93 - Jornal Centro em Foco

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93 - Jornal Centro em Foco
Ano VII - nº
93
São Paulo - SP - Novembro de 2011 - Publicação mensal
Pedestres perdem
calçadas para precariedade
e uso desordenado
Linhas Centrais
Correios está
recebendo cartinhas
ao “Papai Noel”.
Pág. 11
Saúde no Centro
Você e sua
audição: teste
Pág. 9
Chico Alves
Joca Duarte
Comunidade
Copan tem meia
tonelada de pilhas
sem destinação.
Reclamações de leitores e transeuntes sobre o avanço do
mobiliário móvel de bares e restaurantes, “barreiras
arquitetônicas” e a grande quantidade de buracos nas
calçadas são recorrentes, enquanto a fiscalização da
prefeitura ainda não é eficiente o bastante para acabar com as
irregularidades e fazer cumprir a legislação vigente. Pág. 3
Comunidade
Descarte de fluorescentes
é problema sério.
Pág. 12
Pág. 12
Artes e Cultura
Stúdio 184 apresenta
infanto-juvenil Peixe Vivo.
Pág. 14
Comédia
“O Mambembe” em
cartaz no Commune
Pág. 14
visite o site
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2
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SP - Novembro 2011
Pontos de
distribuição do
Jornal. Retire seu
exemplar
gratuitamente
Linhas Centrais
Acontece
Verso Anverso, a poesia de Carlos Moura e Gattoni
Maria Fumaça
Bela Vista
Barão de Itapetininga com 16 novas árvores
Banca Maria das Graças – rua Maria
Paula, 23
Banca do Heitor – rua Maria Paula, 243
Banca Estadão – viaduto Nove de Julho,
185
Banca Consolação – viaduto Nove de
Julho
Banca da Rocha – Rua Rocha, 132
Banca do Toninho - Rua da Consolação
Banca GV - Av. 9 de Julho, 2029
Banca Vd. Jacareí
(em frente Pharma & Cia);
Até o final deste mês a rua Br. de Itapetininga estará melhor
ornamentada. A via está recebendo o plantio de 16 novas árvores: são mudas de Pau Brasil, Pau Ferro e Ipê Roxo. Agora, a
Ação Local, que reivindicou o plantio junto à Subprefeitura da
Sé, faz gestões para obter a instalação ou construção de floreiras. Para isso, ao mesmo tempo, busca empresas e pessoas
que queiram “patrocinar” cada árvore, ou seja, arcar com os
recursos para sua manutenção. O patrocinador poderá expor
a sua logomarca, em placa, na árvore escolhida.
O percurso foi longo até chegar à realização do plantio, de
acordo com Celina Crisante, Regina Antonio e Carlos Beutel
- integrantes da Ação Local - mas valeu à pena. “A rua está
ficando muito bonita”, diz Celina. Além da própria SubSÉ, diversos órgãos públicos, dos âmbitos municipal e estadual, bem
como empresas concessionárias, tiveram de ser envolvidos na
empreitada: Convias, Divisão de Gestão da Secretaria do Verde e
Meio Ambiente, Comgás, Sabesp, Eletropaulo, Telefonica e Net.
Centro Velho
Banca Líbero – rua Líbero Badaró, 413
Banca Martinelli – Pça Antonio Prado
Banca Pça Antonio Prado – Pça Antonio
Prado
Banca Largo do Café – Lgo do Café
Banca das Apostilas – rua Boa Vista
Liberdade
Centro Novo
Banca São Bento – rua Barão de
Itapetininga
Banca Corredor Cultural – Pça. Dom José
Gaspar
Banca São Luís – av. São Luís
República
Banca Av. São Luis 84 – av. São Luís
Banca Itália – av. Ipiranga
Banca Mealhada – av. São João, 629
Arouche
Banca Mester – av. São Joao, 1050
Banca Nova Arouche – Largo do
Arouche, 276
Banca do Olavo – av. Duque de Caxias,
436
Sta Cecília
Banca Angelical – av. Angélica, 500
Banca Amália – al. Barros, 303
Banca Sta Cecília – Largo Sta Cecilia
Expediente
Vila Buarque
Banca Praça do Rotary – rua Gal. Jardim
Banca Consolação – rua Dona Antonia de
Queiroz, 436
Capitan
Banca Shinozaki – Pça da Liberdade
Banca Portal da Liberdade – rua Galvão
Bueno, 161
Revistaria Brasilis - Av. Liberdade, 472
O livro recentemente lançado
está à venda na
livraria HQ Mix
(Pça. Roosevelt),
onde Carlos Moura
se encontrará
com leitores na
quinta-feira, 24, a
Moura e Gattoni com partir das 21h, nas
a jornalista Aline
bancas de jornal
Estadão (vd. Nove de Julho, 185), Do Toninho (rua Consolação,
318), São Bento (rua Br. de Itapetininga, 45), Rocha (rua Rocha,
132), Nova Arouche (Largo do Arouche, 276), Das Apostilas (rua
Boa Vista), e com os próprios autores.
Tem um trem
Que sonha nunca ter estação
Que esfumaça como se fosse pra sempre
É um trem
Que anda e anda e anda
Que se desgasta no ir pra frente veloz
“Vamos, vamos!”
“Porque a vida é pra frente!”
“Para trás é lugar de fumaça!”
“Para os lados é pra quem fica!”
Até que um dia
Esse Maria
Já quase sem fumaça
Vê trilhos demais
E lenha de menos
E pára
Lentamente
Disfarçando
Monta sua estação ali mesmo
E espera a chuva trazer ferrugem
E ensina as outras maquininhas
Que é para a frente que se vai
Sem ter chegado a lugar algum
Nilson De Lourenço
professor de inglês
[email protected]
Sarau poético-musical no Apfel
Programado para o dia 9 de dezembro, às 19h, com apoio de
Carlos Beutel, o sarau reunirá os poetas, Costa Senna, Alberto
Gattoni, Carlos Moura e outros convidados. Além da declamação
e leitura de poesias, com fundo musical realizado por músicos
amigos dos poetas, como Rhayfer Ferreira e Chico Alves, haverá
performances de artistas da região central.
Confraternização de fim de ano na 24 de Maio
A Ação Local 24 de Maio realizará a sua já tradicional festa
de confraternização entre moradores, comerciantes, lideranças e representantes do poder público, no dia 8 de dezembro.
O evento acontece, consecutivamente, pelo 5º ano.
Palhacinho da Alegria
Lino, o Palhacinho da Alegria, agora na Amaral TV toda terça-feira, das 20 às 21h. Para assistir o programa, o internauta acessa
www.amaraltv.com.br e para interagir com o artista, tem como
opções www.amaraltv.blogspot.com e www.pititubaonline.com
. Contato telefônico, pelos fones: 3994.3951 e 3499.8165.
Viaduto Nove de Julho, 160 - 5º , Cj. 57 - CEP 01050-060 - Tels.: (11) 2864-0770 / 3255-1568 / www.jornalcentroemfoco.com.br
e-mail: [email protected] / Editor : Carlos Moura - DTR/MS 006 / Colaboradores: Cecília Queiroz, Giscard Luccas,
José Eduardo Bernardes Jr. e Paulo de Souza - Depto Comercial: Carlos Moura - Editoração Eletrônica, Composição e Arte: Douglas Borba
Fotografia: Joca Duarte – MTB 36.520. Tiragem: 20.000 exemplares - Distribuição Gratuita.
As matérias assinadas são de exclusiva responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente o pensamento do jornal.
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SP - Novembro 2011
3
Exatamente um ano após
denúncias veiculadas pelo jornal
Centro em Foco sobre irregularidades nos calçamentos da região
central, pouco, ou quase nada
mudou nos endereços visitados
à época. As reclamações de
leitores e transeuntes sobre o
avanço do mobiliário móvel de
bares e restaurantes, “barreiras
arquitetônicas” (caso da escada
existente em meio a calçada da
rua Santo Antonio) e a grande
quantidade de buracos nas calçadas são recorrentes, enquanto
a fiscalização da prefeitura ainda
não parece eficiente o bastante
para repudiar irregularidades e
cumprir a legislação vigente.
“Se a NBR (Normas Brasileiras), hoje, fosse realmente exigida, São Paulo fecharia, praticamente”, afirma a deputada federal
e cadeirante Mara Gabrilli (PSDB),
que entre 2007 e 2010 exerceu a
vereança na cidade. Durante sua
gestão, a então vereadora liderou
a implantação da lei 14.675/2008,
conhecida como “PEC” (Plano
Emergencial de Calçadas), que
define a Prefeitura como responsável pela revitalização das
calçadas em ‘vias estratégicas’
que mantém serviços essenciais
à população como correios, escolas, postos de saúde e hospitais.
“Infelizmente, a Prefeitura
não cumpre o que está previsto
na Legislação. O órgão tem
recursos para reformar as calçadas definidas pelas rotas estratégicas no Plano Emergencial de
Calçadas, porém não executou
nem metade do que deveria ter
sido feito”, completa a deputada.
De acordo com pesquisa
do Hospital das Clínicas de São
Paulo, cerca de 300 pessoas se
acidentam todos os dias em
calçadas irregulares. Somente
no ano passado foram registrados 100.000 pacientes com
traumas e lesões contraídas
por acidentes deste gênero. O
vereador Gilberto Natalini (PV),
presidente da CPI da Acessibilidade, relata que dos 35.000
km de calçadas existentes na
cidade de São Paulo, apenas
600 km foram padronizados
pela Prefeitura, com base na
lei “Passeio Livre” e atendem
Fotos: Chico Alves
Precariedade é o estado comum das calçadas do Centro
Transeuntes reclamam da grande quantidade de buracos,
“barreiras arquitetônicas” e mobiliário dos bares e restaurantes, nas calçadas.
os requisitos de acessibilidade.
Assim, “o estado da grande
maioria ainda é ruim”, completa
o vereador. Natalini acredita que
o novo decreto, de autoria do
também vereador Domingos
Dissei (PSD), que aumenta o
valor da multa ao proprietário
que mantiver sua calçada irregular e, o consequente aumento da
fiscalização terá efeito positivo
para os calçamentos da cidade.
A deputada federal Mara
Gabrilli, no entanto, repudia a
nova legislação municipal: “Se
a própria Prefeitura, que exige
(a manutenção das calçadas)
cumprisse o que tem de ser feito
por parte dela, encararia como
uma ação positiva. (Mas) se o
órgão não cumpre o que está
em seu Plano de Metas, como
por exemplo, reformar calçadas
de sua própria responsabilidade,
como pode cobrar medidas
imediatas da população? O
Poder Público tem de dar o
exemplo para a sociedade antes
de cobrar”, afirma.
Os abusos aos pedestres são
recorrentes. Além dos buracos e
das irregularidades nos formatos
e pisos dos passeios, são recorrentes os flagrantes de comerciantes que fazem uso do espaço
público com cadeiras, mesas,
toldos e floreiras, que em grande
parte atrapalham - quando não
impedem - o fluxo de transeuntes. Em alguns endereços, parte
do calçamento parece ter sido
incorporado aos estabelecimentos, que mantêm toldos, mesas
com cadeiras e floreiras, pelo
espaço público durante todo
o dia, removendo-os somente
à noite e quando fechados.
Segundo os comerciantes esta
prática é “legal” - autorizada
pela Subprefeitura, que emite
TPU’s (Termos de Permissão de
Uso) para o uso de mobiliário no
espaço público, perante pagamento de taxa anual à Prefeitura.
Na rua Martins Fontes, logo
em seus primeiros metros,
mesas, cadeiras e os toldos de
dois pontos comerciais (uma
padaria e um restaurante) avançam o calçamento e convergem
com uma banca de jornais e um
ponto de ônibus, dificultando o
tráfego de pedestres. “Além dos
buracos na calçada, quando têm
pessoas na banca e no ponto de
ônibus, fica complicado, às vezes
impossível de passar por aqui”,
afirma o segurança do Ministério
do Trabalho, Osni, 35. No entanto,
a assessoria da Subprefeitura
Sé, informa que o endereço tem
situação regularizada.
Na Praça Dom José Gaspar,
estabelecimentos já se habituaram
a avançar à calçada com cadeiras
e mesas e também com toldos
fixos (retráteis fisicamente, mas
abertos o tempo todo). Assim
como em uma das mais famosas
esquinas do país, a das avenidas
São João e Ipiranga, onde o Bar
Brahma também mantém, inclusive durante a noite, cadeiras e
mesas no calçamento, dificultando o tráfego de pedestres. De
acordo com a Subprefeitura, tais
endereços respeitam a legislação
vigente, porém, a população do
Centro reclama que a postura
parece contrariar a lei que assegura aos pedestres o uso prioritário das calçadas.
Semanas atrás, a tradicional
loja “O Médico das Canetas”, na
rua Marconi, foi alvo de um ataque
criminoso, que a desfalcou de R$
300 mil em produtos. Para sua
proprietária, o toldo (retrátil que
estava armado) do estabelecimento vizinho facilitou a ação dos
ladrões. “Eles abaixaram o toldo
da loja ao lado, o que impediu que
as câmeras de vigilância do meu
prédio registrassem os bandidos
e também que pessoas que passassem na hora, identificassem
alguma ação suspeita”, declara.
O proprietário do bar/lanchonete vizinho ao “Médico das
Canetas” não foi localizado, mas
funcionários que preferiram não
se identificar, garantem que o
estabelecimento está dentro da
lei, pois cerca de mil reais são
destinados anualmente à Prefeitura, como pagamento do “TPU”,
pela instalação do toldo e das
mesas e cadeiras - encontradas
no calçamento, diariamente, de
manhã à noite.
Ao contrário deste estabelecimento, um bar situado no início da
Ladeira da Memória, entre as ruas
João Adolfo e Quirino de Andrade,
não dispõe do Termo de Permissão de Uso, mas mantém mesas e
cadeiras na calçada durante o dia
inteiro. Na edição passada, o jornal
Centro em Foco relatou a ação de
fiscais da Prefeitura e guardas civis
metropolitanos que resultou na
apreensão de mesas e cadeiras
deste estabelecimento. “Estamos
esperando há mais de um ano
para regularizar nossa situação”,
declara um funcionário que não
quis se identificar. Segundo a
Subprefeitura, foram apreendidos
cerca de 7 mil objetos somente
este ano, durante fiscalizações
deste gênero.
Acessibilidade em segundo
plano. Na rua Amaral Gurgel, a
padronização idealizada pelo
poder público não se concretizou e apenas 20% da obra foi
concluída. Assim, grande parte
do passeio continua em péssimas condições, inclusive com
encanamentos expostos, exigindo perícia de quem trafega
por ali. De acordo com a Subprefeitura, a obra foi interrompida,
pois a empresa contratada “não
atendia aos requisitos de qualidade e segurança”. A assessoria
relata que uma nova empresa
foi contratada sem licitação,
“pois não havia concorrentes
interessadas”, e as obras devem
ser retomadas nos próximos
meses.
Um dos casos mais emblemáticos, porém, está na esquina
das ruas Major Quedinho e Santo
Antônio, onde uma grande escada
foi construída para nivelar os dois
endereços, impedindo o tráfego
de cadeirantes e exaurindo quem
se arvora a utilizar o equipamento.
O caso já se arrasta há 60 anos e,
a Subprefeitura ainda “aguarda a
regulamentação da Lei nº 15.442
(promulgada pelo Prefeito Gilberto
Kassab em setembro deste ano),
para verificar o enquadramento
que se dará neste caso”, afirma
a assessoria em comunicado ao
jornal Centro em Foco.
“Ainda falta muito, muito
mesmo! Hoje, contamos com
menos de 5% de calçadas em
boas condições de circulação em
toda a cidade. Se compararmos
com Nova Iorque, que conta com
cerca de 70% do passeio publico
acessível, damos conta de quanto
ainda estamos atrasados”, completa a deputada Mara Gabrilli.
Por José Eduardo Bernardes
4
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SP - Novembro 2011
Tributação justa e progressiva
B anc ários, químicos e
metalúrgicos estão promovendo uma campanha para
acabar com a incidência do
imposto de renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores.
Por isso estão recolhendo
adesões ao abaixo-assinado,
que cobra a reivindicação
para leva-la ao Congresso
Nacional.
“É fundamental conseguir
o maior número possível de
adesões ao abaixo-assinado
que, além de defender uma
tributação justa e progressiva,
reivindica a alteração da Lei
nº 10.101, de 19 de dezembro
de 2000, com o objetivo de
isentar os trabalhadores do
IR no recebimento da PLR”,
explica Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e
Região. “Amigos e familiares
também podem assinar, afinal
a isenção beneficia toda a
sociedade, com mais dinheiro
circulando e fortalecendo a
economia interna. Quanto
mais trabalhadores participarem, maior será a pressão
que conseguiremos fazer pela
aprovação dessa isenção”,
ressalta a dirigente”, destaca.
O abaixo-assinado está
disponível no site do Sindicato
até o dia 18 de novembro. Basta
imprimir o documento, fazer a
coleta de assinaturas e encaminha-lo para a sede do Sindicato
na Rua São Bento, 413.
Justiça - O Brasil mantém
um modelo injusto de tributação que penaliza os mais
pobres e assalariados, reforçando a desigualdade social
e a concentração de renda.
“Defendemos uma carga tributária com modelo de cobrança
progressiva e direta. A maior
parte dos tributos no Brasil
recaem sobre o consumo,
prejudicando os mais pobres.
Ao comprar no supermercado, por exemplo, ricos e
pobres pagam os mesmos
impostos. Para ser justa,
a carga tributária deve
incidir primeiro
sobre o patrimônio, depois sobre
a renda e, por
último, sobre
o consumo”,
a f i r m a
Juvandia.
Tr i b u t o s
como o Imposto de Renda de
Pessoa Física, Imposto Predial
e Territorial Urbano (IPTU) e
Imposto sobre a Propriedade
de Veículos Automotores
(IPVA) são calculados sobre o
patrimônio e a renda, moda-
lidades nas quais é possível
garantir que, quanto mais rico,
maior será o valor recolhido.
“É isso que queremos conseguindo a isenção do IR na
PLR para os trabalhadores”,
reforça Juvandia, lembrando
que, enquanto os trabalhado-
(Sindifisco), entre agosto de
2010 a setembro deste ano,
as pessoas físicas pagaram R$
89,9 bi de IR e valores retidos
na fonte como rendimentos do
trabalho. Enquanto os bancos
contribuíram com R$ 37,2 bi,
somados os pagamentos da
Contribuição Social sobre o
Lucro Líquido, do PIS/Pasep,
Cofins e IR.
Os trabalhadores, responsáveis pela produção do lucro
das empresas, não podem ser
penalizados ao receber sua
PLR. Por isso, convocamos
todos os trabalhadores a
aderir à campanha, ajudando
a pressionar o Congresso
Nacional a acabar com
essa injustiça.
Campanha dos
bancários injeta
R$ 7,2 bi na
economia
res contribuem, em média,
com 10,68% da carga tributária, as instituições financeiras
arcam com apenas 3,02% da
arrecadação do país. Ainda,
segundo dados do Sindicato
Nacional dos Auditores Fiscais
Salários
melhores
geram crescimento econômico e melhoria na qualidade
de vida. A ampliação da política
de emprego e renda traz impactos positivos para toda a sociedade. E grandes campanhas
salariais, como a dos bancários,
reforçam esse caminho.
As conquistas da Campanha Nacional dos Bancários
2011, após 21 dias de greve, já
começam a surtir resultados.
O reajuste de 9% nos salários,
vales refeição e alimentação
e aumentos nos valores da
PLR significam incremento
de cerca de R$ 7,2 bilhões na
economia, de acordo com projeção feita pelo Departamento
Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos
(Dieese). Do total da PLR,
quase R$ 2 bilhões forma
antecipados, es t ão circulando na economia e fazendo
diferença na vida de cada
um desses bancários e de
suas famílias. Seja para quitar
dívidas, acertar despesas de
virada de ano ou para pagar
a viagem de férias, os trabalhadores sabem do valor e da
sua importância. Enquanto os
bancários colhem os frutos de
seu esforço em cada dia de
trabalho e de seu empenho na
vitoriosa Campanha Nacional,
o Sindicato encabeça com químicos e metalúrgicos, outra
reivindicação: a isenção de
imposto de renda na PLR dos
trabalhadores que significará
aumento e renda e justiça
tributária.
Por Elisângela Cordeiro
CineB exibe filmes brasileiros na Luz
O CineB exibirá gratuitamente o filme infantil ‘Eu e
meu guarda chuva’, de Toni
Vanzolini e o curta metragem
‘Procura-se’, sobre a busca
de uma menina por seu cão.
A sessão acontece dia 19/11
no estacionamento da Padaria
Casa Aurora. Esta é a segunda
vez que o projeto exibe filmes
no local. O evento é realizado
em parceria com a Associação
AMOALUZ (Associação de
Moradores e Amigos da Santa
Ifigênia e Luz). A programação
completa pode ser vista em
http://cineb.spbancarios.com.
br.
Após as sessões do projeto
é vendido um DVD com os 5
curtas metragens mais vota-
dos pelo público do projeto,
nos 4 anos de exibição. A seleção faz parte do primeiro Selo
CineB do Cinema Brasileiro,
uma coletânea de DVDs com
curtas metragens brasileiros.
A ideia é popularizar este formato de filme. “Se o longa
brasileiro não tem espaço nos
cinemas, imagine os curtas”,
ressalta a presidenta do Sindicato dos Bancários de São
Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira. O Selo é subsidiado pelo sindicato e toda
verba arrecadada vai para os
diretores dos curtas. O preço
do primeiro DVD do Selo, para
o público é R$ 5.
O projeto CineB é um circuito alternativo de exibição
gratuita de filmes brasileiros
em espaços comunitários e
universitários do Estado de São
Paulo. A estrutura itinerante é
composta por telão, projetor,
caixas de som, banners, pesquisas de opinião e sorteio de
camisetas alusivas à iniciativa.
Até um pipoqueiro acompanha as exibições, servindo o
clássico aperitivo. Tudo para
aproximar os brasileiros dos
filmes produzidos no país.
O projeto é uma realização
conjunta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e
Região e Brazucah Produções.
O público acumulado do CineB,
desde 2007, ultrapassa 22 mil
espectadores em mais de 150
exibições. Trata-se também
de uma ação que promove a
democratização do acesso ao
cinema nacional.
avô. O duelo final entre o Barão
e Eugênio decidirá o destino de
Frida e de todos eles.
Sinopses
Procura-se
Roteiro e direção: Iberê Carvalho
Camile está determinada a
encontrar seu cachorro Bolinha,
mas para encontrá-lo precisará
viver a maior aventura de sua vida.
Eu e meu guarda-chuva
Direção: Toni Vanzolini / Lançamento: 2010 / Duração: 78 min
/ Gênero: Infantil .
Em sua última noite de
férias, Eugênio (Lucas Cotrim),
um menino de 11 anos, e seu
melhor amigo, Cebola (Victor
Froman), envolvem-se em
aventuras inimagináveis para
resgatar Frida, sequestrada
pelo fantasma do temível Barão
Von Staffen. Eugênio contará
com a ajuda de um guarda-chuva herdado de seu saudoso
Exibição CineB
19 de novembro às 19h
Estacionamento da Padaria
Casa Aurora
Rua Aurora, 601 - Luz
Retirada de convites: Padaria
Casa Aurora - rua Aurora, 580
Espaço com capacidade para
150 pessoas
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SP - Novembro 2011
5
Nova modalidade de locação no Centro
Aluguel de salas mobiliadas e equipadas, por hora.
Entre os benefícios
para o contratante dessa
modalidade de locação
está a redução de despesas com contratações direta de recursos
humanos, manutenção
e limpeza de imóvel,
serviços de telecomunicação e informática,
fornecimento de água e luz,
manutenção de equipamentos
eletrônicos, além de aquisição de
material de escritório em geral,
e, ainda, pessoal disponível para
recepção, secretaria, telefonia e
copa, compõe equipes fixas.
Fotos: Divulgação
Um empreendimento ainda
recente no Centro,
que acompanha
tendência pouco
conhecida no país,
é o ECAP - ESCRITÓRIO CENTRAL
DE APOIO PROFISSIONAL, iniciativa de um grupo empresarial
atuante na região, que oferece
locação comercial por curtos
períodos. Trata-se de um conjunto de escritórios modernamente instalados num dos
andares do Edifício Triângulo
(rua José Bonifácio, 24 - 2º
and.), bem próximo da estação
Sé do metrô, Subprefeitura Sé,
do Foro Central e do Tribunal de
Justiça, que dispõem de salas
equipadas com o que há de
mais atual em termos de “escritórios temporários e virtuais”.
A atividade do ECAP consiste
em locação de salas (equipadas
com internet - Wi-Fi -, data show,
flip chart, cadeiras e carteiras universitárias), para treinamentos
diversos, reuniões, entrevistas,
testes durante processos seletivos sigilosos, pequenos eventos,
palestras e aulas. “São unidades
administrativas mobiliadas de
modo funcional, para atender
demandas de empresas de
qualquer segmento e porte,
dispondo de pessoal de apoio
para os serviços de recepção,
secretaria, copa e cofee break”,
explica a gerência: “Um serviço
voltado principalmente a empresários, advogados e demais profissionais liberais”, e acrescenta
também: “As unidades (salas)
podem ser alugadas por hora
com descontos progressivos a
partir de 4 (quatro) horas e, ainda,
especial para advogados (com
escritório inscrito na CAASP).
O novo empreendimento
é de fácil localização e acesso,
no chamado “Centro Histórico”. Localidade de intensa
vida universitária e cultural
(diferentes estabelecimentos
fomentam a Cultura, com a
promoção de eventos culturais
diversos); reduto da advocacia
e da Justiça paulistana; centro
político (Prefeitura, Câmara e
Secretarias de Estado); importante mercado financeiro; rica
atividade comercial; atendida
por todos os serviços públicos, e ainda, com diversificada
gastronomia - restaurantes e
bares muito tradicionais. Com
a vantagem, de acordo com
sua direção, de internamente
“propiciar ambiente agradável,
com segurança, conforto e
decoração de bom gosto”.
Serviço:
ECAP
rua José Bonifácio, 24
2º andar, cj. 21
Fone: (11) 3242-8210
[email protected]iocentral.com.br
www.ecap-apoioprofissional.
com.br
6
SP - Novembro 2011
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Saúde no Centro
Caderno do Jornal Centro em Foco - edição n° 93
Preservando a saúde e a qualidade de vida
Ronco: o ronco é um problema social sério, atingindo
cerca de 30% das pessoas,
alterando a convivência de
cônjuges (causa muitas separações) e mesmo de amigos,
geralmente, tornando a pessoa
que ronca, alvo de brincadeiras.
É causado pela vibração dos
tecidos da garganta (parede
posterior da faringe, dorso da
língua, palato mole e úvula),
em função da turbulência do
ar, à medida que as vias aéreas
se estreitam. A obesidade, a
respiração bucal e o uso de
cigarro e álcool agravam de
modo significativo o ronco.
Apnéia do sono: a apnéia
do sono é a obstrução das vias
aéreas, por alguns momentos,
durante a noite, pela aproxima-
Paula Souza
Tratamentos do ronco e apnéia do sono com aparelhos orais
ção dos tecidos da garganta.
Ela provoca o fechamento da
passagem do ar, impedindo a
respiração por alguns segundos,
várias vezes por noite. É uma
doença grave quando em nível
mais elevado, pois interfere de
modo importante no agrava-
mento de doenças que podem
causar a morte do paciente, tais
como a hipertensão, o enfarte
do miocárdio e o AVC (derrame).
Aparelhos orais
A apnéia e o ronco, que é
um de seus sinais, podem ser
tratados com aparelhos orais,
apresentando excelentes resultados. O tratamento do ronco e
das apnéias leves e moderadas
é confortável e de custo relativamente baixo. Na verdade,
atualmente, os aparelhos orais
são uma das melhores opções
de tratamento dos dois problemas, que atingem cada
vez mais pessoas ao redor do
mundo.
A indicação do uso dos
aparelhos é multidisciplinar,
necessitando da avaliação do
dentista e do médico especialista em sono, após a realização
de exames especificamente
para determinar a gravidade
da apnéia. Um desses exames
é a Polissonografia.
Para mais informações
marque uma consulta.
Dr. Juliano Salgado Bottrel
Especialista em Ortodontia
rua Bento Freitas 162,
sala 208 – República
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SP - Novembro 2011
Saúde no Centro - Caderno do Jornal Centro em Foco - edição n° 93
O arroz
Antes de qualquer evidênica histórica, o arroz foi
supostamente o principal alimento e a primeira planta
cultivada na Ásia. Na literatura
chinesa são encontradas as
referências mais antigas do
arroz, há cerca de 5.000 anos.
O gênero oryza é o mais rico
e relevante da tribo Oryzeae e
engloba cerca de 23 espécies,
disseminadas espontaneamente pelas regiões tropicais
da Ásia, África e Américas.
Alguns autores citam que
o Brasil é o primeiro país do
continente americano a cultivar
esse cereal. A prática da orizicultura no Brasil, de maneira
organizada e racional, sucedeu
em meados do século
XVIII e daquela época
até a metade do século
XIX, foi um grande
exportador de arroz.
O grão da Oryza
sativa é considerado
um alimento básico da
alimentação de várias
populações. Com este
alimento pode preparar-se
farinhas para bolos, mingaus
e doces, e também bebidas
alcoólicas, como aguardentes
e saquê.
O arroz é uma excelente
fonte de carboidratos, representada pelo âmido (amilose e amilopectina), que está relacionado
com o aporte de energia - seu
papel é importante na preservação de proteínas, como também
vitaminas, sais minerais e fibras.
Os tipos de arroz mais
comuns e consumidos são:
- Polido: é o mais consumido
pela população brasileira, ele é
submetido ao descasque e polimento, por isso é o que contém
menos fibras entre todos.
- Parboilizado: a palavra
tem origem no termo
inglês “parboiled”, que
provém de ‘parcialmente fervido’ ou do
termo em inglês “partial + boiled”. Este processo tem como base
o tratamento hidrotérmico, em que o arroz
é submetido com casca e que
tem ação somente da água e
do calor, sem qualquer tipo de
agente químico.
Vantagens do arroz parboilizado: é rico em vitaminas e sais
minerais, devido ao processo de
parboilização; quando cozido fica
sempre mais solto, rende mais,
requer menos óleo na cocção,
pode ser reaquecido mantendo
suas propriedades, alto grau de
higienização no processo industrial, conserva-se por mais tempo.
- Integral: do qual é retirada
somente a casca. O grão não
passa pela etapa de polimento,
assim o arroz fica com uma
coloração mais escura, um
sabor mais acentuado e com
textura mais endurecida após
sua cocção. É mais nutritivo
que o arroz polido, pois este
tipo retém grande parte dos
nutrientes que são eliminados
no processo de polimento.
Colaboração de Ailym
Evelyn - Nutricionista
do Apfel - Centro.
Boa pele no Verão
Hidratação facial para uma pele saudável e bonita
Ao contrário do que muitos
pensam, a pele também fica
muito ressecada no calor. Os
maiores responsáveis por isso
são a exposição excessiva ao
sol e a pouca hidratação.
No verão o organismo perde
mais água do que é reposto, e
essa falta de equilíbrio causa
o ressecamento e a pele acaba
descamando e ficando áspera,
então a esfoliação é feita para
retirada da parte superficial parte morta da pele.
A sujeira do dia a dia acumula e agride a pele. A limpeza e
a hidratação auxiliam na retirada
das impurezas e renovação da
camada córnea da pele, por
meio da hidratação, envolvendo
cremes com substâncias que
atraem a água para dentro da
célula - como o ácido lático, a
uréia, as ceramidas e o ácido
hialurônico. Procedimentos
realizados em cabines estéticas,
através de peelings mecânicos,
químicos, físicos e máscaras
anti-oxidantes, sempre associados à tratamentos home-care,
resultam em prevenção.
Preparei 8 dicas para prevenção e cuidados diários para
sua pele. Independente do tipo,
ela precisa de cuidados diários,
e estas dicas deixam evidente a
importância da hidratação facial
no Verão:
1. Evitar o ressecamento: a pele
seca e desidratada é opaca,
áspera, sem elasticidade e com
tendência à descamação. Aquelas pequenas rugas e linhas finas
de expressão também ficam
mais evidentes quando a pele
está ressecada. O hidratante
mantém a sua umidade e acrescenta nutrientes importantes
para a revitalização e regeneração do tecido. Além disso,
quando está seca, a pele pode
ter a sua função de proteção
comprometida, favorecendo
doenças e infecções.
2. Proteger contra a poluição:
os hidratantes que são enriquecidos com substâncias antioxidantes na formulação, tais como
as vitaminas C, E, podem ajudar
a neutralizar os radicais livres
e diminuir os danos oxidativos
causados pela poluição.
3. Prevenir manchas: uma das
principais causas das manchas
na pele é a exposição excessiva
e inadequada à radiação solar.
Os hidratantes que contém
FPS e ativos clareadores na sua
composição podem ajudar não
só a prevenir manchas, como
a clareá-las. Além do mais, o
hidratante protege e mantém
as propriedades da pele, dando
a ela mais força para se reparar.
4. Melhorar a luminosidade:
uma nutrição adequada devolve
viço à pele. Quando está desidratada, a pele geralmente
fica opaca, áspera, sem vida.
Quando recuperamos a hidratação, através da aplicação de um
bom hidratante, melhoramos
seu aspecto, com consequente
melhora da sua luminosidade.
5. Afastar o envelhecimento
precoce: o processo de envelhecimento está ligado a perda gradativa da hidratação natural da
pele. Com o hábito de hidratar
a pele regularmente, nutrimos
as células e podemos retardar ou pelo menos minimizar
esse processo. As versões com
filtro solar também protegem
contra a radiação solar, evitando
as manchas, flacidez e rugas
características do fotoenvelhecimento.
6. Controlar o brilho e a oleosidade: existem no mercado
hidratantes com ativos que
ajudam a controlar o brilho e
oleosidade. São produtos que
possuem o chamado efeito
matte ou matizador. As formulações específicas para a pele
oleosa também controlam a
produção de sebo por causa
dos seus princípios ativos,
tais como o ácido azeláico e
glicólico.
7. Dar mais tônus à pele:
alguns hidratantes acrescentam na sua formulação ativos
como o THPE, que conferem
o efeito “lifting” e ajudam a
melhorar o tônus da pele,
dando mais firmeza.
8. Proteger contra a radiação
solar: hidratantes com filtro
solar ajudam a proteger a pele
contra a radiação UVA e UVB,
grandes responsáveis pelo
envelhecimento precoce da
pele e, nos casos mais graves,
o câncer de pele. O raios nocivos destroem as fibras de colágeno da pele, responsáveis
pela firmeza e elasticidade,
favorecendo manchas, rugas
e flacidez.
E lembre-se sempre: A primeira dica é fazer a hidratação
interna, que é beber muita
água e cuidar da alimentação.
E... antes de escolher o
seu hidratante facial, procure
orientação de uma profissional esteticista, para saber se
ele é indicado para o seu tipo
de pele e ph facial, além de se
orientar sobre os efeitos dos
componentes que variam de
marca para marca.
Ana Paula Leijoto
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SP - Novembro 2011
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Saúde no Centro - Caderno do Jornal Centro em Foco - edição n° 93
A audição, na maior parte
da vida, é algo tão natural
como respirar. Escutamos
sem pensar e conversamos
com facilidade. Qualquer sinal
sonoro é perceptível. Mas,
aos poucos, em algumas pessoas, esta percepção pode ir
mudando.
Notamos esta dificuldade
quando pedimos, com frequência, para as pessoas repetirem o que disseram, quando
fica difícil participar de reuniões ou quando a televisão
fica muito alta para todos,
menos para você. São pequenos sinais que demonstram o
início de uma possível perda
de audição.
A perda auditiva pode interferir na qualidade de vida,
restringindo na habilidade de
interagir com outro, provocando maus entendimentos e
fadiga, aumentando o estresse
e diminuindo uma grande
quantidade de experiências
sonoras que fornecem prazer
e significado à vida, inclusive
segurança.
Mas por que isto acontece?
Nem todos os casos têm
um diagnóstico da verdadeira
causa da perda auditiva. A
causa mais comum é o processo natural do envelhecimento, pois as células responsáveis pela audição enfraquecem, danificam e param de
responder com a idade.
Fatores físicos, como a
exposição aos ruídos muito
altos ou de maneira contínua
e excessiva, como máquinas
industriais podem acarretar na
perda auditiva, o mesmo acontece com os estouros abruptos
e rápidos.
As infecções de ouvido,
de forma contínua ou intensa,
fatores hereditários e uso de
medicamentos ototócicos (que
agridem as células do ouvido),
também são possíveis causadores de uma perda auditiva.
Para diagnóstico da perda
auditiva, é necessário realizar
exames específicos e consultar-se com profissionais especializados, como o otorrinolaringologista e fonoaudiólogo.
Fabiana dos Reis Ratis
Fonoaudióloga
CRFa. 15979
Grupo do Bem-estar
e da Felicidade
Joca Duarte
Você e sua audição
1. Dia da Consciência Negra
no Verde - Prédio da Bienal,
20/11, às 10 h, Ibirapuera.
Levar água e frutas. Haverá
declamação de poesias, yoga,
meditação, caminhada, dança
e visita ao Museu Afro Brasil
e ao Prédio da Bienal, além
de nosso piquenique vegetariano.
2. 1º Encontro de Educação
Popular em Saúde - Dias 23, 24
e 25/11, Sesc Santo André.
O Grupo do Bem-estar e da
Felicidade estará presente e
contribuirá com vivências em
23/11, às 16h. O Acesso é fácil
através de trem e ônibus.
Época de chuvas é propícia
ao surgimento de doenças
como a dengue e a leptospirose, transmitidas, respectivamente, pelo mosquito Aedes e
pela urina dos ratos. Evite andar
em enchentes e não permita
acúmulo de água que possa
servir de criadouro para as
larvas do Aedes. O maior vilão
são a falta de consciência e os
pratos dos vasos de plantas.
A maior causa de morte
em nosso país decorre da
corrupção. Depois, aparecem
as doenças cardiovasculares. Estas, por sua vez, são
provocadas pela obesidade,
pelo sedentarismo e pelo
estresse. Todos estes são
or igina do s p or um e s t ilo
de vida degenerado e estimulado pela competição e
pelo consumo excessivos,
necessários à manutenção
do “status quo”. Duas sugestões práticas, simples e eficazes para ajudar a reverter
este quadro sombrio: ande
mais a pé, coma mais frutas,
verduras e legumes, e seja
mais cooperativo, menos
competitivo.
A revolução somos Nós!
Sem representação!
Daniel Ferreira
Educador popular e médico
comunitário
entusiasta da Educação
a serviço da Autonomia
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grupodobemestar
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SP - Novembro 2011
Saúde no Centro - Caderno do Jornal Centro em Foco - edição n° 93
Deliberação do Conselho Municipal de Saúde de São Paulo - CMS/SP
1- Convocar o processo de
indicações, no que se refere às
representações de Usuários,
Trabalhadores, Prestadores e
Poder Público Municipal, para
compor o Conselho Municipal
de Saúde de São Paulo no biênio
2012/2013, para o dia 14 de
Janeiro de 2012, das 9 horas às
14 horas, conforme artigo 5º, §
3º do Decreto 38.576 de 5/11/99,
conforme esta Deliberação e
Comunicado de 2011 do Conselho Municipal de Saúde de
São Paulo, retificado e aprovado
pela 7ª reunião extraordinária do
Pleno do CMS/SP de 18/10/2011.
2- Cumprir o Regulamento e o
Regimento da 16ª Conferência
Municipal de Saúde/ Etapa Muni-
cipal da 14ª Conferência Nacional
de Saúde, aprovado e homologado na referida Conferência.
3- Solicitar da Secretaria Municipal de Saúde na representação do Senhor Secretário
de Saúde a publicação desta
Deliberação em Diário Oficial da
Cidade de São Paulo e o Comunicado do CMS/SP, ora anexo,
que complementa as informações sobre o processo de indicação do Conselho Municipal
de Saúde de São Paulo.
4- Que o processo de indicação
dos novos representantes e
recondução, para o Conselho
Municipal de Saúde de São
Paulo, biênio 2012/2013, deverá
ser amplamente publicizado,
pelos segmentos usuários,
trabalhadores, gestores e prestadores de serviços através de
seus meios de comunicação,
edital, boletins informativos e
outros meios de comunicação
que os segmentos julgarem
eficaz. O Governo Municipal
deverá disponibilizar as informações relativas a este processo nos órgãos de informação eletrônica, meios de comunicação e Instituições Públicas.
5- Convidar o douto Ministério Público de São Paulo,
por intermédio do GAESP
para acompanhamento, na
qualidade de observador, do
referido pleito.
6- Que cada segmento deverá
entregar à Secretaria Geral do
Conselho Municipal de Saúde,
ata e lista de presença referente
as Plenárias Específicas até ás
17:00hs do dia 16/01/2012.
7- Que os recursos, se houverem, oriundos das Plenárias
Específicas sobre o processo
de indicação dos representantes para o Conselho Municipal
de Saúde/SP, biênio 2012/2013,
deverão ser entregues à Secretaria Geral do Conselho Municipal de Saúde, devidamente
protocolado nos dias 16, 17 e
até as 17h00 do dia 18/01/2012.
8- O Fórum para apreciação
dos devidos e eventuais recursos, se existirem, será na reu-
nião ordinária do Pleno do
Conselho Municipal de Saúde
na data de 19/01/2012.
9- A posse dos novos Conselheiros representantes para o Conselho Municipal de Saúde/SP biênio
2012/2013 será dia 23/01/2012.
O Pleno do Conselho Municipal de Saúde na sua 152ª reunião
ordinária aprovou esta Deliberação com 18 votos a favor, nenhum
contrario e nenhuma abstenção.
Carmen Mascarenhas
Conselheira Municipal de Saúde
Representante do Movimento
Popular de Saúde do Centro
Tel: 35697923
e-mail: [email protected]
Saúde no Centro é um caderno do Jornal Centro em Foco. site: www.jornalcentroemfoco.com.br - e-mail: [email protected]
Fones: (11) 2864-0770/ 3255-1568 - Conteúdo: matérias da redação e artigos assinados por especialistas colaboradores.
Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores. Edição: Carlos Moura - DRT/MS 006 - Editoração e arte: Douglas Borba.
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Linhas Centrais
Correios lança Campanha Papai Noel 2011
Como faz anualmente, a
diretoria da ECT (Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos), em São Paulo, lançou
a Campanha Papai Noel dos
C or reios, em evento que
reuniu cerca de 400 pessoas,
entre empregados, convidados e representantes da
imprensa. O vice-presidente
de Negócios dos Correios,
José Furian Filho, ao lado do
diretor regional Wilson Abadio
de Oliveira, entregou a chave
da “Casa do Papai Noel” ao
“bom velhinho” e à Mamãe
Noel, na sede dos Correios
na capital paulista. Realizado
neste dia 11, ainda incluiu o
lançamento dos selos de Natal
de 2011.
“Esta é a maior e mais
expressiva ação de responsabilidade social dos Correios,
Foto da esquerda, carteiro Auro Raimundo da Silva, garota Marcella (de 8 anos, que leu cartinha que escreveu
para Papai Noel), Papai Noel, Mamãe Noel e Wilson Abadio de Oliveira (Diretor Regional); foto da direita,
“Papai Noel” e José Furian Filho (Vice-presidente dos Correios), com os selos de Natal lançados.
cujo foco é a solidariedade”,
declarou o vice-presidente
de Negócios. Realizada há
mais de 20 anos, a campanha
tem como principal objetivo
responder às cartas de crianças que escrevem ao Papai
Noel e, sempre que possível, atender aos pedidos de
presentes daquelas que se
encontram em situação de
vulnerabilidade social. Este
ano, a campanha selecionará
e disponibilizará para adoção
cartas manuscritas de crianças de até 10 anos, cujos pedidos sejam, preferencialmente,
brinquedos, material escolar
e roupas.
As pessoas ou instituições
que as adotarem poderão
enviar os presentes gratuitamente pelas agências dos Correios até o dia 14 de dezembro.
Em 2010, os Correios receberam cerca de 1,2 milhão de
cartas destinadas ao Papai
Noel, em todo o País. Desse
total, foram entregues 685.698
presentes, a partir da adoção
dos pedidos por cidadãos e
empresas.
De acordo com José
Furian, a disseminação do
encantamento natalino por
meio da campanha só tem
sido possível com a ajuda dos
mais de 110 mil empregados
dos Correios e da sociedade
brasileira, que par ticipam
como ajudantes e padrinhos.
Para isso, ela é realizada em
todos os Estados brasileiros.
A s in for ma çõe s sobre
o Papai Noel dos Correios
podem ser obtidas na página
w w w.c o r r e i o s .c o m . b r o u
pelos telefones 3003-0100
(capitais e regiões metropolitanas) e 0800 725 7282
(demais localidades).
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SP - Novembro 2011
Comunidade
Descarte de lâmpadas fluorescentes é problema sério
Um prédio com oito andares, cerca de 1.200 moradores
em 288 apartamentos e 264
pontos de iluminação com
lâmpadas fluorescentes espalhados pelos corredores. Esta
é a condição do condomínio
Dr. Armando Arruda Pereira,
no bairro Bela Vista, onde
mensalmente têm sido utilizadas em média de 18 lâmpadas.
“Nosso problema recorrente por dois anos era saber
onde descartar as lâmpadas
queimadas ou danificadas.”
A situação foi apontada pela
síndica deste condomínio
nos três últimos anos, Ângela
Aparecida Carrocelli Kleber,
também presidente da Ação
Local Maria Paula, palestrante
sobre coleta seletiva, professora de Rádio Taissô - ginástica
rítmica japonesa - e responsável por ações de conscientização sobre coleta seletiva.
De acordo com ela, este teria
sido o primeiro condomínio do
Centro a ter origem após uma
ocupação, datada de 1957.
“Na verdade ninguém mais
suporta a palavra conscientização”, diz ela. “Muito se fala a
partir desta proposta, mas falta
a divulgação sobre o que temos
Palácio Anchieta
(Câmara Municipal)
a mão.” Com este conceito em
mente e mais de 250 lâmpadas
queimadas estocadas numa
área definida na garagem,
Ângela Kleber manteve contato
com a Prefeitura de São Paulo
para saber o tipo destinação a
ser dada às lâmpadas.
Destinação incerta - A síndica
pegou como exemplo a Câmara
Municipal de São Paulo sobre o
que a entidade pública faz com
o mesmo tipo de “lixo” que, por
segurança, ela mantinha estocado. “Tanto mexi com o assunto
que falaram: a destinação fica a
cargo da Limpurb - autarquia responsável pela limpeza pública.”
No entanto, ela concluiu após
várias respostas desencontradas
que ainda é incerto o destino
dado a este material. Por fim, a
Prefeitura de São Paulo entregou
à síndica uma lista de endereços
de empresas que trabalham na
coleta de lâmpadas. Algumas
chegam a cobrar pelo serviço,
como ela apurou.
A solução para o descarte
de lâmpadas fluorescentes queimadas só apareceu no começo
deste ano. “A Câmara de São
Paulo abraçou uma campanha
sobre coleta de lixo eletrônico.
Fizemos várias viagens, mas deixamos todas as lâmpadas nos
dois coletores que lá estavam.”
A primeira fase da campanha
foi interrompida até voltar em
setembro com a instalação
permanente dos dois coletores.
Q u an do um a l âmp a d a
quebra em algum lugar do
condomínio, esclarece Ângela
Kleber, “nossos funcionários
são orientados a utilizarem
máscaras e luvas para o manuseio dos cacos que são devidamente acondicionados para
serem entregues nos coletores
de lixo eletrônico”, conclui.
Por Paulo de Souza
Copan tem meia tonelada de pilhas sem destinação certa
Cerca de meia tonelada
de pilhas - em sua maioria
alcalinas e grandes, acondicionadas em potes de vidros
espalhados pelo condomínio - está sem destinação. A
informação é do síndico do
condomínio Copan, Affonso
Celso Prazeres de Oliveira.
“Estamos recolhendo e estocando, sem termos como dar
a devida destinação”, conta.
Este tipo de lixo eletrônico já
foi recolhido periodicamente
por uma organização não
gove r n am e n t a l (O N G) d e
Santo André que teria parado
repentinamente de recolher
as pilhas.
Com pelo menos 5.000
moradores, o condomínio
Copan descar ta mensalmente uma média de 20
lâmpadas eletrônicas, como
informa Af fonso Oliveira.
“O lixo eletrônico deste
prédio não é jogado
como se fosse algo
c o m u m . El e é t r a tado e recolhido por
uma ONG que trata de
seu destino.” No entanto,
o lixo eletrônico, como ele
coloca, não é destinado à
reciclagem.
Este processo começou há
pelo menos um ano quando
o químico e hoje síndico do
Copan apresentou aos moradores do condomínio uma
série de possibilidades de
destinação ao lixo eletrônico,
para preservar um bem nada
descartável: a vida humana.
No que se refere à lâmpada eletrônica, ou a fluorescente, Af fonso de Oliveira conta ao Centro em
Foco ter buscado uma
alternativa no começo
deste ano. “Há dois
meses estamos
testando o
uso de lâmpadas leds, mas
ela s não e s t ão
durando mais do
q u e d o i s m e s e s .” A
explicação para o insucesso
é simples: estas lâmpadas
são para 110 volt s, como
qualquer outra, porém, na
região central a voltagem
que chega ao Copan oscila de
98 a 102 volts. “O problema
é com o abastecimento da
Eletropaulo”, desabafa.
Por fim, outro problema,
mas com o lixo úmido, como
revela Affonso de Oliveira,
tem sido o óleo comestível.
“Normalmente conseguimos
recolher este material dos
quatro res t aurantes exis tentes no Copan, mas temos
insucesso quando se trata
da coleta nos apar tamentos.” O problema chegou a
ponto do vazamento de óleo
comestível infiltrar no piso
causando uma impermeabilização involuntária. (P.S.)
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SP - Novembro 2011
13
Fernando Scavasin comemora bronze no “Pan” e sonha com Olimpíadas
A participação brasileira nos
jogos Pan-Americanos de 2011
foi compreendida como uma
manutenção do bom desempenho dos atletas tupiniquins
em competições internacionais e um horizonte prodigioso
nos jogos olímpicos que serão
disputados no Rio de Janeiro,
em 2016. Uma das esperanças
de medalha para o Brasil é o
esgrimista Fernando Scavasin,
morador do Centro que fez
bonito no “pan” de Guadalajara.
Fernando foi um dos protagonistas da tão esperada
medalha da esgrima na categoria “florete” por equipes. Sua
vitória sobre o atleta mexicano
Daniel Gomez na sexta-feira,
28 de outubro, foi o último e
decisivo combate que garantiu a
medalha de bronze ao trio brasileiro, composto ainda por Heitor
Shimbo e Guilherme Toldo.
Jornal Centro em Foco: Desde
No momento
1975 a esgrima
tenho 30% de
do Brasil não
chances. Prec o n q u i s t ava
ciso resultar
medalhas
melhor que
no “pan” por
meus adversáequipes. Você
rios nas etapas
acha que esse
da copa do
b r o n z e t eve
mundo que vão
um sabor difeaté abri de 2012.
r e n t e? F e rnando Scava- Foto da esquerda, Heitor Shimbo, Guilherme Toldo, Renzo Agresta e Fernando;
foto da direita, Fernando Scavasin, à esquerda da presidenta Dilma
O site do
sin: Toda medaMinistério do Esporte coloca
lha tem um sabor especial e
muito boa, com o apoio do
os três medalhistas por equipes
diferente. Estamos em busca
Clube Pinheiros, Exército e
como “bolsistas” do governo.
desta medalha desde 2003, esta
Petrobras conseguimos particiEssa verba tem amparado seus
medalha representa a busca de
par de todas as etapas da copa
treinos e lhe deixado focado na
uma geração inteira que passou
do mundo pela primeira vez na
prática esportiva? Com certeza,
por dificuldades que a geração
história. Ainda tem muito o que
é irreal falar em alto rendimento
de hoje não passa, assim como
melhorar, mas estamos em um
sem falar em tranquilidade
tivemos algumas facilidades
bom caminho. Sabíamos que
financeira do atleta e recursos
que as gerações anteriores não
o ouro era difícil, jogando bem
para competições, treinos, protiveram.
tínhamos a perspectiva até da
fissionais, materiais, etc...
prata.
Como foi a preparação dos
Com os resultados que o Brasil
esgrimistas brasileiros para
Qual a expectativa para as Olimapresentou neste pan-ameriessa competição? A preparapíadas de 2012? O que fazer para
cano você acredita que os atleção para esta competição foi
garantir a vaga? Estou na briga.
tas do país estão preparados
para as Olimpíadas em casa,
em 2016? Não estamos preparados ainda, acredito sim que se
tivermos os recursos que temos
hoje com algumas melhorias
podemos chegar na briga por
medalhas em 2016.
Como está à vida depois da
conquista? Já retomou a rotina
de treinos? Minha rotina não
parou, tenho duas etapas da
copa do mundo ainda este
ano, sendo uma em Amsterdan (12 de novembro) e outra
em Londres (10 de dezembro).
Não dá para parar.
O que esperar do Fernando
Scavasin nas próximas
competições? O mesmo de
sempre, a busca constante da
perfeição, se é que ela existe.
(risos)
Por José Eduardo Bernardes
14
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SP - Novembro 2011
Artes e Cultura
Para dar oportunidade a
quem não assistiu à peça Peixe
Vivo durante sua temporada no
CCSP, encerrada dia 6 de novembro, o Grupo Pasárgada de teatro
infanto-juvenil faz três apresentações, no teatro Studio 184.
O grupo comemora em
2011 nada menos que 40 anos
de estrada. Dirigida por José
Geraldo, pedagogo, escritor,
dramaturgo, diretor teatral e
arte educador, a companhia é
referência em teatro infanto-juvenil, tendo acumulado
nesse tempo todo de atuação
mais de 1 milhão de espectadores. Durante todo o período de
existência do Pasárgada, José
Geraldo dividiu a condução do
grupo com Valnice Vieira Bolla.
A importância da equipe no
cenário teatral não para aí. São
dezenas de prêmios acumulados, desde o da APCA até o
extinto Flávio Rangel, passando
por APETESP, Mambembe, Estímulo e Governador do Estado.
Fotos: Renata Duarte
O infanto-juvenil Peixe Vivo reestreia no Studio 184
Foi o mesmo José Geraldo,
diretor do grupo, que participou
da fundação da Cooperativa
Paulista de Teatro em 1979.
Em cena, o musical privilegia a pesquisa continuada da
cultura popular, colocando no
palco atores e músicos em sintonia total para contar histórias,
causos, encontros, desencontros, amizade, e a eterna busca
do nosso destino. O cantor,
compositor, apresentador e
contador de “causos” Rolando
Boldrin fez participação afetiva
com uma narração em off em
três momentos do espetáculo,
nos textos de Guimarães Rosa
e dois textos do próprio diretor.
O enredo trata do encontro
com um peixe dourado que
mora em algum lugar do rio.
Enquanto esperam, os pescadores inventam estórias para
passar o tempo. Tem como
referências, A Terceira Margem
do Rio de Guimarães Rosa e
Esperando Godot, de Becket.
O texto Peixe Vivo resgata o
linguajar caboclo e tupiniquim
e valoriza os contos e causos
típicos dos pescadores.
Grupo Pasárgada - Entre
textos escritos e dirigidos por
José Geraldo desde 1971 estão
29 espetáculos reconhecidos
pelo público e crítica, como os
sucessos no universo infantil
Panos e Lendas (1978, ganhador dos prêmios APETESP,
APCA, Mambembe e Governador do Estado), Forrobodó
(1980, que recebeu o prêmio
Mambembe), Velhos Retratos
(1985), Avoar (1986) e Até onde
o vento levar (1996). Nesses 40
anos de vida, a companhia percorreu centenas de cidades brasileiras, ultrapassando a marca
de 1 milhão de espectadores.
Ficha técnica - Elenco: Intérprete/Personagens - Ricardo
Aguiar - Pescador/Caipira/Boiadeiro, Keila Taschini - Lavadeira/
Neta, Weslei Soares - Pescador/Caipira, Veronica Mello
- Dindinha/Avó Renata Maciel/
Benzedeira/Lavadeira, Thiago
Rocha - Caipira /Cantador, do
Grupo Pasárgada, da Cooperativa Paulista de Teatro; Voz em
off: Rolando Boldrin; Texto e
direação: José Geraldo Rocha.
Serviço:
Peixe Vivo
Temporada: 19, 20 e 27 de
novembro, às 11h
Studio 184 - Praça Roosevelt,
184 - Fone: 11 3259-6940
Duração: 70 minutos
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)
Recomendação: a partir de 7anos
Comédia “O Mambembe” retorna aos palcos no teatro Commune
é complet amente
atual. As dificuldades enfrentadas por
essa trupe, ainda são
enfrentadas pelos
atores hoje em dia.
Os incentivos e
financiamentos do
governo ainda são
para poucos”, afirma
o diretor Jair Aguiar.
A burlet a teve
sua primeira apresentação em 1904
e retornou com sucesso aos
palcos em 1959, sob a batuta
de Gianni Ratto, na primeira
montagem realizada pela histórica companhia teatral “Teatro
dos Sete”, que à época contava
com Fernanda Montenegro,
Sérgio Britto, Ítalo Rossi, entre
outros importantes nomes
do teatro brasileiro. O texto
revela a teatralidade de Artur
Azevedo, que ao lado do irmão
Sérgio Massa
A peça “O Mambembe”,
escrita por Artur de Azevedo
em 1904, volta aos palcos após
107 anos e um sem número de
apresentações Brasil a fora.
Desta vez, quem traz a ode ao
teatro para os palcos é a “Cia.
das Artes”. O espetáculo, adaptado pelo diretor Jair Aguiar,
unindo atores profissionais a
alunos da “Oficina de Atores”
de São Paulo, permanece em
cartaz até o dia 04 de dezembro,
no teatro Commune.
Tida como uma das maiores comédias do teatro brasileiro, “O Mambembe” narra a
viagem de uma trupe teatral
pelo interior do país, em busca
de locais para apresentar seus
espetáculos. Durante a saga,
os atores se deparam com as
mais inusitadas adversidades,
desde a falta de um lugar para
dormir, às propostas de um
político corrupto. “A peça
Aluísio, foi um dos fundadores
da ABL (Associação Brasileira
de Letras). Defensor da abolição
da escravatura, Artur teve algumas de suas peças proibidas
pela censura do Império, que
só puderam ser publicadas
posteriormente.
A história tem seu eixo centrado nos personagens Laudelina, moça que deseja ser atriz,
Frazão, o empresário do grupo
e Pantaleão, coronel que financia as
despesas do grupo
com o intuito de conquistar o coração da
jovem atriz. Entre
números musicais e
a representação de
cômicos personagens interioranos, o
espetáculo faz uma
crítica bem humorada ao descaso dos
governantes em relação à arte dramática.
A maior parte dos atores
em cena ainda não são profissionais. Eles advêm da “Oficina
de Atores” e receberam atenção dobrada do diretor. “Trabalhamos por mais de cinco
meses com os atores da oficina.
Somente no último mês nós
levamos os atores para o palco,
para a preparação do espetáculo em cena, assim cada um
pôde ganhar seu quinhão de
atenção”, lembra Jair.
Fundado em 2003, o teatro
Commune - que recebe o espetáculo - é responsável por trabalhos de pesquisa, capacitação e
montagens cênicas em comunidades da periferia e do centro
de São Paulo. O espaço é ponto
de cultura do MINC (Ministério
da Cultura), desenvolvendo
projetos culturais e sociais em
parceria com grupos, comunidades, empresas e o poder
público.
Por José Eduardo Bernardes
Serviço:
O Mambembe
Teatro Commune - Rua da Consolação, 1.218
Horários: sáb. às 21h e dom.
às 19h
Ingressos: R$ 15,00
www.jornalcentroemfoco.com.br
SP - Novembro 2011
15
Artes e Cultura
Dia do profissional de dança
Kridans, Ballet Paula Gasparini, Cia. Intermezzo, Oficina
Cultural Contemporânea de
Barueri, Scala-Mi, Ilusão e
Vida e Art’Expressão.
O Dia do Profissional de
Dança foi criado pelo SINDDANÇA e é comemorado no
estado de São Paulo, desde
sua aprovação pela Assembléia Legislativa, em 1999.
Renato Hatsushi
O Teatro Sérgio Cardoso
será palco e cenário do evento
especial que o SINDDANÇA
(Sindicato dos Profissionais
da Dança do Estado de São
Paulo), presidido por Maria Pia
Finócchio, preparou para comemorar o Dia do Profissional da
Dança. A data oficial é dia 23
de novembro, mas o programa
acontecerá no sábado, dia 19,
às 20h30.
A programação envolve
11 apresentações com bailarinos e grupos de dança de
projeção nacional e internacional, durante 50 minutos.
Personalidades das artes e da
cultura em geral e a imprensa
paulistana foram convidados
para homenagear os profissionais da dança no estado de
São Paulo. O evento também
encerra as festividades comemorativas dos 30 anos do
ENDA (Encontro Nacional de
Dança), festival pioneiro no
estímulo à dança no Brasil.
Os grupos e bailarinos
que se apresentarão: Pablito
Y Nilza, Cia. Brasileira de
Danças Clássicas, Priscilla
Yokoi, Coa Dans La Danse,
Serviço:
19 de novembro, às 20h30
Teatro Sérgio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153 - Bela
Vista - Evento para convidados
Informações: 3106-6802
Há 13 anos em cartaz, a
peça ‘Tita & Nic: a Comédia’,
que tem o tex to de C arri
Costa, continua sendo uma
das mais solicitadas no Ceará.
Desde que estreou já foram
mais de 800 apresentações
e um total de quase meio
milh ã o d e e s p e c t a d o r e s .
Em São Paulo, em cartaz no
Teatro Brigadeiro.
O texto e a direção do espetáculo são de Carri Costa, a
produção paulistana é de Teka
Barnabé e o elenco está composto pelo próprio Carri Costa,
Paulo Roque, Denis Lacerda,
J o r g e R i t c h i e,
Izabel Nori e
Solange Teixeira.
Uma produção
holy woodiana
que ganhou roupagem cearense.
Divulgação
‘Tita & Nic: a Comédia’ em cartaz no Teatro Brigadeiro
Sinopse
É início do
século e as invenções pipocam
de cabo a rabo,
eis que surge a
jangada: Lamparina do Mucuripe. A multidão
embarca sem saber que ruma
para um cômico destino em
águas profundamente féti-
das. Eis que pinta
o maior clima
entre o humilde
da 3ª classe: Nic
e a melancólica,
virgem e sufo cada, aristocrata
da 1ª classe, Tita.
P o r a m o r, o s
dois passam por
mil peripécias.
E após muita
celeuma, a mocinha melosa e o
galã canas trão
vivem felizes para sempre.
Essa é a versão cearense
para o sucesso de bilheteria
de James Cameron, contada
por uma trupe de comediantes
prontos para arrancar risos do
público, por onde passa.
Serviço:
Tita & Nic
Temporada: até 19 de Nov.
Sábados, às 21h
Classificação etária: 12 anos
Ingresso: R$ 50,00 e
R$ 25,00 (meia)
Teatro Brigadeiro
Av. Brigadeiro Luís Antonio, 884
Bela Vista
Bilheteria: 3107-5774.

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