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Como Descobrir Minhas Paixões e Habilidades:
10 exercícios práticos para ajudar a descobrir seus interesses e propósitos e criar o emprego ou negócio
dos seus sonhos.
Karine Drumond
Belo Horizonte, 2013
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página 3
Coletividade, empatia e paixão.
São atributos do olhar feminino – que nos fazem trabalhar em colaboração, nos colocam
no lugar do outro e nos lançam nos projetos da vida, com coragem e otimismo.
Você se identifica com esta visão?
Convido você a ousar, ter um olhar seu sobre a vida. Desenvolva seu caminho. Encontre
seu DNA também.
Para quem é este livro?
Este livro é para mulheres criativas em busca de uma vida com mais significado. Dinheiro
sim, mas o propósito vem em primeiro lugar.
Esta é uma introdução para todos que buscam uma forma de trabalhar com o que ama,
convergindo habilidades e oportunidades de mercado.
É para empreendedoras, autônomas, sonhadoras e criativas. São respostas às perguntas
mais comuns que nos afligem quando decidimos começar. Nem de longe, respondem a
todas as questões mas acreditamos ser um primeiro passo.
É para todas que decidem começar algo novo, sair da sua zona de conforto e ir em busca
de um sonho, de trabalhar de uma forma nova, buscando sua realização. E já te digo, não
será fácil, mas será transformador – e é justamente isto que faz valer a pena. De uma coisa
a gente tem certeza: não há caminho certo, há somente o caminho. É neste caminho que
você precisa se jogar. Abrir a sua cabeça e o coração e aprender com o processo e o mais
imprescindível: divertir-se!
Karine Drumond
Co-fundadora da Negócio de Mulher
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página 4
Introdução
O que você quer fazer quando crescer?
No final do último ano do colégio, em 2000, decidi fazer design, guiada por uma vontade
de explorar meu lado mais cultural e criativo, a ideia de uma carreira muito tradicional
nunca me animou. Formei, estagiei, trabalhei em alguns escritórios de design, mas sempre
senti que faltava “algo”. Curiosa, experimentei várias áreas do design, do impresso ao
digital até me apaixonar pelo digital e por aí ficar e me dedicar durante alguns anos,
decidi que gostava mesmo era de pesquisa e de interatividade. Sendo designer, sempre
namorei a psicologia à distância e este amor sempre ficou evidente pelas minhas
tendências em me destacar em atividades em que o comportamento humano fosse o
centro. Foi assim que me aprofundei na usabilidade e pesquisa em campo. De aluna da
pós-graduação a professora, sócia de uma empresa de consultora em 2008. Até que me vi
envolvida novamente com a criação de uma nova empresa, a Negócio de Mulher. Guiada e
inspirada por um estilo de vida mais leve, autônomo e empreendedor, acabamos
inspirando outras mulheres que desejavam fazer o mesmo. Passei e estudar negócios e
empreendedorismo e temas ligado a auto conhecimento para ajudar o meu negócio e
também o destas mulheres. Isso me inspirou e me trouxe uma gratificação tremenda....
Olhando a minha história de trás pra frente fica mais fácil entender o meu caminho,
marcado por uma busca deste alinhamento entre minha personalidade (jeito de ser),
minhas paixões (o que eu gosto de fazer), habilidades (o que sei fazer bem) e propósito
(visão).
Acho que eu nunca parei de me fazer esta pergunta “O que eu quero fazer quando eu
crescer”, eu continuei explorando, mesmo alcançando certa zona de conforto eu procurei
este algo mais. Também tenho aprendido que essa busca é infinita, ela não acaba. Assim
como você não é estática, você muda, sua vida muda, seus valores mudam e assim seu
propósito. Eu não cheguei nem de longe onde eu gostaria de estar, nem alcancei todos os
meus objetivos, mas nunca me senti tão feliz e confortável com as decisões que tenho
tomado. Empreender é difícil, mas é mais difícil começar. Uma vez começado, uma vez no
controle da sua vida, o difícil é voltar a ser a mesma, você jamais será a mesma. Seria a
felicidade fruto deste alinhamento entre valores e propósitos de vida? Eu não tenho
dúvidas disto.
Jamais se esqueça de se perguntar: O que você quer ser quando crescer?
O que proponho neste livro, com os exercícios a seguir, são oportunidades para ensaiar as
respostas para esta pergunta e avaliar as suas escolhas atuais.
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Conteúdo
1. Paixão, cadê você? _________________________ 5
2. A Roda da Vida ____________________________ 7
3. A Linha da Vida ____________________________ 9
4. Mandala do Empreendedor Criativo ___________ 11
5. Você na Matéria da Capa ____________________ 14
6. Sua Personalidade Predominante _____________ 14
7. Analise seus pontos fortes – SWOT ____________ 19
8. Descoberta dos Valores Pessoais ______________23
9. Declaração do seu propósito _________________ 27
10. Colocando a paixão em ação _________________ 29
11. Bônus: Trazendo mais felicidade para sua vida ___ 31
12. Histórias de descobertas _____________________ 34
13. Conclusões ________________________________ 57
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1. Paixão, cadê
você?
Parece simples. Você tem uma
paixão ou hobby e deseja
transformá-la em negócio, viver
disso, ser sua própria chefe.
Mas e quando a gente nem tem
certeza ou desconhece nossas
paixões e motivações? Mais
comum do que parece, muitas
vezes não as conhecemos.
Fomos criados e treinados, muitas vezes para fazer o que “estudamos fazer”, ou o que os
pais acham que devemos fazer, ou até mesmo o que a gente supõem que devêssemos
fazer.
Na lida do dia a dia muitas vezes precisamos sublimar as atividades que nos dão prazer
em função de outras que teoricamente trazem mais resultados. Quantas vezes ouvimos
que a “atividade X não dá dinheiro”, ou que “esse caminho é menos estável”. Aliás,
aproveito para perguntar - O que é estabilidade mesmo? Esta resposta tem um sentido
único para cada uma de nós.
Nossas escolhas são moldadas, muitas vezes, por padrões criados por terceiros e por
comodidade ou por insegurança, facilmente os replicamos, caindo em uma rota que não
representa nossos valores e nos sentimos insatisfeitos, não realizados. E é aí que o sinal
vermelho aparece na forma de estresse e infelicidade.
Há uma frase do Dick Bolles, autor de “What Color is Your Parachute?”, que diz o seguinte:
Empregos dos sonhos são mais frequentemente criados do
que encontrados, sendo assim são raramente atingidos
através de buscas convencionais. Sua criação exige um
grande auto-conhecimento. – Dick Bolles
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E ela resume bem o que quero dizer. Não há como criar o emprego ou negócios do sonhos,
se você não saber QUEM é VOCÊ, quais são seus interesses e sua personalidade
predominante.
O autor ainda que diz que a maioria das pessoas que falham ao procurar seu
emprego/negócios dos sonhos não é por falta de informação sobre o mercado, mas por
falta de informação sobre eles mesmos. E mais: quando você está satisfeito pessoalmente
e reflete profundamente sobre quem é você, você terá mais capacidade de ajudar aos
outros.
Mas então, como descobrir suas paixões, aquilo que te motiva de verdade?
A questão parece simples e fácil de responder mas a experiência nos mostra que não é
não. Descobrir suas motivações leva tempo e nem de longe quero dizer que paixão é
somente o que conta. Trabalho duro, valor, competência, habilidades e personalidade
também fazem parte do quebra-cabeça da realização pessoal.
Acredito que o importante não é descobrir uma única paixão, mas descobrir seus mais
diversos interesses, abrindo o seu leque de opções. Se vendo como uma pessoa capaz de
fazer bem e com alegria diversas coisas é que você acaba se descobrindo muito boa em
uma combinação única e se apaixonando pelo que faz. O auto conhecimento e a
exploração de suas mais diversas facetas, portanto, é fundamental.
A ideia de escrever este ebook surgiu da vontade de procurar responder esta pergunta
inquietante, que costumo me fazer e ouvir das outras pessoas, com mais frequência do que
eu imaginava: “Como viver fazendo o que amo”.
Não pretendo esgotar o tema neste livro, mesmo porque ele é muito mais complexo e
profundo, do que este livro pretende ser. Motivada em ajudar na sua jornada de
descobertas, fui em busca de exercícios, reflexões e técnicas que pudessem ajudar a
investigar os interesses, que guiassem por uma jornada de auto conhecimento, capaz de
orientar a encontrar as suas próprias respostas.
Os exercícios que você irá conhecer e experimentar foram garimpados de áreas diversas
como coaching, carreira, psicologia, marketing e negócios.
Espero que os exercícios propostos aqui possam ser uma oportunidade de você se
conhecer melhor, identificar os seus sonhos, paixões e forças para ajudá-la a modelar uma
vida com mais significado.
Que tal começarmos um aquecimento, com as 5 perguntinhas para começar a garimpar
seus interesses mais originais?
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1. Se pergunte – Se eu só pudesse fazer uma coisa pro resto da minha vida,
o que seria?
2. Faça uma mistura – Se você pudesse combinar todos seus talentos em
alguma coisa extremamente única, o que seria?
3. Leitura – Qual sua revista favorita ou o seu programa de TV favorito?
Normalmente sua paixão é encontrada nas suas atividades de lazer.
4. Por favor, cale a boca! – Qual o assunto que você não consegue parar de
falar sobre? Esse assunto é a sua paixão.
5. Quem você admira? – Veja as pessoas que você mais admira. Para elas
alcançarem o sucesso, que fator as levou até lá? Esse fator é a sua paixão.
Encare este pequeno exercício como um pré-teste. Agora avalie e responda: Como foi
responder as perguntas? Você achou fácil? Qual pergunta foi mais difícil? Não se
preocupe, se você não achou fácil. É natural não conseguir responder com facilidade. Os
exercícios a seguir foram escolhidos justamente para encorajá-la nesta tarefa de autodescoberta.
2. A Roda da Vida
Desde que eu comecei um processo de empreender, lá nos anos de 2008 eu venho me
fazendo algumas perguntas como “O que eu realmente gosto de fazer”, “Será que essa
ideia de negócio tem haver comigo?” “O que eu sei fazer bem?” “Quais são os meus
talentos” e outras questões deste tipo.
Este é talvez é um dos grandes benefício do empreendedorismo, o processo de se
descobrir e se desenvolver por conta própria. Ao decidir ser sua própria chefe e almejar a
liberdade você leva junto a responsabilidade.
Mas a boa notícia é que o quanto antes você se fizer estas perguntas melhor para você.
Isso significa que você está buscando tomar decisões mais acertadas, que estejam
alinhadas com o que você pensa e almeja na vida.
Quando você começa a redefinir sua carreira ou entrar em um novo empreendimento,
cedo ou tarde você irá fazer estas perguntas e algumas delas são fundamentalmente
importantes como por exemplo buscar entender os seus valores. Afinal de contas, o que
você mais valoriza na vida?
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Como você tem dedicado seu tempo para as áreas mais importantes da sua vida?
Então, você topa começarmos por esta investigação?
O 1º Exercício que proponho é a Roda da Vida. A Roda da Vida é um exercício simples
porém poderoso para começar a entender os seus valores. Que áreas da sua vida você
valoriza mais? Você está satisfeita com a forma que tem dedicado tempo a cada uma
destas áreas? O que você gostaria de melhorar?
Pronta pra começar?
Pegue uma folha de papel e desenhe um círculo como o do exemplo abaixo. Nomeie em
cada área 8 temas da vida, como no exemplo: Amor, Crescimento pessoal, Amigos, Família,
Saúde, Carreira etc.
2. Agora reflita e indique o nível de satisfação em cada categoria, marcando (ou colorindo)
de 1 a 10. Sendo 1 como nenhuma satisfação e 10 satisfação completa.
3. Preencha as áreas.
Agora responda.
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Como está o seu círculo? Um círculo completamente cheio indica que você está
totalmente plena em todos os aspectos da vida. Um parcialmente preenchido indica,
elementos que necessitam mais atenção.
Agora pinte com uma outra cor, as áreas adicionais representando onde você gostaria de
estar dentro de cada segmento. Mas lembre-se que não há um “modo certo” da Roda da
Vida. A vida é o que queremos que ela seja. Cabe a você avaliar como você quer a sua vida
e avaliar se tem dedicado tempo para as suas áreas mais importantes. É uma interpretação
extremamente pessoal. Por exemplo, nem todo mundo valoriza todos os segmentos da
mesma forma. Pode ser que para você ter a área “Família” preenchido em 50% pode ser
inaceitável, enquanto que para outros pode ser satisfatório.
Você precisa encontrar os seus padrões. O que é aceitável para você? Onde você está hoje
e como você gostaria de estar amanhã?
Finaliza este exercício anotando as suas conclusões. Agora você já tem uma noção do seu
status atual e principalmente das áreas que mais valoriza. O próximo exercício irá te
ajudar a refletir sobre sua carreira e as decisões que tomou ao longo dos anos e assim te
ajudar a identificar os seus interesses e reais motivações.
3. A Sua Linha da Vida
A maioria das pessoas ao começarem a refletir sobre suas paixões, habilidades e o que
quer fazer no futuro tem dificuldade de pensar sobre isso de forma objetiva. Você sabe
mesmo quais são suas paixões? O que te motiva? O que te deixa feliz no trabalho?
Sabemos o quão difícil pode ser esta tarefa.
A maioria dos profissionais de carreira concordam que a satisfação no trabalho e nos
negócios é impulsionada por três fatores:
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O exercício da Linha da Vida foi pensado justamente para ajudar você a encontrar estes
fatores.
1. Trace uma linha da Vida em uma folha de papel, parecida com a do exemplo a seguir.
O eixo vertical representa prazer e entusiasmo, o eixo horizontal representa o tempo.
2. Marque os pontos altos e baixos da sua carreira, que podem ser eventos específicos
importantes em sua vida, conquistas, marcos e fatos de que se lembra, principais
mudanças na carreira, tanto positiva quanto negativa.
3. Depois de ter listado ao menos 15 eventos, ligue os pontos, sua linha agora pode estar
parecida com este exemplo.
4. Em uma outra parte do papel, escreva uma frase que resuma cada evento importante. A
ideia é capturar alguns trabalhos-chave que trazem satisfação.
Algumas orientações:
Tente descrever cada evento usando verbos como “Planejar” “Ensinar” “Projetar” etc.
5. Agora é hora de se divertir com a descoberta.
★
O que você estava fazendo nos momentos de maior satisfação? Em que
contexto você estava? Por que estava feliz?
★
Que atividades e ações estavam envolvidas?
★
Estas atividades coincidem com alguma área da sua Roda da Vida?
Conclua a atividade fazendo um pequeno resumo.
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Note as mudanças, na sua carreira. Teve algum momento em que você se sentiu no
controle da própria carreira? Como você se sente em relação a isso? Escreva em um papel
um resumo sobre suas descobertas.
Faça uma lista das top 5 atividades que te trazem maior satisfação e entusiasmo.
4. Mandala do Empreendedor Criativo
Tenho investigado negócios e empreendimentos que procuram unir uma paixão,
habilidade com uma oportunidade de negócio, em busca de formas alternativas de ganhar
a vida – com mais significado. Acredito que ao investigar suas paixões você pode criar um
ponto de partida para um pequeno negócio ou mesmo uma mudança na carreira. Mas nem
toda paixão ou habilidade pessoal, se transforma em bons negócios, certo? Para criar um
negócio você precisará de três fatores: um produto ou serviço, um grupo de pessoas
dispostas a pagar por ele e um jeito de ser pago.
E provavelmente você já andou se perguntando “Dá pra viver daquilo que eu amo fazer?”.
Essa confluência é crucial para que você converta as suas paixões em um modo de ganhar
a vida. Para transformar paixão em negócio é preciso unir sua paixão com o que interessa
aos outros. Essa convergência é chamada por Marie Forleo, criadora de um programa
online para empreendedoras, de “Sweet Spot”, ou ponto doce.
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O exercício para ajudar a encontrar o seu “ponto doce” é a Mandala do Empreendedor
Criativo, criado pela artista e empreendedora americana, Lisa Sonora Bean. E para que
serve? Identificar seus interesses e tentar encontrar a convergência entre quem você é e
seu negócio (atual ou futuro).
1. Faça um círculo como o exemplo abaixo:
2. Observe que existem 4 pares de conceitos que são complementares, são eles:
Amor/Sentido, Dons/Fluidez, Valor/Rentabilidade, Competências/Ferramentas.
3. Abaixo você encontra algumas perguntas para ajudá-la a preencher a sua mandala.
Você irá preenchendo cada “pedaço da pizza”, com o que vier na sua cabeça. As perguntas
são apenas pontos de partidas para ajudá-la em sua reflexão. Não há resposta certa ou
errada. Tente escrever aquilo que faz sentido para você.
As perguntas para ajudar na sua mandala, estão abaixo.
a. Amor / Significado: O amor revela suas paixões e Significado seus valores (o que dá
sentido a sua vida/trabalho/negócio). (Ex.: Culinária, Ler, Aprender, Liberdade, Ter tempo
para mim, etc)
- O que te faz mover como criativo?
- O que te faz levantar da cama todo dia?
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- O que dá significado a sua vida?
- O que você faz com amor e poderia fazer pelo resto da vida com prazer?
- Qual é seu sonho?
- O que você faria se não precisasse ser pago?
- Qual é o assunto que se pudesse você ficaria horas conversando?
- O que gostava de fazer quando era criança
b. Dons/Fluidez: Dons são talentos (aquilo que você faz melhor que outras pessoas de
forma mais ou menos consistente ao longo da vida) e fluidez são as atividades que você
faz com naturalidade, conhecimentos que você adquiriu com o tempo. (Ex.: Falar em
público, Dançar, Ensinar, Escrever, etc)
- O que você sabe fazer tão bem que mal te dá trabalho?
- O que é fácil e natural para você?
- O que você faz e fica por horas absorvido sem perceber?
- Quais são as coisas que você faz melhor do que ninguém?
- O que as pessoas pedem para você fazer?
c. Valor/Rentabilidade: Valores são os benefícios que sua atividade pode proporcionar ao
seu público. Rentabilidade diz respeito às oportunidades de mercado. (Ajudar as pessoas a
ficarem mais bonitas, Comidas mais saudáveis, Cuidados especiais para animais idosos,
etc)
- Quais os problemas que meu negócio pode resolver?
- O que meu negócio pode fazer melhor que seus potenciais concorrentes?
- Como posso ajudar meus clientes com o que forneço?
- Como posso encantar meus clientes com o que faço?
d. Competências/Ferramentas: Competências são conhecimentos que você adquiriu ou
habilidades que desenvolveu e Ferramentas são recursos que você usa para aplicar suas
competências (ex. de competências: Domínio em línguas, Boa capacidade de comunicação,
Didática, ex.: de ferramentas: Software de edição de imagens, etc)
4. O último passo: Agora tome um tempo para ler com calma o que escreveu. Procure por
padrões e conexões. Procure ver se sua atividade atual faz uso de alguns pontos que você
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colocou em sua mandala. Pense como sua nova atividade poderia potencializar o que há
de melhor em cada pedaço da mandala. Há algum ponto que está sendo sub-utilizado ou
deixado de lado?
O que a sua mandala diz sobre você?
5. Você na Matéria de Capa
Este exercício de hoje foi criado por David Sibbet e o conheci, no livro Business Model You.
Ele irá desafiar sua criatividade e imaginação ao mesmo tempo que te ajudará a refletir
sobre seus propósitos e interesses fundamentais.
Ele irá ser particularmente útil se você já tem uma ideia de um novo projeto ou pretende
mudar os rumos da carreira. Ele te ajudará a refletir sobre o que você deseja conquistar
com a sua vida profissional.
Imagine que se passaram dois anos e um veículo de comunicação quer fazer uma grande
matéria sobre você, com citação e uma foto. Legal, né?
Sua vez:
1. Qual é o nome do veículo? Escolha uma revista ou programa real que você gostaria de
aparecer.
2. Qual é a história? Por que você está aparecendo?
3. Anote algumas citações da entrevista
Reflita sobre a história. O que a motiva a empreender? O que você quer conquistar no
futuro? Que marca você quer deixar no mundo? Que conquistas você deseja alcançar?
6. Sua Personalidade Predominante
Parte do sucesso profissional está ligado a fazermos opções de carreira que estejam
alinhadas a nossa personalidade, ou seja, ao nosso modo de ser, como gostamos de
trabalhar, o que nos motiva e preferências pessoais. Jhon Holland, famoso psicólogo
americano, foi quem fez uma das conclusões mais importantes e talvez, óbvia para os dias
de hoje: os nossos interesses na carreira são uma expressão da nossa personalidade. Isso
quer dizer que a ocupação que escolhemos para nossas vidas definem (ou deveriam
definir) um modo de vida ao qual gostaríamos de viver.
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As pessoas expressam suas personalidades através de suas escolhas profissionais, assim
como expressam, quando decidem a decoração da casa, a roupa que vai usar hoje, ao
selecionar os amigos, hobbies, livros atividades de laser.
A felicidade no trabalho depende de uma boa relação entre sua personalidade e
interesses pessoais e o ambiente de trabalho (conjunto de habilidades, pessoas e
estímulos) que você se insere. Da mesma forma, quando não há este alinhamento,
podemos nos sentir insatisfeitos ou desmotivados. Se pensarmos que só desenvolvemos
gosto por algumas atividades quando as experimentamos na prática, fica mais fácil
entender que é natural irmos desenvolvendo esta visão de o que nos faz feliz ao longo da
vida. E também fica claro perceber a importância de conhecer as tendências da sua
personalidade para fazer esta avaliação constante ao longo da sua vida e suas escolhas
profissionais. “Será que estou fazendo escolhas coerentes com meu modo de ser?”
E aí, você se pergunta: “Como posso saber minha personalidade predominante, e
tendências vocacionais ligados a ela?”. Holland definiu seis tipos de personalidade, que
apresentarei a seguir, mas é importante ressaltar que cada pessoa é uma mistura de
múltiplas tendências, mas você provavelmente possui uma (ou duas) que são mais
predominantes do que as outras.
Os seis tipos de personalidade estão ilustrados na figura abaixo, sendo eles: Realista,
Investigativo, Artístico, Social, Empreendedor e Convencional.
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Leia as características predominantes de cada tipo e procure dar uma nota de 1 a 10 a
cada um dos tipos. Tente identificar qual tipo ou quais tipos representam a sua
personalidade.
O Realista
• Preferem atividades relacionadas com manipulação de objetos e ferramentas e tendem a
evitar situações que exigem competências sociais;
• Escolhem problemas que exigem o pensamento prático, a força física e a coordenação
motora em detrimento do relacionamento interpessoal, isto é, apresentam boas
habilidades físicas e fraca competência social ou educacional;
• São caracterizadas como sendo pouco sociáveis e pragmáticas;
• Tendem a evitar situações ambíguas e subjetivas, tendendo a evitar contextos sociais ou
de caráter emocional, apresentando alguma dificuldade em se expressas ou comunicar
sentimentos;
• Gostam de trabalhar ao ar livre, manuseando ferramentas, animais e máquinas,
preferindo lidar com coisas e não com ideias ou pessoas, gostam de criar coisas com as
próprias mãos.
• Exemplo de profissionais: engenheiros civis, agricultores, mecânicos de automóveis e
carpinteiros.
O Investigativo
• Preferem atividades que envolvem observação sistemática e criativa de fenômenos
físicos, biológicos, ou culturais, de modo a compreendê-los;
• Apresentam uma aversão por atividades sociais, persuasivas e repetitivas;
• Preferem atividades intelectuais e acadêmicas e podem ter falta de capacidade de
liderança, dão ênfase a análise profunda das situações e utilização de capacidade
analíticas e imaginativas;
• Curioso, independente, racional e observador; reservado.
• Introvertidos e voltados para a exploração intelectual, preferindo pensar do que agir.
Geralmente, não estão interessados em trabalhar à volta de outras pessoas, têm uma
grande necessidade de compreender o mundo físico;
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• Gostam de responsabilidades que oferecem oportunidades de pesquisa e estudo e
tendem a sentirem-se desconfortáveis diante de emoções mais intensas; nestas situações
aparentam alguma frieza e desinteresse;
• Alguns exemplos de profissionais que se enquadram nessas características são os físicos,
os biólogos, os antropólogos, os engenheiros informáticos e de investigação.
O Artistas
• Preferência por atividades ambíguas, que implicam a manipulação de recursos físicos,
verbais ou humanos para criarem formas de arte ou produtos;
• Aversão por atividades sistemáticas e ordenadas, possuem competências artísticas como
linguagem, arte, música, teatro, escrita, e apresentam déficit em competências na área de
negócios;
• Tendem a envolver-se em atividades onde possam manifestar suas próprias ideias e
salientar sua individualidade e criatividade.
• São descritos como complicados, expressivos, imaginativos, impulsivos e introspectivos.
Gostam de ambientes em que permitam autoexpressão, em geral se assemelham ao tipo
investigativo por gostar de trabalhar sozinho.
• Deste modo, alguns exemplos de profissionais que se esquadram nestas características
são artistas plásticos, escritores, músicos, decoradores de interiores e arquitetos;
O Social
• Demostram preferências por atividades que envolvem a relação com os outros, no
sentido de os informar, os treinar e os levar a desenvolver competências, curar ou
esclarecer;
• Desenvolvem com mais facilidade competências interpessoais e educacionais e um
déficit nas competências manuais.
• Apresentam interesses por atividades sociais, humanistas, relacionadas com o ensino e a
saúde, assim como por tarefas relacionadas com a expressão do sentido de cooperação,
empatia e bem-estar dos outros;
• Alta capacidade verbal e por outro lado, baixa capacidade matemática;
• Alguns exemplos de profissionais que apresentam algumas destas características:
professores, psicólogos, assistentes sociais e líderes de grupos recreativos.
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O Empreendedor
• Preferem atividades que envolvem manipulação dos outros a fim de conseguirem
objetivos organizacionais/empresariais ou ganhos econômicos;
• Por outro lado, apresentam aversão por atividades sistemáticas que requerem
observação.
• Desenvolvem liderança, competências interpessoais e persuasivas e déficit nas
competências científicas.
• Aventureiros, extrovertidos, autoconfiantes, impulsivos, sociáveis e exibicionistas;
• São decididos e interessados em resolver as dificuldades por meio das suas próprias
capacidades;
• Exemplos com esta personalidade são empresários, diretores administrativos como
gestores e economistas.
O Convencional
• Têm preferência por atividades que envolvem a manipulação explícita, ordenada e
sistemática de dados e uma aversão por atividades ambíguas, livres, exploratórias e não
sistematizadas;
• Estas tendências comportamentais, por sua vez, levam à aquisição de competências
informáticas e a um défice nas competências artísticas;
• Centram-se no ambiente caracterizado pelo predomínio de respostas concretas,
sistemáticas e rotineiras, ao invés de tarefas pouco sistematizadas e espontâneas;
• São descritos como conscienciosos, obedientes, práticos, eficientes, persistentes e
conservadores;
• Exemplo de algumas profissões com estas características: contabilistas, bancários,
carteiros e analistas financeiros.
Conhecer as tendências de personalidade pode te ajudar não só compreender a nós
mesmos, mas também os ambientes de trabalho. Um banco por exemplo é um bom
exemplo de ambiente Convencional. Dificilmente uma pessoa com personalidade Artística
se sentirá satisfeita em um ambiente Conservador e vice e versa. Satisfação com a sua
carreira irá depender diretamente desta compatibilidade entre que é você e suas
atividades e ambiente em que você opera.
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A partir de suas descobertas até o momento, procure refletir, qual tipo de personalidade é
mais predominante em você? O que o trabalho precisa ter para fazer você se sentir mais
satisfeita?
Se você está empreendendo, avalie: a área de atuação em que pretende entrar, possui
elementos compatíveis com o seu jeito de ser? Como você pode usar elementos da sua
personalidade para potencializar o sucesso do seu negócio?
7. Analise seus pontos fortes e oportunidades
SWOT
“A sorte favorece as mentes preparadas” – Loius Pasteur
Praticamente todos os especialistas em carreiras e negócios, concordam que você estará
mais propensa a ter sucesso na vida, se você souber usar seus talentos em todo o seu
potencial. Da mesma forma, você estará em uma posição mais confortável se souber dos
seus pontos fracos e como contorná-los.
Mas sabe o que é mais importante? Concentre-se nos seus pontos fortes, assim você não
perde energia e se esforça em potencializar aquilo que já faz com mais naturalidade.
Então como identificar estes pontos e analisar para o seu próprio bem? Uma ferramenta
que podemos usar é o SWOT. SWOT é uma sigla em inglês para designar Strenghts,
Weakness, Opportunities, Threats. Técnica bastante usada por profissionais de negócios, e
que por aqui iremos traduzir da melhor maneira possível para que você possa aplicar em
seu projeto.
Técnica: SWOT
Serve para: Identificar seus talentos, pontos fortes, fraquezas, ameaças e oportunidades e
assim conseguir colocar você em uma posição de vantagem em relação aos concorrentes.
Como usar
1. Separe uma folha de papel e faça quadro colunas como estas do exemplo ou imprima o
(que acompanha este ebook) que já está prontinho para ser preenchido.
2. Responda as perguntas a seguir em cada coluna
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Forças
Quais vantagens você possui que outros não possuem (ex.: conhecimentos, habilidades,
certificados, educação, networking… )
O que você faz melhor do que ninguém?
O que as outras pessoas enxergam você (em relação a suas forças?). Neste momento você
pode pedir para conhecidos, chefes ou colegas te ajudarem a responder.
Quais são as suas conquistas alcançadas que você tem maior orgulho?
Quais são os seus principais valores?
Se você tiver alguma dificuldade em responder, você pode usar a sua mandala
empreendedora para resgatar alguns pontos.
Dica: pense nas suas forças sempre comparando com outas pessoas próximas a você. Por
exemplo, se você é uma excelente comunicadora e as pessoas em seu meio, não
conseguem se expressar tão bem, isso é uma força. Já se você é boa em matemática, mas
todos em sua volta também são, não considere isso como uma força, já que “ser bom em
matemática” parece ser a norma.
Fraquezas
Quais tarefas você normalmente evita pois não se sente a vontade fazendo?
O que as pessoas próximas a você enxerga como sendo suas fraquezas (peçå ajuda aos
seus colegas, namorado, marido, familiares, neste momento)
Você está totalmente confiante em relação ao seu curso/educação? Se não quais são suas
fraquezas nesta área?
Quais são seus habitos negativos no trabalho? (ex.: chegar atrasado, não conseguir
entregar na data prometida, desorganização, pavio curto, dificuldade de lidar com stresse,
etc)
Dica: As outras pessoas próximas a você, enxergam outras fraquezas que você não
consegue enxergar? Que tipo de feedback você tem recebido? Seja realista, não tenha
meda de encarar suas fraquezas, afinal, quanto antes fizermos isso melhor para nós
mesmas, concorda?
Oportunidades
Que oportunidades relacionadas a minha ideia de negócio estão no mercado e que ainda
não considerei? (O que os outros concorrentes estão fazendo)
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Qual oportunidade eu posso explorar agora e esperar melhores resultados?
O seu mercado está crescendo? Quais são as tendências deste mercado?
Os seus concorrentes estão falhando em algum ponto? Quais?
O que eu posso fazer melhor que meus concorrentes?
Ameaças
Que tipo de desafios você tem enfrentado?
Seu mercado está mudando? Em que ponto?
Como você pode minimizar as ameaças?
Mudanças de tecnologia podem afetar o seu projeto?
Pode acontecer de algum de seus pontos fracos, levá-la a alguma ameaça?
Um exemplo SWOT pessoal
Quer ver uma aplicação desta técnica na prática? Veja esta análise SWOT para Carol, uma
gerente de publicidade.
pontos fortes
Sou muito criativa. Estou sempre impressionando clientes com uma nova perspectiva sobre
as suas marcas.
Eu me comunico bem com meus clientes e equipe.
Eu tenho a facilidade de fazer perguntas - importante para encontrar o ângulo de
marketing certo.
Estou completamente comprometido com o sucesso da marca do cliente.
fraquezas
Eu tenho uma necessidade forte, compulsiva de fazer as coisas rapidamente e removê-los
da minha lista de " a fazer" , e às vezes a qualidade do meu trabalho sofre como resultado.
Esta mesma necessidade de fazer as coisas também me causa estresse quando tenho
muitas tarefas.
Eu fico nervosa ao apresentar idéias para os clientes, e esse medo de falar em público,
muitas vezes deixa minhas apresentações um pouco sem graça.
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oportunidades
Um dos nossos principais concorrentes tem desenvolvido uma reputação de tratar mal
seus clientes pequenos.
Estou participando de uma grande conferência de marketing no próximo mês . Isto
permitirá networking estratégico.
Nossa diretora de arte estará em licença maternidade em breve. Cobrir seus deveres
enquanto ela está longe seria uma grande oportunidade de desenvolvimento de carreira
para mim.
ameaças
Simon, um dos meus colegas, é um orador muito mais forte do que eu, e ele está
competindo comigo para a posição de diretor de arte.
Devido à falta de profissinais, estou muitas vezes sobrecarregada, e isso afeta
negativamente a minha criatividade.
O clima econômico atual resultou em um crescimento lento para a indústria de marketing.
Muitas empresas demitiram funcionários, e nossa empresa está considerando mais cortes .
Como resultado da realização desta análise, Carol leva o passo ousado de se aproximar de
seu colega Simon na licença maternidade da diretora de arte. Carol propõe que ela e
Simon cubram juntos os deveres do trabalho, trabalhando em conjunto e cada um usando
seus pontos fortes. Para sua surpresa, Simon gosta da idéia . Ele sabe que ele apresenta
muito bem, mas ele admite que ele está geralmente impressionado com idéias criativas de
Carol, que ele sente, são muito melhores do que a maioria de sua .
Ao trabalhar como uma equipe, eles têm a chance de fazer seus clientes mais pequenos se
sentir ainda melhor sobre o serviço que está recebendo. Isso leva a empresa a ter uma
vantagem sobre seus concorrentes.
Este é um exemplo de como a técnica pode ser aplicada também para analisar uma
carreira. O mais importante, lembre-se, é saber interpretar os pontos que você identificou.
Após a análise, faça um pequeno resumo, indicando as ações que você poderia tomar para
aproveitar as oportunidades e trabalhar suas ameaças.
Esta ferramenta foi adaptada do site MindTools, então se você quiser conhecer outras
ferramentas como esta, fica aqui dica de mais um site cheio de recursos adicionais.
(www.mindtools.com)
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8. Descoberta dos valores pessoais
Agora que você já fez alguns bons exercício e vem refletindo sobre as decisões que vem
tomando na sua carreira, você provavelmente já avaliou a sua linha da vida e identificou
os altos e baixos da sua carreira. Você prestou atenção nos momentos de baixas na sua
carreira, aquele momentos em que seu nível de entusiasmo no trabalho estava baixo?
Se lembra daqueles empregou ou atividades em que não se sentia satisfeita?
Provavelmente em alguns momentos você estava rodeada de um ambiente bacana, porém
sentia que faltava algo, não sabia expressar exatamente o que era. Eu também já senti
algo parecido quando trabalhava em um pequeno escritório de Design e eu não tinha
muita liberdade ou autonomia para criar e havia pouca interação com o cliente final.
Naquela época eu gostava do lugar, das pessoas, mas voltava para casa com uma
sensação difícil de explicar, de incômodo. A mesma sensação me acompanhava nas
manhãs ou domingos, vésperas do trabalho, um certo desânimo.
Hoje eu entendo que o “algo” que falta nestas situações, são os chamados VALORES
pessoais.
Depois de um processo de auto conhecimento, hoje reconheço que algumas coisas como
“autonomia”, “liberdade de criação” e “ter a visão do todo” para mim são valores
fundamentais, que precisam estar presentes em meu trabalho, para que eu me sinta mais
feliz, mais realizada, por isso hoje eu busco isso nas minhas atividades e estes são alguns
dos motivos de eu ter optado por seguir uma carreira independente e criar alguns
negócios próprios. O prazer que eu sinto ao criar algo com autonomia e ser responsável
pelo processo do início ao fim é indescritível.
Por isto eu acredito no poder de descoberta dos seus valores pessoais. Já fizemos
exercícios sobre desvendar suas paixões, interesses, pontos fortes, analisamos sua linha da
vida e sua personalidade dominante. Agora proponho, uma reflexão sobre seus valores, ou
seja, o que você valoriza em sua carreira, na sua vida. O que é fundamental ter na sua vida
para você se sentir mais feliz e mais plena?
Quando as coisas que você faz e a forma como você faz se alinham aos seus valores, a vida
passa a ser mais leve, você fica satisfeita, contente. Porém quando as coisas que você faz
não se alinham a seus valores, é aí que as coisas parecem estar... erradas. E isso pode gerar
uma verdadeira fonte de infelicidade.
Por isso é tão importante fazer este esforço de identificar quais são os seus valores.
Os valores existem independente de você ter consciência sobre eles ou não. Eles
influenciam e orientam suas emoções. A vida fica muito mais fácil quando você os
reconhece e planeja a vida de acordo com eles.
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Se você por exemplo, valoriza o contato próximo com a família e passa 70 horas na
semana trabalhando, você sentirá um grande conflito interno. Ou se você não valoriza
competição e seu trabalho estimula um ambiente altamente competitivo, qual será a
chance de você se sentir confortável?
Encontrar os seus valores chave a ajudará a responder as perguntas:
- Que tipo de trabalho ou negócio eu devo seguir?
- Eu devo aceitar esta promoção ou oportunidade de trabalho?
- Eu devo começar este novo negócio?
Então, tire um tempinho para entender as suas reais prioridades na vida e esteja
preparada para fazer as melhores decisões na sua vida!
Assim como suas motivações e paixões mudam com o tempo, o mesmo ocorre com os
valores. Por isso aprenda a replicar este exercício ao longo da sua vida, revendo seus
valores e top prioridades.
Como fazer sua lista de valores
Para completar este exercício, use as respostas que você deu quando construiu sua Linha
da Vida. Lembre-se dos momentos em que se sentiu mais entusiasmada na sua carreira.
Por que estas experiências foram importantes e memoráveis? O que elas significam para
você? Use a lista a seguir para começar a identificar seus valores.
Conquista
excelência
perfeição
Aventura
excitação
piedade
Altruísmo
perícia
positividade
Ambição
exploração
aspecto prático
Assertividade
expressividade
prevenção
Equilíbrio
justiça
profissionalismo
Ser o melhor
fé
prudência
Pertencer a um grupo
Família
Qualidade orientação
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Tranquilidade
fidelidade
confiança
Desafio
fitness
desenvoltura
Mente calma
fluência
limitação
Compromisso
foco
Orientada a resultados
Comunidade
liberdade
rigor
Compaixão
diversão
segurança
Competição
generosidade
Auto-realização
Consistência
bondade
Autodomínio
contentamento
graça
altruísmo
Melhoria Contínua
crescimento
Autoconfiança
contribuição
felicidade
Sensibilidade
controle
Trabalho duro
serenidade
cooperação
saúde
serviço
Correto
ajudar a sociedade
astúcia
cortesia
santidade
simplicidade
Criatividade
honestidade
solidez
curiosidade
honra
velocidade
determinação
humildade
espontaneidade
Democracia
independência
estabilidade
confiança
engenho
estratégico
determinação
Harmonia interna
força
devoção
Inquietude
estrutura
diligência
perspicácia
sucesso
disciplina
inteligência
apoio
discrição
Intelectualidade
trabalho em equipe
diversidade
intuição
temperança
dinamismo
alegria
gratidão
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economia
justiça
profundidade
eficácia
chefia
pensamentos profundos
eficiência
legado
oportunidade
elegância
amor
tolerância
empatia
lealdade
tradicionalismo
gozo
Fazendo a diferença
Confiabilidade
entusiasmo
mestria
À procura de verdade
Igualdade
mérito
compreensão
Utilidade
obediência
Unicidade
visão
abertura
unidade
Vitalidade
ordem
originalidade
1. Primeiro faça uma lista de top 10 valores pessoais
2. Você verá que alguns valores são relacionados e podem ser agrupados. Por exemplo, se
você valoriza filantropia, comunidade e generosidade, você pode dizer que “Ajudar os
outros” é uma dos seus top valores.
3. Ao agrupar, tente listar seus top 5 valores pessoais. Essa é uma parte difícil. Você terá de
olhar para dentro de você e priorizar o que é realmente mais importante para você
comparado com os outros valores. Imagine-se em uma situação em que tenha de decidir
entre os valores. Por exemplo, pegue os 2 primeiros da sua lista e se pergunte, se você
tivesse de escolher apenas um dos dois, qual seria?
4. Avalie seus valores em relação a sua vida atual.
- As suas atividades atuais estão coerentes com os seus valores?
Identificar seus valores prioritários é um exercício desafiador e nem sempre fácil. Seus
valores são uma parte central de quem você é, ao ficar mais consciente do que é
importante na sua vida, você pode usar isso como um guia para fazer as melhores
escolhas, aquelas escolhas que parecerão “mais certas”, pois estarão alinhadas com os
suas mais fortes crenças.
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9. Declaração do seu Propósito
Agora chegou a hora identificar o Seu Propósito de Carreira ou do seu negocio. Um
arquiteto, por exemplo, quando trabalha em um projeto, precisa entender a finalidade do
edifícil a ser construído. Da mesma forma ao refletir sobre sua carreira e criar um negocio
próprio, você precisa refletir sobre a finalidade do seu plano.
O seu objetivo de vida, de carreira de negocio, é que orienta as suas decisões. Se não
sabemos aonde queremos chegar, corremos o risco de chegar em qualquer lugar, não é
mesmo? Nesse sentido, o propósito é um elemento crucial.
Nenhum negocio ou carreira pode ser projetada para ser todas as coisas para todas as
pessoas. Considere um propósito, como uma causa, um objetivo macro que orientará as
suas ações. É o que irá motivá-la a conquistar seus objetivos e a não desistir com os
primeiros desafios.
E também há um outro bom motivo. Uma forma de criar diferenciação em um negócio ou
na sua carreira é começar com um propósito, ou seja, começar com uma visão clara das
suas motivações e valores. Estas motivações mais profundas são as que irão ajudar a
passar por fases de incertezas, dificuldades. Se começa focando no dinheiro, você
certamente poderá não continuar. Você precisa acreditar 100% que seu produto ou serviço
tem algo de valor para acrescentar ao mercado.
Se o propósito é o que orientam as decisões da sua vida, ele deve estar alinhado com
quem você é e com o que você acredita. Por isso é que deixamos este exercício para ser
feito por último. Ele é um fechamento de tudo o que conversamos. Agora que você já sabe
um pouco sobre suas paixões e interesses, pode ficar mais fácil refletir sobre a marca que
você quer deixar no mundo, ou como como você pretende ajudar outras pessoas com o
seu negócio e carreira.
Quando você desenvolve uma carreira ou negócio onde você usa seus talentos e
habilidades mais naturais, você faz um favor ao mundo. Todos agradecem. Você, por poder
fazer algo em que se sinta plena (e não há nada mais gratificante do que o sentimento de
plenitude) e o mundo que recebe o que você tem de melhor.
“Se você não realinhar o seu trabalho com seu
Propósito, você só está deslocando o problema para
outra mesa” – Bruce Hazen
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Nos exercícios anteriores, você teve a oportunidade de vislumbrar o futuro, você conseguiu
pensar em que marca desejar deixar no mundo? Se seu projeto não mais existisse o que o
mundo perderia? O que você perderia?
Agora que você já refletiu um pouco vamos colocar a mão na massa e criar o seu
propósito?
Vamos usar a seguinte frase como base para criar seu propósito”
“Eu gostaria de _____ as ______ fazendo ________”
O primeiro espaço é o verbo, ou seja, é o valor que você deseja entregar. O segundo
espaço são as pessoas que você ajuda, seus clientes, o público que deseja trabalhar. E por
último complete com as atividades. O que você fará para ajudar as pessoas.
Você pode brincar com a frase, criar várias versões até encontrar a sua frase-chave.
Alguns exemplos:
“Gostaria de ajudar profissionais inquietos e jovens criativos a melhorar suas vidas
inspirando e apoiando-os”
“Gostaria de ajudar companhias e organizações através de um processo de inovação em
negócios”
“Meu propósito é ajudar a evoluir mulheres empreendedoras para que elas transforem
seus conhecimentos em riquezas”.
“Meu propósito é revolucionar o mundo através do design de experiências extraordinárias
e inovadoras que melhoram a vidas das pessoas”
Não se preocupe se você não conseguir encontrar o seu propósito tão rápido. Este
encontro é uma busca, uma jornada, que começa a partir da descoberta de você mesma.
Depois de descoberto seu propósito e interesses, sua jornada continua com sua exploração
das possibilidades. E na verdade é um processo que nunca acaba, já que a nossa atuação
profissional é um eterno caminho de mudanças, crescimento, redescobertas e reinvenções.
Ao final deste livro, você vai encontrar as entrevistas que fizemos com mulheres que
passaram por este processo de auto conhecimento e aprendizagem e foram modelando
sua proposta de valor, empreendendo suas próprias vidas. Perceberá como elas
exploraram várias paixões e interesses até descobrirem algo que tivesse mais sentido. E
isso é muito pessoal de cada experiência, não há um caminho certo ou errado. Há somente
o caminho que parece mais certo naquele momento e onde elas encontraram maior
conforto e realização.
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.
10. Colocando a paixão em ação
Espero que os exercícios até agora, sejam um bom pontapé inicial para as suas
descobertas mas que não pare por aqui. A paixão não pode ser encontrada somente na sua
cabeça. Se eu não tivesse começado a escrever nos meus blogs, eu jamais descobriria que
eu amo fazer isso e que o que eu escrevo, pode ajudar tantas outras pessoas.
É por meio das suas ações, e não do seu pensamento, que você será capaz de descobrir o
nicho de atuação que pertence a você. Por isso o último exercício deste livro trata
justamente de descobrir uma forma de colocar suas paixões em ação e experimentá-las.
Pare de pensar e aja. Uma parte de extrema importância para encontrar suas paixões e
habilidades é experimentação. Uma vez que você já tenha algumas ideias, escolha as mais
promissoras e invista um pouco de tempo para experimentá-las.
Como?
Você não precisa largar a sua atividade atual completamente. Procure uma forma de
experimentar e estudar as possibilidades em paralelo, até que você tenha um
entendimento maior se aquela paixão realmente tem potencial para virar sua atividade
principal.
Aí vão algumas ideias de como fazer isso:
Conecte-se com pessoas. Descubra e conecte-se com pessoas que estejam praticando esta
paixão com sucesso e entreviste-as, descubra como é um “dia real” desta pessoa.
Experimente. Descubra uma forma de experimentar na prática a sua paixão, seja fazer
uma aula experimental de dança, começar uma técnica de artesanato, viajar, escrever, dar
uma aula. Peça ajuda aos amigos que já realizaram estas atividades, você pode inclusive
encontrar um trabalho como aprendiz, oferecendo seu tempo livre em um trabalho
voluntário.
Comece a falar sobre suas paixões com outras pessoas. Se você quer mesmo se tornar uma
escritora, por exemplo, comece a contar isso para as outras pessoas. O simples fato de
tomar esta coragem, irá aproximar você do seu sonho. Teoricamente você estará menos
propensa a desistir, se todos sabem que você está em busca de realizar seus sonhos.
É importante lembrar que mesmo ao investir em suas paixões, você terá um período de
curva de aprendizado, então você precisa ser paciente. Depois de algumas semanas ou
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meses, você provavelmente terá uma ideias mais clara se é um interesse realmente forte
ou não.
Fique atento a como você se sente em cada atividade. A satisfação pode surgir por
diferentes meios. Depois de ter agido e experimentado as atividades na prática e
conversado com as pessoas, reflita. Esta paixão tem potencial para virar seu novo
trabalho?
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Bônus: Como Trazer mais Felicidade para sua vida
Todos nós queremos ser felizes.
Quando estamos felizes, somos produtivas, somos bons em construir relacionamentos
significativos com aqueles que nos rodeiam , e ... nos sentimos muito bem! No entanto, a
felicidade é uma coisa notoriamente difícil de definir e o mais contraditório é que quando
nos concentramos exageradamente sobre ela, acabamos por afastá-la.
Afinal, o tempo todo neste livro estamos falando sobre buscar nossas paixões, interesses e
bem estar. O que precisamos fazer para florescer em nós o bem estar e ser feliz como
resultado?
Para este exercício final, vou usar o modelo PERMA. O PERMA modelo foi desenvolvido
pelo psicólogo positivo respeitado, Martin Seligman, e foi amplamente divulgado em seu
influente livro de 2011 , "Flourish ".
"PERMA" significa os cinco elementos essenciais que devem estar em nossa vida para
vivenciarmos a experiência de bem-estar, que são os seguintes:
1 . Emoção positiva /Positive emotion (P)
2 . Engajamento / Engagement ( E)
3 . Relacionamentos positivos (R)
4 . Significado / Meaning (M)
5 . Realização / Achievement (A)
Usando o modelo PERMA
Uma vez que você está ciente das coisas que compõem o bem-estar (em vez de se
concentrar sobre a felicidade sozinha), fica muito mais fácil viver uma vida significativa.
Vamos dar uma olhada em como você pode fazer isso .
Emoções Positivas
Embora não seja possível sermos felizes o tempo todo, precisamos ter certeza de que ,
muitas vezes, experimentar emoções positivas, como prazer , felicidade, contentamento,
paz , alegria e inspiração. Se você sente que não está experimentando emoções positivas o
suficiente em sua vida, este é um bom momento para parar e pensar sobre o porquê.
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Primeiro, olhe para a sua carreira. Você sente que tem usado seus talentos e pontos fortes
em sua função atual ? Resgate suas respostas do exercício 4 “Mandala do Empreendedor
Criativo” e 7 “Análise dos seus pontos fortes”.
Além disso, tire um momento para identificar pessoas , eventos ou coisas que lhe dão
prazer. Por exemplo, imagine que você ama estar ao ar livre , rodeado pela natureza , mas
trabalhando em um escritório significa que você raramente consegue experimentar esta
fonte de felicidade. Por que não trazer as plantas em seu escritório ou aproveitar o
momento do horário do almoço para passear em um parque ou praça próxima?
O objetivo aqui é encontrar maneiras de trazer emoções positivas e prazer em sua rotina
diária e para garantir que você não deixar estas coisas para fazer em um futuro distante.
Engajamento
Você se sente envolvido em sua carreira? Ou você possui hobbies e atividades que ajudam
a vivenciar um estado de fluxo (aquela sensação de não ver o tempo passar)?
Engajamento é mais facilmente identificado com o ato de criação, mas você também pode
experimentar o envolvimento profundo ao participar de esportes, passar o tempo com os
amigos, ou trabalhando em projetos que você está fascinado.
Você pode aumentar o seu engajamento no trabalho minimizando distrações e
melhorando a concentração. Estes dois hábitos podem ajudá-la a cair em um estado de
fluxo. Então, na medida do possível, se concentrar em projetos que oferecem um desafio
interessante para suas habilidades.
Em seguida, olhe para os seus interesses. Você dedica tempo suficiente para interesses
pessoais, como um passatempo favorito ou atividade física ? Muitas de nós deixa este
momento pessoal importante escapar, especialmente quando estamos estressadas ou
sobrecarregadas com o trabalho. Tente dedicar tempo para atividades que fazem você se
sentir feliz e engajada.
Relacionamentos positivos
Você tem relações positivas em sua vida ? Estes podem ser de qualquer um : família,
amigos, vizinhos ou colegas de trabalho. Você gostaria de ter mais dessas relações ?
Você provavelmente passa a maior parte de suas horas no trabalho, por isso é importante
construir um bom relacionamento de trabalho.
Faça um compromisso de gastar um tempo significativo com um amigo ou membro da
família de forma regular. Relacionamentos exigem empenho e trabalho duro, e eles
somente são mantidos quando nós fazemos um esforço para se conectar com outras
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pessoas. Por outro lado, você não pode fazer muito para mudar as pessoas : se seus
relacionamentos não são positivas, quanto vale a pena se esforçar para preservá-los ?
Significado / Propósito
Você sente que sua vida e trabalho tem significado ? Ou seja, você sente que você está
conectada de alguma forma a uma causa maior do que a si mesma?
A maioria de nós quer acreditar que estamos trabalhando e vivendo com um propósito
maior. Assim, encontrar significado é importante para a nossa sensação de bem-estar. Para
encontrar mais significado em sua carreira , não deixe de fazer o exercício proposto na
sessão 9 deste livro “Definindo seu propósito”, que foi inteiramente dedicado a esta
questão.
É tão importante procurar significado em sua vida pessoal - certas atividades, como passar
tempo com a nossa família, o voluntariado, ou realizando atos de bondade pode
realmente melhorar o nosso senso de significado na vida. Se você sente que sua própria
vida está faltando significado, procure fazer essas coisas - você vai descobrir
extremamente gratificante.
Realizações / Achievement
Realização pode ser um dos elementos mais difíceis do modelo PERMA, simplesmente
porque é muito fácil de exagerar e levá-lo muito a sério ou longe demais.
Por exemplo, em muitas sociedades , a realização é muito valorizada, e , se você não
estiver ocupado , pode parecer que não está à altura das expectativas. No entanto, se nos
esforçamos continuamente, podemos nos tornar obssessivas em busca da próxima
conquista.
Se suspeitar que você não está dedicando tempo e energia suficiente para realizar seus
sonhos, então comece agora.
Em primeiro lugar, identificar o que você realmente quer realizar na vida. Espero que com
os exercícios propostos neste nosso livro possam ajudar você a descobrir o que você mais
gosta de fazer em sua vida.
Se você sentir que você está dedicando muito tempo para suas realizações (não existe vida
fora do trabalho), então talvez seja hora de rever e se concentrar em outros elementos do
modelo PERMA . Use o exercício da Roda da Vida, que propomos neste livro para
identificar o status de equilíbrio na sua vida.
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Histórias de descobertas
Vivenciar um processo de descoberta é também passar por uma jornada com altos e
baixos, encontros e desencontros com você mesma, é ter ousadia de encarar a vida como
ela está e otimismo de imaginar um futuro melhor. Ouvimos histórias de dezenas de
mulheres que também estão em busca de criar uma vida com mais sentido e que também
passaram pelas descobertas de seus interesses e se conectaram com elas mesmas.
Compartilho com vocês, nestas próximas páginas, as entrevistas que fizemos com sete
destas mulheres com histórias tão diversas, mas que em comum, possuem uma trajetória
de busca pela realização e felicidade no trabalho. Inspire-se!
Flavia Leão, da Leão Cultura
O que é o seu trabalho ou negócio atual?
Eu trabalho com gestão e produção cultural. Elaboro projetos para Leis de Incentivo à
Cultura, Fundos e outros editais de fomento. Também faço a gestão dos projetos e
prestação de contas. Além disso, faço gestão de espaços e grupos teatrais. Sou uma
espécie de “gerente”. Como tenho acompanhado algumas trajetórias de artistas que estão
se iniciando em projetos e não conseguem aprovar nada no momento, estou me
capacitando em empreendedorismo criativo e assim, comecei estes artistas no
planejamento estratégico de suas carreiras. Montei uma pequena empresa, a LEÃO
CULTURA, onde atuo com outros 3 parceiros: Tiago, meu namorado, que é professor de
danças de salão, História da Arte e Cultura Brasileira, e uma amiga: a Brígida, assessora de
imprensa.
Como você descobriu o que você realmente gostaria de fazer? Como descobriu sua
paixão?
Eu sempre gostei de papel e de artes. Quando criança, brincava de escolinha e teatro com
bonecas. Iniciei aos 9 anos no balé e fui até os 22. Também fiz teatro e trabalhei na
adolescência em algumas produções teatrais e ganhei alguns concursos de poesia. Ou
seja, a cultura sempre esteve presente na minha vida. Quando fiz faculdade de Direito,
ficava triste com a posição conservadora dos meus colegas. Quando me formei e fui
advogar, me senti sufocada. O Fórum, pra mim, era o pior lugar do mundo. E assim, eu me
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dividia em 2 pessoas: havia a Flávia triste durante a semana e a Flávia feliz aos fins de
semana quando ia para os espaços culturais. Assim, percebi que as Flávias precisavam se
tornar uma só.
Como foi decidir trabalhar fazendo o que você ama? Em que momento você decidiu levar
suas paixões e interesses mais a sério?
Quando fique doente. Eu tive um problema renal grave e passei um ano peregrinando em
vários médicos até receber um diagnóstico. Eu me vi com problemas físicos e emocionais.
Eu não tinha amizades profundas no trabalho e não gostava de advogar, apesar de ser
uma boa profissional. Eu fui chefe de carteira de 2 grandes bancos. Eu percebi que minha
vida estava passando e eu estava atolada em algo que não me dava sentido. Assim, fiz uma
pós graduação escondida da minha família em Gestão Cultural neste ano que fiquei
doente. Somente minha mãe sabia e me apoiava muito, e ela foi fiel ao meu silêncio. Foi
bem complicado esconder trabalhos nos hospitais! Ainda bem que ela me ajudava! Mas eu
fui firme. E no final da pós, já medicada e em tratamento, comecei a elaborar projetos para
amigos. Daí comecei a descobrir minha vocação.
Que sinais você teve ao longo do caminho que te dizem que você está indo para o
"caminho certo"?
Quando parei de olhar o relógio para ir embora do trabalho, eu percebi que estava
fazendo o que amava. Eu sou advogada, não posso jogar meu curso no lixo. Então, fiz o
Direito caminhar a meu favor e encontrei a minha galera. Quando eu comecei a levanta de
bom humor, ir trabalhar tranqüila, conversar com todo mundo e aumentar minha
programação cultural bem como meus estudos, eu vi que tinha me encontrado
profissionalmente.
O que você fazia antes de trabalhar com o que você gosta? E como você se sentia em
relação a estes trabalhos?
Eu era advogada na área bancária. Fazia audiências, acompanhava processos, conversava
com clientes, acompanhava planilhas imensas e elaborava petições. Eu me sentia um E.T.,
pois a profissão não combinava comigo. Eu trabalhava para ter um salário e conseguir
pagar as contas e alguma diversão. Eu não tinha a mesma empolgação que os outros
profissionais. Eu até tentei me apaixonar pela profissão me matriculando numa pós
graduação em Direito Público. Mas tranquei por não me identificar.
O mais te motiva na sua atividade atual?
Nossa, tantas coisas!!! O fato de eu não ter rotina e cada dia lidar com uma situação
diferente é maravilhoso! Trabalhar num espaço cheio de figurinos, textos, atores fazendo
reuniões, produtores... Isso, pra mim, é fantástico. Eu não sinto o tempo passar. E o fato de
eu aprender a fazer o Direito caminhar a meu favor ajudou demais, pois consigo fazer
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várias coisas numa função só: planilhas orçamentárias, análise de contratos, elaboração de
pagamentos, prestação de contas... Tenho mil ideias para projetos, adoro uma reunião
cultural. E também ministrar oficinas. Gosto de espaços aconchegantes que estimulam a
criatividade dos oficinantes. Hoje ministro oficinas de Elaboração de projetos e planilhas
orçamentárias, empreendedorismo criativo e prestação de contas.
A que fatores você atribui a suas conquistas atuais?
à minha persistência. Eu nunca tive vontade e nem coragem de desistir do que eu
realmente queria. Eu não queria tentar um concurso público e ter um trabalho só por
causa de dinheiro. Então, fui buscando e revendo minhas habilidades e ferramentas, e
aliei-as a muito estudo e preparo e entrei na Gestão Cultural.
Que características da sua personalidade te ajudaram a chegar onde você está?
Primeiramente, minha persistência, como expus aqui. E também tenho um gênio forte, sou
questionadora e tenho foco. Eu foquei no que queria: trabalhar com cultura, e encontrei a
melhor forma de me encaixar profissionalmente no nicho que me beneficiaria.
Quais foram as suas principais dúvidas e angustias quando você decidiu mudar os rumos
da carreira?
Eu tinha um pouco de medo de não ter salário fixo. Sair da nossa zona de conforto nunca é
bacana, pois nos colocamos à prova. Muitas vezes, me vi sozinha, mas nunca sem rumo.
Meu pai me cobrou várias vezes uma “posição sobre concurso público”, me dizia que eu
“não sabia o que queria da vida” e que “cultura não dá dinheiro”. Mas eu fui mesmo assim.
E consegui!
O que você diria para quem pretende mudar a direção da carreira ou empreender?
Quem quer empreender ou mudar de carreira deve possuir duas características: gostar de
inovar e gostar de estudar. Não adianta encarar uma nova área como amador. O mercado
não permite isso. É preciso se conhecer e se aperfeiçoar. Hoje, existem muitos cursos de
várias áreas diferentes. O conhecimento está mais acessível, existem muitos meios de
acesso, como internet, cursos em museus, espaços culturais, extensão... É preciso ter
sempre um plano B, se preparar para incertezas e muitos “nãos”. Ah, e uma outra coisa:
deve saber agregar pessoas. Montar uma rede de parceiros é fundamental. Ninguém
empreende ou muda sozinho. É preciso saber oferecer e receber ajuda. Quando você
encontra sua galera, tudo fica mais fácil e mais claro. E assim, trabalho e diversão se unem
numa coisa só, e aprendemos o real significado de “trabalhar com e por prazer!”
Contato: facebook.com/flavia.flor.leao
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página 38
Fernanda Neute, do FÊlizcomavida.com
O que é o seu trabalho ou negócio atual.
Atualmente eu estou trabalhando em uma pesquisa profunda sobre a felicidade. Esta é a
primeira fase de levantamento e digestão dos dados para que eu consiga ter uma base um
pouco mais sólida e estruturada sobre o assunto. Enquanto faço esse estudo, estou
dividindo alguns dos meus aprendizados no blog www.felizcomavida.com, onde uso
minhas dificuldades e experiências pessoais para exemplificar tópicos interessantes que
tenho aprendido com a pesquisa. Isso tem sido muito rico, já que o blog acaba sendo uma
plataforma de troca e eu tenho recebido importantes feedbacks que me fazem entender
um pouco mais sobre qual é o conceito de felicidade de cada um.
Como você descobriu o que você realmente gosta de fazer? Como descobriu a sua paixão?
Essa é uma pergunta muito interessante e que também faz parte da minha pesquisa. Eu
ainda tenho um pouco de dúvida sobre essa questão de descobrir uma paixão, sabe? Acho
que, tão difícil quanto encontrar um verdadeiro amor e parceiro para a vida, é encontrar
sua vocação. Muitas de nós crescemos achando que o amor é uma coisa do destino (eu
inclusive) e que um dia, magicamente vamos trocar um olhar com aquela pessoa e iremos
imediatamente saber que ela é o amor da nossa vida. Com o passar dos anos você entende
que não é bem assim. Um relacionamento bem sucedido é resultado de um grande esforço
e desenvolvimento de ambas as partes que acabam trabalhando duro para fazer dar certo.
Sem contar que muitas vezes, o amor da nossa vida acaba sendo aquela pessoa que nunca
imaginaríamos que iríamos nos apaixonar.
Acho que a paixão pelo trabalho deve ser encarada da mesma forma. Salvo raríssimas
exceções, ninguém nasce com uma vocação. Além disso, conforme a vida passa, mudamos
de opinião sobre mil coisas e isso também nos dá a oportunidade de nos apaixonarmos por
coisas que nunca imagináramos se não tivéssemos conhecido e tentado. Eu sou a favor de
que as pessoas não se prendam a essa questão da paixão e diversifiquem ao máximo seus
interesses, pois quando você abre seu leque de opções e se torna capaz de fazer bem
muitas coisas, é que você acaba se descobrindo muito bom em algo e se apaixonando por
isso!
Como foi decidir trabalhar fazendo o que você ama? Em que momento você decidiu levar
suas paixões e interesses mais a sério?
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página 39
Eu sempre fui muito curiosa, estudiosa e adorei escrever. Acho que parte disso é porque eu
aprendo e memorizo muito melhor as coisas quando eu escrevo. Por ser ambiciosa e
determinada, mas ter nascido em uma família pobre, eu sempre acreditei que precisava ter
uma profissão em que eu pudesse ter uma carreira vertical e ganhar muito dinheiro. Essa
era a minha definição de sucesso. Nunca achei que ser escritora ou pesquisadora pudesse
me fazer ganhar dinheiro.
Como sempre adorei contar histórias, muita gente costumava dizer que eu deveria ter um
blog já que eu sempre tinha algo novo e interessante para contar. Mas foi há dois anos que
a ficha caiu e depois de muito planejamento eu achei que era a hora de me dar a chance
de fazer algo que eu realmente gostasse e, quem sabe, ganhar dinheiro com isso. O fato de
eu estar no início dos meus trinta anos, não ser casada ou ter filhos também foi
determinante para a minha decisão. Eu senti que se eu não tentasse agora, talvez passasse
o resto da minha vida pensando como teria sido se um dia eu tivesse lutado para ganhar a
vida fazendo algo que realmente me dá prazer e me faz feliz.
Que sinais você teve ao longo do caminho que te dizem que você está indo no caminho
certo?
Sem dúvida nenhuma o feedback das pessoas. Estou entrando no sexto mês do blog e
mesmo com a audiência crescendo eu nunca recebi um comentário negativo (o que é
super normal). Além disso, tenho recebido quase que diariamente e-mails dividindo
histórias, pedindo conselhos ou simplesmente me dizendo que após ter lido algo que eu
escrevi a pessoa se sentiu inspirada a fazer alguma mudança na sua vida. Cada vez que
recebo uma mensagem dessas, ou que vejo alguém compartilhando algo que eu escrevi eu
sinto uma alegria que nunca senti antes em relação a nenhum trabalho.
O que você fazia antes de trabalhar com o que você gosta? E como você se sentia em
relação a estes trabalhos?
Eu sou publicitária e gosto de dizer no presente porque eu acho que é algo que eu nunca
vou deixar de ser. Antes de pedir demissão eu era diretora de contas em uma das maiores
agência de propaganda do Brasil, e por muitos anos fui muito feliz porque fazia o que
gostava e o objetivo da minha vida era totalmente focado no meu crescimento
profissional. Mas com o passar dos anos, o que a profissão me mostrou é que, o que eu
realmente gostava, não eram os comerciais de TV ou anúncios de revista e sim, de analisar
o comportamento das pessoas, que no caso, eram os consumidores. Essa minha fascinação
em entender a razão pela qual as pessoas agem e tomam certas decisões me fez descobrir
que falar da vida e de tudo o que motiva e inspira as pessoas era o que eu mais gostava
nessa profissão. A luz amarela piscou quando eu comecei a ter a sensação de que o meu
trabalho não agregava nada à vida das pessoas. Passava meses trabalhando em uma
campanha e, no fim, eu não sentia a mesma alegria e orgulho que outras pessoas sentiam
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ao ver o trabalho pronto. Percebi que sentia falta de ver outro tipo de resultado que não
fosse apenas nas metas de vendas dos meus clientes.
O mais te motiva na sua atividade atual?
Minha maior motivação é a possibilidade de ajudar outras pessoas a tomarem medidas
simples para serem mais felizes com a vida. Pelas mensagens que tenho recebido, ainda
existe muita gente que acha que a felicidade é algo distante que virá quando algo muito
grande acontecer para mudar as nossas vidas e isso não é verdade. A felicidade é um
processo contínuo de autoconhecimento e evolução, que obviamente requer esforço, mas
que está muito mais próxima do que a gente imagina.
A que fatores você atribui a suas conquistas atuais?
Acho que o fator mais importante é que, na minha cabeça, não existe NADA que eu não
consiga fazer. Calma, não estou dizendo que eu sou capaz de fazer tudo, mas que, sempre
que eu me deparo com algo novo eu, no mínimo, tento fazer antes de dizer que eu não
consigo ou que isso não é para mim. Além de tentar, eu sou extremamente dedicada a
qualquer coisa que eu decida fazer, seja limpar um banheiro ou fazer uma apresentação
para o CEO de uma empresa. Isso não significa que eu faça tudo perfeito, muito pelo
contrário, mas gosto de ter a minha consciência tranquila de que eu fiz o melhor que eu
poderia ter feito e no final, me sentir orgulhosa por isso.
Que características da sua personalidade te ajudaram a chegar onde você está?
A zona de conforto não me seduz. Eu nunca aceitei algo que não estivesse me fazendo
feliz, fossem as ordens dos meus pais, um relacionamento capengo ou um emprego o qual
eu não acredito. Sempre lidei muito bem com emoções negativas e não sou fácil de abater.
Acho que isso faz de mim uma pessoa resiliente e genuinamente feliz. E essa felicidade
que me faz ter foco e perseverança para correr atrás dos meus sonhos.
Quais foram as suas principais dúvidas e angustias quando você decidiu mudar os rumos
da carreira?
Basicamente todas (risos). Brincadeiras à parte, acho que a primeira e mais natural é o
dinheiro. Eu tinha um salário bacana e sempre fui organizada, então dinheiro não era uma
preocupação na minha vida. O passar dos meses sem um salário é um tanto quanto
desesperador, por isso o planejamento financeiro antes de tomar uma decisão como essa é
fundamental. A segunda é se vai dar certo. Será que as pessoas vão gostar do meu
trabalho? Com tanta gente produzindo conteúdo, o que fará as pessoas acessarem o meu
site em vez de todos os outros? O que me torna diferente das outras pessoas? E a terceira é
que se mesmo depois de tanto trabalho e investimento eu falhar? A verdade é que dúvidas
e angustias serão inevitáveis por mais preparada que você esteja. Além disso, você pode
ter o melhor plano do mundo, mas só quando começa a fazer é que as reais questões,
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limitações e possíveis problemas aparecem. O importante é que essas dúvidas te ajudem a
se questionar e evoluir em vez de te assustar e te fazer desistir.
O que você diria para quem pretende mudar a direção da carreira ou empreender?
Uma coisa que me ajudou muito foi imaginar como seria a minha vida sem um salário e
sem carro e passar a viver dessa forma meses antes de pedir demissão. Também parei de
comprar roupas e de frequentar lugares caros toda semana, parei de fazer as unhas e com
tudo aquilo que seria necessário abrir mão enquanto eu estivesse começando. Ao fazer
isso, você começa a experimentar a sensação da mudança de vida antes de não ter mais
escolha. Se você se sentir confortável e inspirada a continuar eu diria que você está com
mais de meio caminho andado. Foi ao fazer essa mudança e todas as contas que eu me
percebi que trabalhando online, sem carro e sem um apartamento próprio, todas as
desespesas que eu teria vivendo no Brasil, seriam as mesmas que eu teria em muitos
outros lugares do mundo e isso foi o que me motivou a começar o meu negócio viajando.
Pelo menos em um país novo, você evita ficar comparando a sua vida atual com a vida que
você tinha antes, além de estar fazendo algo incrível.
Além disso, eu diria para não se prender a nenhum modelo, pois o caminho para o sucesso
é diferente para cada um. Seja uma eterna curiosa, tenha foco e calma. A curiosidade é o
que faz com que a gente desligue o piloto automático e continue sempre procurando por
algo novo ou por diferentes formas de enxergar ou fazer coisas que sempre fizeram parte
das nossas vidas. O foco é o que nos mantém firme na corrida pelos nossos objetivos e a
calma nos faz ter a tranquilidade necessária para suportar os desconfortos que
certamente vão aparecer durante essa busca.
Contato: FÊlizcomavida.com
Thayza Melo, da Happy Things
O que é seu trabalho ou negócio atual?
Atualmente trabalho na Happy Things, design gráfico para eventos criativos. Uma pequena
empresa que criei há pouco mais de 3 meses. Foi pensando em fazer com que as pessoas
sorrissem mais que surgiu a Happy Things.
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Como você descobriu o que você realmente gostaria de fazer? Como descobriu sua
paixão?
Eu tive que buscar minhas paixões em dois momentos da minha vida até agora. Eu sou
Analista de Sistemas de formação, trabalhei anos em multinacionais nessa área, mas
sempre fui mais ligada em moda e design. Fiz análise de sistemas por que era o que dava
mais dinheiro na época, mas não era minha paixão.
Como eu gostava dessa área de moda e design, quando fui morar em Madrid, fiquei um
tempo sem trabalhar, até sair o meu visto de trabalho. Nesse tempo, fui buscar o que fazer,
queria algo que me completasse, e fiz uma lista de coisas que poderia fazer, acabei
encontrando em um curso de Design de Moda a resposta. Depois do curso fundei a Santa
Mistura lá na Espanha.
Agora voltando para o Brasil, não consegui trazer a empresa e outra vez me vi no processo
de buscar uma paixão. Eu sabia que minhas paixões eram o desenho, a criação de novas
idéias e estratégias de negócios na área de marketing, foram vários meses de dúvidas e
muitas idéias até o conceito da Happy Things nascer.
Como foi decidir trabalhar fazendo o que você ama? Em que momento você decidiu levar
suas paixões e interesses mais a sério?
É muito dificil o momento da decisão, geralmente temos trabalhos que pagam as nossas
contas, as vezes ganhamos até muito bem, e largar tudo e sair é complicado. Mesmo
porque se você não tem uma reserva para cobrir os primeiros meses de vida da empresa
ou alguém que possa te apoiar não pode correr o risco de ficar sem grana.
Para mim, veio em forma de oportunidade, eu tinha que esperar o visto, e poderia
escolher, ficar em casa fazendo nada ou mergulhar em algo que eu gostasse tendo em
vista um futuro como empresária.
Que sinais você teve ao longo do caminho que te dizem que você está indo para o
"caminho certo"?
Os sinais estão ai, se você faz o que ama, você trabalha feliz, se você trabalha feliz as
coisas fluem e os resultados vão chegando.
Eu vou colocando pequenas metas e a medida que vou atingindo vou colocando outras,
sempre sendo bem realista. E as vezes você vai adaptando a rota em pleno vôo.
Na Happy Things, venho sentindo o potencial de mercado, a ideia inicial era ter foco
somente no e-shop, que começa a ter uma resposta positiva. Mas em paralelo, o que vem
funcionando bem, são trabalhos personalizados. Já fizemos brindes para empresas,
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presentes personalizados, cartões de Natal, vejo que existe um mercado em busca de itens
personalizados diferenciados e isso é um sinal que estou no caminho certo.
O que você fazia antes de trabalhar com o que você gosta? E como você se sentia em
relação a estes trabalhos?
Eu trabalhava em uma grande empresa e liderava uma equipe grande, eu gostava de uma
parte do trabalho, mas não me sentia feliz trabalhando. Parecia que me faltava alguma
coisa, depois descobri que o que faltava era aquela pequena chama de chegar no trabalho
e querer comer o mundo.
O que te motiva na sua atividade atual?
Deixar o mundo mais feliz, fazer coisas bonitas, fazer as pessoas sorrirem, fazer produtos
com potencial criativo. Eu gosto de participar dos momentos felizes da vida das pessoas.
A que fatores você atribui a suas conquistas atuais?
Não desistir e saber quando desistir: Você tem que ser perseverante o suficiente para fazer
as coisas acontecerem quando necessário e na outra ponta, você tem que saber a hora de
parar se as coisas não estão funcionando bem.
No meu caso, tive que saber desistir do projeto de trazer a minha empresa da Espanha
para o Brasil, por que depois de tentar 6 meses eu vi que não teria o dinheiro suficiente
para fazer, não era o momento e não era para mim.
E agora com a Happy Things, sinto e vejo as minhas ações e o trabalho duro refletidos em
metas alcançadas e que a empresa vai crescendo dia após dia.
Quais características da sua personalidade te ajudaram a chegar onde você está?
Criatividade para tudo, busco muitas respostas, tenho muitas idéias, minha cabeça não
para quieta.
Ser constante: trabalhar duro, colocar objetivos e seguir em frente.
Quais foram as suas principais dúvidas e angustias quando você decidiu mudar os rumos
da carreira?
Tinha muito medo de perder o tempo, não queria mergulhar em algo e ver que depois de x
tempo eu não tinha chego a lugar nenhum. Por isso vou me colocando pequenas metas,
isso me dá a certeza que estou andando para frente.
O que você diria para quem pretende mudar a direção da carreira ou empreender?
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Pense muito antes, sobre a sua vida, sobre os seus interesses, faça planos, não um, mas
vários, busque o que você gosta de fazer, seja sincera com você mesmo. Estude muito,
busque informação, seja criativa, invente outras maneiras de fazer a mesma coisa.
Pense sobre o que gosta de fazer e as suas implicações ou restrições. Por exemplo: Eu
adoro cozinhar e seria feliz sendo chef de um restaurante, pensei em fazer um curso para
trabalhar com isso, mas não quero ter que trabalhar a noite e nem ter horário fixo de
trabalho nos finais de semana. Então isso, é uma paixão minha, mas que tem restrições que
não combinam com a minha idéia de vida. Eu poderia pensar em abrir um loja restaurante,
mas fazer um investimento grande não é minha realidade nesse momento.
Busque a sua paixão que combina com a sua realidade de vida! E lembre sempre de
colocar um sorriso em tudo que fizer!
Contato: happythings.com.br
Carol Dib, Ilustradora
O que é o seu trabalho ou negócio atual
Eu espalho sementinhas cor-de-rosa, amor ilustrado por mim! Sou ilustradora e me
aventuro no artesanato e na pintura. Também dou oficinas de arte para crianças, adoro
estar junto delas.
Como você descobriu o que você realmente gostaria de fazer? Como descobriu sua
paixão?
O que aconteceu foi que me reconectei comigo mesma e as coisas começaram a fluir, a
ilustração ressurgiu na minha vida como algo que me traz alegria e paz e, acima de tudo,
como algo verdadeiro. Um chamado do coração. A Mie Kabuto me acompanhou em um
processo de auto-conhecimento intenso, doloroso e libertador. Enfrentei porque eu tinha
pavor de ser mais uma pessoa que reclama e não age.
Como foi decidir trabalhar fazendo o que você ama? Em que momento você decidiu levar
suas paixões e interesses mais a sério?
O que eu levei muito a sério foi a falta de conexão e a tristeza que eu sentia no serviço
público. Fui cuidar disso porque eu não estava bem e aquela não era a vida que eu queria
levar. Eu não me reconhecia mais, tinha perdido o brilho nos olhos. A decisão que tomei
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não foi de trabalhar fazendo o que amo, e sim ser eu mesma; para isso eu precisava
refazer escolhas às quais estava apegada. Vivia aquele conforto desconfortável do que é
conhecido mas não proporciona bem-estar.
Que sinais você teve ao longo do caminho que te dizem que você está indo para o
"caminho certo"?
A paz de estar ligada à minha essência, de honrar quem eu sou em todos os aspectos da
minha vida, não apenas o profissional. Penso que é o maior sinal, e o mais importante.
O que você fazia antes de trabalhar com o que você gosta? E como você se sentia em
relação a estes trabalhos?
Fui servidora pública estadual. No começo era ok, mas com o tempo passou a me afetar.
Eu quero realizar outras coisas, meu propósito é outro, não cabe ali. Então fui honesta
comigo e com a instituição ao sair. Diziam pra eu fazer o que gosto no meu tempo livre,
mas esse não é meu ideal de vida.
O que mais te motiva na sua atividade atual?
Poder expressar quem eu sou através do meu trabalho. Minha ilustração contém
elementos que refletem o que vivi e aprendi. Tem muito coração, que é a conexão interior,
as sapatilhas de balé representando força, leveza e equilíbrio, os olhos fechados que eu
adoro, transmitindo inocência e paz, as delicadas flores, cores alegres, mensagens
positivas e gratidão a Deus. A imagem mais forte pra mim continua sendo dos bonequinhos
com a florzinha na cabeça e um grande coração, ela resume tudo: é preciso amar para
florescer. Desenho o que eu quero cultivar na minha própria vida, a ilustração é meu
trabalho espiritual.
Nessa jornada busco inspiração nos meus ídolos, que sempre foram homens e mulheres
comprometidos com a missão que lhes foi confiada por Deus. Li o livro do César Arnaldo
Araújo sobre o Dr. Zerbini três vezes seguidas, e a certa altura o Dr. Zerbini, que realizou
em SP o primeiro transplante de coração da América Latina, declarou que operar era uma
“diversão” e, muito respeitoso com seus pacientes, acrescentou que não dizia aquilo para
ofender ninguém! O Albert Schweitzer é outra pessoa cuja trajetória admiro sobremaneira,
o Chico Xavier. Nenhuma dessas pessoas estava atrás de dinheiro ou fama, elas queriam
servir com seus talentos. Essa consciência me guia.
Olha a Tomie Ohtake que maravilha, completou 100 anos trabalhando. Quem pensa em
aposentadoria quando realiza um desejo do coração? Não existe, vira castigo. O Cândido
Portinari, quando foi proibido de pintar devido a um problema de saúde, disse que estava
proibido de viver. E depois disso ainda pintou o grandioso Guerra e Paz. São exemplos
extremos, mas me emocionam.
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A que fatores você atribui a suas conquistas atuais?
Em grande parte às infinitas possibilidades que o mundo moderno nos oferece. Ninguém
precisa mais passar o dia enfiado em uma fábrica realizando tarefas mecânicas, temos
escolha.
Que características da sua personalidade te ajudaram a chegar onde você está?
A coragem de promover a mudança apesar do medo e da falta de apoio. Eu consegui
quando me dei o apoio que eu buscava nos outros e a vontade ficou maior que o medo.
Tenho orgulho de mim, amadureci muito. Como fui teimosa sofri um pouquinho mas tudo
veio para o meu bem. Não posso deixar de pontuar o benefício que tiro nesse momento da
organização e prudência financeiras que sempre tive.
Quais foram as suas principais dúvidas e angústias quando você decidiu mudar os rumos
da carreira?
Abrir mão da estabilidade do cargo público e tudo que investi nele era uma visão
angustiante, mas eu me preparei pra isso. Enquanto marquei datas não consegui,
aconteceu em um momento inesperado. Voltando de férias, tive uma sensação quase física
de conclusão daquela fase, como se uma corrente tivesse sido quebrada. Daí pedi
exoneração com muita tranquilidade. O RH me ofereceu outro setor e eu recusei.
Hoje tenho algumas dúvidas sobre a melhor forma de concretizar meus sonhos e discuto
isso com minha coach Juliana Garcia.
O que você diria para quem pretende mudar a direção da carreira ou empreender?
Vou compartilhar um belo trecho do Carlos Castañeda, que pode servir para uma reflexão
proveitosa:
Tudo é um entre quantidades de caminhos. Portanto você deve ter sempre em mente que um caminho não é
mais do que um caminho. Se achar que não deve segui-lo, não deve permanecer nele sob nenhuma
circunstância. Para ter uma clareza dessas é preciso levar uma vida disciplinada. Só então você saberá que
um caminho não passa de um caminho e não há afronta, nem para si nem para os outros, em largá-lo se é
isto que seu coração o manda fazer. (…)
Depois pergunte-se, e só a si, uma coisa (…) Este caminho tem um coração? Se tiver o caminho é bom, se não
tiver não presta. Ambos os caminhos não conduzem a parte alguma, mas um tem coração e o outro não. Um
torna a viagem alegre, enquanto você o seguir, será um com ele. O outro o fará maldizer sua vida. Um o
torna forte, o outro o enfraquece.
Contato: caroldib.com/
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Eglair Quicolli, da Madame Trapo
O que é o seu trabalho ou negócio atual.
A Madame Trapo é um atelier de criação voltado para o desenvolvimento de peças lúdicas
em tecido. Trabalho com uma linha exclusiva de almofadas e personagens decorativos
feitos em impressão digital, também confecciono e desenvolvo brindes coorporativos,
peças exclusivas e prototipagem de brinquedos em tecido.
Este ano abri uma nova frente de trabalho, são as oficinas criativas, focadas não só no
aprendizado de técnicas para criação de bonecos e toy art, mas especialmente em
aprimorar o potencial criativo de cada aluno.
Como você descobriu o que realmente gostaria de fazer? Como descobriu sua paixão?
Tenho muitas paixões e vontade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Criar
personagens e peças lúdicas em tecido é uma das paixões que sempre perdurou em
relação as outras. A modelagem em tecido, o universo de botões e linhas, foi um caminho
natural para transformar meus desenhos em peças tridimensionais. É um hábito de família
criar com as próprias mãos, minhas avós eram costureiras e meu avô, confeiteiro.
Como foi decidir trabalhar com os produtos da Madame Trapo? Em que momento você
decidiu levar suas paixões e interesses mais a sério?
Essa foi uma decisão tomada aos poucos. Fiquei muito tempo considerando a Madame
Trapo como meu trabalho secundário, ou como algo até eu encontrar um trabalho fixo.
Tudo isso sem me dar conta de que eu já tinha um trabalho fixo, mesmo ele sendo em casa
e não rendendo o quanto eu gostaria.
A Madame Trapo, como marca, existe há oito anos, mas só me dediquei integralmente há
três anos e meio.
Que sinais você teve ao longo do caminho que te dizem que você está indo para o
"caminho certo"?
Os sinais foram a sensação de satisfação pessoal, felicidade e o sentimento de que eu
estava produzindo algo positivo que contribuísse para um mundo melhor. Tenho vontade
de criar objetos que façam diferença no dia-a-dia das pessoas, para que elas lembrem que
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a vida é muito mais do que obrigações, busca por dinheiro e a velha desculpa da falta de
tempo.
A reação das pessoas – especialmente as crianças – ao ver, abraçar ou desejar minhas
criações, são os melhores sinais de que estou no caminho certo.
O que você fazia antes de trabalhar com o que você faz hoje? Hoje a Madame Trapo é seu
negócio em tempo integral ou você divide o tempo com outra atividade?
Hoje a Madame Trapo é meu negócio em tempo integral, estou muito feliz e satisfeita com
isso, assim consigo o foco que não tinha antes e o trabalho flui de maneira mais coerente.
Como respondi em outra pergunta, eu sou uma pessoa que gosta de fazer muitas coisas ao
mesmo tempo – e não só muitas coisas, mas coisas diferentes, eu gosto muito de
experimentar novos caminhos.
Trabalhei por muitos anos como diretora de arte em agências e produtoras de internet,
tive um breve período trabalhando com usabilidade e pesquisa; e por fim me aventurei no
universo do cinema fazendo um curta metragem como assistente de direção.
Hoje eu “mato a vontade” de fazer várias coisas diferentes, através das frentes de trabalho
que defini dentro da Madame Trapo: ilustração digital, coleção exclusiva da marca,
projetos personalizados, aulas e prototipagem.
Qual foi o momento de maior "salto" nos seus negócios? E a que você atribui isso?
O momento de maior salto – como negócio e também financeiramente – foi quando eu
“assumi” a Madame Trapo como meu trabalho fixo e integral. Essa conscientização me fez
refletir de maneira mais clara e objetiva sobre os próximos passos da marca,
desenvolvimento de novos produtos e frentes de atuação.
A que fatores você atribui a suas conquistas atuais?
Além de sempre acreditar e buscar meus sonhos e ideais – porque o mundo se transforma
através de pessoas sonhadoras – muito trabalho, dedicação e tempo investido. Quando
você gosta muito de um assunto não consegue se portar de forma diferente, tudo vira
referência criativa e inspiradora.
Que características da sua personalidade te ajudaram a chegar onde você está?
Sou uma pessoa muito inventiva, gosto de inventar estórias, desenhar e criar novos
mundos e personagens. Estou sempre personificando coisas e dando alma à objetos.
Também gosto de customizar e personalizar, sempre que compro algo, mudo alguma coisa
para que a peça fique o mais próximo possível da minha personalidade. E também me
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identifico muito com o lúdico e a infância, sinto que manter seu lado criança ativo deixa a
vida mais leve e com muito mais sentido.
Quais foram as suas principais dúvidas e angustias quando você decidiu mudar os rumos
da carreira?
Quando decidi trabalhar integralmente na Madame Trapo minha principal angustia foi
não ter garantias com relação a parte financeira, e a maior dúvida foi se eu conseguiria
criar um ritmo maior de produção.
Percebi que todos esses questionamentos fazem parte da decisão de mudar a direção para
um caminho novo. As dúvidas e preocupações foram se dissolvendo, mas ainda estão lá me
lembrando que é bom planejar os passos e manter um ritmo saudável de produtividade e
ócio criativo.
O que você diria para quem pretende mudar a direção da carreira ou empreender?
Eu diria que o trabalho, a dedicação e a paciência são três pilares básicos para que o
sonho se torne realidade. Também diria que não existe certo nem errado e que não há
problemas em mudar de caminho novamente, pois muitas vezes mudamos para uma
direção para depois chegarmos à trilha que desejávamos e nem sabíamos.
Contato: madametrapo.com
Cristina Oya, Professora de Ballet Clássico
O que é o seu trabalho ou negócio atual?
Sou professora de ballet Clássico, trabalho com adultos e crianças.
Como você descobriu o que você realmente gostaria de fazer? Como descobriu sua
paixão?
Dancei ballet desde os 8 anos de idade, e dei aula até os 25, quando meu filho nasceu
desisti da dança e fui cursar Administração de Empresas. Trabalhei por 8 anos na área e
então comecei a me ver insatisfeita com o trabalho, foi quando eu descobri que o que eu
realmente queria era dar aulas de ballet novamente. Abandonei a profissão e voltei a dar
aulas de ballet.
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Como foi decidir trabalhar fazendo o que você ama? Em que momento você decidiu levar
suas paixões e interesses mais a sério?
Vi que precisava mudar quando acordava todos os dias com alguma dor e pensava em não
ir para o trabalho. À noite, quando chegava em casa após 8 horas ou mais de jornada de
trabalho, eu sempre reclamava do cansaço e da insatisfação.
Percebi que a profissão escolhida estava me deixando doente, cansada e insatisfeita, a
vontade de dar aulas só aumentava, eu precisava mudar, urgente.
Que sinais você teve ao longo do caminho que te dizem que você está indo para o
"caminho certo"?
A primeira oportunidade de mudar de profissão surgiu, mas ainda tive medo em fazer esta
mudança. Me sentindo mais segura, arrisquei e no primeiro dia no novo trabalho eu já me
sentia mais leve, e satisfeita.
O que você fazia antes de trabalhar com o que você gosta? E como você se sentia em
relação a estes trabalhos?
Eu trabalhava em uma agência de comunicação como gestora de projetos, por 7 anos foi o
que eu escolhi fazer, e eu me sentia satisfeita naquele trabalho. O clima da empresa era
ótimo e o meu relacionamento com os meus diretores e colegas de trabalho era muito
bom. Por um bom período de tempo eu me senti feliz e satisfeita.
O mais te motiva na sua atividade atual?
A paixão pelo Ballet, adoro trabalhar com crianças e vejo a satisfação delas quando estão
na minha aula e o reconhecimento das escolas e dos pais pelo meu trabalho.
A que fatores você atribui a suas conquistas atuais?
A minha família me proporcionou os estudos de ballet clássico, este com certeza é um
fator importantíssimo. Hoje tenho o total apoio do meu marido, nas minhas escolhas
pessoais e profissionais, é muito bom saber que tem gente que te ama do seu lado te
apoiando. E absolutamente, ballet é dom, persistência, e resistência.
Que características da sua personalidade te ajudaram a chegar onde você está?
Sou determinada nos meus objetivos, não tive medo de recomeçar em nenhum dos dois
momentos de mudanças significativas. Costumo ser otimista e perseverante.
Quais foram as suas principais dúvidas e angustias quando você decidiu mudar os rumos
da carreira?
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O fator financeiro pesou, e a insegurança de iniciar uma “nova” carreira também.
O que você diria para quem pretende mudar a direção da carreira ou empreender?
Passamos 8 horas ou mais do nosso dia no ambiente de trabalho, a gente precisa estar
feliz nesta profissão. O peso da insatisfação pode nos deixar doente, e em contrapartida a
satisfação só nos trará recompensas.
Crédito da Foto: Daniella Cabizuca
Juliana Garcia, Master Coach
1. O que é o seu trabalho atual?
Meu trabalho é apoiar as pessoas a viverem fazendo aquilo que amam. E esse caminho é
amplo: começando por descobrir seus talentos, paixões, desenhando o estilo de vida que
quer levar, descobrindo os encaixes com o tipo de trabalho que quer realizar e planejando
as ações concretas para isso.
Eu sou master coach e lifestyle designer, graduada em psicologia, pós-graduada em
psicodrama, especialista em desenvolvimento pessoal e profissional. O meu foco de
trabalho é em atendimentos individualizados de coaching e brainstorm, produção de
conteúdos e produtos para desenvolvimento pessoal e profissional. Para quem quiser
conhecer mais de perto pode me acompanhar pelo facebook e pelo meu site.
Que sinais você teve ao longo do caminho que te dizem que você está indo para o
"caminho certo"?
Receber o retorno positivo das pessoas, leitores entrando em contato e falando de como o
que eu compartilho os apoiam, aumento da minha rede de seguidores, pessoas que me
acompanham passando a se tornar clientes, boas parcerias surgindo. Alguns sinais
também foram portas se fechando por um lado que me fizeram enxergar outras
possibilidades.
Uma boa equação entre tempo e dinheiro, onde minha renda foi aumentando, mantendo o
meu tempo bem equilibrado, com momentos de pausa, criação, inspiração, trabalho.
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Sinais internos também são importantes, como ter a sensação de bem estar, em outros
momentos as borboletas no estômago quando estou diante de algo novo, vontade de
levantar da cama e fazer exatamente o que faço.
Muito importante essa pergunta, porque precisamos mesmo estar atentas aos sinais,
perceber o que está acontecendo, para onde estamos levando o nosso caminho.
O mais te motiva na sua atividade atual?
Já identifiquei que duas coisas são meus principais fatores motivadores no trabalho e na
vida: criar e me sentir livre. Qualquer coisa que eu faça precisa ter esses dois componentes.
No trabalho que faço hoje, além de poder criar (amo!) e ter liberdade para definir meus
rumos, meu tempo e minhas estratégias, o que me motiva muito é a possibilidade de fazer
a diferença na vida das pessoas. Poder inspirar e apoiar transformações que vão para além
do meu mundo, que reverberam em outras vidas, isso é sensacional.
A que fatores você atribui a suas conquistas atuais?
Ao meu espírito inquieto que me faz procurar, criar, pesquisar, ir em busca e não só ficar
esperando acontecer. Também ouvir minha intuição para sacar o que quero de verdade, as
parcerias a investir, os caminhos a apostar.
Algo que acho crucial, para o que venho conquistando, é a comunicação. Usar a
comunicação a favor do meu negócio faz toda a diferença, seja escrevendo no meu site,
em sites parceiros e outros veículos, seja dando oficinas, palestras e webinars, entrando
em contato com as pessoas que quero conhecer e os projetos que quero participar, enfim,
colocar a cara no mundo.
Que características da sua personalidade te ajudaram a chegar onde você está?
A criatividade sempre me moveu, com ela busquei realizar coisas que me aqueciam o
coração, independente do que as pessoas ao meu redor andavam fazendo. Fui criando
meu próprio jeito de fazer as coisas. Tenho um espírito curioso e pesquisador, isso sempre
me apoiou muito a descobrir coisas novas, boas referências, me atualizar. Outro ponto, é
que tenho facilidade em fazer conexões: leio algo e já percebo que aquilo pode se ligar a o
que pensei assistindo a um filme que assisti e isso pode se tornar o tema de um novo curso,
por exemplo. Sair da linha já dada e criar conexões, é algo que me ajuda muito.
Quais foram as suas principais dúvidas e angústias quando você decidiu mudar os rumos
da carreira?
Foram tantas e ainda surgem tantas! Algumas são bem ligadas ao meu modo de ser, sou
questionadora por natureza – as pessoas próximas diriam que sou “cabeça dura” mesmo!
Algumas angústias surgem do meu próprio questionamento constante, que ora me faz
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crescer muito e ora só complica as coisas. É bom a gente notar que nenhuma característica
é só positiva ou negativa em si, depende de como a usamos.
Quando me peguei questionando o porquê de estar lidando com questões do passado dos
meus pacientes, quando a minha vontade maior era de apoiá-los a ver o agora: percebi
que eu precisava ir em busca de ferramentas e modos de agir que me colocassem no
presente, para apoiar quem também estivesse com esse foco. Daí procurei me
instrumentalizar com o coaching.
No início surgiram dúvidas, claro. Poxa, eu vinha num caminho bem estabelecido na
psicologia clínica, era professora de pós-graduação, vinha sendo reconhecida, com o dito
“sucesso”. Mas dei o passo e resolvi que não daria pela metade. Tive desafios? Recebi
críticas? Claro! E sabe que foram essas críticas que me fizeram ver que aquele caminho
não era mesmo mais para mim? Que não queria me encaixar naqueles moldes que eu
vinha seguindo? Os desafios vieram, mas logo as coisas se ajustaram e fui sentindo que eu
estava na minha jornada. E ainda estou, porque estou sempre enfrentando minhas dúvidas
e criando novos caminhos.
O que você diria para quem pretende mudar a direção da carreira ou empreender?
Invista em autoconhecimento para se ouvir e se entender de verdade. Assim também, você
vai entrar em contato com o seu potencial e acreditar mais nele. Não busque respostas
prontas, se lance na perspectiva de construção. Não espere tudo estar certinho e perfeito,
comece de onde você está.
Por que é importante se conhecer e saber exatamente seus interesses e pontos fortes?
A gente procura muita coisa fora, quando os maiores tesouros já estão aqui dentro. Parece
frase de história da carochinha, mas é a pura verdade. O processo de autoconhecimento
apoia justamente a reconhecer tudo que anda guardado nesse baú interno, encontrar as
interligações entre nossas habilidades, paixões, vontades, talentos.
Mas é importante ressaltar que quando se pensa em autoconhecimento, muitas pessoas já
imaginam um trabalho árduo de esmiuçar todos os seus problemas e pontos fracos. Daí,
quando são dados os primeiros passos nessa direção, não é de se surpreender que a
energia fique em baixa, a desmotivação surja com tudo e o projeto de autoconhecimento
fique de lado.
Quando nos focamos em nossos pontos fortes, lançamos atenção ao que temos de melhor
e, então, esse potencial nos sustenta para seguir adiante. Busque alimentar seus dons e
talentos, pois eles já são sementes florescidas em você. Devemos sempre aproveitar
nossos talentos, as nossas habilidades que fluem com naturalidade. Estes são grandes
trunfos para nosso crescimento e nossa realização – no trabalho e na vida.
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Qual é o maior desafio de quem busca transformar uma paixão ou habilidade em negócio
ou carreira independente?
Tem é mesmo um bocado de desafios, para falar a verdade. Mas os maiores também estão
dentro da gente – também. É o danado do medo que aparece com várias faces:
- O perfeccionismo que fica burilando e procrastinando para não colocar a ideia no
mundo, enquanto ela não estiver perfeita. (Mas como sempre digo: feito é melhor que
perfeito.)
- O receio do que os outros vão pensar. (Bem, você fazendo ou não, as pessoas continuam
pensando o que dão na telha delas, então...)
- O medo das coisas não darem certo. (Imprevistos sempre podem surgir. Fato. Mas estar
num caminho de limitações e não viver fazendo o que ama, acho que já é ver as coisas não
dando certo, não?)
Contato: julianaggarcia.com.br
Luciana Pego, da Uai Purpose
O que é o seu trabalho ou negócio atual?
Eu crio experiências que tenham como objetivo provocar um impacto positivo na vida das
pessoas, seja gerando alguma reflexão, bem-estar, alegria, auto-conhecimento,
desenvolvimento integral ou dando a elas a oportunidade de contribuir para alguma ação
que trará realização pessoal e espiritual, ligadas a um propósito maior.
Como você descobriu o que você realmente gostaria de fazer? Como descobriu sua
paixão?
Eu redescobri recentemente essa paixão como uma forma de me realizar pessoal e
profissionalmente mas as referências vieram da infância e adolescência. Venho realizando
processos intensos e regulares de auto-conhecimento que têm me dado grandes
informações e insights que eu não esperava.
Na minha transição de infância para adolescente, por não gostar muito das festas de
Natal, comecei a criar “atrações”, rs. Criava o roteiro para apresentações de dança, jogos,
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saraus, show de talentos, etc, e dirigia irmãos e primos para a grande noite. Ensaiávamos
escondidos nos encontros semanais na casa da avó, era uma grande diversão.
Na escola também procurava formas de tocar as pessoas, escrevia cartas e cartões escritos, desenhados e coloridos a mão, um por um - a cada colega e professor ao final do
ano letivo como forma de agradecimento pelo ano que passou.
Era tudo uma grande brincadeira mas que eu me dedicava com todo empenho para fazer
acontecer e ser excelente e encantador. Foi ali o começo de tudo.
Como foi decidir trabalhar fazendo o que você ama? Em que momento você decidiu levar
suas paixões e interesses mais a sério?
Há três anos eu descobri que não queria mais para a minha vida o mundo corporativo
tradicional. Eu estava morando em São Paulo, precisava chegar bem cedo na empresa, sair
bem tarde e sequer um pequeno “atraso” semanal para fazer uma fisioterapia era
tolerado, recebia olhares atravessados dos superiores. Entendi que essa não era a vida que
eu queria pra mim, viver presa numa sala com carpete e ar condicionado, fazendo coisas
que não me realizavam e nas quais eu não acreditava, com pessoas nem sempre alinhadas
ao meus valores pessoais, sem saúde, sem vida pessoal e sem fazer nada mais que não
fosse trabalhar.
Foi difícil mas abri mão da liberdade financeira nesse tempo em busca de novos caminhos,
novas formações, conhecendo pessoas e redes novas, vendo que havia muito mais pessoas
no mundo fazendo a mesma escolha, de viver por uma vida com mais significado, e isso
com o tempo foi me fortalecendo para seguir na minha busca. Para mim as coisas
aconteceram com um forte empurrão do universo, me mostrando o extremo oposto da
vida que eu desejava pra mim. Foi aí que tudo começou, a minha jornada pessoal na busca
por esse tal novo caminho, mas foi na virada de 2012/13 que as coisas começaram a ficar
mais claras, ganhar forma e vida própria.
Que sinais você teve ao longo do caminho que te dizem que você está indo para o
"caminho certo"?
Os sinais são sutis, é preciso estar aberto para enxergá-los ou escutá-los quando há uma
força muito grande que nos puxa constantemente para o outro lado. Para mim, como
trabalho com experiências que tocam a alma, uma confirmação de que estou no caminho
certo é a resposta positiva das pessoas impactadas pelo que eu promovo, falo e faço, é o
feedback surpreendente e emocionado que chega me agradecendo por um artigo que
escrevi ou uma palestra que ofereci e facilitei.
Acredito muito que todos temos uma missão e devemos nos esforçar para encontrá-la e
nos dedicarmos a crescermos e evoluirmos fazendo o que nos foi destinado a fazer e cada
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pessoa dessas que me procura, voluntariamente, para dizer que impactei suas vidas de
alguma forma, confirmam que estou no caminho certo.
O que você fazia antes de trabalhar com o projeto atual? E como você se sentia em
relação a estes trabalhos?
Escolhi a faculdade de comunicação pela paixão pelas palavras. A publicidade, pela arte
que eu via (e esperava) por trás das palavras. O marketing na pós, pelas oportunidades de
trabalho. Sempre desejei impactar positivamente o mundo de alguma forma e perseguia a
área de responsabilidade social, e então surgiu o conceito de sustentabilidade, e comecei
a persegui-lo também. Sempre trabalhei no mundo “tradicional” com comunicação
corporativa e marketing, em shopping, escola de idiomas, agência de publicidade e, então,
terceiro setor, Governo e empresa de grande porte. Porém, de todas as experiências
profissionais, as mais gratificantes de todas, foram duas onde ironicamente eu não recebia
um centavo por elas, mas onde a minha paixão e o que eu tenho de melhor eram meus
principais ativos: um projeto da prefeitura para semi-internos da extinta Febem, onde eu
dava aulas de cultura geral e inglês, e a AIESEC, maior organização estudantil do mundo
que forma lideranças jovens, onde fui líder em projetos diversos.
De um lado a realização material vinda, algumas vezes, de projetos que eu não acreditava
e que não me realizavam e do outro, a possibilidade real de fazer a diferença na vida de
muitas pessoas, oferecendo o que eu tinha de melhor. Eu finalmente alcancei o meu sonho
universitário de atuar com responsabilidade social e sustentabilidade, no Brasil e no
México, mas isso já não me bastava, eu precisava de novos sonhos.
O mais te motiva na sua atividade atual?
Quando escolhi escutar a minha intuição e deixar a minha vocação falar mais alto que as
vozes que sempre vêm de fora ou da parte neurótica da minha mente, eu pude encontrar a
resposta para o que me motiva de fato na vida como um todo.
Eu entendi como o processo artístico-criativo é importante para a minha realização, que
preciso estar envolvida com arte, com cores, com formas, música, tudo no campo sensorial
- além das palavras, minha grande paixão e talento. Isso é a base do meu “serviço”. Porém,
se há algo que de fato me faz seguir adiante é o brilho nos olhos das pessoas, é uma
mensagem de Facebook que eu recebo depois dos eventos me agradecendo por algo que
toquei ou transformei na vida de uma pessoa, enfim, a mensuração real da minha entrega
e amor pelo que faço, e o reconhecimento do valor que gero para as pessoas. Isso me faz
seguir em frente.
A que fatores você atribui a suas conquistas atuais?
A duas coisas eu atribuo o resultado das minhas conquistas atuais, a pessoas
verdadeiramente incríveis e inspiradas que vêm cruzando o meu caminho desde que
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decidi mudar os rumos da minha vida (sim, a gente atrai o que transmite e busca!) e me
ajudaram a olhar o mundo com outros olhos para me reconectar com a minha essência, e
à coragem e persistência de seguir o que diz o meu coração. Os aprendizados, palavras e
sinais foram e são muitos mas se eu não tivesse a persistência de seguir caminhando pela
estrada que acredito valer a pena, nada teria acontecido.
Que características da sua personalidade te ajudaram a chegar onde você está?
Por mais incrível que possa parecer, foi exatamente a minha capacidade de abandonar
projetos pela metade que me ajudou a estar aqui. Ou melhor, foi o imenso susto que tomei
quando olhei para trás e vi esse histórico. Sempre fui muito controladora e ansiosa, tudo o
que depende de mim eu resolvo logo e pronto, mas se algo não está somente nas minhas
mãos e começa a demorar muito, se dá muito trabalho, eu acabava deixando de lado e
partindo pra outra, por isso persistir nunca foi uma palavra recorrente no meu vocabulário.
Muito menos acreditar e confiar.
De um lado eu tinha a vida para a qual não queria voltar, de outro o monstro do fracasso
correndo bem atrás de mim. Eu precisava dar certo, e logo, com algo que me fizesse feliz, e
foi bem esse senso de urgência mesmo que fez com que eu colocasse um foco nessa busca
por um caminho que eu ainda nem tinha ideia de qual seria, diferente de muitas pessoas
que já reconhecem uma paixão e se dedicam a ela como hobby ou coisa parecida. Eu
precisava descobrir o meu talento e minhas paixões.
Outra característica determinante, que nesse ponto me ajudou na minha busca pessoal, é a
minha curiosidade de geminiana, com toda a capacidade de estar aberta a escutar,
observar e a aprender com quem já está fazendo coisas diferentes. Sempre tive sede de
novidades e conhecimento, então isso me ajudou a me conectar com o que está
acontecendo pelo mundo todo em torno de pessoas cujas vidas me inspiram. Todo dia
algo novo me inspira e motiva! Essa curiosidade fez com que eu mergulhasse
profundamente nesse processo de conhecer outros caminhos e universos.
Quais foram as suas principais dúvidas e angustias quando você decidiu mudar os rumos
da carreira?
É provável que todas as angústias e medos que existem tenham me visitado nessa fase de
transição, e boa parte delas ainda está por aqui, acreditem! Há pouco tempo li uma frase
que me tocou que fala sobre o medo e a coragem, que “a coragem não é a ausência do
medo mas a capacidade de seguir apesar dele”.
Boa parte delas se resume em perder a minha liberdade de escolha sobre a minha própria
vida: medo de abrir mão da segurança financeira, medo de perder o poder sobre a minha
vida com a volta para a casa dos meus pais que optei por fazer no começo de tudo, medo
de dar tudo errado e precisar voltar para o mundo que deixei pra trás, medo de descobrir
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que tudo foi uma perda de tempo, medo de perder muito mais do que ganhar nessa
mudança. Resumindo, medo de decepcionar a mim mesma, mais do que tudo.
Mas descobri no meio do caminho que os medos estarão sempre por aqui mas quando a
gente olha pra eles de frente, eles começam a falar mais baixo e ficam menores.
O que você diria para quem pretende mudar a direção da carreira ou empreender?
Pela manhã revi um vídeo da Endeavor onde o jornalista Eduardo Lyra, autor do livro
“Jovens Falcões” disse uma coisa incrível, acho que esse é o melhor “conselho”, se é que
eles servem para algo, para quem está sentindo esse impulso bem forte de fazer uma
grande mudança nas suas vidas. A frase diz assim: “Esperança é aquilo que você faz não
porque vai dar certo mas porque vale a pena”.
Eu poderia aqui citar todas as razões do mundo para alguém entender e aceitar o que sua
voz interior grita mas se ela não se convencer de que isso valerá a pena, serão palavras vãs
as minhas ou de qualquer outra pessoa. E esse valer a pena é sob quaisquer circunstâncias
mesmo, considerando o pior cenário do mundo, o mais fracassado possível, por que a
gente precisa saber se vai dar conta de recomeçar se for preciso.
Contato: uaipurpose.wordpress.com
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Conclusões
Olhando histórias de pessoas que foram em busca de uma realização maior no trabalho,
empreendendo a própria vida, percebo uma constante. A curiosidade, a vontade de buscar
algo maior, melhor, de se descobrir, a coragem de ir além apesar das dificuldades, o olhar
para dentro, para si. A descoberta de talentos adormecidos e a felicidade de saber que
está oferecendo o seu melhor.
É um bom momento para relembrar a frase de Dick Bolles, que diz que empregos dos
sonhos são mais facilmente criados, do que encontrados e que sua busca exige um alto
grau de autoconhecimento. Acredito também que ao embarcar nesta busca, precisamos
equilibrar o planejamento e a ação. O panejamento, a descoberta e a pesquisa lhe dará
segurança, mas somente a ação proporcionará experiências. E são a partir das
experiências, que você saberá que trabalho ou negócio combina mais com você. Portanto,
após realizar os exercícios que propomos neste livro, vá a campo, encontre uma forma de
experimentar algumas atividades, mesmo que seja, por um tempo limitado, no seu tempo
livre. Comece aos poucos.
Mesmo investindo em suas paixões e habilidades, você terá um período de curva de
aprendizado, então lembre-se, você precisa ser paciente. Depois de algumas semanas ou
meses você provavelmente terá ideias mais claras dos seus reais interesses. Dê tempo para
absorver suas descobertas.
Fique atento a como você se sente em cada atividade. A satisfação pode surgir por
diferentes meios. Depois de ter agido e experimentado as atividades na prática e
conversado com as pessoas, reflita. Esta paixão tem potencial para virar seu novo trabalho
ou negócio?
E finalizo, com um trecho da entrevista com a Luciana Pego, da Uai Purpose:
“… eu te pergunto, se você fizer a mudança e escolher outro caminho e for um fracasso financeiro (que
acredito ser o nosso grande bicho papão), ainda assim terá valido a pena? Se a sua resposta for sim, se a sua
paixão fala acima do seu apego material, o seu coração já está te apontando o caminho a seguir. Mas se a
resposta ainda for não, se não estiver pronto para um possível risco de passar perrengue, ter que abrir mão
do consumismo e das aparências, é melhor nem começar, porque você será testado o tempo todo e para isso
precisa estar muito seguro de que fez a escolha certa.
No mais, empreender a própria vida, mais do que apenas um negócio, é uma jornada para os corajosos, como
disse Steve Jobs, para os loucos, para os que querem uma aventura todo dia, uma vida em alta definição e
3D, com paixões avassaladoras, para os que aceitam os tapas na cara dos obstáculos com otimismo e com a
alegria tranquila que só os que têm paz no coração conseguem, porque sabem que no final da vida, seja ele
amanhã ou daqui a 40 anos, não terão colecionado arrependimentos pelo que não fizeram.
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O livro é uma iniciativa das fundadoras da Negócio de Mulher, escrito por Karine Drumond
com colaboração de Priscila Valentino e de queridas parceiras que colaboraram com as
entrevistas. Deixo aqui o meu agradecimento a todas as mulheres que nos inspiraram e
colaboraram com este livro.
Acreditamos fortemente que o empreendedorismo é um caminho possível para a
liberdade, motivação e auto desenvolvimento e espero que as reflexões e idéias que
trabalhamos neste livro ajudem você a alcançar seus próprios vôos, em busca dos seus
sonhos.
Sobre Negócio de Mulher
Somos uma dupla de designers e especialistas em negócios digitais focadas em apoiar e
inspirar o empreendedorismo feminino. Criamos conteúdos originais e oficinas inovadoras
para quem busca uma forma de transformar a forma de ganhar a vida e atingir maior
realização e sentido no trabalho. Além disso prestamos serviços para ajudar você a montar
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Obrigada e sucessos!
Autora | KARINE DRUMOND
Co-fundadora da Negócio de Mulher e Estúdio Tetris. Designer e
especialista em Design de Interação (PUC Minas) e Gestão de
Negócios (em formação pela FDC), atua há mais de 10 anos com
negócios digitais, já tendo lecionado na PUC MG e UNI BH. Acredita
no empreendedorismo como caminho possível para a liberdade e
desenvolvimento pessoal.
Colaboradora | PRISCILA VALENTINO
Co-fundadora da Negócio de Mulher e Estúdio Tetris. Formada em
Produção Editorial pelo UNI-BH, atua na comunicação digital há 8
anos. Já havia trabalhado como gestora de conteúdo e atendimento
publicitário quando resolveu empreender e assim desenvolveu seu
raciocínio analítico e o interesse especial pelo mercado digital
feminino.
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