Curso mestre-de-obras - Sinduscon-SP

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Curso mestre-de-obras - Sinduscon-SP
editorial
Expectativas declinantes
Sergio Watanabe
é presidente do
SindusCon-SP, vicepresidente da CBIC
e diretor da Fiesp
Envie seus
comentários,
críticas, perguntas e
sugestões de temas
para esta coluna:
[email protected]
sindusconsp.com.br
Depois de um crescimento do PIB da
construção brasileira de apenas 1,9% em
2013, o ano de 2014 havia se iniciado com
sinalizações alentadoras para o setor.
Os indicadores de emprego revelavam-­
se positivos no primeiro bimestre. O consumo de cimento apresentava aumento no período. Por conta destes dados, estimávamos
um crescimento de 2,8% para a construção
neste ano.
Mas a partir de março, o emprego e o
consumo de cimento mostraram taxas de
crescimento menores. O nível de emprego
cresceu menos. As projeções para a expansão
do PIB situaram-se abaixo de 2%.
As últimas sondagens da construção
captaram expectativas declinantes. Mostraram que as construtoras se ressentem de dificuldades crescentes: a demanda diminuiu, os
custos aumentaram, o acesso ao crédito para
capital de giro é mais difícil e a competição
dentro do setor aumentou.
aumento, quase vegetativo, naturalmente não
nos anima.
Dificilmente o setor voltará a crescer a
taxas chinesas, como em 2010, nem é essa
a nossa expectativa. Mas também estamos
insatisfeitos com uma taxa baixa, pois continuam enormes as carências em habitação
e infraestrutura no país e o nosso setor tem
plena capacidade de saná-las.
Para 2015, o cenário é o mesmo, a
menos que haja uma melhora expressiva no
ambiente de negócios e nos investimentos
públicos.
A atual redução no número de lançamentos imobiliários deverá resultar no
futuro em uma atividade mais modesta da
construção. O problema deve se sentir mais
na capital paulista, onde o Plano Diretor
elevará o custo da construção.
Na esfera do MCMV, as novas regras
para sua continuidade ainda serão analisadas
pelos investidores e precisarão efetivamente
estimular o setor nas localidades de maior déficit
habitacional do país, como
o município de São Paulo.
Nas obras públicas,
não se esperam grandes
investimentos em 2015
com recursos do próximo governo federal,
que precisará puxar o freio dos gastos para
um indispensável rearranjo orçamentário.
Todavia, uma melhora significativa
da construção a médio prazo poderia ser
obtida seguindo-se a agenda de propostas
para reativar investimentos e impulsionar a
produtividade, lançada pelo SindusCon-SP
e pela Abramat.
No Enic, iniciamos a entrega desta
agenda aos candidatos à Presidência da
República. Neste e nos próximos meses,
seguiremos nesta tarefa, na esperança de um
futuro mais promissor para o país.
Os dados sinalizam que em 2014 a
construção terá crescimento modesto
Este cenário reflete a redução dos investimentos no setor imobiliário, pelos agentes
privados e pelas famílias, bem como uma
diminuição no ritmo dos investimentos públicos, particularmente do governo federal,
que no início do ano chegou a atrasar os
pagamentos às construtoras contratadas para
edificar as unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o
que nunca havia ocorrido.
Em consequência, revisamos nossas
projeções e estimamos que o PIB da construção brasileira deverá apresentar um crescimento menor, entre 1% e 2%, neste ano. Este
revista notícias da construção
/ Junho 2014
3
sumário
Presidente
Sergio Tiaki Watanabe
voz do leitor
CONGRATULAÇÕES
Parabenizo a confirmação do nome do presidente
do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, para integrar o
Conselho Técnico Consultivo da Escola Senai “Orlando
Laviero Ferraiulo”.
Sylvio Alves de Barros
Diretor titular de Departamento de Ação Regional da
Fiesp
Escreva para esta Seção
e-mail: [email protected]
correio: R. Dona Veridiana 55, 2º andar, 01238-010, São Paulo-SP
Capa
SEMINÁRIO DESTACA SISTEMAS
PREDIAIS QUE ECONOMIZAM ÁGUA... 14
• Situação hídrica mudará engenharia de sistemas
• Gestão da água é desafio
• Eletropaulo amplia atendimento especializado
• Odebrecht detalha gestão sustentável
ESPECIAL - ENIC.......................................... 6
• Evento lança manuais e serviços on-line
• Bianchi destaca: é preciso ouvir usuário
• Guia Contrate Certo é lançado
• Simulador calcula custo de acidentes
• Site analisa ciclo de vida
• BIM é econômico, destaca Sanchez
• Setor pede ajustes na Lei Anticorrupção
• Revisão da NR-18 entra na reta final
• Dilma reafirma continuidade do MCMV
• SindusCon-SP envia uma delegação
• Campos promete 4 milhões de moradias
• Gianetti critica estratégia de subsídios
IMOBILIÁRIO............................................. 34
• Decreto municipal simplifica licenciamentos
• Plantas Online conclui primeira fase
RELAÇÕES CAPITAL-TRABALHO.................. 37
• SindusCon-SP destaca boas práticas
Assessoria de Imprensa
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Conselho Editorial
Delfino Teixeira de Freitas, Eduardo May Zaidan, José
Romeu Ferraz Neto, Maurício Linn Bianchi, Francisco
Antunes de Vasconcellos Neto, Odair Senra, Salvador
Benevides, Sergio Porto
REDAÇÃO
Nathalia Barboza e Fabiana Holtz (São Paulo) com
colaboração das Regionais:
Ester Mendonça (São José do Rio Preto); Giselda
Braz (Santos); Geraldo Gomes e Maycon Morano
(Presidente Prudente); Enio Machado, Elizânio
Silva e Tatiana Vitorelli (São José dos Campos);
Marcio Javaroni (Ribeirão Preto); Sabrina
Magalhães (Bauru); Ana Diniz e Simone Marquetto
(Sorocaba); Sueli Osório (Santo André); Vilma
Gasques (Campinas).
Secretaria: Antonia Matos
colunistas
Jurídico | Joselita Borba Nepomuceno.......................36
SINDUSCON-SP EM AÇÃO........................... 22
• Eleições no sindicato: chapa lança programa
• Comar vai orientar construtoras
• Convênio: comercialização de brita e areia
• SindusCon-SP é reeleito na ABNT
• Cobrança de ISS: vitória em Iperó
• Construção detecta piora na economia
Empreendedorismo | José Osvaldo De Sordi...........40
/ Junho 2014
Representantes junto à Fiesp
Titulares: Eduardo Ribeiro Capobianco,
Sergio Porto; Suplentes: João Claudio Robusti,
José Romeu Ferraz Neto
REGIONAIS................................................ 47
• Santos debate soluções para mobilidade
• Sorocaba lança Comitê de Segurança
• Feirão movimenta R$ 78 mi em Prudente
• Bauru sedia reuniões do Conselho Municipal
• São José forma nova turma de mestres
• Campinas amplia áreas para HIS
• Regional conquista vagas no Fundif
HABITAÇÃO............................................... 20
• Secretário municipal visita o SindusCon-SP
revista notícias da construção
Diretores das Regionais
Eduardo Nogueira (Ribeirão Preto)
Elias Stefan Junior (Sorocaba)
Emilio Carlos Pinhatari (São José do Rio Preto)
Luís Gustavo Ribeiro (Presidente Prudente)
Márcio Benvenutti (Campinas)
Renato Tadeu Parreira Pinto (Bauru)
Ricardo Beschizza (Santos)
Rogério Penido (São José dos Campos)
Sergio Ferreira dos Santos (Santo André)
SUPERINTENDENTE
José Luiz Machado
Conjuntura | Robson Gonçalves..............................5
4
Diretores
Paulo Brasil Batistella (Jurídico)
Salvador de Sá Benevides (Rel. Internacionais)
RESPONSABILIDADE SOCIAL...................... 44
• Seconci-SP estuda inserção de mais PCDs
QUALIDADE............................................... 18
• Curso capacita para inspeção de estruturas
MEIO AMBIENTE........................................ 30
• Mudanças climáticas: lei deve ser respeitada
Vice-presidentes
Cristiano Goldstein
Eduardo May Zaidan
Francisco Antunes de Vasconcellos Neto
Haruo Ishikawa
João Claudio Robusti
João Lemos Teixeira da Silva
Luiz Antonio Messias
Luiz Claudio Minniti Amoroso
Maristela Alves Lima Honda
Maurício Linn Bianchi
Odair Garcia Senra
Paulo Rogério Luongo Sanchez
Yves Lucien de Melo Verçosa
Gestão da Obra | Maria Angélica Covelo Silva...........32
Gestão Empresarial | Maria Angelica L. Pedreti.......38
Legislação | Renato Romano Filho.........................38
Saúde | Angela Nogueira Braga da Silva.....................42
Segurança do Trabalho | José Carlos de A. Sampaio....46
Soluções Inovadoras | Fúlvio Vittorino, Claudio Vicente
Mitidieri Filho, Ercio Thomaz, Luciana Oliveira, Ros Mari Zenha....56
editor responsável
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Construção da Carreira | Felipe Scotti Calbucci.....58
“O papel desta revista foi feito com
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e de outras fontes controladas.”
Co n j u n t u r a
Lições da Copa
Robson Gonçalves
é professor dos MBAs
da FGV e consultor
da FGV Projetos
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A Copa do Mundo do Brasil passou
para a história antes mesmo de começar. A
euforia vista no anúncio do Brasil como sede
do Mundial foi inversamente proporcional às
decepções que surgiram ao longo dos preparativos. E isso justamente no “país do futebol”!
Deixando de lado questões culturais, políticas
e até antropológicas, existe um conjunto de
lições econômicas a aprender.
Ficou claro que, diante de nossas
carências sociais, é essencial que o poder
público saiba priorizar gastos. As políticas
assistenciais geram renda e poder de compra
na base da pirâmide. Essa iniciativa, cuja
origem remonta ao governo FHC, já tem um
status de política de Estado. Quem quer que
se eleja presidente precisará dar continuidade
a esses programas.
explícito que nossa capacidade de gerenciar
projetos, de infraestrutura ou os relativos ao
evento, é um imensa fraqueza.
E não se trata simplesmente de gafe.
Trata-se de comprometer o retorno sobre os
investimentos. Aqui vale um exemplo. Em
uma importante capital brasileira, dentre
as obras para a Copa, estavam incluídas
uma ponte estaiada e o alargamento de uma
avenida de acesso ao aeroporto. No caso da
ponte, um erro de apenas 3º atrasou a obra,
dado que cada uma das metades, iniciadas
em separado, não iriam se encontrar como
previsto. Algo parecido já havia ocorrido na
linha 4 do metrô de São Paulo.
Por sua vez, o alargamento da avenida previa o aterramento da linha de alta
tensão que corria no canteiro central. Desentendimentos entre
duas distribuidoras de
energia impediram o
aterramento em boa
parte da via. Solução:
a rede precisou passar
literalmente por baixo
da ponte estaiada, ressurgindo depois como
em um autêntico “mergulhão”. Muito constrangedor de se ver!
E o que pensar da avaliação dos investidores em projetos de grande porte como o
Trem Bala ou o alargamento do canal do porto
de Santos? Que outros riscos e incertezas
decorrentes de nossa incapacidade gerencial
podem surgir de repente durante a execução
de projetos assim, encarecendo, complicando
e, no limite, inviabilizando as obras?
No pós-Copa do Mundo, teremos que
fazer uma reflexão. O país que venceu a inflação há 20 anos ainda não foi capaz de superar
sua própria incapacidade de organização. E
a grande vítima disso se chama crescimento
econômico.
Incapacidade de gerenciar projetos
afeta o crescimento econômico
Mas a população deixou claro que quer
mais. Comprar carros e permanecer horas
nos congestionamentos é um contrassenso.
Ampliar a área plantada de soja e não poder
escoar a produção devido aos gargalos logísticos beira o absurdo. A pouca euforia com
o Mundial demonstra uma avaliação social
negativa das prioridades dadas aos investimentos feitos para o evento. E, ainda que os
empréstimos oficiais venham a ser recuperados no futuro, esse dinheiro poderia ter sido
alocado em áreas com maior retorno social.
Mas o grande capital desperdiçado por
conta da Copa está no campo dos intangíveis.
Os alertas da Fifa para os torcedores estrangeiros de que “o Brasil não é a Alemanha”,
por mais que tenham sido óbvios, deixam
revista notícias da construção
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5
especial
enic
Receita de
manutenção
Lançado no Enic, guia de
manuais visa melhorar
relação com clientes
Nathalia Barboza e Fabiana Holtz
A agenda técnica da 86ª edição do Enic
(Encontro Nacional da Indústria da Construção), ocorrida em maio, em Goiânia (GO),
foi marcada pelo lançamento de uma série de
manuais e serviços on-line voltados aos mais
diversos temas da construção civil.
Um dos destaques foi o lançamento do
Guia Nacional para a Elaboração do Manual
de Uso e Operação das Edificações, com dicas e observações para facilitar a confecção,
pelas próprias construtoras, destes ma­nuais.
O material foi apresentado na Comat/CBIC
(Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade) pela coordenadora
técnica do Comasp (Comitê de Meio Ambiente) do SindusCon-SP, Lilian Sarrouf,
responsável pelo texto técnico do guia.
“O guia tem abrangência nacional e alinha conceituação, conduta e posicionamento
das empresas no país”, disse Lilian. Ele é
importante também para manter as empresas atualizadas sobre as normas técnicas de
Desempenho (NBR 15.575); de Manutenção
de Edificações (NBR 5.674); de Sistema
de gestão de reformas (NBR 16.280); e de
Elaboração de Manuais de Uso, Operação e
Manutenção (NBR 14.037).
6
revista notícias da construção
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Fotos: Enic/Divulgação
Lilian lembrou que a Norma de
Desempenho obriga o fornecimento
do manual ao fim de cada construção
e, para fazê-lo, é preciso tomar alguns
cuidados, como “na maneira de apresentação, na forma de entrega, observação às características de cada região
e ao tipo de empreendimento, de modo
que as regras sejam claras e didáticas”.
O contexto atual, disse, exige mais
das empresas. Se por um lado as construtoras estão inovando e construindo
edifícios mais complexos, por outro os
clientes estão cada vez mais informados e por dentro das regras do setor.
Manutenção
Segundo Li9lian, cada Programa de Manutenção é
único, e o construtor
precisa conversar
com seus fornecedores, para estabelecer os prazos mais
adequados. “Ao entregar os manuais, a
construtora ressalta
que a durabilidade
de uma edificação
está ligada não só
ao projeto e execução mas também ao
correto uso e manutenção, sobretudo a
preventiva.”
Lilian Sarrouf: regras claras e didáticas
Bianchi: usuário
deve ser ouvido
Na Comat, o vice-presidente de Relações Institucionais do SindusCon-SP,
Mauricio Bianchi, falou a respeito da “Pesquisa Nacional Avaliação
e Compra de Inovações Tecnológicas”,
(www.cbic.org.br/guiamanuais/) da
CBIC-Sensus, sobre a importância de
ouvir o consumidor e de entender como
ele vê novidades. “Inovar não é fazer
o que você acha ser importante, mas
ter a visão do que as pessoas querem”,
comentou Bianchi.
Ele destacou ainda que a localização é ainda o fator preponderante para
famílias de todas as faixas de renda.
Guia Contrate Certo é lançado
O encontro da Comissão de Política
de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC
durante o Enic foi palco para o lançamento
do guia Contrate Certo, uma ferramenta de
suporte com orientações para as empresas
do setor sobre contratações de serviços de
empreitada e subempreitada.
Presidida por Antônio Carlos Mendes
Gomes, a CPRT contou com
as participações de Renato
Vicente Romano Filho, assessor jurídico do Sindus­
Con-SP; Fernando Guedes
Filho, assessor jurídico do
Sindus­c on-MG e Luciana
Guedes, advogada Sice­potMG – responsáveis pelo conteúdo do guia.
De acordo com Guedes
Filho, o objetivo principal do
guia é orientar para que não
ocorra a precarização. “As
empresas precisam se acostumar a seguir
alguns procedimentos que não estavam
habituadas”.
Distribuído em cinco capítulos, o guia
aborda os aspectos legais, orientações para
a fase pré-contratual, exigências contratuais
e precauções para sua execução. A versão
digital do guia já está disponível no site da
CBIC. Acesse: http://goo.gl/VIDxo2 .
Subcontratação
Ao comentar as ações da
justiça envolvendo a subcontratação, Romano destacou
que as propostas efetuadas
pelo Ministério Público do
Trabalho (MPT) em relação
à assinatura de TACs (Termo
de Ajustamento de Conduta)
carecem de embasamento técnico.
Segundo Romano, “o MPT e o Judiciário não têm conhecimento de como se desenvolve a atividade econômica da construção
civil”. Para o assessor jurídico, as empresas
seguem acuadas, mas existe uma permissão
legal autorizando a subcontratação de serviços na construção civil. “Não há lei que
proíba a contratação de terceiros.”
Integrantes do CPRT
fazem homenagem a
Mendes Gomes (5º da
esq. para a dir.), que
deixa a presidência da
comissão este ano
Simulador calcula custo de acidentes
Na mesma reunião foi lançado o Construindo Segurança & Saúde, um simulador
capaz de mostrar aos empresários e gestores
de recursos humanos os impactos tributários
de acidentes e afastamentos de trabalho.
De acordo com o gerente de Saúde e
Medicina Ocupacional da Mendes Junior
Trading e Engenharia, Gustavo Nicolai, com
base nos registros da empresa o software
conseguiu promover uma redução de 36,5%
no Fator Acidentário de Prevenção (FAP).
O resultado equivale a uma economia de
aproximadamente R$ 2 milhões.
“A nossa intenção é avaliar o tamanho
econômico da omissão de políticas de prevenção e saúde. O componente econômico
vem apenas agregar a busca por melhorias
nesse campo”, observou Nicolai.
Para conhecer o simulador acesse:
http://goo.gl/j7pafI .
revista notícias da construção
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7
especial
enic
Site analisa ciclo de vida
A coordenadora técnica do Comasp
do SindusCon-SP, Lilian Sarrouf, exaltou
na CMA (Comissão de Meio Ambiente) da
CBIC o lançamento da plataforma ERA, que
reúne dados referentes ao uso de energia e
água e à geração de resíduos de empresas de
pequeno, médio e grande porte.
A ferramenta, desenvolvida na UnB
(Universidade de Brasília) com apoio do
Senai, foi apresentada pela professora Raquel Blumenschein, da UnB, e está inserida
na quarta fase do Projeto 8 – Conhecimento
da Inovação, do PIT (Programa de Inovação
Tecnológica).
O ERA é simples e prático e está focado
na formação de uma linha básica com critérios nacionais para a análise do ciclo de vida
de edificações (produtos e serviços), visando
atender ao Programa Brasileiro de Qualidade
e Produtividade do Habitat (PBQP-H) e aos
requisitos e critérios de certificações ambientais e de construção sustentável.
Segundo Lilian, as empresas querem fazer seus inventários. “A missão agora é obter
informações corretas e acelerar a discussão
sobre a análise do ciclo de vida das obras.”
Para conhecer a ferramenta, cadastre-se
em www.sistemaera.com.br .
Lilian também comemorou na CMA
a evolução do mercado, que começa a desmistificar a ideia de que imóvel sustentável
é muito mais caro.
Lilian Sarrouf, Maria
Salette Weber e Raquel
Blumenschein, em
debate na CMA
“O BIM é econômico”
A modelagem de projetos em 3D,
chamada de BIM (Building Information
Modeling), garante os preços e os custos de
um empreendimento, disse Paulo Sanchez,
vice-presidente de Tecnologia e Qualidade
do SindusCon-SP, na Comat. “Mais do que
um filminho, o BIM é uma questão de engenharia; e é importante economicamente para
atingir a produtividade que queremos. Com
ele você consegue comprar o que planejou;
fazer e controlar o que pensou.”
A ferramenta reúne dados e a representação espacial digital dos projetos e fases de
uma obra, inclusive planejamento, orçamento e até compras de suprimentos e gestão do
canteiro, a partir do qual pode-se comparar,
por exemplo, o andamento dos trabalhos
com o cronograma planejado.
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revista notícias da construção
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O presidente do SindusCon-SP, Sergio
Watanabe, arrematou a apresentação com
uma questão: “quais as condições mínimas
necessárias para viabilizar o uso do BIM
nas empresas?”.
Para o vice-presidente Executivo do
Sistema Firjan (federação das indústrias do
Rio), Augusto Franco, o BIM responde à demanda por modernização da gestão e intensificação de parcerias com as universidades.
“O apoio ao ensino de BIM é uma
forte demanda. Ainda neste ano teremos
um programa de formação complementar
para graduandos de arquitetura e engenharia
civil para levar os alunos aos canteiros um
dia por semana, para que eles toquem nas
coisas, vejam tudo in loco e entendam como
se faz”, disse Franco.
Para Sanchez, BIM
“é uma questão de
engenharia”
Setor pede ajustes
na Lei Anticorrupção
O fato de prever dolo
para atos contra administrações públicas (inclusive
as estrangeiras), na avaliação de Benedicto Porto
Neto, consultor jurídico
da Comissão de Obras
Públicas (COP) da CBIC,
é a grande novidade da Lei
Anticorrupção, promulgada em agosto. Outros
pontos que exigem atenção
do setor são a responsabilidade objetiva (domínio do
fato); o ressarcimento do dano e imposição
de sanções na esfera administrativa; e o
incentivo para que as empresas adotem
medidas para autofiscalização e autodenúncia – com foco na formação de ‘caixa 2’.
Durante debate sobre lacunas e interpretações da lei, a Comissão presidida
por Arlindo Moura reuniu Francisco José
Ramos, presidente em exercício do Tribunal
de Contas dos Municípios de Goiás; e Luís
Roberto A. Ponte, conselheiro da CBIC.
Responsabilidade objetiva
Um grande risco da nova lei,
segundo Ramos, está no fato de que
a responsabilidade objetiva torna
desnecessária a comprovação do
dolo ou culpa.
Para Ponte, os empreendedores
não poderão mais alegar desconhecimento dos fatos. “É uma tragédia
contra as empresas nacionais. Ficou
mais difícil comprovar a não participação em atos ilícitos.”
“Essa é mais uma lei para ficar
apenas no papel, tal a dificuldade em
se aplicar. E pode até ser utilizada
para prejudicar os empresários que querem
trabalhar”, alertou Ramos.
Segundo Moura, estamos criando condições de uma subjetividade tamanha que
deixam o setor a mercê do administrador
público. “Precisamos estar atentos para que
essa lei seja corrigida e ajustada.”
O debate foi acompanhado por Sergio
Watanabe e Luiz Antônio Messias, respectivamente, presidente e vice-presidente de
Obras Públicas do SindusCon-SP.
Carlos Eduardo Jorge,
Ramos, Moura, Porto
Neto e Ponte pedem
por lei mais justa
Revisão da NR-18 entra na reta final
Luiz Carlos Lumbreras Rocha, auditor fiscal do trabalho, apresentou um
panorama geral sobre o andamento das discussões para revisão da NR-18
(que trata da segurança, saúde e Meio Ambiente de trabalho na construção)
durante o Enic. Em maio, segundo o auditor, foi concluída uma proposta. “Já
temos 95% do texto alinhado. Faltam apenas alguns pontos em aberto por
falta de consenso”, afirmou. Lumbreras ressaltou que com o agrupamento
de alguns dispositivos a nova norma terá 30 itens.
O Comitê Permanente Nacional (CPN) deve concluir sua proposta até o
final de julho. A proposta deve ser apresentada à CTPP (Comissão Tripartite
Paritária Permanente), do Ministério do Trabalho, entre 9 e 10 de setembro.
Para Ives Mifano, diretor do Secovi-SP que participou do debate, a
grande vantagem da revisão foi a inclusão da construção pesada, mas ainda
existem máquinas europeias que não podem operar no Brasil em razão do
excesso de normas. “Temos um problema de ‘normite’. Criamos norma para
revista notícias da construção / Junho 2014
9
tudo”, lamentou.
especial
enic
Dilma reafirma
continuidade do MCMV
afirmou, referindo-se à faixa
Presente na abertura
1 do programa.
do 86º Enic, a presidente da
Outro programa destaRepública, Dilma Rousseff,
cado pela presidente e que
reforçou o seu compromisso
tem impacto direto na área
com a continuidade do Minha
de construção civil é o ProCasa, Minha Vida, apesar de
natec. Segundo Dilma, desde
questionamentos recentes soa implantação do programa,
bre a qualidade das moradias.
em 2011, mais de 7 milhões
Segundo a presidente, o prode matrículas já foram regrama não será interrompido
alizadas. Os efeitos dessa
“nem amesquinhado”.
iniciativa, acrescentou, “deEntre as conquistas, Dilvem demorar um pouco para
ma lembrou que o programa Presidente defendeu subsídios
serem sentidos, mas serão
eliminou o preconceito que
contínuos”.
havia quando o assunto eram os subsídios.
“Antes, o subsídio era uma distorção inimaParcerias de sucesso
ginável para o mercado. Tivemos uma deciNa cerimônia, o governador de Goiás,
são ousada também ao fazer a transmissão
Marconi Perillo, e o prefeito de Goiânia,
dos recursos de forma direta às construtoras,
Paulo Garcia, ressaltaram o sucesso das parsem ficar transferindo dinheiro do governo
cerias com o governo federal na realização
federal para o Estado, e deste às prefeituras”,
de projetos sociais e de infraestrutura.
Já Carlos Alberto Moura Junior, presidente do Sinduscon-GO, chamou a atenção
para a pujança do Estado, que hoje ostenta
um PIB de mais de R$ 130 bilhões, graças
a obras de infraestrutura, como a Ferrovia
Liderada pelo presidente Sergio
Norte-Sul. O dirigente, entretanto, lamentou
Watanabe, a delegação do SindusCon-SP
os entraves ao desenvolvimento do setor,
enviada ao Enic contou com as presenças
como o excesso de barreiras regulatórias e
dos vice-presidentes Luiz Antônio Mesdemora no repasse de recursos.
sias (Obras Públicas), Maurício Bianchi
O evento também contou com as pre(Institucional) e Paulo Sanchez (Tecnosenças
da secretária Nacional de Habitação,
logia e Qualidade); do assessor jurídico
Inês Magalhães; do ministro das Cidades,
Renato Romano; da coordenadora de
Gilberto Occhi; do presidente do Fórum
Marketing, Ana Eliza Gaido; do gerente
Seconci Brasil, José Augusto Florenzano; do
de Produção e Mercado, Elcio Sigolo, e
presidente da Federação da Indústria de Goidas assessoras de imprensa e repórteres
ás, Pedro Alves de Oliveira, e do presidente
de Notícias da Construção, Fabiana
da Ademi-GO, Ilézio Inácio Ferreira, entre
Holtz e Nathalia Barboza.
outros representantes de entidades locais.
SindusCon-SP
envia comitiva
10
revista notícias da construção
/ Junho 2014
MÁQUINAS
PARA ACABAMENTOS
Campos promete 4
milhões de moradias
O pré-candidato à presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, prometeu
no Enic manter, ampliar e aprimorar o Minha
Casa, Minha Vida, dando ênfase à mobilidade urbana.
Para Campos, o MCMV veio para
ficar como uma política de Estado, não de
governo. “Temos de aprender com o processo. Assumo o compromisso de manter
os subsídios do programa, que atendem aos
que mais precisam”, disse. Ele fixou como
meta a construção de 4 milhões de unidades
em quatro anos e sugeriu contar com terras
da União para ampliar a oferta de terrenos,
além de criar mecanismos de incentivo para
que Estados e Municípios também disponibilizem seus estoques.
Ele sinalizou ainda a adoção das sugestões da CBIC para a área de saneamento.
Sobre o cenário econômico, Campos vê
um retrocesso das conquistas alcançadas nos
últimos 30 anos. “O processo de melhora foi
estancado.” A resposta para enfrentar esses
desafios, segundo ele, está em um choque de
confiança. Defendeu o reequilíbrio da política econômica, com foco no tripé regime de
metas, câmbio flutuante e superávit primário. “A crise de confiança está fundamentada
na governança”, garantiu.
Inovação
Para o candidato, o governo precisa
aprender com “os empresários que estão
aqui, que sobreviveram porque inovaram”.
Como pontos fundamentais ele citou simplificar processos e adotar sistemas mais
profissionais de contratação.
Como incentivo ao setor de tecnologia,
Campos sugeriu a criação de um fundo setorial como mecanismo de financiamento.
No âmbito do debate sobre terceirização, Campos considera que falta disposição
do governo para o diálogo. “Ambas as agendas macro e micro não estão sendo tratadas.”
EM PISOS
Acabadora de Piso FT 24, 36 e 46
Acabadora de Piso Dupla FTD 36
Régua Treliçada FTT
Régua Vibratória FTR
Cortadora de Piso FTC
Fresadora de Piso FR
Politriz de Piso FP-6
Giannetti critica estratégia de subsídios
Ao traçar um panorama do país, o
economista Eduardo Giannetti da Fonseca
defendeu mudanças na política de moradia
popular do governo federal. Segundo ele, a
estratégia de subsídios não pode ser o único
caminho para sanar o déficit no setor. “É
preciso que as famílias façam poupança e
tenham acesso a crédito voluntário com
juros adequados”, afirmou.
Com relação à política econômica,
Giannetti advertiu que o teto da inflação
(6,5%) já se transformou no centro da
meta, e a situação só não é pior graças aos
métodos artificiais de controle de preços
utilizados pelo governo. Sem isso, garantiu
Lapidadora de Piso FLAP-12
Para Gianetti, famílias têm de ter poupança própria
o economista, a inflação oficial passaria
facilmente dos 7% ao ano.
Para 2014, Giannetti estima o crescimento do PIB em torno de 1,6%, o mais
baixo dos últimos anos no país.
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revista notícias da construção
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/ Junho
2014
55 16 3511 0900
11
EMPRESA
100%
BRASILEIRA
INFORME TÉCNICO
A Isoeste Construtivos Isotérmicos está presente na obra
do shopping RioMar Fortaleza, do Grupo JCPM, após participação de grande sucesso em outro empreendimento do
grupo, o RioMar Recife. Na cobertura de todo o empreendimento e do cinema foi utilizada a Isotelha Trapezoidal,
devido a sua grande capacidade de isolamento térmico.
Em toda a extensão foi utilizada aproximadamente 20.000
metros do produto que, além destes locais, cobriu também,
pontos de ônibus, passarelas e guaritas.
Para um melhor isolamento térmico também do cinema,
do Espaço Games e do teatro foram utilizados também
os painéis de fachada Wall PUR, com aproximadamente
17.000 metros de produto instalado. Além de proporcionarem, uma obra de montagem muito mais rápida, limpa, resistente ao fogo, e sustentável, a utilização dos construtivos
isotérmicos possibilitou um melhor planejamento do sistema de climatização do empreendimento, pois possibilitará
na ocasião de seu funcionamento grande economia de energia, já que a utilização dos painéis e telhas térmicas reduz
a demanda de equipamentos de climatização.
O desempenho dos produtos Isoeste em termos de qualidade, eficiência, durabilidade e manutenção, garantiram
a continuidade da parceria com o Grupo JCPM na construção do segundo shopping da rede RioMar.
Segundo Francisco Bacelar, diretor da divisão imobiliária do
Grupo JCPM, trabalhar com a Isoeste e com construtivos
isotérmicos tem sido uma experiência muito produtiva. Prova disso é que entre a construção dos shoppings RioMar
de Fortaleza e Recife, aumentou o uso e as aplicações dos
materiais Isoeste.
“Entre as vantagens em trabalhar com o material fornecido pela Isoeste está a facilidade de adaptação às
nossas demandas. Nos dois projetos do grupo, tanto
RioMar Recife quanto RioMar Fortaleza, a empresa foi
e tem sido capaz de nos atender de forma personalizada, adaptando-se à nossa demanda. Outro ponto que
destaco é a pontualidade. É um fornecedor extremamente comprometido com o prazo. Algo importante
Francisco Bacelar
Diretor da Divisão Imobiliária do Grupo JCPM
Sérgio Bandeira de Mattos
Diretor de Desenvolvimento e Relações com o Mercado da Isoeste
quando se trata de uma obra com período de entrega
definido”.
- BacelarCom relação ao uso de construtivos isotérmicos nos
empreendimentos JCPM, e na construção civil em geral,
Bacelar destaca: “A vantagem desse tipo de material é por
conta da praticidade envolvida. É um produto industrializado e que, além de ter a vantagem do prazo, não tem desperdício, outro fator que valorizamos na nossa obra”.
Segundo o Diretor de Desenvolvimento e Relações com
o Mercado da Isoeste, o engenheiro Sérgio Bandeira de
Mattos, nos últimos dois anos a empresa aumentou sua
participação no segmento de shoppings centers em torno
de 25% a 30% pois os projetistas de ar condicionado, os
calculistas, os arquitetos, os gerenciadores, os investidores
e as construtoras já testaram e reconheceram as vantagens
da utilização dos painéis Wall Pur nas edificações voltadas
para este tipo de empreendimento.
Estes benefícios começam na redução dos pesos das
obras, beneficiando um alivio significativo nas cargas das
fundações. Favorecem também os projetistas do ar condicionado, pois existe uma redução muito grande no calor
penetrante das fachadas, chegando a reduções de 40% a
50% se considerarmos fachadas e coberturas.
Estes dois resultados anteriormente citados junto com a
alta produtividade de montagem e redução de atividades
de obras (tijolo, reboco, massa fina, pintura e ou revestimentos nobres), demonstram claramente que os produtos
Isoeste, beneficiam aos investidores, gerenciadores e construtores, reduzindo o custo final do empreendimento e o
tempo de obra, fazendo que o retorno do capital investido
chegue mais rápido para todos.
“Estamos neste nicho de mercado há aproximadamente 06 anos e temos com certeza no nosso portfólio mais de 27 empreendimentos prontos em mais
de 06 Estados do País”.
- Bandeira Associado a tudo citado acima, as grandes dimensões dos
painéis Wall Pur, a sua textura e cor, e a sua modulação
possibilitam aos arquitetos criarem formas modernas com
uma estética muito interessante.
Os painéis e telhas Isoeste, garantem uma obra até seis
vezes mais rápida que uma obra convencional, segura contra o fogo, sem desperdício de tempo e de materiais e um
canteiro de obras limpo, resultando numa construção totalmente sustentável.
Empresa
líder do
segmento
Ranking 2013 das 500
Grandes da Construção
Revista O Empreiteiro
capa
Situação hídrica mudará
engenharia de sistemas
O tema do uso racional de água já figura no
topo da lista de preocupações dos projetistas de
edificações, inclusive por
questões que fogem do
controle humano, conforme afirmou o presidente
do SindusCon-SP, Sergio
Watanabe, na abertura do
10º Seminário Tecnologia
de Sistemas Prediais, promovido em parceria com
o Secovi-SP, para 150
participantes, em maio.
“A construção sustentável é tema que precisa ser desenvolvido,
porque não é moda; a
sociedade precisa tratar
o assunto com urgência”,
afirmou Watanabe.
Segundo Renato Genioli Jr., coordenador da Comissão de Trabalho de
Sistemas Prediais do CTQ (Comitê de
Tecnologia e Qualidade) do Sindus­ConSP, não por outro motivo tomou-se a ousada decisão de concentrar nesta décima
edição do evento o debate sobre a situação
14
revista notícias da construção
/ Junho 2014
Fotos: Aguinaldo Santana
do uso racional de água em edificações e
dos rumos e desafios de implementação.
Para Jorge Batlouni Neto, coordenador do CTQ, o tema “está inserido na
tradição de disseminação da inovação e de
atualização tecnológica dos participantes”.
A importância do assunto foi explicitada na palestra de Carlos Barbara e Sérgio
Gnipper, respectivamente presidente e
secretário da Comissão de Estudo da Norma Técnica de Sistemas Hidráulicos de
Água Quente e Fria (CE-02: 146.03-003).
Segundo Gnipper, a norma, que pode ser
colocada em consulta pública ainda em
2014, já tem consolidado o texto sobre o
uso racional de água, mas os envolvidos
em sua elaboração “não esperavam que a
norma tomasse este grau de importância”.
Ele admitiu ainda que, quando o trabalho
Barbara e Gnipper: texto da norma de água
fria e quente virou um grande desafio
Jorge Batlouni, Paulo
Rewald (Secovi-SP),
Watanabe e Paulo
Sanchez participaram
da abertura da décima
edição do Seminário de
Sistemas Prediais
da comissão começou, há dois anos, os
envolvidos não tinham consciência do grau
de dependência do ciclo de chuvas.
Entre os temas que estão na norma há
uma tentativa de evitar a proliferação de
microrganismos na água, detalhes sobre
a segregação do ar nos pontos altos dos
tubos e novos limites máximos de pressão
estática. “É consenso que os aparelhos
variam a relação vazão-pressão. Sem que
possa haver interferência do usuário, o
meio que encontramos é limitar a pressão,
para reduzir o consumo”, apontou Barbara.
A comissão também já consolidou
os critérios de uso racional da água.
Mas, apesar de definir vários parâmetros
técnicos, apontou Barbara, a norma não
funcionará sem a adesão da sociedade.
“Nenhuma contribuição é maior do que
a participação da população. Nunca mais
pensamos que teríamos de racionar água.
Mas é perfeitamente viável vivermos sob
esta nova realidade. Na Europa, os padrões
de consumo são muito menores que no
Brasil”, comentou.
Entre as recomendações estão ainda a limitação de vazões nos pontos de
consumo e a adoção de aparelhos com
tecnologias economizadoras.
Baixo nível
Se depender do estoque de água da
Sabesp, a questão de redução nos níveis de consumo per capita virou tema
urgente. Edson
Geraldo Souza,
representante do
Programa de Uso
Racional da Água
(Pura) da Sabesp, contou que
o Estado já vem
reduzindo o padrão de consumo
per capita desde
1997. Segundo
ele, naquele ano,
cada residência
paulista abastecida pela concessionária consumia, em média, 20,1 m³ de
água ao mês e, em 2013, este índice baixou
para 14,4 m³.
“O que não se mede não se controla.
O que não é controlado não se gerencia”,
alertou Eduardo Lacerda, da Techem do
Brasil, que defendeu no seminário a disseminação da medição individualizada de
água e gás. “Seria uma mudança de cultura. A instalação é bem simples e o marketing das construtoras pode explorar o fato
de que a individualização das medições
de água e gás reduz em até 45% o custo
mensal do condomínio.” Entre as soluções
técnicas estão a instalação do medidor na
posição horizontal (classe metrológica B)
e seu dimensionamento de acordo com a
capacidade de consumo prevista.
Evento do SindusCon-SP
foi coordenado pelos
membros do CTQ Renato
Soffiatti (à esq.) e Renato
Genioli Jr.
Shiu (à esq.), Souza e
Lacerda (à dir.): palestras
demonstraram que os
caminhos para o uso
racional de água no Brasil
estão abertos
revista notícias da construção
/ Junho 2014
15
CAPA
dida pelo volume necessário para realizar
Lacerda também atentou para os deo trabalho. A lógica vale para as descargas
safios do setor para melhorar a eficiência
sanitárias disponíveis no mercado, cujos
do controle e da gestão da água e do gás,
modelos que baixaram de até 13 litros/uso
como nos sistemas coletivos de aquecipara entre 3 e 6 litros/uso a partir de 2004.
mento central. “Hoje, já dá para saber para
“Se foram dadas duas
onde a água vai”, comendescargas, não houve
tou. Quando o prédio
Medição, controle
economia”, justificou
tem aquecimento solar, a
e gestão são as
Shiu.
meta é evitar a medição
“Temos torneiras
duplicada da água.
palavras de ordem nos
de até 0,1 l/seg. Mas o
“A necessidade agusistemas hidráulicos consumo mínimo é difeça o engenho”, definiu
rente do fluxo mínimo de
Roberto Shiu, gerente
água. Não adianta se não der a sensação
de vendas da Toto do Brasil. Segundo ele,
de que as mãos foram bem lavadas. Por
“onde há abundância também há comisso a inclusão de ar no jato é importante”,
placência, e o Brasil é o país com maior
afirmou o gerente. Com o chuveiro é a
quantidade de água do mundo”. São 8.233
mesma coisa. “Um bom chuveiro consome
km³ de água renovável contra 430 km³
0,13 litros por segundo e permite tomar um
do Japão, segundo o relatório The World
banho decente”, contou.
Fact Book.
(Nathalia Barboza)
Segundo ele, a eficiência do uso é me-
Gestão da água é desafio
Na difícil tarefa de equilibrar a ofer­
ta-demanda, a gestão da demanda é hoje
o ponto central e, para o professor da Po­
li-USP, Orestes Gonçalves, a visão atual
do ciclo da água começa a ser revista para
que o “usuário também entre nesta equação
de redução do consumo e no combate aos
desperdícios”.
Segundo ele, a redução da pressão estática no sistema hidráulico das edificações é
uma das ações iniciais que devem ser levadas
em consideração. Além disso, comentou,
a medição individualizada tem mudado a
topologia da rede de tubulações e alterado
a noção de horários de pico. “A engenharia
está mudando”, resumiu. A inclusão de aeradores e reguladores de vazão e a redução do
volume e vazão das descargas também têm
contribuído para a mudança nos traços dos
projetistas de sistemas prediais.
Para Gonçalves, embora o mercado brasileiro comece a apresentar soluções estran16
revista notícias da construção
/ Junho 2014
geiras de componentes que,
em tese, seriam
mais eficientes,
é preciso validar primeiro
estes insumos
com uma avaliação técnica
feita pelo Sinat
(Sistema Nacional de Avaliação
Técnica). “O fabricante é que
deve solicitar
esta avaliação. É
uma segurança a
mais que ele dará aos clientes construtores
se não transformá-los em cobaias. É uma
postura que protege as empresas e o próprio
fabricante que quer fazer as coisas direito”,
comentou o professor.
(NB)
Gonçalves falou sobre
a demanda de água,
ao lado de Maria Luisa
Passerini, presidente da
Abrasip (entidade dos
instaladores prediais)
Eletropaulo amplia
atendimento especializado
Em sua participação, no seminário,
o gerente de marketing e novos projetos
da concessionária AES Eletropaulo, Rogério Pereira Jorge apontou avanços no
atendimento aos empreendimentos imobiliários, como a criação do atendimento
especializado (senha K) e a abertura, em
fevereiro, de canais eletrônicos para envio
de documentos. “Agora as empresas já
podem fazer abertura de notas, solicitar
inspeção, verificação e consulta de status
e até pedido de ligação”, afirmou. No
segundo semestre, também será possível
carregar documentos no site da AES.
Nos canais presenciais, a introdução de
check lists para evitar visitas desnecessárias
tem sido bastante eficiente, segundo Jorge.
“Nossa maior dificuldade está em atender
aos grandes empreendimentos comerciais,
devido à sua complexidade. Nesse caso te-
mos buscado soluções alternativas”,
afirmou.
Jorge também pontuou
novidades da 12ª
edição do LIG
(Livro de Instruções Gerais)
BT 2014, como
a absorção de
diversos comunicados técnicos
emitidos desde a
última edição, a
obrigatoriedade de fazer a proteção geral
contra correntes do sistema, além da modernização de procedimentos de solicitação. O
guia está disponível para download gratuito
no site da AES.
(Fabiana Holtz)
Jorge, da AES,
anunciou melhorias
no atendimento aos
empreendimentos
imobiliários
Odebrecht detalha gestão sustentável
A partir do conceito de cidade compacta, a Odebrecht Realizações Imobiliá­
rias buscou obter todas as certificações
possíveis ao projetar o Parque da Cidade,
com uma gestão sustentável do consumo
de energia, água e resíduos.
O complexo integrado por cinco torres
corporativas, duas torres residenciais, uma
torre de escritórios, um shopping, um hotel
da rede Four Seasons e restaurantes deve
ficar pronto em 2019.
Segundo Eduardo Frare, diretor de
engenharia da companhia, o complexo de
uso misto tem a premissa de ser o empreendimento mais sustentável da América
Latina.
Durante as obras, iniciadas em 2012,
os gestores do empreendimento calculam
que, a partir de soluções sustentáveis
poderão obter uma
economia de 36%
no consumo de
energia e de 27 mil
m³ no consumo de
água no canteiro
– com a implementação do sistema a
vácuo para coleta
de esgoto.
De acordo
com Frare, o complexo também pretende reduzir em 50%
o lixo destinado para aterros sanitários.
“Quando se fala em automação, o céu é o
limite”, afirmou.
(FH)
Canteiro sustentável
pretende gerar economia
de 36% no consumo de
energia, diz Frare
revista notícias da construção
/ Junho 2014
17
qualidade
Curso capacita para
inspeção de estruturas
Aquilo que de início parece ser apenas
mais um ônus para as construtoras pode
também se transformar em oportunidade de
negócios. É o que ensina o novo Curso de
Capacitação em Inspeção de Estruturas de
Concreto de Edificações, criado no âmbito
do Programa Nacional de Redução de Riscos
e Aumento da Vida Útil de Estruturas de
Concreto, ou Programa Edificação + Segura.
De alcance nacional, o programa, estruturado a partir da parceria da Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural), Alconpat Brasil (Associação
Brasileira de Patologia das Construções) e
Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto),
visa desenvolver e implementar ações de
capacitação, produção e difusão de conhecimento entre os agentes da cadeia produtiva
da construção. A meta é reduzir os riscos de
colapso ou de ocorrência de manifestações
patológicas em estruturas de concreto.
As duas primeiras turmas do curso
aconteceram no início de maio, em São
Paulo e em Porto Alegre (RS).
Segundo a coordenadora geral do
Programa Edificação + Segura e do curso,
consultora Maria Angelica Covelo Silva, a
estrutura do curso é inédita. “É o primeiro
com este conteúdo no Brasil, com a abordagem necessária para que os profissionais
tenham conhecimento requerido para a
inspeção de estruturas de concreto”, afirma.
O curso tem 8 módulos, num total de
62 horas aula. Em São Paulo, a turma tem
27 participantes de várias partes do país e
com vários tipos de formação profissional.
Oportunidade de negócio
Além do ineditismo da ação, Maria
Angelica destaca a conveniência do curso
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revista notícias da construção
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neste momento em que tramita no
Congresso Nacional o projeto de
lei 3370/12, que poderá tornar
obrigatória a realização de inspeções em edificações.
A novidade já é vista
como uma nova oportunidade de negócio para as
empresas de construção. “Entendemos
que a inspeção de
estruturas requer
capacitação específica dos profissionais de engenharia e/ou arquitetura e pretendemos
que o curso seja a base para uma norma
definidora de requisitos de qualificação
profissional para a inspeção de estruturas”,
diz a consultora. Segundo ela, isto permitirá
a estruturação de um sistema de certificação
para estes profissionais.
Para Maria Angelica, a capacitação
é necessária para os corretos diagnóstico
e indicação de medidas corretivas e/ou
preventivas, visando a segurança estrutural
e a vida útil da estrutura. “Procedimentos
especificamente desenvolvidos para este
curso pelos próprios professores são a base
das aulas, assim como uma vasta bibliografia
indicada”, comenta.
Segundo ela, novas turmas poderão
iniciar as aulas a partir de fevereiro de 2015.
“O Comitê Gestor do Programa já analisa a
possibilidade de expansão para outras cidades”, revela Maria Angelica.
No futuro, as atividades do Programa
Edificação + Segura deverão ainda se estender à melhoria das condições de projeto e à
execução de estruturas de concreto.
(Nathalia Barboza)
H A B ITA Ç Ã O
SindusCon-SP recebe secretário
da Habitação da capital paulista
Azevedo Marques
comentou metas para
HIS e o Plano Diretor
O secretário municipal da Habitação,
José Floriano de Azevedo Marques, esteve
na sede do SindusCon-SP em maio para expor os avanços dos programas de Habitação
de Interesse Social (HIS) que contam com
a participação da Prefeitura.
Acompanhado do assessor de gabinete
Luiz Henrique Tibiriçá Ramos, o secretário
foi recebido pelo presidente do sindicato,
Sergio Watanabe; pelo vice-presidente de
Habitação Popular, João Claudio Robusti;
e pelo membro do Núcleo de Habitação Popular do sindicato, Ronaldo Cury de Capua.
Também participaram da reunião Maristela
Honda, vice-presidente de Responsabilidade Social; e Elcio Sigolo, gerente de
Produção e Mercado do sindicato.
As desapropriações devem continuar,
afirmou o secretário ao falar sobre as ocupações mais antigas da cidade. Segundo
Marques, foram cadastradas 30 mil famílias, que estão recebendo o aluguel social,
e o programa foi congelado. Em 2013 a
prefeitura desembolsou R$ 82 milhões em
desapropriações.
De acordo com Marques, muitas construtoras têm apresentado projetos da faixa
1 do programa Minha Casa, Minha Vida.
“Isso não acontecia. Agora temos projetos
para 20 mil unidades”. No orçamento da
secretaria estão previstos R$ 300 milhões
para alavancar os programas. “Dentro
desse pacote, o prefeito contará com R$
220 milhões oriundos da securitização de
recebíveis. Isso deve ocorrer até agosto”,
informou o secretário.
20
revista notícias da construção
/ Junho 2014
Meta ousada
Durante a reunião, Tibiriçá apresentou
um balanço dos programas da prefeitura,
como o Minha Casa Paulistana e o Renova
São Paulo, que visa a reurbanização de
favelas – cujo primeiro pacote de obras
deve ser anunciado em breve pelo prefeito
Fernando Haddad. “Considero ousada a
meta de 55 mil unidades anunciada pelo
prefeito, mas se tudo ocorrer como previsto
atingiremos um número bem próximo”,
disse o assessor.
Segundo o secretário, sua pasta não
tem interferência na escolha da construtora,
mas é possível aproximar representantes
dos dois lados para que cheguem a um
entendimento. A prefeitura também possui
uma lista de entidades formais representativas de movimentos sociais, que pode ser
consultada pelas empresas.
Ao ser questionado sobre o Plano Diretor, ele disse acreditar que existe um erro
a ser corrigido. “Misturar as faixas 1 e 2 na
mesma matrícula de terreno não funciona”,
observou.
O Plano Diretor já preve a criação de
uma ZEI 5 (Zona Especial de Interesse Social) para atender exclusivamente a faixa 1.
(Fabiana Holtz)
Encontro sobre projetos
da prefeitura reuniu
Robusti, Watanabe,
Azevedo Marques,
Tibiriçá e Cury
SINDUSC O N - SP E M A Ç Ã O
Uma indústria da construção
forte pelo crescimento do Brasil
A chapa “Consenso pela Produtividade”, que concorre às eleições
para a Diretoria do SindusCon-SP,
divulgou em maio sua plataforma
eleitoral, que reproduzimos nestas
páginas. Apurado o resultado da votação em 23 de junho, a posse da nova
Diretoria será em 5 de agosto.
São Paulo, maio de 2014
Prezado (a) Associado (a):
Ingressamos em tempos difíceis. A
persistência do baixo crescimento da economia com inflação e juros elevados, as falhas
recorrentes na gestão governamental, o freio
nos investimentos públicos e as incertezas na
sucessão presidencial, dentre outros fatores,
minaram a disposição de investir das famílias e dos agentes econômicos.
A indústria da construção já vem sendo
afetada por este cenário, ressentindo-se de
novos obstáculos: diminuição do volume
de obras, elevação dos seus custos e dificuldades crescentes de acesso ao crédito.
A oscilante gestão fiscal do governo tem
levado a atrasos de pagamentos, inclusive
em programas prioritários como o Minha
Casa, Minha Vida.
Até o momento, não há sinalização de
melhora em 2015, ano em que o próximo
governo federal, seja qual for, precisará
realizar ajustes drásticos para não comprometer ainda mais a combalida situação a que
chegou nossa economia.
Diante deste cenário, decidimos formar
a Chapa “Consenso pela Produtividade”
para concorrer às eleições para a Diretoria
do nosso sindicato.
Para fortalecer a indústria paulista da
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revista notícias da construção
/ Junho 2014
construção, propomo-nos a investir pesadamente na disseminação das inovações
nacionais e internacionais em tecnologia e
qualidade, visando um expressivo incremento da produtividade e da competitividade,
sempre com respeito ao meio ambiente.
Vamos dar um salto em educação e
qualificação, em todos os níveis, buscando
capacitar empresários, executivos, trabalhadores e prestadores de serviços a operarem
com profissionalismo, tecnologia avançada
e alta produtividade.
Pretendemos atuar fortemente em favor
da melhora expressiva no ambiente de negócios da construção.
No entanto, de nada servirá termos uma
indústria da construção de excelência se não
agirmos, como nos propomos a fazer, em
favor de reformas profundas na política, na
gestão econômica, nas relações trabalhistas,
no sistema previdenciário e nas políticas
públicas de habitação, infraestrutura, saneamento, energia, tecnologia e meio ambiente.
Queremos que a mesma eficiência e
produtividade almejada para a construção permeie nossas instituições públicas,
órgãos de governo, concessionárias, em
todas as esferas e instâncias.
Não podemos permitir que o enorme
esforço em favor da excelência na construção civil seja minado por governantes despreparados, casuísmos econômicos, política
miúda, instituições ineficientes. Repelimos
a ameaça de que o brilho de nossa contribuição ao desenvolvimento do país venha
a ser apagado pelo obscurantismo estatal.
Vamos lutar para melhorar as políticas
de governo e a qualidade da máquina pública, no que estiver ao nosso alcance, em nível
federal, estadual e municipal. E pretendemos
reforçar ações do sindicato para valorizar
ainda mais a imagem das empresas do setor,
Eduardo Carlos Rodrigues Nogueira
Eduardo May Zaidan
Francisco Antunes de
Vasconcellos Neto
Continuada em Gestão e Tecnologia da
algumas vezes arranhada de forma generaliConstrução.
zada por problemas pontuais.
• Criar uma agenda de inovação para o setor,
E faremos questão de manter erguidas
aproximando universo acadêmico, governo
com grande energia todas as bandeiras das
e indústria.
gestões anteriores do SindusCon-SP, das
quais tanto nos orgulhamos: fortalecimenMeio Ambiente
to da economia de mercado; reconheci• Tornar a atuação do SindusCon-SP mais
mento da construção como protagonista
estratégica na área de meio ambiente, lie não como coadjuvante do crescimento;
derando processos,
desoneração tributámostrando caminhos
ria e previdenciária;
Obscurantismo estatal
e estabelecendo precombate à informanão
pode
apagar
o
missas, participando
lidade e à burocracia;
ativamente da elabosegurança jurídica;
brilho da contribuição
ração de legislações
responsabilidade soda construção ao país
e dos fóruns de discioambiental, enfim,
cussão das melhores
tudo o que contribua
práticas para a construção sustentável e para
para estabelecer um ambiente favorável a
a preservação ambiental.
um desenvolvimento irreversível do Brasil.
• Atuar fortemente na questão mais preReafirmamos o compromisso das lidemente da atualidade – a eficiência energética
ranças que nos antecederam, por uma indús–, estimulando a sociedade, o governo e as
tria da construção moderna, inovadora, que
construtoras a adotarem definitivamente o
almeja a sustentabilidade, unida em torno de
Programa Nacional de Eficiência Energética
um sindicato forte, representativo, cada vez
em Edificações (Procel Edifica).
mais reconhecido como fonte de referência
• Manter e reforçar as ações em andamento
e qualificado pela excelência dos serviços
nas áreas de gestão de resíduos, emissão de
prestados às empresas associadas.
carbono, conservação e uso racional de água
Seguem abaixo alguns de nossos itens
e uso racional da madeira e dos recursos
programáticos, pelos quais pretendemos
naturais, sempre com o foco na preservapautar a atuação do SindusCon-SP na gestão
ção ambiental e no combate às mudanças
2014-2016.
climáticas.
• Atuar na análise e na discussão das ações
Tecnologia e Qualidade
que possam mitigar os riscos relacionados
• Intensificar as atividades e os semináàs questões ambientais e às mudanças climários do Comitê de Tecnologia e Qualidade
ticas, sobre a atividade da construção, seus
(CTQ), agora com o foco em gestão de todo
produtos e sistemas.
o ciclo do processo construtivo (início do
projeto, BIM, planejamento, construção),
Economia
visando à elevação da produtividade e ao
• Aperfeiçoar as ações e projetos defim dos improvisos de obra.
senvolvidos pelo Setor de Economia do
• Fomentar novas missões técnicas ao
SindusCon-SP,
exterior, agora com o foco em gestão do
• Analisar os fatos econômicos relevantes,
processo construtivo.
avaliar seu impacto no setor, apresentar
• Desenvolver, implantar e coordenar um
cenários e perspectivas para orientar as
CTQ nacional na CBIC.
associadas em suas estratégias de mercado.
• Ampliar a atuação do CTQ no interior
• Produzir, em conjunto com parceiros rede São Paulo.
conhecidos, estudos para subsidiar pleitos do
• Implantar um Centro de Educação
Haruo Ishikawa
Jorge Batlouni Neto
José Romeu Ferraz Neto
Luiz Antônio Messias
revista notícias da construção
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23
sinduscon-sp em ação
setor, dando base econômica às ações e aos
posicionamentos do SindusCon-SP.
Relações Institucionais
• Estruturar a área e adotar as melhores
práticas relacionadas à aproximação e manutenção de relacionamento com os públicos
alvos.
• Avaliar os públicos de interesse com os
quais a indústria paulista da construção deve
iniciar e/ou intensificar aproximação.
• Monitorar e analisar os movimentos daqueles públicos alvos.
Relações Capital-Trabalho
• Estreitar o diálogo construído entre empregadores e trabalhadores
• Responsabilizar-se por aperfeiçoamentos
contínuos em negociações trabalhistas e segurança do trabalho, bem como na atuação
em favor das reformas sindical e trabalhista.
• Aperfeiçoar continuamente as ações
relacionadas à prevenção de acidentes de
trabalho, em especial por meio do Programa
SindusCon-SP de Segurança, das Megasipats e da participação na CPN e nas CPRs,
atuando na reformulação e na divulgação
das normas do Ministério do Trabalho, de
maneira que sejam praticadas por empresas
de todos os portes.
Responsabilidade Social
• Buscar sustentabilidade nos programas de
responsabilidade social do sindicato como
o ConstruSer, a Megasipat e o Programa de
Elevação da Escolaridade, por meio de ações
que sensibilizem empresários, executivos
das construtoras e donos de empresas subcontratadas a valorizarem seus trabalhadores
como profissionais e cidadãos.
• Mapear e implantar programas de responsabilidade social alinhados às melhores
práticas do mercado e adequados às especificidades da indústria de construção.
• Desenvolver uma plataforma unificada
que abrigue todas as iniciativas corporativas
direcionadas à qualificação profissional.
• Desenvolver estudos e ferramentas para
24
revista notícias da construção
/ Junho 2014
massificar o conhecimento com o objetivo de
ampliar a qualificação e a atualização da mão
de obra da cadeia produtiva da construção.
• Realizar campanha de valorização do
trabalhador da indústria da construção.
Regionais
• Ampliar o número de empresas associadas
e a representatividade do sindicato em todo
o Estado de São Paulo.
• Valorizar o trabalho voluntário dos integrantes das Diretorias Regionais, propiciando o aumento da participação e a maior
integração e sinergia entre empresários.
• Otimizar a utilização, pelas Regionais,
do amplo potencial oferecido pela estrutura
da sede.
• Fortalecer o ambiente positivo entre as
Regionais e a sede, viabilizando mais ações
no interior, tais como de incremento na
tecnologia e na agilização das aprovações
de empreendimentos.
• Aperfeiçoar a comunicação interna do
sindicato em todo o Estado e com os associados, por meio de ferramentas de informática,
facilitando a integração entre diferentes
municípios nas ações da entidade.
Luiz Claudio Minniti Amoroso
Maristela Alves Lima Honda
Imobiliário
• Apoiar os interesses das associadas que
operam na área imobiliária e de loteamentos,
em sinergia com o Secovi-SP, a Fiabci e a
Abrainc.
• Com vistas a aumentar a velocidade de
lançamentos, manter as ações em andamento, como o Projeto Plantas On Line, o Seminário Licenciamento de Empreendimentos
Imobiliários no Município de São Paulo e a
pressão pela desvinculação do Certificado de
Quitação do ISS da concessão do Habite-se Mauricio Linn Bianchi
na capital paulista.
• Incrementar o relacionamento com o
poder público e representar o SindusCon-­
SP em todas as instâncias governamentais e
financeiras relacionadas ao setor imobiliário.
Habitação popular
• Atuar por uma política contínua voltada à
• Acompanhar e influenciar nos Orçamendiminuição do déficit habitacional.
tos para investimentos das três instâncias:
• No nível da União: agir pela continuidade
federal, estadual e municipais.
do Programa Minha Casa, Minha Vida, e
• Acompanhar e orientar os associados soestreitar o relacionamento com Ministério
bre legislações que afetem o setor, tais como
das Cidades, Caixa e Banco do Brasil; e
a Lei Anticorrupção e a legislação sobre a
acompanhar a revisão da tabela Sinapi e
desoneração da folha de pagamentos.
os impactos da Norma de Desempenho no
custo da Habitação Popular.
Administrativo Financeiro
• No âmbito estadual, atuar pelo aumento
• Aproximar a gestão do sindicato à nova
das contratações da CDHU, pela continuifase que as associadas estão enfrentando no
dade da Casa Paulista e ajudar o desenvolvicenário econômico, com foco na produtivimento da PPP voltada à habitação popular.
dade, na racionalização das atividades e na
• Na esfera do município de São Paulo,
atualização tecnológica.
fortalecer o relacionamento com a Secretaria
• Modernizar continuamente as áreas de
da Habitação, a Casa Paulistana e a Cohab,
Gestão Financeira,
visando incrementar
Contabilidade, Inforprogramas de chamaAtuaremos
fortemente
mática, Departamenmentos empresariais,
to Pessoal, Serviços
retrofit e aluguel sopela melhoria do
Gerais/Manutenção,
cial.
ambiente
de
negócios
Compras e Adminis• Realizar ações
tração do prédio da
semelhantes nas reno setor da construção
sede.
giões metropolitanas
do Estado.
Amigo (a) Associado (a),
• Atuar para reduzir o excesso de burocracia
que diminui a eficiência do setor de habiEstamos abertos ao diálogo com os retação popular e eleva o custo dos imóveis.
presentantes das empresas que queiram contribuir com o trabalho o qual nos dispomos
Obras Públicas
a realizar, por meio do e-mail [email protected]
• Combater a extensão do RDC (Regime Dirfm.com.br . Envie-nos seus comentários,
ferenciado de Contratação) a todas as obras
críticas e sugestões, sua colaboração será
públicas, e agir no Congresso Nacional para
bastante importante para nós.
aperfeiçoar a Lei 8.666 (Lei de Licitações).
• Monitorar e seguir influenciando no proContamos com o seu voto!
cesso de atualização do Sinapi; atuar junto
aos órgãos de controle para que vejam a
Cordialmente,
tabela de composições de custos do Sinapi
como sendo referencial e não de custos máEduardo May Zaidan, Eduardo Carlos
ximos; e desengessar os orçamentos de obras
Rodrigues Nogueira, Francisco Antunes
públicas eliminando itens como a fixação de
de Vasconcellos Neto, Haruo Ishikawa,
BDIs máximos.
Jorge Batlouni Neto, José Romeu Ferraz
• Criar o Comitê de Obras Públicas, com
Neto, Luiz Antônio Messias, Luiz Claudio
ampla participação de empresas da capital
Minniti Amoroso, Maristela Alves Lima
e do Interior.
Honda, Mauricio Linn Bianchi, Odair Gar• Estreitar o diálogo do SindusCon-SP com
cia Senra, Paulo Rogério Luongo Sanchez,
os órgãos contratantes em todos os níveis e
Roberto José Falcão Bauer, Ronaldo Cury
instâncias, em articulação com as demais
de Capua
entidades representativas do setor.
Odair Garcia Senra
Paulo Rogério Luongo Sanchez
Roberto José Falcão Bauer
Ronaldo Cury de Capua
revista notícias da construção
/ Junho 2014
25
sinduscon-sp em ação
Comar vai orientar construtoras
O 4º Comar (Comando Aéreo Regional)
da Aeronáutica colocou-se à disposição das
construtoras para orientá-las previamente
ao licenciamento de empreendimentos
imobiliários. Este foi um dos resultados da
palestra feita pela tenente Renata Machado
e pelo suboficial Robs Romeu, à Diretoria
do SindusCon-SP, em maio.
Romeu orientou as construtoras a elaborarem corretamente seus projetos, evitando
erros de localização geográfica dos empreendimentos, altura do topo ou da base, e a
sempre utilizarem plantas oficiais do IBGE.
O presidente do SindusCon-SP, Sergio
Watanabe, sugeriu que a Aeronáutica receba
os projetos ao mesmo tempo que a Prefeitura. O vice-presidente Haruo Ishikawa propôs
que o Comar oriente as construtoras antes da
aquisição de terrenos. Já o vice-presidente
Luiz Antônio Messias sugeriu que o Comar coloque orientações em seu site. E o
vice-presidente Mauricio Bianchi colocou
o CTQ à disposição para desenvolver um
mapa georeferenciado de São Paulo com os
gabaritos autorizados e as áreas de restrição
à construção de edifícios.
O vice-presidente Luiz Claudio Amoroso informou que as Regionais do SindusCon-­
SP farão uma aproximação entre os técnicos
das prefeituras e o Comar. Sergio Porto, representante do SindusCon-SP junto à Fiesp,
e o conselheiro Roberto José Falcão Bauer,
sugeriram que a regra para a determinação
de gabaritos tenha algum grau de tolerância.
Convênio: comercialização de brita e areia
SindusCon-SP, Sindareia e Sindipedras firmaram em maio um Protocolo de
Cooperação Técnica visando normatizar a
comercialização de areia e brita por peso
(e não mais por volume), e a erradicar o
transporte de cargas desses agregados com
peso acima dos valores máximos definidos
pelas resoluções do Contran.
Assinaram o protocolo os presidentes
Sergio Watanabe (SindusCon-SP); Antero
Saraiva Junior (Sindareia); e Tasso de Toledo Pinheiro (Sindipedras). Exemplares de
uma cartilha serão distribuídos aos associados do SindusCon-SP. Ela traz orientações
sobre como deve ser o transporte legal de
areia e pedra, e o recebimento pelas construtoras. A publicação traz ainda uma tabela
das principais configurações de veículos
utilizados nesse transporte, com os pesos
máximos permitidos.
SindusCon-SP é
reeleito na ABNT
Cobrança de ISS:
vitória em Iperó
O SindusCon-SP foi reconduzido ao
Conselho Deliberativo da ABNT, nas eleições realizadas em maio. Representarão o
sindicato o vice-presidente de Tecnologia
e Qualidade, Paulo Rogerio Luongo Sanchez, e o coordenador da Comissão de
Trabalho de Projetos do CTQ (Comitê de
Tecnologia e Qualidade), Fernando Augusto Corrêa da Silva.
A juíza Heloisa Lucas, de Boituva,
garantiu o direito de as associadas ao SindusCon-SP abaterem da base de cálculo do
ISS, no município de Iperó, os valores dos
materiais empregados na obra e das subempreitadas já tributadas. A sentença favorável
ao sindicato foi publicada em maio de 2014,
proferida nos autos do mandado de segurança
coletivo impetrado pelo SindusCon-SP.
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revista notícias da construção
/ Junho 2014
Para abrir novos caminhos, nosso país tem a força
do aço Gerdau. A força da transformação.
O aço da Gerdau tem a força da transformação.
Diminuir distâncias é uma forma de conectar pessoas e gerar mais
desenvolvimento. Para criar novos caminhos, o aço da Gerdau se
transforma. Reciclamos milhões de toneladas de sucata para produzir
aço de qualidade, que vai continuar abrindo horizontes para o futuro.
www.gerdau.com
/gerdau
/gerdausa
sinduscon-sp em ação
Construção constata piora
na conjuntura econômica
para o PIB da Construção em 2014, caso o
Para discutir os números mais recentes
PIB nacional seja próximo de 2%. “2014
do setor e celebrar os resultados do Construpode ser um ano que sentiremos saudade
Br, congresso realizado pelo SindusCon-SP
mais adiante”, alertou o presidente, ao lemem parceria com a Abramat (Associação
brar que, após as eleições certamente virá um
Brasileira da Indústria de Materiais de
ajuste fiscal. Segundo ele, podemos entrar
Construção), o sindicato recebeu em maio
em uma espiral de pessimismo se nos conos representantes de 24 entidades em sua
centrarmos apenas no
sede para um café
curto prazo.
da manhã. O gruSindusCon-SP agora
Para Simão,
po foi recepcionado
criamos
uma falsa
pelo presidente Serestima crescimento do
sensação de que esgio Watanabe, que
abriu o encontro ao PIB da construção entre távamos chegando
ao topo, mas ainda
lado de Walter Cover,
1% e 2% para 2014
estamos no meio do
presidente da Abracaminho. “Temos
mat, e Paulo Simão,
muito a crescer, em todas as direções”,
presidente da CBIC (Câmara Brasileira da
afirmou.
Indústria da Construção).
No sentido de manter um discurso
Durante a reunião, o grupo também
coeso com foco na produtividade do setor,
assistiu a uma apresentação de Ana Maria
Walter Cover elogiou o padrão adotado pelo
Castelo e Robson Gonçalves, economistas
ConstruBr, que considera um marco nos
da Fundação Getulio Vargas (FGV) da área
eventos da cadeia da construção. “Faltava
de estudos de construção civil. A dupla
integração e o evento ajudou a aproximar a
apresentou dados da conjuntura econômica
indústria das construtoras.”
do setor, com um balanço dos últimos meses
Segundo ele, o custo pós-fábrica é muie perspectivas.
to alto e o empresariado acabou se iludindo
com as expectativas de negócios envolvendo
Expectativas
a Copa do Mundo. “As coisas não andaram
Diante das perspectivas menos animacomo esperávamos, mas acredito que existe
doras da indústria para os próximos meses,
um pessimismo exagerado na economia”,
o SindusCon-SP estima alta entre 1% e 2%
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revista notícias da construção
/ Junho 2014
José Luiz Machado,
superintendente
do SindusCon-SP,
Simão, Watanabe e
Cover, assistiram à
apresentação dos
economistas da FGV,
Gonçalves e Ana Castelo
observou Cover. Para ele, o momento é de
se ser mais objetivo. Na mesma linha, Simão recomendou que em vez de se deixar
levar pelo discurso pessimista, o setor adote
ações mais produtivas, com propostas de
melhorias.
Na opinião de Paulo Simão, da CBIC,
o problema não está na falta de recursos
ou de demanda. “É apenas uma questão
de ajustarmos a economia”, ponderou. Já
o atraso no pagamento das construtoras do
Minha Casa, Minha Vida, na sua avaliação,
foi uma falha grave do governo. Embora
não tenha entendido o que aconteceu, Simão
considerou que o setor teve uma reação forte
e obteve uma resposta rápida.
dade criativa” do governo. No papel, aponta
o economista, a meta de inflação é de 4,5%,
mas tudo indica que trabalhamos com uma
faixa de 5,5%. A tendência para as contas
públicas, por sua vez, é de desaceleração.
Para Ana Castelo, o cenário conjuntural mais negativo no curto prazo reflete
diretamente nas decisões de investimento.
“Essa arrumação da casa no curto prazo é
fundamental para podermos pensar no médio
e longo prazos”, acrescentou.
Outro dado importante: o emprego com
carteira assinada caiu em março, revertendo
a recuperação dos dois primeiros meses do
ano. Aliado a isso, a produção de insumos
também desacelerou, bem como o ritmo de
vendas e lançamentos no mercado imobiliário paulista, o maior do país. “Foi a primeira
queda do indicador de emprego para o mês
de março desde que a pesquisa foi lançada”,
destacou Ana Castelo.
Segundo Gonçalves, o país precisa estar
preparado para um ambiente internacional
melhor. Para tal, o governo deve fazer uma
grande lição de casa, colocando as contas
em ordem. “Na minha avaliação é preciso
recuperar o regime de metas de inflação,
eliminar a contabilidade criativa e colocar as
contas públicas em ordem”, afirmou.
(Fabiana Holtz)
Arrumação da casa
Em sua apresentação, os economistas
destacaram a evolução da atividade econômica, inflação e juros, contas públicas,
contas externas entre 2003-2013. Como
contraponto, também foi apresentada a evolução desses indicadores entre 2011-2014.
Na avaliação de Gonçalves, o nosso padrão
de crescimento baseado no consumo foi
desindustrializante. “Faltou investimento.
Agora estamos remontando o quebra-cabeça
econômico, mas as peças não estão se encaixando.”
O economista
lembra que em agosEMPREGO COM CARTEIRA
CONTRATAÇÕES ATÉ MARÇO
to de 2011 –marco
do início da polí250.000
tica econômica da
220.658
presidente Dilma
200.000
Rousseff– passou
a ocorrer um nítido
150.000
descompasso entre o
130.686
129.222
discurso do governo
e a política econô100.000
mica.
Nos últimos
48.762
50.000
a n o s , o b s e r vo u
Gonçalves, os superávits primários
2009
2010
2011
2012
foram alcançados
graças à “contabiliFonte: MTE, SindusCon-SP/FGV
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
76.126
2013
68.304
2014
revista notícias da construção
/ Junho 2014
29
M E I O AM B I E NT E
São Paulo mais limpa
13ª Conferência P+L
exige cumprimento
integral da Lei das
Mudanças Climáticas
A 13ª Conferência Produção Mais Limpa
e Mudanças Climáticas – Aquecimento Global:
de sua casa para o
seu planeta, ocorrida em maio com
o apoio do SindusCon-SP, resumiu em
um único item a pauta de reivindicações
expressa em sua Carta Compromisso: que
a cidade de São Paulo cumpra a Lei da
Política das Mudanças Climáticas.
O público, que assistiu à conferência
a partir do auditório da APCD (Associação
Paulista de Cirurgiões Dentistas), na zona
norte da capital, por meio da transmissão
ao vivo para 18 locais, entre eles, as Universidades Anhanguera, Uninove, Santa
Casa de São Paulo e Rio Branco, concordou com o conteúdo da carta, lida pelo
vereador Gilberto Natalini
(PV-SP), autor
da Resolução n°
8 de 2002, que
criou a Conferência.
“A n o s s a
Carta Compromisso vai exigir
o cumprimento
integral da Lei
da Política da
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revista notícias da construção
/ Junho 2014
Mudança Climática que aborda várias
questões importantes para a preservação
do meio ambiente e da qualidade de vida
da nossa cidade”, anunciou Natalini aos
3.500 participantes do evento.
Segundo o vereador, é preciso fazer
com que a lei continue a ser aplicada com
a renovação da frota ecológica –ao trocar o
combustível fóssil por renovável, biodiesel
e eletricidade.
Por força da lei, até 2013 o governo
municipal já havia coordenado a troca de
dois mil ônibus da frota municipal, incentivado a recuperação e compra de novos
trólebus e mantido a inspeção veicular.
A palestra magna da conferência foi
realizada pelo consultor ambiental Fabio
Feldmann, que abordou o
tema Aquecimento Global:
o que podemos esperar e
fazer.
O SindusCon-SP foi
representado no evento pela
coordenadora técnica do
Comasp (Comitê de Meio
Ambiente), Lilian Sarrouf.
(Nathalia Barboza)
Natalini (ao lado) pôs em votação a
Carta Compromisso do evento, que
lotou o auditório da APCD
G E ST Ã O DA O B RA
Manter os fundamentos
Maria Angelica
Covelo Silva é
engenheira civil,
mestre e doutora em
engenharia, diretora
da NGI Consultoria e
Desenvolvimento
Envie seus
comentários,
críticas, perguntas e
sugestões de temas
para esta coluna:
[email protected]
com.br
A construção civil sempre se apresentou
como um setor de uso intensivo de mão de
obra. Esta suposta qualidade que estimulava
investimentos se tornou um grande problema.
Os limites da tão propalada abundância
de mão de obra foram testados. O setor começou a ser desafiado a oferecer postos de
trabalho que exijam mais qualificação, em
processos de produção com mais segurança,
menos riscos ao trabalhador, menos esforço
físico e ameaças à saúde, e que viabilizem
mais produtividade.
Toda a cadeia produtiva é envolvida nestas questões. Ainda encontramos caminhões
fazendo entregas de materiais em que não há
equipamento de descarga e a triste visão do
trabalhador descarregando dois sacos de 50
kg de material na cabeça é presente nos canteiros. Ainda encontramos obras onde o uso
do trabalhador para carga e transporte interno
de materiais impõe situações inaceitáveis em
outras indústrias.
(o especializado), lembrando que o excesso
de transferência de responsabilidade de
conhecimento para consultores, projetistas
etc. deixa muitas construtoras sem o conhecimento básico necessário para empresas
de engenharia. Fica difícil até dialogar com
seus especialistas contratados quando não
há um patamar mínimo de conhecimento
interno.
Por outro lado, que conhecimento é
esse? Acadêmico? Vindo da prática? Nem
tanto lá nem tanto cá... Engenharia precisa
de aplicação, mas precisa dos fundamentos
da tecnologia de materiais, da física e da
química das construções, e estes estão sendo
esquecidos.
Não é à toa que a Norma de Desempenho
é tão difícil de ser entendida no mercado.
Vivemos uma era de crise de conhecimento.
Ou mudamos isso ou os problemas sentidos
nas obras quanto à qualidade e desempenho
só aumentarão. Fala-se muito em inovação,
mas ela não existe sem
conhecimento. Aliás,
pode haver sim, mas
com riscos altos. Também é preciso cuidado
com o mito da inovação na construção. Ela pressupõe sobretudo
passos muito claros desde o objetivo a que
deve servir, o problema a resolver, a avaliação de riscos envolvidos, de custo global, a
avaliação de desempenho, enfim passos muito
objetivos em torno de conhecimento, gestão
e avaliação tecnológica quando tratamos de
inovações em tecnologia de construção. Mas
a discussão às vezes tem tornado a introdução
de inovação algo etéreo, com muita teoria e
pouca objetividade.
Na base de tudo está o conhecimento e
é preciso avançar, pois em algumas situações
estamos “desaprendendo” no setor.
Conhecimento é fator chave para
a competitividade da construção
Por outro lado, o aumento da complexidade tecnológica dos empreendimentos, a
construção de edificações mais altas e com
maior número de unidades também coloca
em xeque o conhecimento dos profissionais
de engenharia de obra e de projeto. Podemos
dizer que este precisa ser um setor intensivo
em conhecimento.
No entanto, empresas e profissionais
ainda precisam saber como obter, gerir e
aperfeiçoar este conhecimento. Comprá-lo
exige saber como (desde o respeito ao conhecimento até saber valorá-lo), saber qual
conhecimento internalizar e qual terceirizar
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revista notícias da construção
/ Junho 2014
C a paC i taç ão
profissional
curso eM d e s taq u e
Curso
especialista
do Microsoft
project 2013
17 a 19 de julho,
em são paulo
outros cursos eM s ão pau lo
Melhoria do
desempenho nos
sistemas de Gestão –
segmento
Construção Civil
16 de julho
irpJ, pis/CoFiNs e
Csll com o Fim do
rtt Conforme Mp nº
627 de 2013
28 de julho
e-social x legislação
trabalhista e
previdenciária –
aspectos preparatórios
21 de julho
edificações
ecologicamente
sustentáveis
30 de julho
a legislação
trabalhista e
previdenciária no
e-social – revisão e
atualização
29 de julho
cursos eM o u t r a s C i da d e s
Cruzamento de
informação Fiscais
dipJ, daCoN, dCtF,
dirF, diMoB
11 de julho, em ribeirão
preto
o iNss e os Benefícios
previdenciários
16 de julho, em Mogi
das Cruzes
Gestão de pessoas com
deficiência
• 15 de julho, em Bauru
• 17 de julho,
em Campinas
Contas a pagar, Contas
a receber e tesouraria
na prática
21 de julho, em s.J. do
rio preto
entendendo a
Construção Civil na
Área previdenciária
17 de julho, em santos
Mais informações: (11) 3334 5600
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/sinduscon-sp
i m ob i l i á r i o
Decreto
simplifica novos
licenciamentos
O Diário Oficial do Município de São
Paulo de 16 de maio oficializou o Decreto
nº 55.036, assinado pelas secretarias de Licenciamento (SEL), Coordenação das Subprefeituras, Desenvolvimento Urbano, Verde
e do Meio Ambiente, Habitação e Governo.
O documento simplifica os procedimentos
administrativos para o licenciamento de
novas edificações na cidade.
O decreto é uma vitória dos representantes da indústria imobiliária, entre eles o
SindusCon-SP, que apresentaram reivindicações para desburocratizar e acelerar os
processos de licenciamento no município.
Foram incluídas especificações a respeito de implantação de estande de vendas
e modificações na emissão de alvarás de
demolição e de elevadores.
A autorização para instalação de estande de vendas, por exemplo, passou a ser
informatizada, através da apresentação de
declaração assinada por responsável técnico,
observadas as restrições legais. Pelo decreto,
o alvará de autorização deve sair no prazo
máximo de 15 dias úteis. Após esse prazo, a
implantação do estande poderá ser iniciada.
A aceitação, por parte da Secretaria
do Verde e Meio Ambiente, do Laudo de
Avaliação de Risco do terreno apresentado à
Cetesb, é outro ponto importante do decreto,
que permite o licenciamento da instalação
de elevadores e aparelhos de transporte de
forma conjunta com a emissão do Alvará
de Execução da edificação. Para isso, basta
a apresentação, pelo interessado, de uma
declaração assinada pelo responsável técnico
de que o projeto atende as NTOs (Normas
Técnicas Oficiais).
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revista notícias da construção
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A liberação do
funcionamento dos
elevadores e aparelhos de transporte
se dá mediante o cadastro no sistema de
licenciamento eletrônico referente ao
tema. Já para o alvará de demolição, não
será mais necessária
a comprovação da regularidade do imóvel.
Competências
Para agilizar ainda mais os procedimentos, o decreto suprimiu a tramitação de
processos entre a SEL e os demais órgãos
da Prefeitura. Agora, cabe a cada setor a
análise dos aspectos referentes exclusivamente à matéria de sua competência. SEL
e Subprefeituras ficam responsáveis pela
compatibilização dos projetos.
(NB)
Novas instalações do
Comin, coordenadoria
que faz os licenciamentos
de empreendimentos e
industriais
Plantas Online conclui fase 1
Quatro coordenadorias da SEL (Secretaria Municipal
de Licenciamento) –Resid, Servin, Comin e Parhis– já estão
funcionando nas novas instalações do Edifício Martinelli.
A entrega da nova estrutura adequada às novas necessidades de trabalho da SEL consolida a primeira etapa do Plantas
Online 2, acordo firmado entre a Secretaria, o SindusCon-SP,
AsBea-SP e Secovi-SP.
Servin e Comin já funcionam no 20º andar e Resid e
Parhis, no 21º. Em maio, a reforma da Segur, no 19º andar,
encontrava-se em fase final.
Além da reestruturação de seu espaço físico, a parceria
do Plantas Online 2 também inclui a informatização dos
dados cadastrais da SEL e a busca por maior eficiência,
transparência e agilidade do corpo técnico. (NB)
JUR Í DIC O
Melhor prevenir
JOSELITA BORBA
nepomuceno é
advogada e membro
do Conselho Jurídico
do SindusCon-SP.
Mestre e doutora
pela PUC-SP, foi
procuradora do
Trabalho
Envie seus
comentários, críticas,
perguntas e sugestões
de temas para esta
coluna: [email protected]
gmail.com
O acidente em decorrência da atividade
profissional remonta à origem do trabalho,
por ser inerente a ela o risco ou o perigo.
Levando-se em conta tal premissa, não se
tem poupado esforços para se proteger a
saúde e a integridade física do trabalhador.
No nosso sistema jurídico, a proteção
vem em primeiro lugar da Constituição
Federal, que assegura ao trabalhador redução dos riscos do trabalho, garantindo-lhe
indenização por acidente em virtude da responsabilidade civil do empregador, quando
este incorrer em dolo ou culpa.
Não obstante o grande avanço de nosso
ordenamento em relação à tutela da integridade e da vida do trabalhador, bem como
do meio ambiente laboral, as estatísticas
revelam elevadíssimo número de acidentes
de trabalho, indicando a OIT ser o Brasil o
4º colocado mundial em acidentes fatais.
preender todos os esforços, utilizando-se
inclusive da engenharia de segurança e da
medicina laboral, a fim de reduzir, se não
for possível eliminar, os riscos que cercam
a atividade do trabalhador.
A atitude frente a valores supremos
–dignidade e meio ambiente equilibrado–
deve ser de atuação responsável. Para tanto,
não basta observar formalmente a lei, mas
cuidar para a sua completa –e correta– aplicação e das disposições regulamentares,
notadamente as diretrizes, programas e ações
traçadas pelas Normas Regulamentadoras
do Ministério do Trabalho, com revisões
periódicas.
Somente a manutenção de ambiente de
trabalho salubre, seguro e equilibrado, com
efetivo respeito à integridade física e mental
do trabalhador, pode isentar o empregador
de responsabilidade, bem como de possível
ação de regresso pelos
prejuízos causados
ao erário público em
virtude de pagamento
de despesas médicas,
hospitalares, aposentadorias e pensões e de assistência social a
cargo da Previdência Social, em razão de
acidente de trabalho.
O avanço social experimentado na atualidade não admite que o homem/trabalhador,
que procura no trabalho meio de subsistência, encontre na atividade profissional agravo
ou comprometimento de sua saúde e até da
própria vida.
Dessa forma, a eliminação dos riscos
do trabalho, com efetiva proteção à saúde e
à vida do trabalhador, é um direito humano
a ser preservado pelo empregador, sob pena
de responsabilidade com pagamento de indenização, além da possibilidade de responder
em ação de regresso.
A Justiça tem determinado amplas
reparações por acidentes de trabalho
Frente à inaceitável realidade, independentemente do sistema de custeio com
vistas à cobertura dada ao trabalhador pelo
INSS, o empregador responde pelo acidente
de trabalho com base na culpa subjetiva e,
se a atividade for de risco, na culpa objetiva.
De fato, a partir da proteção legal e
das consequências da tormentosa questão,
a Justiça do Trabalho vem cada vez mais
sendo acionada por acidentados, postulando
indenizações por danos morais, materiais
e estáticos. E esta tem respondido, com
jurisprudência firme no sentido de que a reparação do dano em decorrência de acidente
de trabalho deve ser a mais ampla possível.
Sendo assim, o empregador deve em36
revista notícias da construção
/ Junho 2014
R E LA Ç Õ E S CAPITAL - TRA B AL H O
Sindicato destaca boas práticas
Haruo Ishikawa, vice-presidente de
Relações Capi­­­tal­-Trabalho do Sindus­ConSP, e o assessor jurídico Renato Romano
visitaram em maio a Secretaria Estadual
da Justiça. Eles foram recebidos por Juliana Felicidade Armede, coordenadora
do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de
Pessoas (da Secretaria da Justiça do Estado de São Paulo) e da Comissão Estadual
para a Erradicação do Trabalho Escravo
(Coetrae-SP).
Na reunião, Ishikawa e Romano relataram as principais medidas adotadas pelo
sindicato para prevenir condições degradantes de trabalho, incluindo a cláusula 10
das Convenções Coletivas firmadas com os
sindicatos de trabalhadores da construção,
que determina as obrigações das empresas
ao contratar terceirizados. Os dois representantes também destacaram ações efetivas
do sindicato junto aos trabalhadores, como
o ConstruSer, a Megasipat e o Fórum de
Segurança e Saúde do Trabalho, previsto
para o final do ano.
Entre os problemas abordados na reunião, Ishikawa destacou a informalidade,
questões envolvendo subcontratações, a segurança dos trabalhadores e a necessidade de
maior divulgação das boas práticas adotadas
por empresas do setor.
Na avaliação de Romano, o encontro
foi importante por representar a conquista de
mais um canal multiplicador de informações
para a divulgação das boas práticas do setor
dentro do Judiciário.
Após o relato, Juliana convidou o sindicato a participar de um grupo de erradicação
do trabalho escravo. Ishikawa disse estar
à disposição da Comissão para debater o
assunto. (Fabiana Holtz)
A Construfios produz fios e cabos elétricos certificados,
com rigoroso controle de qualidade e tecnologia de ponta,
proporcionando segurança, confiança e tranquilidade
para o seu projeto. Homologada pelas mais importantes
concessionárias de energia elétrica do Brasil, a Construfios
investe constantemente em pesquisas, novas tecnologias
e modernos equipamentos, proporcionando a melhor
qualidade para a energia da sua obra. Consulte-nos.
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/ Junho 2014
revista notícias da construção
37
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G E ST Ã O E MPR E SARIAL
Evoluções distintas
Maria Angelica
Lencione Pedreti
é professora de
Contabilidade
e Finanças da
FGV e mestra em
Administração de
Empresas; trabalha
em Planejamento
Estratégico
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comentários,
críticas, perguntas e
sugestões de temas
para esta coluna:
[email protected]
fgv.br
Empresas e países encontram-se em fases bem diferentes do processo de evolução
da Governança Corporativa.
Na Alemanha, tudo é distinto dos EUA
e do Reino Unido. Lá, a lei reconhece que
o objetivo das empresas alemãs é a maximização dos interesses dos stakeholders
e não apenas dos acionistas. Isso muda a
estrutura das empresas e de seus Conselhos
de Administração, que passam a ter representantes dos acionistas e dos funcionários.
O mercado acionário fica com papel limitado
no financiamento das companhias.
Por isso, na Alemanha a presença de
bancos e seus representantes na gestão das
empresas é forte. E diante de tantos conflitos de interesses, a concentração acionária
é muito superior aos demais países citados.
Este modelo tem sido colocado em dúvida
porque a necessidade de consenso entre os
membros do Conselho (com interesses tão
divergentes) torna as decisões lentas e a
administração pouco eficiente, com perda
de atratividade para investidores.
empresas e muito semelhante ao alemão.
Se uma empresa não aplica as melhores
práticas de governança que não tenham
sido transformadas em leis, no entanto, ela
deve justificar ao mercado: é o princípio do
Pratique ou Explique.
No Japão, o modelo é híbrido; o mercado
acionário, altamente desenvolvido; os acionistas são dispersos, mas fortes, muitas vezes
integrando as administrações. Isso aconteceu
porque, depois da 2ª Guerra Mundial, fez-se
uma espécie de pacto social, para reconstruir
o país por meio das empresas, que deveriam
trabalhar em consenso com os trabalhadores.
As grandes fortunas iniciaram um movimento de participações cruzadas em várias
empresas, criando companhias diversificadas
e estruturas de participações tão complexas
que inibiram o surgimento de um mercado de
capitais e de processos de fusões e aquisições.
Surgiram novos conglomerados.
Este modelo foi criticado pelos investidores que buscavam eficiência. Mas a cada
grande crise de governança dos modelos alternativos, ele se fortalece, já que se sustenta
em valores alinhados à
cultura das empresas
e do país. Nos Conselhos, por exemplo,
elegem-se membros como reconhecimento de
sua lealdade à empresa, independentemente
de sua qualificação profissional, e o presidente é frequentemente o CEO da própria
empresa, enfraquecendo o poder fiscalizador
do Conselho que, no entanto, chega a ser desnecessário, dada a estrutura de participações
cruzadas dos acionistas poderosos.
Ou seja, a governança corporativa
decorre de fatores históricos, políticos,
econômicos, culturais e da evolução de tudo
isso num país.
Conheça os diferentes modelos de
governança corporativa no exterior
Na França, só após as privatizações
em 1990 o papel do Estado foi reduzido
e se fomentou o mercado acionário, com
busca pela eficiência da gestão. Lá também
é tradicional o controle familiar e a concentração acionária. Coexistem dois modelos
de governança corporativa: o Sistema 1,
mais comum, onde o CEO é o presidente de
um Conselho de Administração fraco, com
pouca independência e membros atuando
simultaneamente em outros Conselhos; e
o Sistema 2, presente em menos de 5% das
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revista notícias da construção
/ Junho 2014
e m p r ee n d e d o r i s m o
Cultura informacional
JOSÉ OSVALDO DE
SORDI é doutor em
Administração pela
FGV, docente-pesquisador da Faccamp e
FMU, e consultor em
Gestão da Informação
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de temas para esta
coluna: [email protected]
gmail.com
Os recursos dados e as informações organizacionais muitas vezes são negligenciados gerencialmente. As razões identificadas
pela academia são muitas, a maioria ligada
a percepções equivocadas dos gestores: a
intangibilidade dos mesmos não permitiria
ação gerencial; os investimentos em tecnologias da informação seriam suficientes;
recurso gratuito e “dado” pela natureza não
teria maior importância; e a preferência dos
gestores pelos recursos tangíveis, como matéria prima e produtos, mais fáceis de serem
gerenciados “a olho nu”.
A atual sociedade da informação, caracterizada pela ampla digitalização de empresas, cidadãos, governo e demais entidades,
abre espaço para diversas oportunidades.
Desde a utilização de dados e informações
para o aprimoramento de processos até
mudanças radicais e estratégicas, como a
inovação de produtos e serviços pela inserção de serviços digitais ou de funções sob
demanda, a partir do melhor conhecimento
do cliente e do produto/serviço.
o que fazer com o volume crescente de
acervos de dados e informações disponíveis
na organização.
O insight cabe a todos da empresa, mas
uma equipe gerencial atenta e comprometida
já atende bem a esta demanda. Na questão da
cultura informacional não há concessões. Os
comportamentos informacionais indevidos,
mesmo que de alguns poucos colaboradores, podem comprometer todo o acervo de
dados e informações e, consequentemente,
desnortear qualquer bom insight dependente de coleções de dados e informações de
qualidade.
Muitas das dimensões de qualidade da
informação são conflitantes entre si. Por
exemplo, quanto mais se disponibiliza um
dado ou informação, mais rápido e fácil será
o acesso, e maiores os riscos de acesso indevido e adulteração. Quanto mais detalhado
for um conteúdo, maior será o tempo de
acesso e do­­wn­load. Na cultura informacional adequada, os colaboradores ponderam
suas ações junto aos dados e informações;
não há respostas certas
ou erradas, há a mais
apropriada para cada
situação. Antes de copiar, transmitir, redigir, armazenar, alterar,
devem-se ponderar as múltiplas consequências em termos de impacto junto às diversas
dimensões de qualidade da informação.
O desenvolvimento desta cultura informacional demanda os mesmos investimento
e atenção dados ao desenvolvimento de
outras culturas, como a qualidade total e o
respeito ambiental: investimento nas pessoas, com treinamentos, palestras, jogos lúdicos, análises de casos, círculos de reflexão,
prêmios e, depois de determinado estágio,
inclusive “punições”.
Atitude indevida pode comprometer
um acervo de dados e informações
A diferença não está mais na aquisição de computadores e softwares, como
ocorreu, respectivamente, na introdução
do processamento de dados (1950-79) e do
gerenciamento de sistemas de informação
(1980-2000). Com as práticas de gestão
do conhecimento (século 21), as vantagens
competitivas mais significativas são obtidas
principalmente por ações junto às pessoas.
Por exemplo, ações voltadas ao desenvolvimento de cultura informacional adequada e
o desenvolvimento de visões/insights sobre
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revista notícias da construção
/ Junho 2014
PR E V E N Ç Ã O E SA Ú D E
Dengue: perigo real
Angela Nogueira
Braga da Silva é
coordenadora do
setor de Serviço
Social do SeconciSP, pós-graduada
em Administração
Hospitalar e em Gestão
de Pessoas, com MBA
em Gestão Estratégica
do 3º Setor
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de temas para esta
coluna:
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Apesar das diversas iniciativas para
controlar e combater a dengue, a doença
continua sendo uma grande ameaça para
a população brasileira e ano após ano se
mantém no noticiário, sempre com números
alarmantes.
A capital paulista contabilizou, nas primeiras 15 semanas do ano, um aumento de
66% no número de casos, em comparação a
2013, segundo a Prefeitura. Alguns bairros,
como Lapa e Jaguaré, onde foi registrada a
primeira morte em decorrência da doença,
lideram esse preocupante ranking.
No âmbito estadual, os municípios
mais críticos são Sorocaba e Campinas, com
mais de 17 mil casos, o que caracteriza um
verdadeiro surto da dengue.
Não bastasse o aumento crescente e
incontrolável da doença, outro motivo de
alerta é o agravamento dos casos.
preventivas para evitar o contágio da doença
são sistematicamente divulgadas, porém isso
tem se mostrado insuficiente. A principal
arma para conter o avanço da dengue é a
conscientização.
Cada um, de fato, tem de fazer a sua
parte, pois dadas as características do agente
transmissor, se houver um único criadouro
em uma rua, todos os seus moradores são
potenciais vítimas da doença.
Os sintomas da dengue envolvem febre
alta, dor de cabeça, em especial na região
dos olhos, dores nas articulações, ossos e
músculos. Dor de garganta, náusea e falta de
apetite também podem ocorrer, o que reforça
a possibilidade de levar a um diagnóstico de
gripe, prejudicando o início do tratamento.
Há mais de 10 anos, o setor de Serviço
Social do Seconci-SP se empenha em disseminar informações para os trabalhadores
da construção e seus
familiares, ministrando
palestras nas salas de
espera dos seus ambulatórios e também nos
canteiros de obras.
Vale lembrar que o ambiente da construção é rico na formação de potenciais criadouros: na água parada na laje e em outros
pontos críticos, como fosso do elevador,
masseiras, tambores e bombonas.
O Aedes aegypti tem se adaptado cada
vez melhor aos ambientes e sua resistência
aos inseticidas vem crescendo. As pesquisas
para desenvolver uma vacina contra a dengue
continuam, mas não há previsão de quando
isso se tornará realidade.
Enquanto não surge a vacina, a melhor
prevenção é a informação. Faça sua parte,
invista no máximo 10 minutos do seu tempo,
eliminando possíveis criadouros e fique longe
desse perigo real e imediato.
Com a vinda do quarto sorotipo do
vírus, o risco de contágio se elevou
A dengue é uma doença infecciosa
causada por vírus, que tem quatro sorotipos
e é transmitida pela picada da fêmea do
mosquito Aedes aegypti.
Até 2010, circulavam no Brasil apenas
três tipos do vírus, quando o sorotipo 4 entrou
no país por Roraima, vindo da Venezuela,
e se espalhou por 12 estados, chegando até
São Paulo. Este sorotipo, aliás, é o principal
responsável pelo aumento do número de casos e do risco de epidemia, pois a população
não havia tido contato com ele, por 28 anos,
ficando assim mais a mercê do contágio.
Também merece destaque que o Aedes
aegypti vive em média 40 dias e, nesse perío­
do, pode picar até 300 pessoas! As medidas
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revista notícias da construção
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LEVANTE A TAÇA
3º Prêmio SECONCI-SP
de Saúde e Segurança do Trabalho
Valorize as boas práticas em Saúde e Segurança do Trabalho que sua empresa adota.
Podem participar obras de todo o Estado de São Paulo. Premiação para a Região
Metropolitana de SP e para o Litoral e Interior.
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Realização
Apoio Institucional
Parceria
Organização
Apoio de Mídia
R E SP O NSA B ILIDAD E S O CIAL
De olho na inclusão
PCD
O estudo da viabilidade da inserção segura de PCDs (Pessoas com Deficiência) na
construção civil, desenvolvido entre 2010 e
2011, pelo SindusCon-SP e pelo Seconci-SP,
INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
abriu uma nova perspectiva neste ano a partir
NA CONSTRUÇÃO CIVIL
da possibilidade de inserção de portadores
de visão monocular.
É que, segundo a doutora Xiomara
A possível inserção é feita com base
Salvetti, gerente do setor Médico Ocupaciona Matriz de Viabilidade de Inserção de
nal do Seconci-SP, a Lei 14.481, em 2011,
Pessoas com Deficiência na Construção
incluiu a visão monocular como deficiência
Civil, elaborada pelo Seconci-SP, que estavisual, o que abre espaço para a empresa
belece recomendações relacionando o tipo
efetuar PCDs na Lei de Cotas, caso a consde deficiência, à função e à atividade por
trutora tenha de cumpri-la. “Muitas destas
fase da obra.
pessoas já estão nas empresas, sem que
elas tenha consciência disso, o que também
Coerência
possibilita que estas empreguem PCDs inA “descoberta” do Seconci-SP promete
dependente das cotas”, diz Xiomara.
contribuir com as empresas do setor, que têm
A gerente do Seconci-SP conta que está
vivenciado dificuldades para encontrar PCDs
realizando um levanpara serem inseridas
tamento da quantidade forma segura em
Seconci-SP mostra
de de portadores de
seus quadros.
que setor pode inserir
visão monocular que
“Nossa preojá foram inseridos na
cupação sempre foi
bom número de PCDs
construção e atendiestabelecer uma coemonoculares
dos no ambulatório
rência entre o tipo de
da entidade nos últiatividade desenvolvimos anos. “Dados preliminares apontam que
da no canteiro e a inclusão de PCDs de forma
a ocupação destes indivíduos está dentro da
a evitar condições que possam potencializar
área operacional do canteiro de obras, em
ou até agravar a saúde ou ainda provocar
funções como carpinteiro, mestre de obras,
acidentes do trabalho”, afirma a doutora.
pedreiro, pintor, montador, eletricista e enPor isso o Seconci-SP intensificou a
genheiro”, revela.
realização de laudos para verificar o enquaSegundo dados do Censo Demográfico
dramento de PCDs no Decreto nº 5.296,
de 2010, 35,7 milhões de pessoas declararam
que definiu o conceito destas pessoas, e a
ser portadoras de deficiência visual. Pelo
emissão de atestados. Segundo Xiomara, só
estudo, 18,8% dos entrevistados afirmaram
em 2013, dos 30 encaminhamentos foram
ter dificuldade para enxergar, mesmo com
caracterizadas 23 pessoas, das quais 65%
óculos ou lentes de contato. “Este fato desjá estão incluídas em funções operacionais,
cortina uma nova realidade: as empresas da
como de ajudante geral, armador, auxiliar
construção, quando bem assessoradas na
de sonda perfuratriz, carpinteiro, encanador,
área de medicina ocupacional, podem conpintor entre outras.
tribuir para a sociedade”, comenta Xiomara.
(Nathalia Barboza)
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revista notícias da construção
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Excelência na educação profissional e
inovação tecnológica é no SENAI-SP
Cursos na área de Construção Civil
Aprendizagem Industrial
 Construtor de edificações
 Eletricista instalador
 Instalador hidráulico
Curso técnico de edificações
Formação de mão-de-obra
para construção civil
●
●
●
●
Carpintaria ● Alvenaria ● Elétrica ● Auto CAD
Hidráulica ● Pintura ● Vidraçaria ● Cobertura
Armação de Ferros ● Desenho técnico
Gesso acartonado ● Aquecimento solar
Impermeabilização ● Serralharia de Alumínio
Elevação de cargas e pessoas
Soldador de tubos de polietileno
Instalação e montagem de elevadores
 Qualificações:
 Desenhista de edificações
 Laboratorista de ensaios de materiais
 Habilitação:
 Técnico em edificações
●
Curso mestre-de-obras
 NR 18 - Condições e meio ambiente de
 Especialização—Planejamento e supervisão
●
de obras
●
●
●
NR 10 - Segurança em instalações e serviços
com eletricidade
●
trabalho na indústria da construção
NR 33 - Capacitação para trabalhadores em
espaços confinados
 NR 35 - Trabalhos em altura
Escola SENAI “Orlando Laviero Ferraiuolo”
Rua Teixeira de Melo, 106—Tatuapé—São Paulo—SP
Tel.: (11) 2227-6900 http://construcaocivil.sp.senai.br
www.sp.senai.br/redessociais
s eg u r a n ç a d o t r a b a l ho
Por onde começar
José Carlos de
Arruda Sampaio é
consultor de empresas
e diretor da JDL
Qualidade, Segurança
no Trabalho e Meio
Ambiente
Envie seus
comentários, críticas,
perguntas e sugestões
de temas para esta
coluna: [email protected]
com.br
Os acidentes de trabalho e, consequentemente, a segurança na indústria da
construção estão constantemente chamando
a atenção da grande mídia. Isso sempre
acontece quando não se trata com rigor a
gravidade que o assunto exige.
Não há dúvida de que a segurança é
antes de tudo um problema cultural. Mas a
segurança também é uma disciplina técnica
complexa, capaz de envolver ações de projeto, planejamento, execução e gestão. A
execução de uma análise de riscos eficaz, que
considere todas as situações de um ambiente
de produção, é de extrema importância e
sempre requer conhecimentos e habilidades
especializados.
O planejamento e os planos das ações
de segurança no canteiro de obras devem ser
específicos e práticos e seu conteúdo garantir
a eliminação ou minimização dos riscos
originados pela escolha da metodologia
executiva adotada para o empreendimento.
Mas, por que nos canteiros de obras as atividades de segurança do trabalho geralmente
não são planejadas? Por onde começar?
Pela identificação de perigos e avaliação dos
riscos existentes:
• perigos criados na vizinhança por
atividades relacionadas ao trabalho sob o
controle da empresa;
• infraestrutura, equipamentos e materiais nos locais de trabalho, fornecidos pela
organização ou por outros;
• mudanças ou propostas de alterações
na organização, em suas atividades ou materiais;
• modificações do Sistema de Gestão
de SST (Segurança e Saúde no Trabalho),
incluindo mudanças temporárias, bem como
seus impactos nas operações, processos e
atividades;
• qualquer obrigação legal aplicável
relacionada à avaliação de riscos e à implantação dos controles necessários;
• o projeto das áreas de trabalho, processos, instalações, máquinas e equipamentos,
procedimentos operacionais e organização
do trabalho, incluindo sua adaptação às
capacidades humanas.
Além disto, é preciso que os resultados
destas avaliações sejam considerados na determinação dos controles. Ao determiná-los
ou considerar as mudanças nos controles
existentes, deve-se considerar a redução de
riscos de acordo com
a seguinte hierarquia:
eliminação; substituição; controles de
Engenharia; controles
administrativos; equipamentos de proteção individual.
A organização deve documentar e manter atualizados os resultados da identificação
de perigos, avaliação de riscos e determinação dos controles e assegurar que os riscos
para a SST e os controles determinados
sejam considerados no estabelecimento,
implantação e manutenção do seu Sistema
de Gestão da SST.
Planejamento e ações de segurança
no canteiro precisam ser específicos
• atividades rotineiras e não rotineiras;
• atividades de todas as pessoas que
tenham acesso aos locais de trabalho, incluindo subcontratados e visitantes;
• comportamento humano, capacidades
e outros fatores humanos;
• perigos identificados de origem externa, capazes de afetar adversamente a segurança e a saúde de pessoas da organização;
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revista notícias da construção
/ Junho 2014
r eg i o n a i s
Santos debate soluções para mobilidade
As boas perspectivas para a Baixada
Santista devido à expansão do porto e à
cadeia de petróleo e gás têm estimulado
lançamentos e novos projetos para a região.
Entretanto, problemas de mobilidade urbana
e de legislação já preocupam autoridades
e o empresariado que, reunidos no Ficon
(Fórum da Indústria da Construção de Santos e Região), debateram o tema em busca
de soluções.
Para o diretor da Regional Santos, Ricardo Beschizza, somente a partir de uma
abordagem ampla e clara dos problemas a
região chegará a um consenso do que é melhor para o desenvolvimento. O apagão de
mobilidade urbana enfrentado por Santos e
a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo
foram os temas que mais atraíram a atenção
dos empresários presentes no Ficon. “A dificuldade de locomoção faz Santos e região
perderem investimentos, logo, o problema
exige solução rápida e eficiente”, afirmou
Beschizza.
A experiência vivida por Berlim, onde o
transporte público é eficiente e interligado, é
um bom exemplo a ser seguido, acrescentou
o diretor. A capital alemã desenvolveu um
eficiente sistema de transportes com metrô,
Veículos Leves sobre Trilho (VLT), ônibus e
o tradicional bonde, reduzindo o tráfego de
automóveis. Além disso, a cidade investe na
preservação de prédios históricos.
“A revisão de leis pode gerar novas
opções de imóveis para a população, inclusive para famílias de baixa e média renda”,
afirmou o diretor.
Oportunidades
Em mesa-redonda, o consultor em
infraestruturas de transportes, Marcos
Vendramini, mostrou alternativas, como a
duplicação vertical da Via Anchieta. A sobreposição, segundo ele, permitiria que uma
pista ficasse só para caminhões, semelhante
ao que ocorre em Chicago, nos Estados
Unidos. O especialista também defendeu
passarelas sobre vias públicas para retirar
a circulação de pedestres principalmente
das vias com grande fluxo de veículos, bem
como as passarelas entre edifícios, tema
polêmico na região.
O professor de Relações Internacionais
da PUC-Rio, Sérgio Veloso, com base na
experiência carioca, sugeriu que Santos não
abandone o projeto de revitalização do porto
previsto para os armazéns 1 ao 8 do Valongo.
Entretanto, alertou que no Rio o projeto só
foi possível a partir de uma aliança entre os
poderes municipal, estadual e federal.
(Giselda Braz)
revista notícias da construção
/ Junho 2014
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regionais
Sorocaba
lança Comitê
de Segurança
A Regional Sorocaba lançou no final de
abril o Comitê de Segurança e Medicina do
Trabalho. Formado por técnicos de segurança de empresas e representantes do sindicato,
do Seconci e do Senai, o comitê irá reunir-se
quinzenalmente e terá como objetivo buscar
soluções para as questões relacionadas à
segurança e à saúde dos trabalhadores da
construção, difundir a cultura de prevenção
de acidentes e doenças ocupacionais e desenvolver parcerias com entidades do setor
para a participação em cursos, seminários e
workshops referentes às normas regulamentadoras vigentes.
A ação faz parte de uma política da
48
revista notícias da construção
/ Junho 2014
regional que irá criar comitês também
na área de tecnologia e qualidade, meio
ambiente, responsabilidade social e recursos humanos. “A ideia é atender todas as
demandas no que se refere às relações do
trabalhador da construção civil, bem como
ações voltadas à qualificação profissional”,
explicou Fernando Alonso, coordenador da
Regional.
Já o diretor da Regional, Elias Stefan
Junior, colocou o sindicato à disposição das
empresas que precisarem esclarecer dúvidas
tanto na área de segurança e saúde como
também na parte jurídica.
(Lívia Camargo)
Alonso; Aline Bueno,
secretária do comitê;
Rodrigo Pereira, técnico
em segurança do trabalho
do Senai Sorocaba;
João Clodomir Ramos,
coordenador do comitê,
e Rubens Rodrigues
Reis Junior, coordenador
adjunto do comitê
Feirão movimenta R$ 78,2 mi em Prudente
Em maio, a região de Presidente Prudente recebeu a Feira Morar Bem – Feira de
Imóveis, Construção e Decoração.
O evento foi organizado em paralelo
ao 10º Feirão da Caixa Econômica Federal,
no Parque do Povo. Conforme balanço divulgado pela organização, o Feirão atendeu
2.777 pessoas, gerando R$ 78,2 milhões em
negócios.
De acordo com o diretor adjunto da
Regional, Paulo Edmundo Perego, e o
conselheiro Norton Guimarães Carvalho,
a feira foi “uma grande oportunidade” para
adquirir ou tentar negociar um imóvel e para
as construtoras exporem seus serviços.
Carvalho ainda falou sobre o movimento do mercado da construção civil
em Prudente e no país. “O mercado está
aquecido, mas não como há cinco anos
atrás, por que o Brasil está dando uma
acomodada”, ponderou.
Rogério Constantino dos Santos Motta, de 26 anos, que esteve na Morar Bem
para buscar informações sobre imóveis e
financiamentos, aprovou o evento. “É uma
oportunidade única que temos para tirar as
dúvidas sobre financiamento”, afirmou.
(Maycon Morano)
Feirão recebeu a
visita de quase
3 mil pessoas
Locação de Equipamentos
ANDAIME FACHADEIRO
ANDAIME INDUSTRIAL
ANDAIME MULTIDIRECIONAL
Andaime Fachadeiro
Balancim Elétrico
Cadeirinha Suspensa
ANDAIME TUBULAR
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revista notícias da construção / Junho 2014
49
Campinas (19) 3216-4440
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regionais
SindusCon-SP recebe reuniões
do Conselho municipal de Bauru
Em abril, o Conselho do Município de
Bauru (CMB) passou a realizar suas reuniões no auditório da Regional do SindusCon-­
SP. O primeiro encontro contou com a
participação de vereadores, ex-secretários
municipais e representantes de diversas entidades. Destaque para a presença de Paulo
Ferrari, titular da Secretaria Municipal de
Planejamento, que falou sobre as ações e
demandas da Seplan, bem como sobre a
proposta de implantação de um Instituto
de Planejamento para a cidade, tema prioritário da pauta do dia. Ferrari defendeu a
criação do instituto como órgão independente, para dar apoio às análises e decisões
do prefeito em relação ao desenvolvimento
ordenado da cidade.
“O SindusCon-SP abre as suas portas
para o CMB com enorme satisfação, pois
apoia as parcerias, a união de esforços
entre entidades e população, o amplo debate e todas as iniciativas que prezam pelo
desenvolvimento planejado e sustentado
de Bauru e região”, comentou o diretor da
Regional, Renato Parreira.
(Sabrina Magalhães)
São José dos Campos forma 15ª turma de mestres
A Regional de São José dos Campos
formou em maio, em parceria com o Senai,
a 15ª turma do curso de Mestre de Obras. A
cerimônia de formatura aconteceu na sede
do Senai, em São José dos Campos. Cerca
de 60 pessoas compareceram ao evento.
O objetivo do curso é capacitar o aluno
a exercer as funções do mestre de obras
por meio de métodos e técnicas modernas
pertinentes aos processos construtivos, desenvolvendo qualidades pessoais de gestão,
liderança, competitividades e empreendedorismo.
O diretor da escola local do Senai, Carlos Ortunho Serra, abriu a cerimônia dando
as boas vindas a todos os alunos, familiares
e amigos.
50
revista notícias da construção
/ Junho 2014
Representando o diretor da Regional,
Rogério Penido, o engenheiro Gianfranco
Asdente relembrou que no passado participou da construção do prédio que abriga o
Senai e destacou a importância da capacitação profissional. “Vocês estão entrando para
uma plataforma mais elevada, com certeza
esse curso irá abrir novas portas para todos
vocês”, disse.
Para o formando Sandro Manoel
Claro, 42 anos, orador da turma, o curso
foi um divisor de águas para sua carreira.
“Eu atuo no ramo há seis anos e com a
qualificação pude tirar muitas dúvidas.
Foi muito bom para o meu crescimento
profissional”, concluiu.
(Elizânio Silva)
Formandos recebem
certificado na sede
do Senai de São José
dos Campos
regionais
Campinas amplia áreas para HIS
A Prefeitura de Campinas aprovou em
maio a construção de empreendimentos
habitacionais de interesse social (EHIS) em
todo o município. O texto amplia as áreas
para a construção dessas moradias.
Com a legislação, famílias que residem
em áreas impróprias ou inadequadas para
habitação serão atendidas no programa Minha Casa, Minha Vida. O objetivo também é
fomentar a participação da iniciativa privada
na execução de políticas habitacionais para
famílias de baixa renda.
“Isso é interessante porque democratiza
a cidade e gera mais mão de obra. Os trabalhadores terão condições de morar mais
próximos do local de trabalho”, afirmou o
diretor da Regional, Márcio Benvenutti.
Benvenutti foi empossado em maio
como representante da entidade no Conselho
do Fundo Municipal de Prevenção e Reparação dos Direitos Coletivos (Fundif).
(Vilma Gasques)
C l a ss i f i c a d o s
52
revista notícias da construção
/ Junho 2014
C
l
a
s
s
i
f
i
c
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Locação de Equipamentos
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AltA tecnologiA em
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/ Junho 2014
53
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S O LU Ç Õ E S IN O VAD O RAS
Desempenho melhor
Fúlvio Vittorino
é Diretor do CETACCentro Tecnológico do
Ambiente Construído
do IPT – Instituto de
Pesquisas Tecnológicas
do Estado de São Paulo
Cláudio Vicente
Mitidieri Filho
é Pesquisador do
CETAC/IPT
A Norma de Desempenho (NBR
15.575:2013) trata os componentes e sistemas
construtivos a partir do conceito de desempenho, estabelecendo requisitos e critérios
mínimos de qualidade a serem atendidos pela
edificação e seus sistemas, depois de pronta e
ao longo de sua utilização no tocante a: desempenho estrutural; segurança ao fogo; segurança
no uso e na operação; estanqueidade, principalmente à água; desempenho térmico, acústico
e lumínico; saúde, higiene e qualidade do ar;
funcionalidade e acessibilidade; conforto tátil
e antropodinâmico; durabilidade; manutenibilidade; e impacto ambiental.
A norma inovou ao estabelecer valores
limites e parâmetros mensuráveis, eliminando
subjetividades que surgem em discussões entre
empreendedor e consumidor, além de ser um
novo balizador para empreendimentos habitacionais construídos com recursos públicos
ou privados.
O IPT realizou em fevereiro um seminário
sobre os impactos da norma, a fim de discutir
as ações necessárias e os desafios para que
o conceito de desempenho seja ampliado e
alimente cada vez mais a qualidade das construções habitacionais brasileiras. O evento
foi realizado em parceria com: Secretarias
de Habitação e de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Governo de
São Paulo, Ministério das Cidades, CBIC e
SindusCon-SP.
mentos nos setores privado e público afetos à
produção habitacional.
Ao final do evento, destacaram-se os
principais desafios e propostas elencados pelos
participantes. No campo jurídico:
• Realizar ampla campanha de esclarecimento sobre a Norma de Desempenho,
por meio de seminários técnicos, junto aos
operadores do Direito;
• Criar uma Câmara de Arbitragem Multissetorial como mecanismo de solução de
conflitos de consumo e alternativa aos debates
judiciais, integrada por institutos de pesquisas, universidades, sindicatos, associações,
Ministério Público do Estado de São Paulo
e demais órgãos de proteção ao consumidor,
capaz de resolver as demandas vindas da aplicação da norma (proposta da Promotoria de
Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital
do MPESP).
• Aprofundar o debate sobre aspectos
relativos a garantia, manutenção pelo usuário e prazos de vida útil de projeto, assunto
abordado de forma pioneira ao balizar esse
importante parâmetro para as relações de
consumo e definição de novas bases legais ou
complementares.
No campo acadêmico:
Apesar do tema normas técnicas e desempenho ser objeto de estudo na grade curricular
no ensino superior (na Poli e na FAU-USP),
constatou-se um longo caminho a percorrer,
em especial no âmbito
da graduação, por meio
da inserção, na grade
curricular, de disciplinas relacionadas ao
tema; do incentivo a
projetos de P&D que permitam o avanço de
conhecimento em relação ao assunto desempenho; do aprofundamento da relação com a
cadeia produtiva da construção e da articu-
É preciso detalhar projetos, ensaiar
produtos e qualificar trabalhadores
O seminário discutiu o conteúdo da norma, suas implicações jurídicas, necessidades
e propostas para a grade curricular no ensino
superior tecnológico e os impactos e desdobra-
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revista notícias da construção
/ Junho 2014
lação entre os diversos campi da USP para
desenvolvimento de projetos integrados sobre
desempenho em edificações;
Destaca-se, também a necessidade de
realização de mais pesquisas na área de durabilidade de materiais e produtos para a construção, visando conhecer melhor os mecanismos
de deterioração de produtos inovadores a fim
de se subsidiar os procedimentos de manutenção a serem apresentados nos manuais de
usuários, bem como para a definição da Vida
Útil de Projeto.
Para a cadeia produtiva:
A Norma traz novas responsabilidades
para projetistas, incorporadores, construtoras
e fabricantes de materiais, que devem repensar
suas atividades em termos do desempenho
mínimo que seus produtos e serviços devem
apresentar. Vários aspectos importantes foram
discutidos, destacando-se:
• necessidade de caracterização e desempenho na análise de produtos e elementos
da edificação, fornecendo parâmetros de
consistentes à cadeia produtiva como um
todo (projetista, construtor e incorporador)
e ao consumidor. Este aspecto foi destacado
pelo representante da Abramat, informando
que alguns setores já iniciaram os trabalhos
de ensaios e que seriam importantes mais
investimentos em laboratórios e em formação
de mão de obra para essa atividade;
• necessidade de implementar os processos de certificação de conformidade de produtos e de qualificação prévia, para alimentar e
dar segurança aos processos de especificação
técnica e de aquisição;
• necessidade de elaboração de projetos mais detalhados (arquitetura, estruturas,
instalações etc.), compatibilizados entre si e
com todas as especificações que garantam o
atendimento aos critérios especificados tanto
na Norma de Desempenho como nas normas
técnicas de produtos e procedimentos de projeto e execução;
• esforço conjunto para ensaiar os produtos e contar com um banco de dados compatível com as especificações de projeto; além do
produto, há grande preocupação com a mão
de obra que irá instalá-lo, pois o desempenho
é do conjunto todo, pronto e acabado;
• a necessidade de se abordar alguns temas com maior atenção como a durabilidade
de produtos e a análise da proteção acústica
aos ruídos de impacto no piso superior e a
necessidade de um melhor entendimento
sobre a isolação a ruídos aéreos de fachadas,
considerando as esquadrias.
Para o poder público:
Instâncias do poder público apresentaram
suas reflexões sobre o impacto na Norma
de Desempenho na produção habitacional,
destacando seu papel de indução da melhoria
da qualidade das edificações com ênfase na
produção de habitações populares, com destaque para:
• revisão dos Códigos de Obras dos
Municípios: a Norma de Desempenho criou
um novo ambiente técnico para o processo de
futuras revisões de Códigos de Obras. Esse
conceito já começa a ser discutido e incorporado na revisão do código do Município de
São Paulo. A Secretaria de Licenciamento, em
conjunto com representantes do SindusCon­
-SP e da Asbea, vai produzir um texto base
para o novo código, a ser disponibilizado para
discussão pública.
• instituição de Comitê de Estudos para
implantação e adequação dos projetos e obras
à Norma de Desempenho, em âmbito estadual,
pela Companhia Habitacional e de Desenvolvimento Urbano – CDHU/Sehab;
• promoção da adequação de projetos
habitacionais dos programas federais à Norma de Desempenho, por meio da revisão das
especificações do Programa Minha Casa,
Minha Vida, e da revisão de diretrizes de
avaliação técnica de produtos no âmbito do
Sistema Nacional de Avaliação Técnica de
produtos inovadores.
• Aperfeiçoamento de mecanismos e
procedimentos para avaliação do produto final
entregue ao usuário.
Por último, foi sugerida a realização de
novo seminário, em data a ser definida, para
avaliar o andamento da implementação das
propostas elencadas.
revista notícias da construção
Ercio Thomaz
é Pesquisador do
CETAC/IPT
Luciana Oliveira
é pesquisadora do
CETAC/IPT
Ros Mari Zenha
é pesquisadora do
CETAC/IPT
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perguntas e sugestões
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coluna:
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C O NSTRU Ç Ã O DA CARR E IRA
Contrate bem
Felipe Scotti
Calbucci é
graduado em
Comunicação Social
e gerente de Property
& Construction da
Michael Page, com
foco em recrutamento
de gerentes e
diretores para
construtoras
e incorporadoras
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críticas, perguntas e
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michaelpage.com.br
O mercado desafiador eleva a necessidade de as empresas terem executivos
com atitudes empreendedoras, executoras e
positivas, independentemente de sua área e
de conhecimento técnico.
Inge Geerdens, empreendedora em
vários setores como no recrutamento de
executivos, eleita Mulher Empreendedora do
Ano na Bélgica em 2006, mostra em artigo
como as pessoas com a atitude correta tendem a adorar as segundas-feiras. Descansar
nos finais de semana é importante, mas as
segundas estão cheias de desafios, conquistas e aprendizados.
Todos já observaram a cena “desestimulante” de um colega de trabalho reclamando
por ser segunda-feira e precisar trabalhar. Tal
atitude contagia equipes, o resultado da área
diminui e ninguém sabe explicar a razão.
A tendência de contratação das empresas que perpetuarão seus negócios é primar
pela atitude em detrimento do conhecimento
técnico. A combinação de ambos é uma
ferramenta poderosa, mas é melhor abrir
mão de algumas “lacunas” técnicas e prover
treinamento do que contratar pessoas sem a
atitude correta.
Kuhlmann, criou uma nova abordagem para
os bancos varejistas ao contratar milhares de
pessoas sem “trazê-los” de seus competidores. Para reinventar e renovar as energias
de uma empresa, o ideal é atrair pessoas de
outras indústrias, pois caso contrário você
investirá muito tempo e dinheiro remodelando sua maneira de pensar e as retendo. É
mais fácil ensinar sobre mercado financeiro
a alguém sem experiência do que tirar maus
hábitos de alguém com experiência.
Outro bom exemplo é a virada de jogo
por parte da Southwest Airlines, que tem
prosperado nos últimos 40 anos por desafiar as características do setor aéreo. Eles
abraçaram a filosofia “contrate por atitude”
intensamente. Sherry Phelps, que atuou na
empresa por 33 anos na gestão de pessoas,
explica a filosofia: “A primeira característica
que procuramos é o espírito guerreiro, muito
de nossa história nasceu em lutas para nos
tornarmos uma empresa aérea, contra as
grandes corporações concorrentes e pela
constante redução de custos.” Muitas vezes
a empresa recruta professoras, garçonetes
e policiais, pois prefere funcionários com
forte orientação no atendimento a clientes para moldarem
no estilo Southwest
de trabalhar, a tentar
alterar velhos hábitos
moldados por outras
empresas.
Concluo propondo uma maneira simples e eficaz para entender qual o perfil
comportamental (atitude) que melhor se enquadra a uma empresa. Basta analisar quais
atitudes melhor definem seus funcionários
de maior desempenho. Em seguida, é preciso
mais tempo para entender como perceber
tais qualidades em executivos durante uma
entrevista.
Prefira os executivos com atitude,
ainda que tenham lacunas técnicas
O tema tem sido tratado em veículos
relevantes como a Harvard Business Review.
Um artigo de 2011 mostra casos de empresas
que tiveram sucesso com esse pensamento.
As informações a seguir fazem parte deste
artigo, cuja referência é feita a Atul Gawande, escritor do The New Yorker.
Um dos cases marcantes é o do ING
Direct USA. Seu CEO e fundador, Arkadi
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revista notícias da construção
/ Junho 2014
INTELIGÊNCIA, TECNOLOGIA E GESTÃO PARA
O DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS DA CONSTRUÇÃO
OBRIGADO. PATROCINADORES, APOIADORES, EXPOSITORES, PALESTRANTES
E CONGRESSISTAS POR COLABORAREM NA ELABORAÇÃO DE UMA AGENDA
PROPOSITIVA COM OBJETIVO DE AUMENTAR A PRODUTIVIDADE NA
INDÚSTRIA DACONSTRUÇÃO. MOMENTOS COMO ESTE FORTALECEM NOSSO
DISCURSO E APROXIMAM NOSSAS EMPRESAS.
EM 2015, VAMOS NOVAMENTE REUNIR INTELIGÊNCIA, TECNOLOGIA E
GESTÃO, TRAZENDO NOVAS IDEIAS E PERSPECTIVAS A ESSE SETOR
FUNDAMENTAL PARA O CRESCIMENTO DO BRASIL.

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