URBANISMO

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URBANISMO
URBANISMO
a revista da caixa
PENSAR AS CIDADES
DO FUTURO, COM
OS OLHOS POSTOS
NO PRESENTE
NUNO PORTAS
TRAÇAR OS ESPAÇOS PÚBLICOS
CAIXA GERAL
DE DE P ÓSI TOS
O ALGARVE
TAMBÉM É ISTO
N.o 11 | maio de 2013 | Ano IV
A PRAIA É APENAS UM PRETEXTO
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e
editorial
Desafios
e criatividade
a revista da caixa
Diretor Francisco Viana
Editores Luís Inácio e Pedro Guilherme Lopes
Arte e projeto Rui Garcia e Rui Guerra
Colaboradores Ana Rita Lúcio, Helena
Estevens, Leonor Sousa Bastos, Paula
Lacerda Tavares (texto); Anabela Trindade,
João Cupertino, FG + SG, Filipe Pombo e
Gualter Fatia, com agências Corbis, Getty
Images e iStockphoto (fotos); Marta Monteiro
(ilustração), Dulce Paiva (revisão)
Secretariado Teresa Pinto
Gestor de Produto Luís Miguel Correia
Produtor Gráfico João Paulo Batlle y Font
REDAÇÃO
TELEFONE: 21 469 81 96 FAX: 21 469 85 00
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PUBLICIDADE
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Diretor Comercial
Pedro Fernandes ([email protected])
Diretor Comercial Adjunto
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Diretora Coordenadora
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Assistente
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Editora Medipress - Sociedade Jornalística
e Editorial, Lda.
NPC 501 919 023 Capital Social: €74 748,90;
CRC Lisboa
Composição do capital da entidade proprietária
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Tel.: 21 469 80 00 • Fax: 21 469 85 00
Impressão Lisgráfica - Impressão e Artes
Gráficas, S. A.
Distribuição Gratuita (a revista Cx tem preço
de capa, mantendo-se, no entanto, o seu
caráter de oferta)
Foto de capa: nadla / iStockphoto
Propriedade
Caixa Geral de Depósitos
Av. João XXI, 63, 1000-300 Lisboa
Periodicidade Trimestral
(Edição n.º 11, abril/junho 2013)
Depósito Legal 314166/10
Registo ERC 125938
Tiragem 72 000 exemplares
Correio do leitor [email protected]
A Cx é uma publicação da Divisão Customer
Publishing da Impresa Publishing,
sob licença da Caixa Geral de Depósitos
As emissões de gases com efeito de estufa
associadas à produção desta publicação foram
compensadas no âmbito da estratégia da CGD
para as alterações climáticas.
APÓS UMA EDIÇÃO POR ENTRE OS VERDES e os dourados
das vinhas, regressamos à cidade – ou às cidades, se
assim preferir –, com o objetivo de perceber para onde
caminham os nossos núcleos urbanos. O ponto de partida
é cada vez mais consensual: sem espaço para manter um
modelo expansionista, torna-se urgente alterar o rumo e
privilegiar o reordenamento paisagístico das cidades, a
reabilitação do parque imobiliário existente e a criação de
polos dinamizadores de emprego.
Fruto do seu papel na sociedade e daquilo que é a sua
atividade, a Caixa não fica indiferente a esta problemática
e à ideia de regeneração dos centros urbanos. Prova
disso são as muitas soluções a este nível que a Caixa
disponibiliza a empresas, autarquias e particulares, tendo
em vista a promoção de projetos que reabilitem as cidades,
promovendo melhores condições para as populações.
Exemplo disso mesmo, a Caixa foi uma das entidades
nacionais selecionadas para implementar e gerir um Fundo
de Desenvolvimento Urbano JESSICA, disponibilizando
178 milhões de euros para apoiar projetos de reabilitação
e regeneração urbana conducentes ao repovoamento e
dinamização da atividade económica. Trata-se de uma
iniciativa comunitária lançada, conjuntamente, pela
União Europeia, pelo Banco Europeu de Investimento e
pelo Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa,
que visa apoiar os Estados-membros na reabilitação e
regeneração das suas cidades.
Mas não é tudo. A mobilidade é outro dos grandes
problemas das cidades e, também aqui, a Caixa Geral de
Depósitos procura dar o exemplo, dispondo de um Plano
de Mobilidade próprio. Trata-se de um projeto pioneiro, à
escala nacional, e que visa a promoção de mais e melhores
opções de acessibilidade para pessoas, bens e serviços,
dentro do Grupo CGD, incluindo soluções alternativas e
mais eficientes.
Estes são apenas alguns dos desafios que se colocam
às cidades atuais e que merecem uma resposta pensada
dos vários agentes, numa reflexão urgente para a qual
o convidamos nesta edição da Cx. Um convite, aliás,
pela mão de Nuno Portas, referência incontornável em
urbanismo e com quem estivemos à conversa.
E porque, nesta aposta na regeneração urbana, há que
valorizar os bons exemplos já existentes, visitámos a Studio
Teambox e o Oliva Creative Factory, dois projetos onde a
criatividade impera.
Tudo isto e muito mais numa Cx feita a pensar em si.
FRANCISCO VIANA
«FRUTO DO
SEU PAPEL NA
SOCIEDADE, A
CAIXA NÃO FICA
INDIFERENTE À
PROBLEMÁTICA
E A ESTA IDEIA DE
REGENARAÇÃO
DOS CENTROS
URBANOS»
Esta revista está escrita nos termos do novo acordo ortográfico
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
3
i
interior
06 Pormenor
Notícias breves
DESTAQUES
PESSOAS
10 Histórias de sucesso
Adelaide de Sousa
12 Talento
As fotos de Daniel Rodrigues e as
árvores de Marta Pinto
ESTILO
16 Design & arquitetura
Pedras Salgadas Eco Resort; a
dupla que conquistou os Muse;
Trienal de Arquitectura
20 Automóveis
Um Smart ligado à elétricidade
22 Culto + Soluções
Peças com muito estilo
e ideias para o dia a dia
24 Gourmet + Prazeres
O Barão Fladgate, a Casa da
Dízima e um tentador brownie
39 Observatório
CGD
DESTINOS
46 Roteiro
De Tomar à Nazaré
48 Fugas
Outros Tempos – Turismo
de Aldeia + Onyria Marinha
Edition Hotel & Thalasso
VIVER
53 Finanças
Evitar o sobre-endividamento;
O sucesso da exposição
Educação+ Financeira
60 Sustentabilidade
Cátedra CGD - Estudos do Mar;
Oceanário celebra 15 anos
66 Saúde
Férias ao ar livre
CULTURA
67 Livros & Discos
70 Studio Teambox
Cooperar é a alma do negócio
72 Agenda
73 Vintage
Entre pesos e medidas
74 Fecho
Notícias CGD
4
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
32 Para onde caminham as nossas cidades?
De um passado feito de excessos, em que a malha urbana se estendeu rumo às
periferias, o novo molde citadino talha-se à medida das exigências da crise e da
sustentabilidade. Regressando aos centros históricos, o futuro passa, ainda, pelo
redesenho das políticas de mobilidade e pela regeneração dos tecidos urbanos.
26 Entrevista
Do arquiteto que, depois de o ser, não
mais o foi ao urbanista projetado no
corpo das cidades a que ajuda a dar
vida, Nuno Portas continua a apostar
no futuro dos espaços públicos, abrindo
caminho para os planos nos domínios
da incerteza.
40Grande viagem
Com a chegada dos meses mais
quantes, aponta-se a um destino
incontornável: o Algarve. Mas, acredite,
existem muitos e bons motivos para
retardar o mergulho nas tão desejadas
águas temperadas.
56 Institucional
Seja um Cliente Mais e conheça os
produtos e serviços da CGD, criados
a pensar em si.
62 Sustentabilidade
A imaginação é a matéria-prima da
Oliva Creative Factory. A sua técnica
produtiva é usar a criatividade
para gerar negócios. E o seu valor
é calculado com a soma do talento
com a ambição e o trabalho. O
concelho de São João da Madeira
está prestes a inaugurar um cluster
de indústrias criativas para apostar
em ideias inovadoras.
68 Cultura
No âmbito do Projeto Orquestras,
a Caixa Geral de Depósitos apoia e
divulga a música erúdita junto de
famílias e jovens.
FDU JESSICA - CGD
APOIAMOS A REGENERAÇÃO
DOS CENTROS URBANOS
EM PORTUGAL.
Porque queremos apoiar a dinamização da atividade económica nas áreas urbanas do Norte, Centro e Alentejo,
disponibilizamos soluções de financiamento para apoio à reabilitação e regeneração, integradas na iniciativa
comunitária JESSICA.
Se tem um projeto de requalificação para fins comerciais ou turísticos, na vertente das instalações desportivas ou de apoio
social e cultural, no domínio da modernização de infraestruturas urbanas e espaços públicos, ou ainda para a melhoria
da eficiência energética e introdução de energias renováveis, saiba que pode contar com a Caixa. Com Certeza.
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p
pormenor
ARTE E CHOCOLATE
Nascida de um interesse comum de Ana
Rita Gonçalves e de Hélder Bernardo pelo
colecionismo de pacotes de açúcar, a My
Sugar (www.mysugar.pt) destaca-se pela
capacidade de cruzar o prazer do chocolate
com ilustrações para guardar. Cada tablete
vem embrulhada num invólucro ilustrado por
criadores portugueses (como Diana Cró, Joana
Nogueira ou Tiago Leal), transportando
uma mensagem adaptada a quem vai saborear
o chocolate. A loja oficial fica em Aveiro
e merece uma visita de todos os gulosos.
LOUBOUTIN
INSPIRA-SE NA
CARRASQUEIRA
O famoso estilista francês Christian
Louboutin, por muitos considerado
o principal designer de sapatos do
mundo, escolheu o porto palafítico
da Carrasqueira, na Herdade da
Comporta, para fotografar a coleção
primavera/verão de 2013. Defensor
de que «qualquer mulher pode pescar
um homem bonito quando calça
uns sapatos Louboutin», o estilista
escolheu o fotógrafo Peter Lippmann
para captar imagens poderosas
e irreverentes, que servem
de primeira montra a uma coleção
que bebe inspiração na obra surrealista
do artista belga René Magritte.
ILUZTRA
À luz da tradição
Retratar o que Portugal tem de melhor é o mote
para um novo projeto de design de iluminação
as nossas marcas aos quatro cantos do mundo
Chama-se Iluztra e é uma jovem marca,
cem por cento portuguesa, que nasceu
do desejo de criar um novo produto,
diferenciador e criativo, para o mercado
dos souvenirs. A aposta inicial recaiu sobre
os candeeiros de mesa e os abat-jours,
considerados o veículo ideal para fundir
o design de iluminação e a ilustração,
transportando consigo memórias da cultura e
do património nacionais.
Inês Marujo, Cláudia Sirgado, Rita Pedro
e Pedro Flores são os responsáveis por um
projeto que convidou cinco artistas nacionais
para «iluztrar», de forma exclusiva, as
primeiras peças: Sara Paz, Rodolfo Bispo,
Ricardo Santo, Sílvia Rodrigues e Oraviva.
Um projeto que promete tornar mais simples
levar um pouco das nossas tradições, da nossa
cultura e do nosso património para qualquer
canto do mundo.
«FUNGAGÁ» DA BICHARADA
Os portugueses não param de
dar que falar e um dos nomes em
destaque é o de Afonso Barbosa.
Designer e programador, Afonso
criou a Pet2mate, uma rede social
destinada a donos de animais e a
aficionados do reino da bicharada.
Ao contrário do facebook,
onde cada utilizador cria o seu
6
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
perfil, aqui existem dois perfis
associados: o do utilizador e o do
respetivo animal. O objetivo passa
por criar uma comunidade em
redor dos animais de estimação
e, depois da versão iPad, estão
previstas a versão Android
e a formalização da comunidade
na Web.
BALOTELLI COM CHUTEIRAS
À PORTUGUESA
RAHMA PROJEKT
Design com sotaque
Do outro lado do Atlântico,
mais precisamente do sul
do Brasil, chega-nos este
projeto de Rafael Hoffmann,
um professor de design. Como
o próprio explica, «o Rahma
Projekt nasceu pelo desejo
de criar, simplesmente pelo
prazer de criar. Sem briefing,
sem pressão, sem cliente, sem
pretensão. Criando o que eu
gosto, como eu gosto, sem
me preocupar em ter de dar
explicações [...] Uma válvula
de escape que junta duas das
minhas paixões: o design e o
rock’n’roll».
E estas duas paixões estão
juntas numa deliciosa
coleção de posters, que
recupera algumas das mais
emblemáticas músicas da
história. Para descobrir em
www.rahmaprojekt.com.
Fotos: D.R.
SCOOTER DO FUTURO
elétrica e extremamente portátil, a Moveo apresenta-se como uma alternativa a ter em conta numa sociedade cada
vez mais desperta para a sustentabilidade. Criada pela Antro,
uma organização sem fins lucrativos húngara que se dedica ao
desenvolvimento de transportes ambientalmente sustentáveis, a
Moveo tem como grande vantagem a possibilidade de poder ser
dobrada e levada para qualquer lado, como se fosse um trolley de
viagem. Leva pouco mais de dois minutos a voltar à forma original,
tem uma bateria com autonomia para 35 quilómetros, atinge uma
velocidade de 45 km/h e deve entrar em produção ainda este ano.
se um dia vir mario balotelli com umas chuteiras
camufladas, vai estar a ver um dos mais famosos
jogadores do mundo a calçar um modelo desenhado
por um português. O autor é MrDheo, artista oriundo
do Porto e aficionado por futebol, que conta, no seu
currículo, com um mural de Radamel Falcao, desenhado
durante a Primeira Bienal de Arte Urbana de Cali, na
Colômbia. Mas voltemos às chuteiras. O jogador italiano
deu indicação de que queria o número 45 e a frase «Balo
is Back» e o graffiter português acrescentou-lhe o
padrão surpresa e outros elementos inesperados, tais
como o símbolo do Super-Homem.
Inspirar a
sociedade
SIZA VIEIRA
EM LIVRO
ter coragem de partir
e deixar tudo para trás.
Ter coragem de prescindir
da zona de conforto. Ter
coragem de dar forma aos
sonhos. É este o ponto
de partida de Susana,
Norberto, Paco e Milán, dois
portugueses, um espanhol e
um húngaro, que decidiram
trocar as suas carreiras por
voluntariado em África.
A partida teve lugar em
maio e, ao longo de nove
meses, irão atravessar
vários países do continente
africano, colaborando com,
pelo menos, cinco ONG.
Conheça o projeto em
http://goaheadfollowus.wix.
com/followusfollowlife.
Álvaro Siza. Complete
Works 1952-2013 foi o
título escolhido para um
livro que pretende ser
um verdadeiro guia sobre
a(s) obra(s) de Siza Vieira.
Editado pela famosa
editora alemã Taschen,
o livro tem 500 páginas
e surge numa edição
multilingue, escrito em
português, espanhol e
italiano. Mais uma prova
de reconhecimento
do trabalho de Siza
Vieira, primeiro Pritzker
português, que foi alvo
de uma grande entrevista
na edição 9 da Cx e que
continua a deixar a sua
marca um pouco por todo
o mundo.
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
7
p
a Caixa ao pormenor
BANCO MAIS
SUSTENTÁVEL
DE PORTUGAL
QUALIDADE DE SERVIÇO
Linha de Atendimento
ao Cidadão Surdo
A Caixa inova uma vez mais, tornando-se o primeiro Banco
nacional a disponibilizar este serviço
a linha de atendimento ao Cidadão Surdo
é uma linha via Internet, à disposição de
qualquer cidadão surdo que domine a língua
gestual portuguesa, seja ou não Cliente da
Caixa. Através de uma videochamada e de um
intérprete on-line de língua gestual portuguesa,
pode contactar um assistente Caixadirecta e
obter informação sobre os produtos e serviços
da CGD, bem como cancelar meios de
pagamento da Caixa em caso de perda ou furto.
Para tal, deve registar-se no Portal do
Cidadão Surdo (www.portaldocidadaosurdo.pt),
com atendimento especializado através de
vídeo-intérprete. Para isso, deve ter um
computador ou telemóvel, com ligação à
Internet (3G ou Wi-Fi), câmara e microfone, e
ligar o número 12472, disponível todos os dias
úteis, das 9h às 17h (custo 0,01 euros/min.).
Uma vez registado, pode estabelecer o
contacto visual com um intérprete de língua
gestual portuguesa, através de videochamada,
que assegura a ligação telefónica com
o assistente do serviço do Caixadirecta.
O intérprete atuará como um intermediário,
traduzindo toda a conversa entre si e o
assistente.
Esta Linha de Atendimento ao Cidadão
Surdo presta informação exclusivamente
genérica sobre produtos e serviços da CGD,
não sendo permitido prestar informações
sobre contas, depósitos ou dados pessoais
ou bancários. O serviço oferece a máxima
confidencialidade e segurança, quer ao
operador/intérprete, quer ao cidadão surdo. O
SERVIIN (entidade prestadora do serviço) está
obrigado aos princípios do sigilo bancário, bem
como a prestar todo o serviço de atendimento
de acordo com a Lei n.º 134/2009 (call center),
e a cumprir os níveis de serviço nela
convencionados, consignados, por protocolo
e respetivo acordo de confidencialidade, com
a Caixa Geral de Depósitos.
a caixa é marca Bancária de Confiança em Portugal, pela 13.ª vez
consecutiva, pelo estudo Marcas de Confiança, uma iniciativa da
Reader’s Digest que resulta da opinião dos consumidores. Esta
é uma prova da dedicação e emprenho da Caixa em relação aos
seus Clientes, reforçada pela continuidade do prémio e por outras
distinções igualmente relevantes.
8
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
a caixa foi eleita o Banco Mais
Sustentável de Portugal, em 2012, pela
revista The New Economy. A distinção
surge no âmbito da iniciativa The
New Economy´s Sustainable Finance
Awards e visa reconhecer os bancos
e instituições financeiras que, ao nível
internacional, demonstraram liderança
e inovação na integração de critérios
sociais, ambientais e corporativos na
atividade corrente.
Na edição 2010/11, a iniciativa passou
a incluir Portugal, tendo a CGD
sido distinguida como a Instituição
Financeira Mais Sustentável de
Portugal. O reconhecimento repetiu-se na edição seguinte, desta vez
premiando o Grupo CGD como o mais
sustentável em Portugal, elegendo-o
como embaixador do setor financeiro
nacional. A distinção agora recebida,
referente a 2012, vem, assim, reforçar
a estratégia e o trabalho efetuado no
âmbito da sustentabilidade.
A CGD detém, atualmente, um
programa de sustentabilidade
abrangente e estruturado, que tem
sido amplamente reconhecido por
entidades externas, nacionais e
internacionais.
ARREDONDE
COM O SEU CARTÃO
ao efetuar compras com os cartões
de débito, débito diferido ou crédito da
Caixa (exceto Made By), pode beneficiar
do mecanismo de arredondamento da
Caixa, revertendo um determinado
montante, automaticamente, para uma
conta de poupança, PPR ou fundo de
pensões, conforme o cartão utilizado.
É muito simples, basta pedir em
qualquer Agência da Caixa ou no serviço
Caixadirecta telefone para associar um
dos três programas de arredondamento
à escolha a um cartão da Caixa elegível.
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N OVO LO O K
Já viste o novo Cartão MTV?
Nova imagem, as mesmas vantagens, disponíveis
até para Clientes de outros bancos
O cartão MTV tem uma nova imagem,
mais radical e atrativa, própria para ti que
gostas de música, festas e diversão. Trata-se
de um cartão que oferece vantagens únicas
e exclusivas, levando os seus Clientes às
melhores festas MTV, a concertos e aos
festivais de verão.
Este cartão existe em versão de débito e
de crédito (1), neste caso permitindo efetuar
compras a crédito em estabelecimentos da
rede Visa, levantamentos a crédito (cash
advance) e acesso às caixas automáticas
e agências bancárias identificadas com o
símbolo Visa, em Portugal e no estrangeiro.
Se optares pela vertente de crédito, podes
escolher:
U Pagar, no final do mês, a totalidade do
plafond utilizado, sem juros nem custos
adicionais;
U Pagar, mensalmente, uma percentagem
do plafond utilizado, dividindo o valor por
vários meses, e usufruir de uma taxa de juro
muito competitiva: 5%, 10%, 25%, 50%,
75% ou 100% do saldo em dívida, com um
mínimo de 25 euros.
Indicado para ti, que tens 18 anos ou
mais, este cartão está disponível também
para Clientes de outras instituições de
crédito, que podem aderir sem mudarem
de banco. Para tal, basta enviar o NIB da
conta onde pretendes que sejam feitos os
pagamentos.
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em www.cartaomtv.com. Poderás, então,
participar em eventos exclusivos, ganhar
bilhetes para concertos MTV, aceder a
conteúdos exclusivos e obter descontos em
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(1) TAEG de 19,2%, para um montante
de 1500 euros, com reembolso a 12 meses, à
TAN de 18,00%
A Caixa está no facebook
O Caixa IU é a presença mais recente
da Caixa no facebook, disponível em
www.facebook.pt/caixaiu. O lançamento
deste perfil coloca a Caixa ainda mais perto
dos seus Clientes, neste caso dos jovens
e universitários. E isso confirma-se pelos
números: apenas três meses depois
do seu lançamento, o caixa IU ultrapassava
já os 20 mil fãs.
Naquela plataforma, desenvolvem-se
passatempos e outras iniciativas, como
está previsto acontecer no âmbito dos
festivais de verão, além da divulgação de
ações dirigidas a este público. Foi o caso
do recente tour Caixa IU, que, entre maio e
junho, passou por diversas universidades,
oferecendo bilhetes duplos para as
semanas académicas do Algarve, Coimbra,
Porto, Lisboa e Évora.
Além do Caixa IU, a CGD tem, também,
mais três perfis ativos no facebook: o
CaixaWoman, em www.facebook.pt/
caixawoman, o Vantagens Caixa, em
www.facebook.pt/vantagenscaixa, e o
Saldo Positivo, em www.facebook.com/
saldopositivo. Conhecer ainda melhor os
seus Clientes, os seus gostos
e a suas necessidades é, no fundo, o
objetivo, para que a CGD possa mobilizar-se cada vez mais em sua função.
VAI AO MEO SUDOESTE COM A CAIXA
a caixa está a oferecer bilhetes para o Meo Sudoeste, a realizar entre 7 e 11 de
agosto, aos jovens universitários Clientes da Caixa, detentores do cartão Caixa IU,
Caixa ISIC ou Caixa Académica Estudante. A oferta está associada à subscrição ou
reforço da conta Caixapoupança Superior e irá premiar os 50 primeiros depósitos,
assim como os 50 maiores, durante o mês de junho (mínimo de 250 euros para
atribuição de prémio). O mesmo havia já acontecido para o festival Super Bock
Super Rock, numa iniciativa em tudo idêntica, efetuada durante o mês de maio.
A Caixa está, ainda, a oferecer estadias no hostel da CGD, uma forma mais
confortável e acolhedora de viver os festivais. Esta oferta insere-se no âmbito
de um passatempo dinamizado no facebook, sendo que serão realizados outros
passatempos com ofertas adicionais de estadias, nos próprios eventos, no stand
da Caixa. Descobre tudo em www.cgd.pt e em www.facebook.pt/caixaiu.
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
9
h
histórias de sucesso
ADELAIDE DE SOUSA
A arte de saber viver
FELIZ
Atriz e apresentadora, Adelaide de Sousa associa o sucesso
às lições que aprendeu com as suas etapas de vida. Revela que a fizeram
amadurecer e conquistar uma forma de saber viver mais atenta a si e aos outros
Por Paula de Lacerda Tavares Fotografia Filipe Pombo
COM 44 ANOS, Adelaide de Sousa afirma que deixou «cair a mania que tinha aos 30 anos de
autossuficiência e independência. Acredito que ninguém amadurece se não aprender a amar
melhor. Por isso, estou mais humana, calma, empática, atenta e amorosa.»
Cx: O que é para si o sucesso?
Adelaide de Sousa: Creio que o sucesso
é o cumprimento de um propósito que
não poderíamos ter conhecido no início do
processo. Sinto que as várias etapas da minha
vida foram cumpridas e bem-sucedidas,
independentemente de elas me terem levado
a lugares e a situações que não eram as que
eu procurava de início, mas, se calhar por isso
mesmo, me trouxeram crescimento pessoal.
Cx: Como era a menina Adelaide que tinha as
suas conversas com Deus?
AS: Tinha vindo de Moçambique com sete
anos, com os meus pais e os meus quatro
irmãos, e deparei-me com um ambiente
muito hostil, em Portugal, em contraste com
o ambiente de proteção e de carinho que,
até então, tinha vivido. Apesar de ter troçado
com os meninos que iam à catequese, pouco
tempo depois comecei a sentir que estava
acompanhada por uma presença protetora, que
identifiquei como sendo Deus, e com quem
falava. Nessa altura, cheguei a acreditar que
queria ser freira.
Cx: Ser mulher e crescer passa por uma
reconciliação com o passado?
AS: Absolutamente. Tinha muitas coisas para
resolver em mim. O primeiro passo é ter a
consciência da necessidade de uma introspeção
atenta e, depois, é um processo. Quando
chegamos à idade adulta, há uma necessidade
de olhar para trás, para nós mesmos, de fazer
um balanço com os olhos de adulto. Há um
olhar benevolente em relação ao passado,
que é necessário para um bem-estar interno
10
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
e para se poder prosseguir. O crescimento
com amadurecimento é bom por causa disso,
ajuda-nos a entendermo-nos, a aprendermos
as nossas próprias lições, a sabermos traçar os
nossos caminhos e a tornarmo-nos ainda mais
amigas de nós. Quando encontramos o nosso
processo de amadurecimento, a relação com os
outros também é mais atenta e generosa.
Cx: Em 2002, por causa da sua participação
em Joia de África, teve a oportunidade de
regressar a Moçambique, onde nasceu. Como
foi este reencontro com o lugar das memórias?
AS: Foi algo que desejei imenso durante muito
tempo. Ao regressar, foi quase como se aqueles
30 anos não tivessem acontecido. Andei
para trás, numa memória sensitiva que foi
fantástica. Estive lá cinco meses a gravar esta
telenovela e, por minha vontade, tinha por lá
ficado. Durante muito tempo, fiquei a matutar
como tal seria possível. A minha mãe morreu
em 1990 (tinha eu 20 anos) e esta viagem foi,
de alguma forma, um resgatar de memórias de
ambas porque também ela era moçambicana.
Senti-me filha da terra neste regresso às
origens.
Cx: Como era a Adelaide, na sua juventude,
com as suas tentativas de encontrar um rumo
profissional?
AS: Comecei como modelo, por volta dos
16 anos. Aos 19, fui hospedeira de bordo e
fiz formação em socorrismo, tirei um curso
de maquilhadora e, aos 21, fui porteira de
um bar. Queria descobrir para o que tinha
jeito. Depois, passei para a televisão com um
concurso na TVI, Não te Enerves. Seguiram-se
SENSÍVEL
outros trabalhos pontuais, como o programa
Jet 7 e uma participação em Médico de Família.
Fiz um workshop com o Tozé Martinho e foi aí
que conheci dois professores de representação
americanos que despertaram em mim a
vontade de ir para Nova Iorque tirar um curso
de três anos.
Cx: Curiosamente, quando estava a tornar-se
mais conhecida do público e solicitada para
trabalhos televisivos, decide ir para Nova
Iorque tirar um curso de representação.
Foi um risco?
AS: Foi. E a motivação de vender a casa, o
carro e ir para os Estados Unidos prendia-se
pela falta de bases que eu então sentia. Recebi
muitas críticas por me ir embora nessa altura,
mas sabia também que, se não agarrasse essa
oportunidade aos 30 anos, já não a iria mais
aproveitar. Foi muito claro, para mim, que
aquela era a altura certa.
INTROSPETIVA
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PROJETO
GUERREIRAS
Solidariedade revelada
através de um projeto que
apoia mulheres com cancro
de mama.
ESPONTÂNEA
Cx: Que lição de vida reteve desse período?
AS: O ir para os E.U.A. foi determinante em
termos profissionais e pessoais (encontrei lá
o meu atual marido); em termos espirituais,
porque foi através dele que me voltei a ligar,
a estar mais consciente de mim, de Deus na
minha vida e do que eu pretendia. E, em
termos profissionais, o curso no Lee Strasber
Institute deu-me ferramentas não só para a
minha faceta de atriz, mas também para a vida.
Cx: Ao decidir-se pela representação, foi por
uma necessidade interna de se experimentar
noutras facetas e demonstrar a sua capacidade
e talento?
AS: Foi mais porque eu nunca soube o
que queria ser na vida, portanto era fácil. A
representação é uma profissão que me permite
também ser muitas coisas durante um período,
quer seja de forma externa como interna.
Permite brincar comigo própria e «pintar-me»
de outras maneiras sem que isso me defina.
coisa e que, mesmo que queira antecipar algo,
não vou conseguir. Por isso, estou mais calma,
tenho a noção de que vivo um sucesso ou
insucesso de cada vez.
Cx: Prefere representar ou fazer entrevistas?
AS: Como cada vez mais gosto de ser quem
sou, de dizer o que penso e de ter a minha
própria maneira de agir, considero que estou
numa fase em que prefiro a realidade à ficção.
É um privilégio e uma grande responsabilidade
ter como profissão o encontro com pessoas que
se dão a conhecer. Mas também sinto saudades
da representação.
Cx: A maternidade é…
AS: Uma terapia de choque, que não permite
crescimentos lentos, e um grande desafio que
me leva ao limite de mim. É, simultaneamente,
maravilhosa e difícil. O meu filho Kyle tem-me
ensinado a largar as minhas expectativas e é,
também, através dele que me tenho resolvido
enquanto mulher.
Cx: Falemos do significado de amadurecer.
Sente-se uma mulher de sucesso?
AS: Julgo que sim, que estou no meio caminho
do sucesso perante mim própria. Conquistei
mais sobriedade, a noção de que sei pouca
Cx: Gostava que a Adelaide com 50 anos fosse…
AS: Uma mulher genuína, despida de máscaras,
focada no essencial e humana. Uma mulher que
olhe para trás e que sinta a diferença pelo seu
caminho de vida percorrido.
Se é uma mulher ativa, moderna e que valoriza soluções eficientes, os cartões de débito e de crédito (1) Caixa Woman são a solução que precisa. Contam
com um programa de cashback, que permite poupar automaticamente nas compras em supermercados, em função das compras efetuadas noutros
estabelecimentos, além de benefícios em parceiros e outras vantagens. Saiba mais em www.cgd.pt.
(1) TAEG de 22,3%, para um montante de 1500 euros, com reembolso a 12 meses, à TAN de 22,50%.
Agradecimento ao MYRIAD by SANA HOTELS pela utilização do espaço na produção fotográfica
SOLIDÁRIA
A viver um momento de
transição, Adelaide de Sousa
revela que, atualmente, ela e o
marido, Tracy Richardson, têm
o propósito de se estenderem
em ações que marquem a
vida de outras pessoas. Por
isso, o casal está com o projeto
Guerreiras, em que cria a
ligação entre mulheres que têm
ou tiveram cancro de mama em
contato com uma comunidade
terapêutica nas mais diversas
áreas. Para já, o projeto está
a avançar na rede social
facebook e o casal pretende,
ainda, lançar um livro e fazer
diversas exposições por todo o
País, de forma a dar a conhecer
as histórias de vida destas
mulheres. Tudo para evitar a
solidão das mulheres em todas
as fases desta doença.
t
talento
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M A R TA P I N T O
À sombra do futuro
FLORESTA CAIXA
Ontem, ergueu casas nas árvores. Hoje, semeia florestas pelas cidades.
A investigadora que está na raiz do projeto que quer plantar cem mil árvores,
na Área Metropolitana do Porto, lança a semente para um amanhã mais sustentável
Por Ana Rita Lúcio Fotografia Anabela Trindade
OS NÚMEROS SOLTAM-SE, velozes, entre um sorriso e outro, como frutos amadurecidos que
descem das alturas, prontos a serem saboreados. «22 964», cinco algarismos que, embora não
carreguem a chave do Euromilhões, podem abrir a porta à sorte grande da segunda maior cintura
urbana do País. O saldo dificilmente poderia ser mais positivo, contas feitas ao total de árvores
plantadas desde o início do projeto das cem mil que Marta Pinto e a equipa do Centro Regional
de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto
(CRE.Porto) querem fazer despontar, em 16 municípios do Grande Porto. Numa equação onde se
juntam mais de 60 hectares já intervencionados e cerca de 123 atividades
de plantação e de manutenção, a bióloga que dá vida e rosto à iniciativa prefere, contudo, pôr
em evidência as «perto de dez mil horas de voluntariado» na resposta dada pela comunidade.
Um contributo de valor inestimável para o futuro de todos.
Mas, antes de se falar no futuro que grassa
nestas florestas urbanas nativas desde outubro
de 2011 – não é, aliás, por acaso que o projeto
se chama FUTURO - 100.000 árvores na Área
Metropolitana do Porto –, Marta puxa a meada
às raízes do amor ao meio ambiente.
A semente pode ter sido lançada pelo pai,
«uma daquelas pessoas muito sensíveis à
natureza», que devorava todos os programas
de vida selvagem que davam na televisão.
Ou, talvez, pela avó que, por viver num
meio rural, a ajudou a nunca tirar os pés da
terra. Pode até mesmo ter nascido de geração
espontânea, numa das muitas aventuras no
campismo, onde «um batalhão de miúdas»,
num exército de brincadeiras, erguia morada
na copa das árvores. Já a consciência ambiental
haveria de ganhar mais força numa visita
de estudo, algures pelos 11 ou 12 anos, à
Lipor (entidade responsável pela gestão e
tratamento dos resíduos urbanos em oito
municípios do Grande Porto). E foi por entre
uma «impressionante quantidade de lixo» que
percebeu «que as pequenas coisas que fazemos
podem ter um impacto global».
O terreno para um percurso profissional
trilhado com a bandeira da ecologia em
riste estava preparado: depois de se formar,
deu aulas no ensino básico, passou por
12
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
várias organizações não-governamentais de
ambiente, foi voluntária no FAPAS (Fundo
para a Proteção dos Animais Selvagens) e deu
a voz pela educação e comunicação ambiental
na revista Fórum Ambiente. Isto, antes de
rumar à Escola Superior de Biotecnologia, da
Universidade Católica do Porto, para colocar
as questões do desenvolvimento sustentável no
centro da agenda local. Ninguém diria que, no
12.º ano, a Psicologia ainda a fez vacilar. Mas
os exemplos dos «excelentes» professores e a
vontade de «enfrentar o medo da Matemática»
acabariam por ditar o reencontro com a
Biologia.
Os números não voltaram a atemorizá-la.
Nem mesmo na altura de negociar «a meta
relativamente confortável e suficientemente
ambiciosa» das cem mil árvores, para
compor o ramalhete de espécies autóctones
nestas florestas urbanas, que a rede de 35
parceiros do CRE.Porto quer devolver à Área
Metropolitana. A tarefa quase parece fácil,
quando contada pela investigadora que foi
distinguida com o primeiro lugar nos Prémios
Terre de Femmes, atribuídos pela Fundação
Yves Rocher a figuras femininas que lideram
projetos na área da sustentabilidade. «Plantar
não é nada de novo, toda a gente já plantou
árvores. O difícil é garantir que elas tenham
um acompanhamento a posteriori», explica.
Uma aposta na floresta
portuguesa, que vai já em 157
mil árvores e que resultará
em uma por cada criança
Cliente da CGD.
A Floresta Caixa é um projeto
de responsabilidade social
da CGD, que visa contribuir
para uma floresta de espécies
autóctones, gerida de forma
ativa e sustentável. Inclui
desde o apoio a ações de
florestação e recuperação de
zonas ardidas até iniciativas
de sensibilização para a
importância da floresta.
E são já 157 mil árvores
plantadas ou em plantação, as
últimas 50 mil em Pampilhosa
da Serra, um número que se
traduzirá numa árvore por
cada Cliente da Caixa até aos
doze anos. Espera--se, assim,
contribuir para a recuperação
da floresta nacional, um
importante recurso que afeta
mais de 150 mil empregos em
Portugal e que permite reduzir
as concentrações de CO2
na atmosfera, visando
o combate às alterações
climáticas.
Não esconde, por isso, que a sua «atividade
favorita» seja voltar, depois, para assegurar
a limpeza e a manutenção do terreno e ver
crescer as «árvores que se agarram à vida» e
aquelas que, morrendo de pé, cedem o lugar a
outras fura-vidas.
Quanto aos frutos da iniciativa que pinta
a tela urbana de verde, o desejo de Marta
é que as florestas se tornem um recurso –
sustentável, claro – com as pessoas e para as
pessoas. «O nosso sonho é desenvolver
projetos de economia social, aproveitando
alguns recursos da floresta», ambiciona,
deixando antever o futuro que se enraíza
mais fundo.
A CGD reconhece as alterações climáticas como um tema prioritário e, nesse sentido, disponibiliza o Cartão Caixa Carbono Zero (1) , aplicando uma
percentagem das suas compras em projetos de compensação de emissões de CO2. A Tapada Nacional de Mafra foi o primeiro projeto a beneficiar dos fundos
disponibilizados por este cartão.
(1) TAEG de 24,7%, para um montante de 1500 euros, com reembolso a 12 meses, à TAN de 21,00%.
t
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DANIEL RODRIGUES
Do outro lado da lente
MISSÃO POSSÍVEL
Um simples clique e um momento eternizado no tempo.
Foi assim para Daniel Rodrigues, na Guiné-Bissau, onde estava em missão humanitária,
com uma foto que lhe valeu um prémio World Press Photo
Texto Helena Estevens Fotografia João Cupertino
FOI DEPOIS de um «dia de cão», como lhe chama, daqueles em que «apetece desistir
de tudo» e simplesmente fugir, que Daniel Rodrigues recebeu a notícia que lhe mudaria
radicalmente a vida, catapultando-o para o lado oposto das objetivas. Há cinco meses
sem fotografar – vicissitudes da vida e da crise económica em que mergulhámos –, estava
longe de imaginar que uma fotografia tirada em África, numa missão humanitária, lhe
traria o World Press Photo (a exposição pôde ser vista, até dia 26 de maio, no Museu da
Eletricidade), o equivalente aos Óscares na fotografia, e o reconhecimento público.
«Antes ninguém conhecia o meu trabalho;
agora toda a gente conhece, o que é muito
bom», afirma com um brilho de felicidade
nos olhos. A mesma felicidade, aliás, retratada
na foto galardoada, a preto e branco, a
sua paixão: um grupo de miúdos a jogar à
bola, um instante parado num momento,
«para os outros verem a realidade que
existe no mundo e mostrar as coisas que
acontecem», acrescenta Daniel, para quem
esta é a verdadeira essência do fotojornalismo.
«Muitas vezes, as pessoas não têm
oportunidade de ir aos locais e é uma forma
de se mostrar a realidade ao mundo.»
Além do reconhecimento, o prémio trouxe-lhe
mais trabalho e material, mas não uma forma
diferente de fotografar. «Continuo exatamente
o mesmo a fotografar. Tanto antes como
depois. Todos os dias, aprendo coisas novas.
Continuo a ser o mesmo, tentando sempre
evoluir e ser melhor.»
Há, no entanto, uma pequena diferença: ele,
que estava habituado a ficar atrás da objetiva,
é, agora, entrevistado por jornalistas, alguns
MESMO QUANDO NÃO
ESTOU A TRABALHAR,
ESTOU A FOTOGRAFAR.
É TAMBÉM UM HOBBY
14
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
deles colegas com os quais já trabalhou lado
a lado, e vê-se, repetidamente, no papel de
fotografado.
O gosto pela fotografia surgiu em criança,
um bichinho que se foi tornando cada vez
maior e que o levou a tirar o curso, no Instituto
Português de Fotografia, e a enveredar por
uma carreira que abraça com paixão e a tempo
inteiro. «Mesmo quando não estou a trabalhar,
mesmo que seja com o telemóvel, estou a
fotografar. Acho que é, também, um hobby.»
O único que tem. Tal como o tema preferido.
E recorrente: «Sempre adorei África e, desde o
ano passado, em que estive um mês e meio lá,
que o bichinho ainda ficou maior e a vontade
de regressar e fotografar lá ainda é maior.»
Planos para o futuro não tem ainda
propriamente definidos, preferindo viver antes
um dia de cada vez. Mas sonhos não faltam. E
os principais voltam a centrar-se no continente
negro, que quer percorrer e explorar através
de uma viagem de carro. E, no fim, apresentar
uma fotorreportagem, o que, apesar de tudo,
continua a não ser muito fácil. «O problema
é arranjar financiamento para essas coisas»,
explica. Trabalhar para uma grande agência
ou jornal internacional é outro desses sonhos.
Para os mais jovens, fica um conselho: «Nunca
desistir. Mesmo que a vontade seja desistir
e fugir. O dia antes de receber a notícia
de que tinha ganhado o prémio foi um
daqueles chamados ‘dias de cão’, um dia em
O voluntariado foi sempre
uma coisa que quis fazer. Foi,
inclusive, durante uma missão
humanitária, o ano passado,
em Dolumbi, na Guiné-Bissau,
que tirou a foto premiada.
«Acho que só ajudando os
outros, só vivendo o que
vivi, é que se pode saber
o que é ajudar. Ajuda-se
sem receber nada em troca,
embora se recebam sorrisos
e a felicidade dos outros, o
que é uma coisa inexplicável.
É a melhor emoção que uma
pessoa pode sentir. E África é
aquele continente em que as
pessoas precisam mais e em
que toda a ajuda é precisa.»
Entre as várias tarefas
desempenhadas, ajudou a
reconstruir um hospital e
uma escola, mas uma das
histórias que guarda com
mais carinho é a de um bebé
com queimaduras em 60%
do corpo: «Tenho um orgulho
enorme em ter salvado a vida
de uma criança de dois anos
e só isso vale por tudo.»
Da Guiné-Bissau guarda ainda
memórias «de um país feliz –
mesmo sem nada. As pessoas
[cá] não fazem a mínima ideia
do que é não ter nada, não
ter posses, não ter luz, não
ter água. Em Portugal, França,
Espanha ou em qualquer país
civilizado, basta não se ter um
telemóvel para se ficar triste.
E eles não têm água, não têm
luz. E são felizes. As fotos
podem mostrar muito bem
isso», explica.
que só me apetecia desistir e essas coisas.
Nunca imaginei que, passadas umas horas,
a minha vida iria mudar completamente.
Por isso é que acho que se deve lutar sempre
por aquilo que se quer.»
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
15
d
design & arquitetura
ECO-HOUSES
São sete casas,
muito engraçadas
Ficam no Parque de Pedras Salgadas
e a harmonia entre elas e a natureza é tal que receberam
o prémio de Edifício do Ano, atribuído pelo Arch Daily
Texto Pedro Guilherme Lopes Fotografia FG+SG
O PARQUE DAS PEDRAS SALGADAS, reconhecido pela qualidade das
suas águas, passou a ter uma outra atração: um eco-resort, constituído por sete
casas em madeira que parecem saídas de um filme, tal a perfeição com que se
enquadram no meio ambiente. E o argumento torna-se ainda mais «eco» se
pensarmos que, para chegar até elas, temos de ir a pé, utilizar uma bicicleta ou
um carrinho de golfe elétrico.
O projeto é assinado pelos arquitetos Luís Rebelo de Andrade e Diogo Aguiar,
que criaram estas eco-houses com base num sistema modelar, desenvolvido
pela Modular System. No fundo, é como se cada módulo da casa (e elas são
compostas por três, que as tornam diferentes umas das outras) fosse uma peça
de lego, encaixada, com toda a precisão, para se adaptar ao território sem ter de
obrigar a alterar a estrutura arbórea do parque.
Cada eco-house alberga até seis pessoas e, nos seus cerca de 60 m2, divide-se
em dois quartos, sala, kitchenette, casa de banho, hall e deck. O vidro, a madeira
e a ardósia são os materiais predominantes e as coberturas de duas águas, que
resultam em telhados inclinados, conferem um dinamismo extra e criam uma
sensação de amplitude para quem entra. São, aliás, uma das imagens de marca
deste que é o primeiro avanço no que toca a casas pré-fabricadas com o objetivo
de serem implantadas na floresta e preparadas para suportar neve. Lá dentro,
o minimalismo é palavra de ordem, contrastando com a natureza que espreita
pelas diversas zonas envidraçadas.
Motivos mais do que suficientes para o Arch Daily, a publicação on-line de
arquitetura mais visitada do mundo, ter entregado a estas eco-houses o prémio de
Edifício do Ano, na categoria de Hotéis e Restaurantes. Não se pense, no entanto,
que o projeto está terminado. Em breve, este verdadeiro conjunto de quadros
vivos ganhará casas suspensas nas árvores, que, apostamos, levarão ainda mais
gente à descoberta destas casas muito engraçadas.
16
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
d
design & arquitetura
ONENESS TEAM
Um grito do interior
De Portalegre para o mundo, a história de dois estudantes
que assinam o videoclipe de uma das mais importantes bandas do planeta
Por Pedro Guilherme Lopes Fotografia João Cupertino
ELA VEM DE BEJA, ele de Arruda dos
Vinhos. Conheceram-se na Escola Superior de
Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico
de Portalegre, e, após criada empatia, não
tardou que começassem a ajudar-se na
realização de trabalhos da faculdade. Da
união nasceu a Oneness Team, nome com
o qual assinam trabalhos como a curta que
rodou nos Festivais Fantasporto e Monstra.
Sendo fãs dos Muse, Inês e Miguel costumam
estar a par das novidades daquela que é uma
das mais importantes bandas do planeta
e, ao saberem do desafio para a criação do
videoclipe do tema Animals, não hesitaram.
Mesmo que não ganhassem, ficariam com
mais uma animação no portfólio.
«Nós não acreditávamos que íamos ficar
entre os finalistas, quanto mais ganhar»,
recorda Inês. «Ao todo, participaram 129
vídeos de todo o mundo, alguns muito bons.
Como o nosso era uma curta de animação,
pensámos que as pessoas poderiam não
gostar tanto, mas foi o oposto; o facto
de ser animado é que atraiu as pessoas a
verem, a comentarem e a partilharem o
18
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
nosso vídeo.» Focando o capitalismo, o
tema Animals é muito forte e o que Inês
e Miguel pretenderam foi retratar a letra.
«Transformámo-la numa metáfora com
desenhos simples. Por exemplo, os membros
das pessoas representam o valor pessoal, que
está a ser transformado em dinheiro».
vencedores Miguel Mendes e Inês Freitas
com o seu Animals, videoclipe dos Muse
A importância das redes sociais
A notícia da vitória chegou quando os votos
de parabéns já se espalhavam pelas redes
sociais. Numa questão de minutos, os nomes
dos dois jovens estudantes corriam o mundo,
comprovando a importância destas mesmas
redes como ferramenta de trabalho. «A cada
novo dia, vemos o poder das redes sociais. É
algo que pode ser muito bom na descoberta
de jovens artistas e na descoberta de novas
ideias», diz Inês Freitas. E, porque não
dizê-lo, para a descoberta de cidades, pois
Portalegre passou a estar no mapa de muito
boa gente, com a dupla a acreditar que esta
conquista poderá ajudar a que se olhe, de
outra forma, para o que se faz no interior do
País. «Esta competição foi uma mostra que
se faz trabalhos artísticos e que se trabalha
bem em Portugal. Não só para as pessoas de
outros países, mas, também, para quem reside
noutras zonas de Portugal, que possa pensar
que não se faz muito no interior e, neste caso,
no Alentejo», afirma Miguel Mendes.
E acreditam, também, que esta nota de
relevo no currículo ajudará a abrir novas
portas profissionais, tanto em conjunto como
individualmente. «Iremos sempre trabalhar
individualmente, como é óbvio, mas, quando
fazemos algo como Oneness Team, torna-se
um processo diferente e as possibilidades de
sair algo mais criativo aumentam», explica
Inês, que revela a vontade de tentarem a sua
sorte no estrangeiro. «Gostaríamos muito de
poder triunfar lá fora, especialmente porque
as áreas de que mais gostamos, como os
videojogos, a banda desenhada e a animação,
têm uma dimensão superior e um mercado
de trabalho maior fora do nosso País».
Para já, continuam por cá, vão
desfrutando do sentimento de que o seu
trabalho e o seu curso ganharam nova
visibilidade. E da sensação de que, se
continuarem a trabalhar afincadamente,
há um novo futuro à sua frente.
d
design
TRIENAL DE ARQUITECTURA
Objetivo: aproximar
Uma conversa entre Alberto Campo Baeza e Manuel Aires Mateus
assinalou o arranque da programação do Pavilhão Kairos, inserida
no programa Distância Crítica
Por Pedro Guilherme Lopes Fotografia Gualter Fatia
COM UMA AGENDA REPLETA de iniciativas,
que se estenderão ao longo de 2013,
a Trienal de Arquitectura de Lisboa dá
continuidade à sua missão de investigar,
dinamizar e promover o pensamento e
a prática em arquitetura. E, face àquilo
que se identificou como uma crescente
falta de distância crítica na arquitetura
contemporânea, em Portugal, versus um
persistente afastamento crítico entre a
disciplina e o público, a Trienal lançou
o ciclo Distância Crítica, cujo programa
compreende, entre outros, conferências,
mesas-redondas, workshops e publicações.
O arranque deu-se em novembro de 2011,
com uma conferência de Kazuyo Sejima
e Beatrice Galilee, na Aula Magna, e, já
este ano, realizou-se, na Culturgest, o
lançamento do livro NU#40 Entrevistas.
Antologia Crítica 2002-2012, acompanhado
de uma mesa-redonda com Tony Fretton,
Álvaro Domingues, Didier Faustino, Diogo
Seixas Lopes e Paulo Providência.
No âmbito desta programação e estendendo
as fronteiras do distanciamento crítico à escala
ibérica, a 13 de abril, o Espaço Lx, no Lx
Factory, foi palco de uma conferência com os
arquitetos Alberto Campo Baeza, recentemente
distinguido com a medalha de ouro Heinrich
Tessenow 2013, e Manuel Aires Mateus.
Este último deu o mote para a inauguração
da instalação Uma Chuva de Sonhos (na qual
Baeza tira partido do sistema construtivo
das peças de betão para fixar os esquissos de
arquitetos que o têm acompanhado) e para o
lançamento do livro Principia Architectonica,
ambos com a assinatura do arquiteto espanhol.
Num debate em tom de tertúlia, entre os dois
oradores, ambos sublinharam a importância
de uma postura reflexiva num campo onde,
além de estruturas, se constroem ideias. Daí
que, segundo Campo Baeza, «a razão seja o
principal instrumento e a memória o common
ground dos arquitetos». «A arquitetura é a arte
da permanência da ideia», acrescentou Aires
Mateus.
O evento, que contou com o patrocínio
da Caixa Geral de Depósitos e o apoio da
Embaixada de Espanha em Portugal, assinalou,
ainda, o arranque da programação de 2013
do Pavilhão Kairos, um projeto criado, em
2012, pelos arquitetos João Quintela e Tim
Simon, em parceria com a empresa de betão
pré-fabricado Gracifer. Afastando-se do circuito
institucional de museus e galerias, Kairos
surge enquanto resposta a um insustentável
e inibidor contexto social e económico, com
o objetivo de estimular, gerar e apresentar
trabalhos de âmbito cultural, procurando
potenciar o encontro, a interação e o
cruzamento disciplinar. A programação deste
espaço público, livre e aberto à participação,
prosseguiu em maio, com a proposta da dupla
de arquitetos portugueses Manuel e Francisco
Aires Mateus, e em junho, com a intervenção
e presença dos arquitetos chilenos do estúdio
Pezo Von Ellrichshausen.
Co-organizando esta conferência e
apresentação, a Trienal de Arquitectura de
Lisboa reafirmou o seu apoio às práticas
criativas que refletem, ativam e questionam
o espaço, enquanto realidade material e
simbólica, reforçando a sua crença de que estes
projetos contribuem com novas perspetivas
e leituras enriquecedoras para a arquitetura,
aproximando quem a produz e quem a
experiencia.
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
19
d
automóveis
Um elétrico
chamado desejo
Em terceira geração, o pequeno Smart ed tem
todos os argumentos necessários para se poder afirmar
como uma alternativa zero emissões de grande nível
Por Luís Inácio
O SMART é daqueles carros que tem tudo para dar um bom veículo
elétrico. Trata-se de um compacto de apenas dois lugares que já
tradicionalmente é utilizado em cidade, percorrendo distâncias curtas.
Ora, se é verdade que a tecnologia está cada vez mais desenvolvida,
permitindo que os automóveis elétricos possam ter uma autonomia
cada vez maior, também é verdade que os cerca de 145 km de
autonomia anunciados, bem como a diminuta rede de pontos de
carregamento rápidos, estão longe de ser convidativos para grandes
viagens em utilitários elétricos. Ou seja, o Smart fortwo ed está como
peixe na água.
Esteticamente, este Smart elétrico pouco difere da restante oferta e, a
não ser que opte pelo electric drive design package – que permite adotar a
cor electric green na célula de segurança tridion e em alguns intrumentos
no interior –, este fortwo é precisamente igual aos outros fortwo coupé
de linha, diferindo apenas a designação do modelo na traseira. Mas, no
que diz respeito à condução, a coisa muda de figura. O Smart fortwo ed
tem um funcionamento muito mais suave do que as variantes térmicas,
já que o modo sequencial da caixa de velocidades é, nesta versão,
substituído por uma relação única, destacando-se uma progressão de
velocidade sem os solavancos típicos das passagens de caixa dos motores
a gasolina e a diesel. É, garantimos-lhe, uma experiência totalmente
diferente. E, com uma potência de 75 cv, este Smart tem um binário de
130 Nm logo a partir dos regimes mais baixos.
20
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
PEQUENO,
MAS ELÉTRICO
Três bons motivos para
comprar um Smart fortwo ed.
Economia Os custos de
manutenção são baixos
– não há óleo de motor para
mudar, por exemplo – e o ed
gasta, apenas, entre 2 euros e
3,50 euros de eletricidade para
percorrer 100 quilómetros.
Autonomia A distância
máxima que pode
percorrer ronda os 145
quilómetros, correspondendo
a uma utilização normal em
cidade, e, se optar pelo aluguer
da bateria, pode até trocá-la
mais tarde, tirando partido da
atualização da tecnologia.
Preço Duas
possibilidades: cerca de
19 950 euros + 65 mensais
de aluguer de bateria ou
24 900 euros já com a
bateria. Em ambos os
casos, valores muito
aceitáveis para um
veículo elétrico.
1.
2.
3.
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oferece 10% de desconto,
na contratação dos seguros
OK! Essencial e OK! Mulher,
aos titulares de cartões da
CGD. Saiba quais em
www.vantagenscaixa.pt.
energia A ebike, também
da smart, permite percorrer
100 km sem grande esforço,
com o auxílio de um motor
elétrico de 250 W. O preço
é um senão: custa 2990 euros.
Fotos: D. R.
COUPÉ ELECTRIC DRIVY
OK! TELESEGUROS
A OK! teleseguros é a
seguradora direta do Grupo
CGD, líder no mercado
direto de seguro automóvel.
Disponível on-line, 24
horas por dia, sete dias por
semana, e também por
telefone e nos lounges, de
segunda a sexta, tem uma
plataforma tecnológica que
lhe permite tratar de tudo
em tempo real, de forma
autónoma e segura.
Com uma oferta
diversificada, a OK!
teleseguros tem a melhor
solução para si:
> OK! Essencial – sempre
com o melhor serviço;
> OK! Mulher – Com um
conjunto de coberturas
de proteção acrescida
e de serviços de valor
acrescentado;
> OK! Família – Junte os carros
do seu agregado familiar num
único seguro e usufrua de um
desconto até 20%;
> OK! GPS – Ajuda a
localizar a sua viatura, em
caso de roubo ou acidente,
e ainda recebe prémios por
ser bom condutor;
> OK! Duas rodas – O seguro
que o protege a si, à sua
mota e até ao seu capacete.
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c
culto
GOMOS
Absolutamente brilhante
EAU DE LACOSTE
Espírito puro
Considerada a mais bela das pedras
preciosas, o diamante está no centro
da coleção Gomos, da Anselmo 1910.
Esta coleção compreende um anel em
ouro branco Anselmo 1910, com 122
diamantes com 0,96 Ct., e brincos em
ouro branco Anselmo 1910, com 136
diamantes com 1,08 Ct. Os titulares
de cartões da CGD têm 10% de desconto
na Anselmo 1910. Saiba quais os cartões
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BOOST
Corrida mais potente
Reforçados com milhares de cápsulas, os
novos ténis de corrida Boost, da Adidas,
prometem um amortecimento do outro
mundo, aliado a um elevado retorno de
energia. É uma nova forma de correr e,
sem sombra de dúvidas, uma das últimas
grandes invenções no calçado desportivo.
Partindo do icónico crocodilo, do piqué
de algodão e da herança clássica da
marca, a Lacoste propõe uma fragrância
que interpreta estes elementos num
bouquet de flores brancas (onde se
destaca a flor de laranjeira) com abacaxi,
tangerina, bergamota, sândalo, baunilha
e vetyver, entre outros. Leve e fresco, a
pensar no verão.
MONSTER DIESEL
Acelerar a Diesel
Nascida de uma colaboração entre a Ducati
e a Diesel, a edição especial Monster Diesel
– que tem como base a Monster 1100EVO
– distingue-se pelo espírito militar, com
um depósito na exclusiva cor verde mate,
tratamento em preto de grande parte dos
seus elementos e pinças dos travões
dianteiros em amarelo. Em paralelo, foi,
também, lançada uma coleção de vestuário
que celebra esta parceria.
PICK-UP
Levar para casa
Novidade da Alessi, a mesa Pick-Up
apresenta duas funções específicas. Além
de uma mesinha de apoio, é, também, um
útil porta-revistas. Desenhada por Jakob
Wagner, é fácil de transportar e promete
causar impacto no espaço onde se inserir.
Os titulares de cartões da CGD têm 15%
de desconto, até 30.08.2013, em
www.loja.inexistencia.com, apresentando
o código «PICKUP». Não acumulável
com outras promoções.
Usufrua das vantagens que o cartão de crédito Caixa Gold (1) proporciona. Além de poder aderir à função de arredondamento e poupar sempre que
o utiliza em compras, este cartão tem associado um programa de pontos para obtenção de descontos nas agências de viagens da Tagus, benefícios em vários
parceiros e um completo pacote de seguros. Saiba mais em www.cgd.pt.
(1)
TAEG de 26,50%, para um montante de 4000 euros, com reembolso a 12 meses, à TAN de 22,50%.
22
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
soluções
DO CAMPO PARA A MESA
Com loja em Seia, o Mercado do Campo
apresenta-se, também, através de uma
plataforma on-line que permite levar
produtos rurais, cem por cento nacionais,
diretamente do campo para a mesa do
consumidor. O seu objetivo é garantir
não só a melhor qualidade, mas o melhor
preço, estabelecendo o compromisso com
MODA, ELEGÂNCIA
E CONFORTO
Com 19 lojas no País e mais duas
aberturas previstas, em Lisboa,
a Eureka Shoes criou uma nova
dimensão, no calçado feminino e
masculino, oferecendo materiais de
luxo, em formas apelativas, num design
moderno. Com coleções atrativas,
pensadas para um grupo abrangente de
clientes que procuram o seu conceito de
singularidade, desde o estilo clássico, ao
alternativo, passando pelos amantes do
luxo e pelos «fashionistas». Modelos
para quem gosta de seguir tendências e
não tem medo de arriscar.
Os Clientes da Caixa têm dez por cento
de desconto em todos os artigos,
exceto outlets, não acumuláveis com
outras ofertas. Saiba quais os cartões
que dão acesso a estes benefícios
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os seus clientes de terem
o melhor ao mais baixo
valor. No conforto da sua
casa, poderá encomendar
diretamente, através desta
plataforma, ao produtor nacional
sem a necessidade de se deslocar às grandes
superfícies. E, ao comprar no Mercado
no Campo, além de adquirir o melhor
s
dos produtos regionais, está a
ajudar os produtores portugueses.
O Mercado do Campo oferece
aos Clientes da Caixa cinco
por cento de desconto
em todos os produtos. Saiba quais
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e o respetivo código promocional
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LARDOCELAR
Mudanças sem problemas
Um serviço que promete transformar a sua nova casa
numa casa de sonho
mudar de casa, mesmo que seja para a casa
dos nossos sonhos, implica tratar de diversos
pormenores. No LardoceLar, vai encontrar
quem trate de tudo com a máxima rapidez
e eficiência, bastando, para tal, contratar o
pacote Mudança de Casa. Esta é uma solução
que envolve:
• Obras e remodelações – reparação de
telhados, remodelação ou reparação de
canalizações, abertura de divisões, substituição
ou reparação do revestimento dos pavimentos,
substituição ou reparação de portas e de
janelas, pinturas interiores e exteriores,
substituição de louças sanitárias, reparação
de instalações elétricas e substituição de
lâmpadas, colocação ou remoção de tetos
falsos e colocação de gradeamentos;
• Chaves e mudança de fechaduras;
• Instalação de eletrodomésticos;
• Limpeza geral das habitações;
• Mudança de todo o recheio da habitação,
incluindo a recolocação dos elementos
decorativos na nova habitação.
Pode requisitar os serviços em conjunto ou
individualmente, usufruindo de condições
especiais como orçamento gratuito e oferta
do valor de uma deslocação de um técnico
de construção civil (canalizador, eletricista,
etc.) por cada 1500 euros em serviços (válido
por um período de seis meses). Para mais
informações, aceda a www.LardoceLar.com
ou ligue o número 808 2001 40.
Fotos: D.R.
FLORES PARA TODOS OS GOSTOS
Criada em 1965, a Monceau Fleurs revolucionou o mundo das floristas, passando de pioneira na
venda de flores e plantas em livre serviço a número um do mundo na venda a retalho. Hoje, são
mais de 450 lojas, em cinco países (França, Bélgica, Itália, Portugal e Japão), com 300 milhões de
produtos vendidos por ano a 10 milhões de clientes. São 300 variedades de flores e de plantas,
coleções exclusivas de bouquets e de arranjos florais para casamentos, batizados e funerais,
e todo o tipo de eventos empresariais, em sintonia com as últimas tendências. Graças à sua
central de compras mundial, a Monceau Fleurs garante-lhe preços incomparáveis e com um
serviço rigoroso e profissional, sete dias por semana, em horários alargados.
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lojas. Saiba quais os cartões que dão acesso a estes benefícios em www.vantagenscaixa.pt.
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
23
g
gourmet
À BEIRA PORTO
O sabor do vinho tomado
aos tragos na cozinha que
matura nas CavesTaylor’s.
Tributo ao Tejo
Ponto de encontro entre a despedida do Tejo e o
abraço do Atlântico ou mesmo entre o passado
de um imposto medieval e o presente de um
tributo à boa cozinha, a Casa da Dízima não nos
leva a mão ao bolso, mas faz o gosto ao palato.
Quanto ao nome, esta casa de construção
quinhentista ficou a devê-lo à décima parte de
todas as mercadorias e pescado carregados ou
desembarcados no porto de Paço de Arcos que
ali era paga ao rei, nos tempos idos do Marquês
de Pombal. Uma herança deixada pela História
neste espaço inaugurado em 2003, a que a
traça original do edifício presta homenagem,
através de um exímio trabalho de recuperação
arquitetónica. Com uma vista privilegiada que
mergulha sobre a Barra do Tejo, desde a ponte
ao farol do Bugio, saboreia-se, primeiro, o
contraste entre as texturas rugosas da pedra e
as superfícies lisas do estuque e da alvenaria,
sob as abóbadas de cruz e berço em tijolo
cru. Mero pretexto para passar, depois, às
iguarias da cozinha portuguesa com um toque
de fusão internacional. Imersos no caldo de
tradição desta vila piscatória, provem-se as
vieiras coradas em azeite de crustáceos, o naco
de atum fresco em tataki, a tranche de robalo
estaladiço sobre risotto negro e rouet de curgete
e, a rematar, o pão de ló com espuma de ovos-moles e praliné. Tudo regado por uma garrafeira
imperdível com mais de 600 referências.
CASA DA DÍZIMA
Morada
Rua Costa Pinto, 17, Paço de Arcos
Telefone
214 462 965 / 962 056 556
Site
www.casadadizima.com
Horário
Das 12h30 às 15h30 e das 19h30 às 02h00.
Encerra aos domingos, ao jantar.
Preço médio
€ 30
Descontos
10% sobre o total da fatura aos titulares
de cartões da CGD. Saiba quais em
www.vantagenscaixa.pt.
Nas caves que dão chão
a um dos mais nobres
néctares portugueses, o
Barão Fladgate brinda-nos com uma promessa
dupla. A de que, das mesas
derramadas sobre o Douro,
há de se ver o Porto,
espreitando a Ribeira, e
de que há de haver Porto
para encher o cálice e o
prato, num restaurante
onde é a cozinha que rega
o vinho. Desde 1994 nas
ilustres Caves Taylor’s, o
Barão Fladgate puxa dos
galões para dar a provar,
naquela que diz ser a
melhor vista da Invicta,
iguarias que vão beber
inspiração aos vinhos da
casa. Deguste-se a salada
de lagosta, chutney de
abacate, as lâminas de
gravlax e o molho Taylor’s
Chip Dry ou o Tornedó
envolto em toucinho de
porco preto, servido com
molho LBV Taylor´s, e as
deliciosas sobremesas
acompanhadas de um
cálice de Porto, (quase)
à beira-rio.
BARÃO FLADGATE
Morada
Rua do Choupelo, 250,
Vila Nova de Gaia
Telefone
223 742 800
Horário
Das 12h30 às 15h00 e das 19h30
às 22h30. Encerra aos domingos,
ao jantar.
Preço médio
€ 35
Descontos
10% sobre o total da fatura aos
titulares de cartões da CGD. Saiba
quais em www.vantagenscaixa.pt.
24
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
Fotos: D.R.
CASA DA DÍZIMA
p
prazeres
Maio, mãe e chocolate
Este brownie não apela
propriamente à dieta, mas um
bolo de chocolate será sempre um
bolo de chocolate: intemporal
e irresistível. Cometi o pecado
de o tornar extraguloso com uma
extradose de chocolate de menta
que tinha cá em casa, pronto a ser
usado numa qualquer experiência.
Esta é uma combinação clássica
e uma das favoritas da minha mãe,
e eu não pude resistir a fazer-lhe
uma surpresa...
BROWNIE
a delícia de...
Leonor de
Sousa Bastos
PARA CERCA DE 8 A 10
PESSOAS
> 125 g de manteiga
> 335 g de chocolate de
culinária 52% de cacau
> 180 g de açúcar
amarelo
> 2 g de flor de sal
> 3 ovos
> 45 g de farinha de trigo
T55
> 90 g de avelãs tostadas
e peladas
> 60 g de chocolate com
recheio de menta
( C O M C H O C O L AT E D E M E N TA )
Tentação ao quadrado
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma com cerca de 21 x 24 cm e forrá-la com
papel vegetal.
Numa taça, derreter a manteiga com o chocolate, usando o micro-ondas
ou colocando-a em banho-maria.
Juntar o açúcar e o sal e bater bem.
Adicionar os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.
Juntar a farinha e bater energicamente (velocidade máxima).
Picar as avelãs grosseiramente e juntar à massa, batendo bem.
Colocar a massa na forma.
Distribuir o chocolate de menta uniformemente sobre a massa,
pressionando-o ligeiramente.
Cozer durante cerca de 30 minutos ou até que esteja firme, mas o centro
permaneça húmido.
Retirar do forno e deixar arrefecer completamente, dentro da forma, antes
de desenformar.
Nota: O brownie é um bolo de chocolate típico dos Estados Unidos e que se caracteriza pela crosta
crocante que se forma à superfície, bem como pela sua textura densa e húmida, que pode variar
desde fofa e quebradiça a elástica, normalmente a mais apreciada pelos fãs. Habitualmente, é cozido
num tabuleiro e é servido cortado em retângulos, sendo os lados e os cantos do bolo tão apreciados
que há, inclusive, formas desenhadas para o cozer favorecendo a caramelização e criando mais
«lados» e «cantos» no bolo.
P. S. - O chocolate com menta pode omitir-se na receita.
HERDADE
DAS SERVAS
BRANCO 2011
Para queijo e peixe
A família Serrano Mira
produz vinho no Alentejo
desde o século XVII. Os
irmãos Carlos e Luís Mira,
proprietários da Herdade
das Servas, possuem
atualmente 200 hectares
de vinha, quase toda com
idades compreendidas
entre os 20 e os 60 anos.
O mosto usado para
produzir o Herdade das
Servas Branco 2011 foi
parcialmente fermentado
em cubas inox e barricas
de carvalho francês.
Trata-se de um lote da
casta Roupeiro, com
Verdelho e Alvarinho. Tem
um aroma intenso, onde
se distinguem os frutos
tropicais e a tosta, que
se salientam, também,
nas notas retronasais
durante a sua passagem
pela boca. É um vinho
simultaneamente fresco
e de boa estrutura, que
usaria na companhia de
alguns queijos de cabra e
ovelha curados, servidos
entre 12ºC e 14ºC de
temperatura. Mas também
será boa companhia para
um robalo grelhado ou
uma boa sopa de peixe.
José Miguel Dentinho
O lote da casta
Roupeiro, com
Verdelho
e Alvarinho,
dá origem a um
vinho de aroma
intenso, onde
se distinguem os
frutos tropicais
e a tosta
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
25
e
26
entrevista
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
N U N O P O R TA S
O domador de cidades
Do arquiteto que, depois de o ser, não mais o foi ao urbanista
projetado no corpo das cidades a que ajuda a dar vida, Nuno Portas
continua a apostar no futuro dos espaços públicos, abrindo caminho para os planos
nos domínios da incerteza.
Por Ana Rita Lúcio Fotografia Bruno Barbosa
ENQUANTO A FOTOGRAFIA se orquestra nos jardins da Faculdade de Arquitectura da Universidade
do Porto, onde é professor jubilado, com Gaia em pano de fundo, é a cadência do cachimbo, quase em
jeito de batuta, que marca o tom dos gestos ordenadores. Porém, quando o gabinete, que se esconde
num recanto no edifício do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo, se torna palco para mais de
hora e meia de conversa deambulante pelas cidades, quase que se pode escutar o tema em que Sérgio
Godinho pergunta «se é cada coisa para seu lado, ou se isto anda tudo ligado?». Uma interrogação que
Nuno Portas também coloca, em harmonia com a composição que faz do estado da arte do urbanismo
em Portugal. Talvez por isso não estranhemos que a gargalhada entusiasta se solte para nos recitar um
excerto de um texto de 1762, em que do Noroeste português se diz parecer «toda a província uma cidade
continuada». Música para os ouvidos do arquiteto urbanista, antigo secretário de Estado e vereador, voz
sonante em matéria de ordenamento do território, a quem os espaços públicos continuam a (en)cantar.
Cx: De si, já disse que é arquiteto urbanista, mas, sobretudo, urbanista. É mais aquilo que separa do que
aquilo que une esses dois papéis?
Nuno Portas: Nunca tinha pensado nesse dualismo assim. Comecei por ser arquiteto, no sentido
convencional do termo, e fiz arquitetura durante 15 anos. Trabalhei sempre em equipa – tanto na
arquitetura, como depois no urbanismo –, em geral em equipas com formações diferentes, não apenas
com arquitetos, mas com outros agentes. Mas já nessa altura me interessava por trabalhar a teoria e não
só os projetos.
Cx: Quando é que o arquiteto das casas, bairros e igrejas começou a ficar para trás?
N.P.: No final dos anos 50, dedicava-me só aos projetos, fazendo o que todos os arquitetos faziam nessa
altura: casas para as pessoas amigas e de família e alguns escritórios, ainda que poucos. Depois, no
começo dos anos 60, deu-se um certo boom imobiliário, do ponto de vista social, curiosamente. Foi o
tempo dos novos bairros, sobretudo em Lisboa e também no Porto.
Cx: É nessa altura que se torna uma das mãos por trás do projeto do bairro dos Olivais?
N.P.: Foi um trabalho muito interessante, que durou sete anos e que nos permitiu fazer mais de mil
habitações, quase todas nos Olivais. Já não cheguei a Chelas, o bairro que se seguiu. É nessa altura que
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
27
e
entrevista
começo a dedicar-me à investigação, por achar que os problemas
não eram exclusivos da arquitetura, eram problemas sociais,
económicos e de organização da cidade – cá está o urbanismo.
Houve tempo em que os arquitetos acharam que o urbanismo era
com eles, porque pensavam em desenho urbano, que é diferente
daquilo que é o urbanismo e ainda mais diferente daquilo a que se
chama ordenamento do território.
Cx: Faltava-lhes pensar a uma escala mais macro?
N.P.: Há uma progressão que começa num núcleo de habitações
– e há quem lhe chame urbanismo, mas não é, é a arquitetura de
um conjunto. Depois, o urbanismo nasce, fundamentalmente, no
século XIX, quando se fizeram as grandes ruas e avenidas. O que
marcou muito este período – o mesmo em que surgiram as Avenidas
Novas de Lisboa ou as de Barcelona, por exemplo – foi a expansão
das cidades, por causa das indústrias, mas sobretudo por causa das
atividades terciárias, dos serviços. Ao contrário do que se pensa, o
grande boom das cidades nasceu com os serviços. Primeiro foram as
fábricas, mas, a certa altura, já no século XX, começou-se a afastar as
fábricas do centro, porque eram más para o ambiente, e a aumentar
o espaço para os escritórios. E, com isto, aquilo a que se chama agora
desertificar o País, em primeiro lugar, foi desertificar as cidades.
atento Nuno Portas chama a atenção para a
necessidade de se reinventar os esquemas que deram
origem aos desenhos dos centros urbanos e que, hoje,
levantam diversas questões ao nível do imobiliário
28
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
Cx: É a sua célebre teoria do caroço que ainda se aplica?
N.P.: [Risos] Exatamente, essa teoria do caroço que ficou célebre
no programa Zip Zip. Ainda no outro dia, um motorista de táxi da
minha idade me perguntou: «o senhor é que é o do Zip Zip?» E eu
respondi: «ainda?!» [Risos] Houve tempo em que era famoso por
causa disso. Foi uma forma que encontrei, nos anos 70, no tempo
do Marcelo Caetano, de explicar como é que crescia a cidade: como
numa laranja, a pele, que são os seus limites, cresce e o caroço é o
centro, onde está o dinheiro e os preços por metro quadrado são
mais altos.
Cx: Já depois do 25 de Abril, haveria de se tornar secretário de
Estado de um governo provisório…
N.P.: Levaram-me para secretário de Estado da Habitação e
Urbanismo, mas foi só um ano. Um ano que me deu muita
satisfação, em primeiro lugar, pela democracia e, em segundo lugar,
porque se fizeram programas que, de outra forma, levariam muito
mais tempo. Quer o programa SAAL [Serviço de Apoio Ambulatório
Local, que transformou bairros de lata em bairros novos], quer as
cooperativas de habitação nasceram nessa altura.
Cx: Ainda a propósito da dicotomia entre arquitetura e urbanismo,
sublinhou, numa entrevista ao Expresso, «que só se fala de
urbanismo para dizer mal do Terreiro do Paço». Ainda há um grande
desconhecimento sobre o tema?
N.P.: Ainda por cima, dei o exemplo do Terreiro do Paço, que não
trata de urbanismo, porque esse estava feito há 200 anos. O que se
chama de urbanismo já estava feito; depois, foram surgindo várias
versões ao longo do tempo, mas essas versões já são de desenho,
isso não é urbanismo. O urbanismo é aquilo que vai domar o
território, num certo sentido, para lhe dar atividades que antes não
existiam ou existiam de outras formas. Não há urbanismo sem se
pensar nas questões do ambiente e das atividades. E não são os
arquitetos que determinam as atividades, que mandam fazer fábricas
aqui ou ali. Podem dizer «não façam fábricas aqui, façam noutro
sítio», mas também há muitos especialistas do ambiente que podem
dizer o mesmo. Não é um exclusivo dos arquitetos.
Cx: O urbanismo vive da interdisciplinaridade?
N.P.: Muitas vezes, o ordenamento do território pode ter um
contributo importantíssimo dos agrónomos ou dos paisagistas, por
exemplo, e ter uma intervenção mínima dos arquitetos. Aprendi
isto no final dos anos 60, quando fazia investigação no Laboratório
Nacional de Engenharia Civil (LNEC), ao lançarmos inquéritos
para saber como é que as pessoas viviam nos bairros que tínhamos
construído. Como havia muitos tipos de casas, porque não escolher
as mais adequadas para os tipos de famílias que viviam nelas? Aí, os
arquitetos tinham um papel importante, mas também os sociólogos,
por exemplo. Comecei, então, a defender que arquitetos, engenheiros,
sociólogos, etc. podiam fazer uma espécie de curso de urbanismo
que eu, o arquiteto Ribeiro Telles, como professor de Paisagismo, um
engenheiro e um economista criámos ainda antes do 25 de Abril,
em Lisboa. Quando vim para o Porto, montámos outro. Acho que a
formação dos urbanistas é essencial e continua a não estar resolvida.
Cx: O futuro do ordenamento do território não está assegurado?
N.P.: No final do ano passado, quando a Universidade do Minho me
agraciou com o Doutoramento Honoris Causa, disse que gostaria
muito que, comigo ou sem mim, se assegurasse a formação de
urbanistas, em Portugal, nos segundo e terceiro ciclos de Bolonha.
O que fizemos em Lisboa e no Porto foram cursos de formação
de técnicos de urbanismo, pensando, sobretudo, nos municípios.
Porque se os planos são importantes, tão importantes são quem
os vai gerir. A tendência é que os planos sejam cada vez menos
rígidos, porque se lida com uma enorme incerteza. Esta é uma
das minhas teorias mais criticadas, porque os juristas defendem
que os planos se cumpram à risca e a minha experiência diz-me
que os planos são uma base para tomar decisões, mas não têm,
necessariamente, de ser cumpridos.
Cx: Têm de se tornar mais flexíveis?
N.P.: É preciso que sejam ajustáveis e que se chegue a
compromissos. Costumo dar o exemplo do Haussmann, que
fez a reforma urbana de Paris, no século XIX. Ele foi buscar um
engenheiro de esgotos, um jardineiro muito bom e um arquiteto
para trabalhar com ele no plano. Em Barcelona, é um engenheiro
que assegura o ordenamento do território. Todos precisamos de ser
reciclados para chegar às questões do urbanismo e do ordenamento
do território. Senão, cada um está só a ver o seu campo: a mim só
me interessa a questão do ambiente, a ele a dos transportes e ao
outro a os edifícios. É isso que é preciso ultrapassar.
Cx: A propósito dessa necessidade de se reciclar, ainda hoje, com
tantos anos de experiência, se continua a surpreender com o
redesenho dos núcleos urbanos?
Pois, porque, apesar de tudo, entramos no esquema com base no
que se fez antes, mas, a certa altura, percebe-se que aqueles critérios
já não servem, é preciso reinventar. Aí, é preciso que estejamos
treinados para fazer alterações, que, em geral, são lentas, mas têm
alguns momentos bruscos, como, por exemplo, este agora: acabou-se
o imobiliário, porque antes se exagerou. E agora, o que é que se faz?
Cx: Onde é que o urbanismo fica no meio disso tudo? Que desafios se
colocam às cidades?
N.P.: Já há algum tempo que as cidades europeias não cresciam: o
crescimento está, agora, no Oriente e em parte da América Latina.
Sendo mais pequenas, as cidades terão de reestabelecer-se. Os
emigrantes que estão em Portugal podem ter a tendência de voltar
aos seus países de origem ou, inclusivamente, podem chegar menos
emigrantes. Há, também, mais gente que vai trabalhar ou estudar
para fora e tudo isto joga no sentido do não-crescimento. Vai haver
uma certa estagnação das cidades o que, nalguns aspetos, pode ser
positivo, mas noutros não é. Há muitas casas a mais, que não estão
ocupadas e não o vão ser.
Cx: O que é que se faz com essas casas?
N.P.: Em algumas regiões, em que se está a fazer um esforço de
atrair e fixar turistas, pode vir a manter-se alguma coisa, mas não é
o boom imobiliário de antes. O pior de tudo é as pessoas terem feito
«A FORMAÇÃO DOS URBANISTAS
É ESSENCIAL E CONTINUA A NÃO
ESTAR RESOLVIDA»
o sacrifício para manterem as suas casas com ordenados médios-baixos e agora não o poderem fazer. E o Estado não tem dinheiro
para os subvencionar, como subvencionava a habitação social.
Cx: Há que pensar um novo modelo de habitação social?
N.P.: Que, provavelmente, já não terá as mesmas características do
bairro social; talvez uma forma de realojar famílias nos edifícios
que foram abandonados por não se conseguir pagar. Como é que
se pode reutilizar o que está na posse dos bancos? O que é que
o Estado pode fazer nisso? E é justo o Estado fazer isso ou não?
Talvez seja possível encontrar algumas soluções para reutilizar
este imobiliário como se fosse habitação social, mas sem as
características tradicionais da habitação social.
Cx: Sem o estigma também?
N.P.: Exatamente. De qualquer modo, vai-se construir muito pouco.
Quando muito, vai-se colmatar, tapar buracos. Por outro lado, há,
também, que ter em conta a própria atividade comercial e terciária,
Cx
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29
e
entrevista
em geral, que é o que faz viver os centros das cidades. Em Lisboa, já
há muito tempo que o centro histórico é um local de trabalho e não
de habitação.
Cx: Pensar as cidades do ponto de vista habitacional, hoje, é olhar,
sobretudo, para as franjas?
N.P.: Do ponto de vista habitacional, fugiram todos para fora.
Lisboa perdeu 300 a 400 mil habitantes, nos últimos 30 anos, mas a
área metropolitana aumentou um milhão. E aqui no Porto também,
mas diz-se que o Porto está vazio, porque só se pensa no núcleo
central. O núcleo central é o mais complicado, porque tem os sítios
em geral do turismo, tem a concentração hoteleira, etc. Há cidades
que toda a gente diz que são extraordinárias, como Barcelona, mas
Barcelona perdeu 300 mil habitantes. Ainda assim, Barcelona está
sempre cheia. Cheia de quê? Dos city users.
«A CIDADE É TANTO MELHOR
QUANTO MAIS EQUILIBRADAS FOREM
AS REDES QUE LIGAM OS DIVERSOS
NÚCLEOS URBANOS»
Cx: Quem são esses city users?
N.P.: Não são só turistas: são estudantes de Erasmus, são
trabalhadores estrangeiros de empresas que estão ali deslocados
e, depois, vão embora para outro sítio. É isto que dá animação às
cidades. As cidades não estão mortas, estão é mortas dos que lá
nasceram: esses já foram embora para outros sítios. Por isso é que
as áreas metropolitanas aumentaram em toda a parte. Acho que
vale a pena fazer reabilitação de casas antigas se elas não estiverem
completamente desfeitas, porque aí estamos a fazer arqueologia
para o turismo e isso custa dinheiro. Fazer uma falsa reabilitação,
em que só se deixa a fachada e o resto é feito de novo, não é
uma forma económica de fazer reabilitação. A reabilitação faz-se
com transformações pequenas, as mínimas possíveis, para poder
arrendar a preços acessíveis. Cuidado com os milagres.
Cx: Voltando à forma como olhamos para os centros urbanos,
defende que já não há um só centro, mas uma rede de diversos
núcleos ligados entre si. É a rede que faz a tal cidade alargada que
preconiza?
N.P.: A cidade é tanto melhor quanto mais equilibradas forem essas
redes. Ainda subsiste um pouco a ideia errada de que a cidade boa
está toda no centro e o resto são periferias. Os transportes são um
dos elementos que podem ajudar a mudar esta conceção. Se tem
de se passar pelo Marquês de Pombal para ir de Oeiras a Loures,
isso acontece porque o sistema é radial: aqui está o centro, o nó
duro, e acede-se às periferias através de uma série de raios. Por
contraponto, os esquemas metapolitanos – e não já metropolitanos
– surgem porque se supõe que aumenta o igualitarismo entre os
30
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
vários núcleos. É nisso que estamos a trabalhar aqui, na região
Norte, e Lisboa de certeza que vai fazer estudos muito parecidos.
Vamos ver como é que se pode transformar raios em redes,
facilitando as diferentes escolhas de cada um. É o que se chama de
isoacessibilidade – uma acessibilidade equilibrada e homogénea
para todos. Voltando à sua primeira pergunta, de arquitetura estas
questões já têm pouco. Há que aprender a trabalhar a cidade
como um objeto e a considerar que a cidade não é uma casa. No
urbanismo, temos de contar com a incerteza, com as alternativas,
com um certo número de jogos que só se vão materializar mais
tarde. São apostas. Esse é o ponto com o qual uma boa parte das
profissões não estão habituadas a lidar. Os médicos também lidam
com a incerteza, mas levam muito mais anos a preparar-se para
aumentar as probabilidades. E o que se gasta em investigação
em medicina não se compara com o que se gasta em matéria do
ordenamento do território.
Cx: Não há investigação?
N.P.: Há muito pouco. Porque não dói diretamente.
Cx: É uma dor que só se sente alguns anos mais tarde?
N.P.: E que, no fundo, depois até passa. Porque, depois, se se
transformar numa área de moda, as pessoas até acham que é
engraçado estarem mal instaladas.
Cx: Falava de apostas e, profissionalmente, já fez muitas. Das
cidades que trabalhou, nomeadamente Lisboa, Gaia, Porto ou
Guimarães, julga que essas cidades estão bem pensadas, neste
momento, ou ainda é preciso repensá-las?
N.P.: Se eu não tivesse ido ao estrangeiro muitas vezes e vivido
até algum tempo, quer no Brasil, quer em Espanha, naturalmente
dizia que os outros fazem todos coisas bestiais e nós não fazemos
nenhuma que preste. Mas, como viajei muito, relativizei. É preciso
ligar sempre ao período em que se está. O período em que se está,
é que, desde que o País entrou na União Europeia, teve condições
completamente diferentes: tinha de usar bem o dinheiro e usar bem
o fator tempo. Há coisas que se consideram, em geral, um êxito,
como a Expo, em Lisboa, ou a Ribeira do Porto, que foi classificada
Património da Humanidade pela UNESCO. Há muitas coisas em
que se gastou dinheiro bem. O que acho é que, em geral, não se
tocou os pontos fundos do futuro das pessoas. São sítios em que
se começou por escolher – e também isso é compreensível – aquilo
que dá mais visibilidade e que atrai mais turismo. Isso levou a
gastar muito dinheiro: tudo o que é reabilitação é caro, ao contrário
do que eu pensava quando comecei a tratar disto. As razões pelas
quais aceitei ser vereador em Gaia foram, primeiro, porque vivo
lá – é mais sério. Segundo, porque em Lisboa e no Porto sabe-se
perfeitamente o que tem de ser feito: ou se tem dinheiro ou não
se tem, mas sabe-se. Em Gaia não. Disse que sim, porque isso era
enfrentar um problema real, já que Gaia parecia uma aldeia confusa
e dispersa, não tinha estrutura. Em quatro anos, conseguimos fazer
o tal plano e lá vêm escritas as incertezas: atenção que isto depende
que aconteça aquilo. Não queriam aprová-lo, dizendo que um
plano não é para pôr dúvidas.
Cx: É para pôr certezas…
N.P.: Mas aí respondi: «certezas não posso pôr, porque não as
tenho». O plano durou dez anos e agora saiu o novo, que é um
plano interessante e bem feito. Quase sem dinheiro e com
a população a crescer, o que fizemos foi tornar Gaia uma cidade
com mais sentido.
Cx: A política não lhe deixou saudade? Nunca pensou voltar?
N.P.: Agora já é demais. Quase com 80, já é muito difícil dizer que
vou fazer mais quatro anos. Talvez num anterior executivo pudesse
ter voltado, mas, nessa altura, já não era preciso ser presidente ou
vice-presidente de Câmara; podia fazer, simplesmente, o que tenho
feito nos últimos anos, que é ajudar os técnicos locais a resolverem
melhor os problemas.
Cx: A política faz-se melhor fora dos gabinetes?
N.P.: Faz-se melhor fora de um lugar de política, porque
tem de se fazer discursos e uma série de outras coisas.
Isto é ajudar, que é o que eu tenho feito com Guimarães: só fiz
o plano há 15 anos e ajudei a fazer este que foi aprovado
agora, mas tudo através da faculdade. Ao mesmo tempo,
isto serviu como material para as hipóteses científicas
em que trabalhamos. Uma delas é convencer as pessoas
que todo este Norte que está povoado não é um erro, sempre
foi assim, e que se pode fazer bom urbanismo com a difusão
e a explosão das cidades.
Cx: É necessária uma visão mais ampla do espaço público?
N.P.: O urbanismo é, sobretudo, o desenho dos vazios: primeiro,
desenham-se os vazios e só depois se põem as ruas
e as casas. O caso mais extraordinário que evoco sempre
é o do Ressano Garcia, que, em 1875, fez o plano de renovação
e expansão de Lisboa. Quando apresentou o plano, houve um
vereador que o acusou de não ter visão, porque não dizia quais
eram os limites da cidade. Ao que ele respondeu: «pois não, mas
foi de propósito. Algum dos senhores sabe quando é que esta loja
fecha?» Mais uma vez, a questão da incerteza.
reabilitar sem milagres O urbanista considera que
vale a pena fazer reabilitação de casas antigas, se elas
não estiverem completamente desfeitas. E alerta para a
necessidade de reabilitar com as mínimas transformações,
para ser possível arrendar a preços acessíveis
Cx: Isso lembra-me algo que disse sobre as cidades: «não se
fazem de uma só vez, nunca se sabe quanto durarão, nem sequer
se crescem muito ou pouco; não somos nós nem os planos que
as determinamos». Porque é que faz sentido, então, continuar a
planear?
N.P.: Para diminuir a incerteza. Não é a mesma coisa que impor.
Na gestão dos municípios e das cidades, devem procurar-se,
não o consenso, que é difícil, mas os compromissos.
Eu negoceio compromissos. Isso vai depender dos agentes
envolvidos, o plano pode não funcionar como previsto
inicialmente. Mas há elementos base nos planos que julgo que
há total legitimidade para avançar com eles: algumas
vias, alguns núcleos, por exemplo. Isso até ajuda, depois,
a discutir os compromissos, senão parte-se do zero. Não pode
ser nem a ausência de plano, nem o plano pode conter todas
as certezas.
Cx
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31
h
história de capa
URBANISMO
Futuropolis:
para onde caminham
as nossas cidades?
De um passado feito de excessos, em que
a malha urbana se estendeu em direção às periferias, o novo
molde citadino talha-se, agora, à medida das exigências da crise e dos desafios
da sustentabilidade. Regressando aos centros históricos para reabilitar e reabitar os
edifícios, as linhas com que as nossas cidades se cosem ao futuro passam, ainda, pelo
redesenho das políticas de mobilidade e pela regeneração dos tecidos urbanos
Por Ana Rita Lúcio
magine-se em Lisboa, em 2019. De caminho, passe pelo Porto. Aproveite a curta viagem no tempo e dê ainda
um salto hipotético até Londres, Nova Iorque, Pequim ou qualquer outra grande metrópole. Agora, regresse.
As paisagens encontradas por cada um dos leitores que se aventuraram neste exercício dificilmente terão sido
iguais. Ainda assim, seguramente que ninguém se aproximou do cenário futurista traçado por Ridley Scott
em Blade Runner. Estreado em 1982, aquele que é um dos mais célebres filmes de ficção científica de todos os
tempos pinta a tela de uma gigantesca e inóspita Los Angeles, no ano de 2019, em que só parecem florescer
os arranha-céus e as luzes de néon rasgando o breu sempre colado ao horizonte. Se é certo que, apesar de
tudo, as cidades do presente ainda não se vestem de tons escuros dos pés à cabeça, não há carros voadores em
velocidade furiosa, muito menos se adivinha uma invasão de humanoides, a verdade é que a ficção do passado
pode ter deixado pistas para compreender os desafios urbanos do futuro.
Tudo começa por uma questão de tamanho. Embora a intenção inicial do realizador inglês – que nunca
chegou a concretizar-se –, em juntar Los Angeles e San Francisco numa megametrópole, a que planeou chamar
San Angeles, esteja longe de corresponder à realidade, a crescente dimensão das cidades é muito mais do
que uma mera fantasia. Se no início dos anos 90, 40% da população mundial já viviam em áreas urbanas, o
Programa Habitat das Nações Unidas (UN-HABITAT) estima que, até 2050, o rácio de moradores urbanos
suba para 70%. Uma equação que, de resto, não se coloca exclusivamente às grandes metrópoles. Os mesmos
dados apontam para que, atualmente, metade dos moradores urbanos viva em cidades que variam entre os
100 mil e os 500 mil habitantes e que apenas 10% se encontrem nas megacidades com mais de dez milhões de
habitantes.
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Cx
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Cx
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h
história de capa
À escala portuguesa, o problema adquire,
porém, outras dimensões. Em contraponto
com o acentuar da desertificação em vastas
áreas do interior, de acordo com os Censos de
2011, os territórios do litoral e, em particular,
as regiões da Grande Lisboa e do Grande
Porto ganham em densidade populacional:
1484 e 1580 habitantes/km2, respetivamente,
contra uma média nacional de 115 habitantes/
km2. Uma leitura do último recenseamento
nacional mostra, também, que as duas áreas
metropolitanas continuam a afirmar-se como
os dois principais núcleos por onde o País se
divide: 2,8 milhões de pessoas, o que equivale
a 27% da população portuguesa, vivem na
Área Metropolitana de Lisboa (AML), ao passo
que 1,6 milhões, cerca de 15%, habitam na
Área Metropolitana do Porto (AMP).
Mas, mesmo que o palco das cidades
continue a ser o ponto preferido pelos
portugueses para estabelecerem as suas
moradas, facto é que as capitais das duas
áreas metropolitanas não têm conseguido
inverter a perda contínua de população.
34
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
No caso de Lisboa, a queda foi de 3,4%,
em relação a 2001, enquanto o Porto viu
a sua população residente diminuir 9,7%
no mesmo hiato de dez anos, entre 2001 e
2011. O resultado não é difícil de adivinhar:
à medida que estes habitantes fugiam de
Lisboa e do Porto, a maioria foi sendo
absorvida pelas áreas circundantes. O que
ajuda a explicar que, em contrapartida à
performance negativa da capital do País,
outros municípios vizinhos tenham registado
À MEDIDA QUE OS
HABITANTES FUGIAM
DE LISBOA E DO PORTO,
A MAIORIA FOI SENDO
ABSORVIDA PELAS
ÁREAS PERIFÉRICAS
CIRCUNDANTES
aumentos populacionais significativos, que,
em alguns casos, chegaram a ultrapassar a
barreira dos 20%. Isso mesmo aconteceu
nos concelhos de Mafra (41%), Alcochete
(35%), Montijo (31%), Sesimbra (31%) e
Cascais (20%). Já mais a norte, foram os
concelhos da Maia (12,4%), Valongo (9%) e
Vila do Conde (6,7%) que mais cresceram,
sobretudo, à custa da cidade do Porto.
Esta a nova espécie de êxodo, desta feita
rumo à cintura suburbana, parece ser um
movimento «natural», segundo o arquiteto
Nuno Portas, um dos mais reputados
especialistas nacionais em urbanismo e
ordenamento do território (leia a entrevista
nesta edição da revista Cx), contrariando,
assim, «a ideia errada de que a cidade boa
está no centro e o resto são periferias». Mas,
ainda que a preponderância absoluta do
tradicional centro urbano vá dando lugar à
maior importância «de uma rede de diversos
núcleos articulados entre si», nem por isso é
menos necessário «ter cuidado com as áreas
centrais», adverte.
acessibilidade A criação
ou alargamento das ciclovias
e dos corredores pedonais
é um dos pontos fortes
de uma política de mobilidade
mais eficiente
As repercussões da lição deste professor
jubilado na Faculdade de Arquitectura da
Universidade do Porto começam a escutar-se, ainda que com diferentes intensidades,
um pouco por todo o País. Os fatores
que ditam este redirecionar de atenções
para o âmago das cidades prendem-se,
desde logo, com a clara retração dos
mercados imobiliários e de crédito, fruto
da difícil conjuntura socioeconómica que
atravessamos e que se reflete na vida das
famílias, justificando que o arrendamento
se torne cada vez mais uma alternativa que
urge incentivar.
Considerando, paralelamente, que há
fatias substanciais dos núcleos urbanos
praticamente desertificadas ou com
populações muito envelhecidas, políticas de
mobilidade não raras vezes desadequadas,
que não promovem a fixação das pessoas,
e um parque habitacional em muitos casos
degradado, a reabilitação – urbana, como
não poderia deixar de ser – assume-se,
hoje, como palavra de ordem em matéria
de ordenamento do território, de modo
a tirar o maior proveito desse património
citadino e devolver as pessoas, as empresas
e a qualidade de vida aos centros das
cidades. E isto, a partir do investimento «na
reabilitação do património construído, na
reconversão e no reúso de edifícios e áreas
urbanas devolutas e na requalificação de
áreas degradadas no centro e nas periferias
dos aglomerados urbanos para dar vida à
cidade e controlar o consumo de solos e de
recursos naturais». Quem o diz é António
Fonseca Ferreira, professor universitário e
especialista em ordenamento do território,
que presidiu ao Conselho de Administração
da extinta Sociedade Arco Ribeirinho Sul,
encarregue da coordenação da requalificação
territorial da área industrial de Almada,
Barreiro e Seixal.
Sem espaço para voltar a arriscar
num modelo, por enquanto esgotado,
de crescimento urbano expansivo, os
múltiplos atores sublinham que a mudança
de paradigma de desenvolvimento deve
privilegiar o reordenamento paisagístico,
com a promoção de mais espaços verdes
nas cidades, e, quanto aos edifícios, a
recuperação, em detrimento da construção
de raiz. Uma lógica regeneradora que olha
para o património natural e imobiliário
como um bem comum, que importa
preservar e gerir racionalmente. Algo que só
se alcança convocando os cidadãos não só
a retornar às zonas nucleares das cidades,
Print
MENOS TRÁFEGO,
MAIS MOBILIDADE
O desafio de uma política de
mobilidade urbana está em
transportar melhor, gastando
menos recursos.
Para traçar o plano de
uma cidade de futuro, é
imprescindível ter em conta
a questão da mobilidade.
Um dos grandes desafios
passa por reduzir os altos
índices de poluição, pelo
que são várias as cidades
que encetam estratégias de
transportes mais sustentáveis.
Além do desencorajamento
à circulação automóvel nos
centros históricos, outras das
pedras-de-toque de uma
estratégia «verde» passam
pela criação de ciclovias e
corredores pedonais, bem como
pela extensão das redes de
transportes públicos integradas
que favoreçam a circulação dos
habitantes dentro das áreas
metropolitanas. Consciente
das suas responsabilidades, a
Caixa implementou um Plano
de Mobilidade para a promoção
de mais e melhores opções,
otimizando a acessibilidade
das pessoas, bens e serviços
dentro do Grupo CGD. A
Caixa tem incentivado a
utilização de bicicletas nas
deslocações pendulares dos
seus colaboradores e apostado
na divulgação de soluções de
estacionamento combinado
com a rede de transportes
coletivos. As ações do Plano
de Mobilidade da Caixa
incidem sobre diversos outros
vetores e algumas foram ou
estão já a ser implementadas:
estacionamento, frota própria,
visitantes, fornecedores de
bens e serviços, mobilidade
em serviço e deslocações
pendulares casa-trabalho dos
colaboradores.
Cx
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35
h
história de capa
mas a tornar-se parte ativa no processo de
reabilitação das mesmas. Na capital, Paulo
Ferrero – em nome do Fórum Cidadania LX,
um dos vários movimentos e associações
de munícipes que fazem ouvir a sua voz no
que toca à gestão urbanística, «participando,
alertando, denunciando, discutindo» – dá
conta de «uma preocupação vincada com
o património riquíssimo da cidade, muitas
vezes desprotegido». Uma inquietação que,
segundo o próprio, se prende, sobretudo,
com os «milhares de prédios históricos –
designadamente dos finais do século XIX e
inícios do século XX – abandonados ou em
mau estado de conservação».
A apreensão é fundamentada. De acordo
com o relatório sobre a reabilitação do
parque habitacional entre 2001 e 2011,
divulgado pelo Instituto Nacional de
Estatística (INE), Lisboa era, em 2011, o
município do País com mais prédios em mau
estado de conservação: 3892. Caminhando
para norte, o quadro não é mais animador.
O Grande Porto continuava a ser, no mesmo
ano, a zona do País com mais prédios nestas
condições, ascendendo a 12 766 os edifícios
«com necessidade de grandes reparações ou
muito degradados», a maior parte deles na
2
3
1
4
futuro Com o compromisso de
se tornar uma smart city até 2015,
em matéria de regeneração urbana,
a zona ribeirinha do Porto é uma
das mais intervencionadas
história A Capital Europeia da
Cultura 2012 vincou, em Guimarães, a
preocupação com as zonas históricas
dinamismo Capital Europeia da
Juventude em 2012, Braga tem
procurado atrair mais jovens para
o centro da cidade
incentivo Lisboa tem em marcha
diversas iniciativas que põem a tónica
sobre a reabilitação do património
36
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
cidade Invicta: 3055. Um número que, ainda
assim, no caso da região do Grande Porto,
diminuiu 51,1% nessa mesma década.
Com alguns passos já dados e muito
caminho ainda por trilhar, a prioridade
dada à reabilitação urbana não é, aliás,
exclusivamente um desígnio nacional. Isso
mesmo prova a Iniciativa Comunitária
JESSICA que permite o acesso a
financiamento para projetos de regeneração
urbana a empresas e outras entidades. No
programa lançado conjuntamente pela
União Europeia, pelo Banco Europeu
de Investimento (BEI) e pelo Banco
de Desenvolvimento do Conselho da
Europa, a Caixa Geral de Depósitos foi
uma das entidades nacionais selecionadas
para implementar e gerir um Fundo de
Desenvolvimento Urbano JESSICA (ver
pág. 39). Em causa estão 178 milhões de
euros, 127 dos quais disponibilizados pela
própria CGD, para projetos de regeneração
e reabilitação urbana que conduzam ao
repovoamento e dinamização da atividade
económica. Embora decisiva, esta é só
mais uma das faces da aposta da Caixa a
este nível. Assumindo-se como especialista
financeiro no negócio imobiliário e, em
particular, como Banco atento à reabilitação
urbana, a Instituição possui todo um
historial do apoio à regeneração do espaço
público, que se reflete, por exemplo, no
lançamento de produtos específicos ou nas
parcerias com as principais sociedades de
reabilitação urbana do País. Os fundos de
investimento imobiliário para arrendamento
habitacional são outros desses exemplos,
procurando responder às necessidades deste
mercado.
Também por cá, em abril deste ano,
coube ao governo lançar o programa
Reabilitar para Arrendar, que vai colocar 50
milhões de euros provenientes de linhas de
crédito do BEI, à disposição dos municípios,
A INICIATIVA
COMUNITÁRIA JESSICA
FINANCIA PROJETOS
DE REGENERAÇÃO
URBANA A EMPRESAS
E OUTRAS ENTIDADES
das SRU e de empresas para a recuperação
de edifícios nos centros urbanos. O objetivo
é que esses prédios venham, depois, a
beneficiar de rendas apoiadas ou a custos
controlados, respondendo, deste modo,
segundo a ministra da Agricultura, do Mar, do
Ambiente e do Ordenamento do Território,
Assunção Cristas, a um novo paradigma,
alternativo à construção de bairros sociais,
«que pega no que existe nas cidades para
regenerá-las também por dentro».
E é, precisamente, do coração das cidades
que chegam os ecos de uma reabilitação que
é preciso que se faça, também, de dentro
para dentro. Voltando à capital, a estratégia
passa por estabelecer bases para chamar os
particulares ao investimento. Não poderia
ser de outra forma, numa cidade onde mais
de 90% dos edifícios a exigir intervenção
são propriedade privada. Daí que as mais
relevantes linhas de força da Estratégia de
Reabilitação Urbana Municipal, anunciada no
ano passado, sejam a agilização dos processos
de licenciamento para obras de reabilitação,
que passam a ser possíveis em três semanas,
e a criação de benefícios fiscais. Estes podem
chegar à isenção do IMI, durante cinco
anos, e do IMT, na primeira transação, e a
Cx
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37
h
história de capa
PROTOCOLO COM A ORDEM
DOS ARQUITETOS
A Caixa tem um protocolo com a
Ordem dos Arquitetos, do qual resulta
um conjunto de vantagens para os
seus membros. Em causa estão
benefícios em produtos e serviços
financeiros, assim como descontos
de bilheteira na Culturgest, entre
outras vantagens.
Com este protocolo, a Caixa
posiciona-se como parceiro
privilegiado desta classe profissional,
assegurando a presença em certames
nacionais realizados pela Ordem
dos Arquitetos, tal como em outras
iniciativas ou projetos de interesse
comum e canais de comunicação
privilegiados com os 20 mil membros
da Ordem.
uma redução do IVA de 23% para 6%, no
caso de obras profundas de reabilitação. Um
impulso que, por conseguinte, o vereador
do Urbanismo e Planeamento da Câmara
Municipal de Lisboa (CML) espera que se
estenda ao arrendamento, um mercado com
um «papel fundamental» na regeneração e
no aproveitamento do parque habitacional
lisboeta. «Estimamos que, sendo possível
reocupar os edifícios vazios e em mau estado,
se consiga alojamento para 40 mil pessoas»,
afirmava Manuel Salgado ao semanário Sol,
em abril de 2012. Recentemente, o programa
Reabilita Primeiro, Paga Depois, da CML,
previa, até ao final do ano, alienar 80 prédios
devolutos, permitindo a liquidação dos
integração Além do
comprometimento com a reabilitação
do parque habitacional dos centros
históricos, as cidades do futuro não
devem perder a articulação com as
áreas periféricas, que continuam
a crescer
recuperação Com uma boa
parte dos edifícios em mau estado
de conservação a pertencerem a
privados, a resolução do problema
da sua recuperação passa, em certos
casos, pela criação de programas de
incentivo
38
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
mesmos depois de as obras de reabilitação
estarem terminadas.
Nos últimos anos, a recuperação dos
centros nevrálgicos citadinos tem estado,
também, no horizonte de outras duas
capitais. Quanto à Capital Europeia da
Cultura de 2012, o legado da iniciativa deixa
patente o esforço de Guimarães em apostar
na conservação do património histórico, na
recuperação do edificado e na sensibilização
dos proprietários individuais para o mesmo
efeito. A pouco mais de uma vintena de
quilómetros de distância, por seu turno,
Braga, que, em 2012, foi Capital Europeia da
Juventude, tem procurado atrair habitantes
jovens e negócios inovadores para o centro da
cidade, promovendo o arrendamento a preços
mais baixos. Ao mesmo tempo, o município
bracarense dá passos mais largos no sentido
de uma mobilidade urbana sustentável, em
grande parte, através do centro histórico, que
se reclama como o mais extenso do País, em
área pedonal, e mais funcional, em matéria
de transportes. Um plano posto em marcha
através do projeto de regeneração urbana A
Regenerar Braga.
Descendo um pouco no mapa português
e aproveitando a viagem futurista, desta
feita, não a propósito de um filme, mas do
roteiro de ação de uma cidade portuguesa,
tempo, ainda, para falar do Porto. Além do
comprometimento com a regeneração urbana,
são diversas as vias que colocam a Invicta
na rota de um amanhã mais risonho. Não
terá sido por acaso que o Porto alcançou a
12.ª posição no ranking European Green City
Index, composto por 31 cidades europeias
«verdes», e foi eleito, na Cimeira da Terra
Rio + 20, como exemplo de conjugação
entre ambientes rural e urbano. Já no início
deste ano, o Centro de Competências em
Cidades do Futuro da Universidade do Porto
recebeu 1,6 milhões de euros da Comissão
Europeia, no âmbito de um projeto que
quer transformar o Porto numa «smart city»
(cidade inteligente) até 2015. Sem ficção
científica à mistura, prova de que as nossas
cidades se encaminham para o futuro.
observatório
o
DIREÇÃO DE FINANCIAMENTO E NEGÓCIO IMOBILIÁRIO, DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS
A reabilitação e a regeneração
urbana estão, definitivamente,
na ordem do dia, assumindo-se como
instrumentos e necessidades fundamentais
nas políticas de habitação e de cidades.
A PRESSÃO SOBRE o espaço urbano está na génese de muitos dos
problemas que, hoje, caracterizam o viver citadino, em termos sociais,
económicos, demográficos, tecnológicos, entre outros. Importa ter
presente que as cidades são os pilares do desenvolvimento económico,
gerando entre 75% a 85% do PIB europeu, onde cerca de 80% da
população reside ou trabalha em espaço urbano. Em Portugal, esse
número ronda os 60%. Por estas razões, torna-se necessária uma
ação integrada no espaço urbano, bem como a emergência de um
novo paradigma para o setor imobiliário, mais focado nos mercados
do arrendamento e da reabilitação e
regeneração urbana.
De facto, cidades e centros urbanos
recuperados tornam-se mais aprazíveis
e competitivos, mais «humanamente
habitáveis e vivenciáveis». Estas são,
entre outras, as grandes mais-valias
da reabilitação do edificado e da
regeneração urbana do espaço público.
A CGD, tal como fez no passado,
procura, assim, ajustar a sua oferta
e desenhar produtos que permitam
fazer face às atuais necessidades de
um mercado em mudança. Exemplo
disso, entre outros, é a implementação
e gestão de um Fundo de
Desenvolvimento Urbano (FDU), no âmbito da Iniciativa Comunitária
JESSICA, um instrumento de engenharia financeira para apoiar projetos
de reabilitação e regeneração urbana.
O FDU JESSICA/CGD, além de respeitar as especificidades enquanto
fundos comunitários públicos, faz apelo, igualmente, ao posicionamento
da Caixa no compromisso com a reabilitação urbana. Por isso, tem
inscrito, na sua política de investimentos, entre outros, o apoio a
intervenções em reabilitação dos edifícios, dotando-os de níveis de
conforto acrescidos, através de beneficiações em termos de eficiência
energética, e ao nível da salubridade e da habitabilidade.
Com cerca de €51 milhões comunitários, a que se acrescem €127
milhões disponibilizados pela CGD, num total de €178 milhões, este
FDU é um instrumento financeiro inovador por ser o único, ao nível
nacional, que possibilita a participação no capital de projetos de apoio à
reabilitação e à regeneração urbana.
Ainda no âmbito do FDU JESSICA/CGD, de referir o lançamento de
dois novos instrumentos de apoio à reabilitação e regeneração urbana:
o Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento
Habitacional Cidades de Portugal e o Fundo Especial de Investimento
Imobiliário Fechado Caixa Reabilita.
Apesar de ser um novo instrumento, o FDU em apreço pode
ser entendido como um prolongamento da parceria que a Caixa
estabeleceu, em 2003, com o BEI, permitindo, na altura, a
disponibilização da primeira linha de crédito de apoio à reabilitação
urbana em Portugal.
De facto, o historial do apoio da Caixa à reabilitação do edificado e à
regeneração do espaço público é já longo e digno de reconhecimento.
A prová-lo estão iniciativas tão distintas como o lançamento de produtos
especificamente pensados para apoiarem intervenções naquelas áreas
de negócio, o estabelecimento de parcerias com as principais Sociedades
de Reabilitação Urbana do País e com outras empresas, públicas
e privadas, que atuam nestes setores
de atividade, a que se soma o já citado
FDU JESSICA/CGD.
Importa relevar, também, que
o apoio à reabilitação urbana
determina, ainda, o apoio ao mercado
do arrendamento habitacional e ao
empreendedorismo, setores que em
muito beneficiam com a reabilitação e
regeneração urbana. Exemplos desta
complementaridade são, entre outras
iniciativas, os fundos de investimento
imobiliário para arrendamento
habitacional (FIIAH), em que o
Grupo Caixa (através da da Fundimo,
hoje Fundger) promoveu a criação
do primeiro fundo do género, em 2009, denominado FIIAH – Caixa
Arrendamento, e a parceria que a Caixa, com outros bancos nacionais,
estabeleceu com o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social para
o lançamento do Mercado Social de Arrendamento. Em ambos os casos
e salvo algumas exceções, os imóveis, previamente à sua disponibilização
em mercado de arrendamento, são alvo de reabilitação, chegando ao
futuro inquilino em perfeitas condições de habitabilidade imediata.
Assim, falar, hoje, de reabilitação e regeneração urbana é falar de
sustentabilidade e de coesão social, de inclusão e de desenvolvimento
económico, de fomento ao mercado do arrendamento e de criação de
emprego. A reabilitação e a regeneração urbana são essenciais às cidades,
à economia e aos seus cidadãos, logo atividades de inegável interesse
para a CGD. O apoio a estes setores afirma, uma vez mais, a Caixa como
um Banco vocacionado para a Reabilitação Urbana em Portugal!
Cx
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v
x
viagem
???????????????????????
S O T A V E N T O
A L G A R V I O
Para cá do mar
Com a chegada dos meses mais quentes, aponta-se a um destino
incontornável: o Algarve. Mas, acredite, existem muitos e bons motivos para retardar
o mergulho nas tão desejadas águas temperadas
Por Pedro Guilherme Lopes
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v
viagem
mais comum seria apanharmos a A2 e, depois de entrarmos no
Algarve, optarmos entre dirigirmo-nos para o lado de Faro ou para
o lado de Portimão. Mas o que queremos propor-lhe é diferente,
começando pela forma de entrar no Algarve. Rumamos a Beja, de
modo a encontrar o caminho para Mértola. Sim, é verdade que
Mértola fica um tudo nada antes da linha que separa o Alentejo do
Algarve, mas aquela que é conhecida como Vila Museu merece a nossa visita. Até
porque, subindo ao castelo, depressa os nossos olhos notam que as planícies vão
dando lugar a um relevo mais acidentado. Depois de reconfortado o estômago,
na Adega da Casa Amarela, seguimos, tendo o rio Guadiana como constante
companhia. O destino é Alcoutim e, sim, agora estamos, definitivamente, no
Algarve.
Alcoutim é uma vila debruçada sobre o rio, com vista para a margem
espanhola. É facílimo apanhar o barco para conhecer as vizinhas Sanlúcar
del Guadiana e Puerto de las Lajes. Tal como é simples descobrir Alcoutim.
Constantemente vigiada pelo seu castelo, surge assente num casario tipicamente
algarvio e em ruas extremamente pitorescas, onde não faltam inúmeros vasos
floridos. A igreja de Santa Maria é de visita obrigatória, tal como o serão alguns
momentos para descansar numa das esplanadas da zona ribeirinha.
O
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O caminho até Castro Marim faz-se passando pelas
aldeias serranas (Guerreiros do Rio ou Foz de Odeleite,
entre outras) e com uma paragem em Montinho das
Laranjeiras, para uma aula de história que tem como
objeto de estudo a Vila Romana. Da aula de história
para outra de ciências naturais, o chegar a Castro Marim
conduz-nos, obrigatoriamente, à Reserva Natural do
Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.
Situada junto à foz do rio Guadiana e formada por sapais
salgados, corpos de água salobra, salinas e esteiros, serve
de abrigo a inúmeras espécies de animais e de plantas.
E, já que de património natural falamos, seria impossível
não destacar o Parque Natural da Ria Formosa.
Ocupando uma área com mais de 18 mil hectares, que
se estende ao longo de 60 km, ligando a Manta Rota ao Ancão, já no concelho
de Loulé, a Ria Formosa «é dona» de um fantástico ecossistema. O símbolo
do Parque é o Caimão-comum, espécie em vias de extinção que, em Portugal,
apenas existe e se reproduz nestes lagos. No inverno, esta área serve de abrigo
a espécies de aves como o pato-trombeteiro, o marrequinho-comum,
o maçarico-real ou a tarambola cinzenta, sendo, ainda, possível ver flamingos
e águias-de-asa-redonda, entre outras espécies. A galinhola e o guarda-rios
são outras das aves que aqui se podem observar. Neste parque encontramos,
também, outra espécie em perigo, o camaleão, bem como uma enorme variedade
de peixe, marisco e bivalves, com destaque para o cultivo da amêijoa, que resulta
em cerca de 80 por cento do total de exportação do País. Isto sem esquecer a
importância económica do sal, extraído das salinas aqui existentes.
2
epois de tão interessantes aulas, concedemo-nos tempo para ir
ao encontro da desejada praia. Mas, ao contrário do que poderia
esperar-se, não rumamos a Monte Gordo, à Manta Rota ou à Praia
Verde; o nosso destino é a belíssima Ilha da Fábrica. Localizada na
península de Cacela, junto à aldeia histórica de Cacela Velha, deve
o seu nome ao facto de ali ter existido uma fábrica de tijolos. Em
menos de dez minutos, fazendo a travessia de barco, temos os pés sobre uma
quente língua de areia clara, banhada pelas águas tranquilas da Ria Formosa.
O retemperador mergulho abre-nos o apetite e, enquanto regressamos,
pensamos nas opções: temos o Vistas, localizado no Monte Rei Golf & Country
Club, em Vila Nova de Cacela, que oferece alta cozinha e uma experiência
gourmet, pela mão do chef Jaime Peréz, discípulo de Ferran Adrià; temos o
Chá com Água Salgada, localizado na praia da Manta Rota, com vista para o
mar e para a Ria Formosa, com uma arquitetura despojada e sabores da região
transformados em verdadeiras iguarias; e temos o cheio de estilo Pezinhos na
Areia, especializado em marisco e que, como o próprio nome indica, está assente
sobre o areal. Para que seja o leitor a escolher, apenas dizemos que qualquer
um deles é uma ótima opção e que o nosso dia terminará num dos locais mais
animados da noite algarvia: o Manta Beach Club. Depois, descansamos no Vila
Campina, junto à localidade de Luz de Tavira, um espaço onde depressa nos
sentimos como se estivéssemos em casa.
D
4
5
1
6
3
1 castro marim preserva a
beleza do interior algarvio
5 capital do algarve
É assim que é conhecida
a cidade de Faro
2 a ilha de Tavira é um dos
segredos a descobrir
3 a riqueza da Ria Formosa
permite-lhe ser abrigo
de várias espécies de
animais e de plantas.
O caimão-comum
é o seu símbolo
6 com vista para o mar
O restaurante Pezinhos na
Areia, erguido sobre as areias
da Praia Verde
4 tavira Apesar de receber
milhares de turistas,
preserva o seu estilo
tradicional
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v
viagem
Quando o sol volta a espreitar pela janela e enquanto
saboreamos um pequeno-almoço caseiro, recolhemos
mais pormenores sobre a Via Algarviana que, este ano,
deu origem a uma travessia, na segunda quinzena de
março, com opções para todos os gostos: pedestre,
pedestre com burros de carga e BTT. Nascido em 1955,
este é um projeto criado com o objetivo de implementar
uma rota pedestre entre o Baixo Guadiana e o Cabo de
S. Vicente, atravessando o interior do Algarve. São
mais de 300 km, passando por 11 concelhos algarvios
(Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Tavira, S. Brás de
Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos, Portimão
e Vila do Bispo) e cerca de 21 freguesias. Uma forma
fantástica de descobrir aldeias e gentes que vivem
no interior e que merece a nossa promessa de que
voltaremos para descobrir cada ponto do itinerário. Mas,
desta vez, a nossa viagem continua rumo à Quinta do
Xocolatl, localizada no Sítio do Pinheiro, perto de Luz
de Tavira, onde provaremos o que resulta da conjugação
do melhor chocolate belga com típicos sabores algarvios,
como pasta de figo, licor de amêndoa amarga ou laranja.
atisfeito o prazer da gula e controlada a
vontade de rumar à Ilha de Tavira para mais
um mergulho (uma vontade que se repetirá
quando nos lembrarmos que estamos perto
da Fuzeta, da Culatra ou da Armona, estas
duas últimas já na zona de um dos centros
piscatórios da região, Olhão), apontamos a Cerro de
São Miguel, o ponto mais alto da Serra de Monte Figo,
a partir do qual temos panorâmicas fantásticas sobre o
Sotavento. Continuamos por essa estrada que, por entre
alfarrobeiras e amendoeiras, nos conduz a São Brás de
Alportel. Deixamos o volante e, ignorando o sol cada vez
S
à direita As praias e o centro
de Albufeira são das zonas mais
procuradas do Algarve; à esquerda o
Tivoli Victoria, em Vilamoura, um dos
mais completos hotéis algarvios
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mais quente, caminhamos pela zona antiga, observando os imponentes casarões
que preservam memórias do início do século XX. E recuamos ainda mais no
tempo, quando, já em direção a Faro, visitamos as ruínas romanas de Milreu.
Quase ao lado, na vizinha Estói, destaca-se o antigo palácio transformado em
pousada de charme, que quase nos convence a ficar. Passa pouco tempo até
darmos por nós no centro de Faro, à procura de uma loja com cada vez mais
adeptos, a Space Invaders, que, apesar de ter nome do clássico jogo de arcadas,
se dedica a comercializar objetos de design.
Tanta descoberta dá-nos direito a um merecido descanso. A escolha recai, por
isso, no charmoso e luxuoso Tivoli Victoria, em Vilamoura. Aqui, bem perto da
marina local e das convidativas praias de Albufeira, como a dos Salgados ou a da
Falésia, damos de caras com o Algarve mais conhecido e que mais gente leva ao sul
do País. Mas tudo o que experienciámos até aí dá-nos a certeza de que há muito
mais Algarve para cá do mar de águas mornas.
Guia de Viagem
Ir
O segredo mais bem
guardado do Algarve
Para si que é Cliente da CGD,
a Tagus propõe quatro opções
de estadia, com preços
exclusivos, no Vila Monte,
um fantástico country resort
localizado no interior do Algarve,
a dez minutos da praia.
1. Descubra um Algarve
diferente(1), incluindo
a Ria Formosa e a praia
da Barrinha da Fuseta. Inclui:
> Duas noites, em quarto duplo
jardim, com pequeno-almoço
buffet;
> Serviço de taxi-boat para
a praia da Barrinha da Fuseta
(um dia por pessoa);
> Um cesto de piquenique
por pessoa.
Preço por pessoa: 162 euros.
2. Romance no Algarve(2),
numa noite especial com a sua
cara-metade. Inclui:
> Uma noite, em suite, com
pequeno-almoço buffet;
> Tratamento VIP no quarto
(espumante e trufas de
chocolate);
> Massagem Amendoeiras em
Flor (30 m.), a dois, e massagem
lado a lado sincronizada;
> Presente-surpresa para o casal;
> Late check-out (sujeito a
confirmação no ato de check-in).
Preço por pessoa: desde 116 euros
3. Pacote Gourmet(2), onde a
cozinha mediterrânica é rainha.
Inclui:
> Duas noites, em quarto duplo
jardim, com pequeno-almoço
buffet;
> Tratamento VIP à chegada,
no quarto;
> Um jantar no restaurante
Orangerie, para duas pessoas
(bebidas não incluídas).
Preço por pessoa: desde 133 euros.
4. Sun & Relax(2), numa
atmosfera que convida ao
relaxamento. Inclui:
> Duas noites, em quarto duplo
jardim, com pequeno-almoço
buffet;
> Um tratamento por pessoa e
por dia no Kasbah Spa (1.º dia:
Oriental Facial; 2.º dia: Massagem
Kasbah Spa – quiromassagem);
> Tratamento VIP.
Preço por pessoa: desde 235 euros.
Programas sujeitos a reserva
e disponibilidade do hotel, não
sendo acumulável com outras
ofertas, protocolos ou campanhas,
podendo ser alterados sem aviso
prévio. Não incluem despesas
de caráter pessoal e quaisquer
serviços não mencionados como
incluídos ou taxas de serviço.
Os preços são exclusivos para
Clientes da CGD, sendo que os
descontos não incidem sobre
taxas e imposto.
(1)
Válido até 31 de outubro, exceto de 1
a 25 de agosto, não incluindo transferes
do hotel ao cais e vice-versa.
(2)
Estes programas dão, ainda, acesso
aos campos de golfe da Academia Vila
Monte, às três piscinas e ao campo
de ténis. Válidos até 28 de dezembro,
exceto no Carnaval, Páscoa, Natal e de
15 de julho a 31 de agosto.
Informação na Net prepare-se para ir para fora... cá dentro.
Sites que não deve deixar de consultar: www.turismodoalgarve.pt; www.visitalgarve.pt;
www.algarvepromotion.pt; www.visitportugal.com
É muito simples chegar ao Algarve,
é verdade, mas a nossa proposta
é que rume a Évora, siga para Beja,
depois Mértola e entre no Algarve
por Alcoutim, com a companhia do
rio Guadiana. E, se conseguir fazê-lo
fora da época alta, conseguirá fugir
à invasão turística.
Ficar
Guerreiros do Rio River Hotel
Acolhedor hotel rural, com vista
para o Guadiana.
(www.guerreirosdorio.com)
Yellow Hotel (*)
Com uma localização privilegiada,
em frente à praia de Monte Gordo
e rodeado por pinhal e pela Reserva
Natural do Sapal de Castro Marim.
(www.yellowhotels.pt)
Vila Campina
Em Luz de Tavira, um espaço
onde nos sentimos em casa.
Com certificado de excelência
do TripAdvisor.
(www.vilacampina.pt)
Pousada de Estói
Perto de Faro, para quem quiser
ficar num palácio do século XVIII.
(www.pousadas.pt)
Ah Villas (*)
Situadas em Quelfes, perto de
Olhão, estas moradias são a base
ideal para descobrir as ilhas do
Farol, da Culatra ou da Armona.
(www.ahvillas.com)
Vale do Lobo
Um empreendimento de luxo, com
moradias para férias de sonho.
(www.valedolobo.com)
Tivoli Victoria (*)
Situado no coração de Vilamoura,
este resort de luxo foi distinguido
com Chave de Ouro nos prémios
Boa Cama Boa Mesa.
(www.tivolihotels.com)
Comer
Vistas
Cozinha de autor no Monte Rei Golf
& Country Club, em Vila Nova de
Cacela.
(www.monte-rei.com)
Chá com Água Salgada
Na praia da Manta Rota, sabores da
região com um toque de requinte.
(www.chacomaguasalgada.com)
Pezinhos N’Areia
Especializado em peixe e marisco,
sobre o areal da Praia Verde.
(www.pezinhosnareia.com)
Emo
Fica no último andar do Tivoli
Victoria e oferece uma experiência
gourmet memorável, que
surpreende os paladares
mais exigentes.
(www.emogourmet.com)
Gate 4 Café
Na marina de Albufeira, ideal
para uma refeição rápida.
( )
* Benefícios para titulares
de cartões da CGD. Saiba quais
os cartões e todas as vantagens
em cada um dos parceiros
em www.vantagenscaixa.pt.
CARTÃO CAIXADRIVE
BENEFICIE DE DESCONTOS DE 3%,
NO MÁXIMO DE 20 EUROS MENSAIS,
NAS COMPRAS E ABASTECIMENTOS
EFETUADOS COM O CARTÃO CAIXADRIVE(1)
NAS ESTAÇÕES DE SERVIÇO DA REPSOL
EM PORTUGAL. BENEFICIE DE MAIS 3%
DE REEMBOLSO SUPLEMENTAR SOBRE
AS COMPRAS E ABASTECIMENTOS
EFETUADOS NA REPSOL, NUM MÁXIMO
DE TRÊS EUROS MENSAIS, SE EFETUAR
COMPRAS DE VALOR SUPERIOR A 250
EUROS NOUTROS COMERCIANTES.
AS COMPRAS EFETUADAS NAS ESTAÇÕES
DE SERVIÇO DA REPSOL EM PORTUGAL
BENEFICIAM, AINDA, DA ISENÇÃO DA
COMISSÃO DE ABASTECIMENTO DE
COMBUSTÍVEL. OS TITULARES DO
CAIXADRIVE BENEFICIAM, TAMBÉM,
DE UM PACOTE DE SEGUROS
E DE VANTAGENS EM PARCEIROS
ASSOCIADOS A ESTE CARTÃO.
(1)
TAEG DE 22,6%, PARA UM MONTANTE
DE 1500 EUROS, COM REEMBOLSO A 12 MESES,
À TAN DE 20,50%.
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r
roteiro
DA NAZARÉ A TOMAR
Entre doces e maravilhas
Prepare-se para descobrir receitas conventuais, mosteiros,
grutas, serras e praias, num passeio pela nossa história
Por Pedro Guilherme Lopes
Ilustração Marta Monteiro/www.re-searcher.com
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1 nazaré As imagens da onda gigante,
surfada por Garrett McNamara, colocaram
a Nazaré nas bocas do mundo. Sim, a praia
é belíssima, tem spots fantásticos para
surfar, mas há muito mais para ver nesta vila
piscatória, onde não faltam as incontornáveis
vendedoras usando os trajes típicos.
2 alcobaça Integrando a lista do
Património Mundial da UNESCO desde
dezembro de 1989, o Mosteiro de Alcobaça
é visita obrigatória, perpetuando a história
de D. Pedro e D. Inês.
Em frente, a pastelaria Alcôa é especialista
em doces conventuais e famosa pelos seus
fradinhos. Não se esqueça de visitar o Museu
Nacional do Vinho.
3 batalha De mosteiro em mosteiro,
chegamos ao da Batalha, o mais importante
símbolo da dinastia de Avis, mandado
construir por D. João I (o mesmo que,
juntamente com D. Nuno Álvares Pereira,
é figura incontornável da Batalha de
Aljubarrota). Antes de fazer-se à estrada,
descubra um bar chamado Vinho em Qualquer
Circunstância, que é, também, restaurante, loja
gourmet e clube enófilo.
4 alvados Em pleno Parque Natural das
Serras de Aire e Candeeiros, fica escondida
esta aldeia com um tesouro natural para
descobrir: as Grutas de Alvados, repletas de
estalagmites e estalactites. E, quebrando a
melancolia de um vale que convida a passeios
sem olhar para o relógio, não se admire se vir
adeptos de BTT aproveitarem as excelentes
condições para a prática da modalidade.
5 tomar É fácil perdermos a noção do
tempo, quando chegamos a Tomar. O
correr do rio Nabão, passando pelo interior
de um acolhedor jardim, dá o mote. Lá
no alto, o Convento de Cristo e o Castelo
dos Templários aguardam a nossa visita
(pode chegar até eles no curioso comboio
turístico, que parte dos Paços do Concelho)
e como que vigiam toda a cidade. Cá em
baixo, há pequenas igrejas para descobrir,
um surpreendente Museu dos Fósforos e a
pastelaria Estrelas de Tomar, com o seu doce
típico, os Beija-me Depressa.
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f
fugas
OUTROS TEMPOS
O turismo dos afetos
e dos sentidos
Na margem esquerda do Alto Douro,
na aldeia de Arícera, fica um espaço repleto de memórias,
onde os visitantes são convidados a deixar o presente
para trás e a viver o passado
Por Ana Ferreira Fotografia Anabela Trindade
ntrar em Outros Tempos –
Turismo de Aldeia, em Arícera,
é como se estivéssemos numa
casa familiar, com os seus objetos
pessoais, sem faltar as fotografias
dos membros. Neste caso, da
família do casal dos antigos professores,
Adeliza e Amílcar Cepeda. Entrámos pelo
piso superior da casa principal, que ocupa a
sala das refeições, a sala de estar e a cozinha,
e, de imediato, o cheiro do enchimento das
alheiras e das moiras despertou os nossos
sentidos, enquanto procuramos entender
o porquê do nome escolhido para este
empreendimento. «O nome prende-se com
a nossa vontade de levar as pessoas a outros
tempos», explica Amílcar Cepeda. E, tal
como esta designação, também os nomes das
casas e dos quartos têm uma explicação.
As quatro casas de Outros Tempos
são de granito e remontam aos séculos
XVII e XVIII, tendo sido recuperadas e
remodeladas, respeitando a arquitetura
E
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a rev i s ta d a ca i xa
e os materiais característicos da região.
Foram preservados os pormenores típicos
originais e a decoração das casas integra, na
sua maioria, a mobília que já fazia parte do
legado familiar.
O nome e a profissão do pai de Adeliza
Cepeda (Manuel Padeiro) foram atribuídos
à casa-mãe, a qual formou-se a partir da
anexação de três: a casa dos bisavós da
proprietária, onde, aliás, veio a nascer; a
antiga escola (daí o Quarto da Escola e
o Quarto da Professora); e de uma outra
habitação vizinha.
Pelos socos e moldes como decoração,
depressa nos apercebemos que o soqueiro
da aldeia habitou uma outra habitação,
a Casa do Soqueiro. As histórias de Amílcar
Cepeda prosseguem e ganham ainda mais
entusiasmo quando se visita a Casa do Avô
do Soito, nome que deriva do apelido do
avô de Adeliza Cepeda. «Antes do Estado
nomear professores, eram os avós paternos
da minha mulher que davam alojamento
à mestra e o espaço onde ela dava aulas é,
hoje, o Quarto da Mestra. E este é o Quarto
da Horta, onde se guardavam os produtos
trazidos da horta, que ficava onde está agora
a piscina», explica o proprietário. Além do
alojamento, os visitantes desta casa podem
usufruir de um minimuseu, com os três
espaços sociais de uma aldeia: a capela, a
escola e a adega.
Afastada do limite da aldeia fica a Casa
do Penedo, a qual pertencia aos avôs da
proprietária. É o ideal para um casal que
procura a tranquilidade.
Outros Tempos ganhou vida quando
Adeliza Cepeda decidiu «recuperar o
património da família e criar uma atividade
para a terceira fase da vida», revelou o
marido. Começaram a receber visitantes
(como são considerados e não clientes)
em 2007 e, desde então, este turismo
personalizado e familiar tem prosperado,
recebendo visitas de várias partes do mundo.
«Ainda há pouco tempo, estiveram à volta
Guia de Viagem
Como ir
Partindo de Lisboa ou do centro do
País, prossiga até Viseu. Tome a A24
em direção a Lamego/Vila Real,
saindo para Armamar. Se partir do
Minho ou do Grande Porto, siga até
Vila Real. Tome a A24 em direção
a Viseu, saindo para Armamar.
Siga para Moimenta da Beira até
Travanca, onde deverá virar à
esquerda e seguir as indicações
para Arícera/Outros Tempos.
O que fazer
Além da piscina no verão e da lareira
no inverno, os visitantes podem
usufruir da sala de leitura e de
televisão, do bilhar e minimuseu.
Podem ser feitos passeios
pedonais, de burro, de charrete,
de barco, de BTT e de comboio. Os
visitantes podem participar nas
atividades rurais da aldeia, como
a matança do porco, a apanha da
cereja, as vindimas e os magustos.
Descobrir
2
1
3
4
mergulhar O azul da piscina
contrasta com o verde da paisagem
típico As casas, de granito,
respeitam a arquitetura e o estilo
tradicional da região e da aldeia
cultura Os visitantes podem
usufruir de um minimuseu, dividido
em capela, escola e adega
de família Além dos nomes dos
quartos, a decoração das casas
integra, na sua maioria, a mobília que
já fazia parte do legado familiar
da mesa visitantes de cinco nacionalidades
diferentes. O perfil dominante dos visitantes
é dos 20 aos 45 anos, com formação
superior e maior apetência por tudo o que
é diferente, que transporta uma cultura que
o conduz ao afastamento do turismo de
massas e dos centros urbanos», afirma
o proprietário.
O casal faz questão de se envolver com a
vida da casa: Adeliza Cepeda tem a tarefa de
confecionar as iguarias que são servidas aos
visitantes e Amílcar Cepeda, que está sempre
atento às necessidades e aos pedidos por eles
feitos, elabora os programas e, muitas das
vezes, acompanha-os nas visitas turísticas.
O casal continua com residência no
Porto, devido à família que lá reside, mas
é na casa da aldeia que estão as memórias.
Uma casa repleta de sabores, de imagens
em vários tons, de cantos com fragâncias.
Uma casa de aldeia de afetos e sentidos,
aberta a todos que queiram fazer parte
da sua história.
Para comemorar os 150 anos de
Amor de Perdição, propõe-se o
programa Por Lugares de… Camilo
Castelo Branco. Mas há muitos
outros programas culturais e
paisagísticos a descobrir.
Vantagens
Em 2013, a Outros Tempos
oferece escapadelas e férias, com
alojamento e pequeno-almoço,
aos Clientes da CGD por:
> Em agosto, 59 euros por noite, em
quarto duplo, ou 69 euros por noite,
em T1 independente (mínimos de
três noites e duas pessoas);
> No resto do ano, 49 euros por
noite, em quarto duplo, ou 59 euros
por noite, em T1 independente
(mínimos de duas noites e duas
pessoas).
Outros Tempos – Turismo de Aldeia
Largo do Marradoiro, nº.12
5110-051 – Arícera
Tel.: 254 855 103 / 919 963 051
Fax: 254 851 916
E-mail: [email protected]
Website: www.outrostempos.com
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fugas
ONYRIA MARINHA EDITION HOTEL & THALASSO
Sonhar acordado
Eleito o melhor hotel da Europa e o terceiro melhor
do mundo, pelos utilizadores do TripAdvisor, faz da qualidade
do serviço uma das suas bandeiras e desafia todos os clientes a revelarem
quais os sonhos que gostariam de ver realizados
Por Pedro Guilherme Lopes Fotografia Filipe Pombo
nyria vem do grego e significa
«sonho». Fazendo jus ao
nome, o Onyria Marinha
Edition Hotel & Thalasso
procura, precisamente,
oferecer um serviço inspirado
nesse conceito de sonhar, proporcionando a
estadia de sonho aos clientes. E não faltam
pormenores que assinalam essa forma de
estar. Por exemplo, na porta dos quartos,
o famoso «do not disturb» foi substituído
por um «steel dreaming» e por um «out for
a dream», e, diariamente, quando é feito
o serviço de turn down (preparar a cama e
o quarto para os clientes), é deixada uma
mensagem de autor sobre os sonhos. Mas,
realmente surpreendente é o facto de o
badge dos funcionários ter, além do nome,
o sonho de cada um deles. «Isso cria uma
empatia com o cliente que, muitas vezes,
até se identifica com o sonho», revela Paulo
Figueiredo, diretor do Onyria.
Essa proximidade e esse personalizar
do serviço é, mesmo, uma das imagens
de marca do Onyria Marinha e, por certo,
ajudará a explicar o sucesso alcançado num
dos mais importantes sites de viagens do
mundo, o TripAdvisor. Foi pelos votos dos
utilizadores desta plataforma que este hotel
português, localizado na Quinta da Marinha,
O
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a rev i s ta d a ca i xa
em Cascais, se viu distinguido como melhor
hotel da Europa e terceiro melhor hotel do
mundo. «Quando lançámos este projeto,
há dois anos, e em virtude daquilo que era
o nosso posicionamento, em termos de
produto e em termos de serviço, eu deixei
um desafio: todos deveríamos ter a ambição
de, em termos de reconhecimento dos
nossos clientes, chegar a um posicionamento
muito relevante na região», recorda Paulo
Figueiredo. «Acreditava que íamos fazer
algo especial e ser número um da europa
é, realmente, algo especial. É, não só,
um reconhecimento do trabalho de toda
esta equipa, como, também, um fator de
motivação extra. É, igualmente, uma forma
de projeção da marca Onyria, da marca
Portugal e da marca Cascais.»
facto de o hotel ter, apenas, 72
quartos, acaba por contribuir
para aumentar este sentimento
de proximidade entre clientes
e funcionários. Aqui, respira-se tranquilidade, sendo quase
necessário habituarmo-nos ao silêncio quando
chegamos vindos da agitação citadina. Com
uma localização privilegiada, entre a serra
de Sintra, Cascais e o Guincho, e a pouco
mais de 20 minutos do centro de Lisboa, o
O
Onyria Marinha consegue oferecer o melhor
de vários mundos. Os 68 quartos e as quatro
suítes, todos eles amplos e confortáveis, com
decoração contemporânea (sem esquecer
pormenores como a possibilidade de ver
televisão no espelho do WC, nas suítes),
dividem as suas vistas entre o jardim e o golfe.
Esta ligação à envolvente natural é, aliás,
um dos aspetos incontornáveis (tal como a
ligação às questões ambientais, como prova
o facto de ter sido o primeiro hotel nacional
a aderir ao projeto Check Out for Nature,
da WWF). Ao contrário do que é comum,
villas Além dos 72 quartos,
o Onyria oferece 12 villas que
ampliam a privacidade
histórico O pavilhão de caça do Rei
D. Carlos I foi totalmente recuperado
sonhos O badge dos funcionários
tem o sonho de cada um deles
spa 700 m2 e uma extensa lista de
tratamentos e massagens
lobby O branco brilha sob influência
da luz natural
suíte Existem quatro, de grandes
dimensões e elevado conforto
Cx
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51
f
fugas
primeiro existiu um projeto de arquitetura
de exteriores (pela mão do arquiteto
Caldeira Cabral), ao qual o arquiteto João
Paciência teve de adaptar o edifício. A provar
esse comungar de interesses está a pala
implementada na fachada do hotel, onde se
fez uma abertura pela qual passa o tronco de
uma enorme árvore. Atravessando as paredes
de vidro, por onde a luz natural faz brilhar,
ainda mais, o branco do lobby, damos por
nós num belíssimo jardim, com ligação
à piscina exterior do spa (com 700 m2
e uma vasta lista de tratamentos e massagens
à disposição) e à piscina oceânica, que, em
breve, permitirá dar um mergulho diferente
na água do mar.
É tudo isto que quem chega ao Onyria
procura, com o extra de querer comprovar o
porquê do prémio atribuído no TripAdvisor
(existe um estudo que mostra que sete
em cada dez clientes não viajam sem
O PRIMEIRO SONHO
LEVARÁ UM CLIENTE A
VER NASCER O SOL A
BORDO DE UM BALÃO
consultarem a opinião de outros e que nove
em dez valorizam mais a opinião de outros
turistas do que as mensagens corporativas).
«Há clientes que leem comentários e que,
depois, nos confrontam com esses mesmos
comentários», revela o diretor do hotel.
«Isto traz responsabilidade acrescida, traz
um compromisso com a qualidade que não
pode ser posto em causa. Sabemos que as
expectativas dos clientes são muito elevadas
e, inclusivamente, alguns sabem os nomes e
os sonhos de alguns funcionários.»
Fruto desta dinâmica, em que clientes
e funcionários partilham sonhos, o Onyria
elevou a fasquia: nos questionários de
satisfação, os clientes são convidados a
partilharem o seu sonho, passando a ser
ambição do hotel concretizá-los. O primeiro
a ser concretizado será o de um cliente
inglês, que regressará ao nosso País para
assistir ao nascer do sol a bordo de um
balão de ar quente. «Podem existir sonhos
não realizáveis, mas, nesse caso, tentaremos
criar uma experiência que, de alguma forma,
se relacione e demonstre esse sonho»,
explica Paulo Figueiredo. «O fundamental
é continuarmos a promover esta vontade de
sonhar.» E, acredite, no Onyria Marinha não
faltam motivos para sonhar. Mesmo quando
estamos acordados.
Guia de Viagem
Como ir
Tendo Lisboa como ponto de partida,
siga as indicações para A5 Cascais.
Mantenha-se na autoestrada
durante cerca de 20 km e tome a
saída Cascais-Birre. Entre na estrada
nacional, na direção de Birre,
e, aí chegado, siga as indicações
em direção à Quinta da Marinha.
www.onyriamarinha.com
O que fazer
O Onyria convida ao descanso, mas
existem vários motivos para sair do
seu quarto. Se for fã de golfe, terá à
disposição um campo desenhado
pelo lendário arquiteto norte-americano Robert Trent Jones.
O campo de golfe, de 18 buracos,
estende-se entre Cascais e o cabo
da Roca, num total de 5870 metros.
À sua espera está, também, o
RitualSPA, um espaço onde se
descobre um oásis de sensações e
que oferece uma vasta variedade
de tratamentos, com ligação direta
às piscinas interior e exterior. A
propósito de piscinas, neste verão
uma das grandes sensações será
a piscina oceânica. O hotel dispõe,
ainda, de uma série de atividades
complementares: passeios a
cavalo, aluguer de bicicletas,
campos para a prática de ténis, de
squash e de paddle.
Vantagens exclusivas
O Onyria Marinha – Edition Hotel
& Thalasso oferece aos titulares
de cartões da CGD 50% de
desconto sobre a tarifa de balcão
e 10% nos pacotes públicos, além
de tratamento VIP no quarto, à
chegada, com água e fruta.
Saiba quais os cartões em
www.vantagenscaixa.pt.
Para esta oferta, é obrigatória a
apresentação do cartão no ato
de check-in e pagamento com o
mesmo no ato de check-out, não
sendo os descontos acumuláveis
com quaisquer outras promoções
ou vantagens.
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Cx
a rev i s ta d a ca i xa
f
finanças
3. Taxa de esforço acima dos 35 por cento
A bem da saúde financeira do agregado
familiar, a sua taxa de esforço (relação entre
o montante das prestações de crédito e o
rendimento disponível) não deverá ultrapassar
os 35 por cento. Caso o esforço do agregado
seja superior, deverá procurar cortar nas
despesas mensais ou aumentar os rendimentos.
4. Corte nos rendimentos
Não é raro ouvir falar em cortes nos ordenados
ou empresas que deixam de pagar horas
extra, por isso o orçamento familiar deverá
contemplar a possibilidade de um dos
membros sofrer penalizações nos rendimentos.
É fundamental ter um fundo de emergência
que ajude a fazer face a este problema.
5. Ser despedido ou estar em vias de...
De acordo com a Deco, o desemprego é,
neste momento, a maior causa de sobre-endividamento em Portugal. Deverá ter um
fundo de emergência, assim como um plano
secundário para colmatar estas necessidades,
como, por exemplo, despesas que possa
eliminar ou objetos que possa vender.
SOBRE-ENDIVIDAMENTO
Esteja atento aos sinais
O desemprego é a principal causa para o sobre-endividamento.
Mas, antes de chegar a este ponto, há uma série de sinais de alerta
Foto: iStockphoto
que não devem ser ignorados
O SOBRE-ENDIVIDAMENTO das famílias é
um tema que, nos últimos anos, tem vindo
a ganhar cada vez mais relevância. Muito
por culpa do número crescente de famílias
que, sem capacidade para gerir o dia a dia
com base no seu orçamento, se veem na
contingência de terem de pedir ajuda para
tentar sair de situações de incumprimento.
E a verdade é que, numa sociedade de
consumo e caso não exista a capacidade para
fazer a gestão mais correta do dinheiro, se
torna simples partir para um crédito a fim
de ter algo que muito se deseja. Segue-se
outro e outro e, a dado ponto, a situação
torna-se incomportável. Mas, estando atento
ao conjunto de sinais que, seguidamente, lhe
apresentamos, é possível evitar uma situação
extrema.
1. Não ter orçamento familiar
Não saber quanto dinheiro entra e sai da
sua conta bancária é o primeiro passo para a
desorganização financeira. É importante que
registe todos os movimentos bancários, para
tomar consciência dos seus pontos fracos e
tomar medidas para os corrigir.
2. Não ter um fundo de emergência
Quando os imprevistos surgem, como
um acidente que o incapacita temporariamente
de trabalhar ou o desemprego, e não existe
fundo de emergência, é mais fácil cair numa
espiral de sobre-endividamento. O fundo
de emergência deverá conter entre três
a seis meses de despesas fixas e tem
como objetivo reduzir a tendência de sobre-endividamento.
6. Contas em atraso
Geralmente, começa por deixar de pagar
pequenas despesas, como o condomínio, mas
é quando começa a deixar de conseguir fazer
face a despesas mais relevantes, como o colégio
dos filhos, que a situação se agrava. Não
significa que esteja num ponto sem retorno,
mas já deverá ter procurado ajuda (Deco,
GOEC, entre outros).
7. Fazer créditos para pagar créditos
Se sentir necessidade de um crédito pessoal
ou de recorrer ao cartão de crédito para pagar
outras dívidas em atraso, isso é um grande
sinal de que precisa de pedir ajuda. Deverá
evitar ao máximo chegar a este ponto, pois irá
tornar-se numa bola de neve.
8. Deixa de pagar despesas básicas
Normalmente, o crédito à habitação é a última
despesa que as pessoas deixam de pagar, mas,
quando chegam a este ponto, a situação já é
complicada.
Saiba mais sobre finanças pessoais em
www.saldopositivo.cgd.pt; o site de literacia
financeira da Caixa.
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
53
f
finanças
O testemunho de quem sabe
«O FACTO DE APRESENTAR ATIVIDADES
PRÁTICAS COM CONTEÚDOS
INTERDISCIPLINARES OBRIGA OS
ALUNOS A CONSCIENCIALIZAREM-SE
DA IMPORTÂNCIA DO SABER PARA O
SABER-FAZER.»
A. Relvas, prof.ª de Português, Fundão
«ATIVIDADE DINÂMICA, INTERESSANTE
E PEDAGÓGICA, MOBILIZADORA
DE COMPETÊNCIAS NEM SEMPRE
INCENTIVADAS EM SALA DE AULA.»
Maria Oliveira, prof.ª de Economia, Mafra
«NUMA FASE DE TANTAS ALTERAÇÕES
SOCIOECONÓMICAS, O TEMA GESTÃO/
ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA É
INTERESSANTE E PERTINENTE PARA
ALUNOS DESTA FAIXA ETÁRIA (9.º ANO).»
LITERACIA FINANCEIRA
Um, dois, três!
Vamos contar outra vez!
Na sua terceira edição, o projeto Educação+ Financeira voltou a cativar
milhares de pessoas de todas as idades, despertando-as para as questões
relacionadas com a literacia financeira
Por Pedro Guilherme Lopes Fotografia Anabela Trindade
A CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS e a
Universidade de Aveiro reeditaram, no ano
letivo de 2012/13, o projeto Educação+
Financeira, uma iniciativa conjunta que
tem como objetivo divulgar, sensibilizar
e mobilizar os jovens para as questões da
educação financeira. Questões que, na última
década, têm vindo a ganhar cada vez maior
importância, fruto da crescente preocupação
com a reconhecida fraca capacidade das pessoas
em lidarem com as suas finanças pessoais.
Dirigido, especialmente, aos jovens dos
sete aos 17 anos, este projeto assenta numa
exposição itinerante, com atividades interativas
que colocam os visitantes perante desafios,
confrontando-os com as escolhas relativas à
gestão do seu dinheiro no dia a dia: ganhar,
gastar, poupar e investir. O princípio norteador
passa por despertar a curiosidade, o espírito
crítico e o interesse dos visitantes, levando-os
54
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
a aprofundar conhecimentos, a desenvolver
atitudes e a adotar comportamentos
socialmente responsáveis, de cidadania ativa.
Este ano, a exposição apresentava três
módulos, com conteúdos adaptados às
diferentes faixas etárias, correspondendo a
três tipos de atividades, que respondiam a
três problemáticas: «Dinheiro Para Quê?»,
«Como Gastar o Dinheiro?» e «Compro ou Não
Compro?»
Pedro Abrantes, prof. de Matemática,
Vila Verde
Paralelamente, decorreu o ciclo de
conferências Construindo uma Educação+
Financeira, visando o reforço da sensibilização
e da mobilização dos agentes educativos
locais, a quem cabe um papel fundamental
no desenvolvimento da educação financeira.
Falamos não só de pais e professores, mas,
também, de autarcas, funcionários municipais
e outros quadros públicos, privados e
associativos.
Modelo de sucesso que ensina a gerir
Sérgio Cruz, da Universidade de Aveiro, revela
que se «verifica um crescente interesse das
pessoas por estas questões, pela necessidade
de saberem mais para compreenderem as
questões que têm a ver com o dinheiro – o
seu dinheiro – e poderem tomar decisões mais
acertadas. Aparentemente, este tempo de crise
que atravessamos é uma boa oportunidade
para o desenvolvimento da educação
financeira». Revela-se, pois, mais do que nunca,
fundamental a realização de iniciativas como
a Educação+ Financeira, que contribuam para
uma maior consciência das pessoas face à
gestão das finanças pessoais, do seu dinheiro.
«O feedback que temos vindo a receber por
parte dos visitantes, bem como o número de
solicitações para receber a exposição que nos
chegaram – e que não conseguimos satisfazer
Print
PENSAR O FUTURO
Isabel Braz, da Direção de Comunicação e Marca da Caixa, aponta a importância de promover a literacia
financeira junto dos mais jovens
A Exposição Educação+ Financeira insere-se na
política de responsabilidade social da Caixa Geral
de Depósitos, particularmente no que concerne
à promoção da literacia financeira, sendo os mais
jovens os destinatários privilegiados. «Os mais
novos são, com efeito, o futuro. E, melhor do que
ninguém, podem inverter ou corrigir hábitos de
consumo menos positivos que permanecem na
sociedade portuguesa», afirma Isabel Braz.
«Neste contexto, em 2010, surge a exposição
– são a garantia dos resultados. A mensagem
está a chegar às pessoas, a ajudar a despertar
consciências para as questões da educação
financeira», confirma o responsável da
Universidade de Aveiro, onde a edição 2012/13
terminou, em abril, e por onde passaram mais
de 14 500 jovens.
As reações positivas são, igualmente,
sublinhadas por Marcelo Sousa, elemento
da CGD no terreno. «O feedback foi bastante
positivo, a começar pelos miúdos. Gostaram de
como os módulos foram organizados (em forma
de jogos interativos, no qual a experimentação
foi uma constante) e tanto a sua vontade de
participar como o interesse demonstrado foram
imensos.» Já os professores, acrescenta Marcelo,
«acharam a exposição deveras interessante
itinerante Educação+ Financeira, uma parceria com
a Universidade de Aveiro, instituição com quem
mantemos, há vários anos, uma relação sólida e
criativa, outro dos motivos que nos faz valorizar
esta iniciativa.»
Atingido o final da terceira edição, no total, o
projeto já passou por mais de 60 cidades e
recebeu mais de 65 mil visitantes de todas as
idades, sobretudo crianças e jovens. Trata-se,
pois, de um sucesso desde a primeira hora.
porque consegue trazer para o ambiente escolar
um tema muito importante, de uma forma
descontraída, conseguindo, assim, despertar
muito mais a atenção dos alunos».
Marcelo destaca, ainda, a importância de
existirem três módulos, dirigidos às várias
faixas etárias, o que permitiu que todos os
participantes se sentissem integrados e que o seu
interesse fosse efetivo. E, em jeito de balanço,
afirma que, «nestes tempos cada vez mais
difíceis para as finanças dos portugueses, este
projeto ganha ainda mais importância. É um
apelo, dirigido aos jovens, para a importância
do consumo responsável, para os hábitos de
poupança fazerem parte do nosso quotidiano
e de como é importante fazermos uma gestão
rigorosa do nosso orçamento pessoal.»
CARTÕES LOL
Na Caixa, há cartões que
ensinam a poupar
Sabia que a Caixa ajuda a
gerir a mesada dos jovens,
transferindo para a poupança o
montante não utilizado durante
o mês? É isso que acontece com
os cartões LOL.
O LOL Júnior (10-15 anos) e o
LOL (15-18 anos) são cartões
pré-pagos, que funcionam com
base num valor previamente
carregado, que pode ser
pontual ou agendado. O nível
de segurança na utilização é
muito elevado, já que todas as
operações requerem o número
de identificação pessoal e os
gastos são limitados ao saldo
existente. No caso do LOL
Júnior, existe, mesmo, um limite
diário de utilização, atualmente
de 50 euros, conferindo, ainda,
maior proteção e controlo dos
gastos.
A vertente didática destes
cartões é, também, um
fator muito importante, já
que é o jovem que gere e se
responsabiliza pelo dinheiro,
avaliando as opções de compra
de acordo com o saldo de que
dispõe.
E essa gestão passa também
pela poupança. Esta opção
funciona de um modo muito
simples: no final de cada mês, o
que sobrar no saldo do cartão é
guardado e, sempre que atinja
dez euros ou mais, é transferido,
automaticamente, para a conta
de poupança Caixa Projecto,
onde fica a render juros.
emoções finais A final das
Competições Nacionais de
Ciência decorreu em simultâneo
com o encerramento da
exposição Educação+ Financeira.
No último dia, a entrega dos
prémios para os melhores alunos
do 12º ano de Física, Biologia
e MAT12 contou com o apoio
da Caixa
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55
i
institucional
CLIENTE MAIS
Ser Cliente Mais é somar 12 vantagens
Tenha mais vantagens em poupanças, mais vantagens na gestão do dia a dia,
mais vantagens em financiamentos e, ainda, em seguros. Seja Cliente Mais
PORQUÊ TER MENOS quando pode ser
mais? Esta é a pergunta que a Caixa lhe
coloca, se ainda não conhece ou beneficia das
vantagens de ser Cliente Mais. Falamos de
vantagens em poupanças, vantagens na gestão
do dia a dia, em financiamentos e em seguros.
Mas, afinal, o que é um Cliente Mais? É
o Cliente que detém os produtos básicos
para organizar a sua vida financeira, gerir
o dia a dia e poupar para o futuro: conta à
ordem com domiciliação do rendimento,
Caixadirecta, cartão de crédito e cartão de
débito.
São doze as vantagens, às quais se acresce
o serviço e a disponibilidade de sempre.
Conheça-as:
SOMAR VANTAGENS EM POUPANÇAS
1. Depósitos Mais com taxas de juro
majoradas
Obtenha poupanças adicionais com a
subscrição de depósitos a prazo com taxas
de juro superiores às da oferta base. Por
exemplo, a subscrição de cinco mil euros
num Depósito Mais 1 Ano dá-lhe uma
remuneração adicional de 60,23 euros,
quando comparado com a aplicação do
mesmo valor num depósito mobilizável a
um ano da oferta base.
2. Melhor remuneração no serviço
Caixa Família
Para rendimentos domiciliados acima de
500 euros, extensivo a todos os familiares
aderentes. O Cliente deverá ser detentor
de um dos seguintes cartões: ON, Caixa
Activa, Caixa Woman, Caixazul, Caixa ISIC
ou MTV.
3. Acesso a produtos exclusivos
Disponibilizados em campanhas de
poupança e de investimento, em condições
vantajosas.
SOMAR VANTAGENS NA GESTÃO
DO DIA A DIA
4. Antecipação do ordenado
Adiante até cem por cento do seu ordenado,
até 30 dias, com o Caixaordenado(1), sem
encargos nem juros para utilizações até 250
euros, durante sete dias. Têm acesso a esta
vantagem os Clientes com domiciliação de
ordenado.
5. Isenção de comissão de manutenção
Domicilie o seu rendimento e fique isento
da comissão de manutenção da conta à
ordem, poupando até 62,40 euros anuais
(exemplo de poupança anual para Clientes
com saldos médios trimestrais inferiores a
1500 euros).
SOMAR VANTAGENS
EM FINANCIAMENTOS
6. Crediformação(2) com prestações mais
suaves
Reduza 0,125 por cento na taxa de juro do
seu empréstimo.
7. Crédito Pessoal Saúde(3) com uma
mensalidade mais baixa
Beneficie de uma redução de 0,125 por cento
na taxa de juro.
8. Benefícios no Crédito Pessoal Energias
Renováveis(4)
Obtenha uma redução de 0,125 por cento
na taxa de juro.
9. Crédito à habitação com excelentes
condições(5)
Compre ou troque de casa com uma redução
de 0,10 pp no spread do crédito à habitação.
SOMAR VANTAGENS EM SEGUROS(6) (7)
10. Novas adesões com descontos até três
por cento
Adquira um dos cartões de saúde Activcare
TAEG 12,6% para uma utilização de crédito de 1500 euros, pelo prazo de três meses, à TAN de 11,45%, contratado separadamente.
TAEG de 4,2% calculada com base numa TAN de 3,584% (Euribor 3M + 3,375%), em maio de 2013, para um crédito de 12 mil euros, com prazo total de 180 meses (24 meses de utilização +
36 meses de diferimento + 120 meses de reembolso) e garantia de fiança. Prestação na fase de utilização: 37,49 euros. Prestação na fase de reembolso: 120,79 euros. MTIC: 17 132,92 euros.
(3) TAEG de 6,0%, calculada com base numa TAN de 3,584% (Euribor 3M + 3,375%), em maio de 2013, para um crédito de 5 mil euros, com reembolso a 60 meses e garantia de fiança. Exemplo
para Cliente com rendimento médio mensal igual ou inferior a três vezes o salário mínimo nacional (1455 euros brutos). Prestação mensal 92,81 euros. MTIC: 5756,77euros.
(4) TAEG de 4,8%, calculada com base numa TAN de 4,084% (Euribor 3M + 3,875%), em maio de 2013, para um crédito de 20 mil euros, com reembolso a 96 meses (inclui 12 meses de período
de diferimento de capital), garantia de fiança e e parceria Yunit. Prestação mensal na fase de carência de 69,09 euros e na fase de reembolso de 275,17 euros. MTIC: 24 416,35 euros.
(5) TAE de 5,481%; TAER de 5,523%, calculadas Euribor 6 M, em maio de 2013, arredondadas à milésima e acrescidas de 4,50% de spread. Exemplo para um financiamento de 100 mil euros, a
40 anos, valor de avaliação de 134 mil euros, Cliente com 30 anos, com detenção dos seguintes produtos: cartão de débito; cartão de crédito; Caixadirecta; domiciliação de rendimentos. Inclui
comissões do Banco. Comissão por reembolso antecipado, parcial ou total, 0,5% do capital reembolsado.
(6) Seguros da Fidelidade – Companhia de Seguros, S.A., comercializados através da Caixa Geral de Depósitos, S.A., na qualidade de mediador de seguros. A Caixa Geral de Depósitos, S.A.,
doravante apenas CGD, pessoa coletiva n.º 500960046, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, com o capital social de 5900 000 000,00 euros, com Sede na Avenida
João XXI, n.º 63, 1000-300 Lisboa, solicitou, em 19 de setembro de 2007, a sua inscrição no Instituto de Seguros de Portugal, na categoria de Mediador de Seguros Ligado, nos Ramos
de Seguros de Vida e Não Vida, e respetiva autorização para trabalhar com a Fidelidade – Companhia de Seguros S.A., encontrando-se registada sob o n.º 207186041. Os dados da CGD,
enquanto Mediador de Seguros, estão disponíveis e podem ser consultados no sítio do Instituto de Seguros de Portugal (www.isp.pt). A CGD, enquanto mediador, não tem poderes para
celebrar contratos de seguro em nome do Segurador, nem assume a cobertura dos riscos. A CGD, enquanto Mediador de Seguros Ligado, não tem poderes de cobrança, embora, enquanto
instituição bancária, possa executar as operações próprias desta atividade, designadamente, as operações de débito em conta ou transferência bancária autorizadas pelo respetivo titular.
(7) Condições válidas para novas subscrições, efetuadas até 3 de dezembro 2013, na Rede da Caixa Geral de Depósitos.
(1)
(2)
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CONHEÇA OS EXEMPLOS
DA MARTA E DO DIOGO
ou subscreva um Plano de Saúde Multicare,
o seguro de acidentes pessoais Caixa
Proteção Total, o Seguro de Acidentes
de Trabalho Empregada Doméstica
ou o Seguro Viagem, com descontos até três
por cento.
11. Oferta de vouchers
e do cartão Activcare Geral
Receba vouchers com descontos em
consultas nos Hospitais HPP pela aquisição
dos seguros Caixa Proteção Vida, Caixa
Woman, Casa Pack Recheio e/ou
Help-a-Home. Se já possuir um seguro
do ramo Não Vida, usufrua, também,
da oferta da primeira anuidade do cartão
Activcare Geral (PVP 82 euros), se
subscrever um novo Seguro Automóvel,
o Seguro de Acidentes de Trabalho
Empregada Doméstica ou o Caixa
Seguro Lar.
12. Descontos até dez por cento
em oficinas
Adira ao seguro automóvel Liber 3G e
usufrua destes descontos em, por exemplo,
aquisição de pneus, manutenção e
reparação de veículos. Consulte a lista de
oficinas convencionadas.
Saiba mais numa Agência da Caixa ou
em www.cgd.pt, onde tem um simulador
que permite calcular as vantagens de ser
Cliente Mais.
EXEMPLO DE POUPANÇA NO PRIMEIRO ANO
COM O SERVIÇO CAIXA FAMÍLIA MAIS
Poupança com os serviços Caixa Família
Montante
TANB
Imposto
Juros líquidos
(semestre)
Juros líquidos
(1.º ano)
Caixa Família
Base
50 000€
1,116%
28,000%
[1] 201,96€
[3] = [1] × 2
403,92€
Caixa Família
Mais
50 000€
3,000%
28,000%
[2] 543,00€
[4] = [2] x 2
1 086,00€
Poupança Total
[5] = [4] - [3]
682,08€
Poupança para cada um dos três Clientes
[6] = [5] ÷ 3
227,36€
A Marta beneficia
de vantagens várias
com o Depósito
Mais 1 Ano, com a
isenção na conta à
ordem, prestações
mais suaves no
Crediformação e
descontos na adesão
ao Seguro Multicare Plano Total:
qVANTAGEM 1: Aplicação de 5000 euros num
Depósito Mais 1 Ano, em vez de num Depósito
a Prazo 1 Ano mobilizável da oferta base.
Poupa 60,23 euros.
q7"/5"(&. Conta à ordem isenta de
comissões. Poupa 62,40 euros*.
* Exemplo de poupança anual para Clientes
com saldos médios trimestrais inferiores a
1500 euros.
q7"/5"(&. Crédito pessoal para
formação. Poupa 15,60 euros*.
* Poupança calculada para um crédito de
12 mil euros, com prazo total de 180 meses
(24 meses de utilização + 36 meses de
diferimento + 120 meses de reembolso).
q7"/5"(&. Seguro Multicare Plano Total.
Poupa 14,51 euros*.
* Poupança obtida com o desconto de um por
cento sobre o prémio anual do seguro.
No total, a Marta irá poupar 152,74 euros (8)
no primeiro ano de adesão.
Já o Diogo usufrui de
vantagens através
do Caixa Família, da
isenção de comissão
na conta à ordem e
da oferta da primeira
anuidade do cartão
de saúde Activcare
Geral:
q7"/5"(&.Associação de três contas
Caixapoupança da família (avô, pai e Diogo) no
serviço Caixa Família, com um saldo global de
50 mil euros, a que corresponde uma TANB
diferencial de 1,884 por cento. Poupa 227,36
euros (ver quadro).
q7"/5"(&. Conta à ordem isenta de
comissões. Poupa 62,40 euros*.
* Exemplo de poupança anual para Clientes
com saldos médios trimestrais inferiores a
1500 euros.
q7"/5"(&. Oferta da primeira anuidade
do cartão de saúde Activcare Geral. Poupa
82,00 euros*.
* Exemplo para Cliente titular de um seguro do
ramo Não Vida (Automóvel, Acidentes Trabalho
Empregada Doméstica, Caixa Proteção Total,
Multicare, Caixa Seguro Lar, Help-a-Home)
que adquira um novo seguro.
Assim, no primeiro ano, o Diogo poupará 371,76
euros.(8)
(8)
Cálculos efetuados para o primeiro ano.
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57
i
institucional
EMPREENDEDORISMO
Fundo Bem Comum
Não deixe que as suas ideias desapareçam.
Transforme-as no seu próprio negócio
O FUNDO BEM COMUM é uma iniciativa
da Associação Cristã de Empresários e
Gestores, que conta com o investimento
da Caixa e que visa apoiar a criação de
novas empresas com potencial económico.
Destinado a pessoas com mais de 40 anos,
com experiência profissional, o Fundo Bem
Comum tem como objetivos:
DESTINADO A PESSOAS
COM MAIS DE 40 ANOS,
COM EXPERIÊNCIA
PROFISSIONAL
> Estimular quadros qualificados em
situação de desemprego ou emprego
precário a desenvolverem os seus projetos;
> Apoiar os projetos com potencial de
crescimento, financeiramente e com
assessoria técnica, no sentido de garantir a
criação sustentável de postos de trabalho;
> Potenciar uma plataforma ampla de apoio
e informação ao empreendedorismo sénior.
Como funciona: O Fundo investe na
concretização de uma ideia de negócio,
participando no capital social da empresa,
e faz um acompanhamento ativo e focado
no sucesso do projeto durante um período
máximo de seis anos.
A quem se destina: Pessoas com mais
de 40 anos, desempregados ou em risco de
DEPÓSITOS CAIXAZUL [email protected]
A SUBSCRIÇÃO VALEU BILHETES DUPLOS PARA O EDP COOLJAZZ
A Caixa irá levar Clientes ao festival que, anualmente, passa pelos jardins de Oeiras, este
ano a realizar-se de 4 a 27 de julho. No total, foram entregues 128 bilhetes duplos aos
Clientes com domiciliação de rendimentos que subscreveram um Depósitos Caixazul
[email protected], entre 20 de maio e 7 de junho, numa oferta limitada ao stock existente.
Exclusivos para Clientes Caixazul, com prazos diversificados e taxas de remuneração
atrativas, os Depósitos Caixazul [email protected] estão disponíveis, com toda a facilidade e
comodidade, através do serviço Caixadirecta on-line, a partir de 500 euros.
Prazo: 365 dias
Prazo: 181 dias
Prazo: 90 dias
TANB:
2,05%
TANB:
2,35%
12M
TANB:
1,40%
6M
3M
Renovação automática: Não
Montante: 500 a 50 000 euros
Remuneração: Fixa
Mobilização antecipada: Sim, com perda de juros corridos
Para mais informações, contacte o seu Gestor Dedicado ou consulte o site http://caixazul.cgd.pt.
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a re v i s ta d a c a i xa
ideias São admitidos projetos para todos os
setores de atividade, exceto restauração, e que
exijam um investimento superior a 50 mil euros
perder o emprego, que tenham uma ideia
de negócio com potencial económico. São
admitidos projetos para todos os setores de
atividade, exceto restauração, e que exijam
um investimento superior a 50 mil euros.
Candidaturas: O processo inicia-se com
o preenchimento de um formulário, em
www.bemcomum.pt. Os candidatos serão,
posteriormente, contactados pela sociedade
Bem Comum. Os promotores que tenham a
sua ideia de negócio aprovada na primeira
fase de candidatura poderão contar com
o apoio da sociedade Bem Comum na
elaboração do plano de negócios.
Critérios de aprovação: Necessário
uma ideia de negócio, capaz de gerar uma
empresa viável e com rentabilidade, e um
promotor com capacidade empreendedora e
experiência profissional relevante.
Os projetos aprovados terão o apoio do
Bem Comum, que colocará ao serviço dos
seus investimentos as suas capacidades,
assim como as competências, de forma
voluntária e sem remuneração, de membros
com reconhecida experiência.
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através do telefone 217 941 323 ou por
e-mail para [email protected]
i
institucional
S O LU Ç ÃO I N OVA D O R A
App Caixadirecta
Após o lançamento pioneiro para Windows 8, a Caixa disponibiliza,
agora, a App Caixadirecta para tablet e smartphone dos sistemas
operativos iOS, da Apple, e Android
A APP CAIXADIRECTA é uma experiência
única de acesso simples e cómodo à Caixa.
De modo interativo e inovador, pode contar
com o apoio permanente do gestor ou do
assistente comercial, pedir um contacto,
enviar uma mensagem segura ou conhecer
as oportunidades selecionadas para si. Pode,
igualmente, consultar as suas contas, com
visualização de informação gráfica e alerta
de variação do saldo dos últimos sete dias,
consultar os seus cartões, agendar ou efetuar
transferências e fazer pagamentos.
Com a App Caixadirecta, pode, também,
poupar de forma simples e rápida. Basta
carregar no botão «Poupe já» e o montante
previamente definido por si será transferido,
de imediato, da conta à ordem para uma
conta de poupança.
Além da componente transacional,
a App apresenta-lhe as campanhas
em destaque, dá-lhe acesso a ferramentas
de apoio, como o simulador do cartão
Made By, a calculadora com os mecanismos
de poupança automática e a pesquisa
de Agências, e ajuda-o com uma
demonstração.
Para utilizar a App Caixadirecta para
os sistemas operativos iOS e Android,
basta aceder à App Store, da Apple, ou ao
Google Play, respetivamente, num tablet ou
smartphone, e fazer a instalação da aplicação.
A App Caixadirecta está, igualmente,
disponível em PC ou tablet com o sistema
operativo Windows 8, da Microsoft, acessível
para instalação na loja Windows. Saiba mais
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CARTÃO MADE BY
O Made By(1) é uma solução
inovadora, em que cada
utilizador cria um cartão único
e à sua medida, selecionando
as características mais úteis e
evitando custos em atributos
não valorizados. São mais de
mil combinações à escolha,
sendo possível escolher, entre
outros atributos, a imagem, um
dos programas de lealdade que
premeiam a utilização do cartão,
um pacote de seguros base,
médio ou alargado, assim como
a modalidade de pagamento
que mais lhe convém: 5%,
10%, 25%, 50%, 75% ou 100%
do total em dívida, por débito
automático da conta à ordem
associada.
O valor da mensalidade
deste cartão varia entre um e
dois euros(2), em função dos
atributos escolhidos, sendo
devolvida sempre que a
utilização mensal do cartão seja
igual ou superior a 250 euros.
O cartão Made By tem, ainda,
associado um conjunto alargado
de descontos e benefícios em
inúmeros parceiros da Caixa,
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(1) TAEG de 17,0% a 18,6%,
em função da mensalidade
contratada, para um montante
de 1500 euros, com reembolso a
12 meses, à TAN de 15,75%.
(2) Acresce o imposto de selo à
taxa de 4%
Fracione o pagamento das suas compras sem a cobrança de juros
Sabia que o seu cartão de crédito da Caixa permite fracionar o pagamento daquelas calças de ganga da Salsa que viu no centro comercial em seis
vezes, sem juros, para compras entre 300 e 600 euros? Ou da bolsa que viu na montra da Loja das Meias em duas vezes sem juros? Ou até aquele
fato da Giovanni Galli, que tanto jeito lhe dava, em três vezes sem juros? Conheça estes e outros parceiros da Caixa em www.vantagenscaixa.pt.
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
59
s
sustentabilidade
C ÁT E D R A D O M A R
Mergulho no conhecimento
A Cátedra CGD – Estudos do Mar é o resultado de uma perfeita aliança entre
a Caixa Geral de Depósitos e a Universidade de Aveiro. Uma parceira que mergulhou no conhecimento
marítimo em nome de uma economia do mar mais competitiva, inovadora e produtiva
Por Ana Cátia Ferreira Fotografia Anabela Trindade
COM OS OLHOS POSTOS na importância
do conhecimento para a sustentabilidade
do País, a Caixa Geral de Depósitos aceitou
o desafio da Universidade de Aveiro (UA)
para a criação de uma cátedra, pioneira em
Portugal, dedicada ao estudo das temáticas
do mar. Os motivos para a adesão imediata
prendem-se, «primeiro, pela parceria sólida,
consistente e frutuosa que associa, desde
6 de novembro de 1995, a CGD à UA. Em
segundo lugar, pela importância estratégica
que o mar tem no desenvolvimento
económico do nosso País. E, finalmente, em
terceiro, por aquilo que é a visão do papel de
um banco e, sobretudo, de um Banco como
a CGD», explicou Rui Soares, diretor central
da Direção de Particulares e Negócios Centro
60
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
da CGD, na sessão de lançamento, realizada,
recentemente, no auditório da reitoria da
Universidade de Aveiro.
Intitulada «Cátedra CGD – Estudos
do Mar», esta cátedra reafirma, também,
a vontade desta Universidade em dedicar-se a áreas de investigação seletivas, «onde
fazemos bem, mas queremos fazer melhor»,
referiu Manuel António Assunção, reitor
da UA, acrescentando, ainda, a mais-valia
do «envolvimento de parceiros da sociedade
que reconhecem a importância estratégica
da investigação».
Por sua vez, Graham John Pierce,
o investigador escocês escolhido para
coordenar esta cátedra, afirmou que
pretende desenvolver as suas ideias sobre
o trabalho, nas áreas da «pesca de pequena
escala, interações entre cetáceos e pescas, e
desenvolver modelos de ecossistemas que
podem ser usados para auxiliar a tomada de
decisões de gestão de conservação».
Espera-se que a Cátedra CGD – Estudos
do Mar traga mais investigadores de renome
internacional, dê apoio à formação de
futuros profissionais e reforce o contributo
para a investigação científica na área das
ciências do mar. Visa-se, consequentemente,
o desenvolvimento da economia do mar,
intensificando a sua intervenção nas
diferentes áreas de pesquisa, definindo
novas linhas de aproveitamento de recursos,
aumentando a produção de conhecimento
e respondendo aos desafios colocados
Print
permanentemente. Como José Fernandes
Mendes, vice-reitor da UA, sintetiza
pretende-se que esta cátedra seja «um polo
fortemente dinamizador» do conhecimento
ligado ao mar.
Aproximar as ciências do mar aos
interesses nacionais
«Na última década e meia, Portugal tem
apostado nas ciências e tecnologias do mar
mais por instinto do que por estratégia.
Reorganizar e repensar no sistema e nos
departamentos significa, nos tempos difíceis
de hoje, mudar. É preciso aproximar as
ciências do mar aos interesses nacionais,
que residem na economia e na geopolítica»,
reconheceu Tiago Pitta e Cunha, consultor
do presidente da República para as áreas do
ambiente, da ciência e do mar.
Segundos dados do estudo Blue Growth
for Portugal: uma visão empresarial da
economia do mar, realizado para a COTEC
Portugal, a economia do mar em Portugal
não ultrapassa os quatro mil milhões de
euros anuais, concluindo-se, portanto, que
a mesma está, «numa visão otimista, em
vias de desenvolvimento. Um crescimento
acentuado, a médio e a longo prazo, é
possível, devido aos recursos existentes»,
acredita Tiago Pitta e Cunha. «Deve-se aliar
a investigação científica à economia do
mar, mais agora, na atual crise económica,
e encontrar novos setores para a criação de
riqueza que estejam ligados aos recursos
naturais», continuou.
De acordo com José Fernando Mendes, a
instituição de cátedras como esta têm como
finalidade «abrir novas frentes de pesquisa,
ensinar os nossos estudantes e criar mais
equipas residentes de investigação com
estudantes de doutoramento e de pós-doutoramento». Além disso, «pretendemos
alargar a colaboração da UA com empresas
que tenham interesses de investigação
semelhantes aos nossos», acrescentou o vice-reitor da UA, salientando ainda que, através
de projetos e parcerias como a Cátedra
CGD – Estudos do Mar, é possível trazer os
melhores investigadores do mundo.
UM ESCOCÊS AO LEME
Graham John Pierce coordena
a Cátedra CGD - Estudos do Mar
oradores O especialista Graham John
Pierce e Rui Soares, diretor central da
Direção de Particulares e Negócios
Centro da CGD
O peso do mar nos estudos dedicados na
Universidade de Aveiro é muito significativo
e, por isso, paralelamente ao lançamento
da Cátedra CGD – Estudos do Mar, foram
apresentadas mais duas iniciativas: o Aveiro
Institute for Marine Science and Technology
(AIMare) e a Plataforma Tecnológica do Mar.
A primeira tem como objetivo coordenar
as competências científicas da UA em áreas
como a gestão do litoral e a investigação
marítima, enquanto a segunda visa promover
sinergias com os setores público e privado
ligados aos oceanos.
«Estamos a falar de alguém que
nos vai ajudar a pensar na área de
uma maneira diferente, alguém
que nos vai possibilitar ligações
com parceiros internacionais, que
vai potenciar a nossa investigação
e, através disso, a atração de
financiamentos internacionais de
projetos», assim dedicou Manuel
António Assunção, reitor da UA,
algumas palavras ao investigador
Graham John Pierce, responsável
pela Cátedra CGD – Estudos
do Mar.
Professor catedrático da
Universidade de Aberdeen,
Graham John Pierce é um dos
maiores especialistas em assuntos
do mar a nível mundial. O seu
trabalho centra-se nas águas
costeiras da Península Ibérica, da
Escócia, do Mediterrâneo e do
Atlântico Sudoeste, dedicando-se,
especialmente, aos estudos dos
mamíferos marinhos, cefalópodes,
biodiversidade marinha, gestão
de zonas costeiras e modelos de
habitat em animais marinhos.
A passagem de Pierce pela UA
tem como objetivo contribuir
quer para o estudo da valorização
e da preservação dos recursos
marinhos, quer para o cimentar do
desenvolvimento de políticas e da
economia do mar. O investigador
confessou estar satisfeito pela
sua estadia em Portugal e «muito
contente por um Banco português
estar interessado em patrocinar
este trabalho. Acho importante
desenvolver pesquisas marinhas
que respondam a alguns desafios
apresentados pelo estado dos
ambientes marinhos», concluiu.
Se és estudante universitário, o cartão de débito Caixa IU (ex-cartão CUP) reduz o número de cartões na carteira e aumenta as vantagens. Trata-se
de um cartão multifacetado, que permite levantamentos e pagamentos em lojas, funcionando, simultaneamente, como identificação académica. Além disso,
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61
s
sustentabilidade
O L I VA C R E AT I V E FA C T O R Y
A fábrica dos sonhos
A imaginação é a matéria-prima da Oliva Creative Factory.
A sua técnica produtiva é usar a criatividade para gerar negócios. E o seu valor
é calculado através da soma do talento com a ambição e o trabalho. O concelho de
São João da Madeira está prestes a inaugurar um cluster de indústrias criativas para
apostar em ideias inovadoras.
Texto Ana Ferreira Fotografia Anabela Trindade
ABRE-SE O PORTÃO a um novo episódio
da história da antiga Oliva, em São João da
Madeira. Outrora Império do Ferro, esta
fábrica foi fundada, em 1925, por António José
Pinto de Oliveira. Passados 88 anos, o nome
«Oliva» mantém-se, ao qual se acrescentou
«Creative Factory», um símbolo da sua
natureza produtiva atual.
A partir do próximo mês de julho,
neste portão, entrarão outros rostos de
homens e mulheres que darão vez aos
dos antigos operários e farão destas
instalações o seu espaço de trabalho. Desta
feita, não se trata de fabricar produtos
metalúrgicos, mas de ter criatividade para
gerar negócios. Esta ideia teve como ponto
de partida a necessidade de São João da
Madeira em «afirmar a competitividade
no tecido económico para a atratibilidade
do território. A Oliva Creative Factory
62
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a re v i s ta d a c a i xa
agrega essa realidade, desde logo porque
permite a regeneração urbana de uma zona
da cidade», explica Rui Oliveira Costa,
vice-presidente da Câmara Municipal
de São João da Madeira. Para a captação
de investimento, a aposta direciona-se
para o incentivo das indústrias criativas e
inovadoras (design, moda, software, design
de produto, webdesign, multimédia, entre
outras). Por um lado, promove-se a criação
de uma incubadora, onde os autores dos
projetos inovadores partilham um open space
e usufruem, durante um período máximo de
três anos, de todo o tipo de ferramentas para
implantarem a sua empresa. Por outro lado,
um business centre para empresas nacionais
e internacionais, que já se encontram
posicionadas no mercado, mas que poderão
servir de apoio às empresas incubadas e,
simultaneamente, beneficiar do ambiente
criativo para desenvolverem melhor os seus
produtos. Esta articulação entre a oferta de
competências profissionais e as empresas
emergentes ou projetos que necessitam de
apoio de gestores com experiência é um
trunfo para o crescimento das indústrias
criativas, ou seja, da economia.
De Oliva para o mundo
O arrojo da Oliva Creative Factory pretende
dar continuidade ao espírito visionário do
seu ex-fundador, que decidiu colocar em
prática iniciativas pouco comuns para a
época para fomentar o desenvolvimento
social e económico da sua empresa e da
sua região. As suas máquinas de costura
tornaram-se mundialmente conhecidas e
os reclamos publicitários luminosos eram
vistos pelo nosso País e nas ex-colónias
portuguesas.
Estes dois episódios produtivos partilham
um plano ousado, com a visão estratégica
de um dia conquistarem o País e além-fronteiras. O ponto de partida de ambas
foi e é São João da Madeira, um concelho
pequeno, mas com uma visão empresarial
ambiciosa e empreendedora, olhando
para casos de sucesso, como o Museu
da Chapelaria e o Sanjotec – Centro
Empresarial e Tecnológico.
Todavia, este projeto não viverá apenas
do público de São João da Madeira. «O
futuro da Oliva tem de ser internacional, o
que vai no sentido das iniciativas que estão
a ser desenvolvidas, como a ligação às redes
das incubadoras das indústrias criativas
rostos Rui Oliveira Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de São
João da Madeira, e Susana Menezes diretora
executiva da Oliva Creative Factory
Características técnicas
da obra
Print
Título da obra: Oliva Creative Factory
Autor da obra: Município de São da Madeira
Intervenientes: 30 postos de trabalho para
incubação de projetos criativos e nove espaços
para empresas maduras
Data de início da obra: Outubro 2011
Data de exposição: Julho de 2013
Dimensões da obra: 13 000m 2
Proveniência da obra: Fábrica Oliva
Técnica: Criatividade para gerar negócios
Género: Fábrica de sonhos
Valor: talento humano + ambição + trabalho
europeias», afirma Suzana Menezes, diretora
executiva da Oliva Creative Factory.
Porém, o caminho não se fará, somente,
com negócios. A Oliva quer ser, também,
um polo cultural. É na sala dos fornos,
onde outrora se procedia à esmaltagem das
banheiras, que se irão realizar os grandes
eventos culturais e empresariais. Esta sala,
a da convergência criativa, continuará a ser
o coração da fábrica. Existirá, ainda, uma
ala dedicada à arte contemporânea, a qual
contará com uma exposição permanente,
exposições temporárias, uma escola de
dança, oficinas de restauro e uma sala
de ensaios. Além disso, o espaço conta
com uma residência artística. No fundo, a
economia e a cultura, o negócio e o lazer
andam de mãos dadas, constituindo-se num
verdadeiro cluster de indústrias criativas.
Criativos para sempre
As primeiras empresas instalaram-se na Oliva
Creative Factory ja em Maio, mas a abertura
oficial só acontecerá dois meses mais tarde,
em julho. Isto, porém, não significa que
o trabalho esteja terminado, até porque
«a criatividade não pertence só ao artista
ou ao designer, mas, enquanto estratégia
SEJAM BEM-VINDOS
Todos os sanjoanenses
estão convidados a
deixar um contributo no
desenvolvimento da Oliva
Creative Factory, tal como
acontecera na antiga fábrica.
de desenvolvimento de uma cidade, diz
respeito a todos. E este é o desafio que
estamos a lançar», explica Suzana Menezes.
De igual modo, a criatividade não pertence
só a esta nova geração, mas a pessoas de
todas as idades. Os candidatos à Oliva não
foram apenas jovens em início de carreira
profissional, mas pessoas entre os 40 e os 50
anos, que «se encontram numa situação de
desemprego ou porque estão numa fase da
sua vida que estão prontas para transformar
a sua capacidade de trabalho e o seu talento
num projeto empresarial», explica a diretora
executiva.
Tendo como matéria-prima a criatividade,
este é «um lugar onde o sonho se concretiza,
seja que sonho for. Aquilo que a Oliva
quer representar é uma forma de tornar
verdadeiro esse projeto empresarial, cultural
ou pessoal», confidencia Suzana Menezes,
manifestando o desejo de que esta nova
comunidade criativa dê continuidade ao
sucesso do passado e que honre a memória
do seu fundador. Inclusive porque, entre
os novos rostos de homens e mulheres que
entrarão pelo portão estará o seu bisneto,
com o seu próprio negócio. Perpetua-se,
assim, o passado no futuro.
Num tributo aos muitos
homens e mulheres que
contribuíram para o sucesso
da antiga fábrica Oliva, em
São João da Madeira, o artista
Vhils (Alexandre Farto) deu
uma nova vida às paredes em
frente ao portão de entrada
da Oliva Creative Factory, em
janeiro de 2013. Este artista,
conhecido em todo o mundo
por transformar paredes de
edifícios em retratos, criou
cinco murais: miss Oliva, o
rosto de uma funcionária
da empresa, retirado de
um cartaz publicitário
às máquinas de costura;
dois rostos de operários,
de diferentes gerações,
da antiga metalúrgica;
árvores e crianças que,
simbolicamente, representam
o futuro do novo projeto.
Pretende-se, desta forma,
preservar a memória de
uma das mais importantes
fábricas de Portugal do
século XX e que, agora,
servirá de exemplo para
a Oliva Creative Factory.
Suzana Menezes, diretora
executiva do Oliva Creative
Factory, alerta para as
sinergias necessárias: «Não
podemos pensar neste
projeto desenraizadamente
da cidade que temos. Por
isso, temos a preocupação
de aproximar vários públicos
e os ex-operários, que
fazem parte da história
deste edifício e desta
comunidade.»
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a re v i s ta d a c a i xa
63
s
sustentabilidade
OCEANÁRIO DE LISBOA
De olhos postos no mar
Pilares básicos deste planeta ao nível dos ecossistemas,
os oceanos e o património que neles detemos devem ser salvaguardados
e conservados, a bem do futuro de todos nós
Por Helena Estevens
QUALIDADE, INOVAÇÃO E EXCELÊNCIA têm distinguido o
Oceanário de Lisboa, há 15 anos de portas abertas ao público, um
projeto que visa sensibilizar e educar as várias gerações para o que
são os oceanos, para o património que neles encontramos e como
deve ser salvaguardado e conservado.
«Portugal tem um oceano enorme, 18 vezes mais oceano do que
terra, e com a extensão da plataforma continental ainda vamos
ter mais. Somos um País marítimo, o nosso principal património
está, com certeza, no mar e temos de ser um povo com consciência
ambiental e com a consciência de qual é esse valor que queremos
salvaguardar e manter com a qualidade que temos atualmente»,
justifica João Falcato, administrador do Oceanário de Lisboa.
Para levar a bom porto esta missão, são inúmeras as iniciativas
desenvolvidas, numa busca constante de novas atrações, que
cativem os visitantes e superem todas as suas expectativas. Para
que voltem, naturalmente, mas, acima de tudo, para permitir a
mudança de atitudes e de comportamentos face aos oceanos e ao
planeta em que vivemos. «Não é falta de humildade dizer que temos
tido um impacto muito grande nas populações mais jovens, sobre
o seu relacionamento com o mar e a sua sensibilidade para o que
devem ou não fazer, como atuar, como é que podem contribuir e
1
64
INAQUA – Fundo de
Conservação by Oceanário de
Lisboa e National Geographic
Channel foi criado para apoiar
projetos inéditos, desenvolvidos
em território nacional, que
contribuam decisivamente
para a conservação de espécies
ameaçadas e da biodiversidade
aquática em geral.
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a re v i s ta d a c a i xa
2
perceberem que a conservação, a maior parte das vezes, se prende com
atitudes nossas do dia a dia», acrescenta o administrador. Para isso,
explica, «em primeiro lugar, temos a visita, na qual temos de ser muito
atrativos», com uma qualidade de excelência ao nível de top mundial.
«E temos de ter muitos visitantes, caso contrário é impossível passar
a mensagem. O nosso objetivo principal é que as pessoas venham cá;
depois, é que fiquem maravilhadas com o mundo subaquático – se as
pessoas tiverem uma ligação muito direta e sentirem que os oceanos
são extremamente bonitos, vão preocupar-se mais.»
O projeto educativo do Oceanário de Lisboa, provavelmente o
maior programa de educação ambiental do País, é outro motivo de
orgulho, tendo «mais de 40 programas diferentes para escolas e
público em geral, de todas as idades». Tal como o programa Vaivém
Oceanário, uma carrinha que anda pelo País todo a dar aulas de
educação ambiental. Dado o know-how em manutenção de animais em
cativeiro, o Oceanário desenvolve, ainda, parcerias com universidades
e mesmo uma cadeira de mestrado (Faculdade de Ciências),
financiando, também, projetos de conservação in situ, em território
nacional e no estrangeiro. «Trabalhamos num enorme leque de canais
para tentar que a maior quantidade de pessoas e de entidades possível
trabalhem, também, nesta área», conclui o administrador.
ADOTE uma pradaria marinha,
iniciativa do Centro de Ciências
do Mar da Universidade do Mar.
Patrocinada pelo Oceanário,
visa envolver os cidadãos na
monitorização e proteção destes
ecossistemas vulneráveis e
desenvolver materiais e atividades
para sensibilizar as populações para
o seu papel no equilíbrio costeiro.
3
SOS OCEANO é a campanha
em prol da escolha sustentável
das espécies marinhas que
consumimos diariamente,
para garantir o equilíbrio dos
ecossistemas. Basta seguir as
sugestões do Oceanário, que
disponiliza, no seu site, um guia
de bolso para as melhores escolhas
de peixes e marisco em Portugal.
Print
O OCEANÁRIO,
PORTUGAL
E O MAR
«O mar tem obrigatoriamente
de ser o nosso futuro.»
São mais de 500
as espécies em
exposição permanente
no Oceanário de Lisboa
17 milhões
de visitantes, de mais
de 130 nacionalidades,
desde 1998
O mar é, claramente, o
património de Portugal e está
completamente esquecido.
«Tanto ao nível económico
como ao nível de utilização
dos portugueses, não está
nem a um décimo do potencial
que tem. Nós temos de
crescer como País; o mar é
por onde devemos fazê-lo. O
mar, hoje em dia, e a economia
do mar representam 2,5 por
cento do PIB nacional. Em
qualquer País minimamente
marítimo, o mar representa
seis por cento. Não faz
sentido, num País com tanto
mar, não usufruir do potencial
que ele põe ao seu serviço»,
frisa João Falcato.
Mas sendo o mar, ao nível
de ecossistemas, um dos
pilares básicos deste planeta,
«esse desenvolvimento
económico tem de ser feito com
um equilíbrio muito cuidado e
persistente, para manter
os níveis de qualidade ambiental
dos ecossistemas, porque, se
eles forem estragados, toda
a componente económica
deixa de existir também». O
adminsitrador do Oceanário,
adianta, ainda, estar convencido
«de que o mar, nos próximos
anos, vai ser o nosso futuro.
A nossa salvação também»!
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
65
s
saúde
PREVENÇÃO
Dias sem consolas nem PC
Missão para as férias: arrancar as crianças da televisão
ou do computador. Pode não ser fácil, mas protege-as do sedentarismo
e de problemas de saúde futuros
«OS TELEMÓVEIS, A TELEVISÃO E O
COMPUTADOR fazem parte da vida das
crianças, mas o seu uso excessivo está
associado ao sedentarismo, à obesidade e a
novos padrões de relacionamento. Em todo
o mundo, a obesidade afeta 155 milhões
de crianças em idade escolar «e já chegou a
Portugal. É a doença crónica mais frequente
em pediatria e os estudos nacionais mostram
que cerca de 31 por cento das crianças entre
os dez e os dezoito anos tem excesso de peso
ou de obesidade», afirma Margarida Lobo
Antunes, pediatra no Hospital dos Lusíadas.
Segundo a pediatra, as crianças obesas
têm, frequentemente, menor resistência ao
esforço físico e o seu fraco desempenho pode
comprometer a participação em diversas
atividades, «mas devem ser incentivadas a
participar». Depois, a televisão em excesso é
uma batalha constante: «As refeições à frente
da televisão não estimulam a relação familiar
e as pessoas acabam, inconscientemente, por
ingerir uma maior quantidade de alimentos.»
O verão é, pois, a altura ideal para reforçar
hábitos e estilos de vida saudáveis, «com
passeios em família e jogos e atividades ao ar
livre. O bom tempo deve servir de estímulo
para sair de casa, abandonar os hábitos
sedentários das horas perdidas à frente da
televisão e do computador», recomenda.
O papel dos pais
Na infância, fatores como a pobreza, o stress
social ou a negligência parental podem
influenciar o estado nutricional na vida
adulta. E o contrário também é verdade:
«Crianças e adolescentes obesos podem vir
a desenvolver morbilidade psico-social, que
inclui depressão, baixa autoestima, fraco
desempenhos escolar e social e isolamento
social», alerta a pediatra.
Torna-se cada vez mais urgente prevenir a
obesidade na infância, não apenas por razões
associadas à prevenção de doenças, como a
diabetes, a hipertensão e as cardiovasculares,
como para uma boa saúde mental. «A
Academia Americana de Pediatria recomenda
que crianças até aos dois anos não vejam
televisão. Nas mais velhas, estas atividades
não devem exceder uma a duas horas por
dia», afirma Susana Groen Duarte, também
pediatra no Hospital dos Lusíadas. Por
isso, «não é recomendável que os aparelhos
televisivos e de consolas sejam colocados no
quarto das crianças».
Mais, os programas televisivos e os jogos
de computador devem ser criteriosamente
selecionados, com conteúdos adequados à
idade da criança. «Os pais devem servir como
modelo, escolhendo programas educativos
e evitando conteúdos violentos na presença
das crianças. Preferencialmente, devem
acompanhar os filhos nestas atividades,
discutindo os conteúdos assistidos», sublinha.
Efetivamente, «é difícil fazer as crianças
compreenderem que existem outras formas
de entretenimento, como a leitura, as artes
plásticas ou os jogos não eletrónicos», admite
Susana Groen Duarte. «Até aos nove ou dez
anos, a criança adopta preferencialmente
comportamentos por imitação. Os pais são,
nesta altura, o principal modelo para os
filhos, daí que o ideal será que eles próprios
consigam viver sem telemóvel, sem Internet
e televisão ou, pelo menos, que consigam
restringir o seu uso para partilharem tempo
de qualidade com os seus filhos, dedicando-se
a outras atividades de lazer.».
O Cartão de crédito HPP Saúde(1) permite a identificação dos Clientes nas unidades HPP Saúde, proporcionando-lhes condições especiais,
nomeadamente descontos até 20% e a possibilidade de fracionarem os pagamentos efetuados nestas unidades com taxas de juro diferenciadas(2).
Conheça todas as vantagens que este cartão lhe proporciona na área da saúde em www.cgd.pt.
(1)
TAEG de 24,2% para um montante de 1500 euros, com reembolso a 12 meses, à TAN de 19,00%.
(2)
TAEG de 11,6% na modalidade de pagamentos fracionados, para um montante de 1500 euros, com reembolso a 12 meses, à TAN de 9,0%, prestação mensal
de 131,63 euros e um montante total imputado ao consumidor de 1590,58 euros.
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a re v i s ta d a c a i xa
c
cultura
1. REVOLUÇÃO
PARAÍSO
2. OS FILHOS DO ZIP ZIP
3. A FILHA DO PAPA
as escolhas de...
Helena Matos
Luís Miguel Rocha
Luísa
Paulo M. Morais
Esfera dos Livros
Porto Editora
Sobral
Porto Editora
Através de um trabalho de
pesquisa exaustiva, com
recolha de anúncios, fotografias
e material da época, a jornalista
e autora Helena Matos leva-nos numa deliciosa visita
ao Portugal dos anos 70.
Quando Niklas, um jovem padre,
é raptado, ninguém imagina
que esse é, apenas, o início de
uma grande conspiração que
tem como objetivo acabar com
um dos segredos mais bem
guardados do Vaticano.
Cantora
(€ 19,00, na Wook on-line)
(€ 17,70, na Wook on-line)
Alternando realidade e
ficção, este é romance que
transporta o leitor para os
agitados dias da pós-revolução: o retrato de um
País que, entre o PREC e as
eleições livres, procura um
novo rumo.
Uma das mais promissoras
artistas nacionais faz uma
pausa na apresentação do
seu novo There’s a Flower
in my Bedroom e deixa-nos sugestões.
O DISCO The Blue Room,
de Madeleine Peyroux,
é muito bonito e o tema
Desperadoes Under the
Eaves é, para mim, a canção
mais bonita do disco e tem
estado em repeat no meu
iPhone. O novo livro de
José Luís Peixoto, Dentro
do Segredo, marcou-me
muito. Lincon foi o melhor
filme que vi nos últimos
tempos. Algumas frases do
Daniel Day-Lewis ficaram
na minha cabeça durante
semanas.
(€ 16,60, na Wook on-line)
3
2
1
4
4. MUNDO
PEQUENINO
Deolinda
Universal Music
6
7
8
O sucessor do multi-platinado Dois Selos
e um Carimbo confirma
os Deolinda como um
dos grandes nomes
da música nacional.
5
(€ 11,00, na Fnac on-line)
8. 101 LUGARES
PARA TER MEDO
EM PORTUGAL
7. RUGAS
6. DELTA MACHINE
5. ISLES
Paco Roca
Depeche Mode
Wild Bell
Bertrand Editora
Sony MusIc
Sony Music
Vanessa Fidalgo
O fantástico lendário
popular e outras histórias
relacionadas com lugares por
onde passamos, num livro
que aguça a curiosidade.
Na batalha contra o
envelhecimento, há um
fator que desequilibra: o
Alzheimer. Ver o tema
tratado num livro de banda
desenhada é uma das
melhores surpresas do ano!
Há quatro anos em
silêncio, os Depeche Mode
regressam mostrando Dave
Gahan e Martin Gore em
plena forma. Grande disco,
a antecipar o aguardado
concerto em Portugal.
Uma surpresa a saber a verão.
Os irmãos Natalie e Elliot pegam
no seu gosto pelo reggae e
juntam-lhe uma mão-cheia de
outros géneros, do funk à pop
mais «peganhenta», passando
pelo rock ou pelo jazz .
(€ 16,00, na Wook on-line)
(€ 16,60, na Wook on-line)
(€ 14,99, na FNAC on-line)
(€ 12,99, na Fnac on-line)
Foto: Alexandre Bordalo; D.R. (Luísa Sobral)
Esfera dos Livros
Já conhece o Vantagens Caixa?
Visite o Vantagens Caixa (www.vantagenscaixa.pt), onde pode descobrir todos os parceiros e benefícios associados ao seu cartão da CGD. Nele, encontrará, também, a Loja Vantagens,
que se afigura um modo fácil, seguro e cómodo para fazer as suas compras. Saiba mais em www.pmelink.pt/vantagenscaixa, através do número 707 208 820 ou do e-mail [email protected]
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
67
c
cultura
PROJETO ORQUESTRAS
Música de norte a sul
O Projeto Orquestras é uma das bandeiras da política de apoio à cultura,
desenvolvida pela CGD. O resultado são eventos marcantes, dirigidos
a públicos de todas as idades
Por Pedro Guilherme Lopes
A POLÍTICA de responsabilidade social da
CGD reflete-se em várias frentes, entre elas
no apoio à cultura e à música, em especial.
É neste contexto que surge o Projeto
Orquestras, ligando a Caixa a algumas das
melhores orquestras nacionais, na busca
da promoção musical junto de crianças e
famílias.
A Norte
A Orquestra do Norte (ON) iniciou a sua
relação com a Caixa há 13 anos. Mónica
Magalhães, responsável pela comunicação
e pela área pedagógica da ON, explica esta
ligação dizendo que, «numa altura em que
raramente as instituições portuguesas se
dedicavam ao apoio da música erudita, esta
parceria veio dotar os concertos da ON de
maior visibilidade e de um apoio relevante à
persecução da sua atividade».
68
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
Desde o primeiro, em 2000, tiveram
lugar 74 concertos, em 46 localidades,
numa audiência total de 35 mil pessoas,
abarcando praticamente todos os géneros
musicais, desde o sinfónico à oratória, ópera
e bailado, até à música de câmara, jazz e
música ligeira. «Ao longo desta profícua
parceria, o público português ouviu obras
dos mais emblemáticos compositores da
história da música, interpretadas por nomes
proeminentes do contexto musical português
e estrangeiro», continua Mónica Magalhães.
Alguns foram pensados, também, para os
mais novos, em especial os do ciclo Caixa na
Alfândega, criado em 2010. São iniciativas
que se realizam duas vezes por ano e que
contam com sessões para as crianças,
durante a tarde, e concertos para os adultos
à noite. «Sediado na Sala do Arquivo do
Museu dos Transportes e Comunicações,
no Porto, o evento tem sido um êxito. Com
um total de sete concertos para o público
adulto no historial, este ciclo já mobilizou
cerca de quatro mil pessoas. Nas sete sessões
didático-pedagógicas, estiveram cerca de três
mil crianças, entre os três e os quinze anos.»
Já José Ferreira Lobo, maestro titular
e diretor artístico da ON, afirma que o
objetivo, enquanto orquestra regional,
«é a iniciação de públicos, transversal a
todas as idades e estratos sociais». Para o
diretor, «a alta cultura, pela complexidade
e dimensão dos meios que comporta,
necessita do envolvimento de promotores
que verdadeiramente apostem no
desenvolvimento e é isso que acontece na
relação da CGD com a ON, que, de forma
sistematizada, tem possibilitado o acesso
de um vasto público, escolar e geral, ao
repertório de referência».
Lisboa e Centro
A ligação da Caixa à Orquestra
Metropolitana de Lisboa (OML) deu-se
em 2001 e, com o passar do tempo, temse revelado mais forte. Esta temporada,
segundo o maestro Cesário Costa, «foi
possível descobrir novos compositores
e ouvir, em estreia absoluta, obras de
reportório erudito que passam a fazer parte
do património comum, num concurso
internacional lançado em todos os países de
expressão portuguesa».
Este foi, também, o ano de lançamento do
concurso Jovens Maestros, com 147 inscritos
de todo o mundo, dos 15 aos 35 anos. Foi,
ainda, o ano de concertos em todo o País, da
participação no Lisbon Week e de um filme
que liga o fado e a OML. «A abrangência
de todos os públicos e faixas etárias é, alias,
uma das notas fortes da ligação entre a CGD
e a Metropolitana», continua o maestro.
Para o demonstrar, nada melhor do que
o número de participantes na edição de
2013 do Caixa de Música, onde o conto se
aliou à música e à imagem. «Foi preciso
fazer textos, adaptar contos, inventar guiões,
preparar soluções estéticas, já em parceria
fundamental com os monitores da Escola
Raiz – HighScope, que animaram as sessões e
incentivaram a criatividade dos participantes
nos ateliês», refere Cesário Costa. «Foi bom
trazer as crianças da MIMAR, envolvendo-as
no trabalho conjunto com os mais de 250
participantes.» O próprio Edifício-Sede da
CGD transformou-se numa floresta, onde
crianças e pais ouviram palavras e sons,
construindo, depois, uma verdadeira «arca
de noé». A culminar todo o processo, o
Centro Cultural de Belém encheu-se em três
manhãs de domingo.
Esta atmosfera é confirmada por Janete
Santos, mãe e flautista da OML. «Não me
tinha apercebido antes do efeito da música
clássica nas crianças, de como elas são,
às vezes surpreendentemente, capazes de
gostar de obras tão diferentes, alheias até
ao gosto dos pais. Por isso, concertos como
os que fazem parte da Caixa de Música
são fundamentais.» São iniciativas que,
segundo a flautista, «ajudam a preparar,
culturalmente, as novas gerações do futuro».
E é Cesário Costa quem completa,
afirmando que «tudo isto, mais uma vez,
só foi possível porque a Caixa apostou na
música como fator de desenvolvimento».
Também no âmbito do Projeto Orquestras,
embora numa vertente menos direcionada
para o público mais jovem, a Caixa mantém,
desde 2006, uma parceria com a Orquestra
Clássica do Centro. De salientar a realização
anual dos Encontros Internacionais da
Guitarra Portuguesa, uma importante ação de
promoção dos valores culturais nacionais.
E a Sul
A CGD apoia a Orquestra do Algarve
(OA) desde 2005, na categoria de Mecenas
Extraordinário, e projetos não faltam a
provar o sucesso da parceria, segundo
Carina Santos, relações públicas da OA. «Os
programas dos concertos do Festival Caixa
Geral de Depósitos, de entrada gratuita e
abertos ao público do Algarve, têm sido
considerados como um dos pontos altos da
programação cultural da região, no âmbito
da música erudita.» Além da qualidade
dos músicos da OA, «os concertos contam
sempre com a participação de solistas de
grande prestígio, convidados para o efeito».
Destaque, também, para os Concertos
Promenade, um formato renovado para
alcançar novos públicos. «Estes ciclos,
destinados às famílias, são um conjunto
de concertos marcados pela informalidade
e por uma escolha de programas que
fomentam a interação com o público»,
explica a responsável. «Esta informalidade
e interatividade – potenciadas através do
contacto com a música, de brincadeiras
e jogos, dramatizações e animações
multimédia – permitem cativar a atenção e
compor a assistência por famílias.»
O próximo evento terá lugar entre junho
e agosto, em data e local ainda a definir,
com entrada gratuita.
Por último, os Concertos Pedagógicos
visam «a divulgação, a sensibilização e
a formação do público infanto-juvenil
para a música erudita, de modo a criar
condições adequadas para a ampliação do
seu conhecimento», explica Carina Santos.
Este conceito tem sido dinamizado através
de um projeto de ação educativa, intitulado
«A Escola Recebe a Orquestra do Algarve»,
que, todos os anos, leva a música a várias
escolas. Com o patrocínio da Caixa, são
desenvolvidos marcadores de livros e
brochuras com informação sobre a música
erudita e o funcionamento de uma orquestra.
A julgar pela afluência de público e pelos
elogios que todos estes projetos merecem,
Carina Santos não tem dúvida de que «os
resultados da parceria entre a CGD e a
OA são indicadores do cumprimento das
finalidades que lhes estão subjacentes. As
atuações da OA, no âmbito dos protocolos
estabelecidos com a CGD, promovem
a divulgação da música de qualidade,
dinamizam a atividade cultural da região
e contribuem para o reforço do papel da
Orquestra como instrumento de excelente
produção artística.»
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a rev i s ta d a c a i xa
69
c
cultura
ST U D I O T E A M BOX
Cooperar cá dentro
É um gabinete de arquitetura e uma galeria de arte.
Uma caixa aberta, com paredes à espera de partilhar ideias e um espírito
que defende que guardar segredo deixou de ser a alma do negócio
Por Pedro Guilherme Lopes Fotografia Filipe Pombo
CRIADA EM 2008, a Teambox
(www.teambox.pt) é o reflexo da sua
mentora, Sandra Pereira. Se Sandra sempre
fez mais do que uma coisa, a empresa que
criou também não se prende a uma única
disciplina e tem como bases a criatividade
e a promoção de um trabalho desenvolvido
em equipa. «A minha formação é
arquitetura, mas, quando decidi lançar a
empresa, tive, desde logo, a noção de que
ia querer conciliá-la com outras áreas de
que gosto, tais como a fotografia, o design, o
vídeo…», recorda. Não é, assim, de admirar
que, cinco anos volvidos, a Teambox tenha
ganhado um Studio Teambox, espaço físico
que permite conciliar o atelier de arquitetura
com uma galeria de arte. «Ninguém entra
aqui e imagina que isto é um atelier de
arquitetura. E desde o início que esse foi
um dos objetivos: não fechar o espaço a
uma única arte ou disciplina. O centro é
o trabalho, as paredes são a galeria, e esta
aposta não só torna o espaço muito mais
dinâmico como permite poupar, pois não
temos de estar a pagar a quem quer que seja
para termos uma galeria aberta.»
Ser sustentável
A questão da contenção de custos e da
sustentabilidade da empresa é algo bem
estruturado no pensamento de Sandra
Pereira. Sempre que um novo projeto lhe
galeria As paredes
do atelier servem para
mostrar os projetos que
cabem na Teambox. E
não se admire se, ao
visitar esta galeria,
encontrar Sandra no
meio de uma reunião
70
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a re v i s ta d a c a i xa
multidisciplinar
Formada em
arquitetura, Sandra
Pereira sempre
procurou conciliá-la
com outras áreas,
tais como a fotografia,
o design ou o vídeo
bate à porta e a entusiasma, reúne uma
equipa e é com ela que trabalha nesse
objetivo. E, se for preciso «despedir» um
cliente por considerar que ele se «portou
mal», traindo este espírito de cooperação,
fá-lo. «Esta forma de encarar o trabalho,
com base em parcerias, permite ter uma
estrutura muito mais leve e sustentável. Em
vez de ter dez pessoas a tempo inteiro, com
custos fixos, e agarradas a um projeto para o
qual até nem são as pessoas mais indicadas,
ativo pessoas que me parecem as mais
indicadas para levar até ao fim um projeto
com sucesso», explica, acreditando que esta
SE EXISTEM VÁRIAS
PESSOAS COM KNOW
HOW, ESSAS PESSOAS
PODERÃO IR MAIS
LONGE TRABALHANDO
EM CONJUNTO
nova forma de encarar o trabalho deveria ser
promovida desde a formação. Convicta de
que está a decorrer uma profunda mudança
ao nível de negócio, Sandra defende que
quem sai das faculdades devia ser alertado
para essa realidade (algo que tem noção
de não ter sido), desde logo, esquecendo a
ideia, ainda enraizada, do emprego para a
vida e de uma profissão que nos ocupe ao
longo de todo o nosso percurso. E, depois,
a questão da competitividade, também ela
cada vez mais alterada. «Aquela questão
de ter o segredo do sucesso está cada vez
mais ultrapassada. Eu utilizo muito a
expressão “cooperar cá dentro” e aponto-a
como base da sustentabilidade. Se existem
várias pessoas com know how, essas pessoas
poderão ir mais longe trabalhando em
conjunto. Pode demorar mais tempo para
atingir determinado lucro, mas, também,
representa uma redução de custos não
só de investimento como de tempo que
investimos. Aliás, a Teambox prova que o
trabalhar em parceria é o melhor caminho
para surgirem novas oportunidades.»
E oportunidades é, precisamente, o que
este projeto pretende dar. À porta, o convite
não podia ser mais explícito: «Expõe aqui!»
A resposta não tardou a fazer-se sentir e as
candidaturas têm sido às dezenas, o que
leva Sandra a pensar em procurar parceiros
para tornar as exposições itinerantes e para
encontrar espaços de maiores dimensões,
que permitam abraçar exposições mais
complexas e continuar a mostrar a riqueza
cultural do que se faz no nosso País. Um País
que a apaixona, mesmo numa época onde a
palavra «emigrar» parece ter lugar cativo no
léxico da maioria da população. «Ao fim de
Escrever uma carta a Portugal
Intitula-se Letters for Portugal e é o mais recente projeto da TeamBox, resultante da
sensação de que «há pessoas cheias de potencial que precisam de ser acordadas
para esse mesmo potencial», diz Sandra. O objetivo passa por desafiar as pessoas a
escreverem uma carta motivacional para Portugal , dando a conhecer o que acreditam
que é possível fazer para tornar este País melhor. E, como não podia deixar de ser tendo
em conta o espírito reinante de interdisciplinaridade, as cartas podem ter os mais diversos
formatos, do papel à canção, passando pelo vídeo ou pela fotografia.
A primeira talk open session decorreu a 25 de abril, no Studio Teambox, de forma a fazer
um balanço intermédio de um projeto que vai crescer até 10 de junho, Dia de Portugal.
Sandra Pereira está, ainda, ligada ao Observatório dos Luso-Descendentes, um projeto
que pretende congregar numa plataforma, num site, todos os portugueses espalhados
pelo mundo e pô-los a pensar por Portugal. No fundo e como diz a arquiteta, «quem vai
para fora continua a poder ajudar o País, nem que seja com ideias, nem que seja falando
bem de Portugal».
um mês de estar na faculdade, sabia que ia
ficar por cá», recorda, fazendo uma espécie
de viagem no tempo.
Ao contrário de muitos portugueses da
sua idade, Sandra fez o percurso de fora
para dentro. Os pais emigraram para o
Luxemburgo, quando ela tinha dois anos de
idade, e foi lá que fez toda a escolaridade.
Pronta para rumar a Paris, onde estudaria
fotografia, acabou por vir para Portugal,
para se formar em Arquitetura. E não voltou
a sair. «A qualidade de vida implica o lado
financeiro, claro, mas não só. Creio que é
uma vantagem ter esta visão de quem veio
de fora. Por exemplo, quando aqui cheguei,
queria reciclar e não podia, mas hoje isso é
algo perfeitamente banal, ou seja, eu tenho
a visão de que as coisas têm mudado e
mudado para melhor. Ao olhar para o que
se passa, fico com a ideia de que as pessoas
estão tão enraizadas que apenas parecem
reparar no que não está bem. E o que eu
sinto é, precisamente, um apelo para tentar
ajudar a mudar esse ponto de vista.»
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71
a
agenda
Exposições
Teatro
Em Tomo do Acervo
Sala VIP
Até 29.09
Atelier-Museu Júlio Pomar, Lisboa
6 a 9.7
Fundação CGD – Culturgest, Lisboa
Propriedade da Câmara de
Lisboa, o edifício foi totalmente
renovado por Álvaro Siza Vieira,
Prémio Pritzker de 1992, para
pôr em evidência as obras de
Júlio Pomar, com o qual a CGD
tem mantido uma significativa
parceria. A exposição inaugural
organiza-se em torno de quatro
eixos temáticos ou cronológicos:
o neorrealismo dos anos 40
e 50; a exploração do movimento
e do gesto dos anos 60;
a colagem e assemblages
dos anos 70, incluindo a obra
A Mesa do Arquiteto; e a viagem
à Amazónia e a série de pinturas
de índios, influenciada por essa
experiência, dos anos 80 e 90.
Entrada gratuita.
«Gente que espera, gente
que já morreu? São quem?
Personagens do mundo lírico,
Leonoras, Huskymillers,
Açucenas? Esperam –
desesperam. Já tudo acabou?»
Este é o ponto de partida, nas
palavras de Pedro Gil, para uma
peça de sua encenação e texto
de Jorge Silva Melo. Na sessão de
domingo, às 17h, decorrerá, em
simultâneo, uma oficina gratuita
para crianças dos cinco aos dez
anos a partir do espetáculo.
Inscrições e informações em
[email protected]
Vários
Lisbon Week 2013
21 a 28.09
Fundação CGD – Culturgest, Lisboa
Falta pouco para a cidade
de Lisboa se transformar,
novamente, numa plataforma
de mostras diversas, em
sete rotas distintas. Da arte à
gastronomia, passando pela
história e inovação, o Lisbon
Week 2013 vai apresentar,
em alguns locais menos
conhecidos da cidade, a públicos
nacionais e internacionais,
visitas guiadas, palestras,
encontros e workshops
de variadas temáticas de
interesse na atualidade.
Cidadania, arquitetura, religião,
sustentabilidade e permacultura
nas cidades são alguns dos
temas que serão apresentados
e debatidos durante a semana
do Lisbon Week. A Caixa
vai associar-se mais
diretamente à Rota da Arte,
com o subtema Arquitetura,
e à Rota da História. No âmbito
da iniciativa, foi já lançado
o concurso de fotografia
Reflexos de Lisboa, destinado
a amadores. Mais informações
em www.lisbonweek.com
Heroin
Até 13.07
Fundação CGD – Culturgest, Porto
Num belíssimo texto de 1991
sobre Michel Auder, Jonas
Mekas escreveu: «Para Auder, a
televisão é como qualquer outra
realidade – ele transforma-a
por completo.» Como extensão
Música
Festivais de Verão
EDP Cooljazz
4 a 27.07
Oeiras
CONDIÇÕES PARA CLIENTES DA CGD
40% DE DESCONTO NA AQUISIÇÃO
DE ATÉ 2 BILHETES POR ESPETÁCULO
AOS TITULARES DOS CARTÕES CAIXA
FÃ, ITIC, ISIC, CAIXA IU E CAIXA ACTIVA.
30% DE DESCONTO NA AQUISIÇÃO
DE ATÉ 2 BILHETES POR ESPETÁCULO
AOS TITULARES DOS CARTÕES CAIXA
GOLD, CAIXA WOMAN, VISABEIRA
EXCLUSIVE, LEISURE E CAIXADRIVE.
72
Cx
a re v i s ta d a c a i xa
Super Bock Super Rock
18, 19 e 20.07
Meco
Meo Sudoeste
7 a 11.08
Zambujeira do Mar
Julho e agosto prometem fazer
subir a temperatura musical,
com a chegada ao nosso País de
alguns dos maiores artistas do
planeta. E o melhor é que haverá
propostas para todos os gostos.
Assim, no Cooljazz , será
possível assistir aos concertos
de Ana Moura, Maria Gadú,
Diana Krall, John Legend ou
Rufus Wainwright, enquanto
o Super Bock Super Rock leva
ao palco os Arctic Monkeys,
os Queens of the Stone Age
e os The Killers. Já em agosto,
o Festival Sudoeste permite
escutar Janelle Monáe, Fatboy
Slim ou Donavon Frankenreiter.
Saiba mais em www.
edpcooljazz.com,
www.superbocksuperrock.pt
e www.sudoeste.meo.pt.
16 a 18.07
Fundação CGD – Culturgest, Lisboa
Heroin é a história que nunca vos
contaram sobre a nova república,
a pessoa que nunca viram, o que
construíram e, depois, deitaram
abaixo. É aquela grande, aquela
má, aquela que nunca pensaram
experimentar. Heroin é um
espetáculo radical sobre como
viemos aqui parar e quanto
nos importamos. É tudo aquilo
que alguma vez nos aconteceu,
as palavras nunca ditas e
a chapada que nos deram
aqueles em quem votámos.
Esta peça de Grace Dyas, para
a jovem e premiada companhia
Theatreclub, é uma explosão
da história social da heroína, na
Irlanda, ao longo dos últimos
quarenta anos.
Fotos: Gualter Fatia (Lisbon Week); Regan, 1981/2009 (Michel Auder); Barbara Cieslar (Heroin)
Michel Auder
da retrospetiva de Michel Auder
na Culturgest, em Lisboa, são
exibidos, de forma sequencial,
ao longo de dois meses e meio,
cinco vídeos (extraordinárias
colagens visuais e sonoras)
realizados com base em
imagens televisivas. Entrada
gratuita.
vintage
v
FACTOS
de peso
em 1918
À data da regulamentação
das Agências de Crédito
Popular da Caixa Geral
de Depósitos, outros
acontecimentos pesavam
na história mundial.
PESAGEM
A peso de ouro
Em desuso atualmente, o sistema de pesos tem uma história milenar
e utilizações múltiplas, incluindo no sistema financeiro de outrora
Por Gabinete do Património Histórico da CGD
Foi no antigo Egito e Babilónia que surgiram os
primeiros sistemas de pesos e medidas. Grandes,
pequenos e muito pequenos, utilizados em
diversos tipos de balanças, o sistema dos pesos
foi evoluindo, ao longo dos tempos, de modo a
assegurar que cada unidade fosse sempre igual e
precisa, visando a uniformização, a simplificação
e a universalização de um só sistema para cada
grandeza, qualquer que fosse a sua aplicação.
Portugal tem uma história bem documentada,
no que respeita à evolução de padrões de pesos
e medidas e à sua uniformização. Desde a
sua origem, em que os sistemas de medidas e
padrões muçulmanos e romanos coexistiam, até
à Convenção do Metro, nos finais do século XIX,
e culminando no atual Sistema Internacional de
Unidades (SI), foram feitas várias reformas no
sentido da uniformização.
As Agências de Crédito Popular da Caixa Geral
de Depósitos – regulamentadas nas reformas após
o Decreto n.º 4670, de 14 de julho de 1918 –
surgem como medidas urgentes para colmatar as
dificuldades de grande parte da população, devido
às dificuldades económicas e sociais sentidas no
País, como reflexo da Primeira Grande Guerra.
Estas concediam empréstimo financeiro sobre o
peso e o valor das peças em ouro, prata e pedras
preciosas que se guardavam em casa.
Este estojo de madeira com pequenos pesos faz
parte de um conjunto vasto de pesos e medidas
que integram o acervo museológico da Caixa Geral
de Depósitos. Utilizados em balanças de precisão,
para a pesagem do ouro e da prata, identificam a
função das Casas de Crédito Popular da CGD, da
primeira metade do século XX. O estojo contém
pequenos pesos, que variam entre 1 hg a 1 g, e
pesos auxiliares, até 1 dg, estes manuseados com o
auxílio de uma pinça.
Hoje, como ontem, devido à difícil situação
económica, financeira e social que o País atravessa,
proliferam as casas de compra e venda de ouro,
que colmatam, no momento, a situação de
carência. A diferença é que os pesos e as antigas
balanças, fruto do avanço tecnológico, deram lugar
aos instrumentos de pesagem digitais e eletrónicos,
teoricamente com pesagens mais rigorosas.
Contudo, a beleza e a história dos primeiros torna-os objetos de estima e de valor museológico.
É conhecido o primeiro
caso da pandemia
do vírus influenza, que
ficou conhecida por gripe
espanhola.
1.
Nasce Nicolae
Ceausescu, o ditador
romeno que viria a marcar
a história do século XX.
2.
Max Planck, considerado
«pai» da Física Quântica,
é galardoado com o Prémio
Nobel da Física.
3.
A Rússia abandona
o calendário juliano
e passa a reger-se pelo
calendário gregoriano.
4.
O czar Nicolau II
e toda a sua família
são executados pelos
bolcheviques, ditando
o fim da dinastia Romanov.
5.
O Exército português
sofre pesadas baixas
na Batalha de La Lys.
6.
O armistício dita o fim
da I Guerra Mundial.
7.
8.
Sidónio Pais, que meses
antes havia sido eleito
Presidente da República,
é assassinado.
O carismático líder
sul-africano Nelson
Mandela nasce na pequena
vila de Mvezo.
9.
Morre o pintor
austríaco Gustav Klimt.
10.
Cx
a rev i s ta d a ca i xa
73
f
fecho
BOLSAS DE
INVESTIGAÇÃO
CIENTÍFICA POLAR
No âmbito do Programa Nova
Geração de Cientistas Polares, a Caixa
Geral de Depósitos e o Programa
Polar Português lançaram bolsas
de mobilidade, com o objetivo de
fomentar a internacionalização de
jovens investigadores portugueses.
Podem candidatar-se estudantes
de mestrado, de doutoramento
ou doutorados há menos de cinco
anos, que se dediquem às temáticas
polares e que estejam integrados em
instituições nacionais.
As bolsas serão enquadradas num dos
seguintes objetivos:
UÊ*>À̈Vˆ«>XKœÊi“ÊÀi՘ˆªiÃÊVˆi˜Ì‰wV>Ã]Ê
realizadas no estrangeiro, com
apresentação de comunicação oral ou
em poster;
UÊ,i>ˆâ>XKœÊ`iÊiÃÌ?}ˆœÃÊ`iÊ
investigação, em instituições no
estrangeiro, até três meses;
UÊ*>À̈Vˆ«>XKœÊi“ÊV>“«>˜…>ÃÊ`iÊ
investigação nas regiões polares.
As candidaturas enquadram-se,
obrigatoriamente, em temáticas
polares e decorrem em duas fases, a
primeira das quais terminou a 30 de
maio último, que se destinava a ações
a realizar entre julho e novembro deste
ano. Para as de dezembro de 2013 a
abril de 2014, o prazo de candidatura
decorre até 30 de outubro.
Saiba mais sobre este programa em
www.cgd.pt.
CAIXA EMPRESAS
A Caixa faz mexer o País
Paralelamente a uma oferta completa e diversificada,
a Caixa promove várias iniciativas dirigidas às empresas
No âmbito da sua estratégia de apoio às
empresas e à criação de melhores condições
tendentes à sua internacionalização, a
Caixa organiza e apoia, regularmente,
várias iniciativas destinadas a empresários
e empreendedores. São conferências,
fóruns e outros eventos, sempre com o
mesmo objetivo: o sucesso das empresas
portuguesas.
Foi nesse contexto que decorreu o ciclo
de conferências A Caixa Faz Mexer o País,
uma parceria com o Diário Económico e que
passou por várias cidades portuguesas, ao
longo de seis meses. Já em maio, registou-se a inauguração do espaço Beta-i, na
Central Station, e o lançamento do projeto
Energia de Portugal, na sede do Expresso,
respetivamente, dias 9 e 17. Ainda nesse
mês, decorreu o II Fórum CGD IPDAL,
no Porto, uma iniciativa conjunta da
Caixa e do Instituto para a Promoção e
Desenvolvimento da América Latina. Em
junho, foi a vez da conferência Inovação
e Tecnologia do Jornal do Fundão, no dia 14,
enquanto que para 27 está prevista a gala
de entrega do Prémio Portugal PME,
uma iniciativa do Jornal de Negócios (JN)
que fecha um ciclo nacional de conferências
da Culturgest.
Agendadas para as próximas semanas
estão, ainda, outras iniciativas. No dia 2
de julho, decorre a conferência Portugal
Global, em Guimarães, também com o cunho
do JN, dedicada às empresas exportadoras
e produtoras de produtos transacionáveis
e substitutos de importações. E, ainda em
julho, terá também lugar em Lisboa, no
CCB, a conferência Empresas na Caixa,
uma organização em parceria com
o Grupo Controlinvest, que irá focar
a internacionalização, a exportação,
o empreendedorismo e a capitalização
de empresas. Este ciclo encerrará em
setembro, na Casa da Música, no Porto.
Depois de escrever o prefácio do oitavo capítulo de
Novo Humanator, um livro de referência em matéria
de gestão dos recursos humanos, José Manuel Dias é,
agora, co-autor de Gestão de Recursos Humanos de
A a Z, da Editora RH. Coordenada por Augusto Lobato
Neves e Ricardo Fortes da Costa, a obra foi já apresentada
ao público e promete marcar a área em causa. O
livro reflete sobre a evolução da gestão de recursos
humanos nos últimos 20 anos, em Portugal, atualizando
conceitos e abordando os desafios que marcam as
sociedades modernas. Procura-se, assim, identificar
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Cx
a rev i s ta d a ca i xa
a chave do sucesso deste factor potencialmente
conflituoso, transformando-o numa sinergia poderosa
para se obterem resultados de excelência. São, ainda,
apresentados novos temas nesta área de conhecimento,
incluindo a abordagem de José Manuel Dias sobre a gestão
multigeracional e a da coexistência, em contexto laboral,
de quatro gerações, identificadas como «Veteranos»,
«Boomers», «GX» e «GY», com as suas diferentes
visões do mundo do trabalho. Ainda sobre este tema, o
autor publicou, recentemente, um artigo orientado para a
realidade bancária nacional, no n.º 96 da revista Inforbanca.
Fotos: D.R.
GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS DE A a Z, UM LIVRO A NÃO PERDER
RECONHECIMENTO
TRAZ
RESPONSABILIDADE.
MAIS IMPORTANTE QUE LEMBRAREM-SE
DE NÓS, SÃO OS VALORES PELOS QUAIS
SOMOS LEMBRADOS. OBRIGADO.
Obrigado por reconhecerem a Caixa Geral de Depósitos como Marca com Maior Reputação,
pelo Reputation Institute, Marca de Excelência da SuperBrands e Marca de Confiança
pelo 13.º ano consecutivo, pelos leitores do Reader`s Digest. Trabalhamos e vamos continuar
a trabalhar para sermos merecedores de tamanho reconhecimento.
NA CAIXA. COM CERTEZA.
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