A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: Olhares que Entrecruzam

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A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: Olhares que Entrecruzam
ASSOCIAÇÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DE GOIÁS - AECG
FACULDADE PADRÃO III
DEPARTAMENTO DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA
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A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: Olhares que Entrecruzam-se1
Tatiana Silva Palmeira
RESUMO
O presente artigo busca analisar como a arte é trabalhada na Escola da Educação
Infantil, de modo que possibilite aos professores um olhar diferenciado para suas
atividades aplicadas em sala de aula, sendo que a arte não está limitada a sua
disciplina, abrange todas as demais áreas e engloba toda à área cognitiva, social e
psicológica das crianças, trazendo uma visão mais crítica e perceptiva diante da
realidade que o cerca. O olhar do professor deve ser criativo e buscar sempre uma
formação voltada para a cultura que é um direito de todo cidadão. Este trabalho
propõe investigar como os professores ao promoverem as atividades artísticas
favorecem a relação do educando na escola, na comunidade e em sua vivência do
dia-a-dia. Busca também identificar de que forma essas ações contribuem para um
olhar diferenciado do aluno em relação a Arte.Nesta escola da rede particular podese perceber que as metodologias aplicadas ao cotidiano do aluno estão de forma
mais rica, trazendo a arte para todas as atividades da escola, possibilitando uma
maneira criativa de ensinar,ampliando assim, as relações dos alunos e melhorando
à dinâmica pedagógica da escola.
PALAVRAS CHAVES: Arte. Professor. Visão crítica. Educação Infantil.
INTRODUÇÃO
Na realização deste estudo foi utilizado como proposta metodológica a
pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, buscando informações e comprovações
do assunto abordado. O principal objetivo da arte na educação é formar o ser
criativo e reflexivo que possa relacionar-se como pessoa.
1
Artigo apresentado como um dos requisitos para obtenção do título de graduação em pedagogia, sob a
orientação da Professora orientadora Mestre Márcia Friedrich, conforme folha de aprovação em anexo.

Graduanda de pedagogia, endereço eletrônico: [email protected]
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Cada vez mais a conduta infantil é marcada pelas citações e imagens
emprestadas das mais diversas fontes. O imaginário faz parte da vida
contemporânea e está em todo lugar. A criança é submetida a uma bagagem
cultural implicita que permeia a sociedade. Os desenhos animados, histórias em
quadrinhos, propagandas, embalagens são representações que se tornam quase
realidades.
Os professores devem perceber que a arte engloba todo um contexto
social. Uma nova perspectiva e uma forma metodológica a ser empregada nas
aulas. Há uma falta de consciência sobre os sentidos que os conteúdos e vivências
artísticas podem assumir na escola. Valorizar a arte na educação seria enfatizar as
atividades de apreciação de obras de artes propiciando uma alfabetização visual.
Por isso, este trabalho visa investigar as práticas pedagógicas e como
a arte, pode interferir na compreensão e desenvolvimento infantil.
A arte hoje não é vista como componente curricular, sob o olhar do
aluno é dada como uma recreação. Sobre este assunto este artigo pretende
esclarecer e portanto se justifica e se torna exequível no prazo previsto.
A ARTE ABRANGENDO A EDUCAÇÃO
Através do tempo a arte é estudada em sua história as diferentes
formas de cultura, estabelecendo períodos e envolvendo as características artísticas
distintas e influentes. No entanto, ao longo do tempo foi-se impondo uma visão
alargada da história artística, procurando-se compreender e analisar a produção
artística de todas as civilizações sob a perspectiva dos seus próprios valores
culturais. Para Silva (2010, p.xx)
O ensino de Arte no Brasil, ao longo do tempo, passou por diversos
métodos, na maioria das vezes importados sem a devida adaptação, desde
a colonização com os jesuítas, impondo a separação entre a retórica e a
manufatura e negando a cultura indígena, passando pelo século XIX com a
negação do barroco em favor do neoclássico.
A área da arte visual é extremamente ampla e abrange qualquer forma
de representação visual, ou seja, cor e forma. As artes que normalmente lidam com
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a visão como o seu meio principal de apreciação costumam ser chamadas de "artes
visuais", um exemplo é: pintura, desenho, gravura, fotografia e cinema. Barbosa
(2003, p. 4) ressalta que:
Arte não é apenas básica, mais fundamental na educação de um país que
se desenvolve. Arte não é enfeite, arte é cognição, é profissão e é uma
forma diferente da palavra interpretar o mundo, a realidade o imaginário e é
conteúdo. Como conteúdo, arte representa o melhor trabalho do ser
humano.
Através da Lei nº 5692/1971 foi instituída no currículo a Educação
Artística, reunindo todos os tipos de linguagem, assim o ensino de artes passa a ser
polivalente. A promulgação da lei, sem prever anteriormente a formação dos
professores e sua qualificação, enfraqueceu a qualidade de ensino, ao invés de
promover melhorias nas condições já existentes.
Já a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/1996
(LDB) estabeleceu em seu artigo 26, parágrafo 2º que:
O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos
níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural
dos alunos. A arte é um patrimônio cultural da humanidade, e todo ser
humano tem direito ao acesso a esse saber.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Lei nº 9.394/1996 estabelece
em seu artigo 26, parágrafo 2º que: "A arte é um patrimônio cultural da humanidade,
e todo ser humano tem direito ao acesso a esse saber".
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a educação em
arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética,
que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana.
O aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar
formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por
ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas (BRASIL, PCN-Arte1998).
O Ensino de Arte é a educação que oportuniza ao indivíduo o acesso à
Arte como linguagem expressiva e forma de conhecimento. Portanto, há a
necessidade de democratizar o acesso de professores e estudantes às produções
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artísticas, na perspectiva de ampliar repertórios e promover o conhecimento de seus
processos criativos, mobilizando os estudantes para a formação de grupos de
produção artística nas áreas de música, teatro, artes visuais e dança.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte destacam que dentre as
várias propostas que estão sendo difundidas no Brasil na transição para o século
XXI, emergem aquelas que têm se afirmado pela abrangência e por envolver ações
que, sem dúvida, estão interferindo na melhoria do ensino e da aprendizagem de
arte.
Os
estudos
sobre
a
educação
estética,
a
estética
do
cotidiano,
complementando a formação artística dos alunos, bem como, o encaminhamento
pedagógico- artístico que tem por premissa básica a integração do fazer artístico, a
apreciação da obra de arte e sua contextualização histórica são preconizados nos
PCNs (1998, p. 31).
As Artes Visuais estão presentes no cotidiano da vida infantil. Ao
rabiscar e desenhar no chão, na areia e nos muros, ao utilizar materiais encontrados
ao acaso (gravetos, pedras, carvão), ao pintar os objetos e até mesmo seu próprio
corpo, a criança pode utilizar-se das Artes Visuais para expressar experiências
vividas.
Em um contexto mais específico da Educação Infantil ao ensino
universitário, na maioria das vezes, o ensino de arte é também outras áreas do
conhecimento, ao invés de promover ações pedagógicas que levem às crianças e os
adultos ao universo da criação e estruturação da linguagem visual, acaba
confundindo os alunos a entenderem e expressarem suas leituras e relações com o
mundo.
Desse modo, em diferentes contextos socioculturais e nas salas de
aula, nossa sensibilidade e nossas formas expressivas estão se escoando, fugindo
da vida das crianças, sem que se possa exercitar os processos sensíveis e criativos.
O processo de construção na infância se dá de forma mais agradável,
divertida e integrada através da valorização do brincar, contribuindo com o
desenvolvimento de sua sensibilidade. As atividades lúdicas auxiliam diretamente no
desenvolvimento de sua expressão, nas relações afetivas com o mundo, com as
pessoas e com os objetos. Segundo Buoro (2000, p.10), “a Criança não pode
compreender a Arte se não a conhece. É tarefa do Educador sensibilizar a criança
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para que possa ser um receptor da arte moderna e contemporânea e até um
produtor”.
As artes visuais são linguagens que norteiam a Educação Infantil, uma
vez que a mesma trabalha com os sentimentos e as sensações das crianças,
estimulando o processo de desenvolvimento através das interações entre os
elementos do meio artístico com o mundo em que a criança vive.
Sendo assim é fundamental que as crianças desenvolvam-se com
alegria, ao brincar elas constroem e descobrem o mundo, existente em cada uma. O
professor tem que estar sempre presente e fazer parte do processo de descoberta
da criança, abrindo a mente para novas idéias e novos materiais, não só
entendendo, mas vivenciando as linguagens da arte com a criança.
As idéias apresentadas pelas autoras Martins, Picosque e Guerra
(1998, p. 94), na obra “Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir
e conhecer arte” foi separado em quatro movimentos. É importante deixar claro
desde o início que “esses movimentos não são estáticos, não delimitam seu território
de maneira estanque, definitiva”. Mas trazem uma grande importância no que se
refere ao desenvolvimento criativo da criança e o trabalho mediado pelo professor.
É importante que o professor disponibilize materiais diversos como:
argila, papel, isopor, tinta, sucata, e deixe que ela descubra as diversas utilidades
que eles têm, tendo liberdade para inventar coisas que para o professor muitas
vezes não têm significado, mas que para ela faz muito sentido.
Para se começar um trabalho com as artes visuais é preciso que o
educador instigue na criança um olhar voltado às coisas do seu cotidiano, como: sua
casa, sua rua, seu colega, a escola, ou melhor, fazer com a criança passe a
observar o belo que está ao seu redor. Nesse sentido, é necessário que o processo
de formação do docente tenha o objetivo de ampliar os olhares e os conhecimentos
específicos do artista educador. Para Martins, Picosque e Guerra (1998, p. 94):
(...) a aula de arte não é apenas a sala de aula, seja ela específica para seu
uso ou não, pois a arte também é um convite para sair dde suas quatro
paredes. Expedições exploratórias pela escola e seus jardins, mesmo que
sejam diminutos, ou pelos arredores, certamente abrirão oportunidades de
olhar e escutar pelos olhos do pensamento, do sentimento, da percepção,
da imaginação.
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Na sua formação é necessário que o educador libere seu lado infantil
ao mesmo tempo, estabeleça um olhar crítico e positivo em torno das atividades
desenvolvidas pelas crianças buscando sempre um olhar reflexivo diante dos
rabiscos, desenhos, expressões etc., pois em seus desenhos às crianças revelam
como elas são em sua realidade, mostrando fatos cotidianos e curiosos que
precisam ser interpretados pelos educadores.
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil foi
elaborado com o propósito de que o professor o utilizasse como um procedimento
de atividades lúdicas para crianças de 0 à 6 anos. Segundo esse documento, o
professor em sua prática deve garantir uma série de elementos que possibilite o
desenvolvimento da criança, favorecendo ao conhecimento e a compreensão das
mais variadas produções com a manipulação de vários materiais, nesse processo,
as opiniões das crianças devem ser ouvidas e respeitadas (BRASIL, PCN, 1998, p.
57).
A ARTE E O DESENVOLVIMENTO INFANTIL
A arte não acontece no vazio ela é fruto do contexto social, a arte é um
trabalho que afeta a essência humana, ela não pode ser definida de uma única
forma. É algo intransferível de ser humano para ser humano, sobretudo, é o produto
de culturas. Assim também é a educação, ela não acontece no vazio; deve ser fruto
de uma criação, e está inserida, no contexto social, se acontecer ao contrário,
perderá o sentido e o ânimo para desenvolver o aprendizado, e vivê-lo na sua
intensidade.
Proporcionar uma educação prazerosa é condição fundamental para o
desenvolvimento do pensamento crítico, a educação pela arte oportuniza o indivíduo
a agir no mundo; possibilita adquirir a capacidade crítica, estimula a capacidade
intelectual para recriar idéias e ações, segundo sua própria decisão. De acordo com
Barbosa (2011, p.163):
O aluno expressar-se-á pelo desenho como pela linguagem falada e escrita.
Daí o desenho espontâneo, pelo qual ele dirá o que viu, o que pensa e o
que sente, devendo-se dar á criança inteira liberdade nas manifestações,
para que melhor possa ser conhecida e encaminhada, contribuindo-se
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desse modo também para lhe desenvolver a iniciativa e a capacidade de
Criar.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional inclui a Arte como
componente curricular obrigatório em todas as etapas da Educação Básica. Os
professores tendo um curso de formação contribuem para que as linguagens
artísticas sejam concebidas apenas como instrumentos, pois em sua maioria não
atribuem a Arte da mesma forma que às demais áreas, isto é, não vendo a Arte
como uma área de conhecimento que possui peculiaridades que poderiam ser o foco
das reflexões e articulação de situações de ensino por professores. Assim Cross
(1983, p.110) comenta: “Não se pode dirigir uma classe de arte na escola sem
atentar para a natureza da arte, da cultura, do planejamento, de tudo o que existe no
mundo exterior, a fim de formar opiniões sobre os valores expressos lá dentro”. A
falta de formação dos professores pelo ensino das artes faz com que atuem movidos
pela concepção da Arte e do seu ensino, construída ao longo de suas histórias
pessoais.
O BENEFÍCIO DA ARTE NA APRENDIZAGEM
É importante que o educador conduza o aluno a ter a certeza de que
aquilo que se aprende em sala de aula, terá significado na sua vida pessoal e
profissional. É a partir desta certeza que o aluno irá ter uma experiência da beleza,
no ambiente educacional e, para que isto aconteça torna-se imprescindível a ligação
dos assuntos e dinâmicas com a vida cotidiana do aluno.
A importância da arte no meio educacional não corresponde
simplesmente à sua inclusão na matriz curricular no Ensino Fundamental, por que
dessa maneira, será apenas mais uma disciplina a compor a proposta da escola,
mais uma disciplina sem sentido. Trata-se de dar significado a todas as disciplinas.
Utilizar a arte para dar sentido às demais áreas do conhecimento é
condição inovadora. Por meio do desenho à criança desenvolve a habilidade
psíquica e motora para as aulas de geometria. Quando ela própria compreende o
sentido de um quadrado, um círculo ela entende facilmente a relevância destes nas
aulas de matemática.
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A ARTE E A FORMAÇÃO DA CRIANÇA
A criança vê o mundo multidimensional e simultâneo e para essas
vivências, ela aproveita com intensidade as suas descobertas. A história do ser
humano esta ligada a descoberta dos sons, expressões, ritmo, criar, investigar,
procurar, etc. Com a ela não acontece nada diferente, cresce descobrindo,
desenhando, percebendo, brincando, etc. A Educação pela arte tem como um de
seus objetivos levar o ser humano a ter uma visão pessoal de si mesmo, fazendo
com que a partir deste ponto de vista haja uma contribuição na sua vida sociocultural.
A criança precisa ser trabalhada e desenvolvida tanto socialmente
quanto a sua criatividade, é por meio do trabalho realizado com a arte nas escolas
que isso será possível, pois, nas palavras de Buoro (2000, p. 39) “Arte se ensina,
Arte se aprende”. Essa proposta nos dias atuais na escola tem deixado a desejar,
pois o que acontece muitas vezes é o contrário, a arte está sendo usada como
momento de descontração entre as crianças, o que prejudica muito a arte educação,
pois desvaloriza a arte como disciplina e as crianças desde a Educação infantil já vê
a arte como uma matéria sem importância ou como uma aula que não vai trazer
beneficio nenhum a eles quando adultos. De acordo com os Parâmetros Curriculares
Nacionais, o PCN – Arte (1998), o início da cultura brasileira deu-se logo após o
descobrimento do Brasil, através da população de imigrantes Portugueses que
trouxeram consigo uma cultura dominante diferente da que existia aqui no Brasil.
A linguagem da arte na educação infantil tem um papel fundamental,
envolvendo os aspectos cognitivos, sensíveis e culturais. Até bem pouco tempo o
aspecto cognitivo não era considerado na a educação infantil e esta não estava
integrada na educação básica.
O ato de desenhar deve ser considerado um fator essencial no
processo do desenvolvimento da linguagem, bem como uma espécie de documento
que registra a evolução da criança. A criança ao desenhar desenvolve a auto
expressão e atua de forma afetiva com o mundo, opinando, criticando, sugerindo,
através da utilização das cores, formas, tamanhos, símbolos, entre outros.
É de ressaltar que o professor deve oferecer para seu aluno a maior
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diversificação possível de materiais, fornecendo suportes, técnicas, bem como
desafios que venham favorecer o crescimento de seu aluno, além de ter consciência
de que um ambiente estimulante depende desses fatores colocados, permitindo a
exploração de novos conhecimentos.
O ambiente escolar não só mantém como estimula a separação da
razão da emoção. Acredita-se que seja por esse motivo que a sociedade rejeita a
arte como um fator importante dentro da educação. A arte para cada um é vista de
uma maneira diferente, e cada um pode expressá-la com quiser. Para a criança a
arte é uma forma de expressão, pois a natureza da criança é lidar com o mundo de
modo lúdico, fazer o que lhe dá prazer e satisfação. fonte
Ao desenhar a criança entra no seu mundo de fantasia e imagina tudo.
Assim também é a educação, ela não acontece no vazio; deve ser fruto de uma
criação, e está inserida, no contexto social, se acontecer ao contrário, perderá o
sentido e o ânimo para desenvolver o aprendizado, e vivê-lo na sua intensidade.
É permitido utilizar a arte para ensinar diversos conteúdos: é uma
forma metodológica a ser empregada nas aulas, para torná-las mais proveitosas.
Educar através da arte é condição essencial para os professores dos anos iniciais.
Os professores que educam através da arte permitem ao aluno uma
educação integral, que consiste na educação da mente e também do corpo,
trabalhando a percepção, a imaginação, a disciplina, a criatividade e o envolvimento
com o grupo. A arte estabelece uma relação de autoconfiança com os outros.
A ARTE A CRIANÇA E O PROFESSOR
A consideração de que a arte e seus elementos estão presentes em
nosso dia a dia; não deve ser vista como meio de oportunizar prazer às crianças,
para trabalhar a coordenação motora ou para enfeitar as salas de aulas, mas ao
contrário, deve-se trabalhar a arte como contribuição para a construção do
conhecimento sensível da criança, já que contribui também, para a educação do
olhar desta, e ajuda a ampliar suas leituras de mundo.
Os seres humanos são dotados de criatividade e possuem a
capacidade de aprender e de ensinar. A criatividade da criança precisa ser
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trabalhada e desenvolvida, e é por meio do trabalho realizado com a arte nas
escolas que isso será possível.
A ilustração, o desenho animado, a história em quadrinhos, a
propaganda, a embalagem são representações que se tornam quase realidades. O
elefante desenhado é mais verdadeiro e presente do que o verdadeiro elefante que
mora no zoológico, onde a criança raramente vai. Vivemos hoje sob o signo da
ficção e da paródia (fonte).
Em um contexto mais específico da Educação Infantil ao ensino
universitário, o ensino de arte e também outras áreas do conhecimento, ao invés de
promover ações pedagógicas que levem crianças e adultos ao universo da criação e
estruturação da linguagem visual, acaba confundindo os alunos a entenderem e
expressarem suas leituras e relações com o mundo. Desde modo, em diferentes
contextos socioculturais e nas salas de aula, a sensibilidade e as formas expressivas
estão se escoando, fugindo de da realidade das crianças, sem que se possa
exercitar os processos sensíveis e criativos. Conforme Martins, Picosque e Guerra
(1998, p. 145):
Mais do que espaço físico, a sala de aula é o lugar onde o professor e seu
grupo de aprendizes habitam, pois imprimem nela as marcas do convívio da
vida pedagógica. (...) é retrato de uma história pedagógica construída numa
concepção de educação. A cada dia de aula, no encontro do professor e
alunos, o retrato da sala vai se esboçando.
O processo de construção na infância se dá de forma mais agradável,
divertida e integrada através da valorização do brincar, contribuindo com o
desenvolvimento de sua sensibilidade. As atividades lúdicas auxiliam diretamente no
desenvolvimento de sua expressão, nas relações afetivas com o mundo, com as
pessoas e com os objetos.
Segundo Cunha (1999, p.10), "para que as crianças tenham
possibilidades de desenvolverem-se na área expressiva, é imprescindível que o
adulto rompa com seus próprios estereótipos (...)", assim, o professor tem que estar
sempre presente e fazer parte do processo de descoberta da criança, desprezando
os estereótipos e abrindo a mente para novas idéias e novos materiais, não só
entendendo, mas vivenciando as linguagens da arte com a criança.
Para trabalhar a produção de arte é importante ter como alicerce, que a
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Arte é expressão e não imitação. Realizar uma releitura não implica copiar o que o
artista produziu e sim interpretar e conseguir assimilar suas idéias, mas mesmo
assim conseguir colocar sua própria percepção.
Não basta o professor encher os alunos de materiais e deixar que
hajam sobre os mesmos, o professor deve incentivar, criar situações que façam com
que eles usem a Arte, se expressem realmente, do contrário, não haverá atividade
artística e sim terá um professor observando alunos interagirem com materiais.Fazse necessário mostrar aos educandos que a Arte tem uma história, uma conotação
social, que a mesma passou por diversas fases tendo um contexto histórico.
Trabalhar com Artes Plásticas não é meramente explorar técnicas
artísticas, e sim explorar os diversos aspectos que a envolvem, desde sua
interpretação à análise de cores, formas, intenções, enfim, tudo que Arte trás junto
consigo.
DA TEORIA À PRÁTICA: ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Para a execução desta pesquisa foram realizados questionários e
aplicados para professores da rede particular de uma Instituição, situada em
Goianira (GO). Foram distribuidos a dez professores, dos quais retornaram somente
quatro.
Os professores que responderam ao questionário tem de 12 a 20 anos
de atuação na Educação Infantil. Todos são graduados em Pedagogia e atuam na
escola há mais de nove anos.
Quando questionados sobre a arte na Educação Infantil, todos
acreditam que a arte é fundamental para o desenvolvimento criativo e cultural das
crianças, como é possivel ver nas seguintes respostas:
P1: “Acho que ambas trabalham com o intelectual, buscam deixar os alunos se
expressar usando a criatividade”.
P2: “O ensino da Arte é fundamental em todas as etapas, pois “trabalha” o
desenvolvimento cognitivo, emocional e afetivo do aluno além da sensibilidade”.
P3: “Excelente pelo fato de envolver a cultura e principalmente a criatividade”.
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P4: “Apesar de ainda deixar muito a desejar, acredito que as escolas tem se
preocupado com o desenvolvimento artístico e criativo das crianças, baseando-se
também na prática reflexiva das mesmas, que articula a ação, a percepção, a
sensibilidade, a cognição e a imaginação dessas crianças”.
A partir do momento em que o professor torna a arte como algo
importante para a formação cognitiva da criança, este está abrindo um leque de
possibilidades e alterando a forma como este educando irá encarar o mundo. Tem a
partir daí uma visão mais criativa, sensitiva de tudo o que o cerca. Segundo Buoro
(2003, p. 20):
A Arte, enquanto linguagem, interpretação e representação do mundo, é
parte deste movimento. Enquanto forma privilegiada dos processos de
representação humana, é instrumento essencial para o desenvolvimento da
consciência, pois propicia ao homem contato consigo mesmo e com o
universo.
Questionados sobre a avaliação da aprendizagem do educando em
arte, todos acreditam que a avaliação é contínua buscando acompanhar o processo
evolutivo do educando, visando sempre o objetivo que será alcançado com
determinado trabalho feito através das artes, tentando apreender o interesse de
todos os educandos, assim observamos nas respostas seguintes:
P1: “Avaliação é contínua, pois são feitos trabalhos manuais, pintura, colagem e
outros”.
P2: “Depende do que chamamos de “Arte”, não só na arte, mas em todas as
disciplinas depende do objetivo a ser alcançado”.
P3: “A Avaliação se dá ao aspecto qualitativo relacionando principalmente o
interesse”.
P4: “A Avaliação deve buscar entender o processo evolutivo e criativo de cada
criança, a valorização de cada trabalho afastando julgamento como feio ou bonito,
certo ou errado. Através da observação do grupo ou individual sistematicamente”.
A avaliação se faz necessária para perceber o desenvolvimento do
aluno e satisfazer as expectativas em que o educador espera alcançar com tal
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método aplicado em classe. De modo, satisfaz o interesse de ambas as partes,
possibilitando ao educando preceptor de suas habilidades e competências diante de
diversas atividades tanto escolares quanto na vivência em sociedade. Interfere e
possibilita a mediação da, arte no sentido de lhes transmitir um olhar mais cauteloso
e criterioso com as situações vividas inserindo-se na cultura diversificada de nossa
sociedade. Corrobora com os dados, Buoro (2003, p.16), quando afirma que
“desenvolver no aluno a percepção visual do mundo e da obra de arte, ampliando
seu repertório visual e gráfico, contribuindo para a construção de um olhar crítico no
exercício de sua cidadania”.
Os professores foram questionados se acreditavam que as artes
seriam auxiliares na aprendizagem e se a utilizava com frequência na Educação
Infantil. Todos acreditam que a arte estimula o raciocínio, sendo trabalhada de
maneira interdisciplinar, desenvolvendo a capacidade cognitiva da criança. Suas
afirmações são transcritas literalmente a seguir:
P1: “Sim. São auxiliares a partir do momento que o aluno cria seus desenhos, utilizo
em todas as disciplinas, em literatura, nas aulas de história e matemática”.
P2: “As Artes complementam o desenvolvimento do ensino/aprendizagem. Ela faz
parte do meu dia-a-dia, do início ao final da aula, com música, relaxamento, gesto,
expressão corporal, até a leitura e escrita considero arte”.
P3: “Sim. Sempre. A Arte é trabalhada de maneira interdisciplinar nas minhas aulas”.
P4: “Sim. Pois, ao exercer a criatividade, a imaginação criadora, o fazer artístico,
estimula o raciocínio e desenvolve a capacidade cognitiva da criança. Utilizamos o
desenho, pintura, modelagem, colagens, esculturas, fotografias, ilustrações, cinema,
teatro, leitura e releitura de obras de arte e outros”.
Trabalhar com as artes em sala de aula, não se limita somente ao ramo
em que está inserida, ela abrange tão grandiosamente as demais competências do
ensino/aprendizagem que torna as demais disciplinas ricas e diversificadas para o
estimular no aluno o gosto ao ato de aprender e desenvolver em si sua percepção e
criação, estimulando seu senso crítico perante as realidades que o cercam. Segundo
Martins, Picosque e Guerra (1998, p. 136), “o olhar vêm carregado de referências
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pessoais e culturais; contudo, é preciso instigar o aprendiz também para olhar cada
vez mais curioso e mais sensível às sutilezas”.
Ao serem perguntados a respeito da importância da arte no plano
social e individual e o papel do professor de arte na fase ao desenvolvimento do
potencial criativo do aluno, demostraram que trabalhar as artes traz independência
ao aluno e valoriza sua expressão tendo como base a orientação de um professor
que permita de forma criativa a produção e a criação de cada educando. Se
posicionaram dizendo:
P1: “Com a Arte o indivíduo pode expressar seus sentimentos usando a imaginação
de como ele vê o mundo, o professor e orientador quando deixa o aluno se
expressar livremente”.
P2: “A partir do momento que o professor trabalha a autonomia e independência do
aluno, ele está oferecendo oportunidade para o aluno descobrir suas potencialidades
e habilidades”.
P3: “Incentivar o aluno a ser criativo e valorizar as produções artísticas, expor sua
opinião, relacionar ao dia-a-dia”.
P4: “Enquanto as crianças desenham ou criam objetos, brincam de faz-de-conta,
estão dessa forma verbalizando suas capacidades imaginativas, ampliando sobre o
mundo no qual estão inseridos. O papel do professor é orientar as crianças na
produção de trabalhos artísticos, utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da
modelagem, da colagem, da construção, levando-as a desenvolverem o gosto, o
cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação”.
Permitir ao educando a livre expressão através de trabalhos criativos,
traz por meio de uma orientação o caráter individual do aluno,Isto proporciona a
formação dos atos e pensamentos diante de ações e situações inesperadas, abrindo
sua mente de forma plena. Com isso se estruturam os alicerces para uma formação
segura que possibilita ao aluno o gostar da participação em atividades que lhe
garantam formação de forma dinâmica e criadora. Quando a pergunta versou sobre
a ampliação do conhecimento dos educandos nas diversas formas de expressão
artística, para que vivencie a pluralidade do mundo artístico, os professores não
hesitaram em dizer que ao fazer visitas, envolvendo a arte no cotidiano, através de
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exposições e trazer descobertas amplia seu repertório em relação às artes tanto
nacionais, regionais e até mesmo internacionais. Segue suas pontuações acerca da
abordagem:
P1: “Trabalhando com os educandos pinturas, obras de artistas renomados como
exemplo, fazendo visitas a exposições de artistas regionais”.
P2: “Oferecendo oportunidades de descobertas artísticas, respeitando seus limites,
mas ao mesmo tempo envolvendo-os em diversas culturas artísticas”.
P3: “Envolvendo-o com a arte cotidiana, mostrando e analisando juntos e expondo
sua criatividade”.
P4: “Conduzindo as crianças a interessar-se pelas próprias produções de outras e
pelas diversas obras artísticas (regionais, nacionais ou internacionais) com as quais
entrem em contato, ampliando seu conhecimento do mundo e da cultura”.
Oferecer aos educandos oportunidades de explorar as diversas áreas
que abrangem a arte, desde pinturas a trabalhos manuais e artesanais, a arte se
mostra rica em diversidades de idéias e meios, como música, dança e teatro. De
acordo com Buoro (2000, p.32), “é preciso repensar a formação do educador e do
educando no sentido de possibilitar o conhecimento, levando em conta a totalidade
do ser e de perceber a função da arte na educação como campo de conhecimento
tão importante como o da ciência”.
Expandir o conhecimento intelectual do aluno de forma a trazer seu
interesse as variadas formas e culturas a que a arte se entrega, torna-seuolhar
aberto. A percepção de mundo conduz para novas possibilidades garantindo uma
mente criteriosa rica em detalhes, sensibilizada a criar uma consciência mais crítica
da sociedade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
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De acordo com a fundamentação teórica e a pesquisa realizada, podese constatar que este estudo aponta para a importância considerável que a arte
proporciona na vida das crianças.
Na educação infantil, a arte é muito importante porque nessa fase às
crianças têm um mundo todo a descobrir. Então, professores devem possibilitar o
acesso a essas linguagens, trazendo a interação social que é fundamental na
Educação Infantil. Possibilitando que as crianças entrem em contato com diferentes
materiais, assim ampliando seu repertório, trazendo situações que torne mais rico
para as crianças poderem criar, descobrir, questionar. O professor deve ter uma boa
linguagem, uma atitude focada nessa faixa etária,percebendo que seu fazer da
prática artística, exercícios, estão ali construindo teorias, aguçando percepções.
Os dados da pesquisa apontam para uma certa convergência de que
arte conduz os caminhos da cidadania no contexto social do aluno. Igualmente na
participação dos professores essa assertiva se confirma. Mesmo com algumas
dificuldades históricas a arte se faz presente desde a Educação Infantil na vida das
crianças.
ART IN EARLY CHILDHOOD EDUCATION: What Looks Intertwine
ABSTRACT
This paper analyzes how art is crafted in the School of Early Childhood Education ,
so that allows teachers a different look for your activities implemented in the
classroom , and that art is not limited to their discipline , covers all other areas and
encompasses all the cognitive , social and psychological area of children , bringing a
more critical and perceptive view on the reality that surrounds him. The look of the
teacher must be creative and always seek a culture focused on training that is a right
of every citizen . This paper proposes to investigate how the teachers to promote
artistic activities promote the involvement of the student in school , in the community
and his experience of the day-to - day. It also seeks to identify how these actions
contribute to a different look compared to the student's school Arte.Nesta particular
network can be seen that the methods applied to everyday student are richer way,
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bringing art to all activities school , providing a creative way to teach , thus expanding
students' relationship and improving the pedagogical dynamic school .
KEY WORDS: Art. Teacher. Vision Critical. Early Childhood Education.
NOTAS EXPLICATIVAS
Dedico este trabalho a minha mãe e meu filho, orgulho de minha vida.
Agradeço de coração a todos que de maneira direta ou indireta contribuíram
REFERÊNCIAS
BARBOSA, Ana Mae. John Dewey e o ensino da arte no Brasil, 7 ed. São Paulo:
cortez, 2011.
BRASIL,
Secretaria
de
Educação
Fundamental.
Parâmetros
curriculares
nacionais : arte, Brasília : MEC, 1998.
BUORO, Anamélia Bueno. O Olhar em Construção: uma experiência de ensino e
aprendizagem da arte na escola, 3 ed. São Paulo: Cortez, 2000.
CALABRIA, Carla Paula Brondi. Arte, História e Produção: Arte brasileira, São
Paulo: FTD, 1997.
COLL, César; TEBEROSKY, Ana. Aprendendo arte: conteúdos essenciais para o
ensino fundamental, São Paulo: Ática, 2000.
CROSS, Jack. O ensino de arte nas escolas, São Paulo: Cultrix, 1983.
MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, M. Terezinha Telles. Didática do
ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte, São Paulo:
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PONTES, Gilvânia Maurício Dias de, A Presença da Arte na Educação Infantil:
olhares
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Disponível
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http://www.ufrgs.br/gearte/dissertacoes/dissertacao_gilvania.pdf Acesso em 02-mar2014
ROSSETTI-FERREIRA, Maria Clotilde et al. Os Fazeres na Educação Infantil, 12
ed. São Paulo: Cortez, 2011.
SILVA, Elizangela Aparecida da, et al, Fazendo arte para aprender: A importância
das artes visuais no ato educativo. Disponível em: http://www. Acesso em 12-mar2014.
UNESP, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em:
http://pt.slideshare.net/clinger/lei-de-diretrizes-e-bases-da-educao-nacional-569271.
Acesso em 14-mar-2014.
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Tatiana Silva Palmeira
A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: Olhares que Entrecruzam-se
Artigo apresentado como um dos requisitos para obtenção do
título de licenciatura em pedagogia pela Faculdade Padrão.
Goiânia, ___de Julho de 2014.
BANCA EXAMINADORA
_________________________________________
Professora Mestre Márcia Friedrich
(Orientadora)
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Professora Mestre Deborah Ravagnani Dias
Faculdade Padrão
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