filmes

Сomentários

Transcrição

filmes
ÍnDICE
> antestreias - o melhor
e mais recente do cinema francês
2 automnes, 3 hivers
5 caméras brisées
Alceste à biciclette Au bout du conte *a madrinha / Paris no cinema Aux yeux de tous Berthe Morisot Camille redouble Cherchez Hortense Du vent dans mes mollets *a madrinha
Grand central Henri Jeune et jolie Kinshasa kids L’écume des jours La Vierge, les Coptes et moi Le dernier des injustes *Claude Lanzmann
Queen of Montreuil Quelques heures de printemps Thérèse Desqueyroux > agnès jaoui - a madrinha
On connaît la chanson
Du vent dans mes mollets *antestreias Au bout du conte *antestreias > paris no cinema
Les 400 coups Paris vu par... Petit à petit Rendez-vous Les amants du Pont-Neuf Paris je t’aime Au bout du conte *antestreias
8
9
10
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
26
28
29
33
17
12
36
37
> claude lanzmann
- retrospetiva
Pourquoi Israël? Shoah Tsahal Un vivant qui passe Sobibor 14 octobre 1943, 16 heures
Le rapport Karski Le dernier des injustes *antestreias
45
45
45
46
46
46
24
> universo da animação
Kirikou et les hommes et les femmes
Kirikou et la sorcière Princes et princesses Azur et Azmar Aya de Yopougon Ernest et Célestine Le jour des Corneilles 51
51
52
52
53
54
55
> um grande clássico
- cópia restaurada
Hiroshima mon amour > programa paralelo
Concerto avant-première Masterclass Caroline Champetier
Ciclo Cinema e Literatura Concerto Agnès Jaoui 59
63
63
65
67
38
39
40
> informações úteis
68-69
40
12
programa sujeito a alterações
- filmes legendados em português
É para mim uma honra e um imenso prazer apresentar a 14ª Festa do Cinema
Francês.
O
rganizada pelo Institut Français du Portugal, a Festa do Cinema Francês
tem crescido gradualmente, tornou-se na manifestação mais visível e
emblemática de França em Portugal e é hoje, um evento marcante da
vida cultural portuguesa.
Organizada em Lisboa, no Porto, em Coimbra, Guimarães, Faro e Almada, o
festival prolonga este ano a sua extensão geográfica abrangendo uma nova
cidade: Beja. A sua presença no território nacional permite oferecer aos espectadores uma alternativa ao cinema hollywoodiano predominante nos ecrãs
das salas portuguesas. A sua programação rica e eclética, e as trocas entre os
artistas franceses e o público português, são uma prova de que a diversidade
cultural está viva nos dois países.
A madrinha desta edição da Festa do Cinema Francês será a admirável realizadora, atriz e cantora Agnès Jaoui. Apaixonada por Portugal, e já tendo obtido um enorme sucesso nos ecrãs portugueses com o seu filme Le Goût des
Autres, vem apresentar o seu último filme E Viveram Felizes Para Sempre…?
(Au bout du conte). Este filme fará também a abertura do ciclo “Paris no Cinema”. Concebido no contexto das comemorações do 15º aniversário do Tratado
de Amizade entre Lisboa e Paris, este ciclo permite aos espectadores descobrir,
ou rever, filmes emblemáticos com a cidade de Paris como tema ou cenário,
dos anos 50 aos dias de hoje. A Festa do Cinema Francês terá ainda o prazer
de acolher a talentosa atriz e realizadora Noémie Lvovsky, que inaugura esta
14ª edição do festival no dia 10 de Outubro, com a divertida comédia Camille
Redouble, que já conquistou a crítica e o público francês.
Serão apresentadas diversas antestreias, de vários géneros cinematográficos,
documentários, filmes de animação, na qual fará parte a homenagem a Michel
Ocelot, o célebre autor de Kirikou, ou ainda a incontornável obra-prima de
Alain Resnais, Hiroshima mon amour, restaurada pela Fundação Groupama
Gan e pela Fundação Technicolor.
Esta edição conhece ainda um evento excecional, que assenta na vinda do realizador Claude Lanzmann, a propósito da primeira retrospetiva integral da sua
obra em Portugal, na qual irá apresentar o seu último filme Le Dernier des
Injustes. Esta retrospetiva do realizador do marcante Shoah terá lugar na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.
É para mim também uma grande alegria ver que a Festa do Cinema Francês
continua a sua ascensão, reforçando as relações culturais e amigáveis entre os
nossos países. A sua grande dimensão deve muito ao apoio dos nossos parceiros, dos distribuidores e dos patrocinadores, a quem devemos particularmente
agradecer.
E viva a Festa do Cinema Francês!
Jean-François Blarel
Jean-François Blarel
Embaixador de França em Portugal
2 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | 3
COMPETIÇÃO
PRÉMIO DO
PÚBLICO
Groupama Gan Seguros
Votar! Votar! Votar!
O prémio do público, atribuído pelos espectadores da Festa do Cinema Francês
aos filmes com distribuição garantida em Portugal, tem tido, anualmente,
uma adesão entusiasta.
Mais uma vez, fazemos apelo ao seu voto, para permitir que os filmes a concurso
encontrem os seus espectadores nas salas de cinema.
O prémio no valor de 2.500 Euros é oferecido pela Groupama Seguros
e é destinado ao apoio, à promoção e divulgação do filme vencedor,
por ocasião da sua estreia nas salas comerciais.
Os filmes a concurso estão identificados na secção Antestreias
com o selo Prémio do Público.
Não deixe de os ver e vote!
Filmes a concurso:
TIÇÃO
COMPE
PRÉMIO DO
PÚBLICO
Alceste à Bicyclette (De bicicleta com Molière) de Philippe Le Guay
Au bout du conte (E viveram felizes para sempre…?) de Agnès Jaoui
Camille Redouble (A segunda vida de Camille) de Noémie Lvovsky
du vent dans mes mollets (Dentes de leão) de Carine Tardieu
Grand Central de Rebecca Zlotowski
Jeune et Jolie (Jovem e bela) de François Ozon
L’Écume des Jours (A espuma dos dias) de Michel Gondry
Le Dernier des Injustes (O Último dos injustos) de Claude Lanzmann
Thérèse Desqueyroux (Thérèse Desqueyroux) de Claude Miller
4 | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
ANTESTREIAS
O MElHOR E MAIS RECENTE DO CINEMA FRANCÊS
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 5
A
Unifrance Films, cuja missão, desde há
mais de 60 anos, é a promoção do cinema
francês pelo mundo, está feliz por renovar o seu apoio à 14ª Festa do Cinema Francês, um
evento que, durante um mês, de 10 de outubro a
10 de novembro, porá 7 cidades portuguesas a viver ao ritmo do cinema francês.
A relação privilegiada entre os nossos dois países
expressar-se-á, muito particularmente este ano,
com a celebração do 15º aniversário do Tratado
de Amizade entre Paris e Lisboa.
Agnès Jaoui apresentará alguns filmes do seu
percurso enquanto atriz, mas também como argumentista e realizadora, sendo que dois deles
serão apresentados em antestreia. No encerramento deste ciclo, a 17 de outubro, finalizam-se
também as comemorações do aniversário do
Tratado, onde Jaoui nos presenteará com um momento especial.
Para além de uma vintena de filmes apresentados em antestreia, a 14ª Festa do Cinema Francês
é também ocasião para fazer as suas homenagens. Primeiro, a Claude Lanzmann, cujo filme
Le Dernier des Injustes foi apresentado na Selecção oficial – Fora de Competição e Un certain
Regard do Festival de Cannes deste ano. Será a sua
primeira retrospetiva em Portugal e decorrerá na
Cinemateca Portuguesa. Claude Lanzmann estará presente.
A outra homenagem será prestada a Michel Ocelot com um ciclo de cinema de animação.
A Festa, na qual participam os profissionais portugueses, tem o prazer de apresentar o filme Camille Redouble na sessão de abertura no Cinema São Jorge, com a presença da sua realizadora
e atriz Noémie Lvovsky.
Relembramos que, foi por ocasião da abertura da
Festa do ano passado que foi lançado Paulette
de Jérôme Enrico, com Bernardette Lafont. Prémio do público da 13ª edição, o filme teve 70 000
espetadores nas salas de cinema (o equivalente
a The Artist/O Artista, em 2012, em Portugal).
Aproveitamos a ocasião para nos regozijar com
o enorme sucesso que tem actualmente La Cage
Dorée/A Gaiola Dourada, de Ruben Alves, em
Portugal; o filme registou, em setembro, resultados fora-de-série nas salas de cinema (primeiro
do box office local com 470 000 entradas nas primeiras 5 semanas, após a sua saída comercial)
e é quase certo que se tornará no maior sucesso
francês jamais recenseado pela Unifrance Films
em salas portuguesas.
Agradecendo a todos os distribuidores portugueses, desejamos ao público da Festa — com 29 594
espetadores em 2012 — uma bela 14ª edição.
Esperamo-vos ainda mais numerosos!
Jean-Paul Salomé
Présidente da Unifrance Films
6 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | ANTESTREIAS | 7
5 CAMÉRAS BRISÉES
2 automnes, 3 hivers
de Emad Burnat e Guy Davidi | 2012 | Documentário | 1h30
de Sébastien Betbeder | 2012 | Comédia | 1h30
Com 33 anos, Armand decide mudar a sua vida. Começa a correr. Encontra Amélie, que também corre para mudar a sua vida. O primeiro encontro é um choque. O segundo será uma facada no coração.
COM:
O realizador
Sébastien Betbeder realiza em 1999 La fragilité des Revenants, primeira longa-metragem, a que se seguirão Le Haut Mal (2000), Des voix alentour (2004),
Nu Devant un Fantôme (2006). Em 2007, realiza Nuage, apresentado no Festival Internacional de Cinema de Locarno. Entre 2009 e 2010, realiza uma série de
curtas-metragens e, em 2012, apresenta-nos Les Nuits avec Theodore, que obteve
um enorme sucesso por parte da crítica e foi selecionado para diversos festivais
de cinema internacionais, destacando-se Toronto Film Festival. Em 2013, realiza 2
Automnes, 3 hivers, comédia original, cheia de musicalidade e fantasia poética.
FOTOGRAFIA:
Sobre o filme
“Leve e melancólica, sincera e emocionante, a voz de Sébastien Betbeder é claramente uma das mais singulares do novo cinema francês”
Festival Paris Cinéma
Vincent Macaigne,
Maud Wyler
ARGUMENTO:
Sébastien Betbeder
Sylvain Verdet
SOM:
Roman Dymny
MONTAGEM:
Julie Dupré
PRODUÇÃO:
Envie de Tempête Productions
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Alpha Violet
ESTREIA EM FRANÇA:
30/10/2013
Presença em festivais
- Acid - Festival de Cannes
2013
- Festival Paris-Cinéma 2013
Emad, camponês, vive em Bil’in, na Cisjordânia. Há cinco anos atrás, na
aldeia, Israel construiu um muro de separação que expropria os 1700 habitantes de metade das terras, com o objetivo de proteger a colónia judaica de Modi’in Illit. Os habitantes de Bil’in decidem travar uma luta não
violenta, para manter o direito a ficar nas suas terras e de coabitar, pacificamente, com os Israelitas. Desde o início do conflito, e durante cinco
anos, Emad filma as ações manifestadas pelos habitantes de Bil’in. Com
a sua câmara, comprada no nascimento do seu quarto filho, ele estabelece uma crónica íntima da vida da aldeia em ebulição, desenhando o retrato da sua família e amigos, e o modo como eles são afetados por este
conflito sem fim.
Os realizadores
Emad Burnat é um camponês palestiniano, e o primeiro a ser nomeado para os
Óscares. Apresenta, em 2013, o filme 5 Caméras Brisées, co-realizado com o israelita Guy Davidi, fotógrafo e realizador de filmes documentais. Davidi trabalhou
em vários projetos artísticos, nomeadamente Hamza, Les Souvenantes, e Diary
of an Orange para o France Canal 3, tal como o filme Turtle Time para o Israel’s
Channel 2. Para além da nomeação aos Óscares para Melhor Filme Estrangeiro, 5 Caméras Brisées, foi o grande vencedor do World Cinema Directing Award, no festival
Sundance em 2012, recebendo ainda o Prémio Especial Broadcaster IDFA Audience
Award e o Prémio Especial do Júri no Festival Internacional de cinema documental
de Amsterdão.
MONTAGEM:
Véronique Lagoarde-Ségot,
Guy Davidi
música:
Le Trio Joubran
PRODUÇÃO:
Guy DVD Films,
Alegria Productions,
Burnat Films Palestine
ORIGEM:
França, Israel, Palestina
VENDAS INTERNACIONAIS:
Cat & Docs
ESTREIA EM FRANÇA:
20/02/2013
Presença em festivais
- Óscares (2012) - nomeação
- Sundance Film Festival
(2012)
- International
Documentary Film Festival
Amsterdam (2012)
- Buenos Aires Festival
Internacional de Cine
Independente (2013)
Sobre o filme
“Um testemunho que vai muito para além do documentário, (…) graças à excelente
montagem, entre raiva e fragilidade. Um grito de sobrevivência lúcido e raro.”
Le Nouvel Observatoire (Xavier Leherpeur)
8 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 9
foto: Myriam Touzé
Alceste À BICYClETTE
de Philippe Le Guay | 2012 | Comédia dramática | 1h44
TIÇÃO
COMPE
De bicicleta com Molière
Saturado do lado desleal e egoísta do mundo do espetáculo, Serge Tanner, decide abandonar a sua reconhecida carreira de ator e isolar-se na
Ilha de Ré. Três anos mais tarde, Gauthier Valence, recente estrela da televisão, vai ao encontro de Serge para lhe propor um dos papéis mais exigentes e audaciosos do mundo do teatro, o de Alceste, de Le Misanthrope,
escrito por Molière. Os dois atores entram numa disputa de egos, descobrindo e caminhando nos seus próprios territórios.
O realizador
A primeira longa-metragem de Philippe Le Guay, professor da Escola de Cinema La
Femis, data de 1989: Les deux fragonard. Seguiram-se dois telefilmes, até realizar
L’année juliette (1993) e Trois huit (1995). Em 2003, realiza Le coût de la vie
(2003) e em 2006, Du jour au lendemain, mas foi com Les femmes du 6ème étage
que obteve um enorme sucesso junto da crítica e do público. Alceste à bicyclette
é um filme ambicioso que põe em confronto duas personagens de universos diferentes à volta da peça de Molière, Le Misanthrope.
Sobre o filme
“Um filme que se apresenta como uma paródia, para se revelar numa comédia
mordaz, de uma discreta virtuosidade”
Le Monde (Thomas Sotinel)
“A cumplicidade de Fabrice Luchini e Lambert Wilson é contagiante, e a obra de
Molière vigorosamente rejuvenescida.”
PRÉMIO DO
PÚBLICO
COM:
Fabrice Luchini,
Lambert Wilson,
Maya Sansa
ARGUMENTO:
Philippe Le Guay
FOTOGRAFIA:
Jean-Claude Larrieu
SOM:
Laurent Poirier,
Vincent Guillon
MONTAGEM:
Monica Coleman
PRODUÇÃO:
Les Films des Tournelles
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Pathé Distribution
ESTREIA EM FRANÇA:
16/01/2013
Presença em festivais
- Tribeca Film Festival 2013
- Rendez-vous du Cinéma
Français à Paris 2013
- Festival du Film Français en
Israel 2013
TéléCinéObs (Jean-Philippe Guerand)
10 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 11
AU BOUT DU CONTE
de Agnès Jaoui | 2012 | Comédia | 1h52
ciclo
E viveram felizes para sempre…?
Era uma vez uma rapariga que acreditava no grande amor, no destino e
nos sinais; uma mulher que sonhava ser atriz; um jovem que acreditava
no seu enorme talento enquanto compositor, mas não acreditava nada
nele próprio. Era uma vez uma menina que acreditava em Deus. E um
homem que não acreditava em nada, até ao dia em que uma vidente o
relembrou da data da sua morte e aí, contra tudo o que sempre defendeu, começou a acreditar.
A realizadora
Agnés Jaoui, e a dupla que forma com Jean-Pierre Bacri, ficou conhecida em Portugal com o imenso sucesso que realizou no ano de 2000, O Gosto dos Outros, a que
se seguiu Olhem para Mim, de 2004. Mas a realizadora tinha já uma enorme carreira como dramaturga, argumentista e atriz, tendo trabalhado com Patrice Chéreau, Cédric Klapisch ou Alain Resnais, com quem obteve um César para Melhor
Atriz Secundária em On connaît la chanson. O argumento deste filme, assim
como o de Smoking, No Smoking, era de Jaoui e Bacri e os dois guiões obtiveram o
César para Melhor Argumento. Em Parlez-moi de la pluie, de 2008, os argumentistas voltam a tomar papéis principais e retratar com humor situações do quotidiano, ajudados pela excelente representação de Jamel Debbouze e Mimouna
Hadji. Com Au bout du Conte, a fórmula de Jaoui e Bacri permanece imutável:
narrativa poética, diálogos sensíveis e, desta vez, com um toque de magia.
Sobre o filme
“Filme coral, agridoce e divertido.”
Première (Isabelle Danel)
“Acima de tudo, este cinema continua a revelar um prazer de diálogos e de atores,
de causticidade e de sensibilidade.”
agnèsi
jaou
TIÇÃO
COMPE
PRÉMIO DO
PÚBLICO
COM:
Agnès Jaoui,
Jean-Pierre Bacri,
Agathe Bonitzer
ARGUMENTO:
Agnès Jaoui,
Jean-Pierre Bacri
FOTOGRAFIA:
Lubomir Bakchev
SOM:
Jean-Pierre Duret
MONTAGEM:
Fabrice Rouaud
PRODUÇÃO:
Les Films A4
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Memento Films
International
ESTREIA EM portugal:
17/10/2013
Presença em festivais
- Buenos Aires Festival
Internacional de Cine
Independiente 2013
- Festival du film
Francophone de Vienne 2013
- Internationales Film Fest
München 2013
AUX YEUX DE TOUS
de Cédric Jimenez | 2011 | Thriller | 1h25
673.000 câmaras de segurança de webcams em França. Um hacker anónimo “pirateou” todas as câmaras de Paris e observa a cidade a partir de
um clique. Ele vê tudo, até ao dia em que um atentado devasta a estação
de Austerlitz. A polícia vai atrás de uma pista que envolve um grupo de
satélites da Al Quaeda. O hacker, consegue encontrar as imagens da explosão e descobre quem foi o jovem casal que deitou a bomba. Sem saber, ele vai meter o dedo numa terrível engrenagem.
o realizador
A sua carreira cinematográfica começa em 2007, com a produção e escrita do argumento do filme Scorpion. Produz ainda os filmes Eden Log, também em 2007,
e Bangkok renaissance. Em 2011, realiza, escreve e produz o filme Aux Yeux de
Tous, thriller fascinante e assustador ao mesmo tempo.
Sobre o filme
“Magistral filme de Cédric Jimenez (...). O espetador de Aux Yeux de Tous deixa-se
levar desde os primeiros planos de zoom por este thriller urbano e metodicamente
construído.”
Le Parisien (Hubert Lizé)
“Cativante, vertiginoso, rico em adrenalina (...).”
Télé 7 Jours (Julien Barcilon)
COM:
Mélanie Doutey,
Olivier Barthelemy,
Francis Renaud
ARGUMENTO:
Arnaud Duprey,
Cédric Jimenez,
Audrey Diwan
FOTOGRAFIA:
Léo Hinstin
SOM:
Julien Ripert
música:
Julien Jabre,
Michael Tordjman
MONTAGEM:
Marie-Pierre Renaud,
Nicolas Sarkissian
PRODUÇÃO:
Le Cercle
ORIGEM:
França, Bélgica
VENDAS INTERNACIONAIS:
Films Distribution
ESTREIA EM FRANÇA:
04/12/2013
Presença em festivais
- Festival du film
francophone de Tübingen
(2012)
Télérama (Louis Guichard)
12 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 13
BERTHE MORISOT
CAMIllE REDOUBlE
de Caroline Champetier | 2012 | Biopic | 1h40
1865. Aos 25 anos, Berthe Morisot sonha em viver da pintura, sem nunca
se casar, e ficar para sempre ao lado da sua irmã Edma. No entanto, os
seus pais não vêem o futuro do mesmo ponto de vista e concebem-lhe
um destino que esteja de acordo com as normas da época. Berthe revolta-se e o seu encontro com Manet vai alterar a sua forma de pensar, a
sua relação com a sua irmã, com a pintura e com o mundo. O destino de
uma mulher que virá a ser a primeira pintora profissional e a primeira
impressionista.
a realizadora
Formada em imagem e realização em 1976 pela Femis, Caroline Champetier integra
a equipa de Wiliam Lubtchansky e trabalha durante nove anos com vários realizadores, nomeadamente Jacques Rivette, Claude Lanzmann, François Truffaut. Em
1981, filma Toute Une Nuit, a sua primeira longa-metragem enquanto diretora
de fotografia, realizada por Chantal Akerman. Quatro anos mais tarde, inicia a sua
longa colaboração com Jean-Luc Godard, com quem assina sete filmes, entre os
quais King Lear e Histoire du Cinéma. Trabalha ainda com alguns dos melhores
realizadores franceses: Jacques Doillon, Philippe Garrel, André Techiné. Foi professora na Femis, e tinha uma rúbrica na revista Cahiers du Cinéma, a que se seguiu
a crónica Plan Séquence, numa emissão da France-Culture. Foi presidente da Associação Francesa dos diretores de fotografia cinematográfica de 2009 a 2011. Depois
de filmar mais 65 longas-metragens, filma Des Hommes et des Dieux, realizada
por Xavier Beauvois, com o qual recebe o Grande Prémio no Festival de Cannes em
2010. Em 2012, filma Sport de Filles e Holy Motors de Léos Carax, realiza Berthe
Morisot e, entre 2012 e 2013, colabora novamente com Claude Lanzmann no filme
Le Dernier des Injustes.
Sobre o filme
“Através do filme, descobrimos a complexidade das ligações entre a pintura, a família e o amor desta artista fascinante.”
Iris Brey
14 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
de Noémie Lvovsky | 2011 | Comédia | 1h55
COM:
Marine Delterme,
Alice Butaud, Malik Zidi
ARGUMENTO:
Philippe Lasry, Sylvie Meyer
FOTOGRAFIA:
Caroline Champetier
SOM:
Annabel Acquaviva
MONTAGEM:
Jean-François Elie
música:
Éric Demarsan
PRODUÇÃO:
France 3 (FR 3),
K’Ien Productions,
Maybe Movies
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Doc & Film International
ESTREIA EM FRANÇA:
06/02/2013
Presença em festivais
- Festival International du
Film de Cannes 2012 – Fora
de Competição
- Toronto Film Festival 2012
- San Francisco International
Film Festival 2013
TIÇÃO
COMPE
A segunda vida de Camille
PRÉMIO DO
PÚBLICO
Após 25 anos de casamento, Éric pede o divórcio a Camille. Na noite da
passagem de ano, Camille regressa ao passado, aos seus 16 anos, à sua família, aos seus amigos, a Éric. Lá, revive as suas memórias, redescobrindo-as com a doçura e vivacidade da sua juventude. Um filme nostálgico,
cheio de humor e fantasia.
a realizadora
Com o diploma da Escola de Cinema La Femis, Noémie Lvovsky realiza, em 1994, o
seu primeiro filme, Oublie-moi. Em 1996, escreve, juntamente com Philippe Garel
e Marc Cholodenco, o argumento do filme Le Cœur Fantôme de Philippe Garrel e,
três anos mais tarde, realiza La vie ne me fait pas peur, nomeado para o Leopardo de Ouro do Festival de Locarno. Em 2001, começa o seu percurso de atriz com o
filme de Yann Attal, Ma Femme est une actrice, a que se seguem Rois et Reine,
de Arnaud Depleschain, L’Un reste, l’autre part, de Claude Berri, entre muitos outros. Volta à realização em 2003, com Les Sentiments, cujo enorme sucesso lhe
valeu 4 nomeações ao César. Em 2007, assina o argumento do filme Actrices, com
Valeria Bruni Tedeschi e Agnès de Sacy, vencedor do Prémio Especial do Júri na 60ª
edição do Festival de Cannes, na secção Un Certain Regard. A partir de então, participa enquanto atriz em várias produções francesas, nomeadamente em Les Beaux
Gosses, com o qual recebe a nomeação para melhor atriz no papel secundário. Em
2012, regressa à realização com Camille Redouble, comédia inventiva, comovente
e divertida.
Sobre o filme
“Lvovsky é emocional, romântica : ela assume-o até ao extremo da idealização do
passado.”
Télérama (Louis Guichard)
“Lvovsky faz ressoar no cinema independente, uma pequena música que não pertence senão a ela. Uma harmonia feliz da qual a discórdia será a chave.”
Le Monde (Jacques Mandelbaum)
COM:
Noémie Lvovsky,
Samir Guesmi,
Judith Chemla
ARGUMENTO:
Noémie Lvovsky,
Maud Ameline,
Pierre-Olivier Mattei,
Florence Seyvos
FOTOGRAFIA:
Jean-Marc Fabre
SOM:
Olivier Mauvezin,
Sylvain Malbrant,
Stéphane Thiébaut
MONTAGEM:
Annette Dutertre,
Michel Klochendler
PRODUÇÃO:
F Comme Film, Ciné
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Gaumont
ESTREIA EM FRANÇA:
12/9/2012
Presença em festivais
- Cannes – Quinzaine des
Réalisateurs 2012
- César du Cinéma Français
2013
- New York Film Festival 2012
- Festival del Film Locarno
2012
- Goteborg International
Film Festival 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 15
DU VENT DANS MES MOLLETS
cherchez hortense
de Pascal Bonitzer | 2012 | Comédia | 1h40
Damien, professor de civilização chinesa, vive com a sua mulher, Iva, encenadora, e o filho de ambos, Noé. Aos poucos, a rotina foi apagando a
intensidade da história de amor do casal. Para evitar que uma certa Zorica fosse explusa, Damien dá por si encurralado por Iva, que insiste para
que ele peça ajuda ao seu pai, conselheiro de Estado, com o qual ele tem
uma relação mais do que distante. Tal missão aventurosa fará Damien
mergulhar numa espiral de acontecimentos que irão transformar a sua
vida...
o realizador
Mestre em filosofia, torna-se crítico de cinema, em 1969, na revista Cahiers du Cinéma. Trabalha, desde 1975, como argumentista, tendo colaborado com alguns dos
melhores realizadores franceses, dos quais se destacam Jacques Rivette, Chantal
Akerman, André Techiné ou ainda Benoît Jacquot. Em 1986, é nomeado diretor do
departamento de argumento da Femis. Realiza a sua primeira longa-metragem
Encore, em 1996, a que se seguem, Rien sur Robert de 1999 e Petites Coupures, de 2003, Je Pense à vous, de 2006 e Le Grand Alibi, de 2008. Em 2013, estará
presente na Festa do Cinema Francês para apresentar Cherchez Hortense, filme
intrincado, pródigo em referências literárias que, simultaneamente, nos comovem
e inquietam.
Sobre o filme
“(O filme) reúne qualidades que têm, por vezes, tendência a serem raras no cinema
francês.”
La Croix (Arnaud Schwartz)
“O sexto filme de Pascal Bonitzer (...) é o mais circular, mais leve e mais rico.”
Inrockuptibles (Jean-Baptiste Morain)
16 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
de Carine Tardieu | 2011 | Comédia | 1h29
COM:
Jean-Pierre Bacri, Kristin
Scott Thomas, Isabelle Carré
ARGUMENTO:
Pascal Bonitzer,
Agnès de Sacy
FOTOGRAFIA:
Romain Winding
SOM:
Philippe Richard
música original:
Alexei Aigui
MONTAGEM:
Élise Fiévet
PRODUÇÃO:
SBS Productions
ORIGEM:
França
Dentes de leão
COM:
A realizadora
Nascida em 1973, Carine Tardieu frequenta a École supérieure de réalisation audiovisuelle, em Paris. Em 2000, assume o argumento da série televisiva Âge Sensible.
Três anos depois, realiza a sua primeira curta-metragem Les Baisers des autres e
em 2007, a sua primeira longa-metragem La Tête de maman, com Karin Viard no
papel principal. Em 2012, apresenta-nos Du Vent dans Mes Mollets, apresentado
em mais de 17 festivais internacionais de cinema.
ARGUMENTO:
Sobre o filme
“Através de uma encenação inventiva e de atores excelentemente escolhidos, Carine Tardieu mistura tons infantis de um universo de casa de bonecas, com uma
descrição muito pouco ingénua das relações familiares e amorosas.”
Télérama (Frédéric Strauss)
ESTREIA EM FRANÇA:
“De rir até às lágrimas, esta comédia é o mais belo presente cinematográfico do
verão... e da rentrée.”
05/09/2012
Presença em festivais
- Mostra Internacional de
Cinema de Veneza (2012)
- Mostra Internacional de
Cinema de Viena (2012)
- César du Cinéma Français
(2013)
Paris Match (Alain Spira)
COMPE
agnèsi PRÉMIO DO
jaou PÚBLICO
Mimada pelos seus pais excessivamente zelosos, Rachel, de 9 anos, conta
os minutos que a separam da liberdade. Até ao dia em que o seu caminho se irá cruzar com o da intrépida Valérie.
VENDAS INTERNACIONAIS:
SBS Productions
TIÇÃO
ciclo
Agnès Jaoui,
Dénis Podalydès,
Isabelle Carré,
Isabelle Rossellini
Carine Tardieu,
Raphaëlle Moussafir
FOTOGRAFIA:
Antoine Monod
SOM:
Ivan Dumas
MONTAGEM:
Sylvie Landra,
Nathalie Hubert,
Reynald Bertrand
Música:
Éric Slabiak
PRODUÇÃO:
Karé Productions
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Gaumont
ESTREIA EM FRANÇA:
22/08/2012
Presença em festivais
- Festival des films du
monde de Montréal (2012)
- Rendez-vous du cinéma
français à Paris
-Goteborg International
Film Festival (2013)
- Festival Internazionale del
filmi di Roma (2013)
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 17
GRAND CENTRAl
de Rebecca Zlotowski | 2013 | Drama/Romance | 1h34
HENRi
TIÇÃO
COMPE
PRÉMIO DO
PÚBLICO
de Yolande Moreau | 2012 | Drama | 1h47
Gary é um jovem desamparado que é contratado para trabalhar numa
central nuclear. Aqui, próximo dos reatores, encontra um ambiente familiar e estabilidade financeira, até ao aparecimento de Karole, noiva
de Tony. O amor proibido que surge entre ambos e as doses radioativas
começam a contaminar Gary, e os dias tornam-se cada vez mais ameaçadores.
COM:
A realizadorA
Rebecca Zlotowski frequenta, em 2003, a Escola de Cinema La Femis e é com o projeto de final de curso que realiza a sua primeira longa-metragem Belle Épine, apresentada no festival de Cannes, no contexto da 49ª Semaine de la Critique. Recebe,
em 2011, o prémio Louis-Delluc para Melhor Primeiro Filme, e vale a Léa Seydoux a
nomeação para o César de Melhor Atriz Revelação Feminina. Em 2013, apresenta-nos o filme Grand Central e garante, mais uma vez, o seu lugar no festival de
Cannes.
Cédric Deloche,
Gwennolé Le Borgne,
Alexis Place, Marc Doisne
Sobre o filme
“O segundo filme de Rebecca Zlotowski revela-nos, fazendo jus aos mestres do realismo francês, uma paixão interdita no meio de uma central nuclear. Os atores (Léa
Seydoux, Tahar Rahim, Oliver Gourmet...) estão excecionais.”
Télérama (Aurélien Ferenczi)
“Trata-se do grande sucesso de Rebecca Zlotowski, que celebra o improvável casamento entre originalidade de estilo e realismo social.”
Tahar Rahim, Léa Seydoux,
Olivier Gourmet
ARGUMENTO:
Rebecca Zlotowski,
Gaëlle Macé
FOTOGRAFIA:
George Lechaptois
SOM:
MONTAGEM:
Julien Lacheray
PRODUÇÃO:
Les Films Velvet
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Elle Driver
ESTREIA EM FRANÇA:
28/08/2013
Presença em festivais
- Festival de Cannes 2013 –
Un Certain Regard
Encontro entre dois seres humanos marginais, solitários. Henri, cinquentão, homem reservado, resignado e um pouco alcoólico, e Rosette,
com uma ligeira deficiência mental, que sonha em amar, em sexualidade, em ser normal...
a realizadora
Tendo já três prémios César acumulados ao longo da sua carreira, (um para melhor
primeiro filme e dois para melhor atriz), Yolande Moreau é considerada por muitos
como uma das mais expressivas e versáteis atrizes do cinema francês. Trabalhou
como atriz com Agnès Varda, Costa-Gavras, François Ozon e Benoît Delépine e Gustave Kevern. Com Quand la mer monte..., primeira longa-metragem, co-realizada
com Gilles Porte, recebe ainda o prémio Louis-Delluc para melhor primeiro filme.
Em 2013, apresenta na Quinzena de Realizadores, Henri, tragicomédia singular,
delicada e luminosa.
Sobre o filme
“Basta ver como Yolande Moreau enquadra a deficiência de Rosette, para perceber
que a realizadora, de enorme coração e inteligência, está atrás da câmara: a atriz
Candy Ming, bela e luminosa.”
Libération (Gérard Lefort)
COM:
Miss Ming, Pippo Delbono,
Jackie Berroyer
ARGUMENTO:
Yolande Moreau
som:
Jean-Paul Bernard
música:
Wim Willaert
MONTAGEM:
Fabrice Rouaud
PRODUÇÃO:
Christmas in July
ORIGEM:
França, Bélgica
VENDAS INTERNACIONAIS:
Le Pacte
ESTREIA EM FRANÇA:
04/12/2013
Presença em festivais
- Festival de Cannes –
Quinzena de Realizadores
(2013)
Les Inrocks (Romain Blondeau)
18 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 19
JEUNE ET JOlIE
de François Ozon | 2012 | Drama | 1h34
KINSHASA KIDS
TIÇÃO
COMPE
Jovem e bela
PRÉMIO DO
PÚBLICO
de Marc-Henri Wajnberg | 2012 | Comédia dramática | 1h25
Jeune et Jolie mostra-nos, em quatro estações e quatro canções, as aspirações e motivações de uma jovem de 17 anos que a levam a prostituir-se,
não pela falta recursos económicos, mas pelo prazer da descoberta da sexualidade e do jogo da sedução.
COM:
O realizador
François Ozon estudou cinema, foi aluno de Éric Rohmer e fez uma tese final sobre
Maurice Pialat, até que, em 1990, se tornou professor na Femis, prestigiada escola
parisiense de Cinema. As suas primeiras curtas-metragens chamaram a atenção,
tendo Une robe d’été sido premiada em Locarno em 1996. Sitcom, de 1998, é a
sua primeira longa-metragem e nela continua a ressaltar um discurso pessoal que
se aproxima do fantástico e que recorre, sem medo, à teatralidade. A partir de Les
Amants Criminels, de 1999, sucedem-se várias longas-metragens bem acolhidas
pelo público e pela crítica como Sob a Areia (2001), 8 Mulheres (2002), Swimming
Pool (2003) ou O Tempo que Resta (2005), que surpreendem sempre pela mudança de registo e de temáticas. Em 2010, filma Le Refuge, onde volta a inovar pela
delicadeza do tom e pela forma de agarrar as questões da toxicodependência e da
perda. Com Jeune et Jolie, questiona o papel da sociedade face aos assuntos tabu
da sexualidade, fomentando o diálogo entre pais e filhos.
FOTOGRAFIA:
Sobre o filme
“Um filme misterioso e perturbante.”
Évène (Olivier de Bruyn)
“Uma viagem delicada que explora a nu os desejos e pulsões da adolescência. Com
Jeune et Jolie, François Ozon volta ao seu cinema mais sensível.”
Marine Vacth,
Géraldine Pailhas,
Frédéric Pierrot
ARGUMENTO:
François Ozon
Pascal Marti
SOM:
Brigitte Taillandier
MONTAGEM:
Laure Gardette
PRODUÇÃO:
Mandarin Cinéma
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Wild Bunch
ESTREIA EM FRANÇA:
21/08/2013
Presença em festivais
- Festival de Cannes 2013 –
Competição Oficial
- Toronto Film Festival 2013
- Karlovy Vary International
Film Festival 2013
Kinshasa, Congo. Oito crianças desamparadas, consideradas pelas suas
famílias como bruxas, organizam um grupo musical como forma de renunciar o destino e recuperar o controlo das suas vidas. Apoiadas por
Bebson, músico brilhante e manager improvisado, eles irão fazer vibrar
a cidade!
O realizador
Nascido em 1953, estudou realização no Instituto Nacional Superior de Artes do Espetáculo e das Técnicas de Difusão (INSAS), em Bruxelas. Em 1973, escreve, produz
e realiza a sua primeira curta-metragem Kak Of Geen Kak, De Pot Op e em 1995
realiza a sua primeira longa-metragem Just Friends. Durante toda a sua carreira,
realiza mais de 2000 curtas-metragens, passando ainda pelo teatro e cinema como
ator. Kinshasa Kids é a sua segunda longa-metragem.
Sobre o filme
“Cruzando dois géneros cinematográficos (ficção e documentário), o realizador
consegue entrar pela vida quotidiana destas crianças de rua, com emoção e bom
humor”
COM:
Emmanuel Fakoko,
Gabi Bolenge,
Gauthier Kiloko
ARGUMENTO:
Marc-Henri Wajnberg
FOTOGRAFIA:
Danny Elsen, Colin Houben
SOM:
Luc Cuveele, Cyril Mossé
MONTAGEM:
Marie-Hélène Dozo
PRODUÇÃO:
Crescendo Films,
Wajnbrosse productions,
RTBF - Radio Télévision
Belge de la Communauté
Française
ORIGEM:
França, Bélgica
VENDAS INTERNACIONAIS:
Le Journal du Dimanche (Maria Malagardis)
Mk2
“Rejeitando a ingenuidade e o pathos, Kinshasa Kids, revela-nos um olhar curioso,
divertido e muito atento sobre estas crianças.”
03/04/2013
Le Monde (Noémie Luciani)
ESTREIA EM FRANÇA:
Presença em festivais
- BFI London Film Fest 2012
- Hof International Film
Festival 2012
Télérama (Louis Guichard)
20 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 21
l’écume des jours
A espuma dos dias
de Michel Gondry | 2013 | Comédia dramática | 2h05
LA VIERGE, LES COPTES ET MOI
TIÇÃO
COMPE
PRÉMIO DO
PÚBLICO
de Namir Abdel Messeeh | 2011 | Documentário | 1h31
História surreal e poética de um jovem idealista e inventivo, Colin, que
se apaixona por Chloé, cuja beleza e delicadeza lhe soa a um blues de
Duke Ellington.
COM:
O realizador
Após tornar-se conhecido através da realização de vídeo-clips de artistas como
Bjork, Massive Attack ou Chemical Brothers, Michel Gondry, realiza, em 2001, o
filme Human Nature, com Charlie Kaufman no argumento. O realizador e o argumentista voltam a trabalhar juntos para, em 2005, apresentarem Eternal
Sunshine of The Spotless Mind, que lhes valeu o Óscar de Melhor Argumento
Original. Dois anos mais tarde, escreve e realiza La Science des Rêves, onde explora o universo da poética dos sonhos, dimensão abstrata e fantástica que acabará
por marcar o imaginário da cinematografia do realizador. Entre 2009 e 2012, realiza
Be Kind, Rewind com Jack Black no papel principal, o documentário estreado em
Cannes L’Épine dans le cœur, The Green Hornet, filme de acção cómico e The We
and The I, apresentando na Quinzaine des Réalisateurs de Cannes 2012. Em 2013,
apresenta-nos L’Écume des Jours, adaptação cinematográfica da obra literária de
Boris Vian.
FOTOGRAFIA:
Sobre o filme
“Michel Gondry é, definitivamente, o cineasta ideal para adaptar o romance de
Boris Vian: L’Écume des jours é uma pérola onírica, com um tom amargo e uma
profunda melancolia.”
Marine LeGohebel
“A força do filme, fascinante e esquizofrénica, aproxima-nos de tal forma ao universo de Vian, que vai muito além do que poderíamos imaginar.”
Cahiers du Cinéma (Thierry Méranger)
22 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
Romain Duris,
Audrey Tautou, Gad Elmaleh
ARGUMENTO:
Michel Gondry, Luc Bossi
Christophe Beaucarne
SOM:
Étienne Charry
MONTAGEM:
Marie-Charlotte Moreau
PRODUÇÃO:
Brio Filmes
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Studiocanal
ESTREIA EM FRANÇA:
24/04/2013
Presença em festivais
- Moscow Internacional Film
Festival 2013
- Sydney Film Festival 2013
- Karlovy Vary Internacional
Film Festival 2013
Namir parte para o Egito, o seu país de origem, para realizar um filme
sobre as aparições miraculosas da Virgem, no seio da comunidade cristã.
De acordo com a sua mãe “há pessoas que a vêem, e há pessoas que não a
vêem. Há, certamente, uma mensagem nisso”. Rapidamente o inquérito
serve-lhe de pretexto para rever a sua família e para reunir toda a aldeia
numa rocambolesca encenação… Entre o documentário e a ficção, surge
uma formidável comédia sobre as raízes, a crença… e o cinema.
O realizador
Nascido em 1974, obtém o diploma da Escola Femis em 2001. Em 2005, realiza duas
curtas-metragens Oi, Waguih e Quelque chose de mal. Em 2012, apresenta-nos a
sua primeira longa-metragem, que mistura diferentes géneros cinematográficos,
entre o documentário e a ficção. Este filme recebeu boas críticas por parte da imprensa, tendo sido nomeado para Melhor ficção documental no Tribecca Film Festival. Obteve o 3º Prémio da secção Panorama Audience Award, na edição de 2012
da Berlinale.
Sobre o filme
“Filme ousado, divertido, emocionante, diz muito sobre a sociedade egípcia, as relações complexas entre cristãos e muçulmanos e o poder mágico, quase religioso,
do cinema.”
Le Nouvel Observateur (Jérôme Garcin)
“Hesitando entre uma narrativa autobiográfica, evocando a comunidade cristã
através de um inquérito, Messeeh encontra uma única saída para a sua narrativa, a
de apresentar um falso milagre – mas um verdadeiro momento de cinema!”
COM:
Siham Abdel Messeeh,
Namir Abdel Messeeh
ARGUMENTO:
Namir Abdel Messeeh,
Nathalie Najem,
Anne Paschetta
FOTOGRAFIA:
Nicolas Duchêne
SOM:
Julien Sicart
MONTAGEM:
Sébastien de Sainte Croix
PRODUÇÃO:
Oweda Films
ORIGEM:
Franca, Qatar, Egipto
VENDAS INTERNACIONAIS:
Doc & Film International
ESTREIA EM FRANÇA:
29/08/2012
Presença em festivais
-Berlinale (2012)
- Tribecca Film Festival (2012)
- Festival de Cannes (2012)
- Sidney Film Festival (2012)
Les Fiches du Cinéma (Thomas Fouet)
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 23
lE DERNIER DES INJUSTES
Claude Lanzmann | 2012 | Documentário | 3h40
ciclo
O Últimde
Último dos injustos
Último documentário do realizador Claude Lanzmann, apresentado na
66ª edição do Festival Internacional de Cannes, retrata o polémico e controverso papel de Benjamin Murmelstein nos campos de concentração
de Theresienstadt. Confrontando três diferentes épocas, de Nisko a Theresienstadt e de Viena a Roma, Claude Lanzmann volta a denunciar a
perversidade do nazismo, revelando a verdadeira face de Eichmann e o
bárbaro sistema do Conselho de Judeus.
O realizador
Claude Lanzmann, formado em filosofia e jornalismo, é convidado por Jean-Paul
Sartre e Simone de Beauvoir, — com quem acabaria por manter uma relação amorosa —, para trabalhar na revista Les Temps Modernes, fundada em 1945. Em 1973
realiza o seu primeiro filme, Pourquoi Israel, que mostra um conjunto de entrevistas inéditas e singulares, mas é em 1985 que Claude Lanzmann faz estremecer
o público e a crítica ao apresentar o perturbante Shoah, incontornável obra-prima
cinematográfica, com 9h30min de duração. O realizador retrata, com uma clareza
e visceralidade impressionante, a tragédia do genocídio dos judeus europeus nos
campos de concentração nazis. Em 1994 lança o polémico Tsahal e a partir de então os seus filmes são parcialmente realizados a partir de excertos de película não
utilizada no documentário Shoah.
Sobre o filme
“Perturbante, vertiginoso, rancoroso e sardónico.”
TIÇÃO
clauden PRÉMIO DO
lanzman
PÚBLICO
COMPE
COM:
Claude Lanzmann
ARGUMENTO:
Claude Lanzmann
FOTOGRAFIA:
Caroline Champetier,
William Lubtchansky
SOM:
Antoine Bonfanti,
Alexandre Koeller
MONTAGEM:
Chantal Hymans
PRODUÇÃO:
Synecdoche, Le Pacte
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Le Pacte
ESTREIA EM FRANÇA:
13/11/2013
Presença em festivais
- Festival de Cannes 2013 –
Fora de Competição
Le Monde (Jacques Mandelbaum)
“Claude Lanzmann, 87 anos, regressa com Le Dernier des Injustes, um documentário magistral.”
Público (Vasco Câmara)
24 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 25
QUEEN OF MONTREUIL
de Solveig Anspach | 2011 | Comédia dramática | 1h27
Estamos no início do verão e Agathe está de regresso à sua casa em Montreuil. Ela deve avançar com o seu trabalho de realização mas, ao mesmo
tempo, fazer o luto do seu marido, que acaba de morrer de forma brutal.
Talvez conseguisse mais facilmente se deixasse de carregar a urna funerária sem saber o que fazer com as cinzas! A chegada imprevista, à sua
casa, de um casal de Islandeses, de um otário e de um vizinho enamorado por ela, vão dar-lhe motivos para reconquistar a sua vida…
COM:
a realizadora
Diplomada pela reconhecida escola de cinema em Paris Femis (Fondation Eurpéenne pour les métiers de l’image et du son) em 1989, na componente de realização,
ela vive desde então em Montreuil, Paris. Em 1999, realiza Haut les Cœurs! e, em
2001, Made in USA, documentário sobre a pena de morte nos Estados Unidos da
América, selecionado para a Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes, com o
qual obtém o prémio François-Chalais. Em 2007, realiza a comédia dramática Back
Soon, e em 2013, apresenta-nos Queen of Montreuil, filme poético, cheio de doçura, fantasia e humor.
SOM:
Sobre o filme
“Solveig Anspach (...) realiza umas das comédias mais vivas e sedutoras do ano.”
Positif (Stéphane Goudet)
“Florence Loiret-Caille deambula na sua doce melancolia, na sua fragilidade e no
seu pequeno grão de loucura, neste universo fantástico e surreal, cheio de humor
e doçura.”
Metro (Maryline Letertre)
26 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
Florence Loiret-Caille,
Didda Jónsdóttir ,
Úlfur Ægisson,
Éric Caruso, Samir Guesmi
ARGUMENTO:
Solveig Anspach,
Jean-Luc Gaget
FOTOGRAFIA:
Isabelle Razavet
Éric Boisteau,
Jérôme Aghion
MONTAGEM:
Anne Riegel
Música:
Martin Wheeler
PRODUÇÃO:
agat films & Cie ex nihilo,
Mikros Image
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Films Distribution
ESTREIA EM FRANÇA:
20/03/2013
Presença em festivais
- Goteborg International
Film Festival (2013)
- Istanbul Film Festival (2013)
- Venice Days (2012)
- Roma Rendez-vous Nuovo
Cinema Francese (2013)
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 27
foto: Williams Bonbon
QUELQUES HEURES DE PRINTEMPS
THÉRèSE DESQUEYROUX
de Stéphane Brizé | 2012 | Drama | 1h48
Com 48 anos de idade, Alain Evard é obrigado a voltar a viver com a sua
mãe, numa coabitação que faz ressurgir a violência da relação de ambos,
anteriormente vivida. Ele descobre, no entanto, que a sua mãe está condenada a uma doença. Nos seus últimos meses de vida, serão eles capazes de se reencontrar?
o realizador
Nascido em 1966, Stéphane Brizé realiza a sua primeira curta-metragem, Bleu
Dommage, em 1993, com a qual obtém, imediatamente, o grande prémio do Festival Cognac. O mesmo acontece com Le Bleu des villes, a sua primeira longa-metragem, realizada em 1999 e vencedora do prémio Michel d’Ornano na Quinzena
de Realizadores. Seguem-se os filmes Je ne suis là pour être aimé, de 2005; Entre
Adultes, de 2006 e Mademoiselle Chambon, de 2009. Recentemente, apresenta
Quelques Heures de Printemps, um drama que parte de uma melancolia colérica
que se revela, magistralmente, luminosa.
Sobre o filme
“Este filme, do qual saímos profundamente comovidos, mas também apaziguados,
floresce graças à sua infinita delicadeza.”
de Claude Miller | 2011 | Drama | 1h50
COM:
Vincent Lindon,
Hélène Vincent,
Emmanuelle Seigner
ARGUMENTO:
Stéphane Brizé,
Florence Vignon
FOTOGRAFIA:
Antoine Héberlé
SOM:
Frédéric de Ravignan
música original:
Nick Cave, Warren Ellis
MONTAGEM:
Anne Klotz
PRODUÇÃO:
TS Productions
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Rezo
ESTREIA EM FRANÇA:
Le Parisien (Pierre Vavasseur)
19/09/2012
“Vincent Lindon, aliado a uma fragilidade, melancolia e cólera, e Hélène Vincent,
a uma Yvette rugosa e maníaca, interpretam com sobriedade dois seres encurralados, cujo rancor será apenas ultrapassado pela morte.”
Presença em festivais
La Croix (Corinne Renou-Nativel)
- Toronto Film Festival (2012)
- Festival Del Film Locarno
(2012)
- César du Cinéma Français
(2013)
TIÇÃO
COMPE
Thérèse Desqueyroux
PRÉMIO DO
PÚBLICO
História de uma jovem mulher com ideias vanguardistas, que contesta e
desafia os que a rodeiam, numa região altamente conservadora. Para se
libertar de um destino que lhe é imposto, ela fará frente a tudo e todos,
para conseguir viver uma vida independente.
COM:
O realizador
Com o diploma do Instituto de Estudos Cinematográficos, Claude Miller inicia a sua
carreira cinematográfica nos anos 60, como assistente de realização de Marcel Carné e Jean-Luc Godard. Pouco depois, realiza as suas primeiras curtas-metragens
enquanto trabalha com François Truffaut, como diretor de produção do filme Les
Deux Anglaises et le Continent. Realiza a sua primeira longa-metragem, La
Meilleure Façon de Marcher mas é com o sucesso de Garde à Vue, em 1981, que
obtém oito nomeações aos Prémios César du Cinéma Français, arrecadando quatro
prémios, entre os quais, o prémio de Melhor Argumento. Seguem-se Mortelle Randonné, L’Effrontée e La Petite Vouleuse, cujo argumento é co-escrito por François Truffaut. Em 1992, adapta o romance de Nina Berberova, L’Accompagnatrice, e
em 1994, realiza La Sourire, com Emannuelle Seigner no papel principal. Nos anos
2000, destacam-se os filmes La Petite Lili e Je suis heureux que ma mère soit vivante, co-realizado com o seu fillho, Nathan Miller. Em 2011, realiza Voyez comme
ils dansent, vencedor do Grande Prémio do Júri no Festival Internacional de Cinema de Roma. Thérèse Desqueyroux, é uma adaptação do romance de François
Mauriac e foi apresentado no Festival de Cannes em 2012, logo após a sua morte
em abril do mesmo ano.
FOTOGRAFIA:
Sobre o filme
“O clima de ambiguidade que gira à volta do ambiente sombrio desta reclusão
familiar, centra os dois personagens, magnificamente interpretados por Audrey
Tautou, Thérèse frágil e determinada, inflexível, até aos limites da morte, e Gilles
Lellouche, que encontra um papel à sua altura, interpretando-o com rudeza e subtileza.”
Audrey Tautou,
Gilles Lellouche,
Anaïs Demoustier
ARGUMENTO:
Claude Miller, Natalie Carter
Gérard de Battista
SOM:
Éric Rophé,
Gwenolle Leborgne
MONTAGEM:
Véronique Lange
PRODUÇÃO:
Les films du 24, Ugc
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
TF1 International
ESTREIA EM FRANÇA:
21/11/2012
Presença em festivais
- Festival International du
Film de Cannes 2012 – Fora
de Competição
- Toronto Film Festival 2012
- San Francisco International
Film Festival 2013
La Croix (Jean-Claude Raspiengeas)
28 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 29
agnès jaoui
a madrinha
30 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 31
agnÈs
jaoui
a madrinha
Sandrine Bonnaire, Carole Bouquet, Maria de lização, com o filme O Gosto dos outros, venMedeiros e agora Agnès Jaoui.
cedor de 14 prémios de cinema, entre os quais o
rtista multifacetada, Jaoui é atriz, argu- César para Melhor Filme.
A
mentista, realizadora e cantora, e, sem
dúvida, uma das grandes personalidades do cinema francês. A celebração dos seus
30 anos de carreira, que contam já 28 filmes e 21
prémios, e a ligação estreita que estabelece entre as cidades de Paris e Lisboa, são motivos mais
do que suficientes para o convite a Agnès Jaoui
para Madrinha da 14ª Festa do Cinema Francês.
Agnès Jaoui continua a fazer um cinema sempre
influenciado pelo teatro, nomeadamente pela
insistência na utilização do plano-sequência para, como a própria admite, não impor um ponto
de vista ao espectador.
On connaît la chanson/É sempre a mesma
cantiga (1997), um dos filmes de Alain Resnais
escrito e representado por Jaoui e Bacri e preCom uma formação artística que teve início no miado com sete César, sendo um deles o de Meteatro, onde conheceu Patrice Chéreau, Jaoui de- lhor Argumento Original, será um dos filmes inpressa passa ao cinema, a convite do realizador, cluídos nesta secção.
para integrar o elenco do filme Hôtel de Fran- Du vent dans mes mollets (2012), de Carine
ce (1987).
Tardieu, comédia adaptada da banda-desenhaMas é no teatro, no mesmo ano, na peça
L’Anniversaire de Harold Pinter, que Jaoui conhece uma das pessoas que mais marcariam a
sua carreira – Jean-Pierre Bacri. Depressa começam a escrever juntos Cuisine et dépendances
(1991) que, com mais de 100.000 espectadores, arrecadou quatro prémios Méliès: Melhor Espectáculo Cómico, Melhor Espectáculo de Teatro Independente, Melhores Atores e Melhor Realização. A
peça foi adaptada ao cinema em 1993, realização
de Phillippe Muyl, com ambos no elenco.
da de Raphaële Moussafir, sobre as questões da
família, da educação e da relação entre pais e filhos, no qual Agnès Jaoui tem um papel de destaque, integra também esta secção e é apresentado em antestreia em Portugal.
Au bout du conte/E viveram felizes para
sempre…? (2013) é o seu último filme, cujo argumento assina com Bacri. Esta comédia, ao jeito
de um conto de fadas tradicional, desconstrói a
figura do príncipe encantado e de “final feliz”. O
filme, que conta com a participação especial de
Marcante também na sua carreira foi a colabo- Benjamin Biolay e Agathe Bonitzer, será apreração com o mestre do cinema Alain Resnais, a sentado em antestreia, e inaugurará a secção espartir de 1993, tanto como argumentista, como pecial “Paris no Cinema”.
atriz. Essa colaboração marcou ainda o seu estilo Com dois albuns editados, a música assume
e continua a ter uma influência significativa no também um papel de destaque na sua carreira e
seu trabalho.
os espectadores da Festa do Cinema Francês têm
2000 é o ano que marca a sua passagem à rea- a oportunidade de a ver em concerto.
32 | Agnès jaoui - a madrinha | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
on connaît la chanson
de Alain Resnais | 1997 | Musical | 2h00
É sempre a mesma cantiga
Simon ama secretamente Camille. Devido a um malentendido, esta
apaixona-se por Marc Duveyrier, agente imobiliário e patrão de Simon.
Marc tenta vender um apartamento a Odile Lalande, irmã de Camille.
Odile está decidida a comprá-lo apesar da desaprovação silenciosa do
marido, Claude. Este tem dificuldade em suportar o regresso, após longos anos de ausência, de Nicolas. Nicolas, velho amigo de Odile, torna-se confidente de Simon. Os diálogos são, em parte, excertos de êxitos da
canção francesa, que se substituem às vozes dos atores.
O realizador
Alain Resnais, autor de obras-primas como Hiroshima mon amour e L’année dernière à Marienbad, realiza o seu primeiro filme com treze anos de idade. Mais
tarde, realiza uma série de curtas e médias metragens e, em 1955, assina o documentário Nuit et brouillard, onde desenha um retrato da segunda guerra mundial, que lhe valeu o prémio Jean Vigo. Mas é, em 1959, que o seu nome ganha uma
enorme visibilidade com a realização de Hiroshima, mon amour, com argumento
de Margueritte Duras. Em 1997, realiza On Connaît la Chanson, comédia musical,
com argumento de Agnès Jaoui e Jean-Pierre Bacri. O filme foi o grande vencedor
do prémio César para Melhor Filme.
Sobre o filme
“On Connait la Chanson, retrata o jogo das aparências, da usura dos sentimentos,
da depressão, da França nos dias de hoje. Mas com elegância: a sua melancolia está
envolvida na delicadeza de uma comédia.”
Les InRocks (Serge Kaganski)
COM:
Agnès Jaoui, Sabine Azema,
Jean-Pierre Bacri,
André Dussolier
ARGUMENTO:
Jean-Pierre Bacri,
Agnès Jaoui
FOTOGRAFIA:
Renato Berta
SOM:
Pierre Lenoir
Música:
Bruno Fontaine
MONTAGEM:
Hervé de Luze
PRODUÇÃO:
Arena Films
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Pathé Distribution
ESTREIA EM FRANÇA:
12/11/1997
Presença em festivais
- César du Cinéma Français
(1998)
- Berlinale (1998)
- San Francisco International
Film Festival (1999)
>> DU VENT DANS MES MOLLETS | 2012 > ver SECÇÃO ANTESTREIAS pág.17
>> AU BOUT DU CONTE | 2013 > ver SECÇÃO ANTESTREIAS pág.12
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | Agnès jaoui - a madrinha | 33
paris
no cinema
34 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 35
PARIS NO CINEMA
O
pacto de amizade, assinado há 15 anos atrás pelas cidades de Paris e Lisboa, é o mote para uma secção especial nesta 14ª edição da Festa do Cinema Francês. Um programa com
7 filmes emblemáticos, que têm como cenário a cidade de Paris, um por década desde os
anos 50 aos dias de hoje, de realizadores como François Truffaut, Jean Rouch ou André Téchiné e também Au bout du Conte/E viveram felizes para sempre...?, o mais recente filme da
nossa convidada especial, Agnès Jaoui, que nos honrará com a sua presença na abertura e encerramento deste programa, que se insere também no de Paris-Lisboa que decorre até dia 17 de
Outubro e celebra a amizade entre as duas capitais.
LES 400 COUPS
1959
Os 400 golpes
de François Truffaut | 1959 | Comédia Dramática | 1h33 | com Jean-Perre Léaud, Claire Maurier
Antoine Doinel tem catorze anos. Na escola, é irrequieto e arranja problemas com o professor,
que o castiga por ter escrito nas paredes da sala de aula. Em casa, os pais são indiferentes à sua
presença e não sabem o que fazer com ele durante as férias. Antoine faz gazeta à escola com o
colega René e surpreende a mãe nos braços do seu amante. A vida do jovem Antoine parece que
será vivida sob o signo da mentira e do desenrasque.
O realizador
Mestre incontornável do cinema francês, foi um dos fundadores da Nouvelle Vague e uma das figuras mais
influentes do cinema. Em 1947, encontra o crítico francês André Bazin, com quem manterá uma relação muito
próxima e convidá-lo-á, mais tarde, para se juntar à revista Cahiers du Cinéma. Em 1957, casa com Madeleine
Morgenstern, filha de um importante distribuidor de filmes que financia a sua própria produtora: Les Films du
Carrosse. Realiza, no mesmo ano, Les Mistons. Dois anos mais tarde, com Les 400 coups, obtém um enorme
sucesso, marcando o início da Nouvelle Vague. Morre em 1984, com 52 anos, vítima de um tumor cerebral. A sua
carreira cinematográfica conta com 26 filmes realizados ao longo de 25 anos.
36 | PARIS NO CINEMA | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
1965
Paris vu par...
de Claude Chabrol, Jean Douchet, Jean-Luc Godard, Jean-Daniel Pollet, Éric Rohmer, Jean Rouch
1965 | Ficção | 1h32 | com Simon Srebnik, Michael Podchlebnik, Motke Zaidl
Filme coletivo da Nouvelle Vague, composto por 6 segmentos que nos mostram Paris nos anos
60. Saint-Germain-de-Près, de Jean Douchet; Gare du Nord, de Jean Rouch; Rue Saint-Denis de
Jean-Daniel Pollet, Place de l’Étoile de Éric Rohmer, Montparnasse e Levallois, de Jean-Luc Godard et La Muette de Claude Chabrol.
Os realizadores
Jean Douchet entra em 1957 na revista Cahiers du Cinéma, onde será responsável por notáveis análises e críticas a obras de Murnau, Mizoguchi, Minnelli, entre outros. Durante a sua carreira, realiza vários filmes direcionados, sobretudo para a TV. Jean Rouch, apaixonado por cinema e diplomado em engenharia, viria a inventar
uma nova linguagem cinematográfica que influenciaria a geração da Nouvelle Vague: Cinema Direto. A sua
filmografia compõe-se essencialmente de documentário etnográficos, sociológicos e ficções. Jean-Daniel Pollet realiza em 1958 a curta-metragem Pourvu qu’on ait l’ivresse… É autor de inúmeras longas-metragens,
nomeadamente L’Amour c’est gai, l’amour c’est triste e L’Acrobate. Em 1989, é vítima de um acidente que
acabaria por afetar gravemente a sua saúde. Éric Rohmer, realizador carismático e autor de uma obra singular, da qual fazem parte os prestigiados ciclos Os Seis Contos Morais, Contos das 4 Estações, Comédias e
Provérbios. Jean-Luc Godard, figura incontornável da Nouvelle Vague em particular e do cinema em geral,
autor de vários obras-primas, das quais se destaca À Bout de Souffle, Pierrot Le Fou, Le Mépris, entre outras.
Claude Chabrol, realizador, ator e crítico de cinema, assina obras como La Femme Infidèle ou Une Affaire de
Femmes. Morre em 2010, com mais de 50 anos de carreira.
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | PARIS NO CINEMA | 37
petit à petit
1971
de Jean Rouch | 1971 | Documentário | 1h36 | com Damouré Zika, Lam Ibrahima Dia, Illo Gaoudel
Damouré, que dirige em Ayorou, com Lam e Illo, uma sociedade de importação–exportação chamada «Petit à Petit», decide construir um prédio e parte para Paris para ver “como é que se pode
viver em casas com andares”. Na cidade, descobre as curiosas maneiras de viver e de pensar da
tribo dos parisienses, que descreve nas cartas persas enviadas regularmente aos seus companheiros…
O realizador
Jean Rouch, formado em engenharia civil, descobre a etnografia no Níger. Rapidamente surgiria a sua paixão
pelo cinema, que lhe fornece um novo método de estudo. Influenciado pelo Surrealismo, os trabalhos de Marcel Griaule em território Dogon, e seduzido pelas regras essenciais da inspiração e da intuição, capta e filma
a evolução do continente africano e da sociedade francesa. A sua linguagem cinematográfica influenciará
a geração de cineastas da Nouvelle Vague. Em 1960, classifica a sua maneira de filmar como Cinema Direto,
seguindo o exemplo dos seus mestres Robert Flaherty e Dziga Vertov, e mais tarde Transe Criador. A sua obra,
diversas vezes reconhecida em Veneza, Cannes e Berlim, compõe-se de documentários etnográficos (Maîtres
fous; Sigui synthèse), sociológicos (Chronique d’un été) e ficções (Moi, un Noir; Cocorico Monsieur Poulet). Foi
diretor da Cinemateca Francesa, diretor de pesquisa honorário no CNRS (Centro Nacional da Pesquisa Científica) e secretário-geral do Comité do Filme Etnográfico.
38 | PARIS NO CINEMA | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
1985
rendez-vous
de André Téchiné | 1985 | Drama | 1h27 | com Juliette Binoche, Lambert Wilson, Jean-Louis Trintignant
Nina (Juliette Binoche) chega a Paris com o propósito de se tornar atriz de teatro e vai consegui-lo, de uma estranha e intrincada forma. Quando vai a uma imobiliária para arranjar uma casa
conhece Paulot (Wadeck Stanczak) e dá-lhe um bilhete para uma peça de teatro na qual tem
um pequeno papel. Ele apaixona-se e, ao mesmo tempo, ela é despejada pelo ciumento Fred da
casa onde vivia. Paulot propõe dar-lhe guarida, mas em sua casa também vive Quentin (Lambert Wilson), um tipo estranho e violento. Quentin também é ator e está a preparar o papel de
Romeu em Romeu e Julieta.
O realizador
André Téchiné ocupa um lugar muito especial no cinema de autor. Herdeiro direto do impulso da Nouvelle
Vague, crítico dos Cahiers du cinéma no final dos anos 60, inaugurou a partir do seu segundo filme Souvenirs
d’en France (1975), uma nova relação com a narrativa, a representação e os atores. E os maiores atores respondem à sua chamada: Bulle Ogier, Jeanne Moreau e Marie-France Pisier, Gérard Depardieu e Isabelle Adjani,
Isabelle Huppert, Patrick Dewaere, Juliette Binoche, Emmanuelle Béart, Daniel Auteuil, Sandrine Bonnaire,
Michel Blanc e Sami Bouajila. Uma relação particular liga-o a Catherine Deneuve, que se torna não apenas sua
intérprete de eleição, mas também uma interlocutora de longo curso em seis filmes, de Hôtel des Amériques
(1981) a La Fille du RER (2009). Téchiné constrói uma obra flamejante e secreta, onde a progressão e a explosão
de emoções iluminam as zonas mais íntimas da humanidade. Explorador audacioso, recebeu o apoio de grandes vedetas e continua a ser um inovador que desenvolve métodos de filmagem inéditos, como a utilização de
duas câmaras e a renovação do seu estilo, confrontando-se com as possibilidades e os limites da filmagem com
pequenas câmaras digitais. (Longe, 2001).
Por Jean-Michel Frodon
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | PARIS NO CINEMA | 39
1991
les amants du pont-neuf
de Leos Carax | 1991 | Comédia Dramática | 1h05 | com Juliette Binoche, Denis Lavant
História de um amor arrebatador entre dois jovens, Alex, cuspidor de fogo, e Michèle, belle vagabonde, de 1989 a 1991, tendo como cenário a ponte mais antiga de Paris, a Pont-Neuf.
O realizador
Apaixonado por cinema desde a sua infância, Leos Carax realiza a sua primeira curta-metragem em 1980 intitulada Strangulation Blues, pouco antes de Boys Meets Girl, filme que lhe valeu a atenção da crítica e do
público, apresentado na Semana da Critica do Festival de Cannes em 1984. Pouco depois, realiza Mauvais Sang,
com Juliette Binoche ainda em princípio de carreira, Denis Lavant e Michel Piccoli. Les Amants du Pont-neuf,
de 1991, é, até à altura, o seu projeto mais ambicioso, com um orçamento elevado. Independentemente das várias complicações de produção que ocorreram durante a rodagem do filme, o filme foi um sucesso por parte da
crítica e do público, o que não viria acontecer com Pola X, de 1999. Em 2004, realiza o segmento Merde, que faz
parte de um conjunto de três curtas-metragens intitulado Tokyo!, no qual participam também Michel Gondry
e Bong Joo-ho. Em 2012, regressa com Holy Motors, considerado como um dos melhores filmes selecionados
no Festival de Cannes. Ainda no mesmo ano, recebe o Leopardo de Ouro pela sua carreira.
PARIS JE T’AIME
2006
de Colectivo de Relizadores | 2006 | Romance | 1h50 | com Natalie Portman, Fanny Ardant, Elijah Wood,
Nick Nolte, Juliette Binoche e Steve Buscemi
Paris vista pelos olhos de alguns dos mais aclamados cineastas do mundo, incluindo os Irmãos
Cohen, Gus Van Sant, Isabel Coixet, Walter Salles, Alexander Payne e Sylvain Chomet. Cada realizador foi convidado a contar uma história ambientada num dos bairros da cidade. O resultado
é um conjunto de histórias sobre alegria, separação, inesperados e estranhos encontros e sobretudo, sobre o amor.
Os realizadores
Olivier Assayas, Frédéric Auburtin, Sylvain Chomet, Alfonso Cuarón, Bruno Podalydès, Walter Salles, Christoffer Boe, Ethan Cohen, Joël Cohen, Wes Craven, Gérard Depardieu, Christopher Doyle, Richard La Gravenese,
Vincenzo Natali, Alexander Payne, Oliver Schmitz, Nobuhiro Suwa, Tom Tykwer, Gus Van Sant, Gurinder
Chadha, Isabel Coixet, Daniela Thomas, Emmanuel Benbihy.
>> AU BOUT DU CONTE | 2013 > ver SECÇÃO ANTESTREIAS pág.12
40 | PARIS NO CINEMA | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 41
claude
lanzmann
retrospetiva
42 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 43
claude
lanzmann
C
retrospetiva
Em meados dos anos 60, Lanzmann colabora esporadica-
mental Shoah (1985), é uma figura peculiar na
liza algumas entrevistas e em 1970 colabora, pela primeira
história do cinema, ao qual chegou muito tardiamente.
Numa entrevista de 1998 aos Inrockuptibles, quando lhe
perguntam como foi que se tornou cineasta, respondeu:
“Nunca fui cinéfilo, embora o lamente”, explicando que se
interessou a sério pelo cinema depois de fazer, em 1969,
uma reportagem no Canal de Suez, que fez questão de
montar pessoalmente: “Apaixonei-me pela montagem, é
uma maneira de escrever”.
vez, no cinema, como co-argumentista de Élise ou la Vraie
Vie, de Michel Drach. Três anos depois, realiza o seu primei-
ro filme, Pourquoi Israël, um documentário de três horas,
composto por uma série de entrevistas, longínquo fruto da
sua primeira viagem àquele país. A rodagem foi extremamente rápida, mas a montagem do filme estendeu-se du-
rante dois anos. Mal terminou este primeiro filme, Lanzmann lançou-se no projeto de Shoah, que seria concluído
doze anos mais tarde. Na mencionada entrevista aos In-
idade), Lanzmann adere aos dezoito anos à Juventude Co-
andar sozinho por Paris. Decidi então tomar todos os riscos,
Regressa a Paris ao fim da guerra e faz estudos de Filosofia.
ria”. A sua opção formal ao fazer Shoah foi excluir qualquer
-Paul Sartre, que tem enorme impacto sobre ele. “Não sei
não dar a ilusão de que este horror pode ter fim. Mais do que
vro. Graças a ele, comecei a respirar melhor”. Em 1952, dá-
me monumental é um ensaio e uma meditação. Em 1994,
Israel. De regresso a Paris, aconselhado por Sartre, escreve
causou grande polémica e que, na sua opinião, veio com-
então, Lanzmann passa a fazer parte do círculo íntimo de
A “questão judaica”, cuja formulação se alterou radical-
da revista Les Temps Modernes, fundada em 1945, e dirigi-
obra cinematográfica de Claude Lanzmann, como se pode
ra em Paris e a sua mãe chegara à França aos três anos de
rockuptibles, Lanzmann conta: “Passei uma noite inteira a
munista e à resistência clandestina, em Clermont-Ferrand.
abandonar a segurança material e só fazer aquilo que que-
Em 1947, lê as Reflexões Sobre a Questão Judaica, de Jean-
imagem do Holocausto, recusar-se a “ilustrar” o horror, para
se teria permanecido em França se não tivesse lido este li-
um documentário, no sentido tradicional do termo, este fil-
-se outro acontecimento decisivo, a sua primeira viagem a
Lanzmann realizou Tsahal, sobre o exército de Israel, que
uma centena de páginas sobre esta experiência. A partir de
pletar uma trilogia iniciada com os dois filmes anteriores.
Sartre e Simone de Beauvoir e integra o comité de redação
mente com a criação do Estado de Israel, está no cerne da
to prestígio, como Raymond Aron, Michel Leiris, Merleau-Ponty, Francis Ponge, Nathalie Sarraute. A sua presença
em Les Temps Modernes coloca Lanzmann no âmago da
vida intelectual e política francesa e das suas polémicas,
levando-o a tomar, publicamente, posição contra a guerra
da Argélia e a pena de morte. Depois da morte de Simone
de Beauvoir, em 1986, Lanzmann passará a dirigir a revista.
44 | retrospetiva claude lanzmann | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
Apresentado pela primeira vez no Festival de Nova Iorque no
mesmo dia em que se inicia a guerra de Kippour, Pourquoi
Israël? retrata, sem propaganda nem maniqueísmos, mas
com empatia, profundidade, inteligência, humor e humanidade, as conquistas e contradições da nação israelita.
Sobre o filme
“(…) Riqueza de significações humanas que se juntam numa verdade histórica profunda, (…) troca de humor, de crueza e de delicadeza.”
mente no programa de televisão Dim Dam Dom, onde rea-
Nascido nas cercanias de Paris em 1925 (o seu pai nasce-
da pelo filósofo, na qual colaboram intelectuais do mais al-
de Claude Lanzmann | 1973 | Documentário | 3h10
com Schmuel Birger, Gad Granach, Claude Lanzmann
Le Nouvel Observatoire (François Furet)
laude Lanzmann, autor do mais célebre filme so-
bre o extermínio dos judeus pelos nazis, o monu-
pourquoi israël?
verificar nos filmes que realizou desde Tsahal, a tal ponto
que os aspectos formais da sua obra nem sempre são considerados com a importância que merecem. Mas foi preci-
samente por não ter tido uma formação de cinéfilo e vir
de dois mundos contraditórios – o jornalismo e a filosofia
– que Claude Lanzmann reflectiu sobre a forma cinematográfica, sobre o que a imagem pode ou não pode mostrar.
António Rodrigues
shoah
de Claude Lanzmann | 1985 | Documentário | 9h30
com Simon Srebnik, Michael Podchlebnik, Motke Zaidl
Opus de nove horas de Claude Lanzmann, um dos mais importantes documentários de todos os tempos, um filme contra o esquecimento e sobre o impensável: a morte de mais
de seis milhões de judeus pelos Nazis. Sem usar imagens de
arquivo, Lanzmann foca-se nos testemunhos, na primeira
pessoa, de sobreviventes, testemunhas e nazis, para erguer o
maior monumento cinematográfico ao Holocausto.
Sobre o filme
“Quanto mais o tempo passa, mais Shoah, o filme mais possante alguma vez realizado contra o esquecimento, se inscreve profundamente na eternidade da obra-prima.”
Jean-François Forges
TSAHAL
de Claude Lanzmann | 1994 | Documentário | 5h00
com Ehud Barak, Claude Lanzmann, Amos Oz, Ariel Sharon
Sem Tsahal, a questão da paz entre Israel e os antigos inimigos não seria jamais colocada: Israel deixaria de existir. O filme de Claude Lanzmann mostra, como nunca anteriormente
feito, os guerreiros, oficiais e soldados das Forças de Defesa
de Israel.
Sobre o filme
“Tsahal é, como todos os filmes de Lanzmann, um lugar de questionamento, de aprofundamento e de pensamento.”
Les InRocks (Serge Kaganski)
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | retrospetiva claude lanzmann | 45
un vivant qui passe
de Claude Lanzmann | 1997 | Documentário | 1h05
com Maurice Rossel, Claude Lanzmann
Entrevista com Maurice Rossel, realizada em 1979 durante a
rodagem do filme Shoah. Durante a guerra, em Berlim, Rossel foi o único delegado do Comité Internacional da Cruz Vermelha a visitar Auschwitz desde 1943.
Sobre o filme
“Um filme sobre o antissemitismo vulgar, sobre a dificuldade de ser
um testemunho da história quando já fomos vitima da sua própria
cegueira.”
Les InRocks (Paul Fontaines)
SOBIBOR 14 OCTOBRE 1943, 16 HEURES
Sobibor, 14 outubro 1943, 16 horas
de Claude Lanzmann | 2001 | Documentário | 1h35
com Simon Srebnik, Michael Podchlebnik, Motke Zaidl
O lugar, o dia, mês, ano e hora da única revolta bem sucedida
num campo de exterminação nazi na Polónia: 365 prisioneiros conseguiram fugir, mas apenas 47 sobreviveram às agruras da guerra. Lanzmann encontra Yehuda Lerner durante a
rodagem de Shoah. Neste documentário, Lerner dá o seu testemunho ao realizador.
Sobre o filme
“O resultado – instrutivo, fundamental e perturbador – mérito ao
mesmo nível de Shoah. Para ser visto e revisto.”
Le Point (Olivier de Bruyn)
LE RAPPORT KARSKI
de Claude Lanzmann | 2010 | Documentário | 49min.
com Jan Karski, Claude Lanzmann
Em 2009, Yannick Haenel publica um livro intitulado Jan Karski. Claude Lanzmann reagiu imediatamente contra a interpretação romântica de Yanick Haenel sobre a entrevista com
Roosevelt, na terceira parte do livro, e decidiu realizar um documento a partir das suas próprias entrevistas com Karski.
Sobre o filme
“Duas prespectivas do mesmo homem, publicadas com 25 anos de distância.(…) Realizado a partir de excertos da entrevista de 1978, o filme
pretende reimplantar a verdade histórica.”
Boris Thislay (L’Express)
>>LE DERNIER DES INJUSTES de Claude Lanzmann | 2013 > VER SECÇÃO ANTESTREIAS pág.24
46 | retrospetiva claude lanzmann | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 47
o universo
da animação
para miúdos e graúdos
48 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 49
universo da
animaÇão
Atenção famílias! Atenção amantes da Animação!
O pequeno Kirikou e as suas aventuras estão de volta à Festa do Cinema Francês.
Michel Ocelot, um dos mais criativos autores de Cinema de Animação, está em destaque
num belo programa que nos traz Kirikou et la sorcière, a primeira aventura do pequeno
herói africano que questiona o mundo em seu redor, inspirada num livro de contos populares da África Ocidental. O filme encantou pequenos e grandes e foi distinguido em mais
de vinte festivais internacionais. Em antestreia, vamos descobrir o mais recente Kirikou
et les hommes et les femmes. Mas outros heróis deste realizador e argumentista de excepção, vão aventurar-se por aqui. Nesta pequena homenagem a Ocelot, vamos ver ainda
Princes et princesses e a obra-prima Azur et Asmar.
Para descobrir, também em primeira mão, o encantador, inteligente e pleno de humor Ernest et Céléstine de Vincent Patar, Stéphane Aubier e Benjamin Renner, com argumento
e diálogos de Daniel Pennac apresentado o ano passado na Quinzena dos Realizadores, em
Cannes , e Aya de Yopougon de Marguerite Abouet, numa adaptação para cinema feita
pelos autores da BD em seis volumes, já traduzida em 15 línguas: a realizadora e o desenhador Clément Oubrerie.
Kirikou et les hommes et les femmes
KIRIKOU ET lES HOMMES
ET lES FEMMES
Kirikou et la sorcière
ciclo
Michel ocelot
1/4
de Michel Ocelot | 2012 | Animação | 1h24
Na sua caverna azul, o avô conta-nos novas aventuras e confidências.
Muitas histórias surpreendentes da infância de Kirikou ficaram por contar, nomeadamente, o momento em que Kirikou ajudou os homens e as
mulheres da aldeia e arredores…
Sobre o filme
“Progredindo com intensidade à medida que as histórias se entrelaçam, o filme
trata dois temas que atravessam toda a obra do cineasta: o acolhimento do estrangeiro e a transmissão pela leitura de contos.”
La Croix (Arnaud Schwartz)
michel ocelot
Mestre incontornável do cinema de animação francês, Michel Ocelot é célebre em todo
o mundo pela sua primeira longa-metragem,
Kirikou et la Socière, de 1998. Orienta-se
para a animação após frequentar a École des
Beaux-Arts de Rouen, integrar Les Arts Décoratifs de Paris e passar pelo California Institute
of Arts. Realiza, para o pequeno e grande ecrã,
quase trinta curtas-metragens e séries televisivas (nomeadamente Les Aventures de
Gédéon, a partir de Benjamin Rabier) e seis
longas-metragens (Kirikou et la Sorcière,
Princes et Princesses, Kirikou et les Bêtes
Sauvages, Azur et Asmar, Les Contes de la
50 | O UNIVERSO DA ANIMACÃO | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
Nuit, e Kirikou et les hommes et les femmes). Já recebeu inúmeros prémios pelos seus
filmes ; Bafta em 1979 pela sua primeira curta-metragem profissional Les Trois Inventeurs, Prémio Especial em 1981 pelo filme Les
Filles de l’égalité, César Filme de Animação,
por La Légende du pauvre bossu, em 1982.
Estes filmes foram apresentados em diversos
festivais internacionais de cinema. Ficam a
faltar Azur et Asmar, selecionado pelo Festival de Cannes – Quinzena de Realizadores em
2006 e Les Contes de la Nuit, presente na
secção competição da 61ª edição do Festival
Internacional de Berlim (2011).
KIRIKOU ET lA SORCIÈRE
Romann Berrux,
Awa Sène Sarr
ARGUMENTO:
Michel Ocelot,
Bénédicte Galup,
Susie Morgenstern,
Cendrine Maubourgue
SOM:
Philippe Brun
música original:
Thibault Agyeman
montagem:
Patrick Ducruet
PRODUÇÃO:
Les Armateurs
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Celluloid Dreams
ESTREIA EM FRANÇA:
03/10/2012
ciclo
Michel ocelot
2/4
de Michel Ocelot | 1998 | Animação | 1h11
vozes de:
Theo Sebeko,
Antoinette Kellermann,
Fezele Mpeka
ARGUMENTO:
O pequeno Kirikou nasce numa aldeia Africana, onde uma bruxa Karaba lançou um feitiço terrível: a fonte secou, os aldeões são resgatados e
os homens são sequestrados e desaparecem misteriosamente. “Ela come-os” apoia os aldeões na sua obsessão. Karaba é uma mulher bonita
e cruel, rodeada de fetiches. Mas Kirikou, mesmo fora do útero de sua
mãe, quer entregar a vila de seu mau caminho e descobrir o segredo de
sua maldade.
Sobre o filme
“Cheio de divertidas peripécias, o filme distingue-se pela sua originalidade.”
Libération (Michel Roudevitch)
vozes de:
Michel Ocelot
SOM:
Paul Gagnon
música original:
Youssou N’Dour
montagem:
Dominique Lefever
PRODUÇÃO:
Trans Europe Film,
Les Armateurs
ORIGEM:
França, Bélgica, Luxemburgo
VENDAS INTERNACIONAIS:
France Télévisions
Distribution
ESTREIA EM FRANÇA:
09/12/1998
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | O UNIVERSO DA ANIMACÃO | 51
Princes et Princesses
PRINCES ET PRINCESSES
Azur et Azmar
ciclo
Michel ocelot
3/4
de Michel Ocelot | 2000 | Animação | 1h10
vozes de:
Arlette Mirapeu,
Philippe Cheytion,
François Voisin
ARGUMENTO:
Um rapaz e uma menina encontram-se, todas as noites, num cinema antigo. Os jovens heróis fazem o que artistas fazem, e têm o melhor papel
— imaginam, discutem, aprendem, devoram imagens, criam conjuntos
de design e fantasias, vestem-se, e são os heróis que surpreendem o público.
Sobre o filme
“O encantamento renova-se a cada narrativa. A elegância das silhuetas, a luminosidade das cores de fundo, a originalidade de cada episódio canalizam a história
para um final transbordante de inovação e humor.”
Le Parisien (Éric Leguèbe)
Michel Ocelot
SOM:
Philippe Brun
música original:
Christian Maire
montagem:
Dominique Lefever,
Michèle Péju,
Anita Vilfrid
PRODUÇÃO:
Les Armateurs ,
La Fabrique Production ,
Studio O
ORIGEM: França
VENDAS INTERNACIONAIS:
Celluloid Dreams
ESTREIA EM FRANÇA:
26/01/2000
azur et azmar
ciclo
Michel ocelot
4/4
de Michel Ocelot | 2006 | Animação | 1h39
Azur e Asmar foram criados pela mesma mulher, Jenane, uma ama-de-leite. Os dois rapazes cresceram juntos como se fossem irmãos, até ao
dia em que Jenane partiu com o filho. Já adulto, Azur, ainda fascinado
com as histórias sobre a lendária Fada dos Djins que a ama lhe contava,
decide partir à sua procura, acompanhado pelo andarilho Crapoux. Na
viagem por terras onde viveu em criança, Azur acaba por reencontrar
Asmar, que também está em busca da fada. Agora como rivais, os dois
irão viver aventuras cheias de perigos e feitiços, por terras mágicas onde
apenas um alcançará o tão desejado objectivo...
Sobre o filme
“Estamos perante um humanismo vibrante, em defesa pela tolerância, exposta
sem ambiguidades. Uma pérola, cada vez mais rara, quase extinta, tanto na animação, como no cinema em todos os seus géneros.”
vozes de:
Cyril Mourali, Hiam Abbass,
Karim M’Riba, Patrick Timsit,
Rayan Mahjoub
ARGUMENTO:
Michel Ocelot
SOM:
Cyril Holtz,
Thomas Desjonquères
AYA DE YOPOUGON
Aya - aventuras num mundo inesperado
de Clément Oubrerie e Marguerite Abouet | 2011 | Animação | 1h24
Fim dos anos 70. Costa do Marfim, Yopougon um bairro popular de Abidjan. É lá que vive Aya. Tem 19 anos, é uma rapariga séria que prefere ficar
em casa em vez de sair com as amigas. Os seus dias passam-se entre a
escola, a família e as suas duas melhores amigas: Adjoua et Bintou. As
coisas complicam-se quando Adjoua engravida por descuido. Que fazer?
os realizadores
Nascida em 1971, Marguerite Aboue deixa a Costa do Marfim aos 12 anos para estudar em Paris. Escreve entretanto vários contos sem nunca encontrar editor. Enquanto trabalhava como assistente jurídica, escreve a banda desenhada Aya, em
2005, com o grafismo de Clément Oubrerie, seu marido. Agora, em 2013, apresentam a banda desenhada adaptada ao cinema.
Sobre o filme
“O charme do filme está (…) na sua doçura realista e sem complacência, no seu
humor pontuado pela gíria de Abidjan, na sua maneira de abordar as mais graves
temáticas, nas enormes gargalhadas que provoca.”
Première (Pamela Pianezza)
vozes de:
Aïssa Maïga, Tatiana Rojo,
Tella Kpomahou, Jacky Ido
ARGUMENTO:
Marguerite Abouet
SOM:
Alexandre Fleurant
música original:
Jean-François Azzopardi
PRODUÇÃO:
Autochenille Production,
TF1 Droits Audiovisuels
OBRA ORIGINAL DE:
Marguerite Abouet,
Clément Oubrerie
ORIGEM:
França
VENDAS INTERNACIONAIS:
TF1 International
ESTREIA EM FRANÇA:
17/07/2013
música:
Gabriel Yared
PRODUÇÃO:
Nord-Ouest Films
ORIGEM:
França, Bélgica, Espanha,
Itália
VENDAS INTERNACIONAIS:
Wild Bunch
ESTREIA EM FRANÇA:
25/10/2006
Télérama (Cécile Mury)
52 | O UNIVERSO DA ANIMACÃO | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | O UNIVERSO DA ANIMACÃO | 53
ERNEST ET CÉlESTINE
LE JOUR DES CORNEILLES
Ernest & Celestine
de Vincent Patar, Stéphane Aubier, Benjamin Renner | 2012 | Animação | 1h19
No mundo convencional dos ursos, fazer amizade com um rato é coisa
mal vista. E, no entanto, Ernest, o urso marginal, palhaço e músico, vai
acolher em casa a pequena Célestine, uma órfã que fugiu do subterrâneo mundo dos roedores. Os dois solitários vão apoiar-se, reconfortar-se
e abalar a ordem estabelecida.
os realizadores
Stephane Aubier e Vincent Patar, frequentam o Instituto de Belas Artes de Saint-Luc, onde obtêm o seu diploma, em 1991. A “dupla” partilhará, durante a carreira,
um universo comum ao realizar e assinar diversos filmes em conjunto. Em 1988,
criam PicPic André Show e em 2001 realizam uma série de 20 episódios chamada Panique au Village que, em 2009, é adaptada ao cinema. O filme obteve um
imenso sucesso por parte da crítica e foi selecionado para o Festival de Cannes, no
mesmo ano. Benjamin Renner, após concluir o seu diploma em Banda Desenhada
pela Escola de Belas Artes de Angoulême, frequenta a Escola de Animação La Poudrière, onde realiza as suas primeiras curtas-metragens de animação. Em 2012, realiza Ernest et Célestine.
Sobre o filme
“Através da doçura de tons pastel, realçados por uma larga paleta de ocres, descobrimos brincadeiras, rabugice e cumplicidade.”
La Croix (Arnaud Schwartz)
54 | o universo da animacão | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
de Jean-Christophe Dessaint | 2011 | Animação | 1h36
vozes de:
Lambert Wilson,
Pauline Brunner,
Anne-Marie Loop
ARGUMENTO:
Daniel Pennac
música original:
Vincent Courtois
montagem:
Fabienne Alvarez-Giro
PRODUÇÃO:
Les Armateurs, Studiocanal,
Maybe Movies,
France 3 Cinéma
OBRA ORIGINAL DE:
Gabrielle Vincent
ORIGEM:
França, Bélgica, Luxemburgo
VENDAS INTERNACIONAIS:
Studio Canal
ESTREIA EM FRANÇA:
12/12/2012
O pequeno Courge vive no coração da floresta. Criado por um pai autoritário, que o proíbe de sair daquele território, ele irá ignorar toda as sociedades dos homens e tornar-se selvagem, tendo por únicos companheiros
os fantasmas que assombram a floresta. Até ao dia em que ele é obrigado a aparecer na aldeia mais próxima, onde encontrará a jovem Manon...
o realizador
Formado em cinema pela École des Gobelins, trabalha como diretor de animação
na série Oggy et les Cafards. Em 2007, integra a equipa do filme Tous à l’Ouest.
Mais recentemente, assume a direção de animação do filme Le Chat du Rabbin,
realizado por Joann Sfar. Em 2011, escreve e realiza o filme Le Jour des Corneilles,
apresentado em mais de 14 festivais de cinema internacionais.
Sobre o filme
“O filme surpreendo-nos pela qualidade da sua escrita (...) dos décors — brilhantes
numa série de efeitos, vibrantes e poéticos, de luz —, revelando-se uma beleza inesperada no cenário da animação francesa contemporânea.”
Cahiers du Cinéma (Vincent Malausa)
vozes de:
Jean Reno, Lorànt Deutsch,
Isabelle Carré,
Claude Chabrol,
Bruno Podalydès
ARGUMENTO:
Amandine Taffin
fotografia:
William Picot,
Amandine Taffin
música:
Simon Leclerc
montagem:
Opportune Taffin
PRODUÇÃO:
Finalement
ORIGEM:
França, Luxemburgo,
Canadá, Bélgica
VENDAS INTERNACIONAIS:
Le Pacte
ESTREIA EM FRANÇA:
24/10/2012
Presença em festivais
- Festival de San Sébastien
(2012)
- Festival international du
film francophone de Namur
(2012)
- Rendez-Vous with French
Cinema à New York (2013)
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | o universo da animacão | 55
um grande
clássico
cópia restaurada
56 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 57
um grande clássico
cópia restaurada
R
estaurar um filme é um acto singular,
que consiste em fazer renascer uma
obra conhecida ou esquecida, sem, no
entanto, trair a vontade do autor. O exercício
é difícil e apaixonante, e é, sobretudo, uma lição de humildade. Este interfere com delicadeza na vida e no trabalho do autor, procurando descobrir as suas intenções e dúvidas, as
suas dificuldades e intenções. Folhear os seus
cadernos de rodagem, as suas notas, a sua correspondência, as suas fotos...
Todo um caminho para compreender o filme, antes e durante a restauração, identificar a montagem original, reaprender a luz ou
o grão da época, redescobrir o som, ou ainda,
meter o dedo em certas imperfeições. Através
da combinação de trabalhos fotoquímicos e
numéricos, tudo se torna possível... Na condição de conhecer os limites no tempo certo
para não desvirtuar a obra original. Um longo
caminho com uma dupla finalidade: restaurar
para mostrar o filme ao maior número de pessoas, e preservar os elementos originais (com
um retorno à película) para lhes assegurar
uma conservação num lugar adaptado. Pois
estes originais são as únicas garantias da perenidade da obra, independentemente do futuro progresso do digital.
É por todas estas razões que uma restauração
é, necessariamente, o fruto de um trabalho coSéverine Wemaere
Delegada Geral da
Fondation Technicolor pour le Patrimoine du Cinéma
letivo, que permite avançar sobre um projeto
de longa vida, assumindo as dúvidas e interrogações, que são também responsáveis pelo
sabor desta experiência.
A versão restaurada de Hiroshima mon amour,
é o resultado de um encontro formidável entre
a sociedade de produção do filme, duas fundações responsáveis no domínio do património,
uma cinemateca de renome internacional,
sem nunca esquecer o diretor de fotografia
próximo do autor para vigiar este trabalho.
Uma aventura que permite entrar no universo da primeira longa-metragem de Alain Resnais, com o objetivo de fazer renascer, a longo
prazo, as imagens deterioradas pelo tempo.
Hiroshima mon amour vai poder retomar o
seu caminho no mundo inteiro. Primeira etapa, em Cannes em Maio de 2013, depois no Festival Il Cinema, em Bolonha, na Piazza Maggiore, no Festival de la Rochelle... entre outros.
Igualmente importante, neste projeto, é a saída comercial do filme nas diversas salas do
mundo, já estando prevista a estreia no dia
17 de Julho em França e em Itália no segundo
semestre de 2013. Pois a ideia é fazer redescobrir Hiroshima mon amour a todos os que o
amaram, mas também convidar novos espectadores, virgens nesta experiência.
Gilles Duval
Delegado Geral da
Fondation Groupama Gan pour le Cinéma
Um restauro de Argos Films, Fondation Groupama Gan, Fondation Technicolor e Cineteca di Bologna.
Com o apoio do CNC - Centre national du cinéma et de l’Image animée.
58 | um grande clássico | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
HIROSHIMA MON AMOUR
Hiroshima meu amor
de: Alain Resnais | 1959 | Comédia Dramática | 1h30
com: Eiji Okada, Emmanuelle Riva, Stella Dassas
argumento: Marguerite Duras
fotografia: Sacha Vierny, Michio Takahashi
som: Pierre Calvet
montagem: Anne Sarraute, Jasmine Chasney, Henri Colpi
produção: Como Film, Argos Films, Daiei
origem: França
Através do seu amor por um homem de outra raça, um japonês, uma atriz francesa evoca o passado, e outra paixão condenada: a relação com um oficial alemão durante a Ocupação. Viagem pelo
tempo e pela memória, o desejo e a impossibilidade de esquecer, com argumento de Marguerite
Duras.
A audaciosa aventura de Nuit et Brouillard, filme controverso para a época, e um projeto documental sobre as atrocidades da guerra, aproxima Alain Resnais e Argo Filmes. A última, a partir
de um acordo com uma produtora no Japão, propõe ao cineasta a realização de um filme sobre
Hiroshima.
Alain Resnais, hesitante em tratar um tema de uma grande tragédia do século XX, acaba por,
não obstante, visionar vários documentários produzidos até à data sobre este tema. Conclui, assim, que a nova abordagem possível seria de evocar este tema através de um ângulo mais universal, filmando em todo o mundo, o que não era concebível pelos produtores.
Poucos meses depois, surge uma nova ideia, a de que a realização do projeto documental se tornasse uma longa-metragem de ficção. Na procura de argumentistas, o realizador sugere Françoise Sagan (Otto Perminger acabava de rodar o filme Bonjour Tristesse), porém a autora não deu
seguimento ao convite, e é então que Alain Resnais se encontra com Margueritte Duras (cuja
obra Moderato Cantabile acabava de ser publicada), com o qual terá a sua primeira experiência
cinematográfica.
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | um grande clássico | 59
programa
paralelo
60 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 61
.:concerto avant-première:.
14ª Festa Cinema Francês
lisboa - musicbox
sexta-feira, 5 de outubro, a partir das 23h30
Em parceria com o site www.ruadebaixo.com, a Festa do Cinema Francês invade o Musicbox, numa noite
que antecipa a 14º edição. No palco, um concerto da Orquestra Libertina de Lisboa, festeja-se com glamour e
pronúncia francesa. Nos discos, The Toxic Avenger & Cherokee com uma mostra do que mais interessante se
passa na cena electrónica francesa na primeira edição de The French Beat.
.:masterclass:.
Caroline Champetier
lisboa - institut français du portugal
sexta-feira, 11 de outubro, 15h00
Diretora de fotografia de Jean-Luc Godard, Claude Lanzmann, Benoît Jacquot,
Jacques Doillon, Amos Gitaï, Philippe Garrel, Jacques Rivette, Arnaud Desplechin
ou Nobuhiro Suwa, presidente da AFC (Association française des directeurs de la
photographie cinématographique) de 2009 a 2011, nomeada para vários prémios e
vencedora do César para Melhor Fotografia (2011) pela fotografia de Des hommes
et des dieux de Xavier Beavois, Caroline Champetier é também atriz e realizadora.
Vem apresentar este ano o seu filme Berthe Morisot e estará connosco à conversa
sobre cinema. Dirigido, em particular, aos alunos de cinema.
foto: Benoit Bouthors
.:exposição fotográfica:.
Cinema On-Set/Off-Set
hotel sofitel lisboa - av. da liberdade
até 14 de novembro. das 10h às 22h
Da PolkaGalerie.
Fotografias de Raymond Cauchetir, Alain Loison, Stefano de Luigi, Derek Hudson e Sébastien Micke.
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | PROGRAMA PARALELO | 63
.:ciclo:.
Cinema e Literatura
lisboa - reitoria da universidade 10 a 12 outubro
seixal - auditório mun. fórum cultural 12, 15, 16, 18 e 19 outubro
setúbal - auditório municipal charlot 22 a 27 outubro*
*Programa sujeito a alterações
L’Année Dernière à Marienbad
O Último ano em Marienbad
de: Alain Resnais | 1961 | 1h34 | Filme legendado em português
Baseado na obra de Alain Robbe-Grillet, nome emblemático do nouveau roman. Um
filme inclassificável, reflexão sobre o tempo e o espaço, que recusa todos os códigos
clássicos (e reconhecíveis) da dramaturgia, e que, marca um dos momentos em que o
cinema mais se aproximou da pura abstracção.
peau d’âne
A Princesa com pele de burro
de: Jacques Demy | 1970 | 1h40 | Filme legendado em português
Um conto de fadas sobre uma princesa, com quem o seu próprio pai quer casar-se.
Ela fugirá de casa, fingirá ser camponesa e acabará por se casar com o seu príncipe
encantado. O filme também é uma homenagem a um dos clássicos do cinema francês,
La Belle et la Bête, de Jean Cocteau. E este conto de fadas é entremeado com variadas
canções, que vão de um duo de amor a uma receita de bolos.
La cérémonie
A Cerimónia
de: Claude Chabrol | 1995 | 1h42 | Filme legendado em português
Uma família francesa de classe alta contrata uma nova criada, Sophie. Tudo corre bem
até Sophie conhecer Jeanne, uma funcionária dos correios pouco equilibrada que partilha com ela segredos e memórias muito semelhantes aos seus...
beau travail
de: Claire Denis | 1999 | 1h30 | Filme legendado em português
Este filme não é apenas a história sobre um grupo de legionários anacrónicos, perdido
na memória do sargento Galoup. Claire Denis concentra-se nos corpos, filmando-os
com sensualidade e é através deles que nos convida para a dança do filme.
la belle endormie
de: Catherine Breillat | 2010 | 1h30 | Filme legendado em português
Uma jovem princesa é o tema de um cabo-de-guerra entre as bruxas, enquanto ambas
lutam para encontrar o antídoto ideal para uma sentença de morte incutida por uma
irmã maquiavélica.
nous, princesses de clèves
de: Régis Sauder | 2011 | 1h09 | Filme legendado em português
A ação desenrola-se em 1558, na corte do rei Henrique II. Mademoiselle de Chartres,
após tornar-se princesa de Clèves, conhece o duque de Nemours. Entre eles nasce um
amor imediato e fogoso. Nos dias de hoje, em Marselha, os alunos do Lycée Diderot
entram no universo de “A Princesa de Clèves”, para falar deles próprios. Aos 17 anos,
amamos intensamente, dissimulamos, confessamos. Esta é a idade das primeiras escolhas e sacrifícios.
14ª Festa
14ª Festa
do Cinema
do Cinema
Francês
Francês
2013 |2013
| ANTESTREIAS
PROGRAMA
PARALELO | 65
.::concerto::.
Agnès Jaoui
~dans mon pays~
lisboa - lux frágil
quinta-feira, 17 de outubro, 23h00
É com enorme prazer que Agnès Jaoui volta a apresentar-se em concerto em Lisboa, desta vez com o seu El
Quintet Oficial. Com um amor que já vem de longe pelas músicas cubanas, portuguesas, brasileiras, argentinas
ou andaluzes e, como melómana que é, a música tem sido uma presença permanente na sua vida e o seu campo
de escuta não tem fronteiras. A ligação afectiva de Agnès Jaoui à música portuguesa materializou-se em duetos
com Mísia e Camané. Um sul sem fronteiras é o que nos traz a nossa Madrinha, com o seu Dans mon pays.
>>> integrado no programa
foto: Patrick Swirc
14ª Festa do Cinema Francês 2013 | PROGRAMA PARALELO | 67
informações úteis
salas 14 festa do cinema francês
porto
Auditório da Fundação Serralves
(Rua D. João de Castro, 210, Porto)
– Sessão inaugural
Tel.: 226 156 500
Rivoli Teatro Municipal (Praça D. João I, Porto)
Tel.: 223 392 200 | email: [email protected]
tarifas regulares (*):
Tarifa normal: 3,50 Euros
Tarifas reduzidas (menos de 25 anos e mais de 65 anos): 3,00 Euros
Cartões 5 entradas: 15,00 Euros
Cartões 10 entradas: 25,00 Euros
Sessões escolares: 1,00 Euro/aluno (10 alunos = 1 Professor grátis)
* Preços variáveis nas diferentes salas.
Bilhetes à venda nas salas, nos locais habituais,
em www.bilheteiraonline.pt e www.ticketline.pt.
Os cartões de 5 e 10 entradas só são válidos nos locais onde são adquiridos.
lisboa
Cinema São Jorge
(Avenida da Liberdade, 175, Lisboa)
Metro: Avenida
Tel. Geral: 213 103 400/2 | email: [email protected]
Institut Français du Portugal (Avenida Luís Bívar, 91, Lisboa)
Metro: Saldanha, São Sebastião
Tel.: 213 111 400 | email: [email protected]
Cinemateca Portuguesa (Rua Barata Salgueiro, 39, Lisboa)
Metro: Marquês de Pombal
Tel.: 213 596 200
Preço: 3,20 Euros
Preço estudantes, portadores de cartão jovem, maiores de 65 anos e reformados: 2,15 Euros
Preço Amigos da Cinemateca, alunos de faculdades de cinema: 1,35 Euros
Sala de Cinema Francês (Centro Comercial das Amoreiras, à Avenida Duarte Pacheco, Lisboa)
Metro: Rato
Tel.: 16996 | email: [email protected]
almada
Fórum Municipal Romeu Correia
Auditório Fernando Lopes Graça (Praça da Liberdade, Almada)
Tel.: 212 724 923/27 | email: [email protected]
ª Festa do Cinema
Francês
2013 Francês 2013
68 ||14
| 14ª Festa
do Cinema
ANTESTREIAS
Auditório Parque Biológico Vila Nova de Gaia (Rua da Cunha, Avintes)
Tel.: 227 833 583 | email: [email protected]
guimarães
Centro Cultural Vila Flor
Tel.: 253 424 700/916 329 333
email: [email protected]
(Avenida D. Afonso Henriques, 701, Guimarães)
faroTeatro Municipal de Faro
(Estrada Nacional 125, km 103, Faro)
Tel.: 289 888 110 | Informações: Alliance Française do Algarve | Tel.: 289 828 881
coimbra
Teatro Académico de Gil Vicente
(Praça da República, Coimbra)
Tel.: 239 855 630
Alliance Française de Coimbra | Tel.: 239 701 252
email: [email protected]
[email protected]
bejaPax Julia
(Largo de S.João, Beja)
Tel.: 284 315 090 | email: [email protected]
> extensões >>
* Todas as sessões do Ciclo Cinema e Literatura são de entrada gratuita
Universidade Lisboa (Reitoria da Universidade de Lisboa, à Alameda da Universidade)
Metro: Cidade Universitária
Tel.: 217 967 624/210 113 400 | email: [email protected]
Setúbal - Cinema Charlot Auditório Municipal de Setúbal (Rua Dr. António Manuel Gamito, 11, Setúbal)
Tel.: 265 522 446
Seixal - Fórum Cultural do Seixal (Quinta dos Franceses, Seixal)
Tel.: 210 976 103/915 635 090
14ª Festa
do Cinema
2013 | 69
14ª Festa do Cinema
Francês
2013 |Francês
ANTESTREIAS
Parceiros
Patrocinadores
Transportadora Oficial
Restaurante Oficial
Viatura Oficial
ibis.com
Parceiros Institucionais
Parceiros Media
Televisão Oficial
Jornal Oficial
Apoios Divulgação
Rádio Oficial
Revista Oficial
Parceria Estratégica
Co-Produção
apoios à programação
70 | ANTESTREIAS | 14ª Festa do Cinema Francês 2013
Um Evento
14ª Festa do Cinema Francês 2013 |
ANTESTREIAS | 71
Diretor(a) do Institut français du Portugal
Diretor(a)-adjunto(a) do Institut français du Portugal
Direção e Programação
Programação e Acolhimento de Convidados
Parcerias e Mecenato
Direção de Comunicação e Assessoria de Imprensa
Assistente de Assessoria de Imprensa
Parcerias de Divulgação e Comunicação
Gestão de cópias e Secretariado
Técnico Audiovisual e Coordenação das sessões escolares
Coordenação Porto
Imagem gráfica da 14ªFesta, Catálogo e Spot
Fotografia
Modelo [sob cortesia]
Revisão e conteúdos do catálogo
Impressão do catálogo
Execução do Spot
Conteúdos vídeo
Gestão do site
Sophie Laszlo (até Agosto de 2013)
Azouz Begag
Jean-Pierre Courtiat (até Agosto 2013)
Victoire di Rosa
Jean-Chrétien Sibertin Blanc
Sara Abrantes
Diogo Ferreira
Margarida A. Silva
Joana Sousa
Joana Reis
Jocelyne Barreto
José Neves
Bernard Despomadères
António Afonso e Rita Carmo
[www.espantaespiritosdesign.com]
Rita Carmo [www.ritacarmo.com]
Carolina Portelinha
Sara Abrantes
Tipografia Belgráfica, Lda.
Carlota Mendes
Rita Quelhas e Kate Saragaço-Gomes
Vincent Roye
O Institut français du Portugal agradece às Câmaras Municipais das cidades de Lisboa, Almada, Coimbra, Beja, Faro, Guimarães e Porto, às salas
de cinema que acolhem a Festa, à Alliance française, em particular às de Coimbra, Faro e Guimarães, ao Lycée français Charles Lepierre e ao
Liceu francês do Porto.
E ainda: Agnès Jaoui, Alfredo Amaral, Aluísio Neves, Ana Ferreira, Ana Jesus, Ana Ribeiro, Ana Rita Ramalhete, Ana Silva, Ana Soares, Anabela Afonso, Andreia Martins, Andreia Novais, António Gonçalves, António Magalhães, António Patrício, António Rodrigues, António Saraiva,
António Victor, Arthur de Paiva e Pona, Audrey Cour, Béatrice Dupasquier, Benoît Sauvage, Bruno Faria, Carla Martins, Carla Silveira, Carla Veludo, Carlos Câmara, Carlos Garcia, Carlos Vaz Marques, Carolina Portelinha, Caroline Champetier, Chloé Pais, Chloé Siganos, Christine Houard,
Claire Thibault, Claude Lanzmann, Cláudia Vieira, Corinne Tacchi, Cristina Avelino, Cristina Gonçalves, Cristina Santos, Cristina Torres, Custódia Domingues, David Fren-kel, Delphine Martin, Diane Detollenaere, Diogo Bívar, Dominique Arel, Dominique Hoff, Dora Nobre, Dora Sousa,
Elisabete Cardoso, Elisabete Pires, Elisabeth de Paiva e Pona, Elsa Cavaco, Fátima Raña, Fernando Bessa, Fernando Guerreiro, Fernando Jorge
Torres, Fernando Oliveira, Filipa Martins, Florence Charmasson, Francisco Barbosa, Francisco Marques, Gabriel Godói, Garance Plunier, Gil Silva,
Gonçalo Cruz, Guilherme Moreira, Guive Chaffai, Hugo Lopes, Hugo Pinheiro, Inês Gonçalves, Inês Penalva, Isabel Tadeu, Jacques Mer, Joana
Feiteira, Joana Rodrigues, Joana Silva, Joana Vi-nagre, João Almeida, João Araújo, João Fontes, João Nogueira, João Quintanilha, João Rodrigues,
Jorge Pinto, José Barata, José Bastos, José Soares, JP Simões, Julie Salvador, Justino Romão, Kate Saragaço-Gomes, Laurent Zenier, Laurentina
Pereira, Leonor Santos, Linda Pereira, Lúcia Azevedo, Luís Apolinário, Luís Bastos, Luís Miguel Oliveira, Luis Oliveira, Luís Soares, Luís Vilhena,
Luísa Lopes, Luísa Silva, Luísa Sousa Ávila, Manuel Mendonça, Manuel Reis, Marco Ferro, Margarida Barata, Maria Dolores Iglesias, Maria João
Bettencourt, Maria João Seixas, Maria Madureira, Maria Silva, Maria Sobral, Maria-João Seixas, Marina Uva, Mário Jorge Torres, Marisa Costa,
Marisa Santos, Marta Castanheira, Marta Fernandes, Marta Ferreira, Mathilde Caillol, Michael de Oliveira, Miguel Clarinha, Nadine Gomes,
Natália Ribeiro, Nathalie Julia, Noémie Lvovsky, Nuno Gonçalves, Nuno Marques, Nuno Pina, Nuno Poeira, Nuno Reis, Nuno Santos, Nuno Sena,
Olivier Establet, Olivier Menucci, Paulo Conceição, Pascal Bonitzer, Pascale Bouillo, Patrícia Lima, Patrícia Roman, Paula Teixeira, Paulo Braga,
Paula Vertic, Paulo Aveiro, Paulo Beito, Paulo Pinto, Paulo Rosa, Pedro Azevedo, Pedro Borges, Pedro Marques, Pedro Viegas, Penélope Clarinha,
Philippe Carcassone, Pierre Primetens, Raquel Rodrigues, Raquel Sequeira, Ricardo Lopes, Ricardo Oliveira, Rita Côrte-real, Rita Quelhas, Rosa
Maria Leitão, Rui de Sousa, Rui Medeiros, Rui Pêgo, Rui Pereira, Saad Ramdane, Sabrina Monteiro, Sandrine Boulet, Sara Afonso, Sara Manarte,
Séverine Wemaere, Sílvia Sousa, Sofia Godinho, Sophie Hottat, Sylvie Oliveira, Tércio Borges, Teresa Bello, Themba Bhe-bhe, Thierry Peltreau,
Thomas Legrand, Thomas Rosso, Tiago Andrade, Vincent Van de Winckel, Vinicius Magalhães, Xavier Lardoux, Zé Lencastre.

Documentos relacionados