- Hotel Palácio da Lousã

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- Hotel Palácio da Lousã
Nº1 • TRIMESTRAL • 2011
CULTURA O ESTRANHO CASO DO MOSTEIRO NAUFRAGADO
/ PORQUE UM PRAZER NUNCA VEM SÓ MEMORY LANE
NO TRILHO DAS MIGALHAS DE PÃO GOURMET A CASA DE
GENGIBRE SUCESSO AO CENTRO COMO O BRANCO É CHATO
LUGARES COM HISTÓRIA UM ILUSTRE HÓSPEDE TREKKING
O CAMINHO FAZ-SE CAMINHANDO. PELO MEIO DO XISTO DA
SERRA DA LOUSÃ PEQUENOS HABITANTES APRECIANDO A
CORNUCÓPIA DA NATUREZA COM OS OLHOS BEM ABERTOS
SUMÁRIO
MOSTEIRO
SANTA CLARA-A-VELHA
OU O ESTRANHO CASO DO MOSTEIRO NAUFRAGADO
P.4
ALIANÇA
UNDERGROUND MUSEUM
PORQUE UM PRAZER NUNCA VEM SÓ
P.5
NO TRILHO DAS
MIGALHAS DE PÃO
P.8
RENOVA
COMO O BRANCO É CHATO
P . 10
SIR ARTHUR WELLESLEY
O DUQUE DE WELLINGTON
UM ILUSTRE HÓSPEDE
Capa: Serra da Lousã ao entardecer Foto: Tiago Carvalho
P . 12
PERCURSO PEDESTRE
O CAMINHO FAZ-SE CAMINHANDO.
PELO MEIO DO XISTO DA SERRA DA LOUSÃ
P . 14
BIRDWATCHING
APRECIANDO A CORNUCÓPIA DA
NATUREZA COM OS OLHOS BEM ABERTOS
P . 15
Serra da Lousã S.A. (Palácio da Lousã - Marketing)
Largo da Viscondessa do Espinhal
3200-257 Lousã • Coimbra
T.: 239 990 800 F.: 239 990 801
[email protected]
www.palaciodalousa.com
Redação: [email protected]
Propriedade_ Serra da Lousã SA.
Direcção executiva_ Lourenço Mexia Santos
Edição_ Palácio da Lousã - Marketing
Direcção de arte_ Tito Andrade
Design e Paginação_Experimenta Studio
Redação_Mário Santos
Tiragem_ 50.000 ex.
Periodicidade_ Trimestral
Impressão_ FIG - Indústrias Gráficas, S.A.
EDITORIAL
Detalhe da fachada do
Palácio da Viscondessa do Espinhal
Lousã • Coimbra
Portugal
2
LAND.ESCAPES.01
A
Land.Escapes foi criada pela área
de marketing da Serra da Lousã
S.A (SERRA DA LOUSÃ), PME
que atua na área da hotelaria
e turismo, gestora do Meliá Palácio da
Lousã Boutique Hotel e dos espaços de
restauração A Viscondessa e Licor Beirão
Resto-Bar.
Ao detectar um conjunto de sinergias
já existentes nas nossas áreas de
negócios, percebemos o potencial de criar
valor não só para nossas actividades, mas
também para a região centro, ou melhor,
as Beiras (como a maioria conhece e
carinhosamente a denomina). Neste
território cheio de possibilidades para
o turista explorador, faltava algo que
divulgasse todo o seu potencial. Nasceu
então uma publicação que ultrapassa o
objectivo da promoção turística mas que é
ao mesmo tempo aí que reside todo o seu
potencial: a expressão da riqueza beirã em
todas as suas vertentes.
O conceito fundamental da Revista
Land.Escapes é a ideia de aventura. Não
no sentido dos esportes radicais, mas da
busca de conhecer, sentir e explorar coisas
diferentes. De descobrir novos sabores,
novos lugares, novas histórias e ideias, ou
simplesmente relembrar quão fantásticos
podem ser os pequenos pormenores do
quotidiano das cidades, vilas e aldeias
beirãs.
Vamos falar sobre as empresas, as
pessoas, os produtos, o potencial económico
e toda a beleza natural e diversidade
gastronómica que cá se pode encontrar. A
Land.Escapes pretende dar voz a ideias,
despertar emoções, contar histórias.
Potenciar novas parcerias e oportunidades
editoral
de negócio se possível. Valorizar quem cria, quem
inova, quem cultiva a atitude de bem-fazer.
As parcerias estabelecidas foram a
alavanca para este projecto. Foi fundamental
a confiança dos patrocinadores no conceito
criado, conteúdos e canais de distribuição.
Como PME, não tínhamos budget para um
projecto que cabia possivelmente a uma
agência de promoção e marketing da região.
As parcerias com a Blue Media (através da
revista Blue Travel), com o Diário de Coimbra,
a Sol Meliá, cadeia a qual nosso hotel está
integrado, e a Experimenta Studio, agência
responsável pelo design, foram outros dos
factores fundamentais para a materialização
desta primeira edição, e esperamos, da
perpetuação do sucesso da revista.
Um agradecimento especial à nossa
pequena grande equipe, o Tito Andrade e o
Mário Santos, responsáveis desde a concepção
da ideia, à arte e redacção. Sem o empenho
e entusiasmo que colocaram neste trabalho,
teria sido impossível transformarmos a ideia
inicial numa realidade.
Quero fazer uma homenagem neste
primeiro número à minha querida prima
Ulrica d’Orey Menano, que partiu, deixando
muitas saudades pela sua ternura, alegria e
amizade. Como jornalista, fez sua brilhante
carreira na Editora Abril. Ela foi e é uma fonte
de inspiração para o desenvolvimento desta
revista, pela paixão que dedicou sempre
ao seu trabalho, e principalmente pela sua
atitude perante a vida.//
Lourenço Mexia Santos
[email protected]
L.E.cultura
Aliança - Vinhos de Portugal
Rua do Comércio - Sangalhos
L.E.cultura
T: 234732045 • www.alianca.pt
MOSTEIRO
SANTA CLARA-A-VELHA
OU O ESTRANHO CASO DO MOSTEIRO NAUFRAGADO
H
á uns anos poderia imaginar-se que
este mosteiro teria sido trazido pelo
rio numa enorme inundação, em tais
circunstâncias, como se se tratasse
mesmo do Grande Dilúvio. Fundado em 1283,
foi abandonado, definitivamente, pelas fiéis freiras
clarissas em 1677 e entregue às águas eternas do
Mondego. Submerso durante mais de 200 anos,
este mosteiro é o testemunho da introdução do
estilo gótico em Portugal, ainda que em fase
experimental.
Após um extenso trabalho de recuperação,
abriu ao público em 2009, conjuntamente
com um Centro de Interpretação com funções
museológicas, albergando ainda um auditório,
salas de exposição, loja e cafetaria.Aqui, pode olhar
de perto para o modus vivendi das freiras clarissas
durante vários séculos, sendo possível, através
de um extenso trabalho de investigação, tomar
conhecimento das suas deficiências alimentares,
causas de morte mais comuns, a dieta que
faziam e a sua rotina diária. Tudo isto suportado
por centenas de objectos do seu quotidiano
4
LAND.ESCAPES.01
PORQUE UM PRAZER NUNCA VEM SÓ
P
recuperados das ruínas e expostos no Centro de
Interpretação. Mais do que olhar para simples
ruínas ou andar a ver peças resgatadas, expostas
num museu, as infra-estruturas do Mosteiro de
Santa Clara-a-Velha são um testemunho da vida
na Idade Média, da tenacidade e fé das irmãs
clarissas, uma verdadeira máquina do tempo a
postos para o(a) transportar para o passado.
Contemplado com o prémio Europa Nostra
2010, nos primeiros 8 meses de abertura ao
público recebeu cerca de 40 mil visitas.//
ara os apreciadores do que a vida tem de
bom — eles sabem do que estamos a falar
— é imperativo a combinação de prazeres
de forma a maximizar o nosso proveito.
Parece teoria económica, mas não é menos verdade
só porque a espontaneidade foi quebrada e reduzida
ao frio cálculo. De facto, é mesmo assim. A boa
carne de vaca requer um bom vinho tinto. Um belo
romance precisa de música a condizer. Uma tosta de
queijo e tomate categoricamente necessita de umas
folhas de basílico. Seguindo este mandamento, um
bom vinho precisa de ser envolto em arte com notas
de paixão para amadurecer correctamente. E desta
maneira, Joe Berardo criou o Aliança Underground
Museum, a combinação perfeita de dois prazeres: o
vinho e a arte.
Em Sangalhos, bastante fora do trilho batido
das atracções turísticas das Beiras, estão as Caves
Aliança e, literalmente nas Caves estão os vinhos e
as exposições.
Seguindo um dos experientes guias preparese para uma visita a fundo à cultura africana,
portuguesa e, à não menos importante cultura
vinícola. Passando a primeira porta será acolhido
pelos sons, cores e ícones da cultura africana,
incluindo explicações detalhadas de cada artefacto
e cultura. A nossa preferida: A cultura da tribo
Bura, extinta há mais de 1500 anos, representada
pelas suas originais esculturas mortuárias, tendo
inclusivé servido de mote para uma reinterpretação
da Última Ceia por Joe Berardo.
Mais abaixo encontrará as exposições de
fósseis, minerais, azulejaria portuguesa do século
XVIII e ainda a colecção de Bordalo Pinheiro.
Tudo isto, num percurso pedestre com mais
de 1 km abaixo do solo, sempre acompanhado
pelas estantes do soberbo vinho Aliança, sempre
com descrições detalhadas de todos os artigos e
culturas por parte do guia.
O rebentar da rolha do vinho espumante
serve de mote para a última paragem, na qual o
visitante é convidado a degustar o belo espumante
das Caves Aliança. Uma espécie de agradecimento
por parte de Joe Berardo, como quem diz:
“Obrigado por ter feito este percurso, brindemos
ao seu bom gosto!”//
LAND.ESCAPES.01
5
LAND.ESCAPES.01
9
Não se trata apenas de cerveja.
NO TRILHO
DAS MIGALHAS
DE PÃO
Trata-se de cerveja, não de pão, mas
há dois ingredientes em comum entre
ambos: cereais e água. Com cereais
e água de qualidade se faz um bom
pão... e uma boa cerveja.
A
FOTOS: Bibliteca de Arte - Fundação Calouste Gulbekian’s
ndando pelas ruas de Coimbra é
muito difícil de reparar nas migalhas
deixadas pela história cervejeira,
daquele que foi um grande polo
do fabrico de cerveja em Portugal. Talvez
porque não é no centro da cidade, junto às
atracções turísticas que vemos o que resta
dessa história, mas sim na periferia.
Os apreciadores de cerveja mais experientes
conhecem essas migalhas e saboreiam a
memória das célebres defuntas Topázio e
Onix fabricadas pela Companhia de Cervejas
de Coimbra, agora apenas representada pela
decrépita fábrica na zona da Pedrulha, e sabem
das qualidades que a água de Coimbra possui
para um excelso fabrico de cerveja.
8
LAND.ESCAPES.01
Não é só o líquido que interessa.Trata-se da variedade que dava à cidade. Da
cor e sonoridade dos anúncios nos antigos
eléctricos e paragens de autocarro:Topázio
“A cerveja de Coimbra”, “Cerveja que é
frescura.“ É o saudosismo de verdadeiros
ícones da cidade que se perderam no
tempo injustamente.
Na memória de quem se lembra,
lamenta-se o seu desaparecimento. Lamenta-se a perda do sabor e autenticidade que só
a cerveja de Coimbra tinha. Ou será que
ainda tem?
Através da perseverança
descobre-se que num país
vinícola, afinal Coimbra é cidade
de cerveja e há quem mantenha
a tradição viva.
Do outro lado da ponte, em Santa Clara,
com o Mondego como cúmplice, fermenta
a cervejaria-restaurante Praxis desde 2009.
Obra dos sócios Arnaldo e Pedro Baptista
que juntando as migalhas do caminho da
tradição brindam ao paladar refinado dos
clientes com quatro variedades de cerveja
100% artesanal que, diga-se, é raríssima de
encontrar em Portugal com esta qualidade.
É a este lugar que o trilho de migalhas
nos parece ter trazido, pois é na Praxis que
fica o regresso à boa tradição cervejeira de
Coimbra.//
PRAXIS
Urb. Quinta da Várzea, Lote 29
Santa Clara - Coimbra
+351 239 440 207
www.praxis.pt
FOTO: Istockphoto
memory lane
MARTIN & THOMAS
OU A CASA DE GENGIBRE
D
escanse. Não existe nenhuma bruxa má
que o quer enfiar nos fornos onde nasce o
mais delicioso pão das Beiras. Existe sim,
o conceito de padaria gourmet, finalmente
criado em Portugal.
Na singela praça Rodrigues Lobo, em Leiria, cenário
que dir-se-ía saído da Canção de Lisboa, esperar-se-ía ver Vasco Santana sentado numa das rústicas
esplanadas, aproveitando o Sol de Inverno com o
seu café e um suculento pão ciabata com sementes
de papoila recheado com salmão fumado, fatias de
pepino e guacamole de abacate da Ilha da Madeira. No
entanto, ele já não tem tanta sorte. Mas quem visita a
Martin & Thomas pode muito bem ter.
Se estiver frio, entre e suba ao primeiro andar. As
vistas para a praça e castelo de Leiria valem bem a
pena e combinando com a decoração, está criada uma
amálgama interessante entre rústico e moderno.
O pão aqui, é quem manda, por isso é perfeitamente
adequada a Ode ao Pão de Pablo Neruda inscrita numa
das paredes. As variedades que existem de pão, estão
na Martin & Thomas. Mas não só. Pode ser o prato
principal ou o acompanhamento ideal. Depende do
que peça e do ponto de vista.
Mas antes de ir embora, prove as sobremesas.
Torta de Azeitão com guacamole de ananás marinado
em Moscatel de Setúbal e sorvete de manga vai
ocupá-lo um bocadinho porque é bom demais para se
comer depressa e, de certo, que na viagem de volta ou
durante a semana vai começar a pensar: “Quando é
que vou voltar a Leiria outra vez?”.//
Praça Rodrigo Lobo 8-9 • Leiria
T. 244 823 577
Aberto todos os dias das 08.00 às 24.00
LAND.ESCAPES.01
9
SUCESSO AO CENTRO
O famosíssimo Renova Black,
o primeiro papel higiénico
preto do mundo, é português
e de Torres Novas. É a
variedade mais famosa da
linha luxuosa da Renova
e também o mais sexy,
presente nos hotéis e
restaurantes mais restritos
do mundo e nos armazéns
Harrods, Côté Maison ou até
no Louvre.
A verdade é que a Renova abanou o mercado,
de tal forma que conseguiu moldar um nicho
de mercado apaixonado pelo “papel higiénico
mais sexy do mundo”. Daqui cresceu ainda mais.
Reforçou a sua presença de mercado em mais
de 50 países por todo o mundo e para além do
sucesso do luxuoso Renova Black, a marca tem
apostado fortemente no segmento ecológico,
com unidades próprias para a reciclagem de
papel. Sublinhe-se a consciência ambiental
da mesma e o sucesso da gama Renovagreen,
productos 100% reciclados.
Quais serão os trunfos que a Renova tem na
manga para o futuro? //
RENOVA
COMO O BRANCO É CHATO
D
e certo foi isso que o presidente da
empresa, Paulo Pereira da Silva,
pensou quando teve a ideia de tornar
um item tão aborrecido como papel
higiénico em algo mais. O arrojo mostrado
com esta estratégia de marketing já foi
alvo de estudos de mercado mas nunca é
demais louvar a criatividade necessária para
transformar um objecto banal, algo que tem
uma função de primeira necessidade e que
amiúde é menosprezado pela sua banalidade,
num símbolo de criatividade, inovação e
sucesso empresarial.
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LAND.ESCAPES.01
DE TORRES NOVAS
PARA O MUNDO.
É uma história que daria um argumento
hollywoodesco, no mesmo campo de um
Rocky ou Cinderella. Mais um belo exemplo
de como se passa de rags to riches com a
devida determinação, criatividade e know-how necessário para vencer. Fundada como
empresa familiar, a Renova é agora líder de
mercado na produção de produtos de papel
de higiene e possui o papel higiénico mais
procurado do mundo.
LAND.ESCAPES.01
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LUGARES COM HISTÓRIA
A
rthur Wellesley, o primeiro
Duque de Wellington,
um irlandês de Dublin
que viria a servir a Coroa
Inglesa como nenhum outro inglês o
faria. Curiosamente, Wellington não
gostava que o tratassem como irlandês,
quase tanto como não gostava dos
franceses, tendo uma vez respondido
ao facto de continuarem a referir a
sua descendência irlandesa com este
comentário espirituoso: "Ter nascido
num estábulo não faz de um homem um cavalo. "
Um homem de inteligência arguta e de morais
rígidas, sem contemplações perante a adversidade
como viria a provar em diversas batalhas contra o
mais temido exército do mundo, na altura. O seu
estilo de liderança era aliás a sua mais-valia e o seu
trejeito mais famoso tendo recebido o cognome
de O Duque de Ferro pelos seus homens, tal era a
disciplina que eram obrigados a seguir.
SIR ARTHUR WELLESLEY,
O DUQUE DE
WELLINGTON
Wellington combatia onde era necessário e,
uns anos antes de finalmente derrotar Napoleão
na Batalha de Waterloo, Wellington repousou no
Palácio da Lousã, na altura Palácio da Viscondessa
do Espinhal.
No seguimento da Batalha de Foz de Arouce,
em Março de 1811, uma das mais importantes da
história das invasões napoleónicas na Peninsula
Ibérica, Wellington terá expulsado o Marechal
Massena do Palácio da Viscondessa do Espinhal,
onde residia após a Batalha do Buçaco.
O historiador Nélson Correia Borges, conta-nos uma história curiosa que teve como palco
o Palácio da Lousã, ou Palácio da Viscondessa do
Espinhal, após a batalha:
''Entretanto, Massena, preparava-se para jantar, mas ao receber a notícia do desastre na
Batalha de Foz de Arouce, fugiu precipitadamente. Pouco depois, o Duque de Wellington
entrava triunfante na Lousã, e sentando-se à mesa que Massena abandonara, pôde saborear
com redobrado gosto o jantar que tinha sido preparado para o inimigo...''
12
LAND.ESCAPES.01
W 8º 14’ 47’ ‘
N 40º 6’ 34’ ‘
E assim, de uma assentada, duas figuras
mundialmente históricas trocam de lugares, no
que foi o Palácio da Viscondessa do Espinhal de
finais do século XVIII.
No dia 16 de Março, no dia da batalha de Foz
de Arouce, Wellington escreveu um relatório da
batalha e da situação geral das tropas portuguesas
e britânicas ao Conde de Liverpool, a partir do
sua nova morada temporária. A transcrição deste
relatório encontra-se emoldurada no palácio,
tendo sido gentilmente oferecida pela British
Historical Society of Portugal.
Para ver este documento, bem como sentir os
sabores apreciados pelo Duque de Wellington, faça
uma visita a este Boutique Hotel, onde todos os
hóspedes são ilustres.//
Meliá Palácio da Lousã - Boutique Hotel
Restaurante A Viscondessa
Largo da Viscondessa do Espinhal, Lousã
www.palaciodalousa.com
O Palácio da Viscondessa do Espinhal sofreu
obras de restauro e foi transformado num dos
principais boutique hotéis de Portugal. Este
edifício é classificado como Património Histórico.
trekking
pequenos
habitantes
A
PERCURSO PEDESTRE
altura do ano pode não ser a ideal.
Pelas condições climatéricas e as
consequências que podem advir
para o frágil corpo humano, mas
a beleza da Serra da Lousã dura um ano
inteiro e em cada estação, ela surpreende
os visitantes e veste-se a preceito para os
receber. Apesar da chuva, frio e da neve,
a beleza da natureza está na agrura dos
elementos e na capacidade que o ser
humano tem para se adaptar e vencê-los.
O
s sons e as cores são únicas.
Os seus olhos parecem
sempre estar atentos
às fotos e os músculos
preparados para uma fuga apressada,
mas numa pose de cumplicidade
artística ficam parados o suficiente
para as excelentes fotos que muitos
birdwatchers conseguem. Claro está
que nem todos os pássaros são assim.
Outros têm mais de eremitas e fogem aos
olhos ansiosamente atentos e há quem passe
anos sem avistar o seu mais desejado prémio.
O caminho faz-se caminhando
Pelo meio do xisto da Serra da Lousã
Foto: Waypoint - www.walkinportugal.com
ALDEIA DA PENA - GÓIS
FOTOS: TITO ANDRADE
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LAND.ESCAPES.01
Testemunhe em primeira mão,
num percurso pedestre de cerca de 9
quilómetros, como os habitantes das
aldeias de Comareira, Aigra Nova, Aigra
Velha e Pena se adaptaram à aspereza
dos elementos com nada mais do que
as matérias-primas arrancadas da terra
pelas suas próprias mãos. A beleza
das imperfeições do xisto, a vontade
de permanecer, a solidão da montanha
e a fugacidade da vida selvagem. Um
percurso pela autenticidade da natureza
e tenacidade da vontade do ser humano,
seja de quem lá vive, seja da sua que
escolhe, e muito bem, fazer um percurso
por um cenário dedicado aos Hiperbóreos
de Nietzsche.//
FOTO: Vitor Gonçalves
www.flickr.com/photos/vitorlouzan/
Se não sabe, a cidade de Coimbra tem
na zona do Choupal uma comunidade
interessante de aves de rapina, destacando-se o Milhafre Real e o Milhafre Preto. À
volta da Serra da Lousã há muitos troféus
para fotografar, destacam-se a Águia de Asa
Redonda, Felosa do Mato e o Tartaranhão
Azulado. Se a orla marítima é mais consigo
viaje pela estrada nacional até à Figueira
da Foz e encontrará a Ilha da Morraceira, e
nela, uma das mais ricas comunidades de
aves limícolas, que incluí muitas espécies
consideradas raras.
Se o birdwatching não o atrai pense assim,
é uma caça sem sangue, com adrenalina e no
final tem sempre um troféu para pendurar na
parede se quiser.//
LAND.ESCAPES.01
15
AGENDA sugestões land.escapes
12 DE FEVEREIRO E 12 DE MARÇO @ VISEU /////////
24 DE MARÇO @ COIMBRA ///////////////////////
Visitas dançadas
ao Museu Grão Vasco
Restaurante O Japonês
Konnichiwa Coimbra!
Licor Beirão resto-bar
no Palácio da Lousã
O paraíso do sol nascente situa-se na Avenida D.
Afonso Henriques, 34, em Coimbra. Da rua parece
imponente. Suba as escadinhas e se tiver bom
tempo fique na esplanada, peça uma cerveja
Sapporo e beba-a refastelado nos mais confortáveis
bancos-sofas de Coimbra. O seu interior é precioso.
A decoração é de muito bom gosto, de influências
orientais com um toque de design minimalista
reflectido perfeitamente na sala de jantar.
O sushi é fresquíssimo e o sake excelente.
Kampai!//
Deixe a gravata e havaianas à porta. O Licor Beirão
Resto-Bar é um daqueles sítios que se esperam
encontrar numa grande cidade, num recanto de
um bairro hip. Um sítio intimista e com gosto mas
sem ser empertigado. Nascido da parceria entre
duas empresas da Lousã, abriu em Dezembro no
antigo bar do Palácio da Lousã. Acompanhe o seu
elixir predilecto com as refeições que vão da cozinha
tradicional portuguesa à cozinha sofisticada com
toques de gourmet, e beba mais um copo à noite,
inspirando a paisagem nocturna da Serra da Lousã.//
Encerramento semanal à segunda-feira
Av. D. Afonso Henriques - Coimbra
Reservas 239 702 013
Aberto todos os dias
Meliá Palácio da Lousã . Largo Viscondessa do Espinhal . Lousã
Reservas 239 990 800
Visitar um museu pode ser uma experiência
recorrente. Mas e se se tratar de uma visita dançada,
a qual nos conduz através das mais notáveis obras
de arte? Poderá ter esta experiência memorável no
Museu Grão Vasco.
Actividade é organizada pelo Teatro Viriato.
18/02/2011 @ COIMBRA ///////////////////////////
“Don Quixote”
Um espectáculo levado ao palco pelo Royal Ballet da
Républica Checa no teatro Académico Gil Vicente.
Promete-se pura magia. 24 de Março às 21:30
18/02/2011 @ AVEIRO - ESTARREJA ///////////////
“Rigoletto”
pela Ópera Nacional da Moldávia
A famosa ópera de Verdi, “Rigoletto”, sobe ao palco do
Teatro Académico Gil Vicente, no dia 18 de Fevereiro,
às 21.30. A não perder! 24 A 26 DE FEVEREIRO @ SEIA /////////////////////
Cristina Branco - Fado
Cristina Banco, uma das vozes na nova geração de
fadistas com concerto marcado para 26 de Março no
Cine Teatro de Estarreja às 22.00H
Seia Jazz & Blues Festival
Decorrerá na Casa Municipal da Cultura de Seia.
Um festival verdadeiramente único!
VOUCHER LAND.ESCAPES
10%
ESTADIA PARA 2 PESSOAS
DESCONTO APLICÁVEL SOBRE A
MELHOR TARIFA DÍSPONÍVEL.
Válido com apresentação desta revista no check-in até 30/04/2011
R. Manuel Madeira – Pedrulha - Apartado 8115
3021-901 Coimbra
Tel. 239 490 700 – Fax. 239 490 740
www.grupoasc.com