release ventos do norte

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VENTOS DO NORTE Leo Gandelman "Quem confina a música produzida no nordeste aos riquíssimos ritmos regionais hoje abarcados pelo genérico nome de forró, terá que abrir os ouvidos após este fabuloso álbum do saxofonista Leo Gandelman. Em co-­‐
produção com o cavaquinista e estudioso Henrique Cazes (que também toca no disco), ele reúne uma preciosa antologia da música instrumental produzida por naMvos da região, em boa parte sob influencia dos ventos de um quadrante ainda cima – do jazz norte americano"
Tarik de Souza "Com uma formação abrangente, que passa por clássico, jazz, MPB e pop, através dos anos de estrada, estúdios e palcos Leo Gandelman consolidou um sotaque próprio, carioca e universal. Agora, com 'Ventos do Norte', ele vai mais fundo nesse trajeto e nos revela que o saxofone já Mnha uma original tradição no Brasil, com fortes raízes nordesMnas. Recriando temas de pioneiros como Luiz Americano e K-­‐Ximbinho ao mestre Moacir Santos, esse disco já nasce como referência obrigatória. E, além do perfil didáMco, é delicioso. Bom de ouvir".
Antônio Carlos Miguel “Num país quase sem memória como o Brasil, com tantos acervos abandonados, um projeto como ‘Ventos do Norte’ merece muitos aplausos. Ao reler clássicos sambas e choros de grandes saxofonistas brasileiros, Leo Gandelman faz mais que uma homenagem: resgata um repertório precioso e quase esquecido que deveria ser tombado pelo Patrimônio Histórico e ArasMco Nacional.”
Carlos Calado “ConMnuação perfeita para o álbum ‘Radamés e o Sax', lançado em 2006, em ‘Ventos do Norte’ nossos mestres do sax ganharam o registro que mereciam e interpretações deliciosas de clássicos brasileiros do século XX.”
Marcus Veras “I’ve benn really digging Leo Gandelman’s new record. Leo has really tapped into the musical heritage of Brazil without worrying for a second about his instrument’s North America pedigree. The result is a whole lot of melody and groove for everybody”
sCharlie Hunter !
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Ventos do Norte resume a contribuição dos saxofonistas oriundos da região Nordeste na consolidação de um esGlo brasileiro de saxofone, através da recriação da música composta por eles para o instrumento ao longo do século XX. O Otulo fala em Norte e não em Nordeste, como seria geograficamente mais preciso, pois era assim que os anGgos se referiam a sua própria imigração: quando vim do Norte. Por outro lado, a música desses craques chegou ao Rio de Janeiro impulsionada por um vento forte que veio da América do Norte e que ajudou a popularizar o saxofone: o jazz. O primeiro a chegar ao Rio de Janeiro, em 1921, foi Luiz Americano Rego (Aracajú SE, 1900-­‐1960) e pouco tempo depois já estava gravando na Odeon. Em 1928 fez temporada na ArgenGna tocando no conjunto do baterista americano Gordon Streaon, um pioneiro do jazz. No ano seguinte, iniciou uma extensa discografia de solista, dividida entre o saxofone e o clarinete. O choro sambado “Dancing Avenida” foi lançado em 1935 e andava meio esquecido enquanto “Sorriso de cristal”, gravado mais para o fim da vida de Americano, tornou-­‐se uma de suas obras mais lembradas. Em julho de 1921, Pixinguinha e os "Oito Batutas" foram tocar em Recife. Na abertura dos espetáculos atuava a prata da casa, tendo como destaques Jararaca no violão e voz e RaGnho (Severino Rangel de Carvalho (Itabaiana PB, 1896-­‐1972) no sax soprano. Com o nome de Turunas Pernambucanos, o grupo veio para o Rio no ano seguinte e aqui atuou até 1925. RaGnho formou então com Jararaca a famosa dupla caipira, que intercalava números de humor com solos instrumentais. O clássico “Saxofone, por que choras?” e o maxixe “Vamos pra Caxangá” ilustram bem a verve saxofonísGca desse pioneiro na divulgação do sax soprano em terras brasileiras. Enquanto RaGnho e Americano brilhavam na então capital da república, em uma cidade do agreste de Pernambuco, o meino Severino não desgrudava do pai, Cazuzinha, o Mestre da banda. Severino Araújo de Oliveira (Limoeiro, PE, 1917-­‐2012) começou cedo a tocar, compor e escrever arranjos. Com vinte anos de idade assumiu a direção da Orquestra Tabajara, na rádio de mesmo nome, em João Pessoa na Paraíba. Por essa época, na intenção de responder a um choro complicado escrito por um colega de orquestra, Severino elaborou a obra prima que é “Espinha de bacalhau”. Gravado em 1945, no primeiro disco da Orquestra Tabajara, “Espinha de bacalhau” colocou seu autor direto no primeiro Gme. O colega de Tabajara a que me referi no parágrafo anterior era ninguém menos que K-­‐Ximbinho (SebasGão Barros, Taipú RN 1917-­‐1980). Interlocutor constante de Severino em assuntos de arranjo e inovações em geral, K-­‐Ximbinho foi um professor pioneiro de harmonia aplicada a música popular. Realizou uma preciosa obra de fusão entre elementos do jazz e do choro, representada aqui pelo raro “Perplexo”, gravado pelo autor em 1953 em seu primeiro disco de solista e pelos consagrados “Eu quero é sossego” e “ Ternura”. NeGnho (Pedro Silveira Neto, Simão Dias SE, 1921-­‐1994), como os outros heróis de nossa história, começou ainda criança tocando em bandas de música. Iniciou a carreira profissional em Salvador e em 1956 veio para o Rio, onde atuou em muitas orquestras e na famosa Bandinha de Altamiro Carrilho. Posso testemunhar que a liderança de NeGnho no naipe de sax era algo totalmente natural, rua morro verde, 121, • são paulo, sp • 01245-020
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fluente. Ele tocava regendo o naipe e todos iam juntos. NeGnho era muito orgulhoso de sua boa técnica e seu “Chorinho de Tula” é um desafio para qualquer executante. Moacir Santos (São José do Belmonte PE, 1926-­‐2006) foi um dos mais originais autores da música brasileira no século XX. Suas composições transcendem questões de esGlo, consGtuindo universo próprio. São o caso do samba canção “ Triste de quem”, composto em parceria com Vinícius de Moraes na década de 1950 e de “Amphibious”, aqui apresentado como samba, com direito a generosa batucada. Separados no tempo por quase meio século mas unidos pelo instrumento e a paixão pelo frevo, os maestros Zumba (José Gonçalves Júnior, Timbaúba PE, 1889-­‐1974) e Duda (José Ursicino da Silva, Goiana PE, 1935) fizeram carreira no Recife mas divulgaram suas composições em terras cariocas. No caso de Zumba, frevos como “Bicho danado” foram gravados por Pixinguinha com sua orquestra “Diabos do Céu” na década de 1930, em registros altamente virtuosísGcos. Já o Maestro Duda esteve muitas vezes nos palcos cariocas, sempre brilhando com suas composições, como o delicioso frevo “Cara lisa”. Ao realizar Ventos do Norte, Leo Gandelman dá um segundo passo no mapeamento do sax brasileiro, iniciado em 2006 com o premiado CD “Radamés e o Sax”. Mais uma vez, Leo colocou o refinamento de sua sonoridade e interpretação à serviço de homenagear mestres do saxofone brasileiro, mantendo sua marca de solista e realizando uma ponte com o passado sem nenhuma sombra de saudosismo. Henrique Cazes -­‐ Abril/2013 !
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“Esse trabalho é uma homenagem a todos aqueles que fazem do seu ideal o desGno da vida.”
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formação para o show Leo Gandelman, saxes
Antonio Neves, percuteria
Henrique Cazes, cavaquinho
Guto Wirv, baixo
Glauber Seixas, violão de sete cordas !
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repertório 1 -­‐ Saxofone porque choras (RaGnho -­‐ Severino Rangel) 2 -­‐ Amphibious (Moacir Santos) 3 -­‐ Vamos para Cachangá (RaGnho -­‐ Severino Rangel) 4 -­‐ Chorinho da Tula (NeGnho) 5 -­‐ Ternura (K-­‐Chimbinho) 6 -­‐ Dancing Avenida (Luiz Americano) 7 -­‐ Espinha de Bacalhau (Severino Araújo) 8 -­‐ Perplexo (K-­‐Chimbinho) 9 -­‐ Eu quero é sossego (K-­‐Ximbinho) 10 -­‐ Sorriso de cristal (Luiz Americano) 11 -­‐ Cara lisa (Duda) 12 -­‐ Triste de quem (Moacyr Santos) 13 -­‐ Bicho Danado (Zumba) !
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Leo Gandelman !
Um dos mais celebrados instrumenGstas do Brasil, Leo Gandelman alcançou um patamar inteiramente único no Brasil, e raro até mesmo mundo afora: é adorado pelo grande público, jovem e pop, e também pelos fãs de MPB. Da mesma forma, associou seu nome à excelência e ao virtuosismo da música de concerto, em performances como solista de orquestras consagradas e em recitais de câmara. Na verdade, Leo Gandelman ultrapassa as fronteiras entre clássico e popular a bordo da qualidade de seu saxofone, conferindo um grau avançado de apelo e emoção pop às peças de concerto e, por outro lado, exercitando o talento na interpretação,na pureza e na precisão do som na musica popular e instrumental. Saxofonista, arranjador e produtor, Leo Gandelman é hoje um dos mais influentes músicos no Brasil. Filho de uma pianista clássica e de um maestro, aos15 anos já era solista da Orquestra Sinfônica Brasileira. Além da sólida formação clássica, estudou no Berklee College of Music, nos Estados Unidos, regressando ao Brasil em 1979 para dar início à carreira profissional. Desde então, Leo vem se dedicando intensamente à carreira, tendo parGcipado em mais de oitocentas gravações. Iniciou sua carreira arOsGca solo no ano de 1987 inspirando-­‐se principalmente na música brasileira e no jazz, sempre com clara versaGlidade e criaGvidade. Estas são marcas registradas que fizeram com que ele fosse eleito durante quinze anos consecuGvos o “melhor instrumenGsta brasileiro” pelo concurso “Diretas na Música” do Jornal do Brasil. Seu trabalho também foi lançado com grande sucesso nos Estados Unidos, onde Leo desenvolveu uma carreira notável, com direito a seis temporadas de casa cheia no Blue Note de Nova Iorque. Com o trânsito fluente entre o Jazz e o clássico, parGcipou como solista no ano de 2001, dos concertos da Orquestra Sinfônica Brasileira no Lincoln Center e no Central Park. Voltando ao Brasil, Gandelman também foi solista da Orquestra Sinfônica da Bahia, de Ribeirão Preto, entre outras. Em 2003, se apresentou com a OSESP sob a regência do maestro John Neschling. Em 2004, Leo Gandelman foi convidado pela Orquestra Sinfônica de Brasília para tocar para o presidente Lula e convidados do governo. Em 2006 gravou um CD/DVD com a Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky, do ConcerGno de Radamés Ganaaali que foi lançado pela Rádio MEC. Leo já gravou dez discos ao longo de sua carreira solo, tendo vendido mais de quinhentas mil cópias. Nos úlGmos anos tem realizado workshops e parGcipado de diversos fesGvais em todo país. Com o CD “Radamés e o Sax” Leo Gandelman , ganhou do premio TIM 2007 como “melhor disco instrumental“ e “melhor produtor”. Leo também já fez parcerias com Egberto GismonG, Toninho Horta, Wagner Tiso , César Camargo Mariano, Chucho Valdez, Bernard Purdie entre outros grandes arGstas da música brasileira. Também foi, durante quatro anos, curador e diretor musical do FesGval Buzios Jazz e Blues. No final de 2008 lançou o CD e DVD “Sabe Você”, uma releitura de baladas brasileiras contando com parGcipações especiais de grandes nomes da MPB como Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Luiz Melodia, Leny Andrade, Ney Matogrosso, Joel Nascimento e Leila Pinheiro. Em 2009 parGcipou do “Moscow City Jazz FesGval” e foi também a Caracas (Venezuela) onde, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, foi solista convidado da “Orquestra Jovem de Caracas. Em 2010 excursionou pela Espanha, Rússia e Itália com seu quarteto, além de parGcipações em fesGvais de jazz no Brasil. Em 2011 lançou seu selo independente “Saxsamba” e o CD “Origens”, concertos para sax e piano. Em 2012 lançou o CD e DVD autoral “Vip Vop”, pelo seu selo Saxsamba, que foi também lançado na Europa pelo selo “Far Out Recordings”, recebendo óGmas críGcas e excelente visibilidade. A musica “Vip Vop” foi escolhida como tema da novela “Guerra dos Sexos” da Rede Globo. Em 2013, Leo Gandelman se dedicou à turnê de VIP VOP, a projetos especiais com orquestras e também ao lançamento do disco “Ventos do Norte” (homenagem aos saxofonistas nordesGnos que Gveram importância fundamental na construção da linguagem do saxofone brasileiro). Em 2014, conGnua os shows de "Vip Vop", "Ventos do Norte" e dedica-­‐se aos projetos com formação em duo e com orquestras.
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