alguns medicamentos com bastante uso nos pombos correios

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alguns medicamentos com bastante uso nos pombos correios
MEDICAMENTOS FARMACÊUTICOS PARA SE USAR EM
POMBOS CORREIOS
ALGUNS MEDICAMENTOS COM BASTANTE USO NOS
POMBOS CORREIOS
FLAGYL COMPRIMIDOS - TRATAMENTO INDIVIDUAL ESPECIFICO PARA
AS TRICOMONAS (1/2 POR POMBO)
STORMOGYL 10KG OU 2 KG = TRICOMONAS / VIAS RESPIRATÓRIAS
(PRODUTO UM BOCADO CARO)
ALTERNATIVA DO STORMOGYL COM OS MESMOS PRINCÍPIOS ACTIVOS,
DAR ASSIM: 1/2 FLAGYL + 1/4 DE ROVAMYCINE 500 (1 VEZ POR MÊS + -)
SPARTRIX = DOSE ÚNICA PARA A ELIMINAÇÃO DA TRICOMONIASE DO
POMBO CORREIO
ROVAMYCINE 500 - VIAS RESPIRATÓRIAS, DAR 1 / 4 A CADA POMBO
SEPTRIN PASTILHAS = COCCIDIOSE / SALMONELAS = 1/4 CADA POMBO
4 A 5 DIAS
OPTIMUS PASTILHAS = 1 COMPRIMIDO PARTIDO EM 3 PARTES " PARA
POMBOS QUE GANHAM ESFORÇO NAS ASAS, DAR 2 VEZES AO DIA, ATÉ
A RECUPERAÇÃO.
MICOSTATIN = 1 ML / LITRO DURANTE 5 DIAS DE PREFERÊNCIA NO FINAL
DE TODOS OS TRATAMENTOS (TRATA A CANDIDÍASE)
GLICOSE FARMÁCIA = 1 COLHER DE SOPA / LITRO
PANVERMIN-L 7.5 % = TRATAMENTO AOS VERMES = 2 ML / LITRO | PARA
4 LITROS DE AGUA JUNTAR 6 GR DE SAL E 100 GR DE AÇÚCAR PARA
EVITAR OS VÓMITOS
VERMES = QUEST GEL = ELIMINA TODO O VERME INTERNO E PARASITA
EXTERNO, UMA SERINGA FAZ 32 LITROS DE AGUA!
ALTERNATIVA AO QUEST GEL => CYDECTIN 2 % = 5ML / LITRO (ADEUS
VERMES & PIOLHO EXTERNO)
PODE SER DADO EM TODO O ANO SEM EFEITOS COLATERAIS!
EQUEST PLUS: ESTE USAR APENAS ANTES DA CAMPANHA, POIS PODE
MARCAR AS PENAS
ZENTEL - FARMÁCIA = 1 FRASCO POR 5 LITROS " 1 DIA " = VERMES NÃO DAR DURANTE A MUDA!
ANTIBIOPHILUS (20 CARTEIRAS) EM PÓ (FLORA INTESTINAL)
LEVEDURA DE CERVEJA: RICA EM VITAMINAS DO COMPLEXO B,
PARTICIPA DE TODO O METABOLISMO DAS FUNÇÕES NERVOSAS,
CONTÉM AMINOÁCIDOS ESSENCIAIS, SENDO FUNDAMENTAL PARA O
SISTEMA NERVOSO E UMA EFICIENTE ACTIVIDADE
VISADRON: (INFECÇÃO OCULAR) - 1 GOTA EM CADA OLHO DURANTE 2
DIAS DEVERA SER MAIS QUE SUFICIENTE
BECOZYME (VITAMINAS COMPLEXO B)
BÊLISINA AMPOLAS (VITAMINAS DO COMPLEXO B + LISINA) - 1 AMPOLA
POR 2 LITROS DE AGUA
PROTOVIT N (20 GOTAS / LITRO) (MULTIVITAMINAS)
VARIMINE (1 COLHER MEDIDA POR LITRO) (MULTIVITAMINAS + SAIS
MINERAIS + ÁCIDO FÓLICO)
VITAMINAS E: (VE150 / REOFEROL 60CAPS)
GLICOSE FARMÁCIA: PURA GLUCOSE - 1 COLHER DE SOPA / LITRO
CATOSAL: PURA VITAMINA B12 (3 CC) (INJECTÁVEL DE PREFERÊNCIA
JUNTO COM O LINCO-SPECTIN)
LINCO-SPECTIN: VIAS RESPIRATÓRIAS (2
PREFERÊNCIA JUNTO COM O CATOSAL B12)
CC)
(INJECTÁVEL
ÓLEO DE AMENDOIM À VENDA NOS SUPERMERCADOS.
DE
OLEO DE MILHO À VENDA NOS SUPERMERCADOS.
PECUZANOL: (piolhos e parasitas externos) (TALVEZ ULTRAPASSADO DE
MODA)
VITAMINAS TT + ELECTRÓLITOS: VITAMINA MUITO BOA = 2 GR / LITRO |
2 DIAS POR SEMANA
ANIMA-STRATH - VITAMINA MUITO BOA
RED CELL: VITAMINAS DOS CAVALOS, RICO EM VITAMINAS E FERRO,
ETC = 1 A 2 ML / LITRO
SYVA PROFLORA BOVIS = PROBIOTICO = 8 GRAMAS / QUILO OU 3
GRAMAS / LITRO DE AGUA
CALIER PROMOTOR L = EXCELENTE VITAMINA = 1 ML / LITRO
AMOVIT = PACOTE DE VITAMINAS - BASTANTE COMPLETA E MUITO BOA
NA MUDA DEVIDO A PERCENTAGEM DE METIONINA 37,4 %
VIRKON-S = ELIMINA 18 TIPOS DE VIROSES NOS POMBOS = EM CASOS
DE ADENOVÍRUS AJUDA A TRAVAR!
DOSE = 5 GR POR 10 LITROS DE AGUA DURANTE 3 A 5 DIAS, DEPOIS
DISSO 1 DIA POR MÊS É SUFICIENTE, APÓS USAR ESTE PRODUTO, DÊ 2
A 3 DIAS DE PRÓ-BIOTICOS PARA REGULARIZAR A FLORA INTESTINAL
DO POMBO CORREIO.
P.S: O VIRKON-S É TAMBÉM UM DOS MELHORES DESINFECTANTES
PARA INSTALAÇÕES ACTUALMENTE NO MERCADO!
VER AS BACTÉRIAS QUE ELIMINA EM INSTALAÇÕES => CLIQUE AQUI <=
LIMOSEPTIC =
INSTALAÇÕES
TAMBÉM
É
UM
BOM
DESINFECTANTE
PARA
HIPOCLORITO PURO = TAMBÉM É UM EXCELENTE DESINFECTANTE
PARA INSTALAÇÕES
RETIRAR OS POMBOS DO POMBAL DURANTE 24 HORAS CASO
DESINFECTE COM HIPOCLORITO PURO!
PROBIOTICOS BONS = PROTEXIN, PROBAC 1000, ORGANEW, BIO SAC
CRÓMIO, ENTERO-PLUS
ALHO: PRINCÍPIOS ATIVOS: ENXOFRE, CÁLCIO, COBRE, FERRO,
MAGNÉSIO, FÓSFORO, POTÁSSIO, SELÊNIO, ZINCO E AS VITAMINAS A,
B, B2 E C.
INDICAÇÕES: EQUILIBRA A PRESSÃO
FEBRÍFUGO, ETC, ANTIBIÓTICO NATURAL.
ARTERIAL,
ANTIGRIPAL,
FORTI B - PASTILHAS: (COMPLEXO B MILAGROSO) DAR 2 PASTILHAS A
CADA POMBO NO DIA ANTES AO ENCESTAMENTO;
O BAYTRIL: " ROXACIN " = "PRODUTO MILAGROSO" O MELHOR PARA
VIAS RESPIRATÓRIAS E SALMONELAS -> 2 ML / LITRO DE AGUA
DURANTE 5 A 10 DIAS (PRÉ - CAMPANHA) (É A DOSE QUE EU USO)
BAYCOX: COCCIDIOSE DE 3ML A 5ML / LITRO DURANTE 3 DIAS!
* QUEIMAR / MAÇARICO = O POMBAL TODOS OS DIAS DURANTE O
TRATAMENTO E DIAS APÓS O TRATAMENTO! *
SABILARA LACTOVET = PROBIOTICO MUITO BOM
TYLAN: ENTRE 0.85 GRAMAS & 1,5 GR / LITRO = DURANTE 5 A 6 DIAS
TERRAMICINA = 4 GR / LITRO = DURANTE 5 DIAS = BOM NAS PROVAS DE
CALOR
TYLAN-100 + DOXICICLINA = 1,5 GR / LITRO + 1 ML / LITRO = MUITO BOM
PARA TRATAMENTO VIAS RESPIRATÓRIAS
TYLAN-100 + TERRAMICINA = 1,5 GR / LITRO + 4 GR / LITRO = MUITO BOM
TAMBÉM
LINCOSPECTIN = 1 ML / LITRO
SUONOVIL = 1 ML / LITRO
FOSBAC = 1 ML / LITRO
IVOMEC = 10 ML / LITRO OU 0.2 / PESCOÇO (DESPARASITA & PIOLHO
EXTERNO)
SULPHAMEZATHINE 16 % = 15 ML / LITRO DURANTE 3 A 5 DIAS
CALCIGENOL: CÁLCIO
SULFATO DE COBRE: 1 GR / 5 LITROS COMO DESINFECTANTE
ASSÉPTICO DO SISTEMA DIGESTIVO
PETRÓLEO BRANCO "WHITE SPIRIT" => 25 GOTAS / LITRO = 7 DIAS "VIAS
RESPIRATÓRIAS & AFINA O SANGUE"
"RECOMENDO DAR SÓ DEPOIS DE FAZEREM TODOS OS TRATAMENTOS
AOS POMBOS"
SEGUNDO UMA PESQUISA "EIS OS BENEFÍCIOS DO PETRÓLEO"
LIMPA / EXPELE TODOS OS PARASITAS DO FÍGADO / INTESTINO / LIMPA
PROBLEMAS DO SANGUE TORNANDO. O MAIS FINO, SUPRIME A
CANDIDÍASE, NÃO ATACA A FLORA INTESTINAL.
TEMPOS ANTIGOS ERA USADO PARA TRATAR PROBLEMAS DE
ESTÔMAGO, ÚLCERAS, INFLAMAÇÕES, CANCRO.
ASPIRINA C: 1 PASTILHA POR 5 LITROS DE AGUA, EM CASO DE
FEBRES
POMADA DOS SAPATOS: PARA AJUDAR A SECAR E CURAR AS
POQUETES
DESIDRATAÇÃO CAUSADA POR DIARREIAS: ELECTRO-FORTE
ENVENENAMENTO? EXPERIMENTE DAR CARVÃO VEGETAL
DIARREIA: NUM LITRO DE AGUA JUNTAR: 1 COLHER DE CHÃ DE SAL, 1
COLHER DE CHÃ DE BICARBONATO E 4 COLHERES DE AÇUCAR
CHÃS
TANCHAGEM: PARA TUDO NO GERAL
SALSAPARRILHAS E URTIGA-BRANCA: PARA TUDO NO GERAL
CHÁ DE HORTELÃ: BOM PARA OS VERMES
VINAGRE DE CIDRA DE MAÇA - É DESDE HÁ MUITO TEMPO CONHECIDO
QUE O CONSUMO DIÁRIO DE VINAGRE DE CIDRA PERMITE CONTROLAR
O APETITE E MANTER O BEM-ESTAR DO ORGANISMO. SENDO UM
PRODUTO RESULTANTE DA FERMENTAÇÃO ORGÂNICA DE MAÇÃS E
SUJEITO
A
PROCESSOS
ESPECIAIS
DE
EXTRACÇÃO
E
DESODORIZAÇÃO,
ESTE
PRODUTO
APRESENTA
ELEVADAS
CONCENTRAÇÕES DOS SEUS PRINCÍPIOS ACTIVOS, SENDO MUITO RICO
EM VITAMINAS MINERAIS, AMINOÁCIDOS E B - CAROTENO.
A SUA UTILIDADE É JÁ SOBEJAMENTE CONHECIDA E COMPROVADA EM
SITUAÇÕES DE PERDA DE PESO, REGULAÇÃO DO METABOLISMO E
DIFICULDADES DE DIGESTÃO. NO ENTANTO, AS SUAS PROPRIEDADES
NÃO FICAM POR AQUI. A SUA CAPACIDADE DE FLUIDIFICAR O SANGUE
CONFERE-LHE UMA UTILIDADE ADICIONAL NO COMBATE A
PROBLEMAS RELACIONADOS COM PERTURBAÇÕES DE CIRCULAÇÃO
SANGUÍNEA, COLESTEROL E HIPERTENSÃO.
EQUIVALÊNCIAS DAS MEDIDAS
PELA BALANÇA DE PESAR GRAMAS
UMA COLHER DE 1 ML QUE GERALMENTE ACOMPANHA VÁRIOS
PRODUTOS É EQUIVALENTE A 0.5 GRAMA
LOGO UMA COLHER DE 2 ML É EQUIVALENTE A = 1 GRAMA
PELA INTERNET OBTIVEMOS ESTAS TRANSFORMAÇÕES
Pó
1 Gota = 0.05g
30 Gotas = 1g
1 Colher de chá = 5g
1 Colher de sobremesa = 10g
1 Colher de sopa = 15g
LÍQUIDOS
1 GOTA = 0.05ML
30 GOTAS = 1ML
1 COLHER DE CHÃ = 5ML
1 COLHER DE SOBREMESA = 10ML
1 COLHER DE SOPA = 15ML
1 COLHER DE CAFÉ = 2,5ML
A ORIENTAÇÃO DAS AVES
"ULTIMAS DESCOBERTAS"
Os fenómenos meteorológicos são, normalmente, apontados como
desorientação e causa primária da perca de pombos-correio. No entanto,
estes fenómenos, na sua grande maioria, só afetam a capacidade mecânica
do voo pelo que as percas são por desgaste físico e consequente
“desorientação psicológica”.
As ajudas fornecidas pela “aldeia Global” colocaram a informação
meteorológica disponível e acessível para todos, tendo-se verificado uma
grande melhoria na qualidade dos concursos nos últimos anos. Os “acidentes”
a que assistimos deveram-se a fenómenos não previstos, ou pela ciência
ainda não totalmente conhecidos, pela ligeireza na interpretação da
informação e pelo espírito competitivo desenfreado contrário à defesa do
Pombo-correio.
O cerne da questão (perca de pombos-correio), abstraindo as condições do
transporte, deve-se a dois fatores: incapacidade de se orientar corretamente
e a dificuldade na mecânica do voo.
Neste texto vamos debruçarmo-nos sobre a capacidade de orientação.
Quanto à capacidade da orientação das aves, os estudos científicos realizados
antes de 2008 diziam-nos que:
Michael Bookman (1977), em experiências efetuadas com pombos dentro de
caixas, provou que sempre que existe variação do campo magnético o pombo
deita-se, mantendo-se em silêncio.
É mundialmente aceite que o pombo-correio utiliza um compasso solar e um
compasso magnético, utilizando-os simultaneamente (Wiltschko 1981).
É no entanto o compasso magnético que é utilizado primariamente, servindo,
assim, de base à orientação do pombo-correio (Wiltschko 1996).
O final do voo (cerca de 50/60 km) é normalmente efetuado à
vista por reconhecimento de pontos previamente memorizados em
voos ou treinos anteriores.
Klaus Schulten da Universidade de Illinois, propôs há mais de
quarenta anos atrás que as aves migratórias deveriam ter nos seus
olhos ou cérebro moléculas que respondessem ao magnetismo.
Experiências efetuadas demonstraram que as cores da banda do visível (arco
Íris) mais próximas do ultravioleta e as do ultravioleta facilitam a orientação
das aves e que a luz amarela ou avermelhada, suprime as suas capacidades
de orientação. (Wiltschko and Wiltschko - 2001)
Experiências efetuadas demonstraram incontestavelmente que a
perceção do campo magnético passa pela visão. (Wiltschko – 2002)
Pombos largados, em dias de Sol, numa zona de anomalia magnética,
ficam inicialmente desorientados; a confusão tem provavelmente a ver
com erros de localização. Uma vez fora da zona de anomalia, a
orientação retoma as características habituais. (Fonte: J.L. Gould,
American Scientist).
Estudos realizados ao longo dos anos, quer nos Estados Unidos
quer em Itália, mostram que os voos de regresso, em períodos de
perturbações magnéticas, são mais lentos e menos precisos. O efeito
sobre o rumo inicial, após a largada, também é interessante: em dias
de Sol ou encobertos a direcção inicial de voo, num local, sofreu
desvios até 40º (no sentido dos ponteiros do relógio), sensivelmente
proporcionais à “intensidade” da tempestade. Parece, assim, que as
tempestades magnéticas perturbam o sentido de localização das aves.
(Fonte: J.L. Gould, American Scientist)
No ano de 2008, um estudo internacional demonstrou a relação
entre as aves migratórias e o campo magnético da Terra, relacionando
uma molécula existente na retina do olho das aves com o campo
magnético da Terra e a luz azul.
Uma equipa de investigadores da Universidade Estatal do Arizona
e uma equipa da Universidade de Oxford em Inglaterra, foram os
primeiros a demonstrar um modelo de Bússola fotoquímica que pode
simular como é que as aves migratórias usam o campo magnético da
Terra para navegar. Esta equipa de cientistas reportou que o modelo
fotoquímico é sensível quer à magnitude quer à densidade do campo
magnético quando exposto à luz. Este fenómeno conhecido,
internacionalmente, como magneto-receção química é exequível e
fornece uma perceção da estrutura e dinâmica de uma bússola
fotoquímica.
A teoria da “foto-receção” é baseada no facto de ter sido
encontrado foto-receptores da luz azul na retina das aves migratórias
quando se orientaram pelo campo magnético. Contudo, ainda não foi
confirmado, quer em laboratório quer na prática, que um campo
magnético tão fraco como é o da Terra possa produzir mudanças
detetáveis por um foto-receptor molecular.
Os investigadores demonstraram que uma molécula, composta
de “carotenóides”, “porfirina” e “fulereno” ligados entre si, pode
funcionar como uma bússola.
“Carotenóides” Quimicamente são membros da família dos
terpenóides, e são formados por quarenta átomos de carbono. São um
tipo de molécula de estrutura isoprenóide, ou seja, com um número
variável de duplas ligações conjugadas, que lhes confere a propriedade
de absorver a luz visível em diferentes comprimentos de onda, desde
380 até 500 nm, as suas cores vão do amarelo ao vermelho, e são
amplamente empregados como corantes. É um pigmento orgânico que
ocorre naturalmente nos vegetais e outros organismos fotossintéticos,
tal como as algas, alguns fungos e bactérias. Este pigmento absorve a
luz azul. Nos humanos é conhecido como beta-caroteno e é um
fornecedor de vitamina A, sendo um pigmento essencial para uma boa
visão, podendo atuar também como antioxidante.
“Porfirina” o nome vem de uma palavra grega para roxo. Os
representantes mais comuns desta classe de compostos são o grupo “hemo”,
que contém ferro, a clorofila, que contém magnésio, e os pigmentos biliares.
As porfirinas são pigmentos de cor púrpura e de origem natural. A
estrutura em anel da porfirina é a razão pela qual todos os derivados
porfíricos absorvem luz a um comprimento de onda próximo dos 410 nm,
dando-lhes a sua cor característica.
“Fulereno” são a terceira forma mais estável do carbono, após
o diamante e a grafite. Foram descobertos em (1985), tornando-se
populares entre os químicos, tanto pela sua beleza estrutural quanto
pela sua versatilidade para a síntese de novos compostos químicos.
Como funciona a bússola magnética
Em condições normais, cada um dos eletrões orbitais do exterior
estão ligados, “carotenóides” (C), “porfirina” (P) e “fulereno” (F), estas
unidades contêm dois eletrões emparelhados. No par, o pólo Norte
magnético de um eletrão é compensada com o Pólo Sul magnético do
outro, tornando-se não magnético. Tal como todos os seus eletrões
estão emparelhados, a molécula CPF tem uma carga neutra e existe
no seu estado mais baixo de energia. Alternativamente, quando uma
molécula CPF é exposta à luz, a “porfirina” absorve a luz move-se para
um estado mais elevado de energia. O movimento da “porfirina” induz
um estado “carotenóide” eletrónico para deixar o seu parceiro e passar
para o exterior do “fulereno” orbital. Esta transferência para o exterior
“fulereno” leva a ganhar um eletrão e ser carregado negativamente.
Por outro lado a “carotenóide” perde um eletrão e fica carregada
positivamente. A recém-formada molécula, C+PF-, mantêm-se num
estado separado de carga.
Tendo em conta que os eletrões já não estão emparelhados com
os seus parceiros, e estão localizadas em extremos opostos da
molécula C+PF-, localizados no exterior dos orbitais do “carotenóide” e
“fulereno”, estes podem responder à direção e magnitude das forças
magnéticas vindas do exterior.
"Estes estudos, constituem uma prova clara do princípio da
bússola magnética das aves migratórias e é baseado numa reação
química magneticamente sensível cuja duração depende da orientação
das suas moléculas ao campo magnético da Terra", (Peter Hore,
professor de química na Universidade de Oxford e chefe da equipa
britânica).
Como já foi referido em outros trabalhos, em dias de inversão
térmica, especialmente com inversões em altitude, típicas nos meses
de Maio e Junho, a coloração do céu apresenta-se amarelada e/ou
acastanhada, demonstrando a ausência de alguns comprimentos de
onda da banda do visível (cores azuis) à superfície.
Face a estas últimas descobertas, a hipótese de Steven van
Breemem & Hubert Land começa a fazer sentido e a justificar algumas
percas em dias de inversão térmica e raios UV elevados. Ou seja, cada
vez mais se relaciona os comprimentos de onda da banda do visível,
próximo da luz azul e os ultravioletas próximos da banda do visível
com a orientação das aves. Deste modo, apesar de ainda não haver
comprovação científica, será uma medida inteligente, aquando a solta
de pombos-correio, ter especial atenção às inversões térmicas, ou por
outro lado, ao silêncio dos pombos dentro das caixas, comportamento
típico na ausência de elementos necessários à navegação.
ARTIGO DO CAPITAO GARRIDO
CARNE AZULADA, ETC
Gordon é o cientista dentre os veterinários de pombos. Seus
artigos abrangem um vasto terreno no desporte e são muito
lidos em todos os países do mundo. A Editora “Winning”
(Vencedora) tem orgulho de ter um autor tão famoso e um
homem tão notável na sua equipe de autores! Se você tiver
um problema de saúde com suas aves, os artigos de Gordon
o ajudarão.
GORDON CHALMERS – DVM (Doutor em Medicina
Veterinária) RESPONDE PERGUNTAS FORMULADAS POR
MIKE LYCETT
P. Eu tenho lido sobre “miosite”. O que você pode dizer sobre
isso?
R. Falando precisamente, a definição de “miosite” é
“inflamação de músculo.
No contexto da pergunta, eu compreendo que na mente dos
criadores, “miosite” - diz respeito a “carne azul” (cianose),
cujas causas parecem ser diversas. Em certa época, a “carne
azul” era comumente associada a dietas alimentares ricas
em proteína após uma corrida – daí a prática europeia de
utilizar dietas leves após uma corrida para evitar a “carne
azul”. No meu modo de ver a “carne azul” está associada
fundamentalmente com distúrbio de circulação sanguínea
por qualquer motivo que seja. Frequentemente, a “carne
azul” é percebida em uma ave após uma corrida árdua, para
mim refletindo algum nível de desidratação e circulação
debilitada. Uma visão geral dessa condição é apresentada no
livro “A Saúde e Manejo de Pombos de Voo dos Veterinários”,
escrito pelo famoso veterinário australiano Colin Walker. Ele
acha que está relacionada a uma das três condições:
1) Quando as aves têm dificuldade de oxigenar o sangue, ou
respirar.
Quando o nível de oxigênio no sangue está baixo, sua cor é
escura (azulada) e ao circular através do músculo, o próprio
músculo adquire uma coloração azulada. As causas podem
incluir infeção respiratória, na qual o sangue não é oxigenado
adequadamente, ou qualquer condição que interfira com a
respiração, tal como um tumor sólido na cavidade do corpo,
ou obesidade.
2) Aves saudáveis são exercitadas além de sua capacidade
física.
Essas aves desenvolvem miosite ou cãibra. Em um músculo
saudável em atividade, as reservas de energia são gastas
durante os exercícios e subprodutos desse processo são
removidos através da circulação sanguínea no músculo. Se
uma ave for exercitada além do limite de sua capacidade
física, a circulação não poderá suportar a quantidade desses
subprodutos. Como resultado, eles se acumulam no músculo
e causam danos. O músculo afetado fica azul e, em casos
mais graves, ele inchará e ficará dolorido.
3) Práticas deficientes de saúde e manejo, que inibem o
desenvolvimento da capacidade física.
Do ponto de vista da moléstia, cancro e infeção respiratória
impedirão que as aves suportem até mesmo exercício
moderado. No manejo, é importante associar os
componentes dietéticos tais como gorduras e proteínas com
as necessidades de energia das aves e a quantidade de
tempo que estão em voo. Criadouros lotados ou
excessivamente húmidos também podem ser uma causa.
P. Qual é a diferença entre os ovos de Verme Peludo
(Capillaria obsignata) e os de Tênia (Hymenolepis columbae
e Raillietina columbae)?
R. Os Vermes Peludos, que são formalmente conhecidos
como Capillaria obsignata, liberta ovos no formato de limões
ovais. Caracteristicamente, esses ovos também possuem
uma cavidade, semelhante a uma rolha, em cada
extremidade. Esses ovos necessitam de um período de
incubação em um ambiente húmido e arejado para o
desenvolvimento de um jovem verme peludo. Quando as
aves ingerem esses ovos ao bicar o solo, o jovem verme
choca no intestino, torna-se adulto e o ciclo continua. As
Tênias liberam seus ovos através dos segmentos finais de
seus corpos. Esses segmentos separam-se do corpo principal
da Tênia e então são liberados com as fezes onde podem ser
vistos como pequenos segmentos sinuosos. Com frequência,
insetos comem os segmentos junto com os ovos que se
desenvolvem nesses mesmos insetos. Os insetos são então
comidos pelo pombo e o ciclo vital continua.
P. Porque algumas aves desenvolvem tumores?
R. Um motivo é que os tumores, sejam benignos ou
malignos, podem se desenvolver em indivíduos de muitos
espécimes, incluindo os pombos, a medida que envelhecem.
Quando isso ocorre, uma vez que o indivíduo geralmente já
passou de sua plenitude reprodutiva, o sistema imunológico
se torna menos vigilante e incapaz de destruir células
cancerosas quando aparecem em qualquer parte do corpo.
Essas células cancerosas se reproduzem e, no caso de
massas malignas, podem invadir tecidos adjacentes ou
permanecer como uma massa sólida em determinado local.
Tumores podem se originar, bem como afetar, de qualquer
tecido do corpo.
P. O que você diagnosticaria se uma ave apresentasse
fungos nas fezes?
R. Fungos de vários tipos são comuns no ambiente que nos
cerca. Esporos de fungos flutuam nas correntes de ar no
criadouro e pousam em diferentes superfícies, incluindo
fezes recentes, como as de filhotes num ninho. A presença
de fungos se desenvolvendo nas fezes indica um nível ideal
de umidade e calor para o desenvolvimento e crescimento o
tipo aéreo de fungo.
Eu diria que quando isso ocorre, a umidade está
razoavelmente elevada no criadouro, e talvez a ventilação e
circulação de ar para permitir secar as fezes não sejam as
melhores. Entretanto, às vezes o ambiente no próprio ninho
proporciona níveis mais elevados de retenção de umidade
naquela área, mesmo que o restante do criadouro pareça
razoavelmente seco. Esse aspeto tem-me preocupado há
algum tempo. Nós nos esforçamos ao máximo para
assegurar que os criadouros estejam secos, bem ventilados
e aquecidos pelo desenvolvimento da espécie, mesmo assim,
no caso de aves viúvas, por exemplo, parece que
negligenciamos o micro ambiente da ninheira, na qual os
machos viúvos passam a maior parte do dia. Às vezes eu
acredito
que
essa
pequena
“casa”
particular
é
insuficientemente ventilada, muito fechada e abafada, e por
isso eu imagino se todos nós precisamos prestar mais
atenção no tamanho, estrutura e ventilação das ninheiras
nas quais guardamos nossas aves pelo maior tempo de suas
carreiras de competição. É só uma ideia.
P. O adenovírus (Doença das Aves Jovens) é corriqueiro lá
no Canadá e nos Estados Unidos?
R. Eu não sei se essa infeção é “corriqueira” em todo o
continente, mas certamente é em algumas áreas,
especialmente nos recantos de corrida de pombos – no Leste
do Canadá e no Nordeste dos Estados Unidos – onde tem
interferido seriamente nas corridas de aves jovens. Todo o
stresse enfrentado por uma ave jovem durante os treinos e
as corridas parece afetar negativamente o desenvolvimento
do sistema imunológico e permitir a proliferação tanto do
componente adenoviral quando do seu companheiro, o
organismo E. Coli, com consequente propagação para aves
suscetíveis no criadouro ou no caminhão de transporte.
P. Porque algumas aves apresentam cálamos sanguíneos
(penas de sangue)?
R. Cálamos sanguíneos fazem parte do desenvolvimento
normal de uma nova pena portanto, a meu ver, todas as aves
as têm em um determinado ponto do crescimento e no ciclo
de desenvolvimento da pena – examine uma ave com as
penas recentemente em regeneração. Em excesso, cálamos
sanguíneos indicam um problema associado ao estresse, tal
como uma doença infeciosa. De acordo com David Marx, um
proeminente veterinário de pombos nos Estados Unidos,
Cálamos sanguíneos podem ser vistos como uma
manifestação de infeção eruptiva. Em outras situações,
cálamos sanguíneos têm sido vistos como uma infeção circo
viral. Sua presença acentuada parece evidenciar um
problema essencial, como os acima mencionados, além de
outros.
P. Qual a sua opinião sobre Baytril?
R. Eu acho que Baytril é um excelente produto que, se usado
corretamente pode ser benéfico aos criadores que têm que
lidar com certas infeções.
Baytril, também chamado enrofloxacina, é um produto
antibacteriano sintético (que dizer, não natural) que possui
uma ação contra uma variada gama de agentes bacterianos
que afetam seres vivos. Esse produto é rapidamente
absorvido pelo organismo e penetra bem em todos os tecidos
do corpo. Pode até ser que seja o melhor produto que temos
para infeções causadas por organismos tifoides e E. Coli,
dentre outras também incluídas nessa categoria de bactérias
conhecidas como organismos Gram-negativos. Baytril possui
uma grande capacidade de prevenir a repetição de surtos de
bactérias tifoides quando é utilizado na medida de 6
miligramas por libra (453,59 gramas) durante dez dias – a
qual supomos suficiente para que o estado de hospedeiro
tenha sido eliminado dessas aves. (Lembre-se que a maioria
dos seres infetados com organismos tifoides são
eletivamente capazes de eliminar essas bactérias de seus
organismos).
O problema é que o indivíduo por si só não consegue isso, e
o resultado é o estado de hospedeiro. Lembrem-se do caso
clássico da “Maria Tifoide”, a ajudante de cozinha que
espalhou infeção tifoide para muitas pessoas para as quais
trabalhou em diversas oportunidades, através da comida que
ela manuseava diariamente. Quando tal hospedeiro está
estressado, os organismos tifoides instalados no organismo
começam a se multiplicar e se espalhar através das fezes,
nas quais outras aves podem ser contaminadas e
subsequentemente infetadas.
Baytril parece ser capaz de eliminar esse estado de
hospedeiro.
P. Alguma coisa pode ser feita para
macho/fêmea a reproduzir novamente?
ajudar
um(a)
R. A pergunta é simples, mas a resposta não. Não é
realmente possível afirmar ou negar categoricamente, sem
uma investigação das circunstâncias.
Se uma ave é velha, isso poderia significar uma cessação
senil normal da capacidade de reprodução. Ainda, problemas
de artrite afetando as juntas das pernas em aves mais velhas
podem contribuir para uma infertilidade funcional em aves
afetadas. Em outras situações, tumores no ovário ou
testículos poderiam ser a causa. Em outras circunstâncias, a
causa pode muito bem ser infeção crônica do ovário ou
testículos por organismos bacterianos, tais como E. Coli ou o
agente tifoide, etc. Se a ave é velha, pode ser que nada
possa reverter a situação. Em outros casos, deixar um casal
de aves idosas juntas durante o período invernoso pode
ajudar a melhorar a fertilidade na próxima primavera.
Também, a chegada do clima mais quente e mais horas de
exposição à luz solar pode muito bem ser um benefício aos
reprodutores mais velhos. Às vezes, com reprodutores mais
velhos, Hormônio Folicular Estimulante (Follicle Stimulating
Hormone - FSH) pode ser útil, mediante a aplicação de 1/10
centímetros cúbicos, dia sim, dia não, por três tratamentos
repetidos em três semanas, se necessário. Os casais devem
ser mantidos juntos durante esse tempo. Eu também li que
o uso de creatina (utilizada por malhadores e levantadores
de peso, etc.) pode ajudar alguns machos mais velhos a
recuperar a fertilidade, mas pessoalmente não tenho
nenhuma experiência com o produto. Finalmente, infeções
do ovário e testículos, geralmente por organismos tifoides ou
E. Coli, podem ser resolvidos mediante tratamento vigoroso
com Baytril (150 a 600 mg por 4 litros de água). A dose mais
baixa deve ser usada no clima quente, quando as aves
bebem mais, e a dose mais elevada em clima mais frio,
(quando as aves bebem menos) por 7 – 14 dias ou mais,
pode ajudar. Nessa situação, um amigo utilizou Baytril em
um nível de tratamento durante 28 a 30 dias para tentar
reverter a infertilidade de reprodutores que tinham estado
inférteis por um ano ou dois e várias aves recuperaram
totalmente a fertilidade, descobertas que indicavam a
probabilidade de infeção do ovário ou testículos, ou ambas,
nessas aves.
P. O que é cancro húmido?
R. Vamos iniciar com o cancro seco (tricomoniose, nota do
tradutor), que é o tipo que todos vemos uma vez ou outra –
a massa amarelada na garganta de uma ave jovem. Por
contraste, diz-se que o cancro húmido está associado com o
aparecimento de uma garganta vermelha irritada,
acompanhada por excessivo muco sujo, mas sem massa
amarelada. Eu me referi a essa condição na resposta à
Pergunta 10.
P. Você dá alguma atenção à garganta das aves quando
tenta avaliar a forma física na temporada de competição?
R. Sim, Deve haver uma certa quantidade de muco normal
na área da garganta, como deve haver em nossa própria
boca e garganta, para lubrificação. Somente a prática de
examinar gargantas pode levá-lo a julgar o que é normal e o
que é excessivo. Normalmente, a superfície da boca e da
garganta deve possuir um bom e saudável tom de rosa, com
uma pequena quantidade de muco que pode normalmente
conter algumas bolhas de ar. Umas superfícies vermelhas
irritadas aliadas a um muco excessivamente pegajoso e sujo
indicam um problema. Por exemplo: às vezes, quando a
temporada de corridas passa, o nível de estresse nas aves
está suficientemente elevado para que o sistema
imunológico se torne menos capaz de lidar com o ataque
violento de organismos que o bombardeia toda hora e todo
dia, e alguns deles, como o organismo do cancro, começam
a multiplicar-se e causar problemas. As aves podem parecer
bem, mas seu desempenho pode começar a cair. Quando os
organismos do cancro se multiplicam na região da garganta,
sua presença aos muitos milhares pode irritar a superfície,
tornando-a áspera, irritada e vermelha. Também, para lidar
com a irritação, as glândulas na região começam a excretar
muco extra para suavizar a superfície. Uma vez que as
bactérias na região também podem se aproveitar da
superfície áspera, elas igualmente podem começar a se
multiplicar e o muco pode se tornar viscoso e sujo devido à
dupla investida. Amostras do muco examinadas através do
microscópio podem revelar uma quantidade abundante de
organismos de cancro alvoroçados. É por esse motivo que
alguns veterinários recomendam o tratamento contra o
cancro por um ou dois dias a cada 2 – 3 semanas durante
toda a temporada. A maioria de nós sabe que um regime de
tratamento completo contra o organismo do cancro faz todo
sentido a qualquer tempo. Entretanto, durante a temporada
de corrida um tratamento completo de 5 – 7 dias, digamos
com Emytril, poderia deixar as aves completamente fora de
forma. Por esse motivo, como o menor de dois males, um
período de tratamento de 1- 2 dias no máximo é sugerido.
Provavelmente, a melhor oportunidade para tratar é
imediatamente após a corrida do fim-de-semana, digamos
Domingo e Segunda, ou Segunda e Terça. Use a dosagem
correta, por exemplo, uma colher de chá rasa por galão (4,55
litros) de água. Minha ideia é utilizar os métodos
Australianos, que é excelente em minha opinião, porque
proporciona a dose terapêutica correta e também evita
problemas com a toxidade do medicamento. Eis o que você
deve fazer se decidir continuar com tal programa:
Na alimentação noturna, misture a dose correta nos
bebedouros e deixe a água tratada diante das aves por duas
horas aproximadamente. Então remova a água tratada e
substitua por água fresca e não tratada até a noite seguinte.
Repita o processo por duas horas aproximadamente nessa
noite e então utilize água fresca após isso para equilibrar a
semana. (Você pode utilizar o mesmo método durante
tratamentos pré-procriatórios contra cancro ou quando
tratar aves jovens recém separadas durante os 5 – 7 dias
padrão. Esse método é especialmente eficaz durante o clima
quente, quando as aves bebem mais água e poderiam se
envenenar se bebessem muita água tratada com Emytril).
Às vezes, doença respiratória é uma causa de ruborização e
muco excessivo na garganta, portanto esteja atento para
aquela condição também (olhos inchados corrimento nos
olhos, narinas, espirros) [entalhe], e, se necessário, trate de
forma adequada. O melhor tratamento é uma combinação de
um antibiótico de tetraciclina, tais como Terramicina,
Aureomicina e Doxociclina, adicionado de tilosina ou mesmo
Suavanil, em dose máxima de cada durante 7 – 10 dias.
P. Quais os tipos diferentes de Salmonella existentes?
R. Tipos da espécie Salmonela de bactérias variam de
centenas a milhares, e afetam muitas espécies de aves e
animais, inclusive seres humanos. Infeções por Salmonela
também podem ser descritas como infeções tifoides. Em
pombos, a espécie de Salmonela mais comum é a Salmonela
Typhimurium da variedade Copenhaga, e de certa forma
parece quase peculiar ao pombo. Eu digo “quase” porque a
variedade Copenhaga já foi ocasionalmente reportada em
frangos. Se há alguma boa notícia (ou mais corretamente,
uma notícia menos ruim) sobre a variedade Copenhaga é
que, primeiramente, ela está geralmente restrita a pombos,
em segundo lugar, ela não tende a se propagar para seres
humanos, como outros tipos de Salmonela fazem e em
terceiro lugar, a não ser quando antibióticos hajam sido mal
dosados e a resistência pelo organismo tenha-se
desenvolvido, ela é geralmente sensível a uma variedade
mais ampla de antibióticos que qualquer outra espécie de
Salmonela. A fonte mais comum de organismos de
Salmonela são aves infetadas recém-chegadas, motivo pelo
qual novas aquisições devem ser isoladas e os desgarrados
(pombos selvagens e competidores desgarrados) não devem
ser admitidos no criadouro.
De maneira ideal, essas aves, juntamente com seus próprios
pombos extremamente retardatários, devem ser isoladas.
Infeções por Salmonela em pombos podem se manifestar em
inúmeras formas. Geralmente, em machos, há morte súbita,
sem qualquer aviso prévio de que algo esteja errado.
Geralmente essa infeção é mais crônica em fêmeas, e pode
ser caracterizada por “furúnculos na asa” (infeções nas
articulações), “emagrecimento”, severa perda de peso, e
fezes viscosas. Diarreia é comum, geralmente com bastante
muco e bolhas de gás. (Infeção por Paramixovírus (PMV)
também pode resultar em fezes muito líquidas, mas na
infeção por PMV há muito líquido que na realidade é urina,
vinda dos rins danificados pelo vírus. Na infeção por PMV, há
caracteristicamente uma grande porção de líquido no centro
da qual há uma “serpentina” de fezes normais vindas do
intestino. Na infeção tifoide, as fezes estão misturadas
juntamente com qualquer líquido produzido Ocasionalmente,
o organismo tifoide pode infetar o cérebro e resultar em uma
cabeça inclinada ou um pescoço retorcido. Outros sinais que
podem ocorrer são ovos “podres” que caracteristicamente se
apresentam negros, indicando que o ovo era fértil, mas
posteriormente a infeção matou o embrião. (Ovos claros
indicam que desde o início eles não eram férteis). Um outro
sinal clássico é filhotes fracos ou mortos na casca do ovo. Os
filhotes podem começar a bicar a casca, mas morrem antes
de chocar. Um único filhote morto na casca não deve ser
causa de inquietação, mas se mais alguns morrerem esse
fato deve levantar suspeitas. Filhotes que começam a morrer
entre 7 – 10 dias de idade, especialmente se apresentaram
diarreia e pareciam desidratados com a pele escura
avermelhada, devem causar preocupação em termos de
infeção tifoide. Muitos surtos ocorrem entre reprodutores,
geralmente no final da temporada quando as aves ficam
progressivamente estressadas com as crias, e quando o
sistema imunológico está debilitado.
P. Se a ponta da língua de uma ave está azulada/negra
significa um problema?
R. Não necessariamente, na realidade o Dr. David Marx, um
notável veterinário de pombos nos Estados Unidos, considera
como sendo uma variação normal na maioria das aves.
Entretanto, se as membranas mucosas da boca e da
garganta também estiverem azul-escuro, esse achado pode
muito bem indicar distúrbios circulatórios associados a um
coração debilitado, ou doença respiratória que esteja
interferindo na oxigenação adequada do sangue. Uma ave
assim afetada pode muito bem apresentar severas
dificuldades de respiração, muco excessivo nas narinas
(catarro), estertor na traqueia (traqueia-artéria), etc.
P. As aves normalmente apresentam muco em suas
gargantas?
R. Na realidade, sim. Algum muco claro é normal. Veja
também minha resposta para a pergunta 10.
P. Quais são os benefícios do ginseng?
R. Eu não sei, uma vez que não uso produtos como esse. Eu
acredito no princípio denominado “KISS” – Keep It Simple
Sam (simplifique as coisas), e como um dinossauro em
alguns aspetos, eu não gosto da ideia de ervas, etc., cujos
efeitos eu desconheço. Entretanto, em minhas leituras eu
descobri a seguinte informação que definitivamente não me
inspira a utilizá-lo em mim ou em minhas aves: o ginseng é
derivado da raiz de uma planta cujo nome científico é Panax
Ginseng. Ele foi utilizado na China durante séculos como um
estimulante para idosos e indivíduos debilitados. Ele é
disponível na forma de raiz seca, chá, elixir, cápsulas,
pastilhas e como uma linha de cosméticos. O ginseng contém
vários componentes, inclusive peptídeos, esteroides e muitas
substâncias não identificadas que parecem ser responsáveis
por seu efeito estimulante.
Aparentemente, duas a três gramas são necessárias para
proporcionar estímulo comportamental. Entretanto, a
síndrome de Abuso de Ginseng tem sido associada a essa
erva em seres humanos. Em doses baixas, pressão alta,
insônia, nervosismo, confusão mental e depressão, etc.,
foram encontradas em algumas pessoas. Os estrógenos
(hormônios sexuais femininos) no ginseng também têm
causado efeitos prejudiciais.
P. e R. Mike, meu camarada, você ESTÁ determinado a me
colocar em apuros com o editor, não está? Ha Ha!
P. Quais são os benefícios de ministrar alho na água e
acrescentar suco de limão e levedura de cerveja na
alimentação?
R. Alho parece ser um aditivo útil na água. O principal
componente associado ao alho é a alicina. Ela é ativada logo
que os dentes de alho são esmagados.
A
alicina
é
conhecida
por
possuir
propriedades
antibacterianas e diz-se que é eficaz mesmo em
concentrações baixas como uma parte de alicina em 125,000
partes de água. Quando comparada à penicilina, diz-se que
a alicina possui uma ação de cerca de 1% da ação da
penicilina.
O alho inibe o crescimento, ou destrói, cerca de uma dúzia
de tipos de bactérias (inclusive Estafilococos e Salmonela
spp.), e pelo menos 60 tipos de fungos e leveduras. A alicina
parece ser o principal elemento químico responsável por esse
efeito.
Os micro-minerais selênio e germânio são dois componentes
do alho japonês, e esses minerais podem surtir algum efeito
por sua ação, primeiramente como antioxidantes, isto é,
substâncias que protegem células e tecidos dos efeitos
nocivos dos peróxidos no organismo. Em segundo lugar, eles
são importantes para o desenvolvimento normal do sistema
imunológico e, em terceiro lugar, eles podem possuir uma
boa ação como agentes anticancerígenos.
O selênio tem demonstrado possuir um largo espectro de
ação anticancerígena em ratos, por exemplo. Há indícios que
os componentes químicos do alho podem ajudar auxiliar o
organismo na desintoxicação, neutralizar ou eliminar
substâncias nocivas.
Em pombos, o uso de alho após uma corrida pode auxiliar
nas chamadas dietas “depurativas” – seja lá o que isso
signifique – para restabelecer a condição normal de
competição da ave. É possível que o uso de dentes de alho
esmagados na água de beber nesse momento acrescente
algum benefício extra ao permitir que o fígado e outros
órgãos metabolizem substâncias, e ajudem a restabelecer as
condições normais de competição das aves.
Evidências atuais de experiências de laboratório em seres
humanos e animais, e a experiência empírica de muitos
criadores, sugerem que, quando utilizado com critério,
dentes de alho esmagados na água de beber podem ser um
produto útil no criadouro durante todo o ano, mas
especialmente nas temporadas de treino e competição.
Atualmente, óleos, pós e pílulas à base de alho parecem ser
bem menos úteis. Possivelmente o desenvolvimento de
novas técnicas de extração dos princípios ativos do alho
possa superar os problemas presentes associados aos
métodos atuais. Até que esses problemas sejam resolvidos,
dentes frescos de alho comprados na mercearia ainda são a
melhor fonte das propriedades medicinais do alho. Um
detalhe importante – quando preparar soluções contendo
dentes de alho amassados NÃO as aqueça. Aquecê-las a uma
temperatura superior a 61,1°C primeiramente tornará
inativa a alicina e aniquilará completamente os motivos para
utilizar a solução.
Suco de limão é uma boa fonte de vitamina C, também
chamado ácido ascórbico. Desde que o suco de limão é ácido,
ele pode ser útil para criar condições semelhantes nos
intestinos, como um benefício para controlar inúmeros
organismos bacterianos hostis.
Levedura de cerveja é um outro preferido dos criadores. Seu
nome é derivado do processo de fermentação da cerveja do
qual é um subproduto. A levedura produzida pela indústria
cervejeira tende a ser amarga e difícil de consumir em
quantidades significativas. Hoje, entretanto, a maioria das
leveduras comercializadas não provém de cervejarias, mas
são cultivadas para a exclusiva finalidade de suplementos
alimentares. Essas leveduras podem ser intituladas como
“nutricionais” ou “primárias”.
Ao contrário do fermento de panificação, a levedura
nutricional é considerada um produto “morto” (inativo), e
não funcionará no processo de fermentação. O conteúdo
vitamínico e proteico da levedura nutricional dependerá do
ambiente em que for cultivada. Leveduras alimentares são
uma fonte rica de nutrientes e podem conter até 50% de
proteína. Elas são uma excelente fonte de vitaminas B,
exceto vitamina B12, que agora é acrescentada em algumas
marcas para consumo humano.
Leveduras são uma boa fonte de minerais, especialmente
selênio, cromo, ferro e potássio. Fósforo também é
abundante na levedura; para manter um equilíbrio favorável
entre cálcio e fósforo, alguns produtores adicionam cálcio aos
seus produtos. Levedura é uma boa fonte de ácidos
nucleicos, inclusive ácido ribonucleico. Possui baixos teores
de gordura, carbo-idratos, sódio e calorias. P. Pode-se dar
muito dessas coisas aos pombos?
É difícil generalizar sobre esse ponto, mas é razoável
presumir que, algumas vezes, esses produtos podem não ser
tão bons quanto se espera, motivo pelo qual eu aconselho
moderação. Vitaminas A e C em excesso pode ser nocivo,
por isso eu relutaria em utilizar óleo de fígado de bacalhau
com muita frequência. Na realidade, eu prefiro mais e uso
exclusivamente uma mistura multivitamínica que pode ser
dada através da água de beber, digamos uma vez por
semana, durante o ano todo. No que diz respeito ao
micromineral selênio, há uma linha muito tênue entre
deficiência de um lado e toxicidade do outro. Nunca dê
porções extras de selênio. Eu teria muito cuidado com o uso
de sulfato de cobre (vitríolo azul) para controlar coccidiose.
Esse produto atua como um adstringente no intestino, e
tende a reter as fezes, mas não faz muito, se é que faz algo,
para controlar a coccidiose. Em excesso pode ser
definitivamente tóxico. Mais uma vez eu advirto – tudo com
moderação e nada de dano!
P. Há algo a se ganhar com a ministração de tônicos
herbáceos?
R. Eu realmente não sei a resposta, uma vez que não utilizo
esses produtos em mim ou em minhas aves e não os
pesquisei detalhadamente. Eu suponho que a resposta
depende do tipo de suplemento herbáceo utilizado. lderberry
tem sido elogiado recentemente como um tratamento para
infeções viróticas em pombos. Dizem que Ecchinaceae ajuda
o sistema imunológico. Além desse ponto, sei pouco sobre
tônicos herbáceos, apesar de estar ciente que, a exemplo
dos chás, muitos criadores os utilizam em suas aves.
Esse questionamento me veio quando eu tinha acabado de
assistir a um documentário na TV sobre a selva Amazônica,
e eu meditei sobre minha resposta à luz da informação
daquele documentário. Parece que grande parte da
vegetação, inclusive sementes e frutas comidas por muitas
criaturas da selva, é altamente tóxica. Para lidar com esse
problema, muitas criaturas, de macacos a aves,
regularmente visitam certos depósitos de barro e consomem
bastante argila, para absorver ou neutralizar essas toxinas.
Eu não estou sugerindo que os chás contêm elementos
tóxicos, mas com esse detalhe do documentário em mente,
eu me perguntei: Qual é a composição desses chás e tônicos
utilizados em pombos? Que plantas, inofensivas ou não,
compõem esses produtos, e em que quantidades? Há algum
controle de qualidade ou padrões oficiais que sejam
aplicados em sua preparação? Eu presumo que no Reino
Unido, assim como na América do Norte, haja exigências na
rotulagem de produtos para definir os componentes de tais
produtos, dentre outras, mas talvez não haja essa exigência
em outros países. Alguns produtos europeus que eu vi
pareciam não possuir exigências específicas de rotulagem,
portanto eu sou adverso a utilizá-los porque eu não sei o que
contêm. Ingredientes misteriosos não me impressionam. Eu
simplesmente questiono, uma vez que definitivamente não
sei as respostas.
P. O vinagre é benéfico para as aves?
R. Acredito que possa ser útil. Eu sugiro que ele poderia ser
um daqueles produtos que seriam úteis na água de beber
(juntamente com soro de leite e as bactérias benéficas do
iogurte ou pro-bióticos disponíveis comercialmente) para
acidificar o conteúdo intestinal, dessa forma criando um
ambiente hostil para bactérias perigosas tais como o agente
tifoide e grupos geradores de doenças de E. Coli, dentre
outras. Esses organismos preferem mais um ambiente
alcalino no qual podem se multiplicar prontamente. Um
ambiente ácido nos intestinos pode reduzir suas ocorrências
em 90% ou mais.
P. Alguns acreditam em criar os filhotes com aveia e melaço
(não 100 por cento, é claro). Há algum benefício nisso?
R. Melaço possui um alto teor de carbo-idratos, é claro, (uma
variação de 62 – 78%, dependendo da fonte), e possui um
teor muito elevado de potássio (3,67 a 4,77%). O acréscimo
de uma pequena quantidade de melaço na água de beber no
período de reprodução e nas corridas pode ser benéfico –
novamente tudo com moderação.
A elevada quantidade de potássio no melaço me preocuparia
um pouco, portanto eu utilizaria apenas uma pequena
quantidade de vez em quando. A quantidade de carbo-idrato
no melaço poderia ser útil na preparação das aves para
corridas, uma vez que seria convertido em gordura, o
combustível mestre para corridas. Esses carbo-idratos
poderiam ser também um bom estimulante para as aves
após retornarem da corrida. Glucose faria o mesmo efeito,
portanto não estou certo que haja uma vantagem extra em
utilizar melaço. Aveia pilada e farinha de aveia possuem
cerca de 16% de proteína, 5,5 – 6% de gordura, e cerca de
64% de carbo-idrato, e seriam aditivos ideais na alimentação
para reprodução, corrida e muda, em minha opinião. Para a
criação, um nível de proteína total de 18%, para o qual a
aveia pilada/farinha de aveia poderiam fazer uma
contribuição útil, parece desejável.
P. Qual o efeito do cloro nas substâncias adicionadas aos
bebedouros?
R. O cloro é um forte agente oxidante e, de acordo com o Dr.
David Marx, um renomado veterinário de pombos nos Estado
Unidos, ele pode se ligar a matérias orgânicas, inclusive
medicamentos, e torná-los venenosos. Entretanto, por
contraste, a quantidade de cloro nos reservatórios de água
municipais é tão pequeno que seu efeito em substâncias
acrescentadas à água é considerado insignificante. Por outro
lado, criadores às vezes acrescentam cloro na forma de
hipoclorito de sódio (alvejante caseiro) nos bebedouros como
um desinfetante, ou para ajudar a controlar um problema de
doença reincidente. Nessa circunstância, se o medicamento
for também acrescentado aos bebedouros ao mesmo tempo,
o nível elevado de cloro na água pode causar alterações nos
medicamentos e torná-los venenosos. No mínimo, o cloro
extra torna inócua a medicação.
P.
Qual
a
importância
da
composição
do
solo/geografia/processo de secagem para a qualidade dos
cereais?
R. Eu acredito que esses fatores possuem um papel
importante e óbvio na qualidade do produto final, por
exemplo, os cereais que compramos para nossas aves.
Alguns solos em diferentes áreas geográficas podem ter um
efeito significativo nos cereais cultivados aqui. Deficiências
de uma variedade de minerais podem ocorrer em cereais
cultivados que sejam deficientes nesses minerais. Por
exemplo, plantas cultivadas em terras de pastagem e
plantações já colhidas que estejam a favor do vento em
relação a centros comerciais produtores de enxofre podem
se tornar deficientes no micro mineral selênio.
O enxofre que flutua para a pastagem trazido pelo vento,
propicia um considerável estímulo para o crescimento das
plantas, consequentemente reduzindo o nível de selênio
absorvido do solo pelas plantas, e causando uma deficiência
de selênio. Devido à importância dos solos e suas
composições minerais para os cereais neles cultivados, eu
acredito que seja útil de vez em quando, se possível,
conveniente e economicamente viável, adquirir cereais de
áreas geográficas diferentes do país (ou do mundo). A ideia
é que, se os cereais de uma área são deficientes em certos
minerais, grãos de outras áreas podem ser capazes de suprir
algumas ou todas essas deficiências.
Um outro caminho é obter uma mistura multi-mineral
diversificada preparada para a criação, preferencialmente
uma que contenha sal para encorajar as aves a comê-la, e
deixá-la diante das aves o ano todo.
P. Qual o mais nutritivo – o grão recém-colhido ou o da safra
mais antiga?
R. A finalidade da semente dura de qualquer safra é proteger
os conteúdos daquela semente até a época da germinação.
Se a superfície da semente ou grão se mantém intacta, os
conteúdos estão geralmente seguros de mudanças
significativas. De acordo com um amigo que é nutricionista
avícola, a única alteração significativa que pode ser
encontrada é uma possível redução do conteúdo vitamínico
pelo tempo, mas mesmo assim uma semente ou grão
intactos podem manter a maioria dos nutrientes
significativos por um considerável intervalo de tempo. Certa
vez nos disseram que grãos recém-colhidos precisavam de
um certo período de tempo para “adocicar”, após o qual
estaria adequado ao consumo. Parece que no momento há
dúvida sobre isso. Assim, em teoria, grãos recém-colhidos
deveriam possuir o máximo de conteúdo de nutrientes
ideais, comparado aos grãos de colheitas anteriores,
especialmente se o conteúdo vitamínico for utilizado como
critério de conveniência. Na prática, parece que qualquer um
é tão adequado nutricionalmente quanto o outro.
P. Uma mudança radical na dieta é capaz de causar
distúrbios em uma ave?
R. Sim, por minha experiência, isso é possível. Como
exemplo, eu recordo a preparação de aves jovens para uma
corrida de 270 milhas, e eu pensei que poderia elevar suas
reservas de gordura utilizando milho extra. O problema foi
que eu não vinha alimentando as aves com muito milho até
então, e quando lhes forneci quantidades extras (parece que
demais) nos últimos dois ou no último dia, eu simplesmente
lhes dei uma indigestão e as tirei completamente de forma.
Elas se sentaram numa posição curvada, claramente
desconfortáveis e irritadas, então eu não pude embarcá-las.
Na manhã da corrida elas estavam bem (é claro!). Se as
tivesse alimentando com mais milho até então, digamos 30
– 40% da ração (minha prática habitual) e então
acrescentado a elevada porção extra de milho nos últimos
dois dias, esse problema provavelmente não teria ocorrido.
A principal alteração foi a súbita utilização de grandes
quantidades de grão que elas não estavam completamente
acostumadas a assimilar, e eu paguei o preço por meu erro.
Tendo dito o que se passou, entretanto, eu reconheço o fato
que nossas aves são muito adaptáveis, e em um ambiente
natural, elas consumiriam quaisquer grãos ou sementes que
estivessem disponíveis, em qualquer época do ano, sem
efeitos danosos.