A Importância da Triagem Auditiva Neonatal na Atenção

Сomentários

Transcrição

A Importância da Triagem Auditiva Neonatal na Atenção
UNIVERSIDADE
FEDERAL
DA
BAHIA
–
UFBA
INSTITUTO
DE
SAÚDE
COLETIVA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA: CONCENTRAÇÃO
EM GESTÃO DA ATENÇÃO BÁSICA
MARIANA NASCIMENTO DE CARVALHO
A importância da Triagem Auditiva Neonatal na Unidade Básica de Saúde
Salvador
2014
MARIANA NASCIMENTO DE CARVALHO
A importância da Triagem Auditiva Neonatal na Atenção Básica
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no
Programa de Pós-Graduação do Instituto de Saúde
Coletiva DA Universidade Federal da Bahia –
ISC/UFBA, no Curso de Especialização em Saúde
Coletiva: concentração em Gestão da atenção
Básica,como requisito para obtenção do título de
especialista em Saúde Coletiva.
Área de concentração: Gestão da Atenção Básica.
Orientador: Yara Oyram
Linha de pesquisa: Acadêmica
Salvador
2014
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 4
2
OBJETIVOS ................................................................................................................... 7
3
METODOLOGIA ........................................................................................................... 8
4
RESULTADOS .............................................................................................................. 9
5
DISCUSSÃO ................................................................................................................ 13
6
CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................... 16
7.
REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS...........................................................................18
ANEXO
1. INTRODUÇÃO
O SUS tem como função realizar ações de promoção de saúde, vigilância em saúde,
controle de vetores e educação sanitária, além de assegurar a continuidade do cuidado
nos níveis primário, ambulatorial especializado e hospitalar (Paim et al, 2011). De
acordo com este autor, o desenvolvimento da atenção primária – ou atenção básica
(AB), como é chamada no Brasil – tem recebido muito destaque no SUS.
Impulsionada pelo processo de descentralização e apoiada por programas inovadores, a
atenção básica tem o objetivo de oferecer acesso universal e serviços abrangentes,
coordenar e expandir a cobertura para níveis mais complexos de cuidado, a exemplo da
assistência especializada e hospitalar, bem como da implementação de ações
intersetoriais de promoção de saúde e prevenção de doenças. A atenção básica
caracteriza-se por ações individuais e coletivas de promoção e proteção à saúde, de
prevenção de doenças, de diagnóstico, de tratamento, de reabilitação e de manutenção
da saúde. Estas ações constituem fases da assistência à saúde e são desenvolvidas com
enfoque multiprofissional, por meio de atribuições privativas ou compartilhadas entre os
integrantes da equipe de saúde.
Segundo Andrade e colaboradores (2013), o Sistema Único de Saúde tem investido na
expansão e qualificação da Atenção Básica como prioridade político-organizacional. As
práticas de cuidado em saúde no nível da AB constituem um dos desafios do sistema,
considerando a necessidade de tecnologias próprias que atendam os atributos de eficácia
e efetividade no sentido de fazer mais e melhor.
O Sistema Único de Saúde é integrado por uma rede regionalizada de ações e serviços,
que visa a redução de doenças e o acesso universal e igualitário da população. Tem
como prioridade as ações preventivas, garantindo a participação da comunidade nas
decisões e garantindo igualmente a gratuidade dos serviços. Para o fortalecimento das
políticas públicas de saúde auditiva, proposta em 2004, os profissionais envolvidos no
atendimento do deficiente auditivo em todo o país devem conhecer os preceitos, as
características administrativas e sua repercussão em um contexto mais amplo do
Sistema Único de Saúde (GARBIN, 1995).
A Organização Mundial de Saúde (2000) relata que há mais de 120 milhões de pessoas
no mundo com perda auditiva, sendo que 8,7 milhões dessas têm entre 0 e 19 anos, ou
seja, uma grande parte das crianças nascem ou adquirem uma perda auditiva antes de
chegar à vida adulta. Por esse motivo, faz-se necessário o diagnóstico precoce da
deficiência auditiva, pois quando diagnosticada tardiamente acarreta para criança
atrasos na sua vida social, familiar, escolar e em seu desenvolvimento linguístico,
cognitivo e psicológico.
Desta forma, é importante que hospitais, maternidades e Unidades Básicas de Saúde
insiram em sua prática clínica a triagem auditiva neonatal universal (TANU) que tem
por objetivo diagnosticar a perda auditiva que acomete o recém-nascido no período, prénatal, perinatal e pós-natal. A avaliação auditiva do neonato é realizada através das
Emissões Otoacústicas (EOA) e o Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico
(PEATE), que são exames eletrofisiológicos que dão o parecer sobre a integridade de
vários níveis do sistema auditivo, estas técnicas são testes objetivos de maior
especificidade e sensibilidade para detectar possíveis alterações audiológicas, em
recém-nascidos e crianças pequenas (RUSSO, 1994).
A perda auditiva em bebês se for diagnosticada ao nascimento e ocorrer a intervenção
de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, fonoaudiólogos, assistentes
sociais, psicólogos e entre outros, até os seis meses as mesmas podem apresentar um
desenvolvimento muito próximo ao de uma criança ouvinte.
Com vista à importância e necessidade de que a deficiência auditiva seja diagnosticada
o quanto antes, para que sejam minimizados os seus prejuízos na vida de uma criança,
torna-se imprescindível a implantação de Programas de Triagem Auditiva Neonatal. A
motivação para realizar este trabalho surdiu após a percepção em estudar e divulgar a
atuação fonoaudiológica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), pois a mesma
vem crescendo nos últimos anos por todo o Brasil.
Como as vantagens do diagnóstico precoce de uma perda auditiva são imensas, através
da Triagem Auditiva Neonatal, e essa prevenção pode ocorrer, porque o Brasil possui
quase 35 mil fonoaudiólogos, muitos deles inseridos no Sistema Único de Saúde ou em
outros locais que podem oferecer esse tipo de atendimento. Portanto, melhorar a
qualidade vida é o principal objetivo de qualquer cuidado com a saúde, através do
direcionamento da quantidade e qualidade das medidas e serviços preventivos que,
graças a procedimentos globais e específicos, permitam que as pessoas estejam menos
expostas às doenças e melhor capacidade para resisti-las (ANDRADE, 2006).
2. OBJETIVO GERAL
Discutir a importância do Programa de Saúde Auditiva Neonatal na Unidade
Básica de Saúde.
2.1OBJETIVO ESPECÍFICO:

Identificar na literatura os benefícios para a saúde auditiva das crianças com a
implantação da Triagem Auditiva Neonatal na Atenção Básica
3. METODOLOGIA
Este presente estudo refere-se a uma revisão na literatura sobre a Triagem Auditiva
Neonatal na Atenção Básica, com abordagem qualitativa, tipo descritivo na qual foram
analisados artigos do seguinte site de busca, o Google Acadêmico. Para execução da
pesquisa foram utilizados os seguintes descritores: “Triagem Auditiva Neonatal” e
“Atenção Básica”.
O período para a seleção de artigos ocorreu de novembro 2013 a março 2014, durante o
levantamento obteve-se 122 artigos, contudo, apenas 25 corresponderam ao objetivo da
pesquisa (ANEXO I). Obteve-se o melhor aproveitamento dos artigos que fazem
referência a triagem auditiva e atenção básica, os que referem a triagem auditiva em
escolares e reabilitação auditiva foram descartados por não responder o objetivo
estabelecido.
Este estudo buscou fazer uma revisão sobre o papel da triagem auditiva neonatal no
diagnóstico precoce dos problemas auditivos na infância. Ressaltamos, que é
fundamental que os profissionais do Sistema Único de Saúde reconheçam a importância
da realização da triagem auditiva, pois exercem influência significativa na vida do
usuário.
A presente pesquisa não foi submetida ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) do Instituto
de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFA) em função de se tratar
apenas de uma revisão de literatura, onde não envolve pesquisa com seres humanos e
não viola a resolução n°.196/96 do conselho Nacional de Saúde que estabelece os
princípios referenciais da bioética.
4. RESULTADOS
O Brasil é considerado um país em desenvolvimento, por apresentar problemas como:
desigualdade na distribuição de rendas e difícil acesso na qualidade de serviços
prestados nas áreas de educação e saúde. Os determinantes e as responsabilidades com a
saúde são explicitados a partir de quatro dimensões: As condições, situações e estilos de
vida; a situação ambiental; o desenvolvimento da biologia e a organização da assistência
a saúde (LIMA et.al, 2008).
Existe a convicção de que saúde não é apenas a ausência de doença, mas sim boas
condições biológicas, ecológicas, ambientais, emocionais, políticas, econômicas,
sociais, e culturais. Levando em consideração a importância da saúde auditiva, hoje
existe um consenso em que se destaca a importância da realização da triagem auditiva
em todos os bebês (LIMA et.al, 2008).
A Audição é um dos sentidos mais importantes do ser humano. Com ela, pode-se saber
as condições climáticas, de alerta, e de prazer do meio ambiente, mesmo de olhos
fechados. É ainda devido a audição que os humanos habitualmente se comunicam
verbalmente. Toda cultura humana baseia-se em comunicação, sendo a maior dela feita
por padrões sonoros (IORIO, 2004).
Segundo Lewis (1996), a audição é um dos sentidos que traz informações importantes
para o desenvolvimento humano, principalmente nos aspectos lingüísticos e
psicossociais. As implicações decorrentes de uma perda auditiva são várias, ressaltandose aquelas que se referem à comunicação.
Para que o desenvolvimento da linguagem falada aconteça, a audição é muito
importante. Primeiramente o ser humano deve ser capaz de receber, reconhecer,
identificar, discriminar e manipular as características e processos do mundo sonoro que
nos cerca. Para que isso seja possível, a integridade do sistema auditivo periférico e
central é fundamental, uma vez que será por meio da audição que nos manteremos
informados sobre tudo que esta acontecendo ao nosso redor (AITA et al, 2002).As
autoras Kaminski, Tochetto e Mota (2006) confirmam que a função auditiva é
considerada peça fundamental do complexo sistema de comunicação do ser humano. A
integridade e o funcionamento adequado dos órgãos responsáveis pela audição são prérequisitos para garantir a aquisição da linguagem. O desenvolvimento da linguagem
depende do funcionamento normal dos processos auditivos para receber e transmitir,
perceber, relembrar os sons e integrar as experiências.
De acordo com Pereira (2004), a percepção e a produção da fala são eventos
relacionados. A habilidade para produzir fala inteligível depende, em grande parte, das
habilidades para processar os paradigmas de espectro acústico e da prosódia da fala do
locutor.
A partir da implantação da Politica Pública de Atenção a Saúde Auditiva, em 2004,
muitos avanços foram conquistados, com o intuito de beneficiar a população. A
avaliação dos serviços de saúde auditiva vem como forma de acrescentar melhorias a
esta política, a partir da otimização da verba pública para um atendimento de qualidade
para um maior número de indivíduos (BEVILACQUA et.al, 2009).
A avaliação das ações de saúde vem se destacando entre as iniciativas de planejamento
e gestão das práticas deste setor, a fim de fornecer informações relevantes para o
processo de tomada de decisões, baseado em evidências, e pode enfocar a avaliação de
programas, de serviços e de tecnologias. A avaliação de programas de saúde, tem como
foco de análises os programas, ou seja, práticas com macro objetivo voltadas para
populações específicas, como o programa da triagem auditiva neonatal (BEVILACQUA
et.al, 2009).
Os objetivos da triagem auditiva para as autoras Aita e colaboradores (2002), além da
detecção de alterações auditivas, visam à necessidade de se desenvolver guias e critérios
para os testes utilizados na avaliação dos bebês quando esses deixarem o hospital,
incluindo referências sobre as avaliações auditivas e os serviços realizados, identificar
as necessidades reais de cada população quanto às questões de saúde e de prevenção
desta, desenvolver materiais educativos para serem distribuídos a médicos, à
comunidade e aos familiares, estabelecer sistemas apropriados para assegurar a
qualidade do programa e o seguimento das famílias após a alta hospitalar.
O serviço de Fonoaudiologia vem apresentando avanços significativos no Sistema
Único de Saúde. Desde sua inserção no SUS, entre as décadas de 70 e 80, muitos
conceitos e práticas têm sido reavaliados. No entanto, é preciso que se tenha
conhecimento desta caminhada para que seja possível fazê-la avançar cada vez mais,
acredita-se que este serviço merece importante atenção das ações de saúde pública
(MOREIRA, MOTA, 2009).
A realização da triagem auditiva é possível em ambientes como as Unidades Básicas de
Saúde (UBS), no berçário comum, no alojamento conjunto ou na Unidade de Terapia
Intensiva (UTI), sendo esta realizada na ocasião do teste do pezinho, no qual o vérnix
do meato acústico externo do neonato já teria sido absorvido, reduzindo assim o número
de falso positivo (AZEVEDO, 2004).
Costa Filho e Lewis (2002) ressaltam ainda que, atualmente os programas de triagem
auditiva neonatal têm sido idealizados, desenhados e implementados por médicos
otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos, na maioria dos serviços e, em alguns casos,
por médicos pediatras ou neonatologistas. No entanto, é de grande importância que os
programas de triagem auditiva neonatal possam contar com a colaboração de equipes
multidisciplinares, ou seja, pelas equipes de pediatria e neonatologia, principalmente
pela
obstetrícia,
enfermagem,
serviço
social
e
setores
de
neurologia,
otorrinolaringologia e principalmente fonoaudiologia, quando esses serviços estiverem
disponíveis no hospital. O setor administrativo, e principalmente os atendentes,
recepcionistas e auxiliares deverão conhecer e apoiar o programa de triagem auditiva
neonatal. Seminários e reuniões podem ser necessários para que uma atualização seja
oferecida a esses profissionais.
Ribeiro e Mitre (2004) relatam que é importante realizar um trabalho de conscientização
das mães sobre a importância do diagnóstico precoce da perda auditiva e esse trabalho
deve ser feito antes do nascimento do bebê. A mãe precisa ter consciência que no caso
de uma perda auditiva, a intervenção precoce irá proporcionar a chance da criança se
desenvolver o mais próximo do normal. A média de idade para a detecção de perdas
auditivas na infância tem sido de 14 meses. No Brasil, essa média se da por volta do
terceiro ano de vida, ambas as idades consideradas tardias para o desenvolvimento da
criança.
Através deste estudo observamos que o diagnóstico da perda auditiva na criança deve se
rprecoce, através do programa de triagem auditiva neonatal. Os casos suspeitos devem
ser encaminhados pelos diversos profissionais da saúde para avaliação especializada,
para evitar sequelas (VIEIRA, 2007).
5. DISCUSSÃO
Quanto antes uma deficiência auditiva for identificada e diagnosticada, medidas
adequadas podem ser tomadas para que as dificuldades sejam minimizadas e, em alguns
casos, até totalmente eliminadas. Assim sendo, tem-se como objetivo o diagnóstico
precoce da deficiência auditiva, visando o tratamento médico e a intervenção
fonoaudiológica, sempre que necessário e o mais rápido possível, sendo esta afirmação
ainda mais importante quando se refere à criança (LEWIS, 1996).
Para Northen e Downs (2005), a triagem é o processo de aplicar testes, exames ou
outros procedimentos rápidos e simples a um número geralmente grande de indivíduos,
dos quais serão identificados aqueles que possuam alta probabilidade de um distúrbio e
aqueles que provavelmente não têm distúrbio. Por não ter a pretensão de ser um
procedimento diagnóstico, a triagem simplesmente avalia grandes populações de
pessoas tipicamente assintomáticas sem diagnóstico, para identificar aquelas com
suspeita de serem portadoras do distúrbio e que exigem procedimentos diagnósticos
mais elaborados.
A triagem auditiva tem por objetivo a identificação precoce da perda auditiva,
possibilitando a intervenção fonoaudiológica imediata (AZEVEDO, 2004).
Para Basseto (1998) o sucesso de um programa de triagem depende da eficácia das
medidas adotadas para a identificação do suspeito, portanto, a escolha do procedimento
mais adequado é fundamental. Atualmente as técnicas mais empregadas são: as
emissões otoacústicas (EOAE), o potencial evocado auditivo de tronco cerebral
(PEATC) e a audiometria de observação comportamental.
Entre os métodos mais indicados para a realização da triagem auditiva neonatal está o
registro das Emissões Otoacústicas (EOA), um exame rápido, não invasivo e com
resultados confiáveis (Joint Committee on Infant Hearing, 2000).As emissões
otoacústicas foram observadas por Kemp (1978) que as definiu como uma liberação de
energia sonora produzida na cóclea que se propaga pela orelha média até o meato
acústico externo. Segundo Lonsbury – Martin (2001) as emissões otoacústicas têm
várias aplicações clínicas na avaliação de recém-nascidos, bebês e crianças. Os tipos de
emissões otoacústicas utilizados extensivamente para propósitos clínicos são as
emissões otoacústicas evocadas por click e as emissões por produto de distorção.
As emissões otoacústicas evocadas transientes (EOAT) são aquelas que ocorrem em
resposta a um estímulo sonoro bem breve, geralmente click, que é muito estimulante
para a membrana basilar, porém é desprovido de seletividade de frequência. Estão
presentes em todos os indivíduos com audição normal, desta forma, sendo muito
utilizado em procedimentos de triagem auditiva neonatal (MUNHOZ, 2000).
É por esse motivo que as ações que visam à identificação das perdas auditivas em
recém-nascidos devem ter início no nascimento. Atualmente, preconiza-se a
implementação de programas de triagem auditiva universal, ou seja, em todos recémnascidos, e não somente naqueles de maior risco para a deficiência auditiva (COSTA
FILHO, LEWIS, 2003).
Para Barreira e colaboradores (2007), a implantação e a discussão de programas de
triagem auditiva neonatal têm sido temas constantes de preocupação entre audiologistas
e pediatras. A audição é fundamental para o desenvolvimento da fala e linguagem. Os
estudos dos últimos anos vêm comprovando que a detecção e a intervenção precoces
das alterações na audição garantem à criança o desenvolvimento da compreensão e da
expressão da linguagem, comparáveis com as crianças ouvintes da mesma faixa etária.
No Brasil, o Ministério da Saúde, instituiu em 2004, por meio da portaria GMMS nº
2.073 a Política Nacional de Atenção a Saúde Auditiva, esta portaria promove uma
organização das ações direcionadas a atenção básica e estruturando os serviços de
média e alta complexidade (DANIELI et al, 2011). Os mesmos autores, referem que a
constituição destas redes possibilitou um grande avanço no aprimoramento das ações de
Saúde Auditiva do Sistema único de Saúde, na medida em que propôs uma organização,
de uma rede hierarquizada, regionalizada e integrada, aos diversos serviços de saúde
contemplando ações de promoção e proteção a saúde.
Segundo Campos e colaboradores (2012) no SUS o cuidado com a saúde está ordenado
em níveis de atenção (básica, média e de alta complexidade), essa estruturação visa a
melhor programação e planejamento das ações e serviços do sistema. Não se deve,
porém, considerar um desses níveis de atenção mais relevante que outro, porque a
atenção à Saúde deve ser integral. A prioridade para todos os munícipes é ter a atenção
básica operando em condições plenas e com eficácia, visto que a Atenção Básica
considera o sujeito em sua singularidade e inserção sócio-cultural. Buscando produzir a
atenção integral, o Fonoaudiólogo poderá desenvolver suas atividades nos campos da
promoção, prevenção e proteção da saúde, bem como na redução de agravos.
De acordo com os mesmos autores citados acima, a inserção do Fonoaudiólogo na APS
objetiva contemplar os três níveis de Atenção à Saúde, conforme preconizado pelo SUS,
o que significa promover a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde nas
diferentes fases da vida. A adoção dessas concepções de saúde traz à cena a necessidade
tanto de uma visão holística de homem como de um sistema integrado, superando a
visão curativa, biológica e reducionista do indivíduo.
As diretrizes do SUS apontam para a importância de uma atenção universal, equânime e
integral à saúde, organizada por meio da descentralização, regionalização e
hierarquização dos serviços, de forma que sejam acessíveis a todos os cidadãos,
resolutivos e contem com a participação social (BRASIL, 1990)
A atenção primária à saúde, segundo Befi (1997) e Sampaio (1997) tem uma capacidade
resolutiva de 85% a 90% dos problemas da população, sendo a “chave” para que seja
alcançada a saúde para todos. As Unidades Básicas e os Centros de Saúde, responsáveis
pela APS, devem solucionar os problemas de menor dificuldade técnica, diagnóstica e
terapêutica. Caso seja necessário, será realizado um encaminhamento aos demais níveis:
Atenção Secundária à Saúde (Clínicas e/ou Ambulatórios de Especialidades) e
AtençãoTerciária à Saúde (Rede Hospitalar de Referência). Como o atendimento está
próximo ao indivíduo e à sua família, os profissionais podem eleger suas estratégias a
partir das necessidades daquela região.
Oliveira, Pedrozo e Macedo (1997) consideram a triagem como um momento próprio
para esclarecer o paciente sobre o funcionamento da instituição e para levantar uma
hipótese-diagnóstica. A Triagem Audtiva Neonatal é um procedimento utilizado para
detectar precocemente as perdas auditivas. Quanto antes uma perda auditiva for
diagnosticada haverá melhores resultados para a intervenção imediata da criança; pois
se a educação auditiva por meio de prótese tiver início antes dos seis meses de idade,
haverá maior aproveitamento das capacidades auditivas e menor atraso de linguagem
(MAZZA, CAMARGO, PINTO, 2007).
A importância da Triagem Auditiva Neonatal na Atenção Básica, de acordo com
Andrade (2006) é de grande significado na saúde da população infantil, pois através da
prevenção das doenças da comunicação conduz, diretamente, à melhoria da mais
significativa das características humanas.
Melhorar a qualidade vida é o principal objetivo de qualquer cuidado com a saúde,
através do direcionamento da quantidade e qualidade das medidas e serviços
preventivos que, graças a procedimentos globais e específicos, permitam que as pessoas
estejam menos expostas às doenças e melhor capacidade para resisti-las (ANDRADE,
2006).
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Pesquisas realizadas vêm comprovando a importância da atuação na prevenção,
detecção e atendimento precoce; as crianças atendidas em programas de intervenção
precoce necessitam de menor assistência no futuro. Desta forma, o presente estudo visa
conscientizar e expandir conhecimento sobre os benefícios da realização de um
programa de Triagem Auditiva Neonatal na Atenção Básica para o desenvolvimento das
crianças submetidas ao mesmo.
Este trabalho também tem o interesse de subsidiar informações a cerca do
conceito comunicação humana, tida como importante, mas não essencial, para o
reconhecimento amplo de funcionalmente crítica e determinante do bem-estar, da saúde
geral, do desenvolvimento pessoal e de toda sociedade, sem privilégio e poder de
poucos, como preconiza uma das diretrizes do Sistema Único de Saúde.
Por meio deste estudo, observamos que seria relevante a elaboração de outras
pesquisas a fim de contribuir com as leis relacionadas a Política Pública de Saúde
Auditiva, na Atenção Básica, pois esta seria uma forma de aumentar a consciência
coletiva quanto a prevenção da perda auditiva.
Percebemos avanços no movimento da reforma sanitária brasileira, porém são
relevantes os percalços e as dificuldades no que se refere as melhores condições de
saúde e de trabalho em saúde no Brasil. Desta forma, é necessário realizar um
levantamento do que está sendo feito em termos de prevenção a perda auditiva, e é
preciso tomar providências para adequar os serviços à realidade atual.
Portanto, para isto requer maior número de fonoaudiólogos atuando na Saúde
Pública, profissionais preparados para lidar com Saúde Pública e mais atenção do
governo ao que se refere a Política Pública de Saúde Auditiva. Contudo concluímos que
precisa-se investir em pesquisas e estudos nessa área afim de fundamentar a importância
dessas ações na Atenção Básica.
7.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AITA, A. et al. Triagem auditiva de 0 a 2 anos: Uma proposta para unidades básicas de
saúde. Revista Fonoaudiologia Brasil, São Paulo, dezembro, 2002.
ANDRADE, C. Fonoaudiologia em Berçário Normal e de Risco. In: LEWIS, D. As
habilidades auditivas do recém-nascido e a triagem auditiva neonatal. São Paulo:
Editora Lovise, 1996, pg 149-167
ANDRADE, C. Fases e Níveis de Prevenção em Fonoaudiologia – Ações Coletivas e
Individuais. São Paulo, 2006.
AZEVEDO, M.F. Triagem auditiva neonatal. In: FERREIRA, L.P; BEFI-LOPES, D.M
e LUMONGI, S.C.O.Tratado de Fonoaudiologia, São Paulo, Roca, 2004.
BARREIRA-NIELSEN, C.; NETO, H. e GATTAZ, G. Processo de implantação de
Programas de Saúde Auditiva em duas maternidades públicas. Revista Brasileira da
Sociedade de Fonoaudiologia, São Paulo, v.12, p. 99-105, março, 2007.
BASSETO, M.CA. Triagem Auditiva em berçário. In: BASSETO, M.C.A; BROCK, R
e WAJNSZTEIN, R. Neonatologia: Um Convite à AtuaçãoFonoaudiológica. São
Paulo, Lovise, 1998.
BEVILACQUA et.al. A avaliação de serviços em Audiologia: concepções e
perspectiva. Revista Brasileira da Sociedade de Fonoaudiologia,São Paulo,2009, p.421426
BITTAR, M. L. - A construção da relação fonoaudiólogo - creche. In: BEFI, D. Fonoaudiologia na atenção primária à saúde. São Paulo, Lovise,1997. p. 101-17.
BRASIL, 1990 Lei Federal nº 8.080 – Dispõe sobre as condições para a promoção,
proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes e dá outras providências.
CAMPOS, P.Ret.alAtuaçãoFonoaudiológica na atenção primária à saúde proposta
para Prefeitura Municipal de Curitiba-PR,2012.
CHAPCHAP, M. Potencial Evocado Auditivo de Tronco Cerebral e das Emissões
Otoacústicas Evocadas em Unidade Neonatal. In: ANDRADE, C. Fonoaudiologia
emberçário normal e de risco.SãoPaulo,Lovise, 1996.
DANIELE et.al. Avaliação do nível de satisfação de usuários de aparelhos de
amplificação sonora individuais dispensados pelo Sistema Único de Saúde. Revista
da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, São Paulo, p.109-112, 2011.
FERNANDES, Jet.al.O atendimento de crianças deficientes auditivas: Da suspeita a
reabilitação, um problema a ser refletido. Revista Fonoaudiologia Brasil, São Paulo,
v.2, nº2, p.13-17, dezembro, 2002.
FILHO, O e LEWIS, D. Surdez no recém-nascido. Tratado deOtorrinolaringologia.
São Paulo: Roca, 2003, pg.367-377.
GATANU[ acesso 12-12-2013 em: www.gatanu.org∕pais∕bebe.php]
HERNANDEZ, A e MARCHESAN, I. Atuação Fonoaudiológica no Ambiente
hospitalar. In: RIBEIRO, F. Programa de Triagem Auditiva Neonatal. Rio de
Janeiro: Editora Revinter, 2001, pg 143-165.
JOINT COMMITTEE ON INFANT HAEARING (JCIH). Year 2000 Position
Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention
Programs. Pediatrics 2000; 106:108. Disponível em http:∕∕www.jchi.org∕jcih2000.pdf.
Acesso em 29 novembro.2013.
KAMINSKI, J; TOCHETTO, T e MOTA, H. Maturação da função auditiva e
desenvolvimento de linguagem. Revista Brasileira da Sociedade deFonoaudiologia,
São Paulo, v.11, p.17-21, fevereiro, 2006.
KEMP, D.T. Stimulated acoustic emissions from within the human auditory
system.1978.
LEWIS, D.R. Habilidades Auditivas do Recém-Nascido e a Triagem Auiditiva
Neonatal. In: ANDRADE, C.R.F. Fonoaudiologia em Berçário Normal e deRisco:
São Paulo, Lovise, 1996.
LONSBURY-MARTIN, B.L; MARTIN, G.K e TELISCHI, F.F. Emissões otoacústicas
na prática clínica. In: MUSIEK, F.E; RINTELMANN, W.F. Perspectivas atuais em
avaliação auditiva. São paulo: Manole, 2001.
MACHADO, M.S; OLIVEIRA, T.M.T e COSER, P.L. Triagem auditiva neonatal
universal:projeto piloto no Hospital Universitário de Santa Maria (RS)- Brasil. PróFono Revista de Atualização Científica. Carapicuíba (SP), v. 14, n2, p.199-204,
maio∕agosto, 2002.
MARTINS, L e FERNANDES, L. Conhecimento das mães e da equipe
multidisciplinar em relação à avaliação auditiva dos neonatos de uma maternidade
de rede. Lauro de Freitas, 2006.
MUNHOZ, M.S.L et.al. Audiologia Clínica. São Paulo: Atheneu, 2000.
NORTHERN, J e DOWS, M. Audição na Infância, 5ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara,
p.359, 2005.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL
http:∕∕www.who.int]
DE
SAÚDE[
acesso
25-11-2013,
em:
PAIM, J. S. et al. O sistema de saúde brasileiro: história, avanços e desafios. The
Lancet, London, v.
377,
n.
9779, p.
11-31, maio, 2011. Disponível
em:
<http://download.thelancet.com/flatcontentassets/pdfs/brazil/brazilpor1.pdf>.
PEREIRA,L.D. Sistema Auditivo e desenvolvimento das habilidades auditivas. In:
FERREIRA, L.P; BETI-LOPES, D.M e LUMONGII, S.C.O. Tratado de
Fonoaudiologia, São Paulo, Roca, p.1706, 2004.
RIBEIRO, F.G e MITRE, E.I. Avaliação do conhecimento sobre Triagem Auditiva
Neonatal de Pacientes no Pós- Parto Imediato. Revista CEFAC. São Paulo, v.6, n.3, p.
294-299, julho∕setembro, 2004.
RUSSO, I e SANTOS, T. A audição e o desenvolvimento da linguagem. Audiologia
Infantil. São Paulo: Cortez, 1994, pgs.15-27.
WERTZNER, H. F. - Ambulatórios de fonoaudiologia em unidade básica de saúde.
In: BEFI, D. - Fonoaudiologia na atenção primária à saúde. São Paulo,Lovise, 1997. p.
161-176.
ANEXO
Matriz para organização dos textos da revisão de literatura
Base de Dados: Google Acadêmico
Descritor: Triagem Auditiva Neonatal e Atenção Básica
Data: Novembro 2013 a Março 2014
Quantidade encontrada: 122
Quantidade validada: 25
Ano
Referencia
(Fonte)
Titulo
2010
http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S180886942010000100020&lng=pt&n
rm=iso
Saúde auditiva neonatal
2011
http://www.scielo.br/pdf/rsbf/v1
6n3/04.pdf
Resumo
Criado em 2007, o COMUSA é um comitê multiprofissional que
agrega áreas
de
estudo da
Fonoaudiologia,
Otologia,
Otorrinolaringologia e Pediatria e tem como objetivo discutir e
referendar ações voltadas à saúde auditiva de neonatos, lactentes, préescolares e escolares, adolescentes, adultos e idosos. Fazem parte do
COMUSA representantes da Academia Brasileira de Audiologia
(ABA), Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia
Cérvico Facial (ABORL), Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia
(SBFa), Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) e Sociedade
Brasileira de Pediatria (SBP).
Contribuições
para Objetivo: Realizar o levantamento do quantitativo dos procedimentos
análise da política de relacionados à adaptação de aparelho de amplificação sonora
saúde auditiva no Brasil individual (AASI) incluídos na Tabela do Sistema Único de Saúde
(Tabela SUS). Métodos: Os dados sobre os procedimentos
relacionados à adaptação de AASI incluídos na tabela SUS foram
levantados no site: WWW.datasus.org.br. Após o levantamento
desses dados, foi realizada a organização e a análise descritiva da
produção dos atendimentos ambulatoriais registrados pelos serviços
de saúde auditiva do Brasil, durante o período de novembro de 2004 a
julho de 2010. Os dados foram analisados estatisticamente.
Resultados: Quanto aos procedimentos relacionados à dispensação de
AASI no território nacional no âmbito da saúde auditiva, em 2006, a
terapiafonoaudiológica ultrapassou o quantitativo obtido pela
adaptação de AASI e, o acompanhamento fonoaudiológico, por sua
vez, foi pouco realizado no país. Os AASI com tecnologias B e C
vem sendo mais adaptados do que os AASI de tecnologia A e a
realização de medida com microfone sonda ou acoplador de 2cc na
2012
http://web.b.ebscohost.com/ehos
t/delivery?sid=f0243b48-b8d34bea-80c51772e2817ab9%40sessionmgr11
3&vid=17&hid=108
PROGRAMA
DE
TRIAGEM AUDITIVA
SELETIVA
EM
CRIANÇAS
DE
RISCO
EM
UM
SERVIÇO DE SAÚDE
AUDITIVA DE SÃO
PAULO.
adaptação dos AASI é pouco realizada em comparação ao ganho
funcional.
Conclusão: Houve grandes avanços na atenção ao deficiente auditivo
no país, mas é necessário aprimorar o acompanhamento
dos usuários de AASI, e revisar procedimentos como medidas com
microfone sonda e tecnologias dos AASI.
Objetivo: descrever a população de neonatos encaminhada para um
programa de triagem auditiva seletiva, caracterizando e comparando
o grupo de lactentes que compareceram à triagem (grupo I) com o
grupo de lactentes que não compareceu (grupo II). Método: a amostra
foi constituída por 55 lactentes, provenientes de uma maternidade de
São Paulo. A metodologia incluiu a análise de prontuários e
entrevistas com as mães. Foram variáveis do estudo: idade da alta
hospitalar, resultado da triagem auditiva, resultado do diagnóstico, o
tempo entre a alta hospitalar e a triagem, o tempo entre a alta
hospitalar e o diagnóstico e, por fim, o tempo entre triagem e
diagnóstico. Além destes aspectos, as características socioeconômicas
e culturais dos grupos e os indicadores de risco foram analisados.
Resultados: foram encaminhados 55 lactentes e o comparecimento à
triagem auditiva foi de 76% (42). A média de idade da alta hospitalar
foi de 38 dias, da triagem auditiva foi de 42 dias e do diagnóstico foi
de 95,1 dias. A média do tempo entre a alta e a triagem foi de 13 dias
e da alta e diagnóstico de 40,8 dias. O grupo que compareceu à
triagem apresentou peso menor, maior período de internação na UTI,
maior número de indicadores de risco, maior renda familiar por
pessoa e maior número de consultas pré-natal em comparação aos
que não compareceram. Conclusões: as crianças que mostraram
maior adesão à realização da triagem auditiva neonatal seletiva foram
2011
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/sa
udelegis/gm/2011/prt2488_21_1
0_2011.html
O sistema de saúde
brasileiro:
história,
avanços e desafios
2009
http://www.scielo.br/pdf/rcefac/
v11n3/a21v11n3.pdf
OS CAMINHOS DA
FONOAUDIOLOGIA
NO SISTEMA ÚNICO
DE SAÚDE – SUS
aquelas cujas mães compareceram a um maior número de consultas
no pré-natal, as que apresentaram maior ocorrência de indicadores de
risco, maior tempo de internação e quando as informações na
maternidade mostraram-se mais efetivas.
O Brasil é um país de dimensões continentais com amplas
desigualdades regionais e sociais. Neste trabalho, examinamos o
desenvolvimento histórico e os componentes do sistema de saúde
brasileiro, com foco no processo de reforma dos últimos quarenta
anos, incluindo a criação do Sistema Único de Saúde. Uma
característica fundamental da reforma sanitária brasileira é o fato de
ela ter sido conduzida pela sociedade civil, e não por governos,
partidos políticos ou organizações internacionais. O Sistema Único de
Saúde aumentou o acesso ao cuidado com a saúde para uma parcela
considerável da população brasileira em uma época em que o sistema
vinha sendo progressivamente privatizado. Ainda há muito a fazer
para que o sistema de saúde brasileiro se torne universal. Nos últimos
vinte anos houve muitos avanços, como investimento em recursos
humanos, em ciência e tecnologia e na atenção básica, além de um
grande processo de descentralização, ampla participação social e
maior conscientização sobre o direito à saúde. Para que o sistema de
saúde brasileiro supere os desafios atuais é necessária uma maior
mobilização política para reestruturar o financiamento e redefinir os
papéis dos setores público e privado.
Tema: os caminhos da Fonoaudiologia no Sistema Único da Saúde –
SUS. Objetivo: realizar um breve relato da evolução das questões de
saúde no Brasil e da evolução do serviço de Fonoaudiologia no
Sistema Público além de realizar uma breve análise sobre a
importância de pesquisas nesta área. Conclusão: o serviço de
2011
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/sa
udelegis/gm/2011/prt2488_21_1
0_2011.html
BRASIL. Portaria n. 24
88, de 21 de outubro de
2011. Aprova a Política
Nacional de Atenção
Básica, estabelecendo a
revisão de diretrizes e
normas
para
a
organização da Atenção
Básica,para a Estratégia
Saúde da Família (ESF)
o Programa de Agentes
Comunitários de Saúde
(PACS).
2008
http://www.scielo.br/pdf/rcefac/
v10n2/a16v10n2.pdf
TRIAGEM
AUDITIVA: PERFIL
SOCIOECONÔMICO
Fonoaudiologia vem apresentando avanços signifi cativos no Sistema
Único de Saúde. Desde sua inserção no SUS, entre as décadas de 70 e
80, muitos conceitos e práticas têm sido reavaliados. No entanto, é
preciso que se tenha conhecimento desta caminhada para que seja
possível fazê-la avançar cada vez mais. Acredita-se que este serviço
merece importante atenção das ações de saúde pública e que são
necessárias evidências científicas que comprovem a importância deste
trabalho.
A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde,
no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção
da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a
reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde com o
objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte na situação
de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e
condicionantes de saúde das coletividades. É desenvolvida por meio
do exercício de práticas de cuidado e gestão, democráticas e
participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigidas a
populações de territórios definidos, pelas quais assume a
responsabilidade sanitária, considerando a dinamicidade existente no
território em que vivem essas populações. Utiliza tecnologias de
cuidado complexas e variadas que devem auxiliar no manejo das
demandas e necessidades de saúde de maior freqüência e relevância
em seu território, observando critérios de risco, vulnerabilidade,
resiliência e o imperativo ético de que toda demanda, necessidade de
saúde ou sofrimento devem ser acolhidos.
Objetivo: descrever as características socioeconômicas e
demográficas das mães cujos filhos participaram da triagem auditiva
neonatal. Métodos: o estudo foi desenvolvido em maternidades
públicas da cidade do Recife, por meio de entrevistas realizadas
com as parturientes. Após a entrevista, as mães foram convidadas a
comparecer às clínicas-escola de Fonoaudiologia da Universidade
Católica de Pernambuco e da Faculdade Integrada do Recife, para
realizar avaliação auditiva em seus filhos. Resultados: participaram
do estudo 1.021 mães, sendo observado que: a idade destas variou de
13 a 50 anos, com maioria (69,5%) entre 20 e 35 anos; 59,4% são
casadas ou têm união consensual ; 39,1% são solteiras e a maior parte
(34,1%) possui primeiro grau incompleto e 3,4%, o 3°grau. Quanto
ao fator renda pessoal, a maioria (72,8%) apresenta inferior a um
salário mínimo; 90,3%.possuem bens, sendo que 83,6% televisão,
56,7% casa própria e 40,7% telefone e, como atividade,identificou-se
(63,7%) como sendo dona de casa. Conclusão: as características
socioeconômicase demográficas das mães participantes da triagem
auditiva neonatal foram marcadas por mulheres adultas jovens, que
possuem marido ou parceiros, baixa escolaridade e renda familiar,
possuem acesso a televisão e não possuem trabalho fora de casa. Tais
resultados representam uma importantesbase diagnóstica para as
necessárias ações de gestão, assistência e ensino na área de saúde
materno-infantil.Portanto, a partir dos achados pode-se melhor
fundamentar programas direcionadospara as mães com as
características socioeconômicas e demográficas identificadas.
Entretanto, para se atingir todas as mães, o estudo também forneceu
indícios de grupos minoritários que merecem, certamente, novas
pesquisas sequenciais.
O CONHECIMENTO, Objetivo: investigar o conhecimento, a valorização da detecção
A
VALORIZAÇÃO precoce da deficiência auditiva pelos profissionais da saúde
DA
TRIAGEM envolvidos no período pré e pós gestacional e verificar o
DE MÃE
2007
http://www.scielo.br/pdf/rcefac/
v9n4/15.pdf
AUDITIVA
NEONATAL E A
INTERVENÇÃO
PRECOCE DA PERDA
AUDITIVA
2006
conhecimento das mães sobre a importância da triagem auditiva
neonatal. Métodos: o instrumento da pesquisa constituiu-se de três
questionários com perguntas fechadas e específicas aos profissionais
envolvidos; pediatras, ginecologistas/obstetras enfermeiros, além das
mães dos bebês nascidos em uma maternidade na cidade de
Maringá/PR, no período de janeiro a fevereiro/2005. Resultados:
observou-se no questionário realizado com os médicos que todos,
100%, referiram ter conhecimento da saúde auditiva do bebê, 69%
recomendaram o teste da orelhinha, 82% referiram que até os
primeiros três meses seria o período ideal para o diagnóstico auditivo
e apenas 37% souberam referir quais os exames necessários a serem
realizados. Entre os enfermeiros, 78% demonstraram ter
conhecimento sobre a detecção precoce da perda auditiva e 67%
referiram orientar os pais sobre o teste da orelhinha. Sobre a
importância da detecção precoce da deficiência auditiva, 22% não
responderam ou não acharam relevante. No questionário realizado
com as mães, 81% relataram não terem recebido orientações a
respeito das doenças que alteram o desenvolvimento auditivo, 72%
não tinham conhecimento a respeito da detecção precoce da
deficiência auditiva. Conclusão: mostrou-se evidente neste estudo um
conhecimento reduzido com relação a detecção precoce da perda
auditiva e da triagem auditiva neonatal por parte das pessoas
envolvidas nesta pesquisa.
http://www.arquivosdeorl.org.br/ Triagem
Auditiva O diagnóstico precoce da perda auditiva em neonatos constitui-se em
conteudo/pdfForl/352.pdf
estratégia fundamental parao planejamento e introdução de medidas
Neonatal Universal
terapêuticas, objetivando a prevenção de agravos e melhoriada
qualidade de vida. É sabido que a prevalência de deficiência auditiva
observada em outros países é de 5 em cada 1000 neonatos. Objetivo:
Realizar uma triagem auditiva neonatal universal em uma
maternidade pública do Estado do Acre. Foi realizado estudo
transversal em 200 neonatos, da Maternidade Bárbara Heliodora, em
Rio Branco- Acre, durante o período de novembro de 2004 a janeiro
de 2005, aplicando-se um questionário àsmães e/ou responsáveis e
teste de Emissões Otoacústicas Produto de Distorção.Dos 200
neonatos estudados, apenas 6 (3.0%) de suas mães relataram história
familiar de deficiênciaauditiva; apenas uma delas tinham mais de um
familiar com o distúrbio. A média de peso dos neonatosfoi de
3122.31 ± 588.4 g, variando desde 1085 to 4900 g. Apenas um
(0.5%) neonato apresentoudisfunção auditiva. Este tinha 20 dias de
nascido quando foi testado, pesava 1515 g, e nascido pré-termo de
parto normal.Conclui-se a partir do estudo realizado a extrema
importância da triagem auditiva neonatal universal, uma vez que, na
pesquisa diagnosticou-se um neonato com alteração, realizou-se
encaminhamentosadequados tornando possível uma intervenção
precoce, evitando sérios transtornos futuros para linguagem e
comunicação deste.
2009
http://www.scielo.br/pdf/rboto/v
75n1/v75n1a09.pdf
Resultados
de
um
programa de triagem
auditiva neonatal em
Maceió
Desde 1998, com a criação do grupo de apoio a triagemauditiva
neonatal, vários programas de triagem auditiva foramimplantados no
país. Em Alagoas, o primeiro programa foi criado em 2003, do qual
não se publicou nenhum resultado. Sabe-se que a audição é
importante para a comunicação humana, pois a perda auditiva na
criança pode acarretardistúrbios na aquisição da fala, na linguagem e
no desenvolvimento emocional, educacional e social. Objetivo:
Apresentar os resultados obtidos em um programa de triagem
auditiva neonatal em Maceió. Material e método: Trata-se de um
estudo analítico retrospectivo para analisar exames realizados entre
setembro de 2003 e dezembro de 2006 em um hospital privado de
Maceió. Resultados: De 2002 recém-nascidos, 1626 atenderam aos
critérios de inclusão, sendo 835 (51,4%)do sexo masculino. A
triagem auditiva foi adequada em 1416 casos (87,1%), sendo a
faixa etária mais freqüente entre 16e 30 dias. No total, 163 (10,0%)
apresentavam indicadoresde risco para deficiência auditiva, o mais
freqüente foi ahiperbilirrubinemia. Conclusões: Os resultados
estatísticosobtidos neste programa de triagem auditiva demonstram
aimportância da implantação e manutenção de um programadessa
natureza. Esta análise foi considerada importante para contribuição
de um estudo multinacional ou regional.
2002
http://bases.bireme.br/cgibin/wxislind.exe/iah/online/?Isis
Script=iah/iah.xis&src=google&
base=LILACS&lang=p&nextAc
tion=lnk&exprSearch=312960&
indexSearch=ID
O
financiamento Analisa o Financiamento Federal para a saúde no período de 1988 a
público federal do 2001. A base da análise é a Legislaçäo Federal sobre o Direito à
Sistema
Unico
de Saúde e aos preceitos sobre o financiamento deste direito. Diante do
prescrito, analisa o ocorrido. Uma tentativa de estudo relacionando o
Saúde
diploma legal (virtual) e o diploma do acontecido (real). Historia os
documentos e o ocorrido neste período. No final, as conclusões säo
tiradas orientadas por uma dezena de eixos. Desde a interpretaçäo do
conceito de saúde para efeito do financiamento, a gratuidade do
direito, as fontes de recursos, a obrigatoriedade dos repasses, a
administraçäo dos recursos até outros aspectos mais genéricos. A
partir da constataçäo de que neste período foram cometidas inúmeras
ilegalidades säo feitas recomendaçöes relativas a cada uma delas com
o intuito de corrigi-las ou compensá-las.
1992
http://bases.bireme.br/cgibin/wxislind.exe/iah/online/?Isis
Script=iah/iah.xis&src=google&
Reforma da reforma, Discute o Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS), analisando os
impasses do planejamento e da gestäo dos serviços públicos, além de
repensando a saúde
comentar algumas teorias referentes a esses temas. Estuda a forma
base=LILACS&lang=p&nextAc
tion=lnk&exprSearch=160820&
indexSearch=ID
neo-liberal de produzir e organizar a atençäo à saúde, enfatizando a
investigaçäo dos processos de trabalho, do exercício do poder nas
instituiçöes e nas relaçöes entre hospital e clientela. A seguir,
descreve o processo de descentralizaçäo instituído no Brasil a partir
de 1987 e as suas conseqüências sobre o modelo assistencial entäo
vigente na área pública de saúde. Por fim, apresenta propostas de
reformulaçäo da forma de organizar a atençäo à saúde na área
pública, bem como dos métodos de planejamento, de gestäo e da
prática dos profissionais de saúde.
1994
http://bases.bireme.br/cgibin/wxislind.exe/iah/online/?Isis
Script=iah/iah.xis&src=google&
base=LILACS&lang=p&nextAc
tion=lnk&exprSearch=140281&
indexSearch=ID
Conselhos de Saúde no Os Conselhos de Saúde emergiram recentemente na cena políticosanitária brasileira, com a missäo de operacionalizar o princípio
Brasil
constitucional da participaçäo comunitária e assegurar o controle
social sobre as açoes e serviços de saúde. Foram institucionalizados
como órgäos permanentes e obrigatórios do Sistema Unico de saúde,
recebendo amplas atribuiçoes legais e caráter deliberativo. Busca
avaliar o grau em que esses órgäos têm cumprido esse papel, bem
como indaga de suas condiçoes atuais e potenciais de impactar
positivamente o processo de transformaçäo democrática do sistema
de saúde brasileiro. Säo estabelecidos os marcos teóricos e históricos
onde se inscrevem os conceitos de participaçäo e controle social em
saúde, discrimina e tipifica as diversas modalidades de práticas
sociais a eles associadas. Apresenta o percurso histórico de evoluçäo
das políticas e práticas que antecederam e deram origem à proposta
dos Conselhos de Saúde no caso do Brasil. Através de le
2007
http://www.pediatriasaopaulo.us
p.br/upload/pdf/1201.pdf
O diagnóstico da perda Objetivo: descrever a epidemiologia, etiologia e formas de
diagnóstico precoce das desordens auditivas na criança, assim como
auditiva na infância
as implicações no desenvolvimento. Fontes pesquisadas: artigos da
base de dados Medline no período de 1985 a 2005. Livros técnicos,
teses, publicações do Ministério da Saúde e documentos disponíveis
na internet também foram pesquisados. Síntese dos dados: a perda
auditiva da criança pode ocorrer em diferentes faixas etárias, em
decorrência deem diferentes faixas etárias, em decorrência de
doenças diversase pode ser reversível, progressiva ou permanente.
Para o diagnóstico etiológico, é necessário considerar os indicadores
de risco:agentes pré, peri e pós-natais, o quadro clínico, tipo de perda
auditiva, faixa etária, comportamento social e acadêmico da criança.
Testes auditivos, subjetivos e objetivos e testes de desempenho
escolar são úteis para o correto diagnóstico. As principais
conseqüências da perda auditiva na infância são: distúrbio na
aprendizagem da linguagem, com possível retardo da aquisição da
linguagem oral, distúrbios de atenção, de compreensão de leitura e
alterações de comportamento social. O tratamento pode demandar a
utilização de prótese e/ou outros meios de amplificação do sinal
sonoro, acompanhamento médico, orientação familiar e escolar e
fonoterapia. Conclusões: o diagnóstico da perda auditiva na criança
deve serprecoce, através do programa de triagem auditivaneonatal
como também deve haver uma triagemposterior em escolares, Os
casos suspeitos devemser encaminhados pelos diversos profissionais
dasaúde e do ensino para avaliação especializada,para evitar seqüelas.
2007
http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S010459702007000300011
As origens da rede de
serviços de atenção
básica no Brasil: o
Sistema Distrital de
Múltiplos aspectos relacionados à formulação de políticas, à
construção do conhecimento e à implementação das práticas no setor
saúde interagem e têm como produto a maneira como se prestam os
serviços de saúde em determinado contexto histórico. O surgimento e
a consolidação da organização sanitária resultaram de um processo
político cujo ideário buscava atender às necessidades segundo um
Administração Sanitária contexto histórico. Analisa-se a trajetória histórica da organização da
rede de atenção básica no país tomando-se como referência os seus
princípios organizativos e assistenciais, sua expansão em termos
físicos e sua função no sistema público de saúde, entre 1918 e 1942.
Abordam-se os antecedentes e as iniciativas para se implantar no Rio
de Janeiro e, posteriormente, no país um Sistema Distrital de
Administração Sanitária, precursor da rede de serviços de atenção
básica no Brasil.
2008
http://bases.bireme.br/cgibin/wxislind.exe/iah/online/?Isis
Script=iah/iah.xis&src=google&
base=LILACS&lang=p&nextAc
tion=lnk&exprSearch=505222&
indexSearch=ID
Meta-avaliação
da A publicação em pauta tem como eixo orientador a Política Nacional
atenção básica em de Monitoramento e Avaliação da Atenção Básica, com vistas à
Institucionalização da Avaliação em Saúde. O texto engloba a
saúde: teoria e prática
pluralidade de abordagens metodológicas utilizadas nas pesquisas
avaliativas, multi-institucionais, dos Estudos de Linha de Base
integrantes do Projeto de Expansão e Consolidação da Estratégia
Saúde da Família (PROESF), conduzido pelo Departamento de
Atenção Básica do Ministério da Saúde, ressaltando suas vantagens,
limitaç
2008
http://rmmg.medicina.ufmg.br/in Triagem auditiva em A
preocupação
de
se
identificar
precocemente
a
dex.php/rmmg/article/viewArticl Neonatos
deficiência auditiva se deve à melhora no prognóstico se a
e/139
intervenção é feita em tempo hábil. Objetivo: Revisar estudos que
preconizam realização de TriagemAuditiva Neonatal, o seu histórico
e os indicadores de risco para deficiência auditiva propostos pelo
Joint Committee on Infant Hearing. Fonte de dados: Pesquisa
bibliográfica na base de dados MEDLINE e LILACS. Síntese dos
dados: A triagem auditiva no Brasil vem se expandindo. Observa-se
aumento da conscientização dos profissionais e da população acerca
do exame além, do maior conhecimento e possibilidade de
identificação e intervenção precoces. Verifica-se a existência de um
esforço contínuo, para divulgação do teste, dos profissionais
envolvidos nos Programas de Triagem Auditiva Neonatal e que, com
auxílio da mídia, reforçada pela aprovação de leis municipais e
estaduais, vem atingindo maior parcela da população. As emissões
otoacústicas
são
utilizadas
amplamente
em
programas
de triagem auditiva e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco
Encefálico automático vem ganhando espaço nas triagens de
neonatos de alto risco. Conclusão: A literatura pesquisada demonstra
que a prevalência da deficiência auditiva é alta e que as
conseqüências apresentadas, quando não identificada precocemente
podem ser devastadoras para o desenvolvimento de fala, linguagem,
cognitivo e social As técnicas disponíveis atualmente para
avaliação auditiva são altamente sensíveis e com especificidade
adequada para se detectar precocemente a deficiência auditiva.
2005
http://www.revistas.usp.br/rmrp/
article/view/449
Diagnóstico Precoce da A audição é importante na comunicação humana. Perda auditiva na
criança pode acarretar distúrbios na aquisição da fala, linguagem e no
Surdez na Infância
desenvolvimento emocional, educacional e social. O diagnóstico
precoce de deficiência auditiva permite a intervenção e o ideal é que
ambos ocorram nos primeiros 6 meses de vida. A triagem auditiva
neonatal universal é recomendada pois avalia todos os recémnascidos e não apenas aqueles com indicadores de risco para perda
auditiva. Embora existam testes comportamentais para a avaliação
auditiva, os exames ideais são os objetivos, tais como as emissões
otoacústicas e os (EOA) potenciais evocados auditivos de tronco
cerebral, pois são exames eletrofisiológicos que não dependem da
participação da criança, sendo úteis em recém-nascidos e crianças
pequenas. As emissões otoacústicas avaliam a função coclear e o
potencial auditivo evocado avalia a função auditiva até o tronco
cerebral. Ambos são usados na triagem auditiva neonatal embora o
registro das EOA seja o mais comum por ser de aplicação mais fácil e
rápida.
2010
http://www.scielo.br/pdf/rcefac/
2010nahead/16-10.pdf
ANÁLISE
DE
DIFERENTES
ESTUDOS
EPIDEMIOLÓGICOS
EM
AUDIOLOGIA
REALIZADOS
NO
BRASIL
Tema: a audição, responsável pela aquisição e desenvolvimento da
linguagem, é um dos sentidos que permitem a ocorrência das relações
interpessoais e com o meio ambiente. Desta forma, o levantamento
epidemiológico da prevalência de deficientes auditivos em uma
comunidade é deextrema importância para a adequação das medidas
de saúde pública nos vários níveis de prevenção. . Objetivo: verificar
na literatura científica, estudos que tiveram por interesse a busca de
conhecimento no âmbito epidemiológico relacionados à perda
auditiva no Brasil. Foram utilizados um total de 13 artigos sendo,
11 de estudos transversais, um estudo caso-controle, e outro estudo
de coorte.Conclusão: Os trabalhadores expostos a ruído ocupacional
têm recebido maior atenção por parte dos estudos epidemiológicos,
diferentemente da população idosa e neonatal. Apenas um estudo
combase populacional, seguindo o Protocolo sugerido pela OMS, foi
realizado. É importante a realização de mais estudos relacionados à
deficiência auditiva no país a fim de elaborar ações de saúde e
assistência adequadas à necessidades locais.
2011
http://www.scielo.br/pdf/rsbf/v1
6n2/08.pdf
Avaliação do nível de
satisfação de usuários
de
aparelhos
de
amplificação
sonora
individuais dispensados
Objetivo: Adaptar culturalmente o questionário Satisfaction with
Amplification in Daily Life (SADL), versão em Português Brasileiro,
para administrar em usuários de aparelhos de amplificação sonora
individuais (AASIs) dispensados pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Métodos: Participaram da pesquisa 19 sujeitos usuários de
AASIs dispensados pelo Sistema Único de Saúde, por nomínimo três
pelo Sistema Único de semanas, com idade igual ou superior a 60 anos, que apresentavam
perda auditiva pós-lingual, sendo 63% do gênero masculino e 37%
Saúde
do gênero feminino, com média de idade de 73 anos e média de
tempo de uso das próteses auditivas de cinco meses. Os sujeitos
responderam ao questionário SADL e a uma Escala de Satisfação de
item único, além de alguns itens adicionais. Foi realizada a análise
da consistência interna do SADL, a análise descritiva dos resultados,
para caracterizar as respostas dos sujeitos, acomparação dos
resultados com os dados normativos propostos pelos autores e uma
investigação do relacionamento entre o SADLe a escala de satisfação
de item único. Resultados: Os resultados obtidos para a pontuação
global evidenciaram que os sujeitos, em média, encontravam-se
satisfeitos com seus AASIs. O mesmo ocorreu para todas as
subescalas do SADL, sendo que a subescala Imagem Pessoal
apresentou o maior número de pessoas muito satisfeitas. Os
resultados obtidos foram equivalentes aos encontrados
pelos
autores e o SADL mostrou ser um questionário com boa consistência
interna (0,71). Houve íntima relação entre a escala de satisfação de
item único e a pontuação global do SADL. Para as duas medidas de
satisfação, a maioria dos sujeitos demonstrou estar“satisfeito” com
seus AASIs e ambas as escalas apresentaram correlação alta e
significativa (0,935). Conclusão: Em média, os sujeitos estavam
satisfeitos com seus AASIs dispensados pelo SUS. O questionário
SADL, versão em Português Brasileiro, mostrou-se um instrumento
eficaz para avaliar o nível de satisfação dos usuários de AASIs
dispensados pelo SUS avaliados neste estudo. Novas pesquisas são
necessárias para complementar estes achados.
2009
http://www.scielo.br/pdf/csc/v14
s1/a29v14s1.pdf
A ótica dos usuários
sobre a oferta do
atendimento
fonoaudiológico
no
Sistema
Único
de
Saúde
(SUS)
em
Salvador
Este artigo tem por objetivo analisar a oferta do atendimento
fonoaudiológico do SUS no município de Salvador. Realizamos trinta
entrevistacom usuários, em oito serviços de saúde e em turnos
diferenciados, e constatamos que a oferta doatendimento de
fonoaudiologia, neste município, encontra-se direcionada para
pacientes da média ealta-complexidade. Há uma distribuição aleatória
e desigual dos atendimentos nos distritos sanitários.Constatamos as
múltiplas dificuldades dos usuários no acesso a este cuidado, que
podem ser explicadaspela especialização da oferta, pela fragmentação
da rede e déficit dos procedimentos fonoaudiológicos, estimado em
131.315 por ano. Em direção à aproximação do conceito de
desigualdades justas ou suportáveis e para reverter as iniquidades do
acesso à fonoaudiologia, sugerimos a urgência do planejamento deste
cuidado nos três níveis de atenção.
2012
http://www.scielo.br/pdf/rcefac/
v14n2/102-10.pdf
INSERÇÃO
DOS
FONOAUDIÓLOGOS
NO SUS/MG E SUA
DISTRIBUIÇÃO NO
TERRITÓRIO
DO
ESTADO DE MINAS
GERAIS
Objetivo: investigar a distribuição dos fonoaudiólogos no estado de
Minas Gerais, sua inserção no SUS e as variações geográficas dessa
distribuição e suas desigualdades. Método: análise dos Cadernos de
Informações de Saúde dos 853 municípios do estado de Minas Gerais
referentes a2009, disponíveis no Sistema de Informações em Saúde
brasileiro, o DATASUS. Foram pesquisados os indicadores:
população municipal, número total de fonoaudiólogos da rede SUS e
da rede privada e número médio de fonoaudiólogos (SUS e rede
privada) por mil habitantes. Resultados: a análisedos dados revelou a
presença de 1.733 fonoaudiólogos atuando no estado em 2009.
Destes, 67,8% atendiam à rede SUS. Dos 853 municípios, 505 (59%)
não possuíam o profissional fonoaudiólogo no período investigado.
Observou-se que entre as 13 macro regiões estaduais as regiões
regiões Norte de Minas e Nordeste, as piores: 0,16 e 0,05/10.000,
respectivamente.
Observou-se
a
presença
de
0,58
fonoaudiólogos/10.000 habitantes disponíveis na rede SUS e 0,86
fonoaudiólogos s/10.000 atendendo à rede privada e ao SUS no
estado. Conclusão: a inclusão de fonoaudiólogos na assistência à
saúde estadual ainda é deficitária, sendo observada grande
disparidade na distribuição dos profissionais. É notório o
estrangulamento da assistência fonoaudiológica no SUS em Minas
Gerais, visto que para cada 17.000 mineiros existia somente um
fonoaudiólogo no SUS estadual em 2009. Ressalta-se a necessidade
de uma mobilização dos profissionais e dos gestores de saúde para
garantir a integralidade da atenção à saúde no estado.
2010
http://www.revistas.usp.br/sauso
c/article/view/29713
Adesão
a
um
Programa de Triagem
Auditiva Neonatal
A Triagem Auditiva Neonatal tem se efetivado mundialmente como
meio para detecção precoce da surdez. Na Unicamp, desde 2002, os
recém-nascidos na maternidade do Centro de Atenção Integral à
Saúde da Mulher são agendados para a triagem auditiva no Centro de
Estudos e Pesquisas em Reabilitação "Prof. Dr. Gabriel Porto". No
entanto, nem todos vêm para a triagem e alguns abandonam o
processo de avaliação antes do diagnóstico. O objetivo desta pesquisa
foi caracterizar as taxas de adesão de lactentes ao Programa de
Triagem Auditiva Neonatal. Tratou-se de pesquisa que utilizou dados
contidos nos prontuários dos lactentes que efetuaram a triagem no
período de fevereiro a novembro de 2007. Permaneceram no
alojamento conjunto do CAISM 2107 lactentes e vieram para a
triagem 1310. Dentre aqueles que não passaram na triagem (92
lactentes), realizaram o exame de PEATE-A 73 lactentes. A adesão
na primeira etapa da triagem foi de 62,17%, e na segunda, 79,34%.
As taxas de adesão são inferiores às preconizadas pelo Joint Comittee
on Infant Hearing e encontradas em alguns países desenvolvidos. No
2011
http://www.scielo.br/pdf/rcefac/
2011nahead/190-09.pdf
SAÚDE AUDITIVA
DOS
RECÉMNASCIDOS:
ATUAÇÃO
DA
FONOAUDIOLOGI
A
NA
ESTRATÉGIA
SAÚDE
DA
FAMÍLIA
entanto, aproximam-se de outras experiências brasileiras de
programas de triagem auditiva neonatal. O acompanhamento
sistemático às famílias dos lactentes que não passaram na primeira
avaliação e a conscientização destas sobre a detecção precoce da
perda auditiva e suas consequências podem ter contribuído para o
aumento da taxa de adesão na segunda etapa da triagem.
Objetivo: analisar o acompanhamento dos recém-nascidos quanto à
promoção da saúde auditiva após a inserção da fonoaudiologia na
Estratégia Saúde da Família. Método: estudo retrospectivo e
documental com abordagem quantitativa com 88 recém-nascidos que
realizaram o teste da orelhinha, no período de fevereiro a maio de
2010, a partir dos relatórios mensais de devolutiva do Serviço de
Atenção a Saúde Auditiva do município, consolidados mensais e
prontuários de um Centro deSaúde da Família em Sobral-Ce.
Resultados: dos recém-nascidos avaliados, 35 (39,77%) falharam no
teste, entre estes, 7 (20%) apresentam indicador de risco para
deficiência auditiva e 28 (80%)não apresentavam nenhum risco.
Verificou-se também divergências entre os dados do Serviço de
Atenção a Saúde Auditiva e os prontuários do Centro de Saúde da
Família quanto a classificação dosindicadores de risco para a perda
auditiva. Observou-se ainda que, o número de encaminhamentos para
o teste da orelhinha aumentou 8,33%. Em relação ao reteste, 1
(7,69%) criança retornou nos meses de março a agosto de 2009 e
entre os meses de setembro/2009 a fevereiro/2010 após a atuação da
fonoaudiologia no CSF do Sumaré 17 (65,38%) crianças realizaram o
reteste. Conclusão: os dados sugerem a importância da presença do
fonoaudiólogo na atenção primária, sendo fundamental No
acompanhamento e monitoramento do diagnóstico precoce das
2013
http://www.eventos.ct.utfpr.edu.
br/anais/snpd/pdf/snpd2013/Paul
a_Regina_Jardim_Campos.pdf
ATUAÇÃO
FONOAUDIOLÓGI
CA NA ATENÇÃO
PRIMÁRIA
À
SAÚDE PROPOSTA
PARA
PREFEITURA
MUNICIPAL
DE
CURITIBA - PR
alterações auditivas.
Essa proposta de Atuação Fonoaudiológica em Atenção Primária à
Saúde (APS), na saúde do município de Curitiba-PR, tem por
objetivo apresentar uma ideia geral sobre as possibilidadesde inserção
do profissional Fonoaudiólogo e sua correlação com Políticas
Públicas de Saúdede âmbito Federal e Municipal, bem como sinalizar
outras possibilidades de atuação em áreasque ainda carecem de
regulamentação específica. As propostas apresentadas contemplam os
três níveis de prevenção à saúde na Atenção Fonoaudiológica,
conforme preconizado pelo SUS ao promover o acesso integral,
universal e equinânime às ações e aos serviços de saúde visando à
prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde. A construção
dessa. Proposta de Atuação Fonoaudiológica em APS surgiu das
discussões e reflexões do grupo deFonoaudiólogas servidoras da
Prefeitura Municipal de Curitiba (PMC), culminando na construção
coletiva, iniciada em março deste ano, de uma Carta de Serviços
Fonoaudiológicos para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Dessa forma há cinco grandes áreas abordadas: Saúde Auditiva,
Atenção à Saúde da Mulher e da Criança, Saúde do Idoso, Atenção
Domiciliar e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Para cada
grande área de atençãoà saúde foi realizada uma breve descrição da
mesma, sua correlação com a Fonoaudiologia realizando um paralelo
com o preconizado por portarias, leis e decretos, tanto à nível
Federal, Estadual e Municipal. É importante destacar que se trata de
uma proposta inicial que foi recentemente apresentada para os
gestores e está em fase de negociação para suaimplementação parcial
ou total ao longo da gestão em vigor, considerando o pequeno quadro
de profissionais disponíveis no momento (apenas 12 profissionais
concursadas) e o fato de que todas prestam serviços em equipamentos
da Secretaria Municipal de Educação (SME).

Documentos relacionados

A importância da Triagem Auditiva Neonatal no

A importância da Triagem Auditiva Neonatal no recém-nascidos realizaram a triagem auditiva neonatal, enquanto que a literatura recomenda índices superiores a 95%. Desse total de recém-nascidos triados, 15% falharam na testagem inicial e foram ...

Leia mais

triagem auditiva neonatal opcional: resultados de uma maternidade

triagem auditiva neonatal opcional: resultados de uma maternidade que propaga-se para a orelha média podendo ser captada no meato acústico externo. Estão presentes em todas as orelhas funcionalmente normais e ausentam-se quando os limiares auditivos forem maiores...

Leia mais