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Ano IV – Agosto 2014 – Nº 4 – R$ 10,00
www.tecnologiadoconcreto.com.br
Sumário
3
4Entidades
6Editorial
Guia da Tecnologia do Concreto
8 Aditivos para Concreto
Grace
Viapol
Weber
Vedacit
MC Bauchemie
Basf
16Andaimes
Layher
Andaimes Urbe
29Autobetoneiras e Betoneiras
SITI
Convicta
34Bombas de Concreto
Schwing
Putzmeister
38Central Dosadora
Liebherr
RCO
Destaques
Conteúdo editorial reproduzido
da revista O Empreiteiro
15 Tecnologia do Concreto
Investir mais é o caminho para a
maior expansão dos pré-moldados
20Tecnologia do Concreto
Em busca da mistura que dê
vida útil e resistência
excepcional
22Pré-Moldados
Tecnologia alcança etapa
avançada e amplia uso
24Túneis
46Concreto
Ecocreto
Supremo
50Desmoldantes
Denver
52Drenagem
ACO
53Equipamentos
Gama Cobra
54Ferramentas
Husqvarna
56Fôrmas
Ulma
Atex
Astra
BubbleDeck
68Impermeabilização
Netherland
70Juntas
Uniontech
Jeene
72Máquinas para blocos e artefatos de concreto
Martin
Moinho
Storrer
78Máquinas e implementos
Comingersoll
80Misturadores
CIBI
Teka
84Piso de concreto
Arevale
86Pisos e revestimento
Weber Floor Rad
NS Brazil
89Pontes Rolantes
WCH
85Pré-fabricado
Vollert
90Pré-moldados
Leonardi
96Central Dosadora
RCO
26Ponte
Fundações enfrentam correnteza
com velocidade de até 4 m/s
35Equipamentos
Formas de aço moldam pilares
na Transolímpica
Robô alemão trabalha na obra
do metrô no Rio de Janeiro
60Construção Industrial
Shopping em Vitória da
conquista (BA) usa forma
deslizante para concretar laje
40Ponte
Estrutura combina balanços
sucessivos com sistema de estais
58Pré-Moldados
Estaleiro na Bahia a um passo de
começar fabricação de sondas
62Tecnologia
Trecho Leste do Rodoanel
emprega cantitraveller para
transpor várzea do Tietê
91Projeto Estrutural
As obras e os calculistas
homenageados pela ousadia
da criatividade
Diretor Editorial
Joseph Young
Publicidade:
Ernesto Rossi Jr.
(Gerente comercial),
Diagramação
Cotta Produções Gráficas
[email protected]
Conteúdo Editorial:
Revista O Empreiteiro
Henrique Schwartz Neto
(Coordenador),
José Ferreira,
Marcia Caracciolo,
Regina Oliveira e
Wanderlei Melo
Circulação e Distribuição
circulaçã[email protected]
Rua Pais Leme, 136 – Conj. 1005
Pinheiros – CEP: 05424-010
São Paulo – SP – Brasil
Telefone: 11 3895-8590
Esta publicação é parte integrante da edição nº 533 - Agosto de 2014 da revista O Empreiteiro
[email protected]
www.tecnologiadoconcreto.com.br
Entidades
Criada há 13 anos,
Abcic difunde e valoriza a
construção industrializada
Criada em outubro de
2001, a Associação Brasileira
da Construção Industrializada de Concreto (ABCIC)
nasceu com o propósito de
difundir e qualificar as estruturas de concreto pré-fabricadas destinadas a estruturas, fachadas e fundações. Apoiada desde o princípio pela ABCP - Associação Brasileira de Cimento Portland, a ABCIC,
que atualmente congrega 100 empresas, tem se notabilizado por um contínuo trabalho de valorização do
pré-moldado, além de auxiliar na ampliação e modernização dos sistemas de construção industrializada,
vencendo diversos desafios ao longo desse tempo.
Uma das primeiras iniciativas da entidade, logo após
ser constituída, foi a criação, em 2003, do Selo de Excelência Abcic. Programa desenvolvido para atestar a
conformidade aos padrões de tecnologia, qualidade,
segurança, meio ambiente e desempenho das empresas
de pré-fabricados, o Selo conta com auditorias do IFBQ
- Instituto Falcão Bauer de Qualidade e é hoje um importante diferencial de competitividade para o segmento,
além de ser um guia das melhores práticas empresariais.
Aliado ao constante aprimoramento do Selo, a
Abcic vem trabalhando com afinco na atualização
das normas técnicas ABNT (Associação Brasileira de
Normas Técnicas) que estabelecem os requisitos e
critérios de desempenho para as estruturas e estacas
pré-moldadas de concreto. Nesse contexto, destaca-se uma série de parcerias estabelecidas com instituto de pesquisa, órgãos certificadores, entidades
governamentais e centros universitários. Ganhou
importância também o aprofundamento das relações
com organismos internacionais ligadas ao concreto,
sobretudo o excelente relacionamento mantido com
a fib - Federação Internacional do Concreto.
Outra ação desenvolvida pela entidade tem sido
a de organizar cursos, seminários, workshops e palestras para formar, aperfeiçoar, qualificar e levar conhecimento técnico para profissionais, executivos e
empresários do segmento. Além disso, a associação
sempre incentiva as escolas de Engenharia e Arquitetura no trabalho de aproximação do mundo acadêmico
com as empresas. Uma das iniciativas nessa direção é
o Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricado, criado para
prestigiar empresas e profissionais do segmento.
Para conseguir realizar todas essas ações, a Abcic
está estruturada em comitês, a saber: de Estacas Pré-fabricadas, Habitacional, de Segurança do Trabalho,
de Pesquisas e Desenvolvimento, Tributário, além do
subcomitê Habitacional de Interesse Social. Para uma
melhor gestão, recentemente foi constituído o Conselho Estratégico, encarregado de formular as ações que
são colocadas em prática pela presidência executiva e
diretores. Todas as ações realizadas são suportadas
por divulgação em livros, manuais, artigos técnicos, o
Anuário Abcic e, este ano, foi editada a revista Industrializar em Concreto,
publicação quadrimestral
que concentra as principais informações sobre o
segmento.
Entidade Sindical
Patronal, registrada no
Ministério do Trabalho,
com sede no município de Jacareí/SP, em
atividade desde 1993,
vem atuando na coordenação, proteção e
representação legal da
categoria
econômica
das empresas de extração de areia no estado
de São Paulo. Suas empresas associadas respondem por 90% do total da
produção de areia no estado.
Entidade Patronal, atuante
desde 1974 na defesa dos
interesses do setor de mineração de pedra britada no
Estado de São Paulo. 166 empresas filiadas. O Estado de
São Paulo é responsável por
29% da produção nacional e
responde por 27% no consumo. Destinação de consumo:
34% obras de infraestrutura e
civis; 12% usinas de asfalto e
pavimentação, 13% blocos /
pré-moldados / artefatos de
cimento; 31% para concreteiras e 10% outros fins.
Ibracon
Instituto Brasileiro do
Concreto
É uma associação técnico-científica cujo compromisso é defender a engenharia divulgando as
conquistas da tecnologia do concreto e seus sistemas construtivos.
Fundado em 1972, como organização técnico-científica nacional, de caráter associativo e sem
fins lucrativos, para proporcionar aos profissionais
e intervenientes do setor construtivo nacional informações e conhecimentos sobre a pesquisa, o
desenvolvimento e a inovação sobre a tecnologia
ABTC – Associação
Brasileira dos Fabricantes de Tubos de Concreto
criada em 2001 com o objetivo de reunir as empresas
envolvidas direta e indiretamente no setor de tubos
e aduelas de concreto para
o aprimoramento técnico
e qualitativo do processo
produtivo no país. Em sua
constante busca pelo fortalecimento do mercado
de forma sustentável, desenvolveu, por meio de
equipe técnica graduada, ferramentas e softwares
importantes, aprimorando os produtos com qualidade, contribuindo para o surgimento de pesquisas e métodos de produção inovadores.
Durante esses anos, a ABTC vem ganhando
respeito, confiança e notoriedade entre o mercado
consumidor, por meio do oferecimento gratuito de
palestras, cursos, materiais e informações técnicas, como fruto do investimento de nossos associados para a melhoria do setor de saneamento no
do concreto e de seus sistemas construtivos.
Com este fim, promove cursos de especialização, edita publicações técnicas, incentiva e apoia
a formação de Comitês Técnicos, certifica profissionais do setor construtivo e organiza eventos
técnicos.
O IBRACON organiza anualmente o Congresso Brasileiro do Concreto, maior evento técnico-científico nacional sobre a tecnologia do concreto
e seus sistemas construtivos, que objetiva reunir
a comunidade técnica e científica nacional e estrangeira para debater e conhecer mais sobre as
pesquisas, os desenvolvimentos e as inovações
relacionadas ao concreto e seus materiais constituintes, à análise e ao projeto estrutural, às metodologias construtivas, à gestão e normalização
técnica e outros temas correlatos.
Missão
Criar, divulgar e defender o correto conhecimento sobre materiais, projeto, construção, uso e
manutenção de obras de concreto, desenvolvendo
seu mercado, articulando seus agentes e agindo
em benefício dos consumidores e da sociedade
em harmonia com o meio ambiente.
Brasil. Disponibiliza gratuitamente também, aos
consumidores dessas peças, modelos de licitação
de tubos e aduelas, software de determinação de
classe de resistência de tubos de concreto, entre
outros materiais técnicos de autoria da própria
Associação.
Acesse:
www.abtc.com.br/site/downloads.php e confira!
Av. Torres de Oliveira, 76
CEP: 05347-902
SÃO PAULO/SP
Tel: (11) 3763-3637
www.abtc.com.br
Skype: abtc.atendimento
Editorial
6
Em busca do concreto “eterno”
A revista O Empreiteiro lançou há alguns meses o site www.
tecnologiadoconcreto com a ambição de se tornar o one stop shopping
para os principais materiais, processos e equipamentos para se produzir
um concreto de alta qualidade. O Guia de Tecnologia do Concreto que
ora apresentamos é uma amostragem do conteúdo desse site, com uma
tiragem extra a ser distribuída aos visitantes do Concreteshow 2014.
Além do guia de produtos e serviços para concreto propriamente
dito, reunimos na parte editorial algumas temas de interesse dos
leitores profissionais de construção, tais como as pesquisas em busca
do concreto de altíssima resistência e durabilidade, que já pode ser
produzido—mas a que custo? Já se fala até em concreto com aditivos
que podem gerar um processo de auto-reparação quando danificado.
O uso de pré-moldados encontrou um campo fértil quando as obras
das arenas esportivas da Copa do Mundo 2014 tinham que seguir
cronogramas apertados. O mesmo ocorreu na construção dos novos
terminais dos aeroportos. Esse sucesso apenas ratifica o que já era
sobejamente conhecido nas obras industriais do setor privado, onde os
pré-moldados sempre mostraram as vantagens de qualidade e prazo de
execução.
Os túneis rodoviários ou ferroviarios cujas gigantescas seções são
concretadas em dique seco, depois conduzidas por rebocadores até o
local onde ficarão submersas sob lamina dágua, é outro tema presente.
Essa tecnologia será adotada pela primeira vez no túnel do Guarujá, SP,
que assim passará a fazer parte de diversas obras do gênero hoje em
curso no mundo.
Mas é nas pontes e viadutos onde o uso do concreto é clássico.
Uma ponte sobre o rio Madeira que precisou vencer sua poderosa
correnteza(carregada de toras) , outra estrutura estaiada sobre o rio
Tietê, em Barueri, SP, e um viaduto de 8,8 km no Rodoanel Leste--montado com elementos pre-moldados-- são exemplos recentes da
engenharia do concreto que o País dominou há muitas décadas. E aqui
temos que lembrar do pioneiro Emilio Baumgart. Que ergueu o prédio do
jornal A Noite no Rio de Janeiro, em concreto armado.
7
Aditivos para
Concreto
8
Ficha Técnica
Empresa
Grace Brasil Ltda.
Endereço
Av. Paraná, 4690, Cajuru do Sul, Sorocaba, SP, 18105-000
Telefone
(15) 3235-4700
Site
www.grace.com
E-mail
Produto
Aplicações
do produto
[email protected]
Mira™
"A linha MIRA™ é uma linha de aditivos redutores de água polifuncional,
desenvolvida como aditivo redutor de água de alta eficiência especialmente
formulado para utilização em altos teores com a propriedade de não promover
importantes retardos no tempo de início de pega.
MIRA™ pode ser usado com uma ampla gama de dosificações, que permitem
obter elevadíssima capacidade plastificante.
É adequado as seguintes aplicações:
• concreto dosado em central;
• concretos normais bombeáveis ou convencionais ou concretos leves;
• pré-moldados e pré-fabricados.
MIRA é também indicado para uso em concretos para pisos
industriais e pavimentos.
Aditivos para
Concreto
10
Ficha Técnica
Produto
Fibras para concreto TUF-Strand
Empresa
Viapol
Telefone
(11) 2107-3404
Site
www.viapol.com.br
Pisos industriais; Pavimentos Rodoviários; Concreto projetado;
Aplicações do produto
Steel-decks; Aplicações em overlays; Capeamentos de compressão; Estruturas pré-moldadas de concreto/argamassa.
Capacidade e
Fator de Forma: 74; Resistência à tração: 600 - 650 Mpa;
Desempenho
Módulo de elasticidade: 9,5 Gpa
Dimensões / Peso
51 mm
Dados para Transporte
Caixa com 5 sacos de 2,27 kg
Observações
As fibras estruturais TUF-STRAND-SF, compostas por um
blend de polipropileno/polietileno, são patenteadas e podem
ser utilizadas em uma variedade de aplicações para substituir
com sucesso as fibras de aço e as telas soldadas.
A TUF-STRAND-SF foi desenvolvida para proporcionar maior
ancoragem na matriz, garantindo reforço tridimensional ao
concreto, ganho de resistência pós-fissuração, resistência ao
impacto, à fadiga e controle das fi ssuras de retração.
TUF-STRAND-SF cumpre com as principais normas de especificação e desempenho e suas dosagens podem variar de
1,8 a 12 kg/m³, dependendo dos requisitos de cada projeto.
Pisos e
revestimentos
11
Ficha Técnica
Empresa
Weber Saint-Gobain
Endereço
Via de Acesso João de Góes, 2127
Telefone
(11) 2196-8000
Site
www.weber.com.br
Produto
Fast Set
Aplicações do
produto
Microconcreto para reparos rápidos e reforços emergenciais em pisos, pavimentos e
estruturas
Usos
- Reparos localizados emergenciais de pisos, lajes, vigas e elementos de
concreto em geral
- Uso comum em pavimentos, pontes, pistas de aeroportos e pisos industriais de concreto
-Obras especiais de reparos emergenciais em companhias de água e esgoto,
emissários, entre outros
Vantagens
- Liberação para uso em 2 horas
- Altas resistências mecânicas iniciais e finais e elevada durabilidade
- Apresenta retração compensada e ótima aderência à substratos de concreto
- Elevada durabilidade
- Fácil de utilizar
Embalagem
25 kg
Cor
Cinza
Validade
6 meses
Estocagem
Manter em local seco, ventilado e na embalagem original lacrada
Dados écnicos
"Propriedades e características
Massa unitária:
Relação água/materiais secos: 0,12
Tempo em aberto para aplicação: 15 minutos
Tempo de liberação para uso: 2 horas
Teor de cloretos: Isento”
Desempenho
"Resistência à compressão às 2 horas (NBR 7215): 20 MPa
Resistência à compressão às 24 horas (NBR 7215): 30 MPa
Resistência à compressão aos 7 dias (NBR 7215): 40 MPa”
Aditivos para
Concreto
12
Ficha Técnica
Produto
Manta asfáltica vedacit fibra de vidro
Empresa
VEDACIT
Telefone
(11) 2902-5553
Site
www.vedacit.com.br
Descrição
A MANTA ASFÁLTICA VEDACIT FIBRA DE VIDRO é elaborada à base de
asfaltos modificados armados com estruturante de fibra de vidro.
Aplicações do
produto
-Lajes transitáveis planas ou inclinadas em geral com proteção mecânicasobre a manta;
- Áreas internas, pisos de cozinhas, banheiros, áreas de serviço, porões,
terraços e sacadas.
Embalagens
3 mm - Rolo 10 m² -Tipo II C
4 mm - Rolo 10 m² - Tipo II C
Dimensões /
Peso
Comprimento (22 cm) / Largura (22 cm) / Altura (100 cm)
Peso Líquido (40.5 kg) / Peso Bruto (40.5 kg)
OBSERVAÇÕES
Para áreas de até 50 m², recomenda-se usar a espessura de 3 mm; para
áreas de até 100 m², a espessua de 4 mm.
Aditivos para
Concreto
13
Ficha Técnica
Produto
MC-PowerFlow 2141
Empresa
MC-Bauchemie Brasil
Telefone
(11) 4158.9158
Site
www.mc-bauchemie.com.br
E-mail
[email protected]
Aplicações do
produto
Concreto de alto desempenho de manutenção expandida
Embalagem
Tambor de 210 kg e Granel
Cor
Marrom
Validade
12 meses a partir da data de fabricação
Estocagem
Reservatório e os tambores em local coberto
Dados Técnicos
Densidade = 1,05 g/cm3; Dosagem recomendada = 0,2 a 5,0% sobre o
peso do cimento
Desempenho
Permite grande dispersão dos graos de cimento e manutenção expandida
para os concretos de alto desempenho
OBSERVAÇÕES
Produto a base de éter policarboxilato
Aditivos para
Concreto
14
Ficha Técnica
Produto
MasterGlenium
Empresa
BASF
Telefone
(11) 3043-2000
Site
E-mail
Aplicações do
produto
www.basf.com.br
[email protected]
A linha de produtos MasterGlenium disponibilizada pela BASF inclui
aditivos hiperplastificantes especialmente formulados para aplicações
em que seja necessário reduções de água elevadas, manutenção
de slump, resistências iniciais superiores e alta durabilidade. Os
hiperplastificantes são aditivos desenvolvidos para obter uma taxa
de redução de água acima de 40%. Concretos tratados com estes
hiperplastificantes apresentam características como alta resistência
inicial, maior facilidade no lançamento, mínima exsudação. Os aditivos
da linha MasterGlenium são aditivos à base de éter policarboxilato
modificado. Devido à sua química diferenciada, conseguem resultados
significativamente superiores aos superplastificantes à base de naftaleno e melamina. A tecnologia consiste em um poderoso dispersante que
adicionalmente aumenta a eficiência da hidratação do cimento.
15
Andaimes
16
Ficha Técnica
Produto
Balancim Manivela - Andaime Suspenso
Empresa
Andaimes Urbe
Telefone
(11) 2236-7000
Aplicações do
produto
Reforma, pintura, aplicação de texturas e acabamentos, lavagem, instalação de tubulações, colocação de caixilhos e vidros.
Capacidade e
Desempenho
Capacidade de carga do Balancim Manivela varia de 447 kg a 308 kg (de
acordo com tamanho da plataforma)
Combustível /
Energia
Acionado por rotação manual da manivela. Também disponível modelo com
motor elétrico.
Segurança
Cabos de segurança com trava automática. Piso metálico antiderrapante,
guarda-corpo e rodapé incorporado de acordo com NR-18. Fixações por
ganchos, vigas, afastadores, contra-pesos e trilhos. Montagens sobre a laje
ou sobre cavaletes metálicos.
Dimensões /
Peso
Comprimentos de 1,5 m até 8,0 m. Largura de 0,8 m (outras medidas sob
encomenda).
Comandos e
controle
Acionamento manual direto no guincho. Também disponível modelo com
motor elétrico.
Dados para
Transporte
A Andaimes Urbe oferece transporte para entrega e retirada de seus equipamentos.
OBSERVAÇÕES
Este equipamento deve ser montado por profissional capacitado e sob
supervisão de profissional legalmente licenciado.
18
Ficha Técnica
Tecnologia do
Concreto
20
Em busca da mistura que dê
vida útil e resistência excepcional
O concreto eterno é uma questão de tecnologia e de custo. Há pesquisas
correntes em vários países em torno do assunto, inclusive no Irã
Por que o Irã estaria desenvolvendo concretos de alta resistência? O
país encontra-se numa região sísmica e o material também tem aplicação
militar, para proteger suas unidades que processam o urânio enriquecido
— motivo das sanções internacionais ao país. O chamado concreto de
resistência ultraelevada (CRUE) é feito com cimento, areia e agregados,
mais aditivos como quartzo em pó, partículas metálicas e fibras. O Ductal,
um concreto ultrarresistente disponível comercialmente na França, tem
resistência e possui maior flexibilidade e vida útil.
Alterar a estrutura molecular do cimento pode ser um dos caminhos, bem
como o uso de nanopartículas para melhorar a estrutura do concreto. A
equipe de Ali Nazari, na Universidade Islâmica de Azad, em Saveh, Irã, publicou diversas pesquisas sobre o uso de óxidos de ferro, alumínio, zircônia,
titânio e cobre. Embora os testes tenham sido realizados com amostras de
pequenas dimensões, essas nanopartículas podem gerar concretos quatro
vezes mais resistentes do que o Ductal. Outra pesquisa mostrou em 1995
que a adição de fibras de polímero aumentou pouco a resistência à compressão do concreto, mas este suporta impactos sete vezes maiores.
Ductal é uma tecnologia patenteada pela Lafarge e Bouygues para produzir concretos de elevada resistência mecânica, de até 200 MPa, resistência à flexão acima de 40 MPa, durabilidade excepcional, resistentes
à abrasão e agentes químicos e ambientais (congelamento, água salina
etc.). Este tipo de concreto permite construir estruturas mais esbeltas e
complexas, com manutenção mínima. As empresas não informaram a faixa de custo desse concreto, nem detalhes técnicos.
Robô inspeciona estruturas
A revista Engineering News Record,
parceira editorial da revista O Empreiteiro, informou recentemente que
muitas das 104 usinas nucleares dos
Estados Unidos estão atingindo a metade da sua vida de projeto e o mesmo acontece com um grande número
de barragens.
Um robô sobre esteiras, fabricado
pela International Climbing Machines,
de Nova York, e customizado pela Elec-
21
tric Power Research Institute (EPRI), fez uma inspeção na estrutura da hidrelétrica de Robert Moses, em Niagara, no mesmo estado. Normalmente, este
trabalho de inspeção sobre a integridade estrutural da barragem demanda a
montagem de escoramentos para acesso dos técnicos, que também podem
usar rapel. No entanto, o robô mecanizado automatiza esse trabalho.
Um dispositivo elétrico cria uma câmara de vácuo entre as esteiras e
mantém o robô na parede vertical. As esteiras de espuma sustentam o
vácuo e transportam cerca de 20 kg de sensores, passando por cima de
porcas, parafusos e concreto projetado. O EPRI e diversas universidades
equiparam o robô com sistemas de avaliação não destrutiva.
No teste de Niagara, um sensor sônico foi empregado para verificar a delaminação do concreto, através de “conexão aérea”— não há contato físico com
a estrutura. O teste foi em parte financiado pela New York Power Authority, que
vai usar os dados da varredura para orientar eventuais reparos da barragem.
Nos testes futuros, o robô será equipado com outros sensores para aferir o estado da armadura do concreto e o nível de umidade na parede
— uma roda química fará o primeiro trabalho enquanto uma antena de
micro-ondas efetuará o outro. A ideia é fazer o robô seguir uma rota pré-programada 24 horas por dia, reduzindo o prazo da inspeção.
Torre eólica de concreto alcança 100 m de altura
Na montagem da planta eólica de Pioneer Grove, no condado de Cedar,
Iowa, a empresa Acciona Windpower construiu torres de concreto de 100
m, na sua primeira aplicação nos Estados Unidos. A empresa de origem
espanhola informou que esta solução já foi adotada em mais de 80 torres
eólicas em outros países. Nesta obra, a torre sustenta uma turbina de 3
MW, a maior até hoje instalada em torre de concreto com essa altura.
A torre de concreto foi pré-fabricada em seções numa planta. Ela foi
montada ao lado de uma torre metálica de 92 m, com ambas suportando
turbinas de 3 MW. Charles Hanskat, consultor de engenharia civil, afirmou à revista Engineering News Record que o concreto suporta maiores
forças laterais e dinâmicas do que
o aço nestas condições. Passando
de 100 m de altura, o aço ultrapassa
seu limite de eficiência estrutural e
de custo neste tipo de torre, sujeito a constantes cargas dinâmicas.
A tendência atual é de se construir
turbinas mais possantes e pesadas,
para produzir energia eólica com
maior eficiência, que demanda também torres maiores.
Pré-moldados
22
Tecnologia alcança etapa
avançada e amplia uso
Supermercados, shopping centers, centros de convenções, plantas industriais,
estádios para a Copa, aeroportos. A tecnologia dos pré-fabricados de concreto
tem papel decisivo para cumprimento dos prazos
As razões para o atual desenvolvimento, na aplicação das peças pré-fabricadas de concreto, são muitas. Mas podem ser resumidas, dentre
outras, em cinco: 1. As peças pré-fabricadas de concreto reduzem o prazo das construções; 2. Têm custo e qualidade sob controle e, portanto,
podem ser garantidas; 3. Oferecem possibilidades de protensão em pista,
o que comprovadamente revela favorável custo/benefício em relação a
outros sistemas; 4. Permitem a construção de lajes alveolares de concreto; e 5. Permitem que estruturas sejam projetadas com grandes vãos
e sobrecargas.
Ronaldo Franco, da T&A Pré-fabricados em São Paulo, diz que a versatilidade da tecnologia e os avanços que ela já obteve naqueles e nos mais
diversos segmentos da infraestrutura têm permitido que ela seja escolhida
para a construção de estruturas de obras aeroportuárias.
“Tanto é”, informa ele, “que ainda recentemente a nossa empresa concluiu três obras em aeroportos”. A primeira foi no aeroporto de Sorocaba
(SP), com a construção do hangar Jet Center destinado à manutenção e
fretamento de jatos executivos. As demais resultaram dos projetos para
ampliação do Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro,
em Guarulhos (SP). “Participamos da construção de parte do novo terminal de passageiros (TPS3) e da ampliação do free shop DutyFree, no atual
terminal de passageiros.”
Ele acrescenta que, para aquelas três obras, a empresa forneceu a estrutura completa, composta de pilares, vigas e lajes alveolares. Elas absorveram cerca de 2.000 t de cimento, 5.200 m³ de concreto e 600 t de aço.
A ampliação daquele aeroporto contou com projeto de cálculo estrutural
a cargo da empresa espanhola Engecorps. Ela foi contratada diretamente
pela Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S. A. e tem o
respaldo dos escritórios nacionais Grupo Técnico de Projeto e Zamarion e
Millen Consultores.
As estruturas pré-fabricadas foram
dimensionadas para uma resistência
de 50 MPa e são compostas de pilares cujo comprimento varia de 6 m
a 22 m. As peças de maior comprimento foram fornecidas em dois segmentos, o que facilitou o processo de
23
transporte e montagem. As vigas têm de
9 m a 18 m de comprimento e são protendidas. A protensão foi obtida em pista
mediante o processo de pré-tensão. As
lajes alveolares foram dimensionadas
para suportar o peso de todos os equipamentos previstos, a movimentação de
bagagens e a circulação de passageiros.
O sistema de ligação entre pilares e
vigas foi concebido nos moldes de uma
estrutura pré-fabricada no canteiro. Ele
é composto de elementos metálicos embutidos nas peças pré-fabricadas e soldados em seguida.
Para o hangar Jet Center, no aeroporto de Sorocaba, foi concebida uma
estrutura de concreto com fck de 50 Mpa, com peças armadas e protendidas. O projeto foi desenvolvido pelo escritório Pedreira de Freitas, contratado pela T&A Pré-fabricados.
Ronaldo Franco informa também que a capacidade de produção da T&A
na unidade de São Paulo, em Itu, é de aproximadamente 5.000 m³ de
concreto. Ali são produzidos pilares, vigas armadas e protendidas, lajes
alveolares protendidas, painéis alveolares e maciços, telhas de concreto e
estacas protendidas e centrifugadas.
Ele assinala também que um dos mais interessantes desafios da empresa foi a execução de vigas protendidas com 16 m de comprimento.
Por causa do grande vão e carga, as vigas deveriam ser protendidas com
pretensão em pista, com a complementação de pós-tensão na fábrica.
“As peças chegaram a pesar 30 t cada e tiveram que ser transportadas
e montadas com equipamentos especiais de alta capacidade”, afirma ele.
Ronaldo ressalta que o ganho do ponto de vista de tempo na utilização de sistemas pré-fabricados de concreto é muito grande em relação, comparativamente, a estruturas convencionais. “Tanto assim”,
acentua ele, “que nas obras de Guarulhos conseguimos diminuir os
prazos de construção em aproximadamente 50%”.
Ele reitera que a urgência para
aumentar a infraestrutura de mobilidade brasileira, por causa dos
eventos esportivos de 2014 e
2016, poderá frustrar-se caso a
opção recaísse em outro processo, e não na tecnologia dos pré-fabricados de concreto.
Túneis
24
Os maiores túneis pré-moldados do mundo
Os túneis imersos são raros. Poucos são construídos a cada ano no
mundo. Eles consistem de extensas galerias, executados em seções muitas vezes com mais de 100 m de largura, e são transportados sobre a
água até a posição em que serão imersos até o fundo para, posteriormente, transformarem-se em passagem subterrânea. Tais estruturas são
construídas, em sua maior parte, de concreto armado, com as peças montadas em terra firme e depois unidas dentro da água.
“Enquanto pontes são mais baratas de se fazer, túneis imersos são normalmente construídos em locais onde pontes não seriam possíveis de
ser erguidas, por causa das condições do solo ou restrições de espaço
às margens, ou ainda necessidade de grande área de navegação na superfície”, explica Jonathan Baber, diretor de projeto da Mott MacDonald e
coautor do livro Túneis Imersos.
Em certas condições, túneis imersos podem ser mais baratos do que
outros métodos. “Se estiver cruzando um rio entre 0,5 km e 1 km de extensão, um túnel imerso provavelmente terá custo competitivo comparado
com o túnel perfurado por causa do custo do TBM (tunnel boring machine)”, conta Baber.
O primeiro túnel imerso foi construído em Boston em 1894. O túnel Michigan Central Railway liga Detroit, nos Estados Unidos, a Windsor, em
Ontário, no Canadá, embaixo do rio Detroit, e foi o primeiro túnel imerso
para passagem de veículos - ele foi inaugurado em 1910.
Já o primeiro túnel imerso da Europa foi aberto em Roterdã, na Holanda, em 1942. Os holandeses são um dos maiores construtores de túneis
imersos do mundo. De acordo com Baber, que também preside o grupo de
túneis imersos da Associação Internacional de Túneis, a Holanda possui
as condições ideais para a implementação desse tipo de estrutura.
O túnel imerso Busan-Geoje, na Coreia do Sul, é um dos projetos mais
ousados nesse segmento. A firma holandesa Strukton Immersion Projects
é responsável pela flutuação, transporte e imersão das seções desse túnel.
“O maior desafio foram as ondas. Elas influenciaram durante o trabalho de imersão”, afirma Peter van Westendorp, gerente de projeto da
Strukton. “Nós usamos duas plataformas flutuantes e quatro rebocadores
para transportar as seções do túnel de 3,2 km do local de construção em
terra firme até o site. Nós tínhamos que viajar com as peças durante a
noite. Isso levava 10 horas. Na segunda noite fazíamos a imersão, que
levava 16 horas cada uma”.
Um outro procedimento nesta obra foi o uso pela Strukton de um submarino. “A imersão era muito profunda. Nós tínhamos todos os tipos de
equipamento dentro do túnel, que eram remotamente controlados, como
25
câmeras para acompanhar os trabalhos e medidores de nível. No entanto,
se os sistemas falhassem, nós teríamos que trabalhar dentro dos túneis
submersos. Nossos técnicos ficaram em um submarino, mas os sistemas
funcionaram bem. Assim, nós não tivemos que usá-lo”, relata Westendorp.
Mais recentemente, a Strukton trabalhou em um túnel submerso em
Amsterdã, na Holanda. O projeto envolvia a construção de uma nova estação de metrô embaixo da estação central da cidade e uma nova linha de
metrô, todas embaixo d’água.
Um novo túnel imerso está sendo construído na China. O complexo viário Hong Kong-Zhuhai-Macao tem 50 km de extensão e consiste de três
pontes estaiadas, duas ilhas artificiais e 6,7 km de túnel imerso (quando
ficar pronto, este será o túnel imerso mais longo construído no mundo). A
obra deverá ser completada em 2016.
Um túnel entre a Alemanha e a Dinamarca atualmente está em fase de
projeto e, quando concluído em 2021, deverá ser o mais extenso do mundo. A Fehmarn Belt Fixed Link propôs um túnel imerso de 18 km entre a
ilha de Fehmarn, na Alemanha, e a ilha de Lolland, na Dinamarca, que terá
em seu percurso estrada para veículos e uma linha de trem. A estrutura diminuirá sobremaneira o tempo de viagem entre Hamburgo e Copenhague.
A obra está orçada em US$ 7 bilhões.
A Fehmarn, dona do projeto, pré-qualificou nove consórcios para participar da licitação dos quatro maiores contratos do projeto: galeria norte,
galeria sul, acessos e rampas, e dragagem. O leilão deve acontecer em
2014 e as obras serão iniciadas em 2015.
No Brasil
A primeira iniciativa no Brasil de túnel imerso ligará os bairros de Outeirinhos, em Santos, a Vicente de Carvalho, no Guarujá, em São Paulo. A
empresa holandesa Royal Haskoning DHV presta consultoria ao projeto
executivo da obra.
Orçada em R$ 1,3 bilhão, a obra está prevista de ficar pronta em 2016.
A Dersa é responsável pelo projeto.
A opção pelo túnel imerso foi comparada à construção de uma ponte
ligando as duas cidades sobre o canal que dá acesso ao porto de Santos,
com altura mínima de 85 m. No entanto, uma base aérea próxima, no
Guarujá, limita edificações em até 75 m. A melhor opção então passou a
ser o túnel imerso.
A estrutura terá 900 m de extensão e respeitará uma profundidade mínima de 21 m, compatível com o projeto de aprofundamento do canal do
porto. Ele terá três faixas em cada sentido, com espaço também para
o futuro prolongamento de ramal de VLT (veículo leve sobre trilhos) em
construção na Baixada Santista.
Ponte
26
Fundações enfrentam correnteza
com velocidade de até 4 m/s
Nada foi fácil nessa obra, que hoje está praticamente concluída. A velocidade
da correnteza, que chegou a levar a camisa metálica de um tubulão, e a
instalação de dolfins de concreto, para proteger os pilares, revelam apenas
algumas das dificuldades enfrentadas
A ponte, na altura do km 18 da BR-319 – rodovia inaugurada em 1973
para ligar Manaus (AM) a Porto Velho (RO) - tem grande importância regional do ponto de vista social e econômico. Permitirá que a população da margem esquerda, onde fica o município de Humaitá, seja mais bem atendida
pelos serviços públicos que estão predominantemente na margem direita,
em Porto Velho. E obviamente encurtará o percurso entre as capitais do
Amazonas e Rondônia, uma vez que dispensará o uso tradicional das balsas que cruzam o rio transportando mercadorias, motos, carros, caminhões
e pedestres. A travessia, portanto, que atualmente, dependendo das condições do tempo e do horário, demora de uma a três horas para ser realizada,
poderá ser feita em poucos minutos, tão logo a ponte seja aberta ao tráfego.
A construção da obra é uma reivindicação antiga. Vinha sendo defendida desde os tempos do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER),
que foi substituído pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela licitação e contratação das obras. Estas foram executadas pelo consórcio Aterpa M. Martins (líder) e Emsa, com gerenciamento,
supervisão e fiscalização do Grupo Falcão Bauer e projeto executivo a cargo do
escritório V. Garambone Projetos e Consultoria, do Rio de Janeiro.
O engenheiro Eduardo Araújo, diretor da Aterpa M. Martins, diz que o
projeto para a construção data do ano 2000. A empresa gerenciadora, por
intermédio da engenheira Vera Bauer, diretora do Grupo Falcão Bauer, e do
engenheiro Antonio Carlos de Fazio, gerente da divisão de gerenciamento,
supervisão e fiscalização do mesmo grupo, lembram que as obras começaram no dia 24 de março de 2010. Naquele ano foram feitas as sondagens
e realizados os preparativos para o desvio das balsas no trecho das obras.
Nessa época foram iniciados os serviços de fundações, que acabaram con-
27
cluídos em 2011. Em 2012 foi executado o trecho em balanço sucessivo e o
acesso do lado do município de Humaitá, além de assentadas as vigas do
trecho convencional. Hoje a obra está com 98,26% dos serviços concluídos.
O diretor da Aterpa reafirma ter sido necessário enfrentar, no trecho em questão, correnteza que registra velocidade de até 4 m/s e cuja vazão às vezes chega a 45 mil m³/s ; a profundidade, que na época das cheias é da ordem de até
36 m e a profusa quantidade de materiais, sobretudo troncos de árvores “que
desciam rodopiando e constituíam um permanente risco adicional”.
Além disso, havia a logística. Máquinas, equipamentos e materiais teriam de chegar, em sua maior parte, de outras regiões, com um agravante:
“No caso do cimento, tivemos de concorrer com as barragens — Santo
Antônio e Jirau — que durante todo o tempo tiveram a prioridade no fornecimento”. No pico das obras, a construção concentrou um contingente
da ordem de 600 pessoas. No total, durante os três anos de duração dos
trabalhos, foram contratados aproximadamente 1.500 trabalhadores.
Das fundações aos balanços sucessivos
A ponte, com 987 m de extensão, incluindo aí os encontros, e com 12 m
de largura, tem duas faixas de tráfego e gabarito de navegação de 30 m.
Foi projetada com concreto armado possuindo 16 apoios. Os pilares foram
concretados com o emprego de formas trepante e deslizante. Dos 17 vãos,
14 têm 45 m de extensão e foram executados com vigas protendidas e três
em balanço sucessivo. O vão central, com 165 m de extensão, foi feito com
aduelas de 3 m a 4,50 m de comprimento e, os adjacentes, com 90 m cada.
A projeção do vão de 30 m considerou a ocorrência da maior cheia do rio.
O engenheiro Eduardo Araújo diz que, em linhas gerais, a construção
avançou assim:
• Infraestrutura (fundação): foram cravadas 92 estacas em solo ou em rocha
e, 32, fabricadas no canteiro. Estas utilizaram camisa metálica. A perfuração
ocorreu com lâmina d´água de até 35 m. Para as operações da cravação o
consórcio utilizou perfuratrizes telescópicas, apoiadas sobre balsas. Já as camisas metálicas foram executadas com chapa de 12,5 mm em aço, calandradas no canteiro e cravadas com o uso de martelos hidráulicos e pneumáticos.
• Mesoestrutura (pilares e viga travessa). Trecho convencional: pilares em concreto armado com seção de 2,60 m x 5 m vazado com paredes de espessura
de 25 cm, com alturas que variaram de 3 a 23 m. Foi utilizado o sistema de
forma deslizante nos pilares com altura superior a 6 m. Sobre os pilares foi
executada uma viga travessa em concreto armado com altura de 1,50 m.
O trecho em balanço sucessivo foi construído com pilares de concreto
armado com de seção de 1,20 m x 7 m e altura média de 18,50 m. Sobre
os pilares, o topo de concreto armado tem 8 m de altura.
• Superestrutura (vigas e lajes superiores). O trecho convencional foi exe-
28
cutado in loco com vigas de concreto armado e protendidas, altura de
2,30 m e comprimento de aproximadamente 43 m, apoiadas sobre a
viga travesssa. A extensão total do trecho convencional é de 630 m (14
vãos de 45 m). Sobre as vigas foi feita uma laje com concreto armado
de 12 m de largura.
• Balanço sucessivo. Esse trecho foi executado com aduelas de concreto armado protendido com altura inicial de 8 m. O comprimento varia de 3 m a
4,25 m. As aduelas de fecho central foram executadas com 7 m de comprimento e 3,30 m de altura, enquanto as aduelas do chamado fechamento
extremo foram executadas com 11 m de comprimento e 3,30 m de altura. A
extensão total do trecho em balanço é de 345 m, com vão central de 165 m.
A proteção dos pilares
A empresa gerenciadora informa que foi preciso fazer mudanças no projeto
inicial, tanto para melhorar as condições de emprego das técnicas construtivas
quanto para obtenção de velocidade na execução. Uma das medidas adotadas
foi a construção dos dolfins de concreto, incluídos como item importantes no
projeto, em razão da necessidade de se conferir proteção aos pilares da ponte.
É que pelas águas do Madeira passa tudo. A força e a alta velocidade
das correntezas podem arremessar, contra a estrutura da ponte, grossos
troncos de árvores e outros elementos. Os dolfins de concreto foram concebidos e executados como anteparos contra impactos dessa natureza. Simultaneamente – e por conta de dificuldades dessa ordem – em nenhum
momento as obras deixaram de contar com apoio náutico, com a presença,
por exemplo, de empresas especializadas, tais como a New Sub-Serviços
Aquáticos - Mergulhares e Aruanã Serviços Navais – Consultoria Naval.
Embora a ponte esteja praticamente pronta, a entrega ainda não acontece.
E isso, vem gerando críticas locais e até em Brasília. De um lado se informa
que ela ainda não foi concluída, porque falta reassentar as famílias que moram junto aos encontros, no lado de Humaitá. De outro, dizem que a entrega
ainda não aconteceu, por causa do que chamam “máfia das balsas”, que
insiste em brigar contra o progresso. De qualquer modo, aventa-se que a
solução, para a inauguração oficial da obra, está próxima. Sobretudo, porque
a população não suporta esperar mais.
Ficha técnica
Ponte sobre o Rio Madeira
Local: Porto Velho (RO)
Contratante: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)
Consórcio construtor: Aterpa M. Martins/Emsa
Projeto executivo: V. Garambone Projetos e Consultoria
Autobetoneiras
& Betoneiras
29
Bomba de
Concreto
34
Ficha Técnica
Produto
Schwing S43SX
Empresa
Schwing Stetter
Telefone
(11) 2236-7000
Aplicações do
produto
Auto Bomba para Concreto com mastro para Distribuição
Capacidade e
Desempenho
Alcance vertical de 42,3 m e Capacidade de Bombeamento de 140m³/h
Motor / Potência
Caixa de Transferência
Combustível /
Energia
Diesel
Recursos
Adicionais
Mastros de 5 seções com abertura em RZ
Dimensões /
Peso
LxAxC - (2500 x 3900 x 11540 mm) - Peso 21,94 ton
Comandos e
controle
Sistema de Comando VECTOR c/ Controle Remoto
OBSERVAÇÕES
"SCHWING redefine os padrões em Auto Bombas para Concreto com
Mastro da classe 40 metros.
A combinação de 5 seções do mastro com a abertura em sistema RZ,
estabilização SUPER X com pés de apoio curvados e design exclusivo do
pedestal em super estrutura com peso reduzido fez deste equipamento um
sucesso nas obras de todo o mundo, tanto em bombeamentos em grandes
cidades quanto em grandes canteiros de obras.
Equipamentos
35
Formas de aço moldam
pilares na Transolímpica
Um novo equipamento foi desenvolvido pela SH para atender a demanda de clientes que antes utilizavam adaptações e formas de madeira para construir pilares circulares. O material vem sendo aplicado
na obra da Transolímpica, um dos maiores projetos de mobilidade
urbana para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
A obra, que pretende reduzir o tempo de viagem entre os bairros de Deodoro e Barra da Tijuca de 1h50 para 40 minutos, contém uma grande quantidade de viadutos e utiliza em sua execução a forma para pilar circular SH
composta de aço estrutural e um anel para apoiar as formas entre as etapas.
A alternativa é aplicada em pilares com 100 cm, 120 cm e 150 cm
de diâmetro e alturas de 25 cm, 50 cm, 100 cm e 150 cm. A medida
equivale à necessidade deste projeto, mas, segundo a SH, pode ser
fabricada em diversos tamanhos para locação.
Em parceria com o Consórcio Construtor Transolímpica, a empresa está
fornecendo para cinco trechos do projeto em diferentes pontos da cidade.
Dos 23 km de extensão, o consórcio está atendendo 20 km. Além da forma,
as obras recebem a aplicação do Concreform SH, Torre de Carga LTT e escada modular. São cerca de 145 t de equipamentos da fabricante na obra.
A SH participa do projeto desde janeiro de 2013. O prazo estimado
para o fim das intervenções nos cinco trechos pela SH é de 12 meses.
Robô alemão trabalha na obra do metrô
no Rio de Janeiro
Um robô alemão vem sendo responsável pela concretagem do túnel recém-escavado pelo Consórcio Construtor Rio Barra nas obras da Linha 4 do Metrô do
Rio de Janeiro (Barra da Tijuca – Ipanema), no trecho entre a Barra e a Gávea.
Ao todo, a Linha 4 terá 16 km de extensão e seis estações. Depois de
inaugurada, vai transportar 300 mil pessoas por dia e retirar cerca de dois
mil carros por hora das ruas, nos horários de maior circulação de veículos.
Segundo o consórcio, desde maio a construção do túnel de São Conrado
em direção à Gávea e Barra da Tijuca está mais limpa e rápida. O consórcio
neste trecho adquiriu um robô ­Putzmeister, fornecido pela empresa alemã
que possui mais de 50 anos de experiência no desenvolvimento de soluções
para o bombeamento e transporte de concreto.
O robô projeta 20 m³ por hora, o equivalente a três caminhões de concreto,
o dobro do método até então utilizado naquela frente. Braços mecânicos operados por controle remoto fazem o papel do mangoteiro, operário que segura
e direciona a saída do concreto que dá sustentação ao túnel em construção.
Central Dosadora
38
Ficha Técnica
Produto
Central Dosadora TDA 100
Empresa
LIEBHERR
Telefone
(11) 2221-3519
Site
www.liebherr.com.br
Aplicações do
produto
Concreteiras e pré-fabricados
Capacidade e
Desempenho
100m3/h - real
Motor / Potência
60kw
Combustível /
Energia
380v ou 440v; 60 Hz
Recursos Adicionais
2 x 100t de cimento/ 3 x 17m3 agregados
Dimensões /
Peso
Diversos (de acordo com o layout)
Comandos e
controle
Litronic MPS III - Standart
Dados para
Transporte
Depende da configuração
OBSERVAÇÕES
Funcionamento com sensor de umidade e exaustor de pó no ponto de
carga. Várias opções de layout e configurações.
Ponte
40
Estrutura combina balanços sucessivos
com sistema de estais
Projetada pela Enescil e executada pela Jofege, nova ponte em Barueri (SP)
transpõe o rio Tietê com 435 m de comprimento
Um rio negro de poluição por baixo, Aldeia de Barueri de um lado, Alphaville de outro. E a ponte futurista. O analista de sistemas Chan, descendente de chineses, vai caminhando pela lateral da ponte, que também
ganhou nome de oriental: Akira Hashimoto. Vem a pé desde a estação
Antônio João, Linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), do lado da Aldeia, com destino a uma empresa de informática em Alphaville. O automóvel da mulher foi ao conserto, “aí, quem
dança sou eu”, e tomou emprestado o auto dele. Por isso palmilha esta
tarde de outubro sob o sol inclemente, o céu azul. Um bafo quente nos
arremessa nas narinas, durante a travessia, o fartum nauseabundo que
trescala do rio, o Tietê, tão poluído e triste. A modernidade da engenharia
de pontes pelo alto, o atraso do saneamento urbano por baixo. “Antes da
ponte era ruim demais. Tinha de ir até lá embaixo para poder chegar”, elogia Chan, bamboleando pelo caminho. “Mas o trânsito local, do outro lado,
piorou muito”, contextualiza.
A ponte estaiada Akira Hashimoto, que liga a avenida General de Divisão
Pedro Rodrigues da Silva, do lado da Aldeia de Barueri, à Estrada da Aldeinha, em Alphaville, custou R$ 60,618 milhões nas contas da prefeitura
local, que pagou pela obra. Foi inaugurada no dia 30 de setembro último,
depois de três anos, de idas e vindas na prefeitura, revisões no projeto, o
abandono de alças de acesso e de saída. Há 12 anos ali, o vizinho Carlão,
do Restaurante do Carlão e da Nádia, ao lado da ponte, diz confiar: “A
41
tendência agora é melhorar”. Esse sujeito de pele morena, olhos negros
e tranquilos, cabelo começando a rarear no cocuruto vai contando, por
detrás do balcão de cachaças coloridas colocadas dentro de potes de
vidro, azul, amarela, que a chegada da iluminação pública à rua, com a
vinda da ponte, é vantagem. Do outro lado da ponte, no portão de entrada
do canteiro de apoio montado pela construtora, o vigia Carlos Roberto Camargo se diz satisfeito: “Todos nós temos participação nessa obra”. Tem
razão o homem sorridente e queimado de sol, os afluentes da idade no
entorno dos olhos, o uniforme claro: está ali, contribuindo, há dois anos e
seis meses, desde quando a ponte ainda era só uma rampa pequena. “À
noite que ela é bonita. Toda iluminada. É lilás aqui nas laterais, e clara por
cima. Dá para ver lá de longe, da Castello [rodovia Castello Branco, que
atravessa o município]. Cartão-postal de Barueri.” Do telefone celular ele
vai mostrando o resultado da sua admiração, em fotos noturnas.
Município rico, pobre trânsito
Foto: Divulgação Prefeitura de Barueri
Barueri, com população estimada hoje em 256 mil habitantes pelo IBGE,
é o município que sedia e movimenta a questão: um dos mais ricos da
Grande São Paulo e do País, riqueza advinda sobretudo do polo administrativo e comercial situado no bairro planejado de Alphaville, onde grandes
empresas vieram montar escritórios, atraídas por incentivos fiscais. Há
também na cidade polo da estatal Petrobras, que ali recebe, armazena
e distribui derivados de petróleo e álcool, atividades que transferem ao
município um punhado de royalties do petróleo. Barueri, conforme pesquisa do IBGE com base em dados econômicos de 2010, é o décimo sexto
município mais rico do Brasil, com Produto Interno Bruto de R$ 27,752
bilhões. Desempenho que o coloca à frente inclusive de algumas capitais,
como Vitória (ES) e Goiânia (GO).
A nova ponte promete aliviar, embora parcialmente, um problema que
se agrava ano a ano no município: o de mobilidade urbana. Segundo dados de julho do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 146.254
veículos (91.357 automóveis) estavam registrados O projeto original previa alça de entrada (ao centro, à
em Barueri.Dez anos atrás, esquerda) e de saída (ao fundo, à direita) da ponte
em 2003, havia ali um total
de 59.327 veículos registrados, um crescimento, portanto, de 146% da frota. O
município também ostenta
um curioso dado: o número
de gente ocupada ali supera o número de habitantes
Ponte
42
(264 mil contra 256 mil). O fato se reflete, naturalmente, no expressivo
volume de veículos que pelo município circula todos os dias. Nas contas
do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) de Barueri, transitam,
pelas vias da cidade, média de 350 mil a 400 mil veículos de segunda a
sexta-feira. Em 2010, esse volume era de 177 mil veículos. Significa, portanto, que, em apenas três anos, o número de veículos que trafegam por
Barueri cresceu mais de 100%. Eis o contexto da obra.
435 m de extensão, quatro faixas
Executada pela construtora Jofege, conforme projeto estrutural da
Enescil, a ponte estaiada de Barueri se estende por 435 m, com tabuleiro de 21,8 m para duas faixas de rolagem em cada sentido da via
e passeios para pedestres nos dois lados. O gabarito de navegação
possível ali é de 14 m de altura. O trecho estaiado se alonga por 250
m, com três vãos (74 m, lado Aldeia; 123 m, vão central; e 52 m, lado
Alphaville). O trecho convencional corresponde a cerca de 185 m de
extensão. A ponte se eleva com dois mastros assimétricos, de 48,7 m
(do lado da Aldeia de Barueri) e de 37,25 m (do lado de Alphaville),
medidos a partir do bloco do mastro. “Os mastros são diferentes em
distâncias diferentes a ser vencidas”, pontua Claudio Watanabe, da
Enescil, projetista-calculista da ponte. De cada lado do mastro maior
se espicham 11 estais; e das laterais do mastro menor, sete, totalizando 36 estais. O mastro do lado da
Os cortes das seções. Projeto Aldeia se apoia sobre um bloco
estrutural da Enescil de 14,4 m x 10,8 m x 4,5 m de
altura com 108 estacas-raiz. O
mastro do lado Alphaville se firma sobre um bloco de 13,2 m x
8,9 m x 4,2 m de altura com 77
estacas-raiz. O mastro no lado
da Aldeia é fixo, ao passo que
o mastro no lado de Alphaville é
móvel. A flexibilidade de um dos
Esquema de elevação geral da ponte.
43
mastros visa a minimizar o fenômeno da dilatação do conjunto pelo
calor. Não há mirantes nos mastros.
Obra que avança no ar, e de surpresas que brotam no chão. Assim foi
na fase inicial, de terraplenagem e fundação, com 19.590 m3 escavados. Gilmar Lundgren, engenheiro da Jofege e gerente de contrato da
ponte, lembra que foi preciso alteração no plano de cravar as estacas-raiz (de 41 cm de diâmetro cada) no solo, a uma profundidade média
de 30 m. Havia, do lado da Aldeia de Barueri, um tronco coletor da rede
da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Para não correr o risco de perfurá-lo, foram cravadas estacas
dos dois lados do coletor e lançado vigamento por cima, para proteger,
e, só depois, dar sequência à obra, com a colocação dos pilares. A
presença do rio Cotia, afluente do rio Tietê, também do lado da Aldeia,
obrigou o projeto estrutural a seguir por sobre as águas. Daí o acesso
desse lado ser mais longo.
São três diferentes métodos combinados na construção do trecho convencional da ponte, isto é, com escoramento: na primeira etapa da ponte,
de 35 m, no acesso do lado Aldeia, são utilizadas vigas longitudinais pré-moldadas protendidas de 36,09 m; na seção imediatamente posterior a
essa, de cerca de 100 m, a opção foi por vigas transversais pré-moldadas
protendidas de 22,20 m. Esse trecho corre sobre o rio Cotia, transpondo o
vão. No outro lado da ponte, no acesso de 48 m, optou-se por vigas longitudinais pré-moldadas armadas de 12 m.
Balanços sucessivos
O trecho estaiado da Akira Hashimoto foi erigido com a técnica de
balanços sucessivos. Uma aduela (caixa de concreto) vai se apoiando
na outra e avançando pelo ar. Lança-se o concreto, ocorre a cura e
recomeça a concretagem. Nesse caixão central de concreto vão sendo
fixadas, mediante tirantes, treliças pré-moldadas de concreto armado,
que vão receber por cima as pré-lajes e a laje da ponte. É assim que
a ponte vai se alargando, para a formação de seu tabuleiro bojudo.
Houve inovação nessa fase, segundo a Mills, empresa contratada para
fornecer uma série de formas para execução de peças de concreto e
equipamentos de apoio, que assumiu também a operação dos carros
do balanço sucessivo. Quem sublinha a revisão de rota é o vice-presidente de operações da Mills, Erik Wright Barstad: “Graças à criatividade do nosso corpo de técnicos e engenheiros, conseguimos viabilizar,
com o projetista e o cliente, uma mudança no método executivo das
aduelas: após a sua concretagem, caminhávamos com a treliça e em
seguida instalavam-se os estais na aduela concretada”. Quer dizer, a
ponte foi ultrapassando o vão de forma coordenada.
Ponte
44
Execução pelo método de balanço sucessivo
teve participação decisiva da Mills
Gilmar Lundgren, da Jofege, valoriza o fato de ter sido instalada, contígua
à obra, uma central de apoio, de onde saiu boa parte das peças de concreto
moldadas no lugar, como as 1.032 pré-lajes da estrutura, e local de escritórios, banheiros e refeitório. “Isso nos ajudou muito.” A Jofege também cuidou
do fornecimento do concreto (8.800 m3 executados), produzido na unidade
da empresa próxima dali, na vizinha Osasco (SP). O pico dos trabalhos, nas
contas de Gilmar, empregou 150 trabalhadores, 90% deles próprios. Maior
obra que já realizou, a ponte estaiada de Barueri entra no currículo de Gilmar por seu potencial de desencadear processos construtivos. “A cada etapa
que se executa se vai criando uma linha de produção. A primeira aduela, a
primeira treliça. Depois, é só seguir a tendência da primeira”, ensina. “A cada
avanço, a estrutura se movimenta, e de forma controlada”, observa.
Tensionamento equilibrado
Todos os serviços relacionados ao estaiamento e à protensão dessa
obra de arte especial estiveram a cargo da Alga Brasil, com a presença, no canteiro, de um engenheiro e de quatro técnicos da empresa, e a
colaboração de ajudantes da Jofege. Artur Scheidt, engenheiro da Alga
Brasil, explica que uma etapa decisiva para o sucesso de edificações do
gênero é a distribuição equilibrada das cargas nos estais e, mais sensivelmente, nas cordoalhas que compõem os estais (no projeto, são 38 a 65
cordoalhas por estai). Na obra, a Alga utilizou sistema próprio, chamado
45
Alga AL 200 de Equitensão. “Ele equipara todas as tensões em todas as
cordoalhas de um mesmo estai através de uma referência inicial. Dessa
forma, temos a certeza de não sobrecarregar uma ou outra cordoalha,
pois todas estão com a mesma tensão de trabalho”, demonstra Scheidt. O
engenheiro destaca também o uso de sistema desenvolvido internamente
para posicionar o PEAD (polietileno de alta densidade, bainha amarela
que recobre toda a extensão do estai, para protegê-lo do tempo) antes
de passar as cordoalhas, com cabo de aço, anéis de aço CA-50 e um
tirfor (guincho manual portátil de cabo passante). “Com isso eliminamos
o problema da exagerada deformação do PEAD antes da enfiação e tensionamento da primeira cordoalha de cada estai, evitando que ele ficasse
fora de posição.” Além de cumprir certa função estética, e de status, o
estaiamento também contribui para a diminuição da altura da estrutura da
ponte, explica Claudio Watanabe, da Enescil, uma vez que suporta parte
do peso do conjunto. “Sem os estais seria preciso um caixão muito mais
alto. Com eles, vencemos vão maior com altura de estrutura menor. E com
redução do comprimento das alças de acesso”, valoriza.
Uma ponte tem sempre a função nobre de ligar um lado ao outro lado,
de juntar o que está separado, compreensivamente. Ponte é diálogo. Lá
no centro dela, do alto, em meio aos estais, observo em silêncio, debruçado sobre a grade protetora, o rio negro, movendo-se, borbulhando misteriosamente, será que algo vai emergir? Eu fico olhando o leito negro,
detidamente, com a expectativa de descobrir os seus mistérios, os mistérios da vida. Será que o Chan, lá do começo dessa história, é versado
em Confúcio e Lao-tsé e sabe a língua das águas? Ei, Chan, volte aqui!...
Ficha técnica Construção da Ponte Estaiada Akira Hashimoto
• Local: Barueri (Grande São Paulo)
• Construção: Jofege
• Projeto estrutural: Enescil
• Protensão e estaiamento: Alga Brasil
• Aparelhos de apoio metálico e junta elastomérica de grande
movimentação: Alga Brasil
• Fundações: Geosonda
• Sondagens: EMSOL e SPT
• Controle tecnológico: Fat’s
• Topografia: Planimétrica
• Aparelhos de apoio de neoprene: Neoprex
• Juntas de dilatação: Jeene
• Concreto e asfalto: Jofege
Concreto
46
Ficha Técnica
Empresa
Ecocreto do Brasil
Endereço
Av. Dos Bandeirantes, 2088
Telefone
(11) 2925.7085
Site
www.ecocreto.eco.br
E-mail
[email protected]
Produto
Ecocreto concreto permeável
Aplicações do
produto
Estacionamentos, Ruas, Calçadas, Pátios de Carga, Pavimentação no
Geral
Capacidade e
Desempenho
Até 50 MpA
Recursos
Adicionais
Pode ser feito em diversas cores
Dados para
Transporte
Entregue e Instalado pela empresa
OBSERVAÇÕES
Novo conceito em pavimentação, concreto 100% permeável, ótimo para
projetos de reutilização de água.
Concreto
48
Ficha Técnica
Produto
Cimento CP V-ARI Supremo
Empresa
Supremo Cimento
Telefone
(47) 3242-2128
Site
www.supremocimento.com.br
Descrição
Cimento Portland de Alta Resistência Inicial.
Aplicações
Pré-moldados de concreto, artefatos, argamassas em geral.
Norma brasileira
NBR 5733/1991
Características
Elevada resistência inicial e rápido tempo de pega.
Cor
Cinza
Embalagem
Sacos de 50 kg ou a granel.
Site
www.supremocimento.com.br
OBSERVAÇÕES
O CP V-ARI Supremo é um cimento de alta resistência inicial, seu desempenho supera as recomendações técnicas da NBR 5733/1991. Utilizado em
situações que exijam desforma rápida, é o cimento ideal para indústrias de
artefatos e pré-moldados de concreto.
49
Desmoldante
50
Ficha Técnica
Produto
Denver Desforma / Denver Desmoldante / Denver Desmoldante SM ECO
Empresa
Denver Impermeabilizantes Ind. E Comércio Ltda
Telefone
55 (11) 4741-6000
Site
OBSERVAÇÕES
www.denverimper.com.br
Linha totalmente atóxica, biodegradável e baixo COV
Drenagem
52
Ficha Técnica
Produto
Aco Monoblock®
Empresa
ACO
Telefone
(12) 3209-5055
Site
Dimensões /
Peso
OBSERVAÇÕES
www.acodrenagem.com.br
Diversos tamanhos, de acordo com a vazão necessária.
Canal e grelha monolíticos de Concreto Polímero, com superfície de baixa
rugosidade e a seção transversal em forma de V que maximizam a capacidade hidráulica e aumentam o efeito de autolimpeza do canal. Por ser fabricado em uma única peça de Concreto Polímero, o canal ACO Monoblock®
oferece elevada resistência à maioria dos produtos químicos, além de ser
totalmente antifurto, já que não possui grelha móvel de ferro fundido
Equipamentos
53
Ficha Técnica
Produto
Dumper 850 AC
Dumper 850 - E
Empresa
GAMA COBRA
Telefone
(11) 2167-5650
Email
[email protected]
Aplicações do
produto
Transporte de materiais: concreto, argamassa, áridos (areia,brita) etc.
Capacidade e
Desempenho
AC capacidade: 2 T./caçamba:850L/Pá 300kg
caçamba:850L
Motor / Potência
Motor Agrale 13 ou 15 HP A 2.500/2.700 RPM
Combustível /
Energia
Combustível: Diesel
Recursos
Adicionais
Tração: Dianteira
Dimensões /
Peso
C 2.575mm; L 1.640mm; A 1.990; Peso E: 820KG; Peso AC: 900KG
Comandos e
controle
Transmissão: Dianteira 5 velocidades + Ré
E 2 T./
Ferramentas
54
Ficha Técnica
Empresa
Telefone
Site
Produto
Husqvarna do Brasil
(11) 2133-4800
www.husqvarna.com.br
Politriz Husqvarna PG 450
Aplicações do
produto
Desbaste, nivelamento e polimento de pisos de concreto
Capacidade e
Desempenho
Planetário triplo com 450mm de diâmetro
Motor / Potência
Combustível /
Energia
Recursos Adicionais
Motor 60Hz, 3hp de potência, 2,3kW
Elétrica 220V, Monofásica
Pode ser utilizada a seco ou úmido
Dimensões /
Peso
Compacta e fácil de transportar. 109 kg
Comandos e
controle
Controle manual
Dados para
Transporte
Desmontável e dobrável, pode ser transportada em um carro convencional
Tecnologia do
Concreto
55
Investir mais é o caminho para
a maior expansão dos pré-moldados
“Não existe dificuldade nova no País. Ocorre que as coisas não acontecem. E
o grande problema brasileiro continua a ser o baixíssimo nível do investimento”. A
análise, sucinta, é feita pelo empresário Hélio Dourado. E não é aleatória. Resulta
da experiência da empresa Premo, fundada há 56 anos por seu pai, Renato Dourado. Ela se encontra instalada em Vespasiano, a 30 km de Belo Horizonte (MG),
em área de 100 mil m².
Na época em que planejou a criação da empresa, o fundador, presente nas atividades empresariais até começo dos anos 1990, iniciou um trabalho paciente, sistemático, que sabia ser duradouro, destinado a romper com processos construtivos
convencionais e mostrar que os pré-moldados sinalizavam com novos rumos para
a construção industrializada.
Hélio, lembrando a trajetória da Premo — e do seu pai — informa que as primeiras estruturas pré-fabricadas, de maior peso, de responsabilidade da empresa,
foram os galpões da Centrais de Abastecimento (Ceasa) na região metropolitana
de BH. “Antes disso, a empresa já havia construído outras obras. Mas vamos nos
fixar naquelas que significaram datas-marco para nós”, afirma o empresário. Ele
destaca como uma das obras de referência, na trajetória da Premo, a construção
do deck parking da primeira ampliação do BH Shopping, em 1985, quando foram
executados 30 mil m² com elementos pré-fabricados, em apenas 90 dias.
Desde aquela época a participação da empresa continua a ser mais consistente
no segmento da indústria e comércio, com soluções que ele considera “clássicas”.
E, clássicas, em seu entendimento, por constituírem soluções destinadas a centros
de distribuição, edificações para fins de ensino, supermercados e hotéis, dentre
outros empreendimentos, sobretudo os shopping centers. “Incluímos em nossos
fornecimentos aqueles para infraestrutura urbana e viária, tais como passarelas,
postos de pedágio, viadutos, terminais de trens e ônibus, além do Premohab, concebido como solução integrada, e 100% industrializada, para habitações”.
Contudo, a trajetória não tem sido fácil, conforme continua o empresário: “Atualmente o mercado está muito disputado. Mesmo com o nosso know-how de 56
anos, e depois de termos conquistado a liderança setorial em Minas Gerais, precisamos prosseguir muito atentos às demandas e às inovações. Mas contamos com
um time de funcionários muito competente. Acreditamos que, em termos de Brasil,
as dificuldades de mercado sejam semelhantes às do mercado mineiro. Em algumas regiões, como o Rio de Janeiro, Goiás e estados do Nordeste, há negócios
acontecendo. O Sul anda mais retraído e São Paulo sempre mantém um volume
de oferta de obras acima da média nacional.”
Considerando, então, as peculiaridades desse mercado, como expandir os pré-moldados? Hélio Dourado diz: “Já passamos por tantas dificuldades que eu não
citaria nenhuma saída específica. É que não há dificuldade nova. O grande problema nosso continua a ser o nível baixíssimo de investimento no País”.
Ele considera que não há no Brasil um ambiente empresarial saudável. E critica:
“Nós vemos muito movimento, ruas cheias de carros, estradas também. Há dificuldade para a contratação de mão de obra. Mas tudo isso parece um filme. O que
constatamos, no entanto, é que há muito barulho por nada. No fundo, podemos
resumir tudo isso numa palavra só: improdutividade.”
Fôrmas
56
Ficha Técnica
Produto
Estruturas MK
Empresa
ULMA
Telefone
(11) 3883-1300
Email
[email protected]
Características
Sistema desenvolvido para execução de estruturas com grande capacidade de carga, em obras de construção pesada. Formado por vigas de
aço especiais de alta resistência (até 36 toneladas por poste), que unidas
entre si podem configurar diversas modulações de estruturas de suporte,
tais como treliças, carros de ala e carros para túneis, entre outras soluções
para execução de pontes, viadutos, túneis, usinas, lajes, vigas entre outras
necessidades de estruturas em obra.
Aplicações do
produto
Treliças, Carros para Túneis, Carros para Pontes, Fôrmas, Escoramentos,
Consoles Trepantes e Estruturas Especiais em obra.
Capacidade e
Desempenho
36 kN - por poste
Vantagens
Versatilidade por resolver diversas estruturas em obra
Facilidade de Montagem
Alta capacidade de carga”
OBSERVAÇÕES
Por ser um sistema modular de grande versatilidade, sua aplicação pode
ser estudada para qualquer necessidade de estruturas em obras.
Pré-moldados
58
Estaleiro na Bahia a um passo
de começar fabricação de sondas
Embora a unidade de Paraguaçu só venha a ser inaugurada em março de 2015,
já a partir de maio próximo ela deverá começar a construir sondas para
o pré-sal. Opção pela solução pré-fabricada da principal estrutura considerou
prazo e durabilidade, dentre outras vantagens
Projeto estrutural, reconhecido e divulgado durante a 7ª edição do
evento Destaques, da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), que optou pelo emprego de peças pré-fabricadas, em vez de componentes metálicos, na construção da principal estrutura do estaleiro, ajudou na programação para cumprimento
do prazo e na possibilidade de se obter outras vantagens, sobretudo
quanto à durabilidade.
A Enseada Indústria Naval, empresa formada pela Odebrecht, OAS, UTC e
KHI (Kawasaki Heavy Industries Ltd), com sede no município baiano de Maragogipe, informa que os investimentos no Estaleiro da Bahia são da ordem de R$
2,6 bilhões. Segundo ela, trata-se do maior aporte de capital privado realizado na
Bahia, na última década. A área ocupada pela unidade é de 1,6 milhão de m².
A empresa tem como cliente em Maragogipe e a Sete Brasil, uma companhia de investimentos especializada em gestão de portfólio de ativos voltados
para o segmento de petróleo e gás na área off hore no Brasil. Um dos seus
objetivos é construir seis sondas de perfuração do pré-sal para a Petrobras.
O estaleiro, quando em plena atividade, deverá processar 36 mil t de aço/ano
trabalhando em regime de turno único. Isso lhe permitirá, segundo a empresa, “ampla margem de produção, para fabricação, até simultânea, de diferentes tipos de embarcações, como sondas e os chamados FPSOs - unidades
flutuantes de armazenamento e transferência de petróleo”.
Atualmente, no estaleiro, é a seguinte a situação das obras, iniciadas
há um ano e nove meses: encontra-se concluída a construção do primeiro
cais, que tem capacidade para atracação de embarcações com até 210
m de comprimento e área total de 5,2 mil m² e as diversas equipes estão
terminando a obra da oficina de corte e tratamento de chapas de aço. No
conjunto, 60% das obras são consideradas prontas.
O projeto estrutural
O engenheiro George Maranhão, que tem escritório em
Natal (RN), homenageado por
conta do projeto estrutural do
estaleiro no evento da Abece,
59
por indicação da empresa T&A, diz que as empresas Odebrecht, OAS,
UTC e Kawasaki já dispunham de um projeto que previa o emprego de
componentes metálicos para a construção da estrutura principal. “Contudo”, afirma ele, “decidimos apresentar projeto com uma solução pré-fabricada. Vimos que esta tecnologia revelava algumas vantagens em relação àquelas do projeto inicialmente apresentado. Além de durabilidade
maior, entendíamos que a nossa opção se mostrava também altamente
competitiva do ponto de vista financeiro. E, esta competitividade, se dava
na escolha do sistema estrutural em treliça (pilares e vigas de cobertura)”.
Outras vantagens que ele relaciona, para justificar a escolha da pré-fabricação, são as seguintes: elevada relação rigidez/peso das peças; as peças
poderiam ser fabricadas em partes, de modo a se obter redução do peso
próprio para facilitar o transporte e, posteriormente, a montagem. Além disso, os espaços entre os banzos e diagonais poderiam ser usados para a
passagem das instalações diversas.
No conjunto, tudo seria facilitado. Os pilares treliçados, com mais de 35 m,
seriam divididos em três partes para posterior ligação. E treliças com vãos superiores a 40 m também poderiam ser divididas em três partes. A conexão se faria,
depois, por meio de protensão aderente superior — uma solução que, caso não
seja inédita, seguramente é apontada como incomum no Brasil, nas palavras do
engenheiro. Ele informa que realizou pesquisas e encontrou citações de obras
realizadas de modo semelhante na Europa, depois da Guerra Mundial.
Quanto à durabilidade, George Maranhão dá uma explicação adicional.
Diz que a pré-fabricação leva a uma estrutura mais durável, porque torna possível a adoção de maior critério ao longo de todo o processo de
execução das peças e permite todos os cuidados inerentes ao sistema,
recorrendo-se ao emprego de concretos da ordem de 80 MPa de resistência, embora o projeto previsse resistência de 50 MPa.
Pré-fabricação e montagem
A empresa T&A, que vem operando em diversas obras, sobretudo no
Nordeste, foi a empresa contratada para a pré-fabricação e montagem
da estrutura principal, que tem 67.465 m² de área construída. O projeto
estrutural previu a pré-fabricação de pilares treliçados de concreto armado
e treliças de cobertura com pós-tensão, além das vigas de seção “l” protendidas para apoio das pontes rolantes.
No processo de construção da estrutura, os pilares são montados sequenciadamente no canteiro. A decisão, para a confecção das peças maiores em partes, a serem montadas in loco, facilitou o planejamento da logística. O transporte foi feito utilizando-se carretas especiais. Guindastes com capacidade para
até 220 t e plataformas elevatórias de até 40 m foram utilizados nas operações
para descarregar, carregar e posicionar as peças na montagem da estrutura.
Construção
Industrial
60
Shopping em Vitória da Conquista (BA)
usa forma deslizante para concretar laje
Área pode ser concretada em menos de 2h, com menor emprego de mão de obra
Uma técnica no Brasil promete tornar mais rápida a execução e reduzir
o custo da mão de obra de grandes concretagens de lajes em empreendimentos comerciais e industriais. Trata-se do emprego de formas deslizantes no processo de enchimento da laje, que dispensa a montagem e a
desmontagem de torres a cada trecho.
Após o ciclo de concretagem, uma nova área pode ser concretada em
no máximo 2h após o reposicionamento do equipamento. A forma é puxada por um cabo acoplado a um motor e desliza suavemente por meio de
roletes fixados nos pilares que apoiam a forma.
De acordo com a SH Formas, empresa que aplica a técnica no Brasil, a
obra do Shopping Vila Velha, o maior centro de compras do Espírito Santo, foi a primeira a utilizar o equipamento da SH no Brasil. Segundo a empresa, a forma da SH alcançou um ciclo de concretagem de seis dias, em
média, em um pano de laje de 1.260 m². O reposicionamento do equipamento levou em média 1h20 para ser concluído e iniciar um novo trecho.
O Boulevard Shopping Vitória da Conquista, que está sendo erguido na
cidade de mesmo nome, no oeste baiano, tem entrega prevista para maio
do ano que vem. As fundações do shopping começaram em outubro do
ano passado.
O engenheiro responsável pelo empreendimento, Eduardo Freire de
Carvalho Olivieri, conta que as obras civis tiveram início em janeiro,
com a primeira laje sendo entregue em 22 de fevereiro. Olivieri lembra
que foi conhecer de perto no Espírito Santo o novo sistema de concretagem do Shopping Vila Velha e ficou satisfeito com os resultados.
“Foram 180 mil m² de laje executados em oito meses e meio, com 28
pessoas e 28 mesas”, ressalta.
Olivieri diz que atualmente 170
operários trabalham na obra do
Boulevard Shopping Vitória da Conquista. “Se fôssemos utilizar o método convencional de concretagem
seriam necessárias mais de 300
pessoas se atropelando no canteiro
de obras”, calcula.
A redução da mão de obra e
a rapidez na execução são as
principais vantagens apontadas
61
pelo engenheiro sênior da SH que
acompanha todo o processo de
utilização das formas deslizantes
da empresa na obra do shopping,
Irapuan Ramos. “A economia na
mão de obra chega a 30%”, ressalta. Ramos também destaca que o
trabalho no canteiro de obras fica
mais limpo, com escoramento bem
menor do que o sistema convencional exige.
“Com menos material na obra, ganha-se mais espaço, mais controle
e, com menos peças, diminui-se o extravio, furto e danos ao material”,
enfatiza o representante da SH. Segundo ele, com a técnica, também
“há economia até no frete”.
A nova técnica de concretagem com o uso da forma deslizante requer
que a laje seja protendida. A obra do Boulevard Shopping Vitória da Conquista receberá o equivalente a 400 km de cordoalha engraxada, com 280
t de peso, para a protensão dos 45 mil m² de estrutura de concreto. Serão
gastos 11 mil m³ de concreto, com espessura média global de 0,24 cm. As
lajes estarão preparadas para mil kg de sobrecarga.
Olivieri destaca que o novo sistema simplifica a estrutura. “Desenformamos a cada sete dias e desarmamos de uma só vez.” Segundo ele, o
sistema também vai permitir uma outra ousadia. “Serão 300 m de comprimento de laje sem nenhuma junta de dilatação”, garante.
Ficha Técnica Boulevard Shopping Vitória da Conquista
Cálculo Estrutural: MCA Estrutura
Projeto de Instalação: W Consult
Ar-condicionado: Interplan
Protensão: DS Tech
Projeto Arquitetônico: HB&A / Jean Gaston
Escoramento: SH Formas
Fundação: Geoforte / Geostar
Concreto: Comix / Cimpor
Topografia: Leve Top
Projeto Geométrico: Toprojet
Controle Tecnológico: Lacrose
Rodovia
62
Trecho Leste emprega cantitraveller
para transpor várzea do Tietê
Viaduto de 8,8 km e túneis paralelos de 1.080 m constituem as etapas mais
complexas da obra
As obras para colocar em operação o Rodoanel Leste em março do ano
que vem seguem em ritmo acelerado. O trecho, que fará ligação mais
rápida do aeroporto de Guarulhos e das rodovias Dutra e Ayrton Senna
ao Sistema Anchieta/Imigrantes - e por consequência ao porto de Santos
- obteve as últimas licenças ambientais para concluir o percurso de 43,8
km de extensão.
A construção, iniciada em março de 2011, está sendo conduzida pela
Concessionária SPMAR, composta do Infra Bertin (95%; grupo que
pertence à construtora Contern, que é a empresa responsável pelas
obras) e da construtora Toniolo, Busnello (5%). A SPMAR já administra
o Rodoanel Sul. Pelo contrato assinado com o Governo do Estado de
São Paulo, o ganhador da concessão do trecho Sul (de 57 km) também
seria responsável pela construção e operação do trecho Leste, por um
período de 35 anos.
Pelo projeto, a rodovia, com três faixas de rolamento em cada sentido,
terá 64 obras de arte e 16,4 km de pontes. Trabalham hoje na construção
do Rodoanel Leste 5.200 operários. O custo total do projeto é de R$ 3,2
bilhões, incluindo obra, desapropriações e iniciativas ambientais.
Trafegarão pelo local 48 mil veículos/dia. Cerca de 1 mil desapropriações, sob responsabilidade do estado, ainda estão sendo feitas ao longo
do trecho, que passa pelos municípios de Arujá, Itaquaquecetuba, Mauá,
Poá, Ribeirão Pires e Suzano.
Encontro Leve Estruturado
Há 51 frentes de trabalho no Rodoanel Leste. Uma das mais importantes
é a de construção do chamado Encontro Leve Estruturado, um viaduto de
8,8 km, o mais longo da rodovia, sobre as várzeas dos rios Tietê e Guaió.
A estrutura, para dar mais velocidade de execução e menos
impacto ambiental, está sendo
executada com o auxílio de um
cantitraveller - comumente utilizado em obras de porto. O equipamento, de 25 m de largura e 30 m
de comprimento, com uma estrutura metálica pesando 130 t, ser-
63
ve de gabarito para cravação de estacas e avança apoiado sobre as já
cravadas por ele para atingir o posicionamento para executar as estacas
seguintes. O equipamento está sendo utilizado pela primeira vez no Brasil
para construção de estrada.
Um guindaste de capacidade de 180 t apoiado sobre a estrutura faz o
içamento das estacas para cravação, além de fazer o lançamento das
vigas da pista por onde também se desloca o cantitraveller.
O uso do equipamento permite a diminuição expressiva da supressão
vegetal (algo em torno de 90%, de acordo com a construtora), sem precisar
fazer fundações e abrir caminhos de serviço. No entanto, com a necessidade de dar mais agilidade à obra, um guindaste de capacidade de 180 t posicionado em terra acompanha o avanço da obra e dá apoio aos trabalhos.
Por semana, o avanço médio com o uso do cantitraveller no Encontro
Leve Estruturado tem sido de 60 m. A construtora avalia que, se fosse adotado o sistema convencional de construção do viaduto, a obra avançaria
40 m por semana. As informações são dos engenheiros André Galetti e
Marcelo Garcia de Lima e do supervisor de produção Nivaldo Alves Moreira.
O viaduto será pavimentado com CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado
a Quente), mas a base e sub-base são de concreto. Um cimbramento
móvel foi usado para colocação das vigas.
A opção pela construção do viaduto também foi influenciada pelo custo.
Pelo sistema convencional, seriam necessárias drenagem, escavações
ou aterros para a execução dos blocos de fundação, para depois posicionar os pilares e a superestrutura. O solo turfoso (típico de área de várzea)
teria que ser removido também, exigindo intervenção ainda maior.
Calcula-se que a terraplenagem da área, se fosse feita nessas condições, atingiria 4,5 milhões m³. Optou-se então por um longo viaduto naquela seção da estrada. A implementação do viaduto exigiu, por outro
lado, o uso muito maior de vigas e estacas, representando 183 mil m³ de
concreto e 22 mil t de aço.
Fábrica de pré-moldados
A fábrica de pré-moldados, de cerca de 30 mil m² e com 550 operários,
em Suzano, mesmo local de funcionamento do canteiro central de obras,
produz as peças que estão sendo lançadas no Rodoanel Leste.
Seis guindastes de pórtico completos Demag, com amplitude de 18 m,
são usados na fábrica para elevação e transporte dos materiais, sendo
quatro de 32 t de capacidade e dois de 16 t.
A produção no total alcançará 8.200 vigas, com média de 12,2 m cada
e 30 t de peso. Já a produção de estacas será de 2.900 unidades no total.
São dois tipos de estacas produzidas: estrela e circular. Elas medem em
média12 m e pesam 3,5 t.
Fôrmas
64
Ficha Técnica
Produto
Fôrma Atex
Empresa
ATEX
Telefone
0800 979 36 11
Email
[email protected]
Aplicações do
produto
Utilizado para moldar o concreto formando assim um vazio entre nervuras
ou barras que suportam o vão e a carga especificada com um cobrimento
ou capa para cada situação.
Recursos
Adicionais
Design que facilita a montagem e retirada, após a concretagem.
Dimensões /
Peso
ATEX660 - 660mm X 630mm X 160mm / 3,600Kg
Fôrmas
66
Ficha Técnica
Produto
Forma para Laje Nervurada
Empresa
ASTRA
Telefone
0800-165-051
Site
www.astra-sa.com.br
Aplicações do
produto
Formas para confecção de lajes tipo nervurada
Dimensões /
Peso
Familias de 60x60x15; 61x61x18; 61x61x21; 61x61x26; 65x65x21;
80x80x20; 80x80x25; 80x80x30
Fôrmas
67
Ficha Técnica
Empresa
BubbleDeck Brasil Ltda.
Endereço
SRTVS, Quadra 701, Bloco O, n° 110 - Salas 221 e 222 - Brasília/DF
Site
www.bubbledeck.com.br
E-mail
[email protected]
Produto
Tecnologia da Construção Civil (Painéis Pré-moldados ou Módulos Pré-Armados)
Aplicações do
produto
Sistema Construtivo Aplicado em Lajes de Edificações em Geral.
Capacidade e
Desempenho
Industrialização de Obras, Redução de Material e Ganho de Eficiência.
Recursos Adicionais
Ganhos de Velocidade e Sustentabilidade em Obras.
Dimensões /
Peso
Dimensionado de acordo com a obra, limitando-se ao transporte rodoviário
quando não possível fabricar no próprio canteiro de obra.
Dados para
Transporte
Carretas Comum.
OBSERVAÇÕES
"BUBBLEDECK é um sistema construtivo de origem dinamarquesa
composto pela incorporação de esferas plásticas nas lajes de concreto.
As esferas ocupam uma zona de concreto sem prejudicar o desempenho
estrutural. Apresenta os mesmos princípios estruturais de uma laje maciça
convencional, trabalhando nas duas direções, mas com até 35% de redução do seu peso próprio.
Impermeabilização
68
Ficha Técnica
Produto
Radcon Formula #7
Empresa
NETHERLAND
Telefone
(41) 3551-1493
Email
[email protected]
Aplicações do
produto
Impermeabilização e proteção de estruturas em concreto armado
Capacidade e
Desempenho
100% Estanqueidade e proteção
Recursos
Adicionais
Rapidez, confiabilidade, garantia
Dimensões /
Peso
Tambores de 200 litros
Dados para
Transporte
OBSERVAÇÕES
Seguro para o transporte
Sistema de impermeabilização flexível, aplicado como spray diretamente
ao concreto curado, sem necessidade de regularizações ou proteção mecânica, que forma barreira sob a superfície, sem alterar as características
do substrato.
69
Juntas
70
Ficha Técnica
Produto
Juntas
Empresa
Uniontech
Telefone
(11) 2215-1313
Email
[email protected]
Aplicações do
produto
Pontes, viadutos, aeroportos, portos,
edificios, fabricas, etc
Recursos
Adicionais
Os perfiz säo aplicados com resinas epóxidicas
Dimensões /
Peso
0,05mm até 150,00mm
Juntas
71
Ficha Técnica
Produto
Perfis Elastoméricos para vedação de juntas de dilatação em estrutura de
concreto e aço conforme Norma NBR 12.624. Argamassa Polimérica-ARE
41 C para execução dos Lábios Poliméricos (reforço de bordas). Adesivo
epoxídico ADE 52. Perfis especiais para vedação de juntas de dilatação
com altas pressões hidrostáticas.
Empresa
Jeene Juntas E Impermeabilizações Ltda
Telefone
(11) 3765.0001
Site
Aplicações do
produto
Dimensões /
Peso
www.jeene.com.br
Pontes, Viadutos, Passarelas, Barragens, Reservatórios, Edificações em
Geral, Aeroportos, etc.
0,4 mm a 150,00 mm
Máquinas para
blocos e artefatos
de concreto
72
Ficha Técnica
Empresa
Martin Engineering
Endereço
Rua Estácio de Sá, 2104 • Campinas/SP
Telefone
55 (19) 3709-7200
Site
www.martin-eng.com.br
E-mail
[email protected]
Produto
Vibradores Industriais
Aplicações do
produto
Calhas vibratórias, peneiras vibratórias, moegas, chutes
Capacidade e
Desempenho
Conforme aplicação
Motor / Potência
Conforme aplicação
Combustível /
Energia
Elétrico, hidráulico ou pneumático
Recursos
Adicionais
Opção à prova de explosão
Dimensões /
Peso
Conforme aplicação.
Comandos e
controle
Conforme aplicação
Dados para
Transporte
N/A
Máquinas para
blocos e artefatos
de concreto
74
Ficha Técnica
Empresa
Moinho Comercial Importadora e Exportadora LTDA
Endereço
Av Ana Costa, 374 - Cj. 51
Telefone
(13) 3877.9923
Site
www.moinho.com
E-mail
[email protected]
Produto
Pavimentadora de Intertravados (H-88 e T-11)
Aplicações do
produto
Máquina de assentar intertravado
Capacidade e
Desempenho
Suporta até 700 kg (H-88) e 400 kg (T-11)
Motor / Potência
Lombardini - 25 KW / 34 HP (H-88) e 16,5 KW / 22,4 HP (T-11)
Combustível /
Energia
Diesel
Recursos Adicionais
Cabine fechada, rádio, aquecedor.
Dimensões /
Peso
1300 kg (H-88) e 1100 kg (T-11)
Comandos e
controle
Pedal e Joystick
Dados para
Transporte
Munck / Plataforma
OBSERVAÇÕES
Lider nacional em pavimentação mecanizada.
Máquinas e
implementos
78
Ficha Técnica
Produto
Mini Carregadeira Bobcat
Empresa
Comingersoll do Brasil Veiculos Automotores
Telefone
(15) 3225-3000
Site
www.comingersoll.com.br
Modelo
S-450
Capacidade
de carga
operacional
608 kg
Altura máxima
de descarga
até pino
2.781mm
Largura com
caçamba
1.575mm
Altura da cabine
1.976mm
Peso de
Operação
2.240kg
Misturadores
80
Ficha Técnica
Produto
Misturadores
Empresa
CIBI
Telefone
(12) 3627-4000
Email
[email protected]
Aplicações do
produto
Produção de concreto
Capacidade e
Desempenho
De 100 l a 9000 l
Motor / Potência
Variável
Combustível /
Energia
Energia elétrica
Recursos
Adicionais
Nomo/bi/tri-planetário , turbo e duplo eixo horizontal
Dimensões /
Peso
Variável
Comandos e
controle
Automatizados
Dados para
Transporte
Variável
Misturadores
82
Ficha Técnica
Produto
Misturadores e Sensores de umidade de concreto
Empresa
TEKA
Telefone
(11) 4119-3464
Email
[email protected]
Aplicações do
produto
Produção de artefatos de cimento e grandes obras.
Capacidade e
Desempenho
De 250 litros até 6.000 litros
Motor / Potência
Conforme demanda
Combustível /
Energia
Energia Elétrica
OBSERVAÇÕES
A TEKA oferece seus misturadores conforme demanda de projeto, e procura adequar sempre seus produtos com a aplicação destinada, fazendo
também retrofittings e adequação de plantas para receber os misturadores.
Dados para
Transporte
Variável
Piso de Concreto
84
Ficha Técnica
Produto
Piso intertravado de concreto Modelo Stockholm
Empresa
AREVALE
Telefone
(12) 3686-1177
Site
www.arevale.com.br
Aplicações do produto
Pátios indústriais, estacionamentos, ruas, portos
Capacidade e Desempenho
Tráfego pesado, alta durabilidade e custo-benefício
Dimensões / Peso
116,5 x 220,5 x 80 mm aprox. 3,80 kg/ peça
Dados para Transporte
Embalado e Paletizado
“Facilidade de execução - Resistente - Durabilidade
OBSERVAÇÕES
- Aspecto VisualCusto competitivo - Manutenção fácil Reutilização e Reciclegem Superfície Antiderrapante”
Equipamentos
para Indústria
de Pré-fabricados
de Concreto
85
Ficha Técnica
Produto
Equipamentos e Máquinas para a indústria de pré-fabricados de concreto
Empresa
Vollert V
Telefone
(31) 3567-2021
Email
Aplicações do
produto
[email protected]
Fabricação de Pré-fabricados de concreto : paredes, lajes, pré-moldados
construtivos, dormentes de concreto protendido. Oferecemos soluções para
a produção de pré-fabricados de concreto planos e estruturais : mesas
basculantes de alto desempenho e baterias de moldagem para a produção
estacionária, sistemas de moldagem para a produção de paredes e lajes,
ou formas para moldagens especiais de colunas, vigas, escadas pré-fabricadas e dormentes. Os fluxos de processos otimizados e novos métodos
de produção, com técnicas de circulação sofisticadas, associadas aos
sistemas de comando e controle inteligentes, propiciam etapas de trabalho
mais racionais, reduzem o uso de material e de mão de obra e tem como
resultado produtos pré-fabricados de alta qualidade. Elaboramos conceitos
de instalação feitos sob medida: desde as primeiras simulações em 3D e
modelos de cálculo, até o design completo de sua fábrica, prevendo as
expansões futuras.
Aditivos para
Concreto
86
Ficha Técnica
Empresa
Weber Saint-Gobain
Endereço
Via de Acesso João de Goes, 2127 - Jandira -SP
Telefone
(11) 2196-8000
Site
www.weber.com.br
Produto
weber.floor rad
Aplicações do
produto
Contrapiso autonivelante de alto desempnho para regularização e nivelamento de pisos industriais, pátios logísticos e estacionamentos
Embalagem
20 Kg
Cor
Cinza
Validade
9 meses
Estocagem
Manter em local seco, ventilado e na embalagem original lacrada
Dados
Técnicos
- Utilizado como solução reparadora em piso de concreto de áreas industriais, logísticas, e estacionamentos
- Altas resistências mecânicas iniciais e finais
- Liberação em 24 horas para pinturas e revestimentos
- Elevada durabilidade
- Sistema de aplicação bombeável de alta produtividade
Desempenho
Resistência aderência 28 dias : ≥ 1MPa // resistência a compressão
28 dias ≥ 30MPa // liberação da área após 24 horas //
Consumo 1,7kg/mm/m²
Observações
8/18/20148/18/20148/18/2014
Pisos e
revestimentos
88
Ficha Técnica
Produto
Pisos e Revestimentos monolíticos
Empresa
NS Brazil
Telefone
(11) 4066-8040
Site
Aplicações do produto
Capacidade e Desempenho
www.nsbrazil.com.br
Realizada através de equipes terceirizadas,
credenciadas NS Brazil.
Os revestimentos NS Brazil são RADs
(revestimentos de alto desempenho)
De forma geral, possuem resistência química, térmica e
Recursos Adicionais
mecânica (variável de acordo com o sistema especificado),
são de fácil limpeza, alta durabilidade, fácil manutenção e
possuem características de impermeabilização.
Dimensões / Peso
Os produtos são vendidos em kits, cujas embalagens e
pesos variam de acordo com o sistema especificado.
Pontes Rolantes
89
Ficha Técnica
Produto
Pontes e pórticos rolantes
Empresa
Weiler
Telefone
(19) 3522-5903
Site
www.weiler.com.br
Aplicações do produto
Elevação e movimentação de cargas.
Capacidade e Desempenho
05 a 40 Toneladas.
Motor / Potência
Sistema de tração direta através de redutores acoplados ao
eixo.
Combustível / Energia
Eletricidade.
Recursos Adicionais
Controle de movimentos bruscos através de inversores de
frequencia (opcional).
Dimensões / Peso
Varia de acordo com os Vãos de trabalho,
podendo ser até 40m.
Comandos e controle
Comandos através de botoeira pendente ou controle remoto.
Dados para Transporte
Varia de acordo com o equipamento adquirido.
OBSERVAÇÕES
Os equipamentos são produzidos seguindo rigorosos padrões
de qualidade, atendendo as Normas Técnicas: NBR 8400 ,
NBR 5410 e NR 12.
Pré-moldados
90
Ficha Técnica
Produto
Pré-fabricados
Empresa
LEONARDI
Telefone
(11) 4416-5200
Email
Descrição
[email protected]
A Leonardi pré-fabricados desenvolve e executa soluções
construtivas industrializadas em concreto, produzindo
elementos estruturais tais como: pilares, vigas, lajes alveolares e painéis de fachada para obras dos mais diversos
segmentos: shopping centers, condomínios logísticos e
industriais, centros comerciais, infraestrutura e outros.
Atualmente o parque fabril está instalado numa
área de 300 mil m² na cidade de Atibaia/SP.
Conta com softwares de última geração com tecnologia
BIM (Building Information Modeling) para geração dos
projetos em 3 dimensões, integrados ao sistema de cálculo
estrutural e aos planejamentos de produção, transporte
e montagem. Com mais de 2.600 obras realizadas, os
resultados comprovam a qualidade dos produtos, serviços
e principalmente, o comprometimento com os clientes.
Projeto Estrutural
91
As obras e os calculistas homenageados
pela ousadia da criatividade
O evento Destaques, da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria
Estrutural (Abece), expôs soluções encontradas pelos profissionais da
Engenharia — para obras diferenciadas
O evento, em sua 7ª edição, ocorreu em São Paulo e homenageou 11
profissionais. Foi organizado e patrocinado pela entidade, mas coube às
empresas ArcelorMittal, Atex, Brasfond, TQS Informática e T&A a indicação dos homenageados. A finalidade é reconhecer e valorizar o engenheiro estrutural. O troféu deste ano foi entregue in memoriam ao engenheiro
Arthur Luiz Pitta, falecido em abril último. Ele é considerado um ícone da
engenharia estrutural brasileira pelas obras que projetou, sobretudo em
Brasília e em São Paulo (SP).
As obras objeto dos Destaques Abece 2013 são as que se seguem.
Obra (Rio de Janeiro - RJ)
Ponte Estaiada da Barra da Tijuca - Indicação: Arcelor Mittal
Com 400 m de extensão, a ponte estaiada será usada pelo BRT da
Transcarioca, corredor que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. É construída sobre o canal que liga as lagoas de
Jacarepaguá e da Tijuca. Juntas, formam importante complexo hidrográfico da cidade. Com quatro pistas, sendo duas exclusivas para o BRT da
Transcarioca, a ponte estaiada da Barra terá 45 m de altura. O novo marco
será utilizado por motoristas que se deslocarem para a Barra da Tijuca ou
para o Recreio dos Bandeirantes a partir de Jacarepaguá, na Zona Oeste,
ou da Linha Amarela, que liga bairros da Zona Norte e da Zona Oeste. A
construção da ponte estaiada inclui também um trevo rodoviário, que terá
alças para retorno em seus dois lados.
Profissionais homenageados:
• João Luis Casagrande - Engenheiro civil formado pela Universidade Santa Úrsula, foi responsável técnico por mais de
500 projetos estruturais incluindo o projeto da nova arquibancada do Estádio do Maracanã,
do complexo Transcarioca (lote
1) no Rio de Janeiro e da nova
estação Uruguai do Metrô do Rio
de Janeiro, dentre outros. Atua
Projeto Estrutural
92
com projetos de grandes estruturas no Brasil e Exterior. Atualmente, é
responsável técnico pelo projeto estrutural do Velódromo, Basquete e das
duas arenas de lutas para os Jogos Olímpicos 2016, quatro das cinco arenas definitivas do novo Parque Olímpico na Barra da Tijuca.
• Jeferson Wilson Peconik - Engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, com pós-graduação em Finanças e Gerenciamento em Telecomunicações. Atuou em grandes projetos com desafio
logístico como a urbanização dos Igarapés de Manaus; a implantação de
redes de energia elétrica para mais de 50 mil consumidores distribuídos
em 376 municípios de Minas Gerais pelo programa Luz para Todos; na
execução de um dos maiores contratos mundiais em termos de sites de
telefonia celular implantados nos estados de MG, RJ e ES, totalizando
mais de 2.500 sites; na implantação e manutenção de redes externas de
telefonia fixa na cidade do RJ, compreendendo a instalação de mais de
7.700 km de cabos aéreos e subterrâneos, dentre outros. Atualmente, é
o responsável pelo contrato de construção da Transcarioca, da Barra da
Tijuca à Penha.
Obra: Museu da Imagem e do Som (MIS),
Rio de Janeiro (RJ) - Indicação: Atex
Com 9,8 mil m2 de área construída, o prédio será dividido em oito pavimentos, além de hall de entrada, subsolo e terraço, e seis níveis expográficos. O terraço do prédio funcionará como um mirante, democratizando a
vista da orla de Copacabana. O escritório norte-americano Diller Scofidio
+ Renfro é autor do projeto arquitetônico do museu. No Rio, o escritório do
arquiteto Luiz Eduardo Índio da Costa dá suporte ao desenvolvimento e à
execução do projeto de arquitetura e coordena os projetos complementares. O cuidado e a preocupação com o meio ambiente permeiam todas as
fases do projeto, desde a demolição do prédio que ocupava originalmente
o terreno onde está sendo construída a nova sede do museu, na avenida
Atlântica.
Profissionais homenageados:
• Suely Bacchereti Bueno - Engenheira civil formada pela Escola
Politécnica da Universidade de São
Paulo, iniciou-se profissionalmente
na área de estruturas na empresa
Roberto Rossi Zuccolo. Atualmente,
é diretora do Escritório Técnico Julio Kassoy e Mario Franco, atuando
na área de estruturas de edifícios
altos e obras especiais de concreto
93
armado e protendido, além de
ser presidente da Abece.
• Jardel Olivatto - Engenheiro civil pela Escola de
Engenharia de São Carlos da
Universidade de São Paulo,
com pós-graduação - MBA em
Gerenciamento de Projetos
(FGV-Botafogo), é gestor/coordenador de obras da construtora Rio Verde Engenharia
e Construções. Principais prêmios conquistados nas obras gerenciadas:
Museu da Imagem e do Som (MIS) - Rio de Janeiro-RJ: Prêmio Milton Vargas na categoria “Obra de Fundações de 2012”; (Nov/2012); Liotécnica
Tecnologia em Alimentos - Embu das Artes-SP: Prêmios Anapre e Golden
Trowel de Planicidade e Nivelamento de Pisos de Concreto pelos “maiores
índices FF e FL registrados até 2009”.
Obra - Estação Brooklin - Lote 3 da Linha 5 da Companhia
do Metropolitano de São Paulo - Indicação: Brasfond
A Estação Brooklin faz parte dos oito lotes de prolongamento da Linha 5
- Lilás, entre o Largo Treze e Chácara Klabin, em São Paulo. É constituída
por três poços de ventilação, um poço e dois túneis singelos.
Profissionais homenageados:
• Fernando Leyser Gonçalves - Engenheiro civil pela Escola Politécnica
da Universidade de São Paulo e mestre em engenharia de solos - área de
túneis - título da dissertação: O concreto projetado reforçado com fibras
de aço como revestimento de túneis - 2001. Concrete Field Testing Technician – Grade I – ACI (American Concrete Institute) – Guayaquil – 2004.
• Osvaldemar Marchetti - Engenheiro civil pela Escola Politécnica de
Universidade de São Paulo, foi engenheiro chefe de Divisão na Nigéria, participando dos trabalhos de implantação de centrais telefônicas
- Plano Nacional de Telecomunicações – pela Promint Nigéria Limited. Trabalhou na Líbia, de 1984 a 1986, como consultor de estruturas
para o Great Man Made
Riber Project, e em diversas empresas nacionais como engenheiro
estrutural. Atualmente
é sócio-diretor da Estra
Engenharia e Participações.
94
• Piergiorgio Grasso - Engenheiro civil pela Universidade Politécnica de Torino
(Itália). É fundador, engenheiro diretor e presidente da Geodata, fundada em 1984,
da qual é responsável pela concepção e construção de mais de 3.500 km de túneis e instalações subterrâneas para uma ampla gama de utilizações na Itália e no
exterior. É vice-presidente da Societá Italiana Gallerie e da ITA-CET (International
Tunnelling Association). Publicou mais de 150 artigos sobre engenharia geotécnica
e túneis e é coautor de dois livros.
Obra: CEO - Corporate Executive Office - Península - Barra da Tijuca (Rio
de Janeiro - RJ) - Indicação: TQS Informática
São quatro torres, duas das quais de concreto protendido, com 15 m e 20 m de vão
livre e duas de concreto convencional, mais
os embasamentos, num total de 150.000
m2 de área construída.
Profissionais homenageados:
• Navarro Adler - Engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da Universidade
da Bahia, titular da Navarro Adler Projetos
Estruturais. Entre os diversos projetos que
desenvolveu, destacam-se o Estádio Vivaldo Lima, em Manaus; o conjunto da Suframa (cálculo em casca); os cinco reservatórios de abastecimento de água da cidade
de Manaus e centenas de edifícios. Por 30
anos (hoje aposentado) foi engenheiro da
Prefeitura do Rio de Janeiro, exercendo
vários cargos de chefia. Ao mesmo tempo
supervisionava seu escritório de cálculo.
• Cesar da Silva Pinto – Engenheiro civil
pela Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense, mestre
em engenharia civil na área de concentração de produção civil com ênfase
em planejamento e execução de estrutura pela mesma universidade. Sócio titular da empresa CSP Projetos e Consultoria S/C, que presta serviços
de Consultoria e Verificação de Projetos Estruturais, atividade desenvolvida a partir de 1996.
Obra: Estaleiro Enseada do Paraguaçu (Maragogipe - BA) - Indicação: T&A
A obra está localizada na foz do rio Paraguaçu e tem cerca de 1,6
milhão de m2. O estaleiro vai processar 36 mil t de aço/ano para fabricação de diferentes tipos de embarcações, como sondas de perfuração
offshore e unidades flutuantes de armazenamento e transferência de
95
petróleo, os chamados FPSO. A estrutura principal do estaleiro é formada por pilares treliçados de concreto armado, treliças de cobertura
com pós-tensão. As vigas de seção ‘I’ protendidas servem de apoio
para as pontes rolantes.
Profissionais homenageados
• George Maranhão - Formado pela Universidade Federal do Rio
Grande no Norte (UFRN) em engenharia civil, dedica-se à engenharia
de estruturas. Obteve o título de Mestre em Engenharia de Estruturas
pela Universidade de São Paulo em 2001. Foi Professor na UFRN
e na UnP (Universidade Potiguar) na área de estruturas. Recebeu
a Menção Honrosa no VI Prêmio Talento Engenharia Estrutural, em
2008, pela realização do projeto estrutural do Edifício Residencial
Estrela do Atlântico, na cidade de Natal/RN. Tem vários artigos publicados. Atualmente, está à frente da George Maranhão Engenharia
e Consultoria Estrutural S/S, escritório especializado em Engenharia
Estrutural que, desde 2001, desenvolve projetos de estruturas, consultorias e laudos técnicos na área.
• Francisco Haroldo Gadelha Júnior - Engenheiro civil pela Universidade
Federal do Ceará (UFC). Em 1997 assumiu a direção comercial da T&A
Pré-Fabricados, tendo participado, nesta função, do desenvolvimento de
diversos projetos, dos quais destacam-se: Tergram - Terminal de grãos do
Porto do Mucuripe – CE; Universidade Universo, no Recife (PE); o Fafen
- Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados; Estaleiro Atlântico Sul; IMPSA, o
PTA; Centro de Eventos do Estado do Ceará; Galpão de Sulfatos - galpão
semelhante à Fafen; o CAIS IV - vigas do pátio, Estaleiro Paraguaçu.
Central Dosadora
96
INOVABILIDADE, SEMPRE.
Ficha Técnica
Produto
Central Dosadora de Concreto Móvel - NOMAD D-40
Empresa
RCO
Telefone
Site
(19) 3673-9393
www.rco.ind.br
Por ser móvel, a maior aplicação é em canteiros de obras de
Construtoras e Concreteiras, porém se analisado os custos,
demonstra ser uma aplicação viável em substituição às Centrais Fixas.
40 m³/h
Central 40KVA / 50 A*
(variável conforme versão e opcionais)
380 VAC / 60 Hz / 3~. Como opcional, 440 V ou 220 V
Balança de aditivos, balança de água 1500 litros, paredes para
rampa da balança de agregados, cobertura para transportador,
sistema para abatimento de pó, caixa para contenção de aditivos, sistema de lubrificação centralizado, cabine de operação,
passadiço de manutenção.
Variável.
Operada de forma manual através de painel de comando ou
automatizada via software instalado em computador.
01 carreta podendo variar de acordo com a versão e opcionais.
Simples e rápida na montagem, consiste em solução inovadora
RCO para o mercado brasileiro. Sai totalmente pré-montada da
RCO, com todas as interligações elétricas, hidráulicas e pneumáticas já prontas e além disso não necessita de obras de fundação
ou elevação, apenas de terreno nivelado e compactado. Por não
possuir chassi e rodas, tem o melhor custo-benefício do mercado,
permitindo o transporte em carretas comuns. Para a máxima mobilidade, pode ser utilizada em conjunto com os Silos Horizontais Móveis RCO, que também não necessitam de fundações de concreto
e permitem as mesmas características móveis das centrais Nomad
RCO. Além disso, sua montagem pode ser feita em apenas 7
horas, perfeita para quem necessita de agilidade na instalação.
Aplicações do produto
Capacidade e Desempenho
Motor / Potência
Combustível / Energia
Recursos Adicionais
Dimensões / Peso
Comandos e controle
Dados para Transporte
Observações
97
98
Índice por
anúnciante
500 GRANDES DA CONSTRUÇÃO....69
ATEX........................................................65
GTC 2015......................................3ª CAPA
CIBI..........................................................81
COMINGERSOLL...................................79
CONVICTA..................................... 32 e 33
DENVER.................................................51
ECOCRETO............................................47
GRACE......................................................9
GTA............................................................7
GTC.........................................................49
LAYHER..................................................17
LIEBHERR..............................................39
Índice por
Produto
MARTIN...................................................73
MC BAUCHIEMIE.......................... 4ª capa
Memória da Engenharia Brasileira........55
MOINHO..................................................75
PUTZMEISTER............................. 36 e 37
RCO.........................................................97
SITI.................................................. 30 e 31
STORRER......................................76 E 77
ULMA.......................................................57
URBE.......................................................19
WEBER.......................................... 2ª capa
WEBER FLOORRAD.............................87
WORKSHOP 2015.................................83
Aditivo para Concreto ........................................................................................... 8
Andaimes .......................................................................................................................18
Bomba de Concreto.................................................................................................34
Central Dosadora .............................................................................................38, 96
Concreto .....................................................................................................................46
Desmoldante...............................................................................................................50
Drenagem......................................................................................................................52
Equipamentos..............................................................................................................53
Ferramentas................................................................................................................54
Fôrmas............................................................................................................................56
Impermeabilização....................................................................................................68
Juntas..............................................................................................................................70
Máquinas para blocos e artefatos de concreto....................................72
Máquinas e Implementos.......................................................................................78
Misturadores.............................................................................................................80
Piso de concreto......................................................................................................84
Pré-Fabricados...........................................................................................................85
Pisos e revestimentos...........................................................................................86
Pontes rolantes.......................................................................................................89
Pré-moldados.............................................................................................................90