GABRIEL O PENSADOR - Central Nacional Unimed

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GABRIEL O PENSADOR - Central Nacional Unimed
Revista da Unimed Federação Minas
Ano 5 - Edição 20
Janeiro / Fevereiro / Março de 2016
Divulgação
Com a palavra
GABRIEL O
PENSADOR
Da música ao empreendedorismo, o artista
revela como administra todos os seus projetos
profissionais e a sua paixão pela arte
UNIVERSO UNIMED
Unimed Federação Minas
lança ferramenta de gestão
com foco na organização
dos processos
ATENÇÃO À SAÚDE
Proliferação do mosquito
Aedes Aegypti exige
cuidados preventivos
entre os profissionais
da área médica
EDITORIAL
Carta ao médico
Ao longo dos anos estamos construindo uma imagem mais sólida da
Unimed Federação Minas. Para chegar até aqui passamos por muitos desafios
que, entre outros aprendizados, nos tornaram mais fortes e nos possibilitaram
inúmeras conquistas, sempre voltadas para um único objetivo: promover o
fortalecimento do cooperativismo médico e da marca Unimed em Minas Gerais.
Diante dos resultados alcançados, podemos dizer que estamos no caminho
certo. No último ano, a Unimed foi considerada a marca mais forte do segmento
de saúde, estando presente em 84% do território nacional. Liderou, ainda, pelo
23º ano consecutivo, o Top of Mind na categoria Saúde e foi eleita a segunda
melhor operadora de saúde para se trabalhar no Brasil e uma das 35 melhores
do Estado.
Também conquistamos a Certificação ISO 9001:2008, que atesta a excelência do Sistema de Gestão da Qualidade e a busca pela melhoria contínua dos
serviços e atendimentos prestados às Unimeds mineiras.
Tantos reconhecimentos comprovam a nossa relevância no mercado de
saúde brasileiro, além de ser um reflexo do trabalho consciente que vem sendo
desempenhado. Para mantermos esses parâmetros, porém, nós, representantes
das Unimeds mineiras, precisamos fazer a nossa parte. Nesse sentido, inovamos com o Painel de Riscos do Negócio com foco na Governança Cooperativa,
um grande aliado das Singulares na identificação dos riscos do negócio e de
novas estratégicas de crescimento. Seguindo essa linha, o Unimed HRP contribui efetivamente para o alinhamento e a organização das cooperativas em um
sistema operacional com foco na saúde suplementar, gerando agilidade nas
operações do dia a dia.
A constante busca pela excelência de gestão dos nossos processos tem se
refletido em números de destaque: no Estado, o Sistema Unimed mineiro
contabiliza mais de três milhões de clientes, o que significa que detemos 55%
de participação de mercado, gerando mais de 16 mil empregos. Esse resultado
é fruto do bom trabalho realizado pelas Singulares que, em mais um ano, se
destacaram no Índice de Desempenho de Saúde Suplementar (IDSS).
Frente a tantas conquistas, convido você para darmos continuidade a este
trabalho rumo à excelência. Sabemos que o somatório do esforço individual é
o que garante o sucesso de todos. Vamos juntos nesta caminhada!
Boa leitura!
Marcelo Mergh Monteiro
Presidente Executivo
Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
Unimed Federação Minas
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Universo
Unimed
Gestão
Estilo
Unimed Federação Minas estimula e
desenvolve iniciativas visando à gestão
dos profissionais das cooperativas
Auditorias médicas são importantes
ferramentas na busca de prestação
de serviços de excelência
Clínicas e consultórios se adaptam e
oferecem maior acessibilidade
a pacientes com deficiência física
Capa
Gabriel O Pensador conta como
administra sua carreira como
músico, escritor e empresário
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Expediente: Revista Conexão - Publicação da Unimed Federação Minas Diretoria Executiva: Marcelo Mergh Monteiro - Presidente Executivo / Cláudio Laudares Moreira - Diretor
de Integração e Mercado / Paulo César de Araújo Rangel - Diretor de Controle Conselho Federativo: Helton Freitas - Intrafederativa Inconfidência Mineira / Delandre Coelho Duarte Gerais de Minas / Alberto Fuad Bichara - Intrafederativa Triângulo Mineiro/ Hugo Campos Borges - Intrafederativa Zona da Mata / Dilson Lamaita Miranda - Intrafederativa Sul de
Minas / Gulivert Hudson Melo de Oliveira - Intrafederativa Leste Nordeste Conselho Fiscal: Dr. Alcio Jacinto Conttri - Unimed Andradas (Intra Sul de Minas) / Dr. Antônio de Pádua Brandão Raposo - Unimed Sete Lagoas (Comitê Regional II) / Dr. Celio Marcos de Oliveira - Unimed Caratinga (Intra Leste Nordeste)
Junta Eleitoral: Délio Pereira dos Santos, da
Unimed Três Vales / Neli Nunes Coelho Torres, da Unimed Sete Lagoas/ Luiz Gonzaga de Rezende Júnior, da Unimed Monte Carmelo Conselho Editorial: Luiz Otávio Andrade Assessor de Regulação e Saúde Integral / Sheyla Bertholasce Leite – Superintendente de Desenvolvimento e Relacionamento / Rony Hudson Flôres - Gerente de Comunicação e
Marketing / Cristiane Maria de Lima – Analista de Comunicação e Marketing Edição: Rony Hudson Flôres e Cristiane Maria de Lima Jornalista Responsável: Flávia Rios - MT 06013
Produção Editorial: Rede Comunicação de Resultado - Tel. (31) 2555-5050 Coordenação de produção: Jeane Mesquita e Licia Linhares Redação: Bruna Marta, Camila Côrrea,
Fernanda Fonseca, Juliana Xavier, Pamella Berzoini, Patrícia Rossini e Rayane Dieguez Revisão: Liza Ayub Foto de capa: Shutterstock Identidade visual e editoração: Arte Grafia
Comunicação - Tel.: (31) 2515-1888, E-mail: [email protected]
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Pré-impressão e impressão: Gráfica Formato
Tiragem: 16.400 exemplares
E-mail: [email protected] Endereço: Av. Brasil, 491, Santa Efigênia, CEP: 30140-001, Belo Horizonte - MG, www.unimedmg.coop.br
É permitida a reprodução de qualquer matéria desde que citada a fonte. As opiniões dos artigos assinados são de responsabilidade dos autores.
Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
Fale conosco: (31) 3277-2584
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Vida de
Qualidade
Aqui tem
Unimed
A dança é a atividade física ideal para
quem quer fugir da rotina de academias
e aprender diferentes estilos musicais
Cidade de Araxá, no Alto Paranaíba,
Nas mãos da artesã Simone Oliveira,
celebra a Páscoa em um grande evento
filtros de café usados se tornam
que atrai turistas de diversas partes do país peças decorativas
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Sustentabilidade
Universo Unimed - Unimed Federação Minas lança ferramenta de gestão
com foco na organização dos processos do dia a dia
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Artigo - A importância da intercooperação em Minas Gerais para o fortalecimento do setor
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Atenção à Saúde - Profissionais da área médica também devem se
preocupar com a proliferação do mosquito Aedes Aegypti e orientar sua equipe
quanto à prevenção
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Regulamentação - Agência Nacional de Saúde Suplementar divulga novo
rol de procedimentos para planos de saúde
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Estetoscópio - A tecnologia do Big Data é aliada dos médicos em unidades
de terapia intensiva
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Tempo Livre
- Andar de bike, degustar vinhos e escrever livros são alguns
dos hobbies dos médicos cooperados
Credenciado
Unimed Federação Minas
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Fotos: Silvéria Tomich
UNIVERSO UNIMED
Marcelo Mergh Monteiro (à dir.) se encontra com os profissionais das Singulares durante o Unimed 3D
Um dos compromissos da Unimed
Federação Minas é promover a reflexão e discussão permanente sobre o
modelo de gestão das Singulares, de
modo que os seus líderes desenvolvam um olhar ampliado sobre os
desafios e as oportunidades dos negócios. Por meio da realização de fóruns
de discussão, as principais lideranças
(dirigentes e gerentes das cooperativas) têm a oportunidade de debater as
tendências do setor de saúde suplementar, além de se informarem sobre
estratégias e projetos que impactam,
diretamente, a sustentabilidade e o
crescimento das Singulares.
Um dos exemplos desta atuação
é o evento Unimed 3D. O fórum de
discussão surgiu em 2010 com a proposta de estimular a reflexão entre as
Unimeds mineiras, a partir de diferentes pontos de vista, sobre os desafios do Sistema Unimed no mercado
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Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
atual, mas sem deixar de lado a visão
de futuro. As discussões se baseiam
em três aspectos: Despertar Estratégico, Dimensão do Negócio e Desafios das Lideranças.
“Por meio da realização de fóruns
de discussão como o Unimed 3D,
temos a oportunidade de multiplicar
o conhecimento entre profissionais
das Unimeds mineiras, cumprindo
o papel da Unimed Federação Minas como fomentadora contínua do
aperfeiçoamento e desenvolvimento
das Singulares. A partir dessa promoção de desenvolvimento, teremos
aparatos suficientes para uma instituição cada vez mais forte”, afirma Marcelo Mergh Monteiro, presidente executivo da Unimed Federação Minas.
O médico e cooperado da Unimed
Centro-Oeste, Márcio Melo Moraes,
reforça a importância do evento ao
afirmar que “momentos de reflexão
como esse é o pensamento focado na
gestão. Temos a oportunidade de debater sobre temas relevantes para o
Sistema Unimed, o que nos auxilia a
maximizar os benefícios das ações
desenvolvidas nas cooperativas”.
O médico cooperado da Unimed
João Monlevade, Miguel José de Vito,
concorda com o colega. “O Unimed 3D
nos possibilita renovar os conhecimentos ao mesmo tempo que nos incentiva a inovar em nossa atuação, por
meio de apresentações dinâmicas e
interessantes.” Jeferson Almeida Miranda, da Unimed Vale do Aço, acrescenta que os encontros também são
inspiração para novas ideias: “É sempre bom participar de atividades que
nos permitem trocar experiências
com os outros membros federados.
Aprendemos muito com as conversas
de corredor”.
REFLEXÃO
ESTRATÉGICA
Discussões sobre liderança, desafios e
perspectivas futuras auxiliam Unimeds
mineiras nas tomadas de decisão
UNIMED 3D
Edição 2015 do Unimed 3D abordou temas
impactantes para a saúde suplementar
O Unimed 3D chegou a sua quinta edição em 2015,
trazendo aspectos impactantes da saúde suplementar,
tais como governança corporativa, ressarcimento ao
SUS, judicialização da saúde, inovação, cooperativismo
e representatividade médica. “A escolha da programação é feita de forma criteriosa, com o objetivo de apresentar aos profissionais das Singulares abordagens que
possam auxiliá-los na tomada de decisão, bem como
informá-los sobre os assuntos que estão em pauta no
setor”, esclarece Sheyla Bertholasce, superintendente
de Desenvolvimento e Relacionamento da Unimed
Federação Minas.
A programação incluiu também a palestra “Inove ou
Morra Tentando”, ministrada pelo empresário e presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups),
Gustavo Caetano, e a apresentação do músico e empresário Gabriel o Pensador, que falou sobre o tema “Seja
você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”. Confira
uma entrevista exclusiva com ele na página 14.
Unimed Federação Minas
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UNIVERSO UNIMED
ATUAÇÃO INTEGRADA
Unimed Federação Minas investe em sistema de gestão
corporativo único e disponível em plataforma web
Assim como na vida pessoal, o
setor empresarial sempre está em
busca de novidades que possam trazer
facilidades no dia a dia, de forma eficiente. “Por isso, na Unimed Federação Minas, trabalhamos construindo
ações que desenvolvam e otimizem os
recursos das Singulares, buscando oferecer ferramentas modernas. É o caso,
por exemplo, do Projeto Unimed HRP,
sistema operacional que foi construído
para realizar um controle efetivo de
todas as operações das Singulares”,
afirma Cláudio Laudares, diretor de
Integração e Mercado.
A iniciativa é um processo de inovação tecnológica que permite que as
cooperativas utilizem um sistema de
gestão administrativo (Dyad) de alta
qualidade e desempenho, com um
importante diferencial: ele pode ser
acessado em qualquer lugar, seja em
um computador ou em dispositivos
móveis.
“O Projeto Unimed HRP tem a proposta de substituir três atuais sistemas
de gerenciamento utilizados internamente: administrativo, gestão de planos de saúde e de interface de atendimento para autorização de procedimentos médicos junto aos cooperados
(médicos, hospitais e clínicas). A partir
dessa mudança, tudo será feito em
uma única plataforma, fato que otimizará os processos”, explica o gestor de
Tecnologia da Informação, Anderson
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Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
Freitas. “A nossa escolha de disponibilizar o sistema corporativo 100% na
web é mais uma inovação da Unimed
Federação Minas em oferecer aos cooperados uma nova experiência de uso.
Essa plataforma é o que acreditamos
ser o futuro.”
Além de inovação tecnológica, a
iniciativa garante diferenciais competitivos em relação às ferramentas utilizadas nas demais operadoras de
plano de saúde e redução de custos
para as cooperativas (confira abaixo).
“Com um sistema integrado, a cooperativa terá custos menores, fato que
reflete no resultado econômico, já que
haverá redução de despesa e, com isso,
o número de sobras distribuídas tende
a ser maior”, complementa.
Regulamentação em dia
Outro benefício gerado pelo projeto é em relação aos aspectos legais.
Periodicamente, a Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) exige
das operadoras de plano de saúde
uma série de informações, que precisam ser enviadas na data prevista para
que não haja multa. O sistema conta
com mecanismo de controle que permite ao gestor responsável pela emissão desses dados obrigatórios a
geração e envio dentro dos prazos legais, além de emitir os documentos
nos padrões e de acordo com as exigências normativas.
O Projeto Unimed HRP já está
em operação nas Unimeds Caratinga,
Itabira, Barbacena e São João Nepomuceno. Em breve as cooperativas
Alfenas, Andradas, Gerais de Minas,
Norte de Minas, Patrocínio, Poços de
Caldas, Sudoeste de Minas e Vale do
Carangola serão incluídas na iniciativa. A previsão é que até 2017 as 28
Singulares que aderiram ao Sistema
Dyad de gestão pela plataforma web
estejam fazendo uso dos benefícios.
SISTEMA DYAD: DIFERENCIAL COMPETITIVO
A ferramenta funciona através da internet.
Ambiente compartilhado: não é necessária a compra de equipamentos,
softwares ou reinvestimentos constantes.
Sistema unificado para atender às Unimeds em toda cadeia de valor da
operação do plano de saúde.
Não é preciso manter uma equipe própria especializada de infraestrutura.
Não há necessidade de contratos de suporte operacional com terceiros.
Tudo é mantido pela Unimed Federação Minas.
Arquivo Central Nacional Unimed
ARTIGO
OPERADORA NACIONAL
E A INTERCOOPERAÇÃO
COM MINAS GERAIS
Mohamad Akl, presidente da
Central Nacional Unimed
Minas Gerais sempre foi um
dos polos irradiadores do desenvolvimento do país. Isso também vale
para a Central Nacional Unimed
(CNU), quarta maior operadora de
planos de saúde do Brasil.
Essa realidade está expressa
nos números da CNU no mercado
mineiro. Temos 175 mil vidas no
Estado. Em um período de 12 meses, repassamos às cooperativas mineiras da marca quase R$ 237
milhões pela realização de 797 mil
consultas, 204 mil atendimentos
ambulatoriais, 21,5 mil internações
e 1.955 exames laboratoriais.
Cumprimos, dessa forma, o preceito que norteou a fundação da
operadora nacional do Sistema
Unimed, em agosto de 1998: valorizar o trabalho dos médicos e a
medicina, uma das virtudes do
nosso cooperativismo. Além disso,
contribuímos para o fortalecimento
das cooperativas Unimed de todos
os portes, bem como dos médicos
cooperados.
Se, normalmente, essa intercooperação já é importante, tornase mais fundamental em uma fase
de retração econômica, como a
que o Brasil enfrenta nos últimos
meses. Afinal, a junção de milhares de profissionais em um sistema fortalece a qualidade dos
serviços prestados pela operadora.
Reitero aqui o compromisso da
CNU com a preservação da Unimed.
Por diversas vezes, a operadora, que
foi criada para atuar no mercado de
planos de saúde empresariais com
abrangência nacional, teve de instalar filiais e montar rede credenciada
em defesa da marca, como aconte-
ceu em 2015, devido à alienação
compulsória da carteira de clientes
da Unimed Paulistana.
Tal fato já havia se verificado
por ocasião da liquidação extrajudicial da Unimed São Paulo, em
2001, e, nos últimos anos, em Salvador (2009), Brasília (2010) e São
Luís (2014).
A superação desses desafios
nos assegura que é possível suportar a atual turbulência econômica e política com trabalho,
excelência de atendimento e
união cooperativista. Sua principal virtude é a reunião em torno
de um mesmo ideal: melhorar a
saúde dos clientes.
Como sempre, continuamos
contando com a força de Minas
Gerais para vencer os obstáculos
econômicos com otimismo e confiança no Sistema Unimed.
Unimed Federação Minas
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GESTÃO
Padrão de
QUALIDADE
Shutterstock
Unimed Federação Minas garante a excelência dos
serviços prestados por meio das auditorias médicas
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Revista Conexão
Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
Unimed Intrafederativa Sul de Minas
realizou campanha para reforçar
a importância das auditorias
Considerada uma importante aliada,
tanto para os profissionais de saúde
quanto para os pacientes, a auditoria médica busca garantir a qualidade da assistência prestada, por entidades públicas
ou privadas, racionalizando a utilização
de recursos que a sociedade investe na
saúde. De maneira geral, o trabalho compreende a avaliação da qualidade, pertinência e custo dos serviços oferecidos
pelo plano. Internamente, a Unimed Federação Minas presta serviços de suporte
aos setores de auditorias das Unimeds do
Estado. Esse trabalho é realizado em
todos os níveis de operações, indo desde
a contratação até a liberação de procedimentos e internações. “Nós a consideramos como um fator moderador, capaz de
elevar o nosso padrão de qualidade e garantir o equilíbrio entre a necessidade e
a disponibilidade dos recursos”, afirma
Antônio Luiz Coli, auditor médico da
Unimed Federação Minas.
É de responsabilidade da auditoria
médica: analisar os procedimentos de
alto custo, os prontuários, os exames e as
prescrições; identificar irregularidades;
constatar se os serviços cobrados são
compatíveis com os que são realizados;
fornecer relatórios gerenciais; evitar cobranças indevidas e melhorar a assistência prestada ao associado. “Em cada
avaliação, os auditores analisam a necessidade de cada serviço, verificando se
estão adequados aos diagnósticos e se as
cobranças e pagamentos estão conforme
os custos definidos em referências oficiais, por exemplo, as de honorários médicos”, ressalta Luiz Otávio, assessor de
Promoção e Regulação da Saúde.
A auditoria pode ser interpretada
como um tipo de proteção ao cliente e
ao médico, uma vez que ela assegura a
legitimidade do que está sendo prescrito
ao beneficiário. Para isso, os monitoramentos seguem uma série de legislações
pautadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de serem
realizadas a partir dos preceitos médicos
e do Código de Ética Médica.
Capaz de regular os custos das operadoras e controlar o caixa, as auditorias
médicas contribuem para a diminuição
dos gastos, já que nenhum procedimento
é feito sem que seja realmente necessário.
“O sucesso da auditoria consiste em sua
capacidade de negociar custos e prevenir gastos inadequados”, afirma Antônio
Luiz Coli. Dentro de um sistema cooperativista, como o da Unimed Federação
Minas, este benefício tem influência direta para os médicos. Com o maior controle dos custos, têm-se maior volume de
recursos que, consequentemente, resultam em melhora da remuneração e maiores benefícios aos cooperados.
Bom exemplo
Para valorizar os profissionais envolvidos e dar maior visibilidade e credibilidade aos serviços de auditoria, a
Unimed Intrafederativa Sul de Minas
criou a Campanha Auditor, o melhor
parceiro para os clientes, os médicos e
a Unimed. Este trabalho visa mostrar
aos profissionais e clientes das Singulares da região a importância do trabalho
da auditoria. Apresenta, também, sugestões para que médicos e pacientes
contribuam para a melhor realização do
trabalho do auditor, com benefícios
para todos os envolvidos.
A iniciativa tem o objetivo de reforçar a importância do trabalho dos au-
ditores, mostrando que eles são fundamentais para o funcionamento das
Unimeds. “Eles são os responsáveis por
zelar, de forma ética, por todos os pontos que envolvem os procedimentos médicos, mas precisam da nossa ajuda e
compreensão”, afirma Warlei Martins,
da Gerência da Intrafederativa.
Ciente dos benefícios das auditorias,
a Unimed Intrafederativa Sul de Minas
implantou um software de gestão que
facilita a realização das inspeções. Por
meio da ferramenta, foi possível atingir
uma economia considerável nos procedimentos de oncologia, oftalmologia,
imunobiologia e nas compras de órteses, próteses e medicamentos especiais.
A Central de Regulação é composta por
uma equipe multidisciplinar, formada
por médicos, farmacêuticos, enfermeiros e técnicos.
CONHEÇA AS PRINCIPAIS
ATRIBUIÇÕES DAS
AUDITORIAS MÉDICAS:
A auditoria é realizada por um
colaborador da empresa.
O objetivo principal é
compatibilizar as necessidades
com os recursos disponíveis.
A revisão das operações e do
controle interno é feita para
cumprir políticas e normas, sem
que esteja restrita apenas aos
assuntos financeiros.
O auditor atua a favor da detecção
e prevenção de fraude.
O auditor deve ser independente
em relação aos profissionais cujo
trabalho ele examina.
A revisão dos serviços e
procedimentos é contínua.
Unimed Federação Minas
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ESTILO
ARQUITETURA
EM FAVOR DA INCLUSÃO
Shutterstock
Como consultórios e
clínicas podem adaptar
espaços para atender
pessoas com deficiência
com mais conforto e
comodidade
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Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
Um degrau ou uma porta estreita
que impedem uma cadeira de rodas de
circular. A falta de sinalização adequada
que torna custoso o caminhar do deficiente visual. A dificuldade em entender
quando um deficiente auditivo tenta se
comunicar. Essas situações são rotina na
vida de mais de 6,2% da população do
país, segundo o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
Na tentativa de reverter esses problemas e tornar o dia a dia dos pacientes
mais confortável, a opção por adaptações
em clínicas e consultórios começa a se
tornar uma realidade. Na Europa, por
exemplo, espaços comerciais e vias públicas estão estruturados para atender deficientes físicos e propor a eles melhor
bem-estar. “Mesmo em construções antigas, já são perceptíveis mecanismos de
adaptação em ambientes que não apresentam mobilidade. O que tem sido feito
lá fora pode servir de exemplo e referência para nós, brasileiros”, pondera Isabela
Dianim, arquiteta e urbanista, com especialidade em ambiente construído.
Por aqui, a acessibilidade em consultórios e clínicas está prevista em lei (leia mais
na pág. 13). “As construções mais novas já
estão estruturadas com adaptações para
atender pessoas com deficiências, visto que
essas medidas são determinadas pela lei. Já
nos espaços mais antigos, é preciso verificar essa viabilidade. Para fazer uma mudança desse porte, o dono do consultório ou
da clínica precisa estar disposto a fazer um
investimento que costuma ser alto. Mas a
relação custo x benefício com a reestruturação do ambiente é sempre proveitosa”, reflete Isabela Dianim.
O principal desafio para essa adaptação, ao contrário do que se pensa, não está
nos custos de reforma. “A maior dificuldade justificável é o espaço físico, muitas
vezes, limitado. Principalmente na implantação de rampas, que ocupam espaços bem
maiores que as escadas. Mas sempre há solução”, diz o arquiteto especializado em
conforto ambiental, Ernani Machado. Em
sua opinião, a garantia de acessibilidade
não é apenas uma questão normativa, mas
de cidadania. “O que se deve prever primordialmente em espaços voltados para a
saúde não é somente o cumprimento das
normas brasileiras, mas a promoção de um
atendimento humanizado. Resumindo: é
oferecer conforto, de forma completa, para
profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes.” Para Paulo Rangel, diretor de
Controle da Unimed Federação Minas, é
importante que clínicas, hospitais e consultórios, busquem oferecer acessibilidade.
Também é essencial que os profissionais
estejam preparados para o atendimento favorecendo a melhoria da qualidade de vida
das pessoas.
Para a médica da Unimed-BH, Ana
Cândida Ferreira Lima Bracarense, só quem
vive alguma limitação consegue perceber o
quanto é difícil ter acesso a serviços básicos.
“Recentemente, minha mãe teve problemas
físicos por conta de uma cirurgia. Tivemos
Bendita Conteúdo e Imagem
Unidade da Unimed-BH, em
Santa Efigênia, contempla consultórios
de amplo espaço para atendimento
a pacientes com deficiência
uma dificuldade enorme de adaptação. Por
isso, é tão importante que clínicas e consultórios prepararem suas estruturas. É um estímulo e um facilitador ao paciente que
necessita desse cuidado”, diz.
Desde o início de janeiro, Ana Cândida Bracarense atende na nova unidade
da Unimed-BH, no bairro Santa Efigênia.
O projeto arquitetônico da unidade considerou os princípios da acessibilidade,
como banheiros e consultórios amplos,
rampas de acesso, purificadores de água
em altura acessível, elevadores com numeração em braile, televisores com chamada de senha e estacionamento adaptado. A estrutura tem recebido elogios de
todos os pacientes. “Oferecer acessibilidade ao paciente é algo óbvio e necessário. Um serviço de saúde que não possibilita um princípio básico não pode ser
considerado completo”, opina o médico
Ricardo Coutinho Nunes da Silva, que
também atua na Clínica Santa Efigênia e
na Atenção Domiciliar da Unimed-BH.
Com a palavra, o paciente
Conviver com as dificuldades impostas por uma sociedade despreparada já é
complicado quando o paciente convive
com a deficiência desde o nascimento. É
ainda mais desafiador quando a deficiência surge ao longo da vida. Foi o caso do
massoterapeuta Wellington Antônio de
Oliveira. Por volta dos 30 anos, por conta
de uma doença hereditária degenerativa,
ele perdeu a visão por completo. “Foi um
momento muito complicado da minha
vida. Além de ter que me adaptar a essa
nova realidade já na fase adulta, precisei
lidar com a dificuldade de locomoção e até
mesmo de atendimento nas diversas perícias que passei. Todos os setores da sociedade são limitados, e ainda há muito preconceito e despreparo”, conta.
Embora o mercado de trabalho ofereça poucas opções ao deficiente visual,
Wellington de Oliveira buscou ajuda na
União dos Cegos e se capacitou. Há oito
anos, atua como massoterapeuta e tem
uma rotina puxada. De segunda a quarta,
treina atletismo em Franca (SP), onde
mora, e atende clientes particulares. Na
quarta à noite, pega um ônibus para Belo
Horizonte, onde atende, de quinta a sábado, clientes na União dos Cegos e
na Unimed Federação Minas. “Trabalho
mais do que quando enxergava, mas
é muito gratificante perceber a pessoa
sair da massagem satisfeita e bemdisposta”, diz.
Como paciente, ele reforça que clínicas e consultórios ainda precisam atentar
para a necessidade de pessoas que, assim
como ele, possuem algum tipo de deficiência. “A maioria dos estabelecimentos
de saúde não possui piso tátil ou sinalização em braile, itens de primeira necessidade e fáceis de instalar. Mas, geralmente, o maior impacto é na recepção. Os
funcionários da área de saúde não estão
preparados para lidar com o deficiente.
É preciso que recebam treinamento adequado”, enfatiza.
HORA DE MUDAR
ESTÁ NA LEI
Nem sempre é possível, devido ao espaço disponível, fazer todas as adaptações
necessárias nos consultórios para atender os pacientes com deficiência. Porém, algumas modificações já contribuem para proporcionar mais autonomia a essas pessoas.
Desde a década de 1980, intensificaram-se os decretos de lei federais, estaduais e municipais a fim de garantir
mais inclusão no mercado de trabalho
e acessos facilitados a transporte e a espaços públicos, os quais incluem também o atendimento primário e secundário em saúde. A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 51, de 6 de outubro
de 2011, dispõe sobre os requisitos mínimos para a análise, avaliação e aprovação dos projetos físicos de estabelecimentos de saúde no Sistema Nacional
de Vigilância Sanitária (SNVS). Projetos
de novas construções ou de adaptações
precisam passar por essa aprovação e
devem ser executados por um especialista em projetos de arquitetura registrado no conselho.
Rampas ou plataformas elevatórias facilitam a locomoção de cadeirantes e idosos,
assim como portas e corredores mais largos.
A instalação de corrimãos, guarda-corpos e barras de apoio nos pontos de circulação
e banheiros servem de auxílio e como guia.
O piso tátil com cores e texturas variadas direciona deficientes visuais dentro da clínica.
Televisores de senha e elevadores com comunicação auditiva, assim como a sinalização em braile, contribuem para a localização do paciente.
Adaptações no site da clínica permitem melhor navegabilidade a deficientes visuais
e auditivos.
A utilização de celulares para recebimento e envio de mensagens escritas auxiliam
o deficiente auditivo na marcação e confirmação de consultas.
Maçanetas, bebedouros e demais itens devem estar ao alcance de cadeirantes.
Unimed Federação Minas
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Fotos: Divulgação
CAPA
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Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
O PENSADOR
TUPINIQUIM
Gabriel o Pensador se divide entre
inúmeras atividades, mas todas elas
com um objetivo em comum:
gerar mudanças na sociedade
Versatilidade é o melhor adjetivo para definir Gabriel o Pensador.
O músico, com mais de 20 anos de estrada e sete discos lançados, vem, há
algum tempo, dividindo sua carreira musical com a vida de escritor e de
empresário. Mesmo com tantas atribuições, ele reserva momentos para
duas paixões: praticar surfe e cuidar dos dois filhos.
Mas como conciliar tantas atividades no dia a dia? Para o artista, é
tudo uma questão de prioridades. Por isso, ele ainda encontra tempo para
levar, a diferentes públicos, suas experiências pessoais. Gabriel o Pensador
foi um dos palestrantes da edição 2015 do Unimed 3D, realizado no mês
de dezembro. Aproveitando a sua estadia na capital mineira, a equipe de
reportagem da Revista Conexão conversou com ele sobre carreira,
influências artísticas e a importância da medicina em sua vida. Confira os
melhores momentos a seguir.
Unimed Federação Minas
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CAPA
São mais de 20 anos de carreira
como rapper e compositor e, mais recentemente, como escritor e empresário. Como é administrar uma rotina
com atividades tão diferentes e organizar o tempo e as prioridades?
Assumo que não é uma tarefa fácil.
Depois que comecei a trabalhar com livros, palestras e empresariar jogadores
de futebol, tive problemas em relação
à gestão do meu tempo. Mas como
dizem: “É experimentando que a gente
aprende”. Entendi a importância de
priorizar uma coisa de cada vez e tenho
feito esse exercício desde então.
Porém, não nego que essas inúmeras
atribuições tornam a vida um pouco
mais caótica. Por exemplo, muitos fãs
reclamam da demora em lançar um
trabalho novo. Eu me empolgo muito
com tudo o que faço, e isso implica deixar certas coisas quietas para alavancar outras. O importante é que estou
conseguindo administrar tudo.
É necessário
sair da rotina,
investir em trabalhos
novos, mas sem
perder a essência
e a vontade de
lutar pelo que
se acredita
16
Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
Você vem ministrando, por todo
Brasil, a palestra “Seja você mesmo,
mas não seja sempre o mesmo”, em
referência ao título do seu álbum lançado em 2001. Qual mensagem você
quer transmitir a partir dessa postura?
Esta palestra, que eu gosto de chamar mais de conversa, é um diálogo
sobre a minha vida, em que relato vários
aspectos da minha história, desde
quando eu comecei a escrever, passando
pelos questionamentos da adolescência,
quando ainda era muito tímido, até o
momento em que decidi investir no
meu sonho, que era a carreira musical.
Comecei me arriscando em um estilo
totalmente diferente, o rap, e com uma
música de impacto, que dizia: “Tô feliz
(matei o presidente)”, em um claro apelo
ao momento político daquela época. A
única coisa que me importava era me
expressar. E é esta a mensagem que
ainda quero passar nos dias atuais: é necessário sair da rotina, investir em trabalhos novos, mas sem perder a essência e
a vontade de lutar pelo que se acredita.
O meu objetivo no fim, seja através da
música, livros ou palestras, é sempre o
de plantar uma semente de positividade
no relacionamento humano. Espero
estar conseguindo.
Na música “Até Quando?”, de sua
autoria, você afirma que “Quando a
gente muda, o mundo muda com a
gente, e a gente muda o mundo com a
mudança da mente”. Qual a importância de estarmos em constante
movimento?
A mudança é algo natural em
nossas vidas, faz parte do nosso crescimento. É um amadurecimento
bem-vindo, que tem a ver com liberdade, com a expansão da maneira de
se pensar, com a ampliação de horizontes. Temos que aceitar quando a
mudança vem. É importante experimentar ideias ou caminhos novos, e
é esse tipo de pensamento que norteia a mente dos empreendedores.
Vemos hoje muita gente criativa, corajosa, enfrentando crises e aproveitando esses espaços reduzidos para
produzir e inovar. Temos que aprender que a adaptação faz parte da
vida, bem como a transformação.
Então, o lema deve ser: aprenda com
os erros e busque novos caminhos
sempre que necessário.
Seu último álbum, denominado
“Sem Crise”, traz na capa um Gabriel
de terno, atribulado com as tarefas
do dia a dia, e, abaixo, o reflexo de
um Gabriel mais despojado, relaxado. O que você quis dizer com essa
imagem?
Essa imagem tem muito a ver com
a frase abordada na pergunta anterior,
“Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”. Nós, seres humanos,
temos várias facetas. Eu tenho um lado
que é workaholic, mas existe também
um Gabriel simples e bem tranquilo.
Foi isso que eu quis representar na
capa - que podemos ser várias pessoas
e aproveitar o que cada uma delas tem
a oferecer. Esse disco, de 2012, é um
desabafo sobre problemas de injustiça
e corrupção, mostrando, assim, a
minha oscilação de humor.
Em sua carreira como escritor,
você já lançou três livros: Diário Noturno, Meu Pequeno Rubro-Negro e
Um garoto chamado Rorbeto, este
último reconhecido pela crítica com o
Prêmio Jabuti de melhor livro infantil. Como surgiu essa paixão em contar história por meio das palavras?
Tem uma música minha, “Linhas
Tortas”, de 2012, em que conto um
pouco dessa paixão: “Tudo começou
na aula de português. Eu tinha cinco
anos ou talvez uns seis. Comecei a escrever, aprendi ortografia e depois a
redação, para a nossa alegria”. É um
resumo de como me interessei pela
escrita. Sempre gostei e tive facilidade em criar, escrever, conectar palavras e compreender os significados
delas. Eu amo a língua portuguesa.
O livro Diário Noturno foi o meu
primogênito. Ele é fruto de um encontro que tive com alguns textos
que achei em casa, enquanto gravava
meu quarto disco. Nesse calhamaço,
havia poemas, textos e reflexões. Foi,
então, que me perguntei o motivo
pelo qual havia parado de escrever e
resolvi retomar essa ideia. Aproveitei
esse achado de recordações e coloquei na minha primeira obra lançada.
Os seus dois últimos livros são
destinados ao público infantil. Quais
são os desafios e as vivências em se
dedicar a essa faixa etária?
O primeiro livro infantil publicado foi “Um garoto chamado Rorbeto”. A sua criação veio de forma
espontânea, por meio de brincadeiras entre as palavras que contam a
história de um pai analfabeto, cujo
nome é Rorbeto. O meu objetivo com
essa obra era abrir uma discussão
sobre a aceitação das diferenças,
mas de uma forma lúdica e divertida.
O segundo, “Meu Pequeno RubroNegro”, relembra a história do Flamengo, por meio de uma narrativa
fictícia. Divirto-me muito escrevendo para crianças e inspirando o
imaginário delas.
É perceptível que, em todos os
seus trabalhos, há uma preocupação
com a educação e o estímulo à prática esportiva e cultural entre os jovens. Você acredita que trabalhando
o futuro obteremos melhores resultados em sociedade? Como cada um
de nós pode inspirar os jovens de
hoje a transformar o amanhã?
Eu já tive inúmeras provas concretas de que investimentos sociais
podem provocar positivas mudanças na vida de crianças e adolescentes. Desde o início da minha
carreira, sou convidado a visitar instituições sociais, até que criei a
minha própria organização não governamental, na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, a Pensando
Junto. Durante sete anos, ensinamos
os jovens sobre música, break, rap,
artes e oferecemos reforço escolar e
aulas de cidadania. Os resultados
foram muito bons; claro que, muitas
vezes, a gente não consegue mudar
todas as crianças, mas, de uma
forma geral, vimos que boa parte estava longe do crime e correndo atrás
de seus sonhos.
Hoje, tenho trabalhado mais na
área esportiva, assessorando talentosos jovens que querem seguir a
carreira de jogador de futebol, mas
que, sozinhos, não têm visibilidade
diante de grandes clubes. Todos nós
podemos contribuir para que esses
jovens tenham um futuro melhor.
Pequenos gestos podem movimentar o mundo. Não importa qual a
forma de ajuda, seja com doação ou
trabalhos voluntários, o importante
é não ignorar a situação e fazer a sua
parte para garantir um melhor futuro para essas pessoas.
Sua mãe é jornalista, e seu pai,
médico. Quando jovem, sua escolha
de graduação foi Comunicação
Social, seguindo o viés materno.
Mas a medicina teve alguma influência em sua vida?
A medicina tem uma importância
crucial desde o meu nascimento. Eu
tive um parto muito complicado,
nasci prematuro, com 1,8 kg e nível
de apigar 2. Para que eu sobrevivesse,
contei com uma competente equipe
de profissionais médicos, que se esforçaram para me ajudar e conseguiram até uma incubadora, que, na
época, não estava disponível no país.
Graças a eles, tudo deu certo e hoje
estou aqui para contar a minha história. Desde então, tenho muita admiração pela área médica e sei o quanto
esses profissionais lutam pela vida
dos pacientes. Assim como o meu pai,
que é oftalmologista, eles são guerreiros, e essa garra e força de vontade
eu acompanho desde a minha infância, o que me motivou a ir além.
TRABALHO SOCIAL
O rapper Gabriel o Pensador e o grupo Falamansa se reuniram, em parceria com os institutos Últimos
Refúgios e O Canal, em um clipe cujo objetivo é arrecadar fundos destinados às famílias ribeirinhas nas
cidades mineiras impactadas pelo acidente da empresa Samarco. Cada visualização do vídeo é transformada
em doações com a finalidade de promover obras sociais comunitárias. É fácil ajudar, basta um clique!
Unimed Federação Minas
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Shutterstock
VIDA DE QUALIDADE
18
Dançar é um
grande aliado
na busca pelo
equilíbrio do
corpo e
da mente
Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
Arquivo pessoal
Arquivo pessoal
Os médicos João (à esq.) e a esposa, Valdineia, e Marly e o marido, Flávio, participam do projeto Dança a Dois, do Instituto Unimed-BH
Bolero, tango, samba, hip-hop...
Não importa o ritmo, dançar traz
muitos benefícios para a saúde e o
bem-estar do corpo. Com origem
na era pré-história, a dança não tem
restrições de idade ou biotipo. É preciso apenas dedicar-se aos movimentos para desfrutar dos benefícios que a atividade física traz.
Os ganhos vão além de resistência
e flexibilidade.
O hábito de dançar melhora o
sono e os níveis glicêmicos e reduz a
gordura corporal, além de contribuir
para emagrecer e definir o corpo.
Segundo Emerson Carvalhais, educador físico especializado em dança, o
diferencial, porém, está na terapia
possibilitada pela prática. “Para toda
atividade, seja musculação ou corrida,
existem ganhos. Com a dança, além
de movimentar o corpo, movimentase a mente”, diz.
As aulas têm sido muito procuradas por quem deseja entrar em forma
e levar uma vida mais saudável.
“Musculação, lutas e ginásticas são
atividades repetitivas. A dança, porém, é cheia de novidades. Dos passos às músicas, tudo muda constantemente. Isso faz com que o aluno
sinta-se mais motivado e empenhese mais”, esclarece o professor.
Quem experimenta não quer mais
parar. Na rotina do médico angiologista e cooperado da Unimed-BH,
João Egídio Natividade, as noites de
quarta-feira têm programação garantida: aulas de dança oferecidas
pelo projeto Dança a Dois, realizado
pelo Instituto Unimed-BH, em parceria com a Associação Cultural Mimulus. “Frequento o curso na companhia da minha esposa, Valdineia
Natividade. Além de treinar, aproveitamos para descansar a mente.
A rotina de médico é muito pesada, mas não abro mão mais desse
tempo”, diz.
Dentre os ritmos, a preferência
do casal é pelo bolero. “Temos muita
afinidade com esse estilo. Achamos
uma dança muito bonita e com técnica elaborada”, comenta o médico.
Além das aulas, ele ensaia os passos
aprendidos em festas e encontros
com os amigos. “No meu aniversário,
por exemplo, aproveitamos para
praticar alguns passos. Agora, com o
conhecimento técnico da dança,
conseguimos nos soltar e aproveitar
mais momentos como este.”
De volta às pistas
Há alguns anos, a cardiologista pediatra Marly de Oliveira, cooperada da
Unimed-BH, havia deixado de lado o
hábito de dançar. As aulas de jazz, aos
poucos, foram substituídas pela musculação. Com a rotina, essa era uma das
alternativas para não abandonar a atividade física. “Sempre frequentei academia. Como médica, sei da importância de
praticar exercícios regularmente”, comenta. Há dez meses, os treinos de musculação ganharam um reforço aeróbico.
“Entrei para as aulas do projeto Dança a
Dois. Meu marido, Flávio Mendonça
Pinto, que também é médico, tem se dedicado ao curso ao meu lado. No período
em que estamos na aula, aproveitamos
para ficar juntos e relaxar.”
As aulas são uma espécie de válvula de escape para o casal. “É nesse
momento que nos esquecemos de
toda a rotina e nos concentramos apenas nos movimentos e na música”, revela. A atividade é tão especial que
Marly de Oliveira sempre a receita aos
pacientes. “Eu indico a dança. É uma
atividade que possibilita movimento
e, ao mesmo tempo, tranquiliza,
acalma. Para crianças ou idosos, o hábito de dançar é muito positivo.”
PROJETO DANÇA A DOIS
Realizado pelo Instituto Unimed-BH, em parceria com a Associação Cultural Mimulus, o projeto Dança a Dois estimula
a melhoria da qualidade de vida do aluno. O curso é uma contrapartida do patrocínio viabilizado pelo Programa
Cultural Unimed-BH, que integra o Programa de Responsabilidade Social Cooperativista da Singular. Cada
turma tem, no máximo, 15 duplas de dança. Em 2015, foram mais de 35 cooperados inscritos no projeto.
Unimed Federação Minas
19
ATENÇÃO À SAÚDE
AEDES
Shutterstock
Médicos tomam
medidas preventivas
com o intuito de
evitar que seus
colaboradores
contraiam dengue,
chikungunya e zika
A dengue vem fazendo cada vez
mais vítimas em todo o Brasil. De
acordo com a Secretaria de Estado da
Saúde (SES) de Minas Gerais, em 2016,
Minas registrou, nos primeiros 18
dias do ano, 9.953 casos prováveis da
doença. Durante todo o ano de 2015,
foram 192.092. Os números têm tido
aumento exponencial, assim como as
demais doenças que seu vetor, Aedes
aegypti, transmite. A principal enfermidade causada pelo mosquito era a
febre amarela, que hoje possui vacina.
Atualmente, ele é responsável por
transmitir duas novas doenças: chikungunya e zika.
Para controlar a reprodução do
vetor, a SES-MG lançou a campanha “10 Minutos Contra a Dengue”. A estratégia foi adotada em
Cingapura, no Sudeste Asiático, e
serviu de inspiração para o estado
mineiro. A iniciativa incentiva as
20
Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
pessoas a reservar dez minutos semanais para realizar a limpeza de
suas residências. Inspirados por
essa ideia, médicos também têm
feito sua parte e buscado conscientizar seus colaboradores sobre os
perigos da dengue, além de explicar como evitá-la.
É o caso de José Francisco Zumpano, médico clínico da Unimed-BH
e um dos sócios do Núcleo de Endoscopia Digestiva, de Belo Horizonte.
Apesar de todas as medidas adotadas,
a clínica, que possui 21 colaboradores
e 22 médicos, registrou dois casos de
dengue. “Ter um profissional afastado é sempre muito ruim. No caso da
dengue, quem contrai precisa se
ausentar repentinamente e, geralmente, fica em casa por, pelo menos,
uma semana. Por isso, promover a
prevenção é sempre a melhor medida”, orienta.
Com esse intuito, as comissões
de acidentes de trabalho e de qualidade da clínica realizam, periodicamente, diversas ações de controle do
ambiente, como eliminação de água
dos vasos de plantas. As janelas também permanecem fechadas, com
todos os espaços climatizados por
ar-condicionado. Outra ação realizada são os treinamentos de qualidade, quando são repassadas orientações referentes à doença, por exemplo, sobre a importância de fazer
vistorias constantes nas residências,
com o intuito de localizar e eliminar
possíveis focos de água parada,
e usar constantemente repelente.
“Acreditamos que, por meio desses
treinamentos, estamos criando multiplicadores da informação, que
vão conscientizar também seus familiares e vizinhos”, reitera José
Francisco Zumpano.
AEGYPTI:
cuidados triplicados
TODA PREVENÇÃO É POUCA
PARA EVITAR A PROLIFERAÇÃO DO AEDES AEGYPTI,
É IMPORTANTE ESTAR ATENTO A ALGUMAS DICAS:
Cuidado no armazenamento e destinação
do lixo: mantenha-o em recipiente fechado
e disponibilize para recolhimento pela
Limpeza Urbana nos dias e horários corretos.
Use telas nas janelas ou, quando possível,
mantenha o ambiente fechado e utilize o
ar-condicionado.
Coloque mangueira ou fure a bandeja do
aparelho de ar-condicionado para evitar
acúmulo de água parada.
Repelentes de uso tópico devem ser aplicados
nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa.
Não deixar restos de materiais com risco de
acúmulo de água das chuvas ao ar livre.
HISTÓRICO DA DENGUE
Originário do Egito, na África, o mosquito transmissor da dengue foi espalhado pelo mundo por
meio dos navios que traficavam escravos. A primeira
descrição científica ocorreu em 1762, sendo denominado como Culex aegypti. O nome definitivo, Aedes
aegypti, foi estabelecido em 1818. Relatos da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) mostram que
a primeira epidemia no continente americano ocorreu no Peru, no início do século XIX, com surtos no
Caribe, Estados Unidos, Colômbia e Venezuela.
No Brasil, os primeiros relatos ocorreram em Curitiba (PR), no final do século XIX, e em Niterói (RJ),
no início do século XX. Porém, naquela época, a
principal preocupação era com a febre amarela, que
tem o mesmo vetor.
O primeiro caso de dengue documentado clínica
e laboratorialmente ocorreu entre os anos 1981 e
1982, em Boa Vista (RR). A partir de 1986, a dengue começou a ser verificada de forma continuada
no país.
Unimed Federação Minas
21
AQUI TEM UNIMED
AS DELÍCIAS DA PÁSCOA EM
Daniel Mansur
Visitantes se
encantam com
o maior espetáculo
de música,
luzes e arte do
estado mineiro
Araxá contempla grandes belezas
arquitetônicas do passado
22
Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
ARA
Divulgação Tauá Grande Hotel Araxá
XÁ
Páscoa Iluminada é um dos grandes eventos de Araxá durante a Semana Santa
Situada entre as montanhas
do Alto Parnaíba, no encontro das
Serras da Bocaina e Canastra, a cidade de Araxá é um destino turístico imperdível para quem aprecia
o contato com a natureza. O município surgiu no entorno de um
vulcão extinto e hoje é uma das
atrações do Circuito das Águas de
Minas Gerais. As termas da região
preservam as qualidades terapêuticas que atraem visitantes de todo
canto do país. O que poucos sabem
é que, durante o período da Páscoa, a cidade presenteia turistas e
moradores com uma programação especial: a Páscoa Iluminada.
O evento, que este ano acontecerá
entre 25 de março e 24 de abril,
apresenta espetáculos culturais e
intervenções teatrais em diversos
espaços públicos da cidade.
A Páscoa Iluminada torna
Araxá um dos pontos turísticos
mais atrativos durante o feriado
da Semana Santa. Há algum
tempo, apenas as cidades históricas ofereciam programação
exclusiva durante a celebração
cristã. O evento, inspirado no
Natal Luz, de Gramado (RS), che-
ga a sua 3ª edição em 2016. As
expectativas são de que até 60
mil espectadores passem pela região nesse período.
As atividades são comandadas pelos próprios moradores.
“Nós buscamos sempre valorizar
a cultura local. Os artistas, cantores e atores que atuam nos espetáculos da Páscoa Iluminada são
de Araxá. Além disso, trazemos
tecnologia de ponta usada em
parques temáticos do mundo inteiro para tornar os nossos espetáculos mais bonitos e atrativos”,
destaca o idealizador do evento,
João Luiz Chequer Ribeiro.
A programação é repleta de
espetáculos de luzes e cores,
como a apresentação “Jesus: Paixão, Vida e Luz”, que conta a história da Paixão de Cristo usando a
técnica de projeção que é hoje a
maior do Brasil, com 120 metros
de comprimento. Outra atração
bastante aguardada é o show
“Aleluia! A grande jornada”, que
encanta o público com a projeção
de imagens e luzes em uma cortina d’água e conta com performances musicais ao vivo.
Unimed Federação Minas
23
Jarbas Rezende
AQUI TEM UNIMED
Igreja Matriz de São Domingos,
considerada um dos mais belos
templos religiosos de Minas Gerais
História, arte e sabor
Além das festividades de Páscoa
e do Parque das Águas, a cidade oferece outras opções de turismo e
lazer. Quem gosta de programas culturais pode visitar o Museu Dona
Beja, situado em um casarão histórico no centro. O acervo conta com
cerca de 300 peças de mobiliário do
século XIX, proporcionando uma
viagem no tempo. Outra opção cultural é o Museu Calmon Barreto, que
abriga as obras do pintor e escultor
de mesmo nome, além de exposições
temporárias de outros artistas locais,
valorizando a produção artística e
cultural mineira.
A região também é conhecida por
sua gastronomia. Uma de suas iguarias
mais famosas é o queijo Canastra, caracterizado pela textura suave e delicada. Os doces mineiros produzidos
artesanalmente também preservam o
sabor das receitas mais tradicionais. Em
alguns locais, é possível fazer visitas
para acompanhar a produção e descobrir os segredos da culinária araxaense.
“Com tantas opções de turismo e lazer para agradar aos mais diferentes
gostos, Araxá é um destino mineiro
que vale a pena conhecer”, ressalta João Luiz Ribeiro.
AQUI TEM UNIMED
UNIMED ARAXÁ
Áreas de atuação: Araxá, Ibiá,
Campos Altos, Tapira, Perdizes,
Pedrinópolis e Pratinha
Número de cooperados: 159
Número de clientes: 25.898
Número de laboratórios
credenciados: 13
Endereço da sede:
Avenida João Moreira Salles,
nº 130, Padre Alaior - Araxá (MG)
Telefone: (34) 3669-4900
Horário: 8h às 17h30
Site: www.unimedaraxa.com.br
Jarbas Rezende
Descanso e aventura
Para quem busca um momento de
relaxamento, o Complexo do Barreiro,
patrimônio tombado pelo Governo de
Minas Gerais em Araxá, é um atrativo à
parte. O local abrange o Parque das
Águas, com diversas fontes de águas
minerais e termais com funções terapêuticas, piscinas e lagos, além de uma
gama diversificada de atividades para
o visitante. Entre as opções para quem
busca momentos de tranquilidade
estão banhos medicinais, cromoterapia, massagem, sauna e ducha escocesa. O Parque das Águas também
oferece passeio por fontes de águas
minerais radioativas e sulfurosas.
Outra atração são os jardins projetados
pelo arquiteto-paisagista Burle Marx.
Existem relatos de que as águas
termais eram usadas pelos índios
antes mesmo da chegada dos colonizadores. Em Araxá, elas são bicarbonatadas,
cálcicas,
magnesianas,
radioativas, carbonatadas, sulfurosas e
sódicas. Dentre suas propriedades
estão o combate aos micro-organismos e infecções, a hidratação da pele e
a vitalidade do organismo.
Museu Dona Beja é uma das atrações culturais de Araxá
24
Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
REGULAMENTAÇÃO
NOVO ROL
DE PROCEDIMENTOS
OBRIGATÓRIOS
Lista divulgada pela ANS,
com 21 itens, deve
impactar em 5,13%
o custo assistencial
das Singulares
em Minas Gerais
Está em vigor, desde o dia 2 de
janeiro de 2016, o novo rol de procedimentos e eventos em saúde
para os planos de saúde, individuais
e coletivos, contratados a partir de
1º de janeiro de 1999 e/ou adaptados à Lei nº 9.656/1998. As mudanças decorrem da publicação da Resolução Normativa nº 387, de 28
de outubro de 2015, da Agência
Nacional de Saúde Suplementar
(ANS). Entre as principais alterações está a inclusão de 21 novos
procedimentos, tais como exames,
cirurgias e próteses.
As operadoras também ficam
obrigadas a fornecer um novo medicamento para câncer de próstata
– a Enzalutamida - e a aumentar
sessões de fonoaudiologia, fisioterapia e psicoterapia para pacientes
com alguns tipos de doença. No rol
de inclusões estão, por exemplo,
implante intravítreo de polímero
farmacológico de liberação controlada, plástica conjuntiva para pterígio, tumores ou traumas, a
prótese auditiva ancorada em osso
e implante de cardiodesfibrilador
multissítio.
Quanto às principais ampliações, os usuários terão direito a um
maior número de sessões com fonoaudiólogos. Elas passam de 24
para 48 ao ano para pacientes com
gagueira, com idade superior a 7
anos, e transtornos da fala e da linguagem. Também aumentam para
os quadros de transtornos globais do
desenvolvimento e autismo, de 48
para 96, e para pacientes com implante de prótese auditiva ancorada
no osso, que passam a contar com
96 sessões. Houve, ainda, a ampliação das consultas em nutrição, de
seis para 12 para gestantes e mulheres em amamentação, e de sessões
de psicoterapia, de 12 para 18.
Condicionantes
Adriano Silva, da área de Gestão de Planejamento e Informação
da Unimed Federação Minas, explica que o acesso aos procedimentos está condicionado à segmentação do plano contratado (Ambulatorial, Hospitalar, Hospitalar com
Obstetrícia e Plano Referência).
Também é preciso preencher os requisitos para a autorização, os quais
estão previstos nas Diretrizes de Utilização (DUT), nas Diretrizes Clínicas
(DC) e nos Protocolos de Utilização
(PROUT), conforme disposto nos
Anexos da Resolução Normativa nº
387/2015 da ANS. “Deve-se ressaltar
que os planos ‘não regulamentados’
ou não adaptados à Lei 9.656/98
não são abrangidos pelas regras dos
planos regulamentados, assim como
pelas coberturas do rol de procedimentos da ANS e suas atualizações
periódicas”, complementa.
Segundo a Consultoria Atuarial
da Unimed Federação Minas, devido à ampliação da cobertura mínima de procedimentos definidos
para 2016 pela ANS, estima-se um
aumento de 5,13% no custo assistencial das Singulares em Minas
Gerais. “A medida tende a pressionar ainda mais os custos assistenciais do setor, além de fazer com
que as operadoras acompanhem
suas despesas mais de perto”, afirma Adriano Silva.
Todos os novos procedimentos
obrigatórios estão disponíveis para
consulta no site da Agência Nacional de Saúde (www.ans.gov.br).
Unimed Federação Minas
25
Simone Oliveira inovou
ao transformar filtros de
café usados em arte
De Minas para o
MUNDO
Artesã dedica-se à
produção de peças com
materiais reciclados
e ganha destaque
internacional
26
Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
Fotos: Arquivo pessoal
SUSTENTABILIDADE
A cada 24 horas, os brasileiros
produzem cerca de 250 toneladas de
lixo. O índice é alto e reflete um ponto
de atenção à sociedade: é preciso dar
novos rumos aos resíduos. O cuidado,
além de ser sustentável, torna-se uma
importante estratégia para a geração
de matéria-prima e renda. No entanto,
o reaproveitamento ainda é pouco explorado no país. De todo o lixo gerado
pela população, 30% poderiam ser reciclados, mas apenas 3% têm a destinação correta.
Na cidade mineira de Carangola,
há uma moradora reconhecida por seu
empenho em transformar lixo em arte.
Simone Oliveira produz diversas peças
com materiais como filtro de café
usado, pequenos pedaços de sucata,
garrafas pet e vidro. Administradora
por formação, a artesã dedica-se, desde
2003, à marca Brasil Pitanga Arte Sustentável. “Quando comecei, usava os
recursos que tinha à disposição e que
apresentavam baixo custo, em especial
sobras de uma lanchonete de que meu
pai era proprietário. A ideia era a sustentabilidade do negócio mais que a
preservação ambiental”, conta.
Aos poucos, os filtros de café da
lanchonete foram ficando insuficientes para o volume de peças produzidas.
Para suprir a demanda, Simone Oliveira iniciou um processo de troca com
os moradores. “As pessoas traziam os
filtros usados, e eu oferecia novos.
Assim, passei a contar com diversas tonalidades para as luminárias, uma vez
que cada um prepara o café de formas
diferentes, gerando filtros com diversas tonalidades de marrom”, diz. As luminárias são, hoje, o principal produto
da Brasil Pitanga. Cada peça gasta, em
média, nove filtros usados.
Reciclando ideias
Com a expansão da marca, a família de Simone Oliveira deixou a lanchonete para dedicar-se ao artesanato
de reciclados. “Hoje, além dos meus
pais, a empresa conta com 30 funcio-
nários, que ajudam na confecção de
mais de mil peças por mês. É muito
gratificante ver que o nosso trabalho
está a cada dia mais reconhecido em
todo o Brasil”, orgulha-se.
O desafio de inovar nos produtos
recicláveis é constante para a artesã.
“Como a comunidade sabe que trabalho com tantas matérias-primas, é
comum enviarem para o ateliê produtos que, até então, eu nunca havia aplicado. Hoje, temos um sítio muito usado
para casamentos em que há uma parede totalmente coberta de vidro e,
ainda, cortinas feitas com garrafas pet.”
A divulgação da marca é feita em
feiras de artesanato e eventos especializados. “Já participamos de exposições em diferentes lugares. Uma das
mais marcantes, sem dúvida, foi nos
Estados Unidos, quando nossas peças
ganharam o público internacional”,
comenta. Além disso, a empresa conta
com representantes em outros estados, que fazem o comércio das peças
de Carangola.
Quando o assunto é consciência
ambiental, o ateliê da artesã é referência. “Recebemos dois selos de qualidade
sustentável, de prática e qualidade. Isso
porque não temos resíduos e sobras de
material. Tudo que não é usado para o
processo das luminárias vai para a confecção de outras peças menores, como
borboletas de metal, porta-chaves, entre outras”, revela.
Além das luminárias e pequenas
peças, a Brasil Pitanga possui uma
linha de móveis. Mesas, aparadores,
cadeiras e sofás são 100% produzidos
com materiais recicláveis, garantindo a exclusividade do produto. “É preciso agir com
consciência e, sobretudo, reconhecer nossa responsabilidade sobre o lixo que
produzimos. Se todos
atuarmos de forma sustentável, vamos conseguir fazer do mundo um
lugar melhor.”
BRASIL PITANGA
Rua Dr. Osmar Carneiro Vasconcelos, Nº 50, Santa Maria
Carangola - MG - (32) 3741-6448 / 3741-1593
www.brasilpitanga.com.br
Unimed Federação Minas
27
ESTETOSCÓPIO
Big data
na medicina
Recentemente, a consultoria Everis e a multinacional
NTT Data, especializadas em serviços de tecnologia da
informação, estão trabalhando em um projeto-piloto na
Espanha para o uso da tecnologia do Big Data Analytics
(em português, análise de grande quantidade de dados)
em unidades de terapia intensiva.
O estudo, realizado no Hospital Universitário Virgen
del Rocio, tem o foco de auxiliar na tomada de decisão
clínica e na escolha de prioridades assistenciais por meio
da análise de grandes quantidades de dados em tempo
real e sua interação com protocolos clínicos. A partir do
momento em que algoritmos evoluídos forem aplicados
para propor planos de tratamento mais adequados aos
pacientes, com base nos registros médicos eletrônicos e
demais dados monitorados diariamente, será possível
obter protocolos de cuidados de saúde, aumentar a qualidade deles e a eficiência dos profissionais de UTI, além
de reduzir efeitos adversos nos pacientes.
Atualização
em pauta
Para que um setor cresça fortalecido, é preciso haver
união e capacitação constante. Por isso, no fim de 2015, o Instituto Brasileiro para Estudo e Desenvolvimento do Setor de
Saúde (Ibedess) realizou uma palestra voltada para gestores,
dirigentes e profissionais do setor e de diversas operadoras
de planos de saúde.
Com o tema “Momento atual, desafios e perspectivas
para o desenvolvimento setorial da Saúde Suplementar”, foi
criado um ambiente de discussão e atualização sobre o mercado, bem como o que se pode esperar do futuro. O bate-papo
foi conduzido pela diretora de Desenvolvimento Setorial da
Agência Nacional de Saúde Suplementar, Martha Regina de
Oliveira e, dentre os participantes, estavam Cláudio Laudares
Moreira, diretor de Integração e Mercado, e Paulo César de
Araújo Rangel, diretor de Controle, ambos da Unimed Federação Minas. O encontro contou, ainda, com um debate entre
representantes de diversas instituições do setor.
Nova resolução do CFM
beneficia cardiologistas
A Resolução nº 2.135/15, do Conselho Federal de Medicina (CMF),
aprovada em sessão plenária da autarquia e publicada em fevereiro, autoriza que cardiologistas exerçam função de responsável técnico ou chefe
de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) coronariana e assemelhados. Até
então, somente especialistas em medicina intensiva e profissionais certificados em medicina intensiva em pediatria e em neonatologia podiam exercer
a atividade. Segundo a Comissão Mista de Especialidades (CME), os cardiologistas têm formação para serem responsáveis técnicos, além de orientação terapêutica para unidades coronarianas, unidades de pós-operatórios de cirurgia cardíaca
e unidades de urgência cardiovasculares.
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Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
Arquivo FBH
“O consumo de energia tem aumentado progressiva e consistentemente e, para os hospitais, a eletricidade pode representar
até 50% dos custos gerais. Buscar a redução do consumo,
mantendo a qualidade dos serviços, é um desafio constante.
Ações eficientes de readequação de uso da energia podem garantir uma economia significativa.”
Divulgação
LUIZ ARAMICY PINTO,
presidente da Federação Brasileira de Hospitais,
sobre a crise energética que afeta os hospitais
“A depressão não é levada a sério. Essa é uma doença grave e,
em quadros avançados, pode levar à morte. É preciso diagnóstico e
tratamento corretos.”
DRÁUZIO VARELLA,
médico, comenta os riscos da
depressão em seu canal no YouTube
“As ondas gravitacionais permitirão entender como se formam os buracos negros e quantos
existem, e também conhecer, com mais detalhe, o ciclo vital das estrelas e do universo.”
Secretaria de Vigilância em Saúde MS/Divulgação
SASCHA HUSA,
pesquisador da UIB (Universidade das Ilhas Baleares), após o pronunciamento sobre um recente
marco da ciência a respeito da confirmação da existência de ondas gravitacionais
“O Brasil está defendendo que as hepatites virais entrem na nova
Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável com o mesmo peso
que entram aids, tuberculose e malária, pela importância que a
doença tem hoje no mundo.“
FÁBIO MESQUITA,
diretor do Departamento de DST, Aids e
Hepatites Virais do Ministério da Saúde
Unimed Federação Minas
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TEMPO LIVRE
LITERATURA
HOBBY
A minha paixão por
vinhos se deu a partir de
um curso de iniciação à
arte, ministrado pelo Dr.
Júlio Anselmo de Souza
Neto, professor de neuroanatomia da UFMG, autor
de alguns livros sobre
temas da enologia, e organizado pelo colega e méRoberto
dico, Tufi Meyer, um granRodrigues Corrêa,
de apreciador e professor
gastroenterologista,
no assunto. Desde então
endoscopista e médico
já se passaram 20 anos. A
cooperado da Unimed
partir desse contato, tomei
Três Corações
gosto pelo tema e comecei
a estudá-lo. Juntos, criamos a confraria Sociedade dos
Amigos do Vinho do Sul de Minas (Socavi), onde fazemos reuniões mensais para conversar e degustar novos
rótulos. Como vinho e gastronomia andam juntos, os
encontros sempre terminam com um bom jantar. A
Socavi também é uma forma de conhecer novas pessoas. Já organizamos viagens voltadas para roteiros vinícolas, como a Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, e
em outros países, a exemplo da França, Alemanha,
Itália, Chile, Argentina e Uruguai. O universo do vinho é
muito rico e sempre há algo interessante para aprender.
Arquivo pessoal
De bike pelas montanhas
Giovanny Leonardo
de Lana (ao centro),
clínico, pneumologista
e médico cooperado da
Unimed Vale do Carangola
Eu sempre gostei de escrever. Despertei esse interesse
logo quando comecei a ler e nunca parei. O meu primeiro
livro foi escrito quando eu tinha 13 anos. Sou membro da
Academia Brasileira de Letras e da Academia Lafaietense
de Letras e tenho um prazer imenso em falar, por meio das
palavras, construir personagens e criar histórias. Sou levado
por contos que me inspiram. Um dos meus livros, “É difícil
morrer”, é um romance que escrevi depois de um plantão
em que tinha um paciente grave no CTI. A história dele serviu de inspiração. Comecei a publicar como escritor independente. Cinco livros já tomaram forma – três romances,
um de poesia e outro de crônicas -, e estou preparando
mais um, A Mansão do Rio Vermelho, que será lançado este
ano; é uma releitura de uma história que escrevi em 1985.
Foi uma grande aventura voltar àquela narrativa e dar continuidade a ela. Para mim, escrever é uma arte. Quando
estou inspirado, passo horas em frente ao computador
criando uma nova história.
Arquivo pessoal
Sabor da Itália
Arquivo pessoal
O poder da escrita
Artur Laizo,
cirurgião geral e
médico cooperado da
Unimed Juiz de Fora
ESPORTE
Andar de bicicleta é uma atividade ao ar livre que une o prazer e os benefícios da prática esportiva. Eu sempre gostei de pedalar, desde garoto, mas fazia
isso esporadicamente. A bicicleta quase sempre ficava esquecida na garagem.
Há mais ou menos um ano, comprei um modelo melhor e passei a pedalar
com um grupo de ciclistas da região, incluindo outros médicos cooperados
da Unimed Carangola. Na região, as paisagens montanhosas tornam os
passeios extremamente bonitos, agradáveis e propícios a fotos incríveis.
Normalmente, optamos por trilhas ou estradas de terra que nos levem às
cidades vizinhas. Praticamos nos finais de semana, pela manhã, e já chegamos a alcançar 90 km em um só passeio, algo inimaginável no passado. Hoje,
nós estamos colhendo frutos de uma saúde melhor, como perda de peso e
resultados excelentes nos exames de rotina. Ver que estamos progredindo
é o que faz o passeio valer a pena. Isso sem contar o privilégio da vista.
Nesta seção, os leitores poderão acompanhar dicas e sugestões sobre cultura, lazer e diversão.
Você tem uma dica?
Escreva para: [email protected]
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Revista Conexão - Janeiro / Fevereiro / Março de 2016 - Edição 20
Unimed Federação Minas

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