ilhas e praias - Revista Náutica

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ilhas e praias - Revista Náutica
são paulo
rio de janeiro
minas gerais
espírito santo
250
classificados
para você comprar
um barco usado
edição nº 2 | dezembro 2013 | r$ 12,00
Ilhas e PraIas
de
AVARÉ
São Sebastião
O EndErEçO CErtO dO VErãO
A represa de
que todo mundo
gosta
NOVOS BARCOS
Os lançamentos
do São Paulo
Boat Show
SOL DE VERÃO
O que fazer
para se
proteger bem
PESCA DE PRAIA
11 dicas para
se dar bem com
os peixes na areia
Editorial
NESTA SEGUNDA EDIÇÃO...
Aconteceu...
Por jorge de souza
Por jorge de souza
Nos passeios de barco, o sol queima
bem mais, mas as pessoas não sentem
isso porque o vento mascara os efeitos.
O remédio? Protetor solar e bom senso
doce rotina
Vila de Picinguaba,
a meio caminho
entre Ubatuba e
Paraty. Aqui, todos
os dias são assim
donde menos
quem esperar da
frente fria ideal
N
pai e filho
João Luiz
Demantova,
Agnaldo Hilton dos
Santos e Célio José
Bernardino (à esq.)
e José Alcides
Munhoz com seu
filho (à dir.)
A represA surpresA
NáUTicA SUdeSTe
O
Daniela e Marcio
Nunciaroni tem
um lindo barco e
um objetivo de vida
ainda mais bonito:
usá-lo para chegar
até os povoados
mais remotos, a
fim de ajudar as
pessoas carentes.
Para eles, navegar
tem outro sentido,
além do prazer
de estar no mar
POr Rosângela oliveiRa
cenário era simplesmente paradisíaco: lua de mel num bangalô de
uma linda ilha da Polinésia Francesa. Tudo tão perfeito que os recém-casados Daniela e Marcio Nunciaroni resolveram achar um jeito de retribuir a felicidade
daquele momento. Foi quando olharam
para aquele mar cor de cinema e decidiram que usariam a água e o pequeno veleiro que então possuíam como meio de
encurtar distâncias e viabilizar ajuda às pessoas mais necessitadas — muitas vezes pela
própria dificuldade em chegar auxílio até
certas ilhas e comunidades costeiras.
Nascia ali, daquele plano conjunto
e aparentemente maluco, a união ainda
mais forte entre aqueles dois apaixonados
— pelo mar, pelos barcos, um pelo outro
e, principalmente, por ajudar os outros.
Melhor ainda: fariam tudo aquilo junto, navegando e ajudando, o que passou a
nortear os fundamentos do Projeto Velejando com Deus, hoje rebatizado de Ventos de Transformação, que já ajudou muita gente e segue ajudando outros.
praias
e ilhas
Visual de
Boiçucanga, com
algumas ilhas ao
fundo. Ao pôr do
sol fica ainda
mais lindo
o veleiro
de deus
Para comprar um
barco maior para o
projeto, Daniela e
Marcio, já com os
pequenos Gabriel
e Júlia incluídos na
tripulação, usaram
o dinheiro da venda
da própria casa
onde moravam
56
Náutica SudeSte
43
Náutica SudeSte
O SHOPPING DOS BARCOS
Na beleza de Angra
dos Reis, o tradicional
Piratas acaba de ganhar
uma nova leva de lojas
e empresas do setor
de barcos e consagrase de vez como um
verdadeiro polo náutico
— além de continuar
sendo um agradável
shopping center
Náutica SudeSte
Náutica SudeSte
57
49
Náutica SudeSte
ruy varella
3
Camarão
também é bom
O bom e velho camarão
sete-barbas, já morto, também vai muito bem como
isca para pescarias de
praia. E com a vantagem
de que é mais fácil de encontrar do que os seres que
habitam as areias — basta
ir até qualquer peixaria.
5
Com qual
linha eu vou?
As linhas de monofilamento são as mais indicadas para pesca de praia.
Elas devem ter bitolas entre 0,15 a 0,35 mm e, no
caso da pesca com varinha lisa, o mesmo comprimento da vara. Já a sua
resistência depende do
local da pescaria, do tipo
de praia, e dos peixes que
se pretende fisgar.
6
Os macetes
do chicote
Os chicotes podem levar um, dois ou até três
anzóis, mas cada pernada ou rabicho (linha que,
por meio de um nó, liga
a principal ao anzol) deve
ter, no mínimo, 20 cm.
7
Os anzóis mais
corretos
O tamanho e o modelo
do anzol dependerão dos
peixes mais comuns da
praia e da isca usada. No
caso de se tentar robalos,
use anzóis maiores (modelo Wide Gap, n o 3),
com corruptos ou camarões iscados vivos. Já para
pequenos pampos e carapebas, anzóis pequenos,
com olhos ou patinhas,
mosquitinhos ou anzóis
número 2, iscados com
pequenos pedaços de camarão morto sem casca.
8
Não pegue pesado
na chumbada
O peso e o formato das
chumbadas dependerão
das condições da praia.
Em geral, chumbadas
com formato “oliva” ou
“gota”, entre 5 e 10 gramas, são suficientes para
fazer com que a isca permaneça no fundo. E um
nó de parada, ou “oito”,
na ponta da linha, suficiente para prender o
chumbinho.
9
Boias? Nem
precisa
Boias são desnecessárias,
porque a grande maioria dos peixes é capturada junto à areia. Mas, se
usar três anzóis, o de cima
deve permanecer a aproximadamente 30 cm do
anzol de baixo, que estará
mais próximo do chumbo, sendo que a distância
entre os rabichos deve ser
de cerca de 10 cm.
10
Onde é
melhor?
A escolha do local da pesca é fundamental. Na pesca com vara lisa, é possível
fisgar pequenos pampos,
xereletes e betaras nos
bancos de areia e nas áreas
mais rasas, com cerca de
um metro de profundidade, onde há intenso revolvimento do fundo e formação de espuma das ondas.
Mas, se o mar estiver calmo, tente pescar em um
dos canais da praia, onde
a profundidade é maior e
há possibilidade de captura até de robalos.
Você e seu barco
o caminho de cananéia
Entrar ou sair de Cananéia, no Litoral Sul de
São Paulo, nem sempre é fácil. Mas com estas
coordenadas de um especialista da cidade, tudo
fica mais tranquilo. Desde que o mar permita
C
ananéia, na divisa de São
Paulo com o Paraná, é
uma cidadezinha histórica, sede de um dos primeiros
povoados do Brasil, mas bem
mais famosa entre os navegantes por abrigar uma das barras
mais tensas do litoral sul do país.
Ali, as ondulações do mar, algumas chegando mesmo a quebrar,
costumam assustar quem chega
ou sai de barco e não tem muita afinidade com a região. Mas,
para o comandante Marcos Bernauer, do Centro Náutico de Cananéia, a má fama que a entrada
do porto da cidade tem não passa de exagero. “Em dias de mar
calmo, não têm o menor problema e eles representam 80% do
perar o mar melhorar) e a completa falta de sinalização do canal, que já perdeu todas as boias
que tinha.
Por isso, ele levantou os principais waypoints que sinalizam o
canal e indicam o rumo que os
barcos devem seguir, e os disponibilizou no site do seu centro náutico (dono, por sinal, do
principal posto de abastecimento de combustível para barcos
da cidade), o www.nauticocananeia.com.br — e aqui reproduzi-
dicas de
quem sabe
O comandante
Marcos
Bernauer, do
Centro Náutico
de Cananéia,
garante que o
canal de acesso à
sua cidade não é
o bicho feio que
todo mundo fala
e ensina
o caminho
Novos barcos
8
7
CaNaNéia
ilha do Bom Abrigo (quase em
frente à barra e que não tem
este nome por acaso) e ficam esperando o mar acalmar, o que
não é má ideia, nos piores dias.
Ou, então, seguem os rastros dos
maiores barcos de pesca da cidade, o que é outra boa alternativa.
“Mas, quem seguir a minha rota
no gps não pegará ondas, porque
elas não quebram na faixa do canal, onde é mais fundo — só nos
dois lados dele”, assegura o comandante, que é uma espécie de
anjo da guarda dos barcos de passeio que chegam a Cananéia e
até se dispõe a ajudar, pelos telefones 13/3851-1848 e 13/9777-5500
ou canal 88 do vhf. “E não há pedras no fundo do canal; só lodo e
areia”, completa.
Claro que tudo seria bem
mais fácil se as boias que a Marinha colocou no local tivessem
sido mantidas. Mas como isso
não aconteceu, todas se perderam, alimentando ainda mais
a má fama que a barra da cidade tem. Segundo o comandante
Marcos, injustamente. Na duvida, guarde esta revista e confira
na sua próxima ida para lá.
5
4
3
2
1
Onde a barra é mansa
Com estes waypoints, o comandante Marcos Bernauer
garante que entrar e sair de Cananéia deixa de ser sufoco,
apesar das ondas e da ausência de boias no canalo
1
Boia
de fora
25º 04.500’ S
47º 50.953’ W
2
Boia
do meio
25º 04.329’ S
47º 51.380’ W
3
Boia de
dentro
25º 03.763’ S
47º 52.757’ W
4
Começo
do Canal
25º 03.400’ S
47º 53.580’ W
5
Náutica SudeSte
náutica SudeSte
O mais famoso estaleiro brasileiro traz de volta o fascínio das lanchas esportivas
Para o ano
que vem
A nova Offshore
48, a ser lançada
no final de 2014,
usará o mesmo
casco da extinta
46 pés, mas com
estilo e interior
completamente
diferentes. Fazia
tempo que uma
grande marca
demonstrava
interesse
nas lanchas
esportivas
6
7
sessa fly 42
Balsa de Ilha
Comprida
25º 01.216’ S
47º 55.133’ W
8
solara 520 ht
Mais uma (boa)
opção de lancha
com flybridge, agora
feita aqui mesmo
náutica SudeSte
97
104
melhor que
a imPortada
A Sessa Fly
42 nacional é
melhor do que a
original italiana,
porque tem
cozinha também
externa, vem
bem equipada,
com motor IPS
e plataforma de
popa submergível
de série, e tem
bom preço: cerca
de R$ 1,9 milhão
Grande só
no tamanho
A nova Solara é
bem larga e maior
até que os 52 pés
que a batizam.
Por dentro, tem o
tamanho de um
apartamento, com
80m2 de área útil.
Mesmo assim,
custa bem menos
do que a média do
mercado: cerca de
R$ 1,7 milhão
A maior e mais
nova lancha da
marca Solara
tem ainda
um tremendo
atrativo: o preço
dúvidas na
hora de comprar
um barco
O que convém saber
antes de escolher
náutIca sudeste
náutIca sudeste
pág. 104
publicidade
DIRETOR COmERCIAl
Afonso Palomares [email protected]
DIRETORA DE mERCADO náuTICO
mariangela bontempo [email protected]
DIRETOR DE REDAÇÃO
Jorge de Souza [email protected]
COlAbORARAm nESTA EDIÇÃO: Haroldo Rodrigues (arte),
Homero letonai (imagens), maitê Ribeiro (revisão)
250
os
adrar
ssificcomp
cla
o
para vocêo usad
santo
a Operação Verão, que começa este mês, em todo o país
N
este mês de dezembro, começa em todo o país
a Operação Verão, da Marinha Brasileira, que
praticamente duplica as ações de inspeções
nos barcos de lazer — especialmente nos fins de semana e nos locais mais movimentados do litoral e das
águas interiores. O objetivo é nobre: educar os donos
brasília 32
1990. Motor Volvo Penta, 18 hp. R$
115.000,00. São Paulo, SP. Tel. 12/8179-0707
c/ Rogerio.
Pomar 26
Motor Mercury 8 hp. R$ 40.000,00. Rio de
Janeiro, RJ, Tel. 21/9846-0009 c/ Roberto
Rodrigues.
105
114
1
Fast 395
R$ 250.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel.
24/9982-8144 c/ José Luiz.
Comprar antes ou
depois do verão?
Após o verão, os preços dos barcos
usados tendem a baixar um pouco. Mas
você perderá a melhor época para usá-lo.
Nem sempre vale a pena esperar.
2
Pomar 18
1984. R$ 11.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/9975-6540 c/ Otavio.
bruCe Farr 38
Motor 36 hp. R$ 180.000,00. Angra dos
Reis, RJ, Tel. 21/9604-7674 c/ Renan
Com broker ou diretamente?
Os brokers têm conhecimento do
mercado náutico e podem apresentar
boas opções, além de dar orientação
para a compra. Mas se você prefere agir
sozinho, frequente marinas e clubes náuticos e converse bastante com marinheiros
e donos de outros barcos, antes de
escolher.
3
Novo ou usado?
Um barco novo você pode montar da
maneira que quiser, escolhendo o motor e
os equipamentos. Também terá a certeza
da procedência, garantia e ainda pode
pagar a prazo. Já a principal vantagem
do barco usado é o preço (bem) mais
acessível. E na hora de revender você não
perde tanto dinheiro. No entanto, quase
sempre tem que pagar à vista.
4
A vela ou a motor?
brasília 23
R$ 36.000.00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/9987-6022 c/ Luís Fernando.
brasília 32
1980. Motor Volvo, 17 hp. R$ 90.000,00.
Ubatuba, SP. Tel. 11/7683-1385 c/ Luis.
prazerosa, porém são também mais lentos,
impossibilitando visitar vários lugares no
mesmo passeio. Já com os barcos a motor
o custo é mais alto, tanto para comprar
quanto para manter.
5
À vista ou parcelado?
Não empate todo o seu dinheiro na
compra de um barco. Até porque você
terá que gastar com equipamentos
(no caso de modelos novos) ou com
Veleiros exigem muito mais
conhecimento, ou seja, será necessário
pequenas reformas (no caso dos usados).
A maioria dos estaleiros oferecem opção
de parcelamento, com taxas especiais. Mas
aprender a velejar. Eles não fazem
barulho, tornando a navegação mais
se for um usado, compre à vista, já que,
parcelado, os juros são altos.
6
atoll 23
Motor Marine 5 hp. R$ 25.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/98175-6947 c/ Paulo.
Proa aberta
ou fechada?
A maioria das lanchas pequenas, de até
23 pés, tem a proa aberta. Com elas,
os passeios ficam bem mais ao ar livre,
mas não podem ser muito longos. Já as
lanchas com cabine, ou de proa fechada,
permitem até dormir a bordo e tendem a
1 2 3
Qual a infração
mais comum nesse
tipo de inspeção?
atracações de popa, dá mais estabilidade
ao casco, além de valorizar o barco. Mas
custa mais caro, embora parte do que
você paga a mais, recupera na hora de
8
de barcos sobre a importância da segurança na navegação. Mas muitos proprietários de barcos ainda veem
ações desse tipo como um sinal de multas à vista, o que
vai de encontro ao propósito principal da Operação,
como conta o Capitão dos Portos da Capitania Fluvial
do Tietê-Paraná, Marcio Costa Lima.
Os donos de barcos
devem temer a
Operação Verão?
“As duas mais frequentes são documen-
tação, tanto do barco quanto habilitação do
piloto, e material de salvatagem, este geral-
mente em número insuficiente para a quanti-
Quais conselhos
o senhor daria aos
donos de barcos?
“Não, de maneira alguma. Nossa ins-
peção é muito mais educativa do que punitiva, embora, infelizmente, muitas vezes multar seja a única maneira de fazer
“Que zelem pela segurança, acima de
tudo. Quem segue à risca as regras náuticas não se expõe a riscos desnecessários
— nem a multas nas inspeções da Opera-
vender o barco
dade de ocupantes do barco. Exceder a capacidade máxima de pessoas a bordo também
as pessoas aprenderem e não repetirem
os erros. O ideal seria não precisar mul-
ção Verão. Navegar não é perigoso, mas
exige atenção e responsabilidade. Na nave-
A diesel ou a gasolina?
é comum, porque os proprietários tendem a
tar ninguém, mas o ser humano parece
gação amadora de esporte e recreio, a fal-
achar que criança não conta. E muitos, como
Se a lancha for usada para esquiar, o
motor deve ser a gasolina para dar
que só aprende quando é atingido na par-
ta de vigilância permanente do comandan-
arrancadas mais rápidas. Por outro lado,
o consumo e a autonomia são bem
não têm o barco registrado, sequer sabem
para quantas pessoas ele está capacitado. En-
te mais sensível do corpo, que é o bolso.
Nas inspeções, seguimos um protocolo de
te da embarcação é a principal causa de
acidentes, juntamente com a falta de expe-
quanto houver espaço, vão pondo gente. Isso
abordagens e deixamos claro que elas vi-
riência na função e a velocidade excessiva.
Motor de popa é mais barato, não ocupa
espaço a bordo e tem manutenção mais
melhores com diesel. No momento
da compra, o motor a gasolina leva
vantagem, pois é mais barato. Em
é um perigo, porque está provado que botes
superlotados são uma das principais causas
sam unicamente a segurança dos próprios
usuários dos barcos. Muitos proprietários
Outro conselho é não executar manobras
radicais. A segurança da navegação de-
de acidentes na água. Além disso, há também
já compreendem isso e, mesmo que sejam
pende da previsibilidade de movimentos.
fácil. Já o motor de centro-rabeta é mais
econômico, mais silencioso, facilita as
compensação, na manutenção, os
motores a diesel são melhores.
ser mais confortáveis.
7
Motor de popa
ou de centro-rabeta?
Náutica sudeste
Náutica sudeste
a questão das bebidas alcoólicas. Por isso, nas
inspeções da Operação Verão sempre usa-
eventualmente notificados, não ficam bravos. Quando isso acontece, sentimos que
A ingestão de bebidas alcoólicas também
está entre as cinco causas mais frequentes
mos um etilômetro ou bafômetro, como é
atingimos nosso objetivo, que é zelar pela
de acidentes na água. E isso é bem fácil de
mais conhecido este aparelho.”
segurança da navegação.”
evitar: basta não beber ao pilotar.”
115
pág. 114
Náutica SudeSte
pág. 130
...E O QUE FALARAM
DA PRIMEIRA
REDAÇÃO E ADmInISTRAÇÃO
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São Paulo, SP. Tel. 11/2186-1000
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13/9751-9640 c/ Carlos.
130
pág. 96
PRESIDEnTE E EDITOR
Ernani Paciornik
gerais
8
.à
Centro
Náutico
25º 00.460’ S
47º 55.378’ W
Jorge de Souza
Editor
minas
O Capitão dos Portos da Capitania de Barra Bonita,
Marcio costa LiMa, diz por que os donos de barcos não devem temer
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Paulo, SP, Tel. 11/7877-3593 c/ Rodrigo.
Passar entre boia e praia
25º 02.963’ S
47º 55.080’ W
Se não souber responder, esta edição ajudará a escolher.
ExECuTIVOS DE COnTAS
Eduardo Santoro [email protected]
Eduardo Saad [email protected]
Glauce Gonçalez [email protected]
Comprei a nova NÁUTICA
SUDESTE e comecei a ler. Mas numa
velocidade espantosamente lenta.
Quando me dei conta, estava há duas
horas lendo, sem parar. Esqueci até do
jantar. Tamanho tempo de leitura só com
livros. E dos bons. A reportagem de capa
sobre o rio Tietê é um primor, daquelas
que dá vontade de sair correndo para lá.
Meus parabéns!
Henrique Vandeursen
Parabéns pela belíssima reportagem
de capa da primeira edição de NÁUTICA
SUDESTE. Detalhada, esclarecedora,
educativa. Me fez recordar a viagem que
fiz naquele rio, com dois amigos, a bordo
de um veleirinho de 19 pés, em 1991.
Muito obrigado por trazer de volta tão boas
lembranças.
Wando Cardim Filho
lucyla Garrido [email protected]
leide Ortega [email protected]
PARA AnunCIAR
[email protected] Tel. 11/2186-1022
NÁuTica SudeSTe é uma publicação da G.R. um Editora ltda.
— ISSn 1413-1412. Dezembro 2013. Jorn. resp: Denise
Godoy (mTb 14037). Os artigos assinados não representam
necessariamente a opinião da revista. Direitos reservados.
CAPA Foto leandro Saadi
CTP, Impressão e Acabamento — IBEP Gráfica
um barc
janeiro
são paulo
2013 | r$
“Verão é tempo de operação”
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21/9125-7209 c/ José Soares.
Meio da praia
da Trincheira
O litoral que banha São Sebastião, no Litoral Norte de São
Paulo, tem pouco mais de 50 quilômetros de extensão e umas 40
praias, o que dá a formidável média de quase uma praia a cada
quilômetro de asfalto da Rio–Santos. Para quem está de barco, a
conta fica melhor ainda: uma praia a cada cerca de meia milha,
também na média — ok, ok, na prática não é bem assim, mas
é quase. E o melhor de tudo é que uma praia é completamente
diferente da outra — no tamanho, no formato, no estilo, até no tipo
de areia. Nem parecem fazer parte do mesmo naco de litoral. No
entanto, estão ali, lado a lado, separadas por migalhas de distância,
como um cardápio condensado da natureza.
Daí vem a dúvida: qual delas tem mais a sua cara?
rio de
bb 36
1999. Motor Yanmar 3JH4SD. R$
205.000,00. Niterói, RJ, 21/8667-9853 c/
Alexandre.
25º 03.300’ S
47º 55.030’ W
Qual é a
sua praia?
nº 2 | dezembro
3 perguntas
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1995, 19 pés, motor 85 hp,
R$ 14.000,00, Igaratá, SP,
Tel. 11/99573-1310 c/Isaac.
bb 35
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Santana de Parnaíba, SP. Tel. 11/99934-0389
c/ Leonel.
atoll 23
Motor Mercury, 15 hp. R$ 36.000,00.
São Paulo, Tel. 12/8100-2755 c/ Ricardo.
Drakkar Viking
R$ 59.000,00. Vitória, ES, Tel. 27/92970282 c/ Rodrigo Silva.
Grandes ou pequenos, o que não faltou foram novidades no
maior e mais recente salão de barcos do país. Como estas aqui
95
pág. 94
edição
veleiros
alaDin 30
2012. Motor Yanmar 3ym20, 21 hp. R$
190.000,00. São José dos Campos, SP. Tel.
12/9723-0626 c/ Walter.
Meio do can al
da Trincheira
Quando?
Os melhores horários para a pesca de
praia quase sempre coincidem com a subida da
maré. Quanto mais água,
maior a chance de pegar
um peixe.
Náutica SudeSte
Classificados
IntermarIne offshore 48
lançamentos
do são Paulo
Boat show
6
11
96
94
calendário”, garante. “A coisa só
fica realmente feia quando entra o vento Sul e o mar vira ressaca”, diz. “E quando isso acontece, nem os pescadores da cidade
saem de casa, porque sabem que
da barra ninguém passa”.
É verdade. Do lado de fora,
as ondas chegam bem perto dos
barcos e, nos dias errados, engolem até o canal que serve de caminho para quem entra ou sai
da cidade. Muita gente já passou grandes sustos ali e alguns
chegaram mesmo a perder seus
barcos. Mas, para o comandante
Marcos, isso só acontece por dois
motivos: a imprudência dos que
desrespeitam as leis da natureza
(entre elas, evitar as noites e es-
dos. São apenas sete coordenadas
que garantem o acesso tranquilo ao porto da cidade e, também,
ao Canal do Varadouro, principal atrativo da região para os barcos de passeio. “Quem seguir os
meus waypoints não terá problema, desde que o mar não esteja
virado”, garante o experiente comandante. “Até porque o canal é
bem largo e fundo, com cerca de
300 metros na parte mais estreita
e 4 metros de profundidade, mesmo na maré baixa”, explica.
Mesmo assim, para não correr nenhum risco, ele sugere
que os veleiros esperem até que
a maré esteja cheia ou comece a
encher, por conta do maior calado. E aconselha que o timoneiro vá acompanhando a profundidade pela sonda. “Se baixar de
3,5 metros, é porque o barco saiu
do canal”, ensina. Mesmo assim,
nos cruzeiros entre as regiões Sul
e Sudeste, muitos velejadores
preferem passar reto pela cidade, só para não ter que enfrentar
os humores da barra de Cananéia. Quando muito, param na
12,00
raIas
as eSePbastião
Ilh
o
de Sã
O ende
reço certo
NOVOS
AVARÉde
A represa
mundo
que todo
gosta
S
BARCO
ntos
Os lançame
Paulo
do São
Boat Show
do verão
VERÃO
SOL DE fazer
O que
para se
r bem
protege
PESCA
VERSÃO ELETRÔNICA GRÁTIS
DE PRAIA
para
11 dicas com
bem
se dar
areia
os peixes
89
pág. 89
jorge de souza
Quase
sempre,
a melhor
isca está
enterrada
na própria
areia
da praia
fotos Marcos finotti
2
É preciso manter
as iscas
As iscas capturadas na
praia devem permanecer
vivas. A opção mais simples é mantê-las em um
balde com água do mar.
Mas é importante não deixar a temperatura da água
elevar, porque elas são
sensíveis. A água deve ser
constantemente renovada
e, de preferência, mantida
à sombra.
De olho no
cheiro das mãos
Antes de manusear as iscas lave bem as mãos,
porque isso interfere na
aproximação dos peixes.
Muito cuidado com os
protetores solares e repelentes de insetos, que
deixam aromas fortes.
pág. 56
pág. 49
Mozart Latorre
Pescar da areia ou
com a água pelos
joelhos pode ser
bem divertido e
proveitoso. E nem
exige grandes
equipamentos.
Com uma varinha
lisa e seguindo estas
dicas, sua diversão
já está garantida
4
RODRIGO ZORZI
11pesca de praia
Iscas ali mesmo
Para muitas espécies,
as melhores iscas estão na
própria praia. Como as
conchas, os corruptos e as
minhocas de praia, todas
enterradas na areia. Cave
bem próximo à água, de
preferência na maré baixa, ou leve uma bomba
de sucção. Para capturar
as minhocas, nem sempre
fáceis, arraste lentamente
pedaços de peixe na areia
porque ajuda a atraí-las
para perto da superfície.
aRq. pessOal
1
dicas para uma boa
pág. 43
pág. 24
pág. 8
Acesse www.nautica.com.br/nauticasudeste e baixe, de graça, esta edição de NÁUTICA SUdeSTe
aMPro4
10
salão cheio
Paulo Saad e
Lionel Chulam
(ao lado)
estiveram entre
as milhares de
pessoas que
visitaram o São
Paulo Boat Show
este ano
jorge de souza
todo, foram mostrados 240 barcos,
“ Aonacionais
entre
e importados
M
elhor, só mesmo se houvessem
mais marinas e com acesso fácil pela água, para facilitar a vida
dos donos de barcos. Mas, como
o mundo ideal não existe, o que os frequentadores habituais de São Sebastião, no Litoral
Norte de São Paulo, costumam encontrar já
é bom demais. Uma empolgante sucessão de
praias completamente diferentes entre si, um
punhado de ilhas diante delas, o verde da Serra do Mar logo atrás e um astral cada vez mais
chique-rústico, que mistura a singeleza caiçara com o bem-bom da vida, que chega cada
vez mais de São Paulo — e que tem resultado
em coisas como restaurantes estrelados, pousadas invocadas, carrões importados e endinheirados andando de pés descalços, feito caiçaras. Com cerca de 40 praias em pouco mais de
50 quilômetros, o trecho do Litoral Norte de
São Sebastião é a Angra dos Reis de São Paulo.
Os velejadores do bem
O jovem
casal paulista
inguém deixa de abastecer um barco com combustível, lanches e bebidas antes dos passeios.
Mas ainda são poucos os que incluem o protetor solar
entre os itens obrigatórios a bordo. É um esquecimento
frequente, fruto de um ambiente que enxerga o sol como um amigo — mas não é bem assim. Sol é bom e até necessário. Mas só
até certo ponto. Assim como os remédios, deve ser tomado na dose
certa. Caso contrário, pode se transformar numa espécie de veneno para quem fica tempo demais debaixo dele e sem a proteção
adequada. Especialmente na água, onde o ambiente, por si só, parece refrescante. Mas só parece...
Segundo os médicos, os banhos de sol devem se resumir a duas
sessões-relâmpago por semana, de cinco a 30 minutos cada, conforme o tipo de pele de cada pessoa. É tudo o que o corpo humano precisa para produzir vitamina D, a chamada “vitamina do sol”, que
tem papel decisivo no fortalecimento dos ossos e na prevenção de
certas doenças. Mais do que isso, torna-se desnecessário e até perigoso. Mas não é o que a grande maioria das pessoas pensa, especialmente quando sai para passear de barco.
fotos divulgação
barcos
e música
Acima, o músico
Derico, que fez
show ao vivo em
um dos dias. Ao
lado, Markus
Schmitt, Sylvia
Coutinho e Axel
Schroeder
fotos arquivo pessoal
Só na medida
certa
“
Até o
governador de
São Paulo esteve
presente, na
abertura do salão
Jorge de Souza
presenças
ilustres
Acima, Rodrigo
Garcia, Ernani
Paciornik, Marco
Antonio Castello
Branco, Suzana
Costa, Alencar Burti
e Eduardo Colunna
recepcionam
o governador
Geraldo Alckmin,
que também
prestigiou o salão
de São Paulo. No
alto à esquerda, a
equipe do estaleiro
Sedna Yachts,
comemorando os
bons resultados
num salão que
teve bastante
movimento
(ao lado)
em família
No alto, os
amigos Manoel
Carlos Maia,
Jetro Barbosa e
Luiz Rosenfeld.
Acima, a família
Martolio,
Thomas,
Edgardo e
Gabriela
O trecho entre Barra do Una e São Sebastião não é apenas o mais badalado do Litoral Norte de São Paulo. É, também, um dos mais bonitos do país
SOL
Joel dasso
Este ano, o maior salão náutico do
país reuniu muitos barcos, muitas
novidades e muitos visitantes
As prAiAs dourAdAs
por nenhuma outra. E quem a descobre, sempre leva um choque
fotos arquivo pessoal
Quem conhece, não troca as águas limpas da represa de Avaré
SÃO PAULO
BOAT SHOW
Aconteceu...
Este ano, o maior salão náutico do
país reuniu muitos barcos, muitas
novidades e muitos visitantes
Joel dasso
SÃO PAULO
BOAT SHOW
presenças
ilustres
Acima, Rodrigo
Garcia, Ernani
Paciornik, Marco
Antonio Castello
Branco, Suzana
Costa, Alencar Burti
e Eduardo Colunna
recepcionam
o governador
Geraldo Alckmin,
que também
prestigiou o salão
de São Paulo. No
alto à esquerda, a
equipe do estaleiro
Sedna Yachts,
comemorando os
bons resultados
num salão que
teve bastante
movimento
(ao lado)
“
Até o
governador de
São Paulo esteve
presente na
abertura do salão
fotos divulgação
barcos
e música
Acima, o músico
Derico, que fez
show ao vivo em
um dos dias. Ao
lado, Markus
Schmitt, Sylvia
Coutinho e Axel
Schroeder
em família
No alto, os
amigos Manoel
Carlos Maia,
Jetro Barbosa e
Luiz Rosenfeld.
Acima, a família
Martolio,
Thomas,
Edgardo e
Gabriela
8
NáUTicA SUdeSTe
“
Ao todo, foram mostrados 240 barcos,
entre nacionais e importados
salão cheio
Paulo Saad e
Lionel Chulam
(ao lado)
estiveram entre
as milhares de
pessoas que
visitaram o São
Paulo Boat Show
este ano
pai e filho
João Luiz
Demantova,
Agnaldo Hilton dos
Santos e Célio José
Bernardino (à esq.)
e José Alcides
Munhoz com seu
filho (à dir.)
fotos divulgação
Aconteceu...
encontro
de amigos
Ernani Paciornik,
organizador do
São Paulo Boat
Show, com o
empresário e
velejador Eduardo
Souza Ramos
“
Nos corredores, bastante movimento.
Nos estandes, muitas novidades
gente do
mercado
No canto, Vasco
Trindade e equipe
Princess, acima
Marcos Soares e
Bruno Cathelinais
da Beneteau e, ao
lado, Francesco
Caputo, Davide
Breviglieri e José
Moura, da Azimut
No salão
“
deste ano, o
tamanho médio
dos barcos
cresceu
ainda mais
visitantes e
expositores
No alto, João,
Fernanda e Mário
Simonsen; acima,
Luís Cavalca
com Adalberto
Bueno Netto;
ao lado, Guarter
Pizzi e Allysson
Yamamoto,
do estaleiro
Intermarine; e
abaixo, Roberto
Pujalte, Javier
Sanchez, Flávia
Viana, Rodrigo
Castro e
Marcus Viana
muita gente
À esquerda,
Cristiane
Gonçalves
e Fernando
Filie. À direita,
a família que
dirige o estaleiro
Ventura, André,
José Luiz e
Carlos Mota com
o apresentador e
cliente da marca,
Ratinho. Abaixo,
Claudia Fusco e
Marcelo Galvão,
Rafael Correa,
Paulo Veloso e
Carla Fleck
fotos divulgação
do clube
para o salão
O casal
Berardino
e Manuela
Fanganiello, ele
comodoro do
Iate Clube de
Santos, também
estiveram
presentes no
salão de
São Paulo
10
Náutica SudeSte
Aconteceu...
Paixão e Confiança
4º REAL DAY
SEU SEGURO NAS MÃOS DE QUEM VOCÊ CONFIA
Evento da Real Power Boats em Ubatuba permitiu testar
seis modelos diferentes de lanchas do estaleiro carioca
Contrate a empresa referência em seguros náuticos no mercado
e descubra que dedicação, atendimento especializado,
conhecimento e paixão pelo mar são marcas registradas
nos 15 anos de atuação de nossa corretora.
O Real Day
“aconteceu
na Marina
Assim é a Safe Boat.
Empresa inovadora, que busca a solução
ideal para cada um de seus clientes.
Ubatuba, que também
foi promotora
do evento
Parceria Safe Boat & Multiplus
Ao contratar o seguro da sua embarcação,
o valor é revertido em pontos.
Também foi apresentado o projeto da nova lancha
“da marca,
a Real 520 Fly, que sai no ano que vem
12
NáuticA SuDEStE
FOtOs divulgaçãO
equipe
completa
A equipe da Real
Power Boats,
liderada por Paulo
Renha (à esq.) e
Paulo Thadeu (de
óculos), com José
Eduardo Guedes,
da Marina Ubatuba
(ao centro)
testes e piloto
de verdade
Os clientes
também puderam
experimentar
as lanchas na
água. E a piloto
da Fórmula Indy,
Bia Figueiredo
(acima), não
perdeu a
oportunidade
Guarujá . SP . 13 3354 5540
Rua Francesca Sapochetti Castrucci, 805 . Marina Astúrias
São Paulo . SP . 11 3672 6060
Rua Vergueiro, 2.045 . 5º andar - Conjs. 504/505/506 . Vila Mariana
NáuticA SuDEStE
13
www.safegroup.com.br
Aconteceu...
1º OPEN LAKE
Represa Jurumirim, no interior de São Paulo, sediou a
primeira corrida de longa distância para jets em água doce
“
A vitória na principal categoria foi de
Umberto Brito, com um Yamaha Waverunner
pai e filho
na mesma raia
Denísio e Deninho
Casarini, da
equipe Sea Doo,
competiram
em categorias
diferentes. O pai só
queria completar
o percurso. Já o
filho perdeu as
chances de vitória
porque soltou
a mangueira do
escapamento do
seu jet (ao lado)
fotos IdárIo café/dIvulgação e Jorge de souza
até ela
O percurso levou
os concorrentes
a atravessar
quase metade
da represa, com
largada e chegada
na Marina Tahiti,
em Avaré. Acima,
Brunna Luz, que
também competiu.
Os demais
vencedores foram
Helison Vianna
(GP Aspirado)
e Reinaldo
Cangueiro (Sênior)
Aconteceu...
3º ENCONTRO ABVC
Encontro anual da vela do interior paulista teve palestras,
cursos, dicas para velejadores e, principalmente, muita festa
programa
completo
Os participantes
assistiram a
muitas palestras,
inclusive sobre
culinária a bordo
(no canto)
A Marina Sunset, em
“Pederneiras,
foi a sede do evento
A tradicional
marina do Guarujá
entrou na seleta
lista das melhores
do mundo
fotos divulGação
MarinaS nacionaiS
ganha Bandeira azul
festa no
hasteamento
Para comemorar
o hasteamento
da Bandeira Azul,
muita gente. Como
o gerente-geral da
Marinas Nacionais,
Alejandro
Rodrigues, a
gestora ambiental
da marina, Leila
Pio, a consultora
de gestão,
Daniela da Silva,
a coordenadora
do programa
Bandeira Azul,
Leana Bernardi,
e o sócio
administrativo,
Juan Rodriguez
Aconteceu...
VOCæÊPODEÊNAVEGARÊMAISÊLONGEÊ
COMÊ AÊ INTERYACHTSÊ
fotos divulgação
NOVA LOJA
BORDADO
A BORDO
inauguração
Na cerimônia de
abertura da nova
loja, Karla Bretas
e o comodoro
do Iate Clube de
Santos, Berardino
Fanganiello,
dividiram a festa
Loja de decoração náutica ganha filial dentro do Iate Clube de Santos
CONFRATERNIZAÇÃO
PESCAÇA
A tradicional loja do interior de São Paulo reuniu clientes
INTERMARINE 380 FULL 2001Ê
C/2Ê VOLVOÊ 370HP
SINALÊ +Ê 4Ê PARCELASÊ FIXAS
EXCALIBUR 39 2000Ê
C/2Ê VOLVOÊ KAD44
SINALÊ +Ê 4Ê PARCELASÊ FIXAS
INTERMARINE 440 FULL 1998
C/2Ê VOLVOÊ 370HP
OPORTUNIDADE
INTERMARINE 430 FULL 2009
C/2Ê VOLVOÊ IPSÊ 600
ESTOQUEÊ INTERYACHTS
NOVA INTERMARINE 75 2012
C/2Ê MANÊ 1550HP
SINALÊ +Ê 4Ê PARCELASÊ FIXAS
INTERMARINEÊ480ÊFULLÊ2007Ê
C/2Ê VOLVOÊ IPSÊ 600
OPORTUNIDADE
PRINCESSÊVÊ58Ê2002
C/2Ê MANÊ 1050HP
OPORTUNIDADE
INTERMARINEÊ55Ê2000
C/3Ê MERCEDESÊ 720HP
OPORTUNIDADE
NOVA INTERMARINE 42 ZERO
C/2Ê VOLVOÊ 435HP
SINALÊ +Ê 4Ê PARCELASÊ FIXAS
INTERMARINEÊ600ÊFULLÊ2009Ê
C/2Ê VOLVOÊ 800HP
OPORTUNIDADE
INTERMARINEÊ500ÊFULLÊ2000
C/2Ê MERCEDESÊ 720HP
OPORTUNIDADE
RIOSTARÊ28Ê2002
C/1Ê MERCEDESÊ 400HP
OPORTUNIDADE
na TErra
E na Água
No gramado,
barracas e
atrações para as
famílias. Na água,
lanchas e jets
para test drive
Mais de 200 caiaqueiros se
reuniram em Boiçucanga, no
litoral paulista, para conhecer as
novidades e trocar experiências
TEndas
na praia
Barracas foram
montadas para
abrigar os
estandes dos
expositores, a
maioria fabricante
de caiaques e
acessórios
a
Sujeito a aprovação de crédito
3º ENCONTRO DE CAIAQUES
Com uma equipe de profissionais e consultores treinados,
Interyachts é hoje a empresa de maior prestígio na comercialização
de barcos de luxo.
Representante licenciada das marcas Intermarine, Carbrasmar e
SanLorenzo no Brasil, a Interyachts se diferencia por oferecer a seus
clientes ferramentas inovadoras para a venda de barcos seminovos.
Interyachts, você pode navegar mais longe.
O F F I C I A L ÊD E A L E R
ffotos divulgação
“
O encontro reuniu
canoístas de vários
estados e culminou
com uma saída
coletiva para a água
RIO DE JANEIRO/RJ: (21) 3439.5225
VEROLME/RJ: (24) 3361.0281
GUARUJÁ/SP: (13) 3354.5861
PIRATA’S/RJ: (24) 3377.4785
SÃO PAULO/SP: (11) 3071.2252
FLORIANÓPOLIS/SC: (48) 3238.5976
WWW.INTERYACHTS.COM.BR
Aconteceu...
Loja paulista recebeu
prêmio como melhor
revenda Bayliner
da América Latina
NOVA
EDIÇÃO DE
CAPITÃO
AMADOR
Terceira
edição
O lançamento,
na escola de vela
CL, do Rio de
Janeiro, reuniu
muitos amigos
e alunos do
autor, cujo livro
virou referência
também para
as provas da
Marinha
FOTOS DIVULGAÇÃO
Premiados e
Premiadores
Jorge Valdes,
diretor da
Brunswick Brasil,
e Brad Anderson,
vice-presidente
de marketing
da Brunswick
Recreational
Boats, com os
premiados, Marco
e Paulo Kinoshita,
da All Flags.
“
A entrega do prêmio
aconteceu no São Paulo Boat Show
Livro que se tornou
referência para
navegadores em geral
ganhou nova edição,
revisada e ampliada
“
O autor é o
comandante Jaime
Felipe, também
professor da escola
de vela CL
LANÇAMENTO
PONTOON BOAT
PRELÚDIO
FOTOS DIVULGAÇÃO
PRÊMIO PARA
A ALL FLAGS
O primeiro
barco do gênero
produzido
no Brasil foi
lançado pela
loja Quebramar
Náutica
“
O Prelúdio tem 25 pés de
comprimento, mas espaço de
barcos bem maiores
Primeiro
nacional
O fabricante é
a VCat Boats e
o revendedor
autorizado
Benedito Neto,
(acima), da
Quebramar,
de São Paulo
!
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Por jorge de souza
Quem conhece, não troca as águas limpas da represa de Avaré por nenhuma outra. E quem a descobre, fica de boca aberta
MARCOS OGASAWARA
Sup ao Sol
Os passeios de
sup são a nova
onda na represa
mais famosa do
interior de São
Paulo. Sozinho ou
acompanhado
A represA surpresA
avaré
A
banho
a bordo
A cachoeira
desagua nas
águas da represa
e permite
deliciosos banhos,
sem sair de
dentro do barco.
Ou do jet
A represa é enorme.
Mas, o show diário
do sol se pondo na
água é maior ainda
A represa Jurumirim,
muito mais conhecida pelo nome
da principal cidade que ela banha,
passeio
obrigatório
A Ilha das Couves
fica bem diante de
Picinguaba e tem
perde o melhor
passeio da vila
ca bem diante de
Picinguaba e tem
duas prainhas.
Quem não vai até
lá, perde o melhor
passeio da vila
a simpática Avaré, a 280 quilômetros da capital
paulista, é um ótimo exemplo de que não é preciso
ter um oceano inteiro pela frente para se divertir com um barco.
Também ilustra bem um hábito que, a princípio, pode parecer
estranho para quem vive perto do litoral: o de tomar
Pois é exatamente isso o que muitos paulistanos fazem quando
optam por ir quatro vezes mais longe, e no sentido contrário ao do litoral, para curtir
o prazer de passear de barco entre fazendas, colinas e cavalos — uma paisagem, no mínimo, incomum
para uma lancha ou veleiro. Mas é justamente este inusitado casamento de água
e campo e paisagens rurais e náuticas ao mesmo tempo (além de lindas casas nas margens), que torna a
grande represa Jurumirim tão procurada nos fins de semana.
Sem falar em outras atrações surpreendentes que suas águas escondem, como a deliciosa
cachoeira ao lado, que — sim! — desagua na própria represa.
26
Náutica SudeSte
Fotos Jorge de souza e MarCos ogasaWara
o rumo oposto ao do mar quando bate a vontade de navegar.
avaré
cachoeira da página anterior é o
maior tesouro da
represa de Avaré. Fica escondidinha ao final do último braço
de água no sentido da barragem
de Itaí (outra cidade que vem crescendo bastante por conta dos condomínios luxuosos na beira da represa) e tem altura suficiente para entrar com
o barco debaixo dela e tomar um inusitado
banho de cachoeira a bordo. O volume de
água que cai também é intenso e proporciona uma espécie de massagem natural, sem
que ninguém precise sair de dentro do barco ou jet ski para isso. Mas não é muito fácil achá-la, porque ela fica camuflada ao final de um lago e após uma curva que, quem
olha de fora, não vê. É preciso acreditar que
continuará havendo água à frente para seguir
adiante com o barco e, finalmente, encontrar
28
Náutica SudeSte
Sobre aS
águaS
A ponte Carvalho
Pinto, que cruza
de uma margem a
outra, é o símbolo
da represa. Fica
na parte mais
estreita e, mesmo
assim, tem um
quilômetro de
extensão
Jorge de Souza
A
a cachoeira, que, tal qual nos
filmes americanos, se descortina de uma só vez, no meio da
mata — o que sempre arranca
empolgantes “Ooohs!” da plateia. É um passeio empolgante. E o banho, delicioso.
A represa de Avaré é grande. Muito grande mesmo. Banha nada menos que dez municípios do centro sul paulista e
tem um volume de água equivalente ao de quatro baías de Guanabara. Tem, também, mais de 1 500
quilômetros contínuos de margens (repetindo: mais de 1 500 quilômetros de margens!) e, de uma ponta a outra, passa dos 100
quilômetros de extensão. É quase um pequeno mar de água doce, formado artificialmente nos anos 60, com o represamento do rio Paranapanema, para gerar energia elétrica para a
região. Tem braços que se ramificam em tranquilos lagos, mas, em certas partes, é tão lar-
É uma
represa.
Mas suas
lanchas
não são tão
pequenas
Náutica SudeSte
29
AvAré
Nas
margens,
muitos
condomínios.
Com
casas de
cinema
ga que, do meio, não se veem as
margens. Só água. Dos dois lados. E uma água tão pura, livre
de esgotos, fertilizantes, resíduos
industriais e outras porcarias urbanas, que quem quiser pode
até bebê-la. Que dirá nadar, esquiar, enfim, aproveitar.
Pois é justamente isso o que
os privilegiados donos de fazendas, ranchos, condomínios e suntuosas casas às margens desta represa
fazem nos fins de semana. Partem com
suas lanchas (nem todas de pequeno porte, como seria de se esperar numa represa, já
que dinheiro ali não chega a ser propriamente um problema) e curtem prainhas de areia
amarelada mas águas lisas, perfeitas para deslizar de esqui ou wakeboard — duas das principais atividades da represa, que, no entanto,
tem também muitos veleiros, porque também
é brindada com bons ventos. Ali, veleja-se
com bucólicas vaquinhas no horizonte o que,
convenhamos, não é nada frequente. A relação de Avaré com os barcos é tão estreita que
a cidade sempre teve seus próprios estaleiros.
Atualmente, há dois fabricantes de lanchas na
cidade: a tradicional Magnum e a mais recente Maxmarine, ambas produzindo modelos de
41 pés de comprimento o que, por si só, dá
uma ideia do tipo de barco que costuma circular pela represa.
Fotos Jorge de souza
Alto nível
Píers particulares
e gramados a
perder de vista.
Em algumas
partes, a represa
lembra as
melhores ilhas
30
Náutica SudeSte
E
m geral, os passeios começam
tarde, quase por volta da hora
do almoço, e são retomados ao
final do dia, quando todos voltam para os barcos, a fim de assistir ao pôr do sol, no melhor local para
isso: no meio da represa, já que em certas
partes dela o sol se põe dentro d’água. É um
Náutica SudeSte
31
AvAré
espetáculo emocionante. Quando aquela gigantesca bola alaranjada começa a afundar
na linha do horizonte, tingindo de dourado as
águas verdes de Jurumirim, os visitantes da represa compreendem bem por que, quem tem
um show náutico desses todos os dias, não
sente a menor falta de um mar por perto.
Barcos e
cavalos
Avaré é famosa
também pelos
seus haras.
Alguns ficam
nas margens
da represa e os
animais podem
ser vistos até
de barco, dos
alagados
A
represa também é linda nas margens, por conta das casas de cinema que decoram a beira d’água.
“Ilha de Caras” é o apelido, meio
debochado e bem brincalhão, de
uma elegante concentração de grandes casas
num dos braços da represa, nos arredores de
Avaré. É, também, uma referência direta ao
fato de a represa ser considerada uma
espécie de paraíso milionário do interior paulista, com uma das maiores concentrações de mansões à
beira d’água do país. Mas, acima
de tudo, é a constatação de que
nada é mais surpreendente naquelas águas do que o porte das
casas que as margeiam.
Por fora, no entanto, elas
nada têm de extravagantes
ou espalhafatosas. São apenas enormes e quase sempre,
de muito bom gosto, com gramadões a perder de vista e, invariavelmente, um píer na beira
d’água e uma garagem náutica particular no jardim — razão pela qual,
apesar da quantidade expressiva de lanchas na região (segundo cálculos, há mais
de 2 000 na represa e uns 1 000 jets), Jurumirim some apenas uma dezena de marinas. Não precisa mais do que isso. Cada casa
tem a sua própria marina. Na maioria delas,
32
Náutica SudeSte
Jorge de Souza
FotoS Jorge de Souza
A
represa
é enorme.
De uma
ponta
a outra são
cerca de
100 km
Náutica SudeSte
33
AvAré
espetáculo emocionante. Quando aquela gigantesca bola alaranjada começa a afundar
na linha do horizonte, tingindo de dourado as
águas verdes de Jurumirim, os visitantes da represa compreendem bem por que, quem tem
um show náutico desses todos os dias, não
sente a menor falta de um mar por perto.
Barcos e
cavalos
Avaré é famosa
também pelos
seus haras.
Alguns ficam
nas margens
da represa e os
animais podem
ser vistos até
de barco, dos
alagados
A
represa também é linda nas margens, por conta das casas de cinema que decoram a beira d’água.
“Ilha de Caras” é o apelido, meio
debochado e bem brincalhão, de
uma elegante concentração de grandes casas
num dos braços da represa, nos arredores de
Avaré. É, também, uma referência direta ao
fato de a represa ser considerada uma
espécie de paraíso milionário do interior paulista, com uma das maiores concentrações de mansões à
beira d’água do país. Mas, acima
de tudo, é a constatação de que
nada é mais surpreendente naquelas águas do que o porte das
casas que as margeiam.
Por fora, no entanto, elas
nada têm de extravagantes
ou espalhafatosas. São apenas enormes e quase sempre,
de muito bom gosto, com gramadões a perder de vista e, invariavelmente, um píer na beira
d’água e uma garagem náutica particular no jardim — razão pela qual,
apesar da quantidade expressiva de lanchas na região (segundo cálculos, há mais
de 2 000 na represa e uns 1 000 jets), Jurumirim some apenas uma dezena de marinas. Não precisa mais do que isso. Cada casa
tem a sua própria marina. Na maioria delas,
32
Náutica SudeSte
Jorge de Souza
FotoS Jorge de Souza
A
represa
é enorme.
De uma
ponta
a outra são
cerca de
100 km
Náutica SudeSte
33
AvAré
quem as vê de fora não imagina o que há por
dentro. Até porque a discrição faz parte da filosofia reinante entre a maioria dos proprietários e quase todas só são usadas nos fins de
semana, quando tudo o que se quer é um esconderijo para descanso. O hoje empresário
e primeiro velejador brasileiro a ganhar uma
medalha olímpica, Peter Ficker, tem casa lá
há muito tempo. O piloto Felipe Massa terminou a sua, recentemente.
N
uma destas fabulosas casas que
podem ser vistas da água, o teto
— escamoteável! — de um
hangar (que, de tão bonito,
mais parece ser a própria casa) abre, embute e esconde o
helicóptero que o dono de ambos
usa para chegar às sextas e partir aos domingos. Noutra, uma
pista de pouso — asfaltada —
lambe as margens e começa
rente à água, convidando os
aviões dos amigos que a visitam a, primeiro, fazerem um
sobrevoo na represa, a fim de
admirá-la. É a primeira surpresa que terão naquele dia
Fotos Jorge de souza e marcos ogasawara
Navegar
e voar
Flying boats, os
botes que voam e
permitem decolar
e pousar na água,
também fazem
parte da paisagem
da represa
34
Náutica SudeSte
— antes da casa do próprio anfitrião...
Perto dali, mas providencialmente
distante da propriedade ao lado, para
não haver vizinhos tão à vista, outra
casa oferece um completo campo
de golfe, também às margens da
represa, com carrinhos elétricos
circulando o green e onde um
dos buracos fica numa espécie
de península, que avança água
adentro. De lancha, é perfeitamente possível acompanhar
as tacadas, ou — quem sabe?
— levar uma bolada.
E não para por aí. Nas
imediações da Ilha Verde (a tal
“Ilha de Caras”, da brincadeira
de parágrafos antes), uma fazenda inteira ganhou ruas impecavelmente asfaltadas, para unir o píer à
casa, feito uma metáfora da própria represa. Que hoje vive entre a náutica e a roça,
num híbrido e maravilhoso dia a dia.
Cavalos também fazem parte da paisagem frequente da represa, porque Avaré é
Na água
e No ar
Na represa, voar
é quase tão
comum quanto
navegar. Às
vezes, as duas
coisas juntas
A
represa
é uma
espécie de
playground
náutico
do interior
paulista
Náutica SudeSte
35
A COMPRA INTELIGENTE
AvAré
D
CIMITARRA
urante a temporada de
competições e leilões, a
cidade fica ainda mais equestre, com pequenas multidões
de milionários de todo o país
A3
RR
TA
MI
em busca de emoções sofisticadas nos impecáveis gramados que imitam partidas de
futebol equestre, ou de bons
negócios nos arremates de
garanhões premiados. Quando isso acontece, nem parece
uma pacata cidade do interior.
Mas é. No dia a dia rotineiro de
Avaré, cavalos finos pastando às
margens da grande represa são cenas tão corriqueiras quanto as cavalgadas matinais que antecedem os passeios de lancha dos frequentadores de fins
de semana. Ali, trocar a sela pelo timão, ou
os cavalos de quatro patas pelos que estão
dentro dos motores dos barcos, nada tem de
curioso. É apenas a prazerosa rotina de um
lugar que se divide mesmo entre a água e o
campo. O tempo todo.
40
Segundo
cálculos,
a represa
tem cerca
de 2 000
barcos
CI
famosa pelos seus haras e belos
campos de polo. A cidade é considerada a “Capital Brasileira
do Cavalo” e não se trata apenas de um slogan vago. Segundo os últimos levantamentos,
Avaré soma mais de 100 haras
de raças nobres e bem mais de
uma dúzia de finos campos de
polo, onde, a despeito do calor
senegalês, os jogadores vestemse como lordes ingleses — e não
raro descem dos barcos direto
para os cavalos, ou vice-versa.
Bem grande
A represa
banha nada
menos que dez
municípios e tem
volume d´água
equivalente a
quatro baías de
Guanabara
Jorge de Souza
ANOS DE
7 GARANTIA
NO CASCO
36
Náutica SudeSte
UNIVERSO NÁUTICO / SP - Av. dos Bandeirantes, 4065 - São Paulo - SP / CEP 04071-010
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EXCELENTE
NAVEGABILIDADE
AvAré
Onde os barcos se encontram
O Toa Toa é para onde todo mundo vai, quando quer se divertir fora da água da represa
Q
Jeito de praia
O Toa Toa é
um legítimo
bar de praia a
centenas de
quilômetros do
mar e tem uma
frequentadora
famosa: a garça
Xuxa, que chega
junto com os
barcos
38
uando saem para passear, os donos de barcos se
espalham por todos os cantos da represa de Avaré —
e o que não falta é lugar por lá. Mas quando o objetivo é
almoçar, encontrar os amigos ou apenas parar o barco e
sentar numa mesa para papear, o endereço é um só: este
aqui, o Toa Toa, o mais famoso e agradável “restaurante
náutico” de todo o interior de São Paulo.
O Toa Toa é uma espécie de bar de praia longe do mar.
Tem quiosques espalhados por um grande gramado à beira da
represa e fica colado a uma das sedes da principal marina da
região, a Tahiti, que não por acaso é do mesmo dono, o paulista
Glauco Lo Giudice, e é também a maior do interior paulista,
com nada menos que quatro sedes, só naquela represa. No Toa
Toa, tal qual acontece nos melhores points náuticos de Angra
dos Reis, os donos de barcos chegam e ficam boa parte do
dia, comendo, bebendo e conversando com os amigos — que
invariavelmente também possuem barcos. “Se eu não colocar
o barco na água só para vir para cá, sempre dou um jeito de
dar uma passadinha, na volta dos passeios”, diz um deles.
Nas tardes de sábado, o Toa Toa ferve de gente — e de
barcos. E segue assim até o fim do dia, com as mesas ao ar livre
dos seus pergolados sendo mais disputadas do que convite
para camarote vip no carnaval carioca. Quase sempre a espera
Náutica SudeSte
passa de uma hora (geralmente, duas...), mas ninguém
arreda o pé, porque estar ali é o que importa. Além disso,
sempre se encontra alguém conhecido e dividir a mesa
não só incrementa o bate-papo como fomenta novas
amizades. “O pessoal nem reclama de ter que esperar,
porque comer é apenas um dos objetivos deles virem até
aqui”, diz Glauco. “O que o pessoal mais quer é ver e ser
visto e mostrar seu novo barco”, completa.
Os barcos ficam parados na prainha diante do
restaurante e chegam trazendo famílias inteiras, porque até
as crianças curtem o ambiente descontraído e ao ar livre do
bar-restaurante. Também vibram com uma frequentadora
assídua, que não falta um só dia: a garça Xuxa, que chega
todas as tardes, vinda não se sabe de onde, pousa no telhado
da casa principal e fica aguardando a sua parcela de peixes,
já que o forte do Toa Toa, como todo bom bar de praia, são
os frutos do mar. Quando o pai de Glauco, que cuida mais
diretamente do restaurante, acena com um pratinho de
peixes na mão, Xuxa voa, sem a menor cerimônia, até uma
das mesas e ali se farta, para a alegria das crianças e as fotos
dos adultos. “Aqui, nem a Xuxa em pessoa é mais famosa do
que esta garça”, brinca um dos garçons.
Apesar do sucesso, que já dura anos, o Toa Toa vive
inovando. A mais recente novidade são os cursos e o
aluguel de pranchas de stand up paddle no próprio local
do restaurante, o Tahiti Paddle Club (tel. 14/99134-6737). “O
sup é a mais nova onda da represa e do Toa Toa”, diz o
encarregado das pranchas, Marcos Ogasawara, que também
oferece empolgantes voos panorâmicos com um veículo
bem mais curioso: um Flying Boat, misto de paraglider com
bote inflável, que permite decolar e pousar na água. “Você
curte a represa de cima e dentro d’ água”, resume Marcos.
CONHEÇA NOSSA COLEÇÃO 2014
AvAré
Avaré
ll ã o
Rod.
João
Me
Onde fica?
Avaré
Piraju
Piraju
A represa Jurumirim fica
no centro sul do estado
Paranapanema
de São Paulo, a cerca de
250 quilômetros da capital
Itaí
paulista, mas se estende
Taquarituba
por outros 100 quilômetros,
entre os municípios de
Paranapanema e Itaí, passando por Avaré e outras
sete cidades. O principal acesso a Avaré é pela rodovia
Castelo Branco (são 280 quilômetros desde São Paulo), mas
a represa também pode ser acessada pela Raposo Tavares,
que inclusive a cruza, em dois trechos.
od
.R
R
A represa aluga
barcos e tem boas opções
de hospedagem
Para quando
você for
ap
os
oT
avares
Rod
. Ra
poso
Tav
are
Rod. Ed
ua
rdo
S
aigh
s
Paranapanema
Itaí
Rod. Raposo Tavares
Taquarituba
Onde ficar?
A represa de Avaré ainda não é um polo turístico consagrado,
mas já oferece boas hospedagens para quem se dispuser
a conhecê-la de perto — e com grande risco de, depois,
querer trocar o quarto de hotel por uma casa na beira
d´água, o que acontece com frequência. Até lá, contudo,
convém experimentar algumas boas camas de frente para
a represa, como as que oferecem quatro diferentes tipos
de acomodações na região de Avaré: o bem localizado
Hotel Península (www.hotelpeninsula.com.br), os familiares
resorts Berro D´Água (www.hotelberrodagua.com.br), Ibiquá
(www.ibiqua.com.br) e Acquaville (www.acquaville.com.br), a
elegante guest house La Laguna (www.lalaguna.com.br) e
também a bonita e agradável pousada Villa Porto Vita (www.
villaportovita.com.br), que tem confortáveis chalés num
ponto particularmente lindo da represa e cujo proprietário,
o paulistano Ricardo Ruiz, que se cansou da cidade grande,
adora levar os hóspedes para passear de barco naquelas
águas, que já conhece como poucos. “Meu maior prazer é ver
o pessoal que chega aqui pela primeira vez se surpreender
com esta represa”, diz ele, que, certo dia, viveu a mesma
experiência. Já em Itaí, na parte mais tranquila da represa, a
melhor opção é o confortável, interessante e bem localizado
Hotel do Farol do Lago (www.hotelfaroldolago.com.br), que tem
também uma pequena marina.
para
ficar bem
O Hotel do Farol,
em Itaí (acima),
e a pousada
Villa Porto Vita,
em Avaré (ao
lado), são boas
alternativas
para ficar bem
hospedado
40
Náutica SudeSte
cOmO passear?
É perfeitamente possível alugar uma lanchinha, jet, canoa
ou mesmo uma simples prancha de sup para passear pela
represa. E o melhor lugar para isso é na maior marina da
região, a Tahiti, que tem quatro sedes em Jurumirim, mas
todas próximas entre si. Para os barcos, ligue 14/3731-9124 e
fale com Glauco, proprietário da marina. Já para as pranchas e
outros brinquedos náuticos (inclusive agendar voos de flying
boat), procure Marcos, no tel. 14/99134-6737.
Nos passeios de barco, o sol queima
bem mais, mas as pessoas não sentem
isso porque o vento mascara os efeitos.
O remédio? Protetor solar e bom senso
SOL
Só na medida
certa
jorge de souza
N
inguém deixa de abastecer um barco com combustível, lanches e bebidas antes dos passeios.
Mas ainda são poucos os que incluem o protetor solar
entre os itens obrigatórios a bordo. É um esquecimento
frequente, fruto de um ambiente que enxerga o sol como um amigo — mas não é bem assim. Sol é bom e até necessário. Mas só
até certo ponto. Assim como os remédios, deve ser tomado na dose
certa. Caso contrário, pode se transformar numa espécie de veneno para quem fica tempo demais debaixo dele e sem a proteção
adequada. Especialmente na água, onde o ambiente, por si só, parece refrescante. Mas só parece...
Segundo os médicos, os banhos de sol devem se resumir a duas
sessões-relâmpago por semana, de cinco a 30 minutos cada, conforme o tipo de pele de cada pessoa. É tudo o que o corpo humano precisa para produzir vitamina D, a chamada “vitamina do sol”, que
tem papel decisivo no fortalecimento dos ossos e na prevenção de
certas doenças. Mais do que isso, torna-se desnecessário e até perigoso. Mas não é o que a grande maioria das pessoas pensa, especialmente quando sai para passear de barco.
Náutica SudeSte
43
sol
Os buracos na camada de ozônio
44
Náutica SudeSte
7
Onde mora o perigo
Os
mandamentos dos
(bons) banhos de sol
1
2
3
4
5
6
7
Sentir os
reflexos do sol
na água
Respeite os horários.
Os raios solares só são benéficos antes das 10 da manhã
e após as quatro da tarde. Especialmente no mar.
protetor solar é lei.
Nem pense em não usar. Escolha um produto
com FPS a partir de 15 para peles morenas e a
Tomar sol sem
protetor
Achar que
a capota basta
Mesmo que o objetivo seja o
bronzeamento, deve-se passar
um protetor solar, ainda que de
fator baixo, para proteger um
pouco a pele. Nos barcos, isso
é ainda mais sério, porque os
solários não oferecem proteção
alguma e a única saída é aplicar
o bom senso, evitando as horas
mais quentes do dia.
Ainda que possa amenizar os
efeitos do sol, uma cobertura
de lona no barco não livra
ninguém do excesso de radiação solar — você acha que
está protegido, mas não está!
Por isso, é importante usar
filtro solar mesmo em barcos
com cobertura. Até porque o
mormaço também queima.
A superfície da água aumenta a intensidade dos
raios UV porque funciona
como um espelho, refletindo cerca de 30% mais
da sua radiação. Ou seja,
na água, o sol age mais. E
mais forte.
partir de 30 para as claras.
tome muito líquido.
Mas dê preferência à água, mesmo que não esteja
com sede. Cuidado também porque a brisa
marinha disfarça a desidratação.
não use perfumes.
Produtos químicos em contato com o sol direto podem
Vestir pouca
roupa ou molhada
provocar queimaduras ou manchas na pele.
Vista roupas claras e secas.
O branco reflete a luz. Já a roupa úmida deixa
os raios UV ultrapassarem o tecido e não protege
como deveria a pele.
Não usar
chapéu
use chapéu.
Boné ou chapéu é tão necessário num barco
quanto óculos escuros. Mas deixe-o bem preso, para
não perdê-lo com o vento.
passe hidratante depois.
Na volta dos passeios, aplique algum hidratante
na pele. Xampus com filtro solar também
ajudam bastante os cabelos.
RepRodução e luiS quinta
D
entro de um barco, a questão da exposição excessiva ao sol torna-se ainda mais crítica porque os raios chegam potencializados pelos reflexos (o sol na água queima bem mais) e
mascarados pelo vento, que tira a percepção de calor
e, portanto, impede a pessoa de sentir o desconforto que
serviria como sinal de alerta. Com um barco em movimento, a sensação é a de que está fresquinho, por causa do vento, mas a pele está queimando. E muito. Para
complicar ainda mais, na água não existem sombras naturais, como árvores, o que praticamente expõe os ocupantes de um barco ao sol o tempo todo. Mesmo a capota,
quando há, pode trazer algum alívio mas não total proteção porque os raios UV continuam agindo mesmo debaixo dela — você acha que está protegido, mas não está.
Por isso, é importante usar filtro solar mesmo em barcos
com capota. Junte-se a isso os refrescantes respingos de água
no corpo e tem-se a receita completa de um ataque impiedoso à pele, que geralmente só se manifesta à noite ou no
dia seguinte. Mesmo que o objetivo seja o bronzeamento,
convém passar um protetor solar, ainda que de fator baixo,
para proteger um pouco a pele.
Como regra geral, os dermatologistas recomendam usar
filtros solares com, no mínimo, fator 15 de proteção e reaplicá-los de duas em duas horas — ou sempre que cair na
água, mesmo que os produtos afirmem ser à prova d’água.
E não só isso. É preciso também vestir alguma roupa, porque ela protege mais do que qualquer produto químico,
especialmente aquelas com tratamento contra os raios ultravioleta. Qualquer camiseta e chapéu será sempre mais
eficaz do que cremes e bloqueadores, mesmo que eles sejam de qualidade comprovada. Para piorar a situação, quem
anda de barco costuma vestir pouca roupa, especialmente
as mulheres, que adoram tomar banhos de sol no convés —
o que é, de fato, gostoso, mas bem perigoso, sobretudo nos
horários de pico do sol, entre dez da manhã e três da tarde,
quando os raios UV são ainda mais intensos. Mas, o que fazer se ter a pele bronzeada faz parte da nossa cultura e andar de barco pressupõe um contato bem próximo com o
sol? Simples: não abusar.
Portanto, da próxima vez que reunir os amigos e a família
num passeio de barco, não se preocupe apenas em abastecêlo com combustível e petiscos. Protetor ou bloqueador solar
deve fazer parte do arsenal de bordo tanto quanto os coletes salva-vidas. Exagero? Pergunte a qualquer dermatologista.
O ozônio forma um escudo natural que filtra os raios UVA
e UVB. Mas a sua camada vem sendo continuamente
enfraquecida pelos gases do chamado efeito estufa — calculase que o planeta já tenha perdido 4% do seu volume de
ozônio, abrindo brechas para a livre passagem dos raios
solares. Não é por acaso que o sol parece cada vez mais
ardido. Em certos lugares, ele está mesmo.
Não sentir o calor por causa do vento
A bordo de um barco em movimento, a ação do sol é
mascarada pelo vento, que tira a percepção de calor e,
portanto, impede a pessoa de sentir o desconforto que
serviria como alerta. A sensação é a de que está fresquinho, mas a sua pele está queimando. E muito.
O ataque do sol começa sempre pela
cabeça. E causa os
maiores danos justamente. Vestir boné
ou chapéu (de preferência com abas
largas) é obrigatório.
O calor e a água convidam
a usar o mínimo de roupa
possível — o que pode ser
um perigo. Quando estiver
navegando, vista no mínimo
uma camiseta, de preferência com proteção UV, que
é mais adequada e não esquenta. Já roupas molhadas
deixam os raios ultrapassar o
tecido e não protegem como
deveriam. Embora pareçam
refrescantes.
Náutica SudeSte
45
sol
Protetor solar.
Tem que usar! mas qual?
cada tipo de pele exige um protetor solar.
Veja como descobrir o ideal para você
À medida que se tornaram mais eficientes, os protetores
solares passaram a ser identificados por números, que indicam
o alcance da sua proteção. Um produto com Fator de Proteção
Solar (FPS) 30, por exemplo, multiplica por 30 a resistência da pessoa ao sol. Ou seja, se você
levaria cinco minutos para ficar com a pele avermelhada, passará a levar duas horas e meia
para se queimar da mesma maneira. Mas — atenção! — nenhum filtro é capaz de barrar
100% dos raios solares. Pesquisas indicam que produtos com FPS 15 absorvem 93% dos raios
ultravioleta do tipo B, enquanto os FPS 30 chegam a 97% e os FPS 50 a 98% — e a partir disso
a capacidade de proteção dos filtros é praticamente a mesma. Como a variação de preço entre
um protetor e outro costuma ser grande, qualquer economista diria que não vale a pena pagar
bem mais caro por um protetor 50. Mas não é bem assim, porque o que está em jogo é a
saúde e não apenas o bolso. Já os dermatologistas, de maneira geral, indicam produtos com
FPS 30 para peles morenas claras e 50 para as mais brancas. Mas — de novo, atenção! — não
importa qual seja o FPS ou tom da sua pele, reaplique o produto a cada duas horas, para estar
devidamente protegido. Ou quase isso. Confira abaixo o tempo que deve ser tomado como
referência para cada pessoa, na hora de escolher o FPS correto.
o limite de cada um
Tempo máximo que uma pessoa pode
ficar ao sol sem nenhum tipo de proteção
Pele bem branca
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12
1
9
8
2
3
7
6
5
4
Pele morena clara
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10
11
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1
9
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2
3
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6
5
4
1
2
9
3
8
7
6
5
4
Pele negra
Pele morena escura
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12
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2
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5
4
Isso quer dizer que...
Com a aplicação de um protetor solar, a resistência natural ao
sol será multiplicada pelo número do FPS do produto. Ou seja,
alguém de pele clara, ao usar um filtro com FPS 15, poderá
ficar até duas horas e meia (ou 15 x 10 minutos = 150 minutos)
debaixo do sol, sem grandes danos à saúde. Já depois disso...
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um lindo barco e
um objetivo de vida
ainda mais bonito:
usá-lo para chegar
até os povoados
mais remotos, a
fim de ajudar as
pessoas carentes.
Para eles, navegar
tem outro sentido,
além do prazer
de estar no mar
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O
cenário era simplesmente paradisíaco: lua de mel num bangalô de
uma linda ilha da Polinésia Francesa. Tudo tão perfeito que os recém-casados Daniela e Marcio Nunciaroni resolveram achar um jeito de retribuir a felicidade
daquele momento. Foi quando olharam
para aquele mar cor de cinema e decidiram que usariam a água e o pequeno veleiro que então possuíam como meio de
encurtar distâncias e viabilizar ajuda às pessoas mais necessitadas — muitas vezes pela
própria dificuldade em chegar auxílio até
certas ilhas e comunidades costeiras.
Nascia ali, daquele plano conjunto
e aparentemente maluco, a união ainda
mais forte entre aqueles dois apaixonados
— pelo mar, pelos barcos, um pelo outro
e, principalmente, por ajudar os outros.
Melhor ainda: fariam tudo aquilo junto, navegando e ajudando, o que passou a
nortear os fundamentos do Projeto Velejando com Deus, hoje rebatizado de Ventos de Transformação, que já ajudou muita gente e segue ajudando outros.
o veleiro
de deus
Para comprar um
barco maior para o
projeto, Daniela e
Marcio, já com os
pequenos Gabriel
e Júlia incluídos na
tripulação, usaram
o dinheiro da venda
da própria casa
onde moravam
Náutica SudeSte
49
velejadores do bem
H
oje, o lindo catamarã Bora Bora (o
nome é uma homenagem à maravilhosa ilha onde toda essa história começou) é uma espécie de base avançada
do projeto Velejando — Ventos de Transformação,
que segue de vento em popa, sete anos e dois filhos depois: os pequenos Gabriel, de quatro anos,
e Júlia, de apenas meses de idade. É com ele (e,
agora, também com “eles”...) que a família Nunciaroni e os demais voluntários do projeto chegam
às comunidades isoladas pela água e ali praticam
o bem, pelo simples prazer de ajudar. Mesmo assim, apesar do nome do projeto que ilustra o casco do bonito barco, um catamarã de 42 pés, eles
não pregam nenhuma religião — apenas praticam o que aprenderam nos princípios do cristianismo: amar ao próximo como a si mesmo. E é
levando ajuda material e espiritual a populações
carentes do Brasil (e, agora, também do exterior),
que Daniela e Marcio praticam este ensinamento.
Eles se conheceram ainda adolescentes, mas só
se uniram de vez aos vinte e poucos anos, por conta de um passeio de barco, que por pouco não virou tragédia. Daniela resolveu dar um mergulho,
mas não percebeu a forte correnteza e foi arrastada. Marcio pulou na água para ajudá-la, mas quase se afogou também. Um teve que ajudar o outro e
veio daí a mútua descoberta de algo bem mais forte
do que a simples amizade. Depois disso, os dois não
se desgrudaram mais. Em 2006, se casaram numa
cerimônia na praia, na qual Daniela chegou de canoa, vestida de noiva. Para dois apaixonados pelo
mar, nada mais apropriado.
50
Náutica SudeSte
Depois da lua de mel e da decisão pelo projeto,
eles logo arregaçaram as mangas. Primeira providência: vender o pequeno veleiro Fast 23 e encomendar
um maior, de 33 pés. O barco levou mais de um ano
para ficar pronto e Marcio e Daniela aproveitaram o
tempo para se preparar para a primeira missão do Velejando com Deus: subir quase toda a costa brasileira, até o Nordeste, mas sem um roteiro rigidamente
definido, porque o objetivo era justamente ir descobrindo onde havia mais gente necessitada no litoral.
Coletaram donativos (escovas de dente, material escolar, roupas, etc.) e foram estocando tudo, para encher o barco depois. Que, por isso mesmo, lotou de
coisas logo na sua primeira empreitada do bem.
O saldo daquela primeira viagem foi bem positivo: 40 comunidades ribeirinhas e litorâneas visitadas, em 11 estados. A bordo, eles levaram, além
de doações, também ensinamentos e o que consideram a mais valiosa das missões: espalhar palavra de amor e esperança. “Para nós, só é possível mostrar tudo o que Deus ensinou com práticas
concretas, ou seja, fazendo o bem”, explica Márcio. Para as crianças, prepararam até teatrinhos de
fantoches e jogos esportivos. No caminho, Marcio também percebeu que muitos moradores tinham outro problema em comum: casas em péssimas condições. Então, na volta, começou a juntar
material reciclável a fim de gerar placas que pudessem ser usadas para reconstruir casas — o que
hoje também vem sendo feito.
O
s dois também logo perceberam que o
“novo” barco, de 33 pés, já estava pequeno para o tamanho da vontade deles de
ajudar todo mundo. Foi quando tomaram uma decisão ainda mais radical — trocar a própria casa em que moravam, em Jundiaí, por um veleiro maior. “Foi a maior loucura que já tínhamos
feito, mas estávamos tão determinados que não pensamos muito nas consequências”, conta Marcio. “A
ficha só caiu, quando, semanas depois, descobrimos
que iríamos ter um filho. Entrei em pânico. Mas
nossa fé no projeto falou mais alto e, mesmo com
tantas incertezas, não voltamos atrás”, completa Daniela, hoje já com o segundo filho no colo.
Ações mares afora
Por onde Daniela e Marcio já andaram
— e navegaram —, ajudando o próximo
fotos arquivo pessoal
“
Atualmente, eles se
dedicam a montar um
centro comunitário na
Ilha Montão de Trigo
cuidando
da saúde
Dentistas
e médicos
voluntários
também vão
no barco, como
fizeram na
expedição ao
Sul (no alto e
ao lado). Acima
e à esquerda, a
primeira investida
internacional
do projeto, em
Barbados
mutirões da
boa vontade
Na Ilha Montão
de Trigo, mutirão
para construir
algumas casas
(acima). Na
África (à esq.),
e no quilombo
na divisa São
Paulo-Rio
(à dir.), ações para
alegrar e educar
as crianças
Náutica SudeSte
51
fotos arquivo pessoal
velejadores do bem
sempre
na água
Daniela e Marcio
se descobriram
um para o outro
no mar, casaram
na praia e hoje
navegam com a
família completa,
a bordo do
barco do Projeto
Velejando Ventos de
Transformação
E
les venderam a casa, se mudaram para um
apartamento bem pequeno e, com a diferença, compraram o atual barco, o catamarã Bora Bora. Logo depois, veio a primeira
missão: ajudar os moradores das áreas atingidas pelos
desabamentos na Ilha Grande, no verão de 2010. A
bordo do novíssimo veleiro, que qualquer um ficaria
louco para estrear navegando de férias, eles partiram
para distribuir mais de uma tonelada de alimentos e
levando um pouco de conforto para famílias devastadas pelas perdas. “Foi uma viagem difícil em todos os
aspectos, porque, além da tragédia, sofremos bastante para chegar com o barco até as comunidades que
estavam isoladas na ilha, por causa das fortes tempestades que caíam a todo momento”, recorda Marcio.
Em seguida, Marcio e Daniela tomaram o
rumo oposto da primeira expedição e foram para o
Sul do país. A viagem durou mais de 40 dias e resultou em paradas em outras 15 comunidades, especialmente do litoral sul de São Paulo, Paraná e Santa
Catarina. “Aquela viagem foi marcada pela dúvida
se o que estávamos fazendo era certo também para
o nosso filho, então um quase recém-nascido”, con-
“
Uma das primeiras
saídas com o novo barco
foi para ajudar as vítimas
dos desabamentos na
Ilha Grande, em 2010
52
Náutica SudeSte
ta Marcio. Com apenas seis meses de vida, Gabriel
já estava a bordo e acabou ficando doente várias vezes ao longo do caminho. “Nossos parentes passaram
a nos questionar se não estávamos indo longe demais
naquilo e se era preciso mesmo sacrificar nossa família daquela forma. Com isso, eu e Daniela passamos
a nos perguntar se valia mesmo a pena. Mas nossas
dúvidas sempre desapareciam quando o rosto de alguma criança caiçara se iluminava ao avistar o nosso
barco”, recorda ele. “E mantivemos o Projeto”.
A
pós a viagem ao Sul, Marcio e Daniela resolveram que era hora de mudar um pouco o foco do trabalho. A melhor maneira
de fazer isso, pensaram, seria adotar uma
comunidade para um trabalho de longo prazo. O
quilombo Jambeiro, lar de descendentes de escravos, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro, foi
a primeira comunidade a receber ajuda constante
do Velejando com Deus — embora não ficasse exatamente à beira-mar. “Na experiência do quilombo, vimos o quanto as pessoas precisam de apoio e
o quanto elas podem fazer por elas mesmas quando há oportunidades”, diz Daniela. “Nosso maior
prêmio foi ver a mensagem de solidariedade se estabelecer dentro da comunidade. Um dos moradores até resolveu fazer um curso de agente de saúde
e passou a ser um elo importante entre a comunidade e o serviço público local. Coisas assim nos deram a certeza de que estamos navegando no rumo
certo”, completa Marcio. Hoje, o Projeto já não
está mais presente no quilombo, mas os moradores
seguem recebendo visitas esporádicas dos voluntários e aprenderam bastante a cuidar uns dos outros.
fOtOs arquivO pessOal
A
O barcO
da ajuda
Quando o veleiro
do Projeto aponta
no horizonte, os
mais necessitados
sabem que terão
alguma ajuda. No
Caribe (acima),
até o pequeno
Gabriel ganhou
carteirinha de
membro
pesar de ter raízes, por assim dizer, na
água, o Velejando - Ventos de Transformação logo estendeu ainda mais seu trabalho para a terra firme. Eles já atenderam comunidades tanto no sertão nordestino
quanto na região metropolitana de São Paulo. No
ano passado, decidiram ir mais longe. Desta vez,
fora do Brasil. E lá foram eles buscar aprendizados que pudessem aplicar nas comunidades brasileiras — mas, por questões logísticas, sem o barco, porque levaria muito tempo para navegar até
lá. A primeira missão internacional foi em Barbados, no Caribe, uma ilha-país com sérios problemas de desigualdade social. Lá, ajudaram e, principalmente, aprenderam com as ONGs locais.
Logo depois, foram a Londres, onde ajudaram comunidades de imigrantes que vivem em situação de pobreza em plena capital da Inglaterra.
“Foi um período de muito aprendizado, porque eu
não esperava encontrar pessoas passando fome em
um país tão desenvolvido”, conta Marcio. “Foi lá,
também, que aprendi sobre a real importância dos
centros comunitários”. Depois, passaram pela África do Sul, onde conheceram voluntários do projeto
português Mãos Estendidas, com quem atualmente
participam de uma missão em Moçambique.
“
Eles raramente
saem para navegar
pelo simples prazer de
passear. “O que gostamos
mesmo é de ajudar”,
54
Náutica SudeSte
Na missão da África do Sul e Moçambique,
Marcio perdeu a companhia de Daniela, mas por
um bom motivo: o casal esperava seu segundo filho, a pequena Júlia, que nasceu este ano. Atualmente o Velejando - Ventos de Transformação está
à frente de duas missões. Uma delas é a de Moçambique, onde formam líderes nas aldeias e ajudam um abrigo onde vivem mais de 100 crianças, a
maioria órfãs. Já a segunda é aqui mesmo no litoral
norte de São Paulo, na comunidade da ilha Montão de Trigo. Lá, Marcio, Daniela e os demais voluntários do projeto, desenvolvem seu maior trabalho: a construção de um centro comunitário.
A ilha, de acesso meio complicado, não tem
nenhum posto médico e a escola, apenas de ensino
primário, se resume a uma sala. A professora não
mora na ilha e depende das condições do mar para
chegar lá. Em dias de mar mais agitado, não há aulas. “O que queremos com o centro comunitário
é dar oportunidades para crianças e adultos que
queiram continuar seus estudos”, explica Marcio.
O
projeto consiste em uma biblioteca e salas de estudos, com computadores, onde
serão ministrados cursos a distância, alimentados por energia solar. “Eles farão
com que as crianças não percam o interesse pelos
estudos”, diz Daniela. Lá, também estão formando
líderes comunitários, para administrar tudo após a
saída do projeto. É o que gostam de fazer: plantar as
sementes e ensinar a pessoas a fazê-las crescer.
Hoje, o projeto Velejando cresceu tanto que
Márcio e Daniela tiveram que “aprender a navegar em outras águas”, como costumam dizer. Agora, um dos desafios do casal é conscientizar as pessoas que elas também podem ajudar, seja aderindo
ao Projeto ou apenas praticando o bem aos seus semelhantes, “algo tão simples e humano que qualquer um pode fazer”, diz Marcio. “Basta querer”.
Por jorge de souza
As prAiAs dourAdAs
O trecho entre Barra do Una e São Sebastião não é apenas o mais badalado do Litoral Norte de São Paulo. É, também, um dos mais bonitos do país
Jorge de Souza
M
praias
e ilhas
Visual de
Boiçucanga, com
algumas ilhas ao
fundo. Ao pôr do
sol fica ainda
mais lindo
56
Náutica SudeSte
elhor, só mesmo se houvessem
mais marinas e com acesso fácil pela água, para facilitar a vida
dos donos de barcos. Mas, como
o mundo ideal não existe, o que os frequentadores habituais de São Sebastião, no Litoral
Norte de São Paulo, costumam encontrar já
é bom demais. Uma empolgante sucessão de
praias completamente diferentes entre si, um
punhado de ilhas diante delas, o verde da Serra do Mar logo atrás e um astral cada vez mais
chique-rústico, que mistura a singeleza caiçara com o bem-bom da vida, que chega cada
vez mais de São Paulo — e que tem resultado
em coisas como restaurantes estrelados, pousadas invocadas, carrões importados e endinheirados andando de pés descalços, feito caiçaras. Com cerca de 40 praias em pouco mais de
50 quilômetros, o trecho do Litoral Norte de
São Sebastião é a Angra dos Reis de São Paulo.
Náutica SudeSte
57
litoral norte
“
É o trecho mais bonito
do litoral de São Paulo
Leandro saadi
A
o contrário das ilhas de
Angra dos Reis, o litoral
de São Sebastião é bem
mais democrático, porque permite ser curtido também de
carro, embora de barco seja bem
mais fácil chegar a algumas de suas
praias mais preservadas. Mesmo assim, sobram praias e mais praias
para quem rodar os poucos mais de
50 quilômetros da parte mais bonita e que realmente conta no litoral
de São Sebastião: a que vai de Barra
do Una à cidade propriamente dita.
É uma praia depois da outra, cada
uma com seu estilo e vila — que, em
alguns casos, já viraram pequenas cidades, como Juquehy e Boiçucanga. Além disso, a própria geografia das
praias muda tanto que nem parece que
fazem parte do mesmo litoral. Um trecho pequeno, mas absolutamente surpreendente. A começar pelo que você
verá na página seguinte. Vire e veja.
só sua
Quando a maré
baixa, surgem
outras prainhas,
entre o verde do
mar e o da Mata
Atlântica, que em
São Sebastião
ainda ocupa
70% da área do
município
litoral norte
A AngrA de São SebAStião
Apesar do nome no plural, “As Ilhas” são uma só. Mas valem por muitas
S
e há um local para onde todos os barcos de São
Sebastião e região vão é para esta linda ilha, que
apesar de ser apenas uma é chamada de “As
Ilhas”, no plural. Mas não se trata de nenhuma
lambança gramatical caiçara, tão comum por estas bandas. No passado, As Ilhas eram realmente duas, divididas por um filete d´água que cortava a praia. Hoje, isso
não só desapareceu, unificando este naco de paraíso, como
a praia cresceu. E segue aumentando, para delírio dos visitantes, mas deixando intrigados os pesquisadores, que têm
atribuído o fenômeno às correntes marítimas. Mas ainda
bem que a estupenda praia principal das Ilhas só faz aumentar (há outra, menor e quase ao lado, dona de uma água tão
transparente que dá a sensação de que os barcos estão flutu-
ando no ar). Não fosse isso, não caberiam tantos barcos ali,
como geralmente acontece nos fins de semana. “As Ilhas
são a nossa Praia do Dentista”, brinca um dos frequentadores assíduos, fazendo comparação com a praia mais famosa e bonita de Angra dos Reis. Nas Ilhas, o mar é ainda
mais verdinho, a areia branquinha, não há nenhuma casa
à vista e, na parte de trás da principal praia, as ondas que
estouram na costeira espirram para o alto, gerando um delicioso turbilhão, que vale por uma massagem em quem ficar do outro lado. E o que é ainda melhor: a ilha fica quase colada ao continente e bem diante de Barra do Sahy, de
onde partem barquinhos de caiçaras que levam os turistas
até lá. Você nem precisa ter o seu próprio barco para aproveitar a ilha mais bonita do Litoral Norte paulista.
“
Nas Ilhas, o mar é
ainda mais verdinho
60
Náutica SudeSte
fotos Leandro saadi
paraíso
caiçara
As duas praias
das “Ilhas”, que,
apesar do nome,
são uma só: água
transparente e
quase colada ao
continente
Náutica SudeSte
61
litoral norte
difícil não
se apaixonar
62
Náutica SudeSte
N
os próximos meses, a região de São Sebastião sediará
dois ralis náuticos, voltados para lanchas de todos
os tamanhos: o do Iate Clube de Ilhabela, no dia 25 de
janeiro, e o do congênere Iate Clube de Barra do Una,
em 2 de março, domingo de Carnaval. O primeiro fará
um roteiro por algumas praias de Ilhabela e o outro pelas
ilhas Montão de Trigo (geralmente com desembarque)
e As Ilhas, onde haverá outra parada. São duas ótimas
oportunidades para conhecer ainda melhor esta região,
usar o seu barco de uma maneira diferente e empolgante
e se divertir levando a família inteira a bordo, porque ralis
náuticos nada têm de arriscados. Qualquer lancha, de
qualquer tamanho, pode participar. E, quem sabe, até
ganhar, já que nos ralis o que importa não é a velocidade
e sim a obediência ao roteiro e às médias horárias
estipuladas. Gostou da ideia? Então, entre em contato com
os dois clubes e faça a sua inscrição. Até porque, depois
das provas, rolam boas festas.
Fotos adrian FUHrHaUssEr
Vêm aí, dois ralis
lEandro saadi
B
arra do Una tem um daqueles visuais
que ninguém cansa de olhar: uma praia
de areias branquinhas em forma de meia
lua, que avança até uma restinga, onde
um caprichoso rio de águas escuras, porém limpíssimas, desagua no mar, depois de correr paralelo à praia no seu trecho final, dando aos banhistas
a opção de banhos de água doce ou salgada, praticamente no mesmo local. Tem, também, ainda um quê
de vila caiçara, com poucas ruas que nem chegam até
a praia e, para os donos de barcos, uma posição estratégica, porque fica na metade do caminho entre Bertioga e Ilhabela e bem próximo às duas principais ilhas
da região: Montão de Trigo e As Ilhas. Por isso mesmo, abriga a principal estrutura náutica do litoral de
São Sebastião, se bem que, para isso, seja preciso vencer a barra do tal caprichoso rio, o que nem sempre é
fácil e proibitivo aos maiores barcos. Além disso, Barra do Una ainda permite passeios de caiaque ou pranchas de sup rio adentro, no sentido oposto ao do mar,
uma tranquilidade já rara de encontrar nas praias vizinhas e mais movimentadas. Como se tudo não bastasse, ainda tem um pôr do sol que avermelha o céu e a
água. E água ali é o que não falta.
lEandro saadi
Barra do Una tem uma praia
diferente, com água doce e salgada
quase ao mesmo tempo,
e um visual que arrebata a gente
centro
náutico
No seu trecho
final, o rio Una
corre paralelo à
praia e desenha
uma restinga
de areia que
deixa tudo ainda
mais bonito —
especialmente
ao pôr do sol.
Barra do Una é o
principal reduto
de marinas deste
trecho do litoral,
apesar da barra
nem sempre fácil
do seu rio
Náutica SudeSte
63
LITORAL NORTE
boa e bonita
Apenas um
riozinho separa
Cambury de
Camburizinho e
as boas camas
e mesas se
espalham entre
as duas praias.
Como os hotéis
Nau Royal (ao
lado) e Villa Bebek
(foto menor)
e o premiado
restaurante
Manacá
(ao centro)
EntrE camas
E mEsas
Não bastasse a beleza de suas
duas praias, Cambury virou
reduto da boa hospedagem
e gastronomia melhor ainda
64
Náutica SudeSte
fotos jorge de souza
Leandro saadi
D
e tempos para cá, Cambury passou
a rivalizar com Juquehy no quesito
bem-bom da vida. As outroras quase desertas praias siamesas de Cambury e Camburizinho, separadas
apenas por um riozinho e uma espécie de ilha que
não é ilha, foram ganhando pousadas transadas, casas com personalidade, gente de alto nível e, como
consequência disso tudo, algumas ótimas opções
de hospedagens e restaurantes. O premiado Manacá, da imagem acima, é por si só um ótimo motivo para ir até Cambury. Ou ficar por lá. De preferência, hospedado no charmoso Villa Bebek ou nos
quartos imaculadamente brancos e de frente para
o mar da Nau Royal, onde outro restaurante oferece uma “gastronomia sensorial”, à base de pratos da
“cozinha contemporânea-caiçara”, seja lá o que for
isso. No mínimo, chique.
Náutica SudeSte
65
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1
22/11/13
14:17
litoral norte
Fotos divulgação
E
praia e
balada
O mar de
guarda-sóis do
Os Alemão e as
baladas noturnas
da eterna Sirena:
o surf fez a fama
desta praia que
nunca mais saiu
da onda
m Maresias, o verão é sempre assim:
praia cheia de dia e baladas lotadas
à noite. Seja no mar de guarda-sóis
do desencanado Os Alemão (nada
tem mais a cara de Maresia do que
este bar-restaurante-sushi-pizzaria-e o que mais
der vontade de comer com um pé na areia — e
nada é mais tipicamente caiçara do que a mistura de singular e plural do seu nome...) ou na pista de dança da icônica Sirena (que nunca sai de
moda), a paisagem sempre embute muita gente.
E gente jovem, se divertindo tanto quanto os surfistas nas ondas perfeitas de uma praia que, além
de tudo, é linda — razão pela qual, também é
curtida por todo mundo. Lá, o surf, que plantou
a semente da fama desta praia nos anos 80 e que
dita o estilo da vila até hoje, virou até nome de
praça. De frente para o mar, é lógico.
Maresias, noite e dia
Quando praia vira altar
Casar na praia é a mais nova onda do Litoral Norte
paulista. Difícil é conseguir vaga no calendário
N
“
ão posso mais abrir aos sábados, porque todos os fins de semana já estão reservados
para casamentos”. A frase, dita em tom meio
de surpresa, meio de indignação, por não
poder mais atender aos seus clientes habituais, é do dono do restaurante pé na areia Barracuda, na
praia de Toque-Toque Pequeno, Renato Krunfli. E ele vai
mais longe: “Se eu tivesse dez restaurantes como este e o
ano tivesse 100 fins de semana, eles também já estariam
cheios!”. O movimento espantoso que vem assolando um
dos mais rústicos e agradáveis restaurantes da região (onde
também há outros na mesma situação) é fruto da mais
nova onda que tomou conta do Litoral Norte paulista: ca-
sar na praia — mas com todo o conforto e infraestrutura de um casamento de verdade. Nada de noivas ripongas
vestidas com saiões ou noivos sem camisa. O que impera
agora é um casamento de fato, com ternos, padrinhos, vestidos de noiva e convidados, só que na areia da praia. Alguns chegam até de barco, razão pela qual o Barracuda,
assim com outros locais onde essas cerimônias inovadoras na forma, mas algo conservadoras no formato, acontecem. “É a tropicalização dos casamentos”, define Renato.
“Os noivos mantêm algumas tradições, como a do altar e
do vestuário, mas optam por trocar a austeridade das igrejas pela descontração da praia. E algumas festas até acabam em banhos de mar”, completa.
danilo siqueira
O ponto preferido da moçada mistura
praia com balada e garante diversão 24 horas
comer
e casar
O Barracuda,
na praia de ToqueToque Pequeno:
aos sábados,
o restaurante
fecha, para os
casamentos
na praia
68
Náutica SudeSte
Náutica SudeSte
69
Leandro saadi
AvAré
Uma ilha cheia
de histórias
fernando monteiro e jorge de souza
A ilha dos Gatos, pertinho de Boiçucanga,
já deu muito o que falar. E nem tudo é lenda
R
eza a lenda que, na década de 1950, o
bilionário americano Nelson Rockfeller, que chegaria a ser vice-presidente
dos Estados Unidos, passou a procurar um lugar para se abrigar no caso
de um eventual conflito nuclear. E escolheu — vejam só! — esta insólita ilha: a pequena Ilha dos Gatos, bem diante de Boiçucanga, que, por sua vez,
na época, não passava de um povoado ignorado até
pelos mapas. A ilha, em seguida, ganhou uma gigantesca casa, que tinha até biblioteca. Mentira? Só
em parte... A tal casa existiu de fato, como comprovam suas ruínas, no topo da ilha. Mas ela jamais
pertenceu a Rockfeller. Pelo menos não ao famoso
figurão, que jamais esteve lá. Já sua filha...
Daisy Rockfeller foi casada com o americano Richard Aldricht, que tinha negócios no Brasil
e foi para ele que o arquiteto Julian Penrose construiu aquela grande casa, que, no entanto, pouco
foi usada pelo casal — e jamais visitada pelo famoso sogro. Contudo, com as mutações das versões,
ele acabou virando o principal personagem de uma
história que ganhou contornos ainda mais enigmáticos quando um acidente num dos desembarques na ilha custou a vida do próprio arquiteto que
construiu a casa. Reza outra lenda que, depois disso, desgostoso pela perda do amigo, a ilha teria sido
abandonada pela família.
Pelo menos é o que conta o único “morador”
da Ilha dos Gatos, que, por sinal, jamais teve gato
algum, o que contraria outra lenda, a de que ela se-
70
Náutica SudeSte
a ilha e
o caseiro
A Ilha dos Gatos
jamais pertenceu
a Nelson
Rockfeller, mas
o caseiro Caio
(acima), que até
hoje é o único
morador da
ilha, conta uma
história parecida
ria infestada de felinos. “O nome certo é ‘Ilha do
Gato’, por causa do seu formato”, diz Caio Rodrigues Rego, de 60 anos, que foi caseiro original da
ilha e até hoje passa mais tempo nela do que em
Boiçucanga, porque gosta de ficar sozinho naquele pedaço de mata cercado de água por todos os lados, que ele chama de “paraíso”. “A ilha nada tem
de misteriosa ou maldita, como o pessoal fala por
aí. Pelo contrário, ela é linda”, diz.
Trata-se de outra meia verdade sobre a Ilha
dos Gatos, que tem apenas uma prainha com pedras quebradas, porque, no passado, elas foram dinamitadas para serem usadas na construção da tal
casa — não, a ilha não chega a ser um espetáculo
na natureza, mas tampouco é feia. “O que eu mais
gosto é da natureza e, como vivo nela há tanto tempo, acho que tenho direito de pleitear que seja minha”, diz Caio, que vem tentando isso há tempos,
depois que uma tentativa frustrada de leilão, promovido por um procurador de Aldricht, resultou
na volta da ilha à União.
Mas se o apego àquele naco de terra contar
mesmo, quem tem mais direito talvez seja um dos
filhos da ex-mulher de Caio (“fruto do relacionamento dela com um amigo meu, que é amigo até
hoje”, explica ele, sem o menor ressentimento),
que nasceu acidentalmente na ilha, durante uma
visita da mãe ao ex-marido — e com isso se tornou
o único cidadão conhecido que sabidamente nasceu na Ilha dos Gatos. O menino nasceu praticamente sozinho, porque veio à luz durante a noite,
sem nenhum médico por perto e com a ajuda de
apenas duas meninas que acompanharam a parturiente, já que Caio, naquela noite, resolveu visitar
o continente, o que faz com certa frequência. Mas
isso já é outra história e, pelo menos esta, nada tem
de lenda.
A Ilha dos Gatos continua rendendo boas
conversas.
Náutica SudeSte
71
LITORAL NORTE
S
pela água
é melhor
Tanto a praia
Brava de
Boiçucanga
(à esquerda)
quanto a Brava
de Guaecá
(ao lado) só
podem ser
acessadas por
trilhas na mata.
Mas quem chega
de barco não
sofre nada
Leandro saadi
e há um nome de praia que aparece em qualquer canto é “Brava”. Praticamente, todo município litorâneo das regiões Sul e
Sudeste tem uma. Pois São Sebastião tem duas: a Brava de Boiçucanga
(esta aqui) e a Brava de Guaecá (ao lado).
E ambas lindas e preservadas, justamente porque, por serem “bravas” (o que pressupõe áreas de mar não abrigado), acabaram poupadas do crescimento urbano. No
caso de São Sebastião, no entanto, a razão
da preservação (que torna estas duas praias
ainda mais preciosas, além da natural beleza de ambas) é outra: as duas Bravas ficam
em áreas de difícil acesso — pelo menos
por terra. É preciso não se importar com
trilhas íngremes, estar com uma incontrolável vontade de conhecer uma praia linda
ou apenas ser surfista para encarar a descida — e, depois, a subida... — até a Brava de
Boiçucanga, considerada a mais bela deste trecho do litoral paulista e que, só por
isso, vale o esforço. Já quem vem pelo mar
não sofre nada e ainda tem o melhor visual destas duas praias com o verde intocado
da Mata Atlântica ao fundo e que, a despeito do nome temeroso, nem sempre estão
impraticáveis para os barcos. Muitas vezes,
nem sequer “bravas” de fato.
“
Para chegar
nelas, só por trilhas.
Ou de barco
Leandro saadi
Brava de
cá e de lá
72
Náutica SudeSte
Náutica SudeSte
73
litorAl norte
AvAré
a ilha dos “Monteiros”
com o molhe
ficou mole
Com a
construção de
um molhe de
pedras, o rio
Boiçucanga
deixou de ser
um desafio aos
barcos e virou
opção para os
passeios
Leandro saadi
Não é só o formato de pirâmide que torna a ilha
Montão de Trigo curiosa, mas também as pessoas que vivem lá
A
ilha Montão de Trigo não é curiosa
só no nome e no formato, que lembra uma pirâmide, mas também no
que ela esconde: uma comunidade
de cerca de 40 pessoas, que vivem isoladas, a cerca de dez quilômetros do continente,
mais ou menos na altura de Barra do Una. São os
“monteiros”, designação que parece sobrenome,
mas que tem a ver “com os que vivem na ilha do
Depois do molhe de pedras, a Barra do Rio
Boiçucanga não assusta mais os barcos
D
urante muito tempo, os barcos sofreram horrores para entrar
ou sair do rio Boiçucanga, na vila homônima, que junto com
o rio Una, em Barra do Una, formam os dois únicos acessos neste
trecho do litoral — e, portanto, base de todas as marinas e portinhos
naturais da região. O rio era muito estreito, raso, traiçoeiro e ainda
tinha uma grande pedra na união com o mar, que aterrorizava
os donos de barcos. Mas hoje tudo isso é passado. A construção
de um molhe de pedras na foz do Boiçucanga (uma velha
reivindicação dos pescadores da vila) mudou por completo o
cenário, alargou e aprofundou o curso d´água e, com isso, entrar
e sair da barra passou a ser uma moleza — tanto que uma das
marinas da vila hoje abriga até uma lancha de 50 pés. “É só ficar
no meio do canal e seguir em frente”, resume um velho marinheiro,
que garante não ter saudade alguma do rio de antigamente. “Podia
ser mais bonito, mas beleza não pode ser tudo.”
74
Náutica SudeSte
Fotos Fernando monteiro
A barra pesada
que ficou mansa
praia vazia
A Ilha Montão
de Trigo fica
próxima a Barra
da Una e abriga
uma comunidade
de cerca de
40 pessoas,
entre elas Dona
Conceição (foto à
esquerda), a mais
antiga moradora
da ilha, que é
rodeada por
uma água bem
clarinha (ao lado)
Montão”. São meia dúzia de famílias, quase todas
mais ou menos descendentes dos sobreviventes de
um antigo naufrágio nas imediações da ilha, séculos atrás (que ninguém lá se lembra mais), e que vivem basicamente da pesca. Até porque peixe é o
que não falta nas águas ao redor da ilha. Sempre
que o mar permite, alguns “monteiros” vêm vender o fruto das pescarias para os restaurantes de Juquehy e Barra do Una, mas as mulheres e as crianças da ilha (onde há até uma escolinha improvisada
na sala de uma das casas) raramente saem da lá.
Nem sentem falta da vida na cidade. “A vida na ilha
é tranquila, então, por que sair?”, questiona Dona
Conceição, a atual mais antiga moradora do Montão de Trigo e figura famosa na região.
Embora não fique distante e seja bastante visitada pelos barcos de passeio (até por conta da água
incrivelmente clara que a rodeia), raríssimos são os
visitantes que desembarcam na ilha. Por um bom
motivo: não há praias e não há como fazer isso sem
passar algum susto no seu “portinho”, que não passa de uma série de troncos na beira d’água, por sobre
os quais os botes devem deslizar, desde que alguém
em terra firme esteja a postos para segurar. Não é
muito fácil. Menos para os “monteiros”, é claro.
Em compensação, a parte de dentro da ilha é
bem abrigada dos ventos e muito útil quando o mar
vira ou para o pernoite de veleiros, que, por causa do
maior calado, não conseguem entrar em nenhuma
marina deste trecho do litoral. Para eles, o Montão é
sempre a solução. E uma ótima opção.
Náutica SudeSte
75
Leandro saadi
litoral norte
“
Algumas praias são bonitas
por si só. Outras, pelo que mostram
jorge de souza
duas praias
A pequena
Calhetas (acima)
e a visão das
Ilhas, a partir da
Praia Preta
(ao lado):
algumas praias
são menos
conhecidas,
mas ainda assim
lindíssimas
76
Náutica SudeSte
litoral norte
A prAiA que
AgrAdA
todo mundo
Juquehy é uma espécie
de capital deste trecho do
litoral. Mas seu crescimento
não aconteceu por acaso
S
78
Náutica SudeSte
Afinal, como se
escreve Juquehy?
praia
mutante
Os caiçaras
dizem que
Juquehy muda
todos os dias.
E quase
sempre reserva
surpresas, como
esta deliciosa
piscininha na
areia
O
s visitantes mais atentos hão de notar que as grafias dos nomes
de algumas praias de São Sebastião variam de acordo com a
situação — ou com quem os escreve. É o caso de Barra do Sahy (que
também costuma ser grafada como “Barra do Sahi” ou “Barra do Saí”) e
Cambury (com frequência escrita com “i” no lugar do “y”). Mas nenhum
outro nome causa mais confusão do que da própria praia mais famosa
da região: Juquehy, que tanto aparece assim, com a grafia original,
baseada na linguagem indígena, como “Juquey” (como surge nos
letreiros dos ônibus municipais) ou apenas “Juqueí” (como preferem os
adeptos da simplificação dos processos). Qual o certo? Pelas regras do
município, “Juquehy, como diziam os índios”, explica um funcionário da
prefeitura. Mas quem disse que índio sabia escrever?
Leandro saadi
urfistas, famílias, casais, adultos ou
crianças. Todo mundo gosta de
Juquehy. Em parte, por coisas assim: uma deliciosa piscininha natural formada na generosa faixa
de areia clara pelo mar, que ora está verde,
ora azul, mas sempre limpíssimo — e este é
outro motivo. E não são os únicos. Juquehy
foi a primeira praia deste trecho do litoral a
ser urbanizada, a ganhar bonitas casas, hotéis confortáveis, lojas de grifes, restaurantes de qualidade, frequentadores endinheirados e assumir ares de cidade, como uma
espécie de sucursal praiana de São Paulo —
embora o calçamento de sua rua principal
continue sendo uma calamidade, para desespero dos donos dos carrões importados que
tentam circular por ela, nos fins de semana.
Foi, também, a primeira a sofrer com os congestionamentos — tanto de carros quanto de
pessoas —, que só pioram a cada ano. Mesmo assim, não perde o seu fascínio. Por quê?
Entre outras razões, por coisas assim...
“
Em Juquehy, o mar
ora está verde, ora azul
Náutica SudeSte
79
AvAré
litorAl norte
Leandro saadi
Entre o rio, o mar e a montanha...
um paraíso para você descobrir!
mar e asfalto,
lado a lado
U
ma das grandes virtudes do trecho do litoral de
São Sebastião é que, nele, o mar e a estrada
correm lado a lado. É muito prático — e lindo! —, especialmente para quem vem de carro, já que as praias vão desfilando diante dos
olhos. Nem todas, é verdade, mas, de tempos em tempos,
sempre dá para olhar para o lado e ver o azul do mar da janela. Pena que a Rio–Santos seja uma estrada relativamente estreita, de mão dupla (embora em ótimo estado) e nem
sempre com acostamentos que permitam parar o carro e
descer para apreciar a paisagem. De Boracéia em diante, a
estrada vai ficando cada vez mais bonita, justamente porque
se aproxima do mar. Mas o trecho mais cinematográfico é o
que antecede a chegada a São Sebastião, após Toque-Toque
Pequeno, onde uma serrinha cheia de curvas permite vistas deslumbrantes de praias e ilhas. Mas ali não se pode parar, muito menos estacionar (o que também impede o acesso, para quem vem de carro, a uma das praias mais lindas da
região, a estupenda Calhetas, que fica ao final de um caminho que só pode ser feito a pé. Outra mácula é que, ao longo
de todo este trecho, a Rio–Santos não tem nenhum mirante.
Quer dizer, tem, e bem diante do estupendo visual das Ilhas.
Mas não é bem um mirante e sim o estacionamento de um
restaurante. A mais cênica estrada costeira brasileira desperdiça oportunidades de ser ainda mais estupenda.
80
Náutica SudeSte
jorge de souza
No trecho de São Sebastião, o mar
corre ao lado da Rio–Santos. Pena
que nem sempre pode ser visto
Cada praia,
uma igrejinha
igreja e
estrada
Em boa parte do
trecho, o asfalto
da Rio–Santos
avança paralelo
ao mar, mas
infelizmente não
permite paradas
para apreciar
a paisagem.
Já as capelas
caiçaras das vilas
são facilmente
visitadas
A
lém de praia, cada vila (hoje
tecnicamente “bairro”) de São
Sebastião tem uma igrejinha — sempre
simples e singela, mas impecavelmente
pintadinha. São as “capelas caiçaras”,
que remetem ao tempo em que as
comunidades de pescadores ficavam
tão isoladas que não havia como ir
até a cidade para praticar a fé nos
padroeiros, sendo que um deles até
batiza a própria São Sebastião — assim
chamada porque foi fundada pelos
portugueses no dia consagrado ao
santo, como era costume na época.
Hoje, muitas destas igrejinhas quase
foram engolidas pelas casas de
veraneio e outras foram parar nas
margens de movimentados caminhos,
como a de Boiçucanga, que fica na
beira da Santos–Rio. Mas continuam
sendo frequentadas pelos moradores
locais. Como esta, dedicada a Santa
Ana, em Barra do Sahy.
Coordenadas da Marina:
S 23o45’49.0”
W045o45’32.9”
•Vagas
na água e no
seco•Píer para
pernoite•Serviço de
rampa•Rádio VHF
canal 74•Hotel
•Restaurante•Bar
e café•Clínica de
shiatsu •Locação de
lancha•Garagem
náutica
Av. Magno Passos Bittencourt, 326 - Barra do Una – São Sebastião /SP
Tel: (12) 3867-1313 / 3867-2200 - www.canoa.com.br
Náutica SudeSte
81
AvAré
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TRAGAÊ AÊ FAMêLIAÊ EÊ OSÊ AMIGOS,
DOÊ SEUÊ BARCOÊ AÊ GENTEÊ CUIDA,Ê EÊ MUITOÊ BEM!
O maiOr tesOurO dO litOral
A
fotos adrian fuhrhausser
O arquipélago dos Alcatrazes é uma
reserva ambiental, com visitação
proibida. Mas, agora, há uma alternativa
ainda
mais bonito
O arquipélago
dos Alcatrazes
(no alto) tem
acesso proibido
aos barcos na
maior parte da
ilha principal,
mas também
costuma ser
visitado pelas
orcas (acima),
agora,
no verão
82
Golfinhos, baleias
e até orcas!
G
olfinhos são presença constante nas águas do
Litoral Norte paulista — vê-los, acompanhando
os barcos, é algo fácil, fácil, o ano inteiro. Já as baleias,
especialmente da espécie jubarte, começam a chegar
ao final do outono e ficam por ali até setembro, outubro
ou um pouco mais, dependendo da vontade de cada
animal — avistagens também são frequentes na região.
Mas, os encontros mais preciosos nas águas de São
Sebastião e não tão raros quanto possam parecer
são com as orcas, aqueles magníficos seres marinhos
erroneamente taxados de assassinos e que viram
estrelas nos shows da Disney. E elas chegam justamente
agora, nos meses de verão. “Até março, sempre costumo
encontrar orcas bem pertinho da costa”, garante o
comandante Adrian Fuhrhausser, dono do hotel e
marina Canoa, em Barra do Una, que de tanto ver
golfinhos, baleias e congêneres nas águas da região, se
tornou um quase especialista nesse tipo de avistagem.
“No caso das baleias, o ideal é ficar com o barco paralelo
a ela, no mínimo, a cinco metros de distância, mas longe
da cauda”, ensina. “Já com os golfinhos não precisa fazer
nada, porque são eles que vêm na direção dos barcos.”
Náutica SudeSte
ilha principal do arquipélago dos Alcatrazes é um magnífico maciço de rocha, com paredões que descem quase
na vertical até o mar e cujo ponto mais
alto passa dos 300 metros de altura –
o equivalente a um hipotético prédio de 100 andares, fincado no meio de um mar intensamente azul.
Tem, também, muitas partes revestidas com o verde
de árvores e palmeiras coalhadas de ninhos e filhotes, já que também abriga o maior berçário de aves
marinhas da região Sudeste do país, com uma população estimada de 20 000 fragatas, atobás e outras
tantas mais. Quem se emociona com a simples visão
de uma gaivota no mar custa a acreditar que possa
haver tantas aves marinhas juntas, num só lugar — e
tão pertinho assim do trecho mais movimentado do
litoral paulista, já que o arquipélago fica a cerca de
20 milhas náuticas (ou menos de uma hora de lancha) de Barra do Una, por exemplo.
Mesmo assim, quase ninguém vai até lá, porque
a maior parte do arquipélago faz parte de uma reserva ambiental, onde é proibido navegar, ancorar, pescar, mergulhar, que dirá desembarcar. E o que ficava
fora desta área protegida vinha sendo usado pela Marinha para exercícios de tiros. Mas isso está por mudar. A reserva está em vias de virar Parque Marinho
(o que, pelo menos em tese, afrouxaria um pouco as
restrições) e a Marinha não só parou com a artilharia
como liberou sua parte aos barcos de passeios — em
termos práticos, apenas a área conhecida como Saco
do Funil, onde, mesmo assim, os fiscais do meio ambiente costumam abordar os barcos (para evitar problemas, nem pense em pescar por lá!). Mas, passar
também é permitido, desde que a mais de um quilômetro da área protegida. É o passeio náutico mais
precioso do litoral paulista.
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Av. Magno dos Passos Bittencourt, 779
Barra do Una - S‹ o Sebasti‹ o - SP
tel.: (12) 3867-1464 - s 23¼ 45Õ 619Õ Õ w 45¼ 45Õ 525Õ Õ
litoral norte
Para quando você for
A confusão dos sorvetes
P
oucas coisas têm mais a cara do Litoral Norte de São Paulo do que os
sorvetes da sorveteria Rocha, com cinco sedes, sendo duas delas em São
Sebastião. São 110 sabores (45 deles em forma de picolés), incluindo opções
curiosas como jaca e abacaxi ao vinho. Quem experimenta, logo fica fã. Mas o
problema é que muita gente acaba chupando gato por lebre, porque há outra
marca, com nome bem parecido, na mesma região: a Rochinha. “Já fomos da
mesma família, mas hoje são empresas distintas, com sorvetes diferentes”, não se
cansam de explicar os herdeiros da Rocha original, que existe desde 1948 e que
está para São Sebastião assim como os biscoitos Globo para o Rio de Janeiro.
Não tem barco? Alugue
Em Barra do Una:
Hotel Canoa (tel. 12/3867-1313),
com spa e travessia de barco
para a praia.
O
melhor local para alugar uma lancha e aproveitar também as ilhas de São
Sebastião é em Barra do Una, que ainda por cima fica bem perto de duas
delas: Montão de Trigo, a seis milhas náuticas de distância, e As Ilhas, a menos
de duas milhas. E o melhor lugar para fazer isso é na Marina Canoa
(tel. 12/3867-1313), que tem duas lanchas para locação: uma Phantom 290 e
uma Fishing 26. A primeira custa R$ 500 a hora, a outra R$ 450. Se quiser,
a marina também providencia um marinheiro para ir junto e até prepara o
churrasco a bordo (foto) —
ambos pagos à parte. Mas, se
pilotar não for a sua praia ou
o seu bolso não permitir isso,
uma alternativa é embarcar
num dos passeios particulares
com pequenas lanchinhas, que
partem tanto de Barra do Sahy
quanto de Camburi — neste
caso, procure o Zigomar (foto),
que fica sempre no canal entre
as duas praias e atende pelo tel.
12/99206-4405.
moderno e de frente para o mar.
Villa Manakás (tel. 12/38654248), para quem não quer
só praia.
Paradiso Al Mare (tel. 12/38652557), para poucos hóspedes.
Pousada Villa Camboa
(tel. 12/3865-4920), em frente
à praia.
Em Baleia:
Pousada Azul Maria
(tel. 12/3863-6454), onde a
piscina é vermelha.
Em Maresias:
Beach Hotel Maresias
(tel. 12/3891-7500), ótimo para
famílias.
Coconut´s (tel. 12/3865-7875),
com extensão na areia da praia.
Villa Al Mare Hotel (tel.
12/3865-6744), bem agradável.
Em Juquehy:
Hotel Juquehy Praia
(tel. 12/3891-1000), perfeito para
famílias.
Pousada Alcatrazes
(tel. 12/3863-1135), charmosa e
com sala de cinema.
Juquehy La Plage (tel. 12/38633434), com o tal menu de
travesseiros.
Pousada Chez Louise et Louis
(tel. 12/3863-1103), com até chá
da tarde.
Em Barra do Sahy:
Pousada Aldeia de Sahy
(tel. 12/3863-6366), em local
muito agradável.
Pousada Tié Sahy (tel. 12/38636369), com bom restaurante.
Em Juquehy:
Onde cOmer
Os frutos do mar predominam
— claro —, bem como
(infelizmente) os preços meio
salgados das melhores mesas,
que podem ser encontradas
nestes restaurantes:
Em Barra do Una:
Canoa (no hotel homônimo).
Badauê, Chapéu de Sol, Gulero.
Em Barra do Sahy:
Tiê Sahy (pousada homônima).
Em Cambury:
JorgE dE SoUza
Manacá, Acqua, Ogan.
84
Náutica SudeSte
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013 13:46:26
Em São Sebastião:
Pousada do Fort (tel. 12/38621800), simples mas honesta
Em Cambury:
Villa Bebek Hotel (tel. 12/38653320), charmoso e muito
confortável.
Nau Royal (tel. 12/3865-4485),
.com.br
Onde ficar?
Salvo nas datas especiais
(Réveillon, Carnaval, etc.) e
feriados prolongados (quando
São Paulo inteira desce para o
litoral e tudo lota), seu maior
problema de hospedagem
neste trecho do Litoral Norte
será escolher em qual hotel
ou pousada ficar, porque,
felizmente, ótimas opções
é o que não faltam. Alguns
oferecem amenidades como
spas e piscinas aquecidas,
outros mimos como menus de
travesseiros e chás da tarde.
Na dúvida, fique com um
desses:
Em Maresias:
Badauê, Mergellina.
Em Toque-Toque Pequeno:
Barracuda.
Fone:: +55.19.3515-5500 / Fax: +55.19.3856-4279
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Registro de Rádio, Epirb e AIS junto a Anatel.
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Registro para Pesca Amadora no Ministério da Pesca.
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O SHOPPING DOS BARCOS
Na beleza de Angra
dos Reis, o tradicional
Piratas acaba de ganhar
uma nova leva de lojas
e empresas do setor de
barcos e consagra-se de
vez como um verdadeiro
polo náutico — além de
continuar sendo
um agradável
shopping center
Náutica SudeSte
89
shopping dos barcos
O
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Onde muitos donos de
barcos param para molhar a garganta, antes de
irem às compras.
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Segue, vende lanchas novas
e usadas e presta assistência
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Tel. 24/3365-3880
Náutica SudeSte
91
shopping dos barcos
Outras atrações de angra
Além do seu
“Shopping
Náutico”, Angra
dos Reis está
reservando
algumas
novidades neste
verão. Confira
n A famosa Praia do Dentista deve
passar a ficar bem agitada também
à noite, porque as baladas noturnas
nos barcos ancorados lado a lado,
que já aconteceram no feriado de
15 de novembro, devem se tornar
frequentes nos fins de semana
mais quentes.
n O simpático Quiosque do Lelé,
no Sítio Forte, também na Ilha
Grande, passará a oferecer serviços
de pousada, para quem dormir na
ilha, mas não no barco.
n A Ilha Itanhangá voltou às mãos
do seu tradicional proprietário, que
promete novidades.
n No Carnaval, uma grande balsa
levará a folia para dentro d´água,
possivelmente nas imediações da
Ilha da Gipóia. Será o 1º Carnaval no
Mar de Angra.
n O restaurante Reis e Magos,
no Saco do Céu, na Ilha Grande,
apresentará shows de música ao
vivo e será sede da famosa balada
Pink Elephant Cool Island, a partir
de 28 de dezembro.
n Também
em 28 de
dezembro,
acontecerá o
pré-Reveillon
de Angra, com
uma festança-balada no Canto
das Canoas, na Ilha da Gipóia.
Financiamento sujeito a aprovação de crédito | Fotos meramente ilustrativas | Valores promocionais, sujeitos a alteração |
92
O SHOPPING
DO PESCADOR
Náutica SudeSte
n No mesmo período, de 27
de dezembro a 4 de janeiro,
acontecerá, no Cais de Santa Luzia,
no centro de Angra, o evento
Eletronic Píer, com som eletrônico
todas as noites.
n A Praia do Anil, em Angra, sediará
vários shows de música ao vivo a
partir do dia 28 de dezembro, até 6
de janeiro, aniversário da cidade. Na
programação rock, samba, pagode,
funk, forró e música dos anos 80.
n A tradicional e divertidíssima
procissão de barcos do Ano Novo, no
primeiro dia do ano, terá animação da
bateria da escola de samba Império
Serrano, cujo tema para o carnaval
2014 é Angra dos Reis.
1
11pesca de praia
dicas para uma boa
Iscas ali mesmo
Para muitas espécies,
as melhores iscas estão na
própria praia. Como as
conchas, os corruptos e as
minhocas de praia, todas
enterradas na areia. Cave
bem próximo à água, de
preferência na maré baixa, ou leve uma bomba
de sucção. Para capturar
as minhocas, nem sempre
fáceis, arraste lentamente
pedaços de peixe na areia
porque ajuda a atraí-las
para perto da superfície.
Pescar da areia ou
com a água pelos
joelhos pode ser
bem divertido e
proveitoso. E nem
exige grandes
equipamentos.
Com uma varinha
lisa e seguindo estas
dicas, sua diversão
já está garantida
2
É preciso manter
as iscas
As iscas capturadas na
praia devem permanecer
vivas. A opção mais simples é mantê-las em um
balde com água do mar.
Mas é importante não deixar a temperatura da água
elevar, porque elas são
sensíveis. A água deve ser
constantemente renovada
e, de preferência, mantida
à sombra.
ruy varella
3
Camarão
também é bom
O bom e velho camarão
sete-barbas, já morto, também vai muito bem como
isca para pescarias de
praia. E com a vantagem
de que é mais fácil de encontrar do que os seres que
habitam as areias — basta
ir até qualquer peixaria.
4
De olho no
cheiro das mãos
Antes de manusear as iscas lave bem as mãos,
porque isso interfere na
aproximação dos peixes.
Muito cuidado com os
protetores solares e repelentes de insetos, que
deixam aromas fortes.
5
Com qual
linha eu vou?
As linhas de monofilamento são as mais indicadas para pesca de praia.
Elas devem ter bitolas entre 0,15 a 0,35 mm e, no
caso da pesca com varinha lisa, o mesmo comprimento da vara. Já a sua
resistência depende do
local da pescaria, do tipo
de praia, e dos peixes que
se pretende fisgar.
6
Os macetes
do chicote
Os chicotes podem levar um, dois ou até três
anzóis, mas cada pernada ou rabicho (linha que,
por meio de um nó, liga
a principal ao anzol) deve
ter, no mínimo, 20 cm.
7
Os anzóis mais
corretos
O tamanho e o modelo
do anzol dependerão dos
peixes mais comuns da
praia e da isca usada. No
Quase
sempre,
a melhor
isca está
enterrada
na própria
areia
da praia
caso de se tentar robalos,
use anzóis maiores (modelo Wide Gap, n o 3),
com corruptos ou camarões iscados vivos. Já para
pequenos pampos e carapebas, anzóis pequenos,
com olhos ou patinhas,
mosquitinhos ou anzóis
número 2, iscados com
pequenos pedaços de camarão morto sem casca.
8
Não pegue pesado
na chumbada
O peso e o formato das
chumbadas dependerão
das condições da praia.
Em geral, chumbadas
com formato “oliva” ou
“gota”, entre 5 e 10 gramas, são suficientes para
fazer com que a isca permaneça no fundo. E um
nó de parada, ou “oito”,
na ponta da linha, suficiente para prender o
chumbinho.
9
Boias? Nem
precisa
Boias são desnecessárias,
porque a grande maioria dos peixes é capturada junto à areia. Mas, se
usar três anzóis, o de cima
deve permanecer a aproximadamente 30 cm do
anzol de baixo, que estará
mais próximo do chumbo, sendo que a distância
entre os rabichos deve ser
de cerca de 10 cm.
10
Onde é
melhor?
A escolha do local da pesca é fundamental. Na pesca com vara lisa, é possível
fisgar pequenos pampos,
xereletes e betaras nos
bancos de areia e nas áreas
mais rasas, com cerca de
um metro de profundidade, onde há intenso revolvimento do fundo e formação de espuma das ondas.
Mas, se o mar estiver calmo, tente pescar em um
dos canais da praia, onde
a profundidade é maior e
há possibilidade de captura até de robalos.
11
Quando?
Os melhores horários para a pesca de
praia quase sempre coincidem com a subida da
maré. Quanto mais água,
maior a chance de pegar
um peixe.
Náutica SudeSte
95
Você e seu barco
o caminho de cananéia
C
calendário”, garante. “A coisa só
fica realmente feia quando entra o vento Sul e o mar vira ressaca”, diz. “E quando isso acontece, nem os pescadores da cidade
saem de casa, porque sabem que
da barra ninguém passa”.
É verdade. Do lado de fora,
as ondas chegam bem perto dos
barcos e, nos dias errados, engolem até o canal que serve de caminho para quem entra ou sai
da cidade. Muita gente já passou grandes sustos ali e alguns
chegaram mesmo a perder seus
barcos. Mas, para o comandante
Marcos, isso só acontece por dois
motivos: a imprudência dos que
desrespeitam as leis da natureza
(entre elas, evitar as noites e es-
perar o mar melhorar) e a completa falta de sinalização do canal, que já perdeu todas as boias
que tinha.
Por isso, ele levantou os principais waypoints que sinalizam o
canal e indicam o rumo que os
barcos devem seguir, e os disponibilizou no site do seu centro náutico (dono, por sinal, do
principal posto de abastecimento de combustível para barcos
da cidade), o www.nauticocananeia.com.br — e aqui reproduzi-
dicas de
quem sabe
O comandante
Marcos
Bernauer, do
Centro Náutico
de Cananéia,
garante que o
canal de acesso à
sua cidade não é
o bicho feio que
todo mundo fala
e ensina
o caminho
7
CaNaNéia
ilha do Bom Abrigo (quase em
frente à barra e que não tem
este nome por acaso) e ficam esperando o mar acalmar, o que
não é má ideia, nos piores dias.
Ou, então, seguem os rastros dos
maiores barcos de pesca da cidade, o que é outra boa alternativa.
“Mas, quem seguir a minha rota
no gps não pegará ondas, porque
elas não quebram na faixa do canal, onde é mais fundo — só nos
dois lados dele”, assegura o comandante, que é uma espécie de
anjo da guarda dos barcos de passeio que chegam a Cananéia e
até se dispõe a ajudar, pelos telefones 13/3851-1848 e 13/9777-5500
ou canal 88 do vhf. “E não há pedras no fundo do canal; só lodo e
areia”, completa.
Claro que tudo seria bem
mais fácil se as boias que a Marinha colocou no local tivessem
sido mantidas. Mas como isso
não aconteceu, todas se perderam, alimentando ainda mais
a má fama que a barra da cidade tem. Segundo o comandante
Marcos, injustamente. Na duvida, guarde esta revista e confira
na sua próxima ida para lá.
6
5
4
3
2
1
Onde a barra é mansa
Com estes waypoints, o comandante Marcos Bernauer
garante que entrar e sair de Cananéia deixa de ser sufoco,
apesar das ondas e da ausência de boias no canalo
1
Boia
de fora
25º 04.500’ S
47º 50.953’ W
2
Boia
do meio
3
Boia de
dentro
25º 04.329’ S
47º 51.380’ W
25º 03.763’ S
47º 52.757’ W
4
Começo
do Canal
25º 03.400’ S
47º 53.580’ W
5
Meio do can al
da Trincheira
25º 03.300’ S
47º 55.030’ W
6
Meio da praia
da Trincheira
Passar entre boia e praia
25º 02.963’ S
47º 55.080’ W
7
Balsa de Ilha
Comprida
25º 01.216’ S
47º 55.133’ W
8
Centro
Náutico
25º 00.460’ S
47º 55.378’ W
RODRIGO ZORZI
ananéia, na divisa de São
Paulo com o Paraná, é
uma cidadezinha histórica, sede de um dos primeiros
povoados do Brasil, mas bem
mais famosa entre os navegantes por abrigar uma das barras
mais tensas do litoral sul do país.
Ali, as ondulações do mar, algumas chegando mesmo a quebrar,
costumam assustar quem chega
ou sai de barco e não tem muita afinidade com a região. Mas,
para o comandante Marcos Bernauer, do Centro Náutico de Cananéia, a má fama que a entrada
do porto da cidade tem não passa de exagero. “Em dias de mar
calmo, não têm o menor problema e eles representam 80% do
aRq. pessOal
Entrar ou sair de Cananéia, no Litoral Sul de
São Paulo, nem sempre é fácil. Mas com estas
coordenadas de um especialista da cidade, tudo
fica mais tranquilo. Desde que o mar permita
dos. São apenas sete coordenadas
que garantem o acesso tranquilo ao porto da cidade e, também,
ao Canal do Varadouro, principal atrativo da região para os barcos de passeio. “Quem seguir os
meus waypoints não terá problema, desde que o mar não esteja
virado”, garante o experiente comandante. “Até porque o canal é
bem largo e fundo, com cerca de
300 metros na parte mais estreita
e 4 metros de profundidade, mesmo na maré baixa”, explica.
Mesmo assim, para não correr nenhum risco, ele sugere
que os veleiros esperem até que
a maré esteja cheia ou comece a
encher, por conta do maior calado. E aconselha que o timoneiro vá acompanhando a profundidade pela sonda. “Se baixar de
3,5 metros, é porque o barco saiu
do canal”, ensina. Mesmo assim,
nos cruzeiros entre as regiões Sul
e Sudeste, muitos velejadores
preferem passar reto pela cidade, só para não ter que enfrentar
os humores da barra de Cananéia. Quando muito, param na
8
96
náutica SudeSte
náutica SudeSte
97
Você e seu barco
3
DE OlhO NElE
vícios que
prejudicam
os motores
Como o seu jeito de pilotar
pode afetar a durabilidade
do motor da sua lancha
1
S
98
Náutica SudeSte
E não afeta
só o motor
A
Jorge de souza
e a forma como você pilota sua
lancha for sempre agressiva e “radical”, pode apostar que, a médio prazo, sua conta na oficina também será. Mas isso não quer dizer que
você esteja proibido de acelerá-lo, nem
explorar a agilidade que ele oferece —
basta não exagerar. Como tudo na
vida, há uma medida certa.
A motorização é a parte mais diretamente afetada pelo jeito de pilotar.
Por isso, a primeira providência, antes mesmo de sair com o barco, é deixar o motor funcionando por cerca de
cinco minutos. Isso fará o óleo lubrificante aquecer até a temperatura correta de funcionamento. Na volta, faça o
mesmo: pare o barco e deixe o motor
funcionando por outros cinco minutos, em marcha lenta, antes de desligálo. Assim, todo o sistema voltará à temperatura normal de uso, preservando
as propriedades lubrificantes do óleo.
Outro cuidado deve ser com o regime de uso: evite altos e baixos frequentes na aceleração ou longos trechos em velocidade máxima, porque
isso causa desgaste prematuro nos
componentes internos dos motores,
além de aumentar barbaramente o
consumo. Mas poupar um motor não
significa usar a lancha só em baixas velocidades. Até porque elas precisam
planar e, para planar, um casco precisa
atingir certa velocidade. Quando isso
pilotagem abusiva afeta também
— e principalmente! — o sistema
de propulsão, que tem engrenagens
e eixos muito bem sincronizados. Por
isso, bruscas alternâncias de aceleração
ou esforços contínuos em regime
máximo causam desgastes acentuados.
Também a cabine e os porões sofrem
uma barbaridade quando o casco
é submetido a uma pilotagem mais
“agressiva”, especialmente em dias
de mar picado. As conexões elétricas
e hidráulicas tornam-se vítimas
frequentes. Fios e conduítes se soltam,
parafusos afrouxam e costumam
surgir danos até em vasos sanitários.
No porão, o problema é ainda mais
sério. Com os solavancos, braçadeiras
e conexões podem se soltar, gerando
vazamentos e panes elétricas, assim
como as baterias — o que é um risco
ainda maior. E o pior é que os donos de
lanchas raramente costumam examinar
o porão de seus barcos para ver se algo
soltou — ou está se soltando... —
lá dentro. E, quando descobrem,
já é tarde demais.
Navegar a toda
durante muito tempo
Todo motor está preparado
para funcionar em altas
rotações, mas não por longos
períodos. Quando exigido
demais sem interrupção, ele
pode superaquecer.
2
Arrancar rápido demais
Isso gera esforço no
motor, já que, antes de
colocar o casco em planeio,
ele precisará vencer a
resistência da água. Que
não é pouca.
3
Desacelerar
sempre bruscamente
A redução abrupta da rotação
desgasta componentes e
provoca queda na pressão do
óleo. O correto é desacelerar
gradualmente.
não acontece (ou seja, quando a velocidade fica abaixo do necessário para o
planeio), o casco se arrasta na água, forçando demais o motor, apesar da baixa rotação. O correto é fazer o casco
“descolar” da água de maneira gradual, mas o mais rápido possível.
Para atingir o planeio com mais
facilidade, alguns barcos — especial-
3
conselhos
para usar bem
os reversores
1
Execute ações firmes,
mas não com força
A força demasiada nos
manete do motor causa
danos,, especialmente nos
motores de popa.
2
Aguarde alguns
segundos para
mudar o reversor
O ideal é que o propulsor
pare de girar num
determinado sentido, antes
de engatá-lo no sentido
contrário, porque isso
força as engrenagens
do reversor.
3
Evite navegar com
os manetes em
posições diferentes
Em barcos com dois
motores, isso gera esforços
e desgastes diferentes.
mente os menores — necessitam de
flapes. Use-os. Eles permitem chegar
às velocidades de planeio e cruzeiro
mais rapidamente. Já o trim só deve
ser acionado depois que o casco “desgrudar” da água. Do contrário, fará
com que a popa navegue muito enfiada, dificultando o planeio e gerando
esforço desnecessário no motor.
Náutica SudeSte
99
Você e seu barco
A
T
100
NáuticA sudeste
Cabe, então, ao dono do barco
comprar e mandar instalar. Mas
qual a melhor bomba para cada
barco? A resposta é: depende do
tamanho dele (veja quadro).
Mas é um erro achar que
quanto mais forte a bomba for
mais seguro será para o barco,
porque quanto maior a bomba
mais energia da bateria ela consome — e ficar sem bateria é
ainda mais perigoso do que ficar sem bomba. Portanto, de
nada adianta equipar seu barco
com uma bomba superpotente
se a energia disponível não for
suficiente para fazê-la funcionar
por um bom tempo.
Por outro lado, bombas de
porão não exigem muita manu-
tenção, a não ser a limpeza frequente do fundo do casco, para
não entupi-las com sujeiras, o
que afeta sobremaneira o seu
funcionamento. Mas algumas
atitudes podem reduzir bastante sua vida útil. Um dos erros
mais comuns é ligar a bomba a
seco, ou seja, sem que haja água
no porão para bombear. Quando
isso acontece, as vedações de borracha do eixo da bomba perdem
eficiência e também pode haver
superaquecimento do motor da
bomba. Portanto, fique atento.
vazão das bombas de porão é dada em galões por
hora (gph), medida americana que equivale a quase
quatro vezes um litro (um galão corresponde a exatos
3,785 litros). Mesmo no caso das bombas nacionais, usase este padrão. Descobrir qual a potência da bomba
ideal para um barco é algo, aparentemente, simples,
apesar da medida pouco usual para nós, brasileiros.
Basta medir o comprimento da linha d’água (mas só a
linha d’água; não o casco inteiro!) e aplicá-lo na tabela
abaixo. Exemplo: uma lancha de 30 pés, que tem cerca
de 8 metros de linha d’água, exige uma bomba de, no
mínimo, 1 500 gph.
O problema é que há uma grande diferença
entre a vazão nominal, fornecida pelos fabricantes
de bombas, e a vazão real delas. Em alguns casos,
esta diferença pode chegar a 40% menos, quando as
bombas são submetidas aos seus limites máximos
de funcionamento. Assim sendo, para garantir total
segurança, o mais prudente é usar uma bomba de 20%
a 30% mais potente do que valor nominal indicado
pelo fabricante. Com isso, no caso do mesmo exemplo
da hipotética lancha de 30 pés, a bomba mais indicada
seria uma de 2 000 gph — e não apenas de 1 500 gph,
apesar do gráfico.
Fique atento. E, na dúvida, aumente a potência
da bomba — mas não muito, para não comprometer
o consumo de energia do barco, que é ainda mais
importante.
2100
gph
1
2
3
4
5
A mangueira da bomba deve ser flexível, para
acompanhar as curvas do casco. Mas quanto menos
curvas entre a bomba e a saída de água no casco houver,
mais eficiente será o esgotamento da água..
O alerta luminoso da bomba costuma se perder no meio
de tantas outras luzes no painel.
Por isso, instale também um sinal sonoro e bem alto.
Com bombas de porão todo cuidado é pouco.
Instale uma válvula de contenção na mangueira,
antes da saída no casco, para evitar que a água de fora
entre tubulação adentro.
Dobras ou amassados são proibidos
nas mangueiras porque diminuem a vazão e podem
interromper a saída de água.
Para economizar bateria, instale uma segunda bomba
extra um pouco mais alta do que a primeira, de forma
que ela só passe a funcionar se a mais baixa ficar
entupida e o nível da água subir. Assim, ela só consumirá
energia se for necessário.
6
7
2000
A bitola do fio varia em função de cada bomba.
1900
Deve ser de 1 mm (para bombas de até 600 gph),
1800
1,5 mm (de 800 a 2 000 gph) ou 2,5 mm
1700
(para bombas acima de 2 200 gph).
gph
VAzãO DA BOMBA
A bomba de porão, que serve para
não deixar empoçar água no fundo
dos cascos, é um dos principais
equipamentos a bordo de qualquer
barco. Você costuma conferir a sua?
odo barco precisa ter
uma bomba de porão.
De preferência, duas,
para o caso de a primeira falhar.
Mesmo assim, poucos proprietários dão a devida importância
a este equipamento de segurança, responsável por não deixar
empoçar água no fundo do casco e de bombear para fora toda
a água que entra — e sempre
entra... É normal.
Bem mais do que um mero
acessório, a bomba de porão é
tão importante para a segurança a bordo quanto, por exemplo, os coletes salva-vidas, porque impede inundações e panes
elétricas causadas pelo contato
de fios com a água. Mesmo assim, nem todos os barcos saem
de fábrica com uma instalada
e, às vezes, a oferecem como
simples equipamento opcional.
conselhos para ter o
porão sempre seco
gph
gph
gph
1600
gph
1500
gph
1400
Periodicamente, vasculhe o porão, em busca
1300
de objetos soltos, que possam tapar e impedir a
1200
aspiração da água pela bomba. Até acúmulo de cabelos
gph
gph
gph
1200
shutterstock
A bombA
que sAlvA
os bArcos
7
A fórmula da bomba
certa para o seu barco
causam esse tipo de problema.
gph
2m
4m
6m
8m
10 m
12 m
14 m
16 m
COMPRIMENTO DA LINHA D’áGUA
NáuticA sudeste
101
Você e seu barco
Água só do lado de fora
Barcos foram feitos para ficar na
água, mas sofrem um bocado com a
umidade a bordo. Veja aqui o que fazer
para tentar driblar este eterno problema
O QUE VOCÊ PODE
FAZER PARA NÃO SOFRER
Isole o fundo dos armários do casco com cortiça
ou outro isolante térmico. E dê preferência aos
armários com portas furadinhas, para ventilação.
Não deixe nenhum objeto molhado dentro do barco,
mesmo que esteja apenas úmido. Toalhas e material de
mergulho, só se estiverem completamente secos.
Evite os carpetes a bordo: eles acumulam
umidade. O barco pode até ficar mais
bonito, mas o risco de mofo dispara.
Lave periodicamente as roupas de cama,
cortinas e outros tecidos internos da cabine,
porque eles retêm umidade.
De vez em quando, retire as
almofadas e os colchões
das camas e coloque-os ao sol.
Sempre esgote toda a água do porão,
após cada passeio. Água parada cheira mal e
gera umidade em todo o barco.
Instale um ventilador na cabine.
Ar-refrigerado é melhor ainda, porque gera
ar seco e tira a umidade do ambiente.
102
NÁutica sudeste
B
arcos foram feitos para a água, mas a
recíproca está longe de ser verdadeira. O
excesso de umidade a bordo causa mau
cheiro, mofo e incômodos. E a umidade não dá
trégua, nunca! Atua o tempo todo, faça sol ou
— principalmente — chuva, quando fica pior
ainda. Para evitar que ela tome conta do interior
do seu barco (cabines, principalmente), há duas
providências básicas: ventilar bastante e impedir
que molhe por dentro. Fácil? Nem tanto.
Uma boa ventilação controla naturalmente
a umidade do ambiente e previne contra a
proliferação dos micro-organismos responsáveis
pelo mofo ou bolor. Cabines escuras também são
convites aos fungos, essas criaturas microscópicas
que não sabem distinguir entre um galho de árvore
e o barco que você acabou de comprar. No combate
à umidade, o sol é o maior aliado. Sempre que
puder, abra todo o barco e coloque os estofados para
fora, para arejar. Se possível, uma vez por semana.
Dá trabalho? Dá! Mas, acredite, ainda é o jeito mais
simples de evitar incômodos maiores.
Outro recurso é ter um desumidificador
a bordo, aparelho que diminui a umidade dos
ambientes fechados. É uma boa solução para evitar
não só os fungos como também a corrosão e a
ferrugem. Sachês de sílica, um material sintético
que retém as moléculas de água presentes no ar,
também são muito eficientes, bem como espalhar
potinhos de sal grosso pelo interior do barco,
porque eles “sugam” a água do ar. Vale ainda fazer
pequenos orifícios nas portas dos armários (ou
instalar lâmpadas dentro deles), de forma a ventilar
e aquecer os compartimentos. Vale tudo, enfim,
para ganhar a guerra contra a umidade. Afinal,
barco parado estraga. E se, além de parado, ele ficar
fechado, irá estragar mais rápido ainda.
Novos barcos
IntermarIne offshore 48
O mais famoso estaleiro brasileiro traz de volta o fascínio das lanchas esportivas
Para o ano
que vem
A nova Offshore
48, a ser lançada
no final de 2014,
usará o mesmo
casco da extinta
46 pés, mas com
estilo e interior
completamente
diferentes. Fazia
tempo que uma
grande marca
demonstrava
interesse
nas lanchas
esportivas
lançamentos
do são Paulo
Boat show
Grandes ou pequenos, o que não faltou foram novidades no
maior e mais recente salão de barcos do país. Como estas aqui
sessa fly 42
náutIca sudeste
melhor que
a imPortada
A Sessa Fly
42 nacional é
melhor do que a
original italiana,
porque tem
cozinha também
externa, vem
bem equipada,
com motor IPS
e plataforma de
popa submergível
de série, e tem
bom preço: cerca
de R$ 1,9 milhão
Grande só
no tamanho
A nova Solara é
bem larga e maior
até que os 52 pés
que a batizam.
Por dentro, tem o
tamanho de um
apartamento, com
80m2 de área útil.
Mesmo assim,
custa bem menos
do que a média do
mercado: cerca de
R$ 1,7 milhão
A maior e mais
nova lancha da
marca Solara
tem ainda
um tremendo
atrativo: o preço
fotos Marcos finotti
Mozart Latorre
104
solara 520 ht
Mais uma (boa)
opção de lancha
com flybridge, agora
feita aqui mesmo
náutIca sudeste
105
Novos barcos
muito
Por Pouco
A cabine da nova
Arth 415 tem 2 m de
altura e duas camas
de casal. A maior
delas chega a ter
2 m x 2 m, se unida
à de solteiro, que
há ao lado. Mesmo
assim, custa pouco: a
partir de R$ 590 mil
Beneteau gt 35
Uma lancha feita para o mercado brasileiro
106
Casco e solário
são destaques
no novo barco de
uma marca que
sempre agrada
náutIca sudeste
fIshIng 34 wa
Lancha para pescar com os amigos
ou apenas passear com a família
divuLgação
Marcos finotti
Padrão
americano
A Sea Ray é
uma das marcas
mais famosas
do mundo e
segue o padrão
americano de
estilo, qualidade
e engenhosidade.
Um bom exemplo
disso é o banco
do piloto, que gira
e vira mais um
sofá na sala, para
quando o barco
estiver parado
Para a família
inteira
O tamanho pra lá
de generoso do
solário da nova
Real 35 é ótimo
para a família
curtir banhos de
sol nas paradas
e o casco, com
um desenho que
facilita o planeio,
mantém a fama
da marca de
navegar com
qualidade
Barco
versátil
A Fishing 34
WA pode usar
tanto motor de
popa quanto de
centro e, embora
sua vocação
seja a pescaria
oceânica, tem
boa cabine, com
curiosos beliches
laterais sobre a
cama principal
sea ray 510
divuLgação
Uma
grande
lancha
importada,
tanto no
tamanho
quanto na
qualidade
da marca
real toP 355
Marcos finotti
mais esPaço
Um dos truques
para aumentar
a largura do
cockpit foi
eliminar as
passagens
laterais para a
proa, que passou
a ser acessada
pelo centro do
para-brisa. Com
isso, aumentou
o espaço onde
realmente
importa: dentro
do barco
fotos Mozart Latorre
arth 415
Cabine grande e custo pequeno
BavarIa 420 fly
Esta tradicional marca alemã
agora também vende lanchas
no Brasil. E das boas.
Especialmente no preço
nova oPção
A 420 é a primeira
lancha com flybridge
da Bavária e tem outras
soluções interessantes,
como um sofá na popa
que desliza sobre
trilhos, para aumentar
o espaço a bordo. Mas,
bom mesmo é o seu
preço: cerca de R$ 1,8
milhão, pouco para
uma importada
de 42 pés
náutIca sudeste
107
Novos barcos
coral 24l
sala ao ar
livre
A entrada
é central.
Mas, quando
fechada,
permite ter
sofás por
toda a volta
do casco.
E a cabine
também não
decepciona,
bem como o
preço: cerca
de R$ 199 mil
Marcos finotti
Como as demais lanchas
Coral, a nova 24L tem proa aberta,
mas com cama e banheiro
Marcos finotti
deBaixo
dos sofás
Quando se
ergue as
espreguiçadeiras
da proa, surgem
um banheiro e
uma cama de
solteiro, que
também pode
servir de depósito.
Vantagem que as
demais lanchas do
gênero não têm
focker 265 oPen
four
wInns
230
Esta marca
americana
chega ao
Brasil com
bons barcos e
bons preços
aBerta e
confortável
Como não tem cabine,
a nova 265 Open
oferece bons sofás a
bordo e confortáveis
apoiadores de
braços nas duas
espreguiçadeiras da
proa, o que poucas
lanchas oferecem.
Além disso, é possível
transformar tudo em
um solário
O maior
fabricante de
lanchas pequenas
do país lança mais
um modelo,
para passeios
durante o dia
não é a única
A 230, de 23 pés,
é o menor barco
que a Four Winns
está trazendo
para o país e,
mesmo sendo
importada e com
motor de centrorabeta, tem preço
atraente: a partir
de R$ 140 mil
fotos Mozart Latorre
divuLgação
fs 275
Casco alto e um cockpit
muito bem aproveitado são
duas marcas deste novo barco
PhoenIx 225
Espaçosa, tanto na frente quanto atrás
nova linha
A Phoenix
mudou a sua
linha de lanchas
e a 225 ganhou
proa e popa
arredondadas,
o que gera mais
espaço a bordo. Na
popa, cabe até um
guarda-sol
ventura 350 ht
Mais uma novidade do estaleiro
que mais vem lançando barcos no país
aGora,
tamBém 35 Pés
A nova 35 pés
da Ventura tem
proa e casco
mais largo, o
que resulta em
mais espaço,
e algumas
soluções
inteligentes,
como uma
“garagem”
para o bote
inflável na popa.
Foi o terceiro
lançamento da
marca, só
este ano
Novos barcos
mestra 21.0
Marcos finotti
A menor
lancha com
motor de
centro do
país tem,
também,
ótimo
custobenefício
max 250
motor
de centro
Quase sempre,
lanchas de 21 pés
usam motor de
popa. Mas a nova
Mestra oferece
motor de centro,
o que deixa livre
a plataforma e
ainda gera um
solário. Mas o
melhor de tudo é
o preço: cerca de
R$ 75 mil
Esta pequena lancha tem um estilo bem
diferente, mas pode ser o que você tanto procura
muda
quase tudo
Nesta lancha
importada, a
mesinha de
centro pode
mudar de lugar,
bem como a
configuração
dos sofás —
você decide. E
ainda tem um
banheirinho
escondido
debaixo da proa
fotos Mozart Latorre
cockPit
fechado
A principal
característica da
Max 250 é ter
uma pequena
cabine, que
inclui o posto de
comando — que,
por isso mesmo,
é fechado. Boa
para pilotar em
dias frios ou no
mar agitado, já
que sua vocação
natural são as
pescarias
Boston
whaler
230
Uma lanchinha
americana cheia
de bons truques
Novos barcos
fotos Mozart Latorre
LINHA NÁUTICA
esPaço é o que
não falta
Como são
retangulares, os
pontoons, como
são chamados
estes barcos para
águas paradas,
oferecem muito
mais espaço a
bordo do que
qualquer lancha
convencional do
mesmo tamanho.
O preço? Cerca de
R$ 150 mil
Pontoon 23
Nos EUA, os barcos que imitam píers são
uma mania, que está chegando aqui também
mastercraft x-star
O desumidificador de ar é responsável por proteger os equipamentos
eletroeletrônicos e instrumentos, reduzindo a umidade. Minimiza a formação de
zintabre (oxidação) nas conexões em geral. Além disso, evita a formação de bolor
nos estofados, carpetes e outros utensílios no interior da embarcação.
Você vai gostar. E seus filhos, adorar
feita Para
wakeBoard
A proa desta
lancha importada
de 24 pés para
esqui e wakeboard
lembra a frente do
Batmóvel, mas o
que mais desperta
euforia é mesmo a
qualidade perfeita
das marolas
que ela gera. A
garotada adora
112
náutIca sudeste
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Classificados
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alaDin 30
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8
dúvidas na
hora de comprar
um barco
O que convém saber
antes de escolher
114
Náutica sudeste
1
brasília 32
1990. Motor Volvo Penta, 18 hp. R$
115.000,00. São Paulo, SP. Tel. 12/8179-0707
c/ Rogerio.
Pomar 26
Motor Mercury 8 hp. R$ 40.000,00. Rio de
Janeiro, RJ, Tel. 21/9846-0009 c/ Roberto
Rodrigues.
Fast 395
R$ 250.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel.
24/9982-8144 c/ José Luiz.
Pomar 18
1984. R$ 11.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/9975-6540 c/ Otavio.
bruCe Farr 38
Motor 36 hp. R$ 180.000,00. Angra dos
Reis, RJ, Tel. 21/9604-7674 c/ Renan
Comprar antes ou
depois do verão?
Após o verão, os preços dos barcos
usados tendem a baixar um pouco. Mas
você perderá a melhor época para usá-lo.
Nem sempre vale a pena esperar.
2
Cal 9.2
1987. 28 hp. R$ 90.000,00. São Paulo, Tel.
13/9751-9640 c/ Carlos.
Com broker ou diretamente?
Os brokers têm conhecimento do
mercado náutico e podem apresentar
boas opções, além de dar orientação
para a compra. Mas se você prefere agir
sozinho, frequente marinas e clubes náuticos e converse bastante com marinheiros
e donos de outros barcos, antes de
escolher.
3
Novo ou usado?
Um barco novo você pode montar da
maneira que quiser, escolhendo o motor e
os equipamentos. Também terá a certeza
da procedência, garantia e ainda pode
pagar a prazo. Já a principal vantagem
do barco usado é o preço (bem) mais
acessível. E na hora de revender você não
perde tanto dinheiro. No entanto, quase
sempre tem que pagar à vista.
4
A vela ou a motor?
Veleiros exigem muito mais
conhecimento, ou seja, será necessário
aprender a velejar. Eles não fazem
barulho, tornando a navegação mais
brasília 23
R$ 36.000.00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/9987-6022 c/ Luís Fernando.
brasília 32
1980. Motor Volvo, 17 hp. R$ 90.000,00.
Ubatuba, SP. Tel. 11/7683-1385 c/ Luis.
prazerosa, porém são também mais lentos,
impossibilitando visitar vários lugares no
mesmo passeio. Já com os barcos a motor
o custo é mais alto, tanto para comprar
quanto para manter.
5
À vista ou parcelado?
Não empate todo o seu dinheiro na
compra de um barco. Até porque você
terá que gastar com equipamentos
(no caso de modelos novos) ou com
pequenas reformas (no caso dos usados).
A maioria dos estaleiros oferecem opção
de parcelamento, com taxas especiais. Mas
se for um usado, compre à vista, já que,
parcelado, os juros são altos.
6
atoll 23
Motor Marine 5 hp. R$ 25.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/98175-6947 c/ Paulo.
Proa aberta
ou fechada?
A maioria das lanchas pequenas, de até
23 pés, tem a proa aberta. Com elas,
os passeios ficam bem mais ao ar livre,
mas não podem ser muito longos. Já as
lanchas com cabine, ou de proa fechada,
permitem até dormir a bordo e tendem a
ser mais confortáveis.
7
Motor de popa
ou de centro-rabeta?
Motor de popa é mais barato, não ocupa
espaço a bordo e tem manutenção mais
fácil. Já o motor de centro-rabeta é mais
econômico, mais silencioso, facilita as
atracações de popa, dá mais estabilidade
ao casco, além de valorizar o barco. Mas
custa mais caro, embora parte do que
você paga a mais, recupera na hora de
vender o barco
8
A diesel ou a gasolina?
Se a lancha for usada para esquiar, o
motor deve ser a gasolina para dar
arrancadas mais rápidas. Por outro lado,
o consumo e a autonomia são bem
melhores com diesel. No momento
da compra, o motor a gasolina leva
vantagem, pois é mais barato. Em
compensação, na manutenção, os
motores a diesel são melhores.
Náutica sudeste
115
Classificados
Catamarã 53 Pés
2008. Motor Yanmar , 2 x 75 hp. R$
389.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/38366533 c/ Armando.
bruCe roberts 45 m
2000. Motor Yanmar 4JH2E. R$
450.000,00. Santos, SP, Tel. 13/3224-1426 c/
Meire.
beneteau First 47.7
2001. Motor 75 hp. R$ 640.000,00. Rio de
Janeiro, RJ, Tel. 21/9828-5968 c/ Rocco.
Delta 26
1994. Motor Volvo série 2000. R$
98.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/993626000 c/ Adilson.
mJ 33
2003, motor 20 hp, R$ 170.000,00, São
Paulo, SP, Tel. 11/99937-6043 c/ José Luiz.
Paturi 16
1988. Motor Suzuki 6 hp. R$ 15.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99525-2350 c/ Idemir.
Carabelli 32
1999. Motor Yanmar 2gm20 SD, 20 hp. R$
130.000,00. Barueri, SP. Tel. 11/4195-4847
c/ Fernando.
Delta 26
1994. Motor Volvo Penta.
R$ 100.000,00. Rio de Janeiro, RJ,
Tel. 21/8223-3334 c/ Dariel.
Veleiro 20 Pés
1989. Sem motor. R$ 23.900,00. São Paulo,
SP, Tel. 11/99190-2318 c/ Rafael.
J/24
1978. Motor Mariner, 8 hp. R$ 48.000,00.
Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/8766-4512
c/ Roberto.
Delta 32
2007. Motor Yanmar. R$ 100.000,00. São
Paulo, Tel. 12/9738-6667 c/ Amador.
bimini 16
2000. Motor Johnson 70 hp. R$ 19.500,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/98565-7777 c/ Roberto.
Velamar 34
1988. Motor 40 hp. R$ 125.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99181-9383 c/ Andre.
main 35
1993. Motor Volvo Penta, 28 hp. R$
170.000,00. Sao Paulo, SP. Tel. 11/985362204 c/ Gianfranco.
Catamarã 37 Pés em Construção
1980. Motor Control, 45 hp. R$ 120.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/8294-4558 c/ Ricardo.
kalmar k8
2010. Motor Yanmar 15 hp. R$ 160.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/8833-3001 c/ Luís
Carlos.
triniDaD 37
1986. Motor Yanmar 33 hp. R$ 155.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/9989-5154 c/
Marcello.
Fast 29,5
1999. Motor Mariner 175 hp. R$ 70.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/7887-7958 c/ Genival.
Fast 345
1985. Motor Volvo, 29 hp. R$ 135.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/98518-0357 c/ Marcos.
Fibramar 30
1983. 20 hp. R$ 50.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/7890-8654 c/ Walmir.
Quanto custa
cada pé?
Preços médios para lanchas
nacionais com pouco tempo de
uso e motorização padrão
alaDim 30
2004. Yanmar 27 hp. R$ 170.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/98354-3254 c/ Ricardo.
Velamar 26
2013. Motor Mercury 8 hp. R$ 45.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/9794-9990 c/ Arthur.
16 a 19 pés
Lanchinha
de proa aberta,
sem maiores
luxos
Até
60
R$
mil
116
Náutica sudeste
moD YaCHt 30
1989. Motor 29 hp. R$ 110.000,00. São
Paulo, Tel. 12/9708-9133 c/ Dorval Antonio.
Hobie Cat 16
2006. R$ 12.000,00. Vila Velha, ES. Tel.
27/8135-8766 c/ Gunter.
Cal 9.2
1987. Motor Mold 22 hp. R$ 75.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/5517-8282 c/ Viau.
new ZellanD 24
1993, motor 5 hp, R$ 38.000,00, Vitória, ES,
Tel. 27/9874-2610, c/ Luiz Henrique
Paturi 28
Motor Suzuki 8 hp. R$ 58.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99984-6827 c/ Paulo
Barros.
20 a 22 pés
Lancha de proa
aberta
ou fechada,
com banheiro
Até
80
R$
mil
ranger 22
1980. Motor Mercury 5 hp. R$ 25.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/6885-4049 c/
Benedito.
23 a 25 pés
Proa aberta ou
com pequena
cabine e
banheiro
Até
R$
110
mil
Veleiro transoCeÂniCo 37 Pés
1973. 30 hp. R$ 110.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/98444-7780 c/ Gabriel.
26 a 28 pés
Com cabine
para pernoite
de duas
pessoas
Até
29 a 31 pés
Cockpit e
cabine já
de tamanho
médio
Até
R$
R$
200
mil
300
mil
32 a 34 pés
Cabine completa,
com pernoite
para quatro
pessoas
Até
R$
390
mil
main 35
1992. Motor Volvo , 36 hp. R$ 145.000,00.
Santos, SP. Tel. 13/3273-9467 c/ Paulo.
35 a 37 pés
Camas para
quatro pessoas
e demais
cômodos
Até
R$
500
mil
38 a 40 pés
Com ou sem
flybridge e
cabine já
espaçosa
Até
R$
690
mil
Fast 260
1998. Motor Mercury 15 hp. R$ 68.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/97236-0156 c/
Mauricio.
41 a 43 pés
Com flybridge
e camarotes
para
seis pessoas
Até
R$
850
mil
44 a 46 pés
Com flybridge e
cabine completa,
com dois
banheiros
Até
47 a 49 pés
Com flybridge,
cabine completa
e mais espaço
a bordo
Até
R$
milhões
R$
milhões
1,5
2,5
Náutica sudeste
117
Classificados
laNchas
skiPPer 21
2001. Motor Mercury, 5 hp. R$ 65.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/97242-4669
c/ Bernardo.
As lanchas usadas
mais procuradas
(em ordem de tamanho)
brasília 23
1981. Motor Mariner 8 hp. R$ 36.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/2490-1684 c/ Luís
Fernando.
bb 36
2003. Motor Yanmar 27 hp. R$
290.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel.
24/9651-3198 c/ Arnaldo Turtelli.
MODELO
Velamar 33
1979. Motor 46 hp. R$ 100.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99948-5892 c/ José Carlos.
lanCHa 30 Pés
R$ 45.000,00. São Paulo, SP, Tel. 13/91730161 c/ Angelo Santos.
Catamarã 26 Pés
2012. Motor Mariner 75 hp. R$ 100.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/3848-1510 c/ Yamandu.
Carabelli 32
1999. Motor Yanmar 2gm20 SD, 20 hp. R$
130.000,00. Barueri, SP. Tel. 11/4195-4847
c/ Fernando.
PanDa 34
1980. Motor Volvo. R$ 100.000,00. São
Paulo, Tel. 13/3222-8664 c/ Ronei.
trimarã 24 Pés
2001. Motor Yamaha, 4 hp. R$ 19.100,00.
Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/6872-6200
c/ Henrique.
Velamar 31
1986. Motor Yanmar, 28 hp. R$ 99.000,00.
Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/8895-6577
c/ Carlos.
Catamarã 30 Pés
2007. Motor Evinrude 75 hp. R$
290.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/88127656 c/ Mauricio.
lanCHa HD 24
2002. Mercury 200 Optimax. R$
55.000,00. Cabo Frio, RJ, Tel. 21/9186-2446
c/ Priscilla.
Carbrasmar 32
1987. Motor Volvo, 27 hp. R$ 110.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/7717-5814 c/ Andrea
Intermarine 440 Full
R$ 500 000
DM 38
R$ 200 000
Magnum 39
R$ 200 000
Oceanic 36
R$ 300 000
Runner 330
R$ 150 000
Carbrasmar 32
R$ 170 000
Phantom 290
R$ 240 000
Cimitarra 270
R$ 130 000
Focker 255
R$ 100 000
Real Summer 22
R$ 40 000
Ventura 230
R$ 50 000
Focker 222
R$ 60 000
alFa 300
2010. Motor Volvo Penta, 300 hp. R$
230.000,00. Campinas, SP. Tel. 19/37053000 c/ Francisco.
42 oFFsHore
2013. Motor Cummins, 2 x 350 hp. R$
650.000,00. São Bernardo do Campo, SP.
Tel. 11/9953-23436 c/ Ademar.
Veleiro 20 Pés
2012. Motor Mercury 8 hp. R$ 22.900,00.
São Paulo, Tel. 12/9703-5011 c/ Anderson.
real 26 Class
2011. Motor Mercury, 225 hp. R$
135.000,00. Niterói, RJ, Tel. 21/8420-5898
c/ Michelle.
magnum 39 sPort
2013. R$ 180.000,00. São Paulo, SP, Tel.
11/98501-1369 c/ Angelo.
Cruiser 24
1985. Motor Yamaha 8 hp. R$ 35.000,00.
São Paulo, Tel. 12/8231-3200 c/ Marcos
Dertinati.
Velamar 32
1986. Motor Volkswagen, 48 hp.
R$ 90.000,00. São Paulo, SP.
Tel. 11/7717-5814 c/ Andrea.
o’ DaY 23
1985. Motor Yamaha 8 hp. R$ 35.000,00.
São Paulo, Tel. 14/3354-9600 c/ Maurício.
Velamar 29
1983. Motor Volvo Penta 2002, 18 hp. R$
85.000,00. Vitória, ES. Tel. 27/9932-9417
c/ Péricles.
118
Náutica sudeste
PREÇO MÉDIO
Fast 395
1991. Motor Yanmar, 40 hp. R$ 250.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/7717-5814 c/ Andrea.
PHantom 260
2008. Motor Mercury, 260 hp. R$
125.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/982025184 c/ Luís Fernando.
braVa 35
2008. Motor Mercury, 300 hp. R$
290.000,00. Barueri, SP. Tel. 11/987680000 c/ Cleomar.
rio 20
1995, motor 5 hp, R$ 18.000,00, São Paulo,
SP, Tel. 11/3297-7024 c/ Carlos
PHantom 500 FlY
2009. R$ a combinar. Bauru, SP, Tel.
14/8144-8793 c/ Airton.
roC 129
1977, motor 56 hp, R$ 160.000,00, São
Paulo, SP, Tel. 11/98556-8242 c/ Ana
Velamar 26
1987. Motor 15 hp. R$ 40.500,00. São Paulo,
SP, Tel. 11/99408-5912 c/ Augusto.
Cobra link
2004. Motor MWM Sprint, 260 hp. R$
100,000.00. Ubatuba, SP, Tel. 12/7816-7341
c/ Antonio.
brasília 32
1980, motor 110 hp, R$ 80.000,00, Rio de
Janeiro, RJ, Tel. 21/7740-2165 c/ Hallan
FliPPer 18
2012. Motor de popa 60 hp. R$ 19.800,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/7901-3722 c/ Ronaldo.
baYliner CaPri 2252
1997. Motor Mercruiser, 210 hp. R$
49.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/91049209 c/ Reynaldo.
Carbrasmar DouraDo
1998. Motor 2 x 85 hp. R$ 51.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99707-8737 c/ Albano.
Náutica sudeste
119
Classificados
5
mandamentos do
bom comprador
Carbrasmar ub 25 original
1991. Motor Evinrude E-tec, 250 hp. R$
70.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/7806-5101
c/ Vinicius .
intermarine 55s
1999. Motor Mercedes, 720 hp. R$
990.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/975990790 c/ Marcello.
Cabrasmar 30
2003. Motor Mercedes-Benz, 2 x 320 hp.
R$ 275.000,00. Barueri, SP. Tel. 11/999994796 c/ Thomas.
rinker 190 mtX
2011. Motor Mercury, 190 hp. R$ 75.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99420-9924 c/
Armindo.
1
Ventura 190
2006. Motor Yamaha, 115 hp. R$ 41.000,00.
Minas Gerais, Tel. 34/9117-8283 c/ Ismael.
se for um mecânico) para fazer uma avaliação do barco.
Mas não o critique na frente do dono.
3
o
real Power 29
2009. Motor Mercruiser, 260 hp. R$
100.000,00. Taubaté, SP, Tel. 12/9132-1999
c/ Ricardo.
Carbrasmar Xaréu 22
1978. Motor Mercury, 200 hp. R$
40.000,00. Curitiba, PR. Tel. 41/9974-6886
c/ Hamilton.
luna 200
Motor Johnson, 175 hp. R$ 41.000,00. São
Paulo, Tel. 14/9701-7575 c/ Claudis Luiz.
Cigarette
1992. Motor Volvo, 2 x 210 hp. R$ a combinar. Santos, SP, Tel. 13/9764-2626 c/
Roberto.
o
Faça contrapropostas, se for o caso, mas
não pechinche demasiadamente nem
desmereça o real valor do barco.
PHantom 300
2010. Motor 150 hp. R$ 340.000,00.
Caraguatatuba, SP, Tel. 12/3886-6100 c/
Marcos.
5
CorisCo 20
1996. Motor Mercury,135 hp. R$ 16.000,00.
Angra dos Reis, RJ, Tel. 21/9806-5485 c/
Pedro.
FoCker 200
2008. Motor Fibrafort, 150 hp. R$
59.000,00 São Paulo, SP, Tel. 11/981824030 c/ João.
Cobra marbella 22
2011. Motor Etec BRP, 150 hp. R$
42.000,00. Suzano, SP. Tel. 11/7867-4022
c/ Sergio.
FisHing 21
2001. Motor Evinrude, 175 hp. R$
45.000,00. São Paulo, Tel. 12/9191-7570 c/
Walter Laterza.
Carbrasmar 32
2013. Motor Mercedes-Benz, 2 x 250 hp. R$
650.000,00. Vinhedo, SP. Tel. 13/9139-3198
c/ Jorge.
Ao navegar, preste bastante atenção ao
desempenho, mas não exija demais do barco,
porque — de novo! — ele ainda não é seu.
4
Cigarette 36
1990. Motor 200 hp. R$ 120.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99916-9141 c/ Pascoal.
Ventura 265 ComFort
2010. R$ 140.000,00. São Paulo, SP, Tel.
11/98208-5378 c/ Gustavo.
o
Leve alguém de sua confiança (especialmente
Cigarette 36
1991. Motor Volvo Penta, 2 x 200 hp.
R$ 105.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel.
21/7888-1968 c/ André.
Carbrasmar
1980. Motor 875 hp. R$ 950.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/3812-5353 c/ Ronald.
Deixe a família em casa na hora de
fazer o test drive. Lembre-se de que não é um
passeio e que o barco ainda não é seu!
2
luna 200
1997. Motor Mercury,150 hp. R$ 40.000,00.
São Paulo, Tel. 16/9704-2225 c/ Dante.
Fast 27,5
Motor Yamaha 4 tempos, 2 x 150 hp.
R$ 90.000,00. Angra dos Reis, RJ. Tel.
21/2422-0425 c/ Roberto.
Dm 28
2008. Motor Mercury, 315 hp. R$
132.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/87644482 c/ Luciano.
O que fazer na hora de comprar
um bom barco, sem desrespeitar
quem o está vendendo
o
Ferretti 60
2009. Motor MAN, 2 x 900 hp. R$
2.950.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel.
21/9757-4104 c/ José.
temPest 270
2008. Motor Yamaha, 275 hp. R$
190.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/78740644 c/ José Henrique.
Ferretti 500
2008. Motor MAN, 800 hp. R$
1.890.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel.
21/9965-1602 c/ Marcio.
eVolVe 225
2011. Motor Mercury ,175 hp. R$ 89.990,00.
São Paulo, Tel. 13/7810-0920 c/ Tiago.
Cimitarra 340s
2013. 2 x 220 hp. R$ 350.000,00. São
Paulo, SP. Tel. 11/99449-2927 c/ Mauricio.
magnum 28
1986. Motor 250 hp. R$ 38.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/7883-5090 c/ Raphael.
Fórmula
2011. Motor Johnson, 30 hp. R$ 10.000,00.
Santos, SP, Tel. 13/9766-2161 c/ Junior.
Coral 15
2001. Motor Suzuki, 65 hp. R$ 23.000,00.
Santos, SP. Tel. 13/7803-5782 c/ Edler.
o
lanCHa 16 Pés
1990. Motor Johnson, 35 hp. R$ 11.999,00.
Minas Gerais, Tel. 35/8898-1377 c/ Silberth.
Todo acordo feito deve ser cumprido.
Nada de mudar de ideia depois de já ter
fechado negócio, porque o vendedor pode ter aberto
mão de outros interessados.
120
Náutica sudeste
maestrale 300
2007. Motor Mercruiser, 220 hp. R$
210.000,00. Praia Grande, SP, Tel. 13/78076700 c/ José Carlos.
tHoP Cat 180
2007. Motor Yamaha 4T, 60 hp. R$
70.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/78395270 c/ Augusto.
Ventura 190
2006. Motor 115 hp. R$ 36.000,00. Santos,
SP, Tel. 13/9768-2318 c/ Julio.
PHantom 300
2010. Motor 2 x 220 hp. R$ 350.000,00.
Angra dos Reis, RJ, Tel. 31/8744-3743 c/
Mária de Fatima.
FoCker 220
2008. Motor Mercury, 150 hp. R$
68.000,00. São Paulo, Tel. 17/9777-4333 c/
João Afonso.
Náutica sudeste
121
Classificados
FoCker 255
2009. Motor Yamaha, 225 hp. R$
109.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/32117474 c/ Ildemar.
Center marine
1998. Motor Johnson, 50 hp. R$ 20.000,00
São Paulo, Tel. 13/9163-2935 c/ João Gabriel.
FoCker 190 eXtreme
2010. Motor Mercury, 90 hp. R$ 54.000,00.
Jundiaí, SP. Tel. 11/9525-5616 c/ Carlos.
maX 280
2012. Motor Mercury, 2 x QSD 150 hp. R$
310.000,00 São Paulo, Tel. 13/8125-6064 c/
Daniel.
CabinaDa 30
1990. Motor Evinrude, 225 hp. R$
29.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/7813-6147
c/ Poleto.
millenium 240 CabinaDa
2010. Motor Mercury, 260 hp. R$
95.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/81279930 c/ Marcus.
CaPriCe 21
2006. Motor Mercury, 150 hp. R$
42.000,00. São Paulo, Tel. 11/95303-1819 c/
Luciana.
magnum 29
2004. Motor MWM, 250 hp. R$ 74.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/96308-3656 c/ Valmir
Prior.
magnum 39
2006. Motor Volvo, 200 hp. R$
200.000,00. Barueri, SP. Tel. 11/4257-2695
c/ Henrique.
FliPPer
1976. Motor Mercury, 115 hp. R$ 12.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/7871-9275 c/ Mario.
PHantom 290
2007. 320 hp. R$ 220.000,00. São Paulo,
SP, Tel. 11/99122-3031 c/ Randolpho.
maestrale 300m
2007. Motor Mercruiser, 320 hp. R$
240.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/99103275 c/ Guilherme .
FliPPer 18
2012. Motorização 60 hp. R$ 19.800,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/4640-3302 c/ Ronaldo.
intermarine eXCalibur 39
2002. Motor Volvo Penta, 2 x 300 hp.
R$ 300.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel.
21/7883-3413 c/ Leonardo.
eVolVe 265
2012. Motor Mercury, 260 hp. R$
160.000,00. São Paulo, Tel. 19/9726-6582
c/ Luciano.
Cabrasmar
1998. Motor Suzuki, 40 hp. R$ 13.800,00.
São Paulo, Tel. 13/7817-7460 c/ Carlos.
eXCalibur 39
2003. Motor Volvo, 300 hp. R$
290.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/999817679 c/ Fábio.
runner 330
2000. Motor Volvo Penta, 320 hp. R$
120.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/98111-3330
c/ Marcel.
122
Náutica sudeste
oCeaniC 36
1996. Motor Mercedes-Benz 366, 300
hp. R$ 290.000,00. Americana, SP. Tel.
19/9260-0445 c/ Jefferson.
Ao contrário do que se imagina, o estado
do casco não é o mais importante em uma lancha
usada. Confira o que mais conta de fato:
magnum 28
1993. Motor MWM, 230 hp. R$ 59.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/7814-6431 c/ Marcio.
magnum 23
1987. 160 hp. R$ 39.500,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/98424-5780 c/ Eloi.
oCeaniC 32
1991. Motor MWM VPI Intercooler, 250 hp.
R$ 180.000,00. Suzano, SP. Tel. 11/981868715 c/ Clarice.
mares 45
1989. Motor Cummins, 2 x 500 hp. R$
350.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel.
21/2220-9808 c/ Luiz.
HalleY 17
2008. Motor Mercury, 75 hp. R$ 21.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99634-1730 c/ Luiz
Carlos.
intermarine PantHer 33
1991. Motor Volvo Aqad 40, 2 x 200 hp.
R$ 110.000,00. Belo Horizonte, MG. Tel.
31/8588-0000 c/ Robert.
alternatiVa 630
1993. Motor Johnson, 175 hp. R$ 29.500,00.
Minas Gerais, Tel. 31/9981-0134 c/ Paulo.
O que mais
pesa no preço?
Cobra marbella 22
1986. Motor Centro,170 hp. R$ 33.200,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/98471-8560 c/ Marcos.
FoCker 160
2012. Motor Yamaha, 60 hp. R$ 32.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/7831-4560 c/
Cesar.
regal lsr
1997. R$ 39.000,00. São Paulo, SP, Tel.
11/7820-4223 c/ Eduardo.
magna 30.5
2003. Motor Mercruiser, 120 hp. R$
159.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/996332477 c/ Flavio.
Coral 16 2010
Motor Mercury, 60 hp. R$ 37.500,00. Rio
de Janeiro, RJ, Tel. 21/7817-8466 c/ Miriane.
triton 260
2007. Motor Evinrude, 225 hp. R$
120.000,00. São Paulo, Tel. 12/9728-5589 c/
Renata.
FoCker 215
2005. Motor Mercury, 200 hp. R$
68.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/982824400 c/ Flavio.
FoCker eleganCe 255
2008. Motor Mercury Optimax, 225 hp. R$
107.000,00. São Paulo, Tel. 19/9745-7192 c/
Walter.
mestra 18.0 Plus
2012. Motor Mercury Optimax, 90 hp. R$
51.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/97999-3574
c/ Maria De Lourdes.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Ano de fabricação do conjunto casco-motor
Número de horas de uso do motor
Revisões feitas e conservação do motor
Estado geral e conservação do casco
Quantidade de novos equipamentos
Instalações elétricas em bom estado
Gerador e ar-refrigerado, se houver
Instalações hidráulicas sem vazamentos
Pintura com gelcoat ainda original
Acessórios não essenciais à navegação
Classificados
santana 37 FlY
2003. Motor Volvo Penta Ad 41, 2 x 210 hp.
R$ 290.000,00. Guarulhos, SP. Tel. 11/78792314 c/ Rafael.
raCer 26
2002. Motor Mercruiser, 425 hp. R$
100.000,00. Nova Lima, MG. Tel. 31/99577454 c/ Ethevaldo.
baYliner CaPri
1998. Motor Mercury, 220 hp. R$
55.000,00. São Paulo, Tel. 13/3821-4218 c/
Jovino André.
runner 260 eCliPse
2013. Motor Mercury, 225 hp. R$
85.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/981222560 c/ Rubens.
PHantom 375
2007. Motor Volvo D6, 2 x 370 hp. R$
890.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/30545700 c/ Renato..
PHantom 290
2007. Motor Mercury, 200 hp. R$ 280.000.
São Paulo, Tel. 15/8116-0126 c/ Everaldo.
FoCker 200
2010. Motor Yamaha, 115 hp . R$ 75.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99540-5760 c/
Jeferson.
runner 290
2002. Motor Mercruiser MPFI, 290 hp. R$
130.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/78931837 c/ Antonio.
Cimitarra 260 Full
2000. Motor 200 hp. R$ 99.000,00. Minas
Gerais, Tel. 35/9108-9484 c/ Jean Paul.
oFFsHore intermarine sCarab 38
1994. Motor Volvo, 2 x 220 hp. R$
160.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/975988066 c/ Olavo.
real 16
1995. Motor Mercury, 75 hp. R$ 25.000,00.
São Paulo, Tel. 16/9751-9644 c/ Plinio.
Fs 230 sirena
Motor Mercruiser, 220 hp. R$ 110.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/7835-8743 c/
Rodrigo.
oCeaniC 36
1991. Motor 366 hp. R$ 240.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/7833-3708 c/ Diogo.
riVal 30
1997. Motor Mercruiser, 360 hp. R$
79.900,00. São Paulo, SP, Tel. 11/4148-6681
c/ Walter.
PHantom 300
2011. Motor Mercury, 2 x 150 hp. R$
360.000,00. Guarulhos, SP. Tel. 11/981937910 c/ Sergio.
aXtor marine 46
2006. 310 hp. R$ 650.000,00. São Paulo,
SP, Tel. 11/99701-1261 c/ Adriano.
124
Náutica sudeste
Ventura 175
2011. Motor Yamaha, 90 hp. R$ 50.000,00.
Minas Gerais, Tel. 35/8857-0818 c/ Expedito.
runner 330
1995. Motor Mariner, 2 x 225 hp. R$
58.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/97681468 c/ Miguel.
Ventura 175
2010. R$ 38.000,00. São Paulo, Tel.
16/9223-6852 c/ Mauricio.
regal 1900
2007. Motor 220 hp. R$ 85.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99948-3333 c/ Rubens.
triton 200
2010. Motor Mercury Verado, 150 hp. R$
73.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/975528780 c/ Neto.
intermarine PantHer 33
1985. Motor Volvo Penta, 170 hp. R$
69.900,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel. 11/96440056 c/ Jose.
real eagle 18
1998. Motor Mariner, 135 hp. R$ 29.000,00.
São Paulo, Tel. 19/3242-0441 c/ Tercio.
real Class 24
2008. Motor Mercury, 220 hp. R$
75.000,00. Espírito Santo, Tel. 27/99832516 c/ Yure.
PHoeniX 290
2010. Motor Mercruiser 5.7, 300 hp. R$
150.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/78666533 c/ Marcelo.
intermarine 440 Full
1996. Motor 420 hp. R$ 540.000,00. São
Paulo, Tel. 13/7850-7407 c/ André Neiva.
tHoP Cat 180
2010. Motor Yamaha 4t, 2 x 60 hp. R$
72.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/3141-1042
c/ Shuji.
regal 2400 lsr
2001. Motor Volvo 5,7 GXI, 320 hp. R$
95.000,00. Caraguatatuba, SP. Tel. 12/38843474 c/ Nicola.
magnum 29
1997. Motor 230 hp. R$ 65.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/4686-1280 c/ Victor.
Fast 34.5
1988. Motor Volvo, 27 hp. R$ 130.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 11/99453-9782 c/
Bruno.
wCoPlam 55
1977. Motor Evinrude, 55 hp. R$ 11.500,00.
São Paulo, Tel. 12/9726-8784 c/ Lucelia.
trawler 55 Pés
2004. Motor Mercedes-Benz, 330 hp. R$
195.000,00. Resende, RJ. Tel. 24/3359-0291
c/ Germano.
magnum 595
1983. R$ 14.000,00. São Paulo, Tel. 14/97475357 c/ Luiz Fernando.
Dm 28
2002. Motor MWM Sprinter, 260 hp. R$
45.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel. 24/92215566 c/ Walace.
trawler 80 Pés
R$ 840.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/96538510 c/ Alberto .
esquimar Fase i
1991. Motor 300 hp. R$ 43.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/97144-9359 c/ Edmundo.
runner 290 CabinaDa
2004. Motor Mercruiser, 330 hp. R$
175.000,00. São José dos Campos, SP. Tel.
12/3941-7338 c/ Denílson.
Ventura 215
2011. Motor Mercury, 150 hp. R$ 92.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99295- 8308 c/
Marcelo.
Coral 16
2010. Motor Mercury, 90 hp. R$ 39.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/98561-5141 c/
Fernando.
aDVenture 22
2008. Motor Mercury, 135 hp. R$
68.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/981495448 c/ Luiz.
triton 280
2010. Motor Mercruiser, 220 hp. R$
188.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/5182-7981
c/ Ricardo.
Coral 29 Full
2006. Motor Mercury, 2 x 120 hp. R$
172.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/98136-4132
c/ Paulo.
Colunna 235
2012. Motor Mercury, 220 hp.
R$ 115.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/99968-0309 c/ Vicente.
real 19
2008. Motor Mercury, 90 hp. R$
43.000,00. Espírito Santo, Tel. 31/84638304 c/ Amanda Job.
Náutica sudeste
125
Classificados
nautika 3.60
1998. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/2455-7016
c/ Ricardo.
triton 280
2009. Motor Cummins Mercruiser, 230 hp.
R$ 190.000,00. Niterói, RJ. Tel. 21/26228534 c/ Alberto.
Cimitarra 25
1990. Motor 75 hp. R$ 45.000,00. São
Paulo, Tel. 12/8135-9808 c/ Luís.
Fs 210
2004. Motor Johnson, 175 hp. R$
45.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/992186454 c/ Luís Rogério.
wellCraFt 599
1997. Motor Yamaha, 115 hp. R$ 26.000,00.
Angra dos Reis, RJ. Tel. 24/7835-9182
c/ Felippe.
brasília 23
1987. Motor Mercury, 8 hp. R$ 34.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99133-7118 c/ Fernando
Filoni.
sr-760 ll
2012. Motor Mercruiser 5.0, 300 hp.
R$ 165.000,00. Atibaia, SP.
Tel. 11/9987-64935 c/ Evanildes.
tYCoon 23
1986. Motor 170 hp. R$ 32.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 19/9251-7840 c/ Carlos.
179-Ventura 265 ComFort
2007. Motor 260 hp. R$ 110.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/98128-1001 c/ Walter.
VX Cruiser 1100CC
2012. Yamaha, R$ 39.900,00. Minas Gerais,
Tel. 35/9979-2627 c/ Adão.
FleXboat sr-15 lX
2005. Motor Evinrude, 50 hp. R$
29.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/3887-5124
c/ Giuseppe.
sea Doo gts 130
2013. R$ 33.966,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/98376-0946 c/ Renato.
Carbrasmar ub 22
2006. Motor Mercedes, 150 hp. R$
50.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel. 21/78155161 c/ Vitor.
Futura 26
1999. Motor Mercury, 225 hp. R$
55,000.00. São Paulo, SP, 11/98928-6258 c/
Adilson.
regal 25.5
2000. Motor 260 hp. R$ 100.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 12/9191-7570
c/ Walter Laterza.
Ventura 23
1996. 250 hp. R$ 35.000,00. Ubatuba, SP.
Tel. 12/97427351/38424408 c/ Enrique.
180-PantHer 33
1981. Motor Volvo 280, 200 hp.
R$ 79.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/99354-5123 c/ Antonio.
FleXboat sr-550
2013. Motor Mercury Optimax, 150 hp.
R$ 110.000,00. Atibaia, SP. Tel. 11/98511-6105
c/ Thiago.
angra 25
1999. Motor Mercury, 260 hp. R$
54.900,00. Angra dos Reis, RJ, Tel. 21/25919700 c/ Aldrey.
FoCker 255
2008. Motor Mercury , 250 hp.
R$110.000,00. Rio de Janeiro, RJ,
Tel. 21/7853-3139 c/ João Carlos.
Ventura 190
2004. Motor Mercury, 115 hp. R$
38.000,00. São Paulo, Tel. 16/7812 3817
c/ Leonardo.
Diamar gueParDo
1987. Motor Evinrude, 90 hp. R$ 15.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/5575-5746 c/ Danilo.
náutika targa sr 4.5
2008. Motor Mercury 4T, 50 hp.
R$ 29.900,00. Rio das Ostras, RJ.
Tel. 22/2760-7083 c/ Charles.
FoCker stYle 190
2009. Motor Mercury 90 Optimax, 90 hp.
R$ 47.900,00. São Paulo, Tel. 13/8135-3088
c/ Alcidesa.
Ventura 250
2012. Motor Mercuiser, 260 hp. R$
130.000,00. São José do Rio Preto, SP. Tel.
17/9757-5501 c/ José.
Coral 28 Full
2009. Motor Mercury, 260 hp. R$
150.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/78553420 c/ Guilherme.
126
Náutica sudeste
esquimar Fase i
1987. Motor Dodge, 220 hp. R$ 21.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/98510-3963 c/ Gustavo.
sea Doo rXt
2005. 215 hp, 3,33 m. R$ 25.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 13/7802-4760 c/ Carlos.
sunnY siDe 25
1985. Motor MWM, 230 hp.
R$ 40.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/7885-4115 c/ Carlos Eduardo.
intermarine 460 Full
2005. Motor Volvo Penta D9, 500 hp.
R$ 1.400,000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/7817-5841 c/ Luiz .
jets
sea-Doo gti
2007. 130 hp, 3,34 m. R$ 25.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 13/7803-8347 c/ Thyago.
magnum 39
2000. Motor Volvo Penta, 200 hp.
R$ 260.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/956176005 c/ Henrique.
Diamar Cimitarra 25
1987. Volvo 275, 170 hp. R$ 53.000,00. Rio
de Janeiro, RJ, Tel. 21/7822-3576 c/ Carlos
Henrique.
Carbrasmar Xareu 22
2013. Motor Volvo Penta, 220 hp. R$
65.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel.
24/7835-8939 c/ Edielson.
Coral 20
2007. Motor Mercury, 115 hp. R$ 30.000,00.
Rio de Janeiro, Tel. 22/7812-4606 c/
Leonardo.
mestra 25.2
2012. Motor Mercury, 220 hp. R$
116.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/973590021 c/ Giuliano.
FleXboat sr-550 lX mP
2008. Motor Mercury Optimax, 150 hp.
R$ 90.000,00. São Paulo, SP.
Tel. 11/2027-0777 c/ Samir.
malibu
2011. Motor 400 hp. R$ 170.000,00. São
Paulo, Tel. 12/7813-0945 c/ Rodrigo Martins.
sea Doo gti 130
2007. BRP, R$ 23.000,00. São Paulo, SP, Tel.
11/7918-2492 c/ Marcos Paulo.
sea Doo
1998. 110 hp, R$ 28.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 14/9741-7230 c/ Renan.
YamaHa FX Cruiser Ho
2008. 160 hp, 3,30 m. R$ 33.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 13/7812-7003 c/ André.
YamaHa VX
2007. 110 hp, 3,3 m. R$ 23.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 013/9741-4242 c/ Luciano A.
Náutica sudeste
127
Classificados
sea Doo gti
2008. 115 hp, 3.40 m. R$ 27.500,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/98211-9337 c/ Edilson.
sea Doo gti
2009. 130 hp, 3,32 m. R$ 29.900,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/7821-3311 c/ Maurício.
YamaHa VX Cruiser
2013. 3 m. R$ 4.500,00. Rio de Janeiro, RJ,
Tel. 22/2645-6878 c/ Leonardo.
sea Doo gti
2009. 130 hp, 3,80 m, R$ 26.999,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99790-0019 c/ Roberto.
sea Doo
1998. Motor Bombardier, 3 m. R$
19.500,00. São Paulo, SP, Tel. 11/7771-5098
c/ Willians.
sea Doo rXP
2007. 215 hp, 3,15 m. R$ 42.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 16/7814-1718 c/ Alex.
YamaHa gPr 1200r
2002. R$ 19.200,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
22/8811-9600 c/ Rodrigo Digão.
HonDa
2006. 3,30 m. R$ 29.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/7853-2687 c/ Karen.
sea Doo gts
2012. 130 hp, 3,58 m. R$ 32.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/7860-0272 c/ Alexandre.
YamaHa VX Cruiser
2011. 110 hp. R$ 37.500,00. Sete Lagoas,
MG, Tel. 31/9609-4400 c/ Rafael.
sea Doo 3D Di
2008. Motor Rotax DI, 130 hp. R$
17.500,00. Niterói, RJ, Tel. 21/9999-8481 c/
Marcuso.
sea Doo rXt is 260
2010. Motor Rotax 4-tec, 260 hp. R$
48.000,00. Niterói, RJ, Tel. 21/7843-2392
c/ Marcio.
aquatraX F12X
2003. Motor 1.2 Turbo, 3 m. R$ 23.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/95316-6989 c/ Artur.
sea Doo gsX 130
1998. 130 hp, 2m. R$ 14.990,00. São Paulo,
SP, Tel. 11/98511-3274 c/ Edgar.
sea Doo gti
2012. 155 hp, 3,36 m. R$ 41.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99879-5361 c/ José Carlos.
YamaHa VX Cruiser
2010. Motor Yamaha, 110 hp. R$ 28.500,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/7834-5919 c/ Ricardo.
sea Doo rXP-X
2008. 3 m. R$ 33.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/7856-2743 c/ Helio.
sea Doo sPX 94
2003. R$ 7.500,00. Pirapozinho, SP. Tel.
18/3269-1595 c/ José.
128
Náutica sudeste
YamaHa VX Cruiser sHo
2011. 240 hp. R$ 44.500,00. Campinas,
SP, Tel. 19/7822-4205 c/ Erik.
YamaHa VX 700s
2012. 3,22 cm. R$ 25.000,00. Rio de
Janeiro, RJ, Tel. 22/9217-3778 c/ Lincoln.
Náutica sudeste
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3 perguntas
jorge de souza
F20 Yamaha
R$ 8.990,00
“Verão é tempo de operação”
3an0os
Ventura V 230 GII
R$ 119.000,00
O Capitão dos Portos da Capitania de Barra Bonita,
Marcio costa LiMa, diz por que os donos de barcos não devem temer
a Operação Verão, que começa este mês, em todo o país
Ventura V 160
N
este mês de dezembro, começa em todo o país
a Operação Verão, da Marinha Brasileira, que
praticamente duplica as ações de inspeções
nos barcos de lazer — especialmente nos fins de semana e nos locais mais movimentados do litoral e das
águas interiores. O objetivo é nobre: educar os donos
R$ 30.900,00
de barcos sobre a importância da segurança na navegação. Mas muitos proprietários de barcos ainda veem
ações desse tipo como um sinal de multas à vista, o que
vai de encontro ao propósito principal da Operação,
como conta o Capitão dos Portos da Capitania Fluvial
do Tietê-Paraná, Marcio Costa Lima.
Ventura V 210 Open
1 2 3
Qual a infração
mais comum nesse
tipo de inspeção?
Os donos de barcos
devem temer a
Operação Verão?
Quais conselhos
o senhor daria aos
donos de barcos?
“As duas mais frequentes são documentação, tanto do barco quanto habilitação do
piloto, e material de salvatagem, este geralmente em número insuficiente para a quantidade de ocupantes do barco. Exceder a capacidade máxima de pessoas a bordo também
é comum, porque os proprietários tendem a
achar que criança não conta. E muitos, como
não têm o barco registrado, sequer sabem
para quantas pessoas ele está capacitado. Enquanto houver espaço, vão pondo gente. Isso
é um perigo, porque está provado que botes
superlotados são uma das principais causas
de acidentes na água. Além disso, há também
a questão das bebidas alcoólicas. Por isso, nas
inspeções da Operação Verão sempre usamos um etilômetro ou bafômetro, como é
mais conhecido este aparelho.”
“Não, de maneira alguma. Nossa inspeção é muito mais educativa do que punitiva, embora, infelizmente, muitas vezes multar seja a única maneira de fazer
as pessoas aprenderem e não repetirem
os erros. O ideal seria não precisar multar ninguém, mas o ser humano parece
que só aprende quando é atingido na parte mais sensível do corpo, que é o bolso.
Nas inspeções, seguimos um protocolo de
abordagens e deixamos claro que elas visam unicamente a segurança dos próprios
usuários dos barcos. Muitos proprietários
já compreendem isso e, mesmo que sejam
eventualmente notificados, não ficam bravos. Quando isso acontece, sentimos que
atingimos nosso objetivo, que é zelar pela
segurança da navegação.”
“Que zelem pela segurança, acima de
tudo. Quem segue à risca as regras náuticas não se expõe a riscos desnecessários
— nem a multas nas inspeções da Operação Verão. Navegar não é perigoso, mas
exige atenção e responsabilidade. Na navegação amadora de esporte e recreio, a falta de vigilância permanente do comandante da embarcação é a principal causa de
acidentes, juntamente com a falta de experiência na função e a velocidade excessiva.
Outro conselho é não executar manobras
radicais. A segurança da navegação depende da previsibilidade de movimentos.
A ingestão de bebidas alcoólicas também
está entre as cinco causas mais frequentes
de acidentes na água. E isso é bem fácil de
evitar: basta não beber ao pilotar.”
130
Náutica SudeSte
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