júri - Sociedade Musical de Guimarães

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júri - Sociedade Musical de Guimarães
ANTÓNIO MOTA
Nasceu em Lisboa, em 1971. E doutorado em Música pela Universidade de Aveiro (tese sobre
Olivier Messiaen, orientada pelo prof. Doutor João Pedro Oliveira) e licenciado em Órgão pela Escola
Superior de Música de Lisboa (sob orientação do prof. Antoine Sibertin-Blac, com nota final de curso
máxima e diploma de mérito pelo Instituto Politécnicos de Lisboa). Tem também licenciatura e mestrado
em Eng.a Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico, tendo outrora exercido
alguma atividade de investigação e de docência nesta área (INESC, EST/IPCB, ESTGOH/IPC).
Trabalha atualmente como docente de Órgão na Universidade de Aveiro, onde leciona também outras disciplinas
específicas da licenciatura e do mestrado (Didática, Literatura e Técnica do Instrumento/Órgão) e orienta estágios
profissionais de mestrandos. E igualmente: (i) formador na EDMUSA (Escola de Música Diocesana de Aveiro), no âmbito da
harmonia pratica, acompanhamento litúrgico e improvisação; (ii) membro da direção da AMPO (Associação Musical ProOrgano). Tem orientado a classe de Órgão nas últimas Semanas Gregorianas em Viseu (2013, 2014 e 2015). Entre 2009 e
2014 foi coordenador e docente do curso de licenciatura em Música do Instituto Piaget (Viseu), onde lecionou disciplinas
em áreas teóricas (análise, história, acústica, etc.) e orientou teses de mestrado e estágios profissionais no 2º ciclo.
Foi organista titular da Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Lisboa, de 1989 a 2004. Colaborou também frequentemente
na Sé Patriarcal de Lisboa, como organista substituto do prof. Antoine Sibertin-Blanc, assim como na igreja dos Jerónimos.
Em 2000 e 2003 gravou CDs com o Coro de Santa Maria de Belém, da igreja dos Jerónimos. Em 1997 recebeu um
primeiro premio ex-equo no 1o Concurso Nacional de Jovens Organistas na Cidade do Lis, em Leiria. Em termos de composição
própria, António Mota conta atualmente 8 opus compostas para Órgão; tem também alguns arranjos p/ órgão-solo, do qual
se destaca o “Concerto em la maior” de Carlos Seixas (original: p/ cravo e orquestra). Exerce atividade concertística regular.
Alguns destaques: (i) Maio de 2015, concerto integrado no 2o Festival de Órgão de Braga, na Basílica dos
Congregados; (ii) Abril de 2015, ig. do Cansado, Castelo Branco, por ocasião do 2o aniversario da inauguração do Órgão
Willis-Schulte (programa dedicado aos “compositores ingleses da 1a metade do séc. XX”); (iii) Marco de 2014, Se de Aveiro
("1a sinfonia de Louis Vierne, op. 14"); (iv) Novembro de 2008, ig. da Cedofeita no Porto, concerto comentado integrado no
ciclo comemorativo dos 100 anos do nascimento de Olivier Messiaen ("Meditations sur le Mystere de la Sainte Trinite" e
"Diptyque"); (v) a nível internacional: tocou em São Paulo, Brasil (2000, no VII Festival Internacional São Bento) e em
Międzychod, Polonia (2011). Como projeto futuro imediato (5 de Junho de 2016): tocara no ciclo inaugural do novo Grande
Órgão da Basílica de Fátima.
Outras atividades de relevo: (i) consultor musical da missa pontifical de S. Teotónio, Sé de Viseu (18 de Fevereiro
de 2012); (ii) publicação em 2010 de artigo com título “Relação entre cor e simbologia religiosa na música para Órgão de
Olivier Messiaen”, no livro “Messiaen – Estudos”, editado pela Universidade Católica do Porto; (iii) projeto de “Órgão de
Tubos Virtual”, p/ o auditório do Centro Cultural da Branca, entre 2007-2010; (iv) conferência em 2007 na Universidade
de Aveiro sobre "A Musica para Órgão de Olivier Messiaen".
FILIPE VERÍSSIMO
Organista Titular e Mestre Capela da Igreja de Nossa Senhora da Lapa, no Porto, desde
novembro de 2002, Filipe Veríssimo tem desenvolvido, quer como organista, quer como diretor
de coro e orquestra, um trabalho ímpar no desenvolvimento e promoção da música para órgão e
na música coral sacra e litúrgica no nosso país.
Organista titular do maior Órgão de Tubos Sinfónico português da atualidade e um dos mais
emblemáticos e conhecidos internacionalmente, Filipe Veríssimo tem desenvolvido um papel
fundamental para o desenvolvimento e promoção deste instrumento junto da sociedade. São
regulares as visitas de estudo de organizações dos mais diversos quadrantes não só nacionais mas também estrangeiras ao
Grande Órgão de Tubos. Com a apresentação apaixonada e eloquente deste magnífico instrumento, tem-se vindo a sentir
um crescente interesse do público por tão complexo instrumento ainda tão desconhecido da população em geral e até mesmo
dos próprios músicos.
Detentor do Primeiro Prémio do Primeiro Concurso Nacional de Órgão realizado no Porto em 1995, Filipe Veríssimo
é presença habitual nos principais Festivais de Música não só em Portugal mas também em Espanha, França, Itália, Alemanha,
Bélgica e Polónia. Têm sido inúmeros os concertos de órgão realizados nos quais Filipe Veríssimo tem executado obras de
compositores portugueses desde o período barroco até aos nossos dias, incluindo apresentações em primeira audição
absoluta de obras como "Adveniat" de Fernando Valente e "Filesa" de António Ferreira dos Santos.
Filipe Veríssimo integrou uma equipa internacional de organistas que apresentou em vários países da europa a obra
"La Revolte des Orgues" para grande órgão, oito órgão positivos e percussão do célebre organista e compositor Jean Guillou.
Neste âmbito destacam-se os concertos realizados na Catedral de Bordéus (2009), na Filharmonie am Gasteig de Munique
(2010), na Philharmonie de Colónia (2010) e na Philharmonie de Gdansk (2011).
Colabora regularmente com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música tendo sido dirigido por maestros como
Gerard Schwarz (Sinfonia nº3 com órgão de Camille Saint-Saëns), Christoph König (8ª Sinfonia de Mahler " Sinfonia dos
Mil" e “O Mandarim Maravilhoso” de Béla Bártok, Lothar Zagrosek ("Hymnos" de Giacinto Scelsi), Garrett Keast ("Livro da
Selva" de Charles Koechlin) e (“Also sprach Zaratustra” de Richard Staruss)
Gravou Cd´s nos órgãos da Igreja Matriz de Espinho e da Igreja de Nossa Senhora da Lapa (Porto) com obras de
Bach, Bruhns, Buxtehude, Dupré, Duruflé, Seixas e Widor.
Em estreita colaboração com o Cónego Dr. António Ferreira dos Santos, Filipe Veríssimo tem estado na organização
de várias iníciativas que visam a promoção da música para órgão na cidade do Porto entre as quais: Ciclo Internacional de
Concertos Porto, Cidade dos Órgãos (2009), O Ano do Órgão de Tubos na Cidade do Porto (2011), Festival Internacional de
Órgão da Cidade do Porto (2012), Ciclo de Concertos Internacionais de Órgão da Sé Catedral do Porto (2012, 2013 e 2014).
Foi o organista da eucaristia presidida pelo Santo Padre Bento XVI na Avenida dos Aliados, no Porto em 2010.
Enquanto Mestre Capela, tem desenvolvido ao longos dos últimos 12 anos, um intenso trabalho que visa dotar a Igreja
de Nossa Senhora da Lapa de uma estrutura musical ao nível das maiores Basílicas e Catedrais europeias. Como responsável
principal do Coro Polifónico da Lapa e da Orquestra Sine Nomine, Filipe Veríssimo tem preparado e dirigido algumas das
maiores obras Corais-Sinfónicas de Música Sacra de todos os tempos tais como: as 4 Misas Luteranas, várias Cantatas e
Motetes, assim como o Magnificat, Oratória de Natal e Paixão segundo São João de J.S. Bach; o Messias de G.F. Handel, a
integral das Missas e Sonatas da Chiesa de W.A. Mozart (incluindo o Requiem e a Grande Missa em Dó menor), a Missa em
Ré Maior de A. Dvorak, o Requiem de G. Fauré, Missa di Gloria de G. Puccini, a Oratória de Natal de C. Saint-Saëns, Missa
em Ré Maior de O. Nicolai, Via Crucis de F. Liszt, Gloria de J. Rutter entre muitos outros motetes e cânticos para a
liturgia.Tem-se dedicado também à apresentação de obras em primeira audição tais como: a Cantata de Natal do compositor
brasileiro Ricardo Tacuchian em estreia nacional e, em primeira audição absoluta, a Paixão segundo São João, o Magnificat,
duas Missas e o Poema Coral-Sinfónico "Portugal" do Pe. Ferreira do Santos, a Missa brevis in honorem Beatissimae Virginis
Mariae do compositor brasileiro Fernando Cupertino e a Cantata de Natal de Jorge Prendas entre muitas outras. Fundados
pelo Cónego dr. Ferreira dos Santos, o Coro Polifónico da Lapa e a Orquestra Sine Nomine, sob a orientação do seu maestro
titular Filipe Veríssimo, constituem, atualmente, uma das maiores referências nacionais no âmbito da música
Sacra/Litúrgica.
Colaborou com maestros como Ricardo Tacuchian, Robert Hoix, Álvaro Cassuto, Jorge Matta, Johannes Skudlik,
António Vassalo Lourenço, Cesário Costa e Eugénio Amorim.
Em 2003 fundou o PortoGalante Ensemble, conjunto vocal e instrumental que se dedica à prática musical
historicamente informada.
Dirigiu a orquestra Concilium Musicum de Viena e a Orquestra Clássica da Madeira.
Flipe Veríssimo é Licenciado em Música Sacra pela Escola das Artes da Universidade Católica onde estudou órgão
com Franz Lehrndorfer, Martin Bernreuther e Jeremy Blasby, Direção de coro com Jörg Straube, Jorge Matta e Eugénio
Amorim e Direção de Orquestra com Cesário Costa. Após a conclusão da Licenciatura prosseguiu, em Paris, com o seu
aperfeiçoamento em Órgão com os organistas Olivier Latry e Eric Lebrun. Frequentou ainda o Mestrado em Musicologia
História na Faculdade de Ciências Sociasis e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o Mestrado em Música Sacra na
Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.
TADEU FILIPE
Natural da cidade de S. Paulo (Brasil) iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música
Óscar da Silva em Matosinhos, onde estudou piano com os profs. Jaime Mota e Álvaro Teixeira
Lopes, prosseguindo os seus estudos no Conservatório de Música do Porto com o Prof. Vitali
Dotsenko.
O interesse pelo estudo de órgão levou-o a frequentar, em primeira instância, a classe de órgão
da Prof. Rosa Amorim (Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos do Porto), posteriormente a Licenciatura em Ensino de
Música da Universidade de Aveiro (área específica Órgão) com o Prof. Domingos Peixoto e a Pós – graduação, na mesma
Instituição, com a Prof.Edite Rocha.
No plano da música litúrgica iniciou no ano de 1995 o Curso Nacional de Música Sacra realizado no Santuário de
Fátima, onde estudou com o Prof. Franz Stoiber (Escola Superior de Música Sacra de Regensburg – Alemanha). Em 1997
foi finalista no Concurso de Órgão realizado na Catedral de Leiria.
Por diversas vezes teve a oportunidade de frequentar cursos internacionais onde pôde contatar com personalidades como
Antoine Sibertin-Blanc e Jesus Gonzalo Lopez (Festival Internacional de Música de Aveiro), José Luís Uriol (Festival de
Música de Daroca), Ton Koopmann (Bach Festival Kurs em Leipzig), Andrés Cea Gálan, J. C. Zehnder, Brett Leighton
(Academia de Órgano de Andalucía).
Paralelamente ao estudo de órgão frequentou o Curso de Direção Polifónica na LVIII e LIX Semana de Estudos
Gregorianos com o Prof. Paulo Brandão bem como o curso de Cravo no Conservatório de Música de Coimbra sob orientação
da Prof. Cândida Matos. Atualmente frequenta o Mestrado em Cravo na Escola Superior de Artes Aplicadas sob a orientação
do Prof. João Paulo Janeiro.
Tem-se apresentado regularmente em vários pontos do país integrado nas atividades do Departamento de
Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, no Ciclo de Concertos Jovens Organistas (Aveiro); nos Concertos
Quaresmais organizados pela Plurifonia 2001; Concerto inaugural, após restauro, do órgão histórico da Igreja Paroquial de
Adaúfe (Braga); em Penajóia (2002) e S. João de Lobrigos (2005); no Festival de Órgão – Palácio de Mafra (2002 e 2004)
Mafra, VIII Festival Internacional de Música de Mafra, nas Jornadas Europeias da Cultura e Património (2005), no Ciclo
Ecos do Órgão (2010 e 2011), II Festival de órgão de Braga (2015), bem como no estrangeiro.
Ao serviço da liturgia, foi organista titular do órgão histórico e responsável da música sacra da Igreja Paroquial de
Matosinhos (1993-2006), do Ciclo de Música Antiga para Órgão realizado naquele templo (1998-2005), fundador e diretor
da Escola de Música da mesma paróquia. Em 2003 assume o trabalho de coordenação da música litúrgica em diversas
paróquias da Dioceses de Vila Real e Bragança – Miranda. É organista na Igreja da Trindade no Porto. Dirigiu o Cappella
Douro – Ensemble Vocal desde a sua fundação em Outubro de 2006. Abordando a obra para órgão do compositor português
Joaquim dos Santos foi convidado pelo Departamento de Música do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade
do Minho a participar no Colóquio Internacional As artes e sagrado no pensamento pós – moderno que decorreu em 2010.
Em 2011 participa na gravação do projeto Lusitana Organa (Órgãos de Tubos de Portugal) com edição da Imprensa
da Universidade de Coimbra e Associação Musical Pro – Organo.
Leciona atualmente a disciplina de Órgão no Conservatório Regional de Música de Vila Real e no Conservatório de Música e
Dança de Bragança onde integra a equipa da Direção Pedagógica e coordena o Ciclo de Música Sacra. Colabora com o
Seminário do Bom Pastor (Diocese do Porto).

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