Dançar - Espaço Talassa

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Dançar - Espaço Talassa
SOBRE ÒDAN‚AR COM OS GOLFINHOSÓ
Em 1987, foi o meu primeiro encontro com golfinhos. Sem receio, entrei na ‡gua, no seu
meio natural, onde os poderia ver como em qualquer document‡rio do Comandante Costeau
ou no filme "Vertigem Azul". Depois disso, alguns milhares de milhas foram percorridos. Ao
longo destes anos, enriquecemos a nossa experincia, torn‡mo-nos mais sens’veis ˆs exigncias
tanto destes animais como da nossa actividade.
Os animais que se podem observar nos Aores s‹o livres e selvagens. Os golfinhos s‹o animais
sens’veis e ao longo destes vinte anos de experincia verific‡mos que o tempo passado no
mar, a repeti‹o de entrar e sair da ‡gua, o estado de "stress" dos nadadores, o bem-estar
no elemento ‡gua, as espŽcies encontradas, a presena de crias no grupo s‹o outros factores
que condiciona este "Danar com os golfinhos". AlŽm de que o nadar em alto mar Ž uma actividade de risco.
Consciente do impacto que este tipo de actividade pode representar para o bem-estar dos
animais, e consciente da vossa segurana, o Espao Talassa prop›e-vos nadar com os golfinhos
segundo princ’pios e regras da nossa ÒCarta ƒticaÓ:
1. A nata‹o Ž limitada a cinco espŽcies distintas: golfinho comum, golfinho pintado, golfinho
riscado, golfinho roaz e grampo. A lei regional em vigor n‹o autoriza a nata‹o com outras
espŽcies, nomeadamente o cachalote.
2. Praticamos a tŽcnica "soft encounter", ou seja, deixamo-nos flutuar ˆ superf’cie sem
perseguir os animais, deixando-os aproximar movidos pela sua curiosidade.
3. S‹o autorizados, no m‡ximo, dois nadadores a mergulharem simultaneamente, com
barbatanas, m‡scara e tubo. N‹o utilizamos equipamento de mergulho aut—nomo. TambŽm
a pensar na vossa segurana, um segundo elemento da tripula‹o certifica-se que o vosso
encontro com os animais decorra da melhor forma, encontro esse que n‹o dever‡ ultrapassar
10 minutos cada.
4. Em todas as situa›es, Ž o skipper que autoriza, ou n‹o, a nata‹o com os animais. Esta
decis‹o baseia-se na sua experincia de reconhecer as condi›es do estado do mar, a
vossa aptid‹o f’sica e sobretudo de interpretar o comportamento dos animais ˆ superf’cie.
Em 1996, escrevi um texto que terminava assim:
"S‹o cada vez mais aqueles que querem nadar com os golfinhos, a querer escorregar para
dentro do seu meio e partilhar com eles um pouco da sua intimidade". Lembro-me de no ano
passado ter reflectido sobre isto quando alguŽm que chegou do mar disse: "Fant‡stico, estive
na casa deles!". Trata-se exactamente disso: ao penetrar no grande azul do Atl‰ntico abrimos
uma porta para outra dimens‹o, entramos na sua casa. O meu desejo mais profundo Ž de
ver no regresso um sorriso enorme que vai atŽ ˆs orelhas e de ouvir: "Fant‡stico, estive na
casa deles! O golfinho olhou-me nos olhosÉ".
Hoje, a equipa do Espao Talassa, com o fim de desenvolver um turismo respons‡vel, vai
assumir esta filosofia, e por respeito aos nossos clientes e aos animais deixaremos de prop™r
esta actividade de nadar com os golfinhos dia-a-diaÉ O futuro nos dir‡, sem dœvida, que
tom‡mos a melhor decis‹o.
Serge Viallelle, respons‡vel da Base de Observa‹o de Cet‡ceos dos Aores
O QUE ƒ O ÒSOFT-ENCOUNTERÓ
O "soft encounter" Ž uma tŽcnica de encontro entre os golfinhos e o homem. Com m‡scara, tubo e barbatanas deixamo-nos
flutuar sobre a ‡gua, calmamente, sem nadarÉ A curiosidade dos golfinhos far‡ o resto. Eles aproximam-se, sondam, olham,
escutamÉ
Os cet‡ceos s‹o extremamente sens’veis e detectam a nossa presena facilmente e com muita precis‹o. Movimentos r‡pidos
ou n‹o controlados fazem-os fugir. Durante o encontro, respeitando sempre algumas regras, as oportunidades de aproxima‹o
ser‹o imensas. O encontro com um animal livre no seu meio natural, animado e curioso ser‡ realizado.
- Antes de se meter na ‡gua verifique se a m‡scara est‡ bem colocada, bem como as suas barbatanas: estando confort‡vel
estar‡ mais ˆ vontade, e assim ter‡ menos preocupa‹o com os aspectos tŽcnicos. Um fato de mergulho curto de 5mm de
espessura Ž recomendado.
- Deixe-se escorregar na ‡gua, sem fazer "splash", n‹o mergulhe de cabea, nem salte, o vosso guia ir‡ posicionar o barco,
criando assim a melhor oportunidade para o encontro.
- N‹o nade, n‹o procure seguir o animal... de qualquer maneira eles s‹o melhores nadadores que n—s, deixe-os aproximar. A
nossa experincia mostra que eles podem n‹o vir directamente ao vosso encontro, eles nadar‹o ˆ sua volta, far‹o algumas
acrobacias, sondam... e estes primeiros momentos ser‹o decisivos para um encontro inesquec’vel!
Ultrapassada esta fase de "sedu‹o", poder‡ tentar uma aproxima‹o mais estreita ao realizar uma pequena apneia de dois
ou trs metros de profundidade. Sempre calmamente, sem bater com as barbatanas na superf’cie, deixe-se ir para o fundo.
A nossa experincia tambŽm nos mostra que os golfinhos s‹o muito sens’veis ao vosso estado interior: um nadador "stressado",
pouco ˆ vontade tecnicamente ou pouco atento ter‡ encontros pouco frut’feros e de curta dura‹o. Ë medida que as vossas
experincias com os animais v‹o aumentando, a qualidade destes encontros ir‡ de certeza melhorar.