Proposta mais baixa ganha incubadora cultural para o Parque de

Сomentários

Transcrição

Proposta mais baixa ganha incubadora cultural para o Parque de
SEMANÁRIO
ANO XIII - N.º 670
24 AGOSTO | 2011
TAXA PAGA
CONTRATO A15407
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Proposta mais baixa
ganha incubadora
cultural para o
Parque de Alta Vila
ÁGUEDA
TOQUES DO CARAMULO
Novos palcos
e públicos novos
para valores
tão antigos
6
Mourisquense
recebe Águeda
na última jornada
da I divisão distrital
FUTEBOL
20 e 24 (calendário)
Casa da Carapeteira Serranos na semana
do folclore europeu
de interesse
CULTURA 10
municipal
vai ser decidido
pela Câmara
PATRIMÓNIO
5
8e9
Águeda e Albergaria
com maior número
de reacendimentos
de fogos no país
SOCIEDADE
Malhão d’Águeda
por Amália
Rodrigues
no Youtube
10
FOLCLORE E INTERNET
Ver página 29
7
A LOJA DO
MÓVEL
Vinho da Bairrada
promete ser de
excelente qualidade
REGIÃO
ENTREVISTA
LIQUIDAÇÃO TOTAL
MÓVEIS E SOFÁS
3
Ver pág. 14
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02
abertura
24 agosto 2011
editorial
Em trânsito para lado nenhum
C
omo dizia um célebre humorista inglês, as notícias
sobre a minha morte são manifestamente exagera-
das!
A
“chatice” é que alguma coisa sempre acontece quando o
povo vai a banhos! A recente “entrevista”, tipo teste americano, dada pelo Presidente da Câmara só pode ser entendida à
luz de uma seally season serôdia e por devaneio de inconsciência.
É que quem tem altas responsabilidades não pode brincar com
coisas sérias!... Talvez, contudo, traduza o estado de espírito real
do entrevistado que se prestou à brincadeira… E isso deixa-me
particularmente apreensivo! Afinal, é quem manda nos nossos
destinos de proximidade…
E
steve até esta segunda feira em discussão pública o projecto
de regulamento de trânsito do Município de Águeda. Quem
se interessasse pelas questões da nossa terra poderia e deveria
ter manifestado a sua opinião. Foi o que eu fiz. E não foi tipo
teste americano.
O
projecto em causa, não é contudo, o de um verdadeiro
regulamento de trânsito, uma vez que se limita a regular
alguns aspectos das vias cicláveis e dos parques de estacionamento. Assim, este regulamento, uma vez aprovado, derroga o
anterior, continuando, por exemplo, a não haver sustento legal
para os inúmeros sinais de trânsito espalhados pelo Município
nas vias da sua competência exclusiva. É uma lacuna grave que,
na minha modesta opinião, impedirá a autuação de quaisquer infracções a esses sinais. Assim, numa determinada via, se o limite
de velocidade sinalizado for de 30 quilómetros por hora, nada
impede um condutor de circular dentro do limite determinado
pelo código da estrada…
P
or outro lado, antes de aprovar um qualquer regulamento de
trânsito, a Câmara Municipal deveria cuidar da necessária
sinalização das vias e da conservação do seu estado. O que não
tem feito. (Retirarei este parêntesis se a estrada que vem da rotunda da bicicleta, na Borralha, para Águeda, não for uma estrada
Municipal, porque se encontra sem marcações horizontais em
grande parte do seu percurso
e sem sinalização vertical de
Rui
proibição de ultrapassagem:
Um perigo!). Mas o regulaBastos
mento deveria descrever as
director do RA
vias municipais onde o mesmo se aplica, o que não faz.
Isto é, onde começa e onde
acaba o seu âmbito de aplicação? É no Município, pois claro,
mas quais são as vias da competência reguladora do mesmo?
N
ão estamos pois senão perante um arremedo, porque
parcial, incompleto, lacunoso e mal elaborado simulacro de
documento. Parece ter sido feito “em cima do joelho”… Espero
que ainda seja objecto de ponderação e se arrepie caminho. Se
assim não for, será um grave atentado a organização do nosso
território.
M
D
as mais há a dizer, infelizmente, tais são os erros mesmo
em relação ao que está plasmado no projecto.
esde logo, à míngua de justificação plausível que
admito possa ser dada mas que não encontro,
afigura-se-me perfeitamente incompreensível - e até de
algum mau gosto - a publicação, em Junho último, dum
Aviso público da Câmara Municipal, na Comunicação
Social local, em que se advertiam os Munícipes para o
incremento da fiscalização e punição das infracções de
estacionamento, mormente na “ofensa” às vias cicláveis,
quando o Regulamento de Trânsito só depois veio a ser
colocado em discussão pública e, por conseguinte, ainda
passível de aprovação!
A
s ditas “vias cicláveis” – e é consabida a minha
oposição a “estas” – são tecnicamente erradas e
atentatórias da segurança quer dos próprios destinatários
específicos quer dos automobilistas e seus acompanhantes.
C
om efeito, não só a sua sinalização é diversa de local
para local, apresentando diferentes configurações e
marcações que confundem a sua correcta e clara identificação, como a sua geometria e implantação é invasiva da
circulação rodoviária e, como referi, provocadora de riscos
de segurança incompreensíveis e inaceitáveis.
Q
uanto à sinalização, não se percebe porque em determinadas zonas surge por marcação no pavimento
a tinta e noutras por simples “pistas” delimitadas por
meros “mecos” (perdoe-se-me a falta de conhecimento
da nomenclatura apropriada...) que não só nem sempre
são perceptíveis como desgastam os pneus dos veículos
automóveis (para promover uns não se pode prejudicar
outros!).
Q
uanto à geometria e implantação, raia mesmo o
absurdo “ver” uma via ciclável “interrompida”
pelos contentores do lixo (o ciclista tem de se desviar
- e se for uma criança menos experiente... - para a faixa
de rodagem) ou ser “imposta”, quase diria “ a martelo”
em ruas estreitas que impedem a normal circulação
automóvel impelindo o condutor a circular contra-mão!
É que, como referem os artigos 5º e 6º do Projecto de
Regulamento, “as pistas cicláveis devidamente sina-
02
abertura
24 agosto 2011
editorial
Em trânsito para lado nenhum
C
das!
omo dizia um célebre humorista inglês, as notícias
sobre a minha morte são manifestamente exagera-
A
“chatice” é que alguma coisa sempre acontece quando o
povo vai a banhos! A recente “entrevista”, tipo teste americano, dada pelo Presidente da Câmara só pode ser entendida à
luz de uma seally season serôdia e por devaneio de inconsciência.
É que quem tem altas responsabilidades não pode brincar com
coisas sérias!... Talvez, contudo, traduza o estado de espírito real
do entrevistado que se prestou à brincadeira… E isso deixa-me
particularmente apreensivo! Afinal, é quem manda nos nossos
destinos de proximidade…
E
steve até esta segunda feira em discussão pública o projecto
de regulamento de trânsito do Município de Águeda. Quem
se interessasse pelas questões da nossa terra poderia e deveria
ter manifestado a sua opinião. Foi o que eu fiz. E não foi tipo
teste americano.
O
projecto em causa, não é contudo, o de um verdadeiro
regulamento de trânsito, uma vez que se limita a regular
alguns aspectos das vias cicláveis e dos parques de estacionamento. Assim, este regulamento, uma vez aprovado, derroga o
anterior, continuando, por exemplo, a não haver sustento legal
para os inúmeros sinais de trânsito espalhados pelo Município
nas vias da sua competência exclusiva. É uma lacuna grave que,
na minha modesta opinião, impedirá a autuação de quaisquer infracções a esses sinais. Assim, numa determinada via, se o limite
de velocidade sinalizado for de 30 quilómetros por hora, nada
impede um condutor de circular dentro do limite determinado
pelo código da estrada…
P
or outro lado, antes de aprovar um qualquer regulamento de
trânsito, a Câmara Municipal deveria cuidar da necessária
sinalização das vias e da conservação do seu estado. O que não
tem feito. (Retirarei este parêntesis se a estrada que vem da rotunda da bicicleta, na Borralha, para Águeda, não for uma estrada
Municipal, porque se encontra sem marcações horizontais em
grande parte do seu percurso
e sem sinalização vertical de
Rui
proibição de ultrapassagem:
Um perigo!). Mas o regulaBastos
mento deveria descrever as
director do RA
vias municipais onde o mesmo se aplica, o que não faz.
Isto é, onde começa e onde
acaba o seu âmbito de aplicação? É no Município, pois claro,
mas quais são as vias da competência reguladora do mesmo?
N
ão estamos pois senão perante um arremedo, porque
parcial, incompleto, lacunoso e mal elaborado simulacro de
documento. Parece ter sido feito “em cima do joelho”… Espero
que ainda seja objecto de ponderação e se arrepie caminho. Se
assim não for, será um grave atentado a organização do nosso
território.
M
D
as mais há a dizer, infelizmente, tais são os erros mesmo
em relação ao que está prasmado no projecto.
esde logo, à míngua de justificação plausível que
admito possa ser dada mas que não encontro,
afigura-se-me perfeitamente incompreensível - e até de
algum mau gosto - a publicação, em Junho último, dum
Aviso público da Câmara Municipal, na Comunicação
Social local, em que se advertiam os Munícipes para o
incremento da fiscalização e punição das infracções de
estacionamento, mormente na “ofensa” às vias cicláveis,
quando o Regulamento de Trânsito só depois veio a ser
colocado em discussão pública e, por conseguinte, ainda
passível de aprovação!
A
s ditas “vias cicláveis” – e é consabida a minha
oposição a “estas” – são tecnicamente erradas e
atentatórias da segurança quer dos próprios destinatários
específicos quer dos automobilistas e seus acompanhantes.
C
om efeito, não só a sua sinalização é diversa de local
para local, apresentando diferentes configurações e
marcações que confundem a sua correcta e clara identificação, como a sua geometria e implantação é invasiva da
circulação rodoviária e, como referi, provocadora de riscos
de segurança incompreensíveis e inaceitáveis.
Q
uanto à sinalização, não se percebe porque em determinadas zonas surge por marcação no pavimento
a tinta e noutras por simples “pistas” delimitadas por
meros “mecos” (perdoe-se-me a falta de conhecimento
da nomenclatura apropriada...) que não só nem sempre
são perceptíveis como desgastam os pneus dos veículos
automóveis (para promover uns não se pode prejudicar
outros!).
Q
uanto à geometria e implantação, raia mesmo o
absurdo “ver” uma via ciclável “interrompida”
pelos contentores do lixo (o ciclista tem de se desviar
- e se for uma criança menos experiente... - para a faixa
de rodagem) ou ser “imposta”, quase diria “ a martelo”
em ruas estreitas que impedem a normal circulação
automóvel impelindo o condutor a circular contra-mão!
É que, como referem os artigos 5º e 6º do Projecto de
Regulamento, “as pistas cicláveis devidamente sina-
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03
lizadas destinam-se apenas à circulação de velocípedes sem motor ou
modos de circulação suave” e “nas pistas cicláveis, por regra, é proibida
a circulação de peões e de veículos motorizados, salvo o seu cruzamento
para acesso a garagens, propriedades ou zonas de estacionamento...”
(serão estas as excepções à regra contempladas no diploma).
O
u seja, os veículos automóveis não só não podem estacionar como
também não podem circular nas pistas cicláveis (salvo para acesso
a garagens, propriedades ou zonas de estacionamento). Queira explicar
quem deve como circula um qualquer automóvel ou um transporte pesado de passageiros (de estudantes de e para as respectivas escolas, por
exemplo) respeitando o código da estrada e este Regulamento... É que em
diversos arruamentos da nossa Cidade (e bastaria que fosse num só para
já ser inaceitável) deixa de ser possível um veículo automóvel circular
pela sua faixa de rodagem sem invadir a via ciclável adjacente ou a faixa
de rodagem contrária!
P
or outro lado, a prioridade dada aos ciclistas nas rotundas, sem a ressalva
de os mesmos nelas circularem em vias cicláveis, derrogando o Código
da Estrada (o que sem aprofundar o estudo me parece ilegal, uma vez que
um Decreto-Lei não pode ser alterado por simples regulamento municipal),
gera grande confusão para todos os condutores que não estejam devidamente
informados sobre este Regulamento e, ademais, em todos os que esporadicamente nos visitem, o que, mais uma vez, é foco de insegurança rodoviária e
potenciador de sinistralidade!
A
Vindimas na Bairrada para colheita
de “excepcional qualidade”
F
A Comissão Vitivinícola da Bairrada estima que a vindima esteja concluída
em meados de Setembro, prevendo uma produção média/alta
inda mais, um ciclista - ou um grupo de ciclistas mesmo em fila - terá
óbvia dificuldade em circular “a par” dos veículos automóveis, sem
defesa nem guarda!
alha também a ausência no Regulamento de um anexo identificador das vias
cicláveis, o que deveria existir obrigatoriamente. Isto é, regulamentam-se
mas sem se definirem zonas nem vias onde as mesmas existem. Para além de
que primeiro constroem-se e depois é que se regulamentam... ou talvez por isso!
A
agravar todas estas
incongruências
e erros e no
pressuposto de
que as vias cicláveis devem
ser implementadas em espaço próprio, sem
invasão das
vias existentes,
resta-me a estupefacção de
uma obra nova,
a da requalificação da zona ribeirinha até Paredes, não conter zonas cicláveis e, aí, porque
tudo feito de novo, seria exemplar e curial que tal tivesse sido previsto e
implementado.
F
inalmente, quanto às vias cicláveis tange, são de uma grassa inestética
que desfeiteia a harmonia citadina. Mas isso, se calhar, é problema do
“gosto” de quem assim as escolheu…
S
ou adepto de uma vida mais sã e sustentável, mas ou se tem condições
ou se criam condições para esse desiderato. Fazê-lo à força de Lei de
gabinete é que não me parece... sustentável!
M
P
ais haveria para comentar, mormente quanto aos parques de estacionamento, mas para não me alongar mais por hoje, fica para outras núpcias.
or tudo isto e por mais que este espaço não comporta, o Regulamento de
Trânsito do Município de Águeda será um episódio falhado. No futuro,
qualquer Executivo, e este também, será sempre lembrado pelo que deixou de
fazer. Lamento vivamente que as notícias da sua “morte” comecem a parecer
mais verdadeiras…
Iniciaram-se nos primeiros dias de Agosto e estão a
decorrer a bom ritmo as vindimas na Região Demarcada da Bairrada”, com a Comissão Vitivinícola da
Bairrada (CVB) a salientar “o óptimo estado sanitário
das uvas e o seu bom amadurecimento, adiantado
cerca de 15 dias em relação à média dos últimos anos,
factores que prometem uma colheita de excepcional
qualidade”.
As primeiras uvas vindimadas foram as que se destinam à produção de vinhos espumantes, pois requerem
maior acidez, que lhes dará a frescura necessária, e que
não necessitam de um teor alcoólico elevado. Em relação a este tipo de vinho, um dos ex-libris da Bairrada, a
vindima iniciou-se com as castas mais temporãs, como
a Pinot Noir e a Chardonnay, e pode neste momento
considerar-se concluída mesmo em relação às castas
mais tardias.
“No que diz respeito à quantidade, prevê-se um ano
semelhante ao anterior, com uma produção média/alta”,
refere a CVB, para quem, “a continuarem as actuais
condições, estima-se que a vindima dos brancos esteja
concluída nos fins de Agosto”.
Em relação aos vinhos tintos tranquilos, cuja vindima
pontualmente também já começou, “tudo leva a crer
que nos meados do mês de Setembro a vindima possa
estar na sua maior parte realizada”, refere ainda a CVB.
O que é a CVB?
Câmara de provadores
A Comissão Vitivinícola da Bairrada é uma associação interprofissional onde estão representados a
produção e o comércio. Compete-lhe, nomeadamente, atribuir a Denominação de Origem Bairrada, vender os selos de garantia para os vinhos
aprovados, participar e promover a participação
em feiras e apoiar a realização de acções de índole técnica e científica.
Como se atribui a denominação?
No que se refere à atribuição da Denominação
de Origem Bairrada as regras são rigorosas: as
vinhas devem ser objecto de cadastro e conter as
castas indicadas na lei; a produção não deve exceder os 55hl/ha para os vinhos tintos, 70hl/ha para
vinhos brancos, rosés e espumantes; no decorrer
do ano vitícola são colhidas amostras de vinho
de cada vasilha e submetidas a análise e prova à
Câmara de Provadores da Bairrada, existindo uma
Câmara específica para os espumantes.
A Câmara de Provadores da CVB analisa sensorialmente os produtos candidatos ou para autorização
de engarrafamento DOC Bairrada (e dentro desta
denominação de origem os produtos vinhos tranquilos brancos, rosados e tintos; os espumantes
brancos, rosados e tintos e ainda as aguardentes
bagaceiras), bem como os produtos com direito
a indicação geográfica Beiras (Vinho Regional
Beiras).
Sessão de provas
Para cada sessão de provas da Câmara de Provadores
são convocados 5 provadores, a partir de um painel de 20 provadores (10 para Vinhos Espumantes
Bairrada e Regional Beiras e 10 para Vinhos tranquilos Bairrada). A sessão de provas é coordenada
por um técnico da CVB, que dispõe as amostras
anónimas (incógnitas) aos provadores (são apenas
apresentados os vinhos já servidos nos copos de
prova, por tipo de vinho, cor e data de colheita).
João M. Lourenço
Chefe de Serviço
UROLOGIA / ANDROLOGIA
CLÍNICA UROLÓGICA DE AVEIRO
ANDROLOGIA
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04
águeda e região
24 agosto 2011
Ceifeira aquática
cedida a Mira
Pato Bravo, a ceifeira
aquática adquirida pela Câmara Municipal de Águeda
para combater a praga dos
jacintos de água na Pateira
de Fermentelos, vai começar
esta quarta-feira, dia 24 de
Agosto, a operar na barrinha
de Mira, na Praia de Mira.
O equipamento foi cedido
pelo município de Águeda
para proceder à recolha de
algas que invadiram, em
grande quantidade, a barrinha de Mira, dificultando ou
impossibilitando a circulação
de embarcações de recreio.
O equipamento que possibilitará a limpeza naquele
braço da ria de Aveiro foi
transportado para Mira esta
terça-feira.
O cenário dantesco de há um ano impressionou os portugueses
Detido por posse
de cannabis
O Núcleo de Investigação
Criminal de Anadia deteve,
na tarde do dia 18, na localidade de Avelãs de Caminho, um jovem por cultivo
de cannabis – informou
a GNR. O jovem, detido
aquando de uma busca à
sua residência, tinha quatro
plantas cultivadas que lhe
foram apreendidas. Tem 20
anos, foi constituído arguido
e sujeito a termo de identidade e residência.
Apreensão
de pescado
Militares do Destacamento de Controlo Costeiro
da Figueira da Foz apreenderam, na tarde do dia 17,
em Aveiro, 274 quilos de
amêijoa macha e 388 quilos
de berbigão.
O pescado, avaliado em
3.904 euros, foi apreendido
por desrespeito às normas
de transporte e comercialização deste tipo de produtos
– informou a GNR. Por não
reunir as condições para ser
introduzido no consumo
humano, todo o produto
apreendido foi enviado para
destruição. O proprietário,
um homem de 47 anos, foi
identificado.
Acidente na A25: Um ano depois,
processo arrasta-se em tribunal
Ministério Público de Águeda ainda não deduziu qualquer acusação.
Quantidade de pessoas envolvidas e elevado número de peritagens são justificações para a morosidade
Um ano depois de dois brutais acidentes na A25
(próximo de Talhadas), quase em simultâneo, no
mesmo local, com o balanço de seis mortos e dezenas de feridos, o Ministério Público de Águeda
ainda não deduziu qualquer acusação.
Uma das justificações para a morosidade do
processo prende-se com a quantidade de pessoas
envolvidas, algumas das quais residentes no estrangeiro, e também ao número elevado de peritagens
às viaturas.
Fonte ligada ao processo disse à Lusa que o
mesmo irá ser retomado em Setembro, após as
férias judiciais, esperando-se que ainda este ano
haja uma decisão da parte Ministério Público.
MAIS DE MEIA CENTENA
DE VEÍCULOS ENVOLVIDOS
Há um ano, a 23 de Agosto de 2010, pouco depois das 16 horas, próximo do nó das Talhadas, a
autoestrada A25 foi palco de dois brutais acidentes,
quase em simultâneo, no mesmo local.
O Instituto Nacional de Emergência Médica
(INEM), que deslocou para o local um forte aparato, incluindo helicópteros, deu o primeiro sinal
de que se tratava de algo dramático, anunciando o
envolvimento de 50 veículos no desastre, alguns
das quais incendiando-se de imediato.
Separados por escassas dezenas de metros, os
dois acidentes ocorreram em ambos os sentidos
da A25, o primeiro no sentido Viseu-Aveiro e o
outro em sentido contrário.
A A25, que liga Aveiro a Vilar Formoso esteve
cortada em ambos os sentidos durante várias horas,
período durante o qual o INEM colocou no local
viaturas de intervenção em catástrofe e postos
médicos avançados para fazer a triagem das prioridades no transporte dos feridos que chegaram às
dezenas aos hospitais da região, nomeadamente
Águeda, Aveiro, Coimbra e Viseu.
CENÁRIO
TERRÍVEL
O então ministro da Administração Interna,
Rui Pereira, deslocou-se ao local do acidente que
considerou de “terrível”, já durante a noite e num
momento em que o balanço das vítimas estava
consolidado: seis mortos (duas crianças, duas
mulheres e dois homens), além de 72 feridos, dos
quais 48 em estado grave.
Das mais de 50 viaturas sinistradas, 12 arderam,
incluindo dois camiões. Centenas de veículos fizeram filas nos dois sentidos da autoestrada durante
cerca de quatro horas, desde que ocorreram as duas
colisões em cadeia.
As autoridades foram lestas a anunciar que as
causas dos acidentes estavam a ser investigadas,
mas algumas horas depois do primeiro embate, o
major Nelson Couto, comandante do Comando
Territorial da GNR de Aveiro, precisou que a chuva
e o nevoeiro eram os primeiros suspeitos.
Os primeiros relatos de testemunhas dos acidentes, condutores que seguiam na A25, descreviam
cenas horríveis, envolvendo salvamentos de crianças por outros condutores e pessoas severamente
queimadas, entre outras.
RELATOS
DO DRAMA
Custódio Lourenço, que viajava a caminho de
Viseu, contou, pouco depois dos acidentes, à agência Lusa que ainda presenciou algumas das “cenas
de terror” após o primeiro acidente em cadeia. “Vi
um senhor que ainda conseguiu salvar a filha que
estava dentro do carro”.
O automobilista João Carlos Santos, que viajava
entre Aveiro e Viseu, seguia logo atrás de algumas
das viaturas envolvidas no primeiro embate e
prestou ainda auxílio a uma mulher que tinha o
cabelo e as roupas em chamas.
Um ano depois destes dois acidentes, o processo decorre em tribunal sem qualquer decisão,
mas a concessionária da A25, a Ascendi recebeu
menos dinheiro do Estado em 2010 por causa da
existência desta ocorrência, como prevê o contrato
de concessão.
A Ascendi, que tem a concessão da A25, que faz
parte da SCUT Beira Litoral e Alta, é penalizada
nos pagamentos que recebe em função dos índices
de sinistralidade, ao abrigo do contrato de concessão em vigor. A concessionária referiu, na altura,
que, “desde a abertura do sublanço de que este
local faz parte (em Setembro de 2005), nenhum
acidente” se tinha ali registado.
águeda e região
24 agosto 2011
05
Casa da Carapeteira
de interesse municipal
Câmara faz
concessão da cantina
municipal e bar
Câmara Municipal de Águeda tenciona proceder à abertura
de procedimento administrativo para a classificação do imóvel
Empresa Itau recebe 450 mil euros, tendo a
responsabilidade de servir refeições escolares
A Câmara Municipal de Águeda
tenciona proceder à abertura do procedimento administrativo para classificar
a Casa da Carapeteira, na cidade de
Águeda, como imóvel de interesse
municipal.
O assunto estava agendado para a
reunião do executivo municipal da passada quinta-feira mas a falta de quórum,
responsável pelo adiamento da mesma,
adiou a deliberação cuja redacção já está
preparada.
A autarquia justifica a pretensão
porque “se trata de um bem imóvel
cuja protecção e valorização representa um valor cultural de significado
predominante para o município de
Águeda”.
O processo obriga a concurso público
e a parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico
(IGESPAR), podendo ser consultado
por todos os interessados no Gabinete
de Atendimento ao Munícipe (GAM)
a partir do momento em que decorra o
respectivo procedimento administrativo. O período de consulta pública será
de 30 dias.
ARQUIVADO
REQUERIMENTO
DOS PROPRIETÁRIOS
O IGESPAR, em Maio deste ano, informara a Câmara, através de ofício, do
arquivamento do pedido de abertura do
procedimento de classificação da Casa
da Carapeteira, iniciado através de requerimento por parte dos proprietários.
A decisão de arquivamento foi
fundamentada no parecer da Direcção Regional de Cultura do
Centro “de que o imóvel não reúne
os valores patrimoniais inerentes a
uma distinção com valor nacional”,
embora submetendo “à consideração
da autarquia a ponderação de eventual classificação do imóvel como
de interesse municipal”. De acordo
com a Lei, compete à autarquia a
classificação do imóvel como de
in teresse municipal.
O requerimento anterior, apresentado
ao IGESPAR pelos proprietários – Maria Luisa Canêlhas, Armando Canêlhas
e José Luís Canêlhas, em 16 de Março
de 2010 -, evidenciava que a Casa da
Carapeteira apresenta “características
arquitectónicas” a “preservar e valorizar”.
A autoria da obra, do arquitecto Raul
Lino, foi declarada e documentada
pelos proprietários, através de carta do
próprio arquitecto, o qual apresentou
“algumas ideias sobre o projecto da
futura Casa da Carapeteira”.
“Não se tratando certamente de uma
das suas obras mais emblemáticas, não
deixa de ser um privilégio para o município de Águeda o facto de ter uma
obra deste arquitecto, que apresenta um
percurso e notoriedade sobejamente reconhecidos”, sublinha uma informação
técnica municipal, que deve ser apreciada na próxima reunião do executivo.
A Câmara Municipal de
Águeda e a Itau – Instituto
Técnico de Alimentação
Humana – vão celebrar um
contrato de concessão da
cantina municipal, do bar
anexo e para fornecimento,
por parte da empresa de
Alfragide (Amadora), de
refeições escolares a alunos
do concelho.
Para que o despacho que
o presidente da autarquia
assinou em 11 de Agosto
possa ter validade é ainda
necessária a sua ratificação
em reunião do executivo municipal, que deverá acontecer
ainda esta semana. O executivo aprovou já a concessão,
em reunião de 21 de Junho,
após concurso público.
A concessão envolve a
importância de 448.904,40
euros, acrescido de IVA, que
a Câmara para à Itau, tendo
a empresa de apresentar
uma garantia bancária de
22.448,22 euros, acrescida
de IVA, “para garantia do
exacto e pontual cumprimento das suas obrigações”.
A concessão decorre por
um período de um ano, renovável por iguais períodos
até ao máximo de três anos,
podendo a Câmara tomar a
seu cargo o “desenvolvimento das actividades” em caso
de “incumprimento grave”
ou “exercer o direito de resgate por razões de interesse
público” após o primeiro ano
de vigência do contrato.
Câmara para seguros
da protecção civil
3.673 euros para as associações
de Belazaima do Chão, Valongo do Vouga
e Castanheira do Vouga
A Câmara Municipal de
Águeda vai pagar 3.673 euros em seguros de acidentes
pessoais para o pessoal ligado à prevenção e combate
a incêndios, equiparado ao
que os bombeiros voluntários
possuem.
Para a Direcção regional de cultura, o imóvel não reúne características para distinção com valor nacional,
decidindo colocar “à consideração da autarquia” eventual classificação como de interesse municipal
Para a Associação de Protecção Civil de Belazaima
do Chão vão ser canalizados
1.636 euros, para a Junta
de Freguesia de Valongo
do Vouga 640 euros e para
a Associação Humanitária
Castanheirense 1.397 euros.
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06
águeda e região
24 agosto 2011
Proposta mais baixa ganha concurso
para incubadora cultural
928 mil euros para obra a construir no parque municipal de Alta Vila.
Cinco empresas admitidas e três excluídas no concurso público.
Câmara assegura execução de projecto em vez da parceria com a d’Orfeu
O júri do concurso público para a
execução da empreitada “incubadora
cultural de Águeda e MARCA” decidiu propor na adjudicação à empresa
Dabeira – Sociedade de Construções,
de Viseu, pelo valor de 927.622,21
euros, acrescido de IVA.
O executivo municipal deverá
discutir a votar a proposta de adjudicação na próxima reunião, adiada
da semana passada devido à falta
de quórum.
Na proposta ao executivo, o júri
do concurso público – Marlene
Marques, Ana Tomás e Mari a do
Rosário Alves – exclui três das
oito propostas: da Vilacelos (não
apresentação de documentos e não
cumprimento de formalidades),
da Alcides Silva Henriques (apresentada depois do termo fixado) e
da Manuel Vieira Bacalhau (preço
contratual superior ao preço base e
apresentação fora do prazo).
Foram assim admitidas cinco
propostas, “avaliadas consoante os
critérios de avaliação definidos no
concurso”, tendo o júri deliberado
“por unanimidade” classificar do
seguinte modo: 1º Dabeira – Socie-
Águeda vai virar ‘estaleiro’
A cidade de Águeda promete virar um imenso estaleiro
a partir do próximo mês de Setembro, quando as obras de
requalificação em ruas e praças avançarem em definitivo.
Por enquanto, os primeiros sinais visíveis estão confinados
ao jardim Conde Sucena, junto ao Hospital, e ao pavilhão
do GICA.
A autarquia, segundo o RA apurou, está a procurar, junto
da construtora, que a obra seja feita por fases, evitando assim
maiores transtornos para o trânsito a partir de Setembro.
Sobre o assunto, o presidente da Câmara, Gil Nadais, não
se alongou muito. “As intervenções são diversas e com períodos diferentes de duração; o que queremos é que causem o
mínimo transtorno”, afirmou.
A intervenção na via pública vai iniciar-se na Praça
Dr.António Breda, junto à Escola Secundária Marques de
Castilho, “durante o mês de Setembro”, prosseguindo depois
na avenida Eugénio Ribeiro. Sobre os problemas que as obras
podem acarretar para o funcionamento daquela estabelecimento de ensino, Gil Nadais afirmou estar “tudo tratado
com a Marques de Castilho para que não haja transtornos”.
Por isso, garantiu, “não vai haver problemas com as aulas”.
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euros); 2º Vidal, Pereira & Gomes
(1.022.303,01 euros); 3º Cunha &
Barroso (1.080.307,42 euros); 4º
Soares e Carvalho – Construção Civil e Obras Públicas (1.131.599,55
euros); 5º Joaquim Fernandes Marques & Filho (1.138.488,31 euros).
D’ORFEU DEMARCA-SE
COMO PARCEIRA
A incubadora cultural de Águeda
e MARCA - Movimentos de Arte,
Recreio e Cultura de Águeda - é
um projecto a executar no âmbito
das Parcerias para a Regeneração
Urbana do Programa “Mais Centro”
- Programa Operacional Regional
do Centro. A cerimónia de assinatura dos protocolos, ocorrida em
8 de Junho de 2009, decorreu no
Salão Nobre da Câmara Municipal
de Águeda, com a presença, além
do presidente Gil Nadais, do então
secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades,
João Ferrão, e do presidente da
Comissão Directiva do Programa
“Mais Centro”, Alfredo Marques.
O projecto da incubadora estava
inicialmente para ser executado em
parceria com a d´Orfeu - Associação Cultural. No dia da assinatura
do protocolo, em Junho de 2009
(ver peça em separado), envolvia
um custo total de 1.350.000,00 euros, tendo obtido um financiamento
de 945.000,00 euros.
Porém, a d’Orfeu viria a rejeitar
a parceria com a Câmara. Em causa
estava a sua execução e exploração por parte daquela associação
cultural através de um contrato de
comodato. Porém, a autarquia não
Programa proposto por Águeda ao “Mais Centro”
O programa proposto pelo município de Águeda tem por objectivo
intervir na zona central da cidade, por
ser “onde se localizam os principais
equipamentos e espaços públicos e,
consequentemente, onde se regista a
maior dinâmica sócio-económica”.
De acordo com a autarquia, “trata-se
de um área de excelência urbana constituída pelas zonas central e antiga da
cidade e ainda pela frente ribeirinha”.
O plano de acção envolve a Câmara
Municipal e outros actores públicos e
privados. Projectos:
• Associação Comercial de Águeda (ACOAG) – Programa de Marketing para o tecido comercial do
Centro, com um custo total elegível
de 100.000,00 euros, obteve como
fundo 70.000,00 euros;
• Escola Superior de Tecnologia e
Gestão de Águeda (Universidade
Aveiro) – Projecto Integrado da ESTGA, com custo elegível de 264.000,00
euros, obteve como fundo 184.800,00€;
• Orfeão de Águeda – Teatro
de Bolso, com um custo total de
211.250,00 euros, que obteve como
Espaços públicos - Para além destes projectos, há ainda
outros de intervenção municipal em espaços públicos:
a requalificação do Largo 1º de Maio e bares; requalificação Jardim Conde Sucena; requalificação da Casa do
Adro; requalificação do espaço público do centro da cidade; requalificação da rua Fernando Caldeira, avenida
Eugénio Ribeiro e Praça Dr. António Breda.
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M. Abrantes Costa - Águeda -Telem 919542189
fundo 147,875,00 euros;
• Santa Casa da Misericórdia de
Águeda – Espaço Sénior, com um custo total de 960.371,63 euros, com um
financiamento de 672,260,14 euros;
• Fábrica da Igreja da Paróquia
de Águeda – CEFAS, com custo
total de 269.982,00 euros, com
financiamento 188.987,40 euros;
• Ginásio Clube de Águeda
(GICA) – Espaço Multifunções de
Águeda (pavilhão), com um total de
1.750.000,00 euros, com um financiamento de 1.225.000,00 euros.
Financiamento - O valor máximo de FEDER afecto à
realização dos projectos identificados no programa de
acção aprovado foi de 5.505.31,45 euros, que corresponde a 70% do custo total elegível dos projectos. Os
próprios promotores ficam responsáveis pelo restante
despesa necessária à execução integral dos projectos,
que corresponde a 2.359.414.90 euros.
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águeda e região
24 agosto 2011
Vídeos de Amália a cantar
o Malhão d’Águeda no Youtube
Fermentelos:
Vizinhos
entregaram
homem à GNR
O último, originalmente editado em 1971, foi publicado este mês
mas há vídeos de actuações ao vivo no estrangeiro
Um vídeo da fadista Amália Rodrigues a cantar o Malhão d’Águeda foi
publicado no dia 11 de Agosto deste
ano no Yutube. Tem a duração de dois
minutos e 25 segundos e é um arranjo
da música tradicional aguedense.
A música do vídeo é apresentado
como “tradicional do folclore português com arranjos e direcção de
orquestra do maestro Joaquim Luis
Gomes e originalmente editado em
1971 no álbum Amália canta Portugal – 2”. É apresentado pelo canal
“um amor de Amália”.
Este não é o primeiro vídeo
no Youtube de Amália a cantar o
Malhão d’Águeda. Em 13 de Setembro de 2009 foi publicado um
de Amália a interpretar ao vivo a
canção num festival em Brasov, na
Roménia, em 1968, como se podem
encontrar outras exibições em Itália
e no Brasil. Já em Fevereiro de
2010 passou a ser exibido o “Malhão de Águeda com guitarras” com
fotos de Amália a serem exibidas
enquanto se ouve a interpretação
da célebre fadista.
AMÁLIA E… TI ARMINDO
Amália da Piedade Rodrigues é
considerada o exemplo máximo do
fado e está sepultada no Panteão
Nacional entre portugueses ilustres.
O Malhão d’Águeda é uma das
mais marcantes canções populares
de Águeda, muito por causa do
célebre cantador “Ti Armindo”,
voz marcante do Cancioneiro de
Águeda nos anos 60 e 70. Com
quem Amália chegou a actuar num
festival de folclore realizado na
Casa do Adro, em homenagem ao
“rouxinol popular de Águeda”.
Amália, que deu a conhecer o
Malhão d’Águeda ao mundo, tinha
por Armindo dos Santos uma amizade especial, rotulando-o como o
melhor cantador de folclore do país.
O Malhão de Águeda é uma dança mandada, em que os mandadores
07
Vídeo de Amália a cantar o Malhão d’Agueda no YouTube
cantam e conduzem esta dança.
Com características de dança de
salão pensa-se que a sua origem venha da influência francesa aquando
das invasões.
No YouTube, o maior site que
permite que seus usuários carreguem
e compartilhem vídeos em formato
digital, estão ainda interpretações do
Malhão d’Águeda por parte de vários
grupos aguedenses como a Orquestra
Típica e o Cancioneiro.
Um homem de 47 anos, residente em Fermentelos, que já tinha
sido detido pela GNR por assalto na semana passada, foi novamente detido e ficou preso por
ordem do tribunal. Moradores
e vizinhos da Rua do Carro
Quebrado apanharam o homem
e entregaram-no à GNR depois
de um assalto a uma casa, onde
foram furtados diversos artigos
em ouro.
O homem é suspeito do assalto
depois de ter sido visto a rondar
a casa e de ter pedido, a uma vizinha, se podia tirar um pêssego
de uma árvore, desaparecendo
depois. Dado o alerta, os moradores mobilizaram-se e viriam
a persegui-lo, até o capturarem.
De acordo com testemunhas, o
homem terá dito que preferia
ser morto a ser entregue à GNR
por vergonha da filha.
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08
24 agosto 2011
entrevista
águeda e região
LUÍS FERNANDES e o projecto artístico Toques do Caramulo
“Queremos dar palcos novos e públicos novos a cantigas
que, para nós, representam valores tão antigos”
FOTOS: ANDRÉ BRANDÃO
Ambicionar uma “maior
internacionalização” num “caminho
longo, feito sem pressas”. Luís
Fernandes, em entrevista ao RA
sobre o projecto artístico Toques
do Caramulo, fala dos objectivos e
dos “ideais” desta criação que tem
conquistado públicos, mas também
dos concertos recentes em Águeda
e na Praia da Barra e do novo disco
Retoques. “O património de cantigas
esquecidas da zona serrana do
concelho de Águeda” justifica a
“singularidade” do repertório exibido
pelo Toques do Caramulo e o “esforço
de criatividade” permanente.
P> O projecto Toques do Caramulo actuou recentemente em Águeda e na Praia
da Barra, portanto perto da sua gente.
Comparativamente com outros concertos,
Soluções Profissionais
agradou-lhe a receptividade e o envolvimento do público?
R> Foi uma maravilha tocar para quem nos
quer tanto bem. Temos passado por tantos e
tantos palcos, mas quando se junta o interesse
natural do público com a cumplicidade de
todas as horas, temos ingredientes para noites
como as que vivemos nos últimos tempos,
tanto nesse magnífico concerto do Agitágueda como na Barra, em pleno Agosto, o que
vale por dizer que estava lá meia Águeda.
P> A agenda do Toques do Caramulo
está muito preenchida este ano. O projecto
tem-se afirmado mas pode dizer-se que
‘pegou de estaca’ em definitivo?
R> Há já vários anos que a agenda estabilizou numa média de 30 concertos por
ano, o que quererá dizer, pelo menos, que o
projecto artístico de “Toques do Caramulo”
é bem aceite e que continua a fazer sentido
para quem nos convida e para quem nos ouve.
P> Qual é a grande, ou a verdadeira,
mensagem que o vosso projecto procura
passar com as sonoridades e as recriações
concebidas a partir do repertório da Serra
do Caramulo?
R> Apostamos na singularidade deste
repertório. Queremos dar palcos novos e
públicos novos a cantigas que, para nós,
representam valores tão antigos. A especificidade geográfica da nossa fonte de inspiração
é também imagem de marca, não precisamos
ir mais longe para potenciar algo de simultaneamente genuíno e actual. O património
de cantigas esquecidas da zona serrana do
concelho de Águeda merece esse esforço de
criatividade.
A “TRIGUEIRINHA”
E AS “PEQUENAS PÉROLAS”
DO NOVO DISCO
P> A quem está por dentro pergunto:
o que trouxe de novo o projecto
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águeda e região
discográfico “Retoques”, o segundo
do Toques do Caramulo?
R> Trouxe, por um lado, o reforço da
capacidade editorial da d’Orfeu, sob o
novo selo “d’Eurídice”. “Retoques” é um
produto artístico integralmente made in
d’Orfeu: das gravações ao grafismo, da
produção à promoção, todo o trabalho
é desenvolvido no seio da equipa da
associação. Por outro lado, se primeiro
tínhamos gravado um disco ao vivo,
agora a experiência de estúdio, com um
trabalho mais metódico, mais sofisticado
até – incluindo linguagens electrónicas
-, trouxe-nos uma nova disciplina de
concerto em função da estética do disco. Para um colectivo como Toques do
Caramulo a vivência do palco é imprescindível para dar alma ao disco.
P> Pode dizer-se que a “Trigueirinha” é a criação que mais fica no ouvido do público que assiste aos vossos
espectáculos?
R> A palavra a quem nos ouve.
P> Pode revelar-nos de quem é a
voz que tão bem fica naquele tema
“Trigueirinha”?
24 agosto 2011
R> Para este novo disco, convidámos
gente do nosso universo de cumplicidades a participar, a enriquecer aqui e ali
alguns temas. No caso da Trigueirinha,
é a voz do meu pai, David Fernandes.
Diria que se pode chamar àquele
trecho uma recolha do século XXI,
feita com um iPhone, num intervalo
entre duas sessões de estúdio. Como
também participaram noutros temas a
Sara Vidal (voz e pandeireta galega),
o Abílio Liberal (tuba), o João André
(cajón) e também a magnífica miudagem do Coro Infantil da d’Orfeu.
Dessas pequenas pérolas do disco,
algumas quisemos levar para o palco,
apresentá-las em concerto. É o caso da
Trigueirinha.
“UM CAMINHO
LONGO, FEITO
SEM PRESSAS”
P> A interacção com o público é
uma mais valia dos vossos concertos
e exige um à-vontade pouco comum.
Alguma vez sentiu que esse objectivo
ficou aquém e se sentiu perturbado,
durante a actuação, por esse facto?
R> Cada concerto tem um público e
condições distintas. Cabe-nos fazer de
cada contexto a mesma festa, passar
sempre a mensagem da nossa música.
A interacção é apenas uma das ferramentas para o conseguir. O essencial
é que transportemos para o palco toda
a autenticidade do que estamos a tocar.
P> Quem presenciou concertos do
Toques do Caramulo em anos diferentes sente que há inovações e que
a evolução é natural e progressiva.
Em que pontos fundamentais se tem
traduzido essa evolução e como se tem
alimentado essa atitude inovadora?
R> Os muitos quilómetros de palco
fazem o colectivo tornar-se mais maduro
e entrosado. Dessa forma, cada vez nos
podemos divertir mais a fazer o que fazemos e, assim, fazê-lo cada vez melhor.
É um caminho longo, feito sem pressas.
Mas com ideais.
P> O que está previsto para o futuro
imediato e que objectivos? Até onde
poderá chegar este projecto?
R> Ambicionamos uma maior internacionalização. Estamos a trabalhar nisso.
Projecto Toques do Caramulo
Toques do Caramulo é uma criação
da d’Orfeu, iniciada no ano 2000. O
grupo é formado por Luís Fernandes
(voz, acordeão, viola braguesa), Aníbal Almeida (violino), Lara Figueiredo (flauta), Francisco Almeida (guitarra), Miguel Cardoso (contrabaixo)
e Ricardo Coutinho (bateria)
Os principais concertos tiveram como
palco a Casa da Música - Porto (2007),
Bardentreffen Festival (Nuremberga,
Alemanha), Pow-Wow Festival (Suíça), Festa do Avante (2008), Andanças (vários anos), Festival Ollin Kan
(2010) e tantos, tantos outros festivais
e teatros. O RA fez um completo trabalho de reportagem quando o Toques do
Caramulo encerrou as comemorações
dos 199 anos da reconquista de Vigo
(Galiza, Espanha) às tropas napoleónicas (2008).
Universidade Sénior de Águeda em movimento
Verão em alta, a cidade a banhos, mas a actividade da Universidade Sénior não esmorece com o estio, antes centra todas
as suas sinergias na recuperação da nova sede
A Universidade Sénior de Águeda prepara as actividades para o
novo ano lectivo desde logo com
os trabalhos de recuperação da
casa situada na Rua Manuel Alegre,
graciosamente cedida por Almeida
Roque, onde funcionará a sede e
decorrerão as actividades lectivas
a partir de Outubro.
“Fazendo jus à missão desta
instituição, que coloca os eventos
culturais sempre na primeira linha”,
foi reagendada para Setembro próximo, a visita cultural à Cidade de
Aveiro, com passeio de lancha pela
Ria, passagem pelo Museu de Santa
Joana, contacto com a arquitectura
Arte Nova da cidade, almoço de
convívio e visita ao ex-libris de
Ílhavo, o seu Museu Marítimo e
ao Navio Santo André – anunciou
a Universidade Sénior.
Este evento, que não pôde ser
realizado em Julho passado como
previsto, está agora marcado para
terça-feira, dia 13 de Setembro. A
saída de Águeda, em autocarro, é
pelas 8h30, junto ao Mercado Municipal. O programa inclui almoço
num restaurante de Aveiro.
As inscrições (35 euros por
pessoa) estão abertas até sexta-feira anterior, dia 9 de Setembro,
através dos contactos 967156354 e
924146185 ou universidadesenior.
[email protected]
09
10
águeda e região
24 agosto 2011
Grandes fogos e reacendimentos
na primeira quinzena de Agosto
Águeda, Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis
foram os concelhos mais afectados. Distrito de Aveiro
é o que teve maior número de reacendimentos no país
A primeira quinzena de Agosto
ficou marcada por grandes fogos
em Águeda, Albergaria-a-Velha
e Oliveira de Azeméis, os concelhos mais afectados no distrito de
Aveiro.
De acordo com o relatório mais
recente da Autoridade Florestal
Nacional (ANF), Aveiro continua
fora da lista negra dos fogos com
área ardida igual ou superior a
100 hectares, mas, mesmo assim,
os bombeiros tiveram semanas de
enorme actividade, com vários
focos de incêndio quase em simultâneo e em áreas relativamente
próximas.
No período de 1 Janeiro a 15 de
Agosto, Aveiro surge como um
dos distritos com maior número
de ocorrências (1469), ocupando o
terceiro lugar logo a seguir ao Porto e Braga (estes muito destacados
na frente), mas como o distrito com
maior número de reacendimentos
(472).
O facto da área ardida não ter ido
além dos 638 hectares é atribuído à
eficácia dos meios de combate. Em
Portugal, até 15 de Agosto, foram
registados 13.489 fogos florestais e
fogachos, representando uma área
ardida de 23.999 hectares entre povoamentos (7.812) e matos (16.187).
Parque de Mobilidade
de Albergaria vai nascer
junto de complexo desportivo
Primeira fase vai criar zona lúdica para camadas mais
jovens mas, futuramente, está prevista a instalação
de equipamentos para a comunidade sénior
Vão arrancar as obras da primeira fase do Parque de Mobilidade de
Albergaria-a-Velha, que irão implicar um investimento de 73.955,32
euros. O projecto localiza-se numa
zona central da cidade, junto às escolas e zonas desportivas, e servirá
de apoio a estes espaços.
A primeira fase, que deverá estar
pronta até ao final do ano, engloba
a criação de uma zona lúdica para
as camadas mais jovens, sendo os
equipamentos direccionados para
as crianças com idades até aos 12
anos.
O terreno vai ser tratado de forma
a poder receber o piso sintético,
havendo ainda algumas áreas de
arrelvamento, que incluem a zona
de estar e vigilância dos adultos. Em
termos de equipamentos infantis,
vai haver dois escorregas, um canto lúdico, um baloiço, um circuito
multi-actividades e uma aranha. É
de salientar que este será o primeiro
parque infantil municipal com pavimento de segurança em borracha
reciclada, e não areia.
Numa fase posterior, está prevista a instalação de equipamentos
de manutenção para a comunidade
sénior, o que transformará este
Parque de Mobilidade num espaço
de encontro de gerações.
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Depois do Região do Vouga em 2010 é agora a vez de Os Serranos representarem o Continente
no Folclore Europeu que a Madeira organiza
Os Serranos na semana
do folclore europeu
Evento realiza-se na Madeira, entre 27 de Agosto e 3 de Setembro,
com o grupo aguedense a representar o continente português.
Actuação na RTP Internacional, em directo
Uma comitiva de 36 elementos da Associação
Etnográfica O Serranos vai partir para a Madeira,
em 27 de Agosto, regressando a 3 de Setembro.
Serão os representantes de Portugal continental na
VIII Semana do Folclore Europeu da Madeira, que
ocorre em simultâneo com a Festa do Vinho da Madeira, organizada pelo Governo Regional e diversos
municípios da pérola do Atlântico.
A partida no dia 27 será bem madrugadora, com
o grupo a deixar Belazaima do Chão bem antes
do sol raiar sobre o Cabeço Santo. Nesse mesmo
dia, Os Serranos terão presença muito observada,
levando um espectáculo temático ao Festival
Internacional da Ponta do Sol, que decorre sob o
olhar das câmaras de televisão da RTP Internacional para a transmissão deste festival em directo.
Brilharão representantes da cultura tradicional
de diversos países europeus e sul-americanos. A
participação aguedense pode ser seguida neste
canal televisivo a partir das 21 horas.
APROFUNDAR RELAÇÕES
No dia seguinte, o domingo começa com o
aprofundamento da relação com a comunidade da
Boa Nova (Funchal), participando na sua missa
dominical e presenteando os locais com uma
dança no final da missa e talvez algo mais para
a animação geral. Logo de seguida, Os Serranos
partirão para a costa norte, pois esse dia terminará
com a participação no Festival de Folclore de
S. Vicente, talvez depois de uns mergulhos nas
piscinas naturais de Porto Moniz.
Os dias seguintes serão inteiramente dedi-
cados ao Funchal, onde está instalado o palco
principal da Festa do Vinho da Madeira/Semana
do Folclore Europeu. Neste palco haverá duas
subidas da Associação Etnográfica Os Serranos, a 29 e a 31 de Agosto. Em 2 de Setembro
haverá a recepção oficial na Câmara Municipal
do Funchal, reunindo os grupos participantes
neste evento e provenientes de diversos países
europeus.
DEPOIS DO REGIÃO DO VOUGA
Pelo meio, a comitiva de Os Serranos usufruirá as belezas naturais, a gastronomia regional e
a graça nativa do povo madeirense, como uma
das valias desta acção de intercâmbio canalizada
através do Grupo de Folclore e Etnografia da
Boa Nova e concretizada dentro do movimento
federado do folclore português. O maior evento
anual de cultura tradicional realizado na Madeira terá, assim, a representação de grupos do
concelho de Águeda, em dois anos consecutivos,
pois a Semana do Folclore Europeu de 2010 acolheu o Grupo Folclórico da Região do Vouga como
representante de continente português.
A terminar, a Associação Etnográfica Os Serranos
terá ainda a participação num último festival, no
Estreito da Câmara de Lobos, no dia 2 de Setembro.
A saída da Madeira será no primeiro sábado de
Setembro, com chegada prevista ao Porto pelas 19
horas e as bagagens cheias… Certamente com as
melhores recordações do convívio com o povo madeirense e a aprendizagem do mundo que enriquece
quem por ele se aventura.
opinião
24 agosto 2011
Os artigos de opinião publicados são da inteira
responsabilidade dos seus autores
Festa.do.Leitã[email protected]Águeda.pt
Passei junto ao rio, e lá vi a primeira tenda a ser montada. Está aí a 18ª
edição da Festa do Leitão à Bairrada. Como o tempo passa… Parece que
foi ontem que eu, os meus colegas de direcção, funcionários, e vários
amigos da ACOAG, saíamos noite dentro para afixar centenas de cartazes em postes e sinais de trânsito, puxando pela cabeça para escolher
os melhores locais onde pendurar as tarjas que tínhamos, durante horas,
pintado à mão na sede da associação. (É importante dizer que, alguns
dias após a festa, dávamos a volta de novo para recolher a publicidade,
pois não poderia ficar a poluir os locais onde tinha cumprido a sua
função de divulgação). No fim, com as mãos pretas e com calos, ainda
havia disposição para umas cervejinhas e algum petisco providencial
que nos aparecesse… Cada ano tentávamos enriquecer o evento com
mais algumas atracções, o que obrigava a longas maratonas nocturnas
à beira rio, com a planta do Largo 1º de Maio na mão, tentando encaixar restaurantes, bares, stands, artesanato, diversões infantis, palcos,
estacionamentos, bilheteiras, sanitários, entradas, enfim, montando o
puzzle de cada Festa do Leitão. Depois, era a azáfama da montagem
do recinto. Todos os directores e funcionários punham a mão na massa.
Alguns, “esqueciam” os seus trabalhos durante alguns dias e “assentavam praça” na praça. Por vezes, saía da festa de madrugada, e ainda
ia trabalhar para a minha empresa, pois o trabalho não aparecia feito
por magia… Os dias de inauguração eram os piores. Tanto para fazer,
e tão pouco tempo para resolver. Era a luz que falhava, a água que não
saía, o esgoto que entupia, o expositor que não tinha espaço, os amigos
que ligavam a pedir bilhetes, o espumante para descarregar, o jantar
dos convidados para preparar, e o discurso ainda por fazer. Era pousar
o martelo e o alicate, ir a casa para um banho rápido, ao mesmo tempo
que “ensaiava” o que iria dizer às personalidades que vinham inaugurar
a festa. Chegámos a ter três ministros e dois secretários de estado numa
inauguração, o que atesta a relevância que a Festa do Leitão assumiu
a nível nacional.
Não, não se trata de saudosismo… Ou talvez trate, pouco importa.
São memórias que anualmente revivo, orgulhoso por ter feito a minha
parte em prol de uma das iniciativas mais marcantes da nossa terra. Eu
e os dirigentes da ACOAG que me acompanharam nos meus mandatos, não esquecendo os que nos antecederam, e que lutaram com ainda
mais dificuldades. Imagino o que o Gil Abrantes não terá passado nos
primeiros anos de Festa do Leitão, na praça antiga, com chão de terra
e sem as “mordomias” que, mais tarde, nos disponibilizaram... E que
dizer dos nossos sucessores… O José Pires e o Castilho que, com as
suas equipas, conseguiram fazer a festa dar o salto de que precisava
para se manter apelativa. No primeiro ano após a minha saída, ainda
estive muito ligado à organização mas, nas últimas edições, tem sido
“à distância” (mas muito atento e colaborante conforme posso) que
tenho acompanhado o excelente trabalho dos organizadores. Um dos
objectivos, alicerçar a almejada auto-suficiência financeira, ainda não
está garantido, pelo que, todos anos, a ACOAG luta pela angariação
de patrocinadores, expositores e apoiantes da Festa do Leitão, tarefa
facilitada – há que reconhecê-lo – pelo espírito empreendedor de muitos
empresários aguedenses (quase sempre os mesmos…) que têm associado
as suas marcas ao evento. Papel fundamental teve, também, a Câmara
Municipal de Águeda, parceiro da ACOAG nesta organização desde a
primeira hora, apesar do incompreensível (ou talvez não…) afastamento
iniciado no ano passado e confirmado este ano. A autarquia resolveu
apostar noutro evento de animação, em claro detrimento da Festa do
Leitão. São opções discutíveis mas, obviamente, legítimas, que este
executivo tomou, das quais, temo, virá a arrepender-se. Mas isso são
contas de outro rosário, e não faltarão ocasiões para escalpelizar os
meandros desta “viragem municipal”…
Já o escrevi neste jornal, na Festa do Leitão, porém, nem tudo é perfeito...
Todos os anos, apesar dos insistentes esforços em sentido contrário, há quem
continue a servir o leitão com batatas fritas, a impingir aos visitantes uma bebida
chamada “frisante”, remotamente parecida com espumante (do mais fraco),
a servir leitão frio, a descurar a apresentação das travessas, enfim, pequenos
e grandes pormenores que, sendo tão fáceis de corrigir, poderiam garantir a
excelência que o produto merece. Tem-se verificado, no entanto, uma clara
melhoria de ano para ano, o que atesta a qualidade do trabalho desenvolvido
pelaACOAG na sensibilização dos agentes económicos envolvidos no negócio
do leitão. Num período de crise económica como o que atravessamos, este tipo
de iniciativas assume primordial importância, e deve ser aproveitado não só
pelo sector envolvido, mas também por todos os comerciantes e empresários
que podem aproveitar uma das principais “montras” à sua disposição para
dinamizarem e divulgarem os seus negócios. Foi essa, aliás, a ideia que este na
origem da Festa do Leitão, há mais de dezoito anos…
Quanto a si, caro leitor, repito o convite para que nos encontremos
à beira rio para, entre uma sandes de leitão e um pastel de Águeda,
erguermos as taças ao sucesso da Festa do Leitão, num brinde com
espumante da Bairrada, sempre “bruto e fresco”…
Alberto Marques
vice-presidente
do PSD/Águeda
11
O PSD na
“Ilha de Jardim”!
Num momento em que está em plenas funções
o novo Governo PSD / CDS, que acedeu ao poder
baseado em “novas?” propostas, de reequilíbrio
das contas públicas, tomada de medidas de contenção de despesa do Estado, reavaliação dos
contratos existente com os privados (as famosas
PPP), limitação ao acesso de “boys e girls” aos
lugares de poder, transparência nos actos da
administração, não subida dos impostos, etc,
etc…, deparamos com as “palhaçadas” de Jardim
que colocam todo o País perante a “normalidade
?!”dos últimos anos.
José Marques
Vidal
membro da assembleia
municipal pelo PS/Águeda
Alberto João lá do alto da sua cátedra, em
berros para o seu rebanho de fiéis, vem mais
uma vez “pedir” o “nosso” dinheiro, para as
suas obras faraónicas, de contas sempre em
derrapagem, com nomeações a seu gosto,
com recusas em aplicar as reduções salariais
aos seus deputados e afins, deitando dinheiro
“nosso” num jornal pago pelo seu (des) governo, onde em média aparecem cerca de 15 fotos
de Sua Meritíssima Excelência, em opiniões
públicas desbocadas contra os do “Continente”,
ou inaugurando obra paga por todos nós, aos
seus amigos da construção civil e outros.
“
Num período de
crise económica
como o que atravessamos, este tipo
de iniciativas assume primordial
importância, e deve
ser aproveitado
não só pelo sector envolvido, mas
também por todos
os comerciantes e
empresários que
podem aproveitar
uma das principais
“montras” à sua disposição para dinamizarem e divulgarem
os seus negócios.
Foi essa, aliás, a
ideia que este na
origem da Festa do
Leitão, há mais de
dezoito anos…
Ao longo dos anos os vários governos, incluindo os do PS, sabe-se lá porquê, sempre se
curvaram mais ou menos às exigências cheias
de boçalidade, do Sr. Alberto, permitindo-lhe
desaforos sem fim, em relação aos governos
do País e mesmo ao Presidente da República.
Estranho é que na generalidade, as pessoas
elogiam o “seu fazer obra”, a transformação
da região da Madeira, como fosse de admirar,
alguém que com o dinheiro de todos, gastando a
rodos, sem parcimónia, na defesa dos interesses
de meia dúzia, sem pagar as suas dívidas, muitas vezes por caminhos de legalidade duvidosa.
Estranho, por ser preocupante não só na
Madeira mas em muitos recantos deste País, o
elogio “à Obra”, sem que se tenha em consideração os meios mais ou menos correctos como
essas obras foram realizadas, se estão pagas, se
favoreceram alguém.
O PSD/ CDS tem agora uma oportunidade
única, de afirmar se vamos continuar a ceder às
exigências desse espalhafatoso deseducado, ou se
pelo contrário temos finalmente um governo com
seriedade, capaz de por na ordem quem não se
sabe comportar. Posso mesmo afirmar que depois
dos desvios já verificados no Governo, nestes
primeiros tempos, no que diz respeito às atitudes
éticas, caso de nomeações polémicas, ordenados
despropositados, ingerência relvísticas nas nomeações de alguns cargos, ataque aos trabalhadores
que pagam impostos, defesa dos mais ricos, sobre
“chantagem” de fugirem com o dinheiro para
paraísos fiscais (saem diariamente de Portugal
cerca de 9 milhões de euros para paraísos fiscais),
esses que o governo ouve que o aconselha que
decide de muitas das nossas vidas de pobreza.
É possível ao Governo ser sério, quero acreditar em tal e denunciar os “Jardinismos” não só
da Madeira como no País, dando assim alguma
réstia de esperança, a quem todos os dias sofre
para arranjar comida e só ouve falar de milhões de
um lado para o outro, não percebendo onde anda
esse dinheiro e porque nunca lhe calha algum para
as contas da farmácia e do pão.
Não podemos deixar de ser sérios e de exigir
aos outros, pelos visto poucos, que o sejam
também. Aguardamos a derrota “dos Jardins”
deste Portugal!
“
O PSD/ CDS tem
agora uma oportunidade única, de
afirmar se vamos
continuar a ceder
às exigências desse
espalhafatoso
deseducado, ou
se pelo contrário
temos finalmente
um governo com
seriedade, capaz
de por na ordem
quem não se sabe
comportar
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24 agosto 2011
Os artigos de opinião publicados são da inteira
responsabilidade dos seus autores
opinião
Segredo do
sucesso de uma vida
Ainda a procissão vai no adro...
Uma revista de fim-de-semana, cuja publicação
coincidiu com o Dia do Trabalhador, convidou várias
personalidades ligadas ao ensino superior, para darem o
seu conselho a quem deseja vir a ter uma carreira de sucesso. O primeiro conselho, e por ele me fico, é dado por
uma senhora, a Doutora Filomena Gaspar, Directora da
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa. Resume-se
em poucas palavras e diz que para ter sucesso é preciso
“desenvolver o sentido de serviço e ajuda ao outro”.
1. Acredito piamente que existe uma relação directa entre o estado
a que chegámos (económico, político e social) e o gradual e constante
declínio na aprendizagem da matemática e da língua portuguesa.
Não dominamos minimamente o nosso idioma - daí não entendermos nadinha do que nos dizem – e os números continuam um
bicho-de-sete-cabeças, excepção feita à contabilidade dos pontos
das equipas de futebol da Primeira Liga.
A cada passo temos que dizer a mesma coisa, de maneira diferente,
para que nos percebam e com demasiada frequência verificamos que
quem nos atende, num qualquer balcão, tem que correr para a caixa
registadora para somar dois mais dois.
4. O Estado, é a nossa jazida de petróleo. Existe para lhe sacarmos todos os benefícios possíveis e inimagináveis mas negamos e
repudiamos a sua existência na hora crítica de o alimentar.
Para mamar, tratamos o Estado por tu; para pagar as quotas dos
seus benefícios, desconhecemos a identidade desse malandro. E
não há político que, mesmo recorrendo a uma linguagem primária
e com ilustrações coloridas, esteja interessado em esclarecer-nos
esta evidência.
Tudo se resumiria a informar-nos que nos últimos 30 anos vivemos
dez vezes acima do que nos era permitido e, por conseguinte, nos
próximos 10 anos iremos viver trinta vezes abaixo do que estamos
habituados. Como se conclui da lógica mais elementar e da mais
elementar matemática.
5. É mais do que hora de separar o essencial do supérfluo. E todos
estamos carecas de saber e de identificar o que é supérfluo.
Há pouco mais de 40 anos, Barrô dispunha de um telefone público.
Estava no Café do Ti Zé Dão. Desconheço se havia telefones particulares mas sei que haveria quem tivesse meios e disponibilidade
para usufruir desse privilégio. A Mariazinha Mira, por exemplo,
com recursos que lhe permitiriam ter uma linha directa em todos os
compartimentos de sua casa, usava o do Café.
Hoje, sem exagero, em cada agregado familiar com quatro indivíduos haverá, pelo menos, três telemóveis. Este é apenas um exemplo
do supérfluo indispensável.
Hoje ninguém anda de motorizada; ninguém vai à lenha; ninguém
trabalha as terras...
Hoje, o número de carros acompanha a quantidade de telemóveis;
todos temos gás canalizado; tudo o que se tirava das terras, compra-se
no supermercado e todos temos o direito inalienável de gozar férias.
Para quem não tiver dinheiro para usufruir deste último direito, o
Banco empresta.
Ou melhor, emprestava!
Será assim tão difícil perceber que o pior ainda está para vir e que o
esforço, pedido até agora, não sequer chega para pagar as azeitonas?!
Gessos e talas: [email protected]
(*) Publicitário em horário de expediente,
contestatário a tempo inteiro.
Sem corantes nem conservantes.
Bispo Emérito de Aveiro
Um conselho que, acolhendo-se e seguindo não dá
dinheiro, nem intervém, numericamente, nos valores de
um diploma de final de curso. Porém, pode dar qualidade
e consistência a uma vida pessoal e profissional e a todos
os saberes adquiridos na Escola e fora dela.
2. Depois do anunciado corte de 50%, sobre o excedente do valor
do salário mínimo, no subsídio de Natal - que é bem diferente do
corte de 50% no valor total do subsídio – ficou-se com a sensação
de que o problema do défice estaria resolvido.
De facto, só quem não faz a mínima ideia do quanto se deve e o
que significa o valor do défice anual se pode permitir pensar tamanho
disparate.
Ao que parece, há demasiada gente a permitir-se a este pequeno
luxo.
3. Ia caindo o Carmo e a Trindade porque Passos Coelho teria
dito existir um “desvio colossal” relativamente às contas herdadas
e às contas efectivas. Mas alguém duvida disso?! O comum dos
contribuintes faz a mínima ideia de quanto deve o Estado e que o
dito Estado afinal é ele e os demais contribuintes?!
Parecendo que não, anda por aí demasiada gente convencida de
que o Estado é uma “coisa” que mora lá para os lados de Lisboa e
não nos é nada.
De facto, sendo o Estado um bicho papão, poucos serão os interessados em delatar e identificar devidamente a besta.
António
Marcelino
O sentido de serviço e a ajuda aos outros dão verdadeira dimensão moral à pessoa e abrem caminhos
certos a uma vida responsável e útil, que é a única que,
com verdade, se pode dizer com sucesso. Nem sempre
o sucesso se traduz em dinheiro em prestígio.
De afirmar-se a importância de outros conselhos dados, como o propósito de ser ousado e empreendedor,
manter a capacidade de aprender e de pensar, exercer
diariamente uma cidadania activa, adquirir e cultivar
uma experiência internacional, ligar-se a instituições
de referência… Mas tudo isto deve ter cabide que o
sustente para que o tempo o não corroa.
“
Há pouco mais
de 40 anos,
Barrô dispunha
de um telefone
público. Estava
no Café do Ti
Zé Dão. Desconheço se havia
telefones particulares mas sei que
haveria quem
tivesse meios e
disponibilidade
para usufruir
desse privilégio.
A Mariazinha
Mira, por exemplo, com recursos que lhe permitiriam ter uma
linha directa em
todos os compartimentos de sua
casa, usava o do
Café
A disponibilidade para servir e a solidariedade gratuita e
fraterna para com todos são o pulmão verde de uma sociedade onde dá gosto viver. O individualismo e o egoísmo,
males corrosivos de grande teor e alcance, empobrecem
a sociedade. Nunca terão lugar em vidas voltadas para os
outros e que orientam nesse sentido as suas capacidades,
o seu tempo, a sua vida familiar e a sua profissão, os seus
projectos diários, quaisquer que eles sejam.
Vamos deparando na história com pessoas que nela
vão se encontram com lugar merecido e estimulante.
Na peugada de Jesus Cristo, que “passou fazendo o
bem”, aí estão também, os santos ao lado de figuras
da sociedade que, por opção de vida, fizeram dos
outros o seu caminho diário. E recordamos alguns
dos que estão mais próximos de nós pelo sangue,
pela fé, pelo tempo em que viveram e que podem
estimular o nosso agir de todos os dias: S. João de
Deus, Padre Américo, Teresa de Calcutá, Ozanan,
Gandhi, Luther King. Mandela… Foi o serviço aos
outros, até ao extremo, a paixão das suas vidas. E se
pudermos contar todos os anónimos que, numa vida
de gestos discretos, trilham igual caminho, teremos
consciência dos muitos que deixam traços de vida nos
caminhos do tempo, ao lado daqueles que focaram
exclusivamente para si próprios os passos da sua vida
e até se aproveitaram dos outros quando diziam servi-los. Também a história vai dizendo que não passam
de “flores que murcham e de erva que seca”.
Nos últimos dias, jornais e revistas falaram muito da
geração “morangos com açúcar” e dos sonhos nascidos
dessa afeição passageira, que apaixonaram e continuam
a movimentar muita gente nova. É difícil ver frutos de
vida, que talvez haja alguns, mas multiplicam-se os casos
de frustrações, de amores falsificados, de casamentos sem
consistência, de sonhos que redundaram em pesadelos. A
comunicação social que gosta do cor-de-rosa e as forças
interessadas que a comandam e exigem audiências e vendas multiplicam os mitos, deturpam o modelo do herói,
estímulo que os novos não dispensam. Foi-se passando
das modas e das roupas de marca, que ainda persistem à
ligeireza dos comportamentos, à satisfação fácil dos gostos
e das emoções. É evidente que a quem procura ganhos
económicos a qualquer preço, não interessam modelos de
vida que estimulem os caminhos que enobrecem.
Vidas com sucesso exigem o sentido de serviço para que
não se desvirtuem, e o apoio aos outros para que cada dia
sintam a alegria de partilhar e de fazer comunhão.
“
Jornais e revistas
falaram muito da
geração “morangos
com açúcar” e dos
sonhos nascidos
dessa afeição passageira, que apaixonaram e continuam a movimentar
muita gente nova.
É difícil ver frutos
de vida, que talvez
haja alguns, mas
multiplicam-se os
casos de frustrações, de amores
falsificados, de
casamentos sem
consistência,
de sonhos que
redundaram em
pesadelos
freguesias
24 agosto 2011
Macinhata do Vouga
Borralha
Incêndios não param
em todos os lugares
da freguesia
Os incêndios na freguesia de Macinhata
do Vouga não têm parado, tendo já havido
registos de fogos florestais, este Verão, em
praticamente todos os lugares da freguesia.
Na passada quarta-feira, dia 17, registaram-se quatro focos de incêndio no espaço
de uma hora e meia, em locais e lugares
distintos, levando a crer que terão tido mão
criminosa.
O primeiro aconteceu às por volta das
17h30, em Serém de Cima. Passados poucos minutos, dois outros deflagraram na
estrada que liga Soutelo ao Beco. Por fim,
na zona da Quintã, no Beco.
O combate às chamas foi feito rapidamente com a intervenção dos bombeiros,
um meio aéreo e também da equipa de
combate a incêndios de Valongo do Vouga.
De salientar o facto do terceiro incêndio,
em Soutelo, ter deflagrado num grande
monte de cascas e ramos de eucaliptos,
que pertencia a um madeireiro local.
Conforme o próprio confirmou ao RA, os
resíduos florestais tinham sido ali colo-
cado na semana anterior e destinava-se a
ser “moído”, conforme é prática habitual.
Os resíduos florestais estavam localizados
junto a terrenos agrícolas, não havendo por
isso grande risco de incêndio. Felizmente
os populares conseguiram limpar à volta,
com a ajuda de uma máquina, para que o
fogo não alastrasse aos terrenos vizinhos.
Apesar da enorme “fogueira”, o fogo foi
extinto por volta das 22h.
FILIPE CORREIA
Fonte da Póvoa sem água
Padre Augusto Costa faleceu
A fonte da Póvoa, em Macinhata do Vouga, encontra-se sem
água há já diversos dias. A origem da falta de água deve-se ao
facto do rebentamento na tubagem da água da referida fonte,
situado na rua São João. Os populares locais apelam para a
rápida solução do caso, até porque não é só a falta de água na
fonte mas sobretudo a falta de água nos tanques! F.C.
Faleceu na passada quarta-feira, dia 18, o Padre Augusto Costa Fernandes, tendo
sido pároco da paróquia de
Macinhata do Vouga durante
cerca de 10 anos, até 2005. O
Padre Augusto tinha residência em Macinhata do Vouga e
encontrava-se com um estado
de saúde debilitado há cerca
de um ano.
O funeral realizou-se na
sexta-feira, na igreja de Macinhata do Vouga, tendo sido
presidido pelo Bispo Emérito D. António Marcelino. Refira-se os
muitos paroquianos de Macinhata, sacerdotes, amigos e familiares
que estiveram presentes na cerimónia. F.C.
Festa na Chãs
Realiza-se este fim-de-semana a festa em honra de S. Bartolomeu, no lugar da Chãs, com o seguinte programa: quarta-feira,
dia 24, missa às 11h em honra do Santo; sábado, dia 27, às 22h,
actuação do grupo musical “Smile”; domingo às 9, arruada
pelas ruas do lugar com o grupo “Vou ali e volto já” e às 16h
será celebrada eucaristia seguida de procissão; às 22h actuará
a banda “Musical Tema”. F.C
Lamas do Vouga
Insegurança na 3.ª idade
No dia 1 de Setembro, às
17 horas, a Associação Social,
Desportiva e Cultural de Pedaçães (ASDCP), com a colaboração da Guarda Nacional
Republicana, vai promover, nas
suas instalações, uma acção de
sensibilização direccionada aos
idosos, sobre a temática “As
Burlas”.
As notícias de burlas a idosos têm vindo a ocupar diariamente as páginas dos jornais.
Devido a sua fragilidade física
ADMITE-SE
Aprendiz de Electricista
ou Electricista com conhecimentos
de Mecatrónica
ENTRADA EMEDIATA
CONTACTOS
234648345 / 9185971957
13
e emocional, tornam-se o alvo
preferido dos criminosos,
que apresentáveis e bem-falantes, enganam facilmente
as pessoas. A associação de
Pedaçães quer contrariar o
aumento desses casos e com
a especial participação da
GNR vai promover esta acção
de sensibilização, que tem
como objectivo alertar toda a
população, principalmente os
idosos, à prevenção de possíveis fraudes.
CUIDA-SE DE IDOSOS
24 horas por dia
Ambiente familiar
Telef. 231 503 881
Anadia
Escuteiros
na Borralha,
para quando?
A missão do Escutismo é contribuir para a
educação dos jovens, através de um sistema de
valores baseado na Promessa e na Lei do escuta,
ajudando a construir um mundo melhor, onde as
pessoas se sintam plenamente realizadas como
indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade.
Isto só pode ser alcançado envolvendo os jovens, ao longo dos seus anos de formação, num
processo de educação utilizando um método
original, segundo o qual cada indivíduo é o principal agente do seu próprio desenvolvimento,
para se tornar uma pessoa autónoma, solidária,
responsável e comprometida.
É absolutamente necessário ajudar os jovens
na definição de um sistema de valores baseado
em princípios espirituais, sociais e pessoais
expressos na Promessa e na Lei do Escuta.
Teremos que adoptar uma estratégia cujo objectivo é a de implementar a Missão. A Missão
é um marco importante para o mundo Escutista.
Não há dúvida que levar a efeito e concluir com
êxito a missão é necessário determinar desafios
que são essenciais.
Desafios muito importantes a ter em conta
para alcançar a missão:
Relevância: ir ao encontro das necessidades
e aspirações dos jovens.
Natureza complementar: focando no distintivo do escutismo, pode-se contribuir para a
educação dos jovens, em particular através do
método dos escuteiros.
Composição: chegar a mais jovens.
Adultos: atrair e reter os adultos que precisamos.
As relações e parcerias: trabalhar com outros
para melhor servir os jovens.
Unidade: perseguir um objectivo comum a
todos os níveis.
Os seis desafios acima identificados fornecem
três grandes áreas de trabalho:
Jovens: englobando os desafios em Relevância, Composição e natureza complementar, a fim
de levar o melhor Escutismo aos mais jovens,
especialmente adolescentes.
Adultos: englobando o desafio aos Adultos:
atrair e reter os adultos, basicamente, com ênfase
no conceito de voluntariado.
Estruturas e Sistemas: englobar o desafio sobre relacionamentos e parcerias - que reconhece
a necessidade de trabalhar com outros para
servir os jovens – e sobre o desafio.
Unidade: perseguir um objectivo comum a
todos os níveis. Os trabalhos, nesta área estratégica deve levar a um aumento da eficácia global
do Movimento.
FERNANDO ALBUQUERQUE
(Núcleo da Borralha Fraternidade de Nuno
14
freguesias
24 agosto 2011
Castanheira do Vouga
Fogos sucessivos
pela madrugada
Na noite de sábado para domingo
a freguesia de Castanheira do Vouga
foi perturbada por vários focos de
incêndio que foram surgindo. O primeiro, cerca das 23 horas de sábado,
deflagrou próximo do lugar de Castanheira, na estrada que faz a ligação a
Sernada e a Á-dos-Ferreiros.
Ainda na mesma estrada, deflagraram pouco depois outros dois
focos de incêndio, no lugar do Casal,
freguesia do Préstimo. Nessa madrugada, havia de surgir outro foco
de incêndio no Lapão (freguesia de
Castanheira do Vouga), na estrada
do Caramulo.
A rápida resposta de várias entidades de combate aos fogos florestais
evitou que as repercussões atingissem proporções graves. Estiveram
envolvidas as corporações de Bombeiros de Águeda, Anadia e Oliveira
do Bairro, para além da intervenção
da Associação Humanitária de Castanheira e de Belazaima e ainda do
núcleo de protecção civil de Valongo
do Vouga, distribuídas pelos diferentes pontos de combate.
PAULA ANTUNES
Banda Castanheirense
com trabalho intenso
A Banda Castanheirense tem tido agenda muito preenchida
A Banda Castanheirense terminou este
domingo, em Rio Covo, uma sequência de actuações, que passaram por Parada do Pinhão e
Torre do Pinhão (concelho de Sabrosa, distrito
de Vila Real), Santa Marta de Portuzelo (Viana
do Castelo) e Fornelo (Vila do Conde).
ALBERGARIA-A-VELHA
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Domingos das 15h às 20h
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Lugar da Feira-Nova, Lote 7
Tel:234 525 797
- ALBERGARIA-A-VELHA
e romarias, em que as actividades externas das
bandas filarmónicas se tornam mais intensas.
Segue-se agora uma pausa para descanso,
retomando os trabalhos a 2 de Setembro, com
ensaio, a preparar os próximos compromissos
culturais. P.A.
Macieira de Alcoba
Milhares de romeiros no ‘Milagre da Urgueira’
O Milagre da Urgueira
voltou a cumprir-se, no
domingo, no Parque da Senhora da Guia, na Urgueira,
no limite do concelho de
Águeda. Milhares de romeiros presenciaram a recriação da lenda do homem
que entra no forno, para
colocar uma broa de milho
comunitária com cerca de
80 quilos.
Antes da entrada no forno, teve lugar, junta à Ermida de Nossa Senhora da
Guia, uma missa campal,
tendo-se seguido a tradicional procissão que deu a
volta ao forno que, entretanto estava a ser aquecido.
Manuel Farias, da Associação Etnográfica “Os
Serranos”, que por diversas
vezes já entrou no forno,
explicou a lenda centenária
APROVEITE JÁ
HORÁRIO: Segunda a Sábado
O saldo foi globalmente positivo, embora
desgastante e envolvendo um grande trabalho
de logística e preparação (desde músicos e
maestro, até aos membros da direcção, famílias
e acompanhantes).
Estes meses de verão são propícios a festas
O forno comunitário da Urgueira
foi recriada pela associação
a partir de 1996, nunca
mais parando. “Começou
em fi nais do século XIX.
Em 1904, a pessoa que
entrou no forno acabou por
morrer. Devido a este facto, os familiares da vítima
destruíram o forno e a tradição deixou de se realizar”,
explicou.
Cerca de três mil pesso-
as juntam-se na Urgueira,
oriundas do concelho de
Águeda e do distrito, dando
uma vida muito diferente a
um lugar que conta apenas
com nove moradores.
Valongo do Vouga
CARLA TAVARES
C. PATRÍCIA MONTEIRO
ADVOGADAS
Carla Tavares - Tel.: 914 512 632
[email protected]
C. Patrícia Monteiro - Tel.: 914 715 461
[email protected]
Rua Capitão Sousa Pizarro, n.º 25, 1.º andar, Sala F
Telefone/fax 234 382 057 - 3810-076 Aveiro
Festa na Veiga
No próximo fim-de-semana na Veiga decorrerão os festejos em honra de N. Srª das Preces e
N. Sr dos Remédios. Sábado dia 3 de Setembro
durante o dia musica ambiente, às 22h actuação
do grupo musical “Panorama”. No domingo
dia 5 de Setembro, às 9h arruada pelas ruas do
lugar com a Tuna de Óis da Ribeira e música
ambiente durante o dia, às 17h, missa seguida
de procissão acompanhada pela Tuna de Óis
da Ribeira, às 19h, entrega do ramo à nova
mordomia, às 22h, actuação da banda “2002”
e do artista Gonçalo José.
freguesias
24 agosto 2011
Recardães
15
Valmaior
GFER e grupo madeirense sonham
comemorar 25 anos em conjunto
O grupo folclórico de Santo António da
Serra de Machico partiu na segunda-feira
em viagem de regresso ao arquipélago da
Madeira, depois 11 dias de convívio e de
muitas actuações em território continental
em parceria com o Grupo Folclórico e Etnográfico de Recardães (GFER).
O grupo madeirense partiu sem antes ter deixado o perfume do seu folclore no festival do GFER,
no Largo de São Romão, no passado sábado. O
local esteve repleto de pessoas para assistir a um
festival de imensa qualidade e espectáculo.
No domingo, madeirenses e o grupo anfitrião (GFER) foram a Cambra (Vouzela) para
duas horas de espectáculo. Mesmo com chuva
houve imensos resistentes.
A amizade será longa mantendo um sonho:
comemorar os 25 de anos dos dois grupos
em conjunto, pois ambos os grupos têm a
mesma idade.
“Agradecemos o grande apoio do presidente da Junta, Pedro Gomes, e também em termos pessoais e empresariais (Sitio do Passal)
pelo apoio dado, também a Câmara Municipal
pelo apoio que deverá chegar um dia destes,
e a todas as pessoas individuais que nos ajudaram a proporcionar estes belos 11 dias de
intercâmbio”, referiu fonte do GFER.
Do Grupo de Santo António da Serra ficou
a simplicidade e confraternização com todas
as pessoas de Recardães que se cruzaram
consigo.
Paredes
Moradora queixa-se
do saneamento básico
Paredão para
evitar erosão
A Administração da Região Hidrográfica do Cento (ARH) procedeu a obras
nas margens do rio Caima, em Valmaior,
que tinham como objectivo o reforço das
margens e dos próprios pilares da ponte
situada no centro da localidade.
Manuel Letra, presidente da Junta de
Freguesia de Valmaior referiu que “após
vários contactos e muitas reuniões, conseguimos que a ARH fizesse esta obra, com
o único objectivo de precaver o inverno
que aí vem, que, a ser rigoroso, podia
colocar em perigo alguns dos terrenos
circundantes”.
Para além do reforço das margens, foi
ainda efectuada a sua limpeza, de modo
a preparar o rio para a construção de um
açude em madeira, uma situação que está
a ser estudada pela ARH, com o conheci-
mento da Junta de Freguesia.
A autarquia local ficou responsável pela
limpeza de uma grande área das margens,
uma tarefa que ainda não foi dada como
terminada: “Sabemos que há trabalho a
fazer, mas estamos certos que, em Setembro, tudo estará concluído”, afirmou
Manuel Letra.
Sobre o açude, o presidente da Junta garantiu que “é uma obra essencial, para que
o rio possa ficar com uma boa capacidade
de água no leito do rio, para que se possa
possibilitar o abastecimento de helicópteros de combate a incêndios”.
Manuel Letra afirmou ainda que esta
obra não teve o apoio da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, porque,
segundo disse, não tinha conhecimento
do assunto.
Frossos
Junta de Freguesia sublinha êxito
da feira de artesanato
Quando chove, os resíduos saem pela tampa
e invadem a estrada e propriedade particular
Isilda Silva, moradora na rua da Choupela,
em Paredes, queixa-se do saneamento básico
em frente à sua residência. “Quando chove, o
saneamento sai, às vezes ando a apanhar preservativos mas já não me fazem falta”, reclamou, gracejando.
O problema acontece na estrada que liga Paredes
ao Casaínho. Isilda Silva considera que o desnível
de duas estradas que se encontram próximo da
sua residência provoca a situação, devido à falta
de escoamento das águas residuais, vulgo sanea-
mento básico. “Ando nisto há anos”, referiu, para
salientar que, sempre que chove, o esgoto sai pela
tampa e invade a sua propriedade.
“A Câmara Municipal sabe da situação,
porque antes de passar para a Águas da Região de Aveiro reclamei várias vezes. Nada
fizeram para solucionar e agora dizem-me
que não é nada com eles, é com a Águas
da Região de Aveiro”, contou Isilda Silva.
“Só quero é que alguém responsável resolva
esta situação”.
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A Junta de Freguesia de Frossos organizou, entre os dias 29 e 31 de Julho,
mais uma edição da feira de artesanato e
produtos tradicionais, que contou com uma
grande adesão de expositores e de público.
“Sem grandes apoios, a autarquia local
voltou a mostrar a sua capacidade de organização, deixando muito satisfeitos os expositores que visitaram a freguesia, oriundos
de vários pontos do país”, fez saber a Junta
de Frossos, em informação que fez chegar à
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imprensa. O espaço teve animação cultural,
com actuações de grupos folclóricos.
“Pensamos que foi uma boa forma de
dinamizar um pouco mais a freguesia de
Frossos e mostrar às pessoas que, com
poucos apoios, se conseguem fazer eventos de grande qualidade”, afirmou Sandra
Almeida, presidente da Junta de Freguesia,
que aproveitou a oportunidade para agradecer a “todos quantos tornaram possível
a organização desta iniciativa”.
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16
freguesias
24 agosto 2011
Travassô
Obras na igreja na ala da capela-mor concluídas
a Fábrica da igreja
Paroquial de travassô,
presidida pelo pároco
Padre Júlio grangeia,
deu por encerradas
as obras de “limpeza,
conservação e restauro”
na ala da capela mor da
igreja matriz, a partir do
momento da recepção
do respectivo “relatório”
executado pelo técnico
responsável antónio
monteiro –“restauros d`
arte”- de aveiro
Os trabalhos foram iniciados em Outubro de 2010
e, apesar de preverem uma
duração de cerca de quarto
meses, foram concluídos
em início de Maio do ano
em curso, à excepção dos
arrumos onde ainda faltam
alguns acabamentos pontuais, como colocação de
prateleiras.
O orçamento inicial previa
custos na ordem dos 12.500
euros mas foi necessário um
outro extraordinário, devido
à necessidade de trabalhos
complementares inadiáveis
pela reforma efectuada, acabando a obra por ascender a
20 mil euros, também pelo
agravamento do IVA dos
materiais e respectiva mão
de obra.
INTERVENÇÃO
EM TRÊS ETAPAS
Depois da intervenção
que se considerou efectuada em três etapas (restauros do Arco de Pedra
da Capela Mor, abóbada
e Altar Mor), houve necessidade de substituir os
barrotes e retirada do forro
de madeira do telhado naquela ala e revestimento
das paredes do interior da
parte de trás do Altar Mor.
Por esse motivo, a Fábrica
da igreja teve que recorrer a uma subempreitada
específica para aqueles
trabalhos de conservação.
Seguiu-se a respectiva
pintura e o rés do chão
levou tijoleira oferecida
por várias pessoas. Foi reconstruído um patamar em
madeira para acesso lateral
ao “trono” e naquele local
foi feita nova instalação
eléctrica pela precariedade
da existente. Os armários de
madeira foram inutilizados
e agora está a ser criada
uma zona com prateleiras
variadas de apoio ao serviço
dos grupos de zeladoras da
igreja e para outros arrumos.
A actual mesa da Irmandade dos Santos Mártires
suportou as despesas com o
restauro da imagem de “São
Miguel”, o Arcanjo Padroeiro de Travassô e a Igreja, por
razões estéticas daquela área
frontal, mandou restaurar a
de Santo António muito danificada, reportada ao início
do século XVIII, tendo sido
executadas as respectivas
peanhas que foram revestidas
com ouro de lei.
Nos dois lustres da igreja
foram reconstruídos todos
os suportes de pingentes,
que depois sofreram limpeza geral com produto específico, sendo substituídos os
bocais de suporte às lâmpadas economizadoras pelas
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00 33 000 000 1999 75 88 005
Altar Mor completamente restaurado, com S Miguel,
Sto António e novo resplendor
Limpeza e requalificação dos lustres
quais se optou e o mesmo se
fez nos 7 apliques existentes, ficando a recomendação
do técnico e restaurador
António Monteiro, para a
necessidade de substituição da instalação eléctrica
daqueles candeeiros pela
acentuada degradação.
Uma “lamparina de azeite” foi adaptada com suporte de sustentação em ferro
forjado extraído de candeeiros antigos e agora ostenta
junto do “Santíssimo” uma
com luz permanente devido
à lâmpada feita com “leds
em cruz”.
O sacrário levou uma fechadura adequada e foi reposta a folha de ouro no
seu interior e na base junto
à porta, bem como em toda
a talha superior, devido a
imensas falhas e fissuras.
ALTAR-MOR
MELHORADO
Outro “extra” que melhorou significativamente o
Altar-Mor, foi a construção
em gesso de um cálice em
relevo aplicado no resplendor do trono, então vazio
na caixa de fundo azul onde
foi aplicado e revestido a
ouro de lei bem como todo
o seu “raiado” e a orla trabalhada e pintada em cinza
foi limpa e revestida com
prata de lei.
O Altar-Mor, na sua maior
parte perdera a tinta de origem, por pinturas posteriores e o restaurador António
Monteiro sugeriu que, para
unificações de cor, toda a
talha fosse limpa antes de
tapadas as inúmeras fissuras, para então com tintas
Restauro de vidro pintado
“alquídicas” – com base
em materiais resinosos para
maior aglutinação- haver
uniformidade na zona mais
frontal do altar.
Os quarto vitrais falsos
(vitrais verdadeiros são formados por vidros de muitas
cores ligados com chumbo e
estanho), foram repintados
e a sus orla de moldura foi
coberta a tinta dourada para
uniformidade então criada
na Capela Mor da Igreja
de Travassô que tem agora
um aspecto completamente
diferente.
Lembramos que para
maior sustentabilidade toda
a estrutura de madeira está
agora assente em aço inoxidável, material com que
também foi construída uma
escada em caracol nos arrumos, para ganhar espaço e
porque os degraus de acesso
ao trono estavam desfeitos
e toda a estrutura ameaçava
ruir a qualquer momento.
A quantos colaboraram
com a paróquia para que se
pudessem concretizar estas
obras de profunda remodelação fica a gratidão do
“Fabriqueira”.
O pároco, Padre Júlio,
tem vindo a fazer consecutivos apelos junto dos
paroquianos, no intuito de
procederem ao pagamento
do “contributo anual”, pois
urge a colocação da Pia
Baptismal na área junto do
altar da celebração, que terá
de ser requalificada também,
conforme “avaliação” de
Monsenhor João Gaspar,
vigário Ggral da Diocese que
já veio ao local.
HELENA NOGUEIRA
Moto 4 sorteada na Senhora do Amparo
No decurso dos festejos a Nossa
Senhora do Amparo em Travassô,
no fim de semana de 13 a 15 de
Agosto, foram vendidas rifas pelos
elementos da comissão de festas,
para sortear uma Moto 4. A “rifa”
premiada foi ao número 0155 que foi
adquirida por um romeiro a morar no
Sardão/Águeda.
O feliz contemplado, Sr Domin-
gos, deu uma voltinha no “prémio”
e posou para a posteridade. A comissão de festas agradece a adesão que
teve este sorteio. H.N.
freguesias
17 agosto 2011
17
Talhadas
Padre Augusto
deixou obra
O Padre Augusto Fernandes
da Costa, natural da freguesia de
Talhadas, faleceu no dia 18 de
Agosto. Foi celebrada missa de
corpo presente na Igreja Matriz
de Macinhata do Vouga, pelo
Bispo Emérito de Aveiro António
Marcelino, e pelo ex-Bispo da
Guarda. Mais de uma dezena de
sacerdotes, seus colegas de curso, estiveram presentes vindos
de todo o país.
Ordenado em 30 de Julho de
1967 na Sé de Aveiro, celebrou a
sua primeira missa em Talhadas,
sua terra natal, em 13 de Agosto
de 1967. Foi sacerdote apenas na
Diocese de Aveiro: Silva Escura
(Sever do Vouga) de 1967 a 1986;
Borralha, Aguada de Cima, Belazaima do Chão e Agadão, de 1986
a 1993; Salreu (Estarreja) de 1993
a 1996; Macinhata do Vouga e Lamas do Vouga (Águeda) de 1996
a 2005. Em 2005, veio paroquiar
Padre Augusto Costa deixou saudades em Talhadas
para Talhadas, Cedrim e Paradela
(Sever do Vouga) até 12 de Março
de 2010.
Foi um padre que deixou obra
feita por todas as paróquias por
onde passou, que dizia serem 16
obras e que muitas delas foram
iniciadas sem ter dinheiro. Nunca
tivera medo de fazer obras. Mesmo aqui em Talhadas, aquando
do restauro e conservação da
talha dourada e gravuras da nave
central, que o orçamento previsto
superava os 150 mil euros, o Padre
Augusto insistiu que se fizessem
os trabalhos que o dinheiro aparecia. Talhadas deve-lhe muito.
Esteve um convívio marcado e
com inscrições para um almoço e
com a sua presença (quando ainda
estava na Casa Diocesana), mas
pelo agravamento da sua saúde
ficou adiado e não se concretizou.
Muito obrigado, apesar de,
como ele dizia «não se agradece
nem elogia a quem bem faz».
ANTÓNIO AFONSO
Venerado o padroeiro São Mamede
A procissão das festas de São Mamede
São Mamede, padroeiro da freguesia de Talhadas, teve a sua festa
de homenagem no dia 17 de Agosto.
Ponto alto da festa foi sem dúvida
o aspecto religioso. A eucaristia foi
celebrada pelo Padre Nestor, da Cúria
Diocesana de Aveiro, que dedicou a
homilia em torno da vida deste mártir
da Igreja, de seu nome Mamés. Pastor
que morreu mártir entre 250 e 275 d.
C., em Cesaréia da Capadócia, (actual
Turquia). Após a eucaristia, realizou-se a procissão com 13 andores dos
santos dos lugares e capelas. Cada
lugar esmerou-se em colocar no
seu andor as mais belas flores, que
vêm do estrangeiro, substituindo
as genuínas flores do campo e dos
montes, que dão brilho e continuação às famosas procissões de
Talhadas.A.A.
Muito público a assistir com os protagonistas a serem prata da casa
Folclore, canções,
músicas e trajes da terra
A festa do padroeiro da freguesia
de Talhadas teve, como foi anunciado, a participação de dois grupos
(representantes da nossa cultura)
originais natos de Talhadas. A tarde
de quarta-feira foi preenchida completamente com aquilo que ainda
melhor representa a identidade do
seu povo. Herdaram a génese da
alegria que tinham no trabalho e
nos poucos momentos de descanso
que possuíam nas merendas ou das
sestas: em vez de comer, cantavam
e dançavam modas de roda, ao som
das concertinas ou harmónicas de
boca. Foi isto que agora surgiu,
através dos alunos que frequentaram o 9º ano das Novas Oportunidades em 2010, que prepararam
uma actividade cultural e ensaiaram
o grupo para se exibir na cerimónia
Torneio de 24 horas de futebol
de 5 este fim-de-semana
Com início no sábado, decorre até Domingo o XI torneio de futebol de
cinco, em 24 horas, organizado pela Associação de Jovens da Freguesia
de Talhadas. O torneio non-stop é composto por 10 equipas. A.A.
Aguada de Baixo
BiciARCA team na Torre
No sábado, 13 Agosto, alguns
elementos da equipa BiciARCA
Team, em conjunto com outros
amigos do pedal, fizeram a subida
à Torre (Serra da Estrela) por Seia.
Mais um excelente dia na companhia de familiares e amigos para
ver e apoiar os grandes heróis do
asfalto no ponto mais alto de Portugal continental.
A meio da manhã, o grupo arrancou até Paranhos da Beira, sensivelmente a 8 km de Seia, onde se
encontrava toda a comitiva da Volta
a Portugal para mais uma etapa
duríssima (a 8ªetapa com 182km).
Aí, em Seia, depois de rapidamente
apreciar o aparato (carros de apoio,
imensas motas das rádios, televisões, apoio, comissários, etc...) o
grupo seguiu, começando desde
cedo o seu “martírio”: a subida para
a Torre. Foram perto de 30km de
sofrimento, sacrifício, adrenalina,
paisagens lindíssimas, confraternização com outros amantes do
ciclismo.
À chegada, já muita confusão
e um mar de gente procurando
reconhecer e chegar perto das per-
sonalidades da Volta.
Depois de cumprida a “promessa” o grupo foi ao encontro
do restante grupo que já tinha as
mesas e respectivas sombrinhas
para almoçar, aguardando pelos
“super” ciclistas. Foi um dia de
muito convívio, culminando com
a passagem dos ciclistas.
De seguida, foi pegar nas bikes
e fazer o regresso. Adrenalina ao
rubro... Foi uma descida até Seia,
ou melhor, São Romão, mais precisamente. Para um regresso mais
calmo até casa.
da entrega dos diplomas. Actuaram
na festa de São Mamede, deliciaram
uma classe etária com saudades
do passado, atraíram e cativaram
dezenas de pessoas desde as 16
horas até às 20. Usaram as roupas
do Grupo Típico de Talhadas para
esta actuação, fazendo menção de
agradecer publicamente.
O outro grupo, também com
um relacionamento com as Novas
Oportunidades, adoptou o nome
«Chá de Sexta». Já que muito
antes teria havido movimentos
no sentido de criar um grupo de
cantares tradicionais e popular, e
também por inerência das Novas
Oportunidades, que frequentavam,
aderiram ao grupo e deram o nome
num hábito que tinham de tomar o
seu chazinho à sexta-feira. A.A.
Os atletas da BiciARCA Team na Serra da Estrela
18
freguesias
24 agosto 2011
Fermentelos
Finalistas da AFA em convívio na Serra da Freita
O final deste ano lectivo para algumas crianças da Associação Fermentelense se Assistência (AFA)
significa não só a conclusão de
uma etapa, como o início de outra
muito importante, como é a entrada
pela primeira vez na escola ou no
2º ciclo.
Sendo uma fase de mudanças e
desafios, alguns pais dos finalistas organizaram nos dias 23 e 24
Julho um acampamento no Par-
que de Campismo do Merujal na
Serra da Freita, em Arouca, com
o objectivo de usufruírem com os
seus filhos momentos de partilha,
cumplicidade e diversão, assim
como proporcionar-lhes vivências
com os amigos e educadoras num
local diferente e cheio de novas
descobertas.
Durante dois dias, pais e filhos
puderam conhecer a Serra da Freita,
visitando a praia fluvial e as pedras
parideiras e desfrutar de paisagens
únicas e de condições climatéricas
que permitiram que este fim-de-
-semana fosse inesquecível e sem
dúvida para repetir.
Reconhece-se aos pais que organizaram a iniciativa, à Associação
Fermentelense de Assistência pela
cedência de uma carrinha, do autocarro e motorista e a todos os
que fizeram parte desta aventura o
saudável convívio!
Idosos da AFA na Barra e no jardim Oudinout
Festa em honra de Nossa Senhora da Saúde
A Associação Fermentelense
de Assistência (AFA) promoveu
para os seus clientes de ERI,
CCD e SAD, nos passados dias
17 e 18 de Agosto, momentos
cheios de sol na Praia de Barra.
“Os nossos clientes seniores puderam neste local conviver e reavivar memórias com conterrâneos
seus, desfrutando de momentos
de confraternidade, lazer e bem-estar”, refere a IPSS – Instituição
Particular de Solidariedade Social
- de Fermentelos.
“As memórias fazem parte
da nossa identidade, e por isso
é fundamental relembrá-las e
passar as nossas experiências
aos outros”, acrescentou aquela
associação fermentelense.
Ainda com a finalidade de proporcionar o encontro dos idosos
com os locais que conhecem
desde sempre, o almoço foi no
Parque Oudinout, conhecido
A festa secular começou, este ano,
no dia 13 de Agosto com o conjunto
musical Os Únicos, seguido do ritmo
contagiante e melodias que arrepiam a
pele, característicos da famosa Fanfarra Káustika. A procissão de velas e a
missa da Vigília, no dia 14, reportaram-nos mais uma vez para uma atmosfera
de fé, oração, gratidão, participação
e luz. O exterior fica reduzido à luz
cintilante de milhares de pequenas
velas, que também elas, manifestam
o que vem de dentro: a luz baptismal
que nos ilumina e dá sentido à nossa
caminhada, pelas palavras do Padre
Costa Leite.
A Segunda-feira, dia 15, começou
com a missa, seguida de procissão
pelas ruas da vila de Fermentelos.
Ainda hoje, como em tempos, muitos
são os romeiros que vêm assistir à
missa e procissão para cumprir as suas
promessas.
O dia foi também recheado de muito
boa música. Duas bandas, a Banda
maioritariamente pelo forte da
Barra, espaço no qual puderam
desfrutar de uma bela paisagem
e do tão agradável contacto com
a natureza.
“O que a AFA pretende com
estas iniciativas é sem dúvida
fomentar a quebra de rotinas e de
hábitos quotidianos, promovendo o envelhecimento saudável,
indo de encontro às expectativas
dos nossos clientes”, referiu a
associação a propósito desta
iniciativa.
Fotografia – No passado dia 19 de Agosto comemorou-se o Dia Internacional da Fotografia. A Associação Fermentelense de Assistência assinalou a efeméride registando o
momento para mais tarde recordar. Foi tirada uma foto com todos os idosos no exterior
da instituição, junto ao Jardim Sensorial. “A nossa memória colectiva ficará para sempre guardada nesta instituição através deste meio de arquivo visual”, referiu a AFA.
Marcial de Fermentelos e a Banda de
Música de Amares, tocaram e encantaram as muitas pessoas que desde manhã até à noite passaram pelo arraial.
O fantástico espectáculo de fogo de
artíficio piromusical fechou com chave
de ouro este dia de festa, tendo sido
como sempre também o responsável
por fazer ‘encher’ o arraial de muitas
pessoas.
A festa continuou no dia 16 tendo
sido a tarde dedicada ao folclore e
a noite a dois conjuntos musicais.
Actuaram o Rancho Etnográfico de
Fermentelos, o Grupo Folclórico Etnográfico de Recardães, o Rancho da Sra.
da Saúde e, por último, o Grupo Santo
da Terra de Machico (Madeira); à noite
assistiu-se à actuação do Grupo de
Música Popular Raízes do Minho e da
Orquestra Top 5. Esta é a festa de todos
os fermentelenses e de todos os que até
aqui se deslocam, contribuindo assim
para o sucesso desta grande festa.
SUSANA DIAS
Espranjar angariou
fundos para reformar
a antiga sede
José Duarte
completou
80 anos de vida
Os coralistas do Grupo Coral Espranjar transformaram
a antiga sede da Banda Nova
no bar do Espranjar e assim
conseguiram angariar uma simpática quantia para começar as
obras de reforma da antiga sala
de ensaios. Foram muitas as
pessoas, entre fermentelenses,
músicos e dançarinos, que por
ali passaram para beber uma
mini, jogar ao jogo do prego e/
ou até para comer uma bifana.
Boa disposição e bons temas de
conversa também não faltaram,
para satisfação do Espranjar.
S.D.
José Duarte, emigrante
nos Estados Unidos da
América mas a passar
férias em Portugal, completou no passado dia
17 de Agosto (quarta-feira) 80 anos de idade.
Reuniu seus familiares e
amigos mais próximos
num almoço-convívio
na Estalagem da Pateira.
Que se continue a celebrar esta data por muitos
e bons anos são os votos
de todos os que lhe são
mais próximos.
S.D.
José Duarte
desporto
24 agosto 2011
19
futebol distrital
Recreio de Águeda perdeu
com Alba e Oliveira de Frades
Equipas da III divisão nacional estão mais adiantadas na preparação que aguedenses.
Dia 11 de Setembro é que interessa estar bem, diz treinador aguedense
O Recreio de Águeda perdeu em
casa (0-4) com o Alba e voltou a
sair derrotado na apresentação do
Oliveira de Frades (1-4) nos dois
primeiros jogos de preparação
realizados esta época. Frente às
duas formações da III divisão nacional, ficou evidente a diferença
de andamentos devido ao atraso
na preparação por parte dos aguedenses, com escassos oito dias de
treinos intensos.
Com o Alba, alinharam: Campos;
Miguel, Conceição, Luís e Dinis;
Ribeiro, Camaco e Daniel Martins;
Fábio, Rodrigo e Ruben. Jogaram
ainda: Noronha, Figo, Guerra,
Lexe, Rita, Fábio Castanheira,
Diogo, Dany e Iafai.
Em Oliveira de Frades, alinharam
de início: Campos; Miguel, Dinis,
Luis e Camaco; Ribeiro, Rita e
Iafai; Fábio, Dany e Diogo. Jogaram ainda: Noronha, Figo, Guerra,
Lexe, Fábio Castanheira, Rodrigo,
Daniel Martins e Ruben. Marcador:
Daniel Martins.
Roberto encontra-se lesionado e
Conceição esteve condicionado no
segundo jogo. Valter, Nuno, Carlos
Simões e Rhony estiveram ausentes
por motivos pessoais.
Segundo o treinador dos ‘Galos’,
Fernando Pereira, o plantel está a
trabalhar bem correspondendo às
expectativas que criou em relação
aos novos jogadores.
“Estamos a criar um grupo forte
e coeso, e os jogadores que tenho à
minha disposição estão assimilar as
minhas ideias e princípios de jogo”,
referiu Fernando Pereira.
O treinador aguedense desvaloriza os resultados, pois “dia 11 de
Setembro é que é importante estar
na máxima força para o arranque
do nosso campeonato”.
Sobre os jogadores, está contente,
vendo com bons olhos a margem
de progressão e evolução que vão
ter. Sobre os ex-juniores que estão
à experiência (Figo, Fábio Castanheira e Guerra) Fernando Pereira
considera que estão a dar boas
indicações.
Nico (ex-Alba, o segundo em cima a contar da direita) é a mais recente aquisição do Macinhatense
Macinhatense vence com jovens à experiência
Primeiro jogo de preparação foi com o Santiais. Sábado e domingo disputa-se
o torneio Eugénio Quaresma. Nico (ex-Alba) é reforço
O Macinhatense venceu (2-0)
o Santiais no seu primeiro jogo
de preparação para a nova época. O primeiro golo foi marcado
pelo defesa central Barbosa, um
ex-júnior da Oliveirense que se
encontra à experiência, aos 25
minutos, e o segundo por Alves
aos 35 minutos.
A equipa macinhatense alinhou
com Flávio; Zezito (ex-júnior do
Águeda, à experiência), Barbosa,
Luizandro e Cerqueira; Alves, Mar-
celo e Galhano (ex-Águas Boas,
à experiência); José (ex-Palmaz,
à experiência), Flecha e Alemão.
Jogaram ainda: Paulo Ricardo,
Daniel, Rocha, Hugo Bastos, Fia,
Arie, Nico (ex-Alba) e Beto.
Apesar das muitas ausências,
com atletas ainda de férias, e
um sábado de muito calor, a resposta dos jogadores utilizados
foi “aceitável” para o treinador
Paulo Silva. “Os jogadores disponíveis têm trabalhado bem, só
aguardamos poder trabalhar com
todos para aumentar os níveis de
resposta”, comentou o treinador
do Macinhatense.
Torneio Eugénio Quaresma
- Esta quarta-feira, o Macinhatense vai fazer um jogo-treino em Fermentelos (20h)
e disputa o torneio Eugénio
Quaresma no campo 1º de
Maio no sábado e domingo.
O programa de jogos é o
seguinte: sábado, LAAC-Alba
B (15h30) e Macinhatense-Fermentelos (17h00); no
domingo, o jogo entre os vencidos disputa-se às 15h30 e a
final entre os vencedores está
marcada para as 17 horas.
Valonguense
reagiu bem
à carga na
Mourisca
Derrota por 0-1 não
deslustra perante
adversário com rotinas assimiladas da
época anterior. Fábio
(ex-Mourisquense)
e a renovação de
Marques são novidades
O Valonguense, com uma
semana de treinos, foi sábado
ao campo do Mourisquense
perder por 0-1. Perante uma
equipa que manteve praticamente a estrutura da última
época, a derrota, no segundo
tempo e após várias alterações, não deslustra.
O próprio treinador Paulo
Rui sublinha que “depois
do empenho demonstrado
durante a semana e da carga
dos treinos, a reacção dos
jogadores for melhor do que
esperava. O golo foi sofrido
numa transição rápida, numa
altura que tínhamos efectuado todas as alterações”.
O Valonguense alinhou
com Flávio; Barriga, Joãso,
Ricardo e Dani; Barrá, Fábio,
Herlander e Kimi; Tché e
Zamorano. Jogaram ainda:
Ferreira e Bruno (guarda-redes), Rato, Carvalho, Poié
e Branco.
Existem alguns jogadores
à experiência mas Paulo Rui
anunciou apenas duas novidades a acrescentar ao plantel
já divulgado: a renovação do
médio Marques e a aquisição
do jovem médio ala Fábio
(ex-Mourisquense).
Há vários jogadores ainda
em férias que, a pouco e
pouco, vão integrando os
trabalhos de preparação.
Para esta semana, o Valonguense recebe o Águeda
esta quarta-feira (19h30)
e desloca-se à Gafanha no
sábado (17h).
20
desporto
24 agosto 2011
futebol distrital
Mourisquense vencedor
nos primeiros aprontos da época
Vitórias em casa com a equipa B do Alba (4-0) e
com o Valonguense (1-0). Tojó estuda proposta,
Mendes e Noronha à experiência
O Mourisquense saiu vitorioso dos aprontos que realizou na
primeira semana de trabalho,
ambos disputados em casa.
A meio da semana, recebeu a
equipa B do Alba (concorrente
à II divisão distrital) vencendo
por 4-0; no sábado, superou o
Valonguense por 1-0.
Frente aos jovens albergarienses,
alinharam inicialmente Michel;
Xano, Miguel Ângelo, Leandro
e Ventura; Stephane, Brunito e
Queirós; Mendes, Mocho e Tojó.
Na segunda parte foram utilizados
David, Ventura, Miguel Ângelo,
Nakata, Noronha, Hugo, Paulo
Monteiro, João Ricardo, Stephane
e Tojó. Os golos foram marcados
por Stephane, Tojó, Paulo Monteiro
e João Ricardo.
Frente ao Valonguense, alinharam de início David; Serginho,
Miguel Ângelo, Paulo Monteiro,
Ventura, Xano, Queirós, Brunito,
Mendes (Mocho), Stephane e
Tojó. Na segunda parte jogaram
Michel, Xano, Leandro, Nakata,
Noronha, Paulo Monteiro, Hugo,
Tica, Mocho, Tiago Pinto e Tojó.
O golo foi marcado por Hugo.
Tojó, ponta-de-lança que actuou no Valecambrense na última época, tem treinado e jogado
com a equipa, estando neste
momento a estudar a proposta
que o Mourisquense lhe fez.
Já Mendes e Noronha (ambos,
ex-Fermentelos) estão à experiência, devendo ser tomada
uma decisão até ao final desta
semana.
O treinador Carmindo Dias
mostrou-se agradado com a forma como os treinos decorrem,
elogiando o rendimento no jogo
contra o Alba B – “com três
treinos não se podia exigir muito
mais” – e admitindo que o calor e
o cansaço acumulado dos treinos
da semana inaugural condicionou
o rendimento com o Valonguense.
Esta semana, o Mourisquense
recebe o Alba na quinta-feira
(19h) e os juniores do Beira Mar
no sábado (17h).
BARC sem solução...
até Setembro
Assembleia geral pouco participada não resolveu
impasse, inviabilizando desde logo a inscrição do
clube nas provas da Associação de Futebol de Aveiro
A perspectiva de que a BARC
iria resolver o impasse directivo
na assembleia geral da última semana não se confirmou. A reunião
foi rápida – menos de 45 minutos
– e pouco participada. O mês de
férias também não ajudou.
Adriano Durão, nome que surgira na assembleia anterior como
potencialmente interessado em
arranjar uma solução concreta,
referiu na assembleia geral estar
disponível para ajudar e disse
ter feito um esforço para reunir
pessoas, mas ninguém se terá
mostrado disponível.
A única decisão substantiva
saída da assembleia geral foi a
tentativa de ser encontrada uma
solução até 16 de Setembro, já
depois do regresso de férias de
muitos dos borralhenses. Caso
não haja “fumo branco”, será
marcada uma assembleia geral
nesse dia para saber o que fazer com o clube. Esta situação
inviabiliza desde logo a partici-
pação da BARC em provas da
Associação de Futebol de Aveiro na época prestes a iniciar-se.
Os campeonatos do INATEL
podem vir a surgir como uma
possibilidade a ter em conta para
que se mantenha o campo Eng
José Júlio Ribeiro operacional
mas tudo dependerá do que vier
a ser decidido pelos futuros dirigentes, na eventualidade de vir
a ser constituída uma direcção
ou uma comissão administrativa
para manter a associação aberta.
A BARC tem uma dívida de 16
mil euros até Dezembro de 2010,
ao que acresce cerca de 3 mil
euros na primeira metade deste
ano. Estes números não foram
confirmados pelo presidente da
assembleia geral, Paulo Batista,
ao RA. O dirigente recusa-se a
falar do assunto no exterior, salvaguardando no entanto que “a
BARC não ficará a dever nada a
ninguém, honrará todos os compromissos assumidos”.
Águeda estreia-se fora
Mourisquense e Macinhatense em casa
Fiães, Rio Meão e Carregosense são os primeiros adversários
das equipas aguedenses no distrital da I divisão.
Macinhatense – Mourisquense é o primeiro ‘derbi’ concelhio
a 25 de Setembro; Mourisquense – Águeda na última jornada
O Recreio de Águeda joga no
campo do despromovido Fiães
na 1ª jornada da I divisão distrital, enquanto o Mourisquense
recebe o Rio Meão e o Macinhatense tem o Carregosense
a apadrinhar o seu regresso ao
principal escalão da Associação
de Futebol de Aveiro.
Macinhatense e Mourisquense
protagonizam o primeiro derbi
concelhio, a 25 de Setembro,
no 1º de Maio. O Recreio de
Águeda recebe o Macinhatense
à 14ª jornada (11 de Dezembro)
e termina a primeira volta a receber o Mourisquense (17ªjornada,
15 de Janeiro). O que significa
que os dois clubes fecham o
campeonato, no dia 27 de Maio,
em Mourisca do Vouga.
CALENDÁRIO NA PÁGINA 24
LAAC e Fermentelos começaram esta semana
Aguadenses mantêm
estrutura da última época;
fermentelenses
com 13 aquisições
LAAC e Fermentelos foram os
últimos clubes do concelho a iniciar
a sua época futebolística, ambos na
segunda-feira. O Fermentelos adiou
se sábado para segunda, enquanto
os aguadenses já tinham definido
esta data inicialmente.
Os fermentelenses, ainda com várias ausências devido a férias num
plantel há muito fechado (pelo que
a foto que o RA solicitou ficou para
mais tarde), não assumem publicamente a subida como objectivo. O
treinador Mico referiu ao RA que
a ideia passa por “fazer três pontos
em cada jogo”. O plantel dá garantias ao técnico. “Foi escolhido por
mim tendo em vista o campeonato
que vamos disputar”, referiu.
Situação muito idêntica na LAAC
no que toca a objectivos, embora os
aguadenses tivessem optado pela
estrutura base da última temporada.
Apesar da saída de alguns jogado-
res, como Luís Paiva (que abandonou), a perspectiva de continuidade
é garantia de estabilidade para os
seus responsáveis.
LAAC - O plantel é o seguinte:
Guarda-redes – David Lopes
e Fábio Ferreira (ex-júnior do
Águeda). Defesas – Russo,
Luís Carlos, Rui Pereira, Bem
Haja, Daniel Reis e Bruno (ex-juvenil).Médios - João Ribeiro,
Bruce, Duarte, Ricardo, Nuno
Amaral, Cerca, Luís Pinho,
Fábio Reis (ex-júnior) e Carlitos
(ex-junior). Avançados - Canas,
Reboxo e Pedro. O treinador Vítor Rita conta com Pedro Amaral
e Vítor Sousa como adjuntos.
Catarina e Luis Pinho são os
fisioterapeutas e Luís Pereira o
técnico de rouparia. Jogos de
preparação: torneio Eugénio
Quaresma (dias 27 e 28, com
Macinhatense, Alba B, Fermentelos e LAAC) e com o Recreio
de Águeda em Aguada de Cima
(dia 31, 19h30).
Fermentelos – O plantel conta
com os seguintes jogado-
res: Guarda-redes – Nuno
(ex-Águeda) e Renato (ex-BARC). Defesas – Hugo Graça (ex-Águas Boas), Xico, Zé
Eduardo, Tavares (ex-Águas
Boas), Paquete (ex-Oiã), Cedric (ex-Mourisquense), Mico
(ex-Couvelha) e Fonseca. Médios - Teixeira, João Oliveira,
Pimentel, Mário, Diogo Rilhas
(ex-Águeda), Roberto (ex-Oiã
e futsal do Barrô) e Borras
(ex-Águas Boas). Avançados
– Mendonça, Elton, Vieira
(ex-Águas Boas), André António (ex-Águas Boas), André
Couto (ex-Couvelha). A equipa
técnica é formada por Mico
(ex-Águas Boas), Bé e Pedro
Pires. Paulo (ex-Troviscalense)
é o massagista. Jogos de
preparação: no dia 24 recebe o
Macinhatense (20h), dias 27 e
28 participa no torneio Eugénio Quaresma em Macinhata
do Vouga; no dia 30 joga na
Gafanha (19h) e nos dias 3 e 4
de Setembro organiza o torneio
Rui Carvalho em Fermentelos
(com Águeda, Mourisquense e
Beira Vouga).
A LAAC apresentou-se na segunda-feira. Em cima, Vitor Rita (treinador) Vitor Soares (adjunto),
Luis Carlos, Daniel, Fábio Ferreira, Ribeiro, Diogo (à experiência), Lopes, Bruce, Bruno Silva (ex-juvenil) e Ricardo. Em baixo, Pinho, Fábio, João (à experiência), Perito, Bem-Haja, Duarte, Cerca e
Teixeira (ex-júnior)
desporto
24 agosto 2011
21
CICLISMO
João Lemos fez 2º em Antes
FUTEBOL FEMININO
Clube de Albergaria inicia nacional com o 1º de Dezembro
João Lemos foi segundo classificado no circuito de ciclismo de Antes, na Mealhada.
A corrida começou muito rápida com várias tentativas de fuga mas o calor intenso, o
vento forte e um pelotão em forma acabara por as anular a quase todas. A três voltas
do final, um ciclista júnior, com uma pedalada mais forte que os restantes, lançou
uma fuga eficaz que lhe deu a vitória. Os restantes atletas chegaram em pelotão, tendo feito João Lemos o segundo lugar, depois de um sprint bastante disputado.
Esta prova, ao contrário das do fim-de-semana passado, era propícia a roladores e
sprinters. Tendo características de trepador, João Lemos, atleta da casa do Povo de
Avelãs, ficou bastante satisfeito com a segunda posição no pódio.
A equipa de futebol feminino do Clube de Albergaria inicia o campeonato
nacional com o campeão 1º de Dezembro, no dia 4 de Setembro. O jogo está
marcado para as 15 horas, no estádio Municipal de Albergaria-a-Velha.
O Clube de Albergaria conquistou na época transacta 2010/2011 o quinto
lugar no campeonato nacional, foi campeão distrital sub-18 e venceu também
a taça do distrito de Aveiro.
Com tradições no futebol feminino, o Clube de Albergaria foi três vezes
campeão distrital e quatro vezes vencedor da taça distrital. Foi finalista vencido da Taça de Portugal em 2007/2008.
João Lemos
futebol nacional
futebol jovem
Quando um Beira Mar-Sporting mostra
que a competência vai além da mediatização
Recreio de Águeda
A Académica partilha com o
campeão nacional, o FC Porto,
a liderança da Liga de futebol à
segunda jornada, mas o caso da jornada esteve reservado para Aveiro
com o Beira Mar – Sporting.
Os leões voltam a marcar passo e
a comprometer as suas aspirações
no campeonato depois das expectativas geradas junto da sua massa
adepta em função da contratação
do técnico Domingos Paciência e
de uma dúzia de reforços. Só que
as equipas não funcionam só de
carregar no botão, há muito trabalho a fazer e um grupo a formar e
a estabilizar, apesar dos dirigentes
estarem novamente a dar um contributo para a desestabilização.
A COMPETÊNCIA
OU A MEDIATIZAÇÃO
De resto, a polémica em torno
da recusa do árbitro João Ferreira
em apitar o jogo entre o Beira-Mar
e o Sporting por causa das críticas
dos leões ao sector da arbitragem,
e a posição corporativa assumida
pelos restantes árbitros de primeira
categoria disponíveis acabou por
marcar a jornada. Logo à 2ª jornada! É caso para dizer que quem
ganha (bem) a vida à custa do futebol não acredita nele, penaliza a
sua credibilidade e afasta uma boa
parte de adeptos que vêem para
além da clubite.
O Beira Mar – Sporting evidenciou uma realidade do país, em
vários domínios: a competência
nada tem a ver com a mediatização.
O árbitro do jogo (Fernando Martins, dos quadros distritais da AFA)
acabou por ser o mais competente
dentro do relvado. Com erros menores, como é admissível, mas sem
comprometimento com a alegada
grandeza de uns e as conhecidas
fragilidades de outros. Sem olhar a
nomes fez uma arbitragem limpa.
E se muitos dos que mediatizam
ainda descortinaram um penálti
qualquer a favor do Sporting, e se
fartaram de dizer que o árbitro era
dos regionais, seria bom que também fossem descomprometidos e
rejeitassem o elitismo bacoco nas
suas análises.
Fernando Martins mostrou que
há muita competência encoberta
neste país, não só na arbitragem,
não só no desporto. Haveria que
saber é porque um árbitro desta
qualidade – quem o conhece há
anos sabe bem que a tem… - chegou a subir aos quadros nacionais
e depois desceu. E porque razão
esta fatalidade acontece a muitos
árbitros de umas associações e a
poucos de outras. E por aí fora…
Será o “sistema” de que se fala?
E o que é o sistema?
Pobre de um campeonato, e de
um desporto, que à 2ª jornada já
conhece tantos casos com a arbitragem. Alguém se lembra de um
momento de futebol?
PRÓXIMA JORNADA
RESULTADOS
CLASSIFICAÇÕES
Foram introduzidas algumas
alterações no organigrama do futebol de 7 do Recreio de Águeda,
que passa a estar estruturado com
Nuno Gorgulho (director), Carlos
Miguel (coordenador técnico)
e Alfredo Guerra (responsável
pelos seccionistas).
Os infantis A têm Nuno Abrantes como treinador, João Pereira
(jogador júnior) como adjunto e
Nuno Rodrigues e Vasil Visor como
seccionistas.
Os infantis B têm Carlos Miguel
como treinador Edvaldo e Dani
(este jogador júnior) como adjuntos
e Rui Arede, Sérgio Simões, Ramos
e Luís Cruz como seccionistas.
Os benjamins A têm Chico (ex-Valonguense) como treinador,
Paulo Arromba e Hélder Noronha
(este júnior) como adjuntos e
Patrícia Calapez e David Moreira
como seccionistas.
Os benjamins B têm
Carlos Campos como treinador, Nuno Sousa (por confirmar)
como adjunto e José Augusto Silva
como seccionista.
Os traquinas têm Pedro Andrade (ex-Eixense) como treinador,
Diogo Ribeiro e Alex (ambos jogadores juniores) como adjuntos
(o último por confirmar) e Alfredo
Guerra como seccionista.
Os petizes têm Roberto Almeida
(jogador sénior) como treinador,
Diogo Marques (ex-júnior do Recreio) e João Paulo (júnior, este por
confirmar) como adjuntos e Carlos
Fonseca e João Pedro Domingues
como seccionistas.
Os guarda-redes do futebol de
7 serão treinados pelos actuais
guarda-redes dos juniores, Jonathan Nunes e Júnior Juninho.
Paradela organiza
torneio de futebol jovem
O SC Paradela realiza no
próximo dia 3 de Setembro a
sexta edição do torneio de futebol juvenil Carlos Baptista,
em juniores. Para este ano está
prevista a realização de um torneio triangular, em que todas as
equipas se defrontam durante a
tarde de sábado. Quanto aos participantes. Contará com as presenças da LAAC (já participou
em três ocasiões, alcançando um
4º lugar e dois 2º), do Oliveira
do Bairro (esteve presente na
segunda edição onde obteve o 2º
lugar) e do Recreio de Águeda,
que vai já para a quinta participação neste torneio, vencendo
quatro.
De resto, tirando a edição inaugural, ganha pelo Mourisquense,
este torneio tem sido dominado
pelos “Galos do Botaréu”.
Além dos prémios por equipas, a
organização tem prevista a atribuição de prémios individuais.
JOÃO COELHO
Inscrições abertas no Paradela
O SC Paradela decidiu reabrir
as inscrições para o futebol juvenil e para a escola de música do
clube, pelo menos até ao final da
primeira quinzena do próximo
mês de Setembro. De acordo com
João Coelho, um dos responsáveis pelas duas secções do clube,
está previsto para essa altura o
reinício dos treinos do futebol
juvenil e das aulas da escola de
música, estando para já a ser realizados os trabalhos preparatórios
para essa “rentré”. Assim, quem
estiver interessado em realizar
a sua inscrição para essas duas
secções poderá fazê-lo através
dos e-mails [email protected],
[email protected]
ou do telemóvel 965 446 267.
22
desporto
24 agosto 2011
triatlo
motocross
ANDRÉ MARTINS, piloto iniciado
presente nos campeonatos da Europa e do Mundo
Jordão
Alves
na dureza
dos Alpes
“O andamento internacional
é muito forte”
O jovem André Martins no mundial em Itália
João Alves
O triatleta aguedense
Jordão Alves participou,
no passado fim-de-semana, em Embruman (Alpes
franceses), no seu 1º
ironmen, percorrendo as
distâncias de 3800m em
natação, 188km em bicicleta e 42.200 em corrida
maratona.
“Sendo esta a distância
maior da modalidade,
onde fui participar é
considerado o mais difícil
ironmen do mundo”, referiu Jordão Alves. “Para se
ter uma ideia, o segmento
da bicicleta é o mesmo da
etapa mais dura do Tour
de França, que passou
no col do l’Isoard, com
5000m metros de acumulado positivo”.
Foram três os portugueses presentes na competição, nesta “mítica prova
mundial”, conseguindo
terminar, o que já é uma
vitória. O ano passado,
dos dois portugueses presentes, só um terminou.
Jordão Alves é assim um
dos quatro portugueses
que conseguiu terminar a
dura prova.
“Percebi que o andamento a nível
internacional é muito forte”, refere
André Martins, jovem internacional
de Mourisca do Vouga. O iniciado
esteve recentemente envolvido nos
campeonatos europeu e mundial de
motocross, em França e em Itália
respectivamente, naquela que foi
a sua primeira experiência internacional.
André Martins não esconde que
foi encontrar uma realidade muito
diferente da que estava habituado:
muito mais pilotos, competitividade muito mais elevada. E,
quando fala em problemas psicológicos que condicionaram a sua
prestação no ‘europeu’, terá sido
precisamente o choque de se ter
confrontado com uma atmosfera
muito diferente que o inibiu desportivamente.
Valeu no entanto a experiência.
Este primeiro contacto deverá ter
servido para um conhecimento mais
exacto da realidade internacional.
“Se quero praticar este desporto a
nível internacional tenho de treinar
muito afincadamente”, refere o
jovem piloto, que também aponta
caminhos para que o motocross
nacional se possa desenvolver.
P> A tua chamada à selecção
nacional foi uma surpresa ou já
estavas a contar?
R> De certa maneira, posso
dizer que não foi uma surpresa.
Desde que soube que os pilotos
que andavam nos cinco primeiros
do campeonato nacional iriam ser
chamados, e como estou em quarto
lugar, admiti que tinha fortes possibilidades de ser chamado.
P> Que ensinamentos recolheste desta tua primeira experiência
internacional?
R> Nesta experiência internacional, percebi que o andamento a
nível internacional é muito forte.
E se quero praticar este desporto a
nível internacional tenho de treinar
muito afincadamente!
P> Que balanço fazes, do ponto
de vista desportivo, das prestações conseguidas em França e
em Itália?
R> Em França, no europeu, poderia ter feito um lugar melhor mas
tive problemas a nível psicológico
e o facto de andar em lama não me
favoreceu. Em Itália, no mundial,
estive a andar muito bem mas há
pilotos mais fortes, que andam
muito bem.
P> Quais foram as principais
diferenças que encontraste nestes
campeonatos relativamente ao
que estavas habituado?
R> Normalmente, em Portugal,
temos uma grelha com um máxi-
mo de 25 pilotos. No mundial e no
europeu temos uma grelha com 40
pilotos e muitos pilotos ainda ficam
de fora porque não conseguem tempos para entrar na grelha.
P> Essas diferenças provocaram, de certa forma, ansiedade
em ti antes da competição? Ou
seja, condicionaram as tuas
prestações?
R> Claro que sim. Saber que se
vai correr com cerca de 50 a 80
pilotos, sem estar habituado antes,
torna as coisas mais difíceis visto
que somos muitos pilotos e todos
queremos o mesmo, apurar-se e
até ganhar.
P> O que é possível fazer para
aumentar o nível competitivo do
motocross nacional?
R> Penso que divulgar mais
o desporto, para permitir que os
pilotos tenham melhores apoios
e logo permitir que os pilotos
possam-se dedicar mais ao desporto. E ao divulgar-se mais o
motocross também se consegue
que haja mais pessoas interessadas na prática do desporto. Se
existissem mais pistas permitiria
que os pilotos treinassem em
diferentes pistas. Por outro lado,
a Federação deve criar mais estágios por ano para que os pilotos
possam aprender mais.
P> Quais são os teus objectivos
imediatos no motocross?
R> Entrar nos cinco primeiros
do campeonato nacional e nos
três primeiros do campeonato
regional.
desporto
24 agosto 2011
23
compreender o desporto: do senso comum à ciência
Então quais as actividades físicas apropriadas aos idosos?
De acordo com os diferentes
âmbitos (desportivo, recreativo,
saúde ou reabilitação), deverão
ser definidos quais os objectivos
prioritários que por sua vez irão
condicionar a actividade física
mais aconselhável para cada individuo, nunca esquecendo possíveis
limitações que cada um possa ter.
Se o principal objectivo está relacionado com a saúde e o bem-estar,
são recomendadas actividades
ligeiras a moderadas, praticadas
de forma regular ao longo da
vida. A selecção das actividades
deve respeitar, por um lado o desenvolvimento e/ou manutenção
dos sistemas cardiorespiratório e
musculo-esquelético e por outro
lado as motivações e aspirações
dos indivíduos, para que a adesão
ao programa seja efectiva e duradoira. Estas devem, para além de
salientar o exercício, promover
a sociabilização entre os participantes, podendo ser realizadas em
grupo e assim promover uma aproximação entre os participantes. De
realçar que mesmo para a prática de
actividades ligeiras, é importante a
realização de uma cuidadosa avaliação médica, antes do seu inicio.
No caso de existir o desejo de
competir, ou pelo menos de participar em esforços mais intensos,
a actividade deverá ser realizada
mas tendo em sempre presente
um acompanhamento mais próximo de algumas das variantes
que podem trazer complicações,
principalmente ao nível do sistema
cardio-respiratório (tensão arterial
e frequência cardíaca) de forma a
prevenir algum tipo de problema
maior.
Há ainda que lembrar que, na
terceira idade é frequente patologia degenerativa do aparelho
locomotor, que obriga a adaptar
os programas de exercício ou a
adiá-los, até à sua melhoria. Muitas vezes os exercícios de foro da
reabilitação terão de preceder o
programa geral propriamente dito.
Pelo facto deste tipo de problemas
se apresentarem com uma elevada
incidência, são privilegiadas actividades aeróbias de baixo impacto
(marcha vs corrida, hidroginástica
e natação não só pela diminuição
de impacto mas também pelas
propriedades da água) e recomendados exercícios de força e alongamento, conferindo deste modo
um melhor equilíbrio muscular.
De sublinhar ainda que nos idosos
não deveremos estar à espera de
determinado tipo de aquisições, se
o trabalho efectuado visar outro
tipo de estímulos. Não se pode por
exemplo esperar ganhos de força
em indivíduos que só andam a pé,
apesar da marcha ser um excelente
exercício para este grupo etário.
Há que insistir na necessidade dos
idosos complementarem os seus
exercícios aeróbios de endurance
cardio-respiratória com trabalho
de força. Isto é importante nesta
idade, onde é alta a prevalência de
Rui Marques
licenciado em
Ciências do Desporto
patologia articular, sabendo-se a
importância da massa muscular
para as articulações que revestem.
Por fim, concluir apenas que,
mesmo para aqueles que ao longo
da vida nuca foram praticantes
assíduos, nunca é tarde demais
para começar a realizar uma actividade física, e que em qualquer
altura, esta quando bem planeada,
trará sempre benefícios à saúde
em geral.
o desporto que há em nós
Novo Comprimido Mexa-se
O Dr. Sardinha disse no Expresso
a 9 de Abril de 2011 que o exercício
físico vai ser prescrito como medicamento, ou seja, o sedentário vai
entrar oficialmente para a cartilha
clínica de consulta. Este movimento “Exercício é Medicina” foi
criado nos EUA em 2007 em parceria com a FMH e o Instituto de
Medicina Preventiva. Desta forma,
os profissionais de saúde vão ter ao
seu dispôr protocolos pré-definidos
segundo a idade, doença do utente
e outros indicadores de actividade
física semanal nos sinais vitais
avalidados na consulta.
Os médicos de família afirmam
que muitos doentes preferem tomar
comprimidos a caminhar alguns
minutos por dia. Verdade, mas que
doentes são esses? Qual o seu perfil
de dispêndio energético? Já Luís
Sardinha defende que o objectivo
principal junto dos médicos é a
“advocacia” para o aconselhamento
do exercício. Existe formação académica curricular generalizada para
esta prescrição do exercício? Existirá
interesse nisso? E os profissionais
que já trabalham na área, especializados em saúde e condição física,
onde ficam?
Surpresa das surpresas, os ginásios ficam de fora destas recomendações sendo que “não é preciso
ir ao ginásio nem transpirar muito
pois todo o dispêndio energético
conta”. Mais, revela que, ao contrário do que se suponha a intensidade
não conta assim tanto e que o mais
importante mesmo, segundo um
modelo da epidemiologia, são os
benefícios que se adquirem com
“um pouco de exercício”. Pergunto
eu, um pouco?
Portanto, sendo que a intensidade
(uma das variáveis na modelação
da prescrição do exercício) não é
relevante, mais tarde afirma que a
caminhada, a “infame” caminhada
que já é um corolário do receituário médico, é ” importante para
iniciados”, ou seja, já não produz o
mesmo efeito em toda a gente. Mas
então a curva de supercompensação
onde fica? (curva que exemplifica
a adaptação do organismo a uma
determinada carga e a consequente
melhoria em relação ao estado inicial). O Sr. Sardinha tirou mesmo
Ciências do Desporto na FMH?
O Sr. Rui Nogueira junta-se a
este frenesim descuidado quando
diz que os médicos já estão sensibilizados (por uma campanha de
sensibilização?, fundos europeus
no âmbito do QREN para acções de
formação para médicos na área da
prescrição de exercício?). Só falta
mesmo, uma campanha se sensibilização mas para a população que
ainda não percebe a importância
da actividade física regular, segmentos da mesma, pois a adesão ao
exercício físico e aqui sim, segundo
dados epidemiológicos, apresenta
distinções claras segundo sexo,
idade, local de residência.
Ora, quem sofre de problemas
cardíacos de diversa índole ou
colesterol elevado, problemas
oriundos da síndrome metabólica
decerto não é o mesmo que pratica regularmente exercício num
ginásio convencional, centro de
wellness ou um qualquer espaço
fitness; decerto que tem mais
idade e não percebe os benefícios
de mexer-se regularmente nem
tampouco a capacidade de comer
em condições.
Diz esse senhor que “a população continua a ter excesso de peso
e não caminha”, novamente os
benefícios “panaceicos” da caminhada. Pode ser em declive, asfalto,
terra batida, pode ser para um homem de 35 anos sedentário ou um
sénior de 70 anos activo, é tudo a
mesma coisa...?!e só falamos no
bem precioso e na consideração
velada que o Sr. Sardinha deposita
na caminhada.
Mais, a capacidade física essencial é a força, para qualquer outra
actividade os músculos devem
poder gerar ciclos de encurtamento e alongamento suficiente para
sustentar uma actividade mesmo
que ligeira mas prolongada no
tempo. Experimentem caminhar
razoavelmente bem e perceber que
musculatura fica dorida e porquê
isso acontece?! inclinem o plano
da caminhada ou o piso... Ou então
podem aplicar a fórmula mágica do
Márcio Domingues
colaborador
mexa-se devagarinho e por pouco
tempo, durante algum tempo do
Sr. Sardinha.
Claro que já há quem vá ao ginásio também para melhorar o seu estado de saúde (para espanto do Sr.
Sardinha que parece que não sabe
disso) mas estes, segundo aquele,
estão no sítio errado pois basta uma
caminhada ou então um dispêndio
energético diário, não muito exigente, porque a intensidade não
conta... Claro que o aumento de
duração de uma actividade é por
inerência um aumento de intensidade...ou seja, uma caminhada por
30 minutos a 6 km/h é mais intensa
que uma caminhada por 15 minutos
nos mesmos 6 km/h, enfim...
Portugal é pioneiro na Europa...
na brutalidade de espírito.
atletismo
Soutelo com um pódio em Cucujães
O Grupo de Jovens de Soutelo deslocou-se no passado
dia 20 de Agosto até Cucujães
– Oliveira de Azeméis, para
participar na Corrida Mártir
São Sebastião 2011, uma
prova que teve o Núcleo de
Atletismo de Cucujães como
organizador (NAC). Entre a
lista de atletas convocados
para esta prova, destacam-se 3 atletas (Bernardo Cruz,
Gabriel Bastos e João Cruz)
que realizaram assim a sua
primeira prova pelo Grupo de
Jovens de Soutelo.
Nesta prova destaca-se
o atleta Tiago Martins que
subiu ao 2º lugar do pódio
no escalão de benjamins
masculinos, com a marca de
1’05 e o 1º lugar colectivo no
escalão de iniciados masculinos tendo obtido a pontuação
de 18 pontos.
Classificações:
Benjamins masculinos
(Tiago Martins – 2º)
Iniciados masculinos (Gabriel Bastos – 5º; Fábio Magalhães – 6º e João Cruz – 7º)
Juvenis masculinos (Bernardo Cruz – 10º)
Juniores/seniores masculinos (Filipe Martins – 30º)
No final da prova, o treinador Filipe Martins destacou
os bons resultados conseguidos por estes jovens nas
A equipa do Soutelo
provas em que têm participado e realça que este projecto
que completou um mês de
existência é para continuar, agradecendo a todos os
que o têm tornado possível,
principalmente aos atletas e
seus pais que muito apoio
nos tem dado.
24
publicações
24 agosto 2011
HELENA PALA LOPES FERREIRA
HELENA PALA LOPES FERREIRA
NOTÁRIA
NOTÁRIA
JUSTIFICAÇÃO
JUSTIFICAÇÃO
ELISABETE MARTINS DE FIGUEIREDO, colaboradora notarial com o número de
inscrição na Ordem dos Notários quarenta
e quatro, barra, dois, CERTIFICA, narrativamente para efeitos de publicação que, no
Cartório Notarial de Águeda a cargo da
Notária Helena Paula Lopes Ferreira, sito
na Rua dos Bombeiros Voluntários, número
74, em Águeda, de folhas 18 a folhas 19, do
Livro 88-A, se encontra exarada uma escritura
de justificação, com data de 18 de Agosto de
2011, na qual SANDRA MARISA DE JESUS
FERREIRA VIDAL e marido PAULO RENATO RODRIGUES FERREIRA, casados sob o
regime da comunhão de adquiridos, naturais,
ela da freguesia de Préstimo, concelho de
Águeda e ele de Angola, residentes no Largo
do Marco, sem número, A-dos-Ferreiros,
freguesia de Préstimo, concelho de Águeda,
justificaram por não possuírem titulo, a aquisição por usucapião, do seguinte prédio, por
o terem adquirido há mais de vinte anos por
doação verbal de Hernâni Ferreira Domingues
Vidal, e mulher Maria de Jesus Vidal – Prédio
rústico, sito em A-dos-Ferreiros – Estejais,
freguesia de Préstimo, concelho de Águeda,
composto de cultura, com a área de dois
mil duzentos e dezoito metros quadrados, a
confrontar do norte com Manuel Almeida
Vidal, do sul com Sandra Marisa Jesus Ferreira Vidal, do nascente com Maria Izilda de
Jesus Lopes Cruz e Fernando Lemos Cruz e
do poente com caminho, inscrito na matriz
predial rústica, em nome de Hernâni Ferreira
Domingues Vidal, sob o artigo 1741, com o
valor patrimonial tributário e atribuído de
7,21 €, omisso na Conservatória do Registo
Predial de Águeda.
Está conforme o original.
Cartório Notarial, em Águeda, dezoito de
Agosto de dois mil e onze.
SÍLVIA MARIA MARQUES BAPTISTA,
colaboradora notarial com o número de
inscrição na Ordem dos Notários quarenta
e quatro, barra, um, CERTIFICA, narrativamente para efeitos de publicação que, no
Cartório Notarial de Águeda a cargo da Notária Helena Paula Lopes Ferreira, sito na Rua
dos Bombeiros Voluntários, número 74, em
Águeda, de folhas 14 a folhas 15, do Livro 88A, se encontra exarada uma escritura de justificação, com data de 18 de Agosto de 2011,
na qual ÁLVARO ANJOS DE OLIVEIRA e
mulher MARIA EDUARDA RODRIGUES
DIAS, casados sob o regime da comunhão de
adquiridos, naturais da freguesia e concelho
de Águeda, residentes na Rua da Catraia,
lugar de Catraia da Borralha, freguesia da
Borralha, concelho de Águeda, justificaram
por não possuírem titulo, a aquisição por
usucapião, de um prédio rústico, por o terem
adquirido há mais de vinte anos, por compra
a Cristina Maria Rodrigues de Oliveira e
marido José Carlos da Silva Ferreira – Prédio
rústico sito em Eira, na freguesia da Borralha,
concelho de Águeda, composto de cultura e
pinhal, com a área de quatrocentos e sessenta
metros quadrados, a confrontar do norte
com Herdeiros de Albano Santiago, do sul
com Leonel Almeida, do nascente com José
Lourenço Oliveira e do poente com Manuel
Oliveira Lourenço, inscrito na matriz predial
rústica em nome de Cristina Maria Rodrigues
de Oliveira, sob o artigo 1538, com o valor
patrimonial tributário e atribuído de 8,28 €,
omisso na Conservatória do Registo Predial
de Águeda.
Está conforme o original.
Cartório Notarial em Águeda, em 18 de
Agosto de 2011.
A Colaboradora,
(assinatura ilegível)
(autorizada para a prática deste acto pela
Notária Helena Paula Lopes Ferreira, nos
termos do artigo 8º do Estatuto do Notariado, conforme autorização publicitada no
sítio da Ordem dos Notários em um de
Fevereiro de dois mil e onze)
Jornal Região de Águeda, nº670,
24-08-2011
02670
A Colaboradora,
(Assinatura ilegível)
(Sílvia Maria Marques Baptista)
(autorizada para a prática deste acto pela
Notária Helena Paula Lopes Ferreira, nos
termos do artigo 8º do Estatuto do Notariado, conforme autorização publicitada no
sítio da Ordem dos Notários em um de
Fevereiro de dois mil e onze)
Jornal Região de Águeda, nº670,
24-08-2011
01670
Calendário
da I Divisão Distrital de Aveiro
11/9/11
1.ª Jornada
22/1/12
Paivense-Gafanha
Mealhada-Cucujães
Estarreja-U.Lamas
Lusitânia-Águas Boas
Paços Brandão-Canedo
Milheiroense-S.Roque
Fiães-Águeda
Mourisquense-Rio Meão
Macinhatense-Carregosense
17/9/11
2.ª Jornada
29/1/12
Gafanha-Macinhatense
Cucujães-Paivense
Lamas-Mealhada
Águas Boas-Estarreja
Canedo -Lusitânia
S.Roque Paços-Brandão
Águeda-Milheiroense
Rio Meão-Fiães
Carregosense-Mourisquense
25/9/11
3.ª Jornada
5/2/12
Gafanha-Cucujães
Paivense-Lamas
Mealhada-Águas Boas
Estarreja-Canedo
Lusitânia -S.Roque
Paços Brandão-Águeda
Milheiroense-Rio Meão
Fiães -Carregosense
Macinhatense-Mourisquense
2/10/11
4.ª Jornada
12/2/12
Cucujães-Macinhatense
Lamas-Gafanha
Águas Boas-Paivense
Canedo -Mealhada
S.Roque-Estarreja
Águeda-Lusitânia
Rio Meão-Paços Brandão
Carregosense-Milheiroense
Mourisquense-Fiães
9/10/11
5.ª Jornada
26/2/12
6/11/11
Cucujães-Lamas
Gafanha-Águas Boas
Paivense-Canedo
Mealhada-S.Roque
Estarreja-Águeda
Lusitânia -Rio Meão
Paços Brandão-Carregosense
Milheiroense-Mourisquense
Macinhatense-Fiães
16/10/11
6.ª Jornada
4/3/12
13/11/11
Lamas-Macinhatense
Águas Boas-Cucujães
Canedo -Gafanha
S.Roque-Paivense
Águeda-Mealhada
Rio Meão-Estarreja
Carregosense-Lusitânia
Mourisquense-Paços Brandão
Fiães-Milheiroense
23/10/11
7.ª Jornada
11/3/12
8.ª Jornada
18/3/12
Rosa da Conceição Rodrigues Carlos
20/11/11
(70 Anos)
Paredes - Águeda
Seu marido Luís de Almeida Santos,
filhas, genros, netas e restante família,
profundamente sensibilizados pelas manifestações de pesar, carinho e amizade
recebidas por ocasião do doloroso transe
que os enlutou, vêm por este meio agradecer
a todas as pessoas amigas que se dignaram
participar nas cerimónias fúnebres deste seu
ente querido no passado dia 20/08/2011, ou
que por qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.
Será celebrada Missa de 7º Dia na Igreja de
Águeda, Sexta-feira, dia 26 de Agosto pelas
19h15. Desde já agradecem a todos quantos
se dignarem a assistir a este piedoso acto.
27/11/11
Águas Boas-Macinhatense
Canedo- Lamas
S.Roque-Cucujães
Águeda-Gafanha
Rio Meão-Paivense
Carregosense-Mealhada
Mourisquense-Estarreja
Fiães-Lusitânia
Milheiroense-Paços Brandão
A família reconhecida.
ANTÓNIO ABRANTES Agência Funerária, Lda
Telef. 234 666 198 – 234 622 915 - Telemóvel 917 545 284 Vale Grande - Águeda - N1670
ALBERTO MARQUES
DE CARVALHO
87 Anos
Emília Marques da Silva
(89 Anos)
Soutelo – Macinhata do Vouga
Suas filhas, genros, netos, bisneto
e restante família, profundamente
sensibilizados pelas manifestações
de pesar, carinho e amizade recebidas por ocasião do doloroso transe
que os enlutou, vêm por este meio
agradecer a todas as pessoas amigas que se dignaram participar nas
cerimónias fúnebres deste seu ente
querido no passado dia 20/08/2011,
ou que por qualquer outra forma lhes
manifestaram o seu pesar.
A família reconhecida.
A FUNERÁRIA DE MACINHATA, LDA. - Telf: 234 623 333 – 234 644 905
Telem: 917 522 785 – 917 559 049 - 3750 -593 MACINHATA DO VOUGA - N2670
11.ª Jornada
15/4/12
12.ª Jornada 22/4/12
11/12/11
14.ª Jornada
6/5/12
Águeda-Macinhatense
Rio Meão-S.Roque
Carregosense-Canedo
Mourisquense-Águas Boas
Fiães -Lamas
Milheiroense-Cucujães
Paços Brandão-Gafanha
Lusitânia-Paivense
Estarreja-Mealhada
18/12/11
15.ª Jornada 13/5/12
Águeda-Rio Meão
S.Roque-Carregosense
Canedo -Mourisquense
Águas Boas-Fiães
Lamas Milheiroense
Cucujães-Paços Brandão
Gafanha-Lusitânia
Paivense-Estarreja
Macinhatense-Mealhada
8/1/12
16.ª Jornada 19/5/12
Macinhatense-Rio Meão
Carregosense-Águeda
Mourisquense-S.Roque
Fiães -Canedo
Milheiroense-Águas Boas
Paços Brandão-Lamas
Lusitânia-Cucujães
Estarreja-Gafanha
Mealhada-Paivense
15/1/12
17.ª Jornada 27/5/12
Rio Meão-Carregosense
Águeda-Mourisquense
S.Roque-Fiães
Canedo-Milheiroense
Águas Boas-Paços Brandão
Lamas-Lusitânia
Cucujães-Estarreja
Gafanha-Mealhada
Paivense-Macinhatense
Serviço de Finanças de ÁGUEDA - 0019
ANÚNCIO
JUSTIÇA TRIBUTÁRIA
2.ª Publicação
VENDA
N.º da Venda: 0019.2011.153 - 1/2 prédio urbano em propriedade total com destino a habitação, 2 pisos e 4 divisões, coma área
total do terreno: 266 m2, área de implantação do edifício: 138,75 m2, área bruta de construção: 251,25 m2, área bruta privativa:
162,63 m2, área bruta dependente: 88,62 m2, sito no lugar de Aguieira, confrontando do Norte com Lote 59, Sul com Lote 57,
Nascente com Espaço Público (Via 2) e do poente com Prédio Vizinho, inscrito na matriz predial urbana da freguesia de Valongo
do Vouga sob o artigo nº 4031 e descrito na Conservatória do Registo Predial de Águeda sob o nº 5890/20040917.
Óis da Ribeira
Funeral em 22-08-2011
AGÊNCIA FUNERÁRIA PATEIRA, LDA
de Fernando Pires
Telef.: 234 629157 - Telem.: 968078405
Óis da Ribeira - Águeda
D. AMÉLIA AUGUSTA
COSTA SEGADÃES
DE SOUSA
90 Anos
Oliveira do Bairro
Funeral em 17-08-2011
AGRADECIMENTO
1/4/12
S.Roque-Macinhatense
Águeda-Canedo
Rio Meão-Águas Boas
Carregosense-Lamas
Mourisquense-Cucujães
Fiães-Gafanha
Milheiroense-Paivense
Paços Brandão-Mealhada
Lusitânia-Estarreja
Funeral em 20-08-2011
FUNERÁRIA DINIS BARTOLOMEU SOC. UNI., LDA
Telef.: 234 721 357 - Fax: 234 721 055
Telemóvel: 919 187 649 / 917 501 279
R. das Agras, nº 54 - 3770-051 Oiã – Oliveira do Bairro
10.ª Jornada
Canedo-S.Roque
Águas Boas-Águeda
Lamas-Rio Meão
Cucujães-Carregosense
Gafanha-Mourisquense
Paivense-Fiães
Mealhada-Milheiroense
Estarreja-Paços Brandão
Macinhatense-Lusitânia
CELESTINO MORAIS
DE ALMEIDA
76 Anos
Travassô
25/3/12
Canedo-Macinhatense
S.Roque-Águas Boas
Águeda-Lamas
Rio Meão-Cucujães
Carregosense-Gafanha
Mourisquense.Paivense
Fiães-Mealhada
Milheiroense-Estarreja
Paços Brandão-Lusitânia
Lamas-Águas Boas
Cucujães-Canedo
Gafanha-S.Roque
Paivense-Águeda
Mealhada-Rio Meão
Estarreja-Carregosense
Lusitânia -Mourisquense
Paços Brandão Fiães
Macinhatense-Milheiroense
30/10/11
9.ª Jornada
13.ª Jornada 29/4/12
S.Roque-Águeda
Canedo-Rio Meão
Águas Boas-Carregosense
Lamas-Mourisquense
Cucujães-Fiães
Gafanha-Milheiroense
Paivense-Paços Brandão
Mealhada-Lusitânia
Macinhatense-Estarreja
Águas Boas-Canedo
Lamas-S.Roque
Cucujães-Águeda
Gafanha-Rio Meão
Paivense-Carregosense
Mealhada-Mourisquense
Estarreja-Fiães
Lusitânia -Milheiroense
Macinhatense-Paços Brandão
NECROLOGIA
AGRADECIMENTO
4/12/11
CASTILHO FUNERÁRIA, LDA
Borralha - Águeda
Telef.: 234 621 122 - Telem.: 919 357 486
facebook.com/funerariacastilho
CARMINDA
FERNANDES
DA SILVA
87 Anos
Avelãs de Cima - Anadia
Funeral em 20-08-2011
ANTÓNIO ABRANTES Agência Funerária, Lda
Telef. 234 666 198 – 234 622 915
Telemóvel 917 545 284
Vale Grande - Águeda
PADRE AUGUSTO
FERNANDES
DA COSTA
77 Anos
Macinhata do Vouga
Águeda
Funeral em 19-08-2011
CASTILHO FUNERÁRIA, LDA
Borralha - Águeda
Telef.: 234 621 122 - Telem.: 919 357 486
facebook.com/funerariacastilho
TEOR DO EDITAL:
António da Fonseca Marques, Chefe de Finanças, em Substituição Legal, do Serviço de Finanças AGUEDA-0019, sito em
R. DR. JOSE MARIA DE ALMEIDA N.62, AGUEDA, faz saber que irá proceder à venda por meio de leilão electrónico, nos
termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), e da portaria n.º 219/2011 de
1 de Junho, do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em
processo(s) de execução fiscal.
É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) PEDRO MANUEL ANTUNES DUARTE, residente em AGUEDA, o(a) qual deverá mostrar
o bem acima identificado a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 10:00 horas do dia 2011-08-22 e as 18:00
horas do dia 2011-09-26.
O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 42.151,55.
As propostas deverão ser apresentadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, e autenticação enquanto utilizador registado, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados”, ou seguindo consecutivamente as
opções “Cidadãos”, “Outros Serviços”, “Venda Electrónica de Bens” e “Leilão Electrónico”. A licitação a apresentar deve ser de
valor igual ou superior ao valor base da venda e superior a qualquer das licitações anteriormente apresentadas para essa venda.
O prazo para licitação tem início no dia 2011-09-12, pelas 00:00 horas, e termina no dia 2011-09-27 às 00:00. As propostas,
uma vez submetidas, não podem ser retiradas, salvo disposição legal em contrário.
No dia e hora designados para o termo do leilão, o Chefe do Serviço de Finanças decide sobre a adjudicação do bem (artigo
6.º da portaria n.º 219/2011).
A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo
do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas
(256.º/1/e) CPPT).
No caso de montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias,
contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior,
de apenas uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/1/f) CPPT).
A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal
sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto de Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros.
IDENTIFICAÇÃO DO EXECUTADO:
N.º de Processo de Execução Fiscal: 0019200301512684 (e apensos)
NIF/NIPC: 192.528.831
Nome: PEDRO MANUEL ANTUNES DUARTE
Morada: R DOUTOR ADOLFO PORTELA 39/41 - ÁGUEDA - AGUEDA
O Chefe de Finanças, em Substituição Legal,
DR nº 103, 2ª Série, de 2011 05 27
António da Fonseca Marques
2011-08-10
Jornal Região de Águeda, N.º 670, 24-08-2011 03670
em tempo
24 agosto 2011
25
Festival internacional
de folclore em Albergaria
MÁRIO ABREU
MÁRIO ABREU
Danças Ocultas apresenta “Alento” em Tróia
Espectáculo agendado
para 10 de Setembro
O grupo Danças Ocultas, que tem tido uma agenda
muito preenchida em 2011, designadamente em países
europeus, vai actuar no Centro de Espectáculos do Tróia
ELECTRICIDADE / ELECTRÓNICA
Ar Condicionado (Climatização)
Alinhamento de Faróis
Sistema de Som (Auto-Rádios)
Alarmes Auto
Kit´s Mãos Livres
Injecção
Sistema de Segurança ABS, ESP, ASR
MECÂNICA
Revisões Gerais
Mudanças de Óleo e Filtros
Escapes / Catalisadores
Design Hotel no dia 10 de Setembro. Vai apresentar o
novíssimo trabalho “Alento”.
A gramática do acordeão diatónico (também conhecido
como concertina), segundo o quarteto de Águeda, passa
por diversas experiências musicais. Filipe Ricardo, Artur
Fernandes, Filipe Cal e Francisco Miguel (em acordeão)
integram o quarteto aguedense do Danças Ocultas.
A Alameda, em Albergaria-a-Velha, recebeu no sábado o 28º
Festival Internacional de Folclore, com a presença do grupo francês
Groupe Folklorique Bouheyrins Bouheyrines de Labouheyre (nas
fotos), e dos nacionais Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria a Velha (organizador), Rancho Folclórico de Landeira (Vendas
Novas), Rancho Folclórico Nossa Senhora dos Altos Céus (Espinho)
e Grupo Etnográfico Os Esparteiros de Mouriscas (Abrantes).
Experinédita Unipessoal, Lda
Serviço de Electricidade Automóvel
e Electrónica(com AutoDiagnóstico)
SERVIÇOS ADICIONAIS
Diagnóstico de todas as Marcas
Carregamento de AC de Ligeiros
Pré-Inspecção
(Testes de Travões e Suspensão /
Amortecedores)
Teste de Baterias
Contractos de Manutenção e Preços Reduzidos
Telefone: 234 648 345 - Telemóvel: 939 220 202
e-mail: [email protected] - E.N. 1 – Barrosinhas
Mourisca do Vouga - 3750-772 Trofa – Águeda
ALBERTO
& PIRES, LDA.
Comércio e Reparação de Veículos
Automóveis, Peças e Acessórios
Negócios
de ocasião
Rua dos Pousos - 3750-755 Travassô - Águeda
Telf. 234 629 534 - Tlms. 966 473 999 / 963 087 813
26
em tempo
24 agosto 2011
um pouco de Portugal
VI - ÁGUEDA em CACONDA
Caminhávamos pela
floresta, à saída da vila de
Caconda, no então distrito da Huíla, no planalto
central de Angola, eu e
o filho herdeiro do soba
Chico Maiengue, o Soba da
região, de etnia umbundu.
O meu acompanhante vestia à europeia, com casaco,
camisa, calças e chapéu,
como trajavam os homens
da família do Soba, para
marcar a sua ascendência
branca.
Poucos quilómetros depois
GRANDE PROMOÇÃO
EM CALÇADO DE CONFORTO
(Colecção de Verão)
De 24 de Agosto
a 6 de Setembro
de deixarmos as últimas
casas da vila, deparou-se-me
um inesperado afloramento
rochoso, com rochas altas e
abertas entre si, com acesso
a espaços restritos, como
as pedras de um tabuleiro
de xadrez. Algumas das
aberturas, entre as rochas
altas, estavam tapadas com
troncos de árvores, ponteagudos, cravados no chão.
Ali fora criada uma espécie
de fortaleza, onde a tribo
se refugiava dos ataques
de tribos de outras etnias
vizinhas.
A “fortaleza” fora criada
por influência do primeiro
homem branco que chegara
àquela região e que ajudara o grupo étnico local
a defender-se dos ataques
aguerridos, a que estava
sujeito.
O filho do Soba conduziu-me até uma pequena gruta
cavada na rocha, por detrás
de um taipal de paus e palha, na qual entrei rastejando
de gatas. Deparei então com
um conjunto de ossadas
humanas, ali depositadas.
Segundo a descrição que me
foi transmitida, seriam as
ossadas do primeiro homem
branco que apareceu na
região, e, como tal, eram
veneradas, em cerimónias
periódicas.
Esse homem, um presumível “lançado”, teria
percorrido, a pé, a imensidão
do território, desde a costa
marítima, o que teria acontecido no início do Século
XVII. O nome por que ficou
conhecido foi “Branco”.
Surpreendeu-me que
as suas ossadas ainda ali
permanecessem, à mercê
dos animais selvagens. Mas
esta foi a história que me foi
transmitida.
Aquele homem branco,
bem acolhido pela tribo,
casou-se com uma filha do
Soba. Do casamento nasceu uma filha - a primeira
mestiça da tribo e da região
– a quem foi dado o nome
de Caconda - que significava, na linguagem tribal,
“a mais linda”. Segundo a
linha matricial tradicional,
dela descenderiam os Sobas
sucessores.
A bela jovem Caconda
teria vindo a casar com um
militar português _Diniz
Branco – chegado mais
tarde à região, onde, a partir
de 1682, foi construído um
fortim e assegurada a presença militar portuguesa, que
apoiava as relações comerciais na região.
Conheci o fortim, já em
ruínas, e visitei a missão
católica, onde funcionava
uma escola, a administração
concelhia e os comerciantes
locais, que faziam da vila
um importante centro de
comércio e de recolha das
mais importantes produções
agrícolas da região.
Entre a clientela de um dos
comerciantes, foi-me dada a
conhecer uma filha do Soba
Chico Maiengue, Joaquina
Lourenço Amaro, em que os
traços de mestiçagem eram
notórios.
Esta filha do Soba tinha
tido, havia cerca de trinta
TRANSMISSÃO DE IMÓVEIS  HIPOTECAS  SOCIEDADES
RECONHECIMENTO DE ASSINATURAS  HERANÇAS
Avenida Calouste Gulbenkien, 120
3750-102 Águeda - 935 454 923
Junto ao Centro de Saúde, na Avenida
da Cruz Vermelha
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AUTENTICAÇÃO DE DOCUMENTOS  REGISTO AUTOMÓVEL
Telemóvel: 939 322 077
Amadeu
Castilho Soares
Sociólogo
anos, um filho de um emigrante português, fazendeiro
e comerciante noutro local
da região. Esse emigrante era
natural de Águeda, de nome
Joaquim Marques Oliveira e
perfilhou o filho, dando-lhe
o nome da família: Armando
Marques Castilho, o qual
mantinha uma relação fraterna com os três meio-irmãos,
filhos do matrimónio posterior do pai com uma senhora
portuguesa.
Era funcionário bancário
e, após a independência de
Angola, veio a desempenhar
um dos cargos mais destacados – o de Tesoureiro
– tendo, entre outras funções
importantes, negociado no
estrangeiro e em Portugal a
emissão da primeira moeda
angolana. Mercê, das desavenças entre os partidos políticos, a que se assistiu no
período pós independência,
optou, porém, por vir para
Portugal, onde a família já
se tinha acolhido por razões
de saúde, e aceitar o ingresso no Banco de Portugal,
que lhe foi proporcionado
pela influência que teve na
emissão da primeira moeda
angolana no nosso país.
Em Portugal, uma filha
licenciou-se em direito,
casou-se e teve um filho
que estuda medicina e que,
sendo um dos descendentes
dos Sobas de Caconda, é
um dos galãs das novelas
da televisão: o José Carlos
(Castilho) Pereira.
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em tempo
24 agosto 2011
economia das famílias
iniciativas
Consultório financeiro
Rota do Espumante
em Outubro
“Crise” é uma palavra gasta mas bem presente no nosso
quotidiano. Daí que se deva dar importância a tudo que o tem
a ver com dinheiro. Taxas de juro, indexantes, spreads, taxas
de esforço, endividamento são conceitos que nem sempre são
devidamente percebidos. Muitas pessoas não estão sensíveis
a esta preocupação e as suas dificuldades financeiras acentuam-se. Outras, procuram melhorar os seus conhecimentos.
Informam-se. Aconselham-se. Reformulam o seu padrão de
vida, ajustando-o aos seus rendimentos. Renegoceiam os
seus créditos, diminuindo as prestações. Conseguem, assim,
reequilibrar as respectivas finanças domésticas.
Em 14 de Julho de 2010 celebrei com um protocolo com
a Junta de Freguesia de Águeda em vista a facultar aconselhamento financeiro aos residentes na área desta autarquia.
Desde então tenho sido questionado por diversas pessoas que
me colocam as mais variadas perguntas sobre temas bancários
e financeiros. A todas procuro dar uma resposta. Seleccionei,
a título de exemplo, algumas perguntas e apresento, em termos sintéticos, a minha resposta. Sei que podem ser úteis a
muitas pessoas. Gostaria, entretanto, de manifestar a minha
disponibilidade para responder às questões que os estimados
leitores entendam formular, direcionado-as para o meu email.
Prometo ser breve na resposta. Até breve.
a redução do spread. Trata-se
do chamado cross-selling.
José Manuel Dias
No caso da pessoa desistir
Economista e Consultor
mais tarde de algum deles,
Financeiro
o Banco pode aumentar o
spread do empréstimo para
o valor que este teria sem a
compra desse produto ou serviço. Existe, no entanto, um limite
temporal para o Banco agravar o spread: um ano depois de
ter incumprido. Depois desse prazo <já não pode aumentar
o spread. O direito prescreve. Todas estas condições devem
estar contempladas no seu contrato de empréstimo. Só uma
leitura do mesmo permitirá responder com objectividade à sua
questão. Em alguns casos é possível substituir um produto –
cartão de crédito – por outro – PPR, por exemplo – por forma
a garantir a manutenção do spread.
Sei que os spreads do Crédito habitação têm subido muito. O Banco onde tenho conta aprovou-me o
empréstimo mas além de me exigir fiadores – os meus
pais – apresenta-me um spread de 4%. Será que posso
conseguir melhores condições?
João S., Mourisca do Vouga
27
Associação aguedense organiza
segunda edição e já tem abertas as
inscrições para o passei todo-o-terreno
A ATTA - Associação Todo o Terreno de Águeda
“PaTTos Bravos” – promove a segunda edição do
passeio TT Rota do Espumante no próximo dia 1 de
Outubro. As inscrições estão abertas.
“Preparámos um percurso agradável, que consideramos de dificuldade fácil”, referiu Pedro
Loureiro, da associação aguedense, na apresentação do evento. “Teremos quatro caves para
visitar e fazer prova de espumante, e, a meio da
tarde, teremos a pista de obstáculos, junto à qual
funcionará um bar com bebidas”, acrescentou
aquele dirigente.
As inscrições são limitadas e válidas após pagamento, através de impresso próprio, que deve ser
solicitado junto da organização ([email protected]
gmail.com ou telemóveis 914318029, 916691918,
932357477 e 963321199). O preço de inscrição é de
40 euros, incluindo seguros, brinde, pequeno almoço,
almoço, jantar, visita e prova de espumante em quatro
caves da região.
O programa é o seguinte: concentração no estádio
municipal (8h); partida (9h30); percurso com visitas
às caves São Domingos (10h30), Montanha (11h30),
Quinta do Ortigão (12h30) e Primavera (15h), com
almoço pelo meio; prova de trial em Águeda (16h),
jantar em complexo hoteleiro e festa na praia fluvial
da Redonda com acampamento gratuito.
informação para jovens
Prémios “Do Something”
para jovens
Tenho vários empréstimos: casa, carro e vários cartões
de crédito. Com a subida das taxas as prestações aumentaram e as minhas dificuldades são maiores. Será que
podia substituir todos os créditos por um só?
Manuela A. , Travassô
A ideia é boa. Uma operação dessas, agregando um conjunto de créditos, tem o nome de consolidação. Por regra,
mantém-se o crédito habitação e faz-se um outro crédito, em
condições de preço e prazo semelhantes, que se destina a pagar
todos os restantes créditos. Substituímos créditos a taxas de
altas - nos cartões podem atingir 30% - por um empréstimo de
spread idêntico ao de empréstimo à habitação. Reduzem-se as
prestações e pagam-se menos juros. A concretização destas
operações depende da receptividade de um qualquer Banco
que não seja o actual. Se o crédito à habitação já foi feito há
vários anos, se o valor em dívida é bastante inferior ao valor
actual do imóvel, se tem rendimentos certos e permanentes e
não regista incidentes no Banco de Portugal, a probabilidade
de aprovação é elevada. Não perdemos nada em procurar uma
solução que se ajuste ao seu caso.
O Banco aumentou-me o spread de 1,2%, para 2%,
alegando que deixei de utilizar o cartão de crédito. Legalmente pode fazer isso?
Luís F., Águeda
Depende do que o estiver contemplado no Contrato. Em
grande parte das situações os Bancos propõem a aquisição de
outros produtos e serviços financeiros. Como condição para
A subida de spreads foi generalizada. Hoje o crédito é
mais difícil e mais caro em todos os Bancos. Cada Banco
tem a sua política de preços e de tomada de riscos. Uns
são mais competitivos do que outros. Como sabe se poderá
obter melhores condições? Apresentando o seu pedido a
mais Bancos. Tem uma alternativa mais cómoda. Agendamos uma reunião, analiso o seu perfil de risco, reunimos a
documentação necessária e faço esse trabalho por si, sem
qualquer compromisso da sua parte.
O meu pai faleceu recentemente e deixou-nos várias
propriedades e alguns depósitos bancários. Como foi
sempre muito cioso do seu dinheiro não nos deu toda
a informação do que tinha nos Bancos. Como é que
podemos obter informação do seu património financeiro (saldos de contas bancárias e outras aplicações
financeiras)?
Jaime T., Águeda
O Banco de Portugal tem um serviço que responde a
este tipo de situações difundindo por todos os Bancos um
“pedido de localização de activos financeiros”. Tem de
ser, no entanto, o “cabeça de casal” a fazer a respectiva
solicitação. Posso remeter-lhe por mail o formulário que
deve preencher. Vai precisar da escritura de habilitação
de herdeiros.
Email:
Jmdias.consultorfi[email protected]
Candidaturas até Outubro
para “jovens que mudam o mundo”
Os atletas têm as Olimpíadas. Os cantores os
Grammys e os actores os Óscares. Os jovens que
mudam o mundo têm os prémios Do Somehting.
“Esta iniciativa tem por objectivo identificar,
reconhecer e apoiar jovens doer’s no crescimento e
aumento de impacto dos seus projectos”, refere o IPJ.
Para isso, serão distinguidos seis jovens que mais se
destacaram ao longo do ano como agentes de mudança na sua causa ou área de intervenção. São jovens
com impacto nas suas comunidades e que inspiram
os outros com a sua acção.
Há seis categorias a concurso: Ambiente, Artes & Desporto, Comunidade, Embaixador Do
Something, Empreendedorismo, e Melhor uso da
Tecnologia.
Para se candidatarem os jovens interessados a um
dos Prémios Do Something precisam de ter menos de
30 anos (feitos até 19 de Novembro de 2011), ter nacionalidade portuguesa ou ser residente em Portugal
Continental e Ilhas, ser fundador ou co-fundador de
um projecto/organização com impacto social numa
das seis categorias dos prémios Do Something ou
ser voluntário numa organização e ter implementado um projecto ou melhoria significativa dentro da
organização.
As candidaturas estão abertas até 16 de Outubro.
28
em tempo
24 agosto 2011
Cancro da mama:
a importância
da proximidade
nos cuidados
UA concebe ferramenta rápida
e não-invasiva de diagnóstico da asma alérgica
“A asma é uma doença crónica, e como tal não estamos a actuar na cura, mas na
compreensão de vários aspectos relacionados com a doença”, diz investigadora
Uma equipa de investigação
das Universidades de Aveiro e Madeira e do Serviço de
Pediatria do Hospital Infante
D. Pedro, em Aveiro, estão a
trabalhar numa nova abordagem
metodológica para caracterizar
a asma alérgica em função dos
seus padrões metabolómicos e,
desta forma, desenvolver novas
estratégias para diagnóstico precoce, terapias de monitorização
e compreensão das patogenias
desta doença crónica, que afecta
milhões de pessoas.
A asma alérgica, um sub-tipo de asma, é um problema
de saúde crescente e que afecta
todas as faixas etárias. Os agentes alérgicos responsáveis são
comuns ao dia-a-dia de qualquer
individuo, tais como, os ácaros,
o mofo, o pólen, e alimentos
ou conservantes de alimentos.
Através de um método inovador,
os investigadores analisaram os
compostos voláteis no ar exalado utilizando a técnica GC/MS,
pois defendem que o ar exalado
por um paciente é um bom ponto
de partida para a investigação,
uma vez que a asma alérgica
afecta directamente as vias
aéreas.
AMOSTRAS
DE 35 CRIANÇAS
Para identificar os compostos voláteis da asma foram
recolhidas amostras de ar de 35
crianças com asma alérgica, das
quais 13 com rinite alérgica.
Como controlo de comparação,
também se examinaram amostras de crianças saudáveis. A
professora Sílvia Maria da Rocha, da Universidade de Aveiro,
explica o processo. “Desenvolvemos técnicas de extracção de
compostos voláteis e criámos
condições para conseguir recolher, em quantidades que fossem
analisáveis, os compostos não
vestigiais. Optimizámos vários
parâmetros para a recolha do
ar exalado como o controlo da
variabilidade intra-individual
e, ainda, criámos condições
para que o ar ambiente não
influenciasse a composição do ar
exalado”.
Durante a pesquisa foi utilizado um método estatístico
robusto para tratar os resultados,
PLS-DA, que permitiu verificar
que são sempre os mesmos compostos, normalmente associados
ao stress oxidativo, que estão
sempre aumentados nas crianças
com asma quando comparados
com as crianças controlo.
AUMENTAR
QUALIDADE DE VIDA
Os primeiros resultados mostram que não houve diferença
estatística entre o ar exalado de
amostragem dentro do mesmo
dia, bem como entre as semanas de amostragem diferentes.
De acordo com a investigadora
responsável, pretendeu-se que
os resultados fossem fiáveis,
controlando as variações,
para obter compostos que são
marcadores da doença sem
influência de factores externos. Segundo a especialista, “a
asma é uma doença crónica, e
como tal não estamos a actuar
na cura, mas na compreensão
de vários aspectos relacionados
com a doença, para aumentar
a qualidade de vida dos asmáticos”.
Apesar da população em
estudo ser pequena, os investigadores conseguiram já recolher
informações fundamentais que
representam a base científica
para a definição de uma ferramenta rápida e não-invasiva de
diagnóstico. A inovação imprimida neste estudo, que analisou
todas as variáveis de um ponto
de vista mais clínico, possibilitará aprofundar os conhecimentos
na área de diagnóstico da doença, seguir os efeitos da sua terapia e as alterações provocadas
no organismo, para, num futuro
próximo, se poder intervir numa
fase precoce do seu diagnóstico
e prognóstico.
Com as primeiras conclusões, a
equipa de investigação publicou
um artigo intitulado numa revista
de referência internacional.
O cancro da mama é o principal cancro que atinge a mulher
sendo que o seu tratamento passa, inevitavelmente, por cirurgia
e tratamento mutiladores. Para
além das consequências físicas
do diagnóstico e tratamento, a
mulher sofre profundas alterações psicológicas e emocionais
que interferem nos diferentes
papéis que desempenha na sociedade, afectando globalmente
a sua qualidade de vida. Esta realidade faz com que mulher veja
frustrados os seus planos, ideais
e perspectivas futuras. A mulher
necessita de cuidados de saúde
que lhe permitam a adaptação às
mudanças físicas, psicológicas e
sociais ocorridas.
Após a alta hospitalar, as
mulheres apenas recorrem aos
serviços de saúde aquando do
aparecimento de complicações,
o que acarreta elevados custos
emocionais, sociais e financeiros.
Os enfermeiros desempenham
nesta área um papel fundamental, proporcionando respostas de
qualidade no âmbito da reabilitação física, do auto-cuidado e da
auto-ajuda.
O desenvolvimento de programas na comunidade, dinamizados por enfermeiros integrados
nas recentemente criadas Unidades de Cuidados na Comunidade
(UCC) vem, uma vez mais, mostrar a importância dos cuidados
de enfermagem na melhoria da
qualidade de vida das pessoas.
Isabel Oliveira (*)
enfermeira especialista em
enfermagem de reabilitação
Estes programas beneficiam da
proximidade e adequação ao
contexto vivencial, permitindo
mobilizar todos os recursos
disponíveis na comunidade, em
benefício das mulheres. A intervenção dos enfermeiros assenta
na prevenção das complicações,
ensino do auto-cuidado após
a cirurgia e a facilitação do
processo de adaptação à doença – perspectivando o retorno
à vida activa. Urge tornar em
realidade o desenvolvimento
destes programas comunitários,
disponibilizando os recursos
humanos imprescindíveis, pela
mais-valia social e económica
que representam.
Os decisores políticos devem
assumir um compromisso com
a sociedade, de proximidade
aos seus reais problemas, com
medidas concretas e imediatas.
As mesmas existem e podem
minimizar danos dando garantias
de ganhos em saúde. Com uma
maior aposta nos enfermeiros não
existem dúvidas que as sequelas
deste tipo de patologia poderão
ser drasticamente minimizadas.
Assuma Portugal, de uma vez por
todas, a necessidade de dotar os
serviços com o número correcto
de enfermeiros para as necessidades existentes. A tecnologia por
muito sofisticada que possa ser,
não substitui o toque humano...
(*) Centro de Saúde
de Albergaria-a-Velha
em tempo
24 agosto 2011
saúde
29
saúde oral
Agenesias Dentárias
Paramiloidose
maria Júlio roque
licenciada em farmácia
A paramiloidose, também chamada
de doença dos pezinhos( porque os
sintomas iniciam-se nos pés,seguindo-se as coxas e os membros superiores)
é uma doença rara de origem genética
e dominante. Deve-se à produção de
fibras de amilóide pelo fígado, que são
depositadas nos tecidos, destruindo-os
lentamente ( Polineuropatia Amiloidótica Familiar).Na paramiloidose, um
comprometimento dos nervos periféricos faz com que as áreas inervadas por
esses nervos sejam afetadas, produzindo alterações de sensibilidade ao calor,
frio, dor, tátil e vibratória. Aos poucos,
os músculos afetados vão perdendo sua
massa muscular, desenvolvendo uma
grande atrofia e perda de força, que
leva à dificuldade em caminhar e em
utilizar as mãos.
Normalmente os sintomas mais graves iniciam-se com o avanço da idade:
fraqueza, necessidade de auxiliares de
locomoção, e comprometimento de







diversos órgãos, como coração, rins e
alterações no sistema digestivo.
O diagnostico é feito em exames de
eletroneuromiografia, biópsia do nervo
sural, localizado na perna e história clínica e familiar da doença.Sabe-se que
o tratamento mais eficaz é o transplante de fígado, que vai retardar um pouco
a progressão da doença. Também se
recorre a certos medicamentos imunosupressores para evitar que o corpo
do indivíduo rejeite o novo órgão (
efeitos colaterais desagradáveis podem
aparecer).
Com o avanço da doença aparecem
outros sintomas, nomeadamente:
sensação de formigueiro e dormência
nos pés; sensibilidade exagerada ou
nenhuma sensibilidade nos pés aos
estímulos de dor, calor, frio e ao toque;
atrofia muscular dos pés e dos músculos da perna; alteração na marcha,
dificuldade em andar. Na fase final da
doença ocorre: súbito emagrecimento;
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comprometimento cardíaco e renal;
alterações no sistema digestivo.
Como referi esta doença é causada
pela produção de fibras de amilóide
pelo fígado, que se depositam nos
nervos destruindo-os lentamente, pelo
que não tem cura.
A genética é parte integrante da
doença, pelo que filhos de indivíduos portadores da doença têm 50% de
possibilidade de serem portadores.
Como doença genética autosómica
dominante ( transmissão de pai para
filho),necessitando da presença de um
só gene mutado (em apenas um dos
alelos), em qualquer dos progenitores,
para a doença se manifestar. Caracteriza-se pela deposição sistémica de
variantes amiloidogénicas (anormais)
da proteína transtirretina (TTR) particularmente no sistema nervoso periférico, dando origem a uma polineuropatia sensitivo-motora progGene que
codifica genes deficientes.
Como evitar a transmissão da doença: realização de testes de despiste do
gene “mutado ou não” em futuros pais
com antecedentes familiares de PAF.
Actualmente, existe já um método
laboratorial directo de análise clínica
( amniocentese às 14 / 16 semanas
de gravidez).Também se recorre à fertilização in vitro, à cultura de embriões
e sua biopsia e ao diagnóstico genético
ao nível de uma única célula.
A titulo de curiosidade, esta doença
foi descoberta por um médico português, na zona Póvoa do Varzim/Vila
do Conde. Hoje em dia as diferentes
formas predominantes localizam-se nas
regiões piscatórias do norte e centro.
É reconhecida actualmente por todo
mundo, mas Portugal com maior foco
da doença.
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“Tenho 37 anos
e ainda tenho um
dente da frente de
leite que me começou recentemente a
abanar. O problema
é que me disseram
há alguns anos que
não tenho o dente
substituto deste dente de leite e não sei
o que poderei fazer
para não perder o
dente.”
Joana
gomes
médica dentista
Raúl N.
A inexistência natural de um ou mais dentes
(de leite ou definitivos) é designada por agenesia
dentária e são várias as pessoas que apresentam esta
condição.
Existem algumas teorias que tentam explicar a
origem deste problema, alegando que se trata de uma
condição natural resultante da evolução da espécie.
O ser humano tem vindo a alterar a sua alimentação ao longo dos anos: antes da descoberta do fogo,
por exemplo, o Homem ingeria alimentos crus, mais
duros, necessitando de dentes maiores e músculos
mais fortes. Hoje em dia, a alimentação assume uma
consistência cada vez mais macia, diminuindo a
demanda do esforço muscular e dentário para a mastigação dos alimentos o que poderá estar na origem
da diminuição do número e tamanho dos dentes.
Assim, nos dias de hoje, é frequente encontrar
adultos com um número de dentes permanentes
inferior a 32 ou, como no caso descrito pelo leitor,
dentes de leite a permanecerem num maxilar adulto
por fala do dente definitivo correspondente. Este tipo
de situações leva, frequentemente, a desequilíbrios
estéticos, dentários e articulares sendo imperativo o
seu tratamento o qual poderá passar pela extracção
do dente de leite, utilização de um aparelho dentário
para reposicionamento dos dentes e/ou a colocação
de um dente artificial fixo ou removível no lugar do
dente em falta.
É importante salientar que o tratamento de casos
de agenesia dentária é variável, necessitando sempre
de um diagnóstico clínico e radiográfico por parte do
médico dentista.
Envie os seus comentários, dúvidas ou sugestões
de temas que gostaria de ver abordados nesta secção para: [email protected]
30
em tempo
24 agosto 2011
Propriedade de
Região de Águeda, Editora SA
Editor Região de Águeda Editora, SA
Sede: Rua Fernando Caldeira
Escadas do Adro, nº 7 – 1º - 3750 Águeda
ASSINATURA nacional: 19,00 euros
Europa: 35,00 euros
resto do mundo: 45,00 euros
CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO
Presidente: Augusto de Almeida
Gonçalves (26,66% do Capital Social)
Administradores: Rui de Almeida Bastos e Elser Oliveira
ASSEMBLEIA GERAL
Presidente: D. Maria
Luísa Grácio Bexiga Nunes
Roque (16,67% do Capital Social)
Vogais: Hernâni da Silva Alves
(13,33% do Capital Social) e Aurelino Almeida Oliveira
CONSELHO FISCAL
Presidente: Carlos Augusto Correia
Gonçalves Vogal: Jorge Miranda
da Conceição Vogal ROC: Santos
Carvalho, Silva Costa & Associados,
SROC número setenta e um, representada por António Augusto dos
Santos Carvalho Vogal suplente:
Arlindo Pinto Ferreira Vogal
suplente ROC: Armando Luís
Vieira de Magalhães, ROC número
seiscentos e setenta e seis
DIRECÇÃO
Director: Rui de Almeida
Bastos Director-adjunto:
Augusto Semedo (Carteira
Profissional n.º 2666)
REDACÇÃO
Redactores: Isabel Gomes
Moreira (Carteira Profissional
n.º 4787)
COLABORADORES
Correspondentes: António
Vinhas e José M. Alho
(Albergaria-a-Velha), Ricardo
Amaral e Joaquim Miguel Almeida (Aguada de Cima), Manuel
Silvério e Henrique Ferreira
(Águeda), Ivo Domingues (Belazaima do Chão), Paula Antunes
(Castanheira do Vouga), José
Américo, Manuel Ferreira e João
Coelho (Espinhel), Ângelo Nolasco (Fermentelos), Filipe Correia
(Macinhata do Vouga), Carla
Tavares (Ois da Ribeira), Nuno
Rebelo (Préstimo), António Afonso (Talhadas), Helena Nogueira
(Travassô), Alexandra Castro
(Trofa), Filipe Vidal (Valongo
do Vouga)
SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS
Saudade Fernandes,
Fátima Estimado e Susana Guedes
PAGINAÇÃO: António Cândido,
Manuel Umbelino e Vítor Teixeira
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Fax 234612049
Correio electrónico
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PROPRIEDADE
Região de Águeda, Editora S.A.,
matriculada na Conservatória
Comercial de Águeda com o nº 2 303,
de 8 de Outubro de 1998.
Capital social – 75.000 Euros
Contribuinte nº 504241508
Depósito legal n.º 159532/00
Registo no ICS n.º 122332
Tiragem desta edição: 14.500
Sede, Redacção e Administração:
Rua Fernando Caldeira - Escadas
do Adro, nº 7 – 1º - 3750 Águeda
IMPRESSÃO: GRÁFICA NAVEPRINTER, SA
MAIA
Telef.: 229 441 492
ANO XIII  I SÉRIE  Nº 670
1645-1708
Quinta-feira, 25
Sexta-feira, 26
MÁX: 25º - MIN: 17º
MÁX: 25º - MIN: 15º
Sábado, 27
Domingo, 28
MÁX: 27º - MIN: 15 º
MÁX: 27º - MIN: 14º
INFORMAÇÃO: INSTITUTO DE METEOROLOGIA, IP PORTUGAL
w w w .
r e g i a o d e a g u e d a . c o m
Assinatura anual
Euromilhões
19 euros (nacional)
35 euros (europa)
45 euros (resto do mundo)
6 - 14 - 16 - 28 - 31
2
11
(Sorteio de sexta-feira)
Totoloto
[email protected]
[email protected]
[email protected]
15 - 32 - 36 - 38 - 45 + 13
(Sorteio de sábado)
Joker
0.986.553
retrato com palavra dentro
Lupicino, o Lobo (Do latim Lupicinus,
derivado de Lupus, lobo)
Conta-se que, certo dia, um lobo pardo
andava, meio parvo, à procura de um parvo
qualquer para comer.
Encontrou, primeiro, um artrítico e encarquilhado sardão.
- Vou comer-te! – ameaçou o lobo Lupicino.
O réptil, apesar do medo, experiente, reagiu e
desfechou-lhe um superlativo:
- Ó digníssimo lobo! Não será uma perda de
tempo pores os dentes num velho e descarnado lagarto? Nem vale o sujar dos dentes a
pouca carne, e velha, que ainda tenho.
- És capaz de ter razão! Mas diz-me, onde
encontro manjar?
- Talvez lá p’rós lado do rio. Ainda há pouco
lá vi um cordeiro.
Guloso, o lobo não quis saber de mais nada e
afastou-se em direcção ao rio.
Mais adiante, a caminho do rio, Lupicino
surpreendeu atrás de uma moita um coelho.
- Olha quem ele é! Mesmo a calhar: vou
comer-te!
O coelho, depois do susto, recompõs-se e
argumentou:
- Ó dilectíssimo amigo, já reparaste na quantidade de pêlo que tenho? De tanto galgar terras
e vales, só tenho pele e osso. Contentas-te com
tão pouco? Porque não vais até ao rio, que ainda há um bocado lá vi umas cabras montesas?
- A sério?! Tens razão! Porque hei-de comer pele
e osso se posso encher de carne o bandulho? Até
mais ver. – E afastou-se em direcção ao rio.
Antes da última encosta para o rio, ao virar
de uma vereda, o lobo viu um javali, que, de
tão gordo, mal se mexia. Ainda pensou em
transformá-lo em refeição mas depois enojou-se só de pensar em toda aquela gordura.
Resolveu seguir até ao rio.
Quando lá chegou abriu os olhos de pasmo e
a boca de espanto: havia um mocho, em cima
de um ramo de uma árvore ribeirinha, e à sua
frente uma chusma de animais escutavam-no;
leões, panteras, cabras, veados, serpentes, preguiças, castores, girafas, rinocerontes, lebres,
cordeiros, macacos, tigres, raposas, hienas,
enfim, toda a selva ali parecia estar. Curioso,
Lupicino aproximou-se para ouvir o mocho
e saber o que se passava. O mocho, afinal o
eminente Dr. Fox Asa, estava a apresentar uma
palestra subordinada ao tema: “1001 maneiras
de como caçar uns parvos para papar.”
Foi então que Lupicino desmaiou. Falta saber
se foi do choque ou da fraqueza.
VÍTOR MARTINS
sudoku
DIFÍCIL
Colocar os números
de 1 a 9, sendo a soma
dos números dentro
do picotado igual
ao número que se encontra
na parte superior esquerda
do mesmo.
SOLUÇÕES DO SUDOKU
O verão na Campestre é assim:
s
e
õ
oç
m
o
Pr
Horário
nde
s
alargado
s
o
t
n
o
c
Bri
es
D
Aten
dimen
to
perso
naliza
do
e também:
por cada talão de compras ≥ 50 € oferta
de 1 t-shirt Campestre ou por cada talão de
compras ≥ 80 € oferta de 1 navalha Campestre
Campestre, um verão de soluções
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Só até ao final de Agosto
Abertos de 2ª feira a Sábado das 8h às 20h

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