Relatório e Contas Annual Report

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Relatório e Contas Annual Report
Relatório e Contas
Annual Report
2006
Índice
2
Índice
4
1.
Mensagem do Presidente
2.
Síntese dos principais indicadores
10
O Banco Sol
14
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5
3.6
16
18
18
22
28
44
3.
4.
5.
6.
7.
Órgãos Sociais
Estrutura Accionista
Missão, Estratégia e Valores
Principais Acontecimentos de 2006
Presença Geográfica e Rede de Balcões
Recursos Humanos
Envolvente económica e financeira
48
4.1
4.2
4.3
4.4
Economia Internacional
Mercado Financeiro Internacional
Economia Nacional
Sistema Monetário, Cambial e Financeiro Nacional
50
54
56
60
Síntese de Actividade das Principais Áreas de Negócio
66
5.1
5.2
5.3
5.4
68
72
76
80
Particulares e Empresas
Microcrédito
Operações
Sistemas de Informação
Análise Financeira
84
6.1
6.2
6.3
6.4
6.5
6.6
6.7
6.8
6.9
86
88
90
92
92
94
94
96
98
Síntese Financeira
Evolução dos Resultados Líquidos e da Rendibilidade
Activo Total
Créditos sobre clientes
Provisões para Riscos de Crédito
Recursos Totais de Clientes
Carteira de Títulos
Evolução dos Custos de Transformação
Rácio de Solvabilidade
Demonstrações Financeiras
7.1
7.2
7.3
Balanço
Demonstração dos Resultados
Anexo às Contas
Notas explicativas às Demonstrações Financeiras
100
102
104
106
8.
Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
160
9.
Relatório dos Auditores
164
Análise Financeira
Mensagem
do Presidente
Finacial Analysis
Message
from the President
Mensagem do
Presidente
6
Senhores accionistas,
O ano de 2006 constituiu para o Banco Sol um período de novos e decisivos avanços
no sentido da sua expansão e crescente afirmação no âmbito do sistema financeiro
angolano.
Perante a persistência de um quadro macro-económico muito favorável, evidenciando
níveis de crescimento positivos, o Banco Sol registou, em 2006, um desempenho que
consideramos muito apreciável. Com efeito, ao procedermos a mais um balanço
anual, registamos um considerável crescimento da nossa base de negócios, que se
traduziu numa expansão dos recursos (16%, em relação a 2005) que nos foram confiados
e que permitiu prosseguir a nossa missão básica de intermediação financeira, consubstanciada num acrescido impulso na concessão de crédito (85%, em relação ao
ano anterior).
Numa envolvente de múltiplos desafios, procuramos sempre manter a nossa atenção
no fundamental da nossa actividade, que são os nossos clientes. A nossa proposta foi
bem aceite pelo mercado e os nossos esforços bem sucedidos, como é comprovado
pelo crescendo do número de clientes (77.855 clientes, no final de 2006, contra
47.121, no mesmo período, em 2005) e de resultados.
Assim, a actividade desenvolvida durante o período em causa permitiu ao nosso
Banco alcançar um Cash-Flow de 8.396 milhares de dólares americanos (4.878 milhares
de dólares americanos em 2005), enquanto os Resultados Líquidos se situaram em
4,45 milhões de dólares americanos (3,36 milhões de dólares americanos em 2005),
representando, relativamente ao ano anterior, aumentos de 72,1% e 32,4%, respectivamente. Do Resultado Líquido apurado em 2006, destacamos a contribuição do
Micro-Crédito para aquele resultado, o qual já representa 15,7% daquele valor (0,5%
em 2005).
Foi prosseguida e acelerada a estratégia de expansão da rede de Agências e Postos de
Atendimento, tendo, durante o exercício em análise, sido abertas 11 novas Agências
e Postos de Atendimento, de que destacamos as seguintes: Huambo, Cabinda,
Amílcar Cabral e Morro Bento em Luanda. Por outro lado, em Abril, inauguramos as
novas instalações dos Serviços Centrais II, na Ferrovia, em Luanda, onde passaram a
funcionar as seguintes Direcções: Crédito, Contabilidade, Financeira, Grandes
Empresas e Particulares, Informática, Organização e Métodos, Operações, Gabinete
de Auditoria Interna e Assessoria Jurídica.
Mensagem do
Presidente
8
No âmbito da qualidade dos serviços prestados aos clientes e do lançamento de
novos serviços, destacamos, também, a conclusão do projecto SOLNET e o lançamento do Internet banking do Banco Sol, através do qual o cliente tem disponível o
extracto bancário em formato digital, a visualização de cheques, plano financeiro de
crédito, entre outros serviços.
Elemento chave da estratégia de desenvolvimento do Banco Sol, os recursos
humanos, têm sido alvo de uma atenção permanente, sendo de referir no início de
2007 a constituição do Fundo de Pensões do Banco Sol, o qual será gerido pela
sociedade AAA Pensões, SA, e a criação de um seguro de saúde para todos os trabalhadores do Banco junto da ENSA-Empresa Nacional de Seguros de Angola.
É pois com grande confiança nos destinos do nosso Banco que concluímos o balanço
de mais um ano de actividade, manifestando a quantos têm acompanhado a nossa
acção, em particular ao Banco Nacional de Angola, como autoridade de supervisão,
aos nossos Clientes, como razão da nossa existência, aos nossos Colaboradores, pelo
seu empenhamento, dedicação e competência, expressando aqui, desde já, o nosso
reconhecimento, e à estabilidade e qualidade da nossa estrutura Accionista, o nosso
reconhecido agradecimento.
Sebastião Bastos Lavrador
Presidente do Conselho de Administração
Síntese dos Principais Indicadores
Summary of Main Indicators
Síntese dos
Principais
Indicadores
12
2.1
Síntese dos Principais Indicadores
(expresso em milhares de Dólares Americanos (USD), excepto quando indicado de outra forma)
2006
2005
221.191
188.880
56.239
30.382
197.391
170.721
14.420
10.527
Margem financeira
9.610
5.338
Produto bancário
19.589
11.069
Resultado operacional
5.234
3.457
Resultados antes de impostos
5.079
3.391
Lucro líquido
4.450
3.359
Cash Flow
8.396
4.878
BALANÇO
Activo total (líquido)
Créditos sobre clientes (bruto)
Recursos totais de clientes
Fundos próprios 1
RESULTADOS POR FUNÇÕES
RENDIBILIDADE
Rendibilidade do activo total (ROA)
Rendibilidade dos capitais próprios (ROE)
2,0
1,8
30,1
27,5
11,9
18,2
2,6
1,8
161,4
173,2
SOLVABILIDADE
Rácio de solvabilidade 3
QUALIDADE DO CRÉDITO
Crédito vencido (+90 d)/Crédito sobre Clientes (em %)
Cobertura do crédito vencido por provisões (em %)
PRODUTIVIDADE, EFICIÊNCIA E CRESCIMENTO
Cost-to-income 2 (em %)
56,3
55,3
Activo total (líquido)/Custos com o pessoal
47,1
61,5
Crescimento do crédito/Crescimento dos depósitos
8,9
0,6
Crescimento dos resultados/Crescimento do crédito
0,4
0,7
77.855
47.121
31
20
Colaboradores do Banco (número)
324
254
Colaboradores/Agências e Postos de atendimento
10,4
12,7
Clientes (número)
Agências e Postos de Atendimento (número)
1) Calculado de acordo com as regras do BNA-Banco Nacional de Angola (Aviso nº05/2003) sem considerar distribuição de resultados
2) Gastos gerais administrativos/Produto bancário
3) Fundos próprios sobre o total dos activos ponderados pelo risco (Instrutivo nº15/2003 do BNA)
Análise
O
BancoFinanceira
Sol
Finacial
Analysis
Banco Sol
O Banco Sol
16
3.1
Órgãos Sociais
Mesa da Assembleia Geral
Presidente
Dra. Joana Lina Ramos Baptista
Vice-Presidente
Dr. Manuel da Cruz Neto
Secretário
Engº Noé Baltasar
Conselho de Administração
Presidente
Sebastião Bastos Lavrador
Vice-Presidente
Dr. Coutinho Nobre Miguel
Administrador
Dr. Paulo Sérgio Lavrador
Conselho Fiscal
Presidente
Dr. António Manuel Graça
1º Secretário
Dra. Artemísia Lemos
2º Secretário
KPMG, representada pelo Dr. José
Cequeira
O Banco Sol
18
3.2
Estrutura Accionista
Em 31 de Dezembro de 2006 o Capital Social do Banco Sol, no valor de cinco milhões
de dólares americanos, correspondente a 1.000.000 de acções, de valor nominal de 5,00
USD (400,00 AKZ) cada, era detido por 10 accionistas, repartidas entre particulares e
empresas.
Posições accionistas iguais ou superiores a 5% do capital do Banco Sol
Accionistas
SANSUL
Sebastião Bastos Lavrador
Natalino Lavrador
Noé Baltasar
Outros
3.3
Nº de acções detidas
550.000
200.000
150.000
50.000
50.000
% do capital detida
55
20
15
5
5
Missão, Estratégia e Valores
Missão
Embora o objecto social do Banco Sol contemple uma gama universal de serviços
financeiros clássicos e a retalho, desde o início da sua actividade, em Outubro de
2001, o microcrédito tem sido um dos pilares estratégicos que tem norteado a actividade do Banco Sol, tendo em vista, sempre, o seu contributo para o desenvolvimento
económico e social de Angola. Este continua e continuará a ser, sem dúvida, um dos
aspectos da nossa missão.
A adequada rendibilidade do Banco Sol, através das melhores práticas de gestão e de
serviço, constituem um objectivo essencial da nossa actividade.
Simultaneamente à sua principal missão, o Banco Sol concorrerá, também, para a criação
de valor para os seus Clientes, Colaboradores, Fornecedores, Accionistas e demais
intervenientes da sociedade angolana, respeitando sempre, as relações entre estes.
O Banco Sol
20
Estratégia
Atendendo à sua missão, as principais linhas estratégicas do Banco passam pela
responsabilidade pelo cumprimento desses objectivos anteriormente assumidos,
isto é, pelo aprofundamento do enfoque nos negócios core (microcrédito e retalho),
através da crescente implantação geográfica no país, na permanente disponibilidade
para abraçar a inovação tecnológica ao serviço da actividade bancária, permitindo
deste modo uma melhoria na qualidade do serviço prestado e corresponder, ao
mesmo tempo, às necessidades dos nossos Clientes, na requalificação dos nossos
Colaboradores, criando-lhes perspectivas de desenvolvimento de carreira atraentes
e na preparação antecipada de respostas adequadas e oportunas a desafios e
obstáculos futuros.
Valores
Neste quadro, a relação do Banco Sol com os seus Clientes é sustentada numa base
de confiança, isto é, qualquer negócio ou operação bancária pauta-se por padrões
éticos, eficazes e de responsabilidade, tendo sempre presente as expectativas e
necessidades dos Clientes.
Por outro lado, a transparência e comunicação junto dos Clientes de forma a que
estes tomem as suas decisões de uma forma clara e simples, sustentam a relação
entre aqueles e o nosso Banco.
Os traços gerais da cultura do nosso Banco são a independência da gestão, a flexibilidade organizativa, o trabalho de equipa, a rigorosa administração de riscos e a segura
criação de valor.
O Banco Sol
22
3.4
Principais Acontecimentos de 2006
Janeiro
Participação na abertura das jornadas da UNACA (Confederação
das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-Pecuárias de
Angola) sobre os festejos do XVI aniversário da sua constituição.
Fevereiro
Participação e principal interveniente num seminário direccionado
para a formação e apoio às Micro e Pequenas Empresas promovido pela ATREINE (Agência de Treinamento e Apoio às Micro e
Pequenas Empresas).
Abril
É inaugurada a Agência do Huambo.
É inaugurado o Posto de Atendimento da Alfândega de Cabinda.
A Assembleia Geral Anual, em que estiveram presentes ou representados accionistas detentores de 100 % dos direitos de voto, aprovou
com 100% dos votos a favor, o Relatório e Contas de 2005 e a proposta de aplicação de resultados.
São apurados os resultados do primeiro trimestre de 2006. O lucro
líquido atinge os 94.585 milhares de AKZ (1.177 milhares de USD).
É inaugurado o Posto de Atendimento da Alfândega de Landâna em
Cabinda.
É inaugurado o Posto de Atendimento da Alfândega de Malongo em
Cabinda.
É concluído o projecto SOLNET e lançado o Internet banking do
Banco Sol, através do qual o cliente tem disponível o extracto
bancário em formato digital, a visualização de cheques, plano financeiro de crédito, entre outros serviços.
O Banco Sol
24
São inauguradas as novas instalações dos Serviços Centrais II no
Ferrovia, em Luanda. Nestas instalações passaram a funcionar as
seguintes Direcções: Crédito, Contabilidade, Financeira, Grandes
Empresas e Particulares, Informática, Organização e Métodos,
Operações, Gabinete de Auditoria Interna e Acessoria Jurídica.
Participação num encontro promovido pela CLUSA (Liga das
Cooperativas dos Estados Unidos da América) relacionado com o
microcrédito agrícola.
O Banco Sol promove o lançamento do programa de microcrédito
na comuna de Bom Jesus, Município de Catete, província do Bengo.
Junho
Participação e orador no workshop sobre capital e fontes de investimentos promovido pela ATREINE.
Julho
São apurados os resultados do segundo trimestre de 2006. O lucro
líquido atinge os 167.486 milhares de AKZ (2.084 milhares de USD).
É inaugurada a Dependência Amílcar Cabral em Luanda.
É inaugurado o Posto de Atendimento do Entreposto Comercial na
Estrada do Cacuaco na província de Luanda.
É inaugurado o Posto de Atendimento das Heroínas em Luanda.
É inaugurado o Posto de Atendimento do Bom Jesus em Luanda.
É inaugurado o Posto de Atendimento da Jembas VI no Lubango,
província de Huíla.
O Banco Sol
26
Agosto
É inaugurada a Dependência de Cabinda.
Em 26 de Agosto é assinado um contrato de mútuo e acordo interbancário relativo a uma operação de financiamento à Sonangol, EP
no valor de 12 mil milhões de Kwanzas, através de sindicato
bancário, do qual fazem parte, para além do Banco Sol, o Banco
Africano de Desenvolvimento, SA, o Banco de Fomento Angola,
SARL, o Banco de Poupança e Crédito, SARL, o Banco Totta de
Angola, SA, o Banco Comércio e Indústria, SARL e o Banco
Millennium Angola, SA.
Setembro
É solicitada a S. Excelência Dr. José Pedro de Morais, Ministro das
Finanças, autorização para constituição do Fundo de Pensões do
Banco Sol o qual será gerido pela AAA Pensões, SA.
Outubro
São apurados os resultados do terceiro trimestre de 2006. O lucro
líquido atinge os 226.389 milhares de AKZ (2.817 milhares de USD).
Participação no II Fórum Nacional sobre Microfinanças promovido
pelo Ministério da Família e Promoção da Mulher.
Novembro
É inaugurada a Dependência do Morro Bento em Luanda
Participação num encontro sobre Microcrédito promovido pela
CLUSA.
Dezembro
O Banco Sol regista um lucro líquido no exercício de 2006 de
357.149 milhares de AKZ (4.450 milhares de USD), a que corresponde
uma rendibilidade dos capitais próprios de 30,1%.
O Banco Sol
28
3.5
Presença Geográfica e Rede de Balcões
Presença Geográfica
Agência de Cabinda
Posto da Alfândega de Cabinda
Posto da Alfândega de Landâna
Posto da Alfândega do Malongo
Sede - Serviços Centrais I
Serviços Centrais II
Agência Katyavala
Dependência da Mutamba
Dependência do Cazenga
Dependência do Cruzeiro
Dependência do Bairro Popular
Dependência do São Paulo
Dependência Amílcar Cabral
Dependência da Alfândega de Luanda
Dependência do Porto de Luanda
Posto da Jembas I
Posto da Martal
Posto da Jembas II
Posto da Jembas IV
Posto da Jembas V Atlântico
Posto Entreposto Comercial
Posto das Heroínas
Posto do Morro Bento
Dependência do Américo Boa Vida
Posto da Jembas III/ Soyo
Posto da Alfândega do Soyo
Agência de Caxito
Posto do Bom Jesus
Posto da Coca-Cola
Cabinda
Agência de Malanje
Zaire
Luanda
Bengo
Uíge
Kwanza
Norte Malanje
Bié
Moxico
Huíla
Agência do Kuito
Namibe
Cunene
Posto das Jembas VI
Agência do Lobito
Posto da Alfândega do Lobito
Lunda
Sul
Kwanza
Sul
Benguela Huambo
Lunda
Norte
Cuando Cubango
Agência do Huambo
O Banco Sol
30
Rede de Balcões
Luanda
Sede - Serviços Centrais I
Conselho de Administração, Direcção de Recursos Humanos, Direcção de
Patrimônio e Direcção de Pequenas, Médias Empresas e Particulares
Rua Rei Katyavala nº 110/112
Município da Ingombota. Bairro Maculusso Zona 8
Tel: 222 440330 / 440215 / 440340 / 440375
Fax: 222 440226
Serviços Centrais II
Direcções: Crédito, Contabilidade, Financeira, Grandes Empresas e Particulares,
Informática, Organização e Métodos, Operações, Gabinete de Auditoria Interna e
Acessoria Juridica
Rua das Quipacas
Tel: 222 310 622/ 310 407 / 310 975 / 311 738
Fax: 222 311 361
Agência Katyavala
Gerente: Lígia Camilo
e-mail: [email protected]
Subgerente: Erica Santos
Rua Rei Katyavala nº 110/112
Município da Ingombota. Bairro Maculusso Zona 8
Tel: 222 440330 / 222 440316
Fax: 222 440318
Dependência da Mutamba
Gerente: Nuria Almeida
e-mail: [email protected]
Subgerente: Eunice Coelho
Rua Amilcar Cabral nº933 - Município da Ingombota
Tel: 222 390715 / 222 393437
Fax: 222 394968
O Banco Sol
32
Dependência do Cazenga
Gerente: João Manuel dos Santos
e-mail: joã[email protected]
Subgerente: Cristovão José dos Santos
Rua do Comércio Bairro Tala Hady, Zona 19. Lote nº3 R/C. Município do Cazenga
Tel: 222 381380
Fax: 222 381094
Dependência do Cruzeiro
Gerente: Antonieta Domingos
e-mail: [email protected]
Subgerente: Viriato Capita
Rua Cônego Manuel das Neves nº 109 R/C. Bairro Patríce Lumumba Zona 7
Tel: 222 447791/222 446995
Fax: 222 445493
Dependência do Bairro Popular
Gerente: Beatriz Martinez
e-mail: [email protected]
Subgerente: Mario Cosme
Rua Manuel do Nascimento, estabelecimento nº 42/44 R/C,Zona 12 Bairro Popular
Tel: 222 266297/222 265985/222 266170
Dependência do São Paulo
Gerente: Dário Airosa
e-mail: [email protected]
Subgerente: Cármen Gourgel
Rua do Quicombo, Estabelecimento nº A R/C, prédio nº13
Tel: 222 44777/ 222 445653/ 222 446516/ 222 447717
Dependência Amílcar Cabral
Gerente: Euridice Marta
e-mail:[email protected]
Subgerente: Fernando Campos
Rua Amílcar Cabral nº1 /1 A Frente
Contactos: 222 397 603; 222 394 242; 222 394 806 e 222 339 023
O Banco Sol
34
Dependência da Alfândega de Luanda
Gerente: Isarina Sousa
e-mail:[email protected]
Avenida 4 de Fevereiro (dentro das Instalações da Alfândega de Luanda), Município
da Ingombota
Tel: 222 310640
Dependência do Porto de Luanda
Gerente: Maria João Lopes
e-mail:[email protected]
Rua Avenida 4 de Fevereiro (dentro das instalações do Porto de Luanda). Município
da Ingombota
Posto da Jembas I
Responsável: Núria Almeida
e-mail:[email protected]
Rua Rainha Ginga nº 194. Município da Ingombota
Posto da Martal
Gerente: Ana Nunes
Rua Marien Nguabi nº166/172, Bairro António Barroso. Município da Maianga
Posto da Jembas II
Gerente: Décio Freitas
e-mail:[email protected]
Avenida Revolução de Outubro, Bairro Cassenda, Município da Maianga
Tel: 222 359170
Posto da Jembas IV
Gerente: Ana Pais
e-mail:[email protected]
Estrada de Calumbo, Município da Viana.
Tel. 222 320629 /222 638588
O Banco Sol
36
Posto da Jembas V Atlântico
Responsável: Antonieta Domingos
e-mail:[email protected]
Largo do Soweto, Bairro Vila Alice
Tel. 222 638294
Posto Entreposto Comercial
Gerente: Maria da Graça Costa
e-mail:[email protected]
Estrada de Cacuaco
Km. 4
Bairro N´gola Kiluange
Posto das Heroínas
Gerente: Benedita Oliveira
e-mail:[email protected]
Rua Ho Chi Min
Tel. 222 327786/ 222 329222/ 222 329200/ 222 329220
Posto do Morro Bento
Gerente: Anada Pegado
e-mail: [email protected]
Subgerente: Alice Ebo
Estrada do Futungo, Morro Bento 2
Tel.222 460888/ 222 460420/ 222 460227
Dependência do Américo Boa Vida
Gerente: Nárcia Pinto
Subgerente: Isaac Jorge
Avenida Hoji-Ya-Henda (Inst. do Hospital Américo Boavida)
Tel.222 386906/ 222 388534/ 222 388302/ 222 386338
O Banco Sol
38
BENGO
Agência de Caxito
Gerente: Mauro Airosa
e-mail: [email protected]
Rua Direita de Caxito S/N. Rua Principal (entroncamento com o desvio para o Ambriz)
Tel: 234 281056
Posto do Bom Jesus
Responsável: Ana Pais
Vila do Bom Jesus
Município de Icolo e Bengo
Posto da Coca-Cola
Responsável: João Santos
Vila do Bom Jesus (Dentro da fábrica da Coca-Cola)
Município de Icolo e Bengo
ZAIRE
Posto da Jembas III/ Soyo
Gerente: Jofre Silva
Rua: Kuikala Kuiaco, Entrada da Base do Kuanda, Soyo
Tel: 92348523
Posto da Alfândega do Soyo
Gerente: Jofre Silva
Rua: (Dentro das Instalações da Alfândega do Soyo)
Tel: 92348523
O Banco Sol
40
MALANJE
Agência de Malanje
Gerente: Maria da Graça Santos
e-mail: [email protected]
Subgerente: Makassai Gonçalves
Rua Comandante Dangereux S/N
Tel: 251 20006
Fax: 251 21413
LOBITO
Agência do Lobito
Gerente: Ilda Maduro
e-mail: [email protected]
Subgerente: Cintia Frederico
Rua 25 de Abril, Lobito
Tel: 272 226043
Fax: 272 226044
Posto da Alfândega do Lobito
Gerente: Ruth Kuvinga
Avenida da Independência n.º 57/59, Edifício da Alfândega
Tel: 272 25974
Fax: 272 25975
BIÉ
Agência do Kuito
Gerente: Ruth Arsénio
e-mail: [email protected]
Subgerente:Albertina Ngombo
Rua: Rua Sagrada Esperança S/N.º
Tel: 248 70246
O Banco Sol
42
HUAMBO
Agência do Huambo
Gerente: Alexandre Mande
email: [email protected]
Rua: Castro Soromenho, n.º8, 10 e 12, R/C, R.ª do Comando da Policia Provincial
Tel: 241 223541/241 223542/241 223543
Fax: 241 223544
CABINDA
Agência de Cabinda
Gerente: Emanuel Domingos
email: [email protected]
Subgerente: Rachy Antonio
Rua das Forças Armadas
Cabinda
Tel: 231 220 755 / 756 / 757
Posto da Alfândega de Cabinda
Responsável: Emanuel Domingos
Rua: Alfândega de Cabinda, ao lado do Porto de Cabinda.
Posto da Alfândega de Landâna
Rua: Alfândega de Landâna
Posto da Alfândega do Malongo
Rua: Alfândega do Malongo
HUILA
Posto das Jembas VI
Rua Câmara Leme, nº 903
Lubango
Tel: 244 612 07 88 / 261 223 35 56
O Banco Sol
44
3.6
Recursos Humanos
O quadro de pessoal registou um reforço de 70 colaboradores comparativamente a
2005. Em relação à estrutura etária, o Banco Sol tem mantido a política de recrutamento de quadros jovens com alto potencial de desenvolvimento profissional mantendo
a sua média etária nos 28 anos.
Colaboradores do Banco Sol
Principais indicadores
2006
2005
2004
Colaboradores
324
254
120
Homens (%)
49,1
50,6
54,2
Mulheres (%)
50,9
49,4
45,8
28,4
28,3
29,2
Colaboradores nos Serviços Centrais I e II
83
68
42
Colaboradores afectos ao Microcrédito
33
37
6
206
148
72
Média de idades
Colaboradores nas Agências e Postos de Atendimento
A mobilização e a formação dos colaboradores por forma a enriquecer as suas habilitações e a responder aos constantes desafios do mercado foram acções que a gestão
de recursos humanos procurou implementar e/ou aperfeiçoar, de forma integrada.
Durante o ano de 2006, foi prosseguido o esforço de formação, tendo-se realizado 13
acções de formação (11 externas e 2 internas) nas quais participaram 135 colaboradores. Do conjunto das acções de formação realizadas, destaca-se pela sua
importância na cultura do Banco e preparação nas técnicas de gestão bancária, as
seguintes: Atendimento, Operações Bancárias-Gerais e Comuns, Avaliação de
Desempenho, Formação Banka e Banca-Estrutura e Funções.
Este esforço (na formação) revelou-se necessário, atendendo não só ao elevado
número de jovens admitidos, mas também à necessidade de manter os conhecimentos actualizados.
O Banco Sol
46
Em 31 de Dezembro de 2006, o efectivo era composto maioritariamente, e pela
primeira vez na história do Banco Sol, por mulheres (51%).
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
Homens
Mulheres
2004
2005
2006
Na distribuição por habilitações literárias, no final do ano de 2006, verifica-se um predomínio de colaboradores com nível médio.
Os custos com o pessoal, em 2006, tiveram um acréscimo de 52,9% em relação ao ano
anterior como consequência do crescimento do quadro de colaboradores (27,3%), do
reajustamento salarial e do pagamento do prémio de produtividade (dividendos) aos
trabalhadores.
A protecção dos interesses dos Clientes, com dedicação, lealdade e sigilo, foi e
continuará a ser um dos princípios da ética empresarial e das normas de conduta dos
nossos Colaboradores.
Envolvente Económica e Financeira
Economic and Financial Environment
Envolvente
Económica e
Financeira
50
4.1
Economia Internacional
Economia mundial
Evolução do PIB
12,0
10,0
8,0
2004
2005
6,0
2006
4,0
2,0
0,0
EUA
Zona
Euro
China
Japão
África
A economia mundial terá registado em 2006 um crescimento robusto correspondendo
ao quarto ano consecutivo de expansão acima do potencial. Os valores disponibilizados
pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam para uma expansão da actividade
económica mundial acima dos 5% em 2006 (3,7% em 2005). Esta taxa de crescimento
em torno dos 5,0% permitiu atingir o melhor desempenho económico dos últimos 30
anos a nível global.
Por outro lado, os principais índices accionistas na Europa (DAX alemão e IBEX
espanhol) e nos Estados Unidos (Dow Jones) observaram ganhos significativos tendo-se
valorizado, respectivamente 22%, 33% e 16% cada um, em resultado de uma conjuntura
de ampla liquidez.
O comportamento das mais relevantes economias asiáticas, a forte expansão da
actividade económica do Leste europeu e a forte recuperação da economia da Zona
Euro contrabalançaram o abrandamento a que se assistiu nos Estados Unidos da
América a partir da Primavera.
Envolvente
Económica e
Financeira
52
Estados Unidos da América
Segundo o relatório disponível do FMI a economia americana terá crescido 3,3% em
2006 mantendo a trajectória de abrandamento iniciada no primeiro trimestre do ano
e muito aquém do seu potencial (3,6% em 2005). Para esta situação, dois sectores
importantes da economia americana deram a sua contribuição: habitação e automóvel.
Contudo, e apesar da queda do valor das habitações causar um sentimento de empobrecimento das famílias americanas, o consumo privado registou uma expansão de
cerca de 3,1% suportado por uma evolução favorável dos preços da gasolina e por um
crescimento forte dos salários e do rendimento disponível. O andamento da inflação
manteve-se consistente durante o ano tendo o último valor apurado registado 2,2%
(3,4% em 2005).
O abrandamento da actividade e a manutenção das taxas de juro de referência, a partir
do segundo semestre do ano, conduziram a uma pressão no sentido descendente do
dólar americano em relação ao euro. Confirmando as projecções do final de 2005, o
Euro valorizou-se, face ao dólar americano, em cerca de 11%.
Zona Euro
A referida melhoria da conjuntura económica europeia foi evidente ao longo de todo
o ano, com sucessivas revisões em alta ao crescimento publicado. Este terá excedido
o potencial em todos os trimestres do ano, permitindo dar a conhecer o melhor
período em termos de actividade económica desde o ano 2000. Nem mesmo o nível
elevado dos preços das matérias-primas energéticas, manteve os investidores
receosos no que diz respeito ao comportamento futuro da economia na Zona Euro.
O PIB terá crescido 2,2% em 2006 (1,4% em 2005), com a inflação a situar-se nos 2,2%
(igual taxa em 2005).
Ásia
Relativamente à Ásia, destaque para mais um ano de crescimento à volta dos 10,7%
(10,2% em 2005) anuais por parte da China. No Japão, o arrefecimento da economia a
que se assistiu depois do primeiro trimestre contribuiu para que se sucessivamente
as estimativas quanto ao momento do próximo aumento fossem gradualmente
postecipadas. A economia nipónica terá crescido em 2006 cerca de 2,7% (2,6% em
Envolvente
Económica e
Financeira
54
2006). Excluindo o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia, esta região económica terá
conhecido uma expansão pelo terceiro ano consecutivo acima dos 8,0% o que em
conjunto com a manutenção de fortes superavites das balanças comerciais, contribuiu
para que a confiança dos investidores permanecesse elevada.
África
Relativamente à África subsariana, e tendo por base as previsões do FMI, conclui-se
que a maioria dos países exportadores de produtos de base não ganhou (nos termos
de troca) com a escalada dos preços das commodities nos mercados internacionais,
mas houve casos positivos, como o de Moçambique, entre outros, que beneficiou
com a cotação do alumínio.
Enquanto a África do Sul deverá crescer 4,2% (4,9% em 2005), Angola pulverizará os
restantes países do continente com uma taxa de crescimento real do PIB a rondar os
19,5% (20,6% em 2005).
Contudo, a economia africana continuará a apresentar resultados em 2006 animadores,
isto é, estima-se que o PIB tenha crescido acima dos 5% (4,7% em 2005).
4.2
Mercado Financeiro Internacional
A evolução favorável do crescimento económico, a par com números da inflação mais
elevados, especialmente no início do ano, contribuíram para que os principais Bancos
Centrais voltassem durante 2006 a decretar acréscimos adicionais das respectivas taxas
directoras. Neste capítulo, destaque para o aumento, logo no primeiro trimestre do
ano, da taxa de referência japonesa, a qual aconteceu pela primeira vez em cinco anos.
Nos Estados Unidos da América, a Reserva Federal optou a partir do Verão por deixar
inalterado o nível dos Fed Funds, em consequência do arrefecimento do mercado
habitacional e números mais benignos em termos de inflação.
As principais praças bolsistas mundiais deram a conhecer em 2006 novas subidas. No
caso europeu, os respectivos índices registaram ganhos, pelo segundo ano consecutivo,
em torno dos 20%, impulsionados pelo início de notícias relacionadas com fusões e
aquisições, recuperação económica e maior controlo, especialmente no final do ano,
dos preços energéticos. A tendência de subida foi interrompida apenas em Maio e
Junho depois do Banco Central do Japão ter decretado um acréscimo dos juros directores.
Envolvente
Económica e
Financeira
56
Contudo, as principais praças accionistas encerrariam o ano nos níveis de início
de 2000.
O sistema bancário internacional apresentou um comportamento positivo em 2006,
com aceleração do volume de crédito concedido, em virtude da recuperação da
actividade e da persistência de condições de financiamento atractivas. Apesar de permanecer um contexto de intensa concorrência, com repercussão no estreitamento
da margem financeira, a capacidade de expansão da base de negócio e de captação
de fontes de receita alternativas mais do que compensou o efeito anterior.
4.3
Economia Nacional
De acordo com as informações contidas no Orçamento Geral do Estado (OGE), a
economia angolana terá crescido 19,5% em 2006 (20,6% em 2005), continuando a registar
no ano em análise e no próximo (o Banco Mundial estima um crescimento para 2007
de 30,2% (31,2% é o valor inscrito no OGE para 2007, em relação ao crescimento do
PIB) as maiores taxas de crescimento mundial.
25,0
20,0
15,0
Evolução do PIB
10,0
5,0
0,0
2003
2004
2005
2006
O crescimento registado em 2006 continuou a ser sustentado pelo crescimento do
sector petrolífero (21,2%, contra 26% no ano anterior), embora o sector nãopetrolífero tenha registado um crescimento assinalável de 17,2% (14,1% em 2005),
com especial destaque para a evolução dos sectores da construção (crescimento de
66%), indústria extractiva (41,7%), indústria transformadora (30,7%) e energia (28,3%).
Envolvente
Económica e
Financeira
58
O sector agrícola, empregando mais de 60% da população, contribuiu 8,6% para o PIB
(7,2% em 2005). A produção de café poderá ter duplicado a sua produção em 2006
para um total de 10 mil toneladas, destancado-se dos vários projectos implementados,
um projecto-piloto de reabilitação da produção alimentar na província do KwanzaSul (município de Amboim) avaliado em 8,5 milhões de dólares americanos.
Em relação à inflação, e como se pode constatar no mapa abaixo, mantem-se a
tendência de anos anteriores, isto é, uma desaceleração significativa, consolidando-se
deste modo a estabilidade dos preços de bens e serviços. No final de 2003, a taxa de
inflação atingia o valor de 76,5%, situando-se em Dezembro de 2006 em cerca de
12,21%, mantendo as autoridades a expectativa de em 2007 atingir os 10%.
100,0
80,0
76,5
60,0
Inflação
40,0
31,0
20,0
18,5
12,2
0,0
2003
2004
2005
2006
Assim, para além dos objectivos atrás referidos (crescimento do PIB e queda da
inflação), as autoridades angolanas incluíram outros no biénio 2005-2006, os quais
vieram a ser atingidos, como foram o aumento das Reservas Internacionais Líquidas,
fruto da evolução favorável do preço do petróleo nos mercados internacionais, da criação
de condições para o investimento privado, do aumento do investimento público
levado a cabo no Programa de Reconstrução Nacional, a apreciação real do kwanza,
a queda das taxas de juro e o aumento do crédito concedido à economia.
Envolvente
Económica e
Financeira
60
4.4
Sistema Monetário, Cambial e Financeiro Nacional
Face à estabilização da situação macro-económica do país, um clima de confiança
instalou-se entre os agentes económicos e as instituições bancárias. Assim, no exercício
de 2006, o crédito à economia concedido pelo sistema bancário registou um crescimento de 39,2%, quando expresso em kwanzas, registando um crescimento absoluto
de 94.446 milhões de kwanzas.
Evolução do Crédito e dos Depósitos
(em milhões de kwanzas)
500.000
400.000
Crédito (MN)
300.000
Crédito (ME)
200.000
Depósitos (MN)
Depósitos (ME)
100.000
0
2004
2005
2006
O crédito concedido em moeda nacional registou um decréscimo de 1,1% face ao
valor do crédito concedido em 2005, mas o crédito em moeda estrangeira registou
um aumento de 90,1% em relação ao ano anterior. O crédito em moeda estrangeira
representava em 31 de Dezembro de 2006 60% do total de crédito concedido.
Por sua vez, os depósitos cresceram 62,8% em relação a 2005, tendo os depósitos em
moeda nacional e estrangeira crescido, respectivamente, 42,8% e 81%, em relação ao
ano anterior. Os depósitos em moeda estrangeira representavam 58,3% (52,5%, em
2005) do total de depósitos.
Por sectores de actividade, particulares (crescimento de 44%, em relação a 2005),
comércio por grosso e a retalho (acréscimo de 247%, em relação ao ano anterior) e
indústria extractiva (298%, idem, em relação a 2005) foram os sectores que se
destacaram no âmbito do recurso ao crédito.
Envolvente
Económica e
Financeira
62
A crescente estabilização do kwanza faz parte da política monetária do sistema
financeiro angolano tendo a moeda nacional apreciado ligeiramente (0,7% em 2006,
contra 4,38% em 2005) face ao dólar americano.
Evolução da taxa de câmbio real (USD/AKZ)
90,00
88,00
86,00
84,00
82,00
80,00
78,00
76,00
74,00
89,19
85,99
83,94
80,79
80,37
80,19
06
zDe
06
n-
Ju
05
zDe
05
n-
Ju
04
zDe
04
n-
Ju
Devido ao comportamento favorável das contas externas, durante 2006, as reservas
em dólares americanos, aumentaram168% em relação a 2005.
Em 2006, e tal como no exercício anterior, a participação dos agentes económicos
financeiros e não financeiros no mercado de títulos foi novamente encorajada pelas
autoridades responsáveis pela política monetária e cambial. Os Títulos do Banco
Central (TBC), em posse dos agentes económicos não financeiros, cresceram na
ordem de 81%, em relação a 2005, tendo as autoridades passado a emitir perto do
final do ano TBC’s a um ano, cuja taxa de colocação inicial foi de 7,77%.
As taxas de juro dos Títulos do Banco Central (TBC’s) mantiveram uma tendência
decrescente até meados do ano, terminando, contudo o ano a subir. A sua evolução
no último exercício foi a seguinte:
Envolvente
Económica e
Financeira
64
12,00
10,00
8,00
28 dias
63 dias
91 dias
182 dias
364 dias
6,00
4,00
2,00
0,00
Dez-05
Jul-06
Out-06
Nov-06
Dez-06
As taxas de juro das operações activas e passivas (principalmente em moeda
nacional) praticadas pelas instituições financeiras reduziram-se substancialmente ao
longo do ano 2006.
As taxas de juro nominais aplicadas ao crédito (em moeda nacional) que em
Dezembro de 2005 se situavam entre 36%-68% reduziram-se para 6,25%-14,04% em
Dezembro de 2006. Por sua vez, as taxas de juro nominais aplicadas ao crédito (em
moeda estrangeira) que em Dezembro de 2005 se situavam entre 8,4% e 9,5% reduziram-se para 4,4% e 8,7% em Dezembro de 2006.
As taxas de remuneração dos depósitos (em moeda nacional) domiciliados na banca
comercial reduziram-se, também, em função das maturidades de 2,71% a 9%, em
2006, contra 9,95-30% em Dezembro de 2005.
As taxas de remuneração dos depósitos (em moeda estrangeira), por sua vez, com
maturidades superiores a 91 dias subiram, situando-se em intervalos de 3,39%-6,04%,
contra 2,85%-1,89% em 2005.
Síntese de Actividade das
Principais Áreas de Negócio
Summary of Operations in Main
Business Areas
Síntese de Actividade
das Principais Áreas
de Negócio
68
5.1
Particulares e Empresas
No âmbito da sua actividade comercial, o Banco Sol deu continuidade, em 2006, aos
resultados alcançados em anos anteriores tendo o crédito concedido a clientes
registado um aumento de aproximadamente 60.080 milhares de dólares americanos, o que representa um crescimento de 77,4% em relação ao ano de 2005.
A rede comercial viu crescer a sua actuação no mercado com 31 Agências e Postos de
Atendimento em funcionamento (em 2005, eram 20). O resultado de conjugação de
sinergias, combinado com uma actuação atenta e dinâmica sobre a evolução e necessidades do mercado, permitiu a captação de mais de 30.000 novos clientes durante o
exercício superando o objectivo inicialmente traçado, o que proporcionou um crescimento de 65,2% da base de Clientes relativamente a 2005.
Tipo de crédito concedido (em milhares de USD)
80.000
Empresas
Particulares
60.000
Trabalhadores
Microcrédito
40.000
Caucionada
20.000
Descobertos
Estado
0
2004
2005
2006
Para os resultados assim alcançados, contribuíram um conjunto de iniciativas comerciais,
das quais são de destacar:
- Aproveitamento de sinergias entre a Rede de Agências e Postos de
Atendimento, a Direcção de Pequenas e Médias Empresas e Particulares e a
Direcção de Grandes Empresas e Particulares, no que diz respeito à captação
de novos Clientes (particulares e empresas);
- Dinamização da domiciliação da conta-ordenado no segmento Particulares,
cujo crescimento do crédito concedido em 2006 foi superior a 83%, em relação
a 2005;
Síntese de Actividade
das Principais Áreas
de Negócio
70
- Fidelização e retenção de Clientes activos;
- Prestação de um serviço de qualidade e diferenciado;
- Dinamização da oferta comercial junto dos trabalhadores, relativamente ao
crédito à habitação, automóvel e consumo.
Este crescimento consolidado dos resultados proporcionou, simultaneamente, um
acréscimo de valor à carteira de Clientes, um aumento do comissionamento e a
evolução selectiva e sustentada do crédito.
Os recursos de clientes, em Dezembro de 2006, alcançaram os 197.391 milhares de
dólares americanos (170.721 milhares e dólares americanos em 2005), que em termos
relativos representa um acréscimo de 15,6% quando comparados com o ano anterior.
A continuidade da política de expansão da carteira de crédito permitiu que o rácio do
crédito sobre o total de recursos captados aumentasse dos 17,8% para os 28,5%.
Recursos de clientes (em milhares de USD)
120.000
100.000
80.000
Depósitos (MN)
60.000
Depósitos (ME)
40.000
20.000
0
2004
2005
2006
A expansão dos recursos de clientes centrou-se nos recursos em moeda estrangeira,
com um incremento de 13,8%, enquanto que os depósitos em moeda nacional apresentaram um aumento de 2,8%, quando comparado com 2005. Estas variações
levaram à alteração da estrutura de representatividade dos depósitos em moeda
estrangeira que subiu de 63,5% em 2005 para 65,9% em 2006.
Síntese de Actividade
das Principais Áreas
de Negócio
72
5.2
Microcrédito
O Microcrédito, associado ao Banco Grameen e ao seu fundador, Muhammad Yunus,
o qual foi distinguido em 2006 com o Nobel da Paz, tem em Angola um programa
promovido pelo Governo Angolano, cuja execução ocorre em sete das dezoito
províncias do país, e outros três promovidos e geridos pelo próprio Banco Sol em
oito províncias.
O programa, no valor global de 10 milhões de dólares americanos, promovido pelas
autoridades angolanas foi lançado em Julho de 2005, através de uma Convenção
Financeira, e tem como objectivo ajudar os camponeses na aquisição de sementes e
alfaias agrícolas e os professores e enfermeiros na compra de bens de consumo, e é
gerido pelo Banco Sol e pelo Banco de Poupança e Crédito.
Á data de 31 de Dezembro de 2006, os resultados líquidos obtidos através deste segmento de crédito representavam, no total dos resultados líquidos obtidos pelo Banco
Sol (4.450 milhares de dólares americanos), 15,7% (0,5% em 2005) daqueles resultados.
O valor apurado demonstra bem o crescimento assinalável ocorrido nesta componente durante o exercício tendo o crédito concedido em 2006 totalizado 12.512 milhares
de dólares americanos (2.863 milhares de dólares americanos em 2005).
Em resumo, a evolução desta área de negócio tem sido a seguinte:
(expresso em USD)
Crédito concedido (no ano)
Microcrédito rural
Microcrédito comercial
Valores a receber (acumulado)1
Microcrédito rural
Microcrédito comercial
Crédito vencido e em mora1
Microcrédito rural
Microcrédito comercial
Nº de clientes
1 Inclui capital e juros
2006
2005
2004
12.511.770
2.863.422
1.057.055
1.113.243
366.045
370.280
11.398.527
2.497.377
686.775
9.391.329
2.357.685
897.779
991.692
144.061
315.900
8.399.637
2.213.624
581.879
382.522
261.538
206.191
23.663
-
-
358.859
261.538
206.191
34.496
20.500
9.591
Síntese de Actividade
das Principais Áreas
de Negócio
74
Durante o ano de 2006, o Banco Sol participou em várias iniciativas subordinados a
este tema, nomeadamente, colóquios, seminários, mesas redondas e reuniões, promovidas por entidades ligadas ao Microcrédito, tais como a UNACA, ATREINE e
CLUSA. Promoveu, também, o lançamento do programa de microcrédito na comuna
de Bom Jesus, Município de Catete, província do Bengo.
Por províncias e por tipo de crédito, no final do ano de 2006, o Microcrédito encontrava-se assim distribuído:
Crédito rural acumulado concedido
(expresso em USD)
Luanda
Malange
Bengo
Huambo
Benguela
Huíla
Crédito comercial acumulado concedido
(expresso em USD)
Luanda
Zaire
Bié
Malange
Bengo
Huambo
Benguela
Huíla
Síntese de Actividade
das Principais Áreas
de Negócio
76
Por programas de apoio ao microcrédito, e geridos pelo Banco Sol, em termos de
crédito concedido, à data de 31 de Dezembro de 2006, a posição era a seguinte:
(Valores expressos em milhares de USD)
12.000
10.000
Programa Banco Sol
8.000
Programa do Governo Angolano
6.000
Programa da BP
4.000
Programa Coca-Cola
2.000
0
2006
Reconhecendo a importância destes pequenos negócios e da sua contribuição para o
bem-estar económico das comunidades locais e pelo facto de terem necessidades
especiais, a nível do crédito e da sua gestão, o Banco Sol tem feito um acompanhamento
especializado destas situações através dos seus agentes espalhados pelas diferentes
províncias onde o Banco tem Agências abertas.
5.3
Operações
Em 2006, no mercado monetário, a actuação do Banco Sol foi direccionada para o
reforço da carteira de Títulos do Banco Central e Obrigações do Tesouro em moeda
nacional totalizando em Dezembro de 2006 3.966.906 milhares de kwanzas
(2.895.459 milhares de kwanzas em 2005).
No mercado cambial, foi dada importância a uma rigorosa identificação das necessidades cambiais dos nossos Clientes, apesar de algumas restrições contidas nos
Avisos do Banco Nacional de Angola, que procuram controlar a taxa de câmbio do
dólar americano, tendo sido obtida uma excelente perfomance nesta área.
Tentou-se assegurar a competitividade da oferta dos produtos e serviços do Banco
Sol num ano em que se caracterizou por uma intensificação da concorrência. Foram
Síntese de Actividade
das Principais Áreas
de Negócio
78
concebidas e reforçadas algumas campanhas publicitárias em torno de alguns produtos-chave (cobranças de serviços por conta das prestadoras de serviços, de que é
exemplo a MOVICEL, MULTICHOICE e ANGOLA TELECOM) e foram desenvolvidas
acções comerciais de marketing directo nos balcões das Agências e Postos de
Atendimento.
A política do Banco Sol em matéria de risco de mercado ou de preço (taxas de juro e
taxas de câmbio) continua a ser prudente e sistemática, através da revisão e adequação dos respectivos limites pelos órgãos de gestão, pautando-se a actuação,
neste domínio, por regras de funcionamento e controlo devidamente reguladas por
normativos internos e pelas normas da supervisão bancária do Banco Nacional de
Angola.
Em Dezembro de 2006, dos 282 (146, em 2005) Terminais de Caixas Automáticas
(ATM’s) activos no mercado angolano, 10 (6, em 2005) faziam parte do parque do
Banco Sol, contribuindo o nosso Banco para o crescente volume de transacções
registado na Rede ATM de Janeiro a Dezembro, tendo neste último mês ultrapassado
a fasquia das 1.340.000 transacções na rede.
Por sua vez, dos 211 Terminais de Pagamento Automático (TPAs) activos no mercado
angolano, 9 faziam parte do parque do Banco Sol. A disponibilidade da rede continuou
a ser afectada pelos problemas já crónicos de energia nas Agências e outros locais de
instalação de terminais e em certa medida das comunicações.
Enquadrado no objectivo estratégico de migração de transacções para os canais
alternativos e tendo em vista optimizar a eficiência e a rentabilidade das operações,
o Banco Sol aumentou a oferta dos serviços aos Clientes nas ATM’s, com a introdução
de novas funcionalidades, como por exemplo as recargas telefónicas.
No final do ano de 2006, encontravam-se registados 595.325 Cartões Multicaixa na
Rede ATM (254.623, em 2005), dos quais 19.420 (8.032, em 2005) tinham sido emitidos
pelo Banco Sol. Segundo dados do Relatório Estatístico Mensal da EMIS-Empresa
Interbancária de Serviços, SARL, no mês de Dezembro, o Banco Sol registou o quarto
lugar no crescimento dos cartões activos na rede (mais 862 cartões), quando comparado com o mês de Novembro.
Síntese de Actividade
das Principais Áreas
de Negócio
80
Num contexto extremamente competitivo, caracterizado pela intensificação da
concorrência entre instituições financeiras, o Banco Sol soube posicionar-se sobretudo pela sua capacidade de reforçar o envolvimento com os Clientes tradicionais,
favorecendo a sua fidelização, cujo impacto desta abordagem veio a revelar-se no
crescimento dos resultados e na melhoria dos índices de rendibilidade.
5.4
Sistema e Tecnologias de Informação
O ano de 2006 foi marcado por concretizações muito importantes nas áreas dos sistemas de informação do Banco Sol, nomeadamente com a conclusão do projecto
SOLNET e o lançamento do Internet Banking e o serviço SMS Banking que permitem, a
qualquer cliente, a realização das principais consultas e operações bancárias.
Em 2006, os projectos de infra-estrutura tecnológica tiveram como denominador
comum o suporte ao negócio e o aumento da robustez desse suporte. É neste âmbito
que merecem referência as seguintes realizações:
- Help desk aos utilizadores das diversas aplicações BM, AM, AsM, HrM, PG e Exxis;
- Instalação de Router’s e ligação das Agências com a Sede;
- Instalação de servidores Windows;
- Reestruturação, verificação e monotorização do estado da rede;
- Redefinição e criação de novas listagens para diferentes áreas de negócios;
- Instalação de centrais telefónicas para VOIP (em curso);
- Migração do AS400 antigo para o novo.
A utilização de novas tecnologias, enquanto meio para atingir a satisfação das necessidades de negócio, tem sido uma prática constante do Banco Sol, dispondo, hoje, de
uma infra-estrutura tecnológica eficaz e coerente, alinhada nas suas características
com alguns vectores orientadores, nomeadamente o serviço ao Cliente, a redução de
custos e a diminuição do risco operacional. Julgamos importante sublinhar que este
desenvolvimento tem sido efectuado maioritariamente com recursos internos,
contribuindo por esta via para a modernização do leque de produtos e serviços
disponibilizados aos nossos Clientes, se grandes acréscimos de custos.
Síntese de Actividade
das Principais Áreas
de Negócio
82
O crescimento do Banco Sol exigiu um esforço à Direcção de Informática já que a
instalação e montagem de 11 novas Agências e Postos de Atendimento durante 2006
correspondeu ao crescimento relativo de 55% do número de balcões o que obrigou
necessariamente ao reforço de Colaboradores afectos aquela Direcção.
Importa, também, referir que no decorrer de 2006 a acompanhar estes avanços
tecnológicos, várias acções de formação foram ministradas tanto interna como externamente (Londres, Senegal e Egipto) a vários Colaboradores da Direcção de
Informática.
Análise Financeira
Financial Analysis
Análise Financeira
86
6.1 Síntese Financeira
(expresso em Dólares Americanos (USD), excepto quando indicado de outra forma)
2006
2005
221.191
188.880
55.247
30.048
197.391
170.721
14.420
10.527
Margem financeira
9.610
5.338
Produto bancário
19.589
11.069
Custos de transformação 2
13.153
7.436
1.605
850
BALANÇO
Activo total (líquido)
Créditos sobre clientes (líquido)
Recursos totais de clientes
Fundos próprios 1
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
Provisões
Para riscos de crédito
Para outros riscos
139
237
Lucro líquido
4.450
3.359
Cash Flow
8.396
4.878
Rendibilidade do activo total (ROA)
2,0
1,8
Produto bancário/Activo total (líquido)
8,9
5,9
RENDIBILIDADE
Custos de transformação/Produto bancário
67,1
67,2
Custos com o pessoal/Produto bancário
24,0
27,8
Rendibilidade dos capitais próprios (ROE)
30,1
27,5
11,9
18,2
Crédito total (bruto)
56.239
30.385
Crédito vencido total
1.481
548
SOLVABILIDADE
Rácio de solvabilidade 3
RISCOS DE CRÉDITO
Crédito vencido (+90 d)/Crédito total (em %)
Cobertura do crédito vencido por provisões (em %)
2,6
1,8
61,4
173,2
77.855
47.121
PRODUTIVIDADE, EFICIÊNCIA E CRESCIMENTO
Clientes (número)
Agências e Postos de Atendimento (número)
31
20
Colaboradores do Banco (número)
324
254
Colaboradores/Agências e Postos de atendimento
10,4
12,7
1) Calculado de acordo com as regras do BNA-Banco Nacional de Angola (Aviso nº05/2003) sem considerar distribuição de resultados
2) Custos com o pessoal, Outros gastos administrativos e Amortizações do exercício
3) Fundos próprios sobre o total dos activos ponderados pelo risco (Instrutivo nº15/2003 do BNA)
Análise Financeira
88
6.2 Evolução dos Resultados Líquidos e da Rendibilidade
A actividade do Banco Sol ao longo do exercício de 2006 veio demonstrar que a
adopção de competitivas políticas comerciais e de investimento (expansão) direccionadas para o crescimento do volume de negócios em todas as áreas do mercado
se reflectiu num crescimento dos resultados líquidos em 32,5%, face aos resultados
obtidos em 2005, atingindo o valor aproximado de 4,5 milhões de dólares americanos em 31 de Dezembro de 2006.
No que concerne à rendibilidade, os rácios de rendibilidade sobre os activos (ROA)
e sobre os capitais próprios (ROE) cresceram e situaram-se em 2,0% e 30,1%,
respectivamente.
Evolução do lucro líquido (expresso em milhares de USD)
5.000
4.000
3.000
Lucro Líquido
2.000
1.000
0
2004
2005
2006
Esteve na origem deste resultado o desempenho positivo da rubrica de Juros de
Créditos que registou uma variação positiva de 99,7% a qual reflecte o efeito da
política expansiva da carteira de crédito. As variações positivas registadas na
margem financeira (80%, em relação a 2005) e nas comissões líquidas (51,4%,
idem) contribuíram de maneira relevante para que o produto bancário crescesse
77%, comparativamente com o ano de 2005, reflexo do aumento do leque de
serviços prestados e da eficiência na cobrança de comissões.
Análise Financeira
90
Evolução do produto bancário e da margem financeira
(expressos em milhares de USD)
25.000
20.000
15.000
Margem Financeira
10.000
Produto Bancário
5.000
0
2004
2005
2006
O Cash Flow atingiu os 8.396 milhares de dólares americanos em 2006 (4.878 milhares
de USD, em 2005), registando um acréscimo de 72,1% quando comparado com o
ano anterior.
6.3 Activo Total
O Activo Líquido do Banco Sol aumentou significativamente nos exercícios de 2006 e
2005. O Activo Total do Banco Sol ascendeu a 221.191 milhares de dólares americanos em 31 de Dezembro de 2006, o que representou um crescimento de 17,1% em
relação a 31 de Dezembro de 2005.
Os acréscimos verificados nas rubricas Créditos sobre clientes (+ 85,1%, em relação
a 2005), Obrigações e outros Títulos (+ 37,9%, idem) e Imobilizações corpóreas (+ 74,1%,
idem) foram determinantes para o aumento registado no Activo Total durante 2006.
(valores expressos em USD'000)
2006
2005
2004
Activos monetários e créditos sobre instituições de crédito
99.524
110.075
45.884
Créditos sobre clientes
55.247
30.048
15.096
Obrigações, Outros Títulos e Participações
49.437
36.006
6.900
Imobilizações
13.864
9.067
5.042
3.119
3.697
602
1221.191
187.176
73.524
Outros activos e Contas de regularização
Análise Financeira
92
6.4 Créditos sobre Clientes
O crédito concedido a clientes atingiu 56.239 milhares de dólares americanos em 31
de Dezembro de 2006 o que representou um crescimento assinalável em relação aos
30.382 milhares de dólares americanos apurados em 31 de Dezembro de 2005.
Um bom ritmo de crescimento no crédito concedido a Empresas (+75,7%, em relação
a 2005), um significativo crescimento do Microcrédito (+ 247,1%, idem) e uma
evolução positiva registada nos Particulares (+ 47,4%, idem) contribuíram para o
aumento inclusive do peso do Crédito sobre clientes no Activo Total do Banco (24,9%
em 2006, contra 15,7% em 2005).
O crédito vencido totalizava, no final de 2006, 1.481 milhares de dólares americanos
(em 2005, 547 milhares de dólares americanos). O seu peso, em percentagem do
total da carteira de crédito, situou-se em 2,6% no final de 2006 (1,8% em 31 de
Dezembro de 2005).
6.5 Provisões para Riscos de Crédito
A qualidade da carteira de crédito manteve-se a níveis adequados apesar dos rácios
“Crédito Vencido (+90 dias)/Crédito Total” e a cobertura do Crédito Vencido por
provisões totais para riscos de crédito terem passado de 1,8% e 173,2% para 2,6% e
161,4%, respectivamente, do ano anterior para 2006.
Expresso em milhares de USD
2.000
1.500
Provisão p/ riscos gerais
de crédito
1.000
Provisão p/ crédito e
juros vencidos
Crédito vencido
500
0
2004
2005
2006
Análise Financeira
94
6.6 Recursos Totais de Clientes
Os Recursos de Clientes e Outros Empréstimos, que continuam a revelar uma performance favorável, atingiram os 197.391 milhares de dólares americanos, um
acréscimo de 15,6%, quando comparados com o valor alcançado no final de 2005,
tendo sido relevante o incremento dos depósitos captados junto de clientes em 9,4%.
A expansão dos depósitos foi mais visível nos recursos em moeda estrangeira, com
um incremento de 13,4%, enquanto os depósitos em moeda nacional apresentaram
um crescimento de 2,4%, quando comparados com o ano 2005. Estas variações
levaram a alterações ligeiras na estrutura de representatividade dos depósitos em
moeda estrangeira os quais representavam à data de 31 de Dezembro de 2006 65,9%
(63,5% em 2005) do total de depósitos.
O crescimento do número de Agências e Postos de Atendimento (+ 11 que no ano
anterior), aliado ao reforço de alguma notoriedade atingido pelo Banco e alguma
dinâmica evidenciada pela Área Comercial, foram determinantes para este desempenho favorável dos recursos captados junto dos Clientes.
6.7 Carteira de Títulos
Relativamente à Carteira de Títulos registada no Balanço em 31 de Dezembro de
2006, esta atingiu o valor de 49.437 milhares de dólares americanos, comparando
com os 36.003 milhares de dólares americanos em 2005, e representava 22,4% do
Total do Activo Líquido naquela data (19,1% em 2005).
Em 31 de Dezembro de 2006, a Carteira de Títulos era composta pelos seguintes títulos:
(valores expressos em USD'000)
2006
Bilhetes do tesouro
Títulos do Banco Nacional de Angola
Obrigações do tesouro
Outras participações/títulos
2005
-
16.124
44.229
16.401
5.194
3.316
14
162
49.437
36.003
Análise Financeira
96
A tendência decrescente registada nas taxas de juro dos Títulos do Banco Nacional de
Angola até meados do ano de 2006 explicam a queda nos rendimentos de títulos os
quais ascenderam a 4.351 milhares de dólares americanos em 31 de Dezembro de
2006, face a 4.650 milhares de dólares americanos em 2005.
6.8 Evolução dos Custos de Transformação
Os Custos de Transformação (Custos com o Pessoal, Gastos Gerais Administrativos e
Amortizações) registaram um crescimento de 76,9%, totalizando 13.153 milhares de
dólares americanos que comparam com 7.436 milhares de dólares americanos do
ano anterior.
A evolução dos Custos de Transformação reflecte o crescimento orgânico do Banco
Sol. Os Custos com o Pessoal aumentaram 52,9% devido ao reforço do quadro de pessoal
(+ 69 colaboradores que em 2005). Os Gastos Gerais Administrativos cresceram
107,9% com maior incidência em gastos com serviços especializados de informática
(+ 98,3%), vigilância e segurança (+ 64%), rendas e alugueres (+ 190%) e deslocações
e estadias (+ 119,7%) reflexo, em grande parte, do reforço da estrutura operativa do
Banco-aumento do número de Agências e Postos de Atendimento e sua modernização.
As amortizações apresentaram um incremento de 61% como resultado dos investimentos relativos à abertura de mais 11 novas Agências e Postos de Atendimento
durante o ano de 2006 e à modernização dos recursos tecnológicos do Banco.
Expresso em milhares de USD
6.000
5.000
4.000
Custos com o pessoal
3.000
Fornecimento de terceiros
2.000
Serviços de terceiros
Amortização do exercício
1.000
0
2004
2005
2006
Análise Financeira
98
Como resultado do aumento dos Custos de Transformação, o rácio Cost to Income
registou um ligeiro decréscimo de eficiência, passando de 55,3% em 2005 para 56,3%
em 2006.
6.9 Rácio de Solvabilidade
O rácio de solvabilidade, calculado de acordo com as normas do Banco Nacional de
Angola, situou-se em 11,9% em 2006 (18,2%, em 2005). Embora os fundos próprios
tenham aumentado 3.893 milhares de dólares americanos em relação a 2005, o
crescimento registado nos activos com maior ponderação de risco (Crédito sobre
clientes) influenciou a evolução registada.
Demonstrações Financeiras
Financial Statements
2006
Garantias e avales recebidos
Juros vencidos
Serviços prestados por terceiros
Depósitos e guarda de valores
120.587
58
49.410
3.965.864
2.173
13
15.969
16.545
24
221.191
16.678
45.500
55.247
49.423
14
1.425
12.439
712
2.406
37.346
USD
2006
9.878.875
4.622
174.449
1.035
1.281.735
Compromisso perante terceiros
Resposabilidades por prestação de serviços
Depósitos e guarda de valores
Cobrança de valores sobre o estrangeiro
1.327.947
1.902
17.753.739
1.338.613
3.652.029
4.434.369
3.966.906
1.149
114.361
998.446
57.164
193.115
5
6
7
8
9
10
10
11
2.997.587
4
NOTAS AKZ’000
Garantias prestadas e outros passivos eventuais
Garantias e avales
Créditos documentários abertos
RUBRICAS EXTRAPATRIMONIAIS
TOTAL DO ACTIVO
1. Caixa e Disponibilidades no Banco Central
2. Disponibilidades sobre Instituições
de Crédito
3. Outros créditos sobre Instituições de Crédito
4. Créditos sobre Clientes
5. Obrigações e outros Títulos
6. Participações
7. Imobilizações Incorpóreas
8. Imobilizações Corpóreas
9. Outros Activos
10. Contas de Regularização
ACTIVO
348.683
2.491
13.516
265.008
67.932
1.284
15.258.857
873.570
5.000.252
2.427.461
2.895.459
13.066
155.389
577.022
62.359
236.274
3.018.005
AKZ’000
2005
4.316
31
167
3.280
841
16
188.880
10.813
61.895
30.048
35.841
162
1.923
7.143
772
2.925
37.358
USD
2005
9. Capital
10. Reservas
Reservas para Manutenção de
Fundos Próprios
Reserva de Reavaliação
Reserva Legal
Outras Reservas
11. Resultados Transitados
12. Resultados do Exercício
Total dos capitais próprios
TOTAL DO PASSIVO E CAPITAIS PRÓPRIOS
1. Recursos do Banco Central
2. Recursos de Outras Instituições de Crédito
3. Depósitos
a) À Vista
b) A Prazo ou com Pré-aviso
4. Responsabilidades representadas por títulos
5. Recursos de Outras Entidades
6. Outros Passivos
7. Contas de Regularização
8. Provisões para Riscos e Encargos
a) Provisão para riscos gerais de crédito
b) Outras Provisões
17
18
13
14
15
16
12
2.319
4.626
2.118
678
1.290
540
3.386
4.450
14.781
221.191
169.985
54.432
103.521
43.356
271.799
357.149
1.186.380
17.753.739
30.850
1.935
5.277
1.807
1.399
408
206.410
166.541
93.638
72.903
USD
2006
186.138
371.294
2.476.141
155.352
423.519
145.047
112.276
32.771
16.567.360
13.367.301
7.515.817
5.851.484
NOTAS AKZ’000
2006
212.866
66.086
49.243
43.356
157.816
271.388
986.893
15.258.857
186.138
371.551
1.496.288
73.208
335.681
71.235
49.589
21.646
14.271.964
12.295.553
8.075.500
4.220.053
AKZ’000
2005
2.635
818
610
537
1.954
3.359
12.216
188.880
2.304
4.599
18.522
906
4.155
882
614
268
176.664
152.199
99.962
52.237
USD
2005
(Montantes expressos em milhares de Kwanzas e em Dólares Americanos (Usd))
PASSIVO E CAPITAIS PRÓPRIOS
7.1 Balanço em 31 de Dezembro de 2006 e 2005
Demonstrações
Financeiras
102
Demonstrações
Financeiras
104
7.2 Demonstração dos Resultados em 31 de Dezembro de
2006 e 2005
(Montantes expressos em milhares de Kwanzas e em Dólares Americanos (Usd))
2006
2006
2005
2005
NOTAS
AKZ’000
USD
AKZ’000
USD
1. Juros e custos equiparados
19
283.014
3.526
277.980
3.441
2. Comissões
21
27.832
347
19.798
245
3. Prejuízos em operações financeiras
22
885.583
11.033
736.211
9.113 7
885.923
11.038
494.617
6.123
CUSTOS
4. Gastos gerais administrativos
a) Custos com o pessoal
24
377.037
4.697
248.180
3.072 8
b) Fornecimentos de terceiros
25
109.980
1.370
48.243
597
c) Serviços de terceiros
26
398.906
4.970
198.195
2.453
0
0 1
38
2 174
5. Impostos e taxas
6. Outros custos e prejuízos
27
11.049
138
6.896
85 8
7. Amortizações do exercício
28
169.780
2.115
106.078
1.313
8. Provisões do exercício
29
254.273
3.168
109.823
1.359
9. Perdas extraordinárias
30
32.320
403
11.503
142
10. Impostos sobre os lucros
14
50.500
629
2.539
31 2
357.149
4.450
271.388
3.359 9
2.957.422
36.846
2.036.970
25.214
2006
2006
2005
2005
AKZ’000
USD
11. Lucro do exercício
TOTAL
PROVEITOS
1. Juros e proveitos equiparados
NOTAS
AKZ’000
USD
20
1.054.359
13.136
709.232
8.779
-
-
-
-
2. Rendimentos de títulos
3. Comissões
21
482.033
6.006
321.572
3.981
4. Lucros em operações financeiras
22
1.101.835
13.728
813.828
10.074
5. Outros proveitos e lucros
23
141.533
1.763
90.443
1.120
7,16 e 18
157.764
1.966
95.728
1.185
30
19.898
248
6.169
76 4
2.957.422
36.846
2.036.970
25.214
6. Reposições e anulações de provisões
7. Ganhos extraordinários
TOTAL
Demonstrações
Financeiras
106
7.2 Anexo às Contas
Notas explicativas às Demonstrações Financeiras
1. Constituição e Actividade
Por escritura pública de 13 de Setembro de 2000, foi constituído o BANCO SOL,
S.A.R.L., o qual tem a sua Sede em Luanda e tem por objecto social o exercício da
actividade bancária, incluindo o microcrédito, programas de apoio financeiro à
saúde e crédito predial, nos limites permitidos por lei. Poderá ainda, adquirir participações em sociedades de responsabilidade limitada e alienar participações de
que seja titular, desde que não ponha em causa o património e não contrarie a legislação
aplicável em vigor. A actividade comercial foi iniciada em 4 de Outubro de 2001.
No cumprimento das normas e instruções emanadas pelo Banco Nacional de Angola
relativamente aos elementos para publicação oficial, explicitam-se a seguir as notas
explicativas e informações consideradas relevantes para a leitura das demonstrações
financeiras anexas.
2. Bases de Apresentação
As demonstrações financeiras são apresentadas em Kwanzas (AKZ) e em Dólares
Americanos (USD), tendo sido preparadas em moeda local segundo a convenção do
custo histórico, modificada pelas reavaliações legais das imobilizações corpóreas, e
assentes na base da continuidade das operações e em conformidade com os princípios contabilísticos da prudência, especialização dos exercícios, da substância sobre
a forma, da materialidade e consistência, e estão de acordo com o Plano de Contas
para o sector bancário estabelecido pelo Banco Nacional de Angola.
O critério adoptado para a apresentação das Demonstrações Financeiras em USD no
exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, encontra-se expresso no n.º 3 deste
anexo, e difere do critério de apresentação apresentado nas Demonstrações
Financeiras publicitadas pelo Banco no seu Relatório e Contas do exercício findo em
31 de Dezembro de 2005.
Demonstrações
Financeiras
108
De forma a proporcionar a comparabilidade das Demonstrações Financeiras apresentadas em USD, a informação financeira relativa ao exercício de 2005 foi reexpressa
em USD pela utilização da taxa de câmbio média de encerramento constante no n.º
3, tendo ainda a estrutura do Activo e Passivo, nomeadamente nas rubricas de
crédito com clientes e contas de regularização activas e passivas sido objecto de
reclassificações por forma a adequar a sua apresentação ao estipulado pela entidade
supervisora (BNA).
O Banco não procedeu à apresentação de contas consolidadas devido à falta de
enquadramento legal e fiscal em Angola.
Com excepção das políticas contabilísticas seguidamente descriminadas, o Banco foi
consistente na aplicação dos critérios de contabilização adoptados no exercício
anterior.
a) Os montantes pagos pelo banco a título de rendas com imóveis que se
encontram em reabilitação para entrada em funcionamento, deixaram no
exercício de 2006 de ser consideradas como imobilizado incorpóreo (despesas
de constituição), passando o seu registo contabilístico a ser efectuado em
contas de resultados;
b) A taxa efectiva de imposto industrial não é comparável com a do exercício
anterior, uma vez que o Banco no exercício de 2005 procedeu à rectificação
das declarações fiscais de 2003 e 2004, tendo por base isenção fiscal dos
proveitos gerados com os investimentos em Títulos da Dívida Pública (OT’s
– Obrigações do Tesouro e BT’s – Bilhetes do Tesouro), de acordo com o
art.º 9 do Decreto n.º 51 e n.º 52, de 8 de Julho.
c) O Banco efectuou um trabalho de levantamento dos procedimentos internos de registo das garantias recebidas por conta de operações de crédito, o
qual motivou correcções contabilísticas aos dados históricos. Por esta razão
a posição das garantias recebidas expressa no Balanço nas rubricas extrapatrimoniais não se apresenta comparável com o exercício anterior.
Demonstrações
Financeiras
110
3. Moeda de apresentação
O Banco aplica desde o início da sua actividade os princípios contabilísticos e de
apresentação impostos pela regulamentação em vigor em Angola para as instituições
financeiras, a qual exige a preparação das contas na moeda local (AKZ), dento dos
princípios do sistema multimoeda.
A informação financeira é apresentada em ambas as moedas, sendo a posição em
dólares americanos obtida pela conversão dos AKZ à taxa de câmbio média do último
dia do ano publicadas pelo Banco Nacional de Angola. As taxas de câmbio AKZ/USD
utilizadas na preparação da informação financeira em USD foram as seguintes:
Exercício
31-12-2006
31-12-2005
Taxa de câmbio
80,264420
80,785925
4. Políticas contabilísticas
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações
financeiras e que, a não ser para os casos especificamente mencionados no n.º 2, têm
sido consistentemente aplicadas são as seguintes:
a) Reconhecimento de custos e proveitos
Os custos e proveitos são reconhecidos de acordo com o princípio contabilístico da
especialização dos exercícios, sendo registados quando se vencem, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento.
b) Provisão para riscos gerais de crédito e para crédito vencido
As provisões para riscos gerais de crédito foram constituídas de acordo com o disposto no Instrutivo n.º 9/98 de 16 de Novembro do Banco Nacional de Angola, à taxa
mínima de 2%, e destinam-se a cobrir riscos potenciais existentes na carteira de
crédito, incluindo os créditos por assinatura, mas que não foram identificados como
risco específico.
Demonstrações
Financeiras
112
A provisão para crédito e juros vencidos destina-se a cobrir riscos de realização de
créditos concedidos que apresentem prestações vencidas e não pagas de capital e
juros. As percentagens de provisionamento do crédito e juros vencidos são função
crescente do tempo decorrido após o respectivo vencimento e do facto de estarem
ou não cobertos por garantias, de acordo com o disposto no Instrutivo n.º 9/98 de 16
de Novembro do Banco Nacional de Angola (nota 7).
A provisão para adiantamentos a depositantes é constituída de acordo com o disposto na Directiva n.º 17/98 de 16 de Novembro de 1998, do Banco Nacional de
Angola, encontrando-se as operações com antiguidade superior a 30 dias provisionadas
na sua totalidade.
c) Transacções em moeda estrangeira
As operações em moeda estrangeira são registadas de acordo com os princípios do
sistema multi-currency, segundo o qual, cada operação é registada exclusivamente
em função das moedas intervenientes. De acordo com este método, todos os saldos
contabilísticos expressos em moeda estrangeira, excepto notas e moedas, são
convertidos para AKZ, no encerramento de cada mês contabilístico, com base na taxa
média de referência, divulgada pelo Banco Nacional de Angola.
Posição Cambial à Vista
A posição cambial à vista em cada moeda é dada pelo saldo líquido dos
activos e passivos dessa moeda, acrescido dos montantes das operações à
vista a aguardar liquidação e das operações a prazo com vencimento nos
dois dias úteis subsequentes. A posição cambial à vista é reavaliada mensalmente com base nos câmbios médios divulgados pelo Banco Nacional
de Angola, dando origem à movimentação da conta de posição cambial
(moeda nacional), por contrapartida de custos ou proveitos do exercício.
Notas e moedas estrangeiras
As notas e moedas estrangeiras são reavaliadas diariamente com base nos
câmbios médios divulgados pelo Banco Nacional de Angola. As diferenças
cambiais daí resultantes são contabilizadas como custos ou proveitos do
exercício.
Demonstrações
Financeiras
114
Conversão em AKZ de resultados em moeda estrangeira
Com referência ao final de cada mês, todos os resultados expressos em
moeda estrangeira são convertidos para AKZ com base na média dos
câmbios de compra e venda. Este procedimento implica a alteração da
posição de câmbio à vista em cada moeda estrangeira envolvida face à
moeda nacional.
Os proveitos/custos em cada moeda estrangeira são creditados/debitados
por contrapartida da respectiva posição cambial à vista.
Posição Cambial a Prazo
A posição cambial a prazo em cada moeda é dada pelo saldo líquido dos
activos e passivos das operações a prazo aguardando liquidação e que não
estejam a cobrir a posição cambial à vista. Todos os contratos relativos a
estas operações são reavaliados mensalmente com base na taxa média de
referência do Banco Nacional de Angola. As diferenças para os contravalores
em Kwanzas, às taxas contratadas, representam o proveito ou custo da
reavaliação da posição a prazo, sendo registadas numa conta de reavaliação
da posição cambial por contrapartida de custos ou proveitos do exercício.
d) Operações de títulos
Títulos de negociação
São considerados títulos de negociação aqueles que são adquiridos com o objectivo
de venda num prazo que não pode exceder seis meses.
Os títulos emitidos a valor descontado (Títulos do Banco Central e Bilhetes do
Tesouro) são registados pelo valor de reembolso (valor nominal). O diferencial entre
o valor nominal e o valor de aquisição é considerado como receitas com proveito
diferido. Mensalmente, os juros corridos são levados às respectivas contas de
proveitos.
Demonstrações
Financeiras
116
Títulos de investimento
Consideram-se títulos de investimento aqueles que são adquiridos com a finalidade
de os manter por um prazo superior a seis meses.
Os títulos adquiridos a clientes (OT’s indexadas ao dólar americano) encontram-se
registados em dólares americanos, contrariando o disposto na Directiva n.º
2/DSB/2004, de 25 de Fevereiro, do Banco Nacional de Angola, a qual estabelece que
o valor de aquisição deve ser registado em AKZ e actualizado em função do câmbio
de referência de indexação, sendo esta actualização registada em conta de flutuação
de valores e não em conta de resultados. Igual tratamento de registo em USD é dado
ao prémio pago pelo Banco na compra dos títulos aos clientes e ao desconto implícito
no título, os quais são especializados em contas de resultados pelo seu valor líquido.
Os juros são especializados e registados na respectiva conta de proveitos.
e) Participações
As participações financeiras encontram-se valorizadas ao custo de aquisição em
Kwanzas, realizado no momento da efectivação do investimento, independentemente da moeda de realização. Por indicação da Direcção de Supervisão Bancária, o
Banco procedeu à constituição de provisões, sempre que o capital próprio das
participadas constante das últimas demonstrações financeiras disponíveis fosse inferior ao custo dispendido na aquisição da participação.
f)
Imobilizações incorpóreas e corpóreas
As imobilizações incorpóreas incluem as despesas incorridas com a constituição e
organização do Banco, trespasses, custos plurianuais e sistemas de tratamento
automático de dados (software). Estas despesas são amortizadas segundo o método
das quotas constantes durante um período de três anos.
As imobilizações corpóreas estão valorizadas ao custo de aquisição, modificado
pelas reavaliações efectuadas, nos termos da lei fiscal (Decreto nº 6/96), de forma a
reflectir o efeito da desvalorização da moeda nacional face à moeda de aquisição. No
final de cada mês é aplicado, ao valor de custo ou reavaliado do bem, o coeficiente
Demonstrações
Financeiras
118
resultante da taxa de câmbio média oficial do Banco Nacional de Angola em vigor no
último dia do mês para as respectivas moedas de aquisição. O valor resultante da
reavaliação é registado na rubrica de Reservas de Reavaliação, tendo a sua variação
sido negativa face ao exercício anterior.
Os bens imobilizados estão apresentados líquidos das amortizações acumuladas,
também elas afectadas pelas reavaliações efectuadas, as quais são calculadas a partir
da data efectiva de entrada em funcionamento do bem, segundo o método das quotas
constantes. Os períodos de vida útil média estimada para reintegrar o valor ilíquido
dos bens utilizados são os seguintes:
Imobilizado Incorpóreo
Imóveis
Edifícios
Obras em edifícios arrendados
Equipamento
Mobiliário e Material
Máquinas e ferramentas
Equipamento informático
Instalações interiores
Material de transporte
Equipamento de segurança
Nº de anos
3
10
25
10
7
3
10
3
10
g) Reservas para manutenção de fundos próprios
As reservas para manutenção de fundos próprios foram constituídas com base no
disposto na Directiva nº 1/03, de 7 de Março, do Banco Nacional de Angola e nos termos
do Aviso nº 5/03, de 7 de Fevereiro. As reservas para manutenção dos fundos
próprios foram calculadas com base no regulamento do Banco Nacional de Angola.
h) Provisões para riscos diversos e passivos contingentes
Uma provisão é constituída quando existe uma obrigação presente (legal ou construtiva), resultante de eventos passados onde seja provável o futuro dispêndio de recursos,
e este possa ser determinado com fiabilidade. A provisão corresponde à melhor estimativa do Banco de eventuais montantes que seria necessário desembolsar para
liquidar a responsabilidade na data do balanço.
Demonstrações
Financeiras
120
Caso não seja provável o futuro dispêndio de recursos, trata-se de um passivo contingente. Os passivos contingentes são apenas objecto de divulgação, a menos que a
possibilidade da sua concretização seja remota.
i)
Imposto sobre o rendimento
O Banco encontra-se sujeito a tributação em sede de Imposto Industrial, à taxa de
35%, sendo considerado fiscalmente um contribuinte do Grupo A. O imposto sobre o
rendimento do exercício é determinado com base no resultado operacional do exercício do Banco após dedução da matéria colectável de proveitos isentos de imposto
industrial e do acréscimo de custos não aceites fiscalmente, ajustamentos estes que
permitiram a obtenção de uma taxa efectiva de imposto de 24,78%.
As declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades
fiscais durante um período de 5 anos.
j)
Distribuição de dividendos
Os dividendos são reconhecidos como passivo e deduzidos da rubrica de Capital
quando são aprovados pelos accionistas. Por proposta do Conselho de
Administração, e após aprovação da Assembleia Geral, pode ser fixada uma percentagem
dos resultados a ser distribuída pelos trabalhadores.
5. Caixa e disponibilidades no Banco Central
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
Caixa
Disponibilidade sobre o Banco Central
AKZ
USD
2006
2006
AKZ
2005
USD
2005
2.098.428
26.144
1.274.318
15.774
899.159
11.202
1.743.687
21.584
2.997.587
37.346.
3.018.005
37.358
A rubrica Banco Central inclui os depósitos constituídos junto do Banco Nacional de
Angola para satisfazer as exigências legais de reservas mínimas de caixa, calculadas
com base no montante dos depósitos e outras responsabilidades efectivas.
Demonstrações
Financeiras
122
De acordo com a Directiva nº 5/2003, de 20 de Agosto, do Banco Nacional de Angola,
o coeficiente das reservas obrigatórias em moeda nacional é de 10% sobre os meios
de pagamento estabelecidos no Programa Monetário Global, podendo 7,5% das
reservas ser mantidas em Títulos conforme o disposto na Directiva nº 4/DEC/2004, de
22 de Março, do Banco Nacional de Angola. A exigibilidade das reservas é calculada
quinzenalmente, sobre a média aritmética dos saldos referidos naquela Directiva dos
dias de semana de cada período.
6. Disponibilidades à vista sobre instituições de crédito
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
Em instituições de crédito no País
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
2.098.428
26.144
1.274.318
15.774
899.159
11.202
1.743.687
21.584
2.997.587
37.346.
3.018.005
37.358
Em instituições de crédito no estrangeiro
As disponibilidades em instituições de crédito no país respeitam a valores a aguardar
cobrança.
O saldo da conta disponibilidades sobre o estrangeiro (em ME) engloba os saldos das
contas junto dos bancos correspondentes inserindo-se estes montantes na gestão da
actividade corrente do Banco.
7. Outros créditos sobre Instituições de Crédito
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
Aplicações em instituições de crédito no estrangeiro
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
3.652.029
45.500
5.000.252
61.895
O montante registado em aplicações em instituições de crédito estrangeiras reflecte
os depósitos a prazo em bancos correspondentes, efectuados com o objectivo à sua
melhor rentabilização.
Demonstrações
Financeiras
124
Em 31 de Dezembro de 2006 os depósitos a prazo no estrangeiro (em USD) venciam
juros a taxas que variam de 5,25% (com um prazo residual de vencimento até 3 meses)
a 6,00% (idem, a 6 meses).
8. Créditos sobre Clientes
A rubrica Créditos sobre Clientes tinha a seguinte composição:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
Crédito interno
Em moeda nacional
Sector público
320.000
3.987
27.986
346
Sector privado
297.114
3.702
54.639
677
617.114
7.689
82.625
1.023
Em moeda estrangeira
Sector público
3
-
45.146
560
Sector privado
3.347.480
41.706
2.282.459
28.254
3.347.483
41.706
2.327.605
28.814
3.964.597
49.395
2.410.230
29.837
Crédito ao exterior
Crédito vencido com garantia
Crédito vencido sem garantia
Provisão específica para crédito e juros vencidos
430.476
5.363
3
-
4.395.073
54.758
2.410.233
29.837
95.302
1.187
26.989
335
23.578
294
17.244
213
118.880
1.481
44.233
548
4.513.953
56.239
2.454.466
30.385
(79.584)
(992)
(27.005)
(337)
4.434.369
55.247
2.427.461
30.048
A definição de crédito interno e crédito ao exterior é feita de acordo com a classificação entre residente cambial (crédito interno) e não residente cambial (crédito ao
exterior).
O montante global de créditos concedidos a entidades relacionadas é de 676.388
milhares de kwanzas (equivalente a 8.427 milhares de USD), os quais se encontram
utilizados por 585.327 milhares de kwanzas (equivalente a 7.292 milhares de USD).
Demonstrações
Financeiras
126
Por prazos residuais para o seu vencimento, o montante de Créditos sobre Clientes
desdobra-se da seguinte forma:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
89.618
1.117
56.256
696
De 3 meses a 1 ano
1.546.345
19.265
865.221
10.711
Mais de 1 ano
2.827.972
35.233
1.164.868
14.420
Até 3 meses
Adiantamento a depositantes
50.018
623
368.121
4.557
4.513.953
56.238
2.454.466
30.385
A constituição de provisões específicas segue o critério descrito na alínea b) do nº4
deste Anexo às contas.
O movimento ocorrido na conta provisão para crédito e juros vencidos foi o seguinte:
Saldo em 1 de Janeiro
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
27.005
337
47.801
561
Provisão do exercício (Nota 29)
101.329
1.262
21.998
272
Utilização/reposição de provisões
(48.750)
(607)
(42.794)
(496)
79.584
992
27.005
337
Saldo em 31 de Dezembro
9. Obrigações e outros títulos
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
1.302.600
16.124
Títulos de negociação
Bilhetes de Tesouro
Títulos do Banco Nacional de Angola
3.550.000
44.229
1.325.000
16.401
3.550.000
44.229
2.627.600
32.525
416.906
5.194
267.859
3.316
3.966.906
49.423
2.895.459
35.841
Títulos de investimento
Obrigações do Tesouro
Demonstrações
Financeiras
128
As Obrigações do Tesouro foram adquiridas a clientes, inserindo-se a sua detenção
na política de apoio ao investimento e desenvolvimento das empresas angolanas,
tendo a sua contabilização seguido o referido na alínea d) da nota nº4.
10. Participações
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
Participações
Outras participações financeiras
MUTOMBE, SARL
1.082
13
-
-
EMIS
13.067
163
13.066
162
IFBA
-
-
-
-
14.149
176
13.066
162
(13.000)
(162)
-
-
1.149
14
13.066
162
Provisão para participações financeiras (Nota 29)
As participações financeiras detidas inserem-se na estratégia de investimentos
definidas pelo Banco.
Em 31 de Dezembro de 2006, o Banco Sol detinha uma participação financeira de
45% no capital da MUTOMBE, SARL, empresa constituída em 2004, ligada ao ramo de
hotelaria e com sede social em Luanda. Face aos resultados negativos apresentados
por esta empresa nos últimos exercícios, foi constituída uma provisão no montante
de 325 milhares de kwanzas de forma a adequar o valor de balanço desta participação ao seu valor estimado de realização.
A participação na EMIS-Empresa Interbancária de Serviços, SARL , empresa que se
dedica à gestão de meios electrónicos de pagamentos e serviços complementares e
que tem a sua sede em Luanda, em 31 de Dezembro de 2006 é de 4,45% (5,44% em 31
de Dezembro de 2005). Em virtude dos resultados negativos apresentados pela EMIS
nos últimos exercícios, foi constituída uma provisão no montante de 12.675 milhares
de kwanzas de forma a adequar o valor de balanço desta participação ao seu valor
estimado de realização.
Demonstrações
Financeiras
130
11. Imobilizações incorpóreas, corpóreas e em curso
O movimento anual do imobilizado em Kwanzas e Dólares Americanos encontra-se
detalhado nos Anexos I e II.
O aumento verificado no imobilizado corpóreo é resultante da transferência de bens
de imobilizado em curso, as quais decorrem da conclusão do processo de aquisição
e entrada em funcionamento de novas agências na cidade de Luanda e províncias.
12. Contas de regularização (activo)
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
Contas interdepartamentos
30.669
382
93.682
1.160
Juros e outros proveitos a receber
76.090
948
47.884
593
Despesas com custos diferidos
28.634
357
5.392
67
Outras contas de regularização
57.723
719
89.316
1.105
193.115
2.406
236.274
2.925
A conta de juros e outros proveitos a receber corresponde a remunerações de aplicações junto de instituições de crédito estrangeiras, de crédito concedido e de títulos.
O saldo da rubrica “Outras contas de regularização” é representado pelas contas de
diferenças de caixa, economato e fundo de maneio.
Demonstrações
Financeiras
132
13. Depósitos
O saldo desta conta decompõe-se da seguinte forma:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
4.445.621
55.387
1.517.935
18.790
Depósitos à vista
Em moeda nacional
Em moeda estrangeira
3.070.196
38.251
6.557.565
81.172
7.515.817
93.638
8.075.500
99.962
116.956
1.457
2.964.744
36.698
Depósitos a prazo ou com pré-aviso
Em moeda nacional
Em moeda estrangeira
5.734.528
71.446
1.255.309
15.539
5.851.484
72.903
4.220.053
52.237
13.367.301
166.541
12.295.553
152.199
O saldo com entidades relacionadas registados nesta conta ascende a 524.795
milhares de Kwanzas (equivalente a 6.538 milhares de USD).
Por maturidade e por moeda, a decomposição dos depósitos a prazo é a seguinte:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
Em moeda nacional
Até 3 meses
7.189
90
2.125.297
26.307
De 3 meses a 6 meses
46.402
578
818.139
10.127
De 6 meses a 1 ano
63.365
789
21.308
264
116.956
1.457
2.964.744
36.698
4.121.595
51.351
480.687
5.950
De 3 meses a 6 meses
961.434
11.978
544.312
6.738
De 6 meses a 1 ano
651.499
8.117
230.310
2.851
5.734.528
71.446
1.255.309
15.539
5.851.484
72.903
4.220.053
52.237
Em moeda estrangeira
Até 3 meses
Demonstrações
Financeiras
134
14. Recursos de outras entidades
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
160.529
2.000
161.559
2.000
1.773.253
22.093
1.058.914
13.109
8.470
106
8.478
105
Recursos consignados
20.066
250
40.390
500
Cheques visados
29.755
371
58.005
718
Empréstimos
Operações de venda com acordo de recompra
Outros recursos
Cheques-ordens de pagamento
Outros recursos-op. importação de mercadorias
484.068
6.031
168.942
2.090
2.476.141
30.850
1.496.288
18.522
O saldo da conta Empréstimos corresponde aos recursos concedidos pelo Ministério
das Finanças ao Banco Sol no âmbito de uma Convenção Financeira assinada em
Julho de 2005 e enquadrada nos programas de Microcrédito e de Crédito ao
Consumo.
O saldo da conta Operações de venda com acordo de recompra corresponde ao valor
dos Títulos do Banco Nacional de Angola adquiridos pelo banco e posteriormente
vendidos aos clientes, parcialmente ou na sua totalidade, com o acordo do banco em
voltar a comprar os mesmos numa data futura.
O saldo da conta Outros recursos-Operações com importação de mercadorias
corresponde ao valor dos contratos de compra de moeda estrangeira para importação de mercadorias e invisíveis correntes e poderá ser utilizado pelos clientes apenas
para abertura de cartas de crédito e emissão de ordens de pagamento em moeda
estrangeira.
Demonstrações
Financeiras
136
15. Outros passivos
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
Fornecedores
90.824
1.132
70.312
870
Impostos sobre os lucros
50.500
628
2.539
31
Outros impostos
14.028
175
357
4
155.352
1.935
73.208
906
O saldo da conta Impostos sobre os lucros foi calculado de acordo com o referido na
alínea h) da nota nº4. Os proveitos dos títulos da dívida pública obtidos em
Obrigações do Tesouro e em Bilhetes do Tesouro emitidos pelo Estado Angolano e
enquadrados nos Decretos Regulamentares nº 51/03 e 52/03, de 8 de Julho, gozam
de isenção de todos os impostos. Tal facto é complementado pelo disposto na alínea
c) do número 1 do Artº 23 do Código do Imposto Industrial. Desta forma, na determinação do lucro tributável dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2005 e
2006, tais proveitos foram deduzidos ao resultado bruto do exercício.
16. Contas de regularização (passivo)
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
Custos a pagar
41.963
523
64.629
800
Receitas com proveitos diferidos
73.260
913
139.506
1.727
308.296
3.841
131.546
1.628
423.519
5.277
335.681
4.154
Outras contas de regularização
O saldo da conta custos a pagar respeita a juros a liquidar sobre depósitos de
clientes, assim como a especialização de outros custos administrativos.
O saldo da conta receitas com proveito diferidos corresponde fundamentalmente à
especialização líquida de descontos/prémios da carteira de títulos de negociação e
investimentos, conforme referido na alínea d) da nota nº4.
Demonstrações
Financeiras
138
A rubrica Outras contas de regularização incluem essencialmente o valor de impostos
cobrados por conta do Estado no último dia do mês de Dezembro e liquidados nos
primeiros dias de Janeiro de 2007.
17. Provisões para riscos e encargos
O movimento ocorrido nesta conta foi o seguinte:
(valores expressos em milhares de Kwanzas)
Provisões para riscos gerais de crédito
Provisões para riscos diversos
SALDO EM
DOTAÇÃO
UTILIZAÇÃO/
SALDO EM
01.01.2006
(NOTA 29)
REPOSIÇÃO
31.12.2006
49.589
128.813
66.126
112.276
21.646
11.131
6
32.771
71.235
139.945
66.132
145.047
(valores expressos em milhares de USD)
SALDO EM
DOTAÇÃO
UTILIZAÇÃO/
SALDO EM
01.01.2006
(NOTA 29)
REPOSIÇÃO
31.12.2006
Provisões para riscos gerais de crédito
614
1.605
820
1.399
Provisões para riscos diversos
268
139
1
408
882
1.744
821
1.807
A rubrica de provisões para riscos gerais de crédito foi constituída no âmbito do
referido na alínea b) da Nota 4. A rubrica de provisões para riscos diversos engloba a
estimativa de responsabilidades contingentes decorrentes de acções judiciais em
curso (alínea h) da Nota 4).
18. Capital
Em 31 de Dezembro de 2006, o capital social corresponde ao contravalor em
Kwanzas de USD 5.000.000 e encontrava-se integralmente subscrito e realizado.
Por despacho do Exmo. Senhor Governador do Banco Nacional de Angola, de 3 de
Junho de 2004,o Banco encontra-se autorizado, a proceder ao aumento do seu capital
social no valor equivalente a 2 milhões de USD, tendo já realizado 50% do referido
montante.
Demonstrações
Financeiras
140
19. Reservas e Resultados Transitados
O saldo e movimento efectuado nesta rubrica foi o seguinte:
(valores expressos em milhares de AKZ)
SALDO EM ACRÉSCIMOS
DECRÉSCIMOS
01.01.2006
SALDO EM
31.12.2006
Reservas
Reserva p/ manutenção de fundos próprios
212.866
-
(42.881)
169.985
Reserva de reavaliação
66.086
-
(11.654)
54.432
Reserva legal
49.243
54.278
-
103.521
Outras reservas
43.356
-
-
43.356
371.551
54.278
(54.535)
371.294
157.816
113.983
-
271.799
Resultados transitados
(valores expressos em milhares de USD)
SALDO EM
ACRÉSCIMOS DECRÉSCIMOS SALDO EM
01.01.2006
31.12.2006
Reservas
Reserva p/ manutenção de fundos próprios
2.635
-
-517
2.118
818
-
-140
678
Reserva legal
610
680
-
1.290
Outras reservas
537
-
-
540
4.599
680
-657
4.626
1.954
1.433
-
3.386
Reserva de reavaliação
Resultados transitados
As reservas para manutenção de fundos próprios foram calculadas com base na
política contabilística descrita na alínea g) da Nota 4.
As variações verificadas nas rubricas de Reserva Legal e Resultados Transitados resultaram da aplicação dos resultados do exercício de 2005. O valor remanescente dos
resultados foi distribuído aos accionistas (35.280 milhares de Kwanzas) e trabalhadores
(67.847 milhares de kwanzas).
Demonstrações
Financeiras
142
20. Juros e custos equiparados
Juros de recursos de outras instituições de crédito
Juros de depósitos
Juros de outros recursos
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
13.453
168
11.297
140
230.543
2.872
171.281
2.120
39.018
486
95.402
1.181
283.014
3.526
277.980
3.441
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
21. Juros e proveitos equiparados
2005
2005
Juros de aplicações em instituições de crédito
242.356
3.019
100.434
1.243
Juros de crédito
462.770
5766
233.197
2.887
Juros de títulos
349.233
4.351
375.601
4.649
1.054.359
13.136
709.232
8.779
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
22. Comissões
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
Comissões recebidas:
Por operações cambiais
50.508
629
36.967
458
Por garantias prestadas
18.974
237
31.245
387
Por abertura de linhas de crédito
48.756
607
32.012
396
357.157
4.450
218.945
2.710
6.638
83
2.403
30
482.033
6.006
321.572
3.981
Por cobranças de valores
Por outros serviços bancários
Comissões pagas:
Por operações cambiais
19.376
241
10.749
133
Por compensação electrónica
4.062
51
1.190
15
Por outros serviços
4.394
55
7.859
97
27.832
347
19.798
245
Demonstrações
Financeiras
144
23. Resultados em operações financeiras
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
1.069.496
13.325
743.405
9.203
30.023
374
57.599
713
2.316
29
12.824
158
1.101.835
13.728
813.828
10.074
844.030
10.516
645.809
7.995
37.767
471
65.728
814
3.786
46
24.674
304
885.583
11.033
736.211
9.113
Lucros em operações financeiras:
Operações cambiais
Operações sobre disponibilidades
Operações com títulos
Prejuízos em operações financeiras:
Operações cambiais
Operações sobre disponibilidades
Operações com títulos
24. Outros proveitos e lucros
Prestação de serviços diversos
Reembolsos de despesas
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
141.431
1.762
90.330
1.118
102
1
113
2
141.533
1.763
90.443
1.120
Demonstrações
Financeiras
146
25. Custos com o pessoal
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
Remunerações dos órgãos sociais
Remunerações do pessoal
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
18.686
233
17.258
214
323.208
4.027
186.634
2.310
Encargos sociais obrigatórios
24.676
307
15.205
188
Encargos sociais facultativos
9.562
119
3.457
43
905
11
25.626
317
377.037
4.697
248.180
3.072
Outros custos
Por categorias profissionais, o quadro de pessoal encontrava-se assim distribuído:
Administração
Direcção
Quadros intermédios
Técnicos
Administrativos
2006
3
3
54
185
77
322
2005
3
3
31
141
75
253
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
26. Fornecimentos de terceiros
Água, electricidade e combustíveis
15.450
192
9.880
122
Impressos e material de consumo corrente
35.167
438
20.146
249
Material de decoração e conforto
30.748
383
12.195
151
Outros fornecimentos
28.615
357
6.022
75
109.980
1.370
48.243
597
Demonstrações
Financeiras
148
27. Serviços de terceiros
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
Rendas e alugueres
51.221
638
17.799
220
Comunicações e despesas de expedição
32.274
402
23.638
293
Deslocações e estadias
40.221
501
18.416
228
Despesas de representação
16.292
203
310
4
Publicidade
14.232
177
8.767
109
Conservação e reparação
18.149
226
10.126
125
Informática
82.078
1.023
41.675
516
Vigilância e segurança
63.706
794
39.106
484
80.733
1.006
38.358
475
398.906
4.970
198.195
2.453
Serviços especializados
Outros serviços
28. Outros custos e prejuízos
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
Quotizações
Donativos
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
10.849
135
3.907
48
200
3
2.989
37
11.049
138
6.896
85
Demonstrações
Financeiras
150
29. Amortizações do exercício
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
26.956
336
13.825
171
Despesas de constituição
8.751
109
7.012
87
Custos plurianuais
3.338
41
38
-
Despesas de investigação e desenvolvimento
1.777
22
1.777
22
Sistemas de tratamento automático de dados
20.440
255
10.234
127
61.262
763
32.886
407
Imóveis
16.890
210
9.430
117
Equipamento
91.628
1.142
63.762
789
Imobilizado incorpóreo
Trespasses
Imobilizado corpóreo
108.518
1.352
73.192
906
169.780
2.115
106.078
1.313
AKZ
USD
30. Provisões do exercício
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
Para crédito e juros vencidos (Nota 7)
101.329
1.262
21.998
272
Para riscos gerais de crédito (Nota 16)
128.813
1.605
68.653
850
Para participações financeiras (Nota 9)
13.000
162
-
-
Para riscos bancários gerais (Nota 16)
11.131
139
19.172
237
254.273
3.168
109.823
1.359
Demonstrações
Financeiras
152
31. Resultados extraordinários
Esta rubrica decompõe-se da seguinte forma:
AKZ
USD
AKZ
USD
2006
2006
2005
2005
-
-
-
-
Ganhos extraordinários:
Mais-valias na alienação de meios imobilizados
Ganhos relativos a exercícios anteriores
Outros ganhos extraordinários
1.791
22
3.504
43
18.107
226
2.665
33
19.898
248
6.169
76
21.792
272
5.717
71
325
4
1.634
20
1.222
15
4.152
51
Perdas extraordinárias:
Menos-valias na alienação de meios imobilizados
Multas e penalidades legais
Perdas relativas a exercícios anteriores
Outras perdas extraordinárias
8.981
112
-
-
32.320
403
11.503
142
32. Eventos subsequentes
a) Plano e Fundo de Pensões do Banco Sol
Com data de 13 de Março de 2007, foi constituído o Fundo de Pensões do Banco Sol
o qual será gerido pela sociedade AAA Pensões, SA. O referido Fundo de Pensões
garantirá a execução financeira do Plano de Pensões e terá, nos termos da legislação
aplicável, um património autónomo afecto à realização do Plano de Pensões. O Plano
de Pensões é um plano de benefício definido e não contributivo sendo o Banco Sol o
único financiador do Fundo de Pensões fechado e prevê a atribuição da Pensão de
Reforma por Velhice, da Pensão de Reforma Antecipada e de um Subsídio de Morte.
São considerados beneficiários do Fundo de Pensões, com direito a todos os benefícios
previstos no Plano de Pensões, todos os empregados do Banco Sol que tenham
prestado, no mínimo, seis anos de serviço contínuo. Na data de constituição do
Fundo foram considerados beneficiários do Fundo de Pensões os empregados que
cumpriam este critério nesta data.
Demonstrações
Financeiras
154
O Fundo de Pensões do Banco Sol é constituído por tempo indeterminado e as garantias
consignadas no Plano de pensões e no Plano Técnico Actuarial previstos no Contrato
de Constituição do Fundo reportam-se a 1 de Janeiro de 2007.
O património inicial do Fundo de Pensões do Banco Sol será constituído pela entrada em
numerário da quantia de USD 250.902,37 que corresponde às contribuição anual a
realizar pelo Banco Sol em 2007.
b) Isenção de imposto industrial
Em 15 de Dezembro 2006, o Banco solicitou à Direcção Geral de Impostos a aplicação da isenção de 50% de imposto industrial para o exercício de 2006, no âmbito
do disposto no respectivo Código, aguardando-se a respectiva resposta. Caso a
resposta da Direcção Geral de Impostos seja favorável o valor do imposto sobre o
rendimento poderá vir a ser corrigido em 50.500 milhares de kwanzas (629 milhares
de USD) o que implicaria a alteração da taxa efectiva de imposto, apresentada na
alínea i) do n.º 4, para 12,39%.
302.119
390.719
35.520
728.358
954.621
TOTAL
0
50.402
5.332
51.788
13.133
226.263
629.974
252.823
236.980
64.100
553.903
76.070
2.813
3.560
19.296
120.317
32.806
2.885
Imóveis
Equipamento
Imobilizações em curso
Imobilizações Corpóreas
Trespasses
Despesas de constituição
Custos plurianuais
Despesas de investigação
e desenvolvimento
'Software'
Imobilizações em curso
Imobilizações Incorpóreas
(84.718)
(23.373)
(13.047)
(13.047)
(5.096)
(18.277)
(2.166)
(10.881)
(12.036)
(61.345)
(17.174)
(32.134)
Custo e/ou reavaliado
Saldo em Aquisições Correcção Abates/
01.01.2006
monetária Transfª
1.486.830
547.681
598.541
99.620
1.245.842
5.332
102.190
1.097
240.988
90.996
36.367
5.007
Saldos em
31.12.2006
Mapa do movimento das imobilizações incorpóreas e corpóreas
222.210
18.881
132.456
151.336
1.926
25.477
70.873
25.193
15.508
2.770
1.393
(1.393)
108.518
169.780
(147)
(1.246)
16.890
91.628
61.262
1.777
20.440
26.956
8.751
3.337
16.574
11.066
170
10.896
5.508
2.674
2.834
374.022
35.454
211.942
247.395
3.703
45.916
126.627
49.316
24.259
3.433
Amortizações
Saldo em Aumentos Correcção Abates/ Saldo em
01.01.2006
monetária
Reg 31.12.2006
1.112.808
512.227
386.600
99.620
998.446
1.629
56.273
1.097
114.361
41.680
12.107
1.574
Valor
líquido
(Expresso em milhares de Kwanzas)
Anexo às Demonstrações Financeiras para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2006
Demonstrações
Financeiras
156
TOTAL
Taxa de câmbio: 80,264420
Imóveis
Equipamento
Imobilizações em curso
Imobilizações Corpóreas
Trespasses
Despesas de constituição
Custos plurianuais
Despesas de investigação
e desenvolvimento
'Software'
Imobilizações em curso
Imobilizações Incorpóreas
11.893.449
7.848.729
3.149.877
2.952.497
798.608
6.900.982
0
627.945
66.434
645.219
163.626
2.818.966
3.764.051
4.867.895
442.537
9.074.483
35.043
44.355
240.404
1.499.013
408.729
35.946
(1.055.485)
(291.198)
(162.548)
(162.548)
(63.486)
(227.712)
(149.959)
(764.287)
(26.986)
(135.562)
947.747
(213.972)
(400.355)
Custo e/ou reavaliado
Saldo em Aquisições Correcção Abates/
01.01.2006
monetária Transfª
18.524.145
6.823.456
7.457.118
1.241.145
15.521.719
66.434
1.273.163
13.667
3.002.426
1.133.701
453.084
62.377
Saldos em
31.12.2006
Mapa do movimento das imobilizações incorpóreas e corpóreas
2.768.471
235.234
1.650.240
1.885.474
23.990
317.408
882.998
313.880
193.210
34.509
17.355
(17.355)
1.352.006
2.115.255
(1.836)
(15.518)
210.429
1.141.578
763.249
22.145
254.655
335.843
109.032
41.574
206.493
137.871
2.116
135.755
68.622
33.314
35.308
4.659.879
441.710
2.640.544
3.082.254
46.134
572.063
1.577.625
614.416
302.242
42.769
Amortizações
Saldo em Aumentos Correcção Abates/ Saldo em
01.01.2006
monetária
Reg 31.12.2006
13.864.267
6.381.746
4.816.574
1.241.145
12.439.465
20.299
701.100
1.097
1.424.801
519.285
150.841
19.608
Valor
líquido
(Expresso em Dólares Americanos (USD))
Anexo às Demonstrações Financeiras para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2006
Demonstrações
Financeiras
158
Relatório e Parecer do
Conselho Fiscal
Audit Committee’s
Report and Opinion
Relatório e Parecer
do Conselho Fiscal
162
Parecer do Conselho Fiscal
Para o ano findo em 31 de Dezembro de 2006
Em cumprimento das disposições legais e estatuárias, apresentamos aos senhores
accionistas o nosso Relatório sobre a acção fiscalizadora por nós exercida no, Banco
Sol, SARL e o nosso parecer sobre o balanço, demonstração de resultados e respectivas ao ano findo em 31 de Dezembro de 2006.
O presente parecer deve ser lido em conjunto com o relatório dos auditores independentes.
Desde a data da nossa designação acompanhámos a actividade do banco no cumprimento da nossa actividade fiscalizadora, procedendo à verificação dos relatórios,
registos contabilísticos e documentos de suporte, com a profundidade que se julga
necessária.
Na nossa opinião, as demonstrações financeiras que foram preparadas em conformidade com as políticas contabilísticas expressas nas notas às contas revelam adequadamente a posição financeira do Banco Sol, SARL em 31 de Dezembro de 2006 e
os resultados da sua actividade no ano findo na mesma data.
Considerando a nossa opinião referida no parágrafo anterior propomos a aprovação
das demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2006.
Apraz-nos ainda propor um voto de louvor a todo o Conselho de Administração e
colaboradores pela eficácia que caracterizou a actividade do Banco Sol neste ano de
actividade que marcou o crescimento e alargamento das operações do Banco no
mercado angolano.
Luanda, 28 de Março de 2007
Relatório dos Auditores
External Auditor’s Report
Relatório dos
Auditores
166
PARECER DO AUDITOR EXTERNO
Ao Conselho de Administração e Accionistas do
BANCO SOL, S.A.R.L.
INTRODUÇÃO
1.
Auditámos as Demonstrações Financeiras anexas do BANCO SOL, S.A.R.L., que
compreendem o Balanço relativo a 31 de Dezembro de 2006, (que evidencia um
total de 17.753.739 milhares de Kwanzas e 221.191 milhares de USD e um total
de capital próprio de 1.186.380 milhares de Kwanzas e 14.781 milhares de
USD, incluindo um resultado líquido de 357.149 milhares de Kwanzas e 4.450
milhares de USD), a Demonstração de Resultados relativa ao exercício findo
naquela data e o respectivo Anexo que inclui um resumo das políticas contabilísticas significativas.
RESPONSABILIDADE
2.
O Conselho de Administração do Banco é responsável pela preparação e
apresentação apropriada destas demonstrações financeiras de acordo com os
princípios contabilísticos geralmente aceites em Angola para o sector financeiro. Esta responsabilidade inclui a concepção, implementação e manutenção
de um sistema de controlo interno relevante para a preparação e apresentação
apropriada de demonstrações financeiras que estejam isentas de distorções
materiais, quer devidas a fraude ou a erro, selecção e aplicação de políticas
contabilísticas apropriadas e de registar estimativas contabilísticas que sejam
razoáveis nas circunstâncias.
3.
A nossa responsabilidade consiste em expressarmos uma opinião sobre estas
demonstrações financeiras, com base na auditoria que realizámos.
Relatório dos
Auditores
168
ÂMBITO
4.
Excepto quanto à limitação descrita no parágrafo 6 abaixo, a nossa auditoria foi
realizada de acordo com as normas internacionais de auditoria. Estas normas
exigem o cumprimento dos requisitos éticos e que o nosso exame seja planeado
e realizado de forma a obtermos uma segurança razoável de que as demonstrações
financeiras não contêm distorções de materialidade relevante. Uma auditoria
inclui a verificação, por amostragem, de evidência comprovativa dos valores e
informações constantes das demonstrações financeiras. Os procedimentos
seleccionados dependem do juízo do auditor, incluindo a avaliação dos riscos
de distorção material das demonstrações finaceiras, por fraude ou erro. Ao
fazer essas avaliações de risco, o auditor considera o sistema de controlo interno
relevante para a preparação e apresentação apropriada das demonstrações
financeiras do Banco a fim de conceber procedimentos de auditoria que sejam
apropriados nas circunstâncias, mas não com a finalidade de expressar uma
opinião sobre a eficácia desse sistema de controlo interno. Uma auditoria também
inclui a avaliação da adequação das políticas contabilísticas usadas e da razoabilidade das estimativas contabilísticas feitas pelo Conselho de Administração,
bem com a avaliação da apresentação global das demonstrações financeiras.
5.
É nossa convicção que a auditoria que realizámos proporciona uma base
razoável para a nossa opinião.
RESERVAS
6.
Não obtivemos confirmações directas por parte dos clientes de crédito e
depósitos com saldos no valor de 911.134 milhares de kwanzas (11.352 milhares de
USD e cerca de 19% dos saldos circularizados) e 2.738.236 milhares de kwanzas
(34. 155 milhares de USD, cerca de 56% dos saldos circularizados), respectivamente.
Na impossibilidade de realização de outros procedimentos alternativos de
auditoria não nos foi possível aferir sobre a existência e exactidão dos referidos
saldos registados.
Relatório dos
Auditores
170
OPINIÃO
7.
Em nossa opinião, excepto quanto aos efeitos, se alguns, dos ajustamentos que
poderiam revelar-se necessários caso não existisse a limitação descrita no parágrafo
6 acima, as demonstrações financeiras acima mencionadas apresentam apropriadamente, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira de BANCO SOL S.A.R.L., em 31 de Dezembro de 2006, bem como o resultado
das suas operações para o exercício findo nessa data, em conformidade com os
princípios contabilísticos geralmente aceites em Angola para o sector financeiro.
ÊNFASE
8.
Sem afectar a opinião expressa no parágrafo anterior, chamamos a atenção
para as seguintes situações:
8.1 Conforme referido na Nota 17 do Anexo às demonstrações financeiras, o
Banco ainda não procedeu à realização de 50% do aumento de capital (no
montante de 1 milhão de USD) autorizado pelo Banco Nacional de Angola em
3 de Julho de 2004. Adicionalmente, com os Fundos Próprios do Banco
reportados a 31 de Dezembro de 2006, incluindo a totalidade dos resultados
líquidos do exercício, o cálculo da margem de segurança estabelecida pelo
artigo 2º do Aviso nº 5/03, de 7 de Fevereiro, do Banco Nacional de Angola
encontra-se próximo do limite mínimo estabelecido.
8.2 Conforme referido na Nota 31 a) no Anexo às demonstrações financeiras, em
13 de Março de 2007, foi constituído um Fundo de Pensões para cobertura
das responsabilidades futuras definidas no Plano de Pensões estabelecido na
mesma data.
Luanda, 30 de Abril de 2007
ERNST & YOUNG ANGOLA, LIMITADA

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