tumores cerebrais

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tumores cerebrais
TUMOR CEREBRAL PARTE-I
Prof. Fernando Ramos
BREVE REVISÃO ANATÔMICA
DO SISTEMA NERVOSO
CENTRAL
http://4.bp.blogspot.com/_S5-c9NvS53E/SsFjE5YNTFI/AAAAAAAAAS4/m5xXuTbt9CY/s400/cerebro+(1).jpg
TELENCÉFALO



Dois
hemisférios
cerebrais;
Depressões
(sulcos)
delimitam os giros;
Aumento de superfície
sem grande aumento do
volume cerebral.
(Machado, A. B. M., 2005)
http://www.psiquiatriageral.com.br/cerebro/texto9.JPG
TELENCÉFALO



Sulcos cerebrais ajudam a
delimitar
os
lobos
cerebrais;
Os
lobos
cerebrais
recebem
sua
denominação de acordo
com os ossos do crânio
que se relacionam;
Lobos frontal, temporal,
occipital e parietal.
(Machado, A. B. M., 2005)
http://www.psiquiatriageral.com.br/cerebro/texto9.JPG
TELENCÉFALO
Cada lobo é responsável por um grupo
específico de funções;
 Lobo frontal - movimentos voluntários do
lado
oposto
do
corpo;
funções
intelectuais, processos de pensamento,
comportamento e memória.
 O lobo frontal esquerdo é também
responsável pela fala e pela escrita.

(American Cancer Society / M.D. Anderson Cancer Center)
TELENCÉFALO

Lobo temporal - interpretação dos sons;

O esquerdo é responsável pela
compreensão da fala e o direito, pelos
sons musicais;

Mecanismos
emoções.
da
memória
e
das
(American Cancer Society / M.D. Anderson Cancer Center)
TELENCÉFALO

Lobo occipital - interpretação dos estímulos da
visão espacial correspondente ao lado oposto.

Lobo parietal - interpretação das sensações táteis,
térmicas e dolorosas; compreensão das formas e
dos objetos; compreensão da leitura, das
fisionomias, do espaço e das memórias
correspondentes. Integrado ao lobo occipital, é
também responsável pela identificação das
figuras, dos símbolos e da palavra escrita.
(American Cancer Society / M.D. Anderson Cancer Center)
BULBO

Situado logo abaixo da ponte;

Núcleos de nervos cranianos;

Centros nervosos da
respiração, batimentos
cardíacos e outras atividades
neurovegetativas.
(American Cancer Society / M.D.
Anderson Cancer Center
http://www.juntadeandalucia.es/averroes/~29701428/salud/bulbo.gif
PONTE

Situada ventralmente
ao cerebelo;

Dela emergem vários
nervos cranianos.
(Adaptado de Machado,
A. B. M., 2005).
http://www.afh.bio.br/nervoso/img/tronco%20cerebral.gif
CEREBELO

Situa-se dorsalmente ao
bulbo e à ponte;

Suas funções estão
relacionadas como
equilíbrio e a
coordenação de
movimentos.
(Adaptado de Machado,
A. B. M., 2005).
http://www.anatomiahumana.ucv.cl/morfo1/foto1/cerebelo_2.jpg
http://3.bp.blogspot.com/_Y1T370dGL1Y/Rhp6V8zHN4I/AAAAAAAAAAw/fDsC16TLpHA/s320/img_meninges.gif
Além destas quatro
estruturas principais,
existem
outras:
ventrículos cerebrais,
tálamo, hipotálamo,
sistema límbico e
formação
reticular
ativadora
ascendente, nervos
cranianos
e
meninges.
http://www.fisfar.ufc.br/petmedicina/images/stories/cnerves.png
http://talamo-medicoblastos.wikispaces.com/file/view/diencefalo.jpg/34134087/diencefalo.jpg
TUMORES CEREBRAIS

Lesão intracraniana localizada;

Cresce geralmente como uma massa esférica;

Pode crescer difusamente e infiltrar os tecidos;

Alterações fisiológicas
(Adaptado de Brunner & Suddarth, 2009)
http://www.si14.com.br/wp-content/uploads/2008/12/tumor.jpg
TUMORES CEREBRAIS

Pressão intracraniana (PIC) aumentada e
edema cerebral;

Atividade convulsiva e sinais neurológicos
focais;

Hidrocefalia;

Função hipofisária alterada.
(Brunner & Suddarth, 2009).
TUMORES CEREBRAIS

Os
tumores
cerebrais
primários
originam-se de células e estruturas
dentro do cérebro;

Os
tumores
secundários,
ou
metastáticos, desenvolvem-se a partir
de estruturas fora do cérebro.
(Adaptado de Brunner & Suddarth, 2009).
TUMORES CEREBRAIS

As lesões metastáticas ao cérebro
ocorrem comumente a partir do pulmão,
da mama, do trato gastrointestinal
inferior, do pâncreas, do rim e da pele
(melanomas).
(Adaptado de Brunner & Suddarth, 2009).
TUMORES CEREBRAIS

São raros;

Incidência
e
mortalidade
vêm
aumentando ao longo das últimas
décadas em vários países, inclusive no
Brasil, particularmente entre idosos.
(Monteiro, G. T. R. & Koifman, S., 2003).
TUMORES CEREBRAIS

Muitos tumores cerebrais em adultos
originam-se de células gliais e são
supratentoriais;
(Brunner & Suddarth, 2009).
TUMORES CEREBRAIS
TUMORES CEREBRAIS PRIMÁRIOS

Classificados em vários grupos:
- aqueles que se originam dos
revestimentos
cerebrais
(p.ex.,
meningioma dural);
- aqueles que se desenvolvem nos
nervos cranianos ou sobre eles
(p.ex., neuroma acústico);
- aqueles que se originam do tecido
cerebral (p.ex., gliomas);
- lesões metastáticas originando-se
de outras partes do corpo.
(Brunner & Suddarth, 2009).
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/images/ency/fullsize/8893.jpg
TUMORES CEREBRAIS
TUMORES CEREBRAIS PRIMÁRIOS
* GLIOMAS:
 Divididos em muitas categorias;

Astrocitomas são o tipo mais comum e são
graduados de I a IV, indicando o grau de
malignidade, o qual se baseia na densidade
celular, presença de mitose nas células e
aparência.
(Brunner & Suddarth, 2009).
TUMORES CEREBRAIS

Em geral, se disseminam infiltrandose no tecido circunvizinho;

Não podem ser totalmente removidos
sem causar danos consideráveis a
estruturas vitais.
(Brunner & Suddarth, 2009)
TUMORES CEREBRAIS

Glioblastoma é uma neoplasia
maligna de origem astrocitária;

Afeta
adultos
preferencialmente
cerebrais.
e
nos
localiza-se
hemisférios
(Mendonça, R. et. al., 2005)
TUMORES CEREBRAIS

Acomete homens em torno de 50
anos de idade;

Apresenta-se
tipicamente
com
sintomas clínicos relacionados à
hipertensão
intracraniana
ou
convulsões.
(Ferreira, N. F. et. al., 2004)
TUMORES CEREBRAIS

Desenvolve-se a partir de astrocitomas
de
baixo
grau
ou
anaplásicos
("glioblastoma secundário");

Pode surgir de novo após curto período
de tempo, sem evidência de lesão
maligna
precursora
("glioblastoma
primário").
(Mendonça, R. et. al., 2005).
TUMORES CEREBRAIS

Tempo entre o início dos sintomas e o
diagnóstico geralmente é curto;

A agressividade do GBM pode ser notada
pela rapidez da instalação dos sintomas,
pelo grau de hipertensão craniana e de
deterioração clínica.
(Rondinelli, P. I. P. & Martinez, C. A. O., 2002).
TUMORES CEREBRAIS

Cirurgia radical nem sempre melhora a
qualidade de vida de muitos pacientes,
mas pode aumentar a duração da
sobrevida para alguns deles.
(Rondinelli, P. I. P. & Martinez, C. A. O., 2002).

Quanto à localização, são mais comuns
nos lobos frontal e temporal, podendo
envolver mais de um lobo.
(Ferreira, N. F. et. al., 2004)
TUMORES CEREBRAIS

Imagem na RM: massa mal
delimitada,
com
sinal
heterogêneo em todas as
sequências,
áreas
císticas/necrose, com paredes
irregulares e impregnação
heterogênea pelo contraste.
As áreas de necrose são
características de neoplasias
de alto grau.
(Ferreira, N. F. et. al., 2004)
http://www.wnyneuro-oncology.org/content/17/GlioblastomaMultiforme.jpg
TUMORES CEREBRAIS

Meningiomas: 15 a 20% de todos
os tumores cerebrais primários;

Tumores
encapsulados
benignos
comuns das células aracnóides nas
meninges.
(Brunner & Suddarth, 2009).
TUMORES CEREBRAIS

Crescem lentamente e ocorrem mais
frequentemente em mulheres de
meia-idade;

As manifestações dependem da área
envolvida e decorrem da compressão
e não da invasão do tecido cerebral.
(Brunner & Suddarth, 2009)
TUMORES CEREBRAIS

Neuromas acústicos: tumor do 8º
nervo craniano (principal responsável
pela audição e equilíbrio);

Ocorre, em regra, dentro do meato
auditivo interno e pode crescer devagar
e atingir um tamanho considerável
antes
de
ser
corretamente
diagnosticado.
(Brunner & Suddarth, 2009)
TUMORES CEREBRAIS

O paciente apresenta perda da audição,
zumbidos e episódios de vertigens e
marcha cambaleante;

Podem ocorrer sensações dolorosas na
face, devido a expansão do tumor com
consequente compressão do 5º nervo
craniano.
(Brunner & Suddarth, 2009)
TUMORES CEREBRAIS

Adenomas hipofisários: 7 a 12%
de todos os tumores cerebrais;

Causam sintomas em consequência
de uma pressão sobre estruturas
adjacentes
ou
de
alterações
hormonais.
(Brunner & Suddarth, 2009)
TUMORES CEREBRAIS

Angiomas são massas tumorais que
são constituídas principalmente de
vasos sanguíneos anormais;

Ocorrem no cerebelo em 83% dos
casos;
(Brunner & Suddarth, 2009)
TUMORES CEREBRAIS

Alguns persistem por toda a vida sem
causar sintomas; outros causam os
sintomas de um tumor cerebral;

Esses pacientes estão em risco de um
acidente vascular cerebral hemorrágico,
porque as paredes dos vasos sanguíneos
nos angiomas são finas.
(Brunner & Suddarth, 2009)
TUMORES CEREBRAIS
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Sinais
e
sintomas
generalizados;
neurológicos
focais
ou

Os sintomas generalizados refletem o aumento da
PIC;

Os sinais e sintomas focais ou específicos mais
comuns decorrem de tumores que interferem com as
funções em regiões cerebrais específicas.
(Brunner & Suddarth, 2009)
TUMORES CEREBRAIS
HISTÓRICO E ACHADOS DIAGNÓSTICOS

Histórico do paciente;

Exame neurológico;

Exames complementares;

LCR.
TUMORES CEREBRAIS
TRATAMENTO

Quimioterapia;

Radioterapia (diminui a incidência da recorrência de muitos
tumores não completamente ressecados);

Usadas isoladamente ou em combinação à ressecção
cirúrgica;

Corticosteróides podem ser usados antes e depois do
tratamento para reduzir o edema cerebral e promover uma
recuperação mais suave e mais rápida.
(Brunner & Suddarth, 2009).
TUMORES CEREBRAIS
METÁSTASES CEREBRAIS

Complicação neurológica mais comum, ocorrendo
em 25% dos pacientes com câncer;

Cefaléia, distúrbios da marcha, alterações visuais,
alterações da personalidade, alterações da
atividade mental (perda de memória e confusão
mental), fraqueza focal, paralisia, afasia e
convulsões.
(Brunner & Suddarth, 2009)
TUMORES CEREBRAIS

Os tumores que mais dão metástases cerebrais
são os carcinomas broncogênicos, os da mama
feminina e os melanomas.
(Disponível em http://anatpat.unicamp.br/taneumetastase.html; acesso em 14/06/2010)
TUMORES CEREBRAIS
TRATAMENTO DAS METÁSTASES

Paliativo;

Eliminação ou redução dos sintomas graves com a
finalidade de melhorar a qualidade de vida do
paciente e de sua família;

A abordagem terapêutica
cirurgia e a quimioterapia.
inclui
radioterapia,
(Brunner & Suddarth, 2009)
TUMORES CEREBRAIS

Os corticosteróides são úteis para aliviar as
cefaléias e as alterações do nível de consciência;

Diuréticos osmóticos para diminuir o conteúdo
líquido do cérebro, o que ocasiona uma diminuição
da PIC;

Drogas
anticonvulsivantes
são
usadas
prevenção e tratamento de crises convulsivas.
na
(Brunner & Suddarth, 2009)
OBRIGADO!!!

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