Anais - União Latino-Americana de Tecnologia

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Anais - União Latino-Americana de Tecnologia
I ERIC
I ENCONTRO REGIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Faculdade ULT - União Latino-Americana de Tecnologia
24 a 26 de Outubro de 2012
Faculdade União Latino-Americana de Tecnologia - Jaguariaiva
I ERIC
UNIÃO LATINO-AMERICANA DE TECNOLOGIA
Diretor Geral
José Carlos de Carvalho
Secretária Geral
Sandra Mendes de Souza
Coordenações de Curso
Daniella Cristina Magossi – Engenharia Florestal
Erivelton César Stroparo - Biocombustíveis
Rosangela Lascosk Massinhan
Direito
Os Anais do I Encontro Regional de Iniciação Científica Da União Latino-Americana De Tecnologia foi licenciado com
uma Licença Creative Commons 3.0 não adaptada.
União Latino-Americana de Tecnologia. Biblioteca Central
Anais do I Encontro Regional de Iniciação Científica. Jaguariaiva, 2012.
ISSN 1808-8910.
1.Anais. 2. Iniciação científica.
CDD : 001.4
Ficha catalográfica elaborada pela ULT /Biblioteca Central
Depósito legal na Biblioteca Nacional
União Latino-Americana de Tecnologia
Rua Santa Catarina, 04
84200-000 – Jaguariaíva– Paraná
Fone/fax: (43) 3535-2830
e-mail: [email protected]
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
EQUIPE ORGANIZADORA
HELIO FERNANDO DE OLIVEIRA JUNIOR
DANIELLA CRISTINA MAGOSSI
ERIVELTON CÉSAR STROPARO
ROSANGELA LASCOSK MASSINHAN
COMISSÃO CIENTÍFICA
ADRIANA SANTANNA
ALAN MIRANDA
DIRCEIA ANTUNES DE OLIVEIRA
EDDY CLEBER DALSSOTO
FELIPE MARTINS DE OLIVEIRA
GEVERSON LUCAS SCHUBBER
JEFFERSON MASSINHAN
KASSIMA KARINA GIGLIOLLA ALMEIRA ROCHA
LEONARDO VON LINSINGEN
LILIAN CRISTINA LOPES SCHUBER
MARCOS VINICIUS MARTINS BOSSACO
RODRIGO SIMIONATO
STANLEY MAGNO DE OLIVEIRA MELO
VITOR CESAR MIESSA COELHO
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
INSTITUCIONAL
A Faculdade Jaguariaíva iniciou suas atividades em fevereiro de 2003 com os cursos de
Engenharia Florestal e Turismo, sendo uma turma de cada curso no período noturno. Em 15 de
abril de 2003, o Ministério da Educação autorizou o funcionamento do curso de Direito e em junho
de 2009 o curso de Turismo teve sua primeira turma reconhecida pelo MEC, deixando de ser
ofertado desde então. No mês seguinte houve o reconhecimento do curso de Engenharia
Florestal e em outubro de 2010 foi a vez do curso de Direito ter o reconhecimento do MEC.
Em 2011 a Faculdade Jaguaráíva inovou mais uma vez ao estabelecer parceria com a ULT –
União Latino-Americana de Tecnologia e continuou oferecendo cursos modernos e garantindo a
qualidade no ensino. A ULT acredita que a partir de uma sólida formação, os alunos podem
concentrar sua área de interesse nas disciplinas que melhor atendam aos seus objetivos
particulares de atuação profissional. A qualificação do corpo docente é um grande diferencial da
ULT. Os professores são profissionais respeitados, com ampla experiência profissional e
acadêmica. Ao decidir ingressar na ULT, o estudante terá o apoio de uma estrutura avançada e
projetada para facilitar o acesso ao conhecimento e proporcionar o melhor ensino de nível
superior. E mais recentemente, iniciando com o curso Tecnólogo em Biocombust
Ao concluir o curso, o aluno levará da ULT o conhecimento teórico e prático em dia com as
demandas de sua área, o prestígio e o bom relacionamento com o mercado, além de uma
formação profissional de qualidade.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
APRESENTAÇÃO
A Faculdade União Latino-Americana de Tecnologia, por meio da Coordenação de
Iniciação Científica e Extensão, com apoio dos Departamentos de Engenharia Florestal,
Direito e Biocombustíveis, e de outras instituições e empresas, promoverá de 24 a 26 de
Outubro de 2012, o I Encontro Regional de Iniciação Científica.
O I ERIC é um evento significativo para o fortalecimento da iniciação científica e pesquisa
na região. Espera-se que seus resultados reflitam de forma positiva tanto na
região
como no Estado.
Este evento que pretende consolidar-se como uma das reuniões científicas da área de
Iniciação Científica no estado do Paraná, deverá receber um número expressivo de
inscritos entre professores, pesquisadores, estudantes e profissionais de diversos
segmentos do conhecimento. A qualidade das palestras, apresentações de trabalhos,
além da presença de renomados profissionais e pesquisadores, serão características
marcantes deste evento que contribuirá decisivamente para o desenvolvimento científico
da nossa região.
Considerando a sua importância não apenas para o meio acadêmico, como para o
município de Jaguariaíva e região, esperamos contar com sua participação.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
Comissão Organizadora do I ERIC
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
SUMÁRIO
ESTADO DA ARTE DAS PESQUISAS SOBRE MICROPROPAGAÇÃO DE ESPÉCIES
FLORESTAIS FRUTÍFERAS. ................................................................................................................ 10
COMPORTAMENTO DO BUFFER DE Pinus taeda L. (Pinaceae) EM DIFERENTES IDADES. ... 12
ANÁLISE COMPARATIVA NA DETERMINAÇÃO ALTIMÉTRICA EM DUAS DIFERENTES
ÁREAS DE ESTUDO UTILIZANDO TOPOGRAFIA CONVENCIONAL E SISTEMAS GLOBAIS DE
NAVEGAÇÃO POR SATÉLITE ............................................................................................................. 15
MONITORAMENTO DE UM FRAGMENTO DE VEGETAÇÃO FLORESTAL NO PARQUE
AMBIENTAL DR. RUY CUNHA, JAGUARIAÍVA – PARANÁ. ............................................................ 18
RESISTÊNCIA DE MADEIRA DE Tectona grandis l.f. A FUNGOS XILÓFAGOS EM SIMULADOR
DE CAMPO. ............................................................................................................................................ 23
AVALIAÇÃO DO PODER CALORÍFICO DE DIFERENTES BIOMASSAS EM EMPRESAS
PAPELEIRAS .......................................................................................................................................... 25
EFEITO DE DIFERENTES SUBSTRATOS NO CRESCIMENTO EM VIVEIRO DE Eucalyptus
urocam (E. urophylla. S. T. Blake x E. camaldulensis. Dehnh). ......................................................... 27
ANÁLISE IN VITRO DO EFEITO DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DE Tectona grandis Linn.
(Verbenaceae) OBTIDO DIFERENTES CONDIÇÕES DE TERMOTRATAMENTO E IN NATURA
SOBRE O FUNGO Agrocybes perfecta (Rick) Singer ........................................................................ 30
HERBÁRIO DA FACULDADE ULT – FACULDADE UNIÃO LATINO-AMERICANA DE
TECNOLOGIA (FJAR) ........................................................................................................................... 32
AVALIAÇÃO NA QUALIDADE DA CELULOSE FAZENDO COMPARATIVO ENTRE PROCESSO
KRAFT CONVENCIONAL E PROCESSO KRAFT COM ADIÇÃO DE ANTRAQUINONA .............. 34
OTIMIZAÇÃO DA TRANSFERÊNCIA DE CALOR NO COLCHÃO DE MDF ANTERIOR A FASE
DE PRENSAGEM (MEDIUM DENSITY FIBERBOARD) .................................................................... 37
ANÁLISE DAS ESPÉCIES ARBÓREAS UTILIZADAS PELAS AVES COMO SUBSTRATO PARA
A CONSTRUÇÃO DOS NINHOS NO PARQUE ESTADUAL DO CERRADO. ................................ 41
PRODUÇÃO DE ÁLCOOL DE BATATA-DOCE E OTIMIZAÇÃO DO PROCESSO DE HIDRÓLISE
VIA ENZIMAS PURIFICADAS ............................................................................................................... 45
CRIAÇÃO DE UM SIG UTILIZANDO UM SOFTWARE LIVRE E OUTRO DE BAIXO CUSTO
PARA O PRODUTOR FLORESTAL ..................................................................................................... 47
ESTUDO COMPARATIVO DO CRESCIMENTO ENTRE 4 ESPÉCIES DE Eucalyptus
(Myrtaceae). ............................................................................................................................................ 50
DEFORMAÇÃO CÔNCAVA (ENCANOAMENTO) NO PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE
MOLDURAS FLAT JAMBS.................................................................................................................... 51
A INTER-RELAÇÃO DA MATA CILAR COM O MEIO ........................................................................ 53
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
ANÁLISE QUANTITATIVA DE DADOS PARA AJUSTE ESTATÍSTICO DE RELAÇÃO
HIPSOMÉTRICA PARA UM POVOAMENTO DE Pinus elliottii NA REGIÃO DE ITAPIRAPUÃ
PAULISTA – SP...................................................................................................................................... 55
USO DO FATOR DE FORMA NO AJUSTE DE EQUAÇÕES DE ESTIMATIVA DE VOLUME
INDIVIDUAL ............................................................................................................................................ 59
AÇÃO DO FUNGO XILÓFAGO Agrocybes perfecta (Rick) E A INFLUÊNCIA DE
TERMOTRATAMENTO NA ANATOMIA DOS ELEMENTOS TRAQUEAIS E FIBRAS DE Tectona
grandis Linn. (Verbenaceae) ................................................................................................................. 62
WPC – WOOD PLASTIC COMPOSITE NO USO DE VIGAS ESTRUTURAIS ................................ 64
ESTADO DA ARTE NA DAS PESQUISA EM ANATOMIA VEGETAL NO BRASIL. ....................... 66
AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ÓLEO A PARTIR DE MICROALGAS EM AMBIENTE NORMAL
E SOB CONDIÇÕES DE STRESS ....................................................................................................... 69
TRANSFORMAÇÃO DE METRO ESTÉREO (ST) DE MADEIRA PARA ENERGIA EM TON. ...... 71
TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS DA INDÚSTRIA DE PAPEL IMPRENSA
EMPREGANDO OZÔNIO. ..................................................................................................................... 73
AVALIAÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA DE POVOAMENTO DE Eucaliptus grandis NA
FAZENDA SANTO INÁCIO – RIVERSUL/SP ...................................................................................... 76
ANÁLISE DOS RESULTADOS DE TESTES DE TRAÇÃO PERPENDICULAR DE MDF COM
DIFERENTES DENSIDADES E TEORES DE RESINA. .................................................................... 83
REVISÃO DE CONCEITOS SOBRE FATORES HUMANOS E CONDIÇÕES DE TRABALHO NA
ÁREA FLORESTAL ................................................................................................................................ 85
VIABILIDADE ECONÔMICA DE UMA ÁREA DE PRODUÇÃO DE SEMENTES DE Eucalyptus
dunnii Maiden (Myrtaceae) .................................................................................................................... 87
Percepção de jovens e adolescentes com relação ao Marketing Ambiental e “Greenwashing”. .... 90
CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL OU PARAFISCAL COMO CONTRIBUIÇÃO CORPORATIVA À OAB
.................................................................................................................................................................. 97
O DIREITO PENAL SIMBÓLICO COMO UM RESULTADO DO IRRACIONALISMO PÓSMODERNO ATRAVÉS DA BIOÉTICA NA SOCIEDADE BRASILEIRA URBANIZADA ................ 103
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
RESUMOS
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
ESTADO DA ARTE DAS PESQUISAS SOBRE MICROPROPAGAÇÃO DE
ESPÉCIES FLORESTAIS FRUTÍFERAS.
Sabrina da CUNHA CAMPOS, Hélio Fernando de OLIVEIRA JUNIOR. Faculdade ULT – União LatinoAmericana de Tecnologia. E-Mail: [email protected]
Resumo: O artigo caracteriza a técnica de cultura de tecidos in vitro como forma de propagação de
espécies florestais frutíferas pois, como o Brasil possui destaque na produção de frutas no mundo, ficando
atrás apenas da China e da Índia, necessitando de grandes produções, a micropropagação torna-se muito
favorecida, considerando que uma das suas inúmeras vantagens é a possibilidade de multiplicar grandes
quantidades de uma espécie numa área reduzida, o que pode aumentar ainda mais o destaque brasileiro
no comércio mundial de frutas. O objetivo deste trabalho foi tornar público uma analise bibliográfica, tal
como o estado da arte das pesquisas sobre micropropagação de espécies florestais frutíferas, realizadas no
período de 1989 a 2011, disponíveis no Banco de Teses da Capes. Foram analisadas 625 estudos sobre
micropropagação, onde 81 possuíam frutíferas como seu tema principal.
Palavras Chave: Micropropagação. Frutíferas. Estado da Arte
Introdução
A cultura de tecidos é um conjunto de
técnicas e metodologias que utilizam fragmentos de
tecidos vivos, chamados explantes, com o objetivo
de produzir órgãos, como brotos, raízes ou
embriões somáticos que regeneram uma planta
completa em um meio de cultivo nutritivo e em
condições
assépticas
e
favoráveis
(CARVALHO,1999).
A
micropropagação
é
indiscutivelmente a técnica de cultura de tecidos
mais usada atualmente devido as suas inúmeras
vantagens, como a possibilidade de multiplicar
grandes quantidades de plantas em uma área
reduzida e a redução do tempo de multiplicação dos
tecidos.(LAMEIRA, LEMOS, MENEZES, PINTO,
2000).
Como o Brasil, depois da China e da Índia,
é o maior produtor de frutas no mundo (BASTOS,
MELLO, OLIVEIRA, PINTO, RIBEIRO,2010), o uso
da micropropagação para a produção de frutíferas é
de extrema importância, o que é provado pelas
inúmeras pesquisas realizadas sobre o assunto.
Com isso, o presente trabalho tem como objetivo
analisar a bibliografia contida no Banco de Teses da
Capes em relação à micropropagação de espécies
florestais frutíferas.
Material e Métodos
O trabalho caracteriza-se como uma análise
bibliográfica realizada a partir da leitura dos
resumos de teses e dissertações encontradas no
Banco de Teses da Capes.
Com o assunto micropropagação, foram
encontrados e analisados 625 e, os que possuíam o
tema relacionado à micropropagação de espécies
florestais frutíferas foram dispostos num banco de
dados.
Resultados e Discussão
Através das analises realizadas nos
resumos, foram encontrados 61 dissertações de
mestrado e 20 teses de doutorado, totalizando 81
estudos relacionados à micropropagação de
espécies florestais frutíferas que foram defendidas
no período de 1989 a 2011, com destaque para as
pesquisas relacionadas à macieira (Malus sp) que
contou com 17 estudos, sendo 13 dissertações e 4
teses.
Conclusões
A conclusão do trabalho está em andamento.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Referências
LAMEIRA, O.A.; LEMOS, O.F.; MENEZES, I.C.
de; PINTO, J.E.B.P. Cultura de tecidos
(manual). Belém: Embrapa Amazônia Oriental,
2000. 41p. (Embrapa Amazônia Oriental.
Documentos, 66).
CARVALHO,
J.M.F.C.
Técnicas
de
micropropagação.
Campina
Grande:
EMBRAPA-CNPA, 1999. 39p. (Embrapa
CNPA. Documento, 64).
RIBEIRO, J. M.; BASTOS, D. C.; MELO, N. F.
de; OLIVEIRA, E. A. G. de; PINTO, M. dos S.
T. Produção de mudas micropropagadas de
videira, maguenira e goiabeira. Petrolina:
Embrapa Semiárido, 2010. 21p. ( Embrapa
Semiárido, Documento, 232).
VASCO, A. P.; ZAKRZEVSKI, S. B. B. O
ESTADO DA ARTE DAS PESQUISAS SOBRE
PERCEPÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL.
Erechim: Perspectiva, 2010. p.17-28. v.34,
n.125.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
11
COMPORTAMENTO DO BUFFER DE Pinus taeda L. (Pinaceae) EM
DIFERENTES IDADES.
Rurian Ribeiro de MELO. Daniella Cristina MAGOSSI. União Latino Americana de Tecnologia,
Jaguariaiva, Engenharia Florestal. E-Mail: [email protected]
Resumo: Esta pesquisa está em fase de análise e retrata no cenário fabril produtores de painéis, celulose e
papel, o comportamento da condição de tamponamento de Pinus taeda L. em cinco diferentes idades que
circundam as mesmas utilizadas durante estes processos produtivos, mostrando como se apurar estes
resultados a partir da metodologia de análise, e suas vantagens buscando assim conhecer esta variável
bem como as variações de qualidade que estão correlacionadas com esta capacidade química da madeira
que pode interferir diretamente na qualidade do produto final, fazendo com que os produtores possam
obter conhecimento e domínio sobre o processo refletindo na sua atividade fabril e empresarial. A
condição de tamponamento também conhecida como Buffer é pouco conhecida, portanto este objetiva
conhecer esta capacidade química através de análises laboratoriais. Esta capacidade têm ligação direta ao
processo natural de decomposição devido aumento de ácido orgânico que reflete diretamente no
potencial hidrogenioiônico que afeta a capacidade tamponante, podendo refletir em variações nos
processos produtivos podendo afetar a qualidade do produto.
Palavras Chave: Tamponamento. Processo. Qualidade.
Introdução
A capacidade tamponante de uma solução
tampão é, qualitativamente, a habilidade desta
solução de resistir a mudanças de pH frente a
adições de um ácido ou de uma base.
Quantitativamente, a capacidade tampão de
uma solução é definida como a quantidade de
matéria de um ácido forte ou uma base forte
necessária para que 1,00 L de solução tampão
apresente uma mudança de uma unidade no pH
(Skoog et al., 1996).
A razão fundamental de uma solução
tampão resistir a mudanças de pH resulta do fato de
que íons hidroxônio ou hidroxila quando adicionados
a este tipo de solução, reagem quantitativamente
com as espécies básicas e ácidas presentes,
originando o ácido fraco e a base fraca,
respectivamente.
Intuitivamente, é fácil constatar que quanto
maior a concentração das espécies do tampão,
maior será a quantidade de íons hidroxônio ou íons
hidroxila necessários para a conversão completa
dessas espécies a ácidos fracos e bases fracas. Ao
final desta conversão, a razão entre a espécie
predominante e a de menor quantidade do tampão
torna-se elevada e a solução deixa de ser um
tampão.
A solução feita através da análise de buffer
da madeira resulta numa solução com ácidos fracos
que possuem capacidade de equilibrar o pH da
solução em meio a um ácido forte.
O ácido é classificado como forte ou fraco
pela sua capacidade de troca iônica pela liberação
de hidrogênio na solução. Sendo que o ácido forte
possui a capacidade de liberar íons H+ baixando o
pH da solução.
O acido fraco também libera íons H+ porém
tem a capacidade de manter o equilíbrio do pH da
solução até um ponto de saturação. Sendo que a
partir disso a acidez da solução não é mais
equilibrada.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Em processos fabris a questão ainda é
pouco conhecida, porém é de grande importância,
pois a partir dos resultados desta pode se indicar a
capacidade de absorver variações de pH no
decorrer do processo podendo então se ter maior
controle.
Em produções madeireiras geralmente de
painéis onde se utilizam resinas a base de uréia,
melamina, e fenol formol o pH é uma variável
importante pois possui relação direta com o tempo
de cura da resina sendo que quanto menor o pH
menor será o tempo de cura. Em processos de
produção de painéis em prensas continuas os
problemas podem ser estender a sobrecura também
chamada de pré cura que é caracterizada pela
quebra dos polímeros devido a rápida reação
química resultando em menores resultados de
resistência o que é o fator primordial para a
produção e qualidade do produto.
Em produções de celulose e papel o pH da
madeira é uma variável que pode influenciar na
instabilidade da fibra, resultando diretamente no
produto final devido problemas de uniformização e
homogeneidade da fibra quanto ao tamanho da
parede celular influenciando diretamente na
resistência e estabilidade do produto onde quanto
menor o pH, mais enrijecida a fibra e quanto menor
o pH a fibra incha facilitando a desfiblilação
melhorando assim entrelaçamento entre as fibras
melhorando o acabamento superficial assim como a
resistência do papel.
Sendo
assim
esta
condição
de
tamponamento alia-se ao processo como uma fonte
de equilíbrio.
A madeira é consideravelmente resistente a
ação de solventes e de substâncias químicas. Não
se conhece qualquer solvente capaz de dissolver a
madeira sem que ocorra um ataque químico. Em
parte tal característica é decorrente da complexa
estrutura química da madeira: a aplicação de um
solvente ou a reação com uma substância química
que pode ter efeito em alguns dos componentes
químicos da madeira pode não ter qualquer ação
sobre os demais constituintes. A diferença de
comportamento da lignina e dos polissacarídeos
evidencia esta característica, permitindo até a sua
separação.
A madeira não é atacada em temperatura
ambiente por solventes neutros e água fria, os quais
solubilizam somente substâncias extrativas. Esta
extração é relativamente rápida se a madeira for
reduzida a pequenos pedaços, e a quantidade de
substâncias extraídas não aumenta de forma
significativa depois de certo tempo, mesmo
utilizando-se novas quantidades do solvente. A
quantidade de substância extraída pela água
I Encontro Regional de Iniciação Científica
aumenta significativamente com a elevação da
temperatura. Tal fato decorre do aumento de acidez
causada pela hidrólise dos grupos acetila formando
ácido acético. O pH do extrato chega a 3,5 ~ 4,5.
Então praticamente ocorre uma extração com ácido
fraco e aparecem produtos de hidrólise tanto de
polissacarídeos como de lignina.
Ao contrário do que ocorre com a água fria,
a quantidade de substâncias extraídas com água
quente aumenta com o aumento do tempo de
extração.
O Buffer é uma análise que têm a finalidade
de medir a quantidade em ml de ácido forte titulado
em uma solução com CT (capacidade tamponante).
Logo a quantidade de acido gasta resulta na faixa
de absorção de variações e de sustentar o equilíbrio
da solução.
Teoricamente quanto ao pH da madeira a
quanto mais velha, maior quantidade de ácido
orgânico devido a degradação do material e as
demais condições de envelhecimento. Logo tendo
menor pH resultando em uma menor faixa de
absorção de variação pois o limite de saturação é
dada a uma faixa padrão.
As madeiras mais jovens possuem uma
maior capacidade de tamponamento, pois o
processo de degradação é pequeno. Logo a
condição de absorver variações de ph é maior.
Material e Métodos
Os ensaios serão realizados com 20
amostras de cavaco de Pinus taeda L. de 5, 8, 14,
18 e 22 anos para cada idade coletadas de um
povoamento homogêneo com as mesmas
condições de sitio.
Logo para estas será adotada a
metodologia específica para Ph:
Então os dados serão base para elaboração
de Indicadores
Utilizar como suporte pesquisas bibliográficas e
artigos específicos relacionados à área para a
indicação dos efeitos e variações desta variável.
Resultados e Discussão
O material apresenta-se em fase de análise.
Agradecimentos
A todos os envolvidos que auxiliam e participam
para esta fase de aprendizado.
Referências
Condições de tamponamento disponível em:
http://www.grupoocka.com.br/index.php?option=c
om_content&view=article&id=85&Itemid=66
13
http://www.scielo.br/pdf/qn/v23n3/2828.pdf
http://ipef.br/publicacoes/scientia/nr10/cap05.pdf
http://www.revistaret.com.br/ojs2.2.3/index.php/ret/article/view/16
http://www.ipef.br/publicacoes/ctecnica/nr068.pdf
Química da madeira disponível em:
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/quimic
adamadeira/quimicadamadeira.pdf
pH e condutividade disponível em:
http://pt.scribd.com/doc/47215033/A-importanciada-medicoes-de-pH-e-condutividade-para-aindustria-de-celulose-e-papel-Luiz-Antonio
I Encontro Regional de Iniciação Científica
14
ANÁLISE COMPARATIVA NA DETERMINAÇÃO ALTIMÉTRICA EM DUAS
DIFERENTES ÁREAS DE ESTUDO UTILIZANDO TOPOGRAFIA
CONVENCIONAL E SISTEMAS GLOBAIS DE NAVEGAÇÃO POR
SATÉLITE
Rubens BASSANI NETO, Daniela Cristina MAGOSSI.. Faculdade União Latino-Americana
Tecnológica, Campus Jaguariaíva, Engenharia Florestal. E-Mail: [email protected]
Resumo: O estudo altimétrico de um terreno planimétricamente conhecido subsidia a área de
engenharia em geral para diversos estudos. Qualquer novo empreendimento necessita
preliminarmente de uma planta planialtimétrica, para assim auxiliar nas tomadas de decisões
sobre este novo empreendimento. Os equipamentos de topografia possuem algumas limitações,
por isso os receptores GNSS estão cada vez mais sendo utilizados com finalidade topográfica.
Para se utilizar de métodos geodésicos para determinação altimétrica deve-se conhecer a
ondulação geoidal do local em estudo. Nos dias atuais onde a concorrência é muito grande, o
estudo para executar um trabalho com maior qualidade, produtividade e por consequência um
menor custo, tem grande relevância. Este estudo teve como objetivo comparar a qualidade, a
produtividade e o menor custo entre o método de topografia convencional e o método geodésico
com receptores GNSS em área sem e com cobertura vegetal. Neste estudo foram implantados 20
pontos nas duas áreas estudadas e em cada área foi executado o nivelamento geométrico com o
nível automático (topografia convencional) e o levantamento altimétrico com o receptor GNSS
com dois tempos de ocupação 5 e 30 minutos. Foi cronometrado o tempo de cada levantamento
em cada área para avaliar a produtividade e posteriormente os custos. O estudo ainda está sendo
realizado, portanto não foi possível obter os resultados e as conclusões.
Palavras Chave: Altimetria. Topografia convencional. GNSS.
Introdução
O estudo altimétrico de um terreno
planimétricamente conhecido subsidia a área de
engenharia em geral para diversos estudos.
Para Espartel (1977) todo e qualquer
empreendimento, seja nas construções civis, nas
áreas florestais, na área de hidráulica (estudo de
barragens), ou similares, tem que necessariamente
ser precedido por uma planta planialtimétrica, a qual
direcionará as tomadas de decisões referentes à
implantação do empreendimento.
Segundo Weber Corseuil e Dias Robaina
(2003), equipamentos de topografia convencional
possuem
algumas
dificuldades,
como
a
intervisibilidade entre os pontos, automação e
eficiência na coleta de dados, e transporte
simultâneo de coordenadas tridimensionais (X, Y, Z)
a qualquer período do dia. Com base nessa
problemática os Sistemas Globais de Navegação
por Satélites (GNSS – Global Navigation Satellite
Systems) vem sendo muito utilizados na área da
geodésica com finalidade topográfica, pois eles
minimizam ou anulam todas essas dificuldades
existentes nos equipamentos de topografia
convencional.
Como todo equipamento possui suas
limitações, de acordo com Antunes (1995), a
característica de intervisibilidade com os satélites
dificulta a operacionalidade e a eficácia do sistema
em zonas urbanas e de vegetação alta.
Quando irá utilizar-se receptor GNSS na
determinação altimétrica, surge a dúvida de qual é o
tempo necessário para que os resultados obtidos
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
sejam precisos, podendo assim substituir de forma
correta
os
equipamentos
de
topografia
convencional.
Segundo o IBGE (2012) quando uma
altitude é obtida utilizando métodos geodésicos
deve-se conhecer a ondulação geoidal (diferença
entre a superfície do geóide e do elipsóide) para
aquele local de trabalho, pois as altitudes
determinadas utilizando equipamentos geodésicos
estão relacionadas a um elipsoide de referência e
não ao nível médio do mar.
Nos dias atuais onde a concorrência é muito
grande, o estudo para executar um trabalho com
maior qualidade, produtividade e por consequência
um menor custo, tem grande relevância.
Portando este estudo pauta-se em
desenvolver
um
estudo
comparativo
para
determinação altimétrica utilizando os Sistemas
Globais de Navegação por Satélite (GPS e
GLONASS), com dois tempos de ocupação e
topografia convencional, em duas diferentes áreas
de estudo, sendo uma sem cobertura vegetal, ou
seja, área aberta e outra com cobertura vegetal.
Material e Métodos
Foi escolhido uma área sem nenhuma
influência de cobertura vegetal e uma com cobertura
vegetal, sendo esta um reflorestamento de pinus
com espaçamento de 3 x 2m, sendo ambas
localizadas próximas a sede do município de
Arapoti-PR.
Após o reconhecimento das áreas de
estudos, foram implantados aleatoriamente, em
cada área, 10 piquetes de madeira, com
equidistâncias de aproximadamente 20m entre eles.
O ponto de apoio básico planialtimétrico
utilizado como referência foi um marco de concreto
implantado na sede da empresa Topssani,
localizado na Rua Francisco Luiz Esteves nº 206 no
Bairro Jardim Bosque, na cidade de Arapoti-PR.
Através deste ponto de apoio básico foram
rastreados, utilizando o receptor GNSS Hiper, da
marca Topcon, com dupla-frequência, dois piquetes
de madeira, próximos às áreas em estudo, os quais
foram os pontos de apoio topográficos altimétricos
utilizados como referência local.
Na sequência foi executado o duplonivelamento geométrico com o nível automático de
precisão da marca Ruide, modelo RL20, nos pontos
implantados em cada área em estudo, tendo como
referência os pontos de apoio topográficos
altimétricos. A metodologia empregada do duplo
nivelamento se caracterizou como imprescindível
pelo grau de precisão, portanto foi utilizada como
testemunha para análise comparativa com os
I Encontro Regional de Iniciação Científica
resultados obtidos no levantamento posterior com o
receptor GNSS.
Para o nivelamento geométrico dos pontos
materializados utilizando o nível, foi seguido todas
as especificações estabelecidas pela NBR 13.133.
O nivelamento foi executado conforme a classe IIN.
O levantamento altimétrico utilizando o
receptor GNSS teve como recomendações as
nomas do IBGE e também a norma escrita pelo
INCRA.
Tanto o nivelamento geométrico utilizando o
duplo-nivelamento
quanto
o
levantamento
altimétrico com o receptor GNSS foi cronometrado o
tempo gasto para posterior análise da produtividade
e do custo para cada levantamento.
O resultado do nivelamento geométrico foi
obtido utilizando o programa posição da Manfra &
Cia Ltda, versão 3.5.0.3 e o resultado dos dados
coletados pelo receptor GNSS foi obtido através do
processamento dos dados utilizando o programa
Topcon Tools, da empresa Topcon Positioninig
Systems, versão 7.5.1.
Resultados e Discussão
Ainda não foi possível obter os
resultados deste trabalho, pois o estudo ainda
está sendo analisado.
Agradecimentos
A Deus. Ao meu pai Rubens Ferraz
Bassani. Aos meus colegas de turma. A empresa
Topssani serviços topográficos.
Referências
ANTUNES, C. Levantamentos Topográficos:
Apontamentos de Topografia. Lisboa: Faculdade
de Ciências: Universidade de Lisboa, 2010.
ESPARTEL, L. Curso de Topografia. 5. ed. Porto
Alegre: Globo, 1977.655 p.
CORSEUIL, C.W.; ROBAINA, A.D. Determinação
altimétrica
através
do
sistema
de
posicionamento global. Mira, Santa Maria, v.33,
n.5, 2003.
IBGE. Especificações e Normas Gerais para
Levantamentos GPS: versão preliminar. Rio de
Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, 1993.
NBR 13.133. Execução de Levantamentos
Topográficos. Rio de Janeiro. Associação
Brasileira de Normas Técnicas, 1994.
16
INCRA.
Norma
Georreferenciamento
Brasília, 2010.
de
I Encontro Regional de Iniciação Científica
Técnica
Imóveis
para
Rurais.
17
MONITORAMENTO DE UM FRAGMENTO DE VEGETAÇÃO FLORESTAL
NO PARQUE AMBIENTAL DR. RUY CUNHA, JAGUARIAÍVA – PARANÁ.
Rafael GONÇALVES. Osmael PORTELA. Faculdade ULT- União Latino-America de Tecnologia,
Engenharia Florestal. E-Mail: [email protected]
Resumo: O Parque Ambiental Dr. Ruy Cunha foi reinaugurado em 2010 com objetivo de
preservação do patrimônio histórico, educação ambiental, lazer e estudo cientifico. O Estado do
Paraná apresenta a paisagem muito fragmento devido ao modelo de desenvolvimento adotado,
os estudos de recuperação de área degrada são fundamentais para embasar ações
conservacionistas. O presente estudo visa complementar os estudos da monografia do João
Paulo Salles devido o período de estudo curto, onde os dados obtidos e somado este trabalho
servirá pra futuras atividades para a sustentabilidade para a área. Onde o presente estudo visa
analisar o incremento da Estrutura Horizontal de um trecho de floresta Ombrófila Mista em um
intervalo de 24 meses a partir do trabalho realizado no local anteriormente. Bem como levantar e
analisar as espécies do banco de sementes no Parque Ambiental Dr. Ruy Cunha. Esta pesquisa
possui caráter de monitorar a estrutura horizontal, qualitativo e quantitativo, classificando como
sendo de natureza exploratória. A estrutura horizontal permite a determinação da densidade,
dominância frequência e importância das espécies na floresta e analisa o estágio e
desenvolvimento desta floresta com base na distribuição das espécies nos diferentes estratos. A
área da pesquisa apresenta um total de 10,42 ha onde foram amostradas nove (09) parcelas de
200 m², totalizando uma área de 1800 m², Todas as parcelas foram georreferenciadas na
extremidade superior esquerda, para monitoramento, as unidades amostrais foram locadas de
forma aleatória e dentro da parcela permanente de forma sistemática. A quantidade de parcelas
amostradas foi determinada pela curva coletora, desenvolvida através do Software Mata Nativa 3,
desenvolvido pela Cientec. O uso da curva do coletor é determinado para a suficiência amostral
em estudos Fitossociológico sendo uma técnica usual.
Palavras Chave: Fitossociologia. Monitoramento de fragmento florestal. Banco de semente.
Introdução
Parque Ambiental Dr. Ruy Cunha está
localizado em Jaguariaíva que vem do Tupi,
“Tyaguariahibá” rio da onça brava esta
denominada e referência ao rio da Jaguariaíva
que corta o município, que consta em antigos
mapas cartográficos criados a partir do século
XVII, nomeados pelos paulistas que utilizava a
rota dos tropeiros que cruzavam os campos
gerais utilizadas por muares e extensas e com
isso necessitava de descanso para a tropa e
tropeiros, com o passado do tempo vem à
necessidade e interesse da criação e
preservação do parque onde conta a historia
do surgimento da cidade de extrema
importância para a população no ano de 2003,
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
o parque foi inaugurado e nomeado Parque
Ambiental Dr. Ruy Cunha pela Lei Nº
1564/2003 de 03 setembro de 2003. Com
interesse de conscientização, estudo cientifica
e preservação do patrimônio histórico da
criação do município. (IBGE 2012).
O Paraná apresenta a maior extensão
desta formação, onde e constituída por
araucária angustifólia (Bertol.) O. kuntze, isso
ajudo para o intenso desmatamento da
cobertura florestal do estado do Paraná.
O Brasil por ser considerar a
ocorrência dos diversos biomas: Floresta
pluvial (Amazônica e Atlântica) a Floresta
temperada quente, a Floresta Estacional
(Semi-decidual e Decidual) o Cerrado e
Caatinga, Campos e Pantanal, sendo que a
localização
geográfica
destes
biomas,
segundo RIBEIRO E WALTER (1993), é
condicionada, predominantemente por fatores
climático e edáficos.
Nas regiões sul e sudeste, as florestas
tropicais vêm sofrendo um aumento constante
de intensidade, frequência e tamanho das
perturbações antrópicas, mas, muitas vezes, é
possível recuperar a cobertura florestal
através da regeneração natural (Viana 1987).
O manejo deve utilizar uma ferramenta
básica a Levantamento Fitossociológico que
tem por objetivo a quantificação da
composição
florística,
estrutura,
funcionamento, dinâmica e distribuição de
uma determinada vegetação, utilizando o
levantamento de parcela múltipla, que
consiste em estabelecer várias parcelas em
vários locais da comunidade vegetal.
O
levantamento
floristicos
e
Fitossociológico tem fornecido informações
importantes para a compreensão dos padrões
biogeográficos e subsidiado a determinação
de áreas prioritárias para a conservação
(FELFILI, 2000).
Inventario florestal e toda a atividade
tem por objetivo quantificação e qualificação
da floresta (fauna e flora, etc.), tendo em vista
a produção de madeira e outros produtos de
conservação ambiental, utilizado técnicas
estatísticas de amostragem, e de estrema
importância à conservação da biodiversidade,
adotar técnica apropriada à recuperação
(JOÃO PAULO SALLES).
Os
fragmentos
florestais
remanescentes são definidos como qualquer
área de vegetação natural, interrompida por
barreiras antrópicas ou naturais capazes de
diminuir significativamente o fluxo de animais,
pólen e/ou sementes (VIANA, 1990).
Parcela
Permanente
tem
sido
largamente
usada
para
estudar
o
comportamento de florestas manejadas com
relação a sua composição, crescimento,
ingresso de novas plantas e mortalidade
(Chiew and Garcia 1989; Primack et al. 1989;
Rai 1989; Silva et al. 1996). Embora
necessitem de algum investimento que
demandem muito tempo e esforço a campo
para a instalação e medição, as parcelas
permanentes constituem a mais importante
ferramenta para estudos do manejo florestal e
da ecologia, pois são, e continuarão sendo por
muito tempo, um dos principais pilares sobre o
qual nosso entendimento de florestas tropicais
é construído (Sheil, 1995).
Segundo LONGHI et al. (2000) para
caracterização arbórea de uma determinada
área, e necessário reconhecer as espécies
presentes no local e fazer uma avaliação da
estrutura horizontal da floresta como objetivo
verificar o seu desenvolvimento. A estrutura
horizontal permite a determinação da
densidade,
dominância
frequência
e
importância das espécies na floresta e analisa
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
o estágio e desenvolvimento desta floresta
com base na distribuição das espécies nos
diferentes estratos.
Material e Métodos
A região de Jaguariaíva, pelo censo do
IBGE 2012, mostra o município de Jaguariaíva
situado na Zona Fisiográfica dos Campos Gerais,
limitando ao sul com os municípios de Piraí do Sul
e Cerro Azul; ao norte como o município de Arapoti
e Wenceslau Braz; a leste, com o município de
Sengés. Possui uma população total de 32.606
habitantes em uma área de 1.453 km2. Os Biomas
que cobrem o município são os de Cerrado e Mata
Atlântica.
““A cidade de Jaguariaíva está
localizada em uma colina formada na
confluência dos rios Capivari e Jaguariaíva, na
margem esquerda deste, encontra-se na
posição geográfica de 24º14’49” de latitude
Sul e 49º42’23” de longitude Oeste de
Greenwich. A altitude é de 840 metros na
sede municipal. O clima é salubre e
agradável, principalmente na região dos
Campos (João Paulo Salles).
O principal acidente geográfico do
município é o rio Jaguariaíva, que corre na direção
de sul para norte, servindo de limite com o
município de Sengés. Segue-se o rio Capivari, que
corre, também, na direção de sul para norte.
Ambos
não
apresentam
condições
de
navegabilidade, principalmente pela sequencia de
cachoeiras que se forma, nos seus cursos (IBGE,
2012). Segundo NIMER et. al. (1979), a região é
compreendida pelos municípios de Arapoti,
Jaguariaíva e Sengés, localizada na porção centrooriental do estado do Paraná, apresenta
características típicas de regiões com climas
subtropicais, sendo relevantes os seguintes dados:
a) Temperatura máxima média de 29 ºC e
mínima média de 16 ºC possui pluviosidade média
de 1600 mm e umidade relativa do ar de 35 %; e
b) Esta região é compreendida pelo clima
subtropical apresenta duas variações na
classificação de Koeppen, Cfa e Cfb. O subtropical
Cfa é de verões quentes e chuvas bem
distribuídas, que podem atingir 2000 mm por ano,
e a temperatura média anual de 19 ºC e o clima
subtropical cfb, com verões amenos, tem chuvas
bem distribuídas no ano, algo em torno de 1500
mm e temperaturas médias anuais em torno dos
17 ºC.
De acordo com MAACK (1981), região
ocorre no segundo planalto, de domínio dos
sedimentos paleozoicos e mesozoicos não
perturbados
por
movimentos
orogênicos,
suavemente inclinados para Oeste, Sudoeste e
Noroeste. Devido a esta inclinação, formam-se
paisagens típicas de escarpas com as testas
voltadas para Leste.
São característicos os arenitos grosseiros
da formação Furnas (BIGARELLA et al., 1966 &
SCHNEIDER et al., 1974), sobre os quais a
formação
Ponta
Grossa
sobrepõe-se
concordantemente com seus sedimentos de
granulação fina (SALAMUNI, 1969 & KAUL, 1990).
Na
região
afloram
ainda
rochas
sedimentares
da
formação
Itararé
(SCHOBBENHAUS et al., 1984). Geomorficamente
a superfície quase sempre se constitui de formas
arredondadas (BIGARELLA et al., 1966), exceto
pelo encaixamento característico da rede de
drenagem (HERMANN & ROSA, 1990).
Coleta de dados
O levantamento de campo foi efetuado nos
meses de janeiro a outubro de 2012, com as
realocações das parcelas e coletas de dados e
numeração das arvores e coleta das exsicatas pra
herbário do parque Ambiental Dr. Ruy Cunha.
(Autorização Municipal – Oficio 130/2010, onde foi
concedida a permissão pela Prefeitura do
município para entrada e realização das coletas a
campo).
A área para a instalação das parcelas foi
determinada através da análise dos fragmentos
incorporados ao Parque Ambiental Dr. Ruy Cunha,
localizado na Rua Porto Velho, próximo ao Rio
Jaguariaíva, conforme as coordenadas. As
mesmas foram escolhidas com base na
distribuição do método de amostragem aleatório
simples e seu posicionamento de forma
sistemáticas, sempre os quadrantes 3 e 4
direcionados ao Norte, e no seu interior de forma
sistemática, sendo uma estrutura de amostragem
mista, e georreferenciadas nas extremidade
inferior direita, totalizando 09 parcelas, as quais
foram subdivididas em 4 quadrantes. O quadrante
1 com coleta de banco de semente , e no
quadrante 4 levantamento da regeneração natural.
Para sua delimitação foi realizada na forma de
esquadrejamento. Suas extremidades foram
demarcadas com estacas de 1,5m de altura,
aproximadamente 40 cm fixado no solo,
permanecendo 1,1m de altura e com ponteiras
branco-vermelhas para melhor visualização
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
delimitada com fio de algodão e numeradas as
arvores com o código do mata nativa 3.
Para a realização do levantamento
fitossociológico
foram
utilizadas
parcelas
retangulares com dimensões padronizadas em
200m² (20 x 10m), as quais foram distribuídas
aleatoriamente no campo e georreferenciadas com
GPS modelo B1 Coletor BT.
O levantamento foi executado por
quadrantes, anotando-se o posicionamento de
cada indivíduo dentro das parcelas. Foram
coletadas amostras para produção de exsicatas de
todas as espécies para identificação no herbário
da ULT – Faculdade Jaguariaíva (JOÃO PAULO
SALLES).
Resultados e Discussão
A área da pesquisa apresenta um total de
10,42 ha onde foram amostradas nove (09)
parcelas de 200 m², totalizando uma área de 1800
m² Figura 01. As unidades amostrais foram
locadas de forma aleatória e dentro da parcela de
forma sistemática, sendo que os indivíduos com
CAP maior que 15 cm.
Figura 1. Localização das parcelas.
O uso da curva do coletor é
determinado para a suficiência amostral em
estudos fitossociológico sendo uma técnica
usual.
Conclusões
O presente trabalho esta em fase de campo até o
momento.
Agradecimentos
Aos meus familiares principalmente
aos meus pais e irmão pelo apoio,
compreensão e dedicação.
Ao Prof. Leonardo Von Linsingen,
Osmael Portela, Daniella Mangossi e todos os
demais Professores pela dedicação nas
correções e orientações neste período de
aprendizado.
Aos meus colegas que ajudaram a
realizar o trabalho de conclusão de curso
Leandro dos Santos, Anderson, Juarez
Borges, Carlos Fagundes Filho, João Paulo
Salles, Tony Andrey Bichinshy Teixeira.
E muitas novas amizades nesses
cinco anos se criaram, e nunca esquecereis
dona Marineia Simões, Antonio Assis Simões,
Roselaine Simões, Paulo e sua família e todos
do restaurante minas.
A turma de 2008 nessa caminha de
cinco anos que não foram fáceis dias de
dificuldade e alegria, principalmente Franciele
Toledo Moreira e Pricila Pizzol pela sua
paciência e amizades que nunca esquecereis.
Fonte: Google Earth, adaptado pelo JOÃO PAULO
SALLES, 2010.
A quantidade de parcelas amostradas
foi
determinada pela curva coletora,
desenvolvida através do Software Mata Nativa
3, desenvolvido pela Cientec.
A empresa Trópico Assessoria
Ambiental,
pela
oportunidade
de
aprendizagem e pelo companheirismo de
todos, em especial a Leon Sfeir Von Linsingen
Junior, Leonardo Von Linsingen, Tony Andrey
Bichinsky Teixeira, Anderson Walczak,
Leandro dos Santos e Viviane......
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
A todas as pessoas que fizeram parte
de alguma forma, direta e indireta para minha
formação acadêmica a todos o meu muito
obrigado a todos.
áreas degradadas. In: Simpósio sobre
Ecossistemas da Costa Sul e Sudeste
Brasileira: Sintese dos conhecimentos. São
Paulo: ACIESP, 1:20 -39.1897.
Referências
FELFILI, J.M.; Silva Júnior, M.C.; Rezende,
A.V.; Machado, B.W.T.; Silva, P.E.N. & Hay,
J.D. 1993. Análise comparativa da florística e
fitossociologia da vegetação arbórea do
cerrado sensu stricto na Chapada Pratinha,
Brasil. Acta botanica Brasilica 6 (2): 2746.2000.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de
identificação e cultivo de plantas arbóreas
nativas do Brasil. 5.ed. v.1. Nova Odessa, SP:
Instituto Plantarum, 1992.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de
identificação e cultivo de plantas arbóreas
nativas do Brasil. 3.ed. v.2. Nova Odessa, SP:
Instituto Plantarum, 1992.
ISERNHAGEN, I.; SILVA, S.M. & GALVÃO, F.
A fitossociologia florestal no Paraná. 2001.
GALVÃO, F. Métodos de levantamentos
fitossociológicos. In: Curso A vegetação
natural do estado do Paraná. Curitiba:
IPARDES_CTD, 1994.
WALTER, B.M.T. 1993. Técnicas de coleta
de material botânico arbóreo. Brasília.
Embrapa – Cenargen. (EMBRAPA –
CENARGEN, Documentos, 15).
VIANA, V.M. Ecologia de populações
florestais colonizadas e recuperação de
MANUAL DE PARCELA PERMANENTE
<http://redeflor.net/pdf/artigos/Manual_Par
celas_Permanentes.pdf> Disponível 24 de
Setembro de 2012.
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística. Manual Técnico da Vegetação
Brasileira. Fundação Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística, Rio de Janeiro, 1992.
92p.
SALLES,
J.
P.,
Levantamento
Fitossociológico
Para
Fins
de
Monitoramento em um Fragmento de
Vegetação Florestal no Parque Ambiental
DR. Ruy Cunha, JAGUARIAÍA, PARANÁ,
BRASIL. FACULDADE DE ULT – FAJAR –
2010.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
RESISTÊNCIA DE MADEIRA DE Tectona grandis l.f. A FUNGOS
XILÓFAGOS EM SIMULADOR DE CAMPO.
Rafael L. BARBOSA, Hélio Fernando de OLIVEIRA JUNIOR. FaculdadeULT - União Latina
Americana de Tecnologias, Jaguariaiva, Engenharia florestal, [email protected]
Resumo: Teca uma das madeiras mais conhecidas no mundo, de origem asiática é uma árvore
exótica no Brasil tendo um alto valor comercial, por ser uma madeira de grande durabilidade,
leveza e resistência ao ataque de térmitas e fungos, é uma madeira que apresenta boa
trabalhabilidade e com ausência de rachaduras, o valor comercial da madeira de teca pode
superar espécie como o mogno (Swietenia macrophylla) muito conhecida no mercado nacional e
internacional, os plantios de teca vem crescendo significativamente nos estados brasileiro por ser
uma espécie que se adapta facilmente nas regiões tropicais. O trabalho tem como objetivo
analisar a resistência natural da madeira de tectona grandis l.f a resistência a varias classes de
fungos em simulação a campo, tendo como estudo principal analisar a bioterioração do lenho por
fungos apodrece dores.
Palavras Chave: Tectona grandis. Fungos. Apodrecedores
Introdução
Teca
(tectona
grandis)
da
família
Verbenaceae, uma das madeiras mais conhecidas
no mundo, uma espécie de origem Asiática, exótica
no Brasil sendo uma espécie de grande valor
comercial, por ser uma madeira de grande
durabilidade, leveza, fácil de ser trabalhada e com
ausência de rachaduras e principalmente com uma
grande resistência ao ataque de térmitas e fungos.
Segundo KEIDING (1985), as plantações de
teca tiveram inicio em 1971, na região de Cáceres
estado do Mato Grosso, implantados pela empresa
Cáceres Florestal S.A., onde as condições
climáticas são semelhantes às dos países de
origem da espécie. Essa empresa constatou que a
região oferecia excelentes condições para o seu
cultivo, que demonstrou bom crescimento, boa
adaptação às condições climáticas locais, o solo de
melhor fertilidade e os tratos silviculturas mais
adequados e intensos contribuíram para reduzir o
ciclo de produção de 80 anos, na região de origem
da teca, para apenas 25 anos, na região de
Cáceres-MT, além de produzir uma madeira que
alcançava bons preços no mercado internacional
(CACERES FLORESTAL S.A., 2012).
O valor comercial da teca no Brasil e no
mercado internacional pode superar espécies
nativas como o mogno (Swietenia macrophylla
king), por ser uma madeira de fácil trabalhabilidade,
e com boas características físico-mecânicas e
funcionais, e principalmente por ser uma espécie de
fácil manejo em povoamentos florestais, que tem
despertado a seu cultivo nas regiões tropicais do
Brasil, sendo adequada para composição de
parques e grandes jardins, destacando-se como
ornamental
pelo
florescimento
exuberante.
LORENZO (2010).
Franco Raymundo (2010) afirma que o
termotratamento da madeira de teca confere a ela
características únicas como resistência a água,
resistência ao tempo, mudança na coloração e
cheiro característico, estabilidade dimensional e
resistência ao ataque de agentes xilófagos. É um
processo de melhoramento da madeira onde utilizase apenas umidade, calor e pressão ao longo do
processo de tratamento, este método isenta
totalmente a madeira de preservantes químicos.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Madeiras termotratadas não apresentam riscos de
contaminação ao solo nem ao meio ambiente.
Segundo Santos (1992) a madeira sob
ataque de fungos apresenta alterações na
composição química, modificação da cor natural,
redução da resistência mecânica, diminuição de
massa, aumento da permeabilidade, redução da
capacidade acústica, aumento da inflamabilidade,
diminuição do poder calorífica e maior propensão ao
ataque de insetos, comprometendo sua qualidade e
inviabilizando sua utilização para fins tecnológicos.
Este trabalho tem como objetivo principal
avaliar a resistência natural da madeira de Tectona
grandis a varias classes de fungos em simuladores
de campo, analisando a bioterioração o lenho por
fungos apodrecedores e relacionar a resistência da
madeira natural com a resistência da madeira
termotratada de espécies em estudo.
Material e Métodos
Para realização do trabalho foram
elaborados corpos de prova de Tectona grandis l.f,
nas medidas de 2,3x2,3x0,7, sendo três tipos de
tratamentos sendo natural, 140° e 160° em seguida
pesado cada um dos corpos de prova e colocado
em estufa para secagem até atingir o peso
constante. Como o trabalho é verificar o ataque de
fungos xilófagos simulando o ataque a campo, com
isso foi feita coletas de solo natural de três locais
sendo solo de cobertura de floresta nativa, solo de
reflorestamento de Pinus e solo de reflorestamento
de eucalypto.
Levando ao laboratório e calcular a
capacidade de absorção de agua para cada tipo de
solo. Após ser verificado a quantidade de agua os
solos pode absorver, é pego vidros e colocado 100g
de solo cada área, e sendo feita a separação de 30
unidades dos corpo de prova, e dividindo nos três
tipos de solo coletados, enterrando 2/3 do tamanho
das amostras, e colocado no shelf life (estufa de
Germinação), tento uma temperatura constante de
27° C com 75 % de umidade relativa, deixando por
no mínimo 30 dias corrido. Após 30 dias e feito a
retirada do shelf life e feita a limpeza e em seguida
feita a secagem dos corpos de prova e para uma
nova pesagem até atingir um peso constante.
Agradecimentos
Agradeço primeiramente a Deus por estar
ao meu lado nessa longa caminhada de minha vida,
por estar junto nos momentos mais difícil por onde
passei. Agradeço a meus familiares por me
incentivar e apoiar na horas que mais precisei desta
longa caminhada.
Referências
LORENZI,
H.;
SOUZA,
H.M.;
TORRES,
M.A.V.;BACHER, L.B.; Árvores Exóticas no Brasil:
madeireiras, ornamentais e aromáticas. Nova
Odessa – São Paulo: Instituto Plantarum, p. 368,
2003;
RAYMUNDO, R.F.. Análise da resistência biológica
em madeira de Tectona grandis l.f. in natura e
termo-tratada. Jaguariaiva – Paraná: Faculdade
Jaguariaíva – ULT FAJAR 2010;
REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°118 FEVEREIRO DE 2009
http://www.remade.com.br/br/revistadamadeira
_materia.php?num=1360&subject=E
mais&title=Características da Teca 2012
Resultados e Discussão
O material encontra-se em fase de teste no
Shelf life por um tempo mínimo de 30 dias, não
tendo um resultado conclusivo do objetivo do
trabalho.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
24
AVALIAÇÃO DO PODER CALORÍFICO DE DIFERENTES BIOMASSAS EM
EMPRESAS PAPELEIRAS
João Paulo Prestes KOPPEN. Erivelton César STROPARO. Faculdade ULT Jaguariaíva (União
Latino-Americana
de
Tecnologia),
Tecnologia
em
Biocombustíveis.
E-Mail
[email protected]
Resumo: Tratando-se de indústria de papel utiliza-se como material de queima biomassas de
custos relativamente baratos, porém que agridem o meio ambiente. Por este motivo decidiu-se
testar amostras de lama orgânica. Este trabalho tem por objetivo testar o poder calorífico de lama
orgânica e possíveis misturas como cavaco e casca de toras, visando utilização destes materiais
como combustível na caldeira de empresas papeleiras.
Palavras Chave: Cavaco. Poder calorífico, Biomass..
Introdução
O cavaco é considerado, atualmente, o
combustível mais adequado para a produção
de energia na indústria, pois seu custo de
aquisição é baixo, apresenta menor risco
ambiental, não contribui para o efeito estufa e
suas cinzas são menos agressivas ao meio
ambiente. Além disso, é um recurso renovável,
obtido a partir de toras de madeira 1.
Sendo assim para a biomassa atingir
um elevado ponto no que diz respeito ao seu
poder calorífico é necessário que esta por sua
vez, tenha um baixo percentual de umidade o
que a levará a um maior rendimento na
queima, seja em caldeiras ou fornos2.
A partir de então na geração de energia
nas empresas tem sido implantado um
processo que baseia-se na mistura da
biomassa juntamente com lama orgânica. Com
isso o que antes era um problema, uma
agressão ao meio ambiente torna-se uma
solução capaz de reduzir o custo, produzir
insumos para fertilização de solos e gerar
energia.
Objetivos
Objetivo Geral:
Mostrar a perca de umidade da
biomassa para melhor rendimento em caldeiras
ou fornos, na mistura com lama orgânica.
Objeivos Específicos:
- Ser capaz de diminuir o impacto ambiental;
- Obter melhores resultados no que diz respeito
ao custo da empresa;
- Especificar o processo de geração de energia
a partir de diferentes biomassas.
Material e Métodos
Serão utilizadas amostras de lama orgânica,
que em seguida serão misturas com diferentes
biomassas.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
No processo é feita a coleta de
amostras. Essas amostras chegam à empresa
para serem depositadas no pátio. A partir de
então é realizada a análise de umidade de
cada fornecedor tercerizado.
Posteriormente, o maquinista faz o
processo de remontagem das amostras até que
possam ser utilizadas, pois já terão formado um
Mix de cavaco de terceiro que também será
analisado sua umidade quando estiver
entrando na caldeira.
3.Disponível
em:
http://www.jornaldiadia.com.br/index.php/tempe
ratura-e-meio-ambiente/103689-saneamentobasicogeracao-de-energia-a-partir-do-lodo-de
esgotos-e-alternativa-sustentavel. Acesso em
17/10/2012
Para o processo atingir o ponto
esperado que seja a geração de energia, será
considerado o percentual de umidade dos
componentes.
Para isso a influência dos fenômenos da
natureza poderá alterar ou mascarar os
resultados.
Resultados Esperados
- Determinar a melhor biomassa visando
elevados rendimentos de combustão;
Tornar
viável
economicamente
e
ambientalmente a utilização da lama orgânica
como material combustível na indústria de
papel;
Agradecimentos
A ULT – União Latino Americana Tecnologia.
.
Referências
1.
Disponível
em:
http://www.revistareferencia.com.br/index2.php
?principal=ver_conteudo.php&uid=237&edi.
Acesso em 15/10/2012.
2.
Disponível
em:
http://www.ekoplus.com.br/biomassa/cavaco/.
Acesso em 17/10/2012.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
26
EFEITO DE DIFERENTES SUBSTRATOS NO CRESCIMENTO EM
VIVEIRO DE Eucalyptus urocam (E. urophylla. S. T. Blake x E.
camaldulensis. Dehnh).
Jariane Cecília ANHAIA; Marcos BASSACO, ULT ( União Latino-Americana de Tecnologia),
Jaguaríaiva, Engenharia Florestal. E-mail: [email protected]
Resumo: Este trabalho tem como objetivo avaliar a qualidade de mudas e Eucalyptus urocam
(E.urophylla S. T. Blake. x E. camaldulensis. Dehnh) a partir de miniestacas em diferentes
substratos. O experimento foi realizado em um viveiro de mudas florestais no período de 30 de
agosto à 30 de novembro de 2011, utilizando o delineamento inteiramente casualizado (DIC) no
fatorial 1 x 7 com quatro repetições, sendo cada repetição constituída de trinta e duas mudas.
Foi analisada a altura da parte aérea, o diâmetro do colo e o número de folhas. Os resultados
obtidos a partir das analises estatísticas não apresentaram diferença significativa entre os
substratos, sendo assim todos são passiveis para produção de mudas.
Palavras Chave: Eucalyptus. Substratos. Produção de mudas.
Introdução
O gênero Eucalyptus abrange um grupo
de plantas com mais de 600 espécies, variando
de pequenos arbustos até as mais altas árvores,
quase todas nativa da Austrália. Os plantios de
Eucaliptos em larga escala eram produzidos por
meio de sementes não melhoradas, o que na
maioria das vezes resulta em má qualidade do
povoamento e desuniformidade do material.
Atualmente a maioria das empresas
florestais está optando por produção comercial de
eucalipto por meio de propagação vegetativa,
obtendo melhoria na produtividade, garantindo
povoamentos homogêneos, maior rendimento da
floresta e melhor adaptação dos clones as
condições climáticas da região a ser implantada a
floresta.
Além de possuir uma excelente
qualidade genética um material também
necessita de meios operacionais para
produção de mudas, sendo assim são vários
os esforços realizados para melhorar a
qualidade. Dentre os fatores que influenciam
na qualidade de produção de mudas está o
substrato
O Substrato para plantas é todo o
material utilizado como meio de crescimento.
Pode ser constituído por um único material ou
por uma mistura.
Deste modo o substrato usado para
produção de mudas tem por finalidade garantir
o desenvolvimento da planta com boa
qualidade, em curto período de tempo e baixo
custo. (CUNHA et.al., 2006).
Gonçalves et al.(2000) afirma que as
seguintes características são eficazes para
um bom substrato: boa estrutura para
sustentar as sementes ou estacas durante a
germinação ou enraizamento; boa porosidade
; boa capacidade de retenção e drenagem de
água; boa uniformidade em sua composição;
isento de microrganismos patogênicos.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Material e Métodos
O trabalho foi desenvolvido em um Viveiro
de mudas florestais no município de Arapoti, no
estado do Paraná. O experimento foi conduzido no
período de 30 de agosto à 30 de novembro de
2011.
O presente experimento foi realizado por
meio de miniestaquia do híbrido de Eucalyptus
urocam (E.urophylla.S.T.Blake x E.camaldulensis.
Dehnh), coletadas em um mini jardim clonal.
Foram utilizados os seguintes substratos: fibra de
coco, casca de pinus compostada, vermiculita
expandida e palha de arroz.
O delineamento utilizado foi inteiramente
casualizado (DIC) no esquema fatorial de 1x7, de
modo que foram divididos em sete tratamentos
com cinco repetições, sendo cada repetição
composta por 32 mudas: T1- Fibra de coco
(100%); T2 -Fibra de coco (50%) + Casca de Pinus
Compostada (30%) + Vermiculita expandida (10%)
+ Palha de arroz carbonizada (10%); T3- Casca de
Pinus (86%) + Vermiculita (14%); T4- Casca de
Pinus (43%) + vermiculita (7%) + Fibra de Coco
(50%); T5- Casca de Pinus (100%); T6- Fibra de
Coco (50%) + Casca de Pinus (50%); T7- Casca
de Pinus (35%) + Vermiculita (15%) + Fibra de
Coco (50%).
Os substratos foram adubados com
Osmocote na formulação (19-6-10) com a
dosagem de 1g/L de substrato.
As mudas foram armazenadas em casa de
vegetação por aproximadamente 30 dias.
Após a retirada as mudas da casa de
vegetação foram realizadas as avaliações com 30,
60 e 90, avaliando altura da planta, número de
folhas e diâmetro do colo, bem como a pesagem
da massa seca e úmida das mudas aos 90 dias.
De forma que esse material foi seco em uma
estufa com temperaturas de 60 C°, por 2 dias.
Resultados e Discussão
No teste de Tukey os tratamentos
obtiveram resultados semelhantes, não deferindo
estatisticamente entre si nas analises verificada
até o momento conforme descrito na tabela 1.
Tabela 1: Alturas nos diferentes tratamentos.
TRATAMENTO
T1- Fibra de coco (100%)
T2 -Fibra de coco (50%) + Casca
de Pinus Compostada (30%) +
Vermiculita expandida (10%) +
30
DIAS
60
DIAS
90
DIAS
12,85
19,97
30,05
13,03
20,08
31,07
Palha de arroz carbonizada (10%)
T3- Casca de Pinus (86%) +
Vermiculita (14%)
12,97
19,08
29, 04
T4- Casca de Pinus (43%) +
vermiculita (7%) + Fibra de Coco
(50%)
11,74
18,55
29,16
T5- Casca de Pinus (100%)
12,94
19,63
29,13
T6- Fibra de Coco (50%) + Casca
de Pinus (50%)
13,18
19,72
27,97
T7- Casca de Pinus (35%) +
Vermiculita (15%) + Fibra de Coco
(50%).
13,01
19,87
29,27
Fonte: O autor.
Conclusões
De modo que os substratos avaliados não
obtiveram diferença significativa entre os
tratamentos, conclui se que todos são passiveis
para produção de mudas florestais, nas analises
estudadas até o momento.
Agradecimentos
A Deus, acima de tudo por sempre estar
presente em nossas vidas.
A minha família e a meu namorado pela
compreensão que tiveram comigo durante esta
jornada.
Aos professores Marcos Bassaco e
Homero pela vasta contribuição e experiência,
passadas para o desenvolvimento deste trabalho,
bem como no decorrer das atividades.
A todos os meus colegas de turma pela
amizade e companheirismo.
Em especial a atendente de laboratório da
ULT, Eliane Carvalho pelo auxilio nas práticas
obtidas.
Referências
ALFENAS, A.C.; ZAUZA, E. A. V.; MAFIA, R.
G.;ASSIS, T. F. de. Clonagem e Doenças do
Eucalipto. Viçosa: UFV, 2009, p 106.
CARNEIRO, J.G.A. Produção e controle de
qualidade de mudas florestais. Curitiba:
Universidade Federal do Paraná: Campos dos
Goytacazes: Universidade Estadual do Norte
Fluminense, 1995.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
FONSECA, E.P. Efeito de diferentes
substratos na produção de mudas de
Eucalyptus grandis W.Hill ex Maiden em
“Win-strip”. 1988. 81f. Dissertação (Mestrado
em Ciência Florestal) Universidade Federal de
Viçosa, Viçosa, 1988.
GOMES, J.M e PAIVA, H. N. Propagação
Assexuada série didática. Editora UFV, Viçosa,
MG; 2011.
OLIVIER, S; LIRA, A. B. P; REIS JUNIOR, O.
V; GONÇALVES, A. N MONTEIRO, R.
Influencia de diferentes substratos no
crescimento
inicial
de
Eucalyptus
urophylla S. T. Blake. FertiBio, 2008
SANTOS, B. C e Longhi, S. J, Efeito do
volume de tubetes e tipos de substratos na
qualidade de mudas de Cryptomeria
japonica (L.F.) D. Don. Ciência Florestal, v.
10, n. 2, 2000.
WENDLING, I. Substratos, Adubação e Irrigação
na produção de mudas. Editora Aprenda Fácil,
UFV, Viçosa, MG; 2002.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
ANÁLISE IN VITRO DO EFEITO DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DE
Tectona
grandis
Linn.
(Verbenaceae)
OBTIDO DIFERENTES
CONDIÇÕES DE TERMOTRATAMENTO E IN NATURA SOBRE O FUNGO
Agrocybes perfecta (Rick) Singer
Hélio Fernando de OLIVEIRA JUNIOR; Guilherme SANTOS ROSA; Ananda BRAGA SANTOS.
Faculdade ULT – União latino Americana de Tecnologia. E-Mail: [email protected]
Introdução
A Segundo a literatura, a espécie Tectona
grandis é naturalmente resistente ao ataque de
fungos xilófagos, pela presença de tectoquinona.
Em 2010 FRANCO RAYMUNDO,
observou uma má resistência ao ataque do fungo
(Agrocybes c.f. perfecta) na teca termotratada a
140 °C, o autor colocou como hipótese a
presença de tectoquinona, assim, justifica-se a
necessidade de comprovação dessa hipótese
quanto ao fato de que os fungos são os
maiores responsáveis pela degradação das
madeiras, atingindo
principalmente
suas
estruturas celulares. Dessa forma será possível
colaborar para os processos de preservação da
madeira Tectona grandis.
Material e Métodos
Os testes foram acondicionados em
laboratório, num ambiente isolado com temperatura
constante (BOD), durante aproximadamente 35
dias. Após esse processo o material (placas) foi
retirado para serem feitas as análises. Entre as
amostras
analisadas,
utilizaram-se
extratos
hidroalcoólicos “in natura”, 140 °C, 160 °C , também
foram utilizados resíduos termotratados a 140 °C e
160 °C, antibiótico e testemunha
Resultados e Discussões
Para o primeiro experimento foram
realizados 6 tratamentos, e cada um deles com 10
repetições.
Analisando os testes de antibiose,
notou-se que o período
de
15
dias
de
experimento foi suficiente para a ação efetiva
do fungo sobre os extratos hidrialcoólicos,
resíduos
e
testemunha,
contribuindo para
avaliação dos resultados. Das repetições feitas
por
tratamento,
todas mostraram
o
desenvolvimento do fungo, sem inibição por
parte dos extratos
Para o segundo experimento foram
realizados 14 tratamentos, e cada um deles com
10 repetições. A seguir são
mostrados
os
resultados dos testes de antibiose sob diferentes
condições de termotratamento e “in natura”,
utilizando os extratos hidroalcoólicos, resíduos,
testemunha, antibiótico e infiltrações de extratos
hidroalcoólicos,
resíduos,
testemunha
e
antibiótico, frente ao fungo (Agrocybe c.f. perfecta).
No segundo experimento obtivemos os seguintes
resultados:
O período de 20 dias de experimento foi
suficiente para a avaliação dos resultados,
demonstrando ação do fungo sobre os extratos
hidrialcoólicos, resíduos, testemunha e antibiótico
(Figura 2 e Figura 3). Dos 14 tratamentos, os únicos
que mostraram inibição ou resistência ao
desenvolvimento do fungo foram os tratamentos
feitos com antibiótico (ex. figura 2 e figura 3 –
letra G), sendo identificado a ação de antibiose
entre o antibiótico (Cetoconazol) e o Agrocybes
c.f. perfecta.
Conclusões
Nas condições desse estudo demonstrou
que estes extratos não tiveram efeito sobre o fungo
Agrocybes c.f. perfecta, pois os únicos tratamentos
que apresentaram resistência ao fungo foram os
feitos
com
o
antibiótico
(Cetoconazol),
demonstrando a relação de antibiose.
Referências
LAMEIRA, O.A.; LEMOS, O.F.; MENEZES, I.C.
de; PINTO, J.E.B.P. Cultura de tecidos
(manual). Belém: Embrapa Amazônia Oriental,
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
2000. 41p. (Embrapa
Documentos, 66).
Amazônia
Oriental.
CARVALHO,
J.M.F.C.
Técnicas
de
micropropagação.
Campina
Grande:
EMBRAPA-CNPA, 1999. 39p. (Embrapa
CNPA. Documento, 64).
RIBEIRO, J. M.; BASTOS, D. C.; MELO, N. F.
de; OLIVEIRA, E. A. G. de; PINTO, M. dos S.
T. Produção de mudas micropropagadas de
videira, maguenira e goiabeira. Petrolina:
Embrapa Semiárido, 2010. 21p. ( Embrapa
Semiárido, Documento, 232).
VASCO, A. P.; ZAKRZEVSKI, S. B. B. O
ESTADO DA ARTE DAS PESQUISAS SOBRE
PERCEPÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL.
Erechim: Perspectiva, 2010. p.17-28. v.34,
n.125.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
31
HERBÁRIO DA FACULDADE ULT – FACULDADE UNIÃO LATINOAMERICANA DE TECNOLOGIA (FJAR)
Helio Fernando OLIVEIRA JUNIOR; João Arthur TIKLER SOUSA; Mariana IZABEL CONTIERO.
Jaguariaíva, Engenharia Florestal, E-Mail: [email protected]
Resumo: O Herbário da Faculdade União Latino-Americana de Tecnologia foi fundado em 2004,
Os principais objetivos de sua implantação/organização foram constituir se numa coleção de
referência para a flora da Meso-Região do Norte Pioneiro do Paraná e como ferramenta para o
ensino de Botânica nos cursos de graduação e pós-graduação.
Palavras Chave: Herbário. Jaguariaíva, FJAR.
Introdução
Os herbários consistem em uma importante
fonte de informação sobre plantas, as amostras
armazenadas são utilizadas, principalmente, para
taxonomistas conhecerem e descreverem táxons,
bem como para subsidiar ao processo de
identificação. Profissionais de diversas áreas
consultam o acervo dos herbários, a fim de obter
dados para seus trabalhos. O Herbário da
Faculdade União Latino-Americana de Tecnologia
foi fundado em 2004, pertencente ao Departamento
de Engenharia Florestal, esta localizada no
município Jaguariaíva, Pr.
Material e Métodos
As plantas são armazenadas em caixas
plásticas, seguindo indicações do Herbário do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro, após devido
preparo e identificação.
Utiliza-se como sistema de classificação o
APG III.
O Sistema escolhido para a indexação das
espécies foi o BRAHMS (Botanical Research And
Herbarium Management System), o qual foi
desenvolvido no Instituto de Plantas da
Universidade de Oxford.
Resultados e Discussão
O herbário encontra-se em estado de
incorporação de materiais sendo que ate o
momento estamos com 1161 exemplares. Encontrase ainda agregado ao herbário, a xiloteca e a
laminoteca.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Figura 1. Incorporação de novas exsicatas.
Figura 2. Separando por Família.
Conclusões
O Herbário da Faculdade ULT (FJAR)
auxilia os acadêmicos de Engenharia Florestal e
Técnológico em Bicombustíveis ao reconhecimento
morfológico e taxonômico de espécies vegetais, e
ainda como referencial base para trabalhos de
pesquisas.
Agradecimentos
À Eng. Ananda Braga, pelo apoio e
habilidade que nos orientou na organização do
herbário.
À SBB (Sociedade Botânica do Brasil), pelo
reconhecimento do herbário FJAR.
À Faculdade ULT (União Latino-Americana
de Tecnologia), pelo incentivo a pesquisa e ao
espaço cedido.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
33
AVALIAÇÃO NA QUALIDADE DA CELULOSE FAZENDO COMPARATIVO
ENTRE PROCESSO KRAFT CONVENCIONAL E PROCESSO KRAFT
COM ADIÇÃO DE ANTRAQUINONA
Franciele Ap° Moreira TOLEDO; Daniella Cristina MAGOSSI. União Latino-Americana de Tecnologia
– ULT, Jaguariaíva, Engenharia Florestal. E-mail: [email protected]
Resumo: Neste trabalho foi avaliada a importância da Antraquinona como aditivo na polpação
Kraft, os testes foram feitos com cavacos de Eucalyptus Saligna com 15 anos de idade, visando
avaliar os efeitos da Antraquinona na deslignificação da polpa celulósica. Foram feitos dois
cozimentos com quatro repetições cada, um no processo Kraft convencional e o outro com adição
da Antraquinona como aditivo no processo Kraft. A carga alcalina utilizada foi de 15%, com
sulfidez de 30% e carga de antraquinona de 0,05% (base madeira seca). As amostras foram
analisadas em laboratório onde foram determinados N° kappa, Viscosidade e Rendimento.
Verificou-se que nessa combinação de sulfidez, alcalinidade, e Antraquinona os resultados não
foram favoráveis para o efeito principal da Antraquinona que é de proteger as fibras e aumentar a
Viscosidade e por conseqüência aumentar o rendimento, mas foi favorável ao grau de
deslignificação. Para um melhor resultado o trabalho está passando por reajustes no preparo dos
cozimentos.
Palavras Chave: Papel Kraft. Antraquinona. Deslignificação
Introdução
O Brasil tem se mostrado como um
grande produtor de celulose vem ganhando
cada vez mais espaço no mercado
internacional pelas suas práticas sustentáveis
neste setor, sendo que a totalidade da sua
produção em celulose de florestas plantadas de
pínus e eucalipto. Hoje ostenta a 4ª posição no
ranking dos maiores produtores de celulose e
já é o 11º principal produtor de papel do globo,
segundo a Associação Brasileira de Celulose e
Papel (Bracelpa), possuindo fábricas modernas
que estão, cada vez mais, procurando avanços
tecnológicos.
No processo de produção de polpa de
celulose, são utilizados vários tipos de
processos para a separação das fibras, a
deslignificação mais rápida e eficiente é o
resultado mais procurado pelas empresas que
procuram processos de ciclos curtos com
sensível economia de energia e mantendo a
qualidade da polpa. Outro fator que também
está sendo levado em consideração pelas
empresas é a redução de gases poluentes na
atmosfera causadas pelo uso do Enxofre.
Um dos principais processos na
transformação de madeira em polpa celulósica
é o Processo Kraft de polpação que foi
desenvolvido em 1879 por Dahl. Processo que
utiliza sulfeto de sódio e hidróxido de sódio.
Desde
seu
desenvolvimento
diversas
modificações vêm sendo implantadas de forma
a melhorar sua eficiência, uma substância que
demonstro um bom desempenho como aditivo
no processo Kraft foi a Antraquinona.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
A Antraquinona é um composto de
fórmula (C14H8O2), essa substancia é
conhecida desde o final da década 70 quando
começou a ser investigada quanto a sua ação
como catalisadora para a fabricação de
celulose. Segundo o conhecimento atual, a
aplicação da antraquinona como aditivo em
cozimento sulfato tem dois efeitos positivos. A
antraquinona aumenta a velocidade da
deslignificação e simultaneamente protege os
carboidratos celulósicos.
Material e Métodos
Na realização deste trabalho foram
utilizados cavacos de Eucalyptus Saligna com 15
anos de idade.
Os
cavacos
foram
classificados
manualmente com amplitude média de 3 cm de
largura, por 5 mm espessura, por 2,5 cm de
comprimento. Depois de classificados os cavacos
foram separados em 8 amostras de 400 g. Para
verificação do teor de umidade contido nos cavacos
foi retirada uma amostra de 100g colocadas em
estufa a 105 ± 3 °C até atingir peso constante, esse
resultado determina o percentual de água
introduzido no processo.
Utilizou-se o produto comercial Sidercel AQ
liquida, fornecida pela empresa Siderquímica.
As deslignificações foram realizadas em
uma autoclave eletrônica desenvolvida para
trabalhos de cozimento de cavacos em
laboratório de pesquisa e controle das
indústrias de celulose e papel, dotado de uma
câmara digestora com capacidade média de 20
litros, projetada para trabalhar com pressões de
até 12 kgf / cm2.
Trabalhou-se com dois tipos de
cozimento, Processo Kraft Convencional e
Processo Kraft com adição de Antraquinona,
foram realizadas 4 repetições de cada
cozimento.
Os cozimentos foram conduzidos sob as
seguintes condições:
- Carga alcalina – base Soda (NaOH): 15 %
(base madeira seca em estufa)
- Sulfidez: 30%
- Antraquinona: 0,05 % (base madeira seca)
- Relação licor/madeira: 4:1
I Encontro Regional de Iniciação Científica
- Temperatura máxima de cozimento: entre
170º C a 175° C em média.
- Pressão de operação: Entre 6 e 7 kgf/cm2
- Relação tempo/temperatura (Fator H): 900
- para cada cozimento foram utilizadas
amostras de 400 g de cavaco.
Depois de feito os cozimentos a polpa
foi lavada em água corrente por meia hora e
depois levada para análise em laboratório.
Resultados e Discussão
Os resultados obtidos notou-se que apesar
do Kraft com sulfidez a 30% e alcalinidade a 15%
com adição de Antraquinona de 0,05% apresentar
n° kappa menor , a viscosidade e o rendimento
apresentaram valor menor.
Tabela 1: Analises realizada
TRATAMENTO
VISCOSIDADE
N° KAPPA
RENDIMENTO
DEPURADO
KRAFT
9,37
8,42
42,07
KRAFT-AQ
13,52
10,02
43,5
Fonte: A autora
Os
resultados
apresentados
são
matemáticos e serão posteriormente analisados
estatisticamente, utilizando o teste de Tukey a 95%
de confiabilidade.
Levando em consideração a função da
Antraquinona os resultados não foram favoráveis.
Segundo GOMIDE & OLIVEIRA (1979) a
Antraquinona no processo kraft tem por principal
objetivo a oxidação dos carboidratos e a hidrólise
das ligações éter da lignina. Promove a
estabilização em relação às reações de
despolimerização terminal. Essa estabilização
resulta em proteção dos carboidratos contra
reações
de
degradação
e
solubilização,
consequentemente causa um aumento de
rendimento.
Isso pode ter sido por conseqüência do
poder catalisador da Antraquinona que aumento a
capacidade dos reagentes contidos no processo,
sendo que ambos os cozimentos tiveram as
mesmas condições.
Para um melhor resultado este trabalho está
sendo reajustado
Conclusões
35
O processo kraft convencional apresentou
melhor resultado em relação a viscosidade e
rendimento depurado, mas em relação ao n° kappa
(deslignificação) apresentou um resultado negativo.
Esse resultado não foi satisfatório ao ideal
do trabalho realizado, que está sendo reajustadas e
novamente feitas as discussões ao resultado.
Agradecimentos
Os autores agradecem a colaboração á
Empresa Iguaçú Celulose Papel, e a Empresa
Siderquímica pelo apoio recebido e a todos que
participaram da realização deste trabalho.
Referências
FERREIRA, G. W. Qualidade da celulose kraftantraquinona de Eucalyptus
dunnii Maiden
plantado em cinco espaçamentos em relação
ao Eucalyptus grandis Hill ex Maiden e
Eucalyptus saligna Smith.
1996.
128 p.
Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) –
Universidade Federal de Santa Maria, Santa
Maria.
SILVA JÚNIOR, F. G. Polpação kraft do eucalipto
com adição de antraquinona, polissulfetos e
surfactante. 1997. 185 p. Tese de Doutorado
(Engenharia Química) – Universidade federal de
Campinas –UNICAMP.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
36
OTIMIZAÇÃO DA TRANSFERÊNCIA DE CALOR NO COLCHÃO DE MDF
ANTERIOR A FASE DE PRENSAGEM (MEDIUM DENSITY FIBERBOARD)
Anderson Clayton ADÃO; Staley Magno de Oliveira MELLO. União Latina Americano de Tecnologia,
aguariaíva, Engenharia Florestal. E-Mail: [email protected]
Resumo: Este trabalho tem como objetivo demonstrar as vantagens produtivas na utilização de
adição de água no colchão de MDF (MEDIUM DENSITY FIBERBOARD) ou chapa de média
densidade o presente trabalho demonstra além de comparativos de taxa de produtiva com a
pulverização de água em diferentes dosagens e sem adição de pulverização de água, a
interferência na Qualidade do Painel sendo comparações de perfil de densidade, ou seja, a
distribuição da fibra analisado por testes no interior do painel por aparelho de raio x tipo DA-X,
conforme (ABNT NBR 15316-1) e comparações entre resultados de tração perpendicular
analisados por amostras em diferentes dosagens de pulverização conforme (ABNT NRB 15316-3)
Em seguida demonstrado as conclusões que pode-se constatar que a pulverização de água antes
da fase de prensagem é fundamental para se obter uma taxa de produção competitiva no
Mercado Mundial de fabricação de Painéis de Madeira.
Palavras-chave: MDF. Otimizar transferência de Calor. Umedecimento do colchão de fibras.
Introdução
Os painéis de Fibra de média
densidade conhecido mundialmente como
MDF (MEDIUM DENSITY FIBERBOARD)
tornou-se disponível no mercado na década
de 80 sendo importado do Chile e Argentina
(ELEOTÉRIO, 2000). No Brasil foi teve a sua
primeira Fábrica em 1997, ocorrendo, desde
então, um expressivo crescimento de
consumo, evidenciando a aceitação do
produto pelo mercado e atraindo novos
investidores para Fabricação de MDF. A
primeira Fábrica no Brasil de MDF foi a
Duratex em Agudos (SP) 1997 e depois no
ano de 2000 e 2001 teve o inicio de produção
da Fábrica da Tafisa em Piên (PR), a Macisa
em Ponta Grossa (PR) e Placas do Paraná
Jaguariaíva (PR) (REMADE,2007).
No processo de produção de MDF
desde o seu inicio em 1997 foi se otimizando
para buscar melhores resultados na linha de
produção, e com o crescimento de produção
no Brasil a competitividade ao longo dos anos
aumentou-se consideravelmente, com isso as
Empresas procuram buscar o seu diferencial
nas linhas de produção, ou seja, melhorias e
recursos Tecnológicos para otimizar o
processo de fabricação, para manter a
qualidade e o custo estável do produto.
O Crescimento produtivo foi possível
pelas novas Tecnologias para atender as
demandas de mercado, um deles se destaca
como o surgimento de prensas continuas que
elevaram consideravelmente a taxa produtiva.
Os estudos para aumentar a
produtividade com aplicação de novas
tecnologias foi se aprofundando e utilizando
de conceito físico e termodinâmico nos
principais equipamentos da linha produtiva,
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
um deles a prensagem uma das fases mais
importantes do processo de fabricação de
MDF aonde ocorre uma relação entre 02
variáveis fundamentais para produção sendo
elas (Pressão, Temperatura) estas variáveis
estão relacionadas a espessura desejada de
fabricação, a solidificação da resina,
determinação de densidade do painel,
qualidade e taxa produtiva propriamente dita.
Neste contexto geral o estudo tem por
finalidade principal, analisar a adição de água
pulverizada no colchão de MDF antes da fase
de prensagem sendo um fator importante para
se obter um alto gradiente de transferência de
calor, ou seja, com maior velocidade de
solidificação da resina no miolo do painel
durante a prensagem.
Com o aumento de gradiente de
transferência de calor em prensa continua
pode obter-se a solidificação de resina em
menor tempo ou seja aceleração da formação
do painel antes do final da extensão linear da
prensa.
Na prensagem do MDF a quente
quanto mais elevado for o teor de umidade,
maior será a transferência de calor e mais
rápido será a solidificação da Resina em
100°C,desta forma pode se obter uma relação
fundamental na Fabricação do MDF, pois a
otimização da transferência de calor
proporciona a maior velocidade de prensagem
e consequentemente maior ganho de
produção.
No entanto podemos constatar que a
umidade muito elevada prejudica a qualidade
do painel, esse fato ocorre em função do fluxo
de vapor causado pelo excesso de umidade
gerando bolhas e rompimento da camada
interna do painel, contrapartida a umidade
muito seca do colchão pode dificultar a
transferência de calor e a consequência deste
fato pode ser a densidade não uniforme do
painel, aspereza e a baixa compactação das
partículas pela dificuldade do fluxo de resina.
Nota se que o umedecimento do
colchão de fibras de aglomerado e MDF é
comum para as empresas de painéis de fibra
de madeira, com o objetivo de aumentar a
transferência de calor, com isso o ganho de
velocidade de produção, uma melhor
superfície do painel pois a pulverização forma
a densificação das fibras de forma acelerada
provocando uma maior lisura nas faces do
painel, todos os resultados obtidos pela
aplicação desta tecnologia pode ser
constatada através da taxa produtiva e
analises de laboratório como testes de tração
perpendicular e analises de perfil de
densidade.
As analises após a execução de
prensagem do painel pode ser constatada
através de amostras de perfil e tração
perpendicular,
são
demonstrativos
de
qualidade assegurada e oportunidade de
intervenção no processo produtivo, sendo
alterações de parâmetros para conseguir uma
melhor performance.
O perfil de densidade é uma analise
interna do painel de MDF que pode avaliar a
distribuição de fibra no centro e na face do
painel por densitometria de raio x, é na face
que deve se exercer uma maior densidade
para que o painel ofereça uma resistência e
uma lisura aceitável, sendo necessário este
acabamento para uso de pinturas e
revestimento com maior facilidade.
A tração perpendicular é a resistência
do painel interna propriamente dita, este teste
nas Empresas de MDF é fundamental na
associação do custo do produto, através do
resultado pode se atuar no processo para
diminuir ou aumentar madeira e resina,
principais matérias primas que elevam o custo
de produção.
Material e Métodos
Os ensaios foram realizados em painéis de
espessuras de 15 mm e fibras 100% de pinus
taeda sp sendo 08 amostras de corpo de prova
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
para cada dosagem diferente de pulverização,
nestes testes foram avaliados a aceleração da
solidificação da resina durante a prensagem e
ganho de taxa de produção, também foi avaliado e
comparado os testes de tração perpendicular para
as diferentes dosagens conforme Norma ABNT
NBR 15316-3 e ainda comparações de ensaios de
densidade conforme ABNT NRB 15316-1, as
dosagens de spray utilizada sobre a superfície do
colchão de MDF foi de 55 ml/m², 60 ml/m², 65
ml/m² e também avaliado sem a dosagem de
spray.
Resultados e Discussão
Comparando os resultados obtidos
podemos avaliar que o umedecimento das fibras
antes da fase de prensagem tem interferência
direta na produção de painéis de fibra de madeira.
A não utilização desta tecnologia pode
acarretar na redução de 21% da capacidade
produtiva e impactar diretamente no custo variável
de produção, no entanto avaliando o resultado
abaixo para a produção de 15 mm Standart
podemos dizer que a dosagem correta de
nebulização é de 4 ml/mm de espessura na linha
de formação para a superfície superior e inferior.
Figura 1: Nebulização
colchão superior
superfície
do
Fonte: O autor
A nebulização da superfície inferior
ocorre diretamente na tela de transporte, as
gotículas ficam sobre a transportadora e as
fibras se formam sobre esta película de água.
Tabela 1. Média de testes obtidos para cada
dosagem de spray.
Média
0 ml/m²
55 ml/m²
60 ml/m²
65 ml/m²
Tração
6,7 kgf/cm²
6,6 kgf/cm²
7,2 kgf/cm²
6,9 kgf/cm²
Densidade
670 kg/m³
675 kg/m³
700 kg/m³
698 kg/m³
Velocidade
15 m/min
19 m/min
19 m/min
19 m/ min
Fonte: O autor
Conclusões
Fonte: O autor
Figura 2: Nebulização
colchão inferior
superfície
do
A utilização de pulverização sobre o
colchão de fibras de MDF (MEDIUM DENSITY
FIBERBOARD) é fundamental para a otimização
da transferência de calor e por consequência o
ganho produtivo pela velocidade apresentada de
consolidação da resina durante a fase de
prensagem, proporciona maior lisura sobre o
painel pela união das fibras e com isso ganha
maior acabamento no final da linha, com isso
reduz o consumo de lixas no Acabamento final do
painel, e proporciona a homogeneidade do painel
pelo ganho de densidade média no núcleo e na
face.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
A sua dosagem deve ser acompanhada
para não ocorrer exageros, pois a aceleração da
cura da resina causa a quebra de ligamento da
solidificação da resina e com isso reduz a tração
de ligamento das fibras.
Agradecimentos
Agradeço a Empresa Arauco do Brasil e
Gestores que me auxiliarão na execução deste
trabalho,
aos Mestres de ensino que me
orientarão em todos os aspectos fundamentais de
ensino.
Referências
ELEOTÉRIO, J. R. Propriedades físicas e
mecânicas de painéis MDF de diferentes
densidades e teores de resina. 2000. 120f.
(Mestrado em Engenharia Florestal) – Escola
Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”,
Piracicaba, 2000.
TORQUATO, L. P. Caracterização dos
painéis MDF comerciais produzidos no
Brasil. Curitiba, 2008. 93 p. Dissertação
(Mestrado em Ciências Florestais) – Setor de
Ciências Agrárias, Universidade Federal do
Paraná.
IWAKIRI,
S.
Painéis
de
madeira
reconstituída. FUPEF. Curitiba, 2005.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS. NBR 15316: Chapas de fibras de
média densidade – parte 1: Terminologia. Rio
de Janeiro, 2006.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS. NBR 15316: Chapas de fibras de
média densidade – parte 3: Métodos de
ensaio. Rio de Janeiro, 2006.
REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°103 MARÇO
DE
2007
disponível
em:
http://www.remade.com.br/br/revistadamadeir
a_materia.php?num=1054&subject=Pain%E9i
s&title=Pinus%20e%20eucalipto%20para%20
produ%E7%E3o%20de%20pain%E9is
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
ANÁLISE DAS ESPÉCIES ARBÓREAS UTILIZADAS PELAS AVES COMO
SUBSTRATO PARA A CONSTRUÇÃO DOS NINHOS NO PARQUE
ESTADUAL DO CERRADO.
Tony Andrey BICHINSKI TEIXEIRA; Leonardo VON LINSINGEN. União Latino-Americana
Tecnológica, Campus Jaguariaíva, Engenharia Florestal. E-Mail [email protected]
Resumo: O cerrado é a segunda maior formação vegetacional do Brasil. Sua ocorrência na
região sul do país limita-se a pequenos fragmentos isolados no Estado do Paraná, o maior deles
convertido em unidade de conservação, o Parque Estadual do Cerrado. Estudos sobre a
biodiversidade do cerrado ainda são escassos e o isolamento de alguns fragmentos não permite
generalizar os estudos relacionados ao bioma em outras localidades. A baixa quantidade de
dados referentes à reprodução das aves também torna este trabalho relevante tanto do ponto de
vista botânico como biológico. O estudo visou identificar as espécies vegetais arbóreas mais
utilizadas pela avifauna na construção dos ninhos e avaliar quais foram as mais importantes.
Foram medidos neste estudo a altura das árvores e o DAC (Diâmetro Altura do Colo) e os ninhos
foram encontrados através da busca ativa e pela busca de indícios reprodutivos. Foram
identificadas 18 espécies vegetais utilizadas como suporte e 21 espécies de aves que as
utilizaram como substrato.
Palavras Chave: Unidades de Conservação. Cerrado. Nidificação.
Introdução
As Unidades de Conservação (UCs) são
áreas do território brasileiro destinadas à
preservação dos diversos ecossistemas naturais,
sendo instituídas sob regime especial de
administração pelo poder público municipal,
estadual e federal. Os Parques Estaduais
pertencem a uma categoria de unidades de
conservação criados com a finalidade de preservar
a biodiversidade, os recursos hídricos, as formações
geológicas, além de preservar os valores culturais,
históricos e arqueológicos.
O cerrado é a segunda maior formação
vegetacional do Brasil. O solo é deficiente de
nutrientes, rico em ferro e alumínio o que reflete
diretamente na vegetação, composta por árvores
baixas de troncos retorcidos resistentes ao fogo,
com folhas espessadas e raízes profundas. A
ocorrência do cerrado na região sul do país limita-se
a pequenos fragmentos isolados no Estado do
Paraná
As aves são animais vertebrados que
apresentam características morfológicas peculiares
como a presença de penas, ossos pneumáticos e
bico córneo. A maioria das espécies constroem
ninhos para depositar seus ovos, utilizando as
árvores como substrato, sobretudo as espécies que
habitam ecossistemas florestais e semi-florestais.
Material e Métodos
O Parque Estadual do Cerrado fica
localizado no município de Jaguariaíva - PR e está
dividido em diversos subtipos vegetacionais que
seguem a classificação proposta pelo IAP (2002). O
local da amostragem encontra-se em uma área
onde o subtipo vegetacional predominante é o
campo cerrado alterado.
As espécies arbóreas tiveram as suas
medidas aferidas com o auxílio de trena de 5m. para
a obtenção da altura e paquímetro de precisão, para
a obtenção do diâmetro das espécies a 10 cm de
altura acima do colo. Esta metodologia justifica-se
pelo fato das espécies vegetais típicas do cerrado
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
apresentarem uma tortuosidade característica com
muitas bifurcações que dificultam e prejudicam a
aferição do DAP.
As plantas que não puderam ser
identificadas imediatamente foram coletadas, secas
e levadas ao Museu Botânico de Curitiba, para sua
identificação e posterior tombamento.
A busca pelos ninhos baseou-se na
metodologia proposta por GRESSLER (2008) onde
os ninhos são encontrados através da busca ativa
em locais de provável nidificação. Alguns autores
como MARINI et al. (2009) sugerem ainda, uma
observação do comportamento das aves
que
indique a presença de um ninho como o carregando
de material para a sua construção ou alimento para
os filhotes bem como comportamentos de despiste.
Foram considerados somente ninhos ativos.
Os ninhos encontrados foram georreferenciados
com o auxílio de GPS e marcados com uma fita
fixada a 5m. do ninho no sentido Norte para
posterior localização.
Resultados e Discussão
Foram identificadas 18
espécies
vegetais arbóreas utilizadas pela avifauna
como suporte para os ninhos no tipo
vegetacional campo cerrado alterado (Tabela
1). Dentre as espécies mais utilizadas como
substrato estão: Calyptranthes concinna,
Anadenanthera peregrina, Trembleya parviflora
e Copaifera langsdorffii, sendo que destas
somente Anadenanthera peregrina é típica do
ambiente savânico (LINSINGEN et al., 2006).
Outras espécies típicas deste ambiente
também foram utilizadas como substrato,
porém, em menor escala.
Tabela 1: Lista das espécies vegetais arbóreas
utilizadas como suporte para os ninhos das aves em
campo cerrado alterado.
Espécie
nº Ninhos
%
Calyptranthes concinna
9
21,95
Anadenanthera
peregrina
5
12,18
Trembleya parviflora
5
12,18
I Encontro Regional de Iniciação Científica
Copaifera langsdorffii
4
9,76
Vochysia tucanorum
3
7,33
Couepia grandiflora
2
4,88
Myrtaceae 1
2
4,88
Prunus sellowii
1
2,44
Rhamnus
sphaerosperma
1
2,44
NI
1
2,44
Miconia ligustroides
1
2,44
Myrtaceae 2
1
2,44
Kielmeyerea coriacea
1
2,44
Periandra mediterranea
1
2,44
Gordonia fruticosa
1
2,44
Roupala brasiliensis
1
2,44
Qualea sp.
1
2,44
Acosmium subelegans
1
2,44
Fonte: O autor
Dentre as 21 espécies de aves
observadas nidificando neste ambiente (Tabela
2) nenhuma é endêmica do bioma cerrado,
porém, a saíra-cara-suja (Tangara cayana)
encontra-se ameaçada de extinção segundo o
Livro Vermelho Paranaense das Espécies
Ameaçadas (MIKICH & BERNILS, 2004).
Tabela 2: Lista das espécies de aves que
tiveram seus ninhos encontrados durante o
estudo.
Espécies
Nome popular
42
Columbina talpacoti
rolinha
Zenaida auriculata
amargosinha
Leptotila verreauxi
juriti
Thamnophilus
caerulescens
choca-da-mata
Synallaxis spixi
joão-teneném
Figura 1. Ninho com dois filhotes de saíra-cara-suja
(Tangara cayana) construído sobre um pau-detucano (Vochysia tucanorum) entremeado de cipós.
Euscarthmus meloryphus barulhento
Elaenia flavogaster
guaracava-de-barrigaamarela
Elaenia chiriquensis
chibum
Elaenia obscura
tucão
Serpophaga subcristata
alegrinho
Myiophobus fasciatus
filipe
Fonte: O autor
Conclusões
Mimus saturninus
Os dados parciais permitiram concluir que
as espécies típicas do bioma cerrado não são as
principais espécies utilizadas como suporte para os
juruviara
ninhos das aves no subtipo vegetacional campo
cerrado alterado. Embora espécies arbóreas típicas
corruíra
do cerrado como Couepia grandiflora, Kielmeyerea
coriacea e Acosmium subelegans também tenham
sabiá-barranco
sido usadas como substrato, as espécies oriundas
de outras formações vegetacionais como Copaifera
sabiá-de-peito-branco langsdorffii, Calyptranthes concinna e Trembleya
parviflora foram às espécies que abrigaram a maior
sabiá-do-campo
quantidade de ninhos.
Saltator similis
trinca-ferro
Agradecimentos
Lanio cucullatus
tico-tico-rei
Tangara sayaca
sanhaço-cinzento
Tangara cayana
saíra-cara-suja
A João Maria de Jesus. Aos amigos Carlos
Alberto Fagundes Filho (Japira) e Rafael Gonçalves
(Gonça). A Trópico Assessoria Ambiental. A Arci
Lopes Teixeira (Ferrinho) e a Luiza Regina
Bichinski.
Schistochlamys ruficollis
bico-de-veludo
Vireo olivaceus
Troglodytes musculus
Turdus leucomelas
Turdus amaurochalinus
Fonte: O autor
Os ninhos (Figura 1) variaram quanto a
sua altura no substrato, fator este já esperado
devido o estudo abranger uma grande
quantidade de espécies de aves.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
Referências
GRESSLER, D.M. 2008. Biologia e sucesso
reprodutivo de Sicalis citrina PELZELN, 1870
(Aves: Emberizidae) no Distrito Federal. (Tese de
Mestrado) Universidade de Brasília, Brasília, 77 p.
INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ –
IAP.2002. Plano de manejo do Parque
Estadual do Cerrado. Curitiba. 1-459.
LINSINGEN, L.; SONEHARA, J. S.;
UHLMANN, A.; CERVI, A. 2006.Composição
43
florística do Parque Estadual do Cerrado de
Jaguariaíva, Paraná, Brasil. Acta Biologica
Paranaense v. 35 (3-4): 197-232.
MARINI, M.Â., LOBO, Y., LOPES, L.E.,
FRANÇA, L.F. & PAIVA, L.V. 2009. Breeding
biology of Tyrannus savana (Aves,
Tyrannidae) in cerrado of Central Brazil. Biota
Neotropica. Disponível em:
http://www.biotaneotropica.org.br. Acessado
em: 02/07/2012.
MIKICH, S. B. & BÉRNILS, R.S. Livro Vermelho
de Fauna Ameaçada no Estado do Paraná.
Disponível em:>http:// www.pr.gov.br/iap.
Acessado em: 09/08/2012.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
44
I Encontro Regional de Iniciação
Científica da
Faculdade União Latino-Americana de
Tecnologia
PRODUÇÃO DE ÁLCOOL DE BATATA-DOCE E OTIMIZAÇÃO DO
PROCESSO DE HIDRÓLISE VIA ENZIMAS PURIFICADAS
Malu Maria WEIGERT; Maria Eduarda SOARES SANTOS; Erivelton César STROPARO. Jaguariaiva,
Tecnologia em Biocombustíveis. E-Mail: [email protected],
Resumo: A batata-doce [Ipomoea batatas (L) Lam] apresenta-se como uma excelente fonte de
biomassa para produção de álcool combustível, associada a baixo custo de produção e
rusticidade, porém inviável economicamente devido a altos custos em seu processo de hidrólise.
Este trabalho visa a produção de etanol com ênfase no processo de hidrólise. Serão selecionados
três cultivares de batata-doce para o processo. Serão testadas variadas combinações de alfaamilase e amiloglicosidase visando maior rendimento e menor custo de produção.
Posteriormente, realizar-se-á o processo de fermentação para obtenção do álcool seguidamente a
analises de quantificação e qualificação do mesmo frente à algumas normas ANP.
Palavras Chave:
Hidrólise. Ipomoea batatas. Enzimas purificadas.
Introdução
A matriz energética continua calcada
no elemento propulsor de emissão de
poluentes, baseado no uso intensivo de
recursos
fósseis
e
não
renováveis.
Atualmente, a busca por fontes alternativas de
energia vem tomando força gradativamente,
por meio de pesquisas e do desenvolvimento
tecnológico1.
Basicamente, a alternativa energética,
reside na agricultura, a qual oferece uma amplitude
de matérias-primas adequadas à produção de
biocombustíveis como o etanol e o biodiesel. Se
tratando de etanol, várias culturas destacam-se,
sendo que no Brasil a cana-de-açúcar domina
amplamente o mercado, porém surgem algumas
restrições, tais como, o não desenvolvimento em
áreas de temperaturas mais baixas, somente um
ciclo anual, dentre outros 2.
A batata-doce surge como uma alternativa,
que pode vir a somar na produção de etanol
brasileira. Para isso deve-se ressaltar as principais
características positivas da utilização desta
amilácea,
tais
como:
curto
ciclo
de
desenvolvimento (4-5 meses), rusticidade no
campo, adaptada às condições tropicais, alto
rendimento por tonelada de matéria prima, e
aproveitamento do co-produto resultante da
fermentação na alimentação animal (concentra
cerca de 23% de proteína em sua constituição1).
Porém, o grande gargalo da utilização desta
matéria prima está no processo de hidrólise, haja
vista que a maior concentração de carboidratos
encontra-se na forma amilácea, que necessita de
processos específicos para a conversão do amido
em açúcares redutores para em seguida ocorrer a
fase fermentativa que originará o etanol 3. Durante
este processo, são necessárias elevadas
temperaturas de reação, a qual vem a gerar
elevados custos, tornado-o menos vantajoso em
relação ao processo da cana, por exemplo. Porém,
estudos revelam que enzimas específicas realizam
a conversão do amido açúcares facilmente.
Portanto, este trabalho tem por objetivo
testar variadas combinações de enzimas visando o
maior rendimento possível de açúcares ao final da
hidrolise para posteriormente a obtenção de
Bioetanol de excelente qualidade.
Material e Métodos
Serão utilizados quatro cultivares de
batata-doce
provenientes
do
banco
de
Germoplasma da UEPG, essas serão Lívia, Duda,
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
I Encontro Regional de Iniciação
Científica da
Faculdade União Latino-Americana de
Tecnologia
Júlia e, com teores contrastantes de amido. O
material selecionado passará por um processo de
secagem e moagem, visando a formação de uma
farinha, a qual integrará, na presença de água, o
mosto que virá ser hidrolisado.
Para o processo serão utilizadas
concentrações variadas de alfa-amilase e
amiloglicosidase as quais corresponderão de
0;50;100;200;300 microlitros. Os experimentos
serão realizados em tubos de ensaio, com
variações de temperatura na faixa de 20 a 80ºC,
em intervalos de 10ºC. Ao final do processo de
hidrólise, serão quantificados os teores de
açúcares redutores por meio do método ADNS6.
Posteriormente, as amostras passarão
pelo processo de destilação, visando a separação
álcool gerado. Por cromatografia gasosa, será
determinado o tipo de álcool de cada cultivar,
juntamente com seus respectivo percentual. O
método utilizado será ASTM D550.
Por fim, serão analisados parâmetros
físico-químicos, tais como, pH, condutividade e
massa especifica, afim de visar se o álcool
produzido será destinado à combustão ou para
álcool fino. Os métodos seguem as normas ANP.
Resultados Esperados
- Determinar melhor combinação das enzimas,
visando melhor rendimento em termos de hidrólise;
- Obter álcool a partir de batata-doce de excelente
qualidade;
- Qualificar o álcool frente as normas ANP.
.
Agradecimentos
A ULT - União Latino Americana de Tecnologia e
Universidade Estadual de Ponto Grossa.
Referências
1 SILVEIRA; M.A. Álcool Combustível - Série
Indústria em Perspectiva. Batata-doce: Uma Nova
Alternativa para a Produção de Etanol. v. 1. p.
109-122. Brasília 2008.
2 FELTRAN; J.C.; VALLE; T.L. Batata-doce
(Ipomoea batatas (L) Lam): Matéria-prima
alternativa para a produção de etanol. 2009.
3 GIRARD; F.; FALLOT; A.Review of existing and
emerging technologies for the production of
biofuels in developing countries. Energy for
sustainable development, v 10. p. 92-108. 2006.
4
SILVA,
R.N.;
MONTEIRO,
V.N.;
ALCANFOR,J.D.X.; ASSIS, E. M.; ASQUEIRI, E.R.
Comparação de métodos para determinação de
açúcares redutores e totais de mel. Ciência e
Tecnologia de Alimentos. V.23. n°3. Campinas-SP.
Setembro 2003.
5 ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás e
Biocombustíveis. Dados estatísticos, Brasília
2005. Disponível em: www.anp.gov.br/ Acesso: 10
de junho de 2010.
6 MILLER, G. L. Use of dinitrosalicylle acid for
determination of reducing sugar. Anal. Chem. 11,
426-428,
1959
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
I Encontro Regional de Iniciação
Científica da
Faculdade União Latino-Americana de
Tecnologia
CRIAÇÃO DE UM SIG UTILIZANDO UM SOFTWARE LIVRE E OUTRO DE
BAIXO CUSTO PARA O PRODUTOR FLORESTAL
Mauricio da ROSA RIBEIRO; Felipe MARTINS DE OLIVEIRA. Faculdade União Latino-Americana de
Tecnologia, curso de Engenharia Florestal, E-Mail: [email protected]
RESUMO: Este trabalho mostra a utilização de softwares de baixo custo e fácil manipulação destinada a
SIG (Sistemas de Informações Geográficas), onde este recurso integra informações de diversas áreas em
um mapa digital permitindo uma melhor visualização da propriedade rural, um maior rendimento nas
atividades a serem desenvolvidas e também permite a criação de uma gama de informações formando um
grande banco de dados histórico da propriedade. O principal motivo pelo desenvolvimento deste sistema é
a facilidade de esses softwares serem manipulados e com baixo custo para o produtor e também a
comparação de precisão do trabalho realizado a campo com uma vetorização realizada com base em
imagens.
Palavras chave: SIG. Banco de dados. Software livre
Introdução
Os
Sistemas
de
Informações
Geográficas (SIG) são ferramentas eficientes
para integrar diferentes formatos e tipos de
informações, proporcionando ao mesmo tempo
um poderoso conjunto de procedimentos para
análise dos dados.
Um SIG agrupa, unifica e integra a
informação. Torna-a disponível de uma forma
que ninguém teve acesso anteriormente, e
coloca a informação antiga em um novo
contexto (DANGERMOND, 1987).
Com o avanço da tecnologia voltada
às ciências agrárias, no ramo da silvicultura,
surgiu a necessidade da criação de um
Sistema
de
Informações
Geográficas
objetivando o aumento do controle dos
reflorestamentos. Desta forma, visa-se uma
maior produtividade e diminuição de custos ao
longo do cultivo. O SIG permite uma melhor
compreensão das inter-relações entre níveis de
informações e, consequentemente, facilita o
processo de tomada de decisão em
planejamento ordenado e gestão dos recursos
florestais (BORGES, 1996).
Os SIGs favorecem a tomada de
decisões rápidas com eficiência. Dessa forma,
pode-se determinar o potencial volumétrico ou
de biomassa a ser explorado, determinar as
condições da fragmentação de habitat e a
perda da diversidade, determinar o impacto da
degradação florestal e seus efeitos nas
condições hidrológicas, edáficas e climáticas.
Para isso ter um bom resultado basta ter um
banco de dados atualizado e preciso.
O Sistema de Informação Geográfica
separa a informação em diferentes camadas
temáticas e armazena-as independentemente,
permitindo trabalhar com elas de modo rápido e
simples, permitindo ao operador ou utilizador a
possibilidade de relacionar a informação
existente através da posição e topologia dos
objetos, com o fim de gerar nova informação.
Material e Métodos
O trabalho de pesquisa de campo foi
realizado a coleta de dados em relação ao uso e
ocupação da propriedade, onde contem todos os
cursos d’água, vegetação nativa em diferentes
estágios de regeneração, áreas com espécies
exóticas, áreas com agriculturas. Esses dados
foram delimitados com a utilização de um
equipamento GPS geodésico pós processado com
precisão de 0,5m (Figura 1).
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
I Encontro Regional de Iniciação
Científica da
Faculdade União Latino-Americana de
Tecnologia
Em seguida foi criado uma tabela utilizando
o Microsoft Excel® com dados de todas as classes
de uso como: idade da vegetação, DAP (diâmetro
altura do peito) médio dos talhões, custo para a
implantação da floresta, tratos culturais já
realizados, tratos culturais a serem realizados,
comparação de inventários anteriores de produção,
prestadores de serviço em cada talhão e outros.
Após a criação da tabela foi separo os dados por
talhões, onde foi cada talhão recebeu um nome
favorecendo a sua identificação.
Com essa identificação e os dados obtidos
a campo foi utilizado o Software Google Earth® para
a importação da tabela com os dados de cada
talhão. Esse software permite integração de dados
com imagem permitindo a criação de um SIG, pelo
fato de o usuário poder adicionar informações
georreferenciadas de uma determinada cultura.
Com a utilização do Microsoft Excel®
juntamente com seus recursos didático, ficou
bastante acessível à busca por informações da
propriedade favorecendo assim um maior controle
das atividades desenvolvidas.
Já a utilização do software Google Earth®
para a visualização dos dados da tabela favorece
um melhor entendimento dos dados, tendo em vista
que o produtor pode visualizar seus dados
georreferenciados.
A criação do banco de dados da
propriedade com a junção dos dados obtidos de
órgãos públicos (Figura 3) ajuda na tomada de
decisões como, por exemplo, de qual espécie
implantar em um determinado tipo de solo na
propriedade.
Figura 3. Banco de dados e imagem vetorizada.
Figura 1. Equipamento GPS utilizado para coleta de
dados
Foi utilizado para integrar o banco de dados
informações regionais fornecidos por órgãos
públicos como o IBGE, IAP e ITCG. Uma das
informações mais importantes adquiridas para a
integração foi um mapa de solos na escala 1:50.000
As informações que também integram esse mapa
são: vegetação característica, origem do solo,
subordem, textura, e outras (Figura 2).
Figura 2. Cada cor corresponde a um tipo de solo
Conclusões
O levantamento realizado permitiu uma
coleta de dados onde possui grandes informações
muito importantes para a construção de um histórico
da propriedade, portanto a utilização do SIG é de
fato um segmento oriundo da quebra das barreiras
tecnológicas chegando com uma grande vantagem
aos proprietário rurais que tiverem acesso a esse
sistema com softwares de baixo custo.
Agradecimentos
Ao Laboratório de Informações Geográficas
e Ambientais - LIGA, da Fundação ABC, por
fornecer os equipamentos e softwares para a
criação do SIG.
Referências
Resultados e Discussão
I Encontro Regional de Iniciação Científica
BORGES, J.G. Sistemas de apoio à decisão
em planejamento em recursos naturais e
48
I Encontro Regional de Iniciação
Científica da
Faculdade União Latino-Americana de
Tecnologia
ambiente. Revista Florestal, Lisboa, 1996, v.9,
n.3, p.37-44.
NOBRE,
S.R.;
RODRIGUEZ,
L.C.E.;
SILVEIRA,
L.E.S.;
SIMÕES,
G.D.O.;
Componentes Básicos de um Modelo
Relacional de Dados para a Gestão
Florestal. Silva Lusitânia, Lisboa, 2004, v.12, v.
especial, p.103- 117.
PARTIDÁRIO, M.R. Introdução ao ordenamento
de terra. Lisboa: Universidade Aberta, 1990, p.210.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
49
ESTUDO COMPARATIVO DO CRESCIMENTO ENTRE 4 ESPÉCIES DE
Eucalyptus (Myrtaceae).
Afonso Celso Marinho BALDRATI; Vitor Cesar MIESSA COELHO Faculdade ULT – União LatinoAmericana de Tecnologia. E-mail: [email protected]
Resumo: No presente trabalho o autor avalia o melhor rendimento entre as espécies de
Eucalyptus nas terras arenosas na região de Jaguariaíva-Pr. Em função do aumento da demanda
por Eucalyptus das indústrias e madeireiras e poucas pesquisas científicas na região de
Jaguariaíva. Pretende este trabalho demonstrar entre quatro espécies de Eucalyptus quais se
destacam em crescimento em m³/ha/ano sendo elas; Eucalyptus benthamii; E.dunnii;
E.urograndis e E.urocan.
Palavras Chave: Eucalytus .Reflorestamento. Crescimento.
Introdução
Com aumento da demanda por Eucalyptus
das indústrias e madeireiras na região do município
de Jaguariaíva – Pr. Torna-se evidente que
precisamos identificar as espécies de Eucalyptus
que obtém os melhores crescimento em m³/há/ano,t
para energia como para mo velaria
Material e Métodos
O ensaio foi instalado no Município de
Jaguariaíva-Pr, a 24°16’18’’ de latitude S, e
49°38’44’’ de longitude W.
Foram
introduzidas
4
espécies/procedências de Eucalyptus.
O experimento conta com 4 tratamentos e 4
repetições disposta em blocos casualizados de 48m
x 20m .
Espaçamento
de
plantio:
3,0mx2,
0m=6m²/planta
As parcelas são constituídas de 40 plantas (
10x4 )
Área de 1 parcela:20,0m x 12,0m=240m²
Área de 1 bloco:240,0m² x 4 =960 m²
(Are total: 960 m² x 4 =3840 m²
Resultados e Discussão
Até o presente momento foi escolhido o
local, efetuada análise de solo, operação de riper,
efetuado plantio, adubação, readubação com 90
dias.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Conclusões
Ainda não é possível inferir conclusões.
DEFORMAÇÃO CÔNCAVA (ENCANOAMENTO) NO PROCESSO DE
FABRICAÇÃO DE MOLDURAS FLAT JAMBS.
Alexandre Junior ROSA DA LUZ, Faculdade União Latino-Americana de Tecnologia, curso de
Engenharia Florestal, [email protected]
Resumo: Devido à demanda de mercado as empresas estão se adequando as condições de
mercado para a evolução da sua qualidade de seus produtos. Este trabalho visa a melhor
trabalhabilidade e tratabilidade da madeira no processo de fabricação de molduras cujo problema
está associado ao encanoamento no qual o trabalho está visando uma melhor secagem e
consequentemente o tabicamento e carregamento da madeira dentro das estufas aonde serão
analisados os lotes de madeira antes de ser seca e analisar o resultado da madeira ao sair da
estufa com alterações no programa de secagem e também um acompanhamento da tabicamento
no setor serraria e analisar a porcentagem de rachadura no setor seguinte para tirar uma base da
qualidade da madeira para um produto final de qualidade
Palavras Chave: Secagem. Encanoamento. Molduras.
Introdução
Segundo a Associaação brasileira de
indústrias madeireiras processadas mecanicamente
encanoamento é uma deformação que acontece na
hora do gradeamento da madeira e também na hora
da secagem é diferença de contração entre as faces
da peça a madeira contrai mais na face tangencial
que na radial ocasionando o encanoamento.
www.abimci.com.br
O seguinte trabalho está sendo realizado
devido a anomalias encontradas na fabricação
de molduras no qual o problema é oriundo de
uma secagem má conduzida . No qual o
problema
em
questão
se
trata
de
encanoamento È gerado quando ocorre
secagem mais rápida de uma face ou quando
uma face se contrai mais que a outra, mesmo
com secagem uniforme, devido ao plano em
que foi feito o corte da peça de madeira (radial
ou tangencial esse problema pode ocorrer
devido ao mau carregamento dentro da estufa
ou até mesmo o mau gradeamento);
A madeira deve ser seca para agregar valor
econômico e resistência mecânica para o seu
uso final. A secagem ajuda ao combate ao
ataque de fungos que podem prejudicar a
estrutura da madeira.
Material e Métodos
As analises serão realizadas na empresa
Braspine madeira Ltda. CNPJ 01.203.549/0002-27.
Empresa do gênero madeireiro com uma produção
de 200 containers por mês de molduras. A analise
será realizada em estufas com capacidades de 170
m³ contendo no total 8 estufas. O Seguinte estudo
será baseado nas curvas de secagem no
tabicamento ao sair do setor serraria é no
carregamento da madeira dentro das estufas. Será
elaborado um treinamento com os operadores de
secagem e operadores de Empilhadeira que
carregam as estufas, através de LUP’s e normas
técnicas que serão apresentados para todos os
setores envolvidos.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Agradecimentos
À Empresa Braspine Madeiras Ltda pelo
consentimento e autorização para a realização
desse trabalho e também pelo consentimento de
poder está fazendo estágio elaborado.
Referências
BAKER, W.J. How wood dries. Madison: Forest
Products Laboratory, 1956. 9p. (Report, 1642).
Figura 1. Teste no carregamento da estufa.
BRANDÃO, A.T.O. Determinação de metodologia
para a indicação de programas de secagem de
madeiras. Piracicaba, 1989. 100p. Dissertação
(Mestrado) – Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Queiroz”, Universidade de São Paulo.
INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS.
Divisão de Madeiras. Madeira: o que é e como pode
ser processada e utilizada. São Paulo: ABPM, 1985.
189p. (Boletim ABPM, 36).
Figura 2. Madeira com encanoamento.
Resultados e Discussão
Espera-se com esses resultados obter
uma melhor qualidade da madeira diminuindo a
incidência de encanoamento e melhorando a
trabalhabilidade e rentabilidade da madeira na
produção de molduras estabelecendo padrões
de qualidade que satisfação os nossos
colaboradores na fabricação e o mais
importante à confiabilidade dos nossos clientes
em receber um produto de qualidade.
Conclusões
Ainda não há conclusões finais sobre esse
trabalho.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
52
A INTER-RELAÇÃO DA MATA CILAR COM O MEIO
Ricardo VIERA RIBEIRO; Leonardo VON LINSINGEN. Faculdade ULT – União Latino-Americana de
Tecnologia.
RESUMO – Este trabalho teve como objetivo demonstrar que a mata ciliar possui uma função maior que
somente proteção. Ela inter-relaciona todo o ecossistema tornando-o um só. Devido a este fato, dificilmente
consegue-se estudar um só elemento ou uma parte deste ecossistema, visto a inter-dependência (direta ou
indireta) desses ecossistemas, sendo assim, conclui-se que além de inter-ligados eles são interdependentes, formando um ciclo vital.
Palavras Chave: Mata ciliar. Ecossistema. Inter-relação
Introdução
As matas ciliares constituem-se,
reconhecidamente, em um elemento básico de
proteção dos recursos hídricos, apresentando
diversos benefícios tanto do ponto de vista
utilitarista, em relação direta ao ser humano,
quanto do ponto de vista efetivamente
ecológico, para a preservação do equilíbrio
ambiental
e,
conseqüentemente,
da
biodiversidade. As matas ciliares guardam
íntima relação com a quantidade e o
comportamento da água existente nos sistemas
hidrográficos, controlando por um lado a vazão
e por outro a estabilidade dos fluxos hídricos
(FRANCO, 2005).
Dentre os benefícios proporcionados ao
meio ambiente por esta vegetação, tem
merecido destaque o controle à erosão nas
margens dos rios e córregos; a redução dos
efeitos de enchentes; manutenção da
quantidade e qualidade das águas (ARAÚJO et
al., 2004; ARCOVA e CICCO, 1999); filtragem
de resíduos de produtos químicos como
agrotóxicos e fertilizantes (MARTINS, 2001;
MARTINS, 2007); servir de habitat para
diferentes espécies animais contribuindo para a
manutenção da biodiversidade da fauna local
(SANTOS et al., 2008).
Este trabalho tem sua importância
devido a que o desenvolvimento urbano tem
aumentado gradualmente e invadido estas
áreas, destruindo assim todo um ecossistema,
isto se dá por que caso uma parte de um
ecossistema seja afetado, todo o restante
sofrera. Todo meio quando estudado nota-se
que estes funcionam como uma máquina com
engrenagens cada qual desenvolve um papel
de importância significante sendo indispensável
todo e qualquer forma de vida ali existentes.
Este trabalho teve por objetivo
demonstrar como a mata ciliar interage com
meio, e o papel que ela desenvolve nas
margens dos rios como: corredor ecológico,
filtro natural, retentor de resíduos, escora das
barrancas pelo seu sistema radicular, interação
do ambiente terrestre e o aquático os
transformando em um só, ciclagem de
nutrientes.
Material e Métodos
Este trabalho consiste em um revisão bibliográfica,
com utilização de recursos multimail e acesso a
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
base de dados, utilizando das seguintes palavras
chaves: Mata ciliar. Ecossistema. Inter-relação.
Com base na revisão bibliográfica os assuntos
foram sendo compilados e organizados de forma a
comparar resultados.
Resultados e Discussão
A importância desse trabalho é demonstrar que a
mata ciliar é responsável pela estabilidade e
uniformidade do ciclo vital que gira ao redor das
águas e que esses fatores são inter dependentes,
diretamente ou indiretamente, de forma que caso
qualquer parte deste ciclo seja afetado todo o
restante sofrera conseqüências de uma forma ou de
outra.
Conclusões
Conclui-se que a mata ciliar é
diretamente responsável pela estabilidade e
uniformidade do ciclo vital que gira ao redor
das águas e que esses são inter dependentes,
Agradecimentos
Gostaria de agradecer primeiramente a Deus por
me permitir o acesso a toda minha educação desde
a pré-escola até a faculdade.
Aos meus pais que me ajudaram muito por toda
essa minha trajetória de estudo.
A todos meus amigos que sempre me ajudaram
em todos os trabalhos.
Referências
ARAUJO, M. M.; LONGHI, S. J.; BARROS, P. L.
C.; BRNA, D. A.: Caracterização Da chuva de
sementes, banco de sementes do solo e banco de
plântulas em Floresta Estacional Decidual Ripária
Cachoeira do Sul, RS, Brasil. Scientia Florestalis.
N.66, P.128-141, Dez.2004.
FRANCO, J. G. O.: Direito ambiental matas
ciliares: conteúdo jurídico e biodiversidade. Curitiba:
Juruá, 2005. 192 p.
diretamente ou indiretamente, de forma que
caso qualquer parte deste ciclo seja afetado
todo o restante sofrera conseqüências de uma
forma ou de outra. Nota-se também que estas
matas fazem a ligação dos meios aquáticos e
terrestres tornando-os um só ecossistema, e
tem um papel também para a fauna terrestre
vital para sua sobrevivência e propagação das
espécies que utilizam estas áreas para se
locomover atrás de alimentos e para se
acasalarem, e também fazem a ligação de uma
área a outra. A recomposição de matas ciliares
estão ordenadas pela lei 4.771/65, que, de
acordo com o código florestal, no artigo 2°, que
estabelece ao longo dos rios ou dos rios ou de
qualquer curso d’ água é obrigatória a presença
de vegetação. A faixa de mata ciliar varia de
acordo com a metragem do curso d’ água de
uma margem a outra.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
54
ANÁLISE QUANTITATIVA DE DADOS PARA AJUSTE ESTATÍSTICO DE
RELAÇÃO HIPSOMÉTRICA PARA UM POVOAMENTO DE Pinus elliottii
NA REGIÃO DE ITAPIRAPUÃ PAULISTA – SP
Pricila Maria de PIZZOL, Vitor Cezar Miessa COELHO, União Latino-Americana De Tecnologia – ULT,
Jaguariaiva, Engenharia Florestal, [email protected]
Resumo: A cultura do Pinus vem se modificando em termos de espécies, procedências e clones,
e aumentando suas áreas de plantio, formas de manejo (preparo de solo, adubação,
espaçamento e desbastes). Com isso tornou-se viável para empresas florestais desenvolverem
métodos para analisar o crescimento e o potencial da produção de povoamentos de Pinus para
estimar sua produção em volume da madeira e estratégias de comercialização. Em inventários
florestais é comum medir a variável diâmetro altura do peito (DAP) de todas as árvores da parcela
e a altura apenas em algumas delas. Com essas variáveis é possível obter um conjunto de dados
que geram uma equação matemática mais conhecida com relação hipsométrica. Com esses
dados é possível estimar as alturas que não foram medidas a campo, reduzindo assim custos
durante a coleta de dados e garantindo um inventario florestal mais preciso rápido e com baixo
custo. Porem o presente trabalho tem como objetivo determinar quantitativamente o conjunto
mínimo de dados necessários para o ajuste estatístico de relação hipsométrica em povoamento
de Pinus elliiottii, dado pelo Coeficiente de Determinação (R²) a fim de se estimar a variável altura
nas parcelas que não foram mensuradas, reduzindo significativamente o custo no processo de
medição, para isso foram locadas 64 unidades amostrais de 400m² cada (20,0m x 20,0m)
aleatoriamente em todos os talhões. Foram medidos os diâmetros de todas as árvores e cerca de
28% das alturas nas 64 unidades amostrais com esse conjunto de dados foram testados 6
modelos matemáticos para a escolha da melhor equação com base nos seguintes critérios
estatísticos: erro padrão em porcentagem, coeficiente de determinação ajustado e análise gráfica
de resíduos.
Palavras Chave: Pinus
elliottii. Coeficiente de Determinação (R²). Relação Hipsométrica
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Introdução
O Pinus vem sendo uma das
espécies mais plantadas na região sul e
sudeste. Os Plantios mais extensos são de
Pinus taeda L. e Pinus elliottii Engelm, por
serem tolerantes às baixas temperaturas e ao
plantio em solos rasos e pouco produtivos para
a agricultura e são usadas em larga escala nas
indústrias.
Com isso, a cultura do Pinus vem se
modificando
em
termos de
espécies,
procedências e clones, e aumentando suas
áreas de plantio, formas de manejo (preparo de
solo, adubação, espaçamento e desbastes). Os
plantios de Pinus são efetivamente produtores
de multi-produtos, como a produção de
madeira para fibras (celulose, chapa de MDF),
para serraria (diferente bitolas), produtos
sólidos, resíduos, que vêm sendo utilizados
como biomassa ou substratos orgânicos.
(MOURA, 2011).
Com isso tornou-se viável para
empresas florestais desenvolverem métodos
para analisar o crescimento e o potencial da
produção de povoamentos de Pinus para
estimar sua produção em volume da madeira e
estratégias de comercialização.
Em inventários florestais, a variável
diâmetro à altura do peito (DAP) é facilmente
medida para todas as árvores; a altura total, no
entanto obtida de modo indireto através de
instrumentos apropriados, fornece resultados
apurados, porém não econômicos, devido ao
tempo gasto. Portanto, é comum a medição do
diâmetro de todas as árvores das parcelas e a
altura apenas em algumas delas.
Com estas variáveis é possível obter um
conjunto de dados que geram uma equação
matemática mais conhecida com relação
hipsométrica. Com esses dados é possível
estimar as alturas que não foram medidas a
campo. Com finalidade de reduzir custos
durante a coleta dos dados no inventario
florestal.
As
equações
hipsométricas
estão sendo utilizadas com maior freqüência
garantindo um inventario florestal mais preciso
rápido e com baixo custo. Porém o uso
incorreto pode acarretar a erros consideráveis
no inventario florestal.
No entanto, o número de medições de
altura a ser coletado para gerar a curva em
função do diâmetro para estimar a altura das
demais, obtendo certo nível de precisão que
não é muito definido. A escolha da melhor
equação é dada pelos seguintes critérios
estatísticos: erro padrão em porcentagem,
coeficiente de determinação ajustado e análise
gráfica de resíduos. (MOURA, 2011)
Material e Métodos
Foi realizada uma visita prévia na área
com intuito de fazer um diagnostico da
qualidade dos povoamentos, mapas da área e
planejamento das condições de trabalho.
Com as informações levantadas na
área, foi concluído que o processo de
amostragem indicado para esse povoamento é
a Amostragem Inteiramente Casualizada, pois
os povoamentos apresentam um grau de
homogeneidade elevado, seja em lotação/ha,
diâmetros e alturas.
Esse estudo foi realizado na Fazenda
Paiquerê que está situada no município de
Itapirapuã Paulista, estado de São Paulo. A
área da Fazenda possui cerca de 295,0ha de
florestas de Pinus elliottii. E tem como objetivo
principal de manejo das florestas a produção
de resina.
O povoamento foi plantado nos anos
de 2000 e 2001. O espaçamento predominante
é de 3,0m x 2,0m, perfazendo uma lotação de
1.667 árvores por hectare. Algumas pequenas
áreas foram plantadas com espaçamentos
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
diferenciados: 4,0m x 4,0m, 3,0m x 4,0m e
5,0m x 5,0m, com duas e três mudas por cova.
Foram locadas 64 unidades amostrais
de 400m² cada (20,0m x 20,0m) aleatoriamente
em todos os talhões. Foram medidos os
diâmetros de todas as árvores e cerca de 28%
das alturas nas 64 unidades amostrais.
Foram
avaliados
6
modelos
matemáticos, sendo todos os modelos
tradicionais encontrados na literatura florestal,
citados por vários pesquisadores.
Foram realizados os cálculos que
indicaram a equação que apresentou o melhor
ajuste para esse conjunto de dados. Utilizou –
se como critério de seleção de melhores
ajustes a análise gráfica dos resíduos,
coeficiente de determinação ajustado (R² ajust), F
tabelar e o F calculado e o erro padrão da
estimativa em porcentagem (Syx%).
Sendo o coeficiente de determinação
ajustado (R²ajust) o fator determinante para a
escolha da melhor equação, pois através do
mesmo pode-se analisar qual melhor equação
matemática que se ajustou para a estimativa
das alturas do povoamento para este conjunto
de dados.
Resultados e Discussão
Através de dados obtidos foram testados 6
modelos matemáticos que geraram o seguinte
quadro de ajuste:
Tabela 1. Quadro de Ajustes
Quadro Resumo de Dados
Equações
Curtis
Trorey
R²aju
st
30,74029
93
36,89388
11
Sxy%
7,719916
2
7,368990
9
Henrykson
Equa I
Curtis
ln
Equa
III
34,4384196
40,014
61
32,072
92
39,305
61
7,5109866
7,2948
37
7,6315
72
7,3308
02
Fcalc
18,30980
15
12,40033
16
21,4860584
14,007
91
19,414
51
13,628
17
Ftab
0,000122
4
0,000075
6
0,0000412
2,96E05
8,32E05
3,68E05
Coef
B0
16,23823
33
11,86150
98
-2,1587467
3,6574
7
2,8385
63
3,4699
8
Coef
B1
76,97705
0,310370
9
4,8568613
33,911
3
-6,5053
1,6485
09
Coef
B2
0,016677
3
220,17
48
20,835
57
Fonte: autores.
Ao analisar os critérios estatísticos, foi escolhido a
EQUA I a que apresentou os melhores indicadores
de ajuste:
Erro Padrão da Estimativa (Sxy%)
7,29 – abaixo de 10%
Coeficiente de Determinação (R²ajust%)
40,01% - deve encontrar-se próximo de 100.
Após a escolha da melhor equação está sendo
acrescentados dados sucessivamente até certa
estabilização do Coeficiente de Determinação
ajustado (R²ajust). Por esta razão esse trabalho
continua em analise.
Agradecimentos
Á Deus, os meus pais, amigos e aos colegas
de turma pelo companheirismo e amizade. E a
todos que de forma direta ou indiretamente me
incentivam para realização deste trabalho.
Referências
MOURA, R. A. P. ANÁLISE QUANTITATIVA
DE DADOS PARA AJUSTE ESTATÍSTICO DE
RELAÇÃO
HIPSOMÉTRICA
PARA
UM
POVOAMENTO DE Pinus elliottIi NA REGIÃO
DE ITAPIRAPUÃ PAULISTA – SP, Jaguariaiva,
2011.
CALDEIRA, M. V. W.; SCHUMACHER, M. V.;
SCHEEREN, L. W.; BARICHELLO, L. R.;
WATZLAWICK,
L.
F.;
RELAÇÃO
HIPSOMETRICA PARA ACACIA MEARNSII
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
COM DIFERENTES IDADES. Bol. Pesq. Fl.,
Colombo, n. 45, jul./ dez.2002 p.57-58.
FLORIANO, E. P.; MÜLLER, I.; FINGER, C. A.
G.; SCHNEIDER, P. R.; AJUSTE E SELEÇÃO
DE MODELOS TRADICIONAIS PARA SÉRIE
TEMPORAL DE DADOS DE ALTURA DE
ÁRVORES
Ciência
Florestal,
Santa
Maria,2006.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
USO DO FATOR DE FORMA NO AJUSTE DE EQUAÇÕES DE
ESTIMATIVA DE VOLUME INDIVIDUAL
Rafael PANICHEK, Vitor C. M. COELHO, União Latina Americana de Tecnologia , Jaguariaíva,
Engenharia Florestal, E-mail: [email protected]
Resumo: Este trabalho foi realizado com o objetivo de analisar o fator de forma como variável
independente no ajuste de equações de volume individual. Foram utilizadas 3 equações, que
foram ajustadas para fim de comparação e depois novamente ajustadas acrescidas do fator de
forma. Houve a observação de melhoria de acordo com os parâmetros utilizados.
Palavras Chave: Equação de volume individual. Fator de forma. Ajuste de equações.
Introdução
A atividade florestal tem como uma de suas
principais ferramentas o conhecimento do estoque
atual e futuro de madeira de uma determinada
floresta. Segundo Franco et. al (1997), através
desses estoques é possível planejar a colheita
florestal, decidir sobre a compra e venda de terras e
analisar o crescimento de uma floresta ao longo dos
anos, dentro de diferentes sítios e regimes de
desbaste.
A determinação do volume de uma única árvore é
uma tarefa relativamente simples, uma vez que
suas variáveis de forma isolada são facilmente
mensuráveis. Entretanto se trata de trabalho não
muito prático, uma vez que é necessário o abate da
árvore para a mensuração. Assim é o uso de
métodos de estimativa, que tentam determinar o
volume da arvore através de outras variáveis, o
método mais usado para obtenção do volume.
A aplicação do fator de forma é uma alternativa, à
cubagem de uma árvore de um povoamento. A
razão entre o volume real e o volume do cilindro à
altura do DAP, convenciona-se como fator de forma.
Segundo Netto (2006) este é o mais antigo
processo para se estimar o volume, e foi concebido,
valendo-se do princípio geométrico da rotação dos
corpos.
Entretanto o fator de forma sozinho pode levar a
erros de estimativa, já que não é um fator que
explique por completo o volume.
Hoje a determinação do volume de uma árvore, se
dá principalmente pelo uso de equações de volume.
Com dados coletados previamente a campo através
do inventário florestal, podemos ajustar uma
equação que explica o volume de uma árvore, em
função de seu diâmetro, altura e forma (AHRENS,
1983).
A qualidade da estimativa do volume depende
principalmente do melhor ajuste de uma equação
que explique-o. Comumente se usa o diâmetro a
altura do peito (DAP) e a altura como fatores
determinantes no ajuste de uma equação que
melhor explique o volume.
Este trabalho tem por objetivo testar o fator de
forma como variável independente, além do usual
DAP e altura, para realizar o ajuste de equações de
volume individual.
Material e Métodos
O trabalho foi desenvolvido a partir de dados
coletados em uma floresta de Eucalyptus grandis
com 4 anos de idade situada no município de
Arapoti-PR.
Os dados de DAP, volume, altura e fator de forma,
foram obtidos a partir da cubagem rigorosa por
Smalian das árvores centro de classe do inventário
florestal, resultando num total de 107 árvores
cubadas.
A partir desses dados foi testado o grau de
correlação por Pearson entre a variável dependente
volume, e as variáveis independentes: DAP, altura e
fator de forma.
Para os ajustes de equações foram utilizados 3
modelos clássicos (Tabela 1), que foram ajustados
para efeito de comparação, e depois novamente
ajustadas acrescidos do fator de forma como
variável independente.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Para a análise dos resultados obtidos e melhor
entendimento dos mesmos, foram utilizados os
seguintes parâmetros:
 análise gráfica dos resíduos, que demonstra a
distribuição do resíduo das estimativas;
 coeficiente de determinação ajustado (R²ajust),
que expressa quantidade de variação da variável
dependente que é explicada pelas variáveis
independentes. Quanto mais próximo de 1 (ou
100%) for o valor de R², melhor terá sido o
ajuste;
 erro padrão da estimativa em percentagem
(Sxy%), que mede a dispersão média entre os
valores observados e estimados ao longo da
linha da regressão;
 teste de Fisher, indica se há significância no
ajuste a determinado nível de probabilidade, por
meio da comparação do valor de F calculado
com o valor de F tabelado. Quando o valor de F
calculado é maior que o F tabelado, a regressão
é significativa ao nível de probabilidade
desejada.
Tabela 1. Equações testadas:
Variáveis
Autor
VolumeAltura
0,8496
Volume-ff
-0,4743
Os resultados obtidos nos ajustes realizados estão
expressos a seguir pelas tabelas comparativas
(Tabela 3, 4 e 5) entre cada equação ajustada, com
e sem o fator de forma, de acordo com os
parâmetros já estabelecidos, e pelos gráficos
(Gráficos 1,2 e 3) de dispersão do resíduo, também
comparando os resultados entre a equação com e
sem o fator de forma.
Tabela 3. Comparativo de ajuste: equação Husch.
Husch
Husch (+ff)
R²ajust%
98,68752
99,51500
Sxy%
21,73102
12,00211
7971,33920
10875,89788
7,53E-101
1,69E-121
F
Funções
F de significação
log V = β0 + β1log d
d
Husch
log V = β0 + β1log d + β3logff
Gráfico 1. Comparativo de ajuste: equação Husch.
V = β0 + β1d²h
Spurr
V = β0 + β1d²h + β2ff
d, h
V = β0 + β1d² + β2d²h + β3h
State
V = β0 + β1d² + β2d²h + β3h + β4ff
Resultados e Discussão
A tabela abaixo mostra os resultados da correlação
de Pearson entre as variáveis analizadas
Tabela 2. Correlação entre a variável dependente
volume, e as variáveis independentes
Relações
Tabela 4. Comparativo de ajuste: equação Spurr.
Coeficiente de
Correlação
Spurr
de Person
Volume-DAP
I Encontro Regional de Iniciação Científica
0,9623
Spurr (+ff)
R²ajust%
98,97900391 99,17316351
Sxy%
8,586755264 7,727283792
60
F
10277,01818 6357,973508
F de significação 1,4129E-106 1,8865E-109
Gráfico 2. Comparativo de ajuste: equação Spurr.
Conclusões
Pela análise das correlações, pode-se observar
que existe uma correlação negativa entre o volume
e o fator de forma.
Para as equações testadas, observou-se na
análise gráfica dos resíduos uma melhora na
distribuição nas equações acrescidas do fator de
forma. Os indicadores R²ajtust%, Sxy% e teste de
Fisher obtiveram melhoras em todos os casos
comparados.
Os dados testados se referem a um único
povoamento, sendo recomendado testes em outras
amostras para uma verificação dos resultados.
Referências
FRANCO, J.F.; SCOLFORO, J. R. S.; MELLO, J.
M.; OLIVEIRA, A. D. Eficiência dos Métodos para
Estimativa
Volumétrica
de
Eucalyptus
camaldulensis. Lavras – MG, 1997.
Tabela 5. Comparativo de ajuste: equação State.
State
State (+ff)
R²ajust%
99,17905346 99,32567639
Sxy%
7,699712035
F
361,0025016 3904,363892
F de significação 3,93205E-52
6,97832557
NETTO, S. P. Estimativas Volumétricas de
Arvores Individuais - Síntese Teórica. Revista
Floresta, 2006.
AHRENS, S. Importância da distribuição de
resíduos de regressão na seleção de equações
de volume - Silvicultura, São Paulo, 1983.
1,36E-110
Gráfico 3. Comparativo de ajuste: equação State.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
61
AÇÃO DO FUNGO XILÓFAGO Agrocybes perfecta (Rick) E A
INFLUÊNCIA DE
TERMOTRATAMENTO
NA ANATOMIA DOS
ELEMENTOS TRAQUEAIS E FIBRAS DE Tectona grandis Linn.
(Verbenaceae)
Ananda BRAGA SANTOS; Hélio Fernando de OLIVEIRA JUNIOR. Faculdade ULT – União latino
Americana de Tecnologia. E-Mail: [email protected]
Palavras-Chave: : Anatomia da madeira. Elementos traqueais.
Biodegradação.
Introdução
A madeira por ser originária de um
sistema biológico complexo, apresenta um
material
de
extrema
variabilidade.
Suas
propriedades físicas e mecânicas variam
significativamente entre espécies, entre árvores
de uma mesma espécie e entre diferentes
partes de uma mesma árvores, tal como no sentido
medula-casca e base topo (SOUZA, 2010), podem
também variar estruturalmente conforme o
tratamento empregado na preservação da mesma,
bem como em relação ao ataque de fungos
xilófagos.
A Segundo a literatura, a espécie Tectona
grandis é naturalmente resistente ao ataque de
fungos xilófagos, pela presença de tectoquinona.
Em 2010 FRANCO RAYMUNDO,
observou uma má resistência ao ataque do fungo
(Agrocybes c.f. perfecta) na teca termotratada
a 140 °C, o autor colocou como hipótese a
presença de tectoquinona, assim, justifica-se a
necessidade de comprovação dessa hipótese
quanto ao fato de que os fungos são os
maiores responsáveis pela degradação das
madeiras, atingindo
principalmente
suas
estruturas celulares.
O conhecimento da anatomia da
madeira é imprescindível no entendimento da
preservação e utilização de madeiras, segundo a
literatura, a espécie Tectona grandis é
naturalmente resistente ao ataque de fungos
xilófagos, pela presença de tectoquinona.
O objetivo deste trabalho foi de avaliar
e comparar as características anatômicas de
T. grandis “in natura” e termotratada em duas
condições de temperaturas e posteriormente
submetidos ao ataque de fungo xilófago
Agrocybe perfecta.
Material e Métodos
Foram avaliados anatomicamente os
elementos traqueais e fibras. As amostras
foram preparadas seguindo o método de
Franklin e após a dissociação das amostras
foram confeccionadas lâminas histológicas
para análise do material em microscópio
óptico. Entre as amostras analisadas,
utilizaram-se a madeira de T. grandis “in
natura”, termotratadas a 140°C e 160°C,
dentre as amostras foi possível identificar as
características anatômicas dos elementos
traqueais e as alterações estruturais
ocasionadas
pelos
diferentes
termotratamentos, e a degradação destes pela
inoculação de fungos.
Resultados e Discussões
O conhecimento dos tipos celulares
que constituem o lenho, assim como sua
organização e peculiaridades estruturais é de
fundamental importância, pois permitem
compreender o comportamento da estrutura
anatômica durante os diferentes estágios de
crescimento e desenvolvimento do indivíduo,
assim como a interferência de fatores
ambientais.
Os elementos de vaso quando
analisados apenas do ponto de vista do
termotratamento
(sem
teste
biológico)
apresentaram valores significativos para o
comprimento a 160°C igual a 0,26885000
mm, evidenciando que a 160°C os
elementos de vaso sofrem redução do seu
comprimento devido a alta temperatura
empregada neste processo.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Quando analisados do ponto
de
vista
do
teste
biológico
o
termotratamento que obteve a maior
degradação do EV foi a 160°C obtendo
diminuição na largura do vaso, caracterizando
desta forma a degradação da parede celular.
As fibras quando analisados apenas
do ponto de vista do termotratamento (sem
teste
biológico)
apresentaram
valores
significativos para largura nos diferentes
termotratamentos, evidenciando que as
mesmas sofrem redução da sua largura
devido às altas temperaturas empregadas
neste processo.
Quando analisadas do ponto
de vista do teste biológico elas não
variam significativamente no comprimento e
nem na largura, este fato pode ocorrer
possivelemente pelo tempo de aplicação
de teste biológico, que pode ter sido
insuficiente, ou então, porque o fungo
Agrocybe cf. perfecta num primeiro momento
degrade os elementos de vaso por estes
se tratarem de estruturas mais delicadas
do que as fibras, pois a presença da
placa de perfuração acarreta numa região
desprovida de parede primária e secundária,
tornando esta estrutura mais vulnerável ao
ataque de fungos xilófagos.
Conclusões
T. grandis nas condições desse estudo
demonstrou a decomposição da parede
celular, contrariando a literatura que identifica
a presença de tectoquinona como agente
antimicótico na espécie em estudo.
Ainda nas condições desse estudo
demonstrou que o termotratamento provoca
alterações nos diâmetros e largura dos
elementos de vaso e fibras.
Referências
<http://www.ipef.br/identificacao/tectona.grand
is.asp.> Acesso em: 26 de Junho de 2011;
JUDD, W.S. et al.Sistemática vegetal: Um
enfoque filogenético. 3.ed. Porto Alegre:
Art.Med, 612p., 2009;
LOPES, J. H. & MELO-DE-PINA, G. F.
Análise
morfométrica
dos
elementos
traqueais em quatro espécies de Portulaca
(Portulacaceae). Acta Botanica. Brasilica.
Vol. 22(3): p. 607-613, 2007;
MADY, F. T. M. Técnicas para Microscopia
da Madeira. EDUA, Manaus, 2007;
MARANHO, L. T., GALVÃO, F., MUÑIZ, G. I.
B., KUNIYOSHI, Y. S. PREUSSLER, K. H.
Variação dimensional das traqueídes ao
longo do caule de Podocarpus lambertii
Klotzsch ex Endl., Podocarpaceae. Acta
Botanica Brasilica, vol. 20(3): p. 633-640.
2006;
RILLING, E, Alfredo G. Eng. Industrial
Madeireiro e Diretor Técnico. Madeira
Modificada Com Calor TMT (Thermally
Modified
Timber)
<
http://www.twbrazil.com.br/artigos/tmt_5.pdf>,
Acessado em: 13 de Maio de 2011;
VALERO, U. W. Relación entre anatomía y
propiedades
físico-mecánicas
de
la
especie Tectona grandis proveniente de
los llanos occidentales de Venezuela.
<http://www.una.ac.cr/inis/docs/teca/temas/Sty
lesValero1.pdf> Acessado em 26 de Junho
de 2011;
IPEF, Tectona grandis (Teca). Piracicaba.
Disponível
em:
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
WPC – WOOD PLASTIC COMPOSITE NO USO DE VIGAS ESTRUTURAIS
Homero Nanni RINALDI NETO. Professor da Faculdade ULT (União Latino-Americana de
Tecnologia) - Engenharia Florestal – Estruturas de Madeira. E-mail: [email protected]
Resumo: Este trabalho utilizou serragem de madeira de Eucalyptus e resina plástica PEBD
reciclada, na proporção de 20% madeira e 80% resina plástica, sendo o material extrusado em
uma extrusora monorrosca de 75mm de diâmetro. Os testes de resistências serão realizados em
prensas de ensaios de compressão e os dados serão comparados com a norma NBR 7190/97,
com a finalidade de provar que o compósito é tão resistente quanto a madeira, porém com mais
vantagens. .
Palavras Chave: WPC. Vigas. Estruturas.
Introdução
O setor madeireiro sempre teve uma
preocupação em eliminar os resíduos gerados
pelo processo, tais como cavaco, serragem e
pó de serragem. O primeiro é largamente
utilizado em caldeiras para geração de
energia, porém os outros dois são materiais
finos, que tornam-se desinteressantes para
geração de energia, restando pouca utilidade.
Uma das soluções de uso desses
resíduos é a produção de compósito plásticomadeira. Segundo STARK, WHITE e
CLEMONS (1997), os compósitos plásticomadeira ou WPC (wood-plastic composites)
estão se tornando o material mais importante
dentro do processo da reciclagem.
Os compósitos são misturas de resinas
plásticas e neste caso madeira, sendo
normalmente utilizado o pó de serragem ou a
serragem de madeira. Existem outros tipos de
compósitos com finalidade estrutural, tais
como mistura com fibra de vidro e outros
minerais, porém o custo destes materiais
torna-se inviáveis.
Em relação à madeira, o compósito
plástico-madeira tem algumas vantagens, tais
como não rachar, não empenar, exigir pouca
manutenção ( Brandt e Fridley, 2003), além de
melhorar o desempenho mecânico de
plásticos convencionais e as fibras da madeira
aumentam a rigidez dos compósitos.
Segundo Koenig e Sypkens (2002),
existe uma perspectiva de aumento de uso
dos compósitos plástico-madeira, pois podese obter produtos com propriedades
superiores ao plástico e a madeira.
O objetivo deste estudo será analisar
os compósitos plástico-madeira quanto ao uso
estrutural em vigas de estruturas de telhado.
Os objetivos específicos serão:
Verificar as propriedades mecânicas do
compósito plástico-madeira e comparar os
dados obtidos com os valores de referencia da
norma NBR 7190/97.
Material e Métodos
Os materiais que serão utilizados são
serragem de Madeira de Eucalyptus que foi
gerado por diversas indústrias locais e foi fornecido
por uma empresa do município de Jaguariaíva Paraná que comercializa este produtos. Quanto à
resina plastica será PEBD, polietileno de baixa
densidade, sendo este material reciclado.
A mistura utilizada será de 20% de
Madeira e o restante de resina plástica,
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
respeitando um teor de umidade da Madeira em
torno de 8%.
A extrusora que será utilizada para
produzir este material será uma extrusora
monorrosca de 75mm de diâmetro emprestada por
uma empresa local.
Os testes de resistência mecânica
utilizarão prensas para ensaios de compressão,
sendo os parâmetros de ensaios os mesmos
adotados para ensaios em Madeira, Segundo NBR
7190/97.
Resultados e Esperados
Os resultados obtidos com os ensaios dos
compósitos de plástico-madeira deverão ser
comparados com os dados informados na NBR
7190/97.
A expectativa é que os resultados sejam
favoráveis ao compósito, pois somente com estes
dados conseguiremos ampliar a área de utilização
deste material, não restringindo apenas ao uso
decorativo, ou ao uso de materiais para
composição de acabamentos de piso.
Referências
Wood and Fiber Science, v.35, n.1,p.135-147,
2003.
KOENIG, K. M.; SYPKENS, C. W. Wood-plastic
composites for market share. Wood and Wood
Products, v.107, n.5, p.49-58, 2002.
STARK, N. M.; WHITE, R. H.; CLEMONS, C. M.
Heat release rate of wood-plastic composites.
Sampe Journal, v.33, n.5, p.26-31, 1997.
FEIRA E CONGRESSO INTERNACIONAIS
DE
COMPOSITES,
POLIURETANO
E
PLÁSTICOS
DE
ENGENHARIA.
Compósitos.
Disponível
em:
<http://www.feiplar.com.br/materiais/pdf/comp
osites.pdf> Acesso em: 02 out. 2012.
YAMAJI, F. M. Produção de compósitos
plástico-madeira a partir de resíduos da
indústria madeireira, 2004
MADEIRA
COMPOSTA
E
GEOLAM.Compósitos.
Disponível
em:
http://www.geolam.com/media/pdf/PT/PT_FA
Q.pdf Acesso em: 02 out. 2012.
BRANDT, C. W.; FRIDLEY, K. J. Effect of load rate
on flexural properties of wood-plastic composites.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
ESTADO DA ARTE NA DAS PESQUISA EM ANATOMIA VEGETAL NO
BRASIL.
Wérica Gonçalves Padilha SCHRÖDER, Helio Fernando de OLIVEIRA JUNIOR. Faculdade ULT –
União Latino-Americana de Tecnologia, Jaguariaiva, Pr. E-Mail: [email protected]
Resumo: contendo uma breve introdução, justificativa, objetivos, metodologia, resultados. : A
produção acadêmica desenvolvida pelos discentes dos Programas de Pós Graduação (PPG)
Stricto Sensu, brasileiros sobre anatomia Vegetal na área de ciências Biológicas no período de
1987 a 2011 é caracterizada no artigo. O Estado da arte classifica-se como um estudo
bibliográfico, o qual foi realizado a partir de resumos de teses e dissertações que estavam
disponíveis no Banco de Teses Capes e identificadas e analisadas. No período investigado
identificou-se 381 trabalhos acadêmicos entre dissertações de Mestrado e teses de Doutorado.
Palavras Chave: Anatomia vegetal. Pesquisa bibliográfica. Estado daArte.
Introdução
A estrutura interna dos vegetais é
estudada pela Anatomia Vegetal que é uma
disciplina da Botânica com longa tradição, a
qual faz o estudo comparativo de células,
tecidos e órgãos vegetais
Em anatomia aplicam-se observações
criticas e extensivas as quais resultam na
compilação, codificação e análise de dados
descritivos utilizando métodos das ciências
experimentais.
A anatomia vegetal possui relevante
destaque nas Ciências Agrárias, pois permite
o conhecimento da estrutura dos vegetais os
quais são de extrema importância para nas
diversas atividades humanas.
A contribuição do Brasil na pesquisa
aplicada a anatomia vegetal apresenta-se
interessante
embora
os
materiais
bibliográficos encontrem-se pulverizados nas
diferentes áreas de pesquisa.
No Brasil e em outros países nos
últimos quinze anos, tem se produzido um
conjunto significativo de pesquisas conhecidas
pela denominação “estado da arte” ou estado
do conhecimento”, que é um estudo
bibliográfico
sobre
as produções de
determinado tema.
Não há no país a produção de
pesquisa do estado de arte sobre Anatomia
Vegetal portanto esta faz-se necessária
devido a crescente produção de conhecimento
sobre o tema.
As tendências de pesquisas sobre
Anatomia Vegetal desenvolvidas junto aos
programas de Pós- Graduação (PPG) Stricto
Sensu brasileiros no período de 1987 a 2011
caracterizam -se neste artigo, que possui
como objetivo
uma investigação das
produções sobre Anatomia Vegetal nos
últimos vinte e cinco anos.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Material e Métodos
O trabalho caracteriza-se como estudo
bibliográfico, a pesquisa se desenvolveu a
partir da leitura e análise dos resumos das
dissertações e teses produzidas junto aos
PPG, Stricto Sensu, brasileiros, nas áreas de
Ciências Biológicas sobre anatomia Vegetal,
identificada junto ao Banco de Teses da
Capes, disponível no site www.capes.gov.br,
seguindo as seguintes etapas:
1ª Etapa - mapeamento da produção
acadêmica
sobre
Anatomia
Vegetal:
identificação das dissertações e teses que
tratam a respeito o tema Anatomia Vegetal
como objeto de pesquisa, dos PPG Stricto
Sensu brasileiros que pesquisam sobre esse
tema. No estudo inclui as pesquisas que são
aquelas que apresentam a expressão
Anatomia Vegetal no título ou nas palavraschave.
2ª Etapa - elaborar um Banco de Dados: ler
sistematicamente os resumos, identificando os
trabalhos que, indicam efetivamente uma
inserção no campo de pesquisa em Anatomia
Vegetal e elaborar um Banco de Dados para
sistematizar e possibilitar um olhar sobre o
que se pesquisa na área, identificando
elementos centrais para análise (título, autor,
área de conhecimento, curso, nível da
produção,resumo,
metodologia,
espécie
utilizada e palavra chave).
3ª Etapa - análise de conteúdo dos resultados:
realizada a partir do Banco de Dados, que
possibilita identificar, caracterizar, quantificar
possíveis tendências consolidadas a partir das
pesquisas
sobre
Anatomia
Vegetal,
produzidas junto aos PPG Stricto Sensu
brasileiros.
Teses Capes, identificou a existência de 381
trabalhos acadêmicos entre dissertações de
Mestrado e teses de Doutorado defendidos no
período de 1987 a 2011.
Conclusões
A pesquisa de estudos sobre Anatomia
Vegetal possibilitou a percepção da vasta
produção acadêmica sobre o assunto.
Destacar, avaliar, caracterizar, quantificar e
identificar conhecimento produzido sobre
Anatomia Vegetal em um período especifico e
apresentar seu resultados não é uma tarefa
muito fácil. A considerar-se a crescente
contingência
de
pesquisas
cientificas
realizadas no Brasil.
Em razão disso não se apresenta o
produto final e sim a etapa inicial visto que as
outras etapas exigem maior espaço de tempo e
dedicação, o que possibilita a direção para que
novas pesquisas sobre anatomia Vegetal possam
ser realizadas.
Agradecimentos
Alunos do 2º periodo em 2012 do curso de
Engenharia Florestal.
Referências
VASCO, A. P. ZAKRZEVSKI, S. B. B.O
ESTADO DA ARTE DAS PESQUISAS
SOBRE PERCEPÇÃO AMBIENTAL NO
BRASIL
disponível
em
:
<
http://www.uricer.edu.br/new/site/pdfs/perspec
tiva/125_71.pdf> Acesso em :01 ago. 2012
Resultados e Discussão
AGUIAR, T.V., SANT’ANNA-SANTOS, B.F.3,
AZEVEDO, A.A. e FERREIRA, R.S. ANATI
QUANTI: software de análises quantitativas
para estudos em anatomia vegetal Disponível
em:
<
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s010083582007000400001&script=sci_arttext>.
Acesso em: 09 set. 2012.
Através da análise dos resumos de
teses e dissertações disponíveis no Banco de
Silva L. M. , Alquini Y. e Cavallet J. V. é Interrelações entre a anatomia vegetal e a
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
produção
vegetal
Disponível
em:
<
http://www.scielo.br/pdf/abb/v19n1/v19n1a17.
pdf>. Acesso em: 09 set. 2012.
NORMA SANDRA DE ALMEIDA FERREIRA
AS PESQUISAS DENOMINADAS “ESTADO
DA
ARTE”
Disponível
em:
<http://www.fe.unicamp.br/alle/textos/NSAFAsPesquisasDenominadasEstadodaArte.pdf>.
Acesso em: 18 set. 2012.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ÓLEO A PARTIR DE MICROALGAS EM
AMBIENTE NORMAL E SOB CONDIÇÕES DE STRESS
Rodrigo TODD; Luis Gustavo BELASQUE; Ariane Ap. de LIMA, Erivelton STROPARO.. Faculdade
ULT – União Latino-Americana de Tecnologia, Jaguariaiva, Tecnologia em Biocombustíveis. E-Mail:
[email protected]
Resumo: A matriz energética mundial continua baseada nas fontes fosseis. Devido aos inúmeros
danos provocados ao meio ambiente, a busca por fontes renováveis de energia aumenta
gradativamente. O biodiesel obtido por microalgas vem sendo apontado como um grande
promissor nesta área, haja vista que pode-se obter níveis elevados desta matéria prima em
pequenas áreas de cultivo. Este trabalho visa a produção de microalgas tanto em condições
normais quanto em condições de stress com o objetivo de aumentar a produtividade de óleo.
Palavras Chave: Algas, Microacroalgas, Biodiesel.
Introdução
A demanda de energia no planeta vem
crescendo de forma acelerada, em função do
aumento da população mundial é de consumo
per capita, em especial nos países
desenvolvidos. Porem a maior fonte
energética é proveniente de origem fóssil. A
queima dos combustíveis gerados ocasiona,
de forma significativa em agressões ao meio
ambiente, tais como, aquecimento global,
efeito estufa dentre outros1.
Estudos mostram que os biocombustíveis,
tais como o biodiesel, pode contribuir
significativamente, para a redução parcial
destes problemas ambientais. A produção de
biodiesel a partir de microalgas vem se
destacando no mercado, devido ao seu
grande potencial na produção de óleo, matéria
prima para produção do biodiesel. Enquanto a
soja produz 0,2 a 0,4 toneladas de óleo por
hectare, pinhão-manso de 1 a 6 toneladas de
óleo por hectare e o dendê cerca de 3 a 6
toneladas de óleo por hectare, segundo
pesquisas, a alga pode geral cerca de 100 mil
litros de óleo em um hectare 2. Devido a esta e
outras vantagens, este trabalho tem por meta,
produzir microalgas em laboratório a fim de
testar os rendimentos em termos de óleo tanto
em meio convencional quanto em meio de
stress.
Objetivos
Objetivo Geral
Produzir óleo a partir de micro-alga em
condições controladas
Objetivo Específico
- Produzir grandes quantidades de óleo
em meio de stress;
- Extrair com eficiência o óleo gerado
tanto em meio de stress quanto em meio
natural;
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
- Obter óleo de excelente qualidade
visando a produção futura de biodiesel
- Verificar diferença significativa na produção
de óleo no meio em stress;
- Obter altos rendimentos em termos de
extração do óleo.
Material e Métodos
A matéria prima para o estudo foi coletada em
uma represa no município de Carnlópoles-PR.
Dois meios de cultura serão testados, sendo que
ambos com nutrição adequada, oxigenação
constante, em um período de sete dias. Em 2
galões
de
20
litros
serão
colocados
aproximadamente 100g de microalga, sendo que
em um deles a temperatura será adequada
segundo a literatura e outro será submetido à
elevação da temperatura com o objetivo de
desenvolver o stress da alga. Posteriormente,
serão avaliados parâmetros, tais como, massa
produzida e seguidamente da extração do óleo
produzido nos dois meio de cultura.
Resultados Esperados
- Espera-se um bom desenvolvimento e
adaptação da micro-alga nos meio propostos;
Agradecimentos
A ULT –União Latino Americano de
Tecnologia
Referências
1 - GOLDEMBERG, J. Meio ambiente no século
21. Especialistas falam da questão ambiental nas
suas áreas do conhecimento. 4° Ed. CampinasOS, 2008.
2 - NEWMAN,S. Com funbciona o biodiesel de
algas. Beverly Hills, Californio. United States.
Disponivel
em:
HTTP://carros.hsw.uol.com.br/biodiesel-dealgas4.htm. Acesso em 18 out. 2012.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
TRANSFORMAÇÃO DE METRO ESTÉREO (ST) DE MADEIRA PARA
ENERGIA EM TON.
John Lenon de Jesus CARDOSO CORDEIRO; Vitor Cesar MIESSA COELHO, Faculdade União
Latino-Americana
de
Tecnologia,
curso
de
Engenharia
Florestal,
E-Mail
[email protected]
Resumo: Este trabalho analisou como estava sendo executada a forma de receber as cargas de
madeira para energia qual é o processo de medidas das mesmas e tem como objetivo mostrar
através da conversão de metro estéreo (st) para toneladas de a madeira obter redução de custo
como um todo, ganho de tempo nas operações de medidas e tornar convencional a maneira de
receber madeira para energia na indústria.
Palavras Chave: Transformar. Metro estéro. Energiaem ton
.
Introdução
A biomassa é uma das fontes para
produção de energia com maior potencial de
crescimento nos próximos anos. Tanto no mercado
internacional quanto no interno, ela é considerada
uma das principais alternativas para a
diversificação da matriz energética e a
consequente redução da dependência dos
combustíveis fósseis. Dela é possível obter energia
elétrica e combustível, como o diesel e o etanol,
cujo consumo é crescente em substituição aos
derivados de petróleo como o óleo diesel e a
gasolina, uma das maneiras de se obter energia é
através do consumo de madeira (lenha).
O volume de madeira expresso em
metro estéreo (m st) algumas vezes necessita
ser convertido em Metro cúbico.
No Brasil, o estéreo vem sendo
utilizado desde os tempos coloniais para a
comercialização de lenha, mas ele também foi
adotado ha mais de 40 anos quando se iniciou
a comercialização da madeira de eucalipto
para fins industriais. Atualmente, ele e a
unidade utilizada para comercialização de
quase todo tipo de madeira, desde a lenha
que as padarias ou restaurantes compram em
pequenas quantidades, ate a madeira para
produção industrial comercializada pelas
grandes indústrias. Tecnicamente, um estéreo
e igual ao volume de uma pilha de madeira de
um metro cúbico e, portanto, compreende a
madeira propriamente dita e os espaços
vazios entre as toras. O estéreo não faz
nenhuma restrição às dimensões das toras ou
da pilha montada, nem ainda ao método de
empilhamento e, por isso, e de medição
rápida no campo e permite a fácil visualização
da produção de madeira após o abate das
arvores. Estas foram, provavelmente, as
principais razoes para o seu estabelecimento
como forma tradicional de comercialização de
madeira e de pagamento no campo do
trabalho de colheita florestal.
Material e Métodos
A pesquisa esta sendo realizada da
seguinte forma, Ao chegar à empresa é
anotado o nome da empresa prestadora de
serviço de transporte, sua placa, procedência
e o nome do condutor, passando por uma
balança que é utilizada para a pesagem de
grão agrícola que é o foco da renda da
empresa. Onde é retirado seu peso bruto.
Toda a carga será retirada a umidade que a
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
madeira esta no dia o mesmo segue para uma
área onde a empresa disponibiliza um
funcionário para a medição da carga do
caminhão que é executado da seguinte forma
e retirado medida do comprimento da madeira
sobre a carroceria onde ela se encontra
alocada após é retirado da mesma forma a
largura da madeira seguindo de três alturas do
produto de cada lado da carga do caminhão
após vai ser feito a seguinte conta soma das
alturas divido por numero de alturas
multiplicado pela a largura e o resultado
dividido por o comprimento. E por fim e
anotado a placa do caminhão e nome do
motorista esta medida é marcada em um
broco com quatro vias sendo uma delas
entregue ao motorista, todos os comprovantes
são assinado pelo motorista e o conferente
das medidas. Seguindo desse processo o
caminhão
terá
o
destino
para
o
descarregamento que pode ser no consumo
final ou para o pátio de estocagem da mesma.
Após a descarga da madeira, o caminhão
segue para a balança novamente onde Será
retirada sua tara e calculado o peso da carga
liquida que o mesmo estaria transportando.
Figura 1. Maneira de execução para medida
em estéreo.
Agradecimentos
A empresa Cooperativa Agropecuária
Castrolanda e a empresa Cordeiro Madeiras
por disponibilizar equipamentos equipe de
corte e transporte para a execução do
trabalho.
Referências
METRVM uma publicação on-line do
Laboratório de Métodos Quantitativos do
Departamento de Ciências Florestais, ESALQ,
Universidade de São Paulo, 2/outubro/2002.
BARROSO, R. A. Consumo de Lenha e
produção de resíduos de madeira no Setor
Comercial e Industrial 2007.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS DA INDÚSTRIA DE PAPEL
IMPRENSA EMPREGANDO OZÔNIO.
Jian Carlos VARELA, Stanley Magno de Oliveira MELO, União Latino Americana de Tecnologia –
ULT, Jaguariaíva, Engenharia Floresta. E-Mail: [email protected]
Resumo: O principal objetivo do presente trabalho foi à utilização do ozônio no tratamento de
efluentes líquidos de uma indústria de papel imprensa, considerando o ozônio com concentração
de 0,73 g.L-1 e tempo de exposição de 90 minutos. As amostras coletadas foram analisadas no
laboratório, onde as variáveis estudadas foram à remoção do DQO, fenóis totais, turbidez,
sulfetos e a cor. O presente trabalho está passando por reajustes para conclusões finais, mais
parcialmente é possível notar que no ponto de vista técnico o processo de ozônização em
efluentes líquidos industriais é altamente viável na remoção das variáveis citadas acima.
Palavras Chave: Efluentes. Ozônização.
Introdução
Com o crescimento da industrialização
e a necessidade da equalização dos
processos produtivos do setor papeleiro,
surgiu- se a necessidade da utilização das
águas dos corpos hídricos em grande escala,
para suprir a demanda de tais produtos à
sociedade e esta grande quantidade de água
utilizada, expressa a média em torno de trinta
e cinco metros cúbicos de água por tonelada
de polpa gerada. A contrapartida esta grande
utilização gera elevadas quantidades de
resíduos e efluentes, os quais não devem ser
dispostos novamente nos cursos naturais sem
devido tratamento, pois irão impactar
nocivamente ao meio ambiente inibindo o seu
desenvolvimento da Fauna e Flora.
Para que haja total controle desses
resíduos gerados, faz-se necessário a
monitoração e o tratamento de tal forma que
seja possível ao meio ambiente a sua
assimilação.
Pode-se dizer que a reutilização de
toda essa água utilizada no processo seria
uma grande forme de geração mínima de
efluentes, mais por outro lado, este
procedimento de reutilização e recirculação
pode tornar-se um grande vilão dentro do
processo produtivo, atravéz de desgastes em
equipamentos e baixo rendimento devido a
inúmeros ciclos podendo gerar contaminantes
ao processo, corrosão às tubulações,
incrustrações e proliferação de bactérias
contidas nessas incrustrações, afetando a
confiabilidade das unidades da indústria e
consequentemente a produção.
Hoje em todas as empresas existe
uma área destinada ao tratamento desses
efluentes, o qual chama-se de Estação de
Tratamento de Efluentes, que em sua maioria
empregam processos físicos-químicos e
operações associadas ou separadas como a
coagulação,
floculação,
flotação,
sedimentação, filtação, oxidação, na busca
dos parâmetros de qualidade, estabelecidas
pelos orgãos fiscalizadores.
Indústrias do setor, vem focando
progressivamente em investimentos em
melhorias de qualidade ambiental, visando a
redução da carga poluente e volume de
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
efluentes lançados nos corpos aquáticos
receptores, de onde é retirada toda a água
utilizada no processo industrial.
Neste contexto, o presente trabalho
aborda a oxidação para degradação dos
compostos recalcitrantes, de difícil remoção
por processos biológicos com a utilização do
processo de Ozonização (POA), o qual tem se
mostrado bastante eficiênte na descoloração
de efluentes e na oxidação de compostos
refratários.
Methods (1998), fenóis totais foi determinada
pelo método colorimétrico de Folin-Ciocaulteu,
proposto por SCALBERT et al. (1989),
sulfetos foi determinado pelo método
titulométrico descrito pelo STANDARD
METHODS (2005) e utilizou-se para leitura da
cor aparente um Espectrofotômetro (DR/2010,
HACH) em 455 nm, calibrado com padrões de
platina / cobalto (método 8025 – manual
HACH).
Resultados e Discussão
O efluente produzido na indústria de
papel imprensa possui alta concentração de
Material e Métodos
material orgânico, tanto na forma dissolvida,
Na realização deste trabalho, foi
utilizado efluente líquido de uma empresa que
produz papel imprensa, o qual foi coletado em
uma Estação de Tratamento de Efluentes.
Os experimentos foram realizados com
a utilização de alguns componentes básicos,
tais como: gerador de ozônio, concentrador de
oxigênio molecular, e uma câmara de
ozônização.
O oxigênio molecular (O2) foi obtido
através de um concentrador de oxigênio, o
qual transforma o oxigênio atmosférico em
oxigênio molecular, que irá alimentar o
gerador de ozônio posteriormente.
Através
de
descargas
elétricas
conhecidas como Efeito Corona, o gerador de
ozônio irá transformar o oxigênio molecular
em ozônio propriamente dito que irá abastecer
a câmara de ozônização.
Tal câmara consiste em um recipiente
cilíndrico de vidro com 75 cm, o qual foi
acondicionado 6000 ml de efluente, que
através
de
micro-bolhas
de
ozônio
introduzidas na parte inferior da câmara de
ozônio para que haja a reação de oxidação.
Este efluente foi submetido à ação do
ozônio por 90 minutos, sendo coletado 100 ml
a cada 15 minutos para realização de testes
laboratoriais
e
acompanhamento
das
características do efluente em função do
tempo.
Para a caracterização físico-química
do efluente foi utilizado a Demanda Química
de Oxigênio (DQO)que foram desenvolvidas
segundo o procedimento do Standard
quanto em suspensão coloidal. O efluente em
questão
é
recalcitrante
biodegradabilidade,
e
e
que
de
baixa
pode
ser
representada pela relação DQO/DBO.
Através
dos
obtidos, pode-se
resultados
observar
parciais
que para as
variáveis analisadas, o processo demonstrou
uma significativa remoção de DQO, fenóis
totais, sulfetos, turbidez e cor. O processo de
ozonização é viável do ponto de vista técnico
para o tratamento do efluente da indústria
papeleira em questão, apresentando uma
ótima eficiência na remoção das variais acima.
Referências
ALMEIDA, E., ASSALIN, M. R., ROSA, M. A.,
DURAN,
N.
2004,
efluentes
industriais
oxidativos
na
Universidade
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
“Tratamento
por
presença
Estadual
de
de
processos
de
ozônio”
Campinas,
CP6154; Campinas – SP; Quim Nova, Vol.
avaliação
27, Nº. 5, 818-824, 2004.
coagulantes naturais, radiação ultravioleta
BASSANI, F., “Monitoramento do lixiviado do
da
tratabilidade
com
(UV) e Ozônio”. Dissertação de Mestrado.
DEQ/UEM, 2010.
aterro controlado de Maringá, Paraná, e
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
AVALIAÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA DE POVOAMENTO DE
Eucaliptus grandis NA FAZENDA SANTO INÁCIO – RIVERSUL/SP
Carlos Umberto GRZYBOWSKI; Vitor César MIESSA COELHO. Faculdade ULT –União LatinoAmericana de Tecnologia – Engenharia Florestal
Resumo: O Eucalyptus originário da Austrália, com mais de 600 espécies que compõem o
gênero, apresentou uma excelente adaptabilidade ao clima brasileiro, atingindo grandes índices
de produtividade. Essa adaptação foi maior na região sudeste, onde atualmente estão
concentradas as maiores florestas de Eucalyptus. Muito utilizado atualmente na indústria de
celulose, carvão vegetal e também na Construção Civil. Apesar da alta adaptabilidade, o
Eucalyptus é muito suscetível aos fatores bióticos e abióticos. Os abióticos como temperatura,
solo, etc. Já os bióticos como as doenças do cancro do Eucalyptus por exemplo. Algumas
doenças na cultura de Eucalyptus tem sido de grande estudo pela grande influencia que exercem
nas florestas atualmente. Para avaliar o nível de produção de um povoamento de Eucalyptus em
uma Fazenda no município de Riversul/SP, utilizou-se então o inventário florestal, com o objetivo
de avaliar qualitativamente e quantitativamente o comportamento desse povoamento de
Eucalyptus, além disso, também o inventario visou avaliar as causas da mortalidade das mudas.
Os resultados do inventario mostram que o nível de falhas atingiu quase 20%, dentre as causas
dessa falha estão o plantio malfeito, mato competição, mudas de baixo padrão além do ataque de
fungos como o cancro do Eucalyptus. Já a mortalidade de mudas atingiu 11% e dentre as causas
estão tombamento de árvores, ação do vento, árvores quebradas e árvores mortas pós-plantio.
Palavras Chave: Avaliação, Eucalyptus, Inventário.
Introdução
Com origem na Indonésia e na
Austrália, o Eucalipto é uma das principais
fontes de matéria-prima para produção de
celulose. Pertence juntamente com mais de
600 espécies ao gênero Eucalyptus.
No clima brasileiro o eucalipto
conseguiu encontrar excelentes condições
para se desenvolver, com um crescimento
mais acentuado que no seu país de origem,
alcançado um fator primordial, ou seja, –
ALTA PRODUTIVIDADE.
Sua utilização na indústria de papel
começou no século XX, hoje em dia as
florestas de eucaaslipto cobrem quase 5
milhões de hectares plantados no país. Em
torno de 81,2% da área plantada dessa
espécie é utilizada na indústria de celulose.
Seu uso é vasto, além da celulose, da
madeira utilizada na indústria moveleira, do
carvão vegetal, também tem seu uso
abrangente na construção civil.
Os
maciços
florestais
estão
concentrados mais nas regiões sul e sudeste
do país. Essas florestas garantem o
fornecimento de matéria para prima para
diversos ramos da indústria, como indústrias
de papel, serrarias, e grandes siderúrgicas.
Mesmo havendo uma crescente
demanda por matéria-prima do eucalipto em
relação a outros tipos de matérias-primas
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
como as das florestas nativas, segundo
estudos a sua área de plantio ainda tem de
ser aumentada consideravelmente para
atender a demanda cada vez maior.
Analisando isso se observa a crescente
importância do gênero eucalipto, com
capacidade suficiente para atender todas as
demandas dos segmentos da indústria.
Entretanto, o eucalipto é uma cultura
mais exigente, sendo altamente suscetível a
danos por baixas temperaturas, ainda mais
por fortes geadas. Dessa forma a região
sudeste por ser uma região com menor
probabilidade de temperaturas negativas,
associadas a uma fertilidade natural dos solos
e uma melhor distribuição das chuvas, fazem
com que essa região seja uma das preferidas
quando se trata de plantios comerciais. Isso
se confirma pelos números, quando cerca de
70% da área plantada de eucalipto no país se
encontra na região sudeste, com forte
predominância para mudas clonais.
Na mesma linha de crescimento no
que se refere à utilização de mudas clonais,
estão as regiões sul, centro-oeste, norte e
nordeste.
O eucalipto sofre ataque de patógenos
em toda a sua existência, desde a fase do
viveiro até a sua fase final. Os problemas são
diversos, ocorrendo sem distinção de local,
época do ano e espécie. Algumas doenças
são bem conhecidas quando do cultivo do
eucalipto, como por exemplo: tombamento de
Mudas, podridão de raízes, mofo cinzento,
cancro, ferrugem, além de doenças foliares.
Algumas
doenças
estudadas
atualmente na cultura de eucalipto são
importantes pela intensidade e pela frequência
com que têm sido verificadas. Existem
diversas origens para as doenças no cultivo
de eucalipto, as abióticas, por exemplo,
decorrem de diferentes fatores externos e
estressantes do ambiente.
Durante ou após a ação desse fator
estressante do ambiente, as árvores tornam
suscetíveis ao ataque de doenças. Independe
do agente causal, a diagnose feita deve ser
correta para que evite a continuação da
propagação das doenças na cultura.
Material e Métodos
Foi realizada uma visita prévia à área
com o objetivo de fazer o diagnóstico da
qualidade do povoamento, aferição dos
mapas da área e planejamento das condições
de trabalho.
O imóvel fica localizado no município
de Riversul, Estado de São Paulo, a
propriedade possui uma área total de 552,71
hectares, sendo 378,03 hectares de florestas
de Eucalyptus e Pinus.
Com as informações previamente
levantadas, foi concluído que o processo de
amostragem indicado seria a Amostragem
Inteiramente Casualizada do tipo Amostragem
de Sucessivos Inícios Aleatórios, já que o
povoamento apresenta certa heterogeneidade
em diâmetros e alturas.
Foram locadas aleatoriamente, mas
abrangendo todos os talhões, 60 unidades
amostrais de 280 m² cada uma (20,0m x
14,0m). Nessas unidades amostrais foram
feitas as anotações que se referiam a árvores:




I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
MORTAS: total de árvores mortas da
unidade amostral
TOMBADAS: árvores que morreram por
tombamento
QUEBRADAS: árvores que morreram em
função de quebras do fuste
PLANTIO: árvores plantadas e morreram
ainda na fase pós-plantio.
19 48 14
29,2%
5
10,4%
40%
20 49 7
14,3%
6
12,2%
27%
21 53 14
26,4%
4
7,5%
34%
22 49 15
30,6%
6
12,2%
43%
23 51 18
35,3%
5
9,8%
45%
24 51 5
9,8%
5
9,8%
20%
25 51 7
13,7%
12
23,5%
37%
26 57 14
24,6%
9
15,8%
40%
Resultados e Discussão
Em virtude da expressiva condição de
heterogeneidade do povoamento, foi realizado
um estudo da sobrevivência e mortalidade. O
quadro abaixo mostra os percentuais,
segundo cada unidade amostral.
Tabela 1. Índice de Mortalidade e Sobrevivência
MORTALIDADE E SOBREVIVÊNCIA
ua n
Falhas %Falhas Mortas %Mortas Σ
1
49 4
8,2%
3
6,1%
14% 27 50 15
30,0%
9
18,0%
48%
2
52 2
3,8%
4
7,7%
12% 28 53 11
20,8%
7
13,2%
34%
3
46 1
2,2%
10
21,7%
24% 29 52 3
5,8%
2
3,8%
10%
4
49 3
6,1%
6
12,2%
18% 30 52 8
15,4%
8
15,4%
31%
5
47 1
2,1%
8
17,0%
19% 31 49 1
2,0%
6
12,2%
14%
6
46 3
6,5%
4
8,7%
15% 32 51 3
5,9%
4
7,8%
14%
7
51 15
29,4%
5
9,8%
39% 33 50 6
12,0%
7
14,0%
26%
8
49 7
14,3%
7
14,3%
29% 34 49 14
28,6%
7
14,3%
43%
9
48 10
20,8%
4
8,3%
29% 35 50 6
12,0%
6
12,0%
24%
10 49 5
10,2%
4
8,2%
18% 36 52 16
30,8%
1
1,9%
33%
11 51 4
7,8%
7
13,7%
22% 37 51 11
21,6%
5
9,8%
31%
12 47 10
21,3%
3
6,4%
28% 38 50 7
14,0%
7
14,0%
28%
13 53 8
15,1%
4
7,5%
23% 39 52 16
30,8%
2
3,8%
35%
14 46 10
21,7%
7
15,2%
37% 40 48 7
14,6%
4
8,3%
23%
15 54 18
33,3%
7
13,0%
46% 41 50 14
28,0%
6
12,0%
40%
16 49 21
42,9%
2
4,1%
47% 42 52 18
34,6%
3
5,8%
40%
17 50 13
26,0%
10
20,0%
46% 43 20 7
35,0%
6
30,0%
65%
18 51 15
29,4%
5
9,8%
39% 44 52 11
21,2%
2
3,8%
25%
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
45 53 10
18,9%
8
15,1%
34%
46 52 14
26,9%
1
1,9%
29%
UA Mortas Tombada Quebrada Plantio
47 45 9
20,0%
5
11,1%
31%
1
3
0
0
3
48 54 16
29,6%
4
7,4%
37%
2
4
3
0
1
49 45 3
6,7%
8
17,8%
24%
3
10
4
0
6
50 49 13
26,5%
10
20,4%
47%
4
6
2
0
4
51 52 10
19,2%
10
19,2%
38%
5
8
1
0
7
52 51 5
9,8%
3
5,9%
16%
6
4
3
1
0
53 51 13
25,5%
3
5,9%
31%
7
5
1
0
4
54 50 18
36,0%
4
8,0%
44%
8
7
1
0
6
55 45 7
15,6%
2
4,4%
20%
9
4
2
0
2
56 44 10
22,7%
5
11,4%
34%
10 4
2
0
2
57 48 13
27,1%
3
6,3%
33%
11 7
4
0
3
58 49 15
30,6%
5
10,2%
41%
12 3
1
0
2
59 46 11
23,9%
3
6,5%
30%
13 4
0
0
4
60 50 16
32,0%
2
4,0%
36%
14 7
0
0
7
5,3
11,0%
31,3% 15 7
1
0
6
16 2
0
0
2
17 10
1
0
9
18 5
0
0
5
19 5
1
3
1
20 6
4
0
2
21 4
0
0
4
22 6
0
0
6
23 5
0
1
4
24 5
0
0
5
MÉDIA 20,3%
Segundo
as médias finais,
o
percentual de falhas atingiu 20,3%. Esse
percentual está muito acima do aceitável, de
10%.
As árvores mortas totalizaram 11,0%
do povoamento.
Em função dessa alta taxa de
mortalidade, foi realizado um estudo para
determinar as possíveis causas.
CAUSAS DA MORTALIDADE
Tabela 2. Causas da Mortalidade.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
25 12
1
4
7
51 10
2
4
4
26 9
0
1
8
52 3
1
0
2
27 9
1
0
8
53 3
0
3
0
28 7
0
0
7
54 4
0
0
4
29 2
0
0
2
55 2
0
0
2
30 8
0
0
8
56 5
1
0
4
31 6
0
0
6
57 3
0
0
3
32 4
0
0
4
58 5
0
0
5
33 7
0
1
6
59 3
0
0
3
34 7
0
0
7
60 2
1
0
1
35 6
0
0
6
36 1
0
0
1
37 5
1
1
3
38 7
0
0
7
39 2
0
0
2
40 4
0
0
4
41 6
2
0
4
42 3
1
0
2
43 6
0
0
6
44 2
0
0
2
45 8
1
1
6
46 1
0
0
1
MORTAS: total de árvores mortas da unidade
amostral
TOMBADAS:
tombamento
árvores
QUEBRADA: árvores que
função de quebras do fuste
0
0
5
48 4
0
4
0
49 8
2
4
2
50 10
4
1
morreram por
morreram
em
PLANTIO: árvores plantadas e morreram
ainda na fase pós-plantio.
Feito esse levantamento por unidade
amostral, o conjunto de informações foi
resumido na Tabela 3, conforme abaixo:
Tabela 3. Resumo das Mortalidades Causas
Mortalidade (%)
47 5
que
5
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Tombadas
1,7
Quebradas
0,9
Plantio/Pós
8,5
TOTAL
11,0
5. 1. Árvores Tombadas
O total de árvores tombadas do
povoamento chega a 1,7%. Esse tombamento
ocorre de forma irregular ao longo da área
plantada.
As possíveis causas são:
a) Fungo Cryphonectria cubensis (Bruner) –
Cancro do Eucalipto
Esse fungo é característico dos solos
de matas nativas do Brasil. Ele ataca o
eucalipto a partir do segundo mês de vida,
podendo matar árvores adultas. A sua ação
ocorre pelo estrangulamento do colo da planta
(região de transição entre a raiz e o tronco).
Uma vez ocorrido o estrangulamento, a árvore
tomba. Não existe nenhum tipo de tratamento
para essa doença.
b) Ação do vento
Nos locais mais altos da fazenda, foi
detectado o tombamento de árvores com
exposição do sistema radicular, sem nenhum
outro tipo de lesão aparente.
O
gênero
Eucalyptus
tem
a
característica de apresentar sistema radicular
superficial, o que o torna mais suscetível a
esse tipo de ocorrência.
A única explicação plausível é a ação
do vento sobre as áreas mais altas da
fazenda.
5.3. Árvores Mortas no Pós-Plantio
Há também a mortalidade por causas
relacionadas com plantio da floresta. Essa
causa totaliza cerca de, 8,5% do total da
mortalidade.
Foram computadas nesse item, as
árvores que apresentavam características de
pegamento inicial, crescimento e depois a sua
morte.
Possivelmente
essa
mortalidade
ocorreu pelos sucessivos replantios.
A muda replantada, não terá a mesma
condição de crescimento que as mudas do
plantio regular. Essa muda do replantio
padecerá pela competição com as demais,
porque o povoamento já está estabelecido,
então além do estresse pelo pegamento,
ainda há condições adversas de competição
com as outras mudas que já estão
estabelecidas e com as ervas daninhas.
A muda do replantio acaba por ficar
menor e com o tempo, as mudas do plantio
formam um dossel (formação homogênea de
copas da floresta), impedindo a entrada de luz
para as árvores menores em altura. Com o
tempo essas árvores menores morrem por
falta de luz.
Conclusões
5.2. Árvores Quebradas
As conclusões foram as seguintes:
As árvores quebradas, totalizam cerca
de 0,9% do total do povoamento.
Neste trabalho foram realizadas várias
amostras, tais amostras contemplaram toda a
heterogeneidade que a floresta apresentou.
Diante disso os resultados obtidos como
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
falhas no plantio, árvores mortas, árvores
tombadas e o que realmente ficou de plantio
puderam ser vistos.
seja, grande número de falhas, de árvores
mortas por operações incorretas na hora do
plantio e também por qualidade da muda.
Se tratando do número de falhas
atingiu um volume alto, ou seja, faltou após o
período de plantio um acompanhamento mais
detalhado, isso evitaria o grande número de
falhas encontradas.
Da analise qualitativa podemos
perceber uma grande heterogeneidade na
floresta, um dos motivos causados é a grande
diferença na concentração de nutrientes no
solo. A correção seria uma análise mais
detalhada de nutrientes no solo por talhões,
dessa forma, os problemas de nutrição seriam
resolvidos e consequentemente a floresta
cresceria num ritmo só e não em ritmos
diferentes em diferentes partes da floresta.
Já para as árvores tombadas uma
possível causa encontrada foi a doença do
cancro do Eucalyptus, essa doença ocorre por
causa de um técnica errada na hora do
plantio, causando afogamento do coleto. O
correto plantio e o acompanhamento
resolveria tal problema.
Esse inventário analisou um número
expressivo de árvores mortas no período de
pós-plantio, a causa disso foi o excesso de
replantios. Todas as causas analisadas até o
presente momento nos remetem ao plantio
incorreto, a falta de acompanhamento do
plantio, além de mudas de qualidade inferior e
um dos fatores mais importantes que é o
manejo correto do solo.
Referências
AUER, C.G. A ocorrência do cancro do eucalipto
no Estado do Paraná e de Santa Catarina. Boletim
de Pesquisa Florestal, Colombo, n.32/33, p.8185, jan./dez. 1996;
SILVA, H. D. da; BELLOTE, A. F. J.; FERREIRA,
C. A. Sistemas de plantio. In: SILVA, H. D. (Org.).
Cultivo do eucalipto. Colombo: Embrapa
Florestas, 2003;
A análise quantitativa realizado nessa
floresta demonstrou o real estado dela, ou
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
ANÁLISE
DOS
RESULTADOS
DE
TESTES
DE
TRAÇÃO
PERPENDICULAR DE MDF COM DIFERENTES DENSIDADES E TEORES
DE RESINA.
José Ricardo MARQUES DE ALMEIDA; STANLEY MAGNO, Faculdade ULT – União Latino-Americana
de Tecnologia, Curso Engenharia Florestal, E-mail [email protected]
Resumo: MDF "Medium Density Fiberboard" ou seja "Chapa de Fibras de Madeira de Média
Densidade". Trata-se de um produto derivado da madeira, é uma chapa fabricada a partir da
aglutinação de fibras de madeira juntamente com resinas sintéticas e ação conjunta de
temperatura e pressão. Nos processos industriais a uma constante busca pela otimização e
excelência de qualidade, o seguinte trabalho busca demonstrar qual combinação de resina
sintética e densidade do painel tem melhores características físicas e mecânicas. Este trabalho
tem como objetivo demonstrar o desempenho do MDF produzido com três teores de resina
sintética, sendo 7%, 8% e 9%, juntamente com diferentes densidades, sendo 680 Kg/m³, 690
Kg/m³, 700 Kg/m³ e 710 Kg/m³.
Palavras Chave: Densidade. Teores de resina. MDF.
Introdução
A utilização de produtos de madeira ou seus
derivados apresenta uma série de vantagens em
relação a outros materiais de construção. A
madeira é material renovável, disponível
abundantemente
biodegradável
ou
durável
dependendo do tratamento, reciclável e imobiliza
carbono em sua estrutura proveniente da
atmosfera.
"Medium Density Fiberboard", ou seja, "Chapa de
Fibras de Madeira de Média Densidade". Trata-se
de um produto derivado da madeira, é uma chapa
fabricada a partir da aglutinação de fibras de
madeira juntamente com resinas sintéticas e ação
conjunta de temperatura e pressão, para a
obtenção das fibras, a madeira é cortada em
pequenos cavacos que, em seguida, são
desfibradas por equipamentos denominados
desfibradores.
Este produto começou a ser fabricado no início dos
anos 60 nos Estados Unidos. Em meados da
década de 70, chegou a Europa, quando passou a
ser produzido na antiga Republica Democrática
Alemã.
No Brasil, o MDF começou a ser fabricado em
1997, pela fábrica da Duratex, em Agudos (São
Paulo). Em seguida outras unidades começaram a
operar, Tafisa 1998, Masisa 2001, e Placas do
Paraná 2001. A partir daí outras unidades foram se
instalando.
Material e Métodos
Matéria-prima
Madeira de Pinus
Utilizado fibras provenientes de cavaco de madeira
de Pinus taeda. A origem dos cavacos utilizados
são de árvores da região da cidade de Jaguariaíva
Estado do Paraná.
Resina sintética
O adesivo empregado foi, resina à base de uréiaformaldeído.
Emulsão de parafina
Métodos
Adição de adesivos
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
A emulsão de parafina foi adicionada na entrada
do desfibrador de cavacos, equipamento que
transforma os cavacos em fibras, logo na saída do
desfibrador foi dosado resina sintética.
Formação do colchão de fibras
O colchão de fibras foi formado em uma formadora
continua com determinação do peso da fibra em
Kg/m².
2
690
10
3
700
10
4
710
10
5
680
10
690
10
7
700
10
8
710
10
9
680
10
690
10
11
700
10
12
710
10
6
8
Ciclo de pré-prensagem
Realizado uma pré-prensagem do colchão de
fibras com objetivo de reduzir a espessura e
retirada de ar.
10
Ciclo de prensagem
O colchão de fibras foi prensado em uma prensa
continua com 40 pórticos de pressão medindo 27
metros de comprimento.
9
Retirada dos corpos-de-prova
A cada 1 hora foi retirada uma amostra de MDF
com as dimensões 15x130x2790mm a qual foi
usado para fazer ensaios de tração perpendicular.
Agradecimentos
Aos familiares, professores e amigos que de
alguma forma me apoiaram e ajudaram neste
trabalho.
Resultados e Discussão
Foi realizado 3 tratamentos utilizando resina
sintética a base de uréia-formaldeído, nas
seguintes proporções 7%, 8% e 9%, e 4
repetições de densidade 680 Kg/m³, 690
Kg/m³, 700 Kg/m³ e 710 Kg/m³.
Tabela 01.
Tratamentos para ensaios de tração perpendicular
de MDF.
Teor
resina Densidade
nº de
Tratamento
%
Kg/m³
amostras
1
7
680
10
Referências
ABIPA – Dados apresentados pela Associação
Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira,
2000.
ELEOTÉRIO, J. R. Propriedades físicas e
mecânicas de painéis de MDF de diferentes
densidades e teores de resina. Dissertação de
Mestrado. Piracicaba, 2000.
Revista Matéria, v. 9, n. 1, pp. 29 – 40, 2004
http://www.materia.coppe.ufrj.br/sarra/artigos/artigo
10592
CASTRO, E. M. Processo de produção
mecânica de MDF. Dissertação de Mestrado.
Interunidades em Ciência e Engenharia de
Materiais. São Carlos, 2000.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
REVISÃO DE CONCEITOS SOBRE FATORES HUMANOS E CONDIÇÕES
DE TRABALHO NA ÁREA FLORESTAL
Autor: Eliel Alves, Orientador: Prof. MSc. Felipe Martins de Oliveira, União Latino-Americana de
tecnologia, curso de Engenharia Florestal, [email protected], Bolsista do Fies.
Resumo: Devido às crescentes demandas de produtos e serviços no contexto produtivo em uma economia
de larga escala, o entendimento das relações decorrentes da utilização de sistemas de trabalho, se torna
cada vez mais necessário para caracterizar a mão-de-obra e as condições gerais de trabalho, em uma
empresa é preciso conhecer os fatores humanos de seus trabalhadores, assim como a opinião deles a
respeito do trabalho, das condições de saúde, alimentação, treinamento e segurança, etc. Se conseguirmos
melhorar esses aspectos dentro das empresas, poderemos, com certeza, criar um bom relacionamento e
uma boa qualidade de vida que resultarão um melhor ambiente de trabalho e, consequentemente, numa
maior produtividade, sem deixar que questões de insucesso passem a existir em uma organização.
Palavras Chave: Fatores humanos, condições de trabalho, qualidade de vida.
Introdução
Segundo a International Ergonomics
Association, Fatores Humanos é o conjunto de
ciências que estudam todos os elementos que
contribuem com a relação interativa do homem, em
um dado ambiente, com os diversos sistemas que
o cercam e que são determinantes na sua
dinâmica, eficiência e eficácia.
O estudo dos fatores humanos consiste
em um levantamento do trabalhador na empresa,
analisando se variáveis como: tempo na empresa,
tempo na função, estado civil, número de filhos,
idade,
escolaridade,
origem,
religiosidade,
variáveis antropométricas, etc, enquanto as
condições gerais de trabalho na empresa são
fatores que influenciam diretamente a satisfação
do trabalhador, a produtividade e a manutenção do
sistema ser humano-máquina em funcionamento.
O conhecimento dessas condições de vida e busca
constante de sua melhoria influencia diretamente a
satisfação do trabalhador, levando ao aumento
da produtividade e da qualidade do trabalho. A
mão-de-obra é um componente essencial para o
trabalho florestal, notadamente nas atividades de
elevada exigência física, como as operações de
colheita, realizadas de forma manual ou
semimecanizada, onde se faz uso intensivo de
mão-de-obra. O conhecimento desses fatores é
fundamental para que a área de trabalho, o seu
arranjo, os equipamentos e as ferramentas sejam
bem adaptados às capacidades psicofisiológicas,
antropométricas e biomecânicas do trabalhador.
Para atingir um bom desempenho, deve-se
procurar adaptar o trabalho às características do
trabalhador, buscando reduzir a sobrecarga física,
a fadiga, o absenteísmo, os erros, os acidentes de
trabalho e propiciando maior conforto, satisfação
no trabalho e bem-estar social. O corte de árvores
com motosserra permite
que se atinja
produtividade individual relativamente elevada,
com baixo investimento inicial, além de poder ser
feito em locais de difícil acesso. A derrubada é
considerada uma atividade perigosa, podendo o
risco ser maior se houver incidência de cipós e
sub-bosque. A movimentação de toras na
preextração é uma atividade pesada e que
sobrecarrega a coluna lombar, podendo ocasionar
lombalgias no trabalhador. O desgalhamento, por
sua vez, é uma atividade perigosa, pois a
motosserra é operada em sua rotação máxima,
estando sujeita a resvalos e podendo atingir o
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
operador. Com os estudos que serão realizados
sobre as relações
do trabalho em colheita
florestal, busca-se uma revisão criteriosa sob o
enfoque de fatores humanos. Logo, para contribuir
com um melhor entendimento sobre o tema, este
estudo objetiva revisar os fatores humanos
relacionados em pesquisas sobre sistemas de
trabalho fixo. Além disso, os estudos serão
classificados apresentando os principais fatores
associados com os sistemas de trabalho, inclusive
com a identificação daqueles que encontraram
correlações estatisticamente significativas. Através
da observação do percentual que utilizam
determinados fatores será possível inferir sobre
seus impactos em cada tipo de atividade
executada.
Material e Métodos
As entrevistas serão realizadas através de
questionários aplicados individualmente aos
operadores que trabalham com motosserra na
colheita florestal de Pinus na Empresa (Sfal)
Sengés florestadora e agrícola ltda, no município
de Jaguariaíva, localizada na região do Norte
Pioneiro do Estado do Paraná.
Figura 1. Operador em plena atividade de
desgalhamento.
Conclusões
Ainda não há conclusões.
Agradecimentos
À Empresa Sengés Florestadora e
Agrícola Ltda (SFAL) pelo consentimento e
autorização para a realização de pesquisa junto a
seus colaboradores e também pelo suporte
logístico.
Resultados e Discussão
Espera-se com esses resultados obter maior
eficiência e
rendimento no trabalho,
estabelecendo critérios para alcançar níveis
satisfatórios de segurança e conforto no
trabalho, reduzindo o número de acidente e
absenteísmo na Empresa. Devido a fatores
diversos que serão analisados através desse
questionário de entrevista, buscar-se a
detectar as possíveis falhas e corrigi-las.
Referências
SANT’ANNA,
C.M.
Fatores
humanos
relacionados com a produtividade do operador
de motosserra no corte florestal. Viçosa, 1992.
142 f Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal)
– Departamento de Engenharia Florestal
Universidade Federal de Viçosa.
FIEDLER, N. C. Análise de posturas e esforços
despendidos em operação de colheita florestal no
litoral do estado da Bahia. 1998. 103 p. Tese
(Doutorado em Ciência Florestal)
– Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
VIABILIDADE ECONÔMICA DE UMA ÁREA DE PRODUÇÃO DE
SEMENTES DE Eucalyptus dunnii Maiden (Myrtaceae)
Paulo César da SILVA; Felipe Martins de OLIVEIRA, Faculdade União Latino-Americana de
Tecnologia, curso de Engenharia Florestal, [email protected], bolsista do ProUni.
Resumo: Atualmente, a pesquisa científica está bastante avançada no uso da clonagem de
eucalipto, utilizando diversas espécies destinadas a plantios comerciais. Esses resultados vêm
apontando maior eficiência para eucaliptos tropicais onde as adaptações aos processos de
clonagem são visivelmente melhor do que às espécies destinadas ao clima
subtropical/temperado. Sendo assim o uso de sementes para a produção de mudas, desempenha
e certamente desempenhará por muito tempo papel relevante no estabelecimento de plantações
comerciais de eucaliptos no Brasil. Desta forma, esta pesquisa visa demostrar a viabilidade
econômica da produção de sementes de E. dunnii, usando os indicadores TIR e VPL nesta
avaliação. Pela análise dos indicadores, o projeto mostrou-se viável economicamente no
momento presente, bem como em uma simulação futura.
Palavras Chave: Produção de sementes, viabilidade econômica, APS.
Introdução
O eucalipto (Eucalyptus spp) deriva do
grego: eu (=bem) e kalipto (=cobrir)
referendando-se
à
estrutura
globular
arredondada de seu fruto, caracterizada pela
tampa que protege as suas sementes. O
eucalipto pertence à família das Mirtáceas e é
nativo da Austrália, onde cobre 90% da área
do país, formando densos maciços florestais
nativos. (REMADE, 2001).
No Brasil o eucalipto dunnii é
considerado uma espécie promissora para a
região onde há a ocorrência de geadas, mais
precisamente
sul
do
Brasil.
Como
características da espécie a mesma apresenta
ótimo desenvolvimento e forma de fuste
retilíneo, apesar de existir várias áreas de
produção de sementes e pomares ainda
assim não é suficiente para atender a
demanda existente (HIGA et al., 2001).
Porém, um dos problemas encontrados
é a falta de sementes. Segundo Graça (1987),
um fator agravante que contribui para essa
falta é a baixa produção, que frequentemente
é associada à escassez de florescimento da
espécie.
Entretanto, com a contribuição do uso
de métodos de melhoramento genético,
podemos obter ganhos sob o ponto de vista
quantitativo e qualitativo, explorando assim a
variabilidade natural da espécie.
Pois,
segundo Mora et al. (1981), com a produção
de sementes há a possibilidade de
recombinação, com isso criar novos
genótipos, além de promover a perpetuação
da espécie.
No campo econômico podemos
salientar que, em um projeto, dispõe-se da
aplicação de um capital, ou seja, investimento,
com o claro objetivo de obter receita. Desta
forma, a análise de sua viabilidade econômica
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
pode ser feita por alguns indicadores, como a
taxa interna de retorno - TIR, o valor presente
líquido - VPL e o fluxo de caixa, o qual analisa
e registra os custos e a receita ao longo do
projeto. No setor florestal, segundo Silva et al.
(2005), os investimentos são em grande
escala e mais concentrados na implantação e
sempre a longo prazo e se tornam justificados
quando o retorno financeiro está de acordo
com os objetivos.
O presente trabalho teve como objetivo
apontar a viabilidade econômica de uma Área
de Produção de Semente - APS, com
Eucalyptus dunnii, analisando os indicadores
de viabilidade TIR e VPL.
formação de copa e espaçamento. Estas árvores
eliminadas geraram madeira destinada à serraria.
Com estas intervenções que aconteceram
nos anos 15 e 16 do projeto, restaram para a
produção de semente propriamente dita cerca de
30 árvores matrizes por hectare, divididas em
quatro talhões, onde seguiram um rodizio de coleta
(Figura 1) de quatro em quatro anos, possibilitando
a regeneração da copa após poda ocasionada pela
retirada dos frutos.
Para a análise econômica foram
considerados todos os custos e receitas obtidos ao
longo do projeto, e analisados com relação à sua
taxa interna de retorno (TIR) e ao seu valor
presente líquido (VPL). Para tabulação e análise
dos dados foi utilizado o software Microsoft
Excel©.
Material e Métodos
Foi realizada implantação de 39 ha de
floresta com a espécie Eucalyptus dunnii de
procedência New South Wales (Austrália), em
espaçamento 2m x 2,5m, gerando uma população
de 2000 plantas por hectare.
A área em que foi executado o projeto está
localizada na região de Castro, estado do Paraná,
onde o clima predominante possui verões quentes
e úmidos e invernos de clima frio e seco, podendo
ter de 10 a 25 geadas por ano com índice
pluviométrico em torno de 1200 mm anuais e
altitude de 900 m. (WREGE et alii,. 2004).
O povoamento possui 17 anos, e sua data
de plantio foi setembro de 1995. Foram realizadas
três intervenções. Durante os intervalos entre
intervenções houve apenas operações de
manutenção e condução da rebrota na condição
de sub-bosque. A primeira intervenção foi feita aos
7 anos, retirando 85% das árvores e destinando-as
para energia. Paralelamente, foi realizada uma
seleção nas árvores remanescentes. A segunda
intervenção foi realizada aos 14 anos, onde foi
retirada a madeira proveniente da rebrota,
destinando-a também para energia. Neste
momento foi efetuada a eliminação das cepas por
meio de aplicação de herbicida logo após o corte
restando, com isso, cerca de 300 árvores. A
terceira seleção foi realizada nos dois anos
seguintes, utilizando como critérios de eliminação
bifurcação, tortuosidade, menor desenvolvimento,
Figura 1. Coleta dos frutos para beneficiamento.
Resultados e Discussão
Com a avaliação dos indicadores de
viabilidade econômica TIR e VPL, pôde-se
observar que o projeto apresentou indicadores
que o tornaram viável. Também foi simulada a
sequência do projeto considerando coletar e
comercializar 20 Kg. de semente/ano a um
valor de mercado de R$ 3.000,00/Kg,
considerando os demais custos inerentes de
manutenção e operações. Os valores obtidos
tanto para o projeto atual, como para a
simulação, podem ser vistos na Tabela 1.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Tabela 1. VPL e TIR observados no presente
estudo, para o momento atual e para a simulação
futura.
VPL (R$)
TIR (%)
Projeto atual
852.857,00
28
Simulação futura
165.478,00
31
Cabe ressaltar que os custos mudam
para a simulação, visto que não há operações
como implantação, seleção, entre outros, bem
como não há renda oriunda do corte de alguns
indivíduos. Mesmo assim, o projeto continua
rentável.
Conclusões
O projeto analisado pelos indicadores TIR
e VPL se mostrou viável economicamente, tanto
para o povoamento atual, como para a projeção de
viabilidade futura. Considerando o cenário
proposto, o projeto demonstrou ser uma atividade
produtiva rentável.
Referências
HIGA, A.R. et alii, Efeito da poda da copa na
produção de semente de Eucalyptus dunnii,
Colombo-Pr, boletim de pequisas n 43, UFPR,
2001, 99-106p.
GRAÇA, M.E.C, Avaliação do florescimento e do
potencial de produção de semente do Eucaluptus
dunnii MAID no Brasil. Colombo-Pr, boletim de
pesquisas florestais n 14, Embrapa, 1087, 1-12 p.
MORA, A.L. et alii. Aspectos da produção de
sementes de espécies florestais. 2 ed. IPF Sér.
Téc., Piracicaba, 1981, 01 p.
SILVA, M.L.;JACOVINE, L.A.G;VALVERDE, S.R.
Economia Florestal. Viçosa: UFV, 2005. 2 ed. 178
p.
WREGE, M. S.et alii, Ocorrência da primeira
geada de outono e última de primavera no
Estado do Paraná. Revista Brasileira de
Agrometeorologia, Santa Maria, v. 12, n. 1, p.
143-150, 2004.
Agradecimentos
À Cooperativa Agropecuária Castrolanda pelo
fornecimento dos dados e da estrutura para o
desenvolvimento deste trabalho.
REVISTA DA MADEIRA. Curitiba: Lettech, v.
59, set., 2001. 27 p.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Percepção de jovens e adolescentes com relação ao Marketing
Ambiental e “Greenwashing”.
Harisson Luiz PIRES PEREIRA, Helio Fernando de OLIVEIRA JÚNIOR. Faculdade ULT – União LatinoAmericana de Tecnologia, Jaguariaiva E-Mail: [email protected]
Resumo: Este trabalho apresenta uma prática de Educação Ambiental que visa avaliar a percepção de
jovens e adolescentes a respeito do marketing ambiental e ao marketing ambiental enganoso conhecido
como “Greenwashing”, e também a mudança nesta percepção após uma aula prática de Educação
ambiental abordando principalmente estes temas. O objetivo principal é avaliar o quão estes jovens e
adolescentes estão atentos aos apelos de cunho ecológico utilizado por marcas e empresas para promover
vendas e também sua aptidão em discernir quais propagandas possuem teor enganoso. E posteriormente
avaliar a diferença nesta percepção após a aula prática de educação ambiental.
Palavras Chave: Educação Ambiental, Marketing. Greenwashing.
Introdução
O aumento de informações sobre a
problemática ambiental e a ênfase que a mídia
de uma forma geral tem dado sobre as
previsões quase “apocalípticas” com relação ao
futuro do planeta causam comoção em boa
parte da sociedade.
As pessoas impactadas com os
problemas ambientais buscam comportar-se de
uma forma mais natural, diminuindo seu
consumismo, adotando práticas sustentáveis e
em alguns casos realizando atividades que
ajudam realmente a natureza, plantando
árvores, participando de campanhas de
conscientização ambiental, entre outras
práticas. Esta crescente preocupação com as
condições ambientais e com os impactos
causados pela ação do ser humano gera um
grupo de consumidores com necessidades e
preferências por produtos ecologicamente
corretos ou com menor impacto ambiental
possível assim como empresas que possuam
uma política de responsabilidade ambiental e
social, isso vem de encontro com a descrição
de Ottmann (1993), que diz que o marketing
ambiental ou marketing verde é a maneira de
comunicar os benefícios de produtos
ambientalmente mais saudáveis ao público
alvo de interesse do produtor, ele também
defende que embora qualidade, preço e
conveniência predominem nas decisões de
compra, um quarto atributo que seria a
compatibilidade ambiental (a qualidade
“verde” do produto), vem se tornando
rapidamente um fator de preferência na escolha
do mesmo.
A busca por esse tipo de produto
movimenta um mercado promissor, que já está
presente no mundo todo e ainda tem muito a
crescer, o mercado dos produtos “verdes” ou
com um impacto ambiental menor. Porém
visando ocupar este mercado muitas empresas
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
vêm adotando práticas tendenciosas, abusivas e
até imorais, onde utilizam propagandas
enganosas de práticas ambientais que não são
coerentes com a verdade, ou minimizando seus
impactos ambientais com ações pouco
relevantes ao meio ambiente, essas práticas são
conhecidas pelo termo “Greenwashing”. Este
termo foi descrito como uma “Desinformação
disseminada por uma organização para
apresentar
uma
imagem
pública
ambientalmente responsável; ou uma imagem
pública de responsabilidade ambiental
declarada por uma organização que é percebida
como sem fundamentos ou intencionalmente
enganosa, (Peroni 2011).
.
Devido ao grande número de empresas
e marcas que utilizam o marketing ambiental
para alavancar suas vendas e expandir seus
negócios e paralelo a isso o número crescente
de empresas praticantes do “Greenwashing”
surgiu a necessidade de avaliar a percepção de
jovens e adolescentes com relação a estas
diferenças e buscou-se também entender a
efetividade de uma aula prática de educação
ambiental voltada a estas questões em otimizar
esta percepção caso ela se mostrasse deficiente.
Material e Métodos
Para uma identificação dos grupos de
alunos mais fácil e rápida, estes serão divididos
em letras para os grupos testados A, B e C, e
em números 1 e 2 para os que auxiliaram no
teste sendo estes dois grupos da mesma turma.
Com relação às etapas, estas foram
classificadas como Pré-teste (I), Aula prática, e
Teste (II).
A primeira medida tomada foi a
preparação dos 16 alunos do Projeto Pescar da
Associação Kurumi turma de 2012. Para
participar do experimento, eles receberam
aulas teóricas de marketing empresarial e a
importância
do
marketing
ambiental
principalmente dando ênfase ao setor florestal
e madeireiro que estão mais ambientados
devido às empresas mantenedoras do projeto
social que estão matriculados.
As aulas específicas sobre marketing
ambiental totalizaram uma carga horária de 10
horas sendo divididas em 3 horas teóricas e 7
horas práticas. Durante as aulas práticas os
alunos foram divididos em duas equipes
(grupos 1 e 2) e cada equipe teve que montar
uma micro-empresa fictícia, uma utilizando o
marketing ambiental de forma correta e
consciente e a outra utilizando o
“greenwashing”.
Ambas
as
empresas
disputariam o mesmo nicho de mercado e
ofertariam os mesmos produtos, (os alunos
optaram por produtos como roupas e
acessórios). O objetivo principal de cada
empresa seria atrair investidores para a sua
marca, e os investidores seriam os alunos do
Projeto Jovem Aprendiz do 2º e 3º módulo e os
alunos do Curso técnico Madeireiro.
Os alunos desta primeira etapa
receberam um teste idêntico ao que foi
aplicado para os alunos dos grupos A, B e C
apenas para comparação, uma vez que estes
alunos receberam aulas de educação ambiental
durante todo o ano letivo neste projeto.
Para os grupos A, B e C, (principais
alvos deste trabalho) foi apresentado um Préteste para avaliar a percepção destes alunos
com relação aos temas antes de qualquer
intervenção de um orientador, contando apenas
com uma rápida explicação do que significa
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Marketing Ambiental e qual a diferença com
relação ao Greenwashing.
O teste I consiste em uma série de
propagandas retiradas dos sites oficiais das
empresas, as propagandas foram selecionadas
pelos grupos 1 e 2, estas continham
características
como
apelo
ambiental,
incorporação de elementos que elucidassem
uma preocupação com a natureza, selos de
certificação e logotipos de ongs que promovem
a preservação do meio ambiente, entre outros
apelos ecológicos.
Para avaliar estas questões de forma
segura foi utilizado como recurso a
empregabilidade de termos segundo as normas
do ISO 14021 que é uma extensão da série
ISSO 14000 que especifíca os requisitos de
autodeclarações ambientais, incluindo textos,
símbolos e gráficos, impressos ou não assim
como propagandas vinculadas na internet
(ISO14021, 2004). Essa norma define vários
termos usados na rotulagem ambiental,
delimitando para tanto sua interpretação.




As principais normas utilizadas para
este trabalho foram:



Aspecto ambiental: Elemento das
atividades, produtos ou serviços de uma
organização que pode interagir com o
meio ambiente (ISO14021, 2004).
Declaração Ambiental: Texto, símbolo
ou gráfico que indica um aspecto
ambiental de um produto, de um
componente ou de uma embalagem
(ISO14021, 2004).
Verificação da Declaração Ambiental:
Confirmação da validade de uma
declaração
ambiental
utilizando
critérios e procedimentos específicos
predeterminados,
assegurando
a
confiabilidade dos dados (ISO14021,
2004).
Texto Explicativo: Qualquer explicação
que seja necessária ou fornecida para
que uma declaração ambiental possa ser
adequadamente compreendida por um
comprador,
um
comprador
em
potencial ou um usuário do produto
(ISO14021, 2004).
Identificação Ambiental: Palavras,
números ou símbolos usados para
designar
a
composição
dos
componentes de um produto ou uma
embalagem (ISO14021, 2004).
Autodeclaração Ambiental: Declaração
ambiental feita por fabricantes,
importadores, distribuidores varejistas
ou qualquer pessoa, sem certificação de
terceira parte independente, que tenha a
probabilidade de se beneficiar da
referida declaração (ISO14021, 2004).
Objetivos
das
Autodeclarações
Ambientais: A meta geral dos rótulos e
declarações ambientais é, por meio da
comunicação de informações precisas,
verificáveis e não enganosas sobre
aspectos ambientais do produto,
estimular a demanda e o fornecimento
dos produtos que causem menos
impacto sobre o meio ambiente,
estimulando, desse modo, o potencial
para uma melhoria ambiental contínua
orientada para o mercado (ISO14021,
2004).
Foi considerado Greenwashing todas as
propagandas que de certa forma infringissem
estas normas.
As imagens contendo as propagandas
eram mostradas e os alunos marcavam um X
na figura correspondente indicando se
avaliavam aquilo como Marketing Ambiental
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
ou Greenwashing. Foi solicitado aos alunos
que não conversassem entre si para evitar que
pudessem induzir um ao outro a modificar suas
respostas.
Após encerrarem o Teste (I) iniciou-se
uma rápida palestra sobre estes temas com
cerca de 30 minutos de duração onde os alunos
puderam sanar suas dúvidas e se familiarizar
ainda mais com os assuntos abordados, nesta
palestra eles ficaram a par também de como
estava sendo realizada a pesquisa em que eles
estavam participando. Em seguida os alunos
dos grupos 1 e 2 apresentaram suas empresas
fictícias, suas marcas e produtos com duração
de 15 minutos para cada apresentação e mais 5
minutos para perguntas, este tempo poderia ser
prorrogado de acordo com o interesse e
número de questionamentos dos alunos
avaliados.
Para que a interação com as
apresentações se tornasse mais dinâmica e
atrativa, foi estipulado que cada aluno fizesse
um cheque nominal fictício no valor de mil
reais, e ao final das apresentações eles
deveriam investir este valor em uma das
marcas apresentadas. Foi sugerido que eles
avaliassem as questões econômicas, sociais e
principalmente ambientais, analisando se os
princípios ecológicos desta empresa tinham
fundamento, ou não, e em seguida investissem
naquela que lhes agradassem e apresentassem
uma preocupação real com relação ao meio
ambiente.
Uma semana após realizados o teste (I),
os alunos dos grupos A, B e C repetirão este
teste, para avaliar se houve alguma mudança
em seu julgamento com relação as mesmas
propagandas, esta etapa foi denominada teste
(II), posteriormente a isto será realizado
comparações entre os dois testes realizados por
cada aluno, e serão também analisados o grau
de percepção divididos em variáveis prédeterminadas como idade, sexo e escolaridade.
Resultados e Discussão
Embora este trabalho ainda esteja em
fase de coleta de dados e as análises
estatísticas ainda não terem sido realizadas é
possível pontuar algumas questões.
Quando perguntados sobre o que era
Marketing Ambiental a maioria mencionou já
ter ouvido sobre o tema, mas que não
recordavam-se com clareza do que se tratava,
já com relação ao termo Greenwashing
nenhum aluno dos que já participaram do
experimento manifestou algum conhecimento
com relação ao significado e todos afirmaram
nunca ter ouvido falar.
Durante as apresentações foi possível
notar através das perguntas e expressões
utilizadas que os alunos estavam se
familiarizando e também adquirindo uma certa
preocupação com o fato de poderem ser
enganados por uma das equipes com suas
marcas fictícias, logo estes começaram a
realizar uma série de perguntas contundentes
referentes as atividades sociais e ambientais
de cada empresa representada. O que
demonstra ainda que de forma superficial
certa efetividade na maneira em que o
assunto foi abordado.
Outra mudança que pode ser
facilmente identificada foi com relação aos
alunos dos grupos 1 e 2 que em várias
situações se depararam casualmente com
propagandas que continham algum tipo de
apelo ambiental e logo já comentavam entre si
que se tratava de marketing ambiental e em
algumas ocasiões julgavam determinado
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
anúncio como Greenwashing. Este tipo de
comportamento é satisfatório, pois demonstra
um aumento significativo na percepção destes
alunos, e com isso espera-se que os alunos
dos grupos A, B e C apresentem esta mesma
mudança.
Figura 2. Pesquisador, Alunos dos grupos (1 e 2)
Orientadora
pedagógica
e
professores
participantes agradecendo aos alunos do 3º
módulo do Projeto Jovem Aprendiz (Grupo B) pela
participação no experimento.
Conclusões
Figura 1. Alunos do Projeto Pescar (Grupo 1)
apresentando uma de suas empresas fictícias para
os alunos do 3º módulo do Projeto Jovem
Aprendiz.
O conhecimento dos consumidores com
relação à natureza das afirmações de certas
marcas sobre suas responsabilidades ambientais
apresentadas em suas propagandas é essencial,
pois evita que estes adquiram produtos que
venham a enganar seus princípios ecologicamente
corretos.
Os jovens de uma maneira geral são
bombardeados com produtos que se dizem
“verdes”, e devido a isso é de grande importância
de que estes tenham conhecimento das principais
diferenças entre propagandas coerentes e
propagandas
mentirosas.
Logo,
práticas
pedagógicas de cunho ambiental servem como
ferramenta para promover este conhecimento e
desenvolver um pensamento crítico com relação a
estas questões.
Agradecimentos
Figura 2. Alunos do 2º módulo do Projeto Jovem
Aprendiz (Grupo A) realizando o Teste (I).
Agradeço primeiramente a minha família,
principalmente a meu pai, Luiz Carlos Pereira que
desde criança sempre me incentivou a gostar de
ciências, e a tudo que envolvia a natureza e os
animais.
À minha esposa pela paciência ao ouvir
minhas ideias e por seu carinho ao fazer
ponderações sobre determinados aspectos deste
trabalho.
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Ao meu orientador Hélio Fernando de
Oliveira Jr, que sempre que pode está me dando
dicas e ouvindo minhas teorias sobre tudo.
Também
agradeço
a
orientadora
pedagógica do Projeto Pescar, Olívia Maria
Campos e ao articulador do projeto Márcio
Machado Gonçalves, pelo grande apoio e incentivo
que eles tem me dado em meu trabalho, pelo
envolvimento e fundamental ajuda neste
a
experimento, assim como a prof .
Marisa
o
Aparecida Almeida Ribas e o prof Luiz Antonio de
Souza, que viabilizaram a participação dos Alunos
do Projeto Jovem Aprendiz.
Além de meus alunos: Alison, Romaine,
Bruno Almeida, Bruno Maurício, Wesley, Gilmar,
David, Bruna, Rullyane, Kevillyn, Regiane,
Francielly, Izamara, Ezequiel, Marilaine e
Leonardo. Pois sem a participação deles seria
impossível realizar este projeto.
A todos estes, meu muito obrigado!
Referências
OTTMAN, Jacquelyn A.. Gestão de
Marketing: Marketing Verde – Desafios e
Oportunidades para a Nova Era do Marketing 1ª
edição São Paulo: Makron Books do Brasil Editora
Ltda,1994
NAZÁRIO, Pedro Valentim. Greenwashing:
Uma análise do conhecimento dos atendentes de
serviços de atendimento ao cliente sobre a
característica "verde" do produto. Porto AlegreRS, 2011.
PERONI, Bruno Oliva. Administração
Marketing: Pintando de Verde: Uma avaliação
Crítica das Declarações Ambientais de Produtos de
Limpeza no Brasil. Apud Pedro Valentim Nazário
.
Associação Brasileira de Normas técnicas
(ABNT) ISO 14021 apud Pedro Valentim Nazário.
[email protected]
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
ARTIGOS
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL OU PARAFISCAL COMO CONTRIBUIÇÃO
CORPORATIVA À OAB
Marcus Vinicius de OLIVEIRA RIBEIRO. União Latino-Americana de Tecnologia, Polo Jaguariaíva,
Direito, [email protected]
Resumo: O estudo do Direito é um processo pesado, progressivo e acumulativo, entretanto
instigador quando se depara com paradigmas fruto de minucioso estudo. Existem vários tipos de
Contribuições na doutrina que abrange o Direito Tributário Brasileiro. Esta é uma das discussões
que circulam sobre a chamada Contribuição Especial, também chamada de Contribuição
Parafiscal. No presente trabalho o método de pesquisa qualitativo foi o utilizado que se traduz em
um método descritivo em que as informações obtidas bibliograficamente podem ser quantificáveis
sendo os dados analisados indutivamente levando a interpretação dos fenômenos e a atribuição
de significados. Para alguns, esta não passa de uma Contribuição Social Genérica como no caso
da Contribuição Corporativa à OAB. Para outros nem chega a ser um tributo. Analisando e
abrangendo sua finalidade, natureza jurídica e características foi possível assim realocar esta
espécie de contribuição e definir a que instituto ela pertence, traduzindo-se como uma
Contribuição Especial, já que a lei é branda quanto a este entendimento.
Palavras Chave: Direito Tributário. Contribuições Especiais. Parafiscalidade. Imposto. Taxa Tributária. OAB.
Introdução
Seu grupo sempre foi alvo de indagações
Muito se escreve sobre as contribuições na
por ser o tipo de tributo que oscila em seu
doutrina com o escopo de iluminar aos olhos de
entendimento, entre ser taxa ou imposto,
curiosos cientistas sua natureza jurídica e qual
diferindo de suas irmãs pela sua curiosa
seu real fato gerador e características.
característica
Tanto se discute o assunto, que se faz em
aparente
relevo
as
divergências
entre
doutrinador
Eduardo
Parafiscalidade(Sabbag,2009).
Prevê a Carta Magna citando em seu artigo
150, parágrafo 6º: “tributo ou contribuição”,
doutrinadores e jurisprudência.
O
chamada
Sabbag(2009)
confirma tal situação em seu texto discursando
criando ali uma aparente separação feita pelo
legislador constituinte.(Brasil, 1988)
sobre as contribuições mesmo estando a
As chamadas Contribuições diferenciam-se
competência para instituição de tributos em
no que tange sua finalidade. Lembrando que no
relação
caso
as
contribuições
Constituição Federal.
expressa
na
dos
impostos
já
é
o
bastante
o
acontecimento do fato gerador para que
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
advenha a obrigação tributária. Entretanto nas
No presente trabalho o método de pesquisa
Contribuições, observa-se o benefício em
qualitativo bibliográfico foi o utilizado que se
conjunto com o fato descrito na norma.
traduz em um método descritivo em que as
Neste artigo o foco se faz pela espécie de
Contribuição chamada de especial e sua
relação parafiscal com a autarquia da ordem
dos Advogados do Brasil.
informações obtidas bibliograficamente podem
ser quantificáveis sendo os dados analisados
indutivamente levando a interpretação dos
fenômenos e a atribuição de significados.
Resultados e Discussão
No decorrer do curso de Direito percebe-se
como fatos e atos sociais ocorrem e como
refletem no mundo do Direito, e assim, com o
crescimento
do
conhecimento
técnico
é
possível observar como a sociedade pode ser
mutável e discute sobre as omissões da lei.
Suscitando
Contribuição
sobre
a
ideia
finalística
de
nota-se
Segundo Sabbag(2009) a Parafiscalidade é
um fenômeno próprio de certas contribuições
em que há a presença de uma entidade política
criadora do tributo e, paralelamente a presença
de uma entidade parafiscal que arrecada e
fiscaliza o tributo. Citando como exemplo a
uma
anuidade paga pelo engenheiro ao CREA para
uma
que esteja habilitado a exercer suas atribuições
subjetividade quanto a forma de se analisar e
entender tal conceito e assim entendimentos
diversos levam a escolha de tal tema que
engloba desde o tributo até a aplicação efetiva
do instituto.
como tal, caracterizando aí a o parafisco.
A parafiscalidade seria uma modalidade
nova em se tratando de finanças públicas,
sendo fruto de um Estado intervencionista
relatado na historia visando utilizar receitas
Destarte, inflamando discussões como esta
será possível um dia chegar ao um equilíbrio
entre o papel da justiça, a ética de tributo e a
conscientização da sociedade diante do nosso
sistema em que o problema se mostra na
aplicabilidade correta da lei bem como sua
interpretação
representantes,
e
a
e
atuação
não
o
de
“quantum”
seus
públicas por meios indiretos.(LIPPERT,1996)
As causas da Contribuições Parafiscais são
diversas, mas entre elas é um liame em
comum.
Todas
elas
objetivam
arrecadar
recursos para suprir as incumbências devido a
fatos
políticos,
sociais
e
do
a
econômicos.(LIPPERT,1996)
de
coersitividade, esquecendo-se da figura do
Estes
fatos
exigiram
Estado
contribuinte e também esquecendo-se do
necessidade de administrar e aplicar seus
cunho funcional da lei.
recursos para ações imediatas que não se
Material e Métodos
I Encontro Regional de Iniciação Científica
faziam de acordo com as normas padrões que
não previam tais novos caminhos no que tange
98
a elaboração e execução orçamentária. Assim,
Deste modo, Moraes(1987) vem constituir o
fez-se necessário a criação de novos grupos,
conceito de Contribuição Especial como sendo
com relação aos antigos para aumentar e suprir
[...]pois o tributo cuja a obrigação possui por
as deficiências que pediam eficiência. Criou-se
fato gerador uma atividade social do Estado ou
então
de entidade, que tenha seu cargo o exercício
a
Administração
Pública
Indireta.(LIPPERT,1996)
de funções públicas, efetivas ou potenciais,
dirigidas a grupos sociais.”
A figura das Contribuições Parafiscais,
Especiais, ou somente Contribuições, tem seu
advento a partir de então.
A
primeira
vez
que
a
palavra
foi no ano de 1947 em “inventaire Schuman”
pretendendo suprir a ideia da recuperação
econômica e social da França pós 2ª Guerra
Mundial. “Para” seria uma preposição traduzida
como “perto” ou “ao lado” induzindo ao
raciocínio do significado “fora dos quadros de
receitas tributárias tradicionais do Estado”.
(LIPPERT,1996)
de
1988(BRASIL,1988),
exclusivamente
instituir
as
Contribuições
Sociais. Entretanto no artigo 195 estabelece as
feições básicas da seguridade social atribuindo
seu custeio possibilitando ser direto e indireto
pelos recursos do Estado, DF e dos Municípios.
O parágrafo primeiro dispõe que as receitas
destes
supracitados
entes
destinadas
à
seguridade social constarão nos respectivos
orçamentos embora não integrem o orçamento
da União, traduzindo-se em Contribuições
Parafiscais no sentido clássico, sendo esta
Relata-se que o Estado, pela história tem na
concepção moderna resultante de um leque de
finalidades
Constituição
atribui em seu artigo 149 que compete a união
parafiscalidade, ou “parafiscalité” foi utilizada,
novas
A
e
precisões
políticas.É
compelido a manter dois sistemas de finanças
públicas: o fiscal com seu fim político e o
parafiscal com a finalidade econômica e social.
Constituindo assim a sede de necessidades
localizada
fora
do
orçamento
da
União.
(LIPPERT,1996)
Coelho(2004)
conceitua
Contribuição
Especial como a Contribuição que
[...] ora é coetânea ao pagamento do tributo, ora é
diferida, mas implica sempre uma atuação do Estado
[...] seja qual for a atuação [...] em pró dos órgãos de
econômicas que fizeram surgir as contribuições
classe
Parafiscais e estas localizadas nos grupos
previdenciárias) ela necessariamente está voltada
(interventivas,
sociais
ou
sociais-
(referibilidade) à satisfação de algumas necessidades
sociais de modo que o fortalecimento político
específicas dos contribuintes “(PAUSEN,2004).
das organizações classistas teve por corolário
o
desenvolvimento
parafiscal.(MORAES, 1987)
da
finança
Podemos vincular seus dizeres à situação
da anuidade corporativa, ao passo que [...] o
contribuinte
tem
como
contra
partida
(signalagma) a defesa dos seus interesses e
I Encontro Regional de Iniciação Científica
99
prerrogativas de classe e a regulamentação de
imprescindível
suas atividades [...] (COELHO,2004)
(POMOCENO,2008)
Não se confunde com Contribuição Social,
por esta ser em prol fins Sociais e da
para
a
sua
validade.
Leandro Paulsen(2004) alerta:
“... não se deve confundir a finalidade que caracteriza
Seguridade Social(COELHO,2004) (art. 195, I,
a contribuição [...] a finalidade é requisito inafastável
II e seguintes), sendo a Contribuição Especial
para a caracterização da Contribuição [...]. Não tem
uma contribuição Corporativa que abrange as
contribuições
sindicais
e
profissões
regulamentadas e para órgãos de classe.
(BRASIL,1966)
Mesmo
a
Parafiscal
Contribuição
Não é taxa porque não remunera serviços
uma
disponibiliza
algo
aos
segundo
Contribuição de Melhoria por obviamente não
“Contribuição
existir valorização de imóvel por obra pública.
conhecida,
como
nem
contribuintes. Também não é considerada
em que não tem amparo pela Carta Magna em
seu artigo 195, como no caso do PIS, sendo
revelada indutivamente pelas características
diferenciadas que possue.
(SABBAG,2009)
A taxa caracteriza-se por ter o fato gerador
vinculado a uma atividade estatal ligada
diretamente ao sujeito passivo da relação
tributária, vínculo tal que também existe na
alude as características
Contribuição.
espécies
dizendo que:
“o fato de a União atuar diretamente ou através de
Logo,
existe
a
para
diferir
situação
de
as duas
que
na
Contribuição é indiretamente relata ao sujeito
carrega
passivo enquanto que a taxa esta relacionada
importância. De qualquer modo, a atuação está direta
atividade estatal e o contribuinte diretamente.
instrumentalidade
(INSS,
OAB)
não
e indireta (parafiscalidade), revelam os fins queridos
pela Constituição validando a tributação (validação
finalística).”
Logo,
Imposto e esta podem coincidir.”
ou
Especial
Social Genérica” constrange-se pela situação
Coelho(2004)
entretanto o fato gerador e a base de cálculo de
cobrados,
sendo
Pomoceno(2008)
receita vinculada a nenhuma finalidade específica,
o
estudo
(LIPPERT,1996)
Sabbag(2009)
se
confirma
que
as
“[...]
caracteriza
as
Contribuições Especiais [...] pelo [...] produto de
Contribuições Especiais sejam realmente uma
suas arrecadações [...]
espécie de tributo o qual difere das outras
carreado para financiar atividades de interesse
espécies pela Constituição Federal por sua
público, beneficiando certo grupo, e direta ou
característica principal que é a destinação a
indiretamente o contribuinte.”
que se dá ao produto da arrecadação a uma
finalidade do Estado, e tal vínculo se torna
Segundo
Lippert(1996)
devendo
[...]
constitui-se
ser
por
critérios os elementos: a) caráter compulsório
da exigência (o que configura uma das
I Encontro Regional de Iniciação Científica
100
semelhanças com impostos e taxas); b) a não
ou de respectivo órgão estatal, objetivando
integração da respectiva receita no orçamento
atingir certos grupos sociais, beneficiando
do Estado; c) a destinação do produto de sua
individual, indireta ou diretamente integrando o
arrecadação para o custeio de grupos, setores
orçamento através de dotações globais sendo
ou categorias sociais; e d) administração de
fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União,
suas receitas por entidades descentralizadas
ou pelo órgão de controle da execução
inclusive estatais delegadas do Estado.
orçamentária.
Becker(1963) argumenta em sua obra que
as Contribuições Parafiscais não possuíam a
condição de natureza jurídica “sui generis”, ou
seja, não única em sua espécie, tampouco
natureza mista, entretanto, em alguns casos,
serem
meramente
simples
impostos
com
destinação decidida.
a
natureza
jurídica
do
tributo,
a
destinação, maior ou menor proporcionalidade
na base de cálculo, bem como a posição do
sujeito passivo em relação à pressuposição de
incidência do mesmo.(LIPPERT,1996)
É da União a competência para instituir o
valor
sobre
as
contribuições,
interesses
de
no
que
categorias
tange
profissionais
os
e
econômicas, se destinam custear pessoas
jurídicas de Direito Público ou Privado tendo
por finalidade fiscalizar e regulamentar por
natureza o exercício de certas atividades, bem
Entendia que não exerce qualquer influência
sobre
Tais
Contribuições
Especiais
como representar categorias profissionais e
econômicas. (POMOCENO, 2008)
Isto é o que define o valor pecuniário que se
expressa no pagamento por Advogados e
Estagiários para a Ordem dos Advogados do
Brasil, bem como, por médicos ao Conselho
Regional de Medicinal e etc.
LIPPERT,(1996) afirma que:
segundo a Constituição (BRASIL,1988). Os
Estados, Distrito Federal e Municípios podem
“Contribuições
de
Intervenção
de
Categorias
Profissionais, destinadas ao custeio das atividades
instituir contribuições para arrecadar receita
de órgãos e classe sindicais, profissionais ou
para suprir as necessidades dos sistemas de
econômicas,
previdência e assistência social de seus
servidores.(LIPPERT,1996)
incluindo-se
neste
grupo
as
contribuições sindicais e as Contribuições destinadas
à Ordem dos Advogados do Brasil e aos Conselhos
Regionais
de
Contabilidade,
dos
Engenheiros,
Arquitetos, Contadores, Agrônomos, etc.”
Como já suscitado neste trabalho, esta
espécie de contribuição tem a característica de
ser um tributo finalístico. Lippert (1996) alude
se existente o fato gerador das Contribuições
Especiais, será relacionado à atividade Estatal
I Encontro Regional de Iniciação Científica
Assim configura-se a contribuição paga à OAB
como Contribuições Especial de Intervenção de
Categorias Profissionais destinada a custeio de
Autarquia Arrecadadora e fiscalizadora da
Administração Estatal Indireta.
101
Conclusões
Não se discute o destino do valor pago em
forma
de
Contribuição
Especial
pelos
Contribuintes, mas sim a vinculação entre
entidade representativa custeada e quem paga
horas que resultaram no presente trabalho aos
meus pais e amigos. À coordenadora do curso de
Direito da ULT, Rosângela Lascosk por nos
incentivar e possibilitar o evento do I ERIC onde
pudemos demonstrar nossa capacidade de iniciação
científica e demonstrar a comunidade norte pioneira
a qualidade do curso de nossa querida instituição. E
por fim à Deus.
o valor.
Referências
É dotada de Parafiscalidade e seus sujeitos
ativos são as entidades representativas e não a
União, mesmo a esta tendo Competência.
ATALIBA, Geraldo. Hipótese de Incidência
Tributária. 5. Ed. São Paulo : Malheiros, 1980, p.
171.
BRASIL, Constituição Federal de 1988. Constituição
da República Federativa do Brasil. Brasília,1998.
Mesmo a norma jurídica omitindo-se sobre a
BRASIL, Código Tributário Nacional de 1966.
definição das Contribuições Especiais, esta é
Código Tributário Nacional Brasileiro. Brasília, 1966.
um tributo pago para financiar um sistema de
BECKER, Alfredo Augusto. Teoria Geral do Direito
determinado grupo com o intuito de ter a
Tributário. SARAIVA : São Paulo, 1963, pag. 349.
qualificação de fazer parte e integra o sistema
COELHO, Sacha Calmon Navarro. Revista
Internacional de Direito Tributário. V.1, n. 1. Belo
Horizonte – Jan/Jun, 2004, p. 363-381.
LIPPERT, Franz August Gernot. As Contribuições
Parafiscais No Direito Brasileiro. Revista da
Faculdade de Direito da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Porto Alegre: UFRGS, v. 12, p.
121-126, 1996.
MORAES, Bernardo Ribeiro de. Compêndio de
Direito Tributário. 3. Ed. FORENSE : Rio de Janeiro,
1987, pag. 623.
POMOCENO, Patrícia Ferreira. Contribuições
Especiais. Publicado em 01/09/08. Acesso em
03/09/12
às
18:04,
link:
www.aprendatributario.com.br/?p=73
PAULSEN, Leandro. Direito Tributário : Constituição
e Código Tributário à Luz da Doutrina e da
Jurisprudência. 6. Ed. Ver. E atual. Porto Alegre :
Livraria do Advogado do Advogado, 2004.
SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário.
São Paulo : SARAIVA, 2009, p. 449 e ss.
tributário brasileiro formando um quarto gênero
de tributo, diferindo dos impostos, taxas e
contribuições de melhorias.
Tem sua origem por uma tendência histórica
generalizada não apenas para facilitar o bom
andamento da máquina estatal devido suas
mutações,
mas
também por
qualificar
o
atendimento às exigências da justiça fiscal,
estando os contribuintes sempre relacionados
ao “fato gerador finalístico” beneficiando-se
direta ou indiretamente.
Configura-se por ser o valor recolhido pela
Autarquia arrecadadora e fiscalizadora da OAB,
Contribuição Especial ou Parafiscal.
Agradecimentos
Agradeço ao Professor Hélio Fernando Oliveira
Junior pela atenção às indagações e pelo belo
trabalho que tem feito com imenso e profundo olhar
científico para com os acadêmicos e à instituição.
Agradeço ao aconchego e paz do lar, que me
possibilitaram o mergulho profundo em incessantes
I Encontro Regional de Iniciação Científica
102
O DIREITO PENAL SIMBÓLICO COMO UM RESULTADO DO
IRRACIONALISMO PÓS-MODERNO ATRAVÉS DA BIOÉTICA NA
SOCIEDADE BRASILEIRA URBANIZADA
Marcus Vinicius de OLIVEIRA RIBEIRO. União Latino-Americana de Tecnologia, Polo Jaguariaíva,
Direito, [email protected]
Resumo: Este trabalho mostra que o Direito Penal Simbólico é um fenômeno que nasce no sentimento de urgência que
manifesta o Estado quando a indevida aplicação das normas penais, face às poucas políticas de prevenção da
criminalidade, mostra as consequências de efeitos colaterais indesejáveis, ao crime, à violência e todo quadro social
que geralmente se inserem estes dois elementos. Resume-se, em prática, sua aparição em uma onda propagandística,
manipuladora dirigida geralmente às massas populares surgindo o simbolismo através das edições de leis em resposta
ao clamor público toda vez que um fato crime choca o país. Simbolismo tal que muitas vezes é usado como instrumento
para oportunistas políticos para benefício próprio, transformando-se em uma arma perigosa.
Palavras Chave: Norma Incriminadora Simbólica. Simbolismo do Direito Penal. Segurança Nacional. Falsa Garantia de
Segurança. Legislador Socorrista. Lei Penal.
Introdução
Este artigo tem como escopo suscitar
uma falta de percepção destituir princípios de
uma ciência regrada?
uma discussão para medrar o conhecimento
Destarte, cria-se o mito, o qual Aranha
sobre este fenômeno chamado Direito Penal
Simbólico e encetar a percepção crítica à luz
dos estudos contemporâneos pelo olhar da
Bioética na sociedade brasileira urbanizada.
(1993) esclarece tão bem em seu livro em que
diz
ser
a
mente
humana
naturalmente
inquiridora. Mas como saber ou perceber a
verdade? Qual sinal para distinguirmos a
Pensa, a sociedade, ser o Direito Penal
verdade do erro?
o “super-homem” dos ordenamentos jurídicos,
Para Descartes o critério da verdade é a
que possui o condão de criar uma panaceia
para os males simplesmente editando algumas
leis penais propondo sanções mais severas,
bem como, dificuldades às garantias dos
“infratores”. (CABETTE & NAHUR, 2008) Como
saber se estas medidas são corretas? É correta
evidência. Ainda há aqueles que buscam a
verdade
com
o
intuito
de
aprender
na
incoerência de argumentos, técnica chamada
de “método socrático”. Mas a evidência se faz
clara quando há escândalos tomando conta de
nossos noticiários, inundando nossas casas
I Encontro Regional de Iniciação Científica da União-Latino Americana de Tecnologia
Resultados e Discussão
com influências políticas muito bem planejadas.
O conceito de Cezar Roberto Bitencourt
(ARANHA, 1993)
(2003, p.2) leciona que: “Direito Penal é um
O fato é de que as pessoas que erigem
a
sociedade
acostumaram-se
a
viver
mecanicamente, perdendo a percepção de
fatos e a capacidade inquiridora, critérios
suscitados
acima
se
impulsionando
conjunto de normas jurídicas que tem por
objeto a determinação de infrações de natureza
penal e suas sanções correspondentes- penas
e medidas de segurança.”
ao
vivendo
A norma penal se manifesta a vontade
somente para si como elucidou o psicanalista
do Estado na definição dos fatos puníveis e
Freud. (NEGRI, 2011)
suas respectivas sanções. Caracterizam-se por
autoritarismo
contra
si
mesmo,
sua imperatividade. Tem como objetivo a tutela
Mediante isso, forma-se a projeção
ilusória de algo que se espera vir como um
dos bens jurídicos, aplicando penas, medidas
de segurança e etc. (CUNHA,2006)
milagre, uma glória pela massa populacional
Pelo
vivendo no piloto automático, seguindo ideias já
Direito
Penal
ter
essa
precedentemente talhadas a força, atitudes
característica normativa é possível identificar a
equivocadas, como se todos bebessem da
característica dogmática, que por si só não é
mesma
sendo
negativa desde que aplicável e eficaz em
considerada esta uma fonte de verdade real.
relação a casos individuais que diariamente se
(ANDRIOLA, et. Al. 2006)
apresentam a ele, pois somente adquire seu
fonte
da
mídia
televisiva,
significado funcional e político profundo quando
A sociedade é tão influenciável que
essa falsa sensação de segurança, muitas
vezes, é posta acima da moral sedimentando
inserida no âmbito do sistema de controle penal
da modernidade, no interior do qual devem ser
analisadas suas funções.(ANDRADE, 1994)
um sentimento secular maquiavélico, ou seja,
um sentimento onde os fins justificam os meios.
(KOYRÉ, 1982)
Callegari e Giacomolli (2010) abrem seu
Material e Métodos
prólogo afirmando que quando pensamos
O método utilizado para pesquisa para
sobre o Direito Penal, principalmente na pena
fundamentar o presente artigo foi de pesquisa
em si, surge um problema entre este poder
qualitativo bibliográfico que traduz informações
relacionado com a Soberania do Estado com
obtidas bibliograficamente sendo os dados
os
analisados
a
preponderar sempre sobre o ilícito caminhando
interpretação dos fenômenos e a atribuição de
por critérios de proporcionalidade e impetração
significados.
em um Estado Democrático de Direito e a
indutivamente
I Encontro Regional de Iniciação Científica
levando
direitos
humanos.
A
norma
deve
104
essência do ser humano ser preservado como
Afirma ainda que a eliminação e a
pessoa, como cidadão e não como um ser
relativização descaracterizam o ser humano
irracional,
alimentando
não
importando
o
tamanho
e
uma
possível
relativização
gravidade de sua conduta ilícita, este deverá
terrorista, repressiva de ideias, de autores e
ser punido como um transgressor da lei penal,
fatos.
como indivíduo infrator, não como combatente.
Portanto é aceitável de que haja a
Meliá (2010) diferencia a sua visão do
possibilidade de a dogmática assumir-se em
problema de Gunther (2010), pelo simples
uma conotação negativa diferente de onde se
diagnóstico citando a postura de outros países
deve aplicar o Direito Penal. Esta dogmática é
sobre a discussão política às medidas de
que se manifesta em formas retóricas do
exceção, como por exemplo, os Estados
Estado com efeitos práticos e nulos ou
Unidos da América que ao não se importar com
insignificantes através de edição de leis sem
a aparência jurídica liberam a tortura em se
um critério rigoroso que garanta sua efetiva e
tratando de terrorismo o que leva a considerar
coerente aplicação. (ANDRADE, 1994)
tal conduta “guerra” tratando como inimigo o
sujeito que não segue parâmetros e padrões
Constitucionais criando assim o que Gunther
(2010) diz ser algo novo, não melhorado
tampouco mutado.
Os
autores
Por um lapso instintivo, sinônimo da
“falta de percepção” citada na Introdução deste
artigo, podemos perceber que em casos como
assassinato de Isabela Nardoni a sociedade
sobrepõe
Callegari
justiça
acima
da
moral
Giacomolli
desconsiderando sua inerência com a mesma,
(2010) ainda fazem uma divisão entre o
colocando os direitos fundamentais a serviço
resultado
ao
da segurança. Ideia qual se torna uma arma
“Direito Penal do Inimigo”, o simbolismo do
nas mãos da sociedade. Se por vontade de
Direito Penal e o Punitivismo Expansionista,
todos no calor do clamor da massa voltaríamos
uma
à época da vingança privada. O Estado desta
fenômenos
mistura
de
e
a
naturais
devido
conservadorismo
e
o
liberalismo Penal.
Lucidam ainda que ao tratar o indivíduo
como paradigma do Direito Penal do Inimigo,
com tal irracionalidade diz que a intervenção do
Estado através do Direito Penal possui limites
expressos na Carta Magna (BRASIL, 1989)
tornando assim a legitimidade do Direito Penal
maneira age coagido, tornando sua soberania e
poder em um remédio, eis o efeito placebo que
ignora uma das teorias existentes a Teoria
Social de Canotilho (1998) que afirma a
necessidade de uma intervenção pública para
garanti-los de forma a ser não um limite mas
uma finalidade do Estado possibilitando a
participação efetiva (status activus).
existente, pois, respeita então os princípios que
regem todo o ordenamento jurídico.
I Encontro Regional de Iniciação Científica
105
Antônio Carlos Santoro Filho (2002)
por
um
punitivismo
exacerbado.
facilmente
um tipo de onda propagandista manobrada
(principalmente
especialmente com o escopo de atingir as
anseios por justiça. Acostumou-se a combater
massas populares e principalmente aqueles
os sintomas e não as reais causas, como por
que estão preocupados distrair-se dos graves
exemplo
problemas sociais e econômicos na tentativa
Desarmamento. (ROMANHOL, 2010)
no
pela
quando
mídia)
caso
do
o
é
descreve o Direito Penal Simbólico como sendo
de fechar os olhos aos reais problemas
observado
Isso
cria,
poder
pseudo-
Estatuto
do
“um menino de rua é mais do que um ser
constituindo entre outros, os principais fatores
descalço, magro, ameaçador e mal vestido. É a
acrescem a criminalidade.
prova da carência de cidadania de todo um país,
onde uma imensa quantidade de garantias não
sai do papel da Constituição...” (DIMENSTEIN,
O jornalismo policial foi disseminado
2009)
em horários nobres da televisão disputando
preferência
nacional
induzindo
visões
moralistas e conceitos estereotipados em que
se aproveita a emoção de punir (Miopia Social)
criminalizando condutas. A mídia aceita e
propaga o paradigma da criminologia positivista
tendo como base a investigação das causas da
criminalidade e na ideologia do criminoso nato.
Fomenta
nos
maniqueísta
telespectadores
do
mundo
uma
visão
consolidando
a
chamada “imprensa marrom” degustada por
uma sociedade idônea. Muda-se então a
finalidade verdadeira do Direito Penal que ao
invés de predeterminar penas e prevenir, serve
de
instrumento
de
solução
para
as
desigualdades sociais. Tal fato se faz óbvio,
pois, claramente é mais fácil por parte do
Estado criar leis do que promover políticas
públicas
na
distribuição
área
da
educação,
de
renda
e
melhor
exclusão
os
a
dicotomia
apresentada
por
Dimenstein (2009) em uma pesquisa da
UNESCO (órgão das Nações Unidas para a
educação, ciência e cultura) realizada em
Outubro de 2004, revela que mais da metade
dos jovens do Brasil não estão preocupados
com política. O levantamento, feito entre junho
e julho com 10.010 pessoas entre 15 e 29 anos
nos 26 Estados brasileiros e no Distrito
Federal, mostra que 63% dos jovens tem
nenhum ou pouco interesse nas eleições
municipais. De acordo com a Zero Hora, a
pesquisa
Juventudes
Brasileiras de
2010
mostra que dois terços dos 47 milhões de
jovens brasileiros não veem sua geração se
preocupar com política partidária.
Mesmo
embora, há um descaso com o uso do sufrágio
para eleger seus legisladores, em contra
senso, cobra e pressiona-os à assistência
punitivista.
social.(CLEINMAN, 2001)
Aponta-se
Eis
fenômenos
inter-
relacionados, casos-símbolos são orientados
I Encontro Regional de Iniciação Científica
O movimento lei e ordem é outro
exemplo de modo a acreditar que tudo está sob
controle e que o legislador é atento. Este
106
caminho fica claro quando a lei penal em vez
onde nós não cometemos crimes e que não
de prevenir crimes e garantir segurança,
somos criminosos, que o criminoso é o outro.
preceitos
Situação
qual
fazem
parte
dos
básicos
qual
tem
seu
advento
de
princípios deste instituto, torna-se ícone do
estigmatização de uma classe social que será
glorioso e correto caminho trilhado pelo Estado.
combatida
Resume-se em uma ideia de movimento de
fenômeno o qual alerta Zafarone como um
repressão máxima implantados em países
infeliz resultado de Direito Penal. (SEREJO,
como a Europa, Inglaterra, França e Holanda
2010)
e
marginalizada.
Este
é
um
com traços aos movimentos norte-americanos
do “Tolerância Zero”, instalando programas
“A idéia central é dar uma resposta ao fenômeno
sociais com participação da população à
da criminalidade com acréscimo de medidas
atividade policial para diminuir a criminalidade.
repressivas decorrentes de leis penais. Nas duas
(NETO, 2005)
últimas
décadas
crimes
atrozes
são
apresentados pelo mas media e por muitos
Fenômenos consequentes se resumem
políticos como uma ocorrência terrível, geradora
na segurança e a lei apontando a doutrina
de insegurança e consequência do tratamento
benigno dispensado pela lei aos criminosos, que,
fenômenos consequentes quanto ao fato da
por isso, não lhe têm respeito. O remédio
segurança e a mantem-se em meios pelos
milagroso outro não é senão a ideologia da
repressão, fulcrada no velho regime punitivo —
quais os cidadãos buscam seus objetivos
retributivo, que recebe o nome de Movimento da
coletivos e individuais, tornando-se fins em si
Lei
mesmos. Fato qual as estruturas de poder
pensamento partem do pressuposto dicotômico
e
da
Ordem.
Os
defensores
deste
de que a sociedade está dividida em homens
podem se aproveitar e extrair direitos e
bons e maus. A violência destes só poderá ser
garantias individuais, muitas vezes com a pena
controlada
do próprio povo a que ele se submete. O fato é,
imponham longas penas privativas de liberdade,
através
de
leis
severas,
que
quando não a morte. Estes seriam os únicos
as penas podem se elevar a proporções
meios
irracionais mas o nível de criminalidade e
crescente, a única forma de intimidação e
de controle efetivo da criminalidade
neutralização
violência não necessariamente diminui.
dos
criminosos.
Seria
mais,
permitiria fazer justiça às vítimas e aos “homens
de bem”, ou seja, àqueles que não cometem
“A política de tolerância zero é cruel e desumana.
delitos.” (SHECAIRA, 2009, p.165)
Os socialmente etiquetados sempre foram os
clientes preferenciais da polícia e, com o aval dos
governantes, nunca se matou, prendeu e torturou
Sob
o
tantos negros, pobres e latinos. A máquina
distanciamento
estatal repressora é eficientíssima quando se
iluminista
trata de prender e arrebentar hipossuficientes.”
prisma
da
utiliza
visão
como
da
de
Bioética
um
amparo
o
mundo
soluções
deterministas, sociológicas sobre uma Teologia
(LOPES,2001, p.1) .
Holística que nutre um maniqueísmo em que se
Quanto
ao
tabu
a
população
se
submete a uma simbologia, criando um tabu
I Encontro Regional de Iniciação Científica
idealiza vivermos uma guerra entre Deus e o
Diabo traduzindo-se em um mecanicismo
107
luciferiano torturando dentre engrenagens os
a seus pedidos formulando projetos de lei
agressores. A fé cega da razão na ciência que
expressa sem respeitar os alicerces e as
elucida David Ehrenfeld advinda de uma
demais leis do ordenamento jurídico cria o rigor
redução da razão por uma descridibilidade no
excessivo das penas editadas ou estabelece o
científico pelo apego ao empirismo. Eis a
rigor de novas normas impostas trazendo a
fumaça
ineficácia ou efeito diminuído não esperado da
para
ocultar
as
verdadeiras
determinantes do processo de desumanização
lei.
que vivemos hodiernamente, não só no que
tange leis e punições mas como o homem vê e
assiste o meio ambiente. (ILARIO,2001)
A
sociedade
vive
um
pessoas
como
liberalismo
se
É
claramente
notável
que
este
fenômeno é suscetível a ser utilizado como
extremado causado por um relativismo ético
descartando
Conclusões
fossem
embalagens.
instrumento
político
por
oportunistas
acarretando a alterações pontuais na lei penal.
A situação contemporânea sobre o
Direito Penal é crítica. Como Chico Buarque
alude em trecho de sua música “Cálice”
composto nos tempos da Ditadura Militar, a
Figura 1.Esquema Analítico da Formação do
Fenômeno Direito Penal Simbólico
qual se tipifica a este caso: “De tão gorda a
porca já não anda, de muito usada a faca já
não corta...”
Necessário é, que o legislador que sua
função em glória é tutelar os bens jurídicos dos
quais fazem parte os princípios básicos e
direitos fundamentais. Se assim for, esta
imagem utópica de “fazedor de leis” não
enterra a eficácia do sistema penal. Submeter a
reflexão bioética revitalizando a importância
A Figura 1 representa a progressão do
surgimento
desde
sua
priori
no
crime,
passando pela repercussão da mídia causando
humana e resgatando a essência dos princípios
que fora a priori do nosso conhecimento.
(ILÁRIO,2001)
o clamor da massa populacional influenciada
Somente desta maneira, por um milagre
por esta, assim pressionando o Estado por
é que então a violência, desigualdade, a
temor à criminalidade. Consequentemente o
pobreza, o analfabetismo, o abandono da
Legislador como representante do povo atende
saúde e da educação pública caminharia para
I Encontro Regional de Iniciação Científica
108
a resolução, pois afinal, estaríamos obrigados
por este sistema imperativo e positivista a ser
feliz e cairia por terra este “pileque” homérico
por parte deste fenômeno utópico chamado
Direito Penal Simbólico um Estado fictício que
finge resolver o problema com soluções fáceis,
e a sociedade chora as mortes clamando por
uma justiça que governos tendem ignorar. É o
uso do Direito com marcas da ideologia estatal.
No final das contas quem vai ter a
responsabilidade
de
despertar
o
“homem
moderno” que está dentro de nós, é a própria
Agradeço ao Professor Hélio Fernando Oliveira
Junior pela atenção às indagações e pelo belo
trabalho que tem feito com imenso e profundo olhar
científico para com os acadêmicos e à instituição.
Agradeço ao aconchego e paz do lar, que me
possibilitaram o mergulho profundo em incessantes
horas que resultaram no presente trabalho aos
meus pais e amigos. À coordenadora do curso de
Direito da ULT, Rosângela Lascosk por nos
incentivar e possibilitar o evento do I ERIC onde
pudemos demonstrar nossa capacidade de iniciação
científica e demonstrar à comunidade Norte Pioneira
a qualidade do curso de nossa querida instituição. E
por fim à Deus.
Referências
ARANHA, Lúcia de Arruda. Introdução à
filosofia : Filosofando. EDITORA MODERNA.
2º Ed, São Paulo, 1993, pg 67.
sociedade. O Poder vem do povo, da ideia
coletiva, o Estado nasce de nossa projeção da
necessidade de seguir algo. A ideia de paz é
inerente ao que temos que ter em mente. A paz
não se resume na ausência de guerra, pois
temos nos dias de hoje o que se chama de
ANDRIOLA, Cristiany Gomes; BANDEIRA A,
Wagner. Opinião De Docentes Acerca Da
Relação Entre Programas Televisivos E
Violência
Infantil
Em
Ambientes
Educacionais. Linguagens, Educação e
Sociedade - Teresina, Ano 11, n. 15, jul./dez.
2006
"violência passiva", a paz é a justiça social.
Em relevo, o desnecessário apelo às
normas extremamente punitivas e sim o retorno
a razão. Espera-se que a voz milenar do
filósofo e matemático Pitágoras faça despertar
este homem - "Eduquemos nossas crianças
para que não tenhamos que punir os adultos de
amanhã" (SOARES, 1983)
Uma única arma pode ser usada de
várias maneiras, e a instrução é a melhor delas
nesta guerra que dissolve o homem na pósmodernidade.
Agradecimentos
I Encontro Regional de Iniciação Científica
ANDRADE,
Vera
Regina
Pereira
de.
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