Saúde Positiva | 1 Junho - Hospitalar do Barlavento Algarvio

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Saúde Positiva | 1 Junho - Hospitalar do Barlavento Algarvio
edição online n.º 01 | Junho 2014
Grupo de Apoio à Família prepara famílias
para receberem doentes dependentes
designed by: CHAlg - GCOM | 2014
Otorrino da Unidade de
Portimão do CHAlgarve
reconhecido internacionalmente
Algarve
conta com
Via Verde
da Sépsis
4
8
Propriedade
Centro Hospitalar do Algarve
Tel. 209 891 100
www.chalgarve.min-saude.pt
Edição on-line
Gabinete de Comunicação
[email protected]
Tel. 289 001 970 | 282 450 357
Redação/fotografia
Carina Ramos
Daniela Martins Nogueira
Márcio Fernandes
Luís Baptista
Paginação/grafismo
Luís Baptista
Artigo
Algarve conta com Via Verde da Sépsis
10
Artigo
12
Destaque
14
Artigo
16
Notícia
18
Discurso Direto
20
Dupla Face
Saúde Positiva n. 1 | Maio 2014
Centro Hospitalar do Algarve
Rua Leão Penedo,
8000-386, Faro
Grupo de Apoio à Família prepara famílias
para receberem doentes dependentes
Programa de higiene postural aposta na
sensibilização e intervenção direcionada
Reforço na emergência pediátrica e
neonatal
Com os olhos
postos no futuro
Esclarecer, informar e partilhar…
São estas as palavras-chave de qualquer instituição que
se norteie por princípios de transparência, acessibilidade
e envolvimento com a comunidade.
É neste contexto que surge a «Saúde Positiva»,
uma magazine online editada pelo Gabinete de
Comunicação do Centro Hospital do Algarve com
o objetivo de reforçar o processo comunicacional
entre a instituição de saúde e a população algarvia,
proporcionando-lhe um maior conhecimento sobre
o que de melhor se faz nas unidades de saúde que
integram o CHAlgarve, bem como apresentar os
principais serviços e os projetos que marcam a
diferença em termos técnico-científicos, divulgar as
últimas novidades da instituição e apresentar, de uma
forma intimista, o “outro lado” daqueles que fazem da
saúde o seu modo de vida – os profissionais.
Presentes num mundo cada vez mais global e
assumindo uma forte aposta nos novos canais de
comunicação com o público, o CHAlgarve explora desta
forma o mundo online, encarando-o como uma porta
de acesso ao conhecimento e, simultaneamente, como
uma ligação privilegiada aos nosso utentes.
Pedro Nunes
Presidente do Conselho de Administração
Otorrino da Unidade de Portimão
do CHALgarve reconhecido
internacionalmente
Doutores Palhaços de nariz verde alegram
valências pediátricas do CHALgarve
Sr. Artur Pinto Silveira e Sousa
Sobe a Palco: Vitor Henriques.
Da fisioterapia para o teatro
editorial
Grupo de Apoio à
Família prepara famílias
para receberem doentes
dependentes
4
O projeto criado há um ano e meio
no Hospital de Lagos por uma equipa
Multidisciplinar pretende “ensinar
novos conhecimentos e dotar de
competências todas as pessoas
potenciais cuidadoras informais de
pessoas dependentes”.
Atividades do dia-a-dia como sentar, levantar, vestir,
caminhar, deitar, são “excelentes formas de aplicar a
fisioterapia e os seus princípios, de modo a promover
a manutenção da capacidade motora dos doentes,
bem como, até alguma recuperação”, assegura a
fisioterapeuta Paula Antunes que na sua sessão ensina
como devem ser feitas as mobilizações do doente,
focando algumas adaptações possíveis em termos
de infra estruturas e meio envolvente, indicando as
ajudas técnicas que podem ser utilizadas, de acordo
com o estado do doente, ou ainda aconselhando
sobre aspetos práticos como a escolha do vestuário
ou exemplos de jogos lúdicos que auxiliam o
restabelecimento do doente em termos mentais.
À enfermeira Alexandra Ferreira cabe a apresentação de
algumas das noções básicas em termos de prestação
de cuidados de saúde, como as estratégias de higiene
corporal, oral, cuidados a ter com unhas e pele, com
destaque para uma simulação de um “banho no leito”,
onde ensina estratégias facilitadoras para os cuidadores
e confortáveis aos doentes. Outro dos aspectos
focados é a correta manutenção e manuseio dos
dispositivos técnicos dos quais os doentes dependem.
“As algálias e as sondas nasogástricas, a administração
dos medicamentos, os cuidados com a alimentação,
sobretudo em dietas específicas, são novas realidades,
até então desconhecidas, com as quais as famílias
têm de aprender a lidar, o que gera muita ansiedade
e insegurança nos cuidadores” refere a enfermeira
Alexandra Ferreira.
Quando é comunicada a alta clínica de uma pessoa
que se encontra dependente de terceiros, surgem
frequentemente resistências por parte da família para
acolher o doente devido ao grau de dependência que
apresenta, resultando muitas vezes em protelamentos
da alta, não por motivos clínicos mas por questões
sócio-familiares. Foi precisamente com o intuito de
combater a falta de preparação e minimizar a natural
ansiedade vivenciada pelos familiares destes doentes,
promovendo simultaneamente uma reintegração mais
célere e segura do doente no seio familiar, que surgiu
no final de 2012 o Grupo de Apoio à Família da unidade
hospitalar de Lagos.
“As famílias não têm conhecimentos técnicos nem
experiência que permita saber tratar do seu doente
de forma segura e sem receios”, constata a assistente
social Paula Braga, uma das dinamizadoras do projecto
empreendido por uma equipa multidisciplinar que
assume a missão de “ensinar novos conhecimentos
e dotar de competências todas as pessoas potenciais
cuidadoras informais de pessoas dependentes”.
Com cerca de um ano e meio de existência, trata-se
de um projeto de formação contínua que se propõe
a contribuir para encurtar o número de dias dos
internamentos nos mais diversos serviços hospitalares,
ensinando aos cuidadores técnicas para as tarefas a
desenvolver com o doente aquando da alta hospitalar.
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No processo de alta e subsequente regresso do doente
à esfera social e familiar, o cuidador informal afigura-se
como “elemento chave no conforto e bem-estar do
doente, pelo que deverá ser formado, acompanhado e
valorizado no seu papel”, prossegue a assistente social,
destacando a importância da capacitação e valorização
da família e outros cuidadores assumidas pelo GAF.
Intervenção multidisciplinar e centrada no doente
Entendendo o doente como um todo e não de forma
parcelar, a intervenção do Grupo de Apoio à Famíliar
resulta da interacção entre as áreas de enfermagem,
fisioterapia, nutrição e serviço social que, em conjunto,
promovem o conhecimento das técnicas e estratégias
mais acertadas para cuidar de pessoas. “Trabalhamos
sob a perspectiva holística. É um conjunto de saberes
particulares que visam o entendimento sobre os
mecanismos de funcionamento humano e físico. Só desta
forma faz sentido formar alguém para cuidar”, referem
as suas criadoras.
O GAF desenvolve a sua intervenção através de sessões
preparatórias da alta, onde as diferentes áreas técnicas
dão o seu contributo com recomendações e ensinos
práticos, facilitadores da alta e reintegração do doente.
A intervenção social do Grupo é ampla e extensível
a toda a esfera familiar e social do doente, havendo
nestas sessões uma forte preocupação com o próprio
cuidador. Defendendo a máxima “cuidar de si, para
poder cuidar”, a assistente social Paula Braga sugere
algumas formas de “aliviar o trabalho do cuidador, para
que este não se esqueça de si e da sua própria saúde e
bem-estar”.
Continuidade e aproximação à comunidade
Volvidos pouco mais de 18 meses desde o arranque
do projecto, o feedback tem sido altamente positivo,
cumprindo a lacuna anteriormente verificada no que
respeita à formação de cuidadores informais. “as
pessoas no final transmitem-nos que se sentem mais
seguras e preparadas para prestar cuidados a outras
pessoas”, referem as formadoras, reconhecendo que
“este projecto tem também conseguido aproximar a
instituição da comunidade e sensibilizar a população
para dar continuidade, no domicílio, aos cuidados
iniciados pelos profissionais no hospital”.
Para tal, a aposta do GAF neste momento centra-se
“numa cada vez maior e mais eficaz articulação com os
diversos parceiros da comunidade, para que possamos
chegar a mais pessoas”.
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O CHAlgarve
dispõe desde o
passado mês de
abril de uma
Via Verde da Sépsis.
Implementada no âmbito de uma
estratégia nacional e de acordo com
recomendações da Direção Geral
da Saúde, a Via Verde da Sépsis
tem como objetivo a adoção de
um conjunto de atitudes que, caso
sejam realizadas numa fase precoce
da doença, reduzem a mortalidade
e/ou a morbilidade.
Estas atitudes incluem a
identificação e estratificação
de doentes, a utilização de
antibioterapia adequada e a
implementação de estratégias de
reanimação hemodinâmica guiada
por objetivos.
Com a implementação da Via Verde
da Sépsis, o CHAlgarve adotou
um conjunto de mecanismos
organizacionais que permitem uma
rápida identificação dos sintomas
e a administração atempada de
terapêutica otimizada, ou seja
reúne todas as condições para
proporcionar uma intervenção
precoce e adequada, tanto em
termos de antibioterapia como
de suporte hemodinâmico, o que
pode melhorar significativamente
o prognóstico dos doentes com
sépsis grave ou choque séptico.
Do ponto de vista prático e como
explica a médica Cristina Granja,
diretora do Serviço de Medicina
Intensiva do CHAlgarve e uma
das principais impulsionadoras
desta Via Verde da Sépsis no
Centro Hospitalar, “o circuito
começa na triagem com o
reconhecimento, por parte do
enfermeiro, dos sinais ou sintomas
(que se encontram definidos num
protocolo internacional) que os
doentes que apresentam sépsis
podem ter. Identificados estes
sintomas é aberta uma via direta
para este doente.
O doente é instalado na antecâmara
da sala de emergência, sendo
de imediato acompanhado
e observado por um médico
do balcão que confirma esses
sintomas, faz uma análise chamada
gasometria, a qual se obtiver um
determinado valor cumulativamente
com os sintomas que já reconheceu,
permite identificar a infeção, sendo
posteriormente encaminhado para
a unidade de tratamento em função
da gravidade da situação”.
Por outro lado, a implementação
de um protocolo terapêutico de
sépsis permite não só diminuir a
mortalidade, mas, também, uma
redução substancial dos custos para
as instituições.
A Via Verde da Sépsis no CHAlgarve
é constituída por uma equipa
multidisciplinar, composta por
médicos, enfermeiros e técnicos
de diversas especialidades, sendo
liderada pelo médico e coordenador
Daniel Nuñez.
Esta via verde representa mais
um passo na diferenciação dos
cuidados na unidade de saúde
algarvia que dispõe desde há vários
anos das Vias Verdes Coronária e
do AVC, as quais somam excelentes
resultados no tratamento dos
doentes com estas patologias.
Algarve
conta com
Via Verde
da Sépsis
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Cadeira, secretária, computador, rato, teclado,
impressora e papéis, muitos papéis - este é um
cenário familiar a muitos dos profissionais do Centro
Hospitalar do Algarve, sobretudo aqueles que exercem
funções administrativas ou que no desempenho
da sua atividade utilizam diariamente um ecrã de
visualização.
Outro aspeto comum ou
potencialmente partilhado por
estes profissionais, num futuro mais
ou menos próximo, são as dores
músculo-esqueléticas. Contraturas
musculares, dores lombares e
cervicais, tensão nas articulações,
fadiga ocular – as queixas
sucedem-se e frequentemente
requerem uma intervenção
especializada da ortopedia, fisiatria,
fisioterapia, terapia ocupacional ou
outras especialidades chamadas
a resolver problemas que muitas
vezes resultam de anos de uma má
higiene postural.
Programa de higiene postural
aposta na sensibilização e
intervenção direcionada
Como em muitas outras áreas da
saúde, a prevenção é também aqui
palavra de ordem e o primeiro
passo está na sensibilização e
chamada de atenção para os
riscos a que todos, de forma
mais sistemática ou mais pontual,
estamos expostos. A necessidade
de alertar para os riscos de doenças
músculo-esqueléticas associados
à prática laboral com uso de
ecrãs de visualização impulsionou
a reativação do programa de
higiene postural levado a cabo, no
hospital de Faro, pelo Serviço de
Saúde Ocupacional e pelo setor de
Fisioterapia do Serviço de Medicina
Fisica e de Reabilitação do Centro
Hospitalar do Algarve.
Empreendido de forma continuada
e repetida ao longo do tempo, em
março passado o programa centrou
a sua intervenção no edifício da
administração da unidade de Faro,
onde equipas integradas por uma
técnica de higiene e segurança no
trabalho e fisioterapeutas uniram
esforços para ensinar ou relembrar
estratégias simples que contribuem
para uma melhor higiene
postural e, consequentemente,
para a prevenção de lesões
músculo-esqueléticas que estão
frequentemente na origem de
inúmeras doenças profissionais.
“O grande objectivo centra-se
na promoção da saúde dos
trabalhadores” assegura Andreia
Lopes, técnica superior de Higiene
e Segurança no Trabalho e
ergonomista do Serviço de Saúde
Ocupacional da unidade de Faro.
A iniciativa pretende “conseguir
sensibilizar os trabalhadores
para que eles próprios consigam
ajustar os seus postos de
trabalho às suas características
individuais e assim prevenir os
fatores de risco associados a este
tipo de trabalho com ecrãs de
visualização”, prossegue.
Após uma breve apresentação
teórica em grupo a ergonomista
avalia posto a posto as condições
de trabalho, sugerindo pequenas
melhorias e estratégias de fácil
implementação como “ajustar
a regulação da cadeira com a
secretária e organizar a superfície
de trabalho, de forma a respeitar
alguns critérios ergonómicos,
tais como o alcance, tornando
o despenho da atividade o mais
confortável possível”.
Paralelamente a equipa de
fisioterapeutas, integrada por
Ana Sousa, Patrícia Garcia e Vitor
Henriques alerta para a importância
das pausas ou micropausas ao
longo da jornada de trabalho,
exemplificando, em sessões
de grupo, alguns exercícios
de alongamento. “A ginástica
laboral é benéfica para todas as
profissões mas sobretudo para
estas pessoas que trabalham
muito tempo sentadas, mais
«enroladas» em cadeia fechada”
garante a fisioterapeuta Ana Sousa,
relembrando que “se adoptarmos
estes exercícios como medida
preventiva, podemos evitar vir a
ter problemas mais tarde”.
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Reforço na emergência
pediátrica e neonatal
Algarve conta com apoio permanente de Ambulância de
Transporte Inter-Hospitalar Pediátrico
O Centro Hospitalar do Algarve, em conjunto com o
Instituto Nacional de Emergência Médica e o Ministério
da Saúde, reforçaram a capacidade de resposta na área
do apoio ao doente crítico pediátrico e neonatal através
da implementação de uma Ambulância de Transporte
Inter-Hospitalar Pediátrico (TIP) na região algarvia.
Após a experiência de implementação de viaturas deste
género nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e
Coimbra, o Algarve conta desde o passado dia 31 de
março com o reforço desta ambulância altamente
diferenciada e que tem como objetivo garantir o
transporte de recém-nascidos e doentes pediátricos em
estado crítico para a unidades diferenciadas de referência
com capacidade para o seu tratamento.
Apetrechada com os mais avançados equipamentos de
suporte básico de vida e com todo o material necessário
à estabilização de doentes críticos dos 0 aos 18 anos,
a ambulância que assegura este serviço dispõem de
uma tripulação constituída por Médico, Enfermeiros
e um Técnico de Ambulância de Emergência (TAE). As
equipas médicas e de enfermagem são garantidas
pelo CHAlgarve, enquanto que o TAE do INEM tem a
responsabilidade de garantir a operacionalidade da
viatura e do respetivo equipamento.
O acionamento desta viatura é efetuado pelos
profissionais de saúde das unidades hospitalares que
necessitem do serviço ou pelo Centro de Orientação de
Doentes Urgentes (CODU) do INEM.
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Otorrino da Unidade
de Portimão
do CHAlgarve
reconhecido
internacionalmente
Armin Bidarian Moniri, Otorrinolaringologista do
CHAlgarve, desenvolveu um novo método não
invasivo para o tratamento da otite serosa em crianças.
Este procedimento consiste, em linhas gerais, num
dispositivo, com a aparência de um pequeno brinquedo,
que ajuda no equilíbrio da pressão e arejamento do
ouvido médio da criança, em tratamento de otite
serosa persistente em crianças. Este procedimento,
muito eficaz no tratamento desta patologia tem uma
posologia recomendada de quatro semanas, entre
cinco a 10 minutos por dia, para evitar uma intervenção
cirúrgica, em cerca de 80 por cento dos casos”.
A inspiração para o desenvolvimento deste dispositivo
foram as crianças algarvias, muito ligadas às actividades
aquáticas. A identificação da patologia e o posterior
recurso à cirurgia acaba por limitar-lhes, de alguma
forma, a sua qualidade de vida pois torna mais selectivo
o acesso a essas mesmas actividades.
Este procedimento não evasivo e sem efeitos colaterais
conhecidos, foi patenteado com o nome MoniriOtovent e vai ser comercializado, por uma empresa
sueca, até 2015. E brevemente iniciarão, mais uma vez
com o apoio da equipa Hospital de Portimão, uma
nova fase de estudos em parceria com instituições
hospitalares suecas, italianas e austríacas.
O projeto, integrado na sua tese de Doutoramento,
valeu a Armin Bidarian Moniri o reconhecimento do
seu país natal, pelas mãos da Rainha Sílvia da Suécia,
no passado dia 22 de janeiro, numa Cerimónia no
Castelo de Estocolmo. Foi reconhecido através de
uma Fundação com o nome da rainha, que foi criada
aquando dos seus 50 anos e que visa reconhecer e
apoiar os projetos inovadores ligados à melhoria da
qualidade de vida de crianças com deficiências.
O procedimento foi idealizado, desde 2010, com o
apoio e colaboração do Serviço de Otorrinolaringologia
do Hospital de Portimão - dos especialistas, Ilídio
Gonçalves (Director de Serviço), Lourdes Moreno,
Rúben Rojas e Jean-Pierre Castro, da Técnica de
Audiologia, Maria João Ramos, e das Enfermeiras
Natália Santos e Sandra Correia. Entretanto, já foram
realizados dois estudos clínicos, um deles envolvendo
20 crianças e um segundo envolvendo 45 crianças.
Os resultados foram divulgados na publicação
“International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology”.
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para os dinamizadores do projeto que, sempre trajados
a rigor e com muitos truques na manga, fazem as
delícias dos mais pequenos.
Mais do que brincadeira, trata-se de uma
intervenção especializada
As intervenções dos Doutores Palhaços são sempre
articuladas de perto com os profissionais dos
serviços pediátricos envolvidos, incluindo interações
personalizadas com canções, danças, marionetas, magia
ou malabarismo, entre outras atividades direcionadas.
Para os Remédios do Riso brincadeira é coisa séria,
sendo que os Doutores Palhaços recebem formação
específica contínua na área de saúde, desenvolvendo
uma abordagem ajustada às necessidades físicas e
emocionais da criança internada e trabalhando sujeitos
a um código deontológico internacional.
A Associação Remédios do Riso e a sua equipa de
Doutores Palhaços arrancam, desde o início do ano,
gargalhadas de miúdos e graúdos na unidade de Faro
do Centro Hospitalar do Algarve.
Batas brancas, chapéus inusitados, apetrechos e
acessórios divertidos e os simbólicos narizes verdes
caracterizam estes doutores da alegria e da esperança.
O “remédio” usado tem uma base terapêutica
aparentemente simples, administrando uma elevada
dose de alegria e brincadeira que contagia todos à
sua passagem.
Apoiar, motivar e facilitar os processos de recuperação,
aliviando a carga emocional que o ambiente hospitalar
geralmente exerce sobre os mais novos, são os
principais objectivos desta Associação sem fins
lucrativos que desde janeiro visita regularmente as
valências pediátricas da unidade de Faro no CHAlgarve.
Internamento de Pediatria, Urgências Pediátricas,
Hospital de Dia, Consultas Externas de Pediatria
e Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais e
Pediátricos são já pontos de passagem obrigatórios
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Todas as acções são precedidas por reunião
preparatória com a equipa de enfermagem, onde
os Doutores Palhaços são informados das premissas
relativas à condição geral de cada paciente, obtendo
os elementos necessários para uma intervenção
cuidada. As visitas aos quartos de internamento são
individualizadas e ajustadas a cada criança, mediante a
sua autorização e dos pais.
A par dos resultados imediatos visíveis na
satisfação das crianças, as intervenções atingem
simultaneamente familiares e profissionais,
promovendo um estreitar de relações entre todos os
envolvidos que facilita a comunicação e desenvolve a
humanização do espaço hospitalar.
“O meu filho voltou a estar mais divertido. Desde que
soube que os Doutores Palhaços estavam cá começou a
ficar sempre à espreita na expetativa que eles voltassem.
Começou a levantar-se mais da cama, brinca muito mais
e interagiu com eles. A visita dos Doutores Palhaços
às crianças internadas torna os dias agradáveis e mais
fáceis de passar, tanto para os mais pequeninos, como
para nós pais”.
Teresa Silva, mãe do Romão
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Hospital de Dia
Portimão
Sr. Artur Pinto Silveira e Sousa
É utente do Hospital de Dia de Portimão há já
9 anos. Desde há 1 ano que se encontra a fazer
tratamentos de quimioterapia.
A cumplicidade que tem com a equipa do serviço
é notória, enquanto diz como é tratado:
“O serviço é muito bom, mesmo. Sinto-me muito
acompanhado, todos me tratam muito bem.”
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Vitor Henriques, 43 anos, natural de Lisboa,
Fisioterapeuta na unidade de Faro do
CHAlgarve, 22 anos de profissão, 11 a trabalhar
no hospital de Faro.
É assim que a maioria dos colegas conhece o
Fisioterapeuta Vitor, passando praticamente insuspeita a
sua veia mais artística e criativa que assume como válvula
de escape da por vezes desgastante carreira hospitalar –
sobe ao palco o Sr. Encenador Vitor Henriques.
Estivemos à conversa com Vitor Henriques
coincidentemente no Dia Internacional do Teatro,
assinalado no passado dia 27 de março, dois dias antes
de ser apresentado no Festival Internacional de Teatro
de Albufeira o seu mais recente trabalho “The After
Life – Drag Show”.
Confesso autodidata, sem qualquer formação nas artes
cénicas, começou a escrever e encenar há uns anos,
mas sempre “por brincadeira”. Recentemente, foi-lhe
encomendada uma peça por um produtor cultural, tendo
sido estreada na casa “Os Artistas” em Faro, exibida duas
vezes em Lisboa no Teatro do Bairro, apresentada no
Teatro Lethes, em Faro, e mais recentemente em Albufeira,
no Festival Internacional de Teatro.
É fora de cena que se sente mais confortável,
afirmando que não tem “jeito nenhum para
representar”, pese embora assuma que nos ensaios
tenha de exemplificar para transmitir com mais rigor a
intenção que pretende conferir às cenas, mas isso “é
em frente a 4 ou 5 pessoas, não perante uma plateia”.
20
A azáfama dos ensaios e dos preparativos finais antes
das apresentações não lhe deixam tempo para ficar
nervoso. É quando já estão todos em cena que o ”frio na
barriga” se instala. O nervosismo e a expectativa perante
a reação do público são quebrados no final, quando
também ele sobe ao palco para receber os aplausos e
sorrisos que invariavelmente arranca da plateia.
Mantendo-se fiel ao género musical, é no teatro e nos
ensaios que encontra um contraponto para a sua vida
profissional, contrariando os exigentes protocolos de
atuação da prática terapêutica com o improviso do
processo criativo. Em palco, o rigor com que exerce
a sua profissão cede lugar ao improviso, à liberdade
criativa que muitas vezes nasce do inesperado, do
improvável. “É da ideia mais disparatada que muitas
vezes nascem as cenas e se constroem os diálogos,
porque aqui nada é o que parece” revela, referindo-se
à sua última criação “The After Life - Drag show”.
Próximo projeto? Já está a ser trabalhado. O nome
ainda não pode ser revelado, mas “será uma peça mais
séria, com alusões políticas, mantendo-se dentro do
género musical”, revela o fisioterapeuta encenador
levantando a curiosidade sobre um novo espetáculo
onde permanecerá fora de cena, atrás da cortina.
Vitor Henriques, 43
Fisioterapeuta há 22 anos,
exerce há 11 no hospital de Faro.
21
Envolvente do unidade de Lagos
Jardim da Constituição
Segue-nos no
Faro (sede)
Rua Leão Penedo, 8000-386
Tel. 289 891 100
[email protected]
Portimão
Sítio do Poço Seco, 8500-338
Tel. 282 450 300
[email protected]
www.hdfaro.min-saude.pt
www.chbalgarvio.min-saude.pt
Lagos
Rua Castelo dos Governadores, 8600-563
Tel. 282 770 100

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