editorial - Centro Hospitalar do Porto

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editorial - Centro Hospitalar do Porto
Nº 3
|
junho
de 2014
departamento da criança
e do adolescente
editorial
O
caminho faz-se caminhando…. disse Fernando Pessoa, também nós, guiadas por um
sonho, e acreditando neste projeto desde sempre, criamos este jornal para vós com muito carinho e
dedicação.
Caminho este, nem sempre fácil, algumas vezes menos
compreendido, com alguns imprevistos que condicionam
a nossa verdadeira vontade. Mas a determinação, o
apoio, e incentivo de muitos contribuem para continuarmos esta caminhada.
Passou um ano e chegamos ao nº 3, com o forte desejo
de continuar a levar até vós estes momentos do nosso
dia a dia. Diversas atividades lúdicas e pedagógicas fazem o nosso quotidiano e são essas experiências que
aqui relatamos dando voz às crianças, pais e profissionais em forma de fotos, desenhos, testemunhos escritos,
procurando também despertar a curiosidade e interesse
por temas diversos. Façam-nos chegar as vossas opiniões, artigos, imagens, para construirmos cada vez mais
um Edu-Care do agrado de todos.
As Educadoras
S. Valentim
o 1º aniversário do edu-care
olhares...
hospitalização infantil
2
3
4
cuida bem de ti...
na sala de atividades...
o cantinho
sabias que…
5
6
8
11
12
uma história à tua espera...
canto poético
miminhos saudáveis...
anedotas
passatempos
13
14
16
17
18
N
o dia 3 de junho comemoramos o 1º aniversário do nosso jornal e foi
com muita alegria que nos reunimos na sala de refeições para cantar os
“Parabéns a Você” e soprar a velinha….
Uma vez mais manifestamos o agradecimento especial à Alliance Francaise
de Porto por patrocinar o Edu-Care.
C
omemoramos esta data com iniciativas organizadas em
diferentes dias para permitirem a participação de todos.
A 29 de maio assistimos à História do Elmer dinamizado pela Prof. Voluntária Teresa Madureira que, com muita
criatividade, contou esta história que apela aos valores da solidariedade, amizade e aceitação da diferença.
No final dialogamos sobre o tema e todos pintamos o nosso
próprio Elmer.
No domingo dia 1 de junho tivemos um almoço festivo com
miminhos, e de sobremesa, um bolo alusivo à data. Na segunda-feira, dia 2, tivemos uma manhã muito animada. ReceHistória do Elmer
bemos a Dr.ª Ana Pereira, Diretora da Aliança Francesa e
quatro professoras que trouxeram muitas atividades. Assisti-
mos a um filme em francês: Les Malheurs de Sophie . A seguir as professoras leram-nos a versão em português (Os Desastres de Sofia) com diálogos
e fizemos jogos no quadro interativo com a língua francesa. Terminamos esta divertida manhã com as lembranças que a Aliança nos ofereceu.
Da parte de tarde assistimos a um
concerto com as nossas músicas
intervenientes que nos brindaram
com músicas alegres e cativantes.
Todos estes momentos são especiais e assumem uma beleza e encanto próprio,
que só quem participa neles diariamente pode entender.
À minha filha Diana
G
ostei de ti desde que te vi. Tinhas 6 mm e o teu coração
já batia com vontade de viver. Quando nasceste eras
linda, pequenina
e muito redondinha. Dormias dia
e noite sem deixar que a luz te
perturbasse
os
sonhos. Encostava-te ao meu peito e enquanto te
alimentava admi(Hemodiálise)
rava a tua beleza.
De pele cor-de-rosa e os olhos cor de mel sorrias para mim.
A cada dia ias conquistando cada vez mais o meu coração.
Como qualquer mãe sonhava que tu, filha, fosses feliz, saudável, e tivesses muito sucesso ao longo da tua vida. Quando
foste à Escola pela primeira vez percebemos logo que não
havia motivo para preocupação. Mostraste ser uma aluna
empenhada e responsável pelos teus afazeres escolares. Os
teus cabelos longos e doirados não deixavam ninguém indiferente. Ora com totós, ora com trancinhas, saltavas, corrias
em direcção à Escola pela mão do teu papá. De mochila às
costas e de passo apressado regressavas a casa pela minha
mão. Colhíamos flores, cumprimentávamos as borboletas e
os cães da rua. A pé ou de carro era sempre uma diversão.
Quando chegava o papá a galhofa continuava; os três juntos
formávamos uma família muito feliz. Em 2010 soubemos que
ias ter uma irmã, aquilo que tanto pedias aos papás. Estavas
a viver esse momento, quando algo terrível aconteceu: ficaste doente. A doença oncológica impediu-te de poderes crescer em liberdade, tal como a maioria das crianças ditas saudáveis. Enclausurada num quarto de hospital, isolados do
mundo, vivemos momentos únicos de grande ansiedade, desespero e angústia. E tu lá, cheia de força, de corpo franzino,
a mostrar aos crescidos que mesmo em tratamento a vida
não pára. Prosseguiste com os estudos, no hospital e em
casa; quando a maioria de nós tinha desistido. Uns dias muito enjoada e cansada, outros mais bem-disposta mas, sempre um brilho nos teus olhos e um sorriso para a mãe. O teu
olhar não permitiu que baixássemos os braços mesmo quando nos diziam que não tivéssemos esperança. Com tudo isto
ficamos a saber que aquela menina frágil de trancinhas, afinal, era uma valente guerreira, capaz de travar as mais duras
batalhas. Tal como alguém já disse: a vida, por vezes, é uma
montanha, onde a escalada é dura, chegar ao topo é muito
doloroso mas quando se chega a vista é linda. Tenho muito
orgulho em ti!
A mãe
A
adolescência é uma fase bastante importante na vida
de uma pessoa, pois é um período de grandes mudanças, quer em termos físicos, quer em termos psicológicos. Nesta altura tudo é mais rápido e somos bombardeadas com coisas novas quase todos os dias. Vivemos
intensamente, muitas vezes incompreendidas pelos nossos
pais, que sendo de uma geração diferente, não acompanham
a realidade dos nossos dias. E em virtude disso mesmo, todo
este tempo que já estou aqui parece-me uma eternidade. Já
está a chegar aos 2 meses, mas para mim já parecem 2
anos.
A ideia que eu tinha, quando vim para aqui, era de que a operação fosse rápida, de uma semana só, e depois acontecerem aquelas complicações todas, deixaram-me muito assustada, com receio do que me poderia acontecer. Foi tudo uma
surpresa.
Houve alturas em que bati no fundo, o que não era difícil sentir-me assim. Desanimava por não ver evoluções. E se a isso
juntar os dias pós operatórios, que foram dificílimos de passar, o facto de estar sempre fechada dentro de 4 paredes,
sem poder sequer sair, ter de andar sempre ligada a duas ou
mais máquinas, ter duas sondas no nariz constantemente…
E se isso não bastasse, não como nada desde 7 de Abril. As
saudades que tenho de mastigar, de comer uma comida que
eu gosto… E a dança… 2 meses sem ir ao hip-hop… Que
saudades de poder saltar, dançar, correr…
Mas com o tempo, fui tentando levar as coisas com um sorriso na boca. Não somos uma ilha, e sempre tive o apoio da
minha família, das amigas e amigos, e de todo o pessoal do
hospital, sejam médicos, educadoras, enfermeiras (pena não
haver um enfermeiro giritoJ ), ou auxiliares. Para além disso
fui-me apercebendo dos outros meninos que também estão
aqui, também eles a passarem pelo mesmo que eu, e infelizmente alguns com problemas muito piores do que o meu.
O apoio que vou recebendo e a energia positiva de todos os
que me rodeiam, estão a dar-me força, e são eles que me
voltaram a colocar o sorriso na cara. E com esta força, vou
subindo os degraus da escada que levará à minha recuperação total.
Uma coisa aprendi durante este tempo de permanência no
hospital: Devemos ter sempre um pensamento positivo e
acreditar que as coisas hão-de melhorar.
Margarida Barbosa (17 anos)
F
oi com surpresa e também alegria que pude ver que no
hospital havia um serviço organizado para acolhimento e
apoio às crianças e suas Famílias. É evidente que percebi
que alguma coisa tem que ser feito para que os Pais recebam com mais atenção e leiam, para cumprirem, as informações que lhe são dadas na brochura inicial que lhe é entregue quando do acolhimento.
Mas o que me leva a escrever foi a qualidade do serviço
prestado na salinha das Educadoras e o Amor com que estavam a preparar a próxima edição do Edu-Care.
Quando tive a oportunidade de ler o nº 2 fiquei surpreendida
pela qualidade dos conteúdos e também pela qualidade gráfica do vosso projeto. Só vos desejo que vos seja possível
continuar e cada vez com mais participação e compreensão dos demais utentes.
Bem hajam
Isabel Meireles (avó da Margarida Rocha Páris)
O
7.
Hospital deve oferecer 9. A equipa de saúde deve estar organizada de modo a
às crianças um ambien- assegurar a continuidade dos cuidados que são prestados
te que corresponda às a cada criança. Para os doentes e suas famílias, as pessuas necessidades físicas, afetivas e educativas, quer no soas de referência numa enfermaria são o seu médico
aspeto do equipamento, quer no do pessoal e da seguran- assistente, que o conhece a si e à sua doença, e o pessoça. Deve ser proporcionado um ambiente tranquilo, aco- al de enfermagem que lhe presta os cuidados e tratamenlhedor, divertido, colorido, adaptado à idade da criança/ tos diários. Por este motivo, é importante que haja um méadolescente, nunca esquecendo as condições de segu- dico assistente designado e que seja esse médico a assurança. Os doentes são incentivados a trazer objetos, brin- mir a liderança e a dialogar com os pais e o doente, semquedos e/ou computador pessoais, de forma a criar um pre que possível. Outro aspeto muito importante é a artiambiente o mais acolhedor e familiar possível. O contacto culação com as unidades de saúde primária e os apoios
com o exterior, através do uso de telemóvel e internet, é no domicílio após a alta, sempre que sejam necessários.
um aspeto valorizado pelos
10. A intimidade de cada
adolescentes. Na maior
criança deve ser respeitaparte dos quartos, há teleda. A criança deve ser tra(Continuação dos números anteriores do jornal Edu-care)
visão e existem áreas lúditada com cuidado e comcas, nomeadamente uma
preensão em todas as circunstâncias. Qualquer criança/
sala de atividades com livros, jogos, brinquedos, material
adolescente deve ser tratada com cuidado e compreensão
de pintura/trabalhos manuais e computador. Para além da
em qualquer circunstância, mas muito mais quando está
equipa de saúde propriamente dita, há uma equipa de
doente, fragilizada e angustiada. O respeito pela da sua
educadoras, responsável pela dinamização e organização
intimidade e privacidade assume uma dimensão muito
de atividades educativas e de entretenimento, que tem um
maior e fulcral na adolescência.
papel fundamental na humanização do serviço.
Contribuir para o cumprimento das recomendações da
Tem havido um empenho cada vez maior em proporcionar
Carta da Criança Hospitalizada é garantir à criança o direiexperiências diferentes e enriquecedoras à criança e famíto de ser criança mesmo quando está doente.
lia durante a sua estadia, de forma a torná-la o menos
Como principais objetivos, os profissionais de saúde devepenosa possível, ajudando a quebrar a rotina da vida hosrão ter em mente a melhor estratégia terapêutica para depitalar. Têm surgido várias iniciativas levadas a cabo por
volver a saúde física ao seu doente, mas também a forma
profissionais com competência para intervir junto de crianmais adequada de lhes proporcionar o melhor bem-estar
ças em meio hospitalar (grupos de música, teatro, palhapossível, sendo para isso fundamental a humanização dos
ços, contadores de histórias, pinturas, animação), de que
serviços. Vê-se nestes objetivos o caráter abrangente e
são exemplo as seguintes: “Música nos Hospitais,
complexo dos cuidados à criança, nomeadamente quando
“Histórias ao ouvido” – Biblioteca Almeida Garret, “Hora
doente e hospitalizada.
do Gil” – Fundação do Gil, “Saúde brincando” – ESMAE.
O internamento deve ser encarado como um “mal” neces8. A equipa de saúde deve ter a formação adequada para sário, cabendo aos profissionais de saúde atuar de forma
responder às necessidades psicológicas e emocionais das a diminuir os seus aspetos negativos e a potenciar os
crianças e da família.
seus eventuais efeitos positivos, sempre com a colaboraO primeiro contacto entre crianças/pais e a equipa de saú- ção da família, que funciona como aliada e que merece
de é decisivo para estabelecer uma relação baseada na tanta atenção como a criança/adolescente. O internamenconfiança. A forma de sentir e reagir perante a doença e o to é sempre proposto no sentido de melhorar a saúde físiinternamento depende muito da idade da criança. As cri- ca da criança. Durante a sua estadia no hospital, os pais
anças mais pequenas podem reagir à dor e ao medo, vão poder exprimir as suas dúvidas, adquirir competênmostrando-se chorosas e irritadas, enquanto as crianças cias como cuidadores e sentir-se mais seguros e confianmais velhas podem agir com impulsividade e agressivida- tes. O contacto com outras crianças/adolescentes e suas
de, sendo pouco colaborantes. Da mesma forma, o estado famílias com o mesmo tipo de doença e respetiva partilha
de ansiedade dos pais tem um papel desorganizador para de experiências, é um aspeto positivo que deve ser reala criança e reflete-se nas relações, por vezes tensas, com çado. A participação em atividades educativas e de entrea equipa médica. O sofrimento psicológico da criança e tenimento, tão enriquecedoras, são também aspetos posidos pais é tão real como a doença orgânica. Os profissio- tivos a valorizar.
nais de saúde devem, por isso, ter presente o sofrimento, Qualquer criança/adolescente que já tenha sido internada
a fragilidade e a angústia da criança/família nas circuns- e a sua família reconhecerão a capacidade técnica dos
tâncias de doença, acolhendo-a com empatia, atenção e profissionais e a eficácia do tratamento a que foram subrespeito, procurando atender aos hábitos e ao tempera- metidos, mas recordarão essencialmente a forma como
mento da criança e mostrando-se disponíveis para qual- foram cuidadas. Uma experiência hospitalar positiva é a
quer tipo de esclarecimento. Devem ainda ser respeitadas
melhor preparação para experiências posteriores do
as convicções religiosas e culturais dos doentes e
mesmo tipo.
familiares.
hospitalização infantil
Marta Rios, Médica Pediatra
O
Dia de S. Valentim também foi comemorado no nosso Hospital...
Dinamizado e organizado pelas educadoras e com a colaboração de
voluntárias.
A sala de atividades foi decorada com frases e poemas sobre o Amor, quer em Língua Portuguesa, quer em Língua Inglesa e Francesa.
O espaço foi também enfeitado com os trabalhos realizados pelas crianças/ jovens, e, durante o dia, ouviuse música romântica.
L'amour ne voit pas avec les yeux, mais avec l'âme
(Shakespeare)
La vie est un sommeil, l'amour en est le rêve, et vous aurez vécu si vous avez aimé
(Alfred de Musset)
La mesure de l'amour c'est d'aimer sans mesure
(Saint Augustin)
La vie est une fleur. L'amour en est le miel
(Victor Hugo)
Um dia
Um olhar
Um sorriso
O encandear da paixão
Já faz tempo…
Intemporal no teu olhar
Vejo o sorriso da tua alma
A imensidão do teu querer
É bom este amor!
Neste dia dos namorados
A promessa…
De juntos permanecermos
Até ao final dos tempos…
… préférer un autre à soi-même
(Paul Léautaud)
… trouver sa richesse hors de soi
(Alain)
… se donner corps et âme
(Alfred de Musset)
… la moitié de croire
(Victor Hugo)
… c'est avoir du plaisir à voir, toucher, sentir par tous les sens, et d'aussi
près que possible un objet aimable qui nous aime
Candelária Maria
(Avó do Fernando)
Saurais-tu découvrir les mots suivant dans cette grille?
amitié; amour; bonheur; bouquet; cadeau; copain;
copine; embrasser; fleurs; offrir; partager
B O N H E U R A
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(Stendhal)
Com a chegada da primavera podes desfrutar de momentos de lazer ao ar livre, junto da natureza com a
tua família. A praticar desporto, ou simplesmente a passear no parque, é necessário cuidado, para que
não ocorram acidentes. Nesse sentido divulgamos algumas das orientações da Associação Portuguesa para a Segurança Infantil para a criança e família, adequadas a esta altura do ano, que estão
presentes no site
http://www.apsi.org.pt/conteudo.php?mid=24101112,2410111211,1952,2064
Quando brincas no exterior e para evitar as queimaduras solares deves colocar protetor solar e chapéu.
Usar roupas leves sem capuz, não usar lenços no pescoço, pois ao saltarem podem ficar presos.
Antes da ida ao parque infantil os pais devem supervisionar as condições de segurança e o estado de
conservação dos escorregas e baloiços, verificando se estes
estão bem fixos, se estes não têm peças partidas ou soltas e, se
os que estão mais altos estão colocados sobre material que
amorteça a queda.
No caso de detetarem alguma anomalia ou dano devem contactar a entidade responsável pela manutenção do parque cujo telefone deverá estar afixado à entrada do parque.
Quando andares de bicicleta, triciclo e trotineta usa: um capacete
para ciclista aprovado segundo as normas europeias. Podes usar também luvas,
joelheiras e cotoveleiras. A bicicleta deve estar equipada com luzes e refletores, e
a tua roupa deve ser clara.
Antes dos 12 anos não deves circular na estrada, transita em locais afastados
do trânsito automóvel e preferencialmente em pistas para bicicletas.
Havendo necessidade de circular à noite a tua bicicleta deve estar equipada com
luzes à frente e atrás (branco na frente, vermelho atrás. Se piscarem é melhor ainda), e deves usar duas faixas refletoras nos tornozelos e pulsos. Os tornozelos são o
melhor sítio para colocar as faixas reflectoras pois são visíveis em todos os ângulos.
Os ciclomotores circulam na faixa de rodagem conjuntamente com todo o trânsito automóvel, logo a exigência é maior assim como o perigo de acidente aumenta. Por isso deves:
- Circular sempre com os médios acessos (mesmo durante o dia), este procedimento é obrigatório por lei.
- Usar faixas retro-refletoras no capacete, também são obrigatórias, pois tornam-te mais visível durante a noite.
- Trazer sempre um capacete branco ou claro, colocá-lo e mantê-lo apertado antes de subir para o motociclo e só o deverás desapertar e retirar após sair do motociclo. Roupas ou mochilas claras também
ajudam a uma maior visibilidade. Roupa protectora – incluindo blusão, calças, botas e luvas – que
resistam à abrasão.
- As luzes devem funcionar bem e os faróis devem estar limpos de poeiras.
- Evitar os ângulos mortos é essencial para evitar os acidentes. Todos os veículos têm ângulos mortos –
zonas não cobertas pelo campo de visão do condutor ou pelos retrovisores. Uma motocicleta ou
motociclo, devido à sua pequena dimensão, com facilidade fica escondida no ângulo morto de outro
condutor – Para evitar estas situações é melhor guiar directamente atrás do veículo que estiver à
frente se este for um automóvel, ou ligeiramente deslocado para o lado se este for um outro motociclo.
Para seres um motociclista seguro deves conhecer as regras de trânsito, antecipar as situações e ter
um comportamento cívico.
Enf. Ana França
N
o dia 20 de março, Dia Mundial da Água, recebemos a visita de 3 biólogas Cláudia Oliveira,
Cristiana Alves e Paula Portela da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e voluntárias do Projeto “Narizinho” do ICBAS que na sessão por elas
so beber” abordaram a temática da qualidade da água. Pudemos
de musgos que quando presentes nas nascentes, poços, ou onindicadores da qualidade da mesma.
dinamizada “De que água posobservar diferentes tipos
de existe água são
… e os Escritores trazem magia à Pediatria…
I
niciadas em outubro com o escritor Álvaro de Magalhães, O Projeto “Histórias ao Ouvido” tem promovido vários encontros com outros escritores. Na manhã de 13 de dezembro recebemos a escritora Ana Saldanha que nos contou a sua história Ninguém dá Prendas ao Pai Natal,a adivinha Mais ou menos meio
metro, entre outras, que nos divertiram imenso.
Em fevereiro foi a vez da visita da escritora Ana Luísa Amaral que nos trouxe a sua Aranha Leopoldina,
Gaspar o Dedo Diferente e algumas das suas poesias, numa tarde invernosa, mas que se tornou muito
aconchegante.
Em março contamos com a presença do escritor José António Gomes, mais conhecido por João Pedro Mésseder que tem publicada vasta obra infantojuvenil.
Trouxe-nos o seu livro “Contos e Lendas de Portugal e do Mundo” e brindou-nos com a leitura de várias
histórias, na sala de atividades e nas enfermarias, junto das crianças, jovens e famílias.
Foi um momento muito agradável ter a oportunidade de ouvir estas histórias pela voz do seu autor.
Abril foi o mês dedicado a Matilde Rosa Araújo e recebemos a escritora Adélia Carvalho, que escreveu um
livro sobre a infância de Matilde, que nos contou e deu-nos a conhecer melhor esta grande senhora, autora
de vasta obra de literatura infantil e juvenil
Uma pequena conversa com dois dos escritores:
edu-care: O que a levou a optar por ser uma escritora de literatura juvenil?
Ana Saldanha: Foi principalmente a vontade de não excluir do diálogo que
quero estabelecer nos
meus livros um grupo que me merece todo o meu
carinho e toda a minha admiração – a gente mais
nova. Também me entusiasma o desafio de escrever textos que eu, quando era uma pequena leitora, gostaria de ter lido.
edu-care: Ao longo destes anos calcorreou certamente inúmeros espaços com crianças e jovens, comunicando para pequenos e grandes grupos. Aqui também falou e ouviu mas, pelo facto de serem crianças/jovens internados, alguns verdadeiros “heróis”, o que sentiu de diferente?
Ana Saldanha: Tenho sentido uma intensa admiração pelo estoicismo e pela
dignidade com que tanto as crianças e os jovens internados como os seus
acompanhantes defrontam um momento de crise. E muita surpresa pela receptividade da maioria, pela sua disponibilidade para “aturar” uma senhora
que tenta ler-lhes alguns textos…
edu-care: Esta sua experiência no hospital poderá ser fonte de inspiração para nova(s) obra(s)?
Ana Saldanha: Quem sabe? A menina de três anos, linda como uma princesa,
com voz de trovão, a jovem verdadeira top model numa cadeira de rodas e incapacitada de comunicar (e a mãe dela, com amor a jorros, a endireitar-lhe a
gola do casaco), a bebé marroquina que me estendeu os braços, para grande
embaraço dos pais, impossibilitados de comunicar numa língua estrangeira
para eles…
edu-care: Tem uma vastíssima e variada obra literária: poesia, ficção, teatro, literatura infantojuvenil: Em qual destas formas literárias se sente “melhor representado”
e porquê?
João Pedro Mésseder: Bom, talvez a poesia para adultos e para crianças seja o que
me representa melhor. De facto publiquei
PSEUDÓNIMO DE JOSÉ ANTÓNIO GOMES
mais livros quer de poemas para crianças
(recordo o recente Pequeno Livro das Coisas, que ganhou o Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância em Maio de 2014) quer de poemas para adultos
(lembro Elucidário de Youkali seguido de Ordem Alfabética, em 2007) do que livros de ficção narrativa
para crianças – embora também seja autor de alguns: O Aquário, Lulu
ou a Hora do Lobo, Conto da Travessa das Musas e outros. Em todos
eles me reencontro, em todos eles há muito de mim. O que acontece
com a poesia é que já moro com ela há muitos anos e o ritmo, a música
das palavras bem como o mistério das imagens sempre me acompanharam e me tornaram, em certos momentos, a vida mais leve.
edu-care: Ao longo destes anos calcorreou certamente inúmeros espaços
com crianças e jovens, comunicando para pequenos e grandes grupos. Aqui
também falou e ouviu mas, pelo facto de serem crianças/jovens internados, alguns verdadeiros “heróis”, o que
sentiu de diferente?
João Pedro Mésseder: Os olhos destes meninos não são fáceis de esquecer. Acho que aquilo que
mais senti foi uma atenção à minha voz, ao que eu lia e contava, como raramente tenho sentido. Talvez por estarem internados, em maior ou menor sofrimento, ou mesmo que apenas obrigados a uma
situação que os entedia e os separa do seu meio, tudo isso faz com que estas crianças e jovens estejam mais receptivos ao afecto e ao encanto de um conto, à magia de uma voz que se lhes oferece.
Não é apenas uma actividade de promoção do livro e da leitura, é também uma forma de “literapia” e a
“literapia” sempre me interessou (aliás, já tinha um dia visitado o Hospital de Barcelos, a convite da
biblioteca local, para ler aos mais pequenos aí internados ou em consulta de pediatria).
edu-care: Esta sua experiência no hospital poderá ser fonte de inspiração para nova (s) obra (s)?
João Pedro Mésseder: De certeza que sim, mesmo que venha a ser de modo menos óbvio ou mesmo
que ganhe a forma de uma expressão poética ou narrativa de liberdade, de alegria, de contacto afectuoso com o outro. Outro dia, por exemplo, escrevi este poema brevíssimo, à maneira do “haiku” japonês que só tem três versos: “Fossem os meus dias / um lento mealheiro / de sol.” Não quero explicar
aqui este micro-poema (a poesia nem sempre é explicável), mas bem poderia ter sido sonhado por um
menino numa cama de hospital.
Estou agradecido e sensibilizado por me terem convidado e proporcionado esta experiência. Bem hajam o serviço de Pediatria do HSA, as suas educadoras, funcionários e equipa de voluntários, bem como a Biblioteca Municipal do Porto por dinamizarem este bonito projecto.
… outras atividades…
… fizemos a decoração de Inverno. Trabalho realizado pelas crianças, estagiárias e educadoras.
A
s atividades que desenvolvemos são sempre diversificadas,
atrativas e até saborosas…
Iniciamos o ano revivendo uma tradição francesa do Dia de Reis,
a da La galette des rois.
Brincamos, jogamos, aprendemos mais sobre esta festa e tivemos oportunidade de degustar um bocadinho deste bolo de reis
francês.
Também cantamos as Janeiras com a equipa da “Música nos Hospitais”.
O Carnaval este ano “saltou” para março… mas nós fizemos o nosso desfile no
dia 28 de fevereiro.
Preparamos este dia com muita surpresa pois ninguém imaginava que nos íamos
todos vestir a rigor. Com a participação do Dr. Sorriso, estagiárias de Educação
Social Carina e Carla, crianças e familiares, assistentes operacionais e nós…
desfilamos
em grande pelas “Avenidas” do hospital. Divertimo-nos muito e aqui partilhamos fotos desse dia.
… celebramos o dia do pai e o da mãe
com pequenas lembranças realizadas
com as crianças. Para o pai fizemos
em feltro uma base para copo em forma
de coração.
A seleção de cores e colagem foi feita ao gosto de cada um
e ficou um trabalho muito bonito e que os papás muito agradeceram. Para a mãe no seu dia também realizamos uma linda
oferta, um porta-chaves que fizemos com muito
carinho e criatividade.
… na Páscoa decoramos a sala com um mobile temático (galinha e ovos) e com a colaboração
das nossas assistentes operacionais, que aproveitamos para agradecer a disponibilidade e
empenho que tiveram em recolher os rolos de papel higiénico. Com eles, e por sugestão da
estagiária Carla que nos trouxe os moldes e colaborou na execução, fizemos muitos porta lápis
em forma de coelhinho e pintainhos neste caso, recheados de ovinhos de chocolate, que depois distribuímos pelas crianças e famílias.
faz de conta é uma arte que só a
tem, quem pode ter uma imaginação
fértil, quer das coisas quer dos espaços.
Jogar ao faz de conta é levar o/ os outro/ s
a pensar que algo de especial se está a
passar e que, colocando a imaginação a
trabalhar, existe tudo o que queiramos ter.
Faço esta atividade muitas vezes na Pediatria do Hospital Sto. António quando exerço voluntariado. Coloco as “minhas crianças” numa
posição de expectativa em relação ao que vou criando e desenvolvendo, com a ajuda e a criatividade também delas. Entusiasmam-se na brincadeira
que, embora sabendo não ser real, envolvemse como se o fosse.
Adoro brincar aos almoços com panelas a fer-
ver desenhadas em papel e eles a servirem em pratos também desenhados, soprando para o prato e dizendo a quem estão a servir que “ tenham cuidado pois está
muito quente”. É lindo todo o movimento e
a interação em que nos colocamos no
olhar lindo daqueles pequeninos, que por
vezes não têm alegria mas sim alguma
dor.
Adoro o que faço e “fazer de conta” ainda
mais, eu próprio sou levado a pensar que é real.
Que bom….
Luís Verde ( Dr. Sorriso)
|| impressão ||
O
FAZ DE CONTA
INEDITAR
atelier gráfico
OLHOS DE CRIANÇA
olhos de uma criança há alegria, há risos e espeN os
rança.
Nos olhos de uma criança há verdade e vontade de moldar
o mundo.
Agora, adulto, posso dizer que, para crescer feliz e aprender
com as lições da vida não há melhor professor que
o olhar nos olhos de uma criança.
Enfermeiras Olinda e Maria José
Hospital de Dia de Pediatria
Trabalhos realizados pelas crianças e jovens neste espaço.
Desenhos de
Sofia Gomes
...o primeiro filme do cinema português foi realizado na
Orquestra Filarmónica de Berlim.
Rua de Santa Catarina em 1896 por Aurélio Paz dos
...o Infante D. Henrique, tido como o pai dos Descobri-
Reis e chamava-se Saída do Pessoal Operário da Fá-
mentos Portugueses, nasceu no Porto em 1394 na que
brica Confiança.
é hoje chamada Casa do Infante.
...o Parque da Cidade do Porto é o único parque urba-
…Os habitantes do Porto são conhecidos como Tripei-
no da Europa com frente marítima.
ros, devido aos sacrifícios que fizeram para ajudar o
...foi no Porto, a 31 de Janeiro de 1891, que se fez a
exército que conquistou Ceuta em 1415. Diz-se que
primeira tentativa para implantar o regime republicano
eles deram toda a comida boa às tropas e apenas fica-
em Portugal.
ram com a tripa para comer. Por essa razão, atualmen-
...a série histórica de televisão "A Ferreirinha", produzi-
te, um dos pratos mais tradicionais da cidade são as
da pela RTP em 2004, se inspira na vida de Dona Antó- "tripas à moda do Porto".
nia Adelaide Ferreira e no legado ímpar que deixou ao
...Manoel de Oliveira, nascido no Porto em 1908, é o
Alto Douro e ao Vinho do Porto.
mais velho cineasta do mundo ainda em atividade.
...segundo reza a história, D. Antónia Ferreira salvou-
...a cadeia espanhola Zara, actualmente presente em
se num trágico acidente de barco rabelo que vitimou o
65 países, abriu a sua primeira loja fora de território es-
Barão de Forrester, porque as saias
panhol em 1988 na Rua de Santa
de balão que então vestia a fizeram
Catarina, no Porto.
flutuar até à margem do Rio Douro.
...a Agência Abreu, fundada no Por-
...com seis quilómetros de extensão,
to em 1840, é a agência de viagens
a Boavista é a maior de todas as ave-
mais antiga do mundo.
nidas portuguesas.
...o tratado de 1352, entre a Inglater-
...o Porto de Leixões, com os seus
ra e Portugal, gizado pelo portuense
cinco quilómetros de cais e movimen-
Afonso Martins Alho, deu origem à
tando cerca de 14 milhões de tonela-
expressão popular "fino que nem um
das de mercadorias por ano, garante
alho", usada para se referir a alguém
25% do comércio internacional portu-
invulgarmente inteligente.
guês.
...os habitantes do Porto são conhe-
...as origens do centro urbano da
cidos como tripeiros porque, segun-
cidade do Porto datam da idade do bronze, mais con-
do a tradição, doaram toda a carne à armada que partiu
cretamente em torno do século VIII a.C..
para conquistar Ceuta, em 1415, ficando apenas com
...Pêro Vaz de Caminha, o autor da célebre Carta do
as vísceras para comer, o que deu origem a um dos
achamento do Brasil, nasceu no Porto, onde era funcio- pratos mais tradicionais, as "tripas à moda do Porto".
nário da Casa da Moeda, tendo acompanhado a expe-
...em reconhecimento pelos sacrifícios suportados pe-
dição de Pedro Álvares Cabral a fim de elaborar o diá-
los portuenses durante o Cerco do Porto, D. Pedro, IV
rio de bordo.
de Portugal e I do Brasil, doou o seu coração em testa-
...a Casa da Música, inaugurada em 2005, foi classifi-
mento à cidade do Porto, hoje preservado na capela-
cada pelo New York Times como "uma das mais impor- mor da Igreja da Lapa, no Porto.
tantes salas de espectáculos construídas nos últi-
...o primeiro carro eléctrico da Península Ibérica
mos 100 anos", comparando-a ao Walt Disney
circulou no Porto no ano de 1895.
Concert Hall, em Los Angeles, e ao auditório da
Adaptado de http://www.herancamagna.pt/pt/go/curiosidades
uma história à tua espera…
… de António Torrado
E
ra uma vez um livro. Um livro fechado.
Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira, nem sequer para ler
as primeiras linhas da primeira página das
muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxera-o para casa e,
provavelmente insensível ao que o livro valia,
ao que o livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros. Ali estava. Ali
ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
- Ninguém me leu. Ninguém me liga.
Ao lado, um colega disse:
- Desconfio que, nesta estante, haverá muitos
outros como tu.
- É o teu caso? - perguntou, ansiosamente, o
livro que nunca tinha sido aberto.
- Por sinal, não - esclareceu o colega, um respeitável calhamaço. - Estou todo sublinhado.
Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
- Quem me dera essa sorte - disse outro livro ao lado, a entrar na conversa. - Por mim só me passaram os olhos,
página sim, página não... Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
- Eu também - falou, perto deles, um livrinho estreito. - Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha
um pé mais curto.
- Isso não é trabalho para livro - estranhou o calhamaço.
- À falta de outro... - conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos,
tinham para contar, ao passo que ele... Suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele
e poisaram-no sobre os joelhos.
- Tem bonecos esse livro? - perguntou a voz de uma menina, debruçada sobre o livro, ainda por abrir.
- Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te - disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as
mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo e, enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
- Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste.
Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.
- Lê - exigiu a voz da menina.
E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta.
Às vezes, vale a pena esperar.
Au clair de la lune mon ami Pierrot
Au clair de la lune,
Mon ami Pierrot
Prête moi ta plume
Pour écrire un mot
Ma chandelle est morte
Je n'ai plus de feu
Ouvre-moi ta porte
Pour l'amour de Dieu !
Estaba el Señor Don Gato
sentadito en su tejado,
marramiau, miau, miau,
sentadito en su tejado.
Ha recibido una carta
por si quiere ser casado,
marramiau, miau, miau, miau,
por si quiere ser casado.
ESTABA EL SEÑOR
DON GATO
Au clair de la lune
Pierrot répondit
Je n'ai pas de plume,
Je suis dans mon lit
Va chez la voisine
Je crois qu'elle y est
Car dans la cuisine
On bat le briquet.
Con una gatita blanca
sobrina de un gato pardo,
marramiau, miau, miau, miau,
sobrina de un gato pardo.
El gato por ir a verla
se ha caído del tejado,
marramiau, miau, miau, miau,
se ha caído del tejado.
Se ha roto seis costillas
el espinazo y el rabo,
marramiau, miau, miau, miau,
el espinazo y el rabo.
Ya lo llevan a enterrar
por la calle del pescado,
marramiau, miau, miau, miau,
por la calle del pescado.
Al olor de las sardinas
el gato ha resucitado,
marramiau, miau, miau, miau,
el gato ha resucitado.
Por eso dice la gente
siete vidas tiene un gato,
marramiau, miau, miau, miau,
siete vidas tiene un gato.
SUSANITA TIENE UN RATÓN
Susanita tiene un ratón,
un ratón chiquitín,
que come chocolate y turrón
y bolitas de anís.
Duerme cerca del radiador
con la almuhada en los pies
y sueña que es un gran campeón,
jugando al ajedrez.
A meio da noite
Desperto no escuro,
um gato por guia,
e saio de casa,
p'ra noite fria.
Agora há tempo
para uma surtida,
que a noite é uma casa
larga e comprida.
Ouvidos alerta,
tão fino o olfato:
latidos em eco,
odor de outros gatos.
Roçamos nas planatas,
ouvimos os grilos,
seguimos no escuro
veredas e brilhos.
Mais uma folhinha,
ali uma cova.
Na casa da noite
sabemos quem mora...
Le gusta el fútbol, el cine y el teatro
baila tango y Rock´nd Roll
y si llegamos y nota que observamos,
siempre canta esta canción.
Sentados no muro
lavamos o pelo,
lambemos as patas
com todo o zelo.
Susanita tiene un ratón,
un ratón chiquitín,
que come chocolate y turrón
y bolitas de anís.
Duerme cerca del radiador
con la almuhada en los pies,
y sueña que es un gran campeón,
jugando al ajedrez.
Que bom acordar
a meio da noite,
sair (não é sonho!)
com um gato por guia.
musica.com
Viejas Canciones Infantiles
E haver lá no alto
a lua, as estrelas,
parar no escuro
a olhar para elas
Gatos, Lagartos e outros poemas
João Pedro Mésseder
Como pais e educadores devemos tratar as nossas crianças com amor, confiança, respeito e integridade, pois só desta forma crescerão confiantes
e fortes, e desenvolverão a sua capacidade natural
de pensar bem, e de serem elas os seus próprios guias
neste mundo tão duro e adverso, e construirão o mundo em
que todos nós sonhamos viver.
AS CRIANÇAS APRENDEM O QUE VIVENCIAM
Se a criança vive ouvindo críticas, aprende a condenar.
Se convive com a hostilidade, aprende a brigar.
Se a criança vive com medo, aprende a ser medrosa.
Se a criança convive com a pena, aprende a ter pena de si mesma.
Se vive sendo ridicularizada, aprende a ser tímida.
Se convive com a inveja, aprende a invejar.
Se vive com vergonha, aprende a sentir culpa.
Se vive sendo incentivada, aprende a ter confiança em si mesma.
Se a criança vivencia a tolerância, aprende a ser paciente.
Se vivencia os elogios, aprende a apreciar.
Se vivencia a aceitação, aprende a amar.
Se vivencia a aprovação, aprende a gostar de si mesma.
Se vivencia o reconhecimento, aprende que é bom ter um objetivo.
Se a criança vive partilhando, aprende o que é generosidade.
Se convive com a sinceridade, aprende a veracidade.
Se convive com a equidade, aprende o que é a justiça.
Se convive com a bondade e a consideração, aprende o que é o respeito.
Se a criança vive com segurança, aprende a ter confiança em si mesma e
naqueles que a cercam.
Se a criança convive com a afabilidade e a amizade, aprende que o mundo é um bom lugar para se viver.
Dorothy Law Nolte
- Dá-me a Lua, mãe, dá-me a Lua.
- Filho, a Lua está longe.
- Leva-me à nuvem mais alta.
- Filho, há nuvens nos sonhos.
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- Mãe, dá-me um dia sem chuva.
- Filho, tem pena da terra.
- Leva-me ao cimo do monte.
- Filho, o caminho é de pedras.
- Mãe, dá-me aquela andorinha.
- Filho, não a queiras prender.
- Leva-me ao fim do mar.
- Filho, o mar não tem fim.
- Mãe. Eu queria uma estrada,
uma estrela e um cavalo.
- Filho, mas não te canses,
não te queimes, não te percas.
- Mãe, dá-me o negro do negro
que é a tinta dos teus olhos.
- Filho, os teus olhos são negros
como o negro dos meus olhos.
[…]
Ao chegar ao seu destino,
Instala-se bem instalada.
É pequena, mas sem tino.
É a resposta à charada
Qual é a coisa qual é ela?
Tem um eixo e um cordão
Mas não é uma brincadeira
Não se trata de um pião…
Sabe a resposta quem queira:
Qual é a coisa qual é ela?
Só agora, ao fim dum mês
Sabemos que existe ao certo.
É sempre assim cada vez.
Adivinhaste decerto
Qual é a coisa qual é ela?
[…]
Cabe na palma da mão
E as unhas deixou crescer.
Bate, bate o coração
Já se está a perceber
Qual é a coisa qual é ela?
[…]
Mais ou menos meio metro
É quanto mede por fim.
Por pouco tempo, é certo…
Diz-me lá então a mim
Qual é a coisa qual é ela?
Para saberes a resposta a esta
adivinha, lê
MAIS OU MENOS MEIO METRO,
um livro encantador de Ana Saldanha.
D
esde os tempos mais antigos que nos habituamos a ouvir a expressão “De pequenino se
torce o pepino”. A verdade é que a maioria dos nossos hábitos alimentares são condicionados desde os primeiros anos de vida. Uma alimentação saudável durante a infância é essencial para permitir um desenvolvimento e crescimento adequados e prevenir uma série de problemas de saúde ligados à alimentação, tais como a mal nutrição, anemia, atraso do crescimento, a
obesidade ou até as cáries dentárias. Neste sentido, e de forma a despertar o interesse das nossas crianças relativamente ao tema da “Alimentação”, o Serviço de Nutrição e Alimentação do
CHP-HSA em colaboração com as educadoras do serviço, realizou três atividades no internamento de Pediatria, dinamizadas pela Nutricionista Carla Silva e pelas suas estagiárias Carolina Pereira e
Cláudia Botelho.
A primeira atividade foi realizada no âmbito do Carnaval, onde foi distribuído “O Meu Chapéu de Cozinheiro” feito em cartolina. Cada criança decorou o seu chapéu a gosto, com diferentes alimentos hortícolas
(tomate, brócolos, cenoura, entre outros)
A segunda atividade, realizou-se no dia 19 de março para comemoração do “Dia do Pai”, com um jogo
baseado na Roda dos Alimentos. As crianças tinham como tarefa identificar e colar na roda gigante, os
alimentos correspondentes a cada grupo da respetiva roda. Também foi distribuído um folheto com a Roda dos Alimentos dos desenhos animados Nutriventures®, um certificado de participação e por fim uma
gravata com dicas “saudáveis” para oferecerem aos pais.
No dia 9 de abril festejou-se o dia Mundial Da Saúde com a realização de colagem de massas alimentares
em desenhos (cozinheiro alimentos, …). Com esta atividade a equipa alertou para a importância de uma
alimentação saudável e equilibrada.
Estas atividades ajudam as crianças a compreenderem de uma forma mais agradável a importância das
boas escolhas alimentares, aproveitando o tempo que passam no internamento. Todas as crianças que
participaram nas nossas atividades mostraram
interesse, entusiasmo e compreensão nas
mensagens relativas aos cuidados a ter com a
alimentação
Tal como os provérbios, adivinhas, lengalengas (que
fazem parte de um património cultural de um povo),
também as anedotas andam de boca em boca sem
se saber de onde partiram.
Diverte-te ao leres estas anedotas e tenta contá-las, com graça, acrescentando qualquer coisa da tua imaginação.
A professora chega à sala de aula, cumprimenta os alunos e diz:
- Turma, hoje, quero que vocês pensem em palavras em
inglês, que usamos, sem traduzirem e façam mímica, para que os vossos colegas adivinhem a palavra que pensaram, ok?
Júlia foi a primeira. - Andando, como se estivesse a ver
vitrines e segurasse sacos, todos entenderam e disseram:
"SHOPPING CENTER !!!"
- Muito bem, Júlia!.. (diz a professora). Agora tu, Carlinhos!
Carlinhos finge estar a comer uma sande. Todos perceberam o gesto, e, novamente, a turma responde:
"HAMBURGHER !!!"
- Muito bem, Carlinhos!.. (elogia a professora). Agora é a
tua vez, Joãozinho!
Joãozinho, visivelmente animado, pega num livro e acerta
em cheio na cara do colega do lado...
A turma, surpresa, olha sem perceber, enquanto a professora. Irritada, pergunta:
- O que significa isso, Joãozinho ???
E ele responde:
- FACEBOOK !
A freguesa (entrando na loja apressadamente):
-Dê-me uma ratoeira, mas depressa, porque quero apanhar o comboio!
O caixeiro:
-Temos aqui ratoeiras... mas para apanhar comboios, não
servem...
Um lavrador entrou na mercearia da aldeia e pediu um
bocado de presunto.
Quando lho deram, cheirou-o e disse:
-Este presunto não está bom.
-Ora essa! Está bom, sim senhor.
-Isso é que ele não está.
-Pois fique sabendo que o acabámos de curar a semana
passada.
-Acabaram de o curar? Pois então é porque teve uma recaída!
Um maluco está a desembaraçar um novelo de lã.
-Que estás a fazer? -Pergunta outro maluco.
-Estou à procura do fim do fio de lã...
-Burro, podes procurar à vontade; já aí não está, cortei-o...
Um bêbedo entra num autocarro e senta-se ao lado de
uma senhora idosa.
-Talvez não saiba diz-lhe a velhota, mas o senhor vai para o inferno!
O bêbedo dá um salto e diz para o condutor:
-Por favor deixe-me sair. Enganei-me no autocarro.
-Então o teu pai é sapateiro e trazes os sapatos
rotos?
-Olha a grande coisa! Também o teu pai é dentista
e o teu irmão que nasceu há dias, não tem dentes.
Um homem muito aflito, corre a casa de um vizinho:
-Acuda-me por favor. Meu filho engoliu um rato e não sei
o que hei-de fazer!
-Faça-o engolir um gato!
-Pedrinho, diz-me o que é “salário”.
-Não faço a mais pequena ideia, Sr. Professor.
-Essa agora! Então o que leva o teu pai para casa todos
os fins de mês?
-Uma grande bebedeira.
Professora: -Quem é de vocês que quer ir para o céu?
Todos levantaram o braço menos o Joãozinho.
-Joãozinho, então não queres ir para o céu?!
-A mamã disse-me que quando saísse da escola fosse
direitinho para casa…
O médico para o doente:
-Então como se tem dado com os banhos que lhe receitei?
-Muito bem, Sr. Dr., o problema é que fico com o corpo
muito pegajoso! Penso que será do açúcar…
-Do açúcar? Pergunta o médico espantado.
-Sim. Então o Sr. Dr. não me receitou banhos de água
doce?
Dois amigos encontraram-se:
-Estás melhor?
-Estou na mesma.
-Foste consultar o médico que te indicaram?
-Fui.
-E acertou com o que tinhas?
-Quase! Eu tinha 50 euros e ele levou-me 48 euros…
A mãe está a dar ao filho uma lição de boa educação.
-Se tu pisasses alguém, que lhe dizias?
-Desculpe-me, se faz favor.
-Muito bem disse a mãe e se essa pessoa te desse um
rebuçado por teres sido tão bem educado, que fazias?
-Pisava-lhe o outro pé…
No exame de História:
-Sabe qual foi a causa da derrota dos Celtas??
-Não sei, mas deve ter sido culpa do árbitro!
Entrevista num circo:
-Como iniciou a sua vida de domador de elefantes?
-Passo a explicar: no início eu era domador de pulgas,
mas comecei a ter vista cansada e tive de voltar-me para
os elefantes.
-Eu cá tenho uma memória tão viva! Quando me entra
uma coisa na cabeça, nunca mais a esqueço.
-Homem!, e aqueles 5 euros que te emprestei?
-Isso é outra coisa, porque os 5 euros não me entraram na cabeça, mas no bolso.
Les mots mêlés
rêve | sourire | spontanéité | créativité | bonheur |
| allégresse | joie | tendresse
Spot the difference
Find the 12 differences between the two Easter pictures below
Le labyrinthe
Easter word search
Try to find all of the hidden Easter words in the puzzle below.
Remember, words can be diagonal, vertical, horizontal,
frontward or backwards.
Basket
Bonnet
Bunny
Daffodils
Chocolates
Easter
Eggs
Flowers
Gumdrop
Hopping
Jellybean
Hunt
Lily
Parade
Rabbit
Spring
Sunday
Tulips
The rabbit wriggles his nose as he
wonders, “How can a flower fly?”
“Why, Peter?” says little sister,
“don’t you know, that’s a butterfly.”
Paint *
Find all the words below:
*
*
*
Os desastres de Sofia - Condessa De Ségur
A Sofia acha que a sua boneca de cera está pálida e com frio. Por isso, põe-na ao sol
e... ela derrete-se.
Sofia chora, mas nem tudo está perdido porque ela se lembra de convidar as amigas para o divertido enterro da boneca! A Sofia quer brincar
com os seus peixes vermelhos e... acaba por deixáis
a
m
los morrer!
o
ã
s
não
“As asneiras oberta do
E quando tenta ser uma menina bonita, faz um chá
c
do que a des emos quanpara os seus primos... com giz e água do cão. Fica de
z
mundo que fa nças.”
castigo! Mas a mãe tem razão: ela é uma menina boaa
do somos cri
zinha, tudo isto não passa de uma série de peripécias
que mais não são do que Os Desastres de Sofia.
Alunos adultos da Alliance française de Porto
Viver sem querer e querer viver!
Fazer muitas perguntas e não aceitar qualquer resposta
Ser original, é estar mais próximo da totalidade sem racioPoder voar sem ter asas e poder sonhar sem dormir
nalização excessiva
Ser feliz, divertido, é o melhor do mundo
Um retrato fiel de nos próprios que devemos manter para
Viver sem preocupações
sempre
Os olhos brilharem, o coração palpitar, o sorriso aparecer,
É ser a experiência vivida do sagrado neste mundo
as costas suarem, todo o corpo saltar,
porque algo tao simples como receber um rebuçado torna- Muitas vezes ser o maior que se pode no mínimo que se é
Não é um tamanho nem um estatuto mas sim a certeza e
se mágico
a convicção de lutar muitas vezes pelo desconhecido e
Ver em tudo novidade e ser feliz sem o saber
suportar, em muitos casos, a força dos mais crescidos, o
Ter um sorriso de alegria mesmo quando chove
seu sorriso
Rir quando cai e alegrar os que estão tristes
Viver num mundo de fantasia, brincar, sorrir e ser genuíno Amar incondicionalmente, tentar sem ter medo de errar, e
viver a brincar
Daria tudo para voltar a ser criança
Ser espontâneo, livre e criativo
Sonhar a todo o instante
É o melhor do mundo, é o futuro…..
Pedir a um padre para se confessar por um dia ter entrisTer à frente um mundo de coisas, um mundo a descobrir
tecido a mãe ao fazer asneira
A garantia do futuro…. Ou o futuro garantido
Ser brilho, luz, alegria e muita energia!
Encontrar num pequeno mundo grandes felicidades, igno- Deixar-se levar pelos mimos dos pais, abandonar-se nos
braços da mãe
rando as infelicidades do mundo maior
É lançar papagaios de papel e sonhar bem alto
Viver o presente sem pensar no futuro. Brincar, comer,
É fazer os papás felizes!
correr e saltar sem pensar nos riscos
Acreditar sempre na felicidade!
Saber amar e valorizar as pequenas coisas de forma pura
Ser uma estrela que, com as suas gargalhadas, o seu
e simples
amor e a sua espontaneidade, dá cor, luz, alegria e feliciÉ ser feliz!
dade à vida de todos os que a rodeiam
Fazer com o coração sem medo de errar
Toutes les grandes personnes ont d’abord été des enfants, mais peu d’entre elles s’en souviennent.
Antoine de Saint-Exupéry