Cotopaxi, o vulcão ativo mais alto do mundo

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Cotopaxi, o vulcão ativo mais alto do mundo
Equador
Cotopaxi, o vulcão ativo mais alto do mundo
29/04/2012 - 12:21
Cotopaxi, o vulcão ativo mais alto do mundo, reina em parque nacional com lagos e animais típicos
dos Andes
Fonte: Redação
Quem assistiu a filmes como Ginostra, O inferno de Dante ou mesmo o clássico Krakatoa
– Inferno de Java pode pensar que esses gigantes adormecidos são uma das forças mais
destrutivas da natureza, capazes de provocar devastação ao redor. E é verdade, caso algum deles
desperte de forma mais violenta. Mas o fenômeno é raro – inclusive muito procurado por
montanhistas em busca das sensacionais imagens do magma descendo em direção à água – e, na
maior parte do tempo, o vulcões equatorianos são, em vez de causa de destruição, fonte de
admiração, diversão e até reverência.
Um exemplo é o Cotopaxi, localizado no parque nacional de mesmo nome, na província
de Pichincha, a cerca de 95 quilômetros de Quito. Não há como ficar indiferente diante da
imponência da montanha, ainda mais se o turista contar com a colaboração de São Pedro para
afastar um pouco as nuvens que cobrem os pontos mais altos do vulcão durante parte de ano.
Nesse caso, a vista do cume, a 5.897 metros de altitude e perenemente nevado, é de tirar
o fôlego. Literalmente, já que até sua base está a mais de 3 mil metros de altitude. Onde, devido
ao menor nível de oxigênio no ar, algumas pessoas podem sentir dores de cabeça ou náuseas,
mas nada que uma aclimatação não resolva.
Parte dos turistas que procuram o Cotopaxi vai à montanha para atingir seu cume. Quem
prefere evitar a adrenalina, o Parque Nacional Cotopaxi oferece outras atrações, como rios, lagos
e descampados onde é possível ver uma fauna variada que inclui condores, cervos e cavalos
selvagens, ente outros. Também há áreas em que é possível acampar, mas com a devida
permissão da administração. No parque é cobrada uma entrada de US$ 10 por pessoa.
ERUPÇÕES
Apesar do deslumbramento que o Cotopaxi costuma causar em quem fica diante da
montanha, ele ainda é um vulcão ativo e, de tempos em tempos, mostra sua força. Desde 1738,
já foram registradas mais de 50 erupções no local, responsáveis por boa parte dos vales em torno
da montanha, formados pela mistura de lama, magma e outros materiais expelidos durante as
atividades vulcânicas. Essas atividades, inclusive, já foram responsáveis, duas vezes, pela
completa destruição de Latacunga, cidade de pouco mais de 100 mil habitantes que fica próxima
à montanha. As maiores erupções do Cotopaxi foram registradas em 1744, 1768 e 1877. A última
grande erupção ocorreu em 1904 e, atualmente, as atividades do vulcão são monitoradas pelo
governo e universidades equatorianas.
PASSEIO ENTRE GIGANTES
Com nove dos 10 picos mais altos do país, Avenida dos Vulcões inclui montanhas em
constante atividade.
Apesar de o Cotopaxi ser a mais conhecida e visitada montanha do Equador, o país tem
53 vulcões, sendo que pelo menos 10 deles ainda estão ativos. E todos compõem cenários de
rara beleza. Um exemplo é o Arquipélago de Galápagos, com mais de 200 ilhas e ilhotas, todas
formadas por atividades vulcânicas. Mas é na Avenida dos Vulcões que estão as montanhas mais
altas e o roteiro inclui nove dos 10 maiores picos equatorianos
Ao Sul de Quito e cercado por duas cordilheiras montanhosas, o vale foi batizado de
Avenida dos Vulcões pelo explorador alemão Alexander von Humboldt, que percorreu a região
em 1802. O roteiro sai da capital equatoriana em direção ao Sul, pela Rodovia Panamericana. A
viagem já começa à sombra do Pichinha, vulcão com 4.784 metros de altitude, ao pé do qual está
Quito. Seguindo o percurso, rapidamente sem impõe na paisagem a visão do Cotopaxi e pouco
depois, a Oeste da Panamericana, do Chimborazo.
Chamado pelos incas de Taita – pai – Chimborazo é o mais alto vulcão do país. E, devido
à sua posição próxima à linha do Equador, seu cume, a 6.310 metros de altitude, é também o
ponto mais distante do núcleo do planeta, achatado nos pólos. O vulcão é considerado extinto e
teve sua última erupção há cerca de 10 mil anos, mas ainda hoje atrai aventureiros em busca de
sua conquista, que exige aclimatação e conhecimento em caminhada na neve.
AMANTES
Um “pai” tão imponente não poderia ficar sem parceira, papel que cabe à Mamã – mãe
– Tungurahua, com 5.016 metros de altitude e cerca de 135 quilômetros ao Sul de Quito. Mas
Mama não é tão mansa quanto o “amante”. Pelo contrário. O vulcão continua em plena atividade
e uma erupção em agosto do ano passado devastou cinco vilarejos na região. Quando está
“calma”, no entanto, a montanha – monitorada diuturnamente pelo Instituto Geofísico do
Equador – também oferece um cenário privilegiado aos visitantes.
Tungurahua fica dentro do Parque Nacional Sangay, considerado Patrimônio da
Humanidade desde 1983. Localizado nas províncias de Tungurahua, Chimborazo e Morona
Santiago, o parque é a porta de entrada para a Amazônia equatoriana e oferece paisagens que
vão de geleiras a florestas tropicais, com as mesmas variedades de flora e fauna e exuberantes
rios, lagos e cachoeiras. É lá que estão também os o vulcão El Altar, com 5.319 metros, que exige
experiência em técnicas de escalada, e a montanha que dá nome ao parque
Com seus 5.230 metros, o Sangay é um dos mais bonitos e perigosos vulcões do país.
Devido à sua constante atividade, com a presença de fumarolas, erupções e fluxos de lava, é uma
das montanhas de maior interesse para os geólogos. Mas não são apenas estudiosos que se
interessam pelo gigante e os fenômenos também se transformaram em espetáculos para turistas,
que têm pontos de observação seguros para admirá-los. Assim como outros vulcões
equatorianos, o Sangay também atrai gente de todas as partes para escalá-lo. Mas essa parte é
só para aqueles que têm boa experiência no esporte. Se não for o caso, o melhor é manter
distância.
PRESERVAÇÃO
Outra área de rara beleza que parece estar sob a “guarda” de um vulcão é a Reserva
Ecológica Cayambe-Coca, área de preservação com a maior diversidade vegetal e animal do
Equador, localizada nas províncias de Pichincha, Imbabura, Napo e Sucumbíos. Incrustada na
Cordilheira Central (ou Real) dos Andes, a reserva tem uma cadeia montanhosa de grande
altitude, mas a que domina a área, sem dúvida, é o Cayambe, vulcão que deu origem ao nome da
reserva. Ele é o terceiro pico mais alto do Equador, com 5.842 metros. Com o cume perenemente
nevado, o vulcão é um importante hábitat de condores andinos e falcões. Investigações científicas
feitas na área indicam que há cerca de 1,3 mil espécies de vertebrados na região, parte deles
ainda não catalogada.
DIVERSÃO E CONFORTO NAS ALTURAS
Capital do país tem noite badalada e pode funcionar como espécie de base para
diferentes roteiros diários. Apesar de ser, ao lado do Arquipélago de Galápagos, um dos roteiros
mais procurados do país, os imponentes vulcões, com suas bases de florestas e glaciares, não são
a única opção de passeio do Equador. Quem quiser um descanso dos ambientes selvagens tem
boa opções de hospedagem e diversão em Quito, uma das capitais mais altas do mundo, a 2.850
metros de altitude. Próximo à cidade, ou mesmo no caminho entre uma montanha e outra, há
também pequenos vilarejos indígenas que mantêm boa parte das tradições e forma de vida dos
antepassados.
Em Quito, é possível encontrar as mais variadas opções de hospedagem e uma delas, para
quem prefere um pouco mais de conforto, é ficar baseado na capital e sair diariamente para
roteiros pelos Andes. Mesmo com a economia do país dolarizada, a capital tem um dos serviços
de táxi mais barato das américas e uma corrida de 15 a 20 minutos sai por US$ 2,50, pouco mais
de R$ 5. Quem gosta da noite pode pegar uma dessas corridas para o Bairro Mariscal, conhecido
como Gringotown, onde gente bonita e turistas estrangeiros se encontram em variados bares e
boates em busca de diversão.
A cidade também tem um dos maiores e mais charmosos centros históricos do mundo,
onde estão uma variedade de museus, enormes igrejas barrocas ornadas a ouro e construídas
pelos indígenas e os prédios do governo equatoriano, alguns deles também do período da
colonização.
TRADIÇÃO
Próximo à capital, há várias pequenas cidades e vilas onde é possível encontrar desde
artesanato até uma culinária tradicional indígena, a base de batatas, carnes, frutas e muito milho
– há 28 espécies diferentes do grão no Equador. Uma dessas cidades é Cayambe, ao pé do vulcão
de mesmo nome, famosa pelos biscoitos amanteigados acompanhados de um delicioso doce de
leite
Um das cidades que mais atrai turistas é Otavalo, na província de Imbabura, local onde a
população de grande maioria indígena mantém fortes laços com a cultura dos antepassados.
Esses laços são tão fortes que as crianças otavaleñas podem usar as roupas indígenas e não
precisam usar uniforme nas escolas públicas do Equador. Os homens também são dispensados
de cortar os cabelos nas forças armadas do país, já que, pela tradição da região, os longos rabos
de cavalo são sinal de virilidade
Mas a cidade também não parou no tempo é possível ver adolescentes com roupas
típicas indígenas navegando na internet em um cyber café. É são as ruas de Otavalo que abrigam
o que, segundo os equatorianos, é o maior mercado de artesanato indígena da América do Sul.
Pode até ser exagero, mas são centenas de barracas com os mais variados produtos a preços bem
acessíveis e, com certeza, é um passeio que vale a pena.
Panorâmica da cratera do vulcão Cotopaxi.
Refúgio do Cotopaxi e a esquerda o Antisana de 5.740 m.
O Cotopaxi
Notícia adaptada de:
http://altamontanha.com/Noticia/3344/cotopaxi-o-vulcao-ativo-mais-alto-do-mundo