revista da fonoaudiologia - 2ª região edição 61

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revista da fonoaudiologia - 2ª região edição 61
20 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●
Lançamentos
● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●
Novos títulos na Coleção CEFAC
Dois novos livros, lançados pela Pulso
objetiva, facilitando o relacionamento entre os
Editorial durante o Congresso Brasileiro de
Fonoaudiologia, em outubro de 2004, aumenta-
clínicos e os pacientes e, possivelmente,
melhorando a relação entre eles.
ram a Coleção CEFAC - Conhecimentos Essenciais para Atender Bem em Fonoaudiologia.
O segundo, “Linguagem e Paralisia
Cerebral”, de autoria da fonoaudióloga Yasmin
O primeiro é “Fonoaudiologia e Ortodontia/Ortopedia Facial”, de autoria da fonoaudió-
Frazão, oferece uma reflexão sobre o papel da
linguagem na clínica com crianças acometidas
loga Irene Marchesan e da ortodontista/
ortopedista facial Nelly Sanseverino, que
de paralisia cerebral, nos seus diversos níveis de
gravidade. Originariamente uma tese de
preenche uma importante lacuna na área da
Motricidade Oral e também da Ortodontia/
mestrado, as relações entre linguagem e
paralisia cerebral são retomadas neste livro, a
Ortopedia Facial e responde as dúvidas sobre o
trabalho conjunto destas duas profissões. As
partir do conceito de interpretação na relação
criança-adulto, em que este último é reconheci-
questões são respondidas de forma clara e
do como uma instância interpretativa.
Compilação das Teses e Dissertações
da Fonoaudiologia Brasileira
Este projeto reúne em dois CDs todas as
minação. O volume 1 reúne 23 Dissertações de
Teses e Dissertações (Mestrado, Doutorado e
Livre-Docência) depositadas na Pró-Fono, com
Mestrado, seis Teses de Doutorado e uma de
Livre-Docência. O volume 2 acrescenta 21
sistemas de buscas por títulos, assuntos ou
autores, facilitando a localização de trabalhos
Dissertações de Mestrado, sete Teses de
Doutorado e duas Teses de Livre-Docência.
até então de difícil acesso, visibilidade e disse-
Informações em www.profono.com.br.
Programa de Intervenção Fonoaudiológica
em Famílias de Crianças Surdas (Piffcs)
O Laboratório de Audiologia Educacional do
intervenção. Outra inovação foi a integração de
Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com
surdos adultos usuários fluentes da Língua
Brasileira de Sinais na equipe profissional.
a University of London e a City University de
Londres, desenvolveu um Programa de Interven-
A organização e sistematização coube à fga.
Ida Lichtig, professora, pesquisadora e coorde-
ção Fonoaudiológica em Famílias de Crianças
Surdas (Piffcs), visando a melhoria da comunica-
nadora do Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Audiologia Educacional do Curso de
ção destas crianças com suas famílias ouvintes. De
forma pioneira, o Piffcs teve como fundamento
Fonoaudiologia do Departamento de Fisioterapia,
Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculda-
uma abordagem bilíngüe, em 10 sessões de
de de Medicina da Universidade de São Paulo.
Mensagem inserida pelo CRFa 2a. Região em painéis eletrônicos na cidade de S.Paulo, por ocasião do Dia do Trabalho
2 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 60 - MARÇO/ABRIL 2005
EDITORIAL
Conselho Regional de Fonoaudiologia
do Estado de São Paulo - 2ª. Região
7º Colegiado
Presidente
Sílvia Tavares de Oliveira
Vice-Presldente
Anamy CecÍlia César Vizeu
Diretora-Secretária
Sandra Maria Vieira Tristão de Almeida
Diretora-Tesoureira
Ana Léia Safro Berenstein
Conselheiros
• Ana Léia Safro Berenstein • Anamy Cecília César Vizeu •
Andrea Wander Bonamigo • Claudia Aparecida Ragusa •
Cristina Lemos Barbosa Furia • Diva Esteves • Dulcirene Souza
Reggi • Fernando Caggiano Júnior • Lica Arakawa Sugueno •
Luciana Pereira dos Santos • Márcia Regina da Silva • Maria
Cecília Greco • Mônica Petit Madrid • Roberta Alvarenga Reis •
Sandra Maria Rodrigues Pereira de Oliveira • Sandra Maria
Vieira Tristão de Almeida • Silvia Regina Pierotti • Silvia Tavares
de Oliveira • Thelma Regina da Silva Costa • Yara Aparecida
Bohlsen •
Rua Dona Germaine Burchard, 331
CEP 05002-061 - São Paulo
Fone/Fax: (011) 3873-3788
Site: www.fonosp.org.br
Delegacia Regional da Baixada Santista
Rua Mato Grosso, 380 – cj. 01
CEP 11055-010 - Santos
Fone: (13) 3221-4647 - Fax (13) 3224-4908
E-mail: [email protected]
Delegada: Isabel Gonçalves
Delegacia Regional de Marília
Rua Bahia, 165 - 4 o. andar, sala 43
CEP 17501-080 Marília
Fone/fax: (14) 3413-6417
E-mail: [email protected]
Delegada: Fabiana Martins
Delegacia Regional de Ribeirão Preto
Rua Bernardino de Campos, 1001 - cj. 1303
CEP 14015-130 - Ribeirão Preto
Fone: (16) 632-2555 / Fax: (16) 3941-4220
E-mail. [email protected]
Delegada: Ana Camilla Bianchi Pizarro
Departamentos:
Geral: [email protected]
Cadastro/perfil: [email protected]
Departamento Pessoal: [email protected]
Contabilidade: [email protected]
Eventos: [email protected]
Fiscalização: [email protected]
Jurídico: [email protected]
Registros/Tesouraria: [email protected]
Secretaria: [email protected]
Supervisão: [email protected]
Comissões:
Divulgação: [email protected]
Educação: [email protected]
Ética: [email protected]
Legislação e Normas: legislaçã[email protected]
Licitação: [email protected]
Ouvidoria: [email protected]
Saúde: [email protected]
Convênios Médicos: convê[email protected]
Tomada de Contas: [email protected]
A Fonoaudiologia, nos últimos anos, tem se aproximado muito das
causas sociais. É importante observar a atuação dos fonoaudiólogos nestas
causas, contribuindo para o bem da comunidade. Exemplo disso é a ONG Vez
da Voz, fundada há um ano por iniciativa da fga. Cláudia Cotes. Mas, é
necessário que se tenha claro que ações sociais não necessariamente estão
vinculadas ao trabalho profissional não remunerado. Para que esta discussão
pudesse ser compartilhada com todos os fonoaudiólogos, o Conselho Regional de Fonoaudiologia 2a Região realizou o I Fórum sobre o Voluntariado,
para que a questão do trabalho voluntário pudesse ser melhor definida.
Muitas dúvidas chegam diariamente ao Conselho sobre este assunto, o que
nos motivou a propor uma discussão com os profissionais e com outros
setores da sociedade. Nesta edição, você poderá encontrar um resumo dos
acontecimentos.
Nesta e nas próximas edições da Revista, levaremos ao seu
conhecimento trabalhos fonoaudiológicos que estão sendo realizados em
benefício da comunidade e que visam divulgar a Fonoaudiologia para
aqueles que ainda não a conhecem.
É momento, também, como mencionado na edição anterior, de identificarmos novos campos de atuação do fonoaudiólogo, mostrando profissionais
empreendedores, que através do seu esforço, e pautados na ética, conseguiram um bom desempenho na profissão que abraçaram. Muito se fala sobre a
dificuldade de inserção do fonoaudiólogo no mercado de trabalho. Conhecendo profissionais que se destacam na profissão, podemos perceber que nenhum sucesso se faz sem trabalho, e trabalho árduo. São profissionais que
nos incentivam a não desistir, pois existe um mercado promissor aguardando
fonoaudiólogos imbuídos de espírito empreendedor, dispostos a buscar o
novo e a descobrir novas demandas de trabalho.
Aconteceu, no mês de abril, o 20o Encontro Internacional de Audiologia.
N° 61 – MAIO/JUNHO 2005
ISSN – 1679-3048
Tiragem: 12.200 exemplares
Comissão de Divulgação
Márcia Regina da Silva - Presidente
Diva Esteves
Roberta Alvarenga Reis
Cristina Lemos Barbosa Furia
Luciana Pereira dos Santos
Sandra Maria Rodrigues P. de Oliveira
Editor e jornalista responsável:
Elisiario Emanuel do Couto
MTb 8.226
Produção Editorial e Gráfica:
Insert Consultores em Comunicação Ltda.
Tel. (11) 5547-0948 / e-mail: [email protected]
Redação:
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CEP 05002-061 - São Paulo, SP
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Impressão:
Prol Editora Gráfica
Para anunciar ligue: (11) 3873-3788
As opiniões emitidas em matérias assinadas, bem como na
publicidade veiculada nesta publicação são de inteira
responsabilidade de seus autores. Os textos desta edição
poderão ser reproduzidos, desde que mencionada a fonte.
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
O Conselho parabeniza a ABA pela organização do Congresso, e os fonoaudiólogos que participaram deste evento, buscando novos conhecimentos
para melhor atender a comunidade. É desta forma que a fonoaudiologia
conquistará maior força e intensificará a sua projeção junto a outras
profissões da área da Saúde.
Gostaria de aproveitar o momento e
convidar a todos para acessar o nosso site, que
está sendo reformulado para melhor atender o
profissional nas suas necessidades. Mande
sugestões para modificações e novas inserções.
FOTO: RUBENS GAZETA
REVISTA DA
É importante ouvir o que você tem a nos dizer
para que possamos atendê-lo cada vez com mais
qualidade.
Silvia Tavares de Oliveira
Presidente do CRFa 2a Região
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 3
AASI
Atendimento e venda combinam?
provocaria questionamentos. E não
ter sido uma das primeiras, senão a
cada dia mais acessível, o perfil de
atendimento oferecido pelo fonoau-
“Com o advento da tecnologia,
estava pensando somente na relação
entre profissionais e pacientes. “Penso
primeira a montar, no início dos anos
80, um consultório independente
diólogo mudou e é comum vermos
nossa prática associada à comercializa-
também nas relações com as indústrias e fornecedores desses materiais
nessa área, sem vínculo específico com
uma empresa. Ela se recorda que, há
ção de produtos e materiais. Hoje é
comum escutarmos e usarmos a
que introduzimos em nossa rotina.
Sem contar a própria ‘venda’ dos
25 anos atrás, iniciou sua vida profissional em uma empresa fabricante de
palavra ‘cliente’ para caracterizar
nosso ‘consumidor’. Há necessidade de
serviços, que passou por uma adequação pela vasta oferta de profissionais
AASI e, na época, ainda não havia um
profissional qualificado para esse tipo
estarmos preparados para essa fase,
onde em alguns casos não somente
no mercado e também pela forma
como a economia do país evoluiu”.
de trabalho. “Era muito comum
encontrar próteses auditivas comerci-
‘tratamos’ o nosso paciente (cliente),
mas também temos com ele, e com
O posicionamento deste fonoaudiólogo não é isolado, de alguém que
alizadas em conjunto com aparelhos
dedicados a beleza ou estética, e por
empresas do setor, uma relação de
comércio muito estreita”.
atua na representação de uma empresa
de AASI. Ele revela uma questão que
vendedores sem nenhuma outra preocupação senão a do fechamento do
Quando usou a palavra ‘comércio’ em palestra que proferiu no final
ainda está marcada – bem menos hoje
do que no passado, mas ainda existen-
negócio”. Ao montar seu consultório,
insatisfeita em ficar limitada a apenas
de 2004 em Happy Hour Cultural
realizado na Delegacia do CRFa em
te – por preconceitos e questionamentos.
a um fabricante ou de encaminhamentos que nem sempre atendiam as
Ribeirão Preto, o fonoaudiólogo Alan
Aristides de Queiroz, representante de
uma empresa de AASI em São José do
Rio Preto (SP) certamente sabia que
Em três décadas, mudanças...
A fonoaudióloga Úrsula Mafria Telles
de Vitto, de São Paulo (SP), acredita
4 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
necessidades de seu paciente, passou a
comercializar as próteses auditivas.
A fonoaudióloga Silvana Zanette
Mouco, de Campinas (SP), preferiu
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
em apenas um fornecedor quando, há
19 anos, detectou a necessidade, no
atendimento que oferecia, de garantir
uma atuação mais abrangente, com a
definição, adaptação e acompanhamento de uso da prótese auditiva mais
FOTO: ELISIARIO E.COUTO / INSERT
adotar outro caminho e se concentrar
na...” A fga. Úrsula não vê razão nisso.
“É um preconceito, talvez por influência de código de ética de outra profissão de Saúde, e que já foi modificado,
dando autonomia para atuar nesta
área. Este é um campo de trabalho
muito importante para o fonoaudiólo-
adequada ao paciente que era encaminhado pelo otorrinolaringologista.
go, inclusive dentro das empresas.
Nunca deixo de ressaltar que peço
“Minha opção por apenas um fabricante baseou-se na idoneidade, na
ajuda desses profissionais com muita
freqüência, porque eles falam a minha
tecnologia e na maior gama de opções
disponibilizada e não me arrependo
linguagem”.
Antiético? Nos anos 40, o
dessa decisão”. Se o leque de empresas
que preenchia esses requisitos era
Fga. Kátia de Almeida, de São Paulo
(foto acima), fgo. Alan Aristides de
Queiroz, de São José do Rio Preto (foto
central) e fga. Úrsula Mafria Telles de
Vitto, de São Paulo (foto inferior) e
ainda a fga. Silvana Zanette Mouco, de
Campinas, adotam linhas de
pensamento que convergem para a
comercialização ética de aparelhos.
menor quando adotou essa decisão,
hoje a fga. Silvana constata que
existem no mercado brasileiro muitos
fabricantes que atendem esses
requisitos, eliminando a necessidade
de uma carteira de fornecedores mais
conjunto delas, todas as fonoaudiólogas ouvidas são unânimes em enfatizar a necessidade de analisar a
condição auditiva de cada paciente e
de observar a condição financeira de
cada um deles. “Enquanto profissional
– enfatiza a fga. Úrsula - tenho a
obrigação de atender o meu paciente
no que ele necessita, tanto sob o ponto
de vista da adequação em si, como em
relação às condições de compra. De
nada adianta adaptar um aparelho que
é inviável economicamente para ele.
Quando se vai a um dentista, o paciente não discute abertamente os preços
com ele? E depois do tratamento, com
certeza, não vai ficar dizendo que o
dentista lhe vendeu uma prótese, mas
sim que efetuou um tratamento...”
“No entanto, ainda nos dias de
hoje, parece que qualquer coisa que
envolva a parte comercial não combiEDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
FOTO: ELISIARIO E.COUTO / INSERT
Quer a opção seja por uma única
empresa fornecedora ou por um
FOTO: DELEGACIA DO CRFa EM RIBEIRÃO PRETO
ampla.
Comitê de Ética da American Speech
and Hearing Association –ASHA
decidiu que a venda por audiologistas
de aparelhos de amplificação sonora
individual (AASI) ou prótese auditiva
feria a ética e que o transgressor
poderia ser expulso da organização.
O audiologista tinha autorização para
selecionar, pesquisar preço e prescrever uma prótese auditiva, mas não de
vendê-la.
Somente nos anos 70 a ASHA
decidiu que não era mais crime vender
próteses auditivas. Ainda assim, de
acordo com reportagem da revista
Hearing Review, reproduzida em um
site de uma empresa de AASI no Brasil,
a indústria de aparelhos de amplificação sonora individual, nos Estados
Unidos, só consegue vender para 22%
de possíveis usuários desse produto.”E
os outras 78% das pessoas que
poderiam ter uma qualidade de vida
melhor com o uso desses pequenos
objetos? Por que não adquirem?”,
pergunta a revista.
“Em outros tempos, estas
mudanças seriam vistas como agressivas e antiéticas, mas se tivermos
coragem e informação, poderemos
trabalhar de forma digna e correta em
todas as esferas dessa fonoaudiologia
‘comercial’ ”, assegura o fgo. Alan.
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 5
“Nossa profis-
fga. Úrsula nota mudanças significati-
acompanhando o paciente e fazendo a
são está acompanhando os
vas. “Ainda existem algumas restrições
e preconceitos, alguns velados, outros
adaptação, tenho que ser remunerada
por aquilo que eu faço, mas sem ceder
anseios do
mundo, e o que
nem tanto, mas nunca tive nenhum
desconforto com os meus clientes,
às tentações de ganhos monetários em
função dessa atuação”.
temos a fazer é
cumprir nosso
porque a seriedade e a forma ética
com que atuo acabam transparecendo.
papel na
sociedade,
Reconheço, no entanto, que muitas
fonoaudiólogas ainda não têm o
outro lado da questão é o fonoaudiólogo que é empregado de uma
atuando em todos os segmentos onde,
por competência, por mérito e por
envolvimento com a parte comercial
por considerá-la desgastante ou com
empresa que comercializa esses
aparelhos, com salário e comissões
direito podemos estar”. O artigo da
revista norte-americana tem a mesma
encargos tributários muitos altos”.
Este é um mercado muito
para efetuar o trabalho de seleção e
adaptação das próteses. “O fato de
conclusão: “os profissionais que
tratarem seus pacientes de forma
particular. “Em todos os países do
mundo quem normalmente efetua
estar na clínica fazendo o mesmo
trabalho que este outro profissional
competente e respeitosa com certeza
serão vistos como profissionais, no
este trabalho são os fonoaudiólogos
com especialização em audiologia,
está fazendo dentro da empresa, não
me faz mais capaz do que ele”. O
sentido mais amplo da palavra, e não
como vendedores interessados em
em suas próprias clínicas ou consultórios”, diz a fga. Kátia de
cuidado especial, lembrado pela fga.
Kátia de Almeida é que, nesse
lucrar com seus pacientes”.
Almeida. “A comercialização do
aparelho acaba sendo a conseqüência
ambiente empresarial, o fonoaudiólogo também não pode colocar os
de todo o trabalho que de seleção e
adaptação”.
interesses comerciais à frente dos
interesses do paciente. Se colocar os
A fga. dra. Kátia de Almeida (de
São Paulo, SP) é outro exemplo de
profissional que trilhou caminho
semelhante. Hoje a fonoaudióloga
Uma atuação que traz benefícios
Dentro da empresa... Um
interesses comerciais à frente, ele
pode incorrer em infração ética. E
divide seu tempo entre a coordenadação do curso de Fonoaudiologia da
para o paciente, na visão da fga.
Úrsula. “Sem o fonoaudiólogo com
Santa Casa de São Paulo e uma importante clínica na capital paulista, mas
esse amplo espectro de atenção, o
paciente não encontrava um profissio-
relembra que começou sua atuação
profissional em uma empresa de AASI
nal que atendesse todas as suas
necessidades e o deixasse confiante.
“Até os anos 90 só trabalhei em
empresas”, relembra a fga. Kátia. De
(ou prótese auditiva, termo que defende em seus livros). “Durante os anos
Todos nós sabemos que o problema de
um paciente com deficiência auditiva
1990 para cá fui para o meio acadêmico. Em 77, quando sai da faculdade,
em que permaneci vinculada a empresas de prótese auditiva, ouvia com fre-
não termina com a entrega do aparelho. Pelo contrário, está apenas
me lembro que nunca tinha visto um
aparelho de amplificação sonora e hoje
qüência críticas de que um profissional de saúde nunca poderia trabalhar
começando, pois ele vai usar esse
aparelho por muitos anos e há
temos disciplinas que são dadas em
terceiro e quarto anos, na faculdade
em uma área comercial. Este é, no entanto, um excelente campo de traba-
necessidade de um acompanhamento
do profissional”.
onde sou coordenadora. Os alunos
examinam, atuam, trabalham, tem
lho para o fonoaudiólogo especialista
em audiologia. Minha credibilidade
“Eu não sou remunerada e nem
devo ser remunerada pelo que o outro
contato, adaptam aparelhos e saem da
faculdade sabendo exatamente onde
como profissional não foi construída
na área acadêmica mas justamente
fez”, ressalva a fga. Kátia. “Não posso
querer ganhar alguma coisa em cima
podem atuar e como é essa atuação,
dentro da empresa ou em clinicas... É
durante a atuação nessas empresas”.
do trabalho do outro mas posso, sim,
ser remunerada por algo que tenha
uma formação consistente do ponto
de vista teórico e uma base consisten-
Mudanças... Em relação ao
quadro do início da década de 80, a
feito, diretamente. Se estou usando
todo o equipamento de minha clínica,
te sob o ponto de vista ético”.
6 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
não é porque está trabalhando em
uma empresa que deixa de responder
ao Conselho por questões éticas...”
“No passado, o fonoaudiólogo
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
não era preparado para trabalhar
de comissões e, em algumas empre-
comissionando sobre o faturamento
com essas questões comerciais”,
reconhece. “No entanto, esta atuação
sas, do cumprimento de cotas. Aí
pode estar o grande problema, se
geral e não individualmente. Como
profissional, tenho que colocar os
dentro da empresa é muito importante e esse profissional merece ser
você se seduzir pelas questões
financeiras. Não é o trabalho em si,
interesses do paciente à frente dos
comerciais. É aí que a coisa pode
remunerado por isso. É até uma
salvaguarda para o próprio deficien-
mas as pressões sofridas, maiores ou
menores. Para contornar esta
começar a ficar delicada...”
Para os profissionais ouvidos
te auditivo. E mais: não consigo
enxergar outro profissional para essa
situação, as empresas conceituadas
têm procurado fazer um trabalho
pela Revista da Fonoaudiologia,
quanto mais às claras essas questões
função. Os salários não são maravilhosos e todos eles vivem em função
bastante sério, remunerando
melhor os seus profissionais e
forem discutidas e decididas, menos
problemas serão enfrentados.
Voluntariado: visão equivocada
é questionada em Fórum do CRFa
Grande parte dos fonoaudiólogos ainda possuem
visão equivocada sobre o trabalho voluntário, pois
atuam por várias horas semanais voluntariamente,
com a pretensão de uma futura contratação, não tendo
a consciência de que esta atuação é prejudicial à classe,
na medida em que inúmeras vagas de emprego deixam
de ser oferecidas.
Esta foi a conclusão do debate que se seguiu às
palestras de Anísia Cravo Villas Boas Sukadolnik, do
Centro do Voluntariado de São Paulo e Sylvia Esteves
Torre, consultora em Organizações do Terceiro Setor,
convidadas do Conselho Regional de Fonoaudiologia
2ª. Região para o I Fórum do Voluntariado, realizado
em 6 de maio na Casa do Fonoaudiólogo, na capital
reembolso de despesas, caso existam.
Para Sylvia “o voluntário do século 21 é um
empreendedor social, que identifica necessidades,
busca e oferece soluções”. As áreas de atuação mais
comuns no trabalho voluntário estão voltadas para
saúde, educação, assistência social (creches, casa de
idosos, trabalho com moradores de rua etc.), meio
ambiente, cultura e artes e cidadania.
A representante do Centro do Voluntariado de
São Paulo expôs a missão da entidade: incentivar e
consolidar a cultura e o trabalho voluntário na cidade
de São Paulo, promovendo o exercício consciente da
solidariedade e da cidadania. “Entende-se que o
paulista.
voluntário deva ser um agente transformador na
sociedade. Suas ações apóiam-se na solidariedade e
“O trabalho voluntário não pode ser exigido como
contrapartida de algum benefício, nem prejudicar a
suas motivações se dão com base em valores de
participação, doando parte de seu tempo, trabalho e
vida pessoal e profissional do voluntário e jamais deve
suprir a função do Estado”, enfatizou a consultora
talento, de maneira espontânea e não remunerada,
para causas de interesse social e comunitário”, sinteti-
Sylvia, em sua apresentação.
zou Sylvia Torre.
O serviço voluntário não gera vínculo empregatí-
Um novo padrão de voluntariado começou a
cio, nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim. Esta premissa está estabelecida na Lei
surgir na década de 90, com a mudança no comportamento do cidadão e do mundo empresarial, substituin-
nº 9.608/98, que regulamenta o serviço voluntário e
também estabelece que a entidade e o prestador de
do assistencialismo pela promoção da cidadania e o
amadorismo pela profissionalização. A conclusão é de
serviço voluntário firmem um Termo de Adesão de
Voluntário, estipulando as condições de trabalho e o
Anisia Sukadolnik: “o voluntário deve ser comprometido com a causa a que se propõe cumprir”.
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 7
A Sociedade Internacional de
SOCIEDADE INTERNACIONAL
DE AUDIOLOGIA
Audiologia (ISA - International Society of
Audiology) é uma das mais antigas
Congresso
em 2010
será no Brasil
sociedades da área e congrega todos os
países que tem como meta o desenvolvimento da audiologia, desde a prevenção,
avaliação e diagnóstico até a reabilitação de
Ieda Chaves P. Russo integra o comitê
executivo da entidade como a única
representante da América do Sul
(o atual presidente é o professor
australiano Bill Noble).
O nome da dra. Ieda Russo foi
indicado no congresso internacional
problemas de saúde auditiva. A ISA atende
uma demanda muito grande de fonoaudiólogos em busca de aperfeiçoamento e de
conhecimentos na área de audiologia”.
A gratificação é tanto do ponto de
o respeito a nossa formação, que realmente
é de excelência”, destaca a dra. Ieda.
A sede da ISA localiza-se em
Genebra, na Suíça e sua secretaria geral, em
Rotterdam, na Holanda. “Nos reunimos
uma vez por ano, sempre próximo de um
congresso. No ano passado foi em Creta,
mos notar a valorização daqueles mate-
durante o sexto congresso da Federação
Européia e vamos nos reunir novamente
riais que têm na língua inglesa o seu
primeiro idioma”.
na Suécia, em junho próximo, para
preparar o congresso de 2006, em
O trabalho desenvolvido pela dra.
Ieda Russo nos últimos anos está facilitan-
Innsbruck, na Áustria.
Fga. Dra. Ieda Russo
do o acesso de profissionais brasileiros que
necessitam publicar no exterior (uma
vista pessoal como profissional. “Quando
vou a eventos da ISA estou falando em
exigência da CAPES, por exemplo). “Se a
informação estiver disponível apenas em
nome de uma profissão que possui quase
400 doutores em nosso país. E, ao repre-
português, certamente estará relegada a
um plano muito reduzido e necessitamos
sentar a ISA no Brasil, conseguimos que a
Associação Brasileira de Audiologia fosse
ter visibilidade para mostrar lá fora o que
os profissionais brasileiros estão fazendo”.
filiada a essa sociedade internacional. Foi
uma conquista extraordinária, porque
A ISA publica uma das mais importantes revistas da área. Até pouco tempo
apenas uma sociedade em cada país tem
esse direito”.
chamava-se Audiology, e hoje adota o nome
de International Journal of Audiology, como
A fonoaudióloga brasileira, doutora
em distúrbios da comunicação, destaca a
valorização da ISA para as pesquisas e
relatórios científicos oriundos de países em
desenvolvimento. “Acho extremamente
positiva essa postura, porque quando se
publica um trabalho científico, costuma-
A revista científica da ISA já publicou
trabalho da dra. Ieda Russo e também da
dra. Renata Motta Mamede Carvallo, da
não tem nenhuma publicação no International Journal of Audiology, o que demonstra
um envolvimento internacional desde
1991, particularmente na American
sociação é, basicamente, o de auxiliar os
países a desenvolverem soluções para os
bém distribui material da Hearing International, com sede na Tailândia.
fizemos no último congresso internacional
de audiologia, mostrou que muitos países
realizado na Argentina em 1998 e foi uma
grata surpresa para ela. “Embora já tivesse
Academy of Audiology, esta indicação foi
muito gratificante, pois o objetivo da as-
com notícias sobre o que ocorre na área de
audiologia no mundo. A Sociedade tam-
USP. “Enquanto o Brasil já possui dois
textos publicados, uma estimativa que
FOTO: ELISIARIO E.COUTO / INSERT
indivíduos com perda de audição. Membro
da ISA desde 1997, a fonoaudióloga dra.
bimestral, a ISA edita o jornal AudiNews,
resultado da fusão da revista com a Scandinavian Audiology e a a revista da British
Society of Audiology. Uma fonoaudióloga
brasileira, a dra Thaís C. Morata, ex-aluna
da dra. Ieda e residente em Cincinatti, nos
Estados Unidos, integra o Conselho Editorial dessa revista . Além desta revista
8 - REVISTA
REVISTA DA
DA FONOAUDIOLOGIA
FONOAUDIOLOGIA -- 2ª
2ª REGIÃO
REGIÃO
O Brasil será sede do congresso em
2010. Eles ocorrem em uma alternância
entre Ásia, Europa, África e Américas.
“Trazê-lo para São Paulo foi uma grande
conquista para a fonoaudiologia brasileira,
pois ganhamos da candidatura dos Estados
Unidos”, rejubila-se a fonoaudióloga.
A exigência básica para se associar a
ISA é ser fonoaudiólogo e comprovar que
possui o titulo de especialista em Audiologia e atua na área. A taxa anual de associação é de 65 dólares e dá direito as publicações, além de descontos nos congressos
bienais, workshops e seminários. Membros
da Associação Brasileira de Audiologia tem
desconto nos eventos promovidos pela
ISA. Informações mais detalhadas podem
ser solicitadas através do e-mail da dra. Ieda
Russo ([email protected]) ou no site
www.isa-audiology.org .
EDIÇÃO
EDIÇÃO 61
61 -- MAIO/JUNHO
MAIO/JUNHO 2005
2005
FOTO: ELISIARIO E.COUTO / INSERT
Vozes do Trabalho:
Seminário discute disfonia
relacionado ao trabalho, desde os
primeiros passos em 1997. “Com a
os sindicatos como parceiros nesta
luta”.
Brasileira de Fonoaudiologia, o Seminário Nacional Vozes do Trabalho reuniu
união de SBFa, sindicato, CEREST e da
própria PUC-SP na elaboração e ajuste
O Seminário Nacional Vozes do
Trabalho foi aberto por Alice Penna de
no dia 15 de abril, no Auditório Vermelho do Centro de Convenções Rebouças,
do documento, creio que finalmente
chegou o momento de passá-lo para
Azevedo Bernardi, em nome do CEREST
e contou com as presenças do dr. Carlos
em São Paulo, uma platéia atenta e
interessada que lotou o auditório para
discutir as questões relacionadas com o
outra instância, com o envolvimento
também de representantes do Ministério do Trabalho e do INSS. Avançamos
Edurdo Gabas, superintendente do INSS
em São Paulo e do dr. Koshiro Otani,
Coordenador do Programa de Saúde do
distúrbio da voz relacionado ao trabalho.
Esta discussão teve início em
muito e sentimos a necessidade de
uma participação interdisciplinar –
Trabalhador da Secretaria da Saúde do
Estado de São Paulo. A mesa de aber-
1997, através de seminários organizados
pelo GT da Voz da
de fonoaudiólogos, fisioterapeutas,
tura também foi composta pela fga.
Suzana P.P. Giannini,
PUC-SP e culminou
com a elaboração, em
2004, de documento
sobre a disfonia pelo
CEREST-SP, que
deverá dar origem a
FOTO: ELISIARIO E.COUTO / INSERT
Organizado pelo CEREST com o
apoio do Comitê de Voz da Sociedade
da Sociedade Brasileira
de Fonoaudiologia e
pela fga. Thelma Costa,
do Conselho Regional
de Fonoaudiologia 2ª
Região. O evento teve o
uma Instrução
Normativa sobre a
apoio oficial do CRFa
2a. Região.
abordagem dos
procedimentos
Os debates,
giraram em torno dos
A fga. Thelma Costa, uma das palestrantes (ao microfone) representou o CRFa 2a. Região
administrativos e
critérios de notificação
dos distúrbios da voz relacionados ao
periciais para avaliação de incapacidade
terapeutas ocupacionais, psicólogos,
laborativa.
No seminário agora realizado, a
médicos, profissionais da área do
direito... – e, principalmente, do tra-
trabalho, aspectos referentes ao uso da
voz relacionado ao trabalho e suas
fga. Léslie Piccolloto Ferreira, presidente
do Comitê da Voz da SBFa e docente da
balhador. Este é o momento do
trabalhador levantar sua bandeira e
conseqüências, a atenção à saúde vocal
na RENAST e a prática clínica nos
PUC/SP, fez o resgate histórico das
discussões sobre o distúrbio da voz
dizer ‘nós temos direito e nós
queremos’ e para isso precisamos trazer
distúrbios da voz relacionados ao
trabalho.
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 9
FOTO: ELISIARIO E.COUTO / INSERT
Dia da Voz 2005:
amigos em todo lugar
Durante todo o mês de abril e particularmente no dia 16, em que se comemora mundialmente o Dia da Voz, os fono-
educativas voltadas para a conscientização
Renato Teixeira; a banda Gargamel; o
vocal e suas implicações na comunicação,
na saúde e na cultura.
grupo Emoção Sincera, formado por
Carmen Queiroz, Cássio Junqueira e
audiólogos orientaram a população sobre a
importância da voz e os cuidados para a
SÃO PAULO
Edmilson Capelupi; Maria Alvim & Rick
Udler e Páscoa da Conceição foram os des-
manutenção de uma voz saudável, através
de ações adaptadas às características e
Dois corais, o da USP, sob a regência
de Sandra Espiresz e da PUC-SP, regido por
necessidades de cada região e clientela.
A iniciativa foi da Sociedade Brasileira de
São Paulo - Ibirapuera
taques das comemorações do Dia da Voz
desenvolvidas na capital paulista direta-
São Paulo - Ibirapuera
Fonoaudiologia (SBFa), através do seu
Comitê de Voz, com o apoio do Conselho
Regional de Fonoaudiologia 2ª Região e do
Conselho Federal de Fonoaudiologia.
O objetivo da campanha de 2005 – que
adotou como tema “Seja amigo da sua voz!”
- foi o de alertar a população com ações
10 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
mente pela Sociedade Brasileira de Fono-
ambos localizados na zona leste da cidade
audiologia, através de seu Comitê da Voz.
No dia 16 de abril estes artistas se
de São Paulo, o evento no dia 16 de abril
teve como objetivo oferecer à população
casas de repouso da região para estimular
os idosos a usarem suas vozes em ativida-
apresentaram sob a marquise do Parque do
Ibirapuera, em S.Paulo, em uma programa-
também teste de diabetes, emissão de
documentos e carteiras do estudante e
des lúdicas, ao mesmo tempo em que
concediam entrevistas em programas de
ção ininterrupta das 11 às 15 horas, que
também contou com Oficina de Voz e
palestras sobre saúde, entre outras
atividades. No estande da Fonoaudiologia,
rádio e TV da cidade. Foram distribuídos
folders e afixados cartazes oficiais da SBFa,
orientações práticas, com o envolvimento
ativo de crianças e adultos que freqüentam
coordenado pelas fonoaudiólogas Daniela
Damaso, Laís Guarnieri e Danyelle
em vários pontos do município, sob
coordenação da profa. Maria Lúcia S.
esse local de lazer e que foram atraídos pela
programação.
Barriccelli, foram realizadas orientações,
avaliação fonoaudiológica através de
Dragone.
Ainda em São Paulo e sob o patrocínio da Faculdade de Fonoaudiologia da
protocolo de triagem e distribuição de
folhetos informativos cedidos pelo
PUC-SP e do GT-Voz foi realizado show da
cantora revelação Fabiana Cozza no dia 13
Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª
Região. Cerca de 100 pessoas foram
de abril, no Teatro TUCA, com entrada
franca.
encaminhadas para avaliação mais
completa em instituições de ensino
Nos dias 13e 14 de abril, nas instalações do CEFAC - Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clinica, foram
efetuadas palestras, discussões, vivência
vocal e orientações, sob a coordenação da
fga. Márcia R. de Toledo e a participação
das fgas. Kênia I. Ferreira, Kelly H. Ueda,
Lilia Regina Ribeiro e Simone M. Ventura.
A divulgação foi feita no bairro, em
padarias, escolas, academias, farmácias e
mercados. Os participantes das palestras
foram em sua maioria homens e profissionais da voz (professores, advogados,
jornalistas, operador es de telemarketing e
cantores, entre outros) e foram abordados
os aspectos de anatomia e da fisiologia
do aparelho fonador e os cuidados com a
voz.
Nos Colégios São Miguel Arcanjo e
Externato Nossa Senhora do Carmo,
São Paulo - Ibirapuera
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
Grupos de alunos visitaram asilos e
FERNANDÓPOLIS
O curso de Fonoaudiologia das
Faculdades Integradas de Fernandópolis
realizou várias atividades no município
durante a Semana da Voz. A coordenadora
do curso, Mara Mércia Belúcio Buosi,
(clínica-escola), hospitais públicos e e/ou
entidades que não cobram pelo atendimento ou o fazem por um valor simbólico.
As alterações com maior incidência foram
na área da motricidade orofacial, seguido
de problemas de linguagem e voz.
Em seqüência às palestras foram
realizadas práticas de respiração, de projeção vocal e de soltura da musculatura cervical e realizadas orientações especificas,
divulgou a importância da voz aos
professores da FEF, por meio de banners
com orientações para o dia-a-dia desses
profissionais e a professora e fonoaudióloga Cristina Ide Fujinaga e as estágiárias do
4o ano concederam entrevistas a emissoras
de rádio, esclarecendo a população a
respeito da importância da voz e os
cuidados necessários para manter a saúde
vocal.
Com o objetivo de divulgar a
importância do uso adequado da voz nos
de acordo com a queixa de cada participante.
cursos de formação de professores, a
professora e fonoaudióloga Ana Lúcia Rios,
ARARAQUARA
Alunos do terceiro ano do Curso de
Fonoaudiologia do Centro Universitário
abordou em palestra realizada aos alunos e
professores do CEFAM de Fernandópolis
de Araraquara – UNIARA foram os
responsáveis pela escolha do tema “Cante,
os conceitos básicos sobre a produção vocal
e os principais cuidados com a voz
renove sua voz”, em que foi calcada toda a
programação da Campanha da Voz de
aplicados à docência. Além disso também
foram realizadas oficinas com os agentes
2005.
comunitários de saúde do PSF CAIC.
São Paulo - S.Miguel Arcanjo e N.S. Carmo
São Paulo - Ibirapuera
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 11
Araraquara
Fernandópolis
Fernandópolis
Pomílio estiveram diretamente envolvidas
JUNDIAÍ
Triagens fonoaudiológicas e
otorrinolaringológicas, orientações sobre a
importância da voz e sugestões para sua
conservação foram realizadas em Jundiaí
no dia 16 de abril, tendo como público alvo
a população em geral. Estas ações tiveram
MARÍLIA
nessa programação, que também incluiu
distribuição de folders explicativos e
Com o apoio das secretarias
entrevistas em emissoras de TV e jornais
locais.
municipais de Ensino e de Higiene e Saúde
de Marília, do curso de Fonoaudiologia da
Universidade Estadual Paulista e de
profissionais voluntários, ações de
MACATUBA
Sob a coordenação da fonoaudióloga
o apoio da ATEAL – Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem
Anna Maria Sagin Bornello, o Dia da Voz
foi comemorado na cidade de Macatuba
(local dos eventos), Faculdade de Medicina
de Jundiaí, Secretaria Municipal de Saúde,
com palestras aos professores da rede
municipal, apresentação de coral para
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia,
Associação Brasileira de Otorrinolaringolo-
professores e alunos e peça teatral sobre
orientação vocal, para os alunos.
gia e das empresas CAS Produtos Médicos,
Audibel, Widex e GN Resound.
Durante a semana os professores
realizaram aquecimento e desaquecimento
Em paralelo foram realizadas nos
dias 12, 15 e 19 de abril, pela ATEAL,
vocal e foram oferecidas maçãs e garrafas
de água com mensagens sobre o uso da
promoção à saúde voltadas a funcionários
e usuários das Unidades Básicas de Saúde e
do Programa de Saúde da Família foram
desenvolvidas na semana de 11 a 16 de
abril. Esta foi uma das várias ações em
Marília em comemoração ao Dia da Voz
que contaram com o envolvimento da
Delegacia do CRFa em Marília, através da
delegada, fga. Fabiana Marins, e da
subdelegada, fga. Cristiane Gomes.
No dia 11, professoras da UNESP
palestras educativas e preventivas em
escolas particulares, escolas de música,
voz, para ampliar a conscientização dos
professores. Os funcionários das creches
programaram atividades educativas
(palestras participativas e ilustrativas, com
curso de magistério e na Faculdade de
Educação Física (ESEF), com orientações
também receberam orientações sobre a
voz através de palestras.
atividades lúdicas antes e depois das
orientações) nas EMEIs, com a cola-
sobre higiene vocal e atitudes a serem
tomadas aos primeiros sinais de disfonia.
Faixas espalhadas pela cidade, sobre
a importância da saúde vocal e texto
boração dos estudantes dos cursos de
Fonoaudiologia
As fonoaudiólogas Aline Tafarelo Vargas,
Karin de A.B. Nivoloni e Mariza C. A.
publicado no jornal local complementaram
as ações desenvolvidas.
No dia 14 de abril foram
distribuídos folders e dadas orientações à
Jundiai
Jundiai
12 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
Macatuba
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
Marília
Ourinhos
população em supermercados da cidade,
informações sobre a importância dos
por alunos dos cursos de Fonoaudiologia e
fonoaudiólogas voluntárias. Esta ação foi
cuidados com a voz pela mídia impressa,
rádio e TV.
repetida no dia 16 no Terminal Urbano
Rodoviário pelos estudantes de Fonoau-
Na quarta feira, dia 13, os 32
coordenadores da Diretoria de Ensino
diologia, em companhia de fonoaudiólogas
da Secretaria Municipal de Higiene e
Regional de Ourinhos se reuniram para
ouvir a palestra “Conversando sobre a voz
Saúde.
A programação em Marília também
do professor” e a voz da cantora Solange
Joana Miguel. Na sexta feira, dia 15, a
contemplou a realização de um fórum
sobre “Voz e Expressividade”, no dia 14,
população lotou os quase 600 lugares do
teatro municipal Miguel Cury para assistir
com a participação de fonoaudiólogos de
diferentes áreas de atuação da voz e uma
palestra, no dia 17, na Associação Comer-
a palestra “Cuidados com a Voz” e o coral
da Escola Municipal de Música
A semana de atividades foi encer-
cial e Industrial de Marília, para os comerciantes associados. Uma segunda palestra,
rada no sábado com a performance “Nos
Tempos das Ondas do Rádio”, pelos alunos
atitudes e comportamentos.
A Câmara Municipal de Santa
na Ordem dos Advogados do Brasil, estava
agendada para a semana seguinte.
do circo-escola SOARTE e um bate-papo
com profissionais da voz sobre o uso e
Branca aprovou moção de parabenização,
apresentada pelo vereador Jonas Alves de
exigências da voz nas diferentes profissões.
A programação em Ourinhos teve o
Souza.
OURINHOS
Chavantes.
A campanha em Ourinhos ocorreu
durante toda a semana de 11 a 16 de abril,
patrocínio da Prefeitura Municipal de
Ourinhos, Secretaria da Saúde, Secretaria
com palestras para professores, coordenadores de ensino e psicopedagogos e
da Cultura, SAE, SOARTE, Diretoria
Regional de Ensino de Ourinhos, Colégio
distribuição de folders em locais estratégicos da cidade. Também foram veiculadas
Objetivo, GSP Planet Idiomas, Cerâmica
Brasil e Vidal – Corretora de Seguros de
Marília
Ourinhos
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
SANTA BRANCA
A apresentação de teatro de
fantoches para crianças na faixa etária de 4
a 12 anos e de programa em emissora de
rádio local com orientações sobre os
cuidados da voz marcaram a Semana da
Voz em Santa Branca. A peça teatral – O
Mágico de Oz - foi apresentada pelo Grupo
de Teatro Pastorzinhos de Fátima da
Catequese, em adaptação da fga. Isabel C.
Viola, com o objetivo de oferecer situações
que propiciassem o aprendizado de
■
Acesse o site do CRFa 2a. Região, em
http://www.fonosp.org.br
para informações mais amplas sobre estas
e outras comemorações do
Dia da Voz em São Paulo,
no ano de2005.
■
Ourinhos
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 13
Cefaquinho, pioneiro ent
fonoaudiólogos e está voltada para
atendimento da população com
de Fonoaudiologia - Cefac Assistencial,
sejam pacientes, sejam fonoaudiólo-
distúrbios de comunicação, sistematizando o trabalho com uma população
gos, a tratam como “Cefaquinho”, por
sua origem na iniciativa dos diretores
que já vínhamos atendendo a longo
tempo, de maneira informal”.
do CEFAC - Centro de Especialização
em Fonoaudiologia Clínica, os fono-
O início efetivo de atendimento
ocorreu em março de 2000, após a
audiólogos Jaime Luiz Zorzi e Irene
Queiroz Marchesan, de criar uma
reforma em uma casa na rua Aimberê.
Zorzi relata que, “desde o início das
alternativa viável de atendimento
para uma população sem acesso aos
atividades, até dezembro de 2004, a
ONG já atendeu mais de 1.300
serviços privados de saúde na área
da fonoaudiologia.
pacientes para avaliação, diagnóstico e
tratamento dos distúrbios de comuni-
O “Cefaquinho” é, de acordo com
o fgo. Jaime Zorzi, a primeira ONG
cação, abrangendo os setores de voz,
linguagem, gagueira, motricidade oral,
tipicamente de fonoaudiologia. “Foi
fundada em novembro de 1999 por
psicologia, otorrinolaringologia,
neurologia, ortodontia e serviço social.
FOTO: CEFAC
Grande parte dos que gravitam
em torno da Sociedade Clínica-Escola
Também já atendeu cerca de 4.000
pacientes para avaliações auditivas
encaminhados pela rede pública de
postos de saúde, sem qualquer custo”.
Como apoio, a Clínica-Escola
conta com o espaço de consultórios do
prédio do CEFAC - Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica onde
estão instalados os equipamentos para
avaliação audiológica e que está
situado a poucos metros da ClínicaEscola.
O CEFAC Clínica -Escola conta
em sua sede com oito salas para
atendimento ambulatorial em fonoterapia, psicologia, neurologia, otorrinolaringologia e ortodontia, trabalhos de
orientação e prevenção, com possibilidade de atendimento ambulatorial de
70 pacientes por dia. “Se considerarmos um atendimento médio de seis
meses por paciente (o que corresponde
a uma média de 20 sessões) e 11
meses de trabalho por ano, chega-se,
facilmente, a até 700 pacientes em
fonoterapia, por ano”.
“Quando criamos a ONG,
procuramos ‘casar’ o atendimento da
população que não tem possibilidade
de acesso aos serviços de Fonoaudiologia com um centro de formação para
os profissionais que preparamos em
nível de especialização. O corpo fixo é
de oito fonoaudiólogos, todos remunerados e, hoje, por 10 bolsistas –
14 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
SEGUNDA REPORTAGEM
DE UMA SÉRIE
FOTOS: CEFAC
ntre as ONGs de fonoaudiólogos
alunos da nossa especialização – que
têm um desconto na mensalidade e,
em troca, prestam atendimento. Além
destes, contamos com os professores nove - em trabalho voluntário e os
alunos do CEFAC, que cumprem a
carga horária prática de 100 horas dos
cursos de especialização, na observação, avaliação e acompanhamento da
terapia. Contamos ainda com a
colaboração de otorrinolaringologistas, neuropediatras e ortodontistas,
em uma concentração de esforços que
vem trazendo excelentes resultados”.
Em relação ao trabalho voluntário, Jaime Zorzi o utiliza, mas o
objetivo é essas pessoas “não doarem
seu tempo e seu serviço, mas sim
serem remuneradas dentro do possível. Com o trabalho voluntário,
ficamos na dependência das possibilidades de quem é voluntário e com isso
não podemos contar com a regularidade e com o tempo prolongado”.
A Sociedade Clínica-Escola de
Fonoaudiologia - Cefac Assistencial
funciona no modelo mais típico das
ONGs, efetuando uma seleção dos
pacientes. Inicialmente é efetuada
uma triagem social, que define se o
paciente pagará ou não alguma taxa
pelo atendimento, em função da sua
disponibilidade de renda. “Toda a
ONG tende a buscar uma autosustentação e esta forma de prestação
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 15
veis à população, é uma das maneiras
de torná-la sustentável e cobrir os
custos operacionais”, justifica o
fonoaudiólogo. Anteriormente, os
pacientes provinham de encaminhamentos de postos de saúde, hospitais
FOTO: ELISIARIO E.COUTO / INSERT
de serviços, com pagamentos acessí-
lembra, com orgulho, que já recebeu
profissionais da Argentina, Portugal,
Peru, Chile e Venezuela. “Neste
segundo semestre deverá chegar
um novo grupo, de Portugal, para
um programa de formação de 15
dias”..
públicos, clínicas universitárias,
escolas e por indicação de outros
O fonoaudiólogo lamenta o
excesso de burocracia que ainda existe
pacientes ou de profissionais à frente
de hospitais ou ambulatórios. Com o
para a criação de uma ONG. “O Estado
não garante os serviços fonoaudiológi-
tempo, o boca-a-boca cresceu e
surpreendeu os dirigentes da ONG.
cos e não é uma entidade ou associação privada ou sem fins lucrativos que
“Hoje temos gente que vem de
municípios distantes, de todas as
Fgo. Jaime Luiz Zorzi
deveria estar preocupada com isso,
embora a gente esteja. Não é coisa tão
faixas etárias, que ouviram falar do
serviço que prestamos...”
os parceiros, teremos a oferecer algo
já funcionando e um modelo que
simples se obter recursos ou gerenciar
alguma coisa, mas eu não voltaria
Ainda não existem parcerias com
o Estado e com empresas mas o
deu certo. É bem diferente de vender
um projeto no papel para um finan-
atrás. Quando pensamos na estruturação de uma ONG, tínhamos um
objetivo, a médio e longo prazo, é
estabelecer esses acordos. “Somos
ciador...”
Se as parcerias ainda não
projeto de atendimento social e, em
nosso caso, também de formação
uma ONG sem uma instituição
universitária por trás, da qual sería-
existem, a Clínica-Escola já está se
tornando um centro de referência
internacional. O fgo. Jaime Zorzi
profissional, ao qual agregamos o de
publicação de trabalhos científicos. E
mos um braço. Quando procurarmos
fomos em frente”.
Prestação de serviços
em perspectiva tripla
O Cefac Clínica-Escola tem como
perspectiva a prestação de serviços
que, além de suprirem a demanda,
favoreçam também a formação
continuada e o desenvolvimento
científico dos profissionais da área.
Atendimentos estes que sejam: (1)
inclusivos dos diferentes segmentos
da população com distúrbios da
comunicação, especialmente aqueles
com maiores dificuldades econômicas
de acesso ao diagnóstico e atendimento terapêutico e preventivo; (2)
estimuladores de pesquisas aplicadas
às diferentes disciplinas interrelacionadas: fonoaudiologia, educação, psicologia, medicina e odontolo-
gia; e (3) geradores de procedimentos
preventivos.
de seus recursos vocais e de oratória.
A atuação institucional do
Um outro aspecto relevante da
atuação institucional é o da prevenção
CEFAC Clínica – Escola foi estruturada
com os seguintes objetivos estratégi-
dos distúrbios da linguagem e aprendizagem escolar e da formação de
cos e interligados:
■ Oferecer atendimento
professores, dirigido às escolas,
atingindo profissionais da rede de
educativo, preventivo e terapêutico às
pessoas e familiares de portadores de
educação infantil e ensino fundamental. Esse trabalho visa, por um lado,
distúrbios de comunicação e orofaciais
provenientes dos diferentes segmen-
desenvolver procedimentos metodológicos/programáticos que possam
tos sócio-econômicos;
■ Desenvolver programas de
otimizar os processos de aquisição e
desenvolvimento da linguagem oral e
prevenção, diagnóstico e tratamento
de escolares com distúrbios de
escrita, minimizando as dificuldades
de aprendizagem e, por outro, capaci-
linguagem oral e escrita;
■ Capacitar profissionais da
tar os professores para o uso adequado
educação com otimização de recursos
16 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
pedagógicos para facilitar a aprendiza-
volvimento de recursos econômicos e
sentido, como é o caso das deficiências
gem da linguagem oral e escrita,
diminuindo e minimizando a incidên-
humanos.
Embora não haja uma estatística
mentais, auditivas, paralisias cerebrais, síndromes e outras alterações
cia de distúrbios da aprendizagem e
realização de programas de saúde
oficial, estima-se uma incidência
mínima de 10 a 15% de portadores de
neurológicas. Entretanto, estes
valores podem ser maiores conside-
vocal do professor;
■ Promover pesquisas científi-
distúrbios de comunicação, levando-se
em conta que a grande maioria da
rando-se que muitos distúrbios da
comunicação estão presentes em
cas relacionadas aos distúrbios da
comunicação e orofaciais;
população de deficientes físicos e
mentais, calculada nessa porcenta-
pessoas que não estão incluídas
nestas categorias tradicionais de
gem, apresenta limitações neste
deficiências.
■
Implementar a área de desen-
Dois formatos,
um objetivo
De acordo com Sylvia Esteves Torre, vice-presidente
de parceria, através de projeto e licitação. A OSIP será o
do IFAO – Instituto do Terceiro Setor, de Itajubá (MG) e
consultora em profisisionalização de administração de
braço estendido do orgão que não tem condições de exercer aquele papel e o relatório de suas atividades é enca-
ONGs, essas entidades precisam pensar seriamente em uma
estruturação profissional, gerenciadas como uma empresa,
minhado ao Ministério Público”, coloca a consultora.
“A OSIP é uma criação recente, menos engessada,
embora com fins não econômicos, sejam elas estruturadas
como associações ou como OSIPs – Organizações Sociais de
para evitar o processo burocrático, embora a associação
ainda transmita maior credibilidade pelas condições
Interesse Público. Estes são os dois formatos institucionais
para a constituição de uma organização sem fins lucrativos.
estabelecidas para sua criação e funcionamento. A OSIP, em
seu estatuto, registra as finalidades como uma carta de
“A maior parte são associações”, assegura.
Para efeito de registro, as associações necessitam
intenção e, em seguida parte para a ação”. Para Sylvia Torre,
“nas associações, este comprometimento é total porque
três anos de existência para pleitear o registro. “Em
compensação, esta forma de estruturação apresenta
necessita prestar contas das atividades anteriores e mais o
plano de atividade futura, para continuar obtendo a
várias vantagens, como isenção de taxas patronais, INSS,
CPMF, IR... Já como OSIP é possivel requerer seu registro
certificação”.
O que mais preocupa Sylvia é o que chama de
no Ministério da Justiça apenas com a apresentação do
que está se propondo. Em contrapartida, não está bem
“balanço social”, o resultado das ações que interferem no
exercício da cidadania. “As ações não podem ser pontuais.
definido quem fiscaliza essas organizações, ao contrário
da associação, que possui uma normatização centraliza-
É necessário detectar, por exemplo, qual o efeito que
modificou um adolescente para ser protagonista de sua
dora bem clara, de cobrança das ações. Por exemplo, para
as associações é obrigatório o envio de relatórios de
própria história, que possibilitou a sua melhoria de vida. O
empresário, ao subsidiar um projeto, tem também o direito
atividades do ano anterior e o planejamento para o ano
corrente aos diversos orgãos públicos (CNAS, INSS entre
de estar cobrando o resultado do investimento que realizou,
que normalmente estaria repassando para o governo”.
outros), para obter as vantagens e benefícios previstos
para uma associação”.
Para Sylvia, é perfeitamente possível trabalhar com
voluntários. “No entanto, a parte organizacional deve
A estrutura da OSIP é menos exigente do que de
uma associação e permite parcerias tanto com empresas
contar com pessoas registradas e remuneradas. O voluntário tem que ser treinado para disponibilizar o talento dele
públicas como privadas. “Se existir uma demanda que um
orgão público não supre, pode se estabelecer um termo
para um bem comum. Ele tem que servir a entidade e não a
entidade servir a ele”
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 17
Enade avalia 24 cursos
de Fonoaudiologia de São Paulo
O Ministério da Educação
componente específico da área, dos
em instituições estaduais e munici-
divulgou em 11 de maio o resultado do
primeiro Exame Nacional de Desempe-
ingressantes no componente específico e o de ingressantes e concluintes na
pais.
nho dos Estudantes (Enade). A prova
foi aplicada em novembro de 2004, em
formação geral. Os dois primeiros
itens tiveram peso de 75% na nota
Enade podem ser acessados na página
do INEP, em http://www.inep.gov.br/
2.184 cursos em 13 áreas concentradas em saúde e ciências agrárias, entre
final e, o último, de 25%. Dos cursos
com conceitos superiores, 28,4% são
superior/enade/. Os arquivos estão
disponíveis no site para download, no
eles o de Fonoaudiologia.
No Estado de São Paulo foram
de instituições federais e 52,2% de
instituições privadas. O restante está
formato .pdf e em planilhas no
formato .xls
avaliados 24 cursos de Fonoaudiologia
(veja quadro). Deixaram de ser
avaliados os cursos oferecidos pela
USP – Universidade de São Paulo em
São Paulo, Bauru e Ribeirão Preto e
pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, em Campinas, que não
aderiram ao sistema instituído pelo
governo federal. As instituições envolvidas e os conceitos obtidos estão no
quadro divulgado nesta página. Os
cursos com a indicação SC (sem
conceito) não tiveram alunos participantes em uma das fases do exame, no
ingresso ou na conclusão do curso.
Criado para substituir o antigo
Provão, o Enade,em lugar de avaliar os
formandos de cada área todos os anos,
se propõe a analisar o resultado dos
estudantes por uma amostra dos
formandos e dos alunos do primeiro
ano, a cada três anos. Os dois grupos
foram submetidos à mesma prova,
possibilitando, segundo o MEC, avaliar
o desempenho como um todo, desde a
entrada até a saída do estudante do
curso de graduação. O antigo Provão
avaliava todos os concluintes dos
cursos superiores.
Os conceitos, divididos de 1 a 5,
de acordo com as notas, foram
calculados com base em três itens: o
desempenho dos concluintes no
Os resultados completos do
Cursos de Fonoaudiologia avaliados no Estado de S.Paulo
Instituição
Município
Conceito
Centro Universitário das
FaculdadesMetropolitanas Unidas
São Paulo
Centro Universitário de Araraquara
Centro Universitário de Votuporanga
Araraquara
Votuporanga
Centro Universitário do Norte Paulista
Centro Universitário Lusíada
S. José do Rio Preto
Santos
2
4
Centro Universitário Nossa S. do Patrocínio
Centro Universitário São Camilo
Itu
São Paulo
2
3
Faculdade de Ciências Médicas da
Santa Casa de São Paulo
São Paulo
SC
Faculdades Integradas de Fernandópolis
Faculdades Integradas Teresa d’Ávila
Fernandópolis
Lorena
3
3
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Campinas
São Paulo
3
4
Universidade Bandeirante de São Paulo
Universidade de Franca
São Paulo
Franca
SC
SC
Universidade de Marília
Universidade de Mogi das Cruzes
Marília
Mogi das Cruzes
3
SC
Universidade de Ribeirão Preto
Universidade do Oeste Paulista
Ribeirão Preto
3
Presidente Prudente 3
Universidade do Sagrado Coração
Universidade Estadual Paulista
Bauru
3
Júlio de Mesquita Neto
Universidade Federal de São Paulo
Marília
São Paulo
4
2
Universidade Guarulhos
Universidade Metodista de Piracicaba
Guarulhos
Piracicaba
SC
3
Universidade Metodista de São Paulo
S.Bernardo do Campo 3
3
SC
3
Fonte: INEP
18 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
FOTO: CRFa 2a. REGIÃOFOTO: ELISIARIO
E.COUTO / INSERT
Encontro Internacional de Audiologia:
914 inscritos e 124 palestrantes
tópicos abordados estiveram vincula-
honorário da ABA. Sua esposa, a fga.
Brasileira de Audiologia, o 20º. EIA –
Encontro Internacional de Audiologia
dos à avaliação audiológica pediátrica,
política de saúde em audição, reabilita-
dra. Maria Cecília Bevillacqua, ausente
por motivos pessoais, também recebeu
ocupou a arena, teatro e mezanino do
TUCA, em S.Paulo, de 21 a 24 de abril
ção aural, eletrofisiologia, emissões
otoacústicas, triagem auditiva neona-
homenagem.
A Academia Brasileira de Audio-
último e reuniu quase mil participantes, provenientes de praticamente
tal universal, avaliação vestibular e
reabilitação, perda de audição por
logia é uma sociedade civil, sem fins
lucrativos, que foi fundada em novem-
todas as regiões do Brasil e também da
Argentina, Paraguai e Costa Rica. A
ruído e AASI.
Na abertura oficial do encontro,
bro de 2001 com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimentos.
coordenação geral do evento esteve a
cargo da profa. dra. Altair Cadrobbi
feita pela presidente da ABA, dra.
Maria Angelina Nardi Martinez, o dr.
Para esse fim conta com a cooperação
e o apoio de diversas instituições
Pupo e da profa. dra. Beatriz C. A.
Caiuby Novaes.
Orozimbo Alves Costa Filho foi
homenageado como primeiro membro
internacionais da área da audiologia.
A segunda gestão da ABA, presi-
O congresso contou com 914
inscritos, dos quais 353 associados da
Academia Brasileira de Audiologia.
Também participaram 109 alunos
associados da ABA, 136 alunos não
associados, 163 profissionais não
FOTO: CRFa 2a. REGIÃO
Organizado pela Academia
dida pela profa. dra. Maria Angelina
Nardi Martinez, da PUC-SP, foi iniciada
em 2003 e teve encerrado o mandato
logo após o congresso. A dra. Eliane
Schochat, da USP-SP, é a presidente da
terceira gestão(2005/2007) da entidade.
associados, 124 palestrantes e 29
associados de outras entidades. Entre
Também integram a nova diretoria as
dras. Adriane Mortari Moret (HRACe
os palestrantes, quatro vieram do
exterior: os doutores Mário A. Svirsky
FOB/USP, Bauru), Beatriz Caiubi
Novaes (PUC-SP), Cecília Martinelli
e Judith Gravel (dos Estados Unidos),
Richard Seewald (do Canadá) e Harvey
Iório (UNIFESP – EPM, São Paulo),
Kátia Almeida (Santa Casa, São Paulo) e
Dillon (da Austrália).Os principais
Lilian Jacob (Tuiuti, Curitiba).
A Academia Brasileira de Audiologia (ABA) está em novo endereço desde 22 de dezembro de 2004, em sede própria:
rua Itapeva, 202 - conjunto 61, em São Paulo. O telefone da ABA é: (0 ** 11) 3253-8711.
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 19
FOTO: ELISIARIO E.COUTO / INSERT
informativo sobre a Fonoaudiologia.
Um das ações mais importantes
nesse dia foi o denominado “Espaço da
Comunicação”, onde a ONG Vez da Voz,
dirigida pela fonoaudióloga Cláudia
Cotes, criou condições para a interação
entre crianças com e sem deficiência,
com o ensino de Libras, Braille e
cuidados com a voz, além de brincadeiras e desenhos.
Em todo o shopping center estavam
disponíveis, ao lado dos seguranças e no
balcão de informações, intérpretes da
língua brasileira de sinais (Libras)
ligados à Feneis-SP - Federação Nacional
Vez da Voz promove
dia de inclusão social
de Educação e Integração dos Surdos. Os
restaurantes fizeram cardápios em
Braille.
O Instituto Maurício de Sousa e a
Editora Globo doaram 800 gibis com
histórias de Dorinha, uma menina cega,
Educação e Reabilitação dos Distúrbios
da Comunicação da PUC-SP) e Fundação
e Da Roda, um garoto cadeirante. Ao
lado do estande, um telão exibiu o filme
data, cegos, surdos, cadeirantes,
portadores da Síndrome de Down e
Dorina Nowill para Cegos pudessem
montar seus balcões, divulgar sua causa
da Turma da Mônica “Cine-Gibi” (o
primeiro DVD infantil brasileiro com
outros deficientes tiveram seu dia de
inclusão social com um evento realizado
e apresentar o trabalho que desenvolvem e de seus pacientes. A exposição
opção de tradução em Libras), disponibilizado gratuitamente pela Paramount
no dia 14 de maio, das 10 às 22 horas,
no Shopping Center Penha, na zona
“Vencedores”, com fotos de Érico Hiller,
da ADD - Associação Desportiva para
Pictures, e outros vídeos produzidos pela
Vez da Voz.
leste da cidade de São Paulo.
O espaço foi cedido para que a
Deficientes tendo com o tema atletas
deficientes, foi inaugurada no dia do
Atividades educativas, lúdicas e
artísticas com crianças e adultos,
ONG Vez da Voz, em conjunto com
outras instituições voltadas para o
evento e deverá ali permanecer nos
corredores do shopping por mais 15
deficientes ou não, tomaram conta da
praça de alimentação do shopping em
atendimento de deficientes, como AACD
(Associação de Assistência à Criança
dias. O Conselho Regional de Fonoaudiologia – 2ª. Região apoiou o evento com
dois turnos, às 12h e às 16h. Entre as
apresentações, a de capoeira envolveu
Deficiente), Apae-SP, Derdic (Divisão de
distribuição de sacolas e material
crianças portadoras de deficiências
FOTOS: ELISIARIO E.COUTO / INSERT
Idealizado e coordenado pela ONG
Vez da Voz, que comemorou um ano na
20 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
físicas, integrantes do setor de reabilita-
Saiu na imprensa...
ção desportiva da AACD (Associação de
Assistência à Criança Deficiente). Dança
O evento recebeu, entre outras
visitas, a de Aline Oliveira Mores,
assessora da Coordenadoria de Projetos
Sociais da Secretaria Especial da Pessoa
com Deficiência e Mobilidade Reduzida
da Prefeitura de São Paulo.
Parceria com o grupo SONAE.
A fga. Cláudia Cotes relata que o grupo
Sonae, parceiro da ONG e proprietário
do Shopping Center Penha, quer investir
em atividades voltadas à inclusão de
deficientes em todos os shoppings de
sua rede. A primeira delas, em São Paulo,
foi esta no Shopping Center Penha, na
zona leste de São Paulo. Em seguida
haverá ações no shopping Pátio Brasília,
no Distrito Federal (previsto para
junho), no Shopping Boa Vista, em
Santo Amaro (na zona sul paulistana) e
no Franca Shopping, no interior de São
Paulo, no segundo semestre.
Foi justamente em um shopping
center do grupo Sonae – o do Parque
Dom Pedro, em Campinas - que o Vez
da Voz teve início, há um ano. Outra
unidade do grupo, o Tivoli, em Santa
Bárbara d’Oeste, também já recebeu as
atividades da ONG.
O grupo Sonae, de origem portuguesa, mantém no Brasil, além dos
shoppings, as redes de supermercados
Big, Mercadorama e Maxxi e atua em
países como Grécia, Alemanha, Itália,
Áustria e Espanha, além de Portugal.
Ser[a justamente em Portugal que as
Rede Mundial de Televisão
As comemorações do Dia da Voz e as
FOTO: ELISIARIO E.COUTO / INSERT
com adolescentes surdas foi apresentada
pela Derdic.
questões que afetam a voz foram os temas
abordados no programa do dia 12 de abril
pelas fonoaudiólogas Léslie Piccolloto
Ferreira, em nome do Comitê da Voz da
SBFa e Maria Juliana Amatuzzi de Oliveira
Algodoal, em nome do CRFa – 2ª. Região.
O programa, com uma hora de duração, é apresentado por Enildo Viana e retransmitido pelo satélite Brasilsat 3, por diversas retransmissoras em todo o país e pelo
sistema de TV por assinatura.
EPTV, Canal 25 e TV Século 21
A fonoaudióloga Cláudia Cotes, de Campinas participou de três programas de
televisão sobre o Dia da Voz. Na EPTV, afiliada da rede Globo com geração de
imagens para Ribeirão Preto, São Carlos e Varginha, falou sobre a expressividade da
fala e os cuidados com a voz, no programa “Receita da Casa”, transmitido no dia 15
de abril às 12:30 horas. No programa transmitido pelo canal 25, a cabo, no dia 14 de
abril às 15:30 horas, a fga. Cláudia Cotes discorreu durante meia hora sobre os
cuidados com a voz e o projeto da ONG Vez da Voz. A fonaaudióloga ainda participou
de reportagem na TV Século 21, com cobertura nacional, sobre a voz e seus cuidados.
Rádio Brasil 2000 e Rádio 89 Nova Brasil
Por ocasião do Dia da Voz, a emissora Brasil 2000 colocou no ar vinheta com a
voz da fga. Maruska Freire Rameck com chamada para a campanha. A mesma
vinheta foi também repetida na rádio 89 Nova Brasil, no mesmo dia
Rádio CBN
A fga. Maruska Freire Rameck foi entrevistada pela rádio CBN no dia 16 de
abril sobre os eventos que a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, em conjunto
com o CRFa realizavam em comemoração ao Dia da Voz, com ênfase no programação
do Parque Ibirapuera, em São Paulo.
Rádio Atlântica AM, TV Mar e Diário Oficial do Município de Santos
O Dia da Voz foi divulgado pelas fonoaudiólogas que atuam no serviço público
em Santos em entrevistas das fgas. Leniza de Abreu e Simone Carvalho de Oliveira
na Rádio Atlântica AM no dia 16 de abril e da fga. Fernanda Garcia da Cruz no Jornal
Mar em Manchete da TV Mar. O Diário Oficial do município de 14 de abril também
estampou matéria sobre o tema.
atividades do Vez da Voz deverão ser
também desenvolvidas, com o auxílio da
Rádio Jovem Pan
bailarina Keyla Ferrari, integrante da
equipe Vez da Voz e presidente da ONG
22:30 horas, conduzido por Thiago Gardinali na Rádio Joven Pan AM, a fga. Irene
Marchesan abordou as alterações de fala em indivíduos adultos. O programa contou
Cedai (Centro de Dança Integrado), que
ensina dança para deficientes.
com muitas perguntas de pessoas que se sentiam prejudicadas pela maneira como
falavam e sobre as possibilidades de correção na idade em que se encontravam.
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
No programa de entrevistas “Radio ao vivo” do dia 5 de maio, das 22 até as
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 21
Política de educação inclusiva
é adotada em Jandira
Fga. Lilian Cristina Cotrim
O município de Jandira, nas
proximidades da capital paulista, nos
Diante da grande demanda e do
número ainda reduzido de profissio-
Os temas abordados na Reunião
Geral foram o desenvolvimento pré-
últimos anos vem adotando medidas
em direção a uma política de educação
nais por área, a equipe da AISE optou
por proporcionar informações relacio-
natal, o esenvolvimento global (0-3,
4-6 e 6 a 12 anos) e atividade pedagó-
inclusiva para sua rede escolar. Em
meados de 2003, a Diretoria de
nadas à questões da educação inclusiva, beneficiando indiretamente os
gica, tanto na Educação Infantil como
no Ensino Fundamental
Educação realizou uma série de
estudos e planejamentos, que resultou
professores e alunos da rede escolar do
nosso município.
Na Reunião de Subgrupo,
abordou-se deficiência física, deficiên-
na criação da AISE – Assessoria
Institucional Sócio Educacional. Este
Decidiu-se por fazer dois tipos de
reuniões. A primeira, abordando
cias múltiplas, Síndrome de Down,
deficiência visual, atraso do desenvol-
Número de alunos matriculados
vimento neuro-psicomotor, deficiência
mental e paralisia cerebral
na rede municipal de ensino
de Jandira em 2005
A formação teve um total de 58
horas, dividido em 43 horas (presenci-
departamento tem como foco tratar as
questões relacionadas ao processo de
ensino aprendizagem voltados à
inclusão de alunos portadores de
necessidades educacionais especiais na
rede regular de ensino.
Educação Infantil
ais) e 15 horas em atividades programadas, que será utilizada pelos
Formada por uma equipe
multidisciplinar, composta por
Pré-escola
Creche
fonoaudiólogo, pedagogo, psicopedagogo e psicólogo, a AISE objetiva
Total
desenvolver ações formativas junto
aos educadores e gestores, orientações
Ensino Fundamental
1a. a 4ª. séries
6.145
va, com o tema: “Educação e Diversidade? Educação é Diversidade”, estendi-
aos pais, acompanhamento educacional às crianças e procedimentos mais
Escola Especial
EJA
94
356
do a todos os profissionais da rede
municipal e a alguns setores interessa-
amplos no âmbito institucional.
A análise de estudo dos casos de
Fonte: DME/PMJ, 2005
3.110
730
participantes como formação continuada do plano de carreira.
10.453
A equipe também promoveu em
2004 o II Fórum de Educação Inclusi-
dos da comunidade. O encontro
contou com a presença das fgas.
alunos inclusos na rede e a leitura de
190 relatórios com descrições das
aspectos de desenvolvimento global,
Nastienka Presto Ojevan, da prefeitura municipal de Osasco e da profa.
queixas pedagógicas, fundamentou um
programa de formação - “Facilitadores
denominada como Reunião Geral e
outra contendo aspectos mais específi-
dra. Maria Teresa Carvalheiro, da
prefeitura municipal de Mogi-Mirim.
da Inclusão” - dirigido aos Coordenadores Pedagógicos da Rede.
cos ligados às deficiências mais
encontradas na rede municipal,
Neste ano de 2005, a equipe da
AISE planeja aumentar o alcance de
O programa foi desenvolvido
através de reuniões semanais com os
denominada Reunião de Subgrupo. As
25 unidades escolares foram divididas
sua atuação, através do acompanhamento mais próximo junto aos
coordenadores pedagógicos da rede,
expondo temas sobre o desenvolvi-
em grupos de acordo com as características de seus casos de inclusão.
educadores da rede municipal, e do
desenvolvimento de projetos que
mento da criança
e sobre necessidades especiais
específicas.
A equipe AISE é formada pela fga. Lilian Cristina Cotrim, psicóloga Alice Cristiane Pitteri,
psicopedagoga Maria Donizetti Augusto e pedagogo Oséias Fernandes Martins, sob coordenação de Nádia Martins da Costa. O Diretor da Educação é Paulo Fernandes Cubaquini
22 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
envolvam toda a
equipe escolar e a
comunidade de
pais de alunos.
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●
eventos
● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●
Congresso da SBFa em 2005 será em Santos
O XIII Congresso
Brasileiro de Fonoaudiologia,
promovido pela SBFa Sociedade Brasileira de
Fonoaudiologia, será
realizado em 2005 na cidade
de Santos, entre os dias 28 e
30 de setembro, no Mendes
Convention Center. No dia 27
serão realizadas reuniões da
Executiva Nacional de
Estudantes, Nacional de
Docentes e de Coordenadores
de Pós-Graduação de stricto
sensu e lato sensu.
O último congresso
realizado no Estado de S. Paulo foi em 1999. No de 2005, a
temática oficial será “Pesquisa em Fonoaudiologia no Brasil: diversidade teórico-metodológica”, tema que pretende
provocar discussões sobre a
formação profissional, ações e
pesquisas desenvolvidas.
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
Neste ano, a Comissão
Organizadora introduziu
algumas modificações no
congresso, com a finalidade
de dinamizar as discussões.
Uma delas foi a substituição
dos fóruns por seminários de
estudos avançados em
Fonoaudiologia, que ocorrerão por adesão e não mais por
convite. Estão também
previstos estudos de casos e
mesas redondas, organizadas
pelos diversos comitês da
SBFa.
Novos critérios de
premiação dos trabalhos
apresentados foram também
estabelecidos, para tornar o
processo mais igualitário.
Para isso foram criadas
quatro categorias: pesquisa,
dissertação, tese e trabalho
de iniciação científica e de
conclusão de cursos de
graduação e de especialização
O site oficial do
congresso, onde poderão ser
obtidas informações detalha-
das do evento, deve ser
acessado em http://
www.alvoeventos.com.br/
fono.html.
VI Congresso Nacional
da Rede Unida
De 2 a 5 de julho de
2005 será realizado, em Belo
Horizonte, no campus
Pampulha da Universidade
Federal de Minas Gerais, o
VI Congresso Nacional da
Rede Unida. É aguardada a
participação de cerca de
1.800 pessoas, entre
professores, profissionais da
área da saúde, lideranças
comunitárias e estudantes
universitários, provenientes
de todos os estados brasileiros. No mesmo período,
também será realizada a I
Mostra de Produção de
Saúde da Família de Minas
Gerais, o II Fórum Nacional
de Redes em Saúde e a
Reunião de Pólos de
Educação Permanente em
Saúde. O congresso coincide
com os 20 anos da Rede.
Informações : av. Pasteur, 70
– 3o andar, CEP 30150-290 Belo Horizonte/MG, fone:
(0xx31) 3222-7266 / fax:
(0xx31) 3222-7288, e-mail
[email protected] ou
no site www.ufmg.br/
redeunida.
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 23
ATO MÉDICO
Comissão de Orientação e Fiscalização
Mantenha seu endereço
atualizado
A Comissão de Orientação e
Endereços desatualizados geram
Fiscalização tem constatado, durante as
visitas fiscalizatórias, que inúmeros
custos desnecessários ao Conselho, pois
inúmeras correspondências são devolvi-
endereços que constam no sistema estão
desatualizados.
das, visitas de fiscalização são infrutíferas e contatos telefônicos desnecessários
No ato de requerimento de
inscrição profissional junto a este órgão,
são realizados, na tentativa de contatar
o profissional.
o Fonoaudiólogo assina um termo de
ciência, comprometendo-se a “procurar
Além disso, o próprio profissional
é prejudicado, pois pode deixar de rece-
orientação junto ao departamento de
registros do Conselho ou Delegacia
ber pacientes em seu consultório, uma
vez que os mesmos contatam o Conse-
Regional, sempre que houver atualização
de dados referentes aos endereços
lho a procura de um profissional e os dados comerciais destes nem sempre estão
residencial e comercial, para assim manter
o cadastro sempre atualizado”.
corretos . Comunique sempre qualquer
alteração em seus dados cadastrais!
Veja, no site do CRFa 2a. região, em http://www.fonosp.org.br, a relação
dos profissionais com informações desatualizadas
ERRATA
Vapt Vupt, por enquanto,
só em São Paulo...
O atendimento Vapt-Vupt implanta-
Marília, Ribeirão Preto e Santos - ainda
do pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª. Região, noticiado na última edição
não foi possível a adoção desse mesmo
processo de agilização, em razão da
da Revista da Fonoaudiologia, por enquanto é válido apenas em sua sede, em
necessidade de adequação da estrutura
física e de pessoal dessas unidades para
São Paulo. Nas delegacias regionais – em
essa prestação de serviço. A expectativa é a
de que, em
breve, elas
também estarão
sendo habilitadas para
fornecer a
mesma
agilidade de
atendimento
que hoje é
oferecida na
sede.
24 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
Entrega de
assinaturas
aguarda audiência
pública
A entrega das 500 mil novas
assinaturas coletadas contra o teor do
Projeto de Lei do Ato Médico que
tramita no Senado Federal – totalizando um milhão de assinaturas - aguarda
o agendamento, pela Comissão de
Assuntos Sociais do Senado Federal
(CAS), da primeira Audiência Pública.
A realização das Audiências
Públicas para debater o Projeto de Lei
025/2002 é uma promessa da senadora Lucia Vânia, relatora do projeto na
Comissão de Assuntos Sociais, feita às
13 categorias profissionais da área da
saúde ( Biologia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia,
Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço
Social, Terapia Ocupacional e Técnicos
em Radiologia), para tornar público o
debate sobre o projeto de lei, de
maneira idônea, sob o espírito da
interdisciplinaridade e da democracia.
Esta garantia de realização de
audiência foi reafirmada em audiência concedida a representantes das
profissionais de saúde, entre elas a
presidente do CFFa, Maria Thereza
Mendonça Carneiro de Rezende, no
dia 27 de abril último. Na ocasião a
senadora garantiu que o esboço de
um novo substitutivo está sendo
delineado por sua assessoria. Na
ocasião, a Comissão Nacional contra
o Projeto de Lei 025/2002 entregou
ao gabinete da senadora um dossiê,
composto por manifestos, publicações e moções nacionais contra o
Projeto.
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
Fonoaudióloga
brasileira é
homenageada
pela IAOM
A fonoaudióloga dra. Irene
Marchesan será agraciada com o
Prêmio Richard H. Barrett, concedido
pela IAOM – International Association
of Orofacial Miology por sua contribuição de pesquisa na área de motricidade
orofacial, de acordo com comunicado
oficial de Anita Werinfield, presidente
da entidade. A entrega da premiação
ocorrerá por ocasião da convenção que
a associação realizará em Vancouver,
no Canadá, em 17 de junho próximo.
Na ocasião será lido um pequeno
currículo das contribuições da fonoaudióloga brasileira para a área.
O Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª. Região cumprimenta a
homenageada pela premiação, que
reafirma o estágio alcançado pela
fonoaudiologia brasileira e seu
reconhecimento internacional.
Novo mandato
A diretoria do CRFa 2a. Região
Comissão de Ética
Outro dia me vi muito decepcionada com uma colega de profissão que, gentilmente, de verdade, fez um questionamento público acerca de um trabalho que venho
desenvolvendo, voluntariamente, pela Fonoaudiologia brasileira. Há anos participo
ativamente de todas as ações em que consigo tempo de participar, na tentativa de
colaborar para que nossa profissão cresça e amadureça a cada dia.
Como exemplo, cito as inúmeras assinaturas que consegui contra o ato médico
e minha presença em todas as reuniões em que se discutiu a questão das especialidades,
para citar duas mais recentes. Acontece que essa colega veio questionar a ausência dos
fonoaudiólogos e a pouca mobilização em um assunto específico em que venho atuando
desde 1999, o que me entristeceu profundamente porque me levou a pensar na pouca
participação que o fonoaudiólogo tem, de forma geral, nas ações que são políticas.
Penso que os fonoaudiólogos devem participar sempre que solicitados, como uma
forma de se posicionar. Nem sempre sou favorável, mas vou aos eventos que posso e me
posiciono, faço minha voz ser ouvida. Não fico encastelada em meu trabalho pensando
só em ganhar dinheiro e enriquecer, mesmo porque não adianta nada se a profissão
acabar. Acho que as ações de responsabilidade social que tantos de nós fazemos, alguns
brilhantemente, devem se iniciar por nossa profissão, nosso espaço e, depois para
outras áreas.
Nossa profissão precisa de profissionais que atuem por ela e não cada um por si!
É importante participar das ações propostas por nossos Conselhos Regional e Federal e
pela nossa sociedade científica, sem falar no Sindicato!
■■■
As colocações feitas pela fonoaudióloga no texto acima reproduzido,
infelizmente são uma realidade e uma constante na Fonoaudiologia.
Este Conselho promove inúmeras atividades políticas e sociais importantes
para a consolidação da profissão e raramente conta com a participação dos
fonoaudiólogos. Parece que o fonoaudiólogo ainda não se deu conta de quão
importante é sua participação para a obtenção dos objetivos propostos. A frase
“A união faz a força” é apenas um ditado popular sem nenhum reflexo para a
foi reeleita pelo 7o. Colegiado, em
reunião plenária realizada em 1o de
nossa profissão.
Se consultarmos o nosso Código de Ética veremos que está prevista a
abril deste ano. O mandato da
diretoria é de um ano, com possibilida-
participação política do fonoaudiólogo.
No artigo 4, inciso III está escrito: que constituem princípios éticos da
de de reeleição, dentro do período de
gestão do Colegiado. Veja relação de
Fonoaudiologia “a propugnação da harmonia da classe”.
Mais à frente, no artigo 5, inciso V, ao abordar os direitos dos profissionais,
componentes no expediente desta
revista, na página 3.
a “liberdade de opinião e de manifestação de movimentos que visem a defesa da
classe”.
EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 25
Receba em seu e-mail informações sobre ofertas de emprego e
FOTO: CRFa 2a. REGIÃO
Notícias por e-mail.
Cadastre-se
abertura de concursos, clipping das
notícias de interesse do fonoaudiólogo, eventos programados – cursos,
congressos, seminários, encontros e
palestras, inclusive as ligadas ao
Happy Hour Cultural promovido pelo
CRFa 2a. Região.
Para receber todas essas informações o procedimento é muito
simples: acesse o site do CRFa 2ª.
Região em http://www.fonosp.org.br e
clique na opção “Cadastre-se” no
menu horizontal superior.
Este cadastramento não está
limitado ao profissional fonoaudiólogo. Acadêmicos de Fonoaudiologia,
outros profissionais de saúde e
pessoas interessadas na profissão
CRFa novamente presente na
Feira do Vestibular
Realizado em São Paulo, bianualmente desde 1992, a Fevest - Feira do
Vestibular tem o objetivo de auxiliar
os estudantes do ensino médio e
vestibulandos a escolherem, com
maior nível de segurança, o curso e a
faculdade mais adequados para o
desenvolvimento de seus estudos.
podem se cadastrar livremente.
A mostra já proporcionou o contato
de 350 mil jovens com faculdades e
Guia do Fonoaudiólogo. O cadastramento de empresas e profis-
universidades de todo o país. Atividades lúdicas, aplicação de exames
sionais da área de Fonoaudiologia foi
reaberto (há necessidade de novo
simulados, oficinas de orientação,
apresentações culturais, distribuição
cadastramento). Com ele será possível
identificar profissionais (pessoa física
de material informativo e palestras de
orientação integram o evento.
ou pessoa jurídica) envolvidos com as
diversas áreas de Fonoaudiologia, suas
O CRFa 2a. Região tem participado dessa mostra nos últimos anos e
áreas de atuação e todas as informações necessárias para o contato.
novamente compareceu no realizado
de 13 a 16 de abril , no ExpoMart, em
26 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
São Paulo, com estande (onde distribuiu material informativo, exibiu
vídeo institucional e esclareceu
dúvidas de todos os interessados) e
com palestra, na manhã do dia 14 de
abril, ministrada pela fga. Renata
Luciane Megale, fiscal do CRFa 2ª.
Região, sobre o perfil da profissão,
suas áreas de atuação e formas de
ingresso.
Na participação deste ano, o
CRFa contou com o apoio de docentes
e alunos de quatro cursos de Fonoaudiologia – os oferecidos pela PUC-SP,
Santa Casa, Universidade Metodista e
Fatea, este último de Lorena – que
colaboraram de forma dedicada e
entusiasta no atendimento ao grande
número de estudantes que compareceu ao local nos quatro dias do evento.
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EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
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Perdas e roubos
Alcione Maria Chiarelli Bellotti
(CRFa 13.638)comunica a perda de sua
cédula de identidade profissional.
Roberta Chaib de Souza Coelho
(CRFa 14.306), comunica a perda de seu
carimbo profissional em 18/04/2005
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EDIÇÃO 61 - MAIO/JUNHO 2005
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 27