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revista
Ano 2 nº 3 outubro a dezembro 2012
Integração
e excelência
Centro de Serviços
Compartilhados
garante eficiência
dos processos
e apoia o
crescimento
da Raízen
Índice
2Índice
4
Giro Rápido
Acelerando com o Brasil
6
16
20
Tecnologia e Inovação
Ensinar para progredir
23
Páginas Roxas
Melhor a cada dia
Questão de Ética
Bom senso presente
8
24
Comercial
Incentivo veloz
Mercado
Solidez financeira
10
26
Sustentabilidade
Compromisso com
o futuro
12
Segurança
Direção segura
14
Negócios
Apenas uma
bandeira
Raízes do Brasil
Vale do desenvolvimento
28
Apresentação
Olhar no futuro
30
Artigo
Marca de qualidade
31
Indicadores
Eficiência em números
Revista Raízen
Capa
Uma escada
para os negócios
Editorial
3
Caminhos da integração
Com foco em sustentabilidade e inovação, a Raízen trabalha dia
após dia na melhoria contínua de seus produtos e serviços. E, para
a materialização desses resultados, nada melhor que contar com
recursos de alto nível.
dedicação de toda a equipe, a unificação da
imagem da empresa em uma só bandeira é
um passo fundamental para o fortalecimento
da marca Shell no mercado.
Um perfeito exemplo disso está fisicamente sediado em nosso escritório
administrativo em Piracicaba (SP), mas presente em cada setor, segmento
ou ramificação da empresa: o Centro de Serviços Compartilhados,
o CSC. Lá, as metas do time estão sempre associadas a melhorias
significativas em eficiência e qualidade do serviço, buscando apoiar
de forma consistente os objetivos ousados de crescimento da Raízen.
O ano-safra termina somente em março;
mas, diante de todas essas realizações,
já podemos comemorar: 2012 foi mais um
ano bem-sucedido para a Raízen e, com
certeza, 2013 será ainda melhor.
Prova de nosso compromisso com a eficiência e a qualidade, a criação
do Programa de Excelência do CSC pretende aperfeiçoar os serviços
prestados. Esse programa estabelece um canal de comunicação direto
entre o cliente e o Centro para reconhecimento dos bons atendimentos
de seus mais de mil funcionários.
Boa leitura!
Isto porque nosso empenho com a valorização das pessoas
é diretamente proporcional aos resultados obtidos nesses quase dois
anos de atuação. Trabalhamos com base na meritocracia e focados na
qualificação profissional, como aponta a nossa vice-presidente de Recursos
Humanos, Kilda Magalhães, em uma entrevista exclusiva nesta edição.
Ao final de mais um ano, é com sensação de dever cumprido que
lançamos também nosso primeiro Relatório de Sustentabilidade.
Importante ferramenta de comunicação nos âmbitos econômico, social e
ambiental, o documento nos auxilia no estabelecimento de novas metas
e na construção de um plano de ação para que nosso desempenho seja
ainda melhor a cada dia.
No Varejo, esse bom momento pode ser medido com a conclusão do
projeto de Transição de Marca. Produto de um planejamento minucioso e da
Francis Vernon Queen – Vice-presidente
do Centro de Serviços Compartilhados (CSC)
Expediente
Gerência de Comunicação Interna:
Giselle Innecco Valdevez Castro
Fotografia: Arquivo Raízen/Gustavo Morita/Hyset/Lila Batista/
Marcos Issa/Túlio Vidal
Capa: Cajá – Agência de Comunicação
Coordenação e Jornalistas Responsáveis:
Andréa Melissa Pereira (MTb/SP 038015)
Carina Andion Angulo (MTb/RJ 31804)
Regina Maia (MTb/SP 49785)
Produção Gráfica e Editorial:
Cajá – Agência de Comunicação
Octacílio Freire (MTb/RJ 18296)
Conselho Editorial: Cláudio Oliveira; Flávio Santiago;
José Vitório Tararam; Leonardo Ozório; Luis Carlos Veguin;
Márcio Fogaça; Renata Bezerra; Renata
Manhães; Rômulo Maia; Sandra Mainenti.
Impressão: Burti
E-mail de contato:
[email protected]
Tiragem: 10.000 exemplares
Errata: O etanol enviado à Europa, proveniente de cana-de-açúcar certificada pela Bonsucro, foi produzido na unidade Bom Retiro, e não na
Costa Pinto, como informado na matéria “Etanol tipo exportação”, da
Revista Raízen (ano 2, nº 2).
As declarações expressas neste documento são efetuadas pela
Raízen na qualidade de licenciada das marcas Shell e não refletem
necessariamente a opinião da Shell Brands International.
Revista Raízen
4
Giro Rápido
Acelerando com o Brasil
Com investimento de cerca de
R$ 5 milhões, a Raízen lançou, em
outubro, a sua segunda campanha
institucional. Intitulada “A Raízen
acelera junto com o Brasil”, a ação
reforça o papel de vanguarda da
empresa, cuja estratégia de atuação
colabora de forma significativa
para o crescimento da economia
nacional. Desta forma, foram
veiculadas inserções em mídia
impressa, como jornais e revistas,
e eletrônica, como rádio e internet.
No ambiente virtual, os internautas
s ão c o nv i d ad o s a v i s i t a r o
novo site da Raízen. A página,
que foi reformulada, buscou
dar o tratamento adequado às
informações sobre a empresa
e apresentar um ambiente mais
dinâmico e amigável ao usuário.
“A Raízen é uma das maiores
empresas de energia do mundo
e precisa apresentar seu trabalho
à sociedade, ressaltando a
importância de sua atuação. Esta
campanha reforça o posicionamento
da empresa no mercado”, resume o
gerente de Marca e Mídia da Raízen,
Camilo Reis.
Portas abertas para a educação
A iniciativa, conta o gerente de Operações
Portuárias e de Navegação, João Paulo
Duarte, faz parte do Programa “Global
Management Emersion Experience” e tem
o objetivo de promover uma troca de experiências que agregue valor e conhecimento para empresas e estudantes. “Quando
trazemos um profissional com uma cultura
diferente, abrimos as portas para uma nova
visão e abordagem distinta, inovadora”, diz.
Ashwin, de 27 anos, passou por um processo seletivo e de análise de currículo
Revista Raízen
dentro da universidade antes de vir ao
Brasil pela primeira vez. Com uma importante bagagem na área de finanças,
colaborou na construção de um modelo
de investimentos para o projeto logístico.
Sua estadia e transporte foram custeados pela Raízen, que buscou apresentá-lo à estrutura da empresa e integrá-lo ao
time durante o intercâmbio.
“Decidi me inscrever no programa porque queria conhecer melhor a produção
de etanol de cana-de-açúcar e a Raízen
é a maior fabricante deste tipo de biocombustível do mundo. Agora, com essa
grande experiência acumulada, pretendo continuar buscando novos projetos e
desafios na área na América Latina”, diz
o estudante texano.
Duarte adianta: “Os resultados foram
muito positivos e o formato do programa é vencedor. Tanto, que certamente
valerá a pena repeti-lo”.
ARQUIVO PESSOAL
Uma das mais importantes universidades do mundo, Stanford, na Califórnia
(EUA), se tornou uma das parceiras da
Raízen na formação profissional. Durante todo o mês de setembro, a equipe da área de Logística, Distribuição e
Trading (LD&T) recebeu o aluno de MBA
Ashwin Madgavkar, alocando-o em um
projeto de distribuição de combustíveis
por meio de hidrovias na Região Norte.
O estudante Ashwin Madgavkar
colaborou na concepção de um projeto
logístico na Região Norte
Promoção digna
de Hollywood
Em novembro, a Raízen lançou nos postos Shell uma promoção
exclusiva com quatro miniaturas colecionáveis dos famosos carros utilizados pelo Batman, herói dos quadrinhos e do cinema. A
ação Batmóvel Shell V-Power, idealizada por meio de uma parceria
entre a Raízen, a The Marketing Store, a Warner Bros. Consumer
Products e a JWT, tem o objetivo de alavancar as vendas de produtos diferenciados, fidelizar clientes e atrair novos consumidores.
“Esta é uma campanha exclusiva dos nossos postos e vem
acompanhada de uma ativação de marketing bastante intensa”, garante a assessora de Marca e Mídia da Raízen, Bárbara
Brandão, que destaca as estratégias de divulgação da ação
promocional: “Além da comunicação nos postos participantes,
construímos uma réplica oficial do Batmóvel para impulsionar a
divulgação na mídia e expor na revenda Shell, além de veicular
um comercial em diversos programas na TV, spots exclusivos de
rádios e reforçar presença em meios digitais”.
E, para colecionar as miniaturas, o cliente pode participar de várias formas: ao abastecer com 25 litros de Shell
V-Power, comprar R$ 25 nas lojas Select, adquirir 4 litros da linha
premium dos lubrificantes Shell Helix ou ao pedir o cartão Shell
Santander, sempre adicionando apenas R$ 14,90, ele leva uma
miniatura para casa. Os “batmóveis” foram importados pela
The Marketing Store e são similares aos carros que fazem parte
da história do personagem tanto no cinema como na televisão.
Nos trilhos da sustentabilidade
No caminho do desenvolvimento sustentável, a Raízen
encontrou a ferrovia. A empresa colocou em operação,
em outubro, os 60 novos vagões-tanque adquiridos para
a movimentação de combustíveis entre os estados de São
Paulo e Mato Grosso.
Opção logística com menor impacto ambiental, pois emite menos
gases de efeito estufa, o material rodante deverá aumentar a
capacidade de transporte da empresa em cerca de 300 milhões
de litros por ano. “A preferência pelo modal, considerado mais
eficiente do ponto de vista ambiental e energético, vai ao
encontro da nossa estratégia de realizar negócios sustentáveis.
A empresa pretende dar um foco cada vez maior à ferrovia”,
destaca o diretor Executivo de Logística, Michel Facuri.
O trajeto dos vagões é baseado na logística reversa. Em
Paulínia (SP), as composições são carregadas com óleo
diesel e gasolina, e seguem por trilhos até Alto Taquari
(MT). De lá, os produtos são transportados por caminhão
até Rondonópolis (MT ), onde são distribuídos para os
clientes da empresa. No retorno a Paulínia, os vagões
transportam biocombustíveis (etanol e biodiesel) para suprir
os mercados da Grande São Paulo e do Rio de Janeiro.
“Queremos otimizar ao má ximo a operação reversa para obter mais competitividade com o frete”, explica Facuri, acrescentando que a intenção, no futuro,
é realizar o trajeto total entre Paulínia e Rondonópolis via trilhos. “A ALL (América Latina Logística), operadora do trecho, está construindo 300 km de malha ferroviária entre Alto Taquari e Rondonópolis, o que vai
gerar diversas opções de negócios nesta região”, completa.
Revista Raízen
6Índice
6
Páginas Roxas: Kilda Magalhães
Melhor
a cada dia
Quinta maior empresa do
país em faturamento, a Raízen
enfrenta um desafio proporcional
às suas dimensões: atrair,
engajar e manter talentos que
contribuam para a conquista de
resultados cada vez melhores.
A vice-presidente de Recursos
Humanos, Kilda Magalhães,
identifica os desafios da gestão
de 40 mil funcionários e revela
que um dos grandes segredos
do sucesso da empresa é,
indiscutivelmente,
seu capital humano
Uma cultura empresarial se forma a partir de valores. Como a Raízen está atuando para consolidar um
novo rol de atitudes corporativas nestes pouco menos de dois anos de operação?
Quando a Raízen foi criada, os líderes se reuniram para
definir que valores e atitudes deveriam ser trazidos para
a empresa que se formava. A partir desta reflexão, propusemos cinco atitudes internas – chamadas de valores em
forma de ação – que conduzem nossas ações no dia a dia
e devem ser conhecidas por todos os profissionais envolvidos nas atividades da Raízen.
Qual a importância dessas atitudes no dia a dia
da empresa?
Tudo que fazemos na empresa – lidar com pessoas,
fazer negociações com clientes ou interagir com os
stakeholders – tem que estar baseado nas Atitudes
Raízen. São elas: valorizar o cliente, ter paixão em tudo
que faz, agir com ética e respeito, fazer mais e melhor
a cada dia, e pensar grande. Acreditamos que, a partir
delas, fortalecemos a meritocracia, o desenvolvimento
contínuo e contribuímos para a formação de um time
de alto desempenho.
A atração, retenção e desenvolvimento de talentos são questões que permeiam o planejamento e
impactam nos resultados de uma empresa. Qual o desafio da Raízen para atrair novos talentos para o time?
Este é o desafio brasileiro. Participamos de um mercado
aquecido em que o talento é disputado. Portanto, internamente, fazemos desde pesquisas salariais até o desenvolvimento de novos produtos que ajudem na atração de
profissionais. A estratégia é clara: não adianta pagar bem,
se a empresa não é atrativa. Estrutura, espaço para o desenvolvimento profissional e solidez corporativa são, sem
dúvida, nossos cartões de visitas.
Revista Raízen
Kilda Magalhães, vice-presidente de Recursos Humanos
Estrutura, espaço para
desenvolvimento
profissional e
solidez corporativa
são, sem dúvida, nossos
cartões de visitas”
“
o
Qual a função estratégica do setor de Recursos
Humanos em uma empresa moderna e engajada
com as novas tendências do mercado?
Os Recursos Humanos são muito mais que contratação
de pessoas. Precisamos, por exemplo, garantir o funcionamento dos processos internos e das políticas dentro
da organização, primeiros passos para a consolidação
de uma cultura corporativa. Além disso, devemos estar
atentos às necessidades de desenvolvermos competências, ao equilíbrio entre o que se tem e o que se deseja
e às estratégias de médio e longo prazos da empresa.
Independentemente das questões que se colocam, no
entanto, precisamos ser rápidos e certeiros na proposição de soluções.
Nosso trabalho está diretamente ligado aos resultados obtidos e estes, por sua vez, atraem cada vez
mais profissionais de altíssimo nível que contribuem
para que este desenvolvimento seja contínuo. É um
processo cíclico.
Em relação à capacitação e formação profissional,
como a Raízen entende estes temas?
Existem duas formas de treinamento. Uma é feita no
dia a dia da corporação, naturalmente, com a troca
de experiências e informações entre os profissionais.
A outra é realizada nas salas de aula e foca em temas
específicos e relevantes para a Raízen.
É importante ressaltar que ambas as formas têm como
objetivo desenvolver competências técnicas e de liderança. Os dois métodos são importantes para capacitar
funcionários, consolidar equipes e, consequentemente,
potencializar os resultados da empresa.
Quase dois anos depois da criação, a Raízen – formada a partir da junção de negócios entre Shell e
Cosan – precisa identificar-se com os acionistas e,
ao mesmo tempo, emplacar um novo estilo corporativo. Quais os desafios na busca deste equilíbrio?
Temos que estar alinhados com os acionistas, mas não
necessariamente com a cultura de uma das empresas
envolvidas. Quando criamos a corporação, reunimos características que eram boas para os acionistas, refletiam
nossa forma de fazer negócio e de desenvolver pessoas
e que, em suma, tinham a cara da Raízen. É importante
ressaltar: trouxemos experiências da Shell e da Cosan,
porém somos diferentes. Nós somos a Raízen.
Revista Raízen
8Índice
8Comercial
•
1
Incentivo
veloz
Raízen amplia investimento e reforça presença da marca Shell
nas principais categorias do automobilismo
A identificação da marca Shell com o universo automobilístico
ganhou contornos expressivos em 2012. A Raízen, neste ano,
aumentou de forma significativa sua presença no setor com
um investimento total em marketing de R$ 150 milhões, 30%
a mais que em 2011. Baseada em uma política consistente
de patrocínio às principais categorias do esporte a motor, a
empresa se consolida como uma das mais importantes incentivadoras do esporte de alta velocidade.
De acordo com o gerente de Marca e Mídia, Camilo Reis, o
apoio da marca Shell ao automobilismo é um reflexo direto
de uma estratégia sólida. “Reforçamos a nossa presença no
esporte a motor este ano e buscamos extrair o máximo de
todas as ações. Este trabalho é fundamental para a exposição
consistente da marca e, principalmente, para o desenvolvimento de produtos de alta performance”, esclarece.
Para a gerente de Patrocínios e Eventos, Carolina Marques,
a tecnologia e a inovação dos combustíveis da família Shell
V-Power são o motor das ações de marketing da empresa.
Revista Raízen
“Endossamos a qualidade do nosso combustível e estabelecemos pontos de comunicação efetivos com o consumidor final em eventos automobilísticos”, destaca.
Exemplo disso é a tradicional parceria técnica com a Ferrari para
a Fórmula 1, que já dura seis décadas e que transforma as pistas na grande vitrine para os produtos da família Shell V-Power.
A empresa também confirma sua ligação com a alta velocidade
em competições como a Stock Car, o Desafio Internacional das
Estrelas, as 6 Horas de São Paulo, e com a participação inédita
no 27º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo.
Categoria brasileira
Na Stock Car, a Raízen vem alcançando resultados consistentes
em sua estratégia de divulgação dos benefícios de Shell
V-Power Etanol. A empresa não só patrocina a equipe
Shell Racing, liderada pelo piloto Valdeno Brito, como também
abastece todos os 32 carros da competição.
2
Índice
9
3
1. Stock Car; 2. GP Brasil de Fórmula 1;
3. Desafio das Estrelas 4. Salão do Automóvel de São Paulo 2012
“A participação da Raízen na categoria mais importante do
automobilismo nacional é fundamental para estreitar nosso
relacionamento com os clientes. Além disso, incentivamos
o uso de um combustível renovável e limpo, produzido especialmente para o mercado brasileiro”, pontua Carolina.
Desafio das estrelas
Com a participação de grandes nomes do automobilismo mundial, o Desafio Internacional das Estrelas ganha
espaço ano após ano com sucesso de público. Em sua
8ª edição, a ser realizada nos dias 12 e 13 de janeiro de
2013, em Penha (SC), a prova de kart contará mais uma
vez com a presença da Raízen.
“A corrida promovida pelo piloto da Ferrari, Felipe Massa,
proporciona uma visibilidade interessante. Nas últimas
edições, atingimos bons resultados de mídia espontânea com a exposição da marca Shell”, ressalta Carolina.
Supermáquinas
em exposição
Para reforçar o desenvolvimento tecnológico dos combustíveis da família Shell V-Power, a Raízen marcou
presença no 27º Salão Internacional do Automóvel de
São Paulo. A empresa foi uma das participantes e patrocinadoras do evento, realizado entre os dias 24 de
outubro e 4 de novembro.
O estande da marca Shell V-Power exibiu réplicas do
Show Car da Ferrari para Fórmula 1; do carro da equipe Shell Racing da Stock Car; e do Batmóvel, veículo
do herói dos quadrinhos e do cinema construído especialmente para a promoção Batmóvel Shell V-Power.
“Nosso objetivo foi alinhar a qualidade dos nossos
produtos com as parcerias estratégicas que realizamos nos últimos anos”, enfatiza Carolina.
Parceria inédita
Pela primeira vez no Brasil, o evento 6 Horas de São
Paulo contou com o patrocínio da Raízen. “Apoiamos a
vinda de uma categoria de longa duração para o Brasil,
mais um importante passo em nosso plano de consolidar
a plataforma de automobilismo em nosso investimento de
marketing. Este evento tem como grande diferencial seu
ineditismo no Brasil, trazendo o conceito de entretenimento
em corridas de longa duração”, avalia Carolina.
Recém-criado pela Federação Internacional de Automobilismo
(FIA), é o maior campeonato de corridas deste tipo no mundo
e foi realizado entre os dias 13 e 15 de setembro no Autódromo
de Interlagos, na capital paulista. Várias montadoras participam
de todas as etapas, como Audi, Toyota, Nissan, Honda, Aston
Martin, Chevrolet, Ferrari, Porsche, Lotus e outras, que utilizam
o campeonato como laboratório para desenvolvimento de novas
tecnologias para seus automóveis de rua.
Revista Raízen
4
STOCK.XCHNG/ANDREAS KRAPPWEIS
10Sustentabilidade
Compromisso
com o futuro
Raízen lança seu primeiro Relatório de Sustentabilidade e realiza,
em paralelo, o levantamento de informações para a segunda edição
de acordo com os padrões da Global Reporting Initiative (GRI)
A Raízen lança, em dezembro, uma ferramenta essencial de
comunicação dos desempenhos social, ambiental e econômico: o Relatório de Sustentabilidade. A empresa, que adota o
conceito do desenvolvimento sustentável em seu escopo de
trabalho, reconhece a relevância do tema, considerado hoje
o mais importante desafio global.
A primeira edição do documento traz um conteúdo institucional,
aborda o posicionamento, a missão e a visão da Raízen, e abre
portas para a segunda publicação, cuja previsão de lançamento é julho de 2013. O novo número analisará os resultados da
empresa traçando um paralelo entre os anos-safra 2011/2012 e
2012/2013. A ideia é que os relatórios sejam emitidos anualmente, após o fim de cada ano-safra, com versões impressa e digital.
Para realizar o mapeamento da segunda edição, a Raízen está
utilizando a metodologia da Global Reporting Initiative (GRI),
referência mundial na área e o método mais aplicado para a
elaboração de relatórios entre as companhias. A coordenadora
de Sustentabilidade, Catarina Amaral, explica a escolha: “A GRI
é a mais conhecida, mais aferida e completa no mercado hoje.
Além disso, Shell e Cosan usam a metodologia para o reporte
de seu desempenho”, aponta.
Revista Raízen
Relevância comprovada
Além de ser uma forma positiva de prestação de contas a
todos os stakeholders, o relatório pode ajudar a identificar
os principais pontos de atenção e oportunidades econômicas, ambientais e sociais a partir do levantamento realizado
nos setores-chave da empresa. Por meio do seu reporte,
as organizações e todos os seus públicos (sociedade, governo, entidades de classe, ONGs etc) têm em mãos um
instrumento que possibilita dialogar e estabelecer um processo de melhoria contínua do desempenho rumo ao desenvolvimento sustentável.
“Com o relatório, podemos apoiar o estabelecimento
de metas internas para agregar cada vez mais valor à
Raízen. Temos que considerar o ‘tripé da sustentabilidade’ e não apenas os quesitos separadamente”, esclarece
Catarina fazendo referência ao termo originalmente em inglês
“tripple bottom line”, cunhado pelo sociólogo britânico John
Elkington, que designa o equilíbrio entre os três pilares –
ambiental, econômico e social – para obtenção do sucesso
nos negócios.
Construção da materialidade
Para a definição dos assuntos apresentados no segundo
Relatório de Sustentabilidade
da Raízen, foi construída uma
matriz de materialidade, recurso
que ajuda a identificar o que é
importante para a empresa na
opinião de vários públicos (internos e externos), e a estabelecer metas e planos de ação,
priorizando informações que
interessam a seus stakeholders.
Ela é a base para a elaboração
do conteúdo da publicação e
seus indicadores norteiam toda
a sua construção.
A matriz foi idealizada a partir da convergência da visão
da Raízen e das percepções
de seus públicos de relacionamento. O trabalho determinou temas prioritários, resultado do cruzamento do eixo
interno − análise de políticas
e estratégias, painel com funcionários, e entrevistas com os
vice-presidentes e principais
executivos − com o eixo externo − painéis com públicos da
empresa, consulta aos formadores de opinião e especialistas, análise de estudos setoriais e das melhores práticas
de empresas concorrentes.
Os 13 pontos levantados, ou
os chamados temas materiais,
abordados em ordem de importância para a Raízen, são nesta
edição: queimada e automação;
gestão ambiental; responsabilidade social; mudanças climáti-
cas; inovação e sustentabilidade; conjuntura (onde a Raízen se
enquadra); gestão de resíduos;
saúde e segurança; energia renovável; público interno; gestão
de sustentabilidade; gestão da
água e certificações.
“Esse levantamento é muito
significativo por apresentar, de
forma prática, tudo o que está
realmente sendo feito e como
estamos trabalhando para mitigar possíveis impactos de
nossa atuação”, avalia a coordenadora, ressaltando que
todas as informações do documento 2012/2013 passarão
por verificação de uma empresa de auditoria externa, a
Ernest e Young.
Na opinião de Catarina, mais
do que reportar a sustentabilidade, o relatório é um impor tante aliado na divulgação das ações da Raízen e
de seu posicionamento sobre a questão. Com a elaboração do documento, é
possível traçar os melhores
caminhos a seguir e a maneira mais adequada de gerir os negócios. “Nosso esforço comprova que o desenvolvimento sustentável da
Raízen é algo factível. Vamos
muito além da essência da
marca: ‘Nossa energia gera
um futuro melhor’. Temos um
compromisso com a sociedade e com o desenvolvimento
do país”, resume.
relatório
de
metas internas
agregar
valor Raízen”
“Com o
,
podemos apoiar o
estabelecimento
para
cada vez mais
à
Catarina Amaral
Coordenadora de Sustentabilidade
Padrão internacional
Criada em 1997, a Global Reporting Initiative
(GRI) é uma instituição global independente
e sem fins lucrativos responsável pela criação de uma estrutura mundialmente aceita
para medir o desempenho sustentável de
empresas, repartições públicas, ONGs e
outras organizações.
O conjunto de princípios, protocolos e indicadores desenvolvido pela GRI torna possível gerir, comparar e comunicar o desempenho das organizações nas dimensões social, ambiental e econômica. Hoje, mais de
mil empresas em 60 países seguem suas
diretrizes de desenvolvimento, incluindo um
número crescente de empresas brasileiras.
Para se ter uma ideia, apenas companhias
nacionais ganharam em todas as seis categorias da edição de 2010 do Readers´
Choice Award, prêmio concedido pela GRI.
O destaque para o país também pode ser
percebido no aumento constante de empresas brasileiras que desenvolvem seus
relatórios segundo os padrões da GRI: de
apenas 5, em 2002, para 65, em 2009.
Revista Raízen
12Segurança
Direção
segura
Com resultados positivos, Raízen incentiva a adoção de boas práticas
no transporte de combustíveis
Segurança não é custo, é investimento. Com esta afirmação, o gerente de
Saúde, Segurança e Meio Ambiente
(SSMA) — Transportes da Raízen, Leon
Esteche, analisa os resultados das
ações desenvolvidas pelo setor de
Lo g í s ti c a , D i s tr i b u i ç ã o e Tr a d i n g
(LD&T) para preservar a integridade
física dos motoristas que prestam serviços à empresa.
No último ano-safra (2011/2012), os
caminhões que levaram os combustíveis da
Revista Raízen
Raízen percorreram mais de 130 milhões
de km em território nacional sem
acidentes com afastamento. A expectativa,
segundo Leon, é que, ao fim do anosafra 2012/2013, o índice seja mantido e
o percurso total, ampliado para cerca de
150 milhões de km.
O desempenho de LD&T também segue
positivo no que diz respeito ao índice
de acidentes com veículos automotores.
Houve redução de 45% na comparação
com o registrado no ano-safra anterior.
De acordo com Esteche, os números são
resultado de um trabalho intenso de conscientização e de padronização de procedimentos de segurança. “Garantir que as
pessoas voltem para casa com saúde e
segurança é a nossa prioridade. Por isso,
buscamos soluções como programas comportamentais relacionados à atitude; programas de prevenção de acidentes; plano de
capacitação de funcionários e contratados,
manuais de práticas operacionais de SSMA,
entre outras ações”, enumera o gerente.
Conscientizar
para prevenir
Um dos ingredientes deste sucesso é a Campanha
Zero Acidente, que consiste em uma série de iniciativas, entre as quais se destaca o Rodeio de
Caminhões, que está em sua segunda edição. O
programa é uma competição de habilidades entre
os motoristas que não se envolveram em acidentes e atingiram a meta de Zero Violação (direção
adequada, sem registro de freadas bruscas e sem
excesso de velocidade). Somente profissionais de
transportadoras que cumpriram as normas de segurança da Raízen e obtiveram o índice de zero
acidente tornam-se aptos a participar.
“As provas simulam situações encontradas no dia
a dia, como a necessidade de realizar manobras
em vias desalinhadas, estacionar de marcha à ré e
desviar de veículos que eventualmente interrompam
o tráfego“, explica o gerente.
Concorrem 80 motoristas, divididos em quatro
etapas preliminares. Os três melhores colocados de cada uma recebem prêmios e poderão
disputar a grande decisão, programada para
abril de 2013 no Rio de Janeiro. Na final, o
campeão ganhará um carro zero km.
“Mais que premiações, o evento proporciona uma grande aproximação entre as famílias. É uma experiência muito interessante: no
ano passado, as famílias dos motoristas participantes os acompanharam na viagem ao
Rio de Janeiro para a grande final. A iniciativa
motiva-os a se cuidar no dia a dia, ou seja: ganha
o profissional, o meio ambiente, a comunidade e a
Raízen”, conta, satisfeito, Leon Esteche.
Sistema Alerta!
O principal desafio para manter elevado o padrão de segurança no transporte rodoviário é lidar com o comportamento humano. “Algumas vezes, por autoconfiança excessiva ou algum outro fator de distração, o motorista adota
condutas inadequadas”, constata Esteche.
Para evitar este tipo de problema e minimizar os riscos nas
operações em todos os setores da empresa, a Raízen implementou, em abril, o Sistema Alerta!, que conta com
cinco ferramentas:
• Autoavaliação de segurança (AAS): estimula os profissionais a avaliar riscos e pensar em como reduzi-los antes
de exercer qualquer atividade;
• Análise de segurança da tarefa (AST): estabelece o
passo a passo de cada procedimento e as medidas preventivas a serem tomadas;
• Observação para prevenção de incidentes (OPI):
verifica se os funcionários estão atuando de acordo com os
padrões da Raízen e os orienta em caso de irregularidades;
• Investigação de quase acidentes (IQA): analisa, a
partir de relatos, episódios potencialmente perigosos que,
por pouco, não geraram acidentes;
• Investigação de acidentes (IA): analisa os acidentes com
o objetivo de determinar as causas, estabelecer recomendações e divulgar lições aprendidas.
Pirâmide do Sistema Alerta! e suas cinco
ferramentas para identificar práticas inseguras
Além do rodeio, a Raízen patrocina, trimestralmente, confraternizações para os funcionários das transportadoras que registraram Zero
Acidente. Os dez melhores gestores ganham uma
viagem com a família e, ao fim do ano, as três
empresas que obtiverem os resultados mais satisfatórios são reconhecidas.
Revista Raízen
14Negócios
Apenas uma
bandeira
Finalização do projeto de Transição de Marca fortalece
estratégia de crescimento no varejo
Um projeto ambicioso que renovou uma rede de
postos e trouxe novas perspectivas para o mercado
brasileiro de combustíveis. O processo de transição
da bandeira Esso para Shell, iniciado pela Raízen em
2011, está chegando ao fim com resultados acima das
expectativas. Com funcionários dedicados e uma equipe
afinada, a empresa conclui, em dezembro deste ano,
as assinaturas dos contratos com os revendedores que
desejam migrar para a marca da concha.
O trabalho envolveu negociações específicas com
1.500 postos Esso e exigiu da Raízen um planejamento
cuidadoso, que considerou as particularidades de cada
estabelecimento. Iniciado nas Regiões Sul e Sudeste,
a onda de transição percorreu o território nacional
cadastrando revendedores e hasteando novas testeiras
com a logomarca da Shell. Até agora, cerca de 1.280
postos já foram convertidos. A expectativa é concluir
as obras de transição em todas as revendas até o final
do ano-safra (abril de 2013).
Padrão único
O projeto tem o objetivo de tornar a empresa única aos olhos
de seus consumidores, fidelizando-os à marca Shell e atraindo
aqueles que ainda não são fiéis aos postos da rede, presente
no mercado brasileiro há quase 100 anos. A decisão de
apostar em uma só bandeira também é importante do ponto
Revista Raízen
de vista econômico. Com apenas uma estratégia e oferta, a
empresa pode trabalhar com mais foco, garantindo elevados
padrões de qualidade em produtos e serviços.
“A maioria dos revendedores confiou na oferta diferenciada
da Raízen e aceitou se unir ao processo de transição. Com a
conversão, os donos de postos estão aptos a usufruir de todos
os benefícios que a empresa oferece para a dinamização e a
rentabilidade dos negócios”, pontua o diretor de Engenharia
e SSMA, José Roberto Braga.
Ter uma rede com cobertura nacional permite à empresa
fortalecer as ações de marketing e oferecer aos revendedores
um atendimento mais estruturado. “As vantagens obtidas
a partir do aumento da capilaridade do negócio devem
estar alinhadas com a excelência operacional dos postos.
Com o fim do processo de transição de marca, podemos
aproveitar todas as oportunidades para estruturar ações
inovadoras que fazem parte da proposta de valor da
Raízen”, ressalta Braga.
O crescimento do número de postos da rede Shell pelo
Brasil é diretamente proporcional ao aumento do interesse
do consumidor pelos serviços oferecidos pela Raízen,
segundo Braga. “Valorizamos o poder de escolha dos
clientes com a oferta de produtos diferenciados. Sem
dúvida, o fato de termos uma só marca incrementa a nossa
participação no mercado de combustíveis do país.”
Bons resultados
Os números não negam e o setor varejista agradece:
após as mudanças, as revendas apresentam, em média,
11% de aumento na comercialização de combustíveis. “O
crescimento está atrelado ao sucesso dos produtos da
família Shell V-Power e também à qualidade na prestação de nossos serviços. Essa receita adicional permite ao
revendedor recuperar o investimento nas obras de adequação em um curto espaço de tempo”, garante Braga.
Na opinião do diretor, outro motivo para o crescimento
do faturamento é a renovação da aparência nos postos
que passam pela transição. Com a adoção de uma nova
fachada, iluminação e cores vibrantes da marca Shell, a
atração de clientes é certa. “A questão visual é fundamental. O posto se torna mais bonito, mais clean, o que
contribui positivamente na busca por índices de eficiência
e excelência cada vez maiores”, conclui.
Revista Raízen
16Capa
Uma escada
para os negócios
Exemplo de integração e padronização de processos, o Centro de Serviços
Compartilhados é fundamental no apoio às estratégias da Raízen
Atuar como uma “fábrica de serviços” talvez seja a analogia mais próxima à função do Centro de Serviços Compartilhados
(CSC) da Raízen. Instalado em Piracicaba,
em São Paulo, a área é responsável pela
execução e melhoria contínua dos processos administrativos para as linhas de negócio da empresa. A unidade, que impressiona pelas dimensões – são cinco áreas
de atuação – e pela quantidade de funcionários – cerca de 900 pessoas –, tem um
único objetivo: oferecer a plataforma necessária para os planos de crescimento e
aprimoramento da empresa.
O CSC é resultado da união de
experiências de Shell e Cosan, e evoluiu
de acordo com as necessidades da
Raízen. Encontrar um modelo ideal
e adequá-lo às par ticularidades da
empresa foi um dos maiores desafios
do Centro. O trabalho de integração,
re a l i z a d o a p a r ti r d a j u n ç ã o d o s
melhores processos e ferramentas, é
visto hoje pelos clientes e parceiros
como um exemplo bem-sucedido de
dedicação e de excelência.
“A eficiência dos nossos serviços é um
dos pilares que suporta o plano de expansão da empresa”, garante o vice-presidente do CSC, Francis Queen, sobre o
caráter integrador e facilitador dos processos do Centro.
A atuação do CSC divide-se entre as
áreas: Tecnologia da Informação, Transações Financeiras, Processos de
Recursos Humanos, Infraestrutura e
Serviço ao Cliente. Esta última é direcionada, basicamente, ao atendimento das necessidades dos clientes externos. Os demais segmentos prestam
serviços aos funcionários da Raízen
(clientes internos) e também às suas
áreas de atuação: nos escritórios corporativos (dois em Piracicaba, um no
Rio de Janeiro e dois em São Paulo),
nas 24 unidades produtoras, nos 57 terminais e distribuição, e nos 54 aeroportos onde a empresa atua.
O Centro Administrativo da
Raízen, em Piracicaba (SP),
sedia o CSC
Revista Raízen
CSC lança Programa de Excelência
A busca constante pela qualidade
é uma das grandes metas do CSC.
Nesta linha, o Centro lança, em dezembro, o Programa de Excelência,
que promete aprimorar ainda mais
os serviços, garantindo um alto nível
na interface com os clientes. A ousada iniciativa tem o objetivo de aperfeiçoar o comportamento da equipe
durante o contato com os clientes e
estimular o foco no atendimento a
partir de quatro pilares prioritários:
flexibilidade, proatividade, agilidade
com qualidade e feedback.
Vice-presidente do CSC,
Francis Queen
“Estabelecemos estes pontos determinantes com base nas pesquisas de
qualidade e também com a interação
dos clientes. A estratégia é uniformizar e simplificar cada vez mais o atendimento, garantido a satisfação dos
clientes internos em cada interação com
o CSC”, explica Queen.
O programa funciona da seguinte maneira: após a conclusão do serviço, o funcionário solicita a opinião do cliente sobre
seu desempenho. Caso a percepção seja
positiva, o profissional incentiva o registro
da opinião no sistema desenvolvido na intranet da empresa. A descrição será avaliada e aprovada por um comitê para o
reconhecimento do profissional.
Baseado na pesquisa de satisfação, o programa fornece também treinamentos, palestras e outras ações motivacionais aos
funcionários do CSC. “A participação de
todos os nossos clientes – departamentos
da Raízen e a Cosan – tem sido fundamental para alavancar ainda mais o Programa de Excelência e também o nosso
trabalho”, complementa o VP.
Sistemas eficientes
Responsável pelo desenvolvimento de soluções que suportam as estratégias de negócio da Raízen, a área de Tecnologia da
informação (TI) acumula resultados positivos. Com um monitoramento disciplinado
e uma atenção minuciosa aos feedbacks
dos clientes internos, o departamento conseguiu atingir uma importante marca nos
últimos seis meses: mais de 98% das cerca de 20 mil solicitações (tickets) recebidas por mês são resolvidas pelos analistas
dentro do prazo acordado (ANS – Acordo
de Nível de Serviço).
O índice reflete o esforço e o compromisso da área em manter a qualidade dos
serviços prestados desde o primeiro contato no Service Desk até as demais áreas
de TI. No total, o departamento atende a
mais de 7 mil usuários internos. “Nossa
interface próxima a nossos clientes internos garante melhor entendimento de suas
necessidades de negócio e permitem a
execução de melhorias e projetos mais
efetivos”, comenta o gerente Executivo de
Tecnologia da Informação, Fábio Mota.
A excelência das operações garantiu reconhecimento à área. Recentemente, a
equipe de TI recebeu o prêmio “Green IT”,
da empresa Furukawa, pela adoção de
práticas de reciclagem e reaproveitamento de cabos de rede durante a reforma
das instalações administrativas da unidade Costa Pinto (SP). “Além da redução
de custos, a iniciativa reafirma o compromisso da Raízen com a sustentabilidade”,
ressalta o gerente.
Fabio Mota é responsável pela área
de Tecnologia da Informação
Revista Raízen
18Capa
Desafios superados
mas de controle eficientes contribuíram para que
o departamento registrasse, nos últimos 12 meses, um salto na qualidade dos serviços.
“Tivemos que redesenhar procedimentos que se
adequassem às demandas da Raízen e estamos,
a cada dia, nos aprimorando para oferecer os melhores suportes aos nossos clientes”, esclarece o
diretor Financeiro do CSC, Luiz Otávio Silva.
O departamento divide suas funções em quatro subáreas – Contabilidade; Contas a pagar;
Tributário; e Tesouraria – que realizam verificação de resultados; apuração de impostos;
recebimento, processamento e pagamento de
fornecedores; gestão de caixa, entre outros.
Luiz Otávio Silva aposta no aprimoramento
diário dos serviços
C om um escopo predominantemente operacional, a área de Transações
Financeiras enfrentou grandes desafios
após a formação da Raízen no que diz
respeito à estruturação e à integração dos
processos. O comprometimento da equipe e o foco na implementação de siste-
Para assegurar a eficiência na interface, a
área otimizou a central de atendimento –
voltada para os funcionários e fornecedores
da Raízen – e aprimorou o Easy, um sistema para atendimento de chamados baseado em um catálogo de serviços disponível
na intranet. “Estamos sempre motivados e a
nossa expectativa é buscar resultados cada
vez melhores na pesquisa de satisfação interna”, conclui.
Em primeiro lugar: o cliente
Aliar tecnologia e inovação à redução de custos é uma das premissas do CSC. Na área de Serviço
ao Cliente, o maior destaque neste sentido é a plataforma virtual de
autoatendimento – o Centro de
Serviços Online (CSonline). Responsável por 90% dos pedidos de combustíveis da empresa, a ferramenta web
é o principal canal de comunicação
entre a Raízen e os clientes externos
da área de combustíveis.
“A cada ano-safra, desenvolvemos
novas funcionalidades para facilitar
as operações via internet”, garante o
diretor de Serviço ao Cliente, Flávio
Santiago. Outro grande diferencial
Revista Raízen
do departamento é o suporte dado
à equipe de vendas (Varejo e B2B),
de Logística, Distribuição e Trading,
e de Etanol, Açúcar e Bioenergia
da Raízen.
“Nosso objetivo é apoiar os processos administrativos com eficiência e
ferramentas cada vez mais eficazes.
Com isso, os times podem focar nas
atividades-fim da empresa”, destaca.
De acordo com Santiago, os treinamentos realizados periodicamente
com os funcionários são a chave do
sucesso. “A ideia é aperfeiçoar os
serviços de forma contínua, trazendo mais conhecimento do negócio
ao nosso dia a dia”, pontua.
Flávio Santiago afirma que as soluções web
garantem a eficiência no atendimento
Atendimento
de qualidade
Na área de Processos de Recursos Humanos, alguns números impressionam: o departamento é responsável pelo processamento
de 58 tipos de folhas de pagamento e pela
gestão de 87 mil carteiras de benefícios.
“Um fator essencial para nossa operação é
a padronização dos procedimentos e controles dos processos para garantir nosso
serviço principal, que é o pagamento de
salários e encargos dos funcionários da
empresa”, comenta o gerente de Processos
de Recursos Humanos, Walter Favaretto.
Walter Favaretto: garantir a satisfação
dos usuários é fundamental
A área busca sempre aprimorar o atendimento por meio de implantação de novas
ferramentas. O Portal de Férias é uma de-
las. Em fase final de implantação, ele permite que funcionários solicitem férias pelo
site para aprovação posterior do gestor.
Além disso, a marcação de horas, o espelho-ponto e o histórico de remuneração
disponíveis na página proporcionarão aos
gestores e funcionários mais facilidade de
planejamento e controle.
De olho na melhoria da interação com os
clientes internos, a área incorporou novos profissionais e implementou regras mais rígidas
de atendimento. “A mudança elevou de 79%
para 95% o número de atendimentos feitos no
prazo pré-definido para os serviços via chamados (tickets)”, destaca.
Serviços prediais
Com a estratégia de trabalho direcionada
aos funcionários dos escritórios administrativos da Raízen, a área de Infraestrutura tem como objetivo planejar, executar e operar todos os serviços prediais e
suas facilidades. Itens como manutenção
e conservação, energia elétrica, limpeza,
recepção e correspondência são fundamentais para garantir a integração dos
usuários às instalações e a organização
do ambiente de trabalho.
A área administra, ainda, todo o processo
de viagens e deslocamento dos funcionários alinhado à estratégia e à segurança
dos profissionais corporativos. Por mês, o
departamento recebe 2.700 solicitações de
serviço dos clientes internos (funcionários).
“Atendemos mais de 95% dessa demanda
dentro do prazo pré-acordado”, destaca o
gerente de Infraestrutura, Fernando Bado.
Fernando Bado, gerente
de Infraestrutura
Para o gerente, o grande desafio após a
formação da Raízen – quando cerca de
3 mil funcionários foram realocados nos
escritórios da empresa – é garantir a excelência operacional com valores competitivos e com constante inovação. “Nosso
objetivo é absorver as demandas e transformá-las em experiências significativas
e positivas para os usuários, agregando
valor ao negócio”, completa Bado.
Revista Raízen
20
Tecnologia e Inovação
Ensinar para
progredir
Raízen investe em programa de qualificação para ampliar
índice de mecanização do plantio da cana-de-açúcar
O crescimento do setor sucroenergético no Brasil se reflete em números.
De acordo com dados da Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab),
vinculada ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, a produção de cana-de-açúcar no país apresentou expansão de cerca de 37%
nos últimos cinco anos, motivada, entre outros fatores, pela expansão do
mercado de etanol. Ao todo, serão capacitadas durante
a entressafra (até o primeiro trimestre
de 2013) mais de 600 pessoas, que
contribuirão para a materialização dos
planos da Raízen na busca por mais
eficiência no campo. A ideia é que,
em 2015, o índice de mecanização do
plantio de cana-de-açúcar passe dos
atuais 60% para 90%, com o crescimento gradativo de 10 pontos percentuais ao ano.
Apesar da excelente notícia, os indicadores favoráveis apontam para a necessidade de implementar, de forma
ágil e massiva, metodologias que tornem o processo produtivo mais eficiente. Para lidar com este desafio e
aproveitar da melhor maneira possível
as oportunidades, a Raízen investe na
formação de mão de obra para operar
os equipamentos usados no plantio da
cana-de-açúcar.
Para tanto, estão previstos cerca de
R$ 150 milhões – incluindo o que já foi
aplicado desde 2010, quando a empresa intensificou os investimentos na
técnica. O montante compreende os
gastos com pessoal e também com
equipamentos, como plantadoras, julietas (para transporte de produção),
semirreboques etc.
O projeto, iniciado em setembro, é dividido em três programas de aprendizagem, que englobam funcionários de
diferentes níveis na área de Produção
Agrícola: Escola de Líderes — para
gestores e encarregados; Escola de
Instrutores — que formará multiplicadores de conhecimento; e Capacitação
de Operadores de Plantadora — voltada aos que lidam diretamente com a
matéria-prima.
Revista Raízen
“ O s t r e i n a m e n to s b e n e f i c i a r ã o a
Raízen e os funcionários, que se torn a rão c ad a vez m a i s p re pa rad os
para enfrentar os desafios do setor
produtivo”, explica a coordenadora
de Re cursos Humanos — Formação e Desenvolvimento Profissional,
Lucyene Cristina Ferrez de Sousa.
Sob medida
A estratégia de abordagem dos cursos voltados ao plantio
mecanizado foi pensada de forma a adequar a transmissão
do conteúdo às características dos grupos e às funções exercidas. Desta maneira, os selecionados para a Escola de Líderes, por exemplo, terão disciplinas nas áreas de avaliação,
gestão de pessoas, acompanhamento prático, técnica — que
inclui Saúde Segurança e Meio Ambiente (SSMA), matemática,
controle agrícola, manutenção automotiva, preparo de solo,
plantio, tratos culturais e gestão de processos.
“Além de motivar os trabalhadores, a criação de um ambiente de
aprendizagem agrega valor aos clientes, pois nos permite atender às demandas com mais eficiência”, avalia a coordenadora.
No c ontex to da Esc ola de Instr utore s, fora m e scolhidos e alocados 12 profissionais em nove polos que atendem as unidades produtoras da Raízen:
Andradina, Araçatuba, Araraquara, Jaú, Junqueira, Ipaussu,
Piracicaba I e II, em São Paulo; e Jataí, em Goiás. Estes funcionários receberam 104 horas de aulas com temas técnicos (operação e manutenção) e de metodologia de ensino. O conhecimento
os permitirá instruir e acompanhar o processo de aprendizado
dos funcionários, monitorando a qualidade do plantio.
“Estes tipos de treinamento, realizados internamente, são mais
eficientes, pois aproveitam a nossa mão de obra qualificada para
multiplicar conhecimento e promovem também a interação entre
os profissionais que já têm a cultura da Raízen”, explica Lucyene.
Já na Capacitação de Operadores de Plantadora, os funcionários recebem instruções sobre como utilizar os equipamentos voltados ao plantio da cana-de-açúcar. Além de
formar trabalhadores mais completos, o programa auxilia
diretamente no aumento da produtividade do campo.
Raízen investe R$ 150 milhões na
compra de equipamentos e na
formação de uma equipe qualificada
Revista Raízen
22
Tecnologia e Inovação
Eficiência
A dificuldade em encontrar mão de
obra suficiente para realizar o plantio
manual faz da mecanização uma necessidade, na opinião do diretor de
Produção Agrícola, Cassio Paggiaro.
“O procedimento permite elevar o rendimento e diminuir os custos ao mesmo
tempo em que o padrão de qualidade
da cana é mantido”, assinala.
As vantagens destacadas por Paggiaro
se devem à unificação dos processos
de produção. Enquanto o plantio
manual exige diferentes equipamentos
para sua execução, o mecanizado
concentra todas as operações apenas
na plantadora, tornando-se, assim,
consideravelmente mais ágil.
O método evolui em paralelo com as
medidas adotadas para o aumento da
produção de cana-de-açúcar, como a
maior taxa de reforma dos canaviais e
as expansões para novas áreas.
“A busca constante pelo desenvolvimento tecnológico é um dos fatores
que posiciona a Raízen na vanguarda do mercado sucroenergético. Com
os nossos programas de capacitação,
reduziremos a curva de aprendizagem
para o plantio mecanizado e iremos
capturar os ganhos o mais rápido possível”, finaliza Paggiaro.
Até 2015, o índice de mecanização do plantio de cana-de-açúcar deverá passar dos atuais 60% para 90%
“ motivar
ambiente aprendizagem
valor clientes
demandas
eficiência
Além de
os trabalhadores, a criação de um
de
agrega
às
aos
, pois nos permite atender
com mais
Lucyene Cristina Ferrez de Sousa
Coordenadora de Recursos Humanos
Formação e Desenvolvimento Profissional
Programa de formação da
Raízen prevê a capacitação de
cerca de 600 pessoas até o
fim da entressafra
Revista Raízen
”
Questão de
Artigo23
Ética 23
Bom senso
presente
Código de Conduta da Raízen orienta sobre oferta e
recebimento de presentes
Dar presentes e conceder hospitalidades são práticas
corporativas muito comuns, especialmente no período
próximo às festas de fim de ano. Todavia, este antigo
hábito, normalmente visto como uma forma de cortesia, pode representar riscos à reputação das empresas
e de seus empregados, se utilizado de forma indevida.
Para evitar estes riscos, a Raízen adota algumas restrições para eventual aceitação ou oferta nas relações
com clientes e parceiros de negócios. Isso impede possíveis comportamentos inadequados, protege a reputação da empresa e ajuda a evitar consequências mais
graves para seus funcionários, como ações legais, disciplinares e demissão.
É reconhecido, no entanto, que, por ser um hábito ainda muito presente na cultura brasileira, em algumas
ocasiões, o não oferecimento ou a recusa em aceitar
presentes modestos ou hospitalidades pode parecer
descortês. Nestas situações, deve ser avaliado se o
presente ou hospitalidade tem valor excessivo, se pode
caracterizar uma recompensa por algum negócio, ou,
ainda, gerar algum tipo de obrigação. Caso seja verificada alguma dessas hipóteses, o presente ou hospitalidade não deve ser oferecido ou aceito.
Para eliminar mal-entendidos, o Código de Conduta da
Raízen dedica em seu texto alguns parâmetros para estas situações, ressaltando a postura adotada pelos funcionários da
Raízen, seus clientes, fornecedores etc. Por exemplo, o documento define que podem ser aceitos presentes que custem
até R$ 100,00 (cem reais), refeições de valor não superior a
R$ 200,00 (duzentos reais), e convites para eventos ocasionais
que não durem mais que um dia e cujo valor não ultrapasse
R$ 400,00 (quatrocentos reais). Qualquer aceitação ou oferta
em condições diferentes a estas devem ser aprovadas pelo
presidente da Raízen.
Ao escolher como presentear clientes e parceiros de negócios, além das regras estabelecidas, é preciso que todos estejam atentos ao bom senso da ação para evitar que um simples
presente não ultrapasse quaisquer limites éticos.
Se você quer presentear algum funcionário da Raízen, fique atento. Para evitar conflito com as políticas da empresa
e colocar reputações em risco, tire antes suas dúvidas no
Canal de Ética pelo telefone 0800-772-4936 ou pelo endereço
[email protected]
Renata Manhães
Gerente Jurídica de Funções Corporativas e Compliance
Revista Raízen
24Mercado
Solidez
financeira
Agências de classificação de risco confirmam forte perfil de crédito
da Raízen, abrindo novas possibilidades para a empresa no mercado
A Raízen obteve mais uma importante conquista: notas
máximas de crédito, em escala local, de Fitch, Moody´s
e Standard & Poor´s, renomadas agências internacionais
de classificação de risco (rating) que opinam sobre a capacidade de determinada corporação em honrar seus
compromissos financeiros. A avaliação, recebida em julho, atribuiu à empresa também notas dentro do chamado grau de investimento (investment grade) nas suas
escalas globais.
As análises levaram em conta fatores como modelo de
negócios, posicionamento de mercado, estrutura de governança, políticas financeiras e liquidez para a atribuição das notas AAA (bra), da Fitch, Aaa.br, da Moody´s,
e brA A A , da Standard & Poor´s.
Cada agência adota uma denominação específica, composta por letras e números ou sinais aritméticos, diferenciando as notas atribuídas em escala nacional daquelas
em escala global – que incorpora também o risco de crédito relativo do país (soberano). As análises apontam para
o maior ou menor risco de ocorrência de uma suspensão
de pagamentos de financiamentos, de fornecedores etc.
D e a c o r d o c o m o d i r e to r d e Te s o u r a r i a , R a f a e l
Bergman, as classificações recebidas refletem o perfil
de crédito da Raízen e o sólido processo de formação
da empresa. “Apesar de a Raízen ser uma nova empresa, seu primeiro ano mostrou um forte desempenho que,
associado ao histórico bem-sucedido das operações anteriores de seus acionistas (Shell e Cosan), corroborou a
credibilidade do nosso plano de negócios”, explica.
Uma boa avaliação, neste sentido, abre portas, segundo o
diretor: “Com uma nota adequada de crédito, temos mais
facilidade de conseguir financiamentos de diversas fontes
e a custos competitivos. Com isso, podemos apoiar as
metas da empresa”.
Revista Raízen
Integração
Com uma composição de negócios única no mercado, a
Raízen adquiriu um perfil de risco balanceado. Isto porque,
apesar de atuar na produção de açúcar e etanol, naturalmente
voláteis por questões climáticas e riscos de mercado (preço
e câmbio), a empresa também trabalha na distribuição de
combustíveis, cujo perfil é de risco mais baixo.
Para Bergman, o processo inicial de análise de crédito pode
ser considerado satisfatório: “Essa avaliação reforça a credibilidade da empresa junto ao mercado de forma geral –
incluindo clientes, fornecedores e funcionários”, diz, ressaltando a importância do diálogo contínuo com as agências,
com os bancos e outros credores. “Esse trabalho só é possível com o suporte do time executivo e com a colaboração das diferentes áreas da empresa como Controladoria e
Planejamento, por exemplo”, cita.
Nova fronteira
Além da avaliação em escala nacional, Fitch,
Moody´s e Standard & Poors também deram notas à Raízen em âmbito global: BBB,
Baa3 e BBB, respectivamente. A diferença do
rating nessa escala é devida, principalmente, ao risco-país, que baliza a situação financeira de uma nação. O rating “soberano” em
moeda estrangeira da República Federativa do
Brasil é atualmente BBB, Baa2 e BBB pelas
mesmas agências.
Índice
25
Classificações e expectativas
• Fitch: espera que a Raízen continue mantendo uma estrutura de capital conservadora nos próximos anos, preservando sua estratégia de crescimento disciplinado e baixa
alavancagem financeira;
ISTOCKPHOTO / PRESSUREUA
• Moody´s: nota reflete o posicionamento sólido nos dois
segmentos de atuação da Raízen, além de uma boa estrutura de crédito;
• Standard & Poor’s: considera satisfatório o portifólio de
negócios da Raízen, com um perfil de risco financeiro intermediário e liquidez adequada.
Notas da Raízen
Agência
Data da Divulgação
Rating – Escala Global
Rating - Escala Nacional
Perspectiva
Fitch Ratings
5 de julho de 2012
BBB
AAA(bra)
Estável
Moody´s
10 de julho de 2012
Baa3
Aaa.br
Estável
Standard & Poor’s
31 de julho de 2012
BBB
brAAA
Estável
Avaliações referentes à Raízen Energia S.A. e Raízen Combustíveis S.A.
Revista Raízen
Revista Raízen
1.
Raízes do Brasil
cortesia prefeitura de jaraguá do sul
26
3.
2.
4.
1. Festival Schutzenfest
2. Arena Jaraguá
3. A prática de paraquedismo é uma das atrações para turistas
4. Igreja Matriz São Sebastião
5. Centro comercial de Jaraguá do Sul
5.
Vale do
desenvolvimento
Jaraguá do Sul é um ponto estratégico para a distribuição de combustíveis
da Raízen e uma das mais importantes economias de Santa Catarina
Em um vale cercado por montanhas cobertas pela Mata Atlântica, está localizada
Jaraguá do Sul. Além de privilegiada pela natureza, a cidade apresenta forte vocação industrial e abriga um dos principais parques
fabris de Santa Catarina – com atuação nos
setores metal-mecânico, têxtil e alimentício –,
responsável por parte expressiva do PIB de
R$ 4,7 bilhões, o quinto maior do estado.
Sua relevância para Santa Catarina, no entanto,
vai além do ponto de vista financeiro. Jaraguá
do Sul se consolida como um importante destino para o turismo de eventos, de negócios
e de aventura, com adequada infraestrutura e
serviços. A característica é motivo de orgulho
dos 140 mil habitantes de origens alemã, italiana, húngara e polonesa que conferem ares
europeus à cidade de 530 km².
O espírito trabalhador e empreendedor do
povo jaraguaense é um dos responsáveis pelo
desenvolvimento do município, que se tornou
também um dos pontos estratégicos para a
Raízen na Região Sul do país e sedia um dos
terminais de distribuição da empresa. Santa
Catarina segue se destacando pelos resultados
da área Comercial: a participação de mercado
da Raízen no varejo passou de 14% para 24%
no último ano.
O gerente territorial da Raízen em Jaraguá
do Sul, Luciano Reis, acredita que o fortalecimento da empresa na cidade ajuda a
estabelecer novas posições na região, ampliando a capilaridade da empresa para a
distribuição de combustíveis e facilitando o
dia a dia das operações. “Um dos grandes
passos nesse sentido foi a associação da
Raízen com uma tradicional distribuidora
local, a Mime, que reforçou nosso time e
ampliou possibilidades”, exemplifica.
Ampliando a atuação
Criada em abril de 2012, a Raízen Mime Combustíveis é a junção de negócios da Raízen com a Mime
Distribuidora, voltada à comercialização de combustíveis nos segmentos de varejo e B2B, e com a operação de 270 postos de serviço em Santa Catarina.
“Nosso foco continuará sendo a excelência operacional e a padronização dos conceitos de
Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) em toda
a rede, levando sempre aos consumidores produtos
de alto nível, como os combustíveis da família Shell
V-Power”, diz Reis.
Com a associação, a Raízen Mime passou a operar os cinco terminais de distribuição (um deles em
Jaraguá do Sul, com 20 mil m²), as 70 lojas de conveniência e os 270 postos de combustíveis da Mime.
Os estabelecimentos estão passando atualmente pelo
processo de transição de marca, com investimentos
de cerca de R$ 6,5 milhões. A previsão é que as obras
sejam concluídas até o início de 2013.
Para o diretor Comercial da Raizen Mime,
Ricardo Berni, o desafio da nova empresa é manter um crescimento sustentável aliando os benefícios
da Raízen, que representa uma marca muito forte, a
Shell, com a melhor distribuidora regional, a Mime, na
sua forma eficiente de se relacionar com clientes e
parceiros de negócios em Santa Catarina. “Estamos
unindo uma grande marca e uma empresa de atuação
nacional a outra grande empresa regional para encantarmos nossos consumidores e oferecermos a melhor
proposta de valor aos revendedores e parceiros”.
Em sua estrutura, a nova empresa possui um grupo de vendas, oito gerentes de território dedicados
ao varejo e um gerente de território dedicado ao
B2B, além de equipes de apoio em todo o estado.
“Já fizemos 19 novos negócios neste ano em Santa
Catarina e a nossa projeção é continuar crescendo”,
ressalta Berni.
Patrocínio
do Festival
de Música
Neste ano, a Raízen Mime
vai patrocinar o Festival de
Música de Santa Catarina
(Femusc), que acontece todos
os anos em Jaraguá do Sul e
está programado para 20 de
janeiro de 2013. Trata-se do
maior festival-escola do Brasil
e um dos mais importantes da
América Latina.
O Femusc receberá professores e alunos de mais de 18
países e terá cerca de 200
apresentações abertas ao público. O evento tem como escopo o ensino musical em um
ambiente não competitivo, no
qual jovens talentos do Brasil
e do exterior têm a oportunidade de conviver com professores, artistas convidados e
mestres renomados do setor.
Revista Raízen
28Apresentação
Olhar
no futuro
Raízen trabalha em iniciativas que buscam a redução
das emissões no setor de transportes
Até 2018, a cidade de São Paulo terá que contar com uma frota
de ônibus urbano totalmente movida por combustíveis renováveis. A ousada meta é uma exigência da Política Municipal
de Mudanças do Clima, instituída, em 2009, pela Lei 14.933 e
um grande desafio para as transportadoras. Segundo o Relatório de Emissões Veiculares de 2011 da Companhia Ambiental
do Estado de São Paulo (Cetesb), somente os coletivos que
circulam na Região Metropolitana da capital paulista emitem
anualmente cerca de 4,2 milhões de toneladas de CO2, um
dos grandes responsáveis pelo efeito estufa.
Em linha com o objetivo de reduzir o impacto causado na
atmosfera, a Raízen estabeleceu uma parceria com a Natura,
dando os primeiros passos neste caminho. A partir de janeiro,
um ônibus de fretamento movido a etanol fará o transporte
de funcionários da empresa de cosméticos entre a capital
paulista e a fábrica da empresa, na cidade de Cajamar, a 38
km de São Paulo. O projeto-piloto, inédito no Brasil, prevê o
fornecimento mensal de 7 mil litros do combustível.
Frota Verde, ocorre desde 2010, quando a SPTrans — órgão
responsável pelo sistema de transporte público do estado
— definiu o modelo de ônibus a ser utilizado: o K 270 4×2,
fabricado pela montadora Scania a partir de um projeto da
Universidade de São Paulo (USP).
O etanol que abastece estes veículos é diferenciado. Ele conta
com um aditivo, o ED 95, que proporciona o funcionamento do combustível em motores de ciclo diesel modificados.
“Importávamos anteriormente o composto da empresa sueca
Sekab e, hoje, já fabricamos o composto internamente. O volume é armazenado em uma estrutura montada em Paulínia
(SP) com capacidade de 180 mil litros. A aditivação é feita no
momento do carregamento”, explica Rodrigo Oliveira, gerente
de Território da área de B2B.
Ele acrescenta que a participação da Raízen vai muito além do
abastecimento do veículo: “Também instruímos a empresa de
ônibus sobre os procedimentos durante o abastecimento e o
funcionamento do veículo”.
A iniciativa reafirma a preocupação da Raízen com o meio
ambiente e seu compromisso com a geração de um futuro
mais sustentável, na opinião de Alexandre Martins, gerente
de Novos Negócios. “A parceria reforça nossa missão e estratégia unindo duas empresas reconhecidas no mercado
por seus princípios sustentáveis. O projeto representa uma
alternativa inovadora por usar um biocombustível renovável e
com baixa emissão voltado ao transporte pesado”, destaca.
Um dos ônibus produzidos pela Scania
e que pode ser abastecido com etanol
A ação conjunta apresenta também a possibilidade de
ampliação do comércio de etanol para veículos pesados.
Hoje, 50 ônibus da frota paulista são abastecidos mensalmente com 300 mil litros do etanol produzido pela empresa. A participação da Raízen neste projeto, denominado
Revista Raízen
DIVULGAÇÃO SCANIA
Bagagem
Crescimento
Com a demanda por novas alternativas sustentáveis para o futuro, seja por meio de mudanças
na legislação ou pela conscientização ambiental,
a ampliação do uso de etanol em veículos de
grande porte abre novos horizontes para a Raízen
e auxilia na busca por respostas no combate às
mudanças do clima.
“Acreditamos no nosso produto; somos um dos
maiores produtores de etanol de cana-de-açúcar
do mundo. Oferecemos uma opção limpa, renovável e economicamente viável para reduzir os
impactos do setor de transportes, um dos maiores responsáveis pelas emissões contabilizadas
no país”, ressalta o gerente de Território de B2B.
Martins destaca ainda o bom desempenho do
etanol, fonte de energia em plena expansão. “A
parte teórica está comprovada na prática, pois a
frota utilizada na cidade de São Paulo opera com
sucesso há 18 meses. Temos a confiança e a percepção positiva do cliente sobre o diferencial e a
qualidade do nosso produto. Hoje, são poucos
os combustíveis renováveis que podem competir
com o etanol, que, além de eficiente, reduz em
até 80% a emissão de CO2 na atmosfera quando
comparado ao uso de combustíveis fósseis. Isto
sem mencionar a atual possibilidade de utilizá-lo
em motores de grande porte”, aponta.
Cartaz de divulgação do projeto Frota Verde, da SPTrans,
que conta com o apoio da Raízen
limpa, renovável
economicamente viável
reduzir impactos
transportes, um dos
emissões
país”
“Oferecemos uma opção
e
os
para
do setor de
maiores responsáveis pelas
contabilizadas no
Rodrigo Oliveira
Gerente de Território da área de B2B
Revista Raízen
30Artigo
Marca de qualidade
A proteção da marca é elemento
fundamental na estratégia de qualquer
e mpre s a. A marc a agre ga valor,
identifica os produtos e fideliza os
clientes. Uma marca forte é sinônimo
de confiança e reputação, e faz com
que os clientes se sintam confortáveis
e seguros de que o produto que estão
adquirindo é de qualidade.
A marca Shell é notória e inspira
confiança nos consumidores. Ao ver a
concha e as cores da Shell nos postos,
o cliente sabe que ali vai encontrar
produtos de qualidade e o melhor
atendimento possível. A Raízen investe
pesadamente nos produtos e serviços
que oferece, na excelência operacional
e na segurança de suas atividades. Por
tudo isso, é extremamente prejudicial
quando um consumidor entra em um
posto que parece Shell mas que não é.
Prática comum no mercado de revenda
de combustíveis brasileiro é o chamado
“posto clone”. O posto utiliza as cores de
uma distribuidora de renome, às vezes
até a sua marca, mas não possui contrato
com esta distribuidora e, portanto,
não adquire os seus produtos e nem
segue os seus padrões de operação,
segurança e qualidade. Esta prática
parasitária é lesiva ao consumidor,
que “compra gato por lebre”, e à
distribuidora, que muitas vezes vê
sua marca associada a empresas de
conduta duvidosa. Foi pensando nisso
que a Raízen e a Shell International
Limited criaram um procedimento de
combate aos “postos clones”.
O procedimento consiste em uma
série de ações adotadas pela Shell
International Limited e pela Raízen
através de medidas que vão desde uma
notificação extrajudicial até uma ação
judicial de abstenção de uso de marca.
A s s i m q u e u m “ p o s to c l o n e” é
id e nti f i c ado, e ntra e m aç ão uma
Revista Raízen
engrenagem preparada para coibir
esta prática e mitigar os impactos
aos consumidores.
A padronização visual dos postos,
conhecida por trade dress ou conjuntoimagem, se caracteriza pela reunião de
elementos que identificam e diferenciam
um produto ou serviço dos demais, e
inclui aspectos como cor ou combinação
de cores. Desta forma, ainda que um
“posto clone” não use a marca Shell
diretamente, se utilizar as cores amarela
e vermelha, existe grande chance de
causar confusão aos consumidores tão
somente pela disposição e uso de cores.
A utilização das cores que compõem
o conjunto-imagem por pessoas não
autorizadas caracteriza, além da lesão
ao consumidor, crime de concorrência
desleal de acordo com a Lei de
Propriedade Industrial.
O fato é que, infelizmente, a utilização indevida do conjunto-imagem e a
adulteração de combustível comercializado é uma realidade no mercado de
postos de serviços brasileiro. A iniciativa
de criar um procedimento de combate
visa, além de reduzir o impacto da concorrência desleal e proteger direitos de
propriedade intelectual, à proteção coletiva do consumidor, que tem o direito
de conhecer a origem dos produtos e
serviços que consome.
Desde que o procedimento foi criado,
o combate aos “postos clones” tem
registrado resultados positivos e
expressivos, e o nosso principal desafio
no momento é fortalecer os mecanismos
para promover ações efetivas de
combate aos delitos de propriedade
intelectual por parte das autoridades
públicas para aplacar esta prática que
afeta toda a sociedade.
Julienne Christine dos Santos – Advogada Especialista em Propriedade Intelectual
Raphaella Gomes – Gerente Jurídica Societário, Fusões & Aquisições,
e Propriedade Intelectual
Indicadores31
Eficiência
em números
Área de Etanol, Açúcar e Bioenergia da Raízen consolida a empresa
como um dos principais atores do setor sucroenergético mundial
34.800
Funcionários
da área de EAB
(dados de outubro de 2012)
2
bilhões
de litros de etanol,
suficientes para encher
50
milhões
de tanques de
carros populares
1 tonelada
de cana
produz
83 litros
de etanol
ou
4
milhões
de toneladas
de açúcar
suficientes para
adoçar mais de
5
cafezinhos
por dia para toda a
Mais de
820 mil
estádios do
Maracanã
de área
plantada
115 kg
população
brasileira
280 kg
kg por tonelada
934 MW
Quantidade de CO2
absorvido pela cana
de capacidade instalada,
o suficiente para iluminar
uma cidade de
de açúcar
e
de bagaço
440
de cana
10 milhões
de habitantes,
como São
Paulo
Revista Raízen
PROMOÇÃO
SHELL V-POWER
25L SHELL V-POWER
+ R$14,90 = BATMÓVEL
4 MODELOS PARA VOCÊ COLECIONAR
A marca Shell é licenciada para Raízen, uma joint venture entre Shell e Cosan. Promoção válida de 01/11/2012 a 31/01/2013
nos postos participantes ou enquanto durarem os estoques. Consulte o regulamento no site www.shell.com.br. TM & © DC Comics.
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