o foco migra para o presente,
buscando uma melhor qualidade de vida.
Fernando Sabaté, diretor superintendente da Prevunião, plano de previdência
privada da White Martins, disse que a
entidade viveu a mesma história contada
por André Maxnuk. A contribuição definida começou apenas em 2000 e somente
a partir de 2009 o plano foi modernizado,
incluindo opções de investimentos. “O
colaborador pode mudar os valores trimestralmente. Todas as informações vêm no
contra-cheque: saldo, valores, tudo muito
transparente. Isso garante a credibilidade
do Fundo, e prova disso é que muitos exfuncionários da White Martins mantêm o
vínculo com a Prevunião quando deixam
a empresa”, comentou Sabaté. Ele não
acredita que um plano de aposentadoria
possa reter talentos, mas considera este
um importante benefício que pode, sim,
definir a opção por uma ou outra empresa.
News
Sérgio Cabral avalia os três anos de governo e diz
que o Rio terá mais de R$ 120 bilhões em investimentos
O governador Sérgio Cabral defendeu o choque de gestão que tem trazido confiança paea investimentos no Estado
Cerca de 200 empresários e autoridades lotaram o salão do Jockey Club
Brasileiro, no Centro do Rio, para ouvir
o governador Sérgio Cabral falar sobre a
explosão de crescimento aguardada para
o estado. Além do pré-sal, que promete
atrair muitos investimentos, o Rio será
uma das cidades-sede da Copa de 2014
e sediará as Olimpíadas de 2016. Para
o governador, este é o resultado de
uma interlocução necessária que vem
sendo feita no exterior para valorizar
42 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
o Rio como destino turístico – de
negócios, de lazer e esportivo. “Nosso
maior problema ainda é a segurança”,
afirmou. “Recebemos uma realidade
fruto de uma confusão entre ordem
pública e direitos humanos, praticada
por governos anteriores. Agora, com as
Unidades Pacificadoras, as comunidades
estão percebendo que a ordem pública
traz os direitos humanos,” afirmou.
Cabral disse que este quadro foi
revertido com o fim do acordo entre a
polícia, o tráfico e a milícia. “Estamos
realizando um verdadeiro choque
cultural dentro da Polícia. Todas as
promoções estão sendo feitas por merecimento, e não mais por indicação
política”, garantiu. O governador
afirmou que também está havendo
uma mudança total de gestão dentro
das polícias Militar e Civil. “Alteramos
a forma de gestão da frota, que hoje é
toda nova e não demora mais meses
para fazer pequenos consertos. A po-
News
O salão do Jockey Club lotou de empresários para ouvir o governador Sergio Cabral
lícia do Rio hoje pode contar com suas
viaturas”. Cabral disse que também
houve investimentos em tecnologia
e inteligência e que os salários ainda
estão aquém do que deveriam ser, mas
que já há pleitos junto ao governo federal para que haja um aporte maior
durante os eventos de 2014 e 2016.
Entre as boas notícias, Sérgio
Cabral destacou a queda de 45% nos
índices de homicídios em Campo Grande, depois da implantação das Unidades
Pacificadoras. “Hoje são cerca de 120 mil
pessoas em comunidades pacificadas.
E teremos mais quatro comunidades
pacificadas até o fim do ano”, prometeu.
Para o governador, os jogos podem ser
uma oportunidade para o Rio ganhar
deixar um legado de segurança pública
em todo o estado.
Sérgio Cabral também destacou
investimentos feitos nas áreas de Saúde
e Educação. “Os professores receberam
laptops conectados à Internet, estamos
climatizando as salas de aula e estuda-
mos um aumento salarial”. Para o governador, o Rio é a grande cidade do Brasil,
e que a unidade política entre estado,
município e União, está permitindo
catalisar investimentos estruturantes de
mais de R$ 120 bilhões nos próximos
3 ou 4 anos. “Estas são obras que vão
mudar o Rio”, prometeu.
O evento contou com patrocínio
da Bradesco Seguros e Previdência, IBP
(Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás
e Biocombustível), EIT Empresa Industrial Técnica), Mac Dowell Leite de
Castro Advogados e PricewaterhouseCoopers; co-patrocínio da CEG; e apoio da
Abav/RJ, Clube de Engenharia e IBCO.
Descontração com Cônsul dos EUA Dennis Hearne e Robson Barreto
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 43
News
Evento reúne especialistas para avaliar as oportunidades
e responsabilidades no maior evento esportivo do mundo
A Câmara de Comércio Americana
e o Grupo Lide Rio se uniram para debater as oportunidades e responsabilidades
que o evento da Copa do Mundo deverá
trazer para as cidades-sede e para o país.
Os presidentes das duas instituições,
Robson Barreto e José Eduardo Guinle
abriram o evento, que contou com patrocínio máster da Embratel e patrocínio
da Tozzini Freire Associados.
O arquiteto Aníbal Coutinho,
coordenador técnico do projeto Natal
2014, disse que as obras de infraestrutura
terão grande impacto urbano na cidade.
“As premissas usadas foram: deixar um
legado permanente e relevante, e conceber um estádio 100% autosuficiente”,
explicou. Natal foi considerado o melhor
projeto entre as 12 cidades-sede que
abrigarão os jogos do mundial. O estádio
das Dunas é inovador do ponto de vista
esportivo e tecnológico, e custou R$ 100
milhões menos que o mais barato da
Copa. Toda a platéia terá perfeita visão
de jogo devido aos diferentes níveis das
arquibancadas. A ventilação e a iluminação aproveitam os ventos frescos e o
sol intenso do Norte do país. Depois da
Copa, as duas laterais menores serão desmontadas e aproveitadas em um estádio
Aníbal Coutinho: “O melhor projeto da Copa foi o de Natal”
44 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
Julio Lopes : “revolução no Rio”
de futebol de areia com 10 mil lugares.
O vice-presidente da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e
Indústria de Base), Ralph Lima Terra,
disse que o grande desafio para o Brasil
será concluir os projetos dentro dos
prazos especificados. “Entre os aeroportos, por exemplo, só o de Olinda/
Recife deverá estar no padrão até 2014.
Todos os outros precisarão de ajustes”,
alertou. A Abdib avaliou projetos por
todo o país, sob a lógica privada e com
sustentabilidade econômica para orientar
os investidores. “Não queremos elefantes
brancos. Todos os projetos devem deixar
um legado de desenvolvimento social”.
A falta de bons projetos e de pla-
News
Marcia Lins, Roberto Haddad, Julio Lopes e Delmo Pinho
nejamento também foi abordada pelo
presidente da Comissão de Obras Públicas,
Privatizações e Concessões, Arlindo Virgílio Moura. “Temos esta dificuldade até nas
obras do PAC, que esbarram na lentidão
para conseguir licenciamentos e autorizações”, lamentou. A Comissão elaborou o
Manual de Licenciamento das Obras da
Copa, para orientar os empreendedores.
“Aconselho que todos sigam o manual,
para evitar atrasos e paralisações”. Para garantir a participação da iniciativa privada,
Moura defendeu a criação de um marco
regulatório confiável e um arcabouço jurídico firme, com claro retorno financeiro.
Este entendimento é condição para
levantar recursos com o BNDES. Rodolpho Torres, chefe de Departamento da
Área de Inclusão Social do Banco, explicou
que é fundamental que os equipamentos
permaneçam sustentáveis. A Secretária de
Estado de Turismo, Esporte e Lazer do Rio
de Janeiro, Marcia Lins, deverá contar com
esses recursos – cerca de R$ 400 milhões
até 2012 para reformar o Maracanã. “Mais
do que uma arena, o Maracanã é o segundo
ponto turístico do Rio”, acrescentou.
O BNDES elegeu três segmentos
como prioritários: mobilidade urbana,
hotelaria e arenas. “Oferecemos prazos
de pagamento de 15 anos, com 3 anos
de carência. O custo de 1,9% poderá ser
mantido, após uma avaliação de risco de
crédito, claro!” No setor de mobilidade
urbana, o BNDES procura ser o mais
agressivo possível e aguarda a solução
que será encontrada para receber os
investimentos privados (PPP, concessão ou outra alternativa que permita
alavancar as obras).
O Secretário de Estado de Transportes, Julio Lopes, foi enfático: “Vamos fazer
uma revolução no Rio de Janeiro”. E citou
a inauguração do Metrô Ipanema, que será
entregue no prazo, como demonstração da
capacidade de cumprir os planejamentos.
“O pacto político que vivemos gera esta
confiança”, completou. O subsecretário estadual de Transportes, Delmo Pinho, disse
que, ao contrário de São Paulo, o transporte no Rio é 74% coletivo, como na Europa.
“Precisamos trabalhar pesado na qualidade
do serviço”, observou. A Av. Brasil, por
exemplo, passará por uma reformulação
tão importante que o BID financiou 80%
da etapa de estudos e projetos. “Mais do
que uma grande obra de infraestrutura, é
uma obra de engenharia política, que vai
deixar um legado importantíssimo nesta
rodovia federal, que liga a cidade do Rio a
vários municípios.”
João Havelange, presidente de
honra da Fifa, encerrou o evento dizendo
que a aliança entre o presidente Lula, o
governador Sérgio Cabral e o prefeito
Eduardo Paes demonstrou ao mundo a
importância e o valor inestimável que
Copa e Olimpíadas terão para o Rio e para
o Brasil. Aos 93 anos, Havelange esbanjou
saúde e sabedoria. Com todos os números
na cabeça, mostrou que a Copa, com 40
bilhões de espectadores, tem maior penetração do que as Olimpíadas, assistida
por 24 bilhões. A arrecadação da última
Copa foi recorde: US$ 5 bilhões. “Hoje
250 milhões de pessoas ou um bilhão de
famílias vivem do futebol. Temos uma
grande responsabilidade de fazer um
grande espetáculo em 2014”, encerrou.
Havelange recebe homenagem das mãos de Robson Barreto e José Eduardo Guinle
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 45
News
Xerox do Brasil
Investindo em inovação e personalização
para atender a clientes exigentes
O novo presidente da Xerox do Brasil fala pela primeira vez na Amcham
O novo presidente da Xerox do
Brasil, Yoram Lovanon, foi o palestrante
do I CEO Meeting da Câmara de Comércio Americana. Durante um café
da manhã concorrido, ele apresentou
um perfil da empresa no mundo e os
planos para o Brasil.
A Xerox ocupa o 144° lugar entre
as 500 maiores empresas eleitas em todo
o mundo pela revista Fortune. Com 44
anos de existência e 3 mil empregados
no Brasil, a empresa tem se reinventado
de acordo com as rápidas mudanças
tecnológicas. Há pouco tempo, a marca
era sinônimo de cópia. Hoje a empresa
aposta na personalização para atingir
cada cliente de forma especial.
Segundo ele, a empresa orienta seu
trabalho pela necessidade dos clientes.
“Aproveitamos todas as oportunidades
46 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
para conhecer melhor os clientes e
não medimos esforços para atender e
superar suas expectativas. Acreditamos
que o maior ativo de uma companhia
são as pessoas. São elas que realizam os
negócios, e não as empresas,” afirmou.
“Investimos intensamente em todos os
grupos que compõe nosso relacionamento – fornecedores, clientes, colaboradores
etc”, acrescentou.
Por isso a empresa aposta em ações
que mantenham os colaboradores realmente comprometidos com a empresa e com os
clientes. “Temos certeza de que é a dedicação e a paixão com a qual eles trabalham é
determinante para o nosso sucesso”.
Cerca de 5% dos investimentos
realizados pela Xerox são aplicados em
inovação. “Hoje temos 55 mil patentes
no mundo. Para enfrentar a tendência
mundial de se utilizar cada vez menos
papel, respondeu: “Estamos em um
momento de transição, onde a personalização é a chave para atender à demanda
dos nossos clientes”, finalizou.
Café da manhã lotado no I CEO Meeting, com Yoram Lovanon
News - Novos sócios
O staff da Amcham recebe algumas das novas empresas associadas para um café da manhã. Estiveram presentes representantes da
Azevedo Sette Advogados, Circuito Elegante, Dale Carnegie Training, Demarest e Almeida Advogados, Duvekot, Empresa Brasileira
de Solda Elétrica S/A.- EBSE, e-Xyon Tecnologia e Informação, Grupo Unicad, IEG - Instituto de Engenharia, Gestão, Treinamentos e
Pesquisas de Mercado, Interação Pesquisa, Locaweb, Mac Dowell Leite de Castro Advogados, Mariaca, Martinelli Advocacia Empresarial,
Odebrecht Óleo e Gás, PL5 - Assessoria para Comunicação, Presscell Assessoria Executiva, Promind Idiomas, Regus do Brasil.
UMA SÓ MARCA EM TODO O MUNDO,
SEMPRE PRÓXIMA DO CLIENTE.
BDO – A mesma em qualquer parte.
A partir de 1º de outubro de 2009, todas as firmas-membro passarão a adotar um único
nome comercial: BDO. Com isso, reafirmamos nosso compromisso em fornecer serviços
com o mesmo padrão de qualidade a todos os clientes em qualquer parte do mundo.
A BDO é a 5ª maior rede de auditoria do mundo e está presente em 110 países e 1095
escritórios e no Brasil, em 15 escritórios nas principais cidades.
(21) 3534 7500
[email protected]
www.bdobrazil.com.br
AUDIT
ADVISORY
TAX
Alerj em foco
Participação e Cidadania
Geiza Rocha
Nas reuniões das Câmaras Setoriais do Fórum, independentemente do assunto,
uma dúvida é recorrente: que instrumentos os deputados estaduais têm em
mãos para resolver os problemas apontados? Além das audiências públicas e
projetos de lei, as emendas ao Orçamento feitas pelos parlamentares podem
contribuir para melhorar uma estrada que escoa alimentos ou que liga duas
cidades com potencial turístico, por exemplo.
Uma das maiores responsabilidades do Parlamento é a votação do Orçamento
encaminhado pelo Poder Executivo. Há meios de acompanhar esse processo:
o site www.alerj.rj.gov.br divulga as datas das audiências e os prazos para a
apresentação das emendas, e a TV Alerj faz a cobertura desses debates. Além
disso, a própria Comissão de Orçamento da Casa pode ser acessada por telefone para tirar possíveis dúvidas. As sugestões
podem ser encaminhadas por e-mail às comissões ou aos deputados, individualmente. É uma forma de exercer nossa cidadania
e cobrar que os investimentos para as áreas prioritárias do Estado estejam garantidos.
Plano Estadual de Educação
Além do Orçamento, outro assunto que tem mobilizado o Parlamento é o Plano Estadual de Educação. A Comissão de Educação
da Alerj tem realizado uma série de audiências para debater com escolas particulares, com a Secretaria Estadual de Educação e
com as universidades as diretrizes que garantam a melhoria das condições de ensino, a partir da definição de metas claras.
Merenda Escolar
Outra comissão atuante nessa área é a de Segurança Alimentar, que promoveu audiência pública para debater o valor per
capita da oferta de merenda repassado pela União. Os R$ 0,32 pagos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar foram
considerados insuficientes. Dentre as soluções apontadas estão a contratação de nutricionistas para cada coordenadoria de
Educação do Estado e uma ação junto à Secretaria de Agricultura para garantir o cumprimento da Lei Federal 11.947/09, que
obriga que 30% do orçamento total sejam investidos na compra direta de produtos da agricultura familiar. Outra vitória recente
da comissão foi a sanção pelo governador da Lei 5.555/09, obrigando todas as escolas da rede estadual de ensino a expor,
em local visível e de fácil acesso, o cardápio de suas merendas. O texto determina que a programação deverá ser publicada
mensalmente para que alunos, professores, funcionários e familiares saibam o que será servido.
Origens Francesas
E só para ficar na Educação, a Escola do Legislativo do Estado do Rio realizou uma série de nove peças de teatro em bares no
Polo Gastronômico da Praça XV e na própria praça para comemorar o Ano da França no Brasil. Denominado “Interferências”,
o projeto apresentou personagens da Revolução Francesa, como Maria Antonieta, Robespierre, Danton e Marat, e contou a
evolução de um dos mais sangrentos episódios da História mundial ocorridos no século XVIII. “Nada melhor do que uma
manifestação na praça, característica da Revolução Francesa, para trazer o povo para as ruas; fazê-lo ator nesse processo e
chamar a atenção para o fato de que há muitos vínculos entre os ideais da Revolução Francesa, de 1789, e o processo que
acontece aqui no Parlamento”, explicou a diretora da escola, Joseti Marques.
Além das nove aulas, o projeto deu origem a um DVD ROM sobre a interação histórica entre os dois países e a um livro sobre as
influências da França na nossa gastronomia, arquitetura, moda e política. Formulados por historiadores da PUC-Rio e da UFRJ,
eles formam um kit que será distribuído a 1.500 escolas e bibliotecas no Estado. São ações como ess as que contribuem para
que o Parlamento saia de seus muros e interaja com a sociedade, formando cidadãos mais conscientes e participativos.
Secretária-Geral do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio
www.querodiscutiromeuestado.rj.gov.br
Opinião
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Paulo Parente Marques Mendes
e Jorge M. Arruda da Veiga
Em 1 de outubro, um dia antes da retumbante vitória do Rio de Janeiro para sediar
os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, o governo federal promulgou a Lei
nº 12.035, mediante a qual institui o Ato Olímpico. Essa lei entrou em vigor em
2 de outubro e vigerá até 31 de dezembro de 2016. Entre as diversas inovações
introduzidas, destacamos a confirmação da atuação das autoridades federais
no combate e controle de atos ilícitos; a proteção conferida aos “símbolos
relacionados com os Jogos Rio 2016”; a proibição de práticas de marketing
de associação; e a suspensão de contratos referentes ao uso de
espaços publicitários em aeroportos e áreas de controle federal.
50 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
De acordo com a referida lei, caberá às autoridades
federais, notadamente à Receita e a Polícia Federal, o dever
de fiscalizar, controlar e reprimir a prática de atos ilícitos que
violem direitos de terceiros sobre “símbolos relacionados com
os Jogos Rio 2016”.
Por “símbolos relacionados com os Jogos Rio 2016”
entende-se, entre outros elementos, os lemas, hinos, bandeiras,
emblemas, marcas, abreviações, mascotes do Comitê Olímpico
Internacional (COI), do Comitê Organizador dos Jogos Rio
2016, bem como aqueles relacionados, especificamente, com
os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O uso desses
símbolos por terceiros dependerá de autorização prévia do
Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 ou do COI, independentemente de sua finalidade ser comercial ou não.
O legislador dedicou ainda uma especial atenção às práticas de atos de marketing de associação, ou mais comumente,
ao marketing de emboscada (conhecido nos países de língua
inglesa por Ambush Marketing), prática corriqueira durante a
realização desse tipo de evento. Conforme já antevisto no artigo
8º da Lei nº 12.035, não será permitido o uso de termos ou
expressões cujas semelhanças com os “símbolos relacionados
com os Jogos Rio 2016”, sejam capazes de gerar ou induzir no
destinatário, uma associação indevida de quaisquer produtos,
serviços, empresa, negociação ou evento com os Jogos Rio
2016 ou o Movimento Olímpico.
O alcance da proteção conferida a esse evento vai ainda
mais longe. Nesse sentido, está prevista a faculdade de suspender contratos em vigor, referentes à utilização de espaços
publicitários em aeroportos ou em áreas sob controle federal,
entre 5 de julho a 26 de setembro de 2016. Essa suspensão
depende de requerimento do Comitê Organizador dos Jogos
Rio 2016, desde que devidamente justificada e com uma antecedência mínima de 180 dias.
O Comitê terá ainda o direito de opção de usar tais
espaços publicitários em 2016, mediante o pagamento de
preço equivalente ao praticado em 2008, com a devida correção monetária. É atribuída ainda ao Comitê Organizador a
faculdade de transferir tal opção para qualquer patrocinador
ou colaborador oficial do Comitê Olímpico Internacional ou
do próprio Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016.
Os receios manifestados pelo COB, porventura inicialmente exagerados, não poderão ser doravante considerados
como infundados, já que a onda de alegria e vitória tem levado
diversas empresas a expressar seu apoio e entusiasmo nos meios
de comunicação local, por meio da criação e divulgação de
anúncios de seus produtos e serviços em associação com sinais
que suscitam na mente do destinatário, os Jogos Rio 2016.
Por trás da cortina da vitória, vem sempre um trabalho
árduo e constante de seus principais intervenientes, muitas vezes
realizado atrás das luzes e das câmaras. Neste caso, ainda teremos
alguns longos anos de trabalho pela frente, não só de estudo e de
análise dos sucessos e fracassos acumulados em eventos passados
ou ainda por realizar, capazes de contribuir para o sucesso dos
Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro.
Entre os trabalhos de maior premência, destaca-se a necessidade de sensibilização e esclarecimento dos profissionais,
agentes e órgãos relacionados com a publicidade, o direito e a
justiça, para os problemas e questões que advirão da realização
dos Jogos Rio 2016, realidade que terá que ser, inelutavelmente,
abordada de forma clara e transparente.
Por fim, esperamos que com estas breves linhas, tenhamos
conseguido, de alguma forma, alertar e sensibilizar a sociedade
em geral, e em especial empresas, instituições, pessoas físicas e
até atletas, dos riscos associados ao uso indevido e não autorizado dos “símbolos relacionados com os Jogos Rio 2016”, bem
como pela prática de atos de marketing de associação, sempre
sujeitos às penalidades e sanções legais existentes, ou àquelas
que venham a ser criadas.
Sócios da Di Blasi, Parente, Vaz e Dias & Associados
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 51
Novos Sócios
Tel: (21) 9872-0442
[email protected]
[email protected]
www.atlantariofoundation.org
GRUPO UNICAD
Rodrigo Taveira - CEO
Rodrigo Caiuby - Sócio
13D RESEARCH, INC.
Av. Rio Branco, 257, gr. 1902 - Centro
Kiril Sokoloff - Presidente
20040-009 Rio de Janeiro, RJ
Roberto Mann – Representante, Brasil
DUVEKOT SITA LTDA.
Tel: (21) 3380-6100
150 E. Palmetto Park Road, suite 550 -
Simone dos Santos Oliveira - Vice-presidente
Fax: (21) 3380-6122
33432 Boca Raton, FL
Rua Itapicura, 52 - Alto dos Pinheiros
[email protected]
Tel: (561) 347-9306
05463-050 São Paulo, SP
www.grupounicad.com.br
Fax: (561) 347-9308
Tel/ Fax: (11) 3022-9991
www.13d.com
[email protected]
www.duvekot.com
HIDROAZUL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
ALTRAN DO BRASIL LTDA.
Roberto Abramson - Diretor Executivo
Patrick Dauga – CEO Américas
Rua João Dias Neto, 18 - Vila Reis
Alameda Rio Negro, 585, Bl. C/ 4º, conjs. 41/
EXTERRAN SERVIÇOS DE ÓLEO E GÁS LTDA.
36770-902 Cataguases, MG
42 - Alphaville
Roderick Ernest Blackham - Diretor Presidente
Tel: (32) 3429-4655
06454-000 Barueri, SP
José Maria Anson Anson - Diretor QSMS
Fax: (32) 3429-4696/ 4694
Tel: (11) 2175-9800
Rua México, 3/ 12º - Centro
[email protected]
Fax: (11) 2175-9801
20031-144 Rio de Janeiro, RJ
www.hidroazul.com.br
[email protected]
Tel: (21) 2126-7800
www.altran.com.br
Fax: (21) 2126-7800
[email protected]
www.exterran.com
LOCAWEB IDC LTDA.
Alexandre Glikas - Diretor Comercial
Alexandre Alcântara Gomes Pinto – Supervisor de Vendas
E-XYON TECNOLOGIA E INFORMAÇÃO LTDA.
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1830/ 10º,
Mauro Sampaio - Diretor Executivo
Torre 4 - Vila Nova Conceição
ATLANTA RIO DE JANEIRO SISTER CITIES
Victor Engert Rizzo - Gerente de Negócios
04543-900 São Paulo, SP
FOUNDATION - BRASIL
Rua Uruguaiana, 94/ 16º - Centro
Tel: (11) 3544-0400
(Atlanta Rio Foundation)
20050-090 Rio de Janeiro, RJ
Fax: (11) 3544-0445
Marco Antonio Fonseca da Costa -Vice-presidente
Tel: (21) 2121-0100
[email protected]
Rua Uruguaiana, 10, s/ 1410 - Centro
[email protected]
www.locaweb.com.br
22230-070 Rio de Janeiro, RJ
www.e-xyon.com.br
54 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
M & C EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS E
TURISMO LTDA. (M & C Flats)
PROMIND IDIOMAS LTDA
Marcos José Pieroni dos Santos - Sócio Diretor
(CNA Centro)
Andre Luiz de Souza Machado - Diretor Financeiro
Marcus Vinicius José Zaib - Diretor Geral
VERDE SERRA CENTRAL HOTELEIRA LTDA.
Rua Visconde de Pirajá, 414, gr. 1212,
Tabata Meyer – Diretora Comercial
(Circuito Elegante)
lj 204 - Ipanema - 22410-002 Rio de Janeiro, RJ
Travessa do Ouvidor, 10, sblj - Centro
Priscila Bentes - Diretora Executiva
Tel/Fax: (21) 2523-5959
20040-040 Rio de Janeiro, RJ
João Duarte Silveira Medeiros de
[email protected]
Tel: (21) 2224-4143/ 4230/ 3340-4275
Vasconcelos - Gerente
www.mcflats.com.br
[email protected] /[email protected]
Av. Atlântica, 4240, s/311 - Copacabana
www.cna.com.br
22070-002 Rio de Janeiro, RJ
Tel: (21) 2523-0877
Fax: (21) 2513-4692
[email protected]
MAC DOWELL LEITE DE CASTRO ADVO-
www.circuitoelegante.com.br
GADOS
Antônio Affonso Mac Dowell Leite de Castro
SERGIO DOURADO ADVOGADOS
- Sócio Patrimonial Sênior
(Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados)
Raphael Zaroni - Sócio
Sergio Coelho e Silva Pereira - Advogado
Travessa do Ouvidor, 50/ 8°/ 9° - Centro
Sergio Luiz Maddalena Dourado - Advogado
20040-040 Rio de Janeiro, RJ
Av. Rio Branco, 138/14º - Centro
Tel: (21) 3553-7772
20040-002 Rio de Janeiro, RJ
Fax: (21) 3553-7636
Tel: (21) 3970-9000
[email protected]
[email protected]
www.mclc.com.br
www.cad.adv.br
MED-RIO CHECK-UP S/S LTDA.
TARGET9 GESTÃO DE NEGÓCIOS EMPRE-
Gilberto Ururahy – Diretor Médico
SARIAIS LTDA.
Rua Lauro Müller, 116, gr. 3407 - Botafogo
(INOV9 Consultoria)
22290-160 Rio de Janeiro, RJ
Ivan Luiz Amaral Junior - Diretor Comercial
Phone: (21) 2546-3000 Fax: (21) 2546-3015
Rua Santa Clara, 222/ 801 - Copacabana
[email protected]
22041-010 Rio de Janeiro, RJ
www.medriocheck-up.com.br
Tel: (21) 4105-1229
Fax: (21) 2256-8314
[email protected]
www.inov9consultoria.com.br
Nov-Dez 2009 | Brazilian Business | 55
Alteração no quadro de associados
ANDRÉ MAXNUK
LUIS EDUARDO TORRES MARINHO
VICENTE DE PAULO FAGUNDES
Diretor, Filial Rio de Janeiro
Diretor Executivo
Gerente Comercial
Mercer Human Resource Consulting Ltda.
CSC
ATT/PS Informática S.A.
ANTÓNIO MANUEL FRANÇA AIRES
MOISES LACHMAN
Sócio
Diretor - Mining
Demarest e Almeida Advogados (Almeida,
CSC
MACAÉ
MARIA SOCORRO BARTOLOME
Rotenberg e Boscoli)
RAFAEL IMBUZEIRO
Diretora Financeira
CLEDINEY JOSE DOS SANTOS
Gerente de Estratégica e Desenvolvimento
Pierre Empreendimento Turístico Ltda.
Diretor Distrital
Empresarial
(Hotel Du Lac)
Wal-Mart Brasil Ltda. (Sam’s Club Brasil)
TBG - Transportadora Brasileira Gasoduto
Bolívia-Brasil S.A.
ELIETE LOMEU
PIERRE HENRI FAVRE
Sócio Diretor
Associado Senior
RICARDO BERGER
Pierre Empreendimento Turístico Ltda.
Mercer Human Resource Consulting Ltda.
Diretor Financeiro
(Hotel Du Lac)
Ceras Johnson Ltda.
ENRIQUE ASENJO
Diretor Presidente
RICARDO TERENZI NEUENSCHWANDER
CesceBrasil Seguros de Garantias e Crédito
Diretor de Relações Institucionais
S.A.
Itaú Unibanco S.A.
GILBERTO URURAHY
ROGÉRIO NOGUEIRA
Diretor Médico
Vice-Presidente da Iron Ore Américas
MED-RIO Check-Up S/S Ltda.
BHP Billiton
GUSTAVO FONTES VALENTE SALGUEIRO
SANTIAGO SAGAZ
Sócio
Gerente Geral
Azevedo Sette Advogados
JW Marriott Rio de Janeiro (Renaissance do
Brasil Hotelaria Ltda.)
ITANAY BARBOSA DE MIRANDA
Gerente Regional de Vendas
SÉRGIO ROCHA
Wal-Mart Brasil Ltda. (Sam’s Club Brasil)
Gerente de Vendas
Marsh Corretora de Seguros Ltda.
LUCIANA RACHID
Diretora Superintendente
TATIANA CAMPELLO LOPES
TBG - Transportadora Brasileira Gasoduto
Sócia
Bolívia-Brasil S.A.
Demarest e Almeida Advogados (Almeida,
Rotenberg e Boscoli)
56 | Brazilian Business | Nov-Dez 2009
COMITÊ EXECUTIVO
Presidente: Robson Barreto, Sócio, Veirano
Advogados; 1º Vice-Presidente: Murilo
Marroquim, Presidente, Devon Energy do Brasil;
2º Vice-Presidente: Patricia Pradal, Diretora de
Desenvolvimento e Relações Governamentais,
Chevron Brasil Petróleo; 3º Vice-Presidente:
Márcio Fortes; Diretor Secretário: Henrique
Rzezinski, Consultor; Diretor Tesoureiro:
Manuel Domingues e Pinho, Domingues
e Pinho Contadores; Conselheiro Jurídico:
Gilberto Prado.
Ex-Presidentes: João César Lima, Sidney Levy
e Joel Korn.
PRESIDENTES DE HONRA
Antônio Patriota, Embaixador do Brasil nos EUA
Clifford Sobel, Embaixador dos EUA no Brasil
DIRETORES
Alexandre Quintão Fernandes, Gerente
Coordenador Especial de Relações com
Investidores, Petrobras; Carlos Henrique
Moreira, Presidente do Conselho, Embratel;
Domingos Bulus, Presidente, White Martins;
Eduardo Karrer, Diretor Presidente, MPX
Energia; Hervé Tessler, Presidente, Xerox;
Humberto Mota, Presidente, Dufry do Brasil;
Ivan Luiz Gontijo, Diretor Gerente, Jurídico
e Secretaria Geral, Bradesco Seguros; José
Formoso, Presidente, Embratel; Katia Alecrim,
Superintendente Regional de Vendas, Banco
Citibank; Manuel Fernandes, Sócio, KPMG;
Mário Renato Borges da Silva, Diretor
Regional do Rio de Janeiro, Correios; Mauricio
Vianna, Diretor, MJV Tecnologia; Mauro
Viegas, Diretor Presidente, Concremat; Oscar
Graça Couto, Sócio, Lobo & Ibeas Advogados;
Pedro Aguiar de Freitas, Sócio, Veirano
Advogados; Pedro Paulo Pereira de Almeida,
Diretor IBM Setor Industrial e Diretor Regional,
IBM; Roberto Furian Ardenghy, Diretor de
Assuntos Corporativos, BG do Brasil; Rodrigo
Tostes, ThyssenKrupp CSA; Sergio Tostes,
Tostes e Associados Advogados; Steve Solot,
Diretor Financeiro, Latin American Training
Center; William Yates, Presidente, Prudential
do Brasil. Diretora honorária: Elizabeth Lee
Martinez, Cônsul Geral dos EUA.
DIRETORES EX-OFÍCIO
Andres Cristian Nacht, Carlos Augusto Salles,
Carlos Henrique Fróes, Gabriella Icaza, Gilberto
Duarte Prado, Gilson Freitas de Souza, Gunnar
Birger Vikberg, Ivan Ferreira Garcia, Joel
Korn, José Luiz Miranda, Juan C. Llerena, Luiz
Teixeira Pinto, Omar Carneiro da Cunha, Peter
Dirk Siemsen, Raoul Henri Grossman, Ronaldo
Veirano, Rubens Branco da Silva e Sidney Levy.
PRESIDENTES DE COMITÊS
Associados: a definir; Assuntos Jurídicos: Julian
Chediak; Comércio e Indústria: a definir; Energia:
Roberto Furian Ardenghy; Finanças: Frederico
da Silva Neves; Logística e Infra-Estrutura:
Ricardo Mota da Costa; Marketing: Lula Vieira;
Meio Ambiente: Oscar Graça Couto; Propriedade
Intelectual: Steve Solot; Recursos Humanos
Estratégicos: Claudia Danienne Marchi;
Relações Governamentais: João César Lima;
Responsabilidade Social Empresarial: Celina
Borges Carpi; Seguros, Resseguros e Previdência:
Maria Helena Monteiro; Telecomunicações
e Tecnologia: Maurício Vianna; Turismo e
Entretenimento: Orlando Giglio.
DIRETORIA AMCHAM ESPÍRITO SANTO
Presidente: Otacílio José Coser Filho,
Membro do Conselho de Administração,
Coimex Empreendimentos e Participações
Ltda; Vice-Presidente: Felipe Guardiano,
Diretor do Departamento de Pelotização,
Vale; Diretor Jurídico: Rodrigo Loureiro
Martins, Sócio Principal, Advocacia Rodrigo
Loureiro Martins; Diretores: Carlos Fernando
Lindenberg Neto, Diretor Geral, Rede Gazeta;
Walter Lidio Nunes, Diretor de Operações,
Aracruz Celulose; Márcio Brotto de Barros,
Sócio, Bergi Advocacia; Fausto Costa, Diretor
Geral, Chocolates Garoto S/A.; Lucas Izoton
Vieira, Presidente, Findes; Antônio Olímpio
Bispo, Presidente, Organizações Bristol Ltda.;
Ricardo Vescovi Aragão, Diretor de Operações
e Sustentabilidade, Samarco Mineração;
João Carlos da Fonseca, Superintendente,
Rede Tribuna; Marcelo Silveira Netto,
Diretor Superintendente, Tristão Companhia
de Comércio Exterior; Simone Chieppe
Moura, Diretora Administrativa e Financeira,
Unimar Transportes Ltda; Chairwoman
Comitê Relações Governamentais: Maria
Alice Lindenberg, Relações Internacionais,
Rede Gazeta; Chairman Comitê de Negócios
Internacionais: Marcílio Rodrigues Machado,
Diretor Presidente, Famex Comercial
Importadora e Exportadora.
ADMINISTRAÇÃO DA AMCHAM ES
Diretor Executivo: Clóvis Vieira
Coordenadora de Associados: Keyla Corrêa
ADMINISTRAÇÃO DA AMCHAM RJ
Diretor-Superintendente: Ricardo de Albuquerque
Mayer; Gerente Administrativo: Victor César;
Gerente de Comunicação: Ana Redig; Gerente
Comercial e Marketing: Felipe Levi; Gerente
de Comitês e Eventos: João Marcelo Oliveira.
LINHA DIRETA COM A CÂMARA DE COMÉRCIO AMERICANA
Administração e Finanças:
Victor Cezar Teixeira - Tel.: (21) 3213-9208
[email protected]
Comercial e Marketing:
Felipe Levi - Tel.: (21) 3213-9226
[email protected]
Comitês e eventos:
João Marcelo Oliveira - Tel.: (21) 3213-9230
[email protected]
Publicações: Ana Redig - Tel.: (21) 3213-9240
[email protected]
Espírito Santo: Keyla Corrêa - Tel.: (27) 3324-8681
[email protected]
Macaé: Felipe Levi - Tel.: (21) 3213-9226
[email protected]
Camarj - Câmara de Arbitragem do Rio de Janeiro:
Ricardo de Albuquerque Mayer - Tel.: (21) 3213-9207
[email protected]