ANNA CAROLINA ARAÚJO MILTON CONRADO OTERO E. JUNIOR

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ANNA CAROLINA ARAÚJO MILTON CONRADO OTERO E. JUNIOR
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE NOVA FRIBURGO
ANNA CAROLINA ARAÚJO
MILTON CONRADO OTERO E. JUNIOR
BIOFILME DENTAL COMO FATOR DE RISCO À PNEUMONIA
NOSOCOMIAL
NOVA FRIBURGO
2015
ANNA CAROLINA ARAÚJO
MILTON CONRADO OTERO E. JUNIOR
BIOFILME COMO FATOR DE RISCO À PNEUMONIA NOSOCOMIAL
Monografia apresentada na graduação ao
Campus Universitário de Nova Friburgo da
Universidade Federal Fluminense para
conclusão do curso de Odontologia
ORIENTADORA: Profª. Drª.Maria Isabel Valente
Nova Friburgo
2015
Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca de Nova Friburgo
B658a Araújo, Anna Carolina.
Biofilme dental como fator de risco à pneumonia nosocomial. /
Anna Carolina Araújo; Milton Conrado Otero E. Junior ; Profª. Drª Maria
Isabel Valente, orientadora. – Nova Friburgo, RJ: [s.n.], 2015.
37f.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Odontologia) –
Universidade Federal Fluminense, Campus Nova Friburgo, 2015.
1. Medicina Periodontal. 2. Pneumonia nosocomial. 3. Biofilme oral.
4. Pneumonia adquirida em hospitais. I. E. junior, Milton Conrado Otero.
II. Valente, Maria Isabel, Orientadora. III. Título.
CDD 617.632
ANNA CAROLINA ARAÚJO
MILTON CONRADO OTERO E. JUNIOR
BIOFILME COMO FATOR DE RISCO À PNEUMONIA NOSOCOMIAL
Aprovada em: _03/_11_/_2015
Monografia apresentada na graduação ao
Campus Universitário de Nova Friburgo da
Universidade Federal Fluminense para
conclusão do curso de Odontologia.
BANCA EXAMINADORA
Prof. Dr. _________________________________________________________
Instituição: ______________________________Assinatura:________________
Prof. Dr. _________________________________________________________
Instituição: ______________________________Assinatura:________________
Prof. Dr. _________________________________________________________
Instituição: ______________________________Assinatura:________________
Nova Friburgo
2015
RESUMO
A doença periodontal tem sido considerada um fator de risco para algumas
patologias do trato respiratório, dentre elas a pneumonia. A proposta, deste trabalho,
é descrever a pneumonia nosocomial por meio de uma revisão de literatura, com o
intuito de discutir evidências de diferentes artigos, englobando o conceito,
diagnóstico, microbiologia, tratamento e prevenção da pneumonia nosocomial.
As pesquisas foram realizadas, pelo computador, através do portal de periódicos
CAPES, PUBMED e MEDLINE, e livros de periodontia foram utilizados como
suporte. Ao total, foram encontrados 48 artigos, 4 livros e 2 manuais que envolviam
estudos experimentais ou descritivos que adicionavam conhecimento sobre a
pneumonia nosocomial. A associação entre a pneumonia nosocomial e a presença
de biofilme ou doença periodontal continua conjetural, porém se torna intuitivamente
óbvia a relação entre eles. O reconhecimento de que a cavidade oral e a região da
orofaringe servem como um reservatório para patógenos respiratórios, além de que
existam várias formas de aspiração, intervenções ou combinações de intervenções
de higiene oral eficazes para a eliminação ou redução desses patógenos estão
sendo aplicadas no ambiente hospitalar.
Palavras chaves: Pneumonia Nosocomial, Biofilme Oral, Medicina Periodontal,
Pneumonia Adquirida em Hospitais.
ABSTRACT
The periodontal disease has been considered risk factor for some respiratory tract
pathologies, among them: nosocomial pneumonia.
The proposal of this study is to describe nosocomial pneumonia through a literature
review, in order to discuss evidence of different articles, comprising the concept,
diagnosis, microbiology, treatment and prevention of nosocomial pneumonia.
The surveys were conducted by computer, through the portal of CAPES journals,
PubMed and MEDLINE, and periodontics books were used as support. In total, 48
articles were found, four books and two books involving experimental or descriptive
studies that added knowledge of nosocomial pneumonia.
The association between nosocomial pneumonia and the presence of biofilm or
periodontal disease is still conjectural, but becomes intuitively obvious relationship
between them.
The recognition of the oral cavity and the region of the oropharynx serve as a
reservoir for respiratory pathogens, and there are various forms of suction operations
or combinations of effective oral hygiene measures for the elimination or reduction of
these pathogens are being applied in the hospital setting.
Key words: Nosocomial Pneumonia, Oral Biofilm, Periodontal Medicine., Hospitalacquired pneumonia.
SUMÁRIO
1
2
INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 1
REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................... 3
2.1
Pneumonia Nosocomial ................................................................................. 3
2.1.1
Fisiopatologia........................................................................................... 3
2.1.3
Classificação e conceito .......................................................................... 4
2.1.2
2.1.4
2.1.5
2.1.6
2.2
Fatores de risco ....................................................................................... 7
Definição e relevância ............................................................................. 7
2.2.3
Formação ................................................................................................ 8
2.2.5
Composição ............................................................................................. 8
Fatores que afetam o desencolvimento e comportamento do biofilme .... 9
Relação biofilme e hospedeiro ................................................................ 9
2.3
Interrelação: Biofilme e Pneumonia Nosocomial .......................................... 10
2.5
Tratamento ................................................................................................... 13
2.4
5
Diagnóstico .............................................................................................. 6
2.2.1
2.2.4
4
Incidência e Mortalidade .......................................................................... 5
Biofilme Oral ................................................................................................... 7
2.2.2
3
Etiologia ................................................................................................... 4
Prevenção .................................................................................................... 11
MÉTODOS ......................................................................................................... 15
RESULTADOS E DISCUSSÃO..........................................................................16
CONCLUSÃO ........................................................................................ ........... 27
REFERÊNCIAS..........................................................................................................28
1
1 INTRODUÇÃO
Atualmente, não se pode mais acreditar que os problemas bucais,
especificamente a doença periodontal, estejam restritos à boca. Temos que
considerar que estes, frequentemente, rompem as fronteiras da odontologia
atingindo o indivíduo como um todo (MORAIS, SILVA e AVI, 2006).
As formas mais comuns de doença periodontal, gengivite e periodontite são
usualmente infecções bacterianas crônicas. Como em outras infecções, as
interações entre bactéria e hospedeiro determinam a natureza da doença resultante.
Os microrganismos patogênicos podem produzir doença indiretamente (por
exemplo, através do efeito das toxinas) ou a partir da invasão direta dos tecidos. As
doenças periodontais podem ser generalizadas ou em sítios específicos (afetam
áreas isoladas), podendo contribuir para o desenvolvimento e para curso de certas
doenças sistêmicas (NISENGARD e NEWMAN, 1997).
Gusmão et al. (2002) levaram em consideração a etiologia multifatorial da
doença periodontal para creditar a possibilidade das alterações ou desordens
sistêmicas estarem interagindo de forma direta no hospedeiro, minando sua
resposta imunológica, assim como a doença periodontal pode levar há alguns
estados ou alterações sistêmicas como cardiopatias e alterações pulmonares
crônicas.
Scannapieco (2004) relatou que a placa dental e/ou inflamação periodontal
pode influenciar processos patogênicos que ocorrem em superfícies da mucosa
distalmente contíguas, por exemplo, no trato respiratório. Existem várias evidências
de que em determinadas populações de risco, periodontite e saúde oral deficiente
podem estar associadas a diversas condições respiratórias, dentre as principais está
a Pneumonia Bacteriana adquirida em hospitais (nosocomial).
De acordo com Lindhe, Karring e Lang (2005) os patógenos respiratórios
típicos colonizam a placa dentária de pacientes hospitalizados para tratamento
intensivo e, uma vez estabelecidos na boca, esses patógenos podem ser aspirados
para o pulmão e causar infecção.
Conceitualmente, pneumonia é uma inflamação do trato respiratório inferior,
no parênquima pulmonar, causada por grande variedade de agentes, incluindo
2
bactérias, microplasma, fungos, parasitas e vírus, sendo a pneumonia bacteriana a
causa mais comum da doença, esta pode ser classificada em pneumonia adquirida
na comunidade ou pneumonias nosocomiais, que são aquelas desenvolvidas após
48h de internação hospitalar e que não estavam presentes ou incubadas no paciente
no momento da admissão no hospital (SANTOS e FONSECA, 1998).
De acordo com Carranza (2007) a Pneumonia Bacteriana adquirida no
hospital (nosocomial), possui uma taxa muito alta de morbidade e mortalidade.
Aproximadamente 20% a 50% dos pacientes com pneumonia nosocomial morrem
principalmente aqueles que estão em unidades de terapia intensiva ou em suporte
ventilatório. Quanto maior o tempo de hospitalização, maior a possibilidade de se
adquirir a doença, caso higiene oral seja deficiente.
Scannapieco (2004) conclui que as intervenções usadas para melhorar a
higiene oral, como escovação e bochechos antimicrobianos químicos, tem potencial
de diminuir o risco de pneumonia nosocomial nos pacientes de alto risco. Dentre os
antimicrobianos, o uso de clorexidina 0,12%, reduz consideravelmente a colonização
da cavidade oral, que por sua vez, reduz o índice de pneumonia nosocomial
(BERALDO, 2008).
Estudos demonstram que uma pobre higiene oral possa fomentar a
colonização por patógenos respiratórios na região da orofaringe, principalmente em
pacientes acamados em hospitais ou em casa. A aspiração destes microrganismos
pode causar a pneumonia nosocomial, uma das mais comuns doenças do trato
respiratório. A partir da revisão integrativa deste estudo, será possível ampliar nosso
entendimento sobrea colonização do biofilme bucal de pacientes em UTI por
patógenos respiratórios e a possível eficácia de uma boa higienização bucal
contribuindo para a prevenção da Pneumonia Nosocomial.
3
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1
PNEUMONIA NOSOCOMIAL
2.1.1 Fisiopatologia
Em um indivíduo saudável, a microbiota da orofaringe permanece estável
desde o nascimento. As alterações desta microbiota por microrganismos
patogênicos transitórios, em eventuais períodos, não possuem um significado clínico
(FRANCO, 1998).
A forma pelas quais os microrganismos atingem as estéreis vias aéreas
inferiores e o parênquima pulmonar são complexas, mas qualquer situação que
comprometa a defesa natural (ex. imune comprometimento), aumenta a incidência
da pneumonia (MARK & MARK, 2004).
A aspiração de organismos patogênicos da orofaringe, aspiração da flora
gástrica e nasofaríngea, inalação de aerossóis infectados e a propagação de outros
sítios infectados são as rotas mais comuns para que microrganismos atinjam o trato
respiratório inferior (JOHANSON, 1998; OLIVEIRA 2007).
A sedação do paciente em unidades de terapias intensivas, o tempo de
internação superior a quatro dias e a utilização de ventilação mecânica favorecem a
prevalência de bactérias Gram-negativas e, consequentemente, possibilitando
quadros de infecções pulmonares por aspiração de patógenos (FOURRIER et al.,
1998; RUSSELL et al., 1999, ALCÓN, 2010). Métodos invasivos como a ventilação
mecânica, cateteres intravasculares, e intubação traqueal aumentam a incidência de
infecções nosocomiais (DAVID, 2008).
A infecção pulmonar ocorre após um microrganismo ter vencido as barreiras
de defesa do hospedeiro. A primeira barreira, a filtração aerodinâmica, é promovida
pelas mudanças no regime de fluxo das vias aéreas. A segunda barreira é
constituída pela mucosa e epitélio da naso e orofaringe. Em conjunto, as duas
barreiras favorecem, fazendo com que os microrganismos sejam precipitados,
deglutidos, ou eliminados na expiração (ALCÓN, 2010). De acordo com Garcia
(2005) a inflamação e infecção das paredes alveolares levam a acumulação de
células inflamatórias e de fluidos no interior do alvéolo. A depuração mucociliar,
4
terceira barreira, promove o aprisionamento do agente no muco e a sua eliminação
através da vibração ciliar. Quando a depuração mucociliar é insuficiente para
eliminar o agente, desenvolve-se a tosse, que é a quarta barreira. Os componentes
celulares (macrófagos e neutrófilos) e os componentes funcionais do ambiente
alveolar (imunoglobulinas, complemento e surfactante) constituem a quinta barreira
ao agente infeccioso (SANTOS e FONSECA, 1998).
Os mecanismos de defesa antibacteriano dos pulmões são extremamente
eficientes em lidar com um desafio bacteriano no ar, mas são muito menos eficazes
quando se apresenta com bactérias num bolo líquido (MARK & MARK, 2004).
2.1.2 Etiologia
Muitos
casos
de
pneumonia,
provavelmente,
são
resultados
de
microaspiração ou macro aspiração de material do trato respiratório superior, e os
diferentes agentes patogênicos envolvidos na pneumonia nosocomial refletem as
diferenças na colonização bacteriana do trato respiratório superior. (MARK & MARK,
2004)
Cerca de 60% das pneumonias nosocomiais são causadas por patógenos
aeróbios gram-negativos, dentre eles Klebsiella, Enterobacter, Pseudomonas e
Acinetobacter. Dos gram-positivos, predomina o Staphylococcus aureus. A infecção
polimicrobiana ocorre em até 40% dos casos. A presença de fungos tem sido
identificada em 3 a 11% dos casos. Os germes causadores das chamadas
“pneumonias atípicas”, Legionella, Mycoplasma, Chlamydia e vírus, frequentemente
causadores de pneumonias comunitárias, têm menor importância epidemiológica no
cenário das pneumonias nosocomiais. (MARK & MARK, 2004; OLIVEIRA &
CARNEIRO, 2007).
2.1.3 Classificação e conceito
Clinicamente, a classificação clínica para a pneumonia é de acordo com a
origem da infecção: Pneumonia Adquirida em Comunidade, Nosocomial (adquirida
em hospital) e em pacientes imunocomprometidos. Estas se diferem em questão da
5
etiopatologia, microbiologia, diagnóstico, tratamento e resultado (SCANNAPIECO,
2014).
A Pneumonia Nosocomial, é definida como infecção do trato respiratório
inferior, com envolvimento do parênquima pulmonar, adquirida em ambiente hospitalar, após 48 a 72 horas de hospitalização (DALHOFF, 2013). A sua classificação
clínica é dada em leve, moderada e severa subdividida em grupos de acordo com a
presença de fatores de risco, o período de internação, comprometimento físico do
paciente, a causa da internação e resultado da cultura de bactéria (SANTOS E
FONSECA, 1998; BAI, 2013; SHENG, 2013).
2.1.4 Incidência e Mortalidade
Pneumonia é usualmente mais severa do que outras infecções do trato
respiratório inferior. Qualquer faixa etária está vulnerável à pneumonia nosocomial,
porém esta é mais comum em pacientes mais jovens e idosos (MARK & MARK,
2004). Sua alta incidência, que varia de 9% a 68% depende do método diagnostico
utilizado e da população estudada (LOPES, 2009).
A pneumonia é um importante preditor de mortalidade, já que esta varia entre
24% e 50%, podendo chegar a mais de 70% quando causada por microrganismos
multirresistentes (ZIMERMANN, 2004). Um estudo realizado pela CDC (Centro de
Controle e Prevenção de Doenças) informou que a pneumonia lidera como causa de
morte relatada por infecções e é responsável por mais de 3,4% de todas as
internações nos Estados Unidos (ATTRIDGE, 2011).
Em crianças, a pneumonia continua sendo a principal causa de morte no
mundo, contribuindo com aproximadamente 14% dos óbitos de crianças de um mês
a cinco anos de idade (FERREIRA, 2014).
Um estudo brasileiro demonstrou que a pneumonia foi responsável por mais
de 28,9% de todas as infecções nosocomiais (CARVALHO, 2006).
6
2.1.5 Diagnóstico
Abordagens para o diagnóstico de pneumonia nosocomial são variáveis,
principalmente pela falta de uma padronização aceita devido às diferenças culturais
médicas e crenças sobre as Unidades de Terapia Intensiva (DEPUYDT, 2006).
O diagnóstico se dá, como todas as pneumonias, através da história
pregressa da atual doença, sinais e sintomas, radiografia torácica póstero anterior e
de perfil, hemograma, hemocultura, coleta do material pulmonar e oral(AGVALDOHMAN et al.,2003).
De acordo com o manual elaborado pela ANVISA (2009), para qualquer
paciente, pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas deve surgir:

Febre (>38ºC) sem outra causa conhecida.

Para adultos ≥ 70 anos, alteração do estado mental sem outra causa





Leucopenia (< 4.000 leuc./mm³) ou leucocitose (≥ 12.000 leuc./mm³).
conhecida.
Hemocultura positiva sem outra causa conhecida.
Cultura positiva de fluído pleural.
Cultura quantitativa positiva de espécimes de trato respiratório inferior,
minimamente contaminado (BAL ou escovado protegido).
≥ 5% das células obtidas pelo BAL contendo bactérias intracelulares ao
exame direto (ex.: Gram).
Exames histopatológicos mostrando pelo menos uma das seguintes evidências:

Formação de abscesso ou foco de consolidação com intenso acúmulo de

Cultura quantitativa positiva de parênquima pulmonar.

leucócitos polimorfonucleares em bronquíolos e alvéolos.
Evidência de invasão do parênquima pulmonar de hifas ou pseudohifasfúngicas.
E pelo menos dois dos seguintes:



Início de escarro purulento ou alteração em sua característica ou aumento da
secreção pulmonar ou aumento da necessidade de aspiração.
Início ou piora de tosse ou dispneia ou taquipneia.
Crepitações ou sons respiratórios bronquiais.
7

Piora da troca gasosa (ex. desaturação de O2 [ex: PaO2/FiO2 ≤ 240),
aumento da necessidade de O2 ou aumento da demanda respiratória).
KIENINGER (2009) descreve que a radiografia de tórax é de suma
importância para o diagnóstico clínico de pneumonia nosocomial. A incidência
póstero-anterior e lateral nos permite diferenciar de condições que se equiparam à
pneumonia, como as infecções traqueobrônquicas, e evidenciar outras causas,
como abscessos pulmonares, lesões cavitárias, obstrução brônquica ou derrames
pleurais.
Duas ou mais radiografias seriadas com pelo menos um dos seguintes:

Infiltrado persistente novo ou progressivo.

Cavitação.


Consolidação.
Pneumatocele em lactentes ≤ um ano.
2.1.6 Fatores de risco
A patogenia da pneumonia nosocomial é multifatorial. Alterações em
pacientes imunocomprometidos permitem que patógenos causem infecções
invasivas que não acometeriam pacientes saudáveis. Os fatores de risco associados
à pneumonia nosocomial são relacionadas aos fatores do hospedeiro, aumento da
idade, tempo de internação, tabagismo, má nutrição, doença pulmonar obstrutiva
crônica, insuficiência respiratória, alcoolismo, nefropatias, cardiopatias, sinusopatia,
distúrbios da função consciente, uso prévio de alguns medicamentos (antibióticos,
corticosteroides, quimioterápicos), uso de bloqueadores H2/antiácidos, colonização
gástrica, choque, cirurgias recentes e assistência ventilatória por mais de quarenta e
oito horas (KIENINGER, 2009; DALHOFF, 2013; SCANNAPIECO, 2014).
2.2
BIOFILME ORAL
2.2.1 Definição e relevância
Biofilme é uma comunidade cooperativa, bem organizada, de células
microbianas aderidas a uma superfície úmida e aglomerada por matriz de
8
polissacarídeos. Na cavidade oral o biofilme de acumula coronariamente ou
apicalmente à margem gengival e podem provocar cárie, gengivite e periodontite
(ZIJNGE, 2010).
Todas as superfícies de interface do corpo são submetidas à colonização de
uma grande variedade de microrganismos que, em geral, vivem em harmonia com o
hospedeiro. A descamação das superfícies impede o acúmulo de grandes
quantidades de microrganismos, no entanto, na cavidade oral, os dentes possuem
uma superfície dura não descamativa que favorece tal acúmulo. O acúmulo e o
metabolismo das bactérias são os principais responsáveis pela cárie, doenças
periodontais, estomatites e infecções periimplantares (LINDHE, 2005).
2.2.2 Composição
Na boca, o biofilme é composto por microrganismos sobre uma camada de
proteína denominada película, que é constituída por glicoproteínas salivares,
fosfoproteínas, lipídeos e componentes do fluido gengival (TEIXEIRA, 2010).
A matriz compõe 75-80% do volume total do biofilme. Esta é composta em água
e solutos aquosos. A parte seca corresponde a uma mistura de polissacarídeos
extracelulares (Frutanas e Glicanas produzidas a partir da sacarose do
hospedeiro), proteínas, sais e material celular. (LINDHE, 2005).
Vários estudos indicam que a maior parte do biofilme é hidratada, constituída de
polissacarídeos extracelulares e/ou canais de água (NUNES, 2007).
2.2.3 Formação
O condicionamento salivar em superfícies expostas à cavidade oral
começa dentro de segundos após a exposição ao ambiente bucal e já dentro do
primeiro minuto, componentes salivares específicos são detectados e seguidos
por adesão de diferentes estirpes bacterianas e espécies (VERKAIK, 2010).
A formação da película adquirida se dá por forças físicas entre as
superfícies orais e os componentes orgânicos e inorgânicos dos fluídos
circundantes. As bactérias são atraídas por nutrientes orgânicos que se
9
concentram em superfícies molhadas. Algumas espécies bacterianas possuem
Fimbrias e Fibrilas, estas por sua vez auxiliam na adesão de superfícies
diferentes (NUNES, 2007).
A colonização bacteriana começa com a adesão a esta película por
microrganismos planctônicos, assim chamados por se encontrarem em
suspensão ao meio líquido. Esta chamada co-agregação de microrganismos
planctônicos é importante para a formação do biofilme dentário (LINDHE, 2005).
Inicialmente, a película é colonizada por estreptococos e Actynomices, depois a
aquisição bacteriana continua com cepas mais patogênicas e comensais
(VERKAIK, 2010). A adesão da bactéria a uma superfície faz com que sofra uma
alteração fenotípica tornando-se séssil: consumo de oxigênio e nutrientes,
transporte de elétrons, taxa de crescimento, taxa de quebra de substrato,
produção de calor e síntese de matriz (TEIXEIRA, 2010). Estes microrganismos
passam por co-adesão, sintetizam matriz extracelular e se comunicam via
quórum sensing (envolve a regulação da expressão de genes específicos
através da acumulação de moléculas sinalizadoras que medeiam a comunicação
intracelular) até se encontrarem em equilíbrio com seus vizinhos da mesma
espécie e diferentes espécies (LINDHE, 2005).
2.2.4 Fatores que afetam o desenvolvimento e comportamento do
biofilme
Qualquer alteração em um dos seguintes fatores altera a estrutura do biofilme:
PH, presença ou ausência de oxigênio, propriedades físico-químicas da superfície,
temperatura, disponibilidade de nutrientes (ZIJNGE, 2010).
2.2.5 Relação biofilme e hospedeiro
Infecções causadas por microbiotas nativas são denominadas infecções
endógenas, quando microrganismos deslocam-se de seu ambiente normal para
regiões anatômicas não usuais (LINDHE, 2005).
A cavidade bucal abriga quase metade da microbiota do corpo humano,
atingindo cerca de quinhentas espécies de bactérias, fungos e vírus. Esses
10
microrganismos residem nos ecossistemas denominados biofilme (CARRANZA,
2007).
Para que ocorra a doença, vários fatores ocorrem simultaneamente. O
hospedeiro deve estar suscetível na parte sistêmica e local e deve ter, localmente,
espécies bacterianas e um meio ambiente que propicie a doença ou não iniba a
ação do microrganismo patogênico (LINDHE, 2005; CARRANZA, 2007).
2.3
INTERRELAÇAO: BIOFILME E PNEUMONIA NOSOCOMIAL
De acordo com Agado et al. (2012), não existem estudos que evidenciam
diretamente a associação entre pneumonia nosocomial e a presença de biofilme,
porém a forte relação entre as variantes é descrita em muitos artigos.
Tomadas em conjunto, evidências suportam a ligação entre a pobre
higiene oral e a pneumonia nosocomial (ROBERTS, 2011).
Em meados dos anos noventa, o papel das condições bucais na
patogênese da pneumonia nosocomial foi ignorado em grande parte dos centros
médicos e cuidado de enfermagem. A mudança se iniciou quando o papel da
microbiota oral em relação à pneumonia nosocomial se tornou disponível
(SCANNAPIECO, 2014).
Essa infecção ocorre de forma facilitada em ambiente hospitalar
principalmente em paciente intubados que perdem o tônus muscular da laringe e
consequentemente os reflexos de tosse e movimento do epitélio flagelado,
facilitando a aspiração de secreção contaminada nas vias aéreas inferiores
(DERYKE, 2005).
Russel et al. (1999) demonstrou que a placa bacteriana tem forte impacto
no organismo do hospedeiro e que a exposição a microrganismos patógenos
pode reduzir os mecanismos de defesa e aumentar o risco de desenvolvimento
de problemas sistêmicos, como a pneumonia. A má higiene oral e falta de
debridamento mecânico são os principais fatores que levam a proliferação e ao
acúmulo de biofilme dental e posterior colonização por patógenos respiratórios
(FOURRIER, et al., 1998).
11
O biofilme bacteriano, que se forma nos tecidos dentários da cavidade
oral, pode ser uma importante fonte de bactérias das quais podem estar
relacionadas com a infecção pulmonar (EL-SOUTH et al., 2004).
Borges et al. (2007) concluíram, em um estudo transversal no hospital
Raul Sertã de Nova Friburgo, que a cavidade bucal de pacientes internados nas
Unidades de Terapia Intensiva pode servir de reservatório para patógenos
respiratórios associados à pneumonia nosocomial .
Em um estudo associando a relação entre a placa dental e a infecção
hospitalar, aqueles indivíduos que apresentaram colonização por patógenos
respiratórios potenciais tinham aproximadamente dez vezes mais chance de
desenvolver pneumonia hospitalar ou bacteriêmica. A colonização da placa
dental por patógenos respiratórios foi observada em quatro de cinco pacientes
que desenvolveram pneumonia durante a estadia na UTI (FOURRIER, 1998).
Um estudo de uma população de idosos japoneses descobriu que a
mortalidade devido a pneumonia foi 3,9 vezes maior em pessoas com 10 ou
mais dentes com uma profundidade de sondagem superior a 4 mm de bolsas
periodontais do que naqueles sem bolsas periodontais (AWANO, 2008).
Pesquisas recentes sugere que as bactérias da doença periodontal estão
associadas com o aumento do risco de infecções respiratórias. Uma proporção
crescente de americanos mais idosos está retendo os seus dentes com o passar
dos anos. Na verdade, a presença de um único dente coloca a pessoa em risco
de deterioração e a doença periodontal, juntamente com a colonização de
bactérias associadas à pneumonia (HAUMSCHILD, 2009).
Amaral (2009) conclui que a negligência as condições orais servem como
fatores de risco à pneumonia. Scannapieco (2014) reafirma que é intuitivamente
óbvio que a higiene oral e a terapia periodontal ajudam a prevenir o início e a
progressão da pneumonia.
2.4
PREVENÇÃO
Pneumonia nosocomial á uma doença grave apesar do tratamento, então a
prevenção é de extrema importância. Estudos randomizados têm investigado formas
de prevenção à pneumonia, porém se encontram limitados (DIBARDINO, 2014).
12
Oliveira
et
al.
(2011)
concluiu
que
o
tempo
de
internamento
≥ 5 dias e ausência do fio dental e enxaguatório bucal como fatores possivelmente
associados à pneumonia nosocomial.
Segundo Brunetti (2004), pode se especular, ainda, que um tratamento
periodontal eficiente associada à melhoria da qualidade de higiene bucal poderia
reduzir a prevalência de microrganismos patogênicos na cavidade bucal e, assim,
contribuir para a prevenção de infecções respiratórias graves em indivíduos
vulneráveis.
Levando em consideração a ameaça aos pacientes que a microbiota da
cavidade oral representa, o uso de antissépticos bucais vem sendo alvos de
pesquisas como meio de prevenção a pneumonia hospitalar. Neste aspecto, a
clorexidina vem sendo amplamente investigada como agente antimicrobiano de
amplo espetro de atividade contra bactéria gram - positivas, incluindo S. aureus, e
Enterococcus (EATON, et al., 1997).
Diversos estudos têm demonstrado diminuição das pneumonias associadas à
ventilação quando a higiene oral é realizada com clorexidina veículo oral (0,12% ou
0,2%). Muitos protocolos preconizam a higiene da cavidade oral com clorexidina
oral, formulação de 0,12%, com uma pequena esponja, evitando lesões da cavidade,
três a quatro vezes ao dia. O profissional deve ficar atento às alergias, irritação da
mucosa ou escurecimento transitório dos dentes (CHELBIBICKI, et al.,2007).
A clorexidina é uma molécula catiônica que é rapidamente atraída pela carga
negativa da superfície bacteriana, sendo adsorvida à membrana celular por
interações eletrostáticas, provavelmente por ligações hidrofóbicas ou por pontes de
hidrogênio, e sendo essa adsorção concentração-dependente (ZANATTA, 2007). O
provável interesse em estabelecer um tratamento preventivo em unidades de terapia
intensiva utilizando a clorexidina como principal medicamento, para evitar um
possível desenvolvimento de infecções pulmonares nosocomiais, está relacionado
às várias características positivas que esse potente antimicrobiano possui como
amplo espectro de ação, não desenvolvimento de resistência bacteriana, poucos
efeitos colaterais, facilidade de aplicação e baixo custo (FAVERI et al., 2006).
Outra estratégia que visa a prevenção da Pneumonia Nosocomial é o
posicionamento do paciente no leito: a imobilização prolongada do paciente em
posição supina, configura um risco para Pneumonia Nosocomial (GUSMÃO et al.,
13
2005; ALCÓN, 2010). Pacientes que permanecem em posicionamento estático, em
posição supina apresentaram uma redução do transporte muco ciliar, atelectasia, e
fluxo pulmonar venoso alterado. Assim, as terapias, visando a mobilização e
posicionamento do paciente, tem sido estudadas com o intuito de prevenir
complicações pulmonares, e permitir as trocas gasosas e drenagem de secreção
respiratória. (DRAKULOVIC et al., 1999).
Segundo a ANVISA (2009), outro aspecto de grande relevância é a utilização
da interrupção diária da sedação e a avaliação da prontidão do paciente para a
extubação é parte integrante do Ventilator Bundle e têm sido correlacionadas com
uma redução do tempo de ventilação mecânica e, portanto a uma redução na taxa
de pneumonia associada à ventilação mecânica. Apesar dos benefícios gerados
pela interrupção diária da sedação, esta intervenção pode apresentar alguns riscos.
O exemplo disso está na extubação acidental, no aumento do nível de dor e
ansiedade e na possibilidade de assincronia com a ventilação, o que pode gerar
períodos de dessaturação. É importante implantar um protocolo de avaliação diária
da sedação, avaliar a prontidão neurológica para extubação, incluir precauções para
evitar a extubação acidental, tais como maior monitorização e vigilância, avaliação
diária multidisciplinar e implementação de uma escala a fim de evitar aumento da
sedação.
2.5
TRATAMENTO
Para se atribuir mortalidade à pneumonia nosocomial é necessário saber a
extensão da causa bacteriana e a população em que o paciente está inserido
(FAGON et al.,1996; CAVALCANTI, 2005).
A pneumonia nosocomial é conhecida por aumentar a taxa de morbidade e o
consumo de medicamentos em termos de uso e tempo de internação (ROSHENTAL,
2005). O tratamento se torna complicado devido ao grande número de potenciais
microrganismos multirresistentes. O contato com antibióticos e a permanência em
mais de uma semana no hospital são considerados fatores de riscos para a infecção
destes microrganismos (GARNACHO-MONTERO, 2005).
14
Sinais e sintomas de uma infecção severa, particularmente a pneumonia,
deve levar à terapia antimicrobiana. A terapia deve ser adequada (cobrir o patógeno
causal) e efetiva (adequadamente administrada e dosada) (MEHROTA, 2004).
Controvérsias indicam que a terapia só se deve iniciar após o resultado da
amostra microbiológica, e caso o diagnóstico seja clínico o uso de antibióticos de um
largo espectro a fim de minimizar um espectro inicialmente insuficiente (BRUN-
BUISSON, 2005). Portanto, a terapia antibiótica inicial deve ser para providenciar a
rápida cobertura para todos os patógenos prováveis e, em seguida, estreitar o
espectro antibiótico com base nos resultados de culturas quantitativas por exame
broncoscópico (SHENG, 2013).
O tratamento inicial para pneumonia nosocomial moderada, sem risco de
microrganismos multirresistentes, a fluoroquinolona (levofloxacina ou moxifloxacina),
ou amoxicilina/clavulanato mais um macrolídeo foram sugeridas (SANTOS E
FONSECA, 1998; SHENG, 2013).
Para pacientes com pneumonia nosocomial severa, com riscos de
microrganismos multirresistentes, longos períodos de assistência ventilatória, tem
sido indicada a utilização de aminoglicosídeos ou fluorquinolonas acrescido de um
dos seguintes antimicrobianos: betalactâmico + inibidor de betalactamase;
imipenem-cilastatinaceftazidima ou cefoperazone; aztreonam (no caso de bacilo
entérico gram - negativos); com ou sem vancomicina ou teicoplamina. (FRANCO,
1998; SANTOS E FONSECA, 1998; SHENG, 2013).
O atraso na terapia está associado com o aumento da taxa de mortalidade,
mesmo quando administrado o correto antibiótico. A seleção de antibióticos deve
contar com os dados locais de resistência aos antibióticos (BAI, 2013; SHENG
2013).
Como esperado o tratamento para a pneumonia nosocomial é empírico,
tendo em conta as grandes alterações na microbiologia da infecção (DIBARDINO,
2014).
15
3 MÈTODOS
O método utilizado foi uma revisão integrativa da literatura, a qual permite
que pesquisas anteriores sejam sumarizadas e conclusões estabelecidas a partir do
delineamento das pesquisas avaliadas, possibilitando a síntese e análise do
conhecimento científico acerca do tema investigado (BROOME, 2000).
As seguintes etapas foram seguidas: identificação do problema, seleção da
amostra, definição das informações a serem extraídas dos artigos selecionados,
apresentação e discussão dos resultados (WHITTEMORE, 2005).
Como guia da revisão, a seguinte pergunta foi formulada: O biofilme é um
fator de risco para a pneumonia nosocomial?
A seleção dos artigos foi feita através do CAPES periódicos, MEDLINE,
PUBMED e livros abordando o tema de periodontia.
As palavras-chave utilizadas foram: Pneumonia nosocomial/nosocomial
pneumonia; Biofilme oral/ oral biofilme; Medicina periodontal/ periodontal medicine.
As procuras foram limitadas em estudos humanos, em inglês ou português e
com a data base de 1966 a 2015.
Os artigos foram incluídos de acordo com o grau de relevância nas bases
bibliográficas indicadas acima e com uma leitura criteriosa do título e resumo, a fim
de verificar a adequação do artigo com a questão formulada.
16
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Referência
Fourrier et al.
1998
Tabela 4.1 - Associação entre biofilme e pneumonia
Modelo de
Estudo
Estudo de
caso
População
de Estudo
57 pacientes
na UTI
Resultados
Variáveis
Culturas da placa
dental foram
positivas em 103
unidades formadoras
de colônias / mL para
patógenos aeróbios
no
Positiva.
A quantidade de
placa dental em
pacientes com
enfermagem
domiciliar foi
significantemente
maior que em
pacientes de
consultório; 14,3%
dos mesmos
possuíam
colonização da
placa dental por
patógenos
respiratórios
comparados com
nenhum dos
Possível
relação entre
a placa dental
e doença
pulmonar
obstrutiva
crônica.
23% dos pacientes
no dia 0 ; 39% dos
pacientes no dia 5;
e 46% dos
pacientes no dia 10
Russel et al.
1999
Estudo de
caso
28 pacientes
crônicos em
casas de
repouso;
30 pacientes
ambulatoriais
de
consultório
Associação
O risco de
pneumonia
era
aumentado
em 9,6 vezes
quando a
placa era
colonizada por
esses
patógenos.
17
AgvaldOhman, 2003
Estudo de
caso
41 pacientes
submetidos à
ventilação
mecânica na
UTI
El-Solh et al.
2004
Estudo de
caso
49 pacientes
na UTI
DeRyke et al.
2005
Estudo
retrospectivo
206
pacientes em
UTI. 60
pacientes
foram
submetidos
aos critérios
de
diagnóstico
da
pneumonia.
pacientes de
consultório.
Bactérias
anaeróbicas e
gram-negativas
geralmente
colonizam a
traqueia
primeiramente, isso
indica rotas
exógenas ou todas
diretas do trato
gastrointestinal.
Negativa. O
autor não
levou em
conta as
condições
orais nesse
estudo.
Pneumonia pela
S.aureus se
desenvolveu no
pacientes
submetidos à
ventilação
mecânica e altas
taxas de
mortalidade foram
avaliadas.
Positiva
28 indivíduos
(57%) tinham
colonização em
suas placas dentais
por patógenos
anaeróbicos. A
etiologia da
pneumonia
nosocomial foi
documentada em
10 pacientes.
Positiva.
Placas dentais
colonizadas
por patógenos
anaeróbicos
são
importantes
reservatórios
para
pneumonia
nosocomial.
18
Borges et al.
2007
Estudo
transversal
30 pacientes
em UTI
As bactérias mais
freqüentemente
encontradas no
aspirado traqueal
dos pacientes
foram: S.
pneumoniae23, 3%
(7), P.
aeruginosa20% (6),
S. aureus 13,3%
(4),
Kleibsellapneumoni
ae13, 3% (4),
Candidaalbicans6,
6% (2),
Streptococcusαhemolítico
6,6% (2),
Staphylococcussp.
6,6% (2),
Acinetobacter
calcoaceticus –
baumaniicomplex
(A. calcoaceticus)
em 1 paciente
(3,3% do total de
pacientes),
Eschericia coli
(E.coli) 3,3% (1),
Enterobactercloaca
e (E. cloacae) 3,3%
(1).
Positiva.
A presença de
patógenos
respiratórios
no biofilme
bucal pode
servir de
reservatório
para microorganismos
associados
com
pneumonia
nosocomial
19
Awano et al.
2008
Estudo de
caso
697
pacientes
com 80 anos
ou mais
Amaral, 2009
Revisão de
literatura
Nenhum
Houmschild,
2009
Revisão de
literatura
Nenhum
Oliveira et al.
2011
Estudo de
caso-controle
211
pacientes em
UTI
108pessoas do estudo
morreram entre 1998 e
2002. Destes, 22
mortes foram devido à
pneumonia. A
mortalidade ajustada
devido a pneumonia foi
3,9 vezes maior em
pessoas com 10 ou
mais dentes com uma
profundidade de
sondagem superior a 4
mm (bolsa periodontal)
do que naqueles sem
bolsa periodontal
Positiva.
A presença
de bolsa
periodontal
pode estar
associada à
pneumonia
nosocomial.
A negligência aos
cuidados orais é
um fator de risco a
pneumonia
nosocomial
Positiva
A frequência de
pneumonia
nosocomial na
amostra
foi de 21,8%. A
ocorrência de
hipertensão e o
tempo de
internamento foram
maiores nos casos
do
que nos controles
(p ≤ 0,05). A falta
de uso de fio dental
e de enxaguatório
bucal foram
maiores no
grupo controle (p =
0,01)
Positiva,
Estudos
Positiva
demonstraram que
a doença
periodontal crônica
pode ter
associação com
doenças sistêmicas
A falta de
ações
preventivas à
saúde bucal
pode estar
associada à
pneumonia
nosocomial.
20
Roberts, 2011
Revisão de
literatura
Nenhum
Clorexidina também
foi eficaz na redução
da placa bacteriana
em pacientes
tratados no intensivo
cuidado e tinha o
potencial para
reduzir a infecção
nosocomial
Positiva,
embora ele
afirme que
estudos mais
aprofundados
são
requisitados.
Agado et al.
2012
Revisão de
literatura
Nenhum
7 estudos bem
estruturados, 3
revisões de
literatura,5
controles de caso e
4 estudos
retrospectivos
suportam a
associação entre a
pneumonia
nosocomial; 2
estudos com baixa
qualidade de
evidências indicam
resultados
conflituosos.
Positiva,
embora ele
afirme que a
associação
ainda seja
hipotética.
21
Bergan, 2013
Estudo de
caso
226
pacientes
submetidos à
cirurgias
cardíacas
19 (8.4%)
pacientes
adquiriram
pneumonia
nosocomial.
Mortalidade em
pacientes sem
pneumonia 9/208
(4.32%) x 6/19
(33.3%). Número
reduzido quando
comparado aos 6
meses anteriores à
pesquisa.
Positiva.
Protocolo de
higiene oral
reduz a
prevalência de
pneumonia
nosocomial.
Cutler, 2013
Estudo de
caso controle
528
pacientes
antes da
implementação da
clorexidina
0,12% e 559
pacientes
após a
implementação
47 de 528
pacientes
adquiriram
pneumonia antes
da mudança. 24 de
559 pacientes
adquiriram
pneumonia após a
mudança.
Positiva.
Relativa
redução de
risco após a
mudança de
hábito.
22
Alotaibi, 2014
Estudo
qualitativo
215
enfermeiras
entrevistadas
Orientações sobre
higiene oral podem
contribuir para a
redução da
morbidade e
mortalidade da
pneumonia
associada à
ventilação
mecânica.
Positiva
Barnes, 2014
Revisão de
literatura
Nenhum
Positiva
Maeda, 2014
Estudo de
caso controle
63 pacientes
idosos
internados na
UTI. Trinta e
um
submetidos à
intervenção
oral e 32 não.
O cuidado oral em
pacientes
internados na UTI
pode reduzir o
sofrimento,
morbidade e
mortalidade
associado à
pneumonia
nosocomial.
Após o início da
intervenção de
higiene oral, a
incidência de
pneumonia,
número de dias
com febre,
administração de
antibióticos,
exames de sangue
e radiográficos
foram reduzidos de
1.20 para 0.45,
24.57 para
17.48, 25.52 para
10.12, 10.91 para
6.54, e 6.33 para
3.09 %.
Positiva.
O cuidado
oral diário
pode reduzir a
incidência de
pneumonia.
23
Muller, 2015
Revisão de
literatura
Nenhum
De acordo com as
evidências
científicas no
trabalho, sua
conclusão foi de
que a higiene oral
diminui a
incidência,
morbidade e
mortalidade
associadas à
pneumonia
nosocomial em
pacientes idosos.
Positiva.
Seguindo a estratégia de pesquisa descrita anteriormente, a busca no CAPES
periódico, PUBMED E MEDLINE renderam setenta e cinco (75) artigos pré-
selecionados sobre pneumonia nosocomial, vinte (20) artigos sobre o biofilme oral e
dois (2) sobre metodologia de pesquisa. Todos os temas foram complementados
com quatro (4) livros de periodontia e medicina periodontal. Esta combinação somou
cento e um (101) títulos.
Os títulos e resumos foram lidos e sessenta e quatro (64) estudos foram
identificados como relevantes para o objetivo da pesquisa. Dentre eles vinte e um
(21) são estudos de caso e quarenta e três (43) são revisões de literatura.
Dentre os sessenta e quatro artigos, vinte (20) foram selecionados para
estabelecer a discussão do presente trabalho, pois estes tratavam exclusivamente
da relação entre o biofilme e a pneumonia.
A importância de atentar para a saúde oral de pacientes que permanecem
sob cuidados hospitalares nas unidades de tratamentos intensivos é um tema que
aos poucos tem ganhado espaço entre os estudos, principalmente por envolver
casos de pneumonia nosocomial. E através do presente estudo torna-se notória a
relação do biofilme oral com a pneumonia nosocomial, pois todos os 20 artigos
relacionando esse tema chegaram à mesma conclusão. Dentre as diversas causas
etiológicas da pneumonia nosocomial, estudos têm mostrado o biofilme oral como
um fator de risco importante para o seu desenvolvimento, uma vez que, a cavidade
24
oral pode servir como um reservatório para a colonização dos patógenos
respiratórios.
A instauração dessa doença se dá por contaminação de patógenos
respiratórios
presentes
Streptococcuspneumoniae;
Serratiamarcescens;
na
cavidade
oral,
como
Moraxellacatarrhalis;
Proteusmirabilis;
Staphylococcus
Escherichiacoli;
aureus;
Klebsiellapneumoniae;
Enterobactercloacae;
PseudomonasaeruginosaC. albicans , α-hemolyticstreptococcusStaphylococcus sp. ,
A. calcoaceticus e E. cloacae (BORGES et al., 2007, EL-SOLH et al., 2004;
BARNES et al., 2014). Os patógenos oriundos do meio hospitalar podem se instalar
nas superfícies dos dentes, próteses, mucosa bucal e respectivo biofilme. (EL-SOLH
et al. 2004; Barnes et al.,2014). Sendo antagônico a essa linha de estudo, Agvaldo-
Öhman, 2003, não levou em consideração o biofilme oral como precursor à
pneumonia nosocomial, mas sim aspiração de conteúdo gástrico colonizado por
patógenos, aspiração de secreções da orofaringe a partir das amigdalas evitando o
mínimo contato com a língua e propagação de microrganismos a partir de outros
pacientes ou pessoal da enfermaria.
Sabe-se que em pacientes internados em UTI’ s, a rápida colonização por
patógenos aeróbios se dá devido a alterações na barreira antibacteriana local, tais
como: ressecamento da mucosa oral, lesão epitelial, diminuição da secreção de
saliva. Estudos como de Russel et al,1999 mostram que pacientes atendidos em UTI
tem mais chances de adquirir pneumonia nosocomial do que os que estão sendo
atendidos em centros ambulatoriais, pois este ultimo grupo apresentou menor
quantidade de biofilme presente na cavidades oral, devido a melhor condição de
higiene. Em UTI, pacientes, ocasionalmente tem a necessidade de serem sedada,
vista disso, há uma diminuição na produção salivar, resultando na xerostomia e
também há um declínio de imunoglobulinas e enzimas antimicrobianas da saliva,
como a lactoferrina, lisozima e lactoperoxidas, que são de extrema importância para
a manutenção da saúde (OLIVEIRA et al.,2011). Devido à xerostomia, a qualidade
de vida do doente é afetada, como fora mencionado anteriormente, como também a
dificuldade em engolir e falar, língua fissurada, língua pilosa, ardência bucal,
candidíase, ulceração dolorosa da língua e membranas mucosas e mucosites
(BARNES et al.,2014).
25
Trabalhos apontam para o uso de gluconato de clorexidina a 1% juntamente a
uma remoção mecânica do biofilme para uma eficaz prevenção às infecções
respiratórias (AMARAL, 2009; ROBERTS, 2011; CUTLER, 2013), como a
pneumonia nosocomial. A importância de profissionais lançarem mão destes
procedimentos de prevenção, é devido à estudos que revelaram que após 48 horas
de admissão em UTI, pacientes já apresentam colonização patogênica.(DERYKE et
al., 2005; AMARAL et al.,2009 ) Um segundo estudo demonstrou que, após cinco
dias de internação em UTI, os pacientes que desenvolveram pneumonia nosocomial
tinham sua etiologia bacteriana relacionada à composição bacteriana do biofilme
(FOURRIER et al., 1998).
Pacientes idosos, por apresentarem maior dificuldade na coordenação
motora, e às vezes uma visão debilitada, necessitam de uma assistência no
momento da higienização oral. Quando não a tem, o acúmulo de biofilme é
agravado, acarretando na aspiração dos patógenos presentes nesse acúmulo de
biofilme, refletindo, posteriormente na incidência de pneumonia, culminando no
aumento de mortalidade por pneumonia (MULLER, 2015; MAEDA, 2014;
HAUMSCHILD et al., 2009, AWANO et al. 2008, BERGAN et al., 2013).
Maeda 2014, em seu trabalho avaliou a aplicação de um protocolo de
cuidados orais (PCO) em pacientes idosos com alimentação restrita, e tal protocolo
abrange a escovação de dentes e língua, dente, limpeza da mucosa oral usando um
pincel de esponja, aplicação de solução de clorexidina 0,2%, e hidratação da
cavidade oral com glyceryl gel polimetacrilato. O PCO era aplicado todos os dias por
uma equipe de enfermagem. Os pacientes foram classificados em dois grupos de
acordo com a intervenção PCO recebidos. Grupo 1 foi composto por pacientes que
tiveram a intervenção PCO a partir de julho de 2012 a junho de 2013, e Grupo 2
consistia em pacientes que não têm intervenção PCO de julho de 2011 a junho de
2012 e serviram como controle. A analise dos resultados mostrou que pacientes do
grupo 1, ou seja, que receberam os cuidados tiveram menor índice de pneumonia
nosocomial comparado com o grupo 2 que teve maior índice de diagnóstico de
pneumonia. No entanto esse protocolo não é uma prática costumeira, pois algumas
equipes de enfermagem alegam que a higiene oral é uma intervenção para o
conforto do paciente, não sendo vista com tamanha relevância que tem diante do
quadro de pneumonia nosocomial (BARNES et al.,2014).
26
Um dos fatores de risco à pneumonia em idosos é a disfagia, onde muitos
pacientes apresentam dificuldades de engolir, desta maneira, tendo que lançar mão
de uma sonda, se fazendo necessário um trabalho em equipe interdisciplinar, como
fonoaudiólogos, dentistas e médicos (BARNES et al.,2014; SCANNAPIECO et
al.,2014). Essa disfagia pode ser causada pela doença de Parkinson, de Alzheimer,
acidente vascular cerebral, e outras condições neuro-degenerativas. A sonda, como
também a ventilação mecânica ,quando introduzidos, eles alteram todo mecanismo
de defesa do paciente estando suscetíveis à pneumonia, pois as defesas normais de
seus organismos estão debilitadas, bloqueadas ou sem funcionar durante a
presença dos aparelhos (SCANNAPIECO et al.,2014;).
É de suma importância ressaltar que pacientes que fazem uso da ventilação
mecânica, necessitam da assistência de um profissional devidamente treinado para
colocar em prática o protocolo de higienização oral, com o intuito de minimizar a
contaminação por patógenos respiratórios, diminuindo os casos de pneumonia
nosocomial em UTI, por consequência diminui-se os altos custos que são
direcionados aos manejos de pacientes portadores de pneumonia nosocomial.
(ALOTAIBI et al.,2014; AMARAL,2009).
Por fim, através deste estudo fica claro que a prevenção, ou seja, a inserção
de protocolos preventivos, o monitoramento e a descontaminação da cavidade oral
dos pacientes em UTI por profissionais competentes são a chave para a redução da
colonização pulmonar por patógenos orais e, consequentemente, da diminuição da
incidência de pneumonias nosocomiais.
27
5 CONCLUSÃO
A ausência de cuidados bucais adequados coloca o paciente em risco de
adquirir pneumonia nosocomial. A pneumonia é uma doença infecciosa mórbida e
prevalente que representa cerca de 15% de todas as infecções adquiridas em
hospital, prolongando a internação dos pacientes. Devido à gravidade dessa doença,
é absolutamente necessário que a equipe médica conheça muito bem os fatores de
risco associados ao desenvolvimento da pneumonia adquiria em hospital. Pacientes
com ventilação mecânica, especialmente, correm risco de adquirir pneumonia,
porque as defesas normais do organismo e os mecanismos de eliminação de
secreções
são
impedidos
pelos
aparelhos
de
respiração
assistida.
O
estabelecimento e a implementação de estratégias eficazes de prevenção da
pneumonia, como cuidados bucais são essenciais para reduzir a sua ocorrência,
isso requer um entendimento claro do papel do ambiente bucal no desenvolvimento
da pneumonia.
28
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