avaliação da qualidade fisiológica de sementes de soja

Сomentários

Transcrição

avaliação da qualidade fisiológica de sementes de soja
QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE SOJA ARMAZENADAS EM ALEGRE
201
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE SOJA
ARMAZENADAS EM CONDIÇÕES DE AMBIENTE NATURAL EM ALEGRE-ES1
SEBASTIÃO MARTINS-FILHO2, JOSÉ CARLOS LOPES3, OTACÍLIO JOSÉ PASSOS RANGEL4 E
CRISTIANO TAGLIAFERRE4
RESUMO - A pesquisa foi conduzida com o objetivo de avaliar a qualidade fisiológica das sementes
de dez genótipos de soja: BRSMG - Garantia, MGBR-46 (Conquista), MGBR 94-7916, FT-104,
CAC-1, MGBR 95-19125, BRSMG - 68 (Vencedora), UFV-16, BR 94-12773, Doko, safra 99/
2000, acondicionadas em sacos de algodão e armazenadas em condições de ambiente natural em
Alegre-ES, durante oito meses. Imediatamente após a instalação do experimento e mensalmente
as sementes foram avaliadas quanto ao vigor (primeira contagem da germinação), capacidade
germinativa e a qualidade sanitária pelo “Blotter test”. Foi utilizado o delineamento experimental
inteiramente casualizado, no esquema fatorial 10x9, com quatro repetições de 25 sementes por
tratamento. Após a colheita, os teores de água das sementes foram ajustados para 12%. O cultivar
Doko manteve maior nível de germinação e de vigor ao longo do período de armazenamento e a
partir de 210 dias todos genótipos apresentaram vigor nulo e baixa capacidade germinativa,
culminando com aproximadamente 100% de deterioração após 240 dias de armazenamento.
Termos para indexação: germinação, vigor, soja, sementes, armazenamento.
PHYSIOLOGICAL SEED QUALITY EVALUATION OF SOYBEAN DURING STORAGE
IN UNCONTROLLED WAREHOUSE CONDITIONS IN ALEGRE,
IN THE STATE OF ESPIRITO SANTO
ABSTRACT - This research was carried out with the objective to evaluated the physiological
seed quality of ten soybean genotypes: BRSMG - Garantia, MGBR-46 (Conquista), MGBR 947916, FT-104, CAC-1, MGBR 95-19125, BRSMG - 68 (Vencedora), UFV-16, BR 94-12773,
Doko, from the 99/2000 crop year. The seeds were conditioned in cotton bags and stored in
uncontrolled conditions in Alegre in the State of Espirito Santo, during eight month. The
experimental design utilizated was the completely randomized, with four replications of 25 seeds,
in a 10x9 factorial. After harvest the genotype initial seeds moisture content was adjusted to
approximately 12%. The physiological seed quality were evaluated immediately, after the bigining
of the experiment and monthly, through the germination and vigor (first germination count) tests
and the seed health through the Blotter test. The results indicate that the cultivar Doko mantained
greater level of germination and vigor during storage and after 210 days of storage, the genotypes
presented null vigor and little germination, culminated approximately with 100% of deterioration
after 240 days of storage.
Index terms: germination, vigor, soybean, seeds, storage.
INTRODUÇÃO
1
2
3
4
Aceito para publicação em 08.12.2001.
Eng° Agr°, Dr, Prof. do Depto. de Engenharia Rural do CCA-UFES, Cx.
Postal 16, 29500-000, Alegre-ES; e-mail: [email protected]
Eng° Agr°, Dr, Prof. do Depto. de Fitotecnia do CCA-UFES; e-mail:
[email protected]
Bolsista de Iniciação Científica CNPq/UFES.
O cultivo da soja (Glycine max (L.) Merril) tem se expandido nos últimos anos, ocupando uma área significativa e
assumindo grande expressão econômica e social para o povo
brasileiro (Embrapa, 1992). Entretanto, trata-se de uma cultura que, a exemplo de inúmeras outras utilizadas na alimen-
Revista Brasileira de Sementes, vol. 23, nº 2, p.201-208, 2001
202
S. MARTINS-FILHO et al.
tação humana e animal, apresenta diversos problemas quanto
à obtenção de sementes de alta qualidade para uma boa produtividade (Christensem & Kaufman, 1969; Neergaard, 1977;
Dhingra, 1985 e Wetzel, 1987). O emprego de sementes de
alta qualidade conjugado com práticas culturais adequadas,
auxilia na obtenção de altas produções (Formoso & Koehn,
1977), e para a produção de sementes, o ajuste da época de
semeadura, de maneira que ocorra a maturação das sementes
quando as condições de temperaturas sejam mais amenas, com
baixos índices pluviais, resultam em sementes de melhor qualidade (França-Neto & Henning, 1992). Na composição da
semente, devido à sua constituição química e estrutura
morfológica, que determinam grande sensibilidade a fatores
externos, acarreta em dificuldades na obtenção de sementes
com alta capacidade germinativa e vigor (Delouche, 1974),
qualidade que pode ainda ser sensivelmente afetada pelas
condições ambientais durante o período de desenvolvimento
no campo, bem como pelas condições de colheita, secagem,
beneficiamento e armazenamento (Sediyama, 1979 e Carraro
et al., 1985).
Os fatores que mais influenciam a viabilidade da semente de soja, durante o armazenamento, são o teor de água da
semente, a temperatura e a umidade relativa do ar (Minor &
Paschal, 1982 e Dhingra, 1985). A semente por ser higroscópica, apresenta considerável variação no seu teor de água em
função da umidade relativa do ar. Por isso, o baixo teor de
água da semente e a baixa temperatura do ambiente associada a uma menor umidade relativa do ar no ambiente de
armazenamento, são importantes para a manutenção da viabilidade por um período mais prolongado (Neergaard, 1977;
Lopes, 1980; Sediyama et al., 1985 e Lopes 1990).
O armazenamento das sementes tem início imediatamente
após atingirem seu ponto de maturação fisiológica, mesmo
antes que seja realizada a sua colheita, é o chamado
“armazenamento no campo” (Popinigis, 1985; Vieira & Carvalho, 1994 e Baudet, 1999). O armazenamento após a colheita, deve ser conduzido de maneira a reduzir ao máximo
as reações bioquímicas que provocam a perda da qualidade
fisiológica, além de proporcionar condições desfavoráveis ou
que não permitam o desenvolvimento de insetos e fungos, os
quais contribuem para a redução dessa qualidade (Villa et al.,
1979). O menor potencial de armazenamento conduz à maior
deterioração de sementes, ao decréscimo na porcentagem de
germinação e ao aumento na incidência de plântulas anormais (Delouche & Baskin, 1973).
O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade fisiológica das sementes de dez genótipos de soja colhidas e arma-
Revista Brasileira de Sementes, vol. 23, nº 2, p.201-208, 2001
zenadas em condições de ambiente natural na região de Alegre-ES.
MATERIAL E MÉTODOS
O presente trabalho foi conduzido na Área Experimental e no Laboratório de Tecnologia e Análise de Sementes do
Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias
da Universidade Federal do Espirito Santo (CCA-UFES), localizado em Alegre-ES.
Foram utilizadas sementes de soja dos genótipos: L1 BRSMG-Garantia, L2 - MGBR-46 (Conquista), L3 - MGBR
94-7916, L4 - FT-104, L5 - CAC-1, L6 - MGBR 95-19125,
L7 - BRSMG-68 (Vencedora), L8 - UFV-16, L9 - BR 94-12773,
L10 - Doko (safra 99/2000), oriundas da Área Experimental
de Rive, Município de Alegre-ES, Mesorregião Sul do Estado, situada a 20o45'48'' de latitude Sul e 41o31'57'' de longitude Oeste de Greenwich, apresentando uma altitude de cerca
de 250 metros. O clima predominante é quente e úmido no
verão com inverno seco, com uma precipitação anual média
de 1200mm, maior concentração de novembro a março (60 a
70%). A temperatura média anual fica em torno de 23oC, sendo
que as máximas diárias nos meses mais quentes (dezembro a
abril) oscilam em torno de 29oC e as mínimas em torno de
20oC nos meses mais frios (junho a agosto) (Espírito Santo,
1994).
Todos os genótipos foram plantados na mesma época e
as plantas foram colhidas manualmente, quando atingiram o
estádio de maturação R8 (95% das vagens maduras), que se
deu em épocas diferentes. Em seguida, as sementes foram
debulhadas em máquina trilhadeira estacionária, marca Nogueira, sendo posteriormente peneiradas para separação das
impurezas e uniformização quanto ao tamanho, em peneiras
de crivos circulares 16, 17 e 18 (modelo de laboratório). As
sementes homogeneizadas foram divididas em amostras de
quatro quilos, acondicionadas em sacos de algodão, identificados, fechados, armazenados em prateleiras no laboratório,
em condições de ambiente sem controle da temperatura e
umidade relativa do ar (Figura 1), na ausência de luz, no período de junho de 2000 a fevereiro de 2001, totalizando 240
dias de armazenamento.
A avaliação da qualidade fisiológica das sementes foi
realizada imediatamente após a debulha das sementes e mensalmente até a conclusão do experimento pelos testes de: germinação - foi conduzida com quatro subamostras de 25 sementes por repetição, semeadas em rolos de papel toalha
germitest, umedecidos com água destilada na proporção de
QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE SOJA ARMAZENADAS EM ALEGRE
203
e UR (%)
o
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Temperatura ( C), precipitação (mm)
Temp (ºC) e UR (%)
três vezes o peso do papel seco; os rolos foram mantidos a
do de floresci-mento ocorreu baixa precipitação, aproxima25ºC e os demais procedimentos com as contagens no 5o e 8o
damente 15mm, com temperatura próxima de 35ºC (fevereidias após a instalação do teste, foram realizados de acordo
ro). No período de enchimento das vagens (março e abril), a
com Brasil (1992). A contagem final, aos oito dias foi utilizatemperatura registrou mínima e máxima de 20 e 31ºC, com
da como indicativo da viabilidade das sementes, por evidenprecipitação de 35 a 18mm, respectivamente. Na maturação
ciar a capacidade germinativa dos genótipos; primeira cona precipitação foi de 25mm, com temperaturas entre 20 e
tagem de germinação - foi feita em conjunto com o teste de
30ºC, respectivamente. Viera et al. (1982) verificaram que
germinação, registrando-se as plântulas normais após cinco
até 40mm de chuvas no período da colheita da soja não
dias da semeadura, sendo utilizada como um indicativo de
provocaram quedas acentuadas na porcentagem de germinavigor pois evidencia a velocidade de germinação das semenção das sementes.
tes; teores de água - foi realizada com duas subamostras de
Os dados de temperatura e umidade relativa do ar, du10g, pelo método da estufa a 105±3ºC durante 24 horas (Brarante o período de armazenamento, encontram-se na Figura
sil, 1992); sanidade - foi avaliada por meio
do "Blotter test", após o teste de germinação
90
e somente quando se verificou alta incidência
80
de fungos nas sementes. Utilizaram-se dez
70
subamostras de dez sementes cada, por repe60
tição, em placas de Petri forradas com papel
50
de filtro, autoclavadas, incubadas durante sete
40
dias a 20ºC. Após esse período foi realizada a
30
identificação de sementes infectadas por fun20
gos sob microscópio estereoscópico e calcuT e m p . m á x im a
T e m p . m é d ia
10
lada a porcentagem média de infestação para
T e m p . m ín im a
U R (% ) m é d ia
0
todos os genótipos.
ju n /0 0
ju l/0 0
a g o /0 0 s e t/0 0
o u t/0 0 n o v /0 0 d e z /0 0 ja n /0 1
f e v /0 1
O delineamento estatístico utilizado foi
M e s e s d e a r m a z e n a m e n to
o inteiramente casualizado, no esquema
fatorial 10x9 (genótipos x tempo de arma- FIG. 1. Temperatura (ºC) e umidade relativa do ar (%) durante o período de
armazenamento (junho/2000 a fevereiro/2001) na região de Alegrezenamento). Os dados foram transformados
ES, 2001.
em arco-seno √x/100 e as figuras e tabelas
foram apresentadas com os valores originais.
Os dados de germinação foram submetidos à
120,00
Umid. Relativa (%)
Precipitação (mm)
Temp. Máxima
análise de variância, realizando-se a compa110,00
Temp. Mínima
Temp. Média
ração de médias pelo teste de Tukey (P ≤ 0,05)
100,00
para o fator genótipo e análise de regressão
90,00
para o fator tempo. Para as análises, foi utili80,00
zado o software Genes (Cruz, 2001).
70,00
60,00
50,00
40,00
30,00
Na Figura 2, estão os dados de tempera20,00
turas máxima, média e mínima, precipitação
10,00
pluvial e umidade relativa do ar durante o ex0,00
perimento de campo para a produção das sedez/99
jan/00
fev/00
m ar/00
abr/00
m ai/00
mentes. Observa-se que ocorreu alta precipiMeses
tação pluvial no estádio de emergência, com
temperaturas no intervalo de 21 e 32ºC (mí- FIG. 2. Temperatura (oC), precipitação (mm) e umidade relativa do ar (UR nima e máxima, respectivamente). No perío%) durante o ciclo da cultura de soja na região de Alegre-ES, 2001.
Revista Brasileira de Sementes, vol. 23, nº 2, p.201-208, 2001
204
S. MARTINS-FILHO et al.
Germinação (%)
Germinação (%)
1. A temperatura média durante o armazenamento foi de 30ºC,
meses de armazenamento de sementes de soja, Goulart &
sendo que a média máxima foi de 35ºC, registrada no mês de
Cassetari-Neto (1987) verificaram redução de 50% na infecjaneiro/fevereiro de 2001 e a média mínima foi de 25ºC, em
ção por Phomopsis sp. e ficou constatado que, os locais mais
junho/julho de 2000. A umidade relativa média do ar durante
adequados para armazenar essas sementes no aspecto de sao período de armazenamento foi de 70%, sendo que a máxinidade, foram câmara seca e ambiente natural, onde os funma (80%) foi registrada em novembro de 2000 e a mínima
gos de campo diminuíram durante o armazenamento, enquanto
(50%) em abril de 2001.
os de armazenamento aumentaram (Moraes, 1988). O grau
As sementes foram colhidas com teor
100
de água inicial em torno de 18%, posteriL1
L2
ormente reduzido a 11%, ao ar livre, e ar90
L3
L4
mazenadas. Verificou-se que durante o
80
L5
L6
período de condução do experimento, as
L7
L8
70
L9
L10
sementes apresentaram níveis médios de
60
teor de água igual ou inferior a 11,0%,
50
considerados adequados à sua conservaL1 y = 61,4000 + 0,350635x - 0,00272487x R = 0,89
40 L2 y = 55,0909 + 0,611688x - 0,00370611x R = 0,90
ção. De acordo com Aguirre & Pesque
L3 y = 72,0182 + 0,433290x - 0,00332852x R = 0,90
30 L4 y = 66,0606 + 0.437951x - 0.00316739x R = 0,87
(1992), as sementes de soja devem ser coL5 y = 64,2546 + 0,364076x - 0,00282949x R = 0,87
L6 y = 64,1334 + 0,375873x - 0,00293651x R = 0,89
lhidas com um teor de água oscilando en20 L7 y = 63,4788 + 0,446875x - 0,00320226x R = 0,87
L8 y = 62,7152 + 0,286790x - 0,00245190x R = 0,94
tre 13 a 18%, posteriormente reduzido até
10 L9 y = 48,8788 + 0,253860x - 0,00206470x R = 0,80
L10 y = 74,1758 + 0,479343x - 0,00347643x R = 0,87
que atinja um nível em torno de 11 a 13%,
0
dependendo das condições de colheita e
0
30
60
90
120
150
180
210
240
do armazenamento, para se obter semenArm a ze na m e nto (dia s )
tes com alta qualidade fisiológica.
FIG. 3. Primeira contagem da germinação (%) de sementes de dez genótipos de
Foi verificado pela análise de regressoja, durante o período de armazenamento, em ambiente natural sem
são dos dados (Figuras 3 e 4) que houve
controle de temperatura e umidade relativa do ar na região de Alegreum aumento no vigor e na germinação das
ES, 2001.
L1- BRSMG-Garantia, L2- MGBR-46 (Conquista), L3- MGBR 94-7916, L4- FT-104, L5- CAC-1,
sementes de todos os genótipos até 60 dias
L6- MGBR 95-19125, L7- BRSMG-68 (Vencedora), L8- UFV-16, L9- BR 94-12773, L10- Doko.
após o início do armazenamento, e o genótipo MGBR 46-Conquista apresentou aumento destas características até os 90 dias.
100
L1
L2
O aumento no vigor e na germinação pode
L3
L4
90
L5
L6
ser atribuído a diminuição da porcentagem
80
L7
L8
de fungos, principalmente Phomopsis sp.
70
L9
L10
que logo após a colheita apresentava índi60
ce de infestação de 60%. Embora outros
L1
y = 78,4970 + 0,291674x – 0,00246994x
R = 0,92
y = 76,4727 + 0,534192x – 0,00345960x
R = 0,95
L2
50
fungos como Fusarium sp. e Aspergillus
L3
y = 86,3394 + 0,279351x – 0,00252044x
R = 0,99
L4
y = 80,1273 + 0,371126x – 0,00290284x
R = 0,93
40
sp. tenham apresentado maior freqüência,
L5
y = 77,2909 + 0,398514x – 0,00285955x
R = 0,94
y = 82,1212 + 0,304474x – 0,00265753x
R = 0,97
L6
86,9 e 74,5%, respectivamente, o fungo
30
y = 79,5395 + 0,311811x – 0,00263949x
R = 0,94
L7
L8
y = 83,2424 + 0,211327x – 0,00224627x
R = 0,98
Phomopsis sp. é considerado o principal
20
y = 60,4000 + 0,349048x – 0,00248677x
R = 0,81
L9
L10 y = 82,8243 + 0,438910x – 0,00305796x
R = 0,90
patógeno relacionado com a qualidade das
10
sementes de soja (Henning & França-Neto,
0
1980 e Singh & Sinclair, 1986), o qual
0
30
60
90
120
150
180
210
240
perde rapidamente a virulência durante o
Arm a zenam e nto (dia s )
armazenamento em condições de ambiente natural, ocorrendo, simultaneamente, au- FIG. 4. Germinação total (%) de sementes de dez genótipos de soja, durante o
período de armazenamento, em ambiente natural sem controle de
mento paulatino e gradativo na germinatemperatura e umidade relativa do ar na região de Alegre-ES, 2001.
ção das sementes, em condições de laboL1- BRSMG-Garantia, L2- MGBR-46 (Conquista), L3- MGBR 94-7916, L4- FT-104, L5- CAC-1,
L6- MGBR 95-19125, L7- BRSMG-68 (Vencedora), L8- UFV-16, L9- BR 94-12773, L10- Doko.
ratório (Henning, 1987). Ao final de três
Revista Brasileira de Sementes, vol. 23, nº 2, p.201-208, 2001
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
205
QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE SOJA ARMAZENADAS EM ALEGRE
de incidência de fungos em sementes de soja pode apresentar
variação em função do local de produção e/ou condições climáticas durante as fases de maturação e colheita (Goulart et
al., 1995), sendo que durante essas fases, a ocorrência de períodos chuvosos associados a elevadas temperaturas favorecem a infecção das sementes por fungos, principalmente por
Phomopsis sp. (França-Neto & Henning, 1992 e Henning &
Yuyama, 1999), o que pode provocar além de redução no
desenvolvimento inicial da plântula de soja, perda na qualidade fisiológica das sementes, principalmente por tratar-se
de um fungo, cujo grau de infecção é considerado a principal
causa da baixa germinação de sementes de soja, no teste de
germinação à temperatura de 25ºC (Henning & França-Neto,
1980; Goulart et al., 1990 e Goulart, 1995). Em levantamentos feitos por Goulart (1984) em Minas Gerais, foi detectada
a predominância do fungo Phomopsis sp. em sementes de
soja. As sementes utilizadas no presente trabalho foram procedentes de Uberaba-MG, o que talvez pode explicar a alta
incidência deste patógeno.
As médias gerais dos dez genótipos com relação às avaliações da qualidade fisiológica das sementes, feitas através
da primeira e da contagem final da germinação, durante o
período de armazenamento encontram-se nas Tabelas 1 e 2.
Após 120 dias de armazenamento, verificou-se que os
genótipos MGBR 46-Conquista, MGBR 94-7916, FT-104,
CAC-1, MGBR 95-19125 e Doko apresentaram germinação
TABELA 1. Primeira contagem da germinação (%) de sementes de dez genótipos de soja armazenadas em condições
de ambiente natural. Alegre-ES, 2001.
Genótipos
BRSMG Garantia
MGBR 46-Conquista
MGBR 94-7916
FT-104
CAC-1
MGBR 95-19125
BRSMG-68 Vencedora
UFV-16
BR 94-12773
Doko
zero
62a bc
46 c
67a bc
74a b
62a bc
59a bc
58a bc
61a bc
50 bc
79a
30
68a b
86a
86a
65a b
78a b
76 b
84a
71a b
55 b
81a
60
71a b
73a b
86a
76a b
74a b
78a b
67a b
71a b
54 b
88a
Primeira contagem (%)
Armazenamento (dias)
90
120
150
67a b
72a b
67a bc
77a
77a b
72a bc
82a
87a b
72a bc
80a
80a b
80a b
61a b
80a b
70a bc
71a
79a b
63 bc
82a
82a b
69a bc
64a b
69a b
56 c
43 b
65 b
55 c
78a
90a
88a
180
24a bc
42a b
25a bc
30a bc
27a bc
18 bc
20a bc
32a bc
13 c
43a
210
0a
3a
0a
1a
0a
0a
4a
0a
0a
0a
240
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
Médias seguidas pela mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey, a 5%.
TABELA 2. Germinação total (%) de sementes de dez genótipos de soja armazenadas em condições de ambiente
natural. Alegre-ES, 2001.
Genótipos
BRSMG Garantia
MGBR 46-Conquista
MGBR 94-7916
FT-104
CAC-1
MGBR 95-19125
BRSMG-68 Vencedora
UFV-16
BR 94-12773
Doko
zero
30
60
89a
78a
88a
90a
81a
86a
85a
89a
70a
91a
79 bc
95a b
95a b
79 bc
90a b
89a bc
88a bc
84a bc
67 c
93a b
77a b
88a
88a
84a
86a
86a
73a b
81a b
60 b
89a
Germinação (%)
Armazenamento (dias)
90
120
150
78a b
92a
87a
87a
76a b
81a
84a
83a
55 b
85a
79a
86a
87a
89a
84a
82a
88a
78a
79a
91a
81a
86a
75a
86a
84a
72a
74a
69a
67a
88a
180
210
240
53 bc
73a b
55a bc
45 c
62a bc
60a bc
49 bc
51 bc
55a bc
80a
32a
28a b
35a
27a b
36a
24a b
25a b
28a b
11 b
37a
0a
4a
6a
3a
2a
0a
2a
2a
0a
4a
Médias seguidas pela mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey, a 5%.
Revista Brasileira de Sementes, vol. 23, nº 2, p.201-208, 2001
206
S. MARTINS-FILHO et al.
média superior a 80%, que é o valor mínimo aceitável como
indicativo para um bom estabelecimento de plantas de soja
no campo (Sediyama, 1972 e Vieira 1980), com destaque para
o genótipo Doko que apresentou capacidade germinativa de
91% (Tabela 2).
Foram observadas variações na capacidade germinativa
das sementes ao longo do período de armazenamento. Enquanto, as sementes apresentavam redução no vigor e germinação, nos testes conduzidos, o genótipo Doko apresentou
comportamento semelhante, na primeira contagem aos 30 dias,
aos genótipos MGBR-46 (Conquista), MGBR 94-7916,
BRSMG-68 (Vencedora); aos 60 dias ao genótipo MGBR
94-7916; aos 90 dias, aos genótipos MGBR-46 (Conquista),
MGBR 94-7916, FT-104, MGBR 95-19125 e BRSMG-68
(Vencedora). O genótipo BR 94-12773 apresentou um desempenho inferior aos demais.
Não ocorreu diferença significativa na germinação total
das sementes (Tabela 2) entre os 10 genótipos de soja avaliados nos períodos de 0, 120, 150 e 240 dias de armazenamento,
sendo que nos períodos de 30, 60, 90, 180 e 210 dias de
armazenamento o genótipo BR 94-12773 apresentou germinação inferior aos demais, com alto índice de deterioração, e
o genótipo FT-104, que após 180 dias de armazenamento
apresentou redução significativa na germinação.
Observou-se que após 180 dias de armazenamento as
sementes já apresentavam alta redução no nível de vigor, avaliado através da primeira contagem de germinação e baixa
capacidade germinativa, mostrando os efeitos prejudiciais das
condições em que foram mantidas as sementes durante o período de armazenamento. Neste período, somente o cultivar
Doko apresentava germinação dentro do padrão mínimo
(80%) nacional exigido por Brasil (1989), pois não existe padrão para o Estado do Espírito Santo. Os demais cultivares
apresentaram alto grau de deterioração. Isto mostra que para
a manutenção da viabilidade e da qualidade fisiológica das
sementes, além de alta qualidade inicial, é imprescindível que
as mesmas sejam acondicionadas em embalagens compatíveis com seu teor de água, em ambientes com controle de
temperatura e de umidade relativa, de acordo com a espécie
(Lopes, 1980; Popinigis, 1985; Warham, 1986; Lopes, 1990;
Henning, et al., 1995; Resende et al., 1996 e Henning et al.,
1997).
Após 210 dias de armazenamento todos os genótipos
praticamente não apresentaram vigor e a capacidade
germinativa era muita reduzida. Após 240 dias de
armazenamento as sementes já sem vigor não apresentavam
germinação, cuja taxa de deterioração atingiu praticamente
Revista Brasileira de Sementes, vol. 23, nº 2, p.201-208, 2001
100%, demonstrando a importância de se proceder à avaliação do nível de vigor em paralelo aos testes de germinação
para avaliação da qualidade fisiológica de sementes, conforme sugerem Delouche & Baskin (1973) e Lopes (1990).
CONCLUSÕES
! Houve um aumento no vigor e na capacidade germinativa
da maioria dos genótipos, após a colheita e armazenamento
até cerca de 60 dias, devido à redução da incidência dos
fungos de campo;
! a maioria dos genótipos mostrou comportamento semelhante
em relação ao vigor e a capacidade germinativa, dentro de
cada período de armazenamento, à exceção do genótipo
BR 94-12773;
! houve redução no vigor das sementes a partir de 120 dias e
da germinação entre 120 e 150 dias de armazenamento;
! a partir de 210 dias de armazenamento todos os genótipos
apresentaram vigor nulo e baixa capacidade germinativa;
! após 240 dias de armazenamento as sementes de todos
genótipos apresentaram 100% de deterioração;
! a longevidade das sementes foi influenciada por características inerentes à própria espécie.
REFERÊNCIAS
AGUIRRE, R. & PESKE, S.T. Manual para el beneficio de
semillas. Cali: Centro Internacional de Agricultura Tropical,
1992. 247p.
BAUDET, L. Armazenamento de sementes. In: CURSO EM
CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SEMENTES, Pelotas, 01/
31 jan. 1999. Brasília: ABEAS, 1999. 480p.
BRASIL. Legislação Federal de Sementes e Mudas. Brasília: MA/
CONASEM, 1989, 320p.
BRASIL. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Regras para
análise de sementes. Brasília: SNDA/DNDV/CLAV, 1992.
365p.
CARRARO, I.M.; BEGO, A. & ROCHA, A. Efeito do retardamento
da colheita sobre a qualidade de sementes de soja em PalotinaPR. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v.7, n.3, p.123132, 1985.
CHRISTENSEN, C.M. & KAUFMANN, H.H. Grain storage: the
role of fungi in quality loss. Minneapolis: University of
Minnesota, 1969. 153p.
CRUZ, C.D. Programa genes: versão windows; aplicativo
computacional em genética e estatística. Viçosa: UFV, 2001.
648p.
DELOUCHE, J.C. & BASKIN, C.C. Accelerated aging technique
for predicting the relative storability of seeds lots. Seed Science
and Technology, Zürich, v.1, n.2, p.427-452, 1973.
QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE SOJA ARMAZENADAS EM ALEGRE
207
DELOUCHE, J.C. Mantaining soybean seed quality. In:
DELOUCHE, C. Soybean production, marketing and use.
Tennesy: Valley Authority, 1974. p.46-62. (Bulletin, 69).
GARRIDO, R.B.O. Embalagens de sementes de soja para
armazenamento em condições tropicais. Informativo
ABRATES, Curitiba, v.7, n.1/2, p.68, 1997. (Resumos).
DHINGRA, O.D. Prejuízos causados por microrganismos durante
o armazenamento de sementes. Revista Brasileira de
Sementes, Brasília, v.7, n.1, p.139-145, 1985.
HENNING, A.A.; KRZYZANOWSKI, F.C.; FRANÇA-NETO, J.B.;
COSTA, N.P. & CAMARGO, T.V. Embalagens de sementes
de soja para armazenamento em regiões tropicais e subtropicais.
Informativo ABRATES, Londrina, v.5, n.2, p.47, 1995.
(Resumos).
EMBRAPA. Recomendações técnicas para a cultura da soja na
Região Central do Brasil - 1992/1993. Londrina: CNPSo,
1992. 108p. (Circular Técnica, 54).
ESPÍRITO SANTO. SECRETARIA DE ESTADO DE AÇÕES
ESTRATÉGICAS E PLANEJAMENTO. Informações
municipais do Estado do Espírito Santo 1994. Vitória:
Departamento Estadual de Estatística, 1994. v.1, 803p.
FORMOSO, A. & KOEHN, D. Sementes de soja de qualidade
garantida. IPAGRO Informa, Porto Alegre, n.18, p.57-62,
1987.
FRANÇA-NETO, J.B. & HENNING, A.A. Diacom: diagnóstico
completo da qualidade da semente de soja. Londrina:
EMBRAPA-CNPSo, 1992. p.9-15. (Circular Técnica, 10).
GOULART, A.C.P. Avaliação do nível de ocorrência e efeitos de
Phomopsis sp. e Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary em
sementes de soja (Glycine max (L.) Merrill). Lavras: ESAL,
1984. 80p. (Dissertação Mestrado).
GOULART, A.C.P. Principais fungos transmitidos pelas sementes
de soja, feijão, milho e algodão. In: Correio agrícola. São
Paulo: Bayer S.A., 1995. v.2, p.19-20.
GOULART, A.C.P.; MACHADO, J.C.; VIEIRA, M.G.G.C. &
PITTIS, J.E. Desenvolvimento inicial de soja (Glycine max (L.)
Merrill) a partir de sementes portadoras de Phomopsis sp. em
casa de vegetação. Fitopatologia Brasileira, Brasília, v.15,
n.1, p.99-101, 1990.
GOULART, A.C.P. & CASSETARI-NETO, D. Efeito do ambiente
de armazenamento e tratamento químico na germinação, vigor
e sanidade de sementes de soja (Glycine max (L.) Merrill), com
alto índice de Phomopsis sp. Revista Brasileira de Sementes,
Brasília, v.9, n.3, p.91-102, 1987.
GOULART, A.C.P.; PAIVA, F.A. & ANDRADE, P.J.M. Qualidade
sanitária de sementes de soja (Glycine max (L.) Merrill)
produzidas no Mato Grosso do Sul. Revista Brasileira de
Sementes, Brasília, v.17, n.1, p.42-46, 1995.
HENNING, A.A. & YUYAMA, M.M. Levantamento da
qualidade sanitária de sementes de soja produzidas em
diversas regiões do Brasil, entre as safras 1992/1993 e 1996/
1997. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v.21, n.1, p.
27-31, 1999.
LOPES, J.C. Influência do armazenamento na qualidade
fisiológica de sementes de arroz. Fortaleza: UFC, 1980. 80p.
(Dissertação Mestrado).
LOPES, J.C. Germinação de sementes de Phaseolus vulgaris L.
após diversos períodos e condições de armazenamento.
Campinas: UNICAMP, 1990. 254p. (Tese Doutorado).
MINOR, H.C. & PASCHAL, E.H. Variation in storability of soybeans
under simulated tropical conditions. Seed Science and
Technology, Zürich, v.10, n.1, p.131-139, 1982.
MORAES, M.H.D. Efeito do estádio de desenvolvimento,
condições e período de armazenamento na sanidade de
sementes de soja (Glycine max (L.) Merrill). Piracicaba:
ESALQ/USP. 1988. 100p. (Dissertação Mestrado).
NEERGAARD, P. Seed patology. London: Macmillan Press, 1977.
v.1, 1191p.
POPINIGIS, F. Fisiologia da semente. Brasília: AGIPLAN, 1985.
289p.
RESENDE, J.C.F.; REIS, M.S.; ROCHA, V.S.; SEDIYAMA, T. &
SEDIYAMA, C.S. Efeito da época de colheita e condições de
armazenamento na qualidade fisiológica de sementes de soja
(Glycine max (L.) Merrill). Revista Ceres, Viçosa, v.43, n.245,
p.17-27, 1996.
SEDIYAMA, C.S. Influência do retardamento da colheita de soja
sobre a deiscência das vagens, qualidade e poder germinativo das sementes. Viçosa: UFV, 1972. 68p. (Dissertação
Mestrado).
GREEN, D.E.; PINNELL, E.L.; CANANAH, L.E. & WILLIANS,
L.F. Effects of planting date and maturity date on soybean
seed quality. Agronomy Journal, Madison, v.57, n.2, p.165168, 1965.
SEDIYAMA, T. Influência da época de semeadura e do
retardamento da colheita sobre a qualidade das sementes e
outras características agronômicas de duas variedades de
soja (Glycine max (L.) Merrill). Viçosa: UFV, 1979. 121p.
(Dissertação Mestrado).
HENNING, A.A. Testes de sanidade de sementes de soja. In:
SOAVE, J. & WETZEL, M.M.V.S. (eds.). Patologia de
sementes. Campinas: Fundação Cargill, 1987. p.441-453.
SEDIYAMA, T.; PEREIRA, M.G.; SEDIYAMA, C.S. & GOMES,
J.L.L. Cultura da soja. Viçosa: UFV, 1985. pt.2, 75p. (Boletim,
212).
HENNING, A.A. & FRANÇA-NETO, J.B. Problemas na avaliação
da germinação de sementes de soja com alta incidência de
Phomopsis sp. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v.2,
n.3, p.9-22, 1980.
SINGH, T. & SINCLAIR, J.B. Further studies on the colonization
of soybeans seeds by Cercospora kikuchii and Phomopsis
sp. Seed Science and Technology, Zürich, v.14, n.1, p.71-77,
1986.
HENNING, A.A.; FRANÇA-NETO, J.B.; KRZYZANOWSKI, F.C.;
COSTA, N.P.; CAMPELO, G.J.; PETERS, W.J.;
MENDONÇA, E.A.F.; ALBUQUERQUE, M.C.F. &
VIEIRA, R.D. Avaliação da qualidade fisiológica de sementes de
quatorze cultivares de soja (Glycine max (L.) Merrill).
Viçosa: UFV, 1980. 76p. (Dissertação Mestrado).
Revista Brasileira de Sementes, vol. 23, nº 2, p.201-208, 2001
208
S. MARTINS-FILHO et al.
VIEIRA, R.D. & CARVALHO, N.M. Teste de vigor em sementes.
Jaboticabal: FUNEP, 1994. 164p.
VIEIRA, R.D.; SEDIYAMA, T.; SILVA. R.F.; SEDIYAMA, C.S.;
THIEBAUT, J.T.L. & XIMENES, P.A. Estudo da qualidade
fisiológica de semente de soja (Glycine max (L.) Merrill)
cultivar UFV-1 em quinze épocas de colheita. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE PESQUISA DE SOJA, 2, Brasília, 1981.
Anais. Londrina: EMBRAPA-CNPSo, 1982. v.1, p.633-644.
VILLA, L.G.; ROA, G. & MERINO, G. Secagem e armazenamento
de sementes de soja em silos. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE PESQUIISA DE SOJA, 1, Londrina, 1978. Anais.
Londrina: EMBRAPA/CNPSo, 1979. v.2, p.279.
WARHAM, E.J. Comparison of packaging materials for seed with
particular reference to humid tropical environments. Seed
Science and Technology, Zürich, v.14, n.1, p.191-211, 1986.
WETZEL, M.M.V.S. Fungos de armazenamento. In: SOAVE, J. &
WETZEL, M.M.V.S. (eds.). Patologia de sementes. Campinas:
Fundação Cargill, 1987. cap. 9, p.260-275.
"#"#"
Revista Brasileira de Sementes, vol. 23, nº 2, p.201-208, 2001