imigraçao arabe 3

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imigraçao arabe 3
ÀàãçêáÇÊÉ íóõú
A IMIGRAÇÃO ÀRABE NO BRASIL
1.
Introdução ....................................................................................................................................... 2
2.
Razões da emigração árabe ............................................................................................................. 2
3.
O mascate e o progresso (do comércio popular para a indústria) .................................................. 2
4.
“Nomes da História” : personalidades brasileiras da origem libanesa ........................................... 4
5.
Conclusão ........................................................................................................................................ 4
6.
Receita de Kibe da minha mãe ........................................................................................................ 5
7.
Léxico ............................................................................................................................................... 7
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1.
Introdução
Os imigrantes árabes tinham origens as mais diversas: vinham do Líbano, da Síria, da
Turquia, do Iraque, do Egito, da Palestina ou do Maghreb.
Os povos árabes emigraram, basicamente, por motivos religiosos e por motivos econômicosociais ligados à estrutura agrária dos países de origem, como era o exemplo do líbano.
Hoje nós vamos falar da chegada direta de emigrantes sobretudo sírios e libaneses a partir
do final do século XIX.
As primeiras datas da vinda dos libaneses podem ser fixadas antes de 1885.
2.
Razões da emigração árabe
No Império Otomano, as comunidades cristãs da Síria, Líbano e Egito foram perseguidas.
Fatos importantes da perseguição são o massacre de 1860, a extensão do serviçio militar
obrigatório aos cristãos en 1909 ou a condição de cidadãos de sugunda classe dentro do
Império.
A imigração libanesa no Brasil teve início oficialmente por volta de 1880, quatro anos após a
visita do imperador dom Pedro II ao Líbano que tinha incentivado a vinda de libaneses para
o Brasil. (Dom Pedro 1825-1891 foi o segundo e último imperador do Brasil)
Ao lado do problema religioso, a maioria dos imigrantes veio ao Brasil e também à América
Latina fugindo da escassez de terras e da falta de perspectiva econômica da região então
dominada pelo império turco-otomano.
3.
O mascate e o progresso (do comércio popular para a indústria)
O Brasil, na época, atravessava a sua primeira fase de urbanização e industrialização, o que
tornava propícios os novos negócios. Diferente dos imigrantes europeus, que procuraram no
Brasil as terras para cultivo, os libaneses encontraram nas cidades um local para a criação
de indústrias e casas de comércio.
A maioria deles começou a sua vida no país vendendo mercadorias de porta em porta como
mascate. O dinheiro juntado acabou sendo o pontapé para a abertura de pequenas
confecções e lojas de tecidos. Muitos dos imigrantes libaneses que viveram no Brasil
colaboraram inclusive com o desenvolvimento do próprio Líbano, com envio ao país de
recursos que propiciaram a construção de hospitais, escolas e bibliotecas.
De 1900 até 1920, milhares de comerciantes sírios e libaneses do interior do Brasil
prosperaram. Houve períodos de depressão durante os quais muitos faliram, mas muitos
obtiveram êxito econômico. Começando como mascates, passaram para o comércio de
varejo, depois para o comércio de atacado e finalmente para a indústria.
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Em 1901, na capital paulista, já eram mais de 500 casas comerciais na região. Seis anos
depois, um levantamento indicou que de 315 firmas de sírios e libaneses, 80% eram lojas de
tecidos a varejo e armarinhos. A eclosão da primeira Guerra Mundial aumentou os lucros do
comércio e da indústria com a interrupção da importação dos produtos europeus.
A crise de 1929 e o contínuo progresso da indústria nacional leva os ricos libaneses e sírios
para a criação de novas indústrias e à abertura de novos estabelecimentos comerciais.
Começam, também, a adquirir propriedades ao invés de mandar toda a soma de dinheiro
adquirida para seu país de origem. Estabelecem-se em determinadas zonas da cidade e
passam a dominar o comércio. Exemplo: rua 25 de Março, Florêncio de Abreu e adjacências
em São Paulo. Suas residências vão se localizando em bairros mais afastados como
Liberdade e Vila Mariana. Entre 1940 e 1950 São Paulo já conta com 70 mil sírios e
libaneses.
Este fato também se registra em cada aldeia e cada cidade. Sentindo que sua fixação no
Brasil não é mais provisória, os árabes assumem novas posturas econômicas e sociais. É
um novo ciclo econômico que se inaugura. Nesta fase, famílias inteiras chegam ao Brasil,
porém, continuam sem a proteção das leis de imigração do governo brasileiro. Sua
descendência já se faz sentir nas escolas e a partir de 1932, especialmente no movimento
constitucionalista em São Paulo, (9 de julho e 2 outubro 1932 que tinha por objetivo a
derrubada do governo provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova
constituição para o Brasil) seus descendentes começam a se destacar em cargos políticos e
administrativos.
No plano social também já se sente uma mudança no comportamento das famílias árabesbrasileiras: diminue o número de jovens que voltam para a terra natal para se casarem com
parentes ou conhecidos, pois que agora a família vem inteira.
Depois de 1945 os árabes-brasileiros consolidam sua posição de comerciantes e industriais.
Abrem-se, em decorrência,(consequencia) novas relações diplomáticas com o Brasil o que
dá novo alento à imigração e à economia, principalmente com as mudanças introduzidas
nas leis imigratórias.
Um caso significativo desse sucesso é o da família Jafet.
Nami Jafet imigrou em 1893 já com a idade de 33 anos. Era formado pela Universidade
Americana de Beirute, tendo trabalhado por dez anos como professor. Publicou em 1886 um
livro sobre matemática. A saída do Líbano deveu-se a uma discussão filosófica e religiosa
sobre a tese darwinista da evolução das espécies. Com todos esses predicados, percebe-se
que Nami Jafet não era um imigrante comum. Porém os seus irmãos não tinham o mesmo
nível intelectual e, por isso, foram trabalhar na mascateação. Em 1897, Nami abriu uma
firma comercial, a fábrica de tecidos, a Fiação, Tecelagem e Estamparia Jafet S.A., foi
instalada em 1907. Os tecidos fabricados, o morim "Beirute", a chita "Sultão" e o xadrezinho
"Jafet" faziam sucesso nas mãos dos mascates sírios e libaneses pelo interior. Com a I
Guerra Mundial, a fortuna da família Jafet multiplicou-se. Ele foi fundador da Igreja Cristã
Ortodoxa, chefe do Senado Religioso, presidente da Associação dos Ex-Alunos da
Universidade Americana residentes no Brasil e um dos grandes propugnadores da Grande
Síria, isto é, da união do Líbano com a Síria.
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Outra peculiaridade que ilustra essa integração vigorosa é a incorporação de iguarias
(gourmandises) à culinária local. Em São Paulo, de acordo com o Sindicato de Hotéis,
Restaurantes, Bares e Similares, um quarto das refeições servidas provém da culinária
árabe. Algumas receitas difundidas pelos imigrantes integram hoje a dieta habitual da classe
média brasileira, como o quibe, a esfiha, o tabule, a coalhada, a cafta, o falafel, o
babaganouche, o pão sírio ou árabe, homos, laban, labna, mijadra, tahine e a lentilha.
Restaurantes especializados em cozinha árabe (ou em adaptações inspiradas nela)
proliferaram de tal forma que não há guia gastronômico sem uma seção dedicada a eles ou
shopping center em cuja praça de alimentação um deles não esteja presente.
No Brasil, muitos libaneses e descendentes fizeram fortuna e alcançaram notoriedade. A
presença da cultura libanesa é sentida no país não apenas na culinária como na língua, que
assimilou palavras do árabe, em hospitais e diversos outros setores.
4.
“Nomes da História” : personalidades brasileiras da origem libanesa
(Onde quer que chegassem, eram chamados da mesma forma: “turcos”. Uma
confusão que os ofendia duplamente – pelo equívoco geográfico e por referir-se a seus
dominadores históricos. Culpa dos passaportes que usavam, até a Primeira Guerra Mundial
(1914-1918) expedidos pelo Império Otomano.)
Entre as personalidades de origem libanesa destacam-se os políticos José de
Ribamar Fiquene (ex-governador do Maranhão), Jorge Hage (Ministro da Controladoria
Geral da União), Paulo Maluf, Michel Temer (vice-presidente da República), Jorge Maluly
Netto, Adib Jatene, Pedro Simon, Antônio Salim Curiati, Paulo Abi-Ackel, Geraldo Alckmin,
Gilberto Kassab e Fernando Haddad, os ex-ministros Ibrahim Abi-Ackel e Alfredo Buzaid, os
ex-governadores Simão Jatene, Almir Gabriel, Paulo Souto e Espiridião Amin, os exsecretários Helio Mokarzel e Dionísio Hage, o escritor Milton Hatoum, o publicitário Roberto
Duailibi e o ex-colunista social Ibrahim Sued, a reitora da Unifesp, Soraya Smaili, a
professora e escritora Safa Jubran, o ex-senador e presidente da Câmara de Comércio
Brasil-Líbano Alfredo Cotait, o prefeito de SP Fernando HADDAD, - o juiz e ex-ministro das
Relações Exteriores Francisco Rezek, o banqueiro Joseph SAFRA, o PDG de Renault
Carlos Ghosn, o Filologo, Escritor, Tradutor, critico literario, diplomata, enciclopedista e
Ministro da cultura, Presidente da Academia Brasileira de Letras Antônio Houaiss 1915-1999
5. Conclusão
Para concluire, a imigração árabe no Brasil não se restringiu a uma área específica
como outras correntes imigratórias que aqui se estabeleceram, mas predominou os grandes
centros urbanos. Isso se explica também por suas atividades econômicas exercidas, pois
como comerciantes buscavam novos mercados e melhores oportunidades, politicas e
culturais.
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6. Receita de Kibe da minha mãe
-
800 gm Carne Patinho - Moído 2 vezes
1,5 Copo de Trigo para kibe. (borghol) Deixar na água até o final da
preparação)
Preparação da Cebola:
1 Cebola Ralada
7 Bharat (especiarias)
Pimenta Síria
Sal
Menta Seca
Preparação do Recheio
2 Cebolas Picadas
Fritar com margarina e um pouco de óleo. Não azeite.
Pinho (Snoubar) até dourar um pouco. (pignon de pin)
Acrescentar 1/3 da carne. Fritar e adicionar a gosto sal e 7 bharat. (7 épices)
Preparação do Kibe:
Numa bacia, misturar a carne com a preparação da cebola.
Depois acrescentar o trigo, sem a água, espremer o trigo para sair toda a água.
Misturar bem, até formar uma massa. Se tiver robot, passar nele.
Pegar a bandeija ;
Untar com margarina;
Colocar a metade da massa no fundo, alisar direitinho, molhar a mão com água,
parece que ajuda bastante.
Depois colocar o recheio. Espalhar.
Depois passar a segunda camada da massa, por cima.
Faça um buraco no meio da bandeija, sabe enfia o dedo, fura bolo e colocar óleo.
Depois você desenha a massa.
Por final coloque um pouco de margarina em alguns pontos estratégicos.
Esse vai ser o melhor kibe de bandeija.
Pôr ao forno durante 45 mn 200° C .
« Sahtein » (boa apetite em árabe)
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7.
Léxico
Mascate :
Vendedor ambulante de miudezas, jóias; tapetes, roupas, etc.... Vendedor de porta a
porta. Um mastecateiro (do verbo mascatear, a Mascateação ou o mascateamento).
A não confundir com MASCATE que é a capital de Omã (Sultanato de Omã).
Perseguidos :
do verbo perseguir no sentido de molestar, vexar, maltratar, martirizar (substantivo :
a perseguicão)
Fugindo :
desertando, escapando (do verbo fugir que quer dizer escapar, desertar, afastar-se)
Alfândega :
palavra de origem arabe que vem do ALFONDOG(Hospedaria, estalagem) ou aduana
O pontapé :
a primeira oportunidade
Falir :
ficar sem dinheiro (empresa falida : Uma empresa Destruída economicamente)
Comércio de varejo :
venda en pequenas quantidades como o caso de mercearias e supermercados
Armarinho :
Loja onde se vendem tecidos, material de costura e atavios femininos
Comércio de atacado : forma de comercialização de grandes quantidades de produtos (comprar ou vender
por atacado).
Ostensivo :
aquele que se pode mostrar, ostensível, aparente.
Deslanchar :
adaptado do francês “declencher”, dar ou ganhar impulso.
O morim
é um tecido de algodão é usado principalmente para a confecção de roupas intímas
:
em decorrência :
em consequência
a chita:
tecido de algodão, estampado a cores
Fiação:
conjunto de fios (filage)
Tecelagem :
fabricação de tecido (tissage)
Estamparia :
processo de pelo qual a cor e aplicada ao téxtil
propugnadores :
aquele que sustenta luta fisica ou moral (luta por) (do verbo propugnar)
iguarias :
comida saborosa
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