Sete Maravilhas Eraldo Bacelar O jornalista Adelfran Lacerda nos

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Sete Maravilhas Eraldo Bacelar O jornalista Adelfran Lacerda nos
Sete Maravilhas
Eraldo Bacelar
O jornalista Adelfran Lacerda nos dizia: “o seu artigo tem 29 leitores, doutor, no
máximo! Mas tem boa sonoridade, repercute bem.” Exagero da parte do Lacerda, talvez
existam vagos leitores fiéis e alguns apanhados por um título ou outro mais sugestivo, nesta
página de formadores de opinião, especialistas em atirar pedras aos lagos. Os círculos se
espraiam e atingem pontos muito distantes do movimento inicial. A idéia prevalece. Enorme
a satisfação de ver a Folha da Manhã acolher oficialmente a campanha de elevação de autoestima dos campistas, renovada pelo colunista Fábio Abud e lançada aqui mesmo neste
espaço, semanas atrás. Sugeríamos então um plebiscito para a escolha das Sete Maravilhas de
Campos. O Fábio ampliou, e bem, o mote inicial. Inspirado pela campanha das novas sete
maravilhas mundiais, um precedente bem sucedido. Em pauta outra vez para a promoção da
cidade do Rio de Janeiro, com apoio estadual e municipal. Importante é a circulação de idéias
que a liberdade de expressão nos propicia. O que dizemos aqui quer a abordagem
fundamentada de um assunto de relevância para a comunidade ou simples ponto de vista
pessoal sobre problemas corriqueiros que afligem aos cidadãos, contribui para ampliar o
círculo de abrangência da idéia original. A nossa função é conseguir obter uma visão mais
transparente da realidade que nos cerca, aproximar-se ao máximo das soluções e sugeri-las de
forma clara e inequívoca. Nelson Rodrigues, grande fazedor de frases, dizia ser quase
impossível: “ninguém enxerga o óbvio!” Exagerava o grande dramaturgo, cronista e escritor.
As palavras ficam, as idéias circulam, com simplicidade e eficácia. Sem que se crie a falsa
imagem de “dono da verdade”. O que afasta leitores é exatamente a empáfia da infalibilidade,
dom do qual o ser humano não é dotado, como já reconheceu o próprio Vaticano. O fato é
que leitores insuspeitos nos sugerem temas a serem abordados, buscamos estar atentos e
antenados com os fatos que interessam, direta ou indiretamente, ao homem comum.
Mulheres, homens, adultos ou jovens que no exercício diário do seu trabalho, do seu estar no
mundo, contribuem para aperfeiçoar cada dia mais o conceito de cidadania e mostrar que
temos sim, bem mais que sete maravilhas a expor aos olhos do mundo.
Presidente da Fundenor e SindHnorte