As contribuições do idioma italiano ao português

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As contribuições do idioma italiano ao português
AS CONTRIBUIÇÕES DO IDIOMA ITALIANO AO
PORTUGUÊS: ESTRANGEIRISMOS QUE FICARAM
Prof.Dr. Renato M.E. Sabbatini
Instituto Edumed, Campinas, São Paulo, Brasil.
Ninguém ignora que a Itália foi, após a derrocada do Império Romano, a principal herdeira do
latim. Nos muitos séculos seguintes, gerou-se, a partir deste, uma verdadeira “confederação”
de novas línguas e dialetos na península, denominados genericamente de italiano. O
isolamento entre os povoados que ocorreu no baixo período medieval, em razão da
desagregação social e política daquela época, foi o grande motor da divergência linguística na
maioria dos países europeus, nesse período da história.
No entanto, a influência cultural da península italiana sobre o resto da Europa continuou a ser
grande: o desenvolvimento da culinária, das artes plásticas, da arquitetura e da música, e de
outros setores do conhecimento, foi de tal monta que o italiano gerou gradativamente muitos
estrangeirismos em praticamente todos os idiomas ocidentais, inclusive o inglês, o francês, o
português e o espanhol.
Os incansáveis comerciantes italianos de estados-cidades como Florença, Veneza e Gênova
se encarregaram de propagar essas palavras, assim como os milhares de competentes
artistas, músicos, construtores, artesãos e cozinheiros que começaram a ser “importados” por
muitos países após a gigantesca explosão cultural que foi o Renascimento.
São palavras amplamente usadas que vêm daquela época, como, para citar alguns exemplos
ilustrativos: arcada, balcão, baldaquim, cúpula, fachada, galeria, mezanino, pérgola, pilastra e
rotunda (em arquitetura), aquarela, desenho, entalhe, esboço, esfumar, estuque, sépia e siena,
(em artes plásticas), ária, adágio, arpejo, batuta, canção, concerto, libreto, maestro, ópera,
orquestra, partitura, serenata, sonata, tenor e violino (em música).
Da mesma forma, as poderosas invenções econômicas e militares que acompanharam a
formação da Itália na mesma época influenciaram idiomas de todo o mundo, inclusive o
português, que tem muitos termos econômicos que derivam do italiano, como ágio, aval,
banco, bancarrota e crédito, e termos militares, como ataque, barraca, batalhão, bomba, ,
brigadeiro, canhão, cidadela, coronel, infantaria, esquadrão, fragata, mosquete, pistola,
sentinela e soldado.
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A maioria das pessoas ignora que tem origem no italiano um grande número das palavras que
usam no seu dia-a-dia. Esse parentesco é bastante evidente em algumas palavras, como os
vários tipos de pratos que ganhamos da cozinha italiana, tais como espaguete, macarrão,
panetone, pizza, polenta, risoto etc., ou de coisas ou fenômenos claramente oriundos daquele
país, como doge, fascismo, gôndola, máfia, mezanino, ópera, tômbola, entre outros. No
entanto, muitas outras, como alarme, charlatão, bronze, corredor, desenho, feltro, grupo,
namorado, modelo, orquestra e zero, não aparentam, mas também são emprestadas do
italiano. Alguns termos se originaram de cidades ou regiões específicas da Itália, como
bolonhesa, faiença, merengue, parmesão, pistola, provolone, e siena; ou de determinadas
pessoas, como maquiavélico (de Niccolò Macchiavelli) e cicerone (de Cícero).
Muitas palavras foram aportuguesadas, ao ponto de se tornarem pouco reconhecíveis, como
balão, botequim, chulo, desfaçatez, embrulho, escorchar, esdrúxulo e rúcula. mas muitas
outras continuam ainda a ser representadas na sua grafia original, devido às similaridades
fonéticas entre ambos os idiomas, como bomba, cascata, concerto, contrabando, diva, fosso,
manifesto, miniatura, piano, polenta, sonata, torso, trombone e viola. Outras apenas perderam
a letra dupla típica de tantas palavras italianas, tais como alteza, batuta, diletante, galeria,
mortadela, soneto e violoncelo.
Entre as formas mais comuns de aportuguesamento (tecnicamente chamado de transliteração),
a regra principal é a mudança da pronúncia fonética do italiano para o português, inclusive:
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a perda da vogal final (como em affanare por afanar);
a adição de vogais em palavras que começam com consoante (ex.: squadrone em
esquadrão);
a substituição de “c”, “cc” e alguns “sc” por “ch” ou “x” (ex.: pasticcio por pastiche,
sciaroppo por xarope);
de “ch” por “qu” (ex.: arlechino por arlequim);
de “gn” por “nh” (lasagna por lasanha);
de “gg” por “j” (ex.: arpeggio por arpejo);
de “gl” por “lh” (ex.: battaglia por batalha);
de “gi” por “s” (ex.:parmeggiano por parmesão);
de “zz” por “ç” (ex.: terrazzo por terraço) ou “z” (gazzeta em gazeta);
de “one” por “ão” (ex.: canzone em canção), e assim por diante.
As transliterações foram muitas vezes aleatórias, principalmente porque, ao contrário do
italiano, a língua portuguesa não é perfeitamente fonética, ou seja, não tem uma
correspondência biunívoca entre o fonema (a forma falada) e o morfema (a forma escrita). Daí
decorrem muitos erros comuns do português, como a pronúncia idêntica de “ss” e “ç”, “lh” e “li”,
“g” e “j”, etc.
É interessante constatar, ainda, como alguns italianismos se firmaram em alguns países
receptores da imigração italiana, mas não em outros. Exemplos que não ocorreram no Brasil,
mas que no espanhol, sim, são charlar e cháchera (que vem de ciarlare e chiachierare,
respectivamente, que significam falar, conversar) e, em inglês, colonnade, cartoon e pun, que
se originaram de colonnata, cartone e puntiglio, respectivamente. Aliás, em alguns casos, o
italianismo chegou até nós por intermédio de outra língua, como o já aportuguesado cartum.
No Brasil, especialmente, devido à forte imigração italiana (que alcançou cerca de 3,5 milhões
de pessoas a partir da segunda metade do século XIX), a influência do idioma italiano foi mais
intensa ainda do que em outros países. Esse fenômeno se repetiu na Argentina, Chile e
Uruguai, em menor escala.
Uma influência indireta do italiano ao português brasileiro pode ser traçada através do lunfardo
(uma corruptela de lombardo), uma gíria típica do espanhol rioplatense (Buenos Aires e
Montevidéu), que era usado por contraventores e pequenos criminosos, proxenetas,
prostitutas, crupiês e freqüentadores do bas-fond, segundo consta, para não serem entendidos
pelos carcereiros nas prisões, e que chegaram ao Brasil através desses mesmos personagens.
Termos derivados do italiano, como afanar, bacana, bronca, cafona, capo, grana, malandro,
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mina, pivete, etc. são algumas das palavras incorporadas às gírias do Sul e Sudeste (1).
Outras vêm do espanhol, mesmo, como otaria, que é o nome de uma foca encontrada nas
costas da Patagônia, muito fácil de pegar; e fajuto (que vem de fayuto, via falluto, do dialeto
espanhol murciano, que significa algo com defeito, falso).
A origem de alguns italianismos, e de como eles foram incorporados ao idioma é bastante
pitoresca (aliás, outro italianismo...).
Algumas das origens vêm do próprio italiano, como o curioso barista, o operador de máquinas
de fazer café expresso. Chama-se assim por causa da máquina mais conhecida, de marca
Bari, uma cidade italiana do Adriático. O charlatão, por sua vez, provém de ciarlatano, uma
pessoa que faz uso de ciarlare (“levar alguém na conversa”, com algo que sabe ser falso), mais
específico do apelido (detto “Il Ciarlatano”) dado a alguns personagens famosos na Itália, como
Bernardino Mei e Bartolomeo Pinelli. São os nossos vendedores de elixires pretensamente
milagrosos, os parlapatões, que convencem pela fala mentirosa.
E “tosco”, então, o que significa? Vem da palavra “tusco”, ou etrusco, um povo antigo da Itália
central, que precedeu os romanos, especificamente porque existe um bairro em Roma,
chamado Vicus Tuscus (bairro etrusco, em latim), um bairro considerado de má fama, habitado
por gente abrutalhada.
Já “bacana” vem do dialeto napolitano baccan, e significa amo, dono. Então, para os habitantes
italianos do bairro portuário Boca, em Buenos Aires, onde uma grande parte era de origem
napolitana, uma pessoa bacana era alguém rico, inteligente e bonito, com dinheiro. Acabou
“Roxo” ocorre somente no Brasil, e se origina de rosso (vermelho). Os imigrantes italianos, ao
chegarem ao interior de São Paulo se admiraram com a cor fortemente avermelhada da terra, e
a chamaram de “terra rossa”, que acabou virando roxa. Engambelar também só ocorre no
Brasil e não existe em italiano, mas era usado pelos imigrantes para dizer que alguém te
passou a perna, te derrubou, e obviamente vem de gamba (perna, em italiano).
Já baderna tem uma história de origem mais indireta: vem do nome de uma dançarina italiana
chamada Marietta Baderna, que se apresentou no Rio de Janeiro em 1851, causando grande
confusão, gritaria e barulhentas manifestações de seus fãs, que a imprensa carioca logo
alcunhou de baderneiros.
Outro, ainda, de origem paulistana, é carcamano, que segundo se diz, resulta do apelido dado
aos comerciantes italianos de farinha e outros grãos, que vendiam por litro e não por peso, o
que levava os clientes a pedirem que comprimissem mais o produto, calcando-o à mão. Virou
apelido étnico dos italianos de São Paulo. Finalmente, bisonho vem do apelido dado aos
imigrantes recém-chegados, que não falavam português e só sabiam pedir coisas usando a
palavra bisogno (preciso). Assim, se aplicou a pessoas de pouco conhecimento, limitado.
Abaixo listamos cerca de 350 italianismos no português. É fácil constatar que uma significativa
proporção se refere à gastronomia, às artes plásticas, arquitetura, decoração, música, e a
termos militares. Não é uma lista exaustiva, contudo, estima-se que existam entre 400 a 500
palavras oriundas do italiano.
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adágio (adagio)
afanar (affanare)
ágio (agio)
agüentar (agguantare)
alarme (all'arme)
alegre (allegro)
alerta (all'erta)
alteza (altezza)
andante (andante)
anspeçada (lancia spezzata)
antepasto (antipasto)
apoio (apoggio)
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arcada (arcate)
ária (aria)
aquarela (acquarella)
arlequim (Arlecchino)
arpejo (arpeggio)
arquipélago (archipelago)
artesão (artigiano)
atacar (attaccare)
aval (avallo)
bacana (baccan)
bagatela (bagatella)
balão (pallone)
balaustre (balaustra)
balcão (balcone)
baldaquim (baldacchino)
balé (balletto)
bancarrota (banca rota)
banco (banca)
bandido (bandito)
bandolim (bandollino)
banho (bagno)
banquete (banchetta)
barista (barista)
barraca, barracão (baracca)
barítono (baritono)
bastião (bastione)
batalha (battaglia)
batalhão (battaglione)
batuta ([batuta)
belcanto (bel’ canto)
belvedere (belvedere)
berlineta (berlinetta)
bienal (biennale)
biscoito (biscotto)
bisonho (bisogno)
bizarro (bizzarro)
boletim (bolletino)
bolonhesa (bolognese)
bomba (bomba)
bordel (bordello)
botequim (botteghino)
bravo (bravo)
bravata (bravatta)
briga (briga)
brigadeiro (brigadiere)
brócoli (broccoli)
bronca, bronco (bronco)
bronze (bronzo)
bufão (buffone)
bufar (buffare)
bula (bulla)
cadência (cadenza)
café (caffé)
cafone (cafone)
caixa (cassa)
camerlengo (camerlengo)
camarim (camerino)
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camarote (camara)
camorra (camorra)
canalha (canaglia)
canção (canzone)
canelone (canellone)
canhão (cannone)
cantata (cantata)
cantina (cantina)
capitel (capitello)
capricho (capriccio)
capuchino (cappuccino)
carcamano (calca la mano)
caricatura, caricato (caricatura)
carícia (carezze)
carnaval (carnivale)
carpete (carpita)
carroça (carozza)
carroceria (carozzerie)
carrossel (carosello)
cartucho (cartoccio)
cascata (cascata)
caserna (caserna)
cassata (cassatta)
cassino (casino)
castrado (castrato)
caviar (caviale)
cebola (cipolla)
cena (scena)
cenário (scenario)
charlatão (ciarlatano)
chulo (fanciullo)
ciabata (ciabatta)
cicerone (cicerone)
cidadela (citadella)
colunata (collonata)
comédia (commedia)
comparsa (comparsa)
concerto (concerto)
confeito (confetto)
confeti (confetti)
contrabando (contrabando)
contralto (contralto)
corneto (cornetto)
coronel (colonnello)
corredor (corridoio)
corsário (corsaro)
cortejar (corteggiare)
cortesã (cortigiana)
crédito (credito)
cupola (cupola)
débito (debito)
desastrado (disastrato)
desenho (disegno)
desfaçatez (sfacciatezza)
diletante (dilettante)
diva (diva)
doge (doge)
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dona (donna)
domo (duomo)
ducha (doccia)
dueto (duetto)
engambelar (gamba)
embrulho (imbroglio)
empresário (impresario)
empulhar (puglia)
entalhe (intaglio)
esbirro (sbirro)
esboço (sbozza)
escambo (scambio)
escaramuça (scaramuccia)
escarpim (scarpa)
escopeta (scopetta)
escorchar (scorciare)
esdrúxulo (sdrucciolo)
esfumar (sfumare)
espaguete (spaghetti)
expresso, café (espresso)
esquadra (squadra)
esquadrão (squadrone)
esquete (schizzo)
esquife (schifo)
esquifoso (schifoso)
estafar (staffare)
estafermo (stafermo)
estância (stanza)
estileto (stiletto)
estravagância (stravaganza)
estropiar (stroppiare)
estudio (studio)
estuque (stucco)
expresso (espresso)
fachada (facciata)
faiança (Faenza)
fanal (fanale)
farsa (farce)
fascismo (fascismo)
favorito (favoritto)
faxina (fascina)
feltro (feltro)
festa (festa)
festão (festone)
festejar (festeggiare)
fiasco (fare fiasco)
filigrana (filligrana)
fólio (foglio)
fosso (fosso)
fragata (fregata)
fresco (fresco)
fuga (fuga)
galeria (galleria)
gaveta (gavetta)
gazeta (gazzetta)
gesso (gesso)
gigolô (gigolo)
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girafa (giraffa)
gôndola (gondola)
gorgonzola (gorgonzola)
grafite (grafitti)
granito (granito)
grotesco (grottesco)
grupo (gruppo)
gueto (ghetto)
incógnito (incógnito)
Índigo (indaco)
infantaria (infanteria)
inferno (inferno)
laguna (laguna)
lasanha (lasagna)
lava (lava)
lazareto (lazaretto)
libreto (libretto)
loja (loggia)
loteria (lotteria)
macarrão (maccherone)
madona (madonna)
madrigal (madrigale)
maestro (maestro)
máfia (mafia)
mafioso (mafioso)
magazine (magazzino)
magenta (magenta)
magnífico (magnifico)
malandro (malandrino)
malária (malaria)
malha (maglia)
maneirismo (manierismo)
manejar (maneggiare)
manifesto (manifesto)
maquiavélico (macchiavelico)
marina (marina)
marrasquino (maraschino)
máscara (maschera)
medalha (medaglia)
médico (medico)
melodrama (mellodrama)
mercante (mercante)
merengue (Marengo)
mezanino (mezzanino)
milanesa (milanese)
miniatura (miniatura)
muçarela (mozzarella)
modelo (modello)
monstro (mostro)
mortadela (mortadella)
mosquete (moschetto)
mussolina (mussolina)
namorado (innamorato)
neutrino (neutrino)
nicho (niccio)
nhoque (gnocchi)
novela (novella)
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ocarina (ocarina)
ópera (opera)
opereta (operetta)
oratório (oratorio)
orégano (oregano)
orquestra (orchestra)
palácio (palazzo)
palco (palco)
palhaço (pagliaccio)
panetone (panettone)
papa (papa)
parapeito (parapetto)
parmesão (parmiggiano)
parolar (parola)
partitura (partittura)
pasquim (paschino)
pastel (pastello)
pastiche (pasticcio)
pedante (pedante)
pelagra (pellagra)
peperone (pepperoni)
pérgola (pergola)
piano (piano)
pícolo (piccolo)
pilastra (pilastro)
piloto (pilota)
pintura (pittura)
pitoresco (pittoresco)
pistáquio (pistacchio)
pistola (Pistoia)
pivete (pivetta)
pizza (pizza)
pizzaria (pizzeria)
polenta (polenta)
pomada (pomata)
politico (politico)
poltrão (poltrone)
poltrona (poltro)
porcelana (porcellana)
pórtico (portico)
portifólio (portafoglio)
postilhão (postiglione)
previdência (previdenza)
primadona (prima donna)
propaganda (propaganda)
provolone (provolone)
punga (punga)
quaresma (quaresima)
raça (razza)
ravióli (ravioli)
regata (regatta)
réplica (replica)
retrato (retratto)
ribalta (riba alta)
ricota (ricotta)
risoto (risotto)
riviera (riviera)
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rotunda (rotonda)
roxo (rosso)
rúcula (arugula)
rufião (ruffiano)
salame (salami)
salão (salone)
salsicha (salsiccie)
saltimbanco (saltimbanco)
saquear (sacheggiare)
sedã (sede)
semolina (semolino)
sentinela (sentinella)
sépia (sepia)
serenata (serenata)
sidra (sidro)
simpático (simpatico)
siena (sienna)
sinfonia (sinfonia)
soda (soda)
soldado (soldato)
solfejo (solfeggio)
solo (solo)
sonata (sonata)
soneto (sonetto)
soprano (soprano)
taça (tazza)
tafetá (taffettà)
talharim (tagliarini)
tarantela (tarantella)
tarô (tarocchi)
tchau (ciao)
tenor (tenore)
têmpera (tempera)
terraço (terrazzo)
terracota (terracotta)
tímpano (timpano)
tômbola (tombola)
torso (torso)
tosco (tusco, etrusco)
trampolim (trampolino)
travertino (travertino)
trombone (trombone)
truco (trucco)
tuba (tuba)
tutifrúti (tutti-frutti)
valise (valigia)
vendeta (vendetta)
vila (villa)
viola (viola)
violino (violino)
violoncelo (violoncello)
virtuoso (virtuoso)
xarope (sciroppo)
zarpar (sarpare)
zero (zero)
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Copyright 2007, 2012 by Renato Marcos Endrizzi Sabbatini
Todos os direitos reservados. Proibida a cópia, mesmo que parcial, por quaisquer meios, sem
autorização por escrito do autor ([email protected]).
Primeira edição: agosto de 2007, Campinas, São Paulo, Brasil.
Segunda edição revista e ampliada: julho de 2012, Campinas, São Paulo, Brasil.
Citação: Sabbatini, R.M.E.: As contribuições do idioma italiano ao português: estrangeirismos
que ficaram. Campinas, SP, Brasil: Instituto Edumed para Educação em Medicina e Saúde,
(2a. edição), 9pp.Agosto de 2012. Disponível na Internet. URL:
http://renato.sabbatini.com/papers/italianismos.pdf
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