Vespa parasita transforma joaninha em guarda-costas

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Vespa parasita transforma joaninha em guarda-costas
Disciplina - Ciências -
Vespa parasita transforma joaninha em guarda-costas 'zumbi'
Ciências
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Postado em:30/06/2011
Cientistas canadenses descobriram que uma espécie de vespa parasita consegue se proteger de
seus predadores durante a fase de casulo ao transformar joaninhas em guarda-costas "zumbi". Os
pesquisadores da Universidade de Montreal descobriram que, depois que uma vespa fêmea
consegue injetar seu ovo na joaninha, a larva se alimenta dos tecidos internos do inseto. Em alguns
casos, a joaninha, parcialmente paralisada, continua sentada no parasita, enquanto ele se
desenvolve em um casulo. Depois de ser injetada na joaninha, a larva de vespa se desenvolve por
20 dias dentro do abdômen da hospedeira. Depois deste período, a vespa sai e cria um casulo entre
as pernas da joaninha. Os pesquisadores sugerem que o veneno da vespa faz com que a joaninha
tenha espasmos. O inseto se debate e treme, o que espantaria os predadores. Este comportamento
diferente da joaninha começa no momento em que o parasita sai de dentro de seu corpo. Os
cientistas Jacques Brodeur, Fanny Maure e equipe descobriram que os casulos guardados pelas
joaninhas vivas sofriam menos ataques de outros insetos inimigos naturais, do que os casulos que
estavam sozinhos ou guardados por uma joaninha morta. Os detalhes da pesquisa foram publicados
na revista especializada "Biology Letters da Royal Society". SUSTENTO Ao usar uma joaninha como
guarda-costas viva de seu casulo, a vespa parasita Dinocampus coccinellae também precisa arcar
com o custo de sustentar o inseto hospedeiro (Coleomegilla maculata). A necessidade de sustentar
sua "guarda-costas zumbi" e de produzir ovos são conflitantes, por isso a vespa parasita que usa a
joaninha produz menos ovos, mas sua longevidade não é afetada. A joaninha, no entanto,
permanece parcialmente paralisada. "Tanto no laboratório como em campo, observamos que (a
joaninha) que está parcialmente paralisada demonstra um comportamento em que se agarra ao
casulo e se contorce em intervalos regulares", escreveram os pesquisadores na revista "Biology
Letters". "Nossa hipótese é que este comportamento resulta da manipulação da hospedeira pelo
parasita para converter a joaninha em uma guarda-costas." O exato mecanismo que a vespa usa
para manipular a joaninha ainda não foi esclarecido, mas os pesquisadores desconfiam que envolve
o veneno deixado pela larva no corpo da joaninha. Entre as joaninhas transformadas em
guarda-costas pelas vespas, os pesquisadores descobriram que apenas 25% se recuperaram do
período em que ficaram com a vespa parasita. Esta notícia foi publicada em 30/06/2011 no
Folha.com. Todas as informações nela contida são de responsabilidade do autor.
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