1ª Mostra Latino-Americana de Teatro

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1ª Mostra Latino-Americana de Teatro
1ª Mostra Latino-Americana de Teatro
9 a 17 de Setembro de 2014
Teatro da Trindade (Sala Principal)
Esta mostra pretende dar visibilidade ao teatro que se faz na América Latina, bem como ao
que é feito por latino-americanos em Portugal e na Europa em geral. É nosso objetivo
apresentar anualmente companhias teatrais da América do Sul e Central, numa programação
abrangente e com linguagens variadas, do teatro mais clássico ao experimental, passando pelo
teatro social e de intervenção.
Pretendemos, ao mesmo tempo, reconhecer o trabalho dos muitos dramaturgos,
encenadores, atores e atrizes que, radicados na Europa, aqui desenvolvem o seu trabalho,
contribuindo com novas linguagens e perspetivas para a diversidade e a qualidade da nossa
cena teatral.
Esta primeira edição conta com a participação especial da Companhia Nacional de Teatro da
República Dominicana, com a obra La Noche de los Asesinos, da autoria do escritor e
dramaturgo cubano José Triana. Com esta peça Triana obteve o prémio Casa de las Americas
de 1965, o Gallo de la Habana de 1966, entre outros recebidos na Colômbia, Argentina e
México.
A Casa da América Latina agradece o apoio da Fundação Inatel e das Embaixadas da Argentina,
do Brasil, do México, do Paraguai e, muito em especial, da República Dominicana,
impulsionadora desta 1ª Mostra Latino-Americana de Teatro em Lisboa.
Mais informações em: www.casamericalatina.pt e www.teatrotrindade.inatel.pt
Programa:
ARGENTINA
9 Setembro | Terça-feira | 21h30 | Sala Principal
Que no lo vea mi madre
Companhia: Del Redoble Teatro y Titeres (Valencia, Espanha) | Texto: Claudio Hochman e Claudia
Verdecchia | Encenação: Claudio Hochman e Claudia Verdecchia | Interpretação: Claudia Verdecchia |
Música: Lila Horovitz | Fotografia: Jesús Atienza | Duração: 1h10min s/ intervalo | Língua: Espanhol.
Uma mulher nega-se a contar contos tradicionais infantis. Não quer. Entretanto, utilizando
objetos, bonecos e outros materiais, vai contando momentos da sua vida, da sua infância
numa povoação perdida na Patagónia, a sua relação com a família e as suas viagens. Mas os
contos infantis insistem em lhe aparecer uma e outra vez como fantasmas demoníacos.
Esta peça é “poetica de lo cotidiano. Desparpajo escénico. Un espectáculo imprescindible que
com suerte llegará muy lejos”, nas palavras do Director Artístico do Centro Teatral Escalante
de Valência, Vicent Villa. “Que no lo deje de ver el público”, afirmou Ciro Gómez, Director do
Teatro de Hilos Mágicos de Bogotá, na Colômbia. É “una titiritera que desea que vayamos a
verla y a disfrutarla”, de acordo com Concha de la Casa, Directora Artística do Festival
Internacional de Títeres de Bilbau, em Espanha.
No fim do espetáculo atriz e encenador conversam com o público.
BRASIL
10 Setembro | Quarta-feira | 21h30 | Sala Principal
Dona Margarida
Companhia: Companhia de Actores | Texto: Roberto Athayde | Encenação: António Terra |
Interpretação: Sandra José | Figurino: Pedro Eleutério | Desenho de luz: António Terra e Ricardo Ladeira
| Fotografia: Sónia Gomes da Silva | Duração: 1h40min c/ intervalo | Língua: Português.
Uma professora/tirana faz do público a sua turma de jovens de 15 anos. Dá-lhes uma bizarra
aula de biologia em que o tripudiar da sua ditadura só se iguala à insistência com que procura
seduzir.
Dona Margarida não tem limites: nem para o furor da ‘glória de mandar’ nem para um apetite
sexual que atropela quaisquer resquícios de moral que ainda possam subsistir. Nós, o público
transformado em alunos, não estamos de volta à escola nem assistimos à morte da
democracia: estamos em toda a parte em que a prepotência faz o jogo de impor e desejar.
O autor Roberto Athayde criou Apareceu a Margarida em 1973. Desde então, a personagem
foi interpretada mais de 240 vezes, por atrizes como a francesa Annie Girardot, vencedora de
um Óscar, a norte-americana Estelle Parsons e a italiana Anna Proclemer. Dona Margarida é a
peça de língua portuguesa mais encenada no mundo.
No fim do espetáculo atriz e encenador conversam com o público.
MÉXICO
13 de Setembro | Sábado | 21h30 | Sala Principal
Eu, a mulher macaco
Companhia: Valdevinos Teatro de Marionetas | Texto: Elmer Veckío Mendoza | Encenação: Fernando
Cunha e Veckío Mendoza | Interpretação/manipulação: Fernando Cunha, Ian Carlos Mendoza e Sofia
Portugal |Música: Ian Carlos Mendoza | Coro: Coral Allegro | Fotografia: Miguel Soares | Vídeo: Ricardo
Reis | Produção: Ana Pinto | Duração: 1h15min s/ intervalo | Língua: Português.
Representação da vida de Julia Pastrana, a ‘mulher macaco’, uma mexicana que nasceu em
1834, faleceu em 1860 em Moscovo e cujo corpo regressou ao México 153 anos depois, em
Fevereiro de 2013. Vítima de hipertricose, uma doença incurável, Pastrana tinha o corpo
coberto de pêlos e por isso ficou conhecida como a ‘mulher macaco’.
Neste trabalho de experimentação multidisciplinar, o grupo Valdevinos conta na primeira
pessoa a desconcertante história desta mulher, transformada em atracção de circo, sem
escrúpulos, pelo marido e empresário Theodore Lent.
No fim do espetáculo atores e encenadores conversam com o público.
PARAGUAI
14 de Setembro | Domingo | 18h00 | Sala Principal
Cosechero de historias
Companhia: La Cháchara (Sevilha, Espanha) | Encenação: Marco Flecha Torres | Som: Ángeles
Fernández | Produção: La Cháchara – Sevilla | Duração: 50 min. | Língua: Espanhol.
Proposta cénica que combina teatro com a narração oral, a partir de contos e lendas que o
protagonista foi coleccionando na sua terra e noutras paragens, com temáticas campestres e,
por vezes, do fantástico. A obra é apresentada em língua espanhola, embora esteja presente
também o guarani, um dos idiomas oficiais do Paraguai, permitindo assim ao público
experienciar a sonoridade e ritmo da língua, sem que isso afecte a história que está a ser
contada.
Homenagem à arte de contar contos, e aos avôs e avós que com imaginação e criatividade
foram ao longo dos tempos inventando mundos novos, sonoridades, mitos e lendas.
Além do reconhecido trabalho de ator através da narração oral, o paraguaio Marco Flecha
distingue-se hoje em Espanha também pelo seu trabalho no teatro, através do qual valoriza a
sua cultura de origem. Atualmente coordena o Festival Intercultural de Narración Oral de
Sevilha e o Festival Internacional de Cuentos para Niños y Niñas em Tacuati, no Paraguai.
14 de Setembro | Domingo | 19h00 | Sala Principal
Debate: que teatro?
Onde se reflete a América Latina no teatro que fazem hoje na Europa? O que os move, que
influências, que públicos? Porquê e para quem fazem teatro? Estas e outras questões serão
abordadas no debate com os encenadores Claudio Hochman (Argentina), Antonio Terra
(Brasil), Elmer Veckío Mendoza (México), Marco Flecha (Paraguai) e Orestes Amador
(República Dominicana), moderados por Rui Pina Coelho, da Associação Portuguesa de Críticos
de Teatro.
REPÚBLICA DOMINICANA
17 de Setembro | Quarta-feira | 21h30 | Sala Principal
La Noche de los Asesinos
Companhia: Companhia Nacional de Teatro da República Dominicana | Texto: José Triana | Encenação:
Orestes Amador | Interpretação: Mileny Estévez, Wilson Ureña e Yorlla Lina Castillo | Duração: 1h,
s/intervalo | Língua: Espanhol.
Três irmãos desenvolvem um jogo macabro, onde sonham com o assassinato dos seus pais. O
jogo gera um conflito de gerações, um ódio exacerbado pelo abuso de poder paterno e a
opressão.
As personagens transformam-se, multiplicam-se em diversos personagens (pais, vizinhos,
polícias, juízes, assassinos) num drama circular com momentos que roçam a comicidade. O
texto, de carácter universal, reflete conflitos humanos e familiares, a ingenuidade infantil no
simples jogo e o jogo premeditado dos adultos, que ativa o drama e desencadeia sentimentos
mais perversos.
O público tem a oportunidade de reconstruir a história através das várias leituras e de se
envolver artisticamente com o ator, que por sua vez desconstrói, flirta com o personagem e
desfruta com o espetador.
Com a obra La Noche de los Asesinos, o escritor e dramaturgo cubano José Triana obteve o
prémio Casa de las Americas de 1965 e o Gallo de la Habana de 1966, entre outros recebidos
na Colômbia, Argentina e México.
No fim do espetáculo atores e encenador conversam com o público.
Organização: Casa da América Latina
Co-produção: Teatro da Trindade
Apoios: Fundação Inatel, Embaixada da Argentina, Embaixada do Brasil, Embaixada do
Paraguai, Embaixada da República Dominicana, Associação Portuguesa dos Críticos de Teatro